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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Getulio Vargas</title>
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		<title>Série “Conflitos” XII &#8211; A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, por Maria de Fatima Morado</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:27:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo "A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos", o décimo segundo da série "Conflitos", é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek, que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O artigo <em>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, </em>o décimo segundo da série &#8220;Conflitos&#8221;<em>, </em>é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976), que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria de Fatima Morado*</p>
<div style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14474/CBa.05%283%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="571" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank">Coronel Cristóvão Barcelos, 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Revolução Constitucionalista foi deflagrada no dia 9 de julho de 1932 por lideranças de São Paulo que iniciaram um conflito armado exigindo autonomia para o governo do estado e a constitucionalização do país. Nesse período, o Brasil vivia o sob o Governo Provisório de Getúlio Vargas, que teve início após a Revolução de 1930 &#8211; movimento organizado pela Aliança Liberal que depôs o presidente Washington Luís em 24 de outubro de 1930 &#8211; e se estendeu até 1934, quando Getulio Vargas foi eleito presidente pelo Congresso Nacional dando início ao Governo Constitucional.</p>
<p>Getulio Vargas, ao assumir o poder, nomeou João Alberto como interventor em São Paulo, o que provocou reações dos integrantes do Partido Democrático (PD), que havia participado da Aliança Liberal e defendia a nomeação de Francisco Morato para esse cargo. Essa contrariedade provocou reações em São Paulo que resultaram na prisão dos líderes democráticos. Logo após, ocorreu o rompimento com o interventor e o lançamento de um manifesto para a instauração de uma Assembleia Constituinte no país estabelecendo a base para a organização do movimento constitucionalista com apoio da oligarquia cafeeira e das classes médias paulistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/463" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Revolução Constitucionalista de 1932 do acervo do Museu da República </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo do ano de 1931 até o levante em 9 de julho de 1932 ocorreram iniciativas para que não se recorresse ao uso das armas como também para formar uma articulação para o caso dessa decisão ser inevitável. Entre esses movimentos estavam: negociações para acordo com o governo federal; troca de interventores; formação da FUP (Frente Única Paulista), que uniu os partidos rivais, Partido Democrático (PD) e Partido Republicano Paulista (PRP); crescente mobilização em São Paulo, incluindo comícios e protestos; e a promessa de apoio do Rio Grande do Sul e de uma corrente de líderes políticos de Minas Gerais. Quando os paulistas decidiram pelo início do movimento armado, em 9 de julho, a perspectiva concreta de adesão do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais foi frustrada devido à desistência de tomarem parte na aventura. Além disso, o Governo Provisório debelou as tentativas de levantes em apoio ao estado de São Paulo, que acabou ficando isolado. Esse isolamento se tornou ainda maior devido ao fato de os paulistas terem uma força bélica muito inferior às forças federais.</p>
<p>Após alguns meses de confronto, as negociações para o fim do conflito entre o Governo Provisório e os revolucionários paulistas incluíram, de um lado, a exigência do desarmamento da Força Pública Paulista e a aceitação do calendário eleitoral proposto para a formação de uma Constituinte e, de outro lado, a nomeação de uma nova junta governativa federal e o reconhecimento do governo revolucionário paulista que havia assumido o poder. A Revolução Constitucionalista terminou sem a formalização de um acordo e com a deposição do governo revolucionário feita pelo próprio comando da Força Pública Paulista, no dia 2 de outubro. Logo depois, em 1º de novembro, os membros do governo revolucionário e líderes constitucionalistas foram presos e exilados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14472/CBa.05%281%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank">Posto de observação durante a Revolução Constitucionalista. Coronel Cristóvão Barcelos (segurando binóculo, em segundo, da esquerda para direita), Major Juarez Távora (segurando binóculo, em terceiro, da esquerda para direita) e o Major Ernesto Dornelles (em primeiro, esquerda para direita), 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As dez fotografias aqui apresentadas expõem aspectos dos campos de batalhas pelo lado dos combatentes do Governo Provisório e fazem parte da Coleção Cristóvão Barcelos, acervo do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República. Cristóvão de Castro Barcelos (1883-1946), nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ) e teve a carreira militar marcada pela participação em eventos fundamentais: em 1918, como primeiro-tenente foi para a França, para cumprir missão na I Guerra Mundial (sobre esse assunto ver a publicação <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13297" target="_blank"><em>Registros raros da participação militar brasileira na I Guerra Mundial</em></a>); em 1930, como tenente-coronel participou da Revolução de 30 e, em 1932, já promovido a coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira (MG).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14476/CBa.05%285%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank">Visita do general Góis Monteiro (ao centro), comandante do Exército do Leste, ao setor do túnel da Mantiqueira sob comando de Cristóvão Barcelos (segundo, da direita para a esquerda). Vê-se também o major Ernesto Dornelles (segundo, da esquerda para direita) e o major Juarez Távora (terceiro, da esquerda para direita), 1932. Túnel da Mantiqueira, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa região foi travada um dos maiores confrontos entre as tropas paulistas e as forças do governo federal. O Túnel da Mantiqueira era um ponto estratégico já que está localizado na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, entre os municípios de Cruzeiro (SP) e Passa Quatro (MG).</p>
<p>Em algumas dessas fotos destaca-se a presença de Juscelino Kubitschek que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro. Em setembro de 1932, quando as tropas paulistas se retiraram da área do Túnel, Juscelino foi encarregado de realizar a transferência dos feridos para as cidades mineiras de Guaxupé e Varginha, seguindo para Campinas para enfim retornar a Belo Horizonte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45489" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank"><img class=" wp-image-45489" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/revolução.jpg" alt="Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank">Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu livro de memórias, Juscelino relata sua experiência no palco de guerra. Sobre Cristóvão Barcelos diz: “<em>Eu me encontrava sob o comando do coronel Cristóvão Barcelos, pouco depois promovido a general, homem de sólida cultura e possuidor de excepcionais qualidades de caráter.</em>”</p>
<p>Ao relembrar como era feito o atendimento aos feridos em um hospital de sangue improvisado, destaca a importância desse evento que para ele significou um marco em sua vida: <em>“É curioso notar como pequenos fatos às vezes têm consequências profundas e chegam mesmo a modificar, de forma surpreendente, uma existência humana. No meu caso, a ida para o Setor do Túnel representou um desses “pequenos fatos”. Fui para Passa Quatro apenas por ser médico. Entretanto, ali o sucesso me sorriu. Conquistei amigos. Salvei vidas humanas. Enfrentei situações difíceis e, para vencê-las, fui obrigado a lançar mão de forças que existiam em mim, em estado latente e que eu, na verdade, desconhecia.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14478/CBa.05%287%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank">Visita ao hospital da Força Pública Mineira. Na primeira fila: vê-se o coronel Cristóvão Barcelos (terceiro, da esquerda para direita), o prefeito de Pará de Minas, Benedito Valadares (quarto, da esquerda para a direita); Juracy Magalhães (quinto, da esquerda para direita). Na terceira fila, de cima para baixo: Manoel Linhares, Washington Pires e o capitão médico da corporação, Juscelino Kubitschek (ao centro), 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando analisa a situação de São Paulo no conflito, Juscelino lembra o isolamento do estado que sustentou a guerra com recursos das indústrias e com a atuação dos jovens combatentes dos centros urbanos, mas sem a participação dos operários e trabalhadores do campo que não viam seus interesses representados pela campanha constitucionalista, estando <em>“ambas as categorias, naquela época, inteiramente alheias às competições político-partidárias.”</em>.</p>
<p>Após sua retirada da região do Túnel da Mantiqueira para fazer o acompanhamento dos feridos em Guaxupé e Varginha, Juscelino seguiu para o quartel-general instalado por Cristóvão Barcelos em Campinas (SP). Ali pôde vivenciar a hostilidade da população paulista que dizia compreender: <em>“Aquele ódio coletivo constrangia-me. No íntimo, nutria consideração pela causa de São Paulo e via, com angústia, o sofrimento do povo que havia lutado sozinho por uma Constituição e que, em face da derrota, voltaria a ser mais uma vez humilhado.”</em></p>
<p>Juscelino considerava o Setor do Túnel uma <em>“sementeira de uma nova geração de políticos. Naquela área, verificava-se, de fato, intensa fermentação política. O prestígio, que algumas pessoas ali adquiriram, levou-as mais tarde às mais elevadas posições no país.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14480/CBa.05%289%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text">V<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank">isita de oficiais das forças legalistas ao Palácio da Liberdade após sua vitória sobre o movimento constitucionalista. Na primeira fila vê-se o coronel Cristóvão Barcelos ( quinto, da esquerda para direita), Benedito Valadares (quarto da esquerda para direita), Gustavo Capanema (terceiro, da esquerda para direita), Juracy Magalhães (sexto, da esquerda para direita) e Juscelino Kubitschek (primeiro à direita); entre outros não identificados, 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias da coleção Cristóvão Barcelos mostram alguns desses personagens, homens que ao conviverem no campo de batalha construíram relações que passaram de profissionais e pessoais para políticas. Dos atores aqui destacados, após a guerra, Cristóvão Barcelos participou da fundação do Partido Socialista Fluminense ainda em 1932, desligando-se dois meses depois para criar o partido União Progressista Fluminense (UPF), legenda pelo qual foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte em maio de 1933. Após o fim dos trabalhos da Constituinte em julho de 1934, disputou o governo do estado do Rio de Janeiro em um processo marcado pela interferência do governo federal e pela violência. Ao ser derrotado voltou para o exército sendo promovido a general em 1938. Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República em 1955.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO (ALESP). Sessão comemorativa aos 25 anos da Revolução contou com a presença de Juscelino Kubitschek. <em>Informativo da Divisão de Acervo Histórico</em>, São Paulo, ALESP, ano 7, n. 28, maio/junho/julho. 2022.</p>
<p>AUGUSTO. Flávio Antônio Silva. JK, o médico da Força Pública Mineira. <em>Revista do IGHMB</em>, Rio de Janeiro, ano 84, n. 115, especial, 2025.</p>
<p>BRASIL. Ministério da Gestão e Inovação de Serviços Públicos. <em>Estado, administração e reforma: o Governo Provisório de Getúlio Vargas (1930-1934).</em> MAPA/Arquivo Nacional.</p>
<p>DAVIDOFF. Carlos Henrique. Revolução de 1932. In: <em>Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro.</em> Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>JUSCELINO KUBITSCHEK. In: <em>Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930.</em> 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2001</p>
<p>KUBITSCHEK, Juscelino. <em>Meu caminho para Brasília</em>: A experiência da humildade. Brasília: Edições do Senado Federal, 2020. v.1.</p>
<p>LEMOS, Renato. Cristóvão Barcelos. In: ABREU, Alzira Alves de (org.). <em>Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930).</em> Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.</p>
<p>MOREIRA. Regina da Luz. <em>A Revolução Constitucionalista de 1932</em>. Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>RIBEIRO. Antônio Sérgio. Revolução Constitucionalista de 1932 &#8211; 80 anos de uma epopeia. <em>Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP)</em>, São Paulo, 2012.</p>
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		<title>&#8220;Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)&#8221;, do acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Destaque para a identificação da casa de Tia Ciata</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 13:59:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica imagens inéditas do Rio de Janeiro, do acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ), instituição parceira do portal, desde abril de 2016, quando celebrávamos um ano de existência. Sob a presidência do internacionalista e doutor em Ciência Política, Eliseu Santiago, em parceria com a Aprazível Edições, do jornalista, editor de livros, curador de museus e exposições, Leonel Kaz, o AGCRJ lançou o livro digital "Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)", que revela um valioso e inédito acervo iconográfico da cidade do Rio no período do Es]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica publica imagens inéditas do Rio de Janeiro, do acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ), instituição parceira do portal desde abril de 2016, quando celebrávamos um ano de existência. Sob a presidência do internacionalista e doutor em Ciência Política, Eliseu Santiago, em parceria com a Aprazível Edições, do jornalista, editor de livros, curador de museus e exposições, Leonel Kaz, o AGCRJ lançou o livro digital <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), </em>que revela<em> </em>um valioso e inédito acervo iconográfico da cidade do Rio no período do Estado Novo, sob a presidência de Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954).  A publicação reforça a importância da preservação e difusão do patrimônio histórico e iconográfico do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42917" style="width: 448px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=1" target="_blank"><img class="wp-image-42917 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/achados.jpg" alt="achados" width="438" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=1" target="_blank">Capa do livro digital <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O livro digital está disponível gratuitamente no site do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e da Aprazível Edições promovendo acessibilidade e difusão cultural. Foi financiado pelo Programa de Fomente à Cultura Carioca &#8211; PRÓ-CARIOCA LINGUAGENS, via Edição PNAB &#8211; Política Nacional Aldir Blanc. Lembramos aqui que o acervo do AGCRJ reúne cerca de quatro milhões de itens identificados, além de outros milhões de documentos, fotos e registros ainda em processo de organização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.rio.rj.gov.br/web/arquivogeral/achados-e-perdidos" target="_blank"><strong>Link para o livro digital <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945) </em></strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica disponibiliza 20 das centenas de imagens publicadas no livro. A partir de recursos tecnológicos como a digitalização e o <em>zoom</em>, os registros fotográficos passam a ter outra visibilidade, podendo ser acessados em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/441" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias publicadas no livro <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937 -1945)</em> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14339" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14339/5979.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14339" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Praça da República, 9 de maio de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Vista panorâmica da Praça da República tomada do alto do Paço Municipal</a></p></div>
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<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14324" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14324/10674.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14324" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Praça da República, 24 de janeiro de 1944. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Obras de redução da Praça da República para a abertura da Avenida Presidente Vargas</a></p></div>
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<p><em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945) </em>é o resultado de uma extensa pesquisa, da recuperação e da digitalização de imagens realizadas por diversos profissionais do AGCRJ. São fotografias inéditas produzidas pelos filhos de Augusto Malta (1864 &#8211; 1957) &#8211; Aristógiton (1904-1954) e Uriel (1910 – 1994). Augusto Malta foi, entre 1903 e 1936, o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro &#8211; cargo criado para ele -, e o mais  importante cronista fotográfico da cidade nas primeiras décadas do século XX, responsável por um legado fotográfico incontornável.</p>
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<div style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada-267x300.jpg" alt="Foto do Arquivo recortada" width="267" height="300" /><p class="wp-caption-text">Anônimo. Augusto Malta. Rio de Janeiro. Acervo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</p></div>
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<p>Aristógiton Malta, nasceu em 1904, no Rio de Janeiro, e começou a auxiliar o pai na prefeitura, em 1925, ano em que Augusto, quando prestava um serviço para a Sul América, teve um de seus dedos dilacerados, devido a uma explosão ocasionada pelo <em>flash</em> de sua máquina fotográfica. Foi operado e ficou internado no Hospital da Ordem Terceira da Penitência. Aristógiton era filho da primeira esposa de Augusto, Laura Oliveira Campos (1874 &#8211; 1905).  Casou-se com Helena de Freitas Moutinho (1906 – 1975), em 1933. Em 25 de agosto de 1936, Augusto Malta aposentou-se da Prefeitura e foi substituído por ele, a partir de 9 de setembro do mesmo ano. Em 1938, O presidente da República, Getúlio Vargas (1882 – 1954), visitou a “Feira de Amostras”,  uma exposição de diversas secretarias da Prefeitura do Rio de Janeiro. Um dos <em>stands</em> de maior sucesso foi o da Secretaria de Viação, Trabalho e Obras Públicas, que expôs fotos de Augusto Malta e de seu filho, Aristógiton (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;PagFis=58598"><em>A</em> <em>Noite</em>, 31 de outubro de 1938</a>, sob o título “A evolução do Rio através da fotografia”). Foi noticiado que uma foto de sua autoria do Estádio do Maracanã estava nas paredes de todas as repartições da Prefeitura, no hall do Banco da Prefeitura, e também em hotéis em países da Europa, da América do Sul e nos Estados Unidos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_05/18597" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de maio de 1953, primeira coluna</a>). Faleceu em 15 de agosto de 1954 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_05/18597" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de maio de 1953, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_03/34521" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 17 de agosto de 1954, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_42799" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/aristogiton.jpg"><img class="size-full wp-image-42799" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/aristogiton.jpg" alt="Aristogiton Malta (1896-1954) / Site Family Search" width="303" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Aristógiton Malta (1896-1954) / Site Family Search</p></div>
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<p>Uriel Malta nasceu, em 28 de setembro de 1910, no Rio de Janeiro, filho da segunda esposa de Augusto, Celina Augusta Verscheuren (1884 – 1969). Passou a trabalhar com o irmão, no Serviço de Fotografia da Prefeitura, em 1937. Já era casado com Hilda de Abreu em 1944. Foi fotógrafo da Prefeitura até fins da década de 1960 e, em 1970, teve assinada a apostila <em>fixando os proventos anuais de inatividade</em>. Uriel faleceu, em Magé, em 5 de agosto de 1994 (Registro Civil do Rio de Janeiro, Site Family Search; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_06/5372" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de julho de 1935, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/73665"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de março de 1937, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/73653" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 3 de abril de 1968, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/78362" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de outubro de 1968, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/80888" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 31 de janeiro de 1969, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_05/1993" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 7 de abril de 1970, última coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_42797" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/urielmalta.jpg"><img class="size-full wp-image-42797" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/urielmalta.jpg" alt="Uriel Malta / Site Family Search" width="286" height="477" /></a><p class="wp-caption-text">Uriel Malta / Site Family Search</p></div>
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<p>O trabalho de Aristógiton e Uriel ficou durante muitas décadas à sombra da extraordinária obra de seu pai. As imagens de <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em> resgatam a importância do trabalho dos filhos de Augusto Malta, que fotografaram os últimos anos da <em>belle époque</em> carioca assim como seu desaparecimento.</p>
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<div id="attachment_42943" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=291" target="_blank"><img class="wp-image-42943 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods3.jpg" alt="Aristogiton e Ariel Malta / " width="346" height="236" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=291" target="_blank">Aristógiton e Uriel Malta / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 288 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p>O lançamento do livro digital foi realizado, em 27 de janeiro último, por Elizeu Santiago e Leonel Kaz, em um evento no AGCRJ. Em seguida, o professor Antonio Edmilson Martins Rodrigues proferiu a palestra <em>Reformas Urbanas e Cultura no Rio do Estado Novo. </em>O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), entidade que apoiou a publicação do livro, foi representada pelo seu presidente, Sydnei Menezes. No dia seguinte, foi realizada uma roda de conversa sob o tema <em>O Rio de Janeiro no Estado Novo: uma perspectiva iconográfica</em>, com os professores Pedro Marreca e Rafael Martins de Araujo, gerente e sub-gerente de Pesquisa do AGCRJ, respectivamente.</p>
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<div style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14342" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14342/10155.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="594" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14342" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Magazine Parc Royal, 14 de julho de 1943 . Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Aspecto do edifício da Magazine Parc Royal durante sua demolição</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14336/5776.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14336" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Abertura da Avenida Brasil, 3 de abril de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Trabalhadores durante obras para abertura da Avenida Brasil. Ao fundo, à esquerda, o Pavilhão Mourisco, ocupado pela Fundação Oswaldo Cruz.</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14329/3399.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14329" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Avenida Delfim Moreira, 25 de abril de 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Trabalhadores durante obras de canalização da Avenida Delfim Moreira, no Leblon</a></p></div>
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<p>O lançamento do livro digital foi antecedido pelo resgate de cerca de 14 mil imagens &#8211; em positivos com nitrato de prata e negativos &#8211; distribuídas em 11 álbuns, que ainda estão em tratamento arquivístico e que futuramente serão disponibilizadas nos bancos de dados do AGCRJ. Foi uma das descobertas mais relevantes realizadas pela instituição nos últimos anos. As imagens capturam as transformações urbanas, culturais e sociais do Rio de Janeiro, entre 1937 e 1945, quando o interventor do então Distrito Federal, o Rio de Janeiro, era Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975).</p>
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<div id="attachment_42940" style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=26" target="_blank"><img class="wp-image-42940 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods.jpg" alt="&quot;Achados e Perdidos&quot;, página 24." width="387" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=26" target="_blank">O presidente da República, Getúlio Vargas, e o interventor do Distrito Federal, Henrique Dodsworth, visitam o Instituto de Educação por ocasião do batismo de fogo da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial , 1944. Rio de Janeiro, RJ /<em> Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 24 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p>Retratam um período de grandes transformações na cidade do Rio: por exemplo, a abertura da<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank"> Avenida Presidente Vargas</a> e da Avenida Brasil, a expansão dos subúrbios, a urbanização da Pavuna e da Zona Sul, a finalização da esplanada do Castelo e a inauguração do Jardim de Alah. Mais de 500 edifícios desapareceram.</p>
<div class="x14z9mp xat24cr x1lziwak x1vvkbs xtlvy1s x126k92a"></div>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14334" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14334/5574.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14334" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Esplanada do Castelo, 15 de março de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p>Essas obras realizadas na região pela Prefeitura do Rio de Janeiro reduziram muito a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Praça Onze de Junho</a>. Logo no início da década de 40, durante o Estado Novo, o então presidente Getúlio Vargas (1882 – 1954) decidiu construir a avenida Presidente Vargas e, pelo projeto, os quarteirões entre as ruas Visconde de Itaúna e Senador Eusébio desapareceriam para sua abertura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/94123" target="_blank"><em>O Malho</em>, dezembro de 1941</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14341" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14341/6616.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14341" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Abertura da Avenida Presidente Vargas, 14 de outubro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Aspecto da Rua Visconde de Itaúna com prédios já demolidos para abertura da Avenida Presidente Vargas. Ao fundo, a torre do relógio da Central do Brasil, ainda em obras</a></p></div>
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<p>Começaram as demolições. Inúmeras famílias foram desalojadas, prédios foram derrubados, dentre eles algumas construções históricas, como a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank"> Igreja de São Pedro dos Clérigos.</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14343" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14343/10613.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14343" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Igreja de São Pedro dos Clérigos, 9 de janeiro de 1944. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Obras de demolição para abertura da Avenida Presidente Vargas. Destaque para Igreja de São Pedro dos Clérigos, trecho da Avenida Rio Branco e, ao fundo, a Igreja da Candelária</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14332" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14332/4914.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14332" target="_blank">Provável autoria e Uriel Malta. Rua Visconde de Itaúna, 19 de fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Aspecto da Rua Visconde de Itaúna, esquina com a Rua General Caldwell</a></p></div>
