Já em 1900, o alagoano Augusto Malta, que viria a ser o mais importante cronista fotográfico do Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX, cujo trabalho é fundamental para a preservação da memória da cidade, passeava e trabalhava, pedalando pelas ruas da cidade, tendo sido, inclusive, secretário do Grupo de Velocemen, criado para organizar passeios e outros divertimentos ciclistas.
Essa sua relação com a cidade e sua paisagem, construída, inicialmente, por seus deslocamentos com sua bicicleta, se expandiria para a formação de seu significativo legado iconográfico.
Foi, exatamente, a partir da troca de uma bicicleta por uma máquina fotográfica que o Rio de Janeiro ganhou um de seus mais atuantes fotógrafos. Em 1900, Malta comercializava tecidos finos no Centro do Rio e, para fazer entregas de encomendas, usava como transporte a bicicleta. Um de seus fregueses, um aspirante da Marinha, propôs a troca e, a partir desse trato, Augusto Malta começou a se interessar por fotografia.
Em 1903, foi contratado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como fotógrafo oficial, cargo criado para ele. Passou a documentar a radical mudança urbanística promovida pelo então prefeito da cidade, Francisco Pereira Passos (1836-1913) – de quem se tornou muito amigo -, período que ficou conhecido como o “bota-abaixo”. Augusto Malta trabalhou na Prefeitura até 1936, quando se aposentou. Incansável, elegante e bem-humorado, com seus olhos irrequietamente falantes definiu a fisionomia do Rio de Janeiro a partir de sua extensa e importante produção de imagens.
Sobre sua aparência, Raymundo de Athayde escreveu na Revista da Semana, de 16 de dezembro de 1944:
“É um nortista tipo perfeito da classificação conhecida: braquicéfalo, altura mediana, maxilares salientes, olhos amendoados como o de um mongol. Na verdade, visto de perfil, parece-se com um soldado de Chiang-Kai-Chek, que tivesse abandonado a farda…Há cinquenta anos usa uma gravata borboleta, dessas preferidas pelos pintores e poetas do século passado.” Também foi um dos primeiros a usar óculos de aro de tartaruga.
Sobre o início de sua carreira, Malta, na mesma entrevista para Raymundo Athayde, comentou:
“Eu, no entanto, continuei a vender fazendas a pé. Quanto à máquina, tomei gosto pela fotografia e, aos domingos, em companhia de um amigo, também amador da arte, tirava vistas da cidade, grupos de amigos etc. Confesso que sentia grande sensação quando via surgirem no papel as belas e surpreendentes imagens que o sal de prata revelava e o hipossulfito fixava a meus olhos, na câmara escura improvisada em minha casa. E vivia assim nesse ingênuo amadorismo, quando um fornecedor da Prefeitura, meu amigo, levou-me para tirar fotografias das obras que então o grande Pereira Passos realizara em 1903. Na época, o Rio começava a mudar a indumentária e remoçar. Por acaso o insuperável Prefeito viu as fotografias que eu tirava por esporte e gostou. Propôs-me um emprego na Prefeitura e eu, sem relutâncias, aceitei”.
Além de ter documentado as transformações urbanas e os grandes eventos da cidade como a Exposição Nacional de 1908, a construção do Teatro Municipal, em 1909; a Revolta da Chibata, em 1910; e a inauguração do Cristo Redentor, em 1931; paisagens, monumentos, lojas, o casario decadente e as ressacas. Registrou também aspectos da vida carioca como, por exemplo, o carnaval de rua, o movimento dos quiosques, os eventos sociais, os moradores de cortiços, os vendedores ambulantes, as prostitutas, os marinheiros e cenas de praia. Também fotografou políticos, intelectuais e artistas, tornando-se próximo de vários deles como Afonso Pena (1847 – 1909), Carlos Sampaio (1861 – 1930), Joaquim Nabuco (1849 – 1910), Lauro Muller (1863 – 1926), Noronha Santos (1876-1954), Oswaldo Cruz (1872–1917), Paulo de Frontin (1860 – 1933), Rodrigues Alves (1848 – 1919) e Ruy Barbosa (1849 – 1923).
Suas fotos foram divulgadas em guias turísticos, cartões-postais, revistas e publicações oficiais, tendo ajudado a formar a identidade visual da Belle Époque no Rio de Janeiro e contribuído, decisivamente, para a preservação da memória da cidade. Foi, sem dúvida, um importante incentivador do fotojornalismo no Brasil, tendo fornecido imagens de acontecimentos, pessoas, aspectos urbanos e paisagens para diversas revistas e jornais, mesmo após sua aposentadoria.
Como escreveu Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) , O Malta viu tudo (Jornal do Brasil, 1º de março de 1979).
Segundo o artigo de Regina da Luz Moreira, Augusto Malta, dono da memória fotográfica do Rio, publicado no Portal Augusto Malta do Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, em termos técnicos, Malta manteve-se sempre fiel ao seu equipamento, só admitindo mudanças a partir do momento em que o filho Aristógiton passou a trabalhar com ele. Foram então introduzidas câmaras americanas e alemãs, as mais modernas então existentes. Mesmo assim, até praticamente os 90 anos continuou a fotografar com chapas de vidro, optando, no entanto, pelas de tamanho mais reduzido, como as de 13 cm por 18 cm.
