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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Cássio Loredano</title>
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		<title>Série “Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica” VIII – O Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, fotografado por Angelo Regato e por fotógrafos ainda não identificados</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Angelo Regato]]></category>
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		<description><![CDATA[Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série "Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica", celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, construída para receber a Copa do Mundo de 1950. Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato, que ficou conhecido como um dos primeiros fotógrafos a usar uma teleobjetiva no Brasil. Selecionamos também imagens aéreas do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Mostram o estádio ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Publicamos um breve perfil e uma cronologia de Angelo Regato, a 73ª da sessão Cronologia de Fotógrafos do portal. Vida longa ao "Maraca"!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série <em>Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica</em>, celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, um templo do futebol mundial, símbolo de uma das grandes paixões nacionais, patrimônio cultural brasileiro e orgulho dos cariocas. Foi construída para a Copa de 1950.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14405/036AESTA0059F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank">Angelo Regato. Estádio de Maracanã, 1948 &#8211; 1950. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato (1912 &#8211; 1993), que ficou conhecido como um dos primeiros fotojornalistas a usar uma teleobjetiva no Brasil, provavelmente o primeiro. Chefiou o Departamento de Fotografia dos Diários Associados de 1952 até 1975, quando se aposentou, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio.</em> Sobre ele, publicamos um breve perfil e uma cronologia, a 72ª da seção <em>Cronologia de Fotógrafos</em>, da Brasiliana Fotográfica. Selecionamos também imagens aéreas do Maracanã do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras do portal. Mostram o estádio, carinhosamente apelidado de <em>Maraca</em>, ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Vida longa ao <em>Maraca</em>!</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11566/Alb%200290%20025%20CT.jpg.jpg?sequence=6&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank">Escola da Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 5 de janeiro de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/438" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Estádio do Maracanã pertencente ao acervo da Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<div id="attachment_45274" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg"><img class="size-full wp-image-45274" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg" alt="Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi marcou o primeiro gol do Maracanã e Pelé marcou seu milésimo gol no estádio" width="461" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi foi o autor do primeiro gol marcado no Maracanã e Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira e também seu milésimo gol no estádio / <em>Pasmado,</em> 3 de junho de 2026</p></div>
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<p>A partir de algumas fotografias exibidas neste artigo, mais uma vez pode-se constatar que as hemerotecas digitais, no caso a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, são ferramentas de pesquisa poderosas e indispensáveis, principalmente na busca de registros históricos nos periódicos. Porém, devido a velhos sistemas de impressão, as imagens ficam prejudicadas. Daí a importância da conservação dos acervos fotográficos originais, que nenhuma hemeroteca conserva com a mesma nitidez.<em><strong> </strong></em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14401/036AESTA0058F012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank">Angelo Regato. Serviço de auto-falante do Estádio do Maracanã, publicado em 3 de junho de 1950, no O Jornal. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_44215" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44215" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato15.jpg" alt="O Jornal, 3 de junho de 1950" width="537" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 3 de junho de 1950</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 1946, o Brasil foi escolhido pela FIFA como sede da Copa do Mundo de 1950 e precisava de um grande estádio para receber os jogos. A construção do Maracanã foi muito criticada pelo então vibrante e emergente orador e vereador pela União Democrática Nacional (UDN), Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), devido aos gastos e à localização escolhida para o estádio, defendendo que fosse edificado em Jacarepaguá. O compositor Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), já consagrado internacionalmente, então vereador no Rio de Janeiro, também pela UDN, e defensor da construção do estádio no terreno do antigo Derby Club, na Tijuca, encomendou ao Ibope uma pesquisa de opinião para que a população escolhesse entre os dois locais. O instituto fez a pesquisa durante jogos dos principais clubes de futebol cariocas. Resultado: 56,8% dos entrevistados escolheram o Derby Club e 9,7%, Jacarepaguá; 6,9% sugeriram outras regiões como Centro, Gávea, Quinta da Boavista e Cascadura. Além disso, 79,2% achavam necessária a construção de um estádio para a cidade e 53,6% se dispunham a arcar com algum ônus tributário para que a prefeitura financiasse a obra. O poeta venceu o tribuno!</p>
<p style="text-align: left;">A pedra fundamental do Estádio do Maracanã foi lançada em 20 de janeiro de 1948. O coronel Herculano Gomes (1899 &#8211; 1963) presidia a Comissão de Construção do Estádio Municipal. Seus arquitetos eram Antonio Dias Carneiro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Rafael Galvão.  E seus engenheiros estruturais, Alberto Rodrigues da Costa, Antonio Alves Noronha, Paulo Fragoso e Sergio Matos de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de janeiro de 1948</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14403/036AESTA0058F016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank">Angelo Regato. Lançamento da pedra fundamental do Estádio do Maracanã, 20 de janeiro de 1948. Na foto de cima, à esquerda, o prefeito do Rio de Janeiro, Mendes de Moraes, discursando e sendo observado pelo cardeal do Rio de Janeiro, dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Na foto de cima, à direita, Mendes de Moraes. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo do IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_44118" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><img class=" wp-image-44118" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã7.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="701" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44121" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44121" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã8.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="363" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
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<p>Em junho de 1948, Angelo Regato registrou o local onde seria erguido o Maracanã e as obras ainda não haviam sido iniciadas.</p>
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<div style="width: 813px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14407/036AESTA0059F017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="803" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank">Angelo Regato. Estádio do Maracanã, 22 de junho de 1948. Rio de Janeiro, RJ. Local onde seria construído do Maracanã / Diários Associados (RJ) / Acervo IMS </a></p></div>
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<div id="attachment_44267" style="width: 819px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><img class=" wp-image-44267" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã10.jpg" alt="Local onde seria construído o Estádio do Maracanã / Diário da Noite, 22 de junho de 1948" width="809" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><em>Há 5 meses e dois dias foi lançada aqui a pedra fundamental do Estádio Municipal&#8230;mas a terra é seca, até hoje não brotou&#8230;</em> Angelo Regato, autor da foto, não foi creditado/<em> Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O maior estádio do mundo* começou a ser erguido em 17 de agosto de 1948, cerca de sete meses após o lançamento de sua pedra fundamental (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45971" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 17 de agosto de 1948, terceira coluna</a>). No inicio das obras, havia 1.500 homens trabalhando. Nos últimos meses eram 3.000 operários. <em>&#8220;A arquitetura de formato oval mede 317 metros no eixo maior e 279 metros no menor. A altura do estádio corresponde a um prédio de seis andares. Os ferros utilizados dariam volta e meia no planeta; foram 500 mil sacos de cimento, 60.000 m2 de pedras e 45.000 m2 de areia&#8221; </em>(<em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank">Jornal da Unicamp,</a></em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"> 22 de abril e 4 de maio de 2003</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44248" style="width: 769px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><img class=" wp-image-44248" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã9.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de agosto de 1948" width="759" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><em>Pela primeira vez um flagrante real e honesto das atividades de construção do Estádio Municipal só agora efetivamente iniciadas. </em>Foto de Parreira<em> / Diário da Noite,</em> 19 de agosto de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Maracanã foi inaugurado com a presença do então presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), de todos os seus ministros, do prefeito do Rio de Janeiro, o general Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990), e de várias outras autoridades. Foi abençoado pelo cardeal dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Tornou-se o maior estádio de futebol do mundo, com capacidade técnica para cerca de 155.000 a 200.000 pessoas, superando o <span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="" data-processed="true">Hampden Park, na Escócia</span>. Atualmente, o Maracanã é o 25º &#8211; hoje só pode abrigar oficialmente 94 751 pessoas. O maior do mundo é o Estádio Rungrado Primeiro de Maio (114.000 lugares), na Coreia do Norte, inaugurado em 1º de maio de 1989 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3664" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 16 de junho de 1950</a>; <a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 853px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14402/036AESTA0058F015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="843" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank">Estádio do Maracanã. O presidente Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), no centro da foto, estava presente na inauguração do estádio, 16 de junho de 1950. Do seu lado direito, o prefeito do Rio de Janeiro, Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990). Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44117" style="width: 863px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44117" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã6.jpg" alt="O Jornal, 17 de junho de 1950" width="853" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a grandiosidade da <em>obra titânica</em>, a maior construção em concreto armado até então realizada, com capacidade para mais de 150 mil pessoas, José Lins do Rego (1901 &#8211; 1957) escreveu:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42713" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42713" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã2.jpg" alt="José Lins do REgo sobre o Estádio do Maracanã / O Jornal, 17 de junho de 1950" width="508" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank">José Lins do Rego sobre o Estádio do Maracanã / <em>O Jornal</em>, 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia seguinte à inauguração, foi realizado um jogo entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os paulistas venceram por 3 a 1, mas foi o carioca Didi (1928 &#8211; 2001), do Fluminense, que marcou o primeiro gol no estádio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42714" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228"><img class=" wp-image-42714" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã3.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1950" width="699" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 18 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poucos dias depois, foi o palco da abertura da Copa do Mundo de 1950, em 24 de junho, quando a seleção brasileira goleou a mexicana por 4 a 0 (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3823" target="_blank"> 24 de junho de 1950</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3877" target="_blank">26 de junho de 1950</a>). E também foi o cenário da final docampeonato, em 16 de julho, que ficou conhecida como <em>Maracanaço</em><b>, </b>quando o Brasil foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1. Foi, como escreveu Nelson Rodrigues (1912 &#8211; 1980), a nossa Hiroshima: <em>“Uma humilhação jamais cicatrizada, que ainda pinga sangue</em>”. O Maracanã, com quase 200 mil pessoas, oficialmente 199.584, até hoje recorde de espectadores em um jogo de futebol, ficou em silêncio. Foi uma verdadeira tragédia esportiva nacional. Antonio Olinto (1919 &#8211; 2009), José Lins do Rego e Vargas Neto (1903 &#8211; 1977) publicaram crônicas sobre a derrota no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/36751" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, de 18 de julho de 1950</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Derrota</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">José Lins do Rego</p>
<p><em>&#8220;Vi um povo de cabeça baixa, de lágrimas nos olhos, sem fala, abandonar o Estádio Municipal, como se voltasse de enterro de um pai muito amado. Vi um povo derrotado, e mais que derrotado, sem esperança. Aquilo me doeu o coração. Toda a vibração dos minutos iniciais da partida reduzida a uma pobre cinza de fogo apagada. E, de repente, chegou-me a decepção maior, a ideia fixa de que éramos mesmo um povo sem sorte, um povo sem as grandes alegrias das vitórias, sempre perseguido pelo azar, pela mesquinharia do destino. A vil tristeza de Camões, a vil tristeza dos que nada tem a esperar, seria assim o alimento podre dos nossos corações. Não dormi, senti-me alta noite, como que mergulhado num pesadelo. E não era pesadelo, era a terrível realidade da derrota&#8221;.</em></p>
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<p>Sobre o assunto, o jornalista e caricaturista Cássio Loredano escreveu o artigo <a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervo/tempo-e-placar-do-maracanaco/" target="_blank"><em>Tempo e placar do Maracanaço</em></a>, na seção &#8220;Por dentro dos acervos&#8221;, do Instituto Moreira Salles, de 13 de julho de 2020. Nele publicou &#8220;<em>três instantâneos metidos numa das dezenas de pastas do assunto &#8216;futebol&#8217; no arquivo fotográfico dos Diários Associados no Rio, atualmente incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles. E aqui se publicam pela primeira vez&#8221;. </em>Eram os placares da terrível derrota.</p>
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<p style="text-align: center;"><em>&#8220;E aí está. Às 4:15 está Brasil 1 a 0, Friaça marcara a 1 minuto e meio do segundo tempo. </em></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14396/036AESTA0058F001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil vencendo por 1 a 0. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em>Aos 20, Schiaffino empatou, placar às 4:29.</em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14397/036AESTA0058F002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil e Uruguai empatados: 1 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em>E três minutos depois Ghiggia tinha posto o 2 lá em cima. Fazendo o que se orgulhava de só ele, Frank Sinatra e João Paulo II terem conseguido: calar o estádio que vaiava até minuto de silêncio&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;">Cássio Loredano</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14400/036AESTA0058F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Vitória do Uruguai por 2 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Cerca de oito anos depois, às vésperas do Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Nélson Rodrigues, em uma crônica publicada na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116335/5129" target="_blank"><em>Manchete Esportiva</em> de 31 de maio de 1958</a>, referiu-se à derrota de 1950 e declarou: &#8230;<em>desde 50, nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo.</em> Foi também nesta crônica que criou a expressão <em>complexo de vira-latas</em>.</p>
<p style="text-align: left;">As seleções brasileira e uruguaia voltaram a se enfrentar numa Copa do Mundo, desta vez no México, em 17 de junho de 1970, no Estádio Jalisco, em Guadalajara, em um dos jogos da semifinal do campeonato. O Brasil venceu de 3 a 1  e os gols foram marcados por Clodoaldo (1949-), Jairzinho (1944-) e Rivelino (1946-). Pelo Uruguai, Luis Cubilla (1940 &#8211; 2013).  O Brasil eliminou o Uruguai  e superou <em>o fantasma de 1950</em>.</p>
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<div id="attachment_45382" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45382" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/regato17.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1970" width="332" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1970</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Continuando a história do Maracanã&#8230;</p>
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<p>Em 1966, o nome oficial do Maracanã passou a ser Estádio Jornalista Mário Filho, a partir de um projeto apresentado pelo deputado Jamil Haddad (1926-2009) e subscrito pelo deputado Raul Brunini (1919 &#8211; 2009); aprovado em 27 de setembro de 1966, poucos dias após o falecimento de Mário Filho (1908 &#8211; 1966), em 16 de setembro. Mário Filho foi um dos maiores apoiadores da construção do Maracanã e a ideia do novo nome para o estádio foi de Waldir Amaral (1926–1997), um dos maiores locutores esportivos do rádio brasileiro (<em>Jornal dos Sports</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29598" target="_blank">20 de setembro de 1966</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29704" target="_blank">28 de setembro de 1966</a>). Em 8 de abril de 2021, o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (1979 -), tornou público o veto à lei que mudava o nome do Estádio do Maracanã. Com isso, o projeto que pretendia alterar o nome oficial de Estádio Jornalista<strong> </strong>Mário Filho para Rei Pelé foi arquivado.  A decisão de mudança havia sido tomada em março deste ano pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e o pedido de desistência foi feito pelo então presidente da Casa, André Ceciliano (1968-), um dos idealizadores do projeto que tinha como intuito, segundo ele, homenagear Pelé (1940 -2022) em vida (<a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><em>Portal dos Jornalistas</em>, 9 de abril de 2021</a>).</p>
