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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; O Cruzeiro</title>
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		<title>Série &#8220;Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica&#8221; IV &#8211; Os 100 anos dos Diários Associados</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Oct 2024 13:15:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
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		<category><![CDATA[Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje os Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, completam 100 anos. Foi em 2 de outubro de 1924 que "O Jornal", primeiro órgão de comunicação dos Diários foi comprado pelo empresário paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo (1892 - 1968). O acervo fotográfico dos Diários Associados – Rio de Janeiro foi incorporado, em 2016, por uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS). O conjunto adquirido pelo IMS  possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para o já mencionado "O Jornal", para o "Diário da Noite" e para o "Jornal do Commercio". Também possui fotos produzidas pela Agência Meridional, primeira agência de notícias do Brasil, fundada em 1931.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje os Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, completam 100 anos. Foi em 2 de outubro de 1924 que <em>O Jornal</em>, primeiro órgão de comunicação dos Diários foi comprado pelo empresário paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo (1892-1968).</p>
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<div style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12665" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12665/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="656" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12665" target="_blank">Assis Chateaubriand (Francisco de Assis Bandeira de Mello), s/d . Essa foto foi publicada na primeira página de <em>O Jornal,</em> em 5 de abril de 1968, dia seguinte da morte de Chatô / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>O acervo fotográfico dos Diários Associados – Rio de Janeiro foi incorporado, em 2016, por uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS). O conjunto adquirido pelo IMS possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para o já mencionado <em>O Jornal;</em> para o <em>Diário da Noite</em>, fundado por Chateaubriand, em 1929; e para o <em>Jornal do Commercio</em>, fundado em 1827 e adquirido pelo grupo em 1959. Também possui fotos produzidas pela Agência Meridional, primeira agência de notícias do Brasil, fundada em 1931.</p>
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<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/389" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as imagens do Arquivo dos Diários Associados pertencentes ao Instituto Moreira Salles e de dois registros de Assis Chateaubriand que pertencem à Fundação Biblioteca Nacional e que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></strong></p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Pequeno histórico de O Jornal, primeiro órgão de comunicação dos Diários Associados</strong></span></em></p>
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<div id="attachment_36185" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/17902" target="_blank"><img class="wp-image-36185 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/diariosassociados.jpg" alt="diariosassociados" width="337" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/17902" target="_blank"><em>Primeira página de O Jornal</em>, 2 de outubro de 1924</a></p></div>
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<p>Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, conhecido como <em>Chatô</em>, comprou, em 2 de outubro de 1924, <em>O Jornal, </em>fundado em 17 de junho de 1919<em>,</em> por Renato Toledo Lopes e um grupo de dissidentes do <em>Jornal do Commercio</em>. Seu nome, <em>O Jornal,</em> foi uma provocação: era assim que o <em>Jornal do Commercio</em> era chamado internamente. <em>O Jornal</em> tornou-se o primeiro veículo de comunicação dos Diários Associados, um dos maiores conglomerados da história da imprensa brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/17902"><em>O Jornal,</em> 2 de outubro de 1924, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_36186" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/17902" target="_blank"><img class="wp-image-36186 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/diariosassociados1.jpg" alt="diariosassociados1" width="301" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/17902" target="_blank">Expediente de <em>O Jornal,</em> 2 de outubro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Chateaubriand fez várias inovações, tanto na linha editorial &#8211; substituindo os longos artigos por reportagens, separando claramente informações e comentários. Também mudou a diagramação, reorganizando a paginação gráfica e as técnicas de ilustração.</p>
<p>Seus primeiros diretores foram A. Cruz Santos e o próprio Chateaubriand. Sabóia de Medeiros (18?-19?) era o redator-chefe, mas foi logo substituído por Austregésilo de Athayde (1898-1993), grande amigo de Chatô, que permaneceu por toda sua vida nos DA. O ex-presidente da República, Epitácio Pessoa (1865-1942), era o presidente da empresa e Alfredo Pujol (1865-1930) e Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898-1969), seus diretores. Entre os colaboradores do matutino estavam Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde) (1893-1983), Capistrano de Abreu (1853-1927), Pandiá Calógeras (1870-1934), Humberto de Campos (1886-1934), Paulo de Castro Maya (1895-1928), Carlos de Laet (1847-1927) e Ferdinando Laboriau (1893-1928). Na área internacional, colaboravam  Ruddyard Kipling (1865-1936), prêmio Nobel de Literatura; o ex-premier francês Raymond Poincaré (1860-1934), e o também ex-premier britânico Lloyd George (1863-1945).</p>
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<div id="attachment_43508" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/4654" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43508" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/diarios2.jpg" alt="O Jornal, 25 de outubro de 1930" width="276" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/4654" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 25 de outubro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fechou suas portas, em 28 de abril de 1974, quando publicou sua 16.123ª edição. Alberico de Souza Cruz (1938 &#8211; 2022) foi o último secretário de redação. O único voto contrário ao fim do jornal, na Assembleia Geral Extraordinária, foi de Austregésilo de Athayde (1898 &#8211; 1993). Chegava ao fim o órgão pioneiro e líder dos Diários Associados<em> </em>(RJ).</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Diários Associados &#8211; acervos fotográficos no Instituto Moreira Salles</em></strong></span></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em> </em><span style="color: #800000;"><em>Agência Meridional de Notícias (1931 &#8211; )</em></span></strong><strong> </strong></p>
