Cronologia de Aristógiton Malta (1904 – 1954)

Aristógiton em uma foto com dedicatória para sua filha Maryse, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo pessoal de Maryse Muller
1904 - Nascimento, em 25 de agosto, de Aristógiton Malta, filho do fotógrafo Augusto Malta (1864 -1957) e de Laura Oliveira Campos (1874 – 1905). Na ocasião, Augusto já era fotógrafo da Prefeitura do Rio de Janeiro, cargo criado para ele, em 1903, e que ocupou até 1936 (O Imparcial, 25 de agosto de 1925, terceira coluna).
1905 - Em fins de junho, falecimento de sua mãe, Laura Oliveira Campos (Jornal do Brasil, 3 de julho de 1905, segunda coluna). Aristógiton passou a morar com uma irmã de sua mãe, a Tia Glória (ERMAKOFF, 2009). Segundo depoimento de sua filha, Maryse, Tia Glória era avó do cantor Dick Farney (1921 – 1987) e do ator Cyl Farney (1925 – 2003), e Aristógiton só foi morar com ela anos após a morte de Laura.
1906 – O nome dele e de suas irmãs, filhas de Augusto e Laura – Luthgardes (05/01/1896 – 05/02/1928), Arethusa (1898 – 31/03/1913), Callisthene (26/07/1900 – 20/02/1919) e Aristocléa (21/06/1903 – 03/1934), afilhada do prefeito Pereira Passos; constavam na subscrição em favor das famílias atingidas pela tragédia de Jacuecanga – o naufrágio do encouraçado Aquidabã da Marinha do Brasil na enseada de Jacuecanga, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro (Tico-Tico, 14 de março de 1906, segunda coluna). Suas irmãs aqui citadas morreram todas de tuberculose.

Augusto Malta. Calisthene, Aristógiton e Aristocléa no ateliê de Malta, 3 de setembro de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Mauro Malta
Em torno deste ano, Augusto Malta passou a viver maritalmente com Celina Augusta Verscheuren (16/03/1884 – 1969), que trabalhava desde os 15 anos como babá dos filhos de Malta e Laura. Com Celina, Malta teve mais quatro filhos: Dirce (1907 – 10/1971), Eglé (20/09/1909 – 11/1941), o futuro fotógrafo Uriel (28/09/1910 – 05/08/1994) e Amalthea (12/12/1912 – 12/03/2007).
1913 – Aristógiton foi fotografado por seu pai com suas irmãs Aristocléa, Calisthene e Dirce; e com duas moças ainda não identificadas.

Augusto Malta. Da esquerda para a direita: Aristocléa, Calisthene e Dirce; e duas moças ainda não identificadas. Atrás, Aristógiton com os braços abertos, 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Mauro Malta
1914 – Aristógiton recebeu um brinde oferecido pela revista O Tico-Tico e pelo Bazar Hollandez. Residia na Rua Câmara, nº 260 (O Tico-Tico, 28 de setembro de 1914, primeira coluna).
1916 – Participava de concursos promovidos pela revista O Tico-Tico (O Tico-Tico, 15 de março de 1916, primeira coluna).
Estudava na Escola Profissional Souza Aguiar (Jornal do Commercio, 26 e 27 de dezembro de 1916, penúltima coluna).
1917 - Participou da regata promovida pelo Clube de Regatas do Flamengo sob os auspícios da Federação Brasileira das Sociedades do Remo (Jornal do Commercio,- Edição da Tarde, 8 de outubro de 1917, terceira coluna).
1918 - Remou no festival aquático na enseada de Gragoatá e ficou em primeiro lugar em uma das competições na categoria estreantes. Participou de outras competições de remo (Jornal do Commercio,- Edição da Tarde, 26 de fevereiro de 1918, primeira coluna; 17 de junho de 1918, última coluna; 12 de agosto de 1918, terceira coluna; 20 de dezembro de 1918, última coluna).
Participou de um concurso da revista O Tico-Tico (O Tico-Tico, 10 de abril de 1918, segunda coluna).
