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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Avenida Central</title>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; X e Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXV &#8211; O Theatro Phenix</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Sep 2023 14:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Com imagens produzidas por um fotógrafo ainda não identificado e por N. Viggiani, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do Theatro Phenix, tema do 25º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido". O escritório Januzzi e Irmão foi responsável pelo projeto aprovado, em 14 de novembro de 1906, do Palace Hotel, que já foi tema de um artigo do portal, e do Theatro Phenix - dois empreendimentos da família Guinle. Mais uma vez convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta "zoom" e, a partir daí, fazer um passeio pela cidade nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens produzidas por um fotógrafo ainda não identificado e por N. Viggiani, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do Theatro Phenix, tema do 25º artigo da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido. </em>O escritório Januzzi e Irmão foi responsável pelo projeto aprovado, em 14 de novembro de 1906, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Palace Hotel</a>, que já foi tema de um artigo do portal; e do Theatro Phenix &#8211; ambos empreendimentos da família Guinle.<em> </em>Mais uma vez convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta <em>zoom</em> e, a partir daí, fazer um passeio pela cidade nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11719" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11719/001NV001002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="690" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11719" target="_blank">N. Viggiani. Teatro Phenix, c. 1923. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf"><em>Álbum da Avenida Central</em>,</a> lançado, em 1907, pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, havia desenhos das fachadas do Palace Hotel, que ficava na Avenida Central, e do Teatro Phenix, contiguo ao hotel, na Rua Barão de São Gonçalo, posteriormente rebatizada como Avenida Almirante Barroso. Nenhum dos dois estava construído quando o álbum foi produzido, portanto, logicamente, não puderam ser fotografados. Esse álbum é um importante registro da reforma da principal via da então capital federal, onde ele contrapôs reproduções das plantas às fotografias das fachadas de cada edifício documentado. Esse tipo de fotografia foi fundamental para a construção e para a difusão de uma nova imagem do Rio de Janeiro, uma imagem associada aos ideais de civilização e progresso<em>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco da história do Theatro Phenix</em></strong></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11677" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11677/037SL03034.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11677" target="_blank">Teatro Phenix, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome do Theatro Phenix foi uma homenagem ao Theatro Phenix Dramática, que existia nos jardins do Hotel Brissac. Eduardo Balassin Guinle (1846 &#8211; 1912), patriarca de sua abastada e influente família, foi obrigado a construí-lo. A Prefeitura do Rio de Janeiro, sob a gestão de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) </a> desapropriou, demoliu e reurbanizou a área onde ficava o Phenix Dramática, localizado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825http://" target="_blank">Rua da Ajuda</a>, nº 57, no processo da construção da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a>, em 1904. Ele havia sido inaugurado, em 1863, com o nome de <em>El Dorado</em>. Foi renomeado Phenix Dramática, em 1868. Bem, o terreno foi adquirido pelo empresário Eduardo Guinle e, segundo a lei, seria obrigatória a construção de um novo teatro no lugar do demolido. Num gesto de afirmação cultural, ele ofereceu ao Rio de Janeiro uma sala de espetáculos imponente com capacidade para 1200 espectadores, cuja natureza e dimensões só eram comparáveis aos teatros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Municipal</a> e de São Pedro. Seu projeto seguia o modelo clássico dos teatros italianos com a platéia rodeada por camarotes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/386030/23126" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 28 de fevereiro de 1955, primeira coluna</a>).</p>
<p>Segundo Augusto Mauricio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230;e essa casa de espetáculos, que é uma das que melhor possui o Rio de Janeiro quer como platéia, camarotes, mobiliário confortável com cadeiras estofadas, sala suntuosa, e corredores amplos, revestido todo de mármore trabalhado de diversas cores, colunas de diferentes ordens, grandes espelhos e ainda instalações internas para os artistas, que contam com camarotes magníficos – custou ao proprietário àquele recuado tempo, pouco mais de dois mil contos de réis&#8221;.</em></span></p>
<p>O novo Teatro Phenix,  cuja construção terminou em 1908, 1912 ou 1913 &#8211;  as fontes variam -, ficava na Rua Barão de São Gonçalo, logo transformada em Avenida Almirante Barroso, em um terreno contíguo ao Palace Hotel. Sua fachada foi inspirada na Ópera Garnier, em Paris.</p>
<p>Desde o início foi arrendado a terceiros &#8211; o primeiro foi Angelo Balloni, principal sócio da H. Balloni e Cia, que concedeu uma entrevista ao jornal <em>Imparcial</em> de 26 de fevereiro de 1914, data da inauguração do teatro. Na reportagem, é ressaltado o aspecto mais inclusivo do teatro, comparando-o ao Theatro Municipal<em>: &#8220;No Phenix achar-se-á bem instalada tanto a sociedade chic como a classe operária. É que seu ambiente é artístico sem ser solene. Nele há um único atrativo, a simplicidade artística, cuja ação se estende por todas as pessoas, sejam elas quais forem, Isso, aliás, é pouco comum em nosso meio. Haja vista, por exemplo, o Municipal&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/5774" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 26 de fevereiro de 1914, antepenúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32391" style="width: 221px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/5774" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32391" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix3.jpg" alt="O Imparcial, 26 de fevereiro de 1914" width="211" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/5774" target="_blank"><em>O Imparcial,</em> 26 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciado como<em> a mais ampla e luxuosa sala de espetáculos da América do Sul, </em>antes de sua inauguração oficial, lá foram realizados bailes de carnaval nos dias 21, 22, 23 e 24 de fevereiro de 1914 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/18285" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de fevereiro de 1914, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21654" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21724" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1914, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21896" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32390" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/21664" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32390" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix2.jpg" alt="O Paiz, 19 de fevereiro de 1914" width="541" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/21664" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32354" style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/18285" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32354" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix3.jpg" alt="Correio da Manhã, 24 de fevereiro de 1914" width="572" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/18285" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32353" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21664" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32353" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix2.jpg" alt="O Paiz, 19 de fevereiro de 1914" width="524" height="375" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21664" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 19 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi reaberto como teatro, arrendado a Luiz Alonso, em novembro de 1915, com a peça <em>Champignol à força</em>, um vaudeville em três atos dos dramaturgos franceses Georges Feydeau (1862 &#8211; 1921) e <span dir="ltr">Maurice Desvallières (1857 &#8211; 1926)</span>, encenada pela Companhia Leopoldo Froes e estrelada pela atriz Lucilia Peres (1881 &#8211; 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29720" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de novembro de 1915</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32352" style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/338060/590" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix1.jpg" alt="Jornal, 16 de outubro de 1915" width="579" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/338060/590" target="_blank"><em>Theatro e Sport</em>, 16 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Funcionou também como teatro, cinema, cassino e <em>dancing</em>, quando o arrendatário era, desde 1916, Djalma Moreira.  Em 1921, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14520" target="_blank">Casa dos Artistas</a> protestou contra a <em>transformação do Theatro Phenix em tavolagem</em>. Provavelmente, Djalma arrendou o teatro até 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/30052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de outubro de 1916, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/1188" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de abril de 1920</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1882" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 31 de dezembro de 1921, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/9544" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 4 de abril de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/8578" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de fevereiro de 1923, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/53" target="_blank"> <em>Crítica</em>, 2 de dezembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32393" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32393" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix4.jpg" alt="O Paiz, 21 de maio de 1917" width="345" height="147" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35045" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de maio de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32355" style="width: 664px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32355" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/fenix4.jpg" alt="Revista da Semana, de 1922" width="654" height="246" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1907" target="_blank">Baile no Cassino Theatro Phenix / <em>Revista da Semana</em>, 7 de janeiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltou a ser um teatro, arrendado pelo calabrês Jácomo Rosário Staffa (c. 1867 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/30784" target="_blank">1927</a>), e foi reinaugurado em 30 de abril de 1926 com a revista <em>Excelsior</em>, do pernambucano Manuel Bastos Tigre (1882 &#8211; 1957). Uma curiosidade: Bastos Tigre era cunhado do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</a> e foi o responsável pelo <em>slogan</em> da Bayer que se tornou famoso em todo o mundo: “<em>Se é Bayer é bom</em>“. É também o autor da letra da música <em>Chopp em Garrafa</em>, com música de Ary Barroso (1903 – 1964), que foi interpretada por Orlando Silva (1915 – 1978). Foi inspirada no produto que a Brahma passou a engarrafar. Sucesso do carnaval de 1934, é considerado o <a href="https://www.propagandashistoricas.com.br/2015/06/primeiro-jingle-do-brasil.html" target="_blank">primeiro <em>jingle</em>  publicitário do Brasil.</a> Foi também o autor do livro <em>Meu Bebê: livro das mamães</em> para anotações sobre o bebê desde seu nascimento. O Dia do Bibliotecário, 12 de março, dia de seu nascimento, foi instituído, em 1980, em sua homenagem. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/21487" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de julho de 1925, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/24326" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 10 de fevereiro de 1926, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25170" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de abril de 1926, antepenúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25369" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de abril de 1926</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32384" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25369" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32384" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix1.jpg" alt="A reabertura do Phenix / Correio da Manhã, 30 de abril de 1926" width="271" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25369" target="_blank">A reabertura do Phenix / <em>Correio da Manhã,</em> 30 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Phenix. Lembramos aqui que Staffa era o proprietário do Grande Cinematographo Pariziense, o segundo cinema do Rio de Janeiro, inaugurado em 9 de agosto de 1907. O primeiro foi o Chic, inaugurado em 1º de agosto do mesmo ano. O terceiro foi o cinema Pathé, do fotógrafo Marc Ferrez e Arnaldo Gomes de Souza. A firma de Arnaldo e Ferrez chamava-se Arnaldo &amp; Cia, omitindo a participação de Ferrez, porque Charles Pathé (1863 – 1957), um dos proprietários da <em>Pathé Frères</em>, proibia que seus distribuidores e representantes possuíssem cinematógrafos e Ferrez era um de seus representantes. Staffa denunciou o fato em 1908. Foi também o proprietário do Palace Hotel de Caxambu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25483" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de maio de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32383" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/25157" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32383" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix.jpg" alt="Correio da Manhã, 15 de abril de 1926" width="501" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/25157" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Phenix foi palco de muitas peças e bailados, esses últimos criações da coreógrafa e bailarina russa Maria Oleneva (1896 &#8211; 1985) que, posteriomente, foi uma das fundadoras da Escola de Dança do Teatro Municipal.</p>
<p>Em seu prédio foi sediado, na década de 1920, o Partido Democrático (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/30951" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de julho de 1927, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/84" target="_blank"><em>Crítica</em>, 7 de dezembro de 1928, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1929, passou a exibir quadros de <em>Nu Artístico</em> e era proibida a entrada de<em> menores e de senhoritas</em> (<em>Crítica</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/968" target="_blank">18 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/992" target="_blank">23 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1120" target="_blank">18 de maio</a> de 1929).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32437" style="width: 367px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/968" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32437" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix13.jpg" alt="Crítica, 18 de abril de 1929" width="357" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/968" target="_blank"><em>Crítica</em>, 18 de abril de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 31 de maio, estreia do <em>vaudeville</em> musicado <em>A Ilha dos Prazeres, </em>uma peça do<em> gênero livre </em>com quadros de nu artístico,<em> </em>tendo como estrela a atriz  Theda Diamant (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1247" target="_blank"><em>Crítica</em>, 31 de maio de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32438" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix14.jpg"><img class="size-full wp-image-32438" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix14.jpg" alt="Theda Diamant" width="482" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.versalhesleiloes.com.br/peca.asp?ID=5730497" target="_blank">Theda Diamant</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em junho, Carlos Machado (1908 &#8211; 1992), que ficou conhecido como o <em>Rei da Noite</em>, foi anunciado diretor artístico do Phenix (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1375" target="_blank"><em>Crítica</em>, 21 de junho de 1929, terceira coluna)</a>. Ainda em 1929, foi o palco da temporada das <em>Operetas Vienenses </em>e voltou a exibir filmes(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1567" target="_blank"><em>Crítica, </em>21 de julho de 1929</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/1911" target="_blank"><em>Crítica</em>, 12 de setembro de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ficou fechado por um breve período, tendo sido reaberto, após uma reforma, em janeiro de 1930, como Cine Theatro Phenix , sob a direção da Empresa S. Kauffman apresentando<em> espetáculos puramente familiares</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372382/2642" target="_blank"><em>Crítica</em>, 26 de dezembro de 1929</a>). Passou a ter <em>&#8220;uma orquestra de 30 professores que darão vida e palavras às cintas mudas por intermédio da linguagem universal &#8211; a Música&#8221;. </em>Lembramos aqui que o cinema sonoro estava ocupando o lugar dos filmes silenciosos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/43724" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de dezembro de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/40950" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de dezembro de 1929, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/286" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 9 de janeiro de 1930</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107646/7676" target="_blank"><em>O Imparcial (MA)</em>, 17 de janeiro de 1930, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_32424" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/43649" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32424" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix8.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de dezembro de 1929" width="250" height="268" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/43649" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de dezembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32435" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/2682" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32435" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix11.jpg" alt="Crítica, de janeiro de 1930" width="325" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/372382/2682" target="_blank"><em>Crítica</em>, 2 de janeiro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre as décadas de 1930 e 1940, voltou a funcionar ora como teatro ora como cinema. Abrigou também conferências, bailes de carnaval e recitais de música. Pelo teor dos filmes lá exibidos, <em>&#8220;verdadeiros atentados à moral e ao decoro públicos&#8221;</em>, foi censurado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/2922" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 17 de março 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32436" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3866" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32436" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix12.jpg" alt="A Noite, 17 de março de 1931" width="309" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/3866" target="_blank"><em>A Noite,</em> 17 de março de 1931</a></p></div>
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<p>Em 1937, arrendado por Vital Ramos de Castro (1879 &#8211; 1958), cineasta e empresário do ramo cinematográfico, o Phenix foi inaugurado como <em>Ópera, </em>uma<em> nova casa de diversões. </em>Ainda em 1937 passou a chamar-se <em>Cine Theatro Ópera</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/41060" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1937</a>, penúltima coluna; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5806" target="_blank"><em>Beira- Mar</em>, 14 de agosto de 1937</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/31858" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 19 de setembro de 1937, antepenúltima coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5806" target="_blank">; penúltima coluna</a>; <a href="A%20Nação, 9 de outubro de 1937, segunda coluna" target="_blank"><em>A Nação</em>, 9 de outubro de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/45458" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de março de 1938</a>). Não seria a primeira vez que os caminhos de Vital e Staffa se encontravam: em 1927, o<em> Cine Parisiense</em>, que era, como já mencionado, de Staffa, foi comprado por ele.</p>
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<div id="attachment_32423" style="width: 158px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/45458" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32423" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix7.jpg" alt="Vital Ramos de Castro / Correio da Manhã, 27 de março  de 1938" width="148" height="263" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/45458" target="_blank">Vital Ramos de Castro / <em>Correio da Manhã</em>, 27 de março de 1938</a></p></div>
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<p>Vital foi o proprietário do <i>Circuito independente Vital Ramos de Castro</i>,  que chegou a ter vinte salas de cinema no Rio de Janeiro, entre eles o Cine Plaza, na Cinelândia, o Cinema Olinda, na Praça Sans Penha, que foi a maior sala de cinema que já existiu no Rio de Janeiro; o Cinema Colonial, futura Sala de Teatro Cecília Meirelles e o Cine Ritz, em Copacabana.</p>
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<div id="attachment_32422" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/41060" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32422" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix6.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1937" width="382" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/41060" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 30 de junho de  1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1944, com o apoio do então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), voltou a ser teatro e foi reaberto com a encenação pela companhia de Bibi Ferreira (1922 &#8211; 2019) da peça <em>Sétimo Céu, </em>do dramaturgo norte-americano Austin Stroug (1881 &#8211; 1952) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/14797" target="_blank"><em>Gazeta da Manhã</em>, 15 de abril de 1943, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/20741" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de maio de 1944, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/19568" target="_blank">G<em>azeta da Manhã</em>, 15 de julho de 1944, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/21531" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 e 18 de julho de 1944, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/21555" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de de julho de 1944)</a>. Nele se apresentaram, dentre outros, o Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980); Sandro Apolônio (1921 &#8211; 1995), Maria Della Costa (1926 &#8211; 2015) e Henriette Morineau (1908 &#8211; 1990).</p>
