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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; álbum fotográfico</title>
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		<title>Getúlio Vargas em Belém, a joia da Amazônia, ontem e hoje</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 12:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A publicação de hoje, "Getúlio Vargas em Belém, a joia da Amazônia, ontem e hoje", é sobre um álbum de lembranças composto por 367 fotografias de uma viagem oficial que o então presidente Getúlio Vargas (1882 - 1954) fez, em outubro de 1940, à região amazônica. O artigo é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Na época da viagem, a ideia de desenvolvimento e progresso não estava vinculada à preservação ambiental. Entre hoje e 21 de novembro, Belém é a sede da COP 30 - 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas -, evento que, há décadas, reúne lideranças mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações de combate às mudanças climáticas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A publicação de hoje, <em>Getúlio Vargas em Belém, a jóia da Amazônia, ontem e hoje,</em> é sobre um álbum de lembranças composto por 367 fotografias de uma viagem oficial que o então presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) fez, em outubro de 1940, à região amazônica. O artigo é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40386" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://atom-museurepublica.museus.gov.br/index.php/capa-1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/getulio.jpg" alt="Capa do Álbum de fotografia da visita de Getúlio Vargas a Belém" width="443" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://atom-museurepublica.museus.gov.br/index.php/capa-1" target="_blank">Capa do Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22%C3%81lbum+de+fotografias+da+visita+de+Get%C3%BAlio+Vargas+a+Bel%C3%A9m%22" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias do <em>Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém</em>, em 1940, </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Na época da viagem, a ideia de desenvolvimento e progresso não estava vinculada à preservação ambiental. Entre 10 e 21 de novembro de 2025, Belém, capital do Pará, será a sede da COP 30 &#8211; 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas -, evento que, há décadas, reúne lideranças mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações de combate às mudanças climáticas. A primeira foi realizada, em 1995, em Berlim, na Alemanha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Getúlio Vargas em Belém, a joia da Amazônia, ontem e hoje</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Maria de Fátima Morado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13413" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13413/GV%20dvft%20004%20-%20Visita%20de%20Get%c3%balio%20a%20Bel%c3%a9m%20do%20Par%c3%a1%20Out19400000003.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="460" height="638" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13413" target="_blank">Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém: Getúlio Vargas, outubro de 1940. Belém, Pará / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em outubro de 1940, em viagem oficial à região amazônica, Getúlio Vargas fez sua primeira parada em Belém, capital do Pará. A visita recebeu uma cobertura fotográfica da participação do presidente em diversas solenidades e eventos. Esse registro foi organizado em um álbum de lembranças composto por 367 fotografias. Além da presença de Getúlio nos eventos promovidos pelas autoridades locais, essas fotografias também retratam outros aspectos da cidade apresentando edificações, monumentos, manifestações culturais e religiosas da população, além de produtos típicos e paisagens naturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13477" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13477/GV%20dvft%20004%20-%20Visita%20de%20Get%c3%balio%20a%20Bel%c3%a9m%20do%20Par%c3%a1%20Out19400000067.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13477" target="_blank">Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém: Praça Siqueira Mendes, ou Praça do Relógio, outubro de 1940. Belém, Pará / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos do álbum procuram mostrar Belém como uma cidade promissora, dispondo de ruas asfaltadas, transporte adequado, áreas de lazer, parques, jardins, hospitais, escolas, comércio e fábricas, correspondendo idealmente bem ao propósito desenvolvimentista do governo federal. Como homenagem ao visitante ilustre, o álbum cumpre bem a função de expor uma visão otimista da cidade, onde não há espaço para a precariedade, prevalecendo a imagem do progresso. As fotos com Getúlio trazem homenagens recebidas, participações em inaugurações e lugares visitados por ele, com destaque para o Museu Goeldi, onde plantou uma árvore de pau-brasil, dizendo que “<em>sempre julgará que uma das mais nobres missões do homem na terra era plantar árvores por todo o solo do seu país</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13458" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13458/GV%20dvft%20004%20-%20Visita%20de%20Get%c3%balio%20a%20Bel%c3%a9m%20do%20Par%c3%a1%20Out19400000048.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13458" target="_blank">Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém: Getúlio Vargas, José Carneiro da Gama Malcher e Carlos Estêvão de Oliveira no Museu Paraense Emílio Goeldi, outubro de 1940. Belém, Pará / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destaca-se também a grande receptividade da população para como presidente. Os jornais noticiaram que Getúlio foi recebido com diversas homenagens, entre elas uma parada de honra feita por 15 mil estudantes. Além disso, foram veiculadas informações sobre o acréscimo populacional em Belém, pois foi estimado em 150 mil o número de pessoas que vieram de outros lugares do Pará, como a Ilha de Marajó. A prefeitura não precisou decretar feriado porque os próprios comerciantes tomaram a iniciativa de fechar seus estabelecimentos para liberar os trabalhadores. Em seus discursos de agradecimento, Getúlio procura exaltar os trabalhadores e os benefícios conquistados por eles graças à legislação trabalhista promulgada pelo seu governo.</p>
<p>O álbum faz parte da Coleção Getúlio Vargas que foi formada artificialmente através de transferências de documentos do Museu Histórico Nacional para o Museu da República, além de doações avulsas diversas. Datado de março de 1941, o álbum foi oferecido como presente a Getúlio pelo prefeito de Belém, Abelardo Conduru, responsável pela recepção ao presidente, e seu portador foi o ministro da Marinha, Henrique Aristides Guilhem. A beleza deste álbum não se restringe ao conjunto das imagens, apresentando em suas páginas ornamentação com desenhos de inspiração marajoara. Há também um aspecto exótico: a capa do álbum é revestida com couro e cabeça empalhada de um jacaré filhote, algo impensável para os dias atuais em que a preocupação com a preservação ambiental movimenta as atenções de indivíduos, organizações e governos.</p>
<p>Oitenta e cinco anos depois da visita de Getúlio, Belém sediará, em novembro de 2025, a COP 30 &#8211; <em>30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas -</em>, evento que, há décadas, reúne lideranças mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações de combate às mudanças climáticas. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, justificou a escolha de Belém enquanto sede do evento dizendo que <em>“Uma coisa é discutir a Amazônia no Egito; outra coisa é discutir a Amazônia em Berlim; outra coisa é discutir a Amazônia em Paris. Agora, não. Agora nós vamos discutir a importância da Amazônia dentro da Amazônia. Nós vamos discutir a questão indígenas, vendo os indígenas. Nós vamos discutir a questão dos povos ribeirinhos, vendo os povos ribeirinhos e vendo como eles vivem&#8221;</em>.</p>
<p>Getúlio também considerava a Amazônia como uma região de importância estratégica. Nessa época, estava em vigor o Estado Novo, governo ditatorial de Getúlio que durou de 1937 a 1945, e que implementou o programa <em>Marcha para o Oeste</em> visando a integração territorial, através da construção de infraestrutura que facilitasse o acesso às regiões do interior do país. <em>“O programa de governo ‘Marcha para o Oeste’ continha importantes aspectos simbólicos, pois nenhum presidente havia feito o mesmo trajeto de Vargas pelas regiões mais remotas do país, lançando o programa durante visitas a diversas localidades, incluindo os estados constituintes da Amazônia. O primeiro movimento de ocupação e legitimação de áreas mais afastadas estava sendo feito pelo próprio líder da nação”</em> (ANDRADE, 2010, p. 459).</p>
<p>A viagem de Getúlio estava programada para durar cerca de 15 dias e seu itinerário abarcou as regiões norte e nordeste. Em Manaus, após a passagem por Belém, Getúlio Vargas foi homenageado com um banquete, no dia 10 de outubro, onde pronunciou o discurso que ficou conhecido como <em>Discurso do Rio Amazonas</em>, em que diz: “<em>Vim para ver e observar, de perto, as condições de realização do plano de reerguimento da Amazônia”</em>.</p>
<p>Nesse discurso, Getúlio propõe a realização de uma reunião para elaboração de acordos de cooperação comercial entre os países que compartilham espaços da Floresta Amazônica, o que hoje se entende como Amazônia Internacional: <em>“As águas do Amazonas são continentais. Antes de chegarem ao oceano, arrastam no seu leito, degelos dos Andes, águas quentes da planície central e correntes encachoeiradas das serranias do Norte. É, portanto, um rio tipicamente americano, pela extensão da sua bacia hidrográfica e pela origem das suas nascentes e caudatários, provindos de várias nações vizinhas. E, assim, obedecendo ao seu próprio signo de confraternização, aqui poderemos reunir essas nações irmãs para deliberar e assentar as bases de um convênio em que se ajustem os interesses comuns e se mostre, mais uma vez, como dignificante exemplo, o espírito de solidariedade que preside as relações dos povos americanos, sempre prontos à cooperação e ao entendimento pacífico”</em>.</p>
<p>O jornal <em>A Noite</em> publicou uma declaração de Getúlio, posterior ao discurso, esclarecendo que a conferência entre países teria como finalidade negociar a vinda de investimentos para instalação da infraestrutura que permitisse a exploração comercial da região amazônica, contando também com a participação dos Estados Unidos. Antes de chegar a Manaus, Getúlio visitou o município de Belterra que, na época, era uma área cedida à Companhia Ford, do empresário norte-americano Henry Ford, e que se destinava ao cultivo das seringueiras para a produção de látex. Na década de 1940, a produção da borracha na região norte do Brasil teve um novo incentivo devido às dificuldades dos países aliados em obter o produto proveniente da Ásia, dificuldades que foram causadas pela Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Ainda de acordo com o <em>Discurso do Rio Amazonas</em>, para Getúlio, o Amazonas é o rio onde em suas margens será implantada <em>“uma civilização única e peculiar, rica de elementos vitais e apta a crescer e prosperar” </em>e para isso traça como bases o povoamento e o saneamento como garantias para o desenvolvimento da região, <em>“o nomadismo dos seringueiros e a instabilidade econômica dos povoadores ribeirinhos devem dar lugar a núcleos de cultura agrária, onde o colono nacional, recebendo gratuitamente a terra desbravada, saneada e loteada, se fixe e estabeleça a família com saúde e conforto”</em>. Essa ideia do desenvolvimento econômico e social da região amazônica foi perfeitamente representada pela cena que ilustra a primeira página do álbum de lembrança de Belém dedicado a Getúlio. Em 1940, a ideia de desenvolvimento e progresso não estava vinculada à preservação ambiental. Em 2025, Belém receberá representantes do mundo para que seja feita a discussão sobre como vencer esse desafio.</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Rômulo de Paula. <em>Conquistar a terra, dominar a água, sujeitar a floresta: Getúlio Vargas e a revista &#8220;Cultura Política&#8221; redescobrem a Amazônia (1940-1941)</em>. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/CSBRwGrXhdL6DKjG5bGQWwG/">https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/CSBRwGrXhdL6DKjG5bGQWwG/</a></p>
<p>ATLAS HISTÓRICO DO BRASIL. FGV/CPDOC. <em>Getúlio Vargas</em>. Disponível em: <a href="https://atlas.fgv.br/verbete/5458">https://atlas.fgv.br/verbete/5458</a></p>
<p>Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). <em>Linha do tempo entenda como ocorreu a ocupação da Amazônia.</em> Disponível em: <a href="https://imazon.org.br/imprensa/linha-do-tempo-entenda-como-ocorreu-a-ocupacao-da-amazonia/">https://imazon.org.br/imprensa/linha-do-tempo-entenda-como-ocorreu-a-ocupacao-da-amazonia/</a></p>
<p>PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Rumo à COP30 Disponível em: <a href="https://www.gov.br/planalto/pt-br/agenda-internacional/missoes-internacionais/cop28/cop-30-no-brasil">https://www.gov.br/planalto/pt-br/agenda-internacional/missoes-internacionais/cop28/cop-30-no-brasil</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional:</p>
<p><em>Jornal do Brasil</em>. ANO 1940 edição237 (6) <em>O Presidente é convidado a plantar um pé de pau-brasil.</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_06&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5678">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_06&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5678</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10295 (15) <em>Cercado do entusiasmo e do carinho popular.</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=4959">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=4959</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10296 <em>Dias melhores e mais felizes para o trabalhador da Amazônia. </em><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=4999">https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=4999</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10297 (11) <em>A excursão presidencial.</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5005">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5005</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10299 (6) <em>Conferência das Nações Amazônicas!</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5037">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5037</a></p>
<p style="text-align: left;"><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10303 (4) <em>A reunião das Nações Amazônicas</em>. <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5113">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5113</a></p>
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		<title>Uma breve história do abastecimento de água no Rio de Janeiro por Bárbara Primo e Maria Isabel Lenzi</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 06:29:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As historiadoras Bárbara Primo, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e Maria Isabel Lenzi, do Museu Histórico Nacional (MHN), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são as autoras do artigo "Uma breve história do abastecimento de água no Rio de Janeiro", que resume os acontecimentos em torno do tema desde a instalação da cidade do Rio de Janeiro no Morro do Castelo, em meados do século XVI, até o princípio do século XX. Estão aqui disponibilizados três álbuns: dois com registros realizados pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 - 1923) e um terceiro com fotografias de autoria desconhecida sob o título; Abastecimento D’Água: Obras executadas de 1907 a 1909. Os dois últimos fazem parte da Coleção Miguel Calmon, que foi ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Afonso Pena, entre 1906 e 1909. O álbum sobre a canalização do rio São Pedro pertence à coleção Álbuns Iconográficos Avulsos e foi doado ao MHN por Oscar Trompowsky, em 1923.

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				<content:encoded><![CDATA[<p>As historiadoras Bárbara Primo, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e Maria Isabel Lenzi, do Museu Histórico Nacional (MHN), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são as autoras do artigo <em>Uma breve história do abastecimento de água no Rio de Janeiro</em> que resume os acontecimentos em torno do tema desde a instalação da cidade do Rio de Janeiro no Morro do Castelo, em meados do século XVI, até o princípio do século XX. Estão aqui disponibilizados três álbuns: dois com registros realizados pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e um terceiro com fotografias de autoria desconhecida sob o título; <em>Abastecimento D’Água: Obras executadas de 1907 a 1909</em>. Os dois últimos fazem parte da Coleção Miguel Calmon, que foi ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Afonso Pena, entre 1906 e 1909. O álbum sobre a canalização do rio São Pedro pertence à coleção Álbuns Iconográficos Avulsos e foi doado ao MHN por Oscar Trompowsky, em 1923.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Uma breve história do abastecimento de água no Rio de Janeiro</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Bárbara Primo e Maria Isabel Lenzi*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 651px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13912/MCab2_56.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="641" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13912" target="_blank">Marc Ferrez. Cachoeira e represa da Tijuca, 190-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cidade do Rio de Janeiro, ao se instalar no Morro do Castelo, em 1557, encontrou um desafio: o abastecimento de água. Seus habitantes compravam água de indígenas e negros aguadeiros. Estes iam buscá-la no rio Carioca, que corria no vale que hoje denominamos de Laranjeiras e desaguava na praia do Flamengo. Com o pregão de “Hy! Hy! – palavra que na língua tupi significa água – o precioso líquido era anunciado à população.</p>
<p>Em 1673, no governo de João da Silva e Souza (1669-1674), foram iniciadas as obras da adução das águas do rio Carioca, mas os chamados Arcos Velhos da Carioca, de madeira, só seriam concluídos no início do século seguinte. Em 1723, sob o governo de Aires Saldanha, a água cristalina foi levada até o primeiro Chafariz da Carioca. O governo Gomes Freire de Andrade executou grandes reformas no aqueduto que, inaugurado em 1750, conserva ainda hoje as feições daquele tempo.</p>
<p>Com a mudança da corte portuguesa para o Rio de Janeiro e o consequente aumento da população, a água tornou-se escassa, obrigando as autoridades a buscarem outras fontes. Se até então a vertente Corcovado do Maciço da Tijuca era a mais usada, a partir do início do século XIX, os rios da vertente Tijuca seriam também aproveitados em diversos novos chafarizes e bicas que foram instalados na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 704px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13900" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13900/MCab2_77.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="694" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13900" target="_blank">Marc Ferrez. Chafariz do Largo da Carioca, 190-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
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<p>O primeiro rio dessa vertente a ser aproveitado foi o rio Comprido que veio abastecer os chafarizes de Santana, do Catumbi e do Lagarto. Posteriormente, as águas do rio Maracanã foram também suprir esses chafarizes.</p>
<p>Com o passar do tempo, outros rios da vertente Tijuca foram incorporados ao abastecimento da cidade: o São João, o Trapicheiro, o Andaraí (ou Joana), o riacho da Cascatinha, o Gávea Pequena, o riacho do Hotel Aurora, o riacho A. Taylor e os córregos do Caranguejo, Soberbo, Morcego, Amaral e Machado.</p>
<p>A água, aos poucos, chegava às torneiras das residências. Todavia, este bem, tão fundamental à vida, deixava de ser gratuito, sendo incorporado definitivamente ao capital. As instituições públicas e as pessoas com maior poder aquisitivo, por óbvio, foram os pioneiros a ter água da torneira em casa e a mão de obra que pegava a água no chafariz público ficava cada vez mais escassa, pois a partir de 1850 o tráfico negreiro foi definitivamente abolido e muitos escravizados que viviam nas cidades foram vendidos para o Vale do Paraíba. Deste modo, o Rio de Janeiro seria palco e testemunha de uma série de transformações e avanços tecnológicos que, a partir da segunda metade do século XIX, vem responder a uma demanda advinda da escassez da mão de obra escravizada e de um aumento populacional e urbano.</p>
<p>O Rio sofre mais uma vez com falta d’água – os mananciais cariocas já não são mais suficientes para dar conta do abastecimento da cidade em franco crescimento, ainda dependente do Maciço da Tijuca como única fonte de abastecimento de água. O governo imperial contrata, então, o engenheiro Antonio Gabrielli (18? -?) para organizar comissões em busca de rios e fontes fora dos limites da cidade, sobretudo aqueles cujas nascentes estavam na serra do Tinguá, em Nova Iguaçu. Assim, entre os anos de 1877 e 1889, foram canalizadas as águas dos rios D’Ouro, Santo Antônio e São Pedro.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13899" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13899/MCab02_17.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13899" target="_blank">Marc Ferrez. Junção dos rios d’Ouro e Santo Antonio, 190-. Nova Iguaçu, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
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<p>Para auxiliar as obras de canalização da Serra do Tinguá foi construída a ferrovia Rio D’Ouro. Ela percorria, inicialmente, 53 quilômetros entre o Caju e a Baixada Fluminense, mas ao longo dos anos, a estrada de ferro que serpenteava pelos subúrbios cariocas foi ampliada e acrescida de diversos ramais até atingir uma extensão total de mais de 100 quilômetros. O trajeto dos trilhos da Rio D’Ouro transformou a paisagem do seu percurso, condicionando a ocupação dos territórios do entorno e o surgimento de povoados ao longo do seu caminho.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13898" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13898/MCab02_16.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13898" target="_blank">Marc Ferrez. Ponte aqueduto sobre o rio d’Ouro, 190-. Nova Iguaçu, Rio de Janeiro / Acervo MHN</a></p></div>
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<p>Todavia, encontramos novamente crise de abastecimento no final do século XIX consequência da seca enfrentada pelos cariocas no início de 1889. Somada à escassez de água, a cidade enfrentava um surto de febre amarela e a crescente insatisfação popular já dava indícios da falência do Império. Em meio a este cenário, o engenheiro André Gustavo Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933)propôs como solução paliativa a captação provisória das águas da Serra do Tinguá para o reservatório de Pedregulho (Benfica). A ousadia da proposta, no entanto, não se deveu à grandiosidade da empreitada – canalização das águas por 18 km, mas ao tempo estimado para realizá-la: seis dias.</p>
<p>Diante de um problema tão grave e que já se arrastava por anos, a possibilidade de uma resolução tão imediata colocou em xeque a competência do já instável governo imperial. O apoio dos opositores do governo à proposta de Frontin e a repercussão do caso nos jornais fizeram deste um caso emblemático da crise político-social que conduziu o país à Proclamação da República em novembro deste mesmo ano.</p>
<p>Um pouco mais tarde, ao longo da primeira década do século XX, os rios Xerém e Mantiquira também foram domesticados de maneira a complementar o abastecimento da população carioca. Paralelamente à canalização de novos rios, diversas obras foram feitas para otimizar a distribuição e o tratamento as águas, como a construção de caixas de decantação, reservatórios e represas.</p>
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<div style="width: 740px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13915" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13915/0000001%20%2811%29.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="730" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13915" target="_blank">Linha adutora do Mantequira &#8211; Jato vertical de 0,037 de diâmetro com 160 libras de pressão no ramal da Tijuca, 1907 a 1909. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
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<p>As novas possibilidades de fornecimento de água em domicílio traduziam-se em um maior comprometimento do poder público com a qualidade e armazenamento, o que resultou em novas práticas de controle deste fornecimento, assim como do consumo. É fato que a distribuição de água nas casas cariocas ocorreria de maneira desigual, privilegiando as famílias com maior poder aquisitivo.</p>
<p>Já em 1898 teve início a instalação de hidrômetros, mediante lei do ano anterior que regulamentava a cobrança de taxas. Assim, a distribuição de bicas e penas d’água acabaria por priorizar as freguesias mais abastadas em detrimento das regiões mais densamente povoadas.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13958" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13958/MCab02_4.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13958" target="_blank">Marc Ferrez. Oficina de aferição de hidrômetro, 190-). Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
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<p>O Museu Histórico Nacional preserva três álbuns com fotografias que documentam a domesticação da água no Rio de Janeiro. Dois deles trazem fotografias de Marc Ferrez. São eles: <em>Obras de Canalização provisória do Rio S. Pedro, 1889</em> e <em>Abastecimento D’Água do Rio de Janeiro</em>. O terceiro álbum apresenta fotografias de autoria desconhecida sob o título <em>Abastecimento D’Água: Obras executadas de 1907 a 1909</em>. Os dois últimos fazem parte da Coleção Miguel Calmon, que foi ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Afonso Pena, entre 1906 e 1909. O álbum sobre a canalização do rio São Pedro pertence à coleção Álbuns Iconográficos Avulsos e foi doado ao MHN por Oscar Trompowsky em 1923. Vale a pena apreciar essas fotografias.</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias do álbum <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/424" target="_blank">Obras de Canalização provisória do Rio S. Pedro, 1889</a> </em>disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></p>
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<div style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13855" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13855/ALico01_capa.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="443" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13855" target="_blank">Marc Ferrez. Capa do álbum &#8220;Obras de Canalização provisória do Rio S. Pedro, 1889: ao engenheiro Oscar Trompowski Leitão de Almeida, gratidão e reconhecimento da Diretoria das Obras&#8221;, 1899. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias do álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/426" target="_blank"><em>Abastecimento D’Água do Rio de Janeiro</em></a> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></p>
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<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13982" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13982/MCab2_Capa.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13982" target="_blank">Marc Ferrez. Abastecimento d&#8217;água do Rio de Janeiro, 190-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias do álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/425" target="_blank"><em>Abastecimento D’Água: Obras executadas de 1907 a 1909</em></a> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></p>
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<div style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14026" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14026/MCab4_capa.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="625" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14026" target="_blank">Capa do álbum Abastecimento D&#8217; Água: Obras executadas de 1907 a 1909, 1909?. Rio de Janeiro / Acervo MHN</a></p></div>
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<p>*Bárbara Primo é historiadora do Instituto Brasileiro de Museus e Maria Isabel Lenzi é historiadora do Museu Histórico Nacional.</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Fotografia e medicina na Bahia dos anos 1900</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 15:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[A historiadora Claudia Beatriz Heynemann e a antropóloga Maria Elizabeth Brêa Monteiro, ambas do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica são as autoras do artigo "Fotografia e medicina na Bahia dos anos 1900" que publicamos hoje no portal, sobre a Faculdade de Medicina da Bahia, desde sua criação, 1808, como Escola de Cirurgia da Bahia, considerada a primeira escola de ensino médico do Brasil. Em 1813, se transformou em Academia Médico-Cirúrgica e, finalmente, em 1832, ganhou o nome de Faculdade de Medicina. Também é abordada a história de um grupo de médicos que desafiou a tradição do ensino e da prática médica baseada na reprodução do saber médico europeu, dando início a um exercício da medicina que ficou conhecido na Bahia como Escola Tropicalista. Para contar essa história foram disponibilizados dois álbuns fotográficos, ambos da primeira década do século XX: num deles os registros foram produzidos por Lindemann &#038; Cª e, no outro, por fotógrafos ainda não identificados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><b>Fotografia e medicina na Bahia dos anos 1900</b></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><strong> </strong></strong><span style="font-weight: 400;">Claudia Beatriz Heynemann e </span>Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12999" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12999/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0002de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12999" target="_blank">Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia. Faculdade de Medicina da Bahia, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Da Escola de Cirurgia à Escola Tropicalista</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, algumas restrições impostas à colônia foram sustadas, a exemplo da proibição de cursos superiores para a formação de profissionais liberais. A carta régia de 18 de fevereiro de 1808 facultou a criação da Escola de Cirurgia da Bahia, por orientação do médico pernambucano José Corrêa Picanço. A escola foi instalada nas dependências do antigo Colégio dos Jesuítas, localizado no Terreiro de Jesus, em Salvador, onde, à época, funcionava o Hospital Real Militar da Bahia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, a escola oferecia duas cadeiras básicas: cirurgia especulativa e prática, a cargo do cirurgião Manuel José Estrela, e anatomia e operações cirúrgicas, pelo cirurgião José Soares de Castro. O ensino dessas disciplinas, que seguia orientação francesa do compêndio de M. de la Fay, obrigando o conhecimento de francês pelos alunos inscritos, limitava-se a lições teóricas de anatomia humana e a elementos de fisiologia, patologia e clínica para a cadeira de cirurgia, refletindo a escassez de laboratórios e a falta de recursos para pesquisa e experimentação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aluno aprovado estava apto a “<em>sangrar, sarjar, aplicar bichas e ventosas, curar feridas, tratar de luxações, fraturas e contusões</em>”, mas não podia administrar medicamentos nem tratar moléstias internas, funções exclusivas dos médicos. Para sanar as deficiências do curso de medicina, parte dos alunos egressos da Escola de Cirurgia da Bahia fazia formação complementar em Portugal e na França.(1)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reformas de ensino foram empreendidas aumentando a duração do curso, que, inicialmente, era de quatro anos, e ampliando o número de cadeiras oferecidas. Segundo o médico infectologista Rodolfo Teixeira, a Academia Médico-Cirúrgica, criada pela carta régia de dezembro de 1815, que sucedeu a Escola de Cirurgia da Bahia, teve suas atividades transferidas para o Hospital da Santa Casa, na rua da Misericórdia (2).</span><span style="font-weight: 400;"> O retorno ao Terreiro de Jesus só se deu em decorrência da lei de 3 de outubro de 1832, que oferecia nova organização às academias médico-cirúrgicas do Rio de Janeiro e da Bahia e nova denominação. A Faculdade de Medicina da Bahia voltava para o prédio do antigo Colégio dos Jesuítas, ocupando também o espaço de 12 casas que formavam o lado esquerdo da rua das Portas do Carmo, onde eram ministrados os cursos de Medicina, Farmácia e Obstetrícia, concedendo aos candidatos os títulos de grão-doutor, farmacêutico e obstetra. O curso médico passou a ser ministrado em seis anos, com 16 cadeiras; o farmacêutico em três anos e, o de parteiro, em dois. Ao longo da segunda metade do século XIX, foram instaladas a biblioteca, a botica, os laboratórios de física e química, e os gabinetes, a enfermaria e a sala de operação, ou seja, a infraestrutura para ampliação e melhoria das instalações do hospital, tendo em vista o desenvolvimento das ciências naturais.(3)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a direção interina do médico Antônio Pacífico Pereira, foram iniciadas reformas de ampliação no antigo prédio dos jesuítas que previam a desapropriação de cinco edifícios na rua das Portas do Carmo, para a criação do horto botânico, o que não se concretizou, dos laboratórios de química orgânica e biologia, fisiologia experimental, física médica e terapêutica experimental, e histologia, além de um museu de anatomia e de um museu patológico. Todos esses laboratórios e museu tornaram-se realidade entre os anos de 1880 e 1890. Em 1903, foi conectado o serviço de eletricidade, que propiciou iluminação interna e externa e ventilação artificial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, as reformas não pouparam de crítica as instalações da Faculdade de Medicina. O médico Alfredo Tomé de Brito, lente de clínica propedêutica, em sua memória do ano letivo de 1900 a 1901, condena o aproveitamento do velho Colégio dos Jesuítas para ser transformado em faculdade de medicina:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academiademedicina-ba.org.br/a-academia/membros-titulares/alfredo-tome-de-britto.html" target="_blank"><img class="" src="https://www.academiademedicina-ba.org.br/conteudo/mem/001/mem/img/000002.jpg" alt="" width="183" height="183" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academiademedicina-ba.org.br/a-academia/membros-titulares/alfredo-tome-de-britto.html" target="_blank">Alfredo Tomé de Brito (1863-1909)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Um edifício colocado num sítio pouco espaçoso, minimamente acanhado e sem a possibilidade de ser aumentado, salvo à custa de dispendiosas desapropriações e de demolições prévias; que não tem as dimensões necessárias para aquartelar os dezesseis laboratórios que devem funcionar em compartimentos distintos, diversos anfiteatros, uma enorme biblioteca e um museu, um edifício composto de duas secções, que se unem formando um ângulo reentrante e das quais uma está alguns metros fora do alinhamento do lado da praça em que demora e que irregulariza e desfeia; um edifício, cuja arquitetura é literalmente monstruosa, pois que se deram uns ares de modernidade e de elegância ao velho Convento, cuja construção pesada e cuja forma obsoleta foi necessário conservar e seguir na seção nova; um edifício, em cujo vestíbulo acaçapado em relação a suas dimensões se penetra por uma porta aberta num recanto e em que não se vê a escada conducente ao pavimento superior, a qual procede da extremidade de um corredor paralelo ao plano da entrada, — escada que, sendo de liso mármore e de forma conchoide, merece a qualificação de anti-higiênica; finalmente, um edifício interiormente mal-dividido, desproporcionado, e cujo soalho se acha era níveis diferentes.</em>(4)</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alexandre Evangelista de Castro Cerqueira, regente da cadeira de dermatologia e sifiligrafia da faculdade, também reconhece a inadequação dos espaços, apesar das modificações realizadas no “vetusto casarão do Terreiro”. Em sua memória histórica, Cerqueira registra:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>o que se não a colocam em pé de paridade com os congêneres dos países adiantados, todavia pode apesar dos defeitos insanáveis prestar-se a regular orientação e marca do ensino, ao menos até que as condições mais prósperas da nação permitam a construção de um outro edifício obedecendo às regras da arte e da ciência. Sem dúvida, muito melhor teria sido abandonar em tempo a infeliz ideia de aproveitar o Convento dos Jesuítas, porque com o que tem-se gasto e com o que se há de ainda despender, ter-se-ia hoje um estabelecimento no qual a simplicidade não excluiria as proporções agradáveis, nem o bom gosto mais adequado à dignidade e às necessidades da ciência.</em> (5)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2 de março de 1905, durante o Carnaval, um incêndio atingiu a parte antiga do prédio em que estava sediada a faculdade. Os laboratórios de química, de histologia, de medicina legal, de bacteriologia e de anatomia e fisiologia patológica, além da biblioteca e seus 22 mil volumes e da capela dos jesuítas, ficaram inutilizados. O salão nobre, a sala das congregações, o antigo arquivo, os corredores e as escadas também foram seriamente danificados. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 638px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12980" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12980/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0004de0031%20copy.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="628" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12980" target="_blank">Photo Lindemann &amp;Cª. Destruída no incêndio de 1905, a capela era consagrada e ornada com a vida deEstanislau Kostka, padre jesuíta polonês canonizado pelo Papa Bento XIII, em 1726. O retábulo do altar apresentava pinturas que datavam da primeira metade do século XVIII, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sinistro obrigou um projeto para a nova faculdade, encomendado ao arquiteto Victor Dubugras. As obras ficaram a cargo do engenheiro Teodoro Sampaio. O novo prédio foi oficialmente inaugurado no dia 3 de outubro de 1908, data do 1° centenário da Faculdade de Medicina da Bahia.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de institucionalização da medicina no Brasil teve início nas primeiras décadas do século XIX com a fundação das academias médico-cirúrgicas do Rio de Janeiro (1813) e da Bahia (1815), da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (1829) e da transformação das academias em faculdades de medicina (1832). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Munida desses propósitos, a Faculdade de Medicina da Bahia esteve envolvida nos principais movimentos sociais, a exemplo da Guerra do Paraguai (1864-1870), dando assistência aos soldados feridos e doentes, e da revolta de Canudos (1896-1897), quando estudantes dos cursos médico, farmacêutico e odontológico estiveram em campo apoiando os médicos militares responsáveis pelos hospitais de campanha. Durante o movimento de Canudos, a faculdade de medicina abrigou o hospital Vischow, um dos muitos instalados na cidade de Salvador que prestaram assistência às forças legalistas. Foi nessa ocasião que os sistemas de radioscopia e radiografia, trazidos da Europa pelo médico Alfredo Tomé de Brito, foram utilizados, pela primeira vez no Brasil, para localizar os projéteis nos ferimentos e proceder às cirurgias. Seus professores também tiveram atuação de destaque nas epidemias de febre amarela (1850) e de cólera-morbo (1855) que acometeram a província da Bahia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda metade do século XIX inaugurou a penetração da medicina na sociedade, incorporando o meio urbano como alvo de reflexão e prática médica, e a colocação da medicina como apoio científico ao exercício de poder do Estado. A Faculdade de Medicina da Bahia torna-se um espaço para as discussões científicas, bem como para ideias políticas e filosóficas que chegavam do Velho Mundo e, por sua vez, “<em>impulsionavam o progresso da ciência</em>” e as transformações sociais no contexto de um Estado escravocrata e aristocrático. Durante muito tempo, foi a única instituição de curso superior nessa província. Uma elite profissional foi se formando ao longo do Oitocentos com a missão de, por meio de seu saber, contribuir para melhorar as condições de saúde da população.(6)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os médicos procuravam mostrar que seu campo de conhecimento poderia servir como instrumento do progresso da civilização, promovendo os meios para combater as causas das más condições de saúde do país e situando seu saber nas mais diversas esferas da vida cotidiana. A aula inaugural da disciplina de terapêutica, proferida pelo médico Antônio Januário de Faria, publicada na </span><i><span style="font-weight: 400;">Gazeta Médica da Bahia</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 25 de março de 1867, deixa clara a proposta da edificação do saber médico como forma de auferir maior poder de intervenção na cidade e nos costumes de seus habitantes: “<em>A nossa missão</em>”, destinada a “<em>um fim santo, nobre e humanitário</em>”, é “<em>aliviar o infeliz enfermo das angústias da dor</em>”, o que só poderia ser bem cumprido com o “<em>labor incessante dos operários da ciência em favor da humanidade</em>”.(7)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elite médica, ao tornar o conhecimento um instrumento de aperfeiçoamento do gênero humano, procurou colocar a medicina ao alcance dos desafios que a saúde pública enfrentava, numa época em que as epidemias provocavam cada vez mais estragos em uma população em franco crescimento. (8)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, emerge uma nova política científica, baseada, em grande medida, nas pesquisas experimentais e rejeitando o determinismo racial e climatológico e a ideia de que os habitantes dos trópicos degeneravam irreversivelmente. Uma medicina de cunho social associava os males que acometiam a população baiana à falta de higiene urbana e à péssima qualidade de vida nas habitações coletivas. A interdição de cortiços, por exemplo, não disciplinava os pobres, mas sim provocava o seu deslocamento para áreas sem valor imobiliário. Construíam suas habitações próximo aos locais em que tinham facilidade maior para trabalhar, principalmente nas imediações das feiras e casas de famílias mais abastadas. A circulação desse contingente de pobres no centro da cidade preocupava as autoridades e era motivo de críticas diárias nos jornais, vocalizando o incômodo das elites e direcionando o debate para a criação de políticas de controle social que visavam estabelecer novos costumes. (9)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um grupo de médicos acabava, assim, por desafiar a tradição do ensino e da prática médica baseada na reprodução do saber médico europeu, principalmente de origem francesa, dando início a um exercício da medicina que ficou conhecido na Bahia como Escola Tropicalista. Desenvolveram trabalhos sobre as descobertas relacionadas à ancilostomíase, à filariose (elefantíase), ao ainhum (alteração nos dedos do pé), o que contribuiu para a promoção de debates sobre parasitologia e algumas doenças como beribéri, tuberculose, lepra, dracunculose e maculo.(10)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da Faculdade de Medicina da Bahia, identificavam-se com as linhas de pensamento tropicalistas Antônio José Alves (pai do poeta Castro Alves e professor de cirurgia), Antônio Januário de Faria (professor de clínica médica), Antônio Pacífico Pereira, seu irmão Manuel Vitorino Pereira e Raimundo Nina Rodrigues. Otto Edward Henry Wucherer, John Ligertwood Paterson e José Francisco da Silva Lima, apontados como fundadores da Escola Tropicalista Baiana, costumam ser considerados os introdutores da medicina experimental no Brasil.(11)</span><span style="font-weight: 400;"> Em vez da nosologia (classificação das doenças) abstrata feita da combinação de vários sintomas, classificados em ordens e gêneros como o faziam os naturalistas, os “<em>tropicalistas</em>” observavam a própria moléstia com a sua etiologia esclarecida, acompanhada do seu conjunto de sintomas.</span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13009" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13009/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0025de0031%20copy.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13009" target="_blank">Photo Lindemann &amp;Cª. Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia. Laboratório de anatomia descritiva, 1903. NIna Rodrigues está de jaleco branco. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional </a></p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">Nina Rodrigues desenvolveu estudos anatomopatológicos, dedicando-se à pesquisa sobre o beribéri. Publicou artigos na </span><i><span style="font-weight: 400;">Gazeta Médica da Bahia</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre a incidência de doenças que mais afligiam os brasileiros e a necessidade da reforma do sistema de saúde naquele estado.</span><span style="font-weight: 400;"> (12) Considerando inviável a realização do exercício da medicina segundo aquele modelo médico “<em>tropicalista</em>”, Raimundo Nina Rodrigues afastou-se do grupo em 1897, dirigindo seus estudos para a biossociologia brasileira, na qual o aspecto biológico era entendido como determinante do social. Introduziu em suas pesquisas médicas elementos e categorias das ciências sociais, em particular da antropologia. Sua produção científica foi reconhecida e respeitada devido, em parte, ao pioneirismo nos estudos dedicados à cultura afro-brasileira. De acordo com Julyan Peard, ao enfatizar o estudo sobre os africanos no Brasil, considerando-o central para a melhor compreensão das disciplinas de medicina e de direito, Nina Rodrigues focalizou uma realidade que a intelectualidade baiana preferia ignorar.</span></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Os álbuns fotográficos da Faculdade de Medicina da Bahia</span></strong></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/393" target="_blank">Acessando o link para as imagens do <i><span style="font-weight: 400;">Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia com fotos de Lindemann &amp; C</span></i> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12976" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12976/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0001de0031%20copy%20%281%29.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12976" target="_blank">Photo Lindemann &amp;Cª. Capa do Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/394" target="_blank">Acessando o link para as imagens do álbum <em>Faculdade de Medicina da Bahia </em>sem autoria disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/394" target="_blank"> </a></p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/394" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12995/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0001de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12995" target="_blank">Capa do Álbum 1ª Faculdade de Medicina da Bahia, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>É Nina Rodrigues que figura em ao menos três fotografias do álbum assinado por Lindemann &amp; C. Duas delas o colocam no centro da cena, em atividade, em meio a ossos e órgãos que examina e manipula, enquanto, na sala de dissecções, senta-se a um canto do vasto salão organizado em torno de cinco bancadas ocupadas com cadáveres. Os corpos e órgãos dispostos nos laboratórios de anatomia médico-cirúrgica e de anatomia descritiva davam seguimento à prática da “<em>medicina empírico-racional</em>”, afirmada como disciplina desde a reforma da Universidade de Coimbra e incorporada na fundação da Escola de Cirurgia do Hospital Militar, em 1808. Poucos anos depois, uma série de fascículos publicados trazia descrições anatômicas e é com o professor inglês Johannes Abbot que a prática de dissecação de cadáveres humanos é introduzida de fato no ensino médico no país.(13)</p>