<p>A Agência Meridional de Notícias foi fundada em agosto de 1931 e foi a primeira agência de notícias do Brasil. O principal objetivo de Chateaubriand era otimizar e racionalizar entre os jornais de seu conglomerado o intercâmbio de textos e fotos<strong>.</strong> Seria mais barato que as notícias das editorias nacional, de economia e internacional tivesses tanto sua produção tanto centralizada como compartilhada. Assim, os jornais se ocupariam da cobertura local. Ainda em 1931, Chateaubriand comprou o <em>Diário de Pernambuco </em>(Recife), o mais antigo jornal brasileiro em circulação;<em> </em><em>e fundou o</em><em> Diário da Tarde</em> (Belo Horizonte).<em> </em>Na ocasião, já faziam parte dos Diários Associados o<em> Diário da Noite </em>(edições Rio e SP)<em>, </em> o <em>Diário de Notícias </em>(Porto Alegre),  o <em>Diário de S. Paulo, </em> o <em>Estado de Minas</em> (Belo Horizonte) e<em> O Jornal</em> (Rio de Janeiro). Chateaubriand também já era proprietário das revistas <em>A Cigarra </em>e <em>O Cruzeiro</em> e das juvenis <em>Detetive </em>e <em>O Guri. </em>Foi pela Agência Meridional que o repórter Joel Silveira (1918 &#8211; 2007) foi enviado para cobrir a campanha dos pracinhas da FEB na Segunda Guerra Mundial com a seguinte recomendação de Chateaubriand, que se tornou famosa: “<em>Mas não me morra, seu Joel! Repórter é pra mandar matéria, não pra morrer!</em>”<em>. </em>Em 2007, a Agência Meridional passou a usar nome de D.A. Press.<em style="font-weight: inherit;"><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Diário da Noite (RJ) (1929 &#8211; 1973)</em></strong></span><strong><em> </em></strong></p>
<p>Em 5 de outubro de 1929, lançamento do <em style="font-weight: inherit;">Diário da Noite</em>, do Rio de Janeiro, que, feito em duas semanas, no mesmo mês de seu lançamento já havia conquistado entre 60 e 80 mil leitores. Complementava o matutino <em>O Jornal</em>, também de Assis Chateaubriand e tinha duas edições diárias, a primeira saía às 15h. Era dirigido por Chateaubriand, Cumplido de Sant´Anna e Frederico Barata. Apresentava-se como um membro da <em>vanguarda do movimento liberal. </em>Opunha-se ao regime oligárquico da República Velha e defendia a Aliança Liberal. Foi nesse jornal que Nelson Rodrigues escreveu folhetins usando o pseudônimo de <em style="font-weight: inherit;">Susana Flag</em>. Teve como colaborares Antônio Maria (1921 – 1964), Sérgio Porto (1923-1968), o Stanislaw Ponte Preta e o humorista Aparício Torelly (1895 &#8211; 1971), dentre outros. Circulou até junho de 1973.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Jornal do Commercio (RJ) (1827 &#8211; 2016)</em></strong></span><strong><em> </em></strong></p>
<p>Assis Chateaubriand comprou <em>o Jornal do Commercio</em> de San Tiago Dantas, em 2 de abril de 1959. Instalado na rua Sacadura Cabral nº 103, passou a ser dirigido por Carlos Rizzini, e voltou à linha editorial conservadora, enfatizando o noticiário econômico, dirigido aos empresários do Rio de Janeiro. O <em>Jornal do Commercio</em> havia sido fundado em 31 de agosto de 1827, pelo tipógrafo e livreiro francês Pierre Plancher (1779 – 1844). Sua primeira edição, com quatro páginas, circulou no Rio de Janeiro em 1º de outubro do mesmo ano. No dia 29 de abril de 2016, foi para as ruas a sua última edição. Era o segundo periódico diário mais antigo do Brasil, perdendo apenas para o <em>Diário de Pernambuco</em>, o mais antigo jornal da América Latina, fundado em 7 de novembro de 1925. Seu presidente era Mauricio Dinepi (1953 – 2025).</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>O Jornal (1919 &#8211; 1974)</em></span></strong></p>
<p>Em 1924,<strong> </strong>Assis Chateaubriand comprou <em>O Jornal, </em>fundado em<strong> </strong>1919<strong><em>, </em></strong>o primeiro elo e o órgão líder da cadeia dos <em>Diários Associados. </em>Nele, Chateaubriand fez várias inovações, tanto na linha editorial &#8211; substituindo os longos artigos por reportagens, separando claramente informações e comentários &#8211; como em sua diagramação &#8211; reorganizando a paginação gráfica, do colunismo e das técnicas de ilustração. Fechou suas portas em 28 de abril de 1974, quando publicou sua 16.123ª edição. Alberico de Souza Cruz foi o último secretário de redação. O único voto contrário ao fim do jornal, na Assembleia Geral Extraordinária, foi de Austregésilo de Athayde. Chegava ao fim o órgão líder dos <em>Diários Associados</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12664" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12664/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="518" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12664" target="_blank">O almirante Gago Coutinho ao ser entrevistado ao microfone pelo sr. Assis Chateaubriand, diretor dos &#8220;Diários Associados&#8221;, s/d / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos publicados na Brasiliana Fotográfica com fotografias do acervo dos Diários Associados</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12306" target="_blank"><em>Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica, </em>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em<em> </em>30 de maio de 2018.</a></span></p>
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<div style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5617" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5617/036AAERO0014F001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="633" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5617" target="_blank">Ao alto, o Graf Zeppelin por ocasião de viagem ao Rio de Janeiro. Abaixo, o hangar, publicado em O Jornal, 7 de abril de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14520" target="_blank"><em>A Casa dos Artistas nos Diários Associados</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em<em> </em>26 de agosto de 2019.</a></span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6575" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6575/036ACASA0076F004f.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6575" target="_blank">Casa dos artistas, também conhecida como Retiro dos Artistas, 1931. Jacarepaguá, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30648" target="_blank"><em>O Rei Momo por Jean Manzon e por outros fotógrafos dos Diários Associados</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 3 de fevereiro de 2023.</a></span></p>
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<div style="width: 656px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11417/036ACARN0074F001f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="646" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank">Jean Manzon. Carnaval antigo – a Rainha do Baile das Atrizes (Mara Rúbia) e o Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso), 28 de fevereiro de 1946. Teatro João Caetano, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil de Assis Chateaubriand e dos Diários Associados</strong></em></span></p>
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<p>A imprensa brasileira pode ser dividida em duas fases: antes e depois de Assis Chateaubriand. Conhecido como Chatô e nascido em 4 de outubro de 1892, em Umbuzeiro, tornou-se um magnata das comunicações no Brasil. Foi considerado o <em>Cidadão Kane</em> brasileiro, uma alusão ao filme homônimo de Orson Welles (1915-1985), supostamente baseado na vida do empresário norte-americano William Randolph Hearst (1863-1951), criador de uma enorme rede de jornais em seu país.</p>
<p>Chateaubriand foi uma personalidade polêmica e controversa e um dos mais poderosos e influentes homens públicos da história do país. Em seu auge, os Diários Associados chegaram a ter mais de cem jornais, emissoras de televisão e rádio, revistas e agência telegráfica. Um verdadeiro império de mídia.</p>
<p>Além de jornalista, Chatô foi advogado, embaixador, escritor, mecenas e político. Em 30 de dezembro de 1954, foi eleito para ocupar a cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo Getúlio Vargas (1882-1954).  Tomou posse em 27 de agosto de 1955.</p>
