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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; inauguração</title>
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		<title>Série “Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica” VIII – O Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, fotografado por Angelo Regato e por fotógrafos ainda não identificados</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Angelo Regato]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil x Uruguai]]></category>
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		<description><![CDATA[Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série "Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica", celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, construída para receber a Copa do Mundo de 1950. Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato, que ficou conhecido como um dos primeiros fotógrafos a usar uma teleobjetiva no Brasil. Selecionamos também imagens aéreas do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Mostram o estádio ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Publicamos um breve perfil e uma cronologia de Angelo Regato, a 73ª da sessão Cronologia de Fotógrafos do portal. Vida longa ao "Maraca"!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série <em>Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica</em>, celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, um templo do futebol mundial, símbolo de uma das grandes paixões nacionais, patrimônio cultural brasileiro e orgulho dos cariocas. Foi construída para a Copa de 1950.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14405/036AESTA0059F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank">Angelo Regato. Estádio de Maracanã, 1948 &#8211; 1950. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato (1912 &#8211; 1993), que ficou conhecido como um dos primeiros fotojornalistas a usar uma teleobjetiva no Brasil, provavelmente o primeiro. Chefiou o Departamento de Fotografia dos Diários Associados de 1952 até 1975, quando se aposentou, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio.</em> Sobre ele, publicamos um breve perfil e uma cronologia, a 72ª da seção <em>Cronologia de Fotógrafos</em>, da Brasiliana Fotográfica. Selecionamos também imagens aéreas do Maracanã do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras do portal. Mostram o estádio, carinhosamente apelidado de <em>Maraca</em>, ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Vida longa ao <em>Maraca</em>!</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11566/Alb%200290%20025%20CT.jpg.jpg?sequence=6&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank">Escola da Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 5 de janeiro de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/438" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Estádio do Maracanã pertencente ao acervo da Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<div id="attachment_45274" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg"><img class="size-full wp-image-45274" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg" alt="Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi marcou o primeiro gol do Maracanã e Pelé marcou seu milésimo gol no estádio" width="461" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi foi o autor do primeiro gol marcado no Maracanã e Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira e também seu milésimo gol no estádio / <em>Pasmado,</em> 3 de junho de 2026</p></div>
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<p>A partir de algumas fotografias exibidas neste artigo, mais uma vez pode-se constatar que as hemerotecas digitais, no caso a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, são ferramentas de pesquisa poderosas e indispensáveis, principalmente na busca de registros históricos nos periódicos. Porém, devido a velhos sistemas de impressão, as imagens ficam prejudicadas. Daí a importância da conservação dos acervos fotográficos originais, que nenhuma hemeroteca conserva com a mesma nitidez.<em><strong> </strong></em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14401/036AESTA0058F012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank">Angelo Regato. Serviço de auto-falante do Estádio do Maracanã, publicado em 3 de junho de 1950, no O Jornal. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_44215" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44215" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato15.jpg" alt="O Jornal, 3 de junho de 1950" width="537" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 3 de junho de 1950</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 1946, o Brasil foi escolhido pela FIFA como sede da Copa do Mundo de 1950 e precisava de um grande estádio para receber os jogos. A construção do Maracanã foi muito criticada pelo então vibrante e emergente orador e vereador pela União Democrática Nacional (UDN), Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), devido aos gastos e à localização escolhida para o estádio, defendendo que fosse edificado em Jacarepaguá. O compositor Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), já consagrado internacionalmente, então vereador no Rio de Janeiro, também pela UDN, e defensor da construção do estádio no terreno do antigo Derby Club, na Tijuca, encomendou ao Ibope uma pesquisa de opinião para que a população escolhesse entre os dois locais. O instituto fez a pesquisa durante jogos dos principais clubes de futebol cariocas. Resultado: 56,8% dos entrevistados escolheram o Derby Club e 9,7%, Jacarepaguá; 6,9% sugeriram outras regiões como Centro, Gávea, Quinta da Boavista e Cascadura. Além disso, 79,2% achavam necessária a construção de um estádio para a cidade e 53,6% se dispunham a arcar com algum ônus tributário para que a prefeitura financiasse a obra. O poeta venceu o tribuno!</p>
<p style="text-align: left;">A pedra fundamental do Estádio do Maracanã foi lançada em 20 de janeiro de 1948. O coronel Herculano Gomes (1899 &#8211; 1963) presidia a Comissão de Construção do Estádio Municipal. Seus arquitetos eram Antonio Dias Carneiro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Rafael Galvão.  E seus engenheiros estruturais, Alberto Rodrigues da Costa, Antonio Alves Noronha, Paulo Fragoso e Sergio Matos de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de janeiro de 1948</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14403/036AESTA0058F016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank">Angelo Regato. Lançamento da pedra fundamental do Estádio do Maracanã, 20 de janeiro de 1948. Na foto de cima, à esquerda, o prefeito do Rio de Janeiro, Mendes de Moraes, discursando e sendo observado pelo cardeal do Rio de Janeiro, dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Na foto de cima, à direita, Mendes de Moraes. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo do IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_44118" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><img class=" wp-image-44118" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã7.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="701" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44121" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44121" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã8.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="363" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
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<p>Em junho de 1948, Angelo Regato registrou o local onde seria erguido o Maracanã e as obras ainda não haviam sido iniciadas.</p>
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<div style="width: 813px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14407/036AESTA0059F017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="803" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank">Angelo Regato. Estádio do Maracanã, 22 de junho de 1948. Rio de Janeiro, RJ. Local onde seria construído do Maracanã / Diários Associados (RJ) / Acervo IMS </a></p></div>
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<div id="attachment_44267" style="width: 819px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><img class=" wp-image-44267" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã10.jpg" alt="Local onde seria construído o Estádio do Maracanã / Diário da Noite, 22 de junho de 1948" width="809" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><em>Há 5 meses e dois dias foi lançada aqui a pedra fundamental do Estádio Municipal&#8230;mas a terra é seca, até hoje não brotou&#8230;</em> Angelo Regato, autor da foto, não foi creditado/<em> Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O maior estádio do mundo* começou a ser erguido em 17 de agosto de 1948, cerca de sete meses após o lançamento de sua pedra fundamental (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45971" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 17 de agosto de 1948, terceira coluna</a>). No inicio das obras, havia 1.500 homens trabalhando. Nos últimos meses eram 3.000 operários. <em>&#8220;A arquitetura de formato oval mede 317 metros no eixo maior e 279 metros no menor. A altura do estádio corresponde a um prédio de seis andares. Os ferros utilizados dariam volta e meia no planeta; foram 500 mil sacos de cimento, 60.000 m2 de pedras e 45.000 m2 de areia&#8221; </em>(<em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank">Jornal da Unicamp,</a></em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"> 22 de abril e 4 de maio de 2003</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44248" style="width: 769px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><img class=" wp-image-44248" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã9.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de agosto de 1948" width="759" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><em>Pela primeira vez um flagrante real e honesto das atividades de construção do Estádio Municipal só agora efetivamente iniciadas. </em>Foto de Parreira<em> / Diário da Noite,</em> 19 de agosto de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Maracanã foi inaugurado com a presença do então presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), de todos os seus ministros, do prefeito do Rio de Janeiro, o general Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990), e de várias outras autoridades. Foi abençoado pelo cardeal dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Tornou-se o maior estádio de futebol do mundo, com capacidade técnica para cerca de 155.000 a 200.000 pessoas, superando o <span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="" data-processed="true">Hampden Park, na Escócia</span>. Atualmente, o Maracanã é o 25º &#8211; hoje só pode abrigar oficialmente 94 751 pessoas. O maior do mundo é o Estádio Rungrado Primeiro de Maio (114.000 lugares), na Coreia do Norte, inaugurado em 1º de maio de 1989 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3664" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 16 de junho de 1950</a>; <a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 853px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14402/036AESTA0058F015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="843" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank">Estádio do Maracanã. O presidente Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), no centro da foto, estava presente na inauguração do estádio, 16 de junho de 1950. Do seu lado direito, o prefeito do Rio de Janeiro, Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990). Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44117" style="width: 863px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44117" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã6.jpg" alt="O Jornal, 17 de junho de 1950" width="853" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a grandiosidade da <em>obra titânica</em>, a maior construção em concreto armado até então realizada, com capacidade para mais de 150 mil pessoas, José Lins do Rego (1901 &#8211; 1957) escreveu:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42713" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42713" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã2.jpg" alt="José Lins do REgo sobre o Estádio do Maracanã / O Jornal, 17 de junho de 1950" width="508" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank">José Lins do Rego sobre o Estádio do Maracanã / <em>O Jornal</em>, 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia seguinte à inauguração, foi realizado um jogo entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os paulistas venceram por 3 a 1, mas foi o carioca Didi (1928 &#8211; 2001), do Fluminense, que marcou o primeiro gol no estádio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42714" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228"><img class=" wp-image-42714" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã3.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1950" width="699" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 18 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poucos dias depois, foi o palco da abertura da Copa do Mundo de 1950, em 24 de junho, quando a seleção brasileira goleou a mexicana por 4 a 0 (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3823" target="_blank"> 24 de junho de 1950</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3877" target="_blank">26 de junho de 1950</a>). E também foi o cenário da final docampeonato, em 16 de julho, que ficou conhecida como <em>Maracanaço</em><b>, </b>quando o Brasil foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1. Foi, como escreveu Nelson Rodrigues (1912 &#8211; 1980), a nossa Hiroshima: <em>“Uma humilhação jamais cicatrizada, que ainda pinga sangue</em>”. O Maracanã, com quase 200 mil pessoas, oficialmente 199.584, até hoje recorde de espectadores em um jogo de futebol, ficou em silêncio. Foi uma verdadeira tragédia esportiva nacional. Antonio Olinto (1919 &#8211; 2009), José Lins do Rego e Vargas Neto (1903 &#8211; 1977) publicaram crônicas sobre a derrota no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/36751" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, de 18 de julho de 1950</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Derrota</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">José Lins do Rego</p>
<p><em>&#8220;Vi um povo de cabeça baixa, de lágrimas nos olhos, sem fala, abandonar o Estádio Municipal, como se voltasse de enterro de um pai muito amado. Vi um povo derrotado, e mais que derrotado, sem esperança. Aquilo me doeu o coração. Toda a vibração dos minutos iniciais da partida reduzida a uma pobre cinza de fogo apagada. E, de repente, chegou-me a decepção maior, a ideia fixa de que éramos mesmo um povo sem sorte, um povo sem as grandes alegrias das vitórias, sempre perseguido pelo azar, pela mesquinharia do destino. A vil tristeza de Camões, a vil tristeza dos que nada tem a esperar, seria assim o alimento podre dos nossos corações. Não dormi, senti-me alta noite, como que mergulhado num pesadelo. E não era pesadelo, era a terrível realidade da derrota&#8221;.</em></p>
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<p>Sobre o assunto, o jornalista e caricaturista Cássio Loredano escreveu o artigo <a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervo/tempo-e-placar-do-maracanaco/" target="_blank"><em>Tempo e placar do Maracanaço</em></a>, na seção &#8220;Por dentro dos acervos&#8221;, do Instituto Moreira Salles, de 13 de julho de 2020. Nele publicou &#8220;<em>três instantâneos metidos numa das dezenas de pastas do assunto &#8216;futebol&#8217; no arquivo fotográfico dos Diários Associados no Rio, atualmente incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles. E aqui se publicam pela primeira vez&#8221;. </em>Eram os placares da terrível derrota.</p>
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<p style="text-align: center;"><em>&#8220;E aí está. Às 4:15 está Brasil 1 a 0, Friaça marcara a 1 minuto e meio do segundo tempo. </em></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14396/036AESTA0058F001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil vencendo por 1 a 0. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em>Aos 20, Schiaffino empatou, placar às 4:29.</em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14397/036AESTA0058F002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil e Uruguai empatados: 1 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em>E três minutos depois Ghiggia tinha posto o 2 lá em cima. Fazendo o que se orgulhava de só ele, Frank Sinatra e João Paulo II terem conseguido: calar o estádio que vaiava até minuto de silêncio&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;">Cássio Loredano</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14400/036AESTA0058F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Vitória do Uruguai por 2 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Cerca de oito anos depois, às vésperas do Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Nélson Rodrigues, em uma crônica publicada na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116335/5129" target="_blank"><em>Manchete Esportiva</em> de 31 de maio de 1958</a>, referiu-se à derrota de 1950 e declarou: &#8230;<em>desde 50, nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo.</em> Foi também nesta crônica que criou a expressão <em>complexo de vira-latas</em>.</p>
<p style="text-align: left;">As seleções brasileira e uruguaia voltaram a se enfrentar numa Copa do Mundo, desta vez no México, em 17 de junho de 1970, no Estádio Jalisco, em Guadalajara, em um dos jogos da semifinal do campeonato. O Brasil venceu de 3 a 1  e os gols foram marcados por Clodoaldo (1949-), Jairzinho (1944-) e Rivelino (1946-). Pelo Uruguai, Luis Cubilla (1940 &#8211; 2013).  O Brasil eliminou o Uruguai  e superou <em>o fantasma de 1950</em>.</p>
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<div id="attachment_45382" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45382" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/regato17.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1970" width="332" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1970</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Continuando a história do Maracanã&#8230;</p>
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<p>Em 1966, o nome oficial do Maracanã passou a ser Estádio Jornalista Mário Filho, a partir de um projeto apresentado pelo deputado Jamil Haddad (1926-2009) e subscrito pelo deputado Raul Brunini (1919 &#8211; 2009); aprovado em 27 de setembro de 1966, poucos dias após o falecimento de Mário Filho (1908 &#8211; 1966), em 16 de setembro. Mário Filho foi um dos maiores apoiadores da construção do Maracanã e a ideia do novo nome para o estádio foi de Waldir Amaral (1926–1997), um dos maiores locutores esportivos do rádio brasileiro (<em>Jornal dos Sports</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29598" target="_blank">20 de setembro de 1966</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29704" target="_blank">28 de setembro de 1966</a>). Em 8 de abril de 2021, o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (1979 -), tornou público o veto à lei que mudava o nome do Estádio do Maracanã. Com isso, o projeto que pretendia alterar o nome oficial de Estádio Jornalista<strong> </strong>Mário Filho para Rei Pelé foi arquivado.  A decisão de mudança havia sido tomada em março deste ano pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e o pedido de desistência foi feito pelo então presidente da Casa, André Ceciliano (1968-), um dos idealizadores do projeto que tinha como intuito, segundo ele, homenagear Pelé (1940 -2022) em vida (<a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><em>Portal dos Jornalistas</em>, 9 de abril de 2021</a>).</p>
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<div id="attachment_44226" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><img class="wp-image-44226" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/mariofilho.jpg" alt="Mario Filho (1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas" width="699" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank">Mário Filho (1908 &#8211; 1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas</a></p></div>
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<p>O <em>Maraca</em> também foi a sede da final da Copa do Mundo de 2014, das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, quando em seus gramado a seleção brasileira de futebol conquistou o ouro olímpico derrotando a Alemanha nos pênaltis. Sediou campeonatos estaduais, a Copa Rio, Mundiais de Clubes. Foi no Maracanã que Mané Garrincha (1933 &#8211; 1983) consagrou-se com a camisa do Botafogo e da seleção brasileira, tendo feito lá seu jogo de despedida em 19 de dezembro 1973. Foi no seu gramado que Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira em 7 de julho de 1957, na derrota por 2 a 1 para a Argentina, pela Copa Roca; e também seu milésimo gol, em <span data-subtree="aimfl,mfl"> 19 de novembro de 1969, durante a vitória do Santos por 2 a 1 contra o Vasco, pela Taça de Prata</span>.</p>
<p>Foi também palco de grandes shows como o dos cantores Frank Sinatra (1915 &#8211; 1998), em janeiro de 1980; e Paul McCartney (1942-), em abril de 1990 e em dezembro de 2023; e das cantoras Tina Turner (1939 &#8211; 2023), em janeiro de 1998; Madonna (1958 -), em novembro de 1993 e em dezembro de 2008; e Ivete Sangalo (1972 -), em dezembro de 2006. Além disso, o papa João Paulo II rezou missas no estádio em julho de 1980 e em outubro de 1987; e o estádio sediou o festival de música <em>Rock in Rio</em> II, em janeiro de 1991.</p>
<p>Alguns importantes eventos esportivos não futebolísticos aconteceram lá. Um deles, em 23 de outubro de 1951, com a presença do vice-presidente Café Filho (1899 &#8211; 1970), quando foi realizado um duelo de artes marciais entre o brasileiro Hélio Gracie (1913 &#8211; 2009), lutador de jiu-jitsu; e o judoca japonês Masahiko Kimura (1917 &#8211; 1993), vencedor do combate (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/12794" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1951</a>).</p>
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<p><a href="https://bjjfanatics.com.br/blogs/news/masahiko-kimura" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://cdn.shopify.com/s/files/1/2776/7470/files/h4_large.jpg?v=1535801881" alt="" /></a></p>
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<p>Em 2000, nas comemorações de seus 50 anos, o Maracanã ganhou uma Calçada da Fama com as marcas dos pés de vários jogadores como Romário (1966 -), Ronaldo Fenômeno (1976 -) e Zico (1953 -).</p>
<p>O estádio deixou de ser o maior do mundo com as obras para os Jogos Pan-americanos de 2007, quando o campo foi rebaixado e o setor conhecido como Geral foi eliminado &#8211; era o espaço mais democrático e popular do futebol. A maior reforma realizada no Maracanã ocorreu entre 2010 e 2013 para adequar o estádio para a Copa de 2014 dentro do padrão Fifa. Tornou-se mais confortável, mas para muitos perdeu sua identidade histórica, que fazia dele uma arena única e especial. Para os Jogos Olímpicos de 2016, foram realizadas novas intervenções para adequar o estádios às cerimônias de abertura e encerramento do evento (<a href="https://www.aecweb.com.br/revista/noticias/novo-maracana-avanca-apesar-das-polemicas/6097" target="_blank"><em>Valor Econômico</em>, 8 de outubro de 2012</a>; <a href="https://onefootball.com/pt-br/noticias/maracana-perdeu-charme-e-capacidade-ao-longo-de-tres-reformas-30173985" target="_blank">Site OneFootball</a>).</p>
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<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11751/Alb%200290%20053%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank">Escola de Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 23 de junho de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil do fotojornalista Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_44190" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44190 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato8.jpg" alt="regato8" width="292" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank">Angelo Regato (1912 &#8211; 1993) / <em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
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<div data-sfc-cb="" data-processed="true">
<p>Mineiro de Estrela Dalva, Angelo Regato nasceu em 27 de outubro de 1912 e, ainda na juventude, veio para o Rio de Janeiro. Começou a se aproximar do jornalismo, em 1929, quando foi empregado na empresa de teatro e cinema de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980). Ele levava os anúncios dos filmes e das peças para os jornais. No ano seguinte, começou a trabalhar como fotógrafo no jornal <em>A Pátria,</em> onde permaneceu até 1940<em>. </em>Sua máquina fotográfica era a alemã Contessa Nettel. Desta época até meados da década de 1930, trabalhava à noite como porteiro de cinema ou montador de cartaz.</p>
<p>Em entrevista, Regato comentou as condições de trabalho dos fotógrafos da época (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p><em>&#8220;Ao mesmo tempo que era fascinante, o emprego era muito puxado. Naquele tempo, o fotógrafo fornecia desde o filme até o ampliador. O jornal só fornecia um quartinho para que pudéssemos revelar as chapas&#8221;.</em></p>
<p>Foi Regato que deu o tiro do magnésio para que fosse feita a foto, de autoria de Arnaldo Vieira (1904 &#8211; 1974), da prisão do presidente deposto pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank">Revolução de 1930</a>, Washington Luís (1869 – 1957), saindo do Palácio Guanabara, residência oficial do chefe de governo, rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. Era o fim de seu mandato presidencial, iniciado em 15 de novembro de 1926, o último da chamada República Velha. O primogênito de Irineu Marinho, Roberto Marinho (1904 – 2003), que assumiria a direção do jornal, em 1931, atuava na ocasião como repórter de O GLOBO e teve uma participação decisiva neste furo de reportagem. Ele estava no palácio e viu o momento em que Washington Luís entrou no carro, um luxuoso Lincoln. Para tornar a fotografia possível, colocou arbustos no caminho, fazendo com que o carro tivesse que parar por alguns segundos, e assim o fotógrafo que o acompanhava conseguiu fazer o registro. O registro fotográfico, um importante furo jornalístico, foi publicado na capa da terceira edição de <em>O GLOBO</em> de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é <em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis </em>e <em>É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar.</em></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="409" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Em 1935, Regato passou a trabalhar também no jornal <em>A Nota</em>. Em 1938, foi trabalhar para <em>A Notícia</em> e para veículos dos Diários Associados e foi, como já mencionado, chefe do Departamento de Fotografia do referido conglomerado de mídia<em>, </em>de 1952 até 1975.</p>
<p><em>&#8220;Comandava uma equipe de 35 profissionais, que trabalhavam 24 horas por dia. Atendíamos aos jornais da rede e ao departamento de publicidade. Os fotógrafos vibravam quando iam aos concursos de miss&#8221;.</em></p>
<p>Participou de diversas coberturas de eventos importantes da história do Brasil como a já mencionada Revolução de 1930, a chegada ao Brasil dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira com o fim da Segunda Guerra Mundial e a realização da Assembleia Nacional Constituinte de 1946. Registrou a remoção da Igreja São Pedro dos Clérigos sobre gigantescos rolimãs para a abertura da Avenida Presidente Vargas, em 1944; e, de 1936 a 1939, acompanhou o presidente Getúlio Vargas em uma peregrinação pelo país. Acompanhou também Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), fundador e dono dos Diários Associados, em diversas viagens pelo Brasil.</p>
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<div id="attachment_44123" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44123" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato1.jpg" alt="O Jornal, 23 de agosto de 1945" width="262" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 23 de agosto de 1945</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://testemunhaocular.ims.com.br/wp-content/uploads/2023/05/FHIS_Pracinhas_07.jpg" alt="" width="701" height="460" /><p class="wp-caption-text">Foto de Angelo Regato de um Pracinha comemorando com a família após a chegada da Itália com o fim da Segunda Guerra Mundial, 22 de agosto de 1945. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</p></div>
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<p>Na enquete <em>Em quem você votaria?</em>, realizada pelo jornal <em>O GLOBO</em>, disse que ainda não havia se definido: &#8220;<em>Sou do contra — declarou — Quero novidades. Quero gente nova. É preciso que se dêem oportunidades a outros brasileiros de valor até então desconhecidos por força do regime em que vivíamos. Sou ainda favorável à anistia e pela pacificação da família brasileira</em>&#8221; (<em>O GLOBO</em>, 6 de abril de 1945).</p>
<p>Fazendo a cobertura do Circuito da Gávea de automobilismo, foi um dos fotógrafos agredidos pela polícia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_44136" style="width: 887px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><img class=" wp-image-44136" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato3.jpg" alt="O Jornal, 22 de abril de 1947" width="877" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947</a></p></div>
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<p>Pela primeira vez, fotos de sua autoria foram publicadas na revista <em>O Cruzeiro</em>, também dos Diários Associados. Foi na reportagem <em>Energia para o Nordeste</em>, de Theophilo de Andrade (1903 &#8211; 1994) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/54672" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 12 de julho de 1947)</a>.</p>
<p>O <em>Diário da Noite</em> foi um inovador na fotografia, publicando, inicialmente clichês de 6 a 8 colunas, e, posteriormente, alcançando sucesso com as fotos colhidas pela teleobjetiva de Angelo Regato, que a usou pela, primeira vez, no dia 4 de Julho de 1948, no Torneio Início do Campeonato Carioca de Futebol (<em>Diário da Noite</em>, 5 de julho de 1948, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45143" target="_blank">página 11</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45160" target="_blank">página 28</a>).</p>
