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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Efemérides</title>
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		<title>Em defesa do voto feminino, republicação do artigo &#8220;E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!&#8221;, o 13º da Série “Feministas, graças a Deus!”</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>

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		<description><![CDATA[A trajetória da conquista do voto feminino no Brasil, um marco fundamental na história da democratização do país, começou ainda no século XIX e tornou-se o principal tema do feminismo nas primeiras décadas do século XX. Neste momento, em pleno século XXI, inacreditavelmente, questiona-se o direito das mulheres ao voto! Portanto, a Brasiliana Fotográfica republica o 13º artigo da série "Feministas, graças a Deus", "E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!", que conta um pouco da história desta grande, inquestionável e inegociável conquista, além de homenagear algumas feministas fundamentais na história do movimento pela emancipação feminina. Lembramos que a série "Feministas, graças a Deus!" já tem 21 artigos publicados, todos reunidos na primeira página de nosso portal e convidamos nossos leitores a lê-los, relê-los e divulgá-los.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A trajetória da conquista do voto feminino no Brasil, um marco fundamental na história da democratização do país, começou ainda no século XIX e tornou-se o principal tema do feminismo nas primeiras décadas do século XX. Neste momento, em pleno século XXI, inacreditavelmente, questiona-se o direito das mulheres ao voto! Portanto, a Brasiliana Fotográfica republica o 13º artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221;, <em>E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!</em>, que conta um pouco da história desta grande, inquestionável e inegociável conquista, além de homenagear algumas feministas fundamentais na história do movimento pela emancipação feminina, defensoras dedicadas e aguerridas dos direitos das mulheres. Lembramos que a série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; já tem 21 artigos publicados, todos reunidos na primeira página de nosso portal, e convidamos nossos leitores a lê-los, relê-los e a divulgá-los.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Série “Feministas, graças a Deus!” XIII – E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!</strong></span></em></p>
<p>Com a publicação do 13º artigo da Série <em>Feministas, graças a Deus!, </em>a Brasiliana Fotográfica celebra a conquista do voto feminino no Brasil, a partir do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html">Decreto nº 21.076</a>, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Provisório, assinado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), reconhecendo o direito de voto das mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em>“Art. 2º É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste código”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Decreto nº 21.076, 24 de fevereiro de 1932</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 aprovou a igualdade de direitos políticos entre homens e mulheres, desde que maiores de 18 anos e alfabetizados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Art. 108. São eleitores os brasileiros de um e de outro sexo, maiores de 18 anos, que se alistarem na forma da lei.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Parágrafo único. Não se podem alistar eleitores:</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>a) os que não saibam ler e escrever;</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>b) os praças-de-pré, salvo os sargentos, do Exército e da Armada e das forças auxiliares do Exército, bem como os alunos das escolas militares de ensino superior e os aspirantes a oficial;</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>c) os mendigos;</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>d) os que estiverem, temporária ou definitivamente, privados dos direitos políticos. </em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Art. 109. O alistamento e o voto são obrigatórios para os homens e para as mulheres, quando estas exerçam função pública remunerada, sob as sanções e salvas as exceções que a lei determinar.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era a vitória de décadas de mobilização em favor do sufrágio feminino no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5061/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0011_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5061" target="_blank">Primeiras eleitoras do Brasil na cidade de Natal, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo de hoje, estão destacadas as imagens do acervo fotográfico do portal relativas às feministas e a suas pautas &#8211; os registros são do acervo do Arquivo Nacional, uma de nossas instituições parceiras, e seus autores foram J. Bonfioti, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21806">Photo Skarke</a>, a Fotografia Alemã, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730">Louis Piereck (1880 – 1931)</a>, o Serviço Photographico de Vida Doméstica, além de fotógrafos ainda não identificados. Também publicamos breves perfis de sufragistas brasileiras importantes na luta pelo voto feminino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/353" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as imagens relativas ao feminismo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/voto.jpg" alt="Chage mostra a resistência ao voto feminino / O Malho, 23 de junho de 1917" width="541" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/34623" target="_blank"><em>Charge</em> mostra a resistência ao voto feminino / <em>O Malho</em>, 23 de junho de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A trajetória da conquista do voto feminino no Brasil, um marco fundamental na história da democratização do país, começou ainda no século XIX e tornou-se o principal tema do feminismo nas primeiras décadas do século XX, quando a feminista </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fundadora da </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, foi uma das mais importantes vozes na luta pela emancipação feminina, que também teve outras defensoras dedicadas e aguerridas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;"> precursora dos ideais de igualdade e independência da mulher brasileira</span></i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31605" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-31605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia.jpg" alt="Nísia Floresta / Wikipedia" width="308" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%ADsia_Floresta_(escritora)#/media/Ficheiro:Nizia_Floresta_Augusta_(Mulheres_illustres_do_Brazil).jpg" target="_blank">Nísia Floresta / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">&#8220;Nísia Floresta surgiu &#8211; repita-se&#8211;como uma exceção escandalosa. Verdadeira machona entre as sinhazinhas dengosas do meado do século XIX. No meio de homens a dominarem sozinhos todas as atividades extra domésticas, as próprias baronesas e viscondessas mal sabendo escrever, as senhoras mais finas soletrando apenas livros devotos e novelas que eram quase histórias do Trancoso. causa pasmo ver uma figura como a de Nísia&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Gilberto Freyre, <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Sobrados e Mocambos </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(1936)</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ainda no Brasil Império, a escritora e educadora potiguar Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 &#8211; 1885), pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, foi a primeira mulher brasileira a defender o direito à educação científica para as meninas. A explicação do pseudônimo que criou para ela é a seguinte: “Nísia”, uma referência ao seu nome de batismo; depois, ao sítio Floresta onde nasceu; em seguida, ao seu país; e, finalmente, a Augusto, o nome do marido de quem ficou viúva. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nasceu,</span> em 12 de outubro de 1810, em Papari, no Rio Grande do Norte, onde casou-se <span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">com Manuel Alexandre Seabra de Melo. Tinha apenas 13 anos, mas ainda no primeiro ano do casamento voltou para a casa dos pais, o advogado português Dionísio Gonçalves Pinto (17? &#8211; 1828) e a brasileira Antônia Clara Freire (17? &#8211; 1855). Seus irmãos eram Clara e Joaquim. Mudou-se</span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> com a família para  Pernambuco, onde morou em Goiana, Recife e Olinda. </span></p>
<p>Em 1828, seu pai foi assassinado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/2547" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de setembro de 1830, segunda coluna</a>). No mesmo ano, Nísia passou a viver com Manoel Augusto de Faria Rocha, estudante de Direito da Faculdade de Olinda, natural de Goiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/882" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de abril de 1829, segunda coluna</a>), com quem teve três filhos na década de 1830: Lívia (1930-?), um filho, que viveu poucos meses (1831 &#8211; 1831 ou 1832); e Augusto Américo (1933-?). Er<span style="font-family: 'Georgia',serif;">a </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">acusada de adúltera pelo ex-marido. </span></p>
<p>Iniciou sua carreira literária, em 1931, publicando, com o pseudônimo de <em>Brasileira Livre</em>, artigos sobre a condição feminina no jornal pernambucano <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Espelho das Brasileiras, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">que pertencia ao francês </span><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Adolphe Emile de Bois Garin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818879/15" target="_blank"><em>Espelho das Brasileiras</em>, 13 de maio de 1931</a>).</span> A defesa dos direitos das mulheres e dos indígenas no Brasil, e a crítica à escravidão foram temas recorrentes em sua produção literária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Esta foi, com certeza, uma das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e a publicar textos na grande imprensa, pois, desde 1830, seu nome era uma presença constante em periódicos nacionais, comentando questões polêmicas, como o direito das mulheres – e, também, dos índios e dos escravos – a uma vida digna e respeitável. Aliás, nesse gosto pela polêmica e no fato de viver sempre à frente de seu tempo, estariam, a nosso ver, também, traços de modernidade da autora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Constância Lima Duarte sobre Nísia em <a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/6fB3CFy89Kx6wLpwCwKnqfS/?lang=pt" target="_blank"><em>Feminismo e literatura no Brasil</em></a> (2003)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1832, publicou, no Recife, o livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens,</span></em> primeiro texto de uma brasileira a falar em direitos das mulheres. Existe uma polêmica em torno da autoria deste livro: alguns pesquisadores consideram o livro como uma <span style="font-family: 'Georgia',serif;">tradução livre de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> A Vindication of the Rights of Woman, </span></em>de Mary Wollstonecraft (1759-1797),<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">e outros como a tradução de</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> Woman not Inferior to Man, </span></em>de Mary Wortley (1689-1762), que teria sido infuenciada pelo livro <i>De l´egalité des deux sexes</i>, de François Poullain de <span class="ref">La Barre, publicado em 1673</span>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31635" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia8.jpg" alt="nisia8" width="257" height="338" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em novembro de 1832, foi para o Rio Grande do Sul, com Lívia, sua filha; sua mãe viúva e com seu companheiro, Manoel Augusto, que, em agosto de 1833, poucos meses após o nascimento de Augusto Américo, em janeiro de 1833, faleceu. Manoel Augusto havia ocupado o cargo de juiz municipal de São Pedro do Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749443/398" target="_blank"><em>Correio Official</em>, 25 de outubro de 1833, primeira coluna</a>).</span> Ainda em 1833, Nísia publicou a segunda edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">em Porto Alegre, pela Typographia de V. F. Andrade. Escreveu para alguns jornais de Porto Alegre, dentre eles o <em>Belano</em>, que circulou entre 1832 e 1833. Entre 1834 e 1837, manteve uma escola. Segundo o professor Luis Carlos Freire, professor de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dos maiores pesquisadores de Nísia, provavelmente ela ensinava em casa, como era costume na época. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1837, foi para o Rio de Janeiro. Provavelmente, a tensão causada pela Guerra dos Farrapos contribuiu para essa mudança. Em 1838, fundou o Colégio Augusto, para meninas, que dirigiu com algumas interrupções até 1856. Posteriormente, o colégio, que existiu até 1894, foi dirigido por seu filho<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Jornal do Commercio,</span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de janeiro de 1838, segunda coluna</span></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_02/9734" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">).</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> Nísia tinha uma proposta de educação inclusiva para meninos e meninas, tanto na esfera pública, quanto na privada, e era influenciada pelo pensamento positivista do francês Auguste Comte (1798 &#8211; 1857), de quem era amiga. Em 1839, foi publicada, já no Rio de Janeiro, a terceira edição de <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">pela Casa do Livro Azul.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31627" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><img class=" wp-image-31627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia3.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1950" width="701" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/3403" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Por ensinar Caligrafia, Dança, Desenho e Costura, Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Latim, Matemática, Música, Português, Piano e Religião a suas alunas e não a <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">fazer vestidos e camisas</span></em> foi criticada (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228133/3467" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Mercantil (MG)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 17 de janeiro de 1947, primeira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31629" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia5.jpg" alt="O Mercantil (MG), de 1847" width="294" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/228133/3467" target="_blank"><em>O Mercantil (MG</em>), 17 de janeiro de 1847</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Publicou, em 1847, três obras de caráter pedagógico: <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Fany ou o modelo das donzelas</span></em>; <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Discurso que às suas educandas dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">um breve texto de seis páginas</span>; e <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Daciz ou a jovem completa. </span></em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 2 de novembro de 1849, acompanhada dos dois filhos, Nísia viajou pela primeira vez à Europa. Embarcaram, rumo a Havre, na galera francesa <em>Ville de Paris</em>. Ficou em Paris e em Lisboa, retornando ao Brasil em 1852 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/34046" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de novembro de 1849, última coluna</a>). Nesse período, ela frequentou as conferências de Auguste Comte sobre História Geral da Humanidade no Palais Cardinal, em Paris. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1853, lançou o <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo Humanitário, </span></em>que dedicou a seu irmão, Joaquim Pinto Brasil. Nele a autora nos conta a história do papel das mulheres nas sociedades ocidentais, dando exemplos e refletindo sobre a condição feminina. Antes da primeira impressão reunida, parte dos textos foi publicada nos jornais <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Diário do Rio de Janeiro,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> sob  pseudônimo B.A.</span></span></p>
<p><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">“Dê-se ao sexo uma educação religiosamente moral, desvie-se dele todos os perniciosos exemplos que tendem a corromper-lhe, desde a infância, o espírito, em vez de formá-lo á virtude, adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser — o modelo de família — mas ainda saberá conservar dignidade, em qualquer posição que porventura a sorte a colocar.”</span></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Nísia Floresta em </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O Opúsculo Humanitário</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, 1853</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Trabalhou como voluntária no combate a uma epidemia de cólera no Rio de Janeiro, em 1855 (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/10968" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Mercantil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 4 de outubro de 1955, segunda coluna)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Também entre este ano e 1856 publicou alguns artigos no <em>Brasil Illustrado: Passeio ao Aqueduto Carioca, Páginas de Uma Vida Obscura, Um Improviso, na manhã de 1º do corrente, ao distinto literato e grande porta Antônio Castilho </em>e<em> O pranto Filial.</em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">O último registro do <em>Almanak Laemmert</em> de Nísia como diretora do Colégio Augusto é de 1855 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/8311" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1855)</a>. Em 10 de abril de 1856, Nísia viajou no paquete a vapor <em>Cadix</em> com sua filha para a Europa, onde permaneceu até 1871.  Em 1872, um retrato e um pequeno perfil dela foi publicado no jornal ilustrado brasileiro publicado em Nova York, O <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Novo Mundo, </span></em>fundado por José Carlos Rodrigues (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/43136" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de abril de 1856, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/313" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">O</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo Mundo</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 23 de maio de 1872)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31753" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia9.jpg" alt="Novo Mundo, de maio de 1872" width="483" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/122815/313" target="_blank"><em>Novo Mundo</em>, 23 de maio de 1872</a></p></div>