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<div id="attachment_36239" style="width: 786px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/63721" target="_blank"><img class="wp-image-36239 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/diariosassociados4.jpg" alt="diariosassociados4" width="776" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/63721" target="_blank">No dia de sua posse na ABL, em 27 de agosto de 1955,  com Peregrino Junior, Rodrigo Otávio Filho e Josué Montello /<em> O Jornal</em>, 5 de abril de 1968</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das revistas do império de Chateaubriand, a <em>O</em> <em>Cruzeiro</em>, foi muito importante na história da fotografia no Brasil, tendo dignificado a profissão de repórter fotográfico. Foi publicada pela primeira vez, em 10 de novembro de 1928, e, entre as décadas de 40 e 50, pela utilização de fotografias, enfatizando o fotojornalismo, e por seu conteúdo e projeto gráfico arrojados, representou uma revolução no mercado editorial brasileiro. Seu primeiro diretor foi Carlos Malheiros Dias (1875 &#8211; 1941), sucedido por Antônio Accioly Neto (1906-2001) e José Amádio (1923-1992). Dentre importantes fotógrafos que atuaram na revista, destacamos Flávio Damm (1928-2020), Henri Ballot (1921-1997), Jean Manzon (1915-1990), José Medeiros (1921-1990), Luciano Carneiro (1926 &#8211; 1959) e Peter Scheier (1908-1979). Em julho de 1975, a revista deixou de circular.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11122" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/003581/1" target="_blank"><img class="wp-image-11122 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/Capa_O_Cruzeiro_nº_1_de_10_nov_1928-1.png" alt="Capa_O_Cruzeiro_nº_1_de_10_nov_1928 (1)" width="365" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/003581/1" target="_blank">Primeira edição da revista<em> Cruzeiro</em>, 10 de novembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Chatô fundou o Museu de Arte de São Paulo (MASP), inaugurado em 2 de outubro de 1947. O  crítico e <em>marchand</em> italiano Pietro Maria Bardi (1900-1999), parceiro de Chateaubriand na criação do museu, assumiu sua direção, cargo que ocupou até 1990. As primeiras obras de arte do museu foram selecionadas por Pietro e adquiridas a partir de doações. O museu foi instalado, inicialmente, no prédio,  na época ainda não finalizado, que abrigaria a sede dos Diários Associados, na Rua 7 de Abril, no centro de São Paulo.</p>
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<p><a href="https://avidanocentro.com.br/blogs/predio-7-de-abril-museus-espacos-culturais/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://avidanocentro.com.br/wp-content/uploads/2020/10/122340791_349595526304239_6370139512084136663_n-1.jpg" alt="" width="632" height="475" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 7 de novembro de 1968, o MASP foi transferido para a Avenida Paulista, sua sede atual, projeto arquitetônico arrojado da romana naturalizada brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992), casada com Pietro desde 1946, ano em que vieram para o Brasil. O MASP possui o mais importante acervo de arte europeia do hemisfério sul. A coleção do museu reúne mais de 11 mil obras, incluindo esculturas, fotografias, objetos, pinturas e vestuários de diversos períodos, abrangendo a produção africana, asiática, europeia e das Américas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36202" style="width: 674px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/diariosassociados3.jpg"><img class="wp-image-36202 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/diariosassociados3.jpg" alt="diariosassociados3" width="664" height="477" /></a><p class="wp-caption-text">O MASP por Hans Gunter Flieg (1923-2024), 1968 / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Chatô foi também o responsável pela chegada da televisão ao Brasil quando, em 18 de setembro de 1950, inaugurou a primeira emissora de TV do país, a PRF-3, TV Tupi de São Paulo, no chamado Palácio do Rádio. Participaram da cerimônia o próprio Chateaubriand, o bispo Dom Paulo Rollim Loureiro (1908 &#8211; 1975)  e a poetisa Rosalina Coelho Lisboa (1900-1975). À noite, numa festa no Automóvel Clube, autoridades e convidados assistiram à primeira transmissão. Existiam menos de mil aparelhos receptores de TV. Com apenas três câmeras e com profissionais como Cassiano Gabus Mendes (1927 &#8211; 1993), Homero Silva (1918-1981), Walter Avancini (1935-2001) e Walter Forster (1917-1996), começava a história da TV brasileira. A TV Tupi saiu do ar em 17 de julho de 1980.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.wagnerwoelke.com.br/museu-da-tv-20-anos-de-memoria-da-televisao-brasileira/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://1.bp.blogspot.com/-0OoWo__-GWQ/TaMDM9W0qeI/AAAAAAAAABg/JYxcHHRSjjQ/s1600/camera1.jpg" alt="World Tv: TV Tupi. A Pioneira!" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://www.saopauloinfoco.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Logo-TV-Tupi.jpg" alt="A TV Pioneira do Brasil - A História da Tupi" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/transcoded/b/b6/Primeira_Vinheta_da_TV_Tupi_1950.ogv/Primeira_Vinheta_da_TV_Tupi_1950.ogv.360p.webm" target="_blank">Assista aqui a primeira vinheta da TV Tupi </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo da década de 50, Chateaubriand foi senador da República pela Paraíba e pelo Maranhão. Em 1957,  renunciou ao cargo porque foi nomeado pelo presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) embaixador do Brasil na Inglaterra. Porém ficava mais tempo no Brasil do que na Inglaterra, fato muito criticado por diplomatas de carreira e também pelos jornais que faziam oposição a ele.  O posto era exercido de fato pelo diplomata Antônio Castello Branco (1916-2001).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36249" style="width: 669px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/109233" target="_blank"><img class="wp-image-36249 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/diariosassociados7.jpg" alt="diariosassociados7" width="659" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/109233" target="_blank">Chatô fotografado por Luciano Carneiro no dia em que se apresentou como embaixador do Brasil à Rainha Elizabeth II, em novembro de 1957 / O Cruzeiro, 21 de dezembro de 1957</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 26 de setembro de 1959, Chateaubriand assinou uma escritura pública doando a 22 empregados 49% do controle acionário dos Diários e Emissoras Associados, então o maior império de comunicações da América Latina. Estava criado o Condomínio Acionário Diários e Rádios Associados. Na época, o conglomerado era composto pelas duas revistas mais importantes do país dirigidas a adultos, 12 revistas infantis, dezenas de jornais, 28 estações de rádio, seis estações de televisão, agências de notícias e agências de propaganda (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/79365" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 27 de setembro de 1959, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em fevereiro de 1960, Chatô foi levado para a Clínica Doutor Eiras, sob suspeita de enfarte. Foi atendido por um jovem médico que chamou o neurocirurgião Abrahão Ackerman, um dos donos do hospital. Após examiná-lo, constatou que Chateaubriand havia sofrido uma trombose cerebral dupla e que não iria sobreviver (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/1763" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 25 de fevereiro de 1960, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/130227" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 9 de abril de 1960</a>). Ficou hospitalizado até fim de agosto de 1960 e viveu mais 8 anos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/6596" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de setembro de 1960, última coluna</a>). Comunicava-se por balbucios e usava uma máquina de escrever adaptada. Continuou, mesmo paraplégico e impossibilitado de falar, a escrever seus artigos. O primeiro após a doença,<em> Compromisso de Sangue</em>, foi publicado em <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/6598" target="_blank"><em>O Jornal</em> de 4 de setembro de 1960</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36237" style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/168444" target="_blank"><img class="wp-image-36237" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/diariosassociados6.jpg" alt="diariosassociados6" width="546" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/168444" target="_blank"> Chatô diante da máquina de escrever adaptada a sua condição após a trombose que sofreu em 1960 /<em>O Cruzeiro</em>, 20 de abril de 1968</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em julho de 1962, doou os 51% restantes das ações e quotas que possuía dos Diários e Emissoras Associados aos seus auxiliares, que já<b> </b>haviam recebido os primeiros 49%. Seus filhos foram excluídos desta segunda partilha.</p>
