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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; zoom</title>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; X e Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXV &#8211; O Theatro Phenix</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Sep 2023 14:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Com imagens produzidas por um fotógrafo ainda não identificado e por N. Viggiani, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do Theatro Phenix, tema do 25º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido". O escritório Januzzi e Irmão foi responsável pelo projeto aprovado, em 14 de novembro de 1906, do Palace Hotel, que já foi tema de um artigo do portal, e do Theatro Phenix - dois empreendimentos da família Guinle. Mais uma vez convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta "zoom" e, a partir daí, fazer um passeio pela cidade nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens produzidas por um fotógrafo ainda não identificado e por N. Viggiani, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do Theatro Phenix, tema do 25º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido. </em>O escritório Januzzi e Irmão foi responsável pelo projeto aprovado, em 14 de novembro de 1906, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Palace Hotel</a>, que já foi tema de um artigo do portal; e do Theatro Phenix &#8211; ambos empreendimentos da família Guinle.<em> </em>Mais uma vez convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta <em>zoom</em> e, a partir daí, fazer um passeio pela cidade nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11719" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11719/001NV001002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="690" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11719" target="_blank">N. Viggiani. Teatro Phenix, c. 1923. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf"><em>Álbum da Avenida Central</em>,</a> lançado, em 1907, pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, havia desenhos das fachadas do Palace Hotel, que ficava na Avenida Central, e do Teatro Phenix, contiguo ao hotel, na Rua Barão de São Gonçalo, posteriormente rebatizada como Avenida Almirante Barroso. Nenhum dos dois estava construído quando o álbum foi produzido, portanto, logicamente, não puderam ser fotografados. Esse álbum é um importante registro da reforma da principal via da então capital federal, onde ele contrapôs reproduções das plantas às fotografias das fachadas de cada edifício documentado. Esse tipo de fotografia foi fundamental para a construção e para a difusão de uma nova imagem do Rio de Janeiro, uma imagem associada aos ideais de civilização e progresso<em>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco da história do Theatro Phenix</em></strong></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11677" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11677/037SL03034.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11677" target="_blank">Teatro Phenix, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome do Theatro Phenix foi uma homenagem ao Theatro Phenix Dramática, que existia nos jardins do Hotel Brissac. Eduardo Balassin Guinle (1846 &#8211; 1912), patriarca de sua abastada e influente família, foi obrigado a construí-lo. A Prefeitura do Rio de Janeiro, sob a gestão de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) </a> desapropriou, demoliu e reurbanizou a área onde ficava o Phenix Dramática, localizado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825http://" target="_blank">Rua da Ajuda</a>, nº 57, no processo da construção da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a>, em 1904. Ele havia sido inaugurado, em 1863, com o nome de <em>El Dorado</em>. Foi renomeado Phenix Dramática, em 1868. Bem, o terreno foi adquirido pelo empresário Eduardo Guinle e, segundo a lei, seria obrigatória a construção de um novo teatro no lugar do demolido. Num gesto de afirmação cultural, ele ofereceu ao Rio de Janeiro uma sala de espetáculos imponente com capacidade para 1200 espectadores, cuja natureza e dimensões só eram comparáveis aos teatros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Municipal</a> e de São Pedro. Seu projeto seguia o modelo clássico dos teatros italianos com a platéia rodeada por camarotes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/23126" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 28 de fevereiro de 1955, primeira coluna</a>).</p>
<p>Segundo Augusto Mauricio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230;e essa casa de espetáculos, que é uma das que melhor possui o Rio de Janeiro quer como platéia, camarotes, mobiliário confortável com cadeiras estofadas, sala suntuosa, e corredores amplos, revestido todo de mármore trabalhado de diversas cores, colunas de diferentes ordens, grandes espelhos e ainda instalações internas para os artistas, que contam com camarotes magníficos – custou ao proprietário àquele recuado tempo, pouco mais de dois mil contos de réis&#8221;.</em></span></p>
<p>O novo Teatro Phenix,  cuja construção terminou em 1908, 1912 ou 1913 &#8211;  as fontes variam -, ficava na Rua Barão de São Gonçalo, logo transformada em Avenida Almirante Barroso, em um terreno contíguo ao Palace Hotel. Sua fachada foi inspirada na Ópera Garnier, em Paris.</p>
<p>Desde o início foi arrendado a terceiros &#8211; o primeiro foi Angelo Balloni, principal sócio da H. Balloni e Cia, que concedeu uma entrevista ao jornal <em>Imparcial</em> de 26 de fevereiro de 1914, data da inauguração do teatro. Na reportagem, é ressaltado o aspecto mais inclusivo do teatro, comparando-o ao Theatro Municipal<em>: &#8220;No Phenix achar-se-á bem instalada tanto a sociedade chic como a classe operária. É que seu ambiente é artístico sem ser solene. Nele há um único atrativo, a simplicidade artística, cuja ação se estende por todas as pessoas, sejam elas quais forem, Isso, aliás, é pouco comum em nosso meio. Haja vista, por exemplo, o Municipal&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/5774" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 26 de fevereiro de 1914, antepenúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32391" style="width: 221px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/5774" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32391" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix3.jpg" alt="O Imparcial, 26 de fevereiro de 1914" width="211" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/5774" target="_blank"><em>O Imparcial,</em> 26 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciado como<em> a mais ampla e luxuosa sala de espetáculos da América do Sul, </em>antes de sua inauguração oficial, lá foram realizados bailes de carnaval nos dias 21, 22, 23 e 24 de fevereiro de 1914 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/18285" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de fevereiro de 1914, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21654" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21724" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1914, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21896" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32390" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/21664" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32390" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix2.jpg" alt="O Paiz, 19 de fevereiro de 1914" width="541" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/21664" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32354" style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/18285" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32354" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix3.jpg" alt="Correio da Manhã, 24 de fevereiro de 1914" width="572" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/18285" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32353" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21664" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32353" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix2.jpg" alt="O Paiz, 19 de fevereiro de 1914" width="524" height="375" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21664" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 19 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi reaberto como teatro, arrendado a Luiz Alonso, em novembro de 1915, com a peça <em>Champignol à força</em>, um vaudeville em três atos dos dramaturgos franceses Georges Feydeau (1862 &#8211; 1921) e <span dir="ltr">Maurice Desvallières (1857 &#8211; 1926)</span>, encenada pela Companhia Leopoldo Froes e estrelada pela atriz Lucilia Peres (1881 &#8211; 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29720" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de novembro de 1915</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32352" style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/338060/590" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix1.jpg" alt="Jornal, 16 de outubro de 1915" width="579" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/338060/590" target="_blank"><em>Theatro e Sport</em>, 16 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Funcionou também como teatro, cinema, cassino e <em>dancing</em>, quando o arrendatário era, desde 1916, Djalma Moreira.  Em 1921, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14520" target="_blank">Casa dos Artistas</a> protestou contra a <em>transformação do Theatro Phenix em tavolagem</em>. Provavelmente, Djalma arrendou o teatro até 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/30052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de outubro de 1916, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/1188" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de abril de 1920</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1882" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 31 de dezembro de 1921, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/9544" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 4 de abril de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/8578" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de fevereiro de 1923, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/53" target="_blank"> <em>Crítica</em>, 2 de dezembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32393" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32393" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix4.jpg" alt="O Paiz, 21 de maio de 1917" width="345" height="147" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35045" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de maio de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32355" style="width: 664px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32355" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix4.jpg" alt="Revista da Semana, de 1922" width="654" height="246" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1907" target="_blank">Baile no Cassino Theatro Phenix / <em>Revista da Semana</em>, 7 de janeiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltou a ser um teatro, arrendado pelo calabrês Jácomo Rosário Staffa (c. 1867 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/30784" target="_blank">1927</a>), e foi reinaugurado em 30 de abril de 1926 com a revista <em>Excelsior</em>, do pernambucano Manuel Bastos Tigre (1882 &#8211; 1957). Uma curiosidade: Bastos Tigre era cunhado do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</a> e foi o responsável pelo <em>slogan</em> da Bayer que se tornou famoso em todo o mundo: “<em>Se é Bayer é bom</em>“. É também o autor da letra da música <em>Chopp em Garrafa</em>, com música de Ary Barroso (1903 – 1964), que foi interpretada por Orlando Silva (1915 – 1978). Foi inspirada no produto que a Brahma passou a engarrafar. Sucesso do carnaval de 1934, é considerado o <a href="https://www.propagandashistoricas.com.br/2015/06/primeiro-jingle-do-brasil.html" target="_blank">primeiro <em>jingle</em>  publicitário do Brasil.</a> Foi também o autor do livro <em>Meu Bebê: livro das mamães</em> para anotações sobre o bebê desde seu nascimento. O Dia do Bibliotecário, 12 de março, dia de seu nascimento, foi instituído, em 1980, em sua homenagem. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/21487" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de julho de 1925, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/24326" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 10 de fevereiro de 1926, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25170" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de abril de 1926, antepenúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25369" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de abril de 1926</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32384" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25369" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32384" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix1.jpg" alt="A reabertura do Phenix / Correio da Manhã, 30 de abril de 1926" width="271" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25369" target="_blank">A reabertura do Phenix / <em>Correio da Manhã,</em> 30 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Phenix. Lembramos aqui que Staffa era o proprietário do Grande Cinematographo Pariziense, o segundo cinema do Rio de Janeiro, inaugurado em 9 de agosto de 1907. O primeiro foi o Chic, inaugurado em 1º de agosto do mesmo ano. O terceiro foi o cinema Pathé, do fotógrafo Marc Ferrez e Arnaldo Gomes de Souza. A firma de Arnaldo e Ferrez chamava-se Arnaldo &amp; Cia, omitindo a participação de Ferrez, porque Charles Pathé (1863 – 1957), um dos proprietários da <em>Pathé Frères</em>, proibia que seus distribuidores e representantes possuíssem cinematógrafos e Ferrez era um de seus representantes. Staffa denunciou o fato em 1908. Foi também o proprietário do Palace Hotel de Caxambu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25483" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de maio de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32383" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/25157" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32383" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix.jpg" alt="Correio da Manhã, 15 de abril de 1926" width="501" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/25157" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Phenix foi palco de muitas peças e bailados, esses últimos criações da coreógrafa e bailarina russa Maria Oleneva (1896 &#8211; 1985) que, posteriomente, foi uma das fundadoras da Escola de Dança do Teatro Municipal.</p>
<p>Em seu prédio foi sediado, na década de 1920, o Partido Democrático (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/30951" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de julho de 1927, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/84" target="_blank"><em>Crítica</em>, 7 de dezembro de 1928, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1929, passou a exibir quadros de <em>Nu Artístico</em> e era proibida a entrada de<em> menores e de senhoritas</em> (<em>Crítica</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/968" target="_blank">18 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/992" target="_blank">23 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1120" target="_blank">18 de maio</a> de 1929).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32437" style="width: 367px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/968" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32437" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix13.jpg" alt="Crítica, 18 de abril de 1929" width="357" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/968" target="_blank"><em>Crítica</em>, 18 de abril de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 31 de maio, estreia do <em>vaudeville</em> musicado <em>A Ilha dos Prazeres, </em>uma peça do<em> gênero livre </em>com quadros de nu artístico,<em> </em>tendo como estrela a atriz  Theda Diamant (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1247" target="_blank"><em>Crítica</em>, 31 de maio de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32438" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix14.jpg"><img class="size-full wp-image-32438" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix14.jpg" alt="Theda Diamant" width="482" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.versalhesleiloes.com.br/peca.asp?ID=5730497" target="_blank">Theda Diamant</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em junho, Carlos Machado (1908 &#8211; 1992), que ficou conhecido como o <em>Rei da Noite</em>, foi anunciado diretor artístico do Phenix (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1375" target="_blank"><em>Crítica</em>, 21 de junho de 1929, terceira coluna)</a>. Ainda em 1929, foi o palco da temporada das <em>Operetas Vienenses </em>e voltou a exibir filmes(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1567" target="_blank"><em>Crítica, </em>21 de julho de 1929</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1911" target="_blank"><em>Crítica</em>, 12 de setembro de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ficou fechado por um breve período, tendo sido reaberto, após uma reforma, em janeiro de 1930, como Cine Theatro Phenix , sob a direção da Empresa S. Kauffman apresentando<em> espetáculos puramente familiares</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/2642" target="_blank"><em>Crítica</em>, 26 de dezembro de 1929</a>). Passou a ter <em>&#8220;uma orquestra de 30 professores que darão vida e palavras às cintas mudas por intermédio da linguagem universal &#8211; a Música&#8221;. </em>Lembramos aqui que o cinema sonoro estava ocupando o lugar dos filmes silenciosos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/43724" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de dezembro de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/40950" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de dezembro de 1929, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/286" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 9 de janeiro de 1930</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107646/7676" target="_blank"><em>O Imparcial (MA)</em>, 17 de janeiro de 1930, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_32424" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/43649" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32424" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix8.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de dezembro de 1929" width="250" height="268" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/43649" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de dezembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32435" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/2682" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32435" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix11.jpg" alt="Crítica, de janeiro de 1930" width="325" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/2682" target="_blank"><em>Crítica</em>, 2 de janeiro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre as décadas de 1930 e 1940, voltou a funcionar ora como teatro ora como cinema. Abrigou também conferências, bailes de carnaval e recitais de música. Pelo teor dos filmes lá exibidos, <em>&#8220;verdadeiros atentados à moral e ao decoro públicos&#8221;</em>, foi censurado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2922" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 17 de março 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32436" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3866" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32436" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix12.jpg" alt="A Noite, 17 de março de 1931" width="309" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3866" target="_blank"><em>A Noite,</em> 17 de março de 1931</a></p></div>
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<p>Em 1937, arrendado por Vital Ramos de Castro (1879 &#8211; 1958), cineasta e empresário do ramo cinematográfico, o Phenix foi inaugurado como <em>Ópera, </em>uma<em> nova casa de diversões. </em>Ainda em 1937 passou a chamar-se <em>Cine Theatro Ópera</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/41060" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1937</a>, penúltima coluna; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5806" target="_blank"><em>Beira- Mar</em>, 14 de agosto de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/31858" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 19 de setembro de 1937, antepenúltima coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5806" target="_blank">; penúltima coluna</a>; <a href="A%20Nação, 9 de outubro de 1937, segunda coluna" target="_blank"><em>A Nação</em>, 9 de outubro de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/45458" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de março de 1938</a>). Não seria a primeira vez que os caminhos de Vital e Staffa se encontravam: em 1927, o<em> Cine Parisiense</em>, que era, como já mencionado, de Staffa, foi comprado por ele.</p>
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<div id="attachment_32423" style="width: 158px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/45458" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32423" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix7.jpg" alt="Vital Ramos de Castro / Correio da Manhã, 27 de março  de 1938" width="148" height="263" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/45458" target="_blank">Vital Ramos de Castro / <em>Correio da Manhã</em>, 27 de março de 1938</a></p></div>
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<p>Vital foi o proprietário do <i>Circuito independente Vital Ramos de Castro</i>,  que chegou a ter vinte salas de cinema no Rio de Janeiro, entre eles o Cine Plaza, na Cinelândia, o Cinema Olinda, na Praça Sans Penha, que foi a maior sala de cinema que já existiu no Rio de Janeiro; o Cinema Colonial, futura Sala de Teatro Cecília Meirelles e o Cine Ritz, em Copacabana.</p>
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<div id="attachment_32422" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/41060" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32422" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix6.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1937" width="382" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/41060" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 30 de junho de  1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1944, com o apoio do então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), voltou a ser teatro e foi reaberto com a encenação pela companhia de Bibi Ferreira (1922 &#8211; 2019) da peça <em>Sétimo Céu, </em>do dramaturgo norte-americano Austin Stroug (1881 &#8211; 1952) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/14797" target="_blank"><em>Gazeta da Manhã</em>, 15 de abril de 1943, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/20741" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de maio de 1944, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/19568" target="_blank">G<em>azeta da Manhã</em>, 15 de julho de 1944, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/21531" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 e 18 de julho de 1944, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/21555" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de de julho de 1944)</a>. Nele se apresentaram, dentre outros, o Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980); Sandro Apolônio (1921 &#8211; 1995), Maria Della Costa (1926 &#8211; 2015) e Henriette Morineau (1908 &#8211; 1990).</p>