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<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Entre 1872 e 1875, Nísia esteve no Brasil. Retornou à Europa em 24 de março de 1875, rumo à Inglaterra, onde encontrou sua filha. Passaram um tempo em Londres e em Lisboa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/10703" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1875, terceira coluna</a>). Em 1878, já morando na França, publicou seu último trabalho, <i>Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques</i>. Entre idas e vindas, Nísia morou na França e na Itália, visitando a Alemanha, Bélgica, Grécia, Inglaterra e Suíça. Enviava artigos para publicação em jornais cariocas (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239100/65" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio do Brazil</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 7 de janeiro de 1872, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/11893" target="_blank"><em>Diário de S. Paulo</em>, 11 de dezembro de 1875, última coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/7866" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Reforma</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de dezembro de 1875, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">). </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, de pneumonia. Foi enterrada no cemitério de Bonsecours (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12948" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 26 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/3958" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Novo e Completo Indice Chronologico da Historia do Brasil (RJ) &#8211; 1842 a 1889,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 188</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">5;</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12979" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Jornal do Commercio</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 31 de maio de 1885, quinta coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31632" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31632" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia7.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 29 de maio de 1885" width="315" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/8704" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31631" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia6.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de junho de 1885" width="365" height="169" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13144" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de junho de 1885</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Sua cidade natal, Papari, foi rebatizada com a aprovação da Lei n° 146, de 23 de dezembro de 1948, como Nísia Floresta. Em 1954, o Estado do Rio Grande do Norte repatriou seus restos mortais para a cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/031151_01/165" target="_blank"><em>O Poti (RN)</em>, 22 de agosto de 1954</a>).</p>
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<div id="attachment_31628" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg"><img class=" wp-image-31628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/nisia4.jpg" alt="Nísia Floresta / Geledés" width="343" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank">Nísia Floresta / Geledés</a></p></div>
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<p>A quarta edição do livro <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Direito das Mulheres e a Injustiça dos Homens </span></em>saiu apenas em 1989, pela Cortez, com introdução posfácio de Constância Lima Duarte. Em 2012, foi inaugurado o Museu Nísia Floresta, em sua cidade natal.</p>
<p>Alguns de seus livros que não foram mencionados ao longo deste artigo são <em>Conselhos a minha filha</em> (1842), <em>Lágrimas de um Caeté</em> (1849) <em>Itinerário de uma viagem à Alemanha</em> (1857), <em>Três anos na Itália, seguidos de uma viagem à Grécia </em>(vol 1, em 1864, e vl 2, em 1872); e <em>Cintilações de uma Alma Brasileira</em> (1859). Publicou, ao todo, 15 livros.</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Maria Firmina dos Reis (1822- 1977)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_40627" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img class=" wp-image-40627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina.jpg" alt="Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis" width="423" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Imagem de Maria Firmina dos Reis recriada a partir de computação gráfica — Foto: Divulgação/Grupo de pesquisadores de Maria Firmina dos Reis</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">A escritora e professora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), nasceu, em 11 de março de 1822, que tornou-se o Dia da Mulher Maranhense*. Era filha de um homem branco, João Pedro Esteves, com uma ex-escravizada alforriada, Leonor Filipa. Foi a primeira romancista negra do Brasil e, provavelmente, a primeira mulher negra a publicar um romance na América Latina.  Era prima do gramático Sotero dos Reis (1800 &#8211; 1871). Tornou-se professora de escola primária em 1847, quando foi aprovada em um concurso público na cidade de Guimarães, no Maranhão.</p>
<p style="text-align: left;">É a autora de <i class="bbc-h1y5j7 eih42320">Úrsula</i> (1859), considerado o primeiro romance afro-brasileiro, pioneiro da literatura abolicionista e feminista no Brasil. O livro teve boa aceitação da crítica quando publicado, sob o pseudônimo de<em> Uma Maranhense</em>, mas acabou caindo no esquecimento. Seria redescoberto, em 1962, pelo historiador paraibano Horácio de Almeida (1896-1983) que encontrou, em um sebo carioca, uma edição do romance. Também é autora de <em>Gupeva</em> (1861),<em> Cantos à beira-mar</em> (1871) e <em>A escrava</em> (1887).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Arsula_(romance)#/media/Ficheiro:Ursula_Maria_Firmina_dos_Reis.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-40628" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firminaa.jpg" alt="firminaa" width="341" height="521" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40642" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina2.jpg" alt="Publicador Maranhense, de 1860" width="564" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720089/11077" target="_blank"><em>Publicador Maranhense</em>, 9 de agosto de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No início da década de 1880, Maria Firmina fundou o que seria a primeira escola gratuita e mista do Brasil, no povoado de Maçaricó, na cidade de Guimarães. Uma das lutas das feministas brasileiras desde o século XIX foi pela igualdade de ensino para as meninas. Pouco depois se aposentou. Em 1888, compôs a letra e a melodia do <cite><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Hino da libertação dos escravos</a>.</cite></p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, em 11 de novembro de 1917. Não se identificou, até hoje, um retrato ou uma pintura de Maria Firmina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40629" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40629" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/firmina1.jpg" alt="Busto que foi feito em  homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora" width="612" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://jaridarraes.com/o-verdadeiro-rosto-de-maria-firmina-dos-reis/" target="_blank">Busto que foi feito em homenagem a Maria Firmina e que teve como base os depoimentos de pessoas que foram próximas à escritora</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 2019, pela passagem de seu 194º aniversário foi homenageada com um<em> doodle</em> do Google. A ilustração foi criada pelo designer paulista Nik Neves.</p>
<p style="text-align: left;"><img class=" aligncenter" src="https://s2-g1.glbimg.com/nMOsuZ13VrXrp98u6FNXjtYKzn8=/0x0:1062x491/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/N/L/ZzJJBASlG8iMZgNyI6Zg/doodle.png" alt="Maria Firmina dos Reis: a mulher negra maranhense que foi pioneira na literatura brasileira — Foto: Divulgação" width="625" height="289" /></p>
<p style="text-align: left;">Em 2021, foi instituído pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão o Concurso Literário <em>Maria Firmina dos Reis</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Foi homenageada na 20ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), de 2022.</p>
<p style="text-align: left;">*Até pouco tempo o dia 11 de outubro de 1825 era tido como o de seu nascimento. Porém<em>, em 21 de julho de 1847, no ofício nº 45, o inspetor da Instrução Pública, declarou que a requerente ao concurso para a cadeira feminina da Vila de São José de Guimarães, Maria Firmina dos Reis, podia ser admitida ao concurso por ter provado ter nascido em 11 de março de 1822, sendo, portanto, maior de 25 anos, conforme a exigência para o exercício docente </em>(<em>CRUZ, 2018</em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31604" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel.jpg" alt="Isabel de Sousa Mattos / A Rua, de 1917" width="292" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank">Izabel de Sousa Mattos ou Izabel de Mattos Dillon /<em> A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">A sufragista Izabel de Souza Matos ou Izabel de Mattos Dillon (1861 &#8211; 1920) nasceu na Bahia, em 20 de janeiro de 1861 e concluiu o  curso de Cirurgia Dentária e Prótese pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em maio de 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5249" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de maio de 1883, sexta coluna</a>). Exerceu a profissão de cirurgiã dentista na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e participou de atividades abolicionistas no Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/225029/2843" target="_blank"><em>Diário do Brazil</em>, 21 de fevereiro de 1884, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/925" target="_blank"><em>A Federação</em>, 4 de dezembro de 1884, última coluna</a>). Casou-se, em fevereiro de 1885, com o também cirurgião-dentista Thomas Cantrell Dillon (1861 &#8211; 1933), futuro cônsul da Grã-Bretanha no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/96674" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926</a>). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31643" style="width: 818px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31643" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel4.jpg" alt="Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento em fevereiro de 1884" width="808" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Casamento_Isabel_Mattos_e_Thomaz_Dillon.png" target="_blank">Assinaturas de Isabel de Souza Mattos e Thomaz Cantrel Dillon na ocasião de seu casamento, em fevereiro de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Em 1886, quando ainda residia no Rio Grande do Sul, exigiu na Justiça o registro de eleitora, garantido pela </span><a href="https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario/termos/lei-saraiva" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Lei Saraiva </span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">a todos os brasileiros com título científico. Porém, José Vieira da Cunha, juiz municipal de Rio Grande, negou o pedido <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8531" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Correio Paulistano</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 21 de dezembro de 1886, terceira coluna</span></a>). Segundo ela, posteriormente teve o título concedido e votou no candidato republicano Julio Mendonça Moreira (1853 -?), em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Ele havia sido promotor na comarca de Rio Grande e não foi eleito na ocasião &#8211; foi eleito deputado estadual de 1891 a 1895. O fato foi citado por Izabel em um artigo publicado no jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, de 20 de janeiro de 191</a>7; e também pelo deputado Mauricio de Lacerda (1888 &#8211; 1959), este último na sessão da Câmara de 22 de dezembro de 1916 e algumas outras vezes na imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>). Terá sido então Izabel Dillon, na verdade, a primeira eleitora do Brasil, ainda no século XIX?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31637" style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31637" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel1.jpg" alt="Maurício de Lacerda /  Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205." width="762" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://imagem.camara.leg.br/dc_20b.asp?selCodColecaoCsv=A&amp;Datain=22/12/1916#/" target="_blank">Maurício de Lacerda / Anais da Câmara, sessão de 22 de dezembro de 1916, página 205.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1888, anunciou que abriria um consultório de dentista no Rio de Janeiro, onde foi colaboradora das revistas <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Corymbo</span></em> e  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família</span></em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/848131/536" target="_blank"><em>A Verdade</em>, 29 de novembro de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1890, Izabel solicitou a transferência de seu título de eleitor para o Rio de Janeiro, onde voltara a residir, mas José Cesário de Faria Alvim (1839 &#8211; 1903), ministro do Interior, julgou improcedente seu pleito e assim como o de outras mulheres (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/031054/141" target="_blank"><em>A Ordem (MG)</em>, 2 de abril de 1890, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31638" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><img class=" wp-image-31638" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel2.jpg" alt="Revista Illustrada, 29 de março de 1890" width="702" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4252" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 29 de março de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Ainda em 1890, Izabel concorreu a deputada pela Bahia, mas não se elegeu</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> (</span></em></span><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1379" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Gazeta de Notícias</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 25 de agosto de 1890, terceira coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">Pequeno Jornal (BA)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/703842/632" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> 17 de setembro de 1890, segunda coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/479" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Família</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 18 de setembro de 1890, última coluna</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/211702/336" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Lanterna, 22 de dezembro </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de 1916, segunda coluna</span><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">;</span></em></a><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></i><a href="http://memoria.bn.br/docreader/236403/3835" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue; text-decoration: none; text-underline: none;">A Rua</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, 20 de janeiro de 1917</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">)<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31623" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><img class="wp-image-31623 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/dillon.jpg" alt="Gazeta, de 1890" width="151" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/1379" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de agosto de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era opositora de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895), participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> e foi presa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3835" target="_blank"><em>A Rua</em>, 20 de janeiro de 1917</a>). Foi membro do Centro do Partido Operário, criado em 1890 por José Augusto Vinhais (1858 &#8211; 1941); e do Partido Republicano Feminino, fundado em 1910, por Leolinda Daltro (1859 &#8211; 1935).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31644" style="width: 824px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank"><img class="wp-image-31644 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel5.jpg" alt="isabel5" width="814" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/347906/2811" target="_blank">Izabel Dillon e Leolinda Daltro, secretária e presidente do Partido Republicano Feminino, respectivamente, com alunas da Escola Orsina da Fonseca / <em>A Faceira</em>, 16 de novembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1913, sua única filha, Niobe Elisabeth Gonçalves (1893 &#8211; 1913) morreu, grávida de seu quarto filho com o cirurgião-dentista Basílio Gonçalves, seu marido. Houve uma investigação policial por suspeitas de aborto autoinduzido por medicamentos ingeridos por Niobe e também de imperícia médica. O caso repercutiu na imprensa do Rio de Janeiro e ficou conhecido como o <i>Caso da Rua Paraná </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/7798" target="_blank"><em>O Século</em>, 11 de fevereiro de 1913, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13027" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de fevereiro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/15251" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de janeiro de 1913, quinta coluna</a>).<span style="font-size: 13.3333px;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31642" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/isabel3.jpg" alt="Correio da Manhã, 14 de fevereiro de 1913" width="288" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/13052" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 14 de fevereiro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Izabel faleceu em 19 de junho de 1920 e foi enterrada como indigente no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. A educadora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Mariana Coelho (1857 &#8211; 1854) </a>mencionou tanto Nísia Floresta como Izabel Dillon em seu artigo <em>O feminismo no Brasil</em>, publicado no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/37811" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de janeiro de 1937.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913),  fundadora do jornal A Família</span></i></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31611" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina1.jpg" alt="Josephina Alvares de Azevedo por L. Amaral / A Família, número especial, 1889" width="255" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/297" target="_blank">Josephina Alvares de Azevedo por Libânio do Amaral / <em>A Família</em>, número especial, 1889</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/299" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31616" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina21.jpg" alt="josefina2" width="371" height="252" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O fundamento universal de todos os que opinam contra a nossa emancipação é esse — que a mulher não tem capacidade política. Porque? perguntamos nós, e a essa pergunta não nos dão resposta cabal. Em geral, os casos de incapacidade politica são estes — menoridade, demência, inhabilitações, restriccão de liberdade por pena cominada, etc. etc. A esses addusem os legisladores a «diferença de sexo». Mas em que essa diferença pode constituir razão de incapacidade eleitoral? A mulher educada, instruída, em perfeito uso de suas faculdades mentaes, exercendo com critério as suas funcções na sociedade, é uma personalidade equilibrada, apta para discernir e competente para escolher entre duas idéas aquella que melhor convém. Não pude por conseguinte estar em pé de igualdade com os dementes, com os menores, com os imbecis. Assim sendo, é absurdo o principio de sua incapacidade electiva.&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Josephina Alvares de Azevedo</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/281" target="_blank"><em>A Família,</em> 21 de dezembro de 1889</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Também no século XIX, destacou-se na luta pela emancipação feminina a jornalista e literata pernambucana Josephina Alvares de Azevedo (1851 &#8211; 1913), nascida em 5 de maio de 1851, no Recife. Existem até hoje várias lacunas e dúvidas em relação a sua vida pessoal. O local e a data de seu nascimento &#8211; pode ter sido Paraíba, Recife, em Pernambuco, ou Itaboraí, no Rio de Janeiro &#8211; assim como seu grau de parentesco com o do poeta Manoel Antônio Alvares de Azevedo (1831-1852), ainda são incertos. </span>De acordo com Augusto Victorino Blake, autor do Dicionário Bibliográfico Brasileiro, ela seria filha de Ignácio Manoel Alvares de Azevedo (?-1873) e, portanto, irmã, pelo lado paterno, do referido poeta. Porém em um artigo em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/98" target="_blank"><em>A Família</em>, de 23 de fevereiro de 1889</a>, Josephina se refere ao poeta como primo. Sua mãe era Amália Alvares de Azevedo Cunha (? &#8211; 1896) e, sua avó materna, Emília Amália de Azevedo Coutinho (? &#8211; 1892) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/5280" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de fevereiro de 1892, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/15633" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de maio de 1896, quarta coluna)</a>.</p>
