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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; cinema</title>
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		<title>E o Oscar vai para&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2025 13:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica celebra esse dia histórico para o cinema nacional, quando o filme brasileiro "Ainda estou aqui" (2024)  concorre em três categorias da premiação do Oscar - Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. Vocês sabiam que o primeiro brasileiro que disputou um Oscar foi o compositor Ary Barroso (1903 - 1964)?  Ele e seu parceiro, o norte-americano Ned Washington (1901-1976), concorreram, em 15 de março de 1945, na categoria Melhor Canção Original com a música Rio de Janeiro, do musical Brasil (1944). Destacamos também artigos já publicados no portal sobre fotógrafos que fizeram parte da história do cinema nacional, contamos um pouco da chegada do cinema no Brasil e mostramos uma seleção de imagens de salas de cinema e de Ary Barroso, do acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal; além de fotos aéreas da Cinelândia, do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>E o Oscar vai para&#8230;***</strong></em></span></p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra esse dia histórico para o cinema nacional, quando o filme brasileiro <em>Ainda estou aqui</em> (2024), dirigido por Walter Salles Jr (1956-), concorre em três categorias da premiação do Oscar &#8211; Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres (1965-). Conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional. Vocês sabiam que o primeiro brasileiro que disputou um Oscar foi o compositor Ary Barroso (1903 &#8211; 1964)?  Ele e seu parceiro, o norte-americano Ned Washington (1901-1976), concorreram, em 15 de março de 1945, na cerimônia realizada no Grauman´s Chinese Theatre, em Los Angeles, na categoria Melhor Canção Original com a música <a href="https://www.youtube.com/watch?v=L6SC8JWkczY" target="_blank"><em>Rio de Janeiro</em></a>, do musical <em>Brasil </em>(1944), uma produção norte-americana dirigida por Joseph Santley (1889 &#8211; 1971). A canção vencedora foi <em>Swinging On A Star, </em>composta por<em> </em>James Van Heusen (1913 &#8211; 1990) e Johnny Burke (1908 &#8211; 1964) para o filme <em>O Bom Pastor </em>(1944).</p>
<p>O mineiro Ary Barroso foi um dos maiores compositores da música popular brasileira, um ícone da Era do Rádio, e alguns de seus maiores sucessos foram <em>Aquarela do Brasil,</em> <em>Baixa do Sapateiro</em>, <em>No Tabuleiro da Baiana,</em> <em>Os Quindins de Iaiá </em>e <em>Rancho Fundo</em>. A fotografia abaixo, intitulada <em>Ary Barroso ao piano</em>, pertence à <a href="https://ims.com.br/2017/06/01/sobre-jose-ramos-tinhorao/" target="_blank">Coleção José Ramos Tinhorão</a>, da Coordenadoria de Música do Instituto Moreira Salles (IMS), uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13328" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13328/arybarroso14t.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="412" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13328" target="_blank">Emerico. Ary Barroso ao piano, s/d. Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A próxima imagem, também do acervo do IMS, retrata Ary Barroso com Linda Batista (1919 &#8211; 1988), Grande Otelo (1915 &#8211; 1993) e Herivelto Martins (1912 &#8211; 1992), e é de autoria do fotógrafo húngaro naturalizado brasileiro Carlos Moskovics (1916 &#8211; 1988). Em 1942, Moskovics fundou a Foto Carlos, no andar térreo do Edifício Rex, na Cinelândia. Era estúdio, laboratório e agência fotográfica.  Em 1946, transferiu o estúdio Foto Carlos para o Edifício Civitas, na rua México, onde firmou-se como o fotógrafo dos artistas, retratando personagens do meio teatral, assim como desfiles de moda, paisagens urbanas da cidade e diversos acontecimentos de relevância social. Foi o fotógrafo mais requisitado do meio artístico entre as décadas de 1940, 1950 e 1960. Deixou um acervo de mais de 150 mil imagens que foi incorporado, em 2004, ao conjunto de coleções fotográficas do IMS.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13329" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13329/026UrcaDSC_0007.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="476" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13329" target="_blank">Carlos Moskovics. Linda Batista, Grande Otelo, Herivelto Martins e Ary Barroso ao piano, década de 40. Cassino da Urca, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destacamos também nesta celebração do cinema nacional artigos já publicados no portal sobre Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 – 1938), Jorge Kfuri (1893 – 1965), João Stamato (1886 – 1951), Nicola Parente (1847 – 1911), Marc Ferrez (1843 – 1923) e seus filhos; e Walter Garbe (18? – 19?), fotógrafos que fizeram parte da história do cinema no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/22815" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/foto.jpg" alt="foto" width="372" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/22815" target="_blank">Diário de Pernambuco, 16 de janeiro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos sobre os fotógrafos que fizeram parte da história do cinema no Brasil:</strong></em></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</em>, publicado em 23 de maio de 2017, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527" target="_blank"><em>Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão,</em> publicado em 28 de julho de 2017, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank"><em>João Stamato, um fotógrafo nos sertões</em>, publicado em 9 de fevereiro de 2021, de autoria de Ricardo Augusto dos Santos</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30342" target="_blank"><em>O fotógrafo italiano Nicola Maria Parente (1847 – 1911) e sua trajetória no Brasil</em>, publicado em 21 de fevereiro dde 2023, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36567">Série “Teatros e cinemas do Brasil” XIII – <em>Marc Ferrez e o cinema</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de junho de 2024</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Contamos também um pouco da chegada do cinema no Brasil e mostramos uma seleção de imagens de salas de cinema, do acervo do Instituto Moreira Salles, além de fotos aéreas da Cinelândia, do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A Cinelândia foi durante muito tempo, ao longo do século XX, o epicentro da vida cultural do Rio de Janeiro, com uma grande concentração de bares, cinemas, restaurantes e teatros.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/79" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de salas de cinema disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9817" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9817/002037AAK5081.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9817" target="_blank">Alfredo Krausz. Cine Parisiense, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=cinema" target="_blank">Acessando o link para as fotografias aéreas da Cinelândia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/408" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7800/Album%200035%20089%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7800" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista aérea da Cinelândia, 18 de outubro de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cinema no Brasil &#8211; o início e o Oscar 2025</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/segreto.jpg" alt="Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário A Praia de Santa Luzia, em 1898" width="398" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank">Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário <em>A Praia de Santa Luzia</em>, em 1898 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um &#8220;<em>aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias</em>&#8220;. Assim o <em>Jornal do Commercio</em> descreveu o omniógrafo, após a primeira sessão pública de cinema no Brasil, que aconteceu às 14h, do dia 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do aparelho, na rua do Ouvidor <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank">(<em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896, quarta coluna</a>). A exibição ocorreu poucos meses após a projeção inaugural dos filmes dos irmãos Auguste (1862 &#8211; 1954) e Louis-Jean Lumière (1864 &#8211; 1948), em Paris, no dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café do Boulevard des Capucines.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23972" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23972" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema.jpg" alt="Jornal do Commercio, 9 de julho de 1896" width="345" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de dois anos depois, em 1898, chegou ao Rio de Janeiro, vindo da Europa, o navio <em>Paquebot Brésil</em>. A bordo, encontrava-se o cinegrafista brasileiro de origem italiana Affonso Segreto (1875 – 1919), que retornava de uma viagem para comprar equipamentos de filmagens e conhecer novas técnicas cinematográficas em Nova York e em Paris, onde fez um curso na Pathé Films.</p>
<p>Antes de desembarcar no Rio de Janeiro, Affonso filmou com uma câmara Lumière a entrada da enseada da Baía de Guanabara, as fortalezas e os navios ancorados (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de junho de 1898, segunda coluna</a>). Teria sido a primeira fita de cinema realizada no Brasil<strong>*</strong>. O acontecimento deu origem ao Dia do Cinema Brasileiro. Affonso Segreto filmou, posteriormente, aspectos do Rio de Janeiro, além de seus arredores, e também cerimônias e comícios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/segreto1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 20 de junho de 1898" width="297" height="212" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de junho de 1898</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=37482" target="_blank"> </a></strong></em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=37482" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da série Teatros e cinemas do Brasil</a></strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Brasil e o Oscar</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39020" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93scar#/media/Ficheiro:Academy_Award_trophy.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39020" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/oscar.jpg" alt="Estatueta do Oscar" width="213" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93scar#/media/Ficheiro:Academy_Award_trophy.jpg" target="_blank">Estatueta do Oscar</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje, 2 de março de 2025, pela segunda vez uma brasileira concorre na categoria de Melhor Atriz do Oscar, um dos prêmios mais importantes do cinema mundial, distribuído pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, fundada, em 1927, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Estamos na torcida por Fernanda Torres por sua atuação no filme <em>Ainda estou aqui </em>(2024), interpretando Eunice Facciolla Paiva (1929-2018), viúva do deputado Rubens Paiva (1929-1971), assassinado pela ditadura militar. <em>Ainda estou aqui, </em>dirigido por Walter Salles Jr<em>.,</em><em> </em>concorre ainda, como já mencionado, nas categorias de<em> Melhor Filme e de Melhor Filme Estrangeiro.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt14961016/" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/5/57/Ainda_Estou_Aqui_2024_poster.jpg/250px-Ainda_Estou_Aqui_2024_poster.jpg" alt="" width="250" height="375" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt14961016/" target="_blank">Cartaz do filme <em>Ainda estou aqu</em>i, baseado na autobiografia homônima de 2015 escrita por Marcelo Rubens Paiva (1959-) / IMDB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fernanda Torres repete o feito de sua mãe, Fernanda Montenegro (1929-)<span style="color: #800000;"><strong>**</strong></span>, indicada, em 1999, por <em>Central do Brasil </em>(1998), também dirigido por Walter Salles Jr. &#8211;  ela foi derrotada por Gwyneth Paltrow (1972-), por<em> Shakespeare Apaixonado </em>(1998). As outras concorrentes foram Cate Blanchett (1969-), por <em>Elizabeth</em> (1998); Emily Watson (1967-), por <em>Hilary e Jackie</em> (1998); e Meryl Streep (1949-), por <em>Um amor verdadeiro</em> (1998).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 898px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/VAYrrv0FsC1eYdkPymWq8p-Gc7g=/0x0:2380x1572/888x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/o/d/nU2OqmREKBnYEHTXJdyw/captura-de-tela-2024-03-09-as-15.15.24.png" alt="Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar de 'Melhor atriz' em 1999, por seu trabalho em 'Central do Brasil'" width="888" height="587" /><p class="wp-caption-text">Reprodução do Youtube</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva da participação de brasileiros na premiação do Oscar entre 1929 e 2025</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38935" style="width: 211px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.imdb.com/title/tt0036670/mediaviewer/rm4084933377/?ref_=tt_ov_i" target="_blank"><img class="wp-image-38935 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/arybarroso21.jpg" alt="arybarroso2" width="201" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.imdb.com/title/tt0036670/mediaviewer/rm4084933377/?ref_=tt_ov_i" target="_blank">Cartaz do filme <em>Brasil</em> (1944)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-family: Georgia; color: maroon;">1945</span></strong><span style="font-family: Georgia; color: maroon;"> </span><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">- A música <a href="https://www.youtube.com/watch?v=L6SC8JWkczY" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Rio de Janeiro</span></em></a>, composta pelo </span><span style="font-family: Georgia; color: black;">brasileiro</span><span style="font-family: Georgia; color: #333333;"> Ary Barroso (1903 &#8211; 1964) e pelo norte-americano Ned Washington (1901 &#8211; 1976), que verteu a letra para inglês, foi indicada como Melhor Canção Original pelo musical <em><span style="font-family: Georgia;">Brasil </span></em>(1944), uma produção norte-americana dirigida por Joseph Santley (1889 &#8211; 1971) e estrelada pelo mexicano Tito Guízar (1908-1999), que cantou a música. Aurora Miranda (1915-2005), irmã de Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955) participou do filme. A canção vencedora foi <em><span style="font-family: Georgia;">Swinging On A Star, </span></em>composta por<em><span style="font-family: Georgia;"> </span></em>James Van Heusen (1913 &#8211; 1990) e Johnny Burke (1908 &#8211; 1964) para o filme <em><span style="font-family: Georgia;">O Bom Pastor </span></em>(1944).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38927" style="width: 644px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=084859&amp;pesq=%22ary%20barroso%22&amp;pasta=ano%20194&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=37613" target="_blank"><img class="wp-image-38927" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/arybarroso1.jpg" alt="Carmen Miranda e Ary Barroso Scena Muda, 6 de fevereiro de 1945. " width="634" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=084859&amp;pesq=%22ary%20barroso%22&amp;pasta=ano%20194&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=37613" target="_blank">Carmen Miranda e Ary Barroso durante uma festa oferecida a ele quando chegou a Burbank, na California. <em>A Scena Muda</em>, 6 de fevereiro de 1945.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O parceiro de Ary, Ned Washington, já havia ganho um Oscar na categoria Melhor Canção Original, em 1941, por <em>When You Wish Upon a Star,</em> tema do filme <em>Pinóquio</em> (1940) e uma das composições mais famosas das produções da Disney. Voltou a vencer na mesma categoria, em 1953, com a música <em>High Noon (Do Not Forsake Me, Oh My Darlin&#8217;, </em>do filme<em> Matar ou Morrer</em> (1952).</p>
<p>Em agosto de 1945, Ary Barroso foi citado como um dos compositores que haviam sido convidados para ir a Hollywood <em>a fim de contribuírem com seus talentos para películas cinematográficas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/23882" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1945, última coluna</a>). Antes de ser indicado ao Oscar, algumas de suas músicas já haviam sido executadas em filmes: <em>No Tabuleiro da Baiana,</em> em <em>Melodia do Coração </em>(1940); <em>Os Quindins de Iaiá, </em>em <em>Você já foi à Bahia?</em> (1942); e <em>Aquarela do Brasil</em>, em <em>Alô, Amigos!</em> (1942) e <em>Entre a loura e a morena</em> (1943).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1960</strong> </span>-  <em>Orfeu Negro</em> (1959), baseado na peça <em>Orfeu da Conceição</em>, de Vinícius de Moraes (1913 &#8211; 1980), ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela França, apesar de sua música ter sido composta por Tom Jobim (1927 &#8211; 1994), de ter sido filmado no Rio de Janeiro e de ser todo falado em português. O diretor do filme foi o francês Marcel Camus (1912-1982) e o filme foi uma coprodução da França, da Itália e do Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1963</strong></span> &#8211; O filme <em>O Pagador de Promessas</em> (1962),<em> </em>dirigido por Anselmo Duarte (1920 &#8211; 2009), foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, concorrendo com o grego <em>Elektra (1962)</em> o mexicano <i>Tlayucan (1962), </i>o italiano <em>Quatro dias de rebelião </em>(1962) e o francês <em>Sempre aos domingos</em> (1962), que foi o vencedor.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong></span> &#8211; <em>Raoni</em> (1978), dirigido pelo brasileiro Luiz Carlos Saldanha (1943-) e pelo belga Jean-Pierre Dutilleux (1949-) concorreu na categoria de Melhor Documentário em Longa-Metragem com <i>Le Vent des amoureux, </i>de Albert Lamorisse (1922-1970)<i>; Mysterious Castles of Clay, </i>d0 casal Joan Root (1936 &#8211; 2006) e Alan Root (1937 &#8211; 2017)<i>; With Babies and Banners: Story of the Women&#8217;s Emergency Brigade, </i>de Lorraine Gray (1951-);<i> </i>e com <em>Scared Straight! </em>(1978), de Arnold Shapiro (1941-), que foi  vencedor.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1986</strong></span> &#8211; <em>O Beijo da Mulher Aranha, uma </em>co-produção do Brasil com os Estados Unidos,<em> </em>filmado nos<em> </em>antigos estúdios da Cia. Cinematográfica Vera Cruz, dirigido pelo argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco (1946 &#8211; 2016) e baseado no romance do também argentino Manuel Puig (1932 &#8211; 1990) foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado &#8211; todas vencidos pelo filme <em>Entre dois amores</em> &#8211; e Melhor Ator &#8211; Willian Hurt (1950 &#8211; 2022) foi o vencedor por seu papel no filme.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1993 / 1994 / 2000 </strong></span>- Luciana Arrighi (1940-) ganhou com inglês Ian Whittaker (1928 &#8211; 2022) o Oscar de Melhor Direção de Arte pelo filme inglês <em>Retorno a Howard´s End</em> (1992). Luciana tem nacionalidade australiana, mas nasceu no Rio de Janeiro, em 1940, quando seu pai, um diplomata italiano, servia no Brasil. Aos dois anos, foi com sua família para a Austrália, onde sua mãe havia nascido. A dupla Arrighi/Whittaker foi mais duas vezes indicada na mesma categoria: em 1994, por <em>Vestígios de Dia</em> (1993) e, em 2000, por <em>Anna e o Rei</em> (1999).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1996</strong> </span>- <em>O Quatrilho </em>(1995), baseado no livro homônimo de José Clemente Pozenato (1938 &#8211; 2024) e dirigido por Fábio Barreto (1957 &#8211; 2019), concorreu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro com o sueco <i>Lust och fägring stor </i>(1995), o italiano <em>O Homem das estrelas</em> (1995), o argelino <i>Poussières de vie</i> (1995) e o holandês <em>A excêntrica família de Antônia</em> (1995), que foi o vencedor.<em> O Quatrilho</em> foi protagonizado por Glória Pires (1963-), Patrícia Pillar (1964-), Alexandre Paternost (1971-) e Bruno Campos (1973-).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1998</strong></span> &#8211;  <em>O Que é Isso, Companheiro?</em> (1997)<em>, </em>dirigido por outro membro do clã Barreto, Bruno Barreto (1955-) e baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira (1941-), concorreu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro com o alemão <em>A música e o silêncio</em> (1996), o espanhol<em> Segredos do Coração</em> (1997), o russo <em>Vor</em> (1997), e o belga-holandês <em>Caráter </em>(1997), que venceu na categoria. No elenco, dentre outros, Pedro Cardoso (1962-), Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Milton Gonçalves (1933 &#8211; 2022) e Othon Bastos (1933-).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1999</strong></span> &#8211; <em>Central do Brasil</em> (1998), dirigido por Walter Salles Jr, concorreu na categoria Melhor Filme Estrangeiro com o iraniano <em>Filhos do paraíso</em> (1998), com o espanhol <em>O avô</em> (1998), com o argentino <em>Tango</em> (1998) e com o italiano <em>A vida é bela</em> (1998), que foi o vencedor. Na categoria de Melhor Atriz concorreu com Fernanda Montenegro que, como já mencionado, foi derrotada por Gwyneth Paltrow.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2001</strong></span> &#8211; <em>Uma História de Futebol</em> (1998), do brasileiro Paulo Machline, concorreu na categoria na categoria de Curta-metragem de ficção em &#8220;live action&#8221; (filmado com atores). O vencedor foi <em>Quiero ser (I want to be&#8230;),</em> do alemão Florian Gallenberger (1972-). Os outros concorrentes foram <em>By Courier</em> (2010), do norte-americano Peter Riegert (1947-);<em> One Day Crossing</em> (2001), da norte-americana Joan Stein Schimke (19?-) e <em>Serraglio</em> (2000), dos norte-americanos Colin Campbell (19?-) e Gail Lerner (1970-). <em>Uma História de Futebol </em>é sobre passagens ficcionalizadas da infância de Pelé (), narradas por um amigo de infância do jogador. O roteiro é baseado em depoimentos de Aziz Adib Naufal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2003</strong></span> &#8211; O filme norte-americano de animação digital <span style="color: #800000;"><em>A Era do Gelo</em> (2002)</span>, dirigido pelo norte-americano Chris Welsh (1957-) e c<span style="color: #800000;">o-dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (1965-)</span> concorreu na categoria Melhor Filme de Animação e foi derrotado pelo japonês <em>A Viagem de Chichiro</em>, de<strong> </strong>Hayao Miyazaki (1941-). Os outros concorrentes foram<em> Lilo &amp; Stitch</em> (2002), do norte-americano Chris Sanders (1962-); <em>Spirit &#8211; O Corcel Indomável</em> (2002)<b>, </b>do norte-americano Jeffrey Katzenberg (1950-); e O Planeta do Tesouro (2002), dos norte-americanos Ron Clements (1953-) e John Musker (1953-).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2004</strong> </span>- <span style="color: #333333;"><em>Cidade de Deus</em> (2003),</span> dirigido por Fernando Meirelles (1955-) concorreu e foi derrotado em quatro categorias: Melhor Diretor para Fernando Meirelles  Melhor Roteiro Adaptado para Bráulio Mantovani (1963-), Melhor Fotografia para César Charlone (1958-) e Melhor Edição para Daniel Rezende (1975-). Peter Jackson (1961-) venceu como Melhor Diretor pelo filme <em>O Senhor dos Anéis, o Retorno do Rei</em> (2003) Na categoria Melhor Roteiro Adaptado o vencedor foi de novo Peter Jackson, além de Fran Walsh (1959-) e Philippa Boyens (1962-), todos pelo filme <em>O Senhor dos Anéis, o Retorno do Rei</em> (2003). Na categoria Melhor Fotografia o vencedor foi Russel Boyd (1944-) por <em>Mestre dos Mares</em> (2003).</p>
