Nilo Peçanha, o sal e as obras nos canais da Lagoa de Araruama

A historiadora Maria de Fátima Morado, do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é a autora do artigo Nilo Peçanha, o sal e as obras nos canais da Lagoa de Araruama, destacando imagens de dois álbuns que integram a Coleção Nilo Peçanha. Os registros apresentam o contexto da realização das obras, com etapas das construções e imagens de seus trabalhadores. Constam nas páginas dos álbuns informações manuscritas que colaboram para a descrição da execução dos trabalhos. Além disso, as imagens revelam aspectos da bela paisagem local no início do século XX.

 

Nilo Peçanha, o sal e as obras nos canais da Lagoa de Araruama

Maria de Fátima Morado*

 

 

Na Lagoa de Araruama, os canais Palmer 1, Palmer 2 e Mossoró passaram por obras de melhoramentos promovidas pelo governo de Nilo Peçanha durante seu segundo mandato de presidente do estado do Rio de Janeiro (1914-1917). As fotografias que registram o andamento dessas obras compõem dois álbuns que integram a Coleção Nilo Peçanha, presente no acervo do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.

 

Acessando o link para as fotografias das obras nos canais da Lagoa de Araruama de dois álbuns que integram a Coleção Nilo Peçanha do Museu da República que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.

 

A exploração de sal na Lagoa de Araruama, considerada a maior laguna hipersalina do mundo, começou no período colonial de forma restrita, alcançando escala de industrialização durante o Império quando ocorreram as aberturas de canais para facilitar o escoamento do produto. Em Cabo Frio, o engenheiro francês Leger Palmer, um dos mais importantes negociantes do sal, depois de obter autorização dos poderes públicos para financiamento das obras que duraram de 1875 a 1880, promoveu a abertura dos dois canais que atualmente levam seu nome.

 

 

No período republicano, a produção do sal favorecia fortemente a economia da região da Lagoa de Araruama. Contudo, o transporte da mercadoria encontrava novos entraves, uma vez que os canais utilizados necessitavam de modernização para que pudessem acompanhar o crescimento da produção. Em 1911, o Relatório do Ministério da Viação e Obras Públicas, ao descrever o canal de Mossoró, em São Pedro da Aldeia, informa que sua origem ocorreu em torno de 1880 e destaca a necessidade de intervenção para sua melhoria, o que deveria ser feito em conjunto com as melhorias dos canais Palmer que também precisavam ser realizadas.

Nilo Peçanha tomou posse presidente do estado do Rio de Janeiro, em dezembro de 1914, e, no ano seguinte, recebeu por telegrama uma representação de salineiros com agradecimentos por incluir Mossoró na resolução que promoveria obras de dragagem, construção de pilares de alvenaria, entre outros benefícios, nos canais da Lagoa de Araruama.

 

 

Os veículos de imprensa da época noticiavam sobre o andamento das obras e a Revista Fon Fon publicou, em 1915, a fotorreportagem “As riquezas do Brasil: as salinas do Estado do Rio” sobre a visita da comitiva de Nilo Peçanha à região da Lagoa de Araruama.

 

 

Em dezembro de 1917, o jornal A Noite, anunciou a inauguração do monumento erguido em comemoração ao fim das obras fazendo uma retrospectiva sobre a necessidade que levou a modernização dos canais, lembrando o apelo dos produtores. Também citou como os responsáveis pelo projeto o engenheiro Meira Junior e o construtor Horácio Miranda. Nilo Peçanha havia renunciado ao mandato em 7 de maio de 1917 para assumir o Ministério das Relações Exteriores, assim, segundo o mesmo jornal, a inauguração foi feita pelo seu sucessor, Geraque Collet.

 

 

Publicações oficias também relatavam sobre a condução das obras nos canais, como por exemplo, o Relatório dos Presidentes dos Estados Brasileiros (RJ) – 1892 a 1930 que destacou a conclusão dos pilares de alvenaria de pedra, quebra-mar e cais nos canais Palmer 1 e 2 e da dragagem no canal Mossoró.

 

 

 

 

As fotografias da Coleção Nilo Peçanha apresentam o contexto da realização das obras, detalhando as etapas das construções com destaque para seus trabalhadores. Em diversas fotos podemos observar a presença dos homens empregados nas obras dos canais, especialmente em uma delas quando aparece um grupo segurando um cartaz. Nas páginas dos álbuns constam informações manuscritas que colaboram para a descrição da execução dos trabalhos. Sem esquecer que essas imagens revelam aspectos da bela paisagem local no início do século XX.

