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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Estado Novo</title>
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		<title>&#8220;Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)&#8221;, do acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Destaque para a identificação da casa de Tia Ciata</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 13:59:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica imagens inéditas do Rio de Janeiro, do acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ), instituição parceira do portal, desde abril de 2016, quando celebrávamos um ano de existência. Sob a presidência do internacionalista e doutor em Ciência Política, Eliseu Santiago, em parceria com a Aprazível Edições, do jornalista, editor de livros, curador de museus e exposições, Leonel Kaz, o AGCRJ lançou o livro digital "Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)", que revela um valioso e inédito acervo iconográfico da cidade do Rio no período do Es]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica publica imagens inéditas do Rio de Janeiro, do acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ), instituição parceira do portal desde abril de 2016, quando celebrávamos um ano de existência. Sob a presidência do internacionalista e doutor em Ciência Política, Eliseu Santiago, em parceria com a Aprazível Edições, do jornalista, editor de livros, curador de museus e exposições, Leonel Kaz, o AGCRJ lançou o livro digital <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), </em>que revela<em> </em>um valioso e inédito acervo iconográfico da cidade do Rio no período do Estado Novo, sob a presidência de Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954).  A publicação reforça a importância da preservação e difusão do patrimônio histórico e iconográfico do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42917" style="width: 448px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=1" target="_blank"><img class="wp-image-42917 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/achados.jpg" alt="achados" width="438" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=1" target="_blank">Capa do livro digital <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O livro digital está disponível gratuitamente no site do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e da Aprazível Edições promovendo acessibilidade e difusão cultural. Foi financiado pelo Programa de Fomente à Cultura Carioca &#8211; PRÓ-CARIOCA LINGUAGENS, via Edição PNAB &#8211; Política Nacional Aldir Blanc. Lembramos aqui que o acervo do AGCRJ reúne cerca de quatro milhões de itens identificados, além de outros milhões de documentos, fotos e registros ainda em processo de organização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.rio.rj.gov.br/web/arquivogeral/achados-e-perdidos" target="_blank"><strong>Link para o livro digital <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945) </em></strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica disponibiliza 20 das centenas de imagens publicadas no livro. A partir de recursos tecnológicos como a digitalização e o <em>zoom</em>, os registros fotográficos passam a ter outra visibilidade, podendo ser acessados em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/441" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias publicadas no livro <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937 -1945)</em> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14339" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14339/5979.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14339" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Praça da República, 9 de maio de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Vista panorâmica da Praça da República tomada do alto do Paço Municipal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14324" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14324/10674.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14324" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Praça da República, 24 de janeiro de 1944. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Obras de redução da Praça da República para a abertura da Avenida Presidente Vargas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945) </em>é o resultado de uma extensa pesquisa, da recuperação e da digitalização de imagens realizadas por diversos profissionais do AGCRJ. São fotografias inéditas produzidas pelos filhos de Augusto Malta (1864 &#8211; 1957) &#8211; Aristógiton (1904-1954) e Uriel (1910 – 1994). Augusto Malta foi, entre 1903 e 1936, o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro &#8211; cargo criado para ele -, e o mais  importante cronista fotográfico da cidade nas primeiras décadas do século XX, responsável por um legado fotográfico incontornável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada-267x300.jpg" alt="Foto do Arquivo recortada" width="267" height="300" /><p class="wp-caption-text">Anônimo. Augusto Malta. Rio de Janeiro. Acervo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aristógiton Malta, nasceu em 1904, no Rio de Janeiro, e começou a auxiliar o pai na prefeitura, em 1925, ano em que Augusto, quando prestava um serviço para a Sul América, teve um de seus dedos dilacerados, devido a uma explosão ocasionada pelo <em>flash</em> de sua máquina fotográfica. Foi operado e ficou internado no Hospital da Ordem Terceira da Penitência. Aristógiton era filho da primeira esposa de Augusto, Laura Oliveira Campos (1874 &#8211; 1905).  Casou-se com Helena de Freitas Moutinho (1906 – 1975), em 1933. Em 25 de agosto de 1936, Augusto Malta aposentou-se da Prefeitura e foi substituído por ele, a partir de 9 de setembro do mesmo ano. Em 1938, O presidente da República, Getúlio Vargas (1882 – 1954), visitou a “Feira de Amostras”,  uma exposição de diversas secretarias da Prefeitura do Rio de Janeiro. Um dos <em>stands</em> de maior sucesso foi o da Secretaria de Viação, Trabalho e Obras Públicas, que expôs fotos de Augusto Malta e de seu filho, Aristógiton (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;PagFis=58598"><em>A</em> <em>Noite</em>, 31 de outubro de 1938</a>, sob o título “A evolução do Rio através da fotografia”). Foi noticiado que uma foto de sua autoria do Estádio do Maracanã estava nas paredes de todas as repartições da Prefeitura, no hall do Banco da Prefeitura, e também em hotéis em países da Europa, da América do Sul e nos Estados Unidos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_05/18597" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de maio de 1953, primeira coluna</a>). Faleceu em 15 de agosto de 1954 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_05/18597" target="_blank"><em>A Noite</em>, 18 de maio de 1953, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_03/34521" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 17 de agosto de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42799" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/aristogiton.jpg"><img class="size-full wp-image-42799" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/aristogiton.jpg" alt="Aristogiton Malta (1896-1954) / Site Family Search" width="303" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Aristógiton Malta (1896-1954) / Site Family Search</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uriel Malta nasceu, em 28 de setembro de 1910, no Rio de Janeiro, filho da segunda esposa de Augusto, Celina Augusta Verscheuren (1884 – 1969). Passou a trabalhar com o irmão, no Serviço de Fotografia da Prefeitura, em 1937. Já era casado com Hilda de Abreu em 1944. Foi fotógrafo da Prefeitura até fins da década de 1960 e, em 1970, teve assinada a apostila <em>fixando os proventos anuais de inatividade</em>. Uriel faleceu, em Magé, em 5 de agosto de 1994 (Registro Civil do Rio de Janeiro, Site Family Search; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_06/5372" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de julho de 1935, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/73665"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de março de 1937, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/73653" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 3 de abril de 1968, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/78362" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de outubro de 1968, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/80888" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 31 de janeiro de 1969, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_05/1993" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 7 de abril de 1970, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42797" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/urielmalta.jpg"><img class="size-full wp-image-42797" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/urielmalta.jpg" alt="Uriel Malta / Site Family Search" width="286" height="477" /></a><p class="wp-caption-text">Uriel Malta / Site Family Search</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O trabalho de Aristógiton e Uriel ficou durante muitas décadas à sombra da extraordinária obra de seu pai. As imagens de <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em> resgatam a importância do trabalho dos filhos de Augusto Malta, que fotografaram os últimos anos da <em>belle époque</em> carioca assim como seu desaparecimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42943" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=291" target="_blank"><img class="wp-image-42943 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods3.jpg" alt="Aristogiton e Ariel Malta / " width="346" height="236" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=291" target="_blank">Aristógiton e Uriel Malta / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 288 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O lançamento do livro digital foi realizado, em 27 de janeiro último, por Elizeu Santiago e Leonel Kaz, em um evento no AGCRJ. Em seguida, o professor Antonio Edmilson Martins Rodrigues proferiu a palestra <em>Reformas Urbanas e Cultura no Rio do Estado Novo. </em>O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), entidade que apoiou a publicação do livro, foi representada pelo seu presidente, Sydnei Menezes. No dia seguinte, foi realizada uma roda de conversa sob o tema <em>O Rio de Janeiro no Estado Novo: uma perspectiva iconográfica</em>, com os professores Pedro Marreca e Rafael Martins de Araujo, gerente e sub-gerente de Pesquisa do AGCRJ, respectivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14342" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14342/10155.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="594" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14342" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Magazine Parc Royal, 14 de julho de 1943 . Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Aspecto do edifício da Magazine Parc Royal durante sua demolição</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14336/5776.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14336" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Abertura da Avenida Brasil, 3 de abril de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Trabalhadores durante obras para abertura da Avenida Brasil. Ao fundo, à esquerda, o Pavilhão Mourisco, ocupado pela Fundação Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14329/3399.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14329" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Avenida Delfim Moreira, 25 de abril de 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Trabalhadores durante obras de canalização da Avenida Delfim Moreira, no Leblon</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O lançamento do livro digital foi antecedido pelo resgate de cerca de 14 mil imagens &#8211; em positivos com nitrato de prata e negativos &#8211; distribuídas em 11 álbuns, que ainda estão em tratamento arquivístico e que futuramente serão disponibilizadas nos bancos de dados do AGCRJ. Foi uma das descobertas mais relevantes realizadas pela instituição nos últimos anos. As imagens capturam as transformações urbanas, culturais e sociais do Rio de Janeiro, entre 1937 e 1945, quando o interventor do então Distrito Federal, o Rio de Janeiro, era Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42940" style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=26" target="_blank"><img class="wp-image-42940 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods.jpg" alt="&quot;Achados e Perdidos&quot;, página 24." width="387" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=26" target="_blank">O presidente da República, Getúlio Vargas, e o interventor do Distrito Federal, Henrique Dodsworth, visitam o Instituto de Educação por ocasião do batismo de fogo da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial , 1944. Rio de Janeiro, RJ /<em> Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 24 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Retratam um período de grandes transformações na cidade do Rio: por exemplo, a abertura da<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank"> Avenida Presidente Vargas</a> e da Avenida Brasil, a expansão dos subúrbios, a urbanização da Pavuna e da Zona Sul, a finalização da esplanada do Castelo e a inauguração do Jardim de Alah. Mais de 500 edifícios desapareceram.</p>
<div class="x14z9mp xat24cr x1lziwak x1vvkbs xtlvy1s x126k92a"></div>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14334" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14334/5574.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14334" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Esplanada do Castelo, 15 de março de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essas obras realizadas na região pela Prefeitura do Rio de Janeiro reduziram muito a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Praça Onze de Junho</a>. Logo no início da década de 40, durante o Estado Novo, o então presidente Getúlio Vargas (1882 – 1954) decidiu construir a avenida Presidente Vargas e, pelo projeto, os quarteirões entre as ruas Visconde de Itaúna e Senador Eusébio desapareceriam para sua abertura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/94123" target="_blank"><em>O Malho</em>, dezembro de 1941</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14341" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14341/6616.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14341" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Abertura da Avenida Presidente Vargas, 14 de outubro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Aspecto da Rua Visconde de Itaúna com prédios já demolidos para abertura da Avenida Presidente Vargas. Ao fundo, a torre do relógio da Central do Brasil, ainda em obras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começaram as demolições. Inúmeras famílias foram desalojadas, prédios foram derrubados, dentre eles algumas construções históricas, como a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank"> Igreja de São Pedro dos Clérigos.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14343" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14343/10613.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14343" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Igreja de São Pedro dos Clérigos, 9 de janeiro de 1944. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Obras de demolição para abertura da Avenida Presidente Vargas. Destaque para Igreja de São Pedro dos Clérigos, trecho da Avenida Rio Branco e, ao fundo, a Igreja da Candelária</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14332" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14332/4914.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14332" target="_blank">Provável autoria e Uriel Malta. Rua Visconde de Itaúna, 19 de fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Aspecto da Rua Visconde de Itaúna, esquina com a Rua General Caldwell</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14338" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14338/5962.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="708" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14338" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Edifício demolido &#8211; Rua Visconde de Itaúna, 22-24, 6 de maio de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Trabalhadores durante remoção de escombros dos edifícios de número 22 e 24 da Rua Visconde de Itaúna.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O segundo trecho da nova avenida foi concluído em 10 de novembro de 1942; e, em 10 de novembro de 1943, foi batizada de Presidente Vargas. Finalmente, em 7 de setembro de 1944, foi inaugurada (<em>O Malho</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/95124" target="_blank">dezembro de 1942</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/95489" target="_blank">abril de 1943</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/96145" target="_blank">dezembro de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/24751" target="_blank"><em>O País</em>, 10 de novembro de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/29331" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1944</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42817" style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_06/29331" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42817" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/omalho1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de setembro de 1944" width="408" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_06/29331" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1944</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na fotografia abaixo, foi identificada a casa da lendária Tia Ciata (1854 – 1924), Hilária Batista de Almeida, localizada na Rua Visconde de Itaúna, 117.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42816" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14333" target="_blank"><img class="wp-image-42816" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/tiaciata.jpg" alt="Provável autoria de Uriel Malta. Rua Visconde de Itaúna, . Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. A casa de Tia Ciata é a número 17" width="703" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14333" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Rua Visconde de Itaúna, 19 de fevereiro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. A casa de Tia Ciata éstá identificada pelo número 117</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A casa ficava na região da Pequena África do Brasil, expressão baseada numa afirmação do cantor e pintor Heitor dos Prazeres (1898 – 1966) se referindo à área que começava no Porto do Rio de Janeiro e abrangia os atuais bairros da Saúde, Estácio, Santo Cristo, Gamboa e Cidade Nova, até a Praça Onze de Junho. Foi lá que, a partir da década de 1870, a comunidade baiana se estabeleceu no Rio de Janeiro, fazendo da área um local de concentração de diversas manifestações da cultura afro-brasileira. Havia também as tias Bebiana, Carmen e Mônica, dentre outras, que fizeram de suas casas pontos de referência e de convívio, que garantiram a manutenção das tradições africanas na cidade. Nessas casas eram cultuadas a música e a religiosidade afro-brasileira. As casas de Tia Prisciliana, mãe de João da Baiana (1887-1974), e, principalmente, a de Tia Ciata, considerada a matriarca do samba, foram espaços fundamentais da música popular carioca e eram frequentados por Donga, Pixinguinha (1897 – 1973), João da Baiana (1887-1974), o jornalista e dramaturgo <em>Vagalume</em>, pseudônimo de Francisco Guimarães (c. 1880 &#8211; 1946), e agitadores culturais como, por exemplo, Hilário Jovino (1873- 1933), Germano Lopes da Silva (? &#8211; 1933), o compositor e jornalista Mauro de Almeida(1882 -1956), dentre outros. Foi também na Pequena África que a <em>Deixa Falar</em>, considerada a primeira escola de samba, foi fundada, em 12 de agosto de 1928, pelos sambistas Bide, Mano Edgar, Brancura, Baiaco, dentre outros, além de Ismael Silva, que reivindicava a autoria da expressão <em>escola de samba</em>.</p>
<p>Na época da demolição, a Praça Onze não era apenas um logradouro carioca, mas uma espécie de bairro, pois englobava todas as ruas das imediações. Hoje, esta importante referência na história da formação do Rio de Janeiro, da cultura brasileira e da criação do samba, não existe mais, porém sua região continua sendo importante para o samba: o Sambódromo e o Terreirão do Samba, inaugurados em 1984 e 1991, respectivamente, estão localizados na área. Da Praça Onze resta um pequeno jardim, onde foi instalado um monumento em homenagem a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17370" target="_blank"> Zumbi</a>, em 1986.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14325" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14325/586.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14325" target="_blank">Aristógiton Malta. Mesa do Imperador, 14 de julho de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Trabalhadores durante obras na Mesa do Imperador, localizada no Parque Nacional da Tijuca</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14328" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14328/2897.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14328" target="_blank">Provável autoria de Uriel Malta. Rua do Lavradio, 30 de janeiro de 1940, Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Aspecto da Rua do Lavradio após enchente, em quadra compreendida entre a Rua do Rezende e a Avenida Mém de Sá. Vê-se, ao fundo, Hospital da Ordem do Carmo e morro de Santa Tereza</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14326" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14326/596.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14326" target="_blank">Aristógiton Malta. Esplanada do Castelo, 14 de julho de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ. Panorâmica da Esplanada do Castelo. À esquerda, o prédio do Ministério da Agricultura. Ao fundo, o Aeroporto Santos Dumont em obras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42945" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=102" target="_blank"><img class="wp-image-42945 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods4.jpg" alt="Obras no antigo terminal de bondes no Largo da Carioca, conhecido como o Tabuleiro da Baiana, 8 de fevereiro de 1939 / Achados e Perdidos, página. À direita, o prédio do Liceu Literário Português e a escultura da águia do Teatro Municipal" width="643" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=102" target="_blank">Obras no antigo terminal de bondes no Largo da Carioca, conhecido como o Tabuleiro da Baiana. À direita, o prédio do Liceu Literário Português e a escultura da águia do Teatro Municipal, 8 de fevereiro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 101 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42949" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=136" target="_blank"><img class=" wp-image-42949" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods5.jpg" alt="Praça da Bandeira alagada, 29 de janeiro de 1940. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), página 134" width="700" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=136" target="_blank">Praça da Bandeira alagada, 29 de janeiro de 1940. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 134 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42951" style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=144" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42951" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods6.jpg" alt="Sede do Cordão da Bola Preta, na Rua 13 de maio, 31 de dezembro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / " width="678" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=144" target="_blank">Sede do Cordão da Bola Preta, na Rua 13 de maio, 31 de dezembro de 1941. Rio de Janeiro, RJ /<em>Achados e perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945),</em> página 143 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42953" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=194" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42953" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods7.jpg" alt="Canalização em Botafogo.  Obras de melhoramentos urbanos na orla de Botafogo. Destaque para o frentista postado diante da antiga bomba de gasolina da Empresa Nacional de Petróleo. Rio de Janeiro, RJ / Achados e perdidos: imagens inéditas o Rio de Janeiro (1937-1945, página" width="670" height="497" /></a><p class="wp-caption-text">C<a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=194" target="_blank">analização Botafogo. Obras de melhoramentos urbanos na orla de Botafogo. Destaque para o frentista postado diante da antiga bomba de gasolina da Empresa Nacional de Petróleo, 17 de junho de 1940. Rio de Janeiro, RJ / Achados e perdidos: imagens inéditas o Rio de Janeiro (1937-1945, página 193 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42962" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=87" target="_blank"><img class=" wp-image-42962" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods9.jpg" alt="Duas fotografias do relógio da Central do Brasil. A primeira de 1941 e a segunda, produzida após a" width="700" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=87" target="_blank">Duas fotografias do relógio da Central do Brasil. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro</em> (1937 &#8211; 1945), página 85- Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42974" style="width: 677px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=222" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42974" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods12.jpg" alt="Rua Copacabana, atual Avenida Nossa Senhor de Copacabana, 2 de janeiro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdios: imagens inéditas o Rio de Janeiro (1937-1945 - Acervo AGCRJ" width="667" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=222" target="_blank">Rua Copacabana, atual Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 2 de janeiro de 1939. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em> , página 220- Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42977" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=241" target="_blank"><img class="wp-image-42977 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods13.jpg" alt="dods13" width="840" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=241" target="_blank">Jardim de Alah, 8 de janeiro de 1942. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, páginas 238 e 239 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42978" style="width: 656px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=242" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods14.jpg" alt="Avenida Vieira Souto, Ipanema, 1938. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), página - Acervo AGCRJ" width="646" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=242" target="_blank">Avenida Vieira Souto, Ipanema, 21 de novembro de 1938. Rio de Janeiro, RJ / <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 240 e 241 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42979" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=271" target="_blank"><img class=" wp-image-42979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods15.jpg" alt="Estrqada VElha da Pavuna, 22 de junho de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), página - Acervo AGCRJ" width="383" height="259" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=271" target="_blank">Estrada Velha da Pavuna, 22 de junho de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945), página 269 &#8211; Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São esses os profissionais responsáveis pelo extraordinário <em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods16.jpg"><img class=" size-full wp-image-42989 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/dods16.jpg" alt="dods16" width="544" height="473" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O livro físico foi lançado em 14 de julho de 2026, no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, Na ocasião, discursaram Lucas Padilha, secretário de Cultura do Rio de Janeiro, e Eliseu Santiago, como já mencionado, presidente do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (informação inserida no texto em 14 de julho de 2026).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BUENO, Eduardo. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=n7sz5MRGifI" target="_blank"><em>TIA CIATA E A PRAÇA ONZE: COMO SURGIRAM AS ESCOLAS DE SAMBA</em></a></p>
<div data-google-query-id="CLr-gJDN5vYCFbMEuQYdOcwKOw">
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-da-avenida-presidente-vargas/" target="_blank">Diário do Rio – Avenida Presidente Vargas</a></p>
</div>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-da-praca-onze/" target="_blank">Diário do Ri0 – Praça Onze</a></p>
<p>Dicionário de Música Cravo Alvim</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MALAMUD, Samuel. <em>Recordando a Praça Onze</em>. 1ª edição, Rio de Janeiro, Editora Kosmos, 1988</p>
<p>MOURA, Roberto. <i>Tia Ciata e a pequena África no Rio de Janeiro</i>. Rio de Janeiro: Funarte, 1983.</p>
<p>SILVA, Beatriz Coelho. <em>Negros e Judeus na Praça Onze. A História que não ficou na memória</em>. Rio de Janeiro : Bookstart, 2015.</p>
<p><a href="https://www.rio.rj.gov.br/web/arquivogeral/seminario-e-lancamento-do-livro-achados-e-perdidos" target="_blank">Site Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p>Site Family Search</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank"><em>O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 10 de julho de 2015.</p>
<p>__________________. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série </a>“<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">O Rio de Janeiro desaparecido” XVIII – <em>A Praça Onze </em></a>in Brasiliana Fotográfica, 20 de abril de 2022<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">.</a></p>
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		<title>Dia dos Povos Indígenas: Getúlio Vargas visita a Aldeia Karajá</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2025 13:26:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje é celebrado o Dia dos Povos Indígenas e a Brasiliana Fotográfica publica o artigo "Dia dos Povos Indígenas: Getúlio Vargas visita a Aldeia Karajá", de autoria da historiadora Maria de Fátima Morado, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal. Em  destaque, três imagens da visita de Vargas a uma aldeia Karajá. A adoção da data de 19 de abril pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, seguiu a recomendação feita pelo I Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, em 1940, para que os países americanos institucionalizassem políticas públicas sobre os direitos e segurança dos povos indígenas.