<p>Teve um colapso cardíaco e faleceu, em São Paulo, no Hospital Santa Catarina, em 4 de abril de 1968. Foi velado, no saguão do prédio dos Diários Associados em São Paulo (<em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/63716" target="_blank">5 de abril</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/63743" target="_blank">6 de abril</a> de 1968). Pietro Maria Bardi mandou colocar telas do MASP em torno do caixão de Chatô. Também escreveu o artigo <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/168450" target="_blank"><em>Chateaubriand fundador de museu</em>s</a>, publicado em <em>O Cruzeiro</em> de 20 de abril de 1968. O sepultamento do <em>Velho Capitão, </em>título criado para ele pelo repórter David Nasser (1917-1980)<em>, </em>foi realizado, no dia 6 de abril, no Cemitério do Araçá, em São Paulo.</p>
<p>João Calmon (1916-1999), que era vice-presidente do condomínio acionário dos Diários Associados desde 1962, tornou-se presidente da empresa. <em>Na época, ela era constituída pelos seguintes órgãos: 1) os diários O Jornal (Rio), Jornal do Comércio (Rio), Diário de S. Paulo (S. Paulo), Diário da Noite (S. Paulo), Diário dos Esportes (S. Paulo), O Diário (Santos-SP), O Estado de Minas (Belo Horizonte), Diário da Tarde (Belo Horizonte), Diário Mercantil (Juiz de Fora-MG), Diário da Tarde (Juiz de Fora-MG), Diário de Notícias (Porto Alegre), A Razão (Santa Maria-RS), Estado da Bahia (Salvador), Diário de Notícias (Salvador), Diário de Aracaju (Aracaju), Diário de Pernambuco (Recife), O Norte (João Pessoa), Diário de Borborema (Campina Grande-PB), Diário de Natal (Natal), O Poti (Natal), A Província do Pará (Belém), Correio do Ceará (Fortaleza), Unitário (Fortaleza), O Imparcial (S. Luís), Jornal do Comércio (Manaus), A Nação (Florianópolis), Jornal de Joinville (Joinville-SC), Jornal de Alagoas (Maceió), Folha de Goiás (Goiânia), Diário do Paraná (Curitiba), Monitor Campista (Campos-RJ), Correio Brasiliense (Brasília), O Rio Branco (Rio Branco), Alto Madeira (Porto Velho-RO), Diário da Serra (Campo Grande-MS); 2) as revistas O Cruzeiro, O Guri, A Cigarra, Luluzinha, Bolinha, Brasinha, Gasparzinho, Aventura, Gurilândia, Pré-Estreia, Manda-Chuva, Os Flinstones, Os Jetsons, Pimentinha, Zé Colméia, Combate, Homem no Espaço, Galáxia; 3) as emissoras Rádio Tupi (Rio), Rádio Tamoio (Rio), Rádio Difusora (S. Paulo), Rádio Tupi (S. Paulo), Rádio Cultura (S. Paulo), Rádio Guarani (Belo Horizonte), Rádio Mineira (Belo Horizonte), Rádio Sociedade (Juiz de Fora-MG), Rádio Farroupilha (Porto Alegre), Rádio Sociedade da Bahia (Salvador), Rádio Clube de Pernambuco (Recife), Rádio Tamandaré (Recife), Rádio Borborema (Campina Grande-PB), Rádio Cariri (Campina Grande-PB), Rádio Poti (Natal), Rádio Marajoara (Belém), Ceará Rádio Clube (Fortaleza), Rádio Araripe (Crato-CE), Rádio Gurupi (S. Luís), Rádio Baré (Manaus), Rádio Progresso (Maceió), Rádio Vitória (Vitória), Rádio Difusora (Teresina), Rádio Clube de Goiânia (Goiânia), Rádio Planalto (Brasília); 4) as emissoras de televisão TV Tupi (Rio), TV Tupi (S. Paulo), TV Cultura (S. Paulo), TV Ribeirão Preto (Ribeirão Preto-SP), TV Itacolomi (Belo Horizonte), TV Alterosa (Belo Horizonte), TV Mariano Procópio (Juiz de Fora-MG), TV Piratini (Porto Alegre), TV Itapoan (Salvador), TV Rádio Clube (Recife), TV Borborema (Campina Grande-PB), TV Marajoara (Belém), TV Rádio Clube (Fortaleza), TV Vitória (Vitória), TV Rádio Clube (Goiânia), TV Paraná (Curitiba), TV Coroados (Londrina-PR), TV Brasília (Brasilia); e 5) as agências: Agência Meridional (de notícias, com matriz no Rio e sucursais em todo o Brasil</em>) <em>e SIRTA Serviços de Imprensa, Rádio e Televisão Associados (de publicidade, com matriz no Rio e filiais em todo o Brasil) </em>(<a href="https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/francisco-de-assis-chateaubriand-bandeira-de-melo" target="_blank">CPDOC</a>).</p>
<p>Foi também na década de 60, que o império formado por Chateaubriand começou a decair. Após sua morte, deflagrou-se uma crise nos Diários Associados entre João Calmon e um de seus filhos, Gilberto Chateaubriand (1925-2022), devido a divergências relativas aos rumos da empresa. Desde maio de 2023, o Condomínio Acionário dos Diários Associados é presidido pelo jornalista Josemar Gimenez (1964-).</p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/168435" target="_blank">Acesse aqui a edição de <em>O Cruzeiro</em>, de 20 de abril de 1968, com uma homenagem a Assis Chateaubriand.</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> </strong></em></span></p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BARROS, Maria Pia Fontes Lins de; WANDERLEY, Andrea C. T. Agenda do Centro de Documentação da TV Globo</p>
<p>CARNEIRO, Glauco. <em>Brasil, primeiro:</em> História dos Diários Associados. Brasília : DF. Fundação Assis Chateaubriand, 1999.</p>
<h5 class="wp-block-heading"><a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2023/04/04/assis-chateaubriand-como-um-paraibano-de-umbuzeiro-formalizou-o-interesse-nacional-pela-artes-plasticas.ghtml" target="_blank">G-1</a></h5>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><em>IstoÉ</em>, 10 de maio de 2023</p>
<p>MORAIS, Fernando. <i>Chatô &#8211; O Rei do Brasil</i>. Cia das Letras: São Paulo, 1994.</p>
<p><a href="chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4204434/4101426/memoria18.pdf" target="_blank"><em>O Jornal, órgão líder dos Diários Associados</em> </a>/ Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Secretaria, 2007 (Cadernos da Comunicação Série Memória &#8211; vol 18).</p>
<p><a href="http://www.revistas.usp.br/extraprensa/article/view/77251/81116" target="_blank">Revista da USP</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/assis-chateaubriand" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/francisco-de-assis-chateaubriand-bandeira-de-melo" target="_blank">Site CPDOC </a></p>
<p>Site Diários Associados</p>
<p><a href="https://www.saopauloinfoco.com.br/tv-tupi/" target="_blank">Site São Paulo infoco</a></p>
<p><em>Veja</em>, 3 de agosto de 1994</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 14:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a publicação de fotografias de crianças de diferentes etnias, a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. As imagens escolhidas são de autoria de Alberto Henschel e de Felipe Augusto Fidanza. O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi criado pela ONU e é uma referência ao Massacre de Sharperville, ocorrido em 21 de março de 1960, na África do Sul. A partir deste ano, nesta data também será celebrado, no Brasil, o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Com a publicação de fotografias de crianças de diferentes etnias, a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. As imagens escolhidas são de autoria do berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1892)</a> e do português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (1844 &#8211; 1903)</a>. Pertencem ao Arquivo Nacional e ao Leibniz-Institut für Länderkunde, ambas instituições parceiras do portal.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">&#8220;O<em> racismo continua a envenenar instituições, estruturas sociais e o cotidiano de toda a sociedade&#8221;. </em></span></strong></p>
