Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” IV – Archimedes Memória (1893 – 1960), o último dos ecléticos

O cearense Archimedes Memória (1893 – 1960), considerado o último dos ecléticos e um dos maiores expoentes da arquitetura brasileira, e suas construções no Rio de Janeiro são o tema do quarto artigo da série Os arquitetos do Rio de Janeiro. Já foram publicados na Brasiliana Fotográfica artigos sobre algumas de suas mais importantes realizações: a Esplanada no Castelo e alguns dos pavilhões contruídos para a Exposição Internacional do Centenário da Independência; o Hipódromo da Gávea, o Palácio Pedro Ernesto e o Palácio Tiradentes. Nessas publicações, que destacaremos aqui, há fotografias produzidas por diversos fotógrafos, dentre eles Augusto Malta (1864 – 1957), Theodor Preising (1883 – 1962) e fotógrafos ainda não identificados. Há ainda uma fotografia de autoria de Marc Ferrez (1843 – 1923), do acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, recém acrescentada no acervo do portal.

 

 

 

 

Seguem os links dos artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre construções de Archimedes Memória:

 

Série “1922 – Hoje, há 100 anos” VIII – A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, publicado em 7 de setembro de 1922

 

 

Série “O Rio de Janeiro desaparecido” XXII – A Cadeia Velha, que deu lugar ao Palácio Tiradentes publicado em 11 de abril de 2023

 

 

O Hipódromo da Gávea, no Rio de Janeiro, publicado em 11 de julho de 2023

 

O centenário do Palácio Pedro Ernesto, publicado em 21 de julho de 2023

 

 

 

Breve perfil do arquiteto cearense Archimedes Memória (1893 – 1960)

 

 

Nascido em 7 de março de 1893, no sítio Gameleira, próximo da atual Várzea do Jiló, em Ipu, o cearense Archimedes Memória chegou ao Rio de Janeiro por volta de 1910 para estudar desenho na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Logo entrou para o Botafogo Clube de Regatas, onde se tornou campeão de remo. Transferiu-se para o curso de Arquitetura, formando-se em 1917. Como estudante, morava com outros companheiros no Largo da Lapa  (Correio da Manhã, 27 de setembro de 1960, antepenúltima coluna).

Foi um dos discípulos prediletos de Heitor de Mello (1875 – 1920), seu mestre, para quem começou a trabalhar, no Escritório Técnico Heitor de Mello, em 1918. Segundo o historiador da arquitetura Yves Bruand (1926 – 2011), este escritório foi a primeira organização comercial de arquitetura no Brasil dedicada ao desenvolvimento de projetos, acompanhamento e fiscalização de obras. Quando Heitor de Mello faleceu, em 1920, Archimedes passou a ser sócio do escritório com o franco-suíço Francisque Couchet (18? – 19?). Também, em 1920, sucedeu Heitor como professor de desenho de ornatos e elementos de arquitetura e composição de arquitetura da Enba. Em 1931, passou a dirigir a escola, sucedendo Lúcio Costa (1902 – 1998), que havia feito uma reforma no ensino da instituição, que desagradou a maioria dos professores. Archimedes ficou no cargo até 1934, tendo sido reconduzido em 1938.

 

Augusto Malta, Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adollpho Morales de los Rios (pai) e Francisco Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Arquimedes Memoria, Adolpho Morales de los /rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Vianna, de 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Rio antigo, por Charles Dunlop.

Augusto Malta. Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adolpho Morales de los Rios (pai) e Francisque Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Archimedes Memoria, Adolpho Morales de los Rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Viana, 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Rio Antigo, por Charles Dunlop.

 

Ele e Francisque Couchet foram sócios até 1929 e responsáveis pelos projetos do Palácio das Festas e do Palácio das Grandes Indústrias, na Exposição Internacional do Centenário da Independência (1922), um dos maiores eventos internacionais já realizados no Brasil, inaugurada no Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1922 e encerrada em 24 de julho do ano seguinte; além dos edifícios do Palácio Pedro Ernesto (1923), cujo projeto foi desenvolvido por eles, já que seu autor, Heitor Mello (1875 – 1920), faleceu em 1920; do Hotel Balneário da Urca (1925), futuro Cassino da Urca e sede da TV Tupi carioca; do Hipódromo da Gávea (1926), do Palácio do Comércio (1927) e do Botafogo Futebol e Regatas (1928). Na década de 1930, o arquiteto se aproximou do art déco. Projetou a agência dos Correios & Telégrafos, em Belém, e a Capela Santa Terezinha (1935), na saída do Túnel Novo, no Rio de Janeiro, em 1935. Foi também o responsável, entre 1927 e 1928, pela remodelação do altar-mor da Igreja da Candelária, inspirado no altar da igreja de Saint Gervais, em Paris.