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Hoje é celebrado o Dia dos Povos Indígenas e a Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>Dia dos Povos Indígenas: Getúlio Vargas visita a Aldeia Karajá,</em> de autoria da historiadora Maria de Fátima Morado, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal. Em destaque, três imagens da visita de Vargas a uma aldeia Karajá. A adoção da data de 19 de abril pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, seguiu a recomendação feita pelo I Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, em 1940, para que os países americanos institucionalizassem políticas públicas sobre os direitos e segurança dos povos indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Dia dos Povos Indígenas: Getúlio Vargas visita a Aldeia Karajá</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria de Fátima Morado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13330" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13330/GV.024%281%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13330" target="_blank">Getúlio Vargas em visita à Aldeia Karajá, na Ilha do Bananal (TO), agosto de 1940. Ilha do Bananal, Tocantins / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 19 de abril é celebrado o Dia dos Povos Indígenas, denominação que foi atualizada a partir da publicação da lei n.º 14.402, de 8 de julho de 2022, em substituição ao decreto-lei nº 5.540, de 2 de junho de 1943, que instituiu o Dia do Índio.</p>
<p>A adoção da data de 19 de abril pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, seguiu a recomendação feita pelo I Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, em 1940, para que os países americanos institucionalizassem políticas públicas sobre os direitos e segurança dos povos indígenas.</p>
<p>Por casualidade, 19 de abril é o dia do nascimento de Getúlio Vargas que promulgou o decreto seguindo o estímulo de sertanistas e indigenistas, entre eles, Marechal Cândido Rondon. Getúlio Vargas também foi motivado pela política de interiorização do país, a <em>Marcha para o Oeste,</em> programa do Estado Novo (1937-1945), que tinha como objetivo o desenvolvimento e povoamento do interior do Brasil. A campanha do governo de exaltação da integração nacional abarcaria as populações indígenas.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13331" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13331/GV.024%282%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13331" target="_blank">Getúlio Vargas em visita à Aldeia Karajá, na Ilha do Bananal (TO), agosto de 1940. Ilha do Bananal, Tocantins / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Getúlio Vargas realizou viagens às regiões norte e central para divulgar a <em>Marcha para o Oeste</em>, e em agosto de 1940, conheceu a aldeia dos índios Karajá, na Ilha do Bananal (TO), sendo o primeiro presidente a visitar uma área indígena.</p>
<p>As fotos dessa visita oficial pertencem à Coleção Getúlio Vargas, acervo do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13332" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13332/GV.024%283%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="570" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13332" target="_blank">Getúlio Vargas em visita à Aldeia Karajá, na Ilha do Bananal (TO), agosto de 1940. Ilha do Bananal, Tocantins / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>Museu do Índio / Fundação Nacional do Índio (Funai) <a href="http://antigo.museudoindio.gov.br/educativo/pesquisa-escolar/253-o-dia-19-de-abril-e-o-dia-do-indio">http://antigo.museudoindio.gov.br/educativo/pesquisa-escolar/253-o-dia-19-de-abril-e-o-dia-do-indio</a></p>
<p>Arquivo Nacional. Exposições virtuais. A Marcha para o Oeste: a conquista do Brasil Central (1943-1967) <a href="https://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/314-a-marcha-para-o-oeste-a-conquista-do-brasil-central.html">https://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/314-a-marcha-para-o-oeste-a-conquista-do-brasil-central.html</a></p>
<p>Os Brasis e suas memórias. Watau: A trajetória de uma liderança Karajá e o projeto modernista do Estado brasileiro <a href="https://osbrasisesuasmemorias.com.br/biografia-watau/">https://osbrasisesuasmemorias.com.br/biografia-watau/</a></p>
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		<title>A Frente Negra Brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2024 17:46:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Roberta Zanatta]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Abdias do Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto da Costa e Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Arlindo Veiga dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Abolição da Escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Estado Novo]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento]]></category>
		<category><![CDATA[Frente Negra Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Frente Negra Brasileira Socialista]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Isaltino Veiga dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Negro]]></category>
		<category><![CDATA[partido político]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a publicação de fotografias da Frente Negra Brasileira pertencentes à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, contamos neste artigo um pouco da história desta associação, fundada em São Paulo, em 16 de setembro de 1931, e que foi, depois da Abolição da Escravatura no Brasil, ocorrida há exatos 136 anos, "como movimento de massas, a mais importante organização que os negros lograram", segundo Abdias do Nascimento (1914 - 2011), importante voz do ativismo do Movimento Negro no Brasil. Foi extinta pelo Estado Novo, período ditatorial instaurado por Getúlio Vargas, em novembro de 1937.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;O preconceito da cor no Brasil só nós os negros podemos sentir&#8221;</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"> Isaltino Veiga dos Santos (1901 &#8211; 1966)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35624" style="width: 698px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/frentenegra3.jpg"><img class="  wp-image-35624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/frentenegra3.jpg" alt="frentenegra3" width="688" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/1" target="_blank">Capa da 1ª edição do jornal <em>A Voz da Raça</em>, 18 de março de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a publicação de fotografias da Frente Negra Brasileira pertencentes à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, contamos neste artigo um pouco da história desta associação, fundada em São Paulo, em 16 de setembro de 1931, que foi, depois da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520">Abolição da Escravatura no Brasil</a>, ocorrida há exatos 136 anos, <em>como movimento de massas, </em><em>a mais importante organização que os negros lograram, </em>segundo Abdias do Nascimento (1914 &#8211; 2011), importante voz do ativismo do Movimento Negro no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Minhas primeiras experiências de luta foram na Frente Negra Brasileira. Alguns dos dirigentes da FNB desde a década de vinte se esforçavam tentando articular um movimento. Houve, assim, um projeto de reunir o Congresso da Mocidade Negra, em 1928, em São Paulo, o que não chegou a se concretizar. Somente em 1938 eu e outros cinco jovens negros realizamos o I Congresso Afro-Campineiro e, em 1950, o Teatro Experimental do Negro promoveu o I Congresso do Negro Brasileiro, no Rio de Janeiro.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>As pessoas e as idéias já vinham de antes, mas foi nos inícios dos anos trinta que o movimento se institucionalizou na forma da Frente Negra Brasileira. Entre seus fundadores estavam Arlindo Veiga dos Santos e José Correia Leite e, como movimento de massas, foi a mais importante organização que os negros lograram após a abolição da escravatura em 1888.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A Frente fazia protestos contra a discriminação racial e de cor em lugares públicos… sob a perspectiva de integrar os negros na sociedade nacional. Dessa forma combatia a FNB os hotéis, bares, barbeiros, clubes, guarda-civil, departamentos de polícia, etc. que vetavam a entrada ao negro, o que lembrava muito o movimento pelos direitos civis dos negros norte-americanos.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Uma perspectiva que eu hoje critico. Minhas lembranças não são muito seguras, mas acho que o movimento ia além das reivindicações citadas. Eu não podia me envolver profundamente na ação, pois estava servindo o exército, cujo regulamento disciplinar proibia qualquer participação em atividades sociais e políticas. Assim minha participação era mais simbólica e espiritual.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Mas me lembro de O Clarim da Alvorada, o jornal que transcrevia notícias e artigos do movimento que Marcus Garvey, o grande negro jamaicano, desencadeara nos Estados Unidos sob o lema da Volta à África. Apesar da barreira da língua, da pobreza dos meios de comunicação, a FNB permanecia alerta a todos os gestos emancipacionistas acontecidos em outros países.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Foi uma vanguarda com o objetivo de preparar o negro para assumir uma posição política e econômica na representação do povo brasileiro ao Congresso Nacional. E o movimento se espalhou de São Paulo para outros Estados com significativa população negra: Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão… O chamado Estado Novo ou a ditadura de Getúlio Vargas, instaurada em 1937, fechou a FNB juntamente com todos os partidos políticos então existentes.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A Frente, como qualquer outra instituição de massas, teve seus problemas internos de orientação e liderança, o que aliás é um bom índice da sua vitalidade. O dirigente Arlindo Veiga dos Santos se achava ligado ao Movimento Patrianovista, de orientação de direita, enquanto José Correia Leite se filiava ao pensamento socialista. Tal polarização levaria inevitavelmente ao fracionamento que ocorreu. Entretanto, não creio que o fato teve qualquer ligação ou influência com o Partido Comunista&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Abdias do Nascimento em <a href="https://www.geledes.org.br/abdias-fala-da-frente-negra-brasileira/"><em>Memórias do Exílio</em></a> (1976)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12652/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank">Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : uma parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/385"><strong>Acessando o link para as fotografias da Frente Negra Brasileira disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravizados africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade. O lugar de trabalho era o lugar do escravizado. A escravidão foi abolida, em 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006">a princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravizados no país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_01&amp;PagFis=5322"><em>O Paiz,</em> 14 de maio de 1888</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=13781"><em>A Gazeta de Notícias, </em>14 de maio de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>“A escravidão foi o processo mais violento, mais cruel, mas mais eficiente de obter, conservar, preservar e explorar o trabalho alheio. Ele não via em quem ele escravizava um semelhante, mas via um adversário e um ser inferior a ele.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=at3a-ptsC2I&amp;app=desktop">Alberto da Costa e Silva, diplomata, escritor e africanólogo</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12655" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12655/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12655" target="_blank">Grupo tirado em frente da sede da Delegação da F. N. B. [Frente Negra Brasileira], 1931-1937. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O propósito fundamental da Frente Negra Brasileira era discutir a questão do racismo, promover melhores condições de vida e a união política e social da “<em>gente negra nacional</em>”.  Teve filiais em diversas cidades paulistas e nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Segundo uma nota escrita por Isaltino Veiga dos Santos (1901 &#8211; 1966), então secretário-geral da associação, em 1932, a FNB tinha 45 mil associados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/39306" target="_blank"><em>A Gazeta</em>, 16 de julho de 1932, segunda coluna</a>). No site do ,IpeAfro, fala-se em cerca de 100 mil associados (<a href="https://ipeafro.org.br/?s=Frente+negra+brasileira+">Site IpeAfro</a>).</p>
<p>Sob a liderança de Arlindo Veiga dos Santos (1902 &#8211; 1978), José Correia Leite (1909 &#8211; 1989), Aristides Barbosa (1920 -?) e<span style="color: #330000;"> Francisco Lucrécio (1909 &#8211; 2001), dentre outros</span>, a FNB desenvolvia diversas atividades de caráter cultural, educacional, político e social para os seus associados. Promovia bailes, cursos de alfabetização, festas, festivais musicais e literários, oficinas de costuras, palestras e seminários.</p>
<p>Foi presidida por Arlindo Veiga dos Santos até 1934. Ele foi sucedido por Justiniano Costa, que ocupou o cargo até a extinção da FNB, em 1937.</p>
<p><img src="http://www.letras.ufmg.br/literafro/images/Jose_Correia_Leite.png" alt="" />Inicialmente, a sede da associação ficava em uma sala do Palacete Santa Helena, mas em março de 1932, cerca de seis meses após sua fundação, devido ao crescimento do número de filiados, mudou-se para a Rua da Liberdade, n° 196.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A Frente Negra Brasileira foi a primeira organização no país a falar que o então chamado &#8216;preconceito de cor&#8217; era um problema nacional e estrutural. Hoje isso é consenso, mas nos anos 1930 não era&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Petrônio Domingues, historiador e</p>
<p style="text-align: right;">autor de livros sobre questões raciais, como <i class="bbc-h1y5j7 eih42320">Protagonismo Negro em São Paulo</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A FNB se organizou, em 1935, como partido político. Foi o primeiro e único partido negro da história do país, mas não participou de nenhuma eleição. Em novembro de 1937, o Estado Novo do presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) fechou todos as associações e partidos políticos. A Frente Negra Brasileira, declarada ilegal, foi dissolvida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12654" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12654/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12654" target="_blank">Banda Musical da Delegação da F. N. B. [Frente Negra Brasileira], 1931-1937. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12651" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12651/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="711" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12651" target="_blank">Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : mesa que presidiu os trabalhos, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Frente Negra Brasileira &#8211; Breve cronologia de 1931 a 1938</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 734px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12653" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12653/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="724" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12653" target="_blank">Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : outra parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">No salão da Associação das Classes Laboriosas, em São Paulo, fundação, em 16 de setembro de 1931, da Frente Negra Brasileira, sob a presidência de Arlindo da Veiga Santos (1902 &#8211; 1978), que dirigiu os trabalhos da assembleia. Estavam presentes: Alfredo Eugenio da Silva, Ari Cananéa da Silva, Cantidio Alexandre, Constantino Nóbrega, David Soares, Francisco Costa Santos, Gervásio de Moraes, Horácio Arruda, Isaltino Veiga dos Santos, João Francisco de Araújo, Jorge Rafael, José Benedito Ferraz, Justiniano Costa, Leopoldo de Oliveira, Lindolfo Claudino, Messias Marques do Nascimento, Olavo Luciano Nardy, Oscar de Barros Leite, Raul de Moraes, Raul Joviano do Amaral (1914 &#8211; 1988), Roque Antonio dos Santos e Vitor de Sousa. Durante a fundação, falaram o professor Christiano Brasil e Alberto Orlando. Adalgisa Correa Lobo leu uma mensagem às mulheres negras brasileiras (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/13523"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 17 de setembro de 1931, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/7822" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário da Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 18 de setembro de 1931, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/16963" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 30 de setembro de 1931, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35780" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/13523" target="_blank"><img class="wp-image-35780 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra11.jpg" alt="frentenegra11" width="273" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/13523" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 17 de setembro de 1931</a></p></div>
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<div style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arlindo_Veiga_dos_Santos#/media/Ficheiro:Arlindo_Veiga_dos_Santos.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Arlindo_Veiga_dos_Santos.jpg" alt="" width="333" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arlindo_Veiga_dos_Santos#/media/Ficheiro:Arlindo_Veiga_dos_Santos.jpg" target="_blank">Arlindo Veiga dos Santos (1902 &#8211; 1978), primeiro presidente da Frente Negra Brasileira</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em outubro, foi anunciado que sua primeira sede havia sido instalada na sala 127 do primeiro andar do Palacete Santa Helena, localizado na Praça da Sé, e projetado pelos arquitetos italianos Giacomo Corberi e Giuseppe Sacchetti (1874 &#8211; 1955), em 1925. O edifício foi demolido em 1971 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13655"><em>Diário Nacional</em>, 5 de outubro de 1931, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35622" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Palacete_Santa_Helena#/media/Ficheiro:Palacete_Santa_Helena.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-35622" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/frentenegra.jpg" alt="Palacete Santa Helena" width="611" height="386" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Palacete_Santa_Helena#/media/Ficheiro:Palacete_Santa_Helena.jpg" target="_blank">Palacete Santa Helena</a></p></div>
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<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Realização da primeira reunião do Grande Conselho da Frente Negra Brasileira quando o conselho diretor da associação tomou posse sob a presidência de Arlindo da Veiga Santos. O secretário da FNB era Isaltino Veiga dos Santos, irmão de Arlindo (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/17428" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 16 de outubro de 1931, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13701"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 18 de outubro de 1931, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Realização da quarta e última reunião de arregimentação da Frente Negra Brasileira que iniciaria </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">agora sua ação</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13749"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 20 de outubro de 1931, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em uma reunião da FNB, inauguração do </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Minuto Literário</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> em homenagem a Ventura da Silva, autor do livro </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O Encarcerado.</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> Houve também a apresentação da orquestra do professor João de Deus Conegundes, que executou várias peças, dentre elas o</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> Hino da Gente Negra Brasileira </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">e</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a marcha</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> Palmares</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13944"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de novembro de 1931, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB fez um comunicado à imprensa protestando contra o ato racista de proprietários de </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">rinks</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> de patinação, proibindo a entrada de negros em seus estabelecimentos (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/18760" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 8 de dezembro de 1931, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O interventor de São Paulo, Manuel Rabelo (1873 &#8211; 1945), enviou um telegrama à Frente Negra Brasileira prestando solidariedade à associação (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/19154" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 22 de dezembro de 1931, penúltima coluna)</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">.</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">José Correia Leite (1900 &#8211; 1989), um dos fundadores da FNB, rompeu com a entidade devido a conflitos políticos e ideológicos.</span></span></p>