<p style="text-align: right;">António Guterres (1949-), secretário-geral da ONU, em 21 de março de 2022</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Henschel foi um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil na segunda metade do século XIX. Chegou no Recife, em 1866, e, ao longo de 16 anos, teve uma intensa atividade no país. Segundo o historiador Boris Kossoy (1941 – ), Henschel pode ser considerado pioneiro no Brasil como empresário da fotografia, pois chegou a ter quatro estabelecimentos: o primeiro no Recife (1866), o segundo em Salvador (provavelmente em 1868) e os últimos no Rio de Janeiro (1870) e em São Paulo (1882).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 496px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4484" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4484/SAm21-0056.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="486" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4484" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato, 1869. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5034" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5034/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0428_001_TTO__REF.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="506" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5034" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato de meninos, 1870-1874. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fidanza foi também fotógrafo de destaque, tendo trabalhado no norte do Brasil no século XIX e no início do século XX. Chegou ao  país em fins da década de 1860 e, em seu estúdio, retratou tipos diversos no formato <em>carte de visite. </em>Para tornar essas fotografias, que vendia, exóticas, utilizava adereços e construía cenários. Além de produzir estes retratos, registrou as paisagens e documentou o início do desenvolvimento urbano de Belém e de Manaus, ocasionado pela riqueza do ciclo da borracha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4380" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4380/SAm21-0025.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="484" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4380" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza. Menina indígena comendo, c. 1873. Pará / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve história do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> <a href="https://www.oas.org/dil/port/1963%20Declara%C3%A7%C3%A3o%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20sobre%20a%20Elimina%C3%A7%C3%A3o%20de%20Todas%20as%20Formas%20de%20Discrimina%C3%A7%C3%A3o%20Racial,%20proclamada%20pela%20Assembleia%20Geral%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20em%2020%20de%20novembro%20de%201963,%20a%20resolu%C3%A7%C3%A3o%201904%20(XVIII).pdf" target="_blank">Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial,</a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.oas.org/dil/port/1963%20Declara%C3%A7%C3%A3o%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20sobre%20a%20Elimina%C3%A7%C3%A3o%20de%20Todas%20as%20Formas%20de%20Discrimina%C3%A7%C3%A3o%20Racial,%20proclamada%20pela%20Assembleia%20Geral%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20em%2020%20de%20novembro%20de%201963,%20a%20resolu%C3%A7%C3%A3o%201904%20(XVIII).pdf" target="_blank"> 20 de novembro de 1963</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi criado pela Organização das Nações Unidas, ONU, em 26 de outubro de 1966 <a href="https://www.unesco.org/en/days/racial-discrimination-elimination" target="_blank">(<em>Portal da U</em><em>NESCO</em></a>). É uma referência ao Massacre de Sharperville, ocorrido em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul. Neste dia, milhares de pessoas faziam um protesto pacífico contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha seus dados pessoais e os locais onde era permitida sua circulação. A polícia do regime do <em>apartheid</em> atacou os manifestantes, matando 69 e deixando cerca de 180 feridos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/2968" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de março de 1960</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/2965" target="_blank"><em>Jornal do  Brasil</em>, 23 de março de 1960</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31966" style="width: 479px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_08/2965" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31966" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/racismo.jpg" alt="Jornal do Brasil, 23 de março de 1960" width="469" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_08/2965" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de março de 1960</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE &#8211; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, no dia 22 de julho de 2022, cujos dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios &#8211; Características Gerais dos Moradores 2021, o perfil da população brasileira  de acordo com cor ou raça é a seguinte: 99,90 milhões de pardos, 91,47 milhões de brancos, 19,30 milhões de negros e 1,98 de indígenas, amarelos ou sem declaração (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/07/cresce-proporcao-de-pretos-e-pardos-na-populacao-brasileira.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 22 de julho de 2022</a>). No Brasil, o crime de racismo está previsto na Constituição Federal, é inafiançável e imprescritível. A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%207.716%2C%20DE%205%20DE%20JANEIRO%20DE%201989.&amp;text=Define%20os%20crimes%20resultantes%20de,de%20ra%C3%A7a%20ou%20de%20cor.&amp;text=Art.%202%C2%BA%20(Vetado)." target="_blank">Lei n° 7.716/1989</a> tipifica a discriminação racial como crime.</p>
<p>O Brasil é um dos países signatários do acordo que a ONU que estabeleceu os anos entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2024 como a Década Internacional das Pessoas Afrodescentes com o objetivo de reduzir as desigualdades e exclusões as quais eles estão submetidos (<a href="https://www.un.org/en/observances/decade-people-african-descent" target="_blank"><em>Portal da ONU</em></a>; <a href="https://www.americasquarterly.org/blog/brazil-endorses-international-decade-for-people-of-african-descent/" target="_blank"><em>Americas Quarterly</em></a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.un.org/en/observances/decade-people-african-descent/promotional-materials"><img class=" aligncenter" src="https://www.un.org/sites/un2.un.org/files/2019/12/africandescent-emblem_pr.png" alt="International Decade For People of African Descent Logo in Portuguese" width="489" height="249" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Africanos e pessoas afrodescendentes, asiáticos e pessoas de descendência asiática, comunidades minoritárias, pessoas indígenas, migrantes, refugiados e tantos outros – todos continuam a enfrentar estigmatização, culpabilização, discriminação e violência&#8221;.</em></span></strong></p>
<p><a href="https://brasil.un.org/pt-br/175436-dia-internacional-para-elimina%C3%A7%C3%A3o-da-discrimina%C3%A7%C3%A3o-racial" target="_blank">Acesse aqui o discurso de António Guterres, secretário-geral da ONU, proferido no Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.em 21 de março de 2022.</a></p>
<p><em>Em 2023,  o tema da ONU do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial é o foco na urgência no combate ao racismo e à discriinação racial 75 anos após a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos</em> (<em><a href="https://www.un.org/en/observances/end-racism-day" target="_blank">Portal da ONU</a></em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 6 de janeiro de 2023, foi sancionada a <a class="external-link" title="" href="http://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2023-01-05;14519" target="_blank">Lei 14.519/2023</a>, que instituiu o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, que será celebrado anualmente também no dia 21 de março.</p>