 

 

*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República

 

Fontes:

CHRISTOVÃO, J. H. de O. Do sal ao sol: a construção social da imagem do turismo em Cabo Frio. Orientador: Helenice Aparecida Bastos Rocha. Dissertação (Mestrado em História Social) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Formação de Professores, São Gonçalo 2011.

FREITAS, G. G. de. A produção de sal marinho na lagoa de Araruama, RJ. Revista CEDEPEM, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 35-38, jul/ago. 2021.

PEREIRA, Olegário N. Azevedo; CASTRO, Elza Maria N. Vieira de; DIAS, João Alveirinho; BASTOS, Maria Rosário. A exploração de sal como motivo de antropização na laguna de Araruama: 1801-1900. In: Silvia Dias Pereira et al., O Homem e o Litoral: Transformações na paisagem ao longo do tempo, Rio de Janeiro, pp.312-331, 2017.

BIDEGAIN, Paulo; BIZERRIL, Carlos. Lagoa de Araruama: Perfil ambiental do maior ecossistema lagunar hipersalino do mundo. Rio de Janeiro: Semads, 2002.

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional:

Annaes da Assembléa Legislativa Provincial do Rio de Janeiro: Relação dos Deputados à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – 1836 a 1888. Ano 1878. Edição 00001 (1).

A Noite. Ano 1917. Edição 02155 (1)

Fon Fon: Semanario Alegre, Politico, Critico e Esfusiante. Ano 1915. Edição 00020 (1)

Jornal do Commercio. Ano 1918. Edição 00212 (1).

O Fluminense. Ano 1915. Edição 09454 (1)

Relatório do Ministério da Viação e Obras Públicas – 1910 a 1927. Ano 1911. Edição 00001 (4)

Relatórios dos Presidentes dos Estados Brasileiros – 1892 a 1930. Ano 1918. Edição 00001 (1)

Série “O Rio de Janeiro desaparecido” XXX e série “Hotéis do Brasil” VII – O Grande Hotel Internacional em Santa Teresa

Destacando quatro imagens produzidas pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923), brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX , o Grande Hotel Internacional é o assunto do 30º artigo da série O Rio de Janeiro desaparecido e o sétimo da série Hotéis o Brasil. Considerado o mais cosmopolita dos hotéis do Rio de Janeiro na virada do século XX, situava-se em um grande casarão no lugar denominado Lagoinha, no morro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Foi inaugurado, em 1º de dezembro de 1891, na Rua do Aqueduto. Pertencia à Companhia Melhoramentos de Santa Teresa (Gazeta de Notícias, 2 de dezembro de 1891, primeira coluna).

 

 

Em 1893, foi adquirido pelo francês Ferdinand Mentges. Antes de se tornar um hotel, no casarão funcionava um sanatório para doenças do pulmão.

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Acessando o link para as imagens do Grande Hotel Internacional disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.

 

Na sua inauguração, compareceram várias senhoras e cavalheiros, a quem foi oferecido um delicado lunch. Ficava a 45 minutos da cidade, a 184 metros do nível do mar e em meio a uma vegetação soberba, o que contribuía poderosamente para a pureza do ar que ali se respira. Devido à sua localização recebia ventilação da Baía de Guanabara, para a qual tinha uma belíssima vista, mas era protegido de eventuais correntes de ar pelos morros Castor e Pólux. Em 1895, o então presidente da República, Prudente de Morais (1841-1902), passou uma temporada no hotel recuperando-se de uma de suas constantes febres (Jornal do Commercio, 29 de julho de 1934, segunda coluna).

Notabilizou-se por oferecer requintados serviços e também por reunir em seus salões intelectuais do Rio de Janeiro dentre eles o dramaturgo Artur de Azevedo (1855-1908), o historiador Capistrano de Abreu (1853-1927) e o escritor Raul Pompéia (1863-1895).

 

 

Quando foi inaugurado, possuía um prédio principal e dez chalés. No pavimento térreo, abrigava grandes salões com piano, bilhar e outros jogos, além de um restaurante, da copa e da cozinha. No segundo andar, ficavam a sala do gerente, o salão de honra e inúmeros quartos com todas as condições de conforto. A construção do Grande Hotel Internacional foi dirigida pelo comendador Bittencourt da Silva sob os conselhos do sr. Rocha Faria. Foram atendido rigorosos preceitos da higiene moderna.

 

 

Em 1911, foi ampliado: possuía 150 leitos e, além do prédio principal e dos chalés, três vilas.

“O hotel está rodeado de matas e os passeios são muitos e variados, tais como Lagoinha, Sumaré, Silvestre, Paineiras, Corcovado. O hotel é principalmente para famílias e estrangeiros que desejem residir em lugar sossegado durante a noite. O seu parque e as suas matas, da extensão de 40.000 metros quadrados, são de grande atrativo para os estrangeiros”.