<p>Em 1948, Vital Ramos de Castro entrou com uma ação de despejo contra o grupo teatral de Sandro Apolônio que se apresentava no Phenix com a peça <em>Estrada do Tabaco</em> (<em>A</em> <em>Scena Muda</em>, 15 de junho de 1948, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/48983" target="_blank">página 3</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/49002" target="_blank">página 24</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/50376" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 8 de março de 1949</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32421" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/50376" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32421" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix5.jpg" alt="A Scena Muda, 8 de março de 1949" width="633" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/50376" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 8 de março de 1949</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi fechado, em 1951, e totalmente demolido entre 1957 e 1958. Assim se encerrava um capítulo da história do teatro no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/5250" target="_blank"><em>Jornal</em>, 2 de dezembro de 1950, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_14/5751" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 e 16 de janeiro de 1951, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/5250" target="_blank"><em>Jornal</em>, 2 de dezembro de 1950, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/84948" target="_blank"> <em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1957, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_14/47505" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de dezembro de 1957, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/93438" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de julho de 1958, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32386" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/demolição.jpg"><img class="size-full wp-image-32386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/demolição.jpg" alt="Correio da Manhã, 6 de dezembro de 1957" width="300" height="183" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/84948" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1957</a></p></div>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BULCÃO, Clóvis. <em>Os Guinle: a história de uma dinastia</em>. Rio de Janeiro : Intrínseca, 2015.</p>
<p>BATISTA, Antonio José de Sena. <a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/34834/34834_6.PDF" target="_blank"><em>Arquitetos sem halo: a ação dos escritórios M.M.M.Roberto e Henrique Mindlin Arquitetos Associados</em>.</a> Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em História Social da Cultura, do Departamento de História da PUC-Rio, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em História, março de 2013.</p>
<p>CATTAN, Roberto Correia de Mello.<a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/5103/5103_6.PDF" target="_blank"> <em>A Família Guinle e a Arquitetura do Rio de Janeiro Um capítulo do ecletismo carioca nas duas primeiras décadas do novecentos. </em></a>Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História do Departamento de História da PUC-Rio, novembro de 2013.</p>
<p>CAVALCANTI, Lauro, org., <em>Quando o Brasil Era Moderno Artes plásticas no Rio de Janeiro 1905-1960</em>, Rio de Janeiro : Aeroplano Editora, 2001.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MARCHESAN, Luiz Gonzaga. <a href="http://anpoll.org.br/eventos/enanpoll2018/wp-content/uploads/2018/06/LMarchezan.pdf" target="_blank">Antonio Cândido na revista <strong>Texto</strong></a>.</p>
<p>MORAES, Frederico. <em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 2001.</p>
<p><a href="https://www.clubenaval.org.br/novo/?q=Sobre-o-Clube-Naval" target="_blank">Site Clube Naval</a></p>
<p><a href="https://www.estilosarquitetonicos.com.br/palace-hotel/" target="_blank">Site Estilos Arquitetônicos</a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/256" target="_blank">Site Inepac</a></p>
<p><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/palace-hotel-alerta-preservacao-patrimonio-cultural/" target="_blank">Veja Rio</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f3BfL2X_7vM" target="_blank">Youtube &#8211; O LUXUOSO PALACE HOTEL DOS PRESIDENTES E ARTISTAS MODERNISTAS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados, futuro prédio do Ministério da Agricultura</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23968" target="_blank"><em>Cinema no Brasil – a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeo</em>n, publicado em 8 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Série<em> “O Rio de Janeiro desaparecido” </em>XII<em> – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</em>, publicado em 16 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank"><em>O Theatro de Santa Isabel</em>, publicado em 28 de outubro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></p>
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		<title>Série &#8220;Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica&#8221; III e Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; VII &#8211; O Rei Momo por Jean Manzon e por outros fotógrafos dos Diários Associados</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 14:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[acervo fotográfico]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste artigo a Brasiliana Fotográfica vai contar um pouco da história do Rei Momo do carnaval carioca a partir de uma imagem produzida pelo importante fotógrafo francês Jean Manzon, responsável pela renovação do fotojornalismo brasileiro na década de 1940. A foto destacada foi publicada no Diário da Noite, de 31 de dezembro de 1948, na ocasião do falecimento do Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso (1893 - 1948). No registro, de 28 de fevereiro de 1946, ele está na coroação, realizada, no Teatro João Caetano, da vedete Mara Rubia (1918 - 1991), eleita dias antes Rainha do Baile do Carnaval das Atrizes de 1946. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo a Brasiliana Fotográfica vai contar um pouco da história do Rei Momo do carnaval carioca a partir de uma imagem produzida pelo importante fotógrafo francês Jean Manzon (1915 &#8211; 1990), responsável pela renovação do fotojornalismo brasileiro na década de 1940. A foto destacada foi publicada no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, de 31 de dezembro de 1948</a>, na ocasião do falecimento do primeiro Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso (1893 &#8211; 1948). No registro, de 28 de fevereiro de 1946, ele está na coroação realizada, no Teatro João Caetano, da vedete Mara Rubia (1918 &#8211; 1991), eleita dias antes Rainha do Baile do Carnaval das Atrizes de 1946 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/32279" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 21 de fevereiro de 1946, sétima coluna</a>). Vamos também traçar um pequeno perfil de Manzon. Foi em 3 de fevereiro de 1934 que o carnaval carioca foi aberto pela primeira vez por um Rei Momo de carne e osso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 656px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11417/036ACARN0074F001f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="646" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank">Jean Manzon. Carnaval antigo &#8211; a Rainha do Baile das Atrizes (Mara Rúbia) e o Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), 28 de fevereiro de 1946. Teatro João Caetano, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-30653 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo1.jpg" alt="momo" width="417" height="531" /></a></p>
<div id="attachment_30654" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank"><img class="wp-image-30654 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo2.jpg" alt="momo2" width="415" height="96" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/48711" target="_blank">O Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso, que reinou entre 1934 e 1948, com a Rainha do Carnaval das Atrizes, Mara Rúbia. Foto de autoria de Jean Manzon produzida em 28 de fevereiro de 1946, no Teatro João Caetano / <em>Diário da Noite</em>, 31 de dezembro de 1948.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Os Diários Associados e a importância da preservação de um arquivo fotográfico de imprensa</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela terceira vez uma imagem dos Diários Associados &#8211; Rio de Janeiro -, que foi incorporado, em 2016, ao acervo fotográfico de uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS), é o destaque de uma publicação do portal. Esse conjunto de fotos dos Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para <em>O Jornal</em>, primeiro órgão dos Diários, comprado por Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), em 1924; para o <em>Diário da Noite</em>, fundado por ele, em 1929; e para o <em>Jornal do Commercio</em>, fundado, em 1827, e adquirido pelo grupo em 1959.</p>
<p>Mais uma vez destacamos a relevância da preservação de um arquivo fotográfico de imprensa mesmo que as imagens estejam disponíveis em plataformas como a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, uma das mais importantes fontes de pesquisa do portal. Com a preservação, as fotografias podem, a partir de recursos tecnológicos, como a digitalização e o <em>zoom</em>, terem outra visibilidade e serem acessadas em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/350" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Rei Momo publicados em jornais cariocas dos Diários Associados e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno perfil de Jean Manzon (1915 &#8211; 1990)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><img src="https://fotografia.povosindigenas.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Retrato-MANZON.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_31015" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Manzon#/media/Ficheiro:Jean_Manzon.tif" target="_blank"><img class=" wp-image-31015" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/jeanmanzon.jpg" alt="Jean Manzon / Arquivo Nacional" width="213" height="198" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Manzon#/media/Ficheiro:Jean_Manzon.tif" target="_blank">Jean Manzon / Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo e cineasta Jean Manzon nasceu em Paris, em 2 de fevereiro de 1915. Começou sua carreira, aos 16 anos, no jornal <em>L´Intransigeant. </em>Depois trabalhou nas revistas ilustradas <em>Vu e Match </em>e no vespertino <em>Paris Soir</em>. Também trabalhou para o serviço cinematográfico da Marinha Francesa durante a Segunda Guerra Mundial.<em> </em>Veio para o Brasil, em agosto de 1940, e fixou-se no Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;">Nos primeiros anos da década de 1940, foi o encarregado pela organização do Setor de Fotografia do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo do presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954). Manzon tinha a função de produzir material para a divulgação da imagem do Brasil no país e no exterior. Editou pela Força Expedicionária Brasileira a revista <em>Brasil na Guerra</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Atuou em diversas publicações dos Diários Associados, principalmente na revista <em>O Cruzeiro, </em>onde começou a trabalhar em 1943, a convite de Frederico Chateubriand (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/37039"><em>O Cruzeiro, </em>10 de julho de 1943</a>), onde permanceu até<em> </em>1951. Neste período produziu mais de 300 fotorreportagens cujos temas a professora e arquiteta Helouise Costa separou em quatro tópicos: política, personalidades, religião e realidade brasileira. Justamente nas décadas de 40 e 50 as matérias da revista tiveram um forte impacto na formação do imaginário brasileiro abordando, muitas vezes, pela primeira vez, alguns assuntos. Formou com David Nasser (1917 &#8211; 1980) uma das duplas mais importantes do jornalismo brasileiro. Juntos percorreram o Brasil de norte a sul e é deles, por exemplo, a matéria <em>Enfrentando os chavantes, </em>reportagem pioneira sobre índios brasileiros<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/41611"><em>O Cruzeiro</em>, 24 de junho de 1944</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Manzon foi o responsável pela renovação do fotojornalismo no Brasil, implantando em <em>O Cruzeiro, </em>a partir de sua experiência europeia<em>,</em> uma linguagem fotográfica que usava ângulos de baixo para cima e vice-versa, tomadas oblíquas, enfatizando detalhes expressivos e utilizando intencionalmente a cenografia, onde a imagem era meticulosamente arquitetada pelo fotógrafo que, desta forma, construia a imagem. Introduzia assim a fotorreportagem, onde a foto não se limitava a ilustrar o texto, mas transmitia um ponto de vista especificamente visual sobre os fatos e resultava, com o texto, uma narrativa estruturada.</p>
<p style="text-align: left;">Manzon formou em <em>O Cruzeiro</em> uma equipe de fotógrafos que tornou-se pioneira do fotojornalismo moderno no país. Alguns deles foram Luciano Carneiro (1926 &#8211; 1959),  José Medeiros (1921- 1990) e Peter Scheier (1908 &#8211; 1979).</p>
<p style="text-align: left;">Na década de 1950, passou a colaborar com a revista <em>Paris Match</em>. Colaborou também com o jornal <em>Última Hora</em> e com a <a href="http://memoria.bn.br/docreader/004120/1" target="_blank">revista <em>Manchete, </em>em cuja capa do primeiro exemplar, de 26 de agosto de 1952</a>, há uma chamada para <em>Uma grande reportagem de Jean Manzon, </em>intitulada<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/7" target="_blank"><em> Nem tudo é sombra e água fresca, também se trabalha na Câmara dos Deputados.</em></a></p>
<p style="text-align: left;">Ainda nos anos 50, fundou a empresa cinematográfica Jean Manzon Produções, que realizou mais de 900 documentários. Um deles, <em>L´Amazone,</em> foi premiado com o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza, Itália, em 1966. Retornou a Paris e, entre 1968 e 1972, assumiu a direção da <em>Paris Match</em>. É de sua autoria os livros <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/3113" target="_blank"><em>Flagrantes do Brasil </em>(1950)</a> e <em>Mergulho na Aventura (1950), </em>este último em parceria com David Nasser; <em>Brasil </em>(1952) e <em>Féerie Brésilienne </em>(1957), entre outros.</p>
<p style="text-align: left;">Ele se orgulhava de ser <em>o maior propagandista brasileiro no exterior</em> e acusado, muitas vezes, de não mostrar a realidade do Brasil em seus documentários, declarou, em entrevista no artigo de Sérgio Gomes, <em>Profissão otimista</em>, publicado na <em>Folha de São Paulo</em> de 17 de novembro de 1977:</p>
<div id="attachment_31509" style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/manzon.jpg"><img class="size-full wp-image-31509" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/manzon.jpg" alt="Folha de São Paulo, 17 de novembro de 1977" width="248" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Folha de São Paulo</em>, 17 de novembro de 1977</p></div>
<p style="text-align: left;">Segundo o poeta Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), na apresentação da segunda edição de <em>Flagrantes do Brasil</em>, a obra de Manzon seria como um retrato de “<em>nossa terra, nossos homens e nossos costume</em>s”. Seu acervo é um dos maiores patrimônios cinematográficos de preservação da história e da memória no Brasil e em toda América Latina produzido por um só artista.</p>
<p style="text-align: left;">Em junho de 1990, em São Paulo, recebeu a Cruz de Oficial da Legião de Honra da França. Jean Manzon faleceu em Reguengos de Monsaraz, em Portugal, em 1º de julho de 1990, devido a um traumatismo craniano ocasionado por uma queda de uma escada (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/12200" target="_blank">5 de junho de 1990</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/14590" target="_blank">3 de julho de 1990</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história do Rei Momo I e Único do carnaval carioca</strong></em></span></p>
<div style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11419" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11419/036ACARN0148F002f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="519" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11419" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), janero de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_30655" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30655" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo11.jpg" alt="Diário da Noite, 27 de janeiro de 1940" width="300" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/511" target="_blank">O Rei Momo, Francisco de Moraes Cardoso, que reinou no carnaval carioca de 1934 a 1948<em> / Diário da Noite</em>, 27 de janeiro de 1940</a></p></div>
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<p>Na Mitologia Grega, Momo era o deus da festividade, filho do Sono e da Noite. Por sua irreverência e sarcasmo foi expulso do Olimpo. Na Grécia, registros históricos revelam que os primeiros reis Momos até hoje conhecidos desfilavam em festas de orgia por volta dos séculos 5 ou 4 a.C. Já nas bacanais romanas, os participantes selecionavam um Rei Momo entre os soldados mais bonitos do exército e, ao final da festa, ele era sacrificado em honra do deus Saturno.</p>
<p style="text-align: left;">A primeira representação do Rei Momo de que se tem notícia no Brasil foi feita pelo caricaturista alemão radicado no Brasil, Henrique Fleiuss (1824 &#8211; 1882), e publicada na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/511" target="_blank"><em>Semana Illustrada, </em>em 2 de março de 1862</a>, primeira publicação humorística ilustrada da imprensa brasileira. Fundada por Fleiuss, existiu entre 1860 e 1876, e teve como colaboradores Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), dentre outros.</p>
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<div id="attachment_30666" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo5.jpg" alt="Rei Momo por Henrique Fleuiss / Semana Illustrada, 2 de março de 1862" width="280" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/511" target="_blank">Rei Momo por Henrique Fleuiss / <em>Semana Illustrada</em>, 2 de março de 1862</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Até hoje, acredita-se que a primeira representação física do Rei Momo no país tenha acontecido em 21 de junho de 1910 durante a encenação da opereta<em> Cupido no Oriente</em> apresentada no Circo Spinelli. O famoso Benjamim de Oliveira (1870 &#8211; 1954), um dos autores da peça ao lado de David Carlos (18?-19?) e o primeiro palhaço negro do Brasil, interpretou Momo. O espetáculo contava com 28 músicas de autoria do maestro Paulino do Sacramento (1880 &#8211; 1926) e quatro atos.</p>
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<div id="attachment_30667" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/2305" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo6.jpg" alt="O Paiz, 21 de junho de 1910" width="701" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/2305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de junho de 1910</a></p></div>
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<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14997-benjamin-de-oliveira-um-%C3%A1s-do-circo-teatro-que-o-brasil-n%C3%A3o-pode-esquecer" target="_blank"><img src="https://www.multirio.rj.gov.br/images/img_2019_06/BO-2_Lembranca_Benjamin_1909-T2.jpg" alt="BO 2 Lembranca Benjamin 1909 T2" width="250" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14997-benjamin-de-oliveira-um-%C3%A1s-do-circo-teatro-que-o-brasil-n%C3%A3o-pode-esquecer" target="_blank">Souvenir de 1909, com alguns personagens. In: O circo no Brasil, de Antonio Torres, Funarte/SP, 1998</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31724" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/492" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31724" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/momo.jpg" alt="O Paiz, 1º de fevereiro de 1910" width="508" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/492" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 1º de fevereiro de 1910</a></p></div>
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<p>Em 1933, a Federação das Sociedades Carnavalescas do Rio de Janeiro, a Casa dos Artistas e a Empresa Beira-Mar Cassino organizaram a entrada triunfal do Rei Momo no Rio de Janeiro, que seria uma<em> nota interessantíssima do carnaval</em>. A programação foi apresentada por Cerqueira Lima, representante do Touring Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11023" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de dezembro de 1932, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11524" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de janeiro de 1933, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11745" target="_blank">14 de fevereiro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Foi uma ideia feliz essa de se dar, assim, como uma apoteose ao deus da folia, abertura oficial aos folguedos de carnaval&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11763" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de fevereiro de 1933</a></p>
