Cronologia de Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)

 

Cronologia de Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)

 

1840 – Christoph Albert Frisch nasceu em Augsburgo, na Baviera, na região sul da Alemanha, em 31 de maio, filho de Johanes Nepomuk Frisch e Auguste Korber. Seu pai possuia uma tecelagem e vários imóveis e era sócio de Eberhard Rugendas, possivelmente parente do desenhista Moritz Rugendas (1802 – 1858), também nascido em Augsburgo, que esteve no Brasil e produziu uma importante obra iconográfica do país.

Nos anos 1840, as empresas de seu pai foram à falência.

1849 – Devido à morte de sua mãe, foi criado, assim como seus irmãos homens, em um orfanato na Francônia. As irmãs foram entregues pelo pai a uma tia materna.

Final da década de 1850 – Foi trabalhar como confeiteiro.

Frisch partiu para Munique, capital da Bavária, onde começou a trabalhar no comércio de arte, na loja de Friedrich Gypen.

1861 – Com o apoio de seu empregador, trabalhou como aprendiz na litografia do impressor e editor Adolphe Goupil (1806 – 1893), em Paris.

Partiu para Buenos Aires, capital da Argentina, onde chegou por volta de 13 de dezembro. Tentou, sem sucesso, se estabelecer como comerciante de estampas de imagens religiosas, inspirado pela grande quantidade de imagens religiosas que goupil exportava para a América do Sul.

Trabalhou, então, na região dos Pampas, como professor particular e gerente de um criador de gado alsaciano.

1862 – Frisch retornou a Buenos Aires onde, aos 23 anos, começou sua carreira de fotógrafo, quando o alemão W. Raabe, que ele havia conhecido em uma taverna, o recomendou para seu empregador, o norte-americano Arthur Therry, dono de um renomado estúdio fotográfico, na calle Florida, 70,onde a alta sociedade argentina era retratada. As fotografias produzidas por Frisch nesse período não são conhecidas, mas segundo ele, teria retratado as sobrinhas do ditador argentino Juan Manuel Rozas (1793 – 1877).

1863 – Poucos meses depois, Frisch foi para o Paraguai abrir um estúdio fotográfico, em Assunção, a pedido do próprio presidente do país, Solano Lopez (1827- 1870), que havia estado em Buenos Aires, no ano anterior, com sua esposa, a irlandesa Elisa Lynch (1833 – 1866), e seus dois filhos. Na ocasião, havia visitado o estúdio de Terry, onde conheceu Frisch.

c. 1864 – Provavelmente, devido à Guerra do Paraguai, Frisch foi para o Rio de Janeiro.

1865 - Começou a trabalhar no recém-inaugurado setor de fotografia da Casa Leuzinger, no Rio de Janeiro, cujo proprietário era o editor e fotógrafo suíço Georges Leuzinger (1813 – 1892), considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país.

1866 - Encontrava-se na Europa.

1867 – Viajou ao Pará, comissionado por Leuzinger para acompanhar uma expedição liderada pelo engenheiro alemão Joseph Keller e por seu filho, o fotógrafo, desenhista e pintor Franz Keller (1835 – 1890) (Diário do Povo, 15 de novembro de 1867, na primeira coluna).  Este último era casado com Sabine Christine (1842 – 1915), filha de Georges Leuzinger ( 1813 – 1892). Transitaram pela região dos rios Madeira e Mamoré, onde o governo imperial pretendia construir uma estrada de ferro.

 

 

Albert Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus … percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses…, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Segundo o livro de Ernesto Senna, O velho commercio do Rio de Janeiro, a expedição fotográfica de Frisch à Amazônia foi fruto de uma solicitação feita pelo suíço Louis Agassiz (1807 – 1873) a Leuzinger.

Satisfazendo ao pedido de Agassiz, fez Leuzinger tirar vistas até Tabatinga, na fronteira do Amazonas com a República do Peru, vistas que serviram não só para os trabalhos científicos daqule sábio, como também para ilustrações europeias. Quando o engenheiro Keller foi em comissão explorar os rios Madeira e Mamoré, Georges Leuzinger mandou um fotógrafo da casa acompanhar a expedição, que trouxe depois daquelas incomparáveis regiões graande cópia de clichês, da flora, da fauna, de paisagens, e fotograafias de silvícolas e de suas tabas, aldeamentos, instruentos, armas, etc. Estas coleções, de graande valor para estudos etnográficos, eram muito interessantes sob qualquer ponto de vista e muito procuradas por viajantes estrangeiros”.

Agassiz havia, entre 1865 e 1866, comandado a Comissão Thayer no Brasil, que percorreu boa parte do território brasileiro entre o Rio de Janeiro e a Amazônia, viagem que deu origem ao livro A journey in Brazil, editado em Boston, em 1868. A comissão foi financiada pelo empresário e filantropo norte-americano Nathaniel Thayer, Jr. (1808-1883), ex-aluno de Agassiz no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard.

Vale lembrar que Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), o futuro chefe da Comissão Geológica do Império (1875 – 1878), integrada pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923), participou da Comissão ou Expedição Thayer – foi a primeira vez que esteve no Brasil.

1868 – Frisch retornou ao sul do Brasil, a bordo do vapor Cruzeiro do Sul (Jornal Pedro II, de 24 de novembro de 1868, na quarta coluna).

1869 – As imagens produzidas por Frisch durante a expedição pela Amazônia começaram a ser comercializadas a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, Resultat d’une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro.

c. 1870 – Foi para Montevidéu e depois para Paris, onde trabalhou na litografia de Lemercier & Cie. Foi expulso do país, devido à guerra entra França e Alemanha (1870-1871), e perdeu tudo.

Retornou à Alemanha e passou a trabalhar com o fotógrafo alemão Joseph Albert (1825 – 1886), que aperfeiçoou a técnica da colotipia, e com quem aprendeu as mais novas tecnologias de impressão fotomecânica da época. Verveer Den Haag, fotógrafo da corte da Holanda, e o mestre da litogravura, o francês Lemercier (1803 – 1887), também eram aprendizes de Joseph Albert.

1871 - Chegou, em 14 de março, a Nova York, onde instalou o processo de colotipia na empresa Bierstadt & Co. Trabalhando foi envenenado por cromo, tendo que ficar um tempo afastado da colotipia para cuidar da saúde.

1872 – Voltou para a Alemanha, e foi funcionário numa fábrica de água mineral em Bad Homburg vor der Hohe.

1873 – Em Bad Homburg vor der Hohe, abriu a empresa Frisch & Co, que trabalhava com albertotipia, colotipia e fotografia.

1874 – Durante esse ano, Frisch trabalhou por um curto período com o fotógrafo Johannes Nöhring (1834 – 1913), de Lübeck, na empresa Nöhring & Frisch.

1875 – Frisch mudou-se para Berlim e abriu o Kunstanstalt Albert Frisch, especializado na produção de reproduções fotomecânicas de alta qualidade. Depois de sua morte, seu filho, também Albert, continuou o negócio.

1918 – Faleceu em Berlim, em 30 de maio.

1925 – Lançamento de um livro em comemoração dos 50 anos da Casa Frisch, em Berlim, com textos escritos pelo filho do fotógrafo, Albert Frisch Junior.

1930 - Edição de um álbum raríssimo com 109 reproduções de fotografias, sendo 106 imagens de Albert Frisch Senior.

As 106 fotografias reunidas neste álbum são reproduções dos originais, feitos por Albert Frisch sênio (nascido em 13 de maiode 1840 em Augsburg) no Brasil nos anos 60. Elas restaram de um número muito maior de fotografias que foram tiradas por Albert Frisch sênior depois que ingressou na empresa Keller & Leuzinger, Rio de Janeiro. Elas foram feias durante muitos anos em diversas excursões na região do rio Amazonas e em outras regiões do Brasil.”

1942 - Impressão de uma história da família Frisch escrita por Eberhard, filho de Frisch. Nele há um esboço de uma autobiografia redigida pelo próprio Frisch, que revela que ele havia escrito uma autobiografia completa, destuída por ele mesmo no início da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918).

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o acervo da Casa Frisch, em Berlim, foi totalmente destruído.

2019 – Em outubro de 2019, o Instituto Moreira Salles, que já abrigava em seu acervo aproximadamente 40 imagens de Frisch, algumas delas pertencentes à série da Amazônia, arrematou, num leilão da Sotheby’s, em Nova York, um conjunto completo das 98 imagens, tal como editadas e comercializadas por Geroges Leuzinger.

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

Cronologia de Jean Victor Frond (1821 – 1881)

Cronologia de Jean Victor Frond (1821 – 1881)

 

1821 – Jean Victor Frond nasceu, em 1º de novembro, em Montfaucon, na França, filho de Jean Frond (1779 – 1841) e Marie Figeac (1791 – 1841). Provavelmente, Frond estudou no Seminário Diocesano de sua cidade natal.

1839 - Apresentou-se para o serviço militar, no 57º Regimento da Infantaria de Ligne.

1841 - Em 18 de abril, passou a integrar a Infantaria da Marinha, cuja responsabilidade era proteger portos e arsenais franceses, além de defender as colônias e os países sob protetorado da França.

1841 a 1846 – Participou de operações de campanha na Martinica. Uma curiosidade: em sua ficha no 2º Regimento de Infantaria da Marinha, foi descrito como um homem de estatura mediana (1,64m), cabelos e olhos castanhos, testa larga, nariz grande, boca miuda, queixo vincado, sem cicatrizes.

1850 – Deixou a Infantaria da Marinha, onde havia galgado as patentes de suboficial e oficial inferior, e entrou para o Batalhão do Corpo dos Bombeiros. Foi morar em Paris.

1851 – Foi publicado, na França, o livro De l´insuffisance des secours contre l´incendie et des moyens d´organiser ce service public dand toute la France, de autoria do subtenente Jean Victor Frond, que integrava o Batalhão de Bombeiros de Paris, mais precisamente, a 4ª Companhia, na rua Poissy. Já havia conquistado uma certa liderança na caserna.

Em 2 de dezembro, aconteceu um golpe de Estado na França, liderado por Luís Napoleão Bonaparte, futuro Napoleão III (1808 – 1873), então presidente da Segunda República Francesa. A Assembleia Nacional Francesa foi dissolvida e o império foi restabelecido, no ano seguinte.

Em 3 de dezembro, o republicano Frond manifestou-se contra o golpe. Foi ordenado que ele cumprisse uma licença obrigatória e que ele entregasse sua espada. Abandonou a caserna e tentou participar dos movimentos de resistência republicana. Foi decretada sua prisão.

Em 9 de dezembro, foi preso e levado para o Hotel de Conselho de Guerra, na rua du Cherche Midi.

Foi transferido para uma prisão militar.

1852 – Em 21 de janeiro, foi posto em liberdade, mas nessa mesma noite foi novamente detido, dessa vez pela Prefeitura de Polícia.

Foi transferido para o forte de Ivry e depois para o forte de Bicêtre.

Acusado de homem muito perigoso e de demagogo da pior espécie, foi condenado à transportação para a colônia penal na Argélia.

Entre março e abril, várias cartas foram enviadas à comissão responsável pelo processo contra Frond e também para o príncipe-presidente com pedidos de clemência e de comutação de pena.

Em 15 de maio, Frond foi levado para o Havre, e, em seguida, para o porto de Brest, de onde foi transportado para a colônia penal na Argélia.

Frond fugiu da Argélia. Passou por Lisboa e chegou em Southampton, na Inglaterra.

Em Londres, conheceu Charles Ribeyrolles (1812 – 1860), jornalista e militante político republicano francês, amigo do escritor Victor Hugo (1802 -1885). Ribeyrolles havia sido expulso da França por Napoleão III. Ele veio a ser o escritor do Brasil Pitoresco.

1853 – Frond foi um dos nomes da lista parcial de anistia de Luís Bonaparte.

Escreveu panfletos em defesa da causa republicana.

1854 – Frond foi indicado para uma missão em Portugal e na Espanha para obter recursos materiais e estabelecer alianças políticas favoráveis à causa republicana francesa.

Em Lisboa, tornou-se fotógrafo.

1856 –  Frond chegou ao Rio de Janeiro (Correio Mercantil, de 9 de outubro de 1856, na quinta coluna, sob o título “Entrarão hontem nesse porto”).

1857 - Foi apresentado como o oficial que organizou em grande parte o serviço de incêndios em Paris e foram comentados seus conhecimentos como fotógrafo (Correio Mercantil  de 27 de agosto de 1857, na quarta coluna, embaixo).

Produziu retratos da família real e começaram a circular no Rio de Janeiro os primeiros fascículos do álbum Galeria dos brasileiros ilustres – Os Contemporâneoscom os retratos de d. Pedro II, da imperatriz Teresa Cristina e das princesas, litografados por Sébastien Auguste Sisson (1824-1898).

Foi anunciada a inauguração do estabelecimento fotográfico de Frond, na rua da Assembleia, 34, com a participação do alemão Adam Ignace Fertig (1810-?), pintor retratista  (Diário do Rio de Janeiro, de 8 de maio de 1857 e Diário do Rio de Janeiro, de 11 de maio de 1857, na terceira coluna).

Foi publicada uma crítica da exposição com a qual o ateliê de Frond havia sido inaugurado, no dia 15  de maio (Diário do Rio de Janeiro, de 24 de maio de 1857, no “Folhetim”, quinta coluna).

Em 25 de maio, casou-se com Julie Charlotte Lacombe (1840-?), na Chancelaria do Consulado francês do Rio de Janeiro, tendo como testemunhas Fertig e Joseph Lacombe, irmão da noiva. Tiveram dois filhos no Brasil , Charles, em 1859, e Julie, em 1860; e duas filhas quando já estavam de volta na França, Henriette, em 1862, e Blanche, em 1866.

Frond expõs seus planos de fotografar as mais importantes províncias do Brasil e seus locais históricos. Para isso, havia fundado uma associação integrada pelo imperador Pedro II e por muitas pessoas distintas, nacionais e estrangeiras (Correio Mercantil,  de 3  de novembro de 1857, na terceira coluna, embaixo, na coluna “Páginas Menores”).

No Correio Mercantil , de 9 de dezembro de 1857, na segunda coluna, Frond explicou o projeto do Brasil Pitoresco.

 

 

Foi publicada uma propaganda do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil , de 10 de dezembro de 1857, na quarta coluna, embaixo).

 

 

 

Entre 1857 e 1860, foi o fotógrafo que mais recebeu recursos da Mordomia Imperial: 12:027$000 réis.

1858 - Os retratos produzidos por Frond e retocados pelo sr. Fertig, pintor de miniaturas que trabalha em sua oficina fotográfica, foram elogiados (Correio Mercantil, de 3 de janeiro de 1858, na terceira coluna).

Foi publicada uma carta de Frond para os sub-escritores do Brasil Pitoresco explicando que não mais iria para Europa, onde buscaria material e pessoal para a execução da obra. Sua viagem havia sido impedida pelo governo de Bonaparte (Napoleão III), que via nele um conspirador. Aproveitou para agradecer a hospitalidade brasileira (Correio Mercantil , de 16 de março de 1858, na segunda coluna, sob o título “Publicações a pedidos”).

No novo número da Galeria dos Brasileiros Ilustres, foi publicada uma litografia de Sébastien Auguste Sisson (1824 – 1898), baseada numa fotografia do imperador Pedro II produzida por Frond (Correio Mercantil , de 27 de maio de 1858, na primeira coluna).

Em julho, chegou ao Rio de Janeiro o jornalista e militante político republicano francês Charles Ribeyrolles (Correio Mercantil , de 8 de julho de 1858, terceira coluna). Ribeyrolles havia sido expulso da França por Napoleão III e vivido na Inglaterra com o escritor Victor Hugo (1802-1885), o socialista Louis Blanc (1811 -1882) e o político Ledru Rollin (1807-1874), dentre outros. Foi o redator do Brasil Pitoresco. Tornou-se amigo dos escritores Machado de Assis (1839-1908) e Manuel Antônio de Almeida (1831-1861).

Frond viajou para Vassouras para começar os trabalhos do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil , de 17 de julho de 1858, na terceira coluna).

Na coluna “Folhetim”, foi publicado um extrato do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil,  de 4 de outubro de 1858).

1859 - O escritor Machado de Assis (1839 – 1908) foi o único brasileiro presente em uma reunião na casa de Frond para celebrar o nascimento de seu primeiro filho com Julie Charlotte Lacombe, Charles Victor Marius Frond, nascido em 4 de janeiro. Ribeyrolles escreveu um poema intitulado Souvenirs d’Exil para saudar o menino, traduzido imediatamente por Machado. Estavam, na casa de Frond seus amigos Boulangier, Joseph Lacombe, Dr. H. Chomet, A. Lemâel, Leonce Aubé, Vieu, Pailleux, Salaberry, Massy e B. L. Garnier. Meses mais tarde, Machado de Assis publicou, no Correio Mercantil, seus primeiros versos em francês, prestando nova homenagem ao pequeno Charles Frond, no poema intitulado A Ch. F., filho de um proscrito (Correio Mercantil, 21 de julho de 1859, quarta coluna).

 

Foi anunciada a venda do primeiro volume do Brasil Pitoresco, informando que o segundo volume já estava no prelo (Correio Mercantil,  de 4 de fevereiro de 1859, na primeira coluna).

Foi publicada uma crítica ao Brasil Pitoresco, assinada por H.M, provavelmente o jornalista Homem de Mello (Correio Mercantil , de 7 de abril de 1859, na coluna “Páginas Menores”).

Foi anunciada a iminente publicação do segundo volume do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil , de 5 de junho de 1859, na quarta coluna).

Foi publicada uma crítica ao segundo volume do Brasil Pitoresco, com um comentário sobre as dificuldades enfrentadas por Frond (Correio Mercantil , de 22 de agosto de 1859, na primeira coluna).

Foi anunciada a exposição das fotografias de Frond que integravam o Brasil Pitoresco, na casa do sr Bernasconi (Correio Mercantil , de 10 de setembro de 1859, na primeira coluna).

Anúncio em francês do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil, de 27 de outubro de 1859, na terceira coluna).

Frond e Ribeyrolles se desentendem com o redator do Echo du Brésil, Alteve Aumont, que, segundo Frond, havia o acusado de aceitar “favores administrativos” e o chamado de “demagogo” (Correio Mercantilde 31 de outubro, na terceira coluna sob o título “Publicações a pedido”de 1º de novembro, na segunda coluna, embaixode 7 de novembro, na primeira coluna sob o título “Publicações a pedido”; e de 9 de novembro, na primeira coluna).

Foi noticiada a iminente partida de Frond e Ribeyrolles para Campos, a fim de continuarem o trabalho para o Brasil Pitoresco. Também foi anunciado que as fotografias que ficaram expostas na casa de Bernasconi & Moncada já haviam sido enviadas para Paris, onde seriam litografadas (Correio Mercantil, de 4 de novembro de 1859, na quinta coluna).

Ribeyrolles e Frond embarcaram para São João da Barra (Correio Mercantil de 27 de novembro de 1859, na última coluna).

1860 – Ribeyrolles e Frond embarcaram para Campos (Correio Mercantil de 24 de janeiro de 1860, na última coluna).

Foi publicada uma litografia de dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, de autoria de Carlos Linde (c. 1830 – 1873), baseada em fotografias de Frond (Correio Mercantil de 10 de fevereiro de 1860, na última coluna).

Frond embarcou para Santos (Correio Mercantil ,de 12 de maio de 1860, na última coluna), onde, contratado pelo Barão de Mauá, fotografou a cidade, na ocasião da inauguração dos trabalhos da linha férrea entre São Paulo e Jundiaí (Correio Mercantil, de 18 de maio de 1860, na primeira coluna).

Em 1º de junho, morte de Charles Ribeyrolles, em Niterói, de peritonite ou de febre amarela (Diário do Rio de Janeiro, de 3 de junho de 1860, na terceira coluna e Courrier du Brésil, de 8 de junho de 1860).

Foi noticiada a publicação do 21º fascículo da Galeria dos Brasileiros Illustres, editado por Sébastien Auguste Sisson (1824-1893), com um quadro das princesas Isabel e Leopoldina a cavalo, copiado de uma fotografia de Frond (Correio Mercantil, de 5 de junho de 1860, na terceira coluna).

Na edição de 8 de junho do Courrier du Brésil, foram divulgadas por Victor Frond duas cartas escritas pelo escritor francês Victor Hugo (1802-1885) a Charles Ribeyrolles sobre o Brasil Pitoresco.

Frond integrou uma comissão que objetivava construir um monumento em cima do túmulo de Charles Ribeyrolles (Correio Mercantil, de 24 de junho de 1860, na quarta coluna).

Por não concordar com várias decisões, Frond saiu da comissão e ofereceu 50 exemplares do Brasil Pitoresco para ajudar na construção do monumento (Jornal do Commerciode 28 de junho de 1860, na penúltima e na última colunas e de 29 de junho de 1860, na sétima coluna).

Reprodução de uma crítica feita no jornal francês Monitor às primeiras gravuras do Brasil Pitoresco, vistas nas oficinas de Lemercier, em Paris (Correio Mercantil, de 20 de julho de 1860, na primeira coluna).

Chegaram de Paris 7 quadros, baseados nas fotografias de Frond, executados nas oficinas de Lemercier, em Paris. Seriam ofertados aos assinantes do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil, de 14 de agosto de 1860, na segunda coluna).

A comissão para a construção de um monumento em cima do túmulo de Charles Ribeyrolles reuniu-se na casa de Frond e aprovou o projeto do escultor Dubois (Correio Mercantil, de 3 de setembro de 1860, na primeira coluna).

Foi anunciada a venda dos três volumes do Brasil Pitoresco, acompanhado de um álbum de 75 gravuras (Correio Mercantil, de 19 de setembro de 1860).

Foi anunciada a venda da oficina fotográfica de Victor Frond, que partiria para a Europa (Correio Mercantil, de 20 de setembro de 1860).

Foi noticiada a chegada de mais 10 vistas que integrariam o Brasil Pitoresco. Lista das obras com seus respectivos litógrafos (Correio Mercantil, de 4 de novembro de 1860, na quinta coluna).

Nascimento de Julie Louise Marie Jeanne Frond, em 8 de novembro de 1860, primeira filha de Frond e Julie Charlotte Lacombe.

1861 – O desenhista e caricaturista alemão Henrique Fleuiss (1824 – 1882), radicado no Brasil, publicou uma charge sobre o Brasil Pitoresco (Semana Ilustrada, de 17 de março de 1861).

 

 

Frond enviou um exemplar do Brasil Pitoresco para o Instituto Histórico (Jornal do Commercio, de 2 de agosto de 1861, na sexta coluna).

Victor Frond requereu um passaporte (Jornal do Commercio, de 5 de setembro de 1861, na quarta coluna, sob o título “Repartição da Polícia”).

Um raio atingiu a casa de  Frond sem causar muitos danos (Diário do Rio de Janeiro, de 12 de novembro de 1861, na terceira coluna).

Foi noticiada com entusiasmo a chegada das últimas 24 vistas para o Brasil Pitoresco – vieram da França no paquete Navarre (Diário do Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1861, na primeira coluna).

Frond fez parte do juri especial de Belas Artes da Exposição Nacional (Jornal do Commercio, de 9 de dezembro de 1861, na quinta coluna). O convite foi feito para amenizar o constrangimento da recusa da direção do evento em expor as litografias do Brasil Pitoresco durante a exposição, com a justificativa que haviam sido produzidas fora do Brasil. A Exposição Nacional foi inaugurada em 2 de dezembro, data do aniversário de Pedro II e terminou em 15 de janeiro de 1862.

1862 - Apresentou com Cesar Garnier, no ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, um projeto de embelezamento do Campo da Aclamação (Jornal do Commercio, de 12 de março de 1862, na sexta coluna).

O álbum encadernado pela Casa Lombaerts, cujo conteúdo era o Brasil Pitoresco, foi premiado na Exposição Nacional com medalha de prata. Foi doado a Pedro II como lembrança do evento. Está na Biblioteca do Museu Imperial em Petrópolis (Jornal do Commercio, 15 de março de 1862, na segunda coluna).

Foi publicada uma propaganda da venda de exemplares do Brasil Pitoresco, cuja renda seria revertida para a construção do monumento em homenagem a Charles Ribeyrolles (Jornal do Commercio, de 26 de abril de 1862, na última coluna).

Foram publicadas críticas ao projeto de embelezamento do Campo da Aclamação apresentado por Frond e Garnier (Semana Ilustrada, de 18 de maio de 1862 e de 25 de maio de 1862).

Sua esposa, Julie Frond, seus dois filhos e um cunhado partiram para a França (Diário do Rio de Janeiro, de 2 de junho de 1862, na última coluna).

Em fins de agosto, beneficiado pela anistia incondicional de 1859, Frond já se encontrava em Paris, na França, como editor da Maison Lemercier, na rua de Seine, 57.

Em Paris, em 7 de setembro, nascimento de Henriette Camille Lucie Laurent, primeira filha do casal Frond que nasceu na França.

1863 – Numa carta de 25 de maio, o pintor Gustave Courbet (1819-1877) recomendou os serviços de fotógrafo de Frond para o filósofo Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865).

1864 – Entre 1864 e 1869, os álbuns Panthéon des illustrations françaises au dix-neuvième siècle,  primeiro projeto de Frond ligado à Maison Lemercier, foram vendidos por subscrição. A publicação seguiu os moldes da Galeria dos brasileiros ilustres.

1866 - Frond negociou a venda de quadros de Courbet para o superintendente das Belas Artes dos Museus Imperiais, o conde Alfred Émilien Nieuwerkerke (1811-1892).

Em 12 de fevereiro, em Paris, nascimento da última filha do casal Frond, Blanche Adrienne Léontine Frond.

1868 – Foi publicado o livro de Victor Frond, Histoire de la marine française – au XIXe siècle : portraits, biographies, autographes, editado por Abel Pilon.

1870 – Frond foi reintegrado, pelo decreto de 21 de dezembro de 1870, ao 124º Regimento de Infantaria de Linha como capitão.

1871 - Foi publicada sua obra, Atas e história do concílio ecumênico de Roma. Em 8 volumes, reunia textos, retratos, manuscritos e assinaturas. Foi editada por Abel Pilon e pela Maison Lemercier.

Pelo decreto de 7 de fevereiro de 1871, foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra e passou a receber uma pensão de 250 francos. Recebeu a condecoração em 18 de dezembro do mesmo ano.

Em novembro, foi para a reserva com uma pensão de 1.770 francos. Até meados da década, quando ficou muito doente, exerceu atividades administrativas no Palácio do Eliseu.

1872 – Em 30 de janeiro, recebeu do papa Pio IX, (1792 – 1878) o título de Comendador da Ordem de Pio IX.

1877 -  Instalou-se com a família em Varrèddes, cidade francesa do Departamento Seine-et-Marne.

1878 – Uma versão afim do seu relato autobiográfico foi publicada no Cahiers complémentaire II —déposition des témoins, da Histoire d’un crime, do escritor Victor Hugo.

Em 17 de setembro, sua doença foi diagnosticada: ele sofria de esclerose cérebro-raquidiana.

1881 - Em 16 de janeiro de 1881, Victor Frond faleceu em Varrèddes.

Em 24 de março, foi realizado seu inventário e seus bens inventariados chegaram ao valor de 3.183 francos.

Foi autorizado pela Lei de Reparação Nacional, de 10 de julho de 1881, um pedido de indenização que Frond havia feito ao governo francês, em 1880, através de um texto manuscrito autobiográfico. Nele Frond se colocava como vítima do golpe de Estado de Luís Napoleão Bonaparte. Na época do pedido de indenização, ele e Julie tinham quatro filhos. Segundo Lygia Segala, é possível que o texto autobiográfico original tenha sido esboçado no contexto de resistência londrino, sendo depois readaptado às exigências do processo já mencionado.

Brasil Pitoresco integrou a Primeira Exposição de História do Brasil realizada na Biblioteca Nacional e inaugurada em 2 de dezembro de 1881. A obra foi saudada pelo diretor da instituição, Ramiz Galvão (1846 – 1938), como grande ressurreição do passado e uma previsão do futuro.

1941 - Na coleção dirigida pelo bibliotecário municipal de São Paulo, Rubens Borba de Moraes (1899 – 1986), denominada Biblioteca Histórica Brasileira, da Livraria Martins de São Paulo, foi lançada a primeira reedição do Brasil Pitoresco, com dois volumes. Foi prefaciada por Affonso d’Escragnolle Taunay (1876 – 1958) com tradução e notas de Gastão Penalva (1887-1944). Integrava uma lista de livros raros.

1980 - Foi lançada a segunda reedição do Brasil Pitoresco, na Coleção Reconquista do Brasil, dirigida por Mário Guimarães Ferri (1918 – 1985). A reedição foi feita por uma parceira entre a Editora Itatiaia e a Universidade de São Paulo.

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

Cronologia de Guilherme Gaensly (1843 – 1928)

Cronologia de Guilherme Gaensly  (1843 – 1928)

 

 

1843 – Em 1º de setembro (provavelmente), nascimento de Wilhelm (Guilherme) Gaensly, em Wellhausen, cantão de Thurgau, na Suíça, fronteira com a atual Alemanha, filho de Jacob Heinrich (c. 1804 – 1868) e Anna Barbara Kin (c. 1813 – 1895). Teve 4 irmãos: Ferdinand (c. 1837 – 1915), Frederick (c. 1838 – 1902), Julia (c.1848 – 1936) e Alaine (c.1852 – ?). Nesse mesmo ano, seu pai veio para o Brasil, repetindo a experiência de primos e irmãos, chegando em Salvador, em 19 de setembro.

1848 – Em julho, chegada de Anna Barbara com os filhos Ferdinand, Frederick e Guilherme em Salvador, na época a segunda cidade mais populosa do Brasil – a primeira era o Rio de Janeiro.

1850/1851 – Criação do Bahia Fremden Kirschhof, o Cemitério dos Estrangeiros. Os pais e irmãos de Gaensly estão enterrados lá, na área dos protestantes.

1868 – Morte de Jacob Heinrich em 4 de janeiro. Alberto Henschel (1827 – 1882) anuncia a técnica da marfimographia, a contratação de novos profissionais e a iminente abertura de uma filial da Photographia Allemã em Salvador, na Bahia (Jornal de Recife, edição de 21 de julho de 1868, quarta e quinta colunas, no pé da página). Em algum momento entre a inauguração do ateliê e 1871 Gaensly trabalhou para Henschel.

Década de 1870 – Segundo Kossoy, durante essa década, Gaensly também foi associado ao fotógrafo alemão Joseph Schleier (1827 – 1903), que havia chegado em Salvador em 1851.

1871 – Após um período de aprendizado no ateliê de Henschel, situado na rua da Piedade, 16 (Jornal da Bahia, 16 de setembro de 1871), Gaensly estabeleceu-se como fotógrafo na firma Maison Gaensly & Lange (segundo Kossoy, Waldemar Lange), com a colaboração de Karl Gustaff ( c. 1837 – 1872), alemão que também havia prestado serviços para Henschel. Provavelmente, a Maison Gaensly & Lange ficava na Estrada do Manguinho.

1874 – Segundo Geraldo da Costa Leal em Um cinema chamado saudade (1997), nessa época, o europeu Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 – 19?) já trabalharia com Gaensly.

1875 – No Jornal da Bahia de 29 de agosto de 1875, na página 3, de 31 de agosto, na página 4, e de 4 de setembro, na página 4, foram publicadas propagandas da Photographia do Commercio, de Gaensly, na Ladeira de São Bento, 1. A propaganda foi publicada outra vez em 14 e 19 de abril de 1876 no mesmo jornal.

Novo estabelecimento

montado com todo o gosto

Photographia do Commercio

Guilherme Gaensly

1- Ladeira de S. Bento – 1

na localidade que ocupava a I.l.L. M. Sociedade Recreativa

Tendo sido todos os utensílios para esta nova galeria como instrumentos, mobílias, fundos, decorações, etc, escolhidos pessoalmente na minha última viagem à Europa onde visitei os maiores estabelecimentos deste gênero, venho oferecer ao respeitável público o ATELIER melhor montado desta capital garantindo trabalhos perfeitos e de DURAÇÃO visto que adotei todos os melhoramentos feitos nestes últimos anos.

A ótima colocação do ATELIER permite pela boa luz tirar constantemente bons resultados ainda nos dias chuvosos.

Sempre tem um trem  especial pronto para sair a qualquer chamado mediante prévio ajuste.

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1876 – Segundo Kossoy, Gaensly anunciou seu estabelecimento, a Photographia do Commercio, no Largo do Teatro, 1, no Jornal da Bahia, de 20 de junho de 1876.

1877 – Foi agraciado com 3 medalhas pelo Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.

1881 – Participou da grande mostra da Biblioteca Nacional, Exposição de História do Brasil, que reunia integrantes do acervo da instituição e também da coleção de dom Pedro II (1825 – 1891) e do barão Homem de Mello (1837 – 1918). Apresentou 28 fotografias de quadros a óleo de pessoas públicas como o padre Antônio Vieira (1608 – 1697) e o conde de Cavalleiros (1750 – 1807). Expôs também vistas da Bahia produzidas provavelmente durante a década de 1870 com o alemão Joseph Schleier (1827 – 1903) (Anais da Biblioteca Nacional, 1881 – 1882, volume 2, nas páginas 141814191421149515011542154415451546155215541555155815661571157215741575157615781579158115821583158915911592 e 1597).

A presença de Schleier no catálogo da Exposição de História do Brasil parece confirmar a associação entre ele e Gaensly. As imagens são do Terreiro de Jesus com a cathedral e Faculdade de Medicina (antigo colégio dos jesuitas). Segundo Ricardo Mendes, “Considerando a abrangência do trabalho de Gaensly ao registrar a cidade de Salvador, não teria sentido a inclusão de imagens de locais tão conhecidos, a não ser que se tratasse de uma associação efetiva. De J. Schleier existem poucas referências, além de raras imagens no acervo da Biblioteca Nacional e dos Instituto Geográfico e Histórico da Bahia”.

Nesse ano o endereço de seu ateliê mudou para Largo do Teatro n° 92 – ao lado do Teatro São João – local que anos depois ficaria conhecido como Praça Castro Alves. O estúdio, um grande sobrado, era, provavelmente, também a residência de Gaensly.

Gaensly e Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 – 19?), futuramente seu sócio e cunhado, fotografaram a inauguração do segundo trecho da Estrada de Ferro Central da Bahia, entre São Félix e Tapera, atual Taperi (Diário de Pernambuco, 1º de janeiro de 1882, na última coluna).

1882 – Informava-se ao público novas mudanças e melhorias na Fotografia premiada de Guilherme Gaensly, que além de ateliê fotográfico funcionava também como uma galeria de seus trabalhos e anunciava  “a melhor coleção de vistas dos pontos mais bonitos da capital e subúrbios. Chama especial atenção para os retratos de tamanho natural pela câmara solar, retocados por um hábil artista de Paris”. O retoque deveria ser uma referência ao acabamento de fotopintura. (Diário de Notícias, 1 de janeiro de 1882).