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<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14338" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14338/5962.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="708" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14338" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Edifício demolido &#8211; Rua Visconde de Itaúna, 22-24, 6 de maio de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Trabalhadores durante remoção de escombros dos edifícios de número 22 e 24 da Rua Visconde de Itaúna.</a></p></div>
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<p>O segundo trecho da nova avenida foi concluído em 10 de novembro de 1942; e, em 10 de novembro de 1943, foi batizada de Presidente Vargas. Finalmente, em 7 de setembro de 1944, foi inaugurada (<em>O Malho</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/95124" target="_blank">dezembro de 1942</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/95489" target="_blank">abril de 1943</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/96145" target="_blank">dezembro de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/24751" target="_blank"><em>O País</em>, 10 de novembro de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/29331" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1944</a>).</p>
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<div id="attachment_42817" style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_06/29331" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42817" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/omalho1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de setembro de 1944" width="408" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_06/29331" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1944</a></p></div>
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<p>Na fotografia abaixo, foi identificada a casa da lendária Tia Ciata (1854 – 1924), Hilária Batista de Almeida, localizada na Rua Visconde de Itaúna, 117.</p>
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<div id="attachment_42816" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14333" target="_blank"><img class="wp-image-42816" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/tiaciata.jpg" alt="Provável autoria de Uriel Malta. Rua Visconde de Itaúna, . Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. A casa de Tia Ciata é a número 17" width="703" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14333" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Rua Visconde de Itaúna, 19 de fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. A casa de Tia Ciata éstá identificada pelo número 117</a></p></div>
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<p>A casa ficava na região da Pequena África do Brasil, expressão baseada numa afirmação do cantor e pintor Heitor dos Prazeres (1898 – 1966) se referindo à área que começava no Porto do Rio de Janeiro e abrangia os atuais bairros da Saúde, Estácio, Santo Cristo, Gamboa e Cidade Nova, até a Praça Onze de Junho. Foi lá que, a partir da década de 1870, a comunidade baiana se estabeleceu no Rio de Janeiro, fazendo da área um local de concentração de diversas manifestações da cultura afro-brasileira. Havia também as tias Bebiana, Carmen e Mônica, dentre outras, que fizeram de suas casas pontos de referência e de convívio, que garantiram a manutenção das tradições africanas na cidade. Nessas casas eram cultuadas a música e a religiosidade afro-brasileira. As casas de Tia Prisciliana, mãe de João da Baiana (1887-1974), e, principalmente, a de Tia Ciata, considerada a matriarca do samba, foram espaços fundamentais da música popular carioca e eram frequentados por Donga, Pixinguinha (1897 – 1973), João da Baiana (1887-1974), o jornalista e dramaturgo <em>Vagalume</em>, pseudônimo de Francisco Guimarães (c. 1880 &#8211; 1946), e agitadores culturais como, por exemplo, Hilário Jovino (1873- 1933), Germano Lopes da Silva (? &#8211; 1933), o compositor e jornalista Mauro de Almeida(1882 -1956), dentre outros. Foi também na Pequena África que a <em>Deixa Falar</em>, considerada a primeira escola de samba, foi fundada, em 12 de agosto de 1928, pelos sambistas Bide, Mano Edgar, Brancura, Baiaco, dentre outros, além de Ismael Silva, que reivindicava a autoria da expressão <em>escola de samba</em>.</p>
<p>Na época da demolição, a Praça Onze não era apenas um logradouro carioca, mas uma espécie de bairro, pois englobava todas as ruas das imediações. Hoje, esta importante referência na história da formação do Rio de Janeiro, da cultura brasileira e da criação do samba, não existe mais, porém sua região continua sendo importante para o samba: o Sambódromo e o Terreirão do Samba, inaugurados em 1984 e 1991, respectivamente, estão localizados na área. Da Praça Onze resta um pequeno jardim, onde foi instalado um monumento em homenagem a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17370" target="_blank"> Zumbi</a>, em 1986.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14325" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14325/586.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14325" target="_blank">Aristógiton Malta. Mesa do Imperador, 14 de julho de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Trabalhadores durante obras na Mesa do Imperador, localizada no Parque Nacional da Tijuca</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14328" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14328/2897.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14328" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Rua do Lavradio, 30 de janeiro de 1940, Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Aspecto da Rua do Lavradio após enchente, em quadra compreendida entre a Rua do Rezende e a Avenida Mém de Sá. Vê-se, ao fundo, Hospital da Ordem do Carmo e morro de Santa Tereza</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14326" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14326/596.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14326" target="_blank">Aristógiton Malta. Esplanada do Castelo, 14 de julho de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Panorâmica da Esplanada do Castelo. À esquerda, o prédio do Ministério da Agricultura. Ao fundo, o Aeroporto Santos Dumont em obras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42945" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=102" target="_blank"><img class="wp-image-42945 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods4.jpg" alt="Obras no antigo terminal de bondes no Largo da Carioca, conhecido como o Tabuleiro da Baiana, 8 de fevereiro de 1939 / Achados e Perdidos, página. À direita, o prédio do Liceu Literário Português e a escultura da águia do Teatro Municipal" width="643" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=102" target="_blank">Obras no antigo terminal de bondes no Largo da Carioca, conhecido como o Tabuleiro da Baiana. À direita, o prédio do Liceu Literário Português e a escultura da águia do Teatro Municipal, 8 de fevereiro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 101 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42949" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=136" target="_blank"><img class=" wp-image-42949" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods5.jpg" alt="Praça da Bandeira alagada, 29 de janeiro de 1940. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), página 134" width="700" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=136" target="_blank">Praça da Bandeira alagada, 29 de janeiro de 1940. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 134 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42951" style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=144" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42951" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods6.jpg" alt="Sede do Cordão da Bola Preta, na Rua 13 de maio, 31 de dezembro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / " width="678" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=144" target="_blank">Sede do Cordão da Bola Preta, na Rua 13 de maio, 31 de dezembro de 1941. Rio de Janeiro, RJ /<em>Achados e perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945),</em> página 143 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42953" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=194" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42953" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods7.jpg" alt="Canalização em Botafogo.  Obras de melhoramentos urbanos na orla de Botafogo. Destaque para o frentista postado diante da antiga bomba de gasolina da Empresa Nacional de Petróleo. Rio de Janeiro, RJ / Achados e perdidos: imagens inéditas o Rio de Janeiro (1937-1945, página" width="670" height="497" /></a><p class="wp-caption-text">C<a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=194" target="_blank">analização Botafogo. Obras de melhoramentos urbanos na orla de Botafogo. Destaque para o frentista postado diante da antiga bomba de gasolina da Empresa Nacional de Petróleo, 17 de junho de 1940. Rio de Janeiro, RJ / Achados e perdidos: imagens inéditas o Rio de Janeiro (1937-1945, página 193 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42962" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=87" target="_blank"><img class=" wp-image-42962" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods9.jpg" alt="Duas fotografias do relógio da Central do Brasil. A primeira de 1941 e a segunda, produzida após a" width="700" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=87" target="_blank">Duas fotografias do relógio da Central do Brasil. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro</em> (1937 &#8211; 1945), página 85- Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42974" style="width: 677px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=222" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42974" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods12.jpg" alt="Rua Copacabana, atual Avenida Nossa Senhor de Copacabana, 2 de janeiro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdios: imagens inéditas o Rio de Janeiro (1937-1945 - Acervo AGCRJ" width="667" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=222" target="_blank">Rua Copacabana, atual Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 2 de janeiro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em> , página 220- Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42977" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=241" target="_blank"><img class="wp-image-42977 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods13.jpg" alt="dods13" width="840" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=241" target="_blank">Jardim de Alah, 8 de janeiro de 1942. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, páginas 238 e 239 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42978" style="width: 656px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=242" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods14.jpg" alt="Avenida Vieira Souto, Ipanema, 1938. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), página - Acervo AGCRJ" width="646" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=242" target="_blank">Avenida Vieira Souto, Ipanema, 21 de novembro de 1938. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 240 e 241 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42979" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=271" target="_blank"><img class=" wp-image-42979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods15.jpg" alt="Estrqada VElha da Pavuna, 22 de junho de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), página - Acervo AGCRJ" width="383" height="259" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=271" target="_blank">Estrada Velha da Pavuna, 22 de junho de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), página 269 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São esses os profissionais responsáveis pelo extraordinário <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods16.jpg"><img class=" size-full wp-image-42989 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods16.jpg" alt="dods16" width="544" height="473" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O livro físico foi lançado em 14 de julho de 2026, no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, Na ocasião, discursaram Lucas Padilha, secretário de Cultura do Rio de Janeiro, e Eliseu Santiago, como já mencionado, presidente do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (informação inserida no texto em 14 de julho de 2026).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BUENO, Eduardo. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=n7sz5MRGifI" target="_blank"><em>TIA CIATA E A PRAÇA ONZE: COMO SURGIRAM AS ESCOLAS DE SAMBA</em></a></p>
<div data-google-query-id="CLr-gJDN5vYCFbMEuQYdOcwKOw">
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-da-avenida-presidente-vargas/" target="_blank">Diário do Rio – Avenida Presidente Vargas</a></p>
</div>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-da-praca-onze/" target="_blank">Diário do Ri0 – Praça Onze</a></p>
<p>Dicionário de Música Cravo Alvim</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MALAMUD, Samuel. <em>Recordando a Praça Onze</em>. 1ª edição, Rio de Janeiro, Editora Kosmos, 1988</p>
<p>MOURA, Roberto. <i>Tia Ciata e a pequena África no Rio de Janeiro</i>. Rio de Janeiro: Funarte, 1983.</p>
<p>SILVA, Beatriz Coelho. <em>Negros e Judeus na Praça Onze. A História que não ficou na memória</em>. Rio de Janeiro : Bookstart, 2015.</p>
<p><a href="https://www.rio.rj.gov.br/web/arquivogeral/seminario-e-lancamento-do-livro-achados-e-perdidos" target="_blank">Site Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p>Site Family Search</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank"><em>O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 10 de julho de 2015.</p>
<p>__________________. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série </a>“<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">O Rio de Janeiro desaparecido” XVIII – <em>A Praça Onze </em></a>in Brasiliana Fotográfica, 20 de abril de 2022<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">.</a></p>
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		<title>Getúlio Vargas em Belém, a joia da Amazônia, ontem e hoje</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 12:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A publicação de hoje, "Getúlio Vargas em Belém, a joia da Amazônia, ontem e hoje", é sobre um álbum de lembranças composto por 367 fotografias de uma viagem oficial que o então presidente Getúlio Vargas (1882 - 1954) fez, em outubro de 1940, à região amazônica. O artigo é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Na época da viagem, a ideia de desenvolvimento e progresso não estava vinculada à preservação ambiental. Entre hoje e 21 de novembro, Belém é a sede da COP 30 - 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas -, evento que, há décadas, reúne lideranças mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações de combate às mudanças climáticas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A publicação de hoje, <em>Getúlio Vargas em Belém, a jóia da Amazônia, ontem e hoje,</em> é sobre um álbum de lembranças composto por 367 fotografias de uma viagem oficial que o então presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) fez, em outubro de 1940, à região amazônica. O artigo é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40386" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://atom-museurepublica.museus.gov.br/index.php/capa-1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/getulio.jpg" alt="Capa do Álbum de fotografia da visita de Getúlio Vargas a Belém" width="443" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://atom-museurepublica.museus.gov.br/index.php/capa-1" target="_blank">Capa do Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22%C3%81lbum+de+fotografias+da+visita+de+Get%C3%BAlio+Vargas+a+Bel%C3%A9m%22" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias do <em>Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém</em>, em 1940, </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Na época da viagem, a ideia de desenvolvimento e progresso não estava vinculada à preservação ambiental. Entre 10 e 21 de novembro de 2025, Belém, capital do Pará, será a sede da COP 30 &#8211; 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas -, evento que, há décadas, reúne lideranças mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações de combate às mudanças climáticas. A primeira foi realizada, em 1995, em Berlim, na Alemanha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Getúlio Vargas em Belém, a joia da Amazônia, ontem e hoje</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Maria de Fátima Morado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13413" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13413/GV%20dvft%20004%20-%20Visita%20de%20Get%c3%balio%20a%20Bel%c3%a9m%20do%20Par%c3%a1%20Out19400000003.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="460" height="638" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13413" target="_blank">Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém: Getúlio Vargas, outubro de 1940. Belém, Pará / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em outubro de 1940, em viagem oficial à região amazônica, Getúlio Vargas fez sua primeira parada em Belém, capital do Pará. A visita recebeu uma cobertura fotográfica da participação do presidente em diversas solenidades e eventos. Esse registro foi organizado em um álbum de lembranças composto por 367 fotografias. Além da presença de Getúlio nos eventos promovidos pelas autoridades locais, essas fotografias também retratam outros aspectos da cidade apresentando edificações, monumentos, manifestações culturais e religiosas da população, além de produtos típicos e paisagens naturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13477" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13477/GV%20dvft%20004%20-%20Visita%20de%20Get%c3%balio%20a%20Bel%c3%a9m%20do%20Par%c3%a1%20Out19400000067.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13477" target="_blank">Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém: Praça Siqueira Mendes, ou Praça do Relógio, outubro de 1940. Belém, Pará / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos do álbum procuram mostrar Belém como uma cidade promissora, dispondo de ruas asfaltadas, transporte adequado, áreas de lazer, parques, jardins, hospitais, escolas, comércio e fábricas, correspondendo idealmente bem ao propósito desenvolvimentista do governo federal. Como homenagem ao visitante ilustre, o álbum cumpre bem a função de expor uma visão otimista da cidade, onde não há espaço para a precariedade, prevalecendo a imagem do progresso. As fotos com Getúlio trazem homenagens recebidas, participações em inaugurações e lugares visitados por ele, com destaque para o Museu Goeldi, onde plantou uma árvore de pau-brasil, dizendo que “<em>sempre julgará que uma das mais nobres missões do homem na terra era plantar árvores por todo o solo do seu país</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13458" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13458/GV%20dvft%20004%20-%20Visita%20de%20Get%c3%balio%20a%20Bel%c3%a9m%20do%20Par%c3%a1%20Out19400000048.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13458" target="_blank">Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém: Getúlio Vargas, José Carneiro da Gama Malcher e Carlos Estêvão de Oliveira no Museu Paraense Emílio Goeldi, outubro de 1940. Belém, Pará / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destaca-se também a grande receptividade da população para como presidente. Os jornais noticiaram que Getúlio foi recebido com diversas homenagens, entre elas uma parada de honra feita por 15 mil estudantes. Além disso, foram veiculadas informações sobre o acréscimo populacional em Belém, pois foi estimado em 150 mil o número de pessoas que vieram de outros lugares do Pará, como a Ilha de Marajó. A prefeitura não precisou decretar feriado porque os próprios comerciantes tomaram a iniciativa de fechar seus estabelecimentos para liberar os trabalhadores. Em seus discursos de agradecimento, Getúlio procura exaltar os trabalhadores e os benefícios conquistados por eles graças à legislação trabalhista promulgada pelo seu governo.</p>
<p>O álbum faz parte da Coleção Getúlio Vargas que foi formada artificialmente através de transferências de documentos do Museu Histórico Nacional para o Museu da República, além de doações avulsas diversas. Datado de março de 1941, o álbum foi oferecido como presente a Getúlio pelo prefeito de Belém, Abelardo Conduru, responsável pela recepção ao presidente, e seu portador foi o ministro da Marinha, Henrique Aristides Guilhem. A beleza deste álbum não se restringe ao conjunto das imagens, apresentando em suas páginas ornamentação com desenhos de inspiração marajoara. Há também um aspecto exótico: a capa do álbum é revestida com couro e cabeça empalhada de um jacaré filhote, algo impensável para os dias atuais em que a preocupação com a preservação ambiental movimenta as atenções de indivíduos, organizações e governos.</p>
<p>Oitenta e cinco anos depois da visita de Getúlio, Belém sediará, em novembro de 2025, a COP 30 &#8211; <em>30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas -</em>, evento que, há décadas, reúne lideranças mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações de combate às mudanças climáticas. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, justificou a escolha de Belém enquanto sede do evento dizendo que <em>“Uma coisa é discutir a Amazônia no Egito; outra coisa é discutir a Amazônia em Berlim; outra coisa é discutir a Amazônia em Paris. Agora, não. Agora nós vamos discutir a importância da Amazônia dentro da Amazônia. Nós vamos discutir a questão indígenas, vendo os indígenas. Nós vamos discutir a questão dos povos ribeirinhos, vendo os povos ribeirinhos e vendo como eles vivem&#8221;</em>.</p>
<p>Getúlio também considerava a Amazônia como uma região de importância estratégica. Nessa época, estava em vigor o Estado Novo, governo ditatorial de Getúlio que durou de 1937 a 1945, e que implementou o programa <em>Marcha para o Oeste</em> visando a integração territorial, através da construção de infraestrutura que facilitasse o acesso às regiões do interior do país. <em>“O programa de governo ‘Marcha para o Oeste’ continha importantes aspectos simbólicos, pois nenhum presidente havia feito o mesmo trajeto de Vargas pelas regiões mais remotas do país, lançando o programa durante visitas a diversas localidades, incluindo os estados constituintes da Amazônia. O primeiro movimento de ocupação e legitimação de áreas mais afastadas estava sendo feito pelo próprio líder da nação”</em> (ANDRADE, 2010, p. 459).</p>
<p>A viagem de Getúlio estava programada para durar cerca de 15 dias e seu itinerário abarcou as regiões norte e nordeste. Em Manaus, após a passagem por Belém, Getúlio Vargas foi homenageado com um banquete, no dia 10 de outubro, onde pronunciou o discurso que ficou conhecido como <em>Discurso do Rio Amazonas</em>, em que diz: “<em>Vim para ver e observar, de perto, as condições de realização do plano de reerguimento da Amazônia”</em>.</p>
<p>Nesse discurso, Getúlio propõe a realização de uma reunião para elaboração de acordos de cooperação comercial entre os países que compartilham espaços da Floresta Amazônica, o que hoje se entende como Amazônia Internacional: <em>“As águas do Amazonas são continentais. Antes de chegarem ao oceano, arrastam no seu leito, degelos dos Andes, águas quentes da planície central e correntes encachoeiradas das serranias do Norte. É, portanto, um rio tipicamente americano, pela extensão da sua bacia hidrográfica e pela origem das suas nascentes e caudatários, provindos de várias nações vizinhas. E, assim, obedecendo ao seu próprio signo de confraternização, aqui poderemos reunir essas nações irmãs para deliberar e assentar as bases de um convênio em que se ajustem os interesses comuns e se mostre, mais uma vez, como dignificante exemplo, o espírito de solidariedade que preside as relações dos povos americanos, sempre prontos à cooperação e ao entendimento pacífico”</em>.</p>
<p>O jornal <em>A Noite</em> publicou uma declaração de Getúlio, posterior ao discurso, esclarecendo que a conferência entre países teria como finalidade negociar a vinda de investimentos para instalação da infraestrutura que permitisse a exploração comercial da região amazônica, contando também com a participação dos Estados Unidos. Antes de chegar a Manaus, Getúlio visitou o município de Belterra que, na época, era uma área cedida à Companhia Ford, do empresário norte-americano Henry Ford, e que se destinava ao cultivo das seringueiras para a produção de látex. Na década de 1940, a produção da borracha na região norte do Brasil teve um novo incentivo devido às dificuldades dos países aliados em obter o produto proveniente da Ásia, dificuldades que foram causadas pela Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Ainda de acordo com o <em>Discurso do Rio Amazonas</em>, para Getúlio, o Amazonas é o rio onde em suas margens será implantada <em>“uma civilização única e peculiar, rica de elementos vitais e apta a crescer e prosperar” </em>e para isso traça como bases o povoamento e o saneamento como garantias para o desenvolvimento da região, <em>“o nomadismo dos seringueiros e a instabilidade econômica dos povoadores ribeirinhos devem dar lugar a núcleos de cultura agrária, onde o colono nacional, recebendo gratuitamente a terra desbravada, saneada e loteada, se fixe e estabeleça a família com saúde e conforto”</em>. Essa ideia do desenvolvimento econômico e social da região amazônica foi perfeitamente representada pela cena que ilustra a primeira página do álbum de lembrança de Belém dedicado a Getúlio. Em 1940, a ideia de desenvolvimento e progresso não estava vinculada à preservação ambiental. Em 2025, Belém receberá representantes do mundo para que seja feita a discussão sobre como vencer esse desafio.</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Rômulo de Paula. <em>Conquistar a terra, dominar a água, sujeitar a floresta: Getúlio Vargas e a revista &#8220;Cultura Política&#8221; redescobrem a Amazônia (1940-1941)</em>. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/CSBRwGrXhdL6DKjG5bGQWwG/">https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/CSBRwGrXhdL6DKjG5bGQWwG/</a></p>
<p>ATLAS HISTÓRICO DO BRASIL. FGV/CPDOC. <em>Getúlio Vargas</em>. Disponível em: <a href="https://atlas.fgv.br/verbete/5458">https://atlas.fgv.br/verbete/5458</a></p>
<p>Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). <em>Linha do tempo entenda como ocorreu a ocupação da Amazônia.</em> Disponível em: <a href="https://imazon.org.br/imprensa/linha-do-tempo-entenda-como-ocorreu-a-ocupacao-da-amazonia/">https://imazon.org.br/imprensa/linha-do-tempo-entenda-como-ocorreu-a-ocupacao-da-amazonia/</a></p>
<p>PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Rumo à COP30 Disponível em: <a href="https://www.gov.br/planalto/pt-br/agenda-internacional/missoes-internacionais/cop28/cop-30-no-brasil">https://www.gov.br/planalto/pt-br/agenda-internacional/missoes-internacionais/cop28/cop-30-no-brasil</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional:</p>
<p><em>Jornal do Brasil</em>. ANO 1940 edição237 (6) <em>O Presidente é convidado a plantar um pé de pau-brasil.</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_06&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5678">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_06&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5678</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10295 (15) <em>Cercado do entusiasmo e do carinho popular.</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=4959">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=4959</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10296 <em>Dias melhores e mais felizes para o trabalhador da Amazônia. </em><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=4999">https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=4999</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10297 (11) <em>A excursão presidencial.</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5005">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5005</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10299 (6) <em>Conferência das Nações Amazônicas!</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5037">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5037</a></p>
<p style="text-align: left;"><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10303 (4) <em>A reunião das Nações Amazônicas</em>. <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5113">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5113</a></p>
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		<title>Dia dos Povos Indígenas: Getúlio Vargas visita a Aldeia Karajá</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2025 13:26:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje é celebrado o Dia dos Povos Indígenas e a Brasiliana Fotográfica publica o artigo "Dia dos Povos Indígenas: Getúlio Vargas visita a Aldeia Karajá", de autoria da historiadora Maria de Fátima Morado, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal. Em  destaque, três imagens da visita de Vargas a uma aldeia Karajá. A adoção da data de 19 de abril pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, seguiu a recomendação feita pelo I Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, em 1940, para que os países americanos institucionalizassem políticas públicas sobre os direitos e segurança dos povos indígenas.

