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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Lucio Costa</title>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido XXVII e Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; V &#8211; O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jan 2024 13:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica hoje o 27º artigo da série "O Rio de Janeiro desaparecido" e o 5º da série "Os arquitetos do Rio de Janeiro", sobre os prédios do Jockey Club e do Derby Club, na Avenida Rio Branco, e sobre Heitor de Mello (1875 - 1920), autor do projeto dos dois edifícios. Com um registro de autoria de um fotógrafo ainda não identificado e duas estereoscopias de Guilherme Santos (1871 - 1966), o portal vai contar um pouco da história destas construções e de seu arquiteto, além de traçar um pequeno histórico dos dois clubes e do início do turfe no Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica publica hoje o 27º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>, sobre os prédios do Jockey Club e do Derby Club, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Rio Branco</a>, demolidos na década de 1970; e o 5º da série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em>, sobre Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920), autor do projeto dos dois edifícios. Com um registro de autoria de um fotógrafo ainda não identificado e duas estereoscopias de Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966), o portal vai contar um pouco da história destas construções e de seu arquiteto, além de traçar um pequeno histórico dos dois clubes e do início do turfe no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/102059" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Guilhermemalho-217x300.jpg" alt="Guilhermemalho" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/102059" target="_blank">Retrato do fotógrafo amador Guilherme Santos / <em>O Malho</em>, setembro de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1896)</a> foi um entusiasta da fotografia estereoscópica, tendo sido um dos pioneiros dessa técnica no Brasil, ao adquirir, em 1905, na França, o <em>Verascope, </em>um sistema de integração entre câmera e visor, que permitia ver imagens em 3D, produzidas a partir de duas fotos quase iguais, porém tiradas de ângulos um pouco diferentes. Eram impressas em uma placa de vidro e reproduziam a sensação de profundidade de maneira bem próxima da visão real. Antes dele, entre os anos de 1855 e 1862, o “Photographo da Casa Imperial”, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (1826 – c. 1886)</a>, favorito da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Christina (1822 &#8211; 1889) </a>e professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, havia produzido vários registros utilizando a técnica da estereoscopia. A <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Casa Leuzinger</a> também produziu fotografias estereoscópicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/365" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do edifício do Jockey Club e do Derby Club, na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>As sedes do Jockey Club e do Derby Club</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9509" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9509/002080Vol01Cx0301.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9509" target="_blank">Guilherme Santos. Os edifícios do Jockey Club e do Derby Club, c. 1915. Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <span style="color: #800000;"><strong>Jockey Club</strong></span> foi fundado, em 16 de julho de 1868, nos salões da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional <em>com o fim de dar corridas de cavallo no Prado Fluminense. </em>Seu primeiro presidente foi o comendador Mariano Procopio Ferreira Lage (1821 &#8211; 1872), empresário mineiro e diretor da Companhia União e Indústria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34353" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mariano_Proc%C3%B3pio#/media/Ficheiro:Marianoprocopio.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-34353 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey9.jpg" alt="jockey9" width="301" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mariano_Proc%C3%B3pio#/media/Ficheiro:Marianoprocopio.jpg" target="_blank">Mariano Procópio (1821 &#8211; 1872)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34451" style="width: 334px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/23184" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34451" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey14.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 17 de julho de 1868" width="324" height="247" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/23184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de julho de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1911, foi iniciada a construção de seu edifício-sede, na Avenida Rio Branco, nº 193,  inaugurado em 1913. A festa dos 45 anos do Jockey Club foi realizada, em 16 de julho de 1913, já na nova sede. Seu projeto foi do arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920). Como construtores, destacaram-se os engenheiros João Pradatzky e Francisco Peixoto. Foi durante décadas o ponto de encontro do mundanismo elegante e sofisticado da cidade.</p>
<p>O <span style="color: #800000;"><strong>Derby Club</strong></span>, clube de turfe, esportes equestres e atividades sociais, foi fundado, em 6 de março de 1885, sob a organização do engenheiro Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34452" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8329" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34452" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey15.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 7 de março de 1885" width="317" height="161" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8329" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de março de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 237px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Frontin#/media/Ficheiro:Paulo_de_frontin_jockey_club.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7a/Paulo_de_frontin_jockey_club.jpg" alt="" width="227" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Frontin#/media/Ficheiro:Paulo_de_frontin_jockey_club.jpg" target="_blank">Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu hipódromo era o Prado do Itamaraty, onde hoje encontra-se o Estádio do Maracanã<i>. </i></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34357" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey6.jpg"><img class="wp-image-34357 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey6.jpg" alt="jockey6" width="490" height="492" /></a><p class="wp-caption-text">Localização dos antigos prados do Derby Club e do Jockey Club</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34550" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/13215" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34550" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/derby.jpg" alt="Fon-Fon, 15 de março de 1913" width="345" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/13215" target="_blank">Lançamento da pedra fundamental da sede do Derby Club, na Avenida Rio Branco, com as presenças de Paulo de Frontin e de Heitor de Mello<em> / Fon-Fon,</em> 15 de março de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 6 de março de 1916, foi dada uma bênção ao segundo edifício-sede do Derby Club, também na Avenida Rio Branco e também projeto de Heitor de Mello. Ficava ao lado do prédio do Jockey Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/31021" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de março de 1916, penúltima colun</a>a).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>A fusão do Jockey e do Derby originando o Jockey Club Brasileiro</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey211.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-34462" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey211.jpg" alt="jockey21" width="424" height="132" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1932, os dois principais clubes turfísticos da cidade do Rio de Janeiro, o Jockey e o Derby, fundiram-se, constituindo o Jockey Club Brasileiro. O conjunto dos dois imóveis na Avenida Rio Branco transformou-se na sede da nova entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/112518_01/1176" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, 6 de fevereiro de 1932, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34649" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/112518_01/1172" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34649" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby4.jpg" alt="Jornal dos Sports, 5 de fevereiro de 1932" width="252" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/112518_01/1172" target="_blank"><em>Jornal dos Sports,</em> 5 de fevereiro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano seguinte, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27444" target="_blank">Hipódromo da Gávea</a>, que havia sido inaugurado pelo Jockey Club, em 11 de julho de 1926, uma réplica do antigo Hipódromo de Longchamps no Bois de Boulogne e o palco mais tradicional do turfe brasileiro, sediou pela primeira vez a maior corrida de cavalo nacional, o GP Brasil, sacramentando a união das duas instituições. Foi disputado no primeiro domingo de agosto de 1933, no dia 6, e vencido pelo cavalo brasileiro Mossoró, montado por Justiniano Mesquita (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/83876" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 12 de agosto de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34650" style="width: 362px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/83876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34650" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby5.jpg" alt="Fon-Fon, 12 de agosto de 1932" width="352" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/83876" target="_blank"><em>Fon-Fon!,</em> 12 de agosto de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A atual sede social do Jockey Club Brasileiro ocupa um quarteirão formado pela Avenida Amtônio Carlos, Nilo Peçanha, Almirante Barroso e Rua Debret, no Centro da cidade, e foi inaugurada em 16 de julho de 1974. Seu projeto foi justamente do arquiteto Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998), um dos principais defensores da demolição dos antigos prédios do Jockey e do Derby na Avenida Rio Branco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/148618" target="_blank"><em>Manchete</em>, edição especial, 1974</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_05/32677" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 16 de julho de 1974</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34453" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/763171/classicos-da-arquitetura-sede-do-jockey-clube-brasileiro-lucio-costa" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34453" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey16.jpg" alt="Sede do Jockey Club Brasileiro no Centro do Rio de Janeiro" width="534" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/763171/classicos-da-arquitetura-sede-do-jockey-clube-brasileiro-lucio-costa" target="_blank">Sede do Jockey Club Brasileiro no Centro do Rio de Janeiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno histórico da demolição</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em julho de 1972, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) propôs ao Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) o tombamento do conjunto arquitetônico remanescente da antiga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a>, composto pelo Obelisco, pelo Tribunal de Justiça, pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3688" target="_blank">Biblioteca Nacional</a>, pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333" target="_blank">Escola Nacional de Belas Artes</a>, pelo Derby Clube, pelo Jockey Club, pelo Clube Naval, pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Teatro Municipal</a>, pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a> e pela Assembleia. O parecer do relator do processo, o arquiteto Paulo Santos (1904 – 1988), foi favorável à preservação. Cerca de dois meses depois, o arquiteto e urbanista Lúcio Costa, que havia sido estagiário de Heitor de Mello, apresentou ao IPHAN, de onde era aposentado, o texto <em>Problema Mal Posto</em>, rebatendo o parecer de Paulo Santos, por não reconhecer mérito artístico nestes prédios. Em fevereiro de 1973,  o conselho superior do IPHAN realizou a sessão final sobre o processo de tombamento, quando a proposta de Lúcio Costa de avaliar, em separado, os prédios foi aprovada. Não entraram no livro de tombamento o Jockey Club, o Derby Club e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, todos demolidos ao longo da década de 1970. No lugar dos prédios do Jockey e do Derby foi erguido um edifício de 40 pavimentos. No lugar do Palácio Monroe, existe hoje o maior chafariz do Rio de Janeiro – com 10 metros de altura -, comprado na Áustria pelo governo imperial brasileiro, em 1878.  Em homenagem ao palácio, é chamado de Chafariz do Monroe. No estilo Napoleão III,  é uma obra de Mathurin Moreau, que foi executada na fundição francesa <i>Societé Anonyme des Hauts-Fourneaux &amp; Fonderies du Val d’Osne.</i></p>
<p>Curiosamente, Lúcio Costa, no artigo <em>Muita construção, alguma arquitetura e um milagre</em>, de 1951, declarou a respeito da arquitetura brasileira do período entre final do novecentos e início do século XX (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/10000" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, de 15 de junho de 1951, segunda coluna</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34530" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/10000" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34530" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor6.jpg" alt="Correio da Manhã, 15 de junho de 1951" width="372" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/10000" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil do arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Não podemos deixar, neste primeiro número da revista &#8220;Architectura no Brasil&#8221;, de rendermos a nossa homenagem à memória desse ilustre e inolvidável cultor da architectura pátria. A ele devemos sem dúvida os primeiros passos para o embelezamento de nossa cidade, que estão sendo brilhantemente continuados pela pleiade de artistas que ele preparou&#8221;.</em> Assim começava o artigo, publicado em outubro de 1921,  que lembrava o primeiro ano de morte do arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34517" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/32" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34517" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitordemello2.jpg" alt="Heitor de Mello (18 - 1920) / Arquitetura  no Brasil" width="336" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/32" target="_blank">Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920) / <em>Arquitetura no Brasil</em>, outubro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Heitor de Mello foi um destacado arquiteto da segunda fase do ecletismo carioca, influenciado predominantemente pela École des Beaux Arts de Paris, via Escola de Belas Artes do Rio do Janeiro. Segundo Maria Lúcia Pinheiro Ramalho: <em>Heitor de Mello especializou-se no emprego dos estilos classicizantes da renascença francesa, utilizando-os de acordo com a função do edifício, numa forma bastante personalista do ecletismo tipológico. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34232" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=374258" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34232" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/heitordemello1.jpg" alt="Assinatura do arquiteto Heitor de Mello" width="206" height="89" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=374258" target="_blank">Assinatura do arquiteto Heitor de Mello</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1875, filho do almirante Custódio de Mello (1840 &#8211; 1902), um dos líderes da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> e, posteriormente, ministro da Marinha, da Guerra, e ministro interino das Relações Exteriores do governo do presidente Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895); e de Edelvira Pereira Pinto de Mello. Casou-se com Silvia Peixoto de Mello e tiveram duas filhas: Maria Cecília Mello Freeman e Maria Luiza Mello Sertório.</p>
<p style="text-align: left;">Segundo o crítico de arte José Mariano Carneiro da Cunha Filho (1881 &#8211; 1946): <em>não era um caçador de amigos, voluntarioso, áspero, incisivo, não poupava os medíocres, nem se apiedava dos incapazes. Combatido não deu trégua aos invejosos. Os inimigos temiam-lhe os epigramas, os invejosos a elegância de maneiras, as boas roupas talhadas nos alfaiates de Londres.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34231" style="width: 180px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=374258" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34231" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/heitordemello.jpg" alt="O arquiteto Heitor de Mello (1875 - 1920)" width="170" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=374258" target="_blank">O arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Iniciou seus estudos no Rio de Janeiro e passou um período na Europa. Heitor formou-se em Arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), onde estudou entre 1895 e 1900, sob a direção do escultor Rodolfo Bernadelli (1851-1931). Foi aluno de Adolfo Morales de Los Rios (1858 &#8211; 1928) e de Ernesto da Cunha de Araújo Vianna (1852-1920) e contemporâneo dos pintores Lucilio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939), Theodoro Braga (1872 &#8211; 1953) e João Timotheo da Costa (1878 &#8211; 1932), do escultor José Otávio Correa Lima (1878 &#8211; 1974) e do arquiteto Aluisio Stahlembrecher (18? &#8211; 19?), dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/20157" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de junho de 1899, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/106" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de janeiro de 1900, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34551" style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/106" target="_blank"><img class="wp-image-34551 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor13.jpg" alt="heitor13" width="387" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/106" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 18 de janeiro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1900, participou da exposição da Escola Nacional de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/1262" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de setembro de 1900, penúltima coluna</a>). Mais tarde, em 1913, Heitor tornou-se professor da instituição e lecionava Composições de Arquitetura, seu Desenho e Orçamentos. Em 1918, passou a professor catedrático.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34546" style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4456" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor12.jpg" alt="Adalberto de Mattos sobre Heitor de Mello / Illustração Brasileira, março de 1921" width="379" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4456" target="_blank">Adalberto de Mattos sobre Heitor de Mello <em>/ Illustração Brasileira</em>, março de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A importância da ENBA e de Heitor de Mello na formação de arquitetos foi ressaltada no artigo <em>O renascimento da Architectura no Brasil </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/102" target="_blank"><em>Architectura no Brasil</em>, outubro de 1921</a>):</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;Inaugurada a nova Escola Nacional de Bellas Artes. Formaram-se os primeiros arquitetos brasileiros tendo à frente Heitor de Mello. Daí para cá, todos os anos, têm-se sucedido novas turmas de jovens artistas, os pugnadores do ressurgimento arquitetonico do Brasil. Até hoje, todavia, eles não puderam ainda ser compreendidos, ou talvez não tivessem ainda número suficiente para vencer a onda invasora dos deturpadores da estética das nossas cidades. Heitor de Mello, entretanto impôs-se, nesse meio árido, pelo seu talento, sua cultura artística e sua coragem. Os que o acompanharam, os que souberam aproveitar as suas lições, tornaram-se grandes arquitectos, e, assim, possui, hoje o Rio de Janeiro, um grupo já numeroso, que assombrosamente vem se impondo á admiração do governo e do povo&#8221;.</em></p>
<p>Em 1º de julho de 1901, Heitor foi admitido como sócio do Club de Engenharia. Ainda na década de 1910, recebeu o Grande Prêmio de Arquitetura da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a>, da qual foi responsável pela perspectiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34536" style="width: 781px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34536" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor8.jpg" alt="Illustração Brasileira, março de 1921" width="771" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, março de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo o historiador da arquitetura Yves Bruand (1926 &#8211; 2011), o Escritório Técnico Heitor de Mello, fundado em 1898, foi <em>a primeira organização comercial de arquitetura no Brasil dedicada ao desenvolvimento de projetos, acompanhamento e fiscalização de obras. </em></p>
<p style="text-align: left;">Em 1905, a autoria de um de seus projetos, uma construção na Avenida Central, estava sendo atribuida a outro arquiteto. Heitor de Mello prontamente reagiu. A abertura da avenida foi uma das principais marcas da reforma urbana realizada por Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), o <em>bota-abaixo</em>, entre 1902 e 1906, período em que foi prefeito do Rio de Janeiro. Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Sob um temporal, a avenida foi aberta oficialmente, em 15 de novembro de 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=10404" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de novembro de 1905, na quinta coluna, sob o título “15 de Novembro”</a>).</p>