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<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30670" style="width: 734px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11763" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo9.jpg" alt="Croquis de hIpólito Colomb / A Noite, 15 de fevereiro de 1933" width="724" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11763" target="_blank">Croquis de Hipólito Colomb / <em>A Noite</em>, 15 de fevereiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>E, em 18 de fevereiro de 1933, desembarcou na cidade um Rei Momo, porém de papelão. Foi esculpido pelo cenógrafo Hipólito Colomb que, com o decorador Jayme Silva, o vestiu. Momo chegou à Praça Mauá a bordo do <em>Mocanguê. </em>A alegoria media 13 metros e era iluminada por 800 lâmpadas elétricas. Houve um desfile na avenida Rio Branco e o rei da folia instalou-se no Cassino Beira-Mar. Foi a diretoria do Lloyd Club que promoveu a luxuosa cerimônia de chegada (<em>A Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11763" target="_blank">15 de fevereiro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11800" target="_blank">18 de fevereiro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11801" target="_blank">18 de fevereiro, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11816" target="_blank">19 de fevereiro, de 1933</a>; <em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13449" target="_blank">18 de fevereiro</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13466" target="_blank">20 de fevereiro de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30669" style="width: 694px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13449" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30669" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo8.jpg" alt="Diário da Noite, 18 de fevereiro de 1933" width="684" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/13449" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 18 de fevereiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como provado por fotos publicadas no jornal <em>A Noite</em>, de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11836" target="_blank">21 de fevereiro de 1933</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11841" target="_blank">na mesma data 3ª edição</a>; e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/11865" target="_blank">23 de fevereiro de 1933</a>, já existia um  Rei Momo de carne e osso em 1933, criado por iniciativa dos jornalistas de <em>A Noite </em>Vasco Lima, Raymundo Magalhães Junior, Edgard Pilar Drummond, pseudônimo Palamenta, que integrava o Centro dos Cronistas Carnavalescos; e do caricaturista Fritz, pseudônimo de Anisio Mota. O escolhido para encarnar o soberano do carnaval carioca foi o cronista de turfe, que também trabalhava no jornal, o carioca Francisco Moraes de Cardoso (1893 &#8211; 1948), um tipo bonachão, alegre e com cara de glutão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11418/036ACARN0148F001f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11418" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), janeiro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas foi no ano seguinte, em 3 de fevereiro de 1934, que o Rei Momo de carne e osso abriu o carnaval do Rio de Janeiro. Chegou na Praça Mauá e seguiu pela Avenida Rio Branco até o Palácio das Festas, onde houve um baile em sua homenagem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/15665" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de dezembro de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/16504" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de fevereiro de 1934, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16264" target="_blank"><em> A Noite</em>, 30 de janeiro de 1934, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16320" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de fevereiro de 1934</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16334" target="_blank"><em>A Noite</em>, 4 de fevererio de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-30672 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo10.jpg" alt="momo10" width="184" height="285" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo111.jpg"><img class="size-full wp-image-30673 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo111.jpg" alt="A Noite, 3 de fevereiro de 1934" width="182" height="134" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16325" target="_blank"> A Noite</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/16325" target="_blank">, 3 de fevereiro de 1934</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi vestido, por sugestão do maestro Silvio Piergilli (c.1888 &#8211; 1962), que trabalhava no Teatro Municipal e era amigo de Raymundo Magalhães Junior, com a roupa do duque de Mântua, personagem da ópera <em>Rigoletto</em>, de Giuseppe Verdi. Há uma outra versão na qual o caricaturista Fritz teria sido o desenhista da roupa, que teria sido executada por uma costureira do Teatro Municipal. Provavelmente, em 1933, Momo usou a fantasia do duque e, no ano seguinte, 1934, desfilou com a roupa desenhada por Fritz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30674" style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11841" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30674" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo12.jpg" alt="A Noite, 21 de fevererio de 1933" width="546" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/11841" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de fevererio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30675" style="width: 448px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/16320" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30675" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo13.jpg" alt="A Noite, 3 de fevereiro de 1934" width="438" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/16320" target="_blank"><em>A Noite</em>, 3 de fevereiro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_04/55912" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 9 de dezembro de 1948</a>, resumiu assim a história do Rei Momo no carnaval do Rio de Janeiro:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-30707 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo14.jpg" alt="momo14" width="274" height="527" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo15.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-30708 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo15.jpg" alt="momo15" width="273" height="369" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que durante 15 anos, de 1934 até sua morte, em 9 de dezembro de 1948, Moraes de Cardoso reinou no carnaval carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/55912" target="_blank"><em>A Noite</em>, 9 de dezembro de 1948</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/46653%20" target="_blank"> <em>O Jornal</em>, 10 de dezembro de 1948, primera coluna</a>). Havia ingressado em <em>A Noite</em> em fins da década de 20, a convite de Adauto de Assis, que chefiava a seção esportiva do jornal. Antes, Moraes Cardoso trabalhava na papelaria Casa Cruz. Quando faleceu, além de repórter esportivo e comentarista de turfe, era Chefe da Seção de Circulação de <em>A Noite</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30664" style="width: 143px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/55912" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/momo3.jpg" alt="Francisco, Rei MOmo de 1934 a 1948 / A Noite, 9 de dezembro de 1948" width="133" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/55912" target="_blank">Francisco de Moraes Cardoso, Rei Momo de 1934 a 1948 / A Noite, 9 de dezembro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11421" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11421/036ACARN0148F004f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11421" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ /Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva do Rei Momo do carnaval carioca desde 1934</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11420" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11420/036ACARN0148F003f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11420" target="_blank">Carnaval &#8211; Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Diários Associados (RJ) &#8211; IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1934 a 1948</strong> – Francisco Moraes Cardoso</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1949</strong> – Gustavo Matos</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1950</strong> – Jaime de Moraes</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1951 a 1957</strong> – Nelson Nobre</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1958 a 1971</strong> – Abrahão Reis</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1972</strong> – Edson Seraphin de Santana</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1973</strong> – Elson Macula</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1974 a 1982</strong> – Edson Seraphin de Santana</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1983</strong> – Paolo Vicente Paccelli</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1984</strong> – Robertão</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1985 e 1986</strong> – Elson Macula</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1987 a 1995</strong> – Reynaldo Bola</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1996</strong> – Paulo Cesar Braga</p>
<p style="text-align: center;"><strong>1997 a 2003</strong> –   Alex de Oliveira</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2004</strong> – Wagner Monteiro</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2005</strong> – Marcelo Reis</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2006 a 2008</strong> – Alex de Oliveira</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2009 a 2013</strong> – Milton Junior</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2014</strong> <strong>a 2016</strong>– Wilson Dias da Costa Neto</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2017</strong> – Fabio Damião</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2018</strong> – Milton Junior</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2019</strong> – Wilson Dias da Costa Neto</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2020 a 2021</strong>– Djeferson Mendes da Silva</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2022</strong> – Wilson Dias da Costa Neto</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2023</strong> &#8211; Djferson Mendes da Silva,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/517275/203" target="_blank">ABI &#8211; Boletim Informativo, 1990</a></p>
<p>BURGI, Sérgio; COSTA, Helouise (org.). <em>As origens do fotojornalismo no Brasil: um olhar sobre O Cruzeiro</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2012.</p>
<p>CARDENUTO FILHO, Reinaldo. <em><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-20052009-164313/publico/3096003.pdf" target="_blank">Discursos de intervenção: o cinema de propaganda ideológica para o CPC e o Ipês às vésperas do Golpe de 1964</a>. </em> São Paulo, 2008. Tese (Mestrado) – Universidade de São Paulo. Escola de Comunicação e Artes.</p>
<p>COELHO, M. Beatriz Ramos de Vasconcelos. <em>A Construção da imagem da nação Brasileira pela fotodocumentação: 1940-1999.</em> São Paulo, 2000. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.</p>
<p>COSTA, Haroldo. <em>100 anos de carnaval no Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro : Irmãos Vitale, 2001.</p>
<p>COSTA, Helouise. <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/RevPat27.pdf" target="_blank"><em>Palco de uma história desejada: o retrato do Brasil por Jean Manzon</em></a> em: <em>Revista do Patrimônio</em>, nº 27, 1998. Maria Inez Turazzi (org.). Brasília: IPHAN, 1998.</p>
<p>COSTA, Helouise. <em>Um olho que pensa: estética moderna e fotojornalismo</em>. Tese de doutoramento. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, 1998.</p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/artista/paulino-sacramento/" target="_blank">Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira</a></p>
<p>GOMES, Sérgio. Jean Manzon. <em>Profissão: otimista</em>, artigo publicado na <em>Folha de São Paulo</em> de 17 de novembro de 1977.</p>
<p><a href="https://cifrantiga2.blogspot.com/2013/02/o-primeiro-momo-do-carnaval-carioca.html" target="_blank"><em>Figuras e Coisas do Carnaval Carioca</em> / Jota Efegê: apresentação de Artur da Távola</a>. —2. ed. — Rio de Janeiro: Funarte, 2007.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MANZON, Jean. <em>Flagrantes do Brasil</em>. Rio de Janeiro: Ed. Bloch, 1950.</p>
<p>MANZON, Jean. <em>Memórias do Brasil</em>. São Paulo: Cepar Consultoria e Participações, 2007.</p>
<p>MANZON, Jean. <em>Retrato vivo da grande aventura</em>. São Paulo: Cepar Consultoria e Participações, 2006/2007.</p>
<p>PEREGRINO, Nadja. <em>O Cruzeiro: a revolução da fotoreportagem.</em> Rio de Janeiro, Dazibao, 1991.</p>
<p>PINHEIRO, Marlene M. Soares (1996), <a class="external text" href="http://books.google.com/books?id=2i1CznShDIoC&amp;pg=PA92&amp;dq=%22Rei+Momo%22+%22z%C3%A9+pereira%22&amp;hl=en&amp;ei=fvB9TYbEEpGcsQPivrmQAw&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=8&amp;ved=0CFsQ6AEwBw#v=onepage&amp;q=%22Rei%20Momo%22%20%22z%C3%A9%20pereira%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>A Travessia do avesso: sob o signo do carnaval.</i></a> São Paulo : Annablume, 1995.</p>
<p><i>Memória do carnaval</i>, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1991.</p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-origem-do-rei-momo/" target="_blank"><em>Revista Superinteressante</em>, 14 de fevereio de 2020</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22089/jean-manzon" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;id=818:rei-momo" target="_blank">Site Fundaj</a></p>
<p><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14997-benjamin-de-oliveira-um-%C3%A1s-do-circo-teatro-que-o-brasil-n%C3%A3o-pode-esquecer" target="_blank">Site MultiRio</a></p>
<p>TACCA, Fernando de. <a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/5gpPVzJGV8r4WrHcd8c4dCg/?lang=pt" target="_blank"><em>O índio na fotografia brasileira: incursões sobre a imagem e o meio</em></a>. História, ciências, saúde – Manguinhos – Vol. 18, nº 1, p.191-223. Rio de Janeiro., 2011</p>
<p><a href="https://teatrobr.blogspot.com/2012/03/mara-rubia-vedete-imbativel.html" target="_blank">TeatroBR Blogspot </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a></p>
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		<title>No Dia Mundial do Meio Ambiente, velas abertas na Baía da Guanabara</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2022 15:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Brasiliana Fotográfica destaca belíssimas imagens de barcos com suas velas abertas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, produzidas entre as décadas de 1880 e 1930. Seu autores são os fotógrafos Alfredo Krausz (1902 - 1953), Guilherme Santos (1871 - 1966), Marc Ferrez (1843 - 1923) e Torres (18? -?) - provavelmente Eugenio Francisco Magarinos Torres. O portal lembra a seus leitores da ferramenta zoom. Com ela pode-se ver cada detalhe das fotografias, trazendo-as para mais perto e tendo acesso a uma diferente exploração e observação das imagens. Apreciem!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Brasiliana Fotográfica destaca belíssimas imagens de barcos com suas velas abertas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, produzidas entre as décadas de 1880 e 1930. Seu autores são os fotógrafos Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e Torres (18? -?) &#8211; provavelmente Eugenio Francisco Magarinos Torres. O portal lembra a seus leitores da ferramenta <em>zoom</em>. Com ela pode-se ver cada detalhe das fotografias, trazendo-as para mais perto e tendo acesso a uma diferente exploração e observação das imagens. Apreciem!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7179/0071824cx015a-07.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/307" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de barcos com as velas abertas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10447" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10447/002080Vol09Env0302.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10447" target="_blank">Guilherme Santos. Barco a vela na Baía de Guanabara, c. 1915. Baía de Guanabara, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6730" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6730/0071824cx016-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6730" target="_blank">Marc Ferrez. Barco a vela, c. 1885. Baía de Guanabara, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10735" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10735/002008AV015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10735" target="_blank">Torres. Docas do Mercado da Praia do Peixe, c. 1885. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9678" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9678/002037AAK5018.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9678" target="_blank">Alfredo Krausz. Barcos na Baía de Guanabara; na região da Praça XV de Novembro, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em dezembro de 1972, a Assembleia Geral da ONU designou o dia 5 de junho como Dia Mundial do Meio Ambiente, que foi  comemorado pela primeira vez em 1973, com o mote &#8220;Uma Só Terra&#8221;. A data foi escolhida em razão da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, na Suécia, entre 5 e 16 de junho de 1972. Seu secretário-geral foi o canadense Maurice Strong (1929 – 2015). Considerada a iniciativa mais importante tomada até então no campo da conservação do meio ambiente e da luta contra a poluição, reuniu 1.200 delegados de 114 países e cerca de três mil observadores. Entre os acordos mais importantes selados durante a reunião estão a condenação das experiências nucleares, a proibição da pesca da baleia por dez anos e a redução da produção de materiais sintéticos aumentando paralelamente a manufatura de substitutivos degradáveis não poluentes (<a href="https://www.worldenvironmentday.global/pt-br/sobre/dia-mundial-do-meio-ambiente" target="_blank">Site World Environment Day</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Artigos publicados na B</em></span><span style="color: #800000;"><em>rasiliana Fotográfic</em></span><span style="color: #800000;"><em>a no Dia Mundial do Meio Ambiente</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15070" target="_blank"><em>A Floresta da Tijuca no Dia Mundial do Meio Ambiente</em>, publicado em 5 de junho de 2019</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; V e Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XII &#8211; O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2021 14:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA["O Rio de Janeiro desaparecido". Esta é uma série diferente. Quando foi concebida, inspirada pelo livro "Vestígios da paisagem carioca: 50 lugares desaparecidos do Rio de Janeiro" (2019), de Isabela Mota e Patricia Pamplona, e por artigos sobre o Rio Antigo, de autoria de Charles Julius Dunlop (1908 – 1997), já haviam sido publicados na Brasiliana Fotográfica 11 artigos que deveriam pertencer à série. Então, o artigo sobre o Theatro Lyrico, com o qual o portal presta uma homenagem à arte e aos artistas é, na verdade, o 12º da série, mas é o que a inaugura com essa denominação.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>. Esta é uma série diferente. Quando foi concebida, inspirada pelo livro <em>Vestígios da paisagem carioca: 50 lugares desaparecidos do Rio de Janeiro</em> (2019), de Isabela Mota e Patricia Pamplona, e por artigos sobre o Rio Antigo, de autoria de Charles Julius Dunlop (1908 – 1997), já haviam sido publicados na Brasiliana Fotográfica 11 artigos que deveriam pertencer à série. Então, o artigo sobre o Theatro Lyrico, com o qual o portal presta uma homenagem à arte e aos artistas é, na verdade, o 12º da série, mas é o que a inaugura com essa denominação.</p>
<p>Com um registro do alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936, vamos conhecer um pouco da história desse teatro que, em sua época, foi o centro artístico e cultural do Rio de Janeiro. Pelo palco do Lyrico passaram artistas internacionais como o maestro italiano Arturo Toscanini (1867 &#8211; 1957), que lá regeu pela primeira vez uma orquestra, os tenores italianos Enrico Caruso (1873 &#8211; 1921) e<b> </b>Francesco Tamagno (1850 &#8211; 1905), as atrizes francesa Sarah Bernhardt (1844 &#8211; 1923) e Gabrielle Réjane (1856 &#8211; 1922); e a italiana Eleonora Duse (1858 &#8211; 1924). Vários artistas nacionais também atuaram no Lyrico, dentre eles as cantoras Bidu Sayão (1902 &#8211; 1999) e Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), a pianista Guiomar Novaes (1895 &#8211; 1979) e os atores (1882 &#8211; 1932) Procópio Ferreira (1898 &#8211; 1979) e Raul Roulien (1904 &#8211; 2000).</p>
<p>Sob o assoalho removível da plateia, que tinha 1400 cadeiras, havia um picadeiro! O teatro contava com uma Tribuna Imperial, 86 camarotes de diferentes categorias, 252 galerias e 168 <em>fauteuils</em> de varandas. No total, tinha 2500 lugares. Segundo o historiador Luiz Edmundo (1878 &#8211; 1961) era <em>o melhor teatro da cidade. </em>A inauguração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal</a>, em 14 de julho de 1909, diminuiu a importância do Lyrico, mas devido à qualidade de sua acústica, considerada notável e superior a do Municipal, manteve fiéis os apreciadores do canto lírico.<em> </em></p>
<p><em>&#8220;O melhor teatro da cidade é o Lyrico, uma ruína dourada, mostrando uma reles entradinha de ladrilhos, cercada de espelhos, uns espelhos muito velhos, muito sujos, muitos enodoados e uns porteiros de apresentação grotesca e mal ajambrada, sorrindo debaixo de densas gaforinhas postas em caramanchão e usando, nas noites de grandes premières, luvas brancas com punhos de celluloide&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;">Luiz Edmundo em <em>O Rio de Janeiro do meu tempo</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro <em>Palco e Picadeiro &#8211; o Theatro Lyrico</em>, seu autor, o historiador Francisco Vieira destacou o fato do teatro ser tão <em>integrado à vida da cidade que, em dia de estreia, os bancos dos bondes eram forrados de flanela braanca para que os passageiros a caminho do teatro não sujassem seus trajes. Logo o povo apelidou os veículos de &#8220;bonde de ceroulas&#8221;. </em></p>
<p>O Theatro Lyrico nasceu e morreu sob o signo do carnaval: seu primeiro evento foi um baile de mascarados, em fevereiro 1871, e, seu último, um ensaio de ranchos carnavalescos, em janeiro de 1932. Foi demolido entre 1933 e 1934. No artigo do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39359" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em> de 28 de dezembro de 1933</a> sobre sua demolição foi publicada a fotografia produzida por Malta, em torno de 1928. Destacamos aqui a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15261" target="_blank">importância da digitalização de fotografias </a>para a pesquisa e também para a difusão e consequentemente para a própria preservação de acervos fotográficos. Além disso, as imagens, a partir de recursos tecnológicos como o <em>zoom</em> têm uma visibilidade muito melhor e podem ser acessadas com uma qualidade bem maior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25493" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4254" target="_blank"><img class="size-large wp-image-25493" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/capa5-1024x763.jpg" alt="Augusto Malta. Teatro Lírico, c. 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS" width="768" height="572" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4254" target="_blank">Augusto Malta. Teatro Lírico, c. 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_25613" style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39359" target="_blank"><img class=" wp-image-25613" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/saopaulo2.jpg" alt="Jornal do Brasil, 28 de dezembro de 1933" width="536" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39359" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de dezembro de 1933</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco da história do Lyrico </em></strong></span></p>
