Novos acervos: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE

A Brasiliana Fotográfica, no ano em que celebra 10 anos de existência, anuncia com alegria e entusiasmo a adesão da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como sua 14ª instituição parceira. A missão principal do IBGE é retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania. Ao longo de seus quase 90 anos de existência, o IBGE acumulou um rico acervo bibliográfico, cartográfico e iconográfico que apresenta o Brasil em seus aspectos econômicos, sociais, culturais e demográficos, entre outros. O primeiro artigo produzido para o portal, Pioneiros do IBGE: um legado nas estatísticas e geociências do Brasil, foi escrito pelas bibliotecárias Luciana F. Lau e Danielle Barreiros; e pelo arquivista Fabio Carvalho, todos do IBGE.

 

Pioneiros do IBGE: um legado nas estatísticas e geociências do Brasil

Luciana F. Lau, Fabio Carvalho e Danielle Barreiros*

 

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – recebeu com alegria e entusiasmo o convite para integrar o Portal Brasiliana Fotográfica e inicia sua participação com a inclusão de 28 fotografias. Esta é sem dúvida uma excelente oportunidade de ampliar a visibilidade, o acesso e gerar conhecimento acerca dos acervos fotográficos do IBGE, que constituem importantes fontes de informação histórica  e cultural.

Acesse aqui o link para as fotografias do acervo do IBGE disponíveis na Brasiliana Fotográfica

Em virtude de o IBGE estar prestes a comemorar seus 90 anos de criação, selecionamos para nossa primeira postagem uma imagem que celebra e valoriza o legado dos pioneiros que construíram as bases do Instituto. A imagem destacada acima faz parte da Coleção “Eventos Institucionais” e retrata uma reunião ocorrida no ano de 1939.

Entre os presentes no evento estão algumas personalidades que lançaram as bases fundadoras do próprio IBGE, como Mário Augusto Teixeira de Freitas, considerado o idealizador do órgão, José Carlos de Macedo Soares, seu primeiro presidente, Christovam Leite de Castro, entre outros.

Antes de apresentar os precursores é fundamental compreender o contexto de criação do próprio IBGE. Trata-se de um marco na história da estatística brasileira, com raízes que remontam ao período colonial. Mesmo de forma rudimentar, a Coroa portuguesa desde cedo empenhou esforços para coletar dados estatísticos em seus domínios na América, por meio de Ordens Régias, demonstrando uma preocupação em quantificar aspectos da vida colonial. Com a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808, a necessidade de conhecer melhor o território e a população da nova sede do Império impulsionaram um crescente interesse em organizar e analisar informações relevantes para a administração pública, culminando na criação da Diretoria Geral de Estatística, em 1871, e na realização do primeiro Recenseamento Geral do Brasil, em 1872, considerado um precursor dos esforços sistemáticos que resultariam na criação do IBGE.

Com o início do século XX, o Brasil passou por intensas transformações políticas, sociais e econômicas. A Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas inauguraram uma nova era, marcada pela modernização do Estado e pela afirmação do país no cenário internacional. Nesse contexto, a criação de um órgão nacional de estatística era vista como um passo fundamental para construir um Estado mais eficiente e capaz de planejar o desenvolvimento nacional. Diante dessa necessidade e para dar unidade e identidade aos órgãos de estatística dos diferentes setores da administração federal e estadual, o Governo, através do Decreto nº 24.609, de 6 de julho de 1934 criou o Instituto Nacional de Estatística. A instalação oficial do INE ocorreu em 29 de maio de 1936, no Palácio do Catete, com José Carlos de Macedo Soares como seu primeiro presidente.

Após sua criação, o INE se dedicou a organizar o sistema estatístico brasileiro e promover a cooperação entre diferentes esferas de governo. A Convenção Nacional de Estatística, realizada em agosto de 1936, estabeleceu as bases para o Conselho Nacional de Estatística, responsável por coordenar os serviços estatísticos em nível nacional. O pensamento vitorioso da Convenção também reconheceu a importância da integração entre serviços estatísticos e geográficos para aumentar a eficiência das atividades no Brasil. Como parte disso, foi criado o Conselho Brasileiro de Geografia pelo Decreto nº 1.527 de 1937, ligado ao Instituto Nacional de Estatística. Este conselho tinha como objetivo coordenar estudos geográficos, promover a cooperação entre órgãos públicos e privados e sistematizar o conhecimento do território nacional. Com sua nova estrutura e atribuições ampliadas, o IBGE se consolidou como o órgão central do sistema estatístico e geográfico brasileiro, desempenhando um papel vital na produção de informações para o governo, a sociedade e a comunidade internacional.