Inovou, oferecendo aos hóspedes quadra de tênis e um campo de críquete, esportes ingleses que chegavam ao Rio de Janeiro. Bondes ligavam o hotel ao Largo da Carioca. Partiam de 15 em 15 minutos, o percurso era de cerca de 20 minutos e era feito por um caminho muito pitoresco e interessante.

GRAND HOTEL INTERNACIONAL - Santa Tereza

Foram seus hóspedes estrangeiros ilustres como o bailarino ucraniano Vaslav Nijinski (1889-1950) e A bailarina norte-americana Isadora Duncan (1877-1927), a atriz francesa Sarah Bernhardt (1844-1923) e o arqueólogo e explorador britânico Percy Harrison Fawcett (1867-1925).

 

 

Na crônica Chegada de um estrangeiro ao Rio, de 1912, João do Rio (1881-1921), usou um tom elogioso para descrever o Rio de Janeiro aos olhos de um europeu. O Grande Hotel Internacional foi citado.

…Outros nédios, bem dispostos e tão nus como o primeiro insistiam para que eu tomasse um bote. Olhei, na semipenumbra, o desdobramento dos squares,  a linha dos carros de praça e os meus olhos viram, ao lado de automóveis, uma espécie de condução que até aquele momento só tinham visto em gravuras cantando os feitos do dândi d’Orsay, em Londres ou as elegâncias de Paris, em 1854. Os meus olhos viram os tílburis. Acerquei-me de um. O cocheiro tinha uma bota descalça. Agitou-se entre a bota, as rédeas e o chicote alguns segundos.

– Para onde vamos, V. senhoria?

Internacional, Santa Thereza, disse eu com a adresse que recebera a bordo.

– Ah! isso é lá em cima. O burro não sobe. Vou levá-lo à estação dos bondes.

– É muito longe? fiz com o vago receio do viajante solitário.

– Uma hora de viagem. É bonito…

 

 

Uma fotografia do Grande Hotel Internacional ilustrou um capítulo do livro Memórias de um rato de hotel publicado na Gazeta de Notícias, de 6 de janeiro de 1912, escrito por João do Rio. Era sobre um célebre ladrão da Belle Époque, Arthur Antunes Maciel, vulgo, Dr. Antonio, que ficou famoso por seus roubos inteligentes em hotéis, onde se hospedava com identidades diferentes.

 

 

Segundo uma observação publicada no livro Os dias passam, de João do Rio, editado pela Coordenadoria de Editoração da Fundação Biblioteca Nacional, de 2015, o Grande Hotel Internacional existiu até meados da década de 30. Em seu lugar foi construído, em 1959, o Condomínio Equitativa.

 

 

 

Andrea C.T. Wanderley

Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica

Fontes:

Agenda Bafafá

GONTIJO. Juliana Santiago. JOÃO DO RIO E AS REPRESENTAÇÕES DO RIO DE JANEIRO: O ARTISTA, O REPÓRTER E O ARTIFÍCIO – MODERNIDADE PERIFÉRICA E REPRESENTAÇÕES DO RIO DE JANEIRO Impressões do Brasil: Crônicas do Século XX

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

João, do Rio, 1881-1921. Os dias passam / João do Rio. – 2. ed. – Rio de Janeiro : FBN, Coordenadoria de Editoração, 2015. 408 p. : il. ; 12×19 cm. – (Coleção Cadernos da Biblioteca Nacional ; 13)

LEME, Deborah Lavorato. Matula do sertão: a trajetória do coronel Percy Harrison Fawcett no Brasil (1906-1951). Dissertação de mestrado apresentada na USP, 2023.

O GLOBO, 28 de fevereiro de 2015

Site Dantes

Site História do Esporte

Site Novo Milênio

 

No Dia do Ceará, fotografias de autoria de Miguel de Moura

Com imagens produzidas pelo fotógrafo cearense Miguel de Moura Cavalcante (1883 -19?), a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia do Ceará, comemorado anualmente em 17 de janeiro. Foi estabelecido, em 18 de maio de 2004, pela Lei nº 13.470, passando a integrar o calendário de eventos oficiais do estado. Foi em 17 de janeiro de 1799 que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco, tornando-se administrativamente independente. A emancipação foi realizada a partir de uma Carta Régia assinada pela rainha de Portugal, dona Maria I (1734-1816), e baseava-se no crescimento populacional e econômico do estado.

 

 

O fotógrafo e artista plástico Miguel de Moura Cavalcante, de quem se tem, até o momento, poucos dados biográficos, nasceu em Maranguape, em 27 de dezembro de 1883, segundo seu registro de batismo publicado no site Family Search.