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<div id="attachment_25523" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/bartolomeu.jpg"><img class="wp-image-25523 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/bartolomeu.jpg" alt="bartolomeu" width="313" height="472" /></a><p class="wp-caption-text">O açoriano Bartholomeu Corrêa da Silva (1828 &#8211; 1917) / <em>Palco e Picadeiro &#8211; o Theatro Lyrico</em></p></div>
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<p>O açoriano Bartholomeu Corrêa da Silva (1828 &#8211; 1917), nascido na Ilha Graciosa, em junho de 1928, deixou Portugal aos 14 anos, veio para o Brasil, estabeleceu-se em Campos dos Goytacazes e depois, já com sua mãe e duas irmãs, foi para São Fidélis, onde adquiriu um armazém. O diretor de um circo com cerca de 10 componentes chegou à cidade e alimentava sua trupe com comida e bebida da loja de Bartholomeu. Porém, o diretor fugiu e deixou uma dívida e a trupe para trás. Assim Bartolomeu tornou-se dono de um circo. Começava a história do Theatro Lyrico!</p>
<p>Bartholomeu decidiu então deixar São Fidélis e apresentou sua Companhia Gymnastica Equestre, em Niterói  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11613" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 14 de março de 1856, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25553" style="width: 458px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/11651" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25553" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico3.jpg" alt="Correio Mercantil, 22 de março de 1856" width="448" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/11651" target="_blank"><em>Correio Mercantil,</em> 23 de março de 1856</a></p></div>
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<p>No mesmo ano, já no Rio de Janeiro, a capital do Império, a Companhia Equestre instalou-se, provisoriamente, no Campo da Aclamação (<a href="No%20mesmo ano, o Circo Olympico instalou-se, provisoriamente, no Campo da Aclamação (Correio Mercantil, 1º de maio de 1856)." target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de maio de 1856</a>). No ano seguinte, voltou ao local (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13352" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 31 de maio de 1857, segunda coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_25556" style="width: 263px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-25556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico4.jpg" alt="Correio Mercantil, 1º de maio de 1856" width="253" height="367" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/11805" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de maio de 1856</a></p></div>
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<p>Em setembro de 1857, o Circo Olympico volante foi armado em São Cristóvão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13769" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 12 de setembro de 1857</a>).</p>
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<div id="attachment_25557" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13769" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25557" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico5.jpg" alt="Correio Mercantil, 12 de setembro de 1857" width="241" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13769" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 12 de setembro de 1857</a></p></div>
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<p>O artista e então administrador do Teatro São Pedro de Alcântara, João Caetano (1808 &#8211; 1863), convidou Bartholomeu para realizar um espetáculo. O contrato foi assinado em 15 de dezembro de 1857.</p>
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<div id="attachment_25552" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://retronostalgico.blogspot.com/2021/02/o-primeiro-grande-ator-brasileiro-o.html" target="_blank"><img class=" wp-image-25552" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico2.jpg" alt="O ator João Caetano (1808 - 1863)" width="289" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://retronostalgico.blogspot.com/2021/02/o-primeiro-grande-ator-brasileiro-o.html" target="_blank">O ator João Caetano (1808 &#8211; 1863)</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8347" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8347/001MF003002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8347" target="_blank">Marc Ferrez. Teatro São Pedro de Alcântara, c. 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Em 1858, o Circo Olympico passou pela rua Nova do Conde, no Catumbi, e também pela rua São Clemente, em Botafogo (<em>Correio Mercantil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/14229" target="_blank">6 de janeiro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/14517" target="_blank">23 de março</a> de 1858).</p>
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<div id="attachment_25550" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/14229" target="_blank"><img class=" wp-image-25550" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico.jpg" alt="Correio Mercantil, 6 de janeiro de 1858" width="241" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/14229" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 6 de janeiro de 1858</a></p></div>
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<div id="attachment_25565" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/14517" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25565" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico1.jpg" alt="Correio Mercantil, de 1858" width="232" height="260" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/14517" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 23 de março de de 1858</a></p></div>
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<p>Finalmente estabeleceu-se, na rua da Guarda Velha, atual Largo da Carioca, na época, o coração do Rio de Janeiro, uma localização privilegiada (<em>Correio Mercantil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/15109" target="_blank">21 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/15124" target="_blank">25 de agosto</a> de 1858).</p>
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<div id="attachment_25551" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/15109" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25551" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico1.jpg" alt="Correio Mercantil, 21 de agosto de 1858" width="239" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/15109" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 21 de agosto de 1858</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4417" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4417/SAm52-0028.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4417" target="_blank">Marc Ferrez. Largo da Carioca, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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<p>Em 1863, Bartholomeu cercou o terreno da rua da Guarda Velha com um gradil e inaugurou, ao lado do circo, no ano seguinte, uma cervejaria, a Jardim Concerto, com produção própria, onde seria hoje a rua Senador Dantas esquina com a avenida Chile. O empreendimento foi um sucesso.</p>
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<div id="attachment_25558" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/19379" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25558" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico6.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 1864" width="270" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/19379" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 18 de dezembro de 1864</a></p></div>
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<p>Aos poucos a lona do circo foi substituída por um circo de madeira, tornando-se uma casa de espetáculos circenses e teatrais. Famílias, inclusive a de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, frequentavam o circo e foi o imperador que propôs a Bartholomeu que construisse um teatro nos moldes dos melhores que existiam na Europa. Então Bartholomeu encomendou um projeto em que, com a retirada do piso de madeira da plateia, o teatro se transformava em circo equestre. Para isso contou com a ajuda do engenheiro Bittencourt da Silva. Segundo o historiador Francisco Vieira:</p>
<p><em>“Retirando-se o assoalho do teatro, em cima do qual as cadeiras da plateia eram cuidadosamente dispostas, tinha-se de volta o picadeiro. Logo se percebeu a perfeição da acústica da sala. Provavelmente devido ao fato de que essa tampa de assoalho, de madeira fina e resistente, quando colocada sobre os cavaletes, criava uma caixa de ressonância em associação com o madeirame do teto. Era uma acústica de caixa de violino.” </em></p>
<p>A excelência dessa acústica ficou mundialmente conhecida.</p>
<p>Os últimos espetáculos do circo, apresentados pela Companhia Chiarini, aconteceram em comemoração à vitória do Brasil na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> (<em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25652" target="_blank">25 de março</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25776" target="_blank">26 de abril</a> de 1870).</p>
<p>Em 2 de fevereiro de 1871, o Theatro Dom Pedro II foi aberto com uma apresentação de exercícios <em>equestres e gimnásticos</em> da companhia de Bartholomeu, que se repetiu ao longo de fevereiro (<em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/26894" target="_blank">2 de fevereiro de 1871, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/26934" target="_blank">12 de fevereiro, quinta coluna</a>, de 1871). Ainda no mesmo mês, foram realizados no salão da frente, logo antes da plateia, dois bailes de carnaval, em 19 e 21 de fevereiro, que marcaram a inauguração oficial do teatro (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/2053" target="_blank">12 de fevereiro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/2086" target="_blank">19 de fevereiro, última coluna</a>, de 1871). O casal imperial não compareceu ao baile de abertura, mas às vésperas de sua realização suas majestades visitaram o teatro e elogiaram o prédio e sua decoração.</p>
<p>No seu livro, <em>Memórias</em>, o escritor português Raul Brandão (1867 &#8211; 1930) escreveu uma história contada a ele pelo caricaturista, escultor e ceramista português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1499" target="_blank">Rafael Bordalo Pinheiro (1846 &#8211; 1905)</a>, que morou alguns anos no Rio de Janeiro, durante o século XIX:</p>
<p><em>&#8220;O imperador do Brasil, logo que chegava ao theatro, mettia-se no camarote, descalçava as botas e calçava com regalo, uns chinelos. Uma noite o Raphael, que estava no Rio, foi pé ante pé, meteu a mão pela cortina e robou-lhe as botas. O pobre homem não se desconcertou: sahiu de chinelos, atravessou em chinelos a multidão, saudando para a direita, para esquerda, desceu até ao pateo e meteu-se, em chonelos, na carruagem&#8221;</em>.</p>
<p>Terá sido verdade? Ou terá sido uma história inventada por Bordalo Pinheiro?</p>
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<div id="attachment_25559" style="width: 439px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/26896" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25559" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico7.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 1971" width="429" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/26896" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de fevereiro de 1971</a></p></div>
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<div id="attachment_25566" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.memoriasocial.pro.br/documentos/Disserta%C3%A7%C3%B5es/Diss362.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25566" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico2.jpg" alt="Baile de Máscaras no Theatro Lyrico por Guerave, 1883." width="538" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.memoriasocial.pro.br/documentos/Disserta%C3%A7%C3%B5es/Diss362.pdf" target="_blank">Baile de Máscaras no Theatro Lyrico por Guerave, 1883.</a></p></div>
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<p>Com a presença de dom Pedro II e da imperariz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, em 20 de junho de 1871, foi iniciada a primeira temporada lírica do Theatro D. Pedro com a apresentação da ópera <em>Guilherme Tell,</em> de Rossini, com os tenores Ballarini e Lelmi e a mezzo-soprano Amelia Escalante, dentre outros, sob a direção do maestro Ângelo Agostini, homônimo do famoso jornalista e ilustrador ítalo-brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_06/2688" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 13 de junho de 1871</a>). A programação da temporada da companhia italiana, com óperas de Ângelo Agostini (? -?), Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), Charles Gounod (1818 &#8211; 1893), Daniel Auber (1782 &#8211; 1871), Errico Petrella (1813 &#8211; 1877), Friedrich Flotow (1812 &#8211; 1883), Fromental Halevy (1799 &#8211; 1862), Giacomo Meyerbeer (1791 &#8211; 1864), Gioachino Rossini (1792 &#8211; 1868), Giovanni Pacini (1796 &#8211; 1867), Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901) e Saverio Mercadante (1795-1870), foi publicada no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27072" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 19 de março de 1871</a>. Na mesma edição, em sua coluna &#8220;Revista do Domingo&#8221;, Luis Guimarães Jr. (1847 &#8211; 1898), um dos dez membros eleitos para se completar o quadro de fundadores da Academia Brasileira de Letras, comentou a vinda da Companhia Italiana ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27069" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de março de 1871, sexta coluna</a>). O teatro foi desde o início prestigiado pela elite já que o canto lírico representava o ápice da cultura europeia, da civilidade. Porém, Bartholomeu seguiu apresentando espetáculos para o grande público, garantindo a presença da cultura popular em seu teatro. Também cedia gratuitamente o Lyrico para a realização de festas beneficentes como as realizadas para as viúvas dos soldados da Guerra do Paraguai e para a Beneficência Portuguesa.</p>
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<div id="attachment_25561" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27072" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25561" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 19 de março de 1871" width="427" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27072" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de março de 1871</a></p></div>
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<div id="attachment_25567" style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/27446" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico3.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 20 de junho de 1871" width="484" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/27446" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 20 de junho de 1871</a></p></div>
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<div id="attachment_25568" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/4413" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico4.jpg" alt="Semana Illustrada, de 1871" width="582" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/4413" target="_blank"><em>Semana Illustrada</em>, 25 de junho de 1871</a></p></div>
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<p>A décima segunda récita da temporada, em 18 de julho de 1871, homenageou o aniversário da sagração de dom Pedro II e contou com a  presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e de seu marido,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank"> o conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>. Na ocasião, a princesa era a regente porque dom Pedro II estava, pela primeira vez, em viagem à Europa, para onde havia embarcado em 25 de maio de 1871. Em 31 de março de 1872, retornou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/28568" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de abril de 1872</a>), trazendo o duque de Saxe, viúvo de de sua filha Leopoldina, e seus dois netos, Pedro Augusto (1866 – 1934) e Augusto Leopoldo (1867 – 1922), que seriam educados no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25569" style="width: 479px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27560" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25569" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico5.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, de 1871" width="469" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27560" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 18 de julho de 1871</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1875,  o Theatro D. Pedro II passou a se chamar, por decreto, Imperial Theatro D. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/7498" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 7 de setembro de 1875, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11845" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 7 de setembro de 1875, primeira coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/357" target="_blank">)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/imperial.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-25593" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/imperial.jpg" alt="imperial" width="653" height="142" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 25 de março de 1876, véspera da partida do casal imperial para uma viagem aos Estados Unidos, foi realizado um espetáculo de gala no Imperial Theatro D. Pedro II. Na ocasião, o ator Francisco Xavier da Silva Lisboa recitou uma saudação de despedida aos imperadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34318" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 27 de março de 1876, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Entre os anos de 1876 e 1886, o teatro foi administrado pelo maestro italiano Ângelo Ferrari (1835 &#8211; 1897) e conheceu uma fase áurea, com a apresentação de grandes óperas e dos maiores nomes do bel canto da época. Alguns dos espetáculos foram a <em>Fosca</em>, de Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), 1877 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/2841" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de julho de 1877)</a>; <em>Eurico</em>, do maestro português Miguel Ãngelo Pereira (1843 &#8211; 1901), baseada no livro homônimo do poeta Alexandre Herculano (1810 &#8211; 1877), em 1878 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/957" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 2 de novembro de 1878, terceira coluna</a>); e <em>Aída</em>, de Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901), em 1879 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/6508" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 1879, primeira coluna</a>). Tenores famosos como o espanhol Julien Gayarre (1844 &#8211; 1890) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/1800" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de outubro de 1876</a>) e o italiano Francesco Tamagno (1850 &#8211; 1905) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146633/365" target="_blank"><em>Revista Musical</em>, 15 de novembro de 1879, primeira coluna)</a> apresentaram-se no teatro assim como as cantoras líricas Maria Durand (1846 &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/6508" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 1879, primeira coluna</a>) e Marianni (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/37889" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 27 de outubro de 1878, terceira coluna</a>). Em 1888, o ator francês da Comedie Française, Benoit Constant Coquelin (1841 &#8211; 1909), e a atriz francesa Jane Hading (1859 &#8211; 1941) foram os grandes sucessos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4391" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 30 de maio de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Foi por ocasião das comemorações do tricentenário do poeta Luis de Camões (1524-1580), organizadas pelo Real Gabinete de Leitura, que a peça de Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/139955/3964" target="_blank"><em>Tu, só tu, puro amor</em></a>, estreou no Imperial Theatro D. Pedro II, em 10 de junho de 1880 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/773" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 e 12 de junho de 1880, terceira coluna</a>). Machado fez citações sobre o teatro em algumas de suas obras, como no livro <a href="http://llfeioleituras.blogspot.com/2012/05/esau-e-jaco-de-machado-de-assis.html" target="_blank"><em>Esaú</em> <em>e Jacó</em> (1904)</a> e em contos como  <a href="https://www.machadodeassis.ufsc.br/obras/contos/avulsos/CONTO,%20Dona%20Jucunda,%201889.htm" target="_blank"><em>D. Jucunda</em> (1889).</a> Outros autores também o mencionaram: Lima Barreto (1881 &#8211; 1922) no conto <a href="https://www.algosobre.com.br/downloads/livros-obras-literarias-pdf/577-lima-barreto-uma-noite-no-lirico/file.html" target="_blank"><em>Uma noite no Lírico</em></a>, publicado em seu livro <em>Histórias e Sonhos</em> (1920); e Rubem Fonseca (1925 &#8211; 2020), em <em>Agosto</em> (1990), quando o personagem Emilio, o velho e doente professor de música do comissário Mattos, diz: &#8220;<em>Nem Gigli nem Scotti põem mais os pés aqui&#8230;Não, não, minha cabeça não anda boa, o Scotti morreu há muito tempo, você não chegou a vê-lo, mas eu o vi, com esses olhos que a terra há de comer, cantando o Falstaff no Teatro Lírico, que eles demoliram, um teatro lindo com uma acústica melhor do que o Scala de Milão&#8221;. </em>Antonio Scotti (1866 &#8211; 1936) foi um barítono italiano.</p>
<p>No dia 30 de junho de 1886, o maestro italiano Arturo Toscanini (1867 &#8211; 1957) regeu pela primeira vez uma orquestra, apresentando <em>Aída</em>, de Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901), no Theatro Lyrico. Toscanini regeu a ópera de cor, sem partitura, e recebeu os maiores elogios do severo crítico Oscar Guanabarino (1851 &#8211; 1937).</p>
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<div id="attachment_25846" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/oscar.jpg"><img class="size-full wp-image-25846" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/oscar.jpg" alt="Oscar Guanabarino / O Rio de Janeiro do meu tempo, de Luiz Edmundo" width="281" height="440" /></a><p class="wp-caption-text">Oscar Guanabarino / <em>O Rio de Janeiro do meu tempo</em>, de Luiz Edmundo</p></div>
