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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; ferrovia</title>
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		<title>A inauguração da Estrada de Ferro do Corcovado</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 11:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 9 de outubro de 1884, foi concluída a linha férrea ligando o Cosme Velho às Paineiras,  a primeira linha férrea turística das Américas que, em 1910, tornou-se a primeira ferrovia brasileira eletrificada. Ainda hoje a Estrada de Ferro do Corcovado é o principal meio de acesso ao Cristo Redentor, inaugurado em 12 de outubro de 1931, e um dos pontos turísticos mais visitados do Brasil. Com 3.829 metros de trilhos, a ferrovia atravessa a maior floresta urbana do mundo, o Parque Nacional da Tijuca, proporcionando uma das vistas mais deslumbrantes do Rio de Janeiro. A Brasiliana Fotográfica celebra os 140 anos da Estrada de Ferro do Corcovado publicando fotografias da ferrovia produzidas por Augusto Malta, Juan Gutierrez e Marc Ferrez. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em 9 de outubro de 1884, foi concluída a linha férrea ligando o Cosme Velho às Paineiras, a primeira linha férrea turística das Américas. Ainda hoje a Estrada de Ferro do Corcovado é o principal meio de acesso ao <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=2602" target="_blank">Cristo Redentor</a>, inaugurado em 12 de outubro de 1931, e um dos pontos turísticos mais visitados do Brasil. Com 3.829 metros de trilhos, a ferrovia atravessa a maior floresta urbana do mundo, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23493" target="_blank">Parque Nacional da Tijuca</a>, proporcionando uma das vistas mais deslumbrantes do Rio de Janeiro. A Brasiliana Fotográfica celebra os 140 anos da Estrada de Ferro do Corcovado publicando fotografias da ferrovia produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864-1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c.1860-1897)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 952px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10503" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10503/0072430cx046-09.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="942" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10503" target="_blank">Marc Ferrez. Estrada de Ferro do Corcovado, Viaduto do Silvestre, Km 1 (aproximadamente), c. 1884. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes da construção do Cristo Redentor, havia no <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7530" target="_blank">Corcovado</a> um mirante que, devido a seu formato, ficou conhecido como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank">Chapéu de Sol.</a> Foi encomendado a uma fundição belga e construído, em 1885, por decisão de <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 – 1891)</a>, substituindo um precário pagode de madeira.  O passeio de trem era, inicialmente, realizado por tração a vapor. O mirante Chapéu de Sol foi totalmente removido, na década de 40, pelo então prefeito Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), dentro de um programa de melhoramentos no alto do Corcovado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/6662" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 28 de maio de 1941, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/11795" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de junho de 1942, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/20066" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de abril de 1944, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/11945" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 17 de junho de 1944</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=/&amp;rpp=10&amp;page=3&amp;query=%22estrada+de+ferro+do+corcovado%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Estrada de Ferro do Corcovado disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3171" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3171/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="529" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3171" target="_blank">LTM Firma. Rio de Janeiro : Mon. A. Cristo Redemptor, 1935?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 699px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9150" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9150/007ALA093.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="689" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9150" target="_blank">Jorge Kfuri. Vista aérea do Morro do Corcovado e do Mirante Chapéu do Sol, c. 1921. 1rio de Janerio, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à ferrovia. A concessão para a construção da Estrada de Ferro do Corcovado foi dada aos engenheiros <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=14387" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836-1913)</a>, futuro prefeito do Rio de Janeiro, e a João Teixeira Soares (1848-1927), um dos realizadores da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank">Estrada de Ferro do Paraná, de Curitiba a Paranaguá</a>, inaugurada também em 1884 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/690" target="_blank"><em>Revista de Engenharia</em>, 1882, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3134" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de janeiro de 1882, segunda coluna</a>).</p>
<p>Pereira Passos havia sido responsável, em 1874, pela elaboração de um plano urbano para o Rio de Janeiro inspirado nas obras realizadas em Paris pelo Barão de Haussmann (1809-1891). A Estrada de Ferro do Corcovado já estava prevista em relatórios de 1875 e 1876 entregues à Coroa pela comissão chefiada por ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6337" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6337/GT94.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6337" target="_blank">Juan Gutierrez. Estação das Paineiras, na Estrada de Ferro do Corcovado, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O renomado engenheiro Marcelino Ramos da Silva (1844 – 1910), um dos fundadores do Club de Engenharia, que havia estudado nas escolas de Hannover e Hamburgo, na Alemanha, dirigiu as obras. Estavam presentes à inauguração deste primeiro trecho <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 – 1891)</a>, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=1797" target="_blank">a princesa Isabel (1846-1921)</a>, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11397" target="_blank">o conde D ´Eu (1842-1922)</a>, os ministros da Agricultura, Antônio Carneiro da Rocha (1842-1925), e da Guerra, João José de Oliveira Junqueira Júnior (1832-1887), além de outras autoridades e dos diretores da estrada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/7638" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de outubro de 1884, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24372" style="width: 571px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/11432" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24372" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/corcovado.jpg" alt="Jornal do Commercio, 9 de outubro de 1884" width="561" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/11432" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de outubro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de julho de 1885, o tráfego foi aberto até o alto do Corcovado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/13189" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de julho de 1885, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/1706" target="_blank"><em>Revista de Engenharia</em>, 1885, primeira coluna</a>). O ramal ferroviário entre o Cosme Velho e o Corcovado foi construído sob o sistema Riggenbach, com cremalheira denteada sobre um trilho central para dar maior segurança à composição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/1313" target="_blank"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de abril de 1884, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24374" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13189"><img class="size-full wp-image-24374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/corcovado1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 21 de julho de 1885" width="184" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13189" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de julho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Em fevereiro de 1910, os trens foram substituídos por máquinas elétricas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/796" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de fevereiro de 1910, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/26668" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de abril de 1945, última coluna</a>). Na década de 1970, a ferrovia foi reformada e, em 1979, foram trazidos da Suíça trens mais modernos e seguros. Em 9 de outubro de 2019, na comemoração dos 135 anos da Estrada de Ferro do Corcovado, foi inaugurada a quarta geração de trens (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/4346" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de novembro de 1910, última coluna</a>; <a href="http://www.vfco.vfco.com.br/Trem-Turistico/Estrada-Ferro-Corcovado/1972-1979-reconstrucao.shtml" target="_blank">Site Ferreomodelismo, Trens e Ferrovias do Brasil</a>).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11039" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11039/013RJ012026.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11039" target="_blank">Augusto Malta. Estrada de Ferro do Corcovado &#8211; Estação do Hotel das Paineiras, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">O Trem do Corcovado já recebeu várias personalidades ilustres como os papas Pio XII (1876-1958) e João Paulo II (1920-2005), o líder espiritual Dalai Lama (1935-), o ator John Travolta (1954-), a cantora Beyoncé (1981-), o inventor Alberto Santos Dumont (1873-1932), os presidentes do Brasil Epitácio Pessoa (1865-1942) e Getúlio Vargas (1882-1954); o cientista Albert Einstein (1879-1955), a princesa Diana de Gales (1961-1997) e o príncipe Charles (1948-), e por Barack (1961-) e Michele Obama (1964-), presidente e primeira-dama dos Estados Unidos, e sua família. Pela centenária estrada de ferro cerca</span></span> de 600 mil pessoas são levadas anualmente ao Cristo Redentor, considerado a mais antiga atração turística do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Floresta da Tijuca na Coleção Família Passos</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2021 14:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesse artigo, o cientista político Paulo Celso Corrêa, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos convida a um passeio pela Floresta da Tijuca nos primeiros anos do século XX, a partir de visitas que o ex-prefeito do Distrito Federal, Francisco Franco Pereira Passos (1836-1913), fazia ali com sua família e convidados. A Floresta da Tijuca é uma das principais áreas verdes urbanas do mundo, com 33 km2 e 3.953 hectares. Desde 1961, integra o Parque Nacional que reúne as demais florestas do Maciço da Tijuca, com abrangência sobre as zonas oeste, norte e sul da cidade do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Nesse artigo, o cientista político Paulo Celso Corrêa, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos convida a um passeio pela Floresta da Tijuca nos primeiros anos do século XX, a partir de visitas que o ex-prefeito do Distrito Federal, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Franco Pereira Passos (1836-1913)</a>, fazia ali com sua família e convidados. A Floresta da Tijuca é uma das principais áreas verdes urbanas do mundo, com 33 km2 e 3.953 hectares. Desde 1961, integra o Parque Nacional que reúne as demais florestas do Maciço da Tijuca, com abrangência sobre as zonas oeste, norte e sul da cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>A Floresta da Tijuca na Coleção Família Passos</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Paulo Celso Corrêa*</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9181" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9181/FP0000724.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9181" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Tina di Lorenzo, Armando Falconi e grupo de pessoas em visita à Furnas, na Floresta da Tijuca, 12 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O patrimônio natural e histórico da Floresta da Tijuca, produto e testemunha da história da ocupação humana na região, inspirou a produção de diversos registros fotográficos ao longo dos séculos XIX e XX, alguns dos quais já mostrados aqui no portal Brasiliana Fotográfica, no artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15070" target="_blank"><em>A Floresta da Tijuca no Dia Mundial do Meio Ambiente</em></a>, publicada em 5 de junho de 2019.</p>
<p>As fotos a seguir ampliam o escopo desses registros ao retratar diferentes aspectos da Floresta da Tijuca durante as visitas que o ex-prefeito do Distrito Federal, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Franco Pereira Passos (1836-1913)</a>, fazia ali com sua família e convidados. As fotos são de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, foram produzidas entre 1904 e 1906, e pertencem à Coleção Família Passos do Arquivo Histórico do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto"><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/273" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Floresta da Tijuca da Coleção Pereira Passos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Floresta da Tijuca é o resultado de uma grande obra de reflorestamento iniciada em 1861 pelos seus primeiros administradores, o major Manuel Gomes Archer (1821 – 1907) e o Barão d’Escragnolle (1821 – 1888). Desde fins do século XVIII, a vegetação original que cobria o Maciço da Tijuca havia sido devastada pelas plantações de café e pelas queimadas para produção de carvão. Com isso, as fontes de água potável da região, que abasteciam a cidade, ficaram ameaçadas de secar. A recuperação da floresta começou com a desapropriação das fazendas de café e o plantio de sementes e mudas de árvores nativas e exóticas. O projeto do paisagista francês Auguste Glaziou (1828 – 1906) transformou a floresta num parque, com a abertura de estradas cavalgáveis, fontes, lagos, pontes e áreas de lazer como o mirante do Excelsior, a gruta Paulo e Virgínia e a Vista do Almirante.</p>
<p>Tão logo o verde voltou a tomar conta dos altos tijucanos, as fazendas de café deram lugar às chácaras de nobres e burgueses, atraídos pelo sossego e clima fresco semelhante ao de Petrópolis. A Floresta da Tijuca se tornou o lugar favorito de quem, a exemplo dos integrantes da Família Real brasileira, buscava “<em>passeios pitorescos e pic-nics restauradores</em>” como os prometidos em um anúncio do <em>Almanak Laemmert</em>, de 1897:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23494" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/14946" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/empreza.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1897" width="247" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/14946" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1897</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As ações tomadas pela gestão de Francisco Pereira Passos na prefeitura do Distrito Federal entre 1902 e 1906 buscaram tornar a Floresta da Tijuca melhor sinalizada, transitável e atrativa aos praticantes do que se chamava à época de “excursionismo” &#8211; o hábito de sair de casa, na cidade, para apreciar a natureza, fazendo passeios e piqueniques. Antes, como engenheiro, Passos já havia trabalhado em outro projeto relacionado ao aproveitamento das florestas e montanhas do Maciço da Tijuca para fins recreativos e turísticos: a construção da estrada de ferro ligando o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank">Cosme Velho ao Corcovado</a>, inaugurada em 1885.</p>
<p>As primeiras iniciativas da reforma urbana de Passos para a Floresta da Tijuca foram a reconstrução, em saibro, da estrada que ligava a rua Conde de Bonfim ao Alto da Boa Vista e, neste, a criação de uma praça &#8211; atual praça Afonso Viseu &#8211; com jardim projetado pelo paisagista francês Paul Villon (1841 &#8211; 1905). Nela foi construído um coreto de música oferecido pela Companhia Ferro-Carril de São Cristóvão, que operava a linha de bonde do Largo de São Francisco até o Alto da Boa Vista. O quiosque ali existente foi demolido e substituído por um restaurante de arquitetura em estilo norueguês, mais afinado aos critérios burgueses de higiene e bom-gosto. Um dos traços da reforma Passos foi o combate aos quiosques que, servindo comidas e bebidas a trabalhadores, desocupados e demais integrantes das camadas pobres da sociedade, eram qualificados como focos de desordem e sujeira. Agindo de tal modo, o poder público assegurava então que a Floresta da Tijuca continuasse a ser um espaço moldado ao gosto das classes dominantes e que, na esteira das transformações urbanas promovidas na capital federal, fosse capaz de atrair visitantes e turistas. O coreto, o jardim e o restaurante aparecem nesses dois postais, que reproduzem fotos de Augusto Malta.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9157" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9157/FP0000700.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9157" target="_blank">Augusto Malta. Alto da Boa Vista: aspectos da praça; vendo-se o coreto e os jardins após as transformações ocorridas na administração Passos, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9169" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9169/FP0000701.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="512" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9169" target="_blank">Augusto Malta. Alto da Boa Vista: aspectos da praça; vendo-se o coreto e os jardins após as transformações ocorridas na administração Passos, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>A inauguração da praça aconteceu em 12 de outubro de 1903 e contou com a presença do presidente Rodrigues Alves, conforme noticiou o Jornal do Brasil na matéria <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/12670"><em>Alto da Boa Vista</em></a>, publicada no dia seguinte. Na mesma ocasião, foram inauguradas a Mesa do Imperador reformada e o novo pavilhão oriental da Vista Chinesa.</p>
<p>No lugar conhecido como Mesa do Imperador, onde se supõe que a Família Real fazia suas refeições quando passeava pela Tijuca, a prefeitura fez construir um novo caramanchão e grades rústicas para melhor abrigar os piqueniques. A seguir, a foto de Augusto Malta mostra a Mesa do Imperador com essas novidades, em 1903; e o cartão postal (sem data) registra Passos e um grupo majoritariamente feminino, que inclui sua esposa Maria Rita, posando diante de uma placa na qual se lê o nome do lugar, a sua altitude e a sigla PM de “Prefeitura Municipal”.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9170" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9170/FP0000916.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9170" target="_blank">Augusto Malta. Floresta da Tijuca: aspecto da Mesa do Imperador e da Vista Chinesa, vendo-se ao fundo a Lagoa Rodrigo de Freitas. Rio de Janeiro, 1903. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9177" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9177/FP0000703.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9177" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos e grupo de pessoas na Mesa do Imperador, durante visita à Floresta da Tijuca, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Mais adiante se chega à Vista Chinesa, lugar assim chamado desde meados do século XIX em alusão aos trabalhadores chineses que cultivavam chá nas antigas fazendas da região. Na gestão de Pereira Passos, foi erguido ali um novo pavilhão em forma de pagode (torre típica dos templos budistas asiáticos), com estrutura de argamassa imitando bambu e uma mesa de piquenique. O projeto foi de autoria do arquiteto Luiz Rey. Desse mirante, inaugurado em 1903, se podia ver o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Corcovado (ainda sem o Cristo Redentor), o Pão de Açúcar</a>, a Baía de Guanabara, a Lagoa Rodrigo de Freitas e um pouco de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10061" target="_blank">Niterói</a>. A foto seguinte mostra o pavilhão ainda em um estágio primário de construção.</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9171" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9171/FP0000917.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9171" target="_blank">Augusto Malta. Floresta da Tijuca: aspecto da Mesa do Imperador e da Vista Chinesa, vendo-se ao fundo a Lagoa Rodrigo de Freitas. Rio de Janeiro, 1903. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>As fotos abaixo registram uma visita de Passos à Tijuca, realizada em 19 de abril de 1906, com a finalidade de verificar os reparos feitos nas estradas da região, danificadas após fortes chuvas. A visita foi noticiada na seção <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/19373">“Prefeitura”</a> do <em>Jornal do Brasil</em> de 20 de abril de 1904, na sétima coluna. Também integravam a comitiva Jerônimo Coelho, diretor municipal de Obras e Viação, e Manuel Maria Del Castilho, superintendente do Serviço de Limpeza Pública e Particular. As fotos de Malta mostram o grupo na Estrada da Vista Chinesa, em meio a um corredor de bambus; e na Estrada do Pica-Pau, destacando a presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10047" target="_blank">Pedra da Gávea</a> ao fundo e alguns aspectos da comunidade local, como um armazém de secos e molhados e uma escola pública.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9158" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9158/FP0000719.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9158" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e grupo de pessoas em visita à várzea do Picapau na Floresta da Tijuca, 19 de abril de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9159" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9159/FP0000720.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9159" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e grupo de pessoas em visita à várzea do Picapau na Floresta da Tijuca, 19 de abril de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9172" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9172/FP0000721.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9172" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e grupo de pessoas em visita à várzea do Picapau na Floresta da Tijuca, 19 de abril de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9160" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9160/FP0000722.