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Hoje é celebrado o Dia dos Povos Indígenas e a Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>Dia dos Povos Indígenas: Getúlio Vargas visita a Aldeia Karajá,</em> de autoria da historiadora Maria de Fátima Morado, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal. Em destaque, três imagens da visita de Vargas a uma aldeia Karajá. A adoção da data de 19 de abril pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, seguiu a recomendação feita pelo I Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, em 1940, para que os países americanos institucionalizassem políticas públicas sobre os direitos e segurança dos povos indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Dia dos Povos Indígenas: Getúlio Vargas visita a Aldeia Karajá</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria de Fátima Morado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13330" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13330/GV.024%281%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13330" target="_blank">Getúlio Vargas em visita à Aldeia Karajá, na Ilha do Bananal (TO), agosto de 1940. Ilha do Bananal, Tocantins / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 19 de abril é celebrado o Dia dos Povos Indígenas, denominação que foi atualizada a partir da publicação da lei n.º 14.402, de 8 de julho de 2022, em substituição ao decreto-lei nº 5.540, de 2 de junho de 1943, que instituiu o Dia do Índio.</p>
<p>A adoção da data de 19 de abril pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, seguiu a recomendação feita pelo I Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, em 1940, para que os países americanos institucionalizassem políticas públicas sobre os direitos e segurança dos povos indígenas.</p>
<p>Por casualidade, 19 de abril é o dia do nascimento de Getúlio Vargas que promulgou o decreto seguindo o estímulo de sertanistas e indigenistas, entre eles, Marechal Cândido Rondon. Getúlio Vargas também foi motivado pela política de interiorização do país, a <em>Marcha para o Oeste,</em> programa do Estado Novo (1937-1945), que tinha como objetivo o desenvolvimento e povoamento do interior do Brasil. A campanha do governo de exaltação da integração nacional abarcaria as populações indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13331" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13331/GV.024%282%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13331" target="_blank">Getúlio Vargas em visita à Aldeia Karajá, na Ilha do Bananal (TO), agosto de 1940. Ilha do Bananal, Tocantins / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Getúlio Vargas realizou viagens às regiões norte e central para divulgar a <em>Marcha para o Oeste</em>, e em agosto de 1940, conheceu a aldeia dos índios Karajá, na Ilha do Bananal (TO), sendo o primeiro presidente a visitar uma área indígena.</p>
<p>As fotos dessa visita oficial pertencem à Coleção Getúlio Vargas, acervo do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13332" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13332/GV.024%283%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="570" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13332" target="_blank">Getúlio Vargas em visita à Aldeia Karajá, na Ilha do Bananal (TO), agosto de 1940. Ilha do Bananal, Tocantins / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>Museu do Índio / Fundação Nacional do Índio (Funai) <a href="http://antigo.museudoindio.gov.br/educativo/pesquisa-escolar/253-o-dia-19-de-abril-e-o-dia-do-indio">http://antigo.museudoindio.gov.br/educativo/pesquisa-escolar/253-o-dia-19-de-abril-e-o-dia-do-indio</a></p>
<p>Arquivo Nacional. Exposições virtuais. A Marcha para o Oeste: a conquista do Brasil Central (1943-1967) <a href="https://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/314-a-marcha-para-o-oeste-a-conquista-do-brasil-central.html">https://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/314-a-marcha-para-o-oeste-a-conquista-do-brasil-central.html</a></p>
<p>Os Brasis e suas memórias. Watau: A trajetória de uma liderança Karajá e o projeto modernista do Estado brasileiro <a href="https://osbrasisesuasmemorias.com.br/biografia-watau/">https://osbrasisesuasmemorias.com.br/biografia-watau/</a></p>
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		<title>Getúlio Vargas: da vida para a memória</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Aug 2024 14:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 24 de agosto de 1954, o presidente do Brasil, Getúlio Vargas (1882-1954), cometeu suicídio no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, causando uma intensa comoção popular. "Com um tiro no coração, Getúlio interrompeu o processo turbulento provocado pelos opositores que visavam à sua deposição". Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é a autora do artigo "Getúlio Vargas: da vida para a memória", que conta um pouco desta história, trazendo fotografias do velório e do enterro de Getúlio. Os registros fazem parte da coleção Enê  Enê Garcez, militar que, em 1951, ocupou o cargo de Chefe de Pessoal da Presidência da República no segundo governo Vargas (1951-1954); e da coleção Getúlio Vargas, formada a partir da reunião de transferências de documentos do Museu Histórico Nacional para o Museu da República e de doações avulsas diversas. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Getúlio Vargas: da vida para a memória</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Maria de Fátima Morado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13039" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13039/EGR.052%284%29.icft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="691" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13039" target="_blank">Velório de Getúlio Vargas. 24 de agosto de 1954. Palácio do Catete. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos 70 anos da morte de Getúlio Vargas, o Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República divulga as fotos de seu velório no Palácio do Catete, sede da Presidência da República naquele período, e de seu enterro em São Borja, no Rio Grande do Sul, sua cidade natal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13052" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13052/GV.013%282%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13052" target="_blank">Cortejo fúnebre de Getúlio Vargas, 26 de agosto de 1954. São Borja, Rio Grande do Sul / Acervo Museu da República </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos do velório de Getúlio Vargas pertencem à coleção Enê Garcez, militar que, em 1951, ocupou o cargo de Chefe de Pessoal da Presidência da República no segundo governo Vargas (1951-1954).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13092" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13092/EGR.057.icft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="702" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13092" target="_blank">Enê Garcez, à direita, conversando com Gregório Fortunato, chefe da Guarda Pessoal de Vargas, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por sua vez, as fotos do enterro fazem parte da coleção Getúlio Vargas, formada a partir da reunião de transferências de documentos do Museu Histórico Nacional para o Museu da República e de doações avulsas diversas. Há relatos de que, entre os documentos vindos do MHN, estariam itens doados diretamente por Getúlio àquela instituição, enquanto exercia a Presidência da República.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/397" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as imagens de relativas a esse artigo, que pertencem ao acevo do Museu da República e estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p>O suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954, foi o ápice de uma grave crise política que o país atravessava. Com um tiro no coração, Getúlio interrompeu o processo turbulento provocado pelos opositores que visavam à sua deposição.</p>
<p>O segundo governo Vargas foi alvo de constantes acusações de corrupção, levando Getúlio a declarar que estava em um “mar de lama”. Esse clima de instabilidade foi alimentado por políticos rivais, militares e imprensa até que o atentado da rua Tonelero, em 5 de agosto de 1954, desencadeou uma grande pressão para a renúncia de Getúlio. Nessa ação foram disparados tiros que mataram o major Rubens Florentino Vaz e que feriram Carlos Lacerda, principal opositor de Getúlio. Dois anos depois, o chefe da guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas, Gregório Fortunato, foi condenado como mandante da tentativa de assassinato de Lacerda.</p>
<p>Na madrugada de 24 de agosto, Getúlio reuniu seu ministério que o aconselhou a se licenciar ou renunciar à presidência. Sem garantia de apoio para resistir, Getúlio cometeu seu último ato político, o suicídio, na manhã desse mesmo dia.</p>
<p>O quarto que ocupava no Palácio do Catete foi palco desse trágico evento, deixando de ser um espaço íntimo para se tornar o lugar de sua memória. Contudo, não só o quarto, mas o próprio Palácio do Catete, atual Museu da República, segue como um espaço marcado pela imagem de Getúlio, considerando que ali ele viveu grande parte de sua trajetória política, durante os 19 anos em que presidiu o país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13043" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13043/EGR.052%288%29.icft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="696" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13043" target="_blank">Velório de Getúlio Vargas. 24 de agosto de 1954. Palácio do Catete. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O corpo de Getúlio foi velado em outro ambiente do Palácio do Catete, o Salão Ministerial. Os registros desse momento demonstram a comoção da população diante do impacto de sua morte, com imagens de pessoas debruçadas sobre o caixão ou amparadas pelos guardas. Em São Borja, as fotografias expõem o cortejo fúnebre até o cemitério e em meio à multidão destaca-se a presença de João Goulart, herdeiro político de Vargas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13051" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13051/GV.013%281%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="663" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13051" target="_blank">João Goulart, Oswaldo Aranha, Tancredo Neves e outros no enterro de Getúlio Vargas, 26 de agosto de 1954. São Borja, Rio Grande do Sul / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As intensas homenagens prestadas após sua morte, bem como os intensos protestos do povo revoltado com o desfecho de Getúlio demonstram que o líder controverso não poderia jamais ser esquecido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; VII &#8211; Novos acervos: Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jun 2023 15:11:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com muito entusiasmo a Brasiliana Fotográfica em seu oitavo ano de existência - foi criada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles - anuncia a entrada em seu acervo fotográfico de uma nova instituição parceira: a Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC. É mais um passo importante para a preservação da memória da história do Brasil e da fotografia. Com imagens de diversos arquivos pessoais, dentre eles os de Getulio Vargas e de Oswaldo Aranha, o artigo de estreia da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC foi escrito por sua Equipe de Documentação e é sobre a Revolução de 1930, marco inicial da Segunda República no Brasil. A FGV CPDOC completa hoje 50 anos. Feliz aniversário e parabéns por todas as valiosas realizações! Seja muito bem-vinda à Brasiliana Fotográfica!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com muito entusiasmo a Brasiliana Fotográfica em seu oitavo ano de existência &#8211; foi criada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles &#8211; anuncia a entrada em seu acervo fotográfico de uma nova instituição parceira: a Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC. É mais um passo importante para a preservação da memória da história do Brasil e da fotografia. Com imagens de diversos arquivos pessoais, dentre eles os de Getulio Vargas e de Oswaldo Aranha, o artigo de estreia da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC foi escrito por sua Equipe de Documentação e é sobre a Revolução de 1930, marco inicial da Segunda República no Brasil. A FGV CPDOC completa hoje 50 anos. Feliz aniversário e parabéns por todas as valiosas realizações! Seja muito bem-vinda à Brasiliana Fotográfica!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/logocpdoc1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32849" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/logocpdoc1.jpg" alt="logocpdoc" width="540" height="239" /></a></p>
<p>Além das já mencionadas instituições fundadoras e da nova parceira, integram também o portal o Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a Fiocruz, a Fundação Joaquim Nabuco, o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, o Museu Aeroespacial, o Museu da República e o Museu Histórico Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">CPDOC 50 ANOS integra-se à Brasiliana Fotográfica</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;">Equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano em que comemora 50 anos de criação, o CPDOC se integra à Brasiliana Fotográfica, participando de uma rede de instituições parceiras, relevantes para a preservação da memória histórica brasileira. Ao longo dos anos, o Centro sempre priorizou o tratamento, a preservação e a consulta a seu acervo &#8211; textual, visual, sonoro e audiovisual. Participar da Brasiliana potencializa a visualização e o acesso público a seus registros visuais. Para essa primeira postagem, foram eleitas as fotografias que retratam a Revolução de 1930. A escolha desse conjunto de imagens foi definida por corresponder ao recorte histórico do CPDOC – história contemporânea do Brasil.  A Revolução de 1930, comandada por Getulio Vargas, instala a nova república no país. As fotografias que compõem esse dossiê integram os arquivos pessoais de Getulio Vargas (GV), Antunes Maciel (AM), Cordeiro de Farias (CFa), Cristiano Machado (CM), Epitácio Cavalcanti Albuquerque (ECA), Geraldo Rocha (GR), Haroldo Pereira (HP), João Antonio Mesplé (JAM), João Batista Pereira (JBP), Luiz Simões Lopes (LSL), Mena Barreto (MBM), Oswaldo Aranha (OA), e Pedro Ernesto Batista (PEB).<strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11931" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11931/GRFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11931" target="_blank">Benjamin Vernaut. Incêndio do jornal governista <em>A Noite</em>, após vitória da Revolução de 1930, outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/366" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias acerca da Revolução de 1930 pertencentes à Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p><span style="color: #993300;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">A Revolução de 1930</span></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Movimento armado, iniciado em 3 de outubro de 1930, com o objetivo imediato de derrubar o governo Washington Luís e impedir a posse de Júlio Prestes, eleito presidente da República em 1º de março de 1930. O movimento tornou-se vitorioso em 24 de outubro e Getulio Vargas assumiu o cargo de presidente provisório no dia 3 de novembro. As mudanças políticas, sociais e econômicas que tiveram lugar na sociedade brasileira no pós-1930 fizeram com que esse movimento revolucionário fosse considerado o marco inicial da Segunda República no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11882" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11882/OAFOTO050_1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11882" target="_blank">Estado-Maior da Legião Oswaldo Aranha, outubro de 1930. Rio Grande do Sul / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>As origens do movimento revolucionário</em></span><em> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A oposição dos jovens oficiais do Exército — os <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">“tenentes”</a> — ao sistema político manifestou-se desde a década de 1920. Nas revoltas dos<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank"> 18 do Forte (1922)</a>, de São Paulo e Rio Grande do Sul (1924), e na Coluna Prestes (1925-1927), os “tenentes” defendiam o equilíbrio entre os três poderes &#8211; Executivo, Legislativo e Judiciário -, pleiteavam um nacionalismo econômico e a modernização da sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A Aliança Liberal</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Rompendo</span> com a política do <em>Café com leite</em>, segunda a qual Minas Gerais e São Paulo se revezavam no governo da República, a partir de 1928, o presidente Washington Luís passou a apoiar ostensivamente a candidatura de outro paulista &#8211; Júlio Prestes &#8211; à sua sucessão. Os presidentes dos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul opunham-se à candidatura de Júlio Prestes e lançaram os nomes de Getulio Vargas, presidente do Rio Grande do Sul, e João Pessoa, presidente da Paraíba, respectivamente à presidência e à vice-presidência da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33136" style="width: 842px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/44301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33136" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdoccharge.jpg" alt="Careta, 10 de agosto de 1929" width="832" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/44301" target="_blank"><em>Careta</em>, 10 de agosto de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No início de agosto de 1929, formou-se a Aliança Liberal. Em 12 de setembro, uma convenção dos partidos dominantes de 17 estados, liderados por São Paulo, homologou as candidaturas de Júlio Prestes e Vital Soares à presidência e vice-presidência da República. Pouco depois, em 20 de setembro, a Aliança Liberal aprovou a chapa Vargas-João Pessoa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33231" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/39583" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33231" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio1.jpg" alt="O Paiz, 13 de setembro de 1929" width="578" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/39583" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de setembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33232" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/39691" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33232" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio2.jpg" alt="O Paiz, 21 de setembro de 1929" width="327" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/39691" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de setembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1929, a corrente mais radical da Aliança Liberal passou a admitir a hipótese de um movimento armado em caso de derrota nas urnas. Buscou a colaboração dos “tenentes” pelo passado revolucionário, a experiência militar e o prestígio no interior do Exército. Entretanto, os “tenentes” não tinham uma posição homogênea. Juarez Távora, João Alberto Lins de Barros e Antônio de Siqueira Campos aderiram à ideia de colaborar com a Aliança Liberal, enquanto Luís Carlos Prestes mostrava reservas quanto ao movimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11880" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11880/LSLfoto044_12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11880" target="_blank">Manifestação popular em apoio à campanha da Aliança Liberal, em frente ao Teatro Municipal, na Cinelândia, setembro de 1929. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a campanha eleitoral em andamento, Getulio Vargas, pouco seguro da vitória, estabeleceu um acordo com o presidente Washington Luís estabelecendo, entre outros entendimentos, que, caso derrotado nas eleições, acataria o resultado e passaria a apoiar o governo constituído. Em contrapartida, Washington Luís e Júlio Prestes se comprometiam a não apoiar elementos divergentes da situação no Rio Grande do Sul. Vargas munia-se assim de um instrumento que lhe permitiria uma saída, qualquer que fosse o resultado eleitoral. Em 2 de janeiro de 1930, ao lado de João Pessoa, Vargas lançou sua plataforma de governo, para uma grande multidão concentrada na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32859" style="width: 606px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/29" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32859" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução1.jpg" alt="O Jornal, 3 de janeiro de 1930" width="596" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/29" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 3 de janeiro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32860" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/29" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32860" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução2.jpg" alt="O Jornal, 3 de janeiro de 1930" width="237" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/29" target="_blank">Desenho feito pelo ilustrador Cavallero /<em> O Jornal</em>, 3 de janeiro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11881" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11881/ECAfoto002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="611" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11881" target="_blank">Convite de almoço oferecido pela Aliança Liberal aos candidatos Getulio Vargas e João Pessoa, 2 de janeiro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O resultado das eleições em 1º de março de 1930 deu a vitória a Júlio Prestes e Vital Soares, eleitos com 57,7% dos votos, e foi contestado por suspeita de fraude.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>O movimento eclode</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 19 de março de 1930, o gaúcho Borges de Medeiros, em entrevista publicada no jornal <em>A Noite</em>, reconheceu enfaticamente a vitória de Júlio Prestes. A entrevista provocou forte reação e as articulações para um movimento revolucionário foram retomadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32856" style="width: 908px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/579" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32856" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução.jpg" alt="A Noite, 19 de março de 1930" width="898" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/579" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de março de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O movimento deveria contar com o apoio de três estados – Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba – e eclodir simultaneamente em todo o Brasil. Em fins de maio, o Congresso aprovou os resultados das eleições, declarando Júlio Prestes presidente eleito. Três momentos impulsionaram o ânimo revolucionário – ainda em maio, a morte em acidente aéreo do ‘tenente’ Siqueira Campos; em junho, o manifesto de Vargas pelos jornais condenando as fraudes eleitorais e as violências pelo governo federal e pelos governos estaduais contra os aliancistas, e o assassinato de João Pessoa em Recife por João Dantas, apoiador do governo federal. Os preparativos militares se aceleraram e a pressão sobre os chefes do movimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33234" style="width: 462px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/1999" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33234" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio3.jpg" alt="O Jornal, 11 de maio de 1930" width="452" height="154" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/1999" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 11 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33235" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/10139" target="_blank"><img class=" wp-image-33235" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio4.jpg" alt="Diário Nacional, 1º de junho de 1930" width="701" height="283" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/10139" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 1º de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 572px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11913" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11913/ECAfoto003_1.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="562" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11913" target="_blank">Aspecto do funeral de João Pessoa no Rio de Janeiro, 6 e 7 de agosto de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A posição de Vargas, de aparente alheamento ao movimento e muitas vezes contrária à sua deflagração, pode ser interpretada como uma tentativa de não despertar a desconfiança do governo federal. Foi isso exatamente o que ocorreu. O Rio Grande teve condições de preparar o movimento com a quase ignorância do governo federal. Em 25 de setembro, Vargas e Oswaldo Aranha decidiram desencadear a revolução no dia 3 de outubro. Segundo o plano adotado, o movimento deveria irromper simultaneamente no Rio Grande do Sul, Minas e estados do Nordeste. A ação deveria ter início, por escolha de Osvaldo Aranha, às 17h30, no fim do expediente nos quartéis, o que facilitaria a ação militar e a prisão dos oficiais em suas casas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32982" style="width: 815px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução7.jpg"><img class="wp-image-32982 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução7.jpg" alt="revolução7" width="805" height="441" /></a><p class="wp-caption-text">Bilhete marcando dia e hora da eclosão do movimento revolucionário, assinado por Lindolfo Collor e Oswaldo Aranha. Porto Alegre (RS), 25 de setembro de 1930 / Acervo FGV CPDOC</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Efetivamente, a revolução eclodiu nesse horário no Rio Grande do Sul com ataque a posições militares de Porto Alegre e avançando pelos demais estados do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11888" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11888/AMFOTO003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11888" target="_blank">Góis Monteiro (sentado ao centro) e o Estado-Maior do Exército Revolucionário do Rio Grande do Sul, outubro de 1930. Porto Alegre, RS / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em Belo Horizonte, a revolução eclodiu, no mesmo dia e na mesma hora, e boa parte de sua população aderiu aos batalhões de voluntários que logo se formaram em diversas cidades mineiras. O Norte e o Nordeste do país tiveram a Paraíba como sede do movimento revolucionário, mas o movimento eclodiu na madrugada do dia 4 e se alastrou, pelos outros estados, madrugada adentro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11916" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11916/CMFOTO015_29.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11916" target="_blank">Polícia mineira, outubro de 1930. Belo Horizonte, MG / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11918" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11918/CFafoto014_23.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11918" target="_blank">Aspecto do movimento revolucionário nas ruas de Belo Horizonte, outubro de 1930. Belo Horizonte, MG / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A 11 de outubro, acompanhados de todo o estado-maior civil e militar da revolução, Getulio Vargas e Góis Monteiro seguiram de trem com destino ao norte do Paraná, prevendo choques violentos com as tropas legalistas. O comboio revolucionário estacionou em Ponta Grossa. Vargas e sua comitiva permaneceram em um dos vagões da composição ferroviária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11894" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11894/AMFOTO002_7.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11894" target="_blank">Photo Weiss. Getulio Vargas e comitiva chegando em Ponta Grossa, 17 de outubro de 1930. Ponta Grossa, Paraná / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Góis montou seu quartel-general numa das dependências do grupo escolar da cidade, planejou o ataque a ser desfechado sobre São Paulo e foi informado sobre as ações exigindo a renúncia do presidente Washington Luís. Ante a negativa deste, no dia 24 de outubro, os militares determinaram o cerco ao Palácio Guanabara e sua prisão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Movimento vitorioso</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Deposto Washington Luis, assume o governo uma Junta Governativa Provisória composta pelos generais Tasso Fragoso e João de Deus Mena Barreto, e pelo almirante Isaías de Noronha. Com a situação na capital sob controle, a Junta enviou telegramas a Vargas propondo a suspensão total das hostilidades em todo o país. Em 28 de outubro, em proclamação ao país, a Junta Governativa comunicou a decisão de transmitir o poder a Vargas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11933" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11933/PEBFOTO017_1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11933" target="_blank">Oswaldo Aranha, membros da Junta Governativa e outros &#8211; João Carlos Barreto, Mário Mariante, Augusto de Tasso Fragoso, Pedro Ernesto, João de Deus Mena Barreto, Oswaldo Aranha, Isaias de Noronha, Afrânio de Melo Franco, Sadock de Sá e Bruno Lobo, 28 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 31 de outubro, precedido por três mil soldados gaúchos, Vargas desembarcou no Rio de Janeiro (Distrito Federal), sendo recebido por uma manifestação apoteótica de apoio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11934" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11934/GVFOTO006_2.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11934" target="_blank">Oswaldo Aranha e Getulio Vargas na sacada do Palácio do Catete, 31 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV &#8211; CPDOC<strong><span style="color: #800000;">(</span></strong></a><strong><span style="color: #800000;">1)</span></strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, em 3 de novembro de 1930, Vargas tomou posse como chefe do Governo Provisório e governou o país por 15 anos até ser deposto em 1945.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11935" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11935/OAFOTO060.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11935" target="_blank">Getulio Vargas e seu ministério no Palácio do Catete &#8211; Isaias Noronha, José Américo, Afrânio de Melo, Getulio Vargas, Assis Brasil, Francisco Campos, Lindolfo Collor e José Fernandes, 3 de novembro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32934" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/4810" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32934" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/revolução5.jpg" alt="O Jornal, 4 de novembro de 1930" width="288" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/4810" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 4 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">(1)</span> </strong>Nota da Editora: Esta mesma foto foi publicada no <em>Correio da Manhã</em>, em 1º de novembro de 1930.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33138" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4424" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33138" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cpdocgetulio.jpg" alt="Correio da Manhã, 1º de novembro de 1930" width="378" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/4424" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eXnMgd1WQu8" target="_blank">Acesse aqui o vídeo da Sessão Solene em homenagem aos 50 anos do CPDOC, realizada em 21 de junho de 202, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
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		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 14:00:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Com a publicação do 13º artigo da Série “Feministas, graças a Deus!”, a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas, reconhecendo o direito de voto das mulheres. No artigo, está publicada uma seleção de imagens pertencentes ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal, relativas às feministas e a suas pautas; além de breves perfis de importantes sufragistas brasileiras.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a publicação do 13º artigo da Série <em>Feministas, graças a Deus!, </em>a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), reconhecendo o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em>“Art. 2º É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste código”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Decreto nº 21.076, 24 de fevereiro de 1932</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 aprovou a igualdade de direitos políticos entre homens e mulheres, desde que maiores de 18 anos e alfabetizados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Art. 108. São eleitores os brasileiros de um e de outro sexo, maiores de 18 anos, que se alistarem na forma da lei. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Parágrafo único. Não se podem alistar eleitores: </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>a) os que não saibam ler e escrever; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>b) os praças-de-pré, salvo os sargentos, do Exército e da Armada e das forças auxiliares do Exército, bem como os alunos das escolas militares de ensino superior e os aspirantes a oficial; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>c) os mendigos; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>d) os que estiverem, temporária ou definitivamente, privados dos direitos políticos. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em> Art. 109. O alistamento e o voto são obrigatórios para os homens e para as mulheres, quando estas exerçam função pública remunerada, sob as sanções e salvas as exceções que a lei determinar.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a vitória de décadas de mobilização em favor do sufrágio feminino no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo de hoje, estão destacadas as imagens do acervo fotográfico do portal relativas às feministas e a suas pautas &#8211; os registros são do acervo do Arquivo Nacional, uma de nossas instituições parceiras, e seus autores foram J. Bonfioti, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806">Photo Skarke</a>, a Fotografia Alemã, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730">Louis Piereck (1880 – 1931)</a>, o Serviço Photographico de Vida Doméstica, além de fotógrafos ainda não identificados. Também publicamos breves perfis de sufragistas brasileiras importantes na luta pelo voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/353" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as imagens relativas ao feminismo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/voto.jpg" alt="Chage mostra a resistência ao voto feminino / O Malho, 23 de junho de 1917" width="541" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><em>Charge</em> mostra a resistência ao voto feminino / <em>O Malho</em>, 23 de junho de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A trajetória da conquista do voto feminino no Brasil, um marco fundamental na história da democratização do país, começou ainda no século XIX e tornou-se o principal tema do feminismo nas primeiras décadas do século XX, quando a feminista </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fundadora da </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, foi uma das mais importantes vozes na luta pela emancipação feminina, que também teve outras defensoras dedicadas e aguerridas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;"> precursora dos ideais de igualdade e independência da mulher brasileira</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31605" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-31605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia.jpg" alt="Nísia Floresta / Wikipedia" width="308" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank">Nísia Floresta / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">&#8220;Nísia Floresta surgiu &#8211; repita-se&#8211;como uma exceção escandalosa. Verdadeira machona entre as sinhazinhas dengosas do meado do século XIX. No meio de homens a dominarem sozinhos todas as atividades extra domésticas, as próprias baronesas e viscondessas mal sabendo escrever, as senhoras mais finas soletrando apenas livros devotos e novelas que eram quase histórias do Trancoso. causa pasmo ver uma figura como a de Nísia&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Gilberto Freyre, <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Sobrados e Mocambos </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(1936)</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ainda no Brasil Império, a escritora e educadora potiguar Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, foi a primeira mulher brasileira a defender o direito à educação científica para as meninas. A explicação do pseudônimo que criou para ela é a seguinte: “Nísia”, uma referência ao seu nome de batismo; depois, ao sítio Floresta onde nasceu; em seguida, ao seu país; e, finalmente, a Augusto, o nome do marido de quem ficou viúva. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nasceu,</span> em 12 de outubro de 1810, em Papari, no Rio Grande do Norte, onde casou-se <span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">com Manuel Alexandre Seabra de Melo. Tinha apenas 13 anos, mas ainda no primeiro ano do casamento voltou para a casa dos pais, o advogado português Dionísio Gonçalves Pinto (17? &#8211; 1828) e a brasileira Antônia Clara Freire (17? &#8211; 1855). Seus irmãos eram Clara e Joaquim. Mudou-se</span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> com a família para  Pernambuco, onde morou em Goiana, Recife e Olinda. </span></p>