Gaensly apresentou “excelentes trabalhos photographicos” na exposição dos 10 anos do Imperial Liceu de Artes e Ofícios (Diário de Pernambuco, 28 de outubro de 1882, na última coluna).

Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.

Admitiu como ajudante Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 – 19?), que no final dessa década tornou-se seu sócio.

1883 –  Foi publicado um anúncio do ateliê fotográfico de Gaensly, com a denominação Photographia Gaensly, na Praça de Castro Alves (Diário de Notícias, 4 de abril de 1883).

“O conhecido e acreditado photographo Gaensly” registrou o grupo que estava presente ao lançamento da pedra fundamental para as obras do primeiro engenho central da companhia Bahia Central Sugar Factories, um empreendimento do engenheiro britânico Hugh Wilsonorganizador da Companhia Anônima da Imperial Estrada de Ferro Central da Bahia (Jornal do Commercio, 3 de junho de 1883, na primeira coluna).

Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.

1884 – Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.

1885 – Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.

1888 - Em 5 de maio, Guilherme casou-se com Ida Itschner (c.1863 – 1933), na residência dos pais da noiva, João Jacob Itschner e Elisabet Wolf Itschner. Teve como testemunhas seu sócio, Rodolfo Lindemann, e um de seus irmãos, Frederick. A cerimônia foi celebrada pelo pastor A.L. Blackford, um dos fundadores da igreja presbiteriana no Brasil.

Rodolfo Lindemann havia se casado com a irmã de Guilherme, Alaine, em 23 de abril, no ateliê fotográfico dele e de Guilherme, tendo como testemunhas os irmãos de Gaensly, Frederick e Ferdinand.

gaensly

Acervo IMS

1889 – Rodolpho Lindemann, do ateliê Gaensly & Lindemann, foi premiado na Exposição Universal de Paris, no Campo de Marte, com uma medalha de bronze com quadros fotográficos da Bahia e de Pernambuco.

1891 – Gaensly embarcou rumo à Europa no paquete alemão Rosário (Diário de Notícias, 14 de janeiro de 1891, na penúltima coluna).

O casal Guilherme e Ida Gaensly embarcou no paquete alemão Mondevidéu rumo a Santos (O Paiz, 2 de julho de 1891, na última coluna).

1892 – Foi noticiado que o beco ao lado do ateliê fotográfico de Gaensly & Lindemann, na praça Castro Alves, em Salvador, havia se tornado um “mictório” (Jornal de Notícias, 28 de maio de 1892, na primeira coluna).

1893 – O casal Guilherme e Ida Gaensly embarcaram no paquete alemão Olinda rumo à Europa (Gazeta de Notícias, 9 de julho de 1893, na última coluna).

1894 – Inauguração da filial da firma Gaensly & Lindemann, em São Paulo, na rua XV de Novembro, 28, onde se concentrava o comércio de alto padrão na capital. Gaensly foi chefiar a sede paulista e Lindemann permaneceu em Salvador. A firma baiana teve seu nome alterado para Photographia Cosmopolita. Tudo indica que a crescente concorrência em Salvador e a queda do desempenho da economia baiana devido à seca foram as causas da abertura do ateliê em São Paulo.

Entre 1894 e  1897, editou a série de grandes estampas fotográficas de São Paulo.

O ateliê fotográfico Gaensly & Lindemann foi o responsável pela produção de um quadro com os retratos de todos os arcebispos da Bahia. Foi organizado por iniciativa de Olavo de Freitas Martins, um dos fundadores do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. “O trabalho artístico do systema photogravura foi executado pelo artista sr. Rodolpho Lindemann, ficando perfeito”. A matéria também informava que a sede paulista do ateliê Gaensly & Lindemann estava produzindo um quadro com os retratos dos arcebispos de São Paulo (Jornal de Recife, 24 de outubro de 1894, na quinta coluna).

As edições de 1894 e 1895 do livro São Paulo, de Gustav Köenigswald, foram ilustradas com as primeiras séries de vistas da capital paulista produzidas por Gaensly.

1895 – Aos 82  anos, faleceu em Salvador a mãe de Gaensly, Anna Barbara.

1896 – Anúncio em francês da Photographia Gaensly & Lindemann, com os endereços em São Paulo – rua Quinze de Novembro,28 – e em Salvador – Largo Castro Alves, 92 (Almanach, 1896).

Elogio à fotografia Otto de bicicleta, produzida pelo ateliê Gaensly & Lindemann, exposta na casa de música do sr. Luiz Levy, na rua Quinze de Novembro, em São Paulo (A Bicycleta, 12 de julho de 1896, na primeira coluna).

O fotógrafo Juan Gutierrez (c. 1860 – 1897) anunciou que Gaensly e Lindemann haviam cedido “gentilmente” a ele o seu “magnífico atelier” na rua Quinze de Novembro, 28, na capital paulista. Gutierrez estava expondo suas fotografias no salão da Associação Comercial (O Commercio de São Paulo, 24 de novembro de 1896, na quinta coluna).

No periódico paulista A música para todos, exemplar de dez.1896 / jan.1897, foi anunciada a Photographia Gaensly & Lindemann recomendada aos nossos assinantes. No mesmo anúncio,  foi também noticiada a exposição de mais de cinquenta fotografias do ateliê na redação da revista.

1898 – Foi comercializado o álbum “Colleções de 27 cartões com vistas da Cantareira, Jardim Publico, Quartel de Policia, Serra de Santos, Fazendas de Café, Poços de Caldas, Escola Normal de Campinas, Estação de Campinas, Largo de São Bento, Largo do Palacio, Ypiranga e outros”, cartões postais impressos por Victor Vergueiro Steidel (1868 – 1906). Não foi apresentada a autoria das imagens, mas foram, muito provavelmente, baseadas em fotografias de Gaensly, de Paulo Kowalsky e de Marc Ferrez(1843 – 1923). O fotógrafo Kowalsky teria atuado em São Paulo entre 1891 e 1897.

Para a Escola Politécnica, o estúdio Gaensly & Lindemann produziu o quadro de formatura da turma de Engenheiros Geógrafos.

1899 – Gaensly & Lindemann presentearam o Correio Paulistano com “uma bella collecção de bilhetes postais contendo vistas dos principais edificios e dos logares mais pitorescos” de São Paulo (Correio Paulistano, 4 de agosto de 1899, na última coluna). Seria sua primeira série de postais, Lembrança de São Paulo.

Gaensly & Lindemann anunciaram o envio da Grande Collecção de Vistas de São Paulo para a Exposição Universal de Paris de 1900.

Em abril, foi constituída em Toronto, por um grupo de investidores canadenses estimulados por empresários paulistas a The São Paulo Railway, Light and Power Company Limited.  Em 17 de junho, a empresa obteve autorização para funcionar no Brasil e logo em seguida iniciou seus trabalhos no país.

Gaensly foi contratado pela companhia e foi seu principal fotógrafo até 1925. Com equipamentos de grande porte (negativos em vidro 24 x 30cm), passou, então, a documentar os trabalhos da empresa, produzindo registros das transformações urbanas de São Paulo, causadas por obras de implantação de linhas de bonde elétrico, de iluminação pública, imagens de casas de máquina e interiores de oficinas de manutenção, além de fotografias da construção de barragens e das hidrelétricas da Light no estado. A primeira fotografia produzida por ele para a Light foi das obras da rua 25 de março, em 5 de julho.

 

 

1900 – Terminou a sociedade entre Gaensly & Lindemann, em São Paulo, e Gaensly passou a atuar sozinho na Photographia Gaensly (Alkmanak Lammert, 1901). No mesmo Almanak, consta o ateliê Gaensly & Lindemann, em Salvador.

Produção da segunda série de postais, também denominada Lembrança de São Paulo, dessa vez apenas com a assinatura de Gaensly. A terceira série deve ter sido editada logo em seguida.

1901 – Foi noticiado que a Photographia Gaensly & Lindemann de Salvador havia fotografado uma criança natimorta e hermafrodita, que estava despertando a curiosidade da população e de médicos, dentre eles o professor  de medicina legal, Nina Rodrigues (1862 – 1906) (Diário do Maranhão, 31 de outubro de 1901, na última coluna sob o título “Criança fenomenal”).

1902 - As imagens publicadas no primeiro Relatório de Diretoria da Light dirigido aos acionistas no exterior foram baseadas em fotografias de Gaensly e Lindemann, produzidas especificamente para a empresa ou para o álbum Lembrança de São Paulo, editado pelo Instituto Politécnico de Zurique e impresso em colotipia.

O estúdio fotográfico Gaensly & Lindmann continuava funcionando em Salvador (Almanak Laemmert, 1903).

1903 - Para “auxiliar a propaganda do café” na Exposição de Saint Louis (1904), Gaensly começou a documentar as instalações e a  lavoura cafeeira da colônia americana em Santa Bárbara (Correio Paulistano, 6 de dezembro de 1903).

Enviou ao Correio Paulistano uma coleção de dez cartões-postais coloridos e 50 em planotipia (Correio Paulistano, 26 de abril de 1903, na primeira coluna).

1904 – Gaensly entregou “as vistas produzidas no interior da exposição (Saint Louis) e as dos mapas do café” (Correio Paulistano, 12 de fevereiro de 1904, na primeira coluna).

Gaensly integrou uma comitiva que visitou a Ilha dos Búzios, parte do Arquipélago de Ilhabela, onde seria instalada uma colônica correcional. O conhecido fotógrafo Gaensly tinha a tarefa de tirar vistas dos trechos mais pitorescos e menos conhecidos dos Búzios e das histórias do fortes coloniais de Bertioga, São Sebastião e Villa Bella. Dentre vários, também estavam na expedição o escritor e engenheiro Euclides da Cunha (1866 – 1909), autor de Os Sertões, e o pintor Benedito Calixto (1853 – 1927), além de autoridades como o secretário do Interior de São Paulo e o chefe de polícia (Correio Paulistano8 de agosto de 1904, na quarta coluna, e 12 de agosto de 1904, na última coluna).

Anúncio da Photographia de Guilherme Gaensly, antiga Gaensly & Lindemann. A propaganda seria publicada diversas vezes durante 1904 e 1905 (Correio Paulistano, 1º de novembro de 1904, na sétima coluna). Foi contemporâneo dos fotógrafos húngaro José Wollsack (1847 – 1927), do austríaco Otto Rudolf Quaas (c. 1862 – c. 1930) e do brasileiro Valério Vieira (1862 – 1941).

 

 

Na Exposição Mundial de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904,  Gaensly ganhou medalha de prata na categoria “Photographia” (Almanak Laemmert, 1905).

O estúdio fotográfico Gaensly & Lindmann continuava funcionando em Salvador (Almanak Laemmert, 1905).

1905 - Entre 1905 e 1907, nas notas fiscais da Photographia Gaensly existem muitas referências a serviços de reproduções de mapas para a Comissão Geográfica e Geológica.

Início das atividades da Rio de Janeiro Railway, Light and Power Company Limited e contratação do fotógrafo Augusto Malta (1864 – 1957).

Foi publicada uma fotografia de autoria de Gaensly da festa do Club da Guarda Nacional, realizada no Jardim da Luz, em 26 de julho de 1905 (Revista da Semana, 20 de agosto de 1905).

c. 1905 – Gaensly editou uma série no formato postal, que ficou conhecida como a série A, com cinquenta imagens. Foi produzida com uma técnica de impressão que resultava numa melhor visualização, próxima ao da cópia fotográfica.

1906 - Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da Secretaria de Agricultura de São Paulo (Correio Paulistano, 1º de novembro de 1906, na última coluna).

Foi elogiada como magnífica a fotografia do quadro da turma de graduandos da Escola de Farmácia de Ouro Preto, produzida por Gaensly (O Pharol, 11 de dezembro de 1906, na sexta coluna, sob o título “Municípios”).

Último registro do funcionamento do estúdio fotográfico Gaensly & Lindmann, em Salvador, no Almanak Laemmert, 1906.

1907 – Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da secretaria de Agricultura de São Paulo (Commercio de São Paulo, 22 de novembro de 1907, na primeira coluna).

1908 – Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento das secretarias do Interior e da Agricultura de São Paulo (Commercio de São Paulo12 de janeiro de 1908, na primeira coluna, 26 de fevereiro, na quinta coluna8 de maio, na terceira coluna Correio Paulistano, 30 de outubro de 1908, na sexta coluna e 15 de dezembro de 1908, na última coluna).

Participou da Exposição Nacional e obteve a medalha de ouro na seção de “Photographia” (Commercio de São Paulo, 27 de novembro de 1897, na quarta coluna, sob o título “Notas e Notícias”, e Almanak Laemmert, 1909).

1909 – Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da secretaria de Agricultura de São Paulo (Correio Paulistano, 13 de julho de 1909, na penúltima coluna).

1910 – Iniciou a produção de um novo conjunto de 50 imagens de São Paulo no formato postal, posteriormente conhecida como a série B.

1911 - O naturalista Hermann von Ihering (1850-1930), que dirigiu o Museu Paulista entre 1894 e 1916, pediu à Diretoria de Terras, Colonização e Imigração um coleção de fotografias dos núcleos coloniais “ultimamente tiradas pelo dr. Gaensly” (Correio Paulistano, 29 de abril de 1911, na segunda coluna).

Uma coleção de fotografias de Guilherme Gaensly foi um dos prêmios da rifa organizada por artistas em prol das vítimas de uma inundação ocorrida em Santa Catarina e no Paraná (O Paiz, 18 de dezembro de 1911, na última coluna)

c. 1912 – O ateliê de Gaensly mudou-se para a rua Boa Vista, 39 (Almanak Laemmert, 1913).

1915 - Foi publicada no jornal Germania, da comunidade alemã, em 15 de junho de 1914, uma propaganda do ateliê do fotógrafo na rua Boa Vista, 39.

1917 – Gaensly prestou serviços à Prefeitura de São Paulo (Correio Paulistano, 4 de dezembro de 1917, na última coluna).

1922 – Fotografou os participantes do Sínodo Presbiteriano Independente reunido em São Paulo em 24 de maio, um importante evento da igreja presbiteriana. A imagem foi publicada na edição de 2 de março de 1922 na capa do jornal O Estandarte e encontra-se arquivada no Centro de Documentação e História Reverendo Vicente Themudo Lessa.

1925 – Gaensly deixou de trabalhar para a The São Paulo Railway, Light and Power Company Limited.

1927 –  Último registro do funcionamento de seu ateliê na rua Boa Vista, 39, no Almanak Laemmert de 1927.

1928 – Guilherme Gaensly morreu em 20 de junho de pneumonia, em São Paulo.

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

Cronologia de Walter Garbe (18? – 19?) e de seu pai, Ernst Garbe (1853 – 1925)

Cronologia de Walter Garbe (18? – 19?) e de seu pai, Ernst Garbe (1853 – 1925)

 

1853 – Nascimento de Ernst Garbe, em 22 de novembro, em Gorlitz, na Alemanha, filho de Augusto e Henriqueta Garbe.

1882 - Ernst Garbe veio pela primeira vez ao Brasil e daqui levou grandes carregamentos de animais vivos da fauna sul-americana para Hamburgo, além de grande quantidade de couros de aves, mamíferos e peixes.

1901/1902 - Ernst Garbe explorou a região do rio Juruá, no norte do Brasil, subvencionado pelo Museu Paulista.

1902 – Ernst Garbe trouxe para o Museu Paulista os primeiros exemplares de mico-leão-preto: três espécimes, uma fêmea e dois machos, coletados em Vitoriana, município de Botucatu, em São Paulo. Foi o segundo registro histórico da espécie.

Foi contratado como naturalista-viajante do Museu Paulista em 26 de dezembro, por proposta do então diretor da instituição, o alemão Hermann von Inhering (1850 – 1930). Exerceu esse cargo até sua morte, em 1925.

1904 – Publicação de um artigo sobre a expedição feita por Ernst Garbe, entre 1901 e 1902, no rio Juruá, no norte do Brasil (Boletim do Museu Paraense, 1904).

1905 – Ernst e seu filho, Walter Garbe, partiram do Rio de Janeiro para Caravelas, na Bahia, a bordo do Guarany (Brazilian Review, 17 de outubro de 1905, primeira coluna).

1906 - Walter, excelente auxiliar e fotógrafo artista, em companhia de seu pai, o alemão Ernst (Ernesto) Garbe explorou a região do rio Doce, desde a fronteira do estado de Minas Gerais até Linhares e na Lagoa Juparanã, no Espírito Santo. Obtiveram valiosas coleções zoológicas, mas, na ocasião, não se relacionaram com os índios.

1907 – Walter Garbe chegou ao Rio de Janeiro a bordo do paquete Muqui, que vinha de Caravelas, na Bahia, tendo feito escala em Guarapari, no Espírito Santo (Correio da Manhã, 18 de abril de 1907, na terceira coluna).

Ernst Garbe partiu rumo a Manaus e escalas no paquete Maranhão (Gazeta de Notícias, 27 de outubro de 1907, na última coluna).

1908 - Ernst Garbe chegou a Vitória vindo de Caravelas, na Bahia, a bordo do Guanabara (O Estado do Espírito Santo, 20 de dezembro de 1908, na primeira coluna). No dia seguinte, chegou ao Rio de Janeiro (Jornal do Brasil, 21 de dezembro de 1908, na última coluna).

1909 – Entre março e maio, Walter Garbe fez diversas excursões à margem esquerda do rio Doce, no Espírito Santo, e obteve uma coleção de peças etnográficas dos índios “botocudos”.

1911 – Walter Garbe partiu para Manaus e escalas no paquete Alagoas (Gazeta de Notícias, 1º de julho de 1911, quinta coluna).

Walter Garbe chegou a Vitória, procedente do Rio de Janeiro, no paquete Bahia (Diário da Manhã, 14 de setembro de 1911, quarta coluna).

1912 – Walter Garbe embarcou no paquete Manaus, que seguiu para Manaus e escalas (O Paiz, 19 de janeiro de 1912, segunda coluna).

No Rio de Janeiro, Ernst Garbe ficou hospedado no Hotel Familiar Globo (O Paiz, 14 de maio de 1912, na quinta coluna).

1913 - Publicação na primeira página do Correio Paulistano de 23 de fevererio de 1913 da matéria Fauna e flora do Brasil – As excursões e os trabalhos de um naturalista-viajante, ilustrada com uma fotografia de Ernst Garbe.

 

jornal

Fotografia na primeira página do Correio Paulistano de 23 de fevereiro de 1913 com a legenda O sr. Ernesto Garbe preparando sua caça para o Museu Paulista.

 

Ernst Garbe naturalizou-se brasileiro (Jornal do Commercio, 25 de julho de 1913, na sexta coluna).

Walter Garbe e família chegaram ao Brasil a bordo do paquete alemão Tucuman, vindo de Hamburgo e escalas (O Imparcial, 5 de novembro de 1913, na segunda coluna).

1915 – Foi noticiado que Ernst Garbe acabara de fazer uma excursão zoológica ao longo do rio Uruguai, no Rio Grande do Sul (Correio Paulistano, 23 de julho de 1915, primeira coluna).

1917 – Ernst Garbe tornou-se sócio da União Internacional Protetora dos Animais (Correio Paulistano, 1º de maio de 1917, na segunda coluna).

1919 - A secretaria do Interior de São Paulo fez um pagamento a Ernst Garbe (Correio Paulistano, 28 de março de 1919, na quarta coluna).

Foi publicada a matéria O resultado das recentes pesquisas realizadas pelo naturalista sr. Ernesto Garbe (Correio Paulistano, 7 de setembro de 1919, na penúltima coluna).

1920 - A secretaria do Interior solicitou do presidente do Lloyd Brasileiro no Rio de Janeiro passagem daquele porto para Belém e de Belém a Manaus para Ernst Garbe, naturalista viajante do Museu Paulista (Correio da Paulistano, 13 de abril de 1920, na terceira coluna).

Ernst Garbe seguiu para o Rio de Janeiro, vindo de São Paulo, no primeiro trem noturno (O Paiz, 28 de abril de 1920, na penúltima coluna).

No mês de abril, Ernst Garbe seguiu para a Amazônia. Essa foi a última excursão que realizou.

No trem noturno, Walter Garbe seguiu do Rio para São Paulo (Correio Paulistano, 6 de agosto de 1920, sexta coluna).

1921 – A secretaria do Interior fez um pagamento a Ernst Garbe (Correio Paulistano, 20 de janeiro de 1921, na sétima coluna).

Durante o carnaval, em Santa Thereza, no Espírito Santo, O sr Walter Garbe, conhecido fotógrafo, tirou várias fotografias inclusive a do salão principal do Governo Municipal (O Povo, 13 de fevereiro de 1921, primeira coluna).

O diretor do Museu Paulista informou que Ernst Garbe estava desde abril de 1920 explorando a Amazônia, tendo coletado mais de 300 mamíferos, cem aves, ofídios, répteis, batráquios, aracnideos, crustáceos, lepdopteros, insetos e peixes. Elogiou os trabalhos feitos por ele em outras regiões do Brasil (Correio Paulistano, 21 de maio de 1921, na sétima coluna).

A secretaria da Fazenda de São Paulo fez um pagamento a Ernst Garbe (Correio Paulistano, 25 de agosto de 1921, na quinta coluna).

1922 – Walter Garbe esteve no palácio do Governo do Espírito Santo (Diário da Manhã, 7 de janeiro de 1922, na segunda coluna).

O fotógrafo Walter Garbe residia em Santa Leopoldina, no Espírito Santo (Diário da Manhã, 8 de janeiro de 1922, na quarta coluna).

O senhor Elpidio Pimentel havia recebido da secretaria de Agricultura do Espírito Santo 76 fotografias produzidas por Walter Garbe (Diário da Manhã, 3 de agosto de 1922, na quarta coluna).

A coleção exposta na sala de ornitologia do Museu de Ciências foi ampliada com a presença de aves amazônicas trazidas pelo naturalista Ernst Garbe (Correio Paulistano, 4 de setembro de 1922).

A prefeitura de Santa Leopoldina mandou, pelo hábil fotógrafo Walter Garbe, tirar diversos filmes cinematográficos da cidade, com a sua movimentada vida comercial, das nossas vias de comunicação; das nossas quedas d´água; do transporte do café da colônia para aqui e daqui para Vitória, via fluvial, e também das imponentes festas do Centenário aqui realizadas (O Jornal, 11 de novembro de 1922, na coluna).

1923 – Walter Garbe requereu da secretaria de Agricultura o pagamento por serviços fotográficos em diversos municípios do Espírito Santo (Diário da Manhã, 31 de agosto de 1923, na quarta coluna).

1924 – Walter Garbe esteve no palácio do governo do Espírito Santo (Diário da Manhã, 18 de março de 1924, na última coluna).

Ernst Garbe foi mencionado na matéria Uma visita ao Museu do Ypiranga como o responsável pelas recentes aquisições de animais da Amazônia (Gazeta de Notícias, 23 de março de 1924).

Walter Garbe foi um dos compradores da cidade de Vitória da Empresa Territorial Nova Capital Federal (Diário da Manhã, 15 de julho de 1924).

Walter Garbe foi um dos convidados ao casamento do prefeito de Vitória, Otávio Peixoto, com Elida Avidos (Diário da Manhã, 20 de novembro de 1924, na última coluna).

Ernst Garbe foi citado no artigo Porto Seguro em princípios do século XIX, de autoria de Afonso d’Escragnolle Taunay (1876 – 1958), na época diretor do Museu Paulista (América Brasileira, novembro – dezembro de 1924).

1925 – Ernst Garbe ainda ocupava o cargo de naturalista-viajante do Museu Paulista (Almanak Laemmert, 1925).

Falecimento de Ernst Garbe em 4 de julho, em São Paulo (O Dia, 5 de julho de 1925, na segunda coluna e O Paiz, 9 de julho de 1925, na quarta coluna). Publicação de um perfil sobre ele, escrito pelo então diretor do Museu Paulista, Afonso d’Escragnolle Taunay (1876 – 1958) (Correio Paulistano, 7 de julho de 1925).

1928 – A prefeitura de São Paulo indeferiu um pagamento a Walter Garbe (Correio Paulistano, 21 de março de 1928, na segunda coluna).

1929 – A secretaria da Fazenda de São Paulo fez um pagamento a Walter Garbe (Correio Paulistano, 28 de dezembro de 1929, na segunda coluna).

1932/1933 – De outubro de 1932 a abril de 1933, Walter Garbe participou com Carlos Camargo de uma expedição comandada por Olivério Pinto. Foram coletadas aves do estado da Bahia – no vale do rio das Contas e nos arredores de Caravelas. Perto de Salvador, coletaram também na ilha da Madre de Deus.

1937 – Walter Garbe era um dos componentes da Bandeira Anhanguera que após uma temporada na região do rio das Mortes, onde teve contato com os índio xavantes, sob o comando do sertanista e escritor Hermano Ribeiro da Silva(? – 1937), retornou a São Paulo (Correio Paulistano, 5 de dezembro de 1937, na primeira coluna).

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

Cronologia de José Christiano Júnior (1832 – 1902)

  Cronologia de José Christiano Júnior (1832 – 1902)

 

 

1832 – O português José Christiano de Freitas Henriques Junior nasceu na Ilha das Flores, no Arquipélago dos Açores, em 21 de julho de 1832.

1855 - Chegou ao Brasil com sua esposa, Maria Jacinta Fraga, e com os dois filhos do casal: os futuros fotógrafos José Virgílio (1851 -?) e Frederico Augusto (1853-?).

1862 – Christiano Junior anunciava, em Maceió, em Alagoas, seus retratos fotográficos sobre vidro, papel, pano e encerado.

Chegou no Rio de Janeiro e em anúncio ofereceu seus serviços de fotógrafo. Seus trabalhos estariam expostos na casa do sr. Bernasconi e chamados escritos deveriam ser enviados para o Hotel Brysson, na rua d´Ajuda, 57 B. Também aceitava pedidos de quadros e cestas de flores e frutas de cera, imitando perfeitamente o natural (Correio Mercantil, e Instrutivo, Político, Universal, 2 de dezembro de 1862, quinta coluna).

 

 

1864 - Era um dos proprietários da Photographia do Commercio, na rua São Pedro, 69. Seu sócio era Fernando Antônio de Miranda (Jornal do Commercio, 17 de julho de 1864).

 

 

 

1865 - O endereço do estabelecimento fotográfico de Christiano e Miranda mudou para rua da Quitanda, 53 (Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1865).

Christiano mudou-se sozinho para a rua da Quitanda, 45. Anunciou que em seu estabelecimento, a Photographia e Pintura, fazia cartões de visita, ambrótipos, cenótipos, fotografias coloridas a óleo, aquarela ou pastel, além de retratos para broches e medalhas. Também anunciou a venda de coleções dos costumes dos pretos nessa corte e no interior da província, em cartões para álbuns, coisa muito própria para quem se retira para a Europa  (Jornal do Commercio, 2 de abril de 1865 e Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1866).

 

 

Exposição na Casa Bernasconi de quatro molduras contendo 48 fotografias de autoria de Christiano. Delas 12 costumes de pretos de ganho, vendilhões e outras 12 representam tipos de diferentes nações da raça africana. Essas 24 imagens foram oferecidas a d. Pedro II (1825 – 1891). As outras 24 foram enviadas à eExposição Internacional do Porto e oferecidas a d. Fernando, rei de Portugal (Correio Mercantil, 22 de julho de 1865, penúltima coluna).

Participou da Exposição Internacional do Porto e suas obras, assim como as do fotógrafo Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912), foram expostas na seção de Belas-Artes (Jornal do Commercio, de 1865, terceira coluna).

Christiano Jr, identificado como fotógrafo bastante conhecido pelos excelentes trabalhos executados em sua oficina, doou 400 fotografias do falecido cônsul de Portugal, Antonio Emilio Machado Reis, para ajudar à família do diplomata. Houve uma exposição das fotos na sociedade Madrepora, instituída por Machado Reis (Correio Mercantil, 1º de novembro de 1865, terceira coluna).

1866 - Publicação de anúncio da Galeria Photographica e de Pintura na seção de “Notabilidades” do Almanaque Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro. Christiano Junior anunciava que havia reaberto seu estabelecimento fotográfico após uma reforma e oferecia timbres-postes, fotografias em diversas dimensões – até a natural -, podendo ser coloridas por várias técnicas, retratos em cenótipos, fotografias de homens célebres, além de uma variada coleção de costumes e tipos de pretos, coisa muito própria para quem se retira para a Europa.

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Estabelecido na rua da Quitanda, 45, Christiano fez uma exibição de retratos para cartas, uma nova e interessante aplicação da fotografia, realizada a partir de um instrumento que em 15 segundos dá 12 e 24 retratos, pequenos, mas nem por isso menos parecidos. Os retratos seriam usados para marcar o papel de carta, o que anteriormente era feito com a iniciais do remetente (Diário de São Paulo, 4 de fevereiro de 1866, segunda coluna).

 

 

No verso de uma de suas cartas de visita oferecia retratos em lenço, costumes e tipos de índios, cópias de gravuras de Morgado de Mateus reproduzidas de uma rara edição de Os Lusíadas, retratos em porcelana, e em marfim, retratos em vidro para ver por transparências, vistas para estereoscópios, retratos de homens célebres, monarcas, guerreiros, literatos, etc.

Participou da II Exposição Nacional e o que apresentou foi saudado como excelentes retratos e perfeitíssimas reproduções de uma dúzia de gravuras. Conquistou a medalha de bronze (Semana Ilustrada, 18 de novembro de 1866, segunda coluna e Diário do Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 1867, última coluna).

Sobre ele, o pintor Victor Meirelles (1832 – 1903), que assinou em nome do júri do quarto grupo – onde se incluía a fotografia – comentou no Relatório da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro:

‘Os trabalhos deste senhor não são menos dignos de atenção por algumas boas qualidades que contêm. As reproduções das gravuras da obra ilustrada: Os Lusíadas, de Camões, publicada em 1817, por D. José Maria de Souza Botelho – Morgado de Mateus, etc, etc, são bem copiadas, e não podemos deixar de louvar tão feliz lembrança, bem como o serviço que presta aos artistas e amadores das belas artes pela propagação dessas belas composições artísticas devidas ao lápis dos célebre pintores Gerard e  Fragonard.      

Christiano Junior participou que, a partir do dia 1º de dezembro de 1866, seu amigo Bernardo José Pacheco passaria a ser seu sócio em seu estabelecimento fotográfico, na rua da Quitanda, 45, que passaria a funcionar com a razão Christiano Junior & Pacheco (Jornal do Commercio, 3 de dezembro de 1866, quarta coluna e Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1867).

 

 

 

Em torno desse ano, realizou uma série de fotografias médicas.

 

1867 – Christiano Junior estava em Desterro, atual Florianópolis, e abriu um ateliê fotografico na rua Augusta, 26. Anunciou sua pretensão de fazer algumas vistas da cidade e também de vistas para estereoscopos, além de informar que pretendia ficar apenas por um mês na cidade porque estaria de passagem para o rio da Prata (O Despertador, 1º de fevereiro de 1867 e O Mercantil, 28 de fevereiro de 1867).

 

 

 

 

Abriu um ateliê fotográfico, em Mercedes, no Uruguai.

Christiano Junior começou a tentar expandir suas atividades na Argentina. Em 1º de dezembro, em Buenos Aires, inaugurou um bem sucedido estúdio de fotografia, na rua Florida, nº 159. Iniciou uma significativa produção de retratos e, segundo os pesquisadores argentinos Abel Alexander e Luis Priano, que examinaram os álbuns relativos ao seu trabalho que estão depositados no Archivo General de la Nación, estima-se que foram produzidos por ele mais de 4 mil retratos entre 1873 e 1875.

No censo de 1869 de Buenos Aires, constavam os nomes de Christiano e de seus dois filhos. O de sua esposa não, o que indica que provavelmente estavam separados ou ele tinha enviuvado.

1870 - Em um anúncio, Christiano Junior & Pacheco avisavam que à vista dos mesquinhos preços a que alguns de nossos colegas têm reduzido a fotografia, vemo-nos também obrigados a baixar nossos preços. Informava ainda que Christiano Junior havia trazido de sua casa, em Buenos Aires, um novo sistema, a imitação porcelana, por ele introduzida lá e aqui (Jornal da Tarde, 18 de agosto de 1870).

 

 

Em francês, anúncio da venda de um produto de combate à umidade na Maison Christiano Junior & Cia. O produto teria sido descoberto por um associado de Christiano em Paris, o pintor químico M. Regnault. A propaganda foi publicada outras vezes (Ba-Ta-clan, 27 de agosto de 1870).

Christiano Junior & Pacheco anunciavam uma novidade fotográfica, a imitação da porcelana – unicamente se fazem na rua da Quitanda, 45 (Jornal do Commercio, 28 de agosto de 1870, terceira coluna).

Christiano Junior montou um estúdio fotográfico voltado ao público infantil, a Fotografia de la Infancia, na rua de Las Artes, n. 118, em Buenos Aires.

Em torno desse ano, fotografou o Conde d´Eu(1842 – 1922), marido da princesa Isabel (1846 – 1921).

 

 

1871 – Recebeu a medalha de ouro na primeira Exposição Nacional da Argentina, na cidade de Córdoba, com a série de fotos Vistas y costumbres de la Republica Argentina. 

1873 - Publicação de um anúncio da Photographia de Christiano Junior & Pacheco no Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1873 .

 

 

1874 – Christiano Junior & Pacheco eram réus em uma ação movida por Olímpio Militão Vieira na Primeira Vara Cível (Diário do Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1874, primeira coluna).

1875 – O estabelecimento fotográfico de Christiano Junior & Pacheco foi anunciado pela última vez no Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1875, no endereço rua da Quitanda, 39 a 41.

Seu ateliê fotográfico voltado ao público infantil, a Fotografia de La Infância, era, segundo anúncio publicado no jornal La Prensa de 04 de fevereiro de 1875, possuidor de máquinas instantâneas que permitem tirar retratos de criaturas inquietas e travessas. O ateliê foi destruído por um incêndio em março de 1875, e foi reaberto pouco depois, à rua Victoria 296, agora gerenciado por seu filho José Virgílio, que havia sido seu ajudante.

Manoel Garcia Vidal, ex-sócio de Christiano Junior & Pacheco, anunciou a abertura de um estabelecimento fotográfico na rua Sete de Setembro, 76, esquina com Gonçalves Dias (Jornal do Commercio, 17 de março de 1875, sexta coluna).

Um incêndio destruiu o prédio número 41 da rua da Quitanda, de propriedade da Santa Casa de Misericórdia. No segundo andar ficava o estabelecimento Christiano Junior & Pacheco (Jornal de Recife, 29 de março de 1875, segunda coluna). Eles passaram a atender no ateliê do renomado fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 – 1924), na rua do Ourives, 38 (Jornal do Commercio, 21 de março de 1875).

A Photographia de Pacheco, Menezes e Irmão era anunciada como sucessora de Christiano Junior & Pacheco, na rua da Quitanda, 39 (Gazeta de Notícias, 10 de agosto de 1875, terceira coluna).