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9160" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e grupo de pessoas em visita à várzea do Picapau na Floresta da Tijuca, 19 de abril de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Nas fotos a seguir, datadas de 8 de julho de 1906, Passos e um grupo de homens aparecem em passeio à Mesa do Imperador, à Vista Chinesa e ao Rio das Furnas. Na foto abaixo, Malta destacou a Mesa do Imperador com as inovações inauguradas três anos antes. Pereira Passos aparece no canto direito, conversando com dois homens sentados na cerca rústica.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9161" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9161/FP0000705.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9161" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 8 de julho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Posicionado no pavilhão da Vista Chinesa, Augusto Malta fotografou Passos e seus convivas, observados ao fundo por um adulto e uma criança descalços, provavelmente trabalhadores encarregados de manter a estrada em boas condições. O homem à direita de Pereira Passos segura um binóculo, instrumento necessário à melhor contemplação da paisagem oferecida pelo mirante. Na imagem é possível ver a traseira de um automóvel, veículo cada vez mais presente nas ruas das principais cidades brasileiras a partir dos primeiros anos do século XX. O carro, ainda privilégio daqueles com bastante dinheiro para pagar pela sua importação, facilitava subir as estradas da Floresta da Tijuca; por outro lado, também contribuía para este novo acontecimento da vida urbana, <span style="color: #000000;">o acidente automobilístico, como o que aconteceu nas proximidades da Vista Chinesa, conforme noticiado pela <em><a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/6133" target="_blank">Revista da Semana</a> </em>de 16 de junho de 1907.</span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9163" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9163/FP0000707.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9163" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 8 de julho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>O mesmo grupo de homens aparece noutra foto, produzida no mesmo passeio, à beira do Rio das Furnas.</p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9162/FP0000706.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9162" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 8 de julho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Já o cartão postal abaixo foi feito a partir de foto de Augusto Malta do dia 14 de junho de 1904, durante a excursão oferecida pela prefeitura aos delegados brasileiros da Convenção Sanitária Internacional entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai, encerrada no dia anterior. No canto esquerdo da imagem está a esposa do prefeito, Maria Rita Passos,  na Vista Chinesa. A convenção teve a finalidade de unificar protocolos de combate e prevenção à epidemias entre os três países. O sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a>, então Diretor-Geral de Saúde Pública do Distrito Federal, integrava a delegação brasileira, mas não participou do passeio tijucano. Desde o ano anterior, Cruz vinha aplicando uma série de novas e polêmicas medidas para o combate à febre amarela e à peste bubônica, como os batalhões de mata-mosquitos e a compra de ratos. Naquele momento a cidade passava por um grave surto de varíola, o que em breve levaria o governo federal a propor a lei de vacinação obrigatória contra a doença, episódio que culminaria na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095" target="_blank">Revolta da Vacina</a>, em novembro de 1904.</p>
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<div style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9173" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9173/FP0000702.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="519" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9173" target="_blank">Augusto Malta. Maria Rita de A. Passos com grupo de pessoas na Vista Chinesa, 14 de junho de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Abaixo, os participantes da excursão posam para foto na escadaria do Hotel White, antigo Palacete do Conde de Boa Vista. O <em>Jornal do Brasil</em> do dia 15 de junho deu notícia do acontecimento na matéria <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14055">No Alto da Boa Vista</a></em>.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9174" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9174/FP0000708.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9174" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Olímpia Passos, J.J. Seabra e outros posam diante da escadaria do Hotel White, no Alto da Boa Vista, 14 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Situado no Alto da Boa Vista, o Hotel White aparece em várias outras fotos dessa série. Isso porque as recepções oferecidas aos figurões da política, dos negócios e da cultura que visitavam a cidade do Rio de Janeiro costumavam incluir passeios à Floresta da Tijuca e refeições num dos hotéis de luxo existentes na região. O palacete neoclássico que servia como edifício principal do Hotel White foi construído em meados do século XIX para o Conde de Itamaraty, sob projeto do arquiteto José Maria Jacinto Rebelo (1821 &#8211; 1871), responsável também por parte do Palácio do Itamaraty, no centro do Rio. Posteriormente, o hotel foi renomeado em homenagem ao primeiro proprietário, como se vê no anúncio publicado na revista <em>Careta</em> de 24 de janeiro de 1914.<em> </em>O palacete é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural desde 1979.</p>
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<div id="attachment_23500" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/11065" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23500" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/empreza1.jpg" alt="Careta, 24 de janeiro de 1914" width="490" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/11065" target="_blank"><em>Careta</em>, 24 de janeiro de 1914</a></p></div>
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<p>As fotos abaixo foram produzidas por Augusto Malta no jardim do Hotel White, em 17 de dezembro de 1905. Fazem parte de um pequeno álbum que reúne fotos descontraídas do engenheiro Francisco Oliveira Passos (1878 &#8211; 1958), filho do prefeito e então consultor técnico da prefeitura, posando e fumando com um grupo de homens, dentre os quais o escritor e diplomata Graça Aranha (1868 &#8211; 1931) e o diretor da Limpeza Pública, Manoel Maria Del Castilho (1856 &#8211; 1911). A fotografia do grupo no coreto da praça do Alto da Boa Vista foi depois transformada em postal, enviado a Oliveira Passos pelo próprio Malta no Natal de 1905.</p>
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<div style="width: 585px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9176" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9176/FP0000718.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="575" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9176" target="_blank">Augusto Malta. Francisco de Oliveira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 17 de dezembro de 195. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9175" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9175/FP0000714.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9175" target="_blank">Augusto Malta. Francisco de Oliveira Passos com grupo de pessoas em visita à Floresta da Tijuca, 17 de dezembro de 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>As fotos abaixo, também no Hotel White, mostram cenas da visita de Elihu Root (1845 &#8211; 1937), Secretário de Estado dos Estados Unidos, à Floresta da Tijuca. Em agosto de 1906, Root veio ao Rio de Janeiro participar da Terceira Conferência Pan Americana, iniciada em 25 de julho no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, com a participação de representantes de dezenove países da América. Root chegava ao Brasil como representante da política externa do “Corolário Roosevelt”, oficializada pelo presidente estadunidense Theodore Roosevelt (1858 &#8211; 1919), em 1904, que justificava as intervenções militares “preventivas” dos Estados Unidos em outros países no caso de perturbação da ordem e desrespeito aos contratos. O Brasil, no entanto, não se via ameaçado pelo chamado “Grande Porrete”. A política externa brasileira dirigida pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912)</a> considerava o poderio do país norte-americano um fator de proteção contra o intervencionismo europeu e um aliado na promoção dos interesses brasileiros no sul do continente.</p>
<p>As esperanças do governo brasileiro manifestaram-se no entusiasmo com que Root foi recebido no país. Sua despedida da capital federal, no dia 3 de agosto de 1906, foi marcada por um passeio à Floresta da Tijuca, organizado por Pereira Passos e por Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), embaixador nos Estados Unidos e chefe da delegação brasileira na Conferência. Na primeira foto aparecem Nabuco, Maria Rita Passos e as senhoritas Teixeira Castro num dos automóveis da excursão, que passou pelo Mirante Excelsior, Gruta Paulo e Virgínia, Vista Chinesa, Estrada de Furnas e pelas Furnas de Agassiz. O encontro incluiu um almoço no Hotel White <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/20259" target="_blank">(<em>Jornal do Brasil</em>, 4 de agossto de 1906, sétima coluna</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9179" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9179/FP0000713.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9179" target="_blank">Augusto Malta. Maria Rita Passos, as senhoritas Teixeira Castro e Joaquim Nabuco em automóvel na Vista Chinesa, durante o passeio de Elihu Root à Floresta da Tijuca, 3 de agosto de 1906 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9178" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9178/FP0000711.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9178" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Joaquim Nabuco e grupo de pessoas nas escadarias do Hotel White, durante o passeio de Elihu Root à Floresta da Tijuca, 3 de agosto de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p><strong> </strong></p>
<p>A vinda de Root, primeira viagem oficial de um secretário de Estado dos Estados Unidos ao exterior, foi interpretada pelos entusiastas da modernidade republicana como indício da inclusão do Brasil no seleto grupo dos países “civilizados”. O mesmo se deu com a chegada ao Rio da turnê internacional de uma prestigiosa atriz do teatro europeu, a italiana Tina Di Lorenzo (1872 &#8211; 1930). Ela veio ao Rio com sua companhia teatral apresentar um repertório de peças famosas que incluía <em>Romeu e Julieta</em>, de Shakespeare; <em>Casa Paterna,</em> de Hermann Sudermann e <em>A Dama das Camélias</em>, de Alexandre Dumas, dentre outros sucessos. E, como de costume, ela também foi convidada pelos Passos a conhecer a Floresta da Tijuca, junto de seu marido, o também ator teatral Armando Falconi (1871 &#8211; 1954) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/4602" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de junho de 1906</a>).</p>
<p>Nas fotos a seguir, o grupo aparece fotografado diante das Furnas de Agassiz, conjunto de grutas e cavernas cujo nome faz referência ao naturalista suíço Louis Agassiz (1807 &#8211; 1873), que as estudou quando viajou pelo Brasil entre 1865 e 1866. Tina e o marido posam juntos diante da gruta principal das Furnas, formada por um conjunto de rochas superpostas. Noutra foto é possível ver os carros que levaram o grupo até o local e, na paisagem ao fundo, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10047" target="_blank">Pedra da Gávea</a>. Outro local visitado durante o passeio foi a Gruta de Paulo e Virgínia, batizada em referência ao romance francês <em>Paulo e Virgínia</em>, de Bernardin de Saint Pierre, muito famoso durante o século XIX (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/7556" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de junho de 1906).</a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9180" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9180/FP0000723.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9180" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Tina di Lorenzo, Armando Falconi e grupo de pessoas em visita à Furnas, na Floresta da Tijuca, 12 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9188" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9188/FP0000726.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="636" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9188" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Tina di Lorenzo e grupo de pessoas em visita à Furnas, na Floresta da Tijuca, 12 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 684px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9184" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9184/FP0000728.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="674" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9184" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos, Maria Rita Passos, Tina di Lorenzo e grupo de pessoas em visita à Furnas, na Floresta da Tijuca, 12 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p>* Paulo Celso Liberato Corrêa é cientista político do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes: </span></strong></p>
<p>ABREU, Alzira Alves de (coord.). <em>Dicionário Histórico-Biográfico da Primeira República (1889-1930)</em>. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.</p>
<p>AGASSIZ, Elizabeth Carey &amp; AGASSIZ, Louis. <em>Viagem ao Brasil 1865-1866</em>. Brasília: Senado Federal, 2000.</p>
<p>CRULS, Gastão. <em>Aparência do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1965.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das ruas do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Editora Bem-te-vi, 2015.</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em>A revolta da vacina</em>. São Paulo: Editora Scipione, 1993.</p>
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		<title>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral e Marc Ferrez</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 14:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
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		<description><![CDATA[O carioca Marc Ferrez (1843 - 1923) e o paraense Arthur Júlio Wischral (1894 - 1982) produziram, em épocas diferentes, álbuns fotográficos sobre a ferrovia de Curitiba ao Paraná. Ferrez, na época de sua construção, entre 1880 e 1884; e Wischral, em 1928, contratado pela Rede Viação Paraná - Santa Catarina. A construção da ferrovia alavancou o desenvolvimento do Paraná e seu projeto foi dos irmãos André e Antônio Rebouças. O lançamento de sua pedra fundamental, em 1880, contou com a presença de dom Pedro II. Foi inaugurada em 1885. O surgimento dos trens de ferro e a expansão das ferrovias eram no século XIX um evidente sinal de modernidade.

 ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22063" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://paranaportal.uol.com.br/videos-uol/a-historia-do-parana-nas-fotos-de-arthur-wischral/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22063" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/WISCHRAL.jpg" alt="O fotógrafo Arthur Wischral / Portal Memória Paranaense" width="620" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://paranaportal.uol.com.br/videos-uol/a-historia-do-parana-nas-fotos-de-arthur-wischral/" target="_blank">O fotógrafo Arthur Wischral / Portal Memória Paranaense</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Arthur Júlio Wischral (1894 &#8211; 1982) foi um importante fotógrafo do Paraná, tendo realizado trabalhos para a imprensa e também para o governo do estado onde atuou. Em 1928, foi contratado pela Rede Viação Paraná &#8211; Santa Catarina e registrou o dia a dia das obras de manutenção da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá assim como as dificuldades enfrentadas por seus trabalhadores. Um álbum, editado pelo próprio fotógrafo e por J. J. Wischral, foi produzido com esses registros.</p>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">
<div class="kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
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<div style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8641" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8641/001AAW007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="506" height="674" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8641" target="_blank">Arthur Wischral e J.J. Wischral. Álbum Photographias da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, 1928. Paraná / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8646" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8646/001AAW007022.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8646" target="_blank">Arthur Wischral. Túneis nº 12 e 11, 1928. Paraná / Acervo IMS</a></p></div>
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<div dir="auto">
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=/&amp;rpp=10&amp;page=13&amp;query=%22001AAW%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para o Álbum de Photografias da Ferrovia de Curytiba a Paranaguá, de autoria de Arthur Wischral, disponível na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 573px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8649" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8649/001AAW007025.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="563" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8649" target="_blank">Arthur Wischral. Locomotiva, 1928. Paraná / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No final do artigo, há uma cronologia da vida de Wischral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da ferrovia Curitiba-Paranaguá, cuja construção foi registrada pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8873" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8873/icon1018463.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="570" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8873" target="_blank">Marc Ferrez. E. de F. de Paranagua a Corityba : tunel do Rochedo, K. 60.614, 1880-1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O surgimento dos trens de ferro e a expansão das ferrovias eram no século XIX um evidente sinal de modernidade. Significavam a vitória, o triunfo do homem a partir da tecnologia e tinham como uma de suas consequências o desenvolvimento econômico. A ideia da construção da Ferrovia do Paraná surgiu após a emancipação do estado do Paraná, em 29 de agosto de 1853, a partir da Lei Imperial nº 704, assinada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a>. Era um desafio escoar a erva-mate, importante produto para a economia do estado, para os portos do litoral. Por essa razão, foi autorizada a contratação de uma via férrea a partir da Lei Provincial nº 11, de 30 de abril de 1856 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/1053" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 22 de outubro de 1856)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/271" target="_blank"><strong>Acessando o link das imagens do Álbum da Estrada de Ferro do Paraná, de autoria de Marc Ferrez, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, só no início da década de 1870, os engenheiros Francisco Monteiro Tourinho (1837 – 1885), Antônio Pereira Rebouças (1839 &#8211; 1874) e Maurício Schwartz (18? -?) solicitaram ao Império um pedido de concessão para a construção da ferrovia. Eles já haviam construído a Estrada da Graciosa, também no Paraná. A estrada de ferro do Paraná sairia, a princípio, da cidade de Antonina. Após muita polêmica, o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-5912-1-maio-1875-549921-publicacaooriginal-65458-pe.html" target="_blank">Decreto Imperial de 1.º de maio de 1875</a> decidiu que o trem partiria de Paranaguá. O argumento foi que a profundidade da baía de Antonina não comportaria navios de grande porte.</p>
<p>O projeto da ferrovia, arrojado e muito avançado para a época, foi dos irmãos e engenheiros André Rebouças (1838 &#8211; 1898) &#8211; também abolicionista &#8211; e Antônio Pereira Rebouças (1839 &#8211; 1874), considerados, até hoje, os primeiros afrodescendentes formados em Engenharia no Brasil. Para realizá-lo, os irmãos fizeram um estudo detalhado da Serra do Mar e elaboraram um traçado cheio de pontes, túneis e viadutos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22601" style="width: 561px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.revistaideias.com.br/2017/10/06/reboucas-uma-luz-no-fim-do-tunel/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22601" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/irmãos.jpg" alt="Os irmãos e engenheiros Antônio e André Rebouças" width="551" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.revistaideias.com.br/2017/10/06/reboucas-uma-luz-no-fim-do-tunel/" target="_blank">Os irmãos e engenheiros Antônio e André Rebouças, em pintura de Rodolfo Bernardelli (Museu Histórico Nacional) / Revista Ideias</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1873, por não conseguir cumprir os prazos estabelecidos para o início das obras, Antônio Rebouças cedeu seus direitos ao Barão de Mauá (1813 – 1889), que também não cumpriu as exigências do contrato. Em 1877, foi aprovado um novo traçado baseado nos originais de Rebouças e com adaptações dos engenheiros Rodolpho Alexandre Helh e Luiz da Rocha Dias. Pelo<a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-7420-12-agosto-1879-548433-publicacaooriginal-63568-pe.html" target="_blank"> Decreto n° 7420 de 12 de agosto de 1879</a>, assinado por João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, o Visconde de Sinimbu (1810 &#8211; 1906), foi autorizada a transferência de todos os direitos e obrigações dos, desde 1875, concessionários da ferrovia, José Gonçalves Pecego Junior e José Maria da Silva Lemos, à companhia francesa <em>Compagnie Général de Chemins de Fer Brésiliens</em>, que não tinha <em>expertise</em> em relação à construção de estradas de ferro, o que sua companhia associada, a empreiteira belga <em>Société Anonyme de Travaux Dyle et Bacalan</em>, tinha. Ficou, então, encarregada das obras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22752" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.belgianclub.com.br/pt-br/efpc/obras-de-engenharia-belga-na-estrada-de-ferro-paranagu%C3%A1-curitiba" target="_blank"><img class="wp-image-22752 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/dyle.jpg" alt="dyle" width="593" height="403" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.belgianclub.com.br/pt-br/efpc/obras-de-engenharia-belga-na-estrada-de-ferro-paranagu%C3%A1-curitiba" target="_blank">A sede da empreiteira belga Dyle e Bacalan, na cidade de Lovaina, na Bélgica</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O diretor dos novos serviços para a construção, um marco da engenharia do Brasil, foi o comendador Antônio Ferrucci (c. 1830 &#8211; ?), um dos principais chefes de seu planejamento que, com outros membros da comissão de engenharia da estrada, chegou ao Rio de Janeiro, em 8 de fevereiro de 1880, no paquete francês <em>Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/158"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de fevereiro de 1880, sétima coluna</a>). Ferrucci comandou as obras até fins de 1881. A partir de 20 de janeiro de 1882, o representante no Brasil da Société Anonyme des Travaux Dyle et Bacalan, o engenheiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 – 1913)</a>, futuro prefeito do Rio de Janeiro, entregou a chefia das obras ao engenheiro brasileiro João Teixeira Soares (1848 &#8211; 1927), que concluiu a construção da ferrovia, sendo o seu primeiro diretor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22611" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.geni.com/photo/view/6000000077241450868?album_type=photos_of_me&amp;photo_id=6000000077241340967" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/teixeira.jpg" alt="João Teixeira Soares / Site Geni" width="354" height="470" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geni.com/photo/view/6000000077241450868?album_type=photos_of_me&amp;photo_id=6000000077241340967" target="_blank">João Teixeira Soares (1848 &#8211; 1927)/ Site Geni</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">A construção da ferrovia para a qual, entre brasileiros e estrangeiros &#8211; franceses, italianos, belgas, suíços, suecos e poloneses -, foram empregados cerca de nove mil trabalhadores, alavancou o desenvolvimento de Curitiba assim como a história da economia do Paraná.</div>