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<div id="attachment_44226" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><img class="wp-image-44226" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/mariofilho.jpg" alt="Mario Filho (1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas" width="699" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank">Mário Filho (1908 &#8211; 1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas</a></p></div>
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<p>O <em>Maraca</em> também foi a sede da final da Copa do Mundo de 2014, das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, quando em seus gramado a seleção brasileira de futebol conquistou o ouro olímpico derrotando a Alemanha nos pênaltis. Sediou campeonatos estaduais, a Copa Rio, Mundiais de Clubes. Foi no Maracanã que Mané Garrincha (1933 &#8211; 1983) consagrou-se com a camisa do Botafogo e da seleção brasileira, tendo feito lá seu jogo de despedida em 19 de dezembro 1973. Foi no seu gramado que Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira em 7 de julho de 1957, na derrota por 2 a 1 para a Argentina, pela Copa Roca; e também seu milésimo gol, em <span data-subtree="aimfl,mfl"> 19 de novembro de 1969, durante a vitória do Santos por 2 a 1 contra o Vasco, pela Taça de Prata</span>.</p>
<p>Foi também palco de grandes shows como o dos cantores Frank Sinatra (1915 &#8211; 1998), em janeiro de 1980; e Paul McCartney (1942-), em abril de 1990 e em dezembro de 2023; e das cantoras Tina Turner (1939 &#8211; 2023), em janeiro de 1998; Madonna (1958 -), em novembro de 1993 e em dezembro de 2008; e Ivete Sangalo (1972 -), em dezembro de 2006. Além disso, o papa João Paulo II rezou missas no estádio em julho de 1980 e em outubro de 1987; e o estádio sediou o festival de música <em>Rock in Rio</em> II, em janeiro de 1991.</p>
<p>Alguns importantes eventos esportivos não futebolísticos aconteceram lá. Um deles, em 23 de outubro de 1951, com a presença do vice-presidente Café Filho (1899 &#8211; 1970), quando foi realizado um duelo de artes marciais entre o brasileiro Hélio Gracie (1913 &#8211; 2009), lutador de jiu-jitsu; e o judoca japonês Masahiko Kimura (1917 &#8211; 1993), vencedor do combate (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/12794" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1951</a>).</p>
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<p><a href="https://bjjfanatics.com.br/blogs/news/masahiko-kimura" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://cdn.shopify.com/s/files/1/2776/7470/files/h4_large.jpg?v=1535801881" alt="" /></a></p>
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<p>Em 2000, nas comemorações de seus 50 anos, o Maracanã ganhou uma Calçada da Fama com as marcas dos pés de vários jogadores como Romário (1966 -), Ronaldo Fenômeno (1976 -) e Zico (1953 -).</p>
<p>O estádio deixou de ser o maior do mundo com as obras para os Jogos Pan-americanos de 2007, quando o campo foi rebaixado e o setor conhecido como Geral foi eliminado &#8211; era o espaço mais democrático e popular do futebol. A maior reforma realizada no Maracanã ocorreu entre 2010 e 2013 para adequar o estádio para a Copa de 2014 dentro do padrão Fifa. Tornou-se mais confortável, mas para muitos perdeu sua identidade histórica, que fazia dele uma arena única e especial. Para os Jogos Olímpicos de 2016, foram realizadas novas intervenções para adequar o estádios às cerimônias de abertura e encerramento do evento (<a href="https://www.aecweb.com.br/revista/noticias/novo-maracana-avanca-apesar-das-polemicas/6097" target="_blank"><em>Valor Econômico</em>, 8 de outubro de 2012</a>; <a href="https://onefootball.com/pt-br/noticias/maracana-perdeu-charme-e-capacidade-ao-longo-de-tres-reformas-30173985" target="_blank">Site OneFootball</a>).</p>
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<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11751/Alb%200290%20053%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank">Escola de Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 23 de junho de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil do fotojornalista Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_44190" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44190 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato8.jpg" alt="regato8" width="292" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank">Angelo Regato (1912 &#8211; 1993) / <em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
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<div data-sfc-cb="" data-processed="true">
<p>Mineiro de Estrela Dalva, Angelo Regato nasceu em 27 de outubro de 1912 e, ainda na juventude, veio para o Rio de Janeiro. Começou a se aproximar do jornalismo, em 1929, quando foi empregado na empresa de teatro e cinema de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980). Ele levava os anúncios dos filmes e das peças para os jornais. No ano seguinte, começou a trabalhar como fotógrafo no jornal <em>A Pátria,</em> onde permaneceu até 1940<em>. </em>Sua máquina fotográfica era a alemã Contessa Nettel. Desta época até meados da década de 1930, trabalhava à noite como porteiro de cinema ou montador de cartaz.</p>
<p>Em entrevista, Regato comentou as condições de trabalho dos fotógrafos da época (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p><em>&#8220;Ao mesmo tempo que era fascinante, o emprego era muito puxado. Naquele tempo, o fotógrafo fornecia desde o filme até o ampliador. O jornal só fornecia um quartinho para que pudéssemos revelar as chapas&#8221;.</em></p>
<p>Foi Regato que deu o tiro do magnésio para que fosse feita a foto, de autoria de Arnaldo Vieira (1904 &#8211; 1974), da prisão do presidente deposto pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank">Revolução de 1930</a>, Washington Luís (1869 – 1957), saindo do Palácio Guanabara, residência oficial do chefe de governo, rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. Era o fim de seu mandato presidencial, iniciado em 15 de novembro de 1926, o último da chamada República Velha. O primogênito de Irineu Marinho, Roberto Marinho (1904 – 2003), que assumiria a direção do jornal, em 1931, atuava na ocasião como repórter de O GLOBO e teve uma participação decisiva neste furo de reportagem. Ele estava no palácio e viu o momento em que Washington Luís entrou no carro, um luxuoso Lincoln. Para tornar a fotografia possível, colocou arbustos no caminho, fazendo com que o carro tivesse que parar por alguns segundos, e assim o fotógrafo que o acompanhava conseguiu fazer o registro. O registro fotográfico, um importante furo jornalístico, foi publicado na capa da terceira edição de <em>O GLOBO</em> de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é <em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis </em>e <em>É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar.</em></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="409" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Em 1935, Regato passou a trabalhar também no jornal <em>A Nota</em>. Em 1938, foi trabalhar para <em>A Notícia</em> e para veículos dos Diários Associados e foi, como já mencionado, chefe do Departamento de Fotografia do referido conglomerado de mídia<em>, </em>de 1952 até 1975.</p>
<p><em>&#8220;Comandava uma equipe de 35 profissionais, que trabalhavam 24 horas por dia. Atendíamos aos jornais da rede e ao departamento de publicidade. Os fotógrafos vibravam quando iam aos concursos de miss&#8221;.</em></p>
<p>Participou de diversas coberturas de eventos importantes da história do Brasil como a já mencionada Revolução de 1930, a chegada ao Brasil dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira com o fim da Segunda Guerra Mundial e a realização da Assembleia Nacional Constituinte de 1946. Registrou a remoção da Igreja São Pedro dos Clérigos sobre gigantescos rolimãs para a abertura da Avenida Presidente Vargas, em 1944; e, de 1936 a 1939, acompanhou o presidente Getúlio Vargas em uma peregrinação pelo país. Acompanhou também Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), fundador e dono dos Diários Associados, em diversas viagens pelo Brasil.</p>
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<div id="attachment_44123" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44123" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato1.jpg" alt="O Jornal, 23 de agosto de 1945" width="262" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 23 de agosto de 1945</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://testemunhaocular.ims.com.br/wp-content/uploads/2023/05/FHIS_Pracinhas_07.jpg" alt="" width="701" height="460" /><p class="wp-caption-text">Foto de Angelo Regato de um Pracinha comemorando com a família após a chegada da Itália com o fim da Segunda Guerra Mundial, 22 de agosto de 1945. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</p></div>
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<p>Na enquete <em>Em quem você votaria?</em>, realizada pelo jornal <em>O GLOBO</em>, disse que ainda não havia se definido: &#8220;<em>Sou do contra — declarou — Quero novidades. Quero gente nova. É preciso que se dêem oportunidades a outros brasileiros de valor até então desconhecidos por força do regime em que vivíamos. Sou ainda favorável à anistia e pela pacificação da família brasileira</em>&#8221; (<em>O GLOBO</em>, 6 de abril de 1945).</p>
<p>Fazendo a cobertura do Circuito da Gávea de automobilismo, foi um dos fotógrafos agredidos pela polícia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_44136" style="width: 887px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><img class=" wp-image-44136" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato3.jpg" alt="O Jornal, 22 de abril de 1947" width="877" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947</a></p></div>
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<p>Pela primeira vez, fotos de sua autoria foram publicadas na revista <em>O Cruzeiro</em>, também dos Diários Associados. Foi na reportagem <em>Energia para o Nordeste</em>, de Theophilo de Andrade (1903 &#8211; 1994) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/54672" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 12 de julho de 1947)</a>.</p>
<p>O <em>Diário da Noite</em> foi um inovador na fotografia, publicando, inicialmente clichês de 6 a 8 colunas, e, posteriormente, alcançando sucesso com as fotos colhidas pela teleobjetiva de Angelo Regato, que a usou pela, primeira vez, no dia 4 de Julho de 1948, no Torneio Início do Campeonato Carioca de Futebol (<em>Diário da Noite</em>, 5 de julho de 1948, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45143" target="_blank">página 11</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45160" target="_blank">página 28</a>).</p>
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<div id="attachment_44221" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank"><img class=" wp-image-44221" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato16.jpg" alt="Foto realizada por REgato com uma teleobjetiva / Diário da Noite, 4 de julho de 1948" width="701" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank">Foto realizada por Regato com uma teleobjetiva / <em>Diário da Noite,</em> 5 de julho de 1948</a></p></div>
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<p>Antes, os fotógrafos de futebol ficavam alojados atrás do gol, sujeitos a pedradas dos torcedores e impossibilitados de variar a produção de imagens. Regato havia participado da cobertura jornalística de um eclipse solar, em Bocaiuva, no interior de Minas Gerais, em maio de 1947 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38608" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de maio de 1947</a>). Ele usava sua Contessa Nettel e observou um colega norte-americano trabalhando com uma teleobjetiva Garflex. Foi quando decidiu adquirir a sua, que comprou, à prestação, na Mesbla (<em>O GLOBO</em>, 1º de março de 1962; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"><em>Boletim da ABI,</em> de 1975</a>).</p>
<p>Passou a morar no Méier em 1949. Nesta época, o futuro e importante colunista social, Ibrahin Sued (1924 &#8211; 1995), era seu ajudante.</p>
<p>Em 6 de abril de 1950, fez, de um teco-teco, fotos do descarrilamento do <em>Noturno Campista</em> sobre a ponte do Rio Tanguá. Os registros foram publicados no <em>Diário da Noite</em>. Considerava essa uma de suas melhores coberturas jornalísticas.</p>
<p>É de sua autoria a primeira foto do Maracanã lotado, durante um treino da seleção brasileira para a Copa de 1950. Jogou contra o quadro de aspirantes do Vasco da Gama reforçado por profissionais do time (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44139" style="width: 917px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato4.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de junho de 1950" width="907" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da cobertura da Copa do Mundo de 1954 na Suíça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_04/41153" target="_blank"><em>Jornal do Sports</em>, 10 de março de 1977, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em 1956, foi um dos fundadores da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro, cuja iniciativa foi apoiada por Herbert Moses (1884 &#8211; 1972), presidente a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde, até ter sede própria, a associação de fotógrafos funcionou.</p>
<p>Foi ele que levou Evandro Teixeira (1935 &#8211; 2024), recém chegado da Bahia ao Rio de Janeiro, em 1957, até a redação do <em>Diário da Noite</em>. Os dois jornais eram sediados no mesmo edifício da rua Sacadura Cabral, nº 103, na Praça Mauá. Não havia vaga disponível naquele momento, mas, no ano seguinte, Evandro começou a fotografar para o <em>Diário da Noite</em> e a produzir registros para <em>O Jornal.</em> Seus dois primeiros trabalhos no <em>Diário da Noite</em> não deram certo: fotografou, com uma Rolleiflex fornecida pelo jornal, o casamento de uma alemã com um negro, apesar da orientação racista do jornal. Foi demitido pelo diretor do jornal, o mineiro Paulo Vial Correa (1919 – 1975). Angelo Regato deu uma segunda chance a ele: fotografar o desfile de fantasias do Baile do Teatro Municipal, mas Evandro chegou atrasado e Regato teve que providenciar as fotos da revista <em>O Cruzeiro</em> sem o carimbo. Veio então a sua terceira, que seria sua última chance: fazer a cobertura do desfile das escolas de samba na Avenida Rio Branco. Foi um sucesso e Evandro finalmente iniciou sua carreira profissional no Rio de Janeiro, tornando-se um dos maiores fotojornalistas brasileiros de todos os tempos.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>O Angelo Regato realmente foi uma pessoa maravilhosa, devo muito a ele que logo me apresentou ao diretor de redação&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: right;">Evandro Teixeira em <a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/">Arfoc</a></p>
<p style="text-align: left;">Participou da cobertura do Campeonato Sul-Americano de Futebol, realizado em Buenos Aires entre 7 de março de 4 de abril de 1959.<b id="mwCQ"> </b>Participaram da disputa sete seleções: Argentina, campeã do torneio; Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. O jornalista Armando Nogueira (1927 &#8211; 2010), pelo <em>Jornal do Brasil</em>; e o fotógrafo Ângelo Gomes (19? -?), pelo <em>Jornal dos Sports</em>, também participaram da cobertura do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/148015" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de julho de 1994, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1968, era um dos dirigentes da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro. Pelo menos até 1979 integrava a entidade, pela qual foi condecorado com o título de comendador (<em>O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/62340" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1979, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44125" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg"><img class="wp-image-44125 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg" alt="regato2" width="267" height="439" /></a><p class="wp-caption-text">Na foto, Regato é o primeiro à direita /<em> O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que um retrato de Regato seria inaugurado na sede da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, cujo presidente era Walter Quirino (19? -?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de janeiro de 1970, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageado, no Palácio do Comércio, em Niterói, recebendo das mãos de Moacyr Moreira Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, um diploma da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, fundada no ano anterior. Regato era um dos fundadores da associação congênere do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg"><img class=" size-full wp-image-44167 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg" alt="regato11" width="454" height="398" /></a></p>
<div id="attachment_44168" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><img class="wp-image-44168 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato12.jpg" alt="regato12" width="472" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 13 de maio de 1970, foi um dos profissionais condecorados com as insígnias do Mérito Jornalístico, da Ordem dos Velhos Jornalistas, em uma solenidade realizada na Associação Brasileira de Imprensa. Os outros  foram Dinah Silveira de Queiroz (1911 &#8211; 1982), Carlos de Souza Areas, Fernando Hupsel de Oliveira (19? -?), Alceu de Amoroso Lima (1893 &#8211; 1983), Raul Pilla (1892 &#8211; 1973), Gomes Maranhão (1907 &#8211; 1992), Antônio Herrera Filho (c. 1911 &#8211; 1980), Alberto Torres e Archimedes Fortini (18? &#8211; 1973). Na ocasião, Regato foi apresentado como o primeiro repórter a usar a teleobjetiva na imprensa brasileira. A Medalha do Mérito Jornalístico foi instituída pela Ordem dos Velhos Jornalistas e reconhecida oficialmente  pelo Decreto n° 52.206, de 28 de junho de 1963 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/2405" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de maio de 1970, quarta coluna)</a>. Pela conquista da Medalha, foi homenageado por colegas de <em>A Notícia</em> e de <em>O Dia</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/84493" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de maio de 1970, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava a equipe dos Diários Associados responsável pela cobertura jornalística da Copa Mundial de Futebol do México (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/83546" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de abril de 1970</a>).</p>