Registro e batismo de Miguel e Moura / Site Family Search

Registro de batismo de Miguel de Moura / Site Family Search

 

Atuou no Ceará nas primeiras décadas do século XX e foi um dos precursores, no Brasil, na realização de fotomontagens de cunho alegórico com as imagens A Deusa das Flores e Imitação das Lutas Romanas que pertencem, assim como as outras destacadas neste artigo, à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.

 

 

 

 

 

Acessando o link para as fotografias de autoria de Miguel de Moura disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.

 

Foi um dos precursores da fotografia em Maranguape, onde era conhecido como Mourinha. Foi casado com Luiza Nogueira de Moura e seu estúdio fotográfico, inaugurado em 1911, ficava na casa onde moravam.

 

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Casa e estúdio de Miguel de Moura Cavalcante em Maranguape / Página no Instagram cafecomartempe

 

 

Sua filha, Lygia Nogueira Cavalcante (1918 -?), foi a primeira fotógrafa da cidade. Era também pianista e farmacêutica.

 

Lygia fotografada por seu pai, Miguel de Moura, s/d / Página no Instagramlygia.pesquia-e-memoria

Lygia fotografada por seu pai, Miguel de Moura, s/d /. Página no Instagram lygia.pesquisa_e_memoria

 

 

Captura de tela 2024-12-16 134918

Registro de batismo de Lygia Nogueira Cavalcante/ Site Family Search

 

Foi o idealizador do primeiro cinema da cidade, o Cinema Hermes, batizado em homenagem ao presidente da República Hermes da Fonseca (1855-1923), e inaugurado em 29 de junho de 1910 (Jornal do Ceará, 1° de julho de 1910, primeira coluna).

 

 

 

 

 

 

 

Andrea C.T. Wanderley

Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica

 

Fontes:

Facebook – página de Marília Quinderé

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

Instagram – página lygia.pesquisa_e_memoria e caafecomartempe

KOSSOY, Boris. Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&b.

Site Enciclopédia Itaú Cultural

Site Family Search

Site Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará

SOUZA, Fabricia dos Santos. As nebulosidades imagéticas: representações do cotidiano quixadaense nas fotografias (1885-1930). Universidade Estadual do Ceará.

Novos acervos: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE

A Brasiliana Fotográfica, no ano em que celebra 10 anos de existência, anuncia com alegria e entusiasmo a adesão da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como sua 14ª instituição parceira. A missão principal do IBGE é retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania. Ao longo de seus quase 90 anos de existência, o IBGE acumulou um rico acervo bibliográfico, cartográfico e iconográfico que apresenta o Brasil em seus aspectos econômicos, sociais, culturais e demográficos, entre outros. O primeiro artigo produzido para o portal, Pioneiros do IBGE: um legado nas estatísticas e geociências do Brasil, foi escrito pelas bibliotecárias Luciana F. Lau e Danielle Barreiros; e pelo arquivista Fabio Carvalho, todos do IBGE.

 

Pioneiros do IBGE: um legado nas estatísticas e geociências do Brasil

Luciana F. Lau, Fabio Carvalho e Danielle Barreiros*

 

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – recebeu com alegria e entusiasmo o convite para integrar o Portal Brasiliana Fotográfica e inicia sua participação com a inclusão de 28 fotografias. Esta é sem dúvida uma excelente oportunidade de ampliar a visibilidade, o acesso e gerar conhecimento acerca dos acervos fotográficos do IBGE, que constituem importantes fontes de informação histórica  e cultural.

Acesse aqui o link para as fotografias do acervo do IBGE disponíveis na Brasiliana Fotográfica

Em virtude de o IBGE estar prestes a comemorar seus 90 anos de criação, selecionamos para nossa primeira postagem uma imagem que celebra e valoriza o legado dos pioneiros que construíram as bases do Instituto. A imagem destacada acima faz parte da Coleção “Eventos Institucionais” e retrata uma reunião ocorrida no ano de 1939.

Entre os presentes no evento estão algumas personalidades que lançaram as bases fundadoras do próprio IBGE, como Mário Augusto Teixeira de Freitas, considerado o idealizador do órgão, José Carlos de Macedo Soares, seu primeiro presidente, Christovam Leite de Castro, entre outros.

Antes de apresentar os precursores é fundamental compreender o contexto de criação do próprio IBGE. Trata-se de um marco na história da estatística brasileira, com raízes que remontam ao período colonial. Mesmo de forma rudimentar, a Coroa portuguesa desde cedo empenhou esforços para coletar dados estatísticos em seus domínios na América, por meio de Ordens Régias, demonstrando uma preocupação em quantificar aspectos da vida colonial. Com a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808, a necessidade de conhecer melhor o território e a população da nova sede do Império impulsionaram um crescente interesse em organizar e analisar informações relevantes para a administração pública, culminando na criação da Diretoria Geral de Estatística, em 1871, e na realização do primeiro Recenseamento Geral do Brasil, em 1872, considerado um precursor dos esforços sistemáticos que resultariam na criação do IBGE.

