No Dia dos Namorados, fotos de casais produzidas por Chichico Alkmim (1886 – 1978)

Para celebrar o Dia dos Namorados, a Brasiliana Fotográfica destaca duas imagens produzidas, na década de 1920, pelo mineiro Chichico Alkmim (1886 – 1978),  o cronista visual de Diamantina. Uma delas é do próprio fotógrafo ao lado de sua mulher, Miquita, com quem casou-se em 14 de junho de 1913. É muito raro um sinal de enamoramento explícito em fotos de casais nesta época. Os pares estão quase sempre muito sérios e compenetrados. O que as imagens revelam, em maior ou menor grau, é afeto, cumplicidade e companheirismo.

 

 

As duas fotografias em destaque neste artigo foram realizadas no ateliê definitivo de Chichico, no beco João Pinto, 86, na parte alta da cidade, para onde se transferiu, em 9 de outubro de 1919 – seu primeiro ateliê havia sido inaugurado em 1912.

 

 

Seu laboratório fotográfico ficava no nível da rua e o segundo andar abrigava seu estúdio. Possuía uma ampla janela envidraçada em uma das paredes e claraboia; sobre ambas, um cortinado leve, deslizante graças a um sistema de cordas, compondo um mecanismo de controle da luz natural; na parede ao fundo, uma viga de madeira serve como suporte para os painéis pintados com paisagens viçosas e motivos arquitetônicos de gosto classicizante; algum mobiliário – cadeiras, pequenas mesas, apoios para jarros, tapetes, cortina – ajuda a compor os cenários (Eucanaã Ferraz).

Chichico Alkmim, nascido em 28 de março de 1886, na fazenda do Sítio, município de Bocaiuva, foi autodidata e pioneiro da fotografia de estúdio em Diamantina. Atuou na profissão, que adotou em 1907, até 1955.  Com um perfeito domínio técnico da fotografia, os registros de Chichico traduzem um olhar sensível e atento ao mundo em que viveu. Sua obra, que compreende imagens da arquitetura diamantinense, sua religiosidade, costumes, ritos e retratos de seus habitantes, é uma das principais referências da memória visual de Minas Gerais. Retratou a burguesia e também os trabalhadores ligados ao pequeno garimpo, ao comércio e à indústria. Produziu imagens de casamentos, batizados, funerais, festas populares e religiosas, paisagens e cenas de rua. De 1955, quando parou de fotografar, até 22 de agosto de 1978, quando faleceu, continuou cuidando de seu acervo, que guardava no porão de sua casa. Em 2015, o acervo de Chichiko Alkmim passou, em regime de comodato, a integrar o acervo de fotografias do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica. Em 2015, o acervo de Chichiko Alkmim passou, em regime de comodato, a integrar o acervo de fotografias do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.

 

Acessando o link para as imagens produzidas por Chichico Alkmim disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.

 

Acesse aqui a Cronologia de Chichico Alkmim (1886 – 1978)

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

 

Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica no Dia dos Namorados

Fotografia e namoro, publicado em 12 de junho de 2018, escrito por Élvia Bezerra, então Coordenadora de Literatura do Insituto Moreira Salles

Série “O Rio de Janeiro desaparecido” X – No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo, publicado em 12 de junho de 2020, escrito por Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.

No Dia dos Namorados, o álbum “Vistas de Petrópolis” e o fotógrafo alemão Pedro Hees (1841-1880), publicado em 12 de junho de 2023, escrito por Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.

