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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; bota-abaixo</title>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII e Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória</title>
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		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 May 2023 17:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Beira Mar]]></category>
		<category><![CDATA[bota-abaixo]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Pereira Passos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Moreira Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Praia do Russel]]></category>
		<category><![CDATA[reforma urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Rua do Russel]]></category>
		<category><![CDATA[sede]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>
		<category><![CDATA[Série Rio de Janeiro desaparecido]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o 23º artigo da Série O Rio de Janeiro desaparecido e o 17º da série Avenidas e ruas do Brasil, com o tema Praia e a Rua do Russel, na Glória. A Praia do Russel, que desapareceu completamente, na década de 1960, com a criação do Aterro do Flamengo, teve aterrada uma grande parte, em meados da década de 1900, para a construção da Avenida Beira-Mar, inaugurada, em 1906. A Rua do Russel, que teve aprovada sua denominação, em janeiro de 1868, será durante os próximos quatro anos o local da sede carioca do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. A publicação traz imagens produzidas pelos fotógrafos Antônio Caetano da Costa Ribeiro, Archanjo Sobrinho, Augusto Malta, Georges Leuzinger, Guilherme Santos, Jorge Kfuri, Juan Gutierrez  e Marc Ferrez.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica publica o 23º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>e o 17º da série <em>Avenidas e ruas do Brasil, </em>com o tema Praia e Rua do Russel, na Glória. Grande parte da Praia do Russel foi aterrada, em meados da década de 1900, para a construção da Avenida Beira-Mar, inaugurada, em 1906, cuja abertura foi, assim como a execução da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a>, uma das grandes obras realizadas durante a gestão do prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/13568" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1906</a>). A Praia do Russel desapareceu completamente com a criação do Aterro do Flamengo, na década de 1960. A Rua do Russel será durante os próximos quatro anos o local da sede carioca do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9119" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9119/007ALA065.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9119" target="_blank">Jorge Kfuri. Acampamento americano na Praia do Russel, c. 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A publicação traz imagens produzidas pelos fotógrafos amadores Archanjo Sobrinho (18? &#8211; 19?) e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, um dos mais importantes fotógrafos paisagistas dos oitocentos, no Brasil; pelo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1937; por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, um dos mais importantes difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país; por Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? &#8211; 19?) e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, cuja vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Russel, a praia é do Russel em nome, porque propriamente falando ela é de El-Rei, do seu povo e dos poetas que ali vão inspirar-se. é uma praia parnaso&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/27784" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 12 de setembro de 1871</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/27784" target="_blank"> </a></p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6372" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6372/GT53.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6372" target="_blank">Juan Gutierrez. Praia do Russel, c. 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O prefeito Pereira Passos promoveu uma significativa reforma urbana no Rio de Janeiro, realizando diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em>Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9704" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9704/007A6P3F03-024.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9704" target="_blank">Marc Ferrez. Avenida Beira-Mar &#8211; Cais da Glória, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/352" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Praia do Russel selecionadas e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9934" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9934/001AS001002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="344" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9934" target="_blank">Archanjo Sobrinho. Praia do Russel e Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, c. 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à Praia do Russel. Até os primeiros anos da década de 1860, chamava-se Praia de Pedro I, mas com o início das operações da primeira empresa responsável pelo tratamento do esgoto da cidade, a Rio de Janeiro City Improvements Limited, mudou de nome (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/21477" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 30 de janeiro de 1863, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/24883" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de setembro de 1869, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O leitor conhece a formosa praia que circunda a pitoresca colina da Glória; chamam-na praia do Russel. Aí se vai banhar crescido número de pessoas&#8221;. </em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/27141" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 6 de abril de 1871</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A lei n. 719, de 28 de setembro de 1853, aprovada pelo<a style="color: #000000;" href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-1929-29-abril-1857-557949-publicacaooriginal-78724-pe.html" target="_blank"> decreto n. 1.929, de 29 de abril de 1857</a>, autorizou o contrato estabelecido entre o governo imperial e os empresários Joaquim Pereira Viana de Lima Júnior e João Frederico Russell (18? &#8211; 1888), cujo sobrenome acabou dando nome à praia e a um pequeno bairro entre a Glória e o Flamengo. Ele era engenheiro, filho de ingleses, e morava numa casa, na Praia do Russel, demolida em 1920 para a construção do <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=hotel+gl%C3%B3ria" target="_blank">Hotel Glória</a>, inaugurado em 15 de agosto de 1922. Russel foi o presidente da Companhia Melhoramentos da Cidade de Santos (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/21477" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 30 de janeiro de 1863, terceira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32635" style="width: 938px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/44230" target="_blank"><img class="  wp-image-32635" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/russel2.png" alt="russel2" width="928" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/44230" target="_blank">Almanak Administrativo, Mercantil e Comercial do Rio de Janeiro, 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8501" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8501/014GLAS085.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8501" target="_blank">Georges Leuzinger. Praia do Flamengo, Rua do Russel e Glória, a partir da Ilha de Villegagnon, c. 1866. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o contrato, os empresários teriam a exclusividade, durante noventa anos, sobre o serviço de limpeza das casas e do esgoto das águas pluviais da cidade do Rio de Janeiro. A obras começaram em 1862, ano em que o <a href="https://www.diariodasleis.com.br/legislacao/federal/194876-estabelece-condiues-para-a-execuuuo-das-obras-de-que-trata-o-u-3u-da-condiuuo-2u-do-contracto-de-25-de-abril-de-1857.html" target="_blank">Decreto n. 3.004, de 21 de novembro</a> estabeleceu as condições para a execução de itens presentes no mencionado contrato de 1857, que admitiu a constituição de uma empresa fora do país para realizar as obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário. Coube ao membro do Instituto de Engenheiros Civis de Londres, Eduardo Gotto, a elaboração do projeto do sistema contratado, bem como a constituição de uma empresa de capital inglês, a The Rio de Janeiro City Improvements Company Limited, conhecida depois como City, para a qual o contrato de Russel e Lima Junior foi transferido, em maio de 1863 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3952" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 15 de novembro de 1940</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4290" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4290/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.AM.NG.976.2058.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4290" target="_blank">Augusto Malta. Praia do Russel, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Rua do Russel teve aprovada essa denominação em 1868. Ficava no prolongamento da Praia do Flamengo e terminava junto às obras do esgoto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/28673" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 29 de janeiro de 1868, sexta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32636" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/28673" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32636" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/russel3.jpg" alt="Correio Mercantil, 29 de janeiro de 1868" width="488" height="150" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/28673" target="_blank"><em>Correio Mercantil,</em> 29 de janeiro de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32628" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/27006" target="_blank"><img class="wp-image-32628 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/russel.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 3 de março de 1871" width="479" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/27006" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de março de 1871</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das primeiras casas construídas no local foi a do hotel-balneário Grand Chalet, do comendador Domingos Moitinho, importante industrial brasileiro (c. 1825 &#8211; 1895), que morava num casarão ao lado que foi, posteriorente, transformado no Hotel Russel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32634" style="width: 173px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_01/4198" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32634" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/russel1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 24 de junho de 1878" width="163" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_01/4198" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de junho de 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também moraram no Russel o poeta Francisco Otaviano (1825 &#8211; 1899) e Hugo A. Gruber, autor do livro <em>Método de Ahn, ensino prático de aprender com facilidade a língua francesa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706868/136" target="_blank"><em>O Sexo Feminino</em>, 6 de junho de 1874</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10225" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10225/002080RJ2719.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10225" target="_blank">Guilherme Santos. Sobrado na Gloria, c. 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9366" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9366/007A5P3F13-010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9366" target="_blank">A. Ribeiro. Rua do Russel; Avenida Beira-Mar, c. 1918. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://bafafa.com.br/turismo/bairros/praia-do-russel-antiga-praia-dom-pedro-i-extinta-em-1905-para-a-construcao-da-av-beira-mar" target="_blank">Agenda Bafafá</a></p>
<p><a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/dicionario-primeira-republica/614-engenheiro-reparticao-fiscal-do-governo-junto-a-the-rio-de-janeiro-city-improvements-company" target="_blank">A</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3952" target="_blank">rquivo Nacional</a></p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://cedae.com.br/portals/0/historia_tratamento_esgoto_1.pdf" target="_blank">Portal da Cedae</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2543" target="_blank"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de março de 1888</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados, futuro prédio do Ministério da Agricultura</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVI – Alguma coisa acontece no meu coração, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XV &#8211; A praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2021 11:25:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aeroporto Santos Dumont]]></category>
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		<category><![CDATA[Série "O Rio de Janeiro desaparecido"]]></category>