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<div id="attachment_44221" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank"><img class=" wp-image-44221" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato16.jpg" alt="Foto realizada por REgato com uma teleobjetiva / Diário da Noite, 4 de julho de 1948" width="701" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank">Foto realizada por Regato com uma teleobjetiva / <em>Diário da Noite,</em> 5 de julho de 1948</a></p></div>
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<p>Antes, os fotógrafos de futebol ficavam alojados atrás do gol, sujeitos a pedradas dos torcedores e impossibilitados de variar a produção de imagens. Regato havia participado da cobertura jornalística de um eclipse solar, em Bocaiuva, no interior de Minas Gerais, em maio de 1947 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38608" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de maio de 1947</a>). Ele usava sua Contessa Nettel e observou um colega norte-americano trabalhando com uma teleobjetiva Garflex. Foi quando decidiu adquirir a sua, que comprou, à prestação, na Mesbla (<em>O GLOBO</em>, 1º de março de 1962; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"><em>Boletim da ABI,</em> de 1975</a>).</p>
<p>Passou a morar no Méier em 1949. Nesta época, o futuro e importante colunista social, Ibrahin Sued (1924 &#8211; 1995), era seu ajudante.</p>
<p>Em 6 de abril de 1950, fez, de um teco-teco, fotos do descarrilamento do <em>Noturno Campista</em> sobre a ponte do Rio Tanguá. Os registros foram publicados no <em>Diário da Noite</em>. Considerava essa uma de suas melhores coberturas jornalísticas.</p>
<p>É de sua autoria a primeira foto do Maracanã lotado, durante um treino da seleção brasileira para a Copa de 1950. Jogou contra o quadro de aspirantes do Vasco da Gama reforçado por profissionais do time (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44139" style="width: 917px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato4.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de junho de 1950" width="907" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da cobertura da Copa do Mundo de 1954 na Suíça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_04/41153" target="_blank"><em>Jornal do Sports</em>, 10 de março de 1977, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em 1956, foi um dos fundadores da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro, cuja iniciativa foi apoiada por Herbert Moses (1884 &#8211; 1972), presidente a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde, até ter sede própria, a associação de fotógrafos funcionou.</p>
<p>Foi ele que levou Evandro Teixeira (1935 &#8211; 2024), recém chegado da Bahia ao Rio de Janeiro, em 1957, até a redação do <em>Diário da Noite</em>. Os dois jornais eram sediados no mesmo edifício da rua Sacadura Cabral, nº 103, na Praça Mauá. Não havia vaga disponível naquele momento, mas, no ano seguinte, Evandro começou a fotografar para o <em>Diário da Noite</em> e a produzir registros para <em>O Jornal.</em> Seus dois primeiros trabalhos no <em>Diário da Noite</em> não deram certo: fotografou, com uma Rolleiflex fornecida pelo jornal, o casamento de uma alemã com um negro, apesar da orientação racista do jornal. Foi demitido pelo diretor do jornal, o mineiro Paulo Vial Correa (1919 – 1975). Angelo Regato deu uma segunda chance a ele: fotografar o desfile de fantasias do Baile do Teatro Municipal, mas Evandro chegou atrasado e Regato teve que providenciar as fotos da revista <em>O Cruzeiro</em> sem o carimbo. Veio então a sua terceira, que seria sua última chance: fazer a cobertura do desfile das escolas de samba na Avenida Rio Branco. Foi um sucesso e Evandro finalmente iniciou sua carreira profissional no Rio de Janeiro, tornando-se um dos maiores fotojornalistas brasileiros de todos os tempos.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>O Angelo Regato realmente foi uma pessoa maravilhosa, devo muito a ele que logo me apresentou ao diretor de redação&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: right;">Evandro Teixeira em <a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/">Arfoc</a></p>
<p style="text-align: left;">Participou da cobertura do Campeonato Sul-Americano de Futebol, realizado em Buenos Aires entre 7 de março de 4 de abril de 1959.<b id="mwCQ"> </b>Participaram da disputa sete seleções: Argentina, campeã do torneio; Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. O jornalista Armando Nogueira (1927 &#8211; 2010), pelo <em>Jornal do Brasil</em>; e o fotógrafo Ângelo Gomes (19? -?), pelo <em>Jornal dos Sports</em>, também participaram da cobertura do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/148015" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de julho de 1994, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1968, era um dos dirigentes da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro. Pelo menos até 1979 integrava a entidade, pela qual foi condecorado com o título de comendador (<em>O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/62340" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1979, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44125" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg"><img class="wp-image-44125 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg" alt="regato2" width="267" height="439" /></a><p class="wp-caption-text">Na foto, Regato é o primeiro à direita /<em> O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que um retrato de Regato seria inaugurado na sede da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, cujo presidente era Walter Quirino (19? -?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de janeiro de 1970, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageado, no Palácio do Comércio, em Niterói, recebendo das mãos de Moacyr Moreira Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, um diploma da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, fundada no ano anterior. Regato era um dos fundadores da associação congênere do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg"><img class=" size-full wp-image-44167 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg" alt="regato11" width="454" height="398" /></a></p>
<div id="attachment_44168" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><img class="wp-image-44168 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato12.jpg" alt="regato12" width="472" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 13 de maio de 1970, foi um dos profissionais condecorados com as insígnias do Mérito Jornalístico, da Ordem dos Velhos Jornalistas, em uma solenidade realizada na Associação Brasileira de Imprensa. Os outros  foram Dinah Silveira de Queiroz (1911 &#8211; 1982), Carlos de Souza Areas, Fernando Hupsel de Oliveira (19? -?), Alceu de Amoroso Lima (1893 &#8211; 1983), Raul Pilla (1892 &#8211; 1973), Gomes Maranhão (1907 &#8211; 1992), Antônio Herrera Filho (c. 1911 &#8211; 1980), Alberto Torres e Archimedes Fortini (18? &#8211; 1973). Na ocasião, Regato foi apresentado como o primeiro repórter a usar a teleobjetiva na imprensa brasileira. A Medalha do Mérito Jornalístico foi instituída pela Ordem dos Velhos Jornalistas e reconhecida oficialmente  pelo Decreto n° 52.206, de 28 de junho de 1963 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/2405" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de maio de 1970, quarta coluna)</a>. Pela conquista da Medalha, foi homenageado por colegas de <em>A Notícia</em> e de <em>O Dia</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/84493" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de maio de 1970, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava a equipe dos Diários Associados responsável pela cobertura jornalística da Copa Mundial de Futebol do México (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/83546" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de abril de 1970</a>).</p>
<p>O Diário da Noite Futebol Clube, clube dos Diários Associados, promoveu, no Social Marabu, no Encantado, um torneio de futebol de salão denominado Angelo Regato, em homenagem ao fotógrafo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/98624" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de novembro de 1971, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Publicação da reportagem <em>A bola é redonda para a família Antunes,</em> de Yata Anderson (1944 &#8211; 2026), com fotos de autoria de Regato. Da família, fazia parte os jogadores Edu (1947 -), Nando (19?-), Antunes (19?-) e Zico (1953-). Uma curiosidade: Yata foi o único repórter a entrevistar Pelé em campo no seu último jogo no Maracanã, em 1974, e por isso, ficou conhecido como o <em>Amigo do Rei</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/89277" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de novembro de 1970</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Regato devolveu sua Leika e aposentou-se, em 1º de maio de 1975, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio, </em>após 46 anos de trabalho. Era, então, o mais antigo repórter fotográfico em atividade do Rio de Janeiro</span> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank">Boletim da ABI,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"> março e abril de 1975</a>). Continuou trabalhando como profissional independente e visitava ocasionalmente seus amigos nas redação do <em>Jornal do Commercio</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44165" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44165" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato10.jpg" alt="Ângelo Regato / Boletim da ABI, março/abril de 1975" width="354" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank">Angelo Regato / <em>Boletim da ABI</em>, março/abril de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1982, foi um dos fotógrafos contatados pelo Núcleo de Fotografia da Funarte para dar um depoimento acerca de seu trabalho de fotógrafo de copas do mundo. Na época, a Funarte estava promovendo em sua galeria a exposição <em>Fotografias nas Copas do Mundo. </em>Segundo Regato,<em> os fotógrafos ficavam, normalmente, atrás do gol </em> (<em>O GLOBO</em>, 9 de junho de 1982).</p>
<p>Foi entrevistado pelo jornal <em>O GLOBO</em> (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg"><img class="  aligncenter wp-image-44109" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg" alt="regato" width="300" height="206" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para aqueles que quisessem se aproximar do mundo da fotografia, Regato deu o seguinte conselho:</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;A pessoa deve aguçar a sensibilidade. É preciso que ela seja paciente e criativa&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu, em 30 de setembro de 1993, em sua residência, na Rua Domingues Freire, no Méier, vítima de um enfarte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/517275/456" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, de setembro/outubro de 1993, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44162" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44162 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato9.jpg" alt="regato9" width="593" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi casado com Fernandina Maria Mesquita, com quem teve quatro filhos: Angelo, José, Carlos e Fernanda (Site Family Search; <em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42189" target="_blank">6 de junho de 1976, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42573" target="_blank"> 27  de junho de 1976, última coluna</a>).</p>
<p>Em uma de suas colunas, o jornalista Armando Nogueira escreveu:</p>
<p><em> &#8220;Faço um saudoso parêntese pra relembrar, com ternura, o velho Angelo Regato. Era um mestre. Morreu sem jamais ter perdido um flagrante de um gol num clique de sua fiel speed graf&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_07/141806" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 26 de junho de 1996</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=44170%20" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Cronologia de Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Atualmente o maior estádio do mundo é o Estádio Primeiro de Maio Rungrado<b id="mwCw">, </b>localizado em Pyongyang, na Coreia do Norte, com capacidade para <span id="mwEg" data-mw="{&quot;parts&quot;:[{&quot;template&quot;:{&quot;target&quot;:{&quot;wt&quot;:&quot;formatnum:150000&quot;,&quot;function&quot;:&quot;formatnum&quot;},&quot;params&quot;:{},&quot;i&quot;:0}}]}">150 000</span> espectadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANTUNES, Fátima Martin Rodrigues Ferreira. <em>Com Brasileiro, Não Há Quem Possa! Futebol e identidade nacional em José Lins do Rego, Mário Filho e Nelson Rodrigues.</em> São Paulo: EdUNESP, 2004.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"><em>Jornal da Unicamp</em>, 22 de abril e 4 de maio de 2003</a></p>
<p>MÁXIMO, João. <em>Maracanã: meio século de paixão.</em> Rio de Janeiro: DBA, 2000.</p>
<p>O GLOBO, 30 de setembro de 1987.</p>
<p><a href="https://maracana.rio.br/" target="_blank">Portal Maracanã</a></p>
<p>NELSON, Rodrigues. <a href="https://www.ludopedio.org.br/biblioteca/a-patria-de-chuteiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A pátria de chuteiras</em></a>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013</p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-maracana-ainda-e-o-maior-estadio-do-mundo/" target="_blank">Revista <em>Superinteressante</em></a></p>
<p>SIMAS, Luiz Antônio. <em>Maracanã: quando a cidade era terreiro</em>. Rio de Janeiro : Mórula Editorial, 2021.</p>
<p><a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/" target="_blank">Site Arfoc Rio</a></p>
<p><a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a></p>
<p><a href="https://osdivergentes.com.br/os-divergentes/maracana-70-anos-quando-o-poeta-venceu-o-tribuno/" target="_blank">Site Os Divergentes</a></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>Série “Teatros e cinemas do Brasil” XVI e Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; X &#8211; O centenário do Cinema Odeon</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 13:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[O atual prédio do Cinema Odeon, destacado neste artigo com uma fotografia do alagoano Augusto Malta, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio. Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, o Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos. O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O atual prédio do Cinema Odeon, fotografado pelo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, em torno de 1930, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">O Paiz</span></em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). Possuía capacidade para 1.344 pessoas, entre plateia e camarotes. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). O edifício, cujo arquiteto foi o alemão Ricardo Wriedt (? &#8211; 1961), combina elementos estruturais clássicos com detalhes decorativos<em> Art Déco</em>. Wriedt também projetou a casa, de estilo normando, de Eva Klabin (1903 &#8211; 1991), na Lagoa; e o <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830305/32137" target="_blank">Edifício Novo Mundo, na Lapa</a>. Ele tem projetos tanto no Rio de Janeiro como em outras cidades do Brasil.</p>
<p>O cinema Odeon passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.</p>
<p>O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro e é um monumento à memória do cinema brasileiro e à vitalidade cultural carioca. É a sala de cinema mais icônica do Rio de Janeiro e resiste no quarteirão dos antigos palácios de cinema da cidade. Seu nome tem origem na Antiguidade: os <em>odeons</em> eram os prédios greco-romanos onde aconteciam espetáculos musicais e competições de poesias. Eram menores do que os teatros e possuíam uma cobertura para melhorar a acústica. Muitos teatros e cinemas de todo o mundo trazem este mesmo nome.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8162/014AM012072.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="599" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">Augusto Malta. Cine Odeon, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><em><span style="font-family: Georgia;">&#8220;É o mais belo, o mais luxuoso, o mais confortável e o mais tudo quanto pode desejar de agradável em um cinema, de quantos que existem no Rio&#8230;É a realização plena de um sonho desse grande idealista do cinema entre nós, o Sr. Francisco Serrador&#8221;.</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Jornal do Commercio</span></em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23986" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_11/15428" target="_blank"><img class="wp-image-23986 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/odeon.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926" width="419" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-42037 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon5.jpg" alt="odeon5" width="318" height="302" /></p>
<p><img class="size-full wp-image-42038" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon6.jpg" alt="Aspectos da inauguração do Cinema Odeon / Cinearte, 21 de abril de 1926" width="325" height="344" /></p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/285" target="_blank">Aspectos da inauguração do Cinema Odeon / Cinearte, 21 de abril de 1926</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro filme exibido na nova sala foi <em>Graustark</em> ou <em>Amor de Príncipe</em>, estrelado por Norma Talmadge (1894 &#8211; 1957), <span class="hero__primary-text" data-testid="hero__primary-text">Eugene O&#8217;Brien </span><span class="hero__primary-text-suffix" data-testid="hero__primary-text-suffix">(1880-1966) </span>e <span class="hero__primary-text" data-testid="hero__primary-text">Marc McDermott </span><span class="hero__primary-text-suffix" data-testid="hero__primary-text-suffix">(1871-1929).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42031" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0015874/mediaviewer/rm79619584/?ref_=tt_ov_i" target="_blank"><img class="wp-image-42031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon3.jpg" alt="Cartaz do filme" width="650" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0015874/mediaviewer/rm79619584/?ref_=tt_ov_i" target="_blank">Cartaz do filme Graustark ou Amor de Príncipe, o primeiro a ser exibido no Cinema Odeon na Praça Floriano / Site IMDB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42029" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/305138/1769" target="_blank"><img class="wp-image-42029 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon11.jpg" alt="odeon1" width="365" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/305138/1769" target="_blank">Café Odeon / <em>Frou-Frou</em>, julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42034" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/60775" target="_blank"><img class=" wp-image-42034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon4.jpg" alt="Restaurante Odeon / O Malho, novembro de 1926" width="790" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/60775" target="_blank">Restaurante Odeon / <em>O Malho</em>, novembro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro &#8211; o Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank"><em>” O ODEON é parte da memória cultural do Rio de Janeiro e representa uma época em que o cinema e o Centro da cidade se confundiam e se completavam. Sua história acompanha as mudanças da cidade ao seu redor ao longo dos seus 90 anos e continua a encantar o público, combinando com maestria a tradição e a renovação, o clássico e o contemporâneo, sem nunca perder a força da sua identidade</em></a><em>“.</em></strong></p>
<p style="text-align: right;">Site do Cine Odeon (desativado)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42327" style="width: 758px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/arquivonacionalbrasil/photos/s%C3%A9rie-cine-retr%C3%B4-cinema-odeono-odeon-%C3%A9-um-dos-poucos-remanescentes-dos-cinemas-d/2036991596394708/" target="_blank"><img class="wp-image-42327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon3.jpg" alt="Luciano FErrez. Cine Odeon, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional" width="748" height="424" /></a><p class="wp-caption-text">Luciano Ferrez. Fachada do Odeon, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O primeiro Cinema Odeon</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42326" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/26891" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42326" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon2.jpg" alt="O primeiro Cinema Odeon / Fon-Fon, 3 de fevereiro de 1917" width="363" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/26891" target="_blank">O primeiro Cinema Odeon /<em> Fon-Fon</em>, 3 de fevereiro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembramos aqui que o primeiro Cinema Odeon foi inaugurado, em 16 de agosto de 1909, na então <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a>, nº 137, esquina com a Rua Sete de Setembro, instalada pelo Srs. Zambelli &amp; C., no Palacete Guinle.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42324" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/20446" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon.jpg" alt="O Paiz, 15 de agosto de 1909" width="295" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/20446" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1909 e 1913, o pianista Ernesto Nazareth (1863 – 1934) tocava na sala de espera, tendo merecido um elogio do também pianista e compositor Henrique Oswald (1852 – 1931), que o ouviu no Cinema Odeon: “<em>É admirável esse moço. Que música ele faz! Eu mesmo seria incapaz de interpretá-la com aquela mestria, aquele prodígio de ritmo. E aqui, perdido nesta indiferença…</em>”. Nazareth havia dedicado o tango <em>Batuque</em> (1901) a Oswald.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41449" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/ernesto.jpg"><img class="size-full wp-image-41449" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/ernesto.jpg" alt="Ernesto Nazareth / Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Ernesto Nazareth : 1863-1934 " width="465" height="543" /></a><p class="wp-caption-text">Ernesto Nazareth / Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Ernesto Nazareth : 1863-1934</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nazareth retornou ao cinema, entre 1913 e 1918, como pianista da orquestra de Eduardo Andreozzi (1892-1979). Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959) era, na ocasião, o violoncelista. O compositor e professor francês Darius Milhaud (1892 – 1974), que passou uma temporada no Brasil, também o ouviu tocar no Odeon e, posteriormente, escreveu sobre ele em sua autobiografia <em>Notes san musique</em>. Foi também no Odeon que o pianista polonês Arthur Rubinstein (1887-1982) o ouviu tocar, tendo ficado impressionado com sua performance. Sua composição, o tango <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank"><em>Odeon</em></a>, publicado em 1909 pela Casa Mozart (E. Bevilacqua &amp; Cia.) foi dedicado “à distinta empresa Zambelli &amp; Cia.”, proprietária, como já mencionado, do Cinema Odeon. A primeira gravação foi realizada por ele com Pedro Alcântara (1866 – 1929) ao flautim, em 1912. Não foi, na época, uma peça de especial destaque, mas tornou-se um de seus maiores sucessos na segunda metade do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42325" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/4120" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon1.jpg" alt="Ruy Barbosa era um dos ilistres frequentadores do Cinema Odeon / Fon-Fon, 5 de março de 1910" width="392" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/4120" target="_blank">O jurista e político baiano Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923) era um dos ilustres frequentadores do Cinema Odeon /<em> Fon-Fon</em>, 5 de março de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42330" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://br.pinterest.com/pin/29766047532930601/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42330" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon4.jpg" alt="Antigo Cinema Odeon " width="356" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://br.pinterest.com/pin/29766047532930601/" target="_blank">Antigo Cinema Odeon</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Site Ernesto Nazareth 150 Anos – Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/pt-br/compositores/ernesto-nazareth/" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p>Youtube</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série “Teatros e cinemas do Brasil” XIV &#8211; O Cinema Íris, o mais antigo cinema em atividade no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 15:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Íris]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Soberano]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Victoria]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[inauguração]]></category>
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		<description><![CDATA[O Íris é o mais antigo cinema em funcionamento no Rio de Janeiro. Projetado pelo engenheiro Paulo de Frontin, com um pomposo programa, o cinema foi inaugurado por João Cruz Junior, em 30 de outubro de 1909, nos números 49 e 51 da Rua da Carioca, em um prédio que pertencia à Ordem Terceira da Penitência, que o vendeu à família Cruz, em 1997. Quando foi inaugurado chamava-se Cinema Soberano, uma homenagem a um dos cavalos de seu proprietário. No estilo "art nouveau", possui azulejaria importada da Bélgica e espelhos de cristais da França. O Íris segue como uma relíquia carioca e sempre foi administrado pela família que o fundou.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 613px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2793" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2793/014AM014001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="603" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2793" target="_blank">Augusto Malta. Cine Íris, 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Íris é o mais antigo cinema em funcionamento no Rio de Janeiro. Projetado pelo engenheiro Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), com um<em> pomposo programa</em>, foi inaugurado por João Cruz Junior (18? &#8211; 19?), em 30 de outubro de 1909, nos números 49 e 51 da Rua da Carioca, em um prédio que pertencia à Ordem Terceira da Penitência como Cinema Soberano, uma homenagem a um dos cavalos de seu proprietário, que fez com a Ordem Terceira um contrato de comodato para explorar o imóvel. Tinha 200 lugares e era dividido por uma grade de ferro em 1ª e 2ª classes. Tinha espaço para abrigar duas orquestras, uma na sala de espera e outra no interior da sala de projeção (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/21251" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de outubro de 1909, última coluna</a>;<a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_02&amp;PagFis=35124" target="_blank"> <em>Jornal do Brasil</em>, 30 de outubro de 1909, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41127" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/21256" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41127" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/iris1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 30 de outubro de 1909" width="303" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/21256" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de outubro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Soberano tornou-se um cinema-teatro, em 1911, onde eram apresentadas operetas. No último andar do sobrado que ocupava, passou a funcionar o consultório e depósito da Tizana de Faro, <em>poderoso depurativo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/17941" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 9 de 10 de setembro de 1911, penúltima coluna</a>; <em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/6679" target="_blank">13 de outubro de 1911, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/6828" target="_blank">25 de outubro de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41139" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/830380/17941" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis2.jpg" alt="A Notícia, 9 e 10 de setembro de 1911" width="468" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/830380/17941" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 9 e 10 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1912, suicidou-se com um tiro, no Soberano, o artista plástico Domingues Garcia y Vasquez (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/7913" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 19 de janeiro de 1912, primeira coluna; </a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/29046" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de janeiro de 1912, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/18411" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 20 e 21 de janeiro de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>No mesmo endereço onde havia funcionado o Cinema Soberano, foi inaugurado o Cinema Victoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_02/9259" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de maio de 1912, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41143" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis5.jpg"><img class="wp-image-41143 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis5.jpg" alt="cinemairis5" width="602" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_02/9259" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de maio de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também no mesmo endereço, Rua da Carioca 49 e 51, foi inaugurado o Cinema Íris, em 16 de julho de 1912 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/10170" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de julho de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41140" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_02/10182" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41140" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis3.jpg" alt="Correio da Manhã, 17 de julho de 1912" width="500" height="118" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_02/10182" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de julho de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 1910, disputava a preferência dos fãs de cinema com o Cinema Ideal.</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8220;As segundas-feiras a Rua da Cаrioca ficava intransitável na hora da abertura dos cinemas. Juntava o público do Íris com o do Ideal, pois um ficava quase defronte do outro. As sessões começavam às 13h e interrompiam o trânsito, ninguém passava. Quando tocava a campainha para começar a multidão levava porta e tudo para dentro. No Íris havia um camarada forte, de nome Carlos, que ficava segurando as cordas com um porrete na mão. Ele metia mesmo o porrete para controlar a multidão. As pessoas entravam, sentavam e não podiam mais levantar, pois perdiam o lugar. Quando alguém levantava, o Carlos gritava: &#8220;- Mais um, mais dois lugares.&#8221; Naquele tempo os cinemas enchiam de verdade. Eu preferia os filmes do Ideal; o Adhemar Gonzaga preferia e os do Iris. Ele gostava mais dos cow-boys, e eu das artistas bonitas. &#8220;</span></em></p>