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<p>Substituiu na última hora o maestro brasileiro Leopoldo Miguez (1850 &#8211; 1902), futuro autor do Hino da Proclamação da República, porque os artistas italianos não aceitaram a ideia de serem dirigidos por um estrangeiro. Miguez estava no lugar do regente italiano Claudio Rossi, que havia ficado doente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/811505/464" target="_blank"><em>L´Italia</em>, 1º de julho de 1886, última coluna</a>; <em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2644" target="_blank">1º de julho, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2656" target="_blank"> 4 de julho, quarta coluna</a>, 1886).</p>
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<div id="attachment_25660" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7b/Arturo_Toscanini_1908.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25660" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/toscanini.jpg" alt="Toscanini em 1908" width="315" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7b/Arturo_Toscanini_1908.png" target="_blank">Toscanini em 1908</a></p></div>
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<p>A cantora que fazia o papel de <em>Aída</em>, a russa Nadina Bulicioff (1858 &#8211; 1921), comprou a liberdade de sete escravizados com os presentes que recebeu de seus admiradores. Entregou as cartas de alforrias em pleno palco, em 10 de agosto, em um ato da campanha abolicionista organizado por José do Patrocínio (1854 &#8211; 1905) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2808" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1886, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25595" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/3116" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25595" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/nadine.jpg" alt="Revista Illustrada, 1886" width="369" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/3116" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 20 de agosto de 1886</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ópera <em>Lo Schiavo</em>, de Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), dedicada à princesa Isabel (1846 &#8211; 1921), estreou em 27 de setembro de 1889, sem a presença da família imperial, de luto devido à morte de dom Augusto de Portugal (1847 &#8211; 1889). Mas na récita do dia 2 de outubro, no intervalo da ópera, o compositor recebeu das mãos do imperador Pedro II a Ordem do Rosa (<em>Diário de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/6307" target="_blank">28 de setembro, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/6327" target="_blank">3 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Devido à proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, o camarote real foi demontado, os símbolos do império foram eliminados e o Theatro Imperial Dom Pedro II passou a chamar-se Theatro Lyrico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16613" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de dezembro de 1889, terceira coluna</a>). Em janeiro do ano seguinte, uma reunião para a escolha do Hino da Proclamação da República aconteceu no teatro com a presença do presidente Deodoro da Fonseca (1827 &#8211; 1892). A música de Leopoldo Miguez, que concorreu com Alberto Nepomuceno (1864 &#8211; 1920), Francisco Braga (1868 &#8211; 1945), futuro compositor do Hino da Bandeira (1905); e Jerônimo Queiroz, foi a escolhida. O Hino Nacional permaneceria sendo o composto por Francisco Manoel da Silva (1795 &#8211; 1865) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/104" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de janeiro de 1890, penúltima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39460" target="_blank"> <em>Jornal do Brasil</em>, 31 de dezembro de 1933</a>). Entre fevereiro e março, foram realizados no teatro dois bailes mascarados e uma reunião operária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/219" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de fevereiro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/239" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de fevereiro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/291" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de março de 1890, primeira coluna</a>).</p>
<p>Passou por uma reforma e foi reinaugurado em abril de 1890 com a apresentação da <em>Grande e Luxuosa Companhia Equestre, acrobatica, gymnastica e comica do Polytheama Argentino de Buenos Aires</em>, do empresário Luiz Gucci, representado por Alfredo Cattaneo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/554" target="_blank"><em>O Pai</em>z, 23 de abril de 1890, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25526" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;pagfis=564" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25526" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/estreia.jpg" alt="O Paiz, 25 de abril de 1890" width="317" height="333" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;pagfis=564" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de abril de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 28 de março de 1895, Bartholomeu tomou posse definitiva do terreno do teatro.</p>
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<div id="attachment_25522" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/planta.jpg"><img class="size-full wp-image-25522" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/planta.jpg" alt="Planta do Teatro Lírico" width="376" height="554" /></a><p class="wp-caption-text">Planta geral do Teatro Lírico</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O tango <em>Tupã</em>, uma homenagem da maestrina Chiquinha Gonzaga (1847 &#8211; 1935) ao jornalista e médico Lopes Trovão (1848-1925), autor da frase que se referia a ela: “<em>Aquela Chiquinha é o diabo!</em>”, foi executada pela Banda dos Meninos Desvalidos, regida por Luiz Moreira, em uma récita em benefício à compositora no Lyrico, em 20 de abril de 1891 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/3228" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de abril de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>Vamos destacar na primeira década do século XX , a estreia no Rio de Janeiro, do <em>Cinematographo Lumière Aperfeiçoado</em> realizado pela empresa Evert, em 26 de novembro de 1904; a apresentação das atrizes de renome internacional Gabrielle Réjane (1856 &#8211; 1922), Sarah Bernhardt (1844 &#8211; 1923) e a italiana Eleonora Duse (1858 &#8211; 1924); e do tenor italiano Enrico Caruso (1873 &#8211; 1921). São nomes que se confundem com as artes nas quais atuaram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25623" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8803" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/cinema3.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 26 de novembro de 1904" width="327" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8803" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gabrielle Réjane esteve no Brasil três vezes. A primeira, em 1895. Em 1902, estreou no Lyrico na peça <a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/4223" target="_blank"><em>Zaza</em></a>, escrita especialmente para ela por Pierre Berton (1842 – 1912) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/4216" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de julho de 1903, última coluna</a>). Fundou sua própria companhia teatral, em Paris, em 1906, e o escritor Marcel Proust (1871 &#8211; 1922) era seu grande amigo e admirador. Notabilizou-se por suas performances nas peças <em>Madame Sans-Gêne</em>, de Victorien Sardou (1831 &#8211; 1908); <i>M Cousine,</i> de Henri Meilhac (1830 &#8211; 1897), além da já citada<em> Zaza</em>. Apresentou-se no Theatro Municipal do Rio de Janeiro um dia depois de sua inauguração (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20124" target="_blank">14 de julho, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20144" target="_blank">16 de julho, primeira coluna</a> de 1909).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25678" style="width: 741px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/4215" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25678" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/rejane.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 1º de agosto de 1902" width="731" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/4215" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de agosto de 1902</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Identificado como <em>célebre tenor</em>, o italiano Enrico Caruso estreou no Lyrico, em 9 de setembro de 1903, na ópera <em>Rigoletto </em>(1851), de Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901), que foi reapresentada em 18 de setembro. Também atuou em <em>Manon Lescaut</em> (1893) e na <em>Tosca</em> (1900), ambas de Giacomo Puccini (1858 &#8211; 1924); e em <em>Iris </em>(1898), de Pietro Mascagni (1863 &#8211; 1945) (<em>Correio da Manhã</em>,<i> </i><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/4540" target="_blank"> 8 de setembro,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/4568" target="_blank">18 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/4602" target="_blank">19 de setembro</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/4638" target="_blank"> 25 de setembro</a> de 1903; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7636" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de setembro de 1926, terceira coluna</a>). Esteve de novo no Brasil, em 1917, quando se apresentou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25681" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/10309" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25681" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/carusomalho.jpg" alt="Enrico Caruso, caricatura feita por ele / O Malho, 2 de novembro de 1907" width="403" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/10309" target="_blank">Enrico Caruso, caricatura feita por ele / O Malho, 2 de novembro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sarah Bernhardt fez em julho de 1905 sua última turnê ao Rio de Janeiro. Já havia estado na cidade em 1886, quando se apresentou no Teatro São Pedro de Alcântara e sua atuação em <em>Fedra, de Jean Racine </em>(1639 &#8211; 1699) arrebatou a plateia; e, em 1893, quando suas performances aconteceram no Theatro Lyrico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/8396" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de junho de 1893, última coluna</a>). Foi também no Lyrico que se apresentou entre 13 e 17 de outubro de 1905, nas peças <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10724" target="_blank"><em>La Sorcière</em></a> (1904), de Victorien Sardou (1831 &#8211; 1908); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10730" target="_blank"><em>Adrienne Lecouvrier</em></a> (1849), de Ernest Legouvé (1807 &#8211; 1903) e Eugène Scribe (1791 &#8211; 1861); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10742" target="_blank"><em>A Dama das Camélias</em></a> (1852), de Alexandre Dumas Filho (1824 &#8211; 1895); <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10748" target="_blank">Angelo</a> </em>(1835)<em>, </em>de Victor Hugo (1802 &#8211; 1885), e <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10756" target="_blank">Hamlet</a> </em>(c. 1600)<em>, </em>de William Shakespeare (1564 &#8211; 1616)<em>.</em> Partiu do Rio de Janeiro em 18 de outubro de 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10764" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de outubro de 1905, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25624" style="width: 235px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/3791" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/cinema4.jpg" alt="A atriz Sarah Bernhardt como La tisbee, da peça Angelo, de Victor Hugo Revista da Semana, 29 de outubro de 1905" width="225" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/3791" target="_blank">A atriz Sarah Bernhardt como <em>La Tisbee</em>, da peça<em> Angelo</em>, de Victor Hugo /<em> Revista da Semana</em>, 29 de outubro de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Reza a lenda que ela teria se acidentado durante essa última turnê quando representava a peça <em>A Tosca</em>, de Sardou, cuja estreia foi estrelada por ela, em 27 de novembro de 1887, em Paris, tendo sido, em 1900, adaptada para a ópera homônima, por Giacomo Puccini (1858 &#8211; 1924). A queda teria ocasionado, posteriomente, a amputação da perna da atriz. Porém não há registro na imprensa de sua atuação na referida peça nessa sua última temporada carioca. Havia encenado <em>A Tosca</em> em sua turnê, no Rio de Janeiro, em 1893 (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/8392" target="_blank">10 de junho , terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/8434" target="_blank">16 de junho, última coluna</a>, de 1893).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25676" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/duse11.jpg"><img class="wp-image-25676 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/duse11.jpg" alt="duse1" width="404" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/263" target="_blank">Eleonora Duse /<em> Fon-Fon</em>, 8 de junho de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eleonora Duse ou <em>La Duse</em>, como era conhecida, foi uma verdadeira diva do teatro e destacou-se na interpretação de papéis escritos, muitas vezes, especialmente para ela pelo dramaturgo italiano Gabrielle D´Annunzio (1863 &#8211; 1938), com quem teve um romance; e de peças do norueguês Henrik Ibsen (1828 &#8211; 1906). Esteve no Rio de Janeiro, em 1885, quando se apresentou no Theatro São Pedro de Alcântara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/13178" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de junho de 1885, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/383422/240" target="_blank"><em>A Semana</em>, 17 de julho de 1885</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/225029/4004" target="_blank"><em>Diario do Brazil</em>, 7 de agosto de 1885, primeira coluna)</a>, e entre junho e julho de 1907, em uma temporada no Lyrico. Após sua última performance, realizada em 16 de julho na peça <em>Rosmersholm </em>(1886), de Ibsen, foi homenageada e um escudo de mármore com a seguinte inscrição foi inaugurado:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25625" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14583" target="_blank"><img class="wp-image-25625 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/duse.jpg" alt="duse" width="317" height="133" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14583" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de julho de 1907</a></p></div>
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<p>Um fato curioso: foi no Lyrico, numa homenagem ao aviador Santos Dumont (1873 &#8211; 1932), que o jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1854 &#8211; 1905), quando saudava o inventor, sofreu uma hemoptise durante seu discurso, tendo falecido pouco tempo depois, em 29 de janeiro de 1905 (<a href="https://www.academia.org.br/academicos/jose-do-patrocinio/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a>).</p>
<p>Em 15 de setembro de 1911, houve um incêndio no edifício da Imprensa Nacional, vizinho ao teatro, o que suscitou boatos em torno da possível demolição do Lyrico. Um dos mais respeitados críticos de artes da época, o implacável Oscar Guanabarino (1851 &#8211; 1937), escreveu um artigo no qual se opunha veementemente a essa hipótese e chamava o Lyrico de<em> melhor teatro dessa cidade </em>(<em>O Paiz, </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8396" target="_blank">16 de setembro, penúltima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9133" target="_blank"> 7 de novembro, última coluna</a>, de 1911).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6284" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6284/GT43.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6284" target="_blank">Juan Gutierrez. Prédio da Imprensa Nacional, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>O comendador Bartholomeu, título que recebeu  do rei dom Carlos de Portugal, faleceu em 27 de dezembro de 1917, e o Lyrico, após uma ruidosa disputa entre sua neta Margarida Chaves Lopes, pra quem deixouo teatro em testamento, e seus sobrinhos, foi herdado por ela, que era filha de Emilia (1859 &#8211; 1881), filha adotiva de Bartholomeu, e do jornalista Henrique Chaves (1849 &#8211; 1910), português e um dos fundadores da <em>Gazeta de Notícias</em>. Emilia havia morrido tragicamente, atingida por um coice de um cavalo, em novembro de 1881, no pátio que ficava na saída lateral do teatro. Margarida era casada com César Lopes Ferreira, com quem tinha dois filhos: João Henrique e Maria Emilia. Moravam no teatro assim como Batholomeu até sua morte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/11998" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de dezembro de 1917, terceira coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/44087" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de maio de 1918, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>Em 16 de fevereiro de 1919, foi realizado no Lyrico o primeiro concurso de músicas de carnaval. Os números foram executados pela Banda do Batalhão Naval e a vencedora foi o maxixe <em>Prove e beba Vermutim</em>, de Abdon Lyra (1887 &#8211; 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/46137" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de fevereiro de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25670" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/32697" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/vermutim.jpg" alt="Fon-Fon, de 1919" width="483" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/32697" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 1919</a></p></div>
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<p>O Lyrico também foi palco de eventos políticos. Destacamos aqui a convenção da campanha civilista, em agosto de 1909 (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20529" target="_blank">23 de agosto, quinta coluna</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20539" target="_blank">24 de agosto, segunda coluna</a>, de 1909).</p>
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<div id="attachment_25684" style="width: 919px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/9709" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/agosto.jpg" alt="Revista da Semana, 5 de setembro de 1909" width="909" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/9709" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 de setembro de 1909</a></p></div>
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<p>E também, em 20 de março de 1919, o evento no qual Ruy Barbosa (1879 &#8211; 1923), durante sua campanha presidencial, vencida, em 13 de abril, por seu concorrente, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), leu a conferência <em>A Questão Social e Política no Brasil</em>, que se tornou famosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/23210" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 21 de março de 1919, quarta coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_25642" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/23210" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/ruy1.jpg" alt="O Imparcial, 21 de março de 1919" width="247" height="76" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/23210" target="_blank"><em>O Imparcial,</em> 21 de março de 1919</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Trecho da conferência<em> A Questão Social e Política no Brasil </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> O Brasil não é isso</em></strong></span></p>
<p><em>&#8220;Mas, senhores, se é isso o que eles vêem, será isto, realmente, o que nós somos? Não seria o povo brasileiro mais do</em> <em>que esse espécimen do caboclo mal desasnado, que não se sabe ter de pé, nem mesmo se senta, conjunto de todos os estigmas de calaçaria e da estupidez, cujo voto se compre com um rolete de fumo, uma andaina de sarjão e uma vez d’aguardente? Não valerá realmente mais o povo brasileiro do que os conventilhos de advogados administrativos, as quadrilhas de corretores políticos e vendilhões parlamentares, por cujas mãos corre, barateada, a representação da sua soberania?</em></p>
<p><em>Deverão, com efeito, as outras nações, a cujo grande conselho comparecemos, medir o nosso valor pelo dessa troça de escaladores do poder, que o julgam ter conquistado, com a submissão de todos, porque, em um lance de roleta viciada, empalmaram a sorte e varreram a mesa?</em></p>
<p><em>Não. Não se engane o estrangeiro. Não nos enganemos nós mesmos. Não! O Brasil não é isso. Não! O Brasil não é o sócio de clube, de jogo e de pândega dos vivedores, que se apoderaram da sua fortuna, e o querem tratar como a libertinagem trata as companheiras momentâneas da sua luxúria.</em></p>
<p><em>Não! O Brasil não é esse ajuntamento coletício de criaturas taradas, sobre que possa correr, sem a menor impressão, o sopro das aspirações, que nesta hora agitam a humanidade toda.</em></p>
<p><em>Não! O Brasil não é essa nacionalidade fria, deliqüescente, cadaverizada, que receba na testa, sem estremecer, o carimbo de uma camarilha, como a messalina recebe no braço a tatuagem do amante, ou o calceta, no dorso, a flor-de-lis do verdugo.</em></p>
<p><em>Não! O Brasil não aceita a cova, que lhe estão cavando os cavadores do Tesouro, a cova onde o acabariam de roer até aos ossos os tatus-canastras da politicalha. Nada, nada disso é o Brasil&#8221;.</em></p>
<p>Seguiram-se apresentações de Guiomar Novaes (1895 &#8211; 1979) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3071" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de setembro de 1920, terceira coluna</a>) e de vários concertos de Arthur Rubinstein (1887 &#8211; 1982) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/1749" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 20 de maio de 1920, quinta coluna</a>), em 1920; e, no ano do Centenário da Indenpendência do Brasil, em 1922, o grande sucesso foi a companhia francesa Ba-Ta-Clan, de Madame Rasimi (1874 – 1954) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10404" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1922, penúltima coluna)</a>. Os<em> Oitos Batutas</em>, a seu convite, haviam apresentado no Theatro Lyrico o repertório dos shows que haviam realizado em Paris. <em>“Não há dúvida nenhuma: mais uma vez os versos do trovador popular se justificam&#8230; ”A Europa continua a curvar-se ante o Brasil” </em>(<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10570">23 de agosto de 1922, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10610">27 de agosto, penúltima coluna</a>, de 1922).</p>
<p>No ano seguinte, apresentaram-se no teatro o pianista russo Alexander Borovsky (1889 &#8211; 1968) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/14778" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de maio de 1923, segunda coluna</a>) e a cantora e atriz francesa Mistinguett (1873 &#8211; 1956) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45293" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 18 de agosto de 1923</a>).</p>