<p>Em 1948, Vital Ramos de Castro entrou com uma ação de despejo contra o grupo teatral de Sandro Apolônio que se apresentava no Phenix com a peça <em>Estrada do Tabaco</em> (<em>A</em> <em>Scena Muda</em>, 15 de junho de 1948, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/48983" target="_blank">página 3</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/49002" target="_blank">página 24</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/50376" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 8 de março de 1949</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32421" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/50376" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32421" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix5.jpg" alt="A Scena Muda, 8 de março de 1949" width="633" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/50376" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 8 de março de 1949</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi fechado, em 1951, e totalmente demolido entre 1957 e 1958. Assim se encerrava um capítulo da história do teatro no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/5250" target="_blank"><em>Jornal</em>, 2 de dezembro de 1950, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_14/5751" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 e 16 de janeiro de 1951, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/5250" target="_blank"><em>Jornal</em>, 2 de dezembro de 1950, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/84948" target="_blank"> <em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1957, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_14/47505" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de dezembro de 1957, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/93438" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de julho de 1958, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32386" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/demolição.jpg"><img class="size-full wp-image-32386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/demolição.jpg" alt="Correio da Manhã, 6 de dezembro de 1957" width="300" height="183" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/84948" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de dezembro de 1957</a></p></div>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BULCÃO, Clóvis. <em>Os Guinle: a história de uma dinastia</em>. Rio de Janeiro : Intrínseca, 2015.</p>
<p>BATISTA, Antonio José de Sena. <a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/34834/34834_6.PDF" target="_blank"><em>Arquitetos sem halo: a ação dos escritórios M.M.M.Roberto e Henrique Mindlin Arquitetos Associados</em>.</a> Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em História Social da Cultura, do Departamento de História da PUC-Rio, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em História, março de 2013.</p>
<p>CATTAN, Roberto Correia de Mello.<a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/5103/5103_6.PDF" target="_blank"> <em>A Família Guinle e a Arquitetura do Rio de Janeiro Um capítulo do ecletismo carioca nas duas primeiras décadas do novecentos. </em></a>Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História do Departamento de História da PUC-Rio, novembro de 2013.</p>
<p>CAVALCANTI, Lauro, org., <em>Quando o Brasil Era Moderno Artes plásticas no Rio de Janeiro 1905-1960</em>, Rio de Janeiro : Aeroplano Editora, 2001.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MARCHESAN, Luiz Gonzaga. <a href="http://anpoll.org.br/eventos/enanpoll2018/wp-content/uploads/2018/06/LMarchezan.pdf" target="_blank">Antonio Cândido na revista <strong>Texto</strong></a>.</p>
<p>MORAES, Frederico. <em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 2001.</p>
<p><a href="https://www.clubenaval.org.br/novo/?q=Sobre-o-Clube-Naval" target="_blank">Site Clube Naval</a></p>
<p><a href="https://www.estilosarquitetonicos.com.br/palace-hotel/" target="_blank">Site Estilos Arquitetônicos</a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/256" target="_blank">Site Inepac</a></p>
<p><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/palace-hotel-alerta-preservacao-patrimonio-cultural/" target="_blank">Veja Rio</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f3BfL2X_7vM" target="_blank">Youtube &#8211; O LUXUOSO PALACE HOTEL DOS PRESIDENTES E ARTISTAS MODERNISTAS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados, futuro prédio do Ministério da Agricultura</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23968" target="_blank"><em>Cinema no Brasil – a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeo</em>n, publicado em 8 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Série<em> “O Rio de Janeiro desaparecido” </em>XII<em> – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</em>, publicado em 16 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank"><em>O Theatro de Santa Isabel</em>, publicado em 28 de outubro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></p>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIV e série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; VI &#8211; O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jul 2023 12:48:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Álbum da Avenida Central]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Central]]></category>
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		<category><![CDATA[demolição]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Guinle]]></category>
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		<description><![CDATA[Com imagens produzidas por Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? – 19?), Augusto Malta (1864 - 1957), Guilherme Santos (1871 – 1966) e por um fotógrafo ainda não identificado, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do luxuoso Palace Hotel, um empreendimento da família Guinle, onde diversas exposições de fotografia e de pintura foram realizadas, tornando-o um pólo da vanguarda artística do Brasil, tema da poesia "Rondó no Palace", do grande Manuel Bandeira. O Palace Hotel é o tema do 24º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido" e o sexto da série "Hotéis do Brasil". Convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta "zoom" e, a partir daí, fazer um passeio pela cidade nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens produzidas por Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? – 19?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 – 1966) </a>e por um fotógrafo ainda não identificado, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do luxuoso Palace Hotel, tema do 24º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>e o sexto da série<em> Hotéis do Brasil. </em>Diversas exposições de fotografia e de pintura foram realizadas no Palace, tornando-o um pólo da vanguarda artística do Brasil, tema da poesia <em>Rondó do Palace Hotel</em>, de Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968). <em> </em>O escritório Januzzi e Irmão foi responsável por seu projeto e também pelo do Teatro Phenix &#8211; aprovado em 14 de novembro de 1906 -, dois empreendimentos da família Guinle.<em> </em>O Teatro Phenix, contiguo ao Palace, será tema de um futuro artigo do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9365" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9365/007A5P3F13-007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="500" height="666" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9365" target="_blank">A. Ribeiro, Maison Chic. Avenida Rio Branco;Palace Hotel, c. 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta <em>zoom</em> e, a partir daí, fazer um passeio pelo Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/359" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Palace Hotel, na avenida Rio Branco, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história do Palace Hotel</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9416" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9416/002080RJ1219.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9416" target="_blank">Guilherme Santos. Visita dos reis da Bélgica; em frente ao Palace Hotel, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Localizado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central </a>, número 185, esquina com a rua Almirante Barroso, o Palace Hotel ficava na espinha dorsal do mundo das compras e do lazer dos elegantes, dos negócios e da cultura da então capital federal. Ficava no ponto mais nobre da avenida, onde também estavam situados os prédios do Jockey Club, projeto do arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920), inaugurado em 1913 e demolido na <span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">década de 1970</span></span><span style="color: #000000;">;</span> e do Clube Naval, projetado pelo italiano Tommaso Bezzi (1844 &#8211; 1915), executado por Heitor de Mello, inaugurado em 1910, e tombado em 1987 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.</p>
<p>A linha central da avenida havia sido inaugurada pelo presidente Rodrigues Alves (1848 – 1919), em 7 de setembro de 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=8295" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de setembro de 1904, na sexta coluna, sob o título “Avenida Central”</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;PagFis=8323" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 8 de setembro de 1904, na última coluna</a>). No ano seguinte, 1905, sob um temporal, a avenida foi aberta oficialmente, em 15 de novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=10404" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de novembro de 1905, na quinta coluna, sob o título “15 de Novembro”</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9295" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9295/002051AM002006.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9295" target="_blank">Augusto Malta. Palace Hotel, conhecido como Hotel Guinle, c. 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A abertura da avenida foi uma das principais marcas da reforma urbana realizada por Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), o <em>bota-abaixo</em>, entre 1902 e 1906, período em que foi prefeito do Rio de Janeiro. Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca, que tornou o Rio uma cidade cosmopolita, moderna. A Avenida Central inaugurou um novo eixo da cidade em direção ao mar, a orla foi embelezada com a Avenida Beira-Mar, aberta em 1906, e a cidade, antes portuária, incorporou à sua vida urbana as praias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">Ipanema</a> e Leblon.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11072" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11072/037SL03033.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11072" target="_blank">Avenida Almirante Barroso; Palace Hotel e o prédio do Jockey Club, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome da Avenida Central foi mudado, por decreto, em 15 de fevereiro de 1912, para Avenida Rio Branco, uma homenagem ao diplomata e ministro das Relações Exteriores do Brasil, o barão de Rio Branco ( 1845 – 1912), que havia falecido cinco dias antes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;PagFis=10553" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de fevereiro de 1912, sob o título “Barão do Rio Branco”</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">No <a style="color: #000000;" href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf"><em>Álbum da Avenida Central</em>,</a> lançado em 1907 pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), havia desenhos das fachadas do Palace, que ficava na avenida, e do Teatro Phenix, contiguo ao hotel, na Almirante Barroso, ainda Barão de São Gonçalo. Tanto o hotel como o teatro chamavam-se Avenida e fazian m parte do prédio 1885-187-189-191. Nenhum dos dois estava construído quando o álbum foi produzido, portanto não puderam ser fotografados. Quando foram construídos passaram a chamar-se Palace Hotel e Theatro Phenix. Esse álbum é um importante registro da reforma da principal via da então capital federal, onde ele contrapôs reproduções das plantas às fotografias das fachadas de cada edifício documentado. Esse tipo de fotografia foi fundamental para a construção e para a difusão de uma nova imagem do Rio de Janeiro, uma imagem associada aos ideais de civilização e progresso<em>.</em></span></p>
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<div id="attachment_33363" style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33363" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/palace.jpg" alt="Álbum Avenida Central, página 61" width="697" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank">Hotel e Theatro Avenida,  futuros Palace Hotel e Teatro Phenix<em> / Álbum Avenida Central</em>, página 61</a></p></div>
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<div id="attachment_33365" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33365" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/palace1.jpg" alt="Álbum Avenida Central, página 68" width="600" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank">Theatro Avenida, futuro Teatro Phenix<em> / Álbum Avenida Central,</em> página 68</a></p></div>
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<p>O Palace Hotel pertencia a Eduardo Palassin Guinle (1846 &#8211; 1912), patriarca de sua influente e abastada família. As obras do hotel foram concluídas em torno de 1915 e ele foi inaugurado, em julho de 1919. Foi o ponto de encontro da elite carioca, de celebridades nacionais e internacionais, além de ter sido o palco de diversos e importantes eventos culturais e mundanos. Na época, o Rio de Janeiro era tanto pólo de atração como modelo para as capitais estaduais.</p>
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<div id="attachment_32347" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/eduardo.jpg"><img class="size-full wp-image-32347" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/eduardo.jpg" alt="O casal Guilhermina e Eduardo Guinle" width="344" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Eduardo_Palassin_Guinle_%281846-1912%29_e_esposa_Guilhermina_%281854-1925%29.png" target="_blank">O casal Guilhermina e Eduardo Guinle, 1880 / Wikipedia</a></p></div>
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<p>Foi o primeiro empreendimento da família Guinle gerenciado pelo empresário Octávio Guinle (1886 &#8211; 1968), filho de Eduardo. O negócio contava com a sociedade do barão de Saavedra (1890 &#8211; 1956) e de Francisco Castro e Silva (18? &#8211; 19? que juntos comandavam a Companhia Hotéis Palace, fundada em 1919, mesmo ano da inauguração do Palace. Marcou o início de uma nova fase da indústria hoteleira no Rio de Janeiro. Eles também construíram o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Copacabana Palace Hotel</a>, quintessência do <em>glamour</em> carioca, inaugurado em 13 de agosto de 1923.</p>
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<div style="width: 180px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://academiaeventosturismo.org.br/cadeiras/otavio-guinle-cadeira-18/" target="_blank"><img src="https://academiaeventosturismo.org.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/Otavio-Guinle4-p6ywwer39kxcd4a0y7t0t1g70r1gjiau10283kyg5s.jpg" alt="Otavio Guinle4" width="170" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://academiaeventosturismo.org.br/cadeiras/otavio-guinle-cadeira-18/" target="_blank">Octávio Guinle / Academia Brasileira de Eventos e Turismo</a></p></div>
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<p>Pouco depois da inauguração do Palace Hotel foi realizado um grande banquete em um dos seus salões para autoridades que estavam no Rio de Janeiro para a posse do presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43432" target="_blank">11 de julho de 1919, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43533" target="_blank">20 de julho de 1919, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/40207" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 30 de julho de 1919, antepenúltima coluna</a>). Antes de se instalarem no Palácio do Catete, muitos  presidentes da República eleitos se hospedavam lá até o dia da posse. Washington Luis (1896 &#8211; 1957) esteve, em 1926, no quarto 309, e para o mesmo quarto voltou depois de seu exílio, 15 anos depois.</p>
<p>O Palace possuía 8 andares, servidos por seis elevadores, com 250 quartos de dormir. Sua imagem está mais próxima dos modelos dos palácios urbanos italianos, do barroco ou mesmo de exemplos maneiristas, inspirados na matriz renascentista de Florença. Sofreu uma intervenção do arquiteto francês Joseph Gire (1872 &#8211; 1933), provavelmente durante a década de 20. Gire foi o responsável pelos projetos dos hoteis<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank"> Gloria (1922) </a>e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Copacabana Palace (1923)</a>, dentre vários outros emprendimentos no Rio de Janeiro.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9261" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9261/001RR007002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9261" target="_blank">A.C. da Costa Ribeiro. Palace Hotel, à direita, na Rua Almirante Barroso, o Teatro Phenix e, ao fundo, parte do Morro do Castelo, c. 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Todos os quartos tem água quente e fria e o estylo do mobiliário é de muito bom gosto. A Empresa fez ligar para todos os quartos 10 linhas principaes de telephones. A sala de jantar, situada no sétimo andar, esta ricamente decorada, podendo conter 500 pessoas. As suas grandes janellas de sacada conduzem a grandes terraços com vista para a cidade e Bahia, tocando durante todas as refeições uma orchestra de primeira classe. O estabelecimento é dirigido segundo systema europeu, e tem serviço de cozinha irreprehnsível. O hotel tem ainda espaçosos salões de leitura, de visitas, recepção, baile, sala de concertos, bibliotheca, barbeiro, etc., etc. Na cave do edifício há grande stocks dos melhores vinhos. A Companhia emprega 230 pessoas. Todo o pessoal em contacto com os hospedes falla portuguez, inglez, francez, italiano, espanhol e allemão. Para o serviço de cosinha emprega 60 cosinheiros. A direção do hotel está entregue ao Snr. Jean Paul, da Dinamarca, tendo este senhor uma larga experiência nos hotéis das principaes cidades de Europa e dos Estados Unidos da América do Norte&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Enciclopédia Comercial</em>, Globe Encyclopedia Company, 1924, London.</p>
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<p>Segundo o diplomata Maurício Nabuco (1891 &#8211; 1979) em seu livro <em>Reflexões e reminiscências</em>, o Palace Hotel teria sido a <em>primeira grande hospedaria do Brasil</em> e se tornado o centro de jovens casais. Em seu bar teria nascido o hábito de se tomar um aperitivo <em>elegante</em> à hora do jantar.  Ainda sobre o bar: sua entrada independente teria atraido, segundo Lucia Meira Lima, a<em>s mais formosas “francesas” que aqui aportaram e despertavam paixões entre a jeunesse dorée e os balzaqueanos das décadas de 1920 e 1930. </em>Outros ambientes requintados do hotel eram o Salão Nobre, o Salão de Leitura e o Jardim de Inverno, que antecedia o salão que mais tarde abrigaria as exposições promovidas pela Associação dos Artistas Brasileiros (AAB), localizado ao fundo.</p>
<p>Várias homenagens, chás dançantes, recitais, almoços e jantares, bailes de carnaval eram realizados em seus salões. Foi no Palace Hotel que a poetisa gaúcha Iveta Ribeiro  (1886 – 1962) apresentou a revista <em>Brasil Feminino</em>, que dirigia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4769" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 6 de fevereiro de 1932</a>).</p>
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<div id="attachment_23339" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86755" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23339" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ivetaribeiromalho-1937.jpg" alt="Iveta Ribeiro /  O Malho, 14 de janeiro de 1937" width="489" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86755" target="_blank">Iveta Ribeiro (1886 &#8211; 1962) /<em> O Malho</em>, 14 de janeiro de 1937</a></p></div>
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<div id="attachment_32483" style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3724" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32483" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/almoço.jpg" alt="Almoço oferecido a Lucio Costa , diretor dda Escola de BElas Artes / Revista da Semana, 15 de agost de 1931" width="536" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3724" target="_blank">Almoço oferecido a Lucio Costa , diretor da Escola de Belas Artes /<em> Revista da Semana,</em> 15 de agosto de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_32484" style="width: 817px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4231" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32484" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/almoço1.jpg" alt="Revista da Semana, 7 de novembro de 1931" width="807" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4231" target="_blank">Almoço do Rotary Club / Revista da Semana, 7 de novembro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_32485" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4258" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32485" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/almoço2.jpg" alt="Chá no Palace Hotel em benefício dos Pobres Doentes de Botafaogo / REvista da Semana, 14 de agosto de 1931" width="519" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4258" target="_blank">Chá no Palace Hotel em benefício dos Pobres Doentes de Botafaogo / Revista da Semana, 14 de novembro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_32488" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6419" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32488" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/livro.jpg" alt="Realização do 1º / salão do Livro, no Palace Hotel / Revista da Semana, 12 de novembro de 1932" width="547" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6419" target="_blank">Realização do 1º Salão do Livro, no Palace Hotel / <em>Revista da Semana</em>, 12 de novembro de 1932</a></p></div>