<p>Em 5 de junho de 1880, com a presença de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, em sua primeira e única visita ao Paraná, foi lançada a pedra fundamental das obras da ferrovia (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/9813" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 24 de maio de 1880</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/9829" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 9 de junho de 1880, segunda coluna</a>). A inauguração do tráfego regular da primeira seção, o trecho de Paranaguá a Morretes, ocorreu em 17 de novembro de 1883. O da segunda seção, entre Morretes e Borda do Campo ou Roça Nova, em 1884.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8862" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8862/icon1018453.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8862" target="_blank">Marc Ferrez. E. de F. de Paranagua a Corityba : Estação de Morretes K. 40.900, 1880-1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 13 de dezembro de 1884, a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank"> princesa Isabel (1846 &#8211; 1921),</a> seus filhos, o governador do Paraná, Brasílio Augusto de Machado Oliveira (1848 &#8211; 1919); além de outras autoridades viajaram na ferrovia do Paraná, entre Curitiba e Paranaguá, onde a princesa embarcaria para Antonina e depois para Santa Catarina, onde encontraria seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, em Joinville (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/7955" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de dezembro de 1884, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12322" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 14 de dezembro de 1884, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/297" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de dezembro de 1884, segunda coluna</a>).</p>
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<div style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="305" height="423" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">No dia 1º de fevereiro de 1885,  partiu da cidade de Curitiba um trem especial com destino à Paranaguá. Nele viajaram o dr. Brasilio Machado (1848 &#8211; 1919), presidente da Província; o chefe da Polícia, o senador Pedro Leão Veloso (1828 &#8211; 1902), o engenheiro João Teixeira Soares (1848 &#8211; 1927), dentre outras autoridades. Em Paranaguá, pelo vapor <em>América</em>, fretado pela Compagnie Général de Chemins de Fer Brésiliens<em>,</em> chegaram da Corte, no dia seguinte pela manhã, entre outros, o ministro da Agricultura, Manoel Pinto de Souza Dantas (1831 &#8211; 1894);  os ministros da Bélgica, da Rússia e da França; o Visconde de Paranaguá (1821 &#8211; 1912) e o Conselheiro Sinimbu (1810 &#8211; 1906) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12474" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 4 de fevereiro de 1885</a>).</span></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>O vapor do mar, em galas, saudava a locomotiva, vapor de terra. Fulton abraçava Stephenson.</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo <strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a></strong>, que fotografou a ferrovia na época de sua construção, estava presente no evento (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12474" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 4 de fevereiro de 1885, terceira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="327" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda na manhã de 2 de fevereiro, às 10h, o trem inaugural da Ferrovia do Paraná partiu de Paranaguá, fez uma parada em Morretes e, às 14h, em Cadeado, onde os convidados almoçaram. Houve uma série de saudações, uma delas feita pelo engenheiro Pereira Passos (1836 &#8211; 1913).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8859" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8859/icon385665.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8859" target="_blank">Marc Ferrez. Paranaguá, 1880-1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de mais uma parada, na estação de Piraquara, o comboio chegou, às 19h, à Curitiba, tendo sido recepcionado por cerca de cinco mil pessoas que o aguardavam. Às 20:20, a Compagnie Général de Chemins de Fer Brésiliens ofereceu um banquete aos convidados da Corte, em um dos armazéns da estação, ornamentada com as bandeiras belga, brasileira, francesa, italiana e russa. Havia também uma exposição de utensílios dos operários que haviam trabalhado na construção da ferrovia.</p>
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<div style="width: 719px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8906" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8906/icon1018482.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="709" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8906" target="_blank">Marc Ferrez. E. de F. de Paranaguá a Corityba : Província do Paraná : Estação de Corityba, 1880-1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12484" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/fevereiro.jpg" alt="Dezenove de Dezembro, 6 de fevereiro de 1885" width="495" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12484" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 6 de fevereiro de 1885</a></p></div>
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<div id="attachment_22398" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12662" target="_blank"><img class="wp-image-22398 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/anúncio.jpg" alt="Dezenove de abril, 1º de abril de 1885" width="529" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12662" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 1º de abril de 1885</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank">Pereira Passos (1836 – 1913)</a> presenteou dom Pedro II (1825 &#8211; 1891) com 14 fotografias e um álbum de autoria de Ferrez das obras da ferrovia, <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon385665/icon385665.pdf" target="_blank"><em>Estrada de Ferro do Paraná</em></a>. O álbum integra a coleção Thereza Christina Maria, mantida na Biblioteca Nacional do Brasil, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="337" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1886, em uma reunião da Sociedade Central de Immigração, da qual faziam parte, entre outros, o astrônomo belga Louis Ferdinand Cruls (1848 – 1908), o pintor italiano Nicolau Facchinetti (1824 – 1900), e o político Alfredo d´Escragnolle Taunay (1843 – 1899), foram apresentadas por esse último, presidente da associação, fotografias da ferrovia do Paraná, de autoria de Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239984/214"><em>A Immigração</em>, agosto de 1886</a>).</p>
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<p><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon385665/icon385665.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-22745 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/álbum.jpg" alt="álbum" width="386" height="512" /></a></p>
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<p><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon385665/icon385665.pdf" target="_blank">Acesse aqui o pdf do Álbum da <em>Estrada de Ferro do Paraná</em>, de autoria de Marc Ferrez, com 33 imagens.</a></p>
<p>Sobre o viaduto São João, considerado o mais importante de toda a linha, inaugurado em 26 de junho de 1884 e registrado na fotografia abaixo, o engenheiro Teixeira Soares (1848 &#8211; 1927) comentou:</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8879" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8879/icon1018468.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8879" target="_blank">Marc Ferrez. E. de F. de Paranagua a Corityba : viaducto sobre o rio São João K. 62.210, 4 vãos de 12-16-32-70-12, altura 55m, 1880 &#8211; 1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>&#8220;Os três vãos pequenos são vencidos com vigas de alma cheia. Só o vão central é de treliça. Assenta sobre pilares de ferro batido, apoiados em base de alvenaria de pedra. A estrutura metálica é fabricada na Bélgica. Fornecemos os perfis do terreno natural e do greide. Eles projetam cada ponte ou viaduto de acordo com o trem de carga especificado. Aqui fazemos a montagem, que não é fácil. Para muita gente pode parecer desperdício pilares metálicos, se estamos rodeados de granito e de gnaisse em abundância. Acontece que a experiência europeia concluiu que, a partir de 30 metros, o ferro torna-se mais econômico do que a alvenaria de pedra. O alojamento e a manutenção do numeroso pessoal necessário à execução de importantes maciços de alvenaria acarretam dificuldades. Embora isso, os pilares metálicos devem ser embutidos em bases de alvenaria, com certa altura. Não só impedem que a unidade provoque a corrosão do metal, como evitam que suba até a estrutura metálica. Para vãos inferiores a 15 metros, os europeus recomendam vigas de alma cheia. Mais afoitos, os americanos as empregam até vãos de 35 metros. Seu inconveniente é a rebitagem. Trabalho insano. Como estamos sujeitos ao mercado europeu, acima de 15 metros usamos vigas em treliça, a exemplo do vão central. As treliças simples são três. Em “V”, conhecidas por vigas ‘Warren’, do nome do engenheiro inglês que primeiro as usou no seu país. Em “N”, ou Monier, nome do engenheiro belga que as patenteou em 1858, na Alemanha. Finalmente as Neville, nome tirado do engenheiro americano que as inventou, mas que não passam de um tipo misto das anteriores. Aqui, dada a extensão do vão, os belgas projetaram uma treliça múltipla dupla.”</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Pequena cronologia da carreira de Marc Ferrez como fotógrafo no setor ferroviário</em></strong></span></p>
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<div style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="336" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Família Ferrez. c. 1912. Marc Ferrez está em pé atrás de sua esposa, Marie, ladeados pelo filho do casal, Julio, e sua mulher, Claire. As crianças são Gilberto e Eduardo, netos de Marc. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Entre 1880 e 1890,  fotografou as construções ferroviárias no Brasil, quando produziu um grande panorama da paisagem brasileira de sua época.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Fotografou as obras da ferrovia Dom Pedro II, em São Paulo e em Minas Gerais, tendo registrado a presença do imperador Pedro II e de sua comitiva na entrada do túnel da Serra da Mantiqueira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3890"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1882, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 337px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2593" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2593/007NGBMF3040cx28-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="327" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2593" target="_blank">Marc Ferrez. Inauguração de túnel com a presença do imperador e comitiva, 1882 / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> – O Club de Engenharia ofereceu uma recepção ao engenheiro hidráulico holandês J. Dirks, o grande especialista da época em portos e canais, que estava de passagem pelo Rio de Janeiro e seguiria para Valparaíso, no Chile. Na ocasião, foi realizada uma exposição de fotografias das estradas de ferro, de autoria de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/958"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de abril de 1883</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1884</strong></span> – Fotografou as obras da ferrovia do Paraná (Paranaguá – Curitiba. O gerente da firma <em>Société Anonyme des Travaux Dyle et Bacalan</em>, empreiteira belga encarregada pelas obras, o futuro prefeito do Rio de Janeiro, o engenheiro Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), presenteou dom Pedro II com 14 fotografias e um álbum de autoria de Ferrez com registros da ferrovia e da província do Paraná.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884 -</strong></span> Exposição de fotografias da estrada de ferro Teresa Cristina, na <em>A la Glacê Elegante </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/4280"><em>Gazeta da Tarde</em>, 11 de novembro de 1884, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Ferrez participou da inauguração da ferrovia do Paraná, a estrada de ferro Paranaguá &#8211; Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/12474" target="_blank"><em>Dezenove</em><em> de Dezembro</em>, 4 de fevereiro de 1885, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Em uma reunião da Sociedade Central de Immigração, da qual faziam parte, entre outros, o astrônomo belga Louis Ferdinand Cruls (1848 – 1908), o pintor italiano Nicolau Facchinetti (1824 – 1900), e o político Alfredo d´Escragnolle Taunay (1843 – 1899), foram apresentadas por esse último, presidente da associação, fotografias da ferrovia do Paraná, de autoria de Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239984/214"><em>A Immigração</em>, agosto de 1886</a>).</p>
<p>O Club de Engenharia aprovou a proposta de Marc Ferrez e de E. de Mascheuk para a execução de “diversos trabalhos concernentes à exposição dos caminhos de ferro”<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2155">Revista de Engenharia</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2155">, 14 de dezembro de 1886, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Ferrez fotografou a ferrovia Dom Pedro II, em Juiz de Fora.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887 </strong></span>- Entre 2 de julho e 2 de agosto, nos salões do Liceu de Artes e Ofícios, por uma iniciativa do Club de Engenharia, realizou-se a Exposição dos Caminhos de Ferro Brasileiros, com a exibição de fotografias de Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2352"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de agosto de 1887</a>). Estiveram presentes no encerramento da exposição, no dia 2 de agosto, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel(1845 &#8211; 1921)</a> e o conde d´Eu (1842 &#8211; 1922), além de outras autoridades. O conselheiro Sinimbu (1810 – 1906) leu o relatório do júri da exposição, do qual também fazia parte o visconde de Mauá (1813 – 1889), Pedro Betim Paes Leme (1846 &#8211; 1918), Christiano Benedicto Ottoni (1811 &#8211; 1896), Carlos Peixoto de Mello (1871 &#8211; 1917), Álvaro Joaquim de Oliveira (1840 &#8211; 1922) e Manoel José Alves Barbosa (1845 &#8211; 1907). Ferrez foi contemplado com uma menção honrosa pelas “magníficas fotografias de importantes trechos de nossas vias férreas, com que concorreu não só para abrilhantar a Exposição como até para suprir algumas lacunas sensíveis de estradas que se não fizeram representar” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/18345"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de agosto de 1887, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/341428/601"><em>Revista de Estradas de Ferro</em>, 31 de agosto de 1887, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Em 25 de novembro, foi inaugurado o tráfego entre as estações de Alcântara e Rio do Ouro da estrada de ferro de Maricá. Marc Ferrez fotografou “instantaneamente ” um grupo de convidados da diretoria das estradas na estação Santa Izabel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2772"><em>Revista de Engenharia</em>, 28 de dezembro de 1888, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Em setembro, Ferrez integrou a comitiva convidada para a  inauguração das obras da ferrovia Benevente -Minas, de Carangola a Benevente, atual Anchieta, no Espírito Santo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7940"><em>Diário de Notícias</em>, 28 de setembro de 1890, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/3404"><em>Revista de Engenharia</em>, 28 de dezembro de 1890</a>, foi publicado um anúncio: “Marc Ferrez – Fotógrafo da Marinha Nacional. Especialista de vistas de estradas de ferro e em geral das grandes obras públicas. Reprodução de plantas com traços pretos sobre fundo branco. Rua São José 8″. O mesmo anúncio voltou a ser veiculado na edição de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/3641">14 de agosto de 1891</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Foi determinado que nas estradas de ferro subvencionadas pelo governo federal fossem liberados passes de ida e volta para Marc Ferrez e um ajudante para que pudessem “levantar fotografias em diversas localidades para o serviço da Exposição Universal Colombiana de Chicago”, que aconteceu entre 1º de maio e 30 de outubro de 1893 para celebrar os 400 anos da chegada do navegador genovês Cristóvão Colombo (1451 – 1506) ao Novo Mundo, em 1492 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/2001"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de agosto de 1892, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Em novembro, Ferrez fotografou, em Búzios, os convidados e a comissão responsável pela construção da Estrada de Ferro Rio de Janeiro-Minas, que uniria o povoado de Búzios a Paquequer, no estado de Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/868"><em>A Notícia</em>, 11 de novembro de 1895, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/215">A <em>Revista da Semana</em> de 21 de outubro de 1900</a>, publicou uma litogravura da Estação Central da Estrada de Ferro da Central do Brasil baseada em uma fotografia de autoria de Marc Ferrez.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2589/007NGBMF3040cx11-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="385" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2589" target="_blank">Marc Ferrez. Estação da estrada de ferro Central do Brasil, c. 1899. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1904 </strong></span>- Exposição de fotografias da estrada de ferro Central do Brasil de autoria de Ferrez, no Club de Engenharia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/W00037/1647"><em>O Commentario</em>, março de 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; A Casa Marc Ferrez produziu filmes sobre obras em estradas de ferro do Brasil.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia do fotógrafo Arthur Júlio Wischral</strong></span></em></p>
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<div id="attachment_22405" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22405" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/foto1.jpg" alt="Correio doParaná, 1975" width="303" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Em Curitiba, nascimento de Arthur Júlio Wischral, descendente de alemães.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1910</strong> </span>- Com uma máquina fotográfica emprestada de um amigo, Arthur Wischral procurou orientação do fotógrafo alemão Germano Fleury (1873 &#8211; 1945), estabelecido em Curitiba, durante a década de 1900. Além de fotografar, Fleury comercializava artigos fotográficos. Na cidade havia, na época, estúdios fotográficos utilizando as últimas técnicas trazidas da Europa e aonde também eram vendidos cartões postais e materiais fotográficos. Com Fleury, Wischral teve as primeiras noções de fotografia profissional. Segundo ele, quando começou a fotografar gostava de registrar <em>cenas incomuns das reuniões familiares</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Fotografou o primeiro bonde elétrico de Curitiba, que saiu da praça Ouvidor Pardinho com destino ao Portão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- Ganhou de seu pai uma máquina fotográfica com todas as <em>inovações que as indústrias de Dresden haviam conquistado até então. Custando 120 mil réis, a câmara apresentava fole, movas dimensões 13 x 18 cm &#8211; e vários outros recursos que possibilitavam um trabalho ainda mais sensível e de qualidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank">Diário do Paraná,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank"> 21 de junho de 1975</a>). Antes, seu pai havia tentado demovê-lo da ideia de ser fotógrafo. Queria que o filho se dedicasse ao violino.</p>
<p>O <em>amador fotográfico</em> Arthur Wischral fotografou os enterros de Mário de Castro e de Francisco de Luccas, em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/17047" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 14 de maio de 1913, quinta coluna</a>).</p>