<p>O dia, mês e ano de seu nascimento aqui publicados baseiam-se em uma noticia referente a seu aniversário e nas notícias de seu falecimento, em 1913, onde está indicado que ela tinha 62 anos na ocasião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/10819" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 5 de maio de 1890, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7198" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de maio de 1890, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/579" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>). Em relação ao local, acredito que ela tenha nascido no Recife, conforme seu próprio depoimento em <em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889, descrevendo seu retorno à sua terra natal em julho de 1889. Na ocasião foi à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Photographia Ducasble</a>, onde foi retratada. Ainda na cidade, publicou um <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/297" target="_blank">número especial de <em>A Família</em> </a>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22899" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1889, penúltima coluna</a>. De lá, seguiu para o Ceará, onde permaneceu cerca de 10 dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em>A Família</em>, 7 de dezembro de 1889</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/6214" target="_blank"><em>A Constituição</em> (CE), 11 de agosto e 1891, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina viveu até 1877, no Recife. Foi fundadora do jornal semanal <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></em>em 1888 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">18 de novembro de 1888)</span></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></em> cuja atuação na imprensa brasileira foi importante no período de transição entre o regime monárquico e a República no país. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31663" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina8.jpg" alt="A Família, 18 de novembro de 1888, primeiro número" width="260" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/1" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de novembro de 1888, primeiro número</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Inicialmente editado em São Paulo e impresso pela tipografia União- São Paulo, o periódico mudou-se para o Rio de Janeiro, em maio de 1889, e circulou ininterruptamente até 1897 &#8211; ficava na Travessa do Barbosa, nº 12 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/181" target="_blank"><em>A Família</em>, 18 de maio de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227668/340" target="_blank"><em>O Jacobino</em>, 5 de junho de 1897, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/15781" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1898</a>). Provavelmente, voltou a circular em 1898, mas logo deixou de existir (<em>A Mensageira</em>, 15 de maio de 1898). Entre as colaboradoras do jornal estavam a escritora baiana Ignez Sabino (1853 &#8211; 1911) e Izabel Dillon (1861 &#8211; 1920), além de estrangeiras como as feministas Guiomar Torrezão (1844-1898), escritora portuguesa; e a francesa Eugénie Potonié Pierre (1844 -1898), fundadora da Federação Francesa das Sociedades Feministas; que enviavam seus textos de seus respectivos países.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31660" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31660" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina6.jpg" alt="A Família, 16 de janeiro de 1890" width="382" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/306" target="_blank"><em>A Família</em>, 16 de janeiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Josephina escreveu para <em>A Família</em> diversos artigos em defesa da emancipação feminina a partir da educação, do trabalho, do voto feminino e pelo direito ao divórcio. Desde o início enfrentou resistência, inclusive de mulheres e de instituições católicas, como fica exemplificado na edição do periódico de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank">12 de janeiro de 1889</a>; e também na notícia publicada pelo jornal<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/343951/12227" target="_blank"> <em>O Apóstolo,</em> 28 de março de 1890, primeira coluna.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31664" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina9.jpg" alt="A Família, 12 de janeiro de 1889" width="320" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/49" target="_blank"><em>A Família</em>, 12 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Destacamos os artigos </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/265" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O Direito ao Voto, </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado em 7 de dezembro de 188</span>9</a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">,</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"><em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">O Divórcio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/483" target="_blank">, de 2 de outubro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/634" target="_blank"><em>Emancipação da Mulher</em>, de 18 de julho de 1891</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/782" target="_blank"><em>A Questão das Mulheres</em>, de 30 de janeiro de 1892</a>. Às vezes, os assinava como Zefa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31666" style="width: 187px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina11.jpg" alt="Novidade, 17 de junho de 1890" width="177" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/830321/3659" target="_blank"><em>Novidade</em>, 17 de junho de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, as mulheres vislumbraram a possibilidade de terem mais participação política. A própria Josephina escreveu no editorial de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/257" target="_blank"><em>A Família</em>, de 30 de novembro de 1889</a>:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;No fundo escuro e triste do quadro de provações a que votaram a mulher na sociedade, brilhará, com a fulgente aurora da República Brasileira, a luz deslumbradora da nossa emancipação?&#8230;</em><em>Queremos o direito de intervir nas eleições, de eleger e ser eleitas, como os homens, em igualdade de condições. Ou estaremos fora do regime das leis criadas pelos homens, ou teremos também o direito de legislar para todas. Fora disso, a igualdade é uma utopia, senão um sarcasmo atirado a todas nós&#8230;”</em></span></p>
<p>Porém, em 1891, criticou muito o fato de que na primeira Constituição da República, promulgada em 24 de fevereiro de 1891, as mulheres continuarem sendo espectadoras da vida política do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/530" target="_blank"><em>A Família</em>, 5 de março de 1891</a>), circunstância retratada no quadro <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/pintura-simbolizou-inicio-da-republica-com-juramento-a-constituicao.shtml" target="_blank"><em>Compromisso Constitucional de 1891 </em>(1896)</a><em>,</em> de Aurélio de Figueiredo (1854 &#8211; 1916), onde um grupo de mulheres aparece justamente nesta condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31662" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina7.jpg" alt="Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891 " width="374" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:CF_-_1891.jpg" target="_blank">Aurélio de Figueiredo: Compromisso Constitucional de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1891, o jornal <em>A Família</em> passou a pertencer à Companhia Imprensa Familiar, mas Josephina permaneceu como sua diretora <em>mental</em> e redatora (<a href="http://memoria.bn.br/pdf/379034/per379034_1891_00101.pdf" target="_blank"><em>A Família</em>, 25 de abril de 1891</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3080" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de maio de 1891, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/9382" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de julho de 1891, última coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada com a publicação de seu retrato na primeira página de <a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, de 9 de maio de 1891.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31667" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina12.jpg" alt="A Família, 9 de maio de 1891" width="270" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><em>A Família</em>, 9 de maio de 1891</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/379034/578" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina13.jpg" alt="josefina13" width="378" height="513" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Foi autora da comédia <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino</span></em>, que estreou no Rio de Janeiro, em 26 de maio de 1890, no Theatro Recreio Dramático,<em> enérgica e vibrante peça de combate em favor dos direitos políticos do bello sexo</em>. Foi encenada pelos atores Antonio Pereira Fontana e Castro, português radicado no Brasil; Germano, Bragança e Pinto; e pelas atrizes Elisa de Castro, Isolina Monclar e Luisa. A peça foi inspirada pelas constantes recusas de alistamento eleitoral feminino, já exemplificado neste artigo pelo caso de Izabel Dillon <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">(</span></em></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Família, </span></i></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/428" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">31 de maio de 1890, primeira coluna).</span></a>  <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Voto Feminino </span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">é uma</span> peça emblemática do sufragismo brasileiro em fins do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31653" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><img class=" wp-image-31653" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina4.jpg" alt="O Paiz, 26 de maio de 1890" width="657" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/720" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 26 de maio de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1890, foi encenada sua tradução livre da peça <em>Os Companheiros do Sol</em>, de Paul Jay (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/1245" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de agosto de 1890, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A partir de 1892, o número de colaboradoras de <em>A Família</em> e os artigos escritos por Josephina diminuíram muito. Em 1893, foi noticiado que ela estava doente, vitimada pela <em>terrível influenza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/379034/867" target="_blank"><em>A Família</em>, 17 de maio de 1893</a>). Ela residia na rua da Quitanda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/6863" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1893)</a>.</p>
<p>Em 1896, ofertou à biblioteca do Grêmio Dramático Arthur Azevedo, de São Paulo, 20 obras  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818240/4" target="_blank"><em>A Arte</em>, 12 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1904, foi citada como uma <em>distintíssima</em> escritora brasileira em uma carta aberta da escritora espanhola Eva Canel (1857 &#8211; 1932), <em>Em defesa da mulher brasileira</em>, uma resposta a um artigo da escritora e jornalista argentina Conception Gimeno del Flaquer (1850 &#8211; 1919) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/347949/1727" target="_blank"><em>Il Bersagliere</em>, 5 de maio de 1904, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, Josephina publicou três livros: <em>Retalhos </em>(1890), <em><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/552778/001139208.pdf?sequence=9&amp;isAllowed=y" target="_blank">A Mulher Moderna: trabalhos de propaganda</a> </em>(1891), que dedicou <em>em signal de admiração e respeito</em> à Viscondessa de Leopoldina e à D. Maria José Paranhos Mayrink; <em>e <a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank">Galleria illustre (Mulheres célebres) </a></em>(1897)<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">O Paiz, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/164" target="_blank">2 de fevereiro de 1890, sexta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/248070/3564" target="_blank"><em>Diário do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1891, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg"><img class="alignnone  wp-image-31670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina101.jpg" alt="josefina10" width="335" height="503" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7738" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-31672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina15.jpg" alt="josefina15" width="329" height="537" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Josephina faleceu em 1º de setembro de 1913, <em>viúva</em>, de acordo com as notícias veiculadas na época, no Rio de Janeiro, e foi enterrada no Cemitério de São Francisco Xavier, em 2 de setembro de 1913. Sua irmã, Maria Amelia de Azevedo Costa, e seus filhos, Alfredo e Moacyr Alvares de Azevedo, convidaram para a missa de Sétimo Dia, realizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Dores, em São Cristóvão. Residia na rua Luiz Barbosa, número 102 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/3437" target="_blank"><em>A Época</em>, 3 de setembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18655" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 5 de setembro de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31658" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31658" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de setembro de 1913" width="271" height="271" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/20707" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de setembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentando sobre a conquista do direito ao voto pelas mulheres inglesas, Antenor Thibau lembrou, em um artigo no <em>Jornal do Brasil</em>, a atuação de Josephina em prol da emancipação feminina no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31671" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/josefina14.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de fevereiro de 1918" width="186" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_03/55190" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de fevereiro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Leolinda Daltro (1859 – 1935), Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?), Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995) e Diva Nolf Nazário (1897 &#8211; 1966)</span></b></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> <em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Leolinda Daltro</span></b></em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Outra sufragista importante foi a professora, feminista e indigenista baiana Leolinda Daltro (1859 – 1935), fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. Ela será tema de um artigo futuro da Brasiliana Fotográfica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31465" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank"><img class="wp-image-31465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/leolinda24.jpg" alt="Leolinda de Figueiredo Daltro" width="419" height="232" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/conceito-ada/a-pioneira-no-feminismo-brasileiro-leolinda-daltro-486029dbe682" target="_blank">Leolinda de Figueiredo Daltro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Mariana de Noronha Horta</span></b></em></p>
<p>A professora de Belo Horizonte Mariana de Noronha Horta (18? &#8211; 19?) também teve um atuação relevante na luta pelo voto feminino: em agosto de 1916, encaminhou um requerimento pedindo aos deputados que aprovassem o sufrágio feminino. No acervo de documentos da Câmara Federal, esta é a primeira manifestação formal de uma mulher solicitando direitos políticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a>; <a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank">Site da Câmara dos Deputados</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31373" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31373" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/mariana.jpg" alt="Correio Paulistano, 17 de agosto de 1916" width="493" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/40274" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://arquivohistorico.camara.leg.br/index.php/colecao-bertha-lutz?fbclid=IwY2xjawTB6RlleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFSdmtjOEhYa1hFazdtWlV6c3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHnl4vIjQit05GeTEioc_fb-xZTzPt9KnsT_wdVV0pgGk7xQJbvSOAcpJLDka_aem_84P26jjaNVXGOmyispd1zg" target="_blank"><img src="https://scontent.fsdu5-1.fna.fbcdn.net/v/t39.30808-6/490813763_1260080348966244_5346995278544255581_n.jpg?stp=dst-jpg_tt6&amp;cstp=mx1363x2048&amp;ctp=s1363x2048&amp;_nc_cat=100&amp;ccb=1-7&amp;_nc_sid=127cfc&amp;_nc_eui2=AeFoNuvWDViq9UV6vjIPAT-N7HF85usV_tfscXzm6xX-10rdRCL86OOfwlFZFqtlC3ChXK5lAqqFr04maDlaPa1O&amp;_nc_ohc=hMW25nUq8dIQ7kNvwGpomwy&amp;_nc_oc=AdqSQ0sfGZi4Ul8ReGAZN20w4-eX9xeDJP172haLnKA58jHZPB8LhlNNf4WaEZ3RroOxRyPZujQrD6ySPseAJj64&amp;_nc_zt=23&amp;_nc_ht=scontent.fsdu5-1.fna&amp;_nc_gid=fhlIDvDdwI9plxdEV5GIqg&amp;_nc_ss=7b2a8&amp;oh=00_AQDkOeAw0DvxwPCgaTlNX_Wv7Nx6agl_2QGG8k-F-ODd3Q&amp;oe=6A5ADEF5" alt="Nenhuma descrição de foto disponível." width="347" height="522" /></a><p class="wp-caption-text">Requerimento da professora Mariana de Noronha Horta ao Congresso Nacional pedindo aos senhores deputados que fosse decretado o direito de voto das mulheres / Arquivo Histórico da Câmara dos Deputados</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Mietta Santiago</span></b></em></p>
<p>Eleitora pioneira em Minas Gerais, a escritora e advogada Mietta Santiago (1903 &#8211; 1995), como ficou conhecida Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira, nasceu em Varginha, em 1903, e, aos 11 anos, foi viver na capital mineira, onde estudou na Escola Normal de Belo Horizonte. Casou-se, em 1923, após passar cerca de seis meses na Europa, com o médico João Manso Pereira.</p>
<p>Com apenas 25 anos, em 1928, impetrou um mandado de segurança alegando que o veto ao voto das mulheres seria contrário ao artigo 70 da Constituição Brasileira de 24 de fevereiro 1891, então em vigor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928, quarta coluna</a>; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_01/613" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de setembro de 1928, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35546" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de setembro de 1928</a>).</p>
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<div id="attachment_31755" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31755" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta4.jpg" alt="Mietta Santiago / O Paiz, 16 de setembro de 1928" width="184" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/35453" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tornou-se eleitora e candidatou-se a deputada federal, mas não conseguiu se eleger. O fato, uma verdadeira audácia para a época, mereceu versos do poeta, também mineiro, Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987):</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg"><img class="  wp-image-31591 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/mietta.jpg" alt="mietta" width="362" height="370" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além disso, Mietta fundou a Liga de Eleitoras Mineiras. Era amiga de políticos como Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e Tancredo Neves (1910 &#8211; 1985) e de escritores como o memorialista Pedro Nava (1903 &#8211; 1984) e o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987). Como escritora, publicou as obras <em>Namorada da Deus</em> (1936), <em>Maria Ausência</em> (1940); e, em 1981, <em>Uma consciência unitária para a humanidade</em> e <em>As 7 poesias. </em>Faleceu, em 1995, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 2017, foi instituída a Medalha Mietta Santiago, condecoração concedida anualmente pela Secretaria da Mulher e pela Presidência da Câmara de Deputados (<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/862420-camara-entrega-medalha-mietta-santiago-para-mulheres-que-se-destacam-na-defesa-dos-direitos-femininos/" target="_blank">Site da Câmara de Deputados</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><em><b><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Diva Nolf Nazário</span></b></em></p>
