A Floresta da Tijuca na Coleção Família Passos

Nesse artigo, o cientista político Paulo Celso Corrêa, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos convida a um passeio pela Floresta da Tijuca nos primeiros anos do século XX, a partir de visitas que o ex-prefeito do Distrito Federal, Francisco Franco Pereira Passos (1836-1913), fazia ali com sua família e convidados. A Floresta da Tijuca é uma das principais áreas verdes urbanas do mundo, com 33 km2 e 3.953 hectares. Desde 1961, integra o Parque Nacional que reúne as demais florestas do Maciço da Tijuca, com abrangência sobre as zonas oeste, norte e sul da cidade do Rio de Janeiro.

 

A Floresta da Tijuca na Coleção Família Passos

Paulo Celso Corrêa*

 

O patrimônio natural e histórico da Floresta da Tijuca, produto e testemunha da história da ocupação humana na região, inspirou a produção de diversos registros fotográficos ao longo dos séculos XIX e XX, alguns dos quais já mostrados aqui no portal Brasiliana Fotográfica, no artigo A Floresta da Tijuca no Dia Mundial do Meio Ambiente, publicada em 5 de junho de 2019.

As fotos a seguir ampliam o escopo desses registros ao retratar diferentes aspectos da Floresta da Tijuca durante as visitas que o ex-prefeito do Distrito Federal, Francisco Franco Pereira Passos (1836-1913), fazia ali com sua família e convidados. As fotos são de autoria de Augusto Malta (1864 – 1957), foram produzidas entre 1904 e 1906, e pertencem à Coleção Família Passos do Arquivo Histórico do Museu da República.

 

 

A Floresta da Tijuca é o resultado de uma grande obra de reflorestamento iniciada em 1861 pelos seus primeiros administradores, o major Manuel Gomes Archer (1821 – 1907) e o Barão d’Escragnolle (1821 – 1888). Desde fins do século XVIII, a vegetação original que cobria o Maciço da Tijuca havia sido devastada pelas plantações de café e pelas queimadas para produção de carvão. Com isso, as fontes de água potável da região, que abasteciam a cidade, ficaram ameaçadas de secar. A recuperação da floresta começou com a desapropriação das fazendas de café e o plantio de sementes e mudas de árvores nativas e exóticas. O projeto do paisagista francês Auguste Glaziou (1833 – 1906) transformou a floresta num parque, com a abertura de estradas cavalgáveis, fontes, lagos, pontes e áreas de lazer como o mirante do Excelsior, a gruta Paulo e Virgínia e a Vista do Almirante.

Tão logo o verde voltou a tomar conta dos altos tijucanos, as fazendas de café deram lugar às chácaras de nobres e burgueses, atraídos pelo sossego e clima fresco semelhante ao de Petrópolis. A Floresta da Tijuca se tornou o lugar favorito de quem, a exemplo dos integrantes da Família Real brasileira, buscava “passeios pitorescos e pic-nics restauradores” como os prometidos em um anúncio do Almanak Laemmert, de 1897:

 

 

As ações tomadas pela gestão de Francisco Pereira Passos na prefeitura do Distrito Federal entre 1902 e 1906 buscaram tornar a Floresta da Tijuca melhor sinalizada, transitável e atrativa aos praticantes do que se chamava à época de “excursionismo” – o hábito de sair de casa, na cidade, para apreciar a natureza, fazendo passeios e piqueniques. Antes, como engenheiro, Passos já havia trabalhado em outro projeto relacionado ao aproveitamento das florestas e montanhas do Maciço da Tijuca para fins recreativos e turísticos: a construção da estrada de ferro ligando o Cosme Velho ao Corcovado, inaugurada em 1885.

