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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; polêmica</title>
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		<title>Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 14:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a publicação do 13º artigo da Série “Feministas, graças a Deus!”, a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas, reconhecendo o direito de voto das mulheres. No artigo, está publicada uma seleção de imagens pertencentes ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal, relativas às feministas e a suas pautas; além de breves perfis de importantes sufragistas brasileiras.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a publicação do 13º artigo da Série <em>Feministas, graças a Deus!, </em>a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), reconhecendo o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em>“Art. 2º É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste código”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Decreto nº 21.076, 24 de fevereiro de 1932</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 aprovou a igualdade de direitos políticos entre homens e mulheres, desde que maiores de 18 anos e alfabetizados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Art. 108. São eleitores os brasileiros de um e de outro sexo, maiores de 18 anos, que se alistarem na forma da lei. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Parágrafo único. Não se podem alistar eleitores: </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>a) os que não saibam ler e escrever; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>b) os praças-de-pré, salvo os sargentos, do Exército e da Armada e das forças auxiliares do Exército, bem como os alunos das escolas militares de ensino superior e os aspirantes a oficial; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>c) os mendigos; </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>d) os que estiverem, temporária ou definitivamente, privados dos direitos políticos. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em> Art. 109. O alistamento e o voto são obrigatórios para os homens e para as mulheres, quando estas exerçam função pública remunerada, sob as sanções e salvas as exceções que a lei determinar.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a vitória de décadas de mobilização em favor do sufrágio feminino no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo de hoje, estão destacadas as imagens do acervo fotográfico do portal relativas às feministas e a suas pautas &#8211; os registros são do acervo do Arquivo Nacional, uma de nossas instituições parceiras, e seus autores foram J. Bonfioti, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806">Photo Skarke</a>, a Fotografia Alemã, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730">Louis Piereck (1880 – 1931)</a>, o Serviço Photographico de Vida Doméstica, além de fotógrafos ainda não identificados. Também publicamos breves perfis de sufragistas brasileiras importantes na luta pelo voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/353" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as imagens relativas ao feminismo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/voto.jpg" alt="Chage mostra a resistência ao voto feminino / O Malho, 23 de junho de 1917" width="541" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><em>Charge</em> mostra a resistência ao voto feminino / <em>O Malho</em>, 23 de junho de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A trajetória da conquista do voto feminino no Brasil, um marco fundamental na história da democratização do país, começou ainda no século XIX e tornou-se o principal tema do feminismo nas primeiras décadas do século XX, quando a feminista </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fundadora da </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, foi uma das mais importantes vozes na luta pela emancipação feminina, que também teve outras defensoras dedicadas e aguerridas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;"> precursora dos ideais de igualdade e independência da mulher brasileira</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31605" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-31605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia.jpg" alt="Nísia Floresta / Wikipedia" width="308" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank">Nísia Floresta / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">&#8220;Nísia Floresta surgiu &#8211; repita-se&#8211;como uma exceção escandalosa. Verdadeira machona entre as sinhazinhas dengosas do meado do século XIX. No meio de homens a dominarem sozinhos todas as atividades extra domésticas, as próprias baronesas e viscondessas mal sabendo escrever, as senhoras mais finas soletrando apenas livros devotos e novelas que eram quase histórias do Trancoso. causa pasmo ver uma figura como a de Nísia&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Gilberto Freyre, <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Sobrados e Mocambos </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(1936)</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ainda no Brasil Império, a escritora e educadora potiguar Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, foi a primeira mulher brasileira a defender o direito à educação científica para as meninas. A explicação do pseudônimo que criou para ela é a seguinte: “Nísia”, uma referência ao seu nome de batismo; depois, ao sítio Floresta onde nasceu; em seguida, ao seu país; e, finalmente, a Augusto, o nome do marido de quem ficou viúva. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nasceu,</span> em 12 de outubro de 1810, em Papari, no Rio Grande do Norte, onde casou-se <span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">com Manuel Alexandre Seabra de Melo. Tinha apenas 13 anos, mas ainda no primeiro ano do casamento voltou para a casa dos pais, o advogado português Dionísio Gonçalves Pinto (17? &#8211; 1828) e a brasileira Antônia Clara Freire (17? &#8211; 1855). Seus irmãos eram Clara e Joaquim. Mudou-se</span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> com a família para  Pernambuco, onde morou em Goiana, Recife e Olinda. </span></p>
<p>Em 1828, seu pai foi assassinado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/2547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de setembro de 1830, segunda coluna</a>). No mesmo ano, Nísia passou a viver com Manoel Augusto de Faria Rocha, estudante de Direito da Faculdade de Olinda, natural de Goiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/882" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de abril de 1829, segunda coluna</a>), com quem teve três filhos na década de 1830: Lívia (1930-?), um filho, que viveu poucos meses (1831 &#8211; 1831 ou 1832); e Augusto Américo (1933-?). Er<span style="font-family: 'Georgia',serif;">a </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">acusada de adúltera pelo ex-marido. </span></p>
<p>Iniciou sua carreira literária, em 1931, publicando, com o pseudônimo de <em>Brasileira Livre</em>, artigos sobre a condição feminina no jornal pernambucano <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Espelho das Brasileiras, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">que pertencia ao francês </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Adolphe Emile de Bois Garin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818879/15" target="_blank"><em>Espelho das Brasileiras</em>, 13 de maio de 1931</a>).</span> A defesa dos direitos das mulheres e dos indígenas no Brasil, e a crítica à escravidão foram temas recorrentes em sua produção literária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Esta foi, com certeza, uma das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e a publicar textos na grande imprensa, pois, desde 1830, seu nome era uma presença constante em periódicos nacionais, comentando questões polêmicas, como o direito das mulheres – e, também, dos índios e dos escravos – a uma vida digna e respeitável. Aliás, nesse gosto pela polêmica e no fato de viver sempre à frente de seu tempo, estariam, a nosso ver, também, traços de modernidade da autora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Constância Lima Duarte sobre Nísia em <a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/6fB3CFy89Kx6wLpwCwKnqfS/?lang=pt" target="_blank"><em>Feminismo e literatura no Brasil</em></a> (2003)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1832, publicou, no Recife, o livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens,</span></em> primeiro texto de uma brasileira a falar em direitos das mulheres. Existe uma polêmica em torno da autoria deste livro: alguns pesquisadores consideram o livro como uma <span style="font-family: 'Georgia',serif;">tradução livre de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> A Vindication of the Rights of Woman, </span></em>de Mary Wollstonecraft (1759-1797),<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">e outros como a tradução de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> Woman not Inferior to Man, </span></em>de Mary Wortley (1689-1762), que teria sido infuenciada pelo livro <i>De l´egalité des deux sexes</i>, de François Poullain de <span class="ref">La Barre, publicado em 1673</span>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31635" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg" alt="nisia8" width="257" height="338" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em novembro de 1832, foi para o Rio Grande do Sul, com Lívia, sua filha; sua mãe viúva e com seu companheiro, Manoel Augusto, que, em agosto de 1833, poucos meses após o nascimento de Augusto Américo, em janeiro de 1833, faleceu. Manoel Augusto havia ocupado o cargo de juiz municipal de São Pedro do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749443/398" target="_blank"><em>Correio Official</em>, 25 de outubro de 1833, primeira coluna</a>).</span> Ainda em 1833, Nísia publicou a segunda edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">em Porto Alegre, pela Typographia de V. F. Andrade. Escreveu para alguns jornais de Porto Alegre, dentre eles o <em>Belano</em>, que circulou entre 1832 e 1833. Entre 1834 e 1837, manteve uma escola. Segundo o professor Luis Carlos Freire, professor de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dos maiores pesquisadores de Nísia, provavelmente ela ensinava em casa, como era costume na época. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1837, foi para o Rio de Janeiro. Provavelmente, a tensão causada pela Guerra dos Farrapos contribuiu para essa mudança. Em 1838, fundou o Colégio Augusto, para meninas, que dirigiu com algumas interrupções até 1856. Posteriormente, o colégio, que existiu até 1894, foi dirigido por seu filho<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Jornal do Commercio,</span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de janeiro de 1838, segunda coluna</span></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">).</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> Nísia tinha uma proposta de educação inclusiva para meninos e meninas, tanto na esfera pública, quanto na privada, e era influenciada pelo pensamento positivista do francês Auguste Comte (1798 &#8211; 1857), de quem era amiga. Em 1839, foi publicada, já no Rio de Janeiro, a terceira edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">pela Casa do Livro Azul.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31627" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><img class=" wp-image-31627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia3.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1950" width="701" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Por ensinar Caligrafia, Dança, Desenho e Costura, Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Latim, Matemática, Música, Português, Piano e Religião a suas alunas e não a <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">fazer vestidos e camisas</span></em> foi criticada (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228133/3467" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Mercantil (MG)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 17 de janeiro de 1947, primeira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31629" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia5.jpg" alt="O Mercantil (MG), de 1847" width="294" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><em>O Mercantil (MG</em>), 17 de janeiro de 1847</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Publicou, em 1847, três obras de caráter pedagógico: <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Fany ou o modelo das donzelas</span></em>; <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Discurso que às suas educandas dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">um breve texto de seis páginas</span>; e <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Daciz ou a jovem completa. </span></em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 2 de novembro de 1849, acompanhada dos dois filhos, Nísia viajou pela primeira vez à Europa. Embarcaram, rumo a Havre, na galera francesa <em>Ville de Paris</em>. Ficou em Paris e em Lisboa, retornando ao Brasil em 1852 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/34046" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de novembro de 1849, última coluna</a>). Nesse período, ela frequentou as conferências de Auguste Comte sobre História Geral da Humanidade no Palais Cardinal, em Paris. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1853, lançou o <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo Humanitário, </span></em>que dedicou a seu irmão, Joaquim Pinto Brasil. Nele a autora nos conta a história do papel das mulheres nas sociedades ocidentais, dando exemplos e refletindo sobre a condição feminina. Antes da primeira impressão reunida, parte dos textos foi publicada nos jornais <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Diário do Rio de Janeiro,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> sob  pseudônimo B.A.</span></span></p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">“Dê-se ao sexo uma educação religiosamente moral, desvie-se dele todos os perniciosos exemplos que tendem a corromper-lhe, desde a infância, o espírito, em vez de formá-lo á virtude, adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser — o modelo de família — mas ainda saberá conservar dignidade, em qualquer posição que porventura a sorte a colocar.”</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nísia Floresta em </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Opúsculo Humanitário</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, 1853</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Trabalhou como voluntária no combate a uma epidemia de cólera no Rio de Janeiro, em 1855 (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10968" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Mercantil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 4 de outubro de 1955, segunda coluna)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Também entre este ano e 1856 publicou alguns artigos no <em>Brasil Illustrado: Passeio ao Aqueduto Carioca, Páginas de Uma Vida Obscura, Um Improviso, na manhã de 1º do corrente, ao distinto literato e grande porta Antônio Castilho </em>e<em> O pranto Filial.</em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">O último registro do <em>Almanak Laemmert</em> de Nísia como diretora do Colégio Augusto é de 1855 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/8311" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1855)</a>. Em 10 de abril de 1856, Nísia viajou no paquete a vapor <em>Cadix</em> com sua filha para a Europa, onde permaneceu até 1871.  Em 1872, um retrato e um pequeno perfil dela foi publicado no jornal ilustrado brasileiro publicado em Nova York, O <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Novo Mundo, </span></em>fundado por José Carlos Rodrigues (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43136" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de abril de 1856, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/313" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo Mundo</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 23 de maio de 1872)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31753" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia9.jpg" alt="Novo Mundo, de maio de 1872" width="483" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><em>Novo Mundo</em>, 23 de maio de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Entre 1872 e 1875, Nísia esteve no Brasil. Retornou à Europa em 24 de março de 1875, rumo à Inglaterra, onde encontrou sua filha. Passaram um tempo em Londres e em Lisboa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/10703" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1875, terceira coluna</a>). Em 1878, já morando na França, publicou seu último trabalho, <i>Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques</i>. Entre idas e vindas, Nísia morou na França e na Itália, visitando a Alemanha, Bélgica, Grécia, Inglaterra e Suíça. Enviava artigos para publicação em jornais cariocas (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239100/65" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio do Brazil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 7 de janeiro de 1872, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/11893" target="_blank"><em>Diário de S. Paulo</em>, 11 de dezembro de 1875, última coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/7866" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Reforma</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de dezembro de 1875, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">). </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, de pneumonia. Foi enterrada no cemitério de Bonsecours (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12948" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 26 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/3958" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo e Completo Indice Chronologico da Historia do Brasil (RJ) &#8211; 1842 a 1889,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 188</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">5;</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12979" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31632" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31632" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia7.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de maio de 1885" width="315" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31631" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia6.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de junho de 1885" width="365" height="169" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Sua cidade natal, Papari, foi rebatizada com a aprovação da Lei n° 146, de 23 de dezembro de 1948, como Nísia Floresta. Em 1954, o Estado do Rio Grande do Norte repatriou seus restos mortais para a cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/031151_01/165" target="_blank"><em>O Poti (RN)</em>, 22 de agosto de 1954</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31628" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg"><img class=" wp-image-31628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg" alt="Nísia Floresta / Geledés" width="343" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank">Nísia Floresta / Geledés</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A quarta edição do livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens </span></em>saiu apenas em 1989, pela Cortez, com introdução posfácio de Constância Lima Duarte. Em 2012, foi inaugurado o Museu Nísia Floresta, em sua cidade natal.</p>
<p>Alguns de seus livros que não foram mencionados ao longo deste artigo são <em>Conselhos a minha filha</em> (1842), <em>Lágrimas de um Caeté</em> (1849) <em>Itinerário de uma viagem à Alemanha</em> (1857), <em>Três anos na Itália, seguidos de uma viagem à Grécia </em>(vol 1, em 1864, e vl 2, em 1872); e <em>Cintilações de uma Alma Brasileira</em> (1859). Publicou, ao todo, 15 livros.</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Maria Firmina dos Reis (1822- 1977)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40627" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img class=" wp-image-40627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina.jpg" alt="Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis" width="423" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A escritora e professora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), nasceu, em 11 de março de 1822, que tornou-se o Dia da Mulher Maranhense*. Era filha de um homem branco, João Pedro Esteves, com uma ex-escravizada alforriada, Leonor Filipa. Foi a primeira romancista negra do Brasil e, provavelmente, a primeira mulher negra a publicar um romance na América Latina.  Era prima do gramático Sotero dos Reis (1800 &#8211; 1871). Tornou-se professora de escola primária em 1847, quando foi aprovada em um concurso público na cidade de Guimarães, no Maranhão.</p>
<p style="text-align: left;">É a autora de <i class="bbc-h1y5j7 eih42320">Úrsula</i> (1859), considerado o primeiro romance afro-brasileiro, pioneiro da literatura abolicionista e feminista no Brasil. O livro teve boa aceitação da crítica quando publicado, sob o pseudônimo de<em> Uma Maranhense</em>, mas acabou caindo no esquecimento. Seria redescoberto, em 1962, pelo historiador paraibano Horácio de Almeida (1896-1983) que encontrou, em um sebo carioca, uma edição do romance. Também é autora de <em>Gupeva</em> (1861),<em> Cantos à beira-mar</em> (1871) e <em>A escrava</em> (1887).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Arsula_(romance)#/media/Ficheiro:Ursula_Maria_Firmina_dos_Reis.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-40628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firminaa.jpg" alt="firminaa" width="341" height="521" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40642" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina2.jpg" alt="Publicador Maranhense, de 1860" width="564" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 9 de agosto de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No início da década de 1880, Maria Firmina fundou o que seria a primeira escola gratuita e mista do Brasil, no povoado de Maçaricó, na cidade de Guimarães. Uma das lutas das feministas brasileiras desde o século XIX foi pela igualdade de ensino para as meninas. Pouco depois se aposentou. Em 1888, compôs a letra e a melodia do <cite><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Hino da libertação dos escravos</a>.</cite></p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, em 11 de novembro de 1917. Não se identificou, até hoje, um retrato ou uma pintura de Maria Firmina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40629" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina1.jpg" alt="Busto que foi feito em  homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora" width="612" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank">Busto que foi feito em homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 2019, pela passagem de seu 194º aniversário foi homenageada com um<em> doodle</em> do Google. A ilustração foi criada pelo designer paulista Nik Neves.</p>
<p style="text-align: left;"><img class=" aligncenter" src="https://s2-g1.glbimg.com/nMOsuZ13VrXrp98u6FNXjtYKzn8=/0x0:1062x491/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/N/L/ZzJJBASlG8iMZgNyI6Zg/doodle.png" alt="Maria Firmina dos Reis: a mulher negra maranhense que foi pioneira na literatura brasileira — Foto: Divulgação" width="625" height="289" /></p>
<p style="text-align: left;">Em 2021, foi instituído pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão o Concurso Literário <em>Maria Firmina dos Reis</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Foi homenageada na 20ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), de 2022.</p>
<p style="text-align: left;">*Até pouco tempo o dia 11 de outubro de 1825 era tido como o de seu nascimento. Porém<em>, em 21 de julho de 1847, no ofício nº 45, o inspetor da Instrução Pública, declarou que a requerente ao concurso para a cadeira feminina da Vila de São José de Guimarães, Maria Firmina dos Reis, podia ser admitida ao concurso por ter provado ter nascido em 11 de março de 1822, sendo, portanto, maior de 25 anos, conforme a exigência para o exercício docente </em>(<em>CRUZ, 2018</em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31604" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel.jpg" alt="Isabel de Sousa Mattos / A Rua, de 1917" width="292" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank">Izabel de Sousa Mattos ou Izabel de Mattos Dillon /<em> A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A sufragista Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920) nasceu na Bahia, em 20 de janeiro de 1861 e concluiu o  curso de Cirurgia Dentária e Prótese pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em maio de 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5249" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de maio de 1883, sexta coluna</a>). Exerceu a profissão de cirurgiã dentista na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e participou de atividades abolicionistas no Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/225029/2843" target="_blank"><em>Diário do Brazil</em>, 21 de fevereiro de 1884, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/925" target="_blank"><em>A Federação</em>, 4 de dezembro de 1884, última coluna</a>). Casou-se, em fevereiro de 1885, com o também cirurgião-dentista Thomas Cantrell Dillon (1861 &#8211; 1933), futuro cônsul da Grã-Bretanha no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/96674" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31643" style="width: 818px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31643" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel4.jpg" alt="Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento em fevereiro de 1884" width="808" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank">Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento, em fevereiro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1886, quando ainda residia no Rio Grande do Sul, exigiu na Justiça o registro de eleitora, garantido pela </span><a href="https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario/termos/lei-saraiva" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Lei Saraiva </span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">a todos os brasileiros com título científico. Porém, José Vieira da Cunha, juiz municipal de Rio Grande, negou o pedido <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8531" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Paulistano</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 21 de dezembro de 1886, terceira coluna</span></a>). Segundo ela, posteriormente teve o título concedido e votou no candidato republicano Julio Mendonça Moreira (1853 -?), em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Ele havia sido promotor na comarca de Rio Grande e não foi eleito na ocasião &#8211; foi eleito deputado estadual de 1891 a 1895. O fato foi citado por Izabel em um artigo publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 20 de janeiro de 191</a>7; e também pelo deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959), este último na sessão da Câmara de 22 de dezembro de 1916 e algumas outras vezes na imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>). Terá sido então Izabel Dillon, na verdade, a primeira eleitora do Brasil, ainda no século XIX?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31637" style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31637" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel1.jpg" alt="Maurício de Lacerda /  Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205." width="762" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank">Maurício de Lacerda / Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1888, anunciou que abriria um consultório de dentista no Rio de Janeiro, onde foi colaboradora das revistas <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Corymbo</span></em> e  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família</span></em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/848131/536" target="_blank"><em>A Verdade</em>, 29 de novembro de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1890, Izabel solicitou a transferência de seu título de eleitor para o Rio de Janeiro, onde voltara a residir, mas José Cesário de Faria Alvim (1839 &#8211; 1903), ministro do Interior, julgou improcedente seu pleito e assim como o de outras mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/031054/141" target="_blank"><em>A Ordem (MG)</em>, 2 de abril de 1890, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31638" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><img class=" wp-image-31638" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel2.jpg" alt="Revista Illustrada, 29 de março de 1890" width="702" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 29 de março de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Ainda em 1890, Izabel concorreu a deputada pela Bahia, mas não se elegeu</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1379" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Gazeta de Notícias</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 25 de agosto de 1890, terceira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Pequeno Jornal (BA)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 17 de setembro de 1890, segunda coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/479" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Família</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 18 de setembro de 1890, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/336" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Lanterna, 22 de dezembro </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de 1916, segunda coluna</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">;</span></em></a><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></i><a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Rua</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 20 de janeiro de 1917</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">)<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31623" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><img class="wp-image-31623 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/dillon.jpg" alt="Gazeta, de 1890" width="151" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de agosto de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era opositora de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895), participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> e foi presa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a>). Foi membro do Centro do Partido Operário, criado em 1890 por José Augusto Vinhais (1858 &#8211; 1941); e do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910, por Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31644" style="width: 824px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank"><img class="wp-image-31644 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel5.jpg" alt="isabel5" width="814" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank">Izabel Dillon e Leolinda Daltro, secretária e presidente do Partido Republicano Feminino, respectivamente, com alunas da Escola Orsina da Fonseca / <em>A Faceira</em>, 16 de novembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1913, sua única filha, Niobe Elisabeth Gonçalves (1893 &#8211; 1913) morreu, grávida de seu quarto filho com o cirurgião-dentista Basílio Gonçalves, seu marido. Houve uma investigação policial por suspeitas de aborto autoinduzido por medicamentos ingeridos por Niobe e também de imperícia médica. O caso repercutiu na imprensa do Rio de Janeiro e ficou conhecido como o <i>Caso da Rua Paraná </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/7798" target="_blank"><em>O Século</em>, 11 de fevereiro de 1913, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13027" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de fevereiro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15251" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de janeiro de 1913, quinta coluna</a>).<span style="font-size: 13.3333px;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31642" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel3.jpg" alt="Correio da Manhã, 14 de fevereiro de 1913" width="288" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 14 de fevereiro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Izabel faleceu em 19 de junho de 1920 e foi enterrada como indigente no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. A educadora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Mariana Coelho (1857 &#8211; 1854) </a>mencionou tanto Nísia Floresta como Izabel Dillon em seu artigo <em>O feminismo no Brasil</em>, publicado no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1937.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913),  fundadora do jornal A Família</span></i></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31611" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina1.jpg" alt="Josephina Alvares de Azevedo por L. Amaral / A Família, número especial, 1889" width="255" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank">Josephina Alvares de Azevedo por Libânio do Amaral / <em>A Família</em>, número especial, 1889</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/299" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31616" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina21.jpg" alt="josefina2" width="371" height="252" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O fundamento universal de todos os que opinam contra a nossa emancipação é esse — que a mulher não tem capacidade política. Porque? perguntamos nós, e a essa pergunta não nos dão resposta cabal. Em geral, os casos de incapacidade politica são estes — menoridade, demência, inhabilitações, restriccão de liberdade por pena cominada, etc. etc. A esses addusem os legisladores a «diferença de sexo». Mas em que essa diferença pode constituir razão de incapacidade eleitoral? A mulher educada, instruída, em perfeito uso de suas faculdades mentaes, exercendo com critério as suas funcções na sociedade, é uma personalidade equilibrada, apta para discernir e competente para escolher entre duas idéas aquella que melhor convém. Não pude por conseguinte estar em pé de igualdade com os dementes, com os menores, com os imbecis. Assim sendo, é absurdo o principio de sua incapacidade electiva.&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Josephina Alvares de Azevedo</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/281" target="_blank"><em>A Família,</em> 21 de dezembro de 1889</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Também no século XIX, destacou-se na luta pela emancipação feminina a jornalista e literata pernambucana Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913), nascida em 5 de maio de 1851, no Recife. Existem até hoje várias lacunas e dúvidas em relação a sua vida pessoal. O local e a data de seu nascimento &#8211; pode ter sido Paraíba, Recife, em Pernambuco, ou Itaboraí, no Rio de Janeiro &#8211; assim como seu grau de parentesco com o do poeta Manoel Antônio Alvares de Azevedo (1831-1852), ainda são incertos. </span>De acordo com Augusto Victorino Blake, autor do Dicionário Bibliográfico Brasileiro, ela seria filha de Ignácio Manoel Alvares de Azevedo (?-1873) e, portanto, irmã, pelo lado paterno, do referido poeta. Porém em um artigo em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/98" target="_blank"><em>A Família</em>, de 23 de fevereiro de 1889</a>, Josephina se refere ao poeta como primo. Sua mãe era Amália Alvares de Azevedo Cunha (? &#8211; 1896) e, sua avó materna, Emília Amália de Azevedo Coutinho (? &#8211; 1892) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/5280" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de fevereiro de 1892, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15633" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de maio de 1896, quarta coluna)</a>.</p>
<p>O dia, mês e ano de seu nascimento aqui publicados baseiam-se em uma noticia referente a seu aniversário e nas notícias de seu falecimento, em 1913, onde está indicado que ela tinha 62 anos na ocasião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/10819" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 5 de maio de 1890, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7198" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de maio de 1890, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/579" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>). Em relação ao local, acredito que ela tenha nascido no Recife, conforme seu próprio depoimento em <em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889, descrevendo seu retorno à sua terra natal em julho de 1889. Na ocasião foi à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Photographia Ducasble</a>, onde foi retratada. Ainda na cidade, publicou um <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/297" target="_blank">número especial de <em>A Família</em> </a>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22899" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1889, penúltima coluna</a>. De lá, seguiu para o Ceará, onde permaneceu cerca de 10 dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/6214" target="_blank"><em>A Constituição</em> (CE), 11 de agosto e 1891, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina viveu até 1877, no Recife. Foi fundadora do jornal semanal <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></em>em 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">18 de novembro de 1888)</span></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></em> cuja atuação na imprensa brasileira foi importante no período de transição entre o regime monárquico e a República no país. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31663" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina8.jpg" alt="A Família, 18 de novembro de 1888, primeiro número" width="260" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de novembro de 1888, primeiro número</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Inicialmente editado em São Paulo e impresso pela tipografia União- São Paulo, o periódico mudou-se para o Rio de Janeiro, em maio de 1889, e circulou ininterruptamente até 1897 &#8211; ficava na Travessa do Barbosa, nº 12 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/181" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de maio de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227668/340" target="_blank"><em>O Jacobino</em>, 5 de junho de 1897, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/15781" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1898</a>). Provavelmente, voltou a circular em 1898, mas logo deixou de existir (<em>A Mensageira</em>, 15 de maio de 1898). Entre as colaboradoras do jornal estavam a escritora baiana Ignez Sabino (1853 &#8211; 1911) e Izabel Dillon (1861 &#8211; 1920), além de estrangeiras como as feministas Guiomar Torrezão (1844-1898), escritora portuguesa; e a francesa Eugénie Potonié Pierre (1844 -1898), fundadora da Federação Francesa das Sociedades Feministas; que enviavam seus textos de seus respectivos países.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31660" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31660" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina6.jpg" alt="A Família, 16 de janeiro de 1890" width="382" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><em>A Família</em>, 16 de janeiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina escreveu para <em>A Família</em> diversos artigos em defesa da emancipação feminina a partir da educação, do trabalho, do voto feminino e pelo direito ao divórcio. Desde o início enfrentou resistência, inclusive de mulheres e de instituições católicas, como fica exemplificado na edição do periódico de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank">12 de janeiro de 1889</a>; e também na notícia publicada pelo jornal<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/343951/12227" target="_blank"> <em>O Apóstolo,</em> 28 de março de 1890, primeira coluna.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31664" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina9.jpg" alt="A Família, 12 de janeiro de 1889" width="320" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><em>A Família</em>, 12 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Destacamos os artigos </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O Direito ao Voto, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado em 7 de dezembro de 188</span>9</a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">O Divórcio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">, de 2 de outubro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/634" target="_blank"><em>Emancipação da Mulher</em>, de 18 de julho de 1891</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/782" target="_blank"><em>A Questão das Mulheres</em>, de 30 de janeiro de 1892</a>. Às vezes, os assinava como Zefa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31666" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina11.jpg" alt="Novidade, 17 de junho de 1890" width="177" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><em>Novidade</em>, 17 de junho de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, as mulheres vislumbraram a possibilidade de terem mais participação política. A própria Josephina escreveu no editorial de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/257" target="_blank"><em>A Família</em>, de 30 de novembro de 1889</a>:</p>
<p><span style="color: #800000;"> <em>&#8220;No fundo escuro e triste do quadro de provações a que votaram a mulher na sociedade, brilhará, com a fulgente aurora da República Brasileira, a luz deslumbradora da nossa emancipação?&#8230;</em><em>Queremos o direito de intervir nas eleições, de eleger e ser eleitas, como os homens, em igualdade de condições. Ou estaremos fora do regime das leis criadas pelos homens, ou teremos também o direito de legislar para todas. Fora disso, a igualdade é uma utopia, senão um sarcasmo atirado a todas nós&#8230;”</em></span></p>
<p>Porém, em 1891, criticou muito o fato de que na primeira Constituição da República, promulgada em 24 de fevereiro de 1891, as mulheres continuarem sendo espectadoras da vida política do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/530" target="_blank"><em>A Família</em>, 5 de março de 1891</a>), circunstância retratada no quadro <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/pintura-simbolizou-inicio-da-republica-com-juramento-a-constituicao.shtml" target="_blank"><em>Compromisso Constitucional de 1891 </em>(1896)</a><em>,</em> de Aurélio de Figueiredo (1854 &#8211; 1916), onde um grupo de mulheres aparece justamente nesta condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31662" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina7.jpg" alt="Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891 " width="374" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank">Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1891, o jornal <em>A Família</em> passou a pertencer à Companhia Imprensa Familiar, mas Josephina permaneceu como sua diretora <em>mental</em> e redatora (<a href="http://memoria.bn.br/pdf/379034/per379034_1891_00101.pdf" target="_blank"><em>A Família</em>, 25 de abril de 1891</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3080" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de maio de 1891, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/9382" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de julho de 1891, última coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada com a publicação de seu retrato na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, de 9 de maio de 1891.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31667" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina12.jpg" alt="A Família, 9 de maio de 1891" width="270" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina13.jpg" alt="josefina13" width="378" height="513" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Foi autora da comédia <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino</span></em>, que estreou no Rio de Janeiro, em 26 de maio de 1890, no Theatro Recreio Dramático,<em> enérgica e vibrante peça de combate em favor dos direitos políticos do bello sexo</em>. Foi encenada pelos atores Antonio Pereira Fontana e Castro, português radicado no Brasil; Germano, Bragança e Pinto; e pelas atrizes Elisa de Castro, Isolina Monclar e Luisa. A peça foi inspirada pelas constantes recusas de alistamento eleitoral feminino, já exemplificado neste artigo pelo caso de Izabel Dillon <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de maio de 1890, primeira coluna).</span></a>  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">é uma</span> peça emblemática do sufragismo brasileiro em fins do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31653" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><img class=" wp-image-31653" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina4.jpg" alt="O Paiz, 26 de maio de 1890" width="657" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 26 de maio de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1890, foi encenada sua tradução livre da peça <em>Os Companheiros do Sol</em>, de Paul Jay (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1245" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de agosto de 1890, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A partir de 1892, o número de colaboradoras de <em>A Família</em> e os artigos escritos por Josephina diminuíram muito. Em 1893, foi noticiado que ela estava doente, vitimada pela <em>terrível influenza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/867" target="_blank"><em>A Família</em>, 17 de maio de 1893</a>). Ela residia na rua da Quitanda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/6863" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1893)</a>.</p>
<p>Em 1896, ofertou à biblioteca do Grêmio Dramático Arthur Azevedo, de São Paulo, 20 obras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818240/4" target="_blank"><em>A Arte</em>, 12 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1904, foi citada como uma <em>distintíssima</em> escritora brasileira em uma carta aberta da escritora espanhola Eva Canel (1857 &#8211; 1932), <em>Em defesa da mulher brasileira</em>, uma resposta a um artigo da escritora e jornalista argentina Conception Gimeno del Flaquer (1850 &#8211; 1919) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347949/1727" target="_blank"><em>Il Bersagliere</em>, 5 de maio de 1904, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, Josephina publicou três livros: <em>Retalhos </em>(1890), <em><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/552778/001139208.pdf?sequence=9&amp;isAllowed=y" target="_blank">A Mulher Moderna: trabalhos de propaganda</a> </em>(1891), que dedicou <em>em signal de admiração e respeito</em> à Viscondessa de Leopoldina e à D. Maria José Paranhos Mayrink; <em>e <a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank">Galleria illustre (Mulheres célebres) </a></em>(1897)<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">O Paiz, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">2 de fevereiro de 1890, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/248070/3564" target="_blank"><em>Diário do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1891, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg"><img class="alignnone  wp-image-31670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg" alt="josefina10" width="335" height="503" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina15.jpg" alt="josefina15" width="329" height="537" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Josephina faleceu em 1º de setembro de 1913, <em>viúva</em>, de acordo com as notícias veiculadas na época, no Rio de Janeiro, e foi enterrada no Cemitério de São Francisco Xavier, em 2 de setembro de 1913. Sua irmã, Maria Amelia de Azevedo Costa, e seus filhos, Alfredo e Moacyr Alvares de Azevedo, convidaram para a missa de Sétimo Dia, realizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Dores, em São Cristóvão. Residia na rua Luiz Barbosa, número 102 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31658" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31658" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de setembro de 1913" width="271" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentando sobre a conquista do direito ao voto pelas mulheres inglesas, Antenor Thibau lembrou, em um artigo no <em>Jornal do Brasil</em>, a atuação de Josephina em prol da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31671" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina14.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de fevereiro de 1918" width="186" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Leolinda Daltro (1859 – 1935), Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) e Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995)</span></b></em></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Outra sufragista importante foi a professora, feminista e indigenista baiana Leolinda Daltro (1859 – 1935), fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. Ela será tema de um artigo futuro da Brasiliana Fotográfica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31465" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class="wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="419" height="232" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A professora de Belo Horizonte Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) também teve um atuação relevante na luta pelo voto feminino: em agosto de 1916, encaminhou um requerimento pedindo aos deputados que aprovassem o sufrágio feminino. No acervo de documentos da Câmara Federal, esta é a primeira manifestação formal de uma mulher solicitando direitos políticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a>; <a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank">Site da Câmara dos Deputados</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31373" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31373" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/mariana.jpg" alt="Correio Paulistano, 17 de agosto de 1916" width="493" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eleitora pioneira em Minas Gerais, a escritora e advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995), como ficou conhecida Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira, nasceu em Varginha, em 1903, e, aos 11 anos, foi viver na capital mineira, onde estudou na Escola Normal de Belo Horizonte. Casou-se, em 1923, após passar cerca de seis meses na Europa, com o médico João Manso Pereira.</p>
<p>Com apenas 25 anos, em 1928, impetrou um mandado de segurança alegando que o veto ao voto das mulheres seria contrário ao artigo 70 da Constituição Brasileira de 24 de fevereiro 1891, então em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928, quarta coluna</a>; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31755" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31755" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta4.jpg" alt="Mietta Santiago / O Paiz, 16 de setembro de 1928" width="184" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tornou-se eleitora e candidatou-se a deputada federal, mas não conseguiu se eleger. O fato, uma verdadeira audácia para a época, mereceu versos do poeta, também mineiro, Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987):</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg"><img class="  wp-image-31591 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg" alt="mietta" width="362" height="370" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além disso, Mietta fundou a Liga de Eleitoras Mineiras. Era amiga de políticos como Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e Tancredo Neves (1910 &#8211; 1985) e de escritores como o memorialista Pedro Nava (1903 &#8211; 1984) e o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987). Como escritora, publicou as obras <em>Namorada da Deus</em> (1936), <em>Maria Ausência</em> (1940); e, em 1981, <em>Uma consciência unitária para a humanidade</em> e <em>As 7 poesias. </em>Faleceu, em 1995, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 2017, foi instituída a Medalha Mietta Santiago, condecoração concedida anualmente pela Secretaria da Mulher e pela Presidência da Câmara de Deputados (<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/862420-camara-entrega-medalha-mietta-santiago-para-mulheres-que-se-destacam-na-defesa-dos-direitos-femininos/" target="_blank">Site da Câmara de Deputados</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Outras sufragistas brasileiras de destaque</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras feministas destacadas na luta pelo voto feminino foram a urbanista, arquiteta e engenheira mato-grossense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a sindicalista alagoana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999)</a>, a advogada mineira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</a>, <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Maria Prestia (? – 1988)</a>,</span> líder de um minoritário grupo de feministas de São Paulo; <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972)</a></span>, uma das pioneiras no jornalismo, na educação e no feminismo no Rio Grande do Norte; e a advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>. Todas já foram temas de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Bertha Lutz está em pé e é a terceira, da direita para a esquerda. Carmen está sentada e é a terceira, também da direita para a esquerda. Almerinda Gama está sentada, a primeira da esquerda para a direita. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><em>Elvira Komel / A Noite,</em> 7 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31609" style="width: 133px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31609" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/prestia.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de julho de 1951" width="123" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank">Maria Préstia<em> / Correio Paulistano</em>, 1º de julho de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31311" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/julia.jpg" alt="Julia Alves Barbosa votando em abril de 1928. Rio Grande do Norte " width="301" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank">ulia Medeiros votando em 5 de abril de 1928. Natal, Rio Grande do Norte /<em> O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meses após à conquista do voto das mulheres no Brasil, ainda em 1932, Natércia e Bertha foram nomeadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12492"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12552"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/362"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a>). Em 1934, o sufrágio feminino estava contemplado na Constituição Federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6472/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_COS_FOT_0001_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank">Membros da Comissão Elaboradora do Anteprojeto da Constituição de 1934, 11 de setembro de 1932. Bertha Lutz, primeira mulher, da esquerda para a direita, e Natércia da Cunha Silveira. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a importância da conquista do sufrágio feminino, em entrevista, Carmen Portinho declarou que ela deveria ser um estímulo para outros avanços: <em>“Obtivemos a nossa emancipação política, mas esse direito assim isolado, de que nos serve?”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14103"><em>A Noite</em>, 17 de agosto de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Cerca de seis meses antes da assinatura do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, o jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=175102&amp;pagfis=4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, de 13 de setembro de 1931</a>, publicou uma reportagem intitulada <em>A nova legislação eleitoral e o voto feminino, </em>com a história do movimento feminista no Brasil, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, dirigido por Bertha, a União<em> </em>Universitária Feminina, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>; e a Aliança Nacional de Mulheres, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, foram citadas como importantes iniciativas para a emancipação da mulher no país. Na matéria foi publicada também a lista dos países onde as mulheres já possuíam direito ao voto e comentada a liderança do Rio Grande do Norte na concessão de direitos políticos às mulheres, por intermédio do governador Juvenal Lamartine de Faria (1874 – 1956). Foi transcrito também o discurso proferido por Ruy Barbosa (1849 – 1923) no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Teatro Lyrico</a> em apoio à causa feminina<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 13 de setembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31317" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31317" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/batalha.jpg" alt="Capa do jornal A Batalha, 13 de setembro de 1931" width="428" height="654" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank">Capa do jornal <em>A Batalha,</em> 13 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e terem seus votos reconhecidos pela primeira vez. A primeira mulher eleita foi Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992), em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31572" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31572 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/carlota.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="419" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Carlota Pereira de Queiróz<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra pioneiras, eleitas deputadas um ano depois, em 1934, foram Antonieta de Barros (1901-1952), a primeira deputada negra do Brasil, em Santa Catarina;<span style="color: #ff0000;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1976)</a><span style="color: #333333;">, no Rio de Janeiro;</span> <span style="color: #000000;">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984) e Hildenê Gusmão Castelo Branco (c. 1910 &#8211; ?), e Rosa Castro, cuja eleição foi impugnada, no Maranhão; </span></span>Maria José Salgado Lages, conhecida como Lili Lages (1907-2003), em Alagoas, Maria do Céu Pereira Fernandes (1910 -2001), no Rio Grande do Norte; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, na Bahia; <a href="Maria%20de Miranda Leão (1887 – 1976)" target="_blank">Maria de Miranda Leão  (1887-1976)</a>, no Amazonas; Quintina Diniz de Oliveira Ribeiro (1878 &#8211; 1942), em Sergipe; <span style="color: #000000;">Maria Theresa Nogueira de Azevedo (1889-1966), Maria Theresa Silveira de Barros Camargo (1894-1975), Alayde Pinheiro Borba (?-?), e Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992) por São Paulo. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 225px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://elaspolitica.com.br/wp-content/uploads/2024/07/zuleide-f.-bogea-1929-215x300.png" alt="" width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31575" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31575" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/bertha.jpg" alt="Bertha Lutz / Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="399" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank">Bertha Lutz / <em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31576" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31576 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/marialuiza.jpg" alt="marialuiza" width="345" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt / <em>A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31573" style="width: 125px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/lili.jpg" alt="lili" width="115" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Lili Lages<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31574" style="width: 240px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/quintina.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="230" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Quintina Diniz de Oliveira<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31583" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/maria.jpg" alt="Maria de Miranda Leão / Beira-mar, 31 de maio de 1936" width="186" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank">Maria de Miranda Leão / <em>Beira-Mar,</em> 31 de outubro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank"><img src="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" alt="" width="272" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank">Maria do Céu Fernandes/ Fundação José Augusto</a></p></div>
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<div id="attachment_39260" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-39260 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/alaide1.jpg" alt="alaide" width="415" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank">Alayde Borba / <em>A Noite Illustrada,</em> 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39384" style="width: 745px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank"><img class="wp-image-39384 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/deputadas.jpg" alt="deputadas" width="735" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank">Maria Teresa de Barros Camargo e Maria Theresa Nogueira de Azevedo</a></p></div>
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<p>A primeira deputada estadual negra do Brasil foi <span class="il">Antonieta</span> de Barros (1901 &#8211; 1952), em Santa Catarina, em 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711497x/41022" target="_blank"><em>República</em> (SC), 17 de janeiro de 1935</a>). Foi eleita como suplente do Partido Liberal Catarinense, mas como Leônidas Coelho de Souza não tomou posse por ter sido nomeado prefeito de Caçador, ela assumiu a titularidade do mandato entre 1935 e 1937. Filha de escrava liberta, jornalista e professora, <span class="il">Antonieta</span> foi pioneira no combate à discriminação dos negros e das mulheres. Acreditava que a educação era a chave para a emancipação social. Em Santa Catarina, sua proposta de criação do Dia do Professor em 15 de outubro foi aprovada em 1948 e, posteriormente, em1963, foi estendida a todo o Brasil. Fundou e dirigiu o jornal <i>A Semana</i> entre os anos de 1922 e 1927. Dirigiu, em 1930, a revista quinzenal <i>Vida Ilhoa </i>e escrevia artigos para jornais. Com o pseudônimo de <em>Maria da Ilha</em>, escreveu, em 1937, <i>Farrapos de Ideias. </i>Em 5 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sua inclusão no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/d9/2021/03/12/antonieta-de-barros-1901-1952-primeira-mulher-negra-eleita-deputada-no-pais-1615576712262_v2_450x600.png" alt="Antonieta de Barros (1901-1952), primeira mulher negra eleita deputada no país - Udesc/Divulgação" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank">Antonieta de Barros (1901 &#8211; 1952)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas eleições de outubro de 2022 no Brasil, o número de mulheres que tiveram suas candidaturas registradas junto à Justiça Eleitoral foi de 9.415, 33,28% do total de políticos elegíveis &#8211; 91 mulheres foram eleitas a deputadas federais e quatro para o Senado. As mulheres representavam 53% do eleitorado do país &#8211; 82 milhões de votantes. Há ainda um longo caminho a percorrer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31240" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><img class=" wp-image-31240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/votofeminino.jpg" alt="O voto feminino no Brasil por Teresa Cristina de Novaes Marques" width="280" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><em>O voto feminino no Brasil</em> por Teresa Cristina de Novaes Marques</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Rio Grande do Norte e a vanguarda do voto feminino</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6648/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0012_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank">Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte, e sufragistas, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1927, houve uma eleição no Rio Grande do Norte e Juvenal Lamartine de Faria (1874 &#8211; 1956), que havia renunciado ao Senado, concorreu ao governo de seu estado e venceu o pleito. Tomou posse em 1º de janeiro de 1928. Foi necessário realizar eleições complementares para a escolha de um novo senador. Juvenal apoiava a causa do voto das mulheres. Em 25 de outubro de 1927, ainda durante o governo de José Augusto Bezerra de Medeiros, passou a vigorar a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade.</p>
<p>Há uma polêmica em torno da primeira eleitora do Brasil na historiografia do feminismo no Brasil no século XX: a natalense e professora Júlia Alves Barbosa Cavalcanti (1898 &#8211; 1943) requereu seu alistamento eleitoral no dia 22 de novembro de 1927, porém, dada à sua condição de solteira, o juiz da 1ª vara da Capital retardou o deferimento de seu pleito, que só foi publicado, no Diário Oficial do Estado, no dia 1º de dezembro do mesmo ano. Em 25 de novembro de 1927, a professora Celina Guimarães Viana (1890 &#8211; 1972), de Mossoró, deu entrada em uma petição, requerendo sua inclusão na lista de eleitores, que foi aprovada rapidamente, pelo fato de ser casada com um advogado e professor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1927, primeira coluna</a>). Reivindicando o voto das mulheres, a escritora cearense Rachel de Queiroz (1910 &#8211; 2003), com apenas 17 anos, escreveu o artigo <em>Essa questão do voto feminino</em>, publicado no jornal <em>A Jandaia</em>, em 14 de janeiro de 1928. As eleições municipais foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31310" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank"><img class=" wp-image-31310" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/celina.jpg" alt="Celina votando em 1928 / Foto da BBC" width="703" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank">Celina Guimarães Viana votando em abril de 1928. Mossoró. Rio Grande do Norte </a></p></div>
<p><img class=" aligncenter" src="http://memorial.al.rn.leg.br/images/pagebuilder/mulheres/juliabarbosa.jpg" alt="" /></p>
<p>Júlia Alves Barbosa Cavalcanti foi eleita para a Câmara Municipal de Natal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><img src="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/JuliaDestaque.jpg" alt="" width="223" height="159" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank">Júlia Alves Barbosa Cavalcanti</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“<em>Apesar de, do ponto de vista eleitoral, o estado do Rio Grande do Norte ter reconhecido esta igualdade, faltava, porém, a concretização do “voto de saias”, o que ocorreu nas eleições municipais realizadas no dia 05 de abril de 1928. Em Natal votaram Antônia Fontoura, Carolina Wanderley, Júlia Barbosa e Lourdes Lamartine. Em Mossoró, além de Celina Guimarães, votaram Beatriz Leite e Eliza da Rocha Gurgel. Em Apodi as primeiras eleitoras foram Maria Salomé Diógenes e Hilda Lopes de Oliveira. Em Pau dos Ferros, Carolina Fernandes Negreiros, Clotilde Ramalho, Francisca Dantas e Joana Cacilda Bessa. Ainda em Caicó e Acari, respectivamente, Júlia Medeiros e Martha Medeiros. Além de votar, algumas mulheres, a exemplo de Júlia Alves Barbosa em Natal e Joana Cacilda de Bessa em Pau dos Ferros,  foram também eleitas para o cargo de intendente municipal, equivalente a vereador atualmente</em>.<sup>“</sup></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.tre-rn.jus.br/o-tre/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank">Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/a-conquista-do-voto-feminino/linha-do-tempo.html" target="_blank">Acesse aqui a linha do tempo da conquista do voto feminino publicada no portal da Câmara dos Deputados</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Alguns países e o ano da aprovação do voto feminino</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Nova Zelândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Austrália</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Finlândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> &#8211;  <span style="color: #000000;">Noruega</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Dinamarca e Islândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Rússia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Áustria, Alemanha, Polônia, Lituânia, Reino Unido e Irlanda</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1</strong><strong>920</strong> </span>- Estados Unidos</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Equador</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span><span style="color: #000000;"> &#8211; Espanha e Portugal (com limitações). Na Espanha, o direito foi suspenso em 1936 e só voltou a vigorar em 1977.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Brasil e Uruguai</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Turquia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- França</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Itália e Japão</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong> </span>- Argentina e Índia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Grécia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong> </span>- China e México</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1955</span></strong> &#8211; Honduras</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Egito</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong> </span>- Bahamas e Mônaco</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Andorra</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1971</strong></span> &#8211; Suíça</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1980</strong></span> &#8211; Iraque</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1994</strong></span> &#8211; Omã</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong></span> &#8211; Arábia Saudita</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este artigo foi atualizado em 27 de março de 2025.</p>
<p><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, Rita de Cássia de. <em><a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/GQWfhjFfsYHNDdTbhq54JZd/" target="_blank">O voto de saias: a Constituinte de 1934 e a participação das mulheres na política</a>. </em><span class="_articleBadge">Mulher, mulheres</span><span class="_separator"> • </span><span class="_editionMeta">Estud. av. 17 (49) <span class="_separator">• </span>Dez 2003</span></p>
<p>BARBOSA, Lia Pinheiro; MAIA, Vinicius Madureira. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/wLRjhncvmSsYPqQgWjByYPy/?lang=pt" target="_blank"><em>Nísia Floresta e ainda a controvérsia da tradução de Direitos das mulheres e injustiça dos homens.</em></a> <i>Revista Estudos Feministas, <span class="_editionMeta">28 (2)</span></i><span class="_editionMeta">,</span><span class="_editionMeta"><span class="_separator"> </span>2020</span>.</p>
<p>BARP, Guilherme. <em><a id="article-126940" href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank">A luta de Josefina Álvares de Azevedo pelos direitos das mulheres em A mulher moderna (1891)</a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. </em>Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-53411587?at_custom2=facebook_page&amp;at_medium=custom7&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D&amp;at_custom4=378E7E92-9E0C-11EB-8EC4-2FCC96E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom3=BBC+Brasil" target="_blank">BBC News Brasil</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Cadernos do Mundo Inteiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">CAMPOI, Isabela Candeloro. </span><a href="https://www.scielo.br/j/his/a/rxXDkxX8hshjGT9vsDwbndx/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” de Nísia Floresta: literatura, mulheres e o Brasil do século XIX</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> História (São Paulo) v.30, n.2, p. 196-213, ago/dez 2011.</span></p>
<p><a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/nisia-floresta/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Centro de Referências em Educação Integral</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">COELHO, Catarina Alves. </span><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8160/tde-04092019-161315/publico/2019_CatarinaAlvesCoelho_VCorr.pdf" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens: a tradução utópico-feminista de Nísia Floresta</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Dissertação (Mestrado) &#8211; Faculdade de filosifia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2019.</span></p>
<p>CORREA E SILVA, Laila. <a href="https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/bitstream/handle/bdtse/5439/2018_silva_direito_voto_feminino.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>O direito ao voto feminino no século XIX brasileiro: a atuação política de Josephina Álvares de Azevedo (1851-1913).</em></a> Aedos, Porto Alegre, v. 10, n. 23, p. 114-131, Dez. 2018.</p>
<p>CRUZ, Marileia dos Santos; MATOS, Érica de Lima; SILVA, Ediane Holanda. <em><a href="http://www.hottopos.com/notand48/151-166Marileia.pdf" target="_blank">“Exma. Sra. d. Maria Firmina dos Reis, distinta literária maranhense”: a notoriedade de uma professora afrodescendente no século XIX</a>. </em>Notandum 48 set-dez 2018 CEMOrOc-Feusp / Universidade Autônoma de Barcelona</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <a href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/matraga/article/view/27780/19904" target="_blank"><em>As viagens e o discurso autobiográfico de Nísia Floresta</em></a>. Matraga, Rio de Janeiro, v.16, n.25, jul./dez. 2009.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Imprensa feminina e feminista no Brasil: século XIX</em> . Belo Horizonte: Autêntica, 2016.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Narrativas de viagem de Nísia Floresta</em>. Via Atlântica, n. 2 jul. 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. </span><a href="https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/view/682/446" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Nísia Floresta: Incompreensão em relação à sua genialidade</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Ciência &amp; Trópico, Recife, v. 26, n. 2, p. 253-260,julho /dez, 1998. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: a primeira feminista do Brasil</span></em>. Florianópolis: Editora Mulheres, 2005.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: vida e obra</span></em>. Natal: Editora Universitária/UFRN, 1995.  </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">FLORESTA , Nísia. </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo humanitário</span></i></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> / Nísia Floresta</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> ; prefácio Maria da Conceição Lima Alves ; notas Maria Helena de Almeida Freitas, Mônica Almeida Rizzo Soares. – Brasília : Senado Federal, 2019</span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">G1, 27 de outubro de 2022</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quem-e-maria-firmina-dos-reis-homenageada-no-doodle-do-google-neste-11-10" target="_blank">Guia do Estudante</a></p>
<p>HAHNER, June E. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937</span></em>. São Paulo: Brasiliense, 1981.</p>
<p>HALLEWELL, Laurence. (2005). <a class="external text" href="https://books.google.com.br/books?id=0b6ZYWrQtnsC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR#v=onepage&amp;q=%22publica%C3%A7%C3%A3o%20do%20Recife%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>O livro no Brasil: sua historia</i></a>. São Paulo : Edusp, 2055.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</span></a></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif;">ITAQUI, Antônio Carlos de Oliveira.<a href="https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/2730/NISIA%20FLORESTA%20PDF.pdf?sequence" target="_blank"> <em>Nísia Floresta: ousadia de uma feminista no Brasil do século XIX</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura Plena em História, do Departamento de Humanidades e Educação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, 2013.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica. <em>Mulher Deve Votar? O Código Eleitoral de 1932 e a Conquista do Sufrágio Feminino através das páginas dos jornais Correio da Manhã e A Noite</em>. São Paulo : Paco Editorial, 2019.</p>
<p>LEMES, Camila Assis. <em>O jornal Familia e o debate sobre o voto feminino nos primeiros anos da república brasileira</em>. XIV Encontro Regional de História. UEPR, 2014.</p>
<p>LUCA, Leonora de. <a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/211123" target="_blank"><em>A mensageira: uma revista de mulheres escritoras na modernização bra-sileira</em></a>. 1999. 581 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Curso de Mestrado em Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O voto feminino do Brasil</span></em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</span></p>
<p>MELO, Ezilda. <em><a href="https://emporiododireito.com.br/leitura/nisia-floresta-uma-mulher-a-frente-do-seu-tempo" target="_blank">Nísia Floresta: uma mulher à frente de seu tempo</a>.</em> Empório do Direito, 19 de novembro de 2015.</p>
<p><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Memorial Legislativo &#8211; Câmara Municipal de Natal</span></a></p>
<p style="text-align: left;">MARRA, Laissa. <a href="https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/35005/1/A%20NARRATIVA%20DE%20MARIA%20FIRMINA%20DOS%20REIS%20-%20na%C3%A7%C3%A3o%20e%20colonialidade.pdf" target="_blank"><em>A narrativa de Maria Firmina dos Reis: nação e colonialidade</em></a>. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para obtenção do título de Doutora em Letras: Estudos Literários, 2020.</p>
<p style="text-align: left;">MENDES, Algemira Macedo. <a href="https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2230" target="_blank"><em>Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX.</em></a> Tese apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Letras, na área de concentração de Teoria da Literatura. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">MUZART, Zahidé Lupinacci (Org.). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Escritoras brasileiras do século XIX: antologia</span></em>. 2. ed. vol. II. Florianópolis: Editora Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.</p>
<p style="text-align: left;">OLIVEIRA, Ellen dos Santos (organizadora). <em>200 anos de Maria Firmina dos Reis, primeira educadora e escritora negra do Brasil</em>. SERGIPE : J. Alves Editora e Livraria, 2022.</p>
<p>PACHECO, Maria da Glória Costa. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/admin,+360-1209-1-CE.pdf" target="_blank"><em>GÊNERO E POLÍTICA: conquista e repercussão do voto feminino no Maranhão (1900-1934)</em></a>. Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 1808-8031, Vol. 1 esp., 2007, p. 46-63</p>
<p>PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/10/mais!/3.html" target="_blank"><em>Pela liberdade das mulheres</em></a>. <i>Mais! Folha de São Paulo</i>, 10 de setembro de 1995.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal da Câmara dos Deputados</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.geledes.org.br/maria-firmina-dos-reis-sofreu-muito-preconceito-mas-foi-a-primeira-romancista-brasileira/" target="_blank">Portal Geledés</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="Pontifícia%20Universidade Católica do Rio Grande do Sul " target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/08/26/candidaturas-femininas-crescem-mas-representacao-ainda-e-baixa" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal do Senado</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">RIBEIRO, Antônio Sérgio. </span><a href="https://www.al.sp.gov.br/alesp/biblioteca-digital/obra/?id=277" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">A mulher e o voto</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. São Paulo: ALESP, 2012.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SABINO, Ignez. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Mulheres Illustres do Brazil</span></em>. Edição fac-similar. Florianópolis: Editora das Mulheres, 1996.</span></p>
<p>SANTOS, Renata Carolina Pereira dos.<a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank"> </a><em><a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank">“Às Urnas, Cidadãs”: O voto feminino nas páginas do Boletim da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (1934-1935)</a>. INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE ARTE, CULTURA E HISTÓRIA (ILAACH), 2024.</em></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</span></em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; CERVA, Antonia Cerva. </span><a href="https://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/secretarias/secretaria-da-mulher/coordenadoria-dos-direitos-da-mulher/arquivos-e-documentos/biografia-mietta-santiago" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Mulheres no Poder &#8211; trajetórias políticas a partir da luta das sufragistas do Brasil</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">.</span></p>
<p>SOUZA DA SILVA, Ellen Carla. <a href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank"><em>Uma voz feminina na luta antiescravista: Nísia Floresta</em></a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p>SILVA, Elizabeth Maria da.<a href="https://gredos.usal.es/handle/10366/140313?show=full" target="_blank"> <em>A Imprensa Pedagógica e Feminista no Brasil: Nísia Floresta e a Educação das Mulheres no século XIX</em>.</a> Tese de Doutorado. Universidade de Salamanca. Departamento de TEoria e História da Faculdade de Educação, 2018.</p>
<p><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Site Elas na Política</a></p>
<p><a href="http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/secretaria_extraordinaria_de_cultura/DOC/DOC000000000106226.PDF" target="_blank">Site Fundação José Augusto</a></p>
<p><a href="https://fpabramo.org.br/focusbrasil/2024/11/20/conheca-maria-firmina-dos-reis-a-primeira-escritora-negra-do-brasil/#:~:text=Por%20sua%20trajet%C3%B3ria%2C%20ela%20%C3%A9%20considerada%20tanto%20abolicionista%20quanto%20feminista.&amp;text=Firmina%20desbravou%20territ%C3%B3rios%20in%C3%A9ditos%20na,os%20romances%20abolicionistas%20d%C3%A9cadas%20depois." target="_blank">Site Fundação Perseu Abramo</a></p>
<pre><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Geledés</span></a></pre>
<p><a href="https://www.insider.com/when-women-around-the-world-got-the-right-to-vote-2019-2" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Insider</span></a></p>
<p><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Fevereiro/dia-da-conquista-do-voto-feminino-no-brasil-e-comemorado-nesta-segunda-24-1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Superior Tribunal Eleitoral</span></a></p>
<p><a href="https://www.tre-rn.jus.br/institucional/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</span></a></p>
<p><a href="https://uvesp.com.br/portal/noticias/este-mapa-mostra-o-ano-em-que-as-mulheres-tiveram-o-direito-de-votar-em-cada-pais-do-mundo/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Uvesp</span></a></p>
<p>SOUTO-MAIOR, Valéria Andrade. <em><a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/76228" target="_blank">O florete e a máscara: Josephina Álvares de Azevedo</a>, dramaturga do século XIX</em>. Dissertação (Mestrado em Letras) – Curso de Pós-Graduação em Letras &#8211; Literatura Brasileira e Teoria Literária, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 1995.</p>
<p>TRINDADE, Hélgio; NOLL, Maria Izabel. <a href="http://www2.al.rs.gov.br/biblioteca/LinkClick.aspx?fileticket=vgfo5H4q-JM%3d&amp;tabid=3101&amp;language=pt-BR" target="_blank"><em>Subisídios para a história do Parlamento Gaúcho (1890-1937)</em></a>. Porto Alegre : CORAG, 2005.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Wikipedia</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
</div>
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		<title>Dia Nacional da Consciência Indígena</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2023 04:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica celebra o Dia Nacional da Consciência Indígena com a publicação de uma seleção de registros de indígenas presentes em seu acervo fotográfico. São imagens produzidas por Albert Frisch, Dana B. Merril , Felipe Augusto Fidanza , Franz Keller, Hercule Florence, Marc Ferrez, Vincenzo Pastore, Walter Garbe e também por fotógrafos ainda não identificados. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Nacional da Consciência Indígena é celebrado desde 20 de janeiro de 2013 e relembra a morte do cacique Aimberê (15? &#8211; 1567), considerado uma grande liderança da Confederação dos Tamoios ou Guerra dos Tamoios, ocorrida entre 1554 e 1567, no sul fluminense e no litoral norte do estado de São Paulo &#8211; um combate dos povos originários contra a colonização dos portugueses no Brasil. Em 20 de janeiro de 1567, aconteceu a <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1007:geremario&amp;catid=20&amp;Itemid=115" target="_blank">Batalha de Uruçumirim</a>, na atual região das praias do Flamengo e da Glória, que arrasou o reduto dos tamoios no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1785" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1785/014HF010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="617" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1785" target="_blank">Hercule Florence. Poligrafia: Índio Apiacá, 1841 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica comemora a data com a publicação de uma seleção de imagens de indígenas presentes em seu acervo fotográfico. Os índios brasileiros foram retratados por diversos fotógrafos do século XIX, muitos representados no acervo do portal. Os identificados são todos não indígenas. São registros produzidos por Albert Frisch (1840 – 1918), Dana B. Merril (1887 – 19?), Felipe Augusto Fidanza (c.1847 – 1903), Franz Keller (1835 – 1890), Hercule Florence (1804 – 1879), Marc Ferrez (1843 – 1923), Vincenzo Pastore (1865 – 1918), Walter Garbe (18? – 19?) e também por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>É essencial que indígenas participem dos processos de catalogação, arquivamento e identificação das imagens dos acervos históricos de fotografias e também da forma de expô-las, criando novas narrativas para esses registros e gerando novos olhares sobre a história dos povos originários no Brasil. Nos últimos anos, este processo tem se intensificado significativamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 541px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4507" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4507/SAm21-0013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="531" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4507" target="_blank">Albert Frisch. Índios Umauá na antiga Província do Alto Amazonas, região do rio Solimões (fotomontagem), c, 1867. Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/134" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de indígenas selecionadas e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2130" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2130/004VP042002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2130" target="_blank">Vincenzo Pastore. Retrato de três índios com cocar e arco e flechas, c.1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi em 20 de janeiro de 2013, em meio a uma polêmica em torno da demolição do antigo Museu do Índio, no Maracanã, (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_20/8676" target="_blank">17 de janeiro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_20/8701" target="_blank">18,19 e 20 de janeiro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_20/47201" target="_blank">29 de janeiro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_20/47608" target="_blank">21 de fevereiro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_20/48408" target="_blank">25 de março</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_20/51255" target="_blank">1 de agosto</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_20/51342" target="_blank">6 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_20/13147" target="_blank">13 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_20/51526" target="_blank">14 de agosto</a> de 2013), no Rio de Janeiro  que <em>os representantes indígenas da aldeia Maracanã, liderados por Carlos Tukano, lançam oficialmente o ” DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA INDÍGENA’, depois de lerem um texto de Caetano Veloso em apoio à luta dos representantes dos povos Indígenas do Brasil, que querem construir uma Embaixada Indígena na Aldeia Maracanã no Rio de Janeiro</em> (MamaPress).</p>
<p>O prédio abrigou o Museu do Índio de 1953 a 1977, e, após a polêmica de 2013, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), em 13 de agosto de 2013.</p>
<p><a href="https://mamapress.wordpress.com/2013/01/21/o-indio-e-da-terra-a-terra-e-do-indio-20-de-janeiro-dia-nacional-da-consciencia-indigena/%20" target="_blank">Assista aqui o vídeo do lançamento do Dia Nacional da Consciência Indígena:</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://mamapress.wordpress.com/2013/01/21/o-indio-e-da-terra-a-terra-e-do-indio-20-de-janeiro-dia-nacional-da-consciencia-indigena/%20"><img class="alignnone size-full wp-image-31262" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/consc.jpg" alt="consc" width="626" height="458" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31264" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/caetano.jpg"><img class="size-full wp-image-31264" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/caetano.jpg" alt="O GLOBO, 20 de janeiro de 2013" width="340" height="588" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 20 de janeiro de 2013</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A criação da data era <em>uma idéia que estava germinando na cabeça de Marcos Terena desde 1985, quando subiu a Serra da Barriga, acompanhando o Movimento Negro Brasileiro, que comemorava o tombamento da montanha em que Zumbi dos Palmares enfrentou os colonialistas escravizadores e morreu defendendo a liberdade e igualdade de todos no Brasil</em> (MamaPress).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/765" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/765/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/765" target="_blank">Trecho do Parque Theophilo Dantas, 1928. Aracaju, Sergipe / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Censo 2010 do IBGE, 896.917 pessoas declararam-se indígenas, pertencentes a 305 etnias que falam 274 línguas diferentes, dos quais 572.083 viviam na zona rural e 324.834 habitavam as zonas urbanas brasileiras. Ainda segundo o Censo 2010, as <em>comunidades indígenas estão presentes nas cinco regiões do Brasil, sendo que a Região Norte é aquela que concentra o maior número de indivíduos, 305.873 mil &#8211; aproximadamente 37,4% do total. Na Região Norte, o estado com o maior número de indígenas é o Amazonas, representando 55% do total. O conjunto dos 10 municípios com maior população indígena reúne 126,6 mil indígenas, correspondendo a 15,5% do total de indígenas do país, e metade possui população superior a 10 mil indígenas. À época, os cinco municípios mais populosos desse conjunto eram os seguintes: São Gabriel da Cachoeira (Amazonas), São Paulo de Olivença (Amazonas), Tabatinga (Amazonas), São Paulo e Santa Isabel do Rio Negro (Amazonas).</em></p>
<p><em> </em></p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/381" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/381/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/381" target="_blank">Marc Ferrez. [Exposição Antropológica Brasileira : artefatos e aspectos da vida indígena], 1882 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Uma curiosidade: o quadro abaixo, <em>O Último Tamoio</em>, foi pintado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10169" target="_blank">Rodolfo Amoedo (1857 &#8211; 1941)</a>, em 1883, e retrata justamente o cacique Aimberê com o padre José de Anchieta (1534 &#8211; 1597). Foi pintado em Paris, onde participou da Exposição de Belas Arte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720968/17577" target="_blank"><em>Ministério do Império</em>, 1883</a>). Foi exibida pela primeira vez ao público brasileiro em 1884, na Exposição Geral de Belas Artes no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/7466" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de setembro de 1884, quinta coluna</a>). No catálogo distribuído pela Academia Imperial de Belas Artes foi descrito assim: “<em>O padre Anchieta encontra em deserta praia o cadáver de Aimberê, o chefe dos Tamoios, e o contempla comovido antes de prestar-lhe os últimos deveres de sacerdote cristão</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31222" style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/O_%C3%9Altimo_Tamoio#/media/Ficheiro:Ultimo_tamoio_1883.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31222" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/tamoio.jpg" alt="O último tamoio, por Rodolfo Amoedo / Acervo do Museu Nacional de Belas Artes" width="682" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/O_%C3%9Altimo_Tamoio#/media/Ficheiro:Ultimo_tamoio_1883.jpg" target="_blank"><em>O Último Tamoio</em>, por Rodolfo Amoedo / Acervo do Museu Nacional de Belas Artes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica agradece a colaboração de Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do IMS, e um dos curadores do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">CAVALCANTI, Ana Maria Tavares. <a style="color: #000000;" href="https://www.academia.edu/3456944/O_%C3%BAltimo_tamoio_e_o_%C3%BAltimo_rom%C3%A2ntico" target="_blank"><em>O último tamoio e o último romântico</em></a>. In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Nov.2007.</span></p>
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/1ynZjU1gki3zwBl68YzUBALxiLd_Aw3tu/view?usp=share_link" target="_blank">Depoimento da jornalista Renata Tupinambá</a></p>
<p><a style="color: #000000;" href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://historiadorioparatodos.com.br/timeline/1567-ultima-batalha/" target="_blank">História do Rio Para Todos</a></p>
<p><span style="color: #000000;">O GLOBO</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://mamapress.wordpress.com/2013/01/20/20-de-janeiro-dia-nacional-da-consciencia-indigena-a-confederacao-dos-tamoios/" target="_blank">Mamapress</a></span></p>
<p><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1007:geremario&amp;catid=20&amp;Itemid=115" target="_blank">MultiRio</a></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www2.camara.leg.br/a-camara/programas-institucionais/experiencias-presenciais/parlamentojovem/outros-conteudos/projetos-pjb/projetos-sobre-indigenas" target="_blank">Portal Câmara dos Deputados</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2022-02/ultimo-censo-do-ibge-registrou-quase-900-mil-indigenas-no-pais-dados-serao-atualizados-em-2022#:~:text=A%20popula%C3%A7%C3%A3o%20ind%C3%ADgena%20brasileira%2C%20segundo,habitavam%20as%20zonas%20urbanas%20brasileiras." target="_blank">Portal Fundação Nacional dos Povos Indígenas</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/historia-do-brasil/brasil-monarquico/8960-romantismo-sua-express%C3%A3o-nas-diversas-artes-e-nas-ci%C3%AAncias" target="_blank">Portal MultiRio</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://cultura.uol.com.br/noticias/45854_nesta-quinta-feira-20-comemora-se-o-dia-nacional-da-consciencia-indigena.html" target="_blank">Portal UOL</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://aldeiamaracana.com/2015/04/09/o-predio-historico-do-museu-do-indio-ao-longo-do-tempo/" target="_blank">Site Aldeia Maracanã</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://www.ipatrimonio.org/rio-de-janeiro-antigo-museu-do-indio/#!/map=38329&amp;loc=-22.912460300684785,-43.226618433740605,17" target="_blank">Site Instituto Estadual do Patrimônio Cultural</a></span></p>
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		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris, em 29 de janeiro &#8211; Uma história de música e de racismo</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Jan 2022 04:01:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sizenando Santos (o Feniano)]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro Municipal do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[turnê]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica inaugura a Série "1922 - Hoje, há 100 anos" contando um pouco da história da turnê parisiense dos Batutas, considerado o primeiro grupo de música popular brasileira a alcançar projeção internacional.  Ao longo do ano, serão publicados no portal artigos com fotografias de fatos importantes ocorridos em 1922. No dia 29 de janeiro de 1922, o grupo musical formado então pelos músicos Pixinguinha, seu irmão, Octávio, conhecido como China; Donga, Nelson Alves, Sizenando Santos (o Feniano), José Monteiro e José Alves de Lima embarcou no navio transatlântico Massília rumo à França. A turnê, que foi um sucesso, causou polêmica e ataques racistas na imprensa brasileira. Uma curiosidade: os Batutas e o fotógrafo Marc Ferrez retornaram da França no mesmo navio, o "Lutetia", e chegaram ao Brasil em 14 de agosto de 1922.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A Brasiliana Fotográfica inaugura a Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos </em>com o artigo<em> Os Batutas embarcam para Paris, em 29 de janeiro &#8211; Uma história de música e de racismo,</em> contando um pouco da história da turnê parisiense dos <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Batutas</span></em>, considerado o primeiro grupo de música popular brasileira a alcançar projeção internacional. Tinha, entre seus integrantes, dois expoentes: o virtuoso Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha (1897 &#8211; 1973), o maior chorão de todos os tempos; e Joaquim Maria dos Santos, o Donga (1891 &#8211; 1974), um dos autores daquele que é um dos primeiros sambas gravados no Brasil, <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Pelo Telefone</span></em>, registrado em 27 de novembro de 1916.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A verdade é que o choro me agrada mais por ser mais trabalhado, com três partes, cada uma delas com dezesseis compassos, e não apenas oito, como no samba. Depois, o choro, que me parece originado da polca (uma das músicas de salão da época), era para mim a forma metódica através da qual eu podia expressar meus sentimentos&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Pixinguinha (1966)</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">&#8220;O ritmo caracteriza um povo. Quando o homem primitivo quis se acompanhar, bateu palmas. As mãos foram, portanto, um dos primeiros instrumentos musicais. Mas como a humanidade é folgada e não quer se machucar, começou a sacrificar os animais, para tirar o couro. Surgiu o pandeiro. E veio o samba. E surgiu o brasileiro, povo que lê música com mais velocidade do que qualquer outro no mundo, porque já nasce se mexendo muito, com ritmo, agitadinho, e depois vira capoeira até no enxergar&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;">Donga (1966)</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo do ano, serão publicados no portal artigos com imagens de fatos importantes ocorridos em 1922 como a Semana de Arte Moderna e a Exposição do Centenário da Independência do Brasil. A temporada dos <em>Batutas </em>que, em 29 de janeiro de 1922, embarcaram para a França, foi um sucesso e causou polêmica e ataques racistas, veiculados na imprensa brasileira. Uma curiosidade: os <em>Batutas</em> e o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) retornaram da França no mesmo navio, o <em>Lutetia</em>, e chegaram ao Brasil em 14 de agosto de 1922.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8908" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8908/A05F03P02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8908" target="_blank">Oito Batutas, 1919. Da esquerda para a direita: Jacob Palmieri, Donga, José Alves, Nelson Alves, Raul Palmieri, Luís de Oliveira, China e Pixinguinha. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=batutas" target="_blank">Acessando o link para as imagens dos <em>Batutas</em> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O dançarino Duque, o empresário Arnaldo Guinle e os Oito Batutas</strong></em></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Pixinguinha nem sequer era músico. Era música &#8211; e essa seria a melhor palavra para defini-lo, explicá-lo e amá-lo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Carlos Heitor Cony</p>
<p style="text-align: left;">O dentista, dançarino, compositor e jornalista baiano Antônio Lopes de Amorim Diniz (1884-1953), conhecido como Duque, conheceu no Assyrio, cabaré no subsolo do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal do Rio de Janeiro</a>, os <em>Oito Batutas</em>, que tocavam enquanto ele dançava com sua parceira, a dançarina e manequim francesa Gaby, entre fins de 1921 e início de 1922.</p>
<p>Foi noticiado que Pixinguinha tinha reassumido a função de diretor de harmonia do bloco carnavalesco de Reinado de Siva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26734" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/13084" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26734" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/rojão.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de janeiro de 1922" width="278" height="194" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/13084" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de janeiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas então:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Menos de três semanas depois, Pixinguinha estava trocando o palácio do Reinado de Siva, na rua Senador Pompeu pelo Shérérazade, 16, Faubourg Montmartre, em Paris. Isto porque, nessas três semanas abençoadas, Ogum resolveu usar sua espada para abrir as portas do mundo para seu filho de fé e seus sete companheiros. Para transportá-los, usou como veículo o Assyrio, cabaré instalado no subsolo do Teatro Municipal. Ali são ouvidos todas as noites pela fina flor da sociedade boemia carioca. Ali, no mesmo espetáculo, um casal de bailarinos de fama internacional empolga o público dançando o ritmo que, durante anos e anos, fora uma dança excomungada, anatematizada, proibida às moças e aos rapazes de família. Duque e Gaby dançam o maxixe, ou la matchiche, como preferiam os almofadinhas da época&#8221;. </em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em><span style="color: #000000;">Filho de Ogum Bexiguento, </span></em><span style="color: #000000;">página 49.</span></span></p>
<pre></pre>
<div id="attachment_26659" style="width: 333px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/20638" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26659" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/duque.jpg" alt="Duque / Fon-Fon, 20 de fevereiro de 1915" width="323" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/20638" target="_blank">Duque / <em>Fon-Fon,</em> 20 de fevereiro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Pixinguinha, na <em>Série Depoimentos</em>:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Bem, o Duque era um bailarino aristocrático. Ele dançava um maxixe aristocrático. Era um malabarista. Duque empolgou todo mundo. Não era um maxixe como a gente via em certos lugares. Era um sujeito muito delicado. Dançava um maxixe clássico. Quando chegamos em Paris conhecemos a academia dele. Era uma academia que ensinava a dança do maxixe brasileiro. Quando Duque chegava no salão, todo mundo disputava o privilégio de dançar com ele. Eram princesas, reis, etc, Sim, senhores, até rei apareceu para dançar com ele. Foi ele que pediu ao Arnaldo Guinle para nos levar para Paris. Ele gostava muito do que a gente fazia e interpretava a nossa música nos pés. Depois de quatro compassos ele já estava criando coisas novas nos pés. E tinha a Gaby, uma francesa que compreendia perfeitamente o Duque&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Duque havia se mudado de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1906. Três anos depois, começou a viajar pelo mundo. Chegou em Paris, conforme artigo que escreveu para a revista <em>O Cruzeiro</em>, em 1912, quando passou a dançar em restaurantes e bares com a dançarina ítalo-brasileira Maria del Nigri, conhecida como <a href="http://www.elencobrasileiro.com/2020/06/maria-lina.html" target="_blank">Maria Lino, a Rainha do Maxixe (c. 1880 &#8211; 1940)</a>. Ganharam, em 1913, o primeiro prêmio em uma competição em Berlim. Também foram suas parceiras Arlette Dorgère (1880 -1965) e Gaby. Tornou-se dono de academias de dança em Paris e no Rio de Janeiro, tendo sido responsável pela difusão do maxixe em capitais como Berlim, Buenos Aires, Montevidéu, Londres, Nova York e Paris, numa época em que o ritmo era considerado imoral por boa parte da sociedade brasileira. Em 1921, havia, após uma temporada no Brasil com sua parceira Gaby, retornado à França, onde estrelou um espetáculo na Ópera de Paris com o compositor e violinista paulista Nicolino Milano (1876 &#8211; 1962) e apresentou o samba na peça <em>La Proie (A Presa)</em>, de Regina Regis de Oliveira (18? &#8211; 1956), no Teatro Albert I, também em Paris. Foi provavelmente a primeira exibição de samba em um palco europeu (<a href="http://arti.sba.uniroma3.it/esprit/pdf/EspritNouveau-FT_09.pdf" target="_blank"><em>L´Esprit Nouveau</em>, página 106</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/13802" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 8 de março de 1921, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/7331" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de abril de 1921, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/6317" target="_blank"> <em>D. Quixote</em>, 18 de maio de 1921, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26757" style="width: 845px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/22550" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26757" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/duqueegaby2.jpg" alt="Os dançarinos Duque Gaby se apresentando no Assyrio / Fon-Fon, 18 de setemro de 1915" width="835" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/22550" target="_blank">Os dançarinos Duque e Gaby no Assyrio / <em>Fon-Fon</em>, 18 de setembro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi, como mencionado por Pixinguinha, o Duque que pediu ao empresário Arnaldo Guinle (1884 – 1963) que patrocinasse a excursão dos <em>Batutas</em> à França, em janeiro de 1922, para a divulgação da música popular brasileira no cenário internacional. Mecenas das artes e dos esportes, Arnaldo Guinle foi <span style="color: #000000;">um dos homens mais ricos do Brasil, cuja fortuna era oriunda da exploração do Porto de Santos. </span>Além do suporte financeiro de Guinle, Duque conseguiu apoio político-diplomático de Lauro Müller (1863 &#8211; 1926), o que, segundo o antropólogo Rafael José de Menezes Bastos, imprimiu <em>na jornada uma idéia, diríamos, de missão quase diplomática</em>. Duque e Guinle haviam se conhecido na França, já que Guinle vivia entre o Rio de Janeiro e Paris. O general e engenheiro militar Lauro Müller, ministro das Relações Exteriores entre 1912 e 1917, havia conhecido os <em>Batutas</em> por ter sido um assíduo frequentador da noite carioca. Mas o governo não contribuiu financeiramente para a viagem. Segundo Donga, em depoimento para o Museu da Imagem e do Som:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Absolutamente. O grande brasileiro Arnaldo Guinle nos levou para lá sem it, com essa pelezinha escura e tudo, sem medo de levar vaia. Viajamos às custas dele&#8221;.</em></span></p>
<p>Guinle contratava, desde 1919, os <em>Batutas, </em>que conheceu tocando na sala de espera do Cine Palais,<em> </em>para saraus em sua mansão no bairro das Laranjeiras. Patrocinou, com o apoio de Irineu Marinho (1876 &#8211; 1925), fundador do jornal <em>O GLOBO</em>, uma turnê do grupo pelo Brasil, iniciada em outubro de 1919 por São Paulo e Minas Gerais e encerrada, no ano seguinte, pela Bahia e por Pernambuco. O objetivo da turnê, além da realização de apresentações artísticas, era recolher e catalogar ritmos para integrar uma antologia de música folclórica sob a supervisão do escritor Coelho Neto (1864 &#8211; 1934) que, por seu estilo literário, considerado ultrapassado, sofreu fortes críticas na Semana de Arte Moderna de 1922, tema do próximo artigo da Série<em> 1922: Hoje, há 100 anos</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26665" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/@FluminenseFC/um-tricolor-e-oito-batutas-e7411e27feaf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26665" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/arnaldo.jpg" alt="Arnaldo Guinle pela Photo Chapelin / Wikipedia" width="398" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/@FluminenseFC/um-tricolor-e-oito-batutas-e7411e27feaf" target="_blank">Arnaldo Guinle pela Photo Chapelin / Fluminense Futebol Clube</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o depoimento de Donga para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O dr. Arnaldo, como bom brasileiro que era, simpatizou com a gente. Pensou e combinou com o Coelho Neto uma antologia, recolhendo material através de pessoas idôneas. Ele, junto com o Floresta de Miranda, nos procurou e disse: &#8220;amanhã você vai à minha casa em Copacabana&#8221;. Eu fui junto com o Pixinguinha. Nós estávamos há 20 dias sem função e o dinheiro tinha acabado. Ele explicou o que queria e perguntou o que achávamos. Nós dissemos que íamos fazer uma excursão ao Norte e o dr. Arnaldo pediu que incluíssemos o João Pernambuco, porque assim ele faria algumas coisas para ele. Assim foi feito, nós fomos a Pernambuco, Bahia, etc, e o João Pernambuco recolheu uma porção de coisas e trouxe. Mas não era o bastante. O dr. Arnaldo disse para o João Pernambuco que ia prosseguir na colheita, mas só que dessa vez levaria um músico para escrever, porque ele só havia trazido letras e músicas de memória. Disse ainda que pagaria tudo. Eu não sei o que eles arranjaram, ele e Pixinguinha, porque o dr. Arnaldo ficou zangado e não quis saber de mais nada. O João Pernambuco era meio egoísta e parece que pediu demais. Eu não sabia de nada. Depois de alguns dias o Patricio Teixeira me deu um recado que o dr. Arnaldo queria falar comigo. Eu fui e ele disse: &#8220;Não quero mais saber de histórias com o João Pernambuco e com o Pixinguinha&#8221;. Eu então combinei tudo com ele, que exigiu a presença de um músico na viagem. Eu comecei a enrolar um pouco e toda vez que o Floresta de Miranda me procurava para informar ao dr. Arnaldo eu dava sempre uma desculpa: &#8220;Olha, eu queria o Zezé, mas ele para escrever música de folclore é difícil e como tem o Pixinguinha, este seria melhor&#8221;. Parece que o Floresta de Miranda disse isso ao dr. Arnaldo e ele amoloceu um pouco com respeito ao Pixinguinha. Com o João Pernambuco ele nunca mais falou até morrer. Nas proximidades da viagem eu disse ao dr. Arnaldo: &#8220;eu acho que vou levar o Pixinguinha&#8221;. Ele respondeu: &#8220;você leva quem quiser, apanhe o dinheiro lá na rua Sete de Setembro&#8221;. Era tudo pago. Estivemos então em Morro Velho, Minas, Bahia, etc. Pixinguinha trouxe tudo escrito, tudo bem feito, e o dr. Arnaldo ficou satisfeito&#8221;.</em></span></p>
<p>Segundo o historiador Clóvis Bulcão, essas pesquisas foram responsáveis pelo encontro dos Guinles com Heitor Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959), pois foi o compositor o encarregado pela organização do material. Em 1923,  Arnaldo Guinle deu a Villa-Lobos duzentos contos de réis para que ele fosse aprimorar sua arte na França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A temporada dos Batutas em Paris (1922)</strong></em></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Chegamos ao dia do embarque. No dia 29 de janeiro de 1922, o grupo formado então pelos músicos Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha (1897 &#8211; 1973); seu irmão, Octávio (1888 &#8211; 1926), conhecido como China; Joaquim Maria dos Santos, o Donga (1891 &#8211; 1974); Nelson Alves (1895 &#8211; 1960), Sizenando Santos (o Feniano), José Monteiro e José Alves de Lima embarcou no navio transatlântico <em>Massília</em> rumo à França (<i>O Jornal,<a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/8859"> 24 de janeiro, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/8909">28 de janeiro, última coluna </a>de 1922; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8610">O Paiz, 29 de janeiro de 1922, quarta coluna</a></i>)<i>.</i> Os últimos dois substituíram os irmãos Jacob e Raul Palmieri (1887 &#8211; 1968), que desistiram da viagem. O baterista Joaquim Silveira Tomás (1898 &#8211; 1948), o J. Tomás, adoeceu e não pode viajar com o grupo. Ao longo de sua existência, entre 1919 e 1931, a formação dos <em>Batutas </em>variou.</p>
<p>Para Paris foram mesmo sete batutas. Foi o primeiro conjunto brasileiro a apresentar na Europa a música urbana produzida no Rio de Janeiro na época. Tocaram durante os seis meses que ficaram em Paris, na época a capital cultural do mundo, choros, maxixes, polcas, tangos brasileiros, sambas, lundus, batuques, valsas, cateretês, emboladas, cocos e toadas sertanejas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26471" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/8859" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26471" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/massilia.jpg" alt="O Jornal, 24 de janeiro de 1922" width="283" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/8859" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 24 de janeiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Chegaram em 11 de fevereiro, no porto de Bordeaux, na França e foram recepcionados na Gare d´Orsay, em Paris, no dia seguinte, pelo Duque e pelo jornalista Floresta de Miranda, secretário particular de Guinle. Nos meses seguintes, como <em>Les Batutas,</em> seriam atração fixa numa badalada casa noturna de Paris, o dancing <em>Shéhérazade</em>, na Faubourg Montmartre, 16, cujo diretor artístico era o Duque, responsável pelo convite ao conjunto. O proprietário era G. Calmet.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26709" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/cabaré.jpg"><img class="size-full wp-image-26709" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/cabaré.jpg" alt="Interior do cabaré Sheherazade" width="250" height="441" /></a><p class="wp-caption-text">Interior do cabaré Shéhérazade / <em>Pixinguinha, Vida e Obra</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A chegada do grupo em Paris foi noticiada por alguns jornais franceses:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26691" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/imprensafrancesa4.jpg"><img class="size-full wp-image-26691" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/imprensafrancesa4.jpg" alt="Le Gaulois, 11 de fevereiro de 1922" width="415" height="62" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Fala-se bastante dos &#8220;Batutas&#8221; no mundo artístico. É com curiosidade que esperamos por sua muito próxima estreia&#8221; /<em> Le Gaulois</em>, 11 de fevereiro de 1922</p></div>
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<div id="attachment_26690" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/imprensafrancesa3.jpg"><img class="wp-image-26690 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/imprensafrancesa3.jpg" alt="imprensafrancesa3" width="418" height="65" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Os Batutas, que chegaram do Brasil, farão esta semana sensacional estreia em Paris&#8221; / <em>Le Gaulois</em>, 12 de fevereiro de 1922</p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Les Batutas, cet extraordinaire orchestre brésilien, unique au monde, d’une gaieté endiablée, composé de virtuoses surnommés les rois du rythme et de la samba, joue tous les jours aux thés et aux soupers de Shéhérazade, 16, Faubourg Montmartre. Direction: Duque&#8221;<span style="color: #800000;"> <span style="color: #000000;">(Tradução: </span></span></em><span style="color: #000000;"><em>Os Batutas, esta extraordinária orquestra brasileira, única no mundo, com alegria frenética, composta por virtuosos apelidados de reis do ritmo e do samba, toca todos os dias nos chás e jantares do Shéhérazade, 16, Faubourg Montmartre. Direção: Duque).</em></span></span></p>
<p style="text-align: right;"> <em>Le Journal</em>, 14 de fevereiro de 1922</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Primeira Guerra Mundial havia acabado há pouco tempo e Paris fervilhava na euforia do pós-guerra, ocupada por músicos do mundo inteiro, principalmente dos Estados Unidos e das Antilhas, e por artistas de vanguarda, o que tornava trepidantes a atmosfera cultural da cidade, seu ritmo e sua noite. Eram os <em>Anos Loucos. </em>Como definiu o escritor norte-americano Ernest Hemingway (1899 &#8211; 1961):<em> Paris é uma festa. </em>Os intelectuais<em> </em>estavam interessados em antropologia e por estudos sobre a África, o que propiciava um ambiente receptivo para movimentos artísticos relacionados com a cultura negra, caso dos <em>Batutas, </em>recebidos com simpatia por simbolizar um certo <em>exotismo, </em>em voga na ocasião<em>. </em>Muitas bandas de <em>jazz </em>apresentavam-se no <em>Shéhérazade,</em> identificado pela imprensa parisiense como<em> um palácio das mil e uma noites</em>. O <em>dancing, </em>onde os <em>Batutas</em> se apresentaram,<em> </em>era frequentado por intelectuais, pela aristocracia, por políticos e artistas de renome &#8211; era o ponto de encontro da elite que circulava na capital francesa. Pixinguinha entrou em contato com o <em>charleston</em>, o <em>foxtrote,</em> o <em>shimmie</em> e o <em>ragtime.</em> Foi, posteriormente, acusado de ter sido influenciado pelo jazz norte-americano.</p>
<p>Foi durante a temporada em Paris que Pixinguinha passou a tocar saxofone. Gostou tanto do instrumento que acabou sendo presenteado com um por Arnaldo Guinle, que também enviou para o Brasil uma bateria para J. Tomás, o batuta que na última hora ficou doente e não pode seguir para Paris com o grupo.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Foi em Paris. Quando viajei para lá não tocava saxofone. Tocava flauta. No conjunto que se apresentava na casa em frente aos Shéhérazade, havia um violoncelista que, durante a apresentação, mudava do violoncelo para o saxofone, principalmente na hora de tocar o shimmy. Um dia, Arnaldo Guinle me perguntou: &#8220;Você toca aquele instrumento?&#8221;. Respondi: &#8220;Eu toco&#8221;. Na verdade, eu já conhecia a escala do instrumento e sabia que era quase igual à flauta&#8221;. Então vou mandar fazer um saxofone pra você&#8221;, me disse Arnaldo Guinle. Um mês depois o saxofone estava pronto. Levei o instrumento para o hotel e ensaiei. No outro dia já estava tocando uns chorinhos no saxofone. Mas só toquei naquele dia, porque não queria magoar o músico da casa em frente. Toquei só para o Arnaldo Guinle ver. Ele viu e ficou satisfeito. Depois, fiquei só na flauta. Quando voltei para o Brasil é que passei a tocar mais saxofone. Mas nós trouxemos outras novidades. Na volta, o nosso pessoal estava tocando violão-banjo, cavaquinho-banjo, estas coisas&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Pixinguinha, na <em>Série Depoimentos</em></p>
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<p>As apresentações fizeram sucesso com o público e com a imprensa parisiense. E os <em>Batutas</em>, que haviam sido contratados para uma temporada de um mês no Shéhérazade, com um salário de 3.500 réis, ficaram na cidade por cerca de 6 meses. O grupo executava músicas como <em>Dádiva de Amor</em>, composta por Donga, em Paris; <em>Fala Baixo, </em>de Sinhô (1888 &#8211; 1930)<em>; <a href="https://pixinguinha.com.br/discografia/gargalhada/" target="_blank">Gargalhada</a>, </em>de Pixinguinha; <em>Les Batutas, </em>também<em> </em>de Pixinguinha e com letra de Duque;<em> e <a href="https://pixinguinha.com.br/discografia/vem-vovo/" target="_blank">Vem v</a>ovó, </em>de Álvaro Sandim (1862 &#8211; 1919)<i>.</i></p>
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<div id="attachment_26688" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/imprensafrancesa1.jpg"><img class="size-full wp-image-26688" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/imprensafrancesa1.jpg" alt="Le Galois, 25 de fevereiro de 1922" width="414" height="127" /></a><p class="wp-caption-text"><em>No Shéhérazade: Os Batutas, a célebre orquestra brasileira única no mundo, estreou com gande sucesso no Shéhérazade, o feérico estabelecimento do faubourg Montmartre. Vá ouvir os Batutas, você não vai se arrepender de sua viagem / Le Galois</em>, 25 de fevereiro de 1922</p></div>
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<div id="attachment_26678" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_05/5987" target="_blank"><img class="wp-image-26678 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/letra1.jpg" alt="1922" width="416" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_05/5987" target="_blank">Letra de<em> Les Batutas / Gazeta de Notícias</em>, 14 de abril de 1922</a></p></div>
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<p>A partir de maio,  apresentaram-se no <em>Chez Duque</em>, na rue Caumartin, 17, cujo proprietário era o Duque; e, em 1º de junho, eles e a prestigiada <em>Bernard Kay’s American Jazz Band </em>estavam presentes na inauguração dos Chás Dançantes, na Reserve de Saint-Cloud, na boulevard Senard. Fizeram também um show em homenagem ao norte-americano Jack Dempsey (1895 &#8211; 1993), campeão mundial dos pesos pesados de 1919 a 1926 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_02/11244"><em>O Imparcial</em>, 15 de agosto de 1922</a>).</p>
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<div id="attachment_26730" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/reserve1.jpg"><img class="wp-image-26730 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/reserve1.jpg" alt="reserve1" width="319" height="509" /></a><p class="wp-caption-text">Anúncio da inauguração dos Chás Dançantes no La Reserve de Saint-Cloud / <em>Pixinguinha, Vida e Obra</em></p></div>
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<p>Segundo Donga, fizeram uma apresentação para a família real brasileira que residia em Paris. Sebastião Braga, em seu livro <em>O Lendário Pixinguinha,</em> menciona uma apresentação do músico no Conservatório de Paris, quando Pixinguinha teria tocado a polca <em>Gargalhada </em>e os diretores do Instituto de Música da França, em respeito, teriam lhe dado uma flauta de prata. De acordo com o jornalista e musicólogo Lúcio Rangel (1914 &#8211; 1979), o primeiro prêmio de flauta do Conservatório de Paris, Harold de Bozzi, teria ficado <em>embasbacado</em> com Pixinguinha.</p>
<p>Por intermédio de Olivia Penteado (1872 &#8211; 1934), grande incentivadora do modernismo no Brasil e ligada ao movimento intelectual que desencadeou a Semana de Arte Moderna, os <em>Batutas</em> foram convidados pelo embaixador Luiz Martins de Souza Dantas (1876 &#8211; 1954) para participar de uma festa organizada pelo Comitê França-América, no Palais des Affaires Publiques. Souza Dantas (1876 &#8211; 1954), que servia como chefe da representação brasileira em Roma e que, em novembro de 1922, assumiu a embaixada brasileira na França, era um dos anfitriões do evento. Vale lembrar que Souza Dantas foi proclamado, no Museu do Holocausto, em Israel, em 2003, <em>Justo entre as nações</em>, por ter arriscado sua vida para ajudar os judeus perseguidos pelo nazimo e pelo fascismo.</p>
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<div id="attachment_26689" style="width: 218px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/imprensafrancesa2.jpg"><img class="size-full wp-image-26689" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/imprensafrancesa2.jpg" alt="Le Gaulois, 26 de junho de 1922" width="208" height="378" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Le Gaulois</em>, 26 de junho de 1922</p></div>
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<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A polêmica em torno da ida dos Batutas a Paris &#8211; O Racismo</em></strong></span></h3>
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<p>Mas aqui no Brasil, a excursão do grupo à Europa suscitou polêmica e debates nos jornais, ora defendendo os <em>Batutas</em> ora os atacando com declarações abertamente racistas. A música popular como representante da cultura nacional também fez parte da discussão. Porém ataques racistas não eram novidades para os <em>Batutas, </em>que foram alvos deles desde seu início, em 1919 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/32792" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 19 de abril de 1919</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Desde sua fundação Os Oito Batutas geraram polêmica. O fato de serem em sua maioria negros e o tipo de música que faziam eram motivos para controvérsia. Identificá-los à genuína musicalidade nacional, significava para muitos uma desqualificação em termos de uma pretensa universalidade – equacionada com o cânone da música clássico-romântica ocidental – e um veredicto de provincianismo. Além disso, a negritude era vista como sinal de inferioridade sociocultural&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Rafael José de Menezes Bastos</span></p>
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<p>Segundo Sérgio Cabral, no livro <em>Pixinguinha &#8211; Vida e Obra </em>(1997), na ocasião da estreia do grupo no Cine Palais, que reabria suas portas, em 1919, o pianista e maestro paulista Júlio Cesar do Lago Reis (1863 &#8211; 1933), em sua coluna de música no jornal <em>A Rua</em>, se disse <em>envergonhado</em> com o que considerava um <em>escândalo</em>. Afinal, como poderia um grupo musical composto de afrodescendentes se apresentar em um endereço chique e elegante, um cinema na antiga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central? </a></p>
<p>Na <em>Revista da Semana</em>, do início de abril de 1919, em nota atribuida ao jornalista Xavier Pinheiro, veio a resposta à crítica de Júlio Reis que, segundo ele:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;(não aceita) pela sua fina educação artística, que o violão, o cavaquinho, o reco-reco, o chocalho e a flauta interpretem as modinhas, as chulas, os sambas, os tangos e outras composições que tenham cunho nacional, na sala de espera de qualquer cinema da avenida porque isso é ofensivo aos ouvidos educados da grande maioria da nossa sociedade composta de uma boa parte de nossa aristocracia. O defensor de nossa sociedade aristocrática está enganado na apreciação da orquestra dos Oito Batutas. Aqueles rapazes morenos, que levam horas a cantar as encantadoras modinhas da nossa terra e as executam na flauta, no violão, no reco-reco, no cavaquinho e no chocalho, têm sido apreciados pela nossa finíssima sociedade, não têm escandalizado, têm obtido ruidoso sucesso&#8230;A Orquestra dos Oito Batutas foi mal apreciada pelo aplaudidíssimo e popular maestro Julio Reis porque aqueles rapazes tocam e cantam com clima, com sentimento, interpretam a música muito melhor do que certos e conceituados artistas que andam por aí&#8230;O maestro Júlio Reis foi severo. Foi injustíssimo com os morenos que ganham sua vida com brilho e aplauso no Cine Palais. Eles tocam bem, são da nossa terra, têm compostura, agradam a todos e o povo que ali vai gosta da flauta de Pixinguinha, do violão de Donga, do cavaquinho do Nelson e dos outros caboclos seus companheiros&#8221;.</em></span></p>
<p>Os ataques racistas, segundo os quais os<em> Batutas</em> desmoralizariam o Brasil levando para Paris o que o país tinha de pior para o seio da civilização da Europa, recrudesceram, em 1922. O cronista A. Fernandes escreveu no <em>Diário de Pernambuco</em>:<em><span style="color: #800000;"> &#8220;Não sei se a coisa é para rir ou para chorar. Seja como for, o boulevard vai se ocupar de nós. Não do Brasil de Arthur Napoleão, de Osvaldo Cruz, de Rui Barbosa, de Oliveira Lima, não do Brasil expoente, do Brasil elite, mas do Brasil pernóstico, negróide e ridículo e de que la chanson oportunamente tomará conta&#8221;</span></em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/5751"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de fevereiro de 1922, segunda coluna</a>). Uma observação: o destacado político baiano Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923) era grande fã dos <em>Batutas</em> e presença frequente nas apresentações do grupo no Cine Palais.</p>
<p>O cronista que se assinava como <em>S</em>, no<em> Jornal do Commercio</em>, em 1º de fevereiro de 1922, descreveu os <em>Batutas</em> como <span style="color: #800000;">“<em>oito, aliás, nove pardavascos que tocam violas, pandeiros e outros instrumentos rudimentares</em>” e lamentava“<em>não haver uma política inexorável que, legalmente, os fisgasse pelo cós e os retirasse de bordo com a manopla rija, impedindo-lhes a partida no liner da Mala Real</em>!”</span>.</p>
<p style="text-align: left;">Segundo o artigo do jornalista e escritor Benjamin Costallat (1897 &#8211; 1961), publicado na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/5449"><em>Gazeta de Notícias</em> de 22 de janeiro de 1922</a>, foi um verdadeiro escândalo a presença dos <em>Batutas</em> no Cine Palais, em 1919, assim como o anúncio da ida do grupo para Paris. Foram atacados com um desabrido e repugnante racismo:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Eram  músicos brasileiros que vinha cantar cousas brasileiras. Isso em plena Avenida, em pleno almofadismo, no meio de todos esses meninos anêmicos, frequentadores de &#8220;cabarets&#8221; que só falam francês e só dançam tango argentino! No meio do internacionalismo das costureiras francesas, das livrarias italianas, das sorveterias espanholas, dos automóveis americanos, das mulheres polacas, do esnobismo cosmopolita e imbecil!</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Não faltaram censuras aos modestos &#8220;oito batutas&#8221;. Aos heróicos &#8220;oito batutas&#8221; que pretendiam, num  cinema da Avenida, cantar a verdadeira terra brasileira, atráves de sua música popular, sinceramente, sem artifícios nem cabotinismos, ao som espontâneo de seus violões e cavaquinhos.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>A guerra que lhes fizeram foi atroz. Como os músicos eram bons, &#8220;batutas de verdade&#8221;, violeiros e cantadores magníficos, como a flauta de Pixinguinha fosse melhor do que qualquer flauta por aí saída com dez diplomas de dez Institutos, começaram os despeitados a alegar a cor dos &#8220;oito batutas&#8221;, na maioria pretos&#8221;. Segundo os descontentes, era uma desmoralização para o Brasil ter na principal artéria de sua capital uma orquestra de negros! O que iria pensar de nós o estrangeiro?&#8221;</em></span></p>
<p>O jornal <em>A Noite</em> também antecipou a possibilidade de que haveria <em>quem num melindre idiota</em> reprovasse a <em>ida dos rapazes</em> porque eram <em>de cor</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/4739" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de janeiro de 1922</a>).</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/4739"><img class=" size-full wp-image-26710 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/nosso.jpg" alt="nosso" width="367" height="493" /></a></p>
<div id="attachment_26712" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/4739" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26712" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/nosso11.jpg" alt="A Noite, 28 de janeiro de 1922" width="365" height="110" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/4739" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de janeiro de 1922</a></p></div>
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<p><em>O Imparcial</em> saudou com entusiasmo a viagem dos<em> Batutas, exímios tocadores de instrumentos nacionais que só executam músicas nacionais, o que só podem considerar como uma das mais altas expressões da arte musical genuinamente brasileira</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_02/9283" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 28 de janeiro de 1922, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_26758" style="width: 217px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_02/9283" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26758" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/imparcial.jpg" alt="O Imparcial, 28 de janeiro de 1922" width="207" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_02/9283" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 28 de janeiro de 1922</a></p></div>
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<div id="attachment_26768" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/27651" target="_blank"><img class="size-large wp-image-26768" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/batutas5-1024x253.jpg" alt="Careta, 1º de abril de 1922" width="768" height="190" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/27651" target="_blank"><em>Careta,</em> 1º de abril de 1922</a></p></div>
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<p>Uma carta enviada pelo jornalista Floresta de Miranda, de Paris, defendeu e deu notícias das apresentações dos <em>Batutas</em> na França (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/85133"><em>Jornal do Recife,</em> 11 de abril de 1922, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_26475" style="width: 181px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/85133"><img class="size-full wp-image-26475" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carta.jpg" alt="Carta da jornalista  em defesa dos Batutas / Jornal do Recife, 11 de abril de 1922, primeira coluna" width="171" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/85133" target="_blank">Carta de Floresta de Miranda em defesa dos <em>Batutas</em> / <em>Jornal do Recife</em>, 11 de abril de 1922, primeira coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Paris, inverno de 1922. Frio de rachar, vários graus abaixo de zero. Duque e eu estávamos na Estação de Quai d´Orsay, esperando o trem de Bordéus. Nesse trem iriam chegar os Oito Batutas. Às 23 horas apareceram os músicos brasileiros, cada qual carregando o seu instrumento. Trajavam roupas leves e tiritavam. Na manhã seguinte Duque os levou a comprar roupas apropriadas para aquele clima. Vem a estreia no Shéhérazade. Sucesso completo. Paris acode àquele dancing. Pixinguinha com a sua flauta infernal faz o diabo. China abafa com o seu violão e a sua bela voz e Donga abafa no pinho e desperta paixões&#8230;&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Parte de uma crônica do jornalista Floresta de Miranda</p>
<p style="text-align: right;">publicada no livro<em> Samba jazz &amp; outras notas</em></p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8907" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8907/A02F02P02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8907" target="_blank">Os Batutas. c. 1923. Sebastião Cirino (trompete/piston), Euclides Virgulino (bateria), Pixinguinha (saxofone), Fausto Mozart Corrêa (piano), José Monteiro (violão e banjo), José Batista Paraíso (saxofone) e Esmerino Cardoso (trombone de vara) / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Já em fins da década de 1970, o jornalista carioca João Ferreira Gomes, cujo pseudônimo era Jota Efegê (1902 &#8211; 1987) e que se destacou como um grande cronista das histórias cariocas, de seus personagens e manifestações culturais, comentou esse tipo de declaração abertamente racista em relação aos <em>Batutas</em> no artigo <em>Para os racistas, os Oito Batutas eram &#8220;negróides&#8221; e &#8220;pardavascos&#8221;</em>, publicad0 em <em>O GLOBO.</em></p>
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<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/jotaefege.jpg" alt="jotaefege" /></p>
<div id="attachment_26658" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/jotaefege1.jpg"><img class="wp-image-26658 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/jotaefege1.jpg" alt="jotaefege1" width="388" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 22 de março de 1977</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até por políticos a ida dos <em>Batutas</em> à Europa foi questionada. Em 24 de julho de 1922, votava-se na Câmara um auxílio de 40 contos de réis para uma viagem do compositor Heitor Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959) à Europa. Pedro da Costa Rego (1889 &#8211; 1954), representante de Alagoas, deu parecer contrário e Gilberto Amado (1887 &#8211; 1969), deputado por Sergipe, ao encaminhar a votação, discordou de seus colegas que combateram a emenda e apelou:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Negar a Heitor Vila Lobos 40:000$ para que possa tomar passagem e ir à Europa, que nos manda, todos os anos, maestros e pseudomaestros, às vezes abaixo de nossa cultura negar a Vila Lobos o direito de ir à Europa, mostrar que não somos apenas os &#8220;Oito Batutas&#8221;, que lá sambeiam, é negar que pensamos musicalmente, é uma atitude não digna da Câmara dos Senhores Deputados brasileiros!&#8221;</em></span></p>
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<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Retorno</strong></em></span></h3>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Chiii! Se fosse agora, nós seríamos o Roberto Carlos&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Pixinguinha em depoimento dado, em 1966,</p>
<p style="text-align: right;">sobre a popularidade dos <em>Batutas</em> quando retornaram de Paris</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">&#8220;Fiquei tão apaixonado pela França que compus uma valsa de seis partes, ganhando um prêmio da Sociedade Francesa de Compositores. Mas era grande a saudade que sentíamos do Rio de Janeiro. Um dia, quando passeávamos por uma rua parisiense, um de nós começou a assobiar uma valsa de Manuel da Harmonia. Não nos contivemos: choramos como crianças&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;">Donga(1966)</p>
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<p>Em 31 de julho de 1922, os <em>Batutas</em> embarcaram no<em> Lutetia, </em>em Bordeaux<em>, </em>na França<i>.</i> O navio fez escalas em Boulogne-sur-mer, Vigo e Lisboa e, após cerca de 6 meses, em 14 de agosto de 1922, os músicos chegaram no Rio de Janeiro. Durante a viagem de volta, fizeram algumas apresentações em festas a bordo. Saudades do Brasil, os negócios de Duque que não rendiam muito e a vontade de participar dos festejos do centenário da independência do Brasil foram razões alegadas para o retorno. Além deles, desembarcaram também do navio o fotógrafo <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13570">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o inventor <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8540">Alberto Santos Dumont (1873 – 1932)</a>, o presidente do Jockey Clube, Lineu de Paula Machado (1880 – 1942); o empresário Arnaldo Guinle (1884 – 1963); o coronel Buchalet, da missão militar francesa no Brasil, e o médico Paulo de Figueiredo Parreiras Horta (1884 – 1961) (<em>A Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/6623">1º de agosto, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/6770">14 de agosto</a> de 1922; <em>O Paiz</em>, 15 de agosto de 1922, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10491">página 3</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10492">página 4</a>). No artigo do <em>Imparcial</em>, de 15 de agosto, Pixinguinha (1897 – 1973), declarou que não havia <em>animosidade contra os homens de cor na França</em>. Mencionou a presença de músicos de jazz em Paris e disse que os <em>Batutas</em> voltaram para o Brasil para tomar parte nas comemorações pelo centenário da Independência do Brasil.</p>
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<div id="attachment_26472" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/6770" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26472" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/batutas.jpg" alt="Em pé, da esquerda para a direita: Pixinguinha, José Alves de Lima; José Monteiro; Sizenando Santos “Feniano” e o Duque. Sentados: China, Nelson dos Santos Alves e Donga / A Noite, 14 de agosto de 1922." width="363" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/6770" target="_blank">Em pé, da esquerda para a direita: Pixinguinha, José Alves de Lima; José Monteiro; Sizenando Santos “Feniano” e o Duque. Sentados: China, Nelson dos Santos Alves e Donga /</a><br /><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/6770" target="_blank"><em>A Noite</em>, 14 de agosto de 1922.</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Modéstia à parte, fique sabendo que triunfamos. É bom que se saiba de que quando daqui saímos, animados por uns, ridicularizados por outros, não tinha a estulta pretensão de representar no estrangeiro a arte musical brasileira. O que iríamos apresentar em Paris, e o fizemos com decência, graças a Deus, era apenas uma das feições de nossa música, mas daquela essencialmente popular, característica. Para os que amavam, ficam em nossos corações o reconhecimento e a saudade. Dos outros, preferimos amargar os apodos a discutir. Tocamos para frente!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Pixinguinha, em entrevista dada ao jornal <em>A Notícia</em>, após a chegada no Rio de Janeiro (<em>Pixinguinha: Vida e Obra</em>)</p>
<p style="text-align: left;">Durante o mês de setembro, os <em>Batutas</em> fizeram apresentações na Exposição do Centenário da Independência como atração fixa do pavilhão da montadora de automóveis norte-americana General Motors, contando com os reforços da cantora Zaíra de Oliveira (1900 &#8211; 1951), mulher de<em> </em>Donga (1890 &#8211; 1974)); e do trompetista Bonfiglio de Oliveira (1894 &#8211; 1940). Pixinguinha, em entrevista, disse que havia tocado também durante a primeira transmissão radiofônica oficial brasileira, ocorrida em 7 de setembro de 1922. O evento integrou as comemorações do centenário da Independência. <em>Toquei num estudiozinho que havia lá e a Zaíra de Oliveira cantou. </em>O estúdio foi montado no pavilhão dos Estados Unidos.</p>
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<div id="attachment_26673" style="width: 531px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://historiasemonumentos.blogspot.com/2014/11/exposicao-internacional-do-centenario.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26673" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pavilhaodosestadosunidos.jpg" alt="Pavilhão dos Estados Unidos na Exposição do Centenário da Independência do Brasil / e Monumentos" width="521" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://historiasemonumentos.blogspot.com/2014/11/exposicao-internacional-do-centenario.html" target="_blank">Pavilhão dos Estados Unidos na Exposição do Centenário da Independência do Brasil / Histórias  e Monumentos</a></p></div>
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<p>Uma estação de 500 watts, montada no alto do Corcovado pela Westinghouse Eletric International em combinação com a Companhia Telefônica Brasileira, irradiou músicas e um discurso do presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), surpreendendo os visitantes da Exposição Internacional do Rio de Janeiro, através de 80 receptores vindos dos Estados Unidos, que haviam sido distribuídos às autoridades e instalados em pontos centrais da cidade.</p>
<p>Após diversas apresentações, entre agosto e dezembro de 1922, dentre elas shows promovidos pela famíla Guinle em dois dos mais exclusivos clubes do país, o Fluminense, presidido por Arnaldo Guinle; e o Jockey Club do Rio de Janeiro, cujo presidente era Lineo de Paula Machado, marido de Celina Guinle; os <em>Oito Batutas</em> embarcaram no navio <em>Duque d´Osta</em> para uma temporada no Teatro Empire, em Buenos Aires, sob o comando do empresário José Segreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11588"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
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<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Os Batutas na imprensa brasileira em 1922</strong></em></span></h3>
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<p><em>Decadência do maxixe&#8230; </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8366"><em>O Paiz</em>, 4 de janeiro de 1922, última coluna</a>) – Na coluna “Artes e Artistas”, comentário sobre o fato dos <em>Oito Batutas</em> ser o único conjunto musical a privilegiar o maxixe.</p>
<p>Os <em>Oito Batutas</em> estrearam no Cine Theatro Abigail Maia, em Madureira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/9028"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de janeiro de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/4528"><em>A Noite</em>, 9 de janeiro de 1922, segunda coluna</a>)</p>
<p>Os <em>Oito Batutas</em> apresentavam-se no Cine-Theatro Abigail Maia, em Madureira. Mané Pequeno, imitador de caipiras também participava do espetáculo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/9115"><em>O Imparcial</em>, 11 de janeiro de 1922, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/8740"><em>O Jornal</em>, 12 de janeiro de 1922, última coluna</a>).</p>
<p>No Cine Theatro Fluminense, em São Cristóvão, com a participação dos <em>Oito Batutas </em>e a apresentação de duas peças, realização de um espetáculo em homenagem ao Clube de São Cristóvão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/9095"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de janeiro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/8788"><em>O Jornal</em>, 17 de janeiro, sexta coluna</a>).</p>
<p>Os <em>Oito Batutas</em> tocaram durante uma excursão marítima em comemoração aos 35 anos de formatura de uma turma de médicos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8463"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>No Trianon, participaram de uma festa em benefício de Christóvão Vasques (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8491"><em>O Paiz</em>, 17 de janeiro de 1922, sexta coluna</a>).</p>
<p>Artigo do jornalista e escritor Benjamin Costallat (1897 – 1961) fazendo uma pequena trajetória dos <em>Batutas</em> e criticando o <em>esnobismo imbecil</em> em relação à música popular brasileira e o racismo e defendendo a ida do conjunto para Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/5449"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de janeiro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Lançamento da música <em>A Carta</em>, de autoria de Pixinguinha (1897 &#8211; 1973) e M. Almeida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/4690"><em>A Noite</em>, 24 de janeiro de 1922, terceira coluna</a>).<strong> </strong></p>
<p>Sátira aos novos auxiliares do Ministério da Fazenda, chamando-o de <em>Oito Batutas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/7500"><em>D. Quixote</em>, 25 de janeiro de 1922</a>).</p>
<p><em>Os Oito Batutas vão dar concertos em Paris</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/9283" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 28 de janeiro de 1922, segunda coluna</a>).</p>
<p><em>Pelo que é nosso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/4739" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de janeiro de 1922</a>).</p>
<p>A Pátria saudou a viagem como <em>uma das expressões mais legítimas do que é nosso</em> (<em>A Pátria</em>, 28 de janeiro de 1922).</p>
<p>No dia 29 de janeiro de 1922, o grupo musical Oito Batutas embarcou no navio transatlântico <em>Massília</em> rumo à França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8610"><em>O Paiz</em>, 29 de janeiro de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na coluna <em>Aventuras de Motta e Chefe</em>, publicação de uma charge satirizando a ida dos <em>Oito Batutas</em> à Europa (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/13422"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de janeiro de 1922</a>).<strong> </strong></p>
<p><em>Crítica à ida dos Batutas a Paris. &#8220;Não sei se a coisa é para rir ou para chorar. Seja como for, o boulevard vai se ocupar de nós. Não do Brasil de Arthur Napoleão, de Osvaldo Cruz, de Rui Barbosa, de Oliveira Lima, não do Brasil expoente, do Brasil elite, mas do Brasil pernóstico, negróide e ridículo e de que la chanson oportunamente tomará conta&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/5751"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de fevereiro de 1922, segunda coluna</a>).</p>
<p><em>Meu diário</em></p>
<p><em>O sr. Benjamin Costallat, que é um dos nossos mais finos observadores, estava o ano passado em Paris, quando a sua confreira patrícia, a sra. Regina Regis, lá residente, fez representar num teatro qualquer uma peça “genuinamente brasileira” por ela assim inculcada ao público e, como tal, por esse vivamente aplaudida. Nessa assistência, contava-se a flor de nossa colônia na Cidade Luz. E o cronista não pode deixar de manifestar a sua indignação em correspondência para um jornal do Rio diante de um negroide obsceno das bananeiras e dos sambas que a sra. Regis se lembrara de impingir como as únicas coisas típicas de sua pátria à frivolidade boulevardière.</em></p>
<p><em>Eu recordei-me imediatamente do protesto de Costallat ao ler um dias desses do telegrama (informando) que o dançarino Duque embarcara com destino à capital francesa levando em sua companhia a troupe dos Oito Batutas. Esses “artistas” já estiveram aqui se exibindo no Teatro Moderno. São oito, aliás, nove desempenados pardavascos, que tocam viola, pandeiro e outros instrumentos rudimentares, acompanhando uns aos outros em cantigas do horrível gênero Catulo Cearense e dançando com exagero as cores da nossa Tersícopere bárbara.</em></p>
<p><em>Pois bem! É essa gente que Luiz Duque, o famoso bailarino do Luna Park, um dos ilustres reveladores de “La Mattchiqhe” ao velho mundo, vai fazer exibir no seu cassino, onde passa cotidianamente a gama de blasbenismos e do rastacuerismo internacional. Os Oito Batutas vão ser, dentro de pouco, o número “suco” do Luna e, diante deles, o parisiense blasé se espantará, excitando a sua perdida sensualidade diante das sortes daqueles mulatos audazes que pretendem representar o Brasil”.</em></p>
<p><em>E não haver uma política inexorável que legalmente os fisgasse pelo cós e os retirasse de bordo com manopla rija, impedindo-lhes a partida no liner da Mala Real! Impunemente, porém, os Oito Batutas lá vão rumo a Paris mais o Duque, que tem olho fino, mais fino mesmo que os pés e sabem como treinar para que eles se mostrem de verdade uns cotubas no remelexo, nas cantilenas estropeadas de Catulo, na música lúbrica dos choros. Para consagrá-los e desmoralizarem cada vez mais o seu país, lá estão a espera com os seus lugares reservados, os mesmíssimos brasileiros que aplaudiram a peça “nacionalista” da sra. Regis. E depois ainda nos queixamos quando chega por aqui um maroto estrangeiro que, de volta a penates, se dá a divertida tarefa de contar das serpentes e da pretalhada que viu no Brasil </em>(<span style="color: #000080;"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de fevereiro de 1922 – de um cronista que se identificava como <em>S</em></span>).</p>
<p>Foi noticiado que tanto o <em>Jornal do Commercio</em> como o <em>Diário de Pernambuco</em>, do Recife, criticaram a ida dos <em>Oito Batutas</em> à Europa com comentários racistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/13481"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1922, segunda coluna</a>).<strong> </strong></p>
<p>Crítica à ida dos <em>Oito Batutas</em> para a Europa. Menção à música <em>Ai, seu Mé</em>, uma sátira em torno da alegada passividade de Artur Bernardes (1875 – 1955), eleito presidente da República, em março de 1922  (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/9334">Correio da Manhã, 3 de fevereiro de 1922, sexta coluna</a></em>).<strong> </strong></p>
<p>De Barbacena, Leon Feranda enviou uma carta em francês criticando a ida dos <em>Oito Batutas</em> a Paris como representantes do Brasil como havia sido noticiado pelo jornal <em>A Noite</em>. O jornal O <em>Paiz </em>responde às críticas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8669"><em>O Paiz</em>, 4 de fevereiro de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na coluna “Ecos e Novidades”, comentário sobre a ida dos <em>Batutas</em> a Paris e crítica ao <em>esnobismo ignorante</em> <em>dos que nunca atentaram para as belezas da música popular</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/4807"><em>A Noite</em>, 4 de fevereiro de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Crítica ao esnobismo em torno da ida dos <em>Oito Batutas</em> a Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/5866"><em>A Província</em>, 15 de fevereiro de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>Notícia sobre a estreia, com sucesso, dos <em>Batutas</em>, em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/13767"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de fevereiro de 1922, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/5621"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de fevereiro de 1922, sétima coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Os “Batutas” em Paris</em>, de José Fortunato, em torno da polêmica da ida dos <em>Batutas</em> a Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/338109/32"><em>A Maçã</em>, 18 de fevereiro de 1922</a>).</p>
<p>O préstito do Club dos Democráticos durante o carnaval contou com um carro alegórico de crítica chamado <em>Oito Batutas</em>, onde eram tocados os tangos que mais agradaram ao público dos teatros cariocas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/9593"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de fevereiro de 1922, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/14013"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de março de 1922, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/9212"><em>O Jornal</em>, 28 de fevereiro de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>Notícia sobre o sucesso dos <em>Oito Batutas</em> no <em>pequeno teatro de Montmartre, Shéhérazade, sob a direção de Duque</em>, em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8968"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/9316"><em>O Jornal</em>, 10 de março de 1922, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Música Brasileira</em>, de Chrysantheme, Maria Cecília Bandeira de Melo Vasconcelos (1870 – 1948), elogiando a turnê dos <em>Oito Batutas</em>, em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/8237"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de março de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Matéria celebrando o sucesso dos<em> Batutas</em> em Paris (<em>Careta</em>, 1º de abril de 1922).</p>
<p><em>Quando o samba fala francês&#8230; </em>Publicação da letra do samba <em>Les Batutas</em>, composto por Pixinguinha<em> (</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/5987"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de abril de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Uma carta enviada pelo jornalista A. Floresta de Miranda de Paris defendeu e deu notícias das apresentações dos <em>Batutas</em> em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/85133"><em>Jornal do Recife,</em> 11 de abril de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Carta do jornalista A. Floresta de Miranda em defesa dos <em>Batutas</em> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/85133">(<em>Jornal do Recife,</em> 11 de abril de 1922, primeira coluna</a>).<strong> </strong></p>
<p><em>Os “Oito Batutas” representam a música vulgar carioca’</em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5564"><em>A Noite</em>, 19 de abril de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>Crítica sobre a temporada dos <em>Batutas</em> em Paris. Estariam fazendo sucesso.  <em>&#8230;está dando em resultado o cruzamento harmônico e melódico do nosso do samba com o cancan parisiense</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/14808"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de abril de 1922, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em um artigo sobre a universalidade da linguagem universal, o autor, Augusto de Lima (1859 – 1934), membro da Academia Brasileira de Letras, cita os <em>Oito Batutas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/10655"><em>O Imparcial</em>, 16 de junho de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Após cerca de 6 meses, em 14 de agosto de 1922, os Batutas voltaram ao Rio de Janeiro, a bordo do<em> Lutetia</em>. O paquete partiu de Bordeux, em 1º de agosto, e fez escalas em Boulogne-sur-mer, Vigo e Lisboa (<em>A Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/6623">1º de agosto, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/6770">14 de agosto</a> de 1922; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/6932"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1922, quarta coluna</a>; <em>O Paiz</em>, 15 de agosto de 1922, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10491">página 3</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10492">página 4</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/16736"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de agosto, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6826"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de agosto de 1922, última coluna</a>).</p>
<p>Pixinguinha declarou que não havia <em>animosidade contra os homens de cor na França</em>. Mencionou a presença de músicos de jazz em Paris e disse que os <em>Batutas</em> voltaram para o Brasil para tomar parte nas comemorações pelo centenário da Independência do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/11244"><em>O Imparcial</em>, 15 de agosto de 1922</a>).</p>
<p>O dançarino Duque, Antônio Lopes de Amorim Diniz (1884-1953), que também havia retornado de Paris, fez uma visita à redação da <em>Gazeta de Notícias</em> e revelou que pretendia abrir um curso de dança no Rio de Janeiro. Estava acompanhado de Donga (1891 – 1974) e de China (1888 – 1926). Foi noticiado que, em 17 de agosto, os Batutas apresentariam um repertório de músicas brasileiras, no Jockey Club em uma festa oferecida ao presidente do clube, Lineu de Paula Machado. No dia 6 de setembro, se apresentariam no Fluminense Futebol Clube no gênero <em>jazz band</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6833"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1922, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na coluna “Artes e Artistas” foi noticiado que, a convite da sra. Rasimi (1874 – 1954), diretora da Companhia do Ba-ta-clan, os <em>Oitos Batutas</em> haviam apresentado no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Theatro Lyrico</a> o repertório dos shows que haviam realizado em Paris. <em>“Não há dúvida nenhuma: mais uma vez os versos do trovador popular se justificam&#8230; ”A Europa continua a curvar-se ante o Brasil” </em>(<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10570">23 de agosto de 1922, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10610">27 de agosto, penúltima coluna</a>, de 1922; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/11624"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de agosto de 1922, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6913"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de agosto de 1922,segunda coluna</a>).</p>
<p>A senhora Rasimi ofereceu um almoço, na Ilha d´Água, a vários escritores, artistas e jornalistas brasileiros com uma apresentação dos <em>Oito Batutas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10582"><em>O Paiz</em>, 24 de agosto de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Propaganda e notícia da apresentação dos <em>Batutas</em> no Theatro Lyrico, no espetáculo de revista V´la Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10604"><em>O Paiz</em>, 26 de agosto de 1922</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/11647"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de agosto de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47601"><em>O Jornal</em>, 26 de agosto de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>No Palace Hotel, a esposa do adido naval dos Estados Unidos, a sra. Herbert Sparrow, ofereceu uma recepção com a apresentação dos <em>Oito Batutas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10672"><em>O Paiz</em>, 2 de setembro de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que os <em>Oito</em> <em>Batutas</em> trouxeram de Paris novas músicas: <em>Dádiva d´ Amor</em>, de Donga (1891 – 1974), e <em>Batutas</em>, samba de Pixinguinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/7019"><em>A Noite</em>, 5 de setembro de 1922, última coluna</a>).</p>
<p>Segundo artigo do poeta e compositor Hermes Fontes (1888 – 1930): <em>“Já cá estão os Oito Batutas, de volta de Paris, onde estragaram o sentimento brasileiro e a verdadeira poesia dos sertões”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/6019"><em>A Illustração Brasileira (FRA)</em>, 7 de setembro de 1922</a>).</p>
<p>Apresentação dos <em>Oito Batutas</em> na inauguração do Hotel Balneário Sete de Setembro, construído na Praia de Botafogo para as comemorações do centenário da independência do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10729"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1922, quarta coluna</a><em>; </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/11471"><em>O Imparcial</em>, 7 de setembro, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Propaganda da estreia dos <em>Oito Batutas</em> no Cine-Theatro Rialto (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10784">10 de setembro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10800">12 de setembro</a> de 1922; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/11828"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de setembro de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/11522"><em>O Imparcial</em>, 12 de setembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Os <em>Oito Batutas</em> foram contratados pelo prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Sampaio (1861 – 1930), para tocarem na festa, no alto do Corcovado, oferecida às delegações de Buenos Aires e de Montevidéu, presentes na cidade devido à comemoração do centenário da Independência do Brasil<em>. “Os Oito Batutas empurraram um maxixe eletrizante”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/11900"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de setembro, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5928"><em>O Combate</em>, 18 de setembro de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Participaram, no Teatro Municipal, de uma homenagem ao presidente de Portugal, Antônio José de Almeida. O ator Leopoldo Froes (1882 – 1932) e os músicos Catulo da Paixão Cearense (1863 – 1946) e Mario Pinheiro (1883 – 1923) também participaram do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/43550"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de setembro de 1922, última coluna</a>).</p>
<p>No Country Club, apresentação dos <em>Oito Batutas</em> e da <em>jazz band</em> Harry Kosarin´s (ou Kosarini) em um chá dançante em homenagem a estudantes sul-americanos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10886"><em>O Paiz</em>, 21 de setembro de 1922, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/11615"><em>O Imparcial</em>, 21 de setembro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A Sociedade Brasileira de Autores Teatrais havia aberto um inquérito contra os <em>Oito Batutas</em> devido a acusações feitas a eles por J. B. da Silva, o Sinhô (1888- 1930), e Francisco José Freire Junior (1881 – 1956). Segundo os compositores, os <em>Oito Batutas</em> haviam, sem autorização, editado, em Paris, trabalhos musicais da autoria deles. O relator foi Cardoso de Menezes, que pediu que o professor Duque fosse ouvido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/11610"><em>O Imparcial</em>, 21 de setembro de 1922, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/43961"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de outubro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/44045"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de outubro de 1922, segunda coluna</a>).</p>
<p>Os <em>Oito Batutas</em> tocaram na festa oferecida pelo Círculo da Imprensa para os jornalistas estrangeiros, presentes na cidade devido à comemoração do centenário da Independência do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/12097"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de outubro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Companhia Abigail Maia estava sendo esperada, com os <em>Oito Batutas</em>, em São Paulo, onde fariam apresentações no Teatro da República (<em>O Combate</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5973">2 de outubro de 1922, segunda coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/5977">3 de outubro, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Clara Hotel, apresentação dos <em>Oito Batutas</em> com o <em>delicioso exotismo de seus fox-trots parisiense</em>s (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/11775"><em>O Imparcial</em>, 7 de outubro de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>A valsa <em>Diza</em>, de autoria de China (1888 – 1926), irmão de Pixinguinha (1897 &#8211; 1973), e executada pelos <em>Oito Batutas</em> e pelas orquestras Cícero, Romeu Silva e Andreosi, foi editada pela Casa Viúva Guerreiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/10632"><em>O Jornal</em>, 1º de novembro de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>No Palácio das Festas, na Exposição do Centenário da Independência do Brasil, os <em>Oito Batutas</em> e uma banda militar foram as atrações musicais do baile promovido pela União dos Empregados no Comércio. O serviço de buffet foi do restaurante Falconi (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/7702"><em>A Noite</em>, 8 de novembro de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11366"><em>O Paiz</em>, 9 de novembro de 1922, segunda coluna</a>).</p>
<p>Tocaram na sala de espetáculos do Teatro Carlos Gomes, onde se apresentava o <em>vaudeville Surpresas da exposição</em>, do dramaturgo Gastão Tojeiro (1880 – 1965) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/18659"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de novembro de 1922, quinta coluna</a>); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/12275"><em>O Imparcial</em>, 28 de novembro de 1922, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Os <em>Oito Batutas</em> embarcaram no navio <em>Duque d´Osta</em> para uma temporada no Empire, em Buenos Aires, sob o comando do empresário José Segreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11588"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/10952"><em>O Jornal</em>, 3 de dezembro de 1922, quinta coluna</a><em>; </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/10453"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de dezembro de 1922, quinta coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/10952"> 1922, quinta coluna</a><em>; </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/10453"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de dezembro de 1922, quinta coluna</a>).</p>
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<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Uma brevíssima história dos Oito Batutas e Pixinguinha</em></strong></span></h3>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>“Se você tem 15 volumes para falar de toda a música popular brasileira, fique certo de que é pouco. Mas, se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido; escreva depressa: Pixinguinha”</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Ary Vasconcellos, crítico e historiador</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8912/pixinguinha04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8912" target="_blank">Augusto Malta. Da esquerda para a direita: Pixinguinha, Raul Palmieri, José Alves, China, Jacob Palmieri, Luís de Oliveira, Donga, Nelson Alves e o empresário José Segreto (cortado na foto), 24 de setembro de 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;É o melhor ser humano que conheço. E olha que o que eu conheço de gente não é fácil!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Vinícius de Moraes sobre Pixinguinha</p>
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<p>O elegante Cine Palais foi inaugurado, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880">avenida Rio Branco</a>, antiga avenida Central, no Rio de Janeiro, em 16 de julho de 1914. Ficava no edifício onde anteriormente localizava-se o Cine Pathé (Correio da Manhã, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/19826" target="_blank">12 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/19879" target="_blank">15 de julho</a> de 1914). Seu proprietário era o coronel Gustavo de Mattos (<em>Revista da Semana</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/22008">17 de julho</a>  e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/22055">24 de julho</a> de 1915).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26715" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/19879" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26715" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/palais.jpg" alt="Correio da Manhã, 15 de julho de 1914" width="311" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/19879" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 15 de julho de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apresentaram-se pela primeira vez, em abril de 1919, na sala de espera do Cine Palais, os<em> Oito Batutas</em>, formado por P<span style="color: #000000;">ixinguinha (flauta), Donga (violão), China (voz e violão), Nelson Alves (cavaquinho), os irmãos Raul (violão) e Jacob Palmieri (pandeiro); José Alves de Lima, o Zezé (bandolim e ganzá) e Luís de Oliveira (bandola e reco-reco). Todos os livros consultados pela pesquisa da Brasiliana Fotográfica apontam o dia 7 de abril de 1919 como o da estreia do grupo no Cine Palais, mas há registros nos jornais da época de apresentações anteriores a essa data (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/42301" target="_blank">2 de abril, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/42323" target="_blank">4 de abril, terceira coluna</a>, de 1919; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/72706" target="_blank"><em>Manchete</em>, 24 de setembro de 1966</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Pixiguinha já havia tocado flauta, em meados da década de 1910, na sala de projeção do Cine Palais, acompanhando os filmes mudos. </span></p>
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<div id="attachment_26469" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;pagfis=42350" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26469" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/cinepalais.jpg" alt="O Paiz, 7 de abril de 1919" width="290" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;pagfis=42350" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de abril de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia da criação do conjunto musical, que se tornaria lendário na história da música popular brasileira, foi de Isaac Frankel, gerente do cinema, como uma estratégia para resgatar o público que havia se afastado dos cinemas devido à violenta epidemia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866">gripe espanhola</a>, em 1918. Frankel havia ouvido, no carnaval de 1919, o <em>Grupo Caxangá,</em> do qual faziam parte, dentre mais de 15 músicos, Pixinguinha (1897 &#8211; 1973), Donga (1891 &#8211; 1974) e João Pernambuco (1883 &#8211; 1947), no coreto do Largo da Carioca, ao lado da sede da Sociedade Tenentes do Diabo. O Caxangá era, na década de 1910, uma das principais atrações do carnaval do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26685" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/caxanga1.jpg"><img class="size-full wp-image-26685" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/caxanga1.jpg" alt="Grupo Caxangá no carnaval de 1915 / Pixinguinha, vida e Obra" width="565" height="347" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo Caxangá no carnaval de 1914 / <em>Pixinguinha, Vida e Obra</em></p></div>
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<p>Em julho de 1919, os <em>Oito Batutas</em> também tocaram nas salas de espera dos teatros Carlos Gomes e São José, ambos do empresário e um dos pioneiros do cinema no Brasil, Paschoal Segreto (1868 – 1920) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43580" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de julho de 1919</a>). Em outubro, João Pernambuco integrava o conjunto, do qual o bandolinista José Alves de Lima havia se desligado.</p>
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<div id="attachment_26674" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/44648" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26674" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/opaiz.jpg" alt="O Paiz, 15 de outubro de 1919" width="325" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/44648" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As apresentações do grupo na sala de espera do Cine Palais, frequentado pela elite carioca, onde já haviam tocado os pianistas Oswaldo Cardoso de Menezes (1893 &#8211; 1935) e Luciano Gallet (1893 &#8211; 1931), fizeram muito sucesso e logo o conjunto ganhou admiradores como o músico Ernesto Nazareth (1863 &#8211; 1934), que tocava na sala de espera do concorrente Cine Odeon; o político Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923) e o empresário Arnaldo Guinle (1884 &#8211; 1963) que, como já mencionado, patrocinou uma turnê do grupo por estados do sudeste e do nordeste do Brasil, entre 1919 e 1920; e, em 1922, para Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26669" style="width: 701px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10361" target="_blank"><img class="wp-image-26669 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/batutas2.jpg" alt="batutas2" width="691" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10361" target="_blank">Os Oito Batutas, 1919 / Em pé, da esquerda para a direita: Pixinguinha, Donga, Raul Palmieri, China, Jacob Palmieri e o secretário José Alves. Sentados: Nelson Alves, João Pernambuco e Luís de Oliveira / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Estava programada uma apresentação dos<em> 8 Batutas</em> para os reis da Bélgica, que visitaram o Brasil entre 19 de setembro e 16 de outubro de 1920. Aconteceria durante o almoço que seria oferecido a eles pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Sampaio, na Mesa do Imperador. Porém uma chuva fez com que o evento fosse cancelado (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3214"><em>O Paiz</em>, 24 de setembro de 1920, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3225"><em>O Paiz</em>, 25 de setembro de 1920</a>).</p>
<p>Em 1º de dezembro de 1922, após a turnê de Paris, o conjunto seguiu em nova viagem internacional, desta vez para a Argentina e foram mesmo <em>Oito Batutas</em>: Pixinguinha (flauta e saxofone), Donga (violão e banjo), J. Tomás (bateria), China (violão e voz), Nelson Alves (cavaquinho e banjo), J. Ribas (piano), Josué de Barros (violão) e José Alves (bandolim e ganzá). Apresentaram-se em Buenos Aires, no Teatro Empire; em Rosário, La Plata e Chivilcoy (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11588"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1922, quarta coluna)</a>. A temporada foi um sucesso e terminou em abril de 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/14252" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de abril de 1923, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em 1927, os <em>Batutas</em> começaram a tocar no Cinema Odeon e fizeram uma turnê por Santa Catarina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/31424" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de agosto, segunda coluna</a>). Também se apresentaram em teatros e no espetáculo <em>Noites de Montmartre</em>, no Assyrio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/30798" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1927</a>), onde, de maio de 1928 a 1931, foram atração fixa.</p>
<p>Pixinguinha, Donga (1891 &#8211; 1974) e João da Baiana (1887 &#8211; 1974) criaram o Grupo da Guarda Velha, que substituiu os <em>Batutas</em> e foram um grande sucesso no carnaval de 1932. Os três músicos foram frequentadores da Casa de Tia Ciata (1854 &#8211; 1924), que ficava na <em>Pequena África no Brasil</em>, expressão baseada numa afirmação do cantor e pintor Heitor dos Prazeres (1898 &#8211; 1966) se referindo à área que começava no Porto do Rio de Janeiro e abrangia os atuais bairros da Saúde, Estácio, Santo Cristo, Gamboa e Cidade Nova, até a Praça Onze de Junho, que foi totalmente remodelada nos anos 1940 para a abertura da avenida Presidente Vargas. Foi  lá que, a partir da década de 1870, a comunidade baiana se estabeleceu no Rio de Janeiro, fazendo da área um local de concentração de diversas manifestações da cultura afro-brasileira.</p>
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<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.palmares.gov.br/?p=41345" target="_blank"><img src="http://www.palmares.gov.br/wp-content/uploads/2016/04/os-tr%C3%AAs.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.palmares.gov.br/?p=41345" target="_blank">Pixinguinha, João da Baiana e Donga / Fundação Palmares</a></p></div>
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<p>João da Baiana era filho de Prisciliana Maria Constança, e Donga, filho de Amélia Silvana de Araújo, tias baianas da Pequena África. Eras irmãs-de-santo da lendária Tia Ciata (1854 &#8211; 1924), Hilária Batista de Almeida, no terreiro de João Alabá, um dos principais babalorixás do candomblé  no Rio de Janeiro. Havia também as tias Bebiana, Carmen e Mônica, dentre outras, que fizeram de suas casas pontos de referência e de convívio, que garantiram a manutenção das tradições africanas na cidade. Nessas casas eram cultuadas a música e a religiosidade afro-brasileira. As casas de Tia Prisciliana e, principalmente, a de Tia Ciata foram espaços fundamentais da música popular carioca.</p>
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<div id="attachment_26699" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pequenaafrica.jpg"><img class="size-full wp-image-26699" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pequenaafrica.jpg" alt="O GLOBO, 26 de maio de 2019" width="582" height="440" /></a><p class="wp-caption-text">Região da Pequena África<em> / O GLOBO</em>, 26 de maio de 2019</p></div>
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<p>Entre a última década do século XIX e as primeiras décadas do século XX, a comunidade afrodescendente se reunia nessa região para praticar religiões de matriz africana e cantar sambas. Foi na casa de Tia Ciata, onde havia um terreiro de candomblé clandestino e onde os bambas do samba se encontravam, que o primeiro samba, registrado e gravado como tal, <em><a href="https://pixinguinha.com.br/discografia/pelo-telefone/" target="_blank">Pelo telefone</a>,</em> foi composto por Donga e Mauro de Almeida (1882 &#8211; 1956), em 1916. Foi lançado pela Odeon, em 1917. Existiu uma polêmica em torno de sua autoria: foi registrado por Donga, em 27 de novembro de 1916, mas teria sido uma criação coletiva. Houve uma troca de<em> petardos musicais</em> entre Sinhô (1888 &#8211; 1930), que estaria presente na casa de Tia Ciata quando o samba foi composto e a turma de Donga, dentre eles João da Baiana e Pixinguinha. Outra polêmica envolve o fato de ter sido mesmo o primeiro samba ou se foi o primeiro samba a fazer sucesso, já que alguns autores alegam que antes foram compostos os sambas <em>Em casa da baiana</em>, de 1911; e <em>A viola está magoada</em>, de 1914.</p>
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<div id="attachment_26740" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pixinguinha.com.br/resultado-busca/?keyword=pelo+telefone&amp;cpt=all" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26740" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/partitura.jpg" alt="Capa da partitura do samba “Pelo telefone”, de Donga e Mauro de Almeida / Acervo IMS" width="306" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pixinguinha.com.br/resultado-busca/?keyword=pelo+telefone&amp;cpt=all" target="_blank">Capa da partitura do samba “Pelo telefone”, de Donga e Mauro de Almeida / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Foi também na Pequena África que a <em>Deixa Falar</em>, considerada a primeira escola de samba, foi fundada, em 12 de agosto de 1928, pelos sambistas Bide, Mano Edgar, Brancura, Baiaco, dentre outros, além de Ismael Silva, que reinvidicava a expressão escola de samba. Eles se reuniam no Bar Apolo ou no Café Compadre, em frente à Escola Normal, no Largo do Estácio. Existiu até 1932, quando se apresentou como rancho carnavalesco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p>A Brasiliana Fotográfica agradece a colaboração de Bia Paes Leme, coordenadora de Música do Instituto Moreira Salles, e a de Fernando Krieger e Isadora Cirne, assistentes da Coordenadoria de Música do Instituto Moreira Salles, para a publicação desse artigo.</p>
<p>Para mais informações sobre Pixinguinha e os <em>Batutas</em>, inclusive para acessar <a href="https://pixinguinha.com.br/resultado-busca/?keyword=batutas&amp;cpt=gravacoes&amp;data_gravacao=&amp;data_lancamento=&amp;num_disco=&amp;num_matriz=" target="_blank">gravações</a> e mais <a href="https://pixinguinha.com.br/resultado-busca/?keyword=batutas&amp;cpt=photography&amp;data=" target="_blank">fotografias</a> do conjunto, acesse o site <a href="https://pixinguinha.com.br/" target="_blank"><em>Pixinguinha</em></a>, do Instituto Moreira Salles.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Mus02.1920x1080-640x360.jpg" alt="Abotoaduras que pertenceram a Pixinguinha. Arquivo Pixinguinha / Acervo IMS" width="640" height="360" /><p class="wp-caption-text">Abotoaduras que pertenceram a Pixinguinha/ Arquivo Pixinguinha / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALENCAR, Edigar. <em>O Fabuloso e Harmonioso Pixinguinha</em>. Rio de Janeiro: Editora Cátedra, 1979.</p>
<p>BARBOSA, Maria Ignes Correa da Costa. Gentíssima: 28 entrevistas. Cotia(SP) : Ateliê Editorial, 2007.</p>
<p>BASTOS, Rafael José de Menezes. <em><a href="https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/5yZkQ5DPjBGvjgzSCj77mWH/?format=pdf&amp;lang=pt">Les Batutas, 1922: uma antropologia da noite parisiense</a>. </em>Revista Brasileira de Ciências Sociais &#8211; vol. 20 nº 58 , munho de 2005.</p>
<p>BESSA, Virginia de Almeida. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-21032007-151952/publico/dissertacao.pdf" target="_blank"><em>&#8220;Um bocadinho de cada coisa&#8221;: trajetória e obra de Pixinguinha</em></a>. Universidade de São Paulo: Departamento de História, 2005.</p>
<p>BIANCHI, Leonor. <a href="https://revistadochoro.com/artigos/nos-somos-batutas/"><em>Nós somos batutas</em></a>. <em>Revista do Choro,</em> 1º de dezembro de 2019.</p>
<p><a href="http://batucadafantastica.blogspot.com/2018/01/j-tomas_30.html" target="_blank">Blog Batucada Fantástica</a></p>
<p><a href="https://www.intrinseca.com.br/blog/2015/10/os-guinle-e-a-musica-brasileira/" target="_blank">Blog Editora Intrínseca</a></p>
<p>BRAGA, Sebastião. <em>O lendário Pixinguinha</em>. Niterói, RJ : Muiraquitã, 1997.</p>
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<p><a href="https://dicionariompb.com.br/">Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira</a></p>
<p>DINIZ, André. <em>Almanaque do Choro. A história do chorinho: o que ouvir, o que ler, onde</em> <em>curtir</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar, 2003.</p>
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<p><a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/perfis_parlamentares_gilberto_amado.pdf" target="_blank">Perfis parlamentares &#8211; Gilberto Amado / Câmara dos Deputados</a></p>
<p><a href="https://antigo.funarte.gov.br/funarte/cronista-jota-efege-retrata-o-carnaval-carioca-em-livros-da-funarte/" target="_blank">Portal FUNARTE</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/04/pixinguinha-oito-batutas">Portal Fundação Biblioteca Nacional</a></p>
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<p><a href="https://revistadochoro.com/materia-de-capa/joao-pernambuco-um-batuta-esquecido-2/" target="_blank"><em>Revista do Choro</em></a>.</p>
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<p>SEIGEL, Micol. <em>Uneven Encounters: Making Race and Nation in Brazil and the United States</em>. Estados Unidos ; Duke University Press, 2009.</p>
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<p><a href="https://www.tiaciata.org.br/home" target="_blank">Site Casa da Tia Ciata</a></p>
<p><a href="http://daniellathompson.com/Texts/Le_Boeuf/cron.pt.5a.htm" target="_blank">Site Musica Brasiliensis -Crônicas bovinas</a></p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/temas/quero-ver-isso-de-maxixe-das-origens-na-cidade-nova-internacionalizacao-do-maxixe" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="http://obscurofichario.com.br/fichario/maria-lima-negri/" target="_blank">Site O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos</a></p>
<p><a href="http://www.orquestrapaulista.com.br/paginas/tela_julio.asp">Site Orquestra Paulista</a></p>
<p>TINHORÃO, José Ramos. <em>Pequena história da música popular</em>. São Paulo: Círculo do Livro, [s.d.]</p>
<p>ULHOA, Marta Tupinambá de; AZEVEDO, Claudia; TROTTA, Felipe. <em>Made in Brazil. Studies in Popular Music.</em> New York : Routledge, 2015.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os &#8220;Instantâneos Cruéis&#8221; de Monteiro Lobato</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 17:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[A Ciência a Caminho da Roça]]></category>
		<category><![CDATA[Adolfo Lutz]]></category>
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		<description><![CDATA[O contato de Monteiro Lobato com as pesquisas realizadas por cientistas de Manguinhos em suas expedições pelo Brasil, no início do século XX, em especial a viagem feita pelos sanitaristas Belisário Penna e Arthur Neiva, em 1912, impactaram a obra do escritor. Fotografias, batizadas por Lobato de "instantâneos cruéis", que retratavam a fome, a miséria e as doenças do povo brasileiro, faziam parte dessas pesquisas, que influenciaram a mudança da concepção de um de seus famosos personagens, o "Jeca Tatu", e fez com que ele se engajasse numa campanha pelo saneamento do país: "O Jeca não é assim: está assim". O pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fundação Oswaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica conta essa história no artigo "Os Instantâneos Cruéis de Monteiro Lobato".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O contato de Monteiro Lobato (1882 &#8211; 1948) com as pesquisas realizadas por cientistas de Manguinhos em suas <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8684">cinco expedições científicas pelo Brasil, no início do século XX</a>, em especial a viagem de cerca de sete meses feita pelos sanitaristas <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777">Belisário Penna (1868 &#8211; 1939)</a> e Arthur Neiva (1885 &#8211; 1945), em 1912, entre o norte da Bahia, o sudeste de Pernambuco, o sul do Piauí e Goiás de norte a sul, impactaram a obra do escritor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5094/IOC_V_ii_0227.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank">José Teixeira. Expedição do Instituto Oswaldo Cruz ao Nordeste e Centro Oeste : acampamento dos membros da expedição, entre eles Belisário Penna e Arthur Neiva (2° e 3° à esquerda), 1912. Piauí / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotografias produzidas por José Teixeira, fotógrafo da expedição, batizadas por Lobato de <em>instantâneos cruéis</em> em seu artigo <em>O problema do saneamento &#8211; O início da ação</em> (<em>O Estado de São Paulo</em>, 12 de maio de 1918, página 3, terceira coluna <em><strong>(1)</strong></em>), que retratavam a fome, a miséria e as doenças do povo brasileiro, faziam parte dessas pesquisas, que influenciaram a mudança da concepção de um de seus famosos personagens, o <em>Jeca Tatu</em>, e fez com que Lobato se engajasse numa campanha pelo saneamento do país: <em>O Jeca não é assim: está assim &#8211; </em>epígrafe de seu livro<em> Problema Vital,</em> publicado em fins de 1918, reunindo a série de artigos que havia escrito para o jornal <em>O Estado de São Paulo</em> no referido ano. Redefiniu o perfil do <em>Jeca Tatu</em>. Se em seus artigos de 1914 &#8211; <em>Velha Praga</em> e <em>Urupês</em> &#8211; o <em>Jeca</em> era definido a partir de sua natureza racial ou genética, agora eram as péssimas condições de saúde e higiene as causadoras da característica de indolência atribuída ao personagem.</p>
<p>Seu diagnóstico do Brasil havia se modificado, o saneamento das áreas rurais poderia transformar a realidade. A mudança de seu pensamento ancorava-se em sua crença otimista em relação à ciência. O pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fundação Oswaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica conta essa história no artigo <em>Os Instantâneos Cruéis de Monteiro Lobato</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26207" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://monteirolobato.com/linha-do-tempo/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26207" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/lobatofoto.jpg" alt="Monteiro Lobato / Site monteirolobato.com" width="365" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://monteirolobato.com/linha-do-tempo/" target="_blank">Monteiro Lobato / Site Monteiro Lobato</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias e negativos remanescentes das cinco expedições realizadas entre 1911 e 1913 pelo Insituto Oswaldo Cruz, com aproximadamente 1700 itens, foram produzidos por câmeras grandes, pesadas, que utilizavam negativos de gelatina seca sobre base de vidro no formato 13 x 18 centímetros. Sobre os fotógrafos conhece-se apenas dois, o já citado José Teixeira, que acompanhou a expedição Penna-Neiva, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://">João Stamato (1886-1951)</a>, cinegrafista do Rio de Janeiro´, na década de 1910, que documentou a expedição aos Vales dos Rios São Francisco e Tocantins, em 1911.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6122" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6122/IOC_V_II_0444.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="349" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6122" target="_blank">José Teixeira, fotógrafo dos instantâneos cruéis durante a expedição Penna-Neiva, 1912 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Os Instantâneos Cruéis de Monteiro Lobato</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"> Ricardo Augusto dos Santos*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6515" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6515/BP-06-TP-03-V1-011.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6515" target="_blank">José Teixeira. Doentes no sertão &#8211; Expedição Penna-Neiva, 2 de junho de 1912 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi em 1987 que tomei conhecimento da obra adulta de Monteiro Lobato (1882-1948). Naquele ano, a Casa de Oswaldo Cruz contratou-me para trabalhar no projeto de organização de fontes e publicação do álbum fotográfico<em> </em><a href="https://static.scielo.org/scielobooks/5vx2d/pdf/intituto-9788575413074.pdf"><em>A Ciência a Caminho da Roça</em></a>.</p>
<p>Que fontes eram essas? Tratava-se de um conjunto de imagens realizadas durante <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19524">cinco expedições científicas efetuadas entre 1911 e 1913</a> pelo Instituto Oswaldo Cruz. Essas viagens produziram relatórios, registros e fotografias, que descreviam as condições de vida nas regiões visitadas. Era esse material que uma equipe organizava, pesquisava e preparava a edição do texto.</p>
<p>Depois das primeiras reuniões com o grupo responsável pela produção do volume, atraído em estudar a ideologia nacionalista, encontrei o livro <em>Problema Vital <strong>(2)</strong>, </em>de Lobato. Publicado, em 1918, essa obra reúne 14 artigos veiculados no jornal <em>O Estado de São Paulo</em> daquele ano. Nestes textos, Lobato comentava sobre os problemas sociais do Brasil. Em determinado trecho, o autor falava de modo enfático sobre as imagens produzidas pelo fotógrafo José Teixeira durante uma dessas expedições científicas, a viagem liderada por Belisário Penna e Arthur Neiva. Segundo Lobato, as fotografias eram <strong><em>instantâneos cruéis</em></strong> que possuiriam força para alterar o diagnóstico do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=3&amp;query=%22Jos%C3%A9+Teixeira%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de José Teixeira disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26195" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank"><img class="wp-image-26195 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/detalhe1-1024x413.jpg" alt="detalhe" width="768" height="310" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank">Belisário Penna e Arthur Neiva durante expedição científica, em 1912, no Piauí. Detalhe da fotografia de José Teixeira</a></p></div>
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<p>Mas, que <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13880">cinco viagens foram essas</a>? Entre setembro de 1911 e fevereiro de 1912, Astrogildo Machado (1885 &#8211; 1945) e Antônio Martins (18?-19?), respectivamente pesquisador e farmacêutico do Instituto Oswaldo Cruz, percorreram os vales do São Francisco e do Tocantins com os técnicos da Estrada de Ferro Central do Brasil, responsáveis por estudos para um prolongamento que, a partir de Pirapora, deveria alcançar a cidade de Belém, no Pará.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5102" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5102/IOC%28AC-E%2911-114%20%281%29.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5102" target="_blank">João Stamato. Expedição aos vales dos rios São Francisco e Tocantins. Membros da Expedição, 1911. Vale do Tocantins / Acervo Casa de Oswaldo Cruz / Astrogildo Machado está sentado com as mãos entrelaçadas</a></p></div>
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<p>A serviço da Superintendência da Defesa da Borracha, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402">Carlos Chagas  (1878-1934)</a>, Antonio Pacheco Leão (1872 – 1931) e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446">João Pedroso Barreto de Albuquerque (1869 – 1936)</a> inspecionaram parte da bacia amazônica, no período de outubro de 1912 a março de 1913.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5096" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5096/IOC_V_II_0330.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5096" target="_blank">Expedição do Instituto Oswaldo Cruz ao Amazonas e Acre: Carlos Chagas e Pacheco Leão na Amazônia, 1913. São Gabriel da Cachoeira, Rio Negro, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz / Carlos Chagas está no centro do grupo e Pacheco Leão está a sua direita</a></p></div>
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<p>Entre março a outubro de 1912, a serviço da Inspetoria das Obras contra a Seca, três expedições exploraram o Nordeste e o Centro-Oeste do Brasil. Para o Ceará e o norte do Piauí, dirigiram-se <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446">João Pedro de Albuquerque (1874 &#8211; 1934)</a> e José Gomes de Faria (18? &#8211; 1962). Adolfo Lutz (1855 &#8211; 1940) e Astrogildo Machado desceram o Rio São Francisco de Pirapora até Juazeiro, visitando alguns de seus afluentes. Das cinco expedições científicas deste período, a viagem de Arthur Neiva e Belisário Penna foi a mais longa, percorrendo em trens, cavalos e burros, quatro mil quilômetros entre o norte da Bahia, o sudeste de Pernambuco, o sul do Piauí e Goiás de norte a sul.</p>
<p>Em 1916, o diário da jornada foi publicado no periódico <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em> com as fotos obtidas durante o trajeto. Este documento registrava em detalhes a miséria em que viviam as populações. Em um dos textos reunidos em <em>Problema Vital</em>, Lobato refere-se às fotos da expedição Penna-Neiva, ao falar de idéias capazes de mudar a realidade:</p>
<p><em>“A idéia do saneamento é uma. Bastou que a ciência experimental, após a série de <strong>instantâneos cruéis</strong> que o diário de viagem de Artur Neiva e Belisário Penna lhe pôs diante dos olhos, propalasse a opinião do microscópio, e esta fornecesse à parasitologia elementos para definitivas conclusões, bastou isso para que o problema brasileiro se visse, pela primeira vez, enfocado sob um feixe de luz rutilante. E instantaneamente vimo-la evoluir para o terreno da aplicação prática. E a idéia-força caminha avassaladoramente. Avassaladoramente e consoladora, porque o nosso dilema é este: ou doença ou incapacidade racial. É preferível optarmos pela doença.”</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Problema Vital.</em> Monteiro Lobato, 1918</p>
<div style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10268" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10268/IOC_V_II_0742.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="528" height="727" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10268" target="_blank">José Teixeira. Mulher com bócio &#8211; Expedição Penna-Neiva, setembro de 1912. Goiás / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>As expedições científicas deixaram marcas profundas no pensamento de seus participantes e, posteriormente, influenciaram os intelectuais que tiveram acesso aos relatórios e às fotografias. Para Lobato, o diário da viagem Penna-Neiva foi um documento revelador dos reais problemas do país. Inclusive, a partir do texto repleto das imagens cruéis, Lobato e um dos personagens criados por ele, o <em>Jeca Tatu,</em> sofreriam uma metamorfose.</p>
<p>O contato de Lobato com o diário provocou uma mudança de perspectiva do escritor a respeito do camponês. Quando surgiu o personagem, em 1914, em pequeno artigo jornalístico, o <em>Jeca Tatu</em> era um retrato pessimista do camponês do Vale do Paraíba. Naquela conjuntura, Lobato estava alinhado com o pensamento dominante na passagem do século XIX para o XX, adotando as teorias cientificistas para refletir a nacionalidade brasileira. Entre os primeiros anos do século, o determinismo biológico era hegemônico no Brasil.</p>
<p>Em 1918, entretanto, Lobato assumiria outro ponto de vista. Certamente, um dos fatores que propiciaram a mudança está no encontro de Lobato com o diário e, especialmente, com os <em>Instantâneos Cruéis</em>. Seu diagnóstico do Brasil foi se alterando. Doravante, o saneamento das áreas rurais poderia transformar a realidade. Como o personagem <em>Jeca</em> se transformou?</p>
<p>Nascido como alegoria do trabalhador rural, em artigo escrito em 1914<em>, Jeca Tatu</em> tornou-se sinônimo de homem do campo. Inclusive, através de sua narrativa, uma empresa de produtos farmacêuticos difundiu um tônico, propagando os seus valores terapêuticos, chegando a circular em milhões de exemplares do folheto <em>Jeca Tatuzinho</em> distribuído colado ao “<em>fortificante</em>”. A presença do símbolo do homem da roça em campanhas de educação higiênica, especialmente as direcionadas ao controle das endemias rurais, ajudou a popularizar os cuidados com a higiene individual e a saúde pública nas primeiras décadas do século.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6124" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6124/IOC_V_II_0515.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6124" target="_blank">José Teixeira. Escola &#8211; Expedição Penna-Neiva. São Raimundo Nonato, PI / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Caricatura do caipira brasileiro, o <em>Jeca</em> é um dos mais conhecidos personagens de nossa cultura. De caboclo preguiçoso e indolente à vítima da doença, a trajetória do matuto desenvolvido por Lobato está relacionada ao papel conferido às políticas de saúde pública e educação para o desenvolvimento econômico do país. Trata-se de uma das representações sociais da identidade nacional, em que se articula o retrato doente da sociedade, especialmente dos trabalhadores rurais, à regeneração do povo por meio da ação do Estado.</p>
<p>Portanto, a série de artigos compilados em livro (1918) evidenciam uma mudança de perspectiva do caboclo brasileiro<em>.</em> Naquela altura de sua trajetória, Lobato estava influenciado pelo conjunto de teorias científicas surgidas na Europa. Criado como símbolo do camponês, <em>Jeca Tatu</em> estava ancorado no racismo científico ainda dominante. Para as idéias cientificistas, o clima, a localização geográfica e a raça determinavam a evolução e hierarquia das sociedades humanas.</p>
<p>Lobato denunciava uma corrente de interpretação ufanista dos elementos culturais nacionais, atribuindo ao <em>Jeca</em>, espécie degenerada em sua origem mestiça indígena e portuguesa, e adaptada ao ambiente natural, a responsabilidade pelos problemas do universo rural. Esse primeiro<em> Jeca</em> era incapaz de participação no trabalho do mundo moderno.</p>
<p>Contudo, o enfoque mudaria. Surgiria um segundo <em>Jeca</em>. E o diagnóstico seria outro. Se o determinismo biológico representava um problema grave, uma herança nociva, o saneamento poderia transformar cientificamente a realidade. No livro <em>Problema Vital</em>, encontramos um Lobato entusiasta da microbiologia e parasitologia.</p>
<p>A primeira aparição do <em>Jeca</em> data de novembro de 1914, no texto <em>Velha Praga <strong>(3)</strong></em>, no qual Lobato se insurgia contra as queimadas de roça e descrevia o modo de vida dos camponeses. Nesta obra, aparecem os nomes de <em>Manoel Peroba</em>, <em>Chico Marimbondo</em> e <em>Jeca Tatu</em>.</p>
<p>Porém, segue-se um novo artigo com o título de <em>Urupês <strong>(4)</strong></em>, onde Lobato fornece um panorama do sertanejo e seu modo de vida, em oposição a uma literatura que exaltava romanticamente o homem rural como um guerreiro imbatível. Para Lobato, então fazendeiro no interior paulista, a explicação para a apatia e a incapacidade produtiva do <em>Jeca</em> encontrava-se nas facilidades de sobrevivência proporcionadas pela mandioca, milho e cana:<em> </em></p>
<p><em>“Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade! Da terra só quer a mandioca, o milho e a cana. A primeira, por ser um pão já amassado pela natureza. Basta arrancar uma raiz e deitá-la nas brasas. Não impõe colheita, nem exige celeiro. O vigor das raças humanas está na razão direta da hostilidade ambiente.”</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Urupês</em>, Lobato(1914)</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6126" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6126/IOC_V_II_0682.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6126" target="_blank">José Teixeira. Fornecimento de água &#8211; Expedição Penna-Neiva, março de 1912 . Estrada de Ferro Bahia &#8211; São Francisco, BA / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Em 1918, Lobato lançou o livro <em>Urupês <strong>(5)</strong></em>, reunindo contos, incluindo os artigos <em>Velha Praga</em> e <em>Urupês</em>. Nestas páginas militantes, Lobato critica o caboclo modorrento e o ufanismo que identificava o Brasil como um paraíso. No entanto, Lobato estava progressivamente participando da campanha pelo saneamento das áreas rurais. Ele estava em contato com os médicos Arthur Neiva, Belisário Penna, Renato Kehl e demais membros do movimento sanitarista. Assim, nascia um novo <em>Jeca</em>: o <em>Jeca</em> dos artigos reunidos em <em>Problema Vital</em>.</p>
<p>Esse segundo <em>Jeca</em> padecia das mesmas enfermidades, mas após entrar em contato com a ciência médica, curava-se das moléstias que o levavam a ser apático; tornava-se trabalhador, enriquecia e transformava-se em exemplo para os vizinhos. Esta narrativa foi publicada com o título de<em> Jeca Tatu. A Ressurreição</em>. Conhecida como <em>Jeca Tatuzinho</em>, chegou a milhões de exemplares através do <em>Almanaque de Produtos Farmacêuticos Fontoura</em>.</p>
<p>Mas, se a personagem mudava, o seu criador também mudaria. Em meados dos anos 40, surgiria um terceiro <em>Jeca</em>: o <em>Zé Brasil</em>. Este <em>Jeca</em> não era preguiçoso. Nem doente, mas um trabalhador explorado. A figura do caipira nacional aparecia pela terceira vez na literatura<em> lobatiana</em>. Neste momento, superando a intolerância em relação ao primeiro <em>Jeca</em> (<em>Velha Praga</em> e <em>Urupês</em>) e o paternalismo presente em relação ao segundo, o <em>Jeca Tatuzinho</em>. Como entendermos a mudança do primeiro para o segundo <em>Jeca</em>? Algumas respostas podem ser buscadas nos já citados artigos publicados em <em>O Estado de S. Paulo </em>e reunidos no <em>Problema Vital</em>, por decisão da Sociedade de Eugenia de São Paulo e da Liga Pró-Saneamento do Brasil.</p>
<p>Se em <em>Urupês</em> e <em>Velha Praga</em> (1914) Lobato atribuía preponderância às teses raciais e climáticas para a pobreza, chegando a culpar o trabalhador do campo por sua condição, nos artigos redigidos quatro anos mais tarde, refletia sobre a questão nacional do saneamento. É através de uma explicação científica que Lobato, preocupado com a reprodução da força de trabalho improdutiva, mudaria a sua concepção do caipira. A ineficiência do <em>Jeca</em> não era devido à inferioridade racial, mas sim um problema sanitário. A epígrafe do livro <em>Problema Vital</em> traduz a ideia: <em>O Jeca não é assim, está assim</em>. O caboclo é pobre porque é doente e assim não produz. A mudança de concepção passava pela crença otimista de Lobato na ciência.</p>
<p>De raça e clima, o problema que inviabilizava a construção da nação deslocou-se para a doença que passou a ser considerada a origem de todos os males.<strong> </strong>O <em>Jeca</em> permanecia incapaz, porém encontrava-se vitimado pelas doenças. No futuro, a ciência o absolveria da sua incapacidade. A educação o capacitaria para a vida e trabalho. A parasitologia, a bacteriologia e a microbiologia libertariam seu corpo dos agentes patogênicos. A higiene o protegeria dos micro-organismos.</p>
<p>Lobato continuava a atacar a visão ufanista e romantizada do campo. Todavia, chamando a atenção para a realidade dos sertões e associando a verdadeira realidade com as fotos. Lobato usaria com frequência as representações metafóricas das imagens fotográficas.</p>
<p>Contemporâneo do processo de modernização que pretendia transformar a sociedade brasileira nas primeiras décadas do século passado, Lobato lançou um olhar crítico sobre sua época. Constantemente, demonstrava crença no progresso e na ciência como verdade única e totalizante. As fotografias veiculadas no relatório causariam um grande impacto, ao revelarem um Brasil doente e pobre que vivia à margem da civilização que as cidades do litoral, em particular a capital da República, supunham personificar. Embora quase todas as fotos sejam fortes documentos das condições e modos de vidas das populações camponesas, até hoje, as imagens de doentes causam grande impacto.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9335" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9335/BP%28F-VPP%294-14.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9335" target="_blank">José Teixeira. Doentes &#8211; Expedição Penna-Neiva, setembro de 1912. Asilo de São Francisco de Paula, Goiás / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p><em>“Nós, se fôramos poetas, escreveríamos um poema trágico com a descrição das misérias, das desgraças dos nossos infelizes sertanejos abandonados. A poesia das paisagens e dos panoramas ficaria apagada pela tragédia, pela desolação e pela miséria dos infelizes habitantes sertanejos, nossos patrícios. Aos nossos filhos, que aprendem nas escolas que a vida simples de nossos sertões é cheia de poesia e de encantos, pela saúde de seus habitantes, pela fartura do solo e generosidade da natureza, ficariam sabendo que nessas regiões se desdobra mais um quadro infernal, que só poderia ser mais magistralmente descrito pelo DANTE imortal.”</em></p>
<p style="text-align: right;">Belisário Penna e Arthur Neiva.</p>
<p style="text-align: right;">Viagem científica pelo norte da Bahia, sudoeste de Pernambuco, sul do Piauí e de norte a sul de Goiás, 1916.</p>
<p><em> </em></p>
<div style="width: 480px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10267" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10267/IOC_V_II_0736.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="470" height="646" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10267" target="_blank">José Teixeira. Doente com bócio &#8211; Expedição Penna-Neiva, 1912. Santa Rita do Rio Preto, Bahia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div id="attachment_26199" style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/jeca.jpg"><img class="size-full wp-image-26199" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/jeca.jpg" alt="Capa do Folheto" width="379" height="506" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do folheto que acompanhava o Biotônico Fontoura</p></div>
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<p><strong> </strong></p>
<p>*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Indicação Bibliográfica:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DOS SANTOS, Ricardo Augusto<em>. Lobato, os Jecas e a Questão Racial no Pensamento Social Brasileiro. Revista Achegas. </em>Número 7, maio de 2003. <a href="http://www.achegas.net/numero/sete/ricardo_santos.htm">http://www.achegas.net/numero/sete/ricardo_santos.htm</a></p>
<p>DOS SANTOS, Ricardo Augusto. <em>O Plano de Educação Higiênica de</em> <em>Belisário Penna</em>: 1900-1930. Dynamis. 2012, vol. 32, n. 1, pp. 45-68.<a href="https://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0211-95362012000100003&amp;lng=es&amp;nrm=iso">https://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0211-95362012000100003&amp;lng=es&amp;nrm=iso</a></p>
<p>THIELEN,Eduardo Vilela; ALVES, Fernando Antonio Pires; BENCHIMOL, Jaime Larry;ALBUQUERQUE, Marli Brito de; DOS SANTOS, Ricardo Augusto; WELTMAN, Wanda Latmann. <em>A ciência a caminho da roça: imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao interior do Brasil entre 1911 e 1913. </em> 3ª edição. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2018.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Notas da editora:</strong></span></p>
<p><em><strong>(1)</strong> </em>- Artigo <em>O problema do saneamento &#8211; O início da ação</em>, publicado no <em>O Estado de São Paulo</em> de 12 de maio de 1918, quando Monteiro Lobato usa a exxpressão <em>instantâneos cruéis</em>.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/saneamento1.jpg"><img class=" size-full wp-image-26208 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/saneamento1.jpg" alt="saneamento1" width="292" height="499" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/saneamento2.jpg"><img class=" size-full wp-image-26209 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/saneamento2.jpg" alt="saneamento2" width="291" height="539" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/saneamento3.jpg"><img class=" size-full wp-image-26210 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/saneamento3.jpg" alt="saneamento3" width="298" height="513" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>(2)</strong></em> &#8211; Artigo <em>Problema Vital</em>, de Lima Barreto, sobre os livros <em>Urupês</em> e <em>Problema Vital</em>, publicado na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/351130/296"><em>Revista Contemporânea</em> de 22 de fevereiro de 1919</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26202" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/351130/296" target="_blank"><img class="wp-image-26202 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/problemavital.jpg" alt="problemavital" width="332" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/351130/296" target="_blank"><em>Revista Contemporânea</em>, 22 de fevereiro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<div style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.redalyc.org/journal/3373/337345746009/html/" target="_blank"><img src="https://www.redalyc.org/journal/3373/337345746009/337345746009_gf2.png" alt="Figura 1:" width="393" height="569" /></a><p class="wp-caption-text">Primeira edição do livro <em>Problema Vital</em>, lançado em fins de 1918</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>(3)</strong></em> O artigo <em>Velha Praga</em>, de autoria de Monteiro Lobato, foi publicado em 12 de novembro de 1914, no jornal <em>O Estado de São Paulo, </em>na página 3, quinta coluna. Pela primeira vez, <em>Jeca Tatu</em> foi citado.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Velha Praga</em></strong></span></p>
<p><em>Andam todos em nossa terra por tal forma estonteados com as proezas infernais dos belacíssimos “vons” alemães, que não sobram olhos para enxergar males caseiros.</em></p>
<p><em>Venha, pois, uma voz do sertão dizer às gentes da cidade que se lá fora o fogo da guerra lavra implacável, fogo não menos destruidor devasta nossas matas, com furor não menos germânico.</em></p>
<p><em>Em agosto, por força do excessivo prolongamento do inverno, “von Fogo” lambeu montes e vales, sem um momento de tréguas, durante o mês inteiro.</em></p>
<p><em>Vieram em começos de setembro chuvinhas de apagar poeira e, breve, novo “verão de sol” se estirou por outubro adentro, dando azo a que se torrasse tudo quanto escapara à sanha de agosto.</em></p>
<p><em>A serra da Mantiqueira ardeu como ardem aldeias na Europa, e é hoje um cinzeiro imenso, entremeado aqui e acolá, de manchas de verdura – as restingas úmidas, as grotas frias, as nesgas salvas a tempo pela cautela dos aceiros. Tudo mais é crepe negro.</em></p>
<p><em>À hora em que escrevemos, fins de outubro, chove. Mas que chuva caínha! Que miséria d’água! Enquanto caem do céu pingos homeopáticos, medidos a conta-gotas, o fogo, amortecido mas não dominado, amoita-se insidioso nas piúcas,a fumegar imperceptivelmente, pronto para rebentar em chamas mal se limpe  o céu e o sol lhe dê a mão.</em></p>
<p><em>Preocupa à nossa gente civilizada o conhecer em quanto fica na Europa por dia, em francos e cêntimos, um soldado em guerra; mas ninguém cuida de calcular os prejuízos de toda sorte advindos de uma assombrosa queima destas. As velhas camadas de humus destruídas; os sais preciosos que, breve, as enxurradas deitarão fora, rio abaixo, via oceano; o rejuvenescimento florestal do solo paralizado e retrogradado; a destruição das aves silvestres e o possível advento de pragas insetiformes; a alteração para piora do clima com a agravação crescente das secas; os vedos e aramados perdidos; o gado morto ou depreciado pela falta de pastos; as cento e uma particularidades que dizem respeito a esta ou aquela zona e, dentro delas, a esta ou aquela “situação” agrícola.</em></p>
<p><em>Isto, bem somado, daria algarismos de apavorar; infelizmente no Brasil subtrai-se; somar ninguém soma&#8230;</em></p>
<p><em>É peculiar de agosto, e típica, esta desastrosa queima de matas; nunca, porém, assumiu tamanha violência, nem alcançou tal extensão, como neste tortíssimo 1914 que, benza-o Deus, parece aparentado de perto com o célebre ano 1000 de macabra memória. Tudo nele culmina, vai logo às do cabo, sem conta nem medida. As queimas não fugiram à regra.</em></p>
<p><em>Razão sobeja para, desta feita, encarnarmos a sério o problema. Do contrário a Mantiqueira será em pouco tempo toda um sapezeiro sem fim, erisipelado de samambaias – esses dois términos à uberdade das terras montanhosas.</em></p>
<p><em>Qual a causa da renitente calamidade?</em></p>
<p><em>E mister um rodeio para chegar lá.</em></p>
<p><em>A nossa montanha é vítima de um parasita, um piolho da terra, peculiar ao solo brasileiro como o “Argas” o é aos galinheiros ou o “Sarcoptes mutans” à perna das aves domésticas. Poderíamos, analogicamente, classificá-lo entre as variedades do “Porrigo decalvans”, o parasita do couro cabeludo produtor da “pelada”, pois que onde ele assiste<a name="_ftnref2"></a> se vai despojando a terra de sua coma vegetal até cair em morna decrepitude, núa e descalvada. Em quatro anos, a mais ubertosa região se despe dos jequitibás magníficos e das perobeiras milenárias – seu orgulho e grandeza, para, em achincalhe crescente, cair em capoeira, passar desta à humildade da vassourinha e, descendo sempre, encruar definitivamente na desdita do sapezeiro – sua tortura e vergonha.</em></p>
<p><em>Este funesto parasita da terra é o CABOCLO, espécie de homem baldio, semi-nômade, inadaptável à civilização, mas que vive à beira dela na penumbra das zonas fronteiriças. À medida que o progresso vem chegando com a via férrea, o italiano, o arado, a valorização da propriedade, vai ele refugindo em silêncio, com o seu cachorro, o seu pilão, a picapau<a name="_ftnref3"></a><a href="https://queimadas.dgi.inpe.br/~rqueimadas/material3os/mlobato.htm#_ftn3"><sup>]</sup></a> e o isqueiro, de modo a sempre conservar-se fronteiriço, mudo e sorna. Encoscorado numa rotina de pedra, recua para não adaptar-se.</em></p>
<p><em>É de vê-lo surgir a um sítio novo para nele armar a sua arapuca de “agregado; nômade por força de vago atavismos, não se liga à terra, como o campônio europeu “agrega-se”, tal qual o “sarcopte”, pelo tempo necessário à completa sucção da seiva convizinha; feito o que, salta para diante com a mesma bagagem com que ali chegou.</em></p>
<p><em>Vem de um sapezeiro para criar outro. Coexistem em íntima simbiose: sapé e caboclo são vidas associadas. Este inventou aquele e lhe dilata os domínios; em troca o sapé lhe cobre a choça e lhe fornece fachos para queimar a colméia das pobres abelhas.</em></p>
<p><em>Chegam silenciosamente, ele e a “sarcopta” fêmea, esta com um filhote no útero, outro ao peito, outro de sete anos à ourela da saia – este já de pitinho na boca e faca à cinta. Completam o rancho um cachorro sarnento – Brinquinho, a foice, a enxada, a picapau, o pilãozinho de sal, a panela de barro, um santo encardido, três galinhas pévas e um galo índio. Com estes simpes ingredientes, o fazedor de sapezeiros perpetua a espécie e a obra de esterilização iniciada com os remotíssimos avós.</em></p>
<p><em>Acampam.</em></p>
<p><em>Em três dias uma choça, que por eufemismo chamam casa, brota da terra como um urupê. Tiram tudo do lugar, os esteios, os caibros, as ripas, os barrotes, o cipó que os liga, o barro das paredes e a palha do teto. Tão íntima é a comunhão dessas palhoças com a terra local, que dariam idéia de coisa nascida do chão por obra espontânea da natureza – se a natureza fosse capaz de criar coisas tão feias.</em></p>
<p><em>Barreada a casa, pendurado o santo, está lavrada a sentença de morte daquela paragem.</em></p>
<p><em>Começam as requisições. Com a picapau o caboclo limpa a floresta das aves incautas. Pólvora e chumbo adquire-os vendendo palmitos no povoado vizinho. É este um traço curioso da vida do caboclo e explica o seu largo dispêndio de pólvora; quando o palmito escasseia, raream os tiros, só a caça grande merecendo sua carga de chumbo; se o palmital se extingue, exultam as pacas: está encerrada a estação venatória.</em></p>
<p><em>Depois ataca a floresta. Roça e derruba, não perdoando ao mais belo pau. Árvores diante de cuja majestosa beleza Ruskin choraria de comoção, ele as derriba, impassível, para extrair um mel-de-pau escondido num ôco.</em></p>
<p><em>Pronto o roçado, e chegado o tempo da queima, entra em funções o isqueiro. Mas aqui o “sarcopte” se faz raposa. Como não ignora que a lei impõe aos roçados um aceiro de dimensões suficientes à circunscrição do fogo, urde traças para iludir a lei, cocando dest’arte a insigne preguiça e a velha malignidade.</em></p>
<p><em>Cisma o caboclo à porta da cabana.</em></p>
<p><em>Cisma, de fato, não devaneios líricos, mas jeitos de transgredir as posturas com a responsabilidade a salvo. E consegue-o. Arranja sempre um álibi demonstrativo de que não esteve lá no dia do fogo.</em></p>
<p><em>Onze horas.</em></p>
<p><em>O sol quase a pino queima como chama. Um “sarcopte” anda por ali, ressabiado. Minutos após crepita a labareda inicial, medrosa, numa touça mais seca; oscila incerta; ondeia ao vento; mas logo encorpa, cresce, avulta, tumultua infrene e, senhora do campo, estruge fragorosa com infernal violência, devorando as tranqueiras, estorricando as mais altas frondes, despejando para o céu golfões de fumo estrelejado de faíscas.</em></p>
<p><em>É o fogo-de-mato!</em></p>
<p><em>E como não o detém nenhum aceiro, esse fogo invade a floresta e caminha por ela a dentro, ora frouxo, nas capetingas  ralas, ora maciço, aos estouros, nas moitas de taquaruçú; caminha sem tréguas, moroso e tíbio quando a noite fecha, insolente se o sol o ajuda.</em></p>
<p><em>E vai galgando montes em arrancadas furiosas, ou descendo encostas a passo lento e traiçoeiro até que o detenha a barragem natural dum rio, estrada ou grota noruega.</em></p>
<p><em>Barrado, inflete para os flancos, ladeia o obstáculo, deixa-o para trás, esgueira-se para os lados – e lá continua o abrasamento implacável. Amordaçado por uma chuva repentina, alapa-se nas piúcas, quieto e invisível,  para no dia seguinte, ao esquentar do sol, prosseguir na faina carbonizante.</em></p>
<p><em>Quem foi o incendiário? Donde partiu o fogo?</em></p>
<p><em>Indaga-se, descobre-se o Nero: é um urumbeva qualquer, de barba rala, amoitado num litro de terra litigiosa.</em></p>
<p><em>E agora? Que fazer? Processá-lo?</em></p>
<p><em>Não há recurso legal contra ele. A única pena possível, barata, fácil e já estabelecida como praxe, é “tocá-lo”.</em></p>
<p><em>Curioso este preceito: “ao caboclo, toca-se”.</em></p>
<p><em>Toca-se, como se toca um cachorro importuno, ou uma galinha que vareja pela sala. E tão afeito anda ele a isso, que é comum ouví-lo dizer: “Se eu fizer tal coisa o senhor não me toca?”</em></p>
<p><em>Justiça sumária – que não pune, entretanto, dado o nomadismo do paciente.</em></p>
<p><em>Enquanto a mata arde, o caboclo regala-se.</em></p>
<p><em>-       Êta fogo bonito!</em></p>
<p><em>No vazio de sua vida semi-selvagem, em que os incidentes são um jacú abatido, uma paca fisgada n’água ou o filho novimensal, a queimada é o grande espetáculo do ano, supremo regalo dos olhos e dos ouvidos.</em></p>
<p><em>Entrado setembro, começo das “águas”, o caboclo planta na terra em cinzas um bocado de milho, feijão e arroz; mas o valor da sua produção é nenhum diante dos males que para preparar uma quarta de chão ele semeou.</em></p>
<p><em>O caboclo é uma quantidade negativa. Tala cincoenta alqueires de terra para extrair deles o com que passar fome e frio durante o ano. Calcula as sementeiras pelo máximo da sua resistência às privações. Nem mais, nem menos. “Dando para passar fome”, sem virem a morrer disso, ele, a mulher e o cachorro – está tudo muito bem; assim fez o pai, o avô; assim fará a prole empanzinada que naquele momento brinca nua no terreiro.</em></p>
<p><em>Quando se exaure a terra, o agregado muda de sítio. No lugar fica a tapera e o sapezeiro. Um ano que passe e só este atestará a sua estada ali; o mais se apaga como por encanto. A terra reabsorve os frágeis materiais da choça e, como nem sequer uma laranjeira ele plantou, nada mais lembra a passagem por ali do Manoel Peroba, do Chico Marimbondo, do <strong>Jéca Tatú</strong> ou outros sons ignaros, de dolorosa memória para a natureza circunvizinha.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong>(4)</strong></em> &#8211; O artigo <em>Urupês</em>, que deu nome ao livro de contos lançado em 1918, foi publicado no jornal <em>O Estado de São Paulo</em>, de 23 de dezembro de 1914, na página 6, quinta coluna.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Urupês</em></strong></span></p>
<p><em>Esboroou-se o balsâmico indianismo de Alencar ao advento dos Rondons que, ao invés de imaginarem índios num gabinete, com reminiscências de Chateaubriand na cabeça e a Iracema aberta sobre os joelhos, metem-se a palmilhar sertões de Winchester em punho.</em></p>
<p><em>Morreu Peri, incomparável idealização dum homem natural como o sonhava Rousseau, protótipo de tantas perfeições humanas que no romance, ombro a ombro com altos tipos civilizados, a todos sobrelevava em beleza d’alma e corpo.</em></p>
<p><em>Contrapôs-lhe a cruel etnologia dos sertanistas modernos um selvagem real, feio e brutesco, anguloso e desinteressante, tão incapaz, muscularmente, de arrancar uma palmeira, como incapaz, moralmente, de amar Ceci.</em></p>
<p><em>Por felicidade nossa – a de D. Antonio de Mariz – não os viu Alencar; sonhou-os qual Rousseau. Do contrário lá teríamos o filho de Arará a moquear a linda menina num bom braseiro de pau brasil, em vez de acompanhá-la em adoração pelas selvas, como o Ariel benfazejo do Paquequer.</em></p>
<p><em>A sedução do imaginoso romancista criou forte corrente. Todo o clã plumitivo deu de forjar seu indiozinho refegado de Peri e Atala. Em sonetos, contos e novelas, hoje esquecidos, consumiram-se tabas inteiras de aimorés sanhudos, com virtudes romanas por dentro e penas de tucano por fora.</em></p>
<p><em>Vindo o público a bocejar de farto, já céptico ante o crescente desmantelo do ideal, cessou no mercado literário a procura de bugres homéricos, inúbias, tacapes, borés, piágas e virgens bronzeadas. Armas e heróis desandaram cabisbaixos, rumo ao porão onde se guardam os móveis fora de uso, saudoso museu de extintas pilhas elétricas que a seu tempo galvanizaram nervos. E lá acamam poeira cochichando reminiscências com a barba de D. João de Castro, com os frankisks de Herculano, com os frades de Garrett e que tais…</em></p>
<p><em>Não morreu, todavia.</em></p>
<p><em>Evoluiu.</em></p>
<p><em>O indianismo está de novo a deitar copa, de nome mudado. Crismou-se de “caboclismo”. O cocar de penas de arara passou a chapéu de palha rebatido à testa; o ocara virou rancho de sapé; o tacape afilou, criou gatilho, deitou ouvido e é hoje espingarda troxadal o boré descaiu lamentavelmente para pio de inambu; a tanga ascendeu a camisa aberta ao peito.</em></p>
<p><em>Mas o substrato psíquico não mudou: orgulho indomável, independência, fidalguia, coragem, virilidade heróica, todo o recheio em suma, sem faltar uma azeitona, dos Perís e Ubirajaras.</em></p>
<p><em>Estes setembrino rebrotar duma arte morta inda se não desbagoou de todos os frutos. Terá o seu “I Juca Pirama”, o seu “Canto do Piaga” e talvez dê ópera lírica.</em></p>
<p><em>Mas, completado o ciclo, virão destroçar o inverno em flor da ilusão indianista os prosaicos demolidores de ídolos – gente má e sem poesia. Irão os malvados esgaravatar o ícone com as curetas da ciência. E que feias se hão de entrever as caipirinhas cor de jambo de Fagundes Varela! E que chambões e sornas os Peris de calça, camisa e faca à cinta!</em></p>
<p><em>Isso, para o futuro. Hoje ainda há perigo em bulir no vespeiro: o caboclo é o “Ai Jesus!” nacional.</em></p>
<p><em>É de ver o orgulhoso entono com que respeitáveis figurões batem no peito exclamando com altivez: sou raça de caboclo!</em></p>
<p><em>Anos atrás o orgulho estava numa ascendência de tanga, inçada de penas de tucano, com dramas íntimos e flechaços de curare.</em></p>
<p><em>Dia virá em que os veremos, murchos de prosápia, confessar o verdadeiro avô: – um dos quatrocentos de Gedeão trazidos por Tomé de Souza¹ num barco daqueles tempos, nosso mui nobre e fecundo “Mayflower”.</em></p>
<p><em>Porque a verdade nua manda dizer que entre as raças de variado matiz, formadoras da nacionalidade e metidas entre o estrangeiro recente e o aborígene de tabuinha no beiço, uma existe a vegetar de cócoras, incapaz de evolução, impenetrável ao progresso. Feia e sorna, nada a põe de pé.</em></p>
<p><em>Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito histórico e o país desperta estrouvinhado à crise duma mudança de dono, o caboclo ergue-se, espia e acocora-se de novo.</em></p>
<p><em>Pelo 13 de Maio, mal esvoaça o florido decreto da Princesa e o negro exausto larga num uf! o cabo da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça, ‘magina e deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de novo.</em></p>
<p><em>A 15 de Novembro troca-se um trono vitalício pela cadeira quadrienal. O país bestifíca-se ante o inopinado da mudança.² O caboclo não dá pela coisa.</em></p>
<p><em>Vem Florianol estouram as granadas de Custódiol Gumercidndo bate às portas de Roimal Incitatus derranca o país.³ O caboclo continua de cócoras, a modorrar…</em></p>
<p><em>Nada o esperta. Nenhuma ferrotoada o põe de pé. Social, como individualmente, em todos os atos da vida, Jéca, antes de agir, acocora-se.</em></p>
<p><em>Jéca Tatu é um piraquara do Paraíba, maravilhoso epítome de carne onde se resumem todas as características da espécie.</em></p>
<p><em>Hei-lo que vem falar ao patrão. Entrou, saudou. Seu primeiro movimento após prender entre os lábios a palha de milho, sacar o rolete de fumo e disparar a cusparada d’esguicho, é sentar-se jeitosamente sobre os calcanhares. Só então destrava a língua e a inteligência.</em></p>
<p><em>– “Não vê que…</em></p>
<p><em>De pé ou sentado as idéias se lhe entramam, a língua emperra e não há de dizer coisa com coisa.</em></p>
<p><em>De noite, na choça de palha, acocora-se em frente ao fogo para “aquentá-lo”, imitado da mulher e da prole.</em></p>
<p><em>Para comer, negociar uma barganha, ingerir um café, tostas um cabo de foice, fazê-lo noutra posição será desastre infalível. Há de ser de cócoras.</em></p>
<p><em>Nos mercados, para onde leva a quitanda domingueira, é de cócoras, como um faquir do Bramaputra, que vigia os cachinhos de brejaúva ou o feixe de três palmitos.</em></p>
<p><em>Pobre J’[eca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!</em></p>
<p><em>Jéca mercador, Jéca lavrador, Jéca fisólofo…</em></p>
<p><em>Quando comparece às feiras, todo mundo logo advinha o que ele traz: sempre coisas que a natureza derrama pelo mato e ao homem só custa o gesto de espichar a mão e colher – cocos de tucum ou jissara, guabirobas, bacuparis, maracujás, jataís, pinhões, orquídeas ou artefatos de taquara-poca – peneiras, cestinhas, samburás, tipitis, pios de caçador ou utensílios de madeira mole – gamelas, pilõesinhos, colheres de pau.</em></p>
<p><em>Nada Mais.</em></p>
<p><em>Seu grande cuidado é espremer todas as conseqüências da lei do menor esforço – e nisto vai longo.</em></p>
<p><em>Começa na morada. Sua casa de sapé e lama faz sorrir aos bichos que moram em toca e gargalhar ao joão-de-barro. Pura biboca de bosquimano. Mobília, nenhuma. A cama é uma espipada esteira de peri posta sobre o chão batido.</em></p>
<p><em>Às vezes se dá ao luxo de um banquinho de três pernas – para hospedes. Três pernas permitem equilíbrio inútil, portanto, meter a Quarta, o que ainda o obrigaria a nivelar o chão. Para que assentos, se a natureza os dotou de sólidos, rachados calcanhares sobre os quais se sentam?</em></p>
<p><em>Nenhum talher. Não é a munheca um talher completo – colher, garfo e faca a um tempo?</em></p>
<p><em>No mais, umas cuias, gamelinhas, um pote esbeiçado, a pichorra e a panela de feijão.</em></p>
<p><em>Nada de armários ou baús. A roupa, guarda-a no corpo. Só tem dois parelhosl um que traz no uso e outro na lavagem.</em></p>
<p><em>Os mantimentos apaióla nos cantos da casa.</em></p>
<p><em>Inventou um cipó preso à cumieira, de gancho na ponta e um disco de lata no alto, alí pendura o toucinho, a salvo dos gatos e ratos.</em></p>
<p><em>Da parede pende a espingarda picapau, o polvarinho de chifre, o S. Benedito defumado, o rabo de tatu e as palmas bentas de queimar durante as fortes trovoadas. Servem de gaveta os buracos da parede.</em></p>
<p><em>Seus remotos avós não gozaram maiores comodidades. Seus netos não meterão Quarta perna ao banco. Para que? Vive-se bem sem isso.</em></p>
<p><em>Se pelotas de barro caem, abrindo seteiras na parede, Jéca não se move a repô-las. Ficam pelo resto da vida os buracos abertos, a entremostrarem nesgas de céu.</em></p>
<p><em>Quando a palha do teto, apodrecida, greta em fendas por onde pinga a chuva, Jéca, em vez de remendar a tortura, limita-se, cada vez que chove, a aparar numa gamelinha a água gotejante…</em></p>
<p><em>Remendo… Para que? Se uma casa dura dez anos e faltam “apenas ” nove para que ele abandone aquela? Esta filosofia economiza reparos.</em></p>
<p><em>Na mansão de Jéca a parede dos fundos bojou para fora um ventre empanzinado, ameaçando ruir; os barrotes, cortados pela umidade, oscilam na podriqueira do baldrame. Afim de neutralizar o desaprumo e prevenir suas conseqüências, ele grudou na parede uma Nossa Senhora enquadrada em moldurinha amarela – santo de mascate.</em></p>
<p><em>– “Por que não remenda essa parede, homem de Deus?</em></p>
<p><em>– “Ela não tem coragem de cair. Não vê a escora?</em></p>
<p><em>Não obstante, “por via das dúvidas” , quando ronca a trovoada Jéca abandona a toca e vai agachar-se no ôco dum velho embirussu do quintal – para se saborear de longe com a eficácia da escora santa.</em></p>
<p><em>Um pedaço de pau dispensaria o milagre! mas entre pendurar o santo e tomar da foice, subir ao morro, cortar a madeira, atorá-la, baldeá-la e especar a parede, o sacerdote da Grande lei do Menor Esforço não vacila. É coerente.</em></p>
<p><em>Um terreirinho descalvado rodeia a casa. O mato o beira. Nem árvores frutíferas, nem horta, nem flores – nada revelador de permanência.</em></p>
<p><em>Há mil razões para isso; porque não é sua a terral porque se o “tocarem” não ficará nada que a outrem aproveite; porque para frutas há o mato; porque a “criação” come; porque…</em></p>
<p><em>– “Mas, criatura, com um vedozinho por ali… A madeira está à mão, o cipó é tanto…”</em></p>
<p><em>Jéca, interpelado, olha para o morro coberto de moirões, olha para o terreiro nu, coça a cabeça e cuspilha.</em></p>
<p><em>– “Não paga a pena”.</em></p>
<p><em>Todo o inconsciente filosofar do caboclo grulha nessa palavra atravessada de fatalismo e modorra. Nada paga a pena. Nem culturas, nem comodidades. De qualquer jeito se vive.</em></p>
<p><em>Da terra só quer a mandioca, o milho e a cana. A primeira, por ser um pão já amassado pela natureza. Basta arrancar uma raiz e deitá-la nas brasas. Não impõe colheita, nem exige celeiro. O plantio se faz com um palmo de rama fincada em qualquer chão. Não pede cuidados. Não a ataca a formiga. A mandioca é sem vergonha.</em></p>
<p><em>Bem ponderado, a causa principal da lombeira do caboclo reside nas benemerências sem conta da mandioca. Talvez que sem ela se pusesse de pé e andasse. Mas enquanto dispuser de um pão cujo preparo se resume no plantar, colher e lançar sobre brasas, Jéca não mudará de vida. O vigor das raças humanas está na razão direta da hostilidade ambiente. Se a poder de estacas e diques o holandês extraiu de um brejo salgado a Holanda, essa jóia do esforço, é que ali nada o favorecia. Se a Inglaterra brotou das ilhas nevoentas da Caledônia, é que lá não medrava a mandioca. Medrasse, e talvez os víssemos hoje, os ingleses, tolhiços, de pé no chão, amarelentos, mariscando de peneira no Tamisa. Há bens que vêm para males. A mandioca ilustra este avesso de provérbio.</em></p>
<p><em>Outro precioso auxiliar da calaçaria é a cana. Dá rapadura, e para Jéca, simplificador da vida, dá garapa. Como não possui moenda, torce a pulso sobre a cuia de café um rolete, depois de bem massetados os nós; açucara assim a beberagem, fugindo aos trâmites condutores do caldo de cana à rapadura.</em></p>
<p><em>Todavia, est modus in rebus. E assim como ao lado do restolho cresce o bom pé de milho, contrasta com a cristianíssima simplicidade do Jéca a opulência de um seu vizinho e compadre que “está muito bem.” A terra onde mora é sua. Possui ainda uma égua, monjolo e espingarda de dois canos. Pesa nos destinos políticos do país com o seu voto e nos econômicos com o polvilho azedo de que é fabricante, tendo amealhado com ambos, voto e polvilho, para mais de quinhentos mil réis no fundo da arca.</em></p>
<p><em>Vive num corrupio de barganhas nas quais exercita uma astúcia nativa muito irmã da de Bertoldo. A esperteza última foi a barganha de um cavalo cego por uma égua de passo picado. Verdade é que a égua mancava das mãos, mas ainda assim valia dez mil réis mais do que o rossinante zanaga.</em></p>
<p><em>Esta e outras celebrizaram-lhe os engrimanços potreiros num raio de mil braças, grangeando-lhe a incondicional e babosa admiração do Jéca, para quem, fino como o compadre, “home” … nem mesmo o vigário de Itaóca!.</em></p>
<p><em>Aos domingos vai à vila bifurcado na magreza ventruda da Serena; leva apenso à garupa um filho e atrás o potrinho no trote, mais a mulher, com a criança nova enrolada no chale. Fecha o cortejo o indefectível Brinquinho, a resfolgar com um palmo de língua de fora.</em></p>
<p><em>O fato mais importante de sua vida é sem dúvida votar no governo. Tira nesse dia da arca a roupa preta do casamento, sarjão furadinho de traça e todo vincado de dobras, entala os pés num alentado sapatão de bezerro; ata ao pescoço um colarinho de bico e, sem gravata, ringindo e mancando, vai pegar o diploma de eleitor às mãos do chefe Coisada, que lho retém para maior garantia da fidelidade partidária.</em></p>
<p><em>Vota. Não sabe em quam, mas vota. Esfrega a pena no livro eleitoral, arabescando o aranhol de gatafunhos a que chama “sua graça”.</em></p>
<p><em>Se há tumulto, chuchurrea de pé firme, com heroísmo, as porretadas oposicionistas, e ao cabo segue para a casa do chefe, de galo cívico na testa e colarinho sungado para trás, afim de novamente lhe depor nas mão o “diploma”.</em></p>
<p><em>Grato e sorridente, o morubixaba galardoa-lhe o heroísmo, flagrantemente documentado pelo latejar do couro cabeludo, com um aperto de munheca e a promessa, para logo, duma inspetoria de quarteirão.</em></p>
<p><em>Representa este freguês o tipo clássico do sitiante já com um pé fora da classe. Exceção, díscolo que é, não vem ao caso. Aqui tratamos da regra e a regra é Jéca Tatu.</em></p>
<p><em>O mobiliário cerebral de Jéca, à parte o suculento recheio de superstições, vale o do casebre. O banquinho de três pés, as cuias, o gancho de toucinho, as gamelas, tudo se reedita dentro de seus miolos sob a forma de idéias: são as noções práticas da vida, que recebeu do pai e sem mudança transmitirá aos filhos.</em></p>
<p><em>O sentimento de pátria lhe é desconhecido. Não tem sequer a noção do país em que vive. Sabe que o mundo é grande, que há sempre terras para diante, que muito longe está a Corte com os graúdos e mais distante ainda a Bahia, donde vêm baianos pernósticos e cocos.</em></p>
<p><em>Perguntem ao Jéca quem é o presidente da República.</em></p>
<p><em>– “O homem que manda em nós tudo?</em></p>
<p><em>– “Sim.</em></p>
<p><em>– “Pois de certo que há de ser o imperador.</em></p>
<p><em>Em matéria de civismo não sobe de ponto.</em></p>
<p><em>– “Guerra? T’esconjuro! Meu pai viveu afundado no mato p’ra mais de cinco anos por causa da guerra grande. (4) Eu, para escapar do “reculutamento”, sou inté capaz de cortar um dedo, como o meu tio Lourenço…</em></p>
<p><em>Guerra, defesa nacional, ação administrativa, tudo quanto cheira a governo resume-se para o caboclo numa palavra apavorante – “reculutamento”.</em></p>
<p><em>Quando em princípios da Presidência Hermes andou na balha um recenseamento esquecido a Offenbach, o caboclo tremeu e entrou a casar em massa. Aquilo “havera de ser reculutamento”, e os casados, na voz corrente, escapavam à redada.</em></p>
<p><em>A sua medicina corre parelhas com o civismo e a mobília – em qualidade. Quantitativamente, assombra. Da noite cerebral pirilampejam-lhe apozemas, cerotos, arrobes e eletuários escapos à sagacidade cômica de Mark Twain. Compendia-os um Chernoviz não escrito, monumento de galhofa onde não há rir, lúgubre como é o epílogo. A rede na qual dois homens levam à cova as vítimas de semelhante farmacopéia é o espetáculo mais triste da roça.</em></p>
<p><em>Quem aplica as mezinhas é o “curador”, um Eusébio Macário de pé no chão e cérebro trancado como muita de taquaruçu. O veículo usual das drogas é sempre a pinga – meio honesto de render homenagem à deusa Cachaça, divindade que entre eles ainda não encontrou heréticos.</em></p>
<p><em>Doenças hajam que remédios não faltam.</em></p>
<p><em>Para bronquite, é um porrete cuspir o doente na boca de um peixe vivo e soltá-lo: o mal se vai com o peixe água abaixo…</em></p>
<p><em>Para “quebranto de ossos”, já não é tão simples a medicação. Tomam-se três contas de rosário, três galhos de alecrim, três limas de bico, três iscas de palma benta, três raminhos de arruda, três ovos de pata preta (com casca; sem casca desanda) e um saquinho de picumã! mete-se tudo numa gamela d’água e banha-se naquilo o doente, fazendo-o tragar três goles da zurrapa. É infalível.</em></p>
<p><em>O específico da brotoeja consiste em cozimento de beiço de pote para lavagens. Ainda há aqui um pormenor de monta; é preciso que antes do banho a mãe do doente molhe na água a ponta de sua trança. As brotoejas saram como por encanto.</em></p>
<p><em>Para dor de peito que “responde na cacunda”, cataplasma de “jasmim de cachorro” é um porrete.</em></p>
<p><em>Além desta alopatia, para a qual contribui tudo quanto de mais repugnante e inócuo existe na natureza, há a medicação simpática, baseada na influição misteriosa de objetos, palavras e atos sobre o corpo humano.</em></p>
<p><em>O ritual bizantino dentro de cujas maranhas os filhos do Jéca vêm ao mundo, e do qual não há fugir sob pena de gravíssimas conseqüências futuras, daria um in-fólio d’alto fôlego ao Sílvio Romero bastante operoso que se propusesse a compendiá-lo.</em></p>
<p><em>Num parto difícil nada tão eficaz como engolir três caroços de feijão mouro, de passo que a parturiente veste pelo avesso a camisa do marido e põe na cabeça, também pelo avesso, o seu chapéu. Falhando esta simpatia, há um derradeiro recurso: colar no ventre encruado a imagem de S. Benedito.</em></p>
<p><em>Nesses momentos angustiosos outra mulher não penetre no recinto sem primeiro defumar-se ao fogo, nem traga na mão caça ou peixe. A criança morreria pagã. A omissão de qualquer destes preceitos fará chover mil desgraças na cabeça do chorincas recém- nascido.</em></p>
<p><em>A posse de certos objetos confere dotes sobrenaturais. A invulnerabilidade às facadas ou cargas de chumbo é obtida graças à flor da samambaia.</em></p>
<p><em>Esta planta, conta Jéca, só floresce uma vez por ano, e só produz em cada samambaial uma flor. Isto à meia noite, no dia de S. Bartolomeu. É preciso ser muito esperto para colhe-la, porque também o diabo anda à cata. Quem consegue pegar uma, ouve logo um estouro e tonteia ao cheiro de enxofre – mas livra-se de faca e chumbo pelo resto da vida.</em></p>
<p><em>Todos os volumes do Larousse não bastariam para catalogar-lhes as crendices, e como não há linhas divisórias entre estas e a religião, confundem-se ambas em maranhada teia, não havendo distinguir onde pára uma e começa outra.</em></p>
<p><em>A idéia de Deus e dos santos torna-se jéco-cêntrica. São os santos os graúdos lá de cima, os coronéis celestes, debruçados no azul para espreitar-lhes a vidinha e intervir nela ajudando-os ou castigando-os, como os metediços deuses de Homero. Uma torcedura de pé, um estrepe, o feijão entornado, o pote que rachou, o bicho que arruinou – tudo diabruras da corte celeste, para castigo de más intenções ou atos.</em></p>
<p><em>Daí o fatalismo. Se tudo movem cordéis lá de cima, para que lutar, reagir? Deus quis. A maior catástrofe é recebida com esta exclamação, muito parenta do “Allah Kébir” do beduíno.</em></p>
<p><em>E na arte?</em></p>
<p><em>Nada.</em></p>
<p><em>A arte rústica do campônio europeu é opulenta a ponto de constituir preciosa fonte de sugestões para os artistas de escol. Em nenhum país o povo vive sem a ela recorrer para um ingênuo embelezamento da vida. Já não se fala no camponês italiano ou teutônico, filho de alfobres mimosos, propícios a todas as florações estéticas. Mas o russo, o hirsuto mujique a meio atolado em barbarie crassa. Os vestuários nacionais da Ucrânia nos quais a cor viva e o sarapantado da ornamentação indicam a ingenuidade do primitivo, os isbas da Lituânia, sua cerâmica, os bordados, os móveis, os utensílios de cozinha, tudo revela no mais rude dos campônios o sentimento da arte.</em></p>
<p><em>No samoieda, no pele-vermelha, no abexim, no Papua, un arabesco ingênuo costuma ornar-lhes as armas – como lhes ornam a vida canções repassadas de ritmos sugestivos.</em></p>
<p><em>Que nada é isso, sabido como já o homem pré-histórico, companheiro do urso das cavernas, entalhava perfis de mamutes em chifres de rena.</em></p>
<p><em>Egresso à regra, não denuncia o nosso caboclo o mais remoto traço de um sentimento nascido com o troglodita.</em></p>
<p><em>Esmerilhemos o seu casebre: que é que ali denota a existência do mais vago senso estético? Uma chumbada no cabo do relho e uns ziguezagues a canivete ou fogo pelo roliço do porretinho de guatambú. É tudo.</em></p>
<p><em>Às vezes surge numa família um gênio musical cuja fama esvoaça pelas redondezas. Ei-lo na viola concentra-se, tosse, cuspilha o pigarro, fere as cordase “tempera” , E fica nisso, no tempero.</em></p>
<p><em>Dirão: e a modinha?</em></p>
<p><em>A modinha, como as demais manifestações de arte popular existentes no país, é obra do mulato, em cujas veias o sangue recente do europeu, rico de atavismos estéticos, borbulha d’envolta com o sangue selvagem, alegre e são do negro.</em></p>
<p><em>O caboclo é soturno.</em></p>
<p><em>Não canta senão rezas lúgubres.</em></p>
<p><em>Não dança senão o cateretê aladainhado.</em></p>
<p><em>Não esculpe o cabo da faca, como o cabila.</em></p>
<p><em>Não compõe sua canção, como o felá do Egito.</em></p>
<p><em>No meio da natureza brasílica, tão rica de formas e cores, onde os ipês floridos derramam feitiços no ambiente e a infolhescência dos cedros, às primeiras chuvas de setembro, abre a dança dos tangarás; onde há abelhas de sol, esmeraldas vivas, cigarras, sabiás, luz, cor, perfume, vida dionisíaca em escachôo permanente, o caboclo é o sombrio urupê de pau podre a modorrar silencioso no recesso das grotas.</em></p>
<p><em>Só ele não fala, não canta, não ri, não ama.</em></p>
<p><em>Só ele, no meio da tanta vida, não vive…</em></p>
<p><em><span style="color: #000000;"><strong>(5) </strong></span>O livro Urupês foi lançado em 1918 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/189740/2337">Vida Moderna, 11 de julho de 1918</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39898"> O Paiz, 14 de agosto de 1918, terceira coluna</a>). No mesmo ano foi lançada uma segunda edição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31068">Fon-Fon, 21 de setembro de 1918</a>).</em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_26198" style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Urup%C3%AAs_(livro)#/media/Ficheiro:Urup%C3%AAs_capa_(1918).jpeg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26198" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/urupes.jpg" alt="Capa da primeira edição do livro Urupês, de Monteiro Lobato, com ilustração de " width="272" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Urup%C3%AAs_(livro)#/media/Ficheiro:Urup%C3%AAs_capa_(1918).jpeg" target="_blank">Capa da primeira edição do livro Urupês, de Monteiro Lobato, com ilustração de José Wasth Rodrigues (1891 &#8211; 1957)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26203" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/urupesarua13718.jpg"><img class="wp-image-26203 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/urupesarua13718.jpg" alt="urupesarua13718" width="702" height="270" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/6624" target="_blank"><em>A Rua</em>, 13 de julho de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/30961" target="_blank"><img class="  wp-image-26205 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/lobato-1024x451.jpg" alt="lobato" width="768" height="338" /></a></p>
<div id="attachment_26206" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/30961" target="_blank"><img class="wp-image-26206 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/lobato1.jpg" alt="lobato1" width="580" height="193" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/30961" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 7 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Reunia os artigos <em>Velha Praga</em> e <em>Urupês</em>, ambos, como já mencionado, publicados no <em>O Estado de São Paulo</em>, em 1914, além de mais 12 contos, escritos entre 1915 e 1917: <em>O estigma</em>, <em>Bocatorta</em>, <em>O mata-pau</em>, <em>Bucólica</em>, <em>Meu conto de Maupassant</em>, <em>A colcha de retalhos</em>, <em>Pollice Verso</em>, <em>O engraçado arrependido, Um suplício moderno, O comprador de fazendas, Os faroleiros</em> e<em> A Vingança da Peroba. </em>A maior parte dos contos já havia sido publicado na <em>Revista do Brasil</em>, lançada em janeiro de 1916 e adquirida por Lobato em junho de 1918.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>O &#8220;artista fotógrafo&#8221; Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 13:13:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O fotógrafo Louis Jacques Piereck (1880- 1931) é o autor do retrato destacado no sexto artigo da série "Feministas, graças a Deus", sobre Júlia Medeiros (1896 - 1972), publicado na Brasiliana Fotográfica, em 12 de dezembro de 2020. De origem austríaca e nascido em Campinas, ele atuou no Recife, entre fins do século XIX e nas primeiras décadas do XX. Considerado talentoso, tinha muito prestígio na sociedade pernambucana e em seu estabelecimento, a Photographia Piereck, eram produzidos "os mais perfeitos trabalhos". Sua especialidade eram "retratos, grupos de criança e o bello sexo".  É de sua autoria o último retrato de João Pessoa (1878 - 1930), produzido em seu ateliê no dia do assassinato do político. Assim como Júlia de Medeiros, Piereck também teve um fim de vida trágico: suicidou-se, em 1931, ingerindo uma alta dose de oxianureto de mercúrio, em sua residência.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O &#8220;artista fotógrafo&#8221; Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20488" style="width: 234px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/49681" target="_blank"><img class="wp-image-20488 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/piereck.jpg" alt="Louis Piereck / Jornal Pequeno, 20 de novembro de 1931" width="224" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/49681" target="_blank">Louis Piereck / <em>Jornal Pequeno</em>, 20 de novembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O fotógrafo Louis Jacques Piereck (1880- 1931) é o autor do retrato destacado no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746" target="_blank">sexto artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221;, sobre Júlia Medeiros (1896 &#8211; 1972)</a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de dezembro de 2020. De origem austríaca e nascido em Campinas, em 13 de outubro de 1880, ele atuou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, entre fins do século XIX e nas primeiras décadas do XX. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822" target="_blank">Pernambuco</a>, a partir da década de 1850, com a chegada de vários fotógrafos estrangeiros e o estabelecimento de diversos ateliês fotográficos, tornou-se uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Piereck foi contemporâneo do português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a> e do pernambucano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a>, dentre outros. Considerado talentoso, tinha muito prestígio na sociedade pernambucana e, em seu estabelecimento, a Photographia Piereck, eram produzidos &#8220;<em>os mais perfeitos trabalhos</em>&#8220;. Anunciava como sua especialidade &#8220;<em>retratos, grupos de criança e o bello sexo</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22201" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8445" target="_blank"><img class="wp-image-22201" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/moçalinda.jpg" alt="moçalinda" width="517" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8445" target="_blank">Louis Piereck. Maria dos Anjos Correia de Araújo, s/d. Usina Timboassú, Escada, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muito provavelmente Louis aprendeu seu ofício de fotógrafo convivendo com profissionais em estabelecimentos fotográficos onde seu pai, o pintor acadêmico austríaco Ferdinand (Fernando) Piereck (1844 &#8211; 1925), trabalhou como, por exemplo, os ateliês de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21156" target="_blank">Henrique Rosén (1840 &#8211; 1892)</a>, em Campinas; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, no Recife; e o de Carlos Hoenen (18? &#8211; ?), em São Paulo. Em 1870, Ferdinand esteve pela primeira vez no Brasil, onde todos os seus cinco filhos, que teve com a tcheca Elizabeth Taussig (1855 &#8211; 19?), nasceram: Wilhelmine Ernestine (Guilhermina Christiani) (1878 &#8211; 19?), Ferdinand Junior (1879 &#8211; ?), Louis (1880 &#8211; 1931), Babette (Elizabeth White) (1881 &#8211; 19?) e Laura Correia (1882 &#8211; 19?). Naturalizou-se brasileiro em 1896. A motivação de sua vinda para o Brasil é incerta. Teria vindo atraido pela natureza tropical? À procura de uma clientela desejosa de que sua prosperidade fosse retratada?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 684px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8450" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8450/fr_005680.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="" width="674" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8450" target="_blank">Antônio Jovino da Fonseca, negociante de açúcar, Maria Fausta Jovino da Fonseca, s/d. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1904, após uma estadia na Europa, Louis Piereck avisava a amigos, a antigos fregueses e ao público em geral que seu ateliê, a Photographia Piereck, no número 54 da rua dr. Rosa e Silva <strong>(1)</strong>, antiga rua da Imperatriz, no Recife, tinha todos os <em>requisitos necessários a fim de bem servi-los</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/6934" target="_blank">(<em>Jornal Pequeno</em>, 30 de abril de 1904, primeira coluna</a>). Era o mesmo endereço onde havia se localizado o ateliê do fotógrafo Flosculo de Magalhães (18? &#8211; 19?).</p>
<p>Casou-se, no Recife, com Hermínia Bastos Tigre (? &#8211; 1949), em 31 de janeiro de 1907, e tiveram cinco filhos, Luiz (c. 1907 &#8211; 1923), Edgard (1909 &#8211; 1993), Carmelita (19? -19?) &#8211; que faleceu ainda criança de crupe em uma das viagens da família à Europa -, Helena (19? &#8211; 19?) e Hermínia (Baby) (1916 &#8211; 1987) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9009" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de janeiro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Louis Piereck conquistou o Grande Prêmio na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908 </a>e medalhas de ouro na Exposição Internacional de Bruxelas de 1910, na Exposição Internacional de Turim de 1911, na Exposição Internacional do Trabalho de Milão de 1915, e na Exposição Internacional do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, em 1922. Seu estabelecimento fotográfico era uma <em>Casa honrada com a preferência da alta sociedade pernambucana, </em>onde além de produzir e expor fotografias, Piereck vendia equipamentos fotográficos. Frequentemente ia à Europa, de onde trazia as &#8220;<em>novidades da arte</em>&#8220;.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essa conhecida casa, de que é proprietário o habilíssimo e competente artista sr. Luiz Piereck, acaba de ser dotada de importantes melhoramentos e novidades da arte, tonando-se desta sorte o principal estabelecimento do gênero desta capital&#8221;</em></span></a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de fevereiro de 1913</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Photographia Piereck também foi palco de exposições de artistas plásticos como Vicente do Rego Monteiro (1899 &#8211; 1970), que se tornaria um pintor de renome internacional, e do chargista e caricaturista paraibano Fausto Silvério Monteiro, (? &#8211; 1935), o <em>Fininho,</em> pioneiro nas produções de materiais gráficos do cinema pernambucano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/53" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de janeiro de 1920, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/7100" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de agosto de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8440" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8440/fr_000148.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="525" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8440" target="_blank">Louis Piereck. Feliciana dos Santos Dias, s/d. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=piereck&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Louis Piereck disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Cerca de um ano antes de sua morte, Piereck foi o responsável pela última fotografia do então governador da Paraíba, João Pessoa  (1878 &#8211; 1930) que, no dia em que foi assassinado, 26 de julho de 1930, pelo jornalista João Dantas (1888 &#8211; 1930), no Recife, esteve na Photographia Piereck, <em>onde tirou novas fotografias a fim de atender a pedidos que constantemente lhe eram feitos por jornalistas, amigos e parentes. </em>O governador estava com o ex-deputado e futuro governador de Pernambuco, Agamenon Magalhães (1893 &#8211; 1952), e com o jornalista Caio Lima Cavalcanti (1898 &#8211; 1975). Piereck era grande admirador de Pessoa e, segundo noticiado no <em>Correio da Manhã</em>,<em> </em>o encontro dos dois se deu com grande emoção. O assassinato é considerado um dos estopins da Revolução de 30.</p>
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<div id="attachment_20493" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/tede/5954/1/arquivo%20total.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-20493 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/união1.jpg" alt="O último retrato de João Pessoa / Primeira página do jornal A União (PB), 2 de agosto de 1930" width="422" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/tede/5954/1/arquivo%20total.pdf" target="_blank">O último retrato de João Pessoa, produzido por Piereck horas antes do assassinato do político, em 26 de julho de 1930, no Recife / Primeira página do jornal <em>A União</em> (PB), 2 de agosto de 1930</a></p></div>
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<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uxUygBfSsu0" target="_blank">Link para o Hino a João Pessoa (o político), composto por Eduardo Souto e Oswaldo Santiago, cantado por Francisco Alves</a></p>
<p>O assassino de João Pessoa, João Dantas, e o engenheiro Augusto Caldas, seu cunhado, foram presos na Casa de Detenção do Recife, onde foram encontrados mortos em 6 de outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/2049" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de outubro de 1930, primeira coluna</a>). O motivo oficial das morte foi suicídio mas, anos depois, a descoberta de registros fotográficos produzidos por Piereck contribuíram para desacreditar essa versão.</p>
<p>Assim como Júlia de Medeiros, Louis Piereck teve um fim de vida trágico: suicidou-se, em 1931, ingerindo uma alta dose de oxianureto de mercúrio. Ele era viciado em jogo e havia perdido seu patrimônio em corridas de cavalo.</p>
<p>Além da fotografia de Júlia, que pertence ao acervo do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8204" target="_blank">Arquivo Nacional</a>, a Brasiliana Fotográfica disponibiliza 12 imagens produzidas por Piereck que pertencem ao acervo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Fundação Joaquim Nabuco</a>. Ambas são instituições parceiras do portal.</p>
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<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/12503"><img class="alignnone size-full wp-image-20525" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/assinatura.jpg" alt="assinatura" width="392" height="52" /></a></p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #993300;"><strong>Cronologia de Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</strong></span></em></p>
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<div id="attachment_20745" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-20745" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/louis.jpg" alt="O fotógrafo Louis Piereck / Blog de Fernando Machado" width="335" height="441" /><p class="wp-caption-text">O fotógrafo Louis Piereck / Acervo da família Piereck</p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1844</strong></span> &#8211; Em Viena, na Áustria, nascimento do pintor Ferdinand (Fernando) Piereck (1844 &#8211; 1925), pai de Louis, em 10 de setembro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Em 15 de outubro, Ferdinand chegou ao Rio de Janeiro, a bordo do paquete francês <em>Amazone</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/1461" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de outubro de 1870, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong> </span>- Em Viena, em 13 de março, casamento de Ferdinand com Elizabeth Taussig (05/11/1855 &#8211; ?), nascida em Praga, de origem judaica. Os dois primeiros filhos do casal, Wilhelmine Ernestine (Guilhermina Christiani) (1878 &#8211; 19?) e Ferdinand Junior (1879 &#8211; ?), nasceram em Pernambuco. O fotógrafo Louis (1880 &#8211; 1931), Babette (Elizabeth White) (1881 &#8211; 19?) e Laura Correia (1882 &#8211; 19?), em São Paulo.</p>
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<div id="attachment_21081" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/família-piereck.jpg"><img class="size-large wp-image-21081" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/família-piereck-576x1024.jpg" alt="Louis Piereck. Ferdiand e Elizabeth Piereck com três filhos de Louis Piereck: Louis, Edgard e Hermínia (Baby), c. 19?" width="576" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">Ferdinand e Elizabeth Piereck e três de seu netos: Louis, Edgard e Hermínia (Baby), fotografados por Louis Piereck em torno de 1920/ Acervo da família Piereck</p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; Ferdinand partiu do Rio de Janeiro para Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2004" target="_blank"><em>O Globo</em>, 1º de janeiro de 1876, quinta coluna</a>). Foi contratado para trabalhar na Photographia Allemã de  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/11377" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de janeiro de 1876</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong></span> &#8211; Ferdinand  foi contratado para ser o responsável pela pela policromia das fotopinturas a óleo e aquarela da Photographia Allemã, de Carlos Hoenen (18?-?), inaugurada em 1º de setembro de 1875, na rua do Carmo, 74, em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/6324" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 31 de agosto de 1875, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/8865" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 23 de novembro de 1877</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong></span> &#8211; Ferdinand ainda trabalhava no estabelecimento de Hoenen (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/9646" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 30 de julho de 1878)</a> e foi, muito provavelmente, o autor da pintura do teto de um dos cômodos do Grande Hotel, da Rua São Bento (<a href="http://docvirt.com/DocReader.net/RevIPHAN/3391" target="_blank"><em>Revista do IPHAN</em>, nº 10, 1946)</a>, de propriedade de dois comerciantes: o teuto-suíço Frederico Glette (? &#8211; 1886) e o alsaciano Victor Nothmann (? &#8211; 1905).</p>
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<div id="attachment_21108" style="width: 695px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/9357" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21108" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/embelezamento.jpg" alt="Província, 30 de maio de 1878" width="685" height="179" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/9357" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 30 de abril  de 1878</a></p></div>
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<p>Foi também o autor de uma pintura de tema religioso realizada para a Igreja da Penha (<em>A Província de São Paulo</em>, 28 de julho de 1878).</p>
<p>Transferiu-se para Campinas, onde trabalhou no ateliê Photographia Campinense, do sueco <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21156" target="_blank">Henrique Rosén (1840 &#8211; 1892), n</a>a época o mais importante fotógrafo do interior paulista, que, posteriormente, em janeiro de 1890, foi nomeado cônsul do Brasil da Suécia e da Noruega (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/873934/263" target="_blank"><em>Relatório do Ministério das Relações Exteriores</em>, 1891</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/284" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de junho de 1891, primeira coluna</a>). A expansão cafeeira no oeste paulista fez com que vários fazendeiros alojassem em suas casas artistas que retratavam suas famílias. Ferdinand pintou diversos barões do café e, neste ano, pintou o retrato de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a>, que está no casarão da Fazenda  Pinhal, em São Carlos, São Paulo.</p>
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<div id="attachment_21077" style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.casadopinhal.com.br/search_iconograficos/view?id=385" target="_blank"><img class="wp-image-21077 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/pedro.jpg" alt="Dom Pedro II, pintura de Ferdinand Piereck, 1878" width="484" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.casadopinhal.com.br/search_iconograficos/view?id=385" target="_blank">Dom Pedro II, por Ferdinand Piereck, 187</a>8</p></div>
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<p>Sua primeira filha, Wilhelmine (Guilhermina) (1878 -?), nasceu em Pernambuco.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1879</strong></span> &#8211; Nascimento do segundo filho do casal Ferdinand e Elizabeth, Ferdinand Junior, em Pernambuco.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Nascimento de Louis Piereck, em 13 de outubro, em Campinas <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29503">(<em>Jornal Pequeno</em>, 13 de outubro de 1919, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/89094"> <em>Jornal do Recife</em>, 13 de outubro de 1923, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/89094"> <em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de  1930, sexta coluna</a>). Algumas fontes informam o ano de nascimento 1878, e, por vezes, indicam como local de seu nascimento a Áustria ou a Suíça, mas documentação enviada da Áustria para familiares do fotógrafo apontam 1880 e Campinas como o ano e o local corretos do nascimento do fotógrafo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> 1881 &#8211; 1882</strong></span> &#8211; Em São Paulo, nascimento dos últimos filhos do casal Ferdinand e Elizabeth: Elizabeth (Babette) (1881 &#8211; 19?) e Laura (1882 &#8211; 19?) .</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong> </span>- Ferdinand Piereck, que havia voltado de Viena, foi contratado pela Photographia Allemã, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Albert Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, localizada na rua do Barão da Vitória, nº 52, no Recife. O gerente do estabelecimento era o também austríaco Constantino Barza (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23652" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de março de 1886)</a>.</p>
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<div id="attachment_21085" style="width: 198px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/23652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/barza.jpg" alt="Jornal do Recife, 3 de março de 1886" width="188" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/23652" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de março de 1886</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Segundo passaporte emitido na Áustria, em 16 de abril de 1887, para Ferdinand (Fernando) Piereck, com validade de três anos, ele estava em Viena, e viria ainda naquele ano para o Brasil. Aqui, após ter visitado as <em>principais galerias</em> durante sua viagem, voltou a trabalhar na Photographia Allemã, ficando encarregado dos retratos a óleo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25177" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de maio de 1887, quarta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; De acordo com propaganda veiculada em 1910, a fundação do ateliê fotográfico de Louis Piereck teria ocorrido neste ano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/12503" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 14 de novembro de 1910</a>). Em janeiro de 1892, foi inaugurada a Photographia Brazil, de Flosculo de Magalhães (18? &#8211; 19?),  na rua da Imperatriz 54 A (que em 1895 passou a chamar-se rua dr. Rosa e Silva), primeiro estabelecimento do gênero no bairro da Boavista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30463" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de janeiro de 1892, terceira coluna</a>). Em 1901, 1902 e 1903 continuava a funcionar no mesmo endereço. Flosculo mudou-se, em 1904, com a família para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/11047" target="_blank"><em>A Província</em>, 6 de novembro de 1901, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/11367" target="_blank"><em>A Província</em>, 21 de janeiro de 1902, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/14591" target="_blank">A Província, 30 de janeiro de 1904, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15865" target="_blank"><em>A Província</em>, 1º de setembro de 1904, segunda coluna)</a>. É o mesmo endereço que, a partir de 1904, foi anunciado como o da Photographia Piereck <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/6934" target="_blank">(<em>Jornal Pequeno</em>, 30 de abril de 1904, primeira coluna</a>). Teriam os fotógrafos trabalhado juntos ou Piereck teria sucedido Flosculo no mesmo endereço?</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Louis enviou um cartão de felicitações a sra. H. Barza. Seria uma parente de Constantino Barza (18? &#8211; ?), que havia sido o gerente da Photographia Allemã, de Henschel (1827 &#8211; 1882)? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35955" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1º de novembro de 1895, terceira coluna</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong> </span>- Seu pai, Ferdinand (Fernando) Piereck, naturalizou-se brasileiro, em 22 de maio de 1896 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/14231"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de maio de 1896, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong> </span>- Fazia parte de um Club de Photographia que distribuiu prêmios durante o ano de 1899 e 1900. O primeiro sorteio premiou o sócio Tito Rosas e o segundo, Alfredo Garcia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/1130" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 2 de janeiro de 1899, terceira coluna</a>).</p>
<p>Morava no Entroncamento nº 37 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/41073" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 30 de julho de 1899, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Possuía um estabelecimento fotográfico, em Campina Grande, na Paraíba.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Seu estabelecimento fotográfico, a Photographia Piereck, ficava no número 54 A  da rua dr. Rosa e Silva <strong>(1)</strong>, antiga rua da Imperatriz, no Recife, mesmo endereço onde havia se localizado anteriormente o ateliê do fotógrafo Flosculo de Magalhães (18? &#8211; 19?). Foi anunciado que Piereck havia chegado há pouco da Europa onde havia se dedicado com esmero à arte fotográfica. Avisava a amigos, a antigos fregueses e ao público em geral que seu ateliê tinha todos os <em>requisitos necessários a fim de bem servi-los</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/6934" target="_blank">(<em>Jornal Pequeno</em>, 30 de abril de 1904, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20496" style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_08/5275" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20496" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/estabelecimento.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 7 de maio de 1904" width="758" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_08/5275" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1904</a></p></div>
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<p>Na mesma rua dr. Rosa e Silva, no número 39, ficava a Modern Photograph, de Manoel Ribeiro Filho (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/5013" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Piereck retratou a atriz e cantora Vittorina Cesana (1896? &#8211; 19?) caracterizada para o papel de militar da opereta <em>Os 28 dias de Clarinha</em>. Durante a apresentação da peça, no Teatro Santa Izabel, no Recife, esta fotografia foi distribuida aos espectadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/7192" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de julho de 1904, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/5523" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1904, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck e na Maison Chic estavam sendo vendidos exemplares de <em>A Linguagem dos selos pelo cartão postal ou o dicionário do amor pelo correio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/7460" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 12 de outubro de 1904</a>).</p>
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<div id="attachment_20497" style="width: 222px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/maison.jpg"><img class="size-full wp-image-20497" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/maison.jpg" alt="Pequeno Jornal, 12 de outubro de 1904" width="212" height="255" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/7460" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 12 de outubro de 1904</a></p></div>
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<p>Seu pai, o pintor acadêmico Ferdinand (Fernando) Piereck, trabalhava na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/7490" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de outubro de 1904, quarta coluna).</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong> </span>- Foi anunciada uma <em>grande exposição artística</em> na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15764" target="_blank"><em>A Província</em>, 8 de abril de 1905</a>).</p>
<p>Houve uma liquidaçao de cartões-postais em seu estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/8261" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 14 de junho de 1905, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Estavam em exposição na Photographia Piereck o retrato de todos os presidentes da Câmara de Deputados Estaduais de Pernambuco desde a proclamação da República: José Maria, Moreira Alves, José Marcelino, Elpidio Figueireido, Mota Silveira e João Coimbra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/49008" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de fevereiro de 1906, sétima coluna</a>).</p>
<p>Anunciava seu estabelecimento fotográfico como uma <em>Casa honrada com a preferência da alta sociedade pernambucana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/49021" target="_blank">Jornal do Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/49021" target="_blank">, 23 de fevereiro de 1906, oitava coluna</a>).</p>
<p>Anúncio da contratação do casamento com Hermínia Bastos Tigre, irmã do poeta, bibliotecário, publicitário e jornalista Manuel Bastos Tigre (1882 &#8211; 1957), filha do negociante Delfino Tigre (18? &#8211; 1932) e de Maria Leontina Bastos Tigre (18? &#8211; 1926) e publicação das proclamas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/7614" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de outubro de 1906, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50019" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 25 de dezembro de 1906, quarta coluna</a>). Uma curiosidade: o cunhado de Piereck, Manuel Bastos Tigre, foi o responsável pelo <em>slogan</em> da Bayer que se tornou famoso em todo o mundo: &#8220;<em>Se é Bayer é bom</em>&#8220;. É também o autor da letra da música <em>Chopp em Garrafa</em>, com música de Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), que foi interpretada por Orlando Silva (1915 &#8211; 1978). Foi inspirada no produto que a Brahma passou a engarrafar. Sucesso do carnaval de 1934, é considerado o <a href="https://www.propagandashistoricas.com.br/2015/06/primeiro-jingle-do-brasil.html" target="_blank">primeiro<em> jingle</em> publicitário do Brasil</a>. Foi também o autor do livro <em>Meu Bebê: livro das mamães</em> para anotações sobre o bebê desde seu nascimento. O Dia do Bibliotecário, 12 de março, dia de seu nascimento, foi instituído, em 1980, em sua homenagem.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Louis Piereck produziu as fotografias da turma de bacharéis de 1906 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/8921" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de janeiro de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20499" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/9396" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20499" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/capricho.jpg" alt="Jornal Pequeno, 3 de junho de 1907" width="337" height="181" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/9396" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 3 de junho de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8444" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8444/fr_000452.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="491" height="799" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8444" target="_blank">Louis Piereck. Pedro Velho Pessoa de Albuquerque, bacharel em 1906, 1906. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Casou-se, no Recife, com Hermínia Bastos Tigre (? &#8211; 1949), em 31 de janeiro de 1907, e tiveram cinco filhos, Luiz (c. 1907 &#8211; 1923), Edgard (1909 &#8211; 1993), Carmelita (19? -19?) &#8211; que faleceu ainda criança de crupe em uma das viagens da família à Europa -, Helena (19? &#8211; 19?) e Hermínia (Baby) (1916 &#8211; 1987) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9009" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de janeiro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21096" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/família-piereck-2.jpg"><img class="wp-image-21096 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/família-piereck-2-1024x517.jpg" alt="família piereck 2" width="768" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Louis (filho primogênito do fotógrafo), Hermínia, sua mulher; Edgard (seu filho), o fotógrafo Louis Piereck, duas irmãs de Hermína e a mãe de Hermínia, Maria Leontina Bastos Tigre, em um navio indo para a Europa, década de 10 / Acervo da família Piereck</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciava utilizar na Photografia Piereck o processo Van Bosch, <em>garantido para os climas tropicais</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9370" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de maio de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20498" style="width: 778px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9370" target="_blank"><img class="size-large wp-image-20498" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/van-1024x289.jpg" alt="Pequeno Jornal, 24 de maio de 1907" width="768" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9370" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de maio de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou a <em>Alta Novidade Photo-Pintura-Esmaltada</em> como exclusividade da Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/10005" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de dezembro de 1907</a>). Com esta técnica foram realizados os retratos do desembargador Sigismundo Gonçalves (1845 &#8211; 1915) e do senador Rosa e Silva (1847 &#8211; 1929), expostos no depósito da Fábrica Lafayette (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/10021" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de dezembro de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; A Photographia Piereck ficou incumbida pelo retrato do príncipe Luiz Felipe de Portugal (1887 &#8211; 1908), assassinado em 1º de fevereiro de 1908, que seria colocado na galeria do Real Hospital Português de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/51487" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de fevereiro de 1908, oitava coluna</a>).</p>
<p>Exposição na Fábrica Lafayette, na rua 1º de Março, do retrato em <em>photo-pintura-esmaltada</em> do coronel Cornélio Padilha (18? &#8211; 19?), realizado pela Photographia Piereck. O retrato seria dado ao coronel por amigos na ocasião de sua chegada da Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/52183" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de setembro de 1908, última coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck conquistou o Grande Prêmio na Exposição Nacional de 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10376" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9373" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 31 de dezembro de 1908</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 3 de junho de 1909, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20504" style="width: 636px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9373" target="_blank"><img class="wp-image-20504 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/exposição-n.jpg" alt="exposição n" width="626" height="353" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9373" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 31 de dezembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Foi publicada uma lista de personalidades fotografadas pelo sistema &#8220;Esmalte Piereck&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 3 de junho de 1909</a>).</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-20501 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/expopiereck.jpg" alt="expopiereck" width="419" height="315" /></a></p>
<div id="attachment_20502" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><img class=" wp-image-20502" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/expopiereck1.jpg" alt="Pequeno Jornal, de 1909" width="415" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 3 de junho de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exposição de um retrato do ex-presidente Afonso Pena (1847 &#8211; 1909) na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11054" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de junho de 1909, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Louis Piereck embarcou, em 10 de outubro, para a Europa, a bordo do <em>Aragon,</em> e anunciou que seu ateliê fotográfico continuaria funcionando. Retornou em 9 de dezembro de 1909 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20111" target="_blank"><em>A Província</em>, 10 de outubro de 1909, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/53525" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de outubro de 1909, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20337" target="_blank"><em>A Província</em>, 10 de dezembro de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na Fábrica Lafayette, exposição de retratos produzidos por Piereck, feitos por <em>um novo e belíssimo processo, o mais moderno da arte fotográfica, imitação de fina gravura em relevo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20465" target="_blank"><em>A Província</em>, 14 de janeiro de 1910, última coluna</a>).</p>
<p>Venda de quadros e molduras a varejo e no atacado na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21010" target="_blank"><em>A Província</em>, 30 de maio de 1910, quinta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck conquistou a Medalha de Ouro na Exposição Internacional de Bruxelas, realizada entre 23 de abril e 1º de novembro de 1910 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/1147" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 1º de novembro de 1910, última coluna</a>). Também participaram da exposição os pintores brasileiros Lucilio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939) e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2490" target="_blank">Antônio Parreiras (1860 &#8211; 1937)</a>. O encarregado pelos concertos de música brasileira no evento foi o maestro cearense Alberto Nepomuceno (1864 &#8211; 1920), então diretor do Instituto Nacional de Música. O pavilhão brasileiro foi projetado pelo arquiteto belga Franz van Ophen (18? &#8211; 19?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20515" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/4760" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20515" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/pavilhão.jpg" alt="Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Bruxelas, em 1910 / Fon-Fon, 9 de julho de 1910" width="399" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/4760" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Bruxelas, em 1910 / Fon-Fon, 9 de julho de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 15 de novembro de 1910, foi inaugurada a instalação elétrica da Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/12503" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 14 de novembro de 1910</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20503" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/12503" target="_blank"><img class="wp-image-20503 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/bruxelas-1024x247.jpg" alt="bruxelas" width="768" height="185" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/12503" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 14 de novembro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O quadro das novas professoras formadas no Colégio Prytaneu foi confeccionado e exposto na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21850" target="_blank"><em>A Província</em>, 28 de novembro de 1910, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911 </strong><span style="color: #000000;">- </span></span><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">A Photographia Piereck ganhou a Medalha de Ouro na Exposição de Turim, realizada entre 29 de abril e 19 de novembro de 1911 </span></span><span style="color: #000000;">(</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228443/5973" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1912</a><span style="color: #000000;">). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/medalhaturim.jpg"><img class=" size-full wp-image-21135 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/medalhaturim.jpg" alt="medalhaturim" width="340" height="346" /></a></p>
<div id="attachment_21136" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/medalhaversoturim.jpg"><img class="wp-image-21136 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/medalhaversoturim.jpg" alt="medalhaversoturim" width="344" height="316" /></a><p class="wp-caption-text">Medalha de Ouro da Exposição de Turim / Acervo da família Piereck</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa mesma exposição, o fotógrafo amador alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653" target="_blank">Luis Lavènere Wanderley (1868 &#8211; 1966) </a>também foi premiado com uma Medalha de Ouro exibindo fotografias sobre madeira, sobre porcelana e quadros de gênero  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348074/9843" target="_blank"><em>Leituras para todos</em>, janeiro de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20533" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Exposi%C3%A7%C3%A3o_Universal_de_1911#/media/Ficheiro:De_Karolis,_Adolfo_(1874-1928)_-_Esposizione_Torino_1911.jpg" target="_blank"><img class="  wp-image-20533" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/poster.jpg" alt="poster" width="270" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Exposi%C3%A7%C3%A3o_Universal_de_1911#/media/Ficheiro:De_Karolis,_Adolfo_(1874-1928)_-_Esposizione_Torino_1911.jpg" target="_blank">Poster oficial da Exposição Internacional de Turim em 1911, de autoria de Adolfo De Karolis (1874 &#8211; 1928)</a></p></div>
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<p>O fotógrafo austríaco radicado no Brasil <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866" target="_blank">Otto Rudolf Quaas (c. 1862 – c. 1930)</a> recebeu a Medalha de Prata. Segundo artigo de Boris Kossoy, publicado no <em>O Estado de São Paulo,</em> de 4 de março de 1973,  o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941) </a>participou da Exposição Universal de Turim, durante a qual foi agraciado com a comenda de Cavaleiro da Coroa, concedida pelo rei da Itália, por sua defesa da causa da imigração italiana para o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20512" style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228443/5973" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20512" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/turim.jpg" alt="Almanach de Pernambuco, 1912" width="528" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228443/5973" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma exposição do quadro de bacharéis em Ciências Jurídicas e Sociais da Faculdade de Direito na Photographia Piereck, a iluminação do ateliê foi descrita e referida como responsável por um <em>surpreendente efeito luminoso. </em>O evento, muito concorrido, contou com a apresentação da banda do 49º Batalhão de Caçadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/22433" target="_blank"><em>A Província</em>, 6 de dezembro de 1911, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211;  Exposição de um retrato de Eudoro Correia (1869 &#8211; 1961), prefeito do Recife, na Photographia Piereck. O retrato seria ofertado ao prefeito pelos carvoeiros da casa Cory Brothers (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/56998" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de abril de 1912</a>).</p>
<p>Mais uma vez, o quadro de retratos das novas professoras formadas no Colégio Prytaneu foi confeccionado e exposto na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/14596" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de maio de 1912, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck também confeccionava <em>elegantes e custosas</em> molduras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/14737" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de junho de 1912, última coluna</a>).</p>
<p>Em julho, Louis Piereck foi passar uma temporada na Europa e deixou na direção de seu estabelecimento seu antigo auxiliar J. de Oliveira Lopes. Seu amigo Delfino da Silva Tigre cuidaria de seus assuntos particulares e comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/57414" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 18 de julho de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; A bordo do <em>Araguaya</em>, Louis Piereck retornou de uma viagem à Europa quando visitou vários estabelecimentos fotográficos, especialmente em Viena e em Berlim. Comprou a patente para o processo fotográfico esmalte ouro para a América do Sul. Além disso, adquiriu uma <em>utilíssima e magnífica máquina para operação em atelier, tipo 1912, a mais aperfeiçoada invenção e dotada de uma fina objetiva do importante cabricante Carl Zeiss&#8230;esse aparelho é o único que consegue apanhar clichês representando a maior naturalidade e nitidez, visto como o fotografado não vê diante de si a câmara, mas um grande espelho, onde se reflete a sua imagem, podendo desta natureza o artista, no momento crítico, apanhar uma fisionomia com a expressçao mais viva e natural. No interior da máquina  existe um aparelho instantâneo automático, de maneira que a pessoa que está sendo fotografada, por mais nervosa que seja, não pode modificar a expressão do rosto, evitando assim as tão frequentes reclamações de que &#8220;o trabalho não está bom a cópia não foi fiel&#8221;. </em>Trouxe também fundos e decorações, uma coleção de animais para fotos com crianças, um projetor automático e elétrico, o maior do gênero em Pernambuco, que permitia <em>apanhar no dia mais escuro qualquer clichê</em> e um graduador automático de <em>regulamentação de luz nas provas</em>. Finalmente, comprou também <em>uma rica e elegante cartonagem</em> para a produção de um <em>belíssimo efeito no acabamento dos retratos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58483" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1º de fevereiro de 1913, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de fevereiro de 1913, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/24048" target="_blank"><em>A Província</em>, 25 de fevereiro de 1913, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20527" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/esmalte.jpg" alt="Jornal Pequeno, 20 de fevereiro de 1913" width="359" height="255" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><em>Descrição do processo Esmalte Ouro / Jornal Pequeno</em>, 20 de fevereiro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essa conhecida casa, de que é proprietário o habilíssimo e competente artista sr. Luiz Piereck, acaba de ser dotada de importantes melhoramentos e novidades da arte, tonando-se desta sorte o principal estabelecimento do gênero desta capital&#8221;.</em></span></a></p>
<p>Louis Piereck anunciou que havia reassumido a direção técnica de seu estabelecimento e a nova máquina fotográfica adquirida na Europa foi exposta na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15702" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de fevereiro de 1913, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15702" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de março de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou possuir <em>os aparatos mais modernos e necessários para transformar seu ateliê em um interior de igreja para os atos de 1ª Comunhão, casamentos e batizados</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15850" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de abril de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8441" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8441/fr_000149.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="515" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8441" target="_blank">Louis Piereck. José do Santos Dias, Luiz Dias Lins [primeira Comunhão], s/d. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p style="text-align: left;">A Photographia Piereck inaugurou seu serviço fotográfico noturno sem o processo do magnésio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16109" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de junho de 1913, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20531" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16109" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20531" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/noite.jpg" alt="Jornal Pequeno, 13 de junho de 1913" width="218" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/16109" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Photographia Piereck foi contratada para realizar o quadro dos formandos da Escola de Farmácia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/25205" target="_blank"><em>A Província</em>, 24 de julho de 1913, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em 14 de novembro, no Teatro Santa Izabel, no Recife, foi entregue a Medalha de Ouro conquistada por Louis Piereco, na Exposição Internacional de Turim, em 1911 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16232" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 15 de novembro de 1913, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20532" style="width: 378px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/16232" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20532" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/medalha.jpg" alt="Jornal Pequeno, 15 de novembro de 1913" width="368" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/16232" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 15 de novembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que Louis Piereck embarcaria para a Europa com a família. Teria aceito a incumbência de realizar para o <em>Jornal Pequeno</em> reportagens fotográficas nas principais cidades que visitasse (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16762" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 29 de novembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/64325" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 18 de abril de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck, exposição de um quadro com retratos da tripulação vencedora, do Club Náutico, do páreo de honra da última regata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16815" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de dezembro de 1913, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Exposição do quadro das professoras da Escola Normal Pinto Junior, confeccionado no ateliê fotográfico de Piereck que foi decorado, para o evento, em estilo japonês. Na ocasião, houve a apresentação de uma banda militar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/29426" target="_blank"><em>A Província</em>, 21 de novembro de 1914, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/63001" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de novembro de 1914, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Ganhou o Grande Prêmio de Honra e uma Medalha de Ouro na Exposição Internacional do Trabalho em Milão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21124" style="width: 513px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/milão.jpg"><img class=" wp-image-21124" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/milão-768x1024.jpg" alt="Grande Prêmio de Honra, em Milão, 1915 / Arquivo da família Piereck" width="503" height="671" /></a><p class="wp-caption-text">Grande Prêmio de Honra, Milão, 1915 / Acervo da família Piereck</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após uma longa viagem pela Europa, iniciada em fins de 1913, quando esteve em Viena, Paris e Berlim, Louis Piereck e sua família voltaram para o Recife, a bordo do transatlântico <em>Avon</em>. Trouxe para seu ateliê recentes <em>descobertas fotográficas</em>, dentre elas o processo de <em>Pigment ou carvon verdadeiro, em que se notam nas provas 20 e tantas cores diferentes. </em>Adquiriu também aparelhos para a execução de trabalhos esmaltados em moldura de diversos formatos &#8211; ovais, medalhões, redondos, quadrados, dentre outros &#8211; , e máquinas fotográficas para a realização de <em>instantâneos de toda natureza</em> &#8230; <em>podendo apanhar as imagens com a rapidez de 2500 de segundo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/64325" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 18 de abril de 1915, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/30561" target="_blank"><em>A Província</em>, 23 de abril de 1915, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/30593" target="_blank"> <em>A Província</em>, 27 de abril de 1915, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/20217" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de maio de 1915, penúltima coluna</a>). Reassumiu seu estabelecimento fotográfico em 1º de junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/30833" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de maio de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p>Era o <em>único depositário para todo o Brasil </em>do medicamento <em>Expulsin</em>, fabricado em Berlim para o combate à gota, reumatismo e artrite (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/31081" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de junho de 1915, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/35943" target="_blank"><em>A Província</em>, 17 de março de 1917, última coluna</a>).</p>
<p>O inspetor de higiente, dr. Gouveia de Barros, foi retratado na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/20664" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de agosto de 1915, última coluna</a>).</p>
<p>Inauguração de diversos e <em>importantes melhoramentos</em> na Photographia Piereck, dentre eles o aumento da iluminação elétrica. Havia no ateliê um espaçoso laboratório para lavagem, revelação e fixagem de chapas, uma prensa automática e elétrica para a impressão de provas e também um aparelho para o serviço de ampliação. Havia também a seção de c<em>olagem, cortagem de cartão e abertura de firma da casa e outros distintivos, </em>além da sala de fotografia e da seção de molduras.<em> </em>Nesta ocasião, trabalhavam no ateliê os artistas Gustavo Fischer e o alemão Phil Schafer, que havia trabalhado no ateliê Hubart &amp; Cia, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/21633" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 29 de dezembro de 1915, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Piereck esteve por cerca de três meses na Europa e reassumiu a direção artística de seu ateliê, em 30 de junho de 1916. Trouxe para seu estabelecimento um aparelho para fotografias noturnas usado nas <em>grandes casas da Europa. </em>Adquiriu também<em> uma belíssima cartonagem, o que havia de mais chic e novo no gênero</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/22820" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de julho de 1916, última coluna</a>).</p>
<p>Viajou a passeio para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/23089"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de agosto de 1916, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Em um aviso publicado no jornal A Província, Piereck denunciou fotógrafos que, usando de má fé, apresentavam-se como seus representante (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36051" target="_blank"><em>A Província</em>, 3 de abril de 1917, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20523" style="width: 178px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36051" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20523" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/incautos.jpg" alt="A Província, de abril de 1917" width="168" height="208" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36051" target="_blank"><em>A Província</em>, 3 de abril de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devido à manifestações contra a Alemanha ocorridas no Recife, Piereck procurou a redação do <em>Jornal do Recife</em> e declarou, mostrando documentos, ser brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/71189" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de abril de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>A Photograhia Piereck foi escolhida para realizar o quadro de retratos dos bacharelandos de Direito de 1917 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/24826"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de maio de 1917, última coluna</a>).</p>
<p>Anúncio da instalação, na Photographia Piereck, de <em>uma importante e bem montada oficina para o fabrico de molduras, a cargo de competentes artistas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25235" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de julho de 1917</a>).</p>
<p>No quarto e mais importante páreo da regata promovida pelo Club Sportivo Almirante Barroso, foi disputado pela primeira vez <em>o rico e elegante brinde &#8220;Photo Piereck&#8221;, oferecido pela conceituada Photographia Piereck</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25297" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de agosto de 1917, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25835" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-20547" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/medalhão.jpg" alt="medalhão" width="304" height="309" /></a></p>
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<p>Foi noticiado que Gustavo Fischer havia deixado de ser o auxiliar de Louis Piereck, <em>por sua livre e espontânea vontade. </em>Ele passou a gerenciar a Photographia Chic (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/15436" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro de 1917, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25835" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de outubro de 1917, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong> </span>- Mais uma vez, a Photographia Piereck foi a responsável pela realização do quadro de bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/38319" target="_blank"><em>A Província</em>, 7 de fevereiro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20585" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/39165" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/propaganda.jpg" alt="A Província, 26 de maio de 1918" width="306" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/39165" target="_blank"><em>A Província</em>, 26 de maio de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exposição de diversos retratos na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/27431" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 2 de agosto de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; As capas da revista<em> Vida Moderna</em> passaram a trazer fotografias cedidas pela Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11054" target="_blank"><em>Vida Moderna (PE)</em>, 5 de julho de 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20511" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402109/647" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20511" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/vidamoderna.jpg" alt="Vida Moderna, 5 de julho de 1919" width="244" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402109/647" target="_blank"><em>Vida Moderna</em>, 5 de julho de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inauguração na Photographia Piereck do quadro dos engenheiros formados em 1919 na Escola Livre de Engenharia. O <em>passe-partout</em> havia sido confeccionado pelo artista Moser (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/77779" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de agosto de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um <em>magnífico trabalho na Photographia Piereck. Quadro do corpo médico e da junta administrativa de 1948, do Hospital Português </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29134" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de agosto de 1919, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a venda, na Photographia Piereck, de <em>novas tintas para artistas pintores</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29463" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de outubro de 1919, primeira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck foi, de novo, a responsável pela realização do quadro de bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/43108" target="_blank"><em>A Província</em>, 10 de dezembro de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck, inauguração do quadro de retratos dos professores da Escola Normal: Julio Pires Ferreira, França Pereira, Arthur Cavalcanti e José Ferreira Muniz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/43130" target="_blank"><em>A Província</em>, 13 de dezembro de 1919, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; O pintor Vicente do Rego Monteiro (1899 &#8211; 1970) fez uma exposição de ilustrações e aquarelas na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/53" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de janeiro de 1920, primeira coluna</a>). Rego Monteiro trouxe para o Recife, em 1930, uma exposição de artistas da Escola de Paris, que foi a primeira mostra internacional de arte moderna realizada no Brasil, com artistas ligados às grandes inovações nas artes plásticas, como o <a>cubismo</a> e o <a>surrealismo</a>. Foram expostas, dentre outras, obras de Fernand Léger (1881 &#8211; 1955), Georges Braque (1882 &#8211; 1963), Joan Miró (1893 &#8211; 1983) e Pablo Picasso (1881 &#8211; 1973), além de trabalhos dele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20554" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/53" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20554" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/vicente.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1920" width="303" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/53" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de janeiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estavam à venda na Photographia Piereck, as chapas fotográficas de fabricação alemã que, devido à guerra e a consequente interrupção das exportações, passaram muito tempo em falta. Outros produtos fotográficos também eram vendidos no ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/1587" target="_blank"><em>A Província</em>, 22 de julho de 1920, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/1820" target="_blank"><em>A Província</em>, 20 de agosto de 1920, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20591" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/2728" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20591" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/amadores.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 16 de dezembro de 1920" width="337" height="153" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/2728" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Photographia Piereck foi escolhida para realizar o quadro de retratos dos formandos em odontologia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/80653" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 7 de agosto de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p>Os retratos do presidente do Brasil, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), e do governador de Pernambuco, José Rufino Bezerra Cavalcanti (1865 &#8211; 1922), realizados pela Photographia Piereck, foram expostos durante a realização da comemoração do primeiro ano de governo de Bezerra CAvalcanti (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/2776" target="_blank"><em>A Província</em>, 18 de dezembro de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; A Photographia Piereck realizou o quadro de retratos dos formandos da Faculdade de Direito e dos farmacêuticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/81867" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de janeiro de 1921, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/5361" target="_blank"><em>A Província</em>, 3 de dezembro de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p>Piereck Irmãos vendiam carros (<span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/2992" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de janeiro de 1921</a></span>).</p>
<p>A Photographia Piereck recebeu da Alemanha cartonagem para retratos de formatos <em>visita e álbum em cores sortidas com os seus respectivos envelopes transparentes</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/3107" target="_blank"><em>A Província</em>, 30 de janeiro de 1921, quarta coluna</a>).</p>
<p>Exposição de diversos retratos na Photographia Piereck, <em>uma das melhores de nosso país</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/3185" target="_blank"><em>A Província</em>, 11 de fevereiro de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p>Louis Piereck reassumiu, em 15 de setembro, a direção de seu estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/4857" target="_blank"><em>A Província</em>, 20 de setembro de 1921, última coluna</a>).</p>
<p>Phil Schafer, gerente da Photographia Piereck, anunciou que havia se desligado do estabelecimento e oferecia seus serviços profissionais de ampliação, sua especialidade, assim como outros ligados à fotografia. Posteriormente abriu um estabelecimento fotográfico na rua da Imperatriz, 285, bem perto da Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/32767" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de setembro de 1921, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/100465" target="_blank"><em>Almanak Laemert</em>, 1927, última coluna</a>).</p>
<p>O Club Sportivo Almirante Barroso conquistou algumas taças nas regatas realizadas na baciaa do Capiberibe, uma delas a Taça Photo Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/4857" target="_blank"><em>A Província</em>, 20 de setembro de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p>Houve um incêndio na Photographia Piereck devido a um curto-circuito na fiação elétrica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/33001" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 6 de dezembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/5386" target="_blank"><em>A Província</em>, 7 de dezembro de 1921, última coluna)</a>.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1922</span></strong> &#8211; Foi premiado com a Medalha de Ouro na Exposição Internacional do Centenário da Independência, realizada no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/11497" target="_blank"><em>A Província</em>, 11 de julho de 1924, primeira coluna</a>).</p>
<p>A Photo Piereck anunciou a chegada de uma nova remessa de <em>chapas alemães do afamado fabricante Schleussner. </em>No mesmo anúncio aconselhava os fotógrafos e amadores:<em> só usem chapas preparadas com emulsão tropical </em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/5660" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de janeiro de 1922, terceira coluna</a>). No mesmo ano, foi anunciada a chegada de uma remessa da tinta Helios, especiais para a pintura de tecidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/6810" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de juho de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck realizou o quadro de retratos das professoras formadas na Escola Normal de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/5759" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de fevereiro de 1922, sexta coluna</a>).</p>
<p>Nascimento de Fernando Carlos, filho de Elizabeth Piereck White, irmã de Louis, que era casada com Fernando White (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/33239" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de fevereiro de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>Durante as exéquias celebradas, na basílica Nossa Senhora da Penha, em memória de José Rufino Bezerra Cavalcanti (1865 &#8211; 1922), foi exibido um retrato a óleo, realizado pela Photographia Piereck na época em que ele foi ministro da Agricultura, entre 1915 e 1917 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/6343" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de abril de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Após concorrer com o fotógrafo Fidanza &#8211; curiosamente, mesmo sobrenome do fotógrafo português Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 – 1903) &#8211; , foi escolhido para realizar o quadro de retratos dos bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/6417" target="_blank"><em>A Província</em>, 12 de maio de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck, exposição do chargista e caricaturista paraibano Fausto Silvério Monteiro, (? &#8211; 1935), <em>Fininho,</em> pioneiro nas produções de materiais gráficos do cinema pernambucano. Pode ser considerado como um dos primeiros artistas gráficos a trabalhar para o cinema no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/7100" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de agosto de 1922, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20553" style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/7130" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20553" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/fausto.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1922" width="305" height="396" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/7130" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de agosto de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Photo Piereck anunciava-se como a única importadora em Pernambuco de produtos fotográficos.</p>
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<div id="attachment_20594" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/7181" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20594" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/impo.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 7 de setembro de 1922" width="343" height="180" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/7181" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi, de novo, o responsável pela realização do quadro de retrato de bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/7916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de dezembro de 1922, quinta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong> </span>- Ferdinand Piereck Junior noticiou que seu irmão, Louis Piereck, estava se retirando da firma Piereck Irmãos, que ficava na Praça da Independência 31 e que havia há pouco anunciado a venda de tintas e anilinas de Brauns (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/8737" target="_blank"><em>A Província</em>, 24 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição na Photographa Piereck do retrato do senador Manoel Borba (1864 &#8211; 1928), que seria colocado na Prefeitura de Jaboatão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35022" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de junho de 1923, primeira coluna</a>).</p>
<p>Eram vendidas na Photographia Piereck máquinas fotográficas Kodack Goerz, além de outros produtos fotográficos da marca Gevaert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/34365" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de janeiro de 1923, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35172" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 10 de julho de 1923, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20579" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35172"><img class="size-full wp-image-20579" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/kodak.jpg" alt="Jornal Pequeno, de 1923" width="285" height="185" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35172" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 10 de julho de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O alemão Martin Schumann dirigia a seção de retratos a óleo, pastel, aquarelas e ampliações fotográficas da Photographia Piereck. Anteriormente, já havia dirigido uma academia em Dresden onde ensinava essas técnicas. Em homenagem à data da independência do Brasil, foi realizada uma exposição na Photo Piereck de <em>quadros a óleo e trabalhos outros do gênero</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35436" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de setembro de 1923, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/9658" target="_blank"><em>A Província</em>, 7 de setembro de 1923, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20580" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35436" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20580" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/shumann.jpg" alt="Martin Schumann / Jornal Pequeno, 5 de setembro de 1923" width="313" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35436" target="_blank">Martin Schumann / Jornal Pequeno, 5 de setembro de 1923</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Morte do primogênito de Louis e Hermínia Piereck, Luiz, que estudava no Colégio Synodal, em Santa Cruz, no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35826" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de novembro de 1923, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de propagandas das lentes Goerz, vendidas na Photographia Piereck (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/10675" target="_blank">9</a>  e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/10851" target="_blank">30</a> de dezembro de 1923).</p>
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<div id="attachment_20595" style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/10675" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20595" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/goerz.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 9 de dezembro de 1923" width="594" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/10675" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de dezembro de 1923</a></p></div>
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<p><em>&#8220;A memória nem sempre é fiel&#8230;.É recem-casado?&#8230;De futuro a sua alegria será enorme&#8221;</em> &#8211; de uma propaganda da Photo Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35969" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de dezembro de 1923, última coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20603" style="width: 181px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35969" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/feliz.jpg" alt="Jornal Pequeno, 31 de dezembro de 1923" width="171" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35969" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de dezembro de 1923</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong> </span>- Mário Araújo Sobrino e Felipe Nery dos Santos trabalhavam como auxiliares na Photographia Piereck  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/11220">(</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/11220" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de fevereiro, segunda coluna</a>; e <a href="Diário%20de Pernambuco, 27 de maio de 1924, terceira coluna" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de maio de 1924, terceira coluna</a>).</p>
<p>Realizou o quadro de retratos dos bacharéis em ciências comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/10824" target="_blank"><em>A Província</em>, 29 de março de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Exposição, na Photographia Piereck, do quadro de retratos dos formandos da Escola de Engenharia de Pernambuco. O <em>passe-partout</em> foi de autoria do pintor H. Moser  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/11623" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de abril de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck eram vendidos diversos equipamentos fotográficos (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/36667" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de maio de 1924</a>).</p>
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<div id="attachment_20583" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/36667" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/vendas.jpg" alt="Jornal Pequeno, 21 de maio de 1924" width="353" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/36667" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de maio de 1924</a></p></div>
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<p>Exposição na vitrine da Photographia Piereck de um <em>magnífico retrato busto em tamanho natural enfaixado em rica moldura do abastado comerciante e nosso particular amigo coronel Othon Mendes Bezerra de Mello</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/37129" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 2 de setembro de 1924, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ganhou uma Medalha de Ouro do Instituto Agrícola,  no Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Inauguração, na Photographia Piereck, do quadro de retratos de bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/14304" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de março de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21119" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21119" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/1924.jpg" alt="Quadro de bacharéis de Direito de 1924 / Revista de Pernambuco" width="286" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/511" target="_blank">Quadro de bacharéis de Direito de 1924 / Revista de Pernambuco, março de 1925</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de fotografias de Piereck na <em>Revista de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/488" target="_blank"><em>Revista de Pernambuco</em>, março de 1925</a>).</p>
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<div id="attachment_20586" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/488" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20586" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ecos1.jpg" alt="Photo Piereck na Revista de Pernambuco, março de 1925" width="316" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/488" target="_blank">Photo Piereck na <em>Revista de Pernambuco</em>, março de 1925</a></p></div>
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<p>Anunciou a venda de vários produtos &#8220;Para photografia!&#8221; como <em>prensa de copiar 13:18 9:12, bacias de porcelana e ágata, copas de graduar, balanças, vidros finos despolidos, rubi e calibres diversos. </em>Vendia também papéis mate e brilhantes de diversos fabricantes, além de cartolinas <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/14928" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de maio de 1925, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/15182" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de julho de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck foi responsável pelo quadro de retratos da primeira turma de médicos formados na Faculdade de Medicina do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/14941" target="_blank"><em>A Província</em>, 6 de dezembro de 1925, terceira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu pai, Ferdinand, em sua casa na estrada dos Aflitos, 192 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/95636" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de dezembro de 1925, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Falecimento da sogra de Piereck, Maria Leontina Bastos Tigre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/39507" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de janeiro de 1926</a>)</p>
<p>A Photo Piereck anunciava uma grande novidade, o metallon, um <em>papel fotográfico ideal para efeitos artísticos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/17309" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de março de 1926</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20597" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/17309" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20597" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/metallon.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 1926" width="348" height="326" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/17309" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de março de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O chargista  e caricaturista Fausto Silvério Monteiro (? &#8211; 1935), <em>Fininho</em>, trabalhava na Photographia Piereck, na rua da Imperatriz, 198  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/96652" target="_blank">(<em>Jornal do Recife</em>, 10 de abril de 1926, quinta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck produziu o quadro de retrato das primeiras diplomadas em Comércio do Instituto Nossa Senhora do Carmo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98736" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de novembro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Na primeira edição da <em>Revista da Cidade</em>, publicação de duas fotografias de autoria de Piereck. Em diversas edições desta revista, fotografias de Piereck foram publicadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40586" style="width: 884px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/874574/18" target="_blank"><img class=" wp-image-40586" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/piereck.jpg" alt="Revista da Cidade, 1926, primeira edição." width="874" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/874574/18" target="_blank">Photo Piereck.<em> Um five gracioso  / Revista da Cidade</em>, 29 de maio de 1926, primeira edição</a></p></div>
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<div id="attachment_44640" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-pdf/revista_da_cidade_1926_n001.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-44640 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/piereck1.jpg" alt="piereck1" width="316" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-pdf/revista_da_cidade_1926_n001.pdf" target="_blank">Photo Piereck.<em> FELICIDADE O sr. Fileno de Miranda, esposa e filhinhos</em> / <em>Revista da Cidade</em>, 29 de maio de 1926, primeira edição, página 22</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> &#8211; Foi o responsável pelo quadro de retratos da Turma do Centenário da Faculdade de Direito do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/20270" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de abril de 1927, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicada as fotografias, todas de autoria de Piereck, dos membros da diretoria da Sociedade Anônima Revista da Cidade, recém formada (<a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-1/revista_da_cidade_1927_n47.pdf" target="_blank"><em>Revista da Cidade</em>, 16 de abril de 1927, páginas 12 e 13</a>).</p>
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<div id="attachment_44638" style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-1/revista_da_cidade_1927_n47.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-44638 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/piereck5.jpg" alt="piereck5" width="636" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-1/revista_da_cidade_1927_n47.pdf" target="_blank"><em>Revista da Cidade,</em> 16 de abril de 1927, páginas 12 e 13</a></p></div>
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<p>Foi noticiada uma reforma na Seção de amadores da Photo Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/42233" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 18 de julho de 1927, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Anunciou a chegada novas remessas de papel Leonar, chapas Eisenberger (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/43397" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 8 de março de 1928, última coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck realizou a fotografia de dom Miguel de Lima Valverde (1872 &#8211; 1951), arcebispo de Olinda e Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/23961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de julho de 1928, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em um anúncio, convidava os fotógrafos amadores a ver a nova Vest pocket à venda na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/44658" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de novembro de 1928, segunda coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong> </span>- Também eram vendidos na Photographia Piereck produtos da Kodak, da Agfa, da Hauff e de outros fabricantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/44850" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 2 de janeiro de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p>Um retrato da Photographia Piereck era um dos prêmios oferecidos à vencedora do concurso de beleza que elegeu a Miss Pernambuco, Connie Brás da Cunha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/45241" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de março de 1929, quarta coluna</a>).</p>
<p>A professora e feminista Júlia Augusta de Medeiros (1896 &#8211; 1972) ofereceu à feminista e presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976), uma fotografia sua produzida por Louis Piereck, datada de 5 de maio de 1929.</p>
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<div style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6569" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6569/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0021_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="502" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6569" target="_blank">Louis Piereck. Júlia de Medeiros, 1929. Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1930 </strong></span>- No dia em que foi assassinado, 26 de julho de 1930, pelo jornalista João Dantas (1888 &#8211; 1930), no Recife, o então governador de Paraíba, João Pessoa (1878 &#8211; 1930), esteve na Photographia Piereck, <em>onde tirou novas fotografias a fim de atender a pedidos que constantemente lhe eram feitos por jornalistas, amigos e parentes. </em>O governador estava com Agamenon Magalhães (1893 &#8211; 1952), na época ex-deputado e futuro governador de Pernambuco; e com o jornalista Caio Lima Cavalcanti. Piereck era grande admirador de Pessoa e segundo o <em>Correio da Manhã</em>,<em> </em>o encontro dos dois se deu com grande emoção. Na ocasião, Piereck teria contado a Pessoa que tivera um pesadelo com a morte dele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/2194" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 29 de julho de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/3089" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 29 de julho de 1930, penúltima coluna</a>). O assassinato é considerado um dos estopins da Revolução de 30.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20494" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/3089" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/pesadelo.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de novembro de 1930" width="250" height="317" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/3089" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o jornalista Domingos Meirelles em seu livro <em>Órfãos da revolução</em>, ao preparar os equipamentos, Piereck notou que João Pessoa continuava <em>tenso, olhos baixos, expressão congelada, com tristeza na face.</em> Produziu um segundo retrato, segundo o pesquisador Edival Varandas, <em>ao se dar conta que as luvas no bolso do paletó do presidente estavam desalinhadas e, subitamente, solicitando que não se movesse, ajeitou as luvas, pediu que esboçasse um leve sorriso e tirou o outro retrato, </em>que viria a ser o último de Pessoa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/20893" target="_blank">O Dia (PR</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/20893" target="_blank"><em>)</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/20893" target="_blank">21 de novembro de 1931, quarta coluna</a>)<em>.</em></p>
<p>O assassino de João Pessoa, João Dantas, e o engenheiro Augusto Caldas, seu cunhado, foram presos na Casa de Detenção do Recife, onde foram encontrados mortos em 6 de outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/2049" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de outubro de 1930, primeira coluna</a>). O motivo oficial das morte foi suicídio mas, anos depois, a descoberta de registros fotográficos produzidos por Piereck contribuiu para desacreditar essa versão:</p>
<p><em> <span style="color: #800000;">&#8220;João Dantas e seu cunhado Augusto Caldas estavam detidos, desde a morte de João Pessoa, na penitenciária em Recife, quando, na tarde de 6 de outubro, foram encontrados mortos. A notícia oficial apontou suicídio, e assim foi divulgado na imprensa. Somente após a morte do fotógrafo Piereck foi que uma nova versão para a morte foi trazida ao público &#8211; tratava-se de outras fotografias desconhecidas e que estavam guardadas no cofre do fotógrafo. Conta-se que Piereck, sabendo do que ocorrera, fotografou o local, mas foi obrigado a tirar novas fotos em que, num novo cenário fotografado, esconderia os sinais de luta e de assassinato. Essa versão se encontra no livro do irmão de Augusto Caldas, que foi recentemente publicado pela ONG &#8220;Parahyba Verdade&#8221;&#8221; e editado pela Gráfica e Editora Imprell </span> </em>(<a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/tede/5954/1/arquivo%20total.pdf" target="_blank">Trecho da dissertação de mestrado <em>Sacrifício, heroísmo e imortalidade: a arquitetura da construção da imagem do Presidente João Pessoa</em>, de Genes Duarte Ribeiro &#8211; página 100)</a>.</p>
<p>Essas fotografias foram publicadas no livro de Joaquim Inojosa Andrade, <em>A República de Princesa (José Pereira x João Pessoa, -1930)</em> e reproduzidas no site <a href="http://princesapb.net/g2fn0f01.htm" target="_blank">princesapb.com.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://princesapb.net/g2fn0f01.htm" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-22147 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/dantas1.jpg" alt="dantas1" width="352" height="352" /></a></p>
<p><a href="http://princesapb.net/g2fn0f01.htm" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-22151 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/dantas4.jpg" alt="dantas4" width="353" height="547" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Piereck era viciado em jogo e havia perdido seu patrimônio em corridas de cavalo, motivo de seu suicídio, em 19 de novembro. Ingeriu uma alta dose de oxianureto de mercúrio em sua residência, na avenida Rosa e Silva, 192. Desesperada, sua mulher, Herminia Tigre Piereck, também tentou se matar ingerindo ácido arsênico.  O casal tinha, na época, dois filhos, Edgard e Herminia &#8220;Baby&#8221; Piereck. O primogênito, Luiz, havia falecido em 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4964" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de novembro de 1931, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/49681" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de novembro de 1931, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4964" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de novembro de 1931, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A dolorosa ocorrência repercutiu tristemente em nosso meio, onde o sr. Louis Piereck se tornara um homem popular, pela sua bondade, pelos seus dotes morais. E o seu gesto,não foi só uma desagradável surpresa para os que apenas o conheciam mas também para os que pertenciam a sua família que, de momento, não podiam atinar onde essa causa tão forte, que levava o chefe a praticar o ato de desespero que lhe roubara a vida. Entretanto, ao que se sabe, o sr.Louis Piereck, antes de objetivar a sua macabra resolução, teria escrito uma longa carta a seu filho de nome Edgard Piereck expondo-lhe com pormenores as causas que o levaram a procurar a morte de uma maneira tão violenta&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/49681" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de novembro de 1931</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era diretor do Jockey Club e as corridas foram suspensas no domingo seguinte a seu falecimento. Estiveram presentes a seu enterro o interventor federal e figuras da maior represetação da alta sociedade pernambucana (<em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/49689" target="_blank">ornal Pequeno</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/49689" target="_blank">, 21 de novembro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Foi publicado um anúncio convocando todos os credores da Photographia Piereck <em>a fim de se entenderem</em> com Edgard Piereck, filho de Louis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/5546" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 e fevereiro de 1932</a>).</p>
<p>O estabelecimento foi a leilão judicial, em abril de 1932.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20495" style="width: 338px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_02/27531" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20495" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/times.jpg" alt="A Província, 26 de abril de 1932" width="328" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_02/27531" target="_blank"><em>A Província</em>, 26 de abril de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1949</strong></span> &#8211; A esposa de Louis Piereck, Hermínia, morava na rua República do Peru, 124, no Rio de Janeiro, com a filha, Herminia Baby. Tropeçou em um cachorro, caiu, foi hospitalizada e acabou falecendo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/35631" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1949, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(1)</strong> De acordo com Lúcia Gaspar, da Fundaj, “curiosamente, a rua da Imperatriz Tereza Cristina mudou de nome três vezes. Em 1895, foi denominada Dr. Rosa e Silva. Passou para Floriano Peixoto. Finalmente, por meio da Lei nº 1.336, de 13 de março de 1923, voltou ao nome tradicional. De maneira espontânea, a população reduziu a sua denominação para Rua da Imperatriz, como é conhecida até hoje”. Por isso, apesar de entre 1904 e 1931 a Photographia Piereck ter existido no mesmo lugar, o endereço variou: rua dr. Rosa e Silva, 54; rua Floriano Peixoto, 54; rua Floriano Peixoto, 198; e rua da Imperatriz, 198.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agradeço muitíssimo à família de Louis Piereck, especialmente à sua neta, Eliane Piereck, por inúmeras informações e pela cessão de registros do acervo pessoal da família.</p>
<p>Agradeço à bisneta de Louis Piereck, Chris Piereck, que contribuiu com novas informações, incorporadas ao artigo, em 30 de janeiro de 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Inojosa. <em>República da Princesa (José Pereira x João Pessoa – 1930).</em> Rio de janeiro/Brasília: Civilização Brasileira/INL-MEC, 1980.</p>
<p><a href="https://blogdojuanesteves.tumblr.com/post/169745850941/conflitos-fotografia-e-viol%C3%AAncia-pol%C3%ADtica-no" target="_blank">Blog do Juan Esteves</a></p>
<p>BEZERRA, Dinarte Varela. <a href="https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/13699" target="_blank"><em>1930, a Paraíba e o inconsciente político da revolução: a narrativa como ato socialmente simbólico.</em> 2009.</a> 227 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Regional; Cultura e Representações) &#8211; Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009.</p>
<p>CALDAS, Joaquim Moreira. <em>Porque João Dantas assassinou João Pessoa: o delito do &#8220;Glória&#8221; e a tragédia da penitenciária do Recife em 1930.</em> João Pessoa: Gráfica e Editora Imprell, 2008.</p>
<p>CAMPOS, Eudes. <em><a href="http://www.arquiamigos.org.br/info/info24/i-logra.htm" target="_blank">O antigo Beco da Lapa e o Grande Hotel</a>.</em> Informativo Arquivo Histórico Municipal, 4 (24): maio/jul. 2009</p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/entity/ferdinand-piereck/g11f647vd99?categoryid=artist" target="_blank">Google Arts and Culture</a><a name="topo"></a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>MEIRELLES, Domingos. <em>Órfãos da revolução</em>. Editora Record : Rio de Janeiro, 2006</p>
<p>RIBEIRO, Genes Duarte. <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/tede/5954/1/arquivo%20total.pdf" target="_blank"><em>Sacrifício, heroísmo e imortalidade: a arquitetura da construção da imagem do Presidente João Pessoa</em></a>. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal da Paraíba, 2009.</p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/macj_bruxelas.htm" target="_blank">Site Dezenovevinte.net</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://www.imigracaohistorica.info/listagem-casamentos-imigrantes-estrangeiros-no-recife.html" target="_blank">Site Imigração Histórica</a></p>
<p><a href="http://silviamatos.art.br/novo/index.php/1460-2/#:~:text=A%20primeira%20escola%20de%20artes,de%20Desenho%20e%20Pintura%20Campinas." target="_blank">Site Silvia Matos Ateliê de Criatividade</a></p>
<p><a href="http://princesapb.net/g2fn0f01.htm" target="_blank">Site princesapb.com</a></p>
<p><a href="https://www.propagandashistoricas.com.br/2015/06/primeiro-jingle-do-brasil.html" target="_blank">Site Propagandas Históricas</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VARANDAS, Edival Toscano. <em>O último retrato do presidente João Pessoa</em>.</p>
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		<title>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2019 16:25:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A exposição de uma cópia do quadro "Sono de antíope", do pintor renascentista italiano Correggio (c. 1439 - 1534), na galeria do fotógrafo francês Alfred Ducasble, causou polêmica no Recife, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 - 1889) publicou, no Diário de Pernambuco de 27 de junho de 1885, uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma nudofobia. 