<p style="text-align: right;">Pedro Lima in <em>Filme Cultura</em>, agosto de 1986, página 38</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante um incêndio na sede da sociedade carnavalesca dos <em>Tenentes do Diabo</em>, na Rua da Carioca nº 47, o Cinema Íris foi bastante danificado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/15962" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de março de 1913, penúltima coluna</a>). Após uma reforma, foi reaberto, em 21 de março 1914 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/22066" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de março de 1914, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/17367" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 28 de março de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41141" style="width: 456px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/17367" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41141" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis4.jpg" alt="Fon-Fon, 28 de março de 1914" width="446" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/17367" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 28 de março de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1915, a Empresa Cinematográfica Universal fechou contrato com João Cruz Junior e o Cinema Íris se tornou a sala lançadora no Rio de Janeiro da companhia norte-americana. Em anúncio de 30 de maio de 1915, a empresa do cinema Íris apresentou seu novo fornecedor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/23563" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de maio de 1915, última coluna).</a> Semanas depois, o Cinema Íris estava exibindo exclusivamente os filmes americanos fornecidos pela Universal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41137" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/23563" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41137" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis.jpg" alt="Correio da Manhã, 16 de maio de 1915" width="291" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/23563" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 14 de dezembro de 1921, após uma reforma realizada pelo engenheiro Emilio Baumgarten (18? &#8211; 19?) que incluiu a ampliação do cinema com a construção de um terceiro andar, uma claraboia para ventilação e uma decoração no estilo <em>art nouveau</em>, foi reinaugurado oficialmente como Novo-Cine-Theatro ÍRIS ou Cinema Íris, nome inspirado na deusa grega homônima que decorava sua entrada. Ostentava também azulejaria importada da Bélgica e espelhos de cristais da França. Foi justamente neste mês e ano que o alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), então fotógrafo da prefeitura do Rio de Janeiro, cargo que exerceu entre 1903 e 1936, produziu os dois registros destacados neste artigo, que pertencem ao acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadora da Brasiliana Fotográfica (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/8685" target="_blank">10 de dezembro de 1921, quarta coluna</a>; 1<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/8696" target="_blank">1 de dezembro de 1921, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/8420" target="_blank"><em> </em></a><em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/8420" target="_blank">13 de dezembro de 1921, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/8432" target="_blank">14 de dezembro de 1921, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/8444" target="_blank">15 de dezembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/12591" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de dezembro de 1921, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41120" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_03/8721"><img class="size-full wp-image-41120" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/iris.jpg" alt="Correio da Manhã, 13 de dezembro de 1921" width="257" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_03/8721" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de dezembro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8163" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8163/014AM014002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8163" target="_blank">Augusto Malta. Cinema Íris, na rua da Carioca, 11 de dezembro de 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi também na década de 1920 que o compositor Ary Barroso (1903 &#8211; 1964) empregou-se como pianista no Cinema Íris.</p>
<p>Na década de 1970, exibia principalmente filmes de artes marciais e<em> westerns</em>. Passou por uma reforma e foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro &#8211; INEPAC -, em 14 de junho de 1978.</p>
<p>Na década seguinte, exibia filmes pornográficos e shows de <em>streap-tease. </em>Bandas de rock passaram a se apresentar no Cinema Íris (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_10/226176" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de março de 1988</a>).</p>
<p>Em 1997, a família Cruz comprou o imóvel da Ordem Terceira. Nos anos 1990 e 2000, foi palco de festas e de apresentações de bandas. Recebeu propostas de compra pela Igreja Universal, mas não aceitou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41145" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis6.jpg"><img class="size-full wp-image-41145" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis6.jpg" alt="O GLOBO, 20 de março de 2009" width="529" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 20 de março de 2009</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fazia parte da festa Cine Íris 90 Anos uma exposição de fotografias com imagens produzidas por Malta, pertencentes o acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/316293" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de outubro de 1999, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43263" style="width: 823px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/316293" target="_blank"><img class="wp-image-43263 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/iris2.jpg" alt="iris2" width="813" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">E<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/316293" target="_blank">scadaria do Cine Íris enfeitada, por Augusto Malta / Jornal do Brasil, 1º de outubro de 1999</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em comemoração a seu centenário, em 2009, foi promovido no cinema um festival de filmes mudos (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=jDCBP70IZZQ" target="_blank">TV Brasil</a>). A atriz Marília Pêra (1943 &#8211; 2015) compareceu à celebração e foi homenageada pela Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca). A atriz tem uma história muito ligada ao <i>Íris</i>, pois sua avó, a também atriz Antônia Marzullo (1894 &#8211; 1969), havia trabalhado lá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-41157" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis7.jpg" alt="cinemairis7" width="383" height="233" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano seguinte, 2010, sua desapropriação chegou a ser anunciada, mas não aconteceu (<a href="https://oglobo.globo.com/rio/cine-iris-donos-nao-sabiam-da-desapropriacao-3064878" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 21 de janeiro de 2010</a>).</p>
<p>O colunista Jan Theophilo, do “Informe JB”, noticiou, em agosto de 2018, que o cinema havia sido desapropriado pelo estado há mais de 60 anos. Segundo o empresário Raul Pimenta Neto, 61, um dos 12 herdeiros da sala, não havia nenhuma informação no Registro Geral de Imóveis (RGI) de que a posse do mesmo fosse do estado, quando a família decidiu comprar o imóvel, em 1997. “<em>No ano passado, quando fui tirar uma certidão, fui pego de surpresa com esta posse, justo quando negociava com um empresário alemão para diversificar a programação da casa</em>” (<a href="https://www.jb.com.br/rio/noticias/2018/08/17/estado-ameaca-cobrar-aluguel-por-imovel-adquirido-em-1997-pelos-proprietarios-do-cine-theatro-iris.html" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de agosto de 2018</a>).</p>
<p>Foi interditado pela Defesa Civil, em 23 de julho de 2025, devido a problemas estruturais, e reaberto em agosto, mês em que uma lista, na qual foi incluído, de 48 imóveis que o governo estadual quer vender para arrecadar R$ 1,5 bilhão, foi enviada à Assembleia Legislativa do Rio. Na lista estão prédios históricos, terrenos, áreas desativadas da segurança pública e até mesmo uma ilha. Porém, o Cine Íris não pertence ao estado e, durante a vistoria para o levantamento, a equipe de consultoria do governo foi informada que o imóvel é de propriedade particular da mesma família há quase um século.</p>
<p>Os longas-metragens <em>Madame Sat</em>ã (2002) e <em>Olga</em> (2004) assim como a novela <em>Senhora do destino</em> (2004), da TV Globo, tiveram cenas rodadas lá.</p>
<p>O Cinema Íris segue como uma relíquia carioca e sempre foi administrado pela família que o fundou. Atualmente é gerido por Marcelo Argileu Cruz da Silva, que sucedeu Raul Pimenta Neto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41162" style="width: 677px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/cinema-%C3%8Dris-localizado-na-rua-da-carioca-augusto-malta/QwEIPJJDHfPcYQ?hl=pt-br" target="_blank"><img class="wp-image-41162 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis8.jpg" alt="cinemairis8" width="667" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/cinema-%C3%8Dris-localizado-na-rua-da-carioca-augusto-malta/QwEIPJJDHfPcYQ?hl=pt-br" target="_blank">Augusto Malta. Fachada do Cinema Íris, 1926 / Google Arts &amp; Culture</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41163" style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/revista-filme-cultura/arquivo/revista-filme-cultura-47" target="_blank"><img class="wp-image-41163" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis9.jpg" alt="cinemairis9" width="678" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/revista-filme-cultura/arquivo/revista-filme-cultura-47" target="_blank">Interior do Cinema Íris / Revista <em>Filme Cultura</em>, agosto de 1986, pagina 40</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://bafafa.com.br/turismo/historias-do-rio/cine-theatro-iris-o-cinema-do-rio-com-mais-de-100-anos" target="_blank">Agenda Bafafá</a></p>
<p><em>Diário do Rio</em>, <a href="https://diariodorio.com/cine-iris-vai-parar-por-engano-em-lista-de-imoveis-que-governo-do-estado-quer-vender/" target="_blank">14 de agosto de 2025</a> e <a href="https://diariodorio.com/mesmo-com-risco-de-desabamento-do-teto-cine-iris-foi-reaberto-e-segue-recebendo-publico-normalmente/" target="_blank">9 de setembro de 2025</a></p>
<p>FREIRE, Rafael de Luna (2022). «Entre divas e seriados». <a class="external text" href="https://mam.rio/wp-content/uploads/2023/05/2022-03-22_O-negocio-do-filme_Publicacao-pp-simples.pdf" rel="nofollow"><i>O negócio do filme: A distribuição cinematográfica no Brasil 1907–1915.</i></a> Rio de Janeiro, RJ: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. p. 356<span class="reference-accessdate">. </span></p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://extra.globo.com/tv-e-lazer/cine-iris-completa-100-anos-programa-filmes-de-chaplin-no-lufar-de-filmes-pornograficos-349341.html" target="_blank"><em>Jornal Extra</em>, 16 de outubro de 2009</a>.</p>
<p><i>O Globo</i>, 16/10/2009</p>
<p><a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/revista-filme-cultura/arquivo/revista-filme-cultura-47" target="_blank"><em>Revista Filme Cultura</em>, agosto de 1986</a></p>
<p>SCARPIN, Paula. <a href="https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-cine-iris-resiste/" target="_blank"><em>O Cine Íris resiste</em></a> in Revista Piauí, setembro de 2015</p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/asset/cinema-%C3%8Dris-localizado-na-rua-da-carioca-augusto-malta/QwEIPJJDHfPcYQ?hl=pt-br" target="_blank">Site Google Arts &amp; Culture</a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/252" target="_blank">Site INEPAC</a></p>
<p><a href="https://riofilme.com.br/noticias/5o-episodio-riofilme-o-cinema-carioca-na-lente-da-historia/" target="_blank">Site Rio Filme</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>.</p>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jan 2024 18:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje publicamos o 18º artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", sobre a Avenida Beira-Mar. Após cerca de dois anos de obras, sob a direção do engenheiro Mário Roxo, seu primeiro trecho foi inaugurado, em 12 de novembro de 1906, pelo presidente da República, Rodrigues Alves, e pelo prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos. O trecho tinha aproximadamente três quilômetros, partindo da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, e indo até Botafogo. As aberturas das duas avenidas, a Beira-Mar e a Central, que havia sido inaugurada, em 7 de setembro de 1904, foram destaques na reforma urbana realizada por Pereira Passos, que ficou popularmente conhecida como o "bota-abaixo", realizada entre 1902 e 1906, período em que ele foi prefeito do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje publicamos o 18º artigo da série <em>Avenidas e ruas do Brasil, </em>sobre a Avenida Beira-Mar, considerada <em>a <i>mais bela via corso do mundo</i>.</em> Após cerca de dois anos de obras, sob a direção do engenheiro Mário Roxo, seu primeiro trecho foi inaugurado, em 12 de novembro de 1906, pelo presidente da República, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919)</a>, cujo mandato terminou três dias depois; e pelo prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 – 1913). Foi o engenheiro André Rebouças (1838 &#8211; 1898) que, ainda no século XIX , projetou  a construção de uma avenida monumental à beira-mar, do Passeio Público até a Praia da Saudade, atual Praia Vermelha. O diretor-geral de Obras Municipais, Luiz Rafael Vieira Souto (1849 &#8211; 1922), em 1894, relembrou a ideia a Henrique Valadares (1852 &#8211; 1930), então prefeito do Rio de Janeiro. Em 7 de setembro do mesmo ano, as obras foram iniciadas, porém, com a saída de Vieira Souto e de Valadares de seus cargos, foram interrompidas, em 31 de dezembro de 1894.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2453" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2453/007A5P4F2-29.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2453" target="_blank">Augusto Malta. Prefeito Inspecionando as Obras da Avenida Beira Mar, 27 de abril de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O portal convida o leitor a uma passeio pela avenida a partir de imagens produzidas por fotógrafos ainda não identificados, por Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? – 19?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto (1864 – 1957) e Aristógeton Malta (1904 &#8211; 1954)</a>, pai e filho, respectivamente; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091" target="_blank">Carlos Bippus (18? &#8211; 19?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (1844 &#8211; 1903)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 – 1966)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, Leonar (18? &#8211; 19?), Luiz Musso (18? -1908), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e Torres (18? &#8211; 19?). São cenas de sua bela paisagem da Avenida Beira-Mar, de ressacas, de suas obras, de pessoas passeando ou aguardando a passagem de visitas ilustres; de construções em suas proximidades e da inauguração de monumentos, dentre outras.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22avenida+Beira-Mar%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Avenida Beira-Mar disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2277" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2277/007A5P3FG2-76.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2277" target="_blank">Marc Ferrez. Avenida Beira-Mar, c. 1907. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A primeira vez que vi o mar, fiquei besta. Quando o táxi me levava a Botafogo, entrou na <strong>Avenida Beira-Mar</strong>, meus olhos de treze anos quase choraram, esse quase-lágrimas que é uma das mais deslumbrantes e plenas sensações de viver&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7224/a-primeira-vez" target="_blank">Paulo Mendes Campos (1922 &#8211; 1991), escritor mineiro/</a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7224/a-primeira-vez" target="_blank"><em> A primeira vez&#8230;</em>, in <em>Diário Carioca</em>, 10 de janeiro de 1954</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro trecho tinha aproximadamente três quilômetros, partindo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a>, e indo até Botafogo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/13568" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1906</a>). Foi construído pela Construtora da Avenida Central e pela Empresa Construtora da Avenida Beira-Mar, sob a direção técnica do já citado Mário Roxo, auxiliado pelos engenheiros Adolfo Costa da Cunha Lima, Antônio de Barros Vieira Cavalcante e José Inácio da Rocha Werneck. As aberturas das duas avenidas, a Beira-Mar e a Central, que havia sido inaugurada, em 7 de setembro de 1904, foram destaques na reforma urbana realizada por Pereira Passos, que ficou popularmente conhecida como o <em>bota-abaixo</em>, entre 1902 e 1906, período em que foi prefeito do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33527" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/13568" target="_blank"><img class="wp-image-33527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/beiramar.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 13 de novembro de 1906" width="571" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/13568" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1906</a></p></div>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;No curto prazo de 23 meses foi construído em terreno quase exclusivamente conquistado ao mar um dos mais extenso e lindos passeios do mundo&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/13568" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1906</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4054" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4054/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4054" target="_blank">Antônio Caetano da Costa Ribeiro. Avenida Beira-Mar, Botafogo, c. 1914. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Em toda a extensão do cais, formado de oito fiadas de cantaria, emregaram-se pedras de mais de quatro toneladas, num total de 1.000.000 de metros cúbicos de alvenaria. O consumo de cimento foi de 25.000 barricas de 180 quilos, e o aterro atingiu a 3.000.000 de metros cúbicos. Custou a Avenida Beira-Mar, inclusive o enrocamento do cais, cerca de oito mil contos de réis&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Charles Julius Dunlop</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10620" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10620/002016BI004.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10620" target="_blank">Carlos Bippus. Avenida Beira-Mar iluminada; ao fundo, o Outeiro da Glória, c. 1915. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi finalizada em outubro de 1907. Contornava a orla desde a antiga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Praia de Santa Luzia</a>, passando em frente à Cinelândia (antiga Praia da Ajuda), Praia do Boqueirão (em frente ao <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank">Passeio Público</a>), Lapa, Glória, <a href="Série%20“Avenidas e ruas do Brasil” XVII  e série “O Rio de Janeiro desaparecido” XXIII – A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023" target="_blank">Russel</a> e Flamengo, até chegar em Botafogo. Estas praias foram aterradas para sua construção. Uma estreita faixa de areia continuou a existir no Flamengo, permitindo o banho de mar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10437" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10437/002080Vol02Cx0702.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10437" target="_blank">Guilherme Santos. Ressaca marítima na Avenida Beira-Mar; ao fundo, o Morro do Pão de Açúcar, juho de 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma fotografia de Augusto Malta da Avenida Beira-Mar, em 1906 ilustrou a coluna &#8220;Rio Antigo&#8221;, de Charles Julius Dunlop (1908 &#8211; 1987), publicada em, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/38832" target="_blank">6 de agosto de 1954, no <em>Correio da Manhã</em></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43233" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/38832" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43233" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/beira.jpg" alt="A Avenida Beira-Mar por Augusto Malta, em 1906 / Correio da Manhã, 6 de agosto de 1954" width="441" height="326" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/38832" target="_blank">A Avenida Beira-Mar por Augusto Malta, em 1906 / <em>Correio da Manhã</em>, 6 de agosto de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Dunlop, Charles Julius. <em>Rio Antigo</em>. Rio de Janeiro: Editora Rio Antigo, 1963.</p>
<p>FERNANDES, Neusa; COELHO,Olino Gomes P. <em>Efemérides Cariocas</em>. Rio de Janeiro, 2016.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.ihgb.org.br/pesquisa/arquivo/iconografia/item/68205-avenida-beira-mar-em-frente-a-enseada-de-botafogo-postais-n%C2%BA-203-e-215-a-avenida-beira-mar-foi-projetada-pelo-engenheiro-andr%C3%A9-rebou%C3%A7as,-ia-do-passeio-p%C3%BAblico-at%C3%A9-a-antiga-praia-da-saudade,-hoje-iate-clube-do-rio-de-janeiro-a-obra-s%C3%B3-foi-inaugurada-em-190.html" target="_blank">Site IHGB</a></p>
<p><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/13390-avenida-beira-mar-uma-estreita-rela%C3%A7%C3%A3o-com-a-identidade-do-rio" target="_blank">Site MultiRio</a></p>
<p><a href="http://www.passeiopublico.com/htm/sec20.asp" target="_blank">Site Passeio Público</a></p>
<p><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/pt/av-beira-mar.html" target="_blank">Site Rio de Janeiro aqui</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série “Avenidas e ruas do Brasil”</strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” I– A Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V – A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  – Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil VIII – A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” X – A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XI – A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XII – A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII – A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIV – A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XV – Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVI – “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVII  e série “O Rio de Janeiro desaparecido” XXIII – A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Hipódromo da Gávea, no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jul 2023 12:40:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Hipódromo da Gávea do Jockey Club do Rio de Janeiro é o palco mais tradicional do turfe brasileiro e sede da maior corrida de cavalo nacional, o GP Brasil. A Brasiliana Fotográfica destaca imagens produzidas pelo alagoano Augusto Malta, em 1926, ano da inauguração do hipódromo; além de um registros de autoria de Augusto Krausz, de Guilherme Santos e da Escola de Aviação Militar, todos da década de 1930. O Hipódromo da Gávea está integrado a uma área de 640 mil m² e conta com clube social, escola primária, escola de profissionais do turfe, restaurantes, além de ser palco de diversos eventos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca imagens produzidas pelo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, em 1926, ano da inauguração do Hipódromo do Jockey Club do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/19580" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de setembro de 1926, terceira coluna</a>). Malta foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, de 1903 a 1936. Há também mais três registros do Hipódromo: uma foto aérea tomada do Cristo Redentor, de autoria de Alfredo Krausz (1902-1953); e da recepção ao príncipe de Gales, Eduardo VIII (1894 &#8211; 1972), feito pelo fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, ambos realizados no início da década de 30; além de uma fotografia aérea realizada pela Escola de Aviação Militar, em 12 de junho de 1933.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8188" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8188/014AM019015.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8188" target="_blank">Augusto Malta. Jockey Club, 15 de julho de 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/306" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Jockey Club Brasileiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Construído às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, sua pedra fundamental foi lançada pelo presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), em 12 de novembro de 1922 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11403" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 12 de novembro de 1922, quinta coluna</a>). Foi projetado pelos arquitetos cearense Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960) e o franco-suíço Francisque Cuchet (18? &#8211; 19?), responsáveis também por outros importantes projetos como o do Palácio das Festas e do Palácio das Grandes Indústrias, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição Internacional do Centenário da Independência</a> (1922) e o do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Palácio Tiradentes</a> (1926). Eles se tornaram sócios do “Escriptorio Technico Heitor de Mello – A. Memória &amp; F. Couchet, architectos&#8221;, após a morte de Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920), em 14 de setembro de 1920. Originalmente´, os sócios do escritório eram Heitor e Cuchet.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/memoria1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-29896 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/memoria1.jpg" alt="memoria1" width="524" height="321" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o Hipódromo da Gávea<em>: O complexo é composto por cinco edificações projetadas sob inspiração neoclássica da escola francesa Luís XVI, cuja rígida simetria marca tanto as plantas quanto as fachadas</em> (ALENCAR, 2010)<em>. </em>Está integrado a uma área de 640 mil m² e conta com clube social, escola primária, escola de profissionais do turfe, restaurantes, além de ser palco de diversos eventos. Foi inaugurado, em 11 de julho de 1926, <em>com excepcional brilhantismo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25985" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 e 13 de julho de 1926</a>). Na época, o presidente de honra e efetivo do Jockey Club era Linneu de Paula Machado (1880 &#8211; 1942).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27530" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25985" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27530" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/hipodromo2.jpg" alt="O Paiz, 12 e 13 de julho de 1926" width="319" height="191" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25985" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 e 13 de julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27528" style="width: 336px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A41CLSPLsL0" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27528" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/hipodromo1.jpg" alt="Lineo de Paula Machado" width="326" height="308" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A41CLSPLsL0" target="_blank">Linneu de Paula Machado</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o arquiteto e historiador Paulo Santos (1904 &#8211; 1988), diante das <em>arrojadas marquises de concreto armado engastadas na arquibancada Luís XVI, </em>o renomado arquiteto norte-americano Frank Loyd Wright (1867 &#8211; 1959), em viagem pelo Brasil, em 1931, teria dito: <em>É o futuro ancorado no passado</em>. Loyd Wright estava no Brasil integrando o juri do concurso que escolheu o projeto para a construção do Farol de Colombo na entrada do porto de São Domingos, capital da República Dominicana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4137" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 24 de outubro de 1931</a>). Também fez uma conferência na Escola Nacional de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/7488" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 21 de outubro 1931, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8186" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8186/014AM019011.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8186" target="_blank">Augusto Malta. Jockey Club, 24 de junho de 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27527" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11951" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/hipodromo.jpg" alt="Revista da Semana, 10 de julho de 1926" width="588" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11951" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 10 de julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Hipódromo da Gávea, uma réplica do antigo Hipódromo de Longchamps no Bois de Boulogne, é o palco mais tradicional do turfe brasileiro e sede da maior corrida de cavalo nacional, o GP Brasil, disputado pela primeira vez no primeiro domingo de agosto de 1933, no dia 6, e vencido pelo cavalo brasileiro Mossoró, montado por Justiniano Mesquita (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/83876" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 12 de agosto de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8187" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8187/014AM019013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8187" target="_blank">Augusto Malta. Jockey Club, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10453" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10453/002080Vol10Cx0114.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10453" target="_blank">Guilherme Santos. Recepção ao príncipe de Gales, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9810" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9810/002037AAK5044.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9810" target="_blank">Alfredo Krausz. Vista da cidade; tomada do Cristo Redentor, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14222" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14222/Alb%200261%20093%20ok.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="656" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14222" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Foto aérea do Jockey Club, 12 de junho de 1933. Gávea, Rio de Janeiro / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A41CLSPLsL0" target="_blank">Veja aqui um filme sobre a inauguração do Hipódromo da Gávea</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALENCAR, Aurélia Tâmisa Silvestre de. <a href="http://objdig.ufrj.br/21/teses/745661.pdf" target="_blank"><em>Archimedes Memória: o futuro ancorado no passado</em></a>. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Arquitetura, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Ciências da Arquitetura, Linha de pesquisa Teoria, História e Crítica, junho de 2010.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://jbemfolhas.com.br/2021/09/09/o-jockey-club-e-seus-90-anos-de-historia/%20  " target="_blank">JB em Folhas</a></p>