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<div id="attachment_32489" style="width: 777px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17041" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32489" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/baile.jpg" alt="Baile de carnaval no Palace Hotel / Revista da Semana, 6 de fevereiro de 1937" width="767" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17041" target="_blank">Baile dos Artistas no Palace Hotel / <em>Revista da Semana</em>, 6 de fevereiro de 1937</a></p></div>
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<p>Funcionou até 15 de setembro de 1950, quando o gerente <em>sr. Rubens Bokel de Freitas mandou que fosse cerrada em definitivo a porta principal daquele estabelecimento</em>, conforme informado no artigo <em>O fim de uma época</em>, de João Martins, publicado na revista<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/72746" target="_blank"> <em>O Cruzeiro</em>, 7 de outubro de 1950</a>. Teve seus bens leiloados. Foi demolido entre 1950 e 1951 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/3815" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de setembro de 1950, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/5943" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 24 de setembro de 1950</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/6837" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de novembro de 1950, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/8423" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de janeiro de 1951</a>).</p>
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<div id="attachment_32427" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_07/8423" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32427" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix9.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de janeiro de 1951" width="443" height="152" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_07/8423" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de janeiro de 1951</a></p></div>
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<p>Em seu lugar foi erguido o Edifício Condomínio Marquês do Herval, projeto do escritório MMM Roberto, dos irmãos arquitetos Maurício, Marcelo e Milton; e uma das principais construções de arquitetura modernista do Rio de Janeiro. Foi inaugurado, em 1956,  com 36 andares, 35 mil metros quadrados de área construída e 600 unidades, incluindo as lojas e sobrelojas.</p>
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<div id="attachment_32364" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/34834/34834_6.PDF" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32364" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/herval.jpg" alt="Edifício Marquês do Herval" width="407" height="484" /></a><p class="wp-caption-text">Edifício Marquês do Herval</p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Palace Hotel como referência de vanguarda artística</strong></em></span></p>
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<p>Foi uma referência da vanguarda artística desde os primeiros anos da década de 1920. Diversas exposições de pintura e fotografia aconteceram em seus salões.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Algumas exposições de fotografia realizadas no Palace Hotel</em></span></p>
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<p>Algumas importantes exposições de fotografia aconteceram no Palace Hotel, dentre elas, o Salão do Branco e Preto, e uma de <em>águas- fortes photographicas</em> de Fernando Guerra Duval (18? &#8211; 1959), em outubro de 1932 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6207" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 8 de outubro de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/77295" target="_blank"><em>O Malho</em>, 15 de outubro de 1932)</a>.</p>
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<div id="attachment_32583" style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/6207" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval6.jpg" alt="Revista da Semana, 8 de outubro de 1932" width="528" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/6207" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 8 de outubro de 1932</a></p></div>
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<div id="attachment_32575" style="width: 848px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/77295" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32575" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval2.jpg" alt="O Malho, 15 de outubro de 1932" width="838" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/77295" target="_blank"><em>O Malho,</em> 15 de outubro de 1932</a></p></div>
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<p>Em outubro de 1933, realizou-se outra exposição de Fernando Guerra Duval (18? &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/108499" target="_blank">1959</a>), um dos fundadores, em 1923, do Photo Club Brasileiro, uma associação de fotógrafos, no Rio de Janeiro, formada pelos associados do Photo Club do Rio de Janeiro, fundado em 1910, que se juntaram a fotógrafos de arte para debater as relações entre fotografia e arte. O Photo Club Brasileiro promovia cursos, concursos, exposições e excursões. Publicou as revistas <em>Photo Revista do Brasil</em> (1925 – 1926) e <em>Photogramma</em> (1926 – 1931). Também organizava salões anuais, o primeiro deles inaugurado em 4 de julho de 1924, no Liceu de Artes e Ofícios (A<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_05&amp;PagFis=12628" target="_blank">rtigo de Fernando Guerra Duval, na <em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de julho de 1924</a>), além de divulgar novas técnicas e estéticas, mantendo correspondência com sociedades internacionais de fotografia. Até o fim da década de 1940, foi uma instituição fundamental na difusão da ideia da fotografia como arte. Uma matéria da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=W00009&amp;PagFis=21691"><em>Para Todos</em>, de 17 de setembro de 1927</a>, sobre a quarta exposição anual do Photo Club, ilustrava essa função primordial da associação. Alguns de seus membros de destaque foram Alberto Friedmann, Barroso Neto, Herminia Borges, João Nogueira Borges, Oscar de Teffé e Silvio Bevilacqua. Foi um reduto do pictorialismo.</p>
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<div id="attachment_32501" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/8639" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32501" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval.jpg" alt="Revista da Semana, 28 de outubro de 1933" width="565" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/8639" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 28 de outubro de 1933</a></p></div>
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<p><span style="color: #000000;">Fernando, símbolo de elegância e frequentador dos mais requintados e intelectualizados salões cariocas desde as primeiras décadas do século XX, foi também poeta, ator e barítono. Foi casado com Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 – 1971), fundadora da Pró-Matre e também da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ao lado de <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e Jerônima Mesquita (1880 – 1972), dentre outras. </span>Em 1939, era o presidente da Associação dos Artistas Brasileiros, cuja sede era o Palace Hotel. Em 1942, era seu coordenador-geral. Faleceu em novembro de 1959 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3413" target="_blank"><em>A Rua</em>, 25 de outubro de 1916, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/7306" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, junho de 1927</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/2501" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 e 23 de setembro de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/8497" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de outubro de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/717" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 31 de julho de 1935, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/101087" target="_blank"><em>Fon Fon</em>, 2 de dezembro de 193</a>9; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/95057" target="_blank"><em>O Malho</em>, novembro de 1942</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/112562" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de dezembro de 1959, penúltima coluna).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32572" style="width: 890px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/25532" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/guerraduval1.jpg" alt="Fernando Guerra Duval é o primeiro em pé, da esquerda pra a direita; e Stella está entada / Fon Fon, 5 de agosto de 1916" width="880" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/25532" target="_blank">Fernando Guerra Duval é o primeiro em pé, da esquerda pra a direita; e Stella está sentada com a mão no queixo / <em>Fon Fon</em>, 5 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1935, foi realizada a Exposição Fotográfica do Touring Club do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/14017" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 14 de dezembro de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32502" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_03&amp;pagfis=14017" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32502" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/touring.jpg" alt="Revista da Semana, de 1937" width="640" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_03&amp;pagfis=14017" target="_blank"><em>Revista da Semana,</em> 14 de dezembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1937, realizou-se o Salão Pinturial Fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/18962" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 30 de outubro 1937</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32503" style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/18962" target="_blank"><img class="wp-image-32503 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/foto.jpg" alt="foto" width="268" height="198" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/18962" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 30 de outubro 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1938, foram as seguintes as exposições de fotografia no Palace:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32581" style="width: 566px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/158550/959" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32581" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval5.jpg" alt="Anuário Brasileiro de Literatura, 1939" width="556" height="208" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/158550/959" target="_blank"><em>Anuário Brasileiro de Literatura</em>, 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em outubro de 1939, realização de mais um Salão em Preto e Branco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32585" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval81.jpg"><img class="size-full wp-image-32585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval81.jpg" alt="Revista da Semana, 28 de outubro de 1939" width="294" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/24371" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 28 de outubro de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mês seguinte, no dia 4, foi inaugurada a exposição fotográfica de Jorge de Castro (? &#8211; 19?) intitulada <em>Clichês</em>, no Palace Hotel.  Foram exibidas imagens de paisagens rurais, de árvores, de habitações, de recantos poéticos do Rio de Janeiro, além de retratos de pessoas anônimas e também de registros do maestro Villa-Lobos, dos poetas Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Murilo Nery e Oswald de Andrade;, dos escritores Anibal Machado, Jorge Amado e José Lins do Rego; da pintora Adagisa Nery, do ministro Gustavo Capanema, dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/54861" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de novembro de 1939, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/24509" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de novembro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32496" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/24509" target="_blank"><img class="wp-image-32496 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/jorgedecastro1.jpg" alt="jorgedecastro1" width="264" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/24509" target="_blank"><em>Revista da Semana,</em> 18 de novembro de 1939</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em>“Fundamentalmente realista, amando as visões da vida, ele as interpreta, porém, captando o momento e o ângulo rico ou compondo o ambiente em que a realidade capitula diante da luz e se converte numa expressão sugestiva e bela”.</em></p>
<p style="text-align: right;">Mário de Andrade sobre Jorge de Castro na crônica <em>O homem que se achou</em>,</p>
<p style="text-align: right;">1940</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Algumas exposições de pinturas realizadas no Palace Hotel</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32560" style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12046" target="_blank"><img class=" wp-image-32560" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/belas1.jpg" alt="Revista da Semmana, 24 de julho de 1926" width="704" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12046" target="_blank"><em>Revista da Semmana</em>, 24 de julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8230; <em>como a de artistas da Escola de Paris, trazida ao Brasil, em 1930 por Vicente do Rego Monteiro e Géo-Charle; a exposição de Arquitetura Tropical, em 1933; o Salão dos Novos, em 1926; o Salão de Maio, em 1936; Além das primeiras individuais de Cícero Dias, em 1928; Ismael Nery, Portinari e Tarcila do Amaral, em 1929; Bruno Lechovski, em 1931; e outras de Scliar, Segall, Armando Viana, Waldemar da Costa, Kaminagai, Nivouliés de Pierrefort, Manuel Constantino, Colette Pujol, Dimitri Ismailovitch etc. Na década de 50, o Palace Hotel seguia realizando exposições, porém menos significativas e provavelmente sem o aval da Associação dos Artistas Brasileiros.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em></p>
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<div id="attachment_32555" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/foujita.jpg"><img class=" wp-image-32555" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/foujita.jpg" alt="De Ismael Nery, Exposição Foujita no Palace Hotel - 1931" width="700" height="563" /></a><p class="wp-caption-text">De Ismael Nery, Exposição Foujita no Palace Hotel &#8211; 1931</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro registro de uma exposição realizada no Palace é de 1923 quando Sylvia Meyer (1889 &#8211; 1955) mostrou, em um de seus salões, retratos em pastel que foram muito bem recebidos pela crítica e pelo público. Foi sua primeira exposição individual. Voltou a expor no Palace Hotel, em 1932, e a poetisa e feminista Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971), uma das organizadoras do I Salão de Arte Feminina, em 1931, escreveu uma crítica muito favorável à artista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/11840" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de outubro de 1932, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32584" style="width: 545px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6207" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval8.jpg" alt="Revista da Semana, 8 de outubro de 1932" width="535" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6207" target="_blank">Exposição de Sylvia Meyer, em 1932<em> / Revista da Semana</em>, 8 de outubro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de 1929, o Palace Hotel sediou muitas exposições sob o patrocínio da Associação dos Artistas Brasileiros (AAB), fundada por iniciativa dos artistas plásticos e irmãos Armando e Mário Navarro Costa, e pelo jornalista, escritor, dramaturgo, professor, historiador e crítico de arte Celso Kelly (1906 &#8211; 1979). A Associação dos Artistas Brasileiros surgiu a partir do convívio de artistas plásticos dos mais variados ramos durante o 1º Salão dos Artistas Brasileiros, sediado no salão nobre da Biblioteca Nacional, em 1928. Sua sede, após passar pelo Liceu e Artes e Ofícios e pelo Teatro Cassino, passou a ser, em fins de 1929, o Palace Hotel, onde promoveu exposições antológicas.</p>
<p>Além das já citadas exposições, o Palace Hotel também recebeu, em 1927, uma exposição conjunta de Oswaldo Goeldi (1895 &#8211; 1961) com o príncipe russo Paulo Gagarin (1885 &#8211; 1980); de Tarsila do Amaral (1886 &#8211; 1973), em 1929; de Gilberto Trompovski (1908 &#8211; 1982), em 1930; de Levino Fânzeres (1884 &#8211; 1956), em 1931; de Haydéa (1896 &#8211; 1980) e Manoel Santiago (1897 &#8211; 1987) e de Eugenio Latour (1874 &#8211; 1942), em 1932; de Hernani do Irajá (1895 &#8211; 1969), de Georgina de Albuquerque (1895 &#8211; 1962), de Olga Mary (1891 &#8211; 1963) e Raul Pedrosa (1892 &#8211; 1962), de Oswaldo Teixeira (1905 &#8211; 1974) e do francês Marcel Féguide (1888 &#8211; 1968), em 1933; do retratista português Henrique Medina (1901 &#8211; 1988), do polonês Konstanty Brandel (1880 &#8211; 1970), do italiano José Boscagly (1862 &#8211; 1945), em 1935; de alunos de Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962), em 1936; de Alberto da Veiga Guignard (1896 &#8211; 1962), de Sarah Villela de Figueiredo (1903 &#8211; 1958), em 1938; dentre inúmeras outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32561" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/24493" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32561" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/tarsila.jpg" alt="Retrato de Tarsila do Amaral que ilustrou a capa do catálogo de sua exposição realizada enre 20 e 30 de julho de 1929, no Palace Hotel / Paratodos, 1928" width="374" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/24493" target="_blank">Retrato de Tarsila do Amaral por ela mesma, que ilustrou a capa do catálogo de sua exposição realizada entre 20 e 30 de julho de 1929, no Palace Hotel / <em>Paratodos,</em> 11 de agosto de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A já mencionada exposição organizada por Vicente do Rego Monteiro (1899 &#8211; 1970), foi a primeira mostra de arte moderna europeia na América do Sul e congregou obras de artistas do calibre de Fernand Léger (1881 &#8211; 1955), Georges Braque (1882 &#8211; 1963), Pablo Picasso (1881 &#8211; 1973) e Raoul Dufy (1877 &#8211; 1953).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32486" style="width: 629px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/exposição1.jpg"><img class="wp-image-32486" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/exposição1.jpg" alt="Expoisção de Haydéa e Manoel Santiago no Palace Hotel / Revista da Semana, de 1932" width="619" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5189" target="_blank">Exposição de Haydéa e Manoel Santiago no Palace Hotel / Revista da Semana, 16 de abril de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32487" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5570" target="_blank"><img class=" wp-image-32487" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/exposição2.jpg" alt="Exposição de Eugenio Latour no Palace Hotel / Revista da Semana, 18 de junho de 1932" width="699" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5570" target="_blank">Exposição de Eugenio Latour no Palace Hotel /<em> Revista da Semana</em>, 18 de junho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi também no Palace Hotel que o mundialmente famoso arquiteto norte-americano Frank Lloyd Wright (1867 &#8211; 1959) proferiu sua  última palestra da temporada que passou no Rio de Janeiro, entre 2 e 24 de outubro de 1931.</p>
<p>Segundo Adriana Marta Irigoyen de Toucedo:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/arquiteto.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32491" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/arquiteto.jpg" alt="arquiteto" width="450" height="240" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Palace Hotel foi personagem de uma das poesias do grande Manuel Bandeira que revelou, em uma entrevista ao cronista Paulo Mendes Campos (1922 &#8211; 1991), publicada na <em>Revista Província de São Pedro</em>, em 1949, que ela referia-se à <em>Lembrança de uma farra de Carnaval com Cícero Dias no saguão do Palace Hotel</em>. <em>Rondó do Palace Hotel </em>foi publicada no livro <em>Estrela da Manhã</em> (1936).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32479" style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/palace-hotel-alerta-preservacao-patrimonio-cultural/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32479" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/exposição.jpg" alt="Cândido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo de Mello Franco na exposição de Portinari no Palace Hotel, década de 1930 / Acervo Projeto Portinari" width="636" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/palace-hotel-alerta-preservacao-patrimonio-cultural/" target="_blank">Cândido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo Mello Franco de Andrade na exposição de Portinari no Palace Hotel, década de 1930 / Acervo Projeto Portinari</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Rondó do Palace Hotel</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">por Manuel Bandeira</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">No hall do Palace o pintor</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Cícero Dias entre o Pão</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">De Açúcar e um caixão de enterro</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">(É um rei andrógino que enterram?)</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Toca um jazz de pandeiro com a mão que o Blaise Cendrars perdeu na guerra.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Deus do céu, que alucinação!</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Há uma criatura tão bonita</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Que até os olhos parecem nus:</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Nossa Senhora da Prostituição!</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">-“Garçom, cinco martínis!” Os</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Adolescentes cheiram éter</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">No hall do Palace.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Aqui ninguém dá atenção aos préstitos</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">(Passa um clangor de clubes lá fora):</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Aqui dança-se, canta-se, fala-se</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">E bebe-se incessantemente</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Para esquecer a dor daquilo</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Por alguém que não está presente</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">No hall do Palace.</span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;">Andrea C.T. Wanderley</span></span></p>