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		<description><![CDATA[No 15º artigo da série "O Rio de Janeiro desaparecido", publicado no primeiro dia do verão de 2021, o tema é a praia de Santa Luzia, que ficava em frente à igreja homônima, no Centro da cidade, e era uma das preferidas dos banhistas cariocas. A mais antiga imagem dessa praia disponível no acervo fotográfico do portal foi produzida, em torno de 1866, pelo fotógrafo e editor suíço Georges Leuzinger. Há ainda registros realizados por Augusto Malta, Juan Gutierrez, Marc Ferrez (1843 - 1923), Revert Henrique Klumb e por Rodrigues &#038; C°. Editores e Proprietários. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 15º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>, publicado no primeiro dia do verão de 2021, o tema é a praia de Santa Luzia, que ficava em frente à igreja homônima, no Centro da cidade e era uma das preferidas dos banhistas cariocas. A mais antiga imagem dessa praia disponível no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica foi produzida em torno de 1866 pelo fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8509" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8509/014GLAS092.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8509" target="_blank">Georges Leuzinger. Igreja de Santa Luzia, c. 1866. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Há ainda registros realizados por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por Rodrigues &amp; C°. Editores e Proprietários. A grande maioria das fotografias são da paisagem, mas há uma, de autoria de Gutierrez, de uma trincheira montada durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, entre 1893 e 1894. Uma curiosidade: foi justamente durante uma outra revolta ocorrida no Brasil, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002" target="_blank">Guerra de Canudos</a>, que Gutierrez faleceu. Em 28 de junho, foi mortalmente ferido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=364568_08&amp;PagFis=25342" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 13 de julho de 1897, na terceira coluna sob o título “Expedição de Canudos</a>” e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=18907" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1897, na primeira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5282" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5282/002055RevdaArmada031.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5282" target="_blank">Juan Gutierrez. Revolta da Armada &#8211; Trincheira da Praia de Santa Luzia, c. 1893. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/287" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Praia de Santa Luzia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6315" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6315/GT19.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6315" target="_blank">Juan Gutierrez. Rua e praia de Santa Luzia, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Voltando à praia de Santa Luzia. Em suas margens foi construída a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19794" target="_blank">Santa Casa da Misericórdia</a>, em meados do século XVI.</p>
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<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/607" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/607/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/607" target="_blank">Revert Henrique Klumb; Paulo Robin. La Miséricorde et l&#8217;Ile de Villegaignon, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Em 1898,  um dos pioneiros do cinema no Brasil, o italiano Affonso Segreto (1875 &#8211; 1919), filmou o documentário <em>A Praia de Santa Luzia</em>, um de seus primeiros registros cinematográficos do Rio de Janeiro.</p>
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<div id="attachment_25501" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25501" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/segreto.jpg" alt="Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário A Praia de Santa Luzia, em 1898" width="398" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Segretto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank">Affonso Segreto, pioneiro do cinema no Brasil e realizador do documentário <em>A Praia de Santa Luzia</em>, em 1898</a></p></div>
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<p>Até o início do século XX, a praia de Santa Luzia era uma opção de lazer no Rio de Janeiro, mas sua descaracterização começou, em 1905, quando o então prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a> mandou construir barracões que funcionariam como garagens para os barcos dos clubes de remo.</p>
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<div id="attachment_25500" style="width: 614px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/2895" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25500" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/santaluzia.jpg" alt="Revista da Semana, de 1905" width="604" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/2895" target="_blank">Praia e Igreja de Santa Luzia. À esquerda, em segundo plano, o Grande Estabelecimento de Banhos de Mar de Santa Luzia /<em> Revista da Semana</em>, 29 de janeiro de 1905</a></p></div>
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<div id="attachment_26568" style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/5637" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/regata.jpg" alt="Revista da Semana, de 1907" width="515" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/5637" target="_blank">Regata na Praia de Santa Luzia / <em>Revista da Semana</em>, 24 de fevereiro de 1907</a></p></div>
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<p>Durante o seu mandato, entre 1902 e 1906, Pereira Passos realizou uma extensa reforma urbana, tendo ordenado diversas demolições, conhecidas como a política do &#8220;bota-abaixo&#8221;, que contribuíram para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em>Entre as obras dessa época, foi aberta a avenida Beira Mar, que estendeu  a linha litoral do entroncamento da praia de Santa Luzia até o Largo da Glória.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9218" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9218/001RO002009.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9218" target="_blank">Rodrigues &amp; C°. Editores e Proprietários. Praia e Igreja de Santa Luzia, c. 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Em 1922, com a derrubada do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a>, foi construída a Esplanada do Castelo, diminuindo muito a faixa de areia da Praia de Santa Luzia. Foi substituída na preferência dos banhistas pela Praia das Virtudes, que ficava na altura da avenida Beira Mar entre a avenida Presidente Antônio Carlos e a rua Marechal Câmara, ao lado da praia de Santa Luzia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/5439" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de janeiro de 1931, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25506" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/luziaoglobo12dejnaeirode-1931.jpg"><img class="size-full wp-image-25506" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/luziaoglobo12dejnaeirode-1931.jpg" alt="O Globo, 12 de janeiro de 1931" width="262" height="160" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Globo</em>, 12 de janeiro de 1931</p></div>
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<p>Foi na década de 1930, que o que restava da praia de Santa Luzia e da Ponta do Calabouço desapareceram em consequência da ampliação do aterro, feito com entulho do desmanche do Morro do Castelo, para a construção do Aeroporto Santos Dumont, inaugurado oficialmente em 30 de novembro de 1936 com a presença do presidente da República, Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954). Chamava-se anteriormente Aeroporto do Calabouço e teve seu nome alterado por ordem de Getulio para homenagear o <em>Pai da Aviação</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/27058" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 20 de outubro de 1936, última coluna)</a>. O terminal de passageiros, projeto dos arquitetos Marcelo Roberto (1908-1964) e Milton Roberto (1914-1953), que venceram um concurso realizado pelo Ministério da Aeronáutica, ficou pronto em 1945.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7872" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7872/Album%200035%20046%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7872" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista Aérea da Ponta do Calabouço, 18 de junho de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7514" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7514/Alb%200294%20160ct.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7514" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista Aérea Aeroporto Santos Dumont, 22 de novembro de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDREATTA, Verena; CHIAVARI, Maria Pace; e REGO, Helena. <em><a class="external text" href="http://portalgeo.rio.rj.gov.br/estudoscariocas/download/2418_O%20Rio%20de%20Janeiro%20e%20sua%20orla.pdf" rel="nofollow">O Rio de Janeiro e a sua orla: história, projetos e identidade carioca</a></em>. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, dezembro de 2009.</p>
<p><a href="https://diariodorio.com/conheca-praias-cariocas-que-foram-extintas/" target="_blank">Diário do Rio de Janeiro</a></p>
<p>MELO, Victor Andrade. <em><a href="https://www.passeidireto.com/arquivo/55862736/remo-modernidade-e-pereira-passos" target="_blank">Remo, modernidade e Pereira Passos: primórdios das políticas públicas de esporte no Brasil. </a>Revista do Núcleo de Estudos e Pequisas sobre Esporte e Sociedade &#8211; </em>Universidade Federal Fluminense, julho/outubro de 2006</p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/praia-de-santa-luzia/" target="_blank">Rio Memórias</a></p>
<p><a href="https://www4.infraero.gov.br/aeroportos/aeroporto-do-rio-de-janeiro-santos-dumont/sobre-o-aeroporto/historico/" target="_blank">Site Infraero</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XIII &#8211; O Convento da Ajuda</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2021 11:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[bota-abaixo]]></category>
		<category><![CDATA[Convento da Ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Pereira Passos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[No 13º artigo da Série O Rio de Janeiro desaparecido, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias do Convento da Ajuda produzidas pela Casa Leuzinger, do fotógrafo e editor suíço Georges Leuzinger (1813 - 1892), e por Augusto Malta (1864 - 1957). O Convento da Ajuda, como ficou conhecido o Convento de Nossa Senhora da Conceição, que ocupava uma grande parte da área onde atualmente fica a região da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, foi o primeiro mosteiro feminino da cidade e o terceiro do Brasil. Foi demolido entre fins de 1911 e 1912.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 13º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias do Convento da Ajuda produzidas pela Casa Leuzinger, do fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957).</a> Leuzinger foi um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país. Grande empreendedor, montou um sofisticado e diversificado complexo editorial, a Casa Leuzinger, que se tornaria um polo de publicações e de produções fotográficas, alçando o Brasil ao mesmo nível da produção europeia do setor. Malta foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936 e sua relação com a cidade e sua paisagem, construída, inicialmente, por seus deslocamentos com sua bicicleta, se expandiria para a formação de seu significativo legado iconográfico. Foi o mais  importante cronista fotográfico do Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3154/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3154" target="_blank">Augusto Malta. C[onvento] da Ajuda : terraço onde as freras [sic] fasião [sic] recreio, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>O Convento da Ajuda, como ficou conhecido o Convento de Nossa Senhora da Conceição, que ocupava uma grande parte da área onde atualmente fica a região da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, foi o primeiro mosteiro feminino da cidade e o terceiro do Brasil. Ficava na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">rua da Ajuda</a>, uma das importantes vias do Rio Antigo. Teve sua origem, em torno de 1678, quando dona Cecília Barbalho, suas três filhas solteiras e mais duas moças recolheram-se em uma pequena casa, no Campo da Ajuda, construída a partir de uma subscrição pública. Dona Cecília era filha do ex-governador Luis Barbalho Bezerra (1584 &#8211; 1644), herói da guerra contra os holandeses no nordeste; e irmã de Jerônimo Barbalho (?-1661), condenado à forca devido a sua atuação na Revolta da Cachaça, contra o governador Salvador Correia de Sá e Benevides (1594 ou 1602 &#8211; 1688), em 1660.</p>