<p><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/pt/hipodromo-da-gavea.html" target="_blank">Rio de Janeiro aqui</a></p>
<p>SANTOS, Paulo. <em>Quatro séculos de arquitetura</em>. Rio de Janeiro: Instituto de Arquitetos do Brasil, 1981.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XVI &#8211; O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 17:35:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Adolfo Morales de Los Rios]]></category>
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		<category><![CDATA[Série "O Rio de Janeiro desaparecido"]]></category>
		<category><![CDATA[Zeferino Ferrez]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica, no 16º artigo da série O Rio de Janeiro desaparecido, destaca a importância da arte e da cultura com uma imagem do prédio da Academia Imperial de Belas Artes, produzida pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 - 1923), em torno de 1885. Ficava na Travessa das Belas ARtes, próxima a avenida Passos, no centro da cidade. Projetada pelo professor de arquitetura Grandjean de Montigny (1776 - 1850), membro da Missão Artística Francesa, foi inaugurada em 5 de novembro de 1826 e demolida em 1938. Já não era, desde 1908, a sede da Escola Nacional de Belas Artes - como foi renomeada a academia em 1890. O pórtico do edifício foi levado para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na década de 40. No local do prédio demolido, existe, atualmente, um estacionamento.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica, no 16º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido, </em>destaca a importância da arte e da cultura com uma imagem do prédio da Academia Imperial de Belas Artes, considerado um dos primeiros edifícios neoclássicos construídos no Brasil, produzida pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, em torno de 1885. Ficava na Travessa das Belas Artes, próximo a avenida Passos, no centro da cidade. Projetada pelo professor de arquitetura Grandjean de Montigny (1776 &#8211; 1850), membro da Missão Artística Francesa, a Academia Imperial de Belas Artes foi inaugurada, em 5 de novembro de 1826, e demolida, em 1938, durante o governo de Henrique de Toledo Dodsworth Filho (1895- 1975), interventor do então Distrito Federal entre 1937 e 1945. Já não era, desde 1908, a sede da Escola Nacional de Belas Artes &#8211; como foi renomeada a academia em 1890. O pórtico do edifício, cujos ornamentos de terracota das cinco colunas são creditados a Zépherin Ferrez (1797 – 1851), pai de Marc Ferrez, foi levado para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, durante a década de 1940. No local do prédio demolido, existe, atualmente, um estacionamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2142" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2142/007A5P3F03-26.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2142" target="_blank">Marc Ferrez. Escola Nacional de Belas Artes, c. 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26375" style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Henri_Victor_Grandjean_de_Montigny#/media/Ficheiro:Muller-grandjean-mnba.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/montigny.jpg" alt="Grandjean de Montigny por Auguste Muller / Acervo Museu Nacional de Belas Artes" width="412" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Henri_Victor_Grandjean_de_Montigny#/media/Ficheiro:Muller-grandjean-mnba.jpg" target="_blank">Grandjean de Montigny por Auguste Muller , c. 1843/ Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história da Escola de Belas Artes e do Museu Nacional de Belas Artes</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando foi criada, em 12 de agosto de 1816, por um decreto-lei de dom João VI (1767 &#8211; 1826), a atual Escola de Belas Artes chamava-se Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. Foi um projeto da Missão Artística Francesa, que chegou ao Brasil naquele ano, com o arquiteto francês Grandjean de Montigny (1776 &#8211; 1850), o pintor francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) , o gravador suíço Charles Simon Pradier (1786 &#8211; 1947), entre outros, incluindo artesãos, chefiados pelo intelectual e administrador francês Joachim Lebreton (1760 &#8211; 1819) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749443/1787" target="_blank"><em>Correio Official</em>, 29 de dezembro de 1834, terceira coluna</a>).</p>
<p>Lebreton foi administrador das obras de arte do Museu do Louvre, em Paris, e secretário perpétuo da classe de Belas Artes do Institut de France. Foi demitido de suas funções,em 1815, devido a seu apoio a Napoleão (1769 &#8211; 1821) e também por seu discurso proferido no Institut contra o desmembramento das coleções do Louvre. Veio para o Brasil como exilado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26461" style="width: 232px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joachim_Lebreton#/media/Ficheiro:Joachim_Lebreton_d'apr%C3%A8s_Fran%C3%A7ois_G%C3%A9rard.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26461" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/lebreton.jpg" alt="Joachim Lebeton por Charles-Victor Normand - Bibliothèque nationale de France / Wikipedia" width="222" height="260" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joachim_Lebreton#/media/Ficheiro:Joachim_Lebreton_d'apr%C3%A8s_Fran%C3%A7ois_G%C3%A9rard.jpg" target="_blank">Joachim Lebreton por Charles-Victor Normand &#8211; Bibliothèque nationale de France / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: em 1817, juntaram-se ao grupo o escultor Marc Ferrez (1788-1850) e o gravador de medalhas Zépherin Ferrez (1797 – 1851), tio e pai, respectivamente, do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, autor da imagem da Academia Imperial de Belas Artes destacada nessa publicação e um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo.</p>
<p>Voltando à Escola de Belas Artes. O decreto de 1816 não chegou a ser cumprido e a escola não funcionou, levando os profissionais a ensinarem para um pequeno número de estudantes ou a procurarem outras atividades sob proteção da Coroa.</p>
<p>A Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios passou a chamar-se Academia Imperial de Belas Artes, pelo decreto de 23 novembro de 1820.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26442" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Academia_Imperial_de_Belas_Artes#/media/Ficheiro:00_-_Estatutos_da_Imperial_Academia_e_Escola_de_Bellas_Artes,_estabelecida_no_Rio_de_Janeiro_por_decreto_de_23_de_novembro_de_1820.tif" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26442" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/estatuto.jpg" alt="Arquivo Nacional" width="336" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Academia_Imperial_de_Belas_Artes#/media/Ficheiro:00_-_Estatutos_da_Imperial_Academia_e_Escola_de_Bellas_Artes,_estabelecida_no_Rio_de_Janeiro_por_decreto_de_23_de_novembro_de_1820.tif" target="_blank">Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi apresentada então <em>uma relação com as pessoas empregadas, em que apareciam, como lente de desenho e encarregado das aulas, o retratista português Henrique José da Silva, em substituição a Joaquim Lebreton, falecido em 1819; como secretário, Luís Rafael Soyer; como lente de pintura de paisagem, Nicolas-Antoine Taunay; como lente de pintura histórica, Jean-Baptiste Debret; de escultura, Auguste Taunay; de arquitetura, Henri-Victor Grandjean de Montigny; e de mecânica, François Ovide. Na lista de pensionários de desenho e pintura, figuravam Simplício Rodrigues da Silva, José de Christo Moreira e Francisco Pedro do Amaral; de escultura, Marc Ferrez; e de gravura, Zephérin Ferrez </em>(CAMARGO, 2012).</p>
<p>Mais uma vez, a Academia das Artes ficou no papel. Finalmente, a sede da Academia Imperial de Belas Artes, projetada por Montigny, foi inaugurada em 5 de novembro de 1826, quando seu corpo acadêmico foi instalado na presença de dom Pedro I (1798 &#8211; 1934) e da família imperial, e passou a funcionar efetivamente. Na inauguração a escola já tinha 38 alunos. O secretário da Academia, Luiz Rafael Soyé (1760 &#8211; 1831) e o ministro dos Negócios do Império fizeram discursos. O diretor da Academia era o pintor português Henrique José da Silva (1772-1834)  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/708810/1080" target="_blank"><em>Almanach do Rio de Janeiro</em>, 1824</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706744/1854" target="_blank"><em>Império do Brasil &#8211; Diário Fluminense</em>, 31 de julho de 1826, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706744/2184" target="_blank"><em>Império do Brasil &#8211; Diário Fluminense</em>, 7 de novembro de 1826, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749443/1787" target="_blank"><em>Correio Official</em>, 29 de dezembro de 1834, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26444" style="width: 185px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/josefinas.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26444" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/soye.jpg" alt="Luiz Rafael Soyé, secretário da Academia" width="175" height="176" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/josefinas.html" target="_blank">Luiz Rafael Soyé, secretário da Academia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O já mencionado Zépherin, pai de Marc Ferrez, pensionista de gravura da Academia, cunhou a medalha comemorativa do evento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26459" style="width: 442px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9phyrin_Ferrez#/media/Ficheiro:Retrato_de_Z%C3%A9phyrin_Ferrez.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26459" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/zeferino.jpg" alt="Zépherin Ferrez por Augusto Muller" width="432" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9phyrin_Ferrez#/media/Ficheiro:Retrato_de_Z%C3%A9phyrin_Ferrez.jpg" target="_blank">Zépherin Ferrez por Augusto Muller</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26443" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706744/2185" target="_blank"><img class="wp-image-26443" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/prata.jpg" alt="Império do Brasil, 7 de novembro de 1826" width="565" height="196" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706744/2185" target="_blank"><em>Império do Brasil &#8211; Diário Fluminense</em>, 7 de novembro de 1826</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ali foi realizada, em 1829, por iniciativa de Debret (1768-1848), a I Exposição da Classe de Pintura Histórica, a primeira exposição de artes do Brasil. Na ocasião, foram exibidos 115 trabalhos de 33 de professores e de 82 de alunos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/700312/126" target="_blank"><em>O Espelho Diamantino</em>, 21 de janeiro de 1828</a>; <em>A Aurora Fluminense</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706795/576" target="_blank">10 de dezembro de 1829, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706795/1293" target="_blank">11 de janeiro de 1830, segunda coluna</a>).</p>
<p>Pelo decreto de 30 de dezembro de 1831,  um novo regulamento para a Academia foi aprovado, ainda na gestão de Henrique José da Silva. Ela passava a <em>dedicar-se exclusivamente às artes; as atividades relativas às ciências naturais, físicas e exatas já não integravam mais seu curso. O ensino dividia-se nas especialidades de pintura histórica, paisagem, arquitetura e escultura. Além dessas quatro divisões havia também aulas de desenho, anatomia e fisiologia, funcionando como disciplinas complementares aos quatro cursos da escola </em>(GABLER, 2015).</p>
<p>Novos estatutos, idealizados pelo diretor da instituição, entre 1854 e 1857, Manuel de Araujo Porto Alegre (1806 &#8211; 1879), foram aprovados pelo decreto n. 1.603, de 14 de maio de 1855 &#8211; a academia passava a ter cinco especializações – arquitetura, ciências acessórias, escultura, música e pintura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26455" style="width: 232px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/araujo-porto-alegre/biografia" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26455" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/portoalegre.jpg" alt="Manuel Araújo Porto Alegre / Academia Brasileira de Letras" width="222" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/araujo-porto-alegre/biografia" target="_blank">Manuel de Araújo Porto Alegre / Academia Brasileira de Letras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns anos depois, o decreto n. 2.424, de 25 de maio de 1859, modificou alguns regulamentos de 1855, dividindo as aulas em um curso diurno e outro noturno, voltado para lições artísticas e dedicado à formação prática, respectivamente.</p>
<p>Em 8 de novembro de 1890, o decreto n. 983 aprovou os novos estatutos da instituição, que foi nomeada Escola Nacional de Belas Artes. No início do século XX, em 1908, sua sede foi transferida para um edifício na avenida Rio Branco, projetado pelo arquiteto Adolfo Morales de Los Rios y Garcia de Pimentel (1858 &#8211; 1928). Em 1931, a Escola Nacional de Belas Artes foi incorporada à Universidade do Rio de Janeiro, futura Universidade do Brasil.</p>
<p>A partir de 1937, a Escola Nacional de Belas Artes dividiu o prédio com o Museu Nacional de Belas Artes, criado em 13 de janeiro de 1937, que hoje completa 85 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10162/007_IMG_3790.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10162" target="_blank">Marc Ferrez. Escola Nacional de Belas Artes; atual Museu Nacional de Belas Artes, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=belas+artes&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Escola de Belas Artes e do Museu Nacional de Belas Artes disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1965, a Universidade do Brasil foi renomeada Universidade Federal do Rio de Janeiro e, no mesmo ano, a Escola Nacional de Belas Artes passou a chamar-se Escola de Belas Artes. Entre 1974 e 1975, foi transferida para o campus do Fundão.</p>
<p>Segundo o site da Escola de Belas Artes, sua missão é:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>a formação artística, cultural, técnica e científica dos estudantes, com ênfase na intersecção entre as atividades didáticas e os vários setores profissionais ligados aos campos da arte, do design e da cultura. Sua atual estrutura equilibra legados artísticos e culturais com abordagens da arte contemporânea e técnicas inovadoras. Orientada pelos conceitos de inter e transdisciplinaridade, a Escola oferece formas múltiplas de aprendizagem, visando a qualidade e a diversidade da produção artística e acadêmica.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> </strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Arquivo Nacional &#8211; MAPA &#8211; Memória da Administração Pública Brasileira &#8211; <a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/menu-de-categorias-2/243-academia-imperial-de-belas-artes" target="_blank">Academia Imperial de Belas Artes, por Louise Gabler, em 19 de outubro de 2015</a> e <a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/dicionario-periodo-colonial/173-escola-real-de-ciencias-artes-e-oficios" target="_blank">Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, por Angelica Ricci Camargo, fevereiro de 2012</a></p>
<p>BANDEIRA, Julio; MARTINS, Pedro; CONDURU, Roberto. <em>A Missão Francesa</em>. Rio de Janeiro : Sextante, 2014.</p>
<p>BANDEIRA, Julio; LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Debret e o Brasil: obra completa (1816-1831)</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2007, 720 p.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos – Um Haussmann tropical: as transformações urbanas na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX</em>. Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Coleção Biblioteca Carioca, v. 11, 1991.</p>
<p>BITTENCOURT, Gean Maria; GAUTHEROT, Marcel. <em>A missão artística francesa de 1816</em>. Petrópolis: Museu de Armas Ferreira da Cunha, 1967.</p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez – uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p>CAMARGO, Angélica Ricci. <em><a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/dicionario-periodo-colonial/173-escola-real-de-ciencias-artes-e-oficios" target="_blank">Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, 2012</a>. </em>Arquivo Nacional &#8211; Mapa Memória da História Administrativa Brasileira, 10 de novembro de 2016 .</p>
<div class="content-header-options-1 row-fluid"></div>
<p>DIAS, Elaine. <a href="https://www.scielo.br/j/anaismp/a/qrSL9b3zGn4zMkv66fFLnrc/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank"><em>Correspondências entre Joachim Le Breton e corte portuguesa na Europa: o nascimento da missão artística de 1816</em>.</a> Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 14, n. 2, jul-dez. 2006.</p>
<p>GABLER, Louise. <a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/menu-de-categorias-2/243-academia-imperial-de-belas-artes" target="_blank"><em>Academia Imperial de Belas Artes, 2015</em></a>. Arquivo Nacional &#8211; Mapa Memória da História Administrativa Brasileira, 10 de novembro de 2016 .</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<section class="col-6 m-info">
<div class="info-container">
<p class="type m-used info-type">MARQUES, Maria Eduarda. <em>A Missão Artística Francesa no Brasil e Seus Discípulos</em>. Rio de Janeiro : Editora Pinakotheke, 2016.</p>
<p class="type m-used info-type">PECHMAN, Robert. <em><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/DODSWORTH,%20Henrique.pdf" target="_blank">Henrique Dodsworth</a></em>. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, s.d.</p>
<p class="type m-used info-type">PEREIRA, Sônia Gomes. <a href="https://www.cepese.pt/portal/en/publications/works/a-encomenda.-o-artista.-a-obra/henrique-jose-da-silva-um-pintor-portugues-na-academia-imperial-de-belas-artes-do-rio-de-janeiro" target="_blank"><em>Henrique José da Silva, um pintor português na Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro</em></a>. CEPESE &#8211; Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade.</p>
<p class="type m-used info-type"><a href="http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/ad_portalaiba.htm" target="_blank">Portal Dezenovevinte.net</a></p>
<p class="type m-used info-type"><a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-450-anos/noticia/2015/02/travevessa-belas-artes-no-centro-do-rio-sera-rua-de-pedestres-apos-obra.html" target="_blank">Portal G-1</a></p>
<p class="type m-used info-type">SCHWARCZ, Lilia Moritz. <em>As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
</div>
</section>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/" target="_blank">Site Enciclopédia Cultural Itaú</a></p>
<p><a href="https://eba.ufrj.br/institucional/" target="_blank">Site Escola de Belas Artes</a></p>
<p>TRINDADE, Mauro. <a href="https://joaosextoseminario.files.wordpress.com/2017/01/17-mauro-trindade.pdf" target="_blank"><em>A construção da ruína: a demolicção da Academia Imperial de Belas Artes e o iconoclatismo modernista através da imprensa</em></a> in <a href="https://eba.ufrj.br/wp-content/uploads/2020/09/Historas-EBA-revisaocritica-20161.pdf" target="_blank"><em>Histórias da Escola de Belas Artes: Revisão crítica de sua trajetória</em></a>. Rio de Janeiro : Editora Nau, 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; I &#8211; Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), a feminista mineira que passou como um meteoro</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2020 13:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica inaugura hoje a série "Feministas, graças a Deus!" com a publicação de um artigo e de uma cronobiografia escritos pela pesquisadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes e pela editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, sobre a advogada e sufragista Elvira Komel (1906 - 1932), a feminista mineira que passou como um meteoro. Foi a líder do movimento feminista em Minas Gerais, na década de 1920 e nos primeiros anos dos anos 30. A nova série da Brasiliana Fotográfica pretende dar visibilidade à trajetória de mulheres que trabalharam pela emancipação feminina e pelo desenvolvimento do país, cujas biografias estão, muitas vezes, esquecidas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; I &#8211; Elvira Komel</em></strong></span></p>
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<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica inaugura hoje a série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; com a publicação de um artigo sobre a advogada e sufragista mineira Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), líder do movimento feminista em Minas Gerais, na década de 1920 e no início da de 1930, e , com seu espírito ativo e inteligência brilhante, uma das mais destacadas militantes do feminismo no Brasil e um dos expoentes da intelectualidade mineira de sua época. A ideia da série surgiu a partir da proposta da pesquisadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, de escrever sobre Elvira. Seu artigo, seguido de uma cronobiografia elaborada pela editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, abre a série.</p>
<p style="text-align: left;">A proposta de Maria Silvia surgiu quando ela assistiu à última mesa do seminário online &#8220;Do ponto de vista do antropólogo&#8221;, &#8220;Arquivos de Mulheres e memória visual&#8221;, apresentada por Carolina Alves e Adelina Novaes e Cruz, ambas pesquisadoras do CPDOC, da Fundação Getulio Vargas, em 29 de junho de 2020. A série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; pretende dar visibilidade à trajetória de mulheres que trabalharam vigorosamente pelas conquistas femininas e pelo desenvolvimento do Brasil. Muitas vezes, a história não lhes faz jus.</p>
<p style="text-align: left;">A fotografia em destaque pertence ao fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino – FBPF -, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. O fundo possui quase 500 fotografias e evidencia, segundo as historiadoras Claudia Beatriz Heynemann e Maria do Carmo Rainho, <em>a rede formada por mulheres em várias partes do mundo – dos Estados Unidos à Turquia, da Argentina à República Tcheca – na luta por seus direitos, por trabalho, educação, mas, sobretudo, por representatividade política através do voto</em>. Elas são as autoras do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Memória das lutas feministas</a></em>, embrião desta série, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 8 de agosto de 2017.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Elvira Komel (1906 &#8211; 1932), a feminista mineira que passou como um meteoro</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"> Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes *</p>
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<p style="text-align: left;">Primeira advogada mulher no Fórum de Belo Horizonte, sufragista e segunda eleitora mineira**, alistada em 1928, Elvira Komel apoiou a Revolução de 1930, publicando nos jornais manifestos dirigido às mulheres, convocando-as a integrar o Batalhão Feminino João Pessoa, que fundou para servir de base de apoio ao movimento na capital mineira. Defendeu também a luta pela educação formal feminina liderando congressos e encontros. Sua breve trajetória foi marcada pelo engajamento nas bandeiras feministas e movida pelo sentimento de construção de um novo Brasil. Ela se posicionou na contramão de juristas que valorizavam a proteção oferecida às mulheres pelo casamento, que fornecia aparência e fazia perpetuar subserviência e obediência.</p>
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<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6473" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6473/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_TFE_FOT_0006_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6473" target="_blank">J. Bonfioti. Elvira Komel, 1928. Belo Horizonte, MG / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">No retrato acima destacado, produzido no estúdio do fotógrafo J. Bonfioti, em 1928, Elvira aparece de cabelos curtos, <em>a la garçonne</em>, prático e moderno, como ditava a moda. Essa nova estética buscava simbolizar a independência feminina, a mentalidade moderna.</p>
<p style="text-align: left;">Elvira Komel nasceu em São João do Morro Grande, hoje município Barão de Cocais, em 24 de junho de 1906, filha de Ernest Komel, austríaco, especialista em montagem hidráulica e usinas elétricas; e da mineira Marieta Correia Guedes. Cursou o ensino primário em sua terra natal e, entre 1921 e 1924, fez o curso ginasial em Viçosa, para onde sua família havia se mudado. Revelou-se uma excelente aluna. Foi para o Rio de Janeiro onde, com apenas 19 anos, em 10 de janeiro de 1925, prestou vestibular para Direito. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Universidade do Rio de Janeiro, em novembro de 1929. Foi apontada como a &#8220;<em>leader</em> do movimento feminista&#8221; de Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 8 de janeiro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_19975" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19975" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira1.jpg" alt="Diário de Notícias, 15 de novembro de 1930" width="306" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_19961" style="width: 212px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><img class="wp-image-19961 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/conclusão1.jpg" alt="conclusão" width="202" height="106" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 8 de janeiro de 1930</a></p></div>
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<p>Voltou para Belo Horizonte e foi morar com os pais no bairro da Floresta. Foi a primeira advogada a atuar em Minas Gerais, no Fórum da Comarca de Belo Horizonte, enfrentando juízes conservadores da época, inclusive o então promotor de Justiça, Afonso Arinos de Mello Franco, futuro ministro de Relações Exteriores e constituinte em 1988. Segundo Alberto Deodato, “<em>ela teve grande atividade forense, enfrentando em vários júris o promotor Afonso Arinos de Mello Franco, que levou dela sempre a pior</em>.” <a href="#_edn1" name="_ednref1">[i]</a> No depoimento de Afonso Arinos prestado à historiadora Lélia Vidal para o livro <em>Elvira Komel: Uma estrela riscou o céu</em>, afirmou acreditar &#8220;<em>que a formação feminista de Elvira teve o seu forjamento no âmbito universitário, pois naquele tempo já se discutia o voto feminino no Rio de Janeiro. Já a mulher mineira era mais do lar, recatada e não participava dos movimentos organizados em prol de seus direitos</em>”. <a href="#_edn2" name="_ednref2">[ii]</a></p>
<p>Outra bandeira defendida com entusiasmo por Elvira era a educação feminina, fato que fica evidenciado na conferência pronunciada por ela na Radio Club, <em>“Pela educação da mulher brasileira</em>”, e publicada na íntegra no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_03&amp;Pesq=%22elvira%20komel%22&amp;pagfis=77"><em>O Jornal</em>, 05 de janeiro de 1930</a>.</p>
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<div id="attachment_19973" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/77" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19973" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/educação.jpg" alt="O Jornal, 5 de janeiro de 1930" width="286" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/77" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de janeiro de 1930</a></p></div>
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<p>Durante a Revolução de 30, liderada por Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), cuja esposa, Alzira Vargas (1914 &#8211; 1992), era sua amiga, Elvira fundou o Batalhão Feminino João Pessoa e seu empenho na causa conseguiu reunir legiões de mulheres em toda Minas Gerais, “<em>de  fardas de brim cáqui e confeccionando a bem da Revolução mais de quatro mil fardamentos para os soldados e servindo nos hospitais de sangue da Capital e dos municípios mineiros, além de terem como obrigatória a instrução militar feminina. Eram mulheres de todas as classes e profissões sociais, incluindo 300 enfermeiras práticas, postas à disposição da Saúde Pública (através de aquiescência do secretário da Saúde, Dr. Ernani Agrícola) e bem comandadas pela inesperada comandante.”<a href="#_edn3" name="_ednref3"><strong>[iii]</strong></a></em></p>