Fotógrafo Malta
Charles Julius Dunlop

Malta, de óculos, com os irmãos Rodolfo (sentado) e Henrique (em pé) Bernardelli, escultor e pintor, respectivamente
“O Major da Guarda Nacional, Augusto Cesar Malta de Campos, ou melhor, o fotógrafo Malta, como é mais conhecido, é o profissional mais antigo do Rio de Janeiro. Possui ele um arquivo completo dos acontecimentos mais importantes desta cidade, nos últimos 50 anos, com toda a história da sua transformação, todas as realizações da Prefeitura, documentada em mais de 30 mil chapas.
O lançamento do Portal Augusto Malta, em 2008, foi uma importante iniciativa do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ). No portal, estão reunidos o acervo do fotógrafo na referida instituição e no Museu Histórico da Cidade, além de fotografias de seus filhos, Aristógiton e Uriel Malta. O ex-curador da Brasiliana Fotográfica, Joaquim Marçal, foi consultor do projeto.
O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, o Arquivo Fotográfico da Light, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o Instituto Moreira Salles, a Biblioteca Nacional e o Museu Histórico Nacional são outros importantes acervos da obra do fotógrafo.

Augusto Malta com os filhos de seu primeiro casamento, c. 1907. Passeio Público, Rio de Janeiro, RJ / Site Family Search – Da esquerda para direita, acima: Arethusa, Malta e Luthgarde; e abaixo, Aristocléa, Aristógiton e Callishene
Augusto Cesar Malta de Campos nasceu em 14 de maio de 1864, em Mata Grande, Alagoas, que entre 1902 e 1929 se chamou Paulo Afonso. Filho do escrivão Claudino Dias de Campos e Blandina Vieira Malta de Campos, conhecida como Dona Iaiá, foi batizado em 5 de junho, na matriz de Nossa Senhora de Mata Grande, por Francisco Felix Dias e Sebastiana Bezerra Sidrino. Em 1886, deixou de morar com o padre Antonio Marques de Castilho (18? – 1886), com quem havia ido residir por decisão de seu pai, que queria que ele seguisse a carreira religiosa. Alistou-se no Exército, no Recife. Pretendia seguir a carreira militar, mas, posteriormente, quando cumpriu o prazo de tempo de serviço, foi dispensado.
Em 1888, após participar de manifestações a favor da abolição da escravatura, foi para o Rio de Janeiro e , segundo o próprio, seu primeiro emprego na cidade foi no comércio, como auxiliar de escrita. No ano seguinte, já era guarda-livros da firma Leandro Martins. Participou dos acontecimentos de 15 de novembro de 1889, quando foi proclamada a República no Brasil, quando participou de uma manifestação coletiva dos empregados do comércio. No dia seguinte, foi um dos signatários do termo de juramento lido na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, dando posse ao governo provisório republicano.
Em torno de 1890, visitou a Alagoas, e casou-se com sua prima distante, a alagoana Laura Oliveira Campos (1874 – 1905). O casal teve cinco filhos: Luthgardes (05/01/1896 – 05/02/1928), Arethusa (1898 – 31/03/1913), Callisthene (26/07/1900 – 20/02/1919), Aristocléa (21/06/1903 – 03/1934), afilhada do prefeito Pereira Passos; e Aristógiton (25/08/1904 – 15/08/1954). Todas as filhas do casal morreram de tuberculose.
Como já mencionado, foi fotógrafo da Prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936. E também prestava serviços para empresas como a Light e a Sul-América, para pequenas empresas e para particulares.
Com o falecimento de Laura, em 1905, em torno de 1906, Malta passou a viver maritalmente com Celina Augusta Verscheuren (16/03/1884 – 1969), que trabalhava desde os 15 anos como babá dos filhos de Malta e Laura. Com Celina, Malta teve mais quatro filhos: Dirce (1907 – 10/1971), Eglé (20/09/1909 – 11/1941) e Uriel (28/09/1910 – 05/08/1994) e Amalthea (12/12/1912 – 12/03/2007).
Foi criada em 28 de outubro de 1913, a Associação dos Photographos de Imprensa, provavelmente a primeira do gênero, no Brasil. Entre seus fundadores estavam Augusto Malta e Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, produzidas em 1916.
Em 1936, aposentou-se da Prefeitura do Rio de Janeiro e foi substituído por seu filho, Aristógiton. No ano seguinte, seu outro filho, Uriel, passou a trabalhar com o irmão. Em 1940, foi morar em Niterói. Até o fim de sua vida, forneceu imagens para particulares e para a imprensa.