Para garantir harmonia entre as atividades geográficas e estatísticas, o Conselho Brasileiro de Geografia foi renomeado como Conselho Nacional de Geografia, enquanto o Instituto Nacional de Estatística passou a se chamar Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, conforme o Decreto nº 218 de 1938. Guardando cada sistema, em relação ao outro, o máximo de simetria possível, em sua estrutura e organicidade, ambos entrosados sob princípios de colaboração nacional e cooperação interadministrativa, os dois Conselhos passaram a coordenar e impulsionar as atividades geográficas e estatísticas no país.

Quem visita a unidade do IBGE na rua General Canabarro, no bairro Maracanã, pode ver o imponente busto de José Carlos de Macedo Soares (1883-1968), que desperta interesse não somente dos servidores, mas também dos visitantes. Ao conhecer um pouco da história do IBGE, compreende-se esta e outras homenagens do Instituto a um dos responsáveis por sua criação.

 

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Busto de José Carlos de Macedo Soares, localizado na Unidade do IBGE na Rua General Canabarro

 

Macedo Soares ou Embaixador como era conhecido, por também desempenhar a função de Ministro das Relações Exteriores do Brasil por duas vezes, a primeira em 1934 e a segunda em 1955, foi o primeiro presidente do IBGE e o mais longevo, permanecendo por 16 anos à frente do Instituto nos períodos de 1936 até 1951 e depois de 1955 até 1956. Além de embaixador, Macedo Soares também desempenhou outras funções no cenário político brasileiro; foi deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte (1930), ministro da Justiça (1937) e interventor federal de São Paulo (1945). Presidiu o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1939) e a Sociedade Brasileira de Geografia do Rio de Janeiro (1945). Para além do seu notável papel político, também foi uma personalidade no âmbito da literatura, tornando-se presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1942.

 

 

Nas palavras de outra personalidade, Christovam Leite de Castro (1991. p. 277), é possível vislumbrar a pessoa ímpar que foi José Carlos de Macedo Soares.

“Havia o presidente do Instituto, que era o embaixador José Carlos de Macedo Soares, aliás, presidente excepcional, pela sua inteligência, pela sua capacidade de trabalho, pela sua representatividade, pelo seu prestígio, pelo seu patriotismo, pelo conhecimento profundo dos problemas brasileiros. Realmente, era personalidade de excepcional projeção não só no País como no exterior. No País, por exemplo, Macedo Soares foi Presidente do IBGE e ao mesmo tempo Presidente da Academia Brasileira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e, também, Ministro das Relações Exteriores”.

Um dos exemplos de como Macedo Soares conhecia os problemas brasileiros foi o seu apoio às mulheres na discussão sobre direitos políticos e serviço militar no âmbito do direito ao voto da mulher, o que ocasionou homenagens de feministas ao embaixador, conforme noticiado no Jornal do Brasil, de 21 de julho de 1934. Macedo estava ciente deste e de outros desafios da sociedade brasileira principalmente no contexto da estatística e da geografia do Brasil, o que o conduziu  a concretizar as concepções de Teixeira de Freitas, o idealizador do IBGE.

 

 

Sobre Teixeira de Freitas, Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) expressou:

“E se hoje nos conhecemos mais a nós mesmos, se é possível elaborar planos de governo com base em dados positivos, se a iniciativa particular na promoção de riquezas dispõe de elementos essenciais para conhecimento do meio social e econômico, tudo isso se deve a Teixeira de Freitas. Teve antecessores ilustres e colaboradores de grande porte, mas a ideia, repito, é dele, como também a prática, e dele a maior glória” (Correio da Manhã, 25 de fevereiro de 1956, penúltima coluna).

Na década de 30, antes de atuar no IBGE, Teixeira de Freitas colaborou na reforma administrativa buscando com a racionalização dos serviços públicos a modernização das instituições públicas e seus métodos de gestão. Neste período, defendia a importância das estatísticas para a reforma. E defendia também a educação estatística. Certa vez destacou que “E como muitas vezes — ou quase sempre — os leitores dos dados estatísticos não sabem interpretá-los […]” (FREITAS, 1990, p. 29), destacando a importância do letramento estatístico para os cidadãos e para o país. A concepção de integração de Teixeira de Freitas não tinha como objetivo somente a integração do Brasil, por meio do esperanto [1] ele idealizava a comunicação internacional e a paz universal.