 

 

Christiano tornou-se fotógrafo oficial da Sociedade Rural Argentina e realizou sua primeira exposição pela entidade, da qual se desligaria em 1878.

1876 – Lançou o primeiro volume da coleção intitulada Album de Vistas e Costumes de La Republica Argentina, que trazia 16 imagens de Buenos Aires acompanhadas por textos explicativos em quatro idiomas. Primeiro trabalho com essas características produzido na Argentina, o material foi, em parte, formado pelo aproveitamento de vistas anteriormente colocadas à venda em seu ateliê. Christiano Júnior nesse trabalho mesclou imagens da Argentina colonial e pastoril com as de uma nova nação, representada sobretudo pelas novas construções.

Para introduzir o álbum afirmou: ‘Meu plano é vasto e quando estiver completo a República Argentina não haverá nem pedra nem árvore histórica, do Atlântico até os Andes, que não tenha sido submetido ao foco vivificador da câmara escura.’

 

 

Ganhou a medalha de ouro na segunda exposição anual da Sociedade Científica Argentina.

Participou da Exposição Universal da Filadélfia de 1876.

1877 - Foi lançado o segundo volume de seu trabalho, contando com doze retratos de tipos populares urbanos e com vistas de construções modernas e históricas.

Produziu uma série que retratava a nova penitenciária de Buenos Aires, trabalho que foi vendido de forma avulsa e em álbum encadernado.

No catálogo da primeira exposição do Club Industrial de Buenos Aires, em 1877, na qual participou, Christiano Junior escreveu acerca de suas fotos médicas, realizadas no Brasil, que segundo o parecer dos médicos nacionais e estrangeiros, nenhum fotógrafo, até aquela data [1866] havia tirado do natural um trabalho semelhante.

1878 - Vendeu seu estúdio em Buenos Aires para Witcomb & Mackern. Deixou no arquivo do ateliê um acervo de mais de 170 vistas.

Participou da Exposição Universal de Paris de 1878.

1879 a 1883 – Viajou pelo interior da Argentina, fotografando várias províncias do país, continuando a série de álbuns de Vistas e Costumes da República Argentina. Passou pelas cidades de Rosário, Córdoba, Río Cuarto, Mendoza, San Juan, San Luis, Catamarca, Tucumán, Salta e Jujuy. Antes de chegar às cidades, anuncia nos jornais locais que ali prestará seus serviços. Monta seu estúdio associado a um fotógrafo local e, em alguns casos, acompanhado de seu  filho. Uma vez instalado na localidade, dá início ao trabalho no ateliê e, paralelamente, desenvolve seu projeto maior: os álbuns de vistas.

1882 – Participou da Exposição Continental de Buenos Aires em 1882.

1883 – Anúncio do estabelecimento fotográfico de Menezes & Irmão, sucessores de Christiano Junior & Pacheco (Gazeta da Tarde, 5 de junho de 1883, última coluna).

Christiano Junior desvinculou-se de seu último ateliê, localizado na cidade de Corrientes. Abandonou temporariamente a fotografia, dedicando-se à produção e comércio de vinhos e licores, os quais vendia ao Brasil, à Argentina e ao Paraguai.

1890 – De Buenos Aires, Christiano Junior importou 382 fardos feno, que chegaram no vapor francês Bearn (Jornal do Commercio, 28 de janeiro de 1890, penúltima coluna).

De Buenos Aires, Christiano Junior importou quatro sacos de alpiste, 10 de cevada, 10 de linhaça, seis de milho e 40 caixas de passas e nove de vinho que chegaram no vapor francês Bretagne (Jornal do Commercio, 23 de abril de 1890, quarta coluna).

1892 – Pelo decreto de 21 de dezembro de 1892, foi concedida, por 15 anos, a Christiano Junior, a patente da invenção do processo aperfeiçoado de fabricar vinho de cana (Minas Gerais, Órgão Oficial dos Poderes do Estado, 24 de dezembro de 1992, terceira colunaJornal do Brasil, 26 de dezembro de 1892, quarta coluna, e Relatório do Ministério da Agricultura de 1993).

1901/1902 – Entre esses anos, Christiano Júnior escreveu ainda oito textos autobiográficos publicados no jornal La Provincia: Sueños raros (14/12/1901); Recuerdos de mi tierra, dedicado a seu neto Augusto (1/1/1902), Tempora mutantur (Buenos Aires de 1866 a 1900), dedicado a sua neta Telma (15, 18, 21, 25/1/1902); Un carnaval en mi tierra, dedicado a Pedro Benjamín Serrano ( 8/2/1902); En los Andes, dedicado a Félix M Gómez (1/3/1902); Informalidad y mentira, dedicado a Manuel V. Figuerero (26/3/1902); Brasil de 1855 a 1870, dedicado a Guillermo Rojas ( 5/4/1902), e De Corrientes (17/5/1902) (Recordando Christiano).

1899 – Publicação do livro de sua autoria, Tratado prático de vinicultura, destilaria e licoreria, com prólogo do escritor argentino Eduardo L. Holmberg (1852 – 1937).

1902 – Christiano Junior faleceu em 19 de novembro, em Assunção, no Paraguai. Seu necrológio foi publicado, em 13 de dezembro de 1902, na revista argentina Caras Y Caretas, página 28 :

Em Assunção do Paraguai, onde vivia retirado há muitos anos pintando fotografias, faleceu na semana passada o velho fotógrafo don Christiano Junior, cuja arte para retratar a antiga família portenha era famosa em seu tempo. Junior foi o antecessor de Witcomb e diante de sua objetiva desfilaram as mais conhecidas damas e cavalheiros daquela época. Morreu pobre, privado quase por completo de sua visão, e deixa uma lembrança agradável em todos os que conheceram.’

 

anuncio12 Caras y Caretas, 13 de dezembro de 1902

 

Posteriormente, seus restos mortais foram levados para Buenos Aires e sepultados no cemitério de Olivos.

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

 

 

Cronologia de Moritz (Maurício) Lamberg 18? – 19?)

Cronologia de Moritz (Maurício) Lamberg 18? – 19?)

 

 

1863 – De acordo com a dissertação de Regina Beatriz Quariguasy Schlochauer, A presença do piano na vida carioca no século passadoapresentada ao Departamento de Música da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, sob orientação do Prof. Dr. Amilcar Zani Netto, o pianista Emílio Lamberg, filho de Maurício Lamberg, teria nascido em Pernambuco, em 1863, e ido para para Viena, com a família, aos 3 anos. Segundo noticiado pelo jornal O Paiz, de 18 de agosto de 1919, ele teria falecido com 52 anos em 1919, ou seja, teria nascido em 1867 ou 1868. Com essas informações, pode-se deduzir que, possivelmente, nessa época Maurício Lamberg estava vivendo no Brasil.

1880 – O gerente da Photographia Allemã de Recife, Constantino Barza, anunciou a chegada do fotógrafo europeu Maurício Lamberg para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense Alberto Henschel (1827 – 1882). Lamberg foi apresentado como celebridade europeia e insigne artista, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873 (Diário de Pernambuco, 30 de janeiro de 1880).

O Instituto Moreira Salles possui o álbum Vistas de Pernambuco, com 48 fotografias da cidade de Recife, produzidas por Lamberg em torno desse ano.

 

 

1880 – 1885 – O álbum de sua autoria, Ansichten Pernambuco’ s Recife Photographia Allemã, foi provavelmente produzido nesse período. Dedicado a d. Pedro II, faz parte do acervo da Biblioteca Nacional, e possui 2o fotografias de Recife.

 

 

1881 – Lamberg fez uma petição à Associação Comercial da cidade do Recife para que se ordenasse o registro da escritura da compra que fez do estabelecimento denominado Photographia Allemã, que era de propriedade de Alberto Henschel (1827 – 1882) (Diário de Pernambuco, 19 de setembro de 1881, na quarta coluna).

Alberto Henschel e Lamberg convidavam o público para apreciar os trabalhos de nossa casa, que vão ser exibidos na próxima exposição que terá lugar no Rio de Janeiro (Diário de Pernambuco, 14 de novembro de 1881).

 

 

1884 – Após uma longa temporada de estudo na Europa, o filho de Lamberg, o pianista e organista Emilio Lamberg (1860 – 1919), chegou ao Brasil, no vapor Niger, que havia partido da França (Diário de Pernambuco, 6 de março de 1884, na primeira coluna; e Diário de Pernambuco, de 13 de março de 1884, na primeira coluna). Dias depois, Emilio fez uma apresentação no primeiro andar do sobrado onde ficava a Photographia Allemã, na rua Barão da Vitória, nº 52 (Diário de Pernambuco, 29 de março de 1884, na penúltima coluna). Maurício Lamberg convidou o público para a apresentação de seu filho, no Teatro de Santa Isabel, inicialmente agendada para o dia 19 de abril e depois transferida para o dia 24 do mesmo mês. O recital foi um sucesso e Emilio se apresentou várias outras vezes (Diário de Pernambuco, 9 de abril de 1884, na quarta colunaDiário de Pernambuco, 18 de abril de 1884, na segunda coluna; e Diário de Pernambuco, 27 de abril de 1884, na quinta coluna).

1885 – Foi concedida a Maurício Lamberg, identificado como um súdito austríaco, a carta de naturalização (Diário de Pernambuco, 12 de abril de 1885, na primeira coluna e 29 de abril, na quarta coluna).

Em uma notícia sobre o suicídio de um empregado no estabelecimento Photographia Allemã, localizada na rua Barão da Vitória, em Recife, Lamberg foi identificado como proprietário da casa fotográfica (Jornal do Commercio, 27 de maio de 1885, na quarta coluna; e Diário de Pernambuco, 15 de maio de 1885, na primeira coluna).

1887 – Representando a casa fotográfica Alberto Henschel, seu sócio viajante Lamberg esteve de janeiro a março de 1887, em Vitória, no estabelecimento fotográfico de Ayres, provavelmente Joaquim Ayres, que iniciou sua carreira como funcionário do fotógrafo Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912), no Rio de Janeiro. O estabelecimento seria a Photographia Artística Vitoriense (O Espírito-Santense, 1º de janeiro de 1887, e A Província do Espírito Santo, 26 de fevereiro de 1887, na última coluna, e O Espírito Santense, 2 de março de 1887, na última coluna). Dias depois, Lamberg anunciou a exposição das fotografias produzidas em sua estadia em Vitória (A Província do Espírito Santo, 13 de março de 1887, na primeira coluna). Na época, a Photographia Artística Vitoriense ficava no Largo do dr. João Clímaco, nº 6.

No estabelecimento fotográfico de Alberto Henschel, a Photographia Allemã, na rua dos Ourives, nº 40, atual rua Miguel Couto, no Rio de Janeiro, foi inaugurada uma exposição de vistas fotográficas de pontos do norte do país, produzidas por Lamberg, na época, um dos sócios do ateliê (The Rio News, 5 de maio de 1887, na primeira colunaDiário de Notícias, 20 de maio de 1887, na penúltima coluna sob o título “Vistas fotográficas”; e Novidades, 21 de maio de 1887, na segunda coluna). As fotografias serviriam de modelos para as gravuras em madeira que viriam a ilustrar o livro, na época intitulado “Esquissos sobre o norte do Brasil em relação à colonização”, que estava sendo escrito, em alemão, por Lamberg. Eram imagens de núcleos coloniais, tipos populares, casas coloniais, espécies do reino vegetal, entre outras. Sobre o conjunto de imagens, escreveu-se: é uma coleção curiosa mesmo para quem a vir desacompanhada de texto explicativo (Jornal do Commercio, 22 de maio de 1887, na sexta colunaO Cearense, 20 de julho de 1887, na quarta coluna).

 

 

Em 1º de junho, Lamberg fotografou a família imperial no Palácio Itamaraty. Ficou assim o grupo: ao centro o imperador e a imperatriz; à direita do imperador, a princesa imperial com seu filho o príncipe d. Luiz e junto a si o príncipe d. Antonio e o príncipe do Grão-Pará, o conde d´Eu e o príncipe d. Augusto, ficando estes no segundo plano. À esquerda da imperatriz, figurou sentado o príncipe d. Pedro (O Paiz, 20 de junho de 1887, na quarta coluna, sob o título “Noticiário” e A Federação, 28 de junho de 1887, na primeira coluna).

Na reunião da diretoria da Sociedade Central de Imigração, presidida pelo senador Escragnolle Taunay, após a leitura do expediente, apresentou-se Lamberg, austríaco, que faz sentir a facilidade com que poderiam instalar-se no Brasil vários compatriotas seus, trabalhadores de primeira ordem que na Europa já não podem conseguir certas condições de bem estar. Devido à complexidade da questão, foi pedido para que Lamberg comparecesse na reunião seguinte da diretoria, no dia 5 de maio (A Immigração, 30 de junho de 1887, na segunda coluna).

A visita que Lamberg fez à redação do Correio Paulistano foi registrada pelo jornal com a publicação da matéria “Um estrangeiro amigo no Brasil”(Correio Paulistano, 29 de julho de 1887, na primeira coluna).

 

 

Foi veiculada uma propaganda da Photographia Allemã: Alberto Henschel & Co – Retratos em fotografia e a óleo, sendo estes feitos pelo artista E. Paft e aqueles pelo artista sr. Lamberg. Rua dos Ourives, 40, das 9 horas da manhã às 4 da tarde (Jornal do Commercio, 2 de outubro de 1887, na segunda coluna).

Seu filho, o pianista Emilio Lamberg chegou ao Rio de Janeiro.

1888 – Lamberg e seu filho, o pianista e organista Emilio Lamberg, visitaram a redação do jornal Diário de Notícias. Foi anunciado que Emilio se apresentaria no dia 19 de junho no Club Beethoven, inaugurado em 1882, que abrigava saraus com os principais nomes da música clássica. De acordo com o jornal, Emilio Lamberg havia estudado na Academia de Música de Berlim e nos conservatórios de Viena e de Paris, tendo sido aluno do músico francês Camille Saint-Saens (1835 – 1921). Nesta matéria Lamberg foi identificado como escritor e viajante austríaco (Diário de Notícias, 9 de novembro de 1888, na última coluna, sob o título “Echos e Notas”).

1889 – Seu filho, Manfredo Carlos Lamberg, prestou exames para a Escola Normal, no Rio de Janeiro (Jornal do Commercio28 de janeiro e 12 de fevereiro de 1889, ambos na segunda coluna).

1890 – Mauricio Lamberg foi nomeado professor substituto da cadeira de alemão do Instituto Nacional de Instrução Secundária, atual Colégio Pedro II (Diário de Notícias, 7 de fevereiro de 1890, na penúltima coluna). Inscreveu-se para a vaga de professor efetivo (Jornal do Commercio, 15 de junho de 1890, na terceira coluna).

Foi noticiado que um parecer sobre a obra de Lamberg, um estudo sobre o Brasil sob uma ótica econômica e social, seria apresentado ao presidente do Brasil, marechal Deodoro da Fonseca (1827 – 1892). Para escrever o livro, Lamberg teria viajado durante anos pelo norte e por parte do sul do país (Diário de Notícias, 5 de março de 1890, na penúltima coluna). Uma curiosidade: quando esteve em Santa Catarina, conheceu o fotógrafo e agente consular Albert Richard Dietze (1839 – 1906), que o hospedou. Na ocasião, houve um sarau com dança na casa do anfitrião (O Brazil, pág. 256).

Emilio Lamberg era professor de piano da Academia de Música, fundada em 1885 pelo Club Beethoven. Funcionava na Escola de São José (Gazeta de Notícias, 26 de abril de 1890, no centro da página). Foi admitido como professor de órgão no Instituto Nacional de Música (Jornal do Commercio, 30 de agosto de 1890, na última coluna). Pouco depois viajou para a Europa onde foi acompanhar a construção do órgão encomendado pelo Instituto à casa Wilhelm Sauer, em Frankfurt, na Alemanha (Jornal do Commercio, 17 de novembro de 1890, na sétima coluna). Ficou na Europa até 9 de junho de 1894 (Jornal do Commercio , 20 de agosto de 1904, na sexta coluna).

1892 – Maurício Lamberg embarcou no dia 19 de abril para a Europa a bordo do paquete inglês Clyde, rumo a Southampton e outras escalas (O Paiz, 20 de abril de 1892, na penúltima coluna).

Emilio Lamberg foi demitido do cargo de professor de órgão no Instituto Nacional de Música, a bem do serviço público. Posteriormente, tornou-se um professor particular de sucesso (Diário de Notícias, 26 de agosto de 1892, na terceira coluna e Jornal do Brasil, 26 de agosto de 1892, na primeira coluna).

1894 – Maurício Lamberg estava inscrito para o concurso para amanuense da Diretoria do Interior e Estatísticas, da Prefeitura do Rio de Janeiro (O Paiz, 16 de setembro de 1894, na quinta coluna). Amanuense era o funcionário de repartições públicas que faziam cópias, registros e cuidavam da correspondência.

Foi anunciado que Moritz Lamberg, depois de ter viajado pelo nosso país oito anos, escreveu um importante trabalho – O Brazil, que vai ser editado pela casa H. Lombaerts & C, desta capital. O livro, que será luxuosamente impresso, contém um estudo sobre a nossa história, geografia, fontes de renda, costumes, caráter do povo e 50 fotografias representando trechos de nossas matas virgens e seculares e vistas das cidades mais importantes (O Paiz, 30 de dezembro de 1894, na sexta coluna).

1895 – Transcrição do capítulo  “As classes baixas do Brasil –  caboclos, mulatos, cabras, negros e antigos escravos”, do livro de Lamberg, O Brasil, que ainda não havia sido lançado. O trecho foi traduzido pelo professor Cândido Jucá (1865 – 1929) (Diário de Pernambuco, 13 de fevereiro de 1895, na primeira coluna).

Notícia sobre o livro O Brazil, identificado como um estudo completo da história sociológica do país (A Semana, 16 de fevereiro de 1895, na segunda coluna).

Maurício Lamberg estava relacionado em uma lista da Secretaria do Interior e Justiça do Estado do Rio de Janeiro para completar o sello dos respectivos requerimentos (Jornal do Commercio, 20 de junho de 1895, na terceira coluna).

Na Câmara dos Deputados, era pleiteada uma verba para ajudar a publicação do livro de Lamberg em quatro línguas, como reforço do fomento que o Governo fazia à imigração, estabelecendo superintendências na Europa (O Paiz, 8 de junho de 1895, na quinta coluna, e Jornal do Commercio, 9 de novembro de 1895, na terceira coluna).

1896 – Emilio Lamberg e sua mulher, professores de música, comunicaram sua mudança para Petrópolis (Jornal do Commercio, 2 de fevereiro de 1896, na penúltima coluna).

Maurício Lamberg apresentou à Câmara de Deputados uma petição pedindo isenção de direito para as gravuras e capas que ilustrariam o livro sobre o Brasil que ele estava prestes a publicar (Jornal do Commercio, 4 de dezembro de 1896, na segunda coluna, e The Rio News, 8 de dezembro de 1896, na terceira coluna). O pedido foi indeferido (Liberdade, 2 de dezembro de 1896, na última coluna).

Foi publicado seu livro, O Brazil, editado pela Casa Lombaerts e impresso na Tipografia Nunes, com 381 páginas (Diário do Rio, 2 de abril de 1897, na quarta coluna).

1897 – Maurício Lamberg, identificado como professor, tinha estado no Palácio Itamaraty (O Paiz, 19 de janeiro de 1897, na quinta coluna).

Foi enviado um exemplar do livro O Brazil para a redação do Jornal do Brasil (Jornal do Brasil, 31 de março de 1897, na terceira coluna).

Foi publicado um comentário sobre O Brazil, referido como um importantíssimo livro, cuja edição era primorosa e as gravuras admiráveis de nitidez (Revista Illustrada, abril de 1897, na segunda coluna).

Publicação de uma crítica ao livro O Brazil (A Notícia, 8 de abril de 1897, na penúltima coluna, na coluna “Semana Literária”). Outra crítica foi publicada descrevendo os temas do livro, com a transcrição do trecho em que se refere aos jornalistas atuais (Gazeta de Notícias, 27 de abril de 1897, na primeira coluna). O livro estava à venda na Livraria Laemmert, na rua do Ouvidor, 66 (A Notícia, 26 e 27 de abril, na última coluna).

Em comentário do dr. Figueiredo Magalhães, transcrição de um trecho do livro O Brazil, de autoria de Moritz Lamberg, sobre a pretensa descoberta da vacina amarela pelo dr. Domingos Freire (1849 – 1899), professor da Academia de Medicina no Brasil. Lamberg afirmava que conhecidos dele haviam morrido de febre amarela depois de terem sido vacinados (Jornal do Commercio, 11 de abril de 1897, na primeira coluna). Devido a esse trecho de seu livro, Lamberg foi convidado a comparecer ao Instituto Bacteriológico dr. Domingos Freire a fim de dar esclarecimentos, certo de que se não o fizer no espaço de oito dias sua afirmação será tida como falsa e aleivosa (O Paiz, 13 de abril de 1897, na quinta coluna).

 

 

A Casa Garraux, na rua Quinze de Novembro, em São Paulo, onde estava à venda o livro O Brasil , enviou um exemplar para a redação do Correio Paulistano (Correio Paulistano, 29 de maio de 1897, na terceira coluna).

1898 – O livro O Brasil estava à venda na Livraria A. Lavignasse Filho & C, na rua dos Ourives, 7 (A Notícia, 12 e 13 de agosto de 1898, na última coluna).

Publicação do texto “Viagem ao Pará”, de 12 de outubro de 1898, de autoria de Lamberg. Ele descreveu sua viagem de 14 dias, a bordo do paquete Alagoas, do Lloyd Brasileiro, que partiu do Rio de Janeiro em 24 de setembro de 1898, até o Pará. Tive ocasião de ver de novo as capitais do Norte, que eu havia visitado 13 anos atrás e que descrevi no meu livro Bresilien.  Antes de chegar em Belém, o navio parou nos portos de Vitória, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza e São Luis. Ele exaltou a opulência do Pará: O Pará! Que diferença de todas as outras cidades do Brasil – Aqui não há indústria, toda a riqueza vem da natureza (Jornal do Brasil, 25 de setembro de 1898, na primeira coluna e Gazeta de Petrópolis, 10 de novembro de 1898, na terceira coluna). Em sua passagem por São Luís, no Maranhão, e Belém, no Pará, foi identificado como engenheiro (O Pará, 9 de outubro de 1898, na penúltima coluna, e Diário do Maranhão, 15 de novembro de 1898, na terceira coluna).

Após uma longa estada no rio Acará, retornou a Belém o ilustre explorador Moritz Lamberg (O Pará, 11 de dezembro de 1898, na primeira coluna). Escreveu o artigo “Excursão ao rio Acará (O Pará, 13 de dezembro de 1898, na quarta coluna15 de dezembro de 1898, na última coluna17 de dezembro, na segunda coluna).

1899 – Lamberg regressou ao rio Acará, onde chefiava a discriminação de lotes para a fundação de um núcleo colonial ali (O Pará, 2 de janeiro de 1899, na última coluna).

Lamberg, identificado como ilustre homem de ciência, embarcou no vapor Brasil para Manaus, no Amazonas (República, 18 de maio de 1899, na última coluna).

Lamberg escreveu o artigo “Brasil-Alemanha”, publicado com a assinatura de Julio Lamberg. No dia seguinte, o jornal corrigiu o erro (A República19 de maio de 1899, na segunda coluna, e 20 de maio de 1899, na quinta coluna). O artigo foi uma resposta a uma matéria publicada no jornal A Província do Pará, publicada alguns dias antes, em dia 14 de maio, sobre uma publicação de um jornal de Bremen, na Alemanha, aconselhando o governo alemão a hastear sua bandeira n’um estado do sul do Brasil.

Seu livro, O Brasil, já estava traduzido para o italiano, para o francês e para o inglês. Embarcou para o rio Madeira no vapor Porto de Moz. Ele era sócio correspondente de várias agremiações e revistas de ciência do estrangeiro (Commercio do Amazonas, 8 de julho de 1899, na penúltima coluna).

1900 – No início de fevereiro, estava em Belém (O Pará, 5 de fevereiro de 1900, na penúltima coluna). No paquete Pernambuco, Lamberg regressou do Amazonas para o Rio de Janeiro. Esteve também na Bolívia e no Peru. Trouxe grande cópia de informações geográficas e etnográficas, notas sobre a vida prática e comercial de todas aquelas regiões, uma monografia sobre a borracha e descrição das duas capitais brasileira e da de Iquitos, no Peru, tratando nela da vida social, política e cultural, e grande quantidade de fotografias interessantíssimas dos diversos pontos que percorreu (Jornal do Commercio, 20 de março de 1900, na última coluna)

O livro O Brasil estava no catálogo do leilão da livraria de A. Pinheiro (Jornal do Commercio, 23 de novembro de 1900, na primeira coluna).

1901 – No artigo Por que me ufano de meu país, do poeta mineiro Affonso Celso (1860-1938), foi mencionado que Lamberg afirmava que o céu do Brasil era mais bonito do que o da Europa (A Cidade, 20 de julho de 1901, na primeira coluna).

1902 – Lamberg estava na Áustria comissionado em propaganda de imigração e para ele foi enviado uma via de letra em florins para Viena (O Commercio de São Paulo, 18 de maio de 1902, na sexta coluna).

Na edição de 20 de setembro de 1902 da publicação Relatórios dos Presidentes dos Estados Brasileiros foi transcrito um trecho do livro O Brasil sobre a inferioridade educacional dos fazendeiros do país: O fazendeiro possuía apenas alguns conhecimentos empíricos sobre a lavoura e era por demais fidalgo para se ocupar seriamente com ela…

Sobre a indiferença dos governos em relação à indústria agrícola, foram transcritas algumas palavras de Lamberg, na edição de 20 de setembro da publicação Mensagens do governador do Rio de Janeiro para a AssembleiaA situação lamentável da lavoura teria materialmente falando arruinado qualquer outro país; mas o Brasil assemelha-se ao gigante de Anteu que assim que tocava a terra adquiria novas forças.

1903 – Em um vibrante opúsculo escrito para a colônia italiana que emigra por Pasquale Vincenti e publicado em Nápoles, a obra O Brazil foi mencionada (Gazeta de Notícias, 3 de dezembro de 1903, na terceira coluna).

1904 – No concerto realizado em 14 de agosto, no salão do Instituto Nacional de Música, Emilio Lamberg não pode usar o órgão porque o conservador do mesmo não havia executado os consertos necessários ao instrumento. Devido à reação que teve diante do problema, foi proibido pelo ministro das Belas Artes a alugar o mesmo salão para futuros concertos. Dias depois, Emilio Lamberg afirmou, em uma nota assinada, que sua demissão do Instituto Nacional de Música, quando se encontrava na Europa, em 1892, havia sido o resultado da ação de seus desafetos. Esclareceu que, na verdade, a demissão foi declarada sem efeito, já que o contrato celebrado para que ele fosse o titular do órgão do Instituto havia sido celebrado em 18 de setembro de 1890 e só duraria um ano. Afirmou também já ter quitado sua dívida com o Tesouro Federal. Terminou a nota declarando: Depois disso – creio que posso esperar me deixem em paz os infatigáveis zoilos que tão desumana e covardemente me perseguem. Nada mais direi ainda mesmo provocado. Teve negado seu pedido de reintegração ao cargo de professor da cadeira de órgão do Instituto Nacional de Música (Correio da Manhã, 16 de agosto de 1904, na penúltima colunaJornal do Commercio , 20 de agosto de 1904, na sexta colunaCorreio da Manhã, 28 de agosto de 1904, na quinta coluna e Relatórios do Ministério da Justiça, março de 1905).

1905 – O professor Emilio Lamberg dirigiu um concerto de sucesso, no Club dos Diários, no Rio de Janeiro. Apresentou-se com Annunziata Palermini e Leopoldo Duque-Estrada Júnior (Gazeta Fluminense, 12 de abril de 1905, na terceira coluna).

1906 – Emilio Lamberg, protegido pelo pianista compositor alemão de origem polaca Moritz Moszkowski (1854 – 1925) estabeleceu-se em Paris. Foi assistente do célebre professor de canto polonês Jean Reszké (1850 – 1925). Viajou à Alemanha e à Áustria para conhecer os novos processos da arte pianística (Jornal do Commercio, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna).

1907 – Em abril, Emilio Lamberg deu um concerto na Sala Erard, em Paris (Jornal do Commercio, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna).

1908 – Em março, Emilio Lamberg deu um outro concerto na Sala Erard, em Paris, dessa vez com a participação do violoncelista catalão Pablo Casals (1876 – 1973). Repetiu a apresentação em Londres, o que lhe valeu um convite para tocar, no ano seguinte, na Sociedade Filarmônica, sob a regência de Mr Woord. (Jornal do Commercio, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna).

1909 – Numa apreciação do seu livro O Brasil, Lamberg foi identificado como alemão (A Província, 5 de outubro de 1909, na quarta coluna).

Em Londres, Emílio Lamberg  esteve em um recital do pianista português Vianna da Motta (1868 – 1948) (Jornal do Commercio, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna).

Foi publicada uma notícia sobre um drama histórico escrito por M. Lamberg, provavelmente Maurício Lamberg, identificado como alemão, sobre a proclamação da República no Brasil. O livro, Dom Pedro II von Bragança und sein Paladon, estava sendo impresso em Viena pelo editor F.B. Zelanoroski. Segundo a notícia, o autor referia-se com carinho a Saldanha da Gama (1846 – 1895) e enaltecia o Visconde de Ouro Preto (1836 – 1912) (O Commercio de São Paulo, 13 de novembro de 1909, na penúltima coluna e Diário da Tarde, Paraná, 15 de novembro de 1909, na última coluna). No ano seguinte, 1910, o Jornal do Brasil noticiou ter recebido possivelmente o mesmo drama histórico mencionado, de autoria de Moniz Lamberg, de origem polaca (Jornal do Brasil, 6 de fevereiro de 1910, na terceira coluna).

1910 – Emilio Lamberg fez uma turnê pela Europa com a violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia (1885 – 1950), primeira mulher de Pablo Casals.

1911 e 1912 – Com Pablo Casals, Emilio fez turnês pela Áustria, Alemanha, Holanda, Hungria e Rússia.

1912 – O livro O Brazil foi identificado como uma importantíssima obra sobre o Brasil (Jornal do Commercio, 15 de abril de 1912, na quarta coluna).

1914 – Após uma permanência de oito anos na Europa, Emilio Lamberg retornou ao Brasil e comunicou que voltaria a dar aulas de piano. Nessa matéria, ele descreveu sua vida nesse período europeu (Jornal do Commercio, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna).

1915 – Emilio Lamberg chegou a Curitiba, onde hospedou-se na casa de Raul dos Guimarães Bonjean (Diário da Tarde, Paraná, 5 de janeiro de 1915, na última coluna). Apresentou-se no salão do Ginásio Paraná (Diário da Tarde, Paraná, 19 de janeiro de 1915, na quinta coluna).

Uma propaganda anunciava que Emilio Lamberg havia chegado recentemente da Europa e oferecia aulas de piano no Rio de Janeiro e em Petrópolis (A Notícia, 30 / 31 de janeiro de 1915, na última coluna).

1918 – Emilio Lamberg estava gravemente doente. Em seu benefício, foi realizado um concerto no salão nobre do Jornal do Commercio (O Paiz, 28 de dezembro de 1918, na primeira coluna).

1919 – Emilio Lamberg faleceu, em 16 de agosto, no Hospital Nacional de Alienados, devido a uma arteriosclerose generalizada e foi enterrado no Cemitério São João Batista. Foi rezada uma missa em sua memória na Igreja da Glória (Última Hora, 17 de agosto de 1919, na segunda colunaCorreio da Manhã, 18 de agosto de 1919, na sexta colunaO Paiz, 18 de agosto de 1919, na terceira coluna e Jornal do Commercio, 5 de setembro de 1919, na segunda coluna). No convite para a missa constava como sua mulher Lily Lamberg, que na ocasião estava em Paris, e, como seu irmão, Manfredo Carlos Lamberg (18? – 1921). Osmar, Olga, Elza, Oscar e José Carlos, citados no anúncio, seriam netos de Moritz (Correio da Manhã, 26 de agosto de 1919, na última coluna e O Paiz, 16 de junho de 1926, na quarta coluna).

1921 – Em Minas Gerais, falecimento do engenheiro Manfredo Carlos Lamberg, o outro filho de Moritz. Foi realizada, em sua homenagem, uma missa da igreja da Glória, no Largo do Machado (Correio da Manhã, 7 de março de 1921, na segunda coluna). Sobre ele, Lamberg escreveu no capítulo VIII de seu livro O Brazil: …tinha uma estatura de gigante, a quem a natureza dera ossos duplamente fortes e a força quíntupla de um homem comum. Não era uma grande ilustração mas todos os seus gestos indicavam coragem e energia e seus nos seus olhos refletia-se a  intrepidez.

1957 – Em seu livro, Ordem e Progresso, sobre a transição do regime monarquista ao republicano no Brasil, da abolição da escravatura à Primeira Guerra Mundial, o pernambucano Gilberto Freyre (1900 – 1987), considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX, cita e discorda de uma passagem no capítulo “Pernambuco” do livro Brazil, de Lamberg, a quem se refere como teuto-sergipano do Recife: … A causa de não contribuírem os brasileiros do Norte e do Sul do Império com nenhum trabalho de “importância universal” para as ciências e o saber, julgou encontrá-la Lamberg – esquecido de todo de um José Bonifácio, de um Teixeira de Freitas, de um José Vieira – não “na falta de inteligência e boa vontade” mas “na natureza do habitante do trópico, incapaz de consagrar toda a sua existência ao exame de um problema científico, sacrificando muitos gozos da vida, como faz o sábio das zonas temperadas e frias…” . Lamberg fazia uma exceção a Tobias Barreto (1839 – 1889). Freyre achava significativo Lamberg reconhecer que tanto o Pará como Pernambuco estavam procurando “recuperar o tempo perdido” em relação às artes e às ciências. Em outro trecho, Freyre citou o conselho que Lamberg dava àqueles que contraíssem febre amarela: preferir se consultar com médicos brasileiros, em sua opinião, mais preparados do que os europeus para o tratamento da doença.

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

 

Cronologia de Georges Leuzinger (1813 – 1892)

Cronologia de Georges Leuzinger (1813 – 1892)

 

Retrato de George Leuzinger por Insley Pacheco, c. 1863

Retrato de Georges Leuzinger por Insley Pacheco, c. 1863 / Acervo IMS

 

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Georges Leuzinger. Folha de rosto do Álbum Rio de Janeiro e seus Arredores, c. 1868 / Acervo IMS

 

1813 – Georg Leuzinger nasceu, em 31 de outubro, no cantão de Glarus, na cidade suíça de Mollis, filho de Georg Leuzinger e Sabine Laager. Posteriormente, já no Brasil, adotou para seu nome a grafia francesa Georges.

1817 - Nasceu o único irmão de Leuzinger, Johannes, em 31 de dezembro.