<p>Foi publicada na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5007" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 15 de novembro de 1930</a> sob manchete “<em>A colaboração da mulher mineira no movimento revolucionário</em>” uma reportagem completa sobre o Batalhão Feminino.</p>
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<div id="attachment_19944" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19944" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/batalhao.jpg" alt="O Jornal, 15 de novembro de 1930" width="524" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5007" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p>O Batalhão Feminino João Pessoa, nome escolhido em homenagem ao Governador da Paraíba que morrera assassinado durante a Revolução de 30, possuía oito mil seguidoras em 52 municípios do Estado de Minas Gerais, sendo 1.200 em Belo Horizonte. No desfile das forças militares realizado no Rio de Janeiro em 15 de novembro, em comemoração à Proclamação da República, o Batalhão da Komel, representado por 75 mulheres, comandadas por Elvira foi uma grande atração (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093092_02&amp;pesq=%22elvira%20komel%22&amp;pasta=ano%20193&amp;pagfis=3147,">Diário Carioca</a></em> e o <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/2459">Diário de Notícias</a></em>, ambos de 15 de novembro de 1930; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8608" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_19974" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/3147" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19974" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/desfile.jpg" alt="Diário Carioca, 15 de novembro de 1930" width="539" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/3147" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_19976" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/desfile1.jpg" alt="Diário de Notícias, 15 de novembro de 1930" width="386" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2459" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<p>No Rio de Janeiro, ainda participou da inauguração da Praça João Pessoa, onde ficava a Praça dos Governadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8711" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, de 20 de novembro de 1930</a>).</p>
<p>É importante lembrar que a louvação do militarismo e patriotismo, presentes fortemente ideário de Elvira e de suas companheiras, se ajustava à atmosfera carregada do pré-guerra europeu e da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), na ampla mobilização social desejada pelos intelectuais de sua época. O que não impedia que elas fossem muito hostilizadas por questões de gênero, a exemplo da publicação da revista <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/47698">Careta</a></em>.</p>
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<div id="attachment_19981" style="width: 149px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8584" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19981" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira4.jpg" alt="Elvira Komel fardada de coronel. Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1930" width="139" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8584" target="_blank">Elvira Komel fardada de coronel. Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
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<div id="attachment_19945" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/47698" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19945" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/coronela.jpg" alt="Careta, 7 de fevereiro de 1931" width="499" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/47698" target="_blank"><em>Careta</em>, 7 de fevereiro de 1931</a></p></div>
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<p>No dia 23 de novembro de 1930, na sede do América Futebol Clube, na rua dos Caetés, 343, no centro de Belo Horizonte, Elvira Komel transformou o batalhão feminino na Associação Feminina João Pessoa (AFJP). A reunião preparatória para a fundação da AFJP determinou uma comissão elaboradora dos estatutos: Celina Coelho, a bacharelanda Elza Pinheiro Guimarães; as farmacêuticas Zinah Coelho Júnior e Elvira Poch; as professoras Olympia Duarte, Diva Magalhães, Esmeralda Alves e Irene Dias. Adeptas de 52 municípios mineiros receberam ofícios da Comandante Komel comunicando o início da Associação Feminina João Pessoa e autorizando e estimulando as a fundação de centros municipais e centros filiais nos bairros de Belo Horizonte, por professoras.</p>
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<div id="attachment_19980" style="width: 144px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_04&amp;pagfis=8662" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19980" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira3.jpg" alt="Correio da Manhã, 24 de setembro de 1931" width="134" height="267" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_04&amp;pagfis=8662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931</a></p></div>
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<p>Em janeiro de 1931, esteve no Rio de Janeiro com a também sufragista e advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Silveira (1905 &#8211; 1993</a>), e se encontraram com o ministro do Trabalho, Lindolpho Collor (1890 &#8211; 1942), com Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), ministro da Justiça e Assuntos Internos, e com outras autoridades para pleitear a igualdade de direitos entre os sexos, reivindicando para as mulheres o direito ao voto e as honras militares de oficiais do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10126" target="_blank">J<em>ornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi a presidente do I Congresso Feminino Mineiro, em Belo Horizonte, entre 21 e 27 de junho de 1931, com a participação de representantes de municípios mineiros, do Espírito Santo, de Goiás, da Paraíba, do Rio Grande do Sul, e da Aliança Nacional de Mulheres, fundada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, 1ª vice-presidente do evento. A primeira-dama Darcy Vargas (1895 &#8211; 1968) foi a presidente de honra do congresso. Na ocasião, foram discutidas questões de interesse das mulheres, inclusive a equiparação dos direitos da mulher ao do homem perante à legislação nacional. Foi também votada e aprovada por unanimidade uma moção de solidariedade ao governo de Getulio Vargas.  O congresso foi encerrado em 29 de junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7230" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de junho de 1931, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7469" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 23 de junho de 1931, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7556" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de junho de 1931, sétima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/5830" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 14 de agosto de 1931, última coluna)</a>. Um pouco antes, em 11 de junho, a brasileira Odete Carvalho (1904 &#8211; 1969) participou da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, conselheira técnica governamental;  e, em 19 de junho de 1931, havia sido inaugurado o II Congresso Internacional Feminista, no Rio de Janeiro, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976</a>).</p>
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<div style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="804" height="595" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Anônimo. Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Fundou, em 1931, o Partido Liberal Feminino Mineiro, uma fusão da Associação Feminina João Pessoa e da Legião Feminina, &#8220;<em>formando uma única corporação com finalidades amplas: sociais, humanitárias, cívicas e políticas. O nosso programa visa proteger a mulher, trabalhar pela sociedade e pela pátria, colaborando, também, na realização do programa revolucionário, para que a República Nova se torne realidade&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de outubro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>Finalmente, através do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, foi reconhecido o direito de voto às mulheres. Em julho do mesmo ano, Elvira foi para Juiz de Fora, onde proferiu diversas palestras sobre a Revolução de 30 e seu caráter político, preparando-se para a sua candidatura ao senado estadual (deputada estadual). Voltando para Belo Horizonte, sentiu fortes dores de cabeça e, vítima de meningite, faleceu no dia 25 de julho de 1932, com apenas 26 anos de idade, sendo sepultada no Cemitério do Bonfim, na capital mineira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25121" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 27 de julho de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1932, sexta coluna</a>). Este laudo foi contestado por sua família, que atribuiu sua morte precoce a um aneurisma cerebral.</p>
<p>“<em>A morte inesperadamente a vem colher no desdobramento de um programa de úteis iniciativas em prol da causa feminina, que a Dra. Elvira Komel defendia com desassombro</em>”<a href="#_edn4" name="_ednref4">[iv]</a>.</p>
<p style="text-align: right;">                                                                                                                                   Jornal <em>Minas Gerais</em> de 27 de agosto de 1932</p>
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<p>Os amigos de Elvira, Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Cyro dos Anjos, Edmundo Hass, Olinto Fonseca e Alberto Deodato lamentaram sua morte.</p>
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<p>[i] DUARTE, CARMO &amp; LUZ in <em>Mulheres em Minas: Lutas e Conquistas</em>. Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais – 25 anos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial. 2008, p 270</p>
<p>[ii] Idem, p 271</p>
<p>[iii] Idem, p 271</p>
<p>[iv] Idem, p 272</p>
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<p>*Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes é historiadora e é desde 2014 pesquisadora responsável pelo acervo do embaixador Walther Moreira Salles, no Instituto Moreira Salles.</p>
<p>** A primeira foi a advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a>.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
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<div id="attachment_20009" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20009" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira5.jpg" alt="Elvira Komel / Correio da Manhã, 27 de julho de 1932" width="213" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank">Elvira Komel / Correio da Manhã, 27 de julho de 1932</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; A mineira Elvira Komel nasceu em São João do Morro Grande, hoje município Barão de Cocais, em 24 de junho de 1906, filha de Ernest Komel, austríaco, especialista em montagem hidráulica e usinas elétricas; e da mineira Marieta Correia Guedes. Cursou o ensino primário em sua terra natal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7469" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de junho de 1931, sétima coluna</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1921 a 1924 </span></strong><span style="color: #000000;">- <span style="color: #333333;">F</span></span>ez o curso ginasial em Viçosa, para onde sua família havia se mudado. Revelou-se uma excelente aluna.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Foi para o Rio de Janeiro onde, com apenas 19 anos, em 10 de janeiro de 1925, prestou vestibular para Direito.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Registro de sua aprovação plena nos exames do primeiro ano da facudade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15113" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de março de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Por volta desse ano começou a exercer a advocacia nos auditórios de Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/53" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 janeiro de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Quando o politico e advogado Maurício de Lacerda (1888 &#8211; 1959) visitou Belo Horizonte, antes de proferir sua palestra sobre o voto secreto no Teatro Municipal da cidade, foi saudado por Elvira. Na ocasião, ela discursou acerca de &#8220;<em>conceitos oportuníssimos sobre as mais palpitantes questões políticas do momento, monstrando-se profunda conhecedora de nosas prementes necessidades</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/38534" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 15 de junho de 1928, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1079" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 20 de setembro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi a segunda mulher mineira a se alistar para ter o direito do exercício do voto: &#8220;<em>É, pois, um novo valor que se vem  juntar ao esforço coletivo em prol da nossa regeneração política</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35502" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de setembro de 1928, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/637" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 20 de setembro de 1928, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1079" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 20 de setembro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Ela e a advogada mineira Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) foram citadas no relatório que a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) &#8211; entidade civil criada no Rio de Janeiro, em 1922, cuja fundadora e principal líder foi a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">bióloga Bertha Lutz  (1894 &#8211; 1976)</a> &#8211; apresentou à Comissão Redatora da História do Movimento Feminista Internacional, da Aliança Internacional pelo Sufrágio Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35957" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de outubro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41297" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="wp-image-41297" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/Captura-de-tela-2025-08-28-165004.jpg" alt="Captura de tela 2025-08-28 165004" width="296" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank">Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) / O Paiz, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Publicação do artigo <em>Requerendo o meu alistamento eleitoral</em>, de autoria de Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36140" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em entrevista, Elvira declarou que o feminismo em Minas estava efetivamente triunfante e que várias mineiras já haviam se alistado. Argumentou também em favor do voto feminino. Nessa matéria, está reproduzida a fotografia de Elvira Komel que se encontra no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/24254" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de novembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20053" style="width: 186px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24254"><img class="size-full wp-image-20053" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/fotoel.jpg" alt="A Noite, 16 de novembro de 1928" width="176" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/24254" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de novembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Foi a primeira eleitora a exercer o direito do voto em Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/43064" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 8 de maio de 1929, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/2952" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 10 de maio de 1929, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6103" target="_blank"><em>Diário Nacional: A Democracia em Macha</em>, 10 de maio de 1929, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/161918/2490" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, julho de 1929)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20050" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6103" target="_blank"><img class="wp-image-20050 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/eleitora1.jpg" alt="eleitora1" width="293" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6103" target="_blank"><em>Diário Nacional: a Democracia em Marcha</em>, 10 de maio de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a única mulher integrante da embaixada universitária mineira que passou pelo Rio de Janeiro em direção ao Paraná, onde para participaria de uma confraternização acadêmica. Foi como representante da FederaçãoBrasileira pelo Progresso Feminino e da União Universitária Feminina de Minas. O advogado e escritor Cyro dos Anjos (1906 &#8211; 1994), na época redator do <em>Diário de Minas</em>, e José Américo de Macedo (1906 &#8211; ?), futuro prefeito de Ituiutaba, eram os líderes do grupo. elvira proferiu uma palestra sobre feminismo no Club Curitibano onde depois houve um sarau dançante em homenagem à embaixada universitária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/41195" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 17 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/38878" target="_blank"><em>A República: órgão do Partido Republicano Paranaese</em>, 22 de julho de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15318" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 22 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15352" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 27 de julho de 1929, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/38905" target="_blank"><em>A República: órgão do Partido Republicano Paranaese</em>, 29 de julho de 1929, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20056" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15315" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20056" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/odia.jpg" alt="O Dia (PR), 22 de julho de 1929" width="522" height="164" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/15315" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 22 de julho de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em reunião da União Universitária Feminina, presidida pela engenheira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, foi comunicado que Elvira Komel estava fundando com a colaboração de Alzira Reis Vieira Ferreira (1886 &#8211; 1970), de Teófilo Otoni, o Diretório Mineiro da entidade. O evento foi realizado na sede da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na avenida Rio Branco, nº 111 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/38624" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de novembro de 1929, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Elvira Komel seria a palestrante da penúltima conferência da série promovida pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na Rádio Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/40855" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de dezembro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das duas mulheres que se graduaram em Ciências Jurídicas e Sociais, na Universidade do Rio de Janeiro, em 1929. A outra foi Myrthes Etienne Dessaune. A cerimônia de colação de grau dos bacharelandos realizou-se no Instituto Nacional de Música, com a presença do presidente da República, Washington Luis (1869 &#8211; 1957) e de outras autoridades. O reitor da universidade, Cícero Peregrino, abriu a cerimônia, o orador da turma foi Narcélio de Queiroz e o paraninfo, Clóvis Bevilaqua (1859 &#8211; 1944). O aluno apontado como o melhor da turma foi Helvecio Xavier Lopes, que recebeu a medalha de ouro das mãos do presidente da República. A benção dos anéis foi feita pelo arcebispo coajutor do Rio de Janeiro, Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942). Uma curiosidades: na mesma turma formou-se Paschoal Carlos Magno (1906 -1980), futuro ator, dramaturgo, poeta e diplomata de destaque no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/27405" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de dezembro de 1929, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20021" style="width: 125px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira6.jpg"><img class=" wp-image-20021" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira6.jpg" alt="Elvira Komel" width="115" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/3218" target="_blank">Elvira Komel</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; De volta a Belo Horizonte e morando com os pais no bairro da Floresta, Elvira tornou-se a primeira advogada a atuar em Minas Gerais, no Fórum da Comarca de Belo Horizonte, enfrentando juízes conservadores da época. Foi apontada como a &#8220;<em>leader</em> do movimento feminista&#8221; de Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/60" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 8 de janeiro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Pronunciou a conferência <em>“Pela educação da mulher brasileira</em>”, na Rádio Club, de Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_03&amp;Pesq=%22elvira%20komel%22&amp;pagfis=77"><em>O Jornal</em>, 05 de janeiro de 1930</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Era a representante de Minas Gerais da União Universitária Feminina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/710" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de abril de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Durante a Revolução de 30, liderada por Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), cuja esposa, Alzira Vargas (1914 &#8211; 1992), era sua amiga, Elvira fundou, em 5 de outubro, o Batalhão Feminino João Pessoa para apoiar o movimento. O batalhão, cujo nome foi escolhido para homenagear o governador da Paraíba que morrera assassinado durante a Revolução, chegou a possuir  oito mil seguidoras em 52 municípios do Estado de Minas Gerais, sendo 1.200 em Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8584" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1930</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Batalhão Feminino João Pessoa participou do desfiles de forças militares realizados no Rio de Janeiro, em 15 de novembro de 1930. A porta-bandeira foi Esmeralda Alves, sobrinha de Olegário Maciel (1855 &#8211; 1933), presidente do estado de Minas Gerais.</p>
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<p style="text-align: left;">O Batalhão tinha um hino, escrito por Zinah Coelho Junior e Celina Coelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3942" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 14 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4606" target="_blank"><em>Correio da Manhã, 15 de novembro de 1930, sexta coluna</em></a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/23979" target="_blank"><em>O Estado de Florianópolis</em>, 19 de novembro de 1930, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8608" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20002" style="width: 183px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/23979" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20002" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/letra.jpg" alt="Letra do hino do Batalhão João Pessoa / Estado de Florianópolis, 19 de novembro de 1930" width="173" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/23979" target="_blank">Letra do hino do Batalhão João Pessoa / <em>Estado de Florianópolis</em>, 19 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Elvira no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3962" target="_blank"><em>Diário da Noite</em> de 15 de novembro de 1930</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20037" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3962" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20037" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/autógrafo.jpg" alt="Diário da Noite, 15 de novembro de 1930" width="350" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/3962" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 15 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participaram também de diversos eventos sociais e homenagens como a realizada pela União do Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, de um Chá na Cruzada Feminina do Brasil Novo e de uma festa no Teatro João Caetano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/2511" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 18 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2106" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 15 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2117" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 18 de novembro de 1930, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/2511" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 18 de novembro de 1930</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5056" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de novembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20035" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5056" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20035" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/chá1.jpg" alt="O Jornal, 18 de novembro de 1930" width="519" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/5056" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pai de Elvira, o engenheiro Ernest Komel, foi agredido por um cabo do Exército, quando passava em frente ao Quartel dos Barbonos, na rua Evaristo da Veiga, no Rio de Janeiro. Foi atendido no posto de saúde da Praça da República e retornou ao Hotel Magnífico, na rua do Riachuelo, 124, onde o Batalhão Feminino João Pessoa e sua filha estavam hospedados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/2662" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de novembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O <em>Diário de Notícias</em> publicou uma grande reportagem com diversas fotografias sobre o Batalhão Feminino João Pessoa, no Hotel Magnífico (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2511" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, de 18 de novembro de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20036" style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20036" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/magn.jpg" alt="Várias integrantes do Batalhão Feminino João Pessoa, no Hotel Magnífico / Diário de Notícias, 18 de novembro de 1930" width="607" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_01/2511" target="_blank">Várias integrantes do Batalhão Feminino João Pessoa, no Hotel Magnífico / <em>Diário de Notícias</em>, 18 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Elvira participou da inauguração da Praça João Pessoa, onde ficava a Praça dos Governadores, no Centro do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4669" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de novembro de 1930, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/8711" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, de 20 de novembro de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19996" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8711"><img class="size-full wp-image-19996" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/discurso.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de novembro de 1930" width="177" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8711"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado artigo &#8220;<em>A Mulher Mineira</em>&#8220;, do médico e jornalista Floriano de Lemos (1906 &#8211; 1965), sobre o desfile do Batalhão Feminino João Pessoa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/4007" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 20 de novembro de 1930, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Fez uma visita à redação do<em> Jornal do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8744" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1930</a>). Também visitou a sede do Touring Clube do Brasil acompanhada de Zinah Coelho Junior, Elvira Rodrigues e Julia Guerra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/6812" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de novembro de 1930, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20018" style="width: 467px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8744" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20018" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/jornal.jpg" alt="Jornal do Brasil, 21 de novembro de 1930" width="457" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/8744" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No dia 23 de novembro de 1930, na sede do América Futebol Clube, na rua dos Caetés, 343, no centro de Belo Horizonte, Elvira Komel transformou o batalhão feminino na Associação Feminina João Pessoa (AFJP).</p>
<p style="text-align: left;">Durante a sessão do Partido Nacional Feminino, em Nova York, a sra. Oliveira Lima, membro brasileiro da Comissão Interamericana de Mulheres citou o Batalhão João Pessoa, comandado por Elvira, como um exemplo da atuação das mulheres na Revolução de 30, <em>comparável a dos homens</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/34167" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 22 de dezembro de 1930, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Em janeiro, em companhia da também advogada e sufragista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, Elvira esteve no Rio de Janeiro onde permaneceu até dia 17 de janeiro. Em pauta, o apoio à causa do voto feminino.</p>
