Cronologia de Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912)
(atualizada em dezembro de 2025)
1830 - Em 31 de março, nascimento de Joaquim José (depois Insley) Pacheco, em Cabeceiras de Basto, em Portugal. Era filho de José Antonio Pacheco e Maria Antonia da Conceição. Joaquim era o mais novo de três irmãos: Bernardo José (1824 – 1886), e Joaquina (1827 – 18?). Ficaram órfãos de pai em 1835 e, de mãe, em 1839.
1843 - Provavelmente em fins de 1843 veio para o Brasil juntar-se ao seu irmão Bernardo, que teria partido de Portugal em 1837. Também em torno de 1843 sua irmã Joaquina veio para o Brasil – provavelmente vieram juntos. Joaquim fixou-se em Pernambuco, onde trabalhava como mascate ou caixeiro viajante.
1846 – Já estava em Fortaleza, no Ceará, e ele e seu irmão, Bernardo José, doaram dinheiro para ajudar “seus infelizes compatriotas naufragados no brigue português S. João Baptista”, que ia do Pará para Lisboa (Pedro II (CE), 19 de setembro de 1846, segunda coluna).
1848 – Teve contato com a fotografia com o daguerreotipista e mágico irlandês Frederick Walter (1811 – 18?) que, segundo Mello Moraes Filho (1844 – 1919), “desembarcara no Ceará, trazendo consigo um aparelho de daguerreótipo, que usava durante o dia, e um gabinete de mágica, que funcionava à noite nos teatrinhos“. Walter tornou-se o mestre do jovem Pacheco.
O nome abrasileirado do mestre irlandês de Insley era Guilherme Frederico Walter e ele havia trabalhado, em 1840, no Rio de Janeiro, com o mágico Jacomo Luiz Marques (18?-?); e, em 1846, no Recife, como assistente do mágico inglês George Sutton (18? -?) (Jornal do Commercio, 12 de setembro de 1840, penúltima coluna; e Diário de Pernambuco, 9 de maio de 1846, última coluna).
Após as apresentações no Recife, Walter seguiu para São Luís, capital do Maranhão, onde aprendeu a daguerreotipia com o norte-americano Charles DeForest Fredericks (1823 – 1894) que, na ocasião, estava trabalhando na cidade (O Espelho de Papel – A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB (2025)). Em 1849, no Recife, Walter estabeleceu sua galeria de daguerreótipos na Rua da Cadeia de Santo Antônio, nº 26, no segundo andar (Diário de Pernambuco, 21 de fevereiro de 1849, última coluna).
Segundo História da fotografia no Ceará (Edição do Autor, 2019), de Ary Bezerra Leite, Pacheco pintava cenários para os espetáculos de magia do seu professor/empregador e, em troca, recebia dele aulas de daguerreotipia. Guilherme Frederico Walter chegou ao Ceará, em 30 de maio de 1848, e anunciou, poucos dias depois, que tirava retratos pelo daguerreótipo com toda a perfeição. Assim começava a história da fotografia no Ceará (O Cearense, 8 de junho de 1848, última coluna).
Em torno desse ano, Insley conheceu Augustin Lettarte (1812 – ?), que abriu um estúdio de daguerreotipia, na rua Nova, e nos anos 1850, estabeleceu-se no Recife.
1849 - Trabalhou inicialmente na casa do lisboeta Antonio de Oliveira Borges, que havia chegado na cidade em 1829. Depois trabalhou com João Antônio Garcia, da cidade de Chaves, em Portugal, que viria a ser seu sogro. Seu ateliê ficava na rua Formosa e ainda como Joaquim José Pacheco anunciou que havia recebido dos Estados Unidos uma excelente máquina e mais utensílios para tirar retratos pelo daguerreótipo (O Cearense, 17 de maio de 1849, na última coluna).
1850 - Contribuiu para o aumento e ratificação da capela do Senhor do Bonfim, em Aracati (Pedro II (CE), 30 de janeiro de 1850, segunda coluna).
Anunciou que havia transferido sua oficina, em São Luís, para a rua do Quebra-Costa, e que havia recebido de Nova York um sortimento de caixinhas, medalhas e alfinetes, estes próprios para colocar dois retratos em cada um, e sendo tudo de muito bom gosto (A Revista: Folha política e literária (MA), 13 de junho de 1850, última coluna).
Entre o segundo semestre deste ano e 1851, esteve nos Estados Unidos. Teria sido sua primeira viagem àquele país? Mello Moraes Filho mencionou que ele teria ido para os Estados Unidos duas vezes, mas não precisou as datas (Correio da Manhã, 5 de abril de 1903, primeira coluna).
Estudou, inicialmente, com Mathew Brady (1822 – 1896), fotógrafo predileto do presidente Abrahan Lincoln (1809 – 1865), responsável pela cobertura fotográfica da Guerra Civil, considerado o pai do fotojornalismo, que mantinha a Daguerrean Miniature Gallery, na Broadway, 205 – 207, em Nova York.
“Apenas chegou em New York, Pacheco demandou sôfrego as oficinas do célebre daguerreotipista Brad, que reunia sob seu teto brilhante plêiade de alunos americanos e forasteiros que se empenhavam em estudar-lhe o savoir-faire dos retratos”
Mello Moraes, em Artistas do meu tempo (1904)
Insley estudou também com Jeremiah Gurney (1812 – 1895) e Henry E. Insley (1811 – 1894), ambos pioneiros da daguerreotipia nos Estados Unidos. Também tinham seus estabelecimentos fotográficos na Broadway. Acredita-se que em homenagem a esse último Joaquim José Pacheoc adotou o sobrenome Insley.

1851 - Após a temporada em Nova York, aportou em São Luís do Maranhão, após 31 dias de viagem no brigue Escuna Nacional Fere-Fogo. Trabalhou por cerca de 15 dias na cidade, em uma galeria na rua Grande, oferecendo retratos a daguerreótipo por Pacheco e Ory tirado em – JENNY LIND – e outros produtos. Jenny Lind (1820 – 1887) era uma cantora sueca de ópera que fazia muito sucesso na época. O parceiro de Insley era o fotógrafo Fortunato Ory (c. 1848 -1918). Na nota do Correio d´Anúncios – Folha Comercial da Províjncia do Maranhão, de 15 de março de 1851, na última coluna, Insley é referido como brasileiro (Publicador Maranhense, 16 de março de 1851, segunda coluna).