<p><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">&#8220;Em 23 de dezembro de 1931, ele enviou uma carta aos membros do Conselho daquela entidade solicitando seu desligamento do colegiado. Nesse documento, Correia Leite apontava como causa do pedido de afastamento sua “incompatibilidade com o personalismo, clericalismo”, monarquismo e posições políticas “ultranacionalistas” do presidente da FNB. Além disso, esse dissidente fazia questão de declarar que condenava a monarquia, a religião cristã e a “república aristocrática”, tendo como sonho a construção do “socialismo democrático”. Apesar de sua defecção do cargo de direção, Leite escrevia que ainda se dispunha a continuar nas “fileiras” da organização como “soldado” </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">(DOMINGUES, 2004).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Passou a fazer oposição à FNB, tendo fundado o Clube Negro de Cultura Social, idealizado com José de Assis Barbosa Leite. Em 6 de janeiro de 1924, juntamente com Jayme de Aguiar, Correia Leite havia fundado o</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> Clarim</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, jornal renomeado como </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O Clarim da Alvorada</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, publicado até <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/844918/257" target="_blank">13 de maio de 1932</a>. Houve uma edição em 1940 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/844918/263" target="_blank"><em>Clarim da Alvorada,</em> 28 de setembro de 1940</a>). Este jornal foi</span></span> fundamental para fortalecer o incipiente movimento da cultura negra no Brasil e também para a formação da Frente Negra Brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35827" style="width: 474px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/ensaistas/1391-jose-correia-leite" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35827" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra4a.jpg" alt="José Correia Leite" width="464" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/ensaistas/1391-jose-correia-leite" target="_blank">José Correia Leite (1900 &#8211; 1989) / Site Literafro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35845" style="width: 479px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/844918/1" target="_blank"><img class="wp-image-35845 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/clarin.jpg" alt="clarin" width="469" height="706" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/844918/1" target="_blank">Primeira edição do jornal <em>O Clarim</em>, 6 de janeiro de 1924</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>1932</em></strong></span></p>
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<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Isaltino Veiga dos Santos enviou ao interventor de São Paulo, coronel Manuel Rabelo (1878 &#8211; 1945), um ofício em nome da Frente Negra Brasileira protestando contra</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> o não cumprimento do decreto que se refere à preferência que devem merecer em todas as colocações os brasileiros natos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14307"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 8 de janeiro de 1932, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB promoveu uma reunião durante a qual o poeta e escritor Joaquim Dutra da Silva proferiu a palestra </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Educação. </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Também foi realizada a apresentação da orquestra do professor João de Deus Conegundes*. Foram convidados para o evento o interventor de São Paulo, coronel Manuel Rabelo (1878 &#8211; 1945) e o chefe da Polícia, Oswaldo Cordeiro de Farias (1901 &#8211; 181), além da imprensa (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14320"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 10 de janeiro de 1932, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Houve um desentendimento entre Augusto Euzébio Oliveira e a direção da Frente Negra Brasileira (</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Diário Nacional</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, </span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14407"><span style="font-family: Georgia, serif;">23 de janeiro de 1932, quarta coluna</span></a></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">;</span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14419"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 24 de janeiro de 1932, quarta coluna</span></a></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação do poema </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Preconceito</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de Deocleciano Nascimento (? &#8211; 1967), dedicado à Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=76043" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Malho</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 6 de fevereiro de 1932</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35794" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=76043" target="_blank"><img class="wp-image-35794 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra19.jpg" alt="O Malho, " width="383" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=76043" target="_blank"><em>O Malho</em>, 6 de fevereiro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Na coluna &#8220;Actualidades&#8221;, a Frente Negra Brasileira foi criticada por </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">inventar </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">um problema: o</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> conflito de raças</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14542"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de fevereiro de 1932, segunda coluna)</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">.</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de um artigo sobre a história da FNB, suas delegações e estatuto (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10483" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio da Manhã</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de fevereiro de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">)</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Duas delegações da Frente Negra Brasileira foram instaladas no Rio de Janeiro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/8932" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário de Notícias</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 16 de fevereiro de 1932, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/20856" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 23 de fevereiro de 1932, antepenúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de um artigo de Austregésilo de Athayde (1898 &#8211; 1993) contra a Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/9964" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário da Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de fevereiro de 1932, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A sede da FNB foi transferida do Palacete Santa Helena para a Rua da Liberdade, 196 (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14671"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 4 de março de 1932, sexta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35781" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14671" target="_blank"><img class="wp-image-35781 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra12.jpg" alt="frentenegra12" width="252" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14671" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 4 de março de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A redação do jornal </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Chibata, </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">que fazia várias críticas à FNB</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">,</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> foi empastelado. Suspeitou-se que a ação tivesse sido feita por filiados à associação (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14791"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Naciona</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">l, 20 de março de 1932, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira aderiu ao Club 3 de Outubro, organização política fundada, no Rio de Janeiro, em 1931, por pessoas vinculadas ao movimento tenentista, em apoio ao Governo Provisório de Getúlio Vargas (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/15362" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Commercio</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 30 de março de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Estavam abertas na sede da FNB a matrícula para o Tiro de Guerra. Já estavam em funcionamento o consultório dentário e o salão de barbeiro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14903"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 7 de abril de 1932, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB promoveu um festival artístico com a representação da comédia </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Contra-Veneno</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de Isaltino Veiga dos Santos, e com a apresentação da palestra </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O negro e o momento</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> pelo advogado baiano Joaquim Guaraná de Santana. A renda do evento seria revertida para o Departamento de Educação Frentenegrino (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14985"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 20 de abril de 1932, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Estavam abertas as matrículas para os cursos primário, ginasial e técnico da escola fundada pela Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15097"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 6 de maio de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB inaugurou uma sub sede em Barra Funda e também o Departamento de Arte Culinária. Posteriomente, passaram a funcionar na sub sede os departamentos de comércio, desenho, mecânicos, motoristas, pedreiros e de pintura (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15121"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 10 de maio de 1932, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15223"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 24 de maio de 1932, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Para marcar o dia 13 de maio, a Frente Negra Brasileira promoveu a realização de uma missa na Igreja Nossa Senhora dos Remédios e uma passeata. Quando chegaram ao Largo do Arouche, onde fica a herma do advogado Luiz Gama (1830 &#8211; 1882) &#8211; concebida por Yolando Mallozzi e inaugurada em 1931 -, foi feita uma parada e o presidente da FNB, Arlindo Veiga dos Santos, e o orador Vicente Ferreira (? &#8211; 1934) fizeram discursos em homenagem ao </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">grande patrono da ra</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">ça. A campanha pela construção da herma de Luis Gama foi  liderada pelo jornal </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Progresso</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, representante da imprensa negra.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://demonumenta.fau.usp.br/luiz-gama/" target="_blank"><img src="https://i0.wp.com/demonumenta.fau.usp.br/wp-content/uploads/2022/08/SRL-image-0-8.jpeg?resize=300%2C200" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://demonumenta.fau.usp.br/luiz-gama/" target="_blank"> Herma de Luiz Gama, Largo do Arouche, SP</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41459" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960827/icon960827_039.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-41459 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/luizgama.jpg" alt="Luiz Gama/ Acervo FBN" width="369" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960827/icon960827_039.jpg" target="_blank">Desenho de Luiz Gama em <em>Sonetos brasileiros</em>: desenhos dos sonetos, de M.J. Garnier, p. 46/ Acervo F</a>BN</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O préstito seguiu para o Cemitério da Consolação onde o túmulo de Luiz Gama e de outros abolicionistas foram visitados. À noite, na sede da FNB, foi inaugurado um retrato do jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), de autoria de Olavo Xavier (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15159"><em>Diário Nacional</em>, 14 de maio de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35782" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15159" target="_blank"><img class="wp-image-35782 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra13.jpg" alt="frentenegra13" width="502" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15159" target="_blank"><em>Diário Naciona</em>l, 14 de maio de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira promoveu um jogo de futebol entre os selecionados &#8220;preto&#8221; e &#8220;branco&#8221;, no campo do São Paulo Futebol Clube (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15239"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 26 de maio de 1932, sexta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5918"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 28 de novembro de 1934, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foi anunciada a comemoração pelo primeiro ano da fundação da FNB, que ocorreria em sua sede em 16 de setembro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/90"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de junho de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15472"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de junho de 1932, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Nos salões da Lega Lombarda, sociedade italiana fundada em São Paulo, em 1897, realização de um festival de artes promovido pela FNB, em 7 de julho, no Largo São Paulo, n° 18 (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/125"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 4 de julho de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado liderado por São Paulo contra o governo provisório de Getúlio Vargas e pela defesa de uma nova Constituição para o Brasil</span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><b>, </b></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">eclodiu em 9 de julho. A Frente Negra Brasileira, que sempre apoiou Getúlio mas tinha sua sede em São Paulo, divulgou uma nota pública se dizendo neutra no conflito.</span></span></p>
<p><em><span style="color: #800000;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira, União Político-Social da Raça, com a finalidade dupla de lutar pela grandeza da Pátria unida e de trabalhar, sem esmorecimento, pelo alevantamento moral e intelectual do negro no Brasil, pela primeira vez, depois do movimento armado, que se acha de pé e em cuja vanguarda se encontra o grande Estado de São Paulo, [&#8230;] declara que todos os Frentenegrinos, residentes nesta Capital, no Interior do Estado; já foram cientificados de que a sua liberdade de pensar e agir não está, absolutamente, sujeita a quaisquer imposições da Frente Negra Brasileira, neste momento, mesmo porque não tem ela a mínima ligação com este ou aquele partido político, seja de civis ou militares, estando, porém, sempre solidária com as grandes causas, que venham ao encontro das aspirações nacionais.</span></span></em></p>
<p align="right"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/39306" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Gazeta</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 16 de julho de 1932</span></span></span></a></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Parte dos militantes ficou indignada com a posição, rompeu com a FNB e formou a chamada Legião Negra, em 14 de julho. A nova entidade era liderada pelo advogado baiano Joaquim Guaraná Santana e pelo capitão Gastão Goulart. Foi lançada uma &#8220;Proclamação a todos os negros do Brasil&#8221;. Estima-se que a Legião Negra tenha enviado cerca de 2 mil homens  à guerra. Ficaram conhecidos como os </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Pérolas Negras.</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> O conflito terminou, em 2 de outubro de 1932, com a rendição do Exército Constitucionalista (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/39335" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Gazeta</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 23 de julho de 1932</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Arlindo Veiga dos Santos, presidente da FNB, os cabos Isaltino Veiga dos Santos e Mario Silva Junior; e o conselheiro Inacio Braga participaram do Congresso Revolucionário, no Rio de Janeiro, promovido pela Legião Cívica 5 de julho. Durante o evento, a Frente Negra Brasileira foi acusada de ter ligações com a Ação Integralista Brasileira e com a Ação Patrianovista. Isaltino Veiga dos Santos afirmou que a FNB tinha aliança </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">unicamente</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> com o Clube 3 de Outubro  (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/637"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de novembro de 1932, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/153" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de novembro de 1932</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/157" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de 15 novembro de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">;</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/241" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;"> O Radica</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">l, 22 de novembro de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35786" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/153" target="_blank"><img class="wp-image-35786 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra17.jpg" alt="frentenegra17" width="296" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/153" target="_blank"><em>O Radical,</em> 15 de novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Isaltino Veiga dos Santos, secretário-geral da FNB,  enviou ao interventor de São Paulo, Waldomiro Lima (1873 &#8211; 1938), e ao presidente do Brasil, Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954), cartas explicando o posicionamento da Frente Negra Brasileira em relação à Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1259" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de outubro de 1932</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1188" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 18 de novembro de 1932, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Isaltino enviou também uma mensagem aos operários associando-se ao movimento de solidariedade trabalhista ao Governo Provisório (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1310" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 29 de outubro de 1932, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de uma entrevista com Sebastião Schiffini, delegado da FNB e futuro diretor da Frente Negra Brasileira Socialista, fundada em março do ano seguinte (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1328" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 31 de outubro de 1932, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de uma entrevista com Arlindo Veiga dos Santos, presidente da FNB, onde ele explica <em>os pontos de vista da Frente Negra Brasileira de S. Paulo em face do atual momento nacional</em>  (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/6801" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Batalha</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 12 de dezembro de 1932, antepenúltima coluna).</span></span></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35828" style="width: 236px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/6801" target="_blank"><img class="wp-image-35828 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra5a.jpg" alt="frentenegra5a" width="226" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/6801" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 12 de dezembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi anunciada a realização de uma parada cívica promovida pela FNB em 1°de janeiro de 1933 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/848"><em>Correio de S. Paul</em>o, 24 de dezembro de 1932, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Atendendo a um pedido da Frente Negra Brasileira, o coronel Waldomiro Lima (1873- 1938), interventor em São Paulo, admitiu na Guarda Civil  50 homens filiados à agremiação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/616" target="_blank"><em>O Radical</em>, 26 de dezembro de 1932, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A FNB se pronunciou sobre um caso de racismo ocorrido no Rio de Janeiro. O acadêmico, <em>sibarita deflorador</em> João Abrão havia sido absolvido, atendendo à <em>razão absurda de ser a vítima negra e humilde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/968"><em>Correio de S. Paulo</em>, 16 de janeiro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Filena Veiga dos Santos, esposa de Isaltino Veiga dos Santos, enviou uma mensagem de agradecimento à primeira-dama Darci Vargas (1895 &#8211; 1968) em nome das mulheres da Gente Negra de São Paulo. Foi mencionado que Isaltino havia sido recebido por Getúlio Vargas no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, e que ele teria atendido às reivindicações feitas por Isaltino em relação ao favorecimento de estrangeiros em detrimento da população negra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/13388" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de fevereiro de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>Em 10 de fevereiro, falecimento de Francisco Costa Santos (? &#8211; 1933), um dos fundadores da Frente Negra Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/122" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 17 de fevereiro de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado o apoio da FNB à Ação Integralista Brasileira na disputa das eleições constituintes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1126"><em>Correio de S. Paulo</em>, 14 de fevereiro de 1933, última coluna</a>).</p>
<div class="bbc-19j92fr ebmt73l0" dir="ltr">
<p class="bbc-hhl7in e17g058b0" dir="ltr"><em>&#8220;O integralismo tinha um apelo por conta de sua narrativa de inclusão da população negra. Essas ideologias estavam circulando por aqui e influenciando diversos grupos&#8221;, explicou o cientista social Márcio Macedo, coordenador de diversidade da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, em entrevista recente à BBC News Brasil.</em></p>