1822 – Nasceu em Saint-Léonard, na França, a futura esposa de Georges Leuzinger, Anne Antoinette du Authier (1822-1898), filha do visconde Du Authier e de Marie-Anne Mounier. Curiosamente, era chamada de Eleonore pela família.

1832 – Em 30 de dezembro, sozinho, falando apenas alemão e com 19 anos, Leuzinger desembarca no Rio de Janeiro, após uma viagem de 54 dias desde o porto de Havre. No Diário do Rio de Janeiro, 2 de janeiro de 1833, terceira coluna, foi noticiada a chegada Bergantim Francez Les Drigas, que trouxe ao Brasil 56 suíços e oito franceses. Vem para trabalhar na Leuzinger & Cia, firma de exportação e importação que pertencia a seu tio, Jean-Jacques Leuzinger. Links para notícias de negócios realizados pela firma do tio: Diário de Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1837, na primeira coluna, sob o título “Entradas no dia 31″; O Paquete do Rio, de 27 de maio de 1837, terceira coluna, sob o título “Entradas do dia 26 de maio”; Pharol do Imperio, de 20 e julho de 1837, sob o título “18 de julho – De portos estrangeiros”; Sete d´abril, de 14 de março de 1839, na primeira coluna).

1839 – Eleonore, futura esposa de Leuzinger, veio morar no Brasil com a irmã, a baronesa de Geslin, dona  do Colégio de Meninas Francês, Português, no Rio de Janeiro. Posteriormente, Eleonore lecionou e dirigiu o estabelecimento.

1840  A firma do tio de Leuzinger foi liquidada.

Leuzinger comprou do também suíço Jean Charles Bouvier a papelaria e encadernação “Ao Livro Encarnado”, na rua do Ouvidor, 36, e abriu seu próprio negócio, em 1º de julho (Jornal do Commercio, 22 de julho de 1840, na terceira coluna). Ao longo das décadas seguintes, com a ampliação de seus negócios, tornou-se proprietário das seguintes firmas: Estamparia de G.Leuzinger, Litografia de G. Leuzinger e Officina Photographica de G.Leuzinger. Reunidas sob a marca G. Leuzinger, eram conhecidas como Casa Leuzinger.

Em 24 de novembro, Leuzinger e Eleonore se casaram, na igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro. O casal, entre 1842 e 1862, teve 13 filhos: Sabine Christine (1842-1915), Anne Marie (1843-1911), Georges Henri (1845 -1908), Mathilde (1846-?), Eugenie (1847-?), Jean Edmond (1848-1916). Victor Ulrich (1849-1877), Léonie Emilie (1851-?), Gabrielle Marie (1853-186?), Paul Alphonse (1855-1927), Elise Georgianne (1856-1927), Georges (1858-1905), e Jules Adolf (1862-1889).

Anunciou a venda de “álbuns, pastas e carteiras de veludo e marroquim dourado, do gosto mais moderno de Paris; caixinhas ricas, contendo papéis diversos com cercaduras pintadas, para bilhetes de convites e cartas para senhoras, com todos os pertences de escrever e outros para pintura e desenho” (Jornal do Commercio, de 28 de dezembro de 1840, na terceira coluna).

1841- Anúncio da Leuzinger, com o endereço da rua do Ouvidor, 36, sobre a venda da Galeria Contemporânea Brasileira ou Colecção de Trinta Retratos de Brasileiros Célebres, desenhados e publicados pelo pintor e fotógrafo francês radicado no Rio de Janeiro, François-René Moreau (1807-1860) (O Despertador, 7 de outubro de 1841, na segunda coluna, sob o título “Annuncios”).

1842 - Leopoldo de Geslin, provavelmente o barão de Geslin, casado com a irmã de Leuzinger, tornou-se seu sócio (Jornal do Commercio, de 10 de maio de 1942, na primeira coluna sob o título “Objectos diversos”). Poucos meses depois, a sociedade terminou (Jornal do Commercio, de 5 de agosto de 1842, na terceira coluna).

1845 – Com litografias do francês Alfred Martinet (1821 – 1875), foram  publicadas as primeiras estampas editadas por Leuzinger, o Panorama circular da baía de Guanabara ( Jornal do Commercio, de 5 de março de 1845, na terceira coluna).

1846 – Leuzinger comprou a estamparia que pertencia a Eduardo Hulsemann (Jornal do Commercio, de 16 de janeiro de 1846, na primeira coluna).

1849 - O único irmão de Leuzinger, Johanes, mudou-se para Muscatine, no estado de Iowa, nos Estados Unidos.

Em parceria com o gravador (abridor) alemão R. Bollenberg, Leuzinger inaugurou uma oficina de estamparia. Oferecia, assim, dois serviços: o da “abrição”, que é a gravação da chapa em metal, e a sua impressão, função da estamparia (Jornal do Commercio, de 12 de julho de 1849, na segunda coluna).

Leuzinger publicou três projetos editoriais: um panorama da cidade, tomado do Corcovado em três partes; um conjunto de paisagem natural e outro de vistas da cidade. Este último foi impresso pela Maison Lemercier, em Paris.

1852 – Leuzinger comprou do francês Jean-Sébastian Saint-Amand uma tipografia, que ficava na rua São José, 64 (Jornal do Commercio, de 3 de novembro de 1852, na primeira coluna).

1853 - Leuzinger comprou uma oficina de litografia.

A Casa Leuzinger publicou o periódico semanal O Emigrado Alemão – Órgão para a colonização, Literatura, Ciências e Política  (Jornal do Commercio, de 18 de junho de 1853na última coluna). 

A partir de daguerreótipos, Leuzinger publicou um conjunto de litografias da cidade do Rio de Janeiro. Anunciou no Jornal do Commercio, de 24 de dezembro de 1853, que as imagens poderiam ser “entregues em Paris, Londres, Hamburgo e Lisboa, conforme a vontade dos subscritores” (no topo da última coluna).

1854 - Imprimiu o periódico Courrier du Brésil, 5 de novembro de 1854..

1855 – Nasceu o décimo filho de Leuzinger, Paul, que teve como padrinho o pintor, escritor e jornalista dinamarquês Paul Harro-Harring (1798–1870)*, que foi um dos maiores ativistas e revolucionários europeus do século XIX. Era amigo de Leuzinger e esteve várias vezes no Brasil: em 1840, para denunciar a violência da escravidão; em 1842 e entre os anos de 1854 e 1855 como refugiado político (Correio Mercantil, de 21 de outubro de 1855, na terceira coluna, sob o título “Saíram ontem desse porto”) .

1856 - Foi aberta a oficina para escrituração da Casa Leuzinger.

1857 – Em dezembro, passou a imprimir o periódico Rio Commercial Journal.

1858 – Segundo registrado no volume XI dos Anais da Biblioteca Nacional, nesse ano, Leuzinger importou dos Estados Unidos “os primeiros prelos e tipos americanos, com que operou uma completa transformação na indústria tipográfica brasileira” (Annaes da Biblioteca Nacional, volume XI, de 1883).

1861 - Seus filhos Edmond e Victor foram estudar na Basiléia, na Suíça.

Leuzinger participou da Exposição Nacional com dois trabalhos na classe “Impressão, encadernação e objetos de escritório”. Recebeu a medalha de prata referente a “Livros grandes de encadernação”.

1862 – Leuzinger participou, pela primeira vez, de uma mostra internacional, a Exposição Universal de Londres.

Após  temporada de estudo, seu filho mais velho, Georges Henri, retornou da Europa e foi trabalhar na empresa do pai. Seria o gerente da Casa Leuzinger por mais de 40 anos.

Leuzinger ganhou a medalha de prata na categoria “Indústria fabril e manual”, da Exposição Nacional (Correio da Tarde, de 16 de março de 1862, na quinta coluna, sob o título “Collaboração”).

1865 – Foi aberto o ateliê de fotografia da Casa Leuzinger, especializado em “vistas da cidade, Tijuca, Petrópolis, Teresópolis e rio Amazonas”, como se lê no verso de uma de suas cartes de visite.

Em 1865 montou então Georges Leuzinger um completo ateliê fotográfico, com todos os aparelhos necessários para viagens para o interior do Brasil, tendo para esse fim contratado um habilíssimo artista fotógrafo para dirigi-lo, que em companhia de vários auxiliares fizeram excursões por essa capital, Petrópolis, Teresópolis, etc., tirando fotografias de tudo o que de mais interessante se encontra na pujante natureza daquelas blíssimas regiões“.

Ernesto Senna em O Velho Comércio do Rio de Janeiro

 

Algumas obras apontam que seu futuro genro, Franz Keller, trabalharia em seu ateliê fotográfico e que teria sido professor, no ateliê, do fotógrafo Marc Ferrez (1843 – 1923), recém chegado da França. Mas esses fatos nunca foram comprovados. Na verdade, durante a década de 1860, Keller ficou bastante ocupado com trabalhos na área de engenharia que realizou com seu pai, o também engenhero Joseph Keller.

1865 a 1875 – Nesse período, Leuzinger realizou a maior e mais importante parte de sua produção fotográfica, que pode ser dividida em cinco séries principais: panoramas e paisagens da cidade do Rio de Janeiro e de seu entorno imediato, vistas de Niterói, vistas da Serra dos Órgãos de Teresópolis e Petrópolis, documentação botânica e documentação etnográfica, botânica e paisagística da região amazônica.

1866 – Seus filhos, Victor e Edmond, já estavam no Brasil trabalhando em seu ateliê fotográfico.

De 19 de outubro a 16 de dezembro de 1866, realizou-se a II Exposição Nacional. A fotografia apareceu pela primeira vez como categoria específica, separando-se do grupo destinado às Belas Artes. Leuzinger ganhou a medalha de prata na categoria “Paisagem”, com nove vistas da cidade e arredores (Semana Illustrada, de 18 de novembro de 1866). Seu trabalho chamou a atenção do pintor Victor Meirelles (1833-1903) que comentou:

“Os trabalhos fotográficos desse senhor primam pela nitidez, vigor e fineza dos tons e também por uma cor muito agradável. Pode-se dizer desses trabalho, que são perfeitos, pois que representam fielmente com todas as minudências os diversos lugares pitorescos de nosso característico país. Algumas provas são obtidas com tanta felicidade que parece antes um trabalho artisticamente estudado e que neste ponto rivalizam com a mais perfeita gravura em talhe doce; direi que estas provas poderiam perfeitamente servir de estudo aos artistas que se dedicam a arte bela da pintura de paisagens. As formas são ali reproduzidas com toda a fidelidade da perspectiva linear, e o que sobretudo torna-se ainda mais digno de atenção é a perspectiva aérea, tão difícil de obter-se na fotografia sem grande alteração.

Aquela gradação dos planos que tão bem se destacam entre si e vão gradualmente desaparecendo no horizonte até o último é obtida de modo a não ter-se mais que desejar, sendo nesta parte notáveis as seguintes vistas:

Gavia do lado da Tijuca, Vale do Andarahy, Montanha dos Órgãos vista da barreira, Vista da Praia Grande, A planície abaixo da cascata na Tijuca, O rochedo de Quebra Cangalhas, Panorama da cidade do Rio de Janeiro, Montanha dos Órgãos do lado de Teresópolis, O Garrafão, e muitas outras que deixaremos de mencionar”.

1867 -Sua filha Sabine Christine  (1842-1915) casou-se com Franz Keller (1835-1890), que passou a assinar Franz Keller-Leuzinger.

Franz e seu pai, o também engenheiro Joseph Keller, foram encarregados pelo governo brasileiro de fazer os estudos preparatórios para a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré. Leuzinger enviou, com eles, o fotógrafo alemão Christoph Albert Frisch (1840 – 1918), que trabalhava em seu ateliê. Partiram em 15 de novembro (Diário do Povo, de 15 de novembro de 1867, na primeira coluna).

Albert Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus … percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses…, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Segundo o livro de Ernesto Senna, O velho commercio do Rio de Janeiro, a expedição fotográfica de Frisch à Amazônia foi fruto de uma solicitação feita pelo suíço Louis Agassiz (1807 – 1873) a Leuzinger.

Satisfazendo ao pedido de Agassiz, fez Leuzinger tirar vistas até Tabatinga, na fronteira do Amazonas com a República do Peru, vistas que serviram não só para os trabalhos científicos daqule sábio, como também para ilustrações europeias. Quando o engenheiro Keller foi em comissão explorar os rios Madeira e Mamoré, Georges Leuzinger mandou um fotógrafo d casa acompanhar a expedição, que trouxe depois daquelas incomparáveis regiões graande cópia de clichês, da flora, da fauna, de paisagens, e fotograafias de silvícolas e de suas tabas, aldeamentos, instruentos, armas, etc. Estas coleções, de graande valor para estudos etnográficos, eram muito interessantes sob qualquer ponto de vista e muito procuradas por viajantes estrangeiros”.

Agassiz havia, entre 1865 e 1866, comandado a Comissão Thayer no Brasil, que percorreu boa parte do território brasileiro entre o Rio de Janeiro e a Amazônia, viagem que deu origem ao livro A journey in Brazil, editado em Boston, em 1868. A comissão foi financiada pelo empresário e filantropo norte-americano Nathaniel Thayer, Jr. (1808-1883), ex-aluno de Agassiz no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard.

Vale lembrar que Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), o futuro chefe da Comissão Geológica do Império (1875 – 1878), integrada pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923), participou da Comissão ou Expedição Thayer – foi a primeira vez que esteve no Brasil.

Leuzinger adquiriu a loja número 33 da rua do Ouvidor, posteriormente renumerada para 31, onde passou a funcionar sua papelaria.

O trabalho do ateliê fotográfico de Leuzinger ganhou uma Menção Honrosa na Exposição Universal de Paris, com um panorama tomado da ilha das Cobras. Foi a primeira premiação internacional do Brasil em fotografia.

O imperador Pedro II (1825 – 1891) pediu a Leuzinger que fotografasse o quadro Os funerais de Atahualpa, do pintor peruano Luiz Montero (1826-1869), que estava fazendo uma exposição no Rio de Janeiro (Jornal do Commercio, de 1º de setembro de 1867, sob o título “Gazetilha”, na sexta coluna).

1869 – A filha de Leuzinger, Gabrielle Marie (1853 – 1869), faleceu em 23 de abril de 1869 (Jornal do Commercio, 29 de abril de 1869, última coluna).

Após sua morte, ela estava quase sorridente, uma figura de anjo e tão branca quanto os lençóis de seu leito. Franz Keller fez seu retrato de perfil para nosso espanto o perfil perfeito de Mathilde quando tinha sua idade, 16 anos, 6 dias e 21 horas e meia” (Carta de Georges Leuzinger para seu filho Paul, que estava vivendo na França, de 2 de junho de 1969).

A obra Flora Brasiliensis, iniciada por Carl Friedrich Phillip von Martius (Erlanger, Alemanha, 1794 – Munique, Alemanha, 1868), renomado naturalista do século XIX, e concluída pelos também alemães August Wilhelm Eichler (1839 – 1887) e Ignatz Urban (1848 – 1931), com a ajuda de 65 especialistas de vários países, foi publicada entre 1840 e 1906. A imagem Silva Montium Serra dos Orgâos Declivia Obumbrans, in Prov. Rio de Janeiro, publicada no fascículo de 1869, foi baseada em uma fotografia de Leuzinger.

 

 

Publicação do catálogo Resultat d’une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro, com as fotografias produzidas pelo fotógrafo alemão Christoph Albert Frisch (1840 – 1918) durante sua viagem pela Amazônia, em 1867.

 

 

1872 – A Casa Leuzinger estava em seu auge. Já tinha recursos como 19 mil quilos de tipos americanos para impressão, um motor a gás com potência de quatro cavalos e dez prelos mecânicos, além de empregar 50 funcionários (Annaes da Biblioteca Nacional, volume XI de 1883).

Em julho, Franz Keller estava na Suíça.

Em 1º de novembro, concedeu aos três filhos mais velhos a sociedade na Casa Leuzinger, passando a firma a se chamar G. Leuzinger & Filhos (Jornal do Commercio, de 8 de maio de 1873, na segunda coluna).

1873 – Leuzinger voltou pela primeira vez à Europa.

A Casa Leuzinger  ocupava um prédio de três andares da rua Sete de Setembro, 35, além do segundo andar do número 37 da mesma rua. Nesses endereços funcionavam as oficinas de pautação, encadernação, douração, e livros para escrituração. A tipografia continuava na rua do Ouvidor, 36.

Com dois panoramas litografados do Rio de Janeiro, Leuzinger participou da Exposição Nacional. Ganhou Menção Honrosa na Exposição Universal de Viena nas duas categorias em que enviou trabalhos: “Fotografia” e “Livros de contabilidade e encadernação”.

1874 – Seu genro e funcionário, Franz Keller (1835-1890), que já havia retornado à Alemanha, publicou o livro ilustrado Do Amazonas ao Madeira (Jornal do Commercio, de 31 de janeiro de 1874, na última coluna).

 

 

Polêmica em torno da vitória de Leuzinger em uma concorrência para a impressão de trabalhos da repartição geral de estatística (Jornal do Commércio1º de setembro, na última coluna; dois artigos no dia 2 de setembro, na quinta coluna da primeira página e na terceira coluna da segunda páginade 3 de setembro, na última coluna; de 4 de setembro, na sexta coluna; e de 5 de setembro, na terceira coluna).

Provavelmente nesse ano, Leuzinger imprimiu o Censo Geral do Império, de 1872, o primeiro da história do Brasil.

1875 – Seu filho Edmond casou-se com Leocádia de Faria e passou a trabalhar na firma do sogro, a Faria, Cunha e Cia.

A Casa Leuzinger participou da IV Exposição Nacional com um álbum composto de quatro fotogravuras impressas pela Casa Goupil, de Paris, e com fotografias de índios e paisagens da Amazônia.

1876 – A Casa Leuzinger participa da Exposição Universal da Filadélfia com material de encadernação. Imprime o primeiro volume dos Anais da Bibliotheca Nacional .

1878 a 1879 - Publicou O Besouro, jornal que trazia litografias impressas a vapor por Ângelo Agostini (1843 – 1910) e Paul Théodore Robin (? – 1897), a maioria de autoria do português Bordalo Pinheiro(1846 – 1905).

1881 – Para preservar seu trabalho como editor de estampas, Leuzinger doou para a Seção de Iconografia da Biblioteca Nacional um conjunto de 114 imagens de gravuras e desenhos.

No Rio Grande do Sul, a Casa Leuzinger participou da Exposição Provincial Brasileira-Alemã.

1882 – Foi realizada a Exposição Continental de Buenos Aires, com a participação da Casa Leuzinger.

1885 - Leuzinger participou da Exposição Internacional de Antuérpia. Foi fundada, em 23 de novembro, a Sociedade Beneficente dos Empregados da Casa Leuzinger.

1889 – A Casa Leuzinger participou da Exposição Universal de Paris.

1892 – Georges Leuzinger morreu em 24 de outubro (Gazeta de Notícias, 25 de outubro de 1892, na quinta coluna e Revista Illustrada, novembro de 1892, na terceira coluna). A família agradeceu às manifestações de pesar (O Tempo, 27 de outubro de 1892, no topo da quarta coluna).

1898 – Morte de Eleonore Leuzinger (Gazeta de Notícias, de 18 de outubro de 1898, no topo da quinta coluna).

Para a elaboração dessa cronologia, a Brasiliana Fotográfica pesquisou em várias fontes, principalmente no Cadernos de Fotografia Brasileira – Georges Leuzinger, do Instituto Moreira Salles, e em diversos jornais da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

Cronologia de Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 – 1937)

Cronologia de Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 – 1937)

 

 

1864 - Luiz do Nascimento Ramos nasceu, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

1883 - Passou a integrar a comissão editorial do jornal O Athleta (1883-1889), vinculado ao Club Caixeiral Porto Alegrense. No período de existência do jornal, escrevia e publicava crônicas bem-humoradas sob os pseudônimos Bitu ou Sancho. O Club Caixeiral Porto Alegrense foi fundado, em 1882, por imigrantes alemães vinculados ao comércio.

1886 – Era um dos integrantes do Club Caixeral que seria homenageado com um espetáculo de gala em honra da simpática e brisosa classe caixeiral, no Theatro São Pedro (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 17 de maio de 1886).

1888 – De novo os comerciários foram homenageados com um espetáculo de ópera no Theatro São Pedro e os integrantes do Club Caixeral, dentre eles Lunara, representaram a classe (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 10 de março de 1888).

Década de 1890 – Em fins dessa década, sua fotografia intitulada Aguadeira foi publicada na revista francesa Photo-Gazette .

 

 

1891 – Trabalhava na firma Caetano Pinto & Franco (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 17 de fevereiro de 1891).

1894 - Contratou casamento com Maria Isabel Borges Ramos (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 10 de maio de 1894, segunda coluna).

1896 - Associou-se a Adwaldo Franco e abriu a firma de importações Franco, Ramos & Cia. Também trabalhava como contador contábil em outras empresas.

c. 1899- Registrava a periferia da cidade aos domingos e utilizava o pseudônimo Lunara para expor suas imagens.

Como fotógrafo amador passou a integrar a associação Sploro Photo-Club, em Porto Alegre, um dos fotoclubes pioneiros do Brasil. Funcionava na Drogaria Ingleza , que pertencia a Sépia, também fotógrafo amador.

 

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Acervo de Imprensa da Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, 1901

 

1899 –  Ele fotografou as festas da inauguração do velódromo da União Velocipédica e algumas ficaram expostas nas vitrines da Drogaria Ingleza, em Porto Alegre. Seu amigo, o fotógrafo Virgílio Callegari (1868 – 1937) faria as ampliações (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 23 de novembro de 1899, segunda coluna).

Lunara participou de um evento promovido pela associação Sploto Photo-Club, na Drogaria Ingleza. O júri do evento era formado por Augusto Daisson, Miguel Weingartner e Virgilio Callegari.

Década de 1900 - Foi editado e publicado o álbum Vistas de Porto Alegre – Fotografias Artísticas, com 20 imagens assinadas pelo fotógrafo amador gaúcho Lunara (1864 – 1937), e produzido pelos Editores Krahe & Cia, cuja loja e livraria ficavam na rua dos Andradas, em Porto Alegre.

 

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Acervo de Imprensa da Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, 1901

 

1900 - Endereçou à Repartição Central da Secretaria de Estado de Negócios do interior e exterior em Porto Alegre uma carta sugerindo a adoção de um novo método marcas e sinais para gado (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 27 de agosto de 1900).

Nascimento de seu filho, Áureo.

1901 – Lunara já era um próspero comerciante e membro da diretoria da Associação Comercial de Porto Alegre.

Recebeu a medalha de bronze no segundo concurso para amadores da fotografia realizado nos salões da fotografia Leterre, na rua da Carioca, com um registro do busto de perfil da filha de um amigo. Fazia parte do júri o fotógrafo Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912), além do escultor Rodolfo Bernardelli (1852 – 1931) e do pintor Hilarião Teixeira (1860 – 1952). Nos dois primeiros lugares ficaram o carioca Narciso Braga e o gaúcho Luiz Manuel de Souza Filho (Jornal do Brasil, de 2 de março de 1901, sexta coluna e A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 9 de março de 1901, segunda coluna).

Realização da Exposição Estadual no Campo da Redenção, quando foi exibido o desenvolvimento da indústria e do comércio do Rio Grande do Sul. Luiz do Nascimento Ramos foi membro do júri do concurso de fotografias que integrava o evento. Os outros membros do júri foram Balduíno Rohrig e Luiz Manuel de Souza Filho (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 10 de março de 1901, quinta coluna). Na ocasião, fotografou todos os pavilhões da exposição. Forneceu as fotografias publicadas na  Revista da Semana, 5 de maio de 1901, uma edição especial comemorativa da Exposição Estadual Riograndense.

1902 – Publicação do artigo intitulado “Artigo Infamante – Aos Amadores de Fotografia no Brasil – Aos profissionais e a meus clientes e amigos “, de autoria de A. Laterre  em resposta a uma publicação de 5 de abril d e 1902 na Gazeta do Commercio, em Porto Alegre, que relatava que durante uma reunião do Sploro Photo-Club, da qual Lunara participou, haviam sido feitos protestos contra um artigo publicado pela revista parisiense Photographie Française, de janeiro de 1902, e também protestos contra o fotógrafo sr. A. Leterre, acusado de prejudicar os fotógrafos amadores do Rio Grande nos concursos que promovia. Nele o fotógrafo Joaquim Insley Pacheco, um dos juízes dos concursos, era mencionado (Jornal do Brasil, 20 de abril de 1902).

Publicação da fotografia “Sono Pesado”, de sua autoria, na Revista da Semana de 16 de novembro de 1902.

1903 - Conquistou medalha de ouro na Mostra Grupal de Artes Plásticas, promovida pelo jornal Gazeta do Comércio. Concorreu com diversas fotografias, dentre elas Águas correntesDois Filósofos e Nhô João, deixa disso…, que fazem parte do álbum Vistas de Porto Alegre.

 

 

Nascimento de sua filha, Zaida (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 28 de julho de 1901, terceira coluna).

1904 – Foi eleito para integrar o conselho fiscal da companhia de seguros marítimos e terrestre Phenix de Porto Alegre (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 11 de março de 1904, terceira coluna).

Foi eleito em 9 de outubro, conselheiro fiscal do Club Caixeiral Porto Alegrense (Almanak Laemert, 1905).

Recebeu 1 voto na eleição municipal para intendente e conselheiro (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 11 de outubro de 1904, terceira coluna).

1904 /1905 – Foram publicados cartões-postais colorizados de Lunara. A maioria pelos Editores Krahe &  Cia.

1905 – Foi eleito diretor da Praça do Comércio de Porto Alegre (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 1 de janeiro de 1905, quinta coluna).

1908 – Foi noticiada a chegada do negociante Luiz Nascimento Ramos ao Rio de Janeiro (O Século, 19 de setembro de 1908, quarta coluna).

Década de 10 – Publicava regularmente seu trabalho na revista Máscara.

1910 – Fotografou uma excursão automobilística (A FederaçãoOrgam do partido Republicano, 14 de novembro de 1910, primeira coluna).

1913 – Lunara foi o testamenteiro do pintor Pedro Weingartner (1853 – 1929).

1922 -Recebeu o prêmio da publicação La Revue de Photographie, de Paris, pela fotografia O Lago (Illustração Brasileira, 24 de junho de 1922).

Publicação da fotografia Sono pesado, de autoria de Lunara (Illustração Brasileira, 15 de agosto de 1922).

1937 – Faleceu em Porto Alegre e, durante décadas, sua obra permaneceu guardada por familiares.

1976 – A jornalista e fotógrafa gaúcha Eneida Serrano (1952 – ) entrou em contato com o filho de Lunara, Áureo, de 76 anos, que mostrou a ela o acervo de seu pai: uma máquina fotográfica, recortes de jornais, 15 chapas de vidro, 13 x 18cm, e dois álbuns com 60 fotografias de sua autoria.

1979 – Eneida Serrano realizou a exposição Lunara – Amador 1900, no Museu de Comunicação Hypólito José da Costa, em Porto Alegre.

2001 – Em homenagem ao fotógrafo, foi inaugurado no centro cultural Usina do Gasômetro, na capital gaúcha, a Galeria Lunara, espaço especializado em fotografias.

Suas fotos foram reunidas no livro Lunara Amador 1900, de Eneida Serrano.

2018 – Exposição, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, de 20 fotografias de autoria de Lunara na 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, realizada em Porto Alegre e Pelotas. As imagens fazem parte do álbum Vistas de Porto Alegre – Photographias Artísticas, do acervo fotográfico do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa.

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

Cronologia de Augusto Malta (1864 – 1957)

 

Cronologia de Augusto Malta (1864 – 1957)

 

1864 – Em 14 de maio, Augusto Cesar Malta de Campos nasceu em Mata Grande, Alagoas, que entre 1902 e 1929 se chamou Paulo Afonso, filho do escrivão Claudino Dias de Campos e Blandina Vieira Malta de Campos, conhecida como Dona Iaiá. Foi batizado em 5 de junho, na matriz de Nossa Senhora de Mata Grande, por Francisco Felix Dias e Sebastiana Bezerra Sidrino. A cerimônia foi celebrada pelo pároco Luiz José de Oliveira Diniz.

1886 / 1887 - Deixou de morar com o padre Antonio Marques de Castilho (18? – 1886), com quem havia ido residir por decisão de seu pai, que queria que ele seguisse a carreira religiosa. Alistou-se no Exército, no Recife. Serviu como cadete sargento. Pretendia seguir a carreira militar, mas, posteriormente, quando cumpriu o prazo de tempo de serviço, foi dispensado.

1888 – Em maio, participou, ainda no Recife, de manifestações a favor da abolição da escravatura.

Chegou ao Rio de Janeiro em fins de 1888, imbuído pelas ideias republicanas. Seu primeiro emprego na cidade foi o de auxiliar de escrita da Casa Leandro Martins, localizada na rua dos Ourives, atual rua Miguel Couto. Na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, nas décadas de 1880 e 1890, há referências ao nome Augusto Malta como professor de caligrafia e também como comerciante, mas acredito ser um homônimo do fotógrafo, já que em entrevista a Charles Julius Dunlop (1908–1987), em 1957, o fotógrafo Malta disse que seu primeiro emprego no Rio de Janeiro foi no comércio, como auxiliar de escrita. No ano seguinte, já era guarda-livros da firma Leandro Martins.

1889 - Era guarda-livros na firma Leandro Martins.

Participou dos acontecimentos de 15 de novembro de 1889, quando foi proclamada a República no Brasil, quando participou de uma manifestação coletiva dos empregados do comércio. No dia seguinte, foi um dos signatários do termo de juramento lido na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, dando posse ao governo provisório republicano (O Paiz, 19 de novembro de 1912, última colunaO Paiz, 27 de dezembro de 1925, segunda colunaCorreio da Manhã, 24 de outubro de 1941, sétima coluna).

 

 

1890 – Por volta desse ano, Augusto Malta visitou a família, em Alagoas, e trouxe, para o Rio de Janeiro, seus irmãos Alfredo e Joaquim Populo. Seus irmãos Fernando e Teófilo vieram para o Rio um pouco depois.

Casou-se com sua prima distante, a alagoana Laura Oliveira Campos (1874 – 1905), filha de Vicente Clementino de Oliveira e Rita Soares de Mello. O casal teve cinco filhos: Luthgardes (05/01/1896 – 05/02/1928), Arethusa (1898 – 31/03/1913), Callisthene (26/07/1900 – 20/02/1919), Aristocléa (21/06/1903 – 03/1934), afilhada do prefeito Pereira Passos; e Aristógiton (25/08/1904 – 15/08/1954). Todas as filhas do casal aqui citadas morreram de tuberculose.

 

augusto

Augusto Malta com os filhos de seu primeiro casamento, c. 1907. Passeio Público, Rio de Janeiro, RJ / Site Family Search – Da esquerda para direita, acima: Arethusa, Malta e Luthgarde; e abaixo, Aristocléa, Aristógiton e Callishene

 

1894  – Fundou uma casa de secos e molhados, a Casa do Ouvidor, na rua de mesmo nome, mas teve que fechá-la. Ficava na esquina da Rua Uruguaiana, mas o negócio não foi avante. “Dei com os burros n’água”, diz ele. Tentou um novo negócio na Rua Larga de São Joaquim, que também não deu certo (Diário de Notícias, 29 de agosto de 1936, terceira colunaCrônica de C. J. Dunlop, do livro Rio Antigo, vol. II, 1956Almanak Laemmert, 1901, segunda coluna).

1895 - Identificado como capitão Augusto Malta, foi um dos homens que segurou a alça do caixão do filho de um militar morto no naufrágio da barca Terceira (Diário de Notícias, 19 de janeiro de 1895, quinta coluna).

Começou, então, a vender tecidos finos e tornou-se o precursor dos vendedores a prestação. Pedalando sua bicicleta, visitava diariamente a freguesia, que era das mais seletas. A Sra. Campos Sales, a Viscondessa de Guai (Sra. Joaquim Elísio Pereira Marinho) e outras damas da alta sociedade, embora não comprando a prestação, davam preferência ao amável vendedor que lhes levava a mercadoria em casa (Crônica de C. J. Dunlop, do livro Rio Antigo, vol. II, 1956).

1900 – Em agosto, foi criado, entre os sócios do Congresso Commercial, o Grupo de Velocemen com o objetivo de organizar passeios ciclísticos pela cidade. Augusto Malta foi aclamado secretário da agremiação (O Paiz, 19 de agosto de 1900, quinta coluna; Semana Sportiva, 25 de agosto de 1900, na seção “Velocipedia”).  Foi noticiado o passeio ciclístico inaugural do grêmio velocipédico (Semana Sportiva, 29 de setembro de 1900, na seção “Velocipedia”).

Um dos clientes de Malta, um aspirante da Marinha, propôs que ele trocasse a bicicleta, que usava para entregar encomendas de tecidos, por uma máquina fotográfica. No início, Malta não aceitou, mas dias depois concordou com a troca. Continuou a vender fazendas, a pé, e começou, então, a se interessar por fotografia. Aos domingos, saía para tirar fotografias com um amigo, também fotógrafo amador. Outros interesses de Malta eram, segundo depoimento de sua filha Amalthea, a leitura e a astronomia.

Integrava o Centro Ciclista, fundado em 2 de dezembro de 1900 (Semana Sportiva, 8 de dezembro de 1900, primeira coluna).

1903 – Identificado como photographo amador e morador da Rua Senador Câmara, foi à polícia reclamar de um assalto a sua casa quando foram inutilizados vários objetos próprios para a photographia (Correio da Manhã, 6 de março de 1903, primeira coluna).

Foi apresentado pelo empreiteiro Antônio Alves da Silva Júnior, fornecedor da Prefeitura do Rio de Janeiro, que já havia visto suas fotografias, ao prefeito, Francisco Pereira Passos (1836-1913), que promovia uma grande reforma urbana na cidade, que ficou conhecida como o “bota-abaixo”. Ele precisava de um fotógrafo para registrar as obras e os imóveis a serem desapropriados para posteriores pagamentos de indenizações. Inicialmente, Malta resisitiu porque a venda de tecidos estava indo bem. Porém seu interesse pela fotografia e sua admiração por Pereira Passos o convenceram. Em junho, pelo Decreto Municipal 445, Augusto Malta foi nomeado fotógrafo da Prefeitura do Distrito Federal. O cargo foi criado para ele e era subordinado à Diretoria Geral de Obras e Viação da Prefeitura. Trabalhou durante 33 anos para a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Fotografou diversos imóveis estavam sendo demolidos para a realização do prolongamento da Rua do Sacramento (Gazeta de Notícias, 30 de maio de 1903, primeira coluna).

Fotografou a Batalha de Flores, o Aquário do Passeio Público e do quartel-general. Foi identificado como um profissional de merecimento e que goza de grandes e justas simpatias. Já era fotógrafo da prefeitura (Jornal do Brasil, 15 de agosto de 1903, quinta colunaCorreio da Manhã, 29 de setembro de 1903, quarta coluna).