<p>O filme norte-americano <span style="color: #333333;"><em>A Aventura Perdida de Scrat</em> (2023)</span>, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (1965-) e pelo norte-americano John C. Donkin (1961-) foi indicado na categoria Melhor Curta-Metragem de Animação.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2005</strong> </span>- <span style="color: #333333;"><em>Diários de Motocicleta</em> (2004)</span>, uma produção multinacional, dirigida por Walter Salles Jr, foi indicado nas categorias Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original. Na segunda, venceu com a canção<em> Al otro lado del rio</em>, do uruguaio Jorge Drexler (1964-). Na primeira, Jose Rivera (1955-) concorreu mas perdeu para Rex Pickett (1956-),  Alexander Payne (1961-) e Jim Taylo<a class="ipc-metadata-list-item__list-content-item ipc-metadata-list-item__list-content-item--link" tabindex="0" href="https://www.imdb.com/pt/name/nm0852591/?ref_=tt_ov_wr_3">r</a> (19?), do filme <em>Sideways &#8211; Entre umas e outras</em> (2004). <em>Diários de Motocicleta</em> é sobre uma expedição realizada, em 1952, pela América do Sul, por Ernesto Che Guevara (1928 &#8211; 1967) e seu amigo Alberto Granado (1922 &#8211; 2011).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2011</strong> </span>- O documentário anglo-brasileiro <span style="color: #333333;"><em>Lixo Extraordinário</em> (2010),</span> do brasileiro João Jardim (1964-) e dos britânicos Lucy Walker n(1970-) e Angus Aynsley (19?-), concorreu na categoria Melhor Documentário em Longa-Metragem, cujo vencedor foi <em>Trabalho Interno</em> (2010), do norte-americano Charles Henry Ferguson (1955-). Os outros concorrentes foram <em>Saída pela loja de presentes</em> (2010), dos britânicos Banksy (197?-) e Jaimie D&#8217;Cruz (19?); <i>Gasland </i>(2010)<i>, </i>dos norte-americanos Josh Fox (19?-) e Trish Adlesic (19?); e<em> Restrepo</em>,<i> </i>do britânico<i> </i>Tim Hetherington (1970 &#8211; 2011) e do norte-americano Sebastian Junger (1962-). <em>Lixo Extraordinário</em> é sobre o trabalho realizado pelo artista plástico brasileiro Vik Muniz (1961-) com catadores de material reciclável em um dos maiores aterros controlados do mundo, em Jardim Gramacho, bairro do município de Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2012</strong></span> &#8211; <span style="color: #000000;">Os músicos brasileiros <span style="color: #333333;">Carlinhos Brown (1962-) e Sérgio Mendes (1941 &#8211; 2024)</span> e a norte-americana Siedah Garrett (1960-) concorreram na categoria Melhor Canção Original com <em>Real in Rio</em>, do filme de animação <em>Rio </em>(2011)<em> </em>mas foram derrotados por <em>Man or Muppet</em>, do neozelandês Bret McKenzie (1976) para o filme <i>The Muppets. </i>O filme de animação digital<i> </i><em>Rio</em> (2011) foi dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (1965-).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong></span> &#8211; O documentário franco-ítalo-brasileiro<span style="color: #333333;"><strong><em> </em></strong><em>O Sal da Terra</em> (2014) </span>foi dirigido pelo brasileiro Juliano Ribeiro Salgado (1974-) e pelo alemão Wim Wenders (1945-). Concorreu na categoria Melhor Documentário em Longa-Metragem com <i>A Fotografia Oculta de Vivian Maier (2013), </i>dos norte-americanos John Maloof (1981-) e Charlie Siskel (19?-); com <em>Last days in Vietnan</em>, da norte-americana Rory Kennedy (1968-); com <em>Virunga</em> (2014), dos britânicos Orlando von Einsiedel e Joanna Natasegara ; e com o vencedor, <em>Citizenfour</em> (2014), da norte-americana Laura Poitras (1964-), da francesa Mathilde Bonnefoy (1972-) e do alemão Dirk Wilutzk<b>y</b> (1965-). <em>O</em> <em>Sal da Terra</em> é sobre o trabalho e a vida do fotógrafo brasileiro Sebastião Sagado (1944-). Um dos diretores do documentário, Juliano, é filho do fotógrafo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2016</strong></span> &#8211; <span style="color: #333333;"><em>O Menino e o Mundo </em>(2015)</span>, do brasileiro Alê Abreu (1971-), concorreu na categoria de Melhor Filme de Animação com <em>Anomalisa</em> (2015), dos norte-americanos Charlie Kaufman (1958-), Duke Johnson (1979-) e Rosa Tran (19?); <i>Shaun: o carneiro, </i>do neozelandês Mark Burton (1984-) e do britânico Richard Starzak (1959-); <em>As memórias de<a title="Omoide no Marnie" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Omoide_no_Marnie"> </a>Marnie</em> (2024)<i>, </i>dos japoneses<i> </i>Hiromasa Yonebayashi (1973) e Yoshiaki Nishimura (1977-)<a title="Yoshiaki Nishimura" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Yoshiaki_Nishimura">;</a> e com o vencedor <em>Divertidamente</em> (2015), dirigido e co-escrito por Pete Docter (1968-). <em>O Menino e o Mundo </em>é sobre o menino <em>Cuca</em> que vive numa pequena aldeia, sofre com a falta do pai e parte a procura dele.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong></span> &#8211; O filme norte-americano<span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;"><em> O Touro Ferdinando </em></span>(2017)</span>, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (1965-), concorreu na categoria Melhor Filme de Animação. Foi derrotado por <i>Coco, </i>dos norte-americanos Lee Unkrich (1967-) e Darla K. Anderson (1968-). Os outros concorrentes foram <em>Com amor, Van Gogh</em> (2017), da polonesa Dorota Kobiela (1978-) e do norte-americano Hugh Welchman (1976-); <em>O Poderoso Chefinho</em> (2017), dos norte-americanos Tom McGrath (1964-) e Ramsey Ann Naito (1974-); e <em>The Breadwinner</em> (2017), da irlandesa Nora Twomey (1971-).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2020</strong></span> -<em> <span style="color: #333333;">Democracia em Vertigem</span></em><span style="color: #333333;"> (2019)</span>, dos brasileiros Petra Costa (1983-) e Tiago Pavan (19?), concorreu na categoria Melhor Documentário em Longa-Metragem cujo vencedor foi <i>American Factory</i> (2019), dirigido pelos norte-americanos Steven Bognar (1963-) e Julia Reichert (1946 &#8211; 2022). Os outros concorrentes foram o documentário sino-norueguês <em>The Cave</em> (2019), do sírio Feras Fayyad (1984-) e das dinamarquesas Kirstine Barfod (1979-) e Sigrid Dyekjær (1969-); o anglo-sírio-norte-americano <i>For Sama</i> (2019), dirigido pela síria Waad Al-Kateab (1991-) e pelo britânico Edward Watts (19?-); e o macedônio <i>Medena zemja </i>(2019), dirigido pelos macedônios Tamara Kotevska (1993-) e Ljubomir Stefanov (1975-). O documentário <em>Democracia em Vertigem</em> retrata os bastidores do<em> impeachment</em> da ex-presidente do Brasil Dilma Roussef (1947-), o julgamento do então ex-presidente, que a antecedeu, Luiz Inácio Lula da Silva (1945-); e a eleição de Jair Bolsonaro (1955-) à presidência da República.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2025</strong></span> -<em> <span style="color: #333333;">Ainda estou aqui</span></em><span style="color: #333333;"> (2024)</span>, dirigido por Walter Salles Jr (1956-) concorre em três categorias da premiação do Oscar &#8211; Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres (1965-). Na categoria de Melhor Filme concorreu com: <em>Anora</em>, <em>A Substância</em>, <em>Conclave</em>, <em>Duna 2</em>, <em>Emilia Perez</em>, <em>Nickel Boys</em>, <em>O Brutalista, </em><em>Um Completo Desconhecido</em> e <em>Wicked</em>. Venceu na categoria Melhor Filme Internacional e seus concorrentes foram: <em>A garota da agulha</em>, <em>A semente do fruto sagrado,</em> <em>Emilia Perez e  Flow</em>. Com Fernanda Torres, na categoria de Melhor Atriz, concorreram: Demi Moore (1962-), por <em>A Substância</em>; Karla Sofía Gascón (1972-), por <em>Emilia Pérez</em>; Cynthia Erivo (1987-), por <em>Wicked</em>; e a vitoriosa Mikey Madison (1999-), por<em> Anora</em>. Todas os filmes são de 2024.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2026</strong></span> -<span style="color: #333333;"><strong><em> </em></strong><em>O Agente Secreto </em>(2025)</span>, de Kleber Mendonça Filho (1968-)<em>, </em>concorre em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Ator &#8211; com Wagner Moura (1976-); e, pelo prêmio de Melhor Seleção de Elenco, nova categoria que faz sua estreia na no Oscar este ano, com Gabriel Domingues (19?-). Na categoria Melhor Filme os concorrentes são: <em>Bugonia,</em> <em>F-1</em>,<em> Frankenstein, Hamnet</em>,<em> Marty Supreme</em>,<em> Uma Batalha após a outra</em>,<em> Valor Sentimental</em>,<em> Pecadores </em>e<em> Sonhos de Trem</em>. Na categoria Melhor Filme Estrangeiros os concorrentes são: <em>A voz de Hind Rajab </em>(Tunísia),<em> Foi apenas um acidente </em>(França), <em>Sirat</em> (França) e <em>Valor Sentimental </em>(Noruega).  Na categoria Melhor Ator, Wagner Moura concorre com Timothée Chalamet (1995-) por <em>Marty Supreme</em>, Leonardo DiCaprio (1974-) por <em>Uma Batalha após a outra</em>, Ethan Hawke (1970-) por <em>Blue Moon</em>, e Michael B. Jordan (1987-) por <em>Pecadores. </em>Finalmente, na categoria estreante Melhor Seleção de Elenco, Gabriel Domingues concorre com Nina Gold (1967-) por <em>Hamnet</em>, Jennifer Venditti (19?-) por<em> Marty Supreme, </em>Cassandra Kulukundis (1971-) por <em>Uma Batalha após a outra</em> e Francine Maisler (19?-) por <em>Pecadores</em>. O brasileiro Adolpho Veloso (1989-) concorre na categoria Melhor Fotografia pelo filme <em>Sonhos de Trem</em> com Dan Laustsen (1954-) por <em>Frankenstein</em>, Darius Khondji (1955-) por <em>Marty Supreme</em>, Michael Bauman (19?) por <em>Uma Batalha após a outra</em> e Autumn Durald Arkapaw (1979-) por <em>Pecadores</em>.</p>
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<div class="paragraph paragraph--type--award-honoree paragraph--view-mode--oscars"></div>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/oscar1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/oscar1.jpg" alt="oscar" width="318" height="472" /></a></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>*</strong></span>Existe uma polêmica em torno do assunto: alguns estudiosos consideram o primeiro filme brasileiro<em> Chegada em Petrópolis</em> devido a uma notícia divulgada pela<em> Gazeta de Petrópolis</em> convidando para uma sessão do filme no dia 1º de maio de 1897, no Theatro Cassino de Petrópolis, organizada pelo napolitano Vittorio di Maio (1852 &#8211; 1926). Posteriormente, di Maio vendeu seu projetor e acervo para Paschoal Segreto. Também é de 1897 a vista <em>Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara</em>, do pernambucano José Roberto Cunha Sales (1840- 1903), porém sua nacionalidade brasileira é contestada por historiadores que acreditam que o cinegrafista recortou o filme de uma vista estrangeira. <em>Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara </em>está acervado no Arquivo Nacional.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>**</strong></span> Uma curiosidade: outros pares de mães e filhas já concorreram ao Oscar: <span style="color: #800000;">Ingrid Bergman (1915 &#8211; 1982)</span> e Isabella Rossellini (1952-), <span style="color: #800000;">Goldie Hawn (1945-)</span> e Kate Hudson (1979-), Diane Ladd (1935-) e <span style="color: #800000;">Laura Dern (1967-)</span>; e <span style="color: #800000;">Judy Garland (1922 &#8211; 1969)</span> e <span style="color: #800000;">Liza Minnelli (1946-)</span>. As assinaladas em vermelho ganharam o prêmio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>*** </strong></em></span>Este artigo foi  atualizado em 22 de janeiro de 2026, quando foram divulgados os concorrentes ao Oscar 2026.</p>
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<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CABRAL, Sérgio. <em>No Tempo de Ary Barroso</em>. São Paulo : Lazuli Editora, 2016.</p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/artista/ary-barroso/" target="_blank">Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>PIMENTEL, Luís. <em>Ary Barroso &#8211; Coleção Mestres da Música no Brasil</em>. Rio de Janeiro : Editora Moderna, 2008.</p>
<p><a href="https://www.oscars.org/" target="_blank">Portal Academy of Motion Pictures Arts ans Sciences</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/" target="_blank">Portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://portais.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/foto-carlos/carlos-moskovics-o-talento-e-a-arte-da-fotografia-no-teatro-brasileiro/" target="_blank">Portal Funarte</a></p>
<p>Portal G1</p>
<p><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt2357291/?ref_=nm_flmg_knf_t_2" target="_blank">Portal IMDB</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/2017/06/01/sobre-carlos-moskovics/" target="_blank">Portal IMS</a></p>
<p><a href="https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/12890-cinel%C3%A2ndia" target="_blank">Portal MultiRio</a></p>
<p><a href="https://www.cafehistoria.com.br/o-brasil-no-oscar/#:~:text=Anos%201940%3A%20uma%20pioneira%20(e,%E2%80%9D%20(Brazil%2C%201944)." target="_blank">Site Café História</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GkApPXXVhmk" target="_blank">Youtube &#8211; <em>O primeiro brasileiro indicado a um Oscar, em 1945</em></a></p>
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		<title>No Dia do Ceará, fotografias de autoria de Miguel de Moura</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 13:27:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Hermes]]></category>
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		<description><![CDATA[Com imagens produzidas pelo fotógrafo cearense Miguel de Moura Cavalcante (1883 -19?), a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia do Ceará, comemorado anualmente em 17 de janeiro. Foi estabelecido, em 18 de maio de 2004, pela Lei nº 13.470, passando a integrar o calendário de eventos oficiais do estado. Foi em 17 de janeiro de 1799 que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco, tornando-se administrativamente independente. A emancipação foi realizada a partir de uma Carta Régia assinada pela rainha de Portugal, dona Maria I (1734-1816), e baseava-se no crescimento populacional e econômico do estado. Miguel de Moura, como ficou conhecido, atuou no Ceará nas primeiras décadas do século XX e foi um dos precursores, no Brasil, na realização de fotomontagens de cunho alegórico com as imagens "A Deusa das Flores" e "Imitação das Lutas Romanas", que pertencem, assim como as outras destacadas neste artigo, à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens produzidas pelo fotógrafo cearense Miguel de Moura Cavalcante (1883 -19?), a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia do Ceará, comemorado anualmente em 17 de janeiro. Foi estabelecido, em 18 de maio de 2004, pela <a href="https://belt.al.ce.gov.br/index.php/legislacao-do-ceara/datas-comemorativas/item/3987-lei-n-13-470-de-18-05-04-d-o-de-20-05-04" target="_blank">Lei nº 13.470</a>, passando a integrar o calendário de eventos oficiais do estado. Foi em 17 de janeiro de 1799 que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco, tornando-se administrativamente independente. A emancipação foi realizada a partir de uma Carta Régia assinada pela rainha de Portugal, dona Maria I (1734-1816), e baseava-se no crescimento populacional e econômico do estado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13235" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13235/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13235" target="_blank">Miguel de Moura. Grupo de pessoas, 19?. Baturité, Ceará / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo e artista plástico Miguel de Moura Cavalcante, de quem se tem, até o momento, poucos dados biográficos, nasceu em Maranguape, em 27 de dezembro de 1883, segundo seu registro de batismo publicado no site Family Search.</p>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-12-04%20132129.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_38013" style="width: 871px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/miguel.jpeg"><img class=" wp-image-38013" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/miguel.jpeg" alt="Registro e batismo de Miguel e Moura / Site Family Search" width="861" height="251" /></a><p class="wp-caption-text">Registro de batismo de Miguel de Moura / Site Family Search</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Atuou no Ceará nas primeiras décadas do século XX e foi um dos precursores, no Brasil, na realização de fotomontagens de cunho alegórico com as imagens <em>A Deusa das Flores</em> e <em>Imitação das Lutas Romanas</em> que pertencem, assim como as outras destacadas neste artigo, à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13236" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13236/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="546" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13236" target="_blank">Miguel de Moura. A Deusa-das-flores, 19? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13237" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13237/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13237" target="_blank">Miguel de Moura. Emittação das luctas romanas, 19? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=%22miguel+de+moura%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Miguel de Moura</strong><strong> disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi um dos precursores da fotografia em Maranguape, onde era conhecido como <em>Mourinha. </em>Foi casado com Luiza Nogueira de Moura e seu estúdio fotográfico, inaugurado em 1911, ficava na casa onde moravam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38193" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-140612.png"><img class="wp-image-38193 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-140612.png" alt="Captura de tela 2024-12-16 140612" width="514" height="255" /></a><p class="wp-caption-text">Casa e estúdio de Miguel de Moura Cavalcante em Maranguape / Página no Instagram cafecomartempe</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua filha, Lygia Nogueira Cavalcante (1918 -?), foi a primeira fotógrafa da cidade. Era também pianista e farmacêutica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38022" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/lygia.jpg"><img class=" wp-image-38022" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/lygia.jpg" alt="Lygia fotografada por seu pai, Miguel de Moura, s/d / Página no Instagramlygia.pesquia-e-memoria" width="310" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Lygia fotografada por seu pai, Miguel de Moura, s/d /. Página no Instagram lygia.pesquisa_e_memoria</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38191" style="width: 976px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-134918.png"><img class="wp-image-38191 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-134918.png" alt="Captura de tela 2024-12-16 134918" width="966" height="261" /></a><p class="wp-caption-text">Registro de batismo de Lygia Nogueira Cavalcante/ Site Family Search</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o idealizador do primeiro cinema da cidade, o Cinema Hermes, batizado em homenagem ao presidente da República Hermes da Fonseca (1855-1923), e inaugurado em 29 de junho de 1910 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/231894/2863" target="_blank"><em>Jornal do Ceará</em>, 1° de julho de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37990" style="width: 212px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/231894/2863" target="_blank"><img class="wp-image-37990 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/ceará1.jpg" alt="ceará1" width="202" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/231894/2863" target="_blank"><em>Jornal do Ceará</em>, 1° de julho de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37989" style="width: 732px" class="wp-caption aligncenter"><a href="O Malho, 24 de dezembro de 1910"><img class="wp-image-37989" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/ceará2.jpg" alt="ceará2" width="722" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/17819" target="_blank"><em>O Malho</em>, 24 de dezembro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13234" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13234/periodico.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13234" target="_blank">Miguel de Moura. Estação ferroviária de Aracoiaba, 19?. Aracoiaba, Ceará / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4215" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4215/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4215" target="_blank">Miguel de Moura. Cidade de Quixadá, 19. Quixadá, Ceará / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Facebook &#8211; página de Marília Quinderé</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Instagram &#8211; página lygia.pesquisa_e_memoria e caafecomartempe</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22143/miguel-de-moura" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>Site Family Search</p>
<p><a href="https://www.bombeiros.ce.gov.br/2021/01/17/dia-do-ceara-e-comemorado-neste-domingo-17-em-aquiraz-e-fortaleza/" target="_blank">Site Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará</a></p>
<p>SOUZA, Fabricia dos Santos. <em><a href="https://www.uece.br/eventos/jihlfeclesc/anais/resumos/16279.html" target="_blank">As nebulosidades imagéticas: representações do cotidiano quixadaense nas fotografias (1885-1930)</a>. </em>Universidade Estadual do Ceará.</p>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; XIII &#8211; Marc Ferrez e o cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jun 2024 12:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Affonso Segreto]]></category>
		<category><![CDATA[Cine Pathé]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Cinema Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Pathé Frères]]></category>

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		<description><![CDATA["Seu sonho foi sempre o cinematógrafo, estudou com afinco a primeira lanterna mágica e as diferentes fontes de luz. Muitos anos antes do Sr. Staffa abrir o Parisiense na Avenida Central, Marc Ferrez , à noite, quando não havia luz elétrica, em companhia do seu amigo, o Dr. Morize, atual diretor do Observatório, em sua casa na rua São José, 88, fazia experiências de luz oxi-etherica, luz oxydrica, de gás incandescente de petróleo com mechas concentradas fazendo também na ocasião as primeiras experiências com cinematógrafo com um aparelho Lumière e fitas de 10 e 20 metros como "A Chegada de Trem", "O Jardineiro regando", "Briga de galos"... Hoje, Dia do Cinema Brasileiro, a Brasiliana Fotográfica destaca o grande envolvimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 - 1923) com a indústria do cinema.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia do Cinema Brasileiro, a Brasiliana Fotográfica destaca o grande envolvimento de Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) com a indústria do cinema. Além de ter sido um fotógrafo extraordinário, esteve sempre ligado à modernidade e inovações de seu tempo, tendo chefiado, nas primeiras décadas do século XX, associado à Pathé francesa, a mais importante empresa de exibição, distribuição e produção de filmes do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez6.jpg"><img class="alignnone  wp-image-36603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez6.jpg" alt="fotografiaferrez6" width="205" height="273" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Seu sonho foi sempre o cinematógrafo, estudou com afinco a primeira lanterna mágica e as diferentes fontes de luz. Muitos anos antes do Sr. Staffa abrir o Parisiense na Avenida Central, Marc Ferrez , à noite, quando não havia luz elétrica, em companhia do seu amigo, o Dr. Morize, atual diretor do Observatório, em sua casa na rua São José, 88, fazia experiências de luz oxi-etherica, luz oxydrica, de gás incandescente de petróleo com mechas concentradas fazendo também na ocasião as primeiras experiências com cinematógrafo com um aparelho Lumière e fitas de 10 e 20 metros como &#8220;A Chegada de Trem&#8221;, &#8220;O Jardineiro regando&#8221;, &#8220;Briga de galos&#8221;&#8230; Fabricava o oxigênio durante o dia e conservava-o em sacos enormes.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Depois, com a luz oxi-etherica e aparelho Gaumont bem primitivos vendia e ensinava a exibidores ambulantes que iam para o interior. O repertório era dos mais primitivos e todas as fitas de Lumière&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/3407" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 25 de janeiro de 1923</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36541" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/084859/3407" target="_blank"><img class="wp-image-36541 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/ferrez.jpg" alt="ferrez" width="415" height="663" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/084859/3407" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 25 de janeiro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marc Ferrez foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="303" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez aos 33 anos, 1876 circa. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve histórico da chegada do cinema no Brasil</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A primeira sessão pública de cinema no Brasil foi realizada, na Rua do Ouvidor, 57, em 8 de julho de 1896, às 14h, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do omniógrafo. O invento foi descrito pelo <em>Jornal do Commércio</em> como um “aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias” (<a href="https://www.imdb.com/name/nm0098427/" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896</a>).</p>
<p>O Dia do Cinema Brasileiro é comemorado em 19 de junho, quando, em 1898, chegou ao Rio de Janeiro, vindo da Europa, o navio <em>Paquebot Brésil</em>. A bordo, encontrava-se o cinegrafista italiano Affonso Segreto (1875 – 1919), que retornava de uma viagem para comprar equipamentos de filmagens e conhecer novas técnicas cinematográficas em Nova York e em Paris, onde fez um curso na Pathé Films.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44885" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfonso_Segreto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44885" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/segreto.jpg" alt="Affonso Segreto (1875 – 1919) junto aos primeiros projetores da Empresa Paschoal Segreto / Wikipedia" width="386" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfonso_Segreto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank">Affonso Segreto (1875 – 1919) junto aos primeiros projetores da Empresa Paschoal Segreto / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes de desembarcar no Rio de Janeiro, Affonso filmou com uma câmara Lumière a entrada da enseada da Baía de Guanabara, as fortalezas e os navios ancorados (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de junho de 1898, segunda coluna</a>). Teria sido a primeira fita de cinema realizada no Brasil. O acontecimento deu origem ao Dia do Cinema Brasileiro. Mas há uma polêmica em torno do pioneirismo de Segreto. Alguns estudiosos consideram o primeiro filme brasileiro <em>Chegada em Petrópolis</em> devido a uma notícia divulgada pela <em>Gazeta de Petrópolis</em> convidando para uma sessão do filme no dia 1º de maio de 1897, no Theatro Cassino de Petrópolis, organizada pelo napolitano Vittorio di Maio (1852 – 1926). Posteriormente, di Maio vendeu seu projetor e acervo para Paschoal Segreto. Também é de 1897 a vista Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara, do pernambucano José Roberto Cunha Sales (1840- 1903), porém sua nacionalidade brasileira é contestada por historiadores que acreditam que o cinegrafista recortou o filme de uma vista estrangeira. Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara está acervado no Arquivo Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/segreto1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 20 de junho de 1898" width="297" height="212" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 20 de junho de 1898</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia do envolvimento de Marc Ferrez com o cinema</strong></span></em></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5336/IMG_1331.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="574" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5336" target="_blank">Marc Ferrez. Cine Pathé na Avenida Central, 116 (atual Avenida Rio Branco), c. 1912. rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1897</strong></span> &#8211; Em torno desse ano, Ferrez realizava experiências no campo da imagem com o engenheiro e astrônomo francês naturalizado brasileiro Henrique Morize (1860 – 1930), que foi diretor do Observatório Nacional entre 1908 e 1929 e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Ciências, de 1916 a 1926; e com o capitão Augusto Tasso Fragoso (1869 &#8211; 1945), positivista convicto e futuro general (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/480703/1138" target="_blank">Palcos e Telas, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/480703/1138" target="_blank">8 de abril de 1920</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/084859/3407" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 25 de janeiro de 1923</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> – No Clube Militar, Ferrez e Morize realizaram uma projeção por lanterna de fotografias de canhões e projéteis durante uma conferência ministrada pelo capitão Augusto Tasso Fragoso.</p>