Anunciou que estava de volta à Fortaleza, depois de uma viagem aos Estados Unidos onde havia sido instruído pelo melhor artista daquele país. Seu ateliê ficava na rua da Palma (O Cearense, 9 de maio de 1851, na última coluna).
Insley tinha um ateliê na rua Nova , 61, no Recife, e anunciava sua despedida da cidade porque iria retirar-se para os portos do sul (Diário de Pernambuco, 19 de novembro de 1851, primeira coluna).
1852 – Seu irmão, Bernardo José, ensinava flauta, clarineta, piano e canto (Pedro II(CE), 17 de abril de 1852, segunda coluna).
Avisou que havia chegado em Fortaleza, vindo de uma viagem às províncias do sul e divulgava seus retratos pelo sistema electrotypo (Pedro II (CE), 30 de junho de 1852, na terceira coluna).
Casou-se com Elvira Laura Garcia Pacheco (c. 1831 – 1877), filha de João Antônio Garcia.
Provavelmente a falta de clientela levou-o a vender por menos de seu valor todos os utensílios pertencentes a sua profissão de retratista. Anunciava também possuir uma máquina eletro-magnética, que além de servir para choques contra reumatismo, ou gota, paralisia ou dores e S. Victor e todas as moléstias provenientes de um distúrbio do sistema nervoso tem a vantagem de servir para galvanizar! (Pedro II (CE), 21 de agosto de 1852, na terceira coluna).
Anunciou sua iminente partida de Fortaleza e aconselhava às pessoas a se deixarem retratar. Destaca-se nesse anúncio, a importância que Insley atribuia ao retrato: o objecto mais precioso que as pessoas de gosto devem possuir, já para consolarem as saudades da ausencia de quem lhes é caro, já para metigar a lembrança d’um pai que perde o filho, ou o filho que perde o pai & c. (Pedro II (CE), 21 de setembro de 1852, na primeira coluna).
Cobrou uma dívida de dois retratos a José Monteiro (Pedro II (CE), 4 de dezembro de 1852, última coluna).
Partiu para Sobral, no Ceará (Pedro II (CE), 8 de dezembro de 1852, última coluna).
1854 – Em anúncio, ainda como J. J. Pacheco ou Joaquim José Pacheco, divulgava seu novo estilo de retratar – chrystalotypo (cristalotipo) – e informava que seu estabelecimento fotográfico, no Recife, no Aterro da Boa Vista, nº 4, ficava na casa em que havia morado o sr. Augustin Lettarte (Diário de Pernambuco, 23 de março de 1854, na primeira coluna; Diário de Pernambuco, 29 de março de 1854, na terceira coluna). Neste mesmo endereço haviam trabalhado o fotógrafo norte-americano Charles DeForest Fredricks (1823 – 1894), em 1851 (Diário de Pernambuco, 23 de julho de 1851, última coluna); Augustin Lettarte, em 1854 (Diário de Pernambuco, 6 de fevereiro de 1854, segunda coluna), e, posteriormente entre 1856 e 1857, o pernambucano João Ferreira Villela (Diário de Pernambuco, 3 de outubro de 1856, primeira coluna). Anunciava também ter estado recentemente nos Estados Unidos. Terá sido sua segunda viagem ao país, uma das duas mencionadas por Mello Moraes?
Nascimento de sua filha, Elvira Elizabeth (1854 – 1913).
Houve entre o primeiro daguerreotipista pernambucano, Cincinato Mavignier (1826 – 1868), e Insley Pacheco, um desentendimento em relação à venda de um daguerreótipo (Diário de Pernambuco, 29 de agosto de 1854, última coluna).
O norte-americano Thomaz Oxford Smith (18?-?), futuro sócio de Insley no Rio de Janeiro, apresentava-se como um professor de daguerreótipo recém chegado de Nova York (Jornal do Commercio, 10 de dezembro de 1854).
Em fins deste ano ou início de 1855, Insley mudou-se para o Rio de Janeiro e, na época, seus antigos colegas do curso de Matthew Brady, nos Estados Unidos, os húngaros exilados políticos Carlos Kornis de Totvárad (1822 – c. 1862) e Estevão Biranyi (18? – c. 1857), trabalhavam como fotógrafos na rua São Pedro, 43; e, posteriormente, na rua dos Ourives. O fato de terem sido contemporâneos de Insley no estúdio de Brady foi apontado por Gilberto Ferrez em A Fotografia no Brasil – 1840-1900 (1985) (Jornal do Commercio, 2 de setembro de 1855; Jornal do Commercio, 11 de novembro de 1855).
1855 – Em 2 de fevereiro, nascimento de seu filho, Alfredo Henrique (1855 – 1895) (Site Emerald Insight).
Anúncio da Novíssima e esplêndida galeria de retratos pelo sistema cristalotipo, novo estúdio fotográfico de Insley Pacheco na rua do Ouvidor, nº 31, posteriormente 40. Ficava na região que concentrava os estabelecimentos mais elegantes da cidade (Jornal do Commercio, 7 de fevereiro de 1855 e Correio Mercantil, 9 de fevereiro de 1855 ). Já assinava com o sobrenome Insley. Foi publicada uma propaganda da nova galeria em inglês (Jornal do Commercio, 9 de fevereiro de 1855). No estabelecimento, anunciado como o primeiro a realizar retratos pela técnica mencionada na América Meridional, também eram comercializados quadros, caixas, molduras e alfinetes (Jornal do Commercio, 2 de agosto de 1855).
Um homem do público o acusa de charlatanismo, questionando o anúncio de retratos em cristotipo em seu novo estúdio fotográfico (Diário do Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1855, na quinta coluna). Insley Pacheco respondeu a seu acusador (Correio Mercantil, 12 de fevereiro de 1855, primeira coluna), que por sua vez replicou (Correio Mercantil, 14 de fevereiro de 1855, na primeira coluna).