<p>Em 1828, seu pai foi assassinado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/2547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de setembro de 1830, segunda coluna</a>). No mesmo ano, Nísia passou a viver com Manoel Augusto de Faria Rocha, estudante de Direito da Faculdade de Olinda, natural de Goiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/882" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de abril de 1829, segunda coluna</a>), com quem teve três filhos na década de 1830: Lívia (1930-?), um filho, que viveu poucos meses (1831 &#8211; 1831 ou 1832); e Augusto Américo (1933-?). Er<span style="font-family: 'Georgia',serif;">a </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">acusada de adúltera pelo ex-marido. </span></p>
<p>Iniciou sua carreira literária, em 1931, publicando, com o pseudônimo de <em>Brasileira Livre</em>, artigos sobre a condição feminina no jornal pernambucano <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Espelho das Brasileiras, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">que pertencia ao francês </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Adolphe Emile de Bois Garin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818879/15" target="_blank"><em>Espelho das Brasileiras</em>, 13 de maio de 1931</a>).</span> A defesa dos direitos das mulheres e dos indígenas no Brasil, e a crítica à escravidão foram temas recorrentes em sua produção literária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Esta foi, com certeza, uma das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e a publicar textos na grande imprensa, pois, desde 1830, seu nome era uma presença constante em periódicos nacionais, comentando questões polêmicas, como o direito das mulheres – e, também, dos índios e dos escravos – a uma vida digna e respeitável. Aliás, nesse gosto pela polêmica e no fato de viver sempre à frente de seu tempo, estariam, a nosso ver, também, traços de modernidade da autora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Constância Lima Duarte sobre Nísia em <a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/6fB3CFy89Kx6wLpwCwKnqfS/?lang=pt" target="_blank"><em>Feminismo e literatura no Brasil</em></a> (2003)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1832, publicou, no Recife, o livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens,</span></em> primeiro texto de uma brasileira a falar em direitos das mulheres. Existe uma polêmica em torno da autoria deste livro: alguns pesquisadores consideram o livro como uma <span style="font-family: 'Georgia',serif;">tradução livre de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> A Vindication of the Rights of Woman, </span></em>de Mary Wollstonecraft (1759-1797),<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">e outros como a tradução de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> Woman not Inferior to Man, </span></em>de Mary Wortley (1689-1762), que teria sido infuenciada pelo livro <i>De l´egalité des deux sexes</i>, de François Poullain de <span class="ref">La Barre, publicado em 1673</span>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31635" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg" alt="nisia8" width="257" height="338" /></a></p>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em novembro de 1832, foi para o Rio Grande do Sul, com Lívia, sua filha; sua mãe viúva e com seu companheiro, Manoel Augusto, que, em agosto de 1833, poucos meses após o nascimento de Augusto Américo, em janeiro de 1833, faleceu. Manoel Augusto havia ocupado o cargo de juiz municipal de São Pedro do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749443/398" target="_blank"><em>Correio Official</em>, 25 de outubro de 1833, primeira coluna</a>).</span> Ainda em 1833, Nísia publicou a segunda edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">em Porto Alegre, pela Typographia de V. F. Andrade. Escreveu para alguns jornais de Porto Alegre, dentre eles o <em>Belano</em>, que circulou entre 1832 e 1833. Entre 1834 e 1837, manteve uma escola. Segundo o professor Luis Carlos Freire, professor de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dos maiores pesquisadores de Nísia, provavelmente ela ensinava em casa, como era costume na época. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1837, foi para o Rio de Janeiro. Provavelmente, a tensão causada pela Guerra dos Farrapos contribuiu para essa mudança. Em 1838, fundou o Colégio Augusto, para meninas, que dirigiu com algumas interrupções até 1856. Posteriormente, o colégio, que existiu até 1894, foi dirigido por seu filho<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Jornal do Commercio,</span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de janeiro de 1838, segunda coluna</span></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">).</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> Nísia tinha uma proposta de educação inclusiva para meninos e meninas, tanto na esfera pública, quanto na privada, e era influenciada pelo pensamento positivista do francês Auguste Comte (1798 &#8211; 1857), de quem era amiga. Em 1839, foi publicada, já no Rio de Janeiro, a terceira edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">pela Casa do Livro Azul.</span></span></p>
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<div id="attachment_31627" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><img class=" wp-image-31627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia3.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1950" width="701" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Por ensinar Caligrafia, Dança, Desenho e Costura, Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Latim, Matemática, Música, Português, Piano e Religião a suas alunas e não a <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">fazer vestidos e camisas</span></em> foi criticada (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228133/3467" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Mercantil (MG)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 17 de janeiro de 1947, primeira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31629" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia5.jpg" alt="O Mercantil (MG), de 1847" width="294" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><em>O Mercantil (MG</em>), 17 de janeiro de 1847</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Publicou, em 1847, três obras de caráter pedagógico: <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Fany ou o modelo das donzelas</span></em>; <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Discurso que às suas educandas dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">um breve texto de seis páginas</span>; e <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Daciz ou a jovem completa. </span></em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 2 de novembro de 1849, acompanhada dos dois filhos, Nísia viajou pela primeira vez à Europa. Embarcaram, rumo a Havre, na galera francesa <em>Ville de Paris</em>. Ficou em Paris e em Lisboa, retornando ao Brasil em 1852 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/34046" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de novembro de 1849, última coluna</a>). Nesse período, ela frequentou as conferências de Auguste Comte sobre História Geral da Humanidade no Palais Cardinal, em Paris. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1853, lançou o <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo Humanitário, </span></em>que dedicou a seu irmão, Joaquim Pinto Brasil. Nele a autora nos conta a história do papel das mulheres nas sociedades ocidentais, dando exemplos e refletindo sobre a condição feminina. Antes da primeira impressão reunida, parte dos textos foi publicada nos jornais <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Diário do Rio de Janeiro,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> sob  pseudônimo B.A.</span></span></p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">“Dê-se ao sexo uma educação religiosamente moral, desvie-se dele todos os perniciosos exemplos que tendem a corromper-lhe, desde a infância, o espírito, em vez de formá-lo á virtude, adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser — o modelo de família — mas ainda saberá conservar dignidade, em qualquer posição que porventura a sorte a colocar.”</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nísia Floresta em </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Opúsculo Humanitário</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, 1853</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Trabalhou como voluntária no combate a uma epidemia de cólera no Rio de Janeiro, em 1855 (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10968" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Mercantil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 4 de outubro de 1955, segunda coluna)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Também entre este ano e 1856 publicou alguns artigos no <em>Brasil Illustrado: Passeio ao Aqueduto Carioca, Páginas de Uma Vida Obscura, Um Improviso, na manhã de 1º do corrente, ao distinto literato e grande porta Antônio Castilho </em>e<em> O pranto Filial.</em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">O último registro do <em>Almanak Laemmert</em> de Nísia como diretora do Colégio Augusto é de 1855 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/8311" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1855)</a>. Em 10 de abril de 1856, Nísia viajou no paquete a vapor <em>Cadix</em> com sua filha para a Europa, onde permaneceu até 1871.  Em 1872, um retrato e um pequeno perfil dela foi publicado no jornal ilustrado brasileiro publicado em Nova York, O <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Novo Mundo, </span></em>fundado por José Carlos Rodrigues (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43136" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de abril de 1856, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/313" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo Mundo</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 23 de maio de 1872)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31753" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia9.jpg" alt="Novo Mundo, de maio de 1872" width="483" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><em>Novo Mundo</em>, 23 de maio de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Entre 1872 e 1875, Nísia esteve no Brasil. Retornou à Europa em 24 de março de 1875, rumo à Inglaterra, onde encontrou sua filha. Passaram um tempo em Londres e em Lisboa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/10703" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1875, terceira coluna</a>). Em 1878, já morando na França, publicou seu último trabalho, <i>Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques</i>. Entre idas e vindas, Nísia morou na França e na Itália, visitando a Alemanha, Bélgica, Grécia, Inglaterra e Suíça. Enviava artigos para publicação em jornais cariocas (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239100/65" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio do Brazil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 7 de janeiro de 1872, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/11893" target="_blank"><em>Diário de S. Paulo</em>, 11 de dezembro de 1875, última coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/7866" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Reforma</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de dezembro de 1875, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">). </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, de pneumonia. Foi enterrada no cemitério de Bonsecours (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12948" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 26 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/3958" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo e Completo Indice Chronologico da Historia do Brasil (RJ) &#8211; 1842 a 1889,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 188</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">5;</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12979" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31632" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31632" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia7.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de maio de 1885" width="315" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31631" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia6.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de junho de 1885" width="365" height="169" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Sua cidade natal, Papari, foi rebatizada com a aprovação da Lei n° 146, de 23 de dezembro de 1948, como Nísia Floresta. Em 1954, o Estado do Rio Grande do Norte repatriou seus restos mortais para a cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/031151_01/165" target="_blank"><em>O Poti (RN)</em>, 22 de agosto de 1954</a>).</p>
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<div id="attachment_31628" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg"><img class=" wp-image-31628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg" alt="Nísia Floresta / Geledés" width="343" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank">Nísia Floresta / Geledés</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A quarta edição do livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens </span></em>saiu apenas em 1989, pela Cortez, com introdução posfácio de Constância Lima Duarte. Em 2012, foi inaugurado o Museu Nísia Floresta, em sua cidade natal.</p>
<p>Alguns de seus livros que não foram mencionados ao longo deste artigo são <em>Conselhos a minha filha</em> (1842), <em>Lágrimas de um Caeté</em> (1849) <em>Itinerário de uma viagem à Alemanha</em> (1857), <em>Três anos na Itália, seguidos de uma viagem à Grécia </em>(vol 1, em 1864, e vl 2, em 1872); e <em>Cintilações de uma Alma Brasileira</em> (1859). Publicou, ao todo, 15 livros.</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Maria Firmina dos Reis (1822- 1977)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40627" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img class=" wp-image-40627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina.jpg" alt="Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis" width="423" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A escritora e professora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), nasceu, em 11 de março de 1822, que tornou-se o Dia da Mulher Maranhense*. Era filha de um homem branco, João Pedro Esteves, com uma ex-escravizada alforriada, Leonor Filipa. Foi a primeira romancista negra do Brasil e, provavelmente, a primeira mulher negra a publicar um romance na América Latina.  Era prima do gramático Sotero dos Reis (1800 &#8211; 1871). Tornou-se professora de escola primária em 1847, quando foi aprovada em um concurso público na cidade de Guimarães, no Maranhão.</p>
<p style="text-align: left;">É a autora de <i class="bbc-h1y5j7 eih42320">Úrsula</i> (1859), considerado o primeiro romance afro-brasileiro, pioneiro da literatura abolicionista e feminista no Brasil. O livro teve boa aceitação da crítica quando publicado, sob o pseudônimo de<em> Uma Maranhense</em>, mas acabou caindo no esquecimento. Seria redescoberto, em 1962, pelo historiador paraibano Horácio de Almeida (1896-1983) que encontrou, em um sebo carioca, uma edição do romance. Também é autora de <em>Gupeva</em> (1861),<em> Cantos à beira-mar</em> (1871) e <em>A escrava</em> (1887).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Arsula_(romance)#/media/Ficheiro:Ursula_Maria_Firmina_dos_Reis.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-40628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firminaa.jpg" alt="firminaa" width="341" height="521" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40642" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina2.jpg" alt="Publicador Maranhense, de 1860" width="564" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 9 de agosto de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No início da década de 1880, Maria Firmina fundou o que seria a primeira escola gratuita e mista do Brasil, no povoado de Maçaricó, na cidade de Guimarães. Uma das lutas das feministas brasileiras desde o século XIX foi pela igualdade de ensino para as meninas. Pouco depois se aposentou. Em 1888, compôs a letra e a melodia do <cite><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Hino da libertação dos escravos</a>.</cite></p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, em 11 de novembro de 1917. Não se identificou, até hoje, um retrato ou uma pintura de Maria Firmina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40629" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina1.jpg" alt="Busto que foi feito em  homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora" width="612" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank">Busto que foi feito em homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 2019, pela passagem de seu 194º aniversário foi homenageada com um<em> doodle</em> do Google. A ilustração foi criada pelo designer paulista Nik Neves.</p>
<p style="text-align: left;"><img class=" aligncenter" src="https://s2-g1.glbimg.com/nMOsuZ13VrXrp98u6FNXjtYKzn8=/0x0:1062x491/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/N/L/ZzJJBASlG8iMZgNyI6Zg/doodle.png" alt="Maria Firmina dos Reis: a mulher negra maranhense que foi pioneira na literatura brasileira — Foto: Divulgação" width="625" height="289" /></p>
<p style="text-align: left;">Em 2021, foi instituído pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão o Concurso Literário <em>Maria Firmina dos Reis</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Foi homenageada na 20ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), de 2022.</p>
<p style="text-align: left;">*Até pouco tempo o dia 11 de outubro de 1825 era tido como o de seu nascimento. Porém<em>, em 21 de julho de 1847, no ofício nº 45, o inspetor da Instrução Pública, declarou que a requerente ao concurso para a cadeira feminina da Vila de São José de Guimarães, Maria Firmina dos Reis, podia ser admitida ao concurso por ter provado ter nascido em 11 de março de 1822, sendo, portanto, maior de 25 anos, conforme a exigência para o exercício docente </em>(<em>CRUZ, 2018</em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_31604" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel.jpg" alt="Isabel de Sousa Mattos / A Rua, de 1917" width="292" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank">Izabel de Sousa Mattos ou Izabel de Mattos Dillon /<em> A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A sufragista Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920) nasceu na Bahia, em 20 de janeiro de 1861 e concluiu o  curso de Cirurgia Dentária e Prótese pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em maio de 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5249" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de maio de 1883, sexta coluna</a>). Exerceu a profissão de cirurgiã dentista na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e participou de atividades abolicionistas no Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/225029/2843" target="_blank"><em>Diário do Brazil</em>, 21 de fevereiro de 1884, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/925" target="_blank"><em>A Federação</em>, 4 de dezembro de 1884, última coluna</a>). Casou-se, em fevereiro de 1885, com o também cirurgião-dentista Thomas Cantrell Dillon (1861 &#8211; 1933), futuro cônsul da Grã-Bretanha no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/96674" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31643" style="width: 818px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31643" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel4.jpg" alt="Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento em fevereiro de 1884" width="808" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank">Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento, em fevereiro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1886, quando ainda residia no Rio Grande do Sul, exigiu na Justiça o registro de eleitora, garantido pela </span><a href="https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario/termos/lei-saraiva" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Lei Saraiva </span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">a todos os brasileiros com título científico. Porém, José Vieira da Cunha, juiz municipal de Rio Grande, negou o pedido <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8531" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Paulistano</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 21 de dezembro de 1886, terceira coluna</span></a>). Segundo ela, posteriormente teve o título concedido e votou no candidato republicano Julio Mendonça Moreira (1853 -?), em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Ele havia sido promotor na comarca de Rio Grande e não foi eleito na ocasião &#8211; foi eleito deputado estadual de 1891 a 1895. O fato foi citado por Izabel em um artigo publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 20 de janeiro de 191</a>7; e também pelo deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959), este último na sessão da Câmara de 22 de dezembro de 1916 e algumas outras vezes na imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>). Terá sido então Izabel Dillon, na verdade, a primeira eleitora do Brasil, ainda no século XIX?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31637" style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31637" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel1.jpg" alt="Maurício de Lacerda /  Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205." width="762" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank">Maurício de Lacerda / Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1888, anunciou que abriria um consultório de dentista no Rio de Janeiro, onde foi colaboradora das revistas <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Corymbo</span></em> e  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família</span></em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/848131/536" target="_blank"><em>A Verdade</em>, 29 de novembro de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1890, Izabel solicitou a transferência de seu título de eleitor para o Rio de Janeiro, onde voltara a residir, mas José Cesário de Faria Alvim (1839 &#8211; 1903), ministro do Interior, julgou improcedente seu pleito e assim como o de outras mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/031054/141" target="_blank"><em>A Ordem (MG)</em>, 2 de abril de 1890, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31638" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><img class=" wp-image-31638" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel2.jpg" alt="Revista Illustrada, 29 de março de 1890" width="702" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 29 de março de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Ainda em 1890, Izabel concorreu a deputada pela Bahia, mas não se elegeu</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1379" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Gazeta de Notícias</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 25 de agosto de 1890, terceira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Pequeno Jornal (BA)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 17 de setembro de 1890, segunda coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/479" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Família</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 18 de setembro de 1890, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/336" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Lanterna, 22 de dezembro </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de 1916, segunda coluna</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">;</span></em></a><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></i><a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Rua</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 20 de janeiro de 1917</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">)<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31623" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><img class="wp-image-31623 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/dillon.jpg" alt="Gazeta, de 1890" width="151" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de agosto de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era opositora de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895), participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> e foi presa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a>). Foi membro do Centro do Partido Operário, criado em 1890 por José Augusto Vinhais (1858 &#8211; 1941); e do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910, por Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31644" style="width: 824px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank"><img class="wp-image-31644 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel5.jpg" alt="isabel5" width="814" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank">Izabel Dillon e Leolinda Daltro, secretária e presidente do Partido Republicano Feminino, respectivamente, com alunas da Escola Orsina da Fonseca / <em>A Faceira</em>, 16 de novembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1913, sua única filha, Niobe Elisabeth Gonçalves (1893 &#8211; 1913) morreu, grávida de seu quarto filho com o cirurgião-dentista Basílio Gonçalves, seu marido. Houve uma investigação policial por suspeitas de aborto autoinduzido por medicamentos ingeridos por Niobe e também de imperícia médica. O caso repercutiu na imprensa do Rio de Janeiro e ficou conhecido como o <i>Caso da Rua Paraná </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/7798" target="_blank"><em>O Século</em>, 11 de fevereiro de 1913, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13027" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de fevereiro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15251" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de janeiro de 1913, quinta coluna</a>).<span style="font-size: 13.3333px;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31642" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel3.jpg" alt="Correio da Manhã, 14 de fevereiro de 1913" width="288" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 14 de fevereiro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Izabel faleceu em 19 de junho de 1920 e foi enterrada como indigente no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. A educadora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Mariana Coelho (1857 &#8211; 1854) </a>mencionou tanto Nísia Floresta como Izabel Dillon em seu artigo <em>O feminismo no Brasil</em>, publicado no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1937.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913),  fundadora do jornal A Família</span></i></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31611" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina1.jpg" alt="Josephina Alvares de Azevedo por L. Amaral / A Família, número especial, 1889" width="255" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank">Josephina Alvares de Azevedo por Libânio do Amaral / <em>A Família</em>, número especial, 1889</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/299" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31616" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina21.jpg" alt="josefina2" width="371" height="252" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O fundamento universal de todos os que opinam contra a nossa emancipação é esse — que a mulher não tem capacidade política. Porque? perguntamos nós, e a essa pergunta não nos dão resposta cabal. Em geral, os casos de incapacidade politica são estes — menoridade, demência, inhabilitações, restriccão de liberdade por pena cominada, etc. etc. A esses addusem os legisladores a «diferença de sexo». Mas em que essa diferença pode constituir razão de incapacidade eleitoral? A mulher educada, instruída, em perfeito uso de suas faculdades mentaes, exercendo com critério as suas funcções na sociedade, é uma personalidade equilibrada, apta para discernir e competente para escolher entre duas idéas aquella que melhor convém. Não pude por conseguinte estar em pé de igualdade com os dementes, com os menores, com os imbecis. Assim sendo, é absurdo o principio de sua incapacidade electiva.&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Josephina Alvares de Azevedo</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/281" target="_blank"><em>A Família,</em> 21 de dezembro de 1889</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Também no século XIX, destacou-se na luta pela emancipação feminina a jornalista e literata pernambucana Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913), nascida em 5 de maio de 1851, no Recife. Existem até hoje várias lacunas e dúvidas em relação a sua vida pessoal. O local e a data de seu nascimento &#8211; pode ter sido Paraíba, Recife, em Pernambuco, ou Itaboraí, no Rio de Janeiro &#8211; assim como seu grau de parentesco com o do poeta Manoel Antônio Alvares de Azevedo (1831-1852), ainda são incertos. </span>De acordo com Augusto Victorino Blake, autor do Dicionário Bibliográfico Brasileiro, ela seria filha de Ignácio Manoel Alvares de Azevedo (?-1873) e, portanto, irmã, pelo lado paterno, do referido poeta. Porém em um artigo em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/98" target="_blank"><em>A Família</em>, de 23 de fevereiro de 1889</a>, Josephina se refere ao poeta como primo. Sua mãe era Amália Alvares de Azevedo Cunha (? &#8211; 1896) e, sua avó materna, Emília Amália de Azevedo Coutinho (? &#8211; 1892) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/5280" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de fevereiro de 1892, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15633" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de maio de 1896, quarta coluna)</a>.</p>
<p>O dia, mês e ano de seu nascimento aqui publicados baseiam-se em uma noticia referente a seu aniversário e nas notícias de seu falecimento, em 1913, onde está indicado que ela tinha 62 anos na ocasião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/10819" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 5 de maio de 1890, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7198" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de maio de 1890, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/579" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>). Em relação ao local, acredito que ela tenha nascido no Recife, conforme seu próprio depoimento em <em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889, descrevendo seu retorno à sua terra natal em julho de 1889. Na ocasião foi à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Photographia Ducasble</a>, onde foi retratada. Ainda na cidade, publicou um <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/297" target="_blank">número especial de <em>A Família</em> </a>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22899" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1889, penúltima coluna</a>. De lá, seguiu para o Ceará, onde permaneceu cerca de 10 dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/6214" target="_blank"><em>A Constituição</em> (CE), 11 de agosto e 1891, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina viveu até 1877, no Recife. Foi fundadora do jornal semanal <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></em>em 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">18 de novembro de 1888)</span></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></em> cuja atuação na imprensa brasileira foi importante no período de transição entre o regime monárquico e a República no país. </span></p>