No dia da inauguração da Escola de Artes e Ofícios Venceslau Brás, que contou com a presença do presidente da República, Venceslau Brás (1868 – 1966), estava, como aluno da Escola Profissional Souza Aguiar, trabalhando em uma das oficinas (Jornal do Brasil, 10 de novembro de 1918, quinta coluna).
1919 – Participou de outras competições de remo (Jornal do Commercio,- Edição da Tarde, 30 de junho de 1919, terceira coluna; O Paiz, 1º de julho de 1919, terceira coluna; 29 de outubro de 1919, quarta coluna).
1920 – Na categoria de patrão, foi pesado na Federação Brasileira das Sociedades do Remo (Gazeta de Notícias, 16 de junho de 1920, penúltima coluna).
1922 – Participou da temporada de remo (Jornal do Commercio, 18 de junho de 1922, primeira coluna).
1923 – Participou da temporada de remo (Jornal do Commercio, 21 de outubro de 1923, segunda coluna).
Foi fotografado pelo pai no aniversário de 39 anos de sua madrasta, Celina.

Augusto Malta. Aniversário de 39 anos de Celina. Em pé, da esquerda para a direita: duas pessoas ainda não identificadas, Celina, Aristocléa e o Tio Teófilo, irmão de Malta. Sentados: Aristógiton e moças ainda não identificadas. O quadro na parede da direita é um retrato de Laura. Na parede atrás do grupo, no centro o quadro é um retrato de Calisthene, entre retratos de Celina e Malta, 1923. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Mauro Malta
1925 – Quando Augusto Malta prestava um serviço para a Sul América, uma explosão ocasionada pelo flash de sua máquina fotográfica dilacerou um de seus dedos. Foi operado e ficou internado no Hospital da Ordem Terceira da Penitência. Aristógiton começou a auxiliá-lo na Prefeitura (O Imparcial, 25 de agosto de 1925, terceira coluna).
Segundo o artigo de Regina da Luz Moreira, Augusto Malta, dono da memória fotográfica do Rio, publicado no Portal Augusto Malta do Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, em termos técnicos, Augusto Malta manteve-se sempre fiel ao seu equipamento, só admitindo mudanças a partir do momento em que o filho Aristógiton passou a trabalhar com ele. Foram então introduzidas câmaras americanas e alemãs, as mais modernas então existentes.
Participou de competições de remo (Gazeta de Notícias, 14 de junho de 1925, terceira coluna; 16 de agosto, quinta coluna; 18 de outubro, terceira coluna),
1926 - Foi um dos remadores amadores que pediu registro na Federação Brasileira das Sociedades do Remo. Fazia parte do Grupo de Regatas Gragoatá (Rio Sportivo, 27 de junho de 1926, penúltima coluna).
Participou de competições de remo (Jornal do Commercio, 15 de agosto de 1926, segunda coluna).
1927 - Participou de competições de remo (Jornal do Brasil, 26 de junho de 1927, última coluna).
1928 – Participou da competição de amadores do remo entre o Clube Icaraí e Gragoatá (O Jornal, 28 de outubro de 1928, penúltima coluna).
1929 – Participou da regata nacional realizada na Lagoa Rodrigo de Freitas e da regata de abertura da temporada náutica carioca da Federação Brasileira das Sociedades do Remo, promovida pelo Clube de Regatas Guanabara (O Jornal, 25 de maio de 1929, sexta coluna; A Manhã, 29 de junho de 1929, de 1929, primeira coluna).
1930 –Fazia parte da comissão de buffet do baile do Grupo de Regatas Gragoatá (Correio da Manhã, 27 de março de 1930, sétima coluna)
Participou de competições de remo (Correio da Manhã, 13 de maio de 1930, sétima coluna).
1931 – Participou de competições de remo (Correio da Manhã, 16 de agosto de 1931, primeira coluna).
1932 – Foi eleito diretor de remo do Grupo de Regatas Gragoatá (Correio da Manhã, 22 de janeiro de 1932, segunda coluna).
Aristógiton foi nomeado auxiliar de fotografia da Diretoria de Engenharia da Prefeitura. Seu pai e João Montenegro Cordeiro foram nomeados fotógrafos (Jornal do Brasil, 3 de março de 1932, segunda coluna; Correio da Manhã, 3 de março de 1932, quinta coluna).