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<div id="attachment_34560" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10610" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34560" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor14.jpg" alt="O Paiz, 28 de dezembro de 1905" width="257" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10610" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de dezembro de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1906, o edifício do Club de Engenharia, projeto de Raphael Rebecchi (1844 – 1922), que estava em construção na Avenida Central, sob a responsabilidade de Heitor de Mello, desabou causando a morte de dois operários, mas ele foi impronunciado pela Justiça (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10890" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 15 de fevereiro de 1906</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16371" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de junho de 1908, quarta coluna</a>). Cerca de um ano depois, participou da Exposição da Escola Nacional de Belas Artes com a exibição do projeto dele e de Francisco de Oliveira Passos (1878 – 1958), filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), para o novo prédio do Congresso Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14979" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de agosto de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1908, casou-se com Sylvia Rodrigues Peixoto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16549" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de junho de 1908, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Quando Heitor de Mello faleceu, em 15 de agosto de 1920, aos 44 anos, de uma nevrite cardíaca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/1952" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1920, quarta coluna</a>), Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960), um de seus discípulos, que já trabalhava com ele desde 1918, passou a ser sócio do escritório com o franco-suíço Francisque Couchet (18? – 19?). Memória também, em 1920, sucedeu Heitor como professor de desenho de ornatos e elementos de arquitetura e composição de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes. Em um artigo publicado em 1924, Memória e Cuchet referiram-se a Heitor de Mello como &#8230;<em>Genuíno gênio nacional que foi o arquiteto Heitor de Mello cuja atividade e proficiência dotaram o Rio de Janeiro de belos e grandiosos edifícios como o Jockey Club, Derby Club..</em>.(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/17948" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de janeiro de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34535" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/3242" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34535" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor7.jpg" alt="Correio da Manhã, 14 de setembro de 1920" width="252" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/3242" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de setembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Por iniciativa do já mencionado José Mariano Carneiro da Cunha Filho foi instituído, em 1921, o Prêmio Heitor de Mello, que seria anual, conferido em concurso público e julgado pelo Instituto Brasileiro de Arquitetos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/41" target="_blank"><em>Architectura Brasileira</em>, outubro de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 18 de dezembro, foi aberta na Escola Nacional de Belas Artes uma exposição com os trabalhos realizados por Heitor de Mello (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/4424" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de dezembro de 1920, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34464" style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24809" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34464" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey23.jpg" alt="Careta, 25 de dezembro de 1920" width="719" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24809" target="_blank">Na Academia de Belas Artes, exposição dos trabahos de Heitor de Mello /<em> Careta</em>, 25 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank">Um archictect</a>o</em>, de Adalberto Mattos, publicado, em março de 1921, na <em>Illustração Brasileira</em>, várias imagens de projetos de Heitor de Mello foram publicadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4454" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34537" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor9.jpg" alt="heitor9" width="419" height="534" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4455" target="_blank"><img class="alignnone  wp-image-34538" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor10.jpg" alt="heitor10" width="402" height="534" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4456" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34539" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor11.jpg" alt="heitor11" width="417" height="529" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/32" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Lista dos principais trabalhos realizados por Heitor de Mello ao longo de 22 anos de vida profissional:</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/32" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-34518 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor1.jpg" alt="heitor1" width="346" height="520" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/32" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-34520 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor21.jpg" alt="heitor2" width="334" height="267" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/33" target="_blank"><img class="  wp-image-34522 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor31.jpg" alt="heitor3" width="332" height="417" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/33" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-34523 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor4.jpg" alt="heitor4" width="326" height="487" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/33" target="_blank"><img class="  wp-image-34525 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor51.jpg" alt="heitor5" width="324" height="699" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Errata da listagem publicada no número seguinte da revista: o projeto do prédio de Antônio Maria da Costa, à Avenida Rio Branco, é de Morales de los Rios. A execução foi de Heitor de Mello (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, março de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/92" target="_blank"><em>Archictectura no Brasil</em>, novembro de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">A Brasiliana Fotográfica já publicou dois artigos sobre projetos de Heitor de Mello:</span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” XXIV – O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro</em>, de autoria da pesquisadora e editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, publicado em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33476" target="_blank"><em>O centenário do Palácio Pedro Ernesto</em>, de autoria da pesquisadora e editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, publicado em 21 de julho de 2023</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24809" target="_blank"> </a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O início do turfe do Brasil e pequeno histórico do Jockey Club e do Derby Club</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Início do turfe no Brasil </strong></em></span></p>
<p><a href="https://br.freepik.com/fotos-premium/cavalo-de-corrida-jokey-desenho-de-tinta-preto-e-branco_33653275.htm" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://img.freepik.com/fotos-premium/cavalo-de-corrida-jokey-desenho-de-tinta-preto-e-branco_725369-613.jpg" alt="Cavalo de corrida jokey. desenho de tinta preto e branco | Foto Premium" width="181" height="124" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mais antigo registro da realização de corridas de cavalo no Rio de Janeiro é de 25 de maio de 1814 e foi publicado na <em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>. As<em> carreiras</em> aconteciam na Praia de Botafogo e eram organizadas por um grupo de comerciantes ingleses estabelecidos na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34425" style="width: 895px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/749664/3032" target="_blank"><img class=" wp-image-34425" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey.jpg" alt="Gazeta do Rio de Janeiro, 25 de maio de 1813" width="885" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/749664/3032" target="_blank"><em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, 25 de maio de 1813</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há o registro das presenças de dom Pedro I (1798 &#8211; 1934) e de dona Leopoldina (1797 &#8211; 1924) em uma dessas corridas, realizada no dia 31 de julho de 1825, na Praia de Botafogo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/706744/668" target="_blank"><em>Diário Fluminense</em>, 2 de agosto de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34430" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/706744/668"><img class="size-full wp-image-34430" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey1.jpg" alt="Diário Fluminense, 2 de agosto de 1825" width="583" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/706744/668" target="_blank"><em>Diário Fluminense</em>, 2 de agosto de 1825</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 6 de março de 1847, foi publicado no<em> Jornal do Commercio</em>, um tipo de convocação para a instituição mais regular das atividades turfísticas no Brasil, origem da fundação do Club de Corridas, uma sociedade anônima. Os subscritores da iniciativa foram convidados para uma reunião no dia 15 de julho do mesmo ano, <em>em uma sala da assembleia do Cassino, defronte do Passeio Público</em>, quando foi instalada a associação, discutido seus estatutos e eleita sua diretoria (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/10601" target="_blank">6 de março de 1847, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/11165" target="_blank">14 de julho de 1847, segunda coluna</a>). O grupo do Club de Corridas era formado por Luis Alves de Lima e Silva (1803 &#8211; 1880), futuro Duque de Caxias, o coronel Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão (1802 &#8211; 1879), o cirurgião Antonio da Costa, o corretor de fundos Henry Harper, o agricultor e capitalista comendador Teles, o major João Guilherme Suckow, Alexander Reed e o Barão do Rio Bonito. O secretário da nova sociedade, João Pereira Darrigue Faro (1803 &#8211; 1856), segundo barão e primeiro visconde<b>  </b>do Rio Bonito<b>, </b>em nome de seu primeiro presidente, Luís Alves de Lima e Silva (1803 &#8211; 1880)<b>, </b>futuro Duque de Caxias, convocou os diretores do Club de Corridas à uma reunião, no dia 6 de dezembro, para tratar-se da comprar de um terreno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/11758" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de dezembro de 1847, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34432" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=2463809710615898&amp;set=pcb.2463809873949215" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34432" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey31.jpg" alt="O Duque de Caxias, aos 42 anos" width="247" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=2463809710615898&amp;set=pcb.2463809873949215" target="_blank">O Duque de Caxias, aos 42 anos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34431" style="width: 442px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pereira_Darrigue_de_Faro#/media/Ficheiro:Segundo_Bar%C3%A3o_do_Rio_Bonito.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34431" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey21.jpg" alt="João Pereira Darrigue de Faro / Arquivo Histórico do Senado Federal" width="432" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pereira_Darrigue_de_Faro#/media/Ficheiro:Segundo_Bar%C3%A3o_do_Rio_Bonito.jpg" target="_blank">João Pereira Darrigue de Faro / Arquivo Histórico do Senado Federal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Reuniram-se em maio de 1848 para discutir seus estatutos e deliberar mais uma vez sobre a compra de um terreno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/580" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 26 de maio de 1848, última coluna</a>).</p>
<p>Em  janeiro de 1849, foi eleita uma nova diretoria para o Club de Corridas, sob a presidência do Barão do Rio Bonito. O secretário era Marianno Procópio Ferreira Lage (1821 &#8211; 1872), que veio a ser, como já mencionado, o primeiro presidente do Jockey Club. Tomaram posse em 5 de fevereiro  de 1849 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/14050" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1849, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34433" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/14050" target="_blank"><img class="wp-image-34433 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey41.jpg" alt="jockey4" width="256" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/14050" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1849</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começaram a construir  um prado em São Francisco Xavier, o Prado Fluminense, que ficava na área onde hoje se encontra a UERJ. Em 1º de novembro de 1850, foi realizada a única corrida no Prado Fluminense patrocinada pelo Club de Corridas. Curiosamente, um dos regulamentos da prova era: <em>matar-se-ha qualquer cachorro que ali apparecer</em>. O primeiro páreo disputado foi vencido pelo cavalo <em>Malacarinha</em>, propriedade de Manoel Rocha Maia, montado pelo jóckei D. Thomaz (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/1317" target="_blank">21 de outubro de 1850, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/1360">1º de novembro de 1850, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34443" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/3945" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34443" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/joquei.jpg" alt="Correio Mercantil, 18 de outubro de 1850" width="239" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/3945" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 18 de outubro de 1850</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1850,  uma nova reunião foi convocada pelo Club de Corridas para que fosse realizada a revisão dos estatutos e a tomada de decisão sobre a melhor forma de levantar-se recursos para a conclusão das obras do Prado Fluminense. Decidiu-se pelo arrendamento (<em>Correio Mercantil</em>, 1<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/4053" target="_blank">9 de novembro de 1950, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/4089" target="_blank">29 de novembro de 1950, quarta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34434" style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4053" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34434" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey51.jpg" alt="Correio Mercantil, 19 de novembro de 1849" width="349" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4053" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 19 de novembro de 1849</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 3 de fevereiro de 1851, o major alemão João Guilherme Suckow (1797 &#8211; 1869) e David Stevenson foram formalizados como os  arrendatários do prado (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4509" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de abril de 1951, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34435" style="width: 178px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4509" target="_blank"><img class="wp-image-34435" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey61.jpg" alt="Correio Mercantil, 1º de abril de 1951" width="168" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4509" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de abril de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Prado Fluminense tinha 1.056 metros e tinha o formato de uma ferradura. Ao seu lado foi construída uma arquibancada para 800 pessoas e um pavilhão destinado à família imperial. Em 13 de junho de 1851, foi inaugurado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2283" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 13 de junho de 1851, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2289" target="_blank">14 de março de 1851, quarta coluna</a>). Foi um evento de sucesso com o comparecimento de cerca de quatro mil pessoas, dentre eles dom Pedro II e dona Teresa Cristina, que foram recebidos com a execução do Hino Nacional. Os páreos foram vencidos pelos cavalos <em>Orestes</em>, <em>Neptuno</em>, <em>Malacarinha</em>, <em>Sultão,</em> <em>Loteria</em> e <em>Kaleb</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2292" target="_blank"><em>Jornal do Comercio, </em>15 de junho de 1851</a><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2292" target="_blank">, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706906/661" target="_blank">A Marmota na Corte, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706906/661" target="_blank">17 de junho de 1851</a>)<em>. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34436" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2289" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34436" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey71.jpg" alt="Jornal do Commercio, 14 de junho de 1851" width="578" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2289" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de junho de 1851</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda corrida aconteceu em 14 de setembro do mesmo ano e também contou com a presença de Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706906/773" target="_blank"><em>A Marmota na Corte</em>, 16 de setembro de 1851, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/823295/759" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 24 de setembro de 1851, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">As corridas prosseguiram sem interrupção até 1854, ano em que um dos empregados de Suckow ateou fogo à arquibancada, destruindo-a. Este fato somado ao prejuízo causado pela última corrida realizada no prado levou à liquidação do Jockey Club Fluminense e à decretação de venda em hasta pública de todos do seus bens móveis e imóveis, só concluída em 1865.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34356" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Wilhelm_von_Suckow#/media/Ficheiro:Major_suckow.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-34356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey11.jpg" alt="Major Suckow (1797 - 1869)) pintado por BEr" width="278" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Wilhelm_von_Suckow#/media/Ficheiro:Major_suckow.jpg" target="_blank">Major Suckow (1797 &#8211; 1869)) pintado por Henrique Bernardelli</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como Suckov não podia mais arcar sozinho com os custos do Prado Fluminense, em 9 de junho de  1854, foi fundado o Jockey Club Fluminense, segunda entidade dedicada ao turfe no Rio de Janeiro, sob a presidência do general Polydoro da Fonseca Quintanilha Jordão (1802 &#8211; 1879), futuro Visconde de Santa Thereza.  Entre 1854 e 1865, Suckow tornou-se um dos três acionistas do Jockey Club Fluminense e em 7 de setembro de 1865 tornou-se o dono de toda a propriedade. Mudou o traçado do Prado Fluminense, construiu uma nova arquibancada e começaram a se realizar corridas de cavalos, principalmente, de amadores (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7996" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de julho de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34437" style="width: 365px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Polidoro_Jord%C3%A3o#/media/Ficheiro:Viscount_of_Santa_Teresa.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34437" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey81.jpg" alt="General Polydoro da Fonseca Quintanilha Jordão  / Arquivo Nacional" width="355" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Polidoro_Jord%C3%A3o#/media/Ficheiro:Viscount_of_Santa_Teresa.jpg" target="_blank">General Polydoro da Fonseca Quintanilha Jordão / Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34445" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7020" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34445" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/polidoro1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 11 de junho de 1854" width="363" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7020" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de junho de 1854</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Polydoro da Fonseca Quintanilha Jordão havia sido um dos fundadores do Club de Corridas e esteve, em 1868, presente à assembleia de inauguração do Jockey Club. Foi condecorado por mérito e bravura por sua participação na Guerra do Paraguai. Foi ministro da Guerra, em 1862. A primeira corrida promovida pela nova associação, no Prado Fluminense, aconteceu em 17 de setembro de 1854 com a presença de dom Pedro II (1825 &#8211; 1891) e cerca de 1500 pessoas. As corridas foram vencidas pelos cavalos <em>Bonjardim</em> e <em>Hummel</em>. O evento foi um dos temas do <em>Folhetim do Jornal do Commercio</em> e também da crônica <em>Ao correr da Penna</em>, da <em>Gazeta Mercantil</em> (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7459" target="_blank">31 de agosto de 1854, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7539" target="_blank">18 de setembro de 1854, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7564" target="_blank">24 de setembro de 1854</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/9469" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de setembro de 1854, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34447" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/9469" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34447" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/polidoro2.jpg" alt="Correio Mercantil, de 1854" width="356" height="252" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/9469" target="_blank"><em>Correio Mercantil,</em> de 24 de setembro de 1854</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os prejuízos acumulados e a queda do interesse do público levaram à extinção do Jockey Club Fluminense após ter sido realizado esse único evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10084" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 18 de fevereiro de 1855, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43348" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de junho de 1856, última coluna</a>).</p>
<p>Em 23 de agosto de 1957, foram realizadas as primeiras corridas de cavalos promovidas pelo Jockey Club de Petrópolis, no Prado do Fragoso, construído com 500 braças de extensão, no fim da Estrada de Ferro de Mauá. Não foram muito concorridas. Os cavalos ganhadores foram <em>Tebiriça</em>, de José Basílio Teixeira Pires;<em> Crioulo</em>, de Luiz Pinheiro de Siqueira;  <em>Malcreado,</em> de Guilherme de Suckov; <em>Locomotiva</em>, do Barão de Mauá; <em>Fulminante</em>, de Antônio Fernando da Piedade; e <em>Relâmpago</em>, montado por seu proprietário, Manuel da Silva Torres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13571" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 23 de julho de 1857, terceiro coluna</a>; <em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45032" target="_blank">6 de agosto de 1857, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45070" target="_blank">16 e 17 de agosto de 1857, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45098" target="_blank">24 de agosto de 1857, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45122" target="_blank">30 de agosto de 1857, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830330/2673" target="_blank"><em>A Pátria</em>, 6 de agosto de 1857, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em Pernambuco, no Hotel Inglez, no Recife, em 12 de novembro, foi instalada uma sociedade denominada Jockey Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/16929" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 26 de novembro de 1859, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 27 de maio de 1866, foi fundado, no Rio de Janeiro, o Club Jacome, no picadeiro da rua do Areal. O nome foi uma homenagem ao mestre de equitação <a href="https://www.facebook.com/carmonoseculoxix/posts/224307962681727/?locale=hi_IN" target="_blank">Luiz Jacome de Abreu Souza (1828 &#8211; 1903)</a>. Ele havia promovido, com grande sucesso, no ano anterior, em 26 de novembro de 1865, a primeira corrida de S<em>tepple-Chase</em> &#8211; cavalos com obstáculos -, realizada no Brasil. Aconteceu no Campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Foram incumbidos pela organização dos estatutos do Club Jacome, além do próprio Jacome, Francisco da Costa Ferraz, Joaquim José da França Junior, Pedro Dias Gordilles Paes Leme e Manoel da Motta Teixeira. Os estatutos foram aprovados pelo governo em 28 de janeiro de 1867 e o Decreto 3.794, de 30 de janeiro de 1867, autorizou a organização da nova entidade (<a href="https://www.diariodasleis.com.br/legislacao/federal/193231-autorisa-a-incorporauuo-da-sociedade-club-jacome-e-approva-os-respectivos-estatutos.html" target="_blank"><em>Diário das Leis</em></a>). Este foi o primeiro ato público relativo a corridas de cavalos no Brasil.</p>
