O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Foi fundado em 1866, em Belém (PA), sendo o segundo museu de história natural do país e a primeira instituição científica da Amazônia. Até 1954, foi administrado pelo Governo do Pará. A partir de 1955, foi federalizado, ficando subordinado ao CNPq e depois diretamente ao MCTI. Atualmente, possui três bases físicas: o Parque Zoobotânico, no centro de Belém, criado em 1895, onde se localizam as exposições e os serviços educativos; o Campus de Pesquisa, criado em 1979, onde estão as coleções, os laboratórios e os três cursos de pós-graduação mantidos pela instituição (Botânica Tropical; Biodiversidade e Evolução; Diversidade Sociocultural); e a Estação Científica Ferreira Penna, base avançada de pesquisa na Floresta Nacional de Caxiuanã, inaugurada em 1993.
A missão institucional do Museu Goeldi é realizar pesquisas científicas relacionadas aos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia; disseminar conhecimentos e acervos; e capacitar pessoas nas áreas relacionadas ao seu âmbito de atuação. As atividades de pesquisa estão organizadas em quatro coordenações (Ciências Humanas, Ciências da Terra e Ecologia, Zoologia e Botânica). Além delas, existem uma Coordenação de Comunicação e Extensão e uma Coordenação de Museologia.
O acervo do Museu Goeldi é composto por 19 coleções geológicas, biológicas, culturais, bibliográficas e arquivísticas, que se subdividem em mais de 40 sub-coleções, integradas por mais de 4,5 milhões de itens tombados. As coleções arqueológica e etnográfica, assim como o Parque Zoobotânico, são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Especificamente sobre o acervo arquivístico, é salvaguardado pelo Arquivo Guilherme de La Penha, unidade administrativa criada em 1987. Esse acervo está organizado em suas fases corrente, intermediária e permanente. Esta última fase é denominada, na instituição, de Coleções Documentais Históricas, compostas pelo Fundo Museu Paraense Emílio Goeldi, formado pela documentação produzida e recebida pela instituição ao longo de sua história centenária; por fundos privados, de origem pessoal ou institucional, alguns doados e outros cedidos em comodato, como os de João Martins da Silva Coutinho, Rudolf Schüller, Curt Nimuendajú, Protásio Frikel, Eduardo Galvão, Darrell Posey e outros; e por Coleções Especiais, formadas por cópias digitais de acervos particulares ou públicos, cedidas à instituição com direito de uso não comercial. Há apenas duas Coleções Especiais: a Coleção Jacques Huber (1867-1914), formada em 2014 por cópias digitais de todo o acervo da Família Huber, custodiado pelo Staatsarchiv des Kantons Basel-Stadt, na Suíça; e a Coleção Emília Snethlage (1868-1929), em formação desde 2017, com cópias digitais de documentos pertencentes à Família Snethlage e a diversas instituições da Europa, Estados Unidos e Brasil.
Dentro do Fundo Museu Paraense Emílio Goeldi existe uma Coleção Fotográfica, composta por 1.420 negativos de vidro, imagens reproduzidas em papel, slides, negativos flexíveis, álbuns, fototipias e cópias digitais cedidas por pessoas privadas (cerca de 20 mil documentos). As fotografias disponibilizadas no Portal Brasiliana Fotográfica são preservadas pelo Arquivo Guilherme de La Penha na sua forma física e/ou digital.
Para mais informações, consulte www.gov.br/museugoeldi
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