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<div style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11379" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11379/0071824cx011-07.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="402" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11379" target="_blank">Marc Ferrez. Henrique Morize, c. 1896. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> – O filho de Marc, Julio Ferrez (1881 – 1946), era estudante da Academia de Belas Artes. Pai e filho fizeram, durante a conferência de encerramento do curso de História da Arte do Pedagogium, uma projeção de algumas imagens de obras de arte por meio de lanterna. Algumas das obras projetadas foram a <em>Batalha  do Avaí</em>, de Pedro Américo (1843 &#8211; 1905), e <em>Primeira missa no Brasil</em>, de Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> – Com seu filho Julio, Marc obteve a representação da firma francesa <em>Pathé Frères</em> no Brasil. A firma era a maior e melhor fábrica de aparelhos e filmes cinematográficos da Europa.</p>
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<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7185/0071824cx014-06.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank">Marc Ferrez. Julio e Luciano Ferrez, c. 1910. rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 918px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1E_007_IMG_0991_emulsao_p_baixo_1500x687.jpg" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1E_007_IMG_0991_emulsao_p_baixo_1500x687.jpg" alt="" width="908" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1E_007_IMG_0991_emulsao_p_baixo_1500x687.jpg">Marc Ferrez. Interior da casa de Marc Ferrez, na rua Voluntários da Pátria, Botafogo. À direita, o galo símbolo da Pathé Frères, e, na mesa de centro, um estereoscópio, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS.</a></p></div>
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<div id="attachment_44883" style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/pathe.jpg"><img class="size-full wp-image-44883" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/pathe.jpg" alt="Galo (marca do Cine Pathé) no interior da casa de Marc Ferrez, na rua Voluntários da Pátria (Título atribuído)" width="523" height="252" /></a><p class="wp-caption-text">Marc Ferrez. Galo (marca do Cine Pathé) no interior da casa de Marc Ferrez, na rua Voluntários da Pátria, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</p></div>
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<p>No catálogo ilustrado da Casa Ferrez intitulado <em>Machinas e accessórios para photographia, productos chimicos, etc</em>,  a invenção do cinematógrafo era definida como sendo &#8220;<em>a reprodução exata de todos os movimentos e cenas animadas que se desenrolam sob nossas vistas&#8221;.</em> Ainda na publicação Ferrez analisou a potencialidade do cinema como negócio:<em> </em></p>
<p><em>&#8220;&#8230;não há ramo algum de exibição suscetível de dar maiores lucros do que a cinematografia e, mediante pequeno emprego de capital, pode-se montar uma empresa para a exploração das cidades e centros do interior dos nossos estados&#8221;.</em></p>
<p>Em junho, Ferrez realizou uma projeção cinematográfica nas festas em homenagem a São Luiz Gonzaga, no Colégio Diocesano São José.</p>
<p>No final do ano , a Casa Marc Ferrez &amp; Filhos passou a ser a fornecedora exclusiva do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank">cinematógrafo ao ar livre Passeio Público</a>, que existiu entre em 28 de outubro de 1905 e 2 de novembro de 1906, e pertencia ao português Arnaldo Gomes de Souza e ao italiano Vittorio di Maio (1852 – 1926). Passou também a distribuir filmes para outros cinematógrafos ambulantes do Rio de Janeiro.</p>
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<div id="attachment_36578" style="width: 573px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/18481" target="_blank"><img class="wp-image-36578 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez.jpg" alt="fotografiaferrez" width="563" height="230" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/18481" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de dezembro de 1905</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong> </span>- Foi publicado um anúncio da Photographia Cinematographica, de Marc Ferrez, anunciando “um imenso sortimento de material para profissionais e amadores a “preços vantajosos”. Também anunciava a “remessa de catálogos” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/49134" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 29 de março de 1906, na última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1907</span></strong> &#8211; Julio Ferrez firmou um contrato com a Maison Pathé-Frères, de Paris, para o fornecimento de filmes e de equipamentos para montagem de salas de cinema (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_02&amp;PagFis=23556" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de agosto de 1907, na terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_36579" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_02/23556" target="_blank"><img class="wp-image-36579 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez1.jpg" alt="fotografiaferrez1" width="271" height="262" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_02/23556" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de agosto de 1907</a></p></div>
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<p>Ferrez, que havia conhecido em Paris as fotografias animadas dos irmãos Lumière, decidiu investir na novidade. Apoiado pelos filhos, inaugurou , em 18 de setembro 1907, o Cinematographo Pathé, na então novíssima Avenida Central, nos prédios de número 147 e 149, que arrendou em sociedade com Arnaldo Gomes de Souza.Em sua propaganda de estreia, anunciava “projeções animadas perfeitas, interessantes e maravilhosas” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_02&amp;PagFis=23868" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de setembro de 1907, no pé da página;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/15677" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de setembro de 1907, nas sexta e sétima colunas</a>).</p>
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<div id="attachment_36648" style="width: 789px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/" target="_blank"><img class="wp-image-36648 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez5.jpg" alt="fotografiaferrez5" width="779" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/" target="_blank">Vista da plateia na inauguração do cinema Pathé, na avenida Central, n. 147-149. Rio de Janeiro, 1907/Acervo Arquivo Nacional, Fundo Família Ferrez</a></p></div>
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<div id="attachment_23978" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/15891" target="_blank"><img class="wp-image-23978 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema2.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 18 de outubro de 1907" width="453" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/15891" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de outubro de 1907</a></p></div>
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<p>Foi o terceiro cinema do Rio de Janeiro. O primeiro cinema carioca foi o <em>Chic</em>, inaugurado em 1º de agosto de 1907, na Avenida Central, 173 &#8211; funcionou até 1908. Em 9 de agosto, foi aberto o segundo, o Cinematographo Central Pariziense<i>, </i>de Jacomo Rosario Staffa (c. 1867 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/30784" target="_blank">1927</a>), na Avenida Central nº 179, e funcionou durante 47 anos, até 7 de fevereiro de 1954.</p>
<p>A firma de Arnaldo e Ferrez chamava-se Arnaldo &amp; Cia, omitindo a participação de Ferrez, porque Charles Pathé (1863 – 1957), um dos proprietários da <em>Pathé Frères</em>, proibia que seus distribuidores e representantes possuíssem cinematógrafos. A sociedade foi desfeita em 1911.</p>
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<div id="attachment_36604" style="width: 741px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/154287" target="_blank"><img class="wp-image-36604 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez7.jpg" alt="fotografiaferrez7" width="731" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/154287" target="_blank">Cinematógrafo Pathé<em> / Fon-Fon</em>, 19 de outubro de 1907</a></p></div>
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<div id="attachment_36602" style="width: 751px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/154287" target="_blank"><img class="wp-image-36602 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez8.jpg" alt="fotografiaferrez8" width="741" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/154287" target="_blank">Cinematógrafo Parisiense<em> / Fon-Fon</em>, 19 de outubro de 1907</a></p></div>
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<p>Os filmes nas primeiras décadas do cinema eram curtos e um dos artifícios usados para atrair o público para as salas de cinema era a exibição de uma programação complementar. A projeção em lanterna de imagens fotográficas, acompanhadas de cartelas com avisos era um deles.</p>
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<div style="width: 787px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_2A_007MFLS007_1300x1108.jpg" alt="" width="777" height="662" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank">Cartela do Cine Pathé. Marc Ferrez. Coleção Gilberto Ferrez / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Em primeiro de outubro de 1907, foi criada a firma Marc Ferrez &amp; Filhos. Ferrez era dono de 60% das ações, cabendo a Luciano e a Julio 20% do negócio. A empresa Marc Ferrez &amp; C não deixou de existir. Em seu nome eram feitas as importações de material fotográfico enquanto a nova empresa era responsável pelas importações de material para cinema.</p>
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<div id="attachment_23974" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/7308" target="_blank"><img class="wp-image-23974 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de outubro de 1907" width="501" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/7308" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1907</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Ferrez embarcou para a Europa no navio<em> Chili. </em>Estavam também a bordo os artistas premiados da Academia de Belas Artes Timotheo da Costa (1882 – 1922) e Carlos Chambelland (1884 – 1950) <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/25022" target="_blank">Jornal do Brasil</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/25022" target="_blank">, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/25022" target="_blank">9 de janeiro de 1908, segunda coluna</a>), tendo visitado a fábrica da Pathé e negociado a forma de distribuição exclusiva da empresa no Brasil. Retornou em 30 de março a bordo do paquete francês <em>Cordillere</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/25948" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de março de 1908, na sexta coluna)</a>.</p>
<p>Em abril, foi assinado um contrato entre Marc Ferrez &amp; Filhos e a Associação Geral de Auxílios Mútuos da Estrada de Ferro Central do Brasil. Eram fornecidas fitas para o cinematógrafo beneficente da Associação, cujos programas diários consistiam da apresentação de música ao vivo, dirigida pelo maestro Mussuringo, com a exibição de fitas como <em>Da Barra a Juiz de Fora </em>e<em> Margem do Rio das Velhas</em>, produzidas por Ferrez (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/16106" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de abril de 1908, quinta coluna</a>).</p>
<p>Também em abril, foi assinado um contrato de fornecimento de filmes a Paschoal Segreto (1868 &#8211; 1920), o ministro das diversões, pela firma Marc Ferrez &amp; Filhos. Segreto receberia as mesmas fitas do cinema Pathé e poderia exibi-las em todos os seus estabelecimentos, exceto no Pavilhão Internacional, vizinho ao Cinema Pathé, na Avenida Central. Porém, Ferrez começou a distribuir filmes para outros cinematógrafos e Segreto entrou na Justiça alegando quebra de contrato.</p>
<p>Ferrez e Arnaldo Gomes de Souza produziram o filme, <em>Nhô Anastácio chegou de viagem</em>, dirigido por Julio Ferrez, lançado em junho. É considerada a primeira comédia cinematográfica brasileira e foi estrelada por Antônio Cataldi, José Gonçalves Leonardo e Ismênia Matteo. Ferrez produziu o curta-metragem <em>A mala sinistra,</em> lançado em outubro de 1908, também<em> </em>dirigido por seu filho Julio, sobre o assassinato do empresário Elias Farhar, ocorrido em São Paulo, cerca de um mês antes, que ficou conhecido como o <em>Crime da Mala.</em> O sócio de Farhar, Michel Trad , o matou e escondeu o corpo em uma mala.</p>
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<div id="attachment_36550" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/27123" target="_blank"><img class="size-full wp-image-36550" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/marcferrez1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de junho de 1908" width="371" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/27123" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 20 de junho de 1908</a></p></div>
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<p>A sociedade de Ferrez com Arnaldo Gomes de Souza foi denunciada pelo concorrente de Ferrez, o calabrês Jácomo Rosário Staffa (c. 1867 – 1927), proprietário do <em>Grande Cinematographo Pariziense. </em>Lembramos aqui que Charles Pathé (1863 – 1957), um dos proprietários da Pathé Frères, proibia que seus distribuidores e representantes possuíssem cinematógrafos e Ferrez era um de seus representantes. Staffa também denunciou os altos preços das fitas. Em carta datada de 29 de agosto, Charles Pathé exigia explicações. Com habilidade, Pathé superou as divergências tendo mantido a representação da Pathé Frères e o fornecimento de filmes para Staffa.</p>
<p>O primeiro aniversário do Cinema Pathé foi comemorado com uma reforma, uma programação “divertida” e uma ceia<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1366" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1366" target="_blank">26 de setembro de 1908</a>).</p>
<p>Ao longo de 1908, foi publicado várias vezes um anúncio da venda de cinematógrafos na sucursal da firma Marc Ferrez &amp; Filhos em São Paulo, o Bijou-Theatre, do empresário espanhol Francisco Serrador <a href="http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/francisco-serrador/" rel="bookmark">(</a>1872-1941<a href="http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/francisco-serrador/" rel="bookmark">)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20126" target="_blank"><em>O</em> <em>Commercio de São Paulo</em>, 15 de fevereiro de 1908, na primeira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 851px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank"><img class="" src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1D_BR_RJANRIO_FF_FMF_2_0_1_12_5_m0001de0002-1_1300x819.jpg" alt="" width="841" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank">Carta da Pathé Frères à empresa Marc Ferrez &amp; Filhos sobre a representação exclusiva dos filmes e aparelhos cinematográficos e a quebra em uma cláusula do contrato referente à venda de filmes. Paris, 29 de agosto de 1908. Arquivo Nacional, Fundo Família Ferrez.</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211;  A Pathé Frères anuncia em propaganda da Marc Ferrez &amp; Filhos a <em>cinematografia do invisível</em> e também se aponta como a única fábrica que apresenta <em>vista em cores de modo constante.</em></p>
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<div id="attachment_36584" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/49" target="_blank"><img class="wp-image-36584 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez2.jpg" alt="fotografiaferrez2" width="538" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/49" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de janeiro de 1910</a></p></div>
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<div id="attachment_36586" style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/315" target="_blank"><img class="wp-image-36586 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez3.jpg" alt="fotografiaferrez3" width="544" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/315" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de janeiro de 1910</a></p></div>
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<p>Às terças-feiras, “dia da moda” nos cinematógrafos, o Cinema Pathé era frequentado pelas senhoras da sociedade carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9007" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de fevereiro de 1910</a>).</p>
<p>José Ignácio Guedes Pereira Filho comunicou que havia firmado um contrato com a firma Marc Ferrez &amp; Filhos para fornecimento durante um ano de fitas cinematográficas da <em>Pathé Frères</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20743" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de março de 1910, na primeira coluna</a>).</p>
<p>A firma Marc Ferrez &amp; Filhos negou que a empresa do Iris Cinema recebia diretamente da <em>Pathé Frères</em> de Paris material cinematográfico para venda, já que os Ferrez eram seus representantes exclusivos e que em São Paulo sua sucursal era o Bijou-Theatre, do empresário Francisco Serrador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/18120" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de maio de 1910, na segunda coluna, sob o título “Secção Livre”</a>).</p>
<p>Para celebrar os três anos do Cinema Pathé, toda a renda do estabelecimento do dia do aniversário foi oferecida para a construção do couraçado <em>Riachuelo</em> e a festa foi dedicada ao almirante Alexandrino (1848 &#8211; 1926) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/824020/6" target="_blank"><em>ABC</em>, 17 de setembro de 1910</a>). Lembramos aqui que desde 1870, nos versos dos cartões de montagem e fotografias de Ferrez estava inscrito “Marc Ferrez. Fotógrafo da Marinha Imperial e das construções navais do Rio de Janeiro”. Provavelmente a nomeação de Ferrez como fotógrafo oficial da Marinha relacionava-se com o lançamento do Plano para a Organização da Força Naval do Império que previa a renovação da frota com embarcações de diversos tipos, o que aconteceu nas décadas de 1870 e 1880.</p>
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<div id="attachment_36585" style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez4.jpg"><img class="wp-image-36585 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez4.jpg" alt="fotografiaferrez4" width="752" height="515" /></a><p class="wp-caption-text">Interior do Cinema Pathé</p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>- Em junho, Ferrez e seus filhos se associam a Amadeu Peixoto de Macedo, Antônio Guimarães, Hamilton de Souza, Joaquim de Mello Franco e Oscar Pragana, e criam a firma Julio, Pragana &amp; Cia, que passa a administrar o cinema Chantecler, no Rio de Janeiro. A sociedade tem curta duração.</p>
<p>Os proprietários de cinemas, liderados por Marc Ferrez, seu sócio, Arnaldo Gomes de Souza; e Zambelli, dono do Odeon, criam uma comissão para defender os interesses da classe diante do estabelecimento de novos impostos para as salas de cinema do Distrito Federal.</p>
<p>Foi sancionado, em 30 de dezembro, pelo presidente da República, Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), o aumento dos impostos para a importação de filmes proposto pelo Congresso Nacional. O aumento inviabilizou os acordos entre Ferrez e a Pathé.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong> </span>– Ferrez partiu para a França para renegociar com a Pathé e um novo acordo foi assinado em 20 de fevereiro.</p>
<p>Em julho, a Marc Ferrez &amp; Filhos subscreveu o maior lote de ações lançado pela Companhia Cinematográfica Brasileira (CCB), de Francisco Serrador, fundada em 1911. Os Ferrez passaram a ser a sucursal da CCB no Rio de Janeiro. Além disso, venderam seu estoque de filmes à empresa e passaram a ser seus únicos fornecedores de filmes.</p>
<p>Ferrez introduziu no Brasil os autocromos, processo fotográfico colorido desenvolvido pelos irmãos Lumière.</p>
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<div style="width: 521px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="511" height="657" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS. Na foto, Marc Ferrez (em pé), Julio, Marie e Claire (sentados) e Gilberto e Eduardo</a></p></div>
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<p>A Casa Marc Ferrez &amp; Filhos passou a funcionar na rua São José 112 e o Cinema Pathé transferiu-se para o número 116 da avenida Central.</p>
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<div style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11697" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11697/037SL03063.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="589" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11697" target="_blank">Cine Pathé, 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> – Na Europa, como representante do CCB assina um contrato de distribuição de filmes com a Gaumont.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> – A guerra afetou o fornecimento de filmes europeu para o Brasil. Os Ferrez se desentenderam com Francisco Serrador e deixaram a Companhia Cinematográfica Brasileira. Eles também perderam a representação da Gaumont.</p>
<p>A Casa Marc Ferrez &amp; Filhos mudou-se para a Rua da Quitanda, 67 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/63928" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em> , 1916</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span> – Anúncio da “Casa Marc Ferrez &amp; Filhos – Emilio Brondi &amp; C., importadores de máquinas cinematográficas”, além de outros produtos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/7850" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de janeiro de 1916, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em fevereiro, Julio e Luciano Ferrez encerraram a disputa com Francisco Serrador, assinando a escritura de rescisão de contrato com a Companhia Cinematográfica Brasileira.</p>
<p>Em uma reportagem sobre a falência dos cinemas no Rio de Janeiro, o Cinema Pathé, de Marc Ferrez, foi mencionado como deficitário “(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/24230" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 29 de fevereiro de 1916, sob o título “A falência dos cinemas”</a>). A Casa Marc Ferrez &amp; Filhos negou a crise dos cinemas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/33205" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de março de 1916</a>).</p>
<p>Os Ferrez defendem o cinema europeu acreditando que os filmes norte-americanos não fariam sucesso no Brasil, ponto de vista que vai, com o tempo, se provar errado.</p>
<p>O negócio do cinema foi fortemente impactado pela Primeira Guerra Mundial</p>
<p>Marc Ferrez segue na França trabalhando como representante da empresa familiar. As decisões sobre os negócios são de seus filhos. Ele atua como conselheiro. &#8220;<em>Meu papel é passivo. Ver os filmes, fazer as encomendas, executar suas ordens de filmes suplementares e me ocupar dos pagamentos</em>&#8221; (Carta de Ferrez a seus filhos, enviadas de Paris, 11 de dezembro de 1916).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; A fábrica da Pathé, instalada em Vincennes, passa a abrigar também os escritórios da empresa, para onde Marc viaja todas as quartas-feiras para ver os filmes.</p>
<p>Devido ao ingresso dos Estados Unidos na guerra, o tráfego pelo Oceano Atlântico torna-se perigoso e os navios não anunciam suas datas de partida, prejudicando o envio dos filmes e de materiais para o Brasil.</p>
<p>Seus filhos, Julio e Luciano, fundaram a Companhia Cinematográfica Brasileira, mais tarde denominada Casa Marc Ferrez Cinemas e Eletricidade Ltda.</p>
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<div style="width: 799px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1B_007CX239-11-F%C3%A1brica-Path%C3%A9-Fr%C3%A8res_1500x696.jpg" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1A_007CX239-12Path%C3%A9-Freres-sede_1500x692.jpg" alt="" width="789" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1B_007CX239-11-F%C3%A1brica-Path%C3%A9-Fr%C3%A8res_1500x696.jpg" target="_blank">Marc Ferrez. Fábrica da Pathé Frères, 1917. Joinville-le-Pont, França/ Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Julio Ferrez foi um dos fundadores da União dos Importadores Cinematográficos no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/26535" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 8 de dezembro de 1919, na segunda coluna</a>). Foi o primeiro tesoureiro da associação, cujo primeiro presidente foi o empresário Francisco Serrador.</p>
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<div style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2515" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2515/007A6P4FP16-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="580" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2515" target="_blank">Cinema Pathé, c. 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Os Ferrez tornaram-se sócios da Pathé Exchange, de Nova York.</p>
<p>Em 15 de dezembro de 1919 , Marc Ferrez participou da cerimônia de recepção, na recém criada categoria <em>Aplicação das ciências à indústria </em>da Academia Francesa de Ciências, de seu amigo Louis Lumière (1864 – 1948) que, com o irmão Auguste Lumière (1862 – 1954), havia inventado o cinematógrafo, em 1895 (<em><a href="http://www.academie-sciences.fr/pdf/eloges/lumiere_notice.pdf" target="_blank">Academia Francesa de Ciências</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/480703/1138" target="_blank">Palcos e Telas, 8 de abril de 1920</a>)</em>.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/480703/1138" target="_blank">Na edição de 8 de abril de 1920 da revista <em>Palcos e Telas</em> Marc, Julio e Luciano Ferrez foram biografados na seção “Grandes figuras da cinematografia”.</a>  Nessa matéria, o envenenamento por um escravo foi apontado como a causa de morte dos pais de Marc Ferrez.</p>