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<div id="attachment_25667" style="width: 339px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/45368" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/mistinguett.jpg" alt="Mistinguett vista pelo traço de Kalisto / Fon-Fon, de 1923" width="329" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/45368" target="_blank">Mistinguett vista pelo traço de Kalisto / <em>Fon-Fon,</em> 25 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1926, houve a apresentação da pianista Magdalena Tagliaferro (1893 &#8211; 1986) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11911" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de julho de 1926, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25668" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11227" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/magdalena.jpg" alt="A pianista Magdalena Tagliaferro / Fon-Fon, 13 de março de 1926" width="400" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11227" target="_blank">A pianista Magdalena Tagliaferro / <em>Fon-Fon</em>, 13 de março de 1926</a></p></div>
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<p>Filippo Tomazzo Marinetti (1876 &#8211; 1944), principal teórico e fundador do futurismo italiano, fez duas conferência do Lyrico, em 15 e 18 de maio de 1926, apresentado por Graça Aranha (1868 &#8211; 1931). Foi vaiado pelo público e diversas caricaturas dele foram publicadas pela imprensa carioca (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/19034" target="_blank">16 de maio</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/19054" target="_blank">19 de maio</a> de 1926; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/57078" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 12 de junho de 1926</a>).</p>
<p>Em 15 de novembro, ainda em 1926, sob a direção do maestro e compositor Heitor Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959),  realização do espetáculo de gala <em>Musica Typica Brasileira</em>, com um coro de 200 vozes, em homenagem ao Governo da República (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27766" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 14 de novembro de 1926</a>).</p>
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<div id="attachment_25618" style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27766" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25618" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lobos.jpg" alt="O Paiz, 14 de novembro de 1926" width="349" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27766" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 14 de novembro de 1926</a></p></div>
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<p>Foi promovido no Lyrico, em janeiro de 1930, o concurso carnavalesco da Casa Edison, primeira empresa fonográfica do Brasil, fundada pelo tcheco Frederico (Fred) Figner (1866 – 1947), primeiro produtor fonográfico do Brasil. A música vencedora foi <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LfSmfzKv86s" target="_blank"><em>Dá nela</em></a>, de Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), seu primeiro grande sucesso e também o <em>hit</em> do carnaval de 1930. O cantor oficial do evento foi o popular Francisco Alves (1898 &#8211; 1952) e a orquestra era a Pan-Americana (<em>O Malho</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/72141" target="_blank">25 de janeiro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/72188" target="_blank">1º de fevereiro</a> de 1930). No mesmo ano, a temporada lírica foi inaugurada pelo famoso pianista Alexandre Brailowsky (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/73159" target="_blank"><em>O Malho</em>, 17 de maio de 1930</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison1.jpg"><img class=" size-full wp-image-25615 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison1.jpg" alt="edison1" width="623" height="548" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-25616 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison2.jpg" alt="edison2" width="622" height="325" /></a></p>
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<p>Ainda em 1930, a cantora Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955) lotou o teatro. Na mesma noite, apresentaram-se os atores Procópio Ferreira (1898 &#8211; 1979), Raul Roulien (1904 &#8211; 2000) e o jornalista e poeta Álvaro Moreyra (1888 &#8211; 1964), dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/1401" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de junho de 1930, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/73597" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-25690" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/carmen.jpg" alt="carmen" width="237" height="548" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/73597" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-25691" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/carmen1.jpg" alt="carmen1" width="470" height="131" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/73597" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 14 de junho de 1930</a></p>
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<p>Mas a crise financeira atingiu o Brasil, as instalações do Lyrico estavam velhas e muito dinheiro seria necessário para restaurá-lo. A última companhia que manteve um contrato com o teatro foi a A. Sonschein, de Cinematorgaphia, Theatros e Diversões. Em 23 de janeiro de 1932, a declamadora, atriz e cantora argentina, nascida na Bielorússia, Berta Singerman (1901 -1998), realizou seu 50º recital no Theatro Lyrico.</p>
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<div id="attachment_25662" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/12037" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/bertha.jpg" alt="O Jornal, 22 de janeiro de 1932" width="343" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/12037" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de janeiro de 1932</a></p></div>
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<p>Em 29 de janeiro de 1932, houve no teatro o ensaio dos ranchos carnavalescos <em>Flor do Abacate</em>,<em> Arrepiados</em> e <em>Deixa Falar</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/12182" target="_blank">(<em>O Jornal</em>, 31 de janeiro de 1932, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/8802" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 3 de fevereiro de 1932, quarta coluna</a>). Foi o último evento realizado no velho casarão da rua da Guarda. Estava marcado para o dia 31 de janeiro, um festival para a escolha do melhor samba e da melhor marchinha do carnaval de 1932, porém foi adiado devido a um problema de saúde da cantora Zaira Cavalcanti (1913-1981). Não há registro de que tenha sido realizado, pelo menos não no Lyrico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/12162" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 30 de janeiro de 1932, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10345" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de janeiro de 1932, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/8792" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 de fevereiro de 1932, segunda coluna).</a></p>
<p>O teatro, em 1932, foi a leilão público e adquirido pelo diretor presidente da Caixa Econômica Federal, Solano Carneiro da Cunha (<em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/15356" target="_blank">14 de setembro, quinta coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/15530" target="_blank">29 de setembro, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/15892" target="_blank"> 29 de outubro, primeira coluna</a>, de 1932<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/2851" target="_blank">)</a>. Na ocasião, segundo o livro <em>Palco e Picadeiro – o Theatro Lyrico, </em>o diretor do Instituto Nacional de Música, o professor Guilherme Fontainha (1887 &#8211; 1970), pediu a cessão das placas comemorativas que estavam no interior do Lyrico, que  foram então alocadas no Teatro João Caetano e na Escola Nacional de Música.</p>
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<div id="attachment_25661" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/15892" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25661" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/caixa.jpg" alt="O Jornal, 29 de outubro de 1932" width="167" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/15892" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 29 de outubro de 1932</a></p></div>
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<p>O prédio do teatro estava condenado por engenheiros e foi demolido entre 27 de dezembro de 1933 e 1934. Houve um desabamento durante sua demolição (<em>Jornal do Brasil</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39359" target="_blank"> 28 de dezembro de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39388" target="_blank">29 de dezembro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/43015" target="_blank">6 de maio, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/43417" target="_blank">20 de maio, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/49535" target="_blank">19 de dezembro, quinta coluna</a>, de 1934; <em>O Paiz</em>,<i> </i><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/3303" target="_blank">3 de janeiro, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/3917" target="_blank">3 de abril, penúltima coluna</a> de 1934; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/17386" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 28 de janeiro de 1934</a>).</p>
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<div id="attachment_25617" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/17386" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25617" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison3.jpg" alt="O Jornal, 28 de janeiro de 1934" width="310" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/17386" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 28 de janeiro de 1934</a></p></div>
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<p>Suas colunas de madeira foram vendidas aos irmãos e <em>luthiers</em> Benvenuto Pascole (1892 &#8211; 1956) e Guido Pascole (1905 &#8211; 1987), cuja fábrica de violinos ficava em São Paulo, e ao maestro Livolsi Bartholomeu. Foram utilizadas na fabricação desses instrumentos. O jornal <em>A Noite</em> promoveu um concurso para a entrega do violino fabricado com madeiras do Lyrico (<em>A Noite</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/17084" target="_blank"> 2 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/17398" target="_blank">23 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/19461" target="_blank">10 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/19572" target="_blank">17 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/20060" target="_blank">22 de outubro</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/20840" target="_blank"> 15 de dezembro</a> de 1934). Já no século XXI, o bombeiro e <em>luthier</em> Davi Lopes construiu instrumentos musicais com restos de madeira remanescentes do incêndio do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>, ocorrido em 2 de setembro de 2018. Até agosto de 2021, Davi havia confeccionado com os destroços do museu dois violões, um bandolim, um cavaquinho e um violino, que seriam entregues ao Museu Nacional/UFRJ (<a href="https://rotacult.com.br/2021/08/fenix-o-voo-de-davi-incendio-do-museu-nacional-e-coadjuvante-em-documentario-sobre-instrumentos-musicais-feitocom-restos-de-madeira-remanescentes/" target="_blank"><em>Rota Cult</em>, 27 de agosto de 202</a>1).</p>
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<div id="attachment_25663" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/17398" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/luthier.jpg" alt="A Noite, 23 de abril de 1934" width="538" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/17398" target="_blank"><em>A Noite,</em> 23 de abril de 1934</a></p></div>
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<p>Algumas das peças do  Lyrico foram a leilão e outras como, por exemplo, duas poltronas e um medalhão comemorativo da vista do presidente argentino, Julio Argentino Roca (1843 &#8211; 1914), ao Brasil, foram doadas ao Museu Histórico Nacional por Cesar Lopes, como já mencionado, marido de Margarida, a neta de Bartholomeu. No local do antigo teatro foi instalado um estacionamento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/20383" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de novembro, quarta coluna</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/tradição1.jpg"><img class=" size-large wp-image-25643 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/tradição1-1024x463.jpg" alt="tradição1" width="768" height="347" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/9669" target="_blank"><img class=" size-large wp-image-25644 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/tradição2-1024x534.jpg" alt="tradição2" width="768" height="401" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/9669" target="_blank"><img class="wp-image-25645 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/tradição3-1024x506.jpg" alt="tradição3" width="768" height="380" /></a>                                                                  <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/9669" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de abril de 1934</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Theatro Lyrico em artigos e crônicas</strong></em></span></p>
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<p>O Theatro Lyrico está presente em artigos e crônicas de dramaturgos, escritores, historiadores e políticos, dentre eles Coelho Neto (1864 &#8211; 1934), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23302" target="_blank">João do Rio (1881 &#8211; 1921)</a>, Oscar Lopes (1882 &#8211; 1938), cunhado da antiga proprietária, Margarida; e Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923).</p>
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<div id="attachment_25637" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25637" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/coelho-neto.jpg" alt="Coelho Neto / Academica Brasileira de Letras" width="369" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto" target="_blank">Coelho Neto / Academia Brasileira de Letras</a></p></div>
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<p><em>&#8220;Foi condenado à morte o <span style="color: #800000;"><strong>Lyrico</strong></span>. No dia em que os pedreiros entrarem com seus ferros a atacar o casarão que foi tudo nesta cidade, desde circo até praça de manifestações políticas, os que vêm do passado, se o coração se lhes não esterilizaram, sofrerão produndamente com a perda da antigualha, que foi o centro da elegância e a &#8220;ágora&#8221; em dias que se perderam na grande noite dos tempos&#8230;Abate-se o <span style="color: #800000;"><strong>Lyrico</strong></span>, mas que não o substituam por alguma joça ridícula que em vez de tornar o sítio mais formoso, o enfeia e faça mais forte a saudade do velho theatro, indubitavelmente o melhor que possuímos, não só para os espetáculos lyricos, como para as representações dramáticas&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/26535" target="_blank">Trecho do artigo <em>O Lyrico</em>, de Coelho Neto, </a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/26535" target="_blank">publicado no <em>Jornal do Brasil</em>, 18 de setembro de 1932</a></p>
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<div id="attachment_23785" style="width: 361px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank"><img class="wp-image-23785 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodorio1.jpg" alt="João do Rio / Bahia Illustrada, 1921" width="351" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank">João do Rio / <em>Bahia Illustrada</em>, junho de 1921</a></p></div>
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<p><em>&#8220;Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, conversar com os cantores de modinha das alfurjas da Saúde, depois de ter ouvido dilettanti, de casaca, aplaudirem o maior tenor do <span style="color: #800000;"><strong>Lírico</strong></span> numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja…&#8221;</em></p>
<p><em>                                                                                            A alma encantadora das ruas (1908), </em>de<em> </em>João do Rio</p>
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<div id="attachment_25651" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/oscarlopes.jpg"><img class="size-full wp-image-25651" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/oscarlopes.jpg" alt="Oscar Lopes / O Malho, de 1934" width="304" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/84411" target="_blank">Oscar Lopes / <em>O Malho</em>, 6 de novembro de 1936</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/35241" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25647" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/relíquia1.jpg" alt="relíquia1" width="608" height="387" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/35241" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-25652 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/vamosnessa.jpg" alt="vamosnessa" width="566" height="545" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/35241" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-25653 alignnone aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/vamosnessa1.jpg" alt="vamosnessa1" width="567" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/35241" target="_blank"><em>Relíquia Perdida</em>, de Oscar Lopes, publicado no <em>Jornal do Brasil</em>, em 6 de agosto de 1933</a></p>
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<div id="attachment_25640" style="width: 340px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1198370.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-25640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/ruy.jpg" alt="Ruy Barbosa por / Fundação Biblioteca Nacional" width="330" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1198370.jpg" target="_blank">Ruy Barbosa em 1907 / Fundação Biblioteca Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">&#8220;&#8230;<em>Mas aqui estamos num recinto consagrado à flor do espírito e da graça. Como uma corbelha imensa, em camadas superpostas de flores, sorri toda uma sociedade inumerável de rosas, de violetas, de carbúnculos, à luz quase meridiana da eletricidade&#8230;a música vai entronar sua magia naquela atmosfera de templo de beleza. Desse feitiço dizem que já se moveu as pedras, mas que, hoje mesmo, na decadência de seu poder, amansa feras, e ensinar a bailar as serpentes</em>&#8230;Mas no santuário de Mozart, de Mayerbeer e de Wagner não estruja a vozeria, não chocalhe a pilhéria deslavada&#8230;&#8221;</p>
<p> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2385" target="_blank">Trecho do artigo de Ruy Barbosa, <em>O Direito da Vaia</em>,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2385" target="_blank">publicado no jornal <em>A Imprensa</em>,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2385" target="_blank">do qual era diretor, em 17 de agosto de 1900,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2385" target="_blank">em torno da polêmica sobre a vaia iniciada devido às manifestações dos frequentadores do <em><span style="color: #800000;"><strong>Lyrico</strong></span></em></a></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p>EDMUNDO, Luiz. <em>O Rio de Janeiro do meu tempo</em>. Rio de Janeiro:Editora: Imprensa Nacional, 1938.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>PERNY, Mônica Menezes. <a href="http://www.memoriasocial.pro.br/documentos/Disserta%C3%A7%C3%B5es/Diss362.pdf" target="_blank"><em>As máscaras de carnaval no cenário carioca: uma contribuição à Memória Social</em></a>. 2015. 92f. Dissertação (Mestrado em Memória Social) – Centro de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.</p>
<p>SATIN, Ionara. <a href="http://www.olhodagua.ibilce.unesp.br/index.php/Olhodagua/article/viewFile/511/471" target="_blank"><em>Machado de Assis e I cantanti d’opera italiani: transferências culturais</em></a>. Olho d’água, São José do Rio Preto, 10(2): p. 1–285, Jun.–Dez./2018.</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/luis-guimaraes-junior/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://chiquinhagonzaga.com/acervo/?musica=tupa" target="_blank">Site Acervo Digital Chiquinha Gonzaga</a></p>
<p><a href="https://panisecircus.com.br/o-teatro-lyrico-o-mais-bacana-do-rio-de-janeiro-imperial-era-na-realidade-um-circo/ " target="_blank">Site Panis &amp; Circus &#8211; o site do circo</a></p>
<p><a href="http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/TeatroXPeriodo.asp?cod=89&amp;cdP=19" target="_blank">Site Teatros do Centro Histórico do Rio de Janeiro</a></p>
<p>VENCELAU, Maria da Gloria Leitão; SANDO, Rafael.<i> </i><em>T</em><em>he Pascoli Brothers: Violin Making and Immigration in</em><em> 20th</em><em><em> &#8211; Century Brazil,</em></em> 2019.</p>
<p>VIEIRA, Francisco. <em>Palco e Picadeiro – o Theatro Lyrico</em>. Rio de Janeiro : 19 Design e Editora Ltda, 2015.</p>
<p>SAMPAIO, Daniel.<em><a href="https://vejario.abril.com.br/blog/daniel-sampaio/teatro-dom-pedro-ii/" target="_blank"> Um circo lírico: conheça a história do Theatro Imperial Dom Pedro II</a>. </em>Veja Rio.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23968" target="_blank"><em>Cinema no Brasil – a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeo</em>n, publicado em 8 de julho de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank"><em>O Theatro de Santa Isabel</em>, publicado em 28 de outubro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 5 de setembro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></span></p>
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		<item>
		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; IV &#8211; Cinema no Brasil &#8211; a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeon</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 14:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Ernesto Nazareth]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãos Lumière]]></category>
		<category><![CDATA[preservação digital]]></category>
		<category><![CDATA[primeira sessão de cinema no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[primeira sessão de cinema no mundo]]></category>