Foi publicado um convite para uma exposição à noite na galeria de retratos de Insley Pacheco (Jornal do Commercio, 5 de abril de 1855, na quarta coluna). Elogio à exposição e comentário sobre as duas soberbas molduras destinadas às augustas efígies de SS. MM. II (Jornal do Commercio, 11 de abril de 1855, na sexta coluna).
Foi anunciada a nova iluminação a gás da galeria de Insley Pacheco (Jornal do Commercio, 4 de maio de 1855).
Insley Pacheco fotografou o imperador Pedro II, a imperatriz Teresa Cristina e a filha do casal, princesa Leopoldina (1847 – 1871), na Quinta da Boa Vista, em 10 de agosto (Diário do Rio de Janeiro, 9 de janeiro de 1856).
Propaganda de seu ateliê, agora batizado de Photographia Moderna (Diário do Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1855).
Foi noticiado que o estabelecimento de Insley Pacheco havia recebido dos Estados Unidos um rico e variado sortimento de molduras, caixas, passe-partouts (franceses) e outros produtos (Jornal do Commercio, 20 de dezembro de 1855).
Segundo Guilherme Auler, sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na Tribuna de Petrópolis, em 1º e 8 de abril de 1956, conforme informado no livro O Brasil na fotografia oitocentista (2003), de Pedro Vasquez, Insley teria sido agraciado com com o título de “Photographo da Caza Imperial”, em 22 de dezembro. Mas este fato só foi anunciado pela imprensa, em 1857.
1856 - Nascimento de sua filha, Emilia (1856 – 1858).
Propaganda do estabelecimento de Insley Pacheco, destacando uma técnica que beneficiava a execução de retratos de crianças (Correio Mercantil, 7 de dezembro de 1856).
1857 - O fotógrafo Thomaz Oxford Smith anunciou o fim de sua sociedade com Insley Pacheco no ateliê fotográfico da rua do Ouvidor, 40 (Gazeta Mercantil, 23 de outubro de 1857, na penúltima coluna).
Foi noticiado que Insley Pacheco havia sido agraciado com o título de “Fotógrafo da Casa Imperial” (Diário do Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 1857).
Em anúncio de seu estabelecimento fotográfico, apresentava-se como Photographista da Augusta Casa Imperial e miniaturista em marfim (Jornal do Commercio, 22 de dezembro de 1857).
1858 - Foi anunciado um grande passo na arte fotográfica no ateliê de Insley Pacheco: É o ambrotipo e a pintura dando-se as mãos para reunirem a fidelidade da cópia a duração e a persistência das cores (Diário do Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 1858, na quarta coluna). Publicação de uma carta de Insley Pacheco sobre o assunto (Diário do Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 1858, na terceira coluna). Foi feito um elogio a seu trabalho (Correio Mercantil, 17 de março de 1858, na segunda coluna).
De mesenterites, falecimento de Emilia (1856 – 1858), filha de Insley Pacheco (Correio da Tarde, 22 de abril de 1858, na primeira coluna).
Em anúncio de seu estabelecimento, Insley Pacheco apresentava-se como “primeiro e único retratista em vidro” (Jornal do Commercio, 13 de maio de 1858).
Insley Pacheco ofereceu ao liceu de artes e ofícios da sociedade Propagadora das Belas-Artes material para ser usado nas aulas de desenho (Diário do Rio de Janeiro, 24 de setembro de 1858).
Na casa do sr. Bernascone, na rua do Ouvidor, nº 143, exposição de um retrato do próprio Insley Pacheco colorido a óleo pelo pintor Giovanni Bruschetti (Jornal do Commercio, 29 de setembro de 1858, na terceira coluna).
Nascimento de seu filho, Joaquim Insley Pacheco Junior (1858-1947).
Passou a integrar a comissão artística da sociedade Propagadora das Belas Artes (Diário do Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1958, na segunda coluna).
1859 - Retornou a Fortaleza, onde instalou seu estúdio no sobrado de seu sogro, na rua Formosa. Passou 15 dias na cidade e apresentou a ambrotipia pela primeira vez, no Ceará (Pedro II (CE), 4 de maio de 1859, terceira coluna).
“Pacheco e Irmão Ambrotypistas da Augusta Caza Imperial” tinham um ateliê fotográfico em São Luiz, que funcionou até dia 6 de fevereiro (Publicador Maranhense, 1º de fevereiro de 1859, última coluna).
Insley Pacheco, sua mulher, Elvira Laura Garcia Pacheco, e dois filhos retornaram de uma viagem ao norte, a bordo do paquete a vapor “Oiapoque” (Correio Mercantil, 26 de junho de 1859, na sexta coluna). Voltou ao comando de seu ateliê (Correio Mercantil, 29 de junho de 1859, na primeira coluna).
Foi anunciada a exposição do retrato de uma dama da sociedade tendo ao fundo um bosque, primeiro trabalho desse gênero obtido pelo sistema ambro-cromo-tipo, inventado pelo sr. J. Insley Pacheco (Correio Mercantil, 10 de outubro de 1859, na segunda coluna).
Tornou-se suplente da comissão artística da sociedade Propagadora das Belas Artes (Correio Mercantil, 10 de dezembro de 1859).
1860 – “Pacheco e Irmão Ambrotypistas da Augusta Caza Imperial” anunciaram sua presença em Salvador, na Ladeira de São Bento, 17 (Jornal da Bahia, 3 de janeiro de 1860). Pouco tempo depois, foi anunciado que o estabelecimento fecharia em junho (Jornal da Bahia, 15 de maio de 1860).
A firma abriu um ateliê em São Luís pela segunda vez (Jornal do Commercio, Instrutivo, Agrícola e Recreativo (MA), 7 de setembro de 1860). Provavelmente, foi seu irmão que seguiu para o Maranhão.
O fotógrafo João Ferreira Villela (18? – ?) anunciou sua volta ao Recife, depois de temporada no Rio de Janeiro, apresentando-se como único discípulo de Insley Pacheco (Diário de Pernambuco, de 4 de outubro de 1860, na última coluna).