 

O idealismo e o Esperanto, 1954 / Acervo IBGE

O Idealismo e o Esperanto, 1954 / Acervo IBGE

 

Nos planos de integração de Teixeira de Freitas, a Geografia possuía um papel importante em conjunto com a Estatística, desta forma, contou com Christovam Leite de Castro como colaborador na área de Geografia.

Christovam Leite de Castro (1904-2002) tem contato com a Geografia em sua atuação no Ministério da Agricultura (1933) como chefe da Seção de Estatística Territorial, da qual tem origem o Conselho Nacional de Geografia, órgão colegiado que junto do Conselho Nacional de Estatística vieram a formar o IBGE. Por suas diversas atividades em favor do progresso da cidade do Rio de Janeiro, recebeu o título de Cidadão Carioca (1970), a Medalha Estado da Guanabara (1975) e o título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro (1987). Essas homenagens se devem principalmente a sua atuação na Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, iniciada em 1930.

 

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Homenagem no bondinho ao engenheiro Christovam Leite de Castro, 2018 / Foto de Fábio Carvalho

 

Christovam Leite de Castro foi diretor-presidente da Companhia e o responsável por implementar o novo Sistema Teleférico do Pão de Açúcar (1972), tornando possível, assim, que a cidade do Rio de Janeiro passasse a contar com um sistema mais seguro. Na fundação do Conselho Nacional de Geografia, Leite de Castro contou com a colaboração de Fábio de Macedo.

Fábio de Macedo Soares Guimarães (1906-1979) atuou no Serviço de Estatísticas Territoriais do Ministério da Agricultura. Posteriormente, junto com o grupo de especialistas reunidos com o objetivo de unificar o serviço estatístico federal, transfere-se para o Instituto Nacional de Estatística, denominado mais tarde de IBGE. Em 1941, como chefe da Seção de Estudos do Conselho Nacional de Geografia, realizou análises sobre a divisão territorial do País, que passaram a influenciar a divulgação de pesquisas no IBGE, apresentando a partir de então os resultados tabulados de acordo com os estados agrupados, segundo a distribuição dos estados brasileiros em Grandes Regiões (GUIMARÃES, 2006).

 

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Revista Brasileira de Geografia, abr./jun. de 1941. Regiões do Brasil segundo vários autores

 

 

Os estudos de Fábio de Macedo relacionados à divisão regional do Brasil balizaram a divisão regional do Brasil em cinco grandes regiões adotada oficialmente em 1942. Nesse contexto, determinou matematicamente o centro exato do Brasil, que se situa no nordeste de Mato Grosso, e não em Goiás, como se pensava. Atuou de forma marcante nos estudos que recomendaram a localização da nova capital do Brasil. Para colaborar com o trabalho desenvolvido no Conselho Nacional de Geografia, Fábio de Macedo contou com o apoio do consultor Allyrio Hugueney.

Allyrio Hugueney de Mattos (1889- 1975)** inicia como consultor técnico no Conselho Nacional de Geografia em 1939 e assume cargos de relevância, dentre eles o de diretor da Divisão de Cartografia. Torna-se o responsável pelo cumprimento do Decreto-Lei nº 311/1938, conhecido como Lei Geográfica do Estado Novo, que obrigava a criação de mapas para a elaboração da Carta do Brasil. Como orientador da Campanha das Coordenadas Geográficas organizada pelo Conselho Nacional de Geografia (1939), entre outras atividades, determina a localização das sedes municipais por suas coordenadas geográficas e escolhe o sistema de representação cartográfica adequado à elaboração dos mapas. A relevância do trabalho de produção de mapas nesse período se reflete em suas palavras: “O Brasil tem fome de mapas. Diariamente, quer de dentro do país, quer de fora, chegam solicitações de mapas que não existem” (IBGE, 2016).

Nas pesquisas de campo, das quais foi o precursor, atuou utilizando novos equipamentos, o que permitiu a implantação de métodos geodésicos de coordenadas geográficas inovadores, que posteriormente seriam base para o desenvolvimento de projetos nas regiões privadas de cobertura cartográfica. Allyrio Hugueney recebeu diversas homenagens em reconhecimento ao trabalho que desenvolveu, destacando-se entre eles a condecoração da Ordem La Rose Blanche, em 1948, do governo da Finlândia, por colaborar com valorosos serviços durante o eclipse total do sol. E do IBGE recebeu como homenagem a nomeação do marco geodésico [2] norte de número 2250 de Base Allyrio de Mattos, situado em sua cidade natal, Cuiabá.