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<div id="attachment_31663" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina8.jpg" alt="A Família, 18 de novembro de 1888, primeiro número" width="260" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de novembro de 1888, primeiro número</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Inicialmente editado em São Paulo e impresso pela tipografia União- São Paulo, o periódico mudou-se para o Rio de Janeiro, em maio de 1889, e circulou ininterruptamente até 1897 &#8211; ficava na Travessa do Barbosa, nº 12 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/181" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de maio de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227668/340" target="_blank"><em>O Jacobino</em>, 5 de junho de 1897, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/15781" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1898</a>). Provavelmente, voltou a circular em 1898, mas logo deixou de existir (<em>A Mensageira</em>, 15 de maio de 1898). Entre as colaboradoras do jornal estavam a escritora baiana Ignez Sabino (1853 &#8211; 1911) e Izabel Dillon (1861 &#8211; 1920), além de estrangeiras como as feministas Guiomar Torrezão (1844-1898), escritora portuguesa; e a francesa Eugénie Potonié Pierre (1844 -1898), fundadora da Federação Francesa das Sociedades Feministas; que enviavam seus textos de seus respectivos países.</span></p>
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<div id="attachment_31660" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31660" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina6.jpg" alt="A Família, 16 de janeiro de 1890" width="382" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><em>A Família</em>, 16 de janeiro de 1890</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina escreveu para <em>A Família</em> diversos artigos em defesa da emancipação feminina a partir da educação, do trabalho, do voto feminino e pelo direito ao divórcio. Desde o início enfrentou resistência, inclusive de mulheres e de instituições católicas, como fica exemplificado na edição do periódico de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank">12 de janeiro de 1889</a>; e também na notícia publicada pelo jornal<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/343951/12227" target="_blank"> <em>O Apóstolo,</em> 28 de março de 1890, primeira coluna.</a></span></p>
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<div id="attachment_31664" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina9.jpg" alt="A Família, 12 de janeiro de 1889" width="320" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><em>A Família</em>, 12 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Destacamos os artigos </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O Direito ao Voto, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado em 7 de dezembro de 188</span>9</a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">O Divórcio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">, de 2 de outubro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/634" target="_blank"><em>Emancipação da Mulher</em>, de 18 de julho de 1891</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/782" target="_blank"><em>A Questão das Mulheres</em>, de 30 de janeiro de 1892</a>. Às vezes, os assinava como Zefa.</span></p>
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<div id="attachment_31666" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina11.jpg" alt="Novidade, 17 de junho de 1890" width="177" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><em>Novidade</em>, 17 de junho de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, as mulheres vislumbraram a possibilidade de terem mais participação política. A própria Josephina escreveu no editorial de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/257" target="_blank"><em>A Família</em>, de 30 de novembro de 1889</a>:</p>
<p><span style="color: #800000;"> <em>&#8220;No fundo escuro e triste do quadro de provações a que votaram a mulher na sociedade, brilhará, com a fulgente aurora da República Brasileira, a luz deslumbradora da nossa emancipação?&#8230;</em><em>Queremos o direito de intervir nas eleições, de eleger e ser eleitas, como os homens, em igualdade de condições. Ou estaremos fora do regime das leis criadas pelos homens, ou teremos também o direito de legislar para todas. Fora disso, a igualdade é uma utopia, senão um sarcasmo atirado a todas nós&#8230;”</em></span></p>
<p>Porém, em 1891, criticou muito o fato de que na primeira Constituição da República, promulgada em 24 de fevereiro de 1891, as mulheres continuarem sendo espectadoras da vida política do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/530" target="_blank"><em>A Família</em>, 5 de março de 1891</a>), circunstância retratada no quadro <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/pintura-simbolizou-inicio-da-republica-com-juramento-a-constituicao.shtml" target="_blank"><em>Compromisso Constitucional de 1891 </em>(1896)</a><em>,</em> de Aurélio de Figueiredo (1854 &#8211; 1916), onde um grupo de mulheres aparece justamente nesta condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31662" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina7.jpg" alt="Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891 " width="374" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank">Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1891, o jornal <em>A Família</em> passou a pertencer à Companhia Imprensa Familiar, mas Josephina permaneceu como sua diretora <em>mental</em> e redatora (<a href="http://memoria.bn.br/pdf/379034/per379034_1891_00101.pdf" target="_blank"><em>A Família</em>, 25 de abril de 1891</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3080" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de maio de 1891, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/9382" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de julho de 1891, última coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada com a publicação de seu retrato na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, de 9 de maio de 1891.</a></p>
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<div id="attachment_31667" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina12.jpg" alt="A Família, 9 de maio de 1891" width="270" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina13.jpg" alt="josefina13" width="378" height="513" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Foi autora da comédia <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino</span></em>, que estreou no Rio de Janeiro, em 26 de maio de 1890, no Theatro Recreio Dramático,<em> enérgica e vibrante peça de combate em favor dos direitos políticos do bello sexo</em>. Foi encenada pelos atores Antonio Pereira Fontana e Castro, português radicado no Brasil; Germano, Bragança e Pinto; e pelas atrizes Elisa de Castro, Isolina Monclar e Luisa. A peça foi inspirada pelas constantes recusas de alistamento eleitoral feminino, já exemplificado neste artigo pelo caso de Izabel Dillon <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de maio de 1890, primeira coluna).</span></a>  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">é uma</span> peça emblemática do sufragismo brasileiro em fins do século XIX.</p>
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<div id="attachment_31653" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><img class=" wp-image-31653" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina4.jpg" alt="O Paiz, 26 de maio de 1890" width="657" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 26 de maio de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1890, foi encenada sua tradução livre da peça <em>Os Companheiros do Sol</em>, de Paul Jay (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1245" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de agosto de 1890, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A partir de 1892, o número de colaboradoras de <em>A Família</em> e os artigos escritos por Josephina diminuíram muito. Em 1893, foi noticiado que ela estava doente, vitimada pela <em>terrível influenza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/867" target="_blank"><em>A Família</em>, 17 de maio de 1893</a>). Ela residia na rua da Quitanda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/6863" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1893)</a>.</p>
<p>Em 1896, ofertou à biblioteca do Grêmio Dramático Arthur Azevedo, de São Paulo, 20 obras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818240/4" target="_blank"><em>A Arte</em>, 12 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1904, foi citada como uma <em>distintíssima</em> escritora brasileira em uma carta aberta da escritora espanhola Eva Canel (1857 &#8211; 1932), <em>Em defesa da mulher brasileira</em>, uma resposta a um artigo da escritora e jornalista argentina Conception Gimeno del Flaquer (1850 &#8211; 1919) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347949/1727" target="_blank"><em>Il Bersagliere</em>, 5 de maio de 1904, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, Josephina publicou três livros: <em>Retalhos </em>(1890), <em><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/552778/001139208.pdf?sequence=9&amp;isAllowed=y" target="_blank">A Mulher Moderna: trabalhos de propaganda</a> </em>(1891), que dedicou <em>em signal de admiração e respeito</em> à Viscondessa de Leopoldina e à D. Maria José Paranhos Mayrink; <em>e <a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank">Galleria illustre (Mulheres célebres) </a></em>(1897)<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">O Paiz, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">2 de fevereiro de 1890, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/248070/3564" target="_blank"><em>Diário do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1891, penúltima coluna</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg"><img class="alignnone  wp-image-31670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg" alt="josefina10" width="335" height="503" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina15.jpg" alt="josefina15" width="329" height="537" /></a></p>
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<p>Josephina faleceu em 1º de setembro de 1913, <em>viúva</em>, de acordo com as notícias veiculadas na época, no Rio de Janeiro, e foi enterrada no Cemitério de São Francisco Xavier, em 2 de setembro de 1913. Sua irmã, Maria Amelia de Azevedo Costa, e seus filhos, Alfredo e Moacyr Alvares de Azevedo, convidaram para a missa de Sétimo Dia, realizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Dores, em São Cristóvão. Residia na rua Luiz Barbosa, número 102 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31658" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31658" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de setembro de 1913" width="271" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentando sobre a conquista do direito ao voto pelas mulheres inglesas, Antenor Thibau lembrou, em um artigo no <em>Jornal do Brasil</em>, a atuação de Josephina em prol da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31671" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina14.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de fevereiro de 1918" width="186" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918</a></p></div>
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<p style="text-align: center;" align="center"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Leolinda Daltro (1859 – 1935), Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) e Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995)</span></b></em></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Outra sufragista importante foi a professora, feminista e indigenista baiana Leolinda Daltro (1859 – 1935), fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. Ela será tema de um artigo futuro da Brasiliana Fotográfica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31465" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class="wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="419" height="232" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A professora de Belo Horizonte Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) também teve um atuação relevante na luta pelo voto feminino: em agosto de 1916, encaminhou um requerimento pedindo aos deputados que aprovassem o sufrágio feminino. No acervo de documentos da Câmara Federal, esta é a primeira manifestação formal de uma mulher solicitando direitos políticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a>; <a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank">Site da Câmara dos Deputados</a>).</p>
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<div id="attachment_31373" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31373" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/mariana.jpg" alt="Correio Paulistano, 17 de agosto de 1916" width="493" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a></p></div>
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<p>Eleitora pioneira em Minas Gerais, a escritora e advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995), como ficou conhecida Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira, nasceu em Varginha, em 1903, e, aos 11 anos, foi viver na capital mineira, onde estudou na Escola Normal de Belo Horizonte. Casou-se, em 1923, após passar cerca de seis meses na Europa, com o médico João Manso Pereira.</p>
<p>Com apenas 25 anos, em 1928, impetrou um mandado de segurança alegando que o veto ao voto das mulheres seria contrário ao artigo 70 da Constituição Brasileira de 24 de fevereiro 1891, então em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928, quarta coluna</a>; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1928</a>).</p>
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<div id="attachment_31755" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31755" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta4.jpg" alt="Mietta Santiago / O Paiz, 16 de setembro de 1928" width="184" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
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<p>Tornou-se eleitora e candidatou-se a deputada federal, mas não conseguiu se eleger. O fato, uma verdadeira audácia para a época, mereceu versos do poeta, também mineiro, Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987):</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg"><img class="  wp-image-31591 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg" alt="mietta" width="362" height="370" /></a></p>
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<p>Além disso, Mietta fundou a Liga de Eleitoras Mineiras. Era amiga de políticos como Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e Tancredo Neves (1910 &#8211; 1985) e de escritores como o memorialista Pedro Nava (1903 &#8211; 1984) e o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987). Como escritora, publicou as obras <em>Namorada da Deus</em> (1936), <em>Maria Ausência</em> (1940); e, em 1981, <em>Uma consciência unitária para a humanidade</em> e <em>As 7 poesias. </em>Faleceu, em 1995, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 2017, foi instituída a Medalha Mietta Santiago, condecoração concedida anualmente pela Secretaria da Mulher e pela Presidência da Câmara de Deputados (<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/862420-camara-entrega-medalha-mietta-santiago-para-mulheres-que-se-destacam-na-defesa-dos-direitos-femininos/" target="_blank">Site da Câmara de Deputados</a>).</p>
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<p style="text-align: center;" align="center"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Outras sufragistas brasileiras de destaque</span></i></strong></p>
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<p>Outras feministas destacadas na luta pelo voto feminino foram a urbanista, arquiteta e engenheira mato-grossense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a sindicalista alagoana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999)</a>, a advogada mineira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</a>, <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Maria Prestia (? – 1988)</a>,</span> líder de um minoritário grupo de feministas de São Paulo; <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972)</a></span>, uma das pioneiras no jornalismo, na educação e no feminismo no Rio Grande do Norte; e a advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>. Todas já foram temas de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Bertha Lutz está em pé e é a terceira, da direita para a esquerda. Carmen está sentada e é a terceira, também da direita para a esquerda. Almerinda Gama está sentada, a primeira da esquerda para a direita. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><em>Elvira Komel / A Noite,</em> 7 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_31609" style="width: 133px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31609" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/prestia.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de julho de 1951" width="123" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank">Maria Préstia<em> / Correio Paulistano</em>, 1º de julho de 1951</a></p></div>
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<div id="attachment_31311" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/julia.jpg" alt="Julia Alves Barbosa votando em abril de 1928. Rio Grande do Norte " width="301" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank">ulia Medeiros votando em 5 de abril de 1928. Natal, Rio Grande do Norte /<em> O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928</a></p></div>
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<p>Meses após à conquista do voto das mulheres no Brasil, ainda em 1932, Natércia e Bertha foram nomeadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12492"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12552"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/362"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a>). Em 1934, o sufrágio feminino estava contemplado na Constituição Federal.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6472/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_COS_FOT_0001_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank">Membros da Comissão Elaboradora do Anteprojeto da Constituição de 1934, 11 de setembro de 1932. Bertha Lutz, primeira mulher, da esquerda para a direita, e Natércia da Cunha Silveira. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Sobre a importância da conquista do sufrágio feminino, em entrevista, Carmen Portinho declarou que ela deveria ser um estímulo para outros avanços: <em>“Obtivemos a nossa emancipação política, mas esse direito assim isolado, de que nos serve?”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14103"><em>A Noite</em>, 17 de agosto de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Cerca de seis meses antes da assinatura do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, o jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=175102&amp;pagfis=4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, de 13 de setembro de 1931</a>, publicou uma reportagem intitulada <em>A nova legislação eleitoral e o voto feminino, </em>com a história do movimento feminista no Brasil, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, dirigido por Bertha, a União<em> </em>Universitária Feminina, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>; e a Aliança Nacional de Mulheres, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, foram citadas como importantes iniciativas para a emancipação da mulher no país. Na matéria foi publicada também a lista dos países onde as mulheres já possuíam direito ao voto e comentada a liderança do Rio Grande do Norte na concessão de direitos políticos às mulheres, por intermédio do governador Juvenal Lamartine de Faria (1874 – 1956). Foi transcrito também o discurso proferido por Ruy Barbosa (1849 – 1923) no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Teatro Lyrico</a> em apoio à causa feminina<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 13 de setembro de 1931</a>).</p>
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<div id="attachment_31317" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31317" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/batalha.jpg" alt="Capa do jornal A Batalha, 13 de setembro de 1931" width="428" height="654" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank">Capa do jornal <em>A Batalha,</em> 13 de setembro de 1931</a></p></div>
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<p>Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e terem seus votos reconhecidos pela primeira vez. A primeira mulher eleita foi Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992), em São Paulo.</p>
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<div id="attachment_31572" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31572 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/carlota.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="419" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Carlota Pereira de Queiróz<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<p>Outra pioneiras, eleitas deputadas um ano depois, em 1934, foram Antonieta de Barros (1901-1952), a primeira deputada negra do Brasil, em Santa Catarina;<span style="color: #ff0000;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1976)</a><span style="color: #333333;">, no Rio de Janeiro;</span> <span style="color: #000000;">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984) e Hildenê Gusmão Castelo Branco (c. 1910 &#8211; ?), e Rosa Castro, cuja eleição foi impugnada, no Maranhão; </span></span>Maria José Salgado Lages, conhecida como Lili Lages (1907-2003), em Alagoas, Maria do Céu Pereira Fernandes (1910 -2001), no Rio Grande do Norte; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, na Bahia; <a href="Maria%20de Miranda Leão (1887 – 1976)" target="_blank">Maria de Miranda Leão  (1887-1976)</a>, no Amazonas; Quintina Diniz de Oliveira Ribeiro (1878 &#8211; 1942), em Sergipe; <span style="color: #000000;">Maria Theresa Nogueira de Azevedo (1889-1966), Maria Theresa Silveira de Barros Camargo (1894-1975), Alayde Pinheiro Borba (?-?), e Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992) por São Paulo. </span></p>
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<div style="width: 225px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://elaspolitica.com.br/wp-content/uploads/2024/07/zuleide-f.-bogea-1929-215x300.png" alt="" width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984)</a></p></div>
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<div id="attachment_31575" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31575" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/bertha.jpg" alt="Bertha Lutz / Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="399" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank">Bertha Lutz / <em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_31576" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31576 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/marialuiza.jpg" alt="marialuiza" width="345" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt / <em>A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31573" style="width: 125px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/lili.jpg" alt="lili" width="115" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Lili Lages<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31574" style="width: 240px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/quintina.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="230" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Quintina Diniz de Oliveira<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31583" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/maria.jpg" alt="Maria de Miranda Leão / Beira-mar, 31 de maio de 1936" width="186" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank">Maria de Miranda Leão / <em>Beira-Mar,</em> 31 de outubro de 1936</a></p></div>
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<div style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank"><img src="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" alt="" width="272" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank">Maria do Céu Fernandes/ Fundação José Augusto</a></p></div>
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<div id="attachment_39260" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-39260 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/alaide1.jpg" alt="alaide" width="415" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank">Alayde Borba / <em>A Noite Illustrada,</em> 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_39384" style="width: 745px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank"><img class="wp-image-39384 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/deputadas.jpg" alt="deputadas" width="735" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank">Maria Teresa de Barros Camargo e Maria Theresa Nogueira de Azevedo</a></p></div>
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<p>A primeira deputada estadual negra do Brasil foi <span class="il">Antonieta</span> de Barros (1901 &#8211; 1952), em Santa Catarina, em 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711497x/41022" target="_blank"><em>República</em> (SC), 17 de janeiro de 1935</a>). Foi eleita como suplente do Partido Liberal Catarinense, mas como Leônidas Coelho de Souza não tomou posse por ter sido nomeado prefeito de Caçador, ela assumiu a titularidade do mandato entre 1935 e 1937. Filha de escrava liberta, jornalista e professora, <span class="il">Antonieta</span> foi pioneira no combate à discriminação dos negros e das mulheres. Acreditava que a educação era a chave para a emancipação social. Em Santa Catarina, sua proposta de criação do Dia do Professor em 15 de outubro foi aprovada em 1948 e, posteriormente, em1963, foi estendida a todo o Brasil. Fundou e dirigiu o jornal <i>A Semana</i> entre os anos de 1922 e 1927. Dirigiu, em 1930, a revista quinzenal <i>Vida Ilhoa </i>e escrevia artigos para jornais. Com o pseudônimo de <em>Maria da Ilha</em>, escreveu, em 1937, <i>Farrapos de Ideias. </i>Em 5 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sua inclusão no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.</p>
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<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/d9/2021/03/12/antonieta-de-barros-1901-1952-primeira-mulher-negra-eleita-deputada-no-pais-1615576712262_v2_450x600.png" alt="Antonieta de Barros (1901-1952), primeira mulher negra eleita deputada no país - Udesc/Divulgação" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank">Antonieta de Barros (1901 &#8211; 1952)</a></p></div>
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<p>Nas eleições de outubro de 2022 no Brasil, o número de mulheres que tiveram suas candidaturas registradas junto à Justiça Eleitoral foi de 9.415, 33,28% do total de políticos elegíveis &#8211; 91 mulheres foram eleitas a deputadas federais e quatro para o Senado. As mulheres representavam 53% do eleitorado do país &#8211; 82 milhões de votantes. Há ainda um longo caminho a percorrer.</p>
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<div id="attachment_31240" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><img class=" wp-image-31240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/votofeminino.jpg" alt="O voto feminino no Brasil por Teresa Cristina de Novaes Marques" width="280" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><em>O voto feminino no Brasil</em> por Teresa Cristina de Novaes Marques</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Rio Grande do Norte e a vanguarda do voto feminino</strong></em></span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6648/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0012_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank">Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte, e sufragistas, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional </a></p></div>
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<p>Em 1927, houve uma eleição no Rio Grande do Norte e Juvenal Lamartine de Faria (1874 &#8211; 1956), que havia renunciado ao Senado, concorreu ao governo de seu estado e venceu o pleito. Tomou posse em 1º de janeiro de 1928. Foi necessário realizar eleições complementares para a escolha de um novo senador. Juvenal apoiava a causa do voto das mulheres. Em 25 de outubro de 1927, ainda durante o governo de José Augusto Bezerra de Medeiros, passou a vigorar a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade.</p>
<p>Há uma polêmica em torno da primeira eleitora do Brasil na historiografia do feminismo no Brasil no século XX: a natalense e professora Júlia Alves Barbosa Cavalcanti (1898 &#8211; 1943) requereu seu alistamento eleitoral no dia 22 de novembro de 1927, porém, dada à sua condição de solteira, o juiz da 1ª vara da Capital retardou o deferimento de seu pleito, que só foi publicado, no Diário Oficial do Estado, no dia 1º de dezembro do mesmo ano. Em 25 de novembro de 1927, a professora Celina Guimarães Viana (1890 &#8211; 1972), de Mossoró, deu entrada em uma petição, requerendo sua inclusão na lista de eleitores, que foi aprovada rapidamente, pelo fato de ser casada com um advogado e professor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1927, primeira coluna</a>). Reivindicando o voto das mulheres, a escritora cearense Rachel de Queiroz (1910 &#8211; 2003), com apenas 17 anos, escreveu o artigo <em>Essa questão do voto feminino</em>, publicado no jornal <em>A Jandaia</em>, em 14 de janeiro de 1928. As eleições municipais foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres.</p>
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<div id="attachment_31310" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank"><img class=" wp-image-31310" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/celina.jpg" alt="Celina votando em 1928 / Foto da BBC" width="703" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank">Celina Guimarães Viana votando em abril de 1928. Mossoró. Rio Grande do Norte </a></p></div>
<p><img class=" aligncenter" src="http://memorial.al.rn.leg.br/images/pagebuilder/mulheres/juliabarbosa.jpg" alt="" /></p>
<p>Júlia Alves Barbosa Cavalcanti foi eleita para a Câmara Municipal de Natal.</p>
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<div style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><img src="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/JuliaDestaque.jpg" alt="" width="223" height="159" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank">Júlia Alves Barbosa Cavalcanti</a></p></div>
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<p>“<em>Apesar de, do ponto de vista eleitoral, o estado do Rio Grande do Norte ter reconhecido esta igualdade, faltava, porém, a concretização do “voto de saias”, o que ocorreu nas eleições municipais realizadas no dia 05 de abril de 1928. Em Natal votaram Antônia Fontoura, Carolina Wanderley, Júlia Barbosa e Lourdes Lamartine. Em Mossoró, além de Celina Guimarães, votaram Beatriz Leite e Eliza da Rocha Gurgel. Em Apodi as primeiras eleitoras foram Maria Salomé Diógenes e Hilda Lopes de Oliveira. Em Pau dos Ferros, Carolina Fernandes Negreiros, Clotilde Ramalho, Francisca Dantas e Joana Cacilda Bessa. Ainda em Caicó e Acari, respectivamente, Júlia Medeiros e Martha Medeiros. Além de votar, algumas mulheres, a exemplo de Júlia Alves Barbosa em Natal e Joana Cacilda de Bessa em Pau dos Ferros,  foram também eleitas para o cargo de intendente municipal, equivalente a vereador atualmente</em>.<sup>“</sup></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.tre-rn.jus.br/o-tre/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank">Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/a-conquista-do-voto-feminino/linha-do-tempo.html" target="_blank">Acesse aqui a linha do tempo da conquista do voto feminino publicada no portal da Câmara dos Deputados</a></strong></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Alguns países e o ano da aprovação do voto feminino</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Nova Zelândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Austrália</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Finlândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> &#8211;  <span style="color: #000000;">Noruega</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Dinamarca e Islândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Rússia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Áustria, Alemanha, Polônia, Lituânia, Reino Unido e Irlanda</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1</strong><strong>920</strong> </span>- Estados Unidos</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Equador</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span><span style="color: #000000;"> &#8211; Espanha e Portugal (com limitações). Na Espanha, o direito foi suspenso em 1936 e só voltou a vigorar em 1977.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Brasil e Uruguai</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Turquia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- França</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Itália e Japão</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong> </span>- Argentina e Índia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Grécia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong> </span>- China e México</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1955</span></strong> &#8211; Honduras</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Egito</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong> </span>- Bahamas e Mônaco</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Andorra</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1971</strong></span> &#8211; Suíça</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1980</strong></span> &#8211; Iraque</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1994</strong></span> &#8211; Omã</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong></span> &#8211; Arábia Saudita</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p>Este artigo foi atualizado em 27 de março de 2025.</p>
<p><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, Rita de Cássia de. <em><a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/GQWfhjFfsYHNDdTbhq54JZd/" target="_blank">O voto de saias: a Constituinte de 1934 e a participação das mulheres na política</a>. </em><span class="_articleBadge">Mulher, mulheres</span><span class="_separator"> • </span><span class="_editionMeta">Estud. av. 17 (49) <span class="_separator">• </span>Dez 2003</span></p>
<p>BARBOSA, Lia Pinheiro; MAIA, Vinicius Madureira. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/wLRjhncvmSsYPqQgWjByYPy/?lang=pt" target="_blank"><em>Nísia Floresta e ainda a controvérsia da tradução de Direitos das mulheres e injustiça dos homens.</em></a> <i>Revista Estudos Feministas, <span class="_editionMeta">28 (2)</span></i><span class="_editionMeta">,</span><span class="_editionMeta"><span class="_separator"> </span>2020</span>.</p>