		<category><![CDATA[sala de cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Um "aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias". Assim o Jornal do Commercio descreveu o omniógrafo, após a primeira sessão pública de cinema no Brasil, que aconteceu às 14h, do dia 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do omniógrafo, na rua do Ouvidor. Nesse artigo, a Brasiliana Fotográfica homenageia a sétima arte e destaca a imagem produzida pelo fotógrafo alagoano Augusto Malta (1864 - 1957) do Cinema Odeon, um dos primeiros do Rio de Janeiro. Malta foi de 1903 a 1936 o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um &#8220;<em>aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias</em>&#8220;. Assim o <em>Jornal do Commercio</em> descreveu o omniógrafo, após a primeira sessão pública de cinema no Brasil, que aconteceu às 14h, do dia 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do aparelho, na rua do Ouvidor <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank">(<em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896, quarta coluna</a>). A exibição ocorreu poucos meses após a projeção inaugural dos filmes dos irmãos Auguste (1862 &#8211; 1954) e Louis-Jean Lumière (1864 &#8211; 1948), em Paris, no dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café do Boulevard des Capucines.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23972" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23972" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema.jpg" alt="Jornal do Commercio, 9 de julho de 1896" width="345" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diversos fotógrafos não ficaram indiferentes à nova invenção. Alguns exemplos já abordados pela Brasiliana Fotográfica são <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527" target="_blank">Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 – 1938)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 – 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank">João Stamato (1886 &#8211; 1951)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e seus filhos</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank">Walter Garbe (18? – 19?)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/79">Acessando o link para as fotografias dos cinemas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse artigo, a Brasiliana Fotográfica homenageia a sétima arte e destaca a imagem do Cinema Odeon produzida pelo fotógrafo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi, de 1903 a 1936, o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro. Acessando a fotografia no acervo do portal, o leitor poderá magnificá-la, verificar todos os dados referentes a ela e explorar todos os seus detalhes, como, por exemplo, os pedestres, os carros, a iluminação pública, a presença de uma agência da Sul-América Seguros no prédio, a arquitetura da fachada e ônibus que aparecem no registro. Basta clicar <span style="color: #993300;"><strong><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">aqui</a></strong></span> ou na própria imagem. A preservaçao digital de imagens possibilita, a partir de recursos tecnológicos como o <em>zoom</em>, que as fotografias tenham outra visibilidade e possam ser acessadas em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8162/014AM012072.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="599" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">Augusto Malta. Cine Odeon, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A sala de cinema Odeon já existia na década de 10, na então <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central, atual Rio Branco</a>, nº 137, esquina com a rua Sete de Setembro, quando, entre 1909 e 1913, o pianista Ernesto Nazareth (1863 &#8211; 1934) tocava na sala de espera, tendo merecido um elogio do também pianista e compositor Henrique Oswald (1852 &#8211; 1931) que o ouviu no Cinema Odeon: <em>“É admirável esse moço. Que música ele faz! Eu mesmo seria incapaz de interpretá-la com aquela mestria, aquele prodígio de ritmo. E aqui, perdido nesta indiferença&#8230;”. </em>Nazareth havia dedicado o tango <em>Batuque</em> (1901) a Oswald.</p>
<p>Nazareth retornou ao cinema, entre 1913 e 1918, como pianista da orquestra de Eduardo Andreozzi  (1892-1979). Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959) era, na ocasião, o violoncelista. Darius Milhaud (1892 &#8211; 1974), que passou uma temporada no Brasil, tambem o ouviu tocar no Odeon e, posteriormente, escreveu sobre ele em sua autobiografia <em>Notes san musique</em>. Foi também no Odeon que o pianista polonês Arthur Rubinstein (1887-1982) o ouviu tocar, tendo ficado impressionado com sua performance. Sua composição, o tango <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank"><em>Odeon</em></a>, publicado em 1909 pela Casa Mozart (E. Bevilacqua &amp; Cia.) foi dedicado &#8220;à distinta empresa Zambelli &amp; Cia.&#8221;, proprietária do Cinema Odeon. A primeira gravação foi realizada por ele com Pedro Alcântara (1866 &#8211; 1929) ao flautim, em 1912. Não foi, na época, uma peça de especial destaque, mas tornou-se um de seus maiores sucessos na segunda metade do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/23773" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/nazareth.jpg" alt="Ernesto Nazareth / Revista da Semana, 12 de agosto de 1939" width="250" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/23773" target="_blank">O maestro Ernesto Nazareth, que tocava na sala de esperava do Cine Odeon / Revista da Semana, 12 de agosto de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Cinema Odeon, o atual prédio, fotografado por Malta, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro &#8211; Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos. O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23986" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23986" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/odeon.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926" width="419" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>&#8221; O ODEON é parte da memória cultural do Rio de Janeiro e representa uma época em que o cinema e o Centro da cidade se confundiam e se completavam. Sua história acompanha as mudanças da cidade ao seu redor ao longo dos seus 90 anos e continua a encantar o público, combinando com maestria a tradição e a renovação, o clássico e o contemporâneo, sem nunca perder a força da sua identidade</em></span></a><span style="color: #800000;"><em>&#8220;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23979" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_e_Louis_Lumi%C3%A8re#/media/Ficheiro:Fratelli_Lumiere.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/lumiere.jpg" alt="Auguste e Louis Lumière / Instituto Lumière" width="390" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_e_Louis_Lumi%C3%A8re#/media/Ficheiro:Fratelli_Lumiere.jpg" target="_blank">Auguste e Louis Lumière, os inventores do cinematógrafo, <em>os pais do cinema</em> / Instituto Lumière</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Link para o site Ernesto Nazareth 150 anos, do Instituto Moreira Salles.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank">Site Cine Odeon</a></p>
<p><a href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Site Ernesto Nazareth 150 Anos &#8211; Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/ernesto-nazareth" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank">Youtube</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Série<em> “O Rio de Janeiro desaparecido” </em>XII<em> – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</em>, publicado em 16 de setembro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank"><em>O Theatro de Santa Isabel</em>, publicado em 28 de outubro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 5 de setembro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></span></p>
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		<title>Fotografia de Leuzinger é capa da revista &#8220;Fon-Fon&#8221; em 1922</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 12:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imagens produzidas no século XIX pelo fotógrafo e editor suíço Georges Leuzinger (1813 - 1892) foram usadas na matéria "O Rio Desapparecido", da revista "Fon-Fon", de 29 de abril de 1922. Uma delas, do Largo de São Francisco no centro do Rio de Janeiro, está na capa acompanhando um pequeno texto onde lê-se: "O velho Rio morreu". A Brasiliana Fotográfica reproduz nesta publicação todas as páginas do artigo com suas respectivas fotografias. Com a preservação digital, os registros fotográficos podem, a partir de recursos tecnológicos como o "zoom", ter outra visibilidade e serem acessados em sua qualidade plena.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Imagens produzidas no século XIX pelo fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a> foram usadas na matéria <em>O Rio Desapparecido, </em>publicada na revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/40035" target="_blank"><em>Fon-Fon</em> de 29 de abril de 1922</a><em>. </em>Uma delas, do Largo de São Francisco, no centro do Rio de Janeiro, está na capa acompanhando um pequeno texto onde se lê: &#8220;O velho Rio morreu&#8221;. A edição, acessada a partir da <a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, era comemorativa do aniversário da revista, que circulou entre abril de 1907 e agosto de 1958. A Brasiliana Fotográfica vai reproduzir nessa publicação todas as páginas do artigo,<em> </em>destacando as fotografias de autoria de Leuzinger que pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles, um das instituições fundadoras do portal. Com a preservação digital, os registros fotográficos podem, a partir de recursos tecnológicos como a digitalização e o <em>zoom</em>, terem uma melhor visibilidade e serem acessadas em sua qualidade plena.</p>
<p>Na foto da capa da edição da <em>Fon-Fon</em> de 29 de abril de 1922 é comentado que em mais ou menos meio século, no Largo de São Francisco, só a Igreja de São Francisco, <em>assim mesmo sem os gradis desse tempo </em>permaneceu intocada. Foi também comentado que a Litografia Comercial havia se tornado o <em>majestoso</em> prédio do Parc Royal, que pardieiros eram agora<em> belas casas de negócios</em> e que ao invés de <em>diligências com quatro mulas</em> viam-se então circulando bondes elétricos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18726" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/40035" target="_blank"><img class=" wp-image-18726" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/largofonfon29041922.jpg" alt="Capa da revista Fon-Fon de 29 de abril de 1922" width="388" height="596" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/40035" target="_blank">Capa da revista<em> Fon-Fon</em> de 29 de abril de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 607px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8084" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8084/007A5P4FP04-017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="597" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8084" target="_blank">Georges Leuzinger. Largo de São Francisco de Paula, 1860. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As duas primeiras fotos que ilustram a matéria, uma intitulada<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1775" target="_blank"> <em>Igreja da Ordem Terceira do Carmo na </em></a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1775" target="_blank">Rua Direita, atual rua Primeiro de Março</a> </em>e outra <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7941" target="_blank">Largo de São Francisco em destaque a Real Academia Militar</a> </em>pertencem ao álbum <em>Rio de Janeiro e ses environs</em>, produzido por Leuzinger em torno de 1868. A última, do Convento da Ajuda,  não faz parte do álbum.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/224" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Leuzinger que ilustram a matéria <em>O Rio desapparecido</em> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18727" style="width: 521px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/40079" target="_blank"><img class="wp-image-18727 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/ruadireirafonfon29041922.jpg" alt="ruadireirafonfon29041922" width="511" height="768" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/40079" target="_blank">Início da matéria <em>O Rio desapparecido</em>, <em>Fon-Fon</em>, 29 de abril de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8519" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8519/014GLAS101.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="541" height="429" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8519" target="_blank">Georges Leuzinger. Igreja da Ordem Terceira do Carmo, na rua Direita, atual Primeiro de Março, c. 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18729" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/40080" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18729" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/largoescola31.jpg" alt="Segunda página do artigo O Rio Desapparecido, Fon-Fon, 29 de abril de 1922" width="519" height="767" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/40080" target="_blank">Segunda página do artigo <em>O Rio Desapparecido</em>, <em>Fon-Fon</em>, 29 de abril de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 792px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7941" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7941/001ACL017006.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="782" height="640" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7941" target="_blank">Georges Leuzinger. Largo de São Francisco em destaque a real Academia Militar, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18730" style="width: 521px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/conventos4.jpg"><img class="size-full wp-image-18730" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/conventos4.jpg" alt="Última página da matéria O Rio Desapparecido, Fon-Fon, 29 de abril de 1922" width="511" height="772" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=40080" target="_blank">Última página da matéria <em>O Rio Desapparecido</em>, <em>Fon-Fon</em>, 29 de abril de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9346" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9346/007A5P3F10-062.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9346" target="_blank">Augusto Malta. Convento da Ajuda, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A matéria menciona as diversas mudanças ocorridas na cidade desde 1872 como o desaparecimento do Morro do Senado, a destruição do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a>, e as transformações nas construções em torno da Boulevard Carceller &#8211; como era conhecida um trecho da rua Direita, atual Primeiro de Março &#8211; e do Largo de São Francisco. Mas seu tom não é melancólico tanto que em seu último parágrafo lê-se:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;PagFis=40081" target="_blank"><img class="  aligncenter wp-image-18734" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/parágrafo.jpg" alt="parágrafo" width="765" height="262" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No texto da reportagem é lamentada a morte do escritor José Vieira Fazenda (1874-1917), identificado como um <em>homem-arquivo</em> do Rio de Janeiro. A partir de 1896, publicou, principalmente, no jornal <i>A Notícia </i>e nas revistas<i> Kosmos </i>e<i> Renascença</i> uma série de artigos sobre diversos aspectos do Rio de Janeiro, de assuntos históricos a suas tradições e costumes. Os artigo foram reunidos, a partir de 1919, com o título <i>Antiqualhas e Memórias do Rio de Janeiro </i>e ocupam cinco volumes da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18733" style="width: 214px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/vieira.jpg"><img class="size-full wp-image-18733" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/vieira.jpg" alt="José Vieira Fazendo / Acervo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro" width="204" height="291" /></a><p class="wp-caption-text">José Vieira Fazendo / Acervo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/FON%20FON.pdf" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="https://reficio.cc/autores/jose-vieira-fazenda/biografia-de-vieira-fazenda/" target="_blank">Site Reficio</a></p>
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		<item>
		<title>Rio de Janeiro, Capital Mundial da Arquitetura</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2020 16:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em tempos de isolamento social, a Brasiliana Fotográfica convida seus leitores para um passeio virtual pelas belezas naturais e arquitetônicas do Rio de Janeiro que, em 18 de janeiro de 2019, tornou-se a primeira cidade a ser a capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre hoje e 23 de julho de 2020. O evento foi adiado para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro se deveu, naturalmente à sua arquitetura, belezas naturais, herança cultural e importância histórica. Visitem ou revisitem fotografias já publicadas em artigos publicados aqui no portal sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca. Não se esqueçam de usar o "zoom" e bom domingo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter" data-block-type="unstyled" data-block-weight="27" data-block-id="2">
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2559/007NGBMF1824cx007-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank">Marc Ferrez. Vista do Pão de Açúcar, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A Unesco anunciou, em 18 de janeiro de 2019, o Rio de Janeiro como a primeira cidade a se tornar capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre 19 e 23 de julho de 2020, evento adiado, segundo a União Internacional dos Arquitetos, para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro deveu-se, naturalmente, à sua arquitetura, a suas belezas naturais, à herança cultural e à sua importância histórica. A Brasiliana Fotográfica já publicou vários artigos sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca como os Arcos da Lapa, a Avenida Central, o Castelo da Fiocruz, Copacabana, o Corcovado, o Cristo Redentor, o Hotel Glória, a Igreja da Glória, Ipanema e outros bairros, o Jardim Botânico, o Paço, o Palácio Real de São Cristóvão, o Pão de Açúcar, a Praça XV, o Real Gabinete Português de Leitura e o Theatro Municipal. Em tempos de isolamento social, convidamos nossos leitores a revisitarem essas publicações, fazendo um passeio virtual pelas belezas do Rio de Janeiro. Não se esqueçam de usar o <em>zoom</em>! Bom domingo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7762/001ALA011002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="680" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank">José dos Santos Affonso. Teatro Municipal, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321"><em>100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank"><em>A criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453"><em>A fundação de Copacabana</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4812" target="_blank"><em>A fundação do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank"><em>A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro por Cássio Loredano</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11354" target="_blank"><em>A Praça XV na coleção Pereira Passos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2040" target="_blank"><em>Bairros do Rio</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7603" target="_blank"><em>Becos cariocas</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091" target="_blank"><em>Carlos Bippus e as paisagens cariocas</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank"><em>Inauguração do Cristo Redentor, 12/10/1931</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank"><em>Ipanema pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 – 1925)</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8703" target="_blank"><em>Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">O Hotel Glória: antes e depois</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5365" target="_blank"><em>O Paço, a praça e o morro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">O Palácio Real de São Cristóvão</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank"><em>O Passeio Público do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127" target="_blank"><em>Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5104" target="_blank"><em>Real Gabinete Português de Leitura</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 452 anos do Rio de Janeiro: o Corcovado e o Pão de Açúcar</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
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		<title>Bambus, por Marc Ferrez</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2020 12:24:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Brasiliana Fotográfica selecionou uma fotografia de Marc Ferrez produzida em torno de 1890. Nela estão retratados os bambus do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A data comemorativa foi estabelecida durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, também conhecida como Conferência de Estocolmo, realizada em junho de 1972, na capital da Suécia. Foi considerada a iniciativa mais importante tomada até então no campo da conservação do meio ambiente e da luta contra a poluição. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Brasiliana Fotográfica selecionou uma fotografia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> produzida em torno de 1890. Nela estão retratados os bambus do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank">Jardim Botânico do Rio de Janeiro</a>. Convidamos os leitores a clicar em cima da imagem e, a partir da ferramenta de <em>zoom</em>, explorar o registro mais de perto. A utilização desse recurso tecnológico nos leva, a partir da magnificação e consequente detalhamento da imagem, a , por exemplo, um passeio entre os bambus e a uma proximidade com o homem que descansa solitário observando a natureza. Além do prazer que essa aproximação proporciona, destacamos também a importância da digitalização dos acervos fotográficos para a pesquisa, difusão e preservação dos mesmos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18425" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6406" target="_blank"><img class="size-large wp-image-18425" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/capa2-1024x695.jpg" alt="Marc Ferrez. Bambu, c. 1890. Jardim Botânico, Rio de Janeiro / Acervo IMS" width="768" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6406" target="_blank">Marc Ferrez. Bambus, c. 1890. Jardim Botânico, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em dezembro de 1972, a Assembleia Geral da ONU designou o dia 5 de junho como Dia Mundial do Meio Ambiente, que foi  comemorado pela primeira vez em 1973, com o mote &#8220;Uma Só Terra&#8221;. A data foi escolhida em razão da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, na Suécia, entre 5 e 16 de junho de 1972. Seu secretário-geral foi o canadense Maurice Strong (1929 – 2015). Considerada a iniciativa mais importante tomada até então no campo da conservação do meio ambiente e da luta contra a poluição, reuniu 1.200 delegados de 114 países e cerca de três mil observadores. Entre os acordos mais importantes selados durante a reunião estão a condenação das experiências nucleares, a proibição da pesca da baleia por dez anos e a redução da produção de materiais sintéticos aumentando paralelamente a manufatura de substitutivos degradáveis não poluentes (<a href="https://www.worldenvironmentday.global/pt-br/sobre/dia-mundial-do-meio-ambiente" target="_blank">Site World Environment Day</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6715" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de bambus produzidas por Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Artigos publicados na Brasiliana Fotográfica no Dia Mundial do Meio Ambiente</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15070" target="_blank"><em>A Floresta da Tijuca no Dia Mundial do Meio Ambiente</em>, publicado em 5 de junho de 2019</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27486" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, velas abertas na Baía da Guanabara</em>, publicado em 5 de junho de 2022</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