Insley Pacheco foi um dos subscritores de uma carta enviada ao escritor francês Victor Hugo (1802-1885) na ocasião da construção de um monumento em homenagem ao jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860) (Courrier du Brésil, 9 de dezembro de 1860, na segunda coluna).
1861 – Anunciou que a “Pacheco e Irmão Ambrotypistas da Augusta Caza Imperial” deixaria São Luís no fim de fevereiro (O Commercio, 2 de fevereiro de 1861, na quarta coluna).
Realização de uma exposição de retratos em cartões de visita na loja de Insley Pacheco, no Rio de Janeiro (Jornal do Commercio, 27 de abril de 1861, na terceira coluna).
Propaganda de Insley Pacheco anunciando o processo “hallotypo” (Jornal do Commercio, 7 de setembro de 1861).
1862 - Foi agraciado com a medalha de cobre na Exposição Nacional de 1861 / 1862, na qual participou na seção de Belas Artes com retratos da família imperial e com fotopinturas de paisagens (Correio da Tarde, 13 de março de 1862, na última coluna).
1863 - Foi noticiada a abertura do novo estabelecimento de Insley Pacheco, na rua do Ouvidor, nº 102 (Diário do Rio de Janeiro , 1º de abril de 1863, na quarta coluna).
Foi nomeado sócio efetivo da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional (Diário do Rio de Janeiro, 13 de maio de 1863, na quarta coluna).
Nascimento de sua filha, Maria Amélia Pacheco (1863-1944), a Marocas.
Uma crônica do poeta e jornalista Faustino Xavier de Novais (1820 – 1869), de 24 de outubro de 1863, chamava atenção para a popularidade de Insley Pacheco no Rio de Janeiro (Correio Mercantil, 24 de outubro de 1863, terceira coluna):
“…Pouco distante do meu pouso eleva-se uma casa cuja fachada pintada de cores vivas provoca a atenção dos que passam. É aí o palácio do fotógrafo mais afamado da capital, J. Insley Pacheco, que tem tido a honra de copiar todos os narizes do Rio…”
Faustino era irmão de Carolina Augusta (1835 – 1904), esposa do escritor Machado de Assis (1839 – 1908), posteriormente fotografado por Insley..
1864 - O irmão de Insley Pacheco, Bernardo José Pacheco, chegou da Europa, depois de uma temporada entre Bruxelas, Paris e Londres, onde estudou em diversas oficinas fotográficas (Diário do Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 1864, na quarta coluna).
O escritor Machado de Assis (1839 – 1908), que nasceu no mesmo ano em que nasceu a fotografia, 1839, escreveu em sua coluna do Diário do Rio de Janeiro de 7 de agosto de 1864 sobre suas visitas à casa do Pacheco (justamente Insley Pacheco), que definiu como o mais luxuoso Templo de Delos do Rio de Janeiro, exaltando poder ver no mesmo álbum fotográfico os rostos mais belos do Rio de Janeiro, falo dos rostos femininos. Contou também a história da chegada do daguerreótipo na cidade e, em seguida, elogiou o trabalho realizado pelo artista J.T. da Costa Guimarães, uma miniatura de Diane de Poitiers, exposto no estabelecimento de Insley Pacheco. Finalmente, revelou que havia chegado há pouco tempo no referido ateliê um aparelho fotográfico destinado a reproduzir em ponto grande as fotografias de cartão. Termina seu passeio perguntando-se “Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?”
Um grande temporal ocorrido em 10 de outubro, no Rio de Janeiro, atingiu seriamente o estabelecimento fotográfico de Insley Pacheco (O Paiz (MA), 8 de novembro de 1864, na segunda coluna).
1865 – Na revista Semana Illustrada, de 3 de setembro de 1865, foi publicada uma charge mencionando Insley Pacheco.
Enviou para a Exposição Internacional do Porto diversos retratos de pessoas “notáveis” e da família real, de dom Pedro II, da imperatriz Teresa Cristina, além de duas paisagens e dois estudos (Correio Paulistano, 3 de outubro de 1865, na segunda coluna). Esses trabalhos foram elogiados (O Despertador, 10 de outubro de 1865, na primeira coluna). Ele ganhou uma medalha de primeira classe por suas fotografias (Jornal do Commercio, 7 de novembro de 1865, na segunda coluna).
1866 - Anúncio de seu estabelecimento fotográfico, que já era na rua do Ouvidor, 102 (Índice Alfabético, edição de 1866, segunda coluna).
No Club Fluminense, com a presença de dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, realização do Salão Literário e Artístico da Arcadia Fluminense, cuja galeria de arte havia sido arrumada por Insley Pacheco (O Publicador Maranhense, 3 de janeiro de 1866, na terceira coluna sob o título “Arcadia Fluminense”).
Foi publicado um comentário sobre o governo português ter condecorado Insley Pacheco como Cavaleiro da Real Ordem de Cristo (Semana Ilustrada, 3 de março de 1866, segunda coluna).
Insley Pacheco foi premiado com a segunda medalha de prata da seção de “Fotografia” na Segunda Exposição Nacional de 1866, realizada pela Academia Real de Belas Artes, de 19 de outubro a 16 de dezembro de 1866. Pela primeira vez, a fotografia apareceu como categoria específica, separando-se do grupo destinado às Belas Artes. Ele participou com participou com fotografias, retrato de uma senhora e fotopinturas (Diário do Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 1867, na última coluna).
Sobre sua participação, o pintor Victor Meirelles (1833-1903), que presidiu o júri, comentou no Relatório sobre a II Exposição Nacional:
“Pelos seus retratos que se recomendam pela perfeição do trabalho, nitidez e beleza das meias tintas, efeitos de luz agradáveis, tornando-se sobretudo notável nessa parte, que é tratada artisticamente, a bela prova fotográfica representando uma senhora, que graciosamente e com bastante naturalidade descansa sobre o espaldar de uma poltrona”.