Série “Feministas, graças a Deus!” XVIII – Júlia Lopes de Almeida (1862 – 1934), a “escritora da Belle Époque tropical”

A escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas, Júlia Lopes de Almeida (1862 – 1934), é o destaque da 18ª publicação da série Feministas, graças a Deus!. Carioca, nasceu em 24 de setembro de 1862, na Rua do Lavradio, 53, filha do médico Valentim José da Silveira Lopes, mais tarde Visconde de São Valentim, e de Adelina Pereira Lopes, imigrantes portugueses que haviam exercido o magistério em Portugal. Foi autora de inúmeros  romances e contos, tendo também escrito para teatro e colaborado em diversas publicações. Foi aclamada pelo público e pela crítica literária, considerada uma figura excepcional em nossas letras. Na virada do século XIX para o século XX, era considerada a escritora mais importante do Brasil, e foi apontada como a maior romancista da geração de escritores que sucedeu a Machado de Assis e precedeu a eclosão do movimento modernista. Com sua produção literária e em suas ações concretas, Júlia realizou o feminismo possível dentro das limitações de sua época e do meio social em que viveu. Condenava a supremacia masculina, defendia o direito ao voto para as mulheres e combatia a exploração no trabalho, a escravidão e as violências sexuais contras mulheres. Faleceu em maio de 1934.

 

 

Segundo Vanina Eisenhart, em Primeira-Dama Tropical: a cidade e o corpo feminino na ficção de Júlia Lopes de Almeida:

” Júlia Lopes de Almeida …, utilizando os modelos convencionais masculinos, apresenta uma ficção feminina que reúne os movimentos literários e ideologias sociais e científicas de sua época adaptando-as a um feminismo que não é confrontante com os padrões vigentes, mas também certamente não se enquadra nos ‘bastidores’ do patriarcado brasileiro”

 

 

 

“Por que não o hei de enganar do mesmo modo? Em consciência, não há homens nem mulheres: há seres com iguais direitos naturais, mesmas fraquezas e iguais responsabilidades…Mas não há meio dos homens admitirem semelhantes verdades. Eles teceram a sociedade com malhas de dois tamanhos – grandes para eles, para que seus pecados e faltas saiam e entrem sem deixar sinais; e extremamente miudinhas para nós.”

Júlia Lopes de Almeida, em Eles e elas. 2ª ed., Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1922, p. 137.

 

A família de Júlia veio para o Brasil na década de 1850. Seus pais estabeleceram um pequeno colégio em Macaé. Em 1860, o casal e seus filhos foram para o Rio de Janeiro fundando o Colégio de Humanidades, transferindo-o poucos anos depois para Nova Friburgo, onde Júlia passou os primeiros cinco, seis anos de sua vida. O pai de Júlia, Valentim, foi fazer o curso de Medicina na Alemanha, deixando o colégio sob a responsabilidade da esposa, que era formada em canto, composição e piano. Valentim retornou ao Brasil em 1867 e por cerca de três anos exerceu o cargo de médico substituto do Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro. Entre 1869 e 1885, Júlia viveu com sua família em Campinas, onde seu pai inaugurou a Casa de Saúde do Senhor Bom Jesus, da qual era proprietário. A casa da família agregava a intelectualidade da cidade. Em 1875, Júlia foi pela primeira vez a Portugal.

Em 7 de dezembro de 1881, seu primeiro artigo, Gemma Cuniberti, sobre a atriz italiana que dá nome ao texto, foi publicado na Gazeta de Campinas.

“A elegância desse texto inaugural estampado na primeira página da Gazeta de 8 de dezembro de 1881, realçada pela utilização de um vocabulário desusadamente simples e direto, foram suficientes para abrirlhe o caminho para colaborações regulares naquelejornal. Seguem-se, ao longo de 1882 e 1883, três dúzias de artigos, liberados à média de dois por mês, que bastaram para consagrá-la como prosadora. O ano de 1884 marca uma inovação importante: aqueles primeiros textos, leves e concisos, dão lugar a uma série de artigos mensais, numerados seqüencialmente de 1 a VI, que aparecem sob a epígrafe ‘Leitura Popula?’, com o subtítulo “As Nossas Casas”. Neles é abordada a problemática cotidiana da dona-de-casa, da conservação da roupa branca aos cuidados específicos para a realização de bordados”. 