<div id="attachment_45719" style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/07/eleitoras2.jpg"><img class="size-full wp-image-45719" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/07/eleitoras2.jpg" alt="Diva Nolf Nazário / Acervo Biblioteca da Câmara dos Deputados" width="622" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">Diva Nolf Nazário / Acervo Biblioteca da Câmara dos Deputados</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A advogada paulista Diva Nolf Nazário tentou, em 1922, quando ainda era estudante na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, fazer o seu registro de eleitora para votar para presidente do Brasil. Foi negado. No ano seguinte, publicou o livro <em>Voto Feminino e Feminismo, Um Ano de Feminismo entre Nós, </em>onde descreveu sua tentativa, escreveu sobre os debates acerca do direito ao sufrágio feminino e compilou reportagens sobre direitos das mulheres na política do Brasil.  O livro foi republicado em 2009 pela editora Imprensa Oficial, do Governo de São Paulo.</p>
<p><em>&#8220;As linhas por mim escritas foram traçadas ao correr da pena, nos raros momentos de folga entre estudos e trabalhos. Na simples intenção de divulgar melhor o que se há dito a respeito e servir quiçá a nobre causa do feminismo que, no Brasil, há de ser brevemente vencedora, para a glória da nossa pátria e o respeito a suas magnas leis&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;">Diva Nolf Nazário, introdução de <em>Voto Feminino e Feminismo, Um Ano de Feminismo entre Nós </em>(1923)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi integrante da Liga Paulista de Senhoras, entidade ligada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, e foi secretária-geral da Aliança Paulista pelo Sufrágio Universal. <sup id="cite_ref-7" class="mw-ref reference" data-mw="{&quot;name&quot;:&quot;ref&quot;,&quot;attrs&quot;:{},&quot;body&quot;:{&quot;id&quot;:&quot;mw-reference-text-cite_note-7&quot;}}"></sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Outras sufragistas brasileiras de destaque</span></i></strong></p>
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<p>Outras feministas destacadas na luta pelo voto feminino foram a urbanista, arquiteta e engenheira mato-grossense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a sindicalista alagoana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Almerinda Farias Gama (1899 &#8211; 1999)</a>, a advogada mineira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943" target="_blank">Elvira Komel (1906 &#8211; 1932)</a>, <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Maria Prestia (? – 1988)</a>,</span> líder de um minoritário grupo de feministas de São Paulo; <span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972)</a></span>, uma das pioneiras no jornalismo, na educação e no feminismo no Rio Grande do Norte; e a advogada gaúcha <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>. Todas já foram temas de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5028/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0004_017__TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5028" target="_blank">Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro, junho de 1931. Bertha Lutz está em pé e é a terceira, da direita para a esquerda. Carmen está sentada e é a terceira, também da direita para a esquerda. Almerinda Gama está sentada, a primeira da esquerda para a direita. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19978" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/elvira2.jpg" alt="A Noite, 7 de outubro de 1931" width="310" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_03&amp;pagfis=6039" target="_blank"><em>Elvira Komel / A Noite,</em> 7 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31609" style="width: 133px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31609" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/prestia.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de julho de 1951" width="123" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_10&amp;pagfis=6876" target="_blank">Maria Préstia<em> / Correio Paulistano</em>, 1º de julho de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31311" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/julia.jpg" alt="Julia Alves Barbosa votando em abril de 1928. Rio Grande do Norte " width="301" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="http://memorial.al.rn.leg.br/index.php/pioneirismo-da-mulher" target="_blank">ulia Medeiros votando em 5 de abril de 1928. Natal, Rio Grande do Norte /<em> O Paiz</em>, 4 de novembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meses após à conquista do voto das mulheres no Brasil, ainda em 1932, Natércia e Bertha foram nomeadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12492"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de julho de 1932, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12552"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1932, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/160733/362"><em>Brasil Feminino</em>, dezembro de 1932</a>). Em 1934, o sufrágio feminino estava contemplado na Constituição Federal.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6472/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_COS_FOT_0001_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6472" target="_blank">Membros da Comissão Elaboradora do Anteprojeto da Constituição de 1934, 11 de setembro de 1932. Bertha Lutz, primeira mulher, da esquerda para a direita, e Natércia da Cunha Silveira. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Sobre a importância da conquista do sufrágio feminino, em entrevista, Carmen Portinho declarou que ela deveria ser um estímulo para outros avanços: <em>“Obtivemos a nossa emancipação política, mas esse direito assim isolado, de que nos serve?”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/14103"><em>A Noite</em>, 17 de agosto de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Cerca de seis meses antes da assinatura do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21076-24-fevereiro-1932-507583-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 21.076</a>, o jornal <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=175102&amp;pagfis=4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, de 13 de setembro de 1931</a>, publicou uma reportagem intitulada <em>A nova legislação eleitoral e o voto feminino, </em>com a história do movimento feminista no Brasil, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, dirigido por Bertha, a União<em> </em>Universitária Feminina, sob a direção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>; e a Aliança Nacional de Mulheres, liderado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151" target="_blank">Natércia da Cunha Silveira (1905 &#8211; 1993)</a>, foram citadas como importantes iniciativas para a emancipação da mulher no país. Na matéria foi publicada também a lista dos países onde as mulheres já possuíam direito ao voto e comentada a liderança do Rio Grande do Norte na concessão de direitos políticos às mulheres, por intermédio do governador Juvenal Lamartine de Faria (1874 – 1956). Foi transcrito também o discurso proferido por Ruy Barbosa (1849 – 1923) no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Teatro Lyrico</a> em apoio à causa feminina<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/4169" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 13 de setembro de 1931</a>).</p>
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<div id="attachment_31317" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31317" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/batalha.jpg" alt="Capa do jornal A Batalha, 13 de setembro de 1931" width="428" height="654" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/4169" target="_blank">Capa do jornal <em>A Batalha,</em> 13 de setembro de 1931</a></p></div>
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<p>Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e terem seus votos reconhecidos pela primeira vez. A primeira mulher eleita foi Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992), em São Paulo.</p>
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<div id="attachment_31572" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31572 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/carlota.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="419" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Carlota Pereira de Queiróz<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<p>Outra pioneiras, eleitas deputadas um ano depois, em 1934, foram Antonieta de Barros (1901-1952), a primeira deputada negra do Brasil, em Santa Catarina;<span style="color: #ff0000;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 – 1976)</a><span style="color: #333333;">, no Rio de Janeiro;</span> <span style="color: #000000;">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984) e Hildenê Gusmão Castelo Branco (c. 1910 &#8211; ?), e Rosa Castro, cuja eleição foi impugnada, no Maranhão; </span></span>Maria José Salgado Lages, conhecida como Lili Lages (1907-2003), em Alagoas, Maria do Céu Pereira Fernandes (1910 -2001), no Rio Grande do Norte; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, na Bahia; <a href="Maria%20de Miranda Leão (1887 – 1976)" target="_blank">Maria de Miranda Leão  (1887-1976)</a>, no Amazonas; Quintina Diniz de Oliveira Ribeiro (1878 &#8211; 1942), em Sergipe; <span style="color: #000000;">Maria Theresa Nogueira de Azevedo (1889-1966), Maria Theresa Silveira de Barros Camargo (1894-1975), Alayde Pinheiro Borba (?-?), e Carlota Pereira de Queiróz (1892 – 1992) por São Paulo. </span></p>
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<div style="width: 225px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://elaspolitica.com.br/wp-content/uploads/2024/07/zuleide-f.-bogea-1929-215x300.png" alt="" width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Zuleide Bogéa (1897 &#8211; 1984)</a></p></div>
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<div id="attachment_31575" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31575" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/bertha.jpg" alt="Bertha Lutz / Revista da Semana, 27 de junho de 1931" width="399" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3421" target="_blank">Bertha Lutz / <em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_31576" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31576 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/marialuiza.jpg" alt="marialuiza" width="345" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt / <em>A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31573" style="width: 125px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-31573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/lili.jpg" alt="lili" width="115" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Lili Lages<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31574" style="width: 240px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/quintina.jpg" alt="A Noite Illustrada, 16 de fevereiro de 1935" width="230" height="257" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/6346" target="_blank">Quintina Diniz de Oliveira<em> / A Noite Illustrada</em>, 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
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<div id="attachment_31583" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/maria.jpg" alt="Maria de Miranda Leão / Beira-mar, 31 de maio de 1936" width="186" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/5301" target="_blank">Maria de Miranda Leão / <em>Beira-Mar,</em> 31 de outubro de 1936</a></p></div>
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<div style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank"><img src="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" alt="" width="272" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://blogcarlossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Maria-do-C%C3%A9u-Fernandes-Primeira-deputada-estadual-do-pa%C3%ADs-em-1935.jpg" target="_blank">Maria do Céu Fernandes/ Fundação José Augusto</a></p></div>
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<div id="attachment_39260" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank"><img class="wp-image-39260 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/alaide1.jpg" alt="alaide" width="415" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/120588/6346" target="_blank">Alayde Borba / <em>A Noite Illustrada,</em> 16 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39384" style="width: 745px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank"><img class="wp-image-39384 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/deputadas.jpg" alt="deputadas" width="735" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=389523" target="_blank">Maria Teresa de Barros Camargo e Maria Theresa Nogueira de Azevedo</a></p></div>
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<p>A primeira deputada estadual negra do Brasil foi <span class="il">Antonieta</span> de Barros (1901 &#8211; 1952), em Santa Catarina, em 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/711497x/41022" target="_blank"><em>República</em> (SC), 17 de janeiro de 1935</a>). Foi eleita como suplente do Partido Liberal Catarinense, mas como Leônidas Coelho de Souza não tomou posse por ter sido nomeado prefeito de Caçador, ela assumiu a titularidade do mandato entre 1935 e 1937. Filha de escrava liberta, jornalista e professora, <span class="il">Antonieta</span> foi pioneira no combate à discriminação dos negros e das mulheres. Acreditava que a educação era a chave para a emancipação social. Em Santa Catarina, sua proposta de criação do Dia do Professor em 15 de outubro foi aprovada em 1948 e, posteriormente, em1963, foi estendida a todo o Brasil. Fundou e dirigiu o jornal <i>A Semana</i> entre os anos de 1922 e 1927. Dirigiu, em 1930, a revista quinzenal <i>Vida Ilhoa </i>e escrevia artigos para jornais. Com o pseudônimo de <em>Maria da Ilha</em>, escreveu, em 1937, <i>Farrapos de Ideias. </i>Em 5 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sua inclusão no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.</p>
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<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank"><img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/d9/2021/03/12/antonieta-de-barros-1901-1952-primeira-mulher-negra-eleita-deputada-no-pais-1615576712262_v2_450x600.png" alt="Antonieta de Barros (1901-1952), primeira mulher negra eleita deputada no país - Udesc/Divulgação" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/11/quem-foi-antonieta-de-barros.htm" target="_blank">Antonieta de Barros (1901 &#8211; 1952)</a></p></div>
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<p>Nas eleições de outubro de 2022 no Brasil, o número de mulheres que tiveram suas candidaturas registradas junto à Justiça Eleitoral foi de 9.415, 33,28% do total de políticos elegíveis &#8211; 91 mulheres foram eleitas a deputadas federais e quatro para o Senado. As mulheres representavam 53% do eleitorado do país &#8211; 82 milhões de votantes. Há ainda um longo caminho a percorrer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31240" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><img class=" wp-image-31240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/votofeminino.jpg" alt="O voto feminino no Brasil por Teresa Cristina de Novaes Marques" width="280" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2020/11/voto-feminino-brasil-2ed-marques.pdf" target="_blank"><em>O voto feminino no Brasil</em> por Teresa Cristina de Novaes Marques</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Rio Grande do Norte e a vanguarda do voto feminino</strong></em></span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6648/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0012_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6648" target="_blank">Juvenal Lamartine de Faria, governador do Estado do Rio Grande do Norte, e sufragistas, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1927, houve uma eleição no Rio Grande do Norte e Juvenal Lamartine de Faria (1874 &#8211; 1956), que havia renunciado ao Senado, concorreu ao governo de seu estado e venceu o pleito. Tomou posse em 1º de janeiro de 1928. Foi necessário realizar eleições complementares para a escolha de um novo senador. Juvenal apoiava a causa do voto das mulheres. Em 25 de outubro de 1927, ainda durante o governo de José Augusto Bezerra de Medeiros, passou a vigorar a Lei Estadual nº 660, com a emenda <em>Regular o Serviço Eleitoral do Estado</em>, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade.</p>
<p>Há uma polêmica em torno da primeira eleitora do Brasil na historiografia do feminismo no Brasil no século XX: a natalense e professora Júlia Alves Barbosa Cavalcanti (1898 &#8211; 1943) requereu seu alistamento eleitoral no dia 22 de novembro de 1927, porém, dada à sua condição de solteira, o juiz da 1ª vara da Capital retardou o deferimento de seu pleito, que só foi publicado, no Diário Oficial do Estado, no dia 1º de dezembro do mesmo ano. Em 25 de novembro de 1927, a professora Celina Guimarães Viana (1890 &#8211; 1972), de Mossoró, deu entrada em uma petição, requerendo sua inclusão na lista de eleitores, que foi aprovada rapidamente, pelo fato de ser casada com um advogado e professor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/32179" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1927, primeira coluna</a>). Reivindicando o voto das mulheres, a escritora cearense Rachel de Queiroz (1910 &#8211; 2003), com apenas 17 anos, escreveu o artigo <em>Essa questão do voto feminino</em>, publicado no jornal <em>A Jandaia</em>, em 14 de janeiro de 1928. As eleições municipais foram realizadas no dia 5 de abril de 1928, mas os votos das eleitoras foram anulados porque o Senado não reconheceu o direito de voto das mulheres.</p>
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<div id="attachment_31310" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank"><img class=" wp-image-31310" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/celina.jpg" alt="Celina votando em 1928 / Foto da BBC" width="703" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo" target="_blank">Celina Guimarães Viana votando em abril de 1928. Mossoró. Rio Grande do Norte </a></p></div>
<p><img class=" aligncenter" src="http://memorial.al.rn.leg.br/images/pagebuilder/mulheres/juliabarbosa.jpg" alt="" /></p>