<p>O Diário da Noite Futebol Clube, clube dos Diários Associados, promoveu, no Social Marabu, no Encantado, um torneio de futebol de salão denominado Angelo Regato, em homenagem ao fotógrafo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/98624" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de novembro de 1971, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Publicação da reportagem <em>A bola é redonda para a família Antunes,</em> de Yata Anderson (1944 &#8211; 2026), com fotos de autoria de Regato. Da família, fazia parte os jogadores Edu (1947 -), Nando (19?-), Antunes (19?-) e Zico (1953-). Uma curiosidade: Yata foi o único repórter a entrevistar Pelé em campo no seu último jogo no Maracanã, em 1974, e por isso, ficou conhecido como o <em>Amigo do Rei</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/89277" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de novembro de 1970</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Regato devolveu sua Leika e aposentou-se, em 1º de maio de 1975, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio, </em>após 46 anos de trabalho. Era, então, o mais antigo repórter fotográfico em atividade do Rio de Janeiro</span> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank">Boletim da ABI,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"> março e abril de 1975</a>). Continuou trabalhando como profissional independente e visitava ocasionalmente seus amigos nas redação do <em>Jornal do Commercio</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44165" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44165" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato10.jpg" alt="Ângelo Regato / Boletim da ABI, março/abril de 1975" width="354" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank">Angelo Regato / <em>Boletim da ABI</em>, março/abril de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1982, foi um dos fotógrafos contatados pelo Núcleo de Fotografia da Funarte para dar um depoimento acerca de seu trabalho de fotógrafo de copas do mundo. Na época, a Funarte estava promovendo em sua galeria a exposição <em>Fotografias nas Copas do Mundo. </em>Segundo Regato,<em> os fotógrafos ficavam, normalmente, atrás do gol </em> (<em>O GLOBO</em>, 9 de junho de 1982).</p>
<p>Foi entrevistado pelo jornal <em>O GLOBO</em> (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg"><img class="  aligncenter wp-image-44109" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg" alt="regato" width="300" height="206" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para aqueles que quisessem se aproximar do mundo da fotografia, Regato deu o seguinte conselho:</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;A pessoa deve aguçar a sensibilidade. É preciso que ela seja paciente e criativa&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu, em 30 de setembro de 1993, em sua residência, na Rua Domingues Freire, no Méier, vítima de um enfarte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/517275/456" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, de setembro/outubro de 1993, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44162" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44162 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato9.jpg" alt="regato9" width="593" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi casado com Fernandina Maria Mesquita, com quem teve quatro filhos: Angelo, José, Carlos e Fernanda (Site Family Search; <em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42189" target="_blank">6 de junho de 1976, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42573" target="_blank"> 27  de junho de 1976, última coluna</a>).</p>
<p>Em uma de suas colunas, o jornalista Armando Nogueira escreveu:</p>
<p><em> &#8220;Faço um saudoso parêntese pra relembrar, com ternura, o velho Angelo Regato. Era um mestre. Morreu sem jamais ter perdido um flagrante de um gol num clique de sua fiel speed graf&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_07/141806" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 26 de junho de 1996</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=44170%20" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Cronologia de Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Atualmente o maior estádio do mundo é o Estádio Primeiro de Maio Rungrado<b id="mwCw">, </b>localizado em Pyongyang, na Coreia do Norte, com capacidade para <span id="mwEg" data-mw="{&quot;parts&quot;:[{&quot;template&quot;:{&quot;target&quot;:{&quot;wt&quot;:&quot;formatnum:150000&quot;,&quot;function&quot;:&quot;formatnum&quot;},&quot;params&quot;:{},&quot;i&quot;:0}}]}">150 000</span> espectadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANTUNES, Fátima Martin Rodrigues Ferreira. <em>Com Brasileiro, Não Há Quem Possa! Futebol e identidade nacional em José Lins do Rego, Mário Filho e Nelson Rodrigues.</em> São Paulo: EdUNESP, 2004.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"><em>Jornal da Unicamp</em>, 22 de abril e 4 de maio de 2003</a></p>
<p>MÁXIMO, João. <em>Maracanã: meio século de paixão.</em> Rio de Janeiro: DBA, 2000.</p>
<p>O GLOBO, 30 de setembro de 1987.</p>
<p><a href="https://maracana.rio.br/" target="_blank">Portal Maracanã</a></p>
<p>NELSON, Rodrigues. <a href="https://www.ludopedio.org.br/biblioteca/a-patria-de-chuteiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A pátria de chuteiras</em></a>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013</p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-maracana-ainda-e-o-maior-estadio-do-mundo/" target="_blank">Revista <em>Superinteressante</em></a></p>
<p>SIMAS, Luiz Antônio. <em>Maracanã: quando a cidade era terreiro</em>. Rio de Janeiro : Mórula Editorial, 2021.</p>
<p><a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/" target="_blank">Site Arfoc Rio</a></p>
<p><a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a></p>
<p><a href="https://osdivergentes.com.br/os-divergentes/maracana-70-anos-quando-o-poeta-venceu-o-tribuno/" target="_blank">Site Os Divergentes</a></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>Dia Mundial do Compositor</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 16:05:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Destacando fotografias presentes nos acervos da Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o portal celebra o Dia Mundial do Compositor. São registros de Ary Barroso (1903 - 1964), Carlos Gomes (1836 - 1896), Catulo da Paixão Cearense (1866 - 1946), Chiquinha Gonzaga (1847 - 1935), Ernesto Nazareth (1863 - 1934), Lamartine Babo (1904 - 1963), Noel Rosa (1910 - 1937) e Pixinguinha (1897 - 1973), realizados por fotógrafos ainda não identificados. A data, que passou, em 1983, a ser mundialmente reconhecida, apesar de não ser oficial, marca a criação, no México, em 15 de janeiro de 1945, da Sociedade de Autores e Compositores do México (SACM).  A composição musical é uma manifestação artística importantíssima para a produção cultural. Salve a música e seus compositores!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Destacando fotografias presentes nos acervos da Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o portal celebra o Dia Mundial do Compositor. São registros dos grandes compositores brasileiros Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), Catulo da Paixão Cearense (1866 &#8211; 1946), Chiquinha Gonzaga (1847 &#8211; 1935), Ernesto Nazareth (1863 &#8211; 1934), Lamartine Babo (1904 &#8211; 1963), Noel Rosa (1910 &#8211; 1937) e Pixinguinha (1897 &#8211; 1973), realizados por fotógrafos ainda não identificados. A data, que passou, em 1983, a ser mundialmente reconhecida, apesar de não ser oficial, marca a criação, no México, em 15 de janeiro de 1945, da Sociedade de Autores e Compositores do México (SACM).<span class="pjBG2e" data-cid="7e82a573-f734-423e-bcb7-8b140d3ae8e4"><span class="UV3uM">  A composição musical é uma manifestação artística importantíssima para a produção cultural. Salve a música e seus compositores! Salve a cultura brasileira!</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13328" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13328/arybarroso14t.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="605" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13328" target="_blank">Emerico. Ary Barroso ao piano, s/d / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14108" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14108/icon1267558.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="504" height="771" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14108" target="_blank">Carlos Gomes, 186?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41510" style="width: 454px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1399745/icon1399745.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41510" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/catulo.jpg" alt="Catulo da Paixão Cearense, 19? / Acervo FBN" width="444" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1399745/icon1399745.jpg" target="_blank">Catulo da Paixão Cearense, 19? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8911" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8911/ED-CG_foto_01_009.jpg_1.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8911" target="_blank">Chiquinha Gonzaga ao piano, 17 de outubro de 1932. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 521px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14110" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14110/16_mas996902.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="511" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14110" target="_blank">Ernesto Nazareth, 19?. São Paulo, SP /Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 606px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12042" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12042/lamartinebabo43t.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="596" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">L<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12042" target="_blank">amartine Babo ao microfone, c. 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14111" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14111/mas1211813.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="537" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14111" target="_blank">Noel Rosa com violão, 192? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45822" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/noelrosa2.jpg"><img class="wp-image-45822 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/noelrosa2.jpg" alt="por Cássio Loredano" width="494" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Monumento a Noel Rosa na Praça Barão de Drummond, em Vila Isabel, por Cássio Loredano</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos nossos leitores a acessar o site <a href="https://musicabrasilis.org.br/pt-br/" target="_blank">Musica Brasilis</a>, instituto sem fins lucrativos criado, em 2009, com o objetivo de resgatar e a difundir repertórios de compositores brasileiros de todos os tempos e gêneros, por Rosana Lanzelotte, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Série “Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica” VI &#8211; O &#8220;Balança-mas-não-cai&#8221; por Cássio Loredano</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 11:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Pela terceira vez o jornalista e caricaturista Cássio Loredano escreve para a Brasiliana Fotográfica. Desta vez, o assunto do sexto artigo da série “Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica” é o prédio "Balança-mas-não-cai". Cássio conta um pouco da história do emblemático complexo de três edifícios localizado, na Avenida Presidente Vargas, inaugurada no Centro do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1944. Também estão destacadas imagens de igrejas que foram demolidas para a construção da avenida. O acervo fotográfico dos Diários Associados – Rio de Janeiro, foi incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Pela terceira vez o jornalista e caricaturista Cássio Loredano escreve para a Brasiliana Fotográfica. Desta vez, o assunto do sexto artigo da série<em> Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica</em> é o prédio &#8220;Balança-mas-não-cai&#8221;. Cássio conta um pouco da história do emblemático complexo de três edifícios localizado, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Avenida Presidente Vargas</a>, inaugurada no Centro do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1944 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_06/29331" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1944</a>). Também estão destacadas imagens de igrejas que foram demolidas para a construção da avenida. O acervo fotográfico dos Diários Associados – Rio de Janeiro, foi incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS).</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>O &#8220;Balança-mas-não-cai&#8221; por Cássio Loredano</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Cássio Loredano*</p>
<p> São três aqueles prédios da avenida Presidente Vargas, no Rio, que a cidade se acostumou a ver como único e a que deu apelido no singular: &#8220;Balança&#8221;, na intimidade; por extenso, &#8220;Balança-mas-não-cai&#8221;. São esses siameses os edifícios Prefeito Frontin, Maipú e Onze de Junho. Existem na coleção <i>Diários</i> <i>Associados</i> do acervo do Instituto Moreira Salles ao menos três imagens mostrando que o conjunto formado pela pequena quadra entre a avenida e as ruas Santana, Gustavo Barroso e Frederico Silva subiu um terço de cada vez, três fotos que comunicam a quem as vê uma sensação esquisita de desconforto: como assim aquilo não ter sido desde sempre uma coisa só?</p>
<div>
<p>A foto em que aparece apenas um dos prédios, o Prefeito Frontin, é do desfile militar que acontece todo 7 de setembro, neste caso o de 1947.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13327" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13327/036ADIAA0008F003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13327" target="_blank">Dia da Independência do Brasil Sete de Setembro, 7 de setembro de 1947. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>E as que mostram já dois, faltando ainda o Maipú no meio, são as duas de 1951; uma do Carnaval e a outra de pouco depois, em maio, com uma formação de cadetes da Aeronáutica alinhada tendo às costas o Campo de Santana, portanto de frente para o palácio Duque de Caxias, atual comando militar do leste.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38987" style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/loredano2.jpg"><img class="wp-image-38987 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/loredano2.jpg" alt="loredano2" width="459" height="279" /></a><p class="wp-caption-text">Carnaval 1951, c. fevereiro de 1951. Praça Onze, Rio de Janeiro / <em> O Jornal</em>,  4 de fevereiro de 1951</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38984" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/loredano.jpg"><img class="size-full wp-image-38984" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/loredano.jpg" alt="Aviação - Exame de admissão para Aeronáutica, maio de 1951. Centro, Rio de Janeiro" width="461" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">Aviação &#8211; Exame de admissão para Aeronáutica, maio de 1951. Centro, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
<div>A avenida Presidente Vargas foi aberta na administração do prefeito Henrique Dodsworth, entre 1941 e 1944, arrasando tudo o que estava entre as velhas ruas de São Pedro e do Sabão e, mais adiante, entre Senador Eusébio e Visconde de Itaúna, ao longo do canal do Mangue. Foram vitimados nesse percurso parte do Campo de Santana e a praça Onze de Junho e os largos de São Domingos e do Capim, os três últimos completamente apagados da cartografia. E &#8211; aqui já criminosamente &#8211; as igrejas do Bom Jesus do Calvário, São Domingos e sobretudo a jóia de inexcedível beleza e importância arquitetônica que era a de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">São Pedro dos Clérigos</a>.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 591px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11688" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11688/037SL03046.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="581" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11688" target="_blank">Igreja da Venerável Ordem Terceira do Senhor Bom Jesus Calvário c. 1915. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9662" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9662/007A5P3F10-053.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9662" target="_blank">Augusto Malta. Igreja de Santo Domingos, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11683" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11683/037SL03039.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="519" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11683" target="_blank">Igreja de São Pedro dos Clérigos, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para os paredões que se projetou construir ao longo do novo corredor, estabeleceu-se o gabarito de 22 andares para edifícios de lojas e sobrelojas bem recuadas em relação às fachadas superiores apoiadas sobre pilotis. Critérios observados à risca também pelo &#8220;Balança&#8221;.<br />
&nbsp;<br />
Transferida a capital da República para o planalto central apenas dezesseis anos depois de aberta a avenida, teve início o gradual esvaziamento funcional e econômico do Rio. Arrefeceu o inicial entusiasmo incorporador, que só teve fôlego, do lado ímpar, da Candelária até a esquina da rua Uruguaiana, e, do par, até pouco depois da avenida Passos. De forma que o &#8220;Balança&#8221;, residencial, erguido muito mais longe, ficou completamente isolado de seus primos-ricos de escritórios do começo da avenida. E próximo demais da zona do meretrício do canal do Mangue. Isolamento aquele e proximidade esta as razões de ir sendo então parcialmente ocupado por agentes do lenocínio e do tráfico ilegal de drogas, com os delitos de que essas atividades costumam se fazer acompanhar.<br />
&nbsp;<br />
Daí o apelido. &#8220;Balança-mas-não-cai&#8221; foi um programa humorístico semanal de Haroldo Barbosa e Max Nunes na Rádio Nacional, entre 1950 e 1967. Divertia a audiência com piadas sobre a convivência caótica nesses cortiços modernos surgidos com a verticalização urbana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39026" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EeVeoUHz1sI" target="_blank"><img class="wp-image-39026" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/balança.jpg" alt="balança" width="392" height="215" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EeVeoUHz1sI" target="_blank">Programa <em>Balança-mas-não-cai</em> / Youtube</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ultimamente, iniciou-se uma lenta retomada imobiliária da avenida, agora já não mais tomando conhecimento do gabarito original. Chegou o Sambódromo, chegaram oito novos edifícios, entre eles o dos Correios, o Arquivo da Cidade e o &#8220;Piranhão&#8221;, centro administrativo da prefeitura. Chegaram o metrô Estácio e Cidade Nova. Povoaram-se as ruas, encheram-se de comércio e casas de pasto onde aquele formigueiro de funcionários tem que almoçar. Tudo ficou mais caro, aluguéis, por exemplo, fator este que também espanta a turma que vive de expedientes menos rendosos. O &#8220;Balança&#8221; está menos isolado e um tanto mais seguro. Os aluguéis no Prefeito Frontin oscilam entre R$1.500 e R$2.000 em andar mais alto, condomínio a R$450. No 4º andar esteve um apartamento à venda por R$270 mil e outro no 13º  por R$450 mil. No Maipú é tudo mais em conta. No Onze de Junho, mais silencioso ao ser de fundos, um quarto-e-sala está na base de R$1.200 o aluguel, e R$1.500 um 2-quartos, condomínio a R$540.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Cássio Loredano é jornalista e caricaturista. E, sobretudo, um apaixonado pelo Rio de Janeiro e suas histórias.</p>
</div>
<p>Assista <span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=0scPQnGye5U" target="_blank">aqui</a></strong></span> a entrevista que o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, fez com Cássio Loredano, em 24 de setembro de 2024, a 41ª edição dos <em>Depoimentos Cariocas</em>, a série que vem registrando as memórias e reflexões de cariocas sobre o Rio de Janeiro. Foi gravada no apartamento de Cássio, no bairro de Laranjeiras, e foi conduzida pelo Coordenador de Promoção Cultural do Arquivo, Pedro Paulo Malta, com participações especiais do jornalista Álvaro Costa e Silva, do professor e crítico de arte Luiz Camillo Osorio e do cartunista Miguel Paiva.</p>