<p>O Clube Jacome chegou a comemorar um ano de existência com a realização de um segundo <em>Stepple-Chase</em>, mas logo desapareceu devido a divergências em relação à localização de seu prado (<em>Novo e Completo Índice Chronologico da História do Brasil,</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/693" target="_blank">1854</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/1634" target="_blank">1866</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/26258" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 28 de maio de 1866, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/714194/845" target="_blank"><em>Bazar Volante</em>, 11 de novembro de 1867</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7996" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de julho de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/7973" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de julho de 1951</a>). Foi o tema da comédia teatral escrita por França Júnior, <a href="http://www.portugues.seed.pr.gov.br/arquivos/File/leit_online/franca8.pdf" target="_blank"><em>Entrei para o Clube Jacome</em></a>, que estreou em 12 de janeiro de 1867, no Theatro Gymnasio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21378" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 12 de janeiro de 1867, última coluna</a>). Luiz Jacome escreveu cinco livros sobre hipologia, tornou-se sócio honorário do Jockey Club, em 1875, e foi o idealizador do que hoje conhecemos como <em>photochart</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34346" style="width: 740px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/1634" target="_blank"><img class="  wp-image-34346" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey2.jpg" alt="jockey2" width="730" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/1634" target="_blank">Novo e Completo Índice Chronologico da História do Brasil, 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34351" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/714208/160" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34351" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey7.jpg" alt="O Arlequim, 15 de setembro de 1867" width="301" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/714208/160" target="_blank"><em>O Arlequim</em>, 15 de setembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 15 de julho de 1861, no Rio de Janeiro, uma sociedade denominada Jockey Club promoveu suas primeiras corridas de cavalos na Praia Vermelha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/19865" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 17 de julho de 1861, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno histórico do Jockey Club</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/339636/2" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34510" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey24.jpg" alt="jockey24" width="536" height="343" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11072" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11072/037SL03033.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11072" target="_blank">Avenida Almirante Barroso; Palace Hotel e o prédio do Jockey Club, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O novo Jockey Club foi fundado em 16 de julho de 1868, nos salões da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional <em>com o fim de dar corridas de cavallo no Prado Fluminense, </em>sob a presidência do comendador Mariano Procopio Ferreira Lage (1821 &#8211; 1872), empresário mineiro e diretor da Companhia União e Indústria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2432" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2432/007A5P4F10-09.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2432" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Vista geral da quinta de Mariano Procópio Ferreira Lage, c. 1860. Juiz de Fora, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decisão de fundação da nova entidade foi tomada em duas reuniões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34448" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey12.jpg"><img class="size-full wp-image-34448" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey12.jpg" alt="Modelo dos primeiros títulos de sócio emitidos pelo Jockey Club" width="309" height="506" /></a><p class="wp-caption-text">Modelo dos primeiros títulos de sócio emitidos pelo Jockey Club</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A primeira foi realizada, em 7 de junho de 1868, na casa do Conde de Herzberg (1822 &#8211; 1899), <em>sita no Prado Fluminense</em>. Ele era um capitão reformado do exército prussiano e marido de Leopoldine, filha do major Suckow. Compareceram a esse encontro aqueles que são considerados os dez sócios fundadores do Jockey Club: além do anfitrião, estavam presentes Felisberto Paes Leme (1794 -1887), João Guilherme Suckow (1797 &#8211; 1869), Joaquim José Teixeira (1811 &#8211; 1885), Henrique Germarck Possolo (18?-1903), Henrique José Teixeira (? -?), Henrique Lambert (?-?), Henrique Moller  (?-?), Luiz de Suckow (1845 &#8211; 1878) e Fernando Francisco da Costa Ferraz  (1838 &#8211; 1907). À segunda, realizada em 20 de junho, na rua do Conde, nº 37, na casa de Costa Ferraz, médico mineiro, antigo secretário do Club Jacome, que tornou-se um dos diretores do Jockey Club e foi seu presidente entre 1899 e 1903, compareceram 17 pessoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/339636/4"><em>Revista da Sociedade Jockey Club</em>, 1870</a>).</p>
<p>Na época, o Prado Fluminense pertencia ao major Suckow, um dos fundadores do extinto Jockey Club Fluminense. Foi arrendado pela diretoria do Jockey Club que, em 16 de junho de 1873, sob a presidência de Felisberto Caldeira Brant Potes, o Visconde de Barbacena, adquiriu dos herdeiros de Suckow a propriedade do terreno e das benfeitorias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de julho de 1868, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34342" style="width: 334px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/23184" target="_blank"><img class="wp-image-34342 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey1.png" alt="jockey1" width="324" height="246" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/23184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de julho de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Imagens de alguns dos fundadores do Jockey Club</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://jcb.com.br/home/noticias/112861/domingo-e-dia-do-jcb-celebrar-o-conde-de-herzberg/" target="_blank"><img src="http://www.jcb.com.br/imagens/2013/05/Conde-de-Herzbergpost1.jpg" alt="Conde de Herzbergpost" width="381" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://jcb.com.br/home/noticias/112861/domingo-e-dia-do-jcb-celebrar-o-conde-de-herzberg/" target="_blank">Conde de Herzberg (1822 -1899)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34355" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey10.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34355" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey10.jpg" alt="Fernando Francisco da Costa Ferraz" width="480" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7996" target="_blank">Fernando Francisco da Costa Ferraz (1838 &#8211; 1907)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34511" style="width: 235px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://jcb.com.br/noticias/27965/enrique-ossolo-fundador-e-presidente/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34511" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockeypossolo.jpg" alt="Possolo" width="225" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://jcb.com.br/noticias/27965/enrique-ossolo-fundador-e-presidente/" target="_blank">Henrique Germack Possol (18? &#8211; 1903)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34512" style="width: 208px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/joaquimjt.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34512" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/joaquim.jpg" alt="Joaquim José Teixeira (1811 - )" width="198" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/joaquimjt.html" target="_blank">Joaquim José Teixeira (1811 &#8211; 1885)</a></p></div>
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<p>Houve uma tentativa de fusão entre o Club Jacome e o novo Jockey Club , porém houve divergências. Na ocasião, o presidente honorário do Club Jacome era o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 – 1921)</a>. Na ata da 2ª sessão da Assembleia do Jockey Club, realizada em 30 de janeiro de 1869, foram relatados os procedimentos da tentativa de fusão do Club Jacome, extinto nos primeiros anos da década de 1870 e refundado em novembro de 1909. Nesta mesma assembleia, o Conde d´Eu tornou-se o primeiro agraciado com o título de sócio honorário do Jockey Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/14371" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de setembro de 1868, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709662/458" target="_blank"><em>A Vida Fluminense</em>, 3 de outubro de 1868</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/14517" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de outubro de 1868, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/3337" target="_blank"><em>Semana Illustrada</em>, 8 de novembro de 1868, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/339636/14" target="_blank"><em>Revista da Sociedade do Jockey Club</em>, 1870</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/21488" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de novembro de 1909, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_34347" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/3337" target="_blank"><img class="wp-image-34347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey4.jpg" alt="jockey4" width="592" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/3337" target="_blank"><em>Semana Illustrada</em>, 8 de novembro de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34352" style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709662/458" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey8.jpg" alt="Vida Fluminense, 3 de outubro de 1868" width="463" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709662/458" target="_blank"><em>A Vida Fluminense</em>, 3 de outubro de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano seguinte, em 19 de janeiro de 1869, foi outorgado o Decreto nº 4.323, autorizando a incorporação do Jockey Club e aprovando os estatutos. Em 16 de maio de 1869, foi realizada, com a presença de  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 – 1891)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, a primeira corrida do Jockey Club, no Prado Fluminense (<em>Novo e Completo Índice Chronologico da História do Brasil,</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/1986" target="_blank"> 1869</a><em>). </em>A presença constante da família imperial nas corridas foi fundamental para atrair a sociedade chique e elegante para os páreos.</p>
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<div id="attachment_34350" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/24371" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34350" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey5.jpg" alt="Diário do Rio de Janiero, 17 e 18 de maio de 1869" width="399" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/24371" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janiero</em>, 17 e 18 de maio de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34449" style="width: 577px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey13.jpg"><img class="size-full wp-image-34449" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey13.jpg" alt="Programa das corridas do dia 16 de maio de 1869" width="567" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Programa das corridas do dia 16 de maio de 1869</p></div>
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<p>Em 20 de maio de 1911, foi lançada a pedra fundamental do edifício-sede do Jockey Club, foi inaugurado em 1913,  projeto do arquiteto Heitor de Mello. Ficava na esquina das avenidas Rio Branco e Almirante Barroso e foi um dos centros político e mundano do Rio de Janeiro por mais de 60 anos.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno histórico do Derby Club</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/2" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34455" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey17.jpg" alt="jockey17" width="563" height="417" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4718" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4718/002080RJ1202.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4718" target="_blank">Guilherme Santos. Alberto I, rei da Bélgica, durante o Grande Prêmio no Derby Club, 26 de setembro 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a> Com a presença de Epitácio Pessoa e do casal real, realização no Derby Club de um páreo com o nome de Alberto I (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3253" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de setembro de 1920</a>).</p></div>
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<p>A origem do Derby Club é o Club de Corridas Villa Isabel, cujo hipódromo, o segundo do Rio de Janeiro, foi erguido por moradores do bairro de Vila Isabel em terrenos cedidos pela Cia. Architectônica, do Barão de Drummond (1825-1897), que havia sido presidente do Jockey Club, em 1874.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34639" style="width: 387px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bar%C3%A3o_de_Drummond.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34639" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby22.jpg" alt="Barão de Drummond pelo Estabelecimento Photographico A. Faria Antiga Caza Modesto R. Ourives, nº69 - Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 1890" width="377" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bar%C3%A3o_de_Drummond.jpg" target="_blank">Barão de Drummond pelo Estabelecimento Photographico A. Faria Antiga Caza Modesto R. Ourives, nº69 &#8211; Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A corrida inaugural aconteceu em 22 de maio de 1884 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/3708" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 23 de maio de 1884, terceira coluna</a>). Em 17 de outubro do mesmo ano, o Club de Corridas Villa Isabel passou a se denominar Derby Fluminense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/4223" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 24 de outubro de 1884, quinta coluna</a>). Sob a presidência do engenheiro Paulo de Frontin  (1860 &#8211; 1933) e, sob esta nova razão social, a entidade patrocinou apenas quatro reuniões, entre novembro e dezembro de 1884.</p>
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<div id="attachment_34640" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/226688/4234" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby3.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 27 de outubro de 1884" width="303" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/226688/4234" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 27 de outubro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Derby Fluminense foi liquidado e seu acervo foi rateado. Os 242 membros que acompanharam o presidente na fundação do Derby Club utilizaram o valor de 56 mil réis, que coube a cada membro do extinto Derby Fluminense, e a isso acrescentaram uma jóia de 100 mil réis para a subscrição de suas respectivas cotas na nova sociedade (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8311" target="_blank">2 de março de 1885, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8365" target="_blank">15 de março de 1885, última coluna</a>).</p>
<p>Surgia, assim, o Derby Clube, clube de turfe, esportes equestres e atividades sociais da cidade do Rio de Janeiro, foi, como já mencionado, fundado em 6 de março de 1885,  sob a organização de Paulo de Frontin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/636" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de março de 1885, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34634" style="width: 845px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby1.jpg"><img class="size-full wp-image-34634" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby1.jpg" alt="Placa comemorativa da inauguração do Derby Club, que ficava no pavilhão central do Prado do Itamaraty / Jockey Club Brasileiro 130 anos" width="835" height="511" /></a><p class="wp-caption-text">Placa comemorativa da inauguração do Derby Club, que ficava no pavilhão central do Prado do Itamaraty / Jockey Club Brasileiro 130 anos</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/302430/6" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34457" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey19.jpg" alt="jockey19" width="334" height="473" /></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/7" target="_blank"><img class="wp-image-34458" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey20.jpg" alt="jockey20" width="339" height="119" /></a></p>
<p><em>Annuarios das Estações Sportivas de 1885 a 1890: Derby Club</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua corrida inaugural aconteceu em 2 de agosto de 1885, com 82 animais inscritos em nove páreos. Foi o grande acontecimento social do ano e a ele estiveram presentes Suas Majestades Imperiais, dom Pedro II e dona Thereza Christina e mais 10.000 pessoas, aproximadamente. O cavalo <i>Aymoré</i>, de propriedade da <i>Coudelaria Aliança</i> e montado por Arthur Oliveira foi o vencedor da primeira prova disputada no Derby Club. Os outros páreos foram vencidos pelos cavalos <em>Cosmos</em>,<em> Progresso</em>,<em> Excelsior</em>,<em> Rio de Janeiro</em>, <em>Seis de Março</em>, <em>Derby Club</em>, <em>Lemgruber</em> e <em>26 de Julho</em>. Inovador e à frente do seu tempo, logo em sua primeira corrida fez funcionar um cronógrafo elétrico, destinado a marcar com precisão o tempo de cada páreo (<em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/211" target="_blank">3 de agosto de 1885, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/215" target="_blank">4 de agosto de 1885, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34456" style="width: 862px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/5" target="_blank"><img class="wp-image-34456 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey18.jpg" alt="jockey18" width="852" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/5" target="_blank"><em>Annuarios das Estações Sportivas de 1885 a 1890: Derby Club</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu hipódromo era o Prado Itamaraty, onde fica atualmente o Estádio do Maracanã (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/7" target="_blank"><em>Annuario das estações Sportivas</em>, 1885 &#8211; 1890</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10917" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10917/Alb%200279%20095%20CT%20OK.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10917" target="_blank">Foto aérea do Prado do Derby Club, 20 de fevereiro de 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua primeira sede foi inaugurada em junho de 1889, na Praça da Constituição, atual Praça Tiradentes.  Em 6 de março de 1916, foi inaugurado seu segundo edifício-sede, na avenida Rio Branco.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/carmonoseculoxix/posts/224307962681727/?locale=hi_IN" target="_blank">Facebook</a></p>
<p>FERNANDES, Neusa; COELHO,Olino Gomes P. <em>Efemérides Cariocas</em>. Rio de Janeiro, 2016.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MATTOS, Adalberto. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank"><em>Um archicteto</em></a>. <em>Ilustração Brasileira</em>, março 1921.</p>
<p>MELO, Victor Andrade.<a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/77911-Texto%20do%20artigo-106806-1-10-20140329.pdf" target="_blank"><em> “Temos apaixonados para o mar e para a terra”: representações do esporte nos folhetins (Rio de Janeiro; 1851-1855). </em></a> Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013, Out-Dez.</p>
<p><a href="https://portalclubedeengenharia.org.br/arquivo/1493934005.pdf" target="_blank">Portal Clube de Engenharia</a></p>
<p><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=1807" target="_blank">Portal Domínio Público</a></p>
<p>RAMALHO, Maria Lúcia Pinheiro. <em>Da beaux-arts ao bungalow: uma amostragem da arquitetura eclética no Rio de Janeiro e em São Paulo</em>, 1989. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. São Paulo.</p>
<p><a href="https://www.anm.org.br/fernando-francisco-da-costa-ferraz/" target="_blank">Site Academia Nacional de Medicina</a></p>
<p><a href="https://www.archdaily.com.br/br/763171/classicos-da-arquitetura-sede-do-jockey-clube-brasileiro-lucio-costa" target="_blank">Site Arch Daily</a></p>
<p><a href="https://www.estilosarquitetonicos.com.br/jockey-club-antiga-sede-na-av-rio-branco/" target="_blank">Site Estilos arquitetônicos</a></p>
<p>TERRA, Alcione. <a href="https://proarq.fau.ufrj.br/public/editor/TESES%20E%20DISSERTACOES%20-PDF/Alcione_Terra.pdf" target="_blank"><em>HEITOR DE MELLO: Trajetória e Contribuição Profissional na cidade do Rio de Janeiro no período da Primeira República.</em> </a>Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio de Janeiro &#8211; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, 2004.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank"><em>O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1965)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, de 28 de julho de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Outros artigos da série Os arquitetos do Rio de Janeiro</em></strong></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22130" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro”<em> I &#8211; </em>Porto D´Ave e a moderna arquitetura hospitalar, de autoria de Cristiane d´Avila &#8211; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, publicado em 14 de janeiro de 2021.</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32714" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Os arquitetos do Rio” II &#8211; No Dia Nacional da Saúde, o Desinfetório de Botafogo e um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior, responsável pelo projeto, de autoria de Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, publicado em 5 de agosto de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; III &#8211; O centenário do Copacabana Palace, quintessência do &#8220;glamour&#8221; carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gire, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 13 de agosto de 2023</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34073" target="_blank">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; IV &#8211; Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960), o último dos ecléticos, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 1º de dezembro de 202</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33447" target="_blank">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” VI – O Clube Naval e os arquitetos Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) e Heitor de Mello (1875 – 1920), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de maio de 2024</a></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI – <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII – <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX – <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX – <em>O Pavilhão dos Estados, futuro prédio do Ministério da Agricultura</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI – <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII – <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV – <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023<br />