1904 – Uma fotografia da Igreja de São Joaquim, de autoria de Malta, foi publicada na edição de abril da revista O Comentário.

 

 

Por volta deste ano, passou a prestar serviços para a The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company Limited – que ficaria popularmente conhecida como Light. Ao longo dos anos, prestando serviços para a empresa, Malta fotografou as atividades modernizadoras da Light no Rio de Janeiro, como a implantação dos bondes elétricos e da iluminação pública.

 

 

Abriu um estúdio fotográfico e trabalhava também para particulares e empresas (Catálogo da Série Negativo em Vidro).

Fotografou a comemoração do Dia do Trabalho, promovida por Domingo Rodrigues Pacheco e Antônio Alves da Silva Júnior, proprietários das pedreiras situadas à rua Conselheiro Bento Lisboa (Correio da Manhã, 02 de maio de 1904, sob o título “Um almoço”). Este último foi quem apresentou Malta a Pereira Passos.

Malta foi um dos fundadores, sócio nº 148 da Sociedade Cartophila Emanuel Hermann, uma associação incentivadora da divulgação de cartões-postais. Ele editava postais de turismo. Hermann (1839 – 1902) foi um professor de Economia que sugeriu aos Correios do Império Austro-Húngaro a emissão dos primeiros cartões-postais.

Foi realizada no escritório do jornal Correio da Manhã uma exposição com as fotos que Malta produziu da Batalha de Flores, e de outras de sua autoria (Correio da Manhã, 29 de setembro de 1904, quarta coluna).

Em 25 de agosto, nascimento de seu filho Aristógiton que, a partir de 1925, o auxiliou como fotógrafo da Prefeitura do Rio de Janeiro.

 

Aristogiton Malta (1896-1954) / Site Family Search

Aristógiton Malta (1904-1954) / Site Family Search

 

1905 – No Concurso de Fotografia promovido pela revista Leitura para Todos, ganhou Menções Honrosas por duas fotos de sua autoria (Leitura para Todos, 1905).

O então prefeito Pereira Passos, na Mensagem enviada ao Conselho Municipal, chamava atenção para a importância do trabalho realizado no laboratório fotográfico da Diretoria de Obras e Viação pela verificação que permitirá aos vindouros da transformação que operam na cidade com os melhoramentos ora em execução.

Falecimento de sua esposa, Laura Oliveira Campos (Jornal do Brasil, 3 de julho de 1905, segunda coluna). Aristógiton passou a morar com uma irmã de sua mãe, a Tia Glória.

 

 

No dia 7 de novembro, ocorreu um incêndio de grandes proporções no Centro do Rio de Janeiro, entre as ruas do Lavradio, da Relação, dos Inválidos e do Rezende. O estúdio e residência de Malta, localizado no Teatro Eden-Lavradio, na rua do Lavradio, nº 96, depois 112,  foi atingido. Ele e a família conseguiram escapar apenas com a roupa do corpo. O prédio havia sido inaugurado em 28 de maio de 1895, mandado construir pelo médico e poeta Luís Delfino dos Santos (1834 – 1910) (O Paiz, 8 de novembro de 1905, sob o título “Pavoroso Incêndio; Correio da Manhã, 9 de novembro de 1905, terceira coluna). Na ocasião, foram destruídos cerca de quinhentos clichês da coleção de Malta de pontos demolidos ou desaparecidos da cidade do Rio de Janeiro, devido à reforma urbana promovida pela Prefeitura.

Entre esse ano e 1907, ocupou imóveis da Prefeitura na Rua do Riachuelo, 22; na Rua Frei Caneca e no jardim do Passeio Público.

c. 1906 – Augusto Malta passou a viver maritalmente com Celina Augusta Verscheuren (16/03/1884 – 1969), que trabalhava desde os 15 anos como babá dos filhos de Malta e Laura. Com Celina, Malta teve mais quatro filhos: Dirce (1907 – 10/1971), Eglé (20/09/1909 – 11/1941), Uriel (28/09/1910 – 05/08/1994) e Amalthea (12/12/1912 – 12/03/2007). Celina era de origem belga e ela e sua irmã ficaram órfãs de pai e mãe, ainda menores. Os pais deixaram uma quantia razoável de dinheiro e as meninas foram internadas em um pensionato na Glória. Com 15 anos, como já mencionado, Celina foi trabalhar na casa da família Malta. Sua irmã tornou-se professora.

Fotografou a Conferência Internacional Pan Americana, inaugurada, no Rio de Janeiro, em 23 de julho. Durante o evento, conheceu diplomata, escritor e  político Joaquim Nabuco (1849–1910), na época representante do Brasil nos Estados Unidos. Tornaram-se amigos.

Em setembro, feriu sua mão esquerda fazendo experimentos com a câmara escura (Correio da Manhã, 12 de setembro de 1906,a primeira coluna, abaixo de “Assistência à Infância”).

Foi identificado como major, além de fotógrafo da Prefeitura, quando fez uma visita ao ministro da Justiça e Negócios Interiores, Felix Gaspar de Barros e Almeida (1865 – 1907), que foi fotografado por ele (Correio da Manhã, 26 de setembro de 1906, na seção “Do Maranhão”, na sexta coluna; Correio da Manhã, 27 de setembro de 1906, penúltima coluna). Sua carta patente de major da Guarda Nacional foi assinada pelo então presidente da República, Afonso Pena (1847-1909).

1907 – Na Rua Castorina, sofreu um acidente de carro com seus amigos Durão e Machado. Segundo Malta, não fora a ahabilidade do chauffeur, atirando o auto contra o barranco, teríamos ido todos para o fundo do grotão (Correio da Manhã, 13 de março de 1953).

Foi à Polícia denunciar o roubo de um anel com brilhante de uma de suas filhas (O Século, 9 de janeiro de 1907, quarta coluna).

Fotografou a festa de 10 anos da formatura dos médicos da turma de 1897 da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, dentre eles os médicos Miguel Pereira (1871–1918) e Moncorvo Filho (1871-1944)  (Correio da Manhã, 4 de fevereiro de 1907, terceira coluna).

Assinou a ata da inauguração da sub-estação provisória da Light and Power (O Paiz, 31 de julho de 1907, penúltima coluna).

Malta apareceu em duas fotos da revista O Malho. Na primeira, de 3 de agosto de 1907, foi fotografado durante a queima das listas e cadernetas que serviram para o recenseamento feito pelo ex-prefeito Pereira Passos. Na edição de 10 de agosto, foi fotografado participando da inauguração oficial, pela Light and Power, do serviço de distribuição de energia elétrica, produzida por motor hidraúlico, no Rio de Janeiro.

Participou com fotografias que documentavam as transformações do Rio de Janeiro da Terceira Exposição do Photo-Club e primeira do Salão Livre de Belas Artes, promovida pelo Photo-Club. A mostra, realizada no Museu Commercial, na avenida Central, contava com 170 fotografias e 142 pinturas (Gazeta de Notícias, 13 de agosto de 1907, sob o título “Nossos Artistas”).

 

 

Ganhou o terceiro prêmio na categoria de profissionais. O júri não considerou nenhum dos trabalhos merecedores do 1º e 2º lugares (O Paiz, 28 de agosto de 1907, abaixo da propaganda “Retalhos e Saldos”).

Fotografou, no Palácio do Catete, o almoço oferecido pelo presidente da República, Afonso Pena (1847 – 1909), ao político francês Paul Doumer (1857 – 1932), futuro presidente da França, entre 1931 e 1932 (Correio da Manhã, 9 de setembro de 1907, última coluna).

No dia do aniversário da Liga dos Maquinistas, Eletricistas e Metalúrgicos, Malta fotografou a estatueta e Colombo (Jornal do Brasil, 18 de outubro de 1907, quinta coluna).

Publicação de uma fotografia de autoria de Augusto Malta na revista Renascença, de dezembro de 1907, no artigo Terceira Exposição Artística do Photo-Club. É identificado como aquele que mais pratica a ampliação, gênero em que é habilíssimo (Renascença, dezembro de 1907).

 

 

1908 –  Seu endereço era Rua do Lavradio, 90 (Almanak Laemmert, 1908).

Colaborou com fotografias na revista Exposição Nacional, edição especial da Revista da Época, dirigida por Carlos Vianna (18? – 19?) e Lima Barreto (1881 – 1922) (O Paiz, 21 de julho de 1908, segunda colunaO Paiz, 13 de agosto de 1908, segunda coluna).

Visitou a seção de Alagoas, da Exposição Nacional de 1908. Estava instalada na antiga Escola Superior de Guerra. Foi identificado como o decano de nossos instantanistas (O Paiz, 21 de julho de 1908, quarta coluna).

Ganhou a medalha de ouro na seção de Artes Liberais da Exposição de 1908 (Gutemberg, 30 de dezembro de 1908, terceira coluna).

1909 – A Prefeitura, através da Diretoria de Estatística, ilustrou o guia La ville de Rio de Janeiro et ses environs com algumas de suas fotografias (Catálogo da Série Negativo em Vidro).

 

 

Negociava artigos fotográficos na Rua da Saúde, 51 (Almanak Henault, 1909, primeira coluna).

Esteve em um acidente – a carruagem em que estava partiu-se em duas após passar em ruas esburacadas do Rio de Janeiro (A Imprensa, 21 de abril de 1909, segunda coluna).

O hiper conhecido photographo Malta encontrou os equipamentos fotográficos que haviam sido roubados de sua casa, na Rua da Relação, nº 37. O larápio também chamava-se Henrique Krauss (Gazeta de Notícias, 12 de agosto de 1907, penúltima colunaCorreio da Manhã, 12 de agosto de 1909, penúltima colunaA Notícia, 26 de agosto de 1909, sob o título “Apprehensão de Furto“; O Paiz, 27 de agosto de 1909, quinta coluna).

Foi extinto o cargo de Malta, que ficou adido à Subdiretoria de Serviços da Carta Cadastral, na Diretoria de Obras e Viação. Prestou, então, serviços particulares de fotografia para o ex-prefeito Pereira Passos (Correio da Manhã, 3 de outubro de 1909, terceira coluna).

Passou a ser sócio efetivo do Centro Alagoano (O Século, 7 de outubro de 1909, sob o título “Centro Alagoano“).

Participou de um concurso de Casa Velhas promovido pela Gazeta de Notícias (Gazeta de Notícias, 15 de novembro de 1909, segunda coluna).

Com o prefeito do Rio de Janeiro, Serzedelo Correa (1858-1932), visitou a Villa Ipanema e participou da inauguração da área de diversões da Brahma (O Paiz, 29 de novembro de 1909, sob o título “Villa Ipanema”).

Prestava serviços fotográficos particulares para Pereira Passos.

Participou da segunda visita do Governador da Cidade ao esplêndido bairro de Copacabana. O governador da cidade era Serzedelo Correia (1858 – 1932) (O Copacabana, 19 de dezembro de 1909, primeira coluna).

1910 - Sua oficina fotográfica ficava na Avenida Central, 92 (Almanak Laemmert, 1910, última coluna).

Criou o Centro Fotográfico de Propaganda no Brasil.

Ficou à disposição da Diretoria de Instrução para que fotografasse estabelecimento municipais de ensino (Correio da Manhã, 4 de março de 1910, última coluna).

Por ocasião de seu aniversário, foi saudado na coluna “Vida social” como um rapaz ativíssimo e comunicativo cujos enormes óculos dão a impressão de duas objetivas perpetuamente postas diante dos olhos vivos… Na mesma coluna, cerca de um mês depois, foi noticiado que ele estava adoentado (O Paiz14 de maio de 1910, primeira coluna19 de junho de 1910, penúltima coluna).

 

 

Integrou o grupo do Centro Alagoano que visitou o destroyer Alagoas. Em 4 de setembro, esteve presente na eleição da nova diretoria da associação (O Paiz18 de julho de 1910, primeira coluna9 de setembro de 1910, primeira coluna).

Por ordem do prefeito Serzedelo Correa, foi posto à disposição da comissão de inspeção escolar (Gazeta de Notícias, 6 de agosto de 1910, na seção “Prefeitura“).

Em 28 de setembro, nascimento de Uriel (1910 – 1994), que posteriormente trabalhou como fotógrafo na Prefeitura do Rio de Janeiro.

 

Uriel Malta / Site Family Search

Uriel Malta (1910 – 1994) / Site Family Search

 

1911 – Em junho, fotografou o presidente da República, Hermes da Fonseca (1855 – 1923).

Foi autorizado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Bento Ribeiro (1856-1921), a organizar a galeria dos ex-prefeitos (Gazeta de Notícias, 10 de julho de 1911, na seção “Prefeitura“; O Paiz, de 17 de julho de 1911, quinta coluna).

Fazia parte de um grupo de moradores da Rua Camerino que entregou ao prefeito, Bento Ribeiro, uma reclamação em relação ao estado de calçamento da referida via, uma das mais movimentadas da cidade (Correio da Manhã, 9 de setembro de 1911, última coluna).

 

 

 

Em outubro, lançou, em edição de autor, o Álbum geral do Brasil, primeiro fascículo de uma coleção de fotos do Rio de Janeiro e de outras cidades brasileiras (Jornal do Commercio Edição da Tarde, 28 de outubro de 1911, quinta colunaFon-Fon, 28 de outubro de 1911, terceira coluna).

 

 

Entre novembro de 1911 e 1917, foi um dos fotógrafos da revista A FaceiraAs senhoras e senhoritas que quisessem figurar na A Faceira poderiam ter seus retratos executados por Malta ou por Albuquerque & Flosculo de Magalhães em troca da aquisição de 25 exemplares da revista (A Faceira, novembro de 1911, segunda coluna).

 

 

1912 – Identificado como insigne photographo que é atualmente o dedicado historiador da fixação em clichês oportunos dos fatos e figuras mais interessantes da evolução do Rio de Janeiro, foi noticiado que Malta estava expondo no salão da reportagem da Prefeitura do Rio de Janeiro fotografias que seriam enviadas pelo prefeito, Bento Ribeiro, à comissão brasileira da Exposição Internacional de Tuberculose em Roma, na Itália (O Paiz, 1º de fevereiro de 1912, quarta colunaCorreio da Manhã15 de fevereiro de 1912, última coluna16 de fevereiro de 1912, penúltima coluna).

Malta requereu a contagem de tempo de serviço para a aposentadoria, incorporando o período em que prestou o serviço militar (O Paiz, 24 de abril de 1912, penúltima coluna).

Fotografias de sua autoria foram solicitadas e enviadas para Delfim Carlos (18? – 19?) e Abdon Milanez (1858 – 1927), chefes do Escritório de Informações do Brasil em Paris e na Suíça, respectivamente. Seriam expostas no referidos escritórios Correio da Manhã, 8 de maio de 1912, primeira coluna).

Solicitou ao Ministério da Fazenda a classificação dos cartões-postais que importaria da Alemanha. A falta de classificação gerava problemas alfandegários (O Paiz20 de setembro de 1912, penúltima coluna25 de setembro de 1912, segunda colunaCorreio da Manhã, 4 de dezembro de 1912, quarta coluna).

Bento Ribeiro, prefeito do Rio de Janeiro, ordenou que Malta fotografasse os prédios que seriam demolidos para a realização do prolongamento da Avenida Gomes Freire (A Notícia, 8 e 9 de outubro de 1912, penúltima coluna).

1913 – O Tesouro Nacional autorizou o pagamento a Malta pelo fornecimento de fotografias e de um álbum ao Ministério da Agricultura (Correio da Manhã, 9 de janeiro de 1913, penúltima coluna).

Falecimento de sua filha, Arethusa, em 31 de março (Site Family Search – Registro de Óbito; O Paiz, 5 de abril de 1913, primeira coluna).

 

Augusto Malta. Aristocléa e Aristógiton no velório de Arethusa, 31 de março de 1913 / cervo MIS-RJ

Augusto Malta. Aristocléa e Aristógiton no velório de Arethusa, 31 de março de 1913 / Acervo MIS-RJ

 

O prefeito Bento Ribeiro recriou o cargo de fotógrafo oficial da Prefeitura com todas as vantagens e Malta foi reconduzido à sua antiga posição (Catálogo da Série Negativo em Vidro).

Bento Ribeiro determinou que Malta atendesse as requisições de trabalhos fotográficos feitas por Ataulpho Paiva, presidente da Comissão de Estatística dos Estabelecimentos e Instituições de Caridade e Assistência Públicas ou Privadas (Correio da Manhã, 22 de julho de 1913, segunda coluna).

Foi criada em 28 de outubro de 1913, a Associação dos Photographos de Imprensa, provavelmente a primeira do gênero, no Brasil. Entre seus fundadores estavam Augusto Malta e Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, produzidas em 1916. A fotografia abaixo, foi publicada na revista Fon-Fon, de 1º de novembro de 1913, e  está assinada por F. Garcia, o presidente da então recém criada associação.

 

 

Na ocasião, fotógrafos de jornais e revistas da então capital federal reuniram-se na casa 106, da Rua São José, criaram a associação e elegeram a seguinte diretoria, que regeria os destinos da entidade por um ano: na presidência, Francisco Garcia; na vice-presidência, Arthur do Carmo; Jayme Ramalho e Benjamin Vernaut, primeiro e segundo secretário, respectivamente; Carlos Chapelin, tesoureiro; e José Teixeira, procurador.

O objetivo da Associação dos Photographos de Imprensa era a união da classe, a assistência em caso de caso de doença, etc (Revista Moderna, 25 de outubro de 1913A Noite, 28 de outubro de 1913, última colunaCorreio da Manhã, 29 de outubro de 1913, quarta colunaO Paiz, 29 de outubro de 1913Fon-Fon, 1º de novembro de 1913).

 

 

1914 - Integrou um grupo que foi verificar a poluição da Baía de Guanabara. Fazia parte do trupo o médico Mendes Tavares (1873 – 1965) (O Paiz, 16 de março de 1914, quinta coluna).

A filha de Malta, Callisthenes, que completava 14 anos, era fotógrafa e auxiliava o pai em sua oficina fotográfica (O Paiz, 26 de julho de 1914, terceira coluna).

 

 

 

No Palácio da Guanabara, retratou o presidente da República, Wenceslau Brás (1868-1966) (Gazeta de Notícias, 14 de dezembro de 1914, última notícia da terceira coluna).

1915 – Foi noticiado o aniversário da filha de Malta, Luthgardes (O Paiz, 5 de janeiro de 1915, terceira coluna).

Declarou que não tinha mais nenhuma ligação com a então recentemente fundada revista A Escola, dirigida por Dionysio de Cerqueira e Damon José de Siqueira; e para a qual ele havia prestado serviços profissionais (A Rua, 23 de outubro de 1915, terceira colunaO Paiz, 6 de novembro de 1915, penúltima coluna).

1916 – Foi noticiado o aniversário da filha de Malta, Aristocléa (O Paiz, 21 de junho de 1916, quarta coluna).

1917 – Malta, por ocasião do centenário da Revolução Pernambucana de 1817, ofereceu ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, uma ampliação com os retratos de José Luiz Mendonça e Domingos Martins, membros do governo provisório da Revolução Pernambucana  (A Faceira, 16 de março de 1917, última coluna).

Durante toda a década de 1910, foi atuante no Centro Alagoano (O Paiz, 16 de setembro de 1917, quinta coluna).

1918 – Apoiou a decisão do Centro Alagoano de não abrir um inquérito contra Goulart de Andrade (1881 – 1936) (Rio-Jornal, 9 de maio de 1918, segunda coluna).

1919 – Assinou com outros membros do Centro Alagoano uma declaração de apoio à candidatura de Ruy Barbosa (1849 – 1923) à presidência da República (Jornal do Brasil, 24 de janeiro de 1919, quarta coluna).

Em 20 de fevereiro, falecimento de Callisthene, filha de Malta. Seu apelido era Nem (Gazeta de Notícias, 21 de fevereiro de 1919, quarta colunaO Paiz, 25 de fevereiro de 1919, quarta colunaFon-Fon, 15 de março de 1919, última coluna).

Foi inaugurada a nova sede do Centro Alagoano, sob a direção de Augusto Malta, na rua São José nº 34 (Gazeta de Notícias, 9 de março de 1919).

Com uma nota ilustrada com foto, foi noticiado o aniversário de Augusto Malta (Gazeta de Notícias 14 de maio de 1919).

 

 

Fez uma declaração em relação ao fechamento do Centro Alagoano devido a suposta realização de jogos proibidos. Segundo Malta, tesoureiro da associação, a polícia foi arbitrária (Rio-Jornal22 de junho de 1919, penúltima coluna24 de junho de 1919, primeira coluna).

Conforme uma regulamentação realizada em julho, a Diretoria de Obras e Viação passa a contar com mais um fotógrafo (Decreto nº 1365 de 22 de julho de 1919, Catálogo da Série Negativo em Vidro).

Seu filho, Uriel, então com nove anos, sofreu um acidente em casa e fraturou o braço e o antebraço direitos (Gazeta de Notícias, 19 de junho de 1920, sexta coluna; O Jornal, 19 de junho de 1920, terceira coluna).

Foi encarregado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Sampaio (1861 – 1930), de organizar uma completa coleção de vistas e panoramas do Rio de Janeiro que seriam colocadas no salão de leitura do  couraçado São Paulo, que trariam os reis da Bélgica -Alberto I (1875 – 1934) e a rainha Elisabeth (1876 – 1965) ao Brasil, entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920. Foi a primeira realizada por uma monarca europeu à América do Sul.

Foi encarregado de fotografar e organizar um álbum da festa infantil que se realizaria na Quinta da Boa Vista em homenagem aos reis belgas. Por solicitação dos organizadores do álbum Bélgica-Brasil, forneceu vários clichês para o trabalho que seria oferecido ao rei belga (Jornal do Brasil, 28 de setembro de 1920, última colunaO Paiz, 28 de setembro de 1920, última coluna).

Foi o organizador do álbum de fotografias oferecido pelo Club de Engenharia aos reis belgas. Foi confeccionado pela Casa Heitor Ribeiro & C e continha 120 vistas da cidade do Rio de Janeiro e seus principais monumentos (Jornal do Brasil, 16 de outubro de 1920, penúltima coluna).

Esteve presente à inauguração da Gruta da Imprensa (Correio da Manhã, 7 de dezembro de 1920, segunda coluna).

Seu irmão, Espiridião Malta, negociante no estado do Amazonas, encontrava-se no Rio de Janeiro (Jornal do Brasil, 16 de dezembro de 1920, primeira coluna).

1920 / 1921- Por suspeita de irregularidades, a Comissão da Caixa Mútua do Centro Alagoano requereu ao gerente os livros e mais papéis. Malta pediu demissão do cargo de tesoureiro. Durante a assembleia, realizada em 29 de agosto de 1920, do Centro Alagoano, foi proibida a entrada de Malta, ex-tesoureiro da associação, na sua sede e seu retrato foi retirado da galeria de beneméritos, por ordem do presidente da associação, Raymundo de Miranda. Malta foi processado pelo crime de injúrias impressas (Jornal do Commercio15 de maio de 1920, quinta coluna20 de agosto de 1920, penúltima coluna23 de março de 1921, oitava colunaO Imparcial24 de agosto de 1920, quarta coluna1º de setembro, quarta coluna Razão, 30 de agosto de 1920, primeira coluna).

1921 – Identificando-se como um apaixonado colecionador fotográfico da história retrospectiva do Rio de Janeiro, justificativa para de vez em quando meter o bedelho no assunto, enviou uma carta à redação de O Jornal fazendo alguns esclarecimentos acerca do arrasamento do Morro do Castelo (O Jornal, 8 de abril de 1921, quarta coluna).

1922 - Pela primeira vez, devido ao acúmulo de trabalho ocasionado pela Exposição do Centenário da Independência, Malta contratou um ajudante – seu irmão, Teófilo.

Esteve presente à exumação da urna que continha os despojos mortais do fundador do Rio de Janeiro, Estácio de Sá (1520 – 1567) (A Rua,16 de janeiro de 1922, última coluna).

1924 – Recebeu o título de sócio da Associação Brasileira de Imprensa, ABI, na época, presidida por Raul Pederneiras (1874 – 1953) (O Paiz, 23 de fevereiro de 1924, terceira coluna). Entre os jornalistas, seu apelido era Pelanca. Outros       dois jornalistas também tinham esse apelido e o grupo era chamado Os três Pelancas.

1925 – Quando prestava um serviço para a Sul América, uma explosão ocasionada pelo flash de sua máquina fotográfica dilacerou um de seus dedos. Malta foi operado e ficou internado no Hospital da Ordem Terceira da Penitência. Seu filho, Aristógiton, começou a auxiliá-lo na Prefeitura (O Paiz, 16 de julho de 1925, terceira colunaCorreio da Manhã, 16 de julho de 1925, terceira coluna).

Segundo o artigo de Regina da Luz Moreira, Augusto Malta, dono da memória fotográfica do Rio, publicado no Portal Augusto Malta do Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, em termos técnicos, Malta manteve-se sempre fiel ao seu equipamento, só admitindo mudanças a partir do momento em que o filho Aristógiton passou a trabalhar com ele. Foram então introduzidas câmaras americanas e alemãs, as mais modernas então existentes. Mesmo assim, até praticamente os 90 anos continuou a fotografar com chapas de vidro, optando, no entanto, pelas de tamanho mais reduzido, como as de 13 cm por 18 cm.

1926 – Fotografou a inauguração da estrada e Barra de Guaratiba (Jornal do Brasil, 10 de julho de 1926, penúltima coluna).

A Secretaria de Agricultura e Obras Públicas autorizou um pagamento a Malta (Jornal do Commercio, 11 de agosto de 1926, quarta coluna).

Foi noticiado o aniversário de Eglé, filha de Malta (A Noite, 20 de setembro de 1926, penúltima coluna).

Foi noticiado o aniversário de Uriel, filho de Malta (A Noite, 28 de setembro de 1926, terceira coluna).

1927 – A coluna “Registo”, do Jornal do Commercio, recebeu de Malta uma fotografia onde as moças retratadas apareciam sem cabeça. O tema da fotografia eram as pernas das jovens (Jornal do Commercio, 27 de janeiro de 1927, quinta coluna).

Deu assistência a uma menor que foi atropelada na Rua General Câmara, onde residia (Correio da Manhã, 19 de março de 1927, quarta coluna).

Sua filha, Amalthea, foi admitida non primeiro ano do Curso Completar anexo à Escola Profissional Rivadávia Correa (Jornal do Brasil, 21 de março de 1927, primeira coluna).

1928 – Em 5 de fevereiro, falecimento da professora municipal Luttgardes, filha de Malta. Morava com seus pais na Rua General Câmara, 260 (Jornal do Commercio, 7 de fevereiro de 1928, penúltima coluna12 de fevereiro de 1928, penúltima coluna; O Imparcial, 7 de fevereiro de 1928, segunda coluna).

Foi publicada uma fotografia produzida por Malta, com água pelos joelhos, de uma inundação na Rua do Senado, ocorrida em 21 de março de 1909 (Jornal do Brasil, 15 de abril de 1928).

 

 

Augusto Malta reproduziu o exemplar nº 1 da mensagem que seria atirada sobre o navio Arcona, em que Santos Dumont (1873 – 1932) retornava ao Brasil. Trazia as assinaturas dos passageiros do hidroavião Santos Dumont, todos mortos em um desastre ocorrido diante dos olhos do homenageado, em 3 de dezembro. Malta reproduziu o documento tal como foi recolhido do mar. O Santos Dumont era conduzido pelo comandante alemão August Wilhem Paschen e transportava uma tripulação de nove passageiros composta por amigos de Santos Dumont e personalidades da época (Correio da Manhã, 4 de dezembro de 1928, quarta coluna).

1929 – Publicação de uma fotografia de autoria de Malta do diplomata Joaquim Nabuco (1849 – 1910) e do conselheiro Antônio Prado (1840 – 1929) (Fon-Fon, 4 de maio de 1929).

 

 

Alistou-se como sócio efetivo e contribuinte da Cruzada contra a Tuberculose (O Paiz, 12 de setembro de 1929, terceira coluna).

Publicação de uma fotografia , de autoria de Malta, da Festa da Bandeira, realizada na Prefeitura do Rio de Janeiro (Fon-Fon, 30 de novembro de 1929).

 

 

1930 – Ao longo dessa década, suas fotos ilustraram artigos de Ulysses de Aguiar, um dos pseudônimos de Luiz Gastão d’ Escragnolle Dória (1869-1948), na Revista da Semana, e também de outros autores (Revista da Semana, 2 de fevereiro de 1935, 2 de março de 193527 de julho de 193522 de outubro de 1938).

Em 13 de maio, foi inaugurada, na Associação Brasileira de Imprensa, sua primeira exposição individual de fotografias, “O Rio de Janeiro Antigo” .

“Quando o doutor Pereira Passos tomou conta das rédeas da República, os caprichos do acaso – que sempre acompanham, aliás, os artistas predestinados a vencer – atiraram Augusto Malta e sua máquina fotográfica para o campo visual do remodelador do Rio colonial. Cargo este que até hoje Augusto Malta vem exercendo a contento e com elogiosas referências de todos os altos administradores que têm passado pelo palácio da Praça da República”.

Trecho do artigo Tilburis, de Júlio de Azurem

Jornal do Brasil, 31 de dezembro de 1930

 

1931 – Todas as fotografias publicadas na reportagem A cidade e seus governadores na República…e o que se tem feito de Barata Ribeiro a Adolpho Bergamini, da edição de 20 de janeiro de 1931 do Jornal do Brasil eram de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 21 de janeiro de 1931, sexta coluna).

Publicação de uma foto de autoria de Malta com o escultor Rodolpho Bernardelli (1852 – 1931), falecido recentemente, em 7 de abril de 1931, modulando o busto do então prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos (Jornal do Brasil, 10 de abril de 1931).

 

 

N0 dia de seu 67º aniversário, publicação de uma pequena homenagem a Malta, chefe operoso do Gabinete Fotográfico da Prefeitura, mencionando seu arquivo raro e precioso sobre os aspectos do Rio Antigo (Jornal do Brasil, 14 de maio de 1931, terceira coluna).

 

 

Publicação de uma fotografia da filha de Malta, Eglé, no dia de seu casamento com o engenheiro civil Ricardo Kossat ou Kossatz (Jornal do Brasil, 28 de janeiro de 1931, terceira coluna; Fon-Fon, 18 de julho de 1931).

 

 

O prefeito colocou Malta à disposição do diretor da Instrução Pública (Correio da Manhã, 4 de novembro de 1931, última coluna).

1932 –  Malta e João Montenegro Cordeiro (18? – 19?) foram nomeados fotógrafos e Aristógiton foi nomeado auxiliar de fotografia da Diretoria de Engenharia da Prefeitura (Jornal do Brasil, 3 de março de 1932, segunda coluna; Correio da Manhã, 3 de março de 1932, quinta coluna).

Por volta deste ano, Malta deixou de prestar serviços para a Light.

 

 

Malta começou a organizar o arquivo histórico e fotográfico dos serviços executados. Começou então a fornecer ao Arquivo Público as fotografias relativas ao desenvolvimento da cidade ou de cerimônias realizadas.

1933 – Publicação de imagens – do Convento da Ajuda, da Cinelândia, da Quinta da Boa Vista – todas do arquivo de Augusto Malta (Revista Municipal de Engenhariajaneiro de 1933setembro de 1933).

Publicação de uma fotografia das matas da Tijuca, de autoria de Malta (Revista Nacional de Educação, fevereiro de 1933).

 

 

1933 – Aristógiton Malta casou-se com Helena de Freitas Moitinho (1906 – 1975), no Rio de Janeiro. Tiveram seis filhos: Marcus Moitinho Malta (193? – 1977), Maryse Malta Muller (193? – ), Mauro Moitinho Malta (c. 1938 – ), Marcelo Moitinho Malta (1940 – 2020), Antonio Carlos Moitinho Malta (1947 – 1950) e Monica Moitinho Malta (1952 -?) (Site Family Search; A Noite, 31 de março de 1950, penúltima coluna6 de fevereiro de 1953, segunda coluna24 de março de 1955, segunda coluna). Seguia como auxiliar de fotografia da Diretoria de Engenharia Geral da Prefeitura do Rio de Janeiro, enquanto seu pai e João Montenegro Cordeiro eram os fotógrafos (Jornal do Brasil, 9 de novembro de 1933, terceira coluna).

Marcus Moitinho Malta (193? – 1977), Maryse Malta Muller (193? – ), Mauro Moitinho Malta (c. 1938 – ), Marcelo Moitinho Malta (1940 – 2020), Antonio Carlos Moitinho Malta (1947 – 1950) e Monica Moitinho Malta (1952 -?) (Site Family Search; A Noite, 31 de março de 1950, penúltima coluna6 de fevereiro de 1953, segunda coluna24 de março de 1955, segunda coluna) .

1934 – Publicação de imagens do Túnel Velho, atual Túnel Alaor Prata, do arquivo de Augusto Malta (Revista Municipal de Engenharia, março de 1934).

Falecimento de Aristocléa, filha de Malta. Seu apelido era Pequenina (Jornal do Brasil, 1º de abril de 1934, primeira coluna).

No artigo Viaturas Cariocas, escrito por Escragnolle Dória (1869 – 1948) sobre o novo livro do historiador Noronha Santos (1876–1954), Meios de Transportes no Rio de Janeiro, a contribuição das fotografias de Malta para a obra foi mencionada (Revista da Semana, 16 de junho de 1934, primeira coluna).

1935 – Em uma reportagem sobre a ampliação do Museu Histórico da Cidade e possível instalação, no Casino Beira- Mar, o ateliê de Malta é citado pelo entrevistado, Ariosto Berna (18? – 1988) , zelador da referida instituição, como um lugar onde podia-se reavivar todos os seus aspectos antigos (do Rio de Janeiro) desde os magníficos desenhos de Debret até a última fotografia atual (Diario da Noite, 12 de junho de 1935, penúltima coluna).

Na coluna “O Rio de Janeiro do meu Tempo”, do jornalista e poeta Luiz Edmundo (1878 – 1961), publicação de uma fotografia do Hotel Locomotora, de autoria de Malta (Correio da Manhã, 30 de junho de 1935).

 

 

Na coluna “O Rio desaparecido”, escrita por Ulysses de Aguiar, publicação da foto da menor casa térrea do centro urbano do Rio de Janeiro – que ficava na Visconde do Rio Branco entre as ruas do Lavradio e Gomes Freire -, do Beco do Fisco – entre as ruas Buenos Aires e Rosário -, da chácara 92 da Rua dos Inválidos ; todas de autoria de Malta. Na coluna “Terra carioca”, também de Ulysses de Aguiar, publicação de uma footgrafia da Rua de Santa Luiza, de autoria de Malta (Revista da Semana2 de fevereiro de 19352 de março de 193522 de junho de 1935, 27 de julho de 1935

 

 

 

por Augusto Malta / Revista da Semana, 22 de junho de 1935

Rua de Santa Luzia vendo-se a entrada do Panorama do Descobrimento por Victor Meirelles por Augusto Malta / Revista da Semana, 22 de junho de 1935

 

 

1936 – Residia com a família na Rua Sergipe, no Maracanã.