<p>Lembramos aqui a reportagem <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/77973">As noivas dos deuses sanguinários</a> </em>sobre o candomblé, que tornou-se histórica. Foi realizada pelo repórter Arlindo Silva (1924 &#8211; 2011) e pelo fotógrafo José Medeiros (1921 &#8211; 1990) e publicada na revista <em>O Cruzeiro, </em>de 15 de setembro de 1951. Tratava-se de uma <em>documentação fotográfica inédita e</em> foi uma resposta à publicação na revista <em>Paris-Match</em>, de 15 de maio de 1951, da matéria <em>Les possédées de Bahia</em>, com fotografias produzidas pelo cineasta francês Henri Georges-Clouzot (1907 – 1977) e escrita na terceira pessoa. A reportagem foi considerada etnocêntrica e arrogante.</p>
<p>Com a ajuda de um motorista de táxi de Salvador, o fotógrafo Medeiros localizou um terreiro e pagou pelos animais que seriam sacrificados no ritual. Na hora da realização da reportagem, o cabo do sincronismo do <em>flash</em> se rompeu e ele teve de ajustar o anel do obturador de sua Rolleiflex para enfrentar a escuridão do terreiro. A reprodução total ou parcial da matéria publicada no <em>Cruzeiro era absolutamente interdita. </em>O tom sensacionalista da reportagem foi criticado. Seis anos depois, Medeiros relançou as fotografias no livro <em>Candomblé</em>, primeiro sobre essa religião no Brasil e o material passou a ser considerado importante do ponto de vista etnográfico. O Instituto Moreira Salles, que em agosto de 2005 adquiriu sua obra completa com aproximadamente 20 mil negativos, relançou o livro em 2011.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Folha de São Paulo</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://news.bbc.co.uk/onthisday/hi/dates/stories/march/21/newsid_2653000/2653405.stm" target="_blank">Portal da BBC</a></p>
<p><a href="https://brasil.un.org/pt-br/175436-dia-internacional-para-elimina%C3%A7%C3%A3o-da-discrimina%C3%A7%C3%A3o-racial" target="_blank">Portal da ONU</a></p>
<p><a href="https://www.ohchr.org/en/instruments-mechanisms/instruments/international-convention-elimination-all-forms-racial" target="_blank">Portal da ONU &#8211; Direitos Humanos</a></p>
<p><a href="Presidência%20da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos" target="_blank">Portal da Presidência da República &#8211; Casa Civil &#8211; Subchefia para Assuntos Jurídicos</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/01/06/sancionada-lei-que-cria-dia-nacional-do-candomble" target="_blank">Portal do Senado Federal</a></p>
<p><a href="http://www.worldlii.org/int/other/UNGA/1969/17.pdf" target="_blank">WorldLII</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jul 2018 15:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Gomes de Souza]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca a imagem de um quiosque carioca do início do século XX, o Chopp Berrante, no Passeio Público, produzida por Augusto Malta. A história do bar foi contada em um pequeno texto de Charles Julius Dunlop, um entusiasta por fotografias e histórias do Rio Antigo. Nele é narrado o começo do relacionamento comercial de outro fotógrafo, Marc Ferrez, com o dono do quiosque, o português Arnaldo Gomes de Souza. Eles se tornaram sócios no Cinema Pathé, o terceiro da cidade, em 1907. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8216;<em>Antigamente no passeio público a esquerda de quem entrava pelo portão da rua do Passeio, existia um bar ao ar livre, dos apelidados pelo público de &#8220;Chopp Berrante&#8221;. Nesse bar havia um teatrinho, onde aos domingos acorria a garotada e todas as noites se exibiam cançonetistas acompanhados ao piano. A consumação obrigatória pagava o espetáculo. O bar era arrendado pela prefeitura ao senhor Arnaldo Gomes de Souza&#8217;.</em></p>
<p>Assim Charles Julius Dunlop (1908–1987), escritor e entusiasta do Rio Antigo, começava seu texto intitulado <em>O Chopp Berrante do Passeio Público</em>, publicado na <em>Revista G.E</em>., em 1956. Dunlop trabalhou entre 1927 e 1976 no departamento jurídico da Light, empresa onde conheceu, em meados da década de 30, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que trabalhava na Prefeitura do Rio de Janeiro, e havia sido designado para cobrir a inauguração de uma usina de força da empresa. Esse encontro foi decisivo no interesse de Dunlop por fotografias e histórias cariocas. Entre 1952 e 1955, ele publicou a coluna &#8220;Rio Antigo&#8221;, no jornal <em>Correio da Manhã</em>, muitas vezes ilustrada por fotos de Malta (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/17640" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 30 de maio de 1952</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4694" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4694/P009CJHF4028.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4694" target="_blank">Augusto Malta. Augusto Malta em seu ateliê, c. 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22augusto+malta%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Augusto Malta disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Um pouco da história do quiosque Chopp Berrante e da parceria entre Arnaldo Gomes e Marc Ferrez &#8211; os primórdios do cinema no Brasil</span></em></strong></p>
<p>Localizava-se no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank">Passeio Público</a>, concorrido ponto de encontro da população carioca nos séculos XVIII e XIX e primeiro parque ajardinado do Brasil. Já no século XX, entre 1902 e 1906, na gestão do prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 – 1913)</a>, o Passeio Público recebeu diversos melhoramentos e foi inaugurado o primeiro aquário de água salgada da América do Sul, em 18 de setembro de 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8393" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de setembro de 1904, na última coluna sob o título “O Aquarium”</a>). Possivelmente, o <em>Chopp Berrante</em> no Passeio Público foi inaugurado em 1900, quando esse tipo de estabelecimento era um dos locais do universo de entretenimento da <em>belle époque.</em> Acredita-se que Catulo da Paixão Cearense (1866 &#8211; 1946) tenha sido um dos muitos músicos que se apresentaram no <em>Chopp Berrante </em>no Passeio Público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2425" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2425/007A5P4F1-33.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2425">Augusto Malta. Quiosque &#8220;Chopp Berrante&#8221; no Passeio Público, década de 1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O dono do <em>Chopp Berrante </em>no Passeio Público, Arnaldo Gomes de Souza, é o senhor de calça branca retratado na imagem acima. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> vendia aí seus filmes para que Arnaldo os exibisse em lençóis estendidos entre as árvores, no jardim do parque. No final de 1905, a Casa Marc Ferrez &amp; Filhos passou a ser a fornecedora exclusiva do cinematógrafo ao ar livre Passeio Público, que existiu entre em 28 de outubro de 1905 e 2 de novembro de 1906. Apesar de ter um repertório pouco variado, o cinematógrafo do Passeio Público aumentou a concorrência do quiosque que, segundo Dunlop, passou a ser <em>ponto obrigatório</em> dos primeiros fãs de cinema da cidade.</p>
<p>Em sociedade com Arnaldo, Ferrez arrendou os prédios de número 145 e 149 da Avenida Central e inaugurou, em 18 de setembro de 1907, o Cinema Pathé, o terceiro da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/15677" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de setembro de 1907, nas sexta e sétima colunas</a>). O primeiro, <em>Chic</em>, foi inaugurado em 1º de agosto de 1907; o segundo, <em>Parisiense</em>, foi aberto em 9 de agosto do mesmo ano.</p>