</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVI &#8211; O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre 6 e 30 de junho de 1931, aconteceu, no Rio de Janeiro, o I Salão Feminino de Arte, tema do décimo sexto artigo da série "Feministas, graças a Deus!". O evento foi promovido pela Sociedade Brasileira de Belas Artes, em colaboração com a Associação de Artistas Brasileiros. A iniciativa foi apoiada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e é considerada, até hoje, a primeira exposição realizada no país com a participação exclusiva de mulheres nas áreas de arquitetura, artes aplicadas, escultura, gravura e pintura. Fotos de três delas - Georgina Albuquerque, Nicolina Vaz de Assis e Sylvia Meyer - integram o "Álbum de artistas", da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 6 e 30 de junho de 1931, aconteceu, no Rio de Janeiro, o I Salão Feminino de Arte, em um dos salões da Escola Nacional de Belas Artes.  Foi um dos muitos eventos importantes da história das artes plásticas no Brasil ocorridos na cidade durante o referido ano e é o tema do décimo sexto artigo da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>. O Salão Feminino é considerado, até hoje, a primeira exposição realizada no país com a participação exclusiva de mulheres nas áreas de arquitetura, artes aplicadas, escultura, gravura e pintura. Fotografias das pintoras Georgina Albuquerque (1885 &#8211; 1962) e Sylvia Meyer (1889-1955); e da escultora Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto (1874 &#8211; 1941), integrantes da mostra de 1931, fazem parte do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276572_276573/icon276572_276573.pdf" target="_blank"><em>Álbum de artistas</em></a> doado, em 1932, pelo escritor M. Nogueira da Silva (1880 – 1943), à Seção de Estampas da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>As imagens de Nicolina Pinto do Couto são das décadas de 10 e de 20 e, em algumas, ela está acompanhada de seu marido, o escultor português Rodolfo Pinto do Couto (1888 &#8211; 1945). Há ainda um registro de Nicolina com um grupo de artistas no Salão Nacional de 1913.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11742" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11742/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11742" target="_blank">O Salão Nacional de 1913, 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/360" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de mulheres do <em>Álbum de Artistas</em> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias de Silvia Meyer são de 1912: de aulas de pintura ao ar livre e de uma cena do concurso de fim de ano na Escola Nacional de Belas Artes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11730" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11730/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="544" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11730" target="_blank">Aula de pintura ao ar livre, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN. A mulher na fotografia é Silvia Meyer.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os registros de Georgina Albuquerque são da década de 1910: em um deles ela está com sua família, filhos e marido, o também pintor Lucilio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939) e, em outro, ela está com seus filhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11724" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11724/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="544" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11724" target="_blank">Lucilio e Georgina de Albuquerque, pintores, 191?. / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No <em>Álbum dos artistas</em>, vale ressaltar que, dentre imagens de dezenas de artistas, existem apenas fotos de cinco mulheres. Além das já citadas, imagens da arquiteta Arinda Sobral (1883 &#8211; 1981) e da pintora Angelina Agostini (1888 &#8211; 1973).</p>
<p>O I Salão Feminino de Arte foi promovido pela Sociedade Brasileira de Belas Artes, dirigida por Augusto José Marques Junior (1887 &#8211; 1960), em colaboração com a Associação de Artistas Brasileiros. A iniciativa foi apoiada pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a> (FBPF), que se propôs a <em>envidar esforços</em> para que o evento fosse exitoso, revelando que, naquele momento do feminismo brasileiro, a organização de uma mostra com participação exclusiva de mulheres foi um fato importante para o movimento.</p>
<p>Em um artigo de Conceição Andrade de Arroxelas Brandão, publicado no <em>Diário de Notícias</em>, de 1º de fevereiro de 1931, fica evidente o entusiasmo da FBPF pela realização do I Salão Feminino de Arte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/3719" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de fevereiro de 1931, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32520" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/3719" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32520" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão1.jpg" alt="Diário de Notícias, 1º de fevereiro de 1931" width="316" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/3719" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de fevereiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembramos que, em torno de 1931, a busca pela emancipação da mulher no Brasil, principalmente a partir da luta pelo voto feminino, estava em alta e contava com feministas como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a>, fundadora de FBPF, em 1922; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, fundadora da Aliança Nacional de Mulheres, em 1931, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 – 1932)</a> e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 – 2001)</a>, fundadora da União Universitária Feminina, em 1929, dentre várias outras.  No mesmo mês da abertura do salão, sob a orientação de Bertha Lutz, foi promovido o Segundo Congresso Internacional Feminista. Finalmente, menos de um ano depois da realização da exposição, o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">direito de voto às mulheres</a>.</p>
<p>Além da efervescência de acontecimentos em prol da emancipação feminina na época, outro fato que liga o feminismo à realização deste evento artístico é a presença, na comissão organizadora do Salão, da escritora e feminista atuante, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank">Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 – 1971)</a>, presidente da Casa do Estudante do Brasil, fundada em 1929.</p>
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<div id="attachment_32531" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3424" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32531" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão11.jpg" alt="Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="286" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3424" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição contou com 63 artistas, <em>172 pinturas, 17 esculturas, 1 gravura e 3 de artes aplicadas, todas obras assinadas individualmente, e mais outras dessas últimas artes, com a assinatura coletiva da Escola Profissional Orsina da Fonseca e da Escola Profissional Paulo de Frontin</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/76841" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 27 de junho de 1931</a>). A diretora da Orsina da Fonseca era a feminista e professora<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902" target="_blank"> Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935)</a>, que foi tema do décimo quinto artigo da série<em> Feministas, graças a Deus!, </em>publicado em 19 de abril dde 2023.</p>
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<div style="width: 570px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11723" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11723/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="560" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11723" target="_blank">D. Georgina de Albuquerque, pintora, 191? / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11725" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11725/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="549" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11725" target="_blank">D. Nicolina Vaz P. do C., esculpt., 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11731" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11731/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="565" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11731" target="_blank">Aula de pintura ao ar livre, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN A mulher é a pintora Sylvia Meyer</a></p></div>
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<p>Algumas das artistas que participaram da exposição foram, além das já mencionadas, as pintoras Camilla Alvares de Azevedo, Cândida de Gusmão Cerqueira, Francisca Leão, Haydéa Santiago, Helvia Barbosa Lima, Ignez Corrêa de Castro, Isabel Teixeira de Mello Julieta Bicalho, Katarina Gesnesha, Maria Francelina Barreto Falcão (1897-1979), Moema Machado Vieira, Nativa Tinoco, Nieta Gomes, Odelli Castello Branco, Palmyra Pedra Domeneck, Regina Veiga, Ruth de Almeida, Sarah Vilela de Figueiredo, Solange Frontin Hess, Suzanna Mesquita, Wanda Turatti e Yvonne Visconti. A gravurista Lucilia Ferreira e as escultoras Celita Vaccani ((1913 &#8211; 2000), Rosalina Candido Mendes e Zelia Ferreira.</p>
<p>Chama atenção a ausência das modernistas Tarsila do Amaral (1886 &#8211; 1973) e Anita Malfatti (1889 &#8211; 1964). Terá sido devido à divisão entre acadêmicos e modernos, já que todas as obras expostas no I Salão Feminino de Arte tinham caráter acadêmico? Ou terá sido falta de interesse delas, já artistas consagradas, em participarem da mostra?</p>
<p>Segundo uma de suas organizadoras, a pintora Cândida de Gusmão Cerqueira:</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-32521 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão2.jpg" alt="salão2" width="302" height="473" /></a></p>
<div id="attachment_32522" style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32522" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão3.jpg" alt="Diário de Notícias, 4 de junho de 1931" width="305" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inicialmente, a inauguração do salão seria na primeira quinzena de maio, mas foi adiada para junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4290" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de abril de 1931, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/10370" target="_blank"><em>Jornal do Commerci</em>o, 7 de junho de 1931, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32517" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/4190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32517" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão.jpg" alt="A Noite, 17 de abril de 1931" width="304" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/4190" target="_blank"><em>A Noite</em>, 17 de abril de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua <em>vernissage</em> aconteceu em 5 de junho e, a abertura para o público, no dia seguinte.</p>
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<div id="attachment_32529" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5117" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32529" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão9.jpg" alt="Diário Carioca, 6 de junho de 1931" width="509" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5117" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 6 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sob o patrocínio da comissão organizadora do evento, o jornalista, pintor e intelectual Celso Kelly (1906 &#8211; 1979) proferiu uma conferência sobre a arte brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5716" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de junho de 1931, penúltima coluna</a>). Ele havia sido, em 1928, o organizador de um mostra livre de arte, na Biblioteca Nacional, que reuniu 300 trabalhos de 120 artistas, e que resultou na criação por ele e pelos irmãos Armando e Mário Navarro da Costa (1883 &#8211; 1931) da Associação Brasileira de Artistas, uma das promotoras do I Salão Feminino de Arte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32523" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5716" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32523" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão4.jpg" alt="Diário de Notícias, 11 de junho de 1931" width="307" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5716" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 12 de junho, o <em>Diário de Notícias</em> publicou uma reportagem especial sobre o evento:</p>
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<div id="attachment_32525" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><img class="wp-image-32525" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão5.jpg" alt="salão5" width="321" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<div id="attachment_32526" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><img class="wp-image-32526 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão6.jpg" alt="salão6" width="620" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5744" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1931 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32530" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5153" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32530" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão10.jpg" alt="O Cruzeiro, 13 de junho de 1931" width="437" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5153" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 13 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Terra de Senna, pseudônimo do jornalista, escritor, humorista, poeta e dramaturgo Lauro Nunes (1896-1972), publicou uma crítica sobre o salão e comentou se tratar de um <em>esforço digno dos maiores incentivos, </em>porém lamentou seu caráter de <em>exposição retrospectiva</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/5228" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 17 de junho de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 22 de junho, a poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça fez uma palestra intitulada <em>Um salto de cinquenta anos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14339" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de junho de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32528" style="width: 269px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14339" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32528" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão8.jpg" alt="Jornal do Brasil, 23 de junho de 1931" width="259" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14339" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 23 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição foi encerrada com a palestra <em>Príncipe Raul de Leoni</em>, de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4960" target="_blank"><em>A Noite</em>, 29 de junho de 1931, segunda coluna</a>). Publicação de uma crítica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8780" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de julho de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32527" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7568" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/salão7.jpg" alt="Correio da Manhã, 1º de julho de 1931" width="421" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7568" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 1º de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O II Salão Feminino de Arte promovido pela Sociedade Brasileira de Belas Artes foi realizado muitos anos depois, em 1939, na Associação Cristã dos Moços. Algumas artistas que participaram do evento, em 1931, como Celita Vaccani, Georgina de Albuquerque e Regina Veira apoiavam a realização da segunda edição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/39681" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em> 15 de junho de 1939, terceira coluna;</a> <em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/51471" target="_blank">15 de junho de 1939, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/52139" target="_blank">23 de julho de 1939, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo resumo de outros importantes eventos artísticos ocorridos no Rio de Janeiro em 1931</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Movimento Artístico Brasileiro</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32539" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32539" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardell1i.jpg" alt="Diário de Notícias, 4 de junho de 1931" width="462" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conforme mencionamos no início do artigo, em 1931, ocorreram no Rio de Janeiro outros importantes eventos da história das artes plásticas no Brasil. Um deles foi a criação do Movimento Artístico Brasileiro no Salão Essenfelder, no Studio Nicolas, que ficava localizado na Praça Marechal Floriano e pertencia ao fotógrafo romeno Nicolas Alagemovitz (1893 &#8211; 1940), <em>um musicista que se fez mago da arte fotográfica,</em> que<em> </em>era sócio do Photo Club Brasileiro. De acordo com o estatuto da nova associação, o Movimento foi organizado por uma comissão formada por Affonso de Carvalho, Nicolas Alagemovits, Fritz, Martha Silva Gomes, Henrique Pongetti, Bandeira Duarte e João Ribeiro Pinheiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O “Movimento Artístico Brasileiro” começou pelo princípio: a sua sala no andar ocupado pelo fotógrafo Nicolas, num dos mais belos arranha céus da Cinelândia, dispõe de duzentas confortáveis cadeiras, de um palco para teatro, concertos e conferências e supera em elegância muitas das famosas “boîtes” espirituais de Paris, pequenas colmeias de homem de talento&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>O escritor Henrique Pongetti (1898 &#8211; 1979) em entrevista para o</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/13674" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de junho de 1931</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Nicolas,<em> o Movimento Artístico Brasileiro é exclusivamente um centro de cultura, de arte e de pensamento e cuja atividade é dirigida no sentido de propagar todas as manifestações estéticas e congregar os seus criadores. </em>José Siqueira, em artigo publicado, na <em>Revista da Semana, </em>de 19 de fevereiro de 1939, destacou que o Movimento vinha realizando<em> uma série de conferências, concertos, recitais e exposições de pintura, em que tomaram parte grandes vultos da arte nacional e estrangeira. Essa instituição que é de todos os artistas, tem por fim congregá-los, para que dessa estreita união a Arte venha a ser amplamente beneficiada </em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/5613" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3433" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/8654" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de janeiro de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/19743" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 19 de fevereiro de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3311" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-32544" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardelli3.jpg" alt="bernardelli3" width="257" height="419" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a morte de Nicolas, em 27 de setembro de 1940, apesar de continuar existindo, o Movimento foi perdendo vigor e as notícias a seu respeito foram diminuindo na imprensa carioca nos anos que se seguiram (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3311" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 28 de setembro de 1940, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Núcleo Bernardelli</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32538" style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75662" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32538" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardelli.jpg" alt="O Malho, 28 de novembro de 1931" width="550" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75662" target="_blank"><em>O Malho</em>, 28 de novembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em junho, no dia 12 , foi criado o Núcleo Bernardelli, formado por um grupo,  liderado por Edson Motta (1910 &#8211; 1981), de pintores insatisfeitos com o ensino artístico da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (ENBA). Buscavam democratizar o ensino de arte e conseguir o acesso dos artistas modernos ao prêmio de viagens ao exterior e ao Salão Nacional de Belas Artes. O nome é uma homenagem a dois professores da ENBA, os irmãos <a>Henrique Bernardelli (1858-1936) e </a><a>Rodolfo Bernardelli (1852-1931).</a></p>
<p>Alguns dos integrantes do grupo foram Bustamante de Sá (1907 &#8211; 1988), José Pancetti (1902 &#8211; 1958), Manoel Santiago (1897 &#8211; 1987) e Milton Dacosta (1915 &#8211; 1988) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5730" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 12 de junho de 1931, quarta coluna</a>). Sua primeira sede foi o já citado Studio Nicolas. Depois o grupo se transferiu para os porões da Escola Nacional de Belas Artes, onde permaneceu até 1936, quando foi para a Rua São José e, depois, para a Praça Tiradentes, n. 85, até 1941, quando foi extinto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Exposição Geral de Belas Artes de 1931, que ficou conhecido como Salão Revolucionário</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32545" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32545" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/belas.jpg" alt="O Jornal, 2 de setembro de 1931" width="514" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9726" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 2 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meses depois, em 1º de setembro, foi aberto a Exposição Geral de Belas Artes de 1931, que ficou conhecido como <em>Salão Revolucionário, </em>sob a organização do então diretor da instituição, Lúcio Costa (1902-1998).<em> </em>Foi um marco na história da arte no Brasil.<em> </em>A participação dos artistas modernos<em> </em>foi maciça e por decisão do júri do evento todos os trabalhos inscritos foram aceitos. Participaram da exposição Alfredo da Veiga Guignard (1896 &#8211; 1962), Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962), Di Cavalcanti (1897 &#8211; 1976), Ismael Nery (1900 &#8211; 1934) e Pedro Correia de Araújo (1874 &#8211; 1955), dentre vários outros. Um dos destaques do salão foi o quadro <em>Eu vi  mundo&#8230;ele começa no Recife</em>, de Cícero Dias (1907 &#8211; 2003) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/9726" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 2 de setembro de 1931</a>). Foi chamado pelo poeta Manuel Bandeira de <em>Salão dos Tenentes</em> pela participação de diversos modernistas que se opunham aos <em>generais</em> da arte, os acadêmicos.</p>
<p>Abaixo, o artigo O &#8220;Salão dos Tenentes&#8221;, de Bandeira, publicado no <em>Diário Nacional</em>, de São Paulo, em 5 de setembro de 1931:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32537" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel3.jpg" alt="manuel" width="434" height="528" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel1.jpg"><img class="  wp-image-32535 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel1.jpg" alt="manuel1" width="448" height="277" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel2.jpg"><img class="alignnone  wp-image-32536" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/manuel2.jpg" alt="manuel2" width="441" height="374" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32540" style="width: 244px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9916" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32540" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/bernardelli2.jpg" alt="O Jornal, 12 de setembro de 1931" width="234" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/9916" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 12 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BANDEIRA, Manuel. <em>O salão dos tenentes.</em> VIEIRA, Lucia Gouveia. <em>Salão de 31</em>. Rio de Janeiro: Funarte, 1984. p.93-94.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/" target="_blank">Enciclopédia ItaúCultural</a></p>
<p>HARTWIG, Nathalia Lange. <a href="https://anppom.org.br/anais/anaiscongresso_anppom_2018/5222/public/5222-18295-1-PB.pdf" target="_blank"><em>O Movimento Artístico Brasileiro (1931-1940) no cenário musical carioca dos anos 1930</em></a>. XXVIII Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música – Manaus &#8211; 2018.</p>