<p style="text-align: left;">Editora e Pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BULCÃO, Clóvis. <em>Os Guinle: a história de uma dinastia</em>. Rio de Janeiro : Intrínseca, 2015.</p>
<p>BATISTA, Antonio José de Sena. <a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/34834/34834_6.PDF" target="_blank"><em>Arquitetos sem halo: a ação dos escritórios M.M.M.Roberto e Henrique Mindlin Arquitetos Associados</em>.</a> Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em História Social da Cultura, do Departamento de História da PUC-Rio, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em História, março de 2013.</p>
<p>CATTAN, Roberto Correia de Mello.<a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/5103/5103_6.PDF" target="_blank"> <em>A Família Guinle e a Arquitetura do Rio de Janeiro Um capítulo do ecletismo carioca nas duas primeiras décadas do novecentos. </em></a>Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História do Departamento de História da PUC-Rio, novembro de 2013.</p>
<p>CAVALCANTI, Lauro, org., <em>Quando o Brasil Era Moderno Artes plásticas no Rio de Janeiro 1905-1960</em>, Rio de Janeiro : Aeroplano Editora, 2001.</p>
<p>COSTA, Helouise. <em>Pictorialismo e Imprensa: O Caso da Revista O Cruzeiro (1928-1932)</em>. In: FABRIS, Annateresa (org.).<em> Fotografia:  Usos e Funções no Século XIX</em>. 2 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. (Texto &amp; Arte, 3).</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MARCHESAN, Luiz Gonzaga. <a href="http://anpoll.org.br/eventos/enanpoll2018/wp-content/uploads/2018/06/LMarchezan.pdf" target="_blank">Antonio Cândido na revista <strong>Texto</strong></a>.</p>
<p>MENDES, Ricardo org.<a href="http://www.fotoplus.com/antologia/img/antologia-brasil-1890-1930-internet.pdf" target="_blank"><em> Pensamento crítico em fotografia &#8211; Antologia Brasil &#8211; 1890 &#8211; 1930</em></a>. FUNARTE, 2013.</p>
<p>MORAES, Frederico. <em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 2001.</p>
<p><a href="https://www.clubenaval.org.br/novo/?q=Sobre-o-Clube-Naval" target="_blank">Site Clube Naval</a></p>
<p><a href="https://www.estilosarquitetonicos.com.br/palace-hotel/" target="_blank">Site Estilos Arquitetônicos</a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/256" target="_blank">Site Inepac</a></p>
<p>SOARES, Débora Poncio. <a href="https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/14979/1/DPSoares.pdf" target="_blank"><em>ENTRE APAGAMENTOS E LEMBRANÇAS: A artista Sylvia Meyer (1889 &#8211; 1955)</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de bacharel em História da Arte, 2021.</p>
<p>TOUCEDO, Adriana Marta Irigoyen de. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18131/tde-22092022-110720/publico/Touceda_Adriana_mestrado.pdf" target="_blank"><em>Frank Lloyd Wright e o Brasil</em></a>.  Dissertação de Mestrado &#8211; Escola de Engenharia de São Carlos &#8211; Universidade de São Paulo, 2000.</p>
<p>XAVIER, Roger Ferreira. <em><a href="http://www.repositorio-bc.unirio.br:8080/xmlui/bitstream/handle/unirio/13276/rogerxavierdissertacao.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Os comediantes: da gênese à formulação do teatro do futuro (1938-1942)</a>.</em> Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Título de Mestre em Artes Cênicas. Linha de Pesquisa: História e Historiografia do Teatro e das Artes</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f3BfL2X_7vM" target="_blank">Youtube &#8211; O LUXUOSO PALACE HOTEL DOS PRESIDENTES E ARTISTAS MODERNISTAS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados, futuro prédio do Ministério da Agricultura</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre hotéis</strong></em></span></p>
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<p><span style="text-decoration: underline; color: #800000;"><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2950" target="_blank"><em>Hotéis do século XIX e do início do século XX no Brasil</em>, publicado em 5 de novembro de 2015 , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #800000;"><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2950" target="_blank"><em>O Hotel Glória – antes e depois</em>, publicado em 21 de dezembro de 2017, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>Copacabana Palace, símbolo do glamour carioca</em>, publicado em 13 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28263" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>O Hotel Pharoux por Revert Henrique Klumb</em>, publicado em 15 de junho de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>O centenário do Copacabana Palace, quintessência do “glamour” carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gir</em>e, publicado em 13 de agosto de 2023, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rio de Janeiro, Capital Mundial da Arquitetura</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2020 16:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em tempos de isolamento social, a Brasiliana Fotográfica convida seus leitores para um passeio virtual pelas belezas naturais e arquitetônicas do Rio de Janeiro que, em 18 de janeiro de 2019, tornou-se a primeira cidade a ser a capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre hoje e 23 de julho de 2020. O evento foi adiado para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro se deveu, naturalmente à sua arquitetura, belezas naturais, herança cultural e importância histórica. Visitem ou revisitem fotografias já publicadas em artigos publicados aqui no portal sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca. Não se esqueçam de usar o "zoom" e bom domingo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter" data-block-type="unstyled" data-block-weight="27" data-block-id="2">
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2559/007NGBMF1824cx007-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2559" target="_blank">Marc Ferrez. Vista do Pão de Açúcar, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A Unesco anunciou, em 18 de janeiro de 2019, o Rio de Janeiro como a primeira cidade a se tornar capital mundial da arquitetura, título que teria até a realização do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorreria na cidade entre 19 e 23 de julho de 2020, evento adiado, segundo a União Internacional dos Arquitetos, para acontecer entre 18 e 22 de julho de 2021, devido à pandemia do coronavírus. A escolha do Rio de Janeiro deveu-se, naturalmente, à sua arquitetura, a suas belezas naturais, à herança cultural e à sua importância histórica. A Brasiliana Fotográfica já publicou vários artigos sobre monumentos, prédios e aspectos da natureza carioca como os Arcos da Lapa, a Avenida Central, o Castelo da Fiocruz, Copacabana, o Corcovado, o Cristo Redentor, o Hotel Glória, a Igreja da Glória, Ipanema e outros bairros, o Jardim Botânico, o Paço, o Palácio Real de São Cristóvão, o Pão de Açúcar, a Praça XV, o Real Gabinete Português de Leitura e o Theatro Municipal. Em tempos de isolamento social, convidamos nossos leitores a revisitarem essas publicações, fazendo um passeio virtual pelas belezas do Rio de Janeiro. Não se esqueçam de usar o <em>zoom</em>! Bom domingo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7762/001ALA011002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="680" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7762" target="_blank">José dos Santos Affonso. Teatro Municipal, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321"><em>100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank"><em>A criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453"><em>A fundação de Copacabana</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4812" target="_blank"><em>A fundação do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank"><em>A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro por Cássio Loredano</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11354" target="_blank"><em>A Praça XV na coleção Pereira Passos</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2040" target="_blank"><em>Bairros do Rio</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7603" target="_blank"><em>Becos cariocas</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091" target="_blank"><em>Carlos Bippus e as paisagens cariocas</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank"><em>Inauguração do Cristo Redentor, 12/10/1931</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank"><em>Ipanema pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 – 1925)</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8703" target="_blank"><em>Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">O Hotel Glória: antes e depois</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5365" target="_blank"><em>O Paço, a praça e o morro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">O Palácio Real de São Cristóvão</a></em></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank"><em>O Passeio Público do Rio de Janeiro</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127" target="_blank"><em>Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5104" target="_blank"><em>Real Gabinete Português de Leitura</em></a></p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 452 anos do Rio de Janeiro: o Corcovado e o Pão de Açúcar</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
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		<title>Debate pelos cinco anos da Brasiliana Fotográfica &#8211; link de acesso e para fotografias mostradas durante o encontro</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2020 03:13:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O debate on-line e ao vivo que a Brasiliana Fotográfica promoveu para celebrar o seu aniversário de cinco anos, dentro do contexto da atual pandemia do coronavírus, está disponível em um link do facebook do Instituto Moreira Salles. Os debatedores foram o historiador Jaime Benchimol, a pneumologista Margareth Dalcolmo e o urbanista e arquiteto Guilherme Wisnik. O portal mais uma vez agradece a seus leitores pela audiência e entusiamo! Também destacamos nessa publicação todas as fotografias mostradas durante o encontro, além de outras que se relacionam com os temas abordados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O debate que a Brasiliana Fotográfica promoveu para celebrar o seu aniversário de cinco anos, dentro do contexto da atual pandemia do coronavírus, foi muito bem sucedido, tendo sido assistido por centenas de pessoas numa <em>live</em> transmitida no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m. Pode ser acessado no link <a href="https://www.facebook.com/institutomoreirasalles/videos/547559385897022/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/institutomoreirasalles/videos/547559385897022/&amp;source=gmail&amp;ust=1587263255314000&amp;usg=AFQjCNGdn824Kv7ihPH6451pw7clgjR4Cw">https://www.facebook.com/<wbr />institutomoreirasalles/videos/<wbr />547559385897022/</a> . Os debatedores foram o historiador Jaime Benchimol, a pneumologista Margareth Dalcolmo e o urbanista e arquiteto Guilherme Wisnik.</p>
<p>O portal mais uma vez agradece a seus leitores pela audiência e entusiasmo! Também destacamos nessa publicação todas as fotografias mostradas durante o encontro, além de outras que se relacionam com os temas abordados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4990"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4990/FPft0628.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="708" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4990">Augusto Malta. Avenida Central: vista panorâmica durante os trabalhos de pavimentação, setembro de 1905. Rio de \janeiro, RJ / Acdervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Grupos de imagens: </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1 -<span style="color: #800000;"> <strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/221" target="_blank"><span class="il">Avenida</span> <span class="il">Central</span></a></strong></span></p>
<p>2 &#8211; <span style="color: #800000;"><strong>Gripe Espanhola</strong>, links do arquivo do dr. Moncorvo Filho, do arquivo da Fiocruz</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://arch.coc.fiocruz.br/index.php/doutor-maurity-santos-examinando-paciente-com-pneumonia-durante-a-epidemia-de-gripe-espanhola-de-1918" target="_blank">Doutor Maurity Santos examinando paciente com pneumonia durate a epidemia de gripe espanhola de 1918</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://arch.coc.fiocruz.br/index.php/doutor-maurity-e-enfermeiras-atendendo-enfermo-no-morro-do-salgueiro" target="_blank">Dr. Maurity e enfermeiras atendendo enfermo no Morro do Salgueiro</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://arch.coc.fiocruz.br/index.php/doutores-moncorvo-filho-e-orlando-de-goes-atendendo-pacientes-no-surto-de-gripe-espanhola-de-1918" target="_blank">Doutores Moncorvo Filho e Orlando de Goes atendendo pacientes no surto de gripe espanhola de 1918</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://arch.coc.fiocruz.br/index.php/moncorvo-filho-consultando-crianca-durante-a-epidemia-de-gripe-espanhola-de-1918" target="_blank">Moncorvo Filho consultando criança durante a epidemia de gripe espanhola de 1918</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://arch.coc.fiocruz.br/index.php/moncorvo-filho-consultando-um-bebe" target="_blank">Moncorvo Filho consultando um bebê</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://arch.coc.fiocruz.br/index.php/moncorvo-filho-e-auxiliares-no-posto-de-assistencia-a-infancia-durante-o-surto-de-gripe-espanhola" target="_blank">Moncorvo Filho e auxiliares no Posto de Assistência à Infância durante o surto de gripe espanhola</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://arch.coc.fiocruz.br/index.php/predio-que-serviu-para-socorrer-vitmas-da-gripe-espanhola-em-1918" target="_blank">Prédio que serviu para socorrer vítimas da gripe espanhola em 1918</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://arch.coc.fiocruz.br/index.php/socorro-a-um-homem-enfermo-no-morro-da-mangueira" target="_blank">Socorro a um homem enfermo no Morro da Mangueira</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p>3 &#8211; <strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/166" target="_blank"><span class="il">Morro</span> de <span class="il">Santo</span> <span class="il">Antônio</span></a></span></strong></p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>4 &#8211; <strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?   scope=/&amp;rpp=10&amp;page=2&amp;query=%22demoli%C3%A7%C3%A3o+do+morro+do+castelo%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Morro do Castelo</a></span></strong></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>5 -<strong> <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/223" target="_blank">Pereira Passos</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6 &#8211; <strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/220" target="_blank">Saúde pública</a></span></strong></p>
</div>
<div></div>
<div></div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2726"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2726/014AM003007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2726" target="_blank">Augusto Malta. Carnaval na avenida Central, atual avenida Rio Branco, c. 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
</div>
<div></div>
<div></div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
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		<title>As doenças do Rio de Janeiro no início do século XX e a Revolta da Vacina em 1904</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 00:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No início do século XX, no Rio de Janeiro, providências em torno do combate de diversas doenças já provocavam grandes polêmicas. A campanha de combate à varíola resultou, em novembro de 1904, em uma revolta popular e militar, a Revolta da Vacina ou Quebra-Lampiões - um protesto contra a lei que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a doença, instituída pelo prefeito Pereira Passos e colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, contratado para o cargo para combater a varíola, assim como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na cidade. Vamos hoje contar um pouco dessa história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No início do século XX, no Rio de Janeiro, providências em torno do combate de diversas doenças já provocavam grandes polêmicas. A campanha de combate à varíola resultou, em novembro de 1904, em uma revolta popular e militar, a Revolta da Vacina ou Quebra-Lampiões &#8211; um protesto contra a lei que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a doença, instituída pelo prefeito Pereira Passos e colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, contratado para o cargo para combater a varíola, assim como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na cidade. Vamos contar um pouco dessa história.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19107" style="width: 607px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3402" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19107" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/ale.jpg" alt="O Malho" width="597" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3402" target="_blank"><em>O Malho</em>, 1º de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 30 de dezembro de 1902, por decreto, Francisco Pereira Passos (1836 – 1913) foi nomeado prefeito do então Distrito Federal, o Rio de Janeiro, pelo presidente <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Rodrigues Alves (1848 – 1919)</a>, que prometia marcar seu governo pela modernização e pelo saneamento. Assumiu no mesmo dia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de dezembro de 1902, na sexta coluna</a>), sucedendo Carlos Leite Ribeiro (1858 – 1945). Ocupou o cargo até 16 de novembro de 1906, quando foi sucedido por Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 – 1935) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12834" target="_blank"><em>O Paiz</em><em>,</em> 17 de novembro de 1906, na sexta coluna</a>). Durante seu mandato, o prefeito Pereira Passos realizou uma significativa reforma urbana na cidade.</p>
<p>Para saneá-la e modernizá-la realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque,</em> sendo a abertura da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a> dos seus maiores símbolos, festejada em uma crônica de Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/109" target="_blank"><em>Kosmos, </em>março de 1904</a>) .<em> </em>Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Foi também Pereira Passos que contratou, em 1903, o primeiro fotógrafo oficial da prefeitura, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, justamente para documentar todas essas inúmeras e radicais mudanças na cidade.</p>
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<div style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="344" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas as reformas urbanas não eram o bastante para mudar o perfil do Rio de Janeiro, na época uma cidade bastante insalubre, assolada por doenças e sem saneamento básico, certamente obstáculos para o estabelecimento de uma sociedade moderna e cosmopolita nos moldes das capitais europeias. Lembramos do caso do cruzador italiano <em>Lombardia</em> que aportou na cidade, em novembro de 1895, e teve grande parte de sua tripulação infectada pela febre amarela. O capitão-de-fragata e comandante do navio, Olivari, e outros tripulantes, faleceram da doença (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14298" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de novembro de 1895, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14914" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 15 de fevereiro de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/14948" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><em>O Paiz</em></span>, 17 de fevereiro de 1896, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15010" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de fevereiro, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15040" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de fevereiro de 1896, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15048" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de março de 1896, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15114" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de março de 1896, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15356" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de abril de 1896, penúltima coluna</a>).</p>
<p>O Rio de Janeiro era inclusive conhecido internacionalmente como &#8220;túmulo dos estrangeiros&#8221;, possivelmente devido a versos sobre o verão carioca atribuídos ao escritor suíço Ludwig Ferdinand Schmid (1823-1888), que havia sido cônsul no Rio de Janeiro na década de 1860:</p>
<p>“<em>Oh! sombra, sobre a imagem encantada / Cores escuras pousam sobre os campos e florestas / O mal da natureza paira, poderoso / Sobre a florida superfície tropical /O poder supremo/ Deste Império não é de nenhum Herodes / No entanto é a terra da morte diária / Túmulo insaciável do estrangeiro</em>”.</p>
<p>Pereira Passos assumiu a prefeitura de uma cidade que no fim do Império tinha uma população de cerca de 500 mil habitantes e que atingira cerca de 700 mil pessoas em 1904. Ele aliou a reforma urbanística e arquitetônica da cidade &#8211; que incluiria a construção de um novo porto, de novas avenidas, o aterramento de praias, o desmonte de morros, a derrubada de casas e cortiços e o embelezamento de praças e jardins, que não deixou de ter seu lado excludente e criticado, deslocando parte da população do centro para o subúrbio e também contribuindo para o surgimento das favelas &#8211; a uma nova política higienista. Para implementar medidas sanitárias arrojadas foi nomeado pelo presidente Rodrigues Alves para a direção geral de Saúde Pública o jovem médico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a>, que tomou posse em 23 de março de 1903. Ficou no cargo até 1909.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">. </span></p>
<div id="attachment_19133" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/5765" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19133" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/impressão.jpg" alt="O Paiz, 25 de março de 1903" width="292" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/5765" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de março de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Cruz havia estudado microbiologia, soroterapia e imunologia no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia, na França, entre 1897 e 1898. Quando voltou ao Brasil, tomou posse, em 24 de agosto de 1899, na Academia Nacional de Medicina, e, em 1900, assumiu a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal, o qual passou a dirigir em 1902.</p>