As primeiras iniciativas da reforma urbana de Passos para a Floresta da Tijuca foram a reconstrução, em saibro, da estrada que ligava a rua Conde de Bonfim ao Alto da Boa Vista e, neste, a criação de uma praça – atual praça Afonso Viseu – com jardim projetado pelo paisagista francês Paul Villon (1841 – 1905). Nela foi construído um coreto de música oferecido pela Companhia Ferro-Carril de São Cristóvão, que operava a linha de bonde do Largo de São Francisco até o Alto da Boa Vista. O quiosque ali existente foi demolido e substituído por um restaurante de arquitetura em estilo norueguês, mais afinado aos critérios burgueses de higiene e bom-gosto. Um dos traços da reforma Passos foi o combate aos quiosques que, servindo comidas e bebidas a trabalhadores, desocupados e demais integrantes das camadas pobres da sociedade, eram qualificados como focos de desordem e sujeira. Agindo de tal modo, o poder público assegurava então que a Floresta da Tijuca continuasse a ser um espaço moldado ao gosto das classes dominantes e que, na esteira das transformações urbanas promovidas na capital federal, fosse capaz de atrair visitantes e turistas. O coreto, o jardim e o restaurante aparecem nesses dois postais, que reproduzem fotos de Augusto Malta.

 

 

 

A inauguração da praça aconteceu em 12 de outubro de 1903 e contou com a presença do presidente Rodrigues Alves, conforme noticiou o Jornal do Brasil na matéria Alto da Boa Vista, publicada no dia seguinte. Na mesma ocasião, foram inauguradas a Mesa do Imperador reformada e o novo pavilhão oriental da Vista Chinesa.

No lugar conhecido como Mesa do Imperador, onde se supõe que a Família Real fazia suas refeições quando passeava pela Tijuca, a prefeitura fez construir um novo caramanchão e grades rústicas para melhor abrigar os piqueniques. A seguir, a foto de Augusto Malta mostra a Mesa do Imperador com essas novidades, em 1903; e o cartão postal (sem data) registra Passos e um grupo majoritariamente feminino, que inclui sua esposa Maria Rita, posando diante de uma placa na qual se lê o nome do lugar, a sua altitude e a sigla PM de “Prefeitura Municipal”.

 

 

 

Mais adiante se chega à Vista Chinesa, lugar assim chamado desde meados do século XIX em alusão aos trabalhadores chineses que cultivavam chá nas antigas fazendas da região. Na gestão de Pereira Passos, foi erguido ali um novo pavilhão em forma de pagode (torre típica dos templos budistas asiáticos), com estrutura de argamassa imitando bambu e uma mesa de piquenique. O projeto foi de autoria do arquiteto Luiz Rey. Desse mirante, inaugurado em 1903, se podia ver o Corcovado (ainda sem o Cristo Redentor), o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara, a Lagoa Rodrigo de Freitas e um pouco de Niterói. A foto seguinte mostra o pavilhão ainda em um estágio primário de construção.

 

 

As fotos abaixo registram uma visita de Passos à Tijuca, realizada em 19 de abril de 1906, com a finalidade de verificar os reparos feitos nas estradas da região, danificadas após fortes chuvas. A visita foi noticiada na seção “Prefeitura” do Jornal do Brasil de 20 de abril de 1904, na sétima coluna. Também integravam a comitiva Jerônimo Coelho, diretor municipal de Obras e Viação, e Manuel Maria Del Castilho, superintendente do Serviço de Limpeza Pública e Particular. As fotos de Malta mostram o grupo na Estrada da Vista Chinesa, em meio a um corredor de bambus; e na Estrada do Pica-Pau, destacando a presença da Pedra da Gávea ao fundo e alguns aspectos da comunidade local, como um armazém de secos e molhados e uma escola pública.

 

 

 

 

 

Nas fotos a seguir, datadas de 8 de julho de 1906, Passos e um grupo de homens aparecem em passeio à Mesa do Imperador, à Vista Chinesa e ao Rio das Furnas. Na foto abaixo, Malta destacou a Mesa do Imperador com as inovações inauguradas três anos antes. Pereira Passos aparece no canto direito, conversando com dois homens sentados na cerca rústica.