Com o início do século XX, o Brasil passou por intensas transformações políticas, sociais e econômicas. A Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas inauguraram uma nova era, marcada pela modernização do Estado e pela afirmação do país no cenário internacional. Nesse contexto, a criação de um órgão nacional de estatística era vista como um passo fundamental para construir um Estado mais eficiente e capaz de planejar o desenvolvimento nacional. Diante dessa necessidade e para dar unidade e identidade aos órgãos de estatística dos diferentes setores da administração federal e estadual, o Governo, através do Decreto nº 24.609, de 6 de julho de 1934 criou o Instituto Nacional de Estatística. A instalação oficial do INE ocorreu em 29 de maio de 1936, no Palácio do Catete, com José Carlos de Macedo Soares como seu primeiro presidente.

Após sua criação, o INE se dedicou a organizar o sistema estatístico brasileiro e promover a cooperação entre diferentes esferas de governo. A Convenção Nacional de Estatística, realizada em agosto de 1936, estabeleceu as bases para o Conselho Nacional de Estatística, responsável por coordenar os serviços estatísticos em nível nacional. O pensamento vitorioso da Convenção também reconheceu a importância da integração entre serviços estatísticos e geográficos para aumentar a eficiência das atividades no Brasil. Como parte disso, foi criado o Conselho Brasileiro de Geografia pelo Decreto nº 1.527 de 1937, ligado ao Instituto Nacional de Estatística. Este conselho tinha como objetivo coordenar estudos geográficos, promover a cooperação entre órgãos públicos e privados e sistematizar o conhecimento do território nacional. Com sua nova estrutura e atribuições ampliadas, o IBGE se consolidou como o órgão central do sistema estatístico e geográfico brasileiro, desempenhando um papel vital na produção de informações para o governo, a sociedade e a comunidade internacional.

Para garantir harmonia entre as atividades geográficas e estatísticas, o Conselho Brasileiro de Geografia foi renomeado como Conselho Nacional de Geografia, enquanto o Instituto Nacional de Estatística passou a se chamar Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, conforme o Decreto nº 218 de 1938. Guardando cada sistema, em relação ao outro, o máximo de simetria possível, em sua estrutura e organicidade, ambos entrosados sob princípios de colaboração nacional e cooperação interadministrativa, os dois Conselhos passaram a coordenar e impulsionar as atividades geográficas e estatísticas no país.

Quem visita a unidade do IBGE na rua General Canabarro, no bairro Maracanã, pode ver o imponente busto de José Carlos de Macedo Soares (1883-1968), que desperta interesse não somente dos servidores, mas também dos visitantes. Ao conhecer um pouco da história do IBGE, compreende-se esta e outras homenagens do Instituto a um dos responsáveis por sua criação.

 

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Busto de José Carlos de Macedo Soares, localizado na Unidade do IBGE na Rua General Canabarro

 

Macedo Soares ou Embaixador como era conhecido, por também desempenhar a função de Ministro das Relações Exteriores do Brasil por duas vezes, a primeira em 1934 e a segunda em 1955, foi o primeiro presidente do IBGE e o mais longevo, permanecendo por 16 anos à frente do Instituto nos períodos de 1936 até 1951 e depois de 1955 até 1956. Além de embaixador, Macedo Soares também desempenhou outras funções no cenário político brasileiro; foi deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte (1930), ministro da Justiça (1937) e interventor federal de São Paulo (1945). Presidiu o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1939) e a Sociedade Brasileira de Geografia do Rio de Janeiro (1945). Para além do seu notável papel político, também foi uma personalidade no âmbito da literatura, tornando-se presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1942.

 

 

Nas palavras de outra personalidade, Christovam Leite de Castro (1991. p. 277), é possível vislumbrar a pessoa ímpar que foi José Carlos de Macedo Soares.

“Havia o presidente do Instituto, que era o embaixador José Carlos de Macedo Soares, aliás, presidente excepcional, pela sua inteligência, pela sua capacidade de trabalho, pela sua representatividade, pelo seu prestígio, pelo seu patriotismo, pelo conhecimento profundo dos problemas brasileiros. Realmente, era personalidade de excepcional projeção não só no País como no exterior. No País, por exemplo, Macedo Soares foi Presidente do IBGE e ao mesmo tempo Presidente da Academia Brasileira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e, também, Ministro das Relações Exteriores”.