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<div style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5387/OC_Petropolis_IOC%28OC%29%203-22.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="420" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank">Oswaldo Cruz em Petrópolis, 19?. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os principais problemas que Oswaldo Cruz teve que enfrentar como Diretor Geral de Saúde Pública foram a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. Um de seus colaboradores foi o sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Penna (1868 &#8211; 1939)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19164" style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1692" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19164" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela.jpg" alt="Tagarela, 25 de agosto de 1904" width="579" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1692" target="_blank"><em>Charge</em> de Raul Pederneiras<em> / Tagarela</em>, 25 de agosto de 1904</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A febre amarela</strong></em></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5747" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5747/IOC_V_II_1430.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5747" target="_blank">Brigada contra mosquito do Serviço de Profilaxia da febre amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1902, a febre amarela havia sido responsável pela morte de cerca de mil pessoas no Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz era adepto da teoria do médico cubano Carlos Finlay (1833 &#8211; 1915) sobre a transmissão da febre amarela pelos mosquitos <em>Stegomyia fasciata. </em>Para exterminá-los, em abril de 1903, iniciou a campanha de combate à doença. Em 15 de abril, foi criado o Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela (<em>O Paiz</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5867" target="_blank">, 18 de abril de 1903, sexta coluna;</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5885" target="_blank"> 22 de abril de 1903, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5889" target="_blank">25 de abril, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5915" target="_blank">29 de abril, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19135" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/717" target="_blank"><img class="wp-image-19135 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/malho.jpg" alt="malho" width="416" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/717" target="_blank"><em>O Malho</em>, 4 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19191" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1290" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19191" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela21deabril.jpg" alt="Tagarela, 21 de abril de 1904" width="279" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1290" target="_blank"><em>Tagarela,</em> 21 de abril de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A execução dessa profilaxia foi regulamentada pelas “Instruções para o Serviço de Profilaxia Específica de Febre-Amarela” nos primeiros dias de maio de 1903, do ministro da Justiça e Negócios Interiores, J.J. Seabra (1855 &#8211; 1942) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1903, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_19173" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19173" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/profi.jpg" alt="O Paiz, 7 de maio de 1903" width="287" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/5953" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram criadas as brigadas sanitárias, que &#8220;<em>eram constituídas por 1 inspetor do serviço, responsável por toda a execução das atividades e nomeado por decreto; 10 médicos que o auxiliam, destacados dentre os inspetores sanitários pelo diretor geral de saúde pública, mediante indicação do inspetor do serviço; 70 auxiliares acadêmicos e 9 chefes de turma, nomeados pelo diretor geral de saúde pública; 1 administrador do serviço, 1 almoxarife e 1 escrituario-arquivista, nomeados por portaria do Ministro; 200 capatazes, 18 guardas de saúde de primeira classe e 18 de segunda classe, 18 carpinteiros e pedreiros, bombeiros, cocheiros, nomeados pelo inspetor do serviço; e quantos mais trabalhadores fossem necessários</em>&#8221; (BRASIL, 1905).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6057" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6057/BR_RJ_COC_02_10_20_40_002_002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="629" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6057" target="_blank">Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela, 1905 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guardas “mata-mosquitos” visitavam casas nas diversas regiões da cidade, muitas vezes acompanhados por soldados da polícia. A cidade foi dividida em distritos sanitários, sob jurisdição das delegacias de Saúde, que recebiam notificações dos enfermos, aplicavam multas e intimavam os donos de imóveis considerados insalubres a reformá-los ou até mesmo a demoli-los. Providenciava-se a remoção de pessoas infectadas para hospitais, o isolamento domiciliar dos enfermos assim como a desinfecção dos ambientes. Ao mesmo tempo, Oswaldo Cruz fazia circular na imprensa os folhetos <em>Conselhos ao Povo,</em> de divulgação das medidas adotadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19142" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/3726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19142" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/meios.jpg" alt="O Globo, 28 de abril de 1903" width="167" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/3726" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de abril de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A doença foi perdendo a força e, em 1907, Oswaldo Cruz escreveu ao presidente Afonso Pena (1847 &#8211; 1909): “<em>graças à firmeza e vontade do governo, a febre amarela já não mais devasta sob a forma epidêmica a capital da República</em>”. Nesse mesmo ano, a delegação brasileira de cientistas de Maguinhos, liderada por Oswaldo Cruz, recebeu a medalha de ouro no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim.</p>
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<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5749" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5749/IOC_V_II_1433.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5749" target="_blank">Aparelhos Clayton para os serviços de Profilaxia terrestre. 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=2&amp;query=febre+amarela&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias relativas à febre amarela disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<div id="attachment_19188" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1633" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19188" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela12deagosto.jpg" alt="Charge de J. Carlos. &quot; o mais domador de mosquitos&quot; / Tagarela, 12 de gosto de 1904" width="278" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1633" target="_blank">Charge de J. Carlos. &#8221; O mais extraordinário caçador de &#8230; mosquitos&#8221; / <em>Tagarela</em>, 12 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Aline Lopes de Lacerda</strong></span>, historiadora e chefe do Departamento de Arquivo e Documentação da COC/Fiocruz,  escreveu o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank"><em>Febre amarela: imagens da produção da vacina no início do século XX</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 25 de março de 2018. <span style="color: #800000;"><strong>Cristiane d’Avila,</strong></span> jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, escreveu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12743" target="_blank"><em>Vacinação no Brasil, uma história centenária</em></a>, publicado em 17 de agosto de 2018. <span style="color: #800000;"><strong>Ricardo Augusto dos Santos</strong></span>, pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz, escreveu o artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">O sanitarista Belisário Penna (1868-1939), um dos protagonistas da história da saúde pública no Brasil</a>,</em> também publicado no portal, em 28 de setembro de 2018. A Fiocruz é uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A peste bubônica</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_19168" style="width: 378px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14458" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19168" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/aute1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de agosto de 1904" width="368" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/14458" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A peste bubônica, doença transmitida pela picada de pulgas infectadas por ratos contaminados pela bactéria <em>Yersinia pestis</em>, o bacilo descoberto pelo suíço Alexandre Yersin (1863 &#8211; 1943) e pelo japonês Shibasaburo Sato (1852 &#8211; 1931), em 1894, chegou ao Brasil, pelo porto de Santos, em 1900. Foi combatida por Oswaldo Cruz e as medidas contra a peste bubônica não encontraram resistência da população. Foi intensificada a limpeza urbana e a notificação dos doentes era compulsória, o que ajudava no isolamento e no tratamento dos mesmos com o soro fabricado no Instituto Soroterápico Federal. Foi também promovida a vacinação de pessoas residentes nas áreas mais atingidas e uma abrangente campanha de desratização foi realizada: os funcionários destacados para a função tinham que recolher 150 ratos por mês, pelos quais recebiam 60 mil-réis.</p>
<p>A Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP) passou a comprar ratos: para cada animal morto apresentado, pagava-se a quantia de duzentos réis, o que ocasionou o surgimento da profissão de &#8220;ratoeiro&#8221; &#8211; compravam ratos a baixo preço ou até mesmo os criavam em casa e os revendiam para a DGSP. A &#8220;guerra aos ratos&#8221; virou motivo de piada, de críticas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/2368" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de agosto de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/480" target="_blank"><em>Kosmos</em>, outubro 1904</a>) e até uma música sobre o tema, a polca <em>Rato, rato, </em>composta por Casemiro da Rocha (1880 &#8211; 1912), integrante da banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, com letra de Claudino Costa, foi um grande sucesso no carnaval de 1904. Foi gravada na Casa Edison.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19147" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2312" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19147" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/ratos.jpg" alt="O comprador de tatos / Semana Illustrada, 7 de agosto de 1904" width="278" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2312" target="_blank">O comprador de ratos /<em> Revista da Semana</em>, 7 de agosto de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que as mortes por peste bubônica que, em 1903, atingiram o índice de 48,74 mortes para cada 100 mil habitantes, caíram vertiginosamente e quando Oswaldo Cruz deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública, em 1909, esse índice chegou ao seu mais baixo patamar: 1,73.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A varíola e a Guerra da Vacina</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19161" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19161" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/vacina2.jpg" alt="O Malho, 29 de outubro de 1904" width="610" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><em>Charge de Leônidas / O Malho,</em> 29 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até meados de 1904, as internações causadas pela varíola já chegavam a 1800 no Hospital São Sebastião. Oswaldo Cruz pretendeu controlar a doença com a vacinação em massa da população. Pediu que fosse enviado ao Congresso Nacional um projeto de lei para resgatar a obrigatoriedade da vacinação e revacinação antivariólica. A vacinação já estava contemplada em uma lei em vigor desde 1837, mas que nunca havia sido cumprida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19137" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/4754" target="_blank"><img class="size-large wp-image-19137" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/seb1-1024x421.jpg" alt="O Malho, 20 de maio de 1905" width="768" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/4754" target="_blank"><em>O Malho</em>, 20 de maio de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19192" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2335" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19192" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/omalho19demarço.jpg" alt="O Malho, 19 de março de 1904" width="588" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2335" target="_blank"><em>Charge</em> de Klisto / <em>O Malho</em>, 19 de março de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A medida enfrentou a oposição liderada pelo senador paraense Lauro Sodré (1858 &#8211; 1944), líder do Partido Republicano Federal, e pelos deputados pernambucano Barbosa Lima (1862 &#8211; 1931) e gaúcho Alfredo Varela (1864 &#8211; 1943), todos contra o governo do presidente Rodrigues Alves, do Partido Conservador. O Apostolado Positivista do Brasil, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16066" target="_blank">Raimundo Teixeira Mendes (1855 – 1927)</a>, também se opôs à lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19105" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/2917" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19105" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/teixeira.jpg" alt="O Malho, de 1904" width="276" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/2917" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19104" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2915" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19104" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/vacina.jpg" alt="O Malho, novembro de 1904" width="289" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2915" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19106" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3021" target="_blank"><img class="wp-image-19106 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/senado.jpg" alt="senado" width="292" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3021" target="_blank"><em>O Malho</em>, 23 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jornais e políticos lançaram uma campanha contra a medida, incitando a desobediência à lei, que eles classificavam como despótica e ameaçadora, já que estranhos tocariam nas pessoas no caso da vacinação, além de entrarem nas casas para desinfecção. Além disso, a vacina, que consistia no líquido de pústulas de vacas doentes, era rejeitada pelas camadas populares &#8211; havia um boato de que os vacinados adquiriam feições bovinas&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19189" style="width: 287px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1786" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19189" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/tagarela15desetembro.jpg" alt="Tagarela, 15 de setembro de 1904" width="277" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1786" target="_blank"><em>Charge de Raul Pederneiras / Tagarela</em>, 15 de setembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19113" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2530" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19113" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/capa5.jpg" alt="Revista da Semana, 2 de outubro de 1904" width="309" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/2530" target="_blank"><em>Charge </em>de Bambino<em> / Revista da Semana</em>, 2 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, foi promulgada, em 31 de outubro de 1904, <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1900-1909/lei-1261-31-outubro-1904-584180-publicacaooriginal-106938-pl.html" target="_blank">uma lei que tornou a vacinação e a revacinação contra a varíola obrigatória.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;"><span style="color: #993300;">Lei n° 1.261, de 31 de outubro de 1904</span></h4>
<p>&nbsp;</p>
<div class="textoNorma">
<p class="ementa">Torna obrigatorias, em toda a Republica, a vaccinação e a revaccinação contra a variola.</p>
<div class="texto">
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brazil:<br />
</span><span style="font-family: ti;">Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a lei seguinte:</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 1º A vaccinação e revaccinação contra a variola são obrigatorias em toda a Republica.</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 2º Fica o Governo autorizado a regulamental-a sob as seguintes bases:</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     a) A vaccinação será praticada até o sexto mez de idade, excepto nos casos provados de molestia, em que poderá ser feita mais tarde;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     b) A revaccinação terá logar sete annos após a vaccinação e será repetida por septennios;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     c) As pessoas que tiverem mais de seis mezes de idade serão vaccinadas, excepto si provarem de modo cabal terem soffrido esta operação com proveito dentro dos ultimos seis annos;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     d) Todos os officiaes e soldados das classes armadas da Republica deverão ser vaccinados e revaccinados, ficando os commandantes responsaveis pelo cumprimento desta;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     e) O Governo lançara mão, afim de que sejam fielmente cumpridas as disposições desta lei, da medida estabelecida na primeira parte da lettra f do § 3º do art. 1º do decreto n. 1151, de 5 de janeiro de 1904;</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">     f) Todos os serviços que se relacionem com a presente lei serão postos em pratica no Districto Federal e fiscalizados pelo Ministerio da Justiça e Negocios Interiores, por intermedio da Directoria Geral de Saude Publica.</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">     Art. 3º Revogam-se as disposições em contrario.</span></p>
</div>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: ti;">Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1904, 16º da Republica.</span></p>
<p><span style="font-family: ti;">FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES.<br />
</span><span style="font-family: ti;">J. J. Seabra.</span></p>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19126" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2" target="_blank"><img class="wp-image-19126 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/sub.jpg" alt="sub" width="605" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2" target="_blank">Revista<em> A Avenida,</em> 10 de outubro de 1904/ Portal da Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19111" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8720" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19111" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta2.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 12 de novembro de 1904" width="460" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8720" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19110" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8724" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 12 de novembro de 1904" width="309" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8724" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um encontro presidido pelo senador Lauro Sodré, no Centro das Classes Operárias, em 5 de novembro de 1904, foi fundada a Liga Contra a Vacina Obrigatória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8611" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de novembro de 1904, penúltima coluna</a>). O descontentamento popular se agravou quando, no dia 9 de novembro de 1904, o governo divulgou seu plano de regulamentação da aplicação da vacina obrigatória contra a varíola (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8706" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de novembro de 1904, quinta coluna</a>). Nos dias 10 e 11, no Largo de São Francisco, estudantes contrários à lei se reuniram e, no dia 13 de novembro, acirrou-se a rebelião popular, que ficou conhecida como <em>Revolta da Vacina</em>, marcada por diversos distúrbios urbanos em várias regiões da cidade, embates com a polícia e prisões. Mais de 20 bondes da Companhia Carris Urbanos e muitos lampiões da iluminação pública foram destruídos, daí o apelido <em>Quebra Lampiões</em> atribuído ao movimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de novembro de 1904</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15214" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19112" style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19112" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/gazeta3.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de novembro de 1904" width="758" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8736" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19119" style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/revolta-da-vacina-22296384" target="_blank"><img class="wp-image-19119 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/bonde.jpg" alt="bonde" width="682" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/revolta-da-vacina-22296384" target="_blank">Marianno da Silva. Aspecto da Praça da República no dia 14 de novembro de 1904 / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paralelamente à revolta popular, aconteceu um movimento militar orquestrado pelos generais Silvestre Travassos (1848 &#8211; 1904) e Olímpio da Silveira (1887 &#8211; 1935), Lauro Sodré, Barbosa Lima, o major Gomes de Castro e o capitão Augusto Mendes de Moraes, que se reuniram no dia 14 de novembro de 1904, no Clube Militar. Tinham por objetivo derrubar o governo de Rodrigues Alves, que foi aconselhado a ir para um navio de guerra, onde teria mais segurança &#8211; ele recusou.</p>