</div>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2022 12:22:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na décima quinta publicação da série "Avenidas e ruas do Brasil" a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores o artigo "Misericórdia: rua, largo e ladeira", escrito pelo caricaturista Cássio Loredano. É a terceira contribuição de Cássio no portal - já escreveu sobre a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro e sobre a Rua da Carioca. "Da Misericórdia foi chamada por causa da Santa Casa e por passar, entre seu início no Paço e o hospital, pelo Largo da Misericórdia, com seu pequenino, lindo templo de Nossa Senhora do Bonsucesso, nos fundos da Santa Casa. E pelo início, aqui também à esquerda, da primeira rua da cidade, a Ladeira da Misericórdia".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série Avenidas e ruas do Brasil  XV &#8211; Misericórdia, rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano</em></strong></span></p>
<p>Na décima quinta publicação da série<em> Avenidas e ruas do Brasil</em> a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores o artigo <em>Misericórdia: rua, largo e ladeira</em>, escrito pelo caricaturista Cássio Loredano. É a terceira contribuição de Cássio no portal &#8211; já escreveu sobre a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank">Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro</a> e sobre a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Rua da Carioca</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8140" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8140/014AM010013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="588" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8140" target="_blank">Augusto Malta. Rua da Misericórdia, 14 de agosto de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22rua+da+miseric%C3%B3rdia%22" target="_blank">Acessando o link para as imagens da rua da Misericórdia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cássio Loredano*</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8146" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8146/014AM012007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8146" target="_blank">Augusto Malta. Rua da Misericórida, maio de 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No <i>Guia Rex</i> de 1993, <span style="color: #000000;">um </span>dos últimos guias de ruas do Rio de Janeiro a serem impressos em papel, a Rua da Misericórdia ainda é apenas um trecho mínimo, de uns trinta metros, entre a lateral esquerda do Forum e o Largo da Misericórdia. Quem hoje a procure caminhará sobre a bonita restauração ajardinada da Praça do Expedicionário, ao fundo da qual &#8211; e muito próximo de onde esteve a velha rua &#8211; está o imponente obelisco-monumento ao Barão do Rio Branco. Fazia de fato pena ver o herói durante anos em vergonhoso estado de abandono na praça cercada de horrendos tabiques de lata amarrotados e emporcalhados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30509" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=65&amp;iMONU=Bar%C3%A3o%20do%20Rio%20Branco" target="_blank"><img class="wp-image-30509 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/barao.jpg" alt="Inauguração do monumento em homenagem ao Barão do Rio Branco, em 1943 / Acervo CPDOC, FGV" width="275" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=65&amp;iMONU=Bar%C3%A3o%20do%20Rio%20Branco" target="_blank">Inauguração do monumento em homenagem ao Barão do Rio Branco, em setembro de 1943 . Projetado por Felix Charpentier, o monumento foi posteriormente reformulado por uma comissão da qual faziam parte o escultor Leão Veloso e o arquiteto Alcides Rocha Miranda / Acervo CPDOC/FGV</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A rua. (Esqueçamos régua e esquadro no traçado de ruas de cidades orgânicas.) A tirar do rabicho de rua do plano do guia um caminho mais ou menos direito rumo ao Paço Imperial,<span style="color: #000000;"> temos que</span> chegaríamos, rasgando o prédio do Forum de fora a fora em diagonal, à esquina das atuais Rua Erasmo Braga e Avenida Presidente Antônio Carlos. Por ali <span style="color: #000000;">cerca </span>se dava o que Brasil Gerson, em sua <i>História das Ruas do Rio</i>, chama &#8220;<em>o encontro</em>&#8221; das ruas Direita e da Misericórdia. Esta, aberta para facilitar o acesso do cada vez mais importante centro administrativo e comercial da cidade a seu hospital, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19794" target="_blank">Santa Casa da Misericórdia</a>, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Praia de Santa Luzia</a>, <span style="color: #000000;">embrião da primeira faculdade de Medicina do Rio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8142" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8142/014AM010017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8142" target="_blank">Augusto Malta. Rua da Misericódia, 21 de agosto de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Da Misericórdia foi chamada por causa da Santa Casa e por passar, entre seu início no Paço e o hospital, pelo Largo da Misericórdia, com seu pequenino, lindo templo de Nossa Senhora do Bonsucesso, nos fundos da Santa Casa. E pelo início, aqui também à esquerda, da primeira rua da cidade, a Ladeira da Misericórdia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30513" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/misericordia5.jpg"><img class="size-full wp-image-30513" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/misericordia5.jpg" alt="Ladeira e Rua da Misericórdia / História das ruas do Rio por Brasil Gerson, página 13 da 6ª edição" width="489" height="365" /></a><p class="wp-caption-text">Ladeira e Rua da Misericórdia, s/d. Rio de Janeiro, RJ / <em>História das ruas do Rio, </em>por Brasil Gerson, página 13 da 6ª edição</p></div>
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<p>Este, a Ladeira, foi muito provavelmente o caminho que tomaram Natividade e Perpétua para subir ao Morro do Castelo na primeira cena de <i>Esaú e Jacó</i>, penúltimo romance de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=736" target="_blank">Machado de Assis</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Era a primeira vez que as duas iam ao Morro do Castelo. Começaram de subir pelo lado da rua do Carmo. Muita gente há no Rio de Janeiro que nunca lá foi, muita haverá morrido, muita mais nascerá e morrerá sem lá pôr os pés. Nem todos podem dizer que conhecem uma cidade inteira. Um velho inglês, que aliás andara terras e terras, confiavame há muitos anos em Londres que de Londres só conhecia bem o seu clube, e era o que lhe bastava da metrópole e do mundo. Natividade e Perpétua conheciam outras partes, além de Botafogo, mas o Morro do  Castelo, por mais que ouvissem falar dele e da cabocla que lá reinava em 1871, era-lhes tão estranho e remoto como o clube. O íngreme, o desigual, o mal calçado da ladeira mortificavam os pés às duas pobres donas. &#8220;</em></span></p>
<p>O morro teve três ou quatro subidas. O escritor Gastão Cruls fala nessa quarta, uma Calçada da Sé, a partir do meio da Rua da Misericórdia, mas que nenhum outro historiador conhece e ela não está em nenhum dos mapas que às dezenas esquadrinharam aquele quadrilátero ao longo das décadas. Tais caminhos se fizeram necessários para dar à cidade que paulatinamente descia à várzea acesso ao que continuava no alto, a Catedral, que, com seu amplo adro de terra batida, atraía multidões para as grandes festas de São Sebastião, o Colégio dos Jesuítas, depois um quartel, um hospital militar e o observatório.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10439" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10439/002080Vol05Cx0105.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10439" target="_blank">Guilherme Santos. Arrasamento do Morro do Castelo, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O que faz supor que foi a Misericórdia que Natividade tomou com a irmã para o morro é Machado indicar que as duas &#8220;<em>começaram a subir pelo lado da Rua do Carmo</em>&#8220;, isto é, o lado da velha ladeira. E terem deixado o <em>coupé</em> esperando-as meio escondido também daquele lado, no espaço entre a Igreja de São José e a Assembleia, de onde saiu para apanhá-las na esquina de São José com a Rua da Misericórdia e levá-las de volta a Botafogo.</p>
<p>E agora? Se já então constatava Machado que muito carioca nunca tinha estado no morro&#8230; E vaticinava, sem poder calcular o alcance do que dizia: &#8220;<em>muita [gente] mais nascerá e morrerá sem lá por os pés</em>.</p>
<p>Agora, só guiados pela magia de um Gastão Cruls, de um Brasil Gerson, um Noronha Santos, um Vieira Fazenda, um <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Lima Barreto</a>, um João do Rio; ou pela magia dele próprio, o &#8220;Bruxo do Cosme Velho&#8221;, como Machado de Assis ficou conhecido.</p>
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<div style="width: 748px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://historiasemonumentos.blogspot.com/2015/05/brasil-rj-rio-de-janeiro-antigo.html~" target="_blank"><img src="http://2.bp.blogspot.com/-IQwsvZ7i9BU/VUd-Aa3Bc5I/AAAAAAAANiQ/VzjkdYbY3Xc/s1600/6%2BMapa%2Bcentro%2Bdo%2BRJ%2C%2B1906.jpg" alt="" width="738" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://historiasemonumentos.blogspot.com/2015/05/brasil-rj-rio-de-janeiro-antigo.html~" target="_blank">Parte do mapa do Centro do Rio, 1906. Vê-se no centro o Morro de Santo Antônio, à direita o Morro do Castelo, e na extrema direita a Ponta do Calabouço com o Arsenal de Guerra e o Forte São Thiago. De lá saía em diagonal a extinta Rua da Misericórdia, indo até a Praça XV (Largo do Paço). no litoral na parte sul há uma área quadrada escura, o Mercado Municipal e logo ao norte o Hotel Pharoux / História e Monumentos</a></p></div>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2785" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2785/014AM012061.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2785" target="_blank">Augusto Malta. Canteiro de obras próximo ao largo da Misericórdia, 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8144" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8144/014AM010021.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8144" target="_blank">Augusto Malta. Rua da Misericórida, 24 de abril de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>* Cássio Loredano é jornalista e caricaturista. E, sobretudo, um apaixonado pelo Rio de Janeiro e suas histórias.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XVII &#8211; Igreja São Pedro dos Clérigos</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 12:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Presidente Vargas]]></category>
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		<category><![CDATA[Série "O Rio de Janeiro desaparecido"]]></category>
		<category><![CDATA[SPHAN]]></category>
		<category><![CDATA[tombamento]]></category>
		<category><![CDATA[Trio de Ouro]]></category>

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		<description><![CDATA[No 17º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido" o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos, considerada uma jóia barroca, construida no século XVIII e demolida em 1944, durante o Estado Novo, apesar de ter sido tombada pelo SPHAN, em 1937, o que, a princípio, deveria garantir sua conservação e permanência. As fotografias são de Marc Ferrez (1843 - 1923), o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do alagoano Augusto Malta (1864 - 1957), que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 17º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos. As fotografias são de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. O cargo foi criado para ele pelo prefeito<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank"> Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>.</p>
<p>Foi em 1733 que a Igreja São Pedro dos Clérigos começou a ser construída na região central do Rio de Janeiro, na esquina das ruas São Pedro, que na época chamava-se rua dos Carneiro, e dos Ourives, atual rua Miguel Couto. Utilizando a ferramenta <em>zoom</em>, o leitor poderá magnificar a imagem abaixo e ver claramente as placas indicando a rua do Ourives e a Drogaria Araújo Freitas &amp; Cia, além do calçamento e dos detalhes arquitetônicos da igreja. Há ainda pedestres na rua e uma charrete.</p>
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<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8059/0071824cx112-10.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank">Marc Ferrez. Igreja São Pedro dos Clérigos, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O terreno onde foi construída a Igreja São Pedro dos Clérigos ou Igreja do Príncipe dos Apóstolos foi doado pelo irmão Franciso Barreto de Menezes, em 9 de outubro de 1732. Foi edificada pelo bispo dom Antonio Guadalupe, que também realizou uma doação particular. Ficou pronta em 1738 e era considerada uma jóia do barroco. Seu interior era decorado por um rico trabalho do mineiro Mestre Valentim (1745 &#8211; 1813), um dos principais artistas do Brasil colonial. Era propriedade da Venerável Irmandade do Príncipe dos Apóstolos de São Pedro.</p>
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<div id="attachment_26597" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26597" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/mestrevalentim.jpg" alt="Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro" width="336" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank">Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26598" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank"><img class="wp-image-26598 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior.jpg" alt="interior" width="273" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Interior da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Rio de Janeiro/ Site José Maurício Nunes Garcia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A autoria de seu projeto é controversa. Segundo a tese de doutorado de Luís Alberto Ribeiro Freire,<em> A Talha Neoclássica na Bahia, </em>Universidade do Porto, 2001:</p>
<p>“ <em>O livro de tombo não nos informa, assim como nenhum outro documento encontrado nos arquivos da irmandade, da autoria do projeto da igreja. No entanto, Moreira de Azevedo cita o engenheiro militar Tenente-Coronel José Cardoso Ramalho como o autor do risco, baseando-se, para tanto, na tradição oral e numa informação que teria recebido diretamente de descendentes do referido militar, que teriam afirmado ser dele a autoria da igreja de São Pedro, assim como também a de Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Souza Viterbo contestou esta autoria comprovando que o Tenente-Coronel somente teria se instalado na capitania do Rio de janeiro em 1738, portanto ao final já da construção. Apesar disso, constatou-se posteriormente que o tenente-coronel poderia, ainda assim, ter sido o autor do risco, pois durante dez anos antes de ter tomado posse de seu posto no Rio de Janeiro, a serviço do rei, escoltava constantemente as frotas que da metrópole vinham ao Brasil.”  </em></p>
<p>A igreja tinha uma planta elíptica, hoje só encontrada na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Ouro Preto, Minas Gerais. É também uma das igrejas brasileiras que se enquadram na tipologia curvilínea barroca, assim como a da Lapa dos Mercadores, no Rio de Janeiro, e outras igrejas em Minas Gerais, dentre elas a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto; e a de São Pedro dos Clérigos, em Mariana.</p>
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<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/sc3a3o-pedro-dos-clc3a9rigos-planta.jpg?w=500&amp;h=718" alt="" width="499" height="718" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Planta da Igreja São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
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<div id="attachment_26599" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank"><img class="wp-image-26599 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/tipologiacruvilineabarroca.jpg" alt="tipologiacruvilineabarroca" width="232" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank">Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26600" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26600" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior1.jpg" alt="A Noite, 21 de julho de 1943" width="266" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><em>A Noite,</em> 21 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mineiro Manoel Vieira dos Santos tornou-se o benfeitor da igreja quando doou, em 1764, 42,000 cruzados para o estabelecimento de um coro de seis sacerdotes na igreja. No mesmo ano, o bispo Antonio do Desterro (1694 &#8211; 1773) concedeu a licença, declarando que a irmandade jamais poderia dispor do patrimônio e do rendimento para despesas estranhas àquela instituição.</p>
<p>Foi uma das primeiras igrejas tombadas pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; SPHAN -, criado em  em 13 de janeiro de 1937. O SPHAN é o atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; IPHAN. O tombamento deveria ser a garantia para sua conservação e permanência, porém a Igreja São Pedro dos Clérigos foi demolida, em 1944, durante o Estado Novo, devido à construção da avenida Presidente Vargas, um projeto de modernidade do governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) que promulgou, em 29 de novembro de 1941, o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/del3866.htm">Decreto-Lei 3866 </a>de destombamento de bens do patrimônio histórico. Havia, na época, um pensamento segundo o qual resolver os problemas da cidade era solucionar seus problemas de tráfego.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/ruas-do-rio-sc3a9culo-xviii.jpg?w=500&amp;h=418" alt="" width="500" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Traçado das ruas do Rio de Janeiro no século XVIII, localizando a Rua de São Pedro, a futura Avenida Presidente Vargas e a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>DECRETO-LEI Nº 3.866, DE 29 DE NOVEMBRO DE 1941</strong></p>
<p>Dispõe sobre o tombamento de bens no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional     <em> </em></p>
<p><strong><em>O Presidente da República</em></strong><em>, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição,</em></p>
<p><em>       </em><strong><em>DECRETA:</em></strong></p>
<p><em>       </em><em>Artigo único. O Presidente da República, atendendo a motivos de interesse público, poderá determinar, de ofício ou em grau de recurso, interposto pôr qualquer legítimo interessado, seja cancelado o tombamento de bens pertencentes à União, aos Estados, aos municípios ou a pessoas naturais ou jurídicas de direito privado, feito no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, de acordo com o <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del0025.htm">decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.</a></em></p>
<p><em>       </em><em>Rio de Janeiro, 29 de novembro de 1941, 120º da Independência e 53º da República.</em></p>
<p><em>Getulio Vargas<strong><br />
</strong>Gustavo Capanema</em></p>
<p><em>Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 31.12.1941</em></p>
<p>Foi publicada a reportagem <em>Vestígios da arte grega nos templos cariocas, </em>com uma breve história e uma descrição da Igreja de São Pedro dos Clérigos e de suas <em>raridades artísticas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26601" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg"><img class="wp-image-26601 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg" alt="pulpito" width="286" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rodrigo de Melo Franco Andrade (1898–1969), diretor do SPHAN, tentou evitar a demolição. Houve uma grande polêmica, protestos de fiéis, de engenheiros, de historiadores e de arquitetos.</p>