<p>Trabalhava como repórter fotográfico do jornal <em>A República</em>, do Paraná, e produziu registros de manobras militares realizadas pelo Regimento de Segurança na invernada do Campo Comprido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27008" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 26 de maio de 1913, sexta coluna</a>).</p>
<p>Fotografou <em>uma horrível catástrofe</em> quando 26 tamboretes de explosivos de guerra explodiram nos armazéns da Rede Ferroviária, na praça Eufrásio Correia, causando a morte de 8 soldados, 3 operários e uma criança, deixando vários feridos e produzindo grandes danos materiais. As fotos foram vendidas para jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27136" target="_blank">(<em>A República (PR)</em>, 2 de julho de 1913, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p>Pelo jornal <em>A República (PR)</em>, ele e Seraphin França acompanharam o governador do Paraná,  Carlos Cavalcanti (1864 &#8211; 1935), em uma viagem a cidades do litoral do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27178" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 14 de julho de 1913, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27207" target="_blank"> <em>A República (PR), </em>22 de julho de 1913, sexta coluna</a>).</p>
<p>Wischral era o repórter fotográfico da revista ilustrada, humorística e literária <em>A Bomba (PR),</em> publicada nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Era de propriedade de Marcello Bittencourt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721077/209" target="_blank"><em>A Bomba</em>, 30 de julho de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>Além de Wischral, a Photographia Volk passou a integrar a equipe de reportagem fotográfica da revista <em>A Bomba (PR)</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721077/376" target="_blank"><em>A Bomba (PR)</em>, 10 de setembro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_22383" style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/721077/772" target="_blank"><img class=" wp-image-22383" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/wish.jpg" alt="Foto assinada por Arthur Wischral / A Bomba (PR), 31 de dezembro de 1913" width="721" height="423" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/721077/772" target="_blank">Foto assinada por Arthur Wischral /<em> A Bomba (PR)</em>, 31 de dezembro de 1913</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Estava presente à inauguração do ramal Serrinha &#8211; Nova Restinga, da Estrada de Ferro São Paulo &#8211; Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27883" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de fevereiro de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>Em 5 de abril, fotografou o primeiro voo de avião realizado em Curitiba. O piloto foi Cícero Martins (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p>Já estava na Alemanha e não era repórter fotográfico de <em>A República (PR)</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/28762" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 30 de outubro de 1914, última coluna</a>). A conselho de seu pai, havia viajado para aprender novas técnicas fotográficas. Ficou no país até depois do fim da Primeira Guerra Mundial. Empregou-se num estabelecimento que prestava serviços fotográficos para amadores. Fez um estágio no laboratório na Universidade de Würzburg e aprendeu a técnica do retoque com um fotógrafo da cidade, dominada por poucos profissionais em Curitiba. Em Würburg, encontrou-se uma vez com o futuro papa Pio XII a quem perguntou onde poderia encontrar pessoas que falassem português e ele lhe indicou uma escola onde estavam alguns feridos de guerra. Eram portugueses e estranharam o sotaque dele.  Durante sua estada na Alemanha, trabalhou durante seis anos no jornal <em>Franken Warte</em>. No período em que ficou na Europa viajou para diversos países do continente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Voltou a Curitiba e por volta dessa época começou a prestar serviços para o governo e para empresas. Fotografou o interior do Paraná, realizando uma série de imagens que integrariam o estande do estado na exposição comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Fotografou a exposição comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Voltou ao Rio de Janeiro, onde fotografou os primeiros prédios da orla carioca e também os arredores de Petrópolis.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong> </span>- Esteve no Palácio do governador do Paraná, Caetano Munhoz da Rocha (1879 &#8211; 1944) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/1906" target="_blank"><em>O Dia</em>, 13 de fevereiro de 1924, terceira coluna)</a>.</p>
<p>O <em>hábil fotógrafo</em> Arthur Wischral realizou na Villa Olga uma sessão de projeção de fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/2220" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 30 de março de 1924</a>).</p>
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<div id="attachment_22386" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/2220" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/vilaolga.jpg" alt="O Dia (PR), 30 de março de 1924" width="394" height="469" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/2220" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 30 de março de 1924</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; No artigo <em>Uma audaciosa excursão ao Marumby</em>, escrito por Affonso Wischral, de 9 de julho de 1926, foi mencionado que o autor e Arthur Wischral haviam fotografado aspectos do passeio que poderiam ser vistos na loja &#8220;<em>O Pequeno Paris</em>&#8220;, na rua 15, nº 58 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/7778" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 26 de julho de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Foi contratado pela Rede Viação Paraná &#8211; Santa Catarina e registrou o dia a dia das obras, as dificuldades dos trabalhadores e as obras de manutenção da estrada de ferro Curitiba &#8211; Paranaguá, inaugurada em 1885 e considerada um marco na história da engenharia no Brasil. Um álbum, editado pelo próprio fotógrafo e por J. J. Wischral, foi produzido com esses registros. O endereço deles era avenida Silva Jardim, nº 175.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8641" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8641/001AAW007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8641" target="_blank">Arthur Wischral e J.J. Wischral. Álbum Fotografias da Estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, 1928. Paraná / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=/&amp;rpp=10&amp;page=13&amp;query=%22001AAW%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para o Álbum de Fotografias da Ferrovia de Curitiba a Paranaguá, de autoria de Arthur Wischral, disponível na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
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<div id="attachment_22398" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12662" target="_blank"><img class="wp-image-22398 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/anúncio.jpg" alt="Dezenove de abril, 1º de abril de 1885" width="529" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12662" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 1º de abril de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929/1931</strong> </span>- Durante cerca de um ano e meio, Wischral permaneceu na Bahia onde documentou, contratado pelas Empresas Elétricas Brasileiras S.A, a construção da Barragem Jerry O´Connell, em Bananeiras. Uma das fotografias da barragem foi publicada no<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/884120/22482" target="_blank"><em> Estado de Florianópolis</em>, 26 de julho de 1930</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22387" style="width: 434px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/22482" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22387" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/bahia.jpg" alt="Estado de Florianópolis (SC), 26 de julho de 1930" width="424" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/22482" target="_blank"><em>O Estado de Florianópolis (SC)</em>, 26 de julho de 1930</a></p></div>
<p>O contrato previa também a produção de uma série de imagens de Salvador e do interior da Bahia que foram, posteriormente, reunidas em uma publicação de quatro volumes intitulada <em>Desenvolvimento, Geologia e Produtos Agrícolas, Indústria do Cacau</em>, feita pelas Empresas Elétricas Brasileiras S.A.</p>
<p>Wischral montou, com imagens de sua estada na Bahia, um álbum pessoal com cerca de 500 fotografias.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Registrou-se para receber algum pagamento da prefeitura de Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/4058" target="_blank"><em>Correio do Paraná</em>, 21 de fevereiro de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> &#8211; Na ocasião do cinquentenário da Estrada de Ferro do Paraná, Wischral, identificado como <em>veterano dessas empreitadas estéticas</em> e <em>artista da Kodak</em>, deu um depoimento, publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28231" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 9 de janeiro de 1935</a>.</p>
<p>Foi contratado para acompanhar e documentar a expedição do coronel Raul Bandeira de Mello ao sudoeste do Paraná. As fotos e o relatório deram origem ao livro de mais de 400 páginas <em>Ensaios de Geobélica Brasileira</em>, editado pela Imprensa Nacional em 1938. O nome do fotógrafo não foi citado. <em>A expedição registrou fatos e imagens desde Palmas até 7 Quedas e é um documento formidável da vida naquelas paragens nos anos 30. Eles documentaram os lugares das batalhas da revolução de 1924 e a situação de pontes, estradas e as defesas militares brasileiras na região. Também indígenas e até um chocante registro de uma família de deficientes físicos gerados por um casal de irmãos, imagens que correram o Brasil à época. Ao final uma cena bucólica com o comandante da expedição em meio aos hóspedes do hotel argentino das cataratas, constando do acervo até uma carta de &#8220;vinos&#8221; e menu, com a assinatura de todos os presentes. São mais de 90 fotos e mapas que mereciam uma exposição e uma edição fac-símile da obra, ou pelo menos das suas fotografias.</em> Os originais encontram-se com Paulo José da Costa, proprietário da Fígaro Loja de Cultura Sebo e Antiquário, de Curitiba (<a href="https://www.facebook.com/ArthurWischral/" target="_blank">Página Arthur Wischral no Facebook</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=7065699&amp;ctd=509" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-23504" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/geobélia.jpg" alt="geobélia" width="335" height="481" /></a></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong> </span>- A matéria <em>Capricho ou punição da natureza</em>, sobre as consequências da sífilis, trazia uma fotografia de uma família com 4 filhos portadores de deficiência física , produzida por Wischral quando esteve no sertão de Guarapuava (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/098027_03/11570" target="_blank"><em>O Estado (SC)</em>, 2 de setembro de 1936, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Uma fotografia de sua autoria foi publicada no artigo <em>A Floresta Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/2505" target="_blank">O Observador Econômico e Financeiro, agosto de 1937</a>). </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22388" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/123021/2505" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22388" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/troley-1024x487.jpg" alt="Observador Financeiro e Econômico (RJ), agosto de 1937" width="768" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/123021/2505" target="_blank"><em>Observador Econômico e Financeiro (RJ)</em>, agosto de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1940</strong></span> &#8211; No início dessa década, Wischral foi contratado pela prefeitura de Curitiba e documentou detalhadamente as obras do Plano Agache. Ao longo de três décadas fotografou a transformação da cidade, a urbanização dos bairros, o alargamento das ruas, a construção de praças ajardinadas e dos primeiros grandes edifícios.</p>
<p>Seu laboratório ficava na rua Desembargador Westphalen.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; A mesma fotografia publicada na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/123021/2505" target="_blank">edição de agosto de 1937</a> da revista <em>Observador Econômico e Financeiro</em> foi de novo publicada na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/26240" target="_blank">edição de julho de 1950</a> da mesma revista. No ano seguinte, um leitor da revista, Martim Zipperer, de Curitiba, curioso acerca da autoria da fotografia que, segundo ele, foi produzida no rio dos Bugres, no município de São Bento do Sul, em Santa Catarina, a pedido de um de seus parentes, procurou a revista. Havia fotografado o mesmo local e a imagem foi publicada em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/27484" target="_blank"><em>Observador Econômico e Financeiro, </em>abril de<em> </em>1951</a>. Segundo a reportagem &#8220;<em>o confronto dessas fotografias, representando duas épocas, é um dos mais impressionantes documentos que se poderia divulgar sobre os males causados pela economia predatória que vem sido exercida sobre as nossas reservas florestais</em>!&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22389" style="width: 817px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/27484" target="_blank"><img class=" wp-image-22389" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/zio.jpg" alt="Forografia produzida no mesmo local da de Wischral e publicada em 1937 / Observatório Econômico e Financeiro (RJ), abril de 1951" width="807" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/27484" target="_blank">Fotografia produzida por Martim Zipperer no mesmo local da imagem de Wischral  publicada em 1937 e em 1950 no Observatório Econômico e Financeiro (RJ)/ Observatório Econômico e Financeiro (RJ), abril de 1951</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1964</strong> </span>- Uma fotografia de 1912 ou 1914, de autoria de Wischral foi publicada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/25180" target="_blank"><em>Correio do Paraná</em>, 23 de fevereiro de 1964, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22390" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/171395/25180" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22390" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/grupo.jpg" alt="Correio do Paraná, de 1964" width="468" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/171395/25180" target="_blank"><em>Correio do Paraná</em>, 23 de fevereiro de 1964</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1967</strong> </span>- Com texto de Sérgio Augusto e fotografias de Arthur Wischral, publicação do artigo <em>A maravilhosa Curitiba-Paranaguá</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/63638" target="_blank"><em>Diário</em><em> do Paraná</em>, 15 de julho de 1967</a>).</p>
<p>Publicação da matéria<em> Era uma vez um vapor chamado Pery, </em>com texto de Sérgio Augusto e fotos cedidas por Wischral<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/63895" target="_blank"><em>Diário do Paraná,</em> 6 de agosto de 1967</a>).</p>
<p>Com fotografias dos arquivos de César Pinto e de Arthur Wischral, publicação da matéria <em>Prefeitura -Século XX (I &#8211; Parte Primeira &#8211; Do aluguel de 200 mil réis à casa própria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/64311" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 10 de setembro de 1967</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1975</strong></span> &#8211; Publicação da matéria <em>Curitiba em dois tempos</em>, com fotos antigas produzidas por Wischral e com atuais do fotógrafo Mário Nunes do Nascimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 21 de junho de 1975</a>). Dias depois, publicação de uma matéria sobre sua vida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong> </span>- Publicação de um artigo com fotografias de carnavais antigos sob as lentes de Wischral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/127197" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 3 de fevereiro de 1978</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- Na Casa Romário Martins, em Curitiba, realização da exposição <em>Imagens e paisagens que Curitiba perdeu</em>, com registros de Wischral e de outros fotógrafos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/136077" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 10 de junho de 1979, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22392" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22392" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/pagina.jpg" alt="Diário do Paraná, de 1975" width="256" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 21 de junho de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1982</strong></span> &#8211; Na Sala Funarte, em Curitiba, realização da exposição <em>Paraná de ontem</em> com fotografias de Wischral e de Alberto Weiss, dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/151677" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 4 de maio de 1982, terceira coluna</a>).</p>
<p>O fotógrafo Arthur Wischral faleceu, em setembro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1990</strong></span> &#8211; Em fins dessa década, A Universidade Federal da Bahia comprou da família do fotógrafo o álbum montado por ele com cerca de 500 imagens de sua estada na Bahia em torno de 1930.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1994</strong></span> &#8211; Foi um dos fotógrafos com obras expostas no evento <em>Curitiba Capital Nacional de Fotografia</em>, entre 14 e 21 de agosto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/120653" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de julho de 1994</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2020</strong></span> &#8211; O Instituto Moreira Salles adquiriu em leilão 91 imagens de um conjunto de registros de Salvador e de outras localidades, realizadas em 1931, por ocasião das obras da construção da usina hidrelétrica de Bananeiras, todas de autoria de Wischral. Complementam o trabalho do fotógrafo presente no acervo do IMS, que já possuía o álbum Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, de 1928.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://paranaportal.uol.com.br/videos-uol/a-historia-do-parana-nas-fotos-de-arthur-wischral/" target="_blank">Link para um pequeno filme realizado pelo Paraná Portal sobre Arthur Wischral</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9awlj4QYE5Q&amp;fbclid=IwAR3ZbiI0VedsORJwZTlevNPgFJ4q6jyVk18L98ySwmvN1Upw-RPmuEbQ-Jw" target="_blank">Link para o filme <em>Ferrovia Curitiba Paranaguá vista por Arthur Wischral</em></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20796" target="_blank">Link para a cronologia de Marc Ferrez, publicada na Brasiliana Fotográfica, em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hk_055MsV8k" target="_blank"><em>A construção do trem da Serra do Mar entre Curitiba e o Litoral em 1885</em>, TV Bandeirantes, Youtube</a></p>
<p><a href="https://paulodafigaro.blogspot.com/2019/04/arthur-wischral-e-viagem-ao-sudoeste.html" target="_blank">Blog de Paulo José da Costa</a></p>
<p>Boletim Casa Romário Martins.<em> O acervo Wischral: documentos de um olhar / </em>pesquisa e texto por Maria Luiza Baracho e Marcelo Saldanha Sutil; apresentação por João Urban. Curitiba : Fundação Cultural de Curitiba, vol 31, n. 134, abril de 2007.</p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez – uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xKGjNHFjTQA" target="_blank"><em>Estrada de Ferro Paranaguá Curitiba</em>, Youtube</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/ArthurWischral/" target="_blank">Facebook</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XWmuosGNA9U" target="_blank"><em>Ferrovia Paranaguá-Curitiba 130 Anos</em> &#8211; Documentário, Youtube</a></p>
<p><a href="https://especiais.gazetadopovo.com.br/ferrovia-130-anos/a-primeira-ferrovia/" target="_blank">Gazeta do Povo</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"> Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p><a href="http://www.artesnaweb.com.br/index.php?pagina=home&amp;abrir=arte&amp;acervo=1542" target="_blank">Site Artes na Web</a></p>
<p><a href="https://www.wdl.org/pt/item/1426/" target="_blank">Site Biblioteca Digital Mundial</a></p>
<p><a href="https://amantesdaferrovia.com.br/blog/a-historia-da-centenaria-ferrovia-paranagua-curitiba" target="_blank">Site Clube dos Amantes da Ferrovia</a></p>
<p><a href="https://inbec.com.br/blog/conheca-historia-irmaos-reboucas-primeiros-engenheiros-negros-brasil" target="_blank">Site Inbec-Pós-graduação</a></p>
<p><a href="https://paranaportal.uol.com.br/videos-uol/a-historia-do-parana-nas-fotos-de-arthur-wischral/" target="_blank">Site Paraná Portal</a></p>
<p><a href="http://www.belgianclub.com.br/pt-br/efpc/obras-de-engenharia-belga-na-estrada-de-ferro-paranagu%C3%A1-curitiba" target="_blank">Site Patrimônio belga no Brasil</a></p>
<p><a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/imagens-historicas-de-arthur-wischral-no-museu-da-fotografia/23039" target="_blank">Site Prefeitura de Curitiba</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez<em>. Cronologia. </em>In<em> O Brasil de Marc Ferrez</em> – São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2005.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
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</div>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; IX &#8211; Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Nov 2019 14:43:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Estação de Ferro Central do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[estação de trem]]></category>
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		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica apresenta imagens da Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil produzidas nos séculos XIX e XX: uma fotografia de Marc Ferrez (1843 - 1923), uma estereoscopia realizada pela firma Rodrigues &#038; Co. e registros aéreos realizados pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 - 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, realizadas em 1916; e pelo piloto britânico S. H. Holland (1883- 1936), que atuou no Brasil, entre 1928 e 1932, tendo sido, inclusive, acusado por espionagem. Além disso, há imagens dos trilhos da ferrovia produzidas por Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912) e do Túnel Ottoni, de autoria de Ferrez.