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<div style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13010" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13010/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0026de0031%20copy%20%281%29.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="550" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13010" target="_blank">Photo Lindemann &amp;Cª. Raimundo Nina Rodrigues (1862-1906) no laboratório de anatomia médico-cirúrgica, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que a existência dos laboratórios, vale refletir sobre a sua exposição em álbum, a composição da cena, o direcionamento do olhar. Em contraste com uma série de ambientes, a exemplo da biblioteca ou da sala da congregação, ausentes de pessoas vivas, os laboratórios exibem cadáveres, órgãos em planos e enquadramentos que os privilegiam sem qualquer mediação visual para o receptor porventura leigo. Ainda que as instalações dos primeiros anos do século XX permanecessem insuficientes para muitos, e certamente para Nina Rodrigues, o álbum respondia às avaliações sobre a faculdade e às necessárias reformas, desde o final do século XIX, quando Rodrigues ingressa no curso de medicina. Um relatório do diretor da instituição, de 31 de janeiro de 1903, admitia a “<em>deficiência com que estão montados os laboratórios</em>”, passível de ser mitigada mediante recursos financeiros, e destacava a instalação elétrica como instrumento de transformação decisiva para o ensino nos laboratórios. Quanto ao ensino prático, dependente de cadáveres, elevou-se a quantidade disponível para 215, em vez dos 187 do ano anterior, “<em>longamente aproveitados por meio de injeções conservadoras</em>”, sendo estes um dos elementos distintivos da modernização da Faculdade de Medicina naquele ano, o que concorre também para reforçar a datação do álbum em 1903.</span><span style="font-weight: 400;"> (14)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras áreas da faculdade, enquadradas na tarefa de documentar fotograficamente o ensino e a pesquisa ali desempenhados, reforçam a pesquisa anatômica e os estudos em medicina legal, com a análise de corpos, a exposição dos “<em>desvios da natureza</em>”, os usos da craniometria. Reservado à “<em>medicina legal e toxicologia</em>”, disciplina ministrada por Nina Rodrigues, um lombrosiano, e introdutor da antropologia criminal, o salão, tal como fotografado, concentrava sobre uma mesa meia dúzia de crânios, enquanto no interior de um armário envidraçado, um esqueleto completo mantém-se na vertical, remetendo-nos à obra, de 1555, do médico André Vesale. Professor da Universidade de Pádua, na Itália, Vesale ficou conhecido como o reformador da anatomia, dissecando com as próprias mãos, utilizando o corpo humano para demonstrações, valendo-se de modelos vivos, animais, desenhos e esqueletos, uma referência nos séculos subsequentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fundo desse gabinete, as palavras de Alfred Swaine Taylor (15),</span><span style="font-weight: 400;"> autor de um manual de jurisprudência médica publicado na Inglaterra, em 1844, advertem que um médico poderia ser subitamente confrontado em um tribunal com perguntas as quais ele, sentindo-se seguro, “<em>no canto mais isolado do reino</em>”, e durante um longo período de sua prática, nunca considerou importantes. A citação convoca à empiria, à investigação, como exigências para o exercício desse campo da medicina, encimando os crânios enfileirados e o esqueleto humano. Pode-se reconhecer aqui algo da “<em>visão determinista biológica, com vínculos estreitos com a antropologia física do século XIX</em>”, e de expressiva influência no campo da medicina legal, “<em>particularmente nos trabalhos do ‘médico antropólogo”</em> Nina Rodrigues e seus &#8220;<em>discípulos</em>”, como destaca Marcos Chor Maio.(16)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas pranchas do museu da faculdade mostram salas despovoadas com vitrines nas quais podemos distinguir corpos – meio tronco e cabeça, pernas. Diferentes mobiliários destinados ao museu guardam partes de cadáveres humanos, aqui, diferentemente, não são esqueletos, conduzindo-nos de volta às salas de anatomia ou ao anfiteatro, imagem em si recorrente na área das ciências da vida. No “<em>anfiteatro</em> <em>1</em>”, sem nenhuma audiência, sugerindo que uma demonstração irá começar, o olhar é atraído para o corpo exposto sobre uma mesa. A série de corpos, crânios e esqueletos, central nessas fotografias, qualifica esses espaços e nos conduz aos fundamentos da Escola Tropicalista Baiana, presidida pela ideia de experimentação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inseridos na coleção denominada Fotografias Avulsas, os álbuns têm procedência desconhecida, não se tendo registro da trajetória desses dois artefatos, sua história arquivística. Encapado em vermelho, com uma etiqueta em vermelho escuro e letras douradas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (BR RJANRIO O2.0.FOT.491) é composto de 31 fotografias, acompanhadas, em cada página, da marca “<em>Ph. Lindemann &amp; Cº. Largo do Theatro 92. Bahia</em>” e sem indicação da data de produção. Já o conjunto em capa vermelha e letras douradas intitulado “<em>1ª Faculdade de Medicina da Bahia</em>” (BR RJANRIO O2.0.FOT.492) compõe-se de oito fotografias e oito desenhos de fachadas e plantas. Na capa, a data de 3 de outubro 1903, e, da mesma forma, ignora-se sua história arquivística, além de não haver a indicação do fotógrafo ou estúdio responsável. O dia 3 de outubro, data de fundação da Faculdade de Medicina, vinha ao encontro do ano de 1903, quando, como foi dito, a faculdade passa a contar com o sistema de eletricidade, e são apresentados o salão nobre, a sala dos professores e o gabinete do diretor com nova decoração e “<em>embelezamento</em>”, justificando, assim, a edição do álbum que não contém a data, podendo-se, afinal, arriscar que os dois conjuntos possuam o mesmo ano de edição.(17)</span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12979" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12979/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0491_m0003de0031%20copy.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12979" target="_blank">Salão nobre, ou salão dos atos solenes, decorado por lustres, pelo mobiliário e alfaias, que conferem requinte e beleza. No teto o símbolo da bandeira da Faculdade de Medicina da Bahia formado pelo bordão de Esculápio, entrançado por dois ofídios, ornado por um ramalhete de café e por um ramo de fumo. A escolha da insígnia deu- se em 1826, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto mais extenso e não datado traz a assinatura de Lindemann &amp; Co, ateliê fotográfico de Rodolpho Lindemann, funcionando no largo Castro Alves, 92, em Salvador, anteriormente largo do Teatro, no século XIX. Lindemann, então associado de Guilherme Gaensly, mudou-se para esse endereço em 1894, e esse foi o local e o nome da casa comercial por muitos anos, mesmo após ter passado a outros proprietários. Como indica Boris Kossoy (18),</span><span style="font-weight: 400;"> a sociedade com Gaensly dissolveu-se em 1900 e foi admitido no lugar o “<em>seu antigo empregado, sr. Alfredo Borges, constituindo-se a firma social Lindemann &amp; C.</em>” Em 1903, a Lindemann &amp; Co é assim relacionada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Almanak do Estado da Bahia: Administrativo, Indicador e Noticioso </span></i><span style="font-weight: 400;">(19)</span><span style="font-weight: 400;"> e, no ano seguinte, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Correio do Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> já se refere ao “<em>Sr. Alfredo Leitão Borges, estimado proprietário da photographia Lindemann</em>”(20).</span><span style="font-weight: 400;"> Deve-se considerar que as informações obtidas nesses periódicos são instáveis. No mesmo ano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Almanak Laemmert</span></i><span style="font-weight: 400;"> do estado da Bahia elenca entre “<em>fotógrafos e retratistas</em>” a firma Gaensly &amp; Lindermann na praça Castro Alves, o que perdura por mais quatro anos no mínimo, sabendo-se que a empresa, com tal razão social, não existia mais. Em 1903, ano chave para os álbuns referidos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de Notícias</span></i><span style="font-weight: 400;">, publicado na Bahia, traz matéria sobre a Photographia Lindemann &amp; C. situada no número 92 da Praça Castro Alves. Tratado como “<em>o mais antigo da capital</em>”, o estabelecimento teria um sócio residente na Europa encarregado de remeter por todos os vapores “<em>as mais minuciosas notícias de tudo que de novidade vai aparecendo na arte fotográfica</em>”, além de enviar material, garantindo a adoção dos melhoramentos em voga nas capitais europeias. O estúdio oferecia a fototipia, fotogravura, fotogalvanoplastia, platinotipia, e estava apto a “<em>trabalhos fora do ateliê como retratos ou grupos ao ar livre, de colégios, escolas, regatas, festas de igrejas ou profanas, cadáveres e tudo o mais que desejar-se possa</em>”.(21)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode-se presumir que em 1903 o ateliê já estivesse aos cuidados de Alfredo Borges. Ainda que sua direção seja incerta nesse período, tudo indica que contava com equipamentos condizentes e era respeitado, oferecendo uma gama de serviços, entre os quais a fotografia de cadáveres, que continuava a ser uma prática, desde o século XIX, de registro de mortos, por vezes simulando estarem vivos. Dois anos antes, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário do Maranhão</span></i><span style="font-weight: 400;"> trazia a notícia de que Gaensly e Lindemann haviam fotografado “<em>uma criança natimorta e hermafrodita, que estava despertando a curiosidade da população e de médicos, dentre eles o professor de medicina legal, o maranhense Nina Rodrigues</em>”.(22)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os laboratórios mantidos na faculdade, a sala repleta de armários com aves taxidermizadas, algumas ornamentando o topo do mobiliário, como dois pavões e uma ave de rapina, conduzem-nos à origem das coleções de história natural, às viagens e expedições iniciadas no setecentos, aos sistemas de classificação e de nomenclatura em disputa a partir da época moderna. Um dos primeiros fins da botânica foi a medicina que, conjugada à observação e dissecação de seres vivos, tornou frequente a figura do médico naturalista, muitas vezes à frente de gabinetes e coleções de história natural. A partir dessas práticas desejaram responder a questões como a reprodução dos seres vivos, os desvios da natureza, bem como a sua imutabilidade, entre outros dilemas que se impuseram à ciência dos séculos XVIII e XIX. Inseparáveis de tais coleções, as viagens configuram uma das etapas da sua formação, nas quais se previa uma série de procedimentos, do diário aos desenhos, a conservação dos espécimes recolhidos e, tão importante quanto, a identificação, classificação e atribuição dos nomes científicos e vulgares, bem como dos usos possíveis. O acervo reunido no laboratório da Faculdade de Medicina da Bahia continha, muito provavelmente, peças doadas pelo viajante francês Jean-Baptiste Douville, em 1835. O destino do “<em>Gabinete Douville</em>” era o Liceu Provincial, um projeto da administração do governo da cidade do Salvador, em funcionamento efetivo em 1837, mas sempre em contraponto às coleções e aos projetos da faculdade. Embora tendo conhecido um período de progresso, o liceu passaria por um esfacelamento nos anos 1870, abrindo caminho para o intercâmbio de coleções com a Faculdade de Medicina.(23)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda metade do século XIX, as coleções de história natural vinculam-se especialmente à medicina tropical, retraçando o eixo entre as doenças e o meio natural do Novo Mundo. O processo deflagrado pela descoberta de animais invertebrados, “<em>principalmente insetos, como hospedeiros intermediários de vermes, protozoários e outros microrganismos causadores de doenças em homens e animais passou a direcionar o olhar dos coletores para grupos de animais até então negligenciados pelos museus de história natural</em>”(24).</span><span style="font-weight: 400;"> Assim, a natureza, a partir de seus vetores, começa a ser encarada como um depósito de doenças tipicamente tropicais, sendo exemplares sob esse aspecto as trajetórias do Instituto Oswaldo Cruz e do Museu Nacional na construção da disciplina medicina tropical, como estabelece Magali R. Sá. Qualquer que fosse o lugar ocupado pelo Laboratório de História Natural nos debates em torno da relação entre natureza e doença, com seus armários e vultos que guardavam a memória dos séculos XVIII e XIX, sua representação no conjunto analisado impõe o debate que atravessou a medicina nos anos 1900 no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dispositivo ótico em si, o álbum documenta a própria relação entre a fotografia e a medicina, seja pelos registros obtidos ou, mais especificamente, pela utilização dessa técnica no campo da medicina. Em seus primórdios, sobretudo a partir do daguerreótipo, foram muitas as dificuldades para aplicação do registro fotográfico à pesquisa científica de modo geral, visto que suas limitações, como manejo da aparelhagem, sensibilização das placas, tempo de exposição etc., afetavam a produção desses formatos. Ainda assim, lembra James Roberto Silva, a invenção foi acolhida com entusiasmo, possibilitando maior exatidão, superior à do desenho: “<em>ela preenchia uma espécie de vácuo epistemológico das ciências, representado pelos preceitos de objetividade que elas impunham a si mesmas</em>”(25).</span><span style="font-weight: 400;"> A incorporação da técnica fotográfica no ensino e na prática médica consolida-se na edificação, cujo letreiro “<em>Ateliê Fotográfico</em>”, identifica a casa, datada com o ano de 1903. O ateliê foi tema da coluna dedicada à Faculdade de Medicina, no </span><i><span style="font-weight: 400;">Correio do Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 1º de setembro de 1903, sobre o contrato para sua construção, e, no mesmo ano, em matéria sobre a comemoração, do 71° aniversário da instituição. O jornal descreveu, além das solenidades e da demonstração da eletricidade e outros equipamentos, o advento de um estúdio “<em>de primeira ordem, para o qual recebeu já uma excelente máquina e profusão de chapas, papéis sensíveis, substâncias químicas, etc., etc.</em>”(26)</span></p>
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<div style="width: 638px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13015" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13015/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0017de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="628" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13015" target="_blank"> Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia. Ateliê fotográfico, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A descoberta, revolucionária, de raios que atravessavam objetos e deixavam impressões em chapas fotográficas – o raio X, em 1895, pelo cientista alemão Wilhelm Conrad Röentgen (27)–</span><span style="font-weight: 400;"> promovia a técnica fotográfica em mais uma aplicação científica. Em julho de 1903, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Gazeta da Bahia</span></i><span style="font-weight: 400;">, órgão editado pelos professores da Faculdade da Bahia fundado em 1866, publica o “<em>Estudo sintético da exploração da clínica radiológica</em>” pelo dr. João A. G. Froes. Nesse artigo são listados os principais aparelhos empregados, sendo interessante anotar a “<em>câmara escura para os trabalhos de radioscopia [&#8230;] indispensável para o desenvolvimento das provas radiográficas, devendo ser modelada pelas câmaras escuras da fotografia comum e provida de reveladores, fixadores, etc.</em>”, e o item dedicado ao “<em>material necessário para revelar e fixar as placas, bem como papéis sensíveis para obtenção das fotocópias, de que estão aqui diversos exemplares inteiramente originais, alguns dos quais representam casos autênticos da luta de Canudos em 1897</em>”.(28)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A rápida assimilação do raio X na medicina pode ser atestada pela existência do Gabinete Rotgens, espaço de uma das fotografias que formam o álbum anônimo de 1903. A sala, que comporta uma estrutura aparentemente dedicada à câmara obscura, exibe diversos aparelhos e medidores. Dois homens, possivelmente médicos, encaram a objetiva, sentados a uma mesa repleta de objetos, como microscópios, e acoplada a bobinas e outros dispositivos. É de se notar a imagem emoldurada na parede, dos ossos da mão, obtida pelo raio X – o mesmo teste que Rotgens fez com a mão de sua esposa, confirmando suas hipóteses.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13011" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13011/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0005de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13011" target="_blank">Álbum da Faculdade de Medicina da Bahia. Gabinete Rotgen, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início do século XX, o estabelecimento de novos padrões de comportamento e hábitos de higiene incluiu em seu escopo a prática do parto hospitalar ou a medicalização do parto, concorrendo para a construção da Maternidade Climério de Oliveira, prevista desde a reforma do ensino médico de 1854, a maternidade-escola da Faculdade de Medicina da Bahia. Grande parte das mulheres continuava a preferir a assistência de parteiras, uma vez que permitir que uma mulher fosse cuidada por um médico em um lugar fora da esfera doméstica era visto com desconfiança e certa reprovação. Apenas mulheres mais pobres, indigentes, prostitutas e mães solteiras recorriam às santas casas.(29)</span><span style="font-weight: 400;"> Na tentativa de romper o ceticismo, estabelecer novos padrões para a prática de partos em hospitais e diminuir a distância entre médicos e parteiras na atividade da obstetrícia, com frequência se permitia a presença de parteiras no centro cirúrgico acompanhando os procedimentos médicos.</span><span style="font-weight: 400;"> (30) A maternidade Climério Cardoso de Oliveira, em homenagem ao professor de clínica obstétrica e ginecológica, só se concretizou em 30 de outubro de 1910, inaugurada em terreno doado pela Santa Casa de Misericórdia, no atual bairro de Nazaré, ao lado do Hospital Santa Isabel. Sua edificação sensibilizou as camadas mais abastadas, que adotaram a causa como um benefício social. Em 1903, ano em que tiveram início as obras, fundou-se um comitê de senhoras, que reunia mulheres da sociedade, para montar estratégias de arrecadação de fundos. Dentre as iniciativas destacou-se a e</span><span style="font-weight: 400;">xibição de uma série de peças teatrais, no Teatro Politeama, cujo tema era “<em>A Maternidade</em>”, de autoria do próprio dr. Climério de Oliveira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre ambientes que remetem aos espaços privilegiados da ciência moderna, como o museu, o anfiteatro, laboratórios, gabinetes e a biblioteca, os álbuns da Faculdade de Medicina abrem também portas e janelas para a cidade. Assim, na entrada da biblioteca, a Fotografia Lindemann incluiu um homem negro e três meninos, um deles descalço, que posam para as lentes. No mesmo álbum, na imagem de abertura, “<em>Faculdade de Medicina e Praça XV de Novembro</em>”, no entorno da praça gradeada, temos vultos da gente que passa carregando volumes, outros conversando nas calçadas, um pouco indiscerníveis, pontuando o sítio histórico do antigo Colégio dos Jesuítas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em “<em>Colocação da pedra da maternidade</em>”, a fotografia dá a ver uma imagem sobre a qual podemos pensar se constitui contraste ou complemento. No terreno destinado, alinham-se os convidados para a solenidade, em trajes formais. Um homem carrega o estandarte e a faixa da Faculdade de Medicina da Bahia, enquanto a única mulher presente interrompe a homogênea linha masculina. À esquerda, quebrando a unidade do evento, poucos homens (que podem ser trabalhadores da obra) e crianças, todos negros, roupas claras e gastas. Apenas quinze anos depois da abolição formal da escravidão, as ruas e a população pobre de Salvador dos primeiros anos do século XX confrontam o saber médico e a República.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13013" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13013/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0492_m0010de0017.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13013" target="_blank">Prevista desde a reforma do ensino médico de 1854, a maternidade-escola da Faculdade de Medicina da Bahia só se concretizou em 30 de outubro de 1910, inaugurada em terreno doado pela Santa Casa de Misericórdia, no atual bairro de Nazaré, ao lado do Hospital Santa Isabel, com o nome de Maternidade Climério Cardoso de Oliveira, em homenagem ao professor de clínica obstétrica e ginecológica, 1903. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) Cf. Escola de Cirurgia da Bahia. Disponível em:</p>
<p>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php/ESCOLA_DE_CIRURGIA_DA_BAHIA.</p>
<p>(2) Teixeira, Rodolfo. <em>Memória histórica da faculdade de medicina do Terreiro de Jesus (1943-1995)</em>. 3. ed. Salvador: EDUFBA, 2001. Disponível em: https://repositoriodev.ufba.br/bitstream/ri/16773/1/memoria-historica-faculdade-medicina.pdf.</p>
<p>(3) Santos, Adailton Ferreira dos. <em>A Faculdade de Medicina Bahia: percurso e reforma do ensino no século </em><em>XIX.</em> Disponível em:</p>
<p>https://histedbrantigo.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario8/_files/YOZZeNJy.pdf.</p>
<p>(4) Brito, Alfredo. <em>Memória histórica da Faculdade de Medicina da Bahia no ano lectivo de 1900 a 1901.</em> Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1904, p. 35. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/595776/000134488_Memoria_historica_Faculdade_Medicina_Bahia.pdf?sequence=1&amp;amp;isAllowed=y.</p>
<p>(5) Cerqueira, Alexandre. Memória histórica da Faculdade de Medicina da Bahia, 1904, p. 44. Disponível em: https://repositoriodev.ufba.br/handle/ri/26537?locale=pt_BR.</p>
<p>(6) Pela Faculdade de Medicina da Bahia passaram nomes de reconhecimento internacional, entre eles Juliano Moreira (1886-1891), introdutor do pensamento de Freud no Brasil, e Nise da Silveira (1921-1926), discípula de Jung e que contribuiu para a humanização de métodos psiquiátricos. Em 1887, agaúcha Rita Lobato Velho Lopes (1866-1954) tornou-se a primeira mulher brasileira e a segunda latino-americana a obter diploma de médica, após defender a tese Paralelo entre os métodos preconizados na operação cesariana nessa faculdade.</p>
<p>(7 ) Em seu primeiro número, em 10 de julho de 1866, foram publicados os objetivos desse periódico: “<em>O nosso propósito é simplesmente o seguinte: concentrar, quanto for possível, os elementos ativos da classe médica, a fim de que, mais unidos e fortificando-se mutuamente, concorram para aumentar-lhe os créditos, e a consideração pública; difundir todos os conhecimentos que a observação própria ou alheia nos possa revelar; acompanhar o progresso da ciência nos países mais cultos; estudar as questões que mais particularmente interessam ao nosso país; e pugnar pela união, dignidade e independência da nossa profissão</em>.” Escola Tropicalista Baiana. Disponível em: https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php/ESCOLA_TROPICALISTA_BAIANA.</p>
<p>(8) Eugênio, Alisson. <em>A medicina ilustrada e sua recepção pelos médicos que atuavam no Brasil do século XIX</em>. Revista de História, Juiz de Fora, v. 20, n. 2, p. 163-190, 2015.</p>
<p>(9) Amaral, Marivaldo Cruz do. <em>Mulheres, imprensa e higiene: a medicalização do parto na Bahia (1910-1927)</em>. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 15, n. 4, p. 927-944, out.-dez. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/hcsm/a/ky5LR4DM8d9MsCQJ3rvnfJq/?format=pdf&amp;amp;lang=pt.</p>
<p>(10) Cf. Escola Tropicalista Baiana. Disponível em:</p>
<p>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php/ESCOLA_TROPICALISTA_BAIANA.</p>
<p>(11) Para dados biográficos sobre esses médicos, acessar https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/.</p>
<p>(12) Raimundo Nina Rodrigues foi diretor da <em>Gazeta Médica da Bahia</em> de 1890 a 1893.</p>
<p>(13) Talamoni, Ana Carolina Biscalquini; Bertolli Filho, Claudio. A anatomia e o ensino de anatomia no Brasil: a escola boveriana. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 21, n. 4, out.-dez. 2014, p. 1.301-1.322. Disponível em: https://www.scielo.br/j/hcsm/a/VQ7BzLwXSrcbjpsCyzKmb9L/.</p>
<p>(14) Apud Britto, Antonio Carlos Nogueira. Nota histórica: a Faculdade de Medicina da Bahia na época de Nina Rodrigues. <em>Gazeta Médica da Bahia</em>, 76, 2006, Suplemento 2:S63-S79. Disponível em: http://gmbahia.ufba.br/index.php/gmbahia/article/view/310/300.</p>
<p>(15)“<em>A medical practitioner who thinks himself secure in the most retired corner of the kingdom is liable to find himself suddenly summoned as a witness on a trial to answer questions which pehaps during a long period of practice he had been led to regard as unimportant</em>.”</p>
<p>(16) Maio, Marcos Chor. <em>Raça, doença e saúde pública no Brasil: um debate sobre o pensamento higienista do século XIX</em>. In: Monteiro, S.; Sansone, L. (org.). <em>Etnicidade na América Latina: um debate sobre raça, saúde e direitos reprodutivo</em>s [online]. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2004, p. 14-44. Disponível em: http://books.scielo.org/id/dcc7q/epub/monteiro-9788575416150.epub.</p>
<p>(17) Martin, Adriana Monica; Righi, Roberto. <em>Memórias da Faculdade de Medicina da Bahia para o patrimônio das Ciências Médicas no Brasil.</em> Cadernos de História da Ciência, v. 12, n. 2, p. 74-108, 2016.</p>
<p>(18)Kossoy, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002, p.208.</p>
<p>(19) Photographias. Disponível em:</p>
<p>https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829536&amp;pesq=%22Lindemann&amp;hf=memoria.b</p>
<p>n.br&amp;amp;pagfis=1843.</p>
<p>(20) Necrologia. Disponível em:</p>
<p>https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=721069&amp;pesq=%22Lindemann&amp;hf=memoria.b</p>
<p>n.br&amp;amp;pagfis=561.</p>
<p>(21) Cf. Photographia Lindemann &amp;amp; C. Disponível em:</p>
<p>https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=098167&amp;pesq=%22Lindemann%22&amp;pasta=ano</p>
<p>%20190&amp;amp;hf=memoria.bn.br&amp;amp;pagfis=105.</p>
<p>(22) Apud Wanderley, Andrea. Cronologia de Guilherme Gaensly (1843-1928). In: Brasiliana Fotográfica.<br />
Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=guilherme-gaensly.</p>
<p>(23) Cf. Cerávolo, Suely Moraes; Rodriguez, Mariana Cerqueira. <em>Colecionismo na Bahia oitocentista: o Gabinete de História Natural (1835-1889).</em> Revista Brasileira de História da Ciência, Rio de Janeiro, v. 11, n. 2, p. 197-212, jul.-dez. 2018. Disponível em: https://rbhciencia.emnuvens.com.br/revista/article/view/87/60 .</p>
<p>(24) Sá, Magali Romero. <em>A ciência, as viagens de coleta e as coleções: medicina tropical e o inventário da história natural na Primeira República</em>. In: Heizer, Alda; Videira, Antônio Augusto P. (org.). Ciência, civilização e república nos trópicos. Rio de Janeiro: Mauad X; Faperj, 2010, p. 213.</p>
<p>(25) Silva, James Roberto. <em>Doença, fotografia e representação: revistas médicas em São Paulo e Paris, 1869-1925</em>. São Paulo: Edusp, 2009, p. 111.</p>
<p>(26)<em> Correio do Brasil</em>, Bahia, 5 de outubro de 1903. Disponível em:</p>
<p>https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=721069&amp;pesq=Atelier%20Photographico&amp;</p>
<p>pasta=ano%20190&amp;amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;amp;pagfis=137.</p>
<p>(27) Nossa capa: <em>Wilhelm Röntgen e a criação dos raios X</em>. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina<br />
Laboratorial, v. 45, n. 1, fev. 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1676-24442009000100001.</p>
<p>(28) Lição professada na Faculdade de Medicina da Bahia pelo dr. João A. G. Froes, substituto da seção médica. <em>Gazeta Médica da Bahia</em>, julho 1903, v. XXXV, n. 1. Disponível em:<br />
https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=165646&amp;amp;pesq=R%C3%B6entgen&amp;amp;pagfis=17572. Coincide com o artigo publicado a versão contemporânea sobre o uso da radiologia, em 1897, pelo professor Alfredo Brito (1863-1909), da Faculdade de Medicina da Bahia, que realizou na província “a primeira radiografia no campo de batalha, durante a Guerra de Canudos, para localizar projéteis de arma de fogo nos combatentes. Foram realizadas 98 radiografias e radioscopias em 70 feridos”. Cf. <em>A origem da radiologia no Brasil</em>, segundo Aristides Negretti. Conter, 28 de outubro de 2014. Disponível em: https://conter.gov.br/site/noticia/01-nossa-historia#:~:text=%E2%80%9CEm%201897%2C%20o%20professor%20Alfredo,arma%20de%20fogo%20nos%20combatentes.</p>
<p>(29)Mott, Maria Lúcia. <em>Assistência ao parto do domicílio ao hospital (1830-1960)</em>. Projeto História, v. 25, 2002, p. 198. Disponível em https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/10588/7878.</p>
<p>(30) Amaral, M. C., op. cit., p. 932.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*<span style="font-weight: 400;">Claudia Beatriz Heynemann é historiadora do Arquivo Nacional</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span>Maria Elizabeth Brêa Monteiro é antropóloga do Arquivo Nacional</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O fotógrafo Paul Erbe</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Nov 2023 12:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[A arquivista Daniella Gomes dos Santos e a doutora em História Maria Isabel Lenzi, ambas do Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos contam sobre o trabalho de pesquisa que realizaram em busca de informações sobre um fotógrafo chamado Paul Erbe, que atuou no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. O Museu Histórico Nacional possui dois álbuns fotográficos de Erbe, além de três retratos realizados por ele na década de 20. Um dos álbuns, com 11 paisagens do Rio de Janeiro produzidas na década de 10, pertenceu ao alemão Karlheinz Klintworth e foi adquirido em 1998. O outro tem 20 imagens do Mosteiro de São Bento realizadas nos anos 20.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A arquivista Daniella Gomes dos Santos e a doutora em História Maria Isabel Lenzi, ambas do Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos contam sobre o trabalho de pesquisa que realizaram em busca de informações sobre um fotógrafo chamado Paul Erbe, que atuou no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. O Museu Histórico Nacional possui dois álbuns fotográficos de Erbe, além de três retratos realizados por ele na década de 20. Um dos álbuns, com 11 paisagens do Rio de Janeiro produzidas na década de 10, pertenceu ao alemão Karlheinz Klintworth e foi adquirido em 1998. O outro tem 20 imagens do Mosteiro de São Bento realizadas nos anos 20.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O fotógrafo Paul Erbe</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Daniella Gomes dos Santos e Maria Isabel Ribeiro Lenzi*</p>
<p>Neste artigo relatamos o trabalho de pesquisa em busca de informações sobre um fotógrafo chamado Paul Erbe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34264" style="width: 439px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/26028" target="_blank"><img class="wp-image-34264 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erbe9.jpg" alt="erbe9" width="429" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/26028" target="_blank"><em>Fon-Fon!</em>, 7 de outubro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A investigação iniciou-se após revisão de dados em diversos inventários das coleções sob a guarda do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional &#8211; MHN. Uma das atualizações feitas foi a de um álbum contendo onze fotografias com imagens do Rio de Janeiro, da década de 1910, com a identificação do fotógrafo Paul Erbe, que nós desconhecíamos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12065" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12065/ALico40.4.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="568" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12065" target="_blank">Paul Erbe. Lagoa Rodrigo de Freitas, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/373" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as 11 fotografias em sépia do álbum que pertenceu a Karlheinz Klintworth com fotografias de autoria de Paul Erbe do acervo do Museu Histórico Nacional e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12073" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12073/ALico40.1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12073" target="_blank">Paul Erbe. Canal do Mangue, 191. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse álbum pertenceu a Karlheinz Klintworth, cidadão alemão, que viveu no Brasil no período de 1957 a 1970 e foi oferecido ao MHN como sendo uma preciosidade. Após trocas de correspondências entre a direção do Museu e o proprietário das fotografias, foi verificada a relevância do material e a compra foi realizada através da Associação de Amigos do Museu Histórico Nacional no ano de 1998.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12069" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12069/ALico40.8.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="394" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12069" target="_blank">Paul Erbe. Vista panorâmica do Arpoador, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Notícia no <em>Jornal do Brasil</em> sobre a compra do álbum:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34249" style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_11&amp;pagfis=251185" target="_blank"><img class="wp-image-34249 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erbe.jpg" alt="Jornal do Brasil, de " width="629" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_11&amp;pagfis=251185" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de julho de 1997</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 655px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12064" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12064/ALico40.3.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="645" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12064" target="_blank">Paul Erbe. Praia de São Conrado, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Buscamos informações sobre Erbe no <em>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro</em> de Boris Kossoy, em que foi compilada a trajetória de fotógrafos e retratistas que documentaram o Brasil entre 1833 e 1910, mas não constam nessa obra informações sobre o fotógrafo.</p>