<p>Júlia Alves Barbosa Cavalcanti foi eleita para a Câmara Municipal de Natal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><img src="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/JuliaDestaque.jpg" alt="" width="223" height="159" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank">Júlia Alves Barbosa Cavalcanti</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“<em>Apesar de, do ponto de vista eleitoral, o estado do Rio Grande do Norte ter reconhecido esta igualdade, faltava, porém, a concretização do “voto de saias”, o que ocorreu nas eleições municipais realizadas no dia 05 de abril de 1928. Em Natal votaram Antônia Fontoura, Carolina Wanderley, Júlia Barbosa e Lourdes Lamartine. Em Mossoró, além de Celina Guimarães, votaram Beatriz Leite e Eliza da Rocha Gurgel. Em Apodi as primeiras eleitoras foram Maria Salomé Diógenes e Hilda Lopes de Oliveira. Em Pau dos Ferros, Carolina Fernandes Negreiros, Clotilde Ramalho, Francisca Dantas e Joana Cacilda Bessa. Ainda em Caicó e Acari, respectivamente, Júlia Medeiros e Martha Medeiros. Além de votar, algumas mulheres, a exemplo de Júlia Alves Barbosa em Natal e Joana Cacilda de Bessa em Pau dos Ferros,  foram também eleitas para o cargo de intendente municipal, equivalente a vereador atualmente</em>.<sup>“</sup></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.tre-rn.jus.br/o-tre/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank">Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6581/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0023_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6581" target="_blank">Banquete oferecido no Hotel Glória à Júlia Barbosa, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, 23 de junho de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/a-conquista-do-voto-feminino/linha-do-tempo.html" target="_blank">Acesse aqui a linha do tempo da conquista do voto feminino publicada no portal da Câmara dos Deputados</a></strong></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Alguns países e o ano da aprovação do voto feminino</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Nova Zelândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Austrália</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Finlândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> &#8211;  <span style="color: #000000;">Noruega</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Dinamarca e Islândia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Rússia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Áustria, Alemanha, Polônia, Lituânia, Reino Unido e Irlanda</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1</strong><strong>920</strong> </span>- Estados Unidos</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Equador</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span><span style="color: #000000;"> &#8211; Espanha e Portugal (com limitações). Na Espanha, o direito foi suspenso em 1936 e só voltou a vigorar em 1977.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Brasil e Uruguai</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Turquia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- França</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Itália e Japão</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong> </span>- Argentina e Índia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Grécia</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong> </span>- China e México</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1955</span></strong> &#8211; Honduras</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong> </span>- Egito</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong> </span>- Bahamas e Mônaco</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1970</strong></span> &#8211; Andorra</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1971</strong></span> &#8211; Suíça</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1980</strong></span> &#8211; Iraque</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1994</strong></span> &#8211; Omã</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2015</strong></span> &#8211; Arábia Saudita</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div class="entry-content">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este artigo foi atualizado em 13 de julho de 2026.</p>
<p><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, Rita de Cássia de. <em><a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/GQWfhjFfsYHNDdTbhq54JZd/" target="_blank">O voto de saias: a Constituinte de 1934 e a participação das mulheres na política</a>. </em><span class="_articleBadge">Mulher, mulheres</span><span class="_separator"> • </span><span class="_editionMeta">Estud. av. 17 (49) <span class="_separator">• </span>Dez 2003</span></p>
<p>BARBOSA, Lia Pinheiro; MAIA, Vinicius Madureira. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/wLRjhncvmSsYPqQgWjByYPy/?lang=pt" target="_blank"><em>Nísia Floresta e ainda a controvérsia da tradução de Direitos das mulheres e injustiça dos homens.</em></a> <i>Revista Estudos Feministas, <span class="_editionMeta">28 (2)</span></i><span class="_editionMeta">,</span><span class="_editionMeta"><span class="_separator"> </span>2020</span>.</p>
<p>BARP, Guilherme. <em><a id="article-126940" href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank">A luta de Josefina Álvares de Azevedo pelos direitos das mulheres em A mulher moderna (1891)</a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. </em>Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-53411587?at_custom2=facebook_page&amp;at_medium=custom7&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D&amp;at_custom4=378E7E92-9E0C-11EB-8EC4-2FCC96E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom3=BBC+Brasil" target="_blank">BBC News Brasil</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">Cadernos do Mundo Inteiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">CAMPOI, Isabela Candeloro. </span><a href="https://www.scielo.br/j/his/a/rxXDkxX8hshjGT9vsDwbndx/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">O livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” de Nísia Floresta: literatura, mulheres e o Brasil do século XIX</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">.</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> História (São Paulo) v.30, n.2, p. 196-213, ago/dez 2011.</span></p>
<p><a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/nisia-floresta/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Centro de Referências em Educação Integral</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">COELHO, Catarina Alves. </span><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8160/tde-04092019-161315/publico/2019_CatarinaAlvesCoelho_VCorr.pdf" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens: a tradução utópico-feminista de Nísia Floresta</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Dissertação (Mestrado) &#8211; Faculdade de filosifia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2019.</span></p>
<p>CORREA E SILVA, Laila. <a href="https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/bitstream/handle/bdtse/5439/2018_silva_direito_voto_feminino.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>O direito ao voto feminino no século XIX brasileiro: a atuação política de Josephina Álvares de Azevedo (1851-1913).</em></a> Aedos, Porto Alegre, v. 10, n. 23, p. 114-131, Dez. 2018.</p>
<p>CRUZ, Marileia dos Santos; MATOS, Érica de Lima; SILVA, Ediane Holanda. <em><a href="http://www.hottopos.com/notand48/151-166Marileia.pdf" target="_blank">“Exma. Sra. d. Maria Firmina dos Reis, distinta literária maranhense”: a notoriedade de uma professora afrodescendente no século XIX</a>. </em>Notandum 48 set-dez 2018 CEMOrOc-Feusp / Universidade Autônoma de Barcelona</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <a href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/matraga/article/view/27780/19904" target="_blank"><em>As viagens e o discurso autobiográfico de Nísia Floresta</em></a>. Matraga, Rio de Janeiro, v.16, n.25, jul./dez. 2009.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Imprensa feminina e feminista no Brasil: século XIX</em> . Belo Horizonte: Autêntica, 2016.</p>
<p>DUARTE, Constância Lima. <em>Narrativas de viagem de Nísia Floresta</em>. Via Atlântica, n. 2 jul. 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. </span><a href="https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/view/682/446" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Nísia Floresta: Incompreensão em relação à sua genialidade</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. Ciência &amp; Trópico, Recife, v. 26, n. 2, p. 253-260,julho /dez, 1998. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: a primeira feminista do Brasil</span></em>. Florianópolis: Editora Mulheres, 2005.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">DUARTE, Constância Lima. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Nísia Floresta: vida e obra</span></em>. Natal: Editora Universitária/UFRN, 1995.  </span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">FLORESTA , Nísia. </span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562126/Opusculo_humanitario.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Opúsculo humanitário</span></i></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> / Nísia Floresta</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> ; prefácio Maria da Conceição Lima Alves ; notas Maria Helena de Almeida Freitas, Mônica Almeida Rizzo Soares. – Brasília : Senado Federal, 2019</span></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/03/estudante-enfrentou-judiciario-e-abriu-caminho-para-voto-feminino-na-decada-de-1920.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 2 de março de 2025</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/27/flip-2022-homenageia-maria-firmina-dos-reis-pioneira-na-literatura-antiescravista-no-brasil.ghtml" target="_blank">G1, 27 de outubro de 2022</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quem-e-maria-firmina-dos-reis-homenageada-no-doodle-do-google-neste-11-10" target="_blank">Guia do Estudante</a></p>
<p>HAHNER, June E. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937</span></em>. São Paulo: Brasiliense, 1981.</p>
<p>HALLEWELL, Laurence. (2005). <a class="external text" href="https://books.google.com.br/books?id=0b6ZYWrQtnsC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR#v=onepage&amp;q=%22publica%C3%A7%C3%A3o%20do%20Recife%22&amp;f=false" rel="nofollow"><i>O livro no Brasil: sua historia</i></a>. São Paulo : Edusp, 2055.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</span></a></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif;">ITAQUI, Antônio Carlos de Oliveira.<a href="https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/xmlui/bitstream/handle/123456789/2730/NISIA%20FLORESTA%20PDF.pdf?sequence" target="_blank"> <em>Nísia Floresta: ousadia de uma feminista no Brasil do século XIX</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura Plena em História, do Departamento de Humanidades e Educação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, 2013.</span></p>
<p>KARAWEJCZYK, Monica. <em>Mulher Deve Votar? O Código Eleitoral de 1932 e a Conquista do Sufrágio Feminino através das páginas dos jornais Correio da Manhã e A Noite</em>. São Paulo : Paco Editorial, 2019.</p>
<p>LEMES, Camila Assis. <em>O jornal Familia e o debate sobre o voto feminino nos primeiros anos da república brasileira</em>. XIV Encontro Regional de História. UEPR, 2014.</p>
<p>LUCA, Leonora de. <a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/211123" target="_blank"><em>A mensageira: uma revista de mulheres escritoras na modernização bra-sileira</em></a>. 1999. 581 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Curso de Mestrado em Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O voto feminino do Brasil</span></em>. Brasília : Edições Câmara, 2019.</span></p>
<p>MELO, Ezilda. <em><a href="https://emporiododireito.com.br/leitura/nisia-floresta-uma-mulher-a-frente-do-seu-tempo" target="_blank">Nísia Floresta: uma mulher à frente de seu tempo</a>.</em> Empório do Direito, 19 de novembro de 2015.</p>
<p><a href="https://memorial.cmnat.rn.gov.br/2018/05/25/participacao-feminina/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Memorial Legislativo &#8211; Câmara Municipal de Natal</span></a></p>
<p style="text-align: left;">MARRA, Laissa. <a href="https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/35005/1/A%20NARRATIVA%20DE%20MARIA%20FIRMINA%20DOS%20REIS%20-%20na%C3%A7%C3%A3o%20e%20colonialidade.pdf" target="_blank"><em>A narrativa de Maria Firmina dos Reis: nação e colonialidade</em></a>. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para obtenção do título de Doutora em Letras: Estudos Literários, 2020.</p>
<p style="text-align: left;">MENDES, Algemira Macedo. <a href="https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2230" target="_blank"><em>Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX.</em></a> Tese apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Letras, na área de concentração de Teoria da Literatura. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">MUZART, Zahidé Lupinacci (Org.). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Escritoras brasileiras do século XIX: antologia</span></em>. 2. ed. vol. II. Florianópolis: Editora Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.</p>
<p style="text-align: left;">OLIVEIRA, Ellen dos Santos (organizadora). <em>200 anos de Maria Firmina dos Reis, primeira educadora e escritora negra do Brasil</em>. SERGIPE : J. Alves Editora e Livraria, 2022.</p>
<p>PACHECO, Maria da Glória Costa. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/admin,+360-1209-1-CE.pdf" target="_blank"><em>GÊNERO E POLÍTICA: conquista e repercussão do voto feminino no Maranhão (1900-1934)</em></a>. Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 1808-8031, Vol. 1 esp., 2007, p. 46-63</p>
<p>PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/10/mais!/3.html" target="_blank"><em>Pela liberdade das mulheres</em></a>. <i>Mais! Folha de São Paulo</i>, 10 de setembro de 1995.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/tv/504408-exposicao-sobre-a-luta-das-mulheres-pela-igualdade-politica/?pagina=" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal da Câmara dos Deputados</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.geledes.org.br/maria-firmina-dos-reis-sofreu-muito-preconceito-mas-foi-a-primeira-romancista-brasileira/" target="_blank">Portal Geledés</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="Pontifícia%20Universidade Católica do Rio Grande do Sul " target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/08/26/candidaturas-femininas-crescem-mas-representacao-ainda-e-baixa" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Portal do Senado</span></a></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">RIBEIRO, Antônio Sérgio. </span><a href="https://www.al.sp.gov.br/alesp/biblioteca-digital/obra/?id=277" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">A mulher e o voto</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">. São Paulo: ALESP, 2012.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SABINO, Ignez. <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Mulheres Illustres do Brazil</span></em>. Edição fac-similar. Florianópolis: Editora das Mulheres, 1996.</span></p>
<p>SANTOS, Renata Carolina Pereira dos.<a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank"> </a><em><a href="https://dspace.unila.edu.br/server/api/core/bitstreams/d2f2e543-2e64-4067-bcd3-c4edecba62e5/content" target="_blank">“Às Urnas, Cidadãs”: O voto feminino nas páginas do Boletim da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (1934-1935)</a>. INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE ARTE, CULTURA E HISTÓRIA (ILAACH), 2024.</em></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</span></em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">SCHUMAHER, Schuma; CERVA, Antonia Cerva. </span><a href="https://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/secretarias/secretaria-da-mulher/coordenadoria-dos-direitos-da-mulher/arquivos-e-documentos/biografia-mietta-santiago" target="_blank"><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: blue;">Mulheres no Poder &#8211; trajetórias políticas a partir da luta das sufragistas do Brasil</span></em></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">.</span></p>
<p>SOUZA DA SILVA, Ellen Carla. <a href="https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/issue/view/4436" target="_blank"><em>Uma voz feminina na luta antiescravista: Nísia Floresta</em></a>. Nau Literária, Vol. 18, n. 01 (2022) &#8211; Dossiê: Racismo, sexismo e Direitos Humanos. Organizado pela Profa. Dra. Regina Zilberman (UFRGS), 5 de setembro de<span class="label"> </span><span class="value">2022.</span></p>
<p>SILVA, Elizabeth Maria da.<a href="https://gredos.usal.es/handle/10366/140313?show=full" target="_blank"> <em>A Imprensa Pedagógica e Feminista no Brasil: Nísia Floresta e a Educação das Mulheres no século XIX</em>.</a> Tese de Doutorado. Universidade de Salamanca. Departamento de TEoria e História da Faculdade de Educação, 2018.</p>
<p><a href="https://elaspolitica.com.br/index.php/2024/07/27/zuleide-violeta-fernandes-bogea/" target="_blank">Site Elas na Política</a></p>
<p><a href="http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/secretaria_extraordinaria_de_cultura/DOC/DOC000000000106226.PDF" target="_blank">Site Fundação José Augusto</a></p>
<p><a href="https://fpabramo.org.br/focusbrasil/2024/11/20/conheca-maria-firmina-dos-reis-a-primeira-escritora-negra-do-brasil/#:~:text=Por%20sua%20trajet%C3%B3ria%2C%20ela%20%C3%A9%20considerada%20tanto%20abolicionista%20quanto%20feminista.&amp;text=Firmina%20desbravou%20territ%C3%B3rios%20in%C3%A9ditos%20na,os%20romances%20abolicionistas%20d%C3%A9cadas%20depois." target="_blank">Site Fundação Perseu Abramo</a></p>
<pre><a href="https://www.geledes.org.br/nisia-floresta-a-feminista-brasileira-que-voce-nao-encontrara-nos-livros-de-historia-2/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Geledés</span></a></pre>
<p><a href="https://www.insider.com/when-women-around-the-world-got-the-right-to-vote-2019-2" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Insider</span></a></p>
<p><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/mfr_hino_a_liberdade_dos_escravos.pdf" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p><a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Fevereiro/dia-da-conquista-do-voto-feminino-no-brasil-e-comemorado-nesta-segunda-24-1" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Superior Tribunal Eleitoral</span></a></p>
<p><a href="https://www.tre-rn.jus.br/institucional/centro-de-memoria/os-80-anos-do-voto-de-saias-no-brasil-tre-rn" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte</span></a></p>
<p><a href="https://uvesp.com.br/portal/noticias/este-mapa-mostra-o-ano-em-que-as-mulheres-tiveram-o-direito-de-votar-em-cada-pais-do-mundo/" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Site Uvesp</span></a></p>
<p>SOUTO-MAIOR, Valéria Andrade. <em><a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/76228" target="_blank">O florete e a máscara: Josephina Álvares de Azevedo</a>, dramaturga do século XIX</em>. Dissertação (Mestrado em Letras) – Curso de Pós-Graduação em Letras &#8211; Literatura Brasileira e Teoria Literária, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 1995.</p>
<p>TRINDADE, Hélgio; NOLL, Maria Izabel. <a href="http://www2.al.rs.gov.br/biblioteca/LinkClick.aspx?fileticket=vgfo5H4q-JM%3d&amp;tabid=3101&amp;language=pt-BR" target="_blank"><em>Subisídios para a história do Parlamento Gaúcho (1890-1937)</em></a>. Porto Alegre : CORAG, 2005.</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Wikipedia</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI &#8211; A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
<p class="western"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36932" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIX – <em>A aviadora Anésia Pinheiro Machado (1904-1999)</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 23 de outubro de 2024</a></span></p>
<p class="western"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37224" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus” XX – <em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a “Eva Militante”,</em> de autoria de Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 16 de dezembro de 2024</a> </span></p>
<p class="western"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=43857" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus” XXI – <em>Uma alemã que amava a Amazônia: Emília Snethlage no Museu Goeldi</em>, de autoria do historiador Nelson Sanjad, do Museu Paraense Emílio Goeldi, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 13 de abril de 2026</a></span></p>
</div>
</div>
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		<title>Dia de Machado de Assis</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 18:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