<p>HARTWIG, Nathalia Lange. <a href="http://seer.unirio.br/index.php/simpom/article/view/5799/5235" target="_blank"><em>Salão Essenfelder: descobertas por meio da Imprensamusical do Rio de Janeiro da década de 1930</em></a>. UFPR. ANAIS DO IV SIMPOM 2016  -SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PÓS-GRADUANDOS EM MÚSICA.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MORAES, Frederico. <em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 2001.</p>
<p>SILVA, Tahis Canfield. <em>Um olhar sobre o I Salão Feminino de Arte de 1931</em>. XIII Encontro de História da Arte. Arte em confronto: embates em torno da história da arte, 2018..</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII &#8211; A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2020 13:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cenário de um dos maiores e mais belos réveillons do mundo que, devido à pandemia do cononavírus não será realizado como nos anos anteriores quando chegava a reunir cerca de dois milhões de pessoas, a Avenida Atlântica, via litorânea da Praia de Copacabana, é uma das paisagens mais bonitas e famosas do Rio de Janeiro, uma das que justifica a celebrada fotogenia da cidade. Ela é o tema do último artigo da Brasiliana Fotográfica de 2020 e o sétimo da série "Avenidas e ruas do Brasil". Estão destacadas fotografias das primeiras décadas do século XX produzidas por anônimos, por Augusto Malta (1864 - 1957), fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936; e por Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas da cidade. Feliz Natal e um Ano Novo cheio de boas notícias! Muito obrigada pela audiência!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII &#8211; A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro</strong></em></span></p>
<p>Cenário de um dos maiores e mais belos réveillons do mundo que, devido à pandemia do cononavírus não será realizado como nos anos anteriores quando chegava a reunir cerca de dois milhões de pessoas, e de diversos eventos esportivos, culturais, politicos e de lazer, a Avenida Atlântica, via litorânea da praia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, é uma das paisagens mais bonitas e famosas do Rio de Janeiro, uma das que justificam a celebrada fotogenia da cidade. Foi também o local de diversos palacetes, onde a vida social do Rio de Janeiro acontecia,  da realização de <em>footings</em>, quando a cidade passeava na avenida, de eventos esportivos e culturais. Ela é o tema do último artigo da Brasiliana Fotográfica de 2020 e o sétimo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;. Estão destacadas fotografias das primeiras décadas do século XX produzidas por anônimos, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936; e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 – 1965)</a>, autor das primeiras fotografias aéreas da cidade. Pertecem aos acervos do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal, e às instituições parceiras Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e <span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. Feliz Ano Novo e muito obrigada pela audiência!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/253">Acessando o link para as fotografias da avenida Atlântica disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Avenida Atlântica tem atualmente, cerca de quatro quilômetros de orla marítima, começa na Praça Almirante Júlio de Noronha e termina na Praça Coronel Eugênio Franco, no Posto 6. Algumas de suas construções mais famosas são o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Hotel Copacabana Palace (1923)</a>, os edifícios Chopin, Machado de Assis, Regina Feigl, Sayonara, Tancredo  Neves e o neoclássico Edifício Lellis, mais antigo prédio residencial que ainda está na avenida, inaugurado em 1931, na esquina da rua Barão de Ipanema. Segundo o historiador Milton Teixeira, a primeira edificação da orla foi a Clínica Conde Figueiredo Magalhães, de hidroterapia, de 1872, muitos anos antes da construção da Avenida Atlântica. Alguns dos moradores mais famosos da avenida foram o arquiteto Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012), o jornalista Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), os artistas e irmãos Bernardelli, dona Guilhermina Guinle (1852 &#8211; 1925) e a cantora Elza Soares (1930 &#8211; ).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21665" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/1438" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21665" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/zig.jpg" alt="A avenida Atlântica em zig zag / Beira-Mar, 5 de agosto de 1928" width="483" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/1438" target="_blank">A avenida Atlântica em zig zag / Beira-Mar, 5 de agosto de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante a gestão de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>, como prefeito do Rio de Janeiro entre <span class="LrzXr kno-fv">30 de dezembro de 1902 a a 16 de novembro de 1906 foi realizada uma significativa reforma urbana na cidade. Para saneá-la e modernizá-la, ele realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em>Foi em consonância com essa política que A</span>venida Atlântica foi concebida, pelo Decreto Municipal nº 561, de 04 de novembro de 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21548" style="width: 377px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/19267" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21548" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica3.jpg" alt="Jornal do Brasil, 7 de abril de 1906" width="367" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/19267" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de abril de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poucos meses antes, Pereira Passos expôs seus planos ao presidente Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919) durante uma visita à Exposição Geral de Belas-Artes de 1905, diante de um quadro de um trecho da praia Copacabana ao nascer do sol, de autoria de João Baptista da Costa (1865 &#8211; 1926) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10173" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1905, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/9019" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de outubro de 1905, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/18009" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de novembro de 1905, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12725" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 3 de agosto de 1906, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12896" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 19 de setembro de 1906 coluna</a>). Em 4 de março de 1906, foi inaugurado o Restaurante Avenida Atlântica, do sr. Gomes da Silva, e a companhia Jardim Botânico inaugurou <em>sua nova linha elétrica pelo Túnel do Leme, indo o ramal até o ponto terminal da praça do Vigia, onde foi construída a estação de bonds</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10984" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de março de 1906, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12524"><em>A Notícia</em>, 6 e 7 de março de 1906, quinta coluna).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6952" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6952/014AAN00519.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6952" target="_blank">Restaurante Avenida Atlântica, 1907. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção da Avenida Atlântica começou em 31 de janeiro de 1906 &#8211; <em>as obras tiveram início no lugar denominado Murungu para a rua do Barroso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/18751" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de fevereiro de 1906, sexta coluna</a>) &#8211;  e, os trabalhos de aterro, em 5 de abril de 1906. Sua construção foi incluida na Carta Cadastral como um dos grandes melhoramentos urbanos realizados na cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12415" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de abril de 1906, quarta coluna; <em>O Paiz</em>, 8 de maio de 1906, quarta coluna; <em>O Paiz</em>, 14 de setembro de 1906, quinta coluna)</a>. O autor do projeto e responsável pela construção da Avenida Atlântica foi o engenheiro Augusto Américo de Souza Rangel (1865 &#8211; 1924), que trabalhava na comissão da Carta Cadastral tendo, inclusive, sido seu chefe durante um período *.</p>
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<div id="attachment_21540" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/11188" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21540" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica.jpg" alt="O Paiz, 5 de abril de 1906" width="437" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/11188" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de abril de 1906</a></p></div>
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<p>Seu calçadão foi feito com pedras pretas de basalto e pedras brancas de calcita, trazidas de Portugal, o que lhes rendeu o apelido de pedras portuguesas. O padrão de ondas é do século XIX e foi criado para a Praça do Rossio, em Lisboa &#8211; uma homenagem ao encontro das águas do rio Tejo com o Oceano Atlântico.</p>
<p>As obras foram suspensas em 15 de dezembro de 1906, um mês após o início do mandato do novo prefeito da cidade,  Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 &#8211; 1935). A avenida tinha 485 metros de meios fios em ambos os lados e estava pronto o aterro em toda a extensão entre a praça Malvino Reis, atual praça Serzedelo Correia, e a rua padre Antonio Vieira.</p>
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<div id="attachment_21549" style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/22652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21549" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica4.jpg" alt="Jornal do Brasil, 7 de abril de 1907" width="338" height="193" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/22652" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de abril de 1907</a></p></div>
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<p>Em 1907,  terrenos na avenida foram anunciados para venda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/15"><em>O Copacabana</em>, 1º de agosto de 1907</a>). O prefeito Souza Aguiar era acusado pelo <em>abandono lamentável da avenida Atlântica</em> e perguntado sobre o porquê de não mandar <em>continuar as obras da avenida Atlântica</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/29"><em>O Copacabana</em>, 1º de novembro de 1907, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/45"><em>O Copacabana</em>, 1º de janeiro de 1908, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21542" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/814997/125" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21542" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/atlantica-1.jpg" alt="O Copacabana, 1º de dezembro de 1908" width="405" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/814997/125" target="_blank"><em>O Copacabana</em>, 1º de dezembro de 1908</a></p></div>
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<p>Ainda neste ano, 1907, na esquina da rua da Igrejinha, atual Francisco Otaviano, com a Avenida Atlântica, na recém inaugurada casa da francesa Mme. Louise Chabas, que se tornou um dos cabarés mais famosos do Brasil, o <em>Mère Louise</em>, houve uma festa para comemorar o 14 de julho, data nacional da França. <em>&#8220;Tem pois agora o Rio um cabaré à maneira do de Montmartre, em Paris, onde quem saiba fazer algo sobe ao palco e&#8230; faz o que sabe!&#8221;</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/22515" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de abril de 1907, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23272" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1907, oitava coluna</a>). Mme. Chabas vendeu o estabelecimento à Cervejaria em 1910. Posteriormente, tornou-se um hotel que foi fechado, em 1931, pela polícia do 30º Distrito Policial.</p>
<p>Durante a década de 1910, 0 aumento da quantidade de automóveis e a crescente popularização da prática do banho de mar tornou a avenida pequena. Além disso, as chuvas de março de 1911 causaram vários danos na Avenida Atlântica e providências eram cobradas ao prefeito Bento Ribeiro (1856 &#8211; 1921) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/207"><em>O Copacabana</em>, 16 de julho de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/211"><em>O Copacabana</em>, 13 de agosto de 1911, primeira coluna</a>). Ocorriam vários na avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/227"><em>O Copacabana</em>, 10 de dezembro de 1911, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/814997/231"><em>O Copacabana</em>, 14 de janeiro de 1912, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na gestão de Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922) foram realizadas na Avenida Atlântica obras para <em>proteção contra a fúria atlântica da esplêndida avenida beira-mar</em> e também seu alargamento. O diretor de Obras Públicas era Cupertino Durão (1861 &#8211; 1929) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/5998" target="_blank"><em>A Rua</em>, 13 de março de 1918, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/6334" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 18 de maio de 1918, quarta coluna</a>). Ainda em 1918, uma ressaca deixou a avenida esburacada e o então prefeito do Rio de Janeiro, o engenheiro Paulo de Frontin (1860 -1933), a percorreu para inspecionar seu estado e a incluiu em seu projeto de melhoramentos da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7111" target="_blank"><em>A Rua</em>, 5 de novembro de 1918, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7427" target="_blank"><em>A Rua</em>, 4 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7591" target="_blank"><em>A Rua</em>, 24 de março de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7643" target="_blank"><em>A Rua</em>, 3 de abril de 1919, penúltima coluna)</a>. Vale lembrar que 1918 foi o ano da pandemia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Gripe Espanhola</a>, uma tragédia mundial que deixou milhares de mortos no Rio de Janeiro &#8211; cerca de 300 mil pessoas no Brasil -, tendo sido o presidente eleito, Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), sua mais notória vítima no Brasil.</p>
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<div id="attachment_21562" style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7643" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21562" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/melhoramentos.jpg" alt="A Rua, de 1919" width="381" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/7643" target="_blank"><em>A Rua</em>, 3 de abril de 1919</a></p></div>
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<p>Construiu <em>a nova e soberba avenida Atlântica com 17 metros de largura total em substituição à antiga rua marginal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/142" target="_blank"><em>Arquitetura no Brasil</em>, janeiro de 1922</a>). A nova Avenida Atlântica foi inaugurada em 22 de julho de 1919 com pista dupla e iluminação no canteiro central(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/20581" target="_blank"><em>A Época</em>, 23 de julho de 1919</a>).</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4766" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4766/013RJ012038.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4766" target="_blank">Augusto Malta. Avenida Atlântica, reconstruída e com nova iluminação pública, c. 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O anúncio da reparação do calçamento da avenida foi feito, em 1920, durante a gestão de Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9592" target="_blank"><em>A Rua</em>, 12 de agosto de 1920, quinta coluna</a>). <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">O rei Alberto da Bélgica (1875 – 1934) e sua mulher, a rainha Elizabeth (1876 – 1965)</a>, visitaram o Brasil entre setembro e outubro de 1920, e na ocasião foram várias vezes tomar banho de mar no posto 5 da Avenida Atlântica.</p>
<p>Em 1921, uma nova ressaca atingiu a avenida cuja <em>resistência da muralha, honra à engenharia do sr. Frontin, resistia valentemente a todos os embates</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10866" target="_blank"><em>A Rua</em>, 14 de julho de 1921, terceira coluna</a>). Mas a violência da ressaca acabou destruindo a muralha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1058" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 23 de julho de 1921, primeira coluna</a>). O prefeito Sampaio decidiu então realizar obras de <em>consolidação dos cais e das muralhas da Guanabara em defesa da avenida Beira-Mar e da avenida Atlântica. </em>Foram contratados para o projeto, cuja quantia prevista causou polêmica, os engenheiros Adhemar de Melo Franco, Edgar Raja Gabaglia (1896 &#8211; 1953) e Azevedo Amaral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10894" target="_blank"><em>A Rua</em>, 23 de julho de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/11214" target="_blank"><em>A Rua</em>, 29 de outubro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/11218" target="_blank"><em>A Rua</em>, 31 de outubro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/90" target="_blank"><em>Arquitetura no Brasil</em>, novembro de 1921</a>). Sobre a obra de reconstrução os engenheiros civis J. Le Cocq de Oliveira e Alfredo Lisboa publicaram artigos na revista <em>Arquitetura no Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/118" target="_blank">de dezembro de 1921</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/141" target="_blank">de janeiro de 1922</a>.</p>
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<div id="attachment_21563" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10894" target="_blank"><img class="size-large wp-image-21563" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/melhoramentos1-1024x521.jpg" alt="A Rua, 23 de abril de 1921" width="768" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/10894" target="_blank"><em>A Rua</em>, 23 de julho de 1921</a></p></div>
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<p>Em 1922, ano do centenário da independência no Brasil, os postos de salvamento, que eram de madeira, estavam em péssimas condições. Então o prefeito Carlos Sampaio os renovou e transferiu o posto de socorros para um novo prédio no Lido. O serviço de salvamento, agora subordinado à Assistência Municipal, passou a oferecer serviço médico à população do bairro e também o arrendamento de cabines para banhistas que quisessem trocar de roupa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5125" target="_blank"><em>A Noite</em>, 8 de março de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5289" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de março de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1357" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de abril de 1928, primeira coluna</a>). Ainda nesse ano, a Avenida Atlântica foi o cenário da marcha realizada pelos militares da Revolta dos 18 do Forte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a>). Na edição da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7305" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 29 de junho de 1940</a>, foi publicado um interessante relato de um repórter que presenciou o acontecimento.</p>
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<div id="attachment_21663" style="width: 747px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/dezoito.jpg" alt="Beira-Mar, 3 de julho de 1927" width="737" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a></p></div>
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<p>O proprietário da Empresa Balneária, que explorava as barracas para banho na praia de Copacabana, Luiz Dante Torre, teve a ideia de colocar bancos de 10 em 10 metros ao longo de toda a Avenida Atlântica, mas em 1926 a falta de bancos era cobrada à Prefeitura, já sob a gestão de Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/28" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>,  21 de janeiro de 1923, terceir</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/974" target="_blank">a coluna; <em>Beira-Mar</em>, 7 de fevereiro de 1926, quarta coluna; </a><em>B<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/974" target="_blank">eira-Mar</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/974" target="_blank">, 5 de dezembro de 1926, última coluna</a>). Começava também a construção de um prédio na esquina da avenida com a então denominada rua do Barroso, atual Siqueira Campos, projeto do engenheiro Eduardo Pederneiras e de propriedade dos srs. Rocha Miranda Filhos &amp; Companhia Limitada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/223" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de outubro de 1923</a>). Mas o mais marcante fato de 1923 na avenida foi a inauguração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Hotel Copacabana Palace</a>, ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, que se tornaria um símbolo do <em>glamour</em> carioca. Na época de sua inauguração,era o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade.</p>
<p>Em 1924, a praia tinha seis postos de salvamentos com guarda-vidas no topo de postes de concreto. Na ocasião, o prefeito do Rio era Alaor Prata (1882 &#8211; 1964) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/47711" target="_blank"><em>Fon Fon</em>, 19 de janeiro de 1924</a>). Nesta época,<em> a alegria e a graça de Copacabana</em> já faziam parte <em>da nossa &#8220;urbs&#8221; estupenda </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/6231" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de janeiro de 1924</a>). Um corso de automóveis aconteceu na avenida e em <em>frente ao Copacabana Palace foi tirada uma fita cinematográfica do movimento extraordinário da praia&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/292" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de janeiro de 1924</a>). Também houve, em março, uma Batalha de Confetes, que se repetiu em outros anos, assim como banhos de mar e outros festejos durante o carnaval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/322" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de março de 1924, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1032" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de março de 1927, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1311" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de fevereiro de 1928</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2191" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5537" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 23 de janeiro de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6081" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de fevereiro de 1938</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6583" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 11 de fevereiro de 1939</a>). Em 7 de março de 1924, foi inaugurado o Bar e Restaurante Lido-Antarctica, na esquina da rua Belfort Roxo, com um rinque de patinação e um <em>dancing room</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/370" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de junho de 1924, última coluna</a>). Porém, em outubro, mais uma vez a<em> fúria do mar</em> destruiu o trabalho de engenharia realizado na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8010" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de outubro de 1924</a>). As obras de reconstrução foram realizadas sob a chefia e fiscalização de Ângelo Barata, chefe da 1ª circunscrição da viação municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/473" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de novembro de 1924, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/601" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de junho de 1925, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21567" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8010" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/fúria.jpg" alt="Revista da Semana, 18 de outubro de 1924" width="565" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8010" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de outubro de 1924</a></p></div>