<p>Foi fundado por monjas clarissas vindas do Convento de Santa Clara do Desterro da Bahia e construído pelo brigadeiro-engenheiro português José Fernandes Pinto Alpoim (1700 &#8211; 1765), sua inauguração, em 30 de março de 1750, aconteceu com grandes festejos populares e foi assistida pelo então governador Antônio Gomes Freire de Andrade(1685 &#8211; 1763) , o Conde de Bobadela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25855" style="width: 207px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.toponimiainsulana.com.br/pinto_alpoim.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25855" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/alpoim.jpg" alt="O brigadeiro engenheiro Alpoim" width="197" height="233" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.toponimiainsulana.com.br/pinto_alpoim.html" target="_blank">O brigadeiro engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=/&amp;rpp=10&amp;page=2&amp;query=%22convento+da+ajuda%22&amp;group_by=none&amp;etal=0">Acessando o link para as fotografias do Convento da Ajuda disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25856" style="width: 227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gomes_Freire_de_Andrade,_1.%C2%BA_Conde_de_Bobadela#/media/Ficheiro:Gomes_Freire,_Conde_de_Bobadela.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-25856" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/bobadela.jpg" alt="Conde de Bobadela" width="217" height="248" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gomes_Freire_de_Andrade,_1.%C2%BA_Conde_de_Bobadela#/media/Ficheiro:Gomes_Freire,_Conde_de_Bobadela.jpg" target="_blank">Conde de Bobadela</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já nos primórdios do século XX, havia propostas de construção de um hotel na área do convento. Os engenheiros Morales de los Rios (1858 &#8211; 1928) e João Pedreira do Couto Ferraz Junior (1826 &#8211; 1913) e Durish &amp; Cia assinaram um contrato comprometendo-se a construir hoteis em algumas áreas da cidade, incluindo o terreno onde se localizava o Convento da Ajuda, o que não se realizou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/1198" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de abril de 1910, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/4416" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de novembro de 1910, quinta coluna</a>).</p>
<p>O convento foi adquirido pela empresa Brasil Railway Company, que  pertencia ao Sindicato Farquhar, holding liderada pelo capitalista norte-americano Percival Farquhar (1865 &#8211; 1953), o que causou polêmica. O empresário era um dos administradores da <i>Rio de Janeiro Light and Power Company</i> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7464" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de julho de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/6862" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de outubro de 1911, terceira coluna</a>). E assim o casarão, que havia resistido ao <em>bota-abaixo</em> do prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>, na primeira década do século XX, foi demolido, entre fins de 1911 e 1912 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/7822" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de janeiro de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25780" style="width: 606px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/7310" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25780" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/irmapaula1.jpg" alt="Fon-Fon, 15 de julho de 1911" width="596" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/7310" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 15 de julho de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma época, foi construido um novo Convento de Nossa Senhora da Ajuda, em Vila Isabel, para abrigar as freiras, que deixaram o convento durante uma madrugada do mês de outubro de 1911 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9004" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de outubro de 1911, primeira coluna</a>). Ficou aberto à visitação pública durante uma semana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25781" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/13711" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25781" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/irmapaula2.jpg" alt="Revista da Semana, 4 de novembro de 1911" width="460" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/13711" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 4 de novembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi visitado pelo presidente da República, Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), recebido pela Irmã Paula (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8993" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de outubro de 1911, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/6862" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de outubro de 1911</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9106" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de novembro de 1911, quarta coluna</a>). O então presidente da Light, Alexander Mackenzie (1860 &#8211; 1943), prorrogou o prazo da visitação ao prédio até 9 de novembro, quando os restos mortais de pessoas da família real foram trasladados para o Convento de Santo Antônio, dentre eles os de dona Leopoldina (1797 &#8211; 1826), primeira mulher de dom Pedro I (1798 &#8211; 1834) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9133" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de novembro de 1911, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/7023" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de novembro de 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25779" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/9107" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25779" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/irmapaula.jpg" alt="O Paiz, 5 de novembro de 1911" width="534" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/9107" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de novembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A área ficou abandonada por cerca de nove anos e, eventualmente era ocupada com a realização de eventos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/21537" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 15 de maio de 1915</a>). Entre 1916 e 1918, houve no terreno exposições de pomicultura, de horticultura, de cachorros, de avicultura, além de exercícios de tiro e a realização de uma feira promovida pelo Ministério da Fazenda (<em>Revista da Semana</em>, 1<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24632" target="_blank">5 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24823" target="_blank">12 de agosto</a> de 1916; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/27403" target="_blank">4 de agosto de 1917</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/28602" target="_blank">12 de janeiro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/31045" target="_blank">14 de dezembro</a> de 1918).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25782" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/20873" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25782" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/capinzal.jpg" alt="Capinzal no terrenoonde ficava o Convento da Ajuda / Revista da Semana, 1915" width="650" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/20873" target="_blank">Capinzal no terreno onde ficava o Convento da Ajuda /<em> Revista da Semana,</em> 6 de fevereiro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 20, o espanhol Francisco Serrador (1872 &#8211; 1941), que em 1908 era o dono do Bijou-Theatre, em São Paulo, sucursal da firma Marc Ferrez &amp; Filhos e que foi o primeiro presidente da União dos Importadores Cinematográficos no Brasil, urbanizou a área, onde foram construídos prédios, hotéis e muitos cinemas, dando origem à Cinelândia. Pouco antes, em 1921, o prefeito Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930) havia começado o desmonte do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a> e havia acontecido na cidade a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18805" target="_blank">Exposição do Centenário da Independência do Brasil</a>, em 1922 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20126" target="_blank"><em>O</em> <em>Commercio de São Paulo</em>, 15 de fevereiro de 1908, na primeira coluna</a>).<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/26535" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 8 de dezembro de 1919, na segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/72215"><em>O Cruzeiro</em>, 9 de setembro de 1950)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43196" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/142832/148" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43196" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/ajuda.jpg" alt="Revista Municipal de Engenharia, janeiro de 1933" width="399" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/142832/148" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, janeiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A fotografia abaixo mostra a Fonte ou Chafariz  das Saracuras, colocado no pátio que ficava dentro do Convento da Ajuda, em 1795. Em 1911, foi posto pelo cardeal Arcoverde (1850 &#8211; 1930) à disposição do então prefeito da cidade, Bento Ribeiro (1856 &#8211; 1921) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8968" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1911, penúltima coluna</a>). Encontra-se na Praça General Osório, antiga praça Ferreira Vianna, em Ipanema. É uma obra atribuída a Valentim da Fonseca e Silva, o Mestre Valentim (1845 &#8211; 1913), um dos principais artistas do Brasil Colônia, e havia sido doado às freiras pelo vice-rei José Luis de Castro (1744 &#8211; 1819, o Conde de Resende .</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9347" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9347/007A5P3F10-063.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9347" target="_blank">Augusto Malta. Convento da Ajuda, Fonte das Saracuras, 26 de outubro de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25778" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/saracunas.jpg"><img class="size-full wp-image-25778" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/saracunas.jpg" alt="O Chafariz das Saracunas, em sua localizção atual, na Praça General Osório" width="527" height="377" /></a><p class="wp-caption-text">O Chafariz das Saracunas, em sua localizção atual, na Praça General Osório</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição de <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/72215">O Cruzeiro, de 9 de setembro de 1950</a>, </em>foi publicada a matéria<em> Biografia da cidade – Do Convento da Ajuda às</em><em> luzes da Cinelândia</em> , com texto de Raymundo Athayde e fotos de Augusto Malta (1864 &#8211; 1957) e do importante fotojornalista <a href="https://ims.com.br/2017/06/01/sobre-luciano-carneiro/" target="_blank">Luciano Carneiro (1926 &#8211; 1959)</a>. Contava a história da Cinelândia e as fotos antigas que ilustraram a reportagem foram produzidas por Malta, em 1911. São imagens do Convento da Ajuda, de sua demolição e do terreno que ocupava após a demolição; e do edifício do antigo Conselho Municipal. As fotografias abaixo estavam entre as que foram publicadas na reportagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3151" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3151/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="576" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3151" target="_blank">Augusto Malta. , Convento da Ajuda demolido em 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo BN</a></p></div>
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<div style="width: 682px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3156" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3156/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="672" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3156" target="_blank">Augusto Malta. Convento da Ajuda : face dos côros das freiras e das servas de onde ouviam missa, 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo BN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um trecho de seu livro <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000213.pdf" target="_blank"><em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em> (1881)</a>, Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) referiu-se ao Convento da Ajuda ao descrever o jantar em comemoração da primeira queda de Napoleão promovido pela família Cubas. A doçaria, uma herança da gastronomia portuguesa, fazia sucesso na mesa dos cariocas, onde fios d&#8217;ovos, toucinhos do céu, pés-de-moleque e baba-de-moça, entre outros, eram muito apreciados. O Convento da Ajuda destacava-se pela excepcional qualidade dos doces que produzia.</p>
<p><em>&#8220;Não se contentou a minha família em ter um quinhão anônimo no regozijo público; entendeu oportuno e indispensável celebrar a destituição do imperador com um jantar, e tal jantar que o ruído das aclamações chegasse aos ouvidos de sua Alteza, ou quando menos, de seus ministros. Dito e feito. Veio abaixo toda a velha prataria, herdada do meu avô Luis Cubas; vieram as toalhas de Flandres, as grandes jarras da Índia; matou-se um capado; encomendaram-se <span style="color: #800000;"><strong>às madres de Ajuda</strong> </span>as compotas e marmeladas; lavaram-se, areavam-se, poliram-se as salas, escadas, castiçais, arandelas, as vastas mangas de vidro, todos os aparelhos do luxo clássico&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Link para o artigo Série “Avenidas e ruas do Brasil” XI – A rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, por Augusto Malta, publicado em 9 de novembro de 2021 na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">CRULS, Gastão. <em>Aparência do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1965.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">DUNLOP</span>, Charles Julius. <em><a href="https://reficio.cloud/rio-antigo/dunlop-convento-da-ajuda/" target="_blank">Convento da Ajuda</a>.</em> <a href="https://reficio.cloud/rio-antigo/">Rio Antigo</a>. Rio de Janeiro: Editora Rio Antigo, 1963. (Composto e impresso na Gráfica Laemmert, Ltda.).</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>S<a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/SAMPAIO,%20Carlos.pdf" target="_blank">ite CPDOC</a></p>