Leonora de Luca (1997)

 

Em 1884, estreou como cronista do jornal O Paiz, um dos mais importantes do Rio de Janeiro e durante cerca de 30 anos sua coluna abordou diversos assuntos, entre os quais se destacaram os relacionados à defesa da mulher.

Publicou seu primeiro livro, Contos Infantis, em 1886. Escrito em parceria com sua irmã, Adelina Lopes Vieira (1850 – 1923), reunia 33 textos em verso e 27 em prosa destinados às crianças. Em 1891, por decisão da Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária da Capital Federal, este livro foi adotado para uso nas escolas primárias do Rio de Janeiro e depois para as de todo o Brasil durante mais de 20 anos.

Em 1887, em Portugal, publicou Traços e Iluminuras, seu primeiro livro de contos, e se casou, em Lisboa, em 28 de novembro de 1887, com o escritor português Filinto de Almeida (1857 – 1945). Na época, Filinto era diretor da revista A Semana. O casal teve os filhos Afonso (1888-), Adriano, Valentina, Albano (1894-), Margarida (1896-) e Lúcia (1897-). Júlia passou a colaborar em diversos jornais e almanaques, tanto do Brasil como em Portugal. No ano seguinte, o casal voltou para o Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro. Em 1889 , transferiram-se para São Paulo, onde Filinto foi dirigir o jornal A Província de São Paulo. Voltaram para o Rio de Janeiro, em 1895, após a morte dos filhos Adriano e Valentina. Foram morar em Santa Teresa.

Júlia participou das primeiras reuniões para a fundação da Academia Brasileira de Letras (ABL) e seu nome constava da primeira lista extraoficial dos 40 “imortais”, elaborada por Lúcio de Mendonça (1854 – 1909), conforme publicado no jornal O Estado de São Paulo, de 12 de dezembro de 1896.

 

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                                                                  O Estado de São Paulo, 12 de dezembro de 1896

 

Apesar de sua importância na literatura, chamada muitas vezes de “Rainha das escritoras”, Júlia não pode integrar os quadros da entidade, fundada em 20 de julho de 1897, uma vez que, seguindo o modelo da Academia Francesa, a ABL optou por ser exclusivamente masculina. Júlia foi substituída por seu marido, Filinto de Almeida, fundador da cadeira nº 3, que chegou a ser considerado “acadêmico consorte”.

 

 

“Em que pese a inexistência de registros oficiais acerca dos bastidores dessa valsa das cadeiras, o episódio nos possibilita inferir que, se, por um lado, a arbitrariedade da decisão não arrefeceu o vigor criativo de Júlia Lopes de Almeida, haja vista a forma regular com que continuou a produzir e a publicar seus escritos, por outro, deixou evidente sua posição em falso no ainda incipiente campo literário brasileiro, uma vez que o considerável prestígio que desfrutava entre seus pares não se mostrara suficiente, a ponto de assegurar sua presença no seleto rol dos imortais. Estávamos, pois, diante não apenas da primeira lacuna institucional feminina na ABL, mas de um acontecimento ilustrativo das forças sociais que, ocultamente, operavam na fabricação do cânon literário, eclipsando o protagonismo das mulheres que tencionavam fazer da pena um ofício”.

Michele Asmar Fanini

 

Somente oito décadas após sua criação uma mulher foi eleita para integrar a Academia Brasileira de Letras: a escritora cearense Rachel de Queiroz  (1910 – 2003), em 4 de novembro de 1977, passou a ocupar a cadeira nº 5 da instituição. Em 1996, a escritora Nélida Piñon (1937 – 2022) foi eleita a primeira mulher presidente da ABL.

 

 

Em 1905, Júlia tornou-se uma das poucas mulheres a participar da série de conferências inauguradas por Coelho Neto (1864 – 1934) e Olavo Bilac (1865 – 1918), motivando polêmicas a respeito do papel da mulher na arcaica sociedade brasileira.