 

 

Após sua instalação, em 1936, o IBGE tinha somente quatro anos para planejar, estruturar, coordenar e operacionalizar seu primeiro recenseamento de 1940, e para colaborar no que seria um grande feito do Instituto, Macedo Soares convidou o Professor Mortara.

Giorgio Mortara (1885-1967) chegou com sua família ao Brasil, em 1939, fugindo de perseguições na Itália em razão do regime totalitarista. A convite do presidente do Instituto, atuou como consultor-técnico da comissão responsável por preparar e realizar o recenseamento de 1940. Utilizou metodologias inovadoras, até o momento inéditas no País no contexto da ciência demográfica. A criação do Laboratório de Estatística, ligado ao Conselho Nacional de Estatística, foi importante no cenário nacional para a formação de novos profissionais. Por sua contribuição na área de ensino da Estatística e em prol da cultura nacional, recebeu o título de professor Honoris Causa da Universidade do Brasil, em 1953.

 

 

Em 1942, o Brasil decide entrar na Segunda Guerra Mundial após ter navios mercantes torpedeados, declarando assim guerra à Itália e à Alemanha. Segundo as orientações do governo, o professor Mortara e seu filho, que atuava na Divisão da Receita da Comissão de Orçamento da República, deveriam ser enviados para os campos de concentração. Contudo, por influência de Macedo Soares, Teixeira de Freitas, Carneiro Felippe e outros, o professor e seu filho continuaram contribuindo para o desenvolvimento do Brasil, que passou a ser considerado por Mortara como sua segunda pátria. Após o final da guerra, Mortara foi reconduzido à cátedra na Universidade de Roma, porém decidiu permanecer no Brasil a fim de completar o trabalho que lhe fora confiado. Retornou à Itália, em 1956, após segundo convite para regressar à cátedra. Como seus filhos permaneceram no Brasil, Mortara passava longos períodos no Rio de Janeiro, onde veio a falecer, em 1967.

Como vimos, o IBGE não surgiu de forma repentina, mas foi fruto de um longo caminho de debates e articulações políticas.

O fato é que os primeiros anos do IBGE podem ser considerados como anos heroicos, pois foram momentos decisivos para a sua história  e para o desenvolvimento das estatísticas e da geociência no Brasil. Esse heroísmo pode ser atribuído às pessoas que fizeram parte daquele momento especial, como também das próprias decisões que estavam sendo tomadas nas assembleias destes quatro primeiros anos do Conselho Nacional de Estatística.

Esses pioneiros enfrentaram grandes desafios para consolidar o órgão como referência em estatística e geografia no Brasil.

O processo que culminou na criação do IBGE foi resultado da atuação de diversas figuras visionárias que reconheceram a importância da Estatística como ferramenta indispensável para a modernização do Estado brasileiro. Além dos citados, muitos outros profissionais contribuíram e contribuem ainda hoje para o desenvolvimento do IBGE. Entretanto, aos pioneiros o Instituto reserva honrarias especiais devido a tudo que fizeram pelo IBGE e pelo Brasil.

 

[1] O esperanto foi criado em 1887 pelo sábio médico polonês Lázaro Ludovico Zamenhof com o fim de tornar-se uma língua auxiliar internacional, isto é, uma língua segunda que cada nação estudaria ao lado de seu idioma nacional. O Dr. Zamenhof somente procurou criar uma língua artificial depois que se convenceu de que nenhuma das línguas vivas ou mortas poderia preencher o papel de língua internacional. FREITAS, M. A. T. de. O Esperanto no Brasil. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro: IBGE, v. 6, n. 22, p. 197-206, abr./jun. 1945.

[2] As estações geodésicas são caracterizadas por um pequeno monumento de concreto denominado marco com uma pequena chapa metálica encravada em seu topo ou, simplesmente, a chapa metálica encravada em uma base (monumento, degrau de escada de acesso a prédios públicos) que garanta sua preservação. IBGE. Padronização de Marcos Geodésicos. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/metodos-e-outros-documentos-de-referencia/normas/16466-padronizacao-de-marcos-geodesicos.html?=&t=sobre. Acesso em: Acesso em: 13 dez 2024.

 

* Luciana F. Lau e Danielle Barreiros são bibliotecárias e Fabio Carvalho é arquivista do IBGE.