 

 

 

 

Palácio do Comércio e Agência dos Correios em Belém /

Palácio do Comércio e Agência dos Correios em Belém / Archimedes memória: “o futuro ancorado no passado”

 

Linha do tempo de Archimedes Memória

Linha do tempo de Archimedes Memória / Archimedes memória: “o futuro ancorado no passado”

 

Memória permaneceu na direção do escritório até 1935, mesmo ano em que protagonizou um dos acontecimentos mais importantes na história da disputa do domínio da cena arquitetônica na década de 1930, no Brasil. Venceu o concurso nacional de anteprojetos para o Ministério da Educação e Saúde, cujo titular era Gustavo Capanema (1900 – 1985). Foi premiado mas seu projeto foi preterido.

 

Pojeto Pax, de ARchimedes Memória, para a sede do Ministériro da Educação e Saúde, no rio de Janeiro

Projeto Pax, de Archimedes Memória, para a sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro / Archimedes memória: “o futuro ancorado no passado”

 

O projeto vencedor, de Memória, é marcado pela simetria, composição em planos escalonados, contraste entre linhas horizontais e verticais, com ênfase nestas últimas, predominância de cheios sobre vazios e a utilização de elementos decorativos inspirados nos motivos geométricos da cerâmica indígena da Ilha de Marajó. O projeto, entretanto, realizado num concurso cujo objetivo é dar forma à ação civilizadora daquele ministério não entusiasma alguns membros do júri, entre eles Batalha e Palladini, que o consideram inadequado para o programa a que se destina. Capanema, por sua vez, decepcionado com o resultado encomenda pareceres sobre o projeto ao ministro Maurício Nabuco (1881 – 1979), ao engenheiro Fernando Saturnino de Brito (1914 – 196-) e ao inspetor de engenharia sanitária do MES, Domingos da Silva Cunha, que também o desaprovam. Fundamentado nesses pareceres, Capanema paga a premiação a Memória e solicita uma autorização ao presidente Getúlio Vargas (1882 – 1954) para contratar Lucio Costa para o desenvolvimento de um novo projeto, que é realizado por Carlos Leão, Reidy, Jorge Moreira, Ernani Vasconcellos (1909 – 1988) e Oscar Niemeyer (1907 – 2012), com a colaboração de Le Corbusier (1887 – 1965). Diante dessa reviravolta, Memória escreve, em vão, uma carta ao presidente Vargas, acusando de comunistas esse arquitetos, que afinal conseguem vincular suas propostas ao governo, naquele que é o principal responsável por traçar as novas diretrizes culturais da nação, o Ministério da Educação e Saúde (Enciclopédia Itáu Cultural)

A carta escrita por Memória está transcrita no artigo O ministro que desprezou a rotina, do poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987), publicado na Revista Módulo, setembro de 1975Sobre o episódio, escreveu: Pagando a seu autor o prêmio devido, e obtendo do presidente da República a anulação do concurso que aprovara tal projeto, Capanema partiu corajosamente para a solução revolucionária: encomendou a jovens arquitetos, imbuídos de idéias novas, o projeto que viria a concretizar-se na obra hoje reverenciada pelos mestres da arquitetura universal.

 

 

O projeto do prédio do Ministério da Educação, o Palácio Capanema, encomendado aos já citados jovens arquitetos, substituindo o projeto de Archimedes, tornou-se um marco da arquitetura mundial. Contou com uma fachada envidraçada (curtain wall), das lâminas horizontais móveis (brise-soleil), criadas por Le Corbusier, do térreo com pilotis e da criação dos terraços-jardins, além do paisagismo de Roberto Burle Marx (1909 – 1994), dos afrescos de Cândido Portinari (1903 – 1962) e das esculturas de Adriana Janacópulos (1897 – 1978), Bruno Giorgi (1905 – 1993) e Celso Antônio de Menezes (1896 – 1984).