</div>
<div class="bbc-19j92fr ebmt73l0" dir="ltr">
<p class="bbc-hhl7in e17g058b0" dir="ltr"><em>&#8220;Uma ideia que nasce com os integralistas, e que foi cara à FNB, era o conceito de segunda abolição. Isso significa que a abolição da escravatura não havia sido completa, porque não se pensou em políticas de integração e de auxílio à população que fora liberta. Seria necessária uma segunda abolição para que essas medidas fossem implementadas.&#8221;</em></p>
<p class="bbc-hhl7in e17g058b0" dir="ltr" style="text-align: right;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53000662" target="_blank">Site da BBC, 13 de junho de 2020</a></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Isaltino Veiga dos Santos, secretário-geral da FNB, sobre o posicionamento político e também sobre o funcionamento do posto de alistamento eleitoral na sede da Frente Negra Brasileira, referida na reportagem como <em>uma das mais perfeitas organizações sociais aparecidas nestes últimos tempos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1148"><em>Correio de S. Paulo</em>, 17 de fevereiro de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35774" style="width: 420px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1148" target="_blank"><img class="wp-image-35774 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra5.jpg" alt="frentenegra5" width="410" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1148" target="_blank"><em>Correio de S. Paulo</em>, 17 de fevereiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi anunciada a criação do Liceu Palmares, sob a direção de Arlindo Veiga dos Santos <em>destinado a desenvolver a cultura intelectual dos nossos patrícios. O Liceu Palmares aceita alunos, mesmo que não sejam sócios da FNB, assim como brancos, brasileiros ou não. </em>O nome do instituto de ensino foi proposto por Isaltino Veiga dos Santos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1224"><em>Correio de S. Paulo</em>, 7 de março de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/8"><em>A Voz da Raça</em>, 25 de março de 1933, terceira coluna</a>).).</p>
<p>Publicação da primeira edição do jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/1"><em>A Voz da Raça,</em> em 18 de março de 1933</a>, semanário órgão oficial da Frente Negra Brasileira. O redator era Deocleciano Nascimento (? &#8211; 1967); seu secretário, Pedro Paulo Barbosa e A. de Campos era o gerente. Na edição foi publicada o quadro demonstrativo de receitas e despesas da FNB, de outubro de 1931 a setembro de 1932. Na época, Justiniano Costa era o tesoureiro e Deocleciano Nascimento, o guarda-livros da associação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/2"><em>A Voz da Raça</em>, 18 de março de 193</a>3).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35623" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/1" target="_blank"><img class="wp-image-35623 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/frentenegra2.jpg" alt="frentenegra2" width="519" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/1" target="_blank">Editorial do primeiro número do jornal A Voz da Raça, 18 de março de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Secretaria Geral da FNB informava que em sua sede estava em funcionamento a Escola de Alfabetização para <em>ministrar instrução aos negros de ambos os sexos; </em>o departamento de musical, de costura e de alistamento eleitoral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/6"><em>A Voz da Raça</em>, 25 de março de 1933, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/7"><em>A Voz da Raça</em>, 25 de março de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35834" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1710789501505950-frente-negra-brasileira" target="_blank"><img class="wp-image-35834 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra9a.jpg" alt="frentenegra9a" width="630" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1710789501505950-frente-negra-brasileira" target="_blank">Crianças na escola da Frente Negra Brasileira / Arquivo de Márcio Barbosa</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Arlindo Veiga dos Santos comentou sobre a alegação de que a FNB teria um<em> objetivo puramente monárquico. </em>Arlindo havia sido o fundador, em 1932, da Ação Imperial Patrianovista Brasileira, que pregava o retorno dos moldes monárquicos e a valorização do catolicismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/12"><em>A Voz da Raça</em>, 1º de abril de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 215px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Patrianovismo#/media/Ficheiro:S%C3%ADmbolo_A%C3%A7%C3%A3o_Imperial_Patrianovista.png"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f6/S%C3%ADmbolo_A%C3%A7%C3%A3o_Imperial_Patrianovista.png/640px-S%C3%ADmbolo_A%C3%A7%C3%A3o_Imperial_Patrianovista.png" alt="" width="205" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Patrianovismo#/media/Ficheiro:S%C3%ADmbolo_A%C3%A7%C3%A3o_Imperial_Patrianovista.png" target="_blank">Símbolo da Ação Imperial Patrianovista Brasileira</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Deocleciano Nascimento (? &#8211; 1967), que foi o criador do jornal <em>O Menelik</em>, em 1915, fez uma doação de livros, <em>na maioria clássicos nas línguas francesa, inglesa e portuguesa, </em>para a Biblioteca da FNB (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/13"><em>A Voz da Raça</em>, 8 de abril de 1933, última coluna)</a>.</p>
<p>A FNB publicou um chamado ao <em>Patrício Negro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/14"><em>A Voz da Raça</em>, 8 de abril de 1933, quarta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35795" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/14" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35795" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/FRENTENEGRA20.jpg" alt="A Voz da Raça, 8 de abril de 1933" width="237" height="242" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/14" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 8 de abril de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foram publicadas informações sobre a Caixa Beneficente da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/15"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 8 de abril de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de um protesto dos </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Frentenegrinos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> contra</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> ingratos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> que eram opositores da direção dos irmãos Veiga dos Santos e de outros diretores à frente da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/16"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 8 de abril de 1933)</span></span></span></a></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em um artigo de Henrique Dias, a fundação da FNB é citada como uma iniciativa poderosa para a construção do </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Brasil-Nação. A FNB é uma pequena mostra de brasilidade, de patriotismo!</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> De novo, foi publicado um protesto dos </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Frentenegrinos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> contra</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> ingratos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> que eram opositores da direção dos irmãos Veiga dos Santos e de outros diretores à frente da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/17"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de abril de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação dos estatutos da Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/19"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 15 de abril de 1933, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O Partido Socialista Brasileiro de São Paulo apresentou </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">franca solidariedade</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> à Ala Socialista da Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1454"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 20 de abril de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação do artigo </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A União faz a Força</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de José Bueno Feliciano, sobre as divergências de grupos dentro da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/22"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de abril de 1933, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foi publicado que no carnaval de 1933 a FNB havia oferecido a Taça Arthur Friedenreiche aos Cordões Carnavalescos das Gente Negra Paulista (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/22"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de abril de 1933, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de uma reportagem sobre o livro </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Canto da Raça Negra</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de Isaltino Veiga dos Santos (1901 &#8211; 1966), um dos fundadores da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/23"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de abril de 1933, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O presidente da FNB, Arlindo Veiga dos Santos, lançou-se candidato avulso à Constituinte. Resumiu seu programa com as seguintes palavras: </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a Terra, o Sangue, o Trabalho, o Espírito</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/25"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de abril de 1933</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1515"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 1º de maio de 1933</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1529"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 2 de maio de 1933, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35775" style="width: 368px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720216/1515" target="_blank"><img class="  wp-image-35775" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra6.jpg" alt="frentenegra6" width="358" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720216/1515" target="_blank"><em>Correio de S. Paul</em>o, 1º de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação da cópia do registro da Fundação Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/26"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de abril de 1933, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foi mencionada no artigo </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Milicianos de Fé</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de Olavo Xavier, a criação de uma milícia da Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/845027/28" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de abril de 1933, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB celebrou com diversos eventos o 13 de maio, um deles foi a promoção de um festival literário e musical no Cine no Theatro Roma, com a apresentação do espetáculo </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Marietta, a heroína,</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> em 6 de maio (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1594"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de maio de 1933, quinta colun</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/38"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 20 de maio de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A vitória moral do candidato Arlindo Veiga dos Santos à eleição constituinte foi celebrada na primeira página de </span></span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/29"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> de 6 de maio de 1933</span></span></span></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35776" style="width: 794px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720216/1515" target="_blank"><img class="  wp-image-35776" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra7.jpg" alt="frentenegra7" width="784" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720216/1515" target="_blank"><em>A Voz da Raça,</em> 6 de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>A espiritualidade Frentenegrina</em>, de João B. Mariano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/32"><em>A Voz da Raça</em>, 6 de maio de 1933</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Liberdade Utópica, </em>de Isaltino Veiga dos Santos, identificado como o <em>Gandhi brasileiro</em>,  onde a FNB é citada (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/33"><em>A Voz da Raça</em>, 13 de maio de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35777" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/33" target="_blank"><img class="wp-image-35777 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra8.jpg" alt="frentenegra8" width="337" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/33" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 13 de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que a FNB tinha um corpo cênico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/43"><em>A Voz da Raça</em>, 3 de junho de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Na sede da Frente Negra Brasileira funcionavam uma seção de proteção jurídico-social, curso de alfabetização, caixa beneficente, clínica dentária, barbearia, cabeleireiro, departamento teatral, musical e festivo, oficina de costura, sessões instrutivas de educação moral e cívica, domingueiras, etc (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/45"><em>A Voz da Raça</em>, 10 de junho de 1933, penúltima coluna</a>)</p>
<p>Foi publicado um chamado para a Milícia Frentenegrina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/51"><em>A Voz da Raça</em>, 17 de junho de 1933</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35705" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/51" target="_blank"><img class="wp-image-35705 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra4.jpg" alt="frentenegra4" width="462" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/51" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 17 de junho de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">No artigo</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> A vitória do negro está no livro</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, João B. Mariano afirmou que </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">para a vitória final da raça negra no Brasil duas coisas são indispensáveis  O LIVRO e a UNIÃO</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/52"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 17 de junho de 1933, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira Socialista, formada por dissidentes da FNB, realizou, em 26 de junho, eleições para seu diretório e conselho fiscal, na sede do Partido Socialista Brasileiro de São Paulo. Manoel dos Passos era o presidente da FNBS (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/13107" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 2 de junho de 1933, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1893"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paul</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">o, 26 de junho de 1933, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1969"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 5 de julho de 1933, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foi denunciado que pessoas da Frente Negra Brasileira Socialista, ao realizar cobranças, diziam que a citada entidade era filiada à Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/58"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 1° de julho de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Mais uma vez, publicação de artigos, abordando divergências na Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/66"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de julho de 1933, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/77"><span style="font-family: Georgia, serif;">2 de setembro de 1933</span></a></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O comitê organizador da Associação de Ex-Combatentes de São Paulo enviou um ofício à Frente Negra Brasileira prestando uma homenagem </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">à raça preta, salientando o papel importante que ela sempre ocupou nos grandes feitos da nacionalidade, inclusive no movimento paulista de 1932</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/2080"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 21 de julho de 1933, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira iniciou uma campanha para a compra de uma sede própria (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/92"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 28 de outubro de 1933</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em 18 de novembro, no Salão da Lega Lombarda, no Largo São Paulo, 14, apresentação de um grupo sertanejo com acompanhamento de cavacos e de violões organizado pelo Corpo Cênico da Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/95"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 11 de novembro de 1933</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB enviou ao presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) um protesto contra </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a contínua entrada de imigrantes estrangeiros quando nada se faz para melhorar a situação da infinidade de negros desempregados</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/3151"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S.  Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de dezembro de 1933, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira realizou a Grande Reunião de Unificação da Raça, em sua sede paulistana (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/3199"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 1º de janeiro de 1934, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira desmentiu que houvesse enviado um representante ao Congresso do Partido Socialista. Publicação no jornal <em>A Voz da Raça </em>de um artigo sobre a Frente Negra Brasileira Socialista (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/3282"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 12 de janeiro de 1934, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/114" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 20 de janeiro de 1934, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/113" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 20 de janeiro de 1934, primeira coluna</a>).</span></span></p>
<p>O primeiro ano de existência do jornal <em>A Voz da Raça</em> foi comemorado com um Festival Lítero-Dramático-Dançante, na Lega Lombarda. Amadores do Corpo Cênico da Frente Negra Brasileira participaram do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/121" target="_blank"><em>A Voz da Raça,</em> 17 de fevereiro de 1934</a>).</p>
<p>A Frente Negra Brasileira estava <em>empenhada em construir uma casa própria: a Casa do Negro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/122" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 17 de fevereiro de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O conselheiro da FNB, Roque Antonio dos Santos, foi nomeado Comissário dos Cabos da Associação substituindo Mario da Silva Junior, que passou a ser Visitador das Delegações (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/3526"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 19 de fevereiro de 1934, última coluna)</span></span></span></a>.<span style="font-family: Georgia, serif;"> </span></p>
<p>Em 7 de abril, realização de um Grande Festival Dançante, na Lega Lombarda, para a entrega das Taças e Medalhas para os Cordões Carnavalescos Negros do Concurso da Frente Negra Brasileira no Carnaval de 1934 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/134" target="_blank"><em>A Voz da Raça,</em> 31 de março de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O curso de alfabetização da FNB contava com cerca de 70 alunos frequentes (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4137"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de maio de 1934, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>Arlindo Veiga dos Santos deixou a presidência da Frente Negra Brasileira e passou a integrar o Grande Conselho Frentenegrino com o cargo de consultor jurídico. Justiniano Costa assumiu a presidência e Francisco Lucrécio (1909 &#8211; 2001) tornou-se  primeiro secretário. Justiniano havia sido o primeiro tesoureiro da FNB e pertencia à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Era também funcionário público. Lucrécio havia migrado de Campinas para São Paulo para cursar a Escola Livre de Odontologia, em 1931. Foi morar com seus tios que eram ligados à FNB e logo começou a participar da entidade, tornando-se uma de suas lideranças (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/4306"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de julho de 1934, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5983" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de dezembro de 1934, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35783" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/4306" target="_blank"><img class="wp-image-35783 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra14.jpg" alt="frentenegra14" width="290" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/4306" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de julho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anúncio do funcionamento de um posto de alistamento eleitoral na sede da Frente Negra Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4468"><em>Correio de S. Pau</em>lo, 6 de julho de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>A FNB promoveu um festival dramático dançante com a apresentação pelo Grupo Rosas Negras do esquete <em>Quasi Tragédia</em> e da comédia <em>Almas do outro mundo,</em> e com a realização de um bail<em>e</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4496"><em>Correio de S. Paulo</em>, 11 de julho de 1934, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35836" style="width: 857px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1710789501505950-frente-negra-brasileira" target="_blank"><img class="wp-image-35836 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra7a.jpg" alt="frentenegra7a" width="847" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1710789501505950-frente-negra-brasileira" target="_blank">Grupo Rosas Negras/ Arquivo pessoal de Marcio Barbosa</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Frente Negra Brasileira protestou contra mais um caso de racismo: uma moça negra de 22 anos havia sido laçada em uma rua de São Paulo por um jovem branco da mesma idade que passava em um caminhão. Ela foi arrastada pelos paralelepípedos, perdendo os sentidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4721"><em>Correio de S. Paulo</em>, 11 de agosto de 1934, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35778" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4721" target="_blank"><img class="wp-image-35778 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra9.jpg" alt="frentenegra9" width="336" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4721" target="_blank"><em>Correio de S. Paulo</em>, 11 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Realização na sede da FNB de uma festa de Natal das Crianças (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/5623"><em>Correio de S. Paulo</em>, 22 de dezembro de 1934, quarta coluna</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Grupo das &#8220;Rosas Negras&#8221;, o Departamento de Festas da FBN, realizou nos salões da Lega Lombarda, em 3, 4 e 5 de março, bailes de carnaval, cuja renda foi revertida para as Escola Frentenegrinas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6879"><em>Correio Paulistano</em>, 24 de fevereiro de 1935, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6938"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de março de 1935, terceira coluna</a>).</p>