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<p>As obras de reconstrução ainda não estavam concluidas quando, em 1925, de novo, a avenida foi atingida por nova ressaca, ficando bastante esburacada. A muralha foi reconstruída ainda durante a gestão de Alaor Prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/9726" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de julho de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/631" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de julho de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/659" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de setembro de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/719" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de novembro de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/739" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de dezembro de 1925</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12482" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de outubro de 1926</a>). Dias antes da ressaca, havia sido realizada na Avenida Atlântica, a festa dos pescadores em homenagem a São Pedro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/633" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de julho de 1925, segunda coluna</a>).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8285/014AM006001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank">Fachada do Hotel Copacabana Palace, 5 de julho de 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Na edição do períódico <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/863" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 7 de junho de 1926, na quarta coluna,</a> foi feito um balanço dos danos causados nas últimas ressacas e também uma análise das obras em andamento e na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/873" target="_blank">edição de 4 de julho de 1926</a> uma retrospectiva das obras de calçamento e reconstrução da avenida desde 1923. As escadinhas que davam aceso à praia também havia sido destruídas e àquela altura, não foram recolocadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/885" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 18 de julho de 1926, segunda coluna)</a>. As obras foram concluídas em agosto de 1926. De sua fundação até 1926, a Avenida Atlântica havia sofrido as consequências de cinco ressacas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/895" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de agosto de 1926</a>).</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a style="background-color: #f3f3f3; text-align: center;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8129" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8129/014AM006010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8129" target="_blank">Augusto Malta. Avenida Atlântica, ao fundo o Hotel Copacabana Palace, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_21662" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/777" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/banhistas.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de fevereiro de 1926" width="276" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/777" target="_blank"><em>Banhistas na Praia de Copacabana / Beira-Mar</em>, 7 de fevereiro de 1926</a></p></div>
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<p>O hábito do <em>footing, </em>quando a sociedade carioca passeava na avenida, era frequente tanto nos anos 20 como nos anos 30 e 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/981" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/992" target="_blank"> <em>Beira-Mar</em>, 23 de janeiro de 1927, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6877" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de outubro de 1939</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7461" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1940</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8981" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 29 de agosto de 1942, primeira coluna; <em>Beira-Mar</em>, fevereiro de 1945</a>). Ainda em 1927, reclamava-se da ausência de bancos e escadinhas na avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1105" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a>).</p>
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<div id="attachment_21577" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/624" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21577" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/footing1.jpg" alt="Beira-Mar, 5 de junho de 1925" width="510" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/624" target="_blank"><em>Beira-Mar,</em> 5 de junho de 1925</a></p></div>
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<div id="attachment_21572" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/footing.jpg" alt="Beira-Mar, de 1934" width="427" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4045" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
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<p>Em 1927, uma nova ressaca deixava suas marcas na Avenida Atlântica&#8230; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1129" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de agosto de 1927</a>).</p>
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<div id="attachment_21664" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1129" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/ressaca.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de agosto de 1927" width="498" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1129" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de agosto de 1927</a></p></div>
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<p>Foi inaugurado em 1928, a sede do Praia-Club &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2557" target="_blank">fundado em 25 de setembro de 1927 por um grupo de moradores de Copacabana</a> -, na altura do Posto 4 da avenida, que promovia eventos que integravam a programação do <em>Rio chic, </em>além de disputas esportivas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1368" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 5 de maio de 1928, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1428" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2089" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de dezembro de 1929)</a>.</p>
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<div id="attachment_21682" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2341" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/praiaclub.jpg" alt="Beira-Mar, 1º de junho de 1930" width="388" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2341" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de junho de 1930</a></p></div>
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<p>Também havia o Hotel Londres, <em>prédio no melhor ponto de banhos da encantadora Avenida Atlântica. </em>Lá eram realizados elegantes eventos sociais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1545" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 21 de outubro de 1928, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1731" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 21 de abril de 1929, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21689" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4145" target="_blank"><img class="wp-image-21689 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/londres.jpg" alt="Beira-Mar, 27 de outubro de 1934" width="406" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4145" target="_blank">Beira-Mar, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
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<p>O periódico <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1755" target="_blank"><em>Beira-Mar</em> de 12 de maio de 1929</a>, chamava atenção para a falta de arborização da Avenida Atlântica. Na década de 30, palacetes como o da família Duvivier e onde ficava a sede do Atlântico Club povoavam a avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2359" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de junho de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_21680" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2166" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21680" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/duvivier.jpg" alt="Beira-Mar, 1930" width="413" height="321" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2166" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de janeiro 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_21681" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2254" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21681" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/palacete1.jpg" alt="Beira-Mar, 30 de março de 1930" width="610" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2254" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de março de 1930</a></p></div>
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<p>Em 1930, foi pela primeira promovida a <em>Tarde das Flores</em>, na Avenida Atlântica, para celebrar a chegada do inverno Cada posto escolheu flores para simbolizá-los: Posto 1 &#8211; amor-perfeito, Posto 2 &#8211; magnólia, Poto 3 &#8211; violeta, Posto 4 &#8211; hortênsia, Posto 5 &#8211; dália e Posto 6 &#8211; margarida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2271" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de abril de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p>Novamente a Avenida Atlântica foi castigada por uma ressaca, diversas casas foram inundadas, a água foi até a porta principal do Hotel Copacabana Palace mas suas muralhas de proteção não foram destruídas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2417" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de julho de 1930, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2427" target="_blank"><em> Beira-Mar</em>, 27 de julho de 1930, primeira coluna</a>). Em dezembro, foram inaugurados <em>pavilhões praianos</em> ao longo da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2677" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de dezembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21683" style="width: 659px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2677" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21683" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/praianos.jpg" alt="Beira-Mar, 6 de dezembro de 1930" width="649" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2677" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de dezembro de 1930</a></p></div>
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<p>Em 1931, foi inaugurado, na Avenida Atlântica com a rua Haritoff, atual rua Ronald de Carvalho, com <em>pistas originalíssimas, </em>o<em> </em> Natural Pi Wi Golf (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/2903" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de maio de 1931, terceira coluna</a>). Foi inaugurado, logo no início de 1932, um rinque de patinação entre os postos 3 e 4, no nº 628 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3367" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de janeiro de 1932, segunda coluna</a>). O carnaval deste ano contou com uma <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10905" target="_blank">Batalha de Flores</a> e de um corso na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3405" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 6 de fevereiro de 1932</a>) e, em 7 de março, foi inaugurada uma filial do Colégio Anglo-Americano, no número 458, na avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3415" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de fevereiro de 1932</a>). Havia ainda na Avenida Atlântica, nº 952, o Instituto Anglo-Francês (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3639" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de julho de 1932, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_21684" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/anglo.jpg" alt="Beira-Mar, 20 de fevereiro de 1932" width="405" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3421" target="_blank"><em>Prédio do Colégio Anglo-Americano / Beira-Mar</em>, 20 de fevereiro de 1932</a></p></div>
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<p>O Bar Alpino era um dos points da Avenida Atlântica, ficava no nº 142, no Leme, e em uma propaganda se identificava como o maior e mais confortável bar da América do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4122" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a>). Apesar da beleza da avenida, seus bancos continuava a ser <em>espatifados. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21688" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4122" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21688" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/alpino.jpg" alt="Beira-Mar, de 1934" width="369" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4122" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Em 1934, parte do morro do Inhangá, que ainda chegava à Avenida Atlântica foi cortado para a construção da piscina do Copacabana Palace. Então a linha imaginária entre as praias de Copacabana e do Leme passou a ser a atual Avenida Princesa Isabel. Em 1951, o que havia restado dessa pedra junto ao hotel foi retirado para a construção do grupo de edifícios <em>Chopin</em>, <em>Balada</em> e <em>Prelúdio</em>. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6958" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6958/014AAN00521.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6958" target="_blank">Morro do Inhangá, 1907. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21573" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4125" target="_blank"><img class="wp-image-21573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/desenho.jpg" alt="Beira-Mar, de 1922" width="650" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4125" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de outubro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurado, em 20 de março de 1935, na Avenida Atlântica, na altura do Posto 6, onde antes havia a já mencionada casa da francesa Mère Louise, o Cassino Balneário Atlântico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4359" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de março de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21709" style="width: 689px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21709" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/balneario.jpg" alt="Beira-Mar, 16 de fevereiro de 1935" width="679" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4303" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Logo no início de 1935, foi anunciada pela Diretoria Geral de Turismo a reposição de 48 dos bancos <em>espatifados</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4197" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de dezembro de 1934</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4237" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de janeiro de 1935, primeira coluna</a>). Em setembro, foram de novo depredados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4639" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de setembro de 1935, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4671" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de outubro de 1935</a>).</p>
<p>Neste mesmo ano, o Cine-Varieté, no Cassino Balneário Atlântico, passou a receber o público, tornando-se um dos mais chiques e elegantes locais da Avenida Atlântica. Apresentava produções internacionais e nacionais e realizava matinés infantis. Aos domingos eram distribuídos brinquedos para as crianças. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4788" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1935</a>).</p>
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<div id="attachment_21760" style="width: 420px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4821" target="_blank"><img class=" wp-image-21760" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/cine.jpg" alt="Beira-Mar, de 1935" width="410" height="209" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/4821" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de novembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1936, foram inauguradas as primeiras torres dos postos de salvamento, nos Postos  2 e 6, com a presença de Pedro Ernesto Baptista (1884 &#8211; 1942), primeiro prefeito eleito do Distrito Federal (<em>Beira-Mar</em>, 28 de março de 1936, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5005" target="_blank">primeira página</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5014" target="_blank">página 10</a>). Nesta época, os focos do mundanismo no Posto 2, então o mais concorrido da Avenida Atlântica, eram a Confeitaria Alvear, esquina com a República do Peru, o restaurante Lido e o Bar e Restaurante OK, esquina com a então rua Haritoff, atual Ronald de Carvalho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5057" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de maio de 1936</a>).</p>
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<div id="attachment_21763" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5005" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21763" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/torres.jpg" alt="Beira-Mar, 28 de março de 1928" width="545" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5005" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de março de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em maio de 1936, uma nova ressaca atingiu a Avenida Atlântica, cujo tráfego ficou impedido porque a água e a areia invadiram a rua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5222" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 29 de agosto de 1936, primeira coluna</a>). Seu calçamento foi parcialmente consertado e em 1937 as reclamações em relação ao estado da avenida continuava (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5281" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 10 de outubro de 1936, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5830" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de setembro de 1937, quarta coluna</a>). No ano seguinte, foi publicado um artigo afirmando que a avenida havia sido mal projetada, tendo sido traçada muito próxima ao mar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/39321" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de março de 1937, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5631" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 10 de abril de 1937</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21765" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21765" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/gasolina.jpg" alt="Beira-Mar, de 1936" width="501" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/5297" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 31 de outubro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No final do ano, foi inaugurado mais um <em>point </em>no Posto 2, o Citro Bar Expresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5318" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 7 de novembro de 1936</a>).</p>
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<div id="attachment_21767" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5318" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21767" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/citro.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de novembro de 1936" width="342" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5318" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de novembro de 1936</a></p></div>
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<p>O Clube dos Marimbás, fundado em 5 de abril de 1932 por 36 rapazes, dentre eles o proprietário das Organizações Globo, Roberto Marinho (1904 &#8211; 2003), e inicialmente sediado ao lado do Edifício Olinda, já se localizava no final da praia de Copacabana, junto ao Forte de Copacabana. Seu anteprojeto, inspirado em um navio ancorado, é dos renomados arquitetos Lucio Costa (1902 &#8211; 1998) e do russo Gregori Warchavchik (1896 &#8211; 1972), expoentes da arquitetura modernista no Brasil. O projeto, no entanto, foi concluído pelo arquiteto Paulo Antunes Ribeiro (1905 &#8211; 1973), um dos sócio fundadores do clube, da onde descortina-se uma das mais belas vistas da Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5317" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de novembro de 1936</a>).</p>
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<div id="attachment_21766" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5317" target="_blank"><img class=" wp-image-21766" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/marimbas.jpg" alt="Beira-Mar, 7 de novembro de 1936" width="700" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5317" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 7 de novembro de 1936</a></p></div>
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<p>O <em>moderníssimo</em> Luxor Hotel foi inaugurado na avenida, no Posto 4, (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5729" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de junho de 1937, primeira coluna</a>) e no Posto 2, inauguração do <em>Wonder Bar</em>, novo <em>ponto de reunião para a elegância copacabanense</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5874" target="_blank"><em>Beira Mar</em>, 9 de outubro de 1937</a>). Ainda nesse ano, foi inaugurada a Casa Arthur Hermanny, <em>o estabelecimento mais distinto a serviço do bairro mais elegante</em>, especializada em artigos de luxo, na esquina com a rua Bolivar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6013" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de dezembro de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6785" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de julho de 1939</a>). Na década de 30, outro hotel de destaque na avenida eram o Hotel Atlântico, no número 654. Também ficava na avenida o Lar da Creança, orfanato para meninas, no número 842 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/4450" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 25 de maio de 1935</a>).</p>
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<div id="attachment_21963" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6781" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21963" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/luxor1.jpg" alt="Beira-Mar, 1º de julho de 1939" width="342" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6781" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de julho de 1939</a></p></div>
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<p>De acordo com um artigo publicado na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6051" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 29 de janeiro de 1938</a>, o tráfego intenso na Atlântica, <em>artéria principal</em> de Copacabana, colocava em perigo a vida das pessoas que praticavam o footing na avenida. Em entrevista, o prefeito Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975) informou que a avenida seria alargada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/36287" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 7 de março de 1938</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6103" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de março de 1938, primeira coluna</a>).</p>
<p>No carnaval de 1938, as escolas de samba desfilaram na avenida Atlântica e as vencedoras foram a Portela e a Unidos da Tijuca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6100" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 26 de fevereiro de 1938</a>). Meses depois, a iluminação da avenida começou a ser trocada e foi inaugurado o Internacional Bridge Club, no primeiro andar do Edifício Continental (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6135" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de abril de 1938</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6135" target="_blank">página 5</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6137" target="_blank">página 7</a>). O restaurante Carlton ficava no Posto 3 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6152" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 23 de abril de 1938, segunda coluna</a>) e a casa de modas Longchamps, no número 822 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6202" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de junho de 1938, primeira coluna</a>). Havia também o Hotel Cosmópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6244" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de julho de 1938, primeira coluna</a>) e o Hotel Rivera. Mas a ocupação da avenida por apartamentos &#8220;cabeças de porco&#8221; já era uma preocupação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6338" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 24 de setembro de 1938</a>).</p>