<p>BARP, Guilherme. <em><a id="article-126940" href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank">A luta de Josefina Álvares de Azevedo pelos direitos das mulheres em A mulher moderna (1891)</a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. </em>Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-53411587?at_custom2=facebook_page&amp;at_medium=custom7&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D&amp;at_custom4=378E7E92-9E0C-11EB-8EC4-2FCC96E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom3=BBC+Brasil" target="_blank">BBC News Brasil</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Cadernos do Mundo Inteiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">CAMPOI, Isabela Candeloro. </span><a href="https://www.scielo.br/j/his/a/rxXDkxX8hshjGT9vsDwbndx/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” de Nísia Floresta: literatura, mulheres e o Brasil do século XIX</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> História (São Paulo) v.30, n.2, p. 196-213, ago/dez 2011.</span></p>
<p><a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/nisia-floresta/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Centro de Referências em Educação Integral</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">COELHO, Catarina Alves. </span><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8160/tde-04092019-161315/publico/2019_CatarinaAlvesCoelho_VCorr.pdf" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens: a tradução utópico-feminista de Nísia Floresta</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Dissertação (Mestrado) &#8211; Faculdade de filosifia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2019.</span></p>
<p>CORREA E SILVA, Laila. <a href="https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/bitstream/handle/bdtse/5439/2018_silva_direito_voto_feminino.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>O direito ao voto feminino no século XIX brasileiro: a atuação política de Josephina Álvares de Azevedo (1851-1913).</em></a> Aedos, Porto Alegre, v. 10, n. 23, p. 114-131, Dez. 2018.</p>
<p>CRUZ, Marileia dos Santos; MATOS, Érica de Lima; SILVA, Ediane Holanda. <em><a href="http://www.hottopos.com/notand48/151-166Marileia.pdf" target="_blank">“Exma. Sra. d. Maria Firmina dos Reis, distinta literária maranhense”: a notoriedade de uma professora afrodescendente no século XIX</a>. </em>Notandum 48 set-dez 2018 CEMOrOc-Feusp / Universidade Autônoma de Barcelona</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <a href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/matraga/article/view/27780/19904" target="_blank"><em>As viagens e o discurso autobiográfico de Nísia Floresta</em></a>. Matraga, Rio de Janeiro, v.16, n.25, jul./dez. 2009.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Imprensa feminina e feminista no Brasil: século XIX</em> . Belo Horizonte: Autêntica, 2016.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Narrativas de viagem de Nísia Floresta</em>. Via Atlântica, n. 2 jul. 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. </span><a href="https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/view/682/446" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Nísia Floresta: Incompreensão em relação à sua genialidade</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Ciência &amp; Trópico, Recife, v. 26, n. 2, p. 253-260,julho /dez, 1998. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: a primeira feminista do Brasil</span></em>. Florianópolis: Editora Mulheres, 2005.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: vida e obra</span></em>. Natal: Editora Universitária/UFRN, 1995.  </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">FLORESTA , Nísia. </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo humanitário</span></i></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> / Nísia Floresta</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> ; prefácio Maria da Conceição Lima Alves ; notas Maria Helena de Almeida Freitas, Mônica Almeida Rizzo Soares. – Brasília : Senado Federal, 2019</span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">G1, 27 de outubro de 2022</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quem-e-maria-firmina-dos-reis-homenageada-no-doodle-do-google-neste-11-10" target="_blank">Guia do Estudante</a></p>
<p>HAHNER, June E. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937</span></em>. São Paulo: Brasiliense, 1981.</p>
<p>HALLEWELL, Laurence. (2005). <a class="external text" href="https://books.google.com.br/books?id=0b6ZYWrQtnsC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR#v=onepage&amp;q=%22publica%C3%A7%C3%A3o%20do%20Recife%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>O livro no Brasil: sua historia</i></a>. São Paulo : Edusp, 2055.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</span></a></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif;">ITAQUI, Antônio Carlos de Oliveira.<a href="https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/2730/NISIA%20FLORESTA%20PDF.pdf?sequence" target="_blank"> <em>Nísia Floresta: ousadia de uma feminista no Brasil do século XIX</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura Plena em História, do Departamento de Humanidades e Educação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, 2013.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica. <em>Mulher Deve Votar? O Código Eleitoral de 1932 e a Conquista do Sufrágio Feminino através das páginas dos jornais Correio da Manhã e A Noite</em>. São Paulo : Paco Editorial, 2019.</p>
<p>LEMES, Camila Assis. <em>O jornal Familia e o debate sobre o voto feminino nos primeiros anos da república brasileira</em>. XIV Encontro Regional de História. UEPR, 2014.</p>
<p>LUCA, Leonora de. <a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/211123" target="_blank"><em>A mensageira: uma revista de mulheres escritoras na modernização bra-sileira</em></a>. 1999. 581 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Curso de Mestrado em Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O voto feminino do Brasil</span></em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</span></p>
<p>MELO, Ezilda. <em><a href="https://emporiododireito.com.br/leitura/nisia-floresta-uma-mulher-a-frente-do-seu-tempo" target="_blank">Nísia Floresta: uma mulher à frente de seu tempo</a>.</em> Empório do Direito, 19 de novembro de 2015.</p>
<p><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Memorial Legislativo &#8211; Câmara Municipal de Natal</span></a></p>
<p style="text-align: left;">MARRA, Laissa. <a href="https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/35005/1/A%20NARRATIVA%20DE%20MARIA%20FIRMINA%20DOS%20REIS%20-%20na%C3%A7%C3%A3o%20e%20colonialidade.pdf" target="_blank"><em>A narrativa de Maria Firmina dos Reis: nação e colonialidade</em></a>. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para obtenção do título de Doutora em Letras: Estudos Literários, 2020.</p>
<p style="text-align: left;">MENDES, Algemira Macedo. <a href="https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2230" target="_blank"><em>Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX.</em></a> Tese apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Letras, na área de concentração de Teoria da Literatura. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">MUZART, Zahidé Lupinacci (Org.). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Escritoras brasileiras do século XIX: antologia</span></em>. 2. ed. vol. II. Florianópolis: Editora Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.</p>
<p style="text-align: left;">OLIVEIRA, Ellen dos Santos (organizadora). <em>200 anos de Maria Firmina dos Reis, primeira educadora e escritora negra do Brasil</em>. SERGIPE : J. Alves Editora e Livraria, 2022.</p>
<p>PACHECO, Maria da Glória Costa. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/admin,+360-1209-1-CE.pdf" target="_blank"><em>GÊNERO E POLÍTICA: conquista e repercussão do voto feminino no Maranhão (1900-1934)</em></a>. Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 1808-8031, Vol. 1 esp., 2007, p. 46-63</p>
<p>PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/10/mais!/3.html" target="_blank"><em>Pela liberdade das mulheres</em></a>. <i>Mais! Folha de São Paulo</i>, 10 de setembro de 1995.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal da Câmara dos Deputados</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.geledes.org.br/maria-firmina-dos-reis-sofreu-muito-preconceito-mas-foi-a-primeira-romancista-brasileira/" target="_blank">Portal Geledés</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="Pontifícia%20Universidade Católica do Rio Grande do Sul " target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/08/26/candidaturas-femininas-crescem-mas-representacao-ainda-e-baixa" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal do Senado</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">RIBEIRO, Antônio Sérgio. </span><a href="https://www.al.sp.gov.br/alesp/biblioteca-digital/obra/?id=277" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">A mulher e o voto</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. São Paulo: ALESP, 2012.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SABINO, Ignez. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Mulheres Illustres do Brazil</span></em>. Edição fac-similar. Florianópolis: Editora das Mulheres, 1996.</span></p>
<p>SANTOS, Renata Carolina Pereira dos.<a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank"> </a><em><a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank">“Às Urnas, Cidadãs”: O voto feminino nas páginas do Boletim da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (1934-1935)</a>. INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE ARTE, CULTURA E HISTÓRIA (ILAACH), 2024.</em></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</span></em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; CERVA, Antonia Cerva. </span><a href="https://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/secretarias/secretaria-da-mulher/coordenadoria-dos-direitos-da-mulher/arquivos-e-documentos/biografia-mietta-santiago" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Mulheres no Poder &#8211; trajetórias políticas a partir da luta das sufragistas do Brasil</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">.</span></p>
<p>SOUZA DA SILVA, Ellen Carla. <a href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank"><em>Uma voz feminina na luta antiescravista: Nísia Floresta</em></a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p>SILVA, Elizabeth Maria da.<a href="https://gredos.usal.es/handle/10366/140313?show=full" target="_blank"> <em>A Imprensa Pedagógica e Feminista no Brasil: Nísia Floresta e a Educação das Mulheres no século XIX</em>.</a> Tese de Doutorado. Universidade de Salamanca. Departamento de TEoria e História da Faculdade de Educação, 2018.</p>
<p><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Site Elas na Política</a></p>
<p><a href="http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/secretaria_extraordinaria_de_cultura/DOC/DOC000000000106226.PDF" target="_blank">Site Fundação José Augusto</a></p>
<p><a href="https://fpabramo.org.br/focusbrasil/2024/11/20/conheca-maria-firmina-dos-reis-a-primeira-escritora-negra-do-brasil/#:~:text=Por%20sua%20trajet%C3%B3ria%2C%20ela%20%C3%A9%20considerada%20tanto%20abolicionista%20quanto%20feminista.&amp;text=Firmina%20desbravou%20territ%C3%B3rios%20in%C3%A9ditos%20na,os%20romances%20abolicionistas%20d%C3%A9cadas%20depois." target="_blank">Site Fundação Perseu Abramo</a></p>
<pre><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Geledés</span></a></pre>
<p><a href="https://www.insider.com/when-women-around-the-world-got-the-right-to-vote-2019-2" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Insider</span></a></p>
<p><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Fevereiro/dia-da-conquista-do-voto-feminino-no-brasil-e-comemorado-nesta-segunda-24-1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Superior Tribunal Eleitoral</span></a></p>
<p><a href="https://www.tre-rn.jus.br/institucional/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</span></a></p>
<p><a href="https://uvesp.com.br/portal/noticias/este-mapa-mostra-o-ano-em-que-as-mulheres-tiveram-o-direito-de-votar-em-cada-pais-do-mundo/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Uvesp</span></a></p>
<p>SOUTO-MAIOR, Valéria Andrade. <em><a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/76228" target="_blank">O florete e a máscara: Josephina Álvares de Azevedo</a>, dramaturga do século XIX</em>. Dissertação (Mestrado em Letras) – Curso de Pós-Graduação em Letras &#8211; Literatura Brasileira e Teoria Literária, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 1995.</p>
<p>TRINDADE, Hélgio; NOLL, Maria Izabel. <a href="http://www2.al.rs.gov.br/biblioteca/LinkClick.aspx?fileticket=vgfo5H4q-JM%3d&amp;tabid=3101&amp;language=pt-BR" target="_blank"><em>Subisídios para a história do Parlamento Gaúcho (1890-1937)</em></a>. Porto Alegre : CORAG, 2005.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Wikipedia</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>As favelas do Leblon</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 14:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Victor Tavares de Moura]]></category>

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		<description><![CDATA[Com fotografias do acervo do médico pernambucano Victor Tavares de Moura (1892-1960) que, em 1941, constituiu uma comissão para o estudo das favelas, tornando-se um dos responsáveis pela execução do projeto piloto dos Parques Proletários, o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica,  conta um pouco da história das favelas do Leblon, suas remoções e incêndios.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com fotografias do acervo<em> </em>do médico pernambucano Victor Tavares de Moura (1892-1960) que, em 1941, constituiu uma comissão para o estudo das favelas, tornando-se um dos responsáveis pela execução do projeto piloto dos Parques Proletários, o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, conta um pouco da história das favelas do Leblon, suas remoções e incêndios suspeitos ou oficiais como no caso da Favela do Largo da Memória, que foi realizado através de ato oficial, em 1942.  Seus residentes foram para o Parque Proletário Provisório da Gávea ou Parque Proletário nº 1, formado por imensos barracões erguidos pela Prefeitura na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, ao lado da Pontifícia Universidade Católica (PUC).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Favelas do Leblon</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Ricardo Augusto dos Santos*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10965" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10965/%5b1%5d.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10965" target="_blank">Parque Proletário Provisório nº 3. Praia do Pinto., 194-. Rio de Janeiro, RJ / Acervvo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os atuais moradores do Leblon, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, não devem conhecer, mas o bairro carrega marcas das lutas dos trabalhadores. Em esquina elegante, localizamos um pequeno comércio com o nome de Largo da Memória. Também encontramos uma praça com a mesma designação. Qual a origem dessas referências? Na região &#8211; Leblon e Gávea -, em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas, existiram várias favelas. Não eram poucas as comunidades. Catacumba, Favela do Capinzal, Piraquê, Praia do Pinto. Esta última, possuía grande dimensão. Algumas delas chegavam a ocupar as águas da Lagoa. Por exemplo, a Favela da Ilha das Dragas localizava-se perto do Canal do Jardim de Alah, fronteira entre Ipanema e Leblon, e ocupava a ilha Caiçaras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28207" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10975" target="_blank"><img class="wp-image-28207 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/capafavela1-1024x771.jpg" alt="capafavela" width="768" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10975" target="_blank">Favela Largo da Memória, no Leblon, 194-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. Atualmente, parte desta área é ocupada pelo 23º Batalhão da Polícia Militar e Rua Bartolomeu Mitre.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10969" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10969/10-37.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="536" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10969" target="_blank">Favela Olaria ou Capinzal, no Leblon, 194-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dominando uma extensa faixa de terra, situava-se a favela Largo da Memória. Sua origem está em antigo acesso à praia. Várias favelas da Zona Sul da cidade desaparecerem após incêndios de origem suspeita. Razões para essa suposição são abundantes. Um dos motivos para sustentar a hipótese criminosa está na rapidez com que, após a queima dos barracos, e consequente mudança dos habitantes para regiões distantes, acontecia a urbanização dos terrenos. Hoje, a região é área de residências de altíssimo valor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/331" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de favelas do Leblon disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No entanto, curiosamente, a favela do Largo da Memória, removida na época do primeiro governo Vargas (1930-1945), foi incendiada através de ato oficial. <em>O acontecimento representa um importante registro da política habitacional para os trabalhadores. </em>Uma fogueira de quilômetros ardeu durante horas entre a Gávea e o Leblon. Este incêndio foi documentado e noticiado pela imprensa e o prefeito Henrique Dodsworth (1895-1975) participou do evento, ateando a chama original.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10948" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10948/%5b10%5d.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10948" target="_blank">Incêndio na Favela Largo da Memória, no Leblon, 24 de mai de 1942. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No momento de sua destruição, a plateia formada por políticos, bombeiros, moradores e jornalistas assistia ao fato. A favela foi arrasada pelo projeto que criou os Parques Proletários Provisórios. Os residentes do Largo da Memória foram para o Parque Proletário Provisório da Gávea ou Parque Proletário nº 1, constituído por imensos barracões erguidos pela Prefeitura na Rua Marquês de São Vicente (Gávea), ao lado da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Mas, as precárias habitações provisórias tornaram-se permanentes e acabaram se deteriorando em meio aos destroços que restavam do abandono. Em menor intensidade, isso aconteceu na Gávea. Mas, os barracões do Parque Proletário nº3 erguidos na Praia do Pinto – misturados aos antigos casebres – formaram o maior conjunto de moradias do lugar. Fontes indicam que, em finais da década de 1960, moravam na Praia do Pinto mais de 10.000 pessoas. O Parque Proletário Provisório nº2 localizava-se no Caju.</p>
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<div id="attachment_28208" style="width: 654px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/94786" target="_blank"><img class="wp-image-28208" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/omalho.jpg" alt="omalho" width="644" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/94786" target="_blank">A destruição foi efetuada de modo inédito na história da cidade. O próprio prefeito (à direita) da cidade ateando fogo na favela Largo da Memória / <em>O Malho</em>, julho de 1942.</a></p></div>
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<p>Encontramos fotos que documentam estes momentos no acervo do médico Victor Tavares de Moura (1892-1960). Nomeado pelo Prefeito Dodsworth para centralizar as ações de estudo e erradicação das favelas, Moura defendia que essas aglomerações urbanas deveriam ser objeto de intervenção. Reassentados nos parques provisórios, adultos e crianças receberiam atenção dos órgãos públicos. Originalmente, o programa possuía atendimento médico e social, mas as ações assistenciais não duraram muito tempo. No acervo fotográfico, várias imagens registram uma visita do presidente Getulio Vargas (1882-1954).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10947" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10947/%5b7%5d.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10947" target="_blank">Getulio Vargas no Parque Proletário Provisório n°1, 17 de julho de 1943. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. A esquerda, ao lado de Vargas, Jesuíno Carlos de Albuquerque (1889-1960), Secretário-Geral de Saúde e Assistência do Rio de Janeiro durante a gestão do prefeito Henrique Dodsworth. Este órgão planejava e executava o projeto de construção dos parques proletários. A direita da foto, de bigode, Filinto Muller (1900-1973). Naquele período, Muller era oficial de gabinete do ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra (1883-1974)</a>.</p></div>
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<p>Victor Tavares nasceu em 12 de abril de 1892, em Nazareth (PE), filho de João de Moura Vasconcelos e Davina de Moura Tavares. Em 1906, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, concluindo o curso em 1913, no Rio de Janeiro. Entre 1916 e 1918, morou em Paris e Berlim, especializando-se em cirurgia. Em consequência da Primeira Guerra Mundial, regressou a Pernambuco, assumindo um cargo na Diretoria de Higiene e Saúde Pública. Em 1920, foi nomeado médico da prefeitura de Garanhuns. Dois anos depois, coordenaria uma campanha contra a peste bubônica. Em 1935, transferiu-se para o Rio de Janeiro para trabalhar como médico da prefeitura do Distrito Federal. Posteriormente, trabalhou na Diretoria-Geral de Assistência Municipal, no Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários (IAPB) e no IAP dos Comerciários. Em 1937, foi nomeado chefe do Albergue da Boa Vontade. Em virtude da Lei de Desacumulação, optou pelo cargo que ocupava na prefeitura, coordenando a comissão para o estudo das favelas, tornando-se responsável pelo planejamento dos Parques Proletários Provisórios. Faleceu em 3 de novembro de 1960.</p>
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<div id="attachment_28592" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/victor-tavares-moura" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28592" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/tavares.jpg" alt="O médico Victor Tavares de Moura (1892 – 1960) / Fiocruz" width="247" height="317" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/victor-tavares-moura" target="_blank">O médico Victor Tavares de Moura (1892 – 1960) / Fiocruz</a></p></div>
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<p>Muitas favelas foram incendiadas, provocando a movimentação involuntária das pessoas. Em 1967, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, um incêndio destruiu parte da Favela da Catacumba (perto do Corte de Cantagalo), trazendo pânico e desabrigando milhares. Contudo, este não foi o único e, tampouco, o último fogo nas residências dos pobres. Esses acontecimentos se repetiram em várias favelas durante anos. Várias comunidades localizadas na Zona Sul foram removidas com o argumento de que o espaço seria organizado. Além disso, sustentavam que, após a transferência, os moradores viveriam em acomodações dignas. Entretanto, afastados das áreas valorizadas, os habitantes foram para conjuntos habitacionais longínquos e sem condições adequadas.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10974" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10974/26-75.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10974" target="_blank">Favela da Praia do Pinto, 194. Rio de Janeiro, FJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. No início da década de 1940, foram construídos três parques proletários. Na Gávea, Caju e Praia do Pinto. Eram alojamentos provisórios para as famílias. Além dos barracões-residências, o projeto incluía a construção de escolas, creche, posto médico e delegacia policial. Com a chegada dos anos 60, a pressão dos empresários dos ramos construtor e imobiliário, a política habitacional para a classe trabalhadora foi alterada. Começou a transferência para os subúrbios.</a></p></div>
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<p>Em 1969, situada entre a Lagoa e a orla, um incêndio arrasou a favela da Praia do Pinto. O contínuo processo de valorização imobiliária provocava conflitos entre os trabalhadores e a população de alto poder aquisitivo que estava se estabelecendo no local. A partir do início da década de 1960, as políticas públicas em relação aos ocupantes das áreas cobiçadas pelos empresários dos ramos construtor e imobiliário possuíam como pressuposto o deslocamento para bairros afastados dos locais de trabalho dos moradores.</p>
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<p>*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Indicações Bibliográficas: </strong></span></p>
<p>AMOROSO, Mauro; BRUM, Mario; GONÇALVES, Rafael Soares (Orgs.). <em>Pensando as favelas cariocas: história e questões urbanas.</em> Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: Ed. Palas, 2021.</p>
<p>PESTANA, Marco Marques. <em>Remoções de Favelas no Rio de Janeiro. Empresários, Estado e movimento de favelados. 1957-1973</em>. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o artigo <a href="https://testemunhaocular.ims.com.br/2022/02/19/a-favela-banida/" target="_blank"><em>A favela banida</em></a>, publicado no portal de fotojornalismo Testemunha Ocular, em 2 de junho de 2022.</p>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XVII &#8211; Igreja São Pedro dos Clérigos</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 12:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No 17º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido" o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos, considerada uma jóia barroca, construida no século XVIII e demolida em 1944, durante o Estado Novo, apesar de ter sido tombada pelo SPHAN, em 1937, o que, a princípio, deveria garantir sua conservação e permanência. As fotografias são de Marc Ferrez (1843 - 1923), o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do alagoano Augusto Malta (1864 - 1957), que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 17º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos. As fotografias são de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. O cargo foi criado para ele pelo prefeito<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank"> Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>.</p>
<p>Foi em 1733 que a Igreja São Pedro dos Clérigos começou a ser construída na região central do Rio de Janeiro, na esquina das ruas São Pedro, que na época chamava-se rua dos Carneiro, e dos Ourives, atual rua Miguel Couto. Utilizando a ferramenta <em>zoom</em>, o leitor poderá magnificar a imagem abaixo e ver claramente as placas indicando a rua do Ourives e a Drogaria Araújo Freitas &amp; Cia, além do calçamento e dos detalhes arquitetônicos da igreja. Há ainda pedestres na rua e uma charrete.</p>
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<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8059/0071824cx112-10.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank">Marc Ferrez. Igreja São Pedro dos Clérigos, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O terreno onde foi construída a Igreja São Pedro dos Clérigos ou Igreja do Príncipe dos Apóstolos foi doado pelo irmão Franciso Barreto de Menezes, em 9 de outubro de 1732. Foi edificada pelo bispo dom Antonio Guadalupe, que também realizou uma doação particular. Ficou pronta em 1738 e era considerada uma jóia do barroco. Seu interior era decorado por um rico trabalho do mineiro Mestre Valentim (1745 &#8211; 1813), um dos principais artistas do Brasil colonial. Era propriedade da Venerável Irmandade do Príncipe dos Apóstolos de São Pedro.</p>
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<div id="attachment_26597" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26597" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/mestrevalentim.jpg" alt="Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro" width="336" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank">Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26598" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank"><img class="wp-image-26598 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior.jpg" alt="interior" width="273" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Interior da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Rio de Janeiro/ Site José Maurício Nunes Garcia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A autoria de seu projeto é controversa. Segundo a tese de doutorado de Luís Alberto Ribeiro Freire,<em> A Talha Neoclássica na Bahia, </em>Universidade do Porto, 2001:</p>
<p>“ <em>O livro de tombo não nos informa, assim como nenhum outro documento encontrado nos arquivos da irmandade, da autoria do projeto da igreja. No entanto, Moreira de Azevedo cita o engenheiro militar Tenente-Coronel José Cardoso Ramalho como o autor do risco, baseando-se, para tanto, na tradição oral e numa informação que teria recebido diretamente de descendentes do referido militar, que teriam afirmado ser dele a autoria da igreja de São Pedro, assim como também a de Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Souza Viterbo contestou esta autoria comprovando que o Tenente-Coronel somente teria se instalado na capitania do Rio de janeiro em 1738, portanto ao final já da construção. Apesar disso, constatou-se posteriormente que o tenente-coronel poderia, ainda assim, ter sido o autor do risco, pois durante dez anos antes de ter tomado posse de seu posto no Rio de Janeiro, a serviço do rei, escoltava constantemente as frotas que da metrópole vinham ao Brasil.”  </em></p>
<p>A igreja tinha uma planta elíptica, hoje só encontrada na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Ouro Preto, Minas Gerais. É também uma das igrejas brasileiras que se enquadram na tipologia curvilínea barroca, assim como a da Lapa dos Mercadores, no Rio de Janeiro, e outras igrejas em Minas Gerais, dentre elas a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto; e a de São Pedro dos Clérigos, em Mariana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/sc3a3o-pedro-dos-clc3a9rigos-planta.jpg?w=500&amp;h=718" alt="" width="499" height="718" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Planta da Igreja São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26599" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank"><img class="wp-image-26599 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/tipologiacruvilineabarroca.jpg" alt="tipologiacruvilineabarroca" width="232" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank">Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26600" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26600" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior1.jpg" alt="A Noite, 21 de julho de 1943" width="266" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><em>A Noite,</em> 21 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mineiro Manoel Vieira dos Santos tornou-se o benfeitor da igreja quando doou, em 1764, 42,000 cruzados para o estabelecimento de um coro de seis sacerdotes na igreja. No mesmo ano, o bispo Antonio do Desterro (1694 &#8211; 1773) concedeu a licença, declarando que a irmandade jamais poderia dispor do patrimônio e do rendimento para despesas estranhas àquela instituição.</p>
<p>Foi uma das primeiras igrejas tombadas pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; SPHAN -, criado em  em 13 de janeiro de 1937. O SPHAN é o atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; IPHAN. O tombamento deveria ser a garantia para sua conservação e permanência, porém a Igreja São Pedro dos Clérigos foi demolida, em 1944, durante o Estado Novo, devido à construção da avenida Presidente Vargas, um projeto de modernidade do governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) que promulgou, em 29 de novembro de 1941, o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/del3866.htm">Decreto-Lei 3866 </a>de destombamento de bens do patrimônio histórico. Havia, na época, um pensamento segundo o qual resolver os problemas da cidade era solucionar seus problemas de tráfego.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/ruas-do-rio-sc3a9culo-xviii.jpg?w=500&amp;h=418" alt="" width="500" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Traçado das ruas do Rio de Janeiro no século XVIII, localizando a Rua de São Pedro, a futura Avenida Presidente Vargas e a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>DECRETO-LEI Nº 3.866, DE 29 DE NOVEMBRO DE 1941</strong></p>
<p>Dispõe sobre o tombamento de bens no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional     <em> </em></p>
<p><strong><em>O Presidente da República</em></strong><em>, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição,</em></p>
<p><em>       </em><strong><em>DECRETA:</em></strong></p>
<p><em>       </em><em>Artigo único. O Presidente da República, atendendo a motivos de interesse público, poderá determinar, de ofício ou em grau de recurso, interposto pôr qualquer legítimo interessado, seja cancelado o tombamento de bens pertencentes à União, aos Estados, aos municípios ou a pessoas naturais ou jurídicas de direito privado, feito no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, de acordo com o <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del0025.htm">decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.</a></em></p>
<p><em>       </em><em>Rio de Janeiro, 29 de novembro de 1941, 120º da Independência e 53º da República.</em></p>
<p><em>Getulio Vargas<strong><br />
</strong>Gustavo Capanema</em></p>
<p><em>Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 31.12.1941</em></p>
<p>Foi publicada a reportagem <em>Vestígios da arte grega nos templos cariocas, </em>com uma breve história e uma descrição da Igreja de São Pedro dos Clérigos e de suas <em>raridades artísticas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26601" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg"><img class="wp-image-26601 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg" alt="pulpito" width="286" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rodrigo de Melo Franco Andrade (1898–1969), diretor do SPHAN, tentou evitar a demolição. Houve uma grande polêmica, protestos de fiéis, de engenheiros, de historiadores e de arquitetos.</p>
<p>O então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), pensou na possibilidade de deslocar o prédio da igreja para a lateral da avenida Presidente Vargas, utilizando-se, para este fim, rolos de concreto de 60 cm de diâmetro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/19269" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, agosto de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26602" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26602" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="623" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26603" style="width: 155px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha1.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="145" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