<p>O Grande Conselho da Frente Negra Brasileira, presidido por Justiniano Costa, enviou ao presidente da Câmara de Deputados uma representação no sentido de tornar o dia 13 de maio, data da Abolição da Escravatura no Brasil,  feriado nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/6497"><em>Correio de S. Paulo</em>, 8 de maio de 1935, terceira coluna</a>).</p>
<p>Comemoração, na sede da FNB, do dia 13 de maio, com a realização de palestras e de apresentação de números musicais e literários (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/6527"><em>Correio de S. Paulo</em>, 13 de maio de 1935, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a inauguração do Departamento de Música, n FNB, sob a direção de Maurício P. de Queiroz. O Departamento da Cruz Feminina foi elogiado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/8497"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de julho, quinta coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Antônio Francisco Napoleão, delegado da FNB no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/23359" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 5 de setembro de 1935, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35773" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/23359" target="_blank"><img class="wp-image-35773 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra18.jpg" alt="frentenegra18" width="453" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/23359" target="_blank"><em>Diário da Noite,</em> 5 de setembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Companhia Miramar, de teatro, comemorando 150 apresentações consecutivas no Teatro Colombo, encenou a comédia<em> Mãe Preta</em>, de Paulo de Magalhães (1900 &#8211; 1972), em homenagem à Frente Negra Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/9057"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de setembro de 1935, última coluna</a>).</p>
<p>A Frente Negra Brasileira foi inscrita como partido politico de caráter nacional pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/24611" target="_blank"><em>A Noite</em>, 11 de setembro de 1935, quarta coluna</a>).</p>
<p>A FNB comemorou os quatro anos de sua fundação nos dias 21 e 22 de setembro. No Salão Lyra, na rua São Joaquim, 329, Arlindo Veiga dos Santos fez o discurso oficial, seguido da leitura de uma mensagem e da apresentação dos delegados da associação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/7393"><em>Correio de S. Paulo</em>, 17 de setembro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35779" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/7393" target="_blank"><img class="wp-image-35779" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra10.jpg" alt="frentenegra10" width="290" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/7393" target="_blank"><em>Correio de S. Paulo</em>, 17 de setembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O major José da Silva, comandante da Guarda Civil, contestou a acusação feita por um diretor da FNB de que ele perseguia <em>elementos da raça negra</em> dentro da referida corporação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/38453" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 e 17 de setembro de 1935, terceira colun</a>a).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi realizada uma quermesse em prol da Frente Negra Brasileira, no Largo do Mercado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/10720"><em>Correio Paulistano</em>, 9 de janeiro de 1936, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação dos eventos promovidos pela FNB para celebrar o 13 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/12325"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de maio de 1936, última coluna</a>).</p>
<p>Comemoração dos 5 anos da fundação da Frente Negra Brasileira com a realização de diversos eventos, nos dias 19 e 20 de setembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/14332"><em>Correio Paulistan</em>o, 22 de setembro de 1936</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35784" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/14332" target="_blank"><img class="wp-image-35784" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra15.jpg" alt="frentenegra15" width="657" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/14332" target="_blank">Aspectos  da comemoração e Justiniano Costa discursando / <em>Correio Paulistano</em>, 22 de setembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB prestou solidariedade ao então Ministro do Trabalho e interino da Justiça, Agamenon Magalhães (1892 &#8211; 1952) (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/39590"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de janeiro de 1937, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Justiniano Costa, em nome da diretoria da FNB, prestou condolências na ocasião da morte do conde Francisco Matarazzo (1854 &#8211; 1937) (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/16801"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 14 de fevereiro de 1937, antepenúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB foi uma das associações promotoras de uma sessão cívica em homenagem aos 90 anos do nascimento do poeta baiano Castro Alves (1847 &#8211; 1871), em 14 de março, no Teatro Municipal de São Paulo  (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/11110"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de março de 1937, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB participou de uma homenagem à memória de Tiradentes (1746 &#8211; 1792) (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/11302"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paul</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">o, 13 de abril de 1937, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>Publicação do artigo <em>O dever do negro</em>, de João Cândido (1880 &#8211; 1969) na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/244" target="_blank">edição de abril de <em>A Voz da Raça</em>.</a></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Justiniano Costa, por sua atuação como presidente da FNB, foi homenageado com um almoço na Gruta Baiana, em 21 de abril (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/11355"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de abril de 1937, quinta coluna; </span></span></span></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/244" target="_blank">edição de abril de <em>A Voz da Raça</em></a>).</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FBN promoveu uma série de eventos comemorativos do 13 de maio (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/11488"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de maio de 1937, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/18332"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 14 de maio de 1937, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/18346"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de maio de 1937, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A cantora e estrela da ópera, a norte-americana Marian Anderson (1897 &#8211; 1993), foi homenageada pela Frente Negra Brasileira e visitou a sede da associação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/251" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, junho de 1937</a>; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/18991"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 23 de junho de 1937,última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35850" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.npr.org/2019/08/30/748757267/lift-every-voice-marian-anderson-florence-b-price-and-the-sound-of-black-sisterh"><img class="wp-image-35850 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/anderson2.jpg" alt="anderson" width="206" height="139" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.npr.org/2019/08/30/748757267/lift-every-voice-marian-anderson-florence-b-price-and-the-sound-of-black-sisterh" target="_blank">Marian Anderson (1897 &#8211; 1993)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A FNB prestou uma homenagem ao poeta Ciro Costa (1879 &#8211; 1937) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/255" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, julho de 1937</a>).</p>
<p>Publicação de um pequeno artigo sobre o sucesso do Conjunto de Músicas Regionais da Frente Negra Brasileira <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/256" target="_blank">(<em>A Voz da Raça</em>, julho de 1937)</a>.</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira aderiu ao Partido Republicano Brasileiro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/19545"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de julho de 1937, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>A Frente Negra Brasileira estava organizando um grande congresso em São Paulo que seria realizado em outubro. Seriam discutidos os <em>problemas econômicos, sociais e culturais da raça negra. </em>Em setembro, seria realizado um congresso político, quando a associação se definiria quanto à sucessão presidencial<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/262" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, agosto de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Luiz Costa era o delegado da FNB no Rio de Janeiro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/47176" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de agosto de 1937, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35785" style="width: 178px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/47176" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35785" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra16.jpg" alt="A Noite, 25 de agosto de 1937" width="168" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/47176" target="_blank">Luiz Costa / <em>A Noite</em>, 25 de agosto de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação da programação das festividades do sexto ano da fundação da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/20420"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de setembro de 1937, segunda coluna</span></span></span></a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/263" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 16 de setembro de 1937</a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35847" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/263" target="_blank"><img class="wp-image-35847 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/vozdaraça.png" alt="vozdaraça" width="421" height="860" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/263" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 16 de setembro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira apoiava a candidatura de Jose Américo de Almeida (1887 &#8211; 1980), pré-candidato à Presidência da República (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/21064"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 23 de outubro de 1937, quinta colun</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a)</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em 10 de novembro de 1937, decretação pelo presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) do Estado Novo que fechou, pouco depois, todos as associações e partidos políticos (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/43447"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio da Manhã</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 11 de novembro de 1937</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira participou das comemorações do Dia da Bandeira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/21454"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 18 de novembro de 1937, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em novembro, publicação da última edição de </span></span><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/267"><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></a></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">.</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira, assim como todos as associações e partidos políticos, foi dissolvida (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/80894" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 5 de dezembro de 1937, sexta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p align="center"><strong><span style="color: #800000;"><span style="font-family: Georgia, serif;">1938</span></span></strong></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira, que havia sobrevivido com o nome União Negra Brasileira,  sob a a presidência do advogado, historiador e jornalista Raul Joviano do Amaral (1914 &#8211; 1988), foi extinta em maio de 1938.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35844" style="width: 406px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/388-raul-joviano-do-amaral" target="_blank"><img class="wp-image-35844 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/joviano.jpg" alt="joviano" width="396" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/388-raul-joviano-do-amaral" target="_blank">Raul Joviano do Amaral (1914 &#8211; 1988)</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.letras.ufmg.br/literafro/images/raul.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Nós, da velha militância, estamos transferindo à mocidade inteligente, culta, laboriosa de hoje, o lábaro que a imprensa negra elevou bem</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>alto. Mas não só a imprensa negra, a imprensa branca também precisa colaborar porquê, se nós procuramos a confraternização em termos de</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>respeito, de compreensão, de amor, não só o negro precisa trabalhar em favor dessa compreensão, mas a sociedade brasileira precisa ter</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>presente que o negro na atualidade, como anteriormente, sempre se esforçou para conquistar o seu espaço; sempre lhe foi negada essa</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>oportunidade e agora o negro, mais adiantado, mais evoluído, mais coerente, mais consciente das suas necessidades, pode, deve, sem</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>paternalismo, sem tutela, alcançar esse lugar, conquistando-o&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://biblioafrogriot.blogspot.com/2007/12/raul-joviano-do-amaral-sonho-ou.html" target="_blank">Raul Joviano do Amaral, programa da TV Cultura, em 1984</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assista aqui o programa <a href="https://www.youtube.com/watch?v=j4H-dqC4Kug" target="_blank">CULTNE &#8211; Frente Negra Brasileira &#8211; 1985 &#8211; Parte 1</a>; <a href="https://www.youtube.com/watch?v=E9wfuqzbyfg" target="_blank">CULTNE &#8211; Frente Negra Brasileira &#8211; 1985 &#8211; Parte 2</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jI_SOM-moSw" target="_blank">CULTNE &#8211; Frente Negra Brasileira &#8211; Parte 3</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong>:</span></p>
<p>ASSUNÇÃO, Nádia Cecília Augusto; RIBEIRO, Edméia Aparecida. <a href="http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_hist_uel_nadiaceciliaaugustoassuncao.pdf" target="_blank"><em>A Frente Negra Brasileira &#8211; 1931 &#8211; 1937</em></a>. <em>Os desafios da escola pública paranaense</em>. Governo do Paraná.</p>
<p>CAVALCANTI, Pedro Celso Uchôa; RAMOS, Jovelino. <a href="http://www.dhnet.org.br/verdade/resistencia/livro_memorias_1_exilio.pdf"><em>Memórias do Exílio, Brasil 1964-19??</em></a>. Editora e Livraria Livramento, 1978.</p>
<p>DOMINGUES, Petrônio José. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-%2087752006000200015&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en">O “messias” negro? Arlindo Veiga dos Santos (1902-1978): “Viva a nova monarquia brasileira; Viva Dom Pedro III!”</a>.</em> Varia história, vol.22, nº 36 Belo Horizonte, Dez/2006.</p>
<p>DOMINGUES, Petrônio. <em><a href="https://www.redalyc.org/pdf/2850/285022859004.pdf" target="_blank">Paladinos da liberdade: A experiência do Clube Negro de Cultura Social em São Paulo (1932-1938</a>).</em> Revista de História, nú 150, julho, 2004, pp. 57-79. Universidade de São Paulo São Paulo, Brasil</p>
<p>DOMINGUES, Petrônio. <a href="https://www.scielo.br/j/rbedu/a/hqBHpKJHNtbrVMgJb3Fpv9M/"><em>Um &#8220;templo de luz&#8221;: Frente Negra Brasileira (1931-1937) e a questão da educação</em>. Rev. Bras. Educ. 13 (39) • Dez 2008</a></p>
<p>FERREIRA, Maria Claudia Cardoso. <em><a href="https://livros01.livrosgratis.com.br/cp073095.pdf" target="_blank">Representações Sociais e Práticas Políticas do Movimento Negro Paulistano: as trajetórias de Correia Leite e Veiga dos Santos</a> (1928-1937)</em>, Dissertação de Mestrado &#8211; UERJ, 2005.</p>
<p><em>Frente Negra Brasileira &#8211; Depoimentos: Entrevistas e textos: Márcio Barbosa</em>. São Paulo : Editora Quilombhoje, 1998.</p>
<p>GOMES, Flavio. <em>Negros e Política: 1888-1937</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2005.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LEITE, Carlos Roberto Saraiva da Costa. <em><a href="https://www.geledes.org.br/frente-negra-brasileira-2/">A Frente Negra Brasileira</a></em>. Portal Geledés, 14 de dezembro de 2017.</p>
<p>MALATIAN, Teresa. <a href="https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548953096_4b658d360586fe092e466b830b5eec4c.pdf" target="_blank"><em>Memória e contra-memória da Frente Negra Brasileira</em></a>.</p>
<p>MALATIAN, Teresa. <em>O cavaleiro negro</em>. São Paulo : Editora Alameda, 2015.</p>
<p>MARTINS, Ana. <em><a href="https://www.blackpast.org/global-african-history/frente-negra-brasileira-1931-1938/#sthash.yPI6bven.dpuf" target="_blank">Frente Negra Brasileira (1931 &#8211; 1938)</a></em>. Black Past Organization.</p>
<p>RAMATIS, Jacino. <a href="https://www.scielo.br/j/rh/a/wNvHRyqtfycPZ7qwXXmQ84c/#" target="_blank"><em>Frente Negra, Ação Integralista e conservadorismo como estratégico de enfrentamento ao racismo – 1930 -1937.</em><span class="_separator"> </span></a><span class="_editionMeta">Rev. Hist. (São Paulo) (181),<span class="_separator"> </span>2022.</span></p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <em>O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil –1870-1930.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 1993.</p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53000662" target="_blank">Site BBC</a></p>
<p><a href="https://www.palmares.gov.br/?p=2913">Site Fundação Palmares &#8211; Frente Negra Brasileira</a></p>
<p><a href="https://www.palmares.gov.br/?p=1946#:~:text=O%20negro%20come%C3%A7ava%20a%20construir,por%20sua%20eleva%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20cidadania." target="_blank">Site Fundação Palmares &#8211; Aristides Barbosa</a></p>
<p><a href="https://www2.assis.unesp.br/cedap/cat_imprensa_negra/biografias/francisco_lucrecio.html" target="_blank">Site Imprensa Negra</a></p>
<p><a href="https://ipeafro.org.br/?s=Frente+negra+brasileira+">Site IpeAfro</a></p>
<p><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/ensaistas/1391-jose-correia-leite" target="_blank">Site Literafro</a></p>
<p>SOTERO, Edilza Correia. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-03122015-134905/publico/2015_EdilzaCorreiaSotero_VCorr.pdf"><em>Representação Política Negra no Brasil pós Estado Nov</em>o.</a> Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo como parte dos requisitos para a obtenção do título de doutor em Sociologia, junho de 2015.</p>
<p>VIEIRA, Flavia Maria Silva. <em>Resistência e luta do Movimento Negro no Brasil: da rebeldia anônima na sociedade escravocrata ao enfrentamento político na sociedade de classes.</em> Revista da ABPN, v. 8, n. 20, jul. 2016 – out. 2016.</p>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XVII &#8211; Igreja São Pedro dos Clérigos</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 12:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No 17º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido" o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos, considerada uma jóia barroca, construida no século XVIII e demolida em 1944, durante o Estado Novo, apesar de ter sido tombada pelo SPHAN, em 1937, o que, a princípio, deveria garantir sua conservação e permanência. As fotografias são de Marc Ferrez (1843 - 1923), o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do alagoano Augusto Malta (1864 - 1957), que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 17º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos. As fotografias são de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. O cargo foi criado para ele pelo prefeito<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank"> Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>.</p>