<p style="text-align: left;">O mineiro Augusto Lima (1859 &#8211; 1934), diretor do jornal <em>A Noite,</em> publicou o artigo &#8220;<em>A Mulher Militar</em>&#8220;, onde elogiava a ação de Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3218" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>). Ela agradeceu com uma carta publicada no jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3300" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 20 de janeiro de 1931, penúltima coluna</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Fizeram visitas ao prefeito Adolpho Bergamini (1886 &#8211; 1945), às redações de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2517" target="_blank"><em>A Batalha</em></a>, do <em>Jornal do Brasil</em> , de<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/6032" target="_blank"><em> O Jornal</em> </a> e de <em>A Noite. </em>Na manchete da notícia<em> </em>da visita neste último jornal foram classificadas como &#8220;<em>Duas batalhadoras do ideal feminista, no Brasil</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2528" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 16 de janeiro de 1930, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3265" target="_blank">A Noite, 17 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;">.</p>
<div id="attachment_20020" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10062" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20020" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/visita.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de janeiro de 1931" width="306" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10062" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de janeiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Encontraram-se com o então ministro do Trabalho, Lindolpho Collor (1890 &#8211; 1942), para pleitear a igualdade de direitos entre os sexos reivindicando para as mulheres o direito ao voto e as honras militares de oficiais do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/4512" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 13 de janeiro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/10126" target="_blank">J<em>ornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma reportagem sobre o encontro de Elvira Komel e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> com o Barão de Itararé, alcunha de Aparicio Torelly (1895 &#8211; 1971), dono do semanário humorístico <em>A Manha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720984/792" target="_blank"><em>A Manha</em>, 16 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma entrevista com Elvira a respeito da luta pelo voto feminino e sobre o Batalhão João Pessoa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/5485" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de janeiro de 1931, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi citada em uma reportagem do jornal <em>O Globo</em> acerca da possibilidade de uma mulher poder ser oficial honorária do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/892319/31629" target="_blank"><em>República (SC)</em>, 16 de janeiro de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Durante sua estadia no Rio de Janeiro, Elvira e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> encontraram-se também com o ministro da Fazenda, José Maria Whitaker (1878 &#8211; 1970), e com o general Juarez Távora (1898 &#8211; 1975), no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843709/77" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 20 de janeiro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/801747/203" target="_blank"><em>Eu vi</em>, 21 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19997" style="width: 703px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/801747/203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19997" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/fotojuarez.jpg" alt="Elvira Komel e Natercia converando com o general Juarez Távora, Eu vi, 21 de janeiro de 1931" width="693" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/801747/203" target="_blank">Elvira Komel e Natércia conversando com o general Juarez Távora / <em>Eu v</em>i, 21 de janeiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já em Belo Horizonte, Elvira deu uma entrevista sobre o direito da mulher de ser jurada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843709/90" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 22 de janeiro de 1931</a>).</p>
<p>Elvira declarou-se confiante no êxito das reivindicações feministas que havia feito ao Governo Provisório e ao Cardeal Sebastião Leme durante sua estadia no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2569" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 23 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na seção &#8220;Notas e comentários&#8221;, foi questionada as reivindicações de Elvira:<em> &#8220;Ora, para que diabo é que a dra. Elvira Komel quer ser generala? Em que lucra a pátria? Em que melhora o câmbio? Que benefícios trará a distinção à mulher brasileiro? Que ideias novas acarretará?&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/4267" target="_blank"><em>Excelsior</em>, fevereiro de 1931</a>).</p>
<p>No Tribunal de Júri de Belo Horizonte, o reú, Agostinho Simão Santos, defendido por Elvira, foi considerado culpado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/5753" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de fevereiro de 1931, sexta coluna</a>)</p>
<p>A revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/47698" target="_blank"><em>Careta </em>de 7 de fevereiro de 1931</a><em>, </em>publicou uma caricatura de Elvira Komel pleiteando patentes de oficiais do Exército. Em 11 de março de 1931, ela enviou uma carta a Alzira Reis Vieira Ferreira (1886 &#8211; 1970), que na época dirigia a União Feminina de Teófilo Otoni, comentando algumas críticas em relação a essa reivindicação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_07/3225" target="_blank"><em>O Fluminense</em>, 31 de julho de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20000" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/100439_07/3225" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20000" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/honraria.jpg" alt="Trecho de carta de Elvira Komel a , de 11 de março de 1931 / O Fluminense, 31 de julho de 1932" width="241" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/100439_07/3225" target="_blank">Trecho de carta de Elvira Komel a Alzira Reis Vieira Ferreira, de 11 de março de 1931 / <em>O Fluminense</em>, 31 de julho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Elvira e  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a> encontraram-se com Delminda Aranha, mulher de Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), então ministro da Justiça e Assuntos Internos, para conversar sobre direitos politicos das mulheres na organização da constituinte. Já haviam estado com o prórpio ministro, em janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/884120/24420" target="_blank"><em>O Estado de Florianópolis</em>, 15 de janeiro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/18822" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 11 de fevereiro de 1931, última coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de um telegrama enviado ao Correio da Manhã desmentindo o que havia sido noticiado por alguns jornais mineiros em relação à atuação de Elvira à frente do movimento feminista em Minas Gerais. De acordo com o telegrama ela continuava firme no comando, tendo inclusive feito um discurso na chegada do Chefe do Governo Provisório, Getulio Vargas, quando ele visitou a capital mineira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6129" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de março de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>Elvira enviou telegramas para Getulio Vargas e para Batista Luzardo (1892 &#8211; 1992), chefe da polícia do Distrito Federal, após a divulgação, em Minas Gerais, do discurso desse último em nome do Governo Provisório, anunciando a concessão do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3884" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de março de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Como diretora do recém criado Núcleo Feminino da Legião de Outubro, lançou um manifesto às mulheres mineiras chamando-as para participarem da <em>reconstrução nacional</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3813" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de março, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3927" target="_blank"><em>A Noite, 23 de  </em>março de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20031" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3927" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20031" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/patricias.jpg" alt="Início do manifesto às mulheres mineiras feito por Elvira Komel / A Noite, 23 de março de 1931" width="309" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">I<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/3927" target="_blank">nício do manifesto às mulheres mineiras feito por Elvira Komel / A Noite, 23 de março de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Respondendo à enquente promovida peo jornal <em>A Esquerda</em>, <em>Deve a mulher ser guerreira ou pacifista</em>?, Elvira Komel declarou &#8220;<em>a mulher mineira é inteiramente pacifista, como devem ser todas as mulheres, qualquer que seja o país a que pertencem</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/1930" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 31 de março de 1931</a>).</p>
<p>Foi conferido à Elvira o título de sócia honorária da Cruz Vermelha Internacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/4162" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de abril de 1931</a>).</p>
<p>Presidiu, em junho de 1931, o I Congresso Feminino Mineiro, em Belo Horizonte, cuja presidente de honra foi a primeira-dama, Alzira Vargas. Foi publicada a programação do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/4703" target="_blank"><em>Excelsior</em>, junho de 1931</a>).</p>
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<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20046" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/4703"><img class="size-full wp-image-20046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira7.jpg" alt="Excelsior, junho de 1931" width="360" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/169072/4703" target="_blank"><em>Excelsior</em>, junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante o evento, representantes de municípios mineiros, do Espírito Santo, de Goiás, da Paraíba, do Rio Grande do Sul, e da Aliança Nacional de Mulheres, fundada por  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, 1ª vice-presidente do evento, discutiram questões acerca da emancipação da mulher. Foi aprovada unanimemente uma moção de apoio ao governo revolucionário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7230" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7469" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 23 de junho de 1931, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/5939" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de junho de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7556" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de junho de 1931, sétima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/5830" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 14 de agosto de 1931, última coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20038" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/6630" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20038" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/diario.jpg" alt="Diário da Noite, 24 de junho de 1931" width="346" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/6630" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 24 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20005" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7684" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20005" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ecos.jpg" alt="Correio da Manhã, 10 de julho de 1931" width="404" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7684" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Elvira Komel sobre a realização do I Congresso Feminino Mineiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/7149" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 31 de julho de 1931, quinta coluna</a>).</p>
<p>Pela passagem do primeiro ano de morte de João Pessoa (1878 &#8211; 1930), a Associação dos Voluntários Mineiros promoveu uma homenagem no Teatro Municipal de Belo Horizonte, sob a presidência de Ribeiro Junqueira, secretário de Agricultura de Minas Gerais (1871 &#8211; 1946). Na ocasião Pedro Aleixo (1901 &#8211; 1975), um dos fundadores da Legião Liberal Mineira, versão estadual da Legião de Outubro; e Elvira discursaram (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7914" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p>Anunciou, em setembro, a fundação do Partido Liberal Feminino Mineiro, uma fusão da Associação Feminina João Pessoa e da Legião Feminina.  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de setembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4557" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de setembro de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/6039" target="_blank"><em>A Noite</em>, 7 de outubro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p>Elvira Komel lançou um manifesto congratulando-se com suas associadas pela publicação do <em>ante-projeto da lei eleitoral, no qual ficou claramente estipulado o voto feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/843709/1004" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 30 de setembro de 1931, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20041" style="width: 156px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/843709/1004" target="_blank"><img class=" wp-image-20041" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/cari.jpg" alt="A Notícia (SC), de 1931" width="146" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/843709/1004" target="_blank"><em>A Notícia (SC)</em>, 30 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi recebida, no Palácio do Catete, por Getulio Vargas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/7144" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 26 de setembro de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Elvira participou da reunião da Aliança Nacional de Mulheres, no Rio de Janeiro, e sua presença foi anunciada pela presidente da entidade,  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, e saudada pela professora Adélia de Lacerda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/8771" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de outubro de 1931, sétima coluna</a>).</p>
<p>Elvira comentou o ante-projeto de reforma eleitoral e criticou alguns de seus aspectos como o de colocar<em> a mulher casada em inferioridade ao homem e também as solteiras, viúvas ou desquitadas sujeitando-as a uma interminável tutela</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4685" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de outubro de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; O <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932 instituiu o Código Eleitoral Provisório e reconheceu o direito de voto às mulheres, uma das bandeiras defendidas por Elvira.</p>
<p>O jornal <em>A Batalha</em> parabeniza Elvira por seu aniversário e anuncia que ela havia<em> acabado de contratar casamento com o engenheiro Clarkson de Mello Menezes</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/5722" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 24 de junho de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>Elvira era correspondente especial da revista <em>Brasil Feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/262" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, julho de 1932</a>).</p>
<p>Em julho, Elvira foi para Juiz de Fora, onde proferiu diversas palestras sobre a Revolução de 30. Preparava sua candidatura ao senado estadual (deputada estadual).</p>
<p>Elvira apoiou a indicação de  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, da Aliança Nacional de Mulheres, para ingressar na comissão que Getulio Vargas havia prometido nomear para elaborar o ante-projeto da nova Constituição. Havia um impasse porque outras feministas apoiavam <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/5816" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 6 de julho de 1932</a>).</p>
<p>Já em Belo Horizonte, lançou um manifesto em prol da pacificação do Brasil, onde se inciava a Revolução Constitucionalista de 1932, que tinha o objetivo derrubar o governo provisório de Getulio Vargas e convocar uma Assembleia Nacional Constituinte  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/24931" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de julho de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Vítima de meningite, faleceu no dia 25 de julho de 1932, com apenas 26 anos de idade, sendo sepultada no Cemitério do Bonfim, na capital mineira. Na ocasião, Elza Pinheiro Guimarães e Anibal Vaz de Melo, representando Sociedade Cultural e Coligação dos Universitários Independentes, fizeram discursos enaltecendo as qualidades e a atuação de Elvira em favor dos &#8220;<em>fracos e oprimidos&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25121" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 27 de julho de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12646" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1932, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/11075" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de agosto de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120251/1987" target="_blank"><em>Nação Brasileira</em>, setembro de 1932</a>). O laudo da causa de sua morte foi contestado por sua família, que atribuiu seu falecimento precoce a um aneurisma cerebral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>A passagem do féretro, todo de branco, foi uma nota muito comovente, arrancando lágrimas a muitos dos circuntantes</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: right;">(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/9202" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de julho de 1932, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amélia Duarte, aluna de Direito da Faculdade de São Paulo, publicou um comentário sobre a morte de Elvira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12658" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1932, segunda coluna</a>).</p>
<p>A Aliança Nacional de Mulheres, que decretou luto de oito dias pelo falecimento de Elvira Komel, a homenageou  com a celebração de uma missa de sétimo dia na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. O Chefe do Governo Provisório, Getulio Vargas, foi convidado, não compareceu, tendo sido representado por seu ajudante de ordens, Amaro da Silveira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12661" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1932, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1804" target="_blank"><em>O Radical</em>, 1º de agosto de 1932, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/80714" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 6 de agosto de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19998" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/80714" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19998" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/missa.jpg" alt="Fon-Fon, de 1932" width="495" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/80714" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 6 de agosto de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A poetisa Ilka Labarthe (? &#8211; 1975) falou sobre a vida de Elvira em um programa da Rádio Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12701" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de julho de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi feita uma homenagem  a Elvira Komel na reunião da Aliança Nacional de Mulheres <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/25289" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/25289" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de agosto de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na passagem do trigésimo dia de seu falecimento, foi feita uma romaria a seu túmulo, em Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de agosto de 1932, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20015" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20015" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/romaria.jpg" alt="Correio da Manhã, 30 de agosto de 1932" width="252" height="241" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de agosto de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escritora e jornalista curitibana Rachel Prado (1891 &#8211; 1943) publicou um artigo sobre Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/360" target="_blank"><em>Brasil Feminino<em>, </em></em>dezembro de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20042" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/160733/360" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20042" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/linda.jpg" alt="Brasil Feminino, dezembro de 1932" width="298" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/160733/360" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Existia em Belo Horizonte o Grêmio Literário Elvira Komel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830461/221" target="_blank"><em>Lavoura e Commercio (MG)</em>, 3 de março de 1934, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2022</strong></span> &#8211; Foi inaugurada, em 25 de julho, na Praça da Lagoa, em sua cidade natal, uma estátua em sua homenagem, de autoria do escultor Fernando Poletti. <em>Em seu pronunciamento, o prefeito Décio dos Santos ressaltou a emoção daquele momento e destacou aos presentes o fato da estátua de Elvira Komel ter o pulso de sua mão direita fechado, simbolizando sua firmeza e determinação, enquanto o pulso da mão esquerda, em aberto, representa sua leveza e sensibilidade. &#8220;Nossa cidade é feita por muitas Elvira&#8221;, completou o chefe do Executivo.Durante a cerimônia, a presidente da OAB de Barão de Cocais, Aline Félix, fez a leitura do manifesto escrito por Elvira Komel durante a Revolução de 30 (<a href="https://www.baraodecocais.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/homenageando-um-dos-grandes-simbolos-cocaienses-prefeitura-inaugurou-hoje-estatua-de-elvira-komel/128904" target="_blank">Prefeitura de Barão de Cocais</a>)</em>. ***</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29022" style="width: 567px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.baraodecocais.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/homenageando-um-dos-grandes-simbolos-cocaienses-prefeitura-inaugurou-hoje-estatua-de-elvira-komel/128904" target="_blank"><img class="wp-image-29022 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/kommel.jpg" alt="kommel" width="557" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.baraodecocais.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/homenageando-um-dos-grandes-simbolos-cocaienses-prefeitura-inaugurou-hoje-estatua-de-elvira-komel/128904" target="_blank">Estátua de Elvira Komel / Prefeitura de Barão de Cocais</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>** Andrea C. T. Wanderley é editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>*** Essa informação foi colocada no artigo em 1º de agosto de 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CAMPOS, Raquel Discini de. <a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702013000501333" target="_blank">Floriano de Lemos no <em>Correio da Manhã</em>, 1906-1965</a>. Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.20  supl.1 Rio de Janeiro Nov. 2013</p>
<p>DUARTE, CARMO &amp; LUZ in <em>Mulheres em Minas: Lutas e Conquistas</em>. Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais – 25 anos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial.</p>
<p>DEL PRIORE, Mary (Org.).<em> História das mulheres no Brasil</em>. Coordenação de textos de Carla Bassanesi. São Paulo: Contexto, 1997</p>
<p>DEL PRIORI, Mary. <em>História e conversas de mulher</em>. São Paulo: Planeta Brasil, 2014</p>
<p>ENGLER, Isabel. <a href="https://rd.uffs.edu.br/bitstream/prefix/3503/1/ENGLER.pdf" target="_blank"><em>A primeira prefeita brasileira Alzira Soriano: o poder polpitico coronelístico, Lages/RN, 1928</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso  &#8211; Universidade Federal da Fronteira do Sul, Curso de História &#8211; Licenciatura, Chapecó, SC, 2019</p>
<p>GAMA, Lélia Vidal Gomes de. <em>Elvira Komel: uma estrela riscou o céu</em>. EDIÇÃO IMPRENSA OFICIAL DE BELO HORIZONTE, 1987</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HEYNEMANN, Claudia; RAINHO, Maria do Carmo. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Memória das lutas feministas i</a>n Brasiliana Fotográfica,</em> 8 de agosto de 2017.</p>
<p>PINTO, Celi Regina Jardim. <em>Uma história do feminismo no Brasil</em>. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo (coleção história do povo brasileiro) 2003.</p>
<p><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Portal da Câmara dos Deputados</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. <em>Brasil: uma biografia</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em>Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20</em>. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 1992</p>
<p><a href="https://aconteceonline.com.br/os-85-anos-de-morte-da-advogada-cocaiense-elvira-komel/" target="_blank">Site Acontece Online</a></p>
<p><a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/alianca-nacional-de-mulheres" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://doczz.com.br/doc/17225/mulheres-de-minas--lutas-e-conquistas" target="_blank">Site Mulheres de Minas- Lutas e conquistas</a></p>
<p><a href="http://www.mulher500.org.br/elvira-komel-1906-1932./" target="_blank">Site Mulher 500 anos atrás dos panos</a></p>
<p><a href="https://observatorio3setor.org.br/noticias/a-brasileira-que-desafiou-a-justica-para-defender-o-voto-feminino/" target="_blank">Site Observatório do Terceiro Setor</a></p>
<p><a href="https://www.tribunapr.com.br/mais-pop/quem-foi-rachel-prado/" target="_blank"><em>Tribuna do Paraná</em>, 19 de janeiro de 2013</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Inauguração da Estátua da Amizade em 4 de julho de 1931</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8553</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Jul 2017 12:08:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Estátua da Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[inauguração]]></category>
		<category><![CDATA[monumento]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Com dois registros do fotógrafo Augusto Malta (1864 - 1957), a Brasiliana Fotográfica lembra a história da Estátua da Amizade. Em 1922, no centenário da independência do Brasil, por iniciativa da Câmara de Comércio Norte-Americana no Brasil, foram angariados cerca de 40 mil dólares para a confecção de um monumento que simbolizasse a amizade entre os dois países. Foi presenteada ao país uma escultura de bronze, de autoria de Charles Keck (1875 - 1951). Só foi inaugurada em 4 de julho de 1931.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 683px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5071" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5071/001AM005002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="673" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5071" target="_blank">Augusto Malta. Inauguração da Estátua da Amizade em frente a Igreja de Santa Luzia, 4 de julho de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com dois registros do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, a Brasiliana Fotográfica lembra a história da Estátua da Amizade. Em 1922, no centenário da independência do Brasil, por iniciativa da Câmara de Comércio Norte-Americana no Brasil, foram angariados cerca de 40 mil dólares para a confecção de um monumento que simbolizasse a amizade entre os dois países. Foi presenteada ao país uma escultura de bronze de uma mulher, em pé, sustentando na mão esquerda os pavilhões norte-americano e brasileiro ornados com folhas de louro e, na direita, uma palma de louros.</p>
<p>A <em>Amicitia</em>, que ficou conhecida como Estátua da Amizade, de autoria de Charles Keck (1875 &#8211; 1951), tem pouco mais de 4 metros de altura, cerca de 9 toneladas e foi fundida nas oficinas de Henry Bonnard, em Nova York. Na época em que a escultura foi ofertada ao Brasil, o prefeito do Rio de Janeiro era Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930). Passaram-se as administrações de Alaor Prata (1882 &#8211; 1964) e de Antonio da Silva Prado Júnior (1880 &#8211; 1955) e a estátua permanecia guardada nos Armazéns da Companhia Expresso Federal (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5072" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de outubro de 1930, na penúltima e última colunas</a>).</p>
<p>Em 1931, sob a gestão do interventor federal Adolfo Bergamini (1886 &#8211; 1945), atendendo à solicitação de diversas personalidades e instituições, dentre elas o Centro Carioca, por iniciativa de Pedro Viana da Silva, diretor de Arborização e Jardins, o escultor Benevenuto Berna (1865 &#8211; 1940) finalmente concebeu um pedestal para a estátua: dois medalhões entrelaçados, com os bustos de George Washington e de José Bonifácio, com duas palmas, representando as duas nações, envolvidas por folhas de hera para simbolizar a amizade.</p>
<p>No dia da comemoração dos 155 anos da independência dos Estados Unidos, 4 de julho de 1931, o monumento foi inaugurado na confluência das avenidas Santos Dumont e presidente Wilson, em frente à igreja de Santa Luzia. Estavam presentes Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), chefe do Governo Provisório, Edwin Morgan, embaixador dos Estados Unidos, Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), ministro da Justiça e Assuntos Internos, além de várias outras autoridades e diplomatas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/14526" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de julho de 1931</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/7620" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de julho de 1931</a>). Foi um evento muito concorrido na cidade e o fotógrafo da prefeitura, Augusto Malta, não poderia deixar de registrar o acontecimento.</p>