**Nota da editora: lembramos que Allyrio Hugueney de Mattos era astrônomo e integrou a equipe brasileira, liderada por Henrique Morize (1860-1930), que produziu registros fotográficos do eclipse total do Sol, ocorrido em 29 de maio de 1919, realizados por astrônomos brasileiros do Observatório Nacional e também por cientistas de outros países, em Sobral, no Ceará. Além de Allyrio, integravam a equipe brasileira os também astrônomos Domingos Fernandes da Costa (1882 – 1956) e Lélio Itapuambyra Gama (1892 – 1981), o químico Theophilo Henry Lee (1873 – ?), o meteorologista Luís Rodrigues, o mecânico Arthur de Castro Almeida e o carpinteiro Primo Flores.

 

Fontes:

CASTRO, Christovam Leite de. História oral do IBGE. Entrevista concedida à Equipe de Memória Institucional em 1991. In.: MALAVOTA, Leandro Miranda, 1976-. Christovam Leite de Castro e a geografia no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2013. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64829.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024. 

FREITAS, M. A. Teixeira de. O Idealismo e o esperanto. Rio de Janeiro: IBGE, 1954. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv81724.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

FREITAS, M. A. Teixeira de.  Teixeira de Freitas: pensamento e ação. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv22093.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024. 

GUIMARÃES, Fábio de Macedo Soares. O Pensamento de Fábio de Macedo Soares Guimarães: uma seleção de textos. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv29363.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024. 

IBGE. Pioneiros do IBGE (1): José Carlos de Macedo Soares e Allyrio Hugueney de Mattos, 2016. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=UEFjEU8XsSc. Acesso em: 13 dez. 2024. 

IBGE. Centro de Documentação e Disseminação de Informações. Encontro comemorativo do centenário de Teixeira de Freitas. Rio de Janeiro: IBGE, 1994.  Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv47713.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

IBGE, Centro de Documentação e Disseminação de Informações. Giorgio Mortara : ampliando os horizontes da demografia brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv34492.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

IBGE. Memória Institucional. Allyrio Hugueney de Mattos. Disponível em: https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20975-allyrio-hugueney-de-mattos.html. Acesso em: 13 dez. 2024.

IBGE. Memória Institucional. Christovam Leite de Castro. Disponível em: https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20856-christovam-leite-de-castro.html. Acesso em: 13 dez. 2024.

IBGE. Memória Institucional. Fábio de Macedo Soares Guimarães. Disponível em: https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20976-fabio-de-macedo-soares-guimaraes.html. Acesso em: 13 dez. 2024.

IBGE. Memória Institucional. Giorgio Mortara. Disponível em: https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20977-giorgio-mortara.html. Acesso em: 13 dez. 2024.

IBGE. Memória Institucional. José Carlos de Macedo Soares. Disponível em: https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/galeria-de-presidentes/20968-jose-carlos-de-macedo-soares.html. Acesso em: 13 dez. 2024.

IBGE. Memória Institucional. Mário Augusto Teixeira de Freitas. Disponível em:  https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20978-mario-augusto-teixeira-de-freitas.html. Acesso em: 13 dez. 2024.

JORNAL DO BRASIL. Rio de Janeiro: [s.n.], 1891- . Diária. Disponível apenas em formato digital, 1 set. 2010- ; Retornou a forma impressa, ano 127, n. 1 (25 fev. 2018)-. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/docmulti.aspx?bib=030015&pesq=. Acesso em: 12 dez. 2024. 

MALAVOTA, Leandro Miranda, 1976-. Christovam Leite de Castro e a geografia no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2013. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64829.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

SENRA, Nelson de Castro. Embaixador Macedo Soares, um príncipe da conciliação: recordando o 1. presidente do IBGE. Rio de Janeiro: IBGE, 2008.  Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv38831.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

SENRA, Nelson de Castro. História das estatísticas brasileiras. Rio de Janeiro: IBGE, 2008. v. 3. Estatísticas organizadas (c.1936-1972). Prefácio por Angela de Castro Gomes. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv 31573_3.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

SENRA, Nelson de Castro. Tradição & renovação: uma síntese da história do IBGE. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv99039.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.

A construção do Bondinho do Pão de Açúcar sob as lentes de Therezio Mascarenhas

A Brasiliana Fotográfica destaca imagens da construção do Bondinho do Pão de Açúcar realizadas pelo fotógrafo Therezio Mascarenhas (18? – 19?), cuja biografia ainda é pouco conhecida. Na primeira década do século XX, ele morava em Vitória e, provavelmente, conheceu o engenheiro civil Augusto Ferreira Ramos (1860 – 1939), criador e construtor do Bondinho do Pão de Açúcar, em torno de 1909, quando este estava fazendo obras de instalação de água, luz, força e tração, no Espírito Santo.