 

 

Posicionado no pavilhão da Vista Chinesa, Augusto Malta fotografou Passos e seus convivas, observados ao fundo por um adulto e uma criança descalços, provavelmente trabalhadores encarregados de manter a estrada em boas condições. O homem à direita de Pereira Passos segura um binóculo, instrumento necessário à melhor contemplação da paisagem oferecida pelo mirante. Na imagem é possível ver a traseira de um automóvel, veículo cada vez mais presente nas ruas das principais cidades brasileiras a partir dos primeiros anos do século XX. O carro, ainda privilégio daqueles com bastante dinheiro para pagar pela sua importação, facilitava subir as estradas da Floresta da Tijuca; por outro lado, também contribuía para este novo acontecimento da vida urbana, o acidente automobilístico, como o que aconteceu nas proximidades da Vista Chinesa, conforme noticiado pela Revista da Semana de 16 de junho de 1907.

 

 

O mesmo grupo de homens aparece noutra foto, produzida no mesmo passeio, à beira do Rio das Furnas.

 

 

Já o cartão postal abaixo foi feito a partir de foto de Augusto Malta do dia 14 de junho de 1904, durante a excursão oferecida pela prefeitura aos delegados brasileiros da Convenção Sanitária Internacional entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai, encerrada no dia anterior. No canto esquerdo da imagem está a esposa do prefeito, Maria Rita Passos,  na Vista Chinesa. A convenção teve a finalidade de unificar protocolos de combate e prevenção à epidemias entre os três países. O sanitarista Oswaldo Cruz (1872 – 1917), então Diretor-Geral de Saúde Pública do Distrito Federal, integrava a delegação brasileira, mas não participou do passeio tijucano. Desde o ano anterior, Cruz vinha aplicando uma série de novas e polêmicas medidas para o combate à febre amarela e à peste bubônica, como os batalhões de mata-mosquitos e a compra de ratos. Naquele momento a cidade passava por um grave surto de varíola, o que em breve levaria o governo federal a propor a lei de vacinação obrigatória contra a doença, episódio que culminaria na Revolta da Vacina, em novembro de 1904.

 

 

Abaixo, os participantes da excursão posam para foto na escadaria do Hotel White, antigo Palacete do Conde de Boa Vista. O Jornal do Brasil do dia 15 de junho deu notícia do acontecimento na matéria No Alto da Boa Vista.

 

 

Situado no Alto da Boa Vista, o Hotel White aparece em várias outras fotos dessa série. Isso porque as recepções oferecidas aos figurões da política, dos negócios e da cultura que visitavam a cidade do Rio de Janeiro costumavam incluir passeios à Floresta da Tijuca e refeições num dos hotéis de luxo existentes na região. O palacete neoclássico que servia como edifício principal do Hotel White foi construído em meados do século XIX para o Conde de Itamaraty, sob projeto do arquiteto José Maria Jacinto Rebelo (1821 – 1871), responsável também por parte do Palácio do Itamaraty, no centro do Rio. Posteriormente, o hotel foi renomeado em homenagem ao primeiro proprietário, como se vê no anúncio publicado na revista Careta de 24 de janeiro de 1914. O palacete é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural desde 1979.

 

 

As fotos abaixo foram produzidas por Augusto Malta no jardim do Hotel White, em 17 de dezembro de 1905. Fazem parte de um pequeno álbum que reúne fotos descontraídas do engenheiro Francisco Oliveira Passos (1878 – 1958), filho do prefeito e então consultor técnico da prefeitura, posando e fumando com um grupo de homens, dentre os quais o escritor e diplomata Graça Aranha (1868 – 1931) e o diretor da Limpeza Pública, Manoel Maria Del Castilho (1856 – 1911). A fotografia do grupo no coreto da praça do Alto da Boa Vista foi depois transformada em postal, enviado a Oliveira Passos pelo próprio Malta no Natal de 1905.