<p>Onze anos depois, em 9 de julho de 1942, com um pedestal bem mais alto, a estátua foi reinaugurada na praça Quatro de Julho, em frente ao atual consulado dos Estados Unidos com a presença de diversas autoridades, dentre elas o prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), o embaixador norte-americano Jefferson Caffery e o ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_06/17940" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de julho de 1942</a>).</p>
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<div style="width: 689px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5072" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5072/001AM005001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="679" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5072" target="_blank">Augusto Malta. Inauguração da Estátua da Amizade em frente a Igreja de Santa Luzia, 4 de julho de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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		<title>Inauguração da estátua equestre de dom Pedro I, na atual Praça Tiradentes</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Mar 2017 14:57:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A estátua equestre de dom Pedro I (1798 - 1834), primeira escultura pública do Brasil, foi inaugurada na Praça da Constituição, atual Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro, em 30 de março de 1862, e uma grande festa cívica aconteceu na cidade para celebrar o acontecimento. Mas a ideia do projeto havia surgido, por iniciativa da Câmara Municipal, em 1825, 38 anos antes da inauguração do monumento. A Brasiliana Fotográfica lembra a efeméride com a publicação de três fotografias da estátua: uma de autoria de Augusto Stahl (1828 - 1877), uma de Manoel Banchiere e uma de Micheles. Na estátua, esculpida pelo francês Louis Rochet (1813 - 1878), dom Pedro I está proclamando a Independência do Brasil com o Manifesto às Nações na mão.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 359px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4005" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4005/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="349" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4005" target="_blank">Micheles (Fotógrafo); Rochet, Louis, 1813-1878; Mafra, João Maximiniano. Estátua equestre de Dom Pedro I, 1861. Paris, França / Acervo FBN</a></p></div>
<p style="text-align: left;">A estátua equestre de dom Pedro I (1798 &#8211; 1834), primeira escultura pública do Brasil, foi inaugurada na Praça da Constituição, atual Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro, em 30 de março de 1862 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/15544" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 31 de março de 1862</a>), e uma grande festa cívica aconteceu na cidade para celebrar o evento. Segundo Paulo Knauss, &#8220;<em>Esta inauguração consagrou a afirmação da escultura pública no Brasil e instalou uma tradição que atravessou os tempos até os dias de hoje</em>&#8220;. A inauguração estava programada para se realizar no dia 25 de março, data da ratificação da Constituição Brasileira de 1824, mas fortes chuvas adiaram o evento para o dia 30 de março (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/15524" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 26 de março</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/15544" target="_blank">31 de março de 1862</a>). O monumento foi colocado de frente para a Rua da Imperatriz em direção a então sede da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333" target="_blank">Academia Imperial de Belas Arte</a>s. Do outro lado, a Rua Sete de Setembro levava até a praça da estátua, estabelecendo a ligação com a sede do governo, que ficava no Largo do Paço.</p>
<p style="text-align: left;">A ideia do projeto de construção de uma estátua em homenagem a dom Pedro I havia surgido, por iniciativa da Câmara Municipal, em 1825, 38 anos antes da inauguração do monumento. A Brasiliana Fotográfica lembra a efeméride com a publicação de três fotografias da estátua: uma de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, uma de Manoel Banchiere, que nessa época possuía um estabelecimento fotográfico na Rua do Hospício, 104; e uma de Micheles. Na estátua, esculpida pelo francês Louis Rochet (1813 &#8211; 1878), que foi agraciado com a comenda Ordem de Cristo, dom Pedro I está proclamando a Independência do Brasil com o <em>Manifesto às Nações</em> na mão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/15548" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de abril de 1862, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No monumento, as principais datas da vida do homenageado estão inscritas no gradil: 12 de outubro de 1798 (nascimento) – 6 de novembro de 1817 (casamento com dona Leopoldina) – 9 de janeiro de 1822 (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7087" target="_blank">Dia do Fico</a>) – 13 de maio de 1822 (tornou-se Defensor Perpétuo do Brasil) – 12 de outubro de 1822 (aclamação como imperador do Brasil) – 1 de dezembro de 1822 (coroação) – 25 de março de 1824 (ratificação da primeira Constituição Brasileira) – 17 de outubro de 1829 (casamento com dona Amélia). No pedestal, há imagens de animais e indígenas em quatro alegorias dos rios nacionais. A do rio São Francisco traz um indígena sentado perto de uma capivara e de um tamanduá bandeira; a do rio Madeira, é representada por um indígena com arco e flexa em um movimento de disparo junto a uma ave, um peixe e uma tartaruga; a do rio Amazonas mostra uma indígena com uma criança nas costas, um indígena com os pés sobre um jacaré e uma arara; e, finalmente, a do rio Paraná, tem como alegoria um indígena segurando uma flexa e uma indígena. Os brasões das vintes províncias imperiais também estão representados. Abaixo da estátua está escrito &#8220;D. Pedro I, gratidão dos brasileiros&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/108" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da estátua equestre de dom Pedro I disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 780px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3579" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3579/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="770" height="659" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3579" target="_blank">Manoel Banchieri. Estátua equestre de Pedro I, 1862. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Câmara Municipal, centro político do movimento de independência no Brasil, lançou o projeto da construção de uma estátua equestre de dom Pedro I, em 1825 (<em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/5280">11 de maio</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/5472">14 de julho</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/5778">17 de outubro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/5850">8 de novembro </a> e <a href="http:/http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/5854">9 de novembro</a> de 1925; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/719730/30" target="_blank"><em>O Despertador Constitucional</em>, 24 de maio de 1825</a>) .</p>
<p>No dia 13 de maio de 1825, foi solicitada a dom Pedro I permissão para levá-la a efeito:</p>
<p>“Senhor – O Senado da Câmara desta muito leal e heroica cidade do Rio de Janeiro, tendo sido até aqui fiel intérprete dos sentimentos da nação brasileira e executor dos seus desejos em todas as épocas memoráveis da sua feliz emancipação, sondando atualmente a opinião pública, tem penetrado ser sua vontade que a muito leal e poderosa pessoa de V. M. I. se inaugurasse um monumento público que, fazendo recordar a presente e futuras gerações à memória dos altos feitos de V. M., possa ao mesmo tempo servir de eterno padrão da sua sensibilidade e de sua gratidão.</p>
<p>Neste sentir, pois, Senhor, o Senado da Câmara se apressa a rogar a V. M. I. queira benigno permitir-lhe a faculdade de poder dar o primeiro passo para tão augusta e magnânima empresa, lisonjeando-se de a pedir neste feliz aniversário já tão memorável nos fastos da nação.</p>
<p>Digne-se, pois, V. M., acolhendo benignamente a súplica do Senado desta cidade, anuir aos ardentes desejos dele, do povo por quem representa e, sem receio de errar, se pode dizer de todo o povo do Império. – O presidente, Lúcio Soares Teixeira de Gouveia. – Os vereadores, Manuel Frazão de Sousa Rondon, Antônio Gomes de Brito, Lourenço Antônio do Rego. – Procurador interino, José Agostinho Barbosa.”</p>
<p>O Imperador respondeu:</p>
<p>“Acato a lembrança do Senado e agradeço”.</p>
<p style="text-align: left;">O pintor Jean-Baptiste Debret (1768 &#8211; 1848) e o arquiteto Grandjean de Montigny (1776 &#8211; 1850), membros da Missão Francesa que havia chegado no Rio de Janeiro em 1816, faziam parte da comissão formada para encarregar-se do plano da estátua equestre. Os artistas e irmãos franceses Zeferino (1797 &#8211; 1851) e Marcos Ferrez (1788 &#8211; 1850) fizeram parte da lista de subscritos para a construção da estátua do imperador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/6018"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 28 de dezembro de 1825</a>). O homenageado autorizou o projeto e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo de Santana</a>, onde ele havia sido aclamado, em 1822, foi escolhido para abrigar o monumento. Porém, a situação política que levou à abdicação do monarca, em 1831, deu fim ao empreendimento, para o qual Grandjean de Montigny (1776 &#8211; 1850) já havia preparado dois projetos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=706795&amp;PagFis=2052"><em>Aurora Fluminense</em>, de 11 de abril de 1831</a>).</p>
<p>No fim da década, em 1839, houve uma reunião na casa de Francisco Vilela Barbosa, o marquês de Paranaguá (1769 &#8211; 1946), quando formou-se uma comissão para a retomada do projeto da estátua equestre. Além do anfitrião, faziam parte da comissão Paulo José de Mello (1779 &#8211; 1848), José Antonio Lisboa (1777 &#8211; 1850), Cornélio Ferreira (1802 &#8211; 1878), Maciel Monteiro (1804 &#8211; 1868) e Manoel Manoel de Araújo Porto-Alegre (1806 &#8211; 1879). Este último proferiu um discurso, em 23 de abril de 1839, sobre a necessidade de construir-se uma estátua em homenagem a dom Pedro I e para esse fim continuar a subscrição para o projeto e arrecadar o produto da antiga, que estaria depositado no Tesouro Nacional.  Foi encaminhada à regência uma petição com esse objetivo. O senador Bernardo Pereira de Vasconcellos (1795 &#8211; 1850) nomeou José Antonio Lisboa (1777 &#8211; 1850) presidente da comissão, mas, devido às circunstâncias políticas, após uma viagem à Europa, Lisboa adiou as providências para o desenvolvimento do projeto.</p>
<p>Em 1840, um leitor do <em>Diário de Rio de Janeiro</em>, que se identificou como <em>Um do povo</em>, enviou uma carta ao jornal cobrando a realização da estátua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/22490"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 14 de janeiro de 1840, na primeira coluna</a>). Outro, que se identificou como <em>O Curioso</em>, perguntava para onde havia ido o produto da subscrição aberta <em>nesta corte e em melhores tempos para a a estátua equestre do FUNDADOR DO IMPÉRIO, o sr. Dom Pedro 1º</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/25466"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 29 de julho de 1842, na primeira coluna</a>). Em 1844, Porto Alegre conversou com o senador José Clemente (1787 &#8211; 1854) que revelou o desejo de retomar o plano de construção da estátua. Para isso, pediu toda a documentação e também encomendou um desenho a Porto Alegre. Mais uma vez as circunstâncias políticas desviaram a atenção ao projeto. Em 1846, um leitor, <em>Um brasileiro de 1822</em>, felicitava o sr. Dias da Motta por ter feito uma proposta à Câmara de Deputados, uma moção pedindo a execução do monumento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/25466"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 28 de julho de 1846, na primeira coluna</a>).</p>
<div id="attachment_7938" style="width: 284px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/estatua.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-7938 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/edital-274x300.jpg" alt="edital" width="274" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/estatua.jpg" target="_blank">Diário do Rio de Janeiro, 23 de outubro de 1854.</a></p></div>
<p>Finalmente, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro deliberou, em sessão extraordinária de 7 de setembro de 1854, sob a presidência de Francisco Lopes da Cunha (? &#8211; 1874) e por proposta de Roberto Jorge Haddock Lobo (1817 &#8211; 1869), a retomada da intenção da construção da estátua e foi aberta uma subscrição pública para esse fim (<em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/estatua.jpg" target="_blank">23 de outubro de 1854, na penúltima coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/40533" target="_blank">24 de outubro de 1854, na primeira coluna</a>). Em 24 de setembro de 1854, aconteceu a primeira sessão da comissão nomeada pela Câmara Municipal para a construção da estátua equestre de dom Pedro I, na casa do conselheiro Eusébio de Queiroz Coutinho Mattoso Câmara (1812 -1868), presidente da comissão &#8211; ele passou para a história como o autor da Lei Eusébio de Queiroz, que reprimia o tráfico de escravos, e do Código Comercial, ambos de 1850. Faziam parte da comissão o barão do Bonfim (1790 &#8211; 1873), Manoel de Araújo Porto-Alegre (1806 &#8211; 1879), João Antonio de Miranda (1805 &#8211; 1861), Polydoro Jordão (1802 &#8211; 1879), João Affonso Lima Nogueira, Joaquim Norberto de Souza e Silva (1820-1891) e Roberto Jorge Haddock Lobo (1817 &#8211; 1869). Foi divulgada a convocação de a<em>rtistas nacionais e estrangeiros a apresentarem em concurso um pensamento para a execução de uma estátua equestre em bronze</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/40421" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 23 de setembro de 1854, na terceira coluna</a>). <span style="color: #333333;">No mesmo ano, 1854, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro passou a apoiar a iniciativa e foi justamente Manuel de Araújo Porto-Alegre, um de seus membros e também professor da Academia Imperial de Belas Artes, quem defendeu, no jornal <em>O Guanabara</em>, a opção pela estátua equestre associada ao gesto que traduz o ato da Independência.</span></p>
<p>Em 2 de janeiro de 1855, foi enviada a proposta do artista francês Louis Rouchet (1813 &#8211; 1878) ao presidente da comissão, Eusébio de Queiroz Coutinho Mattoso Câmara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/41458" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de junho de 1855, na quarta coluna</a>). Foi realizada, na Academia de Belas Artes, a entrega dos projetos para a escolha do escultor da estátua (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/41066" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 11 de março de 1855, na segunda coluna</a>). De 27 de junho a 11 de julho de 1855, os desenhos e projetos apresentados para a escultura ficaram expostos na Academia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/41489" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 27 de junho de 1855, na quinta coluna</a>). Uma coluna foi dedicada à crítica aos projetos, e, segundo a crítica, nenhum deles era satisfatório (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/41516" target="_blank"><em>Diário de Rio de Janeiro</em>, 4 de julho de 1855, na primeira coluna</a>). Três dos 35 inscritos para o projeto da escultura foram premiados e o professor substituto de Pintura Histórica da Academia Imperial das Belas Artes, o brasileiro João Maximiano Mafra (1823 &#8211; 1908), ficou em primeiro lugar. O artista alemão Ludwig Georg Bappo (Luiz Jorge Bappo), em segundo, e o francês Louis Rochet (1813 &#8211; 1878), em terceiro. Estavam subscritos com os pseudônimos de “Independência ou Morte”, “Dem berten strebe nack” e “Vivere arbitratu suo”, respectivamente. Na ocasião não ficou decidido o artista que executaria o monumento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/41738" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 30 de agosto de 1855, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/9016" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de setembro de 1856, na sexta coluna</a>). Porém, em artigo de Porto Alegre, na segunda edição da <a href="http://memoria.bn.br/docreader/181773/417" target="_blank"><em>Revista Popular de 1859</em></a>, ele afirmava que Rochet havia ficado em primeiro lugar no concurso e João Maximiano Mafra em segundo. De acordo com o historiador Paulo Knauss, foi devido a dificuldades técnicas para a confecção da obra no Brasil que coube ao francês Louis Rochet (1813 &#8211; 1878) a tarefa de desenvolver em seu ateliê parisiense o projeto de Mafra <em>reorganizado</em> por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43192" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 21 de abril de 1856, na terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2153" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2153/007A5P3F05-15.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="636" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2153" target="_blank">Augusto Stahl. Praça da Constituição, atual praça Tiradentes, destaque para a estátua equestre de Pedro I, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 12 de outubro de 1855, data de aniversário de dom Pedro I, aconteceu a primeira cerimônia pública dos trabalhos no monumento. O malhete que bateu a primeira estaca foi guardado no Instituto Histórico Geográfico Brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/41910" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de outubro de 1855, na quarta coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/9177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 13 de outubro de 1855, na segunda coluna</a>). Cerca de um ano depois, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II </a>foi à Academia de Belas Artes para ser apresentado <em>aos riscos e modelos da estátua equestre</em> de seu pai (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43796" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 24 de setembro de 1856, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Em 8 de julho de 1856, o escultor Louis Rochet chegou ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/12076" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 9 de julho de 1856, na segunda coluna</a>). Retornou à Europa em 29 de outubro de 1856 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43938" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 29 de outubro de 1956, na terceira coluna</a>). Em 19 de outubro de 1861, a bordo do navio <em>Reine du Monde, </em>vindo do Havre, na França<em>,</em> chegaram ao Rio a estátua equestre e o pedestal do monumento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4963" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1861, na última coluna</a>). Rochet voltou ao Brasil, a bordo do navio francês Bearn, em 17 de novembro de 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709719/2334" target="_blank"><em>Courrier du Brésil</em>, 24 de novembro de 1861, na primeira coluna</a>) para fazer o levantamento do monumento. Sua pedra fundamental foi lançada em 1º de janeiro de 1862 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/15218" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 7 de janeiro de 1862, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Como já mencionado, a inauguração estava programada para acontecer no dia 25 de março de 1862, mas fortes chuvas adiaram o evento para o dia 30 de março (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/15524" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 26 de março</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/15544" target="_blank">31 de março de 1862</a>). Rochet partiu do Rio de Janeiro em abril de 1862 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/15638" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 25 de abril de 1862, na segunda coluna</a>). A estátua foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, em 26 de setembro de 1978.</p>
<p>Um pequeno histórico do monumento foi publicado no<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/15301" target="_blank"><em> Diário de Notícias</em> de 5 de setembro de 1943</a>. Há uma história curiosa sobre as imagens dos indígenas que estão nas laterais do monumento. Durante algum tempo, acreditou-se que eram obras do célebre escultor francês Auguste Rodin (1840 &#8211; 1917), mas, segundo a biografia de Louis Rochet, escrita por seu sobrinho, André Rochet, a informação de que Rodin <em>teria trabalhado no ateliê do do tio surgiu no Brasil, de uma “opinião puramente pessoal” formulada pelo colecionador Djalma Hermes da Fonseca </em>(<a href="http://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/10/quem-disse-que-esse-e-um-rodin.html" target="_blank"><em>Época, </em>27 de outubro de 2016</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23286" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152115" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23286" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/capadompedro.jpg" alt="Fon-Fon, 7 de setembro de 1922" width="482" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152115" target="_blank"><em>Aspecto da inauguração solene, no largo do Rocio, em dezembro de 1892, da estátuta equestre de D. Pedro I, primeiro Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Ampliação feita duma litografia da época, existente no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro /  Fon-Fon</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A estátua foi reformada pela prefeitura do Rio para a comemoração do bicentenário da Independência do Brasil, em setembro de 2022.  No início de dezembro do mesmo ano foi vandalizada: teve pelo menos oito estrelas de ferro instaladas na parte superior de um gradil que a protege furtadas e cinco pedaços do gradeamento, em forma de seta e instalados na parte inferior, também foram levados.**</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Intervenção na estátua equestre de dom Pedro I proposta por Diambe da Silva, realizada em janeiro de 2020*</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Em janeiro de 2020, <em> por volta das dez horas da noite, um grupo de vinte pessoas chegou à praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro, carregando roupas, tonéis de gasolina e palitos de fósforo. Era o dia de &#8220;Devolta&#8221; uma proposição artística de Diambe da Silva que buscou intervir no território onde hoje está a estátua equestre de Dom Pedro I.&#8221;</em></p>
<p>Assim Pollyana Quintela inicia o texto <em><a href="https://www.revistaapalavrasolta.com/post/dom-pedro-i-sitiado-contrausos-para-a-primeira-escultura-p%C3%BAblica-do-brasil?fbclid=IwAR16ykn2jMvuLenfVRrBl4E-Plco_edhGtwa6D1-SoxGw7xL4cAXVgRJiOk" target="_blank">Dom Pedro I sitiado: contrausos para a primeira escultura pública do Brasil</a>, </em>publicado na revista <em>Palavra Solta</em>, em 22 de junho de 2020, onde a autora propõe uma reflexão em torno, imagem, poder, memória e iconoclastia a partir de uma intervenção artística realizada por Diambe da Silva com a participação de Agrade Camíz, Agripina Manhattan, Ana Almeida, Carla Villa Lobos, Clara Tito, Camilla Braga, Daniel Sepulveda, Derrete, Gilson Plano, Julia Quimera, Laís Amaral, Lorena Pini, Mayara Velozo, Nel da Silva, Pamella Magno, Raphael Cruz, Rodrigo Rosm, Sophia Pinheiro e Walla Capelobo. O grupo foi acompanhado pelos advogados Lucas van Hombeeck e Marianna Borges Soares. A intervenção em imagens públicas podem recriá-las e ressignificá-las.</p>
<p>&#8220;<em>Naquela noite de janeiro, o grupo de artistas circundou o monumento com peças de roupas, em seguida rasgadas, cuidadosamente embebidas de gasolina e incendiadas. A ação aconteceu ao som de “Resplandescente”, de Ventura Profana, enquanto alguns integrantes faziam fotos e vídeos. Laminas lascivas, nossa brasa é fogo ardente, entoava a música da cantora negra, travesti e nordestina. Tudo não durou mais de 30 minutos. Quando a polícia chegou, o grupo, como a fumaça, já havia se dispersado sem confronto</em>&#8220;<em>.</em></p>
<p>Nesse momento da história, depois da morte do norte-americano George Floyd (1973 &#8211; 2020), covardemente assassinado, em 25 de maio de 2020, por um policial em Mineápolis, cujas últimas palavras foram &#8220;Eu não posso respirar&#8221;, diversos monumentos considerados racistas foram derrubados em diferentes países como, por exemplo, a estátua do comerciante de escravizados, Edward Colston (1636 &#8211; 1721), em Bristol, na Inglaterra; e, na Bélgica, um busto do rei Leopoldo II (1835 &#8211; 1909), colonizador do Congo. Que destino seria dado a essas imagens?</p>
<p>A questão está posta e a discussão em torno do tema apresenta soluções bastante divergentes&#8230;&#8221;<em>deslocá-las para museus, onde poderão ser recontextualizadas e debatidas criticamente; acompanhá-las de texto explicativo que pondere sobre o que representam; transformá-las a partir de apropriações e reconfigurações contemporâneas, com a colaboração de artistas e outros agentes, ou mesmo destruí-las</em>. O que fazer com elas?</p>
<p>História é matéria viva e sempre reescrita.</p>
<p>Ainda segundo Pollyana Quintela<em>: Aliás, a cada estátua derrubada, atualizamos a constatação de que o passado está vivo no modo como construímos nossas memórias coletivas.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse trecho do artigo foi acrescentado no dia 15 de julho de 2020.</p>
<p>** Este parágrafo foi acrescentado em 2 de dezembro de 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>KNAUSS, Paulo. <em><a href="http://www.dezenovevinte.net/obras/pknauss.htm" target="_blank">A festa da imagem: a afirmação da escultura pública no Brasil do século XIX</a></em>. 19&amp;20, Rio de Janeiro, v.V, n.4, out/dez. 2010.</p>
<p>KNAUSS, Paulo. <a href="http://www.revistadehistoria.com.br/secao/perspectiva/as-margens-do-pedestal" target="_blank"><em>Às margens do pedestal</em></a>. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, julho de 2016.</p>
<p>QUINTELA, Pollyana. <a href="https://www.revistaapalavrasolta.com/post/dom-pedro-i-sitiado-contrausos-para-a-primeira-escultura-p%C3%BAblica-do-brasil?fbclid=IwAR16ykn2jMvuLenfVRrBl4E-Plco_edhGtwa6D1-SoxGw7xL4cAXVgRJiOk" target="_blank"><em>Dom Pedro I sitiado: contrausos para a primeira escultura pública do Brasil</em> </a>in Revista Palavra Solta, 22 de junho de 2020.</p>
<p>RIBEIRO, Maria Eurydice de Barros. “Memória em Bronze: A estátua equestre de D. Pedro I”. In: Knauss, Paulo (org.). <em>Cidade Vaidosa. Imagens Urbanas do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Sete Letras, 1999.</p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/253" target="_blank">Site Instituto Estadual do Patrimônio Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=76" target="_blank">Site Inventário dos Monumentos</a></p>
<p><a href="http://dpedroiv.pt/cronologia" target="_blank">Site Palácio Nacional de Queluz</a></p>
<p><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/reformada-escultura-mais-antiga-brasil-depredada-pedro-i-praca-tiradentes/" target="_blank"><em>Veja Rio</em>, 2 de dezembro de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;">A Brasiliana Fotográfica fez também uma extensa pesquisa na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</span></p>
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		<title>A viagem dos reis da Bélgica ao Brasil sob as lentes de Guilherme Santos</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2016 14:14:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesse segundo post sobre a viagem dos reis da Bélgica ao Brasil em 1920, a Brasiliana Fotográfica  conta um pouco dessa história e disponibiliza para seu leitores fotografias do acontecimento produzidas pelo fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 - 1966), guardadas no acervo do Instituto Moreira Salles. A visita do rei Alberto I da Bélgica (1875 - 1934) ao Brasil, entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920, foi a primeira realizada por uma monarca europeu à América do Sul. Ele veio acompanhado de sua esposa, a rainha Elizabeth (1876 - 1965), e o filho do casal, o príncipe Leopoldo (1901 - 1983), futuro rei Leopoldo III, juntou-se a eles no princípio de outubro. Durante sua estadia no país, o casal real foi sempre aclamado pela população e os jornais comumente referiam-se ao soberano como o "rei herói" ou o "rei soldado", devido à sua atuação na Primeira Guerra Mundial. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse segundo artigo sobre a viagem dos reis da Bélgica ao Brasil em 1920, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco dessa história e disponibiliza para seu leitores fotografias do acontecimento produzidas pelo fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545">Guilherme Santos (1871 – 1966)</a>, guardadas no acervo do Instituto Moreira Salles. No primeiro artigosobre o assunto, “<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123">Viagens do encouraçado São Paulo conduzindo os reis belgas em visita oficial ao Brasil</a>“, publicado no último dia 19, foram destacadas as imagens da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, insitituição parceira do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 806px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4721" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4721/002080RJ1213.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="796" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4721" target="_blank">Guilherme Santos. Chegada dos reis da Bélgica &#8211; Carro a Dumond vendo-se o rei Alberto I e o presidente Epitácio Pessoa, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A visita do rei Alberto I da Bélgica (1875 – 1934) ao Brasil, entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920, foi a primeira realizada por uma monarca europeu à América do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/775"><em>A Noite</em>, 2 de junho de 1920</a>). Ele veio acompanhado de sua esposa, a rainha Elisabeth (1876 – 1965), e o filho do casal, o príncipe Leopoldo (1901 – 1983), futuro rei Leopoldo III, juntou-se a eles no princípio de outubro. Durante sua estadia no país, o casal real foi sempre aclamado pela população e os jornais comumente referiam-se ao soberano como o “rei herói” ou o “rei soldado”, devido à sua atuação na Primeira Guerra Mundial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/1674"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de abril de 1920</a>).</p>