Um dos exemplos de como Macedo Soares conhecia os problemas brasileiros foi o seu apoio às mulheres na discussão sobre direitos políticos e serviço militar no âmbito do direito ao voto da mulher, o que ocasionou homenagens de feministas ao embaixador, conforme noticiado no Jornal do Brasil, de 21 de julho de 1934. Macedo estava ciente deste e de outros desafios da sociedade brasileira principalmente no contexto da estatística e da geografia do Brasil, o que o conduziu  a concretizar as concepções de Teixeira de Freitas, o idealizador do IBGE.

 

 

Sobre Teixeira de Freitas, Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) expressou:

“E se hoje nos conhecemos mais a nós mesmos, se é possível elaborar planos de governo com base em dados positivos, se a iniciativa particular na promoção de riquezas dispõe de elementos essenciais para conhecimento do meio social e econômico, tudo isso se deve a Teixeira de Freitas. Teve antecessores ilustres e colaboradores de grande porte, mas a ideia, repito, é dele, como também a prática, e dele a maior glória” (Correio da Manhã, 25 de fevereiro de 1956, penúltima coluna).

Na década de 30, antes de atuar no IBGE, Teixeira de Freitas colaborou na reforma administrativa buscando com a racionalização dos serviços públicos a modernização das instituições públicas e seus métodos de gestão. Neste período, defendia a importância das estatísticas para a reforma. E defendia também a educação estatística. Certa vez destacou que “E como muitas vezes — ou quase sempre — os leitores dos dados estatísticos não sabem interpretá-los […]” (FREITAS, 1990, p. 29), destacando a importância do letramento estatístico para os cidadãos e para o país. A concepção de integração de Teixeira de Freitas não tinha como objetivo somente a integração do Brasil, por meio do esperanto [1] ele idealizava a comunicação internacional e a paz universal.

 

O idealismo e o Esperanto, 1954 / Acervo IBGE

O Idealismo e o Esperanto, 1954 / Acervo IBGE

 

Nos planos de integração de Teixeira de Freitas, a Geografia possuía um papel importante em conjunto com a Estatística, desta forma, contou com Christovam Leite de Castro como colaborador na área de Geografia.

Christovam Leite de Castro (1904-2002) tem contato com a Geografia em sua atuação no Ministério da Agricultura (1933) como chefe da Seção de Estatística Territorial, da qual tem origem o Conselho Nacional de Geografia, órgão colegiado que junto do Conselho Nacional de Estatística vieram a formar o IBGE. Por suas diversas atividades em favor do progresso da cidade do Rio de Janeiro, recebeu o título de Cidadão Carioca (1970), a Medalha Estado da Guanabara (1975) e o título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro (1987). Essas homenagens se devem principalmente a sua atuação na Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, iniciada em 1930.

 

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Homenagem no bondinho ao engenheiro Christovam Leite de Castro, 2018 / Foto de Fábio Carvalho

 

Christovam Leite de Castro foi diretor-presidente da Companhia e o responsável por implementar o novo Sistema Teleférico do Pão de Açúcar (1972), tornando possível, assim, que a cidade do Rio de Janeiro passasse a contar com um sistema mais seguro. Na fundação do Conselho Nacional de Geografia, Leite de Castro contou com a colaboração de Fábio de Macedo.

Fábio de Macedo Soares Guimarães (1906-1979) atuou no Serviço de Estatísticas Territoriais do Ministério da Agricultura. Posteriormente, junto com o grupo de especialistas reunidos com o objetivo de unificar o serviço estatístico federal, transfere-se para o Instituto Nacional de Estatística, denominado mais tarde de IBGE. Em 1941, como chefe da Seção de Estudos do Conselho Nacional de Geografia, realizou análises sobre a divisão territorial do País, que passaram a influenciar a divulgação de pesquisas no IBGE, apresentando a partir de então os resultados tabulados de acordo com os estados agrupados, segundo a distribuição dos estados brasileiros em Grandes Regiões (GUIMARÃES, 2006).

 

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Revista Brasileira de Geografia, abr./jun. de 1941. Regiões do Brasil segundo vários autores

 

 

Os estudos de Fábio de Macedo relacionados à divisão regional do Brasil balizaram a divisão regional do Brasil em cinco grandes regiões adotada oficialmente em 1942. Nesse contexto, determinou matematicamente o centro exato do Brasil, que se situa no nordeste de Mato Grosso, e não em Goiás, como se pensava. Atuou de forma marcante nos estudos que recomendaram a localização da nova capital do Brasil. Para colaborar com o trabalho desenvolvido no Conselho Nacional de Geografia, Fábio de Macedo contou com o apoio do consultor Allyrio Hugueney.