Foi noticiado o noivado de Aristógiton com Helena de Freitas Moitinho (1906 – 1975), filha de Domingos Moitinho (1871 – 19?) e Sarah de Freitas das Neves (1881 – 1948) (Revista da Semana, 3 de setembro de 1932, primeira coluna).
Domingos havia sido um dos fundadores do Fluminense, em 21 de julho de 1902, na casa de Horácio da Costa Santos (1880 -19?), na Rua Marquês de Abrantes, número 51. A sessão de fundação foi presidida por Manoel Rios (18? -19?) e secretariada por Oscar Cox (1880 – 1931) e Américo da Silva Couto (18? -19?). Ele foi eleito tesoureiro da primeira diretoria do clube (Fon-Fon, 23 de agosto de 1952). Já havia sido um dos fundadores, em 5 de fevereiro de 1895, do Grupo de Regatas Gragoatá (Semana Sportiva, 3 de fevereiro de 1903, penúltima coluna; O Imparcial, 19 de junho de 1921, quarta coluna).
1933 - Foram publicadas fotos do casamento de Aristógiton e Helena (A Scena Muda, 28 de março de 1933).
A família de Laura era muito rica e foi contra o casamento. O avô de Laura, também chamado Domingos Moitinho (c. 1825 – 1895) era português, migrou para o Brasil, onde fez fortuna, e tornou-se comendador. Era o diretor da Estrada de Ferro de Teresópolis e estava presente no dia da fundação da cidade e foi também proprietário da Estrada de Ferro de Bananal, que adquiriu em 1891. A estação ferroviária de Bananal, com dois pavimentos, toda importada da Bélgica e montada aqui, cujas chapas, até no telhado, são metálicas, e o assoalhos são de pinho de Riga, foi uma doação do comendador. Em 1893, adquiriu de Domiciana Maria de Almeida (18? -?), viúva de Manoel de Aguiar Valim (18? – 1878), a Fazenda Resgate, em Bananal, desde 1969 tombada pelo IPHAN, além de outros bens, que posteriormente hipotecou. Foi proprietário de diversas empresas (Gazeta de Notícias, 28 de julho de 1895, sexta coluna).
Aristógiton e Laura tiveram sete filhos: Marcus Moitinho Malta (1933 – 1977), Maryse Malta Muller (1935 – ), Mauro Moitinho Malta (1937 – ), Marcelo Moitinho Malta (1940 – 2020), Marcio Moitinho Malta (1946 -), Antonio Carlos Moitinho Malta (1947 – 1950) e Monica Moitinho Malta (1952 -1952) (Site Family Search; A Noite, 31 de março de 1950, penúltima coluna; 6 de fevereiro de 1953, segunda coluna; 24 de março de 1955, segunda coluna),

Helena, mulher de Aristógiton, com Marcus e Maryse, os primeiros filhos do casal, c. 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo pessoal de Maryse Muller
Aristógiton seguia como auxiliar de fotografia da Diretoria de Engenharia Geral da Prefeitura do Rio de Janeiro, enquanto seu pai e João Montenegro Cordeiro eram fotógrafos (Jornal do Brasil, 9 de novembro de 1933, terceira coluna).
Era um dos sócios da firma Barros, Malta e Cia de comércio de materiais para construção, na Rua do Rosário, 52. Os outros sócios eram José de Barros e Agostinho Rodrigues Torres (Correio da Manhã, 22 de junho de 1933, última coluna).
1936 – Em 25 de agosto, Augusto Malta aposentou-se da Prefeitura e foi substituído por Aristógiton, a partir de 9 de setembro do mesmo ano.
1937 – Seu irmão, Uriel, passou a trabalhar com ele. Entre este ano e a década de 1950, os irmãos fotografaram exaustivamente as reformas urbanas realizadas no Rio de Janeiro.