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				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica apresenta imagens da Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil produzidas nos séculos XIX e XX: uma fotografia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, uma estereoscopia realizada pela firma Rodrigues &amp; Co. e registros aéreos realizados pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, realizadas em 1916; e pelo piloto britânico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S. H. Holland (1883- 1936)</a>, que atuou no Brasil, entre 1928 e 1932, tendo sido, inclusive, acusado por espionagem. Além disso, há imagens dos trilhos da ferrovia produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> e do Túnel Ottoni, de autoria de Ferrez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1062px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4091" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4091/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1052" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4091" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Quinta da Boa vista: trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil, 1878 &#8211; 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/189" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de trilhos e da Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
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<div style="width: 747px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6426" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6426/0073040cx018-02t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="737" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6426" target="_blank">Marc Ferrez. Túnel Ottoni., c. 1885. Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
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<div class="history-station--info ">
<p>Pelo decreto 1.598, de 9 de maio de 1855, foram aprovados os estatutos da Companhia de Estrada de Ferro d. Pedro II e foi determinada sua organização no Rio de Janeiro com um capital de 38 mil contos, cumprindo o decreto 641, assinado em Londres, em 26 de junho de 1852 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8504" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de maio de 1855, primeira coluna</a>). Pouco tempo depois, em 29 de julho de 1855, quando a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel</a> completava 9 anos, foi realizada na quinta de dona Januária a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Estrada de Ferro Pedro II com a presença do imperador  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/41622" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 30 de julho de 1855, primeira coluna</a>).  Foi a terceira ferrovia brasileira &#8211; as anteriores foram a Estrada de Ferro Mauá (1854) e a Estrada de Ferro do Recife ao Cabo (1858) &#8211; e sua construção está ligada às famílias Teixeira Leite e Ottoni, grandes produtoras de café da região de Vassouras, no estado do Rio.</p>
<p>A Igreja de Nossa Senhora de Santana foi demolida para a construção da Estação do Campo de Santana, mas a imagem da santa, em madeira, vinda de Portugal, encontra-se até hoje numa capela na gare da Central (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8504" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de maio de 1855, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/44958" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de julho de 1857, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/4743" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de setembro de 1941</a>). Foi de lá, na ocasião a principal estação ferroviária do novo meio de transporte que ligaria o Rio de Janeiro ao cafeeiro Vale do Paraíba, que saíram as três locomotivas que inauguraram a primeira sessão da Estrada de Ferro Pedro II, em 29 de março de 1858, pela manhã, quando a locomotiva <em>Imperador</em> levou <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, sua corte e ministério até Pouso dos Queimados. As outras  chamavam-se <em>Brazil</em> e <em>Imperatriz</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/14519" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de março de 1858, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/14538" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 30 de março de 1858, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45943" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 30 de março de 1858, segunda coluna</a>). Antes das partidas das locomotivas, houve as bênçãos do bispo, a saudação de Christiano Benedicto Ottoni (1811 &#8211; 1896), diretor da Companhia da Estrada de Ferro Dom Pedro II, e a resposta do imperador:</p>
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<div id="attachment_16153" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45943"><img class="wp-image-16153 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/discurso1.jpg" alt="discurso" width="493" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45943" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 30 de março de 1858</a></p></div>
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<div style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/244414/1894" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/primeira-1024x514.jpg" alt="Brasil Ilustrado, 1943" width="1024" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/244414/1894" target="_blank">Trem inaugural da Estrada de Ferro dom Pedro II, 29 de março de 1858. Rio de Janeiro, RJ / Brasil Ilustrado, abril de 1943</a></p></div>
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<p>Em pouco tempo passou a ser conhecida como Estação da Corte e mais tarde foi denominada Estação Dom Pedro II. Com a República, a ferrovia foi rebatizada como Estrada de Ferro Central do Brasil  e com isso a estação foi imediatamente chamada de Estação Central do Brasil. Foi reformada anos mais tarde e finalmente demolida nos anos 30 para a construção da avenida Presidente Vargas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/14805" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 4 de abril de 1936</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/18297" target="_blank">31 de julho de 1937</a>).  A comemoração dos 85 anos da Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1943, foi realizado no hall do atual edifício da estação, em estilo <em>art déco</em>, com um almoço com diversas autoridades e com a abertura de uma exposição, além das inaugurações do trecho eletrificado entre Nova Iguaçu e Morro Agudo e do relógio da torre da Central, que se tornou um ponto de referência dos cariocas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/21592" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de março de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/74868" target="_blank"><em>Careta</em>, 10 de abril de 1943</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/8644" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 10 de abril de 1943</a>). O relógio fica entre o 21º e o 26º andares da estação ferroviária e é um dos maiores relógios de quatro faces do mundo &#8211; cada uma é um quadrado com dez metros de altura por dez metros de largura. Está montado a 110 metros de altura e pode ser visto de diversos pontos da cidade.</p>
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<div style="width: 874px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5056" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5056/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_00444_021_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="864" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5056" target="_blank">Rodrigues &amp; Co. Estação Estrada de Ferro Central do Brasil, c. 1890/1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<div style="width: 788px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4416" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4416/SAm52-0027.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="778" height="563" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4416" target="_blank">Marc Ferrez. Estação da estrada de ferro Central do Brasil, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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<div style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3977" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3977/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1000" height="647" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3977" target="_blank">S.H. Holland. Estação D.Pedro II : Inicial da E. F. Central do Brasil, 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 898px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4567" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4567/47787.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="888" height="569" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4567" target="_blank">orge Kfuri. A Central do Brasil e o Campo de Santana, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<div id="attachment_16151" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/14805" target="_blank"><img class="wp-image-16151 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/três.jpg" alt="A Estação em três tempos / Revista da Semana, 1936" width="576" height="799" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/14805" target="_blank">A Estação Central do Brasil em três tempos / <em>Revista da Semana</em>, 4 de abril de 1936</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;">O título deste artigo foi alterado de <em>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</em> para <em>Série O Rio de Janeiro desaparecido </em>IX<em> &#8211; Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</em>, em 16 de setembro de 2021.</span></p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BEM, Sueli Ferreira de. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/suelidebem.pdf" target="_blank"><em>Contribuição para estudos das estações ferroviárias paulistas</em></a>. Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, 1998</p>
<p>COARACY, Vivaldo. <em>Coleção Rio 4 séculos</em>, volume 3. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965.</p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo, vol 2</em>. Rio de Janeiro : Cia. Editora e Comercial F. Lemos, 1956.</p>
<p>GUIMARÃES, Ino Venerotti.<a href="http://wpro.rio.rj.gov.br/revistaagcrj/wp-content/uploads/2016/11/e05_a10.pdf" target="_blank"> <em>Campo de Santana: de charco a palco privilegiado de manifestações populares e oficiais</em></a>. Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, 2011.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MATOS, Odilon Nogueira de. <em>Café e ferrovias: a evolução ferroviária de São Paulo e o desenvolvimento da cultura cafeeira</em>. São Paulo : Editora Alfa-Ômega, 1974.</p>
<p><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/avenida-presidente-vargas-foi-inaugurada-no-rio-em-1944-com-marcha-militar-9865827#ixzz63fR7234W" target="_blank">O Globo</a></p>
<p>PESSOA, Vicente Alves de Paula. <em>Guia da Estrada de Ferro Central do Brasil</em>. Rio de Janeiro : Imprensa Nacional, 1902.</p>
<p><a href="https://www.supervia.com.br/pt-br/estacao/central-do-brasil" target="_blank">Site da Supervia</a></p>
<p>TELLES, Pedro Carlos da Silva. <em>História da Engenharia no Brasil</em>. Rio de Janeiro : Editora Livros Técnicos e Científicos, 1984.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série </strong></em><strong><em>O Rio de Janeiro Desaparecido</em></strong></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> &#8211; </i></span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</span></a></span></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif; color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III &#8211; <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV</span><em><span style="font-family: Georgia, serif; text-decoration: none;"> -</span></em><em><span style="font-family: Georgia, serif; font-style: normal; text-decoration: none;"> </span></em><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A via elevada da Perimetral<strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></strong></span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">V</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></strong>d</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">VI</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">VII</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">VIII</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A demolição do Morro do Castelo</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">X</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">XI</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Estrada de Ferro do Corcovado e o</span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</span></a><span style="font-family: Georgia, serif;">.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> &#8211; O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> &#8211; </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> &#8211; A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVII – <em>Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
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		<title>Trilhos sobre a floresta: imagens da construção da E.F. Madeira-Mamoré</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Oct 2019 14:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Fotografias do dossiê "Madeira-Mamoré" do arquivo do sanitarista Belisário Penna (1868 - 1939), sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são o tema do artigo da jornalista Cristiane d’Avila. As fotos registram a obra de construção da estrada de ferro, iniciada em 1907 para ligar Porto Velho à Guajará-Mirim, cortando a floresta amazônica no estado de Rondônia. O conjunto fotográfico aponta uma questão que inquieta arquivistas e pesquisadores: a autoria de fotos históricas. A partir do álbum fotográfico de Dana B. Merril, View of reviews or scenes as seen by Engineers, Tropical tourist, Global Trotters, Knights of fortune and Tramps: Madeira-Mamoré Ry. Brazil, South America, pertencente à Biblioteca Nacional, e da publicação aqui no portal do artigo "A construção da Madeira-Mamoré, a Ferrovia da Morte", pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?), é possível indagar: seria Dana Merril o autor das fotografias em papel do arquivo de Belisário Penna?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Fotografias do dossiê &#8220;Madeira-Mamoré&#8221; do arquivo do sanitarista Belisário Penna (1868 &#8211; 1939), sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são o tema do artigo da jornalista Cristiane d’Avila. As fotos registram a obra de construção da estrada de ferro, iniciada em 1907 para ligar Porto Velho à Guajará-Mirim, do hospital e do cemitério da Candelária. O conjunto fotográfico aponta uma questão que inquieta arquivistas e pesquisadores: a autoria de fotos históricas. A partir do álbum fotográfico de Dana B. Merril, <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon596245/icon596245.pdf" target="_blank"><em>View of reviews or scenes as seen by Engineers, Tropical tourist, Global Trotters, Knights of fortune and Tramps: Madeira-Mamoré Ry. Brazil</em>, South America</a>, pertencente à Biblioteca Nacional, e da publicação aqui no portal do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">A construção da Madeira-Mamoré, a “Ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a>, </em>de autoria de Andrea Wanderley, é possível indagar: seria Dana Merril o autor das fotografias em papel do arquivo de Belisário Penna?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Trilhos sobre a floresta: imagens da construção da E.F. Madeira-Mamoré</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d’Avila*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O arquivo de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Augusto de Oliveira Penna (1868-1939)</a>, sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, reúne cartas, relatórios, artigos e mapas, entre outros documentos referentes à vida pessoal e à trajetória profissional do sanitarista. O material inclui itens de tipologias distintas sobre as campanhas de saneamento rural empreendidas por ele e suas investigações científicas sobre eugenia. Dentre esses itens, dois em especial ganham destaque no arquivo: a série “Fotografias” e o dossiê “Madeira-Mamoré”, com 70 imagens sobre a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, no início do século XX (séries, subséries e dossiês compõem a nomenclatura da Arquivologia para a organização de arquivos históricos).<br />
A relevância do material se justifica. As fotos registram a monumental obra de construção da estrada de ferro, iniciada em 1907 para ligar Porto Velho à Guajará-Mirim, cortando a floresta amazônica no estado de Rondônia. Para além da qualidade estética das imagens e dos modos de ocupação da floresta ali revelados, o conjunto fotográfico aponta uma questão que inquieta arquivistas e pesquisadores: a autoria de fotos históricas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 834px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6667" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6667/BP-06-TP-01-009.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="824" height="568" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6667" target="_blank">Comitiva em Santo Antônio por ocasião da inauguração do primeiro trecho da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, 1910. Santo Antônio, Rondônia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/196" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do dossiê Madeira-Mamoré do acervo da Fiocruz disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>As imagens do arquivo de Penna sobre a <em>Ferrovia do Diabo</em> &#8211; como ficou conhecida a estrada, em razão dos milhares de mortos por malária, beribéri e outras doenças tropicais durante a sua construção -, estão nesse rol de fotografias históricas de autoria não-identificada. Contudo, um arquivo sob a guarda da Biblioteca Nacional pode elucidar o mistério.</p>
<p>No artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">A construção da Madeira-Mamoré, a “Ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a> (1)</em>, a editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, destaca o álbum fotográfico de Merril, <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon596245/icon596245.pdf" target="_blank"><em>View of reviews or scenes as seen by Engineers, Tropical tourist, Global Trotters, Knights of fortune and Tramps: Madeira-Mamoré Ry. Brazil</em>, South America(2).</a> A obra, totalmente digitalizada, revela cenas impressionantes da ocupação da floresta e da construção da Madeira-Mamoré. Segundo Wanderley, especula-se que ele produziu, aproximadamente, dois mil negativos de vidro sobre a ferrovia. A partir dessa informação, é possível indagar: seria Dana Merril o autor das fotografias em papel do arquivo de Belisário Penna?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 911px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6666" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6666/BP-06-TP-01-008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="901" height="633" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6666" target="_blank">Obras de construção da Via Férrea &#8211; Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, 1910. Santo Antônio, Rondônia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o pesquisador do Departamento de Arquivo e Documentação da COC, Ricardo Augusto dos Santos, especialista em Belisário Penna (3), provavelmente sim. “Não podemos afirmar categoricamente, mas que outro fotógrafo iria estar naquele momento, naquela região?”. Faz sentido. Afinal, Merril havia sido contratado pelo empresário (também norte-americano) Percival Farquhar (1964-1953), para registrar a construção da ferrovia desde o início dos trabalhos, em 1907.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Merrill,+D.+B.+(Dana+B.).&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Dana B. Merrill disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>Aqui vale destacar a trajetória de Farquhar no Brasil, em fase de intensa presença do capital norte-americano e europeu no país. Segundo o Centro de Pesquisa e Documentação da Fundação Getulio Vargas (CPDOC), Farquhar iniciou suas atividades empresariais no Brasil em 1904, fundando a Rio de Janeiro Light &amp; Power, companhia que assumiu concessões de serviços públicos de bondes, iluminação a gás e energia hidrelétrica.</p>
<p>Em 1905, começou a investir na Amazônia. Fundou a Brazil Railway Company (1906), a fim de construir um sistema ferroviário interligando a América do Sul. Em 1907, obteve a concessão para construir a Madeira-Mamoré. Para melhorar a navegação no rio Amazonas e, assim, aumentar a lucratividade do porto de Belém, administrado pela Port of Pará, da qual era proprietário, constituiu a Companhia de Navegação da Amazônia. Seu império no Brasil incluiu, além de ferrovias e portos, exploração de madeira, criação de gado e mineração, nos estados do Sul, Minas Gerais, São Paulo e região Norte (4).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 900px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6665" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6665/BP-06-TP-01-006.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="890" height="630" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6665" target="_blank">Aspecto da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, 1910. Santo Antônio, Rondônia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao arquivo fotográfico, Penna e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a> prestaram consultoria a Farquhar para combater a malária na Madeira-Mamoré. Durante um mês, no ano de 1910, permaneceram em Porto Velho estudando as condições sanitárias na região e propuseram um plano para o combate à doença, que prescrevia o uso diário e compulsório de quinina, plano este plenamente aplicado por Farquhar. Inaugurada em 1912 com 364 quilômetros de extensão, a Ferrovia do Diabo ceifou a vida de um operário a cada dormente assentado, conforme se propagou na época, e foi sucateada até sua final desativação, em 1972.</p>
<p>Cruz e Belisário não testemunharam o fracasso do empreendimento majestoso, mas as 14 imagens selecionadas e disponibilizadas na Brasiliana Fotográfica registram o que provavelmente os olhos dos sanitaristas observaram: o avanço da engenharia humana sobre a opulenta floresta e os danos devastadores causados pelas doenças, como também as conquistas da ciência e das pesquisas biomédicas no processo de modernização do Brasil na Primeira República (1889-1930).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mais sobre a ferrovia</strong>:</p>