Malta deu uma entrevista sobre a extinção dos quiosques no Rio de Janeiro (Correio da Manhã, 10 de janeiro de 1936). Uma semana depois, um leitor contestou a entrevista (Correio da Manhã, 17 de janeiro de 1936, na última coluna, sob o título Os velhos kiosques do Rio de Janeiro).

 

 

Integrou a comitiva do Centro Carioca que foi examinar as obras da estrada Cristo Redentor (Correio da Manhã, 14 de janeiro de 1936, penúltima coluna).

Foi concedida a ele, pela Associação Brasileira de Imprensa, a carteira de jornalista profissional pela Illustração Brasileira (Diário Carioca, 4 de abril de 1936, última coluna).

O jornal O Globo de 1° de agosto, publicou uma matéria sobre a elegância de Malta e comentou o fato dele ter lançado a moda dos óculos de aro de tartaruga. Comentou, também, que ele sempre usava um panamá de fita preta. Sempre sem colete, ao pescoço esvoaçava e ainda esvoaça como borboleta uma gravata de laço preto.

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O Globo, 1º de agosto de 1936

O GLOBO, 1º de agosto de 1936

 

Em 25 de agosto, Augusto Malta aposentou-se da Prefeitura nos termos estabelecidos pelo decreto n 1851 de 23/10/1917 e da lei nº 196 de 18/01/1917. Foi substituído por seu filho, Aristógiton, a partir de 9 de setembro do mesmo ano. Posteriormente, seu outro filho, Uriel, passou a trabalhar com o irmão.

Augusto Malta continuou a trabalhar como fotógrafo.

Foi um dos colaboradores da homenagem que o Diario de Notícias e A Nação publicaram na ocasião do centenário do ex-prefeito Pereira Passos (Diario de Notícias, 29 de agosto de 1936A Nação, 30 de agosto de 1936, primeira coluna).

 

 

Com a publicação de uma foto de Malta, o suplemento do jornal A Noite agradeceu a Malta por ter facilitado singularmente o trabalho de reminiscência fotográfica da remodelação da cidade em uma matéria publicada pelo periódico na ocasião do centenário de Pereira Passos (A Noite, 1º de setembro de 1936).

 

 

As gravuras reproduzindo aspectos do Rio Antigo publicadas na edição da Revista da Semana, 29 de agosto de 1936 eram de autoria de Malta, Marc Ferrez (1843 – 1923) e Sabino Horta e pertenciam ao arquivo de Luiz Edmundo .

Também dentro das homenagens ao centenário de Pereira Passos, foi entrevistado para o artigo O depoimento de um auxiliar imediato de Passos, publicado no Jornal do Brasil de 29 de agosto de 1936 (Jornal do Brasil, 29 de agosto de 1936, sexta coluna).

Fotografou, em 7 de agosto, uma ponte de pedra em arco sobre o Rio Cachoeira, construída por Pereira Passos quando ainda era estudante de Engenharia (Jornal do Commercio, 29 de agosto de 1936, última coluna).

Malta foi um dos homenageados por serviços prestados ao Centro Alagoano, na ocasião da comemoração do 119º aniversário da emancipação de Alagoas e do 49º aniversário da associação (A Offensiva, 16 de setembro de 1936, na última coluna, sob o título “Emancipação política do Estado de Alagoas”; Jornal do Brasil, 16 de setembro de 1936, quarta coluna).

Havia sido furtado e pedia, na seção de “Achados e Perdidos”, a devolução de diversos documentos, dentre eles sua carteira de membro da ABI e seu título eleitoral. Alguns foram devolvidos , mas seu relógio e o dinheiro roubado, não. (Jornal do Brasil, 31 de outubro de 1936, segunda coluna6 de novembro de 1936, última coluna).

Foi noticiado pelo Diario Carioca que a foto de autoria de Malta do registro dos batizados da Igreja do Santíssimo Sacramento onde constava o batizado de Quintino Bocaiuva (1836 – 1912) teria sido publicada em O GLOBO, de 20 de agosto de 1932. Uma notícia do Correio da Manhã, de 1966, relatava que a data de publicação havia sido 20 de agosto de 1933. A foto não consta em nenhum dos dois exemplares do acervo de O GLOBO das referidas datas. De qualquer forma, não havia mais dúvida, Bocaiuva era carioca (Diario Carioca, 1º de dezembro de 1936, quarta colunaCorreio da Manhã, 21 de agosto de 1966, quinta coluna).

Após sua aposentadoria, foi morar na Rua Campo D´Areia, 132, em Jacarepaguá, em uma casa comprada por sua filha Amalthea em sociedade com Hilda de Abreu  (1908 – 1976), futura esposa de Uriel.

1937 - Seu filho, Uriel, passou a trabalhar no Serviço de Fotografia da Prefeitura do Rio de Janeiro (Jornal do Brasil, 12 de março de 1937, primeira coluna).

Participou, como escrutinador, das eleições da Associação Brasileira de Imprensa (Correio da Manhã, 4 de maio de 1937, na terceira coluna).

Fazia parte da comissão do Centro Carioca que visitou a Estrada Velha da Pavuna (Diario Carioca, 25 de maio de 1937, primeira coluna).

No dia da inauguração da Escola Evaristo da Veiga, um retrato de sua autoria do patrono do estabelecimento também foi inaugurado. Foi oferecido à escola pelo Centro Carioca (Jornal do Brasil, 9 de outubro de 1937, segunda coluna).

1938 – Foi publicada a reportagem O Barão, de costas, numa fotografia inédita e sensacional, guardada há vinte e seis anos! sobre Malta e seu arquivo fotográfico. Malta é identificado como um fotógrafo modesto, que seria a história colorida, palpitante da cidade. Ele comentou ter produzido a foto do Barão de Rio Branco (1845 – 1912) de costas por sugestão do escultor Rodolfo Bernardelli. Também referiu-se à fotografia de um castiçal, que tronou-se famoso por ter sido citado pelo jurista e escritor Rodrigo Otávio (1866–1944) na obra Minha memória dos outros, série de livros publicados entre 1934 e 1936 (Diario da Noite, 13 de janeiro de 1938).

 

 

 

Várias fotografias de autoria de Malta foram publicadas na matéria O Jardim do Campo de Sant´Anna (Revista da Semana, 15 de janeiro de 1938).

Publicação de uma fotografia produzida por Malta, em 1907, de uma vista parcial da avenida do Mangue (Diario da Noite, 18 de fevereiro de 1938, segunda coluna).

 

 

O jornal Diario da Noite sugeriu que a Prefeitura adquirisse o arquivo fotográfico de Malta (Diario da Noite, 2 de março de 1938, na última coluna, sob o título “Uma suggestão do Diario de Noite”).

A ABI expediu a carteira de jornalista de Malta (Jornal do Commercio, 28 de abril de 1938, última coluna).

Tornou-se sócio honorário do Centro Carioca (O Imparcial, 29 de junho de 1938, sob o título “A grande Assembleia Geral do Centro Carioca”).

Foi lançado o livro O Rio de Janeiro de meu tempo, de Luiz Edmundo, ilustrado com fotos de diversos fotógrafos, dentre eles, Malta (Jornal do Brasil, 10 de agosto de 1938, última colunaO Jornal, de 28 de agosto de 1938).

 

 

Na coluna “O Rio desaparecido”, de Ulysses de Aguiar, publicação de uma fotografia do Rio das Cabloclas, de autoria de Malta (Revista da Semana, 22 de outubro de 1938).

 

 

 

O presidente da República, Getúlio Vargas (1882 – 1954), visitou a “Feira de Amostras”,  uma exposição de diversas secretarias da Prefeitura do Rio de Janeiro. Um dos stands de maior sucesso foi o da Secretaria de Viação, Trabalho e Obras Públicas, que expôs fotos de Augusto Malta e de seu filho, Aristógiton (A Noite, 31 de outubro de 1938, sob o título “A evolução do Rio através da fotografia”).

 

 

1939 – Foi preso sob a alegação de que vendia fotografias sem ter licença, quando estava apenas mostrando algumas de seus registros da Imprensa Nacional a um amigo. O delegado o reconheceu e o soltou (Jornal do Brasil, 15 de janeiro de 1939, sexta coluna17 de janeiro de 1939, sexta coluna).

Foi noticiado que na ocasião da inauguração da Casa do Jornalista haveria uma exposição de fotografias do Rio Antigo de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 16 de março de 1939, terceira coluna).

NO Centro Carioca, seria inaugurada, em 17 de junho, uma fotografia de autoria de Malta de um almoço em que Pereira Passos e Machado de Assis estiveram presentes, oferecido pelo delegado da Uribe y Uribe (Jornal do Commercio, 13 de junho de 1939, penúltima coluna).

Diário da Noite publicou uma fotografia de autoria de Malta, de 1907, em que o escritor Machado de Assis foi retratado tendo uma síncope e sendo socorrido por populares no Cais Pharoux (Diário da Noite, 21 de junho de 1939).

 

 

1940 – Foi morar em Niterói e anunciou a venda de alguns de seus quadros (Correio da Manhã, 8 de fevereiro de 1940, na primeira coluna, sob o título “Photographias do Rio Antigo”).

Em 16 de setembro de 1940, na comemoração do 123º aniversário da emancipação de Alagoas, no Centro Alagoano, que completava 44 anos de existência, oretrato de Malta foi reposto na galeria dos sócios beneméritos. Havia sido retirado em pelo ntão presidente da associação, Raymundo de Miranda, em 1920 (Gazeta de Alagoas, 3 de outubro de 1940, última coluna).

Prestou solidariedade  à atitude de Wladimir Bernardes (18? – 19?), diretor da Gazeta de Notícias,  em relação à ultrajante atitute inglesa em relação contra a soberania do Brasil (Gazeta de Notícias, 12 de dezembro de 1940, quinta coluna).

1941 – Vendeu para a Biblioteca Nacional 280 fotos distribuídas em vários álbuns.

Seu nome estava inscrito no Livro de Ouro dos Amigos da Biblioteca da Casa do Jornalista (A Manhã, 26 de agosto de 1941, primeira coluna).

Na coluna assinada por Roberto Macedo, intitulada “Notas Históricas – A Primeira Posse Republicana”,  no Correio da Manhã, Augusto Malta foi citado como um dos signatários do termo de juramento lido na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 16 de novembro de 1889, dando posse ao governo provisório republicano (Correio da Manhã, 24 de outubro de 1941, sétima coluna).

Falecimento de Eglé, filha de Malta, em novembro de 1941, devido à falta de um medicamento do qual necessitava (Jornal do Commercio, 23 de novembro de 1941, última coluna).

1942 – Vendeu fotografias para o Museu Paulista.

Em 6 de junho, sua fiha Amalthea, que já havia trabalhado como retocadora de fotografias, casou-se com Dante Carlini (1915 – ?)

Foi a uma missa de Ação de Graças pelo restabelecimento da saúde do presidente do Brasil, Getúlio Vargas (1882-1954), realizada na igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro (O Jornal,  27  de agosto de 1942).

Sofreu uma intervenção cirúrgica no Hospital da Ordem Terceira de São Francisco (O Jornal, 26 de setembro de 1942, na seção “Notas Mundanas”; Jornal do Commercio, 26 de setembro de 1941, penúltima coluna).

1943 – Em reportagem sobre o Barão do Rio Branco (1845 – 1912), foram publicadas várias fotos de autoria de Augusto Malta (Illustração Brasileira, outubro de 1943).

Na matéria Incêndios no Rio, de Escragnolle Dória, publicação de uma fotografia, de autoria de Malta, do antigo Hospital São Francisco de Paula (Revista da Semana, 31 de julho de 1943).

 

 

Publicação de uma reportagem sobre a vida de Malta. Nela é mencionado que ele havia fotografado Getúlio Vargas na inauguração do último trecho da Avenida Presidente Vargas, ocorrida em 10 de novembro de 1943. Também pronunciou-se a favor  a iniciativa de presentear-se os condutores de bondes no Natal (Gazeta de Notícias, 24 de novembro de 1943, primeira coluna).

1944 – Malta foi roubado por uma ladra na barca entre o Rio de Janeiro e Niterói (Correio da Manhã10 de fevereiro de 1944, na seção “O Dia Policial”).

Uriel Malta casou-se com Hilda de Abreu Malta, em 15 de abril de 1944, no Rio de Janeiro. Tiveram pelo menos três filhos: Claudius Vinicius de Abreu Malta (1945-2010), Lelia Sandra de Abreu Malta (19?-?) e Lelia Egle de Abreu Malta (19?-?) (Registro Civil do Rio de Janeiro, Site Family Search; O Fluminense, 13 de agosto de 1960, segunda colunaO Fluminense, 17 de agosto de 1960, segunda coluna).

Na coluna “Curiosidades Cariocas”, publicação de uma fotografia de Malta da saída da última missa celebrada na Igreja de São Sebastião, no Morro do Castelo (Revista da Semana, 2 de setembro de 1944).

 

 

Estava presente na conferência do ministro Bernardino José de Souza sobre O Carro de bois nos grandes fatos da História Nacional, em 21 de junho de 1944, realizada no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, outubro – dezembro, 1944).

Na edição de natal da Revista da Semana, de 16 de dezembro de 1944, Malta foi descrito como um nortista tipo perfeito da classificação conhecida: braquicéfalo, altura mediana, maxilares salientes, olhos amendoados como os de um mongol. Na verdade, visto de perfil, parece-se com um soldado de Chiang-Kai-Chek, que tivesse abandonado a farda… Há cinquenta anos usa uma gravata borboleta, dessas preferidas pelos pintores e poetas do século passado. Nesta reportagem, realizada por Raymundo de Athayde, Malta fala muito de sua vida, desde que saiu de Alagoas.

1945 – Malta foi comparado a Marc Ferrez (Boletim da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro, 1945): A documentação fotográfica e de gravuras era, como se vê, abundante e valiosa, oriunda de desenhos de Rugendas e outros, e de fotografias de Marc Ferrez, que desempenhou no Império a função que mais tarde seria, no Rio, exercida por Augusto Malta, fotógrafo da Prefeitura: de documentador pela imagem dos principais acontecimentos de seu tempo”. 

No Jornal do Brasil, de 11 de fevereiro de 1945, Malta é comparado a José de Alencar, no artigo A velha e nobre Tijuca, de Everardo Backheuser (1879 – 1951): “José de Alencar em Sonhos d´Ouro foi para a Tijuca das cercanias da Guerra do Paraguai o que Augusto Malta representa para o Rio de Janeiro do tempo de Pereira Passos. Cada qual ao seu modo gravou de maneira indelével as recordações do “quadro geográfico” da respectiva era. Graças a Malta, eu e outros temos podido documentar asserções sobre a geografia carioca do princípio do século. José de Alencar vai me servir para ilustrar com exemplos fatos da geografia da Tijuca daqueles afastados tempos”.

1946 - No artigo Urbanização com cordões apertados, de Everardo Backheuser, publicação de três fotografias de autoria de Malta: do alargamento das ruas Uruguaiana e 13 de maio; e da Igreja São Joaquim, demolida para ligar as ruas Marechal Floriano à Visconde de Inhaúma. No artigo O istmo da Praia Vermelha, do mesmo autor, de novo, publicação de fotografias de Malta: do isto mencionado e de uma vista da Praia de Botafogo (Jornal do Brasil, 6 de janeiro de 194624 de março de 1946).

Falecimento do irmão de Malta, Joaquim Populo de Campos, diretor aposentado da Secretaria da Fazenda e da produção. São mencionados os outros irmãos dele: Espiridião, o industrial e farmacêutico Fernando, o fotógrafo Teófilo, Engracia Malta de Sá, Julieta Malta de Campos e Maria Malta de Campos Silva. (Jornal do Commercio, 17 de agosto de 1946, segunda coluna).

Foi noticiado que Augusto Malta teve sua carteira roubada em um bonde no Rio de Janeiro (O Fluminense, 21 de agosto de 1946, sob o título “Cuidado com os batedores de carteiras”).

1947 - Em seu aniversário, foi homenageado pelos jornalistas credenciados junto ao gabinete do prefeito (A Noite, 14 de maio de 1947, na coluna “Sociedade”).

1948 – Publicação da reportagem Centenário de Rodrigues Alves, com texto de Raymundo Athayde e fotos de Augusto Malta (O Cruzeiro, 17 de julho de 1948).

Publicação da reportagem Biografia da cidade – Largo da Carioca, com texto de Raymundo Athayde e fotos de Augusto Malta e Ângelo Regato (O Cruzeiro, 16 de outubro de 1948).

1949 – Publicação da reportagem Centenário de Joaquim Nabuco, com texto de Raymundo Athayde e fotos de Augusto Malta, identificado como o fotógrafo mais antigo do Brasil (O Cruzeiro, 20 de agosto de 1949).

Publicação da reportagem Rui na intimidade, com texto de Raymundo Athayde e fotos de Augusto Malta e Aristógiton Malta (O Cruzeiro, 12 de novembro de 1949).

1950 – Foi internado na Ordem Terceira da Penitência (A Manhã, 19 de janeiro de 1950, na seção “Mundo Social”).

Publicação da reportagem Banho de mar – 1915, com texto de Raymundo Athayde e fotos de Augusto Malta (O Cruzeiro, 22 de abril de 1950).

Por ocasião de seu aniversário, foi saudado como o mais velho repórter fotógrafo do Brasil (A Manhã, 13 de maio de 1950, na seção “Mundo Social“).

Na edição de O Cruzeiro, de 9 de setembro de 1950, foi publicada a matéria Biografia da cidade – Do Convento da Ajuda às luzes da Cinelândia , com texto de Raymundo Athayde e fotos de Augusto Malta e Luciano Carneiro. Contava a história da Cinelândia e as  fotos antigas que ilustraram a reportagem foram produzidas por Malta, em 1911. São do Convento da Ajuda, de sua demolição e do terreno que ocupava, após a demolição; e do edifício do antigo Conselho Municipal. As fotografias abaixo, do acervo da Biblioteca Nacional, estavam entre as que foram publicadas na reportagem.

 

 

 

 

1951 – Publicação da reportagem Biografia da Cidade – O Flamengo e suas ressacas, com texto de Raymundo Austregésilo de Athayde e fotos de Augusto Malta (O Cruzeiro, 12 de maio de 1951).

1952 – Ao longo desse ano, a coluna “Pequenas Reportagens – Transformações da Cidade”, do jornal Correio da Manhã, foi ilustrada com fotos de Malta. são fotos do Largo de São Francisco, em 1903; da Praia de Copacabana, em 1910; do Largo da Glória, em 1905; do Largo da Lapa e da Rua do Passeio, em 1906 (Correio da Manhã1º de junho de 19528 de junho de 195210 de junho de 195222 de junho de 1952, .

Também a partir desse ano até 1955, a coluna “Rio Antigo”, de Charles Julius Dunlop, no mesmo jornal, foi, muitas vezes, ilustrada por fotos de Malta. São fotos da Praia de Copacabana, em 1919; da Ponta do Calabouço, em 1907 ; do alargamento da Rua da Carioca, em 1905; da antiga rua estreita de São Joaquim, em torno de 1902. Dunlop e Malta haviam se conhecido na época em que Malta prestava serviços para a Light, empresa na qual Dunlop começou a trabalhar na década de 20 (Correio da Manhã30 de maio de 19526 de junho de 19528 de agosto de 195226 de setembro de 1952).

Também na década de 1950, recebia muitas visitas de compradores de suas fotografias e um dos mais constantes era o colunista Arthur Faveret (? – 1968), que fazia diversas encomendas de vistas da cidade. Como laboratorista, Uriel  ajudava o pai, produzindo as cópias solicitadas.

Em entrevista para a Tribuna da Imprensa, declarou: Não acredito em outros mundos. A gente só morre uma vez e eu pretendo chegar aos 120 anos. O motivo de ter fixado esta data não o sei . Seguia morando em Niterói e tomava banhos de mar diariamente. Algumas de suas fotos foram publicadas no Suplemento da Cidade do jornal. Também foi comentado o extenso arquivo de fotos de Malta (Tribuna da Imprensa, 27 e 28 de dezembro de 1952, quarta coluna e penúltima coluna).

 

 

1953 – Na coluna “Rio Antigo”, de Charles Julius Dunlop, no Correio da Manhã, publicação de fotos de autoria de Malta: da Lagoa Rodrigo de Freitas, no início do século XX; de um desastre de automóvel, em 1907; do lançamento da pedra fundamental do monumento em homenagem ao prefeito Pereira Passos, em 1906; de uma gravura da antiga fábrica de gás; do campo do Fluminense, em 1906; da fábrica de gás em São Cristóvão; do “Templo inglês” na Rua Evaristo da Veiga;  do desabamento do edifício do Club de Engenharia, em 1906; do primeiro número do Jornal do Commercio; da parada de 24 de maio de 1906; de um quadro do incêndio do Recolhimento do Parto, ocorrido em 1789; da ascensão do balão Portugal, em maio de 1905; do Convento da Ajuda, em 1905; e de um grupo de telefonistas, em 1915 (Correio da Manhã, 1º de janeiro de 195313 de março de 1953, 2 de abril de 195315 de maio de 1953, 12 de junho de 195319 de junho de 195324 de julho de 1953, 31 de julho de 19531º de outubro de 185316 de outubro de 195323 de outubro de 195313 de novembro de 1953, 27 de novembro de 19534 de dezembro de 1953).

 

Augusto Malta, em Niteróii, 1953. / Acervo MIS-RJ

Augusto Malta, em Niterói, 1953 / Acervo MIS-RJ

 

Foi publicada uma fotografia dos arquivos de Augusto Malta sobre os banhos a fantasia do carnaval carioca na matéria Carnaval através dos tempos (Diário da Noite, 14 de fevereiro de 1953).

Para ilustrar uma matéria sobre Ipanema, foi publicada uma foto do bairro, produzida por Malta, em 1907 (Diário de Notícias, 27 de março de 1953).

Foi publicado o artigo O Jubileu do Bota Abaixo, sobre a radical reforma urbana promovida pelo prefeito Pereira Passos no Rio de Janeiro, de autoria do acadêmico Pedro Calmon (1902 – 1985), com fotos de Augusto Malta (Revista da Semana, 8 de agosto de 1953).

Segundo um artigo na coluna “Registro”, do Jornal do Commercio, o principal alimento de Malta nortista que nunca foi gordo e que agora está ainda mais seco… tem sido o entusiasmo pela fotografia do Rio de Janeiro – panoramas, ruas de gente  (Jornal do Commercio, 30 de agosto de 1953, terceira coluna).

Como parte das comemorações da Quinzena do Jornalismo, foi um dos 35 decanos da imprensa premiados pelo Sindicato dos Jornalistas com o diploma de honra (Diário Carioca, 21 de novembro de 1953, sob o título “Jornalistas Veteranos”; Diário de Notícias, 21 de novembro de 1953, primeira colunaBoletim da Associação Brasileira de Imprensa, novembro de 1953, última colunaManchete, 28 de novembro de 1953).

1954 - Devido ao aniversário de 90 anos de Malta, publicação de um pequeno perfil dele (O Jornal, 13 de maio de 1954, penúltima coluna).

Na coluna “Rio Antigo”, de Charles Julius Dunlop, no Correio da Manhã, publicação de fotos de autoria de Malta: do Aquário do Passeio Público, em 1906;  da Caixa de Amortização, em 1907;  da Avenida Beira-Mar, em 1906; dos folguedos de São João, típicos da cidade de Braga, realizados no Campo de Santana, no Rio de Janeiro, em junho de 1910, por iniciativa de comerciantes portugueses e patrocinados pela ABI; do Arquivo Nacional; da residência, na esquina da Praça da República com a Rua Frei Caneca, que havia sido de Paulo Fernandes Viana (? – 18?), intendente da Polícia na época de dom João VI (1767 – 1826) no Brasil. c. 1905; do Campo de São Cristóvão, em 1906; do Palácio Monroe; da grande ressaca na Praia do Flamengo, em 1913; do Bonde Caradura, em 1907; domprédio histórico,na esquina na rua Visconde do Rio Branco com rua Regente Feijó, antiga Rua Tobias Barreto, pouco antes de ser demolido; do Teatro Recreio, em 1906; do Largo da Mãe do Bispo, no início do século XX; e de Paquetá, em torno de 1904 (Correio da Manhã2 de julho de 195430 de julho de 1954, 6 de agosto de 195413 de agosto de 195427 de agosto de 19543 de setembro de 1954, 10 de setembro de 1954, 24 de setembro de 19541º de outubro de 19548 de outubro de 195415 de outubro de 195422 de outubro de 195426 de novembro de 1954, e 17 de dezembro de 1954)

Aristógiton Malta faleceu em 15 de agosto de 1954, no Hospital de Servidores da Prefeitura, no Rio de Janeiro. Foi enterrado no Cemitério da Ordem do Carmo (A Noite, 16 de agosto de 1954, terceira colunaDiário de Notícias, 17 de agosto de 1954, sexta coluna).

 

 

 

1955 - Na coluna “Rio Antigo”, de Charles Julius Dunlop, no Correio da Manhã, publicação de fotos de autoria de Malta: da Escola Municipal de São Sebastião, demolida em 1938; da Ilha de Paquetá; do portão do forte levantado no alto do Morro da Viúva, na época da Questão Christie, na década de 1860; do antigo Cais e Largo do Valongo; da construção do Teatro Municipal,  em 1907;  (Correio da Manhã7 de janeiro de 195521 de janeiro de 195518 de março de 195525 de março de 195515 de abril de 1855,

Publicação de uma fotografia de autoria de Malta na matéria Um século de enchentes – Enquanto “dormem” nas gavetas os projetos par a solução do problema (Correio da Manhã, 6 de março de 1955).

Na matéria O Rio da Velha Guarda, foi publicada uma foto de jornaleiros em torno de um quiosque, de autoria de Augusto Malta e também da inauguração da Escola Tiradentes com a presença do então Pereira Passos e do presidente, Rodrigues Alves (1848 – 1919) (Diário da Noite, 8 de março de 1955, primeira coluna e sexta coluna).

Foram publicadas pelo Diário de Notícias fotos antigas de Ipanema,  Copacabana, do Lido e do Leblon, também de autoria de Malta (Diário de Notícias, 27 e 28 de março de 19553 de abril de 195515 de maio de 195522 de maio de 195519 de junho de 1955).

No artigo Ipanema de ontem e de amanhã, escrita por Almir de Andrade, foi publicada uma foto de Ipanema de autoria de Malta (Diário de Notícias, 1º de maio de 1955).

Publicação de uma foto de autoria de Malta do ex-futuro Hospital de Clínicas (Diário de Notícias, 8 de maio de 1955).

Anúncio e reportagem sobre o lançamento do livro Rio Antigo, do pesquisador Charles Dunlop. Publicado pela Editora Gráfica Laemmert Ltda, conta a história do Rio com fotos de Malta, Marc Ferrez, George Leuzinger (1813 – 1892) e E.A. Mortimer (18? – 19?). Em O Jornal, publicação de um artigo do jornalista Brasil Gerson (1904 – 1981) sobre o livro (Correio da Manhã, 15 de julho de 1855, primeira coluna; Jornal do Brasil, 21 de agosto de 1955, primeira colunaO Jornal, 21 de agosto de 1955, penúltima colunaRevista da Semana, 5 de novembro de 1955).

1956 – Na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro do último trimestre de 1956, publicação do artigo Um panorama do Rio de Janeiro em 1775, de autoria de Gilberto Ferrez (1908 – 2000). Para mostrar detalhes mais recentes da cidade, é ilustrado com fotografias de Marc Ferrez e de Augusto Malta, cujas imagens são do velho quartel do Mourado Convento e da Igreja de Santo Antônio e da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência (Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, outubro-dezembro de 1956; Correio da Manhã, 4 de abril de 1957, segunda coluna).

Publicação de uma fotografia do Leblon, de autoria de Malta, tirada da Ponta do Vidigal…ali era o Campo do Leblon (Tribuna da Imprensa, 20 de abril de 1956).

1957 – Foi lançado o segundo fascículo da publicação Rio Antigo, do pesquisador Charles Dunlop, com ilustrações do italiano Ângelo Agostini (1843 – 1910), reproduzidas da Revista Illustrada, e com fotos de Malta, Marc FerrezGeorge Leuzinger (1813 – 1892)  e E.A. Mortimer (18? – 19?) (Correio da Manhã, 8 de fevereiro de 1957Diário de Notícias, 4 de março de 1957, última colunaCareta, 4 de maio de 1957, sob o título “Documentário Militar no Rio Antigo”).

 

O GLOBO, 18 de janeiro de 1957

O GLOBO, 18 de janeiro de 1957

 

Foi publicada uma reportagem sobre o arquivo de fotografias de Augusto Malta, na coluna “Letras Vivas”. Revelou seu desejo de realizar uma grande exposição geral de suas obras, bem bonita, preparada a rigor (Diário da Noite, 30 de março de 1957, sexta coluna).

Em 30 de junho, morte de Augusto Malta, por problemas cardíacos, no Hospital da Ordem Terceira da Penitência, devido a uma insuficiência cardíaca. Foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério do Caju. Residia na Rua Pereira Nunes, em Niterói, bem próximo à Praia das Flechas. Apesar deter sempre se declarado ateu, foi enterrado com as vestes de irmão da Ordem Terceira da Penitência, entidade para a qual sempre contribuiu. Quando faleceu, só tinha três filhos vivos: o fotógrafo Uriel, Amalthea e Dirce (A Noite, 1º de julho de 1957, primeira colunaDiário da Noite, 1º de julho de 1957, primeira colunaCorreio da Manhã, 2 de julho de 1957, na seção “Prefeitura”; Correio da Manhã, 2 de julho de 1957, sexta colunaDiário de Notícias, 2 de julho de 1957, terceira colunaJornal do Commercio, 2 de julho de 1957, primeira coluna).

 

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O GLOBO, 1º de julho de 1957

 

No sepultamento de Malta, no Cemitério do Caju, falou Ariosto Berna em nome da Sociedade dos Amigos da Cidade (Jornal do Brasil, 2 de julho de 1957, segunda coluna).

Devido ao falecimento de Malta, a ABI hasteou em funeral o pavilhão da sede. Malta era associado desde a década de 1920 e sua matrícula era a número 141 (Diário de Notícias, 3 de julho de 1957, quarta coluna; Boletim da Associação Brasileira de Imprensa, agosto de 1957).

O prefeito, Francisco Negrão de Lima, (1901 – 1981), assinou um decreto tornando Augusto Malta nome de rua, situada no distrito de Realengo (Correio da Manhã, 5 de setembro de 1957, segunda coluna).

Seu acervo fotográfico foi dividido da seguinte forma: metade ficou para a viúva e a outra metade foi dividida pelos seus três filhos. O acervo ficou em Jacarepaguá, na Rua Renato Meira Lima, 443, casa de Amalthea, para onde Celina se mudou após a morte do marido (A belle époque carioca : imagens da modernidade na obra de Augusto Malta. (1900-1920)).

1961 - Na reportagem A mais viva imagem do Brasil, é mencionado que em antigas fotos de autoria de Malta dos Arcos da Lapa podia-se observar que a parte inferior dos Arcos era habitada por famílias pobres, em casa-barracos de madeira (A Noite, 17 de janeiro de 1961, quarta coluna).

1963 - Adquirido por determinação do governador da Guanabara, Carlos Lacerda (1914 – 1977), o arquivo fotográfico de Malta seria examinado por uma comissão designada pelo reitor da Universidade do Estado da Guanabara, Haroldo Lisboa da Cunha (1909 – 1990), que julgaria seu valor cultural e histórico (Correio da Manhã, 19 de dezembro de 1963, quinta coluna).

1964 - Por ordem do governador da Guanabara, o arquivo fotográfico de Malta foi comprado pelo Banco do Estado da Guanabara, presidido por Antônio Carlos de Almeida Braga, adquirido para o patrimônio do Museu da Imagem e do Som, na época, administrado pela Fundação Vieira Fazenda. O acervo de Malta foi comprado de sua família por 12 milhões de cruzeiros, em 16 de setembro de 1964 (Correio da Manhã, 25 de novembro de 1964, segunda colunaA belle époque carioca : imagens da modernidade na obra de Augusto Malta. (1900-1920)).

1965 – Em 3 de setembro de 1965, inauguração do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro. A Coleção Malta, além de reproduções, é composta por negativos de vidros e negativos panorâmicos divididos em três índices: pessoas, logradouros e diversos  (Tribuna da Imprensa, 20 de junho de 2007;  A belle époque carioca : imagens da modernidade na obra de Augusto Malta. (1900-1920)).

1966 - Publicação de uma foto do do Convento e da Igreja de Santo Antônio e da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, de 1910, de autoria de Malta (Anais do Museu Histórico Nacional, 1966).

Publicação do artigo Museu da Imagem e do Som conserva o Arquivo Malta (Correio da Manhã, 8 de julho de 1966).

1967 - Publicação de um artigo sobre a trajetória do Museu da Imagem e do Som (MIS). As fototecas de Malta e de Guilherme Santos (1871 – 1966) foram mencionadas (Diário de Notícias, 10 e 11 de setembro de 1967, terceira coluna).

1968 – Em uma matéria sobre o Museu da Imagem e do Som, as fototecas de Malta e de Guilherme Santos foram mencionadas (A Cigarra (SP), fevereiro de 1968).

1968/1969/1970 – Foi concedida uma licença-prêmio a Uriel Malta por ter cumprido o tempo de serviço exigido pela lei. Foi promovido e seu salário foi aumentado. Em 1970, teve assinada a apostila fixando os proventos anuais de inatividade  (Diário de Notícias, 3 de abril de 1968, segunda colunaDiário de Notícias, 20 de outubro de 1968, primeira colunaDiário de Notícias, 31 de janeiro de 1969, terceira colunaDiário de Notícias, 7 de abril de 1970, última coluna).

1969 – Foi noticiado que a coleção de cerca de 30 mil chapas fotográficas realizadas por Malta estavam sob a guarda da Divisão do Patrimônio Histórico e Artístico da Guanabara (Correio da Manhã, 30 de janeiro de 1969, penúltima coluna).

Em uma matéria sobre o Museu da Imagem e do Som, as fototecas de Malta e de Guilherme Santos foram mencionadas (Jornal de Letras, junho de 1969).

Em 29 de outubro, falecimento de Celina Augusta Verschuren, segunda mulher de Malta (Family Search).

1971 - Falecimento de Dirce Malta Couto, filha de Malta (O GLOBO, 8 de outubro de 1971, página 18).

1972 - Fotografias de autoria de Malta integraram a exposição Imagem e Som da Primeira República, realizada no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro (Diário de Notícias, 11 de novembro de 1952, quinta coluna).

1974 – No saguão do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara, realização da exposição O Rio no princípio do século, com a exibição de 68 fotos de Malta. Foi organizada pelo Patrimônio Histórico da Guanabara, dirigido por Trajano Quinhões (19? -?) (Diário de Notícias, 17 de janeiro de 1974, primeira coluna).