<p>Pesquisando na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, encontramos notícia de agosto de 1917, em que vários jornais, como <em>O Paiz</em>, <em>Gazeta de Notícias</em>, <em>Jornal do Commercio </em>e <em>Jornal do Brasil</em>, relatam um incêndio de grandes proporções que destruiu grande parte do edifício em que funcionava a redação do jornal <em>O Paiz</em>, na Avenida Branco, esquina com rua Sete de Setembro, no centro do Rio de Janeiro. Ocorre que, o ateliê fotográfico de Huebner Amaral, de quem Paul Erbe era sócio, também funcionava no prédio em que aconteceu o sinistro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34255" style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/38857" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34255" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erbe4.jpg" alt="Jornal do Brasil, 7 de agosot de 1917" width="459" height="377" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/38857" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de agosto de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34256" style="width: 192px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_10/53282" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34256" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erbe5.jpg" alt="Jornal do Commercio, 31de outubto de 1917" width="182" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_10/53282" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de outubto de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34258" style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/41706" target="_blank"><img class="wp-image-34258 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erber6.jpg" alt="erber6" width="574" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/41706" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de agosto de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Demos prosseguimento à pesquisa em sítios eletrônicos e encontramos um artigo de Mateus Duarte, tendo como objeto de estudo um álbum com fotografias de 1921 a 1936, produzidas por Paul Erbe. O álbum foi doado e dedicado à John Raschle pela diretoria da indústria <em>como prova reconhecimento à sua collaboração como director gerente nos dois primeiros anos da sociedade e como constante lembrança da sua pêssoa , </em>conforme escrito na dedicatória do dia 26 de novembro de 1936.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 561px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erbe12.jpg" alt="erbe12" width="551" height="383" /><p class="wp-caption-text">Álbum S.A. Cotonifício Gávea / Mapeamento sócio técnico e cultural da Gávea: o álbum de fotografia da S.A Cotonifício Gávea, página 10.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>São 45 fotografias de uma pequena fábrica localizada na Gávea, Rio de Janeiro. O autor relata em seu texto que não conseguiu muita informação sobre o fotógrafo e faz referência ao <em>Almanak Laemmert: Administrativo Mercantil e Industrial (RJ) </em>e ao <em>Jornal do Comércio</em> como fonte de pesquisa. Na edição de 1919 do J<em>ornal do Commercio</em> é noticiada a dissolução da sociedade com George Huebner (1862-1935). Paul Erbe, citado na matéria como Paulo Erbe, era sócio-gerente desde 1912, ficando como único proprietário do ateliê fotográfico, localizado na rua da Assembleia nº 100, a partir da interrupção da parceria. Presumimos que a ruptura da sociedade e a mudança de endereço tenha relação com o incêndio de 1917.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34250" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_10/49703" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34250" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erbe1.jpg" alt="O Paiz, 23 de novembro de 1919" width="302" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_10/49703" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de novembro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34251" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/80046" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34251" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erbe2.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1922" width="500" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/80046" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paul Erbe permaneceu na rua da Assembleia nº 100 até o final da década de 1920.  Ao longo deste decênio, grande parte de seus anúncios ofereciam ao público seu trabalho neste endereço no centro da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12078" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12078/EFi9%20capa.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="299" height="425" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12078" target="_blank">Propaganda do fotógrafo Paul Erbe, 1920.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todavia, no final da década, o fotógrafo faz o movimento rumo ao bairro que estava em franco crescimento: Copacabana. Encontramos, em 1929, no <em>Almanak Laemmert</em>, sua nova direção à rua República do Peru nº 100.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34254" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/101811" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34254" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erbe3.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1929" width="378" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/101811" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de 1923, aparecem diversos anúncios em que se faz referência ao trabalho de Paul Erbe em peças teatrais, cujos artistas tinham os retratos expostos nos saguões do teatro e no “estúdio Erbe”. Eram disponibilizados aos assinantes de frisas e camarotes, fotografias dos principais artistas das Companhias, produzidas pelo “magnífico trabalho da acreditada Photographia ERBE, Rua da Assembleia n.100”(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/16600" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de outubro de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/16088" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 15 de abril de 1924</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34259" style="width: 706px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/16600" target="_blank"><img class="wp-image-34259 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/erber7.jpg" alt="erber7" width="696" height="199" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/16600" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 2 de outubro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A única imagem que conseguimos encontrar do fotógrafo está na Revista <em>Fon-Fon! </em>- importante periódico que circulou nas primeiras décadas do século XX &#8211; é a que está publicada no início deste artigo. A <em>Fon-Fon!</em> apresentava a vida privada da sociedade burguesa e foi grande influenciadora do comportamento da elite carioca <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/26028" target="_blank">(<em>Fon-Fon!</em>, 7 de outubro de 1916</a>).</p>
<p>Nas buscas por mais informações, nos deparamos com trabalhos de Erbe em sites de leilões eletrônicos: fotografias de famílias e paisagens do Rio de Janeiro.</p>
<p>Mas voltando ao álbum, verificamos que aparece na capa o endereço do centro – rua da Assembleia, 100.  Deste modo, deduzimos que ele deve ter sido feito a partir de 1919, talvez na década de 1920. Porém, observando algumas fotografias, percebemos que são imagens da década de 1910. Em duas fotos, o Pão-de-Açúcar aparece sem os cabos que sustentam o bondinho.  Conseguimos visualizar as construções que estavam sendo feitas no alto dos morros da Urca e do Pão-de-Açúcar, mas ainda sem o bondinho que pouco depois levaria turistas para contemplar a paisagem carioca. Sabemos que a primeira parte do Caminho Aéreo do Pão-de-Açúcar foi inaugurado em 1912, de modo que provavelmente essas imagens são anteriores a este ano. Todavia, a montagem do álbum provavelmente é da década de 1920.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12072" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12072/ALico40.11.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12072" target="_blank">Paul Erbe. Vista panorâmica da Baía de Guanabara, c. 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Consta no processo de compra do álbum que um perito do arquivo histórico da Companhia de Navegação Hamburg-Sud, de Hamburgo, apontou que há uma imagem de um navio da referida companhia, que só trafegou na Baía da Guanabara em alguns meses no ano de 1914.  Nesta fotografia em que aparece o navio, o Pão-de-Açúcar fica bem visível sem o cabo do bondinho, de modo que constatamos um equívoco do perito nesta datação, a julgar pelo exposto acima.</p>
<p>O fato de o Morro do Castelo aparecer em uma das fotos corrobora a tese de que as fotografias são da década de 1910. Sabemos que aquele outeiro foi demolido em início dos anos de 1920 e o álbum traz uma fotografia em que o outeiro está intacto.  Então acreditamos que essas imagens são mesmo dos anos 1910, mas foram reunidas em álbum na década seguinte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12074" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12074/ALico40.2.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12074" target="_blank">Paul Erbe. Vista do Centro do Rio de Janeiro do alto do Morro do Castelo, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além do álbum citado neste artigo, o Arquivo Histórico do MHN preserva outro, contendo vinte fotografias com imagens do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14288"> Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro</a>, além de três retratos da década de 1920, todos produzidos por Paul Erbe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/372" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do outro álbum de fotografias de autoria de Paul Erbe com imagens do Mosteiro de São Bento e de três retratos também produzidos por ele pertencentes ao acervo do Museu Histórico Nacional e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12087" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12087/ALico12.4.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="564" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12087" target="_blank">Paul Erbe. Interior da Egreja (vista geral), 192?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 614px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12084" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12084/ALico12.1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="604" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12084" target="_blank">Paul Erbe. Egreja Abbacial de São Bento, 192?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não localizamos a quem pertenceu este outro álbum e um dos retratos. Já as outras duas fotografias constam a informação de seus doadores: uma foi doada em 1993 por Yeda Telles de Menezes, e é de um familiar da doadora; e a outra, doada em 1998, por José Pinto de Lima, é do próprio doador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12077" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12077/EFi9.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="580" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12077" target="_blank">Paul Erbe. Retrato de Julieta França Telles de Menezes, julho de 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12076" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12076/1123K.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12076" target="_blank">Paul Erbe. Retrato de José Pinto de Lima, 13 de setembro de 1923. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A terceira é do engenheiro e político Miguel Calmon (1879 &#8211; 1935), que foi ministro e secretário de Estado dos Negócios da Indústria, Viação e Obras Públicas durante a presidência de Afonso Pena (1847 &#8211; 1909) e de Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924); e também da Agricultura, Indústria e Comércio, do governo de Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12108" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12108/MCav7.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="592" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12108" target="_blank">Paul Erbe. Miguel Calmon, 192?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Daniella Gomes dos Santos é graduada em Arquivologia pela Unirio e arquivista do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional (IBRAM/MinC)</p>
<p>Maria Isabel Ribeiro Lenzi é doutora em História pela UFF e historiadora do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional (IBRAM/MinC)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>DUARTE, Mateus Sanches.<a href="https://www.puc-rio.br/ensinopesq/ccpg/pibic/relatorio_resumo2019/download/resumos/CCS/CSOC/CSOC-4837_Mateus%20Sanches%20Duarte.pdf" target="_blank"> <em>Mapeamento sócio técnico e cultural da Gávea: o álbum de fotografia da S.A Cotonifício Gávea</em>. </a> Disponível em: https://www.puc-rio.br/ensinopesq/ccpg/pibic/relatorio_resumo2019/download/relatorios/CCS/CSOC/CSOC-<br />
Mateus%20Sanches%20Duarte.pdf . Acesso em 11 de agosto de 2023.Acesso em 11 de agosto de 2023.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>ZANON, Marilia Cecilia. <em><a href="https://repositorio.unesp.br/handle/11449/108024%20" target="_blank">A sociedade carioca da Belle Époque nas páginas do Fon Fon!  Patrimônio e Memória</a>,</em> v.4, n. 2, p. 217-235. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/108024. Acesso em 10 de agosto de 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Nota da editora:</strong></span></p>
<p>No catálogo dos quadros do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, publicado, em 1948, na revista do referido instituto, está listada uma ampliação fotográfica realizada por Paul Erbe do historiador, professor e jornalista Max Fleiuss(1868 &#8211; 1943) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/893676/103889" target="_blank"><em>Revista do  Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</em>, outubro / dezembro de 1948, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; XI &#8211; Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Aug 2023 14:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No mês em que a Exposição Nacional de 1908 completa 115 anos - foi inaugurada em 11 de agosto e encerrada em 15 de novembro de 1908 -, a Brasiliana Fotográfica publica o artigo "A Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional", de autoria da historiadora Maria Isabel Ribeiro Lenzi, do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras do portal, com três álbuns fotográficos produzidos na ocasião pelos fotógrafos Augusto Malta, José Boscagli e Luis Musso. O de Malta parece ter sido realizado especialmente para presentear o seu amigo, o ministro Miguel de Calmon; o de Boscagli retratou a mostra do Rio Grande do Sul; e tudo indica que o produzido por Musso tenha sido encomendado pelo governo federal para o registro oficial do evento.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No mês em que a Exposição Nacional de 1908 completa 115 anos &#8211; foi inaugurada em 11 de agosto e encerrada em 15 de novembro de 1908 -, a Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>A Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional</em>, de autoria da historiadora Maria Isabel Ribeiro Lenzi, do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras do portal, com três álbuns fotográficos produzidos na ocasião pelos fotógrafos Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), José Boscagli (1862 &#8211; 1945) e Luis Musso (18? &#8211; 19?). Cada álbum tem sua característica: o de Malta parece ter sido realizado especialmente para presentear o seu amigo, o ministro Miguel de Calmon; o de Boscagli retratou a mostra do Rio Grande do Sul; e, finalmente, tudo indica que o produzido por Musso tenha sido encomendado pelo governo federal para o registro oficial do evento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/367" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias do álbum de autoria de Augusto Malta sobre a Exposição Nacional de 1908 pertencentes ao Museu Histórico Nacional disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11959" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11959/45746.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11959" target="_blank">Augusto Malta. Visitantes da Exposição Nacional de 1908, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/363" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do álbum de autoria de José Boscagli sobre a Exposição Nacional de 1908 pertencentes ao Museu Histórico Nacional disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11785" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11785/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11785" target="_blank">José Boscagli. Retratos de cidades e personalidades gaúchas, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/364" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias do álbum de autoria de Luis Musso sobre a Exposição Nacional de 1908 pertencentes ao Museu Histórico Nacional disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></span></a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11851" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11851/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11851" target="_blank">Musso &amp; Cia. Exposição do Jardim Botânico, Inspetoria de Matas e Jardins, Caça e Pesca, Pavilhão da Fábrica de Bangu, Pavilhão das Indústrias, Pavilhão do Distrito Federal, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria Isabel Ribeiro Lenzi*</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11901" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11901/MCab6.6.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11901" target="_blank">Augusto Malta. Entrada da Exposição Nacional de 1908, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Era 1907. O Rio de Janeiro, então Distrito Federal, acabara de ser remodelado ao gosto das nações ditas civilizadas, pelo governo de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Rodrigues Alves</a> com a participação do prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Pereira Passos</a> e do sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a>. No ano seguinte, faria 100 anos que o Brasil abrira seus portos às nações amigas. Foi esse o mote para que fosse organizada a Exposição Nacional de 1908, oportunidade de o país exibir sua produção a si próprio.  A ideia havia sido lançada pela Associação Comercial, apoiada pela imprensa e acatada pelo Congresso Nacional, que votou em 1907 orçamento para promover, no ano seguinte, o evento destinado a ser um panorama da agricultura, da indústria, da pecuária e das artes liberais desenvolvidas no país.</p>
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<div id="attachment_33285" style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/7893" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33285" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/exposição19081.jpg" alt="Revista da Semana, 16 de agosto de 1908" width="341" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/7893" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 16 de agosto de 1908</a></p></div>
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<p>Depois de muito debate, foi escolhida a várzea entre as praias da Saudade e Vermelha, no vale formado entre os morros da Urca, Pão de Açúcar e Babilônia, para a construção do que viria a ser a Exposição Nacional de 1908.  O país promovera anteriormente exposições nacionais, mas aquela foi a primeira em que foram construídos pavilhões especialmente para a ocasião. O lugar escolhido, além de apresentar uma bonita paisagem, tinha a vantagem de já abrigar dois edifícios públicos &#8211; a antiga Escola Militar e a fundação do prédio para a Universidade do Brasil &#8211; que poderiam ser aproveitados depois de reforma.  O presidente da República era Afonso Penna. Seu Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, Miguel Calmon Du Pin e Almeida, nomeou o engenheiro José Mattoso Sampaio Corrêa para chefiar a comissão construtora que estaria encarregada de produzir uma “pequenina cidade de palacetes no areal da Urca”,<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> onde se faria um inventário do Brasil com função pedagógica, para que os próprios brasileiros conhecessem o país. O cronista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23302" target="_blank">João do Rio</a> fala sobre isso:</p>
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<p><span style="color: #800000;"><em>A exposição vai abrir-se. É a grande mostra do Brasil. Cada estado expõe suas riquezas&#8230; e os tentamens da sua indústria o estrangeiro admirará, aproveitará&#8230; o brasileiro descobrirá. Estou a ver o pasmo&#8230; dos cariocas diante do ouro, das pedras, das madeiras, dos tecidos e dos aproveitamentos da natureza assombrosa pelo homem vagaroso. Isso é Paraná?&#8230; Isso é Amazonas? Ora, diga-me, onde fica o Mato Grosso? Quando o brasileiro descobrirá o Brasil?</em></span><a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></p>
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<p>A exposição, inaugurada no dia 11 de agosto, ficou aberta até 15 de novembro de 1908. De janeiro a junho, a área que hoje corresponde à Praia Vermelha e parte da Av. Pasteur era um canteiro de obras com muitos operários que fizeram surgir aqueles palácios em arquitetura efêmera que logo desapareceriam da vida carioca. Era como um sonho aquela cidadela iluminada pela luz elétrica, mas, como nos sonhos, uma alegria fugaz.</p>
<p>O edifício da Universidade do Brasil foi adaptado para abrigar o Palácio dos Estados e a Escola Militar, depois da reforma, se transformou no Palácio das Indústrias, com um grande chafariz em sua fachada – o Chateau d’Eau.  Quatro estados e o Distrito Federal construíram seus próprios pavilhões. Os de Minas Gerais, de São Paulo, da Bahia e do Distrito Federal, opulentos, simbolizando o poder de suas elites, contrastavam com a simplicidade do Pavilhão de Santa Catariana, que apresentou aos visitantes uma casa de colono feita de madeira e em seu interior, 150 tábuas de diferentes espécies de árvores catarinenses.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11845" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11845/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11845" target="_blank">Musso &amp; Cia. Pavilhão de Minas Gerais, Pavilhão da Bahia, Pavilhão de São Paulo, Pavilhão das Indústrias, Morro da Urca, Morro da Babilônia, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>As demais unidades da federação ocuparam o Palácio dos Estados com seus produtos.  Portugal foi o único país estrangeiro a participar do certame com um pavilhão em estilo manuelino oferecido pelo governo brasileiro àquele país. Porém, os produtos portugueses excederam aquele espaço e Portugal construiu, então, um anexo a seu pavilhão onde foram expostas telas e esculturas de seus artistas.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11874" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11874/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11874" target="_blank">Musso &amp; Cia. Pavilhão de Portugal, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<div id="attachment_33287" style="width: 407px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/2992" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33287" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/exposição19082.jpg" alt="Revista Kosmos, julho de 1908" width="397" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/2992" target="_blank"><em>Revista Kosmos</em>, julho de 1908</a></p></div>
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<p>Algumas instituições também se fizeram representar, como a Fábrica de Tecidos Bangu, com seu pavilhão, à época descrito como “uma pequena mesquita mourisca”; a Sociedade Nacional de Agricultura com pavilhão em estilo renascença; a Fábrica de Chocolate Bhering, com o Pavilhão Café e Cacau. O Jardim Botânico participou com uma estufa envidraçada onde o público podia admirar várias espécies de plantas e ao seu redor, muitas mudas que, provavelmente, o público poderia adquirir.</p>
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<div style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11866" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11866/45811.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="598" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11866" target="_blank">Musso &amp; Cia. Pavilhão da Fábrica Bangu, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Os divertimentos não faltavam na exposição. Para quem gostava da arte dramática, havia dois teatros. O Teatro João Caetano, grande, inspirado no Teatro Municipal que estava prestes a ser inaugurado, era dirigido por Artur Azevedo. Havia também, por iniciativa do empresário Paschoal Segreto, um pequeno teatro de variedades, um cinematógrafo e uma pista de patinação. Pinturas, esculturas, desenhos de artistas nacionais foram expostos no Pavilhão das Artes Liberais.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11960" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11960/45747.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11960" target="_blank">Augusto Malta. Theatro João Caetano, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Os amantes da música podiam assistir a concertos no Pavilhão Egípcio &#8211; nome este devido à estética egípcia daquele espaço dedicado às apresentações das orquestras. E para abrigar as bandas militares e civis, diversos coretos foram distribuídos pela exposição.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11872" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11872/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11872" target="_blank">Musso &amp; Cia. Pavilhão Egípcio, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Os visitantes entravam na Exposição pela Porta Monumental.  Muito deles vindos de barca que saía do Cais Pharoux para o ancoradouro construído especialmente para recebê-los. Alguns serviços eram oferecidos nos pavilhões dos Correios e Telégrafo, da Assistência Municipal, da Imprensa e dos Bombeiros. O visitante também contava com opções entre quiosques de cerveja e de refrescos, além de cafés e restaurantes.</p>
<p>No Pavilhão da Imprensa, Olavo Bilac editava o <em>Jornal da Exposição</em>, onde se encontrava a programação e as notícias do evento. Em suas crônicas, Bilac fazia críticas e elogios à exposição. Ele lembra em um de seus textos que sem a “fada de eletricidade”, as noites não seriam tão espetaculares!</p>
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<div style="width: 634px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11844" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11844/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="624" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11844" target="_blank">Musso &amp; Cia. Jornal da Exposição, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Muitos fotógrafos registraram esse evento do início do século XX. Certamente, diversos visitantes levavam sua Kodak na bolsa, mas foi o trabalho de profissionais que chegou até os nossos dias, nos dando uma ideia do que foi a comemoração do centenário da abertura dos portos brasileiros às nações amigas.</p>
<p>Na coleção Miguel Calmon do Museu Histórico Nacional, existem três álbuns da Exposição Nacional de 1908.  Um deles é do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta</a>, que parece feito especialmente para presentear o ministro Miguel de Calmon. Nele, temos acesso à imagem da área antes da construção dos pavilhões, mas a maioria das fotografias nos mostra a exposição em seu auge, com muita gente perambulando entre os edifícios. É visível o caráter único deste álbum, pois Augusto Malta recortou algumas fotografias em formas inusuais, muitas vezes privilegiando retratar o ministro Calmon e o presidente Afonso Pena.  Destacamos o balão que Augusto Malta clica com sua lente na hora em que ele é lançado do Pavilhão de São Paulo, bem como as fotografias noturnas nas quais a luz elétrica protagoniza as imagens&#8230;</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11898" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11898/MCab6.3.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11898" target="_blank">Augusto Malta. Vista geral da Exposição Nacional de 1908, 1908. Rio de Jsnrio, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>O álbum de Luis Musso nos parece um trabalho encomendado pelo governo federal para o registro oficial do evento. As fotografias são todas da mesma dimensão e com muito poucas pessoas no entorno. São retratos dos prédios, como se o fotógrafo quisesse catalogar a arquitetura do evento. A capa traz o brasão da República, o que nos sugere seu caráter oficial.</p>
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<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11852" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11852/MCab7_0000001%20Capa.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11852" target="_blank">Musso &amp; Cia. Exposição Nacional de 1908, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<div id="attachment_33288" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/2993" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33288" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/exposição19083.jpg" alt="Revista Kosmos, julho de 1908" width="394" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146420/2993" target="_blank"><em>Revista Kosmos,</em> julho de 1908</a></p></div>
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<p>Por fim, temos um álbum produzido pelo governo do Rio Grande do Sul, onde é possível ver os produtos exibidos por este estado.  A maioria absoluta das fotografias é de autoria de José Boscagli (com exceção da primeira foto, que é de Augusto Malta e apresenta o Palácio dos Estados, onde o Rio Grande do Sul expunha seus produtos). A importância deste álbum está na possibilidade dele nos oferecer uma ideia de como eram expostos os produtos na mostra.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11793" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11793/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11793" target="_blank">José Boscagli. Mostra da indústria agropecuária gaúcha. Destaca-se a indústria vinícola, de grãos e de conserva, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11796" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11796/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11796" target="_blank">José Boscagli. Mostra da indústria de chapéus do Rio Grande do Sul. Destaque para a F. Rheingantz &amp; Cia, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Cabe lembrar ainda fato curioso ocorrido na exposição, embora não registrado por nenhum fotógrafo: a visita da banda de música dos indígenas Bororo. Eles lá estiveram, tocaram no Pavilhão de São Paulo e no Teatro João Caetano. Mas não chegou até nós nenhuma imagem deles no evento. Quem quiser saber mais sobre o assunto, veja a postagem da Brasiliana Fotográfica: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13474"><em>Novos acervos: Museu Histórico Nacional</em> </a>.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6165" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6165/MCab10_28.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6165" target="_blank">A banda de música. No fundo à direita avista-se a estação Meteorológica, 1908. Mato Grosso / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>*Maria Isabel Ribeiro Lenzi é Doutora em História pela UFF e historiadora do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional (IBRAM/MTur)</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Levy, Ruth. <em>Entre Palácios e Pavilhões.</em> <em>A arquitetura efêmera da Exposição Nacional de 1908</em>. Rio de Janeiro: EBA Publicações, 2008.</p>
<p>Neves, Margarida de Souza. <em>As vitrines do progresso.</em> Rio de Janeiro: PUC-RIo, FINEP, PNPq, 1986</p>
<p>Pereira, Margareth da Silva. <em>A Exposição Nacional de 1908 ou O Brasil visto por dentro.</em> In: Pereira, Margareth da Silva (org). <em>1908, um Brasil em exposição.</em> São Paulo: Caixa Cultural, 2011</p>
<p>Mariani, Luiza Helena. <em>Bilac, João do Rio e a Exposição Nacional de 1908.</em> In: Pereira, Margareth da Silva (org). <em>1908, um Brasil em exposição.</em> São Paulo: Caixa Cultural, 2011</p>
<p><em>Revista Kosmos</em>. Ano V, julho de 1908, nº 7</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> <em>Revista Kosmos</em>, ano  V, nº7, julho de 1908, p.1</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Apud:  Levy  Ruth, <em>Palácios e Pavilhões. A arquitetura efêmera da Exposição Nacional de  1908</em>. p.73</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Nota da editora:</strong></span></p>
<p>Uma curiosidade: foi durante a Exposição Nacional de 1908 que o engenheiro fluminense Augusto Ferreira Ramos (1860 &#8211; 1939), um dos coordenadores do Pavilhão de São Paulo, teve a ideia de construir o Bondinho do Pão de Açúcar. Para saber mais sobre essa história, acesse o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27413" target="_blank"><em>A construção do Bondinho do Pão de Açúcar sob as lentes de Theresio Mascarenhas</em></a>, de minha autoria, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 27 de outubro de 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</a>Motr</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486" target="_blank"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> – <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283" target="_blank"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia<strong>, </strong></em>de autoria de<em><strong> </strong></em>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530" target="_blank"><em>Festa das Artes e da Indústria </em><em>Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805" target="_blank"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805" target="_blank">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805" target="_blank">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VIII</em> – A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>No Dia dos Namorados, o álbum &#8220;Vistas de Petrópolis&#8221; e o fotógrafo alemão Pedro Hees (1841-1880)</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 15:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Dia dos Namorados, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores imagens da bela e romântica Petrópolis, a cidade imperial. Nos últimos anos da década de 1860, o alemão Phillip Peter Hees, que ficou conhecido como Pedro Hees, produziu o álbum "Vistas de Petrópolis", que pertence à Coleção Thereza Christina, da Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. O álbum possui 15 fotografias em papel albuminado que mostram aspectos da cidade, sua ocupação e registros de suas construções e natureza. Publicamos também a cronologia de Hees, a 63ª cronologia de um fotógrafo elaborada pela pesquisa do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia dos Namorados, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores imagens da bela e romântica Petrópolis, a cidade imperial. Nos últimos anos da década de 1860, o alemão Phillip Peter Hees, que ficou conhecido como Pedro Hees (1841 &#8211; 1880), produziu o álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon309852/icon309852.pdf" target="_blank"><em>Vistas de Petrópolis</em></a>, que pertence à Coleção Thereza Christina, da Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. O álbum possui 15 fotografias em papel albuminado que mostram aspectos da cidade, sua ocupação e registros de suas construções e natureza. São fotos do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5754" target="_blank">Palácio Imperial</a>, da Igreja da Matriz, do cemitério, da Cascata do Itamaraty, da Cascatinha do Retiro e de diversas ruas, dentre elas a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113" target="_blank">rua do Imperador</a>, que foi o tema do segundo artigo da série <em>Avenidas e ruas do Brasil,</em> publicada pelo portal.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11717" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11717/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11717" target="_blank">Pedro Hees. Vistas de Petrópolis, 1860 &#8211; 1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/355" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do álbum <em>Vistas de Petrópolis</em>, de autoria de Pedro Hees disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
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<div style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11714" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11714/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="678" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11714" target="_blank">Pedro Hees. Cascata do Itamaraty, 1860-1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>É de sua autoria um retrato do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, destacado abaixo, que não faz parte do álbum.</p>
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<div style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2952/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="519" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank">Pedro Hees. Pedro II, Imperador do Brasil] : retrato, 18?. / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas as belezas de Petrópolis também foram retratadas por outros importantes fotógrafos do sécculo XIX.</p>
<p>Entre 1864 e 1865 foi residir na cidade o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=revert+henrique+klumb%2C+o+fot%C3%B3grafo" target="_blank">Revert Henrique Klumb ( c.1826 &#8211; c.1886), </a>na rua dos Artistas. Ele havia sido agraciado com o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 1861. Fotografou ruas como a do Imperador, a Tereza e a Joinville; o interior e o exterior do Palácio Imperial, os hotéis Beresford, Brangança e Inglês, o Retiro da Cascatinha, o rio Quitandinha, palacetes e casas, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 – 1921)</a> e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 – 1922)</a>, além de vistas gerais.  Também fotografou a paisagem urbana de Petrópolis, acrescentando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13148" target="_blank">efeitos noturnos</a>, uma importante inovação. Essa série é considerada extremamente significativa do ponto de vista estético, formal e dos limites da linguagem na época. Foi o autor do livro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post.php?post=16516&amp;action=edit" target="_blank"><em>Doze horas em diligência. Guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora</em>,</a> publicado em 1872, única obra do Brasil do século XIX a ser idealizada, fotografada, escrita e publicada por uma só pessoa. Foi o primeiro livro de fotografia inteiramente litografado e produzido no país. Pedro Hees era considerado seu maior concorrente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15445" style="width: 231px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/6836" target="_blank"><img class="wp-image-15445 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/doze.jpg" alt="doze" width="221" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/6836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de julho de 1873</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em Petrópolis, foram contemporâneos de Klumb e de Hees, na década de 1860, João Meyer Filho e João Nogueira de Sousa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/23551" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1865, segunda coluna)</a>.</p>
<p>O fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a> também retratou Petrópolis. Em 1865, foi aberto o ateliê de fotografia da Casa Leuzinger, no Rio de Janeiro, especializado em “vistas da cidade, Tijuca, Petrópolis, Teresópolis e rio Amazonas”, como se lê no verso de uma de suas <em>cartes de visite</em>.</p>
<p>“<em>Em 1865 montou então Georges Leuzinger um completo ateliê fotográfico, com todos os aparelhos necessários para viagens para o interior do Brasil, tendo para esse fim contratado um habilíssimo artista fotógrafo para dirigi-lo, que em companhia de vários auxiliares fizeram excursões por essa capital, Petrópolis, Teresópolis, etc., tirando fotografias de tudo o que de mais interessante se encontra na pujante natureza daquelas belíssimas regiões</em>“.</p>
<p style="text-align: right;">Ernesto Senna em<em> O Velho Comércio do Rio de Janeiro</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2289" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2289/007A5P3FG3-10.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2289" target="_blank">Georges Leuzinger. Rua do Imperador, c. 1870. Petrópolis, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro importante fotógrafo que realizou registros de Petrópolis foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, também agraciado com o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 21 de abril de 1862. Entre 1863 e 1870, seu estabelecimento fotográfico ficava no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 686px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2160" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2160/007A5P3F05-25.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="676" height="555" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2160" target="_blank">Augusto Stahl. A rua do Imperador, 1863. Petrópolis, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembramos que, em torno de 1885, o brasileiro e filho de franceses <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> realizou o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Vistas+de+Petr%C3%B3polis+e+Rio+de+Janeiro%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><em>Álbum Vistas de Petrópolis e Rio de Janeiro</em></a>, com 30 imagens de Petrópolis seus canais, casarões, escolas, estação de trem, fábricas, jardins, paisagens, palacetes e ruas, além de imagens do Palácio de Cristal, do Palácio do Grão-Pará, da avenida Koeller e da construção de uma ferrovia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7702/001AMF016015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank">Marc Ferrez. Palácio de Cristal, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <em><strong>Breve perfil de Pedro Hees (1841 &#8211; 1880)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido na região de Hunsruek, na Alemanha, em 1841, Pedro Hees chegou em Petrópolis com 4 anos de idade, em 1845, com sua mãe, Anne Catharine Michel, e com seu pai, o colono alemão Christian Sebastian Hees, marceneiro e entalhador, que trabalhou na construção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5754" target="_blank">Palácio Imperial</a> da cidade, iniciada em 1845 e concluída em 1862. Eles integraram a primeira leva de colonos alemães que chegaram a Petrópolis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11702" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11702/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="598" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11702" target="_blank">Pedro Hees. Palácio Imperial e adjacências, 1860-1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pedro casou-se com a alemã Maria Glasow Hees (1843 &#8211; 1928), em 22 de janeiro de 1861, e tiveram 11 filhos: Ana Catarina Hees (<bdo dir="ltr">1861-1944), </bdo>Edmundo Frederico Nicolau Hees (<bdo dir="ltr">1862-1944), </bdo>Fernando Jacob Hees (<bdo dir="ltr">1865-1866), </bdo>Fernando Mauricio Hees (<bdo dir="ltr">1867-1893), </bdo>João Batista Hees (<bdo dir="ltr">1868-1876), </bdo>Otto Hees (<bdo dir="ltr">1870-1941), </bdo>Elisa Matilde Hees (<bdo dir="ltr">1872-1932), </bdo>Maria Olga Hees (<bdo dir="ltr">1872-1958),</bdo> Joana Teresa Hees (<bdo dir="ltr">1874-1900),</bdo> Numa Augusto Hees (<bdo dir="ltr">1877-1961) e</bdo> Isabel Emma Hees (<bdo dir="ltr">1878-1943). </bdo>No site <em>Sou Petrópolis</em> há uma <a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank">foto</a> de Maria, realizada em 12 de setembro de 1915, com 27 netos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/6220" target="_blank"><em>A Noite</em>, 23 de junho de 1922, quarta coluna</a>; <a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank">Sou Petrópolis</a> e <a href="https://gw.geneanet.org/juliana2?lang=en&amp;n=glassow&amp;oc=0&amp;p=marie+frederike" target="_blank">Geneanet</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank"><img src="https://soupetropolis.com/wp-content/uploads/2018/03/Vi%C3%BAva-do-fot%C3%B3grafo-Pedro-Hees-Maria-Glasow-Hees-com-seus-vinte-e-sete-netos.-12091915.-Acervo-fotogr%C3%A1fico-MI..jpg" alt="Viúva do fotógrafo Pedro Hees, Maria Glasow Hees, com seus vinte e sete netos. 12091915. Acervo fotográfico MI." width="708" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank">Viúva do fotógrafo Pedro Hees, Maria Glasow Hees, com seus 27 netos, 12 de setembro de 1915. Petrópolis, Rio de Janeiro / Site Sou Petrópolis</a></p></div>