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<div style="width: 791px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_4A_BR_RJANRIO_FF_JF_2_0_5_4_1600x1111.jpg" alt="" width="781" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank">O vice-presidente da República, Delfim Moreira, e os membros da sua Casa Militar, nas escadarias do cinema Pathé, após assistirem ao filme do Dr. Poncy sobre a construção, linha e trabalhos artísticos das Estradas de Ferro do Norte do Brasil. Rio de Janeiro, 1919. Arquivo Nacional, Fundo Família Ferrez.</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;">1920</span> </strong>- Participou, em fevereiro, no Palais d´Orsay, em Paris, do banquete oferecido pelas câmaras sindicais e associações de fotógrafos e cinematografistas a Louis Lumière. A homenagem teve cerca de 500 convidados, dentre eles Andre Honnorat (1868 &#8211; 1950), ministro da Instrução Pública e das Belas Artes; e de representantes do governo francês. Celebrava, além do ingresso de Lumière na categoria <em>Aplicação das ciências à indústria </em>da Academia Francesa de Ciências &#8211; criada no ano anterior -, os 25 anos do invento do cinema. Um dos oradores da noite foi Romain Coolus, presidente da Sociedade dos Autores Dramáticos, que em seu discurso afirmou que a invenção de Lumière <em>trouxe para os humildes uma alegria inédita</em> (<a href="http://www.cineressources.net/consultationPdf/web/o000/361.pdf" target="_blank"><em>Ciné pour tous</em>, 28 de fevereiro de 1920, pág. 2</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/1090" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 28 de março de 1920, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36641" style="width: 226px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.cineressources.net/consultationPdf/web/o000/361.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-36641 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez9.jpg" alt="fotografiaferrez9" width="216" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.cineressources.net/consultationPdf/web/o000/361.pdf" target="_blank"><em>Ciné pour tous</em>, 28 de fevereiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 230px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Louis_Lumi%C3%A8re#/media/File:Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/19/Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg/220px-Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg" alt="" width="220" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Louis_Lumi%C3%A8re#/media/File:Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg" target="_blank">Louis Lumière (1864 &#8211; 1948), c. 1910 / Wikipedia</a></p></div>
<p><img class="aligncenter" src="file:///C:/Users/a466734/Downloads/Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ferrez voltou para o Brasil.</p>
<p>Anunciam-se como representantes da Pathé Exchange Inc. de Nova York. Comercializam filmes Kodak.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1921</span> </strong>- De volta a Paris, Marc continua assistindo e indicando os filmes que considera com mais potencial comercial para o Brasil.</p>
<p>Foram publicados dados estatísticos da indústria cinematográfica no Brasil no primeiro semestre de 1921. Em número de filmes, a firma Marc Ferrez  &amp; Filhos representava 3,9% (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/W00009/4911" target="_blank"><em>Para Todos</em>, 13 de agosto de 1921</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/W00009/6620" target="_blank">Na mesma revista, em 8 de julho de 1922</a>, foram publicados os dados estatísticos do primeiro semestre de 1922.</p>
<p>Em outubro, inauguração da sede própria da empresa Marc Ferrez &amp; Filhos na Rua da Quitanda, 21. Os filmes são armazenados no pátio, em um depósito de cimento armado, à prova de incêndios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div style="width: 842px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_4B_007MFAVcartao_1600x1085.jpg" alt="" width="832" height="564" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagenshttps://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens">Cartão de publicidade da firma Marc Ferrez &amp; Filhos. Rio de Janeiro, [1921]. Coleção Gilberto Ferrez / Acervo IMS</a></p></div>A empresa dos Ferrez continua produzindo filmes de atualidades que são exibidos em seus cinemas e também vendidos a distribuidores estrangeiros. Estes filmes são encomendados ao cineasta Alberto Botelho (1885-1973), parceiro e amigo de Julio Ferrez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ftp.cinemateca.org.br/fotos/867346" target="_blank"><img src="https://lh3.googleusercontent.com/proxy/dYElfV7Yz3SCI528WJqx-vVM5_UIE9tAJxYVAqm-mX9HqU4BGeVtt3P6dFEpBi0tVVi5cgWdq0vmLlBmqJrdtDfDDko4u-OkNGYO1_RGSA" alt="ALBERTO BOTELHO | Banco de Conteúdos Culturais" width="366" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ftp.cinemateca.org.br/fotos/867346" target="_blank">Alberto Botelho (1885 &#8211; 1973)</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> – Em março, Marc recebeu, em Paris, a visita de seu amigo, o cientista Henrique Morize, em viagem para Europa em missão oficial do Observatório Nacional.</p>
<p>Em matéria publicada em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/47002" target="_blank"><em>O Malho, </em>27 de maio de 1922</a> sobre a indústria cinematográfica, Marc Ferrez &amp; Filhos foram citados como uma firma que fez fortuna atuando no setor.</p>
<p>A Casa Marc Ferrez firmou contratos com importantes empresas cinematográficas dos Estados Unidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/10206" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de junho de 1922, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Marc Ferrez embarcou no navio <em>Lutetia</em>, em Bordeaux, de volta ao Brasil, em 31 de julho, e chegou ao Rio de Janeiro, em 14 de agosto. O navio fez escala em Boulogne-sur-mer, Vigo e Lisboa. Também viajaram no <em>Lutecia</em> o inventor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Alberto Santos Dumont (1873 – 1932)</a>, o presidente do Jockey Clube, Linneu de Paula Machado (1880 – 1942); Arnaldo Guinle (1884 – 1963), presidente do Fluminense S.C.; o médico Paulo de Figueiredo Parreiras Horta (1884 – 1961) e os <em>Oito Batutas</em>, grupo musical formado, entre outros, por <a href="https://pixinguinha.com.br/" target="_blank">Pixinguinha (1897 – 1973)</a> e Donga (1890 – 1974) (<em>O Paiz</em>, 15 de agosto de 1922, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10491" target="_blank">página 3</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10492" target="_blank">página 4</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1923</span> </strong>- Marc Ferrez faleceu em 12 de janeiro de 1923, no Rio de Janeiro. No periódico<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/3407" target="_blank"> <em>A Scena Muda</em>, 25 de janeiro de 1923</a>, foi publicado um perfil de Ferrez, no qual sua morte foi atribuída a uma enfermidade que ele havia contraído devido ao uso do colódio. Na mesma matéria, foram mencionadas as experiências que fazia com seu amigo, o engenheiro e astrônomo Dr. Henrique Morize, em sua casa na rua São José, 88, com “luz oxi-etherica, luz oxydrica, de gás incandescente de petróleo com mechas concentradas fazendo também na ocasião as primeiras experiências com cinematógrafo com um aparelho Lumière e fitas de 10 e 20 metros…”. Na matéria da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/7948" target="_blank"><em>Para Todos</em> de janeiro de 1923</a>, o caráter de Ferrez foi exaltado: “A perfeita correção do velho comerciante, sua intransigente  honradez, a lisura dos seus processos o tornaram sempre uma figura de destaque nos meios cinematográficos”.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Após a morte do fotógrafo, a Casa Marc Ferrez inaugurou, na Cinelândia, o Pathé Palace, em de abril de 1928, com a exibição de uma extensa programação, que incluía o filme <em>Paga para amar</em> (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=33295" target="_blank">de 18 de março, na primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=33342" target="_blank">de 23 de março, na terceira coluna</a>; e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=33521" target="_blank">9 e 10 de abril de 1928</a>).</p>
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<p><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/">Acesse aqui a Agenda Pathé Frères</a>, um dos <a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/" target="_blank">Cadernos de Marc Ferrez</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/" target="_blank">Cadernos de Marc Ferrez &#8211; Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez – uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>O Rio Antigo do fotógrafo Marc Ferrez: paisagens e tipos humanos do Rio de Janeiro, 1865-1918</em>. Rio de Janeiro: João Fortes Engenharia/Editora Ex-Libris, 1984.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Os irmãos Ferrez da Missão Artística Francesa</em>. Rio de Janeiro: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 1968.</p>
<p>GONZAGA, Alice. <em>Palácios e Poeiras: 100 anos de cinema no Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Record, 1996.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><em>Rio / Marc Ferrez</em> – São Paulo : IMS; Göttingen: Steidl, 2015</p>
<p><a href="https://filmow.com/alfonso-segreto-a519267/" target="_blank">Site Filmow</a></p>
<p><a href="https://www.imdb.com/name/nm0098427/" target="_blank">Site IMDB</a></p>
<p>SOUZA, José Inácio de Melo. <em>Imagens do Passado: São Paulo e Rio de Janeiro nos primórdios do cinema</em>. São Paulo. Senac, 2004</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez<em>. Cronologia. </em>In<em> O Brasil de Marc Ferrez</em> – São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2005.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Literatura fotográfica e estudos biográficos: algumas reflexões em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez.</em> In: Boletim do Centro de Pesquisa de Arte e Fotografia da Escola de Comunicação e Artes da USP. São Paulo, n°2, 2007.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 7 de dezembro de 2016.</p>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Lanterna Mágica que iluminava o Cine Delícia: imagens e cinema na  coleção Jota Soares &#8211; FUNDAJ</title>
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		<pubDate>Wed, 29 May 2024 14:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O historiador Tásso Brito, colaborador do setor de Iconografia da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é o autor de nosso artigo de hoje, "A Lanterna Mágica que iluminava o Cine Delícia: imagens e cinema na coleção Jota Soares - FUNDAJ", onde ele destaca um conjunto de diapositivos de lanterna mágica na coleção Jota Soares, que foi um dos principais expoentes, entre 1923 e 1931, do movimento que ficou conhecido como Ciclo de Cinema de Recife. Tornou-se um colecionador, uma espécie de guardião da memória e narrador da história do cinema pernambucano do período mudo. Publicamos também um breve perfil de Jota Soares (1906 - 1988), escrito por mim, Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O historiador Tásso Brito, colaborador do setor de Iconografia da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é o autor de nosso artigo de hoje, <span style="color: #000000;"><em><span style="color: #333300;">A Lanterna Mágica que iluminava o Cine Delícia: imagens e cinema na coleção Jota Soares &#8211; FUNDAJ</span></em>, onde ele destaca </span>um conjunto de diapositivos de lanterna mágica na coleção Jota Soares, que foi um dos principais expoentes, entre 1923 e 1931, do movimento que ficou conhecido como Ciclo de Cinema de Recife. Tornou-se um colecionador, uma espécie de guardião da memória e narrador da história do cinema pernambucano do período mudo. Publicamos também um breve perfil de Jota Soares (1906 &#8211; 1988), escrito por mim, Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal.</p>
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<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12716" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12716/js_000496.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="658" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12716" target="_blank">Mulher fantasiada de gata, s/d / Acervo Fundaj</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/387" target="_blank">Acessando o link para as imagens do Arquivo Jota Soares da Fundação Joaquim Nabuco disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12701" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12701/js_000465.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="549" height="758" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12701" target="_blank">Criança com a boca aberta, 1922 / Acervo Fundaj</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">A Lanterna Mágica que iluminava o Cine Delícia: imagens e cinema na coleção Jota Soares &#8211; FUNDAJ</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;">  Tásso Brito*</p>
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<p>As luzes se apagam, a tela do Cine Delícia se ilumina na cidade de Maceió, o Pavilhão da Bahia na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a> aparece imponente com detalhes dourados e rosa. As cores numa projeção de sala de cinema naquele momento foram viabilizadas através de uma Lanterna Mágica, também chamada de epidascópio, mecanismo de projeção de imagens por meio de uma câmera escura e um jogo de lentes. A luz atravessava uma placa de vidro, que poderia ser pintada com tinta translúcida, e projetada numa tela. A imagem do Pavilhão da Bahia exibida no Cine Delícia é uma imagem em prata, com retoques coloridos em dourado e rosa, envolta por uma moldura de papel preto fino, e posicionada entre duas placas de vidro medindo 8,3 x 9,8 cm.</p>
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<div style="width: 684px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12706" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12706/js_000477.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="674" height="664" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12706" target="_blank">Pavilhão da Bahia na Exposição Nacional de 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esta imagem faz parte de um conjunto de diapositivos de lanterna mágica na coleção Jota Soares, salvaguardada na Fundação Joaquim Nabuco. Jota Soares foi ator, diretor e produtor de filmes entre 1923-1931, no movimento que ficou conhecido como Ciclo de Cinema de Recife, por ter se desenvolvido nesta capital. Jota era um dos principais expoentes do movimento, mas também era um colecionador. Os diapositivos da coleção foram um presente dado por Salomão Carneiro, também conhecido como Carneiro Tiririca, proprietário do Cine Delícia que, até 1908, chamava-se Teatro Maceioense. Localizava-se na Rua do Sol, antiga Rua do Rosário, na capital de Alagoas.</p>
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<div style="width: 830px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/teatro-maceioense-e-o-cine-delicia-da-rua-do-sol.html" target="_blank"><img src="https://i0.wp.com/www.historiadealagoas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/Rua-do-Sol-Cinema-Delicia-em-1930-Foi-a-primeira-sede-da-Associacao-Comercial.jpg?resize=820%2C600&amp;ssl=1" alt="" width="820" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/teatro-maceioense-e-o-cine-delicia-da-rua-do-sol.html" target="_blank">Teatro Maceioense, depois Cine Delícia, na Rua do Sol / Site História de Alagoas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jota preservou os diapositivos em uma caixa de madeira com informações referentes ao conjunto doado. Essas ações possibilitaram que estas imagens chegassem até nossos dias. Sendo (re)descobertos durante o processo de revisão de alguns acervos da Fundação Joaquim Nabuco, no começo de 2024. Os diapositivos retratam temas diversos, mas há outras imagens da Exposição Nacional de 1908.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12707" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12707/js_000478.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="608" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12707" target="_blank">Exposição Nacional de 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12715" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12715/js_000495.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="585" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12715" target="_blank">Pavilhão da Sociedade Nacional de Agricultura, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fundaj.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição Nacional de 1908, realizada no Rio de Janeiro, foi criada para celebrar o centenário da abertura dos portos às nações amigas. Além disso, se propunha a fazer o Brasil se (re)conhecer como nação, por meio das produções realizadas pelas unidades federativas brasileiras. Mas a exposição também foi feita para o Rio de Janeiro se mostrar, uma vez que havia pouco tempo que a antiga capital do Brasil tinha passado por reformas urbanas empreendidas pelo presidente <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Rodrigues Alves, o prefeito Pereira Passos</a> e o sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34024" target="_blank">Oswaldo Cruz</a>. O conjunto de diapositivos de lanterna mágica da coleção Jota Soares não se restringe às imagens da Exposição Nacional. Retrata também a Europa, outros estados brasileiros, bem como quadros pintados a mão. Cabe destaque à produção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653" target="_blank">Luiz Lavenère Wanderley (1868-1966)</a>r, um dos pioneiros na fotografia em Alagoas, com registros do cotidiano, de paisagens e do Carnaval.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12709" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12709/js_000482.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12709" target="_blank">Luiz Lavenère Wanderley. Engraxates, c. 1910. Alagoas / Acervo Fundaj</a></p></div>
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<div style="width: 747px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12713" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12713/js_000488.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="737" height="618" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12713" target="_blank">Luiz Lavenère Wanderley. Praça dos Martírios, c. 1908. Maceió, Alagoas / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<div style="width: 631px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12712" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12712/js_000487.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="621" height="771" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12712" target="_blank">Luiz Lavenère Wanderley, c. 1906. Bloco de carnaval Camélias Japonesas.  Maceió, Alagoas / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas vezes as lanternas mágicas são tidas como antecessoras dos projetores de cinema, mas, pelo menos no Cine Delícia, essas tecnologias coexistiram. No final de década de 1930, as luzes do Delícia se acenderam pela última vez, os expectadores deixaram a sala olhando aquela tela que tanto maravilhou os olhares com imagens e filmes. O prédio do Cine Delícia foi demolido em 1945, mas os diapositivos de lanternas acabam de ganhar aqui uma nova chance de deliciar nosso olhares, um século depois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12714" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12714/js_000490.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="676" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12714" target="_blank">Farol da Barra, c. 1910. Salvador, Bahia / Acervo Fundaj</a></p></div>
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<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12710/js_000483.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="567" /><p class="wp-caption-text">Luiz Lavenère Wanderley. Pintura de barco a vela em mar agitado, s/d / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>*</strong>Tásso Brito é historiador e colaborador do setor de Iconografia da Fundaj.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil de Jota Soares (1906 &#8211; 1988), </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>guardião da memória e narrador da história do cinema pernambucano do período mudo</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Andrea C.T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.fernandomachado.blog.br/de-volta-para-o-passado-2527/" target="_blank"><img src="https://www.fernandomachado.blog.br/wp-content/uploads/2016/06/jota-soares3.jpg" alt="jota-soares3" width="670" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.fernandomachado.blog.br/de-volta-para-o-passado-2527/" target="_blank">Jota Soares (1906 &#8211; 1988)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido em 16 junho de 1906, em Propriá, em Sergipe, José da Silva Soares Filho, o Jota Soares, foi um dos pioneiros do cinema pernambucano. Seu pai, o comerciante José Soares da Silva, era dono do Cinema Guarani, um dos primeiros em Propriá. Jota Soares foi, aos 13 anos, para Aracaju, onde, além de ter aulas de teatro e canto, realizou seus estudos secundários. Em 1919, depois da falência de seu pai, foi trabalhar como operário em uma fábrica de chocolate, na Bahia. Finalmente, em 1922, mudou-se para Recife, onde atuou como músico no Bloco de Voluntários do Exército e serviu no Tiro de Guerra com seu irmão, futuro general Heleno Soares Castelar. Após um breve período no Rio de Janeiro, retornou a Recife e ingressou numa companhia de circo.</p>
<p>Em 1924, segundo relato dele, foi assistir a uma filmagem realizada no Lazareto do Pina do longa-metragem <em><a href="https://cinematecapernambucana.com.br/filme/?id=2631" target="_blank">Retribuição</a>, </em>produzido pela Aurora Film, e ofereceu-se para colaborar: <em>&#8220;E terminei de tripé e câmara nas costas, o que repeti em outros dias. Era um domingo. Meu ingresso no cinema estava assegurado&#8221;</em>. Foi assistente de fotografia do longa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 669px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/sessao/retribuicao-almeri-ari-ciclo-do-recife-e-da-vida/" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Retribuicao-FB_1059_009_1920x1080px.jpg" alt="" width="659" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/sessao/retribuicao-almeri-ari-ciclo-do-recife-e-da-vida/" target="_blank">Cena do filme <em>Retribuição</em> / Site do IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os fundadores da Aurora Film, localizada na Rua de São João, 485, no bairro de São José, foram o ourives pernambucano Edson Chagas (1901-1958), o gravador potiguar Gentil Roiz (1899-1975) e o estudante de engenharia pernambucano Luís de França Rosa &#8211; que adotou o nome artístico de Ary Severo (1903 &#8211; 1994). O filme <em>Retribuição</em> começou a ser realizado em 1923, dirigido por Roiz, tendo Edson como diretor de fotografia e Severo como assistente de direção. No elenco, Almery Steves (1904 &#8211; 1982), futura esposa de Ary Severo, e Barreto Jr (1903 &#8211; 1983), dentre outros. Ary e Almery formaram o casal romântico mais famoso do Ciclo do Recife.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ciclodorecife.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/11/edson-chagas.jpg" target="_blank"><img src="https://ciclodorecife.files.wordpress.com/2009/11/edson-chagas.jpg" alt="" width="299" height="224" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ciclodorecife.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/11/edson-chagas.jpg" target="_blank">Edson Chagas (1901 &#8211; 1958)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cinematecapernambucana.com.br/diretores/gentil-roiz/" target="_blank"><img src="https://cinematecapernambucana.com.br/wp-content/uploads/2020/03/gentil-roiz-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://cinematecapernambucana.com.br/diretores/gentil-roiz/" target="_blank">Gentil Roiz (1899 &#8211; 1975)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ciclodorecife.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/11/ary-severo.jpg" target="_blank"><img class="" src="https://ciclodorecife.files.wordpress.com/2009/11/ary-severo.jpg" alt="" width="312" height="234" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ciclodorecife.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/11/ary-severo.jpg" target="_blank">Ary Severo (1903 &#8211; 1994)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/o-cinema-alagoano-90-anos-depois.html" target="_blank"><img src="https://i0.wp.com/www.historiadealagoas.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Almery-Steves-Edson-Chagas-e-Ary-Severo-pioneiros-do-Ciclo-do-Recife-1923-a-1931.jpg?resize=820%2C895&amp;ssl=1" alt="" width="607" height="663" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/o-cinema-alagoano-90-anos-depois.html" target="_blank">Almery Steves, Edson Chagas e Ary Severo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Considerado o primeiro filme de ficção pernambucano, Retribuição foi lançado em 16 de março de 1925, no Cine Royal, inaugurado em 6 de novembro de 1909 e situado na Rua Barão da Vitória (atual Rua Nova), n° 47 <em>(</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11502" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>,<em> </em>7 de novembro de 1909, terceira coluna</a>)<em>.</em> Foi, na década de 20, o templo sagrado do cinema pernambucano, por abrigar diversos filmes de produção local. Foi o segundo cinema do Recife e fechou suas portas em 1954. A primeira sala de cinema da capital pernambucana, o Cinema Pathé, havia sido inaugurada, em 27 de julho de 1909, no nº 45, na mesma Rua Barão da Vitória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11159" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de julho, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11502" target="_blank"><img src="https://jornaldigital.recife.br/wp-content/uploads/2023/08/02-Texto-sobre-inauguracao-do-Cinema-Royal-em-7-de-novembro-de-1909-Credito-Diario-de-Penambuco-via-Biblioteca-Nacional.png" alt="cinemas de rua Recife" width="553" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11502" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de novembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://jornaldigital.recife.br/2023/08/18/mais-de-um-seculo-de-tradicao-de-cinemas-de-rua-no-recife/" target="_blank"><img src="https://jornaldigital.recife.br/wp-content/uploads/2023/08/03-Fachada-do-cinema-Royal-na-Rua-Nova-em-1925-na-estreia-do-filme-pernambucano-Aitare-na-praia-Arquivo-DP.jpg" alt="cinemas de rua Recife" width="650" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://jornaldigital.recife.br/2023/08/18/mais-de-um-seculo-de-tradicao-de-cinemas-de-rua-no-recife/" target="_blank">Fachada do Cine Royal, 1925 / Arquivo do <em>Diário de Pernambuco</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao filme<em> Retribuição. </em>Ele<em> </em>marcou o início do chamado Ciclo do Recife, um dos importantes ciclos de produções cinematográficas que ocorreu fora do eixo das capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo, nas décadas de 1910 e 1920 &#8211; outros exemplos são os ciclos de Cataguases e de Campinas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/14334" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de março de 1925, terceira coluna</a>). Jota Soares tornou-se o principal memorialista do Ciclo do Recife, tendo escrito uma série de 59 artigos na coluna <em>&#8220;Relembrando o cinema pernambucano —1923-1931 (Dos arquivos de Jota Soares)”</em>, publicados no jornal <em>Diário de Pernambuco,</em> aos domingos, entre <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_14/19967" target="_blank">2 de dezembro de 1962</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_14/27791" target="_blank"> 23 de fevereiro de 1964</a>. Nestes artigos, Soares contava histórias sobre os bastidores das produções, homenageava pessoas ligadas ao ciclo, reconstituía o enredos dos filmes. O surgimento do cinema falado marcou o declínio da produção cinematográfica do Ciclo do Recife, que teve seu fim no começo dos anos 1930, com o lançamento de <em>No cenário da vida, </em>de<em> </em>Luís Maranhão e Jota Soares. Durante o ciclo, foram produzidos pela Aurora Film, Planeta Filmes, Iate Filme, Veneza Filme, Liberdade Filme, Olinda Filme, Spia Filme, Goiana  Filme e Vera Cruz quase cinquenta filmes entre curtas e longas-metragens, filmes de ficcção e de não-ficção.</p>