Allyrio Hugueney de Mattos (1889- 1975)** inicia como consultor técnico no Conselho Nacional de Geografia em 1939 e assume cargos de relevância, dentre eles o de diretor da Divisão de Cartografia. Torna-se o responsável pelo cumprimento do Decreto-Lei nº 311/1938, conhecido como Lei Geográfica do Estado Novo, que obrigava a criação de mapas para a elaboração da Carta do Brasil. Como orientador da Campanha das Coordenadas Geográficas organizada pelo Conselho Nacional de Geografia (1939), entre outras atividades, determina a localização das sedes municipais por suas coordenadas geográficas e escolhe o sistema de representação cartográfica adequado à elaboração dos mapas. A relevância do trabalho de produção de mapas nesse período se reflete em suas palavras: “O Brasil tem fome de mapas. Diariamente, quer de dentro do país, quer de fora, chegam solicitações de mapas que não existem” (IBGE, 2016).

Nas pesquisas de campo, das quais foi o precursor, atuou utilizando novos equipamentos, o que permitiu a implantação de métodos geodésicos de coordenadas geográficas inovadores, que posteriormente seriam base para o desenvolvimento de projetos nas regiões privadas de cobertura cartográfica. Allyrio Hugueney recebeu diversas homenagens em reconhecimento ao trabalho que desenvolveu, destacando-se entre eles a condecoração da Ordem La Rose Blanche, em 1948, do governo da Finlândia, por colaborar com valorosos serviços durante o eclipse total do sol. E do IBGE recebeu como homenagem a nomeação do marco geodésico [2] norte de número 2250 de Base Allyrio de Mattos, situado em sua cidade natal, Cuiabá.

 

 

Após sua instalação, em 1936, o IBGE tinha somente quatro anos para planejar, estruturar, coordenar e operacionalizar seu primeiro recenseamento de 1940, e para colaborar no que seria um grande feito do Instituto, Macedo Soares convidou o Professor Mortara.

Giorgio Mortara (1885-1967) chegou com sua família ao Brasil, em 1939, fugindo de perseguições na Itália em razão do regime totalitarista. A convite do presidente do Instituto, atuou como consultor-técnico da comissão responsável por preparar e realizar o recenseamento de 1940. Utilizou metodologias inovadoras, até o momento inéditas no País no contexto da ciência demográfica. A criação do Laboratório de Estatística, ligado ao Conselho Nacional de Estatística, foi importante no cenário nacional para a formação de novos profissionais. Por sua contribuição na área de ensino da Estatística e em prol da cultura nacional, recebeu o título de professor Honoris Causa da Universidade do Brasil, em 1953.

 

 

Em 1942, o Brasil decide entrar na Segunda Guerra Mundial após ter navios mercantes torpedeados, declarando assim guerra à Itália e à Alemanha. Segundo as orientações do governo, o professor Mortara e seu filho, que atuava na Divisão da Receita da Comissão de Orçamento da República, deveriam ser enviados para os campos de concentração. Contudo, por influência de Macedo Soares, Teixeira de Freitas, Carneiro Felippe e outros, o professor e seu filho continuaram contribuindo para o desenvolvimento do Brasil, que passou a ser considerado por Mortara como sua segunda pátria. Após o final da guerra, Mortara foi reconduzido à cátedra na Universidade de Roma, porém decidiu permanecer no Brasil a fim de completar o trabalho que lhe fora confiado. Retornou à Itália, em 1956, após segundo convite para regressar à cátedra. Como seus filhos permaneceram no Brasil, Mortara passava longos períodos no Rio de Janeiro, onde veio a falecer, em 1967.

Como vimos, o IBGE não surgiu de forma repentina, mas foi fruto de um longo caminho de debates e articulações políticas.

O fato é que os primeiros anos do IBGE podem ser considerados como anos heroicos, pois foram momentos decisivos para a sua história  e para o desenvolvimento das estatísticas e da geociência no Brasil. Esse heroísmo pode ser atribuído às pessoas que fizeram parte daquele momento especial, como também das próprias decisões que estavam sendo tomadas nas assembleias destes quatro primeiros anos do Conselho Nacional de Estatística.

Esses pioneiros enfrentaram grandes desafios para consolidar o órgão como referência em estatística e geografia no Brasil.

O processo que culminou na criação do IBGE foi resultado da atuação de diversas figuras visionárias que reconheceram a importância da Estatística como ferramenta indispensável para a modernização do Estado brasileiro. Além dos citados, muitos outros profissionais contribuíram e contribuem ainda hoje para o desenvolvimento do IBGE. Entretanto, aos pioneiros o Instituto reserva honrarias especiais devido a tudo que fizeram pelo IBGE e pelo Brasil.