 

Marcel Gautherot: Edifício Gustavo Capanema, sede do Ministério da Educação e Saúde, c.1955. Rio de Janeiro, RJ (Acervo IMS)

Marcel Gautherot. Edifício Gustavo Capanema, sede do Ministério da Educação e Saúde, c.1955. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS

 

Archimedes Memória faleceu em 20 de setembro de 1960, aos 67 anos, de repente. Estava fazendo ginástica em casa, quando passou mal e faleceu, apesar de ser um homem de hábitos saudáveis: Era um homem de compleição sólida, esportista habitual, grande resistência física, saúde perfeita, não fumava, não bebia, não jogava. Na ocasião era Decano da Faculdade Nacional de Arquitetura, aonde existe um pavilhão com o seu nome. Foi o último representante da geração de arquitetos que foi sucedida por modernos como Affonso Eduardo Reidey (1909 – 1964), Lúcio Costa (1902 – 1998), Oscar Niemeyer (1907 – 2021) e Sérgio Bernardes (1919 – 2002) (Correio da Manhã, 22 de setembro de 1960, antepenúltima coluna; Correio da Manhã, 27 de setembro de 1960, antepenúltima coluna; Diário de Notícias, 2 de outubro de 1960, terceira coluna).

 

 

Foi postumamente homenageado com a medalha do Mérito da Engenharia e da Arquitetura, concedida pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura; e na comemoração do 18º ano da Faculdade Nacional de Arquitetura, foi inaugurado o medalhão de Archimedes Memória, de autoria de Carlos del Negro (Correio da Manhã, 14 de dezembro de 1960, última coluna; e Correio da Manhã, 25 de agosto de 1963, quinta coluna). Foi membro da Sociedade Pan-Americana de Arquitetos, sócio-fundador da Sociedade Central de Arquitetos e do Instituto de Arquitetos do Brasil e participou ativamente do movimento integralista com o cargo de Coordenador de Artes Plásticas na Câmara dos Quarenta, órgão máximo do Partido Integralista. De acordo com Aurélia Tâmisa Silvestre de Alencar, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro:

Mesmo com uma envergadura profissional inquestionável, suas inclinações políticas de caráter reacionário e fascista lhe afastaram da maré que se consagraria e lhe custaram o ônus do esquecimento. Foi o que pudemos constatar durante a pesquisa bibliografia com a superficialidade e até mesmo escassez de informações a respeito do arquiteto.

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica

 

Fontes:

ALENCAR, Aurélia Tâmisa Silvestre de. Archimedes memória: “o futuro ancorado no passado”. 9º Seminário Docomomo Brasil Interdisciplinaridade e Experiências em Documentação e Preservação do Patrimônio Recente. Brasília, junho de 2011

Enciclopédia Itáu Cultural

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

LISSOVSKY, Mauricio; SÁ, Paulo Sergio Moraes de. Colunas da educação. A construção do Ministério de Educação e Saúde (1935-1945). Rio de Janeiro: Edições do Patrimônio, IPHAN, Ministério da Cultura, Fundação Getúlio Vargas, 1996.

MEMÓRIA FILHO, Péricles. Archimedes Memória: o último dos ecléticos. Rio de Janeiro: Interage, 2008.

MOURÃO, Sebastião Valdemir et al (Org.). Livro dos Patronos da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes. Fortaleza: Premius, 2010.

ROCHA-PEIXOTO, Gustavo. O ecletismo e seus contemporâneos na arquitetura do Rio de Janeiro. In: CZAJKOWSKI, Jorge (org.). Guia da arquitetura eclética no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Centro de Arquitetura e Urbanismo, 2000

Site Rio Memórias

 

Outros artigos da série Os arquitetos do Rio de Janeiro

Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” I – Porto D´Ave e a moderna arquitetura hospitalar, 14/01/2021 – Cristiane d´Avila – Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz

Série “Os arquitetos do Rio” II – No Dia Nacional da Saúde, o Desinfetório de Botafogo e um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior, responsável pelo projeto, 05/08/2023 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz em parceria com Andrea C. T. Wanderley

Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” III – O centenário do Copacabana Palace, quintessência do “glamour” carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gire, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 13 de agosto de 2023

Série “O Rio de Janeiro desaparecido XXVII e “Os arquitetos do Rio” V – O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 – 1920), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de janeiro de 2024

Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” VI – O Clube Naval e os arquitetos Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) e Heitor de Mello (1875 – 1920), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de maio de 2024

 