Entre este ano e 1875, Bernardo José, o irmão de Insley, foi sócio do fotógrafo José Christiano Jr. (1832 – 1902) no estabelecimento fotográfico Christiano Jr & Pacheco (Jornal do Commercio, 3 de dezembro de 1866, quarta coluna e Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1867). Entre 1876 e 1882, eram um dos associados do estabelecimento fotográfico Pacheco, Menezes & Irmão, dele e dos irmãos João Xavier e Carlos Xavier de Oliveira.
1867 - Participou da Exposição Universal de Paris com fotopinturas.
Integrava o conselho da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional (Jornal do Commercio, 16 de outubro de 1867, na segunda coluna).
Foi concedido a Joaquim Insley Pacheco o privilégio do período de cinco anos para fazer fotografias de sua invenção, aplicadas à porcelana, vidro opalino e marfim. Ele havia pedido 20 anos (Jornal do Commercio, 19 de dezembro de 1867, na quinta coluna ).
1868 - O privilégio foi suspenso, impugnado por Carneiro & Gaspar (Jornal do Commercio, 1° de abril de 1868, na sexta coluna).
Na loja do sr. Bernasconi, estavam expostos retratos de dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, de autoria de Insley Pacheco (Diário do Rio de Janeiro, 5 de abril de 1868, na coluna “Folhetim”).
1870 - Insley Pacheco foi cumprimentar dom Pedro II (Diário do Rio de Janeiro, 2 de janeiro de 1870, na terceira coluna).
Foi eleito conselheiro da Sociedade Propagadora das Belas Artes (Dezesseis de Julho, de 1870).
1871 - Insley Pacheco foi cumprimentar dom Pedro II (Diário do Rio de Janeiro, 27 de março de 1871, na sexta coluna).
1872 – Insley Pacheco foi cumprimentar dom Pedro II (Diário do Rio de Janeiro, 1º de agosto de 1872, na segunda coluna).
Elogio e crítica aos trabalhos expostos no estabelecimento de Insley Pacheco (A Reforma, 25 de setembro de 1872, na quinta coluna; O Mosquito, 28 de setembro de 1872, segunda coluna).
1873 - Na Terceira Exposição Nacional, participou com pinturas a guache e pastel (fotopinturas) e com paisagens a óleo. Ganhou medalhas de prata e de cobre (Diário do Rio de Janeiro, 13 de março de 1873, na segunda coluna).
Na Exposição Universal de Viena, Insley recebeu uma menção honrosa no grupo das Artes Gráficas (Diário de São Paulo, 13 de setembro de 1873, na quinta coluna)
1874 - O Ministério do Império, com o decreto 5613, de 25 de abril, “concedeu privilégio de cinco anos a Joaquim Insley Pacheco, para fazer fotografias de sua invenção, aplicadas à porcelana, vidro opalino e marfim” (Diário do Rio de Janeiro, 15 de maio de 1874, na última coluna).
Seu ateliê de Insley, na rua do Ouvidor, 102, foi anunciado como um dos principais estabelecimentos da Corte (A Vida Fluminense, 3 de julho de 1874, na segunda coluna).
1875 – Foi premiado com medalha de prata e menção honrosa na Terceira Exposição Nacional de 1873 (A Reforma, 12 de janeiro de 1875, nas primeiras e segunda colunas).
Insley Pacheco agradeceu à perícia do capitão Marques Sobrinho no combate a três incêndios ocorridos na rua dos Ourives (Diário do Rio de Janeiro, 5 de novembro de 1875, na sexta coluna).
No Despertador de 26 de novembro de 1875, transcrição de matéria do jornal O Globo de 13 de novembro do mesmo ano sobre a participação do Brasil na Exposição Internacional de Santiago, mencionando Insley Pacheco.
Participou da Quarta Exposição Nacional com desenhos e pinturas e foi premiado com a medalha de mérito (Diário do Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 1876, na segunda coluna).
Na coluna “Folhetim da Gazeta de Notícias – Bellas Artes”, o português Julio Huelva (1840 – 1904), pseudônimo do arquiteto e músico Alfredo Camarate, elogiou a fotografia produzida no Brasil e destacou os trabalhos dos ateliês de José Ferreira Guimarães (1841 –1924), Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912) e de Alberto Henchel (1827 – 1892) e Franz (Francisco) Benque (1841-1921). O autor cobrou também a presença de fotógrafos do Rio de Janeiro na Exposição Universal da Filadélfia, que se realizaria em 1876 (Gazeta de Notícias, 21 de dezembro de 1875).
1876 - Insley Pacheco e o folhetinista Julio Huelva, travaram uma espécie de duelo em torno da questão entre os estilos idealista e realista da arte, entre dezembro de 1875 e janeiro de 1876 (Gazeta de Notícias, 12 de dezembro de 1875; Jornal do Commercio, 1º de janeiro de 1876, sétima coluna; Gazeta de Notícias, 6 de janeiro, 16 de janeiro, 17 de janeiro e 20 de janeiro de 1876). Esse confronto foi refletido em uma caricatura produzidas por Ângelo Agostini (1843 – 1910), para a Revista Illustrada.
Elogio às pinturas de paisagens de autoria de Insley Pacheco expostas na Exposição Internacional de Santiago, no Chile (Diário de Maranhão, 13 de janeiro de 1876, sob o título “O Brasil na exposição de Santiago”).
Insley Pacheco recebeu uma medalha na Exposição Universal da Filadélfia por suas fotografias (O Liberal do Pará, 28 de novembro de 1876, na segunda coluna e Diário do Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1876, na sexta coluna).
1877 - A casa de Insley Pacheco foi atingida por um temporal ocorrido em setembro. Sua esposa, Elvira Laura estava “gravemente enferma (Diário do Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1877, na última coluna e O Despertador, 23 de outubro de 1877, na quarta coluna). Ela faleceu de tuberculose, depois de “longos e dolorosos sofrimentos”, em 24 de outubro (Revista Ilustrada, 27 de outubro de 1877 e Diário do Rio de Janeiro, 27 de outubro de 1877, na quarta coluna).
1882 - Segundo informações dadas em anúncio do fotógrafo, foi premiado na Exposição Continental de Buenos Aires.