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		<title>Série &#8220;Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica&#8221; II &#8211; A Casa dos Artistas nos Diários Associados</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Aug 2019 15:35:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pela segunda vez a Brasiliana Fotográfica publica imagens do acervo fotográfico dos Diários Associados - Rio de Janeiro, incorporado pelo Instituto Moreira Salles, um dos fundadores do portal, em 2016. Dessa vez publicamos fotografias da Casa dos Artistas, instituição criada pelo ator Leopoldo Fróes (1882 - 1932), em 1918, sob a inspiração da Maison de Répos de Artistes Dramatiques Français, fundada em 1840 pelo barão Isidore Taylor (1789 - 1879), nos arredores de Paris. Em homenagem ao ator João Caetano (1808 - 1863), que havia falecido em 24 de agosto de 1863, a data oficial da fundação da Casa dos Artistas é 24 de agosto, quando também comemora-se o Dia do Artista. Mais uma vez destacamos a relevância da preservação de um arquivo fotográfico de imprensa mesmo que as imagens estejam disponíveis em plataformas como a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, uma das mais importantes fontes de pesquisa da Brasiliana Fotográfica. Com a preservação, as fotografias podem, a partir de recursos tecnológicos como a digitalização e o zoom, terem outra visibilidade e serem acessadas em sua qualidade plena.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pela segunda vez a Brasiliana Fotográfica publica uma imagem do acervo fotográfico dos Diários Associados &#8211; Rio de Janeiro. O conjunto de fotos foi incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS). O conjunto adquirido pelo IMS dos Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para <em>O Jornal</em>, primeiro órgão dos Diários, adquirido por Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968) em 1924; para o <em>Diário da Noite</em>, fundado por ele em 1929; e para o <em>Jornal do Commercio</em>, fundado em 1827 e adquirido pelo grupo em 1959. Os registros cobrem um período representativo do século XX &#8211; de 1915 a 2005.</p>
<p>Mais uma vez destacamos a relevância da preservação de um arquivo fotográfico de imprensa mesmo que as imagens estejam disponíveis em plataformas como a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, uma das mais importantes fontes de pesquisa do portal. Com a preservação, as fotografias podem, a partir de recursos tecnológicos como a digitalização e o <em>zoom</em>, terem outra visibilidade e serem acessadas em sua qualidade plena. Abaixo, publicamos a fotografia do Retiro dos Artistas, tema de nosso artigo de hoje, capturada do jornal e, a mesma, digitalizada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14555" style="width: 761px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_01/8252" target="_blank"><img class="wp-image-14555 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/04/fotoemsi.jpg" alt="fotoemsi" width="751" height="703" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/8252" target="_blank">Publicada no <em>Diário da Noite,</em> 20 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6574" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6574/036ACASA0076F003f.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="762" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6574" target="_blank">Casa dos artistas, também conhecida como Retiro dos Artistas, 1931. Jacarepaguá, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22casa+dos+artistas%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Retiro dos Artistas do acervo fotográfico dos Diários Associados RJ disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco da história da Casa dos Artistas</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1037px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6573" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6573/036ACASA0076F002f.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1027" height="683" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6573" target="_blank">Casa dos artistas, também conhecida como Retiro dos Artistas, 1931. Jacarepaguá, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Inspirado na <em>Maison de Répos de Artistes Dramatiques Français</em>, fundada em 1840 pelo barão Isidore Taylor (1789 &#8211; 1879), nos arredores de Paris, o ator Leopoldo Fróes (1882 &#8211; 1932) criou  no Rio de Janeiro, então a capital administrativa e cultural do Brasil, a Casa dos Artistas, destinada a profissionais idosos que viveram da música, do teatro, do cinema, da televisão, do rádio ou do circo, tanto como estrelas como atuando nos bastidores. Para a realização de seu empreendimento, Fróes promoveu diversas iniciativas como a organização de um festival popular na Quinta da Boa Vista, em setembro de 1915, cuja renda seria revertida para a Casa dos Artistas e para os flagelados da seca no nordeste do Brasil; a instituição de um ingresso artístico de contribuição ao projeto, inicialmente no Teatro Pathé, onde tinha sua companhia teatral e, posteriormente, adotado em outros teatros. Irineu Marinho (1876 &#8211; 1925), dono do jornal<em> A Noite</em>, participou da campanha para a criação da instituição.</p>
<p>A Casa dos Artistas foi oficialmente fundada em 13 de agosto de 1918, no Teatro Trianon, por 68 profissionais. Seus primeiros presidente e vice-presidente foram os atores Leopoldo Fróes e Eduardo Leite (1868 &#8211; 1920), eleitos poucos dias depois. Na ocasião, também foi eleita uma comissão feminina de beneficência da qual faziam parte as atrizes Abigail Maia (1887 &#8211; 1981) e Amália Capitani (18? &#8211; 19?), entre outras. Como homenagem ao ator João Caetano (1808 &#8211; 1863), que havia falecido em 24 de agosto de 1863, a data oficial da fundação da Casa dos Artistas passou a ser dia 24 de agosto, e nessa data é comemorado o Dia do Artista. A sede social da Casa dos Artistas ficava na rua Espírito Santo, 53.</p>
<p>O terreno do Retiro dos Artistas, localizado em Jacarepaguá, foi doado pelo jornalista e empresário tcheco Frederico Figner (1866 &#8211; 1947), fundador da Casa Edison, pioneiro na comercialização de fonógrafos no Brasil e também o primeiro produtor fonográfico no país. Havia nascido na Boêmia, então parte do Império Austro-Húngaro e, aos 15 anos, imigrou para os Estados Unidos. Na época Thomas Edison (1847 &#8211; 1931) havia lançado o fonógrafo e Figner se encantou com a invenção. O nome da futura Casa Edison foi uma homenagem ao inventor. Figner foi para Belém do Pará, em 1891, e, um ano depois, após passar por várias capitais do Brasil mostrando o fonógrafo adquirido nos Estados Unidos, chegou ao Rio de Janeiro, onde, em 1900, inaugurou a Casa Edison, na rua Uruguaiana. No mesmo ano instalou uma sala de gravação anexa à Casa Edison, na Rua do Ouvidor nº 105.  O primeiro disco brasileiro, o lundu <em>Isto é bom</em>, de Xisto Bahia (1841 &#8211; 1894), foi gravado, em 1902, justamente na Casa Edison, pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, conhecido como Baiano (1870 &#8211; 1944). Em 1913, Fred inaugurou uma indústria fonográfica de grande porte em Vila Isabel, que deu origem ao selo Odeon.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26012" style="width: 174px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=48" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26012" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/figner2.jpg" alt="Frederico (Fred) Figner" width="164" height="221" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=48" target="_blank">Frederico (Fred) Figner / Site Rio &amp; Cultura </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Retiro dos Artistas. Sua primeira sede  foi inaugurada em 25 de abril de 1919 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/14854" target="_blank"><em>A Noite</em>, 26 de abril de 1919, primeira coluna</a>). A pedra fundamental da atual sede, no mesmo terreno da primeira, foi lançada em 20 de novembro de 1922, e a inauguração aconteceu em 20 de janeiro de 1925 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/10862" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 24 de novembro de 1922, quarta coluna</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/19280" target="_blank"><em> O Jornal</em>, 21 de janeiro de 1925, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Em 1931, a Casa dos Artistas </span>recebeu sua Carta Sindical, do recém-criado Ministério do Trabalho, tornando-se oficialmente representante dos artistas. <span style="color: #333333;">Em 19 de outubro do mesmo ano, o então presidente do governo provisório, Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), e Pedro Ernesto (1884 &#8211; 1942), interventor no Distrito Federal, visitaram o Retiro dos Artistas </span><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">(<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/8252" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 20 de outubro de 1931</a></span> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/10528" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 20 de outubro de 1931, primeira coluna</a>). Alguns anos depois, em 24 de setembro de 1938, foi inaugurado um busto de Vargas dentro do Retiro. </span></span></p>
<p>Até 1964, a Casa dos Artistas dividiu-se no atendimento assistencial e sindical e, a partir da fundação do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro(SATED-RJ),  assumiu sua ação exclusivamente assistencial. Segundo o site da Casa dos Artistas, que depende de trabalho voluntário e de doações, <em>com o passar do tempo e devido a alguns acontecimentos, a Casa dos Artistas se resumiu ao trabalho assistencial do Retiro</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1049px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6575/036ACASA0076F004f.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1039" height="638" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6575" target="_blank">Casa dos artistas, também conhecida como Retiro dos Artistas, 1931. Jacarepaguá, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14526" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/383104/95" target="_blank"><img class="wp-image-14526 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/04/froes.jpg" alt="froes" width="372" height="564" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/383104/95" target="_blank">O ator Leopoldo Fróes, fundador e primeiro presidente da Casa dos Artistas / <em>Comoedia</em>, julho de 1946</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14536" style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_04/81" target="_blank"><img class="wp-image-14536 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/04/eduardo.jpg" alt="eduardo" width="379" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_04/81" target="_blank">O ator Eduardo Leite, primeiro vice-presidente da Casa dos Artistas /<em> Revista da Semana</em>, 13 de janeiro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 12 de maio de 2022, o Retiro dos Artistas tornou-se um bem tombado pelo estado do Rio de Janeiro. A determinação foi publicada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultura (Inepac) no Diário Oficial. Segundo a diretora do Inepac, Ana Cristina Carvalho, o ato do tombamento é de vital importância para a preservação e manutenção da memória fluminense.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“O Retiro dos Artistas é um dos elementos que constituem a identidade e história da classe proletária artística no Rio de Janeiro. Nossa equipe tem trabalhado com o objetivo de reafirmar os papéis de proteção e de fiscalização conferidos legalmente ao Instituto”</em></span>*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esses dois últimos parágrafos foram acrescentados em 29 de maio de 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-do-retiro-dos-artistas/" target="_blank">Diário do Rio</a></p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/casa-edison/dados-artisticos" target="_blank">Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.retirodosartistas.org.br/" target="_blank">Retiro dos Artistas</a></p>
<p><a href="http://www.revistadobrasil.net/rdb29/cidadanias.htm" target="_blank">Revista do Brasil</a></p>
<p><a href="http://cultura.rj.gov.br/retiro-dos-artistas-tombado/" target="_blank">Site Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=48" target="_blank">Site Rio &amp; Cultura</a></p>
<p><a href="https://www.satedrj.org.br/quem-somos/" target="_blank">Site Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro- Sated-RJ</a></p>
<p>VERAS, Flávia Ribeiro. Tese de doutorado: <em><a href="https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/20595/Tese%20Flavia%20Ribeiro%20Veras.pdf?sequence=3&amp;isAllowed=yE" target="_blank">&#8220;Fábricas da Alegria&#8221; O mercado de diversões e a organização do trabalho artístico no Rio de Janeiro e Buenos Aires 1918 &#8211; 1945</a></em>. Fundação Getulio Vargas, 2017</p>
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		<title>A importância da digitalização para a pesquisa de acervos fotográficos</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jul 2019 15:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Inicialmente a fotografia "Vagão ferroviário tombado" chamou atenção por seu tema pouco usual em registros do século XIX e do início do século XX no Brasil: um acidente ferroviário. Mas uma observação mais atenta tornou a imagem uma excelente evidência da importância da digitalização para a pesquisa de acervos fotográficos. Na fotografia, que integra a Coleção Pereira Passos, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Foptográfica, seu autor e a data aproximada de sua produção foram identificados a partir da utilização da ferramenta de zoom, que deu à cena fotografada outra visibilidade, abrindo as possibilidades de situá-la historicamente. Seu autor é A. Bastos e foi produzida entre 1900 e 1915. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Inicialmente a fotografia <em>Vagão ferroviário tombado</em> chamou atenção por seu tema pouco usual em registros do século XIX e do início do século XX no Brasil: um acidente ferroviário. Mas uma observação mais atenta tornou a imagem uma excelente evidência da importância da digitalização para a pesquisa e também para a difusão e consequentemente para a própria preservação de acervos fotográficos. Na fotografia destacada<em>,</em> que integra a Coleção Pereira Passos, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal, seu autor foi identificado a partir da utilização da ferramenta de <em>zoom</em>, que deu à cena fotografada outra visibilidade, abrindo as possibilidades de situá-la historicamente. O leitor ou o pesquisador pode com esse recurso tecnológico magnificar a imagem e verificar &#8220;de perto&#8221; seus detalhes. Um desses detalhes, nesse caso, foi uma assinatura: <strong><span style="color: #800000;"><em>A. Bastos</em></span></strong>. Há, embaixo dela, alguns números legíveis,<span style="color: #800000;"><em> 3 &#8211; 19</em></span>, e outros ilegíveis. Possivelmente os números legíveis indicam a data de março de algum ano começando por <strong><span style="color: #800000;"><em>19</em></span></strong>.</p>
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<div style="width: 859px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6443" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6443/fpft1040000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="849" height="604" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6443" target="_blank">A. Bastos. Vagão tombado em uma estrada de ferro, 19?. / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>O autor seria Antônio José Teixeira Bastos (18? &#8211; 1917)? Tudo indica que sim porque ele é o único fotógrafo &#8211; conhecido até hoje &#8211; com a inicial <strong><em><span style="color: #800000;">A</span></em></strong> e o sobrenome <strong><em><span style="color: #800000;">Bastos, </span></em></strong><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">de fins do século XIX.</span> </span>Caso seja ele mesmo o autor, a fotografia se situa no período entre 1900 e 1915,  já que Bastos atuou no Rio de Janeiro entre os anos 1880 e 1915 e os números legíveis indicam algum ano começando com <strong><em><span style="color: #800000;">19</span></em></strong>. Infelizmente esses dados não foram suficientes para a localização do acidente.</p>
<p>Bastos começou sua carreira trabalhando para o ateliê de Carneiro &amp; Tavares &#8211; que existiu entre 1883 e 1888 &#8211; e, em 1889, transferiu-se para o estabelecimento de Moreira &amp; Roltgen (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/21988" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de janeiro de 1889</a>).</p>
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<div id="attachment_15270" style="width: 454px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/bastos.jpg"><img class="wp-image-15270 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/bastos.jpg" alt="bastos" width="444" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/21988" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de janeiro de 1889</a></p></div>
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<p>Cerca de dois anos depois, Bastos comprou de Manoel Garcia o ateliê fotográfico Casa Garcia, que passou a dirigir com o nome de a Photographia do Commercio, na rua Sete de Setembro, 74 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/363626/1680" target="_blank"><em>O Brazil</em>, 5 de setembro de 1891</a>).</p>
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<div id="attachment_15271" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/commercio.jpg"><img class="wp-image-15271 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/commercio.jpg" alt="commercio" width="359" height="250" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=363626&amp;pagfis=1680" target="_blank"><em>O Brazi</em>l, 5 de setembro de 1891</a></p></div>
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<p>Entre 1891 e 1893, foi associado a José Gonçalves Vasquez que, em 1893, foi trabalhar em Curitiba, onde inaugurou a Photographia Moderna (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_08/11252" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1893, sexta coluna</a>). Em 1900, Vasquez foi para Santos e abriu a Fotografia Modelo, na rua Amador Bueno, 91.</p>
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<div id="attachment_15273" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_08/11252" target="_blank"><img class="wp-image-15273 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/vasquez.jpg" alt="vasquez" width="386" height="216" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_08/11252" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1893</a></p></div>
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<p>Em 1916, quando foi anunciada pela última vez, a Photographia do Commercio, funcionava na rua da Assembleia, 98 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/17449" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de dezembro de 2013, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36008" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de outubro de 1915, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/63644" target="_blank">Almanak Laemmert, 1916)</a>.</p>
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<div id="attachment_15277" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/36008" target="_blank"><img class="wp-image-15277 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/ultima.jpg" alt="ultima" width="287" height="86" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/36008" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de outubro de 1915</a></p></div>
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<p>O<em> conhecido fotógrafo</em> Antônio José Teixeira Bastos, que morava na rua do Senado, 14, faleceu em 28 de julho de 1917 e foi enterrado no Cemitério da Ordem Terceira do Carmo. A missa de sétimo dia foi celebrada na Igreja de São Francisco de Paula (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/35678" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de julho de 1917, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/38749" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de julho de 1917, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/38810" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de agosto, segunda coluna</a>). Eram seus filhos Júlio e João Durão Teixeira Bastos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/37555" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de novembro de 1917, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_15285" style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/cartão.jpg"><img class="wp-image-15285" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/cartão.jpg" alt="cartão" width="268" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Photographia do Commercio / Acervo IMS</p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Coleção Família Pereira Passos</em></strong></span></p>
<p>A Coleção Família Pereira Passos, à qual pertence a fotografia destacada nesse artigo, é uma das mais importantes sob guarda do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República e é formada por cerca de 5.592 documentos textuais e 1.147 fotografias, produzidos entre 1806 e 1960. A coleção faz parte do acervo do Museu da República desde 1965, quando a primeira e maior leva de documentos foi doada pela família de Pereira Passos. Posteriormente foi acrescida: em 1966, através de novas doações de sua neta, Maria Passos de Castro (1888 &#8211; 1971), e, em 1980, pela transferência de fotos até então pertencentes ao Museu Histórico Nacional.</p>
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<div style="width: 443px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="433" height="577" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p><a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0351a.htm" target="_blank">Jornal Eletrônico Novo Milênio</a></p>
<p><a href="http://museudarepublica.museus.gov.br/guia-de-colecoes/" target="_blank">Site do Museu da República</a></p>
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