<p>Com 364 quilômetros de extensão entre Porto Velho e Guarajá-Mirim, a Madeira-Mamoré foi inaugurada em 30 de abril de 1912. Sua rentabilidade logo seria abalada pela crise do principal produto de exportação da Amazônia, a borracha. Os seringais de Ceilão, Malásia, Sumatra, Java e Bornéus, organizados de maneira mais produtiva e racional pelos ingleses e holandeses, logo alcançaram o patamar brasileiro de produção. A ferrovia foi inaugurada no último ano em que a exportação brasileira de borracha superou a do Oriente. No mesmo ano a Madeira Mamoré Railway apresentou ao governo os custos finais da construção da ferrovia, em dinheiro e vidas. Dos 21.817 trabalhadores contratados, 1.552 morreram no Hospital da Candelária, excluindo-se dessa cifra os que tombaram ao longo da linha, os não contratados (tarefeiros) e aqueles que faleceram nos hospitais de Belém, Manaus ou mesmo em seus países de origem. Ferreira (2005, p.301, 302) estimou o total de mortos em 6.208 pessoas (5).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Notas:</p>
<p>1 &#8211; WANDERLEY, Andrea. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">A construção da Madeira-Mamoré, a “Ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a>, </em>publicado na Brasiliana Fotográfica em 16 de janeiro de 2018 -<em> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460</a></p>
<p>2 &#8211; <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon596245/icon596245.pdf" target="_blank"><em>View of reviews or scenes as seen by Engineers, Tropical tourist, Global Trotters, Knights of fortune and Tramps: Madeira-Mamoré Ry. Brazil</em>, South America</a> &#8211; <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon596245/icon596245.pdf" target="_blank">http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon596245/icon596245.pdf</a> &#8211; Acervo da Biblioteca Nacional, uma das fundadoras da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>3 &#8211; SANTOS, Ricardo Augusto dos.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank"><em> O sanitarista Belisário Penna (1868-1939), um dos protagonistas da história da saúde pública no Brasil</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica em 28 de setembro de 2018 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777</a>. Sobre Penna, ver também SANTOS,Ricardo Augusto dos. <a href="http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0211-95362012000100003" target="_blank"><em>O Plano de Educação Higiênica de Belisário Santos &#8211; 1900 -1930</em></a>. <em>Dynamis</em>, 2012, vol. 32, nº 1 &#8211; pag 45-68. <a href="http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0211-95362012000100003" target="_blank">http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0211-95362012000100003</a></p>
<p>4 &#8211; <a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/FARQUHAR,%20Percival.pdf">https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/FARQUHAR,%20Percival.pdf</a></p>
<p>5 &#8211; BENCHIMOL, Jaime Larry; SILVA. André Filipe Cândido da. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702008000300009" target="_blank">Ferrovias, doenças e medicina tropical no Brasil da Primeira República.</a> História, Ciências, Saúde &#8211; Manguinhos</em>,  vol.15,  no.3, pág 719 &#8211; 762, julho/setembro de 2008 &#8211; <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702008000300009">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702008000300009</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cristiane d’Avila  é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Fotografias idênticas no álbum de Dana Merril, do acervo da Biblioteca Nacional, e no arquivo de Belisário Penna, </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>do acervo da Casa de Oswaldo Cruz, disponíveis na Brasiliana Fotográfica</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #333333;">Cemitério da Candelária</span></strong></p>
<div style="width: 789px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6669" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6669/BP-06-TP-01-012.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="779" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6669" target="_blank">Cemitério localizado atrás do Hospital Candelária, 1910. Porto Velho, Rondônia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 786px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3819" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3819/icon1435907.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="776" height="612" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3819" target="_blank">Dana B. Merrill. Grave Yard Candelária, 1878/1910. Porto Velho, Rondônia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Farmácia</strong></p>
<div style="width: 807px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6662" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6662/BP-06-TP-01-025.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="797" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6662" target="_blank">Farmácia do Hospital da Candelária, 1910. Porto Velho, Rondônia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<div style="width: 813px" class="wp-caption aligncenter"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3873/icon1435961.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="803" height="626" /><p class="wp-caption-text">Dana B. Merrill. [Construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré] : boticário, 1907/1912. Amazônia / Acervo Fundação Biblioteca Nacional</p></div>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2019 18:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Francisco Pereira Passos]]></category>
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		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>

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		<description><![CDATA[Francisco Pereira Passos (1836-1913), que foi prefeito do Rio de Janeiro entre 1902 e 1906, quando liderou uma série de obras de reurbanização da cidade, teve uma atuação profissional importante como engenheiro, principalmente no que se refere ao trabalho de construção de ferrovias, no final do século XIX. Na ocasião, a fotografia passou a ser amplamente utilizada pelos engenheiros como recurso para estudos de projetos e execuções das obras ferroviárias e Marc Ferrez (1843 - 1923) foi um dos principais fotógrafos contratados para o registro das construções de ferrovias. A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores um artigo sobre o assunto, de autoria da historiadora Maria de Fátima da Silva Morado, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal,  com a publicação de imagens produzidas por Ferrez, uma colagem de fotos do alemão Alberto Henschel (1827 - 1882), e registros de fotógrafos ainda não conhecidos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Francisco Pereira Passos (1836-1913), que foi prefeito do Rio de Janeiro entre 1902 e 1906, quando liderou uma série de obras de reurbanização da cidade, teve uma atuação profissional importante como engenheiro, principalmente no que se refere ao trabalho de construção de ferrovias, no final do século XIX. Na ocasião, a fotografia passou a ser amplamente utilizada pelos engenheiros como recurso para estudos de projetos e execuções das obras ferroviárias e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) foi um dos principais fotógrafos contratados para o registro das construções de ferrovias. A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores um artigo sobre o assunto, de autoria da historiadora Maria de Fátima Morado, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal,  com a publicação de imagens produzidas por Ferrez, uma colagem de fotos do alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882),</a> e registros de fotógrafos ainda não conhecidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>A aliança entre engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Maria de Fátima Morado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836–1913)</a> é, usualmente, identificado como o prefeito do “bota-abaixo”, pois sob sua polêmica gestão (1902-1906) a cidade do Rio de Janeiro passou por obras de modernização que implicaram na remoção dos habitantes pertencentes às camadas populares da região central para áreas mais afastadas e sem recursos. A sua atuação profissional, enquanto engenheiro, apesar de pouco conhecida não é menos relevante, principalmente no que se refere ao trabalho de construção de ferrovias, no final do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4996/FPft0151%282%29.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank">Augusto Malta. Família Pereira Passos: Pereira Passos, Maria Rita Passos, Maria Paula Passos de Castro, Francisco de Oliveira Passos, Olímpia Passos e Maria Ernestina T. de Castro, 14 de novembro de 1910. Rio de janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pereira Passos formou-se engenheiro pela Escola Militar da Corte, em 1856, “e, no ano seguinte, foi nomeado adido à legação brasileira em Paris, ocasião em que teve a oportunidade de frequentar os cursos da <em>École de Ponts et Chaussées</em> e de se dedicar a estudos sobre hidráulica, construção de portos, canais e estradas de ferro”. (MOTTA, 2015). De volta ao Brasil, atuou num dos ramos mais promissores da engenharia, a construção de estradas de ferro, demanda requerida pelo auge da produção cafeeira e seu necessário escoamento, que deveria ser feito de forma mais eficiente.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4886/discover?query=%22fotografia+de+ferrovias%22&amp;submit=Ir&amp;rpp=10" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias de ferrovias do acervo do Museu da República disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>Em 1881, com a fundação do Clube de Engenharia, que teve Pereira Passos como um dos membros mais influentes, os engenheiros passaram a exercer um poder estratégico em relação às obras públicas de infraestrutura e conforme o artigo 1º de seu Estatuto ficou definido que “a sociedade – Club de Engenharia &#8211; tem por objecto promover e estreitar relações entre as classes de engenharia e as dos vários ramos industriais, no que diz respeito aos interesses recíprocos das suas profissões” (<a href="http://legis.senado.leg.br/legislacao/ListaTextoSigen.action?norma=592073&amp;id=14381963&amp;idBinario=15630911&amp;mime=application/rtf" target="_blank">Decreto nº 8253 de 10/09/1881</a>). Em 1882, o Clube patrocinou o I Congresso de Estradas de Ferro e, em 1887, realizou a I Exposição das Estradas de Ferro no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1145px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6456" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6456/fpft1970000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1135" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6456" target="_blank">Marc Ferrez. Estrada de Ferro Sapucai, s/d. Ponte sobre o rio Paraíba / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A fotografia passou a ser amplamente utilizada pelos engenheiros como recurso para estudos de projetos e execuções das obras, não excluindo a função social para a difusão e propaganda dessas modernizações, por exemplo, através da confecção de cartões-postais. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> foi um dos principais fotógrafos contratados para o registro das construções de ferrovias. “A engenharia ferroviária demandava imagens detalhadas da evolução das obras de engenharia (edifícios de passageiros, túneis, pontes, aterros, cortes)” (OLIVEIRA, 2018). A fotografia também servia como recurso no incentivo entre os acionistas para investimentos no empreendimento ferroviário. Para a divulgação desse processo modernizador foram comercializados álbuns fotográficos e realizadas exposições de fotos de engenharia em salões nacionais e internacionais.</p>
<p>A Coleção Família Passos, do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, além de extensa documentação textual, dispõe de uma série de fotos sobre a construção de ferrovias, bem como estações e locomotivas. Além das fotografias produzidas por Marc Ferrez, existe uma colagem de fotos de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1982)</a>, importante fotógrafo alemão que atuou no Brasil, nesse mesmo período.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1218px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6448/fpft1870000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1208" height="800" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6448" target="_blank">Alberto Henschel. Estrada de Ferro D.Pedro II: vista do ramal, do túnel e da estação marítima na Gamboa, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Cronologia da carreira de Pereira Passos no setor ferroviário</span></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 486px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5132" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5132/FPft0469.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="476" height="358" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5132" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos durante cerimônia de inauguração da pedra fundamental de monumento em sua homenagem, 15 de junho de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1862</span> </strong>- Atuou em comissões de estudos de prolongamento e acompanhamento de obras da Estrada de Ferro Dom Pedro II.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1864 &#8211; 1867</span> </strong>- Foi  engenheiro-fiscal da construção da linha que ligou Santos a Jundiaí. Na condição de funcionário do governo imperial, fiscalizou a obra da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, inaugurada em 1867 como São Paulo Railway.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1868 &#8211; 1869</span> </strong>- Substituiu J. Whitaker na comissão encarregada dos estudos e exploração do traçado de prolongamento da Estrada de Ferro D. Pedro II até o Rio São Francisco.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1870 a 1873</span> – </strong>Foi consultor técnico do Ministério da Agricultura e Obras Públicas, em Londres. Publicou um livro intitulado <em>Caderneta de Campo</em>, trabalho utilizado pelos engenheiros brasileiros dedicados à construção de ferrovias.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876 &#8211; 1880</span></strong> &#8211; Atuou como engenheiro-presidente na Estrada de Ferro Dom Pedro II. Conduziu a ampliação da estação da Corte e as construções do ramal ferroviário e da estação marítima, na Gamboa. Este complexo foi inaugurado em junho de 1880.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881 &#8211; 1884</span></strong> &#8211; Elaborou o projeto de engenharia da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá; o prolongamento da Estrada de Ferro Petrópolis, no trecho da Raiz da Serra do Mar até Petrópolis; e a Estrada de Ferro Corcovado. Para as duas últimas introduziu o uso do sistema com trilho central dotado de encaixes, nos quais uma roda dentada se apoia para impulsionar o trem, conhecido como cremalheira. A Estrada de Ferro do Corcovado foi construída em conjunto com Marcelino Roma e Lopes Ribeiro e é a primeira via de turismo criada na Corte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 969px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6447" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6447/fpft1860000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="959" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6447" target="_blank">Marc Ferrez. Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba: ponte sobre o Rio São João, onde aparece uma composição com passageiros, s/d. Paraná/ Acervo Museu da República</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6447" target="_blank"> </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1003px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6443" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6443/fpft1040000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="993" height="707" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6443" target="_blank">Anônimo. Vagão tombado em uma estrada de ferro, s/d / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é Historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span><br />
LAMARÃO, Sérgio; URBINATI, Inoã Carvalho. <em>Clube de Engenharia</em>. In: Dicionário histórico-biográfico da Primeira República &#8211; 1889-1930. Coordenação: Alzira Alves de Abreu. FGV, 2015.</p>
<p>MOTTA, Marly. <em>Pereira Passos</em>. In: Dicionário histórico-biográfico da Primeira República &#8211; 1889-1930. Coordenação: Alzira Alves de Abreu. FGV, 2015.</p>
<p>OLIVEIRA, Eduardo Romero. <em>Vistas fotográficas das ferrovias: a produção de registros de obra pública no Brasil do século XIX</em>. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.25, n.3, jul-set 2018, p.695-723.</p>
<p>PINHEIRO, Manoel Carlos; FIALHO JR, Renato. <em>Pereira Passos: vida e obra</em>. Instituto Pereira Passos-Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, ago 2006.</p>
<p>RODRIGUES, Antônio Edmilson Martins; AZEVEDO, André Nunes de. <em>Pereira Passos por ele mesmo</em>. Revista Rio de Janeiro, n. 10 , maio-ago 2003.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Paisagem construída fotografia e memória dos melhoramentos urbanos na cidade do Rio de Janeiro</em>. Varia História, Belo Horizonte, vol. 22, nº 35: p. 64-78, jan-jun 2006.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Pequena cronologia da carreira de Marc Ferrez como fotógrafo no setor ferroviário</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley**</p>
<div style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="336" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Família Ferrez. c. 1912. Marc Ferrez está em pé atrás de sua esposa, Marie, ladeados pelo filho do casal, Julio, e sua mulher, Claire. As crianças são Gilberto e Eduardo, netos de Marc. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Entre 1880 e 1890,  fotografou as construções ferroviárias no Brasil, quando produziu um grande panorama da paisagem brasileira de sua época.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Fotografou as obras da ferrovia Dom Pedro II, em São Paulo e em Minas Gerais, tendo registrado a presença do imperador Pedro II e de sua comitiva na entrada do túnel da Serra da Mantiqueira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3890"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1882, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 337px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2593" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2593/007NGBMF3040cx28-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="327" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2593" target="_blank">Marc Ferrez. Inauguração de túnel com a presença do imperador e comitiva, 1882 / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> – O Club de Engenharia ofereceu uma recepção ao engenheiro hidráulico holandês J. Dirks, o grande especialista da época em portos e canais, que estava de passagem pelo Rio de Janeiro e seguiria para Valparaíso, no Chile. Na ocasião, foi realizada uma exposição de fotografias das estradas de ferro, de autoria de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/958"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de abril de 1883</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1884</strong></span> – Fotografou as obras da ferrovia do Paraná (Paranaguá – Curitiba. O gerente da firma <em>Société Anonyme des Travaux Dyle et Bacalan</em>, empreiteira belga encarregada pelas obras, o futuro prefeito do Rio de Janeiro, o engenheiro Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), presenteou dom Pedro II com 14 fotografias e um álbum de autoria de Ferrez com registros da ferrovia e da província do Paraná.</p>
<p>Exposição de fotografias da estrada de ferro Teresa Cristina, na <em>A la Glacê Elegante </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/4280"><em>Gazeta da Tarde</em>, 11 de novembro de 1884, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Ferrez participou da inauguração da ferrovia do Paraná, a estrada de ferro Paranaguá &#8211; Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/12474" target="_blank"><em>Dezenove</em><em> de Dezembro</em>, 4 de fevereiro de 1885, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Em uma reunião da Sociedade Central de Immigração, da qual faziam parte, entre outros, o astrônomo belga Louis Ferdinand Cruls (1848 – 1908), o pintor italiano Nicolau Facchinetti (1824 – 1900) e o político Alfredo d´Escragnolle Taunay (1843 – 1899), foram apresentadas por esse último, presidente da associação, fotografias da ferrovia do Paraná, de autoria de Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239984/214"><em>A Immigração</em>, agosto de 1886</a>).</p>