1883 - Em 18 de outubro, dom Pedro II visitou a exposição de pinturas do pernambucano Arsênio da Silva (1833 – 1883), no estabelecimento de Insley Pacheco que, no desenho abaixo, com o imperador contempla a exposição de um de seus mestres na pintura. O outro foi Louis-Auguste Moreaux (1818-1877).
1884 - Insley Pacheco anunciou melhoramentos em seu estúdio fotográfico com a introdução da platinotipia, mencionando que Marc Ferrez (1843 – 1923) e José Ferreira Guimarães também já faziam uso da nova técnica (Gazeta de Notícias, 12 de abril de 1884, na segunda coluna).
Foi anunciada a exposição do artista plástico Firmino Monteiro (1855 – 1888) no ateliê de Insley Pacheco (Jornal do Recife, 3 de junho de 1884, na sexta coluna).
1885 a 1897 – Entre esses anos, o estabelecimento pertencia à sociedade Joaquim Insley Pacheco & Filho.
1886 - Em Portugal, no dia 20 de janeiro, falecimento do irmão de Insley, Bernardo José (Jornal do Commercio, 28 de janeiro de 1886, quarta coluna).
1888 - Em 27 de janeiro, Antônio Parreiras (1860 – 1937) inaugurou uma exposição na Casa Insley Pacheco com 22 estudos de paisagem. Duas foram adquiridas pela própria princesa Isabel: Ocaso no Arraial e Aldeia do Pontal (O Paiz, 29 de janeiro de 1888, sob o título “Noticiário“, e Revista Illustrada, 4 de fevereiro de 1888).
Um dos filhos de Insley, o engenheiro Alfredo Henrique, casou-se, no Rio de Janeiro, com Sarah Williams Pacheco (1866-1938), em 29 de maio (O Paiz, 3 de junho de 1888, segunda coluna).
Também na Casa Insley Pacheco realização da primeira exposição individual do artista plástico gaúcho Pedro Weingartner (1853 – 1929) (Cidade do Rio, 28 de agosto de 1888, última coluna; Gazeta de tarde, 30 de agosto de 1888, última coluna; Gazeta de Notícias, 3 de outubro de 1888, última coluna).
1891 - Seu ateliê continuava localizado em um sobrado na rua do Ouvidor, 102 (Almanak Laemmert, 1891).
A neta de Insley Pacheco, Maria, filha de Alfredo Henrique e Sarah, faleceu, aos nove meses (Jornal do Commercio, 27 de janeiro, de 1891, última coluna; O Paiz, 18 de janeiro de 1891, na quarta coluna).
No salão nobre do Teatro São Pedro de Alcântara, participou do banquete oferecido por jornalistas e homens das letras ao corpo docente da Escola de Belas Artes para comemorar a inauguração de seus “trabalhos letivos” (Gazeta de Notícias, 17 de junho, na primeira coluna).
Falecimento de dom Pedro II (1825 – 1891), em Paris. Insley Pacheco reproduziu uma das fotografias do post-mortem do imperador, realizada por Felix Nadar (1820 – 1910), e as distribuiu no Brasil no formato carte-cabinet.
1892 - No ateliê de Insley Pacheco, exposição de quadros do artista alemão Breno Treidler (1857 – 1931) (O Tempo, 23 de janeiro de 1892, na última coluna, sob o título “Cabriolas”).
Em torno desse ano, na folha de proteção sobreposta às suas fotografias, Insley Pacheco identificava-se como “Photographo e pintor. Cavaleiro da Real Ordem de Cristo. Premiado com a Menção de Honra nas exposições de Viena e mais 16 medalhas nas exposições de Philadelphia, Porto, Brazil, Chile, Buenos Aires e Chicago. Novo sistema de platinotipia – Rua dos Ourives, 38 – Rio de Janeiro”.
1893 - Com fotografias e pinturas a óleo, Insley participou da Exposição Universal Colombiana de Chicago, que aconteceu entre maio e outubro de 1893 para celebrar os 400 anos da chegada de Cristóvão Colombo (1451 – 1506) ao Novo Mundo, em 1492 (Gazeta de Notícias, 19 de janeiro de 1893, na última coluna).
Comentário sobre um quadro do pintor espanhol Fortuny (1838 – 1874), de propriedade de Insley (Gazeta de Notícias, 13 de março de 1893, na terceira coluna).
Seu filho, Joaquim Insley Pacheco Junior (1858 – 1947), casou-se em São João del Rei com Elvira de Oliveira Coelho (1871 – 1912) (O Paiz, 16 de maio de 1893, na última coluna).
1895 – Seu filho, Alfredo Henrique, faleceu, em 14 de fevereiro. Ele era membro do Club de Engenheiros Civis de Londres e trabalhava no 2º distrito de obras públicas do Rio de Janeiro (O Paiz, 16 de fevereiro de 1895, na primeira coluna; Jornal do Commercio, 20 de fevereiro de 1895, última coluna; Emerald Insight).
Mudança de seu estabelecimento para a rua dos Ourives, 40, no segundo andar (Almanak Laemmert, 1896).
O estabelecimento de Insley Pacheco foi roubado (O Paiz, 10 de dezembro de 1895, na penúltima coluna).
1896 - Os pintores Augusto Petit (1844 – 1927), Madruga Filho (1882 – 1951) e Insley Pacheco receberam a terceira medalha na Exposição Geral de Belas Artes (Minas Gerais, 10 de outubro de 1896, na última coluna).
Inauguração do Club dos Repórteres, em 12 de outubro. Em uma das salas havia uma pintura de Insley (Jornal do Commercio, 14 de outubro, na quarta coluna).
1897 - No toucador principal do Palácio do Catete, o novo palácio do governo no Rio de Janeiro, que seria inaugurado em poucos dias, havia uma aquarela de Insley Pacheco (Diário de Pernambuco, 6 de março de 1897, na terceira coluna).
1898 - O endereço de seu estabelecimento era Ourives, 38, 2º andar (Almanak Laemmert, 1898).