 

 

 

As fotos abaixo, também no Hotel White, mostram cenas da visita de Elihu Root (1845 – 1937), Secretário de Estado dos Estados Unidos, à Floresta da Tijuca. Em agosto de 1906, Root veio ao Rio de Janeiro participar da Terceira Conferência Pan Americana, iniciada em 25 de julho no Palácio Monroe, com a participação de representantes de dezenove países da América. Root chegava ao Brasil como representante da política externa do “Corolário Roosevelt”, oficializada pelo presidente estadunidense Theodore Roosevelt (1858 – 1919), em 1904, que justificava as intervenções militares “preventivas” dos Estados Unidos em outros países no caso de perturbação da ordem e desrespeito aos contratos. O Brasil, no entanto, não se via ameaçado pelo chamado “Grande Porrete”. A política externa brasileira dirigida pelo Barão do Rio Branco (1845 – 1912) considerava o poderio do país norte-americano um fator de proteção contra o intervencionismo europeu e um aliado na promoção dos interesses brasileiros no sul do continente.

As esperanças do governo brasileiro manifestaram-se no entusiasmo com que Root foi recebido no país. Sua despedida da capital federal, no dia 3 de agosto de 1906, foi marcada por um passeio à Floresta da Tijuca, organizado por Pereira Passos e por Joaquim Nabuco (1849 – 1910), embaixador nos Estados Unidos e chefe da delegação brasileira na Conferência. Na primeira foto aparecem Nabuco, Maria Rita Passos e as senhoritas Teixeira Castro num dos automóveis da excursão, que passou pelo Mirante Excelsior, Gruta Paulo e Virgínia, Vista Chinesa, Estrada de Furnas e pelas Furnas de Agassiz. O encontro incluiu um almoço no Hotel White (Jornal do Brasil, 4 de agossto de 1906, sétima coluna).

 

 

 

A vinda de Root, primeira viagem oficial de um secretário de Estado dos Estados Unidos ao exterior, foi interpretada pelos entusiastas da modernidade republicana como indício da inclusão do Brasil no seleto grupo dos países “civilizados”. O mesmo se deu com a chegada ao Rio da turnê internacional de uma prestigiosa atriz do teatro europeu, a italiana Tina Di Lorenzo (1872 – 1930). Ela veio ao Rio com sua companhia teatral apresentar um repertório de peças famosas que incluía Romeu e Julieta, de Shakespeare; Casa Paterna, de Hermann Sudermann e A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas, dentre outros sucessos. E, como de costume, ela também foi convidada pelos Passos a conhecer a Floresta da Tijuca, junto de seu marido, o também ator teatral Armando Falconi (1871 – 1954) (Revista da Semana, 3 de junho de 1906).

Nas fotos a seguir, o grupo aparece fotografado diante das Furnas de Agassiz, conjunto de grutas e cavernas cujo nome faz referência ao naturalista suíço Louis Agassiz (1807 – 1873), que as estudou quando viajou pelo Brasil entre 1865 e 1866. Tina e o marido posam juntos diante da gruta principal das Furnas, formada por um conjunto de rochas superpostas. Noutra foto é possível ver os carros que levaram o grupo até o local e, na paisagem ao fundo, a Pedra da Gávea. Outro local visitado durante o passeio foi a Gruta de Paulo e Virgínia, batizada em referência ao romance francês Paulo e Virgínia, de Bernardin de Saint Pierre, muito famoso durante o século XIX (O Malho, 30 de junho de 1906).

 

 

 

 

 

* Paulo Celso Liberato Corrêa é cientista político do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.

 

Fontes: 

ABREU, Alzira Alves de (coord.). Dicionário Histórico-Biográfico da Primeira República (1889-1930). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.

AGASSIZ, Elizabeth Carey & AGASSIZ, Louis. Viagem ao Brasil 1865-1866. Brasília: Senado Federal, 2000.

CRULS, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1965.

GERSON, Brasil. História das ruas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora Bem-te-vi, 2015.

SEVCENKO, Nicolau. A revolta da vacina. São Paulo: Editora Scipione, 1993.

A Floresta da Tijuca no Dia Mundial do Meio Ambiente

No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, a maior floresta urbana replantada pelo homem, com uma extensão de 3.953 hectares. Sua beleza e exuberância não passaram despercebidas por diversos fotógrafos dos séculos XIX e XX. O portal disponibiliza registros produzidos por Augusto Malta (1864 – 1957)Georges Leuzinger (1813 – 1892)Marc Ferrez (1843 – 1923) e Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886).