<p>A firma de Arnaldo e Ferrez chamava-se Arnaldo &amp; Cia, omitindo a participação de Ferrez porque Charles Pathé (1863 – 1957), um dos proprietários da <em>Pathé Frères</em>, proibia que seus distribuidores e representantes possuíssem cinematógrafos. Em 1908, a sociedade de Ferrez com Arnaldo Gomes de Souza foi denunciada pelo concorrente de Ferrez, Jácomo Rosário Staffa, proprietário do cinema <em>Parisiense</em>. Ainda nesse ano, Ferrez e Arnaldo Gomes de Souza produziram o filme, <em>Nhô Anastácio chegou de viagem</em>, dirigido por Julio Ferrez. É considerada a primeira comédia cinematográfica brasileira e foi estrelada por Antônio Cataldi, José Gonçalves Leonardo e Ismênia Matteo. Em 1911, a sociedade de Marc Ferrez com Arnaldo Gomes de Souza foi desfeita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="366" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez aos 33 anos de idade, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=24&amp;query=%22marc+ferrez%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Mar Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>A revista<em> O Cruzeiro </em>publicou ao longo de 1951 uma série de matérias intituladas<em> Fotografias do Rio Antigo </em>sobre a obra de Marc Ferrez na segunda metade do século XIX. As compilações e a legendas das imagens assim como os textos das matérias foram feitos pelo neto do fotógrafo, Gilberto Ferrez (1908 &#8211; 2000), o primeiro historiador da fotografia no Brasil. Muitas imagens reproduzidas nessas matérias estão no acervo da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>Seguem os links para as matérias:</p>
<p><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/76257">O Cruzeiro, 9 de junho de 1951</a></em><em> </em></p>
<p><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/76464">O Cruzeiro, 16 de junho de 1951</a></em><em> </em></p>
<p><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/76710">O Cruzeiro, 30 de junho de 1951</a></em><em> </em></p>
<p><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/76946">O Cruzeiro, 14 de julho de 1951</a></em><em> </em></p>
<p><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/77172">O Cruzeiro, 28 de julho de 1951</a></em><em> </em></p>
<p><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/77412">O Cruzeiro, 11 de agosto de 1951</a></em><em> </em></p>
<p><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/77667">O Cruzeiro, 25 de agosto de 1951</a></em></p>
<p><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/78132">O Cruzeiro, 22 de setembro de 1951</a></em><em> </em></p>
<p><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/78462">O Cruzeiro, 13 de outubro de 1951</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">O título deste artigo foi alterado de <em>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop </em>para <em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; </em>V <em>- O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, em 16 de setembro de 2021.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>DUNLOP, Charles. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/125091/707"><em>Apontamentos históricos &#8211; O Chopp Berrante do Passeio Público</em></a> in Revista G.E., outubro, novembro e dezembro de 1956</p>
<p>FERLIM, Uliana dias Campos. <em>A polifonia das modinhas: diversidades e tensões musicais no Rio de Janeiro na passagem do século XIX ao XX</em>, 2006. Campinas: Unicamp</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>SAMPAIO, Lilian Alves. <em>Vaidade e ressentimento dos músicos populares e o universo musical do Rio de Janeiro no início do século XX</em>, 2011. São Paulo: USP</p>
<p><a href="http://editorarioantigo.com.br/a-editora/" target="_blank">Site da Editora Rio Antigo</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Início do verão &#8211; as praias do Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2015 12:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
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		<description><![CDATA[Segundo o Observatório Nacional, o verão 2016 começou hoje, dia 22 de dezembro de 2015, às 2h48m (horário de Brasília), quando ocorreu o solstício de verão. A Brasiliana Fotográfica homenageia a mais brasileira das estações com uma seleção de várias praias e vistas de nosso litoral. São registros fotográficos de Alagoas, da Bahia, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul  e de São Paulo. A fotografia mais antiga é do Forte de São Francisco da Barra, de Augusto Stahl, produzida por volta de 1855, no litoral de Pernambuco. Outros fotógrafos presentes nessa seleção de imagens do litoral brasileiro são Abilio Coutinho, A. Ribeiro, Augusto Malta, Augusto Stahl, George Leuzinger, Guilherme Gaensly, J. Schleier, Marc Ferrez, Moritz Lamberg, Revert Henrique Klumb, Thiele, Rodolfo Lindemann e S.H. Holand.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o Observatório Nacional, o verão 2016 começou hoje, dia 22 de dezembro de 2015, às 2h48m (horário de Brasília), quando ocorreu o solstício de verão. A Brasiliana Fotográfica homenageia a mais brasileira das estações com uma seleção de várias praias e vistas de nosso litoral. São registros fotográficos de Alagoas, da Bahia, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul  e de São Paulo. A fotografia mais antiga é do Forte de São Francisco da Barra, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, produzida por volta de 1855, no litoral de Pernambuco. Outros fotógrafos presentes nessa seleção de imagens do litoral brasileiro são Abilio Coutinho, A. Ribeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/%20http:/brasilianafotografica.bn.br/?p=%207260">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928) </a>, J. Schleier (1827 – 1903), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, Moritz Lamberg (18? &#8211; ?),<strong> </strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809">Revert Henrique Klumb (c.1826 &#8211; c.1886)</a>, Thiele, Rodolfo Lindemann (c. 1852 – 19?) e S.H. Holand.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<div id="attachment_4073" style="width: 228px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/330" target="_blank"><img class="wp-image-4073 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/11/cruzeiro-218x300.jpg" alt="cruzeiro" width="218" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/330" target="_blank"><em>Cruzeiro</em>, 15 de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=332" target="_blank">Além disso, está disponibilizado o link para uma edição especial da revista <em>Cruzeiro</em>, de 15 de dezembro de 1928 sobre as &#8220;Praias de Banho&#8221; no Rio de Janeiro, em Paquetá e em Niterói.</a></p>
<p>Nesta edição, <em>O Cruzeiro</em>  divulgou os resultados do primeiro concurso de fotografia promovido pela revista (páginas 33 e 34), cujo tema foi &#8220;a vida das praias&#8221;.</p>
<p>Há ainda artigos sobre o verão, fotografias e caricaturas de banhistas em diversas praias como Copacabana, Flamengo e Urca; e anúncios de roupas para <em>banho de mar</em>. Uma das matérias da revista é sobre estrelas de cinema internacionais fotografadas com roupas de praia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/75" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de praias e vistas do litoral brasilero disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></strong></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/verão.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42399" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/verão.jpg" alt="verão" width="548" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>ATO INSTITUCIONAL DO VERÃO CARIOCA</strong></span>*</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> Carlos Drummond de Andrade</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo 1º<br />
Todos os moradores da cidade do Rio de Janeiro, ricos ou pobres, de qualquer raça, religião, profissão ou falta de profissão, convicção ou ausência de convicção política, têm igual direito a curtir as excelências do verão, também chamada estação calmosa, embora seja a mais trepidante das estações.<br />
§ único — Entende-se por verão, no Rio de Janeiro, o período que vai de 1º de janeiro a 31 de dezembro, com breves intervalos para reciclagem, e uma faixa especial, mais badalada, entre 21 de dezembro e 20 de março.</p>
<p>Artigo 2º<br />
As maneiras lícitas de exercer o direito outorgado no artigo anterior são as mais variadas e imagináveis, ficando contudo na dependência de dois fatores:<br />