 

 

Acessando o link para as fotografias do Bondinho do Pão de Açúcar de autoria de Therezio Mascarenhas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.

 

O Pão de Açúcar com seu bondinho e o Cristo Redentor são os principais pontos turísticos do Brasil, segundo e primeiro  mais visitados do país, e marcas registradas do Rio de Janeiro, seus mais conhecidos cartões-postais.

 

 

O Bondinho do Pão de Açúcar já foi visitado por diversas celebridades, dentre elas o físico Albert Einstein (1879 – 1955), o cantor e compositor Bob Marley (1945-1981), o papa João Paulo II (1920 – 2005); em 1941, pelo futuro presidente dos Estados Unidos, John Kennedy (1917-1963); as atrizes Halle Berry (1966-) e Natalie Portman (1981-), o ator Robert de Niro (1943-), a cantora Tina Turner (1939-) e Malala Yousafzai (1997-), ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2014. Em um dos bondinhos foram filmadas cenas de 007 Contra o Foguete da Morte (1979): em uma das sequências, o agente James Bond, na época interpretado pelo ator Roger Moore (1927 – 2017), se equilibrou, a mais de 500 metros de altura, em seus cabos de aço.

 

 

Um pouco da história do Bondinho do Pão de Açúcar

 

O projeto do bondinho era ousado e grandioso e estava em consonância com as transformações urbanas realizadas no Rio de Janeiro, no começo do século XX, durante a gestão do prefeito Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), entre 1903 e 1906. Para sanear e modernizar a cidade diversas demolições foram feitas. Era a política do “bota-abaixo”, como ficou popularmente conhecida, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da Belle Époque. Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da Gazeta de Notícias, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o slogan da reforma urbana carioca.

 

 

O criador do Bondinho do Pão de Açúcar, Augusto Ferreira Ramos, nascido em 22 de agosto de 1860, em Cantagalo, no estado do Rio, formou-se, em 1882, na Polytecnica do Império do Brasil, atual Faculdade de Engenharia da UFRJ, e tornou-se sócio do Clube de Engenharia, em 1894, por indicação de Conrado Jacob de Niemeyer (1831 – 1905). Faleceu em 28 de julho de 1939, em sua residência, na rua 5 de julho, nº 130, em Copacabana (O Globo, 29 de julho de 1939).

 

O Globo, 29 de julho de 1939

Augusto Ferreira Ramos / O Globo, 29 de julho de 1939

 

Visionário, ele teve a ideia da criação do bondinho, durante a Exposição Nacional de 1908, na região da Urca, no Rio de Janeiro, em comemoração ao centenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas, inaugurada em 11 de agosto de 1908. Ramos foi um dos coordenadores do pavilhão do estado de São Paulo devido ao café, um dos assuntos de seu interesse, e sobre o qual escreveu tanto sobre o seu cultivo como sobre sua comercialização. O café era, na época, o principal produto da balança comercial do Brasil.

A construção de um caminho aéreo entre os morros da Baía de Guanabara alavancaria o turismo na cidade. Conseguiu capital – entre os investidores estavam Eduardo Guinle (1846-1912)Candido Gaffrée (1845-1919) e Raymundo de Castro Maya (1894 – 1968) – apoio do governo e fundou a Cia Caminho Aéreo Pão de Açúcar.

 

 

As obras foram realizadas entre 1909 e 1912. O teleférico carioca, cujas duas linhas somam 1325 metros, superou os dois que existiam na época: o do Monte Ulia, na Espanha, com extensão de 280 metros; e o de Wetterhorn, na Suíça, com 560 metros. O empreendimento custou uma fortuna, dois milhões de contos de réis, e centenas de operários, além de alpinistas, trabalharam em sua construção.

 

 

Os bondinhos de madeira maciça foram trazidos da Alemanha e fixados nos cabos com o auxílio de guindastes. Foi contratada a empresa alemã J.Pohling, de Colônia, que fabricou e montou os equipamentos.

 

 

Finalmente, em 27 de outubro de 1912, foi inaugurado o caminho aéreo no Rio de Janeiro, entre a Praia Vermelha e o Morro da Urca, que se tornaria o mundialmente famoso Bondinho do Pão de Açúcar (Careta, 5 de outubro de 1912). Alguns dias antes, houve uma visita da imprensa às obras (Correio da Manhã, 10 de outubro de 1912). Em 1º de dezembro, foi inaugurada a iluminação elétrica no caminho aéreo (Jornal do Brasil, 1º de dezembro de 1912, na última coluna).