<p><a href="https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/1194/alexander-mackenzie" target="_blank">Site Memória da Eletricidade</a></p>
<p><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/pt/convento-da-ajuda.html" target="_blank">Site Rio de Janeiro aqui</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=25759</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As doenças do Rio de Janeiro no início do século XX e a Revolta da Vacina em 1904</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 00:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No início do século XX, no Rio de Janeiro, providências em torno do combate de diversas doenças já provocavam grandes polêmicas. A campanha de combate à varíola resultou, em novembro de 1904, em uma revolta popular e militar, a Revolta da Vacina ou Quebra-Lampiões - um protesto contra a lei que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a doença, instituída pelo prefeito Pereira Passos e colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, contratado para o cargo para combater a varíola, assim como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na cidade. Vamos hoje contar um pouco dessa história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No início do século XX, no Rio de Janeiro, providências em torno do combate de diversas doenças já provocavam grandes polêmicas. A campanha de combate à varíola resultou, em novembro de 1904, em uma revolta popular e militar, a Revolta da Vacina ou Quebra-Lampiões &#8211; um protesto contra a lei que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a doença, instituída pelo prefeito Pereira Passos e colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, contratado para o cargo para combater a varíola, assim como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na cidade. Vamos contar um pouco dessa história.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19107" style="width: 607px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3402" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19107" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/ale.jpg" alt="O Malho" width="597" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3402" target="_blank"><em>O Malho</em>, 1º de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 30 de dezembro de 1902, por decreto, Francisco Pereira Passos (1836 – 1913) foi nomeado prefeito do então Distrito Federal, o Rio de Janeiro, pelo presidente <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Rodrigues Alves (1848 – 1919)</a>, que prometia marcar seu governo pela modernização e pelo saneamento. Assumiu no mesmo dia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de dezembro de 1902, na sexta coluna</a>), sucedendo Carlos Leite Ribeiro (1858 – 1945). Ocupou o cargo até 16 de novembro de 1906, quando foi sucedido por Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 – 1935) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12834" target="_blank"><em>O Paiz</em><em>,</em> 17 de novembro de 1906, na sexta coluna</a>). Durante seu mandato, o prefeito Pereira Passos realizou uma significativa reforma urbana na cidade.</p>
<p>Para saneá-la e modernizá-la realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque,</em> sendo a abertura da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a> dos seus maiores símbolos, festejada em uma crônica de Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/109" target="_blank"><em>Kosmos, </em>março de 1904</a>) .<em> </em>Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Foi também Pereira Passos que contratou, em 1903, o primeiro fotógrafo oficial da prefeitura, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, justamente para documentar todas essas inúmeras e radicais mudanças na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="344" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas as reformas urbanas não eram o bastante para mudar o perfil do Rio de Janeiro, na época uma cidade bastante insalubre, assolada por doenças e sem saneamento básico, certamente obstáculos para o estabelecimento de uma sociedade moderna e cosmopolita nos moldes das capitais europeias. Lembramos do caso do cruzador italiano <em>Lombardia</em> que aportou na cidade, em novembro de 1895, e teve grande parte de sua tripulação infectada pela febre amarela. O capitão-de-fragata e comandante do navio, Olivari, e outros tripulantes, faleceram da doença (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14298" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de novembro de 1895, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14914" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 15 de fevereiro de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14948" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><em>O Paiz</em></span>, 17 de fevereiro de 1896, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15010" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de fevereiro, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15040" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de fevereiro de 1896, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15048" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de março de 1896, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15114" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15356" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de abril de 1896, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O Rio de Janeiro era inclusive conhecido internacionalmente como &#8220;túmulo dos estrangeiros&#8221;, possivelmente devido a versos sobre o verão carioca atribuídos ao escritor suíço Ludwig Ferdinand Schmid (1823-1888), que havia sido cônsul no Rio de Janeiro na década de 1860:</p>
<p>“<em>Oh! sombra, sobre a imagem encantada / Cores escuras pousam sobre os campos e florestas / O mal da natureza paira, poderoso / Sobre a florida superfície tropical /O poder supremo/ Deste Império não é de nenhum Herodes / No entanto é a terra da morte diária / Túmulo insaciável do estrangeiro</em>”.</p>
<p>Pereira Passos assumiu a prefeitura de uma cidade que no fim do Império tinha uma população de cerca de 500 mil habitantes e que atingira cerca de 700 mil pessoas em 1904. Ele aliou a reforma urbanística e arquitetônica da cidade &#8211; que incluiria a construção de um novo porto, de novas avenidas, o aterramento de praias, o desmonte de morros, a derrubada de casas e cortiços e o embelezamento de praças e jardins, que não deixou de ter seu lado excludente e criticado, deslocando parte da população do centro para o subúrbio e também contribuindo para o surgimento das favelas &#8211; a uma nova política higienista. Para implementar medidas sanitárias arrojadas foi nomeado pelo presidente Rodrigues Alves para a direção geral de Saúde Pública o jovem médico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a>, que tomou posse em 23 de março de 1903. Ficou no cargo até 1909.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">. </span></p>
<div id="attachment_19133" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/5765" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19133" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/impressão.jpg" alt="O Paiz, 25 de março de 1903" width="292" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/5765" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de março de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Cruz havia estudado microbiologia, soroterapia e imunologia no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia, na França, entre 1897 e 1898. Quando voltou ao Brasil, tomou posse, em 24 de agosto de 1899, na Academia Nacional de Medicina, e, em 1900, assumiu a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal, o qual passou a dirigir em 1902.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5387/OC_Petropolis_IOC%28OC%29%203-22.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="420" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank">Oswaldo Cruz em Petrópolis, 19?. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os principais problemas que Oswaldo Cruz teve que enfrentar como Diretor Geral de Saúde Pública foram a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. Um de seus colaboradores foi o sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Penna (1868 &#8211; 1939)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19164" style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1692" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19164" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela.jpg" alt="Tagarela, 25 de agosto de 1904" width="579" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1692" target="_blank"><em>Charge</em> de Raul Pederneiras<em> / Tagarela</em>, 25 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A febre amarela</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5747" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5747/IOC_V_II_1430.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5747" target="_blank">Brigada contra mosquito do Serviço de Profilaxia da febre amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1902, a febre amarela havia sido responsável pela morte de cerca de mil pessoas no Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz era adepto da teoria do médico cubano Carlos Finlay (1833 &#8211; 1915) sobre a transmissão da febre amarela pelos mosquitos <em>Stegomyia fasciata. </em>Para exterminá-los, em abril de 1903, iniciou a campanha de combate à doença. Em 15 de abril, foi criado o Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela (<em>O Paiz</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5867" target="_blank">, 18 de abril de 1903, sexta coluna;</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5885" target="_blank"> 22 de abril de 1903, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5889" target="_blank">25 de abril, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5915" target="_blank">29 de abril, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19135" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/717" target="_blank"><img class="wp-image-19135 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/malho.jpg" alt="malho" width="416" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/717" target="_blank"><em>O Malho</em>, 4 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19191" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1290" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19191" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela21deabril.jpg" alt="Tagarela, 21 de abril de 1904" width="279" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1290" target="_blank"><em>Tagarela,</em> 21 de abril de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A execução dessa profilaxia foi regulamentada pelas “Instruções para o Serviço de Profilaxia Específica de Febre-Amarela” nos primeiros dias de maio de 1903, do ministro da Justiça e Negócios Interiores, J.J. Seabra (1855 &#8211; 1942) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1903, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19173" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19173" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/profi.jpg" alt="O Paiz, 7 de maio de 1903" width="287" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram criadas as brigadas sanitárias, que &#8220;<em>eram constituídas por 1 inspetor do serviço, responsável por toda a execução das atividades e nomeado por decreto; 10 médicos que o auxiliam, destacados dentre os inspetores sanitários pelo diretor geral de saúde pública, mediante indicação do inspetor do serviço; 70 auxiliares acadêmicos e 9 chefes de turma, nomeados pelo diretor geral de saúde pública; 1 administrador do serviço, 1 almoxarife e 1 escrituario-arquivista, nomeados por portaria do Ministro; 200 capatazes, 18 guardas de saúde de primeira classe e 18 de segunda classe, 18 carpinteiros e pedreiros, bombeiros, cocheiros, nomeados pelo inspetor do serviço; e quantos mais trabalhadores fossem necessários</em>&#8221; (BRASIL, 1905).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6057" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6057/BR_RJ_COC_02_10_20_40_002_002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="629" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6057" target="_blank">Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela, 1905 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guardas “mata-mosquitos” visitavam casas nas diversas regiões da cidade, muitas vezes acompanhados por soldados da polícia. A cidade foi dividida em distritos sanitários, sob jurisdição das delegacias de Saúde, que recebiam notificações dos enfermos, aplicavam multas e intimavam os donos de imóveis considerados insalubres a reformá-los ou até mesmo a demoli-los. Providenciava-se a remoção de pessoas infectadas para hospitais, o isolamento domiciliar dos enfermos assim como a desinfecção dos ambientes. Ao mesmo tempo, Oswaldo Cruz fazia circular na imprensa os folhetos <em>Conselhos ao Povo,</em> de divulgação das medidas adotadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19142" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/3726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19142" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/meios.jpg" alt="O Globo, 28 de abril de 1903" width="167" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/3726" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A doença foi perdendo a força e, em 1907, Oswaldo Cruz escreveu ao presidente Afonso Pena (1847 &#8211; 1909): “<em>graças à firmeza e vontade do governo, a febre amarela já não mais devasta sob a forma epidêmica a capital da República</em>”. Nesse mesmo ano, a delegação brasileira de cientistas de Maguinhos, liderada por Oswaldo Cruz, recebeu a medalha de ouro no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5749" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5749/IOC_V_II_1433.