<p>O então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), pensou na possibilidade de deslocar o prédio da igreja para a lateral da avenida Presidente Vargas, utilizando-se, para este fim, rolos de concreto de 60 cm de diâmetro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/19269" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, agosto de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a>).</p>
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<div id="attachment_26602" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26602" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="623" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26603" style="width: 155px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha1.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="145" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;O projeto consistia em substituir a parte inferior das paredes da igreja por concreto. Sob o concreto seriam colocados rolos que serviriam para deslocar a igreja até o outro lado da avenida. A Franki, uma empresa de fundações e infra-estrutural tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço. Mas aqui no Brasil surgiu a idéia de usar rolos de concreto, cujos estudos foram realizados pelo Prof. Fernando Lobo Carneiro&#8221;. </em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
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<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/mapa-pres-vargas-2a.jpg?w=500&amp;h=197" alt="" width="500" height="197" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Mapa da Avenida Presidente Vargas localizando a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
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<div id="attachment_26604" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href=" http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><img class="wp-image-26604 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/inedito-1024x485.jpg" alt="inedito" width="768" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de julho de 1943</a></p></div>
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<p>Foi publicada uma matéria sobre as demolições já concluídas e as que ainda seriam realizadas para a abertura da avenida Presidente Vargas, dentre elas a da Igreja de São Pedro dos Clérigos (<em>A Noite</em>, 5 de novembro de 1943, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23608" target="_blank">primeira página, penúltima coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23610" target="_blank">página 3, sexta coluna</a>). Instalou-se uma polêmica em torno da remoção (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a>).</p>
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<div id="attachment_26605" style="width: 496px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><img class="  wp-image-26605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/POLEMICA.jpg" alt="POLEMICA" width="486" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a></p></div>
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<p>Dodsworth (1895 &#8211; 1975), começou a ser ridicularizado devido a esse projeto de deslocamento da igreja. Consultou a Franki, empresa de fundações e infra-estruturas, que tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço, sobre a garantia do transporte do prédio da igreja e o diretor da empresa disse que não poderia dar essa garantia devido à  heterogeneidade das paredes. Havia a possibilidade de um acidente que poderia causar o desmoronamento do igreja. Diante disso, Dodsworth optou pela demolição (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21163"><em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a>).</p>
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<div id="attachment_26606" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/concurrencia.jpg" alt="Primeira página do Diário da Noite, 11 de fevereiro de 1944" width="309" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank">Primeira página do <em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a></p></div>
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<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3008/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="600" height="721" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank">Augusto Malta. Igreja São Pedro dos Clérigos, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">Na década de  1940, a cidade vivia a febre do progresso. O nascimento da avenida condenou ao desaparecimento outras três igrejas que estavam em seu caminho: a de São Domingos, de 1791, que ficava no largo de mesmo nome, na altura da Avenida Passos; a de Bom Jesus do Calvário, de 1719, na esquina da Rua Bom Jesus do Calvário com a da Vala, onde hoje é a Rua Uruguaiana; e a de de Nossa Senhora da Conceição, de 1757, na altura da atual Rua da Conceição. Uma curiosidade: o grande músico brasileiro, padre José Maurício Nunes Garcia (1767 &#8211; 1830), considerado o mais importante compositor brasileiro do fim do século XVIII e início do XIX; e o poeta Manuel Ignácio Silva Alvarenga (1749 &#8211; 1814) foram sepultados na Igreja São Pedro dos Clérigos.</div>
<p><em>&#8220;Antes da demolição, foram retirados todo o mobiliário, o altar e as talhas de Mestre Valentim, além de portas, janelas e partes da construção que poderiam ser usadas numa futura recomposição do templo, o que nunca aconteceu. Por esse motivo, pedaços da bela São Pedro dos Clérigos foram distribuídos por museus, fundações e outras paróquias. A imagem do altar-mor e a portada principal foram reutilizadas na nova Igreja de São Pedro, na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido. Duas cabeças de anjos e uma parte do retábulo estão no Museu de Arte Sacra da Arquidiocese do Rio de Janeiro. E uma das portas foi parar no Palácio Assunção, no Sumaré&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O GLOBO</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
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<div id="attachment_26610" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26610" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/coro.jpg" alt="Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos - Coro e órgão " width="614" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos &#8211; Coro e órgão &#8211; IPHAN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desmonte da igreja e a dispersão das suas peças por acervos públicos e coleções particulares alimentou durante anos o mercado de artes. A imagem venerada no altar-mor de São Pedro, representado em trajes pontificiais e assentado em sua cátedra; e a portada principal da capela se encontram na Igreja de São Pedro, construída no Rio Comprido.</p>
<p>A rua de São Pedro, onde ficava a igreja e que havia sido aberta antes de 1620, também desapareceu para dar passagem à avenida Presidente Vargas. Havia se chamado rua Antônio Vaz Viçoso e rua do Carneiro, mas durante a construção da igreja passou a ser conhecida como rua de São Pedro. Em 1817, passou a ser, oficialmente denominada rua Desembargador Antonio Cardoso, mas permaneceu sendo designada São Pedro.</p>
<p>Todas as peças históricas da Igreja de São Pedro dos Clérigos foram fotografadas pelo SPHAN, atual IPHAN, para facilitar os trabalhos de uma futura reconstrução, que nunca aconteceu. Foram divulgadas no livro <em>Réquiem pela</em> <em>Igreja de São Pedro: um patrimônio perdido</em> e exibidas durante a exposição homônima, comemorativa do cinquentenário da SPHAN, em 1987, realizada pelo SPHAN e pela Casa de Rui Barbosa. Algumas estão publicadas no <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a>, com notas de aula de Eduardo C.S Thomas, entre as páginas 73 e 91.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26611" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank"><img class="wp-image-26611 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/requiem.jpg" alt="requiem" width="402" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank">Capa do livro <em>Réquiem pela Igreja de São Pedro um patrimônio perdido</em></a></p></div>
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<p style="font-weight: 400; text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Igreja de São Pedro dos Clérigos (1733 &#8211; demolida em 1944)</strong></em></span><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong> </strong></em></span></a>*</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;">Cássio Loredano</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Com que dor escreveria Sandra Alvim a palavra demolida &#8211; tantas dezenas de vezes em sua monumental Arquitetura religiosa colonial no Rio de Janeiro -, toda vez que trata da igreja de São Pedro dos Clérigos. &#8220;Traçado primoroso&#8221;, diz ela, formado pela interseção de arcos de circunferência, resultado de &#8220;elevado grau de elaboração formal&#8221;; inestimável documento da incipiente independência e formação da identidade do mestre-de-obras brasileiro em relação à Metrópole, superando as &#8220;rígidas limitações estéticas lusas&#8221;; primeira igreja da colônia a ter cobertura em cúpula coroada por zimbório com lanternim. Demolida em 1944. Ficava na velha rua de São Pedro, igualmente atropelada pela abertura da avenida Presidente Vargas.</em></p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Dois anos antes, já tinham sido postas abaixo a pequenina ermida de São Domingos (1706, reconstruída em 1791) e a igreja do Bom Jesus do Calvário, de 1796, todas no caminho da violência poluente, inclemente, que vai da Candelária à Praça da Bandeira. &#8220;Demolidas em 1942&#8243;, escreve a professora Sandra. Demolidas. As fotos são de cortar o coração.</em></p>
<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/">*Esse texto, acompanhado de fotografias do acervo dos Diários Associados do Rio de Janeiro, adquirido pelo Instituto Moreira Salles, foi publicado em 13 de setembro de 2018 na seção <em>Por dentro dos acervos</em>, do site do IMS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26607" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26607" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/demolição.jpg" alt="Diário de Notícias, 18 de maio de 1944" width="302" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><em>Diário de Notícias,</em> 18 de maio de 1944</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26612" style="width: 806px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-26612" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/debret3.jpg" alt="debret3" width="796" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Gravura de Debret / Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o samba <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xZkzpay1rjo" target="_blank"><em>Bom dia Avenida!</em></a>, sobre a avenida Presidente Vargas, composição de Herivelto Martns e Grande Otelo, interpretada pelo Trio de Ouro, formado por Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">&#8220;Lá vem a nova avenida </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Remodelando a cidade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Rompendo prédios e ruas</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Os nossos patrimônios de saudade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">É o progresso!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">E o progresso é natural</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Lá vem a nova avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Dizer à sua rival</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Bom dia Avenida Central!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">A União das Escolas de Samba</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Respeitosamente fez o seu apelo</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Três e duzentos de selo!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Requereu e quer saber</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Se quem viu Praça Onze acabar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Tem direito à Avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Em primeiro lugar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!&#8221;</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALVIM, Sandra. <em>Arquitetura Religiosa Colonial no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro</em>: UFRJ; IPHAN, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 1999.</p>
<p>AZEVEDO, Moreira de. <a href="https://reficio.cloud/rio/religiao/moreira-azevedo-igreja-de-sao-pedro/" target="_blank"><em>A Igreja de São Pedro </em></a> in <a href="https://reficio.cloud/assunto/o-rio-de-janeiro-sua-historia-monumentos-homens-notaveis-usos-e-curiosidades/" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro: Sua História, Monumentos, Homens Notáveis, Usos e Curiosidades</em></a>. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1877. 2 v.</p>
<p>BARATA, Cau. Rio Antigo -<a href="https://www.youtube.com/watch?v=8n8X2IhBQwQ"><em> Igreja de São Pedro dos Clérigos</em></a>. Youtube, 2010.</p>
<p><a href="http://rio-curioso.blogspot.com/2007/09/rua-e-igreja-de-so-pedro.html" target="_blank">Blog Rio Curioso</a></p>
<p>BURY, John. <a href="http://portal.iphan.gov.br/files/johnbury.pdf" target="_blank"><em>Arquitetura e Arte no Brasil Colonial</em></a>. IPHAN/Monumenta. Brasília, 2006.</p>
<p><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
<p>FREIRE, Luiz Alberto Ribeiro.<em> A Talha Neoclássica na Bahia. Rio de Janeiro</em> :<em> </em>Versal Editores, 2006.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p>HOLLANDA, Daniela Maria Cunha de. <em>A barbárie legitimada: A demolição da Igreja de São Pedro dos Clérigos do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro : EDUERJ, 2014.</p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/jose-mauricio-nunes-garcia">Música Brasilis</a></p>
<p>OLIVEIRA, Myriam A. R.; JUSTINIANO, Fátima. <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/ColRotPat2_BarrocoRococoIgrejasRiodeJaneiro_Vol1_m.pdf" target="_blank"><em>Barroco e Rococó nas Igrejas do Rio de Janeiro.</em></a> Roteiros do Patrimônio, IPHAN/Monumenta. Brasília,2006.</p>
<p>PEREIRA, André Luiz T. <a href="https://www.ifch.unicamp.br/eha/atas/2004/PEREIRA,%20Andre%20Luiz%20Tavares%20-%20IEHA.pdf" target="_blank"><em>Notas Sobre o Patrimônio Artístico das Irmandades de São Pedro dos Clérigos.</em></a> I Encontro de História da Arte, São Paulo, 2005.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O Globo</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
<p><a href="http://oriodeantigamente.blogspot.com/2011/01/igreja-sao-pedro-dos-clerigos.html">Rio de Antigamente</a></p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos-2/">Rio Memórias</a></p>
<p>Secretária das Culturas/ Arquivo da Cidade. <em>Memória da Destruição: Rio – Uma história que se perdeu</em>. Prefeitura do Rio de Janeiro, 2002.</p>
<p><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Site José Maurício Nuno Garcia</a></p>
<p>THOMAS, Eduardo C.S. <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2021 13:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica celebra o Dia de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, com a publicação do oitavo artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil". É o jornalista e caricaturista Cássio Loredano que nos conta a história de uma das ruas mais antigas e representativas da cidade, a Rua da Carioca, no Centro, que traz no seu nome, desde 1848, por deliberação da Câmara Municipal da Corte, a denominação daqueles que nascem na cidade  Mas já foi, há séculos, chamada de Caminho do Egito e rua do Piolho.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica celebra o Dia de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, com a publicação do oitavo artigo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;. É o jornalista e caricaturista Cássio Loredano que nos conta a história de uma das ruas mais antigas e representativas da cidade, a Rua da Carioca, no Centro, que traz no seu nome, desde 1848, por deliberação da Câmara Municipal da Corte, a denominação daqueles que nascem na cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/32799"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 8 de novembro de 1848, terceira coluna</a>). Mas já foi, há séculos, chamada de Caminho do Egito e Rua do Piolho.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/262" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do largo e da Rua da Carioca disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; VIII &#8211; A rua da Carioca por Cássio Loredano</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cássio Loredano*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21892" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3681" target="_blank"><img class=" wp-image-21892" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/largoeruadacarioca-1024x651.jpg" alt="Phototypia A. Ribeiro; Maison Chic. Largo da Carioca, 1912?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN" width="700" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3681" target="_blank">Phototypia A. Ribeiro; Maison Chic. Largo da Carioca, 1912?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Degredar foi em Portugal, desde o século XVI, uma das penas impostas a quem tinha contas a ajustar com a lei. E foi disso que se lembraram por lá quando, no início do Setecentos, pretenderam se ver livres de uma gente incômoda que em toda a Europa e ao longo de séculos era alvo de ondas recorrentes de antipatia, segregação, preconceitos e perseguições, &#8211; os ciganos: mandar para o Brasil. E no Rio de Janeiro, como eram &#8220;intocáveis&#8221;, em grego<br />
<em>athígganos</em>, isto é, que não queriam e, mais do que não quererem, eram proibidos de contato com cristãos, foram armar suas barracas fora dos estreitos limites municipais de então: lá para os lados do Rocio grande, na época Campo da Cidade, e numa rua que a partir dele se formou e se chamou Rua dos Ciganos. O próprio campo passou a ser então também chamado dos Ciganos.</p>
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<div id="attachment_22113" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon224694/icon224694.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22113" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/mutlow.jpg" alt="H. Mutlow. View in Rio de Janeiro / Acervo FBN" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/13288-pra%C3%A7a-tiradentes-o-ber%C3%A7o-da-vida-noturna-carioca-2" target="_blank">H. Mutlow. View in Rio de Janeiro. Largo do Rocio, popularmente chamado Campo dos Ciganos / Acervo FBN &#8211; Site MultiRio</a></p></div>
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<p>Que são as atuais Rua da Constituição e praça Tiradentes. O acesso a esse campo se dava pelo que é hoje a Rua da Carioca e era um tortuoso &#8220;caminho que pelo areal passa pelo pé do outeiro de São Francisco (Santo Antônio)&#8221;.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2153" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2153/007A5P3F05-15.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2153" target="_blank">Augusto Stahl. Praça da Constituição, atual Praça Tiradentes, destaque para a estátua equestre de Pedro I, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Essa hesitação na toponímia se deve a que Santo Antônio de Lisboa era franciscano. Saiu a pé para a Itália, onde ingressou nessa ordem, se fez doutor e lecionou Teologia em Bolonha. Foi canonizado como Santo Antônio de Pádua, cidade em que morreu. Era soldado honorário do exército português e, quando o Rio foi atacado em 1710 por um pirata francês, Jean-François Duclerc, tiveram a ideia de tirar sua imagem do frontão da igreja e colocá-la em cima do muro do convento para inspirar os defensores da cidade. A isso atribuído o êxito da campanha, promoveu-se o santo a tenente-coronel e lhe outorgaram a grã-cruz da Ordem Militar de Cristo. Quando, um ano depois, outro pirata, René Duguay-Trouin, veio vingar Duclerc, que tinha morrido no Rio, não houve santo que evitasse a nódoa que ficou no brasão da cidade.</p>