<p>Jota Soares participou como ator nas produções da Aurora Film: <em>Um Ato de Humanidade</em> (1925), <a href="https://cinematecapernambucana.com.br/filme/?id=2314" target="_blank"><em>Aitaré da Praia</em> (1925) </a>e<a href="https://cinematecapernambucana.com.br/filme/?id=2601" target="_blank"> <em>Jurando Vingar</em> (1925)</a>, todos dirigidos por Gentil Roiz. Uma curiosidade: no filme <em>Aitaré da Praia</em>, em uma briga entre seu personagem, Traira, e Aitaré, interpretado por Ary Severo, levou um soco de Severo e perdeu dois dentes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/143442" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de novembro de 1988</a>).</p>
<p>Também na Aurora Film atuou em <a href="https://www.imdb.com/title/tt0202918/?ref_=nm_flmg_t_2_act" target="_blank"><em>Herói do Século XX </em>(1926)</a>, desta vez dirigido por Ary Severo e debutou como diretor, com apenas 20 anos, em <a href="https://cinematecapernambucana.com.br/filme/?id=2313" target="_blank"><em>A Filha do Advogado</em> (1926)</a>, inicialmente dirigido por Severo. O filme estreou, em 11 de outubro de 1926, no Royal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98291" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de outubro de 1926</a>). Na época, a Aurora Film já pertencia a João Pedrosa da Fonseca, um bem sucedido comerciante do Recife, que financiou o filme (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/162531/938"><em>Cinearte</em>, 18 de agosto de 1926</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36010" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;pagfis=98313" target="_blank"><img class="wp-image-36010 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/jotasoares2.jpg" alt="jotasoares2" width="595" height="321" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;pagfis=98313" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 8 de outubro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dirigiu também <a href="https://www.cinemapernambucano.com.br/index.php/filmes-tipo/longametragem/item/3893-sangue-de-irmao" target="_blank"><em>Sangue de Irmão</em> (1926)</a>, único filme de enredo (ficção) da Goyanna-Film, e a segunda versão de <em>Aitaré da Praia</em>, com Ary Severo e Luiz Maranhão, pela Liberdade-Film.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 830px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/o-cinema-alagoano-90-anos-depois.html" target="_blank"><img src="https://i0.wp.com/www.historiadealagoas.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Ary-Severo-Edson-Chagas-Luiz-Maranhao-e-Pedro-Neves-cortando-o-negativo-de-Aitare-da-Praia.-Liberdade-Film.-Cinearte-de-marco-de-1928.png?resize=820%2C530&amp;ssl=1" alt="" width="820" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/o-cinema-alagoano-90-anos-depois.html" target="_blank">Ary Severo, Edson Chagas, Luiz Maranhão e Pedro Neves cortando o negativo de<em> Aitaré da Praia</em> da Liberdade Film / <em>Revista Cinearte</em> de março de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jota Soares tornou-se um importante colecionador da história do cinema mudo pernambucano, tornando-se uma referência para os pesquisadores da história do cinema brasileiro. Colecionava também itens do cinema norte-americano e europeu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093262_06/4693" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de setembro de 1972, última coluna</a>). Seu arquivo foi adquirido, em 1984, pela Fundação Joaquim Nabuco.</p>
<p>Em 1944, escreveu a <em>História da Cinematografia Pernambucana</em>, cronologia com as realizações do cinema pernambucano entre 1923 e 1931. <em>Este texto transformou-se em fonte para a discussão do cinema mudo pernambucano, num dos primeiros livros sobre a história do cinema brasileiro, escrito por Alex Viany em 1959, intitulado &#8220;Introdução ao cinema brasileiro&#8221;.</em> Também fundou Museu-cinema, <em>uma mistura de arquivo de imagens e cineclube, onde se exibiam os filmes mudos pernambucanos </em>(BEHAR, 2003).</p>
<p>Foi um comentarista de futebol de sucesso e introduziu pugilismo na televisão do Recife. Como radialista, iniciou sua carreira, em agosto de 1948, no Departamento de Jornalismo da Rádio Jornal do Commercio. Na Rádio Tamandaré comandou o programa <em>Epopéia do Cinema</em>. Trabalhou em diversas outras emissoras de rádio do Recife e de Olinda, a última foi a Super Rádio Clube. Em 1971, foi instituída a Taça Jota Soares, ofertada ao jogador de futebol campeão de disciplina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/16721" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de junho de 1971, última coluna</a>). No ano seguinte, em 1° de fevereiro de 1972, a Câmara Municipal outorgou-lhe o título de Cidadão do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093262_06/3020" target="_blank"><em>Diário da Manhã (PE)</em>, 2 de fevereiro de 1972, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093262_06/4626" target="_blank"><em>Diário</em> <em>da Manhã</em> (PE), 12 de setembro de 1972, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1974, foi o intérprete principal do curta-metragem <em>Labirinto</em>, do jornalista e cineasta Fernando Spencer (1927 &#8211; 2014), um dos responsáveis pelo <em>“resgate” cultural do Ciclo,</em> <em>reafirmando seu caráter de momento inaugural e mítico do cinema pernambucano</em> (Behar, 2003); e, em 1979, foi o narrador do documentário <a href="https://www.cinemapernambucano.com.br/index.php/filmes-tipo/curtametragem/item/4000-jota-soares-um-pioneiro-do-cinema-outras-remetencias-de-titulo-j-soares-um-pioneiro-do-cinema" target="_blank"><em>J. Soares, um pioneiro do cinema</em></a>, de Spencer e Flávio Rodrigues (1949-) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/13165" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de julho de 1980</a>).</p>
<p>Faleceu, no Recife, em 24 de janeiro de 1988 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_16/130507" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1988</a>). Dias depois foi publicado, no <em>Diário de Pernambuco</em>, o artigo <em>Relembrando o Pioneiro Jota Soares</em>, de Fernando Spencer (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_16/130606" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de janeiro de 1988</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36008" style="width: 462px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_16/130507" target="_blank"><img class="wp-image-36008 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/jotasoares.jpg" alt="jotasoares" width="452" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_16/130507" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1988</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">**Andrea C.T. Wanderley é editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, Luciana Corrêa. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/Dialnet-EntreOLocalEOInternacional-7294303.pdf" target="_blank"><em>Entre o local e o internacional: Jota Soares e a cultura cinematográfica no Recife</em></a>. Revista de la Asociason Argentina de Estudios de Cine y Audiovisual, 2019.</p>
<p style="text-align: left;">BEHAR, Regina. <a href="https://encontro2014.rj.anpuh.org/resources/anais/anpuhnacional/S.22/ANPUH.S22.572.pdf" target="_blank"><em>Labirintos da Memória no cinema pernambucano: o “ciclo”da década de 20</em></a>. ANPUH – XXII SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – João Pessoa, 2003.</p>
<p><a href="https://www.fernandomachado.blog.br/de-volta-para-o-passado-2527/" target="_blank">Blog de Fernando Medeiros</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa351600/jota-soares" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">SANTOS, Marcos. <a href="https://www.cinemaescrito.com/2018/04/13620/" target="_blank"><em>O longo trajeto do cinema feito em Pernambuco</em></a>. <em>Olhar de Cinema</em>, 23 de abril de 2018.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://cinematecapernambucana.com.br/diretores/jota-soares/" target="_blank">Site Cinemateca Pernambucana</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/teatro-maceioense-e-o-cine-delicia-da-rua-do-sol.html" target="_blank">Site História de Alagoas</a></p>
<p style="text-align: left;">Site IMDB &#8211; https://www.imdb.com/name/nm1217959/</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://ims.com.br/sessao/retribuicao-almeri-ari-ciclo-do-recife-e-da-vida/" target="_blank">Site IMS</a></p>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; X e Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXV &#8211; O Theatro Phenix</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Sep 2023 14:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com imagens produzidas por um fotógrafo ainda não identificado e por N. Viggiani, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do Theatro Phenix, tema do 25º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido". O escritório Januzzi e Irmão foi responsável pelo projeto aprovado, em 14 de novembro de 1906, do Palace Hotel, que já foi tema de um artigo do portal, e do Theatro Phenix - dois empreendimentos da família Guinle. Mais uma vez convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta "zoom" e, a partir daí, fazer um passeio pela cidade nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens produzidas por um fotógrafo ainda não identificado e por N. Viggiani, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do Theatro Phenix, tema do 25º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido. </em>O escritório Januzzi e Irmão foi responsável pelo projeto aprovado, em 14 de novembro de 1906, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Palace Hotel</a>, que já foi tema de um artigo do portal; e do Theatro Phenix &#8211; ambos empreendimentos da família Guinle.<em> </em>Mais uma vez convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta <em>zoom</em> e, a partir daí, fazer um passeio pela cidade nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11719" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11719/001NV001002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="690" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11719" target="_blank">N. Viggiani. Teatro Phenix, c. 1923. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf"><em>Álbum da Avenida Central</em>,</a> lançado, em 1907, pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, havia desenhos das fachadas do Palace Hotel, que ficava na Avenida Central, e do Teatro Phenix, contiguo ao hotel, na Rua Barão de São Gonçalo, posteriormente rebatizada como Avenida Almirante Barroso. Nenhum dos dois estava construído quando o álbum foi produzido, portanto, logicamente, não puderam ser fotografados. Esse álbum é um importante registro da reforma da principal via da então capital federal, onde ele contrapôs reproduções das plantas às fotografias das fachadas de cada edifício documentado. Esse tipo de fotografia foi fundamental para a construção e para a difusão de uma nova imagem do Rio de Janeiro, uma imagem associada aos ideais de civilização e progresso<em>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco da história do Theatro Phenix</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11677" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11677/037SL03034.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11677" target="_blank">Teatro Phenix, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome do Theatro Phenix foi uma homenagem ao Theatro Phenix Dramática, que existia nos jardins do Hotel Brissac. Eduardo Balassin Guinle (1846 &#8211; 1912), patriarca de sua abastada e influente família, foi obrigado a construí-lo. A Prefeitura do Rio de Janeiro, sob a gestão de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) </a> desapropriou, demoliu e reurbanizou a área onde ficava o Phenix Dramática, localizado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825http://" target="_blank">Rua da Ajuda</a>, nº 57, no processo da construção da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a>, em 1904. Ele havia sido inaugurado, em 1863, com o nome de <em>El Dorado</em>. Foi renomeado Phenix Dramática, em 1868. Bem, o terreno foi adquirido pelo empresário Eduardo Guinle e, segundo a lei, seria obrigatória a construção de um novo teatro no lugar do demolido. Num gesto de afirmação cultural, ele ofereceu ao Rio de Janeiro uma sala de espetáculos imponente com capacidade para 1200 espectadores, cuja natureza e dimensões só eram comparáveis aos teatros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Municipal</a> e de São Pedro. Seu projeto seguia o modelo clássico dos teatros italianos com a platéia rodeada por camarotes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/23126" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 28 de fevereiro de 1955, primeira coluna</a>).</p>
<p>Segundo Augusto Mauricio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230;e essa casa de espetáculos, que é uma das que melhor possui o Rio de Janeiro quer como platéia, camarotes, mobiliário confortável com cadeiras estofadas, sala suntuosa, e corredores amplos, revestido todo de mármore trabalhado de diversas cores, colunas de diferentes ordens, grandes espelhos e ainda instalações internas para os artistas, que contam com camarotes magníficos – custou ao proprietário àquele recuado tempo, pouco mais de dois mil contos de réis&#8221;.</em></span></p>
<p>O novo Teatro Phenix,  cuja construção terminou em 1908, 1912 ou 1913 &#8211;  as fontes variam -, ficava na Rua Barão de São Gonçalo, logo transformada em Avenida Almirante Barroso, em um terreno contíguo ao Palace Hotel. Sua fachada foi inspirada na Ópera Garnier, em Paris.</p>
<p>Desde o início foi arrendado a terceiros &#8211; o primeiro foi Angelo Balloni, principal sócio da H. Balloni e Cia, que concedeu uma entrevista ao jornal <em>Imparcial</em> de 26 de fevereiro de 1914, data da inauguração do teatro. Na reportagem, é ressaltado o aspecto mais inclusivo do teatro, comparando-o ao Theatro Municipal<em>: &#8220;No Phenix achar-se-á bem instalada tanto a sociedade chic como a classe operária. É que seu ambiente é artístico sem ser solene. Nele há um único atrativo, a simplicidade artística, cuja ação se estende por todas as pessoas, sejam elas quais forem, Isso, aliás, é pouco comum em nosso meio. Haja vista, por exemplo, o Municipal&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/5774" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 26 de fevereiro de 1914, antepenúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32391" style="width: 221px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/5774" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32391" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix3.jpg" alt="O Imparcial, 26 de fevereiro de 1914" width="211" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/5774" target="_blank"><em>O Imparcial,</em> 26 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciado como<em> a mais ampla e luxuosa sala de espetáculos da América do Sul, </em>antes de sua inauguração oficial, lá foram realizados bailes de carnaval nos dias 21, 22, 23 e 24 de fevereiro de 1914 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/18285" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de fevereiro de 1914, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21654" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21724" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1914, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21896" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32390" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/21664" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32390" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix2.jpg" alt="O Paiz, 19 de fevereiro de 1914" width="541" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/21664" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32354" style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/18285" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32354" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix3.jpg" alt="Correio da Manhã, 24 de fevereiro de 1914" width="572" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/18285" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32353" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21664" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32353" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix2.jpg" alt="O Paiz, 19 de fevereiro de 1914" width="524" height="375" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21664" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 19 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi reaberto como teatro, arrendado a Luiz Alonso, em novembro de 1915, com a peça <em>Champignol à força</em>, um vaudeville em três atos dos dramaturgos franceses Georges Feydeau (1862 &#8211; 1921) e <span dir="ltr">Maurice Desvallières (1857 &#8211; 1926)</span>, encenada pela Companhia Leopoldo Froes e estrelada pela atriz Lucilia Peres (1881 &#8211; 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29720" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de novembro de 1915</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32352" style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/338060/590" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix1.jpg" alt="Jornal, 16 de outubro de 1915" width="579" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/338060/590" target="_blank"><em>Theatro e Sport</em>, 16 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Funcionou também como teatro, cinema, cassino e <em>dancing</em>, quando o arrendatário era, desde 1916, Djalma Moreira.  Em 1921, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14520" target="_blank">Casa dos Artistas</a> protestou contra a <em>transformação do Theatro Phenix em tavolagem</em>. Provavelmente, Djalma arrendou o teatro até 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/30052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de outubro de 1916, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/1188" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de abril de 1920</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1882" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 31 de dezembro de 1921, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/9544" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 4 de abril de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/8578" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de fevereiro de 1923, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/53" target="_blank"> <em>Crítica</em>, 2 de dezembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32393" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32393" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix4.jpg" alt="O Paiz, 21 de maio de 1917" width="345" height="147" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35045" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de maio de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32355" style="width: 664px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32355" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix4.jpg" alt="Revista da Semana, de 1922" width="654" height="246" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1907" target="_blank">Baile no Cassino Theatro Phenix / <em>Revista da Semana</em>, 7 de janeiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltou a ser um teatro, arrendado pelo calabrês Jácomo Rosário Staffa (c. 1867 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/30784" target="_blank">1927</a>), e foi reinaugurado em 30 de abril de 1926 com a revista <em>Excelsior</em>, do pernambucano Manuel Bastos Tigre (1882 &#8211; 1957). Uma curiosidade: Bastos Tigre era cunhado do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</a> e foi o responsável pelo <em>slogan</em> da Bayer que se tornou famoso em todo o mundo: “<em>Se é Bayer é bom</em>“. É também o autor da letra da música <em>Chopp em Garrafa</em>, com música de Ary Barroso (1903 – 1964), que foi interpretada por Orlando Silva (1915 – 1978). Foi inspirada no produto que a Brahma passou a engarrafar. Sucesso do carnaval de 1934, é considerado o <a href="https://www.propagandashistoricas.com.br/2015/06/primeiro-jingle-do-brasil.html" target="_blank">primeiro <em>jingle</em>  publicitário do Brasil.</a> Foi também o autor do livro <em>Meu Bebê: livro das mamães</em> para anotações sobre o bebê desde seu nascimento. O Dia do Bibliotecário, 12 de março, dia de seu nascimento, foi instituído, em 1980, em sua homenagem. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/21487" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de julho de 1925, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/24326" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 10 de fevereiro de 1926, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25170" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de abril de 1926, antepenúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25369" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de abril de 1926</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32384" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25369" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32384" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix1.jpg" alt="A reabertura do Phenix / Correio da Manhã, 30 de abril de 1926" width="271" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25369" target="_blank">A reabertura do Phenix / <em>Correio da Manhã,</em> 30 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Phenix. Lembramos aqui que Staffa era o proprietário do Grande Cinematographo Pariziense, o segundo cinema do Rio de Janeiro, inaugurado em 9 de agosto de 1907. O primeiro foi o Chic, inaugurado em 1º de agosto do mesmo ano. O terceiro foi o cinema Pathé, do fotógrafo Marc Ferrez e Arnaldo Gomes de Souza. A firma de Arnaldo e Ferrez chamava-se Arnaldo &amp; Cia, omitindo a participação de Ferrez, porque Charles Pathé (1863 – 1957), um dos proprietários da <em>Pathé Frères</em>, proibia que seus distribuidores e representantes possuíssem cinematógrafos e Ferrez era um de seus representantes. Staffa denunciou o fato em 1908. Foi também o proprietário do Palace Hotel de Caxambu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25483" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de maio de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32383" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/25157" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32383" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix.jpg" alt="Correio da Manhã, 15 de abril de 1926" width="501" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/25157" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Phenix foi palco de muitas peças e bailados, esses últimos criações da coreógrafa e bailarina russa Maria Oleneva (1896 &#8211; 1985) que, posteriomente, foi uma das fundadoras da Escola de Dança do Teatro Municipal.</p>