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5749" target="_blank">Aparelhos Clayton para os serviços de Profilaxia terrestre. 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=2&amp;query=febre+amarela&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias relativas à febre amarela disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19188" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1633" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19188" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela12deagosto.jpg" alt="Charge de J. Carlos. &quot; o mais domador de mosquitos&quot; / Tagarela, 12 de gosto de 1904" width="278" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1633" target="_blank">Charge de J. Carlos. &#8221; O mais extraordinário caçador de &#8230; mosquitos&#8221; / <em>Tagarela</em>, 12 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Aline Lopes de Lacerda</strong></span>, historiadora e chefe do Departamento de Arquivo e Documentação da COC/Fiocruz,  escreveu o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank"><em>Febre amarela: imagens da produção da vacina no início do século XX</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 25 de março de 2018. <span style="color: #800000;"><strong>Cristiane d’Avila,</strong></span> jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, escreveu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12743" target="_blank"><em>Vacinação no Brasil, uma história centenária</em></a>, publicado em 17 de agosto de 2018. <span style="color: #800000;"><strong>Ricardo Augusto dos Santos</strong></span>, pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz, escreveu o artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">O sanitarista Belisário Penna (1868-1939), um dos protagonistas da história da saúde pública no Brasil</a>,</em> também publicado no portal, em 28 de setembro de 2018. A Fiocruz é uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A peste bubônica</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19168" style="width: 378px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14458" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19168" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/aute1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de agosto de 1904" width="368" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14458" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A peste bubônica, doença transmitida pela picada de pulgas infectadas por ratos contaminados pela bactéria <em>Yersinia pestis</em>, o bacilo descoberto pelo suíço Alexandre Yersin (1863 &#8211; 1943) e pelo japonês Shibasaburo Sato (1852 &#8211; 1931), em 1894, chegou ao Brasil, pelo porto de Santos, em 1900. Foi combatida por Oswaldo Cruz e as medidas contra a peste bubônica não encontraram resistência da população. Foi intensificada a limpeza urbana e a notificação dos doentes era compulsória, o que ajudava no isolamento e no tratamento dos mesmos com o soro fabricado no Instituto Soroterápico Federal. Foi também promovida a vacinação de pessoas residentes nas áreas mais atingidas e uma abrangente campanha de desratização foi realizada: os funcionários destacados para a função tinham que recolher 150 ratos por mês, pelos quais recebiam 60 mil-réis.</p>
<p>A Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP) passou a comprar ratos: para cada animal morto apresentado, pagava-se a quantia de duzentos réis, o que ocasionou o surgimento da profissão de &#8220;ratoeiro&#8221; &#8211; compravam ratos a baixo preço ou até mesmo os criavam em casa e os revendiam para a DGSP. A &#8220;guerra aos ratos&#8221; virou motivo de piada, de críticas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/2368" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de agosto de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/480" target="_blank"><em>Kosmos</em>, outubro 1904</a>) e até uma música sobre o tema, a polca <em>Rato, rato, </em>composta por Casemiro da Rocha (1880 &#8211; 1912), integrante da banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, com letra de Claudino Costa, foi um grande sucesso no carnaval de 1904. Foi gravada na Casa Edison.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19147" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2312" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19147" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/ratos.jpg" alt="O comprador de tatos / Semana Illustrada, 7 de agosto de 1904" width="278" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2312" target="_blank">O comprador de ratos /<em> Revista da Semana</em>, 7 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que as mortes por peste bubônica que, em 1903, atingiram o índice de 48,74 mortes para cada 100 mil habitantes, caíram vertiginosamente e quando Oswaldo Cruz deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública, em 1909, esse índice chegou ao seu mais baixo patamar: 1,73.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A varíola e a Guerra da Vacina</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19161" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19161" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/vacina2.jpg" alt="O Malho, 29 de outubro de 1904" width="610" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><em>Charge de Leônidas / O Malho,</em> 29 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até meados de 1904, as internações causadas pela varíola já chegavam a 1800 no Hospital São Sebastião. Oswaldo Cruz pretendeu controlar a doença com a vacinação em massa da população. Pediu que fosse enviado ao Congresso Nacional um projeto de lei para resgatar a obrigatoriedade da vacinação e revacinação antivariólica. A vacinação já estava contemplada em uma lei em vigor desde 1837, mas que nunca havia sido cumprida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19137" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/4754" target="_blank"><img class="size-large wp-image-19137" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/seb1-1024x421.jpg" alt="O Malho, 20 de maio de 1905" width="768" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/4754" target="_blank"><em>O Malho</em>, 20 de maio de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19192" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2335" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19192" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/omalho19demarço.jpg" alt="O Malho, 19 de março de 1904" width="588" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2335" target="_blank"><em>Charge</em> de Klisto / <em>O Malho</em>, 19 de março de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A medida enfrentou a oposição liderada pelo senador paraense Lauro Sodré (1858 &#8211; 1944), líder do Partido Republicano Federal, e pelos deputados pernambucano Barbosa Lima (1862 &#8211; 1931) e gaúcho Alfredo Varela (1864 &#8211; 1943), todos contra o governo do presidente Rodrigues Alves, do Partido Conservador. O Apostolado Positivista do Brasil, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16066" target="_blank">Raimundo Teixeira Mendes (1855 – 1927)</a>, também se opôs à lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19105" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/2917" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19105" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/teixeira.jpg" alt="O Malho, de 1904" width="276" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/2917" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19104" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2915" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19104" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/vacina.jpg" alt="O Malho, novembro de 1904" width="289" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2915" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19106" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3021" target="_blank"><img class="wp-image-19106 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/senado.jpg" alt="senado" width="292" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3021" target="_blank"><em>O Malho</em>, 23 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jornais e políticos lançaram uma campanha contra a medida, incitando a desobediência à lei, que eles classificavam como despótica e ameaçadora, já que estranhos tocariam nas pessoas no caso da vacinação, além de entrarem nas casas para desinfecção. Além disso, a vacina, que consistia no líquido de pústulas de vacas doentes, era rejeitada pelas camadas populares &#8211; havia um boato de que os vacinados adquiriam feições bovinas&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19189" style="width: 287px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1786" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19189" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela15desetembro.jpg" alt="Tagarela, 15 de setembro de 1904" width="277" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1786" target="_blank"><em>Charge de Raul Pederneiras / Tagarela</em>, 15 de setembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19113" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2530" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19113" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/capa5.jpg" alt="Revista da Semana, 2 de outubro de 1904" width="309" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2530" target="_blank"><em>Charge </em>de Bambino<em> / Revista da Semana</em>, 2 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, foi promulgada, em 31 de outubro de 1904, <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1900-1909/lei-1261-31-outubro-1904-584180-publicacaooriginal-106938-pl.html" target="_blank">uma lei que tornou a vacinação e a revacinação contra a varíola obrigatória.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;"><span style="color: #993300;">Lei n° 1.261, de 31 de outubro de 1904</span></h4>
<p>&nbsp;</p>
<div class="textoNorma">
<p class="ementa">Torna obrigatorias, em toda a Republica, a vaccinação e a revaccinação contra a variola.</p>
<div class="texto">
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brazil:<br />
</span><span style="font-family: ti;">Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a lei seguinte:</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 1º A vaccinação e revaccinação contra a variola são obrigatorias em toda a Republica.</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 2º Fica o Governo autorizado a regulamental-a sob as seguintes bases:</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     a) A vaccinação será praticada até o sexto mez de idade, excepto nos casos provados de molestia, em que poderá ser feita mais tarde;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     b) A revaccinação terá logar sete annos após a vaccinação e será repetida por septennios;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     c) As pessoas que tiverem mais de seis mezes de idade serão vaccinadas, excepto si provarem de modo cabal terem soffrido esta operação com proveito dentro dos ultimos seis annos;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     d) Todos os officiaes e soldados das classes armadas da Republica deverão ser vaccinados e revaccinados, ficando os commandantes responsaveis pelo cumprimento desta;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     e) O Governo lançara mão, afim de que sejam fielmente cumpridas as disposições desta lei, da medida estabelecida na primeira parte da lettra f do § 3º do art. 1º do decreto n. 1151, de 5 de janeiro de 1904;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     f) Todos os serviços que se relacionem com a presente lei serão postos em pratica no Districto Federal e fiscalizados pelo Ministerio da Justiça e Negocios Interiores, por intermedio da Directoria Geral de Saude Publica.</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 3º Revogam-se as disposições em contrario.</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1904, 16º da Republica.</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES.<br />