<p>Já no início de 1939, foi inaugurada uma nova iluminação na avenida, iniciativa do prefeito Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6575" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de fevereiro de 1939, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6609" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de março de 1939</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6637" target="_blank"> <em>Beira-Mar</em>, 18 de março de 1939</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6703" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de maio de 1939</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7441" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de novembro de 1940</a>).</p>
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<div id="attachment_21979" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://copacabana.com/historia-de-copacabana-1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/light.jpg" alt="Praia de Copacabana / Capa da Revista da Light de janeiro de 1939" width="290" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://copacabana.com/historia-de-copacabana-1" target="_blank">Praia de Copacabana / Capa da Revista da Light de janeiro de 1939</a></p></div>
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<p>O alargamento da avenida e a construção de <em>groynes</em> para afastar o mar foi anunciada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6618" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 4 de março de 1939, primeira coluna</a>). Mas na ressaca de junho, <em>os groynes do sr Maurício Joppert foram por&#8230;água abaixo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/22163" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de junho de 1939, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6750" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 17 de junho de 1939, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6801" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de julho de 1939</a>). Os problemas de trânsito persistiam e acidentes com mortes aconteciam (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6651" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de abril de 1939, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6651" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de abril de 1939</a>). Também 17 bancos da avenida foram destruídos por vândalos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6668" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de abril de 1939</a>). Existia na avenida um solarium da Seção de Convalescentes da Secretaria de Saúde e Assistência Social (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6701" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de maio de 1939</a>). Ainda nesse ano, foi publicada a matéria <em>Os praianos reclamam</em> sobre os ratos que infestavam a praia e o número de prisão de mulheres que faziam &#8220;troittoir&#8221; na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6800" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de julho de 1939</a>).</p>
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<div id="attachment_21962" style="width: 804px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6703" target="_blank"><img class="wp-image-21962 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/atlântica.jpg" alt="atlântica" width="794" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/6703" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de maio de 1939</a></p></div>
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<p>Foi na década de 40, que Copacabana se firmou como bairro chique e sua vida noturna era dividida entre seus os cassinos do Hotel Copacabana Palace e o Cassino Atlântico, que ficava na avenida esquina com Francisco Otaviano.</p>
<p>Ao lado do Hotel Londres, no início dos ano 40, era ministrado o Curso de Ginástica da Sociedade Brasileira de Cultura Física e Eugenia, sob a orientação do drs. David Madeira e Paulo Rolim (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7160" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de fevereiro de 1940</a>). Já o Colégio Paula Freitas ficava no número 762 da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7231" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 27 de abril de 1940</a>).</p>
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<div id="attachment_21965" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7160" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21965" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/ginastica.jpg" alt="Beira-Mar, 3 de fevereiro de 1940" width="422" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7160" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de fevereiro de 1940</a></p></div>
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<div id="attachment_21966" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7304" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21966" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/paula.jpg" alt="Beira-Mar, 22 de junho de 1940" width="382" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7304" target="_blank">Colégio Paula Freitas / <em>Beira-Mar</em>, 22 de junho de 1940</a></p></div>
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<p>O trânsito e a velocidade com que os carros trafegavam na avenida, além da falta de sinalização e o barulho das buzinas, continuavam a ser um problema (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7274" target="_blank"><em>Beira-Mar,</em> 8 de junho de 1940, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7415" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 12 de outubro de 1940</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7669" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de março de 1941</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7797" target="_blank"><em> Beira-Mar</em>, 21 de junho de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7845" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 2 de agosto de 1941</a>). Também havia reclamações em relação ao calcamento da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7861" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 16 de agosto de 1941</a>).</p>
<p>Na fotografia destacada abaixo, vê-se a grande diferença do mesmo trecho da Avenida Atlântica fotografada em 1912 e em 1940. <em>Em 1930, a nossa avenida Atlântica não tinha um único arranha-céu; hoje é quase toda cheia de imensos palácios que são um orgulho de nosso progresso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7945" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 14 de março de 1942</a>).</p>
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<div id="attachment_21967" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21967" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/comparação.jpg" alt="Avenida Atlântica em dis tempos: 1912 e 1940 / Beira-Mar, 9 de novembro de 1940" width="257" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/7453" target="_blank">Avenida Atlântica em dis tempos: 1912 e 1940 / Beira-Mar, 9 de novembro de 1940</a></p></div>
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<p>Uma grande parada de elegância e automobilística foi patrocinada pela Rádio Ipanema. Houve um desfile de carros pela Avenida Atlântica que culminou com uma festa no Luxor Hotel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7621" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de fevereiro de 1941</a>). O Ginásio Brasileiro funcionava no número 996 da avenida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7671" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 8 de março de 1941</a>).</p>
<p>Foi publicada uma crônica sobre o popular cachorro Faísca que era muito popular em Copacabana e acabou morrendo, atropelado na Avenida Atlântica: <em>Faísca, filho do prazer, Nascido no Mère Louise e criado no OK</em>, de Nelson Nascimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7685" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 22 de março de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7703" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 5 de abril de 1941</a>).</p>
<p>No artigo<em> Copacabana, a cidade mais moça e mais bela do Brasil</em> era mencionado que &#8220;<em>Em 1930, a nossa Avenida Atlântica não possuia um único arranha-céu; hoje é quase toda cheia de imensos palácios que são um orgulho de nosso progresso&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7945" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 14 de março de 1942, última coluna</a>). Na mesma edição do periódico, havia uma propaganda da loja <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7949" target="_blank">Dr.Scholl</a>, inaugurada na avenida Atlantica, número 766, esquina com a rua Bolívar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7966" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de março de 1942)</a>.</p>
<p>Charretes e bicicletas passaram a ser usadas no Rio de Janeiro devido ao racionamento de gasolina e consequente suspensão da circulação de automóveis na cidade. Aos domingos, essa substituição dava <em>um novo movimento à nossa Avenida Atlântica. É o divertimento do dia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8093" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de agosto de 1942</a>). A sede provisória da Associação Atlética de Copacabana ficava na Avenida Atlântica número (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8096" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 15 de agosto de 1942, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Houve três dias de<em> black-out</em> em Copacabana, Ipanema, Leme e Leblon que alterou o<em> &#8220;footing&#8221; colorido de outras noites</em> na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8129" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de setembro de 1942</a>).</p>
<p>Foi anunciada a inauguração do Cinema Rian, na Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8153" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 10 de outubro de 1942</a>). Em sua abertura foi exibido o filme <em>Aconteceu Em Havana</em>, com Carmen Miranda e o Bando da Lua, Alice Faye, John Payne e Cesar Romero. O cinema funcionou no prédio de mesmo nome construído Nair de Teffé, caricaturista e viúva do ex-presidente Hermes da Fonseca, com a herança deixada por seu pai, o Barão de Teffé, morto em 1931. Rian é o seu nome escrito de trás para frente. Em 1940, o edifício foi vendido, mas manteve seu nome como uma homenagem a ela.</p>
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<div id="attachment_21977" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://postoseis.com.br/geral/coluna-os-cinemas-de-copacabana-cine-rian/" target="_blank"><img class="wp-image-21977 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/Rian-1-614x1024.jpg" alt="Rian (1)" width="401" height="669" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://postoseis.com.br/geral/coluna-os-cinemas-de-copacabana-cine-rian/" target="_blank">Cartaz de inauguração do Cinema Rian / Editora Posto Seis</a></p></div>
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<p>O Repousário do Hospital Jesus, na Avenida Atlântica, que havia passado por vários melhoramentos foi, em 27 de novembro, visitado pelo prefeito Henrique Dodsworth. Na mesma data, o prefeito inaugurou, com a presença de Assis Chateaubriand, os novos postos de salvamento da Praia de Copacabana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8221" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 1º de janeiro de 1943, primeira coluna</a>).</p>
<p>E os novos estúdios da Rádio Ipanema ficavam na Avenida Atlântica, número 24, no Leme (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8190" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de dezembro de 1942, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi realizada a primeira procissão de Nossa Senhora de Copacabana com um cortejo pela Avenida Atlântica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8423" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 9 de outubro de 1943, primeira coluna</a>). Ainda em outubro, foi reaberto o <em>Wonder Bar, primeiro estabelecimento do Rio adaptado ao &#8220;black-out&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8519" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 30 de outubro de 1943</a>).</p>
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<div id="attachment_21978" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8519" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/wonder.jpg" alt="Wonder Bar, na avenida Atlântica, / Beira-Mar, 30 de outubro de 1943" width="700" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8519" target="_blank">Wonder Bar, na avenida Atlântica, 358 /<em> Beira-Mar</em>, 30 de outubro de 1943</a></p></div>
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<p>Mais uma vez, os bancos da Avenida Atlântica foram depredados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8695" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 29 de abril de 1944, quarta coluna</a>). Em outubro do mesmo ano, foi publicada uma propaganda da Confeitaria Alvear, que ficava no número 444 na avenida, esquina com República do Peru (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8890" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 28 de outubro de 1944</a>).</p>
<p>Em 27 de junho 1945, foi inaugurado no número 546 da Avenida Atlântica, esquina com Siqueira Campos, o Bar e  Restaurante Albatros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9212" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, julho de 1945</a>). Também havia na avenida, no número 730-A, a Bombonière Rian (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9437" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, setembro de 1945</a>).</p>
<p>As festas de carnaval na Boate Bolero, na Avenida Atlântica, 434, eram um sucesso, e <em>o melhor chopp do Rio</em> era servido na Taberna Atlântica, no número 186 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9533" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, março de 1946</a>). No mesmo ano, no número 980, foi inaugrada a Casa 980, de acessórios de automóveis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/9586" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, abril de 1946</a>).</p>
<p>Na década de 50, de muito movimento social na Avenida Atlântica e no bairro como um todo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/79570" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1957</a>), a sede da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), no Posto Seis, no edifício da avenida esquina com a Rua Francisco Otaviano continuava<em> mantendo a tradição de baluarte da alegria carnavalesca</em>. <em>Há duas semanas vêm realizando em sua boate<strong> </strong>os movimentados bailes &#8220;Sassaricadas&#8221; (das 14h às 20h), os quais terão prosseguimento, todos os sábados, até o carnaval</em> (<em>O Globo</em>, 29 de janeiro de 1954).</p>
<p class=""><span style="color: #000000;">Na mesma década, foi na Confeitaria Alvear, na Avenida Atlântica,  que um grupo de rapazes, <em>bem nascidos e bem sucedidos</em>, se encontrava para beber e conversar. Formaram o Grupo dos Cafajestes, que na época de Carnaval dali partiam para os bailes de Copacabana. Seu fundador foi o comandante da Panair do Brasil, Edu, Eduardo Henrique Martins de Oliveira, botafoguense fanático. Outros integrantes do grupo foram o jogador de futebol Heleno de Freitas, Baby Pignatari, Carlos Niemeyer, Carlos Peixoto, Celmar Padilha, Ermelindo Matarazzo, Fernando Aguinaga, Ibrahim Sued, Jorginho Guinle, Mário Saladini, Mariozinho de Oliveira, Sérgio Pettezzoni, Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), dentre vários outros.</span></p>
<p class="">Em março de 1954, no Bife de Ouro, restaurante do Copacabana Palace, ocorreu uma briga entre o jornalista Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977) e Euclides Aranha, filho do então ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), noticiada no jornal <em>O Globo</em>:</p>
<p class="" style="text-align: center;"><strong><em>Lacerda e filho de Aranha trocam socos</em></strong></p>
<p class=""><em>Principiando por uma altercação seguida de luta corporal entre o Sr. Euclides Aranha e o jornalista Carlos Lacerda, um incidente que se prolongaria até a meia-noite, resultando, inclusive, em congestionamento do tráfego da Avenida Atlântica</em><em> e interdição do local por autoridades policiais, perturbou na noite de ontem o jantar no Bife de Ouro, o restaurante do Copacabana palace Hotel. </em><em>Achavam-se reunidos na mesma mesa o ministro João Cleophas, o deputado Edilberto Ribeiro, o Sr. Manuel Ferreira e Carlos Lacerda, diretor da &#8220;Tribuna da Imprensa&#8221;, num jantar promovido pelo deputado. De outra mesa, o Sr. Euclides Aranha, filho do ministro Oswaldo Aranha, jantava com a esposa, levantou-se, fisionomia transtornada, dirigiu-se à mesa onde se encontrava o referido grupo, deteve-se junto à cadeira do jornalista e interpelou-o sobre ataques dirigidos a seu pai na &#8220;Tribuna da Imprensa&#8221;. À interpelação seguiu-se áspera troca de palavras, tendo o jornalista se levantado, entrando em luta com o filho do ministro da Fazenda. Segundo as testemunhas, os dois trocaram socos por algum tempo, até que amigos comuns se interpuseram e os separaram. Às 23h, o próprio ministro Oswaldo Aranha compareceu ao restaurante para ver o que ocorrera. Pouco depois, simultâneamente, por portas diferentes, os Srs. Euclides Aranha e Carlos Lacerda abandonaram o Bife de Ouro</em><em> (O Globo</em>, 24 de março de 1954).</p>
<p class="">E foi também na década de 50, que a Bossa Nova nasceu: na casa dos pais da cantora Nara Leão (1942 &#8211; 1989), na avenida Atlântica, no Posto 4, que jovens como Roberto Menescal (1937 &#8211; ), Ronaldo Boscoli (1928 &#8211; 1994), Carlinhos Lyra (1933 &#8211; ) e outros se reuniam para cantar e compor. Mas o fato que marcou o aparecimento do movimento musical foi o disco gravado por Elizete Cardoso (1920 &#8211; 1990), em 1958, <em>Canção do amor demais</em>, cujo acompanhamento era feito pelo violonista João Gilberto (1931 &#8211; 2019). Outro gênero musical sacudiu a Avenida Atlântica: o <em>rock and roll</em>. Em 1957, estreou o filme <em>Ao balanço das horas</em>, com Bill Haley e seus cometas, no Cinema Rian, e suas sessões foram muitas vezes tumutuadas pelos jovens que dançavam durante o filme <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/49097" target="_blank">O Jorna</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/49097" target="_blank">l, 15 de janeiro de 1957, última coluna</a>).</p>
<div id="attachment_21983" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/bairros/cinco-cinemas-de-rua-que-marcaram-rio-deixaram-saudade-14340033" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21983" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/rio-antigo.jpg" alt="Site Rio Antigo" width="537" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/bairros/cinco-cinemas-de-rua-que-marcaram-rio-deixaram-saudade-14340033" target="_blank">Acervo de O Globo</a></p></div>
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<p>Já em fins da década de 60, sob a gestão do governador Francisco Negrão de Lima (1901 &#8211; 1981) e por sugestão do arquiteto Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998), entre 1969 e 1971, uma grande obra, projeto do engenheiro gaúcho Raimundo de Paula Soares (1926 &#8211; 1992), foi realizada na Avenida Atlântica. Com bombeamento de areia, a distância entre a fachada dos prédios e a praia passou de 21 para 73 metros e a área ganhou estacionamentos, seis pistas de automóveis, calçadões e um interceptor oceânico para captar o esgoto do bairro.</p>
<p><em>&#8220;Sobre a areia foram construídas duas pistas de rolamento com um calçadão central sob o qual instalou-se o Interceptor Oceânico da Zona Sul, a maior obra de esgotamento sanitário até então feita na cidade. Todo o espaço até então usado pela antiga avenida e suas duas calçadas transformou-se em largo calçadão junto aos prédios; o atual estacionamento fica sobre o que era a areia da praia. Esta teve sua largura ampliada, com areia retirada do fundo do mar por dragas. Os mosaicos dos calçadões foram desenhados por Roberto Burle Marx</em> (1909 &#8211; 1994)<em>, utilizando pedras de três cores, representando os povos que formaram a população brasileira. O calçadão junto à areia manteve o antigo desenho, oriundo de Portugal, uniformizando a orientação e ampliando o tamanho das ondas, fazendo-as condizentes com a largura da nova calçada. Em 1975, foram construídos novos postos de salvamento, projetados pelo arquiteto Sérgio Bernardes</em> (1919 &#8211; 2002) (<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=440063&amp;view=detalhes" target="_blank">IBGE</a>).</p>
<p>Foi em meados da década de 70, que o Hotel Méridien, então localizado na avenida Atlântica esquina com avenida Princesa Isabel, no Leme, promoveu uma queima de fogos espetacular do alto de seu prédio <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/173260" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/173260" target="_blank">, 2 de janeiro de 1978, última coluna)</a>. A partir daí, a queima de fogos foi crescendo na Praia de Copacabana e passou a integrar o calendário do Rio de Janeiro.</p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5365" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5365/133863.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5365" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Copacabana e a Avenida Atlântica, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Na administração do Prefeito Saturnino Braga (1986-1988) foram plantados grupos de coqueiros na areia e, na de Marcelo Alencar (1983-1986), construídos quiosques fixos e uma ciclovia&#8221;</em> (<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=440063&amp;view=detalhes" target="_blank">IBGE</a>).</p>
<p>Em 1984, por designação do Comitê Olímpico Brasileiro, foi realizada a Maratona do Rio como prova seletiva dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A Avenida Atlântica fazia parte do percurso do evento esportivo.</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6146" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6146/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.10.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="564" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6146" target="_blank">Copacabana(RJ), 193?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 90, começaram a ser promovidos pela prefeitura da cidade, durante a gestão de César Maia, shows nas areias da Praia de Copacabana com diversos artistas durante a passagem do fim do ano. A estreia, no réveillon de 1993 / 1994, foi com Jorge Benjor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/107241" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de janeiro de 1994</a>). No ano seguinte, a atração foi o roqueiro inglês Rod Stewart (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/133419" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de janeiro de 1995</a>). O<em> réveillon</em> na Avenida Atlântica ficava cada vez mais animado e concorrido!</p>
<p>Em 18 de fevereiro de 2006, 1 milhão e meio de pessoas assistiram das areias de Copacabana e da Avenida Atlântica ao show da lendária banda britânicca The Rolling Stones.</p>