<p>O Club de Engenharia aprovou a proposta de Marc Ferrez e de E. de Mascheuk para a execução de “diversos trabalhos concernentes à exposição dos caminhos de ferro”<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2155">Revista de Engenharia</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2155">, 14 de dezembro de 1886, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Ferrez fotografou a ferrovia Dom Pedro II, em Juiz de Fora.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887 </strong></span>- Entre 2 de julho e 2 de agosto, nos salões do Liceu de Artes e Ofícios, por uma iniciativa do Club de Engenharia, realizou-se a Exposição dos Caminhos de Ferro Brasileiros, com a exibição de fotografias de Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2352"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de agosto de 1887</a>). Estiveram presentes no encerramento da exposição, no dia 2 de agosto, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel(1845 &#8211; 1921)</a> e o conde d´Eu (1842 &#8211; 1922), além de outras autoridades. O conselheiro Sinimbu (1810 – 1906) leu o relatório do juri da exposição, do qual também fazia parte o visconde de Mauá (1813 – 1889), Pedro Betim Paes Leme (1846 &#8211; 1918), Christiano Benedicto Ottoni (1811 &#8211; 1896), Carlos Peixoto de Mello (1871 &#8211; 1917), Álvaro Joaquim de Oliveira (1840 &#8211; 1922) e Manoel José Alves Barbosa (1845 &#8211; 1907). Ferrez foi contemplado com uma menção honrosa pelas “magníficas fotografias de importantes trechos de nossas vias férreas, com que concorreu não só para abrilhantar a Exposição como até para suprir algumas lacunas sensíveis de estradas que se não fizeram representar” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/18345"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de agosto de 1887, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/341428/601"><em>Revista de Estradas de Ferro</em>, 31 de agosto de 1887, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Em 25 de novembro, foi inaugurado o tráfego entre as estações de Alcântara e Rio do Ouro da estrada de ferro de Maricá. Marc Ferrez fotografou “instantaneamente ” um grupo de convidados da diretoria das estradas na estação Santa Izabel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2772"><em>Revista de Engenharia</em>, 28 de dezembro de 1888, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Em setembro, Ferrez integrou a comitiva convidada para a  inauguração das obras da ferrovia Benevente-Minas, de Carangola a Benevente, atual Anchieta, no Espírito Santo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7940"><em>Diário de Notícias</em>, 28 de setembro de 1890, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/3404"><em>Revista de Engenharia</em>, 28 de dezembro de 1890</a>, foi publicado um anúncio: “Marc Ferrez – Fotógrafo da Marinha Nacional. Especialista de vistas de estradas de ferro e em geral das grandes obras públicas. Reprodução de plantas com traços pretos sobre fundo branco. Rua São José 8″. O mesmo anúncio voltou a ser veiculado na edição de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/3641">14 de agosto de 1891</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Foi determinado que nas estradas de ferro subvencionadas pelo governo federal fossem liberados passes de ida e volta para Marc Ferrez e um ajudante para que pudessem “levantar fotografias em diversas localidades para o serviço da Exposição Universal Colombiana de Chicago”, que aconteceu entre 1º de maio e 30 de outubro de 1893 para celebrar os 400 anos da chegada do navegador genovês Cristóvão Colombo (1451 – 1506) ao Novo Mundo, em 1492 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/2001"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de agosto de 1892, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Em novembro, Ferrez fotografou, em Búzios, os convidados e a comissão responsável pela construção da Estrada de Ferro Rio de Janeiro-Minas, que uniria o povoado de Búzios a Paquequer, no estado de Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/868"><em>A Notícia</em>, 11 de novembro de 1895, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/215">A <em>Revista da Semana</em> de 21 de outubro de 1900</a>, publicou uma litogravura da Estação Central da Estrada de Ferro da Central do Brasil baseada em uma fotografia de autoria de Marc Ferrez. A <em>Revista da Semana</em> havia sido lançada em 20 de maio por Álvaro de Tefé (1898-?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2589/007NGBMF3040cx11-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="385" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2589" target="_blank">Marc Ferrez. Estação da estrada de ferro Central do Brasil, c. 1899. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904 </strong></span>- Exposição de fotografias da estrada de ferro Central do Brasil de autoria de Ferrez, no Club de Engenharia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/W00037/1647"><em>O Commentario</em>, março de 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; A Casa Marc Ferrez produziu filmes sobre obras em estradas de ferro do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>A construção da Madeira-Mamoré, a &#8220;Ferrovia da Morte&#8221;, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2018 17:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O norte-americano Dana B. Merrill (c. 1887 - 19?) foi o autor da documentação fotográfica da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, na região da floresta Amazônica, no norte do Brasil, entre 1909, quando chegou ao país, até 1910, quando, acredita-se, que partiu. Além do desenvolvimento da obra, registrou com suas lentes aspectos da vida dos trabalhadores da ferrovia, dos índios e de paisagens da região. Esse legado fotográfico é importante para a compreensão do desenvolvimento industrial e das relações de trabalho no Brasil e do processo de ocupação da região Norte.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O norte-americano Dana B. Merrill (c. 1887 &#8211; 19?) foi o autor da documentação da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, na região da floresta Amazônica, no norte do Brasil, entre 1909, quando chegou ao país, até 1910, quando, acredita-se, que partiu. Especula-se que ele tenha produzido aproximadamente 2 mil negativos. Merrill foi contratado pelo engenheiro e empresário norte-americano Percival Farquhar (1864 &#8211; 1953) &#8211; que comandou a construção da ferrovia, entre Porto Velho e Guajará-Mirim, em Rondônia &#8211; para registrar o desenvolvimento da obra. Porém, Merrill foi além disso e, com suas lentes, registrou a vida dos trabalhadores da ferrovia, dos índios e de paisagens da região. Esse legado fotográfico é importante para a compreensão do desenvolvimento industrial e das relações de trabalho no país e do processo de ocupação da região Norte. Seus registros fazem parte do álbum <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon596245/icon596245.pdf"><em>View of reviews or scenes as seen by Engineers, Tropical tourist, Global Trotters, Knights of fortune and Tramps: Madeira-Mamoré Ry. Brazil, South America,</em></a> que pertence ao<b> </b>acervo da Biblioteca Nacional, uma das fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3855" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3855/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3855" target="_blank">Dana B. Merrill. Construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré : trabalhadores, c. 1907 &#8211; 1912. Amazônia / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Merrill,+D.+B.+(Dana+B.).&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Dana B. Merrill disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3841" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3841/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3841" target="_blank">Dana B. Merrill. Construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: habitação, 1907 &#8211; 1912. Amazônia / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Milhares de trabalhadores morreram vitimados pela disenteria, pela malária e por outras doenças tropicais durante as obras da ferrovia, que tiveram início em agosto de 1907 (<a href="https://www.aldonco.com/AldonExpress/ae-2013winter-web.pdf" target="_blank"><em>The Aldon Express</em>, inverno de 2013</a>). Devido a essas mortes, a Madeira-Mamoré ganhou o título de <em>Ferrovia da Morte</em>. Foi inaugurada em 1º de agosto de 1912 e desativada em  julho de 1972 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843911/5291" target="_blank"><em>Alto Madeira</em>, 11 de julho de 1981)</a>. Com 366 quilômetros de extensão, foi seguidamente sucateada até o início da década de 1980, quando, a partir de ações conjuntas do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com a comunidade local, ressurgiu como <em>ícone da força</em> de Rondônia. Apesar de seu fracasso econômico e financeiro, a ferrovia foi fundamental na colonização deste estado. Em 2008, a Madeira-Mamoré foi tombada pelo Iphan.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3813" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3813/icon1435987.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3813">Dana B. Merrill. Pay day in Porto Velho, 1907 -1912. Porto Velho, Rondônia / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Breve perfil de Dana B. Merrill  (c. 1887 &#8211; 19?) </span></strong></em></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3826" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3826/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3826" target="_blank">Dana B. Merrill. Carapunas Indians at Três Irmãos, 1907 &#8211; 1912. Porto Velho, Rondônia / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>A documentação de obras de engenharia foi uma prática comum desde o início da história da fotografia. As ferrovias, um dos símbolos do progresso, foram bastante fotografadas. Portanto, a contratação de um fotógrafo pelos construtores da Madeira-Mamoré não foi uma novidade. Porém, nem sempre essas imagens constituíram um conjunto tão expressivo como o produzido por Merrill. Segundo o historiador e fotógrafo Pedro Ribeiro, isso deveu-se ao <em>gênio do fotográfo</em>.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3843" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3843/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3843" target="_blank">Dana B. Merrill. Construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: trabalhadores, 1907 &#8211; 1912. Amazônia / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Pouco se sabe até hoje sobre a vida de Dana B. Merril. Acredita-se que ele havia trabalhado, antes de vir para o Brasil, para a prefeitura de Nova York e que para lá teria voltado após fotografar a Madeira-Mamoré. Teria nascido em New Hampshire, servido, em torno de 1900, nas forças navais nas Filipinas e, em 1930, residia em Scarsdale, Westchester, no estado de Nova York com sua esposa, Laura, e um funcionário, Elli Peter. Na década de 30, trabalhou para a revista <em>House &amp; Garden</em>. Fotografias produzidas por ele são vendidas pela <em><a href="https://condenaststore.com/art/dana-b-merrill" target="_blank">Conde Nast Collection</a>. </em>Em torno de 1940, fotografou uma aula de figurino no <a href="https://www.flickr.com/photos/prattinstitutelibraries/6166560952/in/photostream/" target="_blank">Pratt Institute, em Nova York</a>. Na Divisão de Arte, Impressos e Fotografias Miriam e Ira  D. Wallach: Coleção de Fotografias, da Biblioteca Pública de Nova York, encontra-se a Coleção <em><a href="https://digitalcollections.nypl.org/collections/views-of-the-estrada-de-ferro-madeira-e-mamor-amazonas-matto-grosso-brazil-sa#/?tab=about" target="_blank">Vistas da Estrada de Ferro Madeira e Mamoré &#8211; Amazonas &amp; Mato Grosso, Brasil, S.A</a>.</em>, com fotografias de autoria de Dana Merril.  Segundo a descrição feita da coleção, as fotografias <em>evocam calor, perigo e trabalho pesado embora numa paisagem de mistério e grande beleza</em>.</p>
<p>Segundo Pedro Ribeiro, Dana B. Merrill foi identificado como autor das fotografias da Madeira-Mamoré devido ao livro <em>The Jungle Route</em>, de Frank Kravigny, o escriturário sobrevivente da construção da ferrovia. Ainda de acordo com Ribeiro:</p>
<p>&#8216;<em>O equipamento fotográfico usado por Dana Merrill era praticamente o mesmo usado pela maioria dos profissionais de então. O formato 13 x 18 cm, considerado pequeno e leve para sua época, era o que mais se adequava às necessidades de deslocamentos freqüentes, por terrenos de difícil locomoção. Para os negativos, além de placas de vidro, mais comuns, Merrill adotou também o uso dos chassis do tipo film pack, que era uma novidade. Estes eram compostos por placas emulsionadas em bases flexíveis, bem mais leves que o vidro, acondicionadas em pacotes, geralmente de doze unidades. Esta opção permitia ao fotógrafo uma considerável economia de peso no equipamento e mais agilidade na troca das chapas. Contudo, a câmara usada continuava sendo aquela convencional, mais apropriada para a execução das documentações tradicionais, tomadas a média distância, rigorosamente enquadradas e privilegiando a pose, que de certa forma era induzida pelo uso compulsório do tripé</em>&#8216;.</p>
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<div style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://bowlersandhighcollars.com/2015/03/20/wild-party-with-dana-b-merrill/" target="_blank"><img src="https://bowlersandhighcollars.files.wordpress.com/2015/03/danabmerill.jpg?w=490" alt="Dana B. Merrill and his young rowdy subjects. Personal Collection" width="490" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://bowlersandhighcollars.com/2015/03/20/wild-party-with-dana-b-merrill/" target="_blank">Dana B. Merrill é, segundo indicado na fotografia, o que está em pé, à direita, c. 1910. Fotografia publicada no site Bowlers and High Collars</a></p></div>
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<p>Como já citado, as imagens produzidas por Dana B. Merrill presentes no acervo da Brasiliana Fotográfica estão no álbum <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon596245/icon596245.pdf" target="_blank">View of reviews or scenes as seen by Engineers, Tropical tourist, Global Trotters, Knights of fortune and Tramps: Madeira-Mamoré Ry. Brazil, South America </a>, </em>disponível na Fundação Biblioteca Nacional (FBN), uma das fundadoras do portal. Além disso, a Coleção Percival Farquhar é custodiada na Divisões de Manuscrito da FBN e é composta por cerca de 2700 documentos manuscritos, fotografias, plantas e mapas, que cobrem as atividades empresariais e a vida pessoal de Farquhar na primeira metade do século XX.</p>
<p>Além da Madeira-Mamoré (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/161993/17786" target="_blank"><em>The Brazilian Review</em>, 18 de julho de 1911</a>), o empresário Percival Farquhar foi responsável pelo arrendamento da ferrovia Sorocabana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/11395" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1907, quarta coluna</a>), pela criação da Sorocabana Railway Company (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/161993/11344" target="_blank"><em>The Brazilian Review</em>, 30 de julho de 1907</a>) e pela construção do porto de Belém (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/873730/12676" target="_blank"><em>Relatório do Ministério da Agricultura</em>, 1907 </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/161993/13486" target="_blank"><em>The Brazilian Review</em>, 27 de outubro de 1908</a>), e pelo controle da Companhia de Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/651" target="_blank"><em>O Século</em>, 28 de fevereiro de 1907, penúltima coluna</a>), entre outros empreendimentos. Foi presidente da Rio de Janeiro Trampway Light Power Company (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348449/3632" target="_blank"><em>Almanaque Garnier</em>, 1908</a>) e fez parte da diretoria da Brazil Railways Company (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/161993/15718" target="_blank"><em>The Brazilian Review</em>, 15 de fevereiro de 1910</a>). Segundo o<a href="http://query.nytimes.com/mem/archive-free/pdf?_r=1&amp;res=9B07E7DB1F3CE633A25751C2A96F9C946396D6CF&amp;oref=slogin" target="_blank"><em> New York Times</em>, 22 de setembro de 1912</a>, no artigo <i>Two New Yorkers Try to &#8216;Harrimanize&#8217; South America,</i> o sonho de Farquhar era dominar todo o transporte ferroviário da América Latina. Ele nasceu em York, na Pensilvânia, em 1864, e faleceu em Nova York, em 4 de agosto de 1953. Uma curiosidade: Farquhar morou na cobertura do Edifíco Biarritz, uma das mais belas edificações art decó do Rio de Janeiro, no bairro do Flamengo.</p>
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<div id="attachment_10472" style="width: 440px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://query.nytimes.com/mem/archive-free/pdf?_r=1&amp;res=9B07E7DB1F3CE633A25751C2A96F9C946396D6CF&amp;oref=slogin" target="_blank"><img class="wp-image-10472 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/percival.jpg" alt="percival" width="430" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://query.nytimes.com/mem/archive-free/pdf?_r=1&amp;res=9B07E7DB1F3CE633A25751C2A96F9C946396D6CF&amp;oref=slogin" target="_blank">Percival Farqhart,<em> New York Times</em>, 22 de setembro de 1912</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"> <em><strong><span style="color: #800000;">Um pouco da história da ferrovia Madeira-Mamoré</span></strong></em></p>
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<p>&#8216;<em>Devido ao alto preço da borracha no mercado mundial, a ocupação do Vale do Guaporé pelos portugueses levou a região do alto Madeira a Mamoré a intensificar a produção da colheita do látex. A ligação que ia do Mato Grosso ao Atlântico, através dos rios Guaporé, Mamoré, Madeira e Amazonas, era o percurso realizado no escoamento da produção comercial do Brasil e da Bolívia. A ideia de construir uma ferrovia surgiu em 1861, mas somente em 1877 é assinada Madeira – Mamoré Railway Co., um empreendimento incorporado pelos irmãos americanos Philips e Thomas Collins. Da Filadélfia, no ano de 1878, partiram engenheiros e demais trabalhadores junto com toneladas de máquinas, ferramentas e carvão mineral. Dada a insalubridade do local aliada à falta de alimentação, o único saldo positivo foi a construção de sete quilômetros de trilhos assentados. Vencidos pelas doenças e pela fome, foram poucos os trabalhadores que sobreviveram. A partir de janeiro de 1879, com a falência da empresa Collins decretada, não havia mais o que fazer. Com a assinatura do Tratado de Petrópolis em 17 de novembro de 1903 entre a Bolívia e o Brasil, o Estado do Acre, que à época se fazia uma região pertencente à Bolívia, formalizou-se incorporado ao território brasileiro. Com esse acordo, o Brasil pagou à Bolívia dois milhões de libras esterlinas, cedeu algumas terras do Amazonas e se comprometeu com a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, com o seu trajeto desde o porto de Santo Antônio, no rio Madeira, até Guajará-Mirim, no Mamoré, com um ramal chegando à Vila Bela, Bolívia, o que permitiria o uso de ambos os países com direito às mesmas franquias e tarifas. O Brasil ficava obrigado a construir a estrada de ferro no prazo máximo de quatro anos. Com a concorrência vendida ao americano Percival Farquhar, foi adotado o mesmo nome usado pelos irmãos Collins: Madeira Mamoré Railway Co.. Saíram de Nova York em 1907. A partir do ano de 1909, quando a ferrovia já contava com 74 km construídos, Dana Merrill, fotógrafo nova-iorquino oficial contratado pela Brazil Railway Company, desembarcou em Porto Velho onde começou os seus primeiros registros dos avanços e percalços no campo das obras ferroviárias. Especula-se a produção de 2 mil chapas em sua estada na Amazônia. Em meio a exemplares da fauna e flora, membros de populações indígenas são registrados em contato com os personagens da obra dominante. Seus registros como cronista do caminho do ferro seguem até o ano de 1910, quando se supõe que Merrill retorna para os Estados Unidos. Sem mais informações sobre a sua vida, Merrill foi revisto no reencontro dos sobreviventes da Exposição Mundial de Nova York, em 1939. A Estrada de Ferro Madeira – Mamoré estava inaugurada em 1912. No entanto a Bolívia, nesse ano, já chegava ao Pacífico por duas ferrovias e estava sendo concluída a sua ligação com o Atlântico, pela Argentina. O canal do Panamá estaria concluído dentro de três anos e, com isso, a Madeira – Mamoré só daria lucro nos dois primeiros anos de atividades, pois a produção ordenada dos seringais do Oriente fariam cair o preço da borracha no comércio internacional. Com a falência de Percival Farquar, os investidores ingleses e canadenses foram obrigados a assumir a administração da ferrovias, o que fizeram até o ano de 1931. Em 1937, Aluízio Pinheiro Ferreira, a mando de Getulio Vargas, assume a direção da ferrovia, que permaneceu em atividade até 1966. Depois de 54 anos de atividade, acumulando prejuízos durante esse tempo, Humberto de Alencar Castelo Branco determina a erradicação da Estrada de Ferro Madeira – Mamoré que seria substituída por uma rodovia. Atualmente, o que restou da ferrovia é um trecho recuperado que atinge a vila de Teotônio. Por falta de recursos para manutenção, o trem trafega apenas no primeiro trecho, mesmo assim, precariamente</em>&#8216; (<a href="http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.html" target="_blank">Site da Fundação Biblioteca Nacional</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4223" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4223/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4223" target="_blank">Dana B. Merrill. Construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré] : trabalhadores nos trilhos, 1907 &#8211; 1912. Amazônia/ Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Curiosidades</strong></span></em></p>
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<p>Uma curiosidade: na tentativa de conter o avanço das epidemias de malária entre os operários da Madeira-Mamoré, foram contratados, em 1910, pela <em>Madeira Mamoré</em> <em>Railway Company</em>, responsável pela construção da ferrovia, os médicos sanitaristas Belisário Penna (1868 &#8211; 1939), que trabalhava na Diretoria Geral de Saúde Pública e Oswaldo Cruz (1872-1917), do então Instituto Soroterápico Federal. Este último dá nome à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8499" target="_blank">Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</a>, uma das instituições parceiras do portal Brasiliana Fotográfica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/1556" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de julho de 1910, última coluna</a>, e <a href="https://agencia.fiocruz.br/bandeirante-da-saúde-oswaldo-cruz-vai-à-ferrovia-do-diabo-pesquisar-as-condições-sanitárias" target="_blank"><em>Agência Fiocruz de Notícias</em>, 26 de janeiro de 2007</a>).</p>
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<div style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://agencia.fiocruz.br/bandeirante-da-saúde-oswaldo-cruz-vai-à-ferrovia-do-diabo-pesquisar-as-condições-sanitárias" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/08/ferrovia_diabo.jpg" alt=" " width="425" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://agencia.fiocruz.br/bandeirante-da-saúde-oswaldo-cruz-vai-à-ferrovia-do-diabo-pesquisar-as-condições-sanitárias" target="_blank">Oswaldo Cruz e Belisário Penna/ Acervo Fiocruz</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;">Outra curiosidade</span>: negativos de vidro e acetato de autoria de Merrill sobre a construção da ferrovia foram entregues ao jornalista Manoel Rodrigues Ferreira, em 1956, pelo repórter fotográfico Ari André, que os havia recebido do filho do engenheiro alemão Rodolfo Kesselring, que havia trabalhado na Madeira-Mamoré. Manoel Rodrigues Ferreira publicou 17 reportagens sobre o assunto no jornal <em>A Gazeta</em>. Após consultar os arquivos da Madeira-Mamoré, que seriam incinerados quando a ferrovia foi desativada, lançou, em 1959, pela editora Melhoramentos o livro <em>A Ferrovia da Morte. </em>A identificação da autoria dos negativos só foi possível, em 1962, quando Manoel conheceu o livro escrito por Frank Kravigny, <em>The Jungle Route</em>, de 1940.</p>