<p>Em seu prédio foi sediado, na década de 1920, o Partido Democrático (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/30951" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de julho de 1927, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/84" target="_blank"><em>Crítica</em>, 7 de dezembro de 1928, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1929, passou a exibir quadros de <em>Nu Artístico</em> e era proibida a entrada de<em> menores e de senhoritas</em> (<em>Crítica</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/968" target="_blank">18 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/992" target="_blank">23 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1120" target="_blank">18 de maio</a> de 1929).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32437" style="width: 367px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/968" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32437" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix13.jpg" alt="Crítica, 18 de abril de 1929" width="357" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/968" target="_blank"><em>Crítica</em>, 18 de abril de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 31 de maio, estreia do <em>vaudeville</em> musicado <em>A Ilha dos Prazeres, </em>uma peça do<em> gênero livre </em>com quadros de nu artístico,<em> </em>tendo como estrela a atriz  Theda Diamant (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1247" target="_blank"><em>Crítica</em>, 31 de maio de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32438" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix14.jpg"><img class="size-full wp-image-32438" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix14.jpg" alt="Theda Diamant" width="482" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.versalhesleiloes.com.br/peca.asp?ID=5730497" target="_blank">Theda Diamant</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em junho, Carlos Machado (1908 &#8211; 1992), que ficou conhecido como o <em>Rei da Noite</em>, foi anunciado diretor artístico do Phenix (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1375" target="_blank"><em>Crítica</em>, 21 de junho de 1929, terceira coluna)</a>. Ainda em 1929, foi o palco da temporada das <em>Operetas Vienenses </em>e voltou a exibir filmes(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1567" target="_blank"><em>Crítica, </em>21 de julho de 1929</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1911" target="_blank"><em>Crítica</em>, 12 de setembro de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ficou fechado por um breve período, tendo sido reaberto, após uma reforma, em janeiro de 1930, como Cine Theatro Phenix , sob a direção da Empresa S. Kauffman apresentando<em> espetáculos puramente familiares</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/2642" target="_blank"><em>Crítica</em>, 26 de dezembro de 1929</a>). Passou a ter <em>&#8220;uma orquestra de 30 professores que darão vida e palavras às cintas mudas por intermédio da linguagem universal &#8211; a Música&#8221;. </em>Lembramos aqui que o cinema sonoro estava ocupando o lugar dos filmes silenciosos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/43724" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de dezembro de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/40950" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de dezembro de 1929, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/286" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 9 de janeiro de 1930</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107646/7676" target="_blank"><em>O Imparcial (MA)</em>, 17 de janeiro de 1930, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32424" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/43649" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32424" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix8.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de dezembro de 1929" width="250" height="268" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/43649" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de dezembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32435" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/2682" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32435" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix11.jpg" alt="Crítica, de janeiro de 1930" width="325" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/2682" target="_blank"><em>Crítica</em>, 2 de janeiro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre as décadas de 1930 e 1940, voltou a funcionar ora como teatro ora como cinema. Abrigou também conferências, bailes de carnaval e recitais de música. Pelo teor dos filmes lá exibidos, <em>&#8220;verdadeiros atentados à moral e ao decoro públicos&#8221;</em>, foi censurado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2922" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 17 de março 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32436" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3866" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32436" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix12.jpg" alt="A Noite, 17 de março de 1931" width="309" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3866" target="_blank"><em>A Noite,</em> 17 de março de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1937, arrendado por Vital Ramos de Castro (1879 &#8211; 1958), cineasta e empresário do ramo cinematográfico, o Phenix foi inaugurado como <em>Ópera, </em>uma<em> nova casa de diversões. </em>Ainda em 1937 passou a chamar-se <em>Cine Theatro Ópera</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/41060" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1937</a>, penúltima coluna; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5806" target="_blank"><em>Beira- Mar</em>, 14 de agosto de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/31858" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 19 de setembro de 1937, antepenúltima coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5806" target="_blank">; penúltima coluna</a>; <a href="A%20Nação, 9 de outubro de 1937, segunda coluna" target="_blank"><em>A Nação</em>, 9 de outubro de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/45458" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de março de 1938</a>). Não seria a primeira vez que os caminhos de Vital e Staffa se encontravam: em 1927, o<em> Cine Parisiense</em>, que era, como já mencionado, de Staffa, foi comprado por ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32423" style="width: 158px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/45458" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32423" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix7.jpg" alt="Vital Ramos de Castro / Correio da Manhã, 27 de março  de 1938" width="148" height="263" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/45458" target="_blank">Vital Ramos de Castro / <em>Correio da Manhã</em>, 27 de março de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vital foi o proprietário do <i>Circuito independente Vital Ramos de Castro</i>,  que chegou a ter vinte salas de cinema no Rio de Janeiro, entre eles o Cine Plaza, na Cinelândia, o Cinema Olinda, na Praça Sans Penha, que foi a maior sala de cinema que já existiu no Rio de Janeiro; o Cinema Colonial, futura Sala de Teatro Cecília Meirelles e o Cine Ritz, em Copacabana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32422" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/41060" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32422" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix6.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1937" width="382" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/41060" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 30 de junho de  1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1944, com o apoio do então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), voltou a ser teatro e foi reaberto com a encenação pela companhia de Bibi Ferreira (1922 &#8211; 2019) da peça <em>Sétimo Céu, </em>do dramaturgo norte-americano Austin Stroug (1881 &#8211; 1952) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/14797" target="_blank"><em>Gazeta da Manhã</em>, 15 de abril de 1943, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/20741" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de maio de 1944, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/19568" target="_blank">G<em>azeta da Manhã</em>, 15 de julho de 1944, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/21531" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 e 18 de julho de 1944, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/21555" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de de julho de 1944)</a>. Nele se apresentaram, dentre outros, o Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980); Sandro Apolônio (1921 &#8211; 1995), Maria Della Costa (1926 &#8211; 2015) e Henriette Morineau (1908 &#8211; 1990).</p>
<p>Em 1948, Vital Ramos de Castro entrou com uma ação de despejo contra o grupo teatral de Sandro Apolônio que se apresentava no Phenix com a peça <em>Estrada do Tabaco</em> (<em>A</em> <em>Scena Muda</em>, 15 de junho de 1948, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/48983" target="_blank">página 3</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/49002" target="_blank">página 24</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/50376" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 8 de março de 1949</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32421" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/50376" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32421" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix5.jpg" alt="A Scena Muda, 8 de março de 1949" width="633" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/50376" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 8 de março de 1949</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi fechado, em 1951, e totalmente demolido entre 1957 e 1958. Assim se encerrava um capítulo da história do teatro no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/5250" target="_blank"><em>Jornal</em>, 2 de dezembro de 1950, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_14/5751" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 e 16 de janeiro de 1951, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/5250" target="_blank"><em>Jornal</em>, 2 de dezembro de 1950, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/84948" target="_blank"> <em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1957, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_14/47505" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de dezembro de 1957, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/93438" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de julho de 1958, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32386" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/demolição.jpg"><img class="size-full wp-image-32386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/demolição.jpg" alt="Correio da Manhã, 6 de dezembro de 1957" width="300" height="183" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/84948" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1957</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BULCÃO, Clóvis. <em>Os Guinle: a história de uma dinastia</em>. Rio de Janeiro : Intrínseca, 2015.</p>
<p>BATISTA, Antonio José de Sena. <a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/34834/34834_6.PDF" target="_blank"><em>Arquitetos sem halo: a ação dos escritórios M.M.M.Roberto e Henrique Mindlin Arquitetos Associados</em>.</a> Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em História Social da Cultura, do Departamento de História da PUC-Rio, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em História, março de 2013.</p>
<p>CATTAN, Roberto Correia de Mello.<a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/5103/5103_6.PDF" target="_blank"> <em>A Família Guinle e a Arquitetura do Rio de Janeiro Um capítulo do ecletismo carioca nas duas primeiras décadas do novecentos. </em></a>Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História do Departamento de História da PUC-Rio, novembro de 2013.</p>
<p>CAVALCANTI, Lauro, org., <em>Quando o Brasil Era Moderno Artes plásticas no Rio de Janeiro 1905-1960</em>, Rio de Janeiro : Aeroplano Editora, 2001.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MARCHESAN, Luiz Gonzaga. <a href="http://anpoll.org.br/eventos/enanpoll2018/wp-content/uploads/2018/06/LMarchezan.pdf" target="_blank">Antonio Cândido na revista <strong>Texto</strong></a>.</p>
<p>MORAES, Frederico. <em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 2001.</p>
<p><a href="https://www.clubenaval.org.br/novo/?q=Sobre-o-Clube-Naval" target="_blank">Site Clube Naval</a></p>
<p><a href="https://www.estilosarquitetonicos.com.br/palace-hotel/" target="_blank">Site Estilos Arquitetônicos</a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/256" target="_blank">Site Inepac</a></p>
<p><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/palace-hotel-alerta-preservacao-patrimonio-cultural/" target="_blank">Veja Rio</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f3BfL2X_7vM" target="_blank">Youtube &#8211; O LUXUOSO PALACE HOTEL DOS PRESIDENTES E ARTISTAS MODERNISTAS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados, futuro prédio do Ministério da Agricultura</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23968" target="_blank"><em>Cinema no Brasil – a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeo</em>n, publicado em 8 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Série<em> “O Rio de Janeiro desaparecido” </em>XII<em> – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</em>, publicado em 16 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank"><em>O Theatro de Santa Isabel</em>, publicado em 28 de outubro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></p>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; IX &#8211; O Dia do Cinema Brasileiro</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 14:28:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Affonso Segreto]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Cinema no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Gaetano Segreto]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[irmãos Segreto]]></category>
		<category><![CDATA[Paschoal Segreto]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Para celebrar o Dia do Cinema Brasileiro, a Brasiliana Fotográfica destaca artigos já publicados no portal sobre Benjamin Abrahão Calil Botto, Jorge Kfuri, João Stamato, Nicola Parente, Marc Ferrez e seus filhos; e Walter Garbe, fotógrafos que fizeram parte da história do cinema no Brasil. Além disso, há ainda uma seleção de fotografias de salas de cinema disponíveis no acervo fotográfico do portal. Foi em 19 de junho de 1898 que chegou ao Rio de Janeiro, vindo da Europa, o navio Paquebot Brésil, com o cinegrafista italiano Affonso Segreto a bordo. Ele filmou com uma câmara Lumière a entrada da enseada da Baía de Guanabara, as fortalezas e os navios ancorados, produzindo a primeira fita de cinema realizada no Brasil. O acontecimento deu origem ao Dia do Cinema Brasileiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Para celebrar o Dia do Cinema Brasileiro, a Brasiliana Fotográfica destaca artigos já publicados no portal sobre <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527" target="_blank">Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 – 1938)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 – 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank">João Stamato (1886 – 1951)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30342" target="_blank">Nicola Parente (1847 &#8211; 1911)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923) e seus filhos</a>; e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank">Walter Garbe (18? – 19?),</a> fotógrafos que fizeram parte da história do cinema no Brasil. Além disso, há ainda uma seleção de fotografias de salas de cinema disponíveis no acervo fotográfico do portal e um pequeno histórico da escolha do dia 19 de junho como Dia do Cinema Brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5336/IMG_1331.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="573" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5336" target="_blank">Marc Ferrez. Cine Pathé na Avenida Central, 116 (atual Avenida Rio Branco), circa 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/79" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de salas de cinema disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/79" target="_blank"> </a></p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9817" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9817/002037AAK5081.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9817" target="_blank">Alfredo Krausz. Cine Parisiense, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos sobre os fotógrafos que fizeram parte da história do cinema no Brasil:</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)</em>, 7 de dezembro de 2016</a>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</em>, publicado em 23 de maio de 2017, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527" target="_blank">Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão,</a></em><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527" target="_blank"> publicado em 28 de julho de 2017</a>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank"><em>Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</em>, publicado em 26 de dezembro de 2019, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank"><em>João Stamato, um fotógrafo nos sertões</em>, publicado em 9 de fevereiro de 2021, de autoria de Ricardo Augusto dos Santos</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30342" target="_blank"><em>O fotógrafo italiano Nicola Maria Parente (1847 &#8211; 1911) e sua trajetória no Brasil</em>, publicado em 21 de fevereiro dde 2023, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Uma brevíssima história do início do cinema e da escolha do Dia do Cinema Brasileiro</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/segreto.jpg" alt="Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário A Praia de Santa Luzia, em 1898" width="398" height="380" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank">Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário <em>A Praia de Santa Luzia,</em> em 1898 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os irmãos Lumière, Louis (1864 &#8211; 1948) e Auguste (1862 &#8211; 1954), mostraram, em 28 de dezembro de 1895,  pela primeira vez ao público sua invenção, o cinematógrafo, síntese de pesquisas realizadas por muitos cientistas durante o século XIX sobre imagens em movimento. A apresentação foi realizada no salão do Grand Café, no Boulevard des Capucines, em Paris, para um público de 33 pessoas. O sucesso foi tão grande que, em pouco tempo, os Lumière passaram a apresentar 20 sessões diárias de meia hora cada uma, com os filmes <em>O Regador Regado</em> e <em>A Saída dos Operários da Fábrica Lumière</em>. Começava assim o cinema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/Clipboard03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-33524" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/Clipboard03.jpg" alt="trabalhadores_lumiere" width="309" height="440" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns meses depois desta projeção inaugural, realizou-se a primeira sessão pública de cinema no Brasil, na Rua do Ouvidor, 57, em 8 de julho de 1896, às 14h, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do omniógrafo. O invento foi descrito pelo <em>Jornal do Commércio</em> como um &#8220;<em>aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias&#8221;</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema.jpg" alt="Jornal do Commercio, 9 de julho de 1896" width="345" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 31 de julho de 1897,  o pernambucano José Roberto Cunha Sales (1840- 1903) e Paschoal Segreto (1868 &#8211; 1920) inauguraram a primeira sala cinematográfica do Brasil, o <em>Pariz no Rio Salão de Novidades</em><i>,</i> na Rua do Ouvidor, 141,<i> </i>que passou a ser um ponto de encontro da sociedade carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/16662" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de agosto de 1897</a>).<i> </i>Sales e Segreto romperam a sociedade ainda em 1897.<i> </i></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30475" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/16662" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30475" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/segreto.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 1º de agosto de 1897" width="151" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/16662" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de agosto de 1897</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O estabelecimento pegou fogo em 8 de julho de 1898, mas foi reinaugurado em janeiro do ano seguinte (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/18605" target="_blank">10 de agosto de 1898, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/4928" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 5 e 6 de janeiro de 1899, primeira coluna</a>) .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33252" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/739065/8" target="_blank"><img class=" wp-image-33252" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/cinema1.jpg" alt="O Animatographo, 1898" width="702" height="180" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/739065/8" target="_blank"><em>O Animatographo</em>, janeiro de 1899</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Dia do Cinema Brasileiro é comemorado em 19 de junho, quando, em 1898, chegou ao Rio de Janeiro, vindo da Europa, o navio <em>Paquebot Brésil</em>. A bordo, encontrava-se o cinegrafista brasileiro de origem italiana Affonso Segreto (1875 &#8211; 1919), que retornava de uma viagem para comprar equipamentos de filmagens e conhecer novas técnicas cinematográficas em Nova York e em Paris, onde fez um curso na Pathé Films.</p>
<p>Antes de desembarcar no Rio de Janeiro, Affonso filmou com uma câmara Lumière a entrada da enseada da Baía de Guanabara, as fortalezas e os navios ancorados (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de junho de 1898, segunda coluna</a>). Teria sido a primeira fita de cinema realizada no Brasil<span style="color: #800000;"><strong>*</strong></span>. O acontecimento deu origem ao Dia do Cinema Brasileiro. Affonso Segreto filmou, posteriormente, aspectos do Rio de Janeiro, além de seus arredores, e também cerimônias e comícios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30476" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30476" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/segreto1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 20 de junho de 1898" width="297" height="212" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de junho de 1898</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo relato de Domingos Segreto, fiho de Gaetano Segreto, em depoimento publicado no livro <em>Palácios e poeiras, </em>de Alice Gonzaga, ainda inexperiente, Affonso, na sessão marcada para a exibição das vistas, no já mencionado Salão Pariz no Rio, no dia 20 de junho de 1898, na Rua do Ouvidor, abriu erradamente a câmara e o filme foi danificado. Ele então exibiu vistas estrangeiras para o público. Foram convidados para o evento diversas autoridades, dentre elas o presidente da República, Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902), e o jurista Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A data de 19 de junho é simbólica da dificuldade que se tem de fazer cinema no Brasil, porque marca um filme que não existiu. Mas também retrata a perseverança&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Hernani Heffner, Gerente da Cinemateca do MAM-RJ</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Affonso era irmão de Paschoal (1868 &#8211; 1920) e Gaetano Segreto (1866 &#8211; 1908), empresários italianos que haviam vindo para o Brasil, em 1883. Trouxeram Affonso para o Brasil na década de 1890. Paschoal tornou-se o <em>ministro das diversões do Rio</em> e Gaetano foi o distribuidor exclusivo do jornal <em>A Notícia</em> e fundou o jornal da comunidade italiana <em>Il Bersagliere</em>. Os irmãos Segreto foram pioneiros da indústria do entretenimento no Brasil, figuras destacadas na cena cultural da <em>Belle Époque</em> do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><span style="color: #800000;"><strong>*</strong></span>Existe uma polêmica em torno do assunto: alguns estudiosos consideram o primeiro filme brasileiro<em> Chegada em Petrópolis</em> devido a uma notícia divulgada pela<em> Gazeta de Petrópolis</em> convidando para uma sessão do filme no dia 1º de maio de 1897, no Theatro Cassino de Petrópolis, organizada pelo napolitano Vittorio di Maio (1852 &#8211; 1926). Posteriormente, di Maio vendeu seu projetor e acervo para Paschoal Segreto. Também é de 1897 a vista <em>Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara</em>, do pernambucano José Roberto Cunha Sales (1840- 1903), porém sua nacionalidade brasileira é contestada por historiadores que acreditam que o cinegrafista recortou o filme de uma vista estrangeira. <em>Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara </em>está acervado no Arquivo Nacional.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-06/hoje-e-dia-cinema-brasileiro-celebra-124-anos-da-primeira-filmagem" target="_blank">Agência Brasil</a></p>
<p>GONZAGA, Alice. <em>Palácios e Poeiras</em>. Rio de Janeiro : Record, 1996.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MARTINS, William de Souza Nunes. <a href="%20http://livros01.livrosgratis.com.br/cp000003.pdf" target="_blank"><em>Paschoal Segreto: &#8220;Ministro das Diversões&#8221; do Rio de Janeiro (1883 &#8211; 1920). Rio de Janeiro, 2004. Dissertação (Mestrado em História Social)</em> – Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2004.</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20131219220227/http://dc.itamaraty.gov.br/cinema-e-tv/historia-do-cinema-brasileiro" target="_blank">Site do Ministério das Relações Exteriores &#8211; Departamento Cultural</a></p>
<p>MOURA, Roberto. Verbete Afonso Segreto. In: MIRANDA, Luiz Felipe e RAMOS, Fernão Pessoa (org). <em>Enciclopédia do cinema brasileiro</em>. São Paulo: Senac, 2000.</p>
<p><em>O GLOBO</em>, 18 de junho de 2023</p>