 

 

O bondinho no segundo trecho, entre o Morro da Urca e o Pão de Açúcar, numa extensão de 750 metros e 396 metros de altura, começou a funcionar no dia 18 de janeiro de 1913, completando a ligação até o alto do pico do Pão de Açúcar (O Paiz, 19 de janeiro de 1913, quarta coluna).

 

 

Augusto Ferreira Ramos dirigiu a empresa até 1934, ano em que o industrial e banqueiro Carlos Pinto Monteiro assumiu a administração da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar até 1962, quando o engenheiro Christovam Leite de Castro (1904 – 2002) assumiu a direção. Durante sua gestão, em 1969, a Companhia do Pão de Açúcar obteve permissão para duplicar a linha e, após algumas reformas, passou a contar com quatro novos bondinhos, cada um com capacidade para transportar 75 passageiros. Os trabalhos foram completados em 29 de outubro de 1972.

Em 1993, Christovam passou o cargo para sua filha, Maria Ercília Leite de Castro, mestre em Administração de Empresas pela COPPEAD. Em 2002, o bondinho passou por outra reforma com a substituição dos oito cabos de aço e na realização de melhorias como nova pintura, iluminação, equipamento de som e placas de sinalização. Foram gastos 852 mil dólares. Entre 2008, foram inaugurados quatro novos bondinhos e a operação do teleférico foi digitalizada.

Em 2022, zerou suas emissões de carbono e ganhou uma nova marca e um novo lema: Parque Bondinho Pão de Açúcar, “Felicidade lá em cima”. Recebeu de presente, em homenagem aos seus 110 anos uma canção, O bondinho, de Roberto Menescal, Alex Moreira e Cris Delanno. É dirigido por Sandro Fernandes.

 

 

Uma curiosidade: em novembro de 2021, Anna Caroline Boyd Martine entrou para a história do cartão postal carioca, tornando-se a primeira mulher a trabalhar como operadora de cabine do teleférico do Parque Bondinho Pão de Açúcar.

 

Acesse aqui um artigo publicado na revista Brazil – Ferro – Carril, número 36, em 1912, onde o projeto do Bondinho do Pão de Açúcar é explicado detalhadamente.

 

 

 

 

Pequeno perfil e cronologia de Therezio Mascarenhas (18? – 19?)

 

Como já mencionado, pouco se sabe, até hoje, sobre a biografia do fotógrafo Therezio Mascarenhas. A partir da pesquisa na Hemeretoca Digital da Biblioteca Nacional, segue uma pequena cronologia de sua vida, que ajuda a traçar um pouco de seu perfil.

 

 

 

1900 – Procedente do Rio de Janeiro, fazendo quarentena na Ilha Grande, chegada do vapor nacional Pernambuco , em Vitória. Therezio era um dos passageiros (O Estado do Espírito Santo: Ordem e Progresso, 24 de julho de 1900, última coluna).

1908 – Foi um dos convidados de F. Clemetson, superintendente da Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo, para viajar para Engenheiro Reeve com o cientista e ministro plenitenciário da França, Charles Wiener (1851–1913), nascido em Viena, que ficou bastante conhecido por suas viagens ao Peru (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 20 de fevereiro de 1908, quarta coluna).

Fotografou indígenas do Rio Doce (Diário da Manhã: Órgão do Partido Conservador (ES), 20 de fevereiro de 1908, segunda coluna).

Identificado como um ativo jovem, Therezio seguiu para o Rio de Janeiro, no paquete Maranhão, em 6 de junho, com a intenção de conversar com o diretor da Sociedade Nacional de Agricultura sobre a abertura de um estabelecimento de artigos e ferragens para a lavoura. Retornou em julho (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 7 de junho de 1908, quinta colunaCommercio do Espírito Santo, 24 de julho de 1908, segunda coluna).

Foi anunciado que ele abriria, na rua da Alfândega, em Vitória, um depósito para máquinas para a lavoura importados da Europa e da América do Norte (Cachoeirano, 20 de junho de 1908, terceira coluna).

Publicação de uma poesia de sua autoria (O Malho, 8 de agosto de 1908).

1909 - Ele e Casemiro Guimarães tiraram várias diversas fotográficas do piquenique dos sócios do Club de Regatas, realizado na Ilha do Boi, no Espírito Santo (Commercio do Espírito Santo, 22 de março de 1909, primeira coluna).