Para a produção de carvão, extração de madeira e plantação de café, a floresta foi quase totalmente destruída, o que ocasionou problemas nas fontes que abasteciam a cidade com água. O desmatamento, somado ao aumento da população, ao clima seco em alguns anos e à falta de infraestrutura no Rio, acabou, por vezes, deixando a capital imperial sem abastecimento de água, o que gerou o surgimento de um mercado paralelo de venda de água e também a disseminação de doenças. Em 1861, durante o reinado de dom Pedro II (1825 – 1891) o major Manuel Gomes Archer (1821 – 1907) foi nomeado administrador da Floresta da Tijuca, cargo que exerceu até 1874 (Boletim do Expediente do Governo, novembro de 1861). Foi iniciado, então, o primeiro grande projeto de reflorestamento no mundo com o replantio de mais de 100 mil árvores. Posteriormente, sob a administração do barão Gastão d´Escragnolle (1821 – 1888), entre 1874 e 1888 (Gazeta de Notícias, 19 de junho de 1888, sexta coluna), além da continuação do replantio, foi realizado um trabalho de embelezamento com a colaboração do célebre paisagista e botânico francês Auguste Glaziou (1833 – 1906), que tornou a floresta um parque para uso público com fontes, lagos, mirante, pontes e jardins de estilo francês.

 

 

Acessando o link para as fotografias da Floresta da Tijuca disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.

 

 

Depois de um longo período de abandono, em 1944, sob a coordenação do industrial Raymundo de Castro Maia (1894 – 1968), convidado pelo então prefeito Henrique Dodworth (1895 – 1975), e com a cooperação do paisagista Roberto Burle Marx (1909 – 1994), foram reiniciadas a recuperação e a manutenção da vegetação da floresta. Alguns dos atrativos da Floresta da Tijuca são o Pico da Tijuca – seu ponto mais alto -, o Pico do Papagaio e a Cascatinha Taunay. Fica dentro do Parque Nacional da Tijuca, criado em 1961, o mais visitado do Brasil.

 

 

O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972. A data foi escolhida porque a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente foi realizada em Estocolmo, na Suécia, entre 5 e 16 de junho de 1972. Seu secretário-geral foi o canadense Maurice Strong (1929 – 2015). Considerada a iniciativa mais importante tomada até então no campo da conservação do meio ambiente e da luta contra a poluição, reuniu 1.200 delegados de 114 países e cerca de três mil observadores. Entre os acordos mais importantes selados durante a reunião estão a condenação das experiências nucleares, a proibição da pesca da baleia por dez anos e a redução da produção de materiais sintéticos aumentando paralelamente a manufatura de substitutivos degradáveis não poluentes (Jornal do Brasil, 17 de junho de 1972).

 

 

Na próxima imagem, vemos o fotógrafo Marc Ferrez em um momento de lazer com sua esposa, a francesa Marie Lefebvre (c. 1849 – 1914), e os dois filhos do casal, Julio Marc (1881 – 1946) e Luciano José André (1884 – 1955), passeando na Floresta da Tijuca.

 

 

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

 

Fontes:

Agenda de Efemérides da TV Globo

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

HEYNNEMAN, Claudia. Floresta da Tijuca: natureza e civilização. Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca, 1995.

MAIA, Raymundo de Castro. A Floresta da Tijuca. Rio de Janeiro: Edições Bloch, 1967

MENEZES, Pedro de Castro da Cunha e. Parque Nacional da Tijuca – uma floresta na metrópole. Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio, 2010.

MENEZES, Pedro de Castro da Cunha e; CORRÊA, Marcos Sá; AZOURY, Ricardo. Parque Nacional Da Tijuca : 140 Anos da Reconstrução de uma floresta. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2001

Site do Instituto Chico Mendes

Site do Iphan

Site do Parque Nacional da Tijuca 

Site Rio de Janeiro aqui

 

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