<p>Foi em 1733 que a Igreja São Pedro dos Clérigos começou a ser construída na região central do Rio de Janeiro, na esquina das ruas São Pedro, que na época chamava-se rua dos Carneiro, e dos Ourives, atual rua Miguel Couto. Utilizando a ferramenta <em>zoom</em>, o leitor poderá magnificar a imagem abaixo e ver claramente as placas indicando a rua do Ourives e a Drogaria Araújo Freitas &amp; Cia, além do calçamento e dos detalhes arquitetônicos da igreja. Há ainda pedestres na rua e uma charrete.</p>
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<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8059/0071824cx112-10.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank">Marc Ferrez. Igreja São Pedro dos Clérigos, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O terreno onde foi construída a Igreja São Pedro dos Clérigos ou Igreja do Príncipe dos Apóstolos foi doado pelo irmão Franciso Barreto de Menezes, em 9 de outubro de 1732. Foi edificada pelo bispo dom Antonio Guadalupe, que também realizou uma doação particular. Ficou pronta em 1738 e era considerada uma jóia do barroco. Seu interior era decorado por um rico trabalho do mineiro Mestre Valentim (1745 &#8211; 1813), um dos principais artistas do Brasil colonial. Era propriedade da Venerável Irmandade do Príncipe dos Apóstolos de São Pedro.</p>
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<div id="attachment_26597" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26597" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/mestrevalentim.jpg" alt="Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro" width="336" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank">Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26598" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank"><img class="wp-image-26598 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior.jpg" alt="interior" width="273" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Interior da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Rio de Janeiro/ Site José Maurício Nunes Garcia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A autoria de seu projeto é controversa. Segundo a tese de doutorado de Luís Alberto Ribeiro Freire,<em> A Talha Neoclássica na Bahia, </em>Universidade do Porto, 2001:</p>
<p>“ <em>O livro de tombo não nos informa, assim como nenhum outro documento encontrado nos arquivos da irmandade, da autoria do projeto da igreja. No entanto, Moreira de Azevedo cita o engenheiro militar Tenente-Coronel José Cardoso Ramalho como o autor do risco, baseando-se, para tanto, na tradição oral e numa informação que teria recebido diretamente de descendentes do referido militar, que teriam afirmado ser dele a autoria da igreja de São Pedro, assim como também a de Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Souza Viterbo contestou esta autoria comprovando que o Tenente-Coronel somente teria se instalado na capitania do Rio de janeiro em 1738, portanto ao final já da construção. Apesar disso, constatou-se posteriormente que o tenente-coronel poderia, ainda assim, ter sido o autor do risco, pois durante dez anos antes de ter tomado posse de seu posto no Rio de Janeiro, a serviço do rei, escoltava constantemente as frotas que da metrópole vinham ao Brasil.”  </em></p>
<p>A igreja tinha uma planta elíptica, hoje só encontrada na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Ouro Preto, Minas Gerais. É também uma das igrejas brasileiras que se enquadram na tipologia curvilínea barroca, assim como a da Lapa dos Mercadores, no Rio de Janeiro, e outras igrejas em Minas Gerais, dentre elas a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto; e a de São Pedro dos Clérigos, em Mariana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/sc3a3o-pedro-dos-clc3a9rigos-planta.jpg?w=500&amp;h=718" alt="" width="499" height="718" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Planta da Igreja São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
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<div id="attachment_26599" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank"><img class="wp-image-26599 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/tipologiacruvilineabarroca.jpg" alt="tipologiacruvilineabarroca" width="232" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank">Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26600" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26600" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior1.jpg" alt="A Noite, 21 de julho de 1943" width="266" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><em>A Noite,</em> 21 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mineiro Manoel Vieira dos Santos tornou-se o benfeitor da igreja quando doou, em 1764, 42,000 cruzados para o estabelecimento de um coro de seis sacerdotes na igreja. No mesmo ano, o bispo Antonio do Desterro (1694 &#8211; 1773) concedeu a licença, declarando que a irmandade jamais poderia dispor do patrimônio e do rendimento para despesas estranhas àquela instituição.</p>
<p>Foi uma das primeiras igrejas tombadas pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; SPHAN -, criado em  em 13 de janeiro de 1937. O SPHAN é o atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; IPHAN. O tombamento deveria ser a garantia para sua conservação e permanência, porém a Igreja São Pedro dos Clérigos foi demolida, em 1944, durante o Estado Novo, devido à construção da avenida Presidente Vargas, um projeto de modernidade do governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) que promulgou, em 29 de novembro de 1941, o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/del3866.htm">Decreto-Lei 3866 </a>de destombamento de bens do patrimônio histórico. Havia, na época, um pensamento segundo o qual resolver os problemas da cidade era solucionar seus problemas de tráfego.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/ruas-do-rio-sc3a9culo-xviii.jpg?w=500&amp;h=418" alt="" width="500" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Traçado das ruas do Rio de Janeiro no século XVIII, localizando a Rua de São Pedro, a futura Avenida Presidente Vargas e a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>DECRETO-LEI Nº 3.866, DE 29 DE NOVEMBRO DE 1941</strong></p>
<p>Dispõe sobre o tombamento de bens no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional     <em> </em></p>
<p><strong><em>O Presidente da República</em></strong><em>, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição,</em></p>
<p><em>       </em><strong><em>DECRETA:</em></strong></p>
<p><em>       </em><em>Artigo único. O Presidente da República, atendendo a motivos de interesse público, poderá determinar, de ofício ou em grau de recurso, interposto pôr qualquer legítimo interessado, seja cancelado o tombamento de bens pertencentes à União, aos Estados, aos municípios ou a pessoas naturais ou jurídicas de direito privado, feito no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, de acordo com o <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del0025.htm">decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.</a></em></p>
<p><em>       </em><em>Rio de Janeiro, 29 de novembro de 1941, 120º da Independência e 53º da República.</em></p>
<p><em>Getulio Vargas<strong><br />
</strong>Gustavo Capanema</em></p>
<p><em>Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 31.12.1941</em></p>
<p>Foi publicada a reportagem <em>Vestígios da arte grega nos templos cariocas, </em>com uma breve história e uma descrição da Igreja de São Pedro dos Clérigos e de suas <em>raridades artísticas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26601" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg"><img class="wp-image-26601 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg" alt="pulpito" width="286" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rodrigo de Melo Franco Andrade (1898–1969), diretor do SPHAN, tentou evitar a demolição. Houve uma grande polêmica, protestos de fiéis, de engenheiros, de historiadores e de arquitetos.</p>
<p>O então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), pensou na possibilidade de deslocar o prédio da igreja para a lateral da avenida Presidente Vargas, utilizando-se, para este fim, rolos de concreto de 60 cm de diâmetro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/19269" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, agosto de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26602" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26602" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="623" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26603" style="width: 155px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha1.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="145" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;O projeto consistia em substituir a parte inferior das paredes da igreja por concreto. Sob o concreto seriam colocados rolos que serviriam para deslocar a igreja até o outro lado da avenida. A Franki, uma empresa de fundações e infra-estrutural tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço. Mas aqui no Brasil surgiu a idéia de usar rolos de concreto, cujos estudos foram realizados pelo Prof. Fernando Lobo Carneiro&#8221;. </em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/mapa-pres-vargas-2a.jpg?w=500&amp;h=197" alt="" width="500" height="197" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Mapa da Avenida Presidente Vargas localizando a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
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<div id="attachment_26604" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href=" http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><img class="wp-image-26604 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/inedito-1024x485.jpg" alt="inedito" width="768" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma matéria sobre as demolições já concluídas e as que ainda seriam realizadas para a abertura da avenida Presidente Vargas, dentre elas a da Igreja de São Pedro dos Clérigos (<em>A Noite</em>, 5 de novembro de 1943, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23608" target="_blank">primeira página, penúltima coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23610" target="_blank">página 3, sexta coluna</a>). Instalou-se uma polêmica em torno da remoção (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26605" style="width: 496px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><img class="  wp-image-26605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/POLEMICA.jpg" alt="POLEMICA" width="486" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dodsworth (1895 &#8211; 1975), começou a ser ridicularizado devido a esse projeto de deslocamento da igreja. Consultou a Franki, empresa de fundações e infra-estruturas, que tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço, sobre a garantia do transporte do prédio da igreja e o diretor da empresa disse que não poderia dar essa garantia devido à  heterogeneidade das paredes. Havia a possibilidade de um acidente que poderia causar o desmoronamento do igreja. Diante disso, Dodsworth optou pela demolição (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21163"><em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26606" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/concurrencia.jpg" alt="Primeira página do Diário da Noite, 11 de fevereiro de 1944" width="309" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank">Primeira página do <em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3008/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="600" height="721" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank">Augusto Malta. Igreja São Pedro dos Clérigos, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">Na década de  1940, a cidade vivia a febre do progresso. O nascimento da avenida condenou ao desaparecimento outras três igrejas que estavam em seu caminho: a de São Domingos, de 1791, que ficava no largo de mesmo nome, na altura da Avenida Passos; a de Bom Jesus do Calvário, de 1719, na esquina da Rua Bom Jesus do Calvário com a da Vala, onde hoje é a Rua Uruguaiana; e a de de Nossa Senhora da Conceição, de 1757, na altura da atual Rua da Conceição. Uma curiosidade: o grande músico brasileiro, padre José Maurício Nunes Garcia (1767 &#8211; 1830), considerado o mais importante compositor brasileiro do fim do século XVIII e início do XIX; e o poeta Manuel Ignácio Silva Alvarenga (1749 &#8211; 1814) foram sepultados na Igreja São Pedro dos Clérigos.</div>
<p><em>&#8220;Antes da demolição, foram retirados todo o mobiliário, o altar e as talhas de Mestre Valentim, além de portas, janelas e partes da construção que poderiam ser usadas numa futura recomposição do templo, o que nunca aconteceu. Por esse motivo, pedaços da bela São Pedro dos Clérigos foram distribuídos por museus, fundações e outras paróquias. A imagem do altar-mor e a portada principal foram reutilizadas na nova Igreja de São Pedro, na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido. Duas cabeças de anjos e uma parte do retábulo estão no Museu de Arte Sacra da Arquidiocese do Rio de Janeiro. E uma das portas foi parar no Palácio Assunção, no Sumaré&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O GLOBO</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26610" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26610" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/coro.jpg" alt="Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos - Coro e órgão " width="614" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos &#8211; Coro e órgão &#8211; IPHAN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desmonte da igreja e a dispersão das suas peças por acervos públicos e coleções particulares alimentou durante anos o mercado de artes. A imagem venerada no altar-mor de São Pedro, representado em trajes pontificiais e assentado em sua cátedra; e a portada principal da capela se encontram na Igreja de São Pedro, construída no Rio Comprido.</p>
<p>A rua de São Pedro, onde ficava a igreja e que havia sido aberta antes de 1620, também desapareceu para dar passagem à avenida Presidente Vargas. Havia se chamado rua Antônio Vaz Viçoso e rua do Carneiro, mas durante a construção da igreja passou a ser conhecida como rua de São Pedro. Em 1817, passou a ser, oficialmente denominada rua Desembargador Antonio Cardoso, mas permaneceu sendo designada São Pedro.</p>
<p>Todas as peças históricas da Igreja de São Pedro dos Clérigos foram fotografadas pelo SPHAN, atual IPHAN, para facilitar os trabalhos de uma futura reconstrução, que nunca aconteceu. Foram divulgadas no livro <em>Réquiem pela</em> <em>Igreja de São Pedro: um patrimônio perdido</em> e exibidas durante a exposição homônima, comemorativa do cinquentenário da SPHAN, em 1987, realizada pelo SPHAN e pela Casa de Rui Barbosa. Algumas estão publicadas no <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a>, com notas de aula de Eduardo C.S Thomas, entre as páginas 73 e 91.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26611" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank"><img class="wp-image-26611 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/requiem.jpg" alt="requiem" width="402" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank">Capa do livro <em>Réquiem pela Igreja de São Pedro um patrimônio perdido</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Igreja de São Pedro dos Clérigos (1733 &#8211; demolida em 1944)</strong></em></span><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong> </strong></em></span></a>*</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;">Cássio Loredano</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Com que dor escreveria Sandra Alvim a palavra demolida &#8211; tantas dezenas de vezes em sua monumental Arquitetura religiosa colonial no Rio de Janeiro -, toda vez que trata da igreja de São Pedro dos Clérigos. &#8220;Traçado primoroso&#8221;, diz ela, formado pela interseção de arcos de circunferência, resultado de &#8220;elevado grau de elaboração formal&#8221;; inestimável documento da incipiente independência e formação da identidade do mestre-de-obras brasileiro em relação à Metrópole, superando as &#8220;rígidas limitações estéticas lusas&#8221;; primeira igreja da colônia a ter cobertura em cúpula coroada por zimbório com lanternim. Demolida em 1944. Ficava na velha rua de São Pedro, igualmente atropelada pela abertura da avenida Presidente Vargas.</em></p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Dois anos antes, já tinham sido postas abaixo a pequenina ermida de São Domingos (1706, reconstruída em 1791) e a igreja do Bom Jesus do Calvário, de 1796, todas no caminho da violência poluente, inclemente, que vai da Candelária à Praça da Bandeira. &#8220;Demolidas em 1942&#8243;, escreve a professora Sandra. Demolidas. As fotos são de cortar o coração.</em></p>
<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/">*Esse texto, acompanhado de fotografias do acervo dos Diários Associados do Rio de Janeiro, adquirido pelo Instituto Moreira Salles, foi publicado em 13 de setembro de 2018 na seção <em>Por dentro dos acervos</em>, do site do IMS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26607" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26607" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/demolição.jpg" alt="Diário de Notícias, 18 de maio de 1944" width="302" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><em>Diário de Notícias,</em> 18 de maio de 1944</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26612" style="width: 806px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-26612" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/debret3.jpg" alt="debret3" width="796" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Gravura de Debret / Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</a></p></div>
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<p>Link para o samba <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xZkzpay1rjo" target="_blank"><em>Bom dia Avenida!</em></a>, sobre a avenida Presidente Vargas, composição de Herivelto Martns e Grande Otelo, interpretada pelo Trio de Ouro, formado por Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">&#8220;Lá vem a nova avenida </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Remodelando a cidade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Rompendo prédios e ruas</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Os nossos patrimônios de saudade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">É o progresso!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">E o progresso é natural</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Lá vem a nova avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Dizer à sua rival</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Bom dia Avenida Central!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">A União das Escolas de Samba</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Respeitosamente fez o seu apelo</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Três e duzentos de selo!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Requereu e quer saber</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Se quem viu Praça Onze acabar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Tem direito à Avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Em primeiro lugar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!&#8221;</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALVIM, Sandra. <em>Arquitetura Religiosa Colonial no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro</em>: UFRJ; IPHAN, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 1999.</p>
<p>AZEVEDO, Moreira de. <a href="https://reficio.cloud/rio/religiao/moreira-azevedo-igreja-de-sao-pedro/" target="_blank"><em>A Igreja de São Pedro </em></a> in <a href="https://reficio.cloud/assunto/o-rio-de-janeiro-sua-historia-monumentos-homens-notaveis-usos-e-curiosidades/" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro: Sua História, Monumentos, Homens Notáveis, Usos e Curiosidades</em></a>. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1877. 2 v.</p>
<p>BARATA, Cau. Rio Antigo -<a href="https://www.youtube.com/watch?v=8n8X2IhBQwQ"><em> Igreja de São Pedro dos Clérigos</em></a>. Youtube, 2010.</p>
<p><a href="http://rio-curioso.blogspot.com/2007/09/rua-e-igreja-de-so-pedro.html" target="_blank">Blog Rio Curioso</a></p>
<p>BURY, John. <a href="http://portal.iphan.gov.br/files/johnbury.pdf" target="_blank"><em>Arquitetura e Arte no Brasil Colonial</em></a>. IPHAN/Monumenta. Brasília, 2006.</p>
<p><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
<p>FREIRE, Luiz Alberto Ribeiro.<em> A Talha Neoclássica na Bahia. Rio de Janeiro</em> :<em> </em>Versal Editores, 2006.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p>HOLLANDA, Daniela Maria Cunha de. <em>A barbárie legitimada: A demolição da Igreja de São Pedro dos Clérigos do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro : EDUERJ, 2014.</p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/jose-mauricio-nunes-garcia">Música Brasilis</a></p>
<p>OLIVEIRA, Myriam A. R.; JUSTINIANO, Fátima. <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/ColRotPat2_BarrocoRococoIgrejasRiodeJaneiro_Vol1_m.pdf" target="_blank"><em>Barroco e Rococó nas Igrejas do Rio de Janeiro.</em></a> Roteiros do Patrimônio, IPHAN/Monumenta. Brasília,2006.</p>
<p>PEREIRA, André Luiz T. <a href="https://www.ifch.unicamp.br/eha/atas/2004/PEREIRA,%20Andre%20Luiz%20Tavares%20-%20IEHA.pdf" target="_blank"><em>Notas Sobre o Patrimônio Artístico das Irmandades de São Pedro dos Clérigos.</em></a> I Encontro de História da Arte, São Paulo, 2005.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O Globo</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
<p><a href="http://oriodeantigamente.blogspot.com/2011/01/igreja-sao-pedro-dos-clerigos.html">Rio de Antigamente</a></p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos-2/">Rio Memórias</a></p>
<p>Secretária das Culturas/ Arquivo da Cidade. <em>Memória da Destruição: Rio – Uma história que se perdeu</em>. Prefeitura do Rio de Janeiro, 2002.</p>
<p><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Site José Maurício Nuno Garcia</a></p>