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		<description><![CDATA[A Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento de Joaquim Maria Machado de Assis, considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa, além de ter sido um dos fundadores e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade. A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa destacando uma imagem de Machado produzida pelo fotógrafo Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), em torno de 1880; e o registro produzido por Antônio Luiz Ferreira da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal, em maio de 2015.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo Decreto Rio nº 58.207/26, de 18 de junho de 2026, a Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento do carioca Joaquim Maria Machado de Assis (21/06/1839 &#8211; 29/09/1908), considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade, cenário constante da obra do escritor &#8211; lugares e ruas do Rio de Janeiro são constantemente citados nas crônicas, contos e livros de Machado, tendo sido o principal cronista do cotidiano carioca no século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45549" style="width: 771px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45549" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado3.jpg" alt="O Cruzeiro, 24 de junho de 1939" width="761" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><em>O Cruzeiro,</em> 24 de junho de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nasceu no Morro do Livramento e viveu muitos anos, entre 1883 e 1908, no Cosme Velho, fato que originou o apelido <em>O Bruxo do Cosme Velho</em>, epíteto eternizado pelo escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987), autor do poema <em>A um bruxo, com amor* </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/96903" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>28 de setembro de 1958</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45546" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado2.jpg" alt="Casa na Rua Cosme Velho 174, ode Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908" width="398" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Casa na Rua Cosme Velho, onde Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>Perde a nossa língua um de seus mais vigorosos e profundos escritores. Com ele desaparece a mais leve e a mais encantadora das nossas prosas, a mais completa e a mais perfeita das organizações literárias que possuímos. Poeta, romancista, dramaturgo e jornalista, era Machado de Assis o tipo culminante e o mais simpático de nosso mundo de letras</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de setembro de 1908, </a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank">dia seguinte à morte de Machado</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa da criação do Dia de Machado de Assis destacando duas imagens do escritor. A primeira foi produzida pelo fotógrafo e pintor português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, em torno de 1880. Insley foi um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, que &#8220;<em>tem tido a honra de copiar todos os narizes do Rio…”</em>, de acordo com o poeta e jornalista Faustino Xavier de Novais (1820 &#8211; 1869), irmão da esposa de Machado, Carolina Augusta (1835 &#8211; 1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/22531" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de outubro de 1863, terceira coluna</a>).</p>
<p>Machado escreveu em sua coluna do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864</a> sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (justamente Insley Pacheco), que definiu como o <em>mais luxuoso Templo de Delos</em> do Rio de Janeiro, exaltando poder ver no mesmo álbum fotográfico <em>os rostos mais belos do Rio de Janeiro, falo dos rostos femininos. </em>Contou também a história da chegada do daguerreótipo na cidade e, em seguida, elogiou o trabalho realizado pelo artista  J.T. da Costa Guimarães, uma miniatura de Diane de Poitiers, exposto no estabelecimento de Insley Pacheco. Finalmente, revelou que havia chegado há pouco tempo no referido ateliê um aparelho fotográfico destinado a reproduzir em ponto grande as fotografias de cartão. Termina seu passeio perguntando-se <em>“Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7182/0071824cx014-13.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="536" height="726" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de Machado de Assis, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda é de autoria de Antônio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?) e retrata a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><em>Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil,</em></a> em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por mim, pesquisadora e editora do portal, e revelada no artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em></a>, publicado em 17 de maio de 2015.</p>
<p>A Missa Campal em São Cristóvão foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade. Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45522" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img class="wp-image-45522 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado1.jpg" alt="machado1" width="380" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Detalhe da foto da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decisão da criação do Dia de Machado de Assis foi tomada pelo prefeito Eduardo Cavaliere (1994 -) após reunião com o jornalista Merval Pereira (1949 &#8211; ), presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição da qual Machado foi um dos fundadores e primeiro presidente. A ideia é que o dia 21 de junho tenha uma programação dedicada à obra machadiana, semelhante ao <em>Bloomsday</em>, data celebrada anualmente, em 16 de junho, em homenagem ao escritor irlandês James Joyce (1882 &#8211; 1941).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-45521 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado.jpg" alt="machado" width="553" height="515" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Bibliografia de Machado de Assis (ABL)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Queda que as mulheres têm para os tolos</em>, tradução, 1861.<br />
<em>Desencantos</em>, 1861.<br />
<em>Teatro</em>, 1863.<br />
<em>Quase ministro</em>, 1864.<br />
<em>Crisálidas</em>, 1864.<br />
<em>Os deuses de casaca</em>, 1866.<br />
<em>Falenas</em>, 1870.<br />
<em>Contos fluminenses</em>, 1870.<br />
<em>Ressurreição</em>, 1872.<br />
<em>Histórias da meia-noite</em>, 1873.<br />
<em>A mão e a luva</em>, 1874.<br />
<em>Americanas</em>, 1875.<br />
<em>Helena</em>, 1876.<br />
<em>Iaiá Garcia</em>, 1878.<br />
<em>Memórias póstumas de Brás Cubas</em>, 1881.<br />
<em>Tu, só tu, puro amor</em>, 1881.<br />
<em>Papéis avulsos</em>, 1882.<br />
<em>Histórias sem data</em>, 1884.<br />
<em>Quincas Borba</em>, 1891.<br />
<em>Várias histórias</em>, 1896.<br />
<em>Páginas recolhidas</em>, 1899.<br />
<em>Dom Casmurro</em>, 1899.<br />
<em>Poesias completas</em>, 1901.<br />
<em>Esaú e Jacó</em>, 1904.<br />
<em>Relíquias de casa velha</em>, 1906.<br />
<em>Memorial de Aires</em>, 1908.<br />
<em>Crítica</em>, 1910.<br />
<em>Outras relíquias</em>, 1910.<br />
<em>Correspondência</em>, 1932.<br />
<em>Crônicas</em>, 4 vols., 1937.<br />
<em>Crítica literária</em>, 1937.<br />
<em>Casa velha</em>, 1944.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>*<strong>A um bruxo, com amor</strong></em></span></p>
<p style="text-align: left;">Carlos Drummond de Andrade</p>
<p id="aad9" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Em certa casa da Rua Cosme Velho</p>
<p class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">(que se abre no vazio)<br />
venho visitar-te; e me recebes<br />
na sala trastejada com simplicidade<br />
onde pensamentos idos e vividos<br />
perdem o amarelo,<br />
de novo interrogando o céu e a noite.</p>
<p id="4107" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.<br />
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,<br />
uma luz que não vem de parte alguma<br />
pois todos os castiçais<br />
estão apagados.</p>
<p id="7faa" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Contas a meia-voz<br />
maneiras de amar e de compor os ministérios<br />
e deitá-los abaixo, entre malinas<br />
e bruxelas.<br />
Conheces a fundo<br />
a geologia moral dos Lobo Neves<br />
e essa espécie de olhos derramados<br />
que não foram feitos para ciumentos.<br />
E ficas mirando o ratinho meio cadáver<br />
com a polida, minuciosa curiosidade<br />
de quem saboreia por tabela<br />
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.<br />
Olhas para a guerra, o murro, a facada<br />
como para uma simples quebra da monotonia universal<br />
e tens no rosto antigo<br />
uma expressão a que não acho nome certo<br />
(das sensações do mundo a mais sutil):<br />
volúpia do aborrecimento?<br />
ou, grande lascivo, do nada?</p>
<p id="6d8f" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,<br />
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,<br />
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,<br />
mostra que os homens morreram.<br />
A terra está nua deles.<br />
Contudo, em longe recanto, a ramagem começa a sussurrar alguma coisa<br />
que não se entende logo<br />
e parece a canção das manhãs novas.<br />
Bem a distingo, ronda clara:<br />
é Flora,<br />
com olhos dotados de um mover particular<br />
entre mavioso e pensativo;<br />
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);<br />
Virgília,<br />
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;<br />
Mariana, que os tem redondos e namorados;<br />
e Sancha, de olhos intimativos;<br />
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,<br />
o mar que fala a mesma linguagem<br />
obscura e nova de D. Severina<br />
e das chinelinhas de alcova de Conceição.<br />
A todas decifraste íris e braços<br />
e delas disseste a razão última e refolhada<br />
moça, flor mulher flor<br />
canção de manhã nova…<br />
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)<br />
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica<br />
entre loucos que riem de ser loucos<br />
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/endereco-no-qual-viveu-machado-de-assis-dara-lugar-deposito.phtml" target="_blank">Revista Aventuras na História</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/machado-de-assis" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank">Site Migalhas</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 17 de maio de 2015</p>
<p>___________________<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank"><em>O retratista português</em> <em>Joaquim Insley Pacheco (31 de março de 1830 – 14 de outubro de 1912)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 14 de outubro de 2016</p>
<p><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O centenário do Palácio Tiradentes</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2026 14:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Archimedes Memoria]]></category>
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		<description><![CDATA[O Palácio Tiradentes foi construído no local onde existia a Casa de Câmara e Cadeia Velha, prédio erguido em torno de 1640, que foi demolido em 1922, quando foi lançada, com a presença do presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 - 1942), a pedra fundamental do prédio da nova sede do Legislativo. Cerca de um ano antes, em 1921, foi aprovado um projeto dos arquitetos Archimedes Memória (1893 - 1960) e  Francisque Couchet (18? -19?) para a sua construção. Inspirado no Grand Palais, o Palácio Tiradentes foi inaugurado em 6 de maio de 1926 e hoje, com fotografias de Augusto Malta (1864 - 1957), de Guilherme Santos (1871 - 1966) e de fotógrafos ainda não identificados, a Brasiliana Fotográfica celebra seu centenário.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Palácio Tiradentes foi construído no local onde existia a Casa de Câmara e Cadeia Velha, prédio erguido em torno de 1640, que foi demolido em 1922, quando foi lançada, com a presença do presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), a pedra fundamental do prédio da nova sede do Legislativo. Cerca de um ano antes, em 1921, foi aprovado um projeto dos arquitetos  Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960) e  Francisque Couchet (18? -19?) para a sua construção. Inspirado no Grand Palais, o Palácio Tiradentes foi inaugurado em 6 de maio de 1926 e hoje, com fotografias de Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), de Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966) e de fotógrafos ainda não identificados, a Brasiliana Fotográfica celebra seu centenário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2784" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2784/014AM012060.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2784" target="_blank">Augusto Malta. Palácio Tiradentes, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/338" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Palácio Tiradentes disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Palácio Tiradentes foi construído no local onde existia a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Casa de Câmara e Cadeia Velha</a>, prédio erguido em torno de 1640, quando os membros do Senado e da Câmara do Rio de Janeiro solicitaram a construção de um edifício para abrigar os trabalhos do legislativo. No século XVII, usualmente, nas cidades coloniais da América portuguesa nesses mesmos prédios ficavam as prisões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11278" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11278/007A5P3F10-048.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11278" target="_blank">Augusto Malta. Câmara e Cadeia Velha, 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 25 de dezembro de 1921, foi aprovado um projeto do cearense Archimedes Memória e do franco-suíço Francisque Couchet, ambos arquitetos, para a construção do Palácio Tiradentes, no local onde existia a Cadeia Velha (<a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/308250/148." target="_blank"><i>Architectura no Brasil</i>, janeiro de 1922</a>). Eles trabalhavam no Escritório Técnico Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920), que havia falecido, em 1920. Memória e Couchet foram sócios até 1929.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29836" style="width: 595px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/cool_timeline/1921/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29836" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/tiradentes1.jpg" alt="Projeto de Archimedes Memória e Francisco Couchet paa o Palácio Tiradentes" width="585" height="369" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/cool_timeline/1921/" target="_blank">Projeto de Archimedes Memória e Francisco Couchet para o Palácio Tiradentes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Archimedes e Couchet foram também responsáveis pelos projetos do Palácio das Festas e do Palácio das Grandes Indústrias, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição Internacional do Centenário da Independência</a> (1922), um dos maiores eventos internacionais já realizados no Brasil, inaugurada no Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1922 e encerrada em 24 de julho do ano seguinte; além dos edifícios do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Palácio Pedro Ernesto (1923)</a>, cujo projeto foi desenvolvido por eles, já que seu autor, Heitor Mello (1875 &#8211; 1920), faleceu em 1920; do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/21282" target="_blank">Hotel Balneário da Urca (1925)</a>, futuro Cassino da Urca e sede da TV Tupi carioca; do Jockey Club Brasileiro, na Gávea (1926), e do Botafogo Futebol e Regatas (1928).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://academiaipuense.com.br/patronos/160-archimedes-memoria" target="_blank"><img src="https://academiaipuense.com.br/images/patronos/ARCHIMEDES%20MEMORIA.png" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://academiaipuense.com.br/patronos/160-archimedes-memoria" target="_blank">Archimedes Memória / Academia Ipuense de Letras, Ciências e Arte</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29746" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/arquitetos.jpg"><img class="wp-image-29746 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/arquitetos.jpg" alt="Augusto Malta, Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adollpho Morales de los Rios (pai) e Francisco Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Arquimedes Memoria, Adolpho Morales de los /rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Vianna, de 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Rio antigo, por Charles Dunlop." width="414" height="359" /></a><p class="wp-caption-text">Augusto Malta. Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adolpho Morales de los Rios (pai) e Francisque Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Archimedes Memoria, Adolpho Morales de los Rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Viana, 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Rio Antigo, por Charles Dunlop.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O prédio da Cadeia Velha foi demolido, em 1922, quando foi lançada, com a presença do presidente da República, Epitácio Pessoa, a pedra fundamental do prédio da nova sede do Legislativo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/764256/2096" target="_blank">(<em>O Combate</em>, 19 de junho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/40532" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de junho de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29907" style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/764256/2096" target="_blank"><img class="wp-image-29907 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/pedra4.jpg" alt="pedra4" width="412" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/764256/2096" target="_blank"><em>O Combate</em>, 19 de junho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29837" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=40532" target="_blank"><img class="wp-image-29837 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/pedra.jpg" alt="pedra" width="286" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=40532" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de junho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11058" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11058/037SL01086.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11058" target="_blank">Demolição do Morro do Castelo; ao fundo, a Ilha Fiscal e o Palácio Tiradentes em construção, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29838" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11058" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29838" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/pedra1.jpg" alt="Detalhe da foto anterior" width="582" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11058" target="_blank">Detalhe da foto anterior com destaque para o Palácio Tiradentes em construção</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No <em>estilo do palácio é Luiz XVI, moderno</em>, segundo a revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/148" target="_blank"><em>Architectura</em> <i>no Brasil</i>, de janeiro de 1922</a><em>, </em>foi inspirado no Grand Palais de Paris. O Palácio Tiradentes foi inaugurado em 6 de maio de 1926, no dia em que se completava <em>Um século de vida legislativa no Brasil.</em> Seu nome homenageia Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746 &#8211; 1792), um dos líderes da Inconfidência Mineira, que passou cinco dias na Cadeia Velha, da onde foi levado à forca, em 21 de abril de 1792.</p>
<p>Por ordem do então presidente da Câmara, Arnolfo de Azevedo (1868 &#8211; 1942), o Palácio Tiradentes foi construído com muita economia, tendo custado 15 contos de réis, metade do custo do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33476" target="_blank">Palácio Pedro Ernesto</a>, inaugurado em 1923. Toda sua estrutura é de concreto e tijolo; as estátuas são de massa. Ricos cafeicultores e o estado de São Paulo foram responsáveis pela doação de vários móveis para a nova Câmara Federal, abrigada no Palácio Tiradentes, que ali funcionou de 1926 até 1960 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25463" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 7 de maio de 1926</a>; <em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25193" target="_blank">6 de maio</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25205" target="_blank"> 7 de maio</a> de 1926; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/616" target="_blank"><i>Architectura no Brasil</i>, junho/julho de 1926</a>).</p>