<p><span style="color: #800000;">Uma última curiosidade</span>: após uma série de manifestações de entidades culturais contra o abandono da Madeira-Mamoré, o governo decidiu, em 1979, preservar um trecho de 25 quilômetros da ferrovia para uso turístico. O extinto Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; Sphan &#8211;  atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; Iphan &#8211; solicitou a Manoel Rodrigues Ferreira o empréstimo dos negativos de autoria de Merrill para reproduzi-los. Os negativos foram, então, duplicados pelo fotógrafo alemão <a href="https://ims.com.br/2017/06/01/sobre-hans-gunter-flieg/">Hans Gunther Flieg (1923-2024)</a> que os entregou ao fotógrafo do Sphan, José Romeu Caccione. Esses 189 negativos pertencem ao acervo do Museu Paulista da USP.  A obra de Flieg, composta por cerca de 35 mil negativos em preto e branco, foi adquirida do próprio fotógrafo pelo IMS em julho de 2006.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://agencia.fiocruz.br/bandeirante-da-saúde-oswaldo-cruz-vai-à-ferrovia-do-diabo-pesquisar-as-condições-sanitárias" target="_blank">Agência Fiocruz de Notícias</a></p>
<p>Catálogo da exposição Ferrovia Madeira-Mamoré: Trilhos e Sonhos – Fotografias. <em><a href="http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/efmm/exposicao-fotos-EFMM-5.shtml#ast" target="_blank">O fotógrafo Dana Merrill</a>, </em>de Pedro Ribeiro. BNDES e Museu Paulista da USP, 2002. Cortesia Carlos E. Campanhã.</p>
<p>Catálogo da exposição Ferrovia Madeira-Mamoré: Trilhos e Sonhos – Fotografias. <em><a href="A Coleção Dana Merrill:  Momentos decisivos para sua recuperação">A Coleção Dana Merrill: Momentos decisivos para sua recuperação</a>, </em>de Silvia Maria do Espírito Santo. BNDES e Museu Paulista da USP, 2002. Cortesia Carlos E. Campanhã.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>FERREIRA, Manoel Rodrigues. <em>A ferrovia do diabo: história de uma estrada de ferro na Amazônia</em>. 3ª ed. São Paulo: Melhoramentos, 1982.</p>
<p>GERODETTI, João Emilio; CORNEJO, Carlos. <em>Railways of Brazil in Postcards and Souvenir Albums. São Paulo: </em>Solaris Edições Culturais, 2015.</p>
<p>KRAVIGNY, Frank. <em>The Jungle Route. </em>Nova York: <span dir="ltr">O. Tremaine Company</span>, 1940.</p>
<p>NEELEMAN, Gary; NEELEMAN, Rose; DAVIS, Wade. <em>Tracks in the Amazon. The Day-to-Day Life of the Workers on the Madeira-Mamoré Railroad</em>. Utah: University of Utah Press, 2013.</p>
<p><a href="https://bowlersandhighcollars.com/2015/03/20/wild-party-with-dana-b-merrill/" target="_blank">Site Bowlers and High Collars</a></p>
<p><a href="http://www.bbc.com/news/world-latin-america-11759414" target="_blank">Site da BBC</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21986/dana-merrill" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.html" target="_blank">Site da Fundação Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/biografias/belisario_pena" target="_blank">Site do CPDOC</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/528/" target="_blank">Site do Iphan</a></p>
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		<title>Um fotógrafo inglês na Bahia: Benjamin Robert Mulock (18/06/1829 &#8211; 17/06/1863)</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jun 2017 14:08:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre 1859, quando chegou ao Brasil, e 1862, quando retornou à Inglaterra, o fotógrafo e engenheiro inglês Benjamin Robert Mulock (1829 - 1863) documentou a construção da estrada de ferro Bahia a São Francisco, cuja primeira seção foi inaugurada em 1860. Em torno de 1861, vinte e sete dessas fotografias e também 32 imagens da cidade de Salvador e do interior da Bahia atribuídas a ele foram presenteadas a d. Pedro II. Mulock foi internado em um asilo de doentes mentais, em 7 de junho de 1863, fugiu cinco dias depois, foi atropelado e faleceu em decorrência dos ferimentos em 17 de junho.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 675px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3544" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3544/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="665" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3544" target="_blank">Benjamin R. Mulock. Locomotive engine : Bahia &amp; San Francisco Railway, entre 1859 e 1861. Bahia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1º de novembro de 1859, quando chegou ao Brasil, e abril de 1862, quando voltou à Inglaterra, o fotógrafo e engenheiro inglês Benjamin Robert Mulock (1829 &#8211; 1863) documentou a construção da estrada de ferro da Bahia a São Francisco, uma das primeiras do Brasil, cuja primeira seção foi inaugurada em 28 de junho de 1860. Vinte e sete dessas fotografias, que narram a história da construção da ferrovia, e também 32 imagens da cidade de Salvador e do interior da Bahia, atribuídas a Mulock, foram presenteadas a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a> pelo empreiteiro da obra, o engenheiro civil inglês John Watson (1816-1890), por volta de 1861.</p>
<p>Mulock é considerado um dos mais interessantes e expressivos paisagistas urbanos da fotografia oitocentista no Brasil, onde trabalhou, na Bahia. <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon168223/icon168223.jpg" target="_blank">Um grande panorama fotográfico de Salvador,</a> produzido por ele, a partir do Forte do Mar, entre 1859 e 1861, é uma das mais importantes fotografias da cidade no século XIX. Com muita nitidez, veem-se os principais prédios da capital baiana, cuja série de vistas de sua autoria é um importante e excelente registro de imagens de Salvador. A produção de Mulock é marcada por um caráter racional decorrente, talvez, de sua formação de engenheiro. Seus conhecimentos nessa área o habilitavam, em suas fotografias relativas à estrada de ferro, a escolher as melhores perspectivas e a reconhecer os elementos indispensáveis para uma documentação fotográfica útil para futuras construções ferroviárias.</p>
<p>Segundo Pedro Vasquez, seu estilo antecipou a abordagem direta que viria a ser adotada no século XX, <em>a straight photography (a fotografia direta)<strong>(1)</strong>, levada ao paroxismo da depuração e impacto pelo norte-americano Walker Evans</em> (1903 &#8211; 1975).</p>
<p>Ainda sobre o estilo de Mulock, Weston J. Naef (1942 &#8211; ) e Gilberto Ferrez (1908 &#8211; 2000) comentaram no livro <em>Pioneer photographers of Brazil: 1840-1920</em>:</p>
<p>&#8216;<em>Em suas cenas urbanas, Mulock cultivava um estilo totalmente desprovido de artifícios derivados das convenções artísticas tradicionais. Ele gostava de posicionar sua câmara bem no meio da rua, como se qualquer ponto de vista fosse bom o bastante, mas ainda assim sua composição possui uma intensa coerência visual baseada numa construção estritamente fotográfica, de tal forma que seria difícil produzir a mesma imagem a partir de qualquer outro meio de expressão</em>&#8216;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 669px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2223" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2223/007A5P3F12-16.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="659" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2223" target="_blank">Benjamin Mulock. Ladeira de São Bento, c. 1860. Salvador, Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=mulock&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Benjamin Robert Mulock disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pouco antes da chegada de Mulock ao Brasil, o italiano de origem alsaciana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> realizou uma série de registros da construção de outra estrada de ferro, a Recife-São Francisco, em 1858. O fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> foi contemporâneo de Mulock e muitas das vistas produzidas pelos dois da capital baiana eram bastante parecidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Breve perfil e cronologia de Benjamin Robert Mulock</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;">A vida familiar de Benjamin Mulock foi bastante conturbada devido à insanidade de seu pai, o irlandês Thomas Samuel Mulock (1789 -1868), que se casou com Dinah Mellard (1794-1845), em 7 de junho de 1825. Seus irmãos foram Thomas Mellard Mulock (1827 &#8211; 1847), que estudou pintura com William Holman Hunt (1827 &#8211; 1910), fundador, em 1848, juntamente com Dante Gabriel Rossetti (1828 &#8211; 1882) e John Everett Millais (1829 &#8211; 1896), do grupo artístico Irmandade Pré-Rafaelita; e Dinah Maria Mulock Craik (20/04/1826 &#8211; 12/10/1887), que se tornaria uma famosa poeta e romancista. Durante sua vida, Benjamin trabalhou como fotógrafo e engenheiro, tendo morado em diferentes cidades da Inglaterra, na Austrália, no País de Gales, no Brasil e na Rússia. Tentou casar-se e também buscou obter uma estabilidade financeira, o que nunca conseguiu. Em 1863, foi internado por suas tendências suicidas, fugiu do hospital, foi atropelado e faleceu em 17 de junho do mesmo ano.</p>
<div id="attachment_15325" style="width: 256px" class="wp-caption alignleft"><img class="wp-image-15325 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/mulock.jpg" alt="mulock" width="246" height="338" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://mulock.blogspot.com/" target="_blank">Benjamin Robert Mulock, em 1858 / Site Benjamin R. Mulock Photographer</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1829</strong></span> &#8211; Benjamin Robert Mulock nasceu em 18 de junho, no condado de Staffordshire, na Inglaterra, filho do pregador evangélico dublinense Thomas Samuel Mulock (1789 &#8211; 1869), um fanático religioso de origem humilde, e da inglesa Dinah Mellard (1794-1845), órfã de um próspero industrial do ramo de curtumes. Eles haviam se casado em 7 de junho de 1825. Benjamin foi o mais novo entre seus irmãos Thomas Mellard Mulock (1827 &#8211; 1847) e Dinah Maria Mulock Craik (20/04/1826 &#8211; 12/10/1887).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1830</strong> </span>- Seu pai, Thomas Samuel Mulock foi, pela primeira vez, internado no <em>Stafford County Lunatic Asylum,</em> hospital para doentes mentais, onde ficou do dia 1º ao dia 10 de maio.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1831</span> </strong>- Thomas Samuel Mulock perdeu sua paróquia e a família foi viver em Newcastle-under-Lyme.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1832 -</strong></span> Em 2 de dezembro, o pai de Benjamin, que devido a seu temperamento era conhecido como <em>Moloch Sangrento, </em>uma alusão a um demônio da tradição cristã e cabalística, foi internado de novo no <em>Stafford County Lunatic Asylum,</em> onde permaneceu sete anos.</p>
<p style="text-align: left;">Nos últimos anos dessa década, Dinah Mellard, mãe de Benjamin, fundou, com a ajuda de sua filha, uma pequena escola em Newcastle-under-Lyme.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1839</span></strong> &#8211;  Com a morte da avó materna de Benjamin, a família Mulock herdou algum dinheiro.</p>
<p style="text-align: left;">Em 31 de dezembro, seu pai deixou o <em>Stafford County Lunatic Asylum</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1840 </span></strong><span style="color: #333333;">- A família foi para Londres, onde passou a ter uma vida mais confortável. Moravam em Earls Court Terrace. Benjamin começou a estudar piano e concertina. Entre esse ano e por volta de 1845, quando Dinah, a mãe, faleceu, os Mulock tiveram uma vida cultural interessante. Thomas Samuel tornou-se amigo de Charles Mathews, gerente do <em>Covent Garden</em>, que convidava constantemente os Mulock para ocuparem uma frisa no teatro. Conviveram com atores, comediantes, e escritores, como George (1804 &#8211; 1878) e Maria Lovell (1803-1877), também atriz; a poeta Eliza Leslie (1787 &#8211; 1858), e o editor Samuel Carter Hall (1800 &#8211; 1889).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1842</strong></span> &#8211; Sua mãe começou a apresentar problemas de saúde.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1843</strong></span> &#8211; Benjamin começou a se interessar por Engenharia Civil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1844</strong></span> &#8211; Sua mãe e sua irmã voltaram temporariamente para o condado de Staffordshire, provavelmente na esperança de que a saúde da mãe melhorasse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9074" style="width: 201px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/pai.jpg"><img class="wp-image-9074 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/pai.jpg" alt="pai" width="191" height="243" /></a><p class="wp-caption-text">O pai de Benjamin, Thomas Samuel Mulock, c. 1823. Fotografia publicada no livro The Mellards and Their Descendants, 1915.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1845</span></strong> &#8211; Em Londres, Benjamin, seus irmãos e mãe foram abandonados pelo pai, em 21 de março de 1845, Sexta-Feira da Paixão.</p>
<p>Sua mãe, Dinah Mellard Mulock, faleceu em 3 de outubro. Thomas Samuel tentou se reaproximar da filha Dinah.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1846</strong></span> &#8211; Por motivos financeiros, seu irmão Thomas teve que abandonar seus estudos de pintura e passou a trabalhar como capitão de navios. Ele havia estudado pintura com William Holman Hunt (1827 &#8211; 1910), que fundou, em 1848, juntamente com Dante Gabriel Rossetti (1828 &#8211; 1882) e John Everett Millais (1829 &#8211; 1896), o grupo artístico Irmandade Pré-Rafaelita.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1847/ 1848 /1849 </strong></span>- Em Londres, morte de seu irmão, Thomas, em 12 de fevereiro de 1847, após uma queda do navio em que faria sua segunda viagem como capitão da Marinha Mercante.</p>
<p>Benjamin vivia com sua irmã, Dinah, em alojamentos nas cercanias de Tottenham Court Road, e estudava no University College London latim, matemática e filosofia natural como preparação para a Engenharia. No século XIX, a filosofia natural englobava o estudo da astronomia, cosmologia, geologia, física e quimíca.</p>
<p>Dinah completou 21 anos e recebeu sua parte do <em>trust</em> de sua mãe. Ela escrevia contos e poemas que vendia para revistas, jornais e para os anuários de moda de Lady Blessington (1789 &#8211; 1849), além de percorrer editoras fazendo contatos. Em 1849, Dinah, publicou seu primeiro romance, <em>The Ogilvies</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Benjamim completou 21 anos, recebeu sua parte do <em>trust</em> de sua mãe e foi para a Austrália. Desse ano até 1853, estabeleceu uma criação de ovinos e participou da <em>corrida ao ouro</em> no país.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>1854</strong></span> &#8211; Entre esse ano e 1855, Mulock retornou à Europa para tratar um problemas nos olhos, na Suíça e em Marienberg, na Alemanha.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>1855 </strong><span style="color: #333333;">- Alistou-se n</span></span>a <em>Army Works Corps</em> e serviu como engenheiro em uma ferrovia durante a guerra da Criméia, conflito que ocorreu entre 1853 e 1856, na península da Criméia, no mar Negro, ao sul da Rússia e nos Bálcãs.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong></span> &#8211; Retornou à Inglaterra, em julho, e entrou para o <em>Liverpool Public Offices Engineers Department</em>. Como engenheiro, trabalhou para os Correios de Liverpool. Em torno dessa época, Mulock tornou-se um fotógrafo autodidata.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;">Nesse ano, sua irmã publicou <em>John Halifax</em>. No período em que escreveu o livro, foi sustentada por Benjamin.</p>
<p class="style2" style="margin: 0cm 0cm 4.5pt 0cm;">Seu pai voltou a ser internado no asilo de doentes mentais do condado de Stafford, onde permaneceu até 1860.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong> </span>- Em 31 de março, foi lançada a pedra fundamental da ferrovia da Bahia ao São Francisco, que ligava Salvador a Alagoinhas, a primeira da Bahia. Os planos da obra foram levantados pelos <em>engenheiros civis ingleses Henrique Law e John Blount e sua execução contratada a John Watson</em> (1816-1890)<em>, que dela encarregou o engenheiro H. Vignoles</em> (1793 &#8211; 1875) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/8780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de abril de 1857, na segunda coluna sob o título &#8220;Bahia&#8221;</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/12576" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de março de 1858, na quarta coluna</a>). Na época, o presidente da província da Bahia era o desembargador João Lins<em> </em>Vieira Cansansão de Sinimbú (1810 &#8211; 1906), presente na cerimônia do lançamento da pedra fundamental da obra.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong></span> &#8211; Benjamim vivia em Liverpool e sua irmã, Dinah, foi morar com ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9076" style="width: 333px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/irmaos.jpg"><img class="wp-image-9076 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/irmaos.jpg" alt="irmaos" width="323" height="470" /></a><p class="wp-caption-text">Os irmãos Dinah e Benjamin Mulock, em 1858, no Jardim de Linacre Grange, em Bootle, cidade próxima a Liverpool. Fotografia publicada no livro The Mellards and Their Descendants, 1915.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1859</span></strong> &#8211; Dinah e Benjamin mudaram-se para Londres e foram viver em Wildwood Cottage, perto de Hampstead, uma área rural da cidade. Entre fins de 1858 e 1859, Benjamin trabalhou como fotógrafo para John Jabez Edwin Paisley Mayall (1813 -1901), profissional famoso por sua produção de fotografias no formato <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank">cartões de visita</a> da rainha Victoria (1819 &#8211; 1901). No período que se dedicou à fotografia, provavelmente entre 1858 e 1862, Benjamin sofreu doenças de pele decorrentes do uso de produtos químicos no processo fotográfico.</p>
<p>Benjamin embarcou no paquete inglês<em> Oneida</em>, que partiu de Southampton, e chegou ao Brasil em 1º de novembro, onde ficou até 1862. Teria sido contratado na França, onde aprimorava seus conhecimentos de fotografia, pela firma empreiteira do engenheiro civil inglês John Watson (1816-1890), para documentar a construção da estrada de ferro da Bahia ao São Francisco. Segundo o site Salvador Antiga, teria escrito sobre a Bahia: <i>Eu nunca vi um lugar que me agradasse tanto à primeira vista. A Cidade alonga-se pela Baía, de forma crescente. A orla é alta e as casas erguem-se umas sobre as outras, misturando-se com a vegetação dominada por bananeiras e coqueiros, tudo tão verde</i>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9242" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QS7-89ND-P339?i=67&amp;cc=1928179" target="_blank"><img class="  wp-image-9242" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/oneida.jpg" alt="oneida" width="790" height="218" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QS7-89ND-P339?i=67&amp;cc=1928179" target="_blank">Site Family Search &#8211; Entrada de Passageiros na Bahia &#8211; Tabela com ano, mês, dia, procedência, nome da embarcação e nome do passageiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong> </span>- Duas fotografias de sua autoria produzidas na Bahia foram publicadas na<span class="apple-converted-space"> </span><i>Illustrated London News, </i>fundado em 1842 e primeiro jornal ilustrado semanal do mundo.</p>
<p>Em uma carta enviada por sua irmã, Dinah, a ele, em 4 de setembro, ficava evidenciada sua tendência à melancolia: <em>Você trabalhar de modo silencioso e constante apesar das dificuldades, tenho orgulho disso, mas quando você se esfalfa de modo descuidado e inútil, e então fica irritado e vê as coisas de modo melancólico, bem, isto me preocupa bastante, eu admito.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1861</strong></span> &#8211; Em torno desse ano, vinte e sete fotografias da construção da ferrovia e também 32 imagens da cidade de Salvador e do interior da Bahia foram presenteadas a d. Pedro II pelo empreiteiro John Watson.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Em abril, deixou o Brasil e voltou para a Inglaterra, onde passou a viver com sua irmã, Dinah, em Hampstead.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong></span> &#8211;  Em janeiro e fevereiro, trabalhou em Swansen, cidade no País de Gales, como engenheiro. Em abril, Benjamin retornou à Inglaterra e voltou a morar com sua irmã em Hampstead, em Londres.</p>
<p>Benjamin começou a dar sinais de melancolia. Sua irmã, que cuidou dele, tinha medo que ele cometesse suicídio. Em 7 de junho, foi internado na clínica para doentes mentais do Dr. Harrington Tukes, em Hammersmith, Londres. Fugiu cinco dias depois e foi atropelado, tendo morrido dos ferimentos em 17 de junho (<em>Weekly Freeman&#8217;s Journal</em>, 27 de junho de 1863).</p>
<p>Segundo o artigo <em>Mrs. Craik</em>, da escritora escocesa Margaret Oliphant (1828 &#8211; 1887), publicado em 1887,  na <em>Macmillan&#8217;s Magazine</em>, <em>seria impossível penetrar suficientemente nas linhas da reticência vitoriana para descobrir se o problema de Benjamin era com o álcool, com o ópio ou instabilidade mental; ele aparecia e desaparecia, era muito falado, ternamente recebido pela irmã, causando nela ansiedade; rejeitado pelos amigos dela, mas nunca por ela.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1865</strong> </span>- Casamento de Dinah com George Lillie Craik  (1798–1866), escritor e crítico literário escocês.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; Morte de seu pai, Thomas Samuel Mulock.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Morte de Dinah Maria Mulock Craik, em 12 de outubro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 672px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2221" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2221/007A5P3F12-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="662" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2221" target="_blank">Benjamin R. Mulock. Cemitério dos Ingleses, c. 1860. Salvador, Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(1) </em>Fotografia direta &#8211; Straight photography &#8211; O conceito foi  usado para caracterizar uma vertente da fotografia moderna surgida nos Estados Unidos nos anos 1910. O termo foi definido, no texto <a href="http://www.nearbycafe.com/photocriticism/members/archivetexts/photocriticism/hartmann/hartmannstraight.html" target="_blank"><em>Um Apelo em Favor da Fotografia Direta</em></a>, do poeta e crítico de arte Sadakichi Hartmann (1867 &#8211; 1944), publicado na revista <em>American Amateur Photographer, </em>em março de 1904. Refere-se a imagens feitas pelo contato direto da câmera com a realidade, sem intervenções no laboratório ou na cópia, enfatizando a noção de fotografia como expressão subjetiva. Alguns dos expoentes da fotografia direta foram Alfred Stieglitz (1864 &#8211; 1946), Anselm Adams (1902 &#8211; 184), Edward Weston (1886 &#8211; 1958)  e Paul Strand (1890 &#8211; 1976).</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal (org.). <em>A coleção do imperador:</em> fotografia brasileira e estrangeira no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1997. 71 p.</p>
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