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<p><em>&#8220;O projeto consistia em substituir a parte inferior das paredes da igreja por concreto. Sob o concreto seriam colocados rolos que serviriam para deslocar a igreja até o outro lado da avenida. A Franki, uma empresa de fundações e infra-estrutural tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço. Mas aqui no Brasil surgiu a idéia de usar rolos de concreto, cujos estudos foram realizados pelo Prof. Fernando Lobo Carneiro&#8221;. </em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
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<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/mapa-pres-vargas-2a.jpg?w=500&amp;h=197" alt="" width="500" height="197" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Mapa da Avenida Presidente Vargas localizando a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
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<div id="attachment_26604" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href=" http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><img class="wp-image-26604 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/inedito-1024x485.jpg" alt="inedito" width="768" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de julho de 1943</a></p></div>
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<p>Foi publicada uma matéria sobre as demolições já concluídas e as que ainda seriam realizadas para a abertura da avenida Presidente Vargas, dentre elas a da Igreja de São Pedro dos Clérigos (<em>A Noite</em>, 5 de novembro de 1943, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23608" target="_blank">primeira página, penúltima coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23610" target="_blank">página 3, sexta coluna</a>). Instalou-se uma polêmica em torno da remoção (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a>).</p>
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<div id="attachment_26605" style="width: 496px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><img class="  wp-image-26605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/POLEMICA.jpg" alt="POLEMICA" width="486" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a></p></div>
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<p>Dodsworth (1895 &#8211; 1975), começou a ser ridicularizado devido a esse projeto de deslocamento da igreja. Consultou a Franki, empresa de fundações e infra-estruturas, que tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço, sobre a garantia do transporte do prédio da igreja e o diretor da empresa disse que não poderia dar essa garantia devido à  heterogeneidade das paredes. Havia a possibilidade de um acidente que poderia causar o desmoronamento do igreja. Diante disso, Dodsworth optou pela demolição (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21163"><em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a>).</p>
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<div id="attachment_26606" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/concurrencia.jpg" alt="Primeira página do Diário da Noite, 11 de fevereiro de 1944" width="309" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank">Primeira página do <em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a></p></div>
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<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3008/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="600" height="721" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank">Augusto Malta. Igreja São Pedro dos Clérigos, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<div dir="auto">Na década de  1940, a cidade vivia a febre do progresso. O nascimento da avenida condenou ao desaparecimento outras três igrejas que estavam em seu caminho: a de São Domingos, de 1791, que ficava no largo de mesmo nome, na altura da Avenida Passos; a de Bom Jesus do Calvário, de 1719, na esquina da Rua Bom Jesus do Calvário com a da Vala, onde hoje é a Rua Uruguaiana; e a de de Nossa Senhora da Conceição, de 1757, na altura da atual Rua da Conceição. Uma curiosidade: o grande músico brasileiro, padre José Maurício Nunes Garcia (1767 &#8211; 1830), considerado o mais importante compositor brasileiro do fim do século XVIII e início do XIX; e o poeta Manuel Ignácio Silva Alvarenga (1749 &#8211; 1814) foram sepultados na Igreja São Pedro dos Clérigos.</div>
<p><em>&#8220;Antes da demolição, foram retirados todo o mobiliário, o altar e as talhas de Mestre Valentim, além de portas, janelas e partes da construção que poderiam ser usadas numa futura recomposição do templo, o que nunca aconteceu. Por esse motivo, pedaços da bela São Pedro dos Clérigos foram distribuídos por museus, fundações e outras paróquias. A imagem do altar-mor e a portada principal foram reutilizadas na nova Igreja de São Pedro, na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido. Duas cabeças de anjos e uma parte do retábulo estão no Museu de Arte Sacra da Arquidiocese do Rio de Janeiro. E uma das portas foi parar no Palácio Assunção, no Sumaré&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O GLOBO</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
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<div id="attachment_26610" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26610" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/coro.jpg" alt="Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos - Coro e órgão " width="614" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos &#8211; Coro e órgão &#8211; IPHAN</a></p></div>
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<p>O desmonte da igreja e a dispersão das suas peças por acervos públicos e coleções particulares alimentou durante anos o mercado de artes. A imagem venerada no altar-mor de São Pedro, representado em trajes pontificiais e assentado em sua cátedra; e a portada principal da capela se encontram na Igreja de São Pedro, construída no Rio Comprido.</p>
<p>A rua de São Pedro, onde ficava a igreja e que havia sido aberta antes de 1620, também desapareceu para dar passagem à avenida Presidente Vargas. Havia se chamado rua Antônio Vaz Viçoso e rua do Carneiro, mas durante a construção da igreja passou a ser conhecida como rua de São Pedro. Em 1817, passou a ser, oficialmente denominada rua Desembargador Antonio Cardoso, mas permaneceu sendo designada São Pedro.</p>
<p>Todas as peças históricas da Igreja de São Pedro dos Clérigos foram fotografadas pelo SPHAN, atual IPHAN, para facilitar os trabalhos de uma futura reconstrução, que nunca aconteceu. Foram divulgadas no livro <em>Réquiem pela</em> <em>Igreja de São Pedro: um patrimônio perdido</em> e exibidas durante a exposição homônima, comemorativa do cinquentenário da SPHAN, em 1987, realizada pelo SPHAN e pela Casa de Rui Barbosa. Algumas estão publicadas no <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a>, com notas de aula de Eduardo C.S Thomas, entre as páginas 73 e 91.</p>
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<div id="attachment_26611" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank"><img class="wp-image-26611 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/requiem.jpg" alt="requiem" width="402" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank">Capa do livro <em>Réquiem pela Igreja de São Pedro um patrimônio perdido</em></a></p></div>
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<p style="font-weight: 400; text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Igreja de São Pedro dos Clérigos (1733 &#8211; demolida em 1944)</strong></em></span><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong> </strong></em></span></a>*</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;">Cássio Loredano</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Com que dor escreveria Sandra Alvim a palavra demolida &#8211; tantas dezenas de vezes em sua monumental Arquitetura religiosa colonial no Rio de Janeiro -, toda vez que trata da igreja de São Pedro dos Clérigos. &#8220;Traçado primoroso&#8221;, diz ela, formado pela interseção de arcos de circunferência, resultado de &#8220;elevado grau de elaboração formal&#8221;; inestimável documento da incipiente independência e formação da identidade do mestre-de-obras brasileiro em relação à Metrópole, superando as &#8220;rígidas limitações estéticas lusas&#8221;; primeira igreja da colônia a ter cobertura em cúpula coroada por zimbório com lanternim. Demolida em 1944. Ficava na velha rua de São Pedro, igualmente atropelada pela abertura da avenida Presidente Vargas.</em></p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Dois anos antes, já tinham sido postas abaixo a pequenina ermida de São Domingos (1706, reconstruída em 1791) e a igreja do Bom Jesus do Calvário, de 1796, todas no caminho da violência poluente, inclemente, que vai da Candelária à Praça da Bandeira. &#8220;Demolidas em 1942&#8243;, escreve a professora Sandra. Demolidas. As fotos são de cortar o coração.</em></p>
<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/">*Esse texto, acompanhado de fotografias do acervo dos Diários Associados do Rio de Janeiro, adquirido pelo Instituto Moreira Salles, foi publicado em 13 de setembro de 2018 na seção <em>Por dentro dos acervos</em>, do site do IMS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26607" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26607" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/demolição.jpg" alt="Diário de Notícias, 18 de maio de 1944" width="302" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><em>Diário de Notícias,</em> 18 de maio de 1944</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26612" style="width: 806px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-26612" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/debret3.jpg" alt="debret3" width="796" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Gravura de Debret / Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o samba <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xZkzpay1rjo" target="_blank"><em>Bom dia Avenida!</em></a>, sobre a avenida Presidente Vargas, composição de Herivelto Martns e Grande Otelo, interpretada pelo Trio de Ouro, formado por Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">&#8220;Lá vem a nova avenida </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Remodelando a cidade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Rompendo prédios e ruas</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Os nossos patrimônios de saudade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">É o progresso!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">E o progresso é natural</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Lá vem a nova avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Dizer à sua rival</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Bom dia Avenida Central!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">A União das Escolas de Samba</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Respeitosamente fez o seu apelo</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Três e duzentos de selo!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Requereu e quer saber</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Se quem viu Praça Onze acabar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Tem direito à Avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Em primeiro lugar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!&#8221;</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALVIM, Sandra. <em>Arquitetura Religiosa Colonial no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro</em>: UFRJ; IPHAN, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 1999.</p>
<p>AZEVEDO, Moreira de. <a href="https://reficio.cloud/rio/religiao/moreira-azevedo-igreja-de-sao-pedro/" target="_blank"><em>A Igreja de São Pedro </em></a> in <a href="https://reficio.cloud/assunto/o-rio-de-janeiro-sua-historia-monumentos-homens-notaveis-usos-e-curiosidades/" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro: Sua História, Monumentos, Homens Notáveis, Usos e Curiosidades</em></a>. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1877. 2 v.</p>
<p>BARATA, Cau. Rio Antigo -<a href="https://www.youtube.com/watch?v=8n8X2IhBQwQ"><em> Igreja de São Pedro dos Clérigos</em></a>. Youtube, 2010.</p>
<p><a href="http://rio-curioso.blogspot.com/2007/09/rua-e-igreja-de-so-pedro.html" target="_blank">Blog Rio Curioso</a></p>
<p>BURY, John. <a href="http://portal.iphan.gov.br/files/johnbury.pdf" target="_blank"><em>Arquitetura e Arte no Brasil Colonial</em></a>. IPHAN/Monumenta. Brasília, 2006.</p>
<p><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
<p>FREIRE, Luiz Alberto Ribeiro.<em> A Talha Neoclássica na Bahia. Rio de Janeiro</em> :<em> </em>Versal Editores, 2006.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p>HOLLANDA, Daniela Maria Cunha de. <em>A barbárie legitimada: A demolição da Igreja de São Pedro dos Clérigos do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro : EDUERJ, 2014.</p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/jose-mauricio-nunes-garcia">Música Brasilis</a></p>
<p>OLIVEIRA, Myriam A. R.; JUSTINIANO, Fátima. <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/ColRotPat2_BarrocoRococoIgrejasRiodeJaneiro_Vol1_m.pdf" target="_blank"><em>Barroco e Rococó nas Igrejas do Rio de Janeiro.</em></a> Roteiros do Patrimônio, IPHAN/Monumenta. Brasília,2006.</p>
<p>PEREIRA, André Luiz T. <a href="https://www.ifch.unicamp.br/eha/atas/2004/PEREIRA,%20Andre%20Luiz%20Tavares%20-%20IEHA.pdf" target="_blank"><em>Notas Sobre o Patrimônio Artístico das Irmandades de São Pedro dos Clérigos.</em></a> I Encontro de História da Arte, São Paulo, 2005.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O Globo</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
<p><a href="http://oriodeantigamente.blogspot.com/2011/01/igreja-sao-pedro-dos-clerigos.html">Rio de Antigamente</a></p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos-2/">Rio Memórias</a></p>
<p>Secretária das Culturas/ Arquivo da Cidade. <em>Memória da Destruição: Rio – Uma história que se perdeu</em>. Prefeitura do Rio de Janeiro, 2002.</p>
<p><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Site José Maurício Nuno Garcia</a></p>
<p>THOMAS, Eduardo C.S. <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Os 90 anos do Cristo Redentor, um dos mais importantes símbolos e pontos turísticos do Rio de Janeiro e do Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 18:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[90 anos]]></category>
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		<category><![CDATA[Tom Jobim]]></category>

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		<description><![CDATA[Para comemorar os 90 anos do Cristo Redentor, um dos mais importantes símbolos e pontos turísticos do Rio de Janeiro e do Brasil, além de um dos maiores e mais famosos monumentos em estilo "art déco" do mundo, a Brasiliana Fotográfica republica um artigo sobre ele, com mais informações e novas fotografias. Usem a ferramenta "zoom" e façam um passeio pelas imagens! Localizado no morro do Corcovado, a 710 metros de altitude, a estátua tem 38 metros de altura e pesa 1.145 toneladas e foi inaugurada pelo presidente Getulio Vargas (1882-1954) e por Pedro Ernesto (1884-1942), interventor do Distrito Federal, em 12 de outubro de 1931. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em><strong><span style="color: #800000;">Samba do avião</span></strong></em></a></p>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank">Tom Jobim</a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Minha alma canta</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Vejo o Rio de Janeiro</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Estou morrendo de saudade</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio seu mar, praias sem fim</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio você foi feito pra mim</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Cristo Redentor</em></a></span></strong><br />
<strong> <span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Braços abertos sobre a Guanabara</em></a></span></strong></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Este samba é só porque</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio eu gosto de você</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>A morena vai sambar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Seu corpo todo balançar</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio de sol, de céu, de mar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Dentro de mais um minuto</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Estaremos no Tom Jobim</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Te encontrar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Minha alma canta</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Vejo o Rio de Janeiro</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Cristo Redentor</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Braços abertos sobre a Guanabara</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Este samba é só porque</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio eu gosto de você</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>A morena vai sambar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Seu corpo todo balançar</em></a></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Aperte o cinto, vamos chegar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Água brilhando, olha a pista chegando</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>E vamos nós aterrar</em></a></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 315px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9804" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9804/002037AAK5039.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="305" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9804" target="_blank">Alfredo Krausz. Cristo Redentor, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Cantado em prosa e verso, o Cristo Redentor completa, no próximo dia 12 de outubro, 90 anos e confunde-se com a própria identidade dos cariocas, aliás, dos brasileiros. É um dos mais importantes símbolos e pontos turísticos do Rio de Janeiro e do país, além de ser também um dos maiores e mais famosos monumentos em estilo a<em>rt déco</em> do mundo. A Brasiliana Fotográfica comemora o ícone nonagenário que, de certa forma, confirma a beleza e a vocação exibicionista do Rio de Janeiro, com a republicação de um artigo sobre ele, porém com mais informações e novas imagens. Quando o primeiro artigo sobre a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank">inauguração do Cristo Redentor</a> foi publicado, em 12 de outubro de 2015, o acervo fotográfico do portal possuia seis registros do monumento &#8211; um de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> e um de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S. H. Holland (1883 &#8211; 1936)</a>, ambas do acervo do Instituto Moreira Salles (IMS); e quatro da LTM Firma, do acervo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).</p>
<p>O IMS e a FBN são as instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica e, até abril de 2016, as únicas representadas no acervo fotográfico do portal. Em 2021, o portal já conta com a parceria de mais nove instituições: o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</span>, o <span class="Z3988">Arquivo Nacional</span>, a <span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinh</span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3541/discover"><span class="Z3988">a</span></a>, a <span class="Z3988">Fiocruz</span>, a <span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco</span>, o <span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig;</span> o <span class="Z3988">Museu Aeroespacial</span>, o <span class="Z3988">Museu da República</span> e o <span class="Z3988">Museu Histórico Nacional</span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/292" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Cristo Redentor disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
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<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica  traz para seus leitores, além das seis imagens publicadas em 2015, mais 17 fotografias do Cristo Redentor ou produzidas a partir dele: uma da Escola de Aviação Militar, uma de Mario Lucarell, sete do húngaro Alfredo Krausz (1902 – 1953), duas de fotógrafos ainda não identificados do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4991" target="_blank">Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a>, e duas também realizadas por fotógrafos ainda não conhecidos, que pertencem à Coleção Sebastião Lacerda, sob a guarda do Instituto Moreira Salles; mais uma da LTM Firma e três estereoscopias de autoria do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank"> fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>. Usem a ferramenta <em>zoom</em> e façam um passeio pelas imagens! Além dessas fotos, destacamos registros belíssimos publicados em revistas na época da inauguração da estátua.</p>
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<div style="width: 776px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9864" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9864/002080Vol02Cx0711.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="766" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9864" target="_blank">Guilherme Santos. Estátua do Cristo Redentor, 12 de outubro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9866/037SL03109.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank">Etapa da construção da estátua do Cristo Redentor &#8211; cabeça, c. 1930. São Gonçalo, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://youtu.be/E9euzIPPxoE" target="_blank">Link para a música <em>Alma Carioca</em>, especialmente composta por Moacyr Luz para a celebração dos 90 anos do Cristo Redentor.</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9806" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9806/002037AAK5041.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9806" target="_blank">Alfredo Krausz. Vista da cidade; a partir do Cristo Redentor, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Localizado no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank">Morro do Corcovado</a> &#8211; os morros do Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio foram cogitados para abrigá-lo &#8211; o Cristo Redentor fica a 710 metros de altitude, e a estátua tem 38 metros de altura, pesando 1.145 toneladas. Foi inaugurado, num dia chuvoso, pelo presidente Getulio Vargas (1882-1954) e por Pedro Ernesto (1884-1942), interventor do Distrito Federal. Várias celebrações ocorreram para marcar o acontecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093718_01&amp;PagFis=7379" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 13 de outubro de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=6004" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/5191" target="_blank"><em>Excelsior</em>, novembro de 1931</a>).</p>
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<div id="attachment_26058" style="width: 434px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6002" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/heitordasilvacosta.jpg" alt="Texto de Heitor da Silva Costa / O Cruzeiro, 17 de outubro de 1931" width="424" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6002" target="_blank">Texto de Heitor da Silva Costa, engenheiro e autor do projeto do Cristo Redentor / <em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div style="width: 719px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9862" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9862/002080RJ0219.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="709" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9862" target="_blank">Guilherme Santos. Missa de inauguração da estátua do Cristo Redentor; entre os presentes, Getulio e Darcy Vargas, 12 de outubro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Na edição da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77873" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, de 17 de outubro de 1931</a>, que trouxe uma ampla cobertura das festividades da inauguração do Cristo Redentor com diversas e lindas fotos, publicação do poema <em>Cristo Redentor do Corcovado</em>, de autoria do alagoano Jorge de Lima (1893 &#8211; 1853).</p>
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<div id="attachment_26045" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77877" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26045" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/pessoas2.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de outubro de 1931" width="478" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77877" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_26046" style="width: 794px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/linda.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de outubro de 1931" width="784" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77876" target="_blank"><em>Fon-Fon,</em> 17 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_26047" style="width: 790px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/77888" target="_blank"><img class=" wp-image-26047" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/linda1.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de outubro de 1931" width="780" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/77888" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>Mas foi no século XIX, que o padre lazarista francês Pietre-Marie (Pedro Maria) Bos (c.1834-1916), capelão do Colégio Imaculada Conceição, em Botafogo, que chegou ao Rio de Janeiro em torno de 1859, teve a ideia de erigir na capital do Império do Brasil um monumento que exaltasse a fé cristã (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/2591" target="_blank"><em>A União</em>, 30 de janeiro de 1916, quinta coluna</a>). O padre Boss deixou a ideia registrada no prefácio do livro <em>Imitação de Cristo</em>, edição de 1903:</p>
<p><em>&#8220;O Corcovado! Lá se ergue o gigante de pedra alcantilado, altaneiro e triste, como interrogando o horizonte imenso&#8230; quando virá? Há tantos séculos espero. Sim, aqui está o pedestal único no mundo; quando vem a estátua colossal, imagem de quem me fez? Ai, Brasil amado! Acorda depressa, levanta naquele cume sublime a imagem de Jesus Salvador! Nem todos, por causas diversas, lerão o Livro, ao passo que em todas as línguas e linguagens a imagem dirá ao grande e ao pequeno, ao sábio e ao analfabeto&#8230;’&#8221;</em></p>
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<div id="attachment_26048" style="width: 361px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26048" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/boss.jpg" alt="Padre Boss" width="351" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank">Padre Pedro Maria Bos (1834 &#8211; 1916)</a></p></div>
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<p>Ainda no século XIX, pouco depois da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> ter assinado a Lei Áurea, que aboliu a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=556" target="_blank">escravidão no Brasil</a>, em 13 de maio de 1888, um grupo de abolicionistas queria homenageá-la com uma estátua no alto do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank">Morro do Corcovado</a>. Ela declinou, em um documento de 2 de agosto de 1888:</p>
<p><em>&#8220;Manda Sua Alteza a Princesa Imperial Regente em Nome de Sua Magestade o Imperador agradecer a oferta da Commição Organizadora constituída da Sociedade Brazileira de Beneficência de Paris, da Cia. Estrada de Ferro do Cosme Velho ao Corcovado e do Jornal O Paiz, para erguer huma estátua em sua honra pela extinção da escravidão no Brasil, e faz mudar a dita homenagem e o projecto, pelo officio de 22 de julho do corrente anno, por huma estátua do Sagrado Coração de Nosso Senhor Jezus Christo, verdadeiro redentor dos homens, que se fará erguer no alto do morro do Corcovado&#8221;.</em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2927" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2927/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2927" target="_blank">Isabel, Princesa do Brasil : retrato, c. 1880 / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Os viscondes de Mauá, Irineu Evangelisa de Souza  (1813 &#8211; 1889), e de Santa Vitória,<strong> </strong>Manuel Afonso de Freitas Amorim (1831 &#8211; 1906), viajaram a Paris encomendando o projeto e a execução de uma estátua de bronze do Sagrado Coração de Jesus, com 15 metros de altura, mas o monumento nunca foi construído.</p>
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<div style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3656" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3656/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="527" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3656" target="_blank">Mario Lucarell. Monumento Cristo Redentor : Christ Statue, 193?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Voltando ao século XX. Em 1917, o engenheiro Eduardo Limoeiro, presidente da recém criada Associação Auxiliar dos Engenheiros e Industriais, sugeriu, como parte das comemorações do centenário da independência do Brasil, que ocorreria em 1922, a edificação de um monumento em forma de esfera, sobre o qual se elevaria uma grande cruz, homenageando Jesus Cristo, no alto do Morro de Santo Antônio. O projeto era do engenheiro Alberto Pacca, mas a ideia não foi em frente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/39456" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de setembro de 1917, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 24 de fevereiro de 1921, numa sessão solene da Ação Social Nacionalista, presidida pelo Conde Afonso Celso (1860 -1938), o general Pedro Carolino Pinto de Almeida (1856 &#8211; 1922) sugeriu que fosse construido um monumento do Cristo Redentor para a comemoração do centenário da independência do Brasil. Em 20 de março de 1921, no Círculo Católico, foi realizada a primeira assembleia para estudar o projeto, cuja iniciativa foi aprovada pelo cardeal Arcoverde (1850 &#8211; 1930). Na ocasião, a ideia era que o monumento fosse de bronze e erigido no cume do Pão de Açúcar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/5578" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 21 de março de 1921, primeira coluna</a>). Em 24 de abril, ocorreu outra reunião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/5874" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 25 de abril de 1922, penúltima colun</a>a) e, pela primeira vez, em 3 de maio, a comissão técnica do empreendimento, presidida pelo almirante José Carlos de Carvalho (1847 &#8211; 1934), se reuniu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/7883" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de maio de 1921, quinta coluna</a>). O arquiteto Heitor da Silva Costa (1873-1947), José Agostinho dos Reis(18? &#8211; 19?) e Adolfo Morales de Los Rios (1858 &#8211; 1928), cujos projetos concorreram para a construção do monumento, participavam da comissão.</p>
<p>Um abaixo-assinado organizado pela escritora Laurita Lacerda solicitava ao presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) que a estátua do Cristo Redentor fosse construída. A iniciativa foi uma reação ao despacho do ministro da Fazenda, Homero Baptista (1861-1924), que havia negado a licença necessária para a construção do monumento. O documento foi entregue, com cerca de 30 mil nomes, ao presidente, em uma audiência, no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, em 18 de fevereiro de 1922 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/7803" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de novembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1620" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de novembro de 1921, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/9127" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de fevereiro de 1922, última coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_26097" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/9127" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26097" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação.jpg" alt="O Jornal, 19 de fevereiro de 1922" width="302" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/9127" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de fevereiro de 1922</a></p></div>
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<p>Houve manifestações de igrejas protestantes e de outras religiões contrárias ao apoio do governo à construção do monumento, um símbolo católico, já que o Estado era laico. Por exemplo, seguidores da igreja Batista declararam, em nota publicada em <em>O Jornal Batista</em>, órgão oficial da Convenção Batista Brasileira, em 22 de março de 1923, que a construção &#8220;<em>será, a um tempo, um atestado eloquente de idolatria da igreja de Roma</em>&#8220;.</p>
<p>Epitácio justificou a permissão por ter sido requerida em primeiro lugar: se um representante de qualquer outra religião tivesse solicitado algo semelhante antes, a ele teria sido dada igualmente a autorização. A decisão para a construção do monumento no Morro do Corcovado foi concedida em 1º de junho de 1922 por Homero Baptista, ministro da Fazenda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/9786" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de junho de 1922, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Em setembro de 1922, foi realizada uma cerimônia no local onde o Cristo seria construído, com a presença de várias autoridades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=10792" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de setembro de 1922, terceira coluna</a>) e, em 4 de outubro, foi lançada a pedra fundamental da obra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=11030" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de outubro de 1922</a>). No ano seguinte, teve início uma grande campanha de arrecadação de recursos para a construção do monumento, sob a coordenação de dom Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942), o cardeal do Rio de Janeiro. Em setembro de 1923, as comissões já estavam formadas e <em>O Paiz</em> publicou uma extensa matéria sobre a realização de uma semana de coleta de doações para a construção do monumento que, aliás, foi totalmente construído a partir de doações populares. Uma curiosidade: na época com sete anos, o futuro atleta e presidente da Fifa, João Havelange (1916 &#8211; 2016), ajudou a arrecadar dinheiro para a construção do Cristo durante a semana do monumento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=12574" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de março de 1923, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=14391" target="_blank"><em>O</em> <em>Paiz</em>, 2 de setembro de 1923</a>).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6128" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6128/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.04.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6128" target="_blank">Cristo Redentor, 1931(?). Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_04&amp;PagFis=24231" target="_blank">Em 21 de setembro de 1923,<em> </em>o<em> Jornal do Brasil</em></a> publicou uma matéria noticiando que, em 22 maio de 1923, o projeto do engenheiro Heitor da Silva Costa (1873-1947) para o monumento havia sido escolhido em assembleia geral da Comissão Executiva do Monumento Nacional ao Cristo Redentor, com a presença do monsenhor Macedo Costa, representando o cardeal Arcoverde, e de Cesario Alvim, representando o ministro da Viação. Os outros concorrentes foram José Agostinho dos Reis e Adolfo Morales de Los Rios. A reportagem também contou toda a história do empreendimento. A principal inspiração para o projeto de Silva Costa foi a estátua de São Carlos Borromeu, construída no século XVII, que ele havia examinado, em Arona, na Itália, durante uma viagem de estudos, em 1912 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/4201" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de julho de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_26079" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank"><img class="wp-image-26079" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/arona1.jpg" alt="arona" width="332" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank">Estátua de São Carlos Borromeu, Arona, Itália / <em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_25990" style="width: 208px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/24231" target="_blank"><img class=" wp-image-25990" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 1923" width="198" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/24231" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de setembro de 1923</a></p></div>