Participou da Exposição Retrospectiva do Centro Artístico expondo um guache de Arsenio Silva (1833 – 1883), uma marinha de Edoardo De Martino (1838 – 1912) , uma paisagem de Henri Langerock (1830 – 1915) e miniaturas de Thomaz da Costa Guimarães. O Centro Artístico, associação de jornalistas e literatos, criada em 1897, tinha como objetivo a promoção da arte brasileira. A exposição, realizada durante o mês de julho, na Escola Nacional de Belas Artes, foi o primeiro evento organizado pela associação. Reuniu um grande número de objetos de arte, cedidos por proprietários e colecionadores (A Notícia, 28 e 29 de julho de 1898, na quarta coluna e 12 e 13 de agosto de 1898).
Participou com 37 quadros da 5ª Exposição Geral de Belas Artes (Gazeta da Tarde, 1º de setembro de 1898, na penúltima coluna).
1899 - Algumas vezes ao longo desse ano, foram publicados o anúncio: Retratos – Admiráveis pelo novíssimo processo a platina, unicamente feitos por Insley Pacheco a rua do Ourives n.38 (Jornal do Commercio, 17 de janeiro de 1899, na sexta coluna).
Insley Pacheco, Marc Ferrez e José Ferreira Guimarães foram nomeados para formar a comissão de propaganda da classe de fotografia da Exposição do Quarto Centenário do Brasil, em 1900, promovida pela Sociedade Propagadora das Belas Artes (A Imprensa, 31 de outubro de 1899, na quarta coluna).
Insley Pacheco estava presente na cerimônia de exéquias mandada celebrar pelos alunos da Escola de Belas Artes pelo pintor Almeida Júnior (1850 – 1899), realizada na matriz da Candelária (Jornal do Commercio, 23 de novembro de 1899, na quinta coluna).
1901 - Insley Pacheco foi um dos jurados do 2º concurso entre fotógrafos amadores, promovido pela “afamada fotografia Leterre”. Os outros jurados foram o escultor Rodolfo Bernardelli (1852 – 1931), diretor da Escola Nacional de Belas Artes, e o artista Hilário Teixeira (A Imprensa, 2 de março de 1901, na terceira coluna).
Insley Pacheco exibiu uma fotografia em estereoscópio, reprodução em cores naturais de um vaso de flores , obtida por um processo inteiramente novo, ao que se diz superior ao de Lippman e de outros…A propósito desse processo de fotografia foi apresentado pelos seus inventores A.L. Lumière, um interessante relatório (Jornal do Brasil, 7 de março de 1901,na terceira coluna).
Insley estava presente na inauguração da quinta exposição de paisagens de Antônio Parreiras (O Fluminense, 12 de março de 1901, na segunda coluna).
Insley Pacheco foi um dos jurados do 3º concurso entre fotógrafos amadores, promovido pela fotografia Leterre, ocorrido no dia 3 de agosto de 1901. Os outros jurados foram o escultor Rodolfo Bernardelli (1852 – 1931), diretor da Escola Nacional de Belas Artes, e o artista Hilário Teixeira (18? -19?) (Jornal do Brasil, 2 de agosto de 1901, na terceira coluna).
Estava presente na Central do Brasil durante o embarque do presidente Prudente de Morais (1841 – 1902) para São Paulo (Jornal do Brasil, 30 de outubro de 1901, na terceira coluna).
1902 – Publicação do Artigo Infamante – Aos Amadores de Fotografia no Brasil – Aos profissionais e a meus clientes e amigos, de autoria de A. Laterre em resposta a uma publicação de 5 de abril na Gazeta do Commercio, em Porto Alegre, que relatava que durante uma reunião do Sploro Photo-Club haviam sido feitos protestos contra um artigo publicado pela revista parisiense Photographie Française, de janeiro de 1902, e também protestos contra o fotógrafo sr. A. Leterre, acusado de prejudicar os fotógrafos amadores do Rio Grande nos concursos que promovia. Nele, Insley Pacheco, um dos juízes dos concursos, era mencionado (Jornal do Brasil, 20 de abril de 1902).
Integrou a Exposição Geral de Belas Artes com 60 quadros (A Notícia, 30 e 31 de agosto de 1902, na última coluna). Alguns deles foram adquiridos pelo barão Sampaio Vianna (O Paiz, 5 de setembro de 1902, na penúltima coluna). Foi um dos participantes da festa dos artistas da exposição, realizada no restaurante do Silvestre (A Notícia, 12 e 13 de setembro de 1902, na quinta coluna, sob o título “Festa entre artistas”).
Insley Pacheco foi à delegacia dar queixa sobre o não pagamento de uma dívida a seu filho Insley Pacheco Júnior pelo estabelecimento Jupiter Almeida & Comp (O Pharol, 12 de outubro de 1902, na penúltima coluna).
Foi com Mello Moraes Filho e outros um dos organizadores do Rancho das Reisadas (Gazeta de Notícias, 25 de dezembro de 1902, quarta coluna).
1903 - Publicação de um daguerreótipo da atriz portuguesa Ludovina Soares da Costa (1802-1868), “primeira dama trágica do teatro brasileiro“, produzido, em 1860, por Insley Pacheco (Brasil-Theatro, 1903).
Em São João del Rei, faleceu a neta de Insley Pacheco, Maria de Lourdes, filha de Joaquim Insley Pacheco Junior (Correio Paulistano, 31 de janeiro de 1903, na segunda coluna).
Ao longo de abril e maio de 1903, foram publicadas quatro colunas no Correio da Manhã, intituladas “Artistas do meu Tempo” – Carlos Kornis e Insley Pacheco, de autoria de Mello Moraes Filho (Correio da Manhã, 5 de abril de 1903, 12 de abril, 19 de abril e 3 de maio de 1903, quarta coluna).
Em uma reunião de artistas, promovida pelo pintor Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), na Escola de Belas Artes, foi fundada a Associação de Aquarelistas e Insley foi eleito para presidi-la. A primeira exposição da associação foi inaugurada em 1º de julho e Insley participou com oito marinhas. Outros artistas que participaram da mostra foram Eliseu Visconti (1866 – 1944), Henrique Bernardelli (1858 – 1936) e Rodolfo Amoedo, dentre outros (A Notícia, 24 e 25 de abril de 1903, na terceira coluna, Jornal do Brasil, 2 de julho de 1903, na oitava coluna, e Correio da Manhã, 3 de julho de 1903, quinta coluna).