O centenário do Palácio Pedro Ernesto

No dia do centenário do atual Palácio Pedro Ernesto, a Brasiliana Fotográfica destaca duas imagens: uma realizada por um fotógrafo ainda não identificado, em torno de 1925, e outra, realizada por Theodor Preising (1883 – 1962), em torno de 1940. Em 1918, o edifício do Conselho Municipal do Rio de Janeiro, que foi o tema do 14º artigo da série O Rio de Janeiro desaparecido, publicado em 19 de novembro de 2021, foi demolido para dar lugar ao prédio atual, inaugurado em 21 de julho de 1923, com a presença do então prefeito da cidade, Alaor Prata (1882 – 1964) (Jornal do Brasil, 21 de julho de 1923). É a sede da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

 

 

 

Foi denominado, em 1951, de Palácio Pedro Ernesto (1884-1942), em homenagem ao ex-prefeito do Rio, que havia governado a cidade durante dois períodos: como interventor entre 1931 e 1934; e, entre 1935 e 1936, como prefeito eleito indiretamente. A iniciativa da nova denominação foi do vereador Índio do Brasil e foi aprovada em 24 de julho de 1951.

 

 

O edificio foi projetado por Heitor de Mello (1875 – 1920), porém ele faleceu em 14 de setembro de 1920.

 

 

Na época, seu sócio era o franco-suíço Francisque Cuchet (18? – 19?). Com sua morte, o arquiteto cearense Archimedes Memória (1893 – 1960) e Cuchet estabeleceram contrato de sociedade em partes iguais do “Escriptorio Technico Heitor de Mello – A. Memória & F. Couchet, architectos”. Foram  eles que deram continuidade ao projeto do Palácio Pedro Ernesto, iniciado por Heitor de Mello (Vida Doméstica, 21 de julho de 1923). O prédio ganhou o apelido de Gaiola de Ouro, por ter custado aos cofres públicos o dobro do seu vizinho, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado, em 1909.

 

 

Seu interior conta com diversas obras de arte, revestimento de mármore italiano rosa e grego verde, além de belas esculturas de José Otávio Corrêa Lima (1878 – 1974), pinturas de Eliseu Visconti (1866 – 1944) e mobiliário de época com destaque para a Sala Inglesa, toda revestida em madeira de lei. O plenário é coberto por um vitral de Rodolpho Chambelland (1879 – 1967) e uma pintura central inspirada na fundação do Rio de Janeiro. Além desses renomados artistas, também participaram do projeto, pintores e escultores como Álvaro Teixeira, Candido Caetano de Almeida, Carlos Chambelland, Carlos Oswald, Décio Villares, Eduardo de Sá, Gustavo dall’Ara, Helios Seelinger, Honório Peçanha, J. Batista, Lucílio de Albuquerque, Oscar Pereira da Silva, Petrus Verdié, Rodolfo Amoedo, Sebastião Vieira da Silva e Timóteo da Rocha.

Antes de voltar a abrigar a Câmara dos Vereadores, em 1º de fevereiro de 1977, quando 21 vereadores tomaram posse, após a fusão da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro, ocorrida dois anos antes; o edifício sediou o antigo Conselho Municipal, a Prefeitura, o Ministério da Educação e a Assembleia Legislativa da Guanabara. Faz parte da história do Brasil e em suas escadarias que se assistiu à derrocada do estado Novo de Getúlio Vargas. Em 1952, emocionou o público com o velório do cantor Francisco Alves e, em 1968, a morte do estudante Édson Luis fez do prédio um símbolo de resistência política contra o regime militar. Mais recentemente, em 2013, as escadarias do palácio serviram de ponto de encontro para a juventude em suas manifestações por moralidade política, que ficaram conhecidas como Jornadas de Junho (Site da Câmara Municipal do Rio de Janeiro).

O prédio foi tombado definitivamente, em 1988, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural e, após sua transferência da Câmara Municipal para o Edifício Serrador, que está prevista para o segundo semestre de 2024, ele passará a ser um museu.

 

Acompanhe aqui a Linha do Tempo do Palácio Pedro Ernesto.

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

 

Fontes:

BOKOR, Rafael. Rio Antigo, por Rafael Bokor: O Palácio Pedro Ernesto, no Centro, completou 99 anos in blog Lu Lacerda.

FERNANDES, Neusa; COELHO,Olino Gomes P. Efemérides Cariocas. Rio de Janeiro, 2016.

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

O GLOBO, 15 de julho de 2023

Site Agência Brasil EBC

Site Inepac

WANDERLEY, Andrea C.T.: Série “O Rio de Janeiro desaparecido” XIV – O Conselho Municipal do Rio de Janeiro in Brasiliana Fotográfica, 19 de novembro de 2021