<p>Para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, foi  montada na Praia de Copacabana uma arena para a disputa de vôlei de praia com capacidade para 12 mil lugares, 21 metros de altura no ponto mais alto &#8211; equivalente a um prédio de sete andares &#8211; e 62 mil metros quadrados. Mais uma vez, a Avenida Atlântica aparecia para o mundo todo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
</div>
<p><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/nos-anos-70-avenida-atlantica-duplicada-ganha-novo-visual-8901666" target="_blank">Acervo <em>O Globo</em></a></p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=440063&amp;view=detalhes" target="_blank">Biblioteca do IBGE</a></p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>A noite do meu bem</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2015.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>A onda que se ergueu no mar</em>. <em>Novíssimo mergulhos na Bossa Nova</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2017.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>Chega de saudade</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2016.</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>Metrópole à beira-mar: O Rio moderno dos anos 20</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2019.</p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-da-avenida-atlantica/" target="_blank">Diário do Rio</a></p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/" target="_blank">Dicionário de verbetes do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p>GARSON, Marcelo. <em>Roquianos, suburbanos e dançarinos: rock and roll carioca (55-60)</em>. Música Popular em Revista. Campinas, ano 1, vol 2, jan-junho 2013.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Jornal<em> O Globo</em></p>
<p><a href="https://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro1316.nsf/016eae199bdaf0a003256caa00231310/893a8e319896bd8d83257e0b0058ded4?OpenDocument" target="_blank">Site Câmara Municipal do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="https://copacabana.com/historia-de-copacabana" target="_blank">Site Copacabana.com</a></p>
<p><a href="https://ama2345decopacabana.wordpress.com/posto-6-em-1902-cantinho-da-alegria/" target="_blank">Site Copacabana em foco</a></p>
<p><a href="https://www.clubedosmarimbas.com.br/historia.php" target="_blank">Site Clube dos Marimbás</a></p>
<p><a href="http://rio-curioso.blogspot.com/2007/09/avenida-atlntica.html" target="_blank">Site Curiosidades cariocas</a></p>
<p><a href="http://postoseis.com.br/colunistas/coluna-os-cinemas-de-copacabana-cassino-copacabana-theatro-e-cine-variete/" target="_blank">Site Editora Posto 6</a></p>
<p><a href="https://www.escritoriodearte.com/artista/paulo-antunes-ribeiro" target="_blank">Site Escritório de Arte</a></p>
<p><a href="http://rioquepassou.com.br/2009/04/10/bar-e-restaurante-ok-lido-anos-30/" target="_blank">Site Rio que passou</a></p>
<p>*Inicialmente, estava escrito José Américo de Souza Rangel,, nome que consta em várias fontes de pesquisa. Porém, uma bisneta de Augusto Américo de Souza Rangel entrou em contato com a Brasiliana Fotográfica e, de fato, quem trabalhava na época na Comissão da Carta Cadastral e era, inclusive, muitíssimo amigo de Pereira Passos era o engenheiro Augusto Américo. Ele assumiu diversos cargos na comissão da Carta Cadastral, tendo sido seu chefe entre 1901 e 1903. O órgão teve grande relevância para o plano de reforma urbana realizado durante a gestão do prefeito Pereira Passos. Uma curiosidade: Souza Rangel e Pereira Passos eram muito próximos e as cartas trocadas entre eles, quando, após o término de sua gestão, Passos viajou para a Europa e para o Oriente Médio, ficaram famosas e foram compiladas no livro <em>Notas de viagens, cartas a um amigo</em>, publicado em 1913. a correção foi realizada em 5 de janeiro de 2020.</p>
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<div id="attachment_22433" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/74443" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22433" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/souza.jpg" alt="Jornal do Brasil, 18 de abril de 1929" width="301" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/74443" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 18 de abril de 1929</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; III &#8211; O Palácio Monroe</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2016 13:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Barão do Rio Branco]]></category>
		<category><![CDATA[demolição]]></category>
		<category><![CDATA[Feira Mundial de Saint Louis]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Marcelino de Souza Aguiar]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[III Congresso Pan-americano]]></category>
		<category><![CDATA[James Monroe]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Olímpicos de 1904]]></category>
		<category><![CDATA[Lucio Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio Monroe]]></category>
		<category><![CDATA[polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[premiação]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série "O Rio de Janeiro desaparecido"]]></category>

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		<description><![CDATA[O Palácio Monroe, que na época de sua construção não tinha esse nome, foi a sede do Pavilhão Brasil na Exposição Universal de Saint Louis, também conhecida como Feira Mundial de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904, em conjunto com os III Jogos Olímpicos. O prédio de estilo eclético, cujo projeto foi do político e engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 - 1935),  conquistou o principal prêmio de arquitetura do evento. Pela primeira vez que arquitetura brasileira recebia reconhecimento internacional. Em 1906, foi remontado, no Rio de Janeiro, onde tornou-se um ícone da cidade, para sediar o III Congresso Pan-americano, e recebeu a denominação de Palácio Monroe. Em 1976, foi demolido.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 735px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/796" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/796/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="725" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/796" target="_blank">Marinho, P.; A. Editora. Exposição Universal de S. Luiz : o pavilhão do Brasil, 1904?. Missouri, Estados Unidos / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>O Palácio Monroe, que na época de sua construção não tinha esse nome, <a href="http://atthefair.homestead.com/Nations/Brazil.html" target="_blank">foi a sede do pavilhão do Brasil na Exposição Universal de Saint Louis</a>, também conhecida como Feira Mundial de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904, em conjunto com os III Jogos Olímpicos da Era Moderna. Foi com uma premiação do Monroe que, pela primeira vez, a arquitetura brasileira recebia reconhecimento internacional. O prédio de estilo eclético, cujo projeto foi do político e engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 &#8211; 1935), que já havia projetado o Pavilhão do Brasil na Feira de Chicago, em 1893, conquistou o principal prêmio de arquitetura do evento, o Grande Prêmio Medalha de Ouro. Foi prefeito do Rio de Janeiro, entre 1906 e 1909, e imortalizado como nome de hospital.</p>
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<div id="attachment_44151" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sousa_Aguiar#/media/Ficheiro:Francisco_Marcelino_de_Sousa_Aguiar,_sem_data.tif" target="_blank"><img class="wp-image-44151 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/SOUZA.jpg" alt="SOUZA" width="392" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sousa_Aguiar#/media/Ficheiro:Francisco_Marcelino_de_Sousa_Aguiar,_sem_data.tif" target="_blank">Marechal Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 &#8211; 1935), autor do projeto do Palácio Monroe / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22PAL%C3%81CIO+MONROE%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Palácio Monroe disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
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<p>A primeira página da edição dominical do jornal <em>The St. Louis Republic</em> de 10 de abril de 1904 foi dedicada à obra brasileira:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Observando, procura-se em vão uma simples falha, um ponto onde a vista sinta a aspereza de uma linha, onde uma curva, uma janela, qualquer decoração desagrade. Essa construção representa um poema&#8221;</em>.</span></p>
<p>No <em>The Post Dispatch</em>, de 24 de maio de 1904, lia-se:</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>O edifício do Brasil que vai ser hoje inaugurado é um dos mais belos da Exposição e também do mundo. Bastaria que as mesmas ideias seguidas no projeto e na construção, quanto à ordem, proporções, harmonia e, sobretudo, apropriações fossem tomadas como norma na vida de qualquer país para desenvolvê-lo, torná-lo grandioso em tudo quanto o espírito de seu povo possa conceber e as mãos humanas executar&#8221;</em>.</span></p>
<p>Como sua estrutura era toda metálica, o prédio pode ser desmontado e remontado. Sua pedra fundamental foi lançada, no Rio de Janeiro, em novembro de 1905, com a presença de Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), presidente da República, ministros e outras autoridades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10951" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de novembro de 1905, na quinta coluna, sob o título &#8220;Pavilhão de S. Luiz&#8221;</a>). Foi remontado no final da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central.</a> Com três domos, o maior erguido a 40 metros de altura, leões esculpidos em mármore de Carrara e ladeado por 36 colunas gregas, destacava-se na paisagem à beira-mar.</p>
<p>Em 1906, o Palácio do Itamaraty foi descartado para sediar o III Congresso Pan-americano, no Rio de Janeiro, e decidido que o então Pavilhão de São Luiz, futuro Palácio Monroe, abrigaria o evento (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;pagfis=11350" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 27 de abril de 1906, na sétima coluna</a>). Foram realizadas obras e ele foi erguido no fim da rua do Passeio, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central, atual Rio Branco</a>, ponto mais nobre da capital do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/11671" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de junho de 1906, na quinta coluna</a>). O congresso foi aberto em 23 de julho de 1906 e prolongou-se até o dia 27 de agosto de 1906 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12056" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 24 de julho de 1906</a>).</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2720" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2720/014AM001013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2720" target="_blank">Augusto Malta. Pelotão de ciclistas da marinha em frente ao palácio Monroe, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Originalmente, o prédio ia se chamar Palácio São Luiz porém, durante o evento, o ministro das Relações Exteriores, o barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912), batizou o edifício de Palácio Monroe, uma homenagem ao presidente norte- americano James Monroe (1758 &#8211; 1831), idealizador do Pan-americanismo.</p>
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<div style="width: 838px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3776" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3776/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="828" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3776" target="_blank">Antônio Caetano da Costa Ribeiro. Entrada da barra do Rio de Janeiro, Brazil : : vista panorâmica, 1910 &#8211; 1915. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>O Palácio Monroe tornou-se um ícone do Rio de Janeiro e sua imagem foi estampada em porcelanas, pratos, talheres, caixas de jóias, tinteiros, cartões-postais e em papéis de carta (<a href="https://infograficos.oglobo.globo.com/rio/especial-monroe.html" target="_blank"><em>O Globo</em></a>) . Também ilustrou a cédula de 200 réis emitida em 1919.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/cedula1.jpg"><img class=" size-full wp-image-19722 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/cedula1.jpg" alt="cedula1" width="745" height="339" /></a></p>
<div id="attachment_19723" style="width: 755px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/cedula2.jpg"><img class="wp-image-19723 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/cedula2.jpg" alt="cedula2" width="745" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Cédula de 200 reis que circulou entre a década de 20 e 50</p></div>
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<p>Nos anos que se seguiram ao III Congresso Pan-americano, o Palácio Monroe sediou recepções, formaturas, congressos e até velórios. Entre 1911 e 1914, foi a sede provisória do Ministério da Viação. De 1914 a 1922 sediou a Câmara dos Deputados. Em 20 de setembro de 1920, o palácio foi palco de uma homenagem ao <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto I da Bélgica (1875 &#8211; 1934)</a>, em visita oficial ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3179" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia; color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">O Paiz</span></em>, 21 de setembro de 1920)</a>. Em junho de 1922, passou a sediar a Comissão Executiva da Exposição do Centenário da Independência do Brasil.</p>
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<div style="width: 823px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4723" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4723/002080Vol01Cx0306.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="813" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4723" target="_blank">Guilherme Santos. Visita do Rei da Bélgica, Alberto I, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A partir de 1925, abrigou o Senado Federal, anteriormente sediado no <span style="color: #333333;">Palácio Conde dos Arcos</span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/37311" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de abril de 1925</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/21060" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 e 5 de maio de 1920</a>). Entre 1923 e 1925, para adaptar-se às necessidades de seu novo ocupante,  sofreu grandes mudanças arquitetônicas: construção de um piso intermediário e de um ao redor da cúpula e do terraço, além da instalação de elevadores e do envidraçamento de duas <em>loggias</em> laterais &#8211; espécie de varandas.</p>
<p>Durante a Revolução de 30, foi o quartel-general das tropas gaúchas, no Rio de Janeiro.</p>
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<div id="attachment_45666" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11604" target="_blank"><img class=" wp-image-45666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/07/tropa.jpg" alt="Revolução de 1930; tropa gaúcha a cavalo em frente ao Palácio Monroe e ao Obelisco, 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS" width="699" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11604" target="_blank">Revolução de 1930; tropa gaúcha a cavalo em frente ao Palácio Monroe e ao Obelisco, 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Em 1945, foi provisoriamente sede do Tribunal Superior Eleitoral. Voltou a abrigar o Senado em 1946. Com a transferência da capital federal do Rio para Brasília, em 1960, o Senado seguiu para a nova capital, mas manteve o &#8220;Senadinho&#8221; no Monroe até 1975 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/54101" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de abril de 1975</a>). Em 1961, o Monroe passou a sediar o Estado Maior das Forças Armadas.</p>
<p>Em julho de 1972, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) propôs ao Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) o tombamento do conjunto arquitetônico remanescente da antiga avenida Central, atual Rio Branco, composto pelo Obelisco, pelo Tribunal de Justiça, pela Biblioteca Nacional, pela Escola de Belas Artes, pelo Derby Clube, pelo Jockey Club, pelo Clube Naval, pelo Teatro Municipal, pelo Monroe e pela Assembleia. O parecer do relator do processo, o arquiteto Paulo Santos (1904 &#8211; 1988), foi favorável à preservação. Cerca de dois meses depois, o arquiteto e urbanista Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998) apresentou ao IPHAN, de onde era aposentado, o texto “Problema Mal Posto”, rebatendo o parecer de Paulo Santos. Nele justificava a demolição do Monroe por uma questão de “desafogo da área”. Para a geração dos arquitetos modernistas, da qual Lúcio Costa era um importante integrante, o ecletismo não era considerado autêntico.</p>
<p>Em fevereiro de 1973,  o conselho superior do IPHAN realizou a sessão final sobre o processo de tombamento, quando a proposta de Lúcio Costa de avaliar, em separado, os prédios foi aprovada. Não entraram no livro de tombamento o<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"> Jockey Club, o Derby Clube</a> e o Palácio Monroe.</p>
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<div style="width: 761px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4761" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4761/013RJ001010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="751" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4761" target="_blank">Augusto Malta. Avenida Rio Branco, após substituição da iluminação a gás por lâmpadas incandescentes; ao fundo, o Palácio Monroe, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Em 1974, foi iniciado o debate em torno da destruição do Monroe que supostamente estaria atrapalhando a obra da estação Cinelândia do metrô carioca. A polêmica tomou conta dos jornais e uma comissão do Instituto Geográfico e Histórico Brasileiro aprovou um parecer que recomendava ao IPHAN a preservação do prédio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/39549" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de agosto de 1974, na primeira coluna</a>). O Clube de Engenharia também manifestou-se contra a demolição (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/48393" target="_blank">17 de janeiro, na primeira coluna</a> e<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/49806" target="_blank"> 22 de fevereiro de 1975, na terceira coluna</a>). Em 04 de julho de 1974, o arquiteto e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Wladimir Alves de Souza (1908 &#8211; 1994), declarou que<em> a demolição do Palácio Monroe possibilitaria à cidade ganhar uma área ajardinada, um complemento do Passeio Público</em> (<em>O Globo</em>, 4 de julho de 1974).</p>
<p>Após uma intensa campanha em prol da destruição do Monroe, que contou com o apoio do jornal <em>O GLOBO</em>, a demolição do prédio foi autorizada pelo presidente da República, Ernesto Geisel (1907 &#8211; 1996), em outubro de 1975 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/63251" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de outubro de 1975, no &#8220;Informe JB&#8221;</a> e <em>O Globo</em>, 11 de outubro de 1975, pág. 2). Foi iniciada em 5 de janeiro de 1976 por 15 operários da Aghil Comércio de Ferro Ltda cujo proprietário era propriedade de Antônio Gonçalves da Silva (19? ?), que havia ganhado a concorrência para demolir o palácio  (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/68652" target="_blank">3 de janeiro</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/68810" target="_blank">6 de janeiro </a>de 1976). Em junho, foi derrubada sua última parede (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/158367" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de junho de 1976</a>).</p>
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<div style="width: 733px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2788" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2788/014AM012064.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="723" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2788" target="_blank">Augusto Malta. Palácio Monroe, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Os objetos de valor foram removidos, dentre eles os vitrais e as estátuas. Dois dos icônicos leões de mármore, obras do escultor italiano Vaccari Sonino, estão na  entrada da Fazenda São Geraldo, em Uberaba, Minas Gerais, e outros dois estão expostos no Instituto Ricardo Brennand no Recife. Algumas das peças do Monroe estão no Museu do Senado, em Brasília.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/monroe.jpg"><img class="size-full wp-image-44155 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/monroe.jpg" alt="O GLOBO, 27 de fevereiro de 1976" width="349" height="450" /></a></p>
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<div id="attachment_44157" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/monroe1.jpg"><img class="wp-image-44157 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/monroe1.jpg" alt="monroe1" width="483" height="227" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 27 de fevereiro de 1976</p></div>
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<p>No lugar do Palácio Monroe, existe hoje a Praça Mahatma Gandhi, com um estacionamento subterrâneo e com o maior chafariz do Rio de Janeiro &#8211; com 10 metros de altura -, comprado na Áustria pelo governo imperial brasileiro, em 1878.  Em homenagem ao palácio, é chamado de Chafariz do Monroe. No estilo Napoleão III,  é uma obra do escultor francês Mathurin Moreau (1822 &#8211; 1912), que foi executada na fundição francesa <i>Societé Anonyme des Hauts-Fourneaux &amp; Fonderies du Val d’Osne.</i></p>
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<div style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mathurin_Moreau#/media/Ficheiro:Mathurin_Moreau_1822-1912.jpg" target="_blank"><img class="" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fe/Mathurin_Moreau_1822-1912.jpg/500px-Mathurin_Moreau_1822-1912.jpg" alt="" width="315" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mathurin_Moreau#/media/Ficheiro:Mathurin_Moreau_1822-1912.jpg" target="_blank">Mathurin Moreau  (182-1912)</a></p></div>
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<div style="width: 706px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodorio.com/chafariz-da-praca-mahatma-gandhi-vira-latrina-a-ceu-aberto-no-centro-do-rio/" target="_blank"><img src="https://diariodorio.com/wp-content/uploads/2023/05/DSC01917-696x392-1.jpg" alt="" width="696" height="392" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodorio.com/chafariz-da-praca-mahatma-gandhi-vira-latrina-a-ceu-aberto-no-centro-do-rio/" target="_blank">Chafariz do Monroe / Diário do Rio</a></p></div>
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<p>Em setembro de 2015, o Museu do Senado redescobriu peças históricas do Palácio Monroe. Dezesseis caixas que estavam fechadas havia quatro décadas foram abertas e revelaram um acervo de enorme valor histórico: lustres, espelhos e outros objetos que pertenceram ao Palácio Monroe.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O7zRG6ORKn4" target="_blank">Link para o filme &#8220;Arquivo S conta a história do Palácio Monroe, antiga sede do Senado&#8221;</a>.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/43021" target="_blank">Link para a matéria <em>Vesperal no Palácio Monroe</em>, publicada na revista <em>A Cigarra,</em> de agosto de 1948, de José Leal com fotografias de Marcel Cognac</a>.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/a-beleza-do-palacio-monroe-13208712" target="_blank">Link para a matéria <em>A beleza do Palácio Monroe</em>, publicada no O Globo de 12 de julho de 2014, que traz imagens da demolição do prédio.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/30666" target="_blank">Link para a carta do historiador Feliciano Thaumaturgo Mendes de Moraes em defesa do Palácio Monroe, publicada no<em> Jornal do Commercio</em> de 21 de agosto de 1974.</a></p>
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<p><span style="color: #800000;">O título desse artigo foi alterado de <em>O Palácio Monroe</em> para <em>Série O Rio de Janeiro desaparecido </em>III<em> &#8211; O Palácio Monroe</em>, em 16 de setembro de 2021.</span></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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