<p>Houve no mesmo dia uma tentativa fracassada de levante na Escola de Tática do Realengo, sufocada pelo então diretor da instituição, general Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), futuro presidente do Brasil. O comandante da Escola Militar de Realengo, o general Alípio Costallat (c. 1853 &#8211; 1933), foi deposto pelo general Travassos que liderou, durante a noite, a marcha dos alunos em direção ao Palácio do Catete. Os revoltosos trocaram tiros com uma brigada de ataque enviada pelo governo, na rua da Passagem, em Botafogo. O tiroteio, de cerca de meia hora, matou um aluno da Escola Militar, Silvestre Cavalcanti, e um sargento da tropa legalista, chamado Camargo. O general Travassos ficou gravemente ferido e faleceu oito dias depois, em 22 de novembro. A Escola Militar, bombardeada durante a noite por navios de guerra posicionados na baía de Guanabara, foi ocupada pelo ministro da Guerra, o marechal Francisco de Paula Argollo (1847 &#8211; 1930) e pelo ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, Lauro Müller (1863 &#8211; 1926). Seus alunos foram presos, expulsos da Escola e levados para portos na região Sul do país. Obviamente, o desfile comemorativo dos 15 anos da Proclamação da República foi cancelado (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8742" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 1904</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15230" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de novembro de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/8746" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1904</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/15234" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>No dia 16 de novembro, foi decretado o estado de sítio e revogada a obrigatoriedade da vacinação. Com isso, o movimento popular arrefeceu, os serviços voltaram a funcionar e a cidade se apazigou. Saldo do movimento: 945 prisões, 461 deportações, 110 feridos e 30 mortos <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">Gazeta de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">, 17 de novembro de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8756" target="_blank">18 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19153" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8667" target="_blank"><img class=" wp-image-19153" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/opaiz.jpg" alt="O Paiz, 17" width="701" height="286" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/8667" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 17 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o historiador Jaime Larry Benchimol: <em>Todos saíram perdendo. Os revoltosos foram castigados pelo governo e pela varíola. A vacinação vinha crescendo e despencou, depois da tentativa de torná-la obrigatória. A ação do governo foi desastrada e desastrosa, porque interrompeu um movimento ascendente de adesão à vacina</em>”.</p>
<p>Apenas nove pessoas morreram por varíola em 1906 no Rio de Janeiro. Porém, dois anos depois, em 1908, uma violenta epidemia da doença ocorreu na cidade, causando mais de 6.500 casos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19180" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/7160" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19180" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/capa7.jpg" alt="Revista da Semana, 2 de fevereiro de 1908 / Charge de Bambino" width="270" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/7160" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de fevereiro de 1908 / Charge de Bambino</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/7160" target="_blank"> </a></p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/musicas/#rato-rato" target="_blank">Link para músicas sobre Oswaldo Cruz e também sobre as campanhas de combate à febre amarela, à peste bubônica e à vacinação obrigatória contra a varíola, publicadas na Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva das pandemias do século XX e XXI</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mundo, ao longo dos séculos XX e XXI, enfrentou cinco pandemias: a Gripe Espanhola, em 1918, tema de uma recente publicação da Brasiliana Fotográfica, <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>;</em> a Gripe Asiática, em 1957; a Gripe de Hong Kong, em 1968, a identificação de um novo vírus da influenza do tipo A pandêmico que desencadeou a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009; e cerca de 11 anos depois, em 11 de abril de 2020, a OMS declarou uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2, causador da Covid-19, surgido na cidade de Wuhan, na China, em fins de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann Tropical. A renovação urbana na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX</em>. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, 1992.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em class="hf">Reforma urbana e Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro</em>. In: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (org.) <em class="hf">O Brasil Republicano. O tempo do liberalismo excludente. Da proclamação da República à Revolução de 1930</em>. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.</p>
<p>BIBEL, David J.; CHEN, T.H. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC413974/pdf/bactrev00053-0115.pdf" target="_blank"><em>Diagnosis of Plague: an Analysis of the Yersin-Kitasato Controversy</em></a>. American Society for Microbiology, 1976.</p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório 1904 &#8211; 1905. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1905.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo de: <em>Os Bestializados &#8211; O Rio de Janeiro e a República que não foi</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>COSTA, Zouraide; ELKHOURY, Ana; FLANNERY, Brendan; ROMANO, Alessandro. <em><a href="http://scielo.iec.gov.br/pdf/rpas/v2n1/v2n1a02.pdf" target="_blank">Evolução histórica da vigilância epidemiológica e do controle da febre amarela no Brasil</a>,</em> 2011.</p>
<p>CURY, Bruno da Silva Mussa. <a href="http://www.unirio.br/cch/escoladehistoria/pos-graduacao/ppgh/dissertacao_bruno-cury" target="_blank"><em>Combatendo ratos, mosquitos e pessoas: Oswaldo Cruz e a saúde pública na reforma da capital do Brasil (1902-1904)</em></a>. / Bruno da Silva Mussa Curry. &#8211; 2012. 160 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em História, Rio de Janeiro, 2012.</p>
<p><a href="http://dicionariompb.com.br/casimiro-rocha/dados-artisticos" target="_blank">Dicionário Cravo Alvim</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0110historia_febre.pdf" target="_blank">Ministério da Saúde</a></p>
<p>MOURELLE, Thiago. <a href="http://querepublicaeessa.an.gov.br/temas/200-revolta-da-vacina.html" target="_blank"><em>A revolta da vacina</em></a>. Arquivo Nacional: Que República é essa?, 21 de janeiro de 2020.</p>
<p><em>Nosso Século</em>. São Paulo : Abril Cultural, 1980.</p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia" target="_blank">Portal Fiocruz &#8211; <em>A trajetória do médico dedicado à ciência</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Portal Fiocruz  &#8211; <em>A Revolta da Vacina</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Projeto Memória &#8211; Fundação Banco do Brasil</a></p>
<p>ROCHA, Oswaldo; CARVALHO, Lia de Aquino. <em>A era das demolições Habitações Populares</em>. Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca, 1986</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em class="hf">A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes</em>. São Paulo: Cosac Naify, 2010.</p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/REVOLTA%20DA%20VACINA.pdf" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/artigos/11429-a-revolta-da-vacina" target="_blank">Site Multirio</a></p>
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		<title>E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe&#8230;a Gripe Espanhola de 1918</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2020 14:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[E o ex e futuro presidente do Brasil, Francisco de Paula Rodrigues Alves, faleceu de Gripe Espanhola, a primeira e mais letal pandemia do século XX! Logo ele que em seu mandato como o quinto presidente da República do Brasil, exercido entre 1902 e 1906, nomeou Oswaldo Cruz chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública para justamente melhorar as condições sanitárias do Rio de Janeiro. Por já estar doente Rodrigues Alves não pode assumir pela segunda vez o cargo de presidente da República, em 1918. É um pouco dessa história, com fotografias de autoria de Augusto Malta, e da história da Gripe Espanhola que a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 767px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5134" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5134/FPft0672%281%29.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="757" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5134" target="_blank">Augusto Malta. Pereira Passos e Rodrigues Alves entre grupo de pessoas, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República. Rodrigues Alves (3) está na primeira fila, entre a senhora e Pereira Passos (1)</a></p></div>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p>E o ex e futuro presidente do Brasil, Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), faleceu de Gripe Espanhola! Logo ele que em seu mandato como o quinto presidente da República do Brasil, exercido entre 1902 e 1906 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4870" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/4870&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386449000&amp;usg=AFQjCNGNC8Tkwgd53_jmAkBUs0ZPDwid8w"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1902, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/13594" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/13594&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386449000&amp;usg=AFQjCNEiJDFJBd4HZ6NvAWJAxzl91_dWXA"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1906, segunda coluna</a>), designou o médico e sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D10762&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386449000&amp;usg=AFQjCNEArh5n3RMI56iEvVNIBznzae3DRA">Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a> para a chefia do Departamento Nacional de Saúde Pública, justamente para melhorar as condições sanitárias do Rio de Janeiro deflagrando a reforma sanitária da capital, combatendo primordialmente a febre amarela, a peste bubônica e a varíola.</p>
<p>Além de Oswaldo Cruz, os engenheiros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D7566&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNEH5_9vAxDdn1p6M1_Mb2DDmxloMA">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913</a>), nomeado por Alves prefeito do Rio de Janeiro, em dezembro de 1902 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/5088&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNFBVpUJtwZppVSZt1QD7qaSldUvQQ"><em>Gazeta de Notícias</em>, 31 de dezembro de 1902, na sexta coluna</a>), e Paulo de Frontin  (1860 – 1933) foram fundamentais durante o governo de Rodrigues Alves: Passos foi o prefeito do &#8220;bota-abaixo&#8221; e Frontin, presidente do Clube de Engenharia, o engenheiro-chefe da construção da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D5880&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNGApoMcnjo-HRMem5pnenX2NC3BIQ">Avenida Central</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/217" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Rodrigues Alves disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2744/014AM009001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="721" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Augusto Malta. Doutor Rodrigues Alves no Campo de Santana, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<div id="attachment_18872" style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img class="wp-image-18872 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/detalhe-da-foto.jpg" alt="detalhe da foto" width="566" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Detalhe da fotografia anterior com destaque para Rodrigues Alves</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rodrigues Alves foi eleito presidente do Brasil, pela segunda vez, em 1º de março de 1918. Acometido pela doença, não pode tomar posse no dia 15 de novembro de 1918, tendo seu vice, Delfim Moreira (1868 &#8211; 1920), assumido o cargo em seu lugar. Rodrigues Alves faleceu meses depois, em janeiro de 1919, confinado em sua casa na rua Senador Vergueiro, no Flamengo, bairro do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45924" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de janeiro de 1919</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45932" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45932&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNGUYWGOBoJfdXL6BAMeHeV8Vb3LAA"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de janeiro de 1919</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/38685" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/docreader/116300/38685&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNEEmkCX1wHzAkpIwS0e6aUe752nWQ"><em>O Malho</em> , 25 de janeiro de 1919</a>). Foi enterrado em Guaratinguetá, cidade paulista onde nasceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/41595" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de janeiro de 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45924" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Depois da morte do Barão do Rio Branco, nenhuma outra poderia, sob o ponto de vista nacional, representar prejuízo maior para o Brasil do que a do conselheiro Rodrigues Alves&#8221;.</em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18877" style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pagfis=45932" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18877" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/primeirapagina.jpg" alt="Primeira página da Gazeta de Notícias de 17 de janeiro de 1919" width="425" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pagfis=45932" target="_blank">Primeira página da<em> Gazeta de Notícias</em> de 17 de janeiro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ele foi a mais notória vítima brasileira da Gripe Espanhola, que matou cerca de 300 mil pessoas no país. Novas eleições foram convocadas para 13 de abril de 1919 e o paraibano Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) foi eleito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18915" style="width: 365px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/41567" target="_blank"><img class=" wp-image-18915" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/rod.jpg" alt="O Paiz, 16 de janeiro de 1919" width="355" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/41567" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de janeiro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Mas depois da tragédia veio a esbórnia! O que seguiu no Rio de Janeiro, em março, foi um carnaval animadíssimo, como uma vingança contra a terrível doença que havia atingido intensamente a cidade. Foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/37957" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em> de 20 de janeiro de 1919:</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18931" style="width: 148px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/37957" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18931" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/ameno.jpg" alt="Correio da Manhã, 20 de janeiro de 1919" width="138" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/37957" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de janeiro de 1919</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<div id="attachment_18943" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/38905" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18943" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/omalho.jpg" alt="Capa de O Malho, 1º de março de 1919" width="303" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/38905" target="_blank">Capa de <em>O Malho</em>, 1º de março de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">No 12º capítulo das &#8220;Memórias de Nelson Rodrigues&#8221; foi publicado, em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/80402">10 de março de 1967, no </a><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/80402">Correio da Manhã: </a></em></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>“Estou aqui reunindo as minhas lembranças. Aquele Carnaval foi, também, e sobretudo, uma vingança dos mortos mal vestidos, mal chorados e, por fim, mal enterrados. Ora, um defunto que não teve o seu bom terno, a sua boa camisa, a sua boa gravata é mais cruel e mais ressentido do que um Nero ultrajado. E o Zé de S. Januário está me dizendo que enterrou sujeitos em ceroulas, e outros nus como santos. A morte vingou-se, repito, no Carnaval&#8230; E tudo explodiu no sábado de Carnaval. Vejam bem: até sexta-feira, isto aqui era o Rio de Machado de Assis; e, na manhã seguinte, virou o Rio de Benjamim Costallat [&#8230;] Desde as primeiras horas de sábado, houve uma obscenidade súbita, nunca vista, e que contaminou toda a cidade. Eram os mortos da espanhola e tão humilhados e tão ofendidos que cavalgavam os telhados, os muros, as famílias&#8230; Nada mais arcaico do que o pudor da véspera. Mocinhas, rapazes, senhoras, velhos cantavam uma modinha tremenda. Eis alguns versos: ‘Na minha casa não se racha lenha,/ Na minha racha, na minha racha./ Na minha casa não há falta d’água,/ Na minha abunda, na minha abunda’”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18942" style="width: 799px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/32433" target="_blank"><img class="wp-image-18942" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/carnaval.jpg" alt="Fon-Fon, março de 1919" width="789" height="343" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/32433" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 8 de março de 1919 / O carro da direita faz uma crítica à <em>Hespanhola</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anos depois, Carlos Heitor Cony (1926 &#8211; 2018) escreveu, na <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/2/19/opiniao/7.html" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em> de 19 de fevereiro de 1996</a>, um artigo sobre a Gripe Espanhola e o carnaval de 1919:</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;No Rio, o sujeito ia atravessar a rua, botava o pé no meio-fio com plena saúde e chegava morto ao meio-fio do outro lado. Era fulminante a gripe, os parentes deixavam os mortos nos bondes, pagavam a passagem deles, como se passageiros fossem. Não havia tempo nem lugar para o enterro. </em><em>Natural que, depois da fase mortuária, viesse a fase libertária, ou libertina, basta dizer que as delegacias da cidade registraram a queixa de 4.315 defloramentos e outros tantos casos de abandono do lar, adultério e até incesto.&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18944" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/chá.jpg"><img class="size-full wp-image-18944" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/chá.jpg" alt="Careta, março de 1919. Carro alegórico com alusão ao suposto chá da meia-noite relativo a um boato da época em que um chá envenenado era servido aos doentes na Casa da Misericórida" width="348" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/21191" target="_blank"><em>Careta,</em> 8 de março de 1919. Carro alegórico com alusão ao suposto chá da meia-noite relativo a um boato da época em que um chá envenenado era servido aos doentes na Santa Casa da Misericórida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco sobre a Gripe Espanhola, a primeira e mais letal pandemia do século XX </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18886" style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/30678" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18886" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/medo.jpg" alt="Revista da Semana, outubro de 1918" width="387" height="199" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/30678" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 19 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Gripe Espanhola aconteceu, entre 1918 e 1920, em três ondas . Aparentemente, a primeira ocorreu entre março e abril de 1918 ainda durante a Primeira Guerra Mundial. Sua origem é até hoje uma dúvida: teria surgido na Ásia ou em campos militares no interior dos Estados Unidos? O nome Gripe Espanhola é atribuído ao fato de que a Espanha, neutra durante a Primeira Guerra Mundial, ter reconhecido a gripe como problema e ter permitido a divulgação de informações epidemiológicas sobre a doença.</p>
<p>O fato é que a gripe rapidamente se espalhou pela Europa Ocidental e, em julho, já havia chegado à Polônia. Durante o verão do mesmo ano, durante o mês de agosto, em sua segunda onda, uma forma mais letal da doença surgiu &#8211; causava pneumonia e, usualmente, dois dias depois do primeiro sintoma, o paciente falecia. A terceira onda ocorreu no inverno de 1919. A pandemia acometeu cerca de 50 % da população mundial e a Organização Mundial de Saúde estima que tenha causando entre 20 e 40 milhões de mortes.</p>
<p>Inicialmente, a repercussão no Brasil da disseminação da doença na Europa foi de despreocupação por parte das autoridades de saúde do país. Imaginaram que a distância entre os continentes, com um oceano os separando, não permitiria a chegada da epidemia em nosso país. Uma nota sem destaque no jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39736" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39736&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNEzQgN2YPQ6QsdkLmG27FrlvETsvw"><em>O Paiz</em>, de 1º de agosto de 1918</a>, referia-se a doença como intensa porém sem gravidade. Em outra nota, também publicada em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39776" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39776&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386450000&amp;usg=AFQjCNEgr1BQ35wW3Yzi_fDtHd3QfJIMow"><em>O País</em>, cinco dias depois, </a>noticiava-se, de novo sem nenhum destaque, a relação entre a <em>gripe infecciosa e o preço do limões</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18889" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39736" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18889" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/doenca.jpg" alt="O Paiz, 1 de agosto de 1918" width="325" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39736" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 1º de agosto de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Supõe-se que a Gripe Espanhola tenha chegado no Brasil em 9 de setembro de 1918, no navio inglês <em>SS</em> <em>Demerara</em>, que partiu de Liverpool, na Inglaterra e fez escalas em Lisboa, no Recife, em Salvador e no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/75458" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/705110/75458&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNHXuBlA44FSJS-DDdc4PD5CCO3HGA"><em>Jornal do Recife</em>, 10 de setembro de 1918, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45093" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45093&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEoSyDZwjlM38ShrbMFY6xYuy0sNA"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de setembro de 1918).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18878" style="width: 199px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45093" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18878" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/demerara.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 16 de setembro de 1918" width="189" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/45093" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A seu bordo, durante a travessia, grassou com caráter epidêmico a tal &#8220;hespanhola&#8221; ou &#8220;dançarina&#8221;, influenza há pouco aparecida na Espanha e que tem grassado em uutras cidades da Europa&#8221;</em></span></p>