 

[1] O esperanto foi criado em 1887 pelo sábio médico polonês Lázaro Ludovico Zamenhof com o fim de tornar-se uma língua auxiliar internacional, isto é, uma língua segunda que cada nação estudaria ao lado de seu idioma nacional. O Dr. Zamenhof somente procurou criar uma língua artificial depois que se convenceu de que nenhuma das línguas vivas ou mortas poderia preencher o papel de língua internacional. FREITAS, M. A. T. de. O Esperanto no Brasil. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro: IBGE, v. 6, n. 22, p. 197-206, abr./jun. 1945.

[2] As estações geodésicas são caracterizadas por um pequeno monumento de concreto denominado marco com uma pequena chapa metálica encravada em seu topo ou, simplesmente, a chapa metálica encravada em uma base (monumento, degrau de escada de acesso a prédios públicos) que garanta sua preservação. IBGE. Padronização de Marcos Geodésicos. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/metodos-e-outros-documentos-de-referencia/normas/16466-padronizacao-de-marcos-geodesicos.html?=&t=sobre. Acesso em: Acesso em: 13 dez 2024.

 

* Luciana F. Lau e Danielle Barreiros são bibliotecárias e Fabio Carvalho é arquivista do IBGE.

**Nota da editora: lembramos que Allyrio Hugueney de Mattos era astrônomo e integrou a equipe brasileira, liderada por Henrique Morize (1860-1930), que produziu registros fotográficos do eclipse total do Sol, ocorrido em 29 de maio de 1919, realizados por astrônomos brasileiros do Observatório Nacional e também por cientistas de outros países, em Sobral, no Ceará. Além de Allyrio, integravam a equipe brasileira os também astrônomos Domingos Fernandes da Costa (1882 – 1956) e Lélio Itapuambyra Gama (1892 – 1981), o químico Theophilo Henry Lee (1873 – ?), o meteorologista Luís Rodrigues, o mecânico Arthur de Castro Almeida e o carpinteiro Primo Flores.

 

Fontes:

CASTRO, Christovam Leite de. História oral do IBGE. Entrevista concedida à Equipe de Memória Institucional em 1991. In.: MALAVOTA, Leandro Miranda, 1976-. Christovam Leite de Castro e a geografia no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2013. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64829.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024. 

FREITAS, M. A. Teixeira de. O Idealismo e o esperanto. Rio de Janeiro: IBGE, 1954. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv81724.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

FREITAS, M. A. Teixeira de.  Teixeira de Freitas: pensamento e ação. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv22093.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024. 

GUIMARÃES, Fábio de Macedo Soares. O Pensamento de Fábio de Macedo Soares Guimarães: uma seleção de textos. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv29363.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024. 

IBGE. Pioneiros do IBGE (1): José Carlos de Macedo Soares e Allyrio Hugueney de Mattos, 2016. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=UEFjEU8XsSc. Acesso em: 13 dez. 2024. 

IBGE. Centro de Documentação e Disseminação de Informações. Encontro comemorativo do centenário de Teixeira de Freitas. Rio de Janeiro: IBGE, 1994.  Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv47713.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

IBGE, Centro de Documentação e Disseminação de Informações. Giorgio Mortara : ampliando os horizontes da demografia brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv34492.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

IBGE. Memória Institucional. Allyrio Hugueney de Mattos. Disponível em: https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20975-allyrio-hugueney-de-mattos.html. Acesso em: 13 dez. 2024.

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IBGE. Memória Institucional. Fábio de Macedo Soares Guimarães. Disponível em: https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20976-fabio-de-macedo-soares-guimaraes.html. Acesso em: 13 dez. 2024.

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JORNAL DO BRASIL. Rio de Janeiro: [s.n.], 1891- . Diária. Disponível apenas em formato digital, 1 set. 2010- ; Retornou a forma impressa, ano 127, n. 1 (25 fev. 2018)-. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/docmulti.aspx?bib=030015&pesq=. Acesso em: 12 dez. 2024. 

MALAVOTA, Leandro Miranda, 1976-. Christovam Leite de Castro e a geografia no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2013. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64829.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

SENRA, Nelson de Castro. Embaixador Macedo Soares, um príncipe da conciliação: recordando o 1. presidente do IBGE. Rio de Janeiro: IBGE, 2008.  Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv38831.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

SENRA, Nelson de Castro. História das estatísticas brasileiras. Rio de Janeiro: IBGE, 2008. v. 3. Estatísticas organizadas (c.1936-1972). Prefácio por Angela de Castro Gomes. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv 31573_3.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

SENRA, Nelson de Castro. Tradição & renovação: uma síntese da história do IBGE. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv99039.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.