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<p>Antes de se interessar por fotografia, o que aconteceu em meados da década de 1860, Pedro trabalhou no comércio como sapateiro, na rua do Bourbon e na rua dom Affonso. Ambas foram fotografadas por ele e fazem parte do álbum <em>Vistas de Petrópoli</em>s (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/19029" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1962, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/22088" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1964, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/23550" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1965, segunda coluna</a>). Na mesma rua dom Afonso, passou a ter uma ferraria, em 1866 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/25195" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1866, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11707" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11707/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11707" target="_blank">Pedro Hees. Rua de Bourbon, 1860-1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11709" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11709/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11709" target="_blank">Pedro Hees. Rua Dom de Affonso, 1860-1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1868,  já possuía um estúdio fotográfico, a Photographia Popular, na Praça Dom Afonso, atual Praça da Liberdade, que tornou-se bastante conhecido e era frequentado pela nobreza, por políticos, diplomatas e também por comerciantes e artesãos imigrantes. Petrópolis era, na época, muito frequentada pela família imperial (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/28226" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1868, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32091" style="width: 484px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/28226" target="_blank"><img class="wp-image-32091 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/hees1.jpg" alt="hees1" width="474" height="118" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/28226" target="_blank">Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1870, Pedro Hees era o secretário da Sociedade Alemã de Beneficência Bruderbund (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/31352" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1868, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Em março de 1876, faleceu seu filho João Baptista Numa Hees, aos 7 anos, de pleuro-pneumonia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/498" target="_blank"><em>O Mercantil,</em> 29 de março de 1876, terceira coluna</a>). Em 16 de agosto do mesmo ano, tornou-se Fotógrafo da Casa Imperial. Segundo Boris Kossoy, <em>recebeu do conde e da condessa d´Eu &#8220;a graça de usar o título de Photographo de sua Imperial Caza e de collocar na porta do seu estabelecimemnto as respectivas armas&#8221;</em>. O documento foi assinado por Benedicto Torres, mordomo do conde d&#8217;Eu e da princesa Isabel.</p>
<p>Faleceu jovem, aos 39 anos, de <em>entero-mezenterite</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/1454" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 14 de agosto de 1880, última coluna</a>). Seu estabelecimento fotográfico foi arrendado ao fotógrafo Antonio Henrique da Silva Heitor (18?-?), que, posteriormente, recebeu o título de Fotógrafo da Casa Imperial em 2 de março de 1885, outorgado por dom Pedro II. Sob o nome de Hees &amp; Irmãos, o estúdio foi assumido pelos filhos de Pedro Hees &#8211; Numa Augusto  e Otto -, em torno de 1890. Existiu até 1915. Otto foi o autor de uma importante fotografia que tudo indica ter sido o último registro da família imperial antes da proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Também fotografou a assinatura do Tratado de Petrópolis, na residência do Barão do Rio Branco, em 1903; e os netos de Pedro II.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32084" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_Hees#/media/Ficheiro:Fam%C3%ADlia_Imperial_por_Otto_Hees.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-32084 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/hees.jpg" alt="Otto Hees. " width="371" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_Hees#/media/Ficheiro:Fam%C3%ADlia_Imperial_por_Otto_Hees.jpg" target="_blank">A família imperial brasileira fotografada por Otto Hees em 23 de maio de 1889, na varanda da casa da princesa Isabel, em Petrópolis. Da esquerda para a direita: a imperatriz Dona Teresa Cristina, D. Antônio, a princesa Isabel, o imperador, D. Pedro Augusto (filho da irmã da princesa Isabel, d. Leopoldina, duquesa de Saxe), D. Luís, o conde d&#8217;Eu e D. Pedro de Alcântara (príncipe do Grão-Pará) / Acervo Museu Imperial / Wikipedia</a> *</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33098" target="_blank"> Acesse aqui a Cronologia de Pedro Hees (1841 &#8211; 1880).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CARMONA, João Sêco. <a href="https://arquimuseus.arq.br/seminario2016/artigos/e03/e03-joao_seco_carmona.pdf" target="_blank"><em>Iconografia do Brasil Imperial. Génese do Museu Imperial de Petrópolis e os registos fotográficos</em></a>. Anais do 5º Seminário Internacional Museografia e Arquitetura de Museus Fotografia e Memória, 2016.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa25541/pedro-hees" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A fotografia no Brasil:</em> 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <a href="https://museuimperial.museus.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/1948-Separata-2.pdf" target="_blank"><em>Um passeio a Petrópolis em companhia do fotógrafo Marc Ferrez</em></a>. Separata do Anuário do Museu Imperial &#8211; 1948.</p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/asset/fotografia-da-familia-imperial/QQEJnjcOFeKo6A" target="_blank">Google Arts &amp; Culture</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do. <i>Os fotógrafos do Império: a fotografia brasileira no Século XIX</i>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005.</p>
<p><a href="https://gw.geneanet.org/juliana2?lang=en&amp;n=glassow&amp;oc=0&amp;p=marie+frederike" target="_blank">Site Geneanet</a></p>
<p><a href="https://www.loc.gov/item/2021670503" target="_blank">Site Library of Congress</a></p>
<p><a href="https://museuimperial.museus.gov.br/historico-e-personagens/" target="_blank">Site Museu Imperial de Petrópolis</a></p>
<p><a href="https://tribunadepetropolis.com.br/noticias/atelie-hees/" target="_blank"><em>Tribuna de Petrópolis,</em> 1º de julho de 2016</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_Hees#/media/Ficheiro:Fam%C3%ADlia_Imperial_por_Otto_Hees.jpg" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Outras publicações da Brasiliana Fotográfica no Dia dos Namorados:</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank"><em>Fotografia e namoro</em>, de autoria de Elvia Bezerra, publicado, em 12 de junho de 2018 </a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767" target="_blank">Série <em>“O Rio de Janeiro desaparecido” X – No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; X e Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VIII &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2022 03:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Exposição Internacional do Centenário da Independência, um dos maiores eventos internacionais já realizados no Brasil, é o assunto do oitavo artigo da Série "1922 - Hoje, há 100 anos". Espécie de vitrine do progresso do país, foi inaugurada no Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1922 e terminou em 24 de julho do ano seguinte. Durante sua realização foi produzido o Álbum Internacional do Centenário da Independência com fotografias de autoria de Carlos Bippus, Thiele &#038; Kollien e Lopes. Além de disponibilizar o álbum, destacamos registros realizados por Augusto Malta, Guilherme Santos, Jorge Kfuri, Marc Ferrez, e também imagens produzidas por fotógrafos ainda não identificados. No dia da inauguração do evento foi feita a primeira grande transmissão pública de rádio no Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Uma exposição universal era um inventário das regiões do mundo e do conhecimento humano, contemplava o ‘novo’ e também o ‘exótico’. Participar da exposição era como existir sobre a face da Terra; percorrê-la era como dar uma volta ao mundo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Portal da Biblioteca Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição Internacional do Centenário da Independência, <span class="highlight highlighted">um dos maiores eventos internacionais já realizados no Brasil,</span> é o assunto do oitavo artigo da Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em>. Foi uma espécie de vitrine do progresso nacional e mundial. Essa era a tradição característica das exposições universais, cuja primeira foi realizada, em 1851, em Londres: eram espetáculos da civilização industrial e do trabalho, feiras de negócios e de estímulo à cultura, que colocavam os centros urbanos como os pólos da modernidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7680" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7680/001ATK012017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7680" target="_blank">Thiele &amp; Kollien [?]; Photo Bippus Rio [?]. Exposição Internacional do Centenário da Independência, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>A Exposição de 1922 foi a primeira exposição universal realizada após a Primeira Guerra Mundial e o mundo estava mobilizado por uma vontade de renovação. Mobilização evidenciada pelo envolvimento da população em geral e também da intelectualidade brasileira com o evento. Avaliações sobre os cem anos do Brasil como país independente eram feitas e havia a percepção de que o país ainda não havia se constituído como nação. Formava-se então a geração intelectual dos anos 20 cujo compromisso<em> era criar a nação, forjar a identidade nacional e construir o Brasil moderno (</em>APUD MOTTA, 1992:18<em>).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O Centenário de nossa Independência veio  encontrar-nos com a máscara do século em nosso rosto&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28655" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a primeira exposição universal sediada no Brasil, cuja primeira participação nessas exposições aconteceu em 1862, em Londres, com o apoio e subsídio de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> como forma de colocar o país, a partir da exibição de avanços científicos e de sua estabilidade política, no patamar dos países civilizados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9690" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9690/007A5P4F02-068.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="522" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9690" target="_blank">ugusto Malta. Exposição Internacional de 1922 &#8211; Torre, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição de 1922 foi inaugurada no Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1922, há exatos 100 anos, e terminou em 24 de julho do ano seguinte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/13954" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de julho de 1923</a>). Seu fim estava previsto para 31 de março de 1923, mas foi prorrogada até julho. Segundo o último número da revista <em>A Exposição de 1922</em>, órgão de divulgação do evento, entre 7 de setembro de 1922 e 2 de julho de 1923, foi visitada por 3.626.402 pessoas, uma média de 12.723 visitantes por dia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/731" target="_blank"><em>A Exposição de 1922</em>, edições 17 e 18)</a> Na edição do<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/10277" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, de 2 e 3 de julho de 1923</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/10276" target="_blank">,</a> foi publicado um artigo intitulado <em>As lições da exposição</em>.</p>
<p>Por tudo o que aconteceu no Rio de Janeiro durante a Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, ela é considerada um marco do encontro do Brasil com a modernidade.</p>
<p>Também em 2 de julho de 1923, comemorou-se o centenário da independência da Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/10276" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 e 3 de julho de 1923, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33357" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/50306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33357" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/bahia.jpg" alt="&quot;Não é que a Bahia / O Malho, 7 de julho de 1923" width="295" height="435" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/50306" target="_blank"><em>Pois não não é que a Bahia, depois de cem anos, ficou mais moça e mais bonita! Oh! terra boa!&#8230;</em> / <em>O Malho</em>,  7 de julho de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com fotografias realizadas ao longo do evento foi produzido o<span style="color: #333333;"> <a style="color: #333333;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/214" target="_blank"><em>Álbum Internacional do Centenário da Independência</em> </a> de autoria de Carlos Bippus, Thiele &amp; Kollien e Lopes. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7766" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7766/001ATK012010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7766" target="_blank">Thiele &amp; Kollien. Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; Entrada, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos anos depois, em 1987, um dos exemplares deste álbum foi apresentado ao Conselho Deliberativo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, durante uma homenagem ao presidente da White Martins, Félix de Bulhões, que havia feito uma doação de 200 mil dólares à instituição para a compra de, além do álbum citado, mais três &#8211; um sobre Salvador, de 1933; um sobre a Estrada de Ferro Sorocabana, com fotos do suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928</a>), de 1908; e um com fotos do Rio de Janeiro, produzidas por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"> Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, no início do século XX -, 11 quadros, uma escultura e uma sequência de fotos que forma o <em>Panorama 360º da cidade de Petrópolis</em>, de autoria do alemão Jorge Henrique Papf (1863 &#8211; 1920), de 1898 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/214032" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de outubro de 1987, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28159" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações8.jpg" alt="nações8" width="326" height="517" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/214" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Álbum Internacional do Centenário da Independência disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em algumas fotografias do Álbum Internacional do Centenário da Independência pode-se admirar a iluminação feérica do evento, organizada pelo engenheiro inglês W. D´Arcy Ryan (1870 &#8211; 1934), que havia sido o responsável pela iluminação da Exposição de São Francisco, na Califórnia, em 1916. Esteve no Rio de Janeiro, em dezembro de 1921, quando expôs seu plano de iluminação para a Exposição de 1922 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/8729" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de dezembro de 1921, quarta coluna)</a>. A execução da instalação foi realizada pela General Electric, com a supervisão de um engenheiro da empresa, J. W. Shaffer. O Engenheiro Chefe Eletricista da Comissão Organizadora, Roberto Marinho de Azevedo, e seu auxiliar, o engenheiro Eugênio Hime, também participaram da instalação. <em>&#8220;Essa iluminação é reputada igual senão superior a tudo que se tem feito de mais grandioso até hoje&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/210" target="_blank"><em>Revista da Exposição de 1922</em>, outubro de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7769" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7769/001ATK012013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7769" target="_blank">Photo Bippus Rio. Exposição Internacional do Centenário da Independência, 1922. Rio de Janerio, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destacamos também imagens realizadas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, pelo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, autor das primeiras fotos aéreas do Rio de Janeiro; por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, com registros coloridos e em preto e branco; e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9741" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9741/007CX191-07.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="333" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9741" target="_blank">Marc Ferrez. Exposição de 1922 &#8211; Bar da cervejaria Antártica, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São imagens dos pavilhões dos Estados e dos países, do Chalé Moça, da Nestlé; do Pavilhão Matarazzo, do Parque de Diversões, do Palácio das Festas, do Palácio do Calabouço, do Bar da Cervejaria Antártica, do restaurante, de marinheiros do navio de guerra norte-americano <em>Nevada</em>, de aspectos da demolição do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a>, e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">Hotel Glória</a>, primeiro hotel cinco estrelas do Brasil e também o primeiro prédio em concreto armado da América do Sul, projetado pelos arquitetos francês Joseph Gire (1872 – 1933) e alemão Sylvio Riedlinger e<em> </em>construído pela família Rocha Miranda especialmente para a ocasião.</p>
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<div id="attachment_28979" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800899/40" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/hotelgloria.jpg" alt="Anúncio do Hotel Glória / A Exposição de 1922, julho de 1922" width="285" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800899/40" target="_blank">Anúncio do Hotel Glória / <em>A Exposição de 1922</em>, julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dois outros hotéis de grande porte foram construídos devido à realização da exposição: o Hotel Sete de Setembro ou Hotel do Centenário, na Avenida do Contorno do Morro da Viúva, atual Avenida Rui Barbosa e inaugurado em 15 de julho de 1922; e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Hotel Copacabana Palace</a>, cuja inauguração, em 13 de agosto de 1923, aconteceu após o término da exposição. Foi projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire (1872 – 1933) e construído por Otávio Guinle. Um hotel de menor porte, também construído na época, foi o Hotel Regina, inaugurado em 3 de setembro de 1922, na rua Ferreira Vianna, nº 29, onde funciona até os dias atuais.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3957" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3957/47613.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3957" target="_blank">Jorge Kfuri. O Morro da Viúva e a Avenida do Contorno, hoje Avenida Rui Barbosa, vendo-se, à esquerda, o Hotel Sete de Setembro, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6597" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6597/47620.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6597" target="_blank">Jorge Kfuri. Exposição do centenário da Independência, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/319" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Exposição do Centenário da Independência produzidas por Augusto Malta, Guilherme Santos, Jorge Kfuri, Marc Ferrez e por fotógrafos ainda não identificados disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9426" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9426/014AM016004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9426" target="_blank">Augusto Malta. Exposição Internacional de 1922 &#8211; Chalé Moça &#8211; Pavilhão da Nestlé, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9463" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9463/002080RJ6402.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9463" target="_blank">Guilherme Santos. Exposição Internacional de 1922; exposição de automóveis no pavilhão português, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #993300;"><strong>Fotos do mesmo pavilhão realizadas por diferentes fotógrafos:</strong></span></em></p>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/320" target="_blank">Palácio das Festas por Carlos Bippus, Guilherme Santos e Marc Ferrez</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/321" target="_blank">Parque de Diversões por Augusto Malta, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/322" target="_blank">Pavilhão da Inglaterra por Guilherme Santos, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/323" target="_blank">Pavilhão da Itália por Augusto Malta, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/324" target="_blank">Pavilhão da Tchecoslováquia por Augusto Malta, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/325" target="_blank"><span style="color: #800000;">Pavilhão de Caça e Pesca e Pavilhão de Estatística por Augusto Malta e Marc Ferrez</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/326" target="_blank">Pavilhão de Portugal por Guilherme Santos e Photo Lopes</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/327" target="_blank">Pavilhão do Japão por Guilherme Santos e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/328" target="_blank">Pavilhão do México por Augusto Malta, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/330" target="_blank">Pavilhão ou Palácio dos Estados por Augusto Malta, Carlos Bippus e Marc Ferrez </a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/329" target="_blank">Pavilhão Matarazzo por Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Breve perfil da Exposição Internacional do Centenário da Independência</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_28121" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10723" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28121" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/centenário.jpg" alt="O Paiz, 7 de setembro de 1922" width="298" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10723" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Qualquer coisa de grande nos levanta o peito ao arfar das esperanças novas e muita coisa de ingênuo, de cândido, de infantil nos toca as fibras mais íntimas adoçando-nos a alma no seguir com os olhos o caminho do passado&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10723" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1922</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29582" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28655" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29582" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/centenário.jpg" alt="Careta, 9 de setembro de 1922" width="495" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28655" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já no primeiro número da <em>Revista do Brasil</em>, em janeiro de 1916, chamava-se atenção para a necessidade de se comemorar o centenário da independência, classificado como o <em>primeiro marco glorioso da existência nacional</em>. Na edição de setembro de 1917 do periódico <em>Eu sei tudo</em> foi publicado o artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/446" target="_blank"><em>Noventa e cinco anos de independência</em></a>, de Mario Bhering, onde o autor afirmava que com &#8220;<em>a aproximação do Centenário da nossa Independência parece que se afervora o culto cívico, o ardor patriótico pelo 7 de setembro, ganhando de intensidade ano para ano&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28192" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/450" target="_blank"><img class="wp-image-28192 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações17.jpg" alt="Dom Pedro I, quadro do italiano / Eu sei tudo, setembro de 1917" width="398" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/450" target="_blank"><em>Dom Pedro I quebrando os grilhões que prendiam o Brasil à metrópole</em>, quadro do italiano Granni / <em>Eu sei tudo</em>, setembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230;que momento poderia ser mais adequado do que este em que festejamos o centenário da nossa independência política? Precisamos demarcar as fronteiras do espírito nacional como já se fixaram as do território&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Francisco Pontes de Miranda (1892 &#8211; 1979), jurista e intelectual brasileiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7942" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7942/001ATK012020.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7942" target="_blank">Thiele &amp; Kollien. Exposição Internacional do Centenário da Independência, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A grandiosa Exposição Internacional do Centenário da Independência foi imaginada bem antes de sua realização. Em maio de 1920,  o representante de um grupo de capitalistas estrangeiros no Brasil, Ralph Cobham, sugeriu ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio que se realizasse no país em <em>terrenos de Copacabana uma exposição internacional de comércio e indústria</em> para a comemoração do Centenário da Independência. Em outubro, ele foi nomeado cônsul em Durban, na África do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/1535" target="_blank"><em>Correio Paulistan</em>o, 30 de maio de 1920, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3527" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de outubro de 1920, terceira coluna</a>). O deputado Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933) propôs, em julho do mesmo ano, que o governo liberasse uma verba de 100 mil contos de réis para o evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/3326" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de julho de 1920, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/13" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 1º de janeiro de 1921</a>).</p>
<p>O <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-4175-11-novembro-1920-571656-publicacaooriginal-94800-pl.html" target="_blank">Decreto nº 4.175</a>, de 11 de novembro de 1920, determinou a <em>realização de uma Exposição Nacional na Capital da República</em> integrando o programa de comemorações do Centenário da Independência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="textoNorma">
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-4175-11-novembro-1920-571656-publicacaooriginal-94800-pl.html" target="_blank"><strong><em>Decreto nº 4.175, de 11 de novembro de 1920</em></strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><em>Autoriza o Poder Executivo a promover, conforme melhor convier aos interesses nacionaes, a commemoração do Centenario da Independencia Politica do Brasil</em></p>
<div class="texto">
<p style="text-align: left;"><em>O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil:</em><br />
<em> Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a resolução seguinte:</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a promover desde já e conforme melhor convier aos interesses nacionaes, a commemoração do Centenario da Independencia Politica do Brasil, acceitando a cooperação ou concurso de todas classes sociaes, observadas as seguintes condições: 1ª Constituição de uma commissão idonea, que ficará directamente subordinada ao Presidente da Republica, para organizar o programma que resultar do exame e coordenação dos projectos que forem formulados pelos membros e commissões do Congresso, Ministros, Prefeitura do Districto Federal, Estados, municipalidades ou particulares; 2ª Observação do criterio de preferencia para a realização de uma Exposição Nacional na Capital da Republica.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Art. 2º O Governo organizará o programma da commemoração, submettendo-o ao conhecimento do Congresso, com o pedido de credito necessario para a execução da presente lei.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Art. 3º Revogam-se as disposições em contrario.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Rio de Janeiro, 11 de novembro de 1920, 99º da Independencia e 32º da Republica.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>EPITACIO PESSÔA.</em><br />
<em> Alfredo Pinto Vieira de Mello.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A regulamentação oficial das atividades comemorativas foi determinada pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-15066-24-outubro-1921-516267-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 15.066, de 24 de outubro de 1921</a>. O Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, sob a chefia do engenheiro José Pires do Rio (1880 &#8211; 1950), foi o responsável pela organização da exposição, que, segundo o programa para a comemoração do 1º Centenário da Independência Política do Brasil, <em>deveria compreender as principais modalidades do trabalho no Brasil, atinentes à lavoura, à pecuária, à pesca, à indústria extrativa e fabril, ao transporte marítimo, fluvial, terrestre e aéreo, aos serviços de comunicação telegráficos e postais ao comércio, às ciências e às belas artes</em> (apud MOTTA, 1992: 67)<em>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-15066-24-outubro-1921-516267-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong>Decreto nº 15.066, de 24 de outubro de 1921</strong></em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="ementa"><em>Dá execução ao Decreto Legislativo n. 4.175, de 11 de novembro de 1920.</em></p>
<div class="texto">
<p><em>O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil, tendo em vista o que dispõe o Decreto Legislativo n. 4.175, de 11 de novembro de 1920,</em></p>
<p><em>DECRETA:</em></p>
<p><em>Art. 1º A Commissão, de que trata o n. 1 do art. 1º do citado decreto, ficará constituida do Ministro da Justiça e Negocios Interiores, do Ministro da Agricultura, Industria e Commercio e do Prefeito do Districto Federal.</em></p>
<p><em>Art. 2º A Commissão providenciará para a execução do programma da Commemoração do Centenario da Independencia Politica do Brasil, já organizado, com as modificações que se tornarem necessarias.</em></p>
<p><em>Art. 3º As attribuições dos membros da Commissão e a discriminação dos serviços a cargo de cada um delles, serão reguladas pelo Regimento Interno que, para esse fim, deverá ser organizado pela mesma Commisão.</em></p>
<p><em>Art. 4º Revogam-se as disposições em contrario.</em></p>
<p><em>Rio de Janeiro, 24 de outubro de 1921, 100º da Independencia e 33º da Republica.</em></p>
<p><em>EPITACIO PESSÔA.</em><br />
<em> Joaquim Ferreira Chaves.</em></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28193" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pires_do_Rio#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Pires_do_Rio.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-28193" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações18.jpg" alt="José Pires do Rio / Wikipedia" width="353" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pires_do_Rio#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Pires_do_Rio.jpg" target="_blank">José Pires do Rio / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>A realização de uma “Exposição Universal” no Rio de Janeiro, então capital federal, destacou-se como a mais ambiciosa das atividades comemorativas então programadas. Desde a primeira exposição internacional em Londres (1851), cujo símbolo foi o Palácio de Cristal, as chamadas “vitrines do progresso” sempre apresentaram alguns aspectos em comum, entre os quais se destacavam, entre outros, as motivações comerciais, o afluxo de divisas e turistas, o impacto sobre a infraestrutura urbana, e a difusão de valores e de padrões de conduta. O mais importante, e ainda hoje é assim, era a afirmação do prestígio nacional, representado pelos pavilhões de cada país que constituíam a ossatura das exposições.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://atlas.fgv.br/verbetes/exposicao-internacional-do-centenario-da-independencia-do-brasil" target="_blank">Atlas Histórico do Brasil &#8211; FGV &#8211; CPDOC</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28221" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/47734" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28221" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações19.jpg" alt="O Malho, 7 de setembro de 1922" width="611" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/47734" target="_blank"><em>O Malho</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28954" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&amp;ccid=%2fjPDWVoc&amp;id=6971D918EE2374496AD9730DFBE41B1ADC2743D8&amp;thid=OIP._jPDWVocYtxNj_ZbGJ-TnAAAAA&amp;mediaurl=https%3a%2f%2fupload.wikimedia.org%2fwikipedia%2fcommons%2fthumb%2f3%2f39%2fExposi%c3%a7%c3%a3o_do_Centen%c3%a1rio_de_1922-_Selo_de_100_r%c3%a9is.jpg%2f320px-Exposi%c3%a7%c3%a3o_do_Centen%c3%a1rio_de_1922-_Selo_de_100_r%c3%a9is.jpg&amp;cdnurl=https%3a%2f%2fth.bing.com%2fth%2fid%2fR.fe33c3595a1c62dc4d8ff65b189f939c%3frik%3d2EMn3Bob5PsNcw%26pid%3dImgRaw%26r%3d0&amp;exph=237&amp;expw=320&amp;q=selo+comemorativo+centen%c3%a1rio+independ%c3%aancia+1922&amp;simid=608001686862243336&amp;FORM=IRPRST&amp;ck=0CE50C5040966E66B5D72526057C6506&amp;selectedIndex=6&amp;ajaxhist=0&amp;ajaxserp=0" target="_blank"><img class="wp-image-28954" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/selo.jpg" alt="selo" width="321" height="236" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&amp;ccid=%2fjPDWVoc&amp;id=6971D918EE2374496AD9730DFBE41B1ADC2743D8&amp;thid=OIP._jPDWVocYtxNj_ZbGJ-TnAAAAA&amp;mediaurl=https%3a%2f%2fupload.wikimedia.org%2fwikipedia%2fcommons%2fthumb%2f3%2f39%2fExposi%c3%a7%c3%a3o_do_Centen%c3%a1rio_de_1922-_Selo_de_100_r%c3%a9is.jpg%2f320px-Exposi%c3%a7%c3%a3o_do_Centen%c3%a1rio_de_1922-_Selo_de_100_r%c3%a9is.jpg&amp;cdnurl=https%3a%2f%2fth.bing.com%2fth%2fid%2fR.fe33c3595a1c62dc4d8ff65b189f939c%3frik%3d2EMn3Bob5PsNcw%26pid%3dImgRaw%26r%3d0&amp;exph=237&amp;expw=320&amp;q=selo+comemorativo+centen%c3%a1rio+independ%c3%aancia+1922&amp;simid=608001686862243336&amp;FORM=IRPRST&amp;ck=0CE50C5040966E66B5D72526057C6506&amp;selectedIndex=6&amp;ajaxhist=0&amp;ajaxserp=0" target="_blank">Selo comemorativo do Centenário 1822 &#8211; 1922</a></p></div>
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<p>Em julho de 1922, foi lançada pelo Órgão da Comissão Organizadora da Exposição do Centenário a revista <em>A Exposição de 1922, </em>dirigida por Antônio Assis de Pádua Rezende. Foram publicados 18 edições<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/5" target="_blank"><em>Revista da Exposição de 1922</em>, julho de 1922</a>).  A comissão Organizadora era presidida pelo ministro interino da Agricultura Indústria e Comércio e também ministro da Viação e Obras Públicas, José Pires do Rio (1880 &#8211; 1950), sendo Antônio Olintho dos Santos Pires (1860 &#8211; 1925) o primeiro vice-presidente e Antônio Assis de Pádua Rezende o segundo vice-presidente. Delfim Carlos da Silva era o secretário-geral e Mário Barbosa Carneiro, tesoureiro.</p>
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<div id="attachment_28980" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28980" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/revista.jpg" alt="Primeira edição da revista mensal Exposição de 1922, julho de 1922" width="271" height="377" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/1" target="_blank">Primeira edição da revista mensal Exposição de 1922, julho de 1922</a></p></div>
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<p>No dia 7 de setembro de 1922, as comemorações do centenário foram abertas. O presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), assistiu na Praça Deodoro o desfile das tropas, <em>vendo-se em primeiro lugar os contingentes estrangeiros em fraternal solidariedade com as forças nacionais. </em>Depois o presidente assistiu ao Juramento da Bandeira, realizado pelos alunos das escolas públicas municipais, na Prefeitura.</p>
<p>Às 14 horas, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Palácio do Catete</a>, Epitácio Pessoa recebeu os cumprimentos das Embaixadas Estrangeiras, do Corpo Diplomático, de Comissários Gerais, de membros do Congresso Nacional, de oficiais de terra e mar, e do alto funcionalismo público.</p>
<p>Finalmente, às 16h, no Palácio das Festas, Epitácio inaugurou solenemente a exposição. O evento ocupou uma grande área &#8211; do Passeio Público à Ponta do Calabouço e, de lá, se estendia pelo espaço aberto com a demolição do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_02/2918" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 29 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10766" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 e 9 de setembro de 1922</a>).</p>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Nenhuma linhagem falará melhor do que o certame que hoje inauguramos. Ele não se realiza como pretexto para festins, mas como demonstração de esforços extraordinários de inteligência consumidos num século de atividade, em quase todos os ramos de trabalho. Haverá aí mostras desse passado. Umas servirão para acentuar como os povos devem guardar certos patrimônios legados por seus maiores; outras servirão para  abrir os olhos aos que se aferram à rotina, e hão de constituir, pela comparação com os produtos aperfeiçoados aqui expostos, benéfico estímulo para melhorar e progredir&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Trecho do discurso proferido por Joaquim Ferreira Chaves (1852 &#8211; 1937),ministro da Justiça,</p>
<p style="text-align: right;">na inauguração oficial da Exposição de 1922</p>
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<div id="attachment_28978" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=443969" target="_blank"><img class="wp-image-28978 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/convite-1024x776.jpg" alt="convite" width="768" height="582" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=443969" target="_blank">Convite para a cerimônia de inauguração da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil / Levy Leiloeiro</a></p></div>
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<p>À noite, o presidente recebeu convidados, dentre eles todos os membros das representações oficiais no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal</a>, onde foi apresentada a ópera <em>O Guarany</em>, de autoria de Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896).</p>
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<div id="attachment_29802" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.google.com/imgres?imgurl=https://imagens.ebc.com.br/8P2VbIft-YM_xm6RnR8Tl-yDTCk%3D/754x0/smart/https://radios.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/obra_o_guarani_-_carlos_gomes.jpeg&amp;imgrefurl=https://radios.ebc.com.br/viva-maria/2022/09/concerto-no-rio-promete-ser-um-marco-nas-comemoracoes-do-centenario-do-radio-no-brasil&amp;tbnid=afeR5DV_hJRI-M&amp;vet=1&amp;docid=gIA4Q1JYn2Z0_M&amp;w=754&amp;h=566&amp;itg=1&amp;source=sh/x/im" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29802" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/convite.jpg" alt="EBC" width="538" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.google.com/imgres?imgurl=https://imagens.ebc.com.br/8P2VbIft-YM_xm6RnR8Tl-yDTCk%3D/754x0/smart/https://radios.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/obra_o_guarani_-_carlos_gomes.jpeg&amp;imgrefurl=https://radios.ebc.com.br/viva-maria/2022/09/concerto-no-rio-promete-ser-um-marco-nas-comemoracoes-do-centenario-do-radio-no-brasil&amp;tbnid=afeR5DV_hJRI-M&amp;vet=1&amp;docid=gIA4Q1JYn2Z0_M&amp;w=754&amp;h=566&amp;itg=1&amp;source=sh/x/im" target="_blank">Programa da Grande Récita de Gala do Theatro Municipal, em 7 de setembro de 1922 / EBC</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10763" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-28140 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações.jpg" alt="nações" width="324" height="539" /> </a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10763" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-28141 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações1.jpg" alt="nações1" width="326" height="520" /> </a><img class=" size-full wp-image-28142 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações2.jpg" alt="nações2" width="330" height="544" /> <img class=" size-full wp-image-28143 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações3.jpg" alt="nações3" width="329" height="513" /> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações42.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28147" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações42.jpg" alt="nações4" width="328" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10763"><em>O Paiz</em>, 8 de setembro de 1922</a></p>
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<p><span style="color: #800000;">“<i>Dentre as comemorações civis do Centenário teve um destaque sem par a inauguração da Exposição.</i></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><i>Do que é, ou melhor, do que vae ser esse certamen internacional póde-se ter uma idéia pelo qual já está prompto. Num esforço colossal, cuja gloria cabe ao governador da cidade, conquistou-se á Guanabara o alargamento da Avenida Wilson e derrubou-se boa parte do innominavel bairro da Misericórdia, para se fazer surgir em todo esse terreno um conjunto suprehendente de palácios e pavilhões , que, uma vez concluídos com todos os seus detalhes fará a maior honra á nossa engenharia civil. E não se trata de construções ligeiras. A maioria do que está ali existe é para ficar: é para fazer parte do novo bairro – que o arrasamento do Morro do Castelo ampliará até o coração da cidade.</i></span></p>
</div>
<div><span style="color: #800000;"><i>Sem falar nos pavilhões estrangeiros, quasi todos muito notáveis, temos o Palácio das Festas que é verdadeiramente grandioso, e o Palácio das Industrias, que é um assombro de transformação e aproveitamento do velho Arsenal de Guerra – obra que, sem favor, se pode chamar genial. Todo aquelle antigo aspecto sinistro da penitenciaria e convento, parece-nos agora numa feição architetonica severa, mas risonha, relembrando a origem colonial, mas com requintes de arte, que se torna encantadora. E a Torre das Jóias corôa essa obra de maneira deslumbrante<span style="color: #800000;">. </span></i><i>Dentro de algumas semanas, quando tudo estiver concluído e nos seus logares, veremos confirmado o juízo que alguém já externou de ser a Exposição do Centenário e mais bella desses últimos tempos. E será também o attestado mais evidente do nosso arrojo e da nossa capacidade de trabalho, subordinada aos dictames da arte.”</i></span></div>
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<div style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/47813" target="_blank"><em>O Malho</em>, 16 de setembro de 1922, trecho da coluna &#8220;Notas da Semana&#8221;</a></div>
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<p>O objetivo da Exposição de 1922 era exibir um país moderno, atualizado em termos de ciência, avanços industriais e tendência das artes e da moda. Para tal, o Congresso liberou uma verba considerada exorbitante. Mais de 20 chefes de Estado e, acredita-se, em torno de 3,5 milhões de pessoas a visitaram ao longo de seus quase 11 meses de celebrações. Cerca de cinco mil pessoas trabalharam no evento. Foram realizadas as primeiras exibições de cinema durante uma exposição com filmes elaborados para a ocasião. O de maior sucesso foi <em>No país das Amazonas </em>(1922), do português Silvino Santos (1886 &#8211; 1970), que louvava as belezas da região e recebeu a medalha de ouro do júri da Exposição.</p>