</span><span style="font-family: ti;">J. J. Seabra.</span></p>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19126" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2" target="_blank"><img class="wp-image-19126 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/sub.jpg" alt="sub" width="605" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2" target="_blank">Revista<em> A Avenida,</em> 10 de outubro de 1904/ Portal da Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19111" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8720" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19111" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta2.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 12 de novembro de 1904" width="460" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8720" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19110" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8724" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 12 de novembro de 1904" width="309" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8724" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um encontro presidido pelo senador Lauro Sodré, no Centro das Classes Operárias, em 5 de novembro de 1904, foi fundada a Liga Contra a Vacina Obrigatória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8611" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de novembro de 1904, penúltima coluna</a>). O descontentamento popular se agravou quando, no dia 9 de novembro de 1904, o governo divulgou seu plano de regulamentação da aplicação da vacina obrigatória contra a varíola (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8706" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de novembro de 1904, quinta coluna</a>). Nos dias 10 e 11, no Largo de São Francisco, estudantes contrários à lei se reuniram e, no dia 13 de novembro, acirrou-se a rebelião popular, que ficou conhecida como <em>Revolta da Vacina</em>, marcada por diversos distúrbios urbanos em várias regiões da cidade, embates com a polícia e prisões. Mais de 20 bondes da Companhia Carris Urbanos e muitos lampiões da iluminação pública foram destruídos, daí o apelido <em>Quebra Lampiões</em> atribuído ao movimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de novembro de 1904</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15214" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19112" style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19112" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta3.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de novembro de 1904" width="758" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19119" style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/revolta-da-vacina-22296384" target="_blank"><img class="wp-image-19119 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/bonde.jpg" alt="bonde" width="682" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/revolta-da-vacina-22296384" target="_blank">Marianno da Silva. Aspecto da Praça da República no dia 14 de novembro de 1904 / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paralelamente à revolta popular, aconteceu um movimento militar orquestrado pelos generais Silvestre Travassos (1848 &#8211; 1904) e Olímpio da Silveira (1887 &#8211; 1935), Lauro Sodré, Barbosa Lima, o major Gomes de Castro e o capitão Augusto Mendes de Moraes, que se reuniram no dia 14 de novembro de 1904, no Clube Militar. Tinham por objetivo derrubar o governo de Rodrigues Alves, que foi aconselhado a ir para um navio de guerra, onde teria mais segurança &#8211; ele recusou.</p>
<p>Houve no mesmo dia uma tentativa fracassada de levante na Escola de Tática do Realengo, sufocada pelo então diretor da instituição, general Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), futuro presidente do Brasil. O comandante da Escola Militar de Realengo, o general Alípio Costallat (c. 1853 &#8211; 1933), foi deposto pelo general Travassos que liderou, durante a noite, a marcha dos alunos em direção ao Palácio do Catete. Os revoltosos trocaram tiros com uma brigada de ataque enviada pelo governo, na rua da Passagem, em Botafogo. O tiroteio, de cerca de meia hora, matou um aluno da Escola Militar, Silvestre Cavalcanti, e um sargento da tropa legalista, chamado Camargo. O general Travassos ficou gravemente ferido e faleceu oito dias depois, em 22 de novembro. A Escola Militar, bombardeada durante a noite por navios de guerra posicionados na baía de Guanabara, foi ocupada pelo ministro da Guerra, o marechal Francisco de Paula Argollo (1847 &#8211; 1930) e pelo ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, Lauro Müller (1863 &#8211; 1926). Seus alunos foram presos, expulsos da Escola e levados para portos na região Sul do país. Obviamente, o desfile comemorativo dos 15 anos da Proclamação da República foi cancelado (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8742" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 1904</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15230" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8746" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15234" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>No dia 16 de novembro, foi decretado o estado de sítio e revogada a obrigatoriedade da vacinação. Com isso, o movimento popular arrefeceu, os serviços voltaram a funcionar e a cidade se apazigou. Saldo do movimento: 945 prisões, 461 deportações, 110 feridos e 30 mortos <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">Gazeta de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">, 17 de novembro de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8756" target="_blank">18 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19153" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8667" target="_blank"><img class=" wp-image-19153" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/opaiz.jpg" alt="O Paiz, 17" width="701" height="286" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8667" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 17 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o historiador Jaime Larry Benchimol: <em>Todos saíram perdendo. Os revoltosos foram castigados pelo governo e pela varíola. A vacinação vinha crescendo e despencou, depois da tentativa de torná-la obrigatória. A ação do governo foi desastrada e desastrosa, porque interrompeu um movimento ascendente de adesão à vacina</em>”.</p>
<p>Apenas nove pessoas morreram por varíola em 1906 no Rio de Janeiro. Porém, dois anos depois, em 1908, uma violenta epidemia da doença ocorreu na cidade, causando mais de 6.500 casos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19180" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/7160" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19180" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/capa7.jpg" alt="Revista da Semana, 2 de fevereiro de 1908 / Charge de Bambino" width="270" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/7160" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de fevereiro de 1908 / Charge de Bambino</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/7160" target="_blank"> </a></p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/musicas/#rato-rato" target="_blank">Link para músicas sobre Oswaldo Cruz e também sobre as campanhas de combate à febre amarela, à peste bubônica e à vacinação obrigatória contra a varíola, publicadas na Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva das pandemias do século XX e XXI</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mundo, ao longo dos séculos XX e XXI, enfrentou cinco pandemias: a Gripe Espanhola, em 1918, tema de uma recente publicação da Brasiliana Fotográfica, <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>;</em> a Gripe Asiática, em 1957; a Gripe de Hong Kong, em 1968, a identificação de um novo vírus da influenza do tipo A pandêmico que desencadeou a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009; e cerca de 11 anos depois, em 11 de abril de 2020, a OMS declarou uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2, causador da Covid-19, surgido na cidade de Wuhan, na China, em fins de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann Tropical. A renovação urbana na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX</em>. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, 1992.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em class="hf">Reforma urbana e Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro</em>. In: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (org.) <em class="hf">O Brasil Republicano. O tempo do liberalismo excludente. Da proclamação da República à Revolução de 1930</em>. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.</p>
<p>BIBEL, David J.; CHEN, T.H. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC413974/pdf/bactrev00053-0115.pdf" target="_blank"><em>Diagnosis of Plague: an Analysis of the Yersin-Kitasato Controversy</em></a>. American Society for Microbiology, 1976.</p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório 1904 &#8211; 1905. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1905.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo de: <em>Os Bestializados &#8211; O Rio de Janeiro e a República que não foi</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>COSTA, Zouraide; ELKHOURY, Ana; FLANNERY, Brendan; ROMANO, Alessandro. <em><a href="http://scielo.iec.gov.br/pdf/rpas/v2n1/v2n1a02.pdf" target="_blank">Evolução histórica da vigilância epidemiológica e do controle da febre amarela no Brasil</a>,</em> 2011.</p>
<p>CURY, Bruno da Silva Mussa. <a href="http://www.unirio.br/cch/escoladehistoria/pos-graduacao/ppgh/dissertacao_bruno-cury" target="_blank"><em>Combatendo ratos, mosquitos e pessoas: Oswaldo Cruz e a saúde pública na reforma da capital do Brasil (1902-1904)</em></a>. / Bruno da Silva Mussa Curry. &#8211; 2012. 160 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em História, Rio de Janeiro, 2012.</p>
<p><a href="http://dicionariompb.com.br/casimiro-rocha/dados-artisticos" target="_blank">Dicionário Cravo Alvim</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0110historia_febre.pdf" target="_blank">Ministério da Saúde</a></p>
<p>MOURELLE, Thiago. <a href="http://querepublicaeessa.an.gov.br/temas/200-revolta-da-vacina.html" target="_blank"><em>A revolta da vacina</em></a>. Arquivo Nacional: Que República é essa?, 21 de janeiro de 2020.</p>
<p><em>Nosso Século</em>. São Paulo : Abril Cultural, 1980.</p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia" target="_blank">Portal Fiocruz &#8211; <em>A trajetória do médico dedicado à ciência</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Portal Fiocruz  &#8211; <em>A Revolta da Vacina</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Projeto Memória &#8211; Fundação Banco do Brasil</a></p>
<p>ROCHA, Oswaldo; CARVALHO, Lia de Aquino. <em>A era das demolições Habitações Populares</em>. Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca, 1986</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em class="hf">A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes</em>. São Paulo: Cosac Naify, 2010.</p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/REVOLTA%20DA%20VACINA.pdf" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/artigos/11429-a-revolta-da-vacina" target="_blank">Site Multirio</a></p>
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		<title>A fundação do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Mar 2016 03:06:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[E o Rio de Janeiro completa mais um ano... Agora são 451 anos desde sua fundação. Sua beleza e vocação exibicionista fez da cidade personagem de muitas fotografias desde o século XIX. A Brasiliana Fotográfica presta uma homenagem à cidade maravilhosa com uma seleção de 10 imagens de paisagens cariocas. São registros de Marc Ferrez (1843 - 1923) e Augusto Malta (1864 - 1957), os mais importantes fotógrafos do Rio de Janeiro no século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Também convidamos os leitores para uma visita aos posts sobre os dois fotógrafos, anteriormente publicados pela Brasiliana Fotográfica: Ferrez e Malta.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">A fundação do Rio de Janeiro</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=UKBukXgT_ps" target="_blank">Cidade Maravilhosa</a></span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E o Rio de Janeiro completa mais um ano&#8230; Agora são 451 anos desde sua fundação. Sua beleza e vocação exibicionista fez da cidade personagem de muitas fotografias desde o século XIX. A Brasiliana Fotográfica presta uma homenagem à cidade maravilhosa com uma seleção de 10 imagens de paisagens cariocas. São registros de Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), os mais importantes fotógrafos do Rio de Janeiro no século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Também convidamos os leitores para uma visita aos posts sobre os dois fotógrafos, anteriormente publicados pela Brasiliana Fotográfica: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Ferrez </a>e <a href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Malta</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 481px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2044/002002AMF002002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="471" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2044" target="_blank">Marc Ferrez. Entrada da baía de Guanabara, vista de Niterói, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de metade da produção fotográfica de Marc Ferrez foi realizada no Rio de Janeiro e em seus arredores, onde fotografou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. O alagoano Augusto Malta começou a fotografar em 1900, quando trocou sua bicicleta, que usava para entregar os tecidos que comercializava, por uma máquina fotográfica. Foi, em 1903, contratado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como fotógrafo oficial, cargo criado para ele. Passou a documentar a radical mudança urbanística promovida pelo então prefeito da cidade, Francisco Pereira Passos (1836-1913), período que ficou conhecido como o &#8220;bota-Abaixo&#8221;. Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção &#8220;Binóculo&#8221;, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima &#8220;O Rio civiliza-se&#8221;, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Augusto Malta trabalhou na Prefeitura até 1936, quando se aposentou.</p>