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<div id="attachment_26085" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/anteprojeto.jpg" alt="Primeiro anteprojeto / O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="186" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank">Primeiro anteprojeto / <em>O Cruzeiro,</em> 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>A mobilização popular em torno da construção do Cristo foi grande e um filme sobre o assunto, &#8220;O monumento do Christo Redemptor&#8221;, uma produção da Botelho Film, foi exibido no cinema Odeon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5421" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 8 de setembro de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=14950" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de outubro de 1923, na quinta coluna sob o título &#8220;Cinemas e fitas&#8221;</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">A concepção inicial para o monumento foi modificada: no projeto original, a figura de Jesus Cristo empunharia em sua mão direita um globo e na esquerda uma cruz. </span></p>
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<div id="attachment_16492" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/5387" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16492" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/cristoilu.jpg" alt="Projeto original do Cristo Redentor / Revista da Semana, 1923" width="541" height="769" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/5387" target="_blank">Projeto original de Heitor da Silva Costa para o Cristo Redentor / <em>Revista da Semana</em>, 1º de setembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O responsável pelo desenho final do monumento, a figura de Cristo com os braços estendidos, com o corpo na vertical e disposto sobre o Corcovado que, olhado à distância por qualquer ângulo é visto como uma cruz plantada no granito, foi o italiano Carlos Oswald (1882 &#8211; 1971), na época professor de gravura e desenho do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, e grande amigo de Silva Costa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25993" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://institutopoimenica.com/2013/05/17/a-gravura-de-carlos-oswald-1882-1971/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25993" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes32.jpg" alt="Carlos Oswald / Site Instituto Poimenica" width="451" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://institutopoimenica.com/2013/05/17/a-gravura-de-carlos-oswald-1882-1971/" target="_blank">Carlos Oswald, em Paris, 1911 / Site Instituto Poimenica</a></p></div>
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<div id="attachment_26086" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26086" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/anteprojeto1.jpg" alt="Segundo anteprojeto, redesenhado por Carlos Oswald / O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="267" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank">Segundo anteprojeto, redesenhado por Carlos Oswald / <em>O Cruzeiro,</em> 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26102" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação1.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26102" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação1.jpg" alt="Trecho da palestra de Heitor Silva, na Sociedade / Jornal do commercio, 1930" width="334" height="71" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/4201">Trecho da palestra de Heitor Silva Costa, na Sociedade / Jornal do Commercio, 27 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Com os croquis de Oswald e suas convicções sobre o monumento a ser construído, Silva Costa foi para a Europa , em 1924 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/10265" target="_blank"><em>Eu sei tudo</em>, janeiro 1924</a>). Esteve na Alemanha, na Itália e na França. Para colaborar no trabalho, escolheu um especialista em estatuária, o artista francês, de origem polonesa, Paul Landowsky (1875-1961), e o engenheiro francês Albert Caquot (1881 &#8211; 1976), mestre em cálculos estruturais. Silva Costa, em texto publicado em <em>O Cruzeiro,</em> de 10 de outubro de 1931, justificou a escolha por Landowsky.</span></p>
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<div id="attachment_26071" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank"><img class=" wp-image-26071" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/povo.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="701" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank">Heitor da Silva Costa (sentado) e Heitor Levy (terceiro da esquerda paraa a direita) em seu escritório técnico em Paris, com auxiliares e escultores e desenhistas, em 1926 /<em> O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_26069" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5962" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26069" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/damas1.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="299" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5962" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p><span style="color: #000000;">As duas mais famosas obras parisienses de Landowsky são a estátua de Sainte Geneviève, na Ponte de Tournelle, e a fonte da Porte de Saint-Cloud. </span></p>
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<div id="attachment_25994" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://br.lucindariley.co.uk/seven-sisters-series/the-seven-sisters/paul-landowski/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25994" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes3.jpg" alt="Paul Landowsky / Site " width="294" height="293" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://br.lucindariley.co.uk/seven-sisters-series/the-seven-sisters/paul-landowski/" target="_blank">Paul Landowsky</a></p></div>
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<div id="attachment_26055" style="width: 195px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.annales.org/archives/x/caquot.html" target="_blank"><img class="wp-image-26055 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/caquotjpg.jpg" alt="Albert Caquot / " width="185" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="http://www.annales.org/archives/x/caquot.html" target="_blank">lbert Caquot / Photo collections ENSMP</a></p></div>
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<div id="attachment_26070" style="width: 815px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank"><img class="wp-image-26070 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/montagem1.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="805" height="253" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank">Montagem do modelo da estátua no ateliê de Landowsky, em Paris, 1926 /<em> O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>Colaborador de Landowsky, o escultor italiano Lelio Landucci (? &#8211; 1954) participou do processo da evolução do projeto do Cristo. Landucci veio morar no Brasil e foi o autor do primeiro livro sobre o pintor Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/25461" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 1º de outubro de 1954, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26110" style="width: 253px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/retrato-de-l%C3%A9lio-landucci-candido-portinari/qgGGwwrp97Hj2Q" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/lelio.jpg" alt="Retrato de Lélio Landucci por Cândido Portinari, 1932" width="243" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/retrato-de-l%C3%A9lio-landucci-candido-portinari/qgGGwwrp97Hj2Q" target="_blank">Retrato de Lélio Landucci por Cândido Portinari, 1932 / Google Arts &amp; Culture</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra de instalação do Cristo Redentor começou em 1926. De execução considerada complicadíssima, durou cinco anos. As peças foram transportadas de trem, pois ainda não havia estrada de rodagem até o Corcovado, só inaugurada, em 1936. Além disso, os depósitos de material, maquinário e os barracões para abrigar o pessoal envolvido na obra ficavam em um platô bem abaixo do cume, ocupado pelos andaimes. Pela primeira vez uma estátua era construída como um monumento arquitetônico e não simplesmente como uma escultura.</p>
<p><span style="color: #000000;">Silva Costa, após passar 14 meses na Europa, chegou ao Brasil trazendo uma</span> maquete e algumas peças do monumento <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=843822&amp;PagFis=949" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843822/949" target="_blank"><em>Lar Catholico</em>, 14 de agosto de 1927, primeira coluna</a>). Um documento, datado de 14 de fevereiro de 1925, assinado por Landowsky, delegava a Silva Costa e à comissão do monumento <em>plenos poderes para conceder as necessárias autorizações para as reproduções da imagem da maquete desse monumento</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26065" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/cristo-redentor-fatos-1.html" target="_blank"><img class="wp-image-26065 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/cessão.jpg" alt="cessão" width="365" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/cristo-redentor-fatos-1.html" target="_blank">Documento de cessão de direitos assinado por Paul Landowsky / Acervo de Bel Noronha, bisneta de Heitor Silva Costa</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma exposição com os modelos de gesso das mãos do Cristo, modeladas por Landowsky, foi realizada no Corcovado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093092_01&amp;PagFis=1899" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 24 de janeiro de 1929, sexta coluna</a>). Reza a lenda que teria usado as mãos da poetisa, atriz e declamadora Margarida Lopes de Almeida (1896 &#8211; 1979) como modelos para as mãos da estátua. Ela sempre confirmou essa história mas perto de morrer a desmentiu, deixando uma dúvida quanto a sua veracidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26037" style="width: 205px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.oguialegal.com/maosdecristo.htm"><img class="size-full wp-image-26037" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/margarida1.jpg" alt="Margarida Lopes de Almeida" width="195" height="265" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.oguialegal.com/maosdecristo.htm" target="_blank">Margarida Lopes de Almeida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cabeça do Cristo foi executada pelo escultor romeno Gheorghe Leonida (1892/1893 &#8211; 1942), que estudava em Paris. O molde de gesso foi recortado em 50 partes e foi remontado e concretado no sítio do arquiteto italiano Heitor Levy, em São Gonçalo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/5756" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de abril de 1931, última coluna</a>). As únicas coisas que foram construídas na França foram justamente os moldes da cabeça e das mãos, porém em gesso, em tamanho natural, que foram recortadas, trazidas ao Brasil e aqui reconstruídas em concreto armado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25997" style="width: 188px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gheorghe_Leonida#/media/Ficheiro:Gheorghe_Leonida.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-25997 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes5jpg.jpg" alt="maquetes5jpg" width="178" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gheorghe_Leonida#/media/Ficheiro:Gheorghe_Leonida.jpg" target="_blank">Gueorghe Leonida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25991" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="www.al.sp.gov.br/noticia/?id=310849" target="_blank"><img class="wp-image-25991 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes1.jpg" alt="maquetes1" width="595" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="www.al.sp.gov.br/noticia/?id=310849" target="_blank">Heitor da Silva Costa (em destaque), o engenheiro-supervisor Pedro Fernandes Vianna da Silva, o engenheiro Antonio Ferreira Antero e o arquiteto-executor Heitor Levy / Site Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O braço direito de Heitor da Silva, Heitor Levy, de credo judaico, que quase morreu em um acidente nos aidaimes do monumento, converteu-se ao catolicismo. Teria escrito os nomes de sua família num pergaminho guardado dentro do coração interno da estátua do Cristo Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26053" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank"><img class="wp-image-26053 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/heitorlevi.jpg" alt="Heitor Levy / Corcovado" width="545" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank">Heitor Levy / <em>Diário do Corcovado</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9865" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9865/037SL03108.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="580" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9865" target="_blank">Etapa da construção da estátua do Cristo Redentor &#8211; cabeça, c. 1930. Sâo Gonçalo, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras foram visitadas por autoridades, guiadas pelo engenheiro Heitor da Silva Costa e o monsenhor Gonzaga do Carmo foi fotografado ao lado de dedos da mão da escultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_03&amp;PagFis=40908" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, de 29 de junho de 1929</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26044" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40908" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26044" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/pessoas1.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de junho de 1929" width="232" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40908" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de junho de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A convite da Sociedade Brasileira de Engenheiro, Costa Silva proferiu uma conferência sobre os trabalhos da construção do monumento, quando palestrou sobre sua história, a observação de outros monumentos, a escolha de Landowsky, a filosofia pitagoriana e a <em>divina geometria, </em>a técnica utilizada e finalmente, a compara com a Estátua da Liberdade, inaugurada em 1886, em Nova York &#8211; um presente da França aos Estados Unidos, cujo projeto foi do escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi (1834 &#8211; 1904) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/4201" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de julho de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26103" style="width: 684px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/4201" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26103" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação2.jpg" alt="Jornal do Commercio, 26 de julho de 1930" width="674" height="360" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/4201" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26114" style="width: 215px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Auguste_Bartholdi#/media/File:Leslie_Liberty.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26114" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/liberdade.jpg" alt="Capa do jornal Leslie, da semana que terminava em de 1885" width="205" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Auguste_Bartholdi#/media/File:Leslie_Liberty.jpg" target="_blank">Capa do periódico<em> Frank Leslie´s Illustrated Newspaper</em>, da semana que terminava em 13 de junho de 1885 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma notícia sobre a construção do Cristo Redentor no Rio de Janeiro e de um nos Alpes, na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3051" target="_blank"><em>A Semana</em>, de 25 de abril de 1931</a>, com a publicação de uma fotografia da estátua alpina e de quatro do Cristo Redentor carioca: de sua construção, de uma de suas mãos, de um de seus olhos e de sua cabeça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25988" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3051" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25988" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/cristo.jpg" alt="Revista da Semana, de 1931" width="279" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3051" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 25 de abril de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A estrutura do monumento é formada por quatro pilares e 12 andares em concreto armado, o que não era muito comum na época de sua construção. Era uma técnica relativamente recente, patenteada, em 1892, pelo engenheiro francês François Hennebique (1842 &#8211; 1921).</p>
<p><em>&#8220;O Cristo, com evidente propósito figurativo, foi provavelmente a primeira obra escultórica do mundo a utilizar o concreto como material de base. O diálogo entre forma e estrutura, em concreto, aí presente, pautaria, anos depois, em outtras nuances mais próprias à arquitetura, boa parte da produção modernista brasileira&#8221;.</em>(1)</p>
<p>Com exceção das mãos, a estrutura da estátua é oca, o que possibilita o acesso interno através de uma escadaria metálica. O Cristo Redentor tem um coração, localizado no oitavo andar, e, em sua cabeça e braços, encontram-se para-raios. A superfície externa foi revestida com pedras-sabão, coladas por senhoras da sociedade carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26068" style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5970" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26068" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/damas.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="599" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5970" target="_blank"><em>Mulheres na casa paroquial fazendo mosaicos de pedra-sabão / O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6147" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6147/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.11.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6147" target="_blank">Cristo Redentor, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia da inauguração, foi o físico Guglielmo Marconi (1874-1937), inventor do telégrafo, que, da Itália, ligou os refletores da estátua. Assis Chateaubriand, diretor dos <em>Diários Associados</em>, enviou um telegrama a ele dizendo: <em>&#8220;No instante em que iluminais o monumento de Jesus Cristo, os católicos brasileiros saúdam em vós a faísca do gênio latino que descobriu e construiu o novo mundo&#8221;</em> ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=6005"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26073" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5978" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26073" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/marconi.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="422" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5978" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, <em>&#8220;o sistema não funcionou como o esperado, mas o Cristo foi iluminado graças à habilidade do engenheiro Gustavo Corção e sua equipe, atribui-se a Rinaldo Franco o ato de ter acionado o interruptor responsável pela iluminação&#8221;</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3213" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3213/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="564" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3213" target="_blank">LTM. Mon. A Christo Redemptor, 12 de outubro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN </a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/5191" target="_blank">Uma fotografia muito semelhante a essa está publicada na capa da revista <em>Excelsior</em>, novembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26059" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6021" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26059" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/monumento.jpg" alt="O Cruzeiro, 17 de outubro de 1931" width="283" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6021" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26060" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6022" target="_blank"><img class=" wp-image-26060" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/missacampal.jpg" alt="O Cruzeiro, 17 de outubro de 1931" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6022" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1973, o conjunto paisagístico do monumento foi tombado pelo Iphan &#8211; Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.</p>
<p>O carro abre-alas da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, cujo samba-enredo de 1989 era <em>Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia</em>, traria uma reprodução do Cristo Redentor vestido como um mendigo, mas a Arquidiocese do Rio de Janeiro conseguiu uma ordem judicial proibindo a apresentação da alegoria. O carnavalesco Joãosinho Trinta (1933 &#8211; 2011) cobriu a alegoria com um plástico preto e acrescentou uma faixa com a frase &#8220;<em>mesmo proibido, olhai por nós</em>&#8220;.</p>
<p>Em 1990, a estátua foi restaurada e, em 7 de julho de 2007, o Cristo Redentor foi eleito uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&amp;PagFis=208121" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 2007</a>). Ficou em terceiro lugar, atrás da Muralha da China e da Cidade de Petra, na Jordânia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26056" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_12/208122" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26056" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/classificação.jpg" alt="Classificação das 7 maravilhas do mundo moderno / Jornal do Brasil, 8 de julho de 19" width="214" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_12/208122" target="_blank">Classificação das 7 Maravilhas do Mundo Moderno / <em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 2007</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O resultado foi divulgado pela empresa suíça promotora do concurso, a Fundação <em>New  7 Wonders </em>e o título foi recebido pelo técnico de futebol Luiz Felipe Scolari (1948 -) e pelo embaixador do Brasil em Portugal, Celso de Souza, no Estádio da Luz, sede do clube Benfica, em Lisboa, Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3175" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3175/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3175" target="_blank">LTM (Firma). Rio de Janeiro : : Pan. da Vista Chinesa, 1935?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2008, a bisneta de Heitor da Silva Costa, Bel Noronha, lançou o documentário <em>De Braços abertos</em>, sobre a história do Cristo Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26062" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_12/248091" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26062" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/margarida2.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 2008" width="770" height="270" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_12/248091" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de outubro de 2008</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 30 de setembro do mesmo ano, o Cristo Redentor foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; Iphan &#8211; por sua importância histórica (<a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3313/cristo-redentor-rj-completa-sete-anos-como-patrimonio-cultural" target="_blank">Portal Iphan</a>). Em 1º de março de 2011, aniversário da cidade do Rio de Janeiro, foi inaugurada uma nova iluminação no monumento com 300 projetores de LED de última geração que deram mais cor à estátua do Cristo Redentor, com um consumo de energia bem menor, e com a possibilidade de criar diferentes efeitos e cores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25996" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes4.jpg"><img class="size-full wp-image-25996" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes4.jpg" alt="O Globo, 1º de março de 2011" width="549" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Globo</em>, 1º de março de 2011</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde sua inauguração, o Cristo Redentor já recebeu diversas visitas de personalidades importantes no cenário internacional como o cientista Albert Einstein (1879 &#8211; 1955), o cantor Michael Jackson (1958 &#8211; 2009), o papa João Paulo II (1920 &#8211; 2005), o Dalai Lama (1935-), a Princesa Diana (1961 &#8211; 1997), o príncipe Charles (1948-) e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (1961-), com sua família. Algumas pessoas que já subiram na cabeça da estátua foram a jornalista Glória Maria (1949-), a atriz Ingrid Guimarães (1972-), a apresentadora de televisão Patrícia Abravanel (1977-), o comediante Renato Aragão (1935-), a atriz Tatá Werneck (1983-) e a bisneta de Heitor Silva Costa, Bel Noronha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7304" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7304/Alb%200294%20003ct.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7304" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista Aérea do Cristo Redentor, 28 de junho de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em><span style="color: #800000;"><strong>Corcovado</strong></span></em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank">João Gilberto </a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Um cantinho e um violão</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Este amor, uma canção</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Pra fazer feliz a quem se ama</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Muita calma pra pensar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>E ter tempo pra sonhar</em></a><br />
<strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Da janela vê-se o Corcovado</em></a></span></strong><br />
<strong> <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>O Redentor, que lindo</em></a></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Quero a vida sempre assim</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Com você perto de mim</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Até o apagar da velha chama</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>E eu que era triste</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Descrente deste mundo</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Ao encontrar você eu conheci</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>O que é felicidade meu amor</em></a></p>
<h2></h2>
<div style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3172/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="529" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank">LTM Firma. Rio de Janeiro : : Rua Paissandú, c. 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5946" target="_blank">Link a revista <em>O Cruzeiro</em>, de 10 de outubro de 1931, edição dedicada ao Cristo Redentor, com textos do Conde de Affonso Celso, de Heitor Silva Costa, de Arrojado Lisboa, de Felipe dos Santos Reis, do padre José Natuzzi, dentre outros, abordando a história, a concepção, a construção e outros aspectos do monumento. Publicação também do <em>Cântico ao Cristo do Corcovado</em>, de Tasso da Silveira; da história da Estrada de Ferro do Corcovado, das cartas trocadas entre o papa Pio XI  e o cardeal Sebastião Leme, da programação oficial e da lista das autoridades eclesiásticas que participariam dos eventos relacionados à inauguração do monumento.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26067" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5946" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26067" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/cruzeirojpg.jpg" alt="Capa da edição da  revista O Cruzeiro, de 10 de outubro de 1931" width="380" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5946" target="_blank">Capa da edição da revista <em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para saber um pouco da história do Morro do Corcovado antes do Cristo Redentor, acesse aqui o artigo Série<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank"><em> “O Rio de Janeiro desaparecido” (11) – A Estrada de Ferro do Corcovado e o mirante Chapéu de Sol</em></a>, publicado em 22 de julho de 2021, na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26072" style="width: 880px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5972" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26072" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/holland.jpg" alt="Fotografia de autoria e creditada de S. H. Holland, publicada em O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="870" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5972" target="_blank">Fotografia de autoria e creditada a S. H. Holland, publicada em <em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica agradece a colaboração para a realização desse artigo de Roberta Mociaro Zanatta, coordenadora do Núcleo de Catalogação e Indexação do IMS e uma das responsáveis pela gestão e atualização de conteúdos do portal Brasiliana Fotográfica., e de Guilherme Dias, Conservador de Fotografias do Núcleo de Conservação e Preservação de Acervos, do IMS.</p>
<p>(1) KAZ, Leonel; LODDI, Nigge. <em>Cristo Redentor História e Arte de um Símbolo do Brasil</em>. Rio de Janeiro : Aprazível, 2008, página 75.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Agenda do Centro de Documentação da TV Globo</p>
<p>ALVAREZ, Rodrigo. <em>Redentor</em>. Rio de Janeiro : GloboLivros, 2021.</p>
<p><a href="http://biblioteca.cl.df.gov.br/dspace/bitstream/123456789/1756/1/Os%20tecnicos%20militares%20da%20miss%C3%A3o%20cruls%20-%20GEN.Alberto%20Martins%20da%20Silva.pdf" target="_blank">Biblioteca da Câmara Legislativa do Distrito Federal</a></p>
<p><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank">Blog Diário do Corcovado</a></p>
<p>CERQUEIRA, Bruno da Silva Antunes de; ARGON, Maria de Fátima Moraes. <i class="bbc-h1y5j7 ewc4zcb0">Alegrias e Tristezas: Estudos Sobre a Autobiografia de D. Isabel do Brasil. </i>Rio de Janeiro : Linotipo Digital Editora, 2020.</p>
<p>Conforme está relatado no livro <i class="bbc-h1y5j7 ewc4zcb0">Alegrias e Tristezas: Estudos Sobre a Autobiografia de D. Isabel do Brasil</i> (Linotipo Digital Editora) — escrito pelo historiador e advogado Bruno da Silva Antunes de Cerqueira, fundador do Instituto Cultural D. Isabel A Redentora, e pela historiadora e arquivista Maria de Fátima Moraes Argon, pesquisadora aposentada do Museu Imperial</p>
<p><em>Coleção Nosso Século Brasil</em> 10 Volumes. São Paulo : Abril Cultural, 1987.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=glNl6G5kPw8" target="_blank">Entrevista com Bel Noronha, bisneta de Heitor da Silva Costa e diretora do documentário <em>De braços abertos</em>, no <em>Programa do Jô</em></a></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fol/cult/cu26072.htm" target="_blank">Folha de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/" target="_blank">Google Arts &amp; Culture</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KAZ, Leonel; LODDI, Nigge. <em>Cristo Redentor História e Arte de um Símbolo do Brasil</em>. Rio de Janeiro : Aprazível, 2008.</p>
<p>OSWALD, Carlos. Como me tornei pintor.  Petrópolis, RJ: Vozes, 1957.</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_arque.gif&amp;Cod=1718" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p>RIBEIRO, Antônio Sérgio. <a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=310849" target="_blank"><em>Cristo Redentor: 80 anos de um símbolo</em></a>. Agência de Notícias da Assembleia Legislativa de São Paulo.<span class="reference-accessdate"> </span></p>
<p>SEMENOVITCH, Jorge Scévola. <em>Corcovado: a conquista da montanha</em> <em>de Deus</em>. Rio de Janeiro : Editora Lutecia, 2010</p>
<p><a href="http://arqrio.org/noticias/detalhes/7835/o-cristo-redentor-e-a-princesa-isabel" target="_blank">Site Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="https://capitalmundialdaarquitetura.rio/rio-capital-mundial-da-arquitetura/a-importancia-do-patrimonio-cultural-para-a-identidade-das-cidades/" target="_blank">Site Capital Mundial da Arquitetura &#8211; Rio 2020</a></p>
<p><a href="https://engenharia360.com/como-o-cristo-redentor-foi-construido/" target="_blank">Site Engenharia 360</a></p>
<p><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/cristo-redentor-fatos-1.html" target="_blank">Site Rio de Janeiro aqui</a></p>
<p><a href="https://www.rio.rj.gov.br/web/riotur/exibeconteudo?id=157317" target="_blank">Site Riotur</a></p>
<p><a href="http://www.santuariocristoredentor.com.br/curiosidades" target="_blank">Si</a><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/construcao-cristo/" target="_blank">te Santuário Cristo Redentor</a></p>
<p><a href="https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo/de-bracos-abertos-sobre-sao-goncalo-cristo-redentor/" target="_blank">Site Sim São Gonçalo</a></p>
<p><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/construcao-cristo/" target="_blank"><em>Veja Rio</em>, 5 de junho de 2017</a></p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/" target="_blank">Youtube</a></p>
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