1938 – O prefeito, Henrique Dodsworth (1895 – 1975), fixou os rendimentos de Aristógiton, que era o chefe do Gabinete Fotográfico da Prefeitura do Distrito Federal (Jornal do Brasil, 15 de março de 1938, segunda coluna; Diário de Notícias, 25 de agosto de 1938, primeira coluna).
O presidente da República, Getúlio Vargas (1882 – 1954), visitou a “Feira de Amostras”, uma exposição de diversas secretarias da Prefeitura do Rio de Janeiro. Um dos stands de maior sucesso foi o da Secretaria de Viação, Trabalho e Obras Públicas, que expôs fotos de autoria de Augusto Malta e de seu filho, Aristógiton (A Noite, 31 de outubro de 1938, sob o título “A evolução do Rio através da fotografia”).
1939 – Visitou com Edson Passos, secretário-geral da Viação, do Trabalho e Obras Públicas do Rio de Janeiro, em Ribeirão das Lajes, a convite da firma Dahne & Conceição que estava realizando as obras de melhoramentos de abastecimento de água na cidade, a fábrica de tubos da empresa, seguido de um almoço no Monumento Rodoviário (Gazeta de Notícias, 27 de junho de 1939, penúltima coluna).
1940 – Foi noticiado o aniversário do filho de Aristógiton, Marcus, cuja festa se realizaria na casa dos pais, em Ipanema (A Batalha, 9 de janeiro de 1940, primeira coluna).
Aderiu ao almoço em homenagem a Jorge Dodsworth (1884 – 1974), secretário-geral de Administração, que ser realizaria, em 26 de setembro , no Clube Ginástico Português (O GLOBO, 25 de setembro de 1940, coluna).
Era candidato a integrar a União Beneficente dos Chauffeurs do Rio (Diário de Notícias, 31 de outubro de 1940, terceira coluna).
Foi de sua autoria uma fotomontagem publicada na revista Vamos Ler!, de 28 de novembro de 1940.
1941 - Foi designado pelo prefeito, Henrique Dodsworth, como o fotógrafo da Comissão Técnica Especial da Avenida Presidente Vargas e Esplanada do Castelo (Diário de Notícias, 6 de fevereiro de 1941, terceira coluna; Correio da Manhã, 6 de fevereiro de 1941, quinta coluna).
Foi um dos nomeados pelo presidente da República, Getúlio Vargas, delegado do Brasil no II Congresso Interamericano de Municípios, que se realizaria, em Santiago do Chile, entre 15 e 22 de setembro de 1946 (Correio da Manhã, 26 de agosto de 1941, segunda coluna).
1947 – Foi convocado a comparecer ao cartório da Comarca de Duque de Caxias para pagar prestações vencidas para a Companhia Frigoríficos Reunidos do Brasil (Diário de Notícias, 5 de agosto de 1947, penúltima coluna).
1948 – O secretário-geral de Finanças da Prefeitura do Rio de Janeiro o designou para a Superintendência do Financiamento Urbanístico (Diário de Notícias, 1º de junho de 1948, quinta coluna).
1949 – Publicação da reportagem Rui na intimidade, com texto de Raymundo Athayde (1905 – 19?) e fotos de Augusto Malta e Aristógiton Malta (O Cruzeiro, 12 de novembro de 1949).
1950 - Faleceu seu filho, Antônio Carlos (A Noite, 31 de março de 1950, penúltima coluna).
1951 - Foi concedido a ele, pela Prefeitura, salário-família (Correio da Manhã, 19 de julho de 1950, sexta coluna).
Foi removido para o Departamento de Patrimônio da Secretaria de Finanças da Prefeitura (Correio da Manhã, 9 de outubro de 1950, quarta coluna).
1953 – Em sua residência, na Rua Redentor nº 330, em Ipanema, quase aconteceu uma tragédia. Seu filho, Marcelo, de 12 anos, brincando com um revólver, atirou em seu irmão, Mauro, de 15 anos. Felizmente, a bala atingiu a vítima de raspão (Gazeta de Notícias, 6 de fevereiro de 91953, primeira coluna).