1976 - Na matéria Os Daguerres não mentem jamais, Gilberto Ferrez comenta sobre diversos artistas plásticos e fotógrafos, dentre eles Augusto Malta cujas obras serão expostas na mostra Pioneer Photographer of Brazil: 1840 – 1920, no Center for Inter-American Relations, em  Nova York. O catálogo homônino é uma obra pioneira sobre os primórdios da fotografia no Brasil (Jornal do Brasil, 15 de setembro de 1976).

1977 - Na matéria Metrô redescobre o Rio Carioca, publicação de uma fotografia de autoria de Malta da Praça José de Alencar com operários trabalhando na canalização do Rio Carioca, no início do século XX (Jornal do Brasil, 31 de maio de 1977).

1979 - Na matéria O Rio da primeira República, sobre o trabalho realizado pela equipe de História Visual da Casa de Rui Barbosa sobre as condições de vida no Rio de Janeiro na Primeira República, publicação de diversas fotografias de autoria de Malta. A pesquisa foi realizada por Solange Zuniga, Eduardo da Silva e Luís Guilherme Sodré com a participação de uma equipe contratada pelo Centro Nacional de Referência Cultural. eles se concentraram no material existente no Arquivo Municipal do Rio de Janeiro (Jornal do Brasil, 25 de fevereiro de 1979).

Publicação da crônica O Malta viu tudo, de Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) (Jornal do Brasil, 1º de março de 1979).

 

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1980 – Inauguração da exposição O Carnaval do Rio Antigo na visão de Augusto Malta, na Galeria de Fotografia da Funarte com fotos do carnaval carioca de 1909 a 1932 (Jornal do Commercio, 2 de fevereiro de 1980; O Fluminense, 7 de fevereiro de 1980, terceira colunaTribuna da Imprensa, 9 e 10 de fevereiro, segunda coluna).

A matéria O carnaval dos almofadinhas e das melindrosas, escrita por Raymundo Magalhães Junior (1907 – 1981) foi ilustrada com fotografias de autoria de Malta, uma cortesia da Fundação de Museus do Rio de Janeiro – MIS (Manchete, 1º de março de 1980).

Dentro do Ciclo de Ciências e de Artes Plásticas, promovido pelo Museu da Imagem e do Som, em março de 1980, sua filha, Amalthea, prestou um depoimento a José Carlos Monteiro, então diretor do MIS.

1981 – No Clube de Engenharia, realização da exposição Transformações de uma Cidade, mostra comparativa de 1880 a 1980, com fotos de Malta e de Marc Ferrez (Jornal do Commercio, 5 de janeiro de 1981).

Fotografias de autoria de Malta integraram a exposição Universo do Carnaval: Imagens e Reflexões, na Acervo Galeria, de Max Perlingeiro (1940-). Foi organizada pelo crítico Carlos Roberto Maciel Levy (1951-) (Jornal de Letras, abril de 1981).

1983 -Painéis com fotos de autoria de Malta integraram a exposição Volta aos Bons Tempos, uma promoção do Barra Shopping (Última Hora, 5 de janeiro de 1983, primeira coluna).

Publicação de uma fotografia de autoria de Malta do carnaval na Praia das Flechas, em Niterói, de 1921 (O Fluminense, 20 e 21 de fevereiro de 1983, segunda coluna).

Com fotografias de Malta e de um fotógrafo ainda não identificado, o Museu Histórico Nacional mostra a ambientação de uma sala de aula do Rio Antigo na exposição De volta às aulas (Última Hora, 16 de junho de 1983, quinta coluna).

Pela Rio Gráfica, publicação do livro Malta, o fotógrafo do Rio Antigo (Site do IMS).

1984 – Em uma reportagem sobre a Praça XV, publicação de cinco imagens do local: uma gravura de Nicolas Geelkerken, uma de Luís dos Santos Vilhena, de 1775; uma água-tinta de um artista ainda não identificado anterior a 1818, uma fotografia de autoria de Georges Leuzinger posterior a 1867 e uma de Malta, produzida em torno de 1920 (Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 1984).

No Museu da Imagem e do Som, realização da exposição Aonde vai, Valente? Praça Tiradentes, baseada na monografia Almanaque Tiradentes, de Roberto Machado Junior e Roberto Moura. Cinco fotos de autoria de Malta, de 1904, foram exibidas (Jornal dos Sports, 2 de janeiro de 1984, última coluna).

Publicação de uma fotografia de autoria de Malta de uma dama fantasiada no carnaval dos anos 20 (O Fluminense, 30 de maio de 1984, penúltima coluna).

No Museu da Casa de Ruy Barbosa, realização da exposição Imagens do Rio, com fotos de Malta. No Instituto de Fotografia da Funarte, realização da exposição Malta, o Fotógrafo do Rio (Última Hora, 6 de junho de 1984, primeira coluna).

No prédio da Light, no Rio de Janeiro, realização da exposição Light, Rua Larga, arredores, com fotos de autoria de Malta. Mostra a implantação da Light no Brasil, a história da Rua Larga e de seus arredores e parte da história do Rio do início do século XX (O Fluminense, 11 de dezembro de 1984, segunda colunaÚltima Hora, 11 de dezembro de 1984, primeira coluna; SPHAN/Pro-Memória, novembro/ dezembro de 1984).

1985 – Na Casa de Ruy Barbosa, realização de uma exposição comparativa entre fotos do Rio de Janeiro de autoria de Malta e de Marcos Perrier Teixeira Ribeiro (Tribuna da Imprensa, 8 de outubro de 1985, quarta coluna).

1986 – No Guia Oficial da Cidade, publicação de fotos de autoria de Malta (Jornal dos Sports, 8 de fevereiro de 1986, última coluna).

Na matéria O Cristo do Corcovado, publicação de uma fotografia de Malta do mirante do Corcovado, produzida em 1908 (Manchete, 4 de outubro de 1986).

1987 - No Solar Grandjean de Montigny, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, realização da exposição Augusto Malta: Fotógrafo Municipal, com lançamento do livro Um Fotógrafo, uma Cidade: Augusto Malta, Rio de Janeiro, de Fernando Ferreira Campos (1945-), editado pela Maison Graphique (O Fluminense, 10 de outubro de 1987, quarta colunaTribuna da Imprensa10 e 11 de outubro de 1987, penúltima coluna; 26 de outubro, primeira coluna.

1988 - No Museu da República, lançamento do livro Flagrantes do Passado nº 1: Catete e Arredores, idealizado pela pesquisadora Maria Ignez Turazzi, na época Chefe do Arquivo Histórico do Museu. A maioria das 14 fotos publicadas no livro é de autoria de Malta (Tribuna da Imprensa, 1º de fevereiro de 1988, quarta coluna).

1989 – No Museu da República, lançamento do livro Flagrantes do Passado nº 2: Rio, cidade cosmopolita, com fotos de Augusto Malta e idealizado pela pesquisadora Maria Ignez Turazzi, na época Chefe do Arquivo Histórico do Museu, com fotos de Malta e ilustrações de Ivan Wasth Rodrigues (1927 – 2007)(Tribuna da Imprensa, 16 de maio de 1989).

No Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, realização, entre 15 de agosto e 13 de setembro de 1989, da exposição Malta, um olhar de fotógrafo. Na Casa do Bispo,  realização da mostra Memória da Fotografia – Vida Carioca: 1906/1930, também com fotos de Malta (O Fluminense, 6 e 7 de agosto de 1989, primeira colunaTribuna da Imprensa, 15 de agosto de 1989).

 

 

Na seção “O Leitor escreve”, publicação de um texto de Oromar Terra, que havia trabalhado no Palácio da Guanabara, na década de 1950. Em 1953, foi trabalhar na Sala de Imprensa do Palácio da Prefeitura, como representante do jornal Última Hora, e conheceu diversos fotógrafos, dentre eles, Aristógiton Malta, de quem se tornou amigo. Segundo Oromar, Aristógiton nasceu, viveu e morreu em silêncio, fotografando as migalhas que o pai lhe deixara (O Fluminense, 1º de setembro de 1989, primeira coluna).

Foi anunciada a realização de uma exposição, a partir de 31 de outubro, no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, sobre os acontecimentos no Brasil, principalmente, no Rio de Janeiro, entre 1896 e 1910. Seriam expostos documentos históricos importantes, além de fotografias de Malta e desenhos do italiano Ângelo Agostini (O Fluminense, 24 de outubro de 1989, primeira colunaJornal dos Sports, 11 de novembro de 1989, primeira coluna).

Fotos de autoria de Malta integraram a exposição realizada na Galeria de Arte Centro Empresarial Rio sobre a Floresta da Tijuca (Jornal do Commercio, 18 de dezembro de 1989).

1990 – Fotos de autoria de Malta integraram o filme Rio de memórias, realizado por José Inácio Parente (1942-), que conta simultaneamente a história da fotografia e do Rio de Janeiro entre 1840 a 1930 (Jornal do Brasil, 14 de janeiro de 1990).

Em Petrópolis, no Hipershopping ABC, realização da exposição Memória da Fotografia – Vida Carioca (1906/1930), com fotografias de autoria de Malta (Jornal do Commercio, 5 de fevereiro de 1990, última coluna).

Fotos de autoria de Malta foram leiloadas no 44º Grande Leilão de Leoni (Jornal do Brasil, 31 de março de 1990).

Publicação de uma foto de autoria de Malta da Rua Primeiro de Março na matéria O sorvete de pitanga do Imperador, na coluna “Dupla Exposição” (Jornal do Brasil, 2 de abril de 1990).

Fotos de autoria de Malta integraram a exposição Imagens Republicanas, aberta no Espaço BNDES (Jornal do Brasil, 10 de julho de 1990, última coluna).

Em Cabo Frio, inauguração de uma exposição de fotografias do acervo deixado por Wolney Teixeira de Souza, que inclui trabalhos dele e de profissionais do início do século XX como Malta (Jornal do Brasil, 23 de dezembro de 1990, penúltima coluna).

1991 - No Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, realização da exposição Evoé folia – Carnaval Carioca dos Anos 20, com fotos de autoria de Malta e desenhos de J. Carlos (1884 – 1950) (Jornal do Brasil, 8 de fevereiro de 1991, segunda coluna).

No Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, fotos de autoria de Malta integraram a mostra Revivendo 22 – Fragmentos (Jornal do Brasil, 1º de março de 1991).

Na exposição Pereira Passos e a Cidade Rebelde, no Museu da República, exibição de uma fotografia de autoria de Malta do jantar que o presidente Rodrigues Alves ofereceu ao então prefeito (Jornal do Commercio, 16 de março de 1991, quarta coluna).

O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro estava recuperando três mil negativos em vidro e 40 mil negativos em celulóide, dentre eles milhares de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 10 de novembro de 1991).

Na coluna “Dupla Exposição”, publicação de uma fotografia da Avenida Beira-Mar, de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 13 de novembro de 1991).

Na matéria Nos tempos de Machado de Assis, publicação de fotos de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 3 de dezembro de 1991).

1992 - No Museu Histórico Nacional, realização da exposição Memória da Educação da Cidade do Rio de Janeiro com fotos de autoria de Malta e cartões-postais retratando cenas do cotidiano das escolas entre 1870 e 1940  (Tribuna da Imprensa, 8 de janeiro de 1992, penúltima coluna).

Dentro do projeto Memória Fotográfica da Cidade, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro distribui painéis com fotos de autoria de Malta por pontos estratégicos da cidade (Jornal do Brasil, 6 de março de 1992, primeira coluna).

No Museu Histórico Nacional, realização da exposição Pelas ruas e calçadas – Ontem e hoje com fotos de Malta e de Marc Ferrez, gravuras do francês Jean-Baptiste Debret (1768 – 1848), dentre outras (Jornal do Brasil, 19 de março de 1992).

No Centro Cultural Banco do Brasil, realização da exposição Retratos da Cidade, de fotografias desde 1840 até 1992, dentre elas imagens produzidas por Malta. As fotos de 1992 eram da remodelação da cidade para receber a Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92 (Tribuna da Imprensa, 5 de maio de 1992, primeira colunaJornal do Brasil, 10 de junho de 1992, penúltima coluna).

Para celebrar os 100 anos do bairro de Copacabana, lançamento do livro Copacabana 1892 – 1992, subsídios para sua história, com imagens produzidas por Malta e pro outros fotógrafos (Jornal do Brasil, 2 de julho de 1992).

No Museu Histórico Nacional, realização da exposição sobre os 70 anos da Exposição de 1922. fotografias de Malta integraram a mostra, organizada pelo arquiteto Olínio Coelho (1935-?) (Tribuna da Imprensa, 7 de setembro de 1992).

1993 – O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro promoveu a exposição Imagens do Comércio no Rio de Janeiro (1900-1930), com fotos de autoria de Malta. Em maio, a exposição integrou a mostra Estilo anos 90, no Rio Design Center (Jornal do Brasil, 25 de março de 1993, primeira coluna26 de maio de 1993, quinta coluna).

1994 – Publicação da dissertação de mestrado Do reflexo à mediação: um estudo da expressão fotográfica e da obra de Augusto Malta, de Antônio Ribeiro de Oliveira Júnior, aluno da Unicamp (Anais do Museu Histórico Nacional, 2000).

Fotografias de autoria de Malta integraram a exposição Ruas do Rio – Caminhos da História, no Centro Cultural Banco do Brasil (Jornal do Brasil, 21 de janeiro de 1994, primeira coluna).

O I Fórum Brasileiro de Fotografia, aberto no Centro Cultural Banco do Brasil, homenageou os 130 anos de nascimento de Malta (Jornal do Brasil, 28 de abril de 1994, terceira coluna).

Na inauguração do Centro Cultural da Light, realização da exposição Light, 90 anos de história, com 52 pelas e 12 fotografias de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 30 de abril de 1994, quarta coluna).

O trabalho de Malta foi o eixo do ciclo de debates Imagem e Cidade, realizado no Centro Cultural Banco do Brasil, com a participação do pesquisador Fernando Ferreira Campos, do crítico Mário Barata (19121- 2007) e do jornalista Claudio Bojunga (1939 – 2022) (Jornal do Brasil, 17 de maio de 1994, primeira coluna).

Foi firmada uma parceria entre a Embratel e a Secretaria Municipal de Cultura para a implantação do banco de imagens do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Em poucas semanas, começaria ser feita a digitalização de seis mil imagens produzidas por Malta (Jornal do Brasil, 18 de maio de 1994, segunda coluna).

Fotografias de autoria de Malta, adquiridas pela empresa White Martins, passaram a integrar o acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Jornal do Brasil, 17 de julho de 1994, segunda coluna).

A exposição itinerante A Escola de Outros Tempos, com fotos de autoria de Malta e organizada pelo Centro de Memória do Departamento Geral de Ação Comunitária da Secretaria Municipal de Educação, seria inaugurada na Escola Municipal Mato Grosso (Jornal do Commercio, 31de julho e 1 de agosto de 1994, quarta coluna).

Em Magé, falecimento de Uriel Malta, em 5 de agosto.

No Centro Cultural Oduvaldo Viana, o Castelinho, abertura da exposição de fotos do bairro do Flamengo de 1920, de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 12 de agosto de 1994, segunda coluna).

Lançamento do primeiro volume do livro Augusto Malta – Catálogo da série negativo e vidro, editado pela Coleção Biblioteca Carioca, com 900 foto s de autoria de Malta com 900 fotos de sua autoria. Foi o primeiro catálogo de um arquivo fotográfico publicado no Brasil (Jornal do Brasil, 11 de setembro de 1994, primeira coluna).

No Fórum de Ipanema, realização da exposição Memória de Ipanema, em comemoração ao centenário do bairro, com imagens produzidas por diversos fotógrafos, dentre eles Malta (Jornal do Brasil, 9 de novembro de 1994, primeira coluna).

No Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, apresentação multimídia do Projeto Fotomemória, um banco de imagens do acervo de Malta (Jornal do Brasil, 2 de dezembro de 1994, terceira coluna).

Fotografias de Malta integravam o livro Rio de Janeiro – Retratos da Cidade, de José Inácio Parente e Patricia Monte-Mor (1956 – 2022) (Jornal do Brasil, 16 de dezembro de 1994).

1995 – Exibição do documentário Rio de memórias no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Jornal do Brasil, 20 a 26 de janeiro de 1995, última coluna).

Para comemorar os 430 anos do Rio de Janeiro, realização da exposição Um olhar de fotógrafo / Augusto Malta, no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (Jornal do Brasil, 28 de março de 1995, terceira coluna).

No Boletim da ABI, publicação de uma foto da redação do Jornal do Commercio, de sua oficina, e da sede da ABI, na Rua do Rosário, na década de 20; todas de autoria de Malta (Boletim da ABI, abril de 1995).

Na Fundação Museu da Imagem e do Som, realização da exposição Augusto Malta: um olhar carioca, com 80 fotografias de sua autoria (Tribuna da Imprensa, 28 de abril de 1995, última coluna).

No Centro Cultural Banco do Brasil, com curadoria de Gilberto Ferrez e Pedro Vasquez (1954-), realização da exposição Mestres da Fotografia no Brasil, com cerca de 100 imagens de 20 fotógrafos, dentre eles Malta e Marc Ferrez, com o lançamento de um livro homônimo. As fotos eram do acervo de Gilberto Ferrez (Jornal do Brasil, 25 de maio de 1995, terceira coluna).

 

 

As fotografias de Malta são usadas pelo artista plástico Eduardo Camões (1955-) na criação de seus quadros que remetem ao Rio Antigo (Jornal do Brasil, 11 de junho de 1995).

Fotos de Malta integraram a exposição Igreja Solidária, realizada no Centro Cultural Villa Maurina. No artigo, é mencionada a exibição da foto da Igreja de São Sebastião no Morro do Castelo, demolida na década de 1920 (Jornal do Brasil, 24 de junho de 1995, última coluna).

Fotos de Malta integraram o livro Imagens de Jacarepaguá, do jornalista Waldemar Costa (1937 – ?). Na matéria, publicação de fotos de Malta da Rua Baronesa e da Praça Barão da Taquara, atual Praça Seca (Jornal do Brasil, 13 de julho de 1995).

Dentro das comemorações dos 30 anos do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, inauguração do Muro da Fama com o objetivo de homenagem personalidades do universo da música, do cinema, da fotografia, do rádio e televisão. O patrono de cada área são Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935), Oscarito (1906 – 1970), Augusto Malta, Ademar Casé (1902 – 1993) e Assis Chateaubriand (1892 – 1968), respectivamente (Tribuna da Imprensa, 4 de setembro de 1995, penúltima coluna; Jornal do Commercio, 19 de setembro de 1997, segunda coluna).

No Centro Cultural Gama Filho, realização do Evento Zona Norte, um Jeito de Ser Carioca. Uma das atrações era uma exposição de fotos com imagens produzidas por Malta e por Carlos Botelho, dentre outros (Jornal do Brasil, 22 de setembro de 1995).

A matéria Um olhar nostálgico sobre a cidade, é sobre a iniciativa de fotógrafos do Jornal do Brasil de fotografar lugares retratados por Malta, Guilherme Santos, Marc Ferrez e Juan Gutierrez no início do século. É mencionado o lançamento, em 1994, do livro Niterói e a fotografia: 1858 – 1958, de Pedro Vasquez, editado pela Fundação Niteroiense de Arte, a Funiarte  (Jornal do Brasil, 24 de dezembro de 1995).

1996 – Publicação de uma fotografia da Cinelândia de autoria de Malta na reportagem sobre o lançamento do livro Palácios e Poeiras, de Alice Gonzaga (1934-) (Jornal do Brasil, 12 de abril de 1996).

No Museu do Catete, exibição de fotos de autoria de Malta da Batalha de Flores (Jornal do Brasil, 10 de maio de 1996Tribuna da Imprensa, 17 de maio de 1996).

Realização da exposição A Light e o Rio Antigo nas lentes de Malta, no Centro Cultural da Light da exposição (Jornal do Brasil, 17 de maio de 1996; Tribuna da Imprensa, 24 de maio de 1996, primeira coluna).

No Museu da República, realização da exposição O Rio nos trilhos com fotos de Malta, pinturas de Eliseu Visconti (1866 – 1944), caricaturas e postais que contavam a história dos bondes na cidade (Jornal do Brasil, 21 de junho de 1996, penúltima coluna).

Com foto se Malta e de outros artistas, realização, na Casa de Cultura José Dome, em Cabo Frio, da exposição 70 anos da mais pura beleza sobre a construção da Ponte Feliciano Sodré (Jornal do Brasil, 26 de julho de 1996, coluna).

Foi noticiado que o Arquivo Nacional havia digitalizado todo o acervo de Augusto Malta sob sua guarda (Tribuna da Imprensa, 11 de setembro de 1996, última coluna).

O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro fez um convênio com a Telebras e lançou a série Rio e suas memórias com 20 cartões telefônicos trazendo imagens do Rio Antigo produzidas por Malta, retratando os lugares por onde passava o bonde. Devido ao convênio, as fotos foram impressas em dois milhões de cartões que foram distribuídos pelo Brasil  (Jornal do Brasil, 17 de setembro de 1996, primeira coluna).

Foi anunciado que seriam distribuídos pela cidade galhardetes com imagens do Rio Antigo produzidas por Malta, selecionadas pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Seriam colocadas nos locais onde foram clicadas. a iniciativa marcaria o início das obras do Rio Cidade na Avenida Rio Branco (Jornal do Brasil, 18 de setembro de 1996, terceira coluna).

No Espaço Cultural dos Correios, realização da exposição Memória do Saara – do tropical inglês ao blue jeans, projeto que integra o projeto Memória do Saara, desenvolvido pela Escola de Comunicação da UFRJ. Uma foto de autoria de Malta do calçamento da Rua da Alfândega foi publicada na matéria (Jornal do Brasil, 26 de outubro de 1996).

1997 - Pela Editora Salamandra, publicação do livro O Rio de Janeiro do bota-abaixo, com fotografias Augusto Malta e textos de Marques Rebelo (1907 – 1973) e Antonio Bulhões (1925 – 2009) (Site do IMS).

Na matéria Arquivo Geral da Cidade, o acervo de Malta foi mencionado (Jornal do Commercio, 19, 20 e 21 de janeiro de 1997).

As fotografias de Malta da Avenida Central foram mencionadas no artigo A Turma da Lira – Sobrevivência Negra no Rio de Janeiro pós-abolicionista, de Luiz Sérgio Dias (Revistas do IPHAN, nº 25, 1997).

Realização da exposição O Rio que passou em minha vida, no Centro Cultural da Light, com 60 fotografias de autoria de Malta (Jornal do Commercio, 25 de fevereiro de 1997, segunda colunaJornal do Brasil, 27 de fevereiro de 1997, terceira coluna).

Fotografias de autoria de Malta e de Marc Ferrez do Rio Antigo, além de fotos da família do músico homenageado faziam parte do CD-ROM Vida e obra de Villa-Lobos. Foi produzido pela LN Comunicação e Informática com o apoio da Finep (Jornal do Brasil, 19 de março de 1997).

Foi noticiado que a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro havia concluído a digitalização do acervo da Biblioteca Pública do Estado, com mais de 20 mil fotografias do Rio de Janeiro, dentre elas imagens produzidas por Malta e por Marc Ferrez que poderiam ser, a partir desse trabalhos, serem acessadas pelo computador (Jornal do Brasil, 9 de junho de 1997, primeira coluna).

No Centro Cultural da Light, inauguração de um espaço em homenagem a Di Cavalcanti (1897 – 1976), que colaborou com a Revista da Light, entre 1929 e 1930. Uma das atrações foi a exposição de 60 imagens do Rio de Janeiro produzidas por Malta, que chegaram pelas mãos do técnico Sérgio Burgi (1958-), depois de um cuidadoso processo de restauração . São imagens raras dos subúrbios e da Zona Oeste da cidade (Jornal do Brasil, 13 de junho de 1997).

Com uma coleção de 117  itens, dentre partituras, gravuras, instrumentos, outros objetos e fotos, a maioria de autoria de Malta, realização da exposição Imagens da memória musical do Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil com curadoria de Ricardo Prado (19?) (Jornal do Brasil, 6 de julho de 1997).

Editado pelo Instituto Cultural Itaú, publicação do livro O Brasil na máquina do tempo: coleção referencial da história da fotografia brasileira, com curadoria de Pedro Vasquez (Site do IMS).

1998 - No artigo Divagações mais ou menos contemporâneas acerca das coleções de imagens, de Solange Zuniga,  foram publicadas uma foto de sua autoria da Rua da Carioca e outra da Rua do Curvelo (Revistas do IPHAN, nº 27, 1998).

Na matéria A cidade faz pose, que aborda o lançamento de livros com imagens do Rio Antigo, O Rio de Janeiro do Bota-Abaixo, de Antônio Fernandes Bulhões de Carvalho, com fotos de Malta , lançado em novembro de 1997, foi citado. Já estava em sua terceira edição. Noticiado o lançamento, pelo Centro Cultural da Light, do livro O Rio de ontem e de sempre, com fotos inéditas de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 4 de janeiro de 1998).

No Centro Cultural da Light, realização da exposição de fotomontagens com imagens produzidas por Malta Quando o Carnaval chegou, do designer Fernando Pimenta (1951-?) (Jornal do Brasil, 10 de fevereiro de 1998, segunda coluna).

No Museu do Telefone, realização da peça Número, faz favor?, da diretora Cacá Mourthé (1959-) com as atrizes Dedina Bernardelli (1964-) e Soraya Ravenle (1962-). Dinho Valladares (19?-) interpretou Augusto Malta, cujas fotos foram utilizadas no cenário (Jornal do Brasil, 22 de maio de 1998, última coluna).

Inauguração do Casarão Hermé, em Santa Teresa, com uma exposição de fotos inéditas de Malta, pertencentes ao acervo do Museu da Imagem e do Som (Jornal do Brasil, 14 de agosto de 1998, segunda coluna).

Com fotografias de Malta e Guilherme Santos e vitrolas e rádios antigos, o Museu da Imagem e do Som participou da exposição Coleções do Governo do Estado – Palácios, Museus e Acervos do Banerj, realizada no Centro Cultural dos Correios (Jornal do Commercio, 30 e 31 de agosto de 1998).

No evento Criadores da Paisagem Cultural Fluminense, promovido pela Universidade Federal Fluminense, a UFF, realização de palestras e exibição de filmes em torno de nomes importantes da cultura carioca, dentre eles, Malta (O Fluminense, 1º de setembro de 1998, penúltima coluna).

No Centro Cultural da Light, realização da exposição Fábricas do Rio Antigo, com a exibição de 18 fotos de autoria de Malta (Jornal do Commercio, 22 e 23 de novembro de 1998).

Na homepage do Museu do Telefone, acesso a uma galeria virtual de fotos de Malta (O Fluminense, 26 de dezembro de 1998, terceira coluna).

No artigo Estátuas e chafarizes franceses: relíquias do século XIX no Rio, de Eulália Junqueira, as fotos de Malta foram mencionadas (Revista Municipal de Engenharia, 1998).

1999 – Uma foto de autoria de Malta da Avenida Rio Branco foi publicada no livro Caixa de Cultura Fotografia: história e técnica, apresentado por Flavia Aidar e editado pelo Itaú Cultural (Site do IMS).

O IPHAN lança a Revista do Patrimônio com fotos de Augusto Malta, Sebastião Salgado (1944 – 2025), dentre outros, e textos e poemas de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles (1901 – 1964) e Jorge de Lima (1893 – 1953) (Jornal do Brasil, 28 de fevereiro de 1999, última coluna).

No Centro Cultural da Light, realização da exposição O Transporte do Carioca com a exibição de 18 fotos de autoria de Malta (O Fluminense, 11 de maio de 1999Jornal do Brasil, 4 de junho de 1999, primeira coluna).

O acervo de Malta é listado como uma das preciosas coleções do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro: 80 mil fotos, 2,6 mil negativos em vidro e 400 negativos panorâmicos (Jornal do Brasil, 2 de junho de 1999, penúltima coluna).

O cirurgião plástico Paulo Muller arrematou em um leilão quatro fotos de autoria de seu bisavô, Augusto Malta (Jornal do Brasil, 7 de setembro de 1999, primeira coluna).

No Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, exposição de cartões-postais, alguns assinados por Malta (Jornal do Brasil, 17 de setembro de 1999, primeira coluna).

No Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, realização, entre 1º de outubro de 1999 e 11 de junho de 2000, da exposição Rio de Janeiro 1862 a 1927 e outros destaques do Highclifffe Album, com 180 fotografias de Malta,  Marc Ferrez, Georges Leuzinger e Juan Gutierrez (c. 1860 – 1897), dentre outros pioneiros da fotografia no Brasil (Jornal do Brasil, 1º de outubro de 1999Manchete, 16 de outubro de 1999; IMS).

Fazia parte da festa Cine Íris 90 Anos uma exposição de fotografias com imagens produzidas por Malta, pertencentes o acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Jornal do Brasil, 1º de outubro de 1999, primeira coluna).

Lançamento do livro Rio de Janeiro (1862 – 1927), editado pelo Instituto Moreira Salles, prefaciado por Zuenir Ventura (1931-), com textos de Pedro Vasquez e de Augusto C. da Silva Telles (1923 – 2025). Publicação de 153 fotografias dos pioneiros da fotografia no Basil, dentre eles Malta, Marc Ferrez e Juan Gutierrez  (Jornal do Brasil, 13 de novembro de 1999).

Lançamento do livro Memórias e curiosidade do bairro de Laranjeiras , coordenado por João Augusto Fortes e editado pela João Fortes Engenharia, com fotos de Malta e Marc Ferrez e obras de Rugendas (1802 – 1858), entre outros registros iconográficos (Jornal do Brasil, 14 de novembro de 1999).

Fotos de autoria de Malta e a primeira edição de Poesias Completas, de Machado de Assis (1839 – 1908) foram os destaques do 5º Leilão de Livros e Raridades, realizado pela Livraria Universal (Jornal do Brasil, 16 de novembro de 1999).

2000 - Noventa e oito fotografias produzidas por Malta da derrubada do Morro do Castelo, em 1921, foram apresentadas na exposição iconográfica e bibliográfica 500 Anos de Brasil na Biblioteca Nacional, promovida pela Biblioteca Nacional, entre dezembro de 2000 e abril de 2001, celebrando seus 190 anos e os 500 anos do Descobrimento do Brasil (Jornal do Commercio, 10 e 11 de dezembro de 2000, última colunaRevista do Livro (RJ), janeiro de 2002).

Dentro do projeto Fragmentos Discursivos de Bairros do Rio de Janeiro , realizado por pesquisadores da UNI-Rio, publicação de três volumes sobre o bairro da Urca, com fotografias de autoria de Malta (Jornal do Brasil, de 14 de julho de 2000).

2001 - Na capa da Revista de Domingo do Jornal do Brasil, publicação de uma foto de autoria de Malta do carnaval carioca que está no livro Rastros de memória, de Ricardo Cravo Albim (1940-). Na matéria Vovô caía na farra, publicação de mais fotos de Malta  (Jornal do Brasil, 21 de janeiro de 2001).

No site do Museu do Telefone, realização da exposição Virtual telephonia: Augusto Malta, com 18 imagens do fotógrafo com comentários do designer Pedro Agilson (Jornal do Commercio, 17 e 18 de junho de 2001, terceira coluna; Tribuna da Imprensa, 5 de junho de 2001, primeira coluna).

Fotos de autoria de Malta foram leiloadas por Horácio Hermani de Melo, no Palácio dos Leilões em Botafogo (Jornal do Brasil, 11 de agosto de 2001, primeira coluna).

Fotos de Malta foram pesquisadas pela produção do filme Madame Satã (2002), dirigido por Karim Aïnouz (1966-) (Jornal do Brasil, 20 de agosto de 2001, quarta coluna).

Na exposição Memória da Destruição, no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, exibição de 60 fotos de autoria de Augusto Malta, além de 15 charges (Jornal do Brasil, 14 de dezembro de 2001).

Na matéria À luz do abajur lilás sobre o lançamento da antologia Lapa do desterro e do desvario, da historiadora Isabel Lustosa (1955-), publicação de uma fotografia de Malta (Jornal do Brasil, 26 de dezembro de 2001).

2002 – Na Brasiliana da Biblioteca Nacional, publicação de fotos de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 13 de janeiro de 2002).

Publicação de um registro de uma Ipanema deserta, realizada por Malta, no Mapa do Maravilhoso Rio de Janeiro, de Beatriz Jaguaribe (1959-) (Jornal do Brasil, 23 de março de 2002, segunda coluna).

Fotos de autoria de Malta integraram o 19º Leilão da Gioconda, na Galeria Artes&Leilões Gioconda, em Laranjeiras (Jornal do Commercio, 24 e 25 de março de 2002, quarta coluna).

Dentro das providências da reorganização do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, sancionada pelo então prefeito César Maia (1945-). As fotografias, dentre elas as de autoria de Malta seriam colocadas à disposição do público na internet (Jornal do Brasil, 23 de junho de 2002).

Leilão de fotos de autoria de Malta  na Livraria Universal (Jornal do Brasil27 de junho de 2002, primeira coluna9 de julho de 2002, segunda coluna).

 

 

A Coleção Brascan, com cerca de 16 mil fotos, foi doada ao Instituto Moreira Salles e fotos de Guilherme Gaensly (1843 – 1928) e de Malta deste acervo foram exibidas, na exposição Guilherme Gaensly e Augusto Malta: dois mestres da fotografia no Acervo Brascan, no IMS-RJ. Ambos trabalharam como fotógrafos para a São Paulo Railway Light and Power, futura Brascan (Jornal do Brasil2 de setembro de 2002, primeira coluna9 de setembro de 2002, quarta coluna10 de setembro de 2002, primeira coluna).

Na exposição Arquipélagos, o universo plural do MAM, exibição de fotos de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 18 de outubro de 2002, primeira colunaJornal do Commercio, 20 e 21 de outubro de 2002).

Uma foto de autoria de Malta foi usada para a reconstituição do gabinete do Barão do Rio Branco, exibida na exposição O Barão do Rio Branco e a alma carioca, no Museu Histórico Nacional (Jornal do Brasil, 6 de dezembro de 2002, terceira colunaJornal do Commercio, 15 e 16 de dezembro de 2002, última coluna).

2003 - A diretora técnica do Museu da Imagem e do Som, Nilcemar Nogueira (1959-), declarou que, em 2002, cinco mil fotos de autoria de Malta haviam sido restauradas (Jornal do Brasil, 6 de fevereiro de 2003, segunda coluna).

Na LGC Galeria Arte Hoje, realização da exposição AUGUSTO MALTA / RIO DE JANEIRO FOTOS ORIGINAIS ANOS 1920/1940 (Jornal do Brasil, 26 de março, penúltima coluna).

No Centro Cultural da Justiça Federal, exposição de fotos de autoria de Malta dentro da programação do Foto-Rio (Jornal do Brasil, 29 de maio de 2003, primeira coluna).