Na casa do casal Filinto e Júlia, em Santa Teresa, segundo João do Rio um “cottage admirável, construído entre as árvores seculares da estrada de Santa Teresa” (Gazeta de Notícias, 25 de março de 1905, primeira coluna) eles eram os anfitriões do Salão Verde, situado no terraço da residência, local frequentado pelos artistas e intelectuais da época, tanto brasileiros quanto estrangeiros, entre os primeiros anos do século XX até 1925, quando se mudaram para Paris. No Salão Verde eram realizados tertúlias e saraus. Como as mulheres escritoras não eram convidadas para as reuniões literárias realizadas em cafés e confeitarias, Júlia encontrou como saída criar um espaço alternativo, fundando um espaço literário, tornando-se anfitriã e, assim, facilitando sua presença no universo da literatura, ainda preponderantemente masculino. Foi considerada, segundo Hilda Machado, a sucessora brasileira da francesa Madame de Staël (1766 – 1817). “Talvez por se tratar de “espaço[s] semipúblico[s], situado[s] entre a casa e a rua”, os salões literários tenham se convertido em um poderoso acicate à emancipação feminina, ou então, em “um dos poucos territórios onde as mulheres tinham um lugar reconhecido e onde efetivamente desenvolveram formas originais de sociabilidade em torno do exercício e do debate literário” (HOLLANDA, 1993, p. 21).

Nesta entrevista a João do Rio, Júlia revelou que escrevia versos escondida e que foi uma de suas irmãs que a surpreendeu escrevendo e mostrou ao pai, que a estimulou  a escrever.

 

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Participou ativamente, com a feminista  Bertha Lutz (1894 – 1976), da criação da Legião da Mulher Brasileira, sociedade instituída em 1919, da qual foi presidenta honorária.

Em 1922, proferiu a conferência intitulada Brasil no Conselho Nacional de Mulheres da Argentina. No mesmo ano, foi a presidente de honra da 1ª Conferência pelo Progresso Feminino que aconteceu, entre 19 e 23 de dezembro de 1922, no Edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. A tese geral da conferência foi “a colaboração da Liga pelo Progresso Feminino na educação da mulher no bem social e aperfeiçoamentos humanos” e apresentava como um de seus objetivos “deliberar sobre questões práticas de ensino e instrução feminina”. A feminista Bertha Lutz (1894 – 1976) foi a presidente do evento, no qual participou a líder feminista norte-americana Carrie Chapman Catt (1859 – 1947), fundadora da Associação Nacional do Sufrágio Feminino dos Estados Unidos e presidente da recém-criada Associação Pan-Americana de Mulheres para a qual Bertha Lutz foi indicada vice-presidente.

 

 

Júlia tornou-se patrona da Cadeira nº26 da Academia Carioca de Letras, fundada em 8 de abril de 1926. A cadeira já foi ocupada por Afonso Lopes de Almeida, Nelson Costa, Luiz de Castro Souza e Tânia Zagury. No centenário de seu nascimento, em 1962, Júlia foi homenageada com um Ex-líbris comemorativo.

 

 

Também participou do II Congresso Internacional Feminista do Brasil, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e inaugurado, em 20 de junho de 1931, no Automóvel Club. Os temas do evento foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais. Sendo a mulher com o maior prestígio cultural no Brasil, foi uma das oradoras da cerimônia de abertura do congresso. Em seu encerramento, realizado em 30 de junho de 1931, Júlia lançou um apelo aos poderes públicos e mais diretamente ao chefe do governo no sentido de anistiar todos os exilados políticos do Brasil. Foi ovacionada (Correio da Manhã, 5 de março de 1931, primeira colunaJornal do Brasil, 19 de junho de 1931O Jornal, 19 de junho de 1931, primeira coluna; O Jornal, 21 de junho de 1931, quarta coluna, Correio da Manhã, 26 de junho de 1931O Malho, 27 de junho de 1931;  Revista da Semana, 27 de junho de 1931; O Jornal, 1° de julho de 1931, terceira coluna Correio da Manhã, 1º de julho de 1931O Malho, 11 de julho de 1931Vida Doméstica, agosto de 1931).