<p>Nesse mesmo mês foi noticiado que marinheiros brasileiros que prestavam serviço militar em Dakar, no Senegal, e oficiais da missão médica militar que havia partido no navio<em> Plata</em> tinham contraido a Gripe Espanhola (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/42928" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/42928&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEKE-AhTDFHCKTl9iq4wkH8m-xYsQ"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de setembro de 1918,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/13595" target="_blank"><em>A Noite</em>, 23 de setebmro de 1918</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/42957" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/42957&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEwZlFRYpln5_-LP_nS0eXF98R26A"><em>Jornal do Brasi</em>l, 24 de setembro de 1918</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/30493" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/30493&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEQ3_fAEYnv4hZz9NQRfAi_5qtlww"><em>Revista da Semana</em>, 28 de setembro de 1918</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45247" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45247&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEsnrOCWYjOvIxfMpLqa1xZ1194aQ"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de outubro de 1918, segunda coluna</a>; e <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1070396-gripe-espanhola-castigou-marinha-do-brasil-na-primeira-guerra.shtml" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1070396-gripe-espanhola-castigou-marinha-do-brasil-na-primeira-guerra.shtml&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNGIFuLLCPiSsERJTfrrdwObwHOZZA"><em>Folha de São Paulo</em>, 1º de abril de 2012</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18924" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20554" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18924" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/charge.jpg" alt="Careta, 5 de outubro de 1918" width="468" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20554" target="_blank"><em>Careta,</em> 5 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os meses de setembro e novembro de 1918, a epidemia assolou o Brasil.  Em outubro, foram diagnosticados casos em Niterói e as primeiras mortes no Estado do Rio foram reportadas em 14 de outubro, quando o número de pacientes chegava já a 20 mil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18925" style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/20634" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18925" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/charge1.jpg" alt="Careta, de setembro de 1918" width="516" height="293" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/20634" target="_blank"><em>Careta,</em> 19 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18977" style="width: 502px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20655" target="_blank"><img class="wp-image-18977 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola4.jpg" alt="Careta, de 1918. Doentes na Praça Quinze, no Rio de Janeiro" width="492" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20655" target="_blank"><em> Careta</em>, 26 de outubro de 1918. Doentes na Praça Quinze, no Rio de Janeiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O quinino, a canja de galinha, preparados a base de limão, cachaça e outros eram usados contra a doença. A Bayer oferecia a aspirina Fenacetina <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40792" target="_blank">(<em>O Paiz</em>, 30 de outubro de 1918, quarta coluna</a>) e um laboratório produziu o remédio homeopático Grippina, fórmula do médico Alberto Seabra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/13698" target="_blank"><em>A Noite</em>, 10 de outubro de 1918</a>). <em>Balas peitoraes</em> também e gargarejos com Diogexen eram oferecidos como cura para a doença (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20675" target="_blank"><em>Careta</em>, 26 de outubro de 1918</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31440" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 2 de novembro de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18930" style="width: 185px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/1537" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18930" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/combate.jpg" alt="O Combate, 28 de outubro de 1918" width="175" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830453/1537" target="_blank"><em>O Combate</em>, 28 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A essa altura o pânico já tomava conta do Rio de Janeiro, na época capital do Brasil. São Paulo começava também a registrar seus primeiros casos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48088" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de outubro de 1918</a>). Outras cidades do Brasil foram atingidas mas nenhuma como o Rio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18880" style="width: 618px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45330" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18880" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/gazeta.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 15 de outubro de 1918" width="608" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45330" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18973" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31362" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18973" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanholafonfon.jpg" alt="Fon-Fon!, 26 de outubro de 1918" width="670" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31362" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de outubro de 1918 / Uma das salas da Cruz Vermelha Brasileira</a></p></div>
<div id="attachment_18974" style="width: 682px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31362" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18974" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola1.jpg" alt="Fon-Fon,26 de outubro de 1918" width="672" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31362" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>,26 de outubro de 1918 / Enfermos na Polícia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O então Diretor Geral de Saúde Pública, Carlos Seidl (1867 &#8211; 1929), renunciou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18879" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45194" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18879" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/embuste.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de setembro de 1918" width="593" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45194" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi substituído por Theóphilo Torres (1863 &#8211; 1928) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45354" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45354&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNEERsMyEoGHYa2zS35cMtKOyO2sMw"><em>Gazeta de Notícia</em>, 19 de outubro de 1918, penúltima coluna</a>), que convidou o pesquisador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D13402&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNGVskZDIut8ghIorvegGGm3Gw-tww">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a>, que havia assumido a direção do Instituto Oswaldo Cruz em 1917, para atuar no controle da epidemia. Chagas liderou a campanha de combate à doença, implementando cinco hospitais emergenciais e 27 postos de atendimento à população em diferentes pontos do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45362" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45362&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386451000&amp;usg=AFQjCNG3BCgmP2Xsf_SN7h0-MdsR8ZYZRA"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de outubro de 1918</a>). Chagas e sua família adoeceram, mas todos sobreviveram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6548" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6548/FOC%28VPCC-F%292-1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="516" height="632" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6548" target="_blank">J. Pinto. Carlos Chagas em seu laboratório no Instituto Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas mesmo no auge da tragédia, o humor esteve presente na imprensa carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18978" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20666" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola5.jpg" alt="Careta, de outubro de 1918" width="500" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/20666" target="_blank"><em>Careta</em>, 26 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve um aumento no preço dos alimentos, alguns escassearam e muitos estabelecimentos, dentre eles fábricas, teatros, escolas, restaurantes e bares fecharam suas portas. Atividades básicas foram praticamente suspensas e saques começaram a ocorrer pela cidade. A polícia passou então a garantir que em cada bairro houvesse uma farmácia e uma padaria aberta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18975" style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/31363" target="_blank"><img class=" wp-image-18975" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola2.jpg" alt="Fon-Fon, 26 de outubro de 1918 / Aspectos do Rio de Janeiro durante a Gripe Espanhola" width="272" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/31363" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de outubro de 1918 / Aspectos do Rio de Janeiro durante a Gripe Espanhola</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 19 de outubro foi decretado um feriado de três dias e o governo tomou providências como a abertura de novos postos de assistência e de pavilhões com leitos para receber doentes, a divisão da cidade em zonas com médicos autorizados a ordenar <em>tudo quanto o doente precisar. </em>Também determinou a publicação de &#8220;conselhos ao povo&#8221; e um apelo foi feito para que médicos, farmacêuticos e estudantes colaborassem com a Saúde Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/43265" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/43265&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386452000&amp;usg=AFQjCNE7xp8J3OW6-AjT8IbYGlZR4Du_JA"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de outubro de 1918</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/40717" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de outubro de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18907" style="width: 164px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40733"><img class="size-full wp-image-18907" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/conselhos.jpg" alt="O Paiz, 21 de outubro de 1918" width="154" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40733" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de outubro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;">Da cartilha <i>Previna-se contra a gripe</i>, distribuída pelas campanhas do Serviço Nacional de Educação Sanitária:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small; color: #800000;"><em>&#8220;Perdigotos – Que perigo!</em><br />
<em>Se estás resfriado amigo,</em><br />
<em>Não chegues perto de mim.</em><br />
<em>Sou fraco, digo o que penso.</em><br />
<em>Quando tossir use o lenço</em><br />
<em>E, também se der atchim.</em><br />
<em>Corrimãos, trincos, dinheiro</em><br />
<em>São de germes um viveiro</em><br />
<em>E o da gripe mais freqüente.</em><br />
<em>Não pegá-los, impossível.</em><br />
<em>Mas há remédio infalível,</em><br />
<em>Lave as mãos constantemente.</em><br />
<em>Se da gripe quer livrar-se</em><br />
<em>Arranje um jeito e disfarce,</em><br />
<em>Evite o aperto de mão.</em><br />
<em>Mas se vexado consente,</em><br />
<em>Lave as mãos freqüentemente.</em><br />
<em>Com bastante água e sabão.</em><br />
<em>Da gripe já está curado?</em><br />
<em>Bem, mas não queira, apressado,</em><br />
<em>Voltar à vida normal.</em><br />
<em>Consolide bem a cura,</em><br />
<em>Senão você, criatura,</em><br />
<em>Recai e propaga o mal&#8221;.</em></span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;O número de casos declinou drasticamente no final de outubro, retornando a cidade pouco a pouco às suas rotinas diárias, ficando no ar por muitos meses a pergunta se haveria uma volta da epidemia, o que afinal não ocorreu.&#8221; (1)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18980" style="width: 458px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45402" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18980" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola6.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 30 de outubro de 1918" width="448" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45402" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de outubro de 1918 / Enfermos em estado grave sendo levados para o posto-hospital instalado na escola Nilo Peçanha</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estima-se que cerca de 65% da população brasileira tenha sido infectada pela Gripe Espanhola e por volta de 35.240 pessoas tenham morrido em São Paulo e no Rio de Janeiro e 300 mil em todo o Brasil. Esses números variam e diversas fontes os consideram abaixo das estatísticas reais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18976" style="width: 248px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31586" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/hespanhola3.jpg" alt="Fon-Fon, 23de novembro de 1918 / Aspectos de São Paulo durante a Gripe Espanhola" width="238" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31586" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 23 de novembro de 1918 / Aspectos de São Paulo durante a Gripe Espanhola</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>Famílias inteiras foram dizimadas, principalmente as que viviam em condições mais vulneráveis. Os corpos acabavam sendo deixados na rua, onde permaneciam alguns dias até serem recolhidos, ampliando o cenário de devastação. Houve falta de serviço de transporte, alta dos preços e escassez de alimentos. Por volta de 19 de outubro, a doença já havia atingido metade da população do Rio, estimada em 700 mil pessoas, deixando a cidade vazia e silenciosa &#8230; este cenário crítico perdurou até o final do mês, quando houve um declínio drástico no número de casos e a cidade começou a retornar às suas rotinas diárias. Estima-se a epidemia tenha causado a morte de cerca de 15 mil pessoas no Rio.</em>&#8220;<em>(2)</em></p>
<p>Além de Rodrigues Alves, outros brasileiros famosos foram vítimas da gripe, dentre eles a educadora Anália Franco (1853 &#8211; 1919), provavelmente, o poeta de literatura de cordel Leandro Gomes de Barros (1865 &#8211; 1918).</p>
<p>O empresário e jornalista tcheco Frederico (Fred) Figner (1866 &#8211; 1947), dono da Casa Edison e primeiro produtor fonográfico do Brasil, contraiu e sobreviveu à gripe espanhola e utilizou sua casa, hoje conhecida como Mansão Figner, na rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, no Rio de Janeiro, para acolher doentes.</p>
<p>Personalidades internacionais como os pintores austríacos Egon Schiele (1890 &#8211; 1918) e Gustav Klimt (1862 &#8211; 1918), os escritores franceses Edmond Rostand (1868 &#8211; 1918) e Guillaume Appolinaire (1880 &#8211; 1918), as crianças portuguesas Francisco (1908 &#8211; 1919) e Jacinta (1910 &#8211; 1920) do famoso Milagre de Fátima, os irmãos John (1864 &#8211; 1920) e Horace Dodge (1868 &#8211; 1920), empresários da indústria automobilística; o pianista Henry Hagas (1891 &#8211; 1919), da Original  Dixieland Jazz Band, o sociólogo alemão Max Weber (1864 &#8211; 1920) e Sophie (1893- 1920),  filha de Sigmund Freud, também foram vitimados pela doença.</p>
<p>Outros que foram infectados mas sobreviveram à gripe foram o pintor Edvard Munch (1863 &#8211; 1944), o então futuro presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt (1882 &#8211; 1945);  o escritor Franz Kafka (1883 &#8211; 1924), a pintora Georgia O&#8217;Keeffe (1887 &#8211; 1986),  a escritora Katherine Anne Porter (1890 &#8211; 1980), as estrelas do cinema mudo Mary Pickford (1892 &#8211; 1979) e Lillian Gish (1893 &#8211; 1993); o cineasta Walt Disney (1901 &#8211; 1966), e além do então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1856 &#8211; 1924).</p>
<p><a href="https://www.gettyimages.com.br/fotos/spanish-flu" target="_blank">Link para fotografias de aspectos da Gripe Espanhola no site Getty Images</a></p>
<p>A escritora inglesa Virginia Woolf (1882 &#8211; 1941), testemunha do impacto da Gripe Espanhola, registrou em seu diário em outubro de 1918: &#8220;<em>Estamos &#8230; no meio de uma praga só comparável à Peste Negra</em>&#8220;. Em seu ensaio &#8220;<em>Doença: uma mina inexplorada</em>&#8220;, de 1926, escreveu:</p>
<p>&#8220;<em>Se considerarmos o quão comum é a doença, quão terrível é a mudança espiritual que ela acarreta, quão medonhos, quando as luzes da saúde se apagam, são os países virgens que se descerram, as ruínas e desertos d’alma que um leve ataque da <strong>influenza</strong> traz à tona, os precipícios e relvas regadas de resplandecentes flores que um pequeno aumento de temperatura revela, os carvalhos antigos e obdurados que se nos desenraizam no ato da doença, como adentro o abismo da morte descemos e sentimos as águas da aniquilação bem acima de nossas cabeças e despertamos jurando nos encontrar na presença de anjos e querubins quando temos um dente extraído e, voltando à superfície da cadeira do dentista, confundimos o seu “Abra a boca – abra a boca” com as boas-vindas da Divindade a se inclinar do chão do Céu para nos acolher – quando pensamos nisto e numa infinidade mais, como tão frequentemente somos forçados a pensá-lo, parece deveras estranho que a doença não tenha, junto com o amor, a batalha, a inveja, tomado seu posto entre os temas primordiais da literatura. Romances, pensar-se-ia, teriam sido dedicados à <strong>Influenza</strong>; poemas épicos à Tifóide; odes à Pneumonia, Apendicites e Câncer; cânticos à Dor de Dente. Mas não: com algumas poucas exceções – de Quincey arriscou algo do tipo em Confissões de um comedor de ópio; deve haver um volume ou dois sobre doença espalhados pelas páginas de Proust – a literatura se esforça ao máximo para sustentar que sua preocupação é com o espírito; que o corpo é uma camada de vidro límpido através da qual a alma enxerga clara e distintamente e que, salvo uma ou duas paixões tais como o desejo e a cobiça, ele é nulo, insignificante e inexistente</em>&#8220;.</p>
<p>Aqui no Brasil, o futuro escritor e médico Pedro Nava (1903 &#8211; 1984), então com 15 anos, testemunha da Gripe Espanhola no Rio de Janeiro, escreveu muitas décadas depois:</p>
<p><em>“Era apavorante a rapidez com que ela ia da invasão ao apogeu, em poucas horas, levando a vítima às sufocações, às diarréias, às dores lancinantes, ao letargo, ao coma, à uremia, à síncope e à morte em algumas horas ou poucos dias. Aterravam a velocidade do contágio e o número de pessoas que estavam sendo acometidas. Nenhuma de nossas calamidades chegara aos pés da moléstia reinante: o terrível não era o número de casualidades mas não haver quem fabricasse caixões, quem os levasse ao cemitério, quem abrisse covas e enterrasse os mortos. O espantoso já não era a quantidade de doentes, mas o fato de estarem quase todos doentes, a impossibilidade de ajudar, tratar, transportar comida, vender gêneros, aviar receitas, exercer, em suma, os misteres indispensáveis à vida coletiva&#8230;”.</em></p>
<p>Última curiosidade envolvendo literatura e doença: o escritor e poeta florentino Giovanni Boccaccio (1313 &#8211; 1375) foi pessoalmente afetado pela pandemia que ficou conhecida como peste negra, que atingiu Florença em 1348. Seu pai e madrasta morreram e ele fugiu da cidade indo para a zona rural da Toscana. Foi durante esse período que escreveu  O <em>Decamerão, </em>100 contos narrados por personagens que fugiam justamente da peste negra.<em> </em>Já no início do século XVII, em Londres, surtos de peste bubônica ocasionavam muitas mortes e quarentenas eram ordenadas pelas autoridades. O grande poeta e dramaturgo William Shakespeare (1564 &#8211; 1616) escreveu nesse período, entre 1605 e 1606,<em> Rei Lear, Macbeth</em> e<em> Antônio e Cleópatra</em>. Segundo James Shapiro, professor da Universidade Columbia e autor de <em>O ano de Lear: Shakespeare em 1606</em>, depois de 1603, Shakespeare não produziu mais comédias românticas e, sim, peças mais sombrias, que expressavam o desespero que tomava a população naqueles dias.</p>
<p>Voltando ao século XX: o mundo ainda sofreu com mais duas pandemias, a Gripe Asiática, em 1957; e a Gripe de Hong Kong, em 1968. No século XXI, foi identificado um novo vírus da influenza do tipo A pandêmico que desencadeou a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, decretada pela Organização Mundial da Saúde(OMS), em 2009. Cerca de 11 anos depois, em 11 de abril de 2020, a OMS declarou uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2, causador da Covid-19, surgido na cidade de Wuhan, na China, em fins de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(1) <a href="http://www.fiocruz.br/ioc/media/Livro_Virologia_nova_edicao.pdf" target="_blank">A virologia no Estado do Rio de Janeiro: uma visão global</a>.</em></p>
<p><em>(2)</em> <a href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2176-62232016000100002" target="_blank"><em>Pandemias de influenza e a estrutura sanitária brasileira: breve histórico e caracterização dos cenários.</em> </a></p>
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<div id="attachment_18870" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/brasiliana-fotográfica-rodrigues-alves.jpg"><img class="wp-image-18870 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/brasiliana-fotográfica-rodrigues-alves.jpg" alt="brasiliana fotográfica rodrigues alves" width="356" height="531" /></a><p class="wp-caption-text">Foto oficial de Rodrigues Alves, presidente do Brasil entre 1902 e 1906.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://atlas.fgv.br/verbetes/gripe-espanhola" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://atlas.fgv.br/verbetes/gripe-espanhola&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNG-rplZ5YRs2pQN2sd9EVBc6cqvmg">Atlas Histórico do Brasil</a></p>
<p>BRITO, Nara Azevedo de. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59701997000100002&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.scielo.br/scielo.php?script%3Dsci_arttext%26pid%3DS0104-59701997000100002%26lng%3Dpt%26tlng%3Dpt&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNHJqSOyrga2o_sr8ez79179ae5lAw"><em>La dansarina: a gripe espanhola e o cotidiano na cidade do Rio de Janeiro</em>.</a><i> Hist. cienc. saude-Manguinhos</i> [online]. 1997, vol.4, n.1, pp.11-30.</p>