Em 6 de agosto, na Unicamp, defesa e aprovação da tese de doutorado A escola profissional para o sexo feminino através da imagem fotográfica, de Nailda Marinho da Costa Bonato. A tese estuda a Escola Profissional para o Sexo Feminino tendo como fonte privilegiada a imagem fotográfica. Esse tipo de escola foi instituída na esfera pública de ensino do Distrito Federal na Primeira República como Instituto Profissional Feminino (1898), Primeira Escola Profissional Feminina [Bento Ribeiro] e Segunda Escola Profissional Feminina [Rivadavia Correa] (ambas em 1913) e Escola Profissional Paulo de Frontin (1919). A investigação ao ¿olhar¿ para as imagens produzidas da escola busca os motivos do registro, reconstituir as atividades didático-pedagógicas do seu cotidiano, sua estrutura e funcionamento e o que representou para a educação feminina no projeto educativo republicano do poder municipal, considerando que as imagens trazidas foram produzidas por Augusto Malta, contratado da Prefeitura como fotógrafo, cargo criado na gestão de Pereira Passos (1902-1906) para documentar visualmente as obras de transformação da cidade naquele período, permanecendo na função até 1936. À “leitura” da imagem foram trazidas outras fontes documentais, como relatórios, ofícios, livros de ata, decretos, leis, jornais (Site do IMS).

No espaço cultural do BNDEs, realização da exposição Arte em Movimento com a exibição de obras de diversos artistas, dentre elas, foto de autoria de Malta (O Fluminense, 9 de agosto de 2003, penúltima coluna).

O artista plástico Eduardo Camões lançou um livro e abriu uma exposição. Sua obra é inspirada nas fotos de Malta e de Marc Ferrez, dentre outros (Tribuna da Imprensa, 26 de novembro de 2003, última coluna).

Situado na Rua do Lavradio, Centro do Rio, o restaurante Mangue Seco era decorado com fotos de Malta (Jornal do Brasil, 14 de dezembro de 2003, última coluna).

2004 – No Museu da Imagem e do Som, realização da exposição Carnaval de Ontem e Hoje com fotos de Malta e de Guilherme Santos; e caricaturas de Lan (1925 – 2020), sob a curadoria de Nilcemar Nogueira. A mostra marca a reabertura do museu na Praça XV (Jornal do Brasil, 16 de fevereiro de 2004, penúltima colunaO Fluminense, 19 de fevereiro de 2004, penúltima coluna; Tribuna da Imprensa, 16 de fevereiro de 2004).

Publicação da crônica Carnaval de Morro, escrita por Luiz Edmundo, em 1938, com uma fotografia de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 21 de fevereiro de 2004).

 

 

O tema da Revista Rio de Janeiro, do Iuperj,  foi o centenário da reforma de  Pereira Passos e trazia 30 fotos de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 3 de abril de 2004, primeira coluna).

No livro Brasil rito e ritmo: um século de música popular e clássica, organizado por Leonel Kaz, publicação de uma foto rara de mulheres instrumentistas, na década de 1910, de autoria de Malta, do acervo do Museu da Imagem e do Som (Jornal do Brasil, 26 de abril de 2004, primeira coluna).

 

 

No BNDEs, na exposição Rio & Buenos Aires: duas cidades modernas, exibição de fotos de autoria de Malta e do norte-americano H.G. Olds (1868-1943) ambientada em um típico café da belle époque (Jornal do Brasil, 21 de junho de 2004, primeira coluna;14 de julho de 2004, última coluna).

NO restaurante Toq Final, exposição de fotos do Leblon de autoria de Malta, em comemoração ao aniversário do bairro (Jornal do Commercio, 29 de julho de 2004, quarta coluna).

Suas bisnetas de Malta, Gabriela e Lucca, lançaram De Malta a Malta, uma coleção de fotos inéditas do bisavô  impressas em bolsas e em caixas personalizadas (Jornal do Brasil, 10 de agosto de 2004, segunda coluna).

Fotos de autoria de Malta ilustraram caixas de madeira e porta-copos (Jornal do Brasil, 29 de novembro de 2004, última coluna).

Um inventário de emergência realizado pelas secretarias da Cultura descobriu que havia desaparecido do Museu da Cidade 42  fotos de Malta e de Marc Ferrez (Jornal do Brasil, 22 de junho de 2006).

2005 - No site www.samba-choro.com.br, realização da exposição virtual Carnaval de Augusto Malta (Monitor Campista, 15 de fevereiro de 2005).

O Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte em parceria com o Museu da Imagem e patrocínio da Fundação Vitae, estava finalizando o Projeto de Tratamento Técnico dos Negativos Panorâmicos da Coleção Augusto Malta, comprada pelo então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, na década de 1960 (O Fluminense, 22 e 23 de fevereiro de 2005, primeira colunaJornal do Brasil, 2 de abril de 2005, segunda colunaJornal do Commercio, 12 e 13 de junho de 2005).

Comemorando seu centenário, a Light inaugurou três exposição, uma delas Testemunho da Luz, com 41 fotos de Malta, algumas inéditas, no Centro Cultural da Light. Na matéria, publicação de uma foto de um bonde passando diante do Colégio Militar, na década de 30; e uma de um ônibus, em 1929, ambas de autoria de Malta (Jornal do Brasil, 3 de junho de 2005, terceira coluna).

No Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, realização da exposição Avenida Central, contrastes do tempo, com a exibição de painéis com a reprodução da planta original das fachadas da via a partir de fotos de autoria de Malta e de Marc Ferrez (Jornal do Brasil, 19 de agosto de 2005, penúltima coluna).

Fotos de Malta, de Marc Ferrez e de fotógrafos ainda não identificados foram usadas para a recomposição volumétrica dos modelos dos prédios da Avenida Central no slide show de imagens da Primeira República apresentado no DVD Aurora Luminosa, lançado pela Universidade Federal Fluminense (Jornal do Brasil, 20 de setembro de 2005, última coluna).

Na Exposição de Mesas de Natal do Hotel Othon, a bisneta de Malta, Gabriela Malta, do ateliê Imaginarte, decorou sua mesa com fotos de autoria do bisavô intercalada por fotos de família (Jornal do Brasil, 16 de outubro de 2005, primeira coluna).

Com fotos de autoria de Malta e de Marc Ferrez, realização, no Clube de Engenharia, de uma exposição sobre o centenário da Avenida Central, atual Rio Branco (Jornal do Commercio, 7 de novembro de 2005).

Realização da exposição Avenida Central 1905 – 2005: imagens de um Brasil moderno, com fotos de autoria de Malta e de Marc Ferrez, dentre outros, organizada pelo Instituto Moreira Salles em parceria com o Centro Cultural Justiça Federal (Jornal do Brasil, 11 de novembro de 2005, terceira colunaJornal do Commercio, 19 e 20 de novembro de 2005).

Fotografias de autoria de Malta estavam entre os milhares de itens roubados da Biblioteca Nacional (Jornal do Commercio, 18 de novembro de 2005, quarta coluna).

2006 - Na matéria Pedras no Caminho, publicação de uma fotografia de autoria de Malta do Copacabana Palace, quando o morro ao lado hotel ainda não havia sido dinamitado para a construção de sua piscina (Jornal do Brasil, 10 de janeiro de 2006).

No livro Arte francesa do ferro no Rio de Janeiro, de Eulália Junqueira, publicação de fotos de Malta e de Pedro Oswaldo Cruz (1940 – 2020) (Tribuna da Imprensa, 17 de janeiro de 2006, última coluna).

No desfile da escola de samba Viradouro com o enredo Arquitetando folias, em uma das alas os componentes vestiam fantasias estampadas com fotos da antiga Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Malta (Tribuna da Imprensa, 2 de março de 2006, penúltima coluna).

Na exposição Uma avenida chamada Central, na Universidade Federal Fluminense, exibição de 13 fotos de autoria de Malta e também de Marc Ferrez (Jornal do Brasil, 9 de março de 2006, segunda colunaO Fluminense, 9 de março de 2006, primeira coluna).

Na matéria Abandono que ofusca a beleza, sobre o centenário da Vista Chinesa, publicação da foto da inauguração de seu pagode, em 1906, produzida por Malta (Jornal do Brasil, 19 de março de 2006, última coluna).

A então diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Beatriz Kushnir, informou que 15 mil imagens de autoria de Malta estavam sendo digitalizadas e que em pouco tempo seriam disponibilizadas em um portal (Jornal do Brasil, 9 de abril de 2006, segunda coluna).

Dezoito fotos do acervo de Malta, exemplares de publicações raras como a Revista Illustrada, a Revista da Semana e Dom Quixote; e toda a coleção de gravuras de Debret, mapas e estudos do pintor Lucílio de Albuquerque (1877 – 1939) foram furtados do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e não havia nenhum sinal de arrombamento. Ao todo foram 1500 fotos. Foi realizado um protesto pedindo maior rigor contra o roubo de obras de arte (Jornal do Brasil22 de junho de 20067 de julho de 2006 25 de abril de 2007, primeira colunaJornal do Commercio, 24 de abril de 2007, quarta colunaTribuna da Imprensa22 de junho de 2006; 30 de junho de 2006).

Uma foto de autoria de Malta foi publicada na matéria O chá e o mesmo. A Academia não (Jornal do Brasil, 2 de setembro de 2006).

 

 

Fotos de autoria de Malta ilustravam o livro Século XX: a mulher conquista o Brasil, organizado por Leonel Kaz e Nigge Loddi  (Jornal do Commercio, 21 de dezembro de 2006, última coluna).

2007 – Publicação de fotos do Museu de Belas Artes e da Biblioteca Nacional, em 1925, ambas de autoria de Malta (Anais da Biblioteca Nacional, 2007).

Falecimento de sua filha, Amalthea, em 12 de março. Foi sepultada no Cemitério de São Francisco, em Niterói. Deixou um filho (Site Family Search – Registro Civil).

No livro Rio de Janeiro – o cotidiano carioca no início do século 20, dos pesquisadores Alberto Cohen e Samuel Gorberg, publicação de fotos de autoria de Malta, Marc Ferrez e Brum, dentre outros (Jornal do Brasil, 18 de março de 2007Jornal do Commercio, 23, 24 e 25 de março de 2007).

Na matéria A prata da casa no comando, sobre os 180 anos do Jornal do Commercio, publicação de uma fotografia de autoria de Malta mostrando o cotidiano da equipe de linotipia do jornal, no início do século (Jornal do Commercio, 1º de outubro de 2007).

 

 

Na matéria sobre Na Niemeyer a beleza é proporcional ao perigo, publicação de uma fotografia de autoria de Malta, do início do século XX com uma fila de carros na Avenida Niemeyer (Jornal do Brasil, 3 de outubro de 2007).

2008 - Na Edição Especial do Centenário, publicação de fotos de autoria de Malta (ABI Boletim Informativo, 2008, página 16 e 17).

Uma foto de Malta da Biblioteca Nacional foi publicada na coluna de Wilson Martins (1921 – 2010) (Jornal do Brasil, 12 de janeiro de 2008).

Na matéria Museu da Imagem e do Som vai reuniu o rico acervo, publicação de duas fotos de Malta: uma de uma prostituta e outra da Avenida Vieira Souto, a partir do Castelinho (Jornal do Brasil, 17 de fevereiro de 2008).

 

 

No Instituto Moreira Salles, realização da exposição O Rio de Janeiro de Augusto Malta (Jornal do Brasil, 9 de março de 2008).

Na exposição O Rio de Janeiro de Machado de Assis no Acervo do Instituto Moreira Salles, na Tenda dos Autores da Flip, exibição de fotografias de Marc Ferrez, Georges Leuzinger, Augusto Stahl (1828 – 1877) e Malta (Jornal do Brasil, 28 de junho de 2008, primeira coluna).

No Museu da Maré, fotos de Malta integram o acervo (Jornal do Brasil, 19 de setembro de 2008).

Realização, em 23 de outubro, de 2008, da defesa e da aprovação da tese de mestrado A belle époque carioca : imagens da modernidade na obra de Augusto Malta. (1900-1920), de Fernando Gralha de Souza, da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Fotos de autoria de Malta integravam o livro Coleção Princesa Isabel : fotografia do século XIX: a descoberta de um tesouro cultural inédito, composto de mais de mil imagens brasileiras, de Pedro e Bia Corrêa do Lago, da Editora Capivara (Site IMS).

2009 - Disponibilização do Portal Augusto Malta, do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (Jornal do Brasil, 1º de janeiro de 2009, primeira coluna).

Lançamento do livro Augusto Malta e o Rio de Janeiro, de George Ermakoff (Jornal do Brasil, 6 de junho de 2009, primeira coluna).

Lançamento do livro Meu Carnaval Brasil, pela Editora Aprazível, com fotos de autoria de Malta (Monitor Campista, 28 de fevereiro de 2009, última coluna).

Realização, no Museu da República, da exposição Flanando pelo Rio de Janeiro da Belle Époque Carioca com fotos de Malta e ilustrações de Ivan Wasth Rodrigues O evento integra a programação da Primavera dos Museus e do Ano da França no Brasil (Jornal do Commercio, 2,3 e 4 de outubro de 2009).

Na matéria Almirante Negro, publicação de uma foto de autoria de Malta de marinheiros que participaram da Revolta da Chibata (Jornal do Brasil, 24 de outubro de 2009).

Na quinta edição do evento Choque de Alegria!, promovido pela Associação Gastronômica, Turística e Cultural do Polo Novo Rio Antigo, realização, na Lapa, na exposição Rio, Ontem e Hoje com fotos de Malta e de Nelson Porto (O Fluminense, 21 de novembro de 2009, primeira coluna).

2010 – Com fotografias antigas de autoria de Malta e contemporâneas de autoria de Marcos Terranova (1964-), lançamento do livro Lagoa, da Editora Andrea Jakobson (Jornal do Brasil, 31 de janeiro de 2010).

Fotografias de autoria de Malta integraram a exposição Horizonte Construído – Fotografia e Arquitetura nas coleções do MAM, sob a curadoria de João Camillo Osório (1963-) (O Fluminense, 30 de dezembro de 2010, penúltima coluna).

Editado pela Unesp, publicação do livro Machado de Assis: relíquias culinárias, de Rosa Belluzzo (19?) com fotografias de Malta, Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912) e Marc Ferrez (Site do IMS).

2011 – Realização da exposição Até quarta-feira!, no IMS Rio, entre 15 de fevereiro e 13 de março de 2011, com curadoria de Sérgio Burgi e de Paulo Roberto Pires com fotos de autoria de Malta, Marcel Gautherot (1910 – 1996), José Medeiros (1921 – 1990), Carlos Moskovics (1916 – 1988) e Peter Scheier (1908 – 1979), dentre outros (Jornal da ABI, fevereiro de 2011Site do IMS).

No Salão Nobre da Academia Carioca de Letra, George Ermakoff (1949-) proferiu a palestra A fotografia no Rio: dos pioneiros a Augusto Malta, parte do seminário A Cidade do Rio de Janeiro: Patrimônio e História Cultural (O Fluminense, 23 de novembro de 2011, quarta coluna).

2012 – Publicação de diversos livros pela Folha de S. Paulo com textos de Oscar Pilagallo (1955-) e de Pietra Diwan (1974-):

1 – A indústria : fábricas de chaminés de barro  com fotos de Malta, Guilherme Gaensly (1843-1928), Giacomo Geremia (1880 – 1966), Pierre Verger (1902-1996), Hans Gunter Flieg (1923 – 2024) e Chico Albuquerque (1917 – 2000);

2 – Comércio: do mascate ao mercado, com registros de diversos fotógrafos, dentre eles, Malta;

3 – Arquitetura: da taipa ao arranha-céu com fotografias Malta, Claude Lévi-Strauss (1908 – 2009), Guilherme Gaensly, Marcel Gautherot, Marc Ferrez, Pierre Verger, Revert Henrique Klumb (c. 1830 – c. 1886) e Vicenzo Pastore (1865 – 1918), entre outros;

4 – Cotidiano: um dia na vida de brasileiros com fotos de Malta, Hildegard Rosenthal (1913 – 1990), Peter Scheier (1908 – 1979), Thomaz Farkas (1924 – 2011) e José Medeiros (1921 – 1990), dentre outros;

5- Festas populares: uma celebração de sons e movimentos, com fotos de Malta, Claude Lévi-Strauss, José Medeiros, Marcel Gautherot e Thomaz Farkas, dentre outros;

6 – Obras e construções : marcos do desenvolvimento, com fotos de Malta,  Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?), Hans Gunter Flieg, José Medeiros, Marcel Gautherot e Pierre Verger, dentre outros;

7 – Paisagens: um país belo por natureza, com fotos de Malta, Albert Frisch (1840 – 1918), Flávio de Barros (18? -19?) e de Revert Henrique Klumb, dentre outros;

8 – Protestos e passeatas: a construção da democracia com fotos de Malta, Antônio Luiz Ferreira (18? – 19?), Marc Ferrez,  Thomaz Farkas e José Medeiros;

9 – Transportes: a história dos nossos caminhos com fotos de Malta,Hildegard Rosenthal, Marcel Gautherot, Marc Ferrez, dentre outros.

Fotografias de Malta e Ferrez, dentre outras, além de documentos, foram apreendidos  e o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denunciou 13 envolvidos no crime de receptação de bens públicos furados do acervo do Arquivo Nacional, da Biblioteca Nacional e do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Os acusados estavam envolvidos, no leilão de colecionismo, que seria realizado em 18 de maio de 2006, e que foi denunciado (Jornal do Commercio, 19 de dezembro de 2012, primeira coluna).

No Sesc Copacabana, realização da exposição Augusto Malta – Subversões Poéticas, quando oito fotógrafos exibiram registros feitos a partir de imagens produzidas por Malta no início do século XX (Jornal do Commercio, 28, 29 e 30 de dezembro de 2012).

Editado pela Objetiva, publicação do livro Um olhar sobre o Brasil: a fotografia na construção da imagem da nação 1833-2003, com coordenação de Boris Kossoy (1941-) e consultoria científica de Lilia Moritz Schwarcz (1957-). Trazia fotos de Malta, Albert Frisch, Alberto Henschel (1827 – 1882), Alice Brill (1920 – 2013), Augusto Stahl, Carlos Moskovics, Claude Lévi-Strauss, Dulce Soares (1943-), Felipe Augusto Fidanza (1844 – 1903) ,Georges Leuzinger, Guilherme Gaensly, Hans Günter Flieg, Haruo Ohara (1909 – 1999), Henri Ballot (1921 – 1997), Hildegard Rosenthal, Joaquim Insley Pacheco, José Medeiros, Juan Gutierrez, Madalena Schwartz, Marc Ferrez, Marcel Gautherot e Thomaz Farkas, dentre outros (Site IMS).

2013 - Editado por George Ermakoff, publicação do livro Parc Royal: um magazine na belle époque carioca, de Marissa Gorberg (19?-), com fotos de Malta.

Pela Funarte, publicação do livro Quase acervo, de autoria de Ivan Grilo, com fotos de Malta. (Site IMS).

Na matéria Irineu Marinho em todos os seus matizes, publicação de uma fotografia do prédio do jornal A Noite, de autoria de Malta (ABI Boletim Informativo, 2013).

 

 

Publicação do livro  A01 [cod.19.1.1.43] — A27 [s|cod.23], de Rosângela Rennó (1962-), sobre o roubo de mais da metade do acervo de fotografias de Augusto Mala do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. A obra mapeia o desaparecimento, retratando caixas vazias, rótulos e vestígiosComo a notação e ordenação originais dos álbuns, contém as reproduções do interior e do conteúdo de cada caixa, tal como foram encontrados após a constatação do grande furto de parte dos álbuns da Coleção Pereira Passos do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Dos álbuns remanescentes foram reproduzidos cerca de 20% do seu conteúdo fotográfico (Site do IMS).

Publicação do livro Arpoador : tribute/homenagem, de Julia Michaels e Maria Lago com a colaboração especial de Carolina Matos, pela Editora Língua Geral. Trazia imagens de vários fotógrafos, dentre eles Malta, Rogério Reis (1954-) e Carlos Moskovics.

Com registros de Malta, Marc Ferrez, Thiele (18? – 19?) e Sidney Henry Holland (1883 – 1936), publicação do livro Cristo Redentor: de braços abertos com curadoria e coordenação Maria Izabel Noronha (196?-) e texto de apresentação Ruy Castro (1948-)(Site do IMS).

Defesa e aprovação da tese de mestrado Documentando a experiência urbana carioca : o Rio de Janeiro pelas fotografias de Augusto Malta e do Rio, de Débora Gauziski de Figueredo Bueno, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Site do IMS).

Com imagens de Malta e de outros fitógrafos, publicação de O Largo do Paço: imagem e história, catálogo da exposição realizada no Museu de Arte do Rio de Janeiro – MAR -, de janeiro a abril de 2014 (Site do IMS).

2015 – Publicação do livro Mar de Malta – fotografias Augusto Malta, com curadoria de Milton Guran (1948-) e texto de Pedro Vasquez (Site do IMS).

Publicação do catálogo da exposição O Rio em movimento: cidade natural, cidade construção, realizada no Arquivo Nacional, entre outubro de 2015 e março de 2016, com curadoria de Renata William do Vale e fotos de Malta, Luciano Ferrez (1884 – 1955), Juan Gutierrez e Gilberto Ferrez  (1908 – 2000), dentre outros (Site do IMS).

Editado pelo Instituto Odeon, publicação do livro Do Valongo à favela: imaginário e periferia, organizado por Clarissa Diniz e Rafael Cardoso com registros de vários fotógrafos, dentre eles Malta, Claudia Jaguaribe (1955-), Hélio Oiticica (1917 – 1980), Miguel Rio Branco (1946-) e Walter Firmo (1937-) (Site do IMS).

No Centro Cultural da Light, realização da exposição Augusto Malta Revival, do fotógrafo Marcello Cavalcanti (Jornal do Commercio, 26 de outubro de 2015, última coluna).

Pela Fundação Biblioteca Nacional, publicação do livro Os dias passam, de João do Rio (1881 – 1921). Foi publicada uma fotografia do Largo da Glória e da Praia do Russel, de autoria de Malta (Site do IMS).

2016 – Com imagens de diversos fotógrafos, dentre eles Malta, publicação do livro Como nasceram as cidades brasileiras, de Carlos A. C. Lemos (1925 – 2015), editado pelo Studio Nobel (Site do IMS).

Com registros de Malta, Marc Ferrez e de outros fotógrafos, publicação pela Cidade Viva Editora do livro Lagoa Rodrigo de Freitas : uma discussão centenária, de Victor Coelho (19?-).

Publicação do catálogo da exposição O paço, a praça e o morro, realizada pelo Instituto Moreira Salles, no Paço Imperial, entre 24 de junho e 28 de agosto de 2016, reunindo 200 imagens que construíram a representação fotográfica do Rio de Janeiro através do registros de grandes mestres da fotografia brasileira do século XIX e das primeiras décadas do século XX, como Augusto Malta, Camillo Vedani (18? – 1888), Georges Leuzinger, Guilherme Santos, Juan Gutierrez e Marc Ferrez (Site IMS).

2017 – Por ocasião da exposição homônima, realizada no IMS Rio, de 26 de novembro de 2017 a 25 de fevereiro de 2018 e no IMS Paulista, de 8 de maio a 29 de julho de 2018, publicação do livro Conflitos : fotografia e vivência política no Brasil, 1889-1964, organizado por Angela Alonso e Heloisa Espada, com registros de fotógrafos, dentre eles Malta (Site do IMS).

2018 - Defesa e aprovação da tese de mestrado Memórias subterrâneas na fotografia de Augusto Malta: imagens, disputas e identidades no Rio de Janeiro da modernidade, de Dolores Eugênia de Rezende, pela Unirio (Site do IMS).

2021 – Com textos de Augusto Ivan de Freitas Pinheiro, Eliane Canedo, Maria Pace e Piedade Grinberg; além de um ensaio fotográfico de Mauricio Hora, publicação do livro Moinho Fluminense – Memória, editado pela Automática, com registros de diversos fotógrafos, dentre eles, Malta (Site IMS).

2022 – Editado pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o livro Álbum da Cidade do Rio de Janeiro / Bicentenário da independência 2022, com fotografias de Malta, Georges Leuzinger, Guilherme Santos, Juan Gutierrez, Marc Ferrez, Therezio Mascarenhas (18? – 19?) e Uriel Malta, dentre outros.

2023 – Na Janela Livraria, do Shopping da Gávea, lançamento do livro  Augusto Malta Revival, do fotógrafo Marcello Cavalcanti (marcellocavalcanti.com.br).

2026 - Em 27 de janeiro, no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, sob a presidência do internacionalista e doutor em Ciência Política, Eliseu Santiago, em parceria com a Aprazível Edições, do jornalista, editor de livros, curador de museus e exposições, Leonel Kaz, o AGCRJ lançou o livro digital Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)que revela um valioso e inédito acervo iconográfico da cidade do Rio no período do Estado Novo, sob a presidência de Getúlio Vargas (1882 – 1954).  São fotografias inéditas produzidas pelos filhos de Augusto Malta, Aristógiton  e Uriel. As imagens do livro resgatam a importância do trabalho dos filhos de Augusto Malta, que fotografaram os últimos anos da belle époque carioca assim como seu desaparecimento.

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

Cronologia de Benjamin Robert Mulock (1829 – 1863)

Cronologia de Benjamin Robert Mulock (1829 – 1863)

 

1829 – Benjamin Robert Mulock nasceu em 18 de junho, no condado de Staffordshire, na Inglaterra, filho do pregador evangélico dublinense Thomas Samuel Mulock (1789 – 1869), um fanático religioso de origem humilde, e da inglesa Dinah Mellard (1794-1845), órfã de um próspero industrial do ramo de curtumes. Eles haviam se casado em 7 de junho de 1825. Benjamin foi o mais novo entre seus irmãos Thomas Mellard Mulock (1827 – 1847) e Dinah Maria Mulock Craik (20/04/1826 – 12/10/1887).

1830 - Seu pai, Thomas Samuel Mulock foi, pela primeira vez, internado no Stafford County Lunatic Asylum, hospital para doentes mentais, onde ficou do dia 1º ao dia 10 de maio.

1831 - Thomas Samuel Mulock perdeu sua paróquia e a família foi viver em Newcastle-under-Lyme.

1832 - Em 2 de dezembro, o pai de Benjamin, que devido a seu temperamento era conhecido como Moloch Sangrento, uma alusão a um demônio da tradição cristã e cabalística, foi internado de novo no Stafford County Lunatic Asylum, onde permaneceu sete anos.

Nos últimos anos dessa década, Dinah Mellard, mãe de Benjamin, fundou, com a ajuda de sua filha, uma pequena escola em Newcastle-under-Lyme.

1839 –  Com a morte da avó materna de Benjamin, a família Mulock herdou algum dinheiro.

Em 31 de dezembro, seu pai deixou o Stafford County Lunatic Asylum.

1840 - A família foi para Londres, onde passou a ter uma vida mais confortável. Moravam em Earls Court Terrace. Benjamin começou a estudar piano e concertina. Entre esse ano e por volta de 1845, quando Dinah, a mãe, faleceu, os Mulock tiveram uma vida cultural interessante. Thomas Samuel tornou-se amigo de Charles Mathews, gerente do Covent Garden, que convidava constantemente os Mulock para ocuparem uma frisa no teatro. Conviveram com atores, comediantes, e escritores, como George (1804 – 1878) e Maria Lovell (1803-1877), também atriz; a poeta Eliza Leslie (1787 – 1858), e o editor Samuel Carter Hall (1800 – 1889).

1842 – Sua mãe começou a apresentar problemas de saúde.

1843 – Benjamin começou a se interessar por Engenharia Civil.

1844 – Sua mãe e sua irmã voltaram temporariamente para o condado de Staffordshire, provavelmente na esperança de que a saúde da mãe melhorasse.

 

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O pai de Benjamin, Thomas Samuel Mulock, c. 1823. Fotografia publicada no livro The Mellards and Their Descendants, 1915.

 

1845 – Em Londres, Benjamin, seus irmãos e mãe foram abandonados pelo pai, em 21 de março de 1845, Sexta-Feira da Paixão.

Sua mãe, Dinah Mellard Mulock, faleceu em 3 de outubro. Thomas Samuel tentou se reaproximar da filha Dinah.

1846 – Por motivos financeiros, seu irmão Thomas teve que abandonar seus estudos de pintura e passou a trabalhar como capitão de navios. Ele havia estudado pintura com William Holman Hunt (1827 – 1910), que fundou, em 1848, juntamente com Dante Gabriel Rossetti (1828 – 1882) e John Everett Millais (1829 – 1896), o grupo artístico Irmandade Pré-Rafaelita.

1847/ 1848 /1849 - Em Londres, morte de seu irmão, Thomas, em 12 de fevereiro de 1847, após uma queda do navio em que faria sua segunda viagem como capitão da Marinha Mercante.

Benjamin vivia com sua irmã, Dinah, em alojamentos nas cercanias de Tottenham Court Road, e estudava no University College London latim, matemática e filosofia natural como preparação para a Engenharia. No século XIX, a filosofia natural englobava o estudo da astronomia, cosmologia, geologia, física e quimíca.

Dinah completou 21 anos e recebeu sua parte do trust de sua mãe. Ela escrevia contos e poemas que vendia para revistas, jornais e para os anuários de moda de Lady Blessington (1789 – 1849), além de percorrer editoras fazendo contatos. Em 1849, Dinah, publicou seu primeiro romance, The Ogilvies.

1850 – Benjamim completou 21 anos, recebeu sua parte do trust de sua mãe e foi para a Austrália. Desse ano até 1853, estabeleceu uma criação de ovinos e participou da corrida ao ouro no país.

1854 – Entre esse ano e 1855, Mulock retornou à Europa para tratar um problemas nos olhos, na Suíça e em Marienberg, na Alemanha.

1855 - Alistou-se nArmy Works Corps e serviu como engenheiro em uma ferrovia durante a guerra da Criméia, conflito que ocorreu entre 1853 e 1856, na península da Criméia, no mar Negro, ao sul da Rússia e nos Bálcãs.

1856 – Retornou à Inglaterra, em julho, e entrou para o Liverpool Public Offices Engineers Department. Como engenheiro, trabalhou para os Correios de Liverpool. Em torno dessa época, Mulock tornou-se um fotógrafo autodidata.

Nesse ano, sua irmã publicou John Halifax. No período em que escreveu o livro, foi sustentada por Benjamin.

Seu pai voltou a ser internado no asilo de doentes mentais do condado de Stafford, onde permaneceu até 1860.

1857 - Em 31 de março, foi lançada a pedra fundamental da ferrovia da Bahia ao São Francisco, que ligava Salvador a Alagoinhas, a primeira da Bahia. Os planos da obra foram levantados pelos engenheiros civis ingleses Henrique Law e John Blount e sua execução contratada a John Watson (1816-1890), que dela encarregou o engenheiro H. Vignoles (1793 – 1875) (Diário de Pernambuco, 14 de abril de 1857, na segunda coluna sob o título “Bahia”, e Jornal do Commercio, 11 de março de 1858, na quarta coluna). Na época, o presidente da província da Bahia era o desembargador João Lins Vieira Cansansão de Sinimbú (1810 – 1906), presente na cerimônia do lançamento da pedra fundamental da obra.

1858 – Benjamim vivia em Liverpool e sua irmã, Dinah, foi morar com ele.

 

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Os irmãos Dinah e Benjamin Mulock, em 1858, no Jardim de Linacre Grange, em Bootle, cidade próxima a Liverpool. Fotografia publicada no livro The Mellards and Their Descendants, 1915.

 

1859 – Dinah e Benjamin mudaram-se para Londres e foram viver em Wildwood Cottage, perto de Hampstead, uma área rural da cidade. Entre fins de 1858 e 1859, Benjamin trabalhou como fotógrafo para John Jabez Edwin Paisley Mayall (1813 -1901), profissional famoso por sua produção de fotografias no formato cartões de visita da rainha Victoria (1819 – 1901). No período que se dedicou à fotografia, provavelmente entre 1858 e 1862, Benjamin sofreu doenças de pele decorrentes do uso de produtos químicos no processo fotográfico.

Benjamin embarcou no paquete inglês Oneida, que partiu de Southampton, e chegou ao Brasil em 1º de novembro, onde ficou até 1862. Teria sido contratado na França, onde aprimorava seus conhecimentos de fotografia, pela firma empreiteira do engenheiro civil inglês John Watson (1816-1890), para documentar a construção da estrada de ferro da Bahia ao São Francisco. Segundo o site Salvador Antiga, teria escrito sobre a Bahia: Eu nunca vi um lugar que me agradasse tanto à primeira vista. A Cidade alonga-se pela Baía, de forma crescente. A orla é alta e as casas erguem-se umas sobre as outras, misturando-se com a vegetação dominada por bananeiras e coqueiros, tudo tão verde.

 

 

1860 - Duas fotografias de sua autoria produzidas na Bahia foram publicadas na Illustrated London News, fundado em 1842 e primeiro jornal ilustrado semanal do mundo.

Em uma carta enviada por sua irmã, Dinah, a ele, em 4 de setembro, ficava evidenciada sua tendência à melancolia: Você trabalhar de modo silencioso e constante apesar das dificuldades, tenho orgulho disso, mas quando você se esfalfa de modo descuidado e inútil, e então fica irritado e vê as coisas de modo melancólico, bem, isto me preocupa bastante, eu admito.

c. 1861 – Em torno desse ano, vinte e sete fotografias da construção da ferrovia e também 32 imagens da cidade de Salvador e do interior da Bahia foram presenteadas a d. Pedro II pelo empreiteiro John Watson.

1862 – Em abril, deixou o Brasil e voltou para a Inglaterra, onde passou a viver com sua irmã, Dinah, em Hampstead.

1863 –  Em janeiro e fevereiro, trabalhou em Swansen, cidade no País de Gales, como engenheiro. Em abril, Benjamin retornou à Inglaterra e voltou a morar com sua irmã em Hampstead, em Londres.

Benjamin começou a dar sinais de melancolia. Sua irmã, que cuidou dele, tinha medo que ele cometesse suicídio. Em 7 de junho, foi internado na clínica para doentes mentais do Dr. Harrington Tukes, em Hammersmith, Londres. Fugiu cinco dias depois e foi atropelado, tendo morrido dos ferimentos em 17 de junho (Weekly Freeman’s Journal, 27 de junho de 1863).

Segundo o artigo Mrs. Craik, da escritora escocesa Margaret Oliphant (1828 – 1887), publicado em 1887,  na Macmillan’s Magazineseria impossível penetrar suficientemente nas linhas da reticência vitoriana para descobrir se o problema de Benjamin era com o álcool, com o ópio ou instabilidade mental; ele aparecia e desaparecia, era muito falado, ternamente recebido pela irmã, causando nela ansiedade; rejeitado pelos amigos dela, mas nunca por ela.

1865 - Casamento de Dinah com George Lillie Craik  (1798–1866), escritor e crítico literário escocês.

1869 – Morte de seu pai, Thomas Samuel Mulock.

1887 – Morte de Dinah Maria Mulock Craik, em 12 de outubro.

 

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica