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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Iphan</title>
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		<title>E o choro tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro!</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Apr 2024 14:11:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
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		<category><![CDATA[choro]]></category>
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		<category><![CDATA[música popular brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Pixinguinha]]></category>

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		<description><![CDATA[No Dia Nacional do Choro, com a publicação de fotos do conjunto musical "Os Batutas", do qual o flautista, saxofonista, compositor e arranjador Pixinguinha (1897 - 1973) fazia parte, a Brasiliana Fotográfica celebra a declaração pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - do gênero musical choro como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. A decisão foi tomada, no dia 29 de fevereiro de 2024, durante a 103ª reunião do Conselho Consultivo do IPHAN, em Brasília, com aprovação unânime. Com a decisão, o IPHAN e os detentores do bem cultural passam a desenvolver políticas públicas de salvaguarda, resgate histórico e promoção do choro em todo o país. Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira e contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Nacional do Choro, com a publicação de fotos do conjunto musical <em>Os Batutas, </em>do qual 0 flautista, saxofonista, compositor e arranjador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501">Pixinguinha (1897 &#8211; 1973)</a> fazia parte<i>,</i> a Brasiliana Fotográfica celebra a declaração pelo IPHAN -Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; do gênero musical <span style="color: #800000;"><strong>choro</strong><span style="color: #000000;">, <span style="color: #333300;">que nasceu no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX, </span></span></span>como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Pixinguinha, pseudônimo do carioca Alfredo da Rocha Viana Filho, é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira e<em> contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva </em>(<a href="https://ims.com.br/publicacao/pixinguinha-ineditas-e-redescobertas/">Site do IMS</a>). A comemoração do Dia Nacional do Choro, iniciada em 2005 pela Comunidade de Prática da Música – Incubadora Cultural Gênesis PUC-Rio, é realizada em 23 de abril, em homenagem à data de nascimento de Pixinguinha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 719px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8907" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8907/A02F02P02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="709" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8907" target="_blank">Os Batutas. c. 1923. Sebastião Cirino (trompete/piston), Euclides Virgulino (bateria), Pixinguinha (saxofone), Fausto Mozart Corrêa (piano), José Monteiro (violão e banjo), José Batista Paraíso (saxofone) e Esmerino Cardoso (trombone de vara) / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=batutas">Acessando o link para as imagens dos <em>Batutas</em> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>A decisão de tornar o <span style="color: #800000;"><strong>choro</strong></span> ou <strong><span style="color: #800000;">chorinho</span></strong> Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro foi tomada, no dia 29 de fevereiro de 2024, no último dia da 103ª reunião do Conselho Consultivo do IPHAN, em Brasília, com aprovação unânime. O parecer foi da historiadora Marcia Chuva, conselheira do IPHAN. O pedido de registro do gênero musical como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro foi feito pelo Clube do Choro de Brasília, pela Casa do Choro do Rio de Janeiro, pelo Clube do Choro de Santos e por diversos <em>chorões</em> e <em>choronas</em> de todo o Brasil a partir de abaixo-assinados.</p>
<p>Com a decisão, o IPHAN e os detentores do bem cultural passam a desenvolver políticas públicas de salvaguarda, resgate histórico e promoção do <strong><span style="color: #800000;">choro</span> </strong>em todo o país. Segundo o  presidente do Iphan e do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, Leandro Grass, o <span style="color: #800000;"><strong>choro</strong></span> passa<em> a ser objeto da Política do Patrimônio Cultural brasileiro. Nosso compromisso agora é torná-lo ainda mais conhecido e amado, para que possa também ser um instrumento de Educação Patrimonial</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://ilumineoprojeto.com/patrimonio-cultural-imaterial-no-brasil-lista-representativa-e-disciplinas-nomeadas-pela-unesco-como-patrimonio-da-humanidade/"><img class="alignnone size-full wp-image-35685" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/choro2.jpg" alt="choro2" width="475" height="184" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também no dia 29, o Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganju Didè, em Cachoeira, na Bahia, foi tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro. No primeiro dia da reunião do IPHAN, ocorrido na véspera, dia 28 de fevereiro, o Conjunto da Estação Julio Prestes, em São Paulo, também havia sido tombado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>“Ainda em vida, Pixinguinha tornou-se um clássico. Definido e definitivo. Para aqueles que o conheceram e com ele trabalharam, foi um dos mais estupendos exemplares da espécie humana</em></span></strong><strong><span style="color: #800000;"><em>”.</em></span></strong></p>
<p style="text-align: right;">Carlos Heitor Cony (1926 &#8211; 2018)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26852" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26852" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/pixinguinha1.jpg" alt="Pixinguinha. Detalhe da foto, c. 1923 / Acervo IMS" width="519" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8907" target="_blank">Pixinguinha. Detalhe da foto, c. 1923 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Pixinguinha &#8211; Um choro de saudade</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Carlos Heitor Cony</p>
<p style="text-align: left;">Não sei se ainda há. Mas havia uma lei que proibia dar o nome de pessoas vivas a ruas, praças, becos, pontes, viadutos e demais logradouros públicos. Como se tratava de uma lei brasileira -e mais do que isso, de uma lei carioca-, tinha mais exceções do que regras. E uma dessas exceções, a mais justificada talvez, estava situada num distante subúrbio da cidade: rua Pixinguinha. Ele ainda estava vivo, e como.</p>
<p style="text-align: left;">A placa é azul, com letras brancas, mas tem um palavrão embaixo que procura explicar o homenageado: &#8220;musicólogo&#8221;. Para um homem que amava a música, a classificação é quase ofensiva. Pixinguinha nem sequer era músico. Era música -e essa seria a melhor palavra para defini-lo, explicá-lo e amá-lo.<br />
Foi Negrão de Lima, então governador da Guanabara, quem oficializou o nome da rua. Negrão aprendeu a amar Pixinguinha por influência de Paulo Bittencourt, dono do &#8220;Correio da Manhã&#8221;, homem a quem custava admirar alguém, mas, quando admirava, era para valer. Antes dos dois, um outro homem de bom gosto já apostava no rapazinho que tocava flauta: Arnaldo Guinle financiou a viagem dos Oito Batutas à Europa, em 1921, naquela que seria a nossa primeira caravana realmente cultural.<br />
Citando o governador Negrão de Lima, o jornalista Paulo Bittencourt e o milionário Arnaldo Guinle, pode-se supor que a glória de Pixinguinha tenha sido imposta de cima para baixo, o que não é verdade. Tampouco se tratou de um dos muitos exemplos em que a fama percorreu o tradicional caminho da arte popular: subiu de baixo para cima, como no caso de Pelé.<br />
Com Pixinguinha, a glória foi total, o amor e a admiração que soube provocar vinham de todos os lados: era o artista de gênio, o homem simples, o papo perfeito, a vida repartida com todos. Quem não gostava dele só podia ser mau-caráter, pois o velho Pixinga realizou, dentro e fora da música, uma das mais doces e gratificantes trajetórias de homem.<br />
Sua personalidade pode ser abordada de diversos modos. A começar pelo seu estranho apelido, feito do carinho de sua avó africana (&#8220;pizim dim&#8221; significa menino bom) e da gozação carioca de sua moléstia deformadora, bexiga, que, no caso dele, recebia o tratamento carinhoso de bexiguinha. Aceitando os dois apelidos -que mais tarde seriam fundidos em &#8220;Pixinguinha&#8221;-, ele assumia com humor e consciência a sua raça e a sua circunstância.<br />
Era um negro e era um carioca, como Machado de Assis, Lima Barreto e o padre José Maurício. Um carioca genuíno que não se deixou prostituir nem se avacalhar, emigrando para a zona sul: viveu agarrado aos subúrbios, aos bares que nunca estão na moda e, por isso, se tornam eternos enquanto duram. Agarrou-se também a um feitio de vida sem rancor e sem glória, ao pijama caseiro, à tradição das grandes comilanças dominicais, quando o angu ou a feijoada são para &#8220;durar três dias&#8221;.<br />
Carioca até na morte: o coração ameaçou falhar diversas vezes, mas só foi parar na sacristia de uma igreja em Ipanema, durante um batizado, quase sem agonia e sem escândalo. Só uma coisa faz um carioca do subúrbio ir parar em Ipanema (e vice-versa): batizado ou enterro.<br />
Como carioca, ele teria de se juntar vida afora com outros cariocas: Di Cavalcanti, Villa-Lobos, Vinicius de Morais, Orlando Silva, que foi, de longe, o seu melhor intérprete (&#8220;Rosa&#8221; e &#8220;Carinhoso&#8221;). Isso sem falar na turma da pesada, os antológicos do samba, que constituiriam a velha-guarda, em natural fase de extinção.<br />
Além de carioca, Pixinguinha foi flautista, antes mesmo de ser músico. E adotou a forma mais carioca da música: o chorinho, ao qual, mais tarde, daria uma dimensão bachiana. Como instrumentista, pertence à categoria de nossos poucos virtuoses, ao lado de Benedito Lacerda, Jacó do Bandolim e Baden Powell. Anos depois, seria virtuose em outro instrumento: o sax tenor. Mas, para ganhar dinheiro como orquestrador, curtia o seu piano e foi com ele que tornou lendária a sua capacidade de orquestrar ou arranjar qualquer loucura que lhe entregavam.<br />
Muitos desses arranjos são hoje de domínio público, ou seja, todos cantam e ninguém sabe quem fez, parecendo ter brotado por geração espontânea. É o caso, por exemplo, da introdução de &#8220;O Teu Cabelo Não Nega&#8221;, a marchinha dos irmãos Valença que Lamartine Babo requentou, Castro Barbosa gravou e Eleazar de Carvalho, então fuzileiro naval, fez a tuba dar o ritmo definitivo. O resultado é que até hoje a marchinha funciona como hino oficial do Carnaval.<br />
Como compositor, ele pertence mais à música erudita do que à popular. A maioria dos seus choros são obras-primas de contraponto e fuga, numa faixa que o ouvido apressado -ou rude- apreende apenas um pouco do ritmo ou da melodia. Mesmo assim, algumas de suas composições pertencem ao patrimônio de todas as épocas: agradam a jovens e a velhos, são músicas intemporais, são Pixinguinha.<br />
Ainda em vida, Pixinguinha tornou-se um clássico. Definido e definitivo. Para aqueles que o conheceram e com ele trabalharam, foi um dos mais estupendos exemplares da espécie humana.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0404200335.htm" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 4 de abril de 2003</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=XbhBywh0t2g.">Ouça aqui a história do choro <em>Carinhoso</em>, de Pixinguinha, uma das mais emblemáticas canções da música popular brasileira</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>O nascimento e a origem do choro</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35673" style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/chorinho/ngEbf8lSHTlOQg?hl=pt-br" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35673" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/choro1.jpg" alt="Chorinho (1941), de Cândido Portinari" width="656" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/chorinho/ngEbf8lSHTlOQg?hl=pt-br" target="_blank">Chorinho (1942), de Cândido Portinari</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230;.possivelmente a partir de 1870, pelo gênio do flautista Joaquim Antônio da Silva Callado Júnior nasce o “choro”, oriundo das classes menos abastadas, na cidade do Rio de Janeiro, especificamente nos bairros da Cidade Nova, Catete, Rocha, Andaraí, Tijuca, Estácio e nas vilas do centro antigo, onde esta classe média baixa residia. As maiores influências do choro vêm da polca e do lundu. Inicialmente o choro tinha três partes, posteriormente,passou a ter duas, sempre com características modulantes e de rondó&#8221;. </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230;Alguns pesquisadores acreditam que a palavra “choro” é  derivada do latim “chorus” (coro). Outra vertente de pesquisadores, como José Ramos Tinhorão, afirma que o termo é derivado do verbo “chorar”. Os choros lentos (influência dos lundus chorados ou doce-lundu), por parecerem um lamento, lembram o verbo “chorar” e quando os instrumentos de cordas, principalmente o violão, são tangidos ao mesmo tempo para o acompanhamento da flauta, lembram um estado de melancolia. Segundo Luís da Câmara Cascudo, a palavra seria uma derivação de “xolo”, certo tipo de baile que os escravos faziam nas fazendas. Da palavra derivou o vocábulo “xoro”, que foi alterado para “choro”. Já Ary Vasconcelos acredita que a palavra é uma corruptela de “choromeleiros”, certa corporação de músicos do período colonial que executavam as “charamelas”. Segundo Henrique Cazes, os instrumentos de palhetas “charamelas” são precursores dos oboés, fagotes e clarinetes. Na primeira década do século XX o termo “choro” já denominava  o gênero, como uma forma musical definida e não mais como sinônimo de uma roda de músicos que executavam músicas populares&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://dicionariompb.com.br/termo/choro/">Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-family: Georgia; color: maroon;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WAxQjY3MZgk" target="_blank"><span style="color: maroon;">Ouça aqui a reportagem </span><span style="color: #800000;"><em>Choro é declarado Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo IPHAN</em></span><span style="color: maroon;"><span style="color: #800000;">,</span> do Canal Gov</span></a></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-family: Georgia; color: maroon;"><a href="https://radiobatuta.ims.com.br/especiais/o-choro-e-raizes-da-musica-popular-brasileira" target="_blank"><span style="color: maroon;">Ouça aqui o programa </span><em><span style="font-family: Georgia; color: maroon;">O choro e raízes da música popular brasileira</span></em><span style="color: maroon;">, da Rádio Batuta</span></a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AMARAL, Euclides. <a href="https://www.academiadosamba.com.br/memoriasamba/bibliografia/pdf/livro-alguns-aspectos-da-mpb-2010.pdf" target="_blank"><em>Alguns aspectos da MPB</em></a>. Rio de Janeiro : Esteio Editora, 2010.</p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/termo/choro/" target="_blank">Dicionário Cravo Albim de Música Popular Brasileira</a></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0404200335.htm" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 4 de abril de 2003</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2024/02/28/conjunto-da-estacao-julio-prestes-e-tombado-definitivamente-pelo-iphan-e-passa-a-ter-protecao-contra-destruicao-demolicao-e-mutilacao.ghtml" target="_blank">G1</a></p>
<p><a href="https://radiobatuta.ims.com.br/especiais/o-choro-e-raizes-da-musica-popular-brasileira" target="_blank">Rádio Batuta</a></p>
<p><a href="https://appa.art.br/2023/04/20/dia-nacional-do-choro/" target="_blank">Site Appa &#8211; Arte e Cultura</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/publicacao/pixinguinha-ineditas-e-redescobertas/" target="_blank">Site Instituto Moreira Salles</a></p>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido XXVII e Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; V &#8211; O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jan 2024 13:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica hoje o 27º artigo da série "O Rio de Janeiro desaparecido" e o 5º da série "Os arquitetos do Rio de Janeiro", sobre os prédios do Jockey Club e do Derby Club, na Avenida Rio Branco, e sobre Heitor de Mello (1875 - 1920), autor do projeto dos dois edifícios. Com um registro de autoria de um fotógrafo ainda não identificado e duas estereoscopias de Guilherme Santos (1871 - 1966), o portal vai contar um pouco da história destas construções e de seu arquiteto, além de traçar um pequeno histórico dos dois clubes e do início do turfe no Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica publica hoje o 27º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>, sobre os prédios do Jockey Club e do Derby Club, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Rio Branco</a>, demolidos na década de 1970; e o 5º da série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em>, sobre Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920), autor do projeto dos dois edifícios. Com um registro de autoria de um fotógrafo ainda não identificado e duas estereoscopias de Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966), o portal vai contar um pouco da história destas construções e de seu arquiteto, além de traçar um pequeno histórico dos dois clubes e do início do turfe no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/102059" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Guilhermemalho-217x300.jpg" alt="Guilhermemalho" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/102059" target="_blank">Retrato do fotógrafo amador Guilherme Santos / <em>O Malho</em>, setembro de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1896)</a> foi um entusiasta da fotografia estereoscópica, tendo sido um dos pioneiros dessa técnica no Brasil, ao adquirir, em 1905, na França, o <em>Verascope, </em>um sistema de integração entre câmera e visor, que permitia ver imagens em 3D, produzidas a partir de duas fotos quase iguais, porém tiradas de ângulos um pouco diferentes. Eram impressas em uma placa de vidro e reproduziam a sensação de profundidade de maneira bem próxima da visão real. Antes dele, entre os anos de 1855 e 1862, o “Photographo da Casa Imperial”, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (1826 – c. 1886)</a>, favorito da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Christina (1822 &#8211; 1889) </a>e professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, havia produzido vários registros utilizando a técnica da estereoscopia. A <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Casa Leuzinger</a> também produziu fotografias estereoscópicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/365" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do edifício do Jockey Club e do Derby Club, na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>As sedes do Jockey Club e do Derby Club</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9509" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9509/002080Vol01Cx0301.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9509" target="_blank">Guilherme Santos. Os edifícios do Jockey Club e do Derby Club, c. 1915. Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <span style="color: #800000;"><strong>Jockey Club</strong></span> foi fundado, em 16 de julho de 1868, nos salões da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional <em>com o fim de dar corridas de cavallo no Prado Fluminense. </em>Seu primeiro presidente foi o comendador Mariano Procopio Ferreira Lage (1821 &#8211; 1872), empresário mineiro e diretor da Companhia União e Indústria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34353" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mariano_Proc%C3%B3pio#/media/Ficheiro:Marianoprocopio.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-34353 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey9.jpg" alt="jockey9" width="301" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mariano_Proc%C3%B3pio#/media/Ficheiro:Marianoprocopio.jpg" target="_blank">Mariano Procópio (1821 &#8211; 1872)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34451" style="width: 334px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/23184" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34451" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey14.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 17 de julho de 1868" width="324" height="247" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/23184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de julho de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1911, foi iniciada a construção de seu edifício-sede, na Avenida Rio Branco, nº 193,  inaugurado em 1913. A festa dos 45 anos do Jockey Club foi realizada, em 16 de julho de 1913, já na nova sede. Seu projeto foi do arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920). Como construtores, destacaram-se os engenheiros João Pradatzky e Francisco Peixoto. Foi durante décadas o ponto de encontro do mundanismo elegante e sofisticado da cidade.</p>
<p>O <span style="color: #800000;"><strong>Derby Club</strong></span>, clube de turfe, esportes equestres e atividades sociais, foi fundado, em 6 de março de 1885, sob a organização do engenheiro Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933).</p>
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<div id="attachment_34452" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8329" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34452" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey15.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 7 de março de 1885" width="317" height="161" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8329" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de março de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 237px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Frontin#/media/Ficheiro:Paulo_de_frontin_jockey_club.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7a/Paulo_de_frontin_jockey_club.jpg" alt="" width="227" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Frontin#/media/Ficheiro:Paulo_de_frontin_jockey_club.jpg" target="_blank">Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933)</a></p></div>
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<p>Seu hipódromo era o Prado do Itamaraty, onde hoje encontra-se o Estádio do Maracanã<i>. </i></p>
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<div id="attachment_34357" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey6.jpg"><img class="wp-image-34357 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey6.jpg" alt="jockey6" width="490" height="492" /></a><p class="wp-caption-text">Localização dos antigos prados do Derby Club e do Jockey Club</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34550" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/13215" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34550" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/derby.jpg" alt="Fon-Fon, 15 de março de 1913" width="345" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/13215" target="_blank">Lançamento da pedra fundamental da sede do Derby Club, na Avenida Rio Branco, com as presenças de Paulo de Frontin e de Heitor de Mello<em> / Fon-Fon,</em> 15 de março de 1913</a></p></div>
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<p>Em 6 de março de 1916, foi dada uma bênção ao segundo edifício-sede do Derby Club, também na Avenida Rio Branco e também projeto de Heitor de Mello. Ficava ao lado do prédio do Jockey Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/31021" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de março de 1916, penúltima colun</a>a).</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>A fusão do Jockey e do Derby originando o Jockey Club Brasileiro</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey211.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-34462" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey211.jpg" alt="jockey21" width="424" height="132" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1932, os dois principais clubes turfísticos da cidade do Rio de Janeiro, o Jockey e o Derby, fundiram-se, constituindo o Jockey Club Brasileiro. O conjunto dos dois imóveis na Avenida Rio Branco transformou-se na sede da nova entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/112518_01/1176" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, 6 de fevereiro de 1932, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_34649" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/112518_01/1172" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34649" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby4.jpg" alt="Jornal dos Sports, 5 de fevereiro de 1932" width="252" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/112518_01/1172" target="_blank"><em>Jornal dos Sports,</em> 5 de fevereiro de 1932</a></p></div>
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<p>No ano seguinte, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27444" target="_blank">Hipódromo da Gávea</a>, que havia sido inaugurado pelo Jockey Club, em 11 de julho de 1926, uma réplica do antigo Hipódromo de Longchamps no Bois de Boulogne e o palco mais tradicional do turfe brasileiro, sediou pela primeira vez a maior corrida de cavalo nacional, o GP Brasil, sacramentando a união das duas instituições. Foi disputado no primeiro domingo de agosto de 1933, no dia 6, e vencido pelo cavalo brasileiro Mossoró, montado por Justiniano Mesquita (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/83876" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 12 de agosto de 1933</a>).</p>
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<div id="attachment_34650" style="width: 362px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/83876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34650" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby5.jpg" alt="Fon-Fon, 12 de agosto de 1932" width="352" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/83876" target="_blank"><em>Fon-Fon!,</em> 12 de agosto de 1933</a></p></div>
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<p>A atual sede social do Jockey Club Brasileiro ocupa um quarteirão formado pela Avenida Amtônio Carlos, Nilo Peçanha, Almirante Barroso e Rua Debret, no Centro da cidade, e foi inaugurada em 16 de julho de 1974. Seu projeto foi justamente do arquiteto Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998), um dos principais defensores da demolição dos antigos prédios do Jockey e do Derby na Avenida Rio Branco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/148618" target="_blank"><em>Manchete</em>, edição especial, 1974</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_05/32677" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 16 de julho de 1974</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34453" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/763171/classicos-da-arquitetura-sede-do-jockey-clube-brasileiro-lucio-costa" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34453" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey16.jpg" alt="Sede do Jockey Club Brasileiro no Centro do Rio de Janeiro" width="534" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/763171/classicos-da-arquitetura-sede-do-jockey-clube-brasileiro-lucio-costa" target="_blank">Sede do Jockey Club Brasileiro no Centro do Rio de Janeiro</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno histórico da demolição</strong></em></span></p>
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<p>Em julho de 1972, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) propôs ao Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) o tombamento do conjunto arquitetônico remanescente da antiga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a>, composto pelo Obelisco, pelo Tribunal de Justiça, pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3688" target="_blank">Biblioteca Nacional</a>, pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333" target="_blank">Escola Nacional de Belas Artes</a>, pelo Derby Clube, pelo Jockey Club, pelo Clube Naval, pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Teatro Municipal</a>, pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a> e pela Assembleia. O parecer do relator do processo, o arquiteto Paulo Santos (1904 – 1988), foi favorável à preservação. Cerca de dois meses depois, o arquiteto e urbanista Lúcio Costa, que havia sido estagiário de Heitor de Mello, apresentou ao IPHAN, de onde era aposentado, o texto <em>Problema Mal Posto</em>, rebatendo o parecer de Paulo Santos, por não reconhecer mérito artístico nestes prédios. Em fevereiro de 1973,  o conselho superior do IPHAN realizou a sessão final sobre o processo de tombamento, quando a proposta de Lúcio Costa de avaliar, em separado, os prédios foi aprovada. Não entraram no livro de tombamento o Jockey Club, o Derby Club e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, todos demolidos ao longo da década de 1970. No lugar dos prédios do Jockey e do Derby foi erguido um edifício de 40 pavimentos. No lugar do Palácio Monroe, existe hoje o maior chafariz do Rio de Janeiro – com 10 metros de altura -, comprado na Áustria pelo governo imperial brasileiro, em 1878.  Em homenagem ao palácio, é chamado de Chafariz do Monroe. No estilo Napoleão III,  é uma obra de Mathurin Moreau, que foi executada na fundição francesa <i>Societé Anonyme des Hauts-Fourneaux &amp; Fonderies du Val d’Osne.</i></p>
<p>Curiosamente, Lúcio Costa, no artigo <em>Muita construção, alguma arquitetura e um milagre</em>, de 1951, declarou a respeito da arquitetura brasileira do período entre final do novecentos e início do século XX (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/10000" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, de 15 de junho de 1951, segunda coluna</a>):</p>
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<div id="attachment_34530" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/10000" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34530" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor6.jpg" alt="Correio da Manhã, 15 de junho de 1951" width="372" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/10000" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1951</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil do arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</strong></em></span></p>
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<p><em>&#8220;Não podemos deixar, neste primeiro número da revista &#8220;Architectura no Brasil&#8221;, de rendermos a nossa homenagem à memória desse ilustre e inolvidável cultor da architectura pátria. A ele devemos sem dúvida os primeiros passos para o embelezamento de nossa cidade, que estão sendo brilhantemente continuados pela pleiade de artistas que ele preparou&#8221;.</em> Assim começava o artigo, publicado em outubro de 1921,  que lembrava o primeiro ano de morte do arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34517" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/32" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34517" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitordemello2.jpg" alt="Heitor de Mello (18 - 1920) / Arquitetura  no Brasil" width="336" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/32" target="_blank">Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920) / <em>Arquitetura no Brasil</em>, outubro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Heitor de Mello foi um destacado arquiteto da segunda fase do ecletismo carioca, influenciado predominantemente pela École des Beaux Arts de Paris, via Escola de Belas Artes do Rio do Janeiro. Segundo Maria Lúcia Pinheiro Ramalho: <em>Heitor de Mello especializou-se no emprego dos estilos classicizantes da renascença francesa, utilizando-os de acordo com a função do edifício, numa forma bastante personalista do ecletismo tipológico. </em></p>
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<div id="attachment_34232" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=374258" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34232" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/heitordemello1.jpg" alt="Assinatura do arquiteto Heitor de Mello" width="206" height="89" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=374258" target="_blank">Assinatura do arquiteto Heitor de Mello</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1875, filho do almirante Custódio de Mello (1840 &#8211; 1902), um dos líderes da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> e, posteriormente, ministro da Marinha, da Guerra, e ministro interino das Relações Exteriores do governo do presidente Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895); e de Edelvira Pereira Pinto de Mello. Casou-se com Silvia Peixoto de Mello e tiveram duas filhas: Maria Cecília Mello Freeman e Maria Luiza Mello Sertório.</p>
<p style="text-align: left;">Segundo o crítico de arte José Mariano Carneiro da Cunha Filho (1881 &#8211; 1946): <em>não era um caçador de amigos, voluntarioso, áspero, incisivo, não poupava os medíocres, nem se apiedava dos incapazes. Combatido não deu trégua aos invejosos. Os inimigos temiam-lhe os epigramas, os invejosos a elegância de maneiras, as boas roupas talhadas nos alfaiates de Londres.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34231" style="width: 180px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=374258" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34231" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/heitordemello.jpg" alt="O arquiteto Heitor de Mello (1875 - 1920)" width="170" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=374258" target="_blank">O arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Iniciou seus estudos no Rio de Janeiro e passou um período na Europa. Heitor formou-se em Arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), onde estudou entre 1895 e 1900, sob a direção do escultor Rodolfo Bernadelli (1851-1931). Foi aluno de Adolfo Morales de Los Rios (1858 &#8211; 1928) e de Ernesto da Cunha de Araújo Vianna (1852-1920) e contemporâneo dos pintores Lucilio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939), Theodoro Braga (1872 &#8211; 1953) e João Timotheo da Costa (1878 &#8211; 1932), do escultor José Otávio Correa Lima (1878 &#8211; 1974) e do arquiteto Aluisio Stahlembrecher (18? &#8211; 19?), dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/20157" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de junho de 1899, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/106" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de janeiro de 1900, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34551" style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/106" target="_blank"><img class="wp-image-34551 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor13.jpg" alt="heitor13" width="387" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/106" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 18 de janeiro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1900, participou da exposição da Escola Nacional de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/1262" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de setembro de 1900, penúltima coluna</a>). Mais tarde, em 1913, Heitor tornou-se professor da instituição e lecionava Composições de Arquitetura, seu Desenho e Orçamentos. Em 1918, passou a professor catedrático.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34546" style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4456" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor12.jpg" alt="Adalberto de Mattos sobre Heitor de Mello / Illustração Brasileira, março de 1921" width="379" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4456" target="_blank">Adalberto de Mattos sobre Heitor de Mello <em>/ Illustração Brasileira</em>, março de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A importância da ENBA e de Heitor de Mello na formação de arquitetos foi ressaltada no artigo <em>O renascimento da Architectura no Brasil </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/102" target="_blank"><em>Architectura no Brasil</em>, outubro de 1921</a>):</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;Inaugurada a nova Escola Nacional de Bellas Artes. Formaram-se os primeiros arquitetos brasileiros tendo à frente Heitor de Mello. Daí para cá, todos os anos, têm-se sucedido novas turmas de jovens artistas, os pugnadores do ressurgimento arquitetonico do Brasil. Até hoje, todavia, eles não puderam ainda ser compreendidos, ou talvez não tivessem ainda número suficiente para vencer a onda invasora dos deturpadores da estética das nossas cidades. Heitor de Mello, entretanto impôs-se, nesse meio árido, pelo seu talento, sua cultura artística e sua coragem. Os que o acompanharam, os que souberam aproveitar as suas lições, tornaram-se grandes arquitectos, e, assim, possui, hoje o Rio de Janeiro, um grupo já numeroso, que assombrosamente vem se impondo á admiração do governo e do povo&#8221;.</em></p>
<p>Em 1º de julho de 1901, Heitor foi admitido como sócio do Club de Engenharia. Ainda na década de 1910, recebeu o Grande Prêmio de Arquitetura da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a>, da qual foi responsável pela perspectiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34536" style="width: 781px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34536" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor8.jpg" alt="Illustração Brasileira, março de 1921" width="771" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, março de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo o historiador da arquitetura Yves Bruand (1926 &#8211; 2011), o Escritório Técnico Heitor de Mello, fundado em 1898, foi <em>a primeira organização comercial de arquitetura no Brasil dedicada ao desenvolvimento de projetos, acompanhamento e fiscalização de obras. </em></p>
<p style="text-align: left;">Em 1905, a autoria de um de seus projetos, uma construção na Avenida Central, estava sendo atribuida a outro arquiteto. Heitor de Mello prontamente reagiu. A abertura da avenida foi uma das principais marcas da reforma urbana realizada por Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), o <em>bota-abaixo</em>, entre 1902 e 1906, período em que foi prefeito do Rio de Janeiro. Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Sob um temporal, a avenida foi aberta oficialmente, em 15 de novembro de 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=10404" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de novembro de 1905, na quinta coluna, sob o título “15 de Novembro”</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34560" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10610" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34560" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor14.jpg" alt="O Paiz, 28 de dezembro de 1905" width="257" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10610" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de dezembro de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1906, o edifício do Club de Engenharia, projeto de Raphael Rebecchi (1844 – 1922), que estava em construção na Avenida Central, sob a responsabilidade de Heitor de Mello, desabou causando a morte de dois operários, mas ele foi impronunciado pela Justiça (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10890" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 15 de fevereiro de 1906</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16371" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de junho de 1908, quarta coluna</a>). Cerca de um ano depois, participou da Exposição da Escola Nacional de Belas Artes com a exibição do projeto dele e de Francisco de Oliveira Passos (1878 – 1958), filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), para o novo prédio do Congresso Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14979" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de agosto de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1908, casou-se com Sylvia Rodrigues Peixoto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16549" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de junho de 1908, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Quando Heitor de Mello faleceu, em 15 de agosto de 1920, aos 44 anos, de uma nevrite cardíaca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/1952" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1920, quarta coluna</a>), Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960), um de seus discípulos, que já trabalhava com ele desde 1918, passou a ser sócio do escritório com o franco-suíço Francisque Couchet (18? – 19?). Memória também, em 1920, sucedeu Heitor como professor de desenho de ornatos e elementos de arquitetura e composição de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes. Em um artigo publicado em 1924, Memória e Cuchet referiram-se a Heitor de Mello como &#8230;<em>Genuíno gênio nacional que foi o arquiteto Heitor de Mello cuja atividade e proficiência dotaram o Rio de Janeiro de belos e grandiosos edifícios como o Jockey Club, Derby Club..</em>.(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/17948" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de janeiro de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34535" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/3242" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34535" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor7.jpg" alt="Correio da Manhã, 14 de setembro de 1920" width="252" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/3242" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de setembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Por iniciativa do já mencionado José Mariano Carneiro da Cunha Filho foi instituído, em 1921, o Prêmio Heitor de Mello, que seria anual, conferido em concurso público e julgado pelo Instituto Brasileiro de Arquitetos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/41" target="_blank"><em>Architectura Brasileira</em>, outubro de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 18 de dezembro, foi aberta na Escola Nacional de Belas Artes uma exposição com os trabalhos realizados por Heitor de Mello (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/4424" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de dezembro de 1920, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34464" style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24809" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34464" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey23.jpg" alt="Careta, 25 de dezembro de 1920" width="719" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24809" target="_blank">Na Academia de Belas Artes, exposição dos trabahos de Heitor de Mello /<em> Careta</em>, 25 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank">Um archictect</a>o</em>, de Adalberto Mattos, publicado, em março de 1921, na <em>Illustração Brasileira</em>, várias imagens de projetos de Heitor de Mello foram publicadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4454" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34537" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor9.jpg" alt="heitor9" width="419" height="534" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4455" target="_blank"><img class="alignnone  wp-image-34538" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor10.jpg" alt="heitor10" width="402" height="534" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/4456" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34539" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor11.jpg" alt="heitor11" width="417" height="529" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/32" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Lista dos principais trabalhos realizados por Heitor de Mello ao longo de 22 anos de vida profissional:</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/32" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-34518 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor1.jpg" alt="heitor1" width="346" height="520" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/32" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-34520 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor21.jpg" alt="heitor2" width="334" height="267" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/33" target="_blank"><img class="  wp-image-34522 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor31.jpg" alt="heitor3" width="332" height="417" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/33" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-34523 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor4.jpg" alt="heitor4" width="326" height="487" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/33" target="_blank"><img class="  wp-image-34525 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/heitor51.jpg" alt="heitor5" width="324" height="699" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Errata da listagem publicada no número seguinte da revista: o projeto do prédio de Antônio Maria da Costa, à Avenida Rio Branco, é de Morales de los Rios. A execução foi de Heitor de Mello (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, março de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/92" target="_blank"><em>Archictectura no Brasil</em>, novembro de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">A Brasiliana Fotográfica já publicou dois artigos sobre projetos de Heitor de Mello:</span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” XXIV – O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro</em>, de autoria da pesquisadora e editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, publicado em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33476" target="_blank"><em>O centenário do Palácio Pedro Ernesto</em>, de autoria da pesquisadora e editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, publicado em 21 de julho de 2023</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24809" target="_blank"> </a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O início do turfe do Brasil e pequeno histórico do Jockey Club e do Derby Club</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Início do turfe no Brasil </strong></em></span></p>
<p><a href="https://br.freepik.com/fotos-premium/cavalo-de-corrida-jokey-desenho-de-tinta-preto-e-branco_33653275.htm" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://img.freepik.com/fotos-premium/cavalo-de-corrida-jokey-desenho-de-tinta-preto-e-branco_725369-613.jpg" alt="Cavalo de corrida jokey. desenho de tinta preto e branco | Foto Premium" width="181" height="124" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mais antigo registro da realização de corridas de cavalo no Rio de Janeiro é de 25 de maio de 1814 e foi publicado na <em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>. As<em> carreiras</em> aconteciam na Praia de Botafogo e eram organizadas por um grupo de comerciantes ingleses estabelecidos na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34425" style="width: 895px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/749664/3032" target="_blank"><img class=" wp-image-34425" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey.jpg" alt="Gazeta do Rio de Janeiro, 25 de maio de 1813" width="885" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/749664/3032" target="_blank"><em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, 25 de maio de 1813</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há o registro das presenças de dom Pedro I (1798 &#8211; 1934) e de dona Leopoldina (1797 &#8211; 1924) em uma dessas corridas, realizada no dia 31 de julho de 1825, na Praia de Botafogo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/706744/668" target="_blank"><em>Diário Fluminense</em>, 2 de agosto de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34430" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/706744/668"><img class="size-full wp-image-34430" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey1.jpg" alt="Diário Fluminense, 2 de agosto de 1825" width="583" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/706744/668" target="_blank"><em>Diário Fluminense</em>, 2 de agosto de 1825</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 6 de março de 1847, foi publicado no<em> Jornal do Commercio</em>, um tipo de convocação para a instituição mais regular das atividades turfísticas no Brasil, origem da fundação do Club de Corridas, uma sociedade anônima. Os subscritores da iniciativa foram convidados para uma reunião no dia 15 de julho do mesmo ano, <em>em uma sala da assembleia do Cassino, defronte do Passeio Público</em>, quando foi instalada a associação, discutido seus estatutos e eleita sua diretoria (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/10601" target="_blank">6 de março de 1847, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/11165" target="_blank">14 de julho de 1847, segunda coluna</a>). O grupo do Club de Corridas era formado por Luis Alves de Lima e Silva (1803 &#8211; 1880), futuro Duque de Caxias, o coronel Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão (1802 &#8211; 1879), o cirurgião Antonio da Costa, o corretor de fundos Henry Harper, o agricultor e capitalista comendador Teles, o major João Guilherme Suckow, Alexander Reed e o Barão do Rio Bonito. O secretário da nova sociedade, João Pereira Darrigue Faro (1803 &#8211; 1856), segundo barão e primeiro visconde<b>  </b>do Rio Bonito<b>, </b>em nome de seu primeiro presidente, Luís Alves de Lima e Silva (1803 &#8211; 1880)<b>, </b>futuro Duque de Caxias, convocou os diretores do Club de Corridas à uma reunião, no dia 6 de dezembro, para tratar-se da comprar de um terreno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/11758" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de dezembro de 1847, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34432" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=2463809710615898&amp;set=pcb.2463809873949215" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34432" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey31.jpg" alt="O Duque de Caxias, aos 42 anos" width="247" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=2463809710615898&amp;set=pcb.2463809873949215" target="_blank">O Duque de Caxias, aos 42 anos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34431" style="width: 442px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pereira_Darrigue_de_Faro#/media/Ficheiro:Segundo_Bar%C3%A3o_do_Rio_Bonito.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34431" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey21.jpg" alt="João Pereira Darrigue de Faro / Arquivo Histórico do Senado Federal" width="432" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pereira_Darrigue_de_Faro#/media/Ficheiro:Segundo_Bar%C3%A3o_do_Rio_Bonito.jpg" target="_blank">João Pereira Darrigue de Faro / Arquivo Histórico do Senado Federal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Reuniram-se em maio de 1848 para discutir seus estatutos e deliberar mais uma vez sobre a compra de um terreno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/580" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 26 de maio de 1848, última coluna</a>).</p>
<p>Em  janeiro de 1849, foi eleita uma nova diretoria para o Club de Corridas, sob a presidência do Barão do Rio Bonito. O secretário era Marianno Procópio Ferreira Lage (1821 &#8211; 1872), que veio a ser, como já mencionado, o primeiro presidente do Jockey Club. Tomaram posse em 5 de fevereiro  de 1849 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/14050" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1849, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34433" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/14050" target="_blank"><img class="wp-image-34433 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey41.jpg" alt="jockey4" width="256" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/14050" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1849</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começaram a construir  um prado em São Francisco Xavier, o Prado Fluminense, que ficava na área onde hoje se encontra a UERJ. Em 1º de novembro de 1850, foi realizada a única corrida no Prado Fluminense patrocinada pelo Club de Corridas. Curiosamente, um dos regulamentos da prova era: <em>matar-se-ha qualquer cachorro que ali apparecer</em>. O primeiro páreo disputado foi vencido pelo cavalo <em>Malacarinha</em>, propriedade de Manoel Rocha Maia, montado pelo jóckei D. Thomaz (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/1317" target="_blank">21 de outubro de 1850, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/1360">1º de novembro de 1850, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34443" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/3945" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34443" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/joquei.jpg" alt="Correio Mercantil, 18 de outubro de 1850" width="239" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/3945" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 18 de outubro de 1850</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1850,  uma nova reunião foi convocada pelo Club de Corridas para que fosse realizada a revisão dos estatutos e a tomada de decisão sobre a melhor forma de levantar-se recursos para a conclusão das obras do Prado Fluminense. Decidiu-se pelo arrendamento (<em>Correio Mercantil</em>, 1<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/4053" target="_blank">9 de novembro de 1950, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/4089" target="_blank">29 de novembro de 1950, quarta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34434" style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4053" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34434" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey51.jpg" alt="Correio Mercantil, 19 de novembro de 1849" width="349" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4053" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 19 de novembro de 1849</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 3 de fevereiro de 1851, o major alemão João Guilherme Suckow (1797 &#8211; 1869) e David Stevenson foram formalizados como os  arrendatários do prado (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4509" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de abril de 1951, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34435" style="width: 178px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4509" target="_blank"><img class="wp-image-34435" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey61.jpg" alt="Correio Mercantil, 1º de abril de 1951" width="168" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/4509" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de abril de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Prado Fluminense tinha 1.056 metros e tinha o formato de uma ferradura. Ao seu lado foi construída uma arquibancada para 800 pessoas e um pavilhão destinado à família imperial. Em 13 de junho de 1851, foi inaugurado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2283" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 13 de junho de 1851, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2289" target="_blank">14 de março de 1851, quarta coluna</a>). Foi um evento de sucesso com o comparecimento de cerca de quatro mil pessoas, dentre eles dom Pedro II e dona Teresa Cristina, que foram recebidos com a execução do Hino Nacional. Os páreos foram vencidos pelos cavalos <em>Orestes</em>, <em>Neptuno</em>, <em>Malacarinha</em>, <em>Sultão,</em> <em>Loteria</em> e <em>Kaleb</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2292" target="_blank"><em>Jornal do Comercio, </em>15 de junho de 1851</a><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2292" target="_blank">, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706906/661" target="_blank">A Marmota na Corte, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706906/661" target="_blank">17 de junho de 1851</a>)<em>. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34436" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2289" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34436" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey71.jpg" alt="Jornal do Commercio, 14 de junho de 1851" width="578" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/2289" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de junho de 1851</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda corrida aconteceu em 14 de setembro do mesmo ano e também contou com a presença de Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706906/773" target="_blank"><em>A Marmota na Corte</em>, 16 de setembro de 1851, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/823295/759" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 24 de setembro de 1851, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">As corridas prosseguiram sem interrupção até 1854, ano em que um dos empregados de Suckow ateou fogo à arquibancada, destruindo-a. Este fato somado ao prejuízo causado pela última corrida realizada no prado levou à liquidação do Jockey Club Fluminense e à decretação de venda em hasta pública de todos do seus bens móveis e imóveis, só concluída em 1865.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34356" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Wilhelm_von_Suckow#/media/Ficheiro:Major_suckow.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-34356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey11.jpg" alt="Major Suckow (1797 - 1869)) pintado por BEr" width="278" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Wilhelm_von_Suckow#/media/Ficheiro:Major_suckow.jpg" target="_blank">Major Suckow (1797 &#8211; 1869)) pintado por Henrique Bernardelli</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como Suckov não podia mais arcar sozinho com os custos do Prado Fluminense, em 9 de junho de  1854, foi fundado o Jockey Club Fluminense, segunda entidade dedicada ao turfe no Rio de Janeiro, sob a presidência do general Polydoro da Fonseca Quintanilha Jordão (1802 &#8211; 1879), futuro Visconde de Santa Thereza.  Entre 1854 e 1865, Suckow tornou-se um dos três acionistas do Jockey Club Fluminense e em 7 de setembro de 1865 tornou-se o dono de toda a propriedade. Mudou o traçado do Prado Fluminense, construiu uma nova arquibancada e começaram a se realizar corridas de cavalos, principalmente, de amadores (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7996" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de julho de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34437" style="width: 365px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Polidoro_Jord%C3%A3o#/media/Ficheiro:Viscount_of_Santa_Teresa.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34437" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey81.jpg" alt="General Polydoro da Fonseca Quintanilha Jordão  / Arquivo Nacional" width="355" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Polidoro_Jord%C3%A3o#/media/Ficheiro:Viscount_of_Santa_Teresa.jpg" target="_blank">General Polydoro da Fonseca Quintanilha Jordão / Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34445" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7020" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34445" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/polidoro1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 11 de junho de 1854" width="363" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7020" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de junho de 1854</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Polydoro da Fonseca Quintanilha Jordão havia sido um dos fundadores do Club de Corridas e esteve, em 1868, presente à assembleia de inauguração do Jockey Club. Foi condecorado por mérito e bravura por sua participação na Guerra do Paraguai. Foi ministro da Guerra, em 1862. A primeira corrida promovida pela nova associação, no Prado Fluminense, aconteceu em 17 de setembro de 1854 com a presença de dom Pedro II (1825 &#8211; 1891) e cerca de 1500 pessoas. As corridas foram vencidas pelos cavalos <em>Bonjardim</em> e <em>Hummel</em>. O evento foi um dos temas do <em>Folhetim do Jornal do Commercio</em> e também da crônica <em>Ao correr da Penna</em>, da <em>Gazeta Mercantil</em> (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7459" target="_blank">31 de agosto de 1854, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7539" target="_blank">18 de setembro de 1854, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/7564" target="_blank">24 de setembro de 1854</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/9469" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de setembro de 1854, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34447" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/9469" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34447" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/polidoro2.jpg" alt="Correio Mercantil, de 1854" width="356" height="252" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/9469" target="_blank"><em>Correio Mercantil,</em> de 24 de setembro de 1854</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os prejuízos acumulados e a queda do interesse do público levaram à extinção do Jockey Club Fluminense após ter sido realizado esse único evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10084" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 18 de fevereiro de 1855, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43348" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de junho de 1856, última coluna</a>).</p>
<p>Em 23 de agosto de 1957, foram realizadas as primeiras corridas de cavalos promovidas pelo Jockey Club de Petrópolis, no Prado do Fragoso, construído com 500 braças de extensão, no fim da Estrada de Ferro de Mauá. Não foram muito concorridas. Os cavalos ganhadores foram <em>Tebiriça</em>, de José Basílio Teixeira Pires;<em> Crioulo</em>, de Luiz Pinheiro de Siqueira;  <em>Malcreado,</em> de Guilherme de Suckov; <em>Locomotiva</em>, do Barão de Mauá; <em>Fulminante</em>, de Antônio Fernando da Piedade; e <em>Relâmpago</em>, montado por seu proprietário, Manuel da Silva Torres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13571" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 23 de julho de 1857, terceiro coluna</a>; <em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45032" target="_blank">6 de agosto de 1857, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45070" target="_blank">16 e 17 de agosto de 1857, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45098" target="_blank">24 de agosto de 1857, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45122" target="_blank">30 de agosto de 1857, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830330/2673" target="_blank"><em>A Pátria</em>, 6 de agosto de 1857, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em Pernambuco, no Hotel Inglez, no Recife, em 12 de novembro, foi instalada uma sociedade denominada Jockey Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/16929" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 26 de novembro de 1859, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 27 de maio de 1866, foi fundado, no Rio de Janeiro, o Club Jacome, no picadeiro da rua do Areal. O nome foi uma homenagem ao mestre de equitação <a href="https://www.facebook.com/carmonoseculoxix/posts/224307962681727/?locale=hi_IN" target="_blank">Luiz Jacome de Abreu Souza (1828 &#8211; 1903)</a>. Ele havia promovido, com grande sucesso, no ano anterior, em 26 de novembro de 1865, a primeira corrida de S<em>tepple-Chase</em> &#8211; cavalos com obstáculos -, realizada no Brasil. Aconteceu no Campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Foram incumbidos pela organização dos estatutos do Club Jacome, além do próprio Jacome, Francisco da Costa Ferraz, Joaquim José da França Junior, Pedro Dias Gordilles Paes Leme e Manoel da Motta Teixeira. Os estatutos foram aprovados pelo governo em 28 de janeiro de 1867 e o Decreto 3.794, de 30 de janeiro de 1867, autorizou a organização da nova entidade (<a href="https://www.diariodasleis.com.br/legislacao/federal/193231-autorisa-a-incorporauuo-da-sociedade-club-jacome-e-approva-os-respectivos-estatutos.html" target="_blank"><em>Diário das Leis</em></a>). Este foi o primeiro ato público relativo a corridas de cavalos no Brasil.</p>
<p>O Clube Jacome chegou a comemorar um ano de existência com a realização de um segundo <em>Stepple-Chase</em>, mas logo desapareceu devido a divergências em relação à localização de seu prado (<em>Novo e Completo Índice Chronologico da História do Brasil,</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/693" target="_blank">1854</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/1634" target="_blank">1866</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/26258" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 28 de maio de 1866, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/714194/845" target="_blank"><em>Bazar Volante</em>, 11 de novembro de 1867</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7996" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de julho de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/7973" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de julho de 1951</a>). Foi o tema da comédia teatral escrita por França Júnior, <a href="http://www.portugues.seed.pr.gov.br/arquivos/File/leit_online/franca8.pdf" target="_blank"><em>Entrei para o Clube Jacome</em></a>, que estreou em 12 de janeiro de 1867, no Theatro Gymnasio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21378" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 12 de janeiro de 1867, última coluna</a>). Luiz Jacome escreveu cinco livros sobre hipologia, tornou-se sócio honorário do Jockey Club, em 1875, e foi o idealizador do que hoje conhecemos como <em>photochart</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34346" style="width: 740px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/1634" target="_blank"><img class="  wp-image-34346" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey2.jpg" alt="jockey2" width="730" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/1634" target="_blank">Novo e Completo Índice Chronologico da História do Brasil, 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34351" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/714208/160" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34351" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey7.jpg" alt="O Arlequim, 15 de setembro de 1867" width="301" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/714208/160" target="_blank"><em>O Arlequim</em>, 15 de setembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 15 de julho de 1861, no Rio de Janeiro, uma sociedade denominada Jockey Club promoveu suas primeiras corridas de cavalos na Praia Vermelha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/19865" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 17 de julho de 1861, terceira coluna</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno histórico do Jockey Club</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/339636/2" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34510" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey24.jpg" alt="jockey24" width="536" height="343" /></a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11072" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11072/037SL03033.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11072" target="_blank">Avenida Almirante Barroso; Palace Hotel e o prédio do Jockey Club, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O novo Jockey Club foi fundado em 16 de julho de 1868, nos salões da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional <em>com o fim de dar corridas de cavallo no Prado Fluminense, </em>sob a presidência do comendador Mariano Procopio Ferreira Lage (1821 &#8211; 1872), empresário mineiro e diretor da Companhia União e Indústria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2432" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2432/007A5P4F10-09.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2432" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Vista geral da quinta de Mariano Procópio Ferreira Lage, c. 1860. Juiz de Fora, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decisão de fundação da nova entidade foi tomada em duas reuniões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34448" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey12.jpg"><img class="size-full wp-image-34448" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey12.jpg" alt="Modelo dos primeiros títulos de sócio emitidos pelo Jockey Club" width="309" height="506" /></a><p class="wp-caption-text">Modelo dos primeiros títulos de sócio emitidos pelo Jockey Club</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A primeira foi realizada, em 7 de junho de 1868, na casa do Conde de Herzberg (1822 &#8211; 1899), <em>sita no Prado Fluminense</em>. Ele era um capitão reformado do exército prussiano e marido de Leopoldine, filha do major Suckow. Compareceram a esse encontro aqueles que são considerados os dez sócios fundadores do Jockey Club: além do anfitrião, estavam presentes Felisberto Paes Leme (1794 -1887), João Guilherme Suckow (1797 &#8211; 1869), Joaquim José Teixeira (1811 &#8211; 1885), Henrique Germarck Possolo (18?-1903), Henrique José Teixeira (? -?), Henrique Lambert (?-?), Henrique Moller  (?-?), Luiz de Suckow (1845 &#8211; 1878) e Fernando Francisco da Costa Ferraz  (1838 &#8211; 1907). À segunda, realizada em 20 de junho, na rua do Conde, nº 37, na casa de Costa Ferraz, médico mineiro, antigo secretário do Club Jacome, que tornou-se um dos diretores do Jockey Club e foi seu presidente entre 1899 e 1903, compareceram 17 pessoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/339636/4"><em>Revista da Sociedade Jockey Club</em>, 1870</a>).</p>
<p>Na época, o Prado Fluminense pertencia ao major Suckow, um dos fundadores do extinto Jockey Club Fluminense. Foi arrendado pela diretoria do Jockey Club que, em 16 de junho de 1873, sob a presidência de Felisberto Caldeira Brant Potes, o Visconde de Barbacena, adquiriu dos herdeiros de Suckow a propriedade do terreno e das benfeitorias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de julho de 1868, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34342" style="width: 334px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/23184" target="_blank"><img class="wp-image-34342 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey1.png" alt="jockey1" width="324" height="246" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/23184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de julho de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Imagens de alguns dos fundadores do Jockey Club</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://jcb.com.br/home/noticias/112861/domingo-e-dia-do-jcb-celebrar-o-conde-de-herzberg/" target="_blank"><img src="http://www.jcb.com.br/imagens/2013/05/Conde-de-Herzbergpost1.jpg" alt="Conde de Herzbergpost" width="381" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://jcb.com.br/home/noticias/112861/domingo-e-dia-do-jcb-celebrar-o-conde-de-herzberg/" target="_blank">Conde de Herzberg (1822 -1899)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34355" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey10.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34355" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey10.jpg" alt="Fernando Francisco da Costa Ferraz" width="480" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7996" target="_blank">Fernando Francisco da Costa Ferraz (1838 &#8211; 1907)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34511" style="width: 235px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://jcb.com.br/noticias/27965/enrique-ossolo-fundador-e-presidente/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34511" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockeypossolo.jpg" alt="Possolo" width="225" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://jcb.com.br/noticias/27965/enrique-ossolo-fundador-e-presidente/" target="_blank">Henrique Germack Possol (18? &#8211; 1903)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34512" style="width: 208px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/joaquimjt.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34512" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/joaquim.jpg" alt="Joaquim José Teixeira (1811 - )" width="198" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/joaquimjt.html" target="_blank">Joaquim José Teixeira (1811 &#8211; 1885)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve uma tentativa de fusão entre o Club Jacome e o novo Jockey Club , porém houve divergências. Na ocasião, o presidente honorário do Club Jacome era o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 – 1921)</a>. Na ata da 2ª sessão da Assembleia do Jockey Club, realizada em 30 de janeiro de 1869, foram relatados os procedimentos da tentativa de fusão do Club Jacome, extinto nos primeiros anos da década de 1870 e refundado em novembro de 1909. Nesta mesma assembleia, o Conde d´Eu tornou-se o primeiro agraciado com o título de sócio honorário do Jockey Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/14371" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de setembro de 1868, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709662/458" target="_blank"><em>A Vida Fluminense</em>, 3 de outubro de 1868</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/14517" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de outubro de 1868, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/3337" target="_blank"><em>Semana Illustrada</em>, 8 de novembro de 1868, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/339636/14" target="_blank"><em>Revista da Sociedade do Jockey Club</em>, 1870</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/21488" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de novembro de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34347" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/3337" target="_blank"><img class="wp-image-34347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey4.jpg" alt="jockey4" width="592" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/3337" target="_blank"><em>Semana Illustrada</em>, 8 de novembro de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34352" style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709662/458" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey8.jpg" alt="Vida Fluminense, 3 de outubro de 1868" width="463" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709662/458" target="_blank"><em>A Vida Fluminense</em>, 3 de outubro de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano seguinte, em 19 de janeiro de 1869, foi outorgado o Decreto nº 4.323, autorizando a incorporação do Jockey Club e aprovando os estatutos. Em 16 de maio de 1869, foi realizada, com a presença de  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 – 1891)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, a primeira corrida do Jockey Club, no Prado Fluminense (<em>Novo e Completo Índice Chronologico da História do Brasil,</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/1986" target="_blank"> 1869</a><em>). </em>A presença constante da família imperial nas corridas foi fundamental para atrair a sociedade chique e elegante para os páreos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34350" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/24371" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34350" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey5.jpg" alt="Diário do Rio de Janiero, 17 e 18 de maio de 1869" width="399" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/24371" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janiero</em>, 17 e 18 de maio de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34449" style="width: 577px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey13.jpg"><img class="size-full wp-image-34449" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey13.jpg" alt="Programa das corridas do dia 16 de maio de 1869" width="567" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Programa das corridas do dia 16 de maio de 1869</p></div>
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<p>Em 20 de maio de 1911, foi lançada a pedra fundamental do edifício-sede do Jockey Club, foi inaugurado em 1913,  projeto do arquiteto Heitor de Mello. Ficava na esquina das avenidas Rio Branco e Almirante Barroso e foi um dos centros político e mundano do Rio de Janeiro por mais de 60 anos.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno histórico do Derby Club</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/2" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34455" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey17.jpg" alt="jockey17" width="563" height="417" /></a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4718" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4718/002080RJ1202.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4718" target="_blank">Guilherme Santos. Alberto I, rei da Bélgica, durante o Grande Prêmio no Derby Club, 26 de setembro 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a> Com a presença de Epitácio Pessoa e do casal real, realização no Derby Club de um páreo com o nome de Alberto I (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3253" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de setembro de 1920</a>).</p></div>
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<p>A origem do Derby Club é o Club de Corridas Villa Isabel, cujo hipódromo, o segundo do Rio de Janeiro, foi erguido por moradores do bairro de Vila Isabel em terrenos cedidos pela Cia. Architectônica, do Barão de Drummond (1825-1897), que havia sido presidente do Jockey Club, em 1874.</p>
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<div id="attachment_34639" style="width: 387px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bar%C3%A3o_de_Drummond.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34639" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby22.jpg" alt="Barão de Drummond pelo Estabelecimento Photographico A. Faria Antiga Caza Modesto R. Ourives, nº69 - Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 1890" width="377" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bar%C3%A3o_de_Drummond.jpg" target="_blank">Barão de Drummond pelo Estabelecimento Photographico A. Faria Antiga Caza Modesto R. Ourives, nº69 &#8211; Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A corrida inaugural aconteceu em 22 de maio de 1884 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/3708" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 23 de maio de 1884, terceira coluna</a>). Em 17 de outubro do mesmo ano, o Club de Corridas Villa Isabel passou a se denominar Derby Fluminense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/4223" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 24 de outubro de 1884, quinta coluna</a>). Sob a presidência do engenheiro Paulo de Frontin  (1860 &#8211; 1933) e, sob esta nova razão social, a entidade patrocinou apenas quatro reuniões, entre novembro e dezembro de 1884.</p>
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<div id="attachment_34640" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/226688/4234" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby3.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 27 de outubro de 1884" width="303" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/226688/4234" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 27 de outubro de 1884</a></p></div>
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<p>O Derby Fluminense foi liquidado e seu acervo foi rateado. Os 242 membros que acompanharam o presidente na fundação do Derby Club utilizaram o valor de 56 mil réis, que coube a cada membro do extinto Derby Fluminense, e a isso acrescentaram uma jóia de 100 mil réis para a subscrição de suas respectivas cotas na nova sociedade (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8311" target="_blank">2 de março de 1885, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8365" target="_blank">15 de março de 1885, última coluna</a>).</p>
<p>Surgia, assim, o Derby Clube, clube de turfe, esportes equestres e atividades sociais da cidade do Rio de Janeiro, foi, como já mencionado, fundado em 6 de março de 1885,  sob a organização de Paulo de Frontin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/636" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de março de 1885, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_34634" style="width: 845px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby1.jpg"><img class="size-full wp-image-34634" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/derby1.jpg" alt="Placa comemorativa da inauguração do Derby Club, que ficava no pavilhão central do Prado do Itamaraty / Jockey Club Brasileiro 130 anos" width="835" height="511" /></a><p class="wp-caption-text">Placa comemorativa da inauguração do Derby Club, que ficava no pavilhão central do Prado do Itamaraty / Jockey Club Brasileiro 130 anos</p></div>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/302430/6" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34457" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey19.jpg" alt="jockey19" width="334" height="473" /></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/7" target="_blank"><img class="wp-image-34458" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey20.jpg" alt="jockey20" width="339" height="119" /></a></p>
<p><em>Annuarios das Estações Sportivas de 1885 a 1890: Derby Club</em></p>
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<p>Sua corrida inaugural aconteceu em 2 de agosto de 1885, com 82 animais inscritos em nove páreos. Foi o grande acontecimento social do ano e a ele estiveram presentes Suas Majestades Imperiais, dom Pedro II e dona Thereza Christina e mais 10.000 pessoas, aproximadamente. O cavalo <i>Aymoré</i>, de propriedade da <i>Coudelaria Aliança</i> e montado por Arthur Oliveira foi o vencedor da primeira prova disputada no Derby Club. Os outros páreos foram vencidos pelos cavalos <em>Cosmos</em>,<em> Progresso</em>,<em> Excelsior</em>,<em> Rio de Janeiro</em>, <em>Seis de Março</em>, <em>Derby Club</em>, <em>Lemgruber</em> e <em>26 de Julho</em>. Inovador e à frente do seu tempo, logo em sua primeira corrida fez funcionar um cronógrafo elétrico, destinado a marcar com precisão o tempo de cada páreo (<em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/211" target="_blank">3 de agosto de 1885, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/215" target="_blank">4 de agosto de 1885, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_34456" style="width: 862px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/5" target="_blank"><img class="wp-image-34456 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/jockey18.jpg" alt="jockey18" width="852" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/5" target="_blank"><em>Annuarios das Estações Sportivas de 1885 a 1890: Derby Club</em></a></p></div>
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<p>Seu hipódromo era o Prado Itamaraty, onde fica atualmente o Estádio do Maracanã (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302430/7" target="_blank"><em>Annuario das estações Sportivas</em>, 1885 &#8211; 1890</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10917" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10917/Alb%200279%20095%20CT%20OK.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10917" target="_blank">Foto aérea do Prado do Derby Club, 20 de fevereiro de 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p>Sua primeira sede foi inaugurada em junho de 1889, na Praça da Constituição, atual Praça Tiradentes.  Em 6 de março de 1916, foi inaugurado seu segundo edifício-sede, na avenida Rio Branco.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/carmonoseculoxix/posts/224307962681727/?locale=hi_IN" target="_blank">Facebook</a></p>
<p>FERNANDES, Neusa; COELHO,Olino Gomes P. <em>Efemérides Cariocas</em>. Rio de Janeiro, 2016.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MATTOS, Adalberto. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/4454" target="_blank"><em>Um archicteto</em></a>. <em>Ilustração Brasileira</em>, março 1921.</p>
<p>MELO, Victor Andrade.<a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/77911-Texto%20do%20artigo-106806-1-10-20140329.pdf" target="_blank"><em> “Temos apaixonados para o mar e para a terra”: representações do esporte nos folhetins (Rio de Janeiro; 1851-1855). </em></a> Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013, Out-Dez.</p>
<p><a href="https://portalclubedeengenharia.org.br/arquivo/1493934005.pdf" target="_blank">Portal Clube de Engenharia</a></p>
<p><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=1807" target="_blank">Portal Domínio Público</a></p>
<p>RAMALHO, Maria Lúcia Pinheiro. <em>Da beaux-arts ao bungalow: uma amostragem da arquitetura eclética no Rio de Janeiro e em São Paulo</em>, 1989. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. São Paulo.</p>
<p><a href="https://www.anm.org.br/fernando-francisco-da-costa-ferraz/" target="_blank">Site Academia Nacional de Medicina</a></p>
<p><a href="https://www.archdaily.com.br/br/763171/classicos-da-arquitetura-sede-do-jockey-clube-brasileiro-lucio-costa" target="_blank">Site Arch Daily</a></p>
<p><a href="https://www.estilosarquitetonicos.com.br/jockey-club-antiga-sede-na-av-rio-branco/" target="_blank">Site Estilos arquitetônicos</a></p>
<p>TERRA, Alcione. <a href="https://proarq.fau.ufrj.br/public/editor/TESES%20E%20DISSERTACOES%20-PDF/Alcione_Terra.pdf" target="_blank"><em>HEITOR DE MELLO: Trajetória e Contribuição Profissional na cidade do Rio de Janeiro no período da Primeira República.</em> </a>Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio de Janeiro &#8211; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, 2004.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank"><em>O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1965)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, de 28 de julho de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Outros artigos da série Os arquitetos do Rio de Janeiro</em></strong></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22130" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro”<em> I &#8211; </em>Porto D´Ave e a moderna arquitetura hospitalar, de autoria de Cristiane d´Avila &#8211; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, publicado em 14 de janeiro de 2021.</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32714" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Os arquitetos do Rio” II &#8211; No Dia Nacional da Saúde, o Desinfetório de Botafogo e um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior, responsável pelo projeto, de autoria de Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, publicado em 5 de agosto de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; III &#8211; O centenário do Copacabana Palace, quintessência do &#8220;glamour&#8221; carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gire, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 13 de agosto de 2023</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34073" target="_blank">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; IV &#8211; Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960), o último dos ecléticos, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 1º de dezembro de 202</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33447" target="_blank">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” VI – O Clube Naval e os arquitetos Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) e Heitor de Mello (1875 – 1920), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de maio de 2024</a></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI – <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII – <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX – <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX – <em>O Pavilhão dos Estados, futuro prédio do Ministério da Agricultura</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI – <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII – <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV – <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023<br />
</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XVII &#8211; Igreja São Pedro dos Clérigos</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 12:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No 17º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido" o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos, considerada uma jóia barroca, construida no século XVIII e demolida em 1944, durante o Estado Novo, apesar de ter sido tombada pelo SPHAN, em 1937, o que, a princípio, deveria garantir sua conservação e permanência. As fotografias são de Marc Ferrez (1843 - 1923), o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do alagoano Augusto Malta (1864 - 1957), que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 17º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos. As fotografias são de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. O cargo foi criado para ele pelo prefeito<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank"> Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>.</p>
<p>Foi em 1733 que a Igreja São Pedro dos Clérigos começou a ser construída na região central do Rio de Janeiro, na esquina das ruas São Pedro, que na época chamava-se rua dos Carneiro, e dos Ourives, atual rua Miguel Couto. Utilizando a ferramenta <em>zoom</em>, o leitor poderá magnificar a imagem abaixo e ver claramente as placas indicando a rua do Ourives e a Drogaria Araújo Freitas &amp; Cia, além do calçamento e dos detalhes arquitetônicos da igreja. Há ainda pedestres na rua e uma charrete.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8059/0071824cx112-10.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank">Marc Ferrez. Igreja São Pedro dos Clérigos, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O terreno onde foi construída a Igreja São Pedro dos Clérigos ou Igreja do Príncipe dos Apóstolos foi doado pelo irmão Franciso Barreto de Menezes, em 9 de outubro de 1732. Foi edificada pelo bispo dom Antonio Guadalupe, que também realizou uma doação particular. Ficou pronta em 1738 e era considerada uma jóia do barroco. Seu interior era decorado por um rico trabalho do mineiro Mestre Valentim (1745 &#8211; 1813), um dos principais artistas do Brasil colonial. Era propriedade da Venerável Irmandade do Príncipe dos Apóstolos de São Pedro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26597" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26597" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/mestrevalentim.jpg" alt="Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro" width="336" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank">Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26598" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank"><img class="wp-image-26598 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior.jpg" alt="interior" width="273" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Interior da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Rio de Janeiro/ Site José Maurício Nunes Garcia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A autoria de seu projeto é controversa. Segundo a tese de doutorado de Luís Alberto Ribeiro Freire,<em> A Talha Neoclássica na Bahia, </em>Universidade do Porto, 2001:</p>
<p>“ <em>O livro de tombo não nos informa, assim como nenhum outro documento encontrado nos arquivos da irmandade, da autoria do projeto da igreja. No entanto, Moreira de Azevedo cita o engenheiro militar Tenente-Coronel José Cardoso Ramalho como o autor do risco, baseando-se, para tanto, na tradição oral e numa informação que teria recebido diretamente de descendentes do referido militar, que teriam afirmado ser dele a autoria da igreja de São Pedro, assim como também a de Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Souza Viterbo contestou esta autoria comprovando que o Tenente-Coronel somente teria se instalado na capitania do Rio de janeiro em 1738, portanto ao final já da construção. Apesar disso, constatou-se posteriormente que o tenente-coronel poderia, ainda assim, ter sido o autor do risco, pois durante dez anos antes de ter tomado posse de seu posto no Rio de Janeiro, a serviço do rei, escoltava constantemente as frotas que da metrópole vinham ao Brasil.”  </em></p>
<p>A igreja tinha uma planta elíptica, hoje só encontrada na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Ouro Preto, Minas Gerais. É também uma das igrejas brasileiras que se enquadram na tipologia curvilínea barroca, assim como a da Lapa dos Mercadores, no Rio de Janeiro, e outras igrejas em Minas Gerais, dentre elas a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto; e a de São Pedro dos Clérigos, em Mariana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/sc3a3o-pedro-dos-clc3a9rigos-planta.jpg?w=500&amp;h=718" alt="" width="499" height="718" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Planta da Igreja São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26599" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank"><img class="wp-image-26599 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/tipologiacruvilineabarroca.jpg" alt="tipologiacruvilineabarroca" width="232" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank">Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26600" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26600" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior1.jpg" alt="A Noite, 21 de julho de 1943" width="266" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><em>A Noite,</em> 21 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mineiro Manoel Vieira dos Santos tornou-se o benfeitor da igreja quando doou, em 1764, 42,000 cruzados para o estabelecimento de um coro de seis sacerdotes na igreja. No mesmo ano, o bispo Antonio do Desterro (1694 &#8211; 1773) concedeu a licença, declarando que a irmandade jamais poderia dispor do patrimônio e do rendimento para despesas estranhas àquela instituição.</p>
<p>Foi uma das primeiras igrejas tombadas pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; SPHAN -, criado em  em 13 de janeiro de 1937. O SPHAN é o atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; IPHAN. O tombamento deveria ser a garantia para sua conservação e permanência, porém a Igreja São Pedro dos Clérigos foi demolida, em 1944, durante o Estado Novo, devido à construção da avenida Presidente Vargas, um projeto de modernidade do governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) que promulgou, em 29 de novembro de 1941, o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/del3866.htm">Decreto-Lei 3866 </a>de destombamento de bens do patrimônio histórico. Havia, na época, um pensamento segundo o qual resolver os problemas da cidade era solucionar seus problemas de tráfego.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/ruas-do-rio-sc3a9culo-xviii.jpg?w=500&amp;h=418" alt="" width="500" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Traçado das ruas do Rio de Janeiro no século XVIII, localizando a Rua de São Pedro, a futura Avenida Presidente Vargas e a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>DECRETO-LEI Nº 3.866, DE 29 DE NOVEMBRO DE 1941</strong></p>
<p>Dispõe sobre o tombamento de bens no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional     <em> </em></p>
<p><strong><em>O Presidente da República</em></strong><em>, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição,</em></p>
<p><em>       </em><strong><em>DECRETA:</em></strong></p>
<p><em>       </em><em>Artigo único. O Presidente da República, atendendo a motivos de interesse público, poderá determinar, de ofício ou em grau de recurso, interposto pôr qualquer legítimo interessado, seja cancelado o tombamento de bens pertencentes à União, aos Estados, aos municípios ou a pessoas naturais ou jurídicas de direito privado, feito no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, de acordo com o <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del0025.htm">decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.</a></em></p>
<p><em>       </em><em>Rio de Janeiro, 29 de novembro de 1941, 120º da Independência e 53º da República.</em></p>
<p><em>Getulio Vargas<strong><br />
</strong>Gustavo Capanema</em></p>
<p><em>Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 31.12.1941</em></p>
<p>Foi publicada a reportagem <em>Vestígios da arte grega nos templos cariocas, </em>com uma breve história e uma descrição da Igreja de São Pedro dos Clérigos e de suas <em>raridades artísticas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26601" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg"><img class="wp-image-26601 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg" alt="pulpito" width="286" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rodrigo de Melo Franco Andrade (1898–1969), diretor do SPHAN, tentou evitar a demolição. Houve uma grande polêmica, protestos de fiéis, de engenheiros, de historiadores e de arquitetos.</p>
<p>O então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), pensou na possibilidade de deslocar o prédio da igreja para a lateral da avenida Presidente Vargas, utilizando-se, para este fim, rolos de concreto de 60 cm de diâmetro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/19269" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, agosto de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26602" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26602" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="623" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26603" style="width: 155px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha1.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="145" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;O projeto consistia em substituir a parte inferior das paredes da igreja por concreto. Sob o concreto seriam colocados rolos que serviriam para deslocar a igreja até o outro lado da avenida. A Franki, uma empresa de fundações e infra-estrutural tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço. Mas aqui no Brasil surgiu a idéia de usar rolos de concreto, cujos estudos foram realizados pelo Prof. Fernando Lobo Carneiro&#8221;. </em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
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<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/mapa-pres-vargas-2a.jpg?w=500&amp;h=197" alt="" width="500" height="197" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Mapa da Avenida Presidente Vargas localizando a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
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<div id="attachment_26604" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href=" http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><img class="wp-image-26604 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/inedito-1024x485.jpg" alt="inedito" width="768" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma matéria sobre as demolições já concluídas e as que ainda seriam realizadas para a abertura da avenida Presidente Vargas, dentre elas a da Igreja de São Pedro dos Clérigos (<em>A Noite</em>, 5 de novembro de 1943, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23608" target="_blank">primeira página, penúltima coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23610" target="_blank">página 3, sexta coluna</a>). Instalou-se uma polêmica em torno da remoção (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a>).</p>
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<div id="attachment_26605" style="width: 496px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><img class="  wp-image-26605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/POLEMICA.jpg" alt="POLEMICA" width="486" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a></p></div>
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<p>Dodsworth (1895 &#8211; 1975), começou a ser ridicularizado devido a esse projeto de deslocamento da igreja. Consultou a Franki, empresa de fundações e infra-estruturas, que tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço, sobre a garantia do transporte do prédio da igreja e o diretor da empresa disse que não poderia dar essa garantia devido à  heterogeneidade das paredes. Havia a possibilidade de um acidente que poderia causar o desmoronamento do igreja. Diante disso, Dodsworth optou pela demolição (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21163"><em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a>).</p>
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<div id="attachment_26606" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/concurrencia.jpg" alt="Primeira página do Diário da Noite, 11 de fevereiro de 1944" width="309" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank">Primeira página do <em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a></p></div>
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<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3008/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="600" height="721" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank">Augusto Malta. Igreja São Pedro dos Clérigos, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<div dir="auto">Na década de  1940, a cidade vivia a febre do progresso. O nascimento da avenida condenou ao desaparecimento outras três igrejas que estavam em seu caminho: a de São Domingos, de 1791, que ficava no largo de mesmo nome, na altura da Avenida Passos; a de Bom Jesus do Calvário, de 1719, na esquina da Rua Bom Jesus do Calvário com a da Vala, onde hoje é a Rua Uruguaiana; e a de de Nossa Senhora da Conceição, de 1757, na altura da atual Rua da Conceição. Uma curiosidade: o grande músico brasileiro, padre José Maurício Nunes Garcia (1767 &#8211; 1830), considerado o mais importante compositor brasileiro do fim do século XVIII e início do XIX; e o poeta Manuel Ignácio Silva Alvarenga (1749 &#8211; 1814) foram sepultados na Igreja São Pedro dos Clérigos.</div>
<p><em>&#8220;Antes da demolição, foram retirados todo o mobiliário, o altar e as talhas de Mestre Valentim, além de portas, janelas e partes da construção que poderiam ser usadas numa futura recomposição do templo, o que nunca aconteceu. Por esse motivo, pedaços da bela São Pedro dos Clérigos foram distribuídos por museus, fundações e outras paróquias. A imagem do altar-mor e a portada principal foram reutilizadas na nova Igreja de São Pedro, na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido. Duas cabeças de anjos e uma parte do retábulo estão no Museu de Arte Sacra da Arquidiocese do Rio de Janeiro. E uma das portas foi parar no Palácio Assunção, no Sumaré&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O GLOBO</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
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<div id="attachment_26610" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26610" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/coro.jpg" alt="Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos - Coro e órgão " width="614" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos &#8211; Coro e órgão &#8211; IPHAN</a></p></div>
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<p>O desmonte da igreja e a dispersão das suas peças por acervos públicos e coleções particulares alimentou durante anos o mercado de artes. A imagem venerada no altar-mor de São Pedro, representado em trajes pontificiais e assentado em sua cátedra; e a portada principal da capela se encontram na Igreja de São Pedro, construída no Rio Comprido.</p>
<p>A rua de São Pedro, onde ficava a igreja e que havia sido aberta antes de 1620, também desapareceu para dar passagem à avenida Presidente Vargas. Havia se chamado rua Antônio Vaz Viçoso e rua do Carneiro, mas durante a construção da igreja passou a ser conhecida como rua de São Pedro. Em 1817, passou a ser, oficialmente denominada rua Desembargador Antonio Cardoso, mas permaneceu sendo designada São Pedro.</p>
<p>Todas as peças históricas da Igreja de São Pedro dos Clérigos foram fotografadas pelo SPHAN, atual IPHAN, para facilitar os trabalhos de uma futura reconstrução, que nunca aconteceu. Foram divulgadas no livro <em>Réquiem pela</em> <em>Igreja de São Pedro: um patrimônio perdido</em> e exibidas durante a exposição homônima, comemorativa do cinquentenário da SPHAN, em 1987, realizada pelo SPHAN e pela Casa de Rui Barbosa. Algumas estão publicadas no <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a>, com notas de aula de Eduardo C.S Thomas, entre as páginas 73 e 91.</p>
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<div id="attachment_26611" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank"><img class="wp-image-26611 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/requiem.jpg" alt="requiem" width="402" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank">Capa do livro <em>Réquiem pela Igreja de São Pedro um patrimônio perdido</em></a></p></div>
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<p style="font-weight: 400; text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Igreja de São Pedro dos Clérigos (1733 &#8211; demolida em 1944)</strong></em></span><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong> </strong></em></span></a>*</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;">Cássio Loredano</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Com que dor escreveria Sandra Alvim a palavra demolida &#8211; tantas dezenas de vezes em sua monumental Arquitetura religiosa colonial no Rio de Janeiro -, toda vez que trata da igreja de São Pedro dos Clérigos. &#8220;Traçado primoroso&#8221;, diz ela, formado pela interseção de arcos de circunferência, resultado de &#8220;elevado grau de elaboração formal&#8221;; inestimável documento da incipiente independência e formação da identidade do mestre-de-obras brasileiro em relação à Metrópole, superando as &#8220;rígidas limitações estéticas lusas&#8221;; primeira igreja da colônia a ter cobertura em cúpula coroada por zimbório com lanternim. Demolida em 1944. Ficava na velha rua de São Pedro, igualmente atropelada pela abertura da avenida Presidente Vargas.</em></p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Dois anos antes, já tinham sido postas abaixo a pequenina ermida de São Domingos (1706, reconstruída em 1791) e a igreja do Bom Jesus do Calvário, de 1796, todas no caminho da violência poluente, inclemente, que vai da Candelária à Praça da Bandeira. &#8220;Demolidas em 1942&#8243;, escreve a professora Sandra. Demolidas. As fotos são de cortar o coração.</em></p>
<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/">*Esse texto, acompanhado de fotografias do acervo dos Diários Associados do Rio de Janeiro, adquirido pelo Instituto Moreira Salles, foi publicado em 13 de setembro de 2018 na seção <em>Por dentro dos acervos</em>, do site do IMS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26607" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26607" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/demolição.jpg" alt="Diário de Notícias, 18 de maio de 1944" width="302" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><em>Diário de Notícias,</em> 18 de maio de 1944</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26612" style="width: 806px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-26612" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/debret3.jpg" alt="debret3" width="796" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Gravura de Debret / Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o samba <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xZkzpay1rjo" target="_blank"><em>Bom dia Avenida!</em></a>, sobre a avenida Presidente Vargas, composição de Herivelto Martns e Grande Otelo, interpretada pelo Trio de Ouro, formado por Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">&#8220;Lá vem a nova avenida </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Remodelando a cidade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Rompendo prédios e ruas</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Os nossos patrimônios de saudade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">É o progresso!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">E o progresso é natural</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Lá vem a nova avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Dizer à sua rival</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Bom dia Avenida Central!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">A União das Escolas de Samba</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Respeitosamente fez o seu apelo</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Três e duzentos de selo!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Requereu e quer saber</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Se quem viu Praça Onze acabar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Tem direito à Avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Em primeiro lugar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!&#8221;</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALVIM, Sandra. <em>Arquitetura Religiosa Colonial no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro</em>: UFRJ; IPHAN, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 1999.</p>
<p>AZEVEDO, Moreira de. <a href="https://reficio.cloud/rio/religiao/moreira-azevedo-igreja-de-sao-pedro/" target="_blank"><em>A Igreja de São Pedro </em></a> in <a href="https://reficio.cloud/assunto/o-rio-de-janeiro-sua-historia-monumentos-homens-notaveis-usos-e-curiosidades/" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro: Sua História, Monumentos, Homens Notáveis, Usos e Curiosidades</em></a>. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1877. 2 v.</p>
<p>BARATA, Cau. Rio Antigo -<a href="https://www.youtube.com/watch?v=8n8X2IhBQwQ"><em> Igreja de São Pedro dos Clérigos</em></a>. Youtube, 2010.</p>
<p><a href="http://rio-curioso.blogspot.com/2007/09/rua-e-igreja-de-so-pedro.html" target="_blank">Blog Rio Curioso</a></p>
<p>BURY, John. <a href="http://portal.iphan.gov.br/files/johnbury.pdf" target="_blank"><em>Arquitetura e Arte no Brasil Colonial</em></a>. IPHAN/Monumenta. Brasília, 2006.</p>
<p><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
<p>FREIRE, Luiz Alberto Ribeiro.<em> A Talha Neoclássica na Bahia. Rio de Janeiro</em> :<em> </em>Versal Editores, 2006.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p>HOLLANDA, Daniela Maria Cunha de. <em>A barbárie legitimada: A demolição da Igreja de São Pedro dos Clérigos do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro : EDUERJ, 2014.</p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/jose-mauricio-nunes-garcia">Música Brasilis</a></p>
<p>OLIVEIRA, Myriam A. R.; JUSTINIANO, Fátima. <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/ColRotPat2_BarrocoRococoIgrejasRiodeJaneiro_Vol1_m.pdf" target="_blank"><em>Barroco e Rococó nas Igrejas do Rio de Janeiro.</em></a> Roteiros do Patrimônio, IPHAN/Monumenta. Brasília,2006.</p>
<p>PEREIRA, André Luiz T. <a href="https://www.ifch.unicamp.br/eha/atas/2004/PEREIRA,%20Andre%20Luiz%20Tavares%20-%20IEHA.pdf" target="_blank"><em>Notas Sobre o Patrimônio Artístico das Irmandades de São Pedro dos Clérigos.</em></a> I Encontro de História da Arte, São Paulo, 2005.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O Globo</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
<p><a href="http://oriodeantigamente.blogspot.com/2011/01/igreja-sao-pedro-dos-clerigos.html">Rio de Antigamente</a></p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos-2/">Rio Memórias</a></p>
<p>Secretária das Culturas/ Arquivo da Cidade. <em>Memória da Destruição: Rio – Uma história que se perdeu</em>. Prefeitura do Rio de Janeiro, 2002.</p>
<p><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Site José Maurício Nuno Garcia</a></p>
<p>THOMAS, Eduardo C.S. <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 13:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[No quinto artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de três ruas na cidade de Diamantina, em Minas Gerais: a Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio. O registro da Rua Direita foi realizado, no século XIX, pelo fotógrafo alemão Augusto Riedel (1836 - ?) e os da Rua das Mercês e Macau do Meio pelo mineiro Chichico Alkmim (1886 - 1978), já nas primeiras décadas do século XX. Em suas ruas de pedras, com várias subidas e descidas, onde se encontra um casario homogêneo e bem conservado, fazemos uma viagem no tempo...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No quinto artigo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de três ruas na cidade de Diamantina, em Minas Gerais: a Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio. O registro da rua Direita foi realizado, no século XIX, pelo fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a> e os da Rua das Mercês e Macau do Meio pelo mineiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmim (1886 &#8211; 1978)</a>, já nas primeiras décadas do século XX. Em suas ruas de pedras, com várias subidas e descidas, onde se encontra um casario homogêneo e bem conservado, fazemos uma viagem no tempo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5161" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5161/P011P00042.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5161" target="_blank">Chichico Alkmim. Rua Macau do Meio, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diamantina é uma das mais importantes cidades históricas do Brasil e sua formação está ligada à exploração de ouro e de diamante. Sua ocupação inicial ocorreu com o bandeirante Jerônimo Gouveia (16? &#8211; ?) que, seguindo o curso do rio Jequitinhonha, encontrou uma significativa quantidade de ouro nas confluências dos rios Piruruca e Grande. O povoado começou a surgir nas primeiras décadas do século XVIII, em torno dos rios garimpados. A cidade de Diamantina, cuja origem foi o Arraial do Tijuco (ou Tejuco), foi oficialmente fundada em 6 de março de 1831. O conjunto arquitetônico de seu centro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 16 de maio de 1938. Em dezembro de 1999, Diamantina recebeu da Unesco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/280319" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de dezembro de 1999</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Diamantina foi o maior centro de extração de diamantes do mundo no século XVIII, condição que se refletiu na evolução da cidade, desfavorecendo a formação de um espaço urbano arquitetônico na forma de uma praça representativa do poder político e religioso, como era então regra geral. Sua arquitetura civil tem referência especial pela extrema homogeneidade do seu casario. Possui uma estética sóbria, simples, porém refinada se comparada com outras cidades de sua época. Suas fachadas são bem geometrizadas e seu padrão foi sistematicamente reproduzido pela cidade, não havendo rupturas estilísticas importantes. Essas edificações apresentam evidentes testemunhos da reprodução do modelo cultural de origem portuguesa.&#8221; </em></span></p>
<p style="text-align: right;">                              <a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/32" target="_blank"> Portal Iphan</a></p>
<div id="attachment_20696" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/brasaodediamantina.jpg"><img class="size-full wp-image-20696" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/brasaodediamantina.jpg" alt="Brasão de Diamantina" width="218" height="246" /></a><p class="wp-caption-text">Brasão de Diamantina</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Augusto Riedel (1836 &#8211; ?) e Diamantina</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Considerado um dos mais talentosos fotógrafos paisagistas dos oitocentos, o alemão Augusto Riedel (1836-?) foi proprietário de um estúdio fotográfico à Rua Direita nº 24, em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=709557&amp;PagFis=176" target="_blank"><em>Diário de São Paulo</em>, de 1º de outubro de 1865, primeira coluna</a>), na década de 1860, e na Rua Cassiano, 41, no Rio de Janeiro, entre 1875 e 1877. De sua produção, restaram 40 imagens do álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a>– que se tornou um dos trabalhos clássicos da documentação fotográfica do século XIX no Brasil. Os registros de Diamantina fazem parte deste conjunto. O duque de Saxe, dom Luis Augusto de Saxe Coburgo e Gotha (1845 – 1907), era genro do imperador Pedro II (1825 – 1891), marido da princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon (1847 – 1871). A presença do nome do fotógrafo na capa do álbum indica que ele já devia ser bastante conhecido e que provavelmente devam existir outras fotos dele ainda hoje não amplamente reconhecidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/313" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/313/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/313" target="_blank">Augusto Riedel. Rua Direita da Diamantina, 1868-1869. Diamantina, Minas GErais / Acervo Fundação Biblioteca Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A viagem representada no mencionado álbum durou meses , durante os quais foram percorridos os estados de Minas Gerais, onde foram retratadas, além de Diamantina, as cidades de Ouro Preto, Mariana, Sabará, Lagoa Santa e o primeiro vapor do rio das Velhas, além das minas de Morro Velho; vistas do rio São Francisco, que levaram os viajantes até Penedo, em Alagoas; Sergipe e, finalmente, Bahia, último estado visitado pela expedição. São possivelmente os mais antigos registros fotográficos dessas regiões do Brasil.  O itinerário percorrido sugere um grande interesse do grupo em geologia e em assuntos relativos à mineração. Um <em>obscuro diamantinense</em> publicou uma homenagem à visita dos príncipes à Diamantina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=23282" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 10 de agosto de 1868, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23282" target="_blank"><img class="  wp-image-20697 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/homenagem1.jpg" alt="homenagem1" width="247" height="471" /></a></p>
<div id="attachment_20698" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23282" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20698" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/homenagem2.jpg" alt="Diário do Rio de janeiro, 1868" width="236" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23282" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro, </em>10 de agosto de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/247">Acessando o link para as fotografias de Augusto Riedel de aspectos de Diamantina disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong> Chichico Alkmim (1886 &#8211; 1978) e Diamantina</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mineiro Chichico Alkmim (1886 – 1978), autodidata, pioneiro da fotografia de estúdio em Diamantina, e primeiro cronista visual da cidade, atuou na profissão de 1907 a 1955. Seu primeiro ateliê foi inaugurado em 1912 e sua obra, uma das principais referências da memória visual de Minas Gerais, compreende imagens da arquitetura diamantinense, sua religiosidade, suas ruas, costumes, ritos e retratos de seus habitantes. Chichico retratou a burguesia e também os trabalhadores ligados ao pequeno garimpo, ao comércio e à indústria. Produziu imagens de casamentos, batizados, funerais, festas populares e religiosas, paisagens e cenas de rua. De 1955, quando parou de  fotografar, até 1978, ano de sua morte, continuou cuidando de seu acervo, que guardava no porão de sua casa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5155" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5155/P011A00040.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5155" target="_blank">Chichico Alkmim. Rua das Mercês, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/248">Acessando o link para as fotografias de Chichico Alkmim de aspectos de Diamantina disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5156" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5156/P011A00044.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5156" target="_blank">Chichico Alkmim. Crianças na atual rua Macau do Meio, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/32" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p><a href="http://diamantina.mg.gov.br/o-municipio/" target="_blank">Site Prefeitura de Diamantina</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O café sob a lente de vários fotógrafos</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2019 14:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Com uma seleção de imagens a Brasiliana Fotográfica lembra o Dia Nacional do Café, data incorporada em 2005 ao Calendário Brasileiro de Eventos. O produto chegou ao Brasil no século XVIII e desde então é um importante gerador de riquezas, muito significativo na história da economia e da cultura do país. Por sua relevância, vários aspectos de seu cultivo, colheita e comercialização foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles Georges Leuzinger (1813 - 1892), Guilherme Gaensly (1843 - 1928) e Marc Ferrez (1843 - 1923). O café foi também tema de fotógrafos ainda desconhecidos, do Instituto de Expansão Comercial e da Centennial Photographic Co. O Brasil ainda é o maior exportador da bebida e o segundo maior país consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos.  ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="content_text_363276"></div>
<div class="content_text_363276">
<div style="width: 1021px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6225" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6225/0073040cx020-09t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1011" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6225" target="_blank">Marc Ferrez. Colheita de café, c. 1882. Vale do Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
</div>
<div class="content_text_363276"></div>
<div class="content_text_363278">
<div class="content_text_363276">Com uma seleção de imagens a Brasiliana Fotográfica lembra o Dia Nacional do Café, data incorporada em 2005 ao Calendário Brasileiro de Eventos. O produto chegou ao Brasil no século XVIII e desde então é um importante gerador de riquezas, muito significativo na história da economia e da cultura do país. Por sua relevância, vários aspectos de seu cultivo, colheita e comercialização foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>. O café foi também tema de fotógrafos ainda desconhecidos, do Instituto de Expansão Comercial e da Centennial Photographic Co. Convidamos nossos leitores a utilizarem a ferramenta zoom para uma melhor apreciação das fotografias.</div>
<div class="content_text_363276"></div>
<div class="content_text_363276"></div>
<div class="content_text_363276">
<div style="width: 893px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4936" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4936/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0474_010_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="883" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4936" target="_blank">Centennial Photographic Co. Pavilhões do Brasil na Exposição Internacional de Filadélfia &#8211; Pavilhão Café do Brasil, 1876. Filadéfia, Estados Unidos / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/171" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias relacionadas ao café disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4355" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4355/SAm52-0086.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="537" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4355" target="_blank">Georges Leuzinger. Café, c. 1866. Rio de Janeiro / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O café chegou ao Brasil, por Belém no Pará, em 1727, trazido pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta (1670 -1750) que, sob as ordens do governador do Maranhão e Grão Pará, o português João da Maia Gama, foi à Guiana Francesa para resolver problemas de fronteira. Lá conseguiu sementes de café que, na época, já tinham grande valor comercial. Seu cultivo espalhou-se da região Norte para outros estados e em meados do século XIX estabeleceu-se fortemente no Vale do Rio Paraíba, nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, gerando um novo ciclo econômico no país. Tornou-se o principal produto das exportações nacionais. Foi também muito cultivado em Minas Gerais e no Espírito Santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1102px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3722" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3722/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1092" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3722" target="_blank">Instituto de Expansão Comercial. Uma fazenda de café, 194?. São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua produção e comercialização fomentaram o desenvolvimento e a criação de cidades, a construção de ferrovias para seu escoamento e São Paulo tornou-se a metrópole do café enquanto o Porto de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10251" target="_blank">Santos</a> tornava-se seu principal ponto de saída. Após a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12179" target="_blank">abolição da escravatura, em 1888</a>, aconteceu uma grande onda de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13651" target="_blank">imigração, principalmente de italianos</a>, que vinham para o Brasil e se empregavam nos cafezais de São Paulo. A riqueza produzida nas lavouras de café gerou o crescimento do comércio, da oferta de serviços e da indústria nacional. O Brasil ainda é o maior exportador da bebida e o segundo maior país consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1089px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4751" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4751/0071824cx013-03.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1079" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4751" target="_blank">Marc Ferrez. Embarque de café para a Europa, c. 1895. Santos, São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;As plantações de café no Brasil, entre meados do Século XIX até o final do século XX, além das divisas econômicas, gerou também um rico patrimônio cultural, envolvendo as edificações, os costumes regionais e a paisagem marcante, especialmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para resgatar, preservar e valorizar toda essa riqueza, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) criou o Grupo Interinstitucional sobre o Patrimônio Cultural do Café da região sudeste do Brasil que, entre outras iniciativas, deverá estreitar a parceria entre órgãos de proteção do patrimônio cultural, universidades, sociedade civil organizada e iniciativa privada, buscando desenvolver a melhor estratégia para a preservação e a valorização do patrimônio cultural referente ao café no Brasil&#8221;</em> (<a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/1544/iphan-estuda-acoes-de-preservacao-e-valorizacao-do-patrimonio-cultural-do-cafe-na-regiao-sudeste" target="_blank">Iphan, 2011</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">&#8220;<em>Nas fazendas de café eram comuns as jornadas de trabalho de quinze a dezoito horas diárias, iniciadas, ainda de madrugada, ao som do sino que despertava os escravos para que eles se apresentassem ao feitor, para receber as tarefas. Se as atividades fossem próximas à sede da fazenda, iam a pé; se mais distantes, um carro de boi os transportava.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>No eito, distribuíam-se em grupos e trabalhavam horas sob as vistas do feitor e embalados pela música que cantavam. Num português misturado com suas línguas maternas, essas canções falavam do trabalho, de suas origens, dos patrões e de si mesmos, num ritmo monótono e constante, repetindo dezenas, centenas de vezes a mesma melodia. </em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>O almoço era servido lá pelas dez horas da manhã. O cardápio constava de feijão, angu de milho, abóbora, farinha de mandioca, eventualmente toucinho ou partes desprezadas do porco, rabo, orelha, pé etc. e frutas da estação como bananas, laranjas e goiabas. Embora houvesse interesse em se manter o negro saudável e apto para o trabalho, não havia a preocupação com sua longevidade. Em fazendas mais pobres, a comida com frequência se resumia ao feijão com gordura e um pouco de farinha de mandioca, o que acabava provocando seu definhamento precoce. Qualquer que fosse a comida, era preparada em enormes panelas e servida em cuias nas quais os escravos usavam as mãos ou, mais raramente, colheres de pau. A refeição deveria ser feita rapidamente, para não se perder tempo, e de cócoras; os negros tinham que engolir tudo porque logo em seguida a faina continuava. Por volta de uma hora da tarde, um café com rapadura era servido substituído nos dias frios por cachaça, e às quatro horas jantava-se. Aí, comia-se o mesmo que no almoço, descansava-se alguns minutos e retomava-se o batente até escurecer.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Cumpria-se, então, o ritual da manhã, todos se apresentando ao administrador ou dono, conforme o caso da fazenda. Era quando, após uma breve oração, iniciava-se o serão que constava, geralmente, da produção ou beneciamento de bens deconsumo. Os escravos debulhavam e moíam o milho, preparavam a farinha de mandioca e o fubá, pilavam e torravam o café. Com frequência, cortavam lenha e selecionavam o café apanhado no período de colheita. Só lá pelas nove ou dez horas da noite é que o escravo podia se recolher. Isso para alguém que, no verão, levantava por volta das quatro horas da madrugada. Antes de se deitar, fazia uma refeição rápida e, extenuado, descansava até a jornada do dia seguinte&#8221;.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto" style="text-align: right;">Jaime Pinsky, em <em>A Escravidão no Brasil</em></div>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></em></p>
<p><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/17987068/a-importancia-do-cafe-nosso-de-todos-os-dias" target="_blank">Embrapa</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/1544/iphan-estuda-acoes-de-preservacao-e-valorizacao-do-patrimonio-cultural-do-cafe-na-regiao-sudeste" target="_blank">Iphan</a></p>
<p>PINSKY, Jaime. <em>A Escravidão no Brasil</em>. São Paulo : Contexto, 2000.</p>
<p><a href="http://www.agricultura.gov.br/assuntos/politica-agricola/cafe/cafeicultura-brasileira" target="_blank">Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento</a></p>
<p><a href="https://observatorio-eco.jusbrasil.com.br/noticias/2681871/iphan-quer-preservar-o-patrimonio-cultural-do-cafe" target="_blank">Observatório Eco -Direito Ambiental</a></p>
<p><a href="http://revistacafeicultura.com.br/?mat=10441" target="_blank">Revista Cafeicultura</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=14254</wfw:commentRss>
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