<p>Em artigo assinado pelo jornalista e escritor Gilberto Amado (1887 – 1969) foi ressaltada a capacidade do “grande rei católico” de conciliar em sua pessoa “o espírito democrático do nosso tempo com as tradições da velha casa dinástica” e sua visita ao Brasil seria, então, “um extraordinário acontecimento que representa uma honra para o Brasil e uma glória para o governo que o propicia” e uma oportunidade para o povo brasileiro “aclamar uma das mais belas figuras morais do mundo moderno” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/2059"><em>O Paiz</em>, 14 de junho de 1920</a>). Segundo o primeiro-ministro belga, Léon Delacroix (1867 – 1929), a viagem teria como consequência uma estreita aproximação comercial entre os dois países (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/2988"><em>O Paiz</em>, 4 de setembro de 1920</a>). De fato, um dos frutos da viagem foi a criação da Companhia Belgo Mineira, em 1921.</p>
<p>O convite formal para a viagem dos reis da Bélgica foi feito pelo delegado do Brasil na Conferência de Versalhes, em 1919, Epitácio Pessoa. Foi precedida por vários preparativos como a reforma do Palácio da Guanabara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/1452"><em>O Paiz</em>, 27 de abril de 1920</a>), o restabelecimento da Ordem do Cruzeiro – criada por Dom Pedro I, em 1822, e extinta com a proclamação da República (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/1378"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de junho de 1920</a>) – , e a criação de um protocolo para recebê-los. Vários eventos foram programados para recepcionar os reis, desde festas públicas a jantares protocolares e visitas a instituições como ao Jardim Botânico e ao Instituto Oswaldo Cruz. Os soberanos também foram a São Paulo e a Minas Gerais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/96" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da viagem dos reis da Bélgica ao Brasil em 1920, de autoria de Guilherme Santos e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/95" target="_blank">Reveja as fotografias do encouraçado São Paulo e de outros aspectos da viagem dos reis da Bélgica ao Brasil em 1920, do acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</a> publicadas no post do dia 19 de setembro, </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123%20" target="_blank"><em>Viagens do Encouraçado São Paulo conduzindo os reis belgas em visita oficial ao Brasil.</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Cronologia da viagem dos reis da Bélgica ao Brasil em 1920</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5728" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3161"><img class="  wp-image-5728" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/reis-300x175.jpeg" alt="reis" width="593" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3161" target="_blank">Ilustração da primeira página de <em>O Paiz</em> de 19 de setembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>19/09</strong></span> – Chegada dos reis da Bélgica, Alberto I e Elisabeth, ao Rio de Janeiro, a bordo do encouraçado <em>São Paulo</em>. Desembarcaram no cais Mauá e a população os  recebeu de forma “apoteótica”. Seguiram com o presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 – 1942), pela avenida Rio Branco, até o Palácio Guanabara, onde alunas do Instituto Nacional de Música e do Liceu Francês cantaram o hino da Bélgica, <em>La Brabançonne</em>. Na avenida Rio Branco, senhoritas da Cruz Vermelha venderam mais de 3500 <em>edelweiss </em>e 1500 laços com as cores da Bélgica em favor da Cruzada Nacional contra a Tuberculose.<em> </em>Às 18h, realização do círculo diplomático, quando os reis foram apresentados a vários embaixadores. O casal real chegou ao Palácio do Catete, às 17:35, para a visita protocolar ao presidente da República. Voltaram para o Palácio da Guanabara e, à noite, foram a um jantar íntimo no Palácio do Catete. Estavam presentes além dos reis, do presidente e da primeira-dama, a senhorita Laurita Pessoa e a condessa de Chimay (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/3316"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de setembro de 1920</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>20/09</strong> </span>– Às 11h, no Palácio da Guanabara, os reis da Bélgica receberam os representantes do Congresso Nacional e outras autoridades. Às 15h, o rei Alberto I foi recebido no Palácio Monroe, para onde foi acompanhado pelo presidente da República. Foi saudado pelo presidente do Senado, Antonio Azeredo (1861 &#8211; 1936), e pelo presidente da Câmara, Bueno Brandão (1858 &#8211; 1931). Às 16h, seguiu então para o Supremo Tribunal Federal. Foi saudado pelo ministro André Cavalcanti (1834 &#8211; 1927). À noite, realização de um banquete para os reis no Palácio do Catete (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3179"><em>O Paiz</em>, 21 de setembro de 1920)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>21/09</strong></span> – Pela manhã, o rei Alberto I foi tomar um banho de mar em Copacabana. Depois deu uma volta de carro pelo Centro, pela Glória e por outros pontos da cidade. Visitou a igreja da Candelária. A rainha Elisabeth também foi tomar um banho de mar em Copacabana. À tarde, em companhia do presidente da República e da primeira-dama, o casal real foi visitar a Escola Nacional de Belas Artes e o Instituto Histórico e Geográfico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3191"><em>O Paiz</em>, 22 de setembro de 1920</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4725" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4725/002080Vol02Cx0602.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="313" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4725" target="_blank">Guilherme Santos. Alberto I, o Rei da Bélgica, em trajes de banho na praia, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>22/09 </strong></span>- Pela manhã, em horários diferentes, o rei e a rainha voltaram a Copacabana onde tomaram um banho de mar. O rei, depois, passeou pelo bairro. À tarde, o rei Alberto I foi ao Segundo Regimento da Cavalaria, onde montou a cavalo. Depois, a rainha Elisabeth chegou em companhia de Epitácio Pessoa. Foi realizada uma parada militar, quando o rei passou em revista as tropas, tendo sido aclamado pela multidão que assistia ao cortejo. À noite, foram ao Corcovado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3201"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1920</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>23/09</strong></span> – Às 11h, os reis receberam no prédio da legação da Bélgica, em Botafogo, os membros da colônia belga residentes no Rio de Janeiro. Foi oferecido um cheque de 50 mil francos para as obras de caridade da rainha. Dois pescadores portugueses ofereceram ao casal um cherne de cerca dede 80 quilos. Acompanhados pelo ministro da Bélgica, uma comissão dos presidentes das associações francesas do Rio de Janeiro visitaram a rainha e ofertaram um cheque de 25 mil francos para a Obra de Beneficência Belga. À tarde, o rei foi visitar o Colégio Militar em companhia de Epitácio Pessoa. Foram recebidos pelo ministro da Guerra. Os alunos jogaram pétalas de rosas no rei. Suas majestades visitaram o Pão de Açúcar, onde foi servido um chá.  À noite, no salão nobre do Club dos Diários, realização de uma solenidade promovida pelas associações científicas e literárias em homenagem aos reis. Foram saudados pelo barão Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938), presidente do Conselho Superior de Ensino e reitor da Universidade, após ouvirem a protofonia do “O Guarany”. O presidente do Instituto Histórico e Nacional, Afonso Celso (1860 &#8211; 1938), ofereceu a sua majestade o título de presidente honorário da mencionada instituição. O rei Alberto I condecorou o sr. Ramiz Galvão com a Ordem de Leopoldo II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3213"><em>O Paiz</em>, 24 de setembro de 1920</a>). A congregação dos professores da Academia de Comércio do Rio de Janeiro, por proposta de seu diretor, Cândido Mendes de Almeida (1866 &#8211; 1939), aclamou o rei Alberto I professor <em>honoris causa</em> da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3238"><em>O Paiz</em>, 26 de setembro de 1920</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>24/09</strong></span> – O rei começou o dia com o usual banho de mar em Copacabana. Depois, a bordo de uma lancha, passeou pela baía de Guanabara. A rainha ficou no Palácio da Guanabara lendo sua correspondência. O rei foi, ainda pela manhã, passear pela Floresta da Tijuca. Almoçou com sua comitiva no Hotel do Itamaraty. Uma curiosidade: o rei apreciou muito o bacalhau à brasileira, um dos pratos servidos, que chegou a repetir. Continuou então o passeio, escalou o Pico da Tijuca e ficou entusiasmado com a beleza da natureza. Chegou ao Palácio da Guanabara, às 18h. O major Mario Coutinho, intendente do palácio do governo, e vários oficiais do encouraçado <em>São Paulo</em> foram condecorados pelo rei Alberto I com o oficialato do rei Leopoldo II. Noticiou-se que as negociações para a reabertura da Câmara de Comércio Belgo Brasileira estavam intensificadas. Em Bruxelas, foi aceita a proposta para a criação da cátedra de português na Universidade da Bélgica. Nos cinemas da capital da Bélgica, foram projetados filmes sobre o Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3225"><em>O Paiz</em>, 25 de setembro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">25/09</span> – </strong>O rei começou o dia com o usual banho de mar em Copacabana. No meio da manhã, foi para o Derby Club, onde a colônia belga havia preparado uma recepção para o soberano. Às 14h, Alberto I foi com o presidente Epitácio Pessoa visitar o Instituto Oswaldo Cruz (Manguinhos). Foram recebidos pelo doutor Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934) e seus assistentes. Às 17h, a rainha Elisabeth foi visitar o Museu Nacional, tendo sido recebida pelo professor Bruno Lobo (1884 &#8211; 1945), diretor da instituição, que a presentou com um livro contendo os arquivos do museu ”ricamente encadernado”. O ministro da Marinha, Raul Soares (1877 &#8211; 1924), foi convidado para o almoço que os reis ofereceram no dia 26 na legação da Bélgica. O casal real foi visitado, no Palácio da Guanabara, por Max Fleuiss (1868 &#8211; 1943), Carlos de Laet (1847 &#8211; 1927), Ramiz Galvão (1846 -1938) e por Fontoura Xavier (1856 &#8211; 1922), embaixador do Brasil em Londres. A imprensa belga elogiou o Brasil e os brasileiros pela acolhida a seus soberanos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3237"><em>O Paiz</em>, 26 de setembro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">26/09</span> -</strong> Apesar da chuva, os soberanos iniciaram o dia com um banho de mar em Copacabana. O rei foi seguido pelas senhoritas Zoraida Cavalcanti e Angelina Cock. Em seu passeio até o Leme, foi presenteado por uma caixa de charutos pela baiana Alva Leoni, filha do deputado baiano Arlindo Leoni (1869 &#8211; 1936). Às 9 horas, o casal assistiu à missa solene realizada no Palácio São Joaquim pelo cardeal Arcoverde (1850 &#8211; 1930). Almoçaram no Palácio da Guanabara, onde foram visitados por Hilário de Gouveia (1843 &#8211; 1923), sr. e sra. Bento Oswaldo Cruz, e pelo senador Irineu Machado (1872 &#8211; 1942). Moradores da estação do Encantado mandaram uma carta para o diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil pedindo que o nome da estação fosse mudado para Sua Majestade Elisabeth. Com a presença de Epitácio Pessoa e do casal real, realização no Derby Club de um páreo com o nome de Alberto I (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3253"><em>O Paiz</em>, 27 de setembro de 1920</a>). Cerca de 35 mil pessoas compareceram ao estádio do Fluminense para participar da homenagem aos reis belgas. Segundo a imprensa: “foi uma apoteose sem igual!”. Cerca de 1500 jogadores de futebol, dos clubes da Liga Metropolitana, desfilaram para o casal real. Realizou-se uma partida de futebol entre os times da zona norte e da zona sul da Liga Metropolitana. A zona sul venceu por 3 a 0 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3254"><em>O Paiz</em>, 27 de setembro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">27/09</span> – </strong>O soberano belga começou o dia com seu habitual banho de mar em Copacabana. Às 11:15, o rei recebeu no Palácio da Guanabara a imprensa brasileira. Saudou os jornalistas e Raul Pederneiras (1874 – 1953), presidente da Associação de Imprensa, apresentou a ele cada diretor de jornal presente à cerimônia. Na sede da legação da Bélgica, na praia de Botafogo, o rei Alberto ofereceu um almoço ao presidente da República, Epitácio Pessoa. Depois foram juntos, acompanhados pelo prefeito do Rio, Carlos Sampaio (1861 – 1930), e por outras autoridades dar um longo passeio pela Tijuca. Voltaram pela Gávea e o rei inaugurou oficialmente a avenida Niemeyer. A rainha Elisabeth visitou o Instituto Oswaldo Cruz (Manguinhos). À noite, jantaram no Palácio da Guanabara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3263"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1920</a>). Abaixo, uma fotografia da Avenida Niemeyer, dias antes de sua inauguração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4269"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4269/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.AM.NG.1129.2254.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4269">Augusto Malta. Obras na Avenida Niemeyer, 12 de setembro de 1920. Rio de Janeiro / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">28/09</span> –  </strong>Os reis belgas e a comitiva real foram para Teresópolis em companhia de Epitácio Pessoa e outras autoridades. Seguiram no vapor <em>Presidente</em> até a estação Piedade, onde passaram para um trem especial da Estrada de Ferro Teresópolis. O casal real ficou hospedado no palacete do sr. Sloper. Almoçaram no bosque da Caixa d´Água e depois visitaram o salto do Imbuhy e o bosque da residência do comendador Gonçalo de Castro. Jantaram na Villa Sloper  e foram saudados com um show de fogos de artifício (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3274"><em>O Paiz</em>, 29 de setembro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">29/09</span> – </strong>O grupo partiu pela manhã para Petrópolis, onde hospedou-se na residência da sra. Franklin Sampaio. Almoçaram no Palácio da Prefeitura e depois visitaram o Colégio São Vicente de Paula. Chegaram ao Arsenal de Marinha, no Rio de Janeiro, depois das 20h (<a href="ttp://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3286"><em>O Paiz</em>, 30 de setembro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">30/09</span> –  </strong>Após trocar de roupa no palacete Mackenzie, o rei Alberto tomou seu habitual banho de mar em Copacabana. A rainha Elisabeth<strong> </strong>foi visitar o Jardim Botânico e o rei Alberto foi ao reservatório do Trapicheiro, na Fábrica das Chitas. Também percorreu a Floresta do Andaraí. O casal real almoçou no Palácio da Guanabara. O rei Alberto recebeu em audiência especial brasileiros que haviam cursado universidades belgas. À tarde, o soberano visitou o Jardim Botânico, onde a pedido do diretor da instituição, Pacheco Leão, plantou uma árvore. A rainha Elisabeth recebeu um donativo das senhoras da Cruz Vermelha. O governo brasileiro ofereceu ao soberanos uma <em>garden party</em> nos jardins do Palácio do Catete, a partir das 16:30. Foram apresentados vários bailados executados pela companhia Bonetti. Os soberanos se retiraram às 19h. Foram ao Teatro Municipal onde foi realizado um concerto de gala em homenagem ao casal, sob a regência dos maestros Francisco Braga (1868 &#8211; 1945), Elpidio Pereira (1872 &#8211; 1961), Octaviano Gonçalves (1892 &#8211; 1962) e de Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959). Depois do espetáculo, o rei foi passear na Tijuca, subindo pela Gávea, de onde retornou por volta das duas horas da madrugada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3298"><em>O Paiz</em>, 1º de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">01/10</span> – </strong>Para &#8220;encanto&#8221; da população, os reis belgas percorreram ruas do centro do Rio de Janeiro. Após o almoço, o soberano visitou a brigada policial. A rainha Elisabeth voltou ao Jardim Botânico. A congregação da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro decidiu dar o título de doutor <em>honoris causa</em> para o rei Alberto da Bélgica. Às 19:10, o casal real embarcou para Belo Horizonte, em Minas Gerais. O comboio real partiu da Estação Central do Brasil. Como de hábito, a comitiva real foi aclamada pela população. O filho dos reis belgas, o príncipe Leopoldo (1901 – 1983), futuro Leopoldo III, rei da Bélgica, chegou no Recife, a bordo do transatlântico belga <em>Pays de Waes</em><strong> </strong>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3330"><em>O Paiz</em>, 2 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">02/10</span> –  </strong>A chegada dos soberanos a Belo Horizonte foi marcada pela aclamação popular. Epitácio Pessoa, outras autoridades e a comitiva real também foram para a capital mineira. Recebidos por Artur Bernardes (1875 1955), governador de Minas Gerais, ficaram hospedados no Palácio da Liberdade, para onde foram após o cortejo pela cidade. Almoçaram no palácio e depois visitaram Artur Bernardes. Receberam diversas autoridades e depois, em companhia de Epitácio Pessoa e sua mulher, foram visitar o Conselho Deliberativo e o Tribunal da Relação. Na Praça da Liberdade, alunos de escolas públicas cantaram o hino belga. Foi noticiado que o rei havia recebido o título de “Cidadão Carioca” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3330"><em>O Paiz</em>, 3 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EP3RYrIfSEM">Link para imagens da visita do Rei Alberto I a Belo Horizonte.</a></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">03/10</span> -</strong>   Às 9:00, o rei Alberto, acompanhado por Epitácio Pessoa e Artur Bernardes , visitou o quartel da força pública de Belo Horizonte. Às 10:30, em companhia da rainha Elisabeth, assistiu à missa no Colégio de Santa Maria das Irmãs Dominicanas, celebrada pelo abade Nols.  Almoçaram no palacete Afonso Penna. Os reis visitaram a Lagoa Santa. A Assembleia Legislativa do estado de Mato Grosso fez uma sessão em homenagem aos reis. O príncipe Leopoldo desembarcou em Salvador, onde foi recebido pelo cônsul belga e por representantes do governador da Bahia. Às 13:30, o transatlântico zarpou com destino ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3357"><em>O Paiz</em>, 4 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">04/10</span> -</strong> Às 8 horas, o grupo seguiu para São Paulo de trem. No caminho, visitou a mineração de ouro em Morro Velho, em Vila Nova de Lima. Foram recebidos na residência do superintendente da companhia, Dr. Chalmers, onde foi servido um café da manhã e, mais tarde, um almoço. Às 16h, seguiram para Raposos, onde se despediram do governador de Minas e de outras autoridades do governo mineiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3370"><em>O Paiz</em>, 5 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">05/10</span> -</strong> O comboio real chegou em Rezende, às 10:40, e foi recebido pelo prefeito da cidade, o Dr. Cotrim Filho. Chegou na Estação da Luz, em São Paulo, às 19:20h, onde foi recebido pelo governador do estado, Washington Luís (1869 – 1957), e por outras autoridades, em meio a uma grande aclamação popular. Foram executados os hinos do Brasil e da Bélgica e os soberanos seguiram em um cortejo até a Chácara do Carvalho, onde ficaram hospedados. Na entrada da chácara estava escrito:<em> Gloire a vous Albert Premier, vainqueur de la bataille de Flandres, personification de l´honneur devant les générations</em>. Foram recebidos pelo prefeito de São Paulo, Firmiano de Moraes Pinto (1861 – 1938). O presidente da República ficou hospedado no palacete Martinho Prado. No Tribunal do Juri, houve uma manifestação de “regojizo” pela visita dos soberanos a São Paulo. Chegada, às 20h, do príncipe Leopoldo ao Rio de Janeiro. Foi conduzido ao Palácio da Guanabara, onde ficou hospedado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3381"><em>O Paiz</em>, 6 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">06/10</span> -</strong>  Às 9h, no Palácio dos Campos Elísios, o rei Alberto visitou Washington Luís, a quem entregou o cordão da Ordem de Leopoldo II. Às 10h, os soberanos assistiram, na avenida Tiradentes, a uma parada e desfile da força pública. Visitaram a escola de educação física da força pública, onde foram saudados por uma pirâmide humana. À tarde, o rei foi visitar o Palácio das Indústrias e percorreu vários pontos da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3393"><em>O Paiz</em>, 7 de outubro de 1920</a>). O príncipe Leopoldo visitou o Corcovado, o Pão de Açúcar e a Tijuca. Foi visitado pelo senador Antonio Azeredo e pelos senhores Honório e Álvaro Guimarães, com quem havia estudado na Inglaterra. Recebeu também diversos embaixadores e ministros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/2397"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">07/10</span> -</strong> O príncipe Leopoldo chegou a São Paulo com sua comitiva. Os reis belgas, o presidente da República, e membros de suas comitiva visitaram o Instituto Butantan. Voltaram para a Chácara do Carvalho onde receberam ex-alunos da Universidades de Liège, membros das colônias francesa e belga da capital e de Santos, além de uma comissão da imprensa. Os soberanos foram muito presenteados e a rainha Elisabeth determinou que todas as flores que ela havia recebido fossem distribuídas pelos hospitais de São Paulo. À tarde, visitaram em companhia de Washington Luís, sua esposa e do príncipe Leopoldo, a Escola Normal, onde assistiram a um espetáculo musical e à uma demonstração de ginástica calistênica. Foram calorosamente saudados pelas alunas. Os soberanos se retiraram às 16:30 e voltaram para a Chácara do Carvalho. Às 19:30, partiram da Estação da Luz para a fazenda Guatapará. O comboio passou por Campinas e os soberanos jantaram em Rio Claro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3405"><em>O Paiz</em>, 8 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">08 e 09/10</span> -</strong> Visita à Fazenda Guaratapá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3418"><em>O Paiz</em>, 9 de outubro de 1920</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3430">10 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">10/10</span> – </strong>O rei Alberto iniciou o dia fazendo exercícios na piscina. Após o café da manhã, percorreu a propriedade em companhia do dr. Alves de Lima, diretor presidente da Companhia da Fazenda Guaratapá. No almoço só foram servidos pratos brasileiros. À tarde foi com Alves de Lima a Ribeirão Preto, onde assistiu a um jogo de futebol entre o Palestra e um clube local. Retornou por volta das 18h. A rainha Elisabeth e o príncipe Leopoldo , com a condessa Caraman Chimay e com o dr. Adolpho Lutz, fizeram um passeio de canoa pelo rio Mogi-Guaçu, onde pescaram e caçaram borboletas. Dois cinegrafistas da comitiva do rei fizeram um voo com o piloto Edu Chaves (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3446"><em>O Paiz</em>, 11 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">11/10</span> -</strong> O casal real, o príncipe Leopoldo e a comitiva voltaram a São Paulo. Chegaram na Estação da Luz por volta das 17:30 e seguiram para a Chácara do Carvalho. A Rainha Elisabeth foi então percorrer a avenida Paulista. De volta à chácara, ela, seu marido e seu filho passearam pelos jardins até a hora do jantar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3456"><em>O Paiz</em>, 12 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">12/10</span> -</strong> O casal real, o príncipe Leopoldo e a comitiva visitaram a cidade de Santos, onde chegaram por volta das 12:10h. Seguiram em cortejo pela cidade, onde foram aclamados, e seguiram para o Parque Balneário, onde foi servido um banquete. À noite, partiram de São Paulo de volta ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3467"><em>O Paiz</em>, 13 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">13/10</span> -</strong> Já no estado do Rio, na cidade de Pinheiros, os soberanos visitaram o Patronato de Menores e o Posto Zootécnico do governo federal. Chegaram ao Rio de Janeiro por volta das 16:30. Seguiram em cortejo para o Palácio da Guanabara. O casal foi nadar na praia de Copacabana, da onde retornaram por volta das 18:30 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3477"><em>O Paiz</em>, 14 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">14/10</span> – </strong>Os reis foram ao Palácio do Catete, às 14h, de onde seguiram com o presidente da República e sua mulher para a Quinta da Boa Vista, onde assistiram à festa das crianças. Como lembrança da viagem ao Brasil, os reis belgas ofereceram ao presidente Epitácio Pessoa uma coleção de pratos de porcelana de Bruxelas com pinturas das principais cidades da Bélgica. À esposa de Epitácio Pessoa ofereceram um relógio pulseira e às filhas do casal <em>pendentifs </em>de platina e pedras preciosas. O presidente assinou um decreto dando cidadania brasileira ao rei Alberto e o tornando marechal do Exército nacional. Além disso, o decreto previa a construção de um monumento em homenagem à viagem dos belgas ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3487"><em>O Paiz</em>, 15 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">15/10</span> -</strong> Às 12h, o senador Rui Barbosa (1849 – 1923) chegou ao Palácio da Guanabara, onde almoçou com os soberanos belgas. À tarde, o rei visitou com o prefeito Carlos Sampaio o Campo de Santana. Foi presenteado com vários exemplares de palmeiras. Por ordem do presidente Epitácio Pessoa a legação da Bélgica foi elevada à categoria de embaixada. Os soberanos belgas receberam diversos presentes, dentre eles uma “rica e luxuosa encadernação de um volume da Constituição Brasileira e outra do Código Civil Brasileiro, acondicionada em uma bela caixa de veludo verde escuro guarnecida de ouro, tendo gravada na tampa as armas da República”, ofertada pelo diretor da Imprensa Nacional, sr. Castelo Branco. O casal presidencial jantou no Palácio da Guanabara com os reis belgas. Foi realizada na baía da praia de Botafogo a festa veneziana organizada pelo Conselho Municipal em homenagem aos reis da Bélgica, que compareceram com o príncipe Leopoldo e com Epitácio Pessoa e sua esposa. A festa teve a apresentação de um préstito de embarcações das sociedades de regatas associadas à Federação Brasileira das Sociedades de Remo, a execução de diversas músicas e fogos de artifício. A população lotou toda a enseada de Botafogo. Quando a festa terminou, os soberanos passearam pela enseada a bordo da lancha <em>Internacional </em>e se retiraram (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3500"><em>O Paiz</em>, 16 de outubro de 1920</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>16/10</strong></span> –  Às 10:30, o presidente Epitácio Pessoa e sua esposa, acompanhados de outras autoridades, chegaram ao Palácio da Guanabara, onde foram recebidos pelo casal real. Meia hora depois, o cortejo real partiu para a praça Mauá, passando pela rua Paissandu, e pelas avenidas Beira-Mar e Rio Branco. Foram aclamados por todo o trajeto, que contava com tropas de terra e de mar, sob o comando do general Luiz Barbedo. No cais Mauá, foram recebidos por várias autoridades. Embarcaram com o príncipe Leopoldo, com Epitácio Pessoa e sua esposa, e com mais algumas autoridades e membros de sua comitiva no galeão <em>Dom João VI</em> em direção ao encouraçado <em>São Paulo</em>. Demais membros da comitiva embarcaram na lancha <em>Olga. </em>Os soberanos foram recebidos no<em> São Paulo </em>pelo comandante Gomensoro e por toda a oficialidade. Foram para o salão de honra do navio, onde houve os últimos cumprimentos e a despedida. Às 14h, o encouraçado teve suas âncoras suspensas e iniciou a viagem de volta dos reis belgas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3511"><em>O Paiz</em>, 17 de outubro de 1920</a>).</p>
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<p>Uma curiosidade: em seu livro <em>Metrópole à beira-mar: o Rio moderno dos anos 20 </em>(2019), o escritor Ruy Castro (1948-) conta que a rainha da Bélgica por pouco teria sido vítima de uma bala perdida, que atingiu seus aposentos, no Palácio da Guanabara, em Laranjeiras. Após investigações, descobriu-se que o autor do tiro havia sido um menino, João Coelho Netto (1905-1979), que ficou conhecido como <em>Preguinho</em>, futuro jogador de futebol e filho do escritor Coelho Netto (1864-1934). Ele estava caçando passarinhos com uma espingarda Winchester no terreno da sede do clube do Fluminense. Como punição, seu pai o proibiu de frequentar o Fluminense por um mês.</p>
<p>Segundo Castro:</p>
<p><em>“Acharam que o tiro teria sido dado por um anarquista, um carbonário, que eram pessoas que costumavam ter como alvos os monarcas – embora o rei e a rainha belgas fossem pessoas queridas. Só que depois foi descoberto que o tiro foi dado por um menino, de uns 12 anos, que estava caçando pássaros na região com uma espingarda. Detalhe que esse menino era filho do escritor Coelho Neto. Coelho Neto foi até chamado no Palácio para pedir desculpas. Depois de um tempo, o garoto virou jogador de futebol, jogou no Fluminense e foi até convocado para a Seleção Brasileira“.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Preguinho#/media/Ficheiro:Preguinho.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4e/Preguinho.jpg" alt="Preguinho – Wikipédia, a enciclopédia livre" width="167" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Preguinho#/media/Ficheiro:Preguinho.jpg" target="_blank">O jogador <em>Preguinho</em> (1905-1979), um dos primeiros ídolos do Fluminense e autor do primeiro gol do Brasil em Copa do Mundo, em 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p><span style="color: #800000;">Para a elaboração dessa cronologia, a Brasiliana Fotográfica consultou diversos periódicos da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</span></p>
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