O engenheiro Augusto Ferreira Ramos (1860 – 1939), criador e construtor do Bondinho do Pão de Açúcar, promoveu uma excursão durante a qual os aplicados amadores Paulo Motta e Therezio Mascarenhas tiraram várias fotografias (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 8 de abril de 1909, última coluna). Provavelmente, em torno deste ano, Augusto e Therezio se conheceram.

Foi publicada na revista Fon-Fon uma fotografia do capor Queen Eleanor de sua autoria. Foi identificado como fotógrafo amador (Fon-Fon, 24 de abril de 1909).

 

 

Praticava tiro ao alvo (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 4 de maio de 1909, primeira coluna).

No Café Globo, em Vitória, houve uma exposição de fotografias de sua autoria dos serviços de abastecimento e luz realizados pelo engenheiro Augusto Ferreira Ramos. Foi identificado como amador e nesses registros Therezio revelava muito bom gosto pela arte (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 24 de maio de 1909, quinta colunaCorreio do Espírito Santo, 26 de maio de 1909, segunda coluna).

Fazia parte da comitiva de Augusto Ferreira Ramos em visitas de obras hidráulicas realizadas pelo engenheiro  (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 10 de julho de 1909, segunda colunaDiário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 13 de julho de 1909, quinta coluna).

Participou da homenagem realizada pelo governo do Espírito Santo ao presidente Afonso Pena (1847 – 1909), na Catedral de Vitória (Commercio do Espírito Santo, 13 de julho de 1909, última coluna).

Foi noticiado seu aniversário, no dia 23 de agosto (Correio do Espírito Santo, 23 de agosto de 1909, primeira coluna).

Produziu várias fotografias durante uma excursão ao Jucu promovida pelo engenheiro Augusto Ferreora Ramos, contratante dos serviços de água, luz e esgoto de Vitória, que ofereceu um piquenique à família do político capixaba Torquato Moreira e a outras distintas famílias (Commercio do Espírito Santo, 21 de setembro de 1909, segunda coluna).

Esteve presente na missa de sétimo dia do prefeito de Vitória, Ceciliano Abel de Almeida (Commercio do Espírito Santo, 24 de novembro de 1909, quarta coluna).

Fotografou as festas realizadas na Escola Aprendizes de Marinheiro e foi identificado como um hábil fotógrafo (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 23 de dezembro, segunda coluna).

1910 – Possuia um estabelecimento fotográfico na Villa Moscoso, nº 16, em Vitória, no Espírito Santo (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 26 de fevereiro de 1910, segunda colunaAlmanak Laemmert, 1910, primeira colunaAlmanak Renault, 1912, última coluna).

Estava vendendo artigos  fotográficos (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 10 de março de 1910, última coluna).

 

 

1911 - Chegou no porto de Vitória, procedente do norte no paquete Sattelite (Diário da Manhã: Órgão do Partido Construtor (ES), 18 de outubro de 1911, segunda coluna).

1916 - Seu estabelecimento fotográfico na Villa Moscoso, em Vitória, no Espírito Santo, foi anunciado pela última vez no Almanak Laemmert (Almanak Laemmert, 1916, última coluna).

1927 - Ele e Augusto Ferreira Ramos foram alguns dos subscritores do abaixo-assinado feito por moradores e proprietários na Praia Vermelha, elogiando os melhoramentos realizados pelo prefeito do Rio de Janeiro, Antônio da Silva Prado Junior (1880 – 1955), na remodelação da principal artéria e nas cercanias da região, o que facilitaria a visita ao encantador passeio do Pão de Açúcar (O Paiz, 14 de dezembro de 1927, segunda coluna).

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

 

Fontes:

Diário do Rio

Extra, 27 de outubro de 2022

Correio Braziliense, 12 de junho de 2008

Folha de São Paulo, 12 de fevereiro de 2022

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

Jackobson, Andrea. O bondinho do Pão de Açúcar. Rio de Janeiro : Editora Andrea Jackobson, 2018.

O GLOBO, 13 de junho de 2011

O GLOBO, 20 de outubro de 2012

Portal Clube de Engenharia

Rezende, Nilza. Pão de Açúcar – A Marca do Rio / Sugar Loaf – Rios Trademark.  Editora Clio.

Revisa EDVD

Serra News

Site Bondinho do Pão de Açúcar

Site Instituto Histórico Geográfico Brasileiro

Superinteressante, 4 de julho de 2018