<p>Segundo a historiadora Marly Motta, “<em>Se as reluzentes máquinas eram o orgulho maior dos expositores do século XIX, no século XX, quem dava as cartas era a ciência, expressa na confiabilidade dos dados estatísticos, nas maravilhas da química e nas luzes da eletricidade</em>”. Esse seria era o traço que diferenciava as exposições universais do século XIX das do século XX, incluindo a de 1922, no Rio de Janeiro. Se nas exposições do século XIX o objetivo principal era a venda de produtos e a conquista de novos mercados, no século XX o objetivo principal desses eventos passou a ser a difusão e venda de idéias que, além de expostas, eram debatidas a partir da realização de conferências e congressos sobre diversos temas e a exibição de filmes.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10677" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10677/002080RJ7317.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10677" target="_blank">Guilherme Santos. Exposição Internacional do Centenário da Independência de 1922 &#8211; Palácio do Calabouço, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua inauguração, com o comparecimento de cerca de 200 mil pessoas, contou com a realização de paradas militares e discursos do presidente da República e das maiores autoridades do país. A área da exposição estava, como já mencionado, feericamente iluminada por luz elétrica.</p>
<p>A área da exposição possuia 2.500 metros de extensão e seu percurso tinha duas partes. A percorrida a partir do portão na Praça Floriano Peixoto e que correspondia à Avenida das Nações e &#8220;<em>que abrigava os pavilhões de honra de treze nações estrangeiras (Portugal tinha ali também seu Pavilhão Industrial) 3 , o parque de diversões, o cinema, bares de cervejarias, lanchonetes, restaurante oficial, pavilhões de indústrias independentes, além de vários pequenos quiosques de produtos alimentícios. A segunda parte era a área da Praça do Mercado, onde os onze pavilhões nacionais foram localizados. O acesso a esta área se dava pelo portão neocolonial, sendo também neocoloniais os pavilhões da Fiação, da Caça e Pesca, das Pequenas Indústrias e o das Grandes Indústrias, onde seria inaugurado, ainda durante a exposição, o Museu Histórico Nacional&#8221; (Reconstituição Histórico Temporal da Exposição Internacional do Centenário da Independência)</em>.</p>
<p><em>&#8220;A Exposição Nacional exibiu 25 seções relacionadas a educação e ensino; letras, ciências e artes; mecânica; eletricidade; engenharia civil e transporte; agricultura; horticultura e arboricultura; florestas e colheitas; indústria alimentar; indústrias extrativas e metalurgia; decoração e mobiliário; fios, tecidos e vestuários; indústria química; indústrias diversas; economia social; higiene e assistência; ensino prático, instituições econômicas e trabalho manual da mulher; comércio; economia geral; estatística; forças de terra e esportes. Em paralelo, foram oferecidas atividades como exibição de filmes e conferências&#8221; (<a href="http://www.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=723&amp;sid=15" target="_blank">Fiocruz &#8211; Brasiliana &#8211; a divulgação científica no Brasil</a>).</em></p>
<p>A Porta Monumental do evento ficava ao lado do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, no final da avenida Rio Branco. As reações em relação à abertura da exposição variaram: foi considerada um sucesso por alguns períódicos e, já outros, criticaram o acontecimento. Na verdade, na ocasião, poucos pavilhões estavam abertos ao público. A revista <em> Careta</em> chamou atenção para o fato antes e depois da inauguração.</p>
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<div id="attachment_29470" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=28551" target="_blank"><img class=" wp-image-29470" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/rotunda60.jpg" alt="Careta, 26 de agosto de 1922" width="251" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=28551" target="_blank"><em>Careta,</em> 26 de agosto de 1922</a></p></div>
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<div id="attachment_29490" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28624" target="_blank"><img class="wp-image-29490 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/rotunda611.jpg" alt="rotunda61" width="346" height="182" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28624" target="_blank"><em>Careta</em>, 2 de setembro de 1922</a></p></div>
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<div id="attachment_28170" style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28649" target="_blank"><img class=" wp-image-28170" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações13.jpg" alt="Careta, 9 de setembro de 1922" width="704" height="130" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28649" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p></div>
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<div id="attachment_29488" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28882" target="_blank"><img class="wp-image-29488 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/rotunda62.jpg" alt="Careta, 7 de outubro de 1922" width="489" height="264" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28882" target="_blank"><em>Careta</em>, 7 de outubro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além do Brasil, os seguintes<span style="color: #ff0000;"> <span style="color: #000000;">países montaram pavilhões &#8211; Argentina, Bélgica, Dinamarca, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Japão, México, Noruega, Portugal, Suécia e Tchecoslováquia. Ficavam na avenida das Nações. Uma curiosidade: Portugal possuía dois pavilhões e o maior foi transferido e reconstruído em Lisboa.</span></span></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7768" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7768/001ATK012012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7768" target="_blank">Thiele &amp; Kollien. Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; Pavilhões Brasil, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Foram construídos especialmente para a ocasião e instalados em uma extensa área proveniente de aterros e outras intervenções, dentre as quais o desmonte do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank"> Morro do Castelo</a>, iniciativa saudada por personalidades importantes como o sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Pena</a> e criticada por outras, dentre elas, os escritores Monteiro Lobato (1882 – 1948) e Lima Barreto (1881 &#8211; 1922). </span></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11061/037SL01113.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11061" target="_blank">Autoria não identificada. Demolição do morro do Castelo; ao fundo, alguns pavilhões da Exposição Internacional de 1922, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desmonte integrava a reforma urbana implementada, entre 1920 e 1922, pelo prefeito Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930).</p>
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<div id="attachment_28172" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28172 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações15.jpg" alt="O prefeito Carlos Sampaio" width="403" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank">O prefeito Carlos Sampaio / Álbum da Cidade do Rio de Janeiro comemorativo do Centenário da Independência do Brasil</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Surgia então a nova Esplanada do Castelo, onde foram edificados os pavilhões da Exposição. No fim do evento, a área tornou-se muito valorizada e foi loteada. Mas antes, algumas revistas ironizaram a escolha do local para a realização da Exposição de 1922 devido ao perigo de ressacas e alagamentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28169" style="width: 790px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/25814" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28169" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações12.jpg" alt="Careta, 4 de junho de 1921" width="780" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/25814" target="_blank"><em>Careta</em>, 4 de junho de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o estilo dos prédios, a arquiteta e museóloga Nina Levy escreveu:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Entre as principais construções nacionais na Exposição que seguem a linguagem do ecletismo teríamos a Porta Principal (Mario Fertin e Edgar Viana), o Pavilhão do Distrito Federal (Sylvio Rebecchi), o Pavilhão da Estatística (Gastão Bahiana) o Palácio dos Estados (H . Pujol Junior), o Palácio das Festas (Archimedes Memória e Francisque Cuchet), o Pavilhão da Música e a Fachada do Pavilhão das Indústrias Particulares (Nestor de Fi gueiredo) e a Fachada do Parque de Diversões (Morales de Los Rios).</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Já dentro do espírito neocolonial estariam a Porta Norte (Raphael Galvão), o Palácio da Fiação (Morales de Los Rios Filho), o Pavilhão de Caça e Pesca (Armando de Oliveira), o Pavilhão das Pequenas Indústrias (Nestor de Figueiredo e C. S. San Juan) e a curiosa obra de restauração e adaptação do antigo Arsenal de Guerra, da Casa do Trem e do Forte do Calabouço para compor o Palácio das Grandes Indústrias (Archimedes Memória e Francisque Cuchet)&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29746" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/arquitetos.jpg"><img class="size-full wp-image-29746" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/arquitetos.jpg" alt="Augusto Malta, Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adollpho Morales de los Rios (pai) e Francisco Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Arquimedes Memoria, Adolpho Morales de los /rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Vianna, de 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Rio antigo, por Charles Dunlop." width="414" height="359" /></a><p class="wp-caption-text">Augusto Malta. Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adolpho Morales de los Rios (pai) e Francisque Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Archimedes Memória, Adolpho Morales de los Rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Viana, 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / <em>Rio Antigo</em>, por Charles Dunlop.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28981" style="width: 753px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/4" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28981" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/plantageral.jpg" alt="Planta geral da Exposição de 1922 / Exposição de 1922, julho de 1922" width="743" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/4" target="_blank">Planta geral da Exposição de 1922 / <em>Exposição de 192</em>2, julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Somente seis prédios da Exposição de 1922 ainda existem: no Rio de Janeiro, o Pavilhão da Administração e do Distrito Federal, atual Museu da Imagem e do Som; o Palácio da França, uma réplica do <em>Petit Trianon</em>, residência de campo de Maria Antonieta em Versalhes, atual Academia Brasileira de Letras; o Palácio das Indústrias, atual Museu Histórico Nacional; o Pavilhão de Estatística, órgão do Ministério da Saúde; o do Pavilhão das Indústrias Particulares, o restaurante Albamar &#8211; que já existia antes da exposição e abrigava o Mercado Municipal; e o do Pavilhão das Indústrias de Portugal, que foi transferido para Lisboa.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9691" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9691/007A5P4F02-069.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9691" target="_blank">Augusto Malta. Exposição Internacional de 1922 &#8211; Pavilhão da Administração e Distrito Federal, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7759" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7759/001ATK012004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7759" target="_blank">Thiele &amp; Kollien. Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; Pavilhão França, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9693" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9693/007A5P4F02-071.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9693" target="_blank"> Augusto Malta. Exposição Internacional de 1922 &#8211; Pavilhão das Indústrias, 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9734" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9734/007CX189-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="340" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9734" target="_blank">Marc Ferrez. Exposição de 1922 &#8211; Pavilhão da Estatística, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28161" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/23817/FERNANDA%20AZEVEDO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-28161 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações10.jpg" alt="Mapa geral da Exposição, destacando edificações e elementos temporários. Fonte: MARTINS, 1998, p.122." width="633" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/23817/FERNANDA%20AZEVEDO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Mapa geral da Exposição, destacando edificações e elementos temporários.</a><br /> <a href="https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/23817/FERNANDA%20AZEVEDO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Fonte: MARTINS, 1998, p.122 / <em>A Exposição Internacional do Centenário da Independência de 1922: processo de modernização e legado para a cidade do Rio de Janeiro, </em>pág 110</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Foram mais de seis mil expositores, entre nacionais e estrangeiros, que disputavam em muitas categorias a preferência da comissão encarregada de julgar os produtos e atribuir as cobiçadas medalhas e diplomas de Grande Prêmio, Medalha de Ouro e Prata, que valorizariam seus artigos, seus nomes e as marcas de suas firmas. Durante o evento, também foram realizadas várias conferências e palestras sobre temáticas afins e, no curso do ano de 1922, foram ainda lançados diversos tipos de publicações, periódicos, programas, revistas, edições comemorativas de jornais, o Livro de Ouro, o Guia da Exposição (catálogo), cronogramas de atividades, publicações de outros estados e outras que não versavam sobre a exposição em si, mas que foram preparadas para a ocasião de celebrar a Independência do Brasil, como a Carta Geográfica do Brasil ao Milionésimo, elaborada pelo Clube de Engenharia para integrar a Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/87-exposicoes/o-rio-do-morro-ao-mar/saiba-mais/225-a-exposicao-de-1922-memoria-e-civilizacao.html" target="_blank"><span class="documentCategory">O Rio do morro ao mar &#8211; </span>A Exposição de 1922: Memória e Civilização</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29806" style="width: 706px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/etiqueta.jpg"><img class="size-full wp-image-29806" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/etiqueta.jpg" alt="Ficha de identificação dos produtos expostos na Exposição de 1922. NO alto, à esquerda, o brasão imperial; e, à direita, o brasão da República" width="696" height="493" /></a><p class="wp-caption-text">Ficha de identificação dos produtos da Seção Brasileira da Exposição de 1922. No alto, à esquerda, o brasão imperial; e, à direita, o brasão da República</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="content-header-options-1 row-fluid"></div>
<div class="content-header-options-1 row-fluid"><span style="color: #800000;"><em>A Exposição Nacional exibiu 25 seções relacionadas a educação e ensino; letras, ciências e artes; mecânica; eletricidade; engenharia civil e transporte; agricultura; horticultura e arboricultura; florestas e colheitas; indústria alimentar; indústrias extrativas e metalurgia; decoração e mobiliário; fios, tecidos e vestuários; indústria química; indústrias diversas; economia social; higiene e assistência; ensino prático, instituições econômicas e trabalho manual da mulher; comércio; economia geral; estatística; forças de terra e esportes. Em paralelo, foram oferecidas atividades como exibição de filmes e conferências.</em></span></div>
<div class="content-header-options-1 row-fluid"></div>
<div class="content-header-options-1 row-fluid" style="text-align: right;"><a href="http://www.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=723&amp;sid=15" target="_blank">Fiocruz</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi oferecido aos visitantes da exposição um serviço de passeios aéreos sobre a Baía de Guanabara em hidroplanos de dois passageiros, partindo da Ponta do Calabouço, perto do restaurante da exposição, onde foi construída uma ponte flutuante para embarque e desembarque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28983" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ydcs9PyyPAc" target="_blank"><img class="wp-image-28983 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/avião.jpg" alt="avião" width="625" height="422" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ydcs9PyyPAc" target="_blank">Filme <em>1922 &#8211; A Exposição da Independência </em></a></p></div>
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<p>Também na Baía de Guanabara fundearam diversos navios estrangeiros: o <em>Moreno</em>, da Argentina; o <em>Maryland</em> e o <em>Nevada</em>, dos Estados Unidos; o <em>Hood</em> e o <em>Repulse</em>, da Inglaterra; o <em>Azuma</em>, o I<em>suno</em> e o <em>Iwate</em>, do Japão; o <em>República</em> e o <em>Carvalho Araújo</em>, de Portugal; e o <em>Uruguai</em>, do país homônimo.</p>
<p>No estande do Exército foi exposta a Carta Topográfica do Distrito Federal, hoje Município do Rio de Janeiro, na escala de 1:50.000, impressa em sete cores e contendo curvas de nível, cujo levantamento foi o primeiro trabalho do Serviço Geográfico Militar.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Carta_do_Distrito_Federal_1922.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-29603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/centenário2.jpg" alt="centenário2" width="453" height="502" /></a></p>
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<p>Outro destaque da Exposição de 1922 foi a mostra de Saúde Pública do Departamento Nacional de Saúde Pública, que já foi tema de um artigo da Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7955" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7955/Imagem%2010.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7955" target="_blank">Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi durante a realização da exposição que, por iniciativa da Câmara de Comércio Norte-Americana no Brasil, foram angariados cerca de 40 mil dólares para a confecção de um <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8553">monumento que simbolizasse a amizade entre o Brasil e os Estados Unidos</a>. Foi presenteada ao Brasil uma escultura de bronze de uma mulher, em pé, sustentando na mão esquerda os pavilhões norte-americano e brasileiro ornados com folhas de louro e, na direita, uma palma de louros, inaugurada em 4 de julho de 1931.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5071" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5071/001AM005002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5071" target="_blank">Augusto Malta. Inauguração da Estátua da Amizade em frente a Igreja de Santa Luzia, 4 de julho de 1931. Rio de Janaerio, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma série de outros eventos aconteceram durante a exposição, dentre eles uma missa campal, diversos congressos, dentre eles o Congresso Internacional de História da América, promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; e o primeiro Congresso Feminista no país, que será tema de um artigo aqui na Brasiliana Fotográfica, em dezembro; uma sessão solene no Congresso Nacional, um desfile de cerca de 4.600 alunos na avenida Rio Branco, a inauguração do monumento de Cuauhtemoc, oferecido pelo México; além de inúmeros bailes, banquetes, conferências, corridas de cavalo, excursões, recepções e até uma festa veneziana na Enseada de Botafogo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/7037" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de setembro de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10831" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152359" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 23 de setembro de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4777" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4777/014AM017004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4777" target="_blank">Augusto Malta. Inauguração da estátua oferecida pelo México ao Brasil &#8211; Monumento a Cuauhtémoc, 16 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo I</a>MS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1923, foi publicado o <em>Livro de Ouro da Exposição do Centenário, </em>editado<em> </em>pela casa editorial Almanak Laemmert, criada em 1844, pelos irmãos Eduard e Heinrich Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/17306" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de novembro de 1923, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31187" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11809" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31187" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/livrodeouro.jpg" alt="O Paiz, 24 de dezembro de 1922" width="633" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11809" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de dezembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29807" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.miguelsalles.com.br/peca.asp?ID=4772409" target="_blank"><img class="wp-image-29807 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/livro-de-ouro.jpg" alt="Escritório de Artes Miguel Salles" width="353" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.miguelsalles.com.br/peca.asp?ID=4772409" target="_blank"><em>Livro de Ouro da Exposição do Centenário</em> / Escritório de Artes Miguel Salles</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A primeira grande transmissão pública de rádio do Brasil</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29723" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/o-radio-no-brasil-21784784" target="_blank"><img class="wp-image-29723" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia6.jpg" alt="telefonia6" width="701" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/o-radio-no-brasil-21784784" target="_blank">Instalada pela Western Electric no pavilhão da antiga Repartição Geral dos Telégrafos, na Praia Vermelha, esta emissora, junto com a estação Westinghouse, do Corcovado, inaugurou no Brasil o serviço de Radiodifusão, durante a Exposição de 1922. Ao centro, o engenheiro José Neves, o telegrafista Manoel Antonio de souza, à direita; e o servente da estação, Joaquim Pereira, à esquerda / Acervo O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência, foi realizada a primeira grande transmissão pública de rádio do Brasil. Outras transmissões radiofônicas já haviam sido realizadas no país &#8211; pelo padre gaúcho Roberto Landell de Moura (1861 &#8211; 1928), em 16 de julho de 1899, em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/7537" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 17 de julho de 1899, terceira coluna</a>); e pela Rádio Clube de Pernambuco, fundada em 6 de abril de 1919 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/76854" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 25 de abril de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29714" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/7537" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29714" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia2.jpg" alt="Commercio de São Paulo, 17 de julho de 1899" width="350" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/7537" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 17 de julho de 1899</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29715" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/76854" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29715" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia3.jpg" alt="Jornal do Recife, 25 de abril de 1919" width="405" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/76854" target="_blank">Jornal do Recife, 25 de abril de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas esta, realizada em 7 de setembro de 1922, é considerada a primeira transmissão radiofônica oficial brasileira.</p>
<p>Em maio de 1922, a Delegação dos Estados Unidos para a Exposição de 1922 já anunciava as demonstrações que seriam realizadas por empresas norte-americanas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5879" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de maio de 1922, terceira coluna</a>). Uma estação de 500 watts, montada no alto do Corcovado pela Westinghouse Eletric International em combinação com a Companhia Telefônica Brasileira, irradiou o discurso do presidente Epitácio Pessoa  (1865 – 1942), surpreendendo os visitantes da Exposição Internacional do Rio de Janeiro, através de 80 receptores vindos dos Estados Unidos, instalados em pontos centrais da cidade. A transmissão também foi realizada para Niterói, Petrópolis e São Paulo. Pelo mesmo sistema, à noite, a ópera <em>O Guarany</em>, de Carlos Gomes, encenada no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Teatro Municipal</a>, também foi irradiada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/11804" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de setembro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/4776" target="_blank"><em>A União (RJ)</em>, 14 de setembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29717" style="width: 201px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47726" target="_blank"><img class="wp-image-29717 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia5.jpg" alt="telefonia5" width="191" height="336" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47726" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 8 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Western Electric Company em colaboração com a Companhia Telefônica também esteve presente à exposição onde fez demonstrações do telefone Alto-Falante que funcionando em comum com a radiofonia possibilitava ouvir-se trechos de música e de óperas executados a <em>considerável distância </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/17335" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de setembro de 1922, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29708" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/17335" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29708" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia.jpg" alt="Jornal do Brasil, 16 de setembro de 1922" width="270" height="396" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/17335" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Pixinguinha (1897 &#8211; 1973)</a>, em entrevista, disse que havia tocado também durante as primeiras transmissões radiofônicas oficiais no Brasil. &#8220;<em>Toquei num estudiozinho que havia lá e a Zaíra de Oliveira cantou&#8221;. </em>O estúdio foi montado no pavilhão dos Estados Unidos.</p>
<p>Segundo Edgar Roquette-Pinto (1884 &#8211; 1954), considerado o pai da radiofusão no Brasil, durante a Exposição de 1922:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230; muito pouca gente se interessou pelas demonstrações experimentais de radiotelefonia então realizadas pelas companhias norte-americanas Westinghouse, na estação do Corcovado, e Western Electric, na Praia Vermelha. [&#8230;]. Creio que a causa desse desinteresse foram os alto-falantes instalados na exposição. Ouvindo discurso e música reproduzidos no meio de um barulho infernal, tudo distorcido, arranhando os ouvidos, era uma curiosidade sem maiores consequências&#8221;</em></span>. (BBC, 1988).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29716" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/095648/8427" target="_blank"><img class="wp-image-29716 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia4.jpg" alt="Dom Quixote, de 1922" width="384" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/095648/8427" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 13 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que no ano seguinte foi fundada, em 20 de abril de 1923, aquela que é considerada a primeira emissora radiofônica do Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por inúmeros associados influenciados pelo engenheiro e astrônomo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank">Henrique Morize (1860 -1930)</a>, com quem o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> havia no final do século XIX realizado experiências cinematográficas e radiográficas; e por seu principal idealizador, justamente Edgar Roquette-Pinto. Seu o <em>slogan</em> era “<em>Trabalhar pela cultura dos que vivem em nossa terra e pelo progresso do Brasi</em>l”. Em caráter experimental, a primeira transmissão da Rádio Sociedade aconteceu em 1º de maio de 1923, Dia do Trabalho, utilizando o prefixo PR1– A e, após, PRA-A e PRA-2. Em 1936, foi doada ao governo por Roquette-Pinto e, em 1953, virou Rádio Ministério da Educação, com a criação da pasta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: neste mesmo dia, 7 de setembro de 1922, nascia, no Rio de Janeiro, o ator Paulo Autran (1922 &#8211; 2007), que se tornaria um dos ícones da cultura brasileira.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Links para publicações sobre a Exposição de 1922</em></strong></span></p>
<p>Links para as edições da <em>Revista da Semana</em> dedicadas à comemoração do Centenário da Independência:<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3143" target="_blank">  9 de setembro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3186" target="_blank">16 de setembro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3229" target="_blank">23 de setembro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3274" target="_blank">30 de setembro</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3315" target="_blank"> 7 de outubro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3358" target="_blank">14 de outubro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/3402" target="_blank">21 de outubro</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3445" target="_blank">28 de outubro</a> de 1922.</p>
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<div id="attachment_28148" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3186" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28148" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações5.jpg" alt="Revista da Semana, 16 de setembro de 1922" width="565" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3186" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 16 de setembro de 1922</a></p></div>
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<div id="attachment_28149" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/3187" target="_blank"><img class="wp-image-28149" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações6-1024x498.jpg" alt="nações6" width="768" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/3187" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 16 de setembro de 1922</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank">Link para o <em>Álbum da Cidade do Rio de Janeiro comemorativo do  1ºCentenário da Independência do Brasil,</em> cuja iniciativa da publicação foi do engenheiro Luiz Raphael Vieira Souto (1849 &#8211; 1922)</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-28171" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações14.jpg" alt="nações14" width="702" height="524" /></a></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon373452/icon373452.pdf" target="_blank">Link para o Guia Official Exposição Internacional do Rio de Janeiro 1922</a></span></p>
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<div id="attachment_28178" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon373452/icon373452.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28178 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações16.jpg" alt="nações16" width="376" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon373452/icon373452.pdf" target="_blank">Guia Official Exposição Internacional do Rio de Janeiro 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152115" target="_blank">Link para o número do centenário da revista <em>Fon-Fon</em>, 7 de setembro de 1922</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<div id="attachment_28150" style="width: 245px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152119" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28150" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações7.jpg" alt="Fon-Fon, 7 de setembro de 1922" width="235" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152119" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Link para o filme <a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=ydcs9PyyPAc" target="_blank"><em>1922 &#8211; A Exposição da Independência</em> </a>(1970), filme com imagens resgatadas do documentário realizado por Silvino Santos (1893 &#8211; 1970), em 1922,  dirigido por Roberto Kahane e Domingos Demasi.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<div id="attachment_29578" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/filme3.jpg"><img class="wp-image-29578 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/filme3.jpg" alt="Cena do filme" width="509" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">Cena do filme <em>1922 &#8211; A Exposição da Independência</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/search.php?query=%22EXPOSI%C7%C3O+INTERNACIONAL+DO+CENTEN%C1RIO+DA+INDEPEND%CANCIA-+RIO+DE+JANEIRO-+BRASIL-+1922%2F1923.%22&amp;andor=AND&amp;tipo=0&amp;fundo_colecoes=0&amp;local=0&amp;dta_ini=&amp;dta_fim=&amp;ordenar=0&amp;asc_desc=10&amp;action=results" target="_blank">Link para 60 fotos de aspectos da Exposição de 1922 que fazem parte do álbum <em>Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; Rio de Janeiro &#8211; Brasil &#8211; 1922/1923</em>, do acervo iconográfico do Acervo Público Mineiro</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29612" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/photo.php?lid=26990" target="_blank"><img class="wp-image-29612 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/moinho.jpg" alt="Moinho Holandez / " width="411" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/photo.php?lid=26990" target="_blank">Moinho Holandez, da Bols, fundada em 1575 e a mais antiga marca de bebidas do mundo / Acervo Público Mineiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18805" target="_blank">Link para o artigo <em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de autoria de Ricardo Augusto dos Santos, publicada na Brasiliana Fotográfica, em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7919" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7919/Imagem%2004.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7919" target="_blank">Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Link para o artigo <a style="color: #800000;" href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/23420/a-independencia-do-brasil-pelos-olhos-de-debret" target="_blank"><em>A independência do Brasil pelos olhos de Debret</em></a>, publicado no portal Brasiliana Iconográfica, em 31 de agosto de 2022.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29577" style="width: 687px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/19684/ceremonie-de-sacre-de-d-pedro-1er-empereur-du-bresil-a-rio-de-janeiro-le-1er-decembre-1822" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29577" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/debret.jpg" alt="Cérémonie de sacre de D. Pedro 1,,er Empereur du Brésil, à Rio de Janeiro, le 1,,er Decembre 1822, 1839 / Pinacoteca do Estado de São Paulo" width="677" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/19684/ceremonie-de-sacre-de-d-pedro-1er-empereur-du-bresil-a-rio-de-janeiro-le-1er-decembre-1822" target="_blank">Cérémonie de sacre de D. Pedro 1,,er Empereur du Brésil, à Rio de Janeiro, le 1,,er Decembre 1822, 1839 / Pinacoteca do Estado de São Paulo &#8211; Brasiliana Iconográfica</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Link para o programa <a style="color: #800000;" href="https://radiobatuta.ims.com.br/especiais/os-100-ou-mais-anos-do-radio-no-brasil" target="_blank"><em>Os 100 (ou mais) anos do rádio no Brasil</em></a>, com roteiro e apresentação da jornalista Helena Aragão, publicado em 2 de setembro de 2020, na Rádio Batuta.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://api.radiobatuta.com.br/wp-content/uploads/2022/08/esp_100_anos_do_radio_no_brasil.jpg" alt="Os 100 (ou mais) anos do rádio no Brasil" width="700" height="497" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://discografiabrasileira.com.br/en/posts/245649/brava-gente-na-voz-de-vicente-celestino-um-hit-bicentenario-de-d-pedro-i-e-evaristo-da-veiga" target="_blank">Link para o artigo <em>BRAVA GENTE: NA VOZ DE VICENTE CELESTINO, UM ‘HIT’ BICENTENÁRIO DE D. PEDRO I E EVARISTO DA VEIGA, </em>de Pedro Paulo Malta. Discografia Brasileira / Instituto Moreira Salles.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/hino.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-29804" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/hino.jpg" alt="hino" width="319" height="235" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar a série &#8220;Exposições&#8221; e mudou de título em 1º de dezembro de 2025.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALMEIDA, Hamilton. <em>Padre Landell: o brasileiro que inventou o wireless. </em>Santa Catarina: Editora Insular,<em> </em>2022.</p>
<p><a href="https://atlas.fgv.br/verbetes/exposicao-internacional-do-centenario-da-independencia-do-brasil" target="_blank">Atlas Histórico do Brasil &#8211; FGV &#8211; CPDOC</a></p>
<p>Biblioteca Nacional. <em><a href="https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/exposicao-universal-londres-1851-palacio-cristal" target="_blank">A Exposição Universal de Londres de 1851 e o Palácio de Cristal</a>,</em> 1º de maio de 2020.</p>
<p>BRITISH BROADCASTING CORPORATION. <em>O rádio no Brasil</em>. Londres: Serviço Brasileiro da BBC, 1988. Série de programas de rádio.</p>
<p>CÂMARA, Renato Phaelante da. <em>Fragmentos da história do Rádio Clube de Pernambuco</em>. 2.ed. Recife: Cepe, 1998.</p>
<p><a href="https://www.correiodocidadao.com.br/curta/o-padre-brasileiro-que-inventou-o-radio/" target="_blank"><em>Correio do Cidadão</em>, 1º de junho de 2022.</a></p>
<p>COSTA, Júlia Fúria. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/34252.pdf" target="_blank"><em>O “Culto da Saudade” nas Comemorações do Centenário da Independência do Brasil: A Criação do Museu Histórico Nacional, 1922</em></a>. <em>Em Tempo de Histórias</em> &#8211; Publicação do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília PPG-HIS, nº. 18, Brasília, jan/jul. 2011. ISSN 1517-1108.</p>
<p>DRAGO, Niuxa; VILAS BOAS, Naylor; GUEDES, Sebastião. <a href="http://enanparq2020.s3.amazonaws.com/MT/21800.pdf" target="_blank"><em>Reconstituição Histórico Temporal da Exposição Internacional do Centenário da Independência</em></a>. VI Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, 2020.</p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo</em>, volume III. Rio de Janeiro : Editra Rio Antigo Ltda, 1960.</p>
<p>FERRARETTO, Luiz Artur. <em><a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/3961-13808-1-PB.pdf" target="_blank">De 1919 a 1923, os primeiros momentos do rádio no Brasil</a>. </em>Revista Brasileira de História da Mídia (RBHM) &#8211; v.3, n.1, jan.2014-jun/2014.</p>
<p>FERREIRA ROSA. <a href="https://reficio.cloud/governo/ferreira-rosa-o-centenario/" target="_blank"><em>O Centenário</em></a>.</p>
<p><a href="http://www.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=723&amp;sid=15" target="_blank">Fiocruz &#8211; Brasiliana &#8211; a divulgação científica no Brasil</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HEYNEMANN, Claudia B. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283" target="_blank"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia </em></a>in Brasiliana Fotográfica, 4 de dezembro de 2019.</p>
<p>JUNQUEIRA, Julia Ribeiro. <em>As comemorações do Sete de Setembro em 1922: uma re(leitura) da História do Brasil.</em>  Versão modificada de um dos capítulos apresentados na dissertação <em>Jornal do Commercio: cronista da História do Brasil em 1922</em>, defendida, em maio de 2010, no Programa de Pós-Graduação em História Política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>LEVY, Ruth. <a href="https://www.ppgav.eba.ufrj.br/wp-content/uploads/2012/01/ae11_ruth_levy.pdf" target="_blank"><em>A exposição do centenário e o meio arquitetônico carioca no início dos anos 1920</em></a>. Rio de Janeiro : EBA/UFRJ, 2010.</p>
<p>MARTINS, Angela Maria Moreira. <em>A Exposição Internacional de 1922 no Rio de Janeiro: um espaço urbano turístico na jovem república brasileira</em>. In: DEL RIO, Vicente (Org.). Arquitetura: pesquisa e projeto. Rio de Janeiro: UFRJ, FAU; São Paulo: ProEditores, 1998. (Coleção PROARQ). p.121-146.</p>
<p>MOTTA, Marly Silva da. <em><a href="https://issuu.com/bibliotecapdf/docs/a-nacao-faz-100-anos-a-questao-naci" target="_blank">A nação faz cem anos: a questão nacional no centenário da independência</a>.</em> Rio de Janeiro: Editora FGV: CPDOC, 1992.</p>
<p>MOTTA, Marly Silva da. <a href="https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace;handle/bitstream/handle/10438/6763/1033.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Ante-sala do paraíso&#8221;, &#8220;vale de luzes&#8221;, &#8220;bazar de maravilhas&#8221; &#8211; a Exposição Internacional do Centenário da Independência (Rio de Janeiro &#8211; 1922)</em>. R</a>io de Janeiro: CPDOC, 1992. 22f. Trabalho apresentado no Seminário &#8220;Cenários de 1922&#8243;, promovido pelo CPDOC, Rio de Janeiro, 19-20 nov. 1992.</p>
<p>MOURÃO, Alda; GOMES, Ângela de Castro. <em>A experiência da Primeira República no Brasil e em Portugal. </em>Rio de Janeiro : Editora FGV, 2011.</p>
<p>RIBEIRO, Fernanda de Azevedo. <a href="https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/23817/FERNANDA%20AZEVEDO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>A Exposição Internacional do Centenário da Independência de 1922: processo de modernização e legado para a cidade do Rio de Janeiro</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Arquitetura e Urbanismo, 2014.</p>
<p>RIBEIRO, Fernanda de Azevedo. <a href="http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/far_1922media.htm" target="_blank"><em>Representações da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil de 1922 e da cidade do Rio de Janeiro nas mídias</em></a>. <span lang="EN-GB"><span lang="PT-BR">19&amp;20</span></span>, Rio de Janeiro, v. XV, n. 2, <span class="SpellE">jul.-dez</span>. 2020.</p>