<p>THOMAS, Eduardo C.S. <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” V &#8211; Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 &#8211; 1976)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 13:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maria de Miranda Leão (1887 - 1976), pioneira na participação feminina na política da região Norte do Brasil, eleita pela Liga Católica, em 1934, deputada estadual na Assembleia Constituinte (1935-1937), é o personagem do quinto artigo da série "Feministas, graças a Deus!, escrito pela pesquisadora Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A feminista Maria de Miranda Leão foi professora, enfermeira e assistente social e uma das fundadoras de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, seção Amazonas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Série “Feministas, graças a Deus!” V &#8211; Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 &#8211; 1976)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria de Miranda Leão (1887 &#8211; 1976), pioneira na participação feminina na política da região Norte do Brasil, eleita pela Liga Católica, em 1934, deputada estadual na Assembleia Constituinte (1935-1937), é o personagem do quinto artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus!, escrito pela pesquisadora Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A feminista Maria de Miranda Leão foi professora, enfermeira e assistente social, tendo vinculado sua vida<em> com talento e cultur</em>a ao ensino e à solidariedade. Em dezembro de 1922, foi uma das fundadoras de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, seção Amazonas, meses após a fundação da FBPF, iniciativa de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, em 9 de agosto do mesmo ano.</p>
<p>Foi descrita em uma matéria do <em>Jornal do Brasil</em> de 1936 como “<em>Uma dessas inteligências femininas que se sente ao contato do seu verbo fluente, emotivo, todo saturado por esse amor imenso esse encanto arrebatado pela natureza mágica e caraterística da Amazônia</em>.” Segundo Maria Elizabeth Brêa Monteiro, na fotografia destacada nesse artigo, produzida pela Photographia Alemã, &#8220;<em>é possível perceber um perfil de austeridade que parece caracterizar a vida pública de Maria de Miranda e suas vinculações fortes com a igreja católica e com uma ação assistencial&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
<div id="attachment_21776" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6577" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21776" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/miranda.jpg" alt="Photographia Alemã. Maria de Miranda Leão, 1935. Manaus, Amazonas / Acervo Arquivo Nacional" width="508" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6577" target="_blank">Fotografia Alemã. Maria de Miranda Leão, 1935. Manaus, Amazonas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conclamando as mulheres à paz e à guerra, Maria de Miranda Leão proferiu seu discurso na sessão inaugural do 3º Congresso Nacional Feminista, realizado na sede do Automóvel Club, no Rio de Janeiro, entre os dias 1°e 8 de outubro de 1936. Delegada da Liga Católica do Amazonas junto ao Congresso Eucarístico Nacional e designada representante da Federação Amazonense pelo Progresso Feminino e de outras agremiações de Manaus pelo governador Álvaro Maia para o Congresso Nacional Feminino <a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, o <em>Jornal do Brasil</em> em sua edição de 2 de outubro de 1936 descreve Maria de Miranda como “uma dessas inteligências femininas que se sente ao contato do seu verbo fluente, emotivo, todo saturado por esse amor imenso esse encanto arrebatado pela natureza mágica e caraterística da Amazônia.”<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></p>
<p>Maria de Miranda Leão nasceu em 1887 em uma família de longa atuação no Amazonas nos vários setores da atividade humana: no magistério, no comércio, nas ciências, na política. O patriarca, coronel José Coelho de Miranda Leão, foi deputado que havia se notabilizado por combater os cabanos em Mundurucânia, em 1839. Era filha do professor e jornalista Manoel de Miranda Leão, deputado provincial da Assembleia Legislativa (1886) e um crítico do cenário da instrução pública no Amazonas, identificando a falta de experiência e de dedicação no magistério como um dos principais problemas a enfrentar. Professora, enfermeira, assistente social e uma pioneira na participação feminina na política da região Norte, Maria de Miranda primou, segundo Agnello Bittencourt, pelo talento e pela cultura, tendo vinculado sua vida ao ensino e à caridade.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a></p>
<p>Ingressou, em 1922, no Serviço Federal de Profilaxia Rural e nesse mesmo ano criou a Sociedade de Amparo à Maternidade e à Infância, núcleo que deu origem ao Hospital Infantil Casa Dr. Fajardo, onde trabalhou como enfermeira e chefe dos serviços internos.</p>
<p>A partir das primeiras décadas do século XX, Manaus não mais se assemelhava à Paris dos Trópicos dos anos de pujança da exportação da borracha. A derrocada do comércio extrativista impeliu levas de seringueiros a se dirigirem com suas famílias para as cidades que enfrentavam as consequências da depressão econômica, assoladas por doenças como paludismo, verminose, disenteria, enterite, gripe e outras. Nesse contexto as crianças compunham o grupo mais vulnerável, identificado no elevado índice da mortalidade infantil. Todavia, o estado do Amazonas e, em particular, a cidade de Manaus não possuíam uma instituição oficial de atendimento hospitalar exclusivo para crianças. Esse atendimento era realizado pela Casa Dr. Fajardo, instituição particular, fundada em 1922 pelo médico Samuel Uchôa, diretor do Serviço de Profilaxia Rural do Amazonas, com a finalidade de receber crianças órfãs ou desamparadas acometidas por paludismo e verminose. Além do tratamento médico prestado, essa instituição tinha uma preocupação pedagógica, principalmente em relação às questões de higiene das crianças e das famílias, no intuito de resgatá-las de uma condição depauperada e libertá-las, segundo o próprio Dr. Uchoa, “da tirania das doenças destruidoras”, preparando-as para o trabalho.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>
<p>Vem desse período, durante o qual Maria de Miranda realizou atividades de assistência às crianças e às camadas mais empobrecidas da população amazonense, o apelido pelo qual ficou conhecida: Mãezinha.</p>
<p>Com apoio do Serviço de Profilaxia Rural do Amazonas, durante a administração do governador Ephigênio Salles, criou o primeiro preventório do Brasil, voltado para o cuidado dos filhos dos portadores de hanseníase.</p>
<p>Maria de Miranda teve também relevante atuação para a profissionalização e regularização das atividades de serviço social. Em 1940, com apoio do bispo d. Basílio Manoel Olímpio Pereira, realizou, no Rio de Janeiro, os cursos de “Ação Católica e Serviço Social”, o que favoreceu a criação da Escola de Serviço Social de Manaus, subordinada, inicialmente, ao Juízo Tutelar de Menores, onde foi professora de Assistência Social.</p>
<p>Essa orientação pela assistência e cuidados mobilizou sempre Maria de Miranda ao longo de sua vida. Como secretária-geral e enfermeira chefe da Cruz Vermelha no Amazonas, ficou encarregada da entrega de correspondências aos prisioneiros de guerra (japoneses, italianos e alemães) e foi, de 1946 a 1951, diretora do Instituto Benjamin Constant, criando nele a primeira Escola Normal Rural do Amazonas.</p>
<p>Paralelamente ao trabalho assistencial, Maria de Miranda destacou-se no movimento feminista, sendo membro da Federação Feminista Amazonense e uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Liderou o movimento feminino católico de incentivo à participação das mulheres nas eleições e na política de modo geral, fato que, por certo, contribuiu para seu sucesso nas urnas aos 48 anos, quando foi eleita pela Liga Católica, em 1934, deputada estadual na Assembleia Constituinte (1935-1937), onde também atuou nas comissões de Educação e de Poderes e leis.</p>
<p>Em carta para Bertha Lutz de 20 de junho de 1935, Maria de Miranda informa sobre sua atuação na Constituinte na defesa da atuação da mulher em todos os setores de ação social, moral e político, e não mais apenas dedicada a servir o lar, “coser meias e embalar meninos”. Nessa mesma carta, Maria envia uma fotografia dedicada a Bertha na qual se identifica como sua admiradora e a convida a visitar o estado e ver “como o nosso Amazonas é grandioso, com suas florestas encantadas e seus rios caudalosos. Seria ocasião de sentir as aspirações da mulher amazonense e que a cultura e a mentalidade da cabocla morena do rio Negro não envergonham as irmãs do Sul.”<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a> Nessa fotografia é possível perceber um perfil de austeridade que parece caracterizar a vida pública de Maria de Miranda e suas vinculações fortes com a igreja católica e com uma ação assistencial.</p>
<p>Essas linhas de ação de Maria de Miranda se conjugavam com os temas discutidos na Assembleia Nacional Constituinte. A organização da assistência social foi defendida pela representante feminina, Carlota Pereira de Queiroz, médica eleita com apoio da Liga Católica, que considerava a educação e a saúde do povo as duas questões fundamentais de uma nação e tinha a proteção à maternidade e à infância como diretrizes prioritárias de seu mandato.</p>
<p>A Liga Eleitoral Católica, movimento gerado em defesa dos ideais cristãos e em resposta à secularização da cultura e à fundação do Partido Comunista do Brasil, congregava intelectuais como Alceu do Amoroso Lima, o advogado Sobral Pinto, além outros representantes de segmentos da classe média, e teve expressiva participação nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. No Amazonas, seus principais dirigentes eram o bispo dom João da Mata e Jatir Pucu de Aguiar, do Partido Liberal. Maria de Miranda exerceu os cargos de secretária-geral da Liga Eleitoral Católica, ao lado de Maria Julia Lima, e, em 1935, foi nomeada para a presidência.</p>
<p>Maria de Miranda acompanhou de perto a mobilização das mulheres pelo sufrágio feminino no Brasil. Foi uma das fundadoras de Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, seção Amazonas, em 18 de dezembro de 1922. Trabalhou para organizar uma série de atividades com o objetivo de sensibilizar as mulheres para o alistamento eleitoral, direito conquistado pelas brasileiras em fevereiro de 1932 com a promulgação do novo código eleitoral que concedeu pela primeira vez o direito de voto às mulheres. Participou de todos os eventos nacionais promovidos pela FBPF na década de 1930.</p>
<p>A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada em 9 de agosto de 1922, por iniciativa da Bertha Lutz e outras mulheres com diferentes abordagens de prioridades na construção de agenda entre elas, tinha como principal bandeira a busca pelo sufrágio universal e a promoção do avanço da mulher no espaço público através da reivindicação de seus direitos políticos, das melhorias de suas condições de trabalho, de saúde e educação. Esses foram temas discutidos nos congressos organizados pela FBPF, sob a presidência de Bertha. Mudar a visão da sociedade brasileira em relação à mulher considerada como a “rainha do lar”, debater sobre a formação do magistério, a nacionalização do ensino público, o acesso da mulher ao mercado de trabalho e igualdade salarial orientavam a atuação da Federação ao lado de postulados sustentados pela Liga Católica no sentido do ensino religioso nas escolas e da indissolubilidade do matrimônio. A questão da cidadania constituía-se no debate em torno de direitos civis, que englobava o acesso ao voto e ao divórcio, maternidade, igualdade salarial e proibição do trabalho noturno às mulheres, e se misturavam com perspectivas de proteção e de conquista de direitos.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a></p>
<p>As lideranças feministas das maiores organizações constituídas &#8211; FBPF, Aliança Nacional de Mulheres, Liga Eleitoral Católica e suas derivadas regionais &#8211; argumentavam que era possível assegurar a agregação de mulheres na política, pois isso não ofereceria risco de concorrência para os ocupantes dos cargos públicos eletivos nem ocasionaria instabilidade social ou para as famílias.</p>
<p>Mesmo com ambiguidades presentes no movimento feminista, as mulheres iam introduzindo mudanças nos mecanismos de conquista de direitos. Empunhando, assim, a bandeira do voto feminino, a Federação rumava de maneira cordial para a defesa da emancipação da mulher e à conquista de direitos. Essa postura, identificada por pesquisadores, com um “feminismo bem comportado”, voltado para os anseios das mulheres das classes média e alta, de alguma forma se contrapunha ao feminismo sustentado por Maria Lacerda de Moura, tido como “mal comportado” ao atentar para os direitos das trabalhadoras das classes baixas e para a liberdade sexual.<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5025/BR_RJANRIO_Q0_BLZ_PES_HOM_FOT_0001_002_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank">Participantes do III Congresso Nacional Feminista em audiência com presidente Vargas, 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse contexto realiza-se no Rio de Janeiro o 3º Congresso Nacional Feminista, que contou com a presença de autoridades como o presidente da República, Getulio Vargas, e o governador do Rio de Janeiro, Protogenes Guimarães. Maria de Miranda foi a oradora da sessão inaugural que apresentou um discurso intitulado “A missão da mulher no momento atual”, no qual fazia “a defesa do regime, a manutenção da ordem, a salvação da honra e da tradição, contra o sacrilégio devastador do comunismo”. Ficam evidentes os princípios católicos da família indissolúvel como alicerce da nação e a luta feminista como uma “cruzada santa”. Maria de Miranda deixa claro seu alinhamento à igreja católica condenando “a política sem Deus e contra Deus, ambiciosa e libertina”. Antecedido por um preâmbulo de cunho regionalista, mencionando as belezas e riquezas do Amazonas, em que cita os pacíficos e ordeiros Barés e os combativos Maués, Maria de Miranda enfatiza em seu discurso o caráter pacífico da “guerra” a ser empreendida pela mulher, “poder moderador capaz de trazer o homem à razão, quando levado pelos ímpetos próprios de sua natureza combativa, muitas vezes se afastada de caminho traçado.”. E conclui, em sua visão, o objetivo do congresso:</p>
<p>“Um dos pontos fundamentais é, por certo, a defesa do regime, a manutenção da ordem, a salvação da honra e da tradição contra o sacrilégio devastador do comunismo. (&#8230;) Se procura nos seduzir, garantindo à mulher todos os campos de ação social, a igualdade de valores e trabalhos com o homem, não nos deixaremos enganar. Queremos a vitória das nossas reivindicações, a nossa igualdade política e social, salário igual para trabalho igual. Mas a mulher do Brasil coloca acima de tudo Deus, a Fé, a honra, a dignidade, a força moral e a integridade da Pátria. (&#8230;) É essa a promessa, a clarinada guerreira, o juramento inflexível que a Mulher Amazonense vos manda por minha voz: Ouviremos a voz do Brasil e na luta estaremos na linha de frente, na brecha por Deus, pela Pátria, pela Raça.”<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a></p>
<p>Nesse congresso foi votado o Estatuto da Mulher, a ser apresentado na forma de projeto de lei em outubro de 1937 à Câmara dos Deputados, por iniciativa das deputadas Bertha Lutz e Carlota Pereira de Queirós. Em seus 150 artigos, o projeto tinha como objetivo regulamentar os dispositivos constitucionais de proteção às mães e às crianças, tratava, em essência, de nacionalidade, direitos políticos, trabalho.<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a></p>
<p>O mandato de Maria de Miranda como deputada estadual foi interrompido em 1937 quando Getulio Vargas fechou o legislativo federal e os estaduais, dando início ao Estado Novo que perdurou até 1945. Com a democratização, tentou a reeleição, pelo Partido Social Democrático (PSD), em 1947, não obtendo êxito.</p>
<p>Sua atuação política e social foi reconhecida pelas autoridades amazonenses que lhe concederam o título de Cidadã Benemérita de Manaus, em 1957, e a Medalha Cidade de Manaus, em 1969. Pelos serviços prestados, foi condecorada pela Cruz Vermelha do Amazonas.</p>
<p>Maria de Miranda Leão faleceu em 1976, no mesmo ano de sua “distinta patrícia” Bertha Lutz, com quem batalhou pela ampliação dos espaços de poder e decisão da mulher na sociedade e pela garantia de direitos conquistados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Telegrama do governo do Estado do Amazonas comunicando que a Federação Amazonense pelo Progresso Feminino designou a deputada Maria de Miranda Leão como representante do Amazonas no 3º Congresso Nacional Feminino. Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Arquivo Nacional. Rio de Janeiro.3 de julho de 1936. BR RJANRIO Q0.ADM, COR.A936.74</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Jornal do Brasil. Edição 232, 2 de outubro de 1936. Disponível em http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_05&amp;pasta=ano%20193&amp;pesq=%22miss%C3%A3o%20da%20mulher%20no%20momento%20atual%E2%80%9D&amp;pagfis=69211</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Bittencourt, Agnello. <em>Dicionário Amazonense de Biografias</em>: vultos do passado. Rio de Janeiro, Conquista, 1973. p. 359. Disponível em https://issuu.com/bibliovirtualsec/docs/dicionario_amazonense_de_biografias</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Schweickardt, Júlio Cesar. <em>Ciência, nação e região</em>: as doenças tropicais e o saneamento no Estado do Amazonas (1890-1930). Manaus: Fiocruz/Casa de Oswaldo Cruz, 2009. p. 345. Disponível em <a href="http://ppghcs.coc.fiocruz.br/images/teses/tesejuliochweickardt.pdf">http://ppghcs.coc.fiocruz.br/images/teses/tesejuliochweickardt.pdf</a>.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Cartas de Maria de Miranda Leão. Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Arquivo Nacional. Rio de Janeiro. BR_RJANRIO_Q0_ADM_COR_A935_0066_d0001</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Fraccaro, Glaucia Cristina Candian. Uma história social do feminismo – Diálogos de um campo político brasileiro (1917-1937). <em>Estudos Históricos</em>. Rio de Janeiro, vol. 31, nº 63, p. 7-26, janeiro-abril 2018, p. 18. Disponível em <a href="http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642">http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642</a></p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Dultra, Eneida Vinhaes Bello. <em>Direitos das mulheres na Constituinte de 1933-1934</em>: disputas, ambiguidades e omissões. Tese em Direito, Estado e Constituição. UnB, 2018. Disponível em https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/34535/1/2018_EneidaVinhaesBelloDultra.pdf</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Jornal do Brasil. Edição 248, 18 de outubro de 1936. Disponível em http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_05&amp;pasta=ano%20193&amp;pesq=%22miss%C3%A3o%20da%20mulher%20no%20momento%20atual%E2%80%9D&amp;pagfis=69211</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> Potechi, Bruna. As mulheres dos estatutos no Congresso Nacional Brasileiro. <em>Revista Estudos Feministas</em>, v. 27, n. 1, Florianópolis, 2019. Disponível em https://www.scielo.br/pdf/ref/v27n1/1806-9584-ref-27-01-e50110.pdf</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maria Elizabeth Brêa Monteiro é Mestre em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; X &#8211; No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2020 15:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alfredo Burnier]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Napoleão]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Beira Mar]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca Infantil do Distrito Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Botafogo]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Maternal Recreio Pindorama para Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Catulo da Paixão Cearense]]></category>
		<category><![CDATA[Cecília Meireles]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Julius Dunlop (1908–1987)]]></category>
		<category><![CDATA[Club de Regatas do Botafogo]]></category>
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		<description><![CDATA[No Dia dos Namorados, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do Pavilhão Mourisco, ponto de encontro dos cariocas no início do século XX. Projetado inicialmente para ser um music-hall, nunca chegou a ser uma casa de espetáculos, mas teve sucesso como restaurante e bar durante os primeiros anos de sua existência. Foi encomendado durante a gestão do prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos, mas foi aberto no início de 1907, quando a prefeitura já estava sob o comando de Francisco Marcelino de Souza. Localizado na praia de Botafogo na então recém inaugurada avenida Beira-Mar, em frente à rua Voluntários da Pátria, seu projeto foi do arquiteto e engenheiro francês naturalizado brasileiro Alfredo Burnier.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8085" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8085/001MC001003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8085" target="_blank">Pavilhão Mourisco, c. 1910. Botafogo, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Projetado inicialmente para ser um <em>music-hall</em>, nos moldes do <em>Horloge</em> ou do <em>Ambassateurs</em>, ambos situados na avenida dos Campos Elíseos, em Paris, o Pavilhão Mourisco nunca chegou a ser uma casa de espetáculos, mas teve sucesso como bar e restaurante, <em>montado com um luxo realmente asiático</em>, durante os primeiros anos de sua existência. Foi encomendado durante a gestão do prefeito do Rio de Janeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>, mas foi inaugurado no início de 1907, quando a prefeitura já estava sob o comando de Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 &#8211; 1935) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14220" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de fevereiro de 1907, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18778" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/125" target="_blank"><img class=" wp-image-18778" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/fon.jpg" alt="Fon-Fon, 11 de maio de 1907" width="702" height="612" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/125" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 11 de maio de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Localizado na Praia de Botafogo na recém inaugurada, em 1906, Avenida Beira-Mar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/13568" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1906</a>), em frente à Rua Voluntários da Pátria, seu projeto foi do arquiteto e engenheiro francês naturalizado brasileiro Alfredo Burnier (18? &#8211; 1929) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/41737" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de agosto de 1929, quarta coluna</a>), da Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/6096" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de janeiro 1903, sexta coluna</a>). Seu estilo era, de acordo com o também arquiteto e engenheiro, o espanhol Adolfo Morales de Los Rios Filho (1887 &#8211; 1973), neo-persa, <em>nada tendo de mourisco, como vulgar e erradamente, foi denominado</em>.</p>