<p><a href="http://www.cinemasdesp.com.br/2011/08/imigrantes-italianos-pioneiros-na.html" target="_blank">Salas de cinema de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://filmow.com/alfonso-segreto-a519267/" target="_blank">Site Filmow</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23968" target="_blank"><em>Cinema no Brasil – a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeo</em>n, publicado em 8 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Série<em> “O Rio de Janeiro desaparecido” </em>XII<em> – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</em>, publicado em 16 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank"><em>O Theatro de Santa Isabel</em>, publicado em 28 de outubro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>No Dia do Imigrante Italiano, a trajetória do fotógrafo Nicola Maria Parente (1847 – 1911) no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2023 12:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Inspirada pela celebração do Dia Nacional do Imigrante Italiano e pela recente publicação do livro Italianos detrás da câmara: trajetórias e olhares marcantes no florescer da fotografia no Brasil, de autoria de Livia Raponi e Joaquim Marçal, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, escrevo sobre mais um importante fotógrafo italiano que atuou no Brasil no século XIX e nas primeiras décadas do século XX: Nicola Maria Parente. Em destaque, imagens de sua autoria que pertencem à Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras da Brasiliana Fotográfica; à Fundação Joaquim Nabuco e ao Museu Histórico Nacional, instituições parceiras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Inspirada pela celebração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13651" target="_blank">Dia Nacional do Imigrante Italiano</a> e pela recente publicação do livro <em>Italianos detrás da câmara: trajetórias e olhares marcantes no florescer da fotografia no Brasil</em>, de autoria de Livia Raponi e Joaquim Marçal, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, escrevo sobre mais um importante fotógrafo italiano que atuou no Brasil no século XIX: Nicola Maria Parente (1847 &#8211; 1911), introdutor do cinematógrafo na Paraíba. Em destaque, imagens de sua autoria que pertencem à Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras da Brasiliana Fotográfica; e à Fundação Joaquim Nabuco e ao Museu Histórico Nacional, às instituições parceiras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11395" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11395/fr_003087.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="488" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11395" target="_blank">Nicola Maria Parente. Crianças não identificadas, s/d. Paraíba do Norte, PB / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nicola Maria Parente se junta aos também italianos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382" target="_blank">Camillo Vedani (18? &#8211; 1888)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19636" target="_blank">João Firpo (1839 – 1899)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Elvira (1876 &#8211; 1972) e Vincenzo Pastore (1930 &#8211; 1918)</a>, que já foram temas de artigos publicados no portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11391" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11391/fr_001233.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="485" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11391" target="_blank">Nicola Maria Parente. Maria de Freitas de Andrade Bezerra, esposa de José Bezerra Cavalcanti, advogado, s/d. Goiana, Pernambuco / Acervo Funda</a>j</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=nicola" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Nicola Maria Parente disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela importância que a comunidade italiana tem na história do Brasil, a <a href="http://www.planalto.gov.br/cCivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11687.htm" target="_blank">lei nº 11.687, de 2 de junho de 2008</a> instituiu oficialmente o Dia Nacional do Imigrante Italiano no calendário de todo o território nacional. O dia 21 de fevereiro foi escolhido devido à expedição que <a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1311462" target="_blank">Pietro Tabacchi </a>fez ao Espírito Santo, em 1874, marco do início do processo da migração em massa dos italianos para o Brasil. Estima-se que atualmente aproximadamente 30 milhões de descendentes de italianos vivam em terras brasileiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><img class="" src="https://static.significados.com.br/foto/bandeira-italia-0-cke.jpg" alt="Bandeira da Itália" width="250" height="166" /><p class="wp-caption-text">Bandeira da Itália</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil do fotógrafo italiano Nicola Maria Parente (1847 &#8211; 1911)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-30372 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola8.jpg" alt="nicola8" width="217" height="352" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A biografia de Nicola Maria Parente ainda tem diversas lacunas. Ele nasceu em Marsico Nuovo, província de Potenza, na região de Basilicata, em 13 de março de 1847, filho de Giovannantonio Parente e Maria Carmela Perci (<a href="https://capsula.avl.la/mm/2021/07/10/cert-nasc-nicola" target="_blank">Site Cápsula do Tempo</a>). Relatos de seus familiares informam que ele teria participado nas lutas de Giuseppe Garibaldi (1807-1882) pela unificação da Itália, mas este fato ainda não foi confirmado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30362" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><img class="wp-image-30362 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola7.jpg" alt="Nicola Maria Parente" width="239" height="292" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank">Nicola Maria Parente / História da Fotografia no Ceará no século XIX, pág 342</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Provavelmente veio para o Brasil, em 1865. Também de acordo com relatos de familiares, chegou com seu irmão Carmino, seus primos João, Georgina e Luigi; e com sua esposa Carolina Rotunda e seus filhos Galileu e Margarida. Durante a viagem Carolina teria dado à luz a Garibaldi e teria falecido logo depois do parto. No Porto de Santos, Nicola teria conhecido a italiana Giusephina Calliari, que viajava com dois filhos, Marcella e Giulio. Casaram-se e, posteriormente, tiveram uma filha, Carmelita. Há informações de que teriam se estabelecido em Taquari, no Rio Grande do Sul. Quanto à nacionalidade dos filhos há uma divergência ainda não resolvida pela pesquisa da vida de Nicola: no anúncio de sua morte é dito que todos nasceram no Brasil.</p>
<p>Percorreu alguns estados do Brasil e, o que se sabe, é que, na década de 1880, estabeleceu-se em João Pessoa, que na época chamava-se Parahyba do Norte, onde abriu a Photographia Vesúvio, na rua d´Areia, 73.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30375" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11313" target="_blank"><img class="wp-image-30375 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola11.jpg" alt="nicola11" width="292" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11313" target="_blank">Nicola Maria Parente. Retrato de Zacarias Milhazes, 1886 / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Na Paraíba, foi contemporâneo do italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19636" target="_blank">João Firpo (1839 &#8211; 1899)</a> e do alemão Bruno Bourgard (18? &#8211; 19?), dentre outros fotógrafos itinerantes, e da pioneira Roza Augusta (18? -19?).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30503" style="width: 221px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fatosefotosdenatalantiga.com/natal-em-1904-em-28-fotos-de-bruno-bourgard/" target="_blank"><img class="wp-image-30503 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola16.jpg" alt="nicola16" width="211" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fatosefotosdenatalantiga.com/natal-em-1904-em-28-fotos-de-bruno-bourgard/" target="_blank">Bruno Bourgard</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/rosaaugusta.jpg" alt="rosaaugusta" width="257" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank">O Parahybano, 5 de abril de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também trabalhou como dentista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30359" style="width: 986px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/820261/217" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30359" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola5.jpg" alt="Almanak do Estado Paraíba, 1889" width="976" height="308" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/820261/217" target="_blank"><em>Almanak do Estado Paraíba</em>, 1899</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Gênio de artista investigador</em>, Nicola foi, além de fotógrafo e dentista, comerciante e inventor. Foi também ele que apresentou o cinematógrafo aos moradores de João Pessoa, na Paraíba, entre julho e agosto de 1897, durante a Festa das Neves, que homenageia a padroeira da cidade, Nossa Senhora das Neves, e que, na época, era o maior acontecimento social e religioso do estado. Em frente à Photographia Vesúvio, na rua Nova, nº 2, foi colocado um grande cartaz com frases em francês anunciando o espetáculo. Segundo anotações do fotógrafo, cineasta, diretor e pesquisador paraibano Walfredo Rodriguez (1893 &#8211; 1973), que estava presente ao acontecimento, em seu <em>Roteiro Sentimental de uma Cidade:</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O autor destas desativadas evocações, recorda-se, ainda, envoltas em névoas das imagens remotas, das fitas ali exibidas, numa Festa das Neves de 1897 &#8211; &#8220;Chegada de um trem a Gare de Lion&#8221;, Um macaco pulando um arco&#8221; e &#8220;Crianças jogando bolas de neve em Biarritz&#8221;.</em></span></p>
<p>Parece que Nicola Parente conhecia os irmãos Louis e Auguste Lumière, franceses responsáveis pelo invento do cinematógrafo, cuja primeira exibição pública aconteceu em Paris, em 28 de dezembro de 1895. Em 1896, Parente viajou para a Europa e de lá trouxe a novidade. Segundo o bisneto de Nicola, o jornalista Pedro Parente, seu bisavô teria ido aFrança, em 1900, quando teria sido convidado pelos irmãos Lumière para a Exposição Universal de Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30524" style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://oempregoeseu.com/2022/05/23/o-cinematografo-dos-lumiere/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30524" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/lumiere.jpg" alt="Os irmãos Lumière e o cinematógrafo" width="463" height="197" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://oempregoeseu.com/2022/05/23/o-cinematografo-dos-lumiere/" target="_blank">Os irmãos Lumière e o cinematógrafo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nicola itinerou com o cinematógrafo por diversos estados do Nordeste, como Bahia, Ceará, Pará e Rio Grande do Norte; e pelo interior de São Paulo. O organizador do livro <em>A crítica de cinema em Belém</em>, Pedro Veriano, aventa a possibilidade de Nicola ter sido o responsável  pelas primeiras filmagens no Pará, “<em>mas não deixou provas concretas do trabalho</em>” .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3553" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3553/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="349" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3553" target="_blank">Nicola Maria Parente. [Mulher : retrato]. João Pessoa, Paraíba / Acervo FBN</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Em 1899,  transferiu-se para Abaeté, atual Abaetetuba, no Pará, onde criou o estabelecimento comercial Casa Italiana, da firma Nicola Parente &amp; Filhos. Também colaborou com o <em>Jornal da Mata</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Em 19 de maio de 1911, faleceu, vítima da explosão de <em>um novo aparelho gerador de gás oxigênio que pretendia inventar</em> em seu laboratório em Abaeté. De acordo com a notícia veiculada pelo <em>Estado do Pará</em>, era sócio de seu filho Garibaldi na firma comercial Parente &amp; Cia.  Seu outro filho, Galileu, era jornalista, poeta e fotógrafo. Como já mencionado, tinha também duas filhas, Margarida e Carmelita. Foi identificado como muito estimado, honesto e caridoso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800082/211" target="_blank"><em>Estado do Pará</em>, 29 de maio de 1911, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3554" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3554/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="356" height="605" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3554" target="_blank">Nicola Maria Parente ; Photograhia Vesuvio de Nicola Maria Parente. [Homem : retrato]. João Pessoa, PB / Acervo FBN</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30997" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Nicola Maria Parente (1847 &#8211; 1911) </a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p style="text-align: left;">ALIPRANDI, E.; MARTINI, V. (orgs.). <em>Gli italiani nel nord del Brasile. Rassegna delle vite e delle opere della stirpe italica negli stati del nord brasiliano</em>. Belém: Tip. da Livraria Gilet, 1932.</p>
<p style="text-align: left;">BARRO, Máximo. <em>Participação italiana no cinema brasileiro. </em>São Paulo : SESI-SP Editora.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://issuu.com/fotografiapb/docs/capa_miolo_12-08-13" target="_blank">Fotografia Paraibana Revista, 2012, pág 73</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">GOLZIO, Derval Gomes. U<em>tilização Político-Ideológica da Fotografia: estudo das imagens publicadas no jornal A União durante a disputa política no Estado da Paraíba-1930</em>. Dissertação de Mestrado em Multimedios, Unicamp, 1997.</p>
<p style="text-align: left;"><em>Italianos detrás das câmeras: trajetórias e olhares marcantes no florescer da fotografia no Brasil</em> / Organizado por Joaquim Marçal, Livia Raponi, traduzido por Livia Raponi, Vittorio Cappelli. &#8211; São Paulo : Editora Unesp, 2022.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p style="text-align: left;">LAPA, José Roberto do Amaral. <em>A cidade: os cantos e os antros : Campinas, 1850-1900</em>. São Paulo : Editora da Universidade de São Paulo, 1996.</p>
<p style="text-align: left;">LEAL, Wills. <em>O Discurso Cinematográfico dos Paraibanos: a história do cinema na/da Paraíba</em>. João Pessoa: Ed. A União, 1989.</p>
<p style="text-align: left;">LEITE, Ary Bezerra. <em>Cidade de Fortaleza: 1897-1945: do Cinematógrafo aos Anos de Guerra.</em></p>
<p style="text-align: left;">LEITE, Ari Bezerra. <a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><em>História da fotografia no Ceará do século XIX</em></a>. Edição do autor, 2019.</p>
<p style="text-align: left;">LEITE, Ary Bezerra. <em>Memória do cinema:</em> o<em>s ambulantes do Brasil (Cinema itinerante no Brasil: 1895 &#8211; 1914). </em>Fortaleza : Premius, 2011.</p>
<p style="text-align: left;">PETIT, Pere. <a href="Anais%20do%20XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011" target="_blank"><em>Filmes, Cinemas e Documentários no fim da Belle Époque no Pará (1911-1914)</em></a>. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011,</p>
<p style="text-align: left;">VERIANO, Pedro (coord.). <em>A crítica de cinema em Belém</em>. Belém: Secult/PA, 1983.</p>
<p style="text-align: left;">SANTOS, Alex. <em>Cinema e Revisionismo</em>. João Pessoa, SEC/PB, 1982.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://capsula.avl.la/mm/2021/07/10/cert-nasc-nicola" target="_blank">Site Cápsula do Tempo</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.cpcb.org.br/artigos/o-cinema-na-amazonia-a-amazonia-no-cinema/" target="_blank">Site Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://cronicastaipuenses.blogspot.com/2021/08/" target="_blank">Site Crônicas Taipuenses</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://fatosefotosdenatalantiga.com/natal-em-1904-em-28-fotos-de-bruno-bourgard/" target="_blank">Site Fatos e Fotos de Natal Antiga</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.fortalezanobre.com.br/search/label/Cine%20Riche" target="_blank">Site Fortaleza Nobre</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.italiangenealogy.com/forum/topic/43625" target="_blank">Site Italian Genealogy</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.paraibacriativa.com.br/artista/historia-do-cinema-paraibano/" target="_blank">Site Paraíba Criativa</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2006/09/curiosidades-1897-vamos-ao-cinema.html" target="_blank">Site Pró-Memória de Campinas &#8211; SP</a></p>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; IX &#8211; A Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha, em 1911</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jan 2022 15:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica inaugura 2022 com um artigo sobre a participação do Brasil na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911, no qual foi o único país das Américas a ter um pavilhão. O Instituto Oswaldo Cruz, o Instituto Butantã e o Instituto Vacinogênico de São Paulo participaram do evento. O pavilhão brasileiro foi projetado por Luiz Moraes Junior, responsável pela construção do castelo de Manguinhos, prédio principal da Fiocruz. Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos conta um pouco desta história. Não deixem de ver o filme "Cinematógrafo brasileiro em Dresden", cujo link está no final do artigo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica inaugura 2022 com um artigo sobre a participação do Brasil na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911, no qual foi o único país das Américas a ter um pavilhão. O Instituto Oswaldo Cruz, o Instituto Butantã e o Instituto Vacinogênico de São Paulo participaram do evento. O pavilhão brasileiro foi projetado por Luiz Moraes Junior (1872 &#8211; 1955), responsável pela construção do castelo de Manguinhos, prédio principal da Fiocruz, em estilo mourisco. Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos conta um pouco desta história. Não deixem de ver o filme <em>Cinematógrafo brasileiro em Dresden<a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden">,</a> </em>cujo link está no final do artigo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d´Avila*</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10273/IOC_V_II_1390.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank">Pavilhão Brasileiro da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Sala repleta, público de pé, palmas ao final da sessão. Na tela do cinematógrafo, imagens das ações de combate à fe<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank">bre amarela </a>no Rio de Janeiro e do médico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank">Carlos Chagas em Lassance</a>, Minas Gerais, onde pesquisava a doença que levaria seu nome. Era o ano de 1911, e um longínquo país chamado Brasil, como também os achados de seus cientistas, causavam espanto e admiração em mulheres, homens e crianças que visitavam a Exposição Internacional de Higiene de Dresden, Alemanha. Organizado para celebrar o progresso e a modernidade ocidental, o evento temático representava a oportunidade de os participantes exibirem produtos, pesquisas e inovações para um público diverso e ampliado.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10261" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10261/IOC_V_II_1408.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10261" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911 &#8211; Sala dedicada à Doença de Chagas. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Nos salões e espaços de convivência distribuídos pelos 320 mil metros quadrados de área, mais de cinco milhões de visitantes conheceram, ao longo dos seis meses de duração do megaevento, o que de mais avançado havia sobre higiene e cuidados com o corpo, obras sanitárias, ciência e saúde pública. Nos pavilhões eram exibidos, entre inúmeros artefatos, microscópios, modelos em gesso e cera de partes do corpo humano, fotografias e também filmes relacionados às descobertas da medicina e da microbiologia.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Exposi%C3%A7%C3%A3o+Internacional+de+Higiene+e+Demografia+em+Dresden%22" target="_blank">Acessando o link para as imagens relativas à Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Exposi%C3%A7%C3%A3o+Internacional+de+Higiene+e+Demografia+em+Dresden%22" target="_blank"> </a></p>
<p>Em artigo sobre essa exposição, a pesquisadora Alice Ferry de Moraes detalhou a composição dos pavilhões do evento internacional: doenças infecciosas, saúde da mulher, nutrição, cidades e habitações, esportes. No amplo terreno ocupado – onde havia praça e jardim, pavilhão de música e restaurante, pista de dança, cervejaria e casa de chá – circulavam não apenas cientistas, mas um público curioso e atento às descobertas da época. Além da Alemanha, anfitriã, havia pavilhões de mais 12 países: Áustria, China, Espanha, França, Holanda (Amsterdã), Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, Rússia, Suíça e Brasil, única nação das Américas presente à mostra.</p>
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<div style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.meisterdrucke.pt/impressoes-artisticas-sofisticadas/Franz-von-Stuck/196693/Propaganda-da-%22Primeira-Exposi%C3%A7%C3%A3o-Internacional-de-Higiene%22-em-Dresden,-impressa-por-Leutert-und-Schneidewind,-Dresden-1911.html" target="_blank"><img src="https://www.meisterdrucke.pt/kunstwerke/1200w/Franz_von_Stuck_-_Advertisement_for_the_First_International_Hygiene_Exhibition_in_Dresden_printed_-_%28MeisterDrucke-196693%29.jpg" alt="Propaganda da &quot;Primeira Exposição Internacional de Higiene&quot; em Dresden, impressa por Leutert und Schneidewind, Dresden 1911 de Franz von Stuck" width="524" height="782" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.meisterdrucke.pt/impressoes-artisticas-sofisticadas/Franz-von-Stuck/196693/Propaganda-da-%22Primeira-Exposi%C3%A7%C3%A3o-Internacional-de-Higiene%22-em-Dresden,-impressa-por-Leutert-und-Schneidewind,-Dresden-1911.html" target="_blank">Símbolo da Exposição Internacional de Higiene de Dresden , de autoria de Franz von Stuck (1863 &#8211; 1928), da Academia de Belas-Artes de Munique. Ele foi professor de Paul Klee e de Wassily Kandinsky</a></p></div>
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<p>Um dos destaques, o pavilhão do Brasil foi projetado por Luiz Moraes Junior, responsável pela construção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321" target="_blank">castelo de Manguinhos (prédio principal da Fiocruz, em estilo mourisco</a>).</p>
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<div style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5493" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5493/Luis%20Moraes%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="373" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5493" target="_blank">Huberti. Luiz Moraes Jr., engenheiro responsável pelo projeto do Núcleo Arquitetônico de Manguinhos, incluindo o Pavilhão Mourisco, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>“<em>Dentro do pavilhão havia uma casa que representava o sistema de isolamento criado para evitar a contaminação das pessoas saudáveis por pacientes vítimas da febre amarela. Também estavam expostos uniformes dos “mata-mosquitos” e material de desinfecção das ruas e casas. O pavilhão contava ainda com a exibição de soros e vacinas, uma coleção de mosquitos e outros insetos brasileiros</em>”, detalha a pesquisadora.</p>
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<div style="width: 595px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10270" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10270/IOC_V_II_1387.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="585" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10270" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Segundo Ferry, havia imensa expectativa sobre o que o Brasil exibiria em Dresden, pois já se sabia das descobertas de Chagas em Lassance. O sucesso de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank"> Oswaldo Cruz</a> e do Instituto de Manguinhos no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim e na Exposição de Higiene contígua ao evento, realizados em 1907, concorriam para uma nova consagração.</p>
<p>De acordo com o historiador Jaime Benchimol, no evento berlinense o Brasil ocupou três salas: uma exibia a profilaxia da febre amarela no Rio de Janeiro; outra, as estatísticas demográficas da cidade; a terceira, projetos e fotografias dos prédios do Instituto e produtos biológicos fabricados em Manguinhos. A exibição dos materiais das doenças tropicais, segundo ele, causou sensação em Berlim: peças anatomopatológicas das lesões provocadas pela febre amarela e peste bubônica e a coleção de insetos brasileiros. Ao final, o reconhecimento: o país foi laureado com medalha de ouro, entregue a Oswaldo Cruz pela imperatriz da Alemanha. No ano seguinte, 1908, o instituto foi rebatizado como Instituto Oswaldo Cruz (IOC).</p>
<p>Não à toa, o sucesso da campanha em Berlim elevou a expectativa sobre a presença do Brasil em Dresden: de três salas, o país ganhou um pavilhão inteiro para exibir seus avanços científicos e sanitários. Agraciado com o prêmio máximo na capital alemã, o Instituto, principalmente pelas descobertas de Chagas e a campanha de combate à febre amarela no Rio, tornou o país reconhecido por suas pesquisas na medicina tropical e microbiologia.</p>
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<div style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10262" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10262/IOC_V_II_2072.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="587" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10262" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Uniformes dos guardas no combate à febre amarela e estatísticas da doença apresentadas em quadros e por objetos. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10264" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10264/IOC_V_II_2074.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10264" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Casa dentro do pavilhão brasileiro mostrando as formas de isolar os doentes de febre amarela. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Além do IOC, o Instituto Butantã e o Instituto Vacinogênico de São Paulo também se fizeram presentes na Exposição de Dresden: o primeiro, com exibição de ofídios, fotografias e filme sobre a produção da vacina contra mordida de cobra; o segundo, com fotos e filme sobre pesquisas experimentais e fabricação da vacina contra tuberculose bovina. No cinematógrafo brasileiro de Dresden foram exibidos quatro filmes: dois do IOC (Chagas em Lassance e o combate à febre amarela no Rio de Janeiro); um do Instituto Butantã e um do Instituto Vacinogênico de São Paulo.</p>
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<div style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10260" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10260/IOC_V_II_1407.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="588" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10260" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>“O cinematógrafo brasileiro lotava todos os dias, mantendo uma parte do público em pé e terminando suas sessões s<em>ob aplausos”, </em>destaca Ferry no artigo, lembrando que os dois filmes paulistas se perderam. Utilizando a ferramenta<em> zoom</em>, pode-se ver, na fotografia abaixo, a entrada do cinematógrafo e outros detalhes da imagem.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10263" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10263/IOC_V_II_2073.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10263" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Na mesa, uma maquete da região do Instituto Oswaldo Cruz e do Castelo de Manguinhos. A porta no centro da imagem é do cinematógrafo. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Felizmente, os filmes sobre a campanha de febre amarela e Chagas em Lassance foram recuperados e podem ser vistos no documentário <em><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden">Cinematógrafo brasileiro em Dresden</a></em>, roteirizado e dirigido pelos pesquisadores da Fiocruz Eduardo Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido.</p>