<div></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29840" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;pagfis=25205" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29840" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/pedra2.jpg" alt="O Paiz, 7 de maio de 1926" width="310" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;pagfis=25205" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma ocasião, foi descerrada, em frente ao plácio, a estátua de Tiradentes, de autoria do escultor Francisco de Andrade  (1893-1953). Em bronze, tem 4,5 metros de altura e, em sua base, lê-se <em>Libertas Quæ Sera Tamen</em><em> &#8211; Liberdade ainda que tardia</em> -, lema dos inconfidentes mineiros inscrito na bandeira oficial do Estado de Minas Gerais.</p>
<p>Francisco de Andrade havia, em 1914, vencido o concurso para realizar a estátua de Tiradentes. A peça deveria representar Tiradentes no momento, em que estava sendo conduzido à forca, em 21 de abril de 1792, no Largo da Lampadosa, atual Praça Tiradentes. O local escolhido para a fixação da estátua é o mesmo ponto onde se localizava a cela em que Tiradentes esteve preso. A estátua <em>foi alvo de críticas e reparos à época, pois representava o alferes mór do Brasil muito velho, vestindo uma túnica de condenado que lembrava desagradavelmente uma camisola de dormir. Representava-o, igualmente, barbado e cabeludo, atributos que à época, já se sabia que Tiradentes nunca os tivera por ser militar </em>(<a href="https://palaciotiradentes.rj.gov.br/noticias/historias-dos-100-anos-do-palacio-estatua-de-tiradentes" target="_blank">Site Palácio Tiradentes</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44444" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://palaciotiradentes.rj.gov.br/noticias/historias-dos-100-anos-do-palacio-estatua-de-tiradentes" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44444" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/tiradentes.jpg" alt="O escultor Francisco de Andrade e sua obra, a estátua de Tiradentes" width="283" height="495" /></a><p class="wp-caption-text">O<a href="https://palaciotiradentes.rj.gov.br/noticias/historias-dos-100-anos-do-palacio-estatua-de-tiradentes" target="_blank"> escultor Francisco de Andrade (1893 &#8211; 1953) e sua obra, a estátua de Tiradentes / Site Palácio Tiradentes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de dois anos depois, o presidente dos Estados Unidos, Herbert Hoover (1874 &#8211; 1964), fez uma visita ao Palácio Tiradentes, em 22 de dezembro de 1928 <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/67425" target="_blank">Fon-Fon</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/67425" target="_blank">, 29 de dezembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10232" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10232/002080RJ6611.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10232" target="_blank">Guilherme Santos. Herbert Clark Hoover, presidente dos Estados Unidos, durante visita à Câmara dos Deputados, 22 de dezembro de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, um imagem de autoria do fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a> no dia da Constituinte de 1934, em 16 de julho de 1934, com a cavalaria e civis diante do Palácio Tiradentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9465" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9465/002080RJ6415.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9465" target="_blank">Guilherme Santos. Cavalaria e civis em frente ao Palácio Tiradentes, no dia da Constituinte de 1934, 16 de julho de 1934. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Parlamento foi fechado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) no período do Estado Novo, de 1937 a 1945, e o Palácio Tiradentes passou a sediar o Ministério da Justiça e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão de censura do regime. Com a saída de Vargas, em 1945, o Palácio Tiradentes voltou a abrigar a Assembleia Constituinte.</p>
<p><span style="color: #333333;">Quando Brasília tornou-se a capital do Brasil, em 1960, no Palácio Tiradentes passou a funcionar a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara (ALEG) que, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, efetivada em 1975, passou a se chamar Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).</span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CASTRO, Ramiro Berbert de. <a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/179460?show=full" target="_blank"><em>Edifícios da Cadeia Velha, Palácio Monroe e Biblioteca Nacional</em></a>. Rio de Janeiro : Empresa Brasil Editora, 1926.</p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-do-predio-do-istituto-europeo-di-design-o-cassino-da-urca/" target="_blank">Diário do Rio</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/economia/imoveis/arquitetos-falam-sobre-arquitetura-marcante-do-jockey-club-3135628" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 10 de novembro de 2011</a></p>
<p><a href="https://academiaipuense.com.br/patronos/160-archimedes-memoria" target="_blank">Site Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes</a></p>
<p><a href="http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/historia/" target="_blank">Site Palácio Tiradentes</a></p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/palacio-tiradentes/" target="_blank">Site Rio Memórias</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série “Teatros e cinemas do Brasil” XVI e Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; X &#8211; O centenário do Cinema Odeon</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 13:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Cinelândia]]></category>
		<category><![CDATA[cinema odeon]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[inauguração]]></category>
		<category><![CDATA[Série “Teatros e cinemas do Brasil”]]></category>

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		<description><![CDATA[O atual prédio do Cinema Odeon, destacado neste artigo com uma fotografia do alagoano Augusto Malta, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio. Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, o Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos. O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O atual prédio do Cinema Odeon, fotografado pelo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, em torno de 1930, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">O Paiz</span></em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). Possuía capacidade para 1.344 pessoas, entre plateia e camarotes. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). O edifício, cujo arquiteto foi o alemão Ricardo Wriedt (? &#8211; 1961), combina elementos estruturais clássicos com detalhes decorativos<em> Art Déco</em>. Wriedt também projetou a casa, de estilo normando, de Eva Klabin (1903 &#8211; 1991), na Lagoa; e o <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830305/32137" target="_blank">Edifício Novo Mundo, na Lapa</a>. Ele tem projetos tanto no Rio de Janeiro como em outras cidades do Brasil.</p>
<p>O cinema Odeon passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.</p>
<p>O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro e é um monumento à memória do cinema brasileiro e à vitalidade cultural carioca. É a sala de cinema mais icônica do Rio de Janeiro e resiste no quarteirão dos antigos palácios de cinema da cidade. Seu nome tem origem na Antiguidade: os <em>odeons</em> eram os prédios greco-romanos onde aconteciam espetáculos musicais e competições de poesias. Eram menores do que os teatros e possuíam uma cobertura para melhorar a acústica. Muitos teatros e cinemas de todo o mundo trazem este mesmo nome.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8162/014AM012072.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="599" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">Augusto Malta. Cine Odeon, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><em><span style="font-family: Georgia;">&#8220;É o mais belo, o mais luxuoso, o mais confortável e o mais tudo quanto pode desejar de agradável em um cinema, de quantos que existem no Rio&#8230;É a realização plena de um sonho desse grande idealista do cinema entre nós, o Sr. Francisco Serrador&#8221;.</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Jornal do Commercio</span></em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23986" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_11/15428" target="_blank"><img class="wp-image-23986 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/odeon.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926" width="419" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-42037 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon5.jpg" alt="odeon5" width="318" height="302" /></p>
<p><img class="size-full wp-image-42038" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon6.jpg" alt="Aspectos da inauguração do Cinema Odeon / Cinearte, 21 de abril de 1926" width="325" height="344" /></p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/285" target="_blank">Aspectos da inauguração do Cinema Odeon / Cinearte, 21 de abril de 1926</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro filme exibido na nova sala foi <em>Graustark</em> ou <em>Amor de Príncipe</em>, estrelado por Norma Talmadge (1894 &#8211; 1957), <span class="hero__primary-text" data-testid="hero__primary-text">Eugene O&#8217;Brien </span><span class="hero__primary-text-suffix" data-testid="hero__primary-text-suffix">(1880-1966) </span>e <span class="hero__primary-text" data-testid="hero__primary-text">Marc McDermott </span><span class="hero__primary-text-suffix" data-testid="hero__primary-text-suffix">(1871-1929).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42031" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0015874/mediaviewer/rm79619584/?ref_=tt_ov_i" target="_blank"><img class="wp-image-42031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon3.jpg" alt="Cartaz do filme" width="650" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0015874/mediaviewer/rm79619584/?ref_=tt_ov_i" target="_blank">Cartaz do filme Graustark ou Amor de Príncipe, o primeiro a ser exibido no Cinema Odeon na Praça Floriano / Site IMDB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42029" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/305138/1769" target="_blank"><img class="wp-image-42029 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon11.jpg" alt="odeon1" width="365" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/305138/1769" target="_blank">Café Odeon / <em>Frou-Frou</em>, julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42034" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/60775" target="_blank"><img class=" wp-image-42034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon4.jpg" alt="Restaurante Odeon / O Malho, novembro de 1926" width="790" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/60775" target="_blank">Restaurante Odeon / <em>O Malho</em>, novembro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro &#8211; o Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank"><em>” O ODEON é parte da memória cultural do Rio de Janeiro e representa uma época em que o cinema e o Centro da cidade se confundiam e se completavam. Sua história acompanha as mudanças da cidade ao seu redor ao longo dos seus 90 anos e continua a encantar o público, combinando com maestria a tradição e a renovação, o clássico e o contemporâneo, sem nunca perder a força da sua identidade</em></a><em>“.</em></strong></p>
<p style="text-align: right;">Site do Cine Odeon (desativado)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42327" style="width: 758px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/arquivonacionalbrasil/photos/s%C3%A9rie-cine-retr%C3%B4-cinema-odeono-odeon-%C3%A9-um-dos-poucos-remanescentes-dos-cinemas-d/2036991596394708/" target="_blank"><img class="wp-image-42327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon3.jpg" alt="Luciano FErrez. Cine Odeon, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional" width="748" height="424" /></a><p class="wp-caption-text">Luciano Ferrez. Fachada do Odeon, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O primeiro Cinema Odeon</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42326" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/26891" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42326" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon2.jpg" alt="O primeiro Cinema Odeon / Fon-Fon, 3 de fevereiro de 1917" width="363" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/26891" target="_blank">O primeiro Cinema Odeon /<em> Fon-Fon</em>, 3 de fevereiro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembramos aqui que o primeiro Cinema Odeon foi inaugurado, em 16 de agosto de 1909, na então <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a>, nº 137, esquina com a Rua Sete de Setembro, instalada pelo Srs. Zambelli &amp; C., no Palacete Guinle.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42324" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/20446" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon.jpg" alt="O Paiz, 15 de agosto de 1909" width="295" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/20446" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1909 e 1913, o pianista Ernesto Nazareth (1863 – 1934) tocava na sala de espera, tendo merecido um elogio do também pianista e compositor Henrique Oswald (1852 – 1931), que o ouviu no Cinema Odeon: “<em>É admirável esse moço. Que música ele faz! Eu mesmo seria incapaz de interpretá-la com aquela mestria, aquele prodígio de ritmo. E aqui, perdido nesta indiferença…</em>”. Nazareth havia dedicado o tango <em>Batuque</em> (1901) a Oswald.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41449" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/ernesto.jpg"><img class="size-full wp-image-41449" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/ernesto.jpg" alt="Ernesto Nazareth / Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Ernesto Nazareth : 1863-1934 " width="465" height="543" /></a><p class="wp-caption-text">Ernesto Nazareth / Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Ernesto Nazareth : 1863-1934</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nazareth retornou ao cinema, entre 1913 e 1918, como pianista da orquestra de Eduardo Andreozzi (1892-1979). Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959) era, na ocasião, o violoncelista. O compositor e professor francês Darius Milhaud (1892 – 1974), que passou uma temporada no Brasil, também o ouviu tocar no Odeon e, posteriormente, escreveu sobre ele em sua autobiografia <em>Notes san musique</em>. Foi também no Odeon que o pianista polonês Arthur Rubinstein (1887-1982) o ouviu tocar, tendo ficado impressionado com sua performance. Sua composição, o tango <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank"><em>Odeon</em></a>, publicado em 1909 pela Casa Mozart (E. Bevilacqua &amp; Cia.) foi dedicado “à distinta empresa Zambelli &amp; Cia.”, proprietária, como já mencionado, do Cinema Odeon. A primeira gravação foi realizada por ele com Pedro Alcântara (1866 – 1929) ao flautim, em 1912. Não foi, na época, uma peça de especial destaque, mas tornou-se um de seus maiores sucessos na segunda metade do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42325" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/4120" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon1.jpg" alt="Ruy Barbosa era um dos ilistres frequentadores do Cinema Odeon / Fon-Fon, 5 de março de 1910" width="392" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/4120" target="_blank">O jurista e político baiano Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923) era um dos ilustres frequentadores do Cinema Odeon /<em> Fon-Fon</em>, 5 de março de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42330" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://br.pinterest.com/pin/29766047532930601/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42330" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon4.jpg" alt="Antigo Cinema Odeon " width="356" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://br.pinterest.com/pin/29766047532930601/" target="_blank">Antigo Cinema Odeon</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Site Ernesto Nazareth 150 Anos – Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/pt-br/compositores/ernesto-nazareth/" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p>Youtube</p>
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		<title>O Elevador Lacerda, um dos ícones de Salvador</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 13:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio de Lacerda]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Frederico de Lacerda]]></category>
		<category><![CDATA[Elevador Hydraulico da Conceição da Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Elevador Lacerda]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica celebra os 477 anos de fundação de Salvador, ocorrida em 29 de março de 1549, destacando imagens do Elevador Lacerda, um dos maiores símbolos da cidade, um dos principais cartões postais da Bahia e o primeiro edifício urbano elevador do mundo. Os registros destacados foram realizados por Guilherme Gaensly, Marc Ferrez, Pedro Gonsalves da Silva e Rodolpho Lindemann. Foram produzidos no século XIX e na década de 1910. O Elevador Hydraulico da Conceição da Praia, nome de batismo do Elevador Lacerda, foi inaugurado em 8 de dezembro de 1873  para resolver um grande problema urbano de Salvador - seu desnível. Era popularmente conhecido como "Parafuso" e, de suas torres, vê-se a Baía de Todos os Santos, o Mercado Modelo e  o Forte de São Marcelo, outros ícones da paisagem baiana. Em uma reforma realizada em 1930, foram adicionados mais dois elevadores e uma nova torre e sua arquitetura passou a ser em estilo "art déco". Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 2006.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica celebra os 477 anos de fundação de Salvador, ocorrida em 29 de março de 1549, destacando imagens do Elevador Lacerda, um dos maiores símbolos da cidade, um dos principais cartões postais da Bahia e o primeiro edifício urbano elevador do mundo. Os registros destacados foram realizados por Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), Pedro Gonsalves da Silva (18?- 19?) e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?). Foram produzidos no século XIX e na década de 1910.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/329/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="576" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/329" target="_blank">Guilherme Gaensly. Vues de Bahia : Elevador Lacerda, 1870 &#8211; 1880. Salvador, Bahia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras fotográficas do suíço Gaensly e do carioca Ferrez já foram diversas vezes abordadas em vários artigos da Brasiliana Fotográfica e sobre ambos foram realizados perfis e cronologias publicados no portal: <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 – 1928)</a></em> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)</em></a>, respectivamente.</p>