<p>ROBICHON, François. <i>Les panoramas en France au XIXe siecle. </i>Paris/Nanterre, 1982. Tese de Doutorado &#8211; Universidade de Paris X-Nanterre.</p>
<p>SANTOS, Araci Alves do. <a href="https://www.abq.org.br/dissertacao-1-CBQ.pdf" target="_blank"><em>Terra encantada – A Ciência na Exposiçao do Centenário da Independência do Brasil</em></a>. Dissertação de Mestrado apresentada ao corpo docente do Programa de Pós-Graduação de História da Ciência, das Técnicas e Epistemologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2010.</p>
<p>SILVA, Eliane Alves da. <a href="https://www.ufmg.br/rededemuseus/crch/simposio/SILVA_ELIANE_ALVES_1.pdf" target="_blank"><em>90 Anos da Missão Cartográfica Imperial Militar Austríaca no Exército Brasileiro – Relato Histórico da Fotogrametria (1920-2010)</em></a>. 1º Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica. Parati, 10 a 13 de maio de 2012.</p>
<p><a href="https://memoria.ebc.com.br/2012/09/primeira-transmissao-de-radio-no-brasil-completa-90-anos" target="_blank">Site Empresa Brasileira de Comunicação</a></p>
<p><a href="http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/87-exposicoes/o-rio-do-morro-ao-mar/saiba-mais/225-a-exposicao-de-1922-memoria-e-civilizacao.html" target="_blank">Site Exposições Virtuais &#8211; Arquivo Nacional &#8211; </a><a href="http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/87-exposicoes/o-rio-do-morro-ao-mar/saiba-mais/225-a-exposicao-de-1922-memoria-e-civilizacao.html" target="_blank"><span class="documentCategory">O RIO DO MORRO AO MAR </span>A Exposição de 1922: Memória e Civilização</a></p>
<p><a href="http://historiasemonumentos.blogspot.com/2014/11/museu-da-imagem-e-do-som-pavilhao-da.html" target="_blank">Site Histórias e Monumentos</a></p>
<p><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/amlrfilho.html#:~:text=Professor%20de%20Desenho%20de%20Arquit,a%20c%C3%A1tedras%20e%20livre%2Ddoc%C3%AAncias.">Site IHGB</a></p>
<p>VAZ FILHO, Pedro Serico. <em><a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/gthistoriadamidiasonora_Pedro_Serico_Vaz_Filho%20ALCAR%202019%20GT%20HISTORIA%20DA%20MIDIA%20SONORA.pdf" target="_blank">A centenária Rádio Clube de Pernambuco Registros em meios impressos documentam a origem da emissora pernambucana em 06 de abril de 1919</a>. </em>XII Encontro Nacional de História da Mídia, Rio Grande do Norte, junho de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Links para os artigos publicados da Série</span><em><span style="color: #800000;"> 1922 &#8211; Hoje, há 100 ano</span>s</em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</span></strong></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</span></a>Motr</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486" target="_blank"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283" target="_blank"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia<strong>, </strong></em>de autoria de<em><strong> </strong></em>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Festa das Artes e da Indústria </em><em>Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805" target="_blank"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805" target="_blank">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805" target="_blank">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
</div>
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		<title>O centenário da morte de João do Rio (1881 &#8211; 1921), o cronista da &#8220;belle époque&#8221; carioca</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2021 13:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro Municipal do Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[No centenário de sua morte, a Brasiliana Fotográfica homenageia Paulo Barreto (1881 - 1921), o João do Rio, que em sua época era considerado o príncipe dos cronistas brasileiros. Morou, a partir de 1917 ,em um casa na praia de Ipanema, fotografada, por Chapelin. Escreveu a crônica Praia Maravilhosa em homenagem ao bairro carioca. Em sua obra, que fundia a crônica com a reportagem, João do Rio escrevia sobre as transformações do Rio de Janeiro do início do século, contribuindo para a formação da imagem dessa nova cidade, desse Rio de Janeiro da "belle époque". No artigo, destaque para um trabalho que fez em parceria com a Photo Musso sobre o Teatro Municipal, em 1913, e para uma crônica que escreveu, em 1916, sobre o que denominou "a loucura da fotografia".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Em sua época, Paulo Barreto (1881 &#8211; 1921), o João do Rio, era considerado o <em>príncipe dos cronistas brasileiros</em>: &#8220;<em>Era um espírito de escol, educado, viajado, e enobreceu, quanto pode, as letras do país conquistando um nome imortal pela glória constante do trabalho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank">Bahia Illustrada, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank">junho de 1921</a><em>)</em>. Foi o primeiro grande repórter da imprensa brasileira do século XX e sua produção oscilava entre a reportagem e o conto.</p>
<p style="text-align: left;">Morou, a partir de fins da década de 1910, em uma casa na praia de <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=4924" target="_blank">Ipanema</a>, na rua Vieira Souto, nº 476, registrada por Chapelin (18? &#8211; 19?), fotógrafo sobre o qual se sabe muito pouco. Anteriormente, João do Rio morava na rua Gomes Freire, na Lapa. Segundo o jornalista e historiador Raimundo Magalhães Junior (1907 &#8211; 1981), a casa deve ter sido adquirida<em>, a preço de propaganda, desse espírito empreendedor o esquecido Raul Kennedy de Lemos</em> (1880 &#8211; 1951), fundador da Companhia Construtora Ipanema. João do Rio comprou outra casa para sua mãe, também em Ipanema, na rua Prudente de Moraes, 391.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9189" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9189/001CC011.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9189" target="_blank">Chapelin. Fachada da casa onde morou o escritor Paulo Barreto, o João do Rio; ao fundo, o morro do Corcovado, c. 1917. Ipanema, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pouco antes, ele havia escrito a crônica <em>Praia Maravilhosa</em> em homenagem ao bairro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/35056" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de maio de 1917</a>). O título faz uma referência à expressão Cidade Maravilhosa &#8211; <i>La Ville Merveilleuse -</i>, nome do livro onde os poemas <em>Amor ao Rio</em>, de autoria da francesa Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955), foram publicados em 1913. Ela havia passado uma temporada, de setembro a dezembro de 1911, no Rio de Janeiro, quando se encantou pela cidade (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8458" target="_blank">20 de setembro, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9552" target="_blank">6 de dezembro, primeira coluna</a> de 1911).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/mendes.jpg" alt="Jane Mendes / Fon Fon, 21 de outubro de 19911" width="415" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"><em>Fon Fon</em>, 21 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à crônica de João do Rio sobre Ipanema. Nela, ele evidencia seu entusiasmo pela beleza assim como traça o perfil do bairro, ainda recente e pouco habitado. Sobre a crônica, Magalhães Junior comentou que dava<em> a &#8220;impressão de um prospecto predial. É claro que não poderia ter sido coisa desinteressada, pois João do Rio não era ingênuo ao ponto de se deixar arrastar por alguém cujo interesse estava perfeitamente caracterizado: criar ambiente favorável à venda de lotes de terreo e de casa a prestações&#8221;. </em>Mas tudo indica que os elogios do cronista eram sinceros tanto que pouco tempo depois mudou-se para o bairro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-23791" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia.jpg" alt="praia" width="667" height="548" /></a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35056"><img class="  wp-image-23793 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia2.jpg" alt="praia2" width="661" height="543" /></a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35056"><img class="  wp-image-23794 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia3.jpg" alt="praia3" width="661" height="545" /></a></p>
<div id="attachment_23795" style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35056"><img class="wp-image-23795 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia4.jpg" alt="praia4" width="655" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35056" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de maio de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história de Ipanema</strong></em></span></p>
<p>José Antônio Moreira Filho (1830-1899), o barão e conde de Ipanema, comprou, em 1878, do tabelião e empresário Francisco José Fialho (1820? – 1885), um lote de terras que ia desde a atual rua Barão de Ipanema até o atual Canal do Jardim de Alah. Criou, então, um novo bairro, que batizou de “Villa Ipanema”, em homenagem a seu pai, o primeiro barão e conde de Ipanema, o paulista João Antônio Moreira (1797 – 1879). O nome Ipanema significa em tupi <em>água ruim</em> e foi inspirado por uma das propriedades do barão, em Minas Gerais.</p>
<p>A Villa Ipanema foi inaugurada, em 15 de abril de 1894, pelo barão e por seu sócio José Silva com a presença do prefeito Henrique Valladares, que no mesmo dia inaugurou a ampliação das linhas de bonde da empresa de Ferro Carril do Jardim Botânico, da Praça Malvino Reis, atual Serzedelo Correia, até a ponta da Igrejinha, que era a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, erguida no século XVIII e derrubada em 1918, próxima à rua Francisco Otaviano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/9725" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de abril de 1894, terceira coluna</a>). Em 26 de abril de 1894, foi assinada a ata de fundação definitiva do bairro Villa Ipanema, com a presença do então prefeito Henrique Valadares e do barão e conde de Ipanema, que lançou, em seus terrenos, um enorme loteamento, berço do que é ainda hoje um dos bairros mais valorizados da cidade do Rio de Janeiro. No princípio, foram abertas 13 ruas, uma avenida e duas praças no areal sem valor, tomado por pitangueiras, cajueiros e araçazeiros. Até hoje essas vias são as mais importantes artérias do bairro. Entre elas, a avenida Vieira Souto e as ruas Prudente de Moraes e Visconde de Pirajá, essa última batizada inicialmente de Vinte de Novembro. Ipanema conservou a denominação de vila até a década de 20. Apesar de alguns autores considerarem outras datas, o dia 26 de abril de 1894 é a data mais aceita como marco de referência da fundação do bairro. Ipanema tornou-se, ao longo do século XX, reduto de artistas, intelectuais, jornalistas e boêmios, um dos símbolos do comportamento de vanguarda, exportando a moda e os costumes cariocas para o resto do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da vida de Paulo Barreto, o João do Rio (1881 &#8211; 1921)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23785" style="width: 361px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank"><img class="wp-image-23785 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodorio1.jpg" alt="João do Rio / Bahia Illustrada, 1921" width="351" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank">João do Rio / Bahia Illustrada, junho de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Qual de vós já passou a noite em claro ouvindo o segredo de cada rua? Qual de vós já sentiu o mistério, o sono, o vício, as idéias de cada bairro?&#8221;</em></span></strong></p>
<p style="text-align: right;">João do Rio em  <em>A Alma Encantadora das Ruas</em> (1908)</p>
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<p>Carioca, filho do matemático positivista Alfredo Coelho Barreto e da dona de casa Florência Cristóvão dos Santos Barreto, João Paulo Alberto Coelho Barreto nasceu em 5 de agosto de 1881. Em 1899, iniciou sua carreira no jornalismo, tendo colaborado, ao longo de sua vida, em diversas publicações, dentre elas <em>O Paiz, A Noite, A Pátria, Revista Ilustrada, Rio-Jornal </em>e a <em>Gazeta de Notícias</em>, onde ficou de 1903 a 1915, e onde assinou pela primeira vez como João do Rio, pseudônimo pelo qual tornou-se mais conhecido, no artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/6690" target="_blank"><em>O Brasil lê</em>, publicado em 26 de novembro de 1903</a>, uma enquete dos autores preferidos dos cariocas. Teve outros pseudônimos, dentre eles Claude, Caran d’Ache, Joe e José Antônio José. Assinou colunas importantes como &#8220;A cidade&#8221; (1903 a 1904), &#8220;O instante&#8221;(1912 a 1916), À margem do dia&#8221;(1913 a 1915), &#8220;Cinematógrafo&#8221; (1907 a 1910), todas na <em>Gazeta de Notícias</em>; &#8220;Pall-Mall Rio&#8221; (1915 a 1917), em <em>O Paiz</em>; &#8220;A Semana Elegante&#8221; (1916), na <em>Revista Ilustrada</em>; e &#8220;Notas de Teatro&#8221; (1918), no <em>Rio-Jornal</em>. Seus mais importantes personagens foram a cidade do Rio de Janeiro e ele mesmo, um dândi nos trópicos.</p>
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<div id="attachment_24037" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/28605"><img class="size-full wp-image-24037" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/drummond2.jpg" alt="Carlos Drummond de Andrade sobre João do Rio / Jornal do Brasil, 13 de agosto de 1981" width="307" height="198" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/28605" target="_blank">Carlos Drummond de Andrade sobre João do Rio / <em>Jornal do Brasil</em>, 13 de agosto de 1981</a></p></div>
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<p>Entre 1902 e 1906, o Rio de Janeiro teve como prefeito Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) que realizou na cidade uma significativa reforma urbana. Para saneá-la e modernizá-la realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em>Em sua obra, que fundia a crônica com a reportagem, João do Rio escrevia sobre essas transformações, contribuindo para a formação da imagem desse novo Rio de Janeiro.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>&#8220;Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem&#8230;É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado <i>flâneur</i> ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. &#8220;</strong></em></span></p>
<p style="text-align: right;">João do Rio em  <em>A Alma Encantadora das Ruas</em> (1908)</p>
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<p>Em 1902, tentou ingressar no Itamaraty mas foi recusado pelo <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912) </a> que justificou a decisão dizendo que as nomeações para a vaga pleiteada por João do Rio na comissão que estava organizando para tratar das questões da fronteira entre Brasil e Colômbia já haviam sido preenchidas por Enéias Martins, que chefiaria a missão. Segundo o professor Renato Cordeiro Gomes em seu livro <em>João do Rio: vielas do vício, ruas da graça</em>, na verdade teria sido recusado por ser &#8220;<em>gordo, amulatado e homossexual</em>&#8220;. O Brasil perdeu um diplomata e ganhou um notável jornalista/escritor. Sobre o trabalho na imprensa, em sua coluna &#8220;Cinematógrafo&#8221;, o definiu como &#8220;<em>o voluntário cativeiro para o qual não há abolição possível</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/17290" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de maio de 1908, sexta coluna</a>). Produziu para a <em>Gazeta de Notícias</em>, as séries de reportagem  <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=7617" target="_blank"><em>Religiões do Rio</em> </a>, em 1904, e <i><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000134.pdf" target="_blank">O Momento Literário</a>, </i>em 1905, que foram posteriomente compiladas e publicadas pela Garnier.</p>
<p>Em 12 de agosto de 1910, tomou posse na Academia Brasileira de Letras &#8211; havia sido eleito em 7 de maio. Foi recebido por Coelho Neto (1864 &#8211; 1934)(<a href="https://www.academia.org.br/academicos/paulo-barreto-pseudonimo-joao-do-rio/discurso-de-posse" target="_blank">Site da ABL</a>). Foi o primeiro a acadêmico a ser empossado com o &#8220;fardão dos imortais&#8221;, ideia do também acadêmico Medeiros e Albuquerque (1867 &#8211; 1934).</p>
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<div id="attachment_24001" style="width: 180px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/paulo-barreto-pseudonimo-joao-do-rio/biografia" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24001" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/joaodorio3.jpg" alt="João do Rio / Site da ABL" width="170" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/paulo-barreto-pseudonimo-joao-do-rio/biografia" target="_blank">João do Rio / Site da ABL</a></p></div>
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<p>Foi o responsável pelo texto do álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal do Rio de Janeiro</a>, de 1913, com fotografias produzidas pelo ateliê Photographia Musso, também editor do livro. O teatro, inaugurado em 14 de julho de 1909, é uma das mais importantes salas de espetáculo da América do Sul, seu prédio é um dos mais bonitos e imponentes da cidade e sua história mistura-se à trajetória cultural do Brasil.</p>
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<div id="attachment_23430" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon562251/icon562251.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-23430 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/theatro.jpg" alt="theatro" width="279" height="439" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon562251/icon562251.pdf" target="_blank">Álbum Theatro Municipal do Rio de Janeiro, 1913. Texto de João do Rio e imagens da Photo Musso</a></p></div>
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<p><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon562251/icon562251.pdf" target="_blank">Link para o pdf do álbum Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1913) com texto de Paulo Barreto, o João do Rio, e imagens produzidas pela Photo Musso, também editora do livro.</a></p>
<p>A Photographia Musso, dirigida por Alfredo Musso, ficava na rua Uruguaiana, nº 12 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/49793" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1913, primeira coluna</a>). Alfredo era irmão de Luis Musso (18? &#8211; 1908), que havia sido sócio do estabelecimento fotográfico do português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>, onde Alfredo havia trabalhado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/23830" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de fevereiro de 1897, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/1506" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de outubro de 1900, sexta coluna</a>). Luis Musso havia sido o primeiro operador da Companhia Photographica Brazileira, dirigida pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 – 1897)</a>, desde sua fundação, em 1892, até 31 de março de 1894 <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">Jornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">, 13 de fevereiro de 1898, na última coluna</a>). Em 1904, tendo deixado de trabalhar na Photographia Guimarães, Alfredo e Luis Musso e Julio D. Beltgen anunciaram a abertura de um novo estabelecimento fotográfico, na rua Uruguaiana, nº 10 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de fevereiro de 1904, terceira coluna</a>). Em 1905, os irmãos Musso estavam estabelecidos sob a razão social L. Musso &amp; C, que também se anunciava como Photographia Brazileira. Quando o álbum do Theatro Municipal foi publicado Luis Musso já havia falecido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16930" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de agosto de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p>Voltando a João do Rio. Em 8 de agosto de 1916, sob o pseudônimo José Antônio José, publicou na coluna &#8220;Pall-Mall-Rio&#8221; a crônica <em>Clic! Clac! O fotógrafo!, </em>em que discorreu sobre a<em> &#8220;loucura da fotografia&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/32586" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de agosto de 1916, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_24003" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/32586"><img class="size-full wp-image-24003" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/pall.jpg" alt="Início da crônica Clic! Cla! O fotógrafo! / O Paiz, 8 de agosto de 1916" width="321" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/32586" target="_blank">Início da crônica <em>Clic! Cla! O fotógrafo!</em> / <em>O Paiz,</em> 8 de agosto de 1916</a></p></div>
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<p>Em 1917, foi um dos fundadores e passou a dirigir a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais &#8211; Sbat. Em 1920, fundou o jornal <em>A Pátria, </em>onde defendia os interesses da colônia portuguesa, que seria prejudicada pela nacionalização da pesca. Por seu posicionamento, foi muitas vezes ofendido, tendo sido surrado por nacionalistas &#8211; o capitão de fragata Frederico Vilar e cinco jovens oficiais &#8211; quando almoçava sozinho em um de seus restaurantes preferidos, o da Brahma (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3341" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de outubro de 1920, terceira coluna</a>).</p>
<p>Faleceu em 23 de junho de 1921, quando teve um enfarte dentro de um táxi na rua Bento Lisboa (<em>O Paiz</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/6323" target="_blank"> 24 de junho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/6336" target="_blank">25 de junho</a> de 1921). Foi velado na redação do jornal A<em> Pátria</em>. Seu enterro, um dos mais concorridos realizados no Brasil, só comparável aos do presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), da cantora Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955) e do estudante Edson Luis (1950 &#8211; 1968), foi acompanhado por cerca de 100 mil pessoas. Seus restos mortais estão sepultados em uma tumba de mármore italiano e bronze, no Cemitério de São João Batista e é considerado um dos mais belos trabalhos de arte funerária no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/6363" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de junho de 1921, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/4119" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1921</a>;<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/6377" target="_blank"> <em>O Paiz</em>, 28 de junhvido de 1921, primeira coluna</a>). Sua biblioteca foi doada por sua mãe ao <a title="Real Gabinete Português de Leitura" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Real_Gabinete_Portugu%C3%AAs_de_Leitura">Real Gabinete Português de Leitura</a>.</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_02&amp;pagfis=973" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-26752 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cronista.jpg" alt="cronista" width="563" height="545" /></a></p>
<div id="attachment_26753" style="width: 568px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/974" target="_blank"><img class=" wp-image-26753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cronista1.jpg" alt="Revista da Semana, 9 de julho de 1921" width="558" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_02&amp;pagfis=973" target="_blank">Crônica de Celso Vieira (1878 &#8211; 1954) a respeito da morte de João do Rio na primeira página da<em> Revista da Semana</em>, 9 de julho de 1921</a></p></div>
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<p>João do Rio deixou uma vasta obra e entre seus livros mais importantes, destacam-se  <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action&amp;co_obra=2051" target="_blank"><em>A alma encantadora das ruas </em>(1908)</a><i>, </i><i> </i><i><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/_documents/53998512-joao-do-rio-vida-vertiginosa.pdf" target="_blank">Vida vertiginosa</a></i><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/_documents/53998512-joao-do-rio-vida-vertiginosa.pdf" target="_blank"> (1911)</a><i> e <a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=222025" target="_blank">Rosário da Ilusão </a></i><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=222025" target="_blank">(1919)</a>.<i> </i>Como teatrólogo, seu maior sucesso foi <em>A bela madame Vargas</em>, que estreou em 22 de outubro de 1912, no Teatro Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/11494" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de outubro de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/15644" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 26 de outubro de 1912</a>). Outras de suas peças foram <em>Chic-chic</em> (1906) e<em> Clotilde</em> (1907). Traduziu obras do escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854 &#8211; 1900).</p>
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<div id="attachment_23789" style="width: 271px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank"><img class="wp-image-23789 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodorio2.jpg" alt="joaodorio2" width="261" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank"><em>Bahia Illustrada</em>, junho de 1921</a></p></div>
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<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/wp-content/uploads/2021/06/rosario.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-24024 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/rosario.jpg" alt="rosario" width="291" height="484" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/vidaverti.jpg"><img class="alignnone  wp-image-24025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/vidaverti.jpg" alt="vidaverti" width="321" height="485" /></a></p>
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<p>Ao longo de sua vida viajou quatro vezes à Europa e conviveu com importantes personalidades do mundo cultural e artístico, dentre elas a bailarina Isadora Duncan (1877 &#8211; 1927), que esteve no Rio de Janeiro, em 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24996" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de setembro de 1916</a>). &#8221;<em>&#8230;relatos de Gilberto Amado revelam a cumplicidade dos dois (Isadora e João do Rio): conversavam em várias línguas e não se desgrudavam. Isadora fez até uma apresentação exclusiva para o amigo e seu protegido na Cascatinha da Tijuca: tirou não só o sapato mas a roupa inteira, bailando envolta em filó&#8221;</em>&#8230; <em>Em suas memórias, Isadora diz: &#8221;Aí conheci o poeta João do Rio, muito querido pela mocidade do Rio, onde aliás todos parecem poetas. Quando passeávamos, éramos seguidos pela rapaziada que gritava: &#8216;Viva Isadora!&#8217;, &#8216;Viva João do Rio!&#8221;&#8217;</em> (<em>O Globo</em>, 13 de abril de 1996).</p>
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<div id="attachment_24009" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24009" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/isadora.jpg" alt="Revista da Semana, 9 de setembro de 1916" width="299" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24996" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de setembro de 1916</a></p></div>
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<p>Apesar de sua grande popularidade, segundo seu biógrafo, João Carlos Rodrigues,  João do Rio &#8220;<em>teve muitos desafetos que o atacavam por sua afrodescendência e homossexualidade</em>&#8220;. Logo no primeiro número de <em>O Gato</em>, <em>Álbum de Caricaturas</em>, em julho de 1911, revista desenhada por Seth (1891 &#8211; 1949) &#8211; pseudônimo de Álvaro Martins &#8211; e Hugo Leal &#8211; pseudônimo do português Vasco Lima (1883 &#8211; 1973) &#8211; foi caricaturado ao lado do poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918) apreciando uma escultura do imperador Heliogábalo nu. Na legenda, um suposto diálogo entre os dois escritores, que haviam estado recentemente na Itália:<em> &#8220;- Soberbo, hein? &#8211; Que delicioso seria se todos os homens fossem assim!&#8221;.</em></p>
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<div id="attachment_24008" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/wp-content/uploads/2021/06/cari1.jpg"><img class="size-full wp-image-24008" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cari1.jpg" alt="O Gato, de 1911" width="271" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/365718/13" target="_blank"><em>O Gato</em>, julho de 1911</a></p></div>
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<div id="attachment_24012" style="width: 458px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/isadora1.jpg"><img class="size-full wp-image-24012" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/isadora1.jpg" alt="O Globo, 13 de abril de 1996" width="448" height="158" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Globo,</em> 13 de abril de 1996</p></div>
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<p>A professora e feminista portuguesa Mariana Coelho, personagem do artigo<em> S<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">érie “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 &#8211; 1954), a &#8220;Beauvoir tupiniquim&#8221;</a>,</em> publicou uma homenagem a João do Rio, na ocasião da morte do escritor:</p>
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<div id="attachment_23303" style="width: 211px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/36903" target="_blank"><img class="wp-image-23303 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/poema.jpg" alt="Artigo da professora e feminista portuguesa Mariana Coelho em homenagem a Paulo Barreto, o João do Rio / A República (PR), 28 de junho de 1921" width="201" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/36903" target="_blank">Artigo da professora e feminista portuguesa Mariana Coelho em homenagem a Paulo Barreto, o João do Rio / A República (PR), 29 de junho de 1921</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodoriofim.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-23442" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodoriofim.jpg" alt="joaodoriofim" width="284" height="307" /></a></p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/28605" target="_blank">Link para a crônica <em>João do Rio na vitrina</em>, de autoria de Carlos Drummond de Andrade (1987 &#8211; 1902), publicada no <em>Jornal do Brasil</em> de 13 de agosto de 1981, na ocasião do centenário de nascimento de João do Rio, quando a Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal Brasiliana Fotográfica, realizou uma exposição em homenagem ao aniversariante.</a></p>
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<div id="attachment_24006" style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/28605" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24006" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cari.jpg" alt="Jornal do Brasil, 13 de agosto de 1981" width="187" height="241" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/28605" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 13 de agosto de 1981</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>A Rua</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">João do Rio</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30894" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/35203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30894" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/joaodorio.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de janeiro de 1920" width="311" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/35203" target="_blank"><em>João do Rio / Fon Fon</em>, 17 de janeiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua.</em></p>
<p><em>A rua! Que é a rua? Um cançonetista de Montmartre fá-la dizer:</em></p>
<p><em>         Je suis la rue, femme éternellement verte,</em></p>
<p><em>         Je n’ai jamais trouvé d’autre carrière ouverte</em></p>
<p><em>         Sinon d’être la rue, et, de tout temps, depuis</em></p>
<p><em>         Que ce pénible monde est monde, je la suis&#8230;</em></p>
<p><em>(Eu sou a rua, mulher eternamente verde, jamais encontrei outra carreira aberta senão a de ser a rua e, por todo o tempo; desde que este penoso mundo é mundo, eu a sou&#8230;)</em></p>
<p><em>A verdade e o trocadilho! Os dicionários dizem: “Rua, do latim ruga, sulco. Espaço entre as casas e as povoações por onde se anda e passeia.” E Domingos Vieira, citando as Ordenações: “Estradas e rua pruvicas antigamente usadas e os rios navegantes se som cabedaes que correm continuamente e de todo o tempo pero que o uso assy das estradas e ruas pruvicas.” A obscuridade da gramática e da lei! Os dicionários só são considerados fontes fáceis de completo saber pelos que nunca os folhearam. Abri o primeiro, abri o segundo, abri dez, vinte enciclopédias, manuseei in-fólios especiais de curiosidade. A rua era para eles apenas um alinhado de fachadas, por onde se anda nas povoações&#8230;</em></p>
<p><em>Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! Em Benares ou em Amsterdã, em Londres ou em Buenos Aires, sob os céus mais diversos, nos mais variados climas, a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua. A rua é o aplauso dos medíocres, dos infelizes, dos miseráveis da arte. Não paga ao Tamagno para ouvir berros atenorados de leão avaro, nem à velha Patti para admitir um fio de voz velho, fraco e legendário. Bate, em compensação, palmas aos saltimbancos que, sem voz, rouquejam com fome para alegrá-la e para comer. A rua é generosa. O crime, o delírio, a miséria não os denuncia ela. A rua é a transformadora das línguas. Os Cândido de Figueiredo do universo estafam-se em juntar regrinhas para enclausurar expressões; os prosadores bradam contra os Cândido. A rua continua, matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa, criando o calão que é o patrimônio clássico dos léxicons futuros. A rua resume para o animal civilizado todo o conforto humano. Dá-lhe luz, luxo, bem-estar, comodidade e até impressões selvagens no adejar das árvores e no trinar dos pássaros.</em></p>
<p><em>A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. A rua criou todas as blagues e todos os lugares-comuns. Foi ela que fez a majestade dos rifões, dos brocardos, dos anexins, e foi também ela que batizou o imortal Calino. Sem o consentimento da rua não passam os sábios, e os charlatães, que a lisonjeiam e lhe resumem a banalidade, são da primeira ocasião desfeitos e soprados como bolas de sabão. A rua é a eterna imagem da ingenuidade. Comete crimes, desvaria à noite, treme com a febre dos delírios, para ela como para as crianças a aurora é sempre formosa, para ela não há o despertar triste, e quando o sol desponta e ela abre os olhos esquecida das próprias ações, é, no encanto da vida renovada, no chilrear do passaredo, no embalo nostálgico dos pregões &#8211; tão modesta, tão lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos&#8230;</em></p>
<p><em>A rua faz as celebridades e as revoltas, a rua criou um tipo universal, tipo que vive em cada aspecto urbano, em cada detalhe, em cada praça, tipo diabólico que tem dos gnomos e dos silfos das florestas, tipo proteiforme, feito de risos e de lágrimas, de patifarias e de crimes irresponsáveis, de abandono e de inédita filosofia, tipo esquisito e ambíguo com saltos de felino e risos de navalha, o prodígio de uma criança mais sabida e cética que os velhos de setenta invernos, mas cuja ingenuidade é perpétua, voz que dá o apelido fatal aos potentados e nunca teve preocupações, criatura que pede como se fosse natural pedir, aclama sem interesse, e pode rir, francamente, depois de ter conhecido todos os males da cidade, poeira d’oiro que se faz lama e torna a ser poeira &#8211; a rua criou o garoto!</em></p>
<p><em>Essas qualidades nós as conhecemos vagamente. Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível; é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes &#8211; a arte de flanar: É fatigante o exercício?</em></p>
<p><em>Para os iniciados sempre foi grande regalo. A musa de Horácio, a pé, não fez outra coisa nos quarteirões de Roma. Sterne e Hoffmann proclamavam-lhe a profunda virtude, e Balzac fez todos os seus preciosos achados flanando. Flanar! Aí está um verbo universal sem entrada nos dicionários, que não pertence a nenhuma língua! Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, conversar com os cantores de modinha das alfurjas da Saúde, depois de ter ouvido dilettanti, de casaca, aplaudirem o maior tenor do Lírico numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>                                                  A alma encantadora das ruas (1908)</em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_24130" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/loredano1.jpg"><img class=" wp-image-24130" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/loredano1.jpg" alt="Caricatura de João do Rio, de Cássio Loredano" width="555" height="313" /></a><p class="wp-caption-text">Caricatura de João do Rio, de Cássio Loredano</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o filme sobre a vida de João do Rio, <em>De lá prá cá</em>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=2ySMxHsIS3U" target="_blank">parte 1</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hiszLnLDVjs" target="_blank">parte 2</a>.</p>
<p><a href="https://www.correioims.com.br/perfil/joao-do-rio/" target="_blank">Link  para cartas enviadas por João do Rio para o político e pensador português João de Barros (1881 &#8211; 1960), publicadas no Correio IMS.</a></p>
<p>A jornalista Cristiane d´Avila, da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal, organizou um site com textos inéditos de João do Rio onde estão disponibilizadas s 52 colunas &#8220;Bilhete&#8221; do jornal <em>A Pátria</em>, fundado pelo escritor. <a href="https://www.bilhetesdejoaodorio.com.br" target="_blank">Acesse aqui</a>.</p>
<p>Leia aqui as crônicas <a href="https://cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/15702/joao-do-rio-mas-nao-so" target="_blank"><em>João do Rio (mas não só)</em></a>, de Humberto Werneck; e <a href="https://cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/19740/flanar-com-joao-do-rio?utm_source=Portal+da+Cronica+Brasileira&amp;utm_campaign=86df602ff4-EMAIL_CAMPAIGN_2018_09_12_05_46_COPY_01&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_12b39328f3-86df602ff4-149876529" target="_blank"><em>Flanar com João do Rio</em></a>, de Guilherme Tauil, ambas publicadas no Portal Crônica Brasileira.</p>
<p>Acesse aqui o site <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.bilhetesdejoaodorio.com.br/">bilhetesdejoaodorio.com.br</a></span>, que reúne as últimas colunas de João do Rio para o jornal <em>A Pátria</em>. É de autoria de Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e uma das mais constantes colaboradoras do portal. Ela é também autora de livros sobre o escritor que estão na relação de fontes utilizadas para a elaboração deste artigo.</p>
<p>Entre 9 e 13 de outubro de 2024, João do Rio foi o homenageado da<a href="https://www.flip.org.br/autor-homenageado-principal-2024/" target="_blank"> 22ª edição da Flip- Festa Literária Internacional de Paraty</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nota da editora: os últimos dois parágrafos do artigo foram acrescentados em outubro de 2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANTELO, Raul. <a href="https://www.academia.edu/35091573/ANTELO_R_Jo%C3%A3o_do_Rio_O_d%C3%A2ndi_e_a_especula%C3%A7%C3%A3o_pdf" target="_blank"><em>João do Rio &#8211; O dândi e a especulação</em></a>. Rio de Janeiro : Livraria Taurus-Timbre Editores, 1989.</p>
<p>COSTA, Luis Ricardo Araújo. <a href="http://www.puc-rio.br/pibic/relatorio_resumo2009/relatorio/com/luis_ricardo.pdf" target="_blank"><em>O Cinematographo de João do Rio; fotogramas de uma cidade em movimento</em></a>, trabalho realizado sob a orientação do professor Ricardo Gomes, do Departamento de Comunicação Social da PUC-RJ.</p>
<p>D&#8217;AVILA, Cristiane. <em><span class="wixui-rich-text__text">João do Rio a caminho da Atlântida</span>: por uma aproximação luso-brasileira</em>. Rio de Janeiro: Faperj/Contra Capa, 2015.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa17030/joao-do-rio" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural </a></p>
<p>GAWRYSZEWSKI, Alfredo (organizador).<em> Imagem: Artefato cultural</em>. Londrina : Eduel, 2017.</p>
<p>GOMES, Renato Cordeiro. <em>João do Rio: vielas do vício, ruas da graças</em>. Rio de Janeiro: Relume-Dumará: Prefeitura, 1996. Série Perfis do Rio, n. 13.</p>
<p>GOMES, Renato Cordeiro. <em>João do Rio.</em> Rio de Janeiro : Agir, 2005.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MAGALHÃES JUNIOR, Raimundo. <em>A Vida Vertiginosa de João do Rio</em>. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1978.</p>
<p><em>O Globo</em>, 19 de junho de 2021</p>
<p><em>O Globo</em>, 23 de junho de 2021 &#8211; Coluna de Joaquim Ferreira dos Santos.</p>
<p>RIO, João do. <em><a href="https://www.funarte.gov.br/edicoes-online/cartas-de-joao-do-rio-a-joao-de-barros-e-carlos-malheiro-dias/" target="_blank">Cartas de João do Rio a João de Barros e Carlos Malheiro Dias</a>.</em> Introdução, organização e notas: Cristiane d&#8217;Avila; prefácio: Zuenir Ventura. Rio de Janeiro: Funarte, 2012.</p>
<p>RODRIGUES, João Carlos. <em>João do Rio: vida, paixão e obra</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 1996.</p>
<p>RODRIGUES, João Gabriel.<em> João do Rio e as representações do Rio de Janeiro: o artista, o repórter e o artifício</em>, trabalho realizado sob a orientação do professor Ricardo Gomes, do Departamento de Comunicação Social da PUC-RJ.</p>
<p>SCHAPOCHNIK, Nelson. <em>João do Rio, um dândi na cafelândia</em>. São Paulo : Boitempo Editorial, 2004.</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/paulo-barreto-pseudonimo-joao-do-rio" target="_blank">Site da Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p class="font_8 wixui-rich-text__text"><span class="wixui-rich-text__text"><span class="wixGuard wixui-rich-text__text">​</span></span></p>
<p class="font_8 wixui-rich-text__text">​</p>
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		<title>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral e Marc Ferrez</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 14:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O carioca Marc Ferrez (1843 - 1923) e o paraense Arthur Júlio Wischral (1894 - 1982) produziram, em épocas diferentes, álbuns fotográficos sobre a ferrovia de Curitiba ao Paraná. Ferrez, na época de sua construção, entre 1880 e 1884; e Wischral, em 1928, contratado pela Rede Viação Paraná - Santa Catarina. A construção da ferrovia alavancou o desenvolvimento do Paraná e seu projeto foi dos irmãos André e Antônio Rebouças. O lançamento de sua pedra fundamental, em 1880, contou com a presença de dom Pedro II. Foi inaugurada em 1885. O surgimento dos trens de ferro e a expansão das ferrovias eram no século XIX um evidente sinal de modernidade.

 ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22063" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://paranaportal.uol.com.br/videos-uol/a-historia-do-parana-nas-fotos-de-arthur-wischral/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22063" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/WISCHRAL.jpg" alt="O fotógrafo Arthur Wischral / Portal Memória Paranaense" width="620" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://paranaportal.uol.com.br/videos-uol/a-historia-do-parana-nas-fotos-de-arthur-wischral/" target="_blank">O fotógrafo Arthur Wischral / Portal Memória Paranaense</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Arthur Júlio Wischral (1894 &#8211; 1982) foi um importante fotógrafo do Paraná, tendo realizado trabalhos para a imprensa e também para o governo do estado onde atuou. Em 1928, foi contratado pela Rede Viação Paraná &#8211; Santa Catarina e registrou o dia a dia das obras de manutenção da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá assim como as dificuldades enfrentadas por seus trabalhadores. Um álbum, editado pelo próprio fotógrafo e por J. J. Wischral, foi produzido com esses registros.</p>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">
<div class="kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8641" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8641/001AAW007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="506" height="674" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8641" target="_blank">Arthur Wischral e J.J. Wischral. Álbum Photographias da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, 1928. Paraná / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8646" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8646/001AAW007022.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8646" target="_blank">Arthur Wischral. Túneis nº 12 e 11, 1928. Paraná / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=/&amp;rpp=10&amp;page=13&amp;query=%22001AAW%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para o Álbum de Photografias da Ferrovia de Curytiba a Paranaguá, de autoria de Arthur Wischral, disponível na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 573px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8649" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8649/001AAW007025.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="563" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8649" target="_blank">Arthur Wischral. Locomotiva, 1928. Paraná / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No final do artigo, há uma cronologia da vida de Wischral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da ferrovia Curitiba-Paranaguá, cuja construção foi registrada pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8873" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8873/icon1018463.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="570" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8873" target="_blank">Marc Ferrez. E. de F. de Paranagua a Corityba : tunel do Rochedo, K. 60.614, 1880-1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O surgimento dos trens de ferro e a expansão das ferrovias eram no século XIX um evidente sinal de modernidade. Significavam a vitória, o triunfo do homem a partir da tecnologia e tinham como uma de suas consequências o desenvolvimento econômico. A ideia da construção da Ferrovia do Paraná surgiu após a emancipação do estado do Paraná, em 29 de agosto de 1853, a partir da Lei Imperial nº 704, assinada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a>. Era um desafio escoar a erva-mate, importante produto para a economia do estado, para os portos do litoral. Por essa razão, foi autorizada a contratação de uma via férrea a partir da Lei Provincial nº 11, de 30 de abril de 1856 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/1053" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 22 de outubro de 1856)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/271" target="_blank"><strong>Acessando o link das imagens do Álbum da Estrada de Ferro do Paraná, de autoria de Marc Ferrez, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, só no início da década de 1870, os engenheiros Francisco Monteiro Tourinho (1837 – 1885), Antônio Pereira Rebouças (1839 &#8211; 1874) e Maurício Schwartz (18? -?) solicitaram ao Império um pedido de concessão para a construção da ferrovia. Eles já haviam construído a Estrada da Graciosa, também no Paraná. A estrada de ferro do Paraná sairia, a princípio, da cidade de Antonina. Após muita polêmica, o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-5912-1-maio-1875-549921-publicacaooriginal-65458-pe.html" target="_blank">Decreto Imperial de 1.º de maio de 1875</a> decidiu que o trem partiria de Paranaguá. O argumento foi que a profundidade da baía de Antonina não comportaria navios de grande porte.</p>
<p>O projeto da ferrovia, arrojado e muito avançado para a época, foi dos irmãos e engenheiros André Rebouças (1838 &#8211; 1898) &#8211; também abolicionista &#8211; e Antônio Pereira Rebouças (1839 &#8211; 1874), considerados, até hoje, os primeiros afrodescendentes formados em Engenharia no Brasil. Para realizá-lo, os irmãos fizeram um estudo detalhado da Serra do Mar e elaboraram um traçado cheio de pontes, túneis e viadutos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22601" style="width: 561px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.revistaideias.com.br/2017/10/06/reboucas-uma-luz-no-fim-do-tunel/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22601" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/irmãos.jpg" alt="Os irmãos e engenheiros Antônio e André Rebouças" width="551" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.revistaideias.com.br/2017/10/06/reboucas-uma-luz-no-fim-do-tunel/" target="_blank">Os irmãos e engenheiros Antônio e André Rebouças, em pintura de Rodolfo Bernardelli (Museu Histórico Nacional) / Revista Ideias</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1873, por não conseguir cumprir os prazos estabelecidos para o início das obras, Antônio Rebouças cedeu seus direitos ao Barão de Mauá (1813 – 1889), que também não cumpriu as exigências do contrato. Em 1877, foi aprovado um novo traçado baseado nos originais de Rebouças e com adaptações dos engenheiros Rodolpho Alexandre Helh e Luiz da Rocha Dias. Pelo<a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-7420-12-agosto-1879-548433-publicacaooriginal-63568-pe.html" target="_blank"> Decreto n° 7420 de 12 de agosto de 1879</a>, assinado por João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, o Visconde de Sinimbu (1810 &#8211; 1906), foi autorizada a transferência de todos os direitos e obrigações dos, desde 1875, concessionários da ferrovia, José Gonçalves Pecego Junior e José Maria da Silva Lemos, à companhia francesa <em>Compagnie Général de Chemins de Fer Brésiliens</em>, que não tinha <em>expertise</em> em relação à construção de estradas de ferro, o que sua companhia associada, a empreiteira belga <em>Société Anonyme de Travaux Dyle et Bacalan</em>, tinha. Ficou, então, encarregada das obras.</p>
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<div id="attachment_22752" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.belgianclub.com.br/pt-br/efpc/obras-de-engenharia-belga-na-estrada-de-ferro-paranagu%C3%A1-curitiba" target="_blank"><img class="wp-image-22752 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/dyle.jpg" alt="dyle" width="593" height="403" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.belgianclub.com.br/pt-br/efpc/obras-de-engenharia-belga-na-estrada-de-ferro-paranagu%C3%A1-curitiba" target="_blank">A sede da empreiteira belga Dyle e Bacalan, na cidade de Lovaina, na Bélgica</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O diretor dos novos serviços para a construção, um marco da engenharia do Brasil, foi o comendador Antônio Ferrucci (c. 1830 &#8211; ?), um dos principais chefes de seu planejamento que, com outros membros da comissão de engenharia da estrada, chegou ao Rio de Janeiro, em 8 de fevereiro de 1880, no paquete francês <em>Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/158"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de fevereiro de 1880, sétima coluna</a>). Ferrucci comandou as obras até fins de 1881. A partir de 20 de janeiro de 1882, o representante no Brasil da Société Anonyme des Travaux Dyle et Bacalan, o engenheiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 – 1913)</a>, futuro prefeito do Rio de Janeiro, entregou a chefia das obras ao engenheiro brasileiro João Teixeira Soares (1848 &#8211; 1927), que concluiu a construção da ferrovia, sendo o seu primeiro diretor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22611" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.geni.com/photo/view/6000000077241450868?album_type=photos_of_me&amp;photo_id=6000000077241340967" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/teixeira.jpg" alt="João Teixeira Soares / Site Geni" width="354" height="470" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geni.com/photo/view/6000000077241450868?album_type=photos_of_me&amp;photo_id=6000000077241340967" target="_blank">João Teixeira Soares (1848 &#8211; 1927)/ Site Geni</a></p></div>
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<div dir="auto">A construção da ferrovia para a qual, entre brasileiros e estrangeiros &#8211; franceses, italianos, belgas, suíços, suecos e poloneses -, foram empregados cerca de nove mil trabalhadores, alavancou o desenvolvimento de Curitiba assim como a história da economia do Paraná.</div>
<p>Em 5 de junho de 1880, com a presença de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, em sua primeira e única visita ao Paraná, foi lançada a pedra fundamental das obras da ferrovia (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/9813" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 24 de maio de 1880</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/9829" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 9 de junho de 1880, segunda coluna</a>). A inauguração do tráfego regular da primeira seção, o trecho de Paranaguá a Morretes, ocorreu em 17 de novembro de 1883. O da segunda seção, entre Morretes e Borda do Campo ou Roça Nova, em 1884.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8862" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8862/icon1018453.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8862" target="_blank">Marc Ferrez. E. de F. de Paranagua a Corityba : Estação de Morretes K. 40.900, 1880-1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 13 de dezembro de 1884, a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank"> princesa Isabel (1846 &#8211; 1921),</a> seus filhos, o governador do Paraná, Brasílio Augusto de Machado Oliveira (1848 &#8211; 1919); além de outras autoridades viajaram na ferrovia do Paraná, entre Curitiba e Paranaguá, onde a princesa embarcaria para Antonina e depois para Santa Catarina, onde encontraria seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, em Joinville (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/7955" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de dezembro de 1884, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12322" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 14 de dezembro de 1884, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/297" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de dezembro de 1884, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="305" height="423" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">No dia 1º de fevereiro de 1885,  partiu da cidade de Curitiba um trem especial com destino à Paranaguá. Nele viajaram o dr. Brasilio Machado (1848 &#8211; 1919), presidente da Província; o chefe da Polícia, o senador Pedro Leão Veloso (1828 &#8211; 1902), o engenheiro João Teixeira Soares (1848 &#8211; 1927), dentre outras autoridades. Em Paranaguá, pelo vapor <em>América</em>, fretado pela Compagnie Général de Chemins de Fer Brésiliens<em>,</em> chegaram da Corte, no dia seguinte pela manhã, entre outros, o ministro da Agricultura, Manoel Pinto de Souza Dantas (1831 &#8211; 1894);  os ministros da Bélgica, da Rússia e da França; o Visconde de Paranaguá (1821 &#8211; 1912) e o Conselheiro Sinimbu (1810 &#8211; 1906) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12474" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 4 de fevereiro de 1885</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>O vapor do mar, em galas, saudava a locomotiva, vapor de terra. Fulton abraçava Stephenson.</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo <strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a></strong>, que fotografou a ferrovia na época de sua construção, estava presente no evento (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12474" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 4 de fevereiro de 1885, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="327" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda na manhã de 2 de fevereiro, às 10h, o trem inaugural da Ferrovia do Paraná partiu de Paranaguá, fez uma parada em Morretes e, às 14h, em Cadeado, onde os convidados almoçaram. Houve uma série de saudações, uma delas feita pelo engenheiro Pereira Passos (1836 &#8211; 1913).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8859" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8859/icon385665.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8859" target="_blank">Marc Ferrez. Paranaguá, 1880-1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de mais uma parada, na estação de Piraquara, o comboio chegou, às 19h, à Curitiba, tendo sido recepcionado por cerca de cinco mil pessoas que o aguardavam. Às 20:20, a Compagnie Général de Chemins de Fer Brésiliens ofereceu um banquete aos convidados da Corte, em um dos armazéns da estação, ornamentada com as bandeiras belga, brasileira, francesa, italiana e russa. Havia também uma exposição de utensílios dos operários que haviam trabalhado na construção da ferrovia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 719px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8906" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8906/icon1018482.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="709" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8906" target="_blank">Marc Ferrez. E. de F. de Paranaguá a Corityba : Província do Paraná : Estação de Corityba, 1880-1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<div style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12484" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/fevereiro.jpg" alt="Dezenove de Dezembro, 6 de fevereiro de 1885" width="495" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12484" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 6 de fevereiro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22398" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12662" target="_blank"><img class="wp-image-22398 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/anúncio.jpg" alt="Dezenove de abril, 1º de abril de 1885" width="529" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12662" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 1º de abril de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank">Pereira Passos (1836 – 1913)</a> presenteou dom Pedro II (1825 &#8211; 1891) com 14 fotografias e um álbum de autoria de Ferrez das obras da ferrovia, <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon385665/icon385665.pdf" target="_blank"><em>Estrada de Ferro do Paraná</em></a>. O álbum integra a coleção Thereza Christina Maria, mantida na Biblioteca Nacional do Brasil, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="337" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1886, em uma reunião da Sociedade Central de Immigração, da qual faziam parte, entre outros, o astrônomo belga Louis Ferdinand Cruls (1848 – 1908), o pintor italiano Nicolau Facchinetti (1824 – 1900), e o político Alfredo d´Escragnolle Taunay (1843 – 1899), foram apresentadas por esse último, presidente da associação, fotografias da ferrovia do Paraná, de autoria de Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239984/214"><em>A Immigração</em>, agosto de 1886</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon385665/icon385665.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-22745 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/álbum.jpg" alt="álbum" width="386" height="512" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon385665/icon385665.pdf" target="_blank">Acesse aqui o pdf do Álbum da <em>Estrada de Ferro do Paraná</em>, de autoria de Marc Ferrez, com 33 imagens.</a></p>
<p>Sobre o viaduto São João, considerado o mais importante de toda a linha, inaugurado em 26 de junho de 1884 e registrado na fotografia abaixo, o engenheiro Teixeira Soares (1848 &#8211; 1927) comentou:</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8879" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8879/icon1018468.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8879" target="_blank">Marc Ferrez. E. de F. de Paranagua a Corityba : viaducto sobre o rio São João K. 62.210, 4 vãos de 12-16-32-70-12, altura 55m, 1880 &#8211; 1884. Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Os três vãos pequenos são vencidos com vigas de alma cheia. Só o vão central é de treliça. Assenta sobre pilares de ferro batido, apoiados em base de alvenaria de pedra. A estrutura metálica é fabricada na Bélgica. Fornecemos os perfis do terreno natural e do greide. Eles projetam cada ponte ou viaduto de acordo com o trem de carga especificado. Aqui fazemos a montagem, que não é fácil. Para muita gente pode parecer desperdício pilares metálicos, se estamos rodeados de granito e de gnaisse em abundância. Acontece que a experiência europeia concluiu que, a partir de 30 metros, o ferro torna-se mais econômico do que a alvenaria de pedra. O alojamento e a manutenção do numeroso pessoal necessário à execução de importantes maciços de alvenaria acarretam dificuldades. Embora isso, os pilares metálicos devem ser embutidos em bases de alvenaria, com certa altura. Não só impedem que a unidade provoque a corrosão do metal, como evitam que suba até a estrutura metálica. Para vãos inferiores a 15 metros, os europeus recomendam vigas de alma cheia. Mais afoitos, os americanos as empregam até vãos de 35 metros. Seu inconveniente é a rebitagem. Trabalho insano. Como estamos sujeitos ao mercado europeu, acima de 15 metros usamos vigas em treliça, a exemplo do vão central. As treliças simples são três. Em “V”, conhecidas por vigas ‘Warren’, do nome do engenheiro inglês que primeiro as usou no seu país. Em “N”, ou Monier, nome do engenheiro belga que as patenteou em 1858, na Alemanha. Finalmente as Neville, nome tirado do engenheiro americano que as inventou, mas que não passam de um tipo misto das anteriores. Aqui, dada a extensão do vão, os belgas projetaram uma treliça múltipla dupla.”</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Pequena cronologia da carreira de Marc Ferrez como fotógrafo no setor ferroviário</em></strong></span></p>
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<div style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="336" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Família Ferrez. c. 1912. Marc Ferrez está em pé atrás de sua esposa, Marie, ladeados pelo filho do casal, Julio, e sua mulher, Claire. As crianças são Gilberto e Eduardo, netos de Marc. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Entre 1880 e 1890,  fotografou as construções ferroviárias no Brasil, quando produziu um grande panorama da paisagem brasileira de sua época.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Fotografou as obras da ferrovia Dom Pedro II, em São Paulo e em Minas Gerais, tendo registrado a presença do imperador Pedro II e de sua comitiva na entrada do túnel da Serra da Mantiqueira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3890"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1882, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 337px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2593" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2593/007NGBMF3040cx28-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="327" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2593" target="_blank">Marc Ferrez. Inauguração de túnel com a presença do imperador e comitiva, 1882 / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> – O Club de Engenharia ofereceu uma recepção ao engenheiro hidráulico holandês J. Dirks, o grande especialista da época em portos e canais, que estava de passagem pelo Rio de Janeiro e seguiria para Valparaíso, no Chile. Na ocasião, foi realizada uma exposição de fotografias das estradas de ferro, de autoria de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/958"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de abril de 1883</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1884</strong></span> – Fotografou as obras da ferrovia do Paraná (Paranaguá – Curitiba. O gerente da firma <em>Société Anonyme des Travaux Dyle et Bacalan</em>, empreiteira belga encarregada pelas obras, o futuro prefeito do Rio de Janeiro, o engenheiro Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), presenteou dom Pedro II com 14 fotografias e um álbum de autoria de Ferrez com registros da ferrovia e da província do Paraná.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884 -</strong></span> Exposição de fotografias da estrada de ferro Teresa Cristina, na <em>A la Glacê Elegante </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/4280"><em>Gazeta da Tarde</em>, 11 de novembro de 1884, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Ferrez participou da inauguração da ferrovia do Paraná, a estrada de ferro Paranaguá &#8211; Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/12474" target="_blank"><em>Dezenove</em><em> de Dezembro</em>, 4 de fevereiro de 1885, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Em uma reunião da Sociedade Central de Immigração, da qual faziam parte, entre outros, o astrônomo belga Louis Ferdinand Cruls (1848 – 1908), o pintor italiano Nicolau Facchinetti (1824 – 1900), e o político Alfredo d´Escragnolle Taunay (1843 – 1899), foram apresentadas por esse último, presidente da associação, fotografias da ferrovia do Paraná, de autoria de Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239984/214"><em>A Immigração</em>, agosto de 1886</a>).</p>
<p>O Club de Engenharia aprovou a proposta de Marc Ferrez e de E. de Mascheuk para a execução de “diversos trabalhos concernentes à exposição dos caminhos de ferro”<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2155">Revista de Engenharia</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2155">, 14 de dezembro de 1886, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Ferrez fotografou a ferrovia Dom Pedro II, em Juiz de Fora.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887 </strong></span>- Entre 2 de julho e 2 de agosto, nos salões do Liceu de Artes e Ofícios, por uma iniciativa do Club de Engenharia, realizou-se a Exposição dos Caminhos de Ferro Brasileiros, com a exibição de fotografias de Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2352"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de agosto de 1887</a>). Estiveram presentes no encerramento da exposição, no dia 2 de agosto, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel(1845 &#8211; 1921)</a> e o conde d´Eu (1842 &#8211; 1922), além de outras autoridades. O conselheiro Sinimbu (1810 – 1906) leu o relatório do júri da exposição, do qual também fazia parte o visconde de Mauá (1813 – 1889), Pedro Betim Paes Leme (1846 &#8211; 1918), Christiano Benedicto Ottoni (1811 &#8211; 1896), Carlos Peixoto de Mello (1871 &#8211; 1917), Álvaro Joaquim de Oliveira (1840 &#8211; 1922) e Manoel José Alves Barbosa (1845 &#8211; 1907). Ferrez foi contemplado com uma menção honrosa pelas “magníficas fotografias de importantes trechos de nossas vias férreas, com que concorreu não só para abrilhantar a Exposição como até para suprir algumas lacunas sensíveis de estradas que se não fizeram representar” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/18345"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de agosto de 1887, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/341428/601"><em>Revista de Estradas de Ferro</em>, 31 de agosto de 1887, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Em 25 de novembro, foi inaugurado o tráfego entre as estações de Alcântara e Rio do Ouro da estrada de ferro de Maricá. Marc Ferrez fotografou “instantaneamente ” um grupo de convidados da diretoria das estradas na estação Santa Izabel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2772"><em>Revista de Engenharia</em>, 28 de dezembro de 1888, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Em setembro, Ferrez integrou a comitiva convidada para a  inauguração das obras da ferrovia Benevente -Minas, de Carangola a Benevente, atual Anchieta, no Espírito Santo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7940"><em>Diário de Notícias</em>, 28 de setembro de 1890, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/3404"><em>Revista de Engenharia</em>, 28 de dezembro de 1890</a>, foi publicado um anúncio: “Marc Ferrez – Fotógrafo da Marinha Nacional. Especialista de vistas de estradas de ferro e em geral das grandes obras públicas. Reprodução de plantas com traços pretos sobre fundo branco. Rua São José 8″. O mesmo anúncio voltou a ser veiculado na edição de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/3641">14 de agosto de 1891</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Foi determinado que nas estradas de ferro subvencionadas pelo governo federal fossem liberados passes de ida e volta para Marc Ferrez e um ajudante para que pudessem “levantar fotografias em diversas localidades para o serviço da Exposição Universal Colombiana de Chicago”, que aconteceu entre 1º de maio e 30 de outubro de 1893 para celebrar os 400 anos da chegada do navegador genovês Cristóvão Colombo (1451 – 1506) ao Novo Mundo, em 1492 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/2001"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de agosto de 1892, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Em novembro, Ferrez fotografou, em Búzios, os convidados e a comissão responsável pela construção da Estrada de Ferro Rio de Janeiro-Minas, que uniria o povoado de Búzios a Paquequer, no estado de Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/868"><em>A Notícia</em>, 11 de novembro de 1895, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/215">A <em>Revista da Semana</em> de 21 de outubro de 1900</a>, publicou uma litogravura da Estação Central da Estrada de Ferro da Central do Brasil baseada em uma fotografia de autoria de Marc Ferrez.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2589/007NGBMF3040cx11-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="385" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2589" target="_blank">Marc Ferrez. Estação da estrada de ferro Central do Brasil, c. 1899. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1904 </strong></span>- Exposição de fotografias da estrada de ferro Central do Brasil de autoria de Ferrez, no Club de Engenharia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/W00037/1647"><em>O Commentario</em>, março de 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; A Casa Marc Ferrez produziu filmes sobre obras em estradas de ferro do Brasil.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia do fotógrafo Arthur Júlio Wischral</strong></span></em></p>
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<div id="attachment_22405" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22405" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/foto1.jpg" alt="Correio doParaná, 1975" width="303" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Em Curitiba, nascimento de Arthur Júlio Wischral, descendente de alemães.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1910</strong> </span>- Com uma máquina fotográfica emprestada de um amigo, Arthur Wischral procurou orientação do fotógrafo alemão Germano Fleury (1873 &#8211; 1945), estabelecido em Curitiba, durante a década de 1900. Além de fotografar, Fleury comercializava artigos fotográficos. Na cidade havia, na época, estúdios fotográficos utilizando as últimas técnicas trazidas da Europa e aonde também eram vendidos cartões postais e materiais fotográficos. Com Fleury, Wischral teve as primeiras noções de fotografia profissional. Segundo ele, quando começou a fotografar gostava de registrar <em>cenas incomuns das reuniões familiares</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Fotografou o primeiro bonde elétrico de Curitiba, que saiu da praça Ouvidor Pardinho com destino ao Portão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- Ganhou de seu pai uma máquina fotográfica com todas as <em>inovações que as indústrias de Dresden haviam conquistado até então. Custando 120 mil réis, a câmara apresentava fole, movas dimensões 13 x 18 cm &#8211; e vários outros recursos que possibilitavam um trabalho ainda mais sensível e de qualidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank">Diário do Paraná,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank"> 21 de junho de 1975</a>). Antes, seu pai havia tentado demovê-lo da ideia de ser fotógrafo. Queria que o filho se dedicasse ao violino.</p>
<p>O <em>amador fotográfico</em> Arthur Wischral fotografou os enterros de Mário de Castro e de Francisco de Luccas, em Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/17047" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 14 de maio de 1913, quinta coluna</a>).</p>
<p>Trabalhava como repórter fotográfico do jornal <em>A República</em>, do Paraná, e produziu registros de manobras militares realizadas pelo Regimento de Segurança na invernada do Campo Comprido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27008" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 26 de maio de 1913, sexta coluna</a>).</p>
<p>Fotografou <em>uma horrível catástrofe</em> quando 26 tamboretes de explosivos de guerra explodiram nos armazéns da Rede Ferroviária, na praça Eufrásio Correia, causando a morte de 8 soldados, 3 operários e uma criança, deixando vários feridos e produzindo grandes danos materiais. As fotos foram vendidas para jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27136" target="_blank">(<em>A República (PR)</em>, 2 de julho de 1913, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p>Pelo jornal <em>A República (PR)</em>, ele e Seraphin França acompanharam o governador do Paraná,  Carlos Cavalcanti (1864 &#8211; 1935), em uma viagem a cidades do litoral do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27178" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 14 de julho de 1913, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27207" target="_blank"> <em>A República (PR), </em>22 de julho de 1913, sexta coluna</a>).</p>
<p>Wischral era o repórter fotográfico da revista ilustrada, humorística e literária <em>A Bomba (PR),</em> publicada nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Era de propriedade de Marcello Bittencourt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721077/209" target="_blank"><em>A Bomba</em>, 30 de julho de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>Além de Wischral, a Photographia Volk passou a integrar a equipe de reportagem fotográfica da revista <em>A Bomba (PR)</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721077/376" target="_blank"><em>A Bomba (PR)</em>, 10 de setembro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_22383" style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/721077/772" target="_blank"><img class=" wp-image-22383" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/wish.jpg" alt="Foto assinada por Arthur Wischral / A Bomba (PR), 31 de dezembro de 1913" width="721" height="423" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/721077/772" target="_blank">Foto assinada por Arthur Wischral /<em> A Bomba (PR)</em>, 31 de dezembro de 1913</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Estava presente à inauguração do ramal Serrinha &#8211; Nova Restinga, da Estrada de Ferro São Paulo &#8211; Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/27883" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 19 de fevereiro de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>Em 5 de abril, fotografou o primeiro voo de avião realizado em Curitiba. O piloto foi Cícero Martins (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p>Já estava na Alemanha e não era repórter fotográfico de <em>A República (PR)</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/28762" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 30 de outubro de 1914, última coluna</a>). A conselho de seu pai, havia viajado para aprender novas técnicas fotográficas. Ficou no país até depois do fim da Primeira Guerra Mundial. Empregou-se num estabelecimento que prestava serviços fotográficos para amadores. Fez um estágio no laboratório na Universidade de Würzburg e aprendeu a técnica do retoque com um fotógrafo da cidade, dominada por poucos profissionais em Curitiba. Em Würburg, encontrou-se uma vez com o futuro papa Pio XII a quem perguntou onde poderia encontrar pessoas que falassem português e ele lhe indicou uma escola onde estavam alguns feridos de guerra. Eram portugueses e estranharam o sotaque dele.  Durante sua estada na Alemanha, trabalhou durante seis anos no jornal <em>Franken Warte</em>. No período em que ficou na Europa viajou para diversos países do continente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Voltou a Curitiba e por volta dessa época começou a prestar serviços para o governo e para empresas. Fotografou o interior do Paraná, realizando uma série de imagens que integrariam o estande do estado na exposição comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Fotografou a exposição comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Voltou ao Rio de Janeiro, onde fotografou os primeiros prédios da orla carioca e também os arredores de Petrópolis.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong> </span>- Esteve no Palácio do governador do Paraná, Caetano Munhoz da Rocha (1879 &#8211; 1944) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/1906" target="_blank"><em>O Dia</em>, 13 de fevereiro de 1924, terceira coluna)</a>.</p>
<p>O <em>hábil fotógrafo</em> Arthur Wischral realizou na Villa Olga uma sessão de projeção de fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/2220" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 30 de março de 1924</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22386" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/2220" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/vilaolga.jpg" alt="O Dia (PR), 30 de março de 1924" width="394" height="469" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/092932/2220" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 30 de março de 1924</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; No artigo <em>Uma audaciosa excursão ao Marumby</em>, escrito por Affonso Wischral, de 9 de julho de 1926, foi mencionado que o autor e Arthur Wischral haviam fotografado aspectos do passeio que poderiam ser vistos na loja &#8220;<em>O Pequeno Paris</em>&#8220;, na rua 15, nº 58 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/7778" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 26 de julho de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Foi contratado pela Rede Viação Paraná &#8211; Santa Catarina e registrou o dia a dia das obras, as dificuldades dos trabalhadores e as obras de manutenção da estrada de ferro Curitiba &#8211; Paranaguá, inaugurada em 1885 e considerada um marco na história da engenharia no Brasil. Um álbum, editado pelo próprio fotógrafo e por J. J. Wischral, foi produzido com esses registros. O endereço deles era avenida Silva Jardim, nº 175.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8641" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8641/001AAW007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8641" target="_blank">Arthur Wischral e J.J. Wischral. Álbum Fotografias da Estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, 1928. Paraná / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=/&amp;rpp=10&amp;page=13&amp;query=%22001AAW%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para o Álbum de Fotografias da Ferrovia de Curitiba a Paranaguá, de autoria de Arthur Wischral, disponível na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
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<div id="attachment_22398" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12662" target="_blank"><img class="wp-image-22398 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/anúncio.jpg" alt="Dezenove de abril, 1º de abril de 1885" width="529" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/416398/12662" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 1º de abril de 1885</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1929/1931</strong> </span>- Durante cerca de um ano e meio, Wischral permaneceu na Bahia onde documentou, contratado pelas Empresas Elétricas Brasileiras S.A, a construção da Barragem Jerry O´Connell, em Bananeiras. Uma das fotografias da barragem foi publicada no<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/884120/22482" target="_blank"><em> Estado de Florianópolis</em>, 26 de julho de 1930</a>.</p>
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<div id="attachment_22387" style="width: 434px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/22482" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22387" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/bahia.jpg" alt="Estado de Florianópolis (SC), 26 de julho de 1930" width="424" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/884120/22482" target="_blank"><em>O Estado de Florianópolis (SC)</em>, 26 de julho de 1930</a></p></div>
<p>O contrato previa também a produção de uma série de imagens de Salvador e do interior da Bahia que foram, posteriormente, reunidas em uma publicação de quatro volumes intitulada <em>Desenvolvimento, Geologia e Produtos Agrícolas, Indústria do Cacau</em>, feita pelas Empresas Elétricas Brasileiras S.A.</p>
<p>Wischral montou, com imagens de sua estada na Bahia, um álbum pessoal com cerca de 500 fotografias.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Registrou-se para receber algum pagamento da prefeitura de Curitiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/4058" target="_blank"><em>Correio do Paraná</em>, 21 de fevereiro de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> &#8211; Na ocasião do cinquentenário da Estrada de Ferro do Paraná, Wischral, identificado como <em>veterano dessas empreitadas estéticas</em> e <em>artista da Kodak</em>, deu um depoimento, publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/28231" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 9 de janeiro de 1935</a>.</p>
<p>Foi contratado para acompanhar e documentar a expedição do coronel Raul Bandeira de Mello ao sudoeste do Paraná. As fotos e o relatório deram origem ao livro de mais de 400 páginas <em>Ensaios de Geobélica Brasileira</em>, editado pela Imprensa Nacional em 1938. O nome do fotógrafo não foi citado. <em>A expedição registrou fatos e imagens desde Palmas até 7 Quedas e é um documento formidável da vida naquelas paragens nos anos 30. Eles documentaram os lugares das batalhas da revolução de 1924 e a situação de pontes, estradas e as defesas militares brasileiras na região. Também indígenas e até um chocante registro de uma família de deficientes físicos gerados por um casal de irmãos, imagens que correram o Brasil à época. Ao final uma cena bucólica com o comandante da expedição em meio aos hóspedes do hotel argentino das cataratas, constando do acervo até uma carta de &#8220;vinos&#8221; e menu, com a assinatura de todos os presentes. São mais de 90 fotos e mapas que mereciam uma exposição e uma edição fac-símile da obra, ou pelo menos das suas fotografias.</em> Os originais encontram-se com Paulo José da Costa, proprietário da Fígaro Loja de Cultura Sebo e Antiquário, de Curitiba (<a href="https://www.facebook.com/ArthurWischral/" target="_blank">Página Arthur Wischral no Facebook</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=7065699&amp;ctd=509" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-23504" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/geobélia.jpg" alt="geobélia" width="335" height="481" /></a></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong> </span>- A matéria <em>Capricho ou punição da natureza</em>, sobre as consequências da sífilis, trazia uma fotografia de uma família com 4 filhos portadores de deficiência física , produzida por Wischral quando esteve no sertão de Guarapuava (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/098027_03/11570" target="_blank"><em>O Estado (SC)</em>, 2 de setembro de 1936, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Uma fotografia de sua autoria foi publicada no artigo <em>A Floresta Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/2505" target="_blank">O Observador Econômico e Financeiro, agosto de 1937</a>). </em></p>