Na matéria Problema histórico sobre o motivo de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746 – 1792), sempre ser representado com a fisionomia de Jesus Cristo, seu autor, Carlos Laet (1847 – 1927), afirmou que Insley Pacheco era responsável pelo fato. Uma das duas filhas de Insley estava copiando uma estampa da coleção Julien de uma cabeça de Cristo quando o estatuário Cândido Caetano de Almeida Reis (1838 – 1889) chegou para uma visita. Durante sua conversa com Insley, mencionou que haviam lhe feito uma encomenda de um busto de Tiradentes e ele não havia encontrado nenhuma representação em que ele pudesse se basear. Foi então que Insley ofertou a ele o desenho de sua filha (Jornal do Brasil, 20 de julho de 1903, na primeira coluna, sob o título “Problema histórico”).
1904 - Participou da Exposição Universal de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904, em conjunto com os III Jogos Olímpicos, e obteve a medalha de ouro em fotografia e a de bronze na seção de arte (Almanak Laemmert, 1905).
Insley inaugurou uma exposição de seus últimos trabalhos, em seu ateliê, na rua dos Ourives, 38 (Correio da Manhã, 15 de maio de 1904, na segunda coluna).
O barão de Rio Branco (1845 – 1912), na época ministro das Relações Exteriores do Brasil, adquiriu uma paisagem de Insley Pacheco, exposta no Club Petrópolis (Correio da Manhã, 24 de março de 1904, na quarta coluna).
A segunda exposição da Associação de Aquarelistas foi realizada na casa 70 da rua Gonçalves Dias e Insley apresentou quatro aquarelas a guache (A Notícia, 15 e 16 de junho de 1904, na segunda coluna).
Em 7 de setembro, reabriu seu ateliê na rua do Ouvidor esquina com Gonçalves Dias (Correio da Manhã, 7 de setembro de 1904, na penúltima coluna).
Participou da Exposição da Escola Nacional de Belas Artes de 1904 com 15 guaches (O Tagarela, 15 de setembro de 1904 e O Paiz, 25 de setembro de 1904, na primeira coluna).
1905 - O estabelecimento de Insley Pacheco ficava na rua do Ouvidor, 124, esquina com Gonçalves Dias, 70 (Almanak Laemmert, 1905).
Foi publicado que os participantes da Exposição de Saint Louis, ocorrida em 1904, podiam retirar os produtos enviados para o evento que lhes pertencessem (Jornal do Brasil, 6 de junho de 1905, na segunda coluna).
Foi noticiado que Insley Pacheco havia conseguido “em fotografia colorida um belo triunfo” (Gazeta de Notícias, 11 de julho de 1905, na sexta coluna).
Foi um dos jurados da 2ª Exposição Artística do Photo Club (O Paiz, 26 de julho de 1905, na primeira coluna). Foi publicado um artigo de A. Leterre intitulado Rapto de honra – Fotografia sobre o resultado da 2ª Exposição Artística do Photo Club (Jornal do Brasil, 19 de agosto de 1905, nas penúltima e última colunas).
Nos suntuosos salões do Cassino Fluminense, realização de um baile, no qual Insley era um dos convidados (Jornal do Brasil, 22 de agosto de 1905, na terceira coluna).
1907 - No Palácio Monroe, em 2 de junho, foi realizada a entrega dos prêmios aos participantes brasileiros da Exposição Universal de Saint Louis, de 1904 (O Século, 3 de junho de 1907 e Relatórios do Ministério da Agricultura, 1908).
Participou da Exposição da Escola Nacional de Belas Artes (Jornal do Brasil, 31 de agosto de 1907, na sexta coluna).
1908 - Na Exposição Nacional de 1908, ganhou a medalha de prata na categoria de pintura e o grande prêmio de fotografia (Almanak Laemmert, 1909).
Insley Pacheco havia iniciado um processo…para a impressão de clichês à tinta, processo esse que torna indelével a fotografia … (O Paiz, 13 de outubro de 1908, nas quarta e quinta colunas).
1909 – Seu estabelecimento ficava na rua Gonçalves Dias, 74 (Almanak Laemmert, 1909).
Insley instalou em seu ateliê a tipocromia, um novíssimo e interessante invento (A Notícia, 6 e 7 de abril de 1909, nas quarta e quinta colunas , O Século, 7 de abril de 1909, na primeira coluna e O Paiz, 19 de maio de 1909, na segunda coluna).
Participou da Exposição de Belas Artes com uma coleção de guaches (O Paiz, 1º de setembro, na terceira coluna).
1910 - Pela última vez seu estabelecimento foi listado pelo Almanak Laemmert.
Participou da 17ª Exposição Geral de Belas Artes com guaches (A Imprensa, 29 de setembro de 1910).
1912 - Falecimento, em 14 de outubro, de Insley Pacheco, o fotógrafo tradicional do Rio, em sua residência, na rua Gonçalves Dias, nº 74, no segundo andar (O Século, 15 de outubro de 1912, na sexta coluna, Jornal do Brasil, 15 de outubro de 1912, na sétima coluna , O Paiz, 16 de outubro de 1912, na penúltima coluna).
1913 - Falecimento de sua filha, Elvira Elizabeth, em 21 de janeiro (Jornal do Commercio, 20 de fevereiro de 1913, terceira coluna).
1936 - Insley Pacheco foi o biografado da coluna “Figuras do Passado” (O Malho, de 3 de setembro de 1936).
1944 - Falecimento, em janeiro, de sua filha, Maria Amélia Pacheco (Correio da Manhã, 23 de janeiro de 1944, penúltima coluna).
1947 - Falecimento, em outubro, de seu filho, o comendador Joaquim Insley Pacheco Junior (Correio da Manhã, 31 de outubro de 1947, primeira coluna).
Andrea C. T. Wanderley
Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
Esta cronologia foi atualizada em novembro de 2025.