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				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">Antíope dormindo, 1524/1527, de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>A exposição de uma cópia do quadro <em>Sono de antíope</em> (ao lado), do pintor italiano renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco, Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889), publicou, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de junho de 1885,</a> uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo, criticou o pouco incentivo do governo às artes e elogiou a galeria do fotógrafo e antiquário francês Alfred Ducasble (18-? &#8211; 19?). Diogo Cavalcanti de Albuquerque foi o Comissário Geral do Império à Exposição Universal de Paris, em 1889, na qual Ducasble participou como delegado oficial da província de Pernambuco e também como autor de fotografias e expositor de quadros, móveis, jóias e antiguidades.</p>
<p>O ateliê de fotografia e galeria de belas artes de Ducasble situava-se à Rua Barão da Vitória, 65 e era conhecido como A. Ducasble &amp; C., Galeria Ducasble e Fotografia Parisiense. Pintores como Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) e José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914)  expuseram seus trabalhos na galeria.</p>
<p><em>&#8216;A uma habilidade não comum, que ele tem vantajosamente empregado no aperfeiçoamento dos processos fotográficos junta, como entusiasta e verdadeiro cultor das belas artes, ardente vocação, apurado gosto e inexcedível dedicação a esse gênero de cultura humana; ainda mais: vota particular interesse, liga a maior importância às produções e progresso da arte nacional&#8217; </em>(Diogo Cavalcanti de Albuquerque sobre Ducasble, em 1885).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24672" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble.jpg" alt="Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso) Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso)</a><br /><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ter fotografado grande parte da sociedade pernambucana, Ducasble ficou mais conhecido como retratista embora tenha sido também considerado um excelente paisagista. Foi casado com a alagoana e modista Urraca (1837 &#8211; 1893), com quem teve filhos: Maria Vitória (1864 &#8211; 1902), nascida em Alagoas, e o futuro caixeiro-viajante Alfredo Ducasble Filho (18? &#8211; 19?), nascido em Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3913/014AVA012008.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="341" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de mulher com duas crianças, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=ducasble&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Alfredo Duscable disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24671" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"><img class=" wp-image-24671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble1.jpg" alt="Francisco Peixoto de Lacerda, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="350" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank">Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"> </a></p>
<p>Pouco se sabe sobre a vinda de Ducasble para o Brasil: teria chegado a Pernambuco em 1873 e atuou na cidade nas décadas de 1870 a 1890. Além de fotógrafo, era colecionador e antiquário. Foi professor de desenho e caligrafia no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Propagadora do Recife e é de sua autoria o livro <em>Curso Prático de Caligrafia</em>. Na década de 1880, participou de exposições no Brasil e no exterior, tendo obtido medalha de prata na Exposição Internacional de Antuérpia, em 1885. Foi possivelmente a primeira pessoa a divulgar internacionalmente o mobiliário colonial brasileiro ao enviar, além de pinturas e jóias, móveis e outras antiguidades de seu acervo para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris em 1889</a>, da qual foi delegado oficial da província de Pernambuco. Na ocasião, recebeu a medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos. Algumas vistas do Recife de sua autoria foram incluídas no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Al</em><em>bum de vues du Brésil</em></a>, que organizado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912)</a> e lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal, fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Nesse mesmo ano, 1889, Ducasble teria ido viver em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Desenhos publicados no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil </a>baseados em fotografias de Ducasble</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">(Páginas 53 a 56 do PDF)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14308 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1-1024x304.jpg" alt="bresil 1" width="768" height="228" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2-1024x318.jpg" alt="bresil 2" width="768" height="239" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg"><img class=" size-large wp-image-14310 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg" alt="bresil 3" width="768" height="542" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-14311 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg" alt="bresil 4" width="547" height="483" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, ano do falecimento de sua mulher, a Galeria Ducasble do Recife foi vendida para o fotógrafo Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?). Em 1900, foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble, na Avenue de la Grande Armée, em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Alfredo Ducasble (18? &#8211; 19?)</span></strong></em></p>
<div style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3912/014AVA012008v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="320" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank">Galeria Ducasble, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></em></p></div>
<p><em> </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; J. A. Ducasble teria chegado em Pernambuco vindo da Europa no vapor Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7554" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de março de 1873, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; No Recife, A. Ducasble, sua mulher e três filhos embarcaram rumo ao sul do país, no vapor inglês <em>Illimani</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/850" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 27 de janeiro de 1874, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, João Alfredo Ducasble, sua senhora e um filho embarcaram no vapor <em>Pará</em> rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/8836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1874</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Ducasble era consertador de máquinas de costura e que a modista Madame Ducasble havia chegado da corte e convidava as senhoras que desejassem <em>vestir-se elegantemente</em> para a visitarem na rua da Imperatriz, nº 8, mesmo local onde Ducasble atendia (<em>Jornal de Recife</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9417" target="_blank"> 9 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9431" target="_blank">13 de julho</a> de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14327" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><img class="wp-image-14327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/consertador.jpg" alt="consertador" width="285" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de julho de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um anúncio de Ducasble oferecendo aulas de caligrafia e de francês no primeiro andar da rua da Imperatriz, nº 1, onde sua esposa tinha um estabelecimento de moda (<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank">6 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9555" target="_blank">11 de agosto </a>de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14329" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><img class="wp-image-14329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/caligrafia.jpg" alt="caligrafia" width="291" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de agosto de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; João Alfredo Ducasble trabalhava como desenhista na Repartição das Obras de Conservação dos Portos da Província (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706060/690" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola</em> (PE), 1875</a>).</p>
<p>Sua esposa, a modista Urraca Ducasble (18? &#8211; 1893), participava a mudança de seu estabelecimento de moda para a rua Barão da Vitória, 52, no 1º andar, a partir do dia 12 de julho de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/2533" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 11 de julho de 1875</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13227" target="_blank">Dois anos depois</a>, mudou-se para o número 65 da mesma rua.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Vindo no navio <em>Rio Grande</em>, o francês Alfred Ducasble, chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34154" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Foi publicado um anúncio onde Ducasble oferecia-se para fazer <em>qualquer levantamento em plantas de engenho, nivelamentos, projetos de casas de campo, chalés e qualquer desenho de arquitetura, mecânico e topográfico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12884" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1877, quinta coluna</a>). Continuava lecionando caligrafia e desenho em colégios, em casas particulares e em sua casa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">Jornal de Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">, 23 de abril de 1877, terceira coluna</a>). Mudou-se para a Rua Barão da Vitória (ex- rua Nova), nº 65, 1º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13495" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de outubro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble participou de uma celebração na Escola Filotécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13598" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Imprimiu o <em>Curso Prático de Caligrafia</em>, de sua autoria, aprovado pelo Conselho Superior de Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13637" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de novembro de 1877, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Durante uma reunião do Conselho de Instrução Pública da província da Bahia, foi lido um ofício <em>mandando informar o requerimento de Alfred Ducasble, que se propõe a ensinar em 30 lições a caligrafia nas escolas, nos dois externatos e aos professores públicos, e oferece à venda por 1$500 réis cada exemplar da coleção de seus traslados. </em>A venda não foi realizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2198" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 28 de abril de 1878, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2366" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 18 de junho de 1878, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em Salvador, Alfredo Ducasble embarcou no vapor francês <em>Niger</em> rumo ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2374" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 20 de junho de 1878, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/5622" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, de 1878, 20 de junho de 1878, segunda coluna</a>).</p>
<p>Anunciou seus serviços como professor de caligrafia e de desenho, estabelecendo curtos prazos para ensinar as matérias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14331" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><img class="wp-image-14331 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/lições.jpg" alt="lições" width="247" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878</a></p></div>
<p>No fim dessa década, provavelmente, o alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (1852 &#8211; 19?)  trabalhava como fotógrafo junto a Alfredo Ducasble.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Anunciou a realização de <em>Retratos Inalteráveis</em> na Photographia Parisiense pelo processo de cromotipia, na rua Barão da Vitória, 65.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14333" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><img class="wp-image-14333 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria.jpg" alt="galeria" width="252" height="162" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><em>Jornal de Recife,</em> 28 de fevereiro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de março, anunciou-se que na Photographia Parisiense, de Alfredo Ducasble &amp; C., fazia-se retratos de pessoas falecidas, de grupos, retratos em domicílio e de paisagens e por todos os sistemas mais modernos. A dúzia de retratos custava 5 $ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16355" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de março de 1880</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881</span> </strong>- Teria pretendido estender sua atuação para a Paraíba onde seria seu representante ou sócio Manoel Bezerra de Mello.</p>
<p>No Liceu de Artes e Ofícios do Recife, Ducasble era professor de caligrafia e de desenho linear. Doou para a biblioteca da instituição 10 exemplares de seu livro <em>Curso de Caligrafia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2717" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1881, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2933" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de março de 1881, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição, <em>no estabelecimento fotográfico de M. Alfred Ducasble , que de dia em dia vem caminhando num progresso rápido a ponto de já ser o primeiro da província,</em> de dois quadros do pintor paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), <em>Saudade</em> e <em>Melancolia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3106" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de abril de 1881, primeira coluna</a>). Meses depois, por motivos de saúde, o pintor foi para a Paraíba e deixou como contato no Recife a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1881, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Indústria Nacional e da Exposição Provincial de Pernambuco provavelmente com fotografias. Na última conquistou a medalha de mérito.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelos retratos de seu estabelecimento fotográfico. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> também recebeu uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18656" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 22 de janeiro de 1882, última coluna</a>).</p>
<p>Uma <em>menina de cor preta</em> com aproximadamente 10 anos chamada Josefa foi abandonada na casa do casal Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/5279" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi laureado com o primeiro prêmio na Exposição Artístico-Industrial do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21447" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de maio de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble doou livros para a Biblioteca do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco, inaugurada em 11 de dezembro de 1881 e aberta em 10 de abril de 1882 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de maio de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão do Club Abolicionista encarregada de angariar donativos no bairro de Santo Antônio, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrava o comitê nomeado pelo Consulado da França para organizar a Festa Nacional de 14 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19164" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de junho de 1882, quinta coluna</a>). Foi elogiado pelo trabalho <em>verdadeiramente artístico -</em> uma miniatura que foi ofertada aos participantes da festa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19224" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, de 16 de julho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na comemoração dos 41 anos da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, foi realizada uma exposição com quatro salas. A primeira sala, que era a principal, denominada Galeria Ducasble apresentava um quadro de fotografias produzidas por Ducasble, quadros a óleo do paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), do francês radicado em Pernambuco  Eugène Lassailly (18? &#8211; 19?) e do pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), além de trabalhos a crayon de Benevenuto Cabral e estudos, também a crayon, de Maria Tasso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de dezembro de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Fotografias porcelana produzidas por Ducasble eram um dos prêmios oferecidos em um sorteio da Livraria e Papelaria de G. Laporte &amp; C. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19891" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de fevereiro de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble partiu para a Europa a bordo do vapor inglês <em>La Plata</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/7508" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1883, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um quadro pintado por Leopoldino de Faria (1836 &#8211; 1911), retratando o diretor do Arsenal de Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20297" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Ducasble chegou da Europa a bordo do vapor francês<em> Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20493" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de agosto de 1883, última coluna</a>). </span>Publicou que retomava a direção de seu estabelecimento e que estava recuperado de seus <em>incômodos. </em>Informava que havia<em> visitado os melhores estabelecimentos das principais cidades europeias, </em>onde havia praticado com grandes mestres de fotografia e pintura. Anunciou ter trazido modernos equipamentos e que havia se dedicado ao estudo dos processos instantâneos podendo <em>tirar facilmente o retrato de toda e qualquer criança com expressão e semelhança</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20510" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de agosto de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="362" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1883. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pintor francês Lassaily havia chegado da França e anunciava que quem precisasse de seus serviços poderia procurá-lo na Photographia Parisienne (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20823" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble anunciou que o quadro dos bachareis do 5º ano encontrava-se em sua galeria e que até o fim do mês receberia o pagamento da segunda prestação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20838" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de novembro de 1883, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Anúncio da Galeria Ducasble informava que a partir de qualquer fotografia produzia retratos a óleo, crayon e nanquim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21429" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1884</a>).</p>
<p>Ele, Menna da Costa e Hermina Costa formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21647" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble fez a importação de espelhos, que chegaram no vapor francês <em>Ville de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21648" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, segunda coluna</a>). Ao longo do ano foram noticiadas outras importações.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um<em> belo retrato a óleo</em> feito na Europa de Laurentino José de Miranda, que iria<em> ornar a sala de sessões da Companhia de Ferrovia de Olinda</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10511" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de maio de 1884</a>). Exposição também de um <em>bonito retrato a óleo</em> do conselheiro Theodoro Machado Freire Pereira da Silva, que seria levado para o salão de honra da Câmara Municipal do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21870" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de setembro de 1884, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14339" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><img class="wp-image-14339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria1.jpg" alt="galeria1" width="245" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de dezembro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Estavam expostos na Galeria Ducasble os retratos a óleo dos advogados José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912) e Félix de Valois Correia (18? &#8211; 19?), encomendados pela Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais em homenagem aos serviços prestados por eles. Seriam colocados no salão de honra da referida instituição no dia do aniversário da mesma, em 18 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22286" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de janeiro de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicou um anúncio intitulado <em>Antiguidades</em>, onde anunciava interesse na <em>compra de objetos antigos como sejam: pratos, cadeiras de sofá, vasos e candelabros de bronze, pinturas antigas e modernas e qualquer objeto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/22424" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de fevereiro de 1885, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a>). Esse anúncio foi publicado várias vezes ao longo do ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14373" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><img class="wp-image-14373 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/antiques.jpg" alt="antiques" width="289" height="125" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Antuérpia, realizada entre 2 de maio e 2 de novembro de 1885, e ganhou o diploma de medalha de prata na Classe 7 &#8211; Fotografias e seus aparelhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13998" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de outubro de 1885, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25005" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>&#8216;<em>A carta geral do Brasil assim como outra da província de São Paulo não deixam nada a desejar como gravura topográfica. Saíram das oficinas dos senhores Paul Robin &amp; O, do Rio de Janeiro que obtiveram por seus trabalhos uma medalha de prata; a mesma recompensa foi atribuída aos senhores Marc Ferrez e Ducasbles por suas belas fotografias&#8217; (<a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle, </a></em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">1886</a><em>).</em></p>
<p>A exposição de uma reprodução do quadro <em>Sono de antíope</em>, do pintor renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica por ser considerado imoral por parte do público e por essa causa deixou de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889) publicou uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo critica o pouco incentivo do governo às artes e elogia o estabelecimento de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a>).</p>
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<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">ntíope dormindo, 1524/1527,  de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
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<div id="attachment_14374" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><img class="wp-image-14374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/nudofobia.jpg" alt="nudofobia" width="495" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a></p></div>
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<p>Continuava trabalhando como professor do Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13895" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de 1885</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15607" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1886</a>).</p>
<p>Executou o retrato do sr. Epaminondas Gouvêia, que seria colocado na Igreja do Carmo. Foi encomendado pela Irmandade de Nossa Senhora da Luz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23190" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de outubro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou, na Seção de Fotografia, da 5ª Exposição Artístico-Industrial, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, quando obteve o diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23450" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 31 de dezembro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>O larápio José Braz da Silva célebre autor do roubo que sofreu a atriz Helena Balsemão</em> foi retratado por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13206" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble vendeu à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição cadeiras de carvalho revestidas de <em>acentuados desenhos de talha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98926" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais e ganhou o Diploma de Progresso. Na ocasião a fotografa pernambucana Hermina Menna da Costa (18? &#8211; 19?) recebeu o Diploma de Mérito (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a>).</p>
<div style="text-align: left;">
<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Na exposição fotográfica no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, em Portugal, Ducasble foi contemplado com uma menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/10492" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1886, terceira coluna</a>).</p>
<p>Produziu um retrato da atriz portuguesa Lucinda Furtado Coelho (1850 &#8211; 1928) que constava de um jornal dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24041" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de julho de 1886, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato a óleo de Diogo Cavalcanti de Albuquerque executado em Paris por um brasileiro. Também na galeria, exposição de trabalhos do pintor cearense Irineu de Souza (1850 &#8211; 1924) e de uma fotografia do Teatro de Santa Isabel na ocasião da sessão fúnebre promovida União Federal Abolicionista em honra a José Bonifácio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15063" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24316" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24582" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 3 de dezembro de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Sul-Americana de Berlim e conquistou o primeiro prêmio e a medalha de ouro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15943" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1886, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17501" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de março de 1887, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Publicação de artigos de Ducasble na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank">quarta</a>, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/45" target="_blank">sexta</a> e na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/827762/61" target="_blank">oitava</a> edição da <em>Revista do Norte</em></p>
<p>Publicação de uma carta do pintor Telles Júnior ao <em>mestre</em> Alfredo Ducasble sobre o artigo escrito sobre os quadros de Barreto Sampaio na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank"><em>Revista do Norte, </em>10 de fevereiro de 1887</a><em>. </em>Telles Junior sentiu-se ofendido pela crítica de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24929" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de março, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de retratos pintado a óleo por Bannel de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25020" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble ofertou ao Instituto Arqueológico Geográfico de Pernambuco uma fotografia da inscrição da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte Guararapes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25045" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de abril de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Chegada no vapor <em>Ville de Bahia</em> de uma encomenda de quadros feita por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25220" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de junho de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma carta publicada por Feliciano de Azevedo Gomes para a família de Emílio Soares, alfaiate e genro de Ducasble, casado com sua filha Maria Vitória, foi revelado que Ducasble sofria dos nervos. Feliciano acusou Ducasble de calúnia no episódio envolvendo um surto de loucura de Soares e o desafiou para um duelo. Ducasble declarou jamais ter caluniado Feliciano, a quem continuava a considerar um <em>cavalheiro muito distinto</em> e <em>honrado </em>(<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25243" target="_blank">14 de junho, última coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25247" target="_blank">15 de junho, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25259" target="_blank">18 de junho, terceira coluna</a>).</p>
<p>O escritor português Ramalho Ortigão (1936 &#8211; 1915) em sua vista ao Recife foi à Galeria Ducasble onde foi fotografado. Estava com Joaquim Nabuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25809" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de novembro de 1887, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato de Adolfo Manta, encomendado por seus ex-escravos, recém libertos por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/17174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de dezembro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda da Galeira Ducasble com lista de prêmios (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>). Foi publicada diversas vezes ao longo do ano no <em>Jornal de Recife</em> e no <em>Diário de Pernambuco</em>.</p>
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<div id="attachment_14347" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><img class="wp-image-14347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria2.jpg" alt="galeria2" width="504" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a></p></div>
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<p>Na <em>Galerie Artistique</em> de Ducasble, exposição de dois bustos a óleo dos abolicionistas pernambucanos Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e de José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912), realizados por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26444" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1888, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14682" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano.jpg"><img class="  wp-image-14682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano-1024x837.jpg" alt="nabucoejosemariano" width="565" height="462" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim Nabuco e José Mariano Carneiro da Cunha fotografados por Ducasble / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>O artista, pintor e decorador francês Eugène Lassailly  publicou uma propaganda de seus serviços e um dos lugares onde poderia ser contactado era a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26518" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de junho de 1888, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi um dos contribuintes da subscrição agenciada no Recife por Luiz Cintra a fim de serem ofertadas aos médicos que cuidaram da saúde de dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de agosto de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20953" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1888, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26589" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble  lecionava caligrafia na Escola Normal da Sociedade Propagadora de Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21362" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em anúncio, Ducasble atestava ter feito com sucesso uso do Elixir <em>Cabeça de Negro</em> sedativo contra o reumatismo, fórmula do dr. Santa Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21480" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Abertura da exposição prévia dos produtos que deveriam ir para a Exposição Universal de Paris, dentre eles objetos artísticos de Ducasble, que recebeu o diploma de 1ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/2" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 14 de janeiro de 1889, terceira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21684" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1889, quarta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21820" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito conselheiro da diretoria da Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26650" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de janeiro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi de sua autoria a fotografia do projeto do monumento em homenagem à abolição da escravidão que seria erigido em Olinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26704" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi escolhido delegado da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22387" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de maio de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ducasble produziu uma fotografia do pessoal da Companhia de Bombeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/378" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 17 de maio de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris</a>, realizada entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, ganhou medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos e também por lenços bordados e rendas. Além disso, expôs 5 quadros, móveis, jóias e antiguidades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro, quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27617" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 24 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>). Segunda a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306975/2981" target="_blank">Revista do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional de 1946</a>, Ducasble talvez tenha sido o <em>primeiro a enviar peças antigas brasileiras ou luso-brasileiras para serem mostradas fora do país</em>. Nessa mesma exposição, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> participou com vistas do Rio de Janeiro, vistas marinhas e paisagens e, de acordo com Maria Inez Turazzi, recebeu a medalha de bronze. Segundo o Auxiliador da Indústria Nacional, ele teria recebido a medalha de prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302295/25715" target="_blank"><em>O Auxiliador da Indústria Nacional</em>, 1889</a>). O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</a> recebeu uma medalha de bronze. Outros fotógrafos que participaram foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945" target="_blank">Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906)</a>, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), Nicholson &amp; Ferreira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco  (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>. Foi também nessa exposição que a Torre Eiffel, na época a mais alta estrutura do mundo, foi inaugurada.</p>
<p>Ducasble estava presente no banquete realizado em 3 de outubro, no restaurante <em>Voisin</em> para a despedida de Visconde de Cavalcanti (1829 &#8211; 1899), presidente do Comissariado Geral do Brasil junto à Exposição Universal de Paris, que retornaria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/23848" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos fotógrafos incluídos no livro <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a>. </em>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845-1912)</a> foi o responsável pelo livro, considerado a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Foi um dos livros que inaugurou a ilustração fotográfica do Brasil e é considerado por muitos uma espécie de balanço final do período imperial. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia também fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 -?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. O <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a> </em>foi o primeiro do gênero publicado depois do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>,</em> primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 – 1881)</a> e texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), reeditado em 1941.</p>
<p>Sua proposta para a confecção do quadro de retratos da turma do 5º ano da Faculdade de Direito foi vencida pela a de Constantino Barza, sucessor do fotógrafo berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de julho de 1889, quinta coluna</a>). Em anúncio, Ducasble convidada os quintanistas que quisessem fazer parte do <em>grupo da Torre Eiffel</em> para irem a sua galeria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27389" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de agosto de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de estudos cenográficos de um ex-aluno da Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22850" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de julho de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble compareceu em Paris à missa celebrada pelo abade , na Igreja de Saint Augustin, em 25 de julho, a mando do Barão de Penedo, em desagravo ao atentado sofrido por d. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103950/8256"><em>Gazeta do Norte</em>, 8 de setembro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Escreveu uma carta informando sobre o sucesso dos produtos pernambucanos exibidos na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23222" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava à venda na Galeria Ducasble fotografias da armação funerária da Igreja da Penha para as exéquias pela morte de dom Luiz I de Portugal (1838 &#8211; 1889) celebradas pela colônia portuguesa do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23915" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Duscable foi viver em Paris e abriu a farmácia Ducasbline, onde vendia remédios que produziu a partir de seus estudos sobre a flora brasileira e <em>conseguindo a custa a custa de pacientes investigações e meticulosas experiências o conhecimento perfeito das propriedades medicinais de muitas plantas, submeteu-as a processos científicos manipulando assim os medicamentos </em>vendidos em seu estabelecimento parisiense. Segundo carta enviada por Ducasble à redação do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, em dezembro de 1900, seus medicamentos eram aconselhados pelo Instituto Médico de Paris e e estavam obtendo resultado <em>maravilhosos</em> em casos de anemia, bronquite e outras doenças (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9667" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de dezembro de 1900, terceira coluna</a></span>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Foi publicada uma cobrança de impostos relativa ao imóvel que seu estabelecimento fotográfico ocupava na Rua Barão da Vitória, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6302" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 9 de abril de 1890, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria, Ducasble, exposição de pinturas de paisagens de Frederico Desidério de Barros, cenógrafo da Companhia Heller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28487" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de julho de 1890, última coluna</a>). Cerca de 2 meses depois, exposição de pinturas de paisagens do <em>hábil amador e acadêmico</em> José de Castro Paes Barreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28720" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de setembro de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Ducasble anunciou sua volta ao Brasil após uma temporada em Paris e a reabertura de seu ateliê de moda no Recife. Havia <em>condescendência nos preços </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/1916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê da Photografia Ducasble, exposição de retratos a óleo dos barões de Itapessuna e de Caiará, realizados por Frederico Ramos a partir de pequenas fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6826" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 14 de novembro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble na avenida de La Grande Armée, em Paris, na França. Também anunciava a venda de antiguidades e de objetos que por <em>afluência de artigos</em> tinham deixado de ir para a Exposição Universal de Paris, no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29023" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1890, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; Para exportação 30 litros de licor foram embarcados por Madame Ducasble no vapor francês <em>Equateur</em>, que iria para Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3172" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de maio de 1891, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de uma denúncia de Ducasble, que estava em Paris, sobre problemas de pagamento com a Comissão de Pernambuco na Exposição Universal em Paris em 1889, do qual havia sido representante diante da Comissão Central de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29505" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de maio de 1891, terceira coluna</a>). Dois dias depois, a comissão publicou sua versão dos fatos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29509" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14351" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><img class="wp-image-14351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/memorial.jpg" alt="memorial" width="218" height="244" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de novembro de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Ducasble presenteou o <em>Diário de Pernambuco</em> <em>com uma fotografia do cadafalso ereto na matriz de Boa Vista por ocasião das exéquias em memória de dom Pedro de Alcântara</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1892, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi no ateliê de Ducasble, que o fotógrafo português naturalizado brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a>, recém chegado no Recife a bordo do vapor nacional <em>Olinda</em>, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/5065"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>) expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma propaganda da Galeria Ducasble onde foram destacados os prêmios conferidos a ela e o fato de ter sempre <em>à escolha de seus numerosíssimo fregueses fotografias artísticas onde o belo resplandece ante os efeitos de luz bem combinada e verdadeiros modelos que a crítica mais exigente jamais poderá ferir</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32800" target="_blank">J<em>ornal de Recife</em>, 30 de agosto de 1892, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Ducasble registrou no Teatro de Santa Isabel, o pano de anúncios pintado por Libânio do Amaral (? &#8211; 1920) para o referido teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/33036" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de outubro de 1892, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Falecimento de Urraca, esposa de Ducasble, de meningite. Foi enterrada no Cemitério Público de Santo Amaro e a missa de sétimo dia foi celebrada na matriz da Graça, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8241" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de junho de 1893, primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31111" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de junho de 1893, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8260" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1893, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A antiga Photographia Ducasble passou a ser dirigida por um <em>fotógrafo de grande prática dispondo para a execução de seus trabalhos de um pessoal técnico competentemente habilitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8928" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1893, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a>). O fotógrafo em questão era Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34223" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de agosto de 1894, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14352" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><img class="wp-image-14352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria3.jpg" alt="galeria3" width="223" height="611" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14356" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><img class="wp-image-14356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria4.jpg" alt="galeria4" width="229" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de setembro de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; <em>Representada pelos parentes presentes e ausentes</em>, foi celebrada uma missa pelo primeiro ano da morte de Urraca Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10029" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de junho de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Casamento civil de Alfredo Ducasble Filho com Maria Hermelinda Magalhães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35779" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211;  Alfredo Ducasble foi aprovado como benfeitor da Sociedade Propagadora Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/17961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Alfredo Ducasble Filho era representante da fábrica O Moinho de Ouro, produtora de chocolates, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/8745" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de abril de 1900, terceira coluna</a>). Posteriomente, passou a ser representante de um laboratório farmacêutico francês e<em> viajante geral</em> do Almanack Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9971" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 5 de março de 1901, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21401" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 25 de agosto de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um leilão na antiga Photographia Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província</em> &#8211; Órgão do Partido Liberal, 12 de dezembro de 1900, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14323" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637"><img class="wp-image-14323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/leilão.jpg" alt="leilão" width="241" height="114" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 12 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>Alfredo Ducasble Filho era o representante no Brasil do grupo Pollaion-Ducasble, de produtos farmacêuticos, sediado em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/10011" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal, </em>14 de março de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; A leitura do livro de Ducasble, <em>Curso de caligrafia prática</em>, foi indicado aos alunos pela Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de maio de 1902, quinta coluna</a>). Em 1904 e em 1906 foi adotado pelas escolas municipais do Recife.</p>
<p>Faleceu de nefrite a alagoana Maria Vitoria Soares, filha de Ducasble e viúva de Emilio Soares. No anúncio de morte, foi mencionado que seu pai residia em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12348" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 2 de setembro de 1902, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3900" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de setembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- No Rio de Janeiro, com pouco menos de 5 anos, falecimento de Adalgisa Ducasble, filha de Ducasble Filho e neta de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/7769" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de abril de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Alfredo Ducasble Filho e sua família viviam no bairro do Encantado, no Rio de Janeiro. Acolheram uma criança que havia sido maltratada por sua mãe adotiva, mas apesar dos cuidados, ela faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9757" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 18 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na primeira página do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, foi publicada uma fotografia de melhoramentos no Porto de Recife com crédito para Ducasble Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21425" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 30 de agosto de 1910</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Na Sociedade da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro, Maria Magalhães Ducasble, filha de Ducasble Filho, recebeu o diploma de enfermeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/14004" target="_blank"><em>A Época</em>, 4 de maio de 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi doado ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma coleção de cédulas e moedas que o governo do estado havia comprado de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/8739" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Desquite de Ducasble Filho e Maria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Foi ofertada ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma fotografia produzida por Ducasble, em 1888, de Joaquim Nabuco.  A foto havia pertencido a Antônio Machado Gomes da Silva e seu neto, Adolfo da Silva Neto, a doou para a instituição(<em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de dezembro de 1931, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre o pintor alagoano Rosalvo Ribeiro (1865 &#8211; 1915), Ducasble foi citado como seu admirador, que teria batizado uma das obras de Rosalvo de<em> L´innocence</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de outubro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Em uma matéria sobre a vida do pintor pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), a Galeria Ducasble foi citada como um dos lugares mais frequentados por ele  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/22483" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de maio de 1946, gunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Nas memórias de Telles Júnior, na ocasião do centenário de seu nascimento, Ducasble foi citado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/7329" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1951, penúltima coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Fotografias produzidas por Ducasble foram publicadas no livro, <em>Álbum de Pernambuco e seus arrabaldes</em>, organizado por Gilberto Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/67370" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de novembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong></span> &#8211; Em Washington, capital dos Estados Unidos, fotografias de Ducasble, Insley Pacheco e Alberto Henschel encontradas na coleção Oliveira Lima foram expostas no Instituto Cultural Brasileiro Americano. Essas fotografias foram redescobertas por acaso pelo diretor da citada instituição, José Neinstein, quando ele foi pesquisar um livro raro sobre o Brasil na Biblioteca da Universidade Católica de Washington, em fins de abril de 1977 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/163414" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de junho de 1977, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Publicação, no Diário de Pernambuco, de uma fotografia de Joaquim Nabuco, produzida por Ducasble, em 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/123532" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1978</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14684" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank"><img class="  wp-image-14684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="648" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank">Joaquim Nabuco fotografado por Ducasble em 1887 / Diário de Pernambuco, 17 de setembro de 1978</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Primórdios da fotografia na Paraíba</em>. <em>Correio das Artes</em> &#8211; suplemento literário do jornal <em>A União</em>, João Pessoa, 27 de novembro de 1983.</p>
<p>CORNELI, René; MUSSELY, Pierre. <em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle</a>.</em> Bruxelles: Typographie et Lithographie Ad Mertens, 1886, pág. 346.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21991/alfredo-ducasble" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Geográfico Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. Cotia(SP) : Ateliê Editorial, 1999.</p>
<p><a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=9590" target="_blank">Revista do IPHAN, nº 26 &#8211; 1997</a></p>
<p><a href="http://www.arquivonacional.gov.br/br/ultimas-noticias/1510-serie-retratos-modernos-alfredo-ducasble.html" target="_blank">Site do Arquivo Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; III &#8211; O Palácio Monroe</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2016 13:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série "O Rio de Janeiro desaparecido"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6248</guid>
		<description><![CDATA[O Palácio Monroe, que na época de sua construção não tinha esse nome, foi a sede do Pavilhão Brasil na Exposição Universal de Saint Louis, também conhecida como Feira Mundial de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904, em conjunto com os III Jogos Olímpicos. O prédio de estilo eclético, cujo projeto foi do político e engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 - 1935),  conquistou o principal prêmio de arquitetura do evento. Pela primeira vez que arquitetura brasileira recebia reconhecimento internacional. Em 1906, foi remontado, no Rio de Janeiro, onde tornou-se um ícone da cidade, para sediar o III Congresso Pan-americano, e recebeu a denominação de Palácio Monroe. Em 1976, foi demolido.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 735px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/796" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/796/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="725" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/796" target="_blank">Marinho, P.; A. Editora. Exposição Universal de S. Luiz : o pavilhão do Brasil, 1904?. Missouri, Estados Unidos / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>O Palácio Monroe, que na época de sua construção não tinha esse nome, <a href="http://atthefair.homestead.com/Nations/Brazil.html" target="_blank">foi a sede do pavilhão do Brasil na Exposição Universal de Saint Louis</a>, também conhecida como Feira Mundial de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904, em conjunto com os III Jogos Olímpicos da Era Moderna. Foi com uma premiação do Monroe que, pela primeira vez, a arquitetura brasileira recebia reconhecimento internacional. O prédio de estilo eclético, cujo projeto foi do político e engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 &#8211; 1935), que já havia projetado o Pavilhão do Brasil na Feira de Chicago, em 1893, conquistou o principal prêmio de arquitetura do evento, o Grande Prêmio Medalha de Ouro. Foi prefeito do Rio de Janeiro, entre 1906 e 1909, e imortalizado como nome de hospital.</p>
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<div id="attachment_44151" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sousa_Aguiar#/media/Ficheiro:Francisco_Marcelino_de_Sousa_Aguiar,_sem_data.tif" target="_blank"><img class="wp-image-44151 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/SOUZA.jpg" alt="SOUZA" width="392" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sousa_Aguiar#/media/Ficheiro:Francisco_Marcelino_de_Sousa_Aguiar,_sem_data.tif" target="_blank">Marechal Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855 &#8211; 1935), autor do projeto do Palácio Monroe / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22PAL%C3%81CIO+MONROE%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Palácio Monroe disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
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<p>A primeira página da edição dominical do jornal <em>The St. Louis Republic</em> de 10 de abril de 1904 foi dedicada à obra brasileira:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Observando, procura-se em vão uma simples falha, um ponto onde a vista sinta a aspereza de uma linha, onde uma curva, uma janela, qualquer decoração desagrade. Essa construção representa um poema&#8221;</em>.</span></p>
<p>No <em>The Post Dispatch</em>, de 24 de maio de 1904, lia-se:</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>O edifício do Brasil que vai ser hoje inaugurado é um dos mais belos da Exposição e também do mundo. Bastaria que as mesmas ideias seguidas no projeto e na construção, quanto à ordem, proporções, harmonia e, sobretudo, apropriações fossem tomadas como norma na vida de qualquer país para desenvolvê-lo, torná-lo grandioso em tudo quanto o espírito de seu povo possa conceber e as mãos humanas executar&#8221;</em>.</span></p>
<p>Como sua estrutura era toda metálica, o prédio pode ser desmontado e remontado. Sua pedra fundamental foi lançada, no Rio de Janeiro, em novembro de 1905, com a presença de Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), presidente da República, ministros e outras autoridades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10951" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de novembro de 1905, na quinta coluna, sob o título &#8220;Pavilhão de S. Luiz&#8221;</a>). Foi remontado no final da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central.</a> Com três domos, o maior erguido a 40 metros de altura, leões esculpidos em mármore de Carrara e ladeado por 36 colunas gregas, destacava-se na paisagem à beira-mar.</p>
<p>Em 1906, o Palácio do Itamaraty foi descartado para sediar o III Congresso Pan-americano, no Rio de Janeiro, e decidido que o então Pavilhão de São Luiz, futuro Palácio Monroe, abrigaria o evento (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;pagfis=11350" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 27 de abril de 1906, na sétima coluna</a>). Foram realizadas obras e ele foi erguido no fim da rua do Passeio, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">avenida Central, atual Rio Branco</a>, ponto mais nobre da capital do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/11671" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de junho de 1906, na quinta coluna</a>). O congresso foi aberto em 23 de julho de 1906 e prolongou-se até o dia 27 de agosto de 1906 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12056" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 24 de julho de 1906</a>).</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2720" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2720/014AM001013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2720" target="_blank">Augusto Malta. Pelotão de ciclistas da marinha em frente ao palácio Monroe, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Originalmente, o prédio ia se chamar Palácio São Luiz porém, durante o evento, o ministro das Relações Exteriores, o barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912), batizou o edifício de Palácio Monroe, uma homenagem ao presidente norte- americano James Monroe (1758 &#8211; 1831), idealizador do Pan-americanismo.</p>
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<div style="width: 838px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3776" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3776/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="828" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3776" target="_blank">Antônio Caetano da Costa Ribeiro. Entrada da barra do Rio de Janeiro, Brazil : : vista panorâmica, 1910 &#8211; 1915. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>O Palácio Monroe tornou-se um ícone do Rio de Janeiro e sua imagem foi estampada em porcelanas, pratos, talheres, caixas de jóias, tinteiros, cartões-postais e em papéis de carta (<a href="https://infograficos.oglobo.globo.com/rio/especial-monroe.html" target="_blank"><em>O Globo</em></a>) . Também ilustrou a cédula de 200 réis emitida em 1919.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/cedula1.jpg"><img class=" size-full wp-image-19722 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/cedula1.jpg" alt="cedula1" width="745" height="339" /></a></p>
<div id="attachment_19723" style="width: 755px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/cedula2.jpg"><img class="wp-image-19723 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/cedula2.jpg" alt="cedula2" width="745" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Cédula de 200 reis que circulou entre a década de 20 e 50</p></div>
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<p>Nos anos que se seguiram ao III Congresso Pan-americano, o Palácio Monroe sediou recepções, formaturas, congressos e até velórios. Entre 1911 e 1914, foi a sede provisória do Ministério da Viação. De 1914 a 1922 sediou a Câmara dos Deputados. Em 20 de setembro de 1920, o palácio foi palco de uma homenagem ao <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto I da Bélgica (1875 &#8211; 1934)</a>, em visita oficial ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3179" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia; color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">O Paiz</span></em>, 21 de setembro de 1920)</a>. Em junho de 1922, passou a sediar a Comissão Executiva da Exposição do Centenário da Independência do Brasil.</p>
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<div style="width: 823px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4723" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4723/002080Vol01Cx0306.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="813" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4723" target="_blank">Guilherme Santos. Visita do Rei da Bélgica, Alberto I, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A partir de 1925, abrigou o Senado Federal, anteriormente sediado no <span style="color: #333333;">Palácio Conde dos Arcos</span> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/37311" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de abril de 1925</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/21060" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 e 5 de maio de 1920</a>). Entre 1923 e 1925, para adaptar-se às necessidades de seu novo ocupante,  sofreu grandes mudanças arquitetônicas: construção de um piso intermediário e de um ao redor da cúpula e do terraço, além da instalação de elevadores e do envidraçamento de duas <em>loggias</em> laterais &#8211; espécie de varandas.</p>
<p>Durante a Revolução de 30, foi o quartel-general das tropas gaúchas, no Rio de Janeiro.</p>
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<div id="attachment_45666" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11604" target="_blank"><img class=" wp-image-45666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/07/tropa.jpg" alt="Revolução de 1930; tropa gaúcha a cavalo em frente ao Palácio Monroe e ao Obelisco, 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS" width="699" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11604" target="_blank">Revolução de 1930; tropa gaúcha a cavalo em frente ao Palácio Monroe e ao Obelisco, 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Em 1945, foi provisoriamente sede do Tribunal Superior Eleitoral. Voltou a abrigar o Senado em 1946. Com a transferência da capital federal do Rio para Brasília, em 1960, o Senado seguiu para a nova capital, mas manteve o &#8220;Senadinho&#8221; no Monroe até 1975 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/54101" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de abril de 1975</a>). Em 1961, o Monroe passou a sediar o Estado Maior das Forças Armadas.</p>
<p>Em julho de 1972, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) propôs ao Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) o tombamento do conjunto arquitetônico remanescente da antiga avenida Central, atual Rio Branco, composto pelo Obelisco, pelo Tribunal de Justiça, pela Biblioteca Nacional, pela Escola de Belas Artes, pelo Derby Clube, pelo Jockey Club, pelo Clube Naval, pelo Teatro Municipal, pelo Monroe e pela Assembleia. O parecer do relator do processo, o arquiteto Paulo Santos (1904 &#8211; 1988), foi favorável à preservação. Cerca de dois meses depois, o arquiteto e urbanista Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998) apresentou ao IPHAN, de onde era aposentado, o texto “Problema Mal Posto”, rebatendo o parecer de Paulo Santos. Nele justificava a demolição do Monroe por uma questão de “desafogo da área”. Para a geração dos arquitetos modernistas, da qual Lúcio Costa era um importante integrante, o ecletismo não era considerado autêntico.</p>
<p>Em fevereiro de 1973,  o conselho superior do IPHAN realizou a sessão final sobre o processo de tombamento, quando a proposta de Lúcio Costa de avaliar, em separado, os prédios foi aprovada. Não entraram no livro de tombamento o<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"> Jockey Club, o Derby Clube</a> e o Palácio Monroe.</p>
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<div style="width: 761px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4761" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4761/013RJ001010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="751" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4761" target="_blank">Augusto Malta. Avenida Rio Branco, após substituição da iluminação a gás por lâmpadas incandescentes; ao fundo, o Palácio Monroe, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Em 1974, foi iniciado o debate em torno da destruição do Monroe que supostamente estaria atrapalhando a obra da estação Cinelândia do metrô carioca. A polêmica tomou conta dos jornais e uma comissão do Instituto Geográfico e Histórico Brasileiro aprovou um parecer que recomendava ao IPHAN a preservação do prédio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/39549" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de agosto de 1974, na primeira coluna</a>). O Clube de Engenharia também manifestou-se contra a demolição (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/48393" target="_blank">17 de janeiro, na primeira coluna</a> e<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/49806" target="_blank"> 22 de fevereiro de 1975, na terceira coluna</a>). Em 04 de julho de 1974, o arquiteto e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Wladimir Alves de Souza (1908 &#8211; 1994), declarou que<em> a demolição do Palácio Monroe possibilitaria à cidade ganhar uma área ajardinada, um complemento do Passeio Público</em> (<em>O Globo</em>, 4 de julho de 1974).</p>
<p>Após uma intensa campanha em prol da destruição do Monroe, que contou com o apoio do jornal <em>O GLOBO</em>, a demolição do prédio foi autorizada pelo presidente da República, Ernesto Geisel (1907 &#8211; 1996), em outubro de 1975 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/63251" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de outubro de 1975, no &#8220;Informe JB&#8221;</a> e <em>O Globo</em>, 11 de outubro de 1975, pág. 2). Foi iniciada em 5 de janeiro de 1976 por 15 operários da Aghil Comércio de Ferro Ltda cujo proprietário era propriedade de Antônio Gonçalves da Silva (19? ?), que havia ganhado a concorrência para demolir o palácio  (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/68652" target="_blank">3 de janeiro</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/68810" target="_blank">6 de janeiro </a>de 1976). Em junho, foi derrubada sua última parede (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/158367" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de junho de 1976</a>).</p>
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<div style="width: 733px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2788" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2788/014AM012064.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="723" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2788" target="_blank">Augusto Malta. Palácio Monroe, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Os objetos de valor foram removidos, dentre eles os vitrais e as estátuas. Dois dos icônicos leões de mármore, obras do escultor italiano Vaccari Sonino, estão na  entrada da Fazenda São Geraldo, em Uberaba, Minas Gerais, e outros dois estão expostos no Instituto Ricardo Brennand no Recife. Algumas das peças do Monroe estão no Museu do Senado, em Brasília.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/monroe.jpg"><img class="size-full wp-image-44155 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/monroe.jpg" alt="O GLOBO, 27 de fevereiro de 1976" width="349" height="450" /></a></p>
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<div id="attachment_44157" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/monroe1.jpg"><img class="wp-image-44157 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/monroe1.jpg" alt="monroe1" width="483" height="227" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 27 de fevereiro de 1976</p></div>
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<p>No lugar do Palácio Monroe, existe hoje a Praça Mahatma Gandhi, com um estacionamento subterrâneo e com o maior chafariz do Rio de Janeiro &#8211; com 10 metros de altura -, comprado na Áustria pelo governo imperial brasileiro, em 1878.  Em homenagem ao palácio, é chamado de Chafariz do Monroe. No estilo Napoleão III,  é uma obra do escultor francês Mathurin Moreau (1822 &#8211; 1912), que foi executada na fundição francesa <i>Societé Anonyme des Hauts-Fourneaux &amp; Fonderies du Val d’Osne.</i></p>
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<div style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mathurin_Moreau#/media/Ficheiro:Mathurin_Moreau_1822-1912.jpg" target="_blank"><img class="" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fe/Mathurin_Moreau_1822-1912.jpg/500px-Mathurin_Moreau_1822-1912.jpg" alt="" width="315" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mathurin_Moreau#/media/Ficheiro:Mathurin_Moreau_1822-1912.jpg" target="_blank">Mathurin Moreau  (182-1912)</a></p></div>
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<div style="width: 706px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodorio.com/chafariz-da-praca-mahatma-gandhi-vira-latrina-a-ceu-aberto-no-centro-do-rio/" target="_blank"><img src="https://diariodorio.com/wp-content/uploads/2023/05/DSC01917-696x392-1.jpg" alt="" width="696" height="392" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodorio.com/chafariz-da-praca-mahatma-gandhi-vira-latrina-a-ceu-aberto-no-centro-do-rio/" target="_blank">Chafariz do Monroe / Diário do Rio</a></p></div>
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<p>Em setembro de 2015, o Museu do Senado redescobriu peças históricas do Palácio Monroe. Dezesseis caixas que estavam fechadas havia quatro décadas foram abertas e revelaram um acervo de enorme valor histórico: lustres, espelhos e outros objetos que pertenceram ao Palácio Monroe.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O7zRG6ORKn4" target="_blank">Link para o filme &#8220;Arquivo S conta a história do Palácio Monroe, antiga sede do Senado&#8221;</a>.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/43021" target="_blank">Link para a matéria <em>Vesperal no Palácio Monroe</em>, publicada na revista <em>A Cigarra,</em> de agosto de 1948, de José Leal com fotografias de Marcel Cognac</a>.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/a-beleza-do-palacio-monroe-13208712" target="_blank">Link para a matéria <em>A beleza do Palácio Monroe</em>, publicada no O Globo de 12 de julho de 2014, que traz imagens da demolição do prédio.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/30666" target="_blank">Link para a carta do historiador Feliciano Thaumaturgo Mendes de Moraes em defesa do Palácio Monroe, publicada no<em> Jornal do Commercio</em> de 21 de agosto de 1974.</a></p>
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<p><span style="color: #800000;">O título desse artigo foi alterado de <em>O Palácio Monroe</em> para <em>Série O Rio de Janeiro desaparecido </em>III<em> &#8211; O Palácio Monroe</em>, em 16 de setembro de 2021.</span></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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