a) o grau de recursos financeiros do morador ou da pessoa física ou jurídica disposta a sustentar a curtição;<br />
b) o grau de imaginação criadora, ativa e defensiva, do morador ou de acompanhante que lhe supra a deficiência desse atributo.</p>
<p>Artigo 3º<br />
Os indivíduos que não se mostrarem habilitados, na forma deste Ato Institucional, a curtir o verão carioca, devem limitar-se a suportá-lo com uma combinação de heroísmo e espírito filosófico, abstendo-se de promover agitação que perturbe o exercício pacífico dos demais cidadãos, gerando aumento imoderado da temperatura social, que já é elevada no período.</p>
<p>Artigo 4º<br />
É lícito à parcela da população em situação financeira aprazível, própria ou de favor, curtir o verão carioca in loco, na forma que lhe convier, ou à distância, em território nacional ou estrangeiro, pelo tempo que julgar suficiente, inclusive acumulando verões.</p>
<p>Artigo 5º<br />
A indústria privada cuidará de produzir a maior quantidade possível de refrigerantes para atender à demanda sazonal, devendo a comercialização dos produtos obedecer a tabelamento rigoroso, sujeito a imponderáveis, que na prática justifiquem e mesmo imponham o galope dos preços acima e além da tabela afixada em lugares bem visíveis, como o alto da encosta do Pão de Açúcar, a plataforma do monumento a Cristo Redentor no Corcovado e as torres cilíndricas de São Conrado.<br />
§ único — Em hipótese alguma o preço do chope excederá o valor de um salário mínimo.</p>
<p>Artigo 6º<br />
A praia, como a praça, é do povo, isto é, de todos, mas alguns todos têm direito a ocupar superfície maior e preferencial na areia, para se dedicarem a jogos esportivos, tanto em partidas isoladas como em campeonatos, devendo os banhistas-de-sol, que não são propriamente banhistas, e por isso ocupam áreas de favor, perder o mau costume de treinar para alvo de bolas, raquetes e petecas.</p>
<p>Artigo 7º<br />
O acesso de banhistas propriamente ditos ao elemento líquido não deve de maneira alguma pôr em risco a liberdade de movimentação e a segurança individual dos surfistas, que carecem de proteção contra a tendência expansivista dos primeiros.</p>
<p>Artigo 8º<br />
O acesso de animais ditos irracionais à praia é estritamente proibido, mas tolerado conforme a hora, a praia, a qualidade do animal e a qualidade do dono.</p>
<p>Artigo 9º<br />
O uso de maiô natural, de pele humana feminina, será desenvolvido gradativamente em cada verão, podendo estender-se a prática à veste congênere de pele humana masculina que não ocasione atentado gritante à estética das formas.</p>
<p>Artigo 10º<br />
Os turistas estrangeiros gozarão de facilidades especiais para curtição do verão carioca, destacando-se entre elas o direito de se recusarem a ser assaltados por marginais de décima categoria, cuja permanência na proximidade de hotéis, boates e clubes fica absolutamente vedada no decorrer da estação.</p>
<p>Artigo 11º<br />
Os preços de utilidades e souvenirs destinados a consumo de turistas estrangeiros sofrerão desconto especial de 35% sobre a majoração também especial de 500% em todas as compras que efetuarem.<br />
§ único — No caso de táxis, o desconto será apenas de 5% sobre a majoração inultrapassável de 3.000%, conciliando-se dest’arte o justo interesse da categoria profissional com a necessidade de desestimular o consumo de derivados de petróleo.</p>
<p>Artigo 12º<br />
Os turistas nacionais terão liberdade de efetuar os programas que bem entenderem, uma vez que não prejudiquem a movimentação dos turistas estrangeiros e consequente captação de dólares em proveito da economia nacional.<br />
§ único — As diárias de hotel e o aluguel de apartamentos e quartos por temporada, para uso de turistas nacionais, serão fixados ao preço de mercado, à base da inflação prevista para 1998.</p>
<p>Artigo 13º<br />
O sorvete de frutas naturais e o sorvete sintético terão idêntico sabor e aparência, verificados em testes no Instituto de Proteção do Consumidor em Tempo de Verão, de tal sorte que o segundo possa substituir vantajosamente o primeiro, sem que o consumidor dê por isto, poupando-se as frutas para exportação e consequente melhoria de nossa balança comercial.</p>
<p>Artigo 14º<br />
Tendo em vista que só à última hora, quando o calor se torna incontrolável, é que os novos casais se lembram de adquirir aparelhos de refrigeração e de circulação de ar, já então sem tempo para que as empresas produtoras elaborem corretamente seus planos de produção, ficam ditas empresas autorizadas a fornecer ao consumidor simulacros artisticamente acabados daqueles aparelhos, que despertem suave impressão visual de refrigério no interior das habitações mais escaldantes.<br />
§ único — Também se faculta às mesmas empresas o fornecimento de pedaços isolados de aparelhos, a serem gradativamente montados pelos consumidores, em verões sucessivos, com a necessária assistência técnica do produtor ou do revendedor.</p>
<p>Artigo 15º<br />
O bom humor da população carioca de todas as camadas e subcamadas sociais, como de costume, se manterá invariavelmente alto e chispante de anedotas, piadas, trocadilhos, subentendidos, apelidos e a-propósitos, de modo a fazer do verão uma festa integral, ainda que se verifiquem imensas precipitações fluviais, com desabamentos, esmagamentos, afogamentos e outras calamidades.</p>
<p>Artigo 16º<br />
O uso de expressões como “puxa, que calor”, “calorão bravo este, hein?”, “amanhã ainda vai ser mais quente”, “isto aqui é a verdadeira fornalha de Pedro Botelho”, “vá fazer calor assim nos quintos dos infernos” será considerado completamente fora de moda, e declarados caretas aqueles que as pronunciarem, e, por outro lado, se revestirão de absoluta novidade e interesse expressões no estilo de “nunca vi uma temperatura tão deliciosa”, “os deuses não querem outra coisa no Olimpo”, “até que o calor está bastante relativo, como deve ser daqui por diante” e “não há nada como um verão depois de outro para refrescar o anterior”.</p>
<p>Artigo 17º<br />
Durante o subperíodo carnavalesco, os raios solares farão a fineza de aumentar consideravelmente de intensidade, para incutir mais fogo e ardor nas escolas de samba credenciadas pela Riotur, enfatizando assim a importância social e oficial do calor como fonte geradora de emoção coletiva.</p>
<p>Artigo 18º<br />
A população das favelas, em face do privilégio que desfruta de viver em altura muito superior à ocupada pelos demais habitantes do Rio de Janeiro, com refrigeração natural gratuita, fica dispensada de recorrer aos meios habituais de defesa contra o calor, a começar pelas piscinas que se reservam para o grosso da população menos favorecida topograficamente.</p>
<p>Artigo 19º<br />
O número de incêndios propositais ou misteriosos não poderá atingir nível exorbitante, tendo em vista a necessidade de reserva do volume de água disponível para acudir aos sinistros que ocorrem normalmente nesta quadra do ano e que, ao assumirem proporções avantajadas, constituem atração suplementar no painel de eventos de verão.</p>
<p>Artigo 20º<br />
Os casos de desidratação seguidos de óbito, resultantes do excesso de calor em contraste com a ausência de reservas orgânicas, notadamente em crianças subnutridas, devem figurar nas estatísticas demográficas em coluna sob a rubrica “Força do Destino”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Crônica de Carlos Drummond de Andrade, publicada na revista <em>Status,</em> janeiro de 1978.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42401" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/verão1.jpg"><img class="size-full wp-image-42401" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/verão1.jpg" alt="Capa da revista Status, janeiro de 1978" width="290" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Capa da revista <em>Status,</em> janeiro de 1978</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Colaborou nessa pesquisa o historiador Vinicius Martins, da BN Digital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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