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<div id="attachment_22116" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/piratas.jpg"><img class="size-full wp-image-22116" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/piratas.jpg" alt="Os piratas franceses Jean-François Duclerc (16? - 1711) e René Duguay (1673 - 1736)" width="383" height="257" /></a><p class="wp-caption-text">Os piratas franceses<a href="https://jchistorybrasil.webnode.com.br/album/periodo-colonial-capianias-hereditarias/corsario-jean-francois-duclerc-jpg/" target="_blank"> Jean-François Duclerc (16? &#8211; 1711)</a> e <a href="https://www.wikiwand.com/pt/Ren%C3%A9_Duguay-Trouin" target="_blank">René Duguay Troin (1673 &#8211; 1736)</a></p></div>
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<p>Em <span style="color: #993300;"><strong>1967</strong></span>, dois anos depois o do 4º centenário da, com nódoa ou sem nódoa, &#8220;mui heróica e leal&#8221; São Sebastião do Rio de Janeiro, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, IHGB, publicou um preciosíssimo <em>Atlas da evoluç</em>ão <em>urbana da cidade</em>, de Eduardo Canabrava Barreiros. São vinte e duas pranchas em que nos passa sob o olhar tudo o que houve com o plano municipal ao longo de quatrocentos anos: abertura de caminhos, ruas e praças, desmontes de morros, aterros de lagoas, charcos e perfis litorâneos, etc.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://openlibrary.org/books/OL17934656M/Atlas_da_evolu%C3%A7%C3%A3o_urbana_da_cidade_do_Rio_de_Janeiro" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-22117" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/atlas.jpg" alt="atlas" width="330" height="483" /></a></p>
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<p>A prancha 10 do atlas, que  tem por base uma planta de 1713, de José Massé, ensina que aquele &#8220;caminho do areal&#8221; passara a se chamar Caminho do Egito. Em sua <em>História das ruas do Rio</em>, Brasil Gerson levanta a possibilidade de ter havido em algum ponto do caminho um oratório com a imagem da fuga de Maria, José e o Menino para o Egito para escapar ao infanticídio decretado por Herodes. Muito mais plausível, embora não se conheça documento que o comprove, é que se chamasse do Egito por conduzir ao campo dos Ciganos, como está no último romance da pentalogia carioca de Alberto Mussa, <em>A</em> <em>biblioteca elementar</em>, de 2018.</p>
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<div id="attachment_21886" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/eventos/proposta-pedagogica-territorio-da-imagem/" target="_blank"><img class="  wp-image-21886" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/caminho-do-egito.jpg" alt="caminho do egito" width="701" height="343" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/eventos/proposta-pedagogica-territorio-da-imagem/" target="_blank">Quando a Rua da Carioca ainda se chamava Caminho do Egito / Proposta Pedagógica: território e imagem, inspirada na plataforma Imagine Rio &#8211; IMS</a></p></div>
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<p>Em algumas línguas, português, italiano, alemão, manteve-se a palavra grega que Bizâncio usou, <em>athígganos</em>, como derivação para cigano, <em>zíngaro, Zigeuner</em> (tsigóiner). Esses nômades originários da Índia tinham entrado na Europa com as invasões mongóis do século XIII e subido até a Boêmia pelo vale do Danúbio. Outro itinerário de entrada teria sido via Egito, e isso diziam os próprios ciganos, o que originou as palavras por que foram chamados em outras línguas. Em castelhano, <em>gitanos</em>, de egiptanos. Em francês, além do empréstimo tomado ao castelhano, <em>gitans</em>, também <em>égyptiens</em> ou <em>bohémiens,</em> dependendo de se tinham chegado pelo Mediterrâneo ou descido pelo continente, &#8211; e Victor Hugo pode numa mesma página de <em>Notre-Dame de Paris</em> chamar sua Esmeralda de <em>bohémienne</em> ou <em>égyptienne</em>. Em inglês, simplesmente<em> gypsys </em>ou <em>gipsys</em>.</p>
<p>Ora, os degredados do campo dos Ciganos diziam que tinham entrado na Europa passando pelo Egito e é mais plausível que por isso a rua tenha se chamado assim do que pelo oratório imaginado por Brasil Gerson.</p>
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<div id="attachment_22118" style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/13288-pra%C3%A7a-tiradentes-o-ber%C3%A7o-da-vida-noturna-carioca-2" target="_blank"><img class="wp-image-22118 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/debret.jpg" alt="Debret" width="349" height="235" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/13288-pra%C3%A7a-tiradentes-o-ber%C3%A7o-da-vida-noturna-carioca-2" target="_blank">Degredados de Portugal, os ciganos se instalaram na imediação da Tiradentes. Alguns enriqueceram traficando escravizados. Interior da casa de um deles, em gravura de Jean-Baptiste Debret, 1820 / Site MultiRio</a></p></div>
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<p>Tom Jobim dizia que o Brasil não é para principiantes. Aqui, prostitutas se apaixonam e traficantes se viciam. E cigano se fixa, cigano se estabelece. E o mesmo Brasil Gerson nos conta como alguns deles ganharam dinheiro com o negócio negreiro no Valongo e deixaram seus acampamentos para vir morar dentro dos limites da cidade. Na Rua do Piolho, como tinha passado a se chamar o caminho do Egito, segundo o mapa de André Vaz Figueira, de 1750, base para a prancha 12 do atlas de Canabrava Barreiros.</p>
<p>&#8220;Piolho&#8221; era como a vizinhança chamava um solicitador da época, cujo nome a história esqueceu, apelido que se dava a gente que como ele vivia escarafunchando arquivos e cartórios em busca de questões de que pudesse tirar proveito. &#8220;Piolho das roupas&#8221;, &#8220;piolho em costura&#8221;. Algo como hoje muquirana (aliás o nome do piolho em tupi), parasita, sanguessuga.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2296" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2296/007A5P3FG5-03.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2296" target="_blank">Georges Leuzinger. Rua do Piolho e Praça da Constituição, c. 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>No começo, o caminho do Egito só tinha casas do lado direito de quem vai para o campo. Do lado esquerdo, só havia uma cerca que separava da cidade os domínios dos franciscanos. Mas quando a ordem terceira de São Francisco da Penitência construiu seu hospital no sopé do morro, detrás dele ficou aberto o espaço em que se fizeram as casas do lado esquerdo e a Rua do Piolho passou a tê-las dos dois lados. O &#8220;Piolho&#8221; tinha na rua a casa em que morava e mais três que alugava.</p>
<p>Na Planta Régia mandada fazer em 1808 pela casa real que chegara ao Brasil naquele ano, a rua ainda se chama do Piolho, mas o campo é da Lampadosa, por causa da igreja dessa virgem que havia (e há) na Rua do Sacramento, atual Avenida Passos. Nessa igreja o Tiradentes teve licença de ouvir uma missa antes de ser  levado ao patíbulo que estava para ele armado no centro do campo.</p>
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<p>Em <span style="color: #993300;"><strong>1723</strong></span>, tinha sido mandada aterrar uma lagoa, às vezes só charco, emanação de miasma e criadouro de mosquitos que havia embaixo, defronte ao convento de Santo Antônio (como se vê no mapa acima, diante do convento assinalado pelo quadrado preto). Naquele espaço se construiu o primeiro chafariz &#8220;da Carioca&#8221;. De suas 16 bicas despejava a água que os velhos arcos construídos pelo governador Aires Saldanha traziam da nascente do rio Carioca pelos altos de Santa Teresa. Depois, Gomes Freire, também governador, mandou subir o maravilhoso monumento que são os Arcos da Lapa, com o idêntico propósito de vencer o vale entre os morros de Santa Teresa e Santo Antônio, trazendo a água para um novo, enorme chafariz de agora 35 torneiras. E largo da Carioca passou a se chamar o espaço do antigo viveiro pestilento aterrado. (Como &#8220;da Carioca&#8221; se chamara lá atrás o caminho que levava até a foz do rio Carioca, na atual praia do Flamengo, onde se fazia a aguada, o reabastecimento de água doce a bordo das embarcações que estavam fundeadas na baía. Quando a Rua do Cano, atual Sete de Setembro, e o chafariz do Mestre Valentim puxaram a água até o largo do Paço, a aguada dos marinheiros passou a se fazer com muito maior comodidade, no cais Pharoux.)</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6709" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6709/0071824cx001-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6709" target="_blank">Marc Ferrez. Largo da Carioca, chafariz com 35 bicas, c. 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A Rua do Piolho, que ganhou a importância de ser o acesso de quem morava lá fora à água do chafariz, passou com o tempo a ser também chamada  de Rua da Carioca, como consta na planta Garnier, de 1859, prancha 16 do atlas do IHGB. Nela, o campo da Lampadosa tinha mudado de novo de nome, praça da Constituição. Sempre se disse que o novo nome comemorava a primeira constituição do Brasil independente, de 1824. Brasil Gerson avança, porém, a informação de que isto foi porque na praça, dia 26 de fevereiro de 1821 &#8211; e apenas dois meses antes de seu embarque de volta a Portugal, a 25 de abril &#8211; d. João VI jurou &#8220;as bases da futura Constituição a ser votada pelas Cortes de Lisboa&#8221;. A República rebatizou outra vez o velho campo: praça Tiradentes.</p>
<p>No começo do século XX, a administração <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Pereira Passos</a> tornou o velho caminho uma rua reta, alargou-a, arborizou-a e a tornou importante eixo de ligação centro-norte da cidade, com suas &#8220;colegas&#8221; lá na frente, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Visconde do Rio Branco,</a> Frei Caneca, Salvador e Estácio de Sá, Haddock Lobo e por ali adiante. Depois, ganharam a concorrência brutal da Presidente Vargas. A rua manteve um charme que foi devagar se degradando e entrou na depressão que agora está atravessando e que se comunica a seus frequentadores mais antigos.</p>
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<p>Em <span style="color: #993300;"><strong>1862</strong></span>, instalou-se no centro da então praça da Constituição o primeiro e possivelmente o mais belo bronze da cidade, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7629" target="_blank">estátua equestre de Pedro I</a>, esculpida e fundida em Paris nas oficinas de Louis Rochet. O imperador está brandindo um calhamaço que seria a constituição de 1824, origem da tal confusão que se criou com a afirmação de Brasil Gerson.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3579" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3579/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="599" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3579" target="_blank">Manoel Banchieri. Estátua equestre de Pedro I, 1862. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><span style="color: #993300;"><strong>2020</strong></span></p>
<p>Da praça que emoldura o monumento, três quartos das portas estão arriados, a maioria &#8211; por causa da pandemia &#8211; definitivamente. Na face entre a Rua da Carioca e a Visconde do Rio Branco estão os dois hotéis da esquina da rua Silva Jardim: o decadente e o moderno da cadeia Ibis. Há depois uma loja de ferragens e &#8220;sebo&#8221; mais nenhum. O Teatro Carlos Gomes está obviamente fechado e o quartel da polícia foi abandonado. Do lado onde funcionou o lendário <em>dancing</em> Estudantina Musical, estão o palacete do visconde do Rio Seco, imponente e restaurado, e seu vizinho moderno, ambos abrigando agora o Centro de Referência do Artesanato Brasileiro. Depois, só mais a tradicional loja <em>Tic-tac</em>, sapataria nos três sentidos: indústria, comércio e reparo de sapatos e consertos gerais. O resto, até a Rua da Constituição, é deprimente, doze portas de aço fechadas, enferrujando.</p>
<p>Dessa Rua da Constituição, há quatro anos, saem, passam pela praça e se enfiam pela Rua Sete de Setembro os trilhos da linha 2 do VLT, tetrassílabo tolo, quando se tem <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127" target="_blank">bonde</a>, delicioso brasileirismo quase monossilábico. Desse lado da praça, funciona um pequeno supermercado. A casa onde morou a cantora Bidu Sayão foi restaurada e abandonada. Na esquina da Rua da Imperatriz há um café e restaurante novo, bastante simpático. Na pequena quadra dali até a Avenida Passos funcionou no século XIX a tipografia e editora do grande Francisco de Paula Brito, aliás nascido na Rua do Piolho, primeiro empregador de um certo Quincas, jovem revisor, por extenso <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Joaquim Maria Machado de Assis</a>. Hoje ali não há mais nada e o outrora imponente casarão da esquina da avenida é uma perigosa ruína. O Teatro João Caetano está também sem função. Na face entre a Rua do Teatro e a da Carioca existe uma caixa de fósforos estreita e comprida, de 31 andares, isolada e horrorosa, o Edifício Centro Paulista. Fora isso, mais nada. Uma filial da Adega do Pimenta, de Santa Teresa, está fechada.</p>
<p>Entremos então pela Rua da Carioca. Mais ou menos metade das portas também está fechada. Do tradicional polo de lojas de instrumentos musicais ainda resistem oito, mas não mais nem A Guitarra de Prata, nem O Bandolim de Ouro. Das de malas ainda existem quatro. De guarda-chuvas, uma só e só uma de chapéus de sol e cadeiras de praia.</p>
<p>Do lado esquerdo de quem está indo para o Largo da Carioca, está a metade do que foi a fachada do Cinema Ideal, com sua marquise de vidro sustentada por belo artesanato de ferro <em>art déco</em>. A sala tinha o luxo de um teto retrátil para noites limpas de verão. A seguir, chega-se a uma simpaticíssima servidão de passagem para a Rua Sete de Setembro, Rua do Verde, inteiramente dedicada a comércios de plantas; e uma filial do paraíso, a loja do Palácio das Ferramentas. Na esquina de Ramalho Ortigão existiu muito tempo um lindo armazém do tipo da Casa Paladino, na Rua Uruguaiana, ou o do Senado na Gomes Freire e o Gomes de Santa Teresa. Pé-direito altíssimo, mobiliário até o teto em madeira escura entalhada e portas de cristal, balcões, prateleiras e gôndolas com milhares de garrafas de toda aguardente imaginável, compotas, rapaduras envoltas em folhas de bananeira secas ou palha de milho. Bar Flora. Agora na esquina, no espaço de um terço do que era, está um bar com graça zero, tudo de fórmica, em que  pessoas engolem de pé e depressa uma fritura massuda qualquer com qualquer refresco para ajudar a descer.</p>
<p>No sobrado do nº 38 &#8211; magnificamente restaurado, deixando à mostra por dentro a antiga alvenaria de pedra e argamassa à base de óleo de baleia -, funcionava até a pandemia e reabrirá depois dela a Casa do Choro, iniciativa de Luciana Rabello, reduto da melhor música instrumental da cidade.</p>
<p>Mas atravessemos a rua. No pequeno edifício estreito do nº 59, ocupou um andar a última redação do Pasquim, em que, praticamente sozinhos, Jaguar e Reinaldo &#8220;casseta&#8221; levaram o barco até o fim. O segundo andar do 53 foi o lendário restaurante Zicartola. Os donos, Cartola e sua mulher Zica, a chefe da cozinha, moravam no andar de cima. O local tinha um espaço em que se apresentava a nata do universo do samba carioca &#8211; e onde Hermínio Bello de Carvalho concebeu o espetáculo <em>Rosa de Ouro</em>, de 1965. O Zicartola foi o primeiro palco de Paulinho da Viola.</p>
<p>Seguindo: Cinema Iris. Em 1973, o patrimônio fechou, para restaurar sua arquitetura eclética e a bela escadaria de ferro que leva ao balcão, a sala que exibia filmes pornô, &#8211; mas em que o mais picante não se passava na tela. Na reinauguração, houve uma concorridíssima festa, com público nada a ver com o que habitualmente frequentava suas poltronas. Cinema mudo a noite toda, animado pela orquestra de Nicolino Coppia, o maestro Copinha. Dali, saiu todo mundo para o Bar Luiz. No dia seguinte, o Iris já tinha voltado à velha batida. Esteve fechado desde março por causa da pandemia, mas reabriu agora em setembro. &#8220;O melhor do Rio em filmes eróticos&#8221; é o orgulhoso aviso que recebe o público: &#8220;três filmes pornô&#8221; por 20 módicos reais.</p>
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<div style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2793" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2793/014AM014001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="477" height="633" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2793" target="_blank">Augusto Malta. Cine Iris, 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O Bar Luiz, antes de vir para a Rua da Carioca, 39, fora na Rua da Assembleia, de um alemão chamado Wendling. Quando se mudou, veio como Adolf, Bar Adolf. Óbvio, na guerra foi obrigado a mudar. Passava por ter o melhor chope da cidade, mesmo quando a cozinha já não era mais nada do outro mundo. Até que alguns anos atrás um novo dono tivesse a infeliz ideia de tirar a chopeira da Brahma e botar a da cervejaria Sol. Pronto: debandada geral. Ninguém mais ia lá &#8211; e agora, ainda por cima, veio a pandemia. O bar foi reaberto com menos mesas, mas as mesmas toalhas imaculadas dando destaque às belas cadeiras pretas tipo austríacas. O chope voltou a ser Brahma. Mas o estrago que se conseguiu num dia pode levar anos para ser reparado, &#8211; se é que será possível reparar.</p>
<p>Desse lado impar, do Bar Luiz até o Largo da Carioca, há ainda uma loja de roupas masculinas, outra de artigos esportivos, uma sapataria e as lojas de artigos de praia e malas, mas não mais a Mala Carioca, a Mala Inglesa ou A Mala Amada. E uma loja maluca, O Rei das Facas, cutelaria que é também armeiro &#8211; espadas decorativas, lanças, fuzis, pistolas, munição -, loja de ferramentas e ferragens, aqueles velhos moedores de carne caseiros, manuais, panelas de ferro, máquinas também manuais de esticar massa de pastel,  penicos de ágate etc.</p>
<p>Entre esses poucos negócios, tudo portas de aço arriadas.</p>
<p>E assim chegamos ao Largo da Carioca, presidido pelo Convento e a Igreja de Santo Antônio e a da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência &#8211; pequenina preciosidade inteiramente forrada de ouro -, no alto do pouco que restou do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719" target="_blank">Morro de Santo Antônio</a>.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7032" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7032/007A5P3F10-058.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7032" target="_blank">Augusto Malta. Convento e Igreja de Santo Antônio, 1902. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Na área que foi desmontada, abriu-se a &#8220;esplanada das estatais&#8221;, Petrobrás, BNDES, BNH. No centro do largo continua o velho relógio, que ficou anos parado e recentemente voltou a funcionar. No subsolo, a estação Carioca do metrô, cuja obra demoliu a loja de discos Palermo, que aparece no filme <em>Garrincha,</em> <em>alegria do povo</em>, de Joaquim Pedro de Andrade: Mané consultando as bancadas de LPs. Lá no fundo, o edifício do Liceu Português, na esquina de Senador Dantas, e à esquerda, na de Bitencourt da Silva, os fundos da Caixa Econômica e do premiado edifício modernista de Henrique Mindlin, o Avenida Central.</p>