<p>Uma curiosidade:  Cidade Maravilhosa &#8211; <i>La Ville Merveilleuse -</i>, é o nome do livro onde os poemas <em>Amor ao Rio</em>, de autoria da francesa Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955), foram publicados em 1913. Ela havia passado uma temporada, de setembro a dezembro de 1911, no Rio de Janeiro, quando se encantou pela cidade. Na verdade, a princípio só ficaria três semanas (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8458" target="_blank">20 de setembro, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9552" target="_blank">6 de dezembro, primeira coluna</a> de 1911).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/mendes.jpg" alt="Jane Mendes / Fon Fon, 21 de outubro de 19911" width="415" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"> <em>Fon Fon</em>, 21 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.veranunesleiloes.com.br/peca.asp?ID=9043717&amp;srsltid=AfmBOor8p2nH9-yAfYduXRzgYAbGmniqG4Wto2L3ijeqLlRmpkA2G6ds" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-43540" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/jane11.jpg" alt="jane1" width="309" height="475" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/82" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias do Rio de Janeiro de autoria de Augusto Malta e Marc Ferrez selecionadas para esse post e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica em comemoração ao aniversário do Rio de Janeiro</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 452 anos do Rio de Janeiro: o Corcovado e o Pão de Açúcar</em>, publicado em 1º de março de 2017, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14095" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Juan Gutierrez</em>, publicado em 1º de março de 2019, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, Doutora em História pela UFF e historiadora do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional ; e de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30682" target="_blank"><em>A Praça Paris no aniversário do Rio de Janeiro</em>, publicado em 1° de março de 2023, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35197"><em>O Rio de Janeiro nos cartões-postais da Papelaria e Typographia Botelho</em>, publicado em 1° de março de 2024, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
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		<title>O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2015 15:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Já em 1900, Augusto Malta, que viria a ser um  importante cronista fotográfico do Rio de Janeiro da primeira metade do século XX, passeava e trabalhava, pedalando pelas ruas da cidade, tendo sido o secretário do Grupo de Velocemen, criado para organizar "passeios e outros divertimentos cyclistas". Essa sua relação com a cidade e sua paisagem, construída, inicialmente, por seus deslocamentos com sua bicicleta, se expandiria para a formação de seu significativo legado iconográfico.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1473" style="width: 277px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-1473 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Foto-do-Arquivo-recortada-267x300.jpg" alt="Foto do Arquivo recortada" width="267" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Anônimo. Augusto Malta, s/d. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</p></div>
<p style="text-align: left;">Já em 1900, o alagoano Augusto Malta, que viria a ser o mais  importante cronista fotográfico do Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX, cujo trabalho é fundamental para a preservação da memória da cidade, passeava e trabalhava, pedalando pelas ruas da cidade, tendo sido, inclusive, secretário do <em>Grupo de Velocemen</em>, criado para organizar <em>passeios e outros divertimentos ciclistas. </em></p>
<p style="text-align: left;">Essa sua relação com a cidade e sua paisagem, construída, inicialmente, por seus deslocamentos com sua bicicleta, se expandiria para a formação de seu significativo legado iconográfico.</p>
<p style="text-align: left;">Foi, exatamente, a partir da troca de uma bicicleta por uma máquina fotográfica que o Rio de Janeiro ganhou um de seus mais atuantes fotógrafos. Em 1900, Malta comercializava tecidos finos no Centro do Rio e, para fazer entregas de encomendas, usava como transporte a bicicleta. Um de seus fregueses, um aspirante da Marinha, propôs a troca e, a partir desse trato, Augusto Malta começou a se interessar por fotografia.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1903, foi contratado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como fotógrafo oficial, cargo criado para ele. Passou a documentar a radical mudança urbanística promovida pelo então prefeito da cidade, Francisco Pereira Passos (1836-1913) &#8211; de quem se tornou muito amigo -, período que ficou conhecido como o &#8220;bota-abaixo&#8221;. Augusto Malta trabalhou na Prefeitura até 1936, quando se aposentou. Incansável, elegante e bem-humorado, <em>com seus olhos irrequietamente falantes</em> definiu a fisionomia do Rio de Janeiro a partir de sua extensa e importante produção de imagens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6658" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6658/CP-LE-PC_003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="523" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6658" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=malta" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de autoria de Augusto Malta e de seus filhos Aristógiton e Uriel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p style="text-align: left;">Sobre sua aparência, Raymundo de Athayde escreveu na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_04/13523" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, de 16 de dezembro de 1944</a>:</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;É um nortista tipo perfeito da classificação conhecida: braquicéfalo, altura mediana, maxilares salientes, olhos amendoados como o de um mongol. Na verdade, visto de perfil, parece-se com um soldado de Chiang-Kai-Chek, que tivesse abandonado a farda&#8230;Há cinquenta anos usa uma gravata borboleta, dessas preferidas pelos pintores e poetas do século passado.&#8221; </em>Também foi um dos primeiros a usar óculos de aro de tartaruga.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43390" style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_04/13523" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43390" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/augusto1.jpg" alt="Augusto Malta com o chapéu e a gravata que tornaram-se suas marcas registradas / Revista da Semana, 16 de dezembro de 1944" width="381" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_04/13523" target="_blank">Augusto Malta com o chapéu e a gravata que tornaram-se suas marcas registradas / <em>Revista da Semana</em>, 16 de dezembro de 1944</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o início de sua carreira, Malta, na mesma entrevista para Raymundo Athayde, comentou:</p>
<p style="text-align: left;"><em>“Eu, no entanto, continuei a vender fazendas a pé. Quanto à máquina, tomei gosto pela fotografia e, aos domingos, em companhia de um amigo, também amador da arte, tirava vistas da cidade, grupos de amigos etc. Confesso que sentia grande sensação quando via surgirem no papel as belas e surpreendentes imagens que o sal de prata revelava e o hipossulfito fixava a meus olhos, na câmara escura improvisada em minha casa. E vivia assim nesse ingênuo amadorismo, quando um fornecedor da Prefeitura, meu amigo, levou-me para tirar fotografias das obras que então o grande Pereira Passos realizara em 1903. Na época, o Rio começava a mudar a indumentária e remoçar. Por acaso o insuperável Prefeito viu as fotografias que eu tirava por esporte e gostou. Propôs-me um emprego na Prefeitura e eu, sem relutâncias, aceitei”.</em></p>
<p>Além de ter documentado as transformações urbanas e os grandes eventos da cidade como a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a>, a construção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Teatro Municipal,</a> em 1909; a Revolta da Chibata, em 1910; e a inauguração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank">Cristo Redentor, em 1931</a>; paisagens, monumentos, lojas, o casario decadente e as ressacas. Registrou também aspectos da vida carioca como, por exemplo, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7777" target="_blank">carnaval de rua</a>, o movimento dos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank">quiosques</a>, os eventos sociais, os moradores de cortiços, os vendedores ambulantes, as prostitutas, os marinheiros e cenas de praia. Também fotografou políticos, intelectuais e artistas, tornando-se próximo de vários deles como Afonso Pena (1847 &#8211; 1909), Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930), Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), Lauro Muller (1863 &#8211; 1926), Noronha Santos (1876-1954), Oswaldo Cruz  (1872–1917), Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919) e Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923).</p>
<p>Suas fotos foram divulgadas em guias turísticos, cartões-postais, revistas e publicações oficiais, tendo ajudado a formar a identidade visual da <em>Belle Époque</em> no Rio de Janeiro e contribuído, decisivamente, para a preservação da memória da cidade. Foi, sem dúvida, um importante incentivador do fotojornalismo no Brasil, tendo fornecido imagens de acontecimentos, pessoas, aspectos urbanos e paisagens para diversas revistas e jornais, mesmo após sua aposentadoria.</p>
<p>Como escreveu Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987) , <em>O Malta viu tudo </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/135156" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de março de 1979</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta48.jpg"><img class=" size-full wp-image-43251 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta48.jpg" alt="malta48" width="287" height="431" /></a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta49.jpg"><img class=" size-full wp-image-43252 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta49.jpg" alt="malta49" width="283" height="537" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta50.jpg"><img class=" size-full wp-image-43253 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta50.jpg" alt="malta50" width="285" height="526" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o artigo de Regina da Luz Moreira, <a href="http://portalaugustomalta.rio.rj.gov.br/blog-post/augusto-malta-dono-da-memoria-fotografica-do-rio" target="_blank"><em>Augusto Malta, dono da memória fotográfica do Rio</em></a>, publicado no Portal Augusto Malta do Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, em termos técnicos, Malta <em>manteve-se sempre fiel ao seu equipamento, só admitindo mudanças a partir do momento em que o filho Aristógiton passou a trabalhar com ele. Foram então introduzidas câmaras americanas e alemãs, as mais modernas então existentes. Mesmo assim, até praticamente os 90 anos continuou a fotografar com chapas de vidro, optando, no entanto, pelas de tamanho mais reduzido, como as de 13 cm por 18 cm</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Fotógrafo Malta</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Charles Julius Dunlop</p>
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<div id="attachment_32596" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/dunlop.jpg"><img class="wp-image-32596" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/dunlop.jpg" alt="dunlop" width="376" height="620" /></a><p class="wp-caption-text">Malta, de óculos, com os irmãos Rodolfo (sentado) e Henrique (em pé) Bernardelli, escultor e pintor, respectivamente</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>O Major da Guarda Nacional, Augusto Cesar Malta de Campos, ou melhor, o fotógrafo Malta, como é mais conhecido, é o profissional mais antigo do Rio de Janeiro. Possui ele um arquivo completo dos acontecimentos mais importantes desta cidade, nos últimos 50 anos, com toda a história da sua transformação, todas as realizações da Prefeitura, documentada em mais de 30 mil chapas.</em></p>