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<div id="attachment_26312" style="width: 703px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden" target="_blank"><img class="wp-image-26312 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/capa14valendo.jpg" alt="capa14valendo" width="693" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>*Cristiane d´Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
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<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>O comparecimento do Brasil à nossa Exposição tem uma importância capital. Aqui estão as principais nações do mundo. Grande é a nossa satisfação e o nosso reconhecimento ao governo brasileiro por ter sido o único país das Américas a participar e construir pavilhão especial&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Karl Lingner (1861 &#8211; 1916), presidente da Exposição Internacional de Higiene de Dresden</p>
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<div id="attachment_26316" style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.dnn.de/Thema/Specials/DNN-Aktionen/Die-100-Dresdner-des-20.-Jahrhunderts/Karl-August-Lingner-Hygiene-Genie-mit-Faible-fuer-Kunst-und-Dresden" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26316" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/lingner.jpg" alt="Karl Lingner (18 - 19)" width="507" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.dnn.de/Thema/Specials/DNN-Aktionen/Die-100-Dresdner-des-20.-Jahrhunderts/Karl-August-Lingner-Hygiene-Genie-mit-Faible-fuer-Kunst-und-Dresden" target="_blank">Karl Lingner (1861- 1916)</a></p></div>
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<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALMEIDA, Marta de. <em>Entre balões, carrosséis e ciências: a exposição internacional de higiene na capital federa</em>l. ‘Usos do Passado’ — <em>XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ</em>, 2006.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry (coord.). <em>Manguinhos do sonho à vida</em>: <em>a ciência na Belle Époque</em>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2020.</p>
<p>MONTEIRO, José Carlos. <em>Imagens de paradoxos</em>. <em>RECIIS – R. Eletr. de Com. Inf. Inov. Saúde</em>. Rio de Janeiro, v.6, n.4 – Suplemento, Fev., 2013.</p>
<p>MORAES, Alice Ferry de. <em>O Cinematógrafo e os Filmes Brasileiros na Exposição Internacional de Higiene De Dresden, em 191</em>1. <em>Revista Livre de Cinema</em>, v.2, n. 2, mai/ago, 2015.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em>Exposições internacionais: uma abordagem historiográfica a partir da América Latina</em>. <em>História, Ciências, Saúde-Manguinhos</em>, vol. 24, núm. 3, pp. 785-826, 2017.</p>
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<div style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dresden,_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911;_Kunstkarte_(Zeno_Ansichtskarten).jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/aa/Dresden%2C_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911%3B_Kunstkarte_%28Zeno_Ansichtskarten%29.jpg/800px-Dresden%2C_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911%3B_Kunstkarte_%28Zeno_Ansichtskarten%29.jpg" alt="File:Dresden, Sachsen - Internationale Hygiene-Ausstellung 1911; Kunstkarte (Zeno Ansichtskarten).jpg" width="682" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dresden,_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911;_Kunstkarte_(Zeno_Ansichtskarten).jpg" target="_blank">Cartão postal da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911. hartung &amp; Ruttinger (autores)  / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26322" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_main_entrance.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26322" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãoprincipal.jpg" alt="Reprodução de cartão postal da entrada principal d Exposição de Dresden / Wikipedia" width="692" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_main_entrance.jpg" target="_blank">Reprodução de cartão postal da entrada principal da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26323" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_chinese_pavilion.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãochinês.jpg" alt="Pavilhão chinês na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia" width="692" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_chinese_pavilion.jpg" target="_blank">Pavilhão chinês na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26324" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_russian_pavilion.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãorusso.jpg" alt="Pavilhão russo na Exposição Internacional de Higiene e Demografia de Dresden, em 1911 / Wikipedia" width="692" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_russian_pavilion.jpg" target="_blank">Pavilhão russo na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26325" style="width: 703px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_sports_ground.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãoesportivo.jpg" alt="Campo esportivo com escultura de lançamento de bola de Richard Daniel Fabricius na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911" width="693" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_sports_ground.jpg" target="_blank">Campo esportivo com escultura de lançamento de bola de Richard Daniel Fabricius na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911. Representante dos cartões postais: Hartung &amp; Ruttinger / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26326" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hall_of_sport_and_clothes.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26326" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãodeesporteseroupas.jpg" alt="Salão de Esportes e roupas na Exposição Internacional de Higiene Dresden, em 1911. Representantes dos cartões postais: Hartung &amp; Rüttinger / Wikipedia" width="692" height="439" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hall_of_sport_and_clothes.jpg" target="_blank">Salão de Esportes e roupas na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911. Representantes dos cartões postais: Hartung &amp; Rüttinger / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26327" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hercules_avenue.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãoaleia.jpg" alt="Iluminação da Herkules-Allee no Grande Jardim na Exposição Internacional de Higiene Dresden, em 1911. Representantes do cartão postal: Hartung &amp; Rüttingeer / Wikipedia" width="692" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hercules_avenue.jpg" target="_blank">Iluminação da Herkules-Allee no Grande Jardim na</a><br /><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hercules_avenue.jpg" target="_blank">Exposição Internacional de Higiene Dresden, em 1911. Representantes do cartão postal: Hartung &amp; Rüttingeer / Wikipedia</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XV &#8211; A praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2021 11:25:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Aeroporto Santos Dumont]]></category>
		<category><![CDATA[Affonso Segreto]]></category>
		<category><![CDATA[aterro]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[Belle Époque]]></category>
		<category><![CDATA[bota-abaixo]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Pereira Passos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãos Roberto]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Gutierrez de Padilla]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Roberto]]></category>
		<category><![CDATA[Milton Roberto]]></category>
		<category><![CDATA[Morro do Castelo]]></category>
		<category><![CDATA[Ponta do Calabouço]]></category>
		<category><![CDATA[Praia de Santa Luzia]]></category>
		<category><![CDATA[reforma urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Revert Henrique Klumb]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigues & C°. Editores e Proprietários.]]></category>
		<category><![CDATA[Série "O Rio de Janeiro desaparecido"]]></category>
		<category><![CDATA[urbanização]]></category>

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		<description><![CDATA[No 15º artigo da série "O Rio de Janeiro desaparecido", publicado no primeiro dia do verão de 2021, o tema é a praia de Santa Luzia, que ficava em frente à igreja homônima, no Centro da cidade, e era uma das preferidas dos banhistas cariocas. A mais antiga imagem dessa praia disponível no acervo fotográfico do portal foi produzida, em torno de 1866, pelo fotógrafo e editor suíço Georges Leuzinger. Há ainda registros realizados por Augusto Malta, Juan Gutierrez, Marc Ferrez (1843 - 1923), Revert Henrique Klumb e por Rodrigues &#038; C°. Editores e Proprietários. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 15º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>, publicado no primeiro dia do verão de 2021, o tema é a praia de Santa Luzia, que ficava em frente à igreja homônima, no Centro da cidade e era uma das preferidas dos banhistas cariocas. A mais antiga imagem dessa praia disponível no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica foi produzida em torno de 1866 pelo fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8509" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8509/014GLAS092.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8509" target="_blank">Georges Leuzinger. Igreja de Santa Luzia, c. 1866. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há ainda registros realizados por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por Rodrigues &amp; C°. Editores e Proprietários. A grande maioria das fotografias são da paisagem, mas há uma, de autoria de Gutierrez, de uma trincheira montada durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, entre 1893 e 1894. Uma curiosidade: foi justamente durante uma outra revolta ocorrida no Brasil, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002" target="_blank">Guerra de Canudos</a>, que Gutierrez faleceu. Em 28 de junho, foi mortalmente ferido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=364568_08&amp;PagFis=25342" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 13 de julho de 1897, na terceira coluna sob o título “Expedição de Canudos</a>” e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=18907" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1897, na primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5282" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5282/002055RevdaArmada031.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5282" target="_blank">Juan Gutierrez. Revolta da Armada &#8211; Trincheira da Praia de Santa Luzia, c. 1893. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/287" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Praia de Santa Luzia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6315" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6315/GT19.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6315" target="_blank">Juan Gutierrez. Rua e praia de Santa Luzia, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à praia de Santa Luzia. Em suas margens foi construída a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19794" target="_blank">Santa Casa da Misericórdia</a>, em meados do século XVI.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/607" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/607/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/607" target="_blank">Revert Henrique Klumb; Paulo Robin. La Miséricorde et l&#8217;Ile de Villegaignon, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1898,  um dos pioneiros do cinema no Brasil, o italiano Affonso Segreto (1875 &#8211; 1919), filmou o documentário <em>A Praia de Santa Luzia</em>, um de seus primeiros registros cinematográficos do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25501" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25501" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/segreto.jpg" alt="Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário A Praia de Santa Luzia, em 1898" width="398" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank">Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário <em>A Praia de Santa Luzia</em>, em 1898</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até o início do século XX, a praia de Santa Luzia era uma opção de lazer no Rio de Janeiro, mas sua descaracterização começou, em 1905, quando o então prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a> mandou construir barracões que funcionariam como garagens para os barcos dos clubes de remo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25500" style="width: 614px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/2895" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25500" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/santaluzia.jpg" alt="Revista da Semana, de 1905" width="604" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/2895" target="_blank">Praia e Igreja de Santa Luzia. À esquerda, em segundo plano, o Grande Estabelecimento de Banhos de Mar de Santa Luzia /<em> Revista da Semana</em>, 29 de janeiro de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26568" style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/5637" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/regata.jpg" alt="Revista da Semana, de 1907" width="515" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/5637" target="_blank">Regata na Praia de Santa Luzia / <em>Revista da Semana</em>, 24 de fevereiro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante o seu mandato, entre 1902 e 1906, Pereira Passos realizou uma extensa reforma urbana, tendo ordenado diversas demolições, conhecidas como a política do &#8220;bota-abaixo&#8221;, que contribuíram para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em>Entre as obras dessa época, foi aberta a avenida Beira Mar, que estendeu  a linha litoral do entroncamento da praia de Santa Luzia até o Largo da Glória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9218" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9218/001RO002009.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9218" target="_blank">Rodrigues &amp; C°. Editores e Proprietários. Praia e Igreja de Santa Luzia, c. 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1922, com a derrubada do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a>, foi construída a Esplanada do Castelo, diminuindo muito a faixa de areia da Praia de Santa Luzia. Foi substituída na preferência dos banhistas pela Praia das Virtudes, que ficava na altura da avenida Beira Mar entre a avenida Presidente Antônio Carlos e a rua Marechal Câmara, ao lado da praia de Santa Luzia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/5439" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de janeiro de 1931, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25506" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/luziaoglobo12dejnaeirode-1931.jpg"><img class="size-full wp-image-25506" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/luziaoglobo12dejnaeirode-1931.jpg" alt="O Globo, 12 de janeiro de 1931" width="262" height="160" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Globo</em>, 12 de janeiro de 1931</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi na década de 1930, que o que restava da praia de Santa Luzia e da Ponta do Calabouço desapareceram em consequência da ampliação do aterro, feito com entulho do desmanche do Morro do Castelo, para a construção do Aeroporto Santos Dumont, inaugurado oficialmente em 30 de novembro de 1936 com a presença do presidente da República, Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954). Chamava-se anteriormente Aeroporto do Calabouço e teve seu nome alterado por ordem de Getulio para homenagear o <em>Pai da Aviação</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/27058" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 20 de outubro de 1936, última coluna)</a>. O terminal de passageiros, projeto dos arquitetos Marcelo Roberto (1908-1964) e Milton Roberto (1914-1953), que venceram um concurso realizado pelo Ministério da Aeronáutica, ficou pronto em 1945.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7872" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7872/Album%200035%20046%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7872" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista Aérea da Ponta do Calabouço, 18 de junho de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7514" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7514/Alb%200294%20160ct.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7514" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista Aérea Aeroporto Santos Dumont, 22 de novembro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDREATTA, Verena; CHIAVARI, Maria Pace; e REGO, Helena. <em><a class="external text" href="http://portalgeo.rio.rj.gov.br/estudoscariocas/download/2418_O%20Rio%20de%20Janeiro%20e%20sua%20orla.pdf" rel="nofollow">O Rio de Janeiro e a sua orla: história, projetos e identidade carioca</a></em>. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, dezembro de 2009.</p>
<p><a href="https://diariodorio.com/conheca-praias-cariocas-que-foram-extintas/" target="_blank">Diário do Rio de Janeiro</a></p>
<p>MELO, Victor Andrade. <em><a href="https://www.passeidireto.com/arquivo/55862736/remo-modernidade-e-pereira-passos" target="_blank">Remo, modernidade e Pereira Passos: primórdios das políticas públicas de esporte no Brasil. </a>Revista do Núcleo de Estudos e Pequisas sobre Esporte e Sociedade &#8211; </em>Universidade Federal Fluminense, julho/outubro de 2006</p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/praia-de-santa-luzia/" target="_blank">Rio Memórias</a></p>
<p><a href="https://www4.infraero.gov.br/aeroportos/aeroporto-do-rio-de-janeiro-santos-dumont/sobre-o-aeroporto/historico/" target="_blank">Site Infraero</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; IV &#8211; Cinema no Brasil &#8211; a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeon</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 14:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Ernesto Nazareth]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãos Lumière]]></category>
		<category><![CDATA[preservação digital]]></category>
		<category><![CDATA[primeira sessão de cinema no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[primeira sessão de cinema no mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[Um "aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias". Assim o Jornal do Commercio descreveu o omniógrafo, após a primeira sessão pública de cinema no Brasil, que aconteceu às 14h, do dia 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do omniógrafo, na rua do Ouvidor. Nesse artigo, a Brasiliana Fotográfica homenageia a sétima arte e destaca a imagem produzida pelo fotógrafo alagoano Augusto Malta (1864 - 1957) do Cinema Odeon, um dos primeiros do Rio de Janeiro. Malta foi de 1903 a 1936 o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um &#8220;<em>aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias</em>&#8220;. Assim o <em>Jornal do Commercio</em> descreveu o omniógrafo, após a primeira sessão pública de cinema no Brasil, que aconteceu às 14h, do dia 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do aparelho, na rua do Ouvidor <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank">(<em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896, quarta coluna</a>). A exibição ocorreu poucos meses após a projeção inaugural dos filmes dos irmãos Auguste (1862 &#8211; 1954) e Louis-Jean Lumière (1864 &#8211; 1948), em Paris, no dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café do Boulevard des Capucines.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23972" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23972" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema.jpg" alt="Jornal do Commercio, 9 de julho de 1896" width="345" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/21752" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diversos fotógrafos não ficaram indiferentes à nova invenção. Alguns exemplos já abordados pela Brasiliana Fotográfica são <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527" target="_blank">Benjamin Abrahão Calil Botto (1901 – 1938)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 – 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank">João Stamato (1886 &#8211; 1951)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e seus filhos</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank">Walter Garbe (18? – 19?)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/79">Acessando o link para as fotografias dos cinemas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse artigo, a Brasiliana Fotográfica homenageia a sétima arte e destaca a imagem do Cinema Odeon produzida pelo fotógrafo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi, de 1903 a 1936, o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro. Acessando a fotografia no acervo do portal, o leitor poderá magnificá-la, verificar todos os dados referentes a ela e explorar todos os seus detalhes, como, por exemplo, os pedestres, os carros, a iluminação pública, a presença de uma agência da Sul-América Seguros no prédio, a arquitetura da fachada e ônibus que aparecem no registro. Basta clicar <span style="color: #993300;"><strong><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">aqui</a></strong></span> ou na própria imagem. A preservaçao digital de imagens possibilita, a partir de recursos tecnológicos como o <em>zoom</em>, que as fotografias tenham outra visibilidade e possam ser acessadas em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8162/014AM012072.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="599" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">Augusto Malta. Cine Odeon, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A sala de cinema Odeon já existia na década de 10, na então <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central, atual Rio Branco</a>, nº 137, esquina com a rua Sete de Setembro, quando, entre 1909 e 1913, o pianista Ernesto Nazareth (1863 &#8211; 1934) tocava na sala de espera, tendo merecido um elogio do também pianista e compositor Henrique Oswald (1852 &#8211; 1931) que o ouviu no Cinema Odeon: <em>“É admirável esse moço. Que música ele faz! Eu mesmo seria incapaz de interpretá-la com aquela mestria, aquele prodígio de ritmo. E aqui, perdido nesta indiferença&#8230;”. </em>Nazareth havia dedicado o tango <em>Batuque</em> (1901) a Oswald.</p>
<p>Nazareth retornou ao cinema, entre 1913 e 1918, como pianista da orquestra de Eduardo Andreozzi  (1892-1979). Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959) era, na ocasião, o violoncelista. Darius Milhaud (1892 &#8211; 1974), que passou uma temporada no Brasil, tambem o ouviu tocar no Odeon e, posteriormente, escreveu sobre ele em sua autobiografia <em>Notes san musique</em>. Foi também no Odeon que o pianista polonês Arthur Rubinstein (1887-1982) o ouviu tocar, tendo ficado impressionado com sua performance. Sua composição, o tango <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank"><em>Odeon</em></a>, publicado em 1909 pela Casa Mozart (E. Bevilacqua &amp; Cia.) foi dedicado &#8220;à distinta empresa Zambelli &amp; Cia.&#8221;, proprietária do Cinema Odeon. A primeira gravação foi realizada por ele com Pedro Alcântara (1866 &#8211; 1929) ao flautim, em 1912. Não foi, na época, uma peça de especial destaque, mas tornou-se um de seus maiores sucessos na segunda metade do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/23773" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/nazareth.jpg" alt="Ernesto Nazareth / Revista da Semana, 12 de agosto de 1939" width="250" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/23773" target="_blank">O maestro Ernesto Nazareth, que tocava na sala de esperava do Cine Odeon / Revista da Semana, 12 de agosto de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Cinema Odeon, o atual prédio, fotografado por Malta, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro &#8211; Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos. O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23986" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23986" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/odeon.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926" width="419" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>&#8221; O ODEON é parte da memória cultural do Rio de Janeiro e representa uma época em que o cinema e o Centro da cidade se confundiam e se completavam. Sua história acompanha as mudanças da cidade ao seu redor ao longo dos seus 90 anos e continua a encantar o público, combinando com maestria a tradição e a renovação, o clássico e o contemporâneo, sem nunca perder a força da sua identidade</em></span></a><span style="color: #800000;"><em>&#8220;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23979" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_e_Louis_Lumi%C3%A8re#/media/Ficheiro:Fratelli_Lumiere.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/lumiere.jpg" alt="Auguste e Louis Lumière / Instituto Lumière" width="390" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_e_Louis_Lumi%C3%A8re#/media/Ficheiro:Fratelli_Lumiere.jpg" target="_blank">Auguste e Louis Lumière, os inventores do cinematógrafo, <em>os pais do cinema</em> / Instituto Lumière</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Link para o site Ernesto Nazareth 150 anos, do Instituto Moreira Salles.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank">Site Cine Odeon</a></p>
<p><a href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Site Ernesto Nazareth 150 Anos &#8211; Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/ernesto-nazareth" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank">Youtube</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Série<em> “O Rio de Janeiro desaparecido” </em>XII<em> – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</em>, publicado em 16 de setembro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank"><em>O Theatro de Santa Isabel</em>, publicado em 28 de outubro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 5 de setembro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></span></p>
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