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<div id="attachment_22250" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/desenhodocassiobeleza.jpg"><img class="size-large wp-image-22250" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/desenhodocassiobeleza-1024x718.jpg" alt="Largo da Carioca, por Cássio Loredano" width="768" height="539" /></a><p class="wp-caption-text">Largo da Carioca, por Cássio Loredano, 2015 / Acervo IMS</p></div>
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<p>Uma banca de jornais vende mapas e painéis de anatomia daqueles de antigas salas de aula. De vez em quando aparece um vendedor de panaceias em garrafadas, um sujeito com cobras, engolidores de fogo. Um homenzinho de Bíblia em punho anuncia para a indiferença geral o final dos tempos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Cássio Loredano é jornalista e caricaturista. E, sobretudo, um apaixonado pelo Rio de Janeiro e suas histórias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>_____________________________________________________________________________</p>
<p>Link para a <a href="https://ims.com.br/eventos/proposta-pedagogica-territorio-da-imagem/" target="_blank"><em>Proposta Pedagógica: território e imagem</em></a>, realizada pela equipe educativa do IMS-RJ sob inspiração da plataforma interativa <a href="https://imaginerio.org/#en" target="_blank">ImagineRio</a>, que ilustra a partir de fotografias, ilustrações e mapas as transformações sociais e urbanas da cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os cinco anos da Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 22:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica completa cinco anos de existência com 38.437.165 acessos!  O portal promove nesse contexto atual da pandemia do coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes de nossas publicações. Com a participação do historiador Jaime Benchimol, da pneumologista Margareth Dalcolmo e do arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik será realizado no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m, um encontro virtual que será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente, no canal de facebook do Instituto Moreira Salles. A mediação será feita por Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (BN), curadores do portal, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, da Fiocruz. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica, fundada pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, em 17 de abril de 2015, completa cinco anos de existência buscando contribuir para uma escrita da história do Brasil onde as fotografias deixam de ser mera ilustração. A data seria comemorada com a realização do <em>Seminário Brasiliana Fotográfica 5 anos &#8211; A imagem e a escrita da história, </em>no auditório da Biblioteca Nacional que, devido à situação pela qual atravessa o Brasil e o mundo, foi adiado.</p>
<p>Decidimos então promover no contexto atual da pandemia de coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes dos artigos semanais publicados no portal, dando visibilidade aos arquivos de imagem das instituições parceiras, ora disponibilizados na<strong> </strong>Brasiliana Fotográfica e também às pesquisas existentes sobre estes temas &#8211; elementos de reflexão sobre o momento presente. O encontro virtual será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente,<strong><span style="color: #696969;"> </span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">no canal de facebook do Instituto Moreira Salles</span> <span style="color: #333333;">-</span> </span> <a href="https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles&amp;source=gmail&amp;ust=1586978883745000&amp;usg=AFQjCNHH4jhUPwFEfqJujollcgRqp6e3sA">https://www.facebook.<wbr />com/pg/institutomoreirasalles</a>, no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5746/BR-RJ-COC-02-10-20-40-001-008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"> Quartos em tela metálica para isolamento de doentes atacados de Febre Amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos para este encontro e debate o historiador Jaime Benchimol, a pneumologista Margareth Dalcolmo &#8211; ambos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, instituição integrante do portal Brasiliana Fotográfica &#8211; e o arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. O debate será mediado pelos dois curadores da Brasiliana Fotográfica &#8211; Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, e Joaquim Marçal, Coordenador da BN Digital -, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, pesquisadora do Departamento de Arquivo da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg" alt="logo" width="276" height="62" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos também celebrar o aniversário do portal agracedendo a você, nosso leitor, que percorre nosso acervo fotográfico que, até o momento, possui <strong><span style="color: #800000;">6.709 </span></strong><span style="color: #333333;">imagens de 11 instituições, e também lê </span>nossas publicações semanais: já são <span style="color: #800000;"><strong>249</strong><span style="color: #333333;">!</span></span><span style="color: #333333;"> Ao longo desses cinco anos </span>já tivemos <span style="color: #800000;"><strong>38.437.165 </strong></span>acessos!</p>
<p>Com uma rigorosa seleção e indexação das imagens que integram nosso acervo fotográfico, com o uso de uma linguagem simples e com a realização de uma pesquisa minuciosa, um dos objetivos da Brasiliana Fotográfica é atrair o interesse do maior número de leitores possível, de todas as faixas etárias e níveis de formação acadêmica, para assuntos relativos à história da fotografia, do Brasil e do mundo. Os artigos, semanais, são escritos por profissionais ligados às instituições integrantes do portal,  por curadores convidados como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank">Cassio Loredano</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank">Elvia Bezerra</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Eucanaã Ferraz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank">Lilia Moritz Schwarcz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank">Maria Isabela Mendonça dos Santos</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13350" target="_blank">Millard Schisler</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Pedro Karp Vasquez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5008" target="_blank">Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva</a> e também pelos curadores do portal Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as <span style="color: #800000;">6.709 </span>fotografias publicadas ao longo desses cinco anos na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha dos temas é variado: pode ser baseada tanto em uma efeméride como em uma reflexão mais teórica, na beleza ou na importância histórica de uma imagem ou de um grupo delas ou pode, também, se relacionar com algum fato da atualidade como foi, por exemplo, a publicação do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>, </em>em 20 de março de 2020, quando o mundo e o Brasil enfrentavam (ainda enfrentam) a pandemia do coronavírus. O presidente em questão foi Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), uma das milhões de vítimas da gripe espanhola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/detalhe-da-foto.jpg" alt="detalhe da foto" width="734" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Augusto Malta. Doutor Rodrigues Alves no Campo de Santana, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS &#8211; Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A elaboração de perfis de fotógrafos acompanhados por galerias de suas fotografias disponíveis no acervo do portal e por cronologias é uma das marcas da Brasiliana Fotográfica. E uma das estrelas das pesquisas realizadas para esses artigos é, além da bibliografia disponível sobre os temas, a <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, com os<em> </em><em>links</em> para as notícias da época em que os fatos ocorreram. De abril de 2015 a março de 2020, foram publicados 44 perfis, o primeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank"><em>Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</em></a>, em 24 de maio de 2015; e o último, <em><a title="As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 - 1966)" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em>, em 21 de fevereiro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1892/001AMI010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, 1887 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Lista de todos os perfis de fotógrafos publicados na Brasiliana Fotográfica de abril de 2015 a março de 2020</em></span></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2015</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> </em></span><em>1 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</a></em></p>
<p><em>2 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</a></em></p>
<p>3 <em>– <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</a></em></p>
<p>4<em> &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379">Vincenzo Pastore (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 &#8211; São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a></em></p>
<p>5 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415">Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</a></em></p>
<p>6 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002">Guerra de Canudos pelo fotógrafo Flavio de Barros</a></em></p>
<p>7 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">O editor e fotógrafo suíço Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a></em></p>
<p>8 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945">Imagens do Espírito Santo por Albert Richard Dietze (Alemanha, 1838 &#8211; Brasil, 1906)</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2016</em></strong></span></p>
<p>9 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885">O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881) e o &#8220;Brasil Pitoresco&#8221;</a></em></p>
<p><em>10 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"><em>O suicídio do fotógrafo Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</em></a></p>
<p>11 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924">Ipanema, que completa 122 anos, pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a></em></p>
<p>12 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045">Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</a></em></p>
<p>13 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398">O fotógrafo Juan Gutierrez de Padilla (c.1860 &#8211; 28/6/1897)</a></em></p>
<p>14 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382">O fotógrafo paisagista Camillo Vedani (18?, Itália &#8211; c. 1888, Brasil)</a></em></p>
<p>15 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545">O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>16 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809">Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</a></em></p>
<p>17 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">O retratista português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 14 de outubro de 1912)</a></em></p>
<p>18 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank"><em>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 &#8211; França, 30/10/1877)</em></a></p>
<p>19 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 &#8211; RJ, 12/01/1923)</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2017</em></strong></span></p>
<p>20- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a></em></p>
<p><em>21 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> </em></p>
<p><em>22-</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567">Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</a> </em></p>
<p><em>23 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290">Abram-Louis Buvelot (Suíça, 03/03/1814 &#8211; Austrália, 30/05/1888)</a> </em></p>
<p><em>24 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8946">Um fotógrafo inglês na Bahia: Benjamin Robert Mulock (18/06/1829 &#8211; 17/06/1863)</a> </em></p>
<p><em>25 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008">&#8220;Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios&#8221;, por Pedro Vasquez</a></em></p>
<p><em>26 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527">Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão</a> </em></p>
<p><em>27 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890">O cronista visual de Diamantina: Chichico Alkmim, fotógrafo (1886 &#8211; 1978)</a></em></p>
<p><em>28 -</em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a></p>
<p>29 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"> O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)</a></em></p>
<p><em>30- </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</a></em></p>
<p><em>31 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><em>O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em> </em><strong><em>2018</em></strong></span></p>
<p><em> </em><em>32 – <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460">A construção Madeira-Mamoré, a ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a></em></p>
<p><em>33- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10959">O fotógrafo, botânico e naturalista alemão George Huebner (1862 &#8211; 1935)</a></em></p>
<p><em>34 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341">O francês Hercule Florence (1804 &#8211; 1877), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo</a></em></p>
<p><em>35 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264">Lunara (1864 &#8211; 1937), um fotógrafo amador e fotoclubista de Porto Alegre</a></em></p>
<p><em>36 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149">O fotógrafo açoriano Christiano Junior (1832 &#8211; 1902) e sua importante atuação no Brasil e na Argentina</a></em></p>
<p><em>37 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930">A prisão do fotógrafo e aviador britânico S.H. Holland (1883 &#8211; 1936) no Rio de Janeiro, em 1930</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2019</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>38 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091">Carlos Bippus e as paisagens cariocas</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>39 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299">Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>40 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863">João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>41 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16234">Imagens de Blumenau: por Bernardo Scheidemantel e em álbum do início do século XX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>42 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16283">A Colônia Dona Francisca, Joinville, por Louis Niemeyer</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>43 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103">Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2020</em></strong></span></p>
<p><em>44 </em>- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre esses perfis está o do fotógrafo Marc Ferrez, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, publicada em 7 de dezembro de 2016</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a obra de Ferrez, que é por muitos considerado o mais importante fotógrafo que atuou no Brasil no século XIX, foram escritos mais 13 artigos na Brasiliana Fotográfica: <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">O Rio de Janeiro de Marc Ferrez, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez ,</a> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de Sérgio Burgi</a>; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</a>, </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884" target="_blank"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank">Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</a> e </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb.</em></a></p>
<p>Outro objetivo do portal é divulgar mais questões ligadas à preservação digital, um assunto que toca não apenas às instituições de memória, mas a todos aqueles que produzem imagens digitais em seu dia a dia sem, no entanto, cuidar de sua preservação. Nesse sentido, já publicamos alguns artigos mas ainda temos muito a percorrer. Também desejamos ampliar a abrangência do portal com a adesão de instituições de todos os estados do Brasil.</p>
<p>Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=736" target="_blank">a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antonio Luiz Ferreira)</a>, realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, com a presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>. A descoberta, realizada pela editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, foi saudada em outra publicação do blog pelo historiador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915">José Murilo de Carvalho</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. / Acervo IMS / Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">Os registros mais acessados pelos leitores nesses cinco anos foram as fotografias<em> </em><em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795">Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil</a></em>, de Antonio Luiz Ferreira; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570">Índios Botocudos</a></em>, de Walter Garbe; <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/633" target="_blank"><em>Escola pública em Curytiba</em></a>, de Marcos A. de Mello; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794">A Família Imperial reunida</a>,</em><em> </em>de Alberto Henschel; e <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504"><em>Índios da Tribo Carajás</em></a>, de autoria desconhecida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2504/007A5P4FP2-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="566" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank">Essa fotografia de índios da tribo Carajás, de 1888, é um dos cinco itens mais acessados nos cinco anos da Brasiliana Fotográfica / Acervo IMS</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"> </a></p>
<p>Além das instituições fundadoras do portal, FBN e IMS, integram a Brasiliana Fotográfica o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o </span><span class="Z3988">Arquivo Nacional, a </span><span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a </span><span class="Z3988">Fiocruz, a </span><span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco, o </span><span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4342/discover">,</a> o </span><span class="Z3988">Museu Aeroespacial, o </span><span class="Z3988">Museu da República e o </span><span class="Z3988">Museu Histórico Nacional. A gestão do portal é realizada por </span>Roberta Zanatta (IMS) e por Vinicius Martins (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais uma vez, muito obrigada e vamos em frente!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro por Cássio Loredano</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2018 14:27:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro é uma das obras-primas da arquitetura portuguesa do período do Brasil colonial. Sabendo que a edificação é a preferida do caricaturista Cássio Loredano no Rio de Janeiro, inclusive tendo sido desenhada por ele para o livro "Rio, papel e lápis" (2015), a Brasiliana Fotográfica selecionou duas fotos do prédio, uma de Augusto Stahl (1828 - 1877) e outra de Georges Leuzinger (1813 - 1892), ambas produzidas em torno de 1865, e as mostrou para ele que, inspirado pelas imagens e por sua predileção, escreveu o texto que o portal publica no mês da festa de Nossa Senhora da Glória, que se comemora no dia 15 de agosto.