<div dir="auto"><em>O carinho que tem por essa história e por essas fotografias é quase uma religião para ele. Malta esquece tudo para ir buscar uma fotografia antiga e com ela tirar uma dúvida sobre uma data ou um episódio qualquer da história do Rio de Janeiro.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Funcionário municipal aposentado, contando 93 anos de idade, goza de uma saúde de ferro. “Não acredito em outros mundos, diz ele. Morrer é descuido. Eu pretendo chegar aos 120 anos!”</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Augusto Malta reside em Niterói, na praia das Flechas, onde toma diariamente o seu banho de mar, mas vem sempre ao Rio rever os amigos e matar saudades. Traz consigo, invariavelmente, uma volumosa pasta, mais parecendo uma mala portátil, atulhada de fotografias do mais vivo interesse para a história carioca.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Malta não começou a vida como fotógrafo. Em fins de 1888, vindo de Alagoas, onde nasceu na cidade de Paulo Afonso, empregou-se no comércio, como auxiliar de escrita. No ano seguinte, já era guarda-livros da firma Leandro Martins. Nesse ano, presenciou fatos memoráveis: viu quando Deodoro da Fonseca foi ao encontro da tropa, na antiga praça da Aclamação, no dia 15 de novembro, e ouviu quando Sampaio Ferraz deu vivas à República que nascia.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Como republicano ardoroso que era, assinou, no Paço Municipal, a ata da Proclamação, cujo original está guardado no Museu da Cidade, e seguiu à frente da massa popular como porta-estandarte do “Centro Republicano Lopes Trovão”, que foi a bandeira dos nossos primeiros dias da República.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Depois, estabeleceu-se por conta própria, com uma casa de molhados, na rua do Ouvidor, canto de Uruguaiana, mas o negócio não foi avante. “Dei com os burros n’água”, diz ele.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Mudando de profissão, passou a vender fazendas por amostras, tornando-se o precursor dos vendedores a prestação. Montado na sua bicicleta, visitava diariamente a freguesia, que era das mais seletas. A Sra. Campos Sales, a Viscondessa de Guai (Sra. Joaquim Elísio Pereira Marinho) e outras damas da alta sociedade, embora não comprando a prestação, davam preferência ao amável vendedor que lhes levava a mercadoria em casa.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Foi nessa época que um amigo despertou em Augusto Malta a idéia de tornar-se fotógrafo profissional, quando lhe propôs a troca de sua bicicleta por uma máquina fotográfica. O negócio foi aceito, e nessa sua nova função tomou contacto com o prefeito Francisco Pereira Passos que, apreciando a sua atividade e gostando dos seus trabalhos, criou para ele, em julho de 1903, o lugar de fotógrafo municipal. Daí o acervo extraordinário de fotografias que possui sobre a evolução da cidade, a qual acompanhou dia a dia, com alma de verdadeiro artista.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Na fotografia, por ele próprio tirada em 1913, vemo-lo de terno escuro com os irmão Bernardelli, Rodolfo (escultor) e Henrique (pintor). &#8220;</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto" style="text-align: right;"> Rio Antigo, vol. II, 1956</div>
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<div dir="auto" style="text-align: right;">
<p style="text-align: left;">O lançamento do <a href="http://portalaugustomalta.rio.rj.gov.br/">Portal Augusto Malta</a>, em 2008, foi uma importante iniciativa do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ). No portal, estão reunidos o acervo do fotógrafo na referida instituição e no Museu Histórico da Cidade, além de fotografias de seus filhos, Aristógiton e Uriel Malta. O ex-curador da Brasiliana Fotográfica, Joaquim Marçal, foi consultor do projeto.</p>
<p style="text-align: left;">O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, o Arquivo Fotográfico da Light, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o Instituto Moreira Salles, a Biblioteca Nacional e o Museu Histórico Nacional são outros importantes acervos da obra do fotógrafo.</p>
</div>
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<div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil de Augusto Malta</strong></em></span></div>
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<div style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/augusto.jpg" alt="augusto" width="555" height="479" /><p class="wp-caption-text">Augusto Malta com os filhos de seu primeiro casamento, c. 1907. Passeio Público, Rio de Janeiro, RJ / Site Family Search &#8211; Da esquerda para direita, acima: Arethusa, Malta e Luthgarde; e abaixo, Aristocléa, Aristógiton e Callishene</p></div>
</div>
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<p style="text-align: left;">Augusto Cesar Malta de Campos nasceu em<span style="color: #800000;"><b> </b></span>14 de maio de 1864, em Mata Grande, Alagoas, que entre 1902 e 1929 se chamou Paulo Afonso. Filho do escrivão Claudino Dias de Campos e Blandina Vieira Malta de Campos, conhecida como Dona Iaiá, foi batizado em 5 de junho, na matriz de Nossa Senhora de Mata Grande, por Francisco Felix Dias e Sebastiana Bezerra Sidrino. Em 1886, deixou de morar com o padre Antonio Marques de Castilho (18? &#8211; 1886), com quem havia ido residir por decisão de seu pai, que queria que ele seguisse a carreira religiosa. Alistou-se no Exército, no Recife. Pretendia seguir a carreira militar, mas, posteriormente, quando cumpriu o prazo de tempo de serviço, foi dispensado.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1888, após participar de manifestações a favor da abolição da escravatura, foi para o Rio de Janeiro e , segundo o próprio, seu primeiro emprego na cidade foi<em> no comércio, como auxiliar de escrita. No ano seguinte, já era guarda-livros da firma Leandro Martins. </em>Participou dos acontecimentos de 15 de novembro de 1889, quando foi proclamada a República no Brasil, quando participou de uma manifestação coletiva dos empregados do comércio. No dia seguinte, foi um dos signatários do termo de juramento lido na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, dando posse ao governo provisório republicano.</p>
<p style="text-align: left;">Em torno de 1890, visitou a Alagoas, e casou-se com sua prima distante, a alagoana Laura Oliveira Campos (1874 &#8211; 1905). O casal teve cinco filhos: Luthgardes (05/01/1896 &#8211; 05/02/1928), Arethusa (1898 &#8211; 31/03/1913), Callisthene (26/07/1900 &#8211; 20/02/1919), Aristocléa (21/06/1903 &#8211; 03/1934), afilhada do prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Pereira Passos</a>; e Aristógiton (25/08/1904 &#8211; 15/08/1954). Todas as filhas do casal morreram de tuberculose.</p>
<p style="text-align: left;">Como já mencionado, foi fotógrafo da Prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936. E também prestava serviços para empresas como a Light e a Sul-América, para pequenas empresas e para particulares.</p>
<div style="text-align: left;">Em 1904, Malta foi um dos fundadores da Sociedade Cartophila Emanuel Hermann, uma associação incentivadora da divulgação de cartões-postais. Ele editava postais de turismo. Hermann (1839 &#8211; 1902) foi um professor de Economia que sugeriu aos Correios do Império Austro-Húngaro a emissão dos primeiros cartões-postais.</div>
<p style="text-align: left;">Com o falecimento de Laura, em 1905, em torno de 1906, Malta passou a viver maritalmente com Celina Augusta Verscheuren (16/03/1884 &#8211; 1969), que trabalhava desde os 15 anos como babá dos filhos de Malta e Laura. Com Celina, Malta teve mais quatro filhos: Dirce (1907 &#8211; 10/1971), Eglé (20/09/1909 &#8211; 11/1941) e Uriel (28/09/1910 &#8211; 05/08/1994) e Amalthea (12/12/1912 &#8211; 12/03/2007).</p>
<p style="text-align: left;">Foi criada em 28 de outubro de 1913, a Associação dos Photographos de Imprensa, provavelmente a primeira do gênero, no Brasil. Entre seus fundadores estavam Augusto Malta e Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, produzidas em 1916.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1936, aposentou-se da Prefeitura do Rio de Janeiro e foi substituído por seu filho, Aristógiton. No ano seguinte, seu outro filho, Uriel, passou a trabalhar com o irmão. Em 1940, foi morar em Niterói. Até o fim de sua vida, forneceu imagens para particulares e para a imprensa.</p>
<p style="text-align: left;">Ao longo de sua carreira teve diversos estúdios cedidos pela Prefeitura que, às vezes, também residia com sua família: na Rua do Lavradio, 96 (depois 112), que sofreu um incêndio em 1905; na Rua do Riachuelo, 22, perto dos Arcos da Lapa; na Rua Frei Caneca, no Passeio Público, na Rua Camerino, 57, na Rau Senador Furtado, 85, no Maracanã; na Rua General Câmara, 260 e na Rua Sergipe, no Maracanã. Também teve ateliês fotográficos particulares como os da Avenida Central, 92; da Avenida Rio Branco, 90; e da Praça Tiradentes, 35.</p>
<p style="text-align: left;">Em 30 de junho de 1957, Augusto Malta faleceu devido a problemas cardíacos, no Hospital da Ordem Terceira da Penitência. Foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério do Caju. Residia na Rua Pereira Nunes, em Niterói, bem próximo à Praia das Flechas. Quando faleceu, só tinha três filhos vivos: o fotógrafo Uriel, Amalthea e Dirce.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta26.jpg"><img class=" size-full wp-image-43142 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta26.jpg" alt="malta26" width="259" height="445" /></a></p>
<div id="attachment_43143" style="width: 268px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta27.jpg"><img class="wp-image-43143 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/malta27.jpg" alt="malta27" width="258" height="396" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 1º de julho de 1957</p></div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20908" target="_blank"> <span style="color: #800000;">Acesse aqui a </span><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</strong></span></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Este artigo foi atualizado em 29 de abril de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=1" target="_blank"><em>Achados e Perdidos (livro eletrônico): Imagens inéditas do Rio de Janeiro (1937-1945)</em></a>/Eliseu Santiago de Souza&#8230;(Et.Al.) &#8212; 1ª edição. Rio de Janeiro: Aprazível Edições e Arte e UQ Editions, 2025 PDF. Outros autores: Pedro Marreca, Rafael Martins, Leonel Kaz.</p>
<p>ALMEIDA, Adjovanes Thadeu Silva de; SANTANA, José Luis. <a href="https://www.google.com/search?q=Augusto+Malta%3A+o+fot%C3%B3grafo+de+uma+cidade+que+se+transformou&amp;rlz=1C1GCEU_pt-BRBR1077BR1077&amp;oq=Augusto+Malta%3A+o+fot%C3%B3grafo+de+uma+cidade+que+se+transformou&amp;gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBggAEEUYOzIGCAAQRRg70gEHMzg0ajBqN6gCALACAA&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#:~:text=90%20Augusto%20Malta%3A%20o%20fot%C3%B3grafo%20de%20uma%20cidade%20que%20se%20..." target="_blank"><em>Augusto Malta: o fotógrafo de uma cidade que se transformou</em></a>. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades, 2013</p>
<p>Anais do Museu Histórico Nacional: volume XXXII &#8211; 2000, pág 131.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann tropical – a renovação urbana da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX.</em> Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca v11 &#8211; AGCRJ, 1992.</p>
<p>BULHÕES, Antonio &amp; REBELO, Marques. <em>O Rio de Janeiro do bota-abaixo</em>. Rio de Janeiro: Salamandra, 1997</p>
<p><span style="color: #333333;">CAMPOS, Fernando Ferreira. <em>Um fotógrafo, uma cidade: Augusto Malta</em>, Rio de Janeiro: Maison Graphique, 1987.</span></p>
<p>Catálogo da Exposição comemorativa da doação do Acervo Brascan ao IMS &#8211; Guilherme Gaenly e Augusto Malta: dois mestres da fotografia brasileira no Acervo Brascan. Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<p>Dunlop, Charles Julius. <em>Rio Antigo, volume II</em>. Rio de Janeiro: Editora Rio Antigo, 1956.</p>
<p>ERMAKOFF, George. <em>Augusto Malta e o Rio de Janeiro: 1903-1936</em> / George Ermakoff; tradução para o inglês Carlos Luís Brown Scavarda. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2009. 288p. : il.; 28cm</p>
<p>FROSSARD, Heloisa (org.) <em><a href="http://www0.rio.rj.gov.br/arquivo/pdf/biblioteca_carioca_pdf/catalogo_serie_nega_a_malta.pdf" target="_blank">Augusto Malta &#8211; Catálogo da série Negativo em vidro Aristógiton Malta</a></em>. Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro &#8211; Coleção Biblioteca Carioca, 1994.</p>
<p>HEEREN, Alice. <em>Affective Rhetorics of Contagion &#8211; Augusto Malta in Belle Époque Rio de Janeiro</em>, 2020.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><span style="color: #000000;">KOSSOY, Boris. <em>A fotografia como fonte histórica: introdução à pesquisa e interpretação das imagens do passado</em>. São Paulo: Secretaria da Ind., Com., Ciência e Tecnologia, 1980. (Coleção Museu &amp;Técnicas; 4).</span></p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p><em>Nosso Século</em>. São Paulo; Abril Cultural, 1980. vol 1 (1900-1910)</p>
<p><em>O GLOBO</em></p>
<p>MOREIRA, Regina Luz. <a href="http://portalaugustomalta.rio.rj.gov.br/blog-post/augusto-malta-dono-da-memoria-fotografica-do-rio" target="_blank"><em>Augusto Malta, dono da memória fotográfica do Rio</em></a> in Portal Augusto Malta, 18 de agosto de 2008</p>
<p>OLIVEIRA JUNIOR, Antônio Ribeiro de. <a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/71933" target="_blank"><em>Do reflexo à mediação : um estudo da expressão fotográfica e da obra de Augusto Malta</em></a>. Dissertação (mestrado) &#8211; Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, 1994.</p>
<p>OLIVEIRA JUNIOR, Antonio Ribeiro de. <em>O visível e o invisível: um fotógrafo e o Rio de Janeiro no início do século XX</em>. In: SAMAIN, Etienne (org.). O Fotográfico. São Paulo: Hucitec, 1998.</p>
<p><a href="http://portalaugustomalta.rio.rj.gov.br/blog-post/making-of-do-portal-augusto-malta" target="_blank">Portal Augusto Malta do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa17643/augusto-malta" target="_blank">Site Enciclopédia Itau Cultural</a></p>
<p>Site Centro Cultural da Light</p>
<p>Site Family Search</p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/augusto-malta" target="_blank">Site Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="http://www.mis.rj.gov.br/acervo/colecao-augusto-malta/" target="_blank">Site Museu da Imagem e do Som</a></p>
<p>SOUZA, Fernando Gralha. <em>Augusto Malta e o olhar oficial – Fotografia, cotidiano e memória do Rio de Janeiro – 1903/1936</em>. Tese de Mestrado. UFJF/PPGHIS. 2006.</p>
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