<p>CABRAL, Maulori C.; SCHATZMAYR, Hermann G. <em><a href="http://www.fiocruz.br/ioc/media/Livro_Virologia_nova_edicao.pdf" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.fiocruz.br/ioc/media/Livro_Virologia_nova_edicao.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNF5ksMByeku4iuZ4M9M2SibZhIkAw">A virologia no Estado do Rio de Janeiro: uma visão global</a>. </em>Rio de Janeiro : Fiocruz, 2012</p>
<p>CASTRO, Ruy. <em>Metrópole à beira-mar: o Rio moderno dos anos 20.</em> São Paulo : Companhia das Letras, 2019.</p>
<p>CONY, Carlos Heitor. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/2/19/opiniao/7.html" target="_blank"><em>O Canaval da peste</em></a>. Folha de São Paulo, 19 de fevereiro de 1996.</p>
<p>COSTA, Ligia Maria Cantarino da;MERCHAN-HAMANN, Edgar. <a href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2176-62232016000100002" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script%3Dsci_arttext%26pid%3DS2176-62232016000100002&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNEIgRB1DhNpNn6QxgkkC7UnVx2xUQ"><em>Pand<wbr />emias de influenza e a estrutura sanitária brasileira: breve histórico e caracterização dos cenários.</em> </a>Rev Pan-Amaz Saude v.7 n.1 Ananindeua, mar. 2016.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/equi20000720_05.shtml" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/equi20000720_05.shtml&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNFjuwRgm9m8-PR0PRdjw8R0moqQeQ">Folha de São Paulo</a></p>
<p>GOULART, Adriana da Costa. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702005000100006" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.scielo.br/scielo.php?script%3Dsci_arttext%26pid%3DS0104-59702005000100006&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNH2dxMPlaOs084Vd46Bu_q9Fi_NSw">Revisitando a espanhola: a gripe pandêmica de 1918 no Rio de Janeiro</a>. </em>Hist. cienc. saude-Manguinhos v.12 n.1 Rio de Janeiro jan./abr. 2005</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNFDJAbp56Bm7uiAvDuIolCWsk2j0w">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://incrivelhistoria.com.br/gripe-espanhola/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://incrivelhistoria.com.br/gripe-espanhola/&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNGWL8zxZDaXFkZLN3Ii6Fz0ZnfOjA">Incrível História</a></p>
<p>KOLATA, Gina. <i>Gripe</i>: <i>a história da pandemia de 1918.</i> Rio de Janeiro : Record, 2002.</p>
<p>NAVA, Pedro. <i>Chão de ferro</i>. Memórias/3. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1976.</p>
<p><a href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,oms-declara-pandemia-de-novo-coronavirus-mais-de-118-mil-casos-foram-registrados,70003228725" target="_blank">O Estado de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://blogs.oglobo.globo.com/blog-do-acervo/post/coronavirus-resgata-recomendacoes-e-medidas-restritivas-da-epidemia-de-gripe-espanhola.html" target="_blank">O Globo</a></p>
<p>OUTKA, Elizabeth. <em>Viral Modernism: The Influenza Pandemic and Interwar Literature. </em>New York : Columbia University Press, 2020.</p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/series-especiais/gripe-espanhola-a-catastrofica-epidemia-que-varreu-o-brasil-em-1918" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www12.senado.leg.br/radio/1/series-especiais/gripe-espanhola-a-catastrofica-epidemia-que-varreu-o-brasil-em-1918&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNHXDPJu7WjGYQQgLyR2rUHBCRPYeQ">Rádio Senado</a></p>
<p>RODRIGUES, Nelson. <a href="https://portalconservador.com/livros/Nelson-Rodrigues-A-Menina-Sem-Estrela.pdf"><em>A menina sem estrela</em></a>. São Paulo : Companhia das Letras, 1993.</p>
<p>SANTANA, Rosemeire Siqueira de. <a href="http://educonse.com.br/2012/eixo_04/PDF/46.pdf" target="_blank"><em>Tecendo os fios da memória: um breve ensaio biográfico sobre as educadoras Anália Franco, Neide Mesquita e Laura Amazonas.</em></a></p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702006000100008" target="_blank"><em>O Carnaval, a peste e a espanhola</em></a>. Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.13 no.1 Rio de Janeiro Jan./Mar. 2006</p>
<p>SECCHIN, Antonio Carlos. <a href="http://www.academia.org.br/artigos/melancolico-em-livro-de-bandeira-carnaval-em-1919-foi-pura-libertinagem" target="_blank"><em>Melancólico em livro de Bandeira, Carnaval em 1919 foi pura libertinagem</em></a>. Folha de São Paulo, 22 de junho de 2019.</p>
<p><a href="http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/leandro_lgb.html#" target="_blank">Site Casa de Rui Barbosa</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/ALVES,%20Rodrigues.pdf" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/ALVES,%2520Rodrigues.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNFie_Pz0C0uxJ9ng0QqV4mgndr0vQ">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="https://www.britannica.com/event/influenza-pandemic-of-1918-1919" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.britannica.com/event/influenza-pandemic-of-1918-1919&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNEBtpeQftXzlUHRuRlJfH3IHC52yQ">Site Enciclopédia Britânica</a></p>
<p><a href="http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=3004&amp;sid=32" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid%3D3004%26sid%3D32&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNFcNEXS3v89CwcJ9pjsHEILTI4ThQ">Site Fiocruz</a></p>
<p><a href="http://www.gripenet.pt/pt/sobre-gripe/historia-da-gripe/pandemias/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.gripenet.pt/pt/sobre-gripe/historia-da-gripe/pandemias/&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNH75XG5Iuegybh2MEPAWCtF7HCdHg">Site Gripenet</a></p>
<p><a href="https://www.hipercultura.com/gripe-espanhola-fatos/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.hipercultura.com/gripe-espanhola-fatos/&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNGNICCL9i7n_MGO7uyrLCc9FKfsDA">Site Hipercultura</a></p>
<p><a href="https://pixinguinha.com.br" target="_blank">Site Pixinguinha</a></p>
<p><a href="http://virus.stanford.edu/uda/" target="_blank">Site Standford University</a></p>
<p><a href="https://wellcomecollection.org/articles/XabLWhAAACEAnUH2" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://wellcomecollection.org/articles/XabLWhAAACEAnUH2&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNGmDnoC8JEn1Bm5af16Q7m3hWx6IQ">Site WelcomeCollection</a></p>
<p><a href="https://www.suplementopernambuco.com.br/edi%C3%A7%C3%B5es-anteriores/85-cronica/1543-a-morte-vingou-se-no-carnaval.html" target="_blank">Smithsonion Magazine</a></p>
<p><a href="https://www.suplementopernambuco.com.br/edi%C3%A7%C3%B5es-anteriores/85-cronica/1543-a-morte-vingou-se-no-carnaval.html" target="_blank">Suplemento Ofical do Diário Oficial do Estado de Pernambuco</a></p>
<p>WOOLF, Virginia. <em><a href="http://www.unz.org/Pub/Forum-1926apr-00582" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.unz.org/Pub/Forum-1926apr-00582&amp;source=gmail&amp;ust=1584882386453000&amp;usg=AFQjCNF1fiZaM59PDAFCQ9ZfYhYe3L9B7A">Illness: an unexploited mine</a></em>. In: Forum, abril de 1926, pp.582-590.</p>
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		<title>Novos acervos: Museu da República</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Sep 2017 12:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica, dando continuidade à adesão de novos acervos fotográficos ao portal, apresenta seu mais recente parceiro, o Museu da República, com o artigo "A Reforma Urbana do Rio de Janeiro na Coleção Família Passos", de autoria da diretora da instituição, Magaly Cabral. O portal segue, dessa forma, cumprindo um de seus objetivos, o de abordar todos os usos e funções da fotografia brasileira. Seus outros parceiros são o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional, a Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, além do Instituto Moreira Salles e da Fundação Biblioteca Nacional, criadores da Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">A Reforma Urbana do Rio de Janeiro na Coleção Família Passos</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Magaly Cabral*</p>
<div style="width: 748px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4996/FPft0151%282%29.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="738" height="583" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank">Augusto Malta. Família Passos: Pereira Passos, Maria Rita Passos, Maria Paula Passos de Castro, Francisco de Oliveira Passos, Olímpia Passos e Maria Ernestina T. de Castro, 14 de novembro de 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>No município do Rio de Janeiro, o primeiro grande projeto de intervenção na configuração espacial e funcional da cidade, após a instauração da República, em 1889, se deu na gestão de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836-1913) </a>como prefeito do Distrito Federal (1902-1906). Passos era um engenheiro experiente e foi nomeado para este cargo pelo presidente Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), que governou o Brasil de 1902 a 1906. Sua missão como prefeito era bem definida: transformar o Rio em uma cidade moderna, cosmopolita e civilizada, digna de ser a capital da jovem república brasileira e atrair para cá visitantes, mão-de-obra imigrante e negócios.</p>
<p>A reforma urbana executada por Passos aconteceu em associação com as obras de modernização do porto do Rio de Janeiro e da construção da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central (atual Rio Branco)</a>, promovidas pelo governo federal, visando à melhoria na capacidade de escoamento e circulação de produtos, principalmente os importados. Como a capital federal era a principal consumidora desse tipo de produto e como a União tinha competência exclusiva sobre os impostos de importação, as reformas na cidade eram fundamentais para o equilíbrio orçamentário da federação.</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4886/discover" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do acervo do Museu da República disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>Além das alterações no traçado viário, das melhorias de infraestrutura e das novidades urbanísticas e arquitetônicas na cidade, a &#8220;Reforma Passos&#8221; também alterou costumes do carioca e suas relações com o espaço. Novas posturas municipais buscaram implementar hábitos de higiene e comportamento na população. O centro da cidade, onde até então moravam muitas pessoas de baixa renda, teve seus cortiços e estreitas vielas coloniais arrasados para se transformar num espaço de cultura, comércio, negócios e governo. A falta de moradia, por sua vez, levou ao processo de favelização dos morros. O grave problema das epidemias foi neutralizado através da vacinação obrigatória, resultando na &#8220;Revolta da Vacina&#8221; de 1904. O caráter modernizador, mas também excludente, da Reforma Passos (lembrada como &#8220;bota-abaixo&#8221;) gerou questões que até hoje se impõem quando pensamos nos processos de transformação urbana acontecidos ao longo do século XX e das primeiras décadas do XXI.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 736px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5005" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5005/FPft0546.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="726" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5005" target="_blank">Augusto Malta. Largo da Carioca, 1903. Rio de Janerio, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aqui, iremos apresentar um recorte temático de<strong><span style="color: #ff0000;"> </span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">118</span></span> fotografias pertencentes à Coleção Família Pereira Passos, uma das mais importantes sob guarda do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República. Ela é formada por cerca de 5.592 documentos textuais e 1.147 fotografias, produzidos entre 1806 e 1960, pelo titular e seus familiares. A coleção faz parte do acervo do Museu da República desde 1965, quando a primeira e maior leva de documentos foi doada pela família de Pereira Passos. Em 1966, foi acrescida através de novas doações de sua neta, Maria Passos, e pela transferência de fotos até então pertencentes ao Museu Histórico Nacional, já em 1980. Essa nova contribuição do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República ao projeto Brasiliana Fotográfica soma-se à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=canudos" target="_blank">Coleção Canudos</a>, registrada pela Unesco, em 2009, na categoria Memória do Mundo e já disponível ao público.</p>
<p>O autor da maioria das fotos aqui apresentadas é o alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957</a>), contratado por Pereira Passos para documentar a reforma urbana. Essas fotos mostram as obras de mudança no centro da cidade e também em bairros próximos, como Tijuca, Estácio, Cidade Nova, Glória, Catete, Laranjeiras e Botafogo. As fotografias de Luis Musso, sobre a maquete do Teatro Municipal, e finalização de sua construção, também merecem destaque. Musso prestava serviços de documentação para a firma Antônio Januzzi Irmãos e cia, pertencente ao engenheiro italiano de mesmo nome, responsável pela construção da maioria dos prédios da Avenida Central, símbolo das reformas urbanas dos governos Pereira Passos e Rodrigues Alves.</p>
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<div style="width: 376px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5002" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5002/FPft0027.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="366" height="576" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5002" target="_blank">Augusto Malta. Igreja de São Joaquim, 1903. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>Nesse conjunto de fotos, a maioria dos documentos destaca a região central da cidade, a principal área afetada pelas reformas de Pereira Passos. As imagens mostram uma época de tapumes, andaimes e restos de demolições pelas ruas, resgatam a memória de cenários que tiveram que desaparecer para dar lugar a novas ruas e prédios, como é o caso da Igreja de São Joaquim e do chafariz do Largo da Carioca. São lembrados também os elementos da paisagem urbana surgidos naquele momento, mas que já não existem, parcial ou inteiramente, como é o caso dos prédios neoclássicos da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a> e da Avenida Beira-Mar, antes do Aterro do Flamengo.</p>
<p>Embora ruas e prédios pareçam ser as estrelas das fotos, podemos ver nelas a presença do carioca de então. Os operários, os elegantes passeadores das ruas, os homens que se reúnem num quiosque pra conversar e beber e as pessoas que tentam se proteger do calor com sombrinhas em meio a uma inauguração de início de obras. Por falar em pessoas, o próprio Pereira Passos aparece em várias fotos, cortando fitas, sendo homenageado ou em visita à Câmara Municipal, a mesma que permaneceu fechada nos seis primeiros meses de seu mandato, para que ele pudesse, sem obstáculos legislativos, tomar as medidas para a execução de seu ambicioso projeto.</p>
<p>*Magaly Cabral é diretora do Museu da República</p>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2016 03:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Central]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Rio Branco]]></category>
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		<category><![CDATA[Figueiredo Pimentel]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<category><![CDATA[O Rio civiliza-se]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica fez uma seleção de registros da Avenida Central, atual avenida Rio Branco, produzidos por fotógrafos ainda não identificados, por Aristógiton Malta (1904-1954), Augusto Malta (1864 - 1957), Marc Ferrez  (1843 - 1923 ), João Martins Torres e pela Phototypia A. Ribeiro. São imagens do início do século XX, quando surgia o Rio de Janeiro da Belle Époque. A abertura da avenida foi uma das principais marcas da reforma urbana realizada por Francisco Pereira Passos (1836 - 1913), entre 1902 e 1906, período em que foi prefeito do Rio de Janeiro. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco*</em></strong></span></p>
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<div style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2549" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2549/007DSCN4055.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="612" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2549" target="_blank">Marc Ferrez. Avenida Central, atual avenida Rio Branco, na altura da rua do Ouvidor com rua Miguel Couto, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica fez uma seleção de imagens da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, produzidas por fotógrafos ainda não identificados, por Aristógiton Malta (1904-1954), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta</a> (1864 &#8211; 1957), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">Marc Ferrez </a> (1843 &#8211; 1923), <span style="color: #333333;">João Martins Torres</span> e pela Phototypia A. Ribeiro. Foram produzidos no início do século XX, quando surgia o Rio de Janeiro da <em>Belle</em> <em>Époque. </em>A abertura da avenida foi uma das principais marcas da reforma urbana realizada por Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), o <em>bota-abaixo</em>, entre 1902 e 1906, período em que foi prefeito do Rio de Janeiro. Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção &#8220;Binóculo&#8221;, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima &#8220;O Rio civiliza-se&#8221;, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca.</p>
<p>Essa reforma urbana tornou o Rio uma cidade cosmopolita, moderna. A Avenida Central inaugurou um novo eixo da cidade em direção ao mar, a orla foi embelezada com a Avenida Beira-Mar, aberta em 1906, e a cidade, antes portuária, incorporou à sua vida urbana as praias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">Ipanema</a> e Leblon.  Abria-se, então, o caminho para o litoral da zona oeste através da Avenida Niemeyer, inaugurada oficialmente em 27 de setembro de 1920, pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto I da Bélgica (1875 – 1934)</a> , em visita ao Brasil. Em um período de cerca de 20 anos, o Rio de Janeiro assumia sua identidade de cidade balneária.</p>
<p>Voltando à Avenida Central. É de autoria do fotógrafo Marc Ferrez o <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank">Álbum Avenida Central: 8 de março de 1903-15 de novembro de 1906</a>,</em> importante registro da reforma da principal via da então capital federal, onde ele contrapôs reproduções das plantas às fotografias das fachadas de cada edifício documentado. <span style="color: #333333;">Esse tipo de fotografia foi fundamental para a construção e para a difusão de uma nova imagem do Rio de Janeiro, uma imagem associada aos ideais de civilização e progresso.</span></p>
<p>A linha central da avenida foi inaugurada pelo presidente Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), em 7 de setembro de 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=8295" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de setembro de 1904, na sexta coluna, sob o título &#8220;Avenida Central&#8221;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;PagFis=8323" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 8 de setembro de 1904, na última coluna</a>). No ano seguinte, 1905, sob um temporal, a avenida foi aberta oficialmente, em 15 de novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=10404" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de novembro de 1905, na quinta coluna, sob o título &#8220;15 de Novembro&#8221;</a>). O engenheiro chefe de sua construção foi André Gustavo Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933). A Avenida Central, que ligava o novo porto, onde atualmente está a Praça Mauá, à região da Glória, tornou-se logo a principal via de circulação da cidade, e também seu polo econômico e de entretenimento. Seu nome foi mudado, por decreto, em 15 de fevereiro de 1912, para Avenida Rio Branco, uma homenagem ao diplomata e ministro das Relações Exteriores do Brasil, o barão de Rio Branco ( 1845 &#8211; 1912 ), que havia falecido cinco dias antes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;PagFis=10553" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de fevereiro de 1912, sob o título &#8220;Barão do Rio Branco&#8221;</a>).</p>
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<div style="width: 725px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3683" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3683/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="715" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3683" target="_blank">Phototypia A. Ribeiro; Maison Chic. Avenida Central, 1912?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na época de sua inauguração, a Avenida Central tinha 1.800 metros de extensão e 33 metros de largura. Cerca de 300 casas coloniais foram demolidas para a construção dos novos edifícios, cujas fachadas foram escolhidas por concurso. Alguns dos jurados foram o prefeito Pereira Passos, o engenheiro Paulo de Frontin, Lauro Muller (1863 &#8211; 1926), ministro da Viação e Obras Públicas; e Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), diretor-geral da Saúde Pública. Além de edifícios do governo, ergueram-se, na avenida, jornais, clubes, hotéis e sedes de empresas. O calçamento, em mosaico português, foi feito por artesãos vindos de Portugal. Passear pela Avenida Central era passear pela espinha dorsal do mundo das compras e do lazer dos elegantes, dos negócios e da cultura. Alguns remanescentes da primeira geração de prédios da avenida são o Teatro Municipal, o Clube Naval, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3688" target="_blank">Biblioteca Nacional</a>, o Museu Nacional de Belas Artes e o Centro Cultural da Justiça Federal.</p>
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<div id="attachment_45734" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/3264" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45734" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/avenidacentral.jpg" alt="Capa da Fon-Fon, 27 de julho de 1909" width="391" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/3264" target="_blank">Capa da <em>Fon-Fon</em>, 21 de agosto de 1909</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22avenida+central%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Avenida Central disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><a href="http://rioprimeirasposes.ims.com.br/albuns-do-rio/" target="_blank">Link para a entrevista com a arquiteta italiana Maria Pace Chiavari. Um dos temas abordado  é o <em>Álbum Avenida Central: 8 de março de 1903-15 de novembro de 1906, </em>de Marc Ferrez.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Em junho de 2020, a Brasiliana Fotográfica lançou a série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;, mas como já havia essa publicação no portal, consideramos esse artigo o primeiro da série.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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