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro é uma das obras-primas da arquitetura portuguesa do período do Brasil colonial. Sabendo que a edificação é a preferida do caricaturista Cássio Loredano no Rio de Janeiro, inclusive tendo sido desenhada por ele para o livro &#8220;Rio, papel e lápis&#8221; (2015), a Brasiliana Fotográfica selecionou duas fotos do prédio, uma de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> e outra de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, ambas produzidas em torno de 1865, e as mostrou para ele que, inspirado pelas imagens e por sua predileção, escreveu o texto que o portal publica no mês da festa de Nossa Senhora da Glória, que se comemora no dia 15 de agosto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro por Cássio Loredano</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Cássio Loredano*</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2154/007A5P3F05-16.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2154" target="_blank">Augusto Stahl. Nossa Senhora da Glória do Outeiro, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes de mais nada, uma pergunta em dois tempos. E um registro de protesto provindo de altíssima esfera. A pergunta: que necessidade terão tido os católicos cariocas de erigir, a poucas centenas de metros um do outro, dois templos em louvor da mesma virgem, Nossa Senhora da Glória? Por que a igreja do Largo do Machado se, desde pelo menos 1739, já pairava maravilhosa a outra, no alto do Outeiro, pequenina jóia incrustada no cenário prodigioso da baía?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3010" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3010/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="422" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3010" target="_blank">Augusto Malta. Igreja do Largo do Machado, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Biblioteca Nacional</a></p></div>
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<p>Talvez outra irmandade devota da mesma virgem, talvez a necessidade de mais espaço e para fiéis que não desejassem sofrer subidas&#8230; E o protesto, de ninguém menos do que de Joaquim Maria Machado de Assis. O &#8216;bruxo&#8217; simplesmente arrenegava daquele &#8220;templo grego imitado da Madeleine, com uma torre no meio imitada de coisa nenhuma&#8221; e desviava daquilo os olhos e o pensamento toda vez que passava pelo Largo, escreveu, para evitar o pecado de mandar templo e torre aos diabos. E tinha que fazê-lo pelo menos duas vezes ao dia, no bonde que o trazia do Cosme Velho à repartição e no que o levava de volta a casa. Mas chega. Não percamos mais tempo com a fealdade da Glória da praça, desviemos por nossa vez o pensamento e dirijamos o olhar para o Outeiro.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/132" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></span></strong></p>
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<div>Ótimo ponto de vista é a esquina da rua da Glória com Cândido Mendes, pelo vão que a folhagem dos plátanos abre ali. É agosto, é meio-dia e é domingo, suponhamos, dia da feira da Augusto Severo, a mais simpática da cidade. Os sinos se esganiçam e puxam-nos o olhar para o alto. Céu de inverno, nuvem nenhuma, o azul profundo que um jato estraga com uma risca de giz. Como é agosto, a igrejinha está toda engalanada para a festa do dia 15. A dez de seus dezoito coruchéus foram fixados os mastros das bandeiras, duas de cada, do Brasil, de Portugal, a branca e a amarela do Vaticano e as do Rio, estado e cidade. Aí, nesse domingo ideal, vinha uma brisa empurrar de leve os panos coloridos, só para sublinhar a sempre repetida leveza da construção. Banhada de sol, a cal da fachada brilha que ofusca contra aquele fundo de cobalto.</div>
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<div>Não foram justos com a Glória os pintores viajantes que a retrataram dezenas de vezes nas vistas que fizeram da baía de Guanabara. Ou porque de muito longe não lhe vissem com clareza os detalhes ou pelo que fosse, nunca acertaram com sua forma, com sua elegância, com sua sobriedade, com sua graça. Menos o grande Thomas Ender, aquarelista que a princesa Leopoldina trouxe consigo e que voltou para Viena com o tesouro do Rio e um pouco do Brasil da segunda década do Oitocentos em seus desenhos e aquarelas. Ender e depois, é claro, a fotografia.</div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/icon395061_28_104.jpg" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/icon395061_28_104.jpg" alt="" width="701" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/icon395061_28_104.jpg" target="_blank">Thomas Ender. Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro, 18-?. Rio de Janeiro / Acervo BN</a></p></div>
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<div>Fotografias antigas mostram então como foi se enchendo de ruído a placidez em que a Glória está nos óleos e aquarelas. Entre o sopé do outeiro e o monumento a Cabral e Pero Vaz, foi-se aglomerando um casario desordenado, houve depois um mercado e até uma chaminé. Manuel Bandeira levou a vida se lamentando de tudo o que vinha estorvar aquele silêncio antigo, coroando com a competição desonesta que a mole do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">Hotel Glória</a> veio fazer à igreja na paisagem. (Agora, temos a mole &#8211; e depenada pelo infeliz que soltaram e cuja dívida fica para ser paga no Hades.) Ao menos nos vimos livres daquele certo mafuá que tinha se formado no entorno imediato do outeiro. E veio Lúcio Costa com seu tino certeiro para assuntos de patrimônio e construiu aquelas belas rampas de acesso ao adro da igreja com as pedras retiradas do cais do Flamengo com a construção do Aterro.</div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4428" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4428/SAm52-0046.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="560" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4428" target="_blank">Georges Leuzinger. A Glória vista do Passeio Público, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div>As rampas e seus patamares, quando o portão verde está aberto, são a subida mais bonita. Pelo lado da rua do Russel, existe para constar um plano inclinado que nunca está funcionando. Então, é subir pela Ladeira da Glória, que arranca do início da rua do Catete. A partir da praça de Nossa Senhora da Glória, lá em cima, a rua muda de nome e desce mais comprida, portanto menos íngreme, como Ladeira de Nossa Senhora, para desaguar no exosqueleto do Hotel Glória. É outra opção de subida.</div>
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<div>Chegados à praça, damos, no centro do muro de arrimo do adro, com uma imagem sem interesse da virgem dentro de uma vitrine. De cada lado da vitrine estão os portões das escadas que convergem para a entrada do adro. Aberto está sempre só o da esquerda. O adro da Glória do Outeiro, um retângulo com os ângulos chanfrados, não é imenso mas é amplo em relação ao diminuto templo. É um dos espaços arquitetônico-urbanísticos mais generosos e felizes da cidade e a sensação de ali estar é das mais agradáveis possíveis, sensação de plenitude, de comunhão com a maravilhosa vista que dali se tem. (Neste espaço, José de Alencar imaginou a primeira cena de <em>Lucíola</em>, num entardecer de 15 de agosto, a festa da Glória. Em meio ao povaréu que está no adro, duas personagens masculinas põem-se a falar de linda dama desacompanhada que observam e que só um deles conhece. E mais não digo, para não bancar o spoiler.)</div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4290" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4290/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.AM.NG.976.2058.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4290" target="_blank">Augusto Malta. Praia do Russell, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<div>Eis a igreja, em suas delicadas proporções. A torre única, central, de base quadrada, se eleva a partir de um pórtico em cantaria de pedra com uma abertura frontal e duas laterais, todas em arcos plenos. A partir da altura do coro, a torre sobe em pilastras de pedra e alvenaria caiada até a cimalha e daí sai a sineira de alvenaria entre cunhais de pedra, tudo arrematado por quatro coruchéus e um bulbo de base octogonal com seu galo e sua cruz. Este bulbo foi a principal pedra no sapato daqueles pintores viajantes. Mas não acertaram mesmo. Só o austríaco.</div>
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<div>A portada principal, a do pórtico, e as duas laterais de acesso à nave da igreja só se abrem em dias de serviço, casamentos, batismos, encomenda de almas. Em dias normais, a entrada é por trás, por uma das portas da sacristia. É preciso contornar a igreja. E mesmo que assim não fosse, a generosidade do adro nos convida, quase que nos obriga a essa volta em torno da construção. O espaço e a própria forma da igreja. Sua planta a partir do quadrado do pórtico/torre são dois octógonos irregulares, oblongos, um maior, o da nave, e outro menor, o da sacristia, interligados por uma cintura entre eles. O da nave é mais alto, contém o térreo e o nível do coro e das galerias que levam às tribunas, enquanto o da sacristia só tem térreo. Esses catorze ângulos externos dão ao corpo da igreja um dinamismo único e de cada um sobe uma pilastra de cantaria até a cimalha e seus catorze coruchéus ou pináculos.</div>
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<div>Mas entremos pela sacristia. Mosaico xadrez preto e branco no chão; o grande aparador de madeira castanha escura com seus gavetões; os paramentos; a alfaia rebrilhando. A toda a volta, nas paredes, uma barra de azulejos de onze quadrados de altura &#8211; na nave, a altura da barra sobe para dezesseis azulejos -, que o BNDES fez restaurar há alguns anos. Mandou vir a equipe que fizera a restauração da azulejaria de São Francisco da Penitência da Bahia. Para os níveis mais baixos dos painéis, o pessoal tinha que trabalhar deitado no chão. &#8220;Não foram baianos&#8221;, alguém brincou. Quando na verdade a posição era extremamente desconfortável e dolorosa para braços e pescoços.</div>
<p>Dois corredores, que saem da sacristia um para cada lado e envolvem por fora a capela-mor lá dentro, conduzem às passagens que dão ingresso à nave. Muito do que aqui se fez até agora foi repetir as lições magistrais da professora Sandra Alvim em seus três volumes da <em>Arquitetura religiosa colonial no Rio de Janeiro</em> (Editora da UFRJ/IPHAN/Prefeitura do Rio/Faperj,1997/1999/2014). Uma vez dentro da igreja, é melhor darmos-lhe diretamente a palavra para que nos guie o olhar e nos ensine a ver a beleza daquela austeridade inaugural, na contramão da tendência do século ao luxo da talha e do ouro, dos forros coloridos, do ornamento em suma.</p>
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<div>&#8220;A Igreja da Glória é uma das poucas do Rio de Janeiro na qual o espaço interno é definido pela construção propriamente dita. Não é a talha que organiza o espaço, e sim as superfícies das paredes estruturais e os elementos arquitetônicos de cantaria. O aspecto de obra acabada do seu interior foi tão forte e excepcional que não necessitou do preenchimento posterior com ornamentação em talha. Esta se restringiu aos altares e elementos complementares como os púlpitos, o coro e as sanefas. Até mesmo os nichos para os retábulos laterais foram definidos por arcos de cantaria, posteriormente encobertos pela talha dos altares. Outra importante característica da Igreja da Glória é a sua abundante iluminação natural, fato inédito entre as igrejas locais. Esse fato define uma mudança radical em relação às igrejas escuras da primeira fase [da arquitetura religiosa no Brasil] e revela também o apuro técnico de sua construção. Isso porque as grandes janelas laterais da nave foram abertas nas altas paredes que sustentam o empuxo exercido pela abóbada, sem comprometer suas funções estáticas.&#8221;</div>
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<div>Tal domínio técnico e a qualidade formal da construção tornaram desnecessário o &#8220;uso de talha contínua para esconder as incorreções construtivas e a deficiência compositiva, como ocorria nas igrejas que então se realizavam&#8221;. À madeira, ao ouro, às cores, preferiu-se e se decidiu por deixar nuas a pureza de linhas e a perfeição estrutural do projeto atribuído ao tenente-coronel engenheiro José Cardoso Ramalho.</div>
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<div style="width: 579px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3304" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3304/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="569" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3304" target="_blank">Augusto Malta. Igreja do Outeiro da Glória, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo BN</a></p></div>
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<div><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3304" target="_blank"> </a></div>
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<div>Um pouco de história e uma fofoca. Imagine-se a esquadra que trazia a família real em 1808 entrando na barra, entre a fortaleza de Santa Cruz e o Pão de Açúcar. O outeiro e a pequenina Glória são a primeira coisa da velha cidade que dali se avista, na época ainda diretamente debruçados sobre a baía, sem nenhum dos vários aterros que agora os mantêm tão apartados da água. Só pouco depois aparecem as igrejas do Castelo: São Sebastião e o Colégio dos Jesuitas.</div>
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<div>Pedro, filho do regente d. João, que também vem embarcado, tem nove para dez anos. Vai se casar dali a nove anos com Leopoldina, a princesa austríaca que trará consigo aquele nosso Thomas Ender. O novel casal, certamente encantado com a mimosa igrejinha, elegerá a Glória para batizar todas as primeiras crianças brasileiras das casas de Bragança e Habsburgo, esta a linhagem dos &#8216;Áustrias&#8217;.</div>
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<div>Parêntese, para tentar acabar com essa história de nossas matas, nosso ouro. Quem desenhou a bandeira do Brasil independente, depois de 1822, foi Debret, um daqueles artistas napoleônicos que ficaram desempregados depois de Waterloo e vieram bater às portas de palácios brasileiros, &#8211; e para quem arranjaram o eufemismo de &#8220;missão&#8221; francesa. Inspirado talvez nos estandartes dos regimentos napoleônicos, Debret botou um losango na bandeira, losango amarelo, cor dos Habsburgo, dentro do campo verde da casa de Bragança, sendo ainda o losango em heráldica a forma em que tradicionalmente se inscrevem os brasões das damas. Diz João Guilherme C. Ribeiro, em <em>Bandeiras que contam histórias</em> (ed. Zit, 2003), que &#8220;provavelmente a brasileira foi a primeira bandeira nacional a honrar uma mulher&#8221;.</div>
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<div>Mas voltando. Na Glória foi batizado por exemplo o menino Pedro, futuro segundo imperador, mas antes dele a primogênita de Pedro e Leopoldina, Maria da Glória. Esta brasileirinha terá grande importância na história de Portugal. Quando d. João VI morreu em Lisboa em 1826, d. Pedro, que tinha sobre a cabeça a coroa brasileira, abdicou do trono português em favor de Maria da Glória, que tinha só sete anos. Propôs o<span style="color: #ff0000;"><strong> </strong><span style="color: #333333;">casamento da garota com seu tio Miguel, irmão mais novo dele, Pedro, e determinou que o consorte fosse o regente da futura esposa até a maioridade desta. Mas</span></span><span style="color: #333333;"> </span>Miguel se auto-coroou rei ele mesmo e Pedro ficou fulo do lado de cá do Atlântico. Abdicou de novo, dessa vez do trono brasileiro e partiu para guerrear o irmão. Ganhou &#8211; e o nosso Pedro I é o Pedro IV de lá. Oficialmente, foi uma guerra civil portuguesa de três anos entre absolutistas, os miguelistas, e liberais, os partidários de Pedro. Mas Evaldo Cabral de Melo bota pimenta no assunto. Diz que Miguel era só meio-irmão de Pedro. E não era por parte de pai, mas sim só da espanhola. Ora, não sendo filho do rei morto&#8230; Vá saber.</div>
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<div>O fato é que Maria da Glória foi d. Maria II de Portugal. (Maria I foi sua bisavó, a louca, que morreu no Brasil.) D. Pedro IV é o nome oficial do Rossio, praça-umbigo de Lisboa. Está ele no centro da praça, de pé sobre altíssima coluna, olhando para a fachada do Teatro D. Maria II, o &#8216;municipal&#8217; lá deles.</div>
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<div>Irmão mais novo da brasileira rainha de Portugal, nosso Pedro II também batizou a filharada toda no Outeiro, inclusive a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Redentora</a>. E concedeu à irmandade dona da igreja o direito de usar &#8216;imperial': Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, oficialmente. O brasão da família imperial está entalhado em madeira com detalhes em dourado no alto do arco-cruzeiro da igreja.</div>
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<div>*Cássio Loredano é caricaturista.</div>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Pequena cronologia da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro</em></span></strong></p>
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<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/1438260726.jpg" alt="" width="460" height="460" /><p class="wp-caption-text">Cássio Loredano. A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, 2015. Do livro &#8220;Rio, papel e lápis&#8221;(2015)</p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1608</strong></span> &#8211; Segundo o site oficial da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, &#8220;alguns anos após a fundação da cidade, quando no ano de 1608, um certo Ayres colocou uma pequena imagem da Virgem numa gruta natural existente no morro&#8221;. Assim começava no Rio de Janeiro a devoção à Nossa Senhora da Glória.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1671</strong> </span>- Ainda segundo o site oficial,  as origens históricas remontam a a esse ano quando o &#8220;ermitão Antonio Caminha, natural do Aveiro, esculpiu a imagem da Virgem em madeira e ergueu uma pequena ermida no “Morro do Leripe”, onde já existia a gruta, formando-se em torno um círculo de devotos&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1699</strong></span> &#8211; Em 20 de junho, as terras com o nome de Chácara do Oriente, que compreendiam o outeiro, e que pertenciam a Cláudio Gurgel do Amaral, irmão da Ordem 3ª da Penitência e da Santa Casa de Misericórida, foram doadas à confraria de Nossa Senhora em escritura pública com a condição de que se fosse construída uma capela permanente e que nela fossem sepultados o doador e seus descendentes.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1701</strong></span> &#8211; O padre João Caminha, filho de Antônio, foi designado em documento de 1º de abril capelão do coro da ermida.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1714</strong></span> &#8211;  Segundo o Santuário Mariano, a Irmandade para cultuar Nossa Senhora da Glória possuía, nesse ano, quando foi iniciada a construção da Igreja da Glória, “quantidade de dinheiro para dar princípio a uma nova e grande igreja de pedra e cal, porque a primeira que se fez foi de madeira e barro.”</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1739</strong></span> &#8211; Conclusão da contrução da Igreja da Glória. Seu projeto é atribuído ao tenente-coronel José Cardoso Ramalho.</p>
<p style="text-align: left;">Instituição canônica da Irmandade de Nossa Senhora da Glória, em 10 de outubro, por ato do bispo do Rio de Janeiro, Frei Antonio de Guadalupe.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1808</strong></span> &#8211; Chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, em 8 de maio. A predileção da Corte Portuguesa pela Igreja da Glória deu a ela muito prestígio.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong> 1819</strong></span> &#8211; A neta de D. João VI (1767 &#8211; 1826), filha de d. Pedro I (1798 &#8211; 1934), a princesa Maria da Glória (1819 &#8211; 1853), foi consagrada à Virgem da Glória e a partir de então os membros da família Bragança, nascidos no Brasil, são consagrados a ela.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong></span> &#8211;  D. Pedro II outorgou o título de “Imperial” à Irmandade Nossa Senhora da Glória, em 27 de dezembro. Após esta data todos seus descendentes nascidos no Brasil são membros da mesma.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro foi, durante o governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), declarada Monumento Nacional.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; O tombamento definitivo da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro está inscrito no Livro Tombo do Ministério de Educação, de 4 de maio de 1938, assinado por Rodrigo de Franco de Andrade (1898 &#8211; 1969), então presidente do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN, atual IPHAN).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong> </span>- Comemoração dos 200 anos da Irmandade de Nossa Senhora da Glória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/96346" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de outubro de 1939, segunda coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/96501" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de outubro de 1939, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; Em 1° de novembro de 1950, o Papa Pio XII (1876 &#8211; 1958) proclamou o Dogma da Assunção da Virgem Maria e conferiu à Igreja da Glória o título de Basílica Nacional da Assunção (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/6046" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de novembro de 1950</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi publicada, na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/72146"><em>O Cruzeiro</em>, 2 de setembro de 1950</a>, uma fotografia de autoria de Luciano Carneiro da iluminação da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1965</strong> </span>- Dentro da programação de celebração do 4º Centenário da Fundação do Rio de Janeiro, foi construída pela administração estadual uma nova rampa de acesso à Igreja da Glória intercalada por terraços, um projeto do arquiteto Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998), defensor da obra desde a década de 40.</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/136997" target="_blank">na revista <em>O Cruzeiro</em> de 27 de maio de 1961, foi publicada a matéria <em>Um aquarelista inglês no Rio Imperial</em>, sobre o pintor Emerica Essex Vidal (1791 &#8211; 1861), ilustrada com o trabalho<em> Igreja da Glória em 1937</em>.</a></p>
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<div id="attachment_12882" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/136997"><img class="wp-image-12882 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/08/inglês.jpg" alt="inglês" width="700" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/136997" target="_blank">Igreja da Glória em 1837, por Emerica Essex Vidal, O Cruzeiro, 27 de maio de 1961</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p style="text-align: left;">Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">Fontes</span>:</strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">Outeiro da Glória: marco na história da cidade do Rio de Janeiro&#8230;[et al]: organizado por [Roberto Padilla]: fotografias de [Zeca Pinheiro Guimarães&#8230;et al]. &#8211; João Pessoa: Artepadilla, 2015.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_hist.gif&amp;Cod=1734" target="_blank">Portal do IPHAN</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.infopatrimonio.org/?p=20795#!/map=38329&amp;loc=-22.921501999999997,-43.17540499999999,17" target="_blank">Site Infopatrimônio</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://outeirodagloria.org.br" target="_blank">Site oficial da Imperial Irmandade Imperial de Nossa Senhora da Glória do Outeiro</a></p>
<p style="text-align: left;">SUZUKI, Marcelo. <a href="https://www.ufrgs.br/propar/publicacoes/ARQtextos/pdfs_revista_15/04_MS_Outeiro_01022010.pdf" target="_blank"><em>As rampas do Outeiro da Glória</em></a>. Artigo da revista ArqTexto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">TELLES, Augusto C. da Silva. <em>Nossa Senhora da Glória do Outeiro</em>. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 1969.</p>
<div id="attachment_12698" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/7370" target="_blank"><img class="wp-image-12698 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/desenho.jpg" alt="desenho" width="540" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/7370" target="_blank">Desenho A festa da Glória, publicado na capa do Jornal do Brasil de 15 de agosto de 1903</a></p></div>
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