<p>Segundo Charles Julius Dunlop (1908 – 1997), autor da coluna &#8220;Rio Antigo&#8221;, no jornal<em> Correio da Manhã:</em></p>
<p>&#8221; <em>À noite, o Pavilhão era todo iluminado. No terraço, em tôrno, havia mesas, onde se bebia cerveja e refrescos. Na parte interna ficavam o salão de chá e o restaurante, para os jantares e as ceatas alegres nos discretos gabinetes reservados. A fotografia mostra o Pavilhão Mourisco em 1907. O edifício era coberto por um grupo de cinco cúpulas douradas. Duas escadas de mármore davam acesso às varandas no primeiro pavimento, calçadas a ladrilho espanhol. Nas colunas ao lado das entradas e no teto decorado liam-se numerosas inscrições árabes. No porão alto ficavam as cozinhas, a despensa e a adega. A pequena construção que se vê à esquerda era o &#8220;guignol&#8221;, que fazia a delícia da petizada . Nas tardes de espetáculo, o teatrinho de marionetes era cercado pelas crianças. A hora de subir o pano, tomavam lugares nos bancos enfileirados diante do palco, o arrecadador de níqueis procedia à sua frutuosa diligência e o divertimento principiava, sob risadas gostosas da criançada. Nos fundos do teatrinho havia um carrossel e um rinque de patinação&#8221;. </em></p>
<p>Abaixo, a reprodução de uma matéria da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/512" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, de 10 de agosto de 1907</a>, sobre o Teatro Guignol de Botafogo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/512" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-18779 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/guignol.jpg" alt="Fon-Fon, de 1907" width="493" height="765" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/512" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-18780" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/guignol1.jpg" alt="guignol1" width="503" height="340" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já no ano de sua inauguração abrigou os convidados da prefeitura do Rio de Janeiro durante a Festa Veneziana, realizada em 11 de março de 1907, com a presença do ex-presidente da Argentina, o general Julio Roca (1843 &#8211; 1914) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14411" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de março de 1907, quinta coluna</a>) e foi o local de um banquete em comemoração ao jubileu artístico do maestro e compositor Arthur Napoleão (1843 &#8211; 1925) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/6515" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 1º de setembro de 1907</a>).</p>
<p>Em 1908, foi noticiado que o número de patinadores amadores aumentava no rinque de patinação do Pavilhão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/759" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 9 de maio de 1908</a>) e os eventos sociais elegantes eram frequentes. Diversos ocorreram, organizados pelo governo, durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a>, na região da Urca, vizinha ao bairro de Botafogo, em comemoração ao centenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1225" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 22 de agosto de 1908</a>). Porém algumas notícias insinuavam que sua gestão era incompetente, pois no início da noite já faltavam vários ítens como sorvete, cerveja e gelo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1955" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 22 de fevereiro de 1908</a>).</p>
<p>Seu carrossel e a <em>democrática aproximação de classes</em> que ele produzia foi assunto, em tom sarcástico, da coluna &#8220;Notas Mundanas&#8221; da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/2091" target="_blank"><em>Fon-Fon</em> de 4 de abril de 1908</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18781" style="width: 661px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/2091" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18781" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/carrossel.jpg" alt="Fon-Fon, de 1908" width="651" height="850" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/2091" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 4 de abril de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1910, o chefe de polícia Leoni Ramos (1857 &#8211; 1931) foi homenageado com um banquete (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/11196" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 26 de junho de 1910</a>) e outros aconteceram no local ao longo desse ano e de 1911, mas já nessa época a imprensa noticiava o pouco movimento no Pavilhão Mourisco e arriscava até profecias comparando sua <em>solidão</em> com a do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monro</a>e. O fato é que os dois prédios foram demolidos: o primeiro em 1950 e, o segundo, em 1976 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/3788" target="_blank"><em>Fon-Fon</em> , 1º de janeiro de 1910</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/5167" target="_blank"><em>Careta</em>, 23 de setembro de 1911</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/6423" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 25 de março de 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18783" style="width: 648px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/3788" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18783" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/monroe.jpg" alt="Fon-Fon, 1° de janeiro de 1910" width="638" height="86" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/3788" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 1° de janeiro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma fotografia dos patinadores do rinque do Pavilhão Monroe, na <em>Revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=5972" target="_blank">Fon-Fon</a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=5972" target="_blank">, de 14 de janeiro de 1911</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18786" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/rinque.jpg"><img class="size-large wp-image-18786" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/rinque-1024x604.jpg" alt="Fon-Fon, 14 de janeiro de 1911" width="768" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=5972" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 14 de janeiro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1912, procurava <em>por todos os meios e modos  tornar-se o ponto atraente por excelência da jeneusse dorée que ama as noitadas alegres e ruidosas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/14311" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de março de 1912</a>).</p>
<p>Os aniversários da revista <em>Fon-Fon</em>, em 1912 e em 1913, foram comemorados no Mourisco assim como um grupo de amigos ofereceu, no local, um banquete ao deputado Flores da Cunha (1880 &#8211; 1959) (<em>Fon-Fon</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/9839" target="_blank">20 de abril</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/10228" target="_blank">8 de junho</a> de 1912, e de 1<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/13606" target="_blank">9 de abril de 1913</a>). Na fotografia abaixo, está destacada a presença do caricaturista Raul Pederneiras (1874 &#8211; 1953), um dos representantes da <em>Revista da Semana</em> na comemoração do aniversário da <em>Fon-Fon</em>, em 1912.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18796" style="width: 899px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/14491" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18796" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/festa.jpg" alt="Festa do aniversário da Revista Fon-Fon / Revista da Semana, 20 de abril de 1912" width="889" height="663" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/14491" target="_blank">Festa do aniversário da <em>Fon-Fon</em> / <em>Revista da Semana</em>, 20 de abril de 1912</a></p></div>
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<p>Em 1913, os escritores <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/15304" target="_blank">Manoel Ugarte</a> (1875 &#8211; 1951) e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/16207" target="_blank">Coelho Neto</a> (1864 &#8211; 1934) também foram homenageados com banquetes no Pavilhão. Em 1914, foi realizada uma festa de caridade com a presença dos caricaturistas Raul Pederneiras e J. Carlos (1854 &#8211; 1950) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pesq=%22Pavilh%C3%A3o%20Mourisco%22&amp;pasta=ano%20190" target="_blank"><em>Fon-Fon, </em>4 de julho de 1914</a><i> </i>e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/19567" target="_blank"><i> Revista da Semana</i>, 4 de julho de 1914</a>).</p>
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<div id="attachment_18787" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pesq=%22Pavilh%C3%A3o%20Mourisco%22&amp;pasta=ano%20190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18787" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/carlos.jpg" alt="Festa de caridade com a presença dos caricaturistas Raul e J. Carlos / Fon-Fon, 4 de julho de 1914" width="423" height="711" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pesq=%22Pavilh%C3%A3o%20Mourisco%22&amp;pasta=ano%20190" target="_blank">Festa de caridade com a presença dos caricaturistas Raul e J. Carlos / Fon-Fon, 4 de julho de 1914</a></p></div>
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<p>Em 1915, o prefeito Rivadávia Corrêa (1866 &#8211; 1920 ) cedeu o Pavilhão Mourisco, já mal conservado, para sediar chás e concertos dançantes, eventos beneficentes das Senhoras do Patronato de Menores. Em um deles, houve uma apresentação do músico Catulo da Paixão Cearense (1863 &#8211; 1946). Para esses eventos foram feitas algumas restaurações e construções (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/22665" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 16 de outubro de 1915</a>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=23127" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 20 de novembro de 1915</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/22719" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 23 de outubro de 1915</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/22932" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de novembro de 1915</a>).</p>
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<div id="attachment_18800" style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/22932" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18800" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/festa1.jpg" alt="Revista da Semana, 20 de novembro de 1918" width="487" height="781" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/22932" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de novembro de 1915</a></p></div>
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<p>Em 1917, o Pavilhão Mourisco estava fechado e no ano seguinte foi publicada uma matéria na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/29002" target="_blank"><em>Revista da Semana</em> de 9 de março de 1918</a> informando que mais uma vez desvanecia-se<em> a esperança de ver o Pavilhão Mourisco reintegrado na função que lhe destinara o grande Passos, de um pequeno Armenonville no extremo das avenidas e jardins da Beira-Mar.</em> <em>O concessionário explica sua desistência pela vizinhança infectada &#8220;City Improvements&#8221;, que a certas horas do dia e da noite espalha pela enseada de Botafogo os seus miasmas pestilentos, o que, aliás, igualmnete sucede no jardim da Glória e na praia do Russell. </em>Continuava apontando também a abertura da avenida Atlântica e a edificação de bairros como Copacabana, Leme e Ipanema como outros motivos do abandono do Mourisco.</p>
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<div id="attachment_18798" style="width: 561px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/verdade.jpg"><img class="size-full wp-image-18798" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/verdade.jpg" alt="Revista da Semana, de 1915" width="551" height="828" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/29003" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de março de 1918</a></p></div>
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<p>Em 1919, foi construída a nova sede social do Club de Regatas do Botafogo, onde ficava o rinque de patinação do Mourisco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_01/8" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 1º de julho de 1919, quarta coluna</a>). Os preparativos para a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos da Antuérpia de 1920, que seria a primeira do país em olimpíadas, foram realizados no Pavilhão Mourisco, que sediava provisoriamente a Confederação Brasileira de Desportos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/472" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de fevereiro de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p>A primeira feira livre de diversos gêneros no Rio de Janeiro foi instalada, em 17 de abril de 1921, junto ao  Pavilhão Mourisco, e funcionava de 7 às 11 horas da manhã.</p>
<p>O prédio foi cedido pela prefeitura para ser a sede da União dos Escoteiros do Brasil, em 1926, mesmo ano em que foi inaugurada a primeira linha de ônibus lançada pela Light, que ligava o Mourisco à avenida Almirante Barroso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/57166" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 19 de junho de 1926, última coluna</a>). O Mourisco tornava-se, assim, uma topomínia.</p>
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<div id="attachment_18794" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/57166" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18794" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/omnibus.jpg" alt="Fon-Fon, de 1926" width="332" height="823" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/57166" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 19 de junho de 1926</a></p></div>
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<p>Em 1932, aconteceu no Pavilhão Mourisco um festival de arte em benefício da Caixa da Associação dos Funcionários do Lloyd Brasileiro, <em>uma noite de verdadeiro encanto</em>&#8230;<em>Nela tomaram parte elementos de relevo nos meio artísticos e mundanos desta capital</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/80532" target="_blank"><em>Fon- Fon</em><span style="color: #333333;">, 16 de julho de 1932</span></a><span style="color: #333333;">).</span></p>
<p>Sediou, sob a direção da poeta Cecília Meireles (1901 &#8211; 1964), a Biblioteca Infantil do Distrito Federal, de 1934 a 1937 (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/42794" target="_blank">28 de abril de 1934, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/43673" target="_blank">29 de maio de 1934, segunda coluna</a>), <span style="color: #333333;">quando foi fechada, pelo Estado Novo<strong>,</strong></span> tornando-se um departamento coletor de impostos (<em>Correio da Manhã</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/43112" target="_blank">, 21 de outubro de 1937, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/47339" target="_blank">20 de julho de 1938, oitava coluna</a>). Em dezembro de 1949, a última inquilina do antigo Pavilhão Mourisco, a Casa Maternal Recreio Pindorama para Crianças foi transferida de lá para uma casa também em Botafogo. Finalmente, na década de 1950, o Pavilhão Mourisco foi demolido para a construção do Túnel do Pasmado (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/1125" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de março de 1950, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/1894" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de abril de 1950, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/19364" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 1 de fevereiro de 1953, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/154083_01/3768" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 31 de janeiro de 1951, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/62881" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 5 de maio de 1953</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_08/2257" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de junho de 1950, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/142832/5863" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, abril/junho de 1950</a>).</p>
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<div id="attachment_18803" style="width: 145px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/1125" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18803" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/demolição.jpg" alt="Correio da Manhã, 4 de março de 1950" width="135" height="829" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/1125" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de março de 1950</a></p></div>
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<p>Em 1952, foi demolido durante a administração João Carlos Vital (1900 &#8211; 1984) para dar espaço para o Túnel do Pasmado.</p>
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<div id="attachment_18771" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://reficio.cc/wp-content/uploads/2018/04/dunlop_pavilhao_mourisco.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18771" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/mouriscodunlop.jpg" alt="O Pavilhão Mourisco, 1907 / Rio Antigo, de Dunlop" width="640" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://reficio.cc/wp-content/uploads/2018/04/dunlop_pavilhao_mourisco.pdf" target="_blank">O Pavilhão Mourisco, 1907 /<em> Rio Antigo</em>, de Charles Julius Dunlop</a></p></div>
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<p>Atualmente, no local está o Centro Empresarial Mourisco (<a href="https://mourisco.com.br/site/o-centro-empresarial/" target="_blank">Site Centro Empresarial Mourisco</a>)</p>
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<div id="attachment_42955" style="width: 883px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=204" target="_blank"><img class="wp-image-42955 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/dods8.jpg" alt="dods8" width="873" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=204" target="_blank"><em>Achados e Perdidos: imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em>, página 202 -Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Dia dos Namorados no Brasil</strong></em></span></p>
<p>A data dedicada aos namorados foi criada, no Brasil, pelo publicitário João Doria (1919 – 2000), e é comemorada no dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio, que por tradição é considerado o santo casamenteiro. Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes paulistas, iniciando, em junho de 1949, uma campanha com o slogan “não é só com beijos que se prova o amor” (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/51438" target="_blank">27 de maio de 1949, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/51693" target="_blank">9 de junho de 1949</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/28022" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de junho de 1949</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213535/13220" target="_blank"> <em>Il Moscone</em>, 25 de junho de 1949</a>).</p>
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<p>O título deste artigo foi alterado de <em>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo </em>para <em>Série O Rio de Janeiro desaparecido </em>X &#8211; <em>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</em>, em 16 de setembro de 2021.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Dunlop, Charles Julius. <em><a href="https://reficio.cc/wp-content/uploads/2018/04/dunlop_pavilhao_mourisco.pdf" target="_blank">Rio Antigo</a></em>. Rio de Janeiro: Editora Rio Antigo, 1963.</p>
<p>FERNANDES, Neusa; COELHO,Olino Gomes P. <em>Efemérides Cariocas</em>. Rio de Janeiro, 2016.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MOTA, Isabela; PAMPLONA, Patricia. <em>Vestígios da paisagem carioca: 50 lugares desaparecidos do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro ; Mauad X, 2019.</p>
<p><a href="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/memoria_escoteira/ano_11_numero_50.pdf" target="_blank">Site Centro Cultural do Movimento Escoteiro</a></p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-da-avenida-beira-mar/" target="_blank">Site Diário do Rio</a></p>
<p><a href="https://mourisco.com.br/site/o-centro-empresarial/" target="_blank">Site Centro Empresarial Mourisco</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa915/adolfo-morales-de-los-rios-filho" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultura</a>l</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Outras publicações da Brasiliana Fotográfica no Dia dos Namorados:</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank"><em>Fotografia e namoro</em>, de autoria de Elvia Bezerra, publicado, em 12 de junho de 2018 </a>.</span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32074" target="_blank"><em>No Dia dos Namorados, o álbum &#8220;Vistas de Petrópolis&#8221; e o fotógrafo alemão Pedro Hees (1841-1880)</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de junho de 2023.</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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