Nas eleições para a escolha da nova diretoria da Associação de Repórteres Fotográficos, quando Mozart Alves da Silva foi eleito presidente, empatou com com Raul Machado para o cargo de segundo presidente. Novas eleições seriam realizadas (A Manhã, 16 de abril de 1953, primeira coluna).
Foi noticiado que uma foto de sua autoria do Estádio do Maracanã, produzida em 1950, estava nas paredes de todas as repartições da Prefeitura, no hall do Banco da Prefeitura, e também em hotéis em países da Europa, da América do Sul e nos Estados Unidos (A Noite, 18 de maio de 1953, primeira coluna).
1954 - Foi noticiado que Augusto Malta, que completaria 90 anos, em 14 de maio, havia deixado um arquivo com cerca de 100 mil fotos do Rio de Janeiro aos cuidados de Aristógiton (O Jornal, 13 de maio de 1954, penúltima coluna).
Aristógiton Malta faleceu, em 15 de agosto de 1954, no Rio de Janeiro. Na ocasião estava lotado na Sala de Imprensa do prefeito. Foi enterrado no Cemitério da Ordem Terceira do Carmo (A Noite, 16 de agosto de 1954, terceira coluna, Diário de Notícias, 17 de agosto de 1954, sexta coluna). Abaixo, seu Atestado de Óbito (Site Family Search).
Em nota do O GLOBO, foi noticiado que ele havia produzido durante o Campeonato Mundial de Futebol de 1950 a maior e mais difundida fotografia do Estádio do Maracanã.
Sua missa de 7º Dia foi celebrada na Igreja do Carmo, na Rua 1º de março, em 23 de agosto de 1954 (A Noite, 20 de agosto de 1954, primeira coluna).
Acompanhada de suas filha, a viúva de Aristógiton, Helena de Freitas Moutinho, esteve no gabinete do prefeito, Dulcídio do Espírito Santo Cardoso (1896 – 1978), para agradecer as atenções dispensadas e também às providências para proteger seus filhos menores (Diário de Notícias, 27 de agosto de 1954, primeira coluna).
Meses depois, em 30 de dezembro, foi efetuado o pagamento de encerramento da folha de pagamento de Aristógiton na Prefeitura (Diário de Notícias, 30 de dezembro de 1954, primeira coluna).
1955 – Foi noticiado o casamento de sua filha, Maryse, com Paulo Muller, engenheiro da Prefeitura (A Noite, 24 de março de 1955, segunda coluna).
1975 – Em 4 de março, falecimento de sua viúva, Laura Freitas Moutinho Malta (Registro Civil – Family Search).
1989 - Na seção “O Leitor escreve”, publicação de um texto de Oromar Terra, que havia trabalhado no Palácio da Guanabara, na década de 1950. Em 1953, foi trabalhar na Sala de Imprensa do Palácio da Prefeitura como representante do jornal Última Hora e conheceu diversos fotógrafos, dentre eles Aristógiton Malta, de quem se tornou amigo. Segundo Oromar, Aristógiton nasceu, viveu e morreu em silêncio, fotografando as migalhas que o pai lhe deixara (O Fluminense, 1º de setembro de 1989, primeira coluna).
2004 – Publicação da matéria O Rio que ninguém viu, de autoria de Marcia Cezimbra, sobre a descoberta feita por bisnetas de Augusto Malta e netas de Aristógiton, Lucca e Gabriela, de fotografias produzidas por eles (O GLOBO, 29 de novembro de 2004).
2026 – Em 27 de janeiro, sob a presidência do internacionalista e doutor em Ciência Política, Eliseu Santiago, em parceria com a Aprazível Edições, do jornalista, editor de livros, curador de museus e exposições, Leonel Kaz, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro lançou o livro digital Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), que revela um valioso e inédito acervo iconográfico da cidade do Rio no período do Estado Novo, sob a presidência de Getúlio Vargas (1882 – 1954). São fotografias inéditas produzidas por Aristógiton e Uriel. As imagens do livro resgatam a importância do trabalho dos filhos de Augusto Malta, que fotografaram os últimos anos da belle époque carioca assim como seu desaparecimento.
Andrea C. T. Wanderley
Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica




