Ao longo de sua carreira teve diversos estúdios cedidos pela Prefeitura que, às vezes, também residia com sua família: na Rua do Lavradio, 96 (depois 112), que sofreu um incêndio em 1905; na Rua do Riachuelo, 22, perto dos Arcos da Lapa; na Rua Frei Caneca, no Passeio Público, na Rua Camerino, 57, na Rau Senador Furtado, 85, no Maracanã; na Rua General Câmara, 260 e na Rua Sergipe, no Maracanã. Também teve ateliês fotográficos particulares como os da Avenida Central, 92; da Avenida Rio Branco, 90; e da Praça Tiradentes, 35.
Em 30 de junho de 1957, Augusto Malta faleceu devido a problemas cardíacos, no Hospital da Ordem Terceira da Penitência. Foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério do Caju. Residia na Rua Pereira Nunes, em Niterói, bem próximo à Praia das Flechas. Quando faleceu, só tinha três filhos vivos: o fotógrafo Uriel, Amalthea e Dirce.
Acesse aqui a Cronologia de Augusto Malta (1864 – 1957)
*Este artigo foi atualizado em 29 de abril de 2026.
Andrea C. T. Wanderley
Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
Fontes:
Achados e Perdidos (livro eletrônico): Imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)/Eliseu Santiago de Souza…(Et.Al.) — 1ª edição. Rio de Janeiro: Aprazível Edições e Arte e UQ Editions, 2025 PDF. Outros autores: Pedro Marreca, Rafael Martins, Leonel Kaz.
ALMEIDA, Adjovanes Thadeu Silva de; SANTANA, José Luis. Augusto Malta: o fotógrafo de uma cidade que se transformou. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades, 2013
Anais do Museu Histórico Nacional: volume XXXII – 2000, pág 131.
BENCHIMOL, Jaime Larry. Pereira Passos: um Haussmann tropical – a renovação urbana da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX. Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca v11 – AGCRJ, 1992.
BULHÕES, Antonio & REBELO, Marques. O Rio de Janeiro do bota-abaixo. Rio de Janeiro: Salamandra, 1997
CAMPOS, Fernando Ferreira. Um fotógrafo, uma cidade: Augusto Malta, Rio de Janeiro: Maison Graphique, 1987.
Catálogo da Exposição comemorativa da doação do Acervo Brascan ao IMS – Guilherme Gaenly e Augusto Malta: dois mestres da fotografia brasileira no Acervo Brascan. Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2002
Dunlop, Charles Julius. Rio Antigo, volume II. Rio de Janeiro: Editora Rio Antigo, 1956.
ERMAKOFF, George. Augusto Malta e o Rio de Janeiro: 1903-1936 / George Ermakoff; tradução para o inglês Carlos Luís Brown Scavarda. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2009. 288p. : il.; 28cm
FROSSARD, Heloisa (org.) Augusto Malta – Catálogo da série Negativo em vidro Aristógiton Malta. Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro – Coleção Biblioteca Carioca, 1994.
HEEREN, Alice. Affective Rhetorics of Contagion – Augusto Malta in Belle Époque Rio de Janeiro, 2020.
Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional
KOSSOY, Boris. A fotografia como fonte histórica: introdução à pesquisa e interpretação das imagens do passado. São Paulo: Secretaria da Ind., Com., Ciência e Tecnologia, 1980. (Coleção Museu &Técnicas; 4).
LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.
Nosso Século. São Paulo; Abril Cultural, 1980. vol 1 (1900-1910)
O GLOBO
MOREIRA, Regina Luz. Augusto Malta, dono da memória fotográfica do Rio in Portal Augusto Malta, 18 de agosto de 2008
OLIVEIRA JUNIOR, Antônio Ribeiro de. Do reflexo à mediação : um estudo da expressão fotográfica e da obra de Augusto Malta. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, 1994.
OLIVEIRA JUNIOR, Antonio Ribeiro de. O visível e o invisível: um fotógrafo e o Rio de Janeiro no início do século XX. In: SAMAIN, Etienne (org.). O Fotográfico. São Paulo: Hucitec, 1998.
Portal Augusto Malta do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro
Site Enciclopédia Itau Cultural
Site Centro Cultural da Light
Site Family Search
SOUZA, Fernando Gralha. Augusto Malta e o olhar oficial – Fotografia, cotidiano e memória do Rio de Janeiro – 1903/1936. Tese de Mestrado. UFJF/PPGHIS. 2006.










Muito bom saber sobre a história do Alagoas o AUGUSTO MALTA.
Sou grande admirador das fotos de Augusto Malta, são fotos preto e branco muito bem tiradas e de ótima qualidade. Deixou para o Rio de Janeiro uma herança admirável desta cidade maravilhosa que tanto foi transformada (para pior) ao meu ver. O Rio Antigo era muito mais rico em construções do que é hoje, e a prova disto são as fotos de Augusto Malta. Agradeço muito essa oportunidade gratuita que vcs. tem proporcionado.
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Adoro fotografias do Rio antigo, parece que vivi aquela época em uma vida passada. A qualidade das fotos é fantástica!!!!!
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Amei tudo!
Excelente reportagem sobre o fotógrafo Augusto César Malta.