 

 

 

Faleceu no Rio de Janeiro, em 30 de maio de 1934, devido a uma doença que contraiu durante uma viagem à África (O Jornal, 31 de maio de 1934, sexta coluna). A ABL promoveu uma sessão especial em sua homenagem, cujas oradoras foram sua filha, Margarida Lopes de Almeida (1896- 1979), e a escritora Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (1866 – 1963).

 

 

Um ano após a morte da escritora, Afonso Celso (1860-1938) publicou o artigo intitulado Homenagem à Dona Júlia Lopes de Almeida na Revista da Academia Brasileira de Letras, onde lhe conferiu o título de Mestra da língua (Revista Academia Brasileira de Letras, v.48, abril de 1935, p. 259).

” […] em tudo e por tudo ela o foi, mestra na acepção mais elevada da palavra, o que quer dizer propiciadora de nobres ensinamentos, modelo de raras virtudes, irradiadora de salutar influência. Mestra de língua e mestra de vida, quer pela excelência da sua produção literária, quer pela pureza sem jaça da sua existência”.

 

 

Imagens de Júlia Lopes de Almeida

Na imprensa

 

 

 

 

Com a família

 

 

 

 

 Por pintores

 

 

 

 

 

Capas de livros de Júlia Lopes de Almeida

 

Julia Lopes de Almeida Livro das Noivas Rio de

 

Júlia Lopes de Almeida - a escritora da belle époque tropical | Templo  Cultural Delfos

 

 

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Livro: A Intrusa - Julia Lopes de Almeida | Estante Virtual

 

Literatura & EU: Cruel Amor, de Júlia Lopes de Almeida - RESENHA #42

 

Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin: Era uma vez...

 

Júlia Lopes de Almeida, uma ilustre mortal – Blog da BBM

 

 

Andrea C.T. Wanderley

Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica

 

Fontes:

DE LUCA, Leonora. O “feminismo possível” de Júlia Lopes de Almeida (1862 – 1934)

DE LUCA, Leonora. Feminismo e iluminismo em Júlia Lopes de Almeida (1862-1934). Ci. & Tróp.. Recife, v. 25, n. 2, p. 213-236,jul/dez., 1997.

FANINI, Michele Asmar. Júlia Lopes de Almeida em cena: notas sobre seu arquivo pessoal e seu teatro inéditoRev. Inst. Estud. Bras. (71) • Sep-Dec 2018.

FANINI, Michele Asmar. A (in)visibilidade de um legado – Seleta de textos dramatúrgicos inéditos de Júlia Lopes de Almeida. São PauloEditora Intermeios, 2017.

ENGEL, Magali Gouveia. Júlia Lopes de Almeida (1862-1934): uma mulher fora de seu tempo?.

ENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção, edição e organização). Júlia Lopes de Almeida – a escritora a belle époque tropical. Templo Cultural Delfos, outubro/2022.

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

HOLLANDA, Heloisa Buarque de. O que querem os dicionários?. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de; ARAÚJO, Lúcia Nascimento. Ensaístas brasileiras. Mulheres que escreveram sobre literatura e artes de 1860 a 1991. Rio de Janeiro: Rocco, 1993

MACHADO, Hilda. Laurinda Santos Lobo: mecenas, artistas e outros marginais em Santa Teresa. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2002.

Site Academia Brasileira de Letras

Site Academia Carioca de Letras

 

 

 

 

Acesse aqui os outros artigos da Série “Feministas, graças a Deus!”

Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional

Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional

Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976), publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional

Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” X – Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” XI e série “1922 – Hoje, há 100 anos” VI – A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” XII e série “1922 – Hoje, há 100 anos” XI – A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional

Série “Feministas, graças a Deus!” XIII – E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” XIV – No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” XV – No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,”a precursora do feminismo indígena” e a “nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica

Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023

Série “Feministas, graças a Deus!” XVII – Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024