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<div id="attachment_22388" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/123021/2505" target="_blank"><img class="size-large wp-image-22388" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/troley-1024x487.jpg" alt="Observador Financeiro e Econômico (RJ), agosto de 1937" width="768" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/123021/2505" target="_blank"><em>Observador Econômico e Financeiro (RJ)</em>, agosto de 1937</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1940</strong></span> &#8211; No início dessa década, Wischral foi contratado pela prefeitura de Curitiba e documentou detalhadamente as obras do Plano Agache. Ao longo de três décadas fotografou a transformação da cidade, a urbanização dos bairros, o alargamento das ruas, a construção de praças ajardinadas e dos primeiros grandes edifícios.</p>
<p>Seu laboratório ficava na rua Desembargador Westphalen.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; A mesma fotografia publicada na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/123021/2505" target="_blank">edição de agosto de 1937</a> da revista <em>Observador Econômico e Financeiro</em> foi de novo publicada na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/26240" target="_blank">edição de julho de 1950</a> da mesma revista. No ano seguinte, um leitor da revista, Martim Zipperer, de Curitiba, curioso acerca da autoria da fotografia que, segundo ele, foi produzida no rio dos Bugres, no município de São Bento do Sul, em Santa Catarina, a pedido de um de seus parentes, procurou a revista. Havia fotografado o mesmo local e a imagem foi publicada em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/27484" target="_blank"><em>Observador Econômico e Financeiro, </em>abril de<em> </em>1951</a>. Segundo a reportagem &#8220;<em>o confronto dessas fotografias, representando duas épocas, é um dos mais impressionantes documentos que se poderia divulgar sobre os males causados pela economia predatória que vem sido exercida sobre as nossas reservas florestais</em>!&#8221;</p>
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<div id="attachment_22389" style="width: 817px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/27484" target="_blank"><img class=" wp-image-22389" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/zio.jpg" alt="Forografia produzida no mesmo local da de Wischral e publicada em 1937 / Observatório Econômico e Financeiro (RJ), abril de 1951" width="807" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/27484" target="_blank">Fotografia produzida por Martim Zipperer no mesmo local da imagem de Wischral  publicada em 1937 e em 1950 no Observatório Econômico e Financeiro (RJ)/ Observatório Econômico e Financeiro (RJ), abril de 1951</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1964</strong> </span>- Uma fotografia de 1912 ou 1914, de autoria de Wischral foi publicada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/171395/25180" target="_blank"><em>Correio do Paraná</em>, 23 de fevereiro de 1964, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_22390" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/171395/25180" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22390" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/grupo.jpg" alt="Correio do Paraná, de 1964" width="468" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/171395/25180" target="_blank"><em>Correio do Paraná</em>, 23 de fevereiro de 1964</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1967</strong> </span>- Com texto de Sérgio Augusto e fotografias de Arthur Wischral, publicação do artigo <em>A maravilhosa Curitiba-Paranaguá</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/63638" target="_blank"><em>Diário</em><em> do Paraná</em>, 15 de julho de 1967</a>).</p>
<p>Publicação da matéria<em> Era uma vez um vapor chamado Pery, </em>com texto de Sérgio Augusto e fotos cedidas por Wischral<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/63895" target="_blank"><em>Diário do Paraná,</em> 6 de agosto de 1967</a>).</p>
<p>Com fotografias dos arquivos de César Pinto e de Arthur Wischral, publicação da matéria <em>Prefeitura -Século XX (I &#8211; Parte Primeira &#8211; Do aluguel de 200 mil réis à casa própria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/64311" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 10 de setembro de 1967</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1975</strong></span> &#8211; Publicação da matéria <em>Curitiba em dois tempos</em>, com fotos antigas produzidas por Wischral e com atuais do fotógrafo Mário Nunes do Nascimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 21 de junho de 1975</a>). Dias depois, publicação de uma matéria sobre sua vida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104745" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 28 de junho de 1975</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong> </span>- Publicação de um artigo com fotografias de carnavais antigos sob as lentes de Wischral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/127197" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 3 de fevereiro de 1978</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- Na Casa Romário Martins, em Curitiba, realização da exposição <em>Imagens e paisagens que Curitiba perdeu</em>, com registros de Wischral e de outros fotógrafos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/136077" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 10 de junho de 1979, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_22392" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22392" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/pagina.jpg" alt="Diário do Paraná, de 1975" width="256" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/104645" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 21 de junho de 1975</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1982</strong></span> &#8211; Na Sala Funarte, em Curitiba, realização da exposição <em>Paraná de ontem</em> com fotografias de Wischral e de Alberto Weiss, dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761672/151677" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 4 de maio de 1982, terceira coluna</a>).</p>
<p>O fotógrafo Arthur Wischral faleceu, em setembro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1990</strong></span> &#8211; Em fins dessa década, A Universidade Federal da Bahia comprou da família do fotógrafo o álbum montado por ele com cerca de 500 imagens de sua estada na Bahia em torno de 1930.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1994</strong></span> &#8211; Foi um dos fotógrafos com obras expostas no evento <em>Curitiba Capital Nacional de Fotografia</em>, entre 14 e 21 de agosto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/120653" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de julho de 1994</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2020</strong></span> &#8211; O Instituto Moreira Salles adquiriu em leilão 91 imagens de um conjunto de registros de Salvador e de outras localidades, realizadas em 1931, por ocasião das obras da construção da usina hidrelétrica de Bananeiras, todas de autoria de Wischral. Complementam o trabalho do fotógrafo presente no acervo do IMS, que já possuía o álbum Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, de 1928.</p>
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<p><a href="https://paranaportal.uol.com.br/videos-uol/a-historia-do-parana-nas-fotos-de-arthur-wischral/" target="_blank">Link para um pequeno filme realizado pelo Paraná Portal sobre Arthur Wischral</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9awlj4QYE5Q&amp;fbclid=IwAR3ZbiI0VedsORJwZTlevNPgFJ4q6jyVk18L98ySwmvN1Upw-RPmuEbQ-Jw" target="_blank">Link para o filme <em>Ferrovia Curitiba Paranaguá vista por Arthur Wischral</em></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20796" target="_blank">Link para a cronologia de Marc Ferrez, publicada na Brasiliana Fotográfica, em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hk_055MsV8k" target="_blank"><em>A construção do trem da Serra do Mar entre Curitiba e o Litoral em 1885</em>, TV Bandeirantes, Youtube</a></p>
<p><a href="https://paulodafigaro.blogspot.com/2019/04/arthur-wischral-e-viagem-ao-sudoeste.html" target="_blank">Blog de Paulo José da Costa</a></p>
<p>Boletim Casa Romário Martins.<em> O acervo Wischral: documentos de um olhar / </em>pesquisa e texto por Maria Luiza Baracho e Marcelo Saldanha Sutil; apresentação por João Urban. Curitiba : Fundação Cultural de Curitiba, vol 31, n. 134, abril de 2007.</p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez – uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xKGjNHFjTQA" target="_blank"><em>Estrada de Ferro Paranaguá Curitiba</em>, Youtube</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/ArthurWischral/" target="_blank">Facebook</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XWmuosGNA9U" target="_blank"><em>Ferrovia Paranaguá-Curitiba 130 Anos</em> &#8211; Documentário, Youtube</a></p>
<p><a href="https://especiais.gazetadopovo.com.br/ferrovia-130-anos/a-primeira-ferrovia/" target="_blank">Gazeta do Povo</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"> Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p><a href="http://www.artesnaweb.com.br/index.php?pagina=home&amp;abrir=arte&amp;acervo=1542" target="_blank">Site Artes na Web</a></p>
<p><a href="https://www.wdl.org/pt/item/1426/" target="_blank">Site Biblioteca Digital Mundial</a></p>
<p><a href="https://amantesdaferrovia.com.br/blog/a-historia-da-centenaria-ferrovia-paranagua-curitiba" target="_blank">Site Clube dos Amantes da Ferrovia</a></p>
<p><a href="https://inbec.com.br/blog/conheca-historia-irmaos-reboucas-primeiros-engenheiros-negros-brasil" target="_blank">Site Inbec-Pós-graduação</a></p>
<p><a href="https://paranaportal.uol.com.br/videos-uol/a-historia-do-parana-nas-fotos-de-arthur-wischral/" target="_blank">Site Paraná Portal</a></p>
<p><a href="http://www.belgianclub.com.br/pt-br/efpc/obras-de-engenharia-belga-na-estrada-de-ferro-paranagu%C3%A1-curitiba" target="_blank">Site Patrimônio belga no Brasil</a></p>
<p><a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/imagens-historicas-de-arthur-wischral-no-museu-da-fotografia/23039" target="_blank">Site Prefeitura de Curitiba</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez<em>. Cronologia. </em>In<em> O Brasil de Marc Ferrez</em> – São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2005.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
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<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2020 12:01:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma rara fotografia do interior de um dos salões do Baile da Ilha Fiscal, realizada por Marc Ferrez (1843 - 1923), provavemente no dia da festa, em 9 de novembro de 1889; e um registro do pintor paraibano Francisco Aurélio de Figueiredo (1856 - 1916) diante do quadro que ficou conhecido como o "O baile da Ilha Fiscal". As duas imagens pertencem à Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal. A Ilha Fiscal integra o Complexo Cultural da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma rara fotografia do interior de um dos salões do Baile da Ilha Fiscal, realizada por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"> Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, provavemente no dia da festa, em 9 de novembro de 1889; e um registro do pintor paraibano Francisco Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) diante do quadro que ficou conhecido como o <em>O baile da Ilha Fiscal</em>. As duas imagens pertencem à Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal. O quadro está no acervo do Museu Histórico Nacional (MHN) desde 1933, ano em que a instituição, uma das parceiras do portal, incorporou o patrimônio do antigo Museu Naval, extinto por decreto de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) de 14 de janeiro de 1932. A Ilha Fiscal integra o Complexo Cultural da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, também uma instituição parceira da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Sobre o registro de Ferrez</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A notícia da descoberta da fotografia da sala do Baile da Ilha Fiscal, realizada por Marc Ferrez em 1889, por pesquisadores da Divisão de Manuscritos na Coleção Livraria José Olympio Editora, incorporada ao acervo da Biblioteca Nacional, em 2006, está documentada nos Anais da Biblioteca Nacional, vol 128, de 2008, na seção &#8220;Preciosidades do Acervo&#8221;. O artigo, intitulado <a href="http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_2008_00128.pdf" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal, por Marc Ferrez</em> (página 251)</a>, foi escrito pelos historiadores Frederico de Oliveira Ragazzi e Priscilla Helena Pereira Duarte, e pela cientista social Monique Matias Ramos de Oliveira. Supõe-se que o registro poderia vir a integrar livros de história do Brasil publicados pela editora, como alguns de autoria de Octávio Tarquínio de Sousa e Pedro Calmon. A fotografia encontrava-se na pasta &#8220;Dom Pedro II &#8211; solenidades &#8211; coroação &#8211; Inauguração E. (Estrada) de Ferro Pedro II &#8211; baile da Ilha Fiscal &#8211; etc &#8211; soberano visitando doentes&#8221;. Seu título foi extraído do papel originalmente colado no verso do cartão-suporte com informações datilografadas atribuídas a funcionários da Editora José Olympio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18613" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_2008_00128.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-18613 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/ferrez1-1024x275.jpg" alt="ferrez1" width="768" height="206" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_2008_00128.pdf" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, vol 128, 2008</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cópia a óleo de um retrato do almirante Cochrane, pendurado em uma das paredes do salão da festa, que aparece no registro de Ferrez, foi trabalho do artista Novack (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7880" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de outubro de 1889, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7940" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7940/icon1279251.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="799" height="671" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7940" target="_blank">Marc Ferrez. Sala de baile da Ilha Fiscal preparada para a festa de 9 de novembro de 1889, em honra da Marinha chilena, 9 de novembro de 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ilha+fiscal%22&amp;submit=Ir">Acessando o link para as fotografias da Ilha Fiscal disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44678" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/16497" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44678" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/ilhafiscal.jpg" alt="Desenho do lado direito do buffest do Baile da Ilha Fiscal  / Gazeta de Notícias, 9 de novembro de 1889" width="587" height="356" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/16497" target="_blank">Desenho do lado direito do buffest do Baile da Ilha Fiscal / <em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de novembro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44679" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/16497" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44679" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/ilhafiscal1.jpg" alt="Um dos grandes salões do Baile da Ilha Fiscal / Gazeta de Notícias, 9 de novembro de 1889" width="576" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/16497" target="_blank">Um dos grandes salões do Baile da Ilha Fiscal / Gazeta de Notícias, 9 de novembro de 1889</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>O acervo da Livraria José Olympio Editora e  sua chegada na Fundação Biblioteca Nacional</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>Em outubro de 2006, a Fundação Biblioteca Nacional recebeu o acervo da Livraria José Olympio Editora, doado pelos familiares do empresário Henrique Sérgio Gregori &#8211; fundador da filial brasileira da empresa Xérox -, que em 1984 adquiriu o controle acionário da empresa, então sob a tutela do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Fundada em 1931, a editora e livraria teve um papel destacado no cenário cultural brasileiro ao divulgar a obra de alguns dos mais notáveis escritores brasileiros, como José Lins do Rego, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Gilberto Freyre, Guimarães Rosa, entre tantos outros que contribuíram para solidificar o panorama literário brasileiro no século XX. Esse feito deve-se, em especial, à figura do seu fundador, José Olympio (1902- 1990), cuja identidade, não por acaso, sempre esteve diretamente associada à da instituição. </em></p>
<p><em>O acervo, abrangendo os oitenta anos de atividades da editora, é constituído principalmente pela correspondência trocada entre escritores e o editor José Olympio, documentos administrativos (com informações preciosas para a compreensão do funcionamento de uma editora na época), fotografias e recortes de jornais e revistas (com notícias sobre os acontecimentos na área editorial), projetos gráficos para cartazes e capas de livros, ilustrações criadas por renomados artistas brasileiros, como Santa Rosa, Poty, Eugênio Hirsch, Gian Calvi etc. </em></p>
<p><em>Não obstante ser composto por documentos, em sua grande maioria, do último século, há também no acervo alguns documentos do século XIX. A fotografia de Ferrez do salão de bailes no palacete da Ilha Fiscal &#8211; feita provavelmente pouco antes do início da festa — é, sem dúvida, uma peça notável, pois são raras as representações do baile que se tornou, para contragosto de seus organizadores, um irônico símbolo do declínio final da Monarquia</em>&#8220;&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_2008_00128.pdf" target="_blank">Anais da Biblioteca Nacional, vol 128, 2008 &#8211; </a></em><a href="http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_2008_00128.pdf" target="_blank">O Salão de de Baile da Ilha Fiscal, por Marc Ferrez, pág. 251</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Sobre Aurélio de Figueiredo, sobre sua fotografia no Álbum dos artistas e sobre o quadro O Baile da Ilha Fiscal</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A fotografia do pintor Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) diante do quadro <em>O Baile da Ilha Fiscal</em> faz parte do <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon276572_276573/icon276572_276573.pdf" target="_blank">Álbum de artistas</a></em>, do acervo da Fundação Biblioteca Nacional. O álbum foi doado à Seção de Estampas da instituição, em 22 de abril de 1932, pelo escritor, jornalista, cronista literário e crítico de arte maranhense Manoel Nogueira da Silva (1880 – 1943) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/16994" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1943, terceira coluna</a>). Dentre diversas personalidades, encontram-se retratadas no álbum, além do mencionado doador, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/758" target="_blank">Angelina Agostini (1888 – 1973)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2490" target="_blank">Antônio Parreiras (1860 -1937)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/481" target="_blank">Pedro Weingartner (1853 – 1929)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/447" target="_blank">Menotti del Picchia (1892 – 1988).</a> Nogueira da Silva foi o autor do livro <em>Pequenos Estudos Sobre Arte, Pintura, Escultura</em> (1926) e era considerado um dos melhores <em>comentadores</em> da obra do escritor Gonçalves Dias (1823 &#8211; 1864)(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_07&amp;pagfis=16994"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de janeiro de 1940, terceira coluna</a>).<em> </em>Ocupou a cadeira 23 da <a href="http://www.academiacariocadeletras.org.br/cadeira23.html">Academia Carioca de Letras</a> e trabalhou nos jornais <em>Gazeta de Notícias</em> e <em>A Notícia</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7939" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7939/icon276573_090.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="614" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7939" target="_blank"> Aurélio Figueiredo, pintando o seu quadro &#8211; O baile da ilha Fiscal, 1907. Rio de Janeiro, REJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O republicano e abolicionista Aurélio de Figueiredo nasceu em Areia, cidade paraibana, em 3 de agosto de 1854. Além de pintor foi caricaturista, desenhista, escritor e escultor. Sob a orientação de seu irmão, o pintor Pedro Américo (1843 &#8211; 1905) &#8211; autor de quadros importantes como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Am%C3%A9rico#/media/Ficheiro:Pedro_Am%C3%A9rico_-_D._Pedro_II_na_abertura_da_Assembl%C3%A9ia_Geral.jpg" target="_blank"><em>A Fala do Trono</em> (1873)</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_do_Ava%C3%AD_(Pedro_Am%C3%A9rico)#/media/Ficheiro:Americo-ava%C3%AD.jpg" target="_blank"> <em>Batalha do Avaí (1877) </em></a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Am%C3%A9rico#/media/Ficheiro:Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank"><em>Independência ou Morte!</em> (1888) </a> &#8211; e de Jules Le Chevrel (c. 1810 &#8211; 1872), frequentou durante a adolescência, a Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Publicou suas caricaturas em revistas como <em>A Comédia Social</em> e a <em>Semana Ilustrada. </em>Em 1875, viajou para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11772" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de agosto de 1875, sexta coluna</a>) e, entre 1876 e 1878, morou em Florença, na Itália, onde trabalhou no ateliê do irmão e teve aulas com Antonio Ciseri (1821 &#8211; 1891), Nicolò Barabino (1832 &#8211; 1891) e Stefano Ussi (1822 &#8211; 1901). Retornou ao Brasil em outubro de 1878 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/14674" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 10 de outubro de 1878, terceira coluna</a>) e estabeleceu-se no Recif,e onde oferecia-se para a realização de pinturas históricas e retratos a óleo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/15264" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de abril de 1879, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18432" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/15264" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18432" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/anuncio.jpg" alt="Jornal do Recife, de 1879" width="240" height="192" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/15264" target="_blank"><em>Jornal do Recife,</em> 5 de abril de 1879</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dirigiu um curso noturno de desenho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16307" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de fevereiro de 1880, quinta coluna</a>). Trabalhou executando retratos a óleo copiados de fotografias ou de originais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16599" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de maio de 1880, terceira coluna</a>). Foi professor de desenho e pintura do Colégio de Nossa Senhora das Graças (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/17375" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 29 de dezembro de 1880, segunda coluna</a>). Ainda nos anos 1880, visitou outros países europeus e participou de várias edições da Exposição Geral de Belas Artes. Expôs, no estabelecimento fotográfico de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">M. Alfred Ducasble</a>, no Recife, dois quadros: <em>Saudade</em> e <em>Melancolia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3106" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de abril de 1881, primeira coluna</a>). Meses depois, por motivos de saúde, o pintor foi para a Paraíba e deixou como contato no Recife a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1881, quarta coluna</a>). Em 1882, expôs no Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19544" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de outubro de 1882, penúltima coluna</a>) e, na comemoração dos 41 anos da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, foi realizada uma exposição com quatro salas e quadros a óleo de sua autoria integraram a mostra <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19544" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de dezembro de 1882, quinta coluna</a>). Participou de outras exposições dessa sociedade. Em 1884, voltou a expor na Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de dezembro de 1884, quinta coluna</a>). Em 1885, fixou residência em Montevidéu, no Uruguai, onde trabalhou na revista <em>Illustracion Uruguaya</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23426" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de dezembro de 1885, penúltima coluna</a>). Foi noticiado que ele havia decidido pintar um quadro de grandes dimensões sobre a abolição da escravatura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26421" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de maio de 1888, quinta coluna</a>). O pintor foi um dos autores do <em>Projeto de reforma no ensino das artes plásticas</em>, apresentada ao ministro do Interior <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28006" target="_blank">(<em>Jornal do Recife</em>, 16 de fevereiro de 1890, quarta coluna</a>). Por volta de 1889 foi viver no Rio de Janeiro e seu ateliê ficava na rua do Barão de Capanema. Realizou uma exposição na Academia de Belas Artes, em 1891 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747b/4739" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, outubro de 1891,  primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30883" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de abril de 1892, segunda coluna</a>). Foi publicada uma carta dele redigida após uma reunião de artistas realizada em seu ateliê no dia 29 de janeiro de 1893, quando ficou decidida a organização de exposições gerais anuais de Belas Artes e a fundação de uma Galeria Livre <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747b/4921" target="_blank">Revista Illustrada</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747b/4921" target="_blank">, março de 1893</a>).</p>
<p>Sua produção foi apresentada em duas exposições individuais: a primeira em 1912, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/10227" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de janeiro de 1912, sexta coluna</a>), e a segunda, póstuma, em 1956, no Museu Nacional de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/65426" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1956, segunda coluna</a>). Faleceu no Rio de Janeiro em 9 de abril de 1916. Sua mulher, Paulina de Figueiredo, faleceu dias depois (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/31371" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de abril de 1916, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/31404" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de abril de 1916, segunda coluna</a>).</p>
<p>Apesar de ter ficado conhecida como <em>O baile da Ilha Fiscal</em>, o autor havia dado à tela o título de <em>A ilusão do Terceiro Reinado.</em> Pintada em 1905, ela só seria apresentada ao público em 9 de janeiro de 1907, na Escola Nacional de Belas Artes, sob um terceiro título: <em>O advento da república</em><em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/21602" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1o de janeiro de 1907, sétima coluna</a>).<em> </em>Foi exibida na exposição de 1922, comemorativa do centenário de Independência, e na exposição de 1939, que celebrou o 50º aniversário da República. No artigo <em><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/150-Texto%20do%20artigo-633-2-10-20200110.pdf" target="_blank">O último baile e seus personagens: protagonistas e figurantes na tela de Aurélio de Figueiredo</a>, </em>a historiadora Maria Isabel Ribeiro Lenzi, do Museu Histórico Nacinal, identifica várias figuras representadas na pintura, dentre elas Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) e Carolina Novaes (1835 &#8211; 1904); o poeta e jornalista João Cardoso de Menezes e Souza, barão de Paranapiacaba (1827 &#8211; 1915); o prefeito Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913); a família do próprio pintor; e a família imperial. Outros quadros importantes do pintor foram <a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra6871/francesca-da-rimini" target="_blank"><em>Francesca da Rimini</em> (1873)</a>, <a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra6878/moca-na-janela" target="_blank"><em>Moça na janela</em> (1891)</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aur%C3%A9lio_de_Figueiredo#/media/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank"><em>Compromisso Constitucional </em>(1896)</a>.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Sobre o Baile da Ilha Fiscal</strong></span></em></p>
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<div id="attachment_18400" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.flickr.com/photos/victor_brasil/4874109445" target="_blank"><img class="wp-image-18400" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/quadro1.jpg" alt="Baile da Ilha Fiscal, de Aurélio Figueiredo / Acervo Museu Histórico Nacional" width="489" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.flickr.com/photos/victor_brasil/4874109445" target="_blank">O Baile da Ilha Fiscal, de Aurélio de Figueiredo / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Em 1889, as relações de amizade entre o Brasil e o Chile foram festejadas com demonstrações recíprocas de <em>apreço e estima</em>. Em Santiago e em Valparaíso, o governo e o povo chileno homenagearam a oficialidade do cruzador <em>Almirante Barroso </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7290" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de julho de 1889, sexta coluna</a>), em viagem de circunavegação iniciada em 27 de outubro de 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/6093" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de outubro de 1888, segunda coluna</a>). O Brasil fez o mesmo quando, retornando da Europa, a esquadra chilena, liderada pelo encouraçado <em>Almirante Cochrane</em>, sob o comando do capitão-de-mar-e-guerra Constantino Bannen (1847 &#8211; 1899), aportou no Rio de Janeiro, em 11 de outubro de 1889 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16355" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de outubro de 1889</a>). Uma série de eventos, entre piqueniques, espetáculos de gala, banquetes e excursões, foram realizados mobilizando a elite carioca. O Império enfrentava problemas econômicos e a abolição da escravatura contribuia para a falta de sustentação política do regime. Nesse quadro de instabilidade, o gabinete ministerial se empenhou em organizar as festividades em torno dos chilenos para demonstrar o prestígio da monarquia.</p>
<p>O Baile da Ilha Fiscal, em 9 de novembro, oferecido pelo presidente do Conselho de Ministros do Império do Brasil, Visconde de Ouro Preto (1836 &#8211; 1912), foi o ápice das <em>Festas Chilenas </em>e um golpe de publicidade na tentativa de promover o terceiro reinado. Foi o primeiro (e último) baile oficialmente promovido pelo Império. Pretendia-se realizar uma celebração inesquecível para fortalecer a monarquia diante da ameaça republicana. Para a festa, o último grande evento do Império Brasileiro, inicialmente marcada para o dia 19 de outubro e adiada devido à morte do rei Luís I de Portugal (1861 &#8211; 1889), sobrinho do imperador Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16397" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de outubro de 1889</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7858" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de outubro de 1889, sétima coluna</a>), foram distribuidos cerca de 3 mil convites. Os preparativos e a realização da festa foram bastante noticiados e seu luxo foi muito criticado pela imprensa.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/ingresso.jpg"><img class=" size-full wp-image-18480 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/ingresso.jpg" alt="ingresso" width="604" height="417" /></a></p>
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<p>Contou com as presenças de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank"> dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu</a> (1842 &#8211; 1922) e das mais importantes figuras da sociedade e da política do país. A Família Imperial, sua comitiva, diplomatas estrangeiros e alguns convidados ficaram em um salão especialmente preparado para eles.</p>
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<div id="attachment_18408" style="width: 566px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasraras/or58_1_6A/or58_1_6A.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-18408 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/capa.jpg" alt="Capa do cardápio do baile da Ilha Fiscal" width="556" height="843" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasraras/or58_1_6A/or58_1_6A.pdf" target="_blank">Capa do cardápio do Baile da Ilha Fiscal</a></p></div>
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<div id="attachment_18362" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasraras/or58_1_6A/or58_1_6A.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-18362 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/menu.jpg" alt="menu" width="485" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasraras/or58_1_6A/or58_1_6A.pdf" target="_blank">Clique aqui para ver o cardápio completo</a></p></div>
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<p>O edifício da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17816" target="_blank">Ilha Fiscal</a>, projeto do engenheiro <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/180793/1735" target="_blank">Adolpho José Del Vecchio (1848 &#8211; 1927)</a>, havia sido inaugurado em 27 de abril de 1889, poucos meses antes da realização do baile. No dia da festa foi iluminada com luz elétrica, tecnologia rara na época, e refletores de grandes navios iluminavam o Paço, a Capela Imperial e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, propiciando uma bela visão do Rio de Janeiro aos convidados da festividade. Por volta das 23h, começaram as danças com seis bandas tocando diversos tipos de música como valsas, mazurcas quadrilhas, lanceiros e polcas. Em frente à ilha, no Largo do Paço, uma banda da polícia tocava lundus e fandangos alegrando uma pequena multidão que não havia sido convidada para a festividade.</p>
<p>O casal imperial, o conde d´Eu e a princesa Isabel foram embora à uma da madrugada, mas a festa só terminou por volta das 5 da manhã. Foram descritos com detalhes 74 trajes das damas presentes e publicada também uma descrição detalhada da ceia, anunciada em um menu de 12 páginas. O banquete ficou a cargo da Casa Paschoal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7948" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de novembro de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16509" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 de outubro de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4130" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 16 de novembro de 1889</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>Durante a festa foram servidos cerca de 10 mil litros de cerveja e 304 caixas de bebidas, das quais 258 eram de vinhos e champanhes, o que significa terem sido abertas mais de três mil garrafas. Segundo Carlos Cabral, essas bebidas custariam hoje 250 mil dólares, uma vez que foram servidos um raríssimo Porto de 1834, além dos até hoje famosos vinhos Tokay, Chateau D’Yquem, Chateau Lafite e um Falerno em homenagem à Imperatriz&#8230; Ao final, a conta apresentada pela Casa Paschoal incluía, além das bebidas acima mencionadas, os outros serviços, onde constava um bufê com 11 tipos de pratos quentes, 15 de pratos frios, 12 tipos de sobremesa, no qual foram utilizados 18 pavões, 25 cabeças de porco, 64 faisões, 300 peças de presunto, 500 perus, 800 quilos de camarão, 800 latas de trufas, 1.200 latas de aspargos, 1.300 galinhas, além de 50 tipos de saladas com maionese, 2.900 pratos de doces variados, 12.000 taças de sorvete, 18 mil frutas e 20 mil sanduíches</em>&#8220;</span>.<strong>(1)</strong></p>
<p>A festa foi definida por Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) em seu romance <em>Esaú e Jacó</em> como um <em>sonho veneziano; toda aquela sociedade viveu algumas horas suntuosas; novas para alguns, saudosas para outros</em>.</p>
<p>Durante o baile, muitos militares estavam reunidos na Escola Militar da Praia Vermelha, articulando a derrubada do poder imperial.</p>
<p>Reza a lenda que o monarca, durante a festividade, tropeçou e então teria dito a Ouro Preto: <em>a monarquia balança, mas não cai </em>ou<em> O monarca tropeçou, mas a monarquia não caiu. </em>Ironia do destino? Caso tenha de fato dito isso,<em> s</em>eu vaticínio não se cumpriu: dias depois, em 15 de novembro de 1889, foi proclamada a República e a monarquia caiu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7982" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de novembro de 1889, primeira coluna</a>). Dom Pedro II faleceu no exílio, em Paris, em 5 de dezembro de 1891.</p>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4131" target="_blank"><img class="alignnone  wp-image-18372" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/agostini1.jpg" alt="agostini1" width="380" height="529" /></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4132" target="_blank"><img class="alignnone  wp-image-18374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/agostini3.jpg" alt="agostini3" width="381" height="529" /></a></p>
<p style="text-align: left;">                                                       <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4131" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 16 de novembro de 1889</a></p>
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<p><strong>(1)</strong> SUAUDEAU, Laurent; DITADI, Carlos Augusto Silva. <em>O Império à mesa</em>, por Luarent Suaudeau e Carlos Augusto Silva Ditadi  In: MALERBA, Jurandir; HEYNEMANN, Cláudia; RAINHO, Maria do Carmo Teixeira. Festas chilenas, sociabilidades e política no Rio de Janeiro no ocaso do império. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2014.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p>Link para o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17816http://" target="_blank"><em>A Ilha Fiscal na Baía de Guanabara</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica em 27 de abril de 2020.</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_2008_00128.pdf" target="_blank">Anais da Biblioteca Nacional, vol 128, de 2008</a></p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>DUNLOP, Charles. <em><a href="http://editorarioantigo.com.br/2018/04/27/os-impressionantes-numeros-do-ultimo-baile-da-ilha-fiscal/" target="_blank">Os impressionantes números do último baile da Ilha Fiscal</a></em>. Rio de Janeiro:Editora Rio Antigo</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/pintura-simbolizou-inicio-da-republica-com-juramento-a-constituicao.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 12 de novembro de 2019</a></p>
<p>GOMES, Laurentino. <em><span id="productTitle" class="a-size-large">1889: Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil</span>. </em>São Paulo:Globo, 2013.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LENZI, Maria Isabel Ribeiro. <em><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/150-Texto%20do%20artigo-633-2-10-20200110.pdf" target="_blank">O último baile e seus personagens: protagonistas e figurantes na tela de Aurélio de Figueiredo</a>.</em> Anais do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, vol 51, 191-216, 2019.</p>
<p>MALERBA, Jurandir; Heynemann, Claudia; RAINHO, Maria do Carmo Teixeira. <em>Festas Chilenas, sociabilidade e política no Rio de Janeiro no ocaso do império</em>. Rio Grande do Sul:EDICPUCRS, 2014.</p>
<p>PRIORI, Mary del. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/33848-Texto%20do%20artigo-39707-1-10-20120718.pdf" target="_blank"><em>Entre “doidos” e “bestializados”: o baile da Ilha Fiscal.</em></a> REVISTA USP, São Paulo, n.58, p. 30-47, junho/agosto 2003.</p>
<p>SANDRONI, Carlos. “<em>Quem animou o baile</em>?” In: MALERBA, Jurandir; HEYNEMANN, Cláudia; RAINHO, Maria do Carmo Teixeira. Festas chilenas, sociabilidades e política no Rio de Janeiro no ocaso do império. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2014.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. <span id="productTitle" class="a-size-large"><em>Brasil: Uma Biografia</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.</span></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-o-que-foi-o-baile-da-ilha-fiscal.phtml" target="_blank">Site Aventuras na História</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10302/aurelio-de-figueiredo" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>SUAUDEAU, Laurent; DITADI, Carlos Augusto Silva. <em>O Império à mesa</em>, por Luarent Suaudeau e Carlos Augusto Silva Ditadi  In: MALERBA, Jurandir; HEYNEMANN, Cláudia; RAINHO, Maria do Carmo Teixeira. <em>Festas chilenas, sociabilidades e política no Rio de Janeiro no ocaso do império</em>. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2014.</p>
<p><em>Veja</em>, 22 de maio de 2010</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
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<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
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