<p>Pouco se sabe até o momento sobre os fotógrafos Pedro Gonsalves da Silva e Rodolpho Lindemann. O primeiro era brasileiro ou português e trabalhou como fotógrafo na Bahia, nas décadas 1880 e 1890. Sucedeu Eduardo del Vechi no estúdio da rua Carlos Gomes, nº 116, em Salvador, que já havia pertencido a Antônio da Silva Lopes Cardoso, e batizou o estabelecimento de Photographia Nacional. Posteriormente, transferiu seu ateliê, denominado Photographia Pedro Gonsalves da Silva, como se lê no verso de uma fotografia de sua autoria (imagem abaixo), para a rua Direita do Palácio, nº 8. Destacou-se como retratista e, também de acordo com a imagem abaixo, seu estabelecimento foi premiado com uma medalha de ouro. É avô do fotógrafo baiano Armínio Archimedes Pedro Gonçalves Kaiser  (1925 &#8211; 2014), um dos fundadores do Foto Clube de Londrina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=23101544&amp;ctd=7" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-42090" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/lacerda3.jpg" alt="lacerda3" width="247" height="408" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann tornou-se, na década de 1880, ajudante e, posteriormente, sócio do fotógrafo suíço Guilherme Gaensly (1843 – 1928), em Salvador. Segundo Geraldo da Costa Leal em <em>Um cinema chamado saudade</em> (1997), em 1874, Lindemann  já trabalharia com Gaensly.  Em 1888, Lindemann casou-se com Alaine, irmã de Gaensly. Em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo. Gaensly foi chefiar a sede paulista e Lindemann permaneceu em Salvador. Terminou a sociedade entre Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, e Gaensly passou a atuar sozinho na Photographia Gaensly. Lindemann é considerado um grande fotógrafo de paisagens tendo produzido vistas de Salvador, de Alagoas e de Pernambuco. Várias vistas de Salvador produzidas por ele foram incluídas pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912) no <em>Album de vues du Brésil</em></a>, lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, ocorrida entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Também em 1889 a Photographia Gaensly &amp; Lindemann foi premiada na mencionada exposição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42357" style="width: 863px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=829625&amp;pagfis=229" target="_blank"><img class=" wp-image-42357" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/elevador3.jpg" alt="Almanach, 1896" width="853" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=829625&amp;pagfis=229" target="_blank"><em>Almanach</em>, 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurada, em 1906, no Rio de Janeiro, uma exposição artística dos quadros de Lindemann (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/258822/21126" target="_blank"><em>O Pharol</em> (MG), 20 de maio de 1906, segunda coluna)</a>. No <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=313394&amp;pesq=lindemann&amp;pasta=ano%20190&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=29798" target="_blank">Almanak Laemmert de 1906</a>, era noticiada a Photographia Gaensly e Lindemann, na Praça Castro Alves. No ano seguinte, a Photo Lindemann ficava na Praça Castro Alves, nº 33, mas pertencia a José Dias da Costa sob a gerência do gráfico Gramacho (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/390062/94" target="_blank"><em>Revista do Brasil</em> (BA), 15 de outubro de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história do Elevador Lacerda</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42068" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2479" target="_blank"><img class=" wp-image-42068" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/elevador.jpg" alt="Rodolpho Lindemann. Elevador da Conceição, atual Elevador Lacerda, c. 1885. Salvador, Bahia / Acervo IMS" width="514" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2479" target="_blank">Rodolpho Lindemann. Elevador da Conceição, atual Elevador Lacerda, c. 1885. Salvador, Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/434" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Elevador Lacerda, em Salvador, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Um grande desafio de engenharia na época, a construção do elevador foi iniciada, em 17 de outubro de 1869, pela Empresa de Trilhos Urbanos. Foi necessária a perfuração de dois túneis em rocha, um vertical, para abrigar a primeira torre, e outro horizontal, para dar acesso à rua. A Empresa de Trilhos Urbanos era comandada por Antônio de Lacerda (1834 &#8211; 1885), encarregado de administrar alguns bondes de tração animal em Salvador que, em parceria com seu irmão, o engenheiro Augusto Frederico de Lacerda (1836 – 1931), posteriormente condecorado como comendador da Imperial Ordem da Rosa, foi o responsável pelo empreendimento. Os irmãos nasceram em Valença, na Bahia, e eram filhos de Antonio Francisco de Lacerda (? &#8211; 18?) e Angelica Michelina de Sampaio Vianna (? &#8211; 18?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42076" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://academiafeirensedeletras.com.br/elevador-lacerda-patrimonio-historico-e-atracao-turistica-da-bahia/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42076" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/lacerda2.jpg" alt="Os irmãos Augusto e Antonio de Lacerda" width="378" height="238" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://academiafeirensedeletras.com.br/elevador-lacerda-patrimonio-historico-e-atracao-turistica-da-bahia/" target="_blank">Os irmãos Augusto Frederico  e Antônio de Lacerda</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Elevador Hydraulico da Conceição da Praia, nome de batismo do Elevador Lacerda, foi inaugurado, em 8 de dezembro de 1873,  para resolver um grande problema urbano de Salvador &#8211; seu desnível. Passou a ser o principal transporte entre a Cidade Baixa a Cidade Alta. Tinha 63 metros de altura, sendo, na época, o elevador mais alto do mundo. Era popularmente conhecido como <em>Parafuso</em> e de suas torres, vê-se a Baía de Todos os Santos, o Mercado Modelo, inaugurado em 1912; e o Forte de São Marcelo, construído no século XVII, outros ícones da paisagem soteropolitana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42075" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/130605/7820" target="_blank"><img class="wp-image-42075 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/elevador1.jpg" alt="Relatório dos Trabalhos do Conselho Interior de Governo (BA), 1874" width="395" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=130605&amp;pesq=elevador&amp;pasta=ano%20187&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=7820" target="_blank">Relatório dos Trabalhos do Conselho Interior de Governo (BA), 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1896, por indicação do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o Elevador passou a se chamar Elevador Antônio de Lacerda. Entre 1906 e 1907, foi eletrificado pela Companhia Linha Circular de Carris da Bahia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/066940/511" target="_blank"><em>Bahia Illustrad</em>a, edição 10, 1918, segunda coluna</a>). Em 1930, foram adicionados mais dois elevadores e uma nova torre. Foi nesta reforma, da qual a empresa norte-americana Otis participou, cujos melhoramentos foram inaugurados, em 15 de setembro de 1930, que sua arquitetura passou a ser em estilo <em>art déco. </em>Outras reformas e revisões foram realizadas ao longo de sua existência (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/165573/1159" target="_blank"><em>Etc</em> (BA), 15 de setembro de 1930</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_12/5445" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, 15 e 16 de setembro de 1930, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_03/4122" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de setembro de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42367" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_03/4122" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42367" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/lacerda4.jpg" alt="O Jornal, 16 de setembro de 1930" width="302" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_03/4122" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de setembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1955, o Elevador Lacerda foi estatizado pela Prefeitura de Salvador e, em 1º de julho 1961, novos elevadores da Otis foram inaugurados, mais rápidos e dobrando a capacidade por cabine de 16 para 32 pessoas. Em 7 de dezembro de 2006, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (<a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/1757/iphan-tomba-elevador-lacerda-e-edificio-da-bolsa-de-santos-e-registra-a-feira-de-caruaru" target="_blank">Site Iphan</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/24014" target="_blank"><img src="https://acervos.ims.com.br/service.php/File/77636_ca_object_representations_media_6042_medium.jpg" alt="Rampa e arredores do Mercado Modelo" width="392" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/24014" target="_blank">Marcel Gautherot. Rampa e arredores do Mercado Modelo, c. 1950. Salvador, Bahia / Acervo IMS. Em destaque, ao centro, o Elevador Lacerda.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 2011 e 2013,  <em>o elevador foi transformado em um microprocessado — uma tecnologia inédita até então. Seu processo, antes mecânico, foi modificado e passou a funcionar através de uma base que envia informações e comandos para o seu funcionamento. </em>O elevador instalado na modernização foi um projeto especial da empresa Otis para o Elevador Lacerda devido a sua complexidade e avançada tecnologia (<a href="https://blog.otis.com/br/elevador-lacerda-e-os-475-anos-de-salvador" target="_blank">Blog da Otis</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=432355" target="_blank">Biblioteca do IBGE</a></p>
<p><em><a href="https://blog.otis.com/br/elevador-lacerda-e-os-475-anos-de-salvador" target="_blank">Blog da Otis</a></em></p>
<p><a href="http://www.labhoi.uff.br/verbetesfotografia/node/7#_ftn1" target="_blank">Dicionário Histórico-Biográfico da Fotografia</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="https://academiafeirensedeletras.com.br/elevador-lacerda-patrimonio-historico-e-atracao-turistica-da-bahia/" target="_blank">Site Academia Feirense de Letras</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/6373-pedro-gonsalves-da-silva" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>Site Family Search</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/1757/iphan-tomba-elevador-lacerda-e-edificio-da-bolsa-de-santos-e-registra-a-feira-de-caruaru" target="_blank">Site Iphan</a></p>
<p>TRINCHÃO, Glaucia Maria Costa. <em>O Parafuso: de meio de transporte a cartão-postal. </em>Salvador : Editora da Universidade da Bahia, 2010.</p>
<p>XAVIER, Xavier, Melquisedeque.<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=432355" target="_blank"><em> Elevador Lacerda : Salvador, BA</em></a>, 1957.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série “Teatros e cinemas do Brasil” XV &#8211; Fotos aéreas da Cinelândia no centenário da revista &#8220;Cinearte&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 13:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Adhemar Gonzaga]]></category>
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		<description><![CDATA[Com diversas fotos aéreas da Cinelândia, provenientes dos acervos do Museu Aeroespacial e do Instituto Moreira Salles (IMS), parceira e fundadora da Brasiliana Fotográfica, respectivamente, o portal publica o 15º artigo da série "Teatros e cinemas do Brasil", que celebra o centenário da primeira edição da revista "Cinearte", importante publicação para a crítica e para o estudo do cinema nacional. Foi lançada, em 3 de março de 1926, por Mário Marino de Carvalho Behring, na época diretor da Biblioteca Nacional, cargo que ocupou entre 1924 e 1932; e pelo cineasta, ator, produtor e crítico de cinema brasileiro, Adhemar Gonzaga. Após 561 edições, foi encerrada, em 1942. A Cinelândia foi durante muito tempo, ao longo do século XX, o epicentro da vida cultural do Rio de Janeiro, com uma grande concentração de cinemas, teatros, bares e restaurantes.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Com diversas fotos aéreas da Cinelândia, provenientes dos acervos do Museu Aeroespacial e do Instituto Moreira Salles (IMS), instituições parceira e fundadora da Brasiliana Fotográfica, respectivamente, o portal publica o 15º artigo da série <em>Teatros e cinemas do Brasil, </em>que celebra o centenário da primeira edição da revista <em>Cinearte, </em>importante publicação para a crítica e para o estudo do cinema nacional, produzida por advogados, cineastas, críticos de cinema, educadores, intelectuais e jornalistas.<em> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42315" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/29" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/cinearte2.jpg" alt="Expediente da Cinearte, 3 de março de 1926" width="271" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/29" target="_blank">Expediente da <em>Cinearte</em>, 3 de março de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Cinelândia, idealizada pelo empresário espanhol Francisco Serrador (1872 &#8211; 1941), foi durante muito tempo, ao longo do século XX, o epicentro da vida cultural do Rio de Janeiro, com uma grande concentração de cinemas, teatros, bares e restaurantes. Fica no entorno da Praça Marechal Floriano, onde se encontram os prédios da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39621" target="_blank">Biblioteca Nacional</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal do Rio de Janeiro</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33476" target="_blank">Palácio Pedro Ernesto</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=38879" target="_blank">Centro Cultural da Justiça Federal</a> e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, demolido em 1976.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12662" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12662/NC065.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="555" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12662" target="_blank">Escola de Aeronáutica Militar. Vista Aérea da Cinelândia &#8211; Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aerospacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">As fotos aéreas destacadas nesse artigo são das décadas de 1920, 1930 e 1940. A mais antiga foi produzida em torno de 1926 pela The Aircraft Operating Co. Ltd. e pertence ao IMS. Lembramos aqui que as <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40889" target="_blank">primeiras fotos aéreas no Brasil</a> foram realizadas, em 1916, pelo fotojornalista Jorge Kfuri (1893 – 1965) que, na época, trabalhava para o periódico <em>A Noite</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12335" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12335/002095RJ001009.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="572" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12335" target="_blank">The Aircraft Operating Co. Ltd.. Vista aérea da Avenida Rio Branco, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/436" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotos aéreas da Cinelândia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7800" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7800/Album%200035%20089%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7800" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista aérea da Cinelânda, 18 de maio de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história da revista Cinearte</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42291" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/162531/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42291" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/cinearte.jpg" alt="Primeira edição da revista Cinearte" width="332" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/162531/1" target="_blank">Primeira edição da revista<em> Cinearte</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <em>Cinearte</em> foi lançada, em 3 de março de 1926, por Mário Marino de Carvalho Behring (1876 &#8211; 1933), na época diretor da Biblioteca Nacional, cargo que ocupou entre 1924 e 1932; e pelo cineasta, ator, produtor e crítico de cinema brasileiro, Adhemar Gonzaga (1901 &#8211; 1978). Teve como origem a sessão de cinema da revista cultural <em>Para Todos&#8230;</em>, onde Gonzaga era repórter. Após 561 edições, sua circulação foi encerrada,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/162531/25163" target="_blank"> em julho de 1942</a>. Inspirada na revista norte-americana <em>Photoplay</em>, lançada em 1910, seus principais assuntos eram os filmes, a indústria e as fofocas de Hollywood, a defesa do cinema brasileiro e da necessidade da criação de uma indústria audiovisual nacional. Tinha muitas propagandas de produtoras estrangeiras e de salas de cinema. Surgiu quando a mídia passava a ter lugar de destaque na formação cultural da sociedade e o interesse pelo cinema crescia. A imprensa acompanhou o fenômeno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42293" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://academiamaconicarpdeletras.com.br/?page_id=342" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42293" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/cinearte1.jpg" alt="Mário Berhring" width="287" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://academiamaconicarpdeletras.com.br/?page_id=342" target="_blank">Mário Behring (1876 &#8211; 1933)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos pioneiros do cinema nacional, Adhemar foi um dos fundadores, em 1917, com  jovens intelectuais como Otávio de Faria (1908 &#8211; 1980) e Plínio Sussekind Rocha (1911 &#8211; 1972), de um dos  primeiros cineclubes do Brasil, o Cineclube Paredão, cujo objetivo era estudar o cinema como uma arte. Fundou também a Cinédia, em março de 1930, o mais completo estúdio cinematográfico brasileiro de sua época. Está em funcionamento até hoje. Lançou grandes nomes do cinema brasileiro como Humberto Mauro (1897 &#8211; 1983) e Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955). Produziu 40 filmes, dirigiu nove, foi roteirista e argumentista. Entre os filmes que dirigiu estão <em>Barro Humano </em>(1928), <em>Brasa Dormida </em>(1928), <em>Lábios sem Beijos </em>(1930), <em>Ganga Bruta </em>(1933) e <em>O Descobrimento do Brasil </em>(1937). Também escreveu o livro <em>Setenta Anos do Cinema Brasileiro</em> (1966).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.jb.com.br/cadernob/cinema/2021/08/1032401-o-imensuravel-legado-de-adhemar-gonzaga-para-a-memoria-cultural-do-brasil.html" target="_blank"><img src="https://midias.jb.com.br/_midias/jpg/2021/08/25/adhemar_gonzaga_de_chapeu_foto_de_jack_freulich_maior_fotografo_de_still_universal_studio_02_junho_1932_300dpi__04-624327.jpg" alt="" width="332" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.jb.com.br/cadernob/cinema/2021/08/1032401-o-imensuravel-legado-de-adhemar-gonzaga-para-a-memoria-cultural-do-brasil.html" target="_blank">Adhemar Gonzaga por Jack Freulish, junho de 1932 / Jornal do Brasil</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://bndigital.bn.gov.br/artigos/cinearte/" target="_blank">BNDigital</a></span></p>
<p>CATELLI, Rosana Elisa. <a href="https://revistaalceu-acervo.com.puc-rio.br/media/artigo10_25.pdf#:~:text=troca%20de%20ideias%20e%20experi%C3%AAncias%20em%20torno,implementa%C3%A7%C3%A3o%20de%20uma%20ind%C3%BAstria%20cinematogr%C3%A1fica%20no%20Brasil." target="_blank"><em>A revista Cinearte e o projeto de modernização cultural pelo cinema</em></a>, 2012.</p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.jb.com.br/cadernob/cinema/2021/08/1032401-o-imensuravel-legado-de-adhemar-gonzaga-para-a-memoria-cultural-do-brasil.html" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de agosto de 2021</a></span></p>
<p>LUCAS, Tais Campelo.<a href="https://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2005_LUCAS_Tais_Campelo-S.pdf" target="_blank"><em> Cinearte: o cinema brasileiro em revista</em></a>. Dissertação apresentada ao programa de Pós-graduação em História do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em História, 2005.</p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://academiamaconicarpdeletras.com.br/?page_id=342" target="_blank"><span style="color: #000000;">Site Academia Maçônica Ribeiraopretana de Le</span>tras</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://memoriadocirco.org.br/autor-referencias/adhemar-gonzaga/?perpage=12&amp;view_mode=masonry&amp;paged=1&amp;order=DESC&amp;orderby=date&amp;fetch_only=thumbnail%2Ccreation_date%2Ctitle%2Cdescription&amp;fetch_only_meta=" target="_blank">Site Centro Memória do Circo</a></span></p>
<p><a href="https://mis-sp.org.br/vitrines/cinearte-o-star-system-e-os-processos-de-impressao-fotograficos/#:~:text=Cinearte%20foi%20uma%20revista%20especializada,e%20da%20cr%C3%ADtica%20cinematogr%C3%A1fica%20nacional." target="_blank">Site Museu da Imagem e do Som de São Paulo</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os 200 anos do Ginásio Pernambucano, no Recife, a mais antiga escola em funcionamento no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2025 14:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[1825]]></category>
		<category><![CDATA[colégio]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Anglo-Americano]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[fundação]]></category>
		<category><![CDATA[Ginásio Pernambucano]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica despede-se de 2025 publicando um artigo que homenageia a educação. Com fotografias provenientes do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal, e produzidas pelos fotógrafos Manoel Tondella e João José de Oliveira, sócios na Photographia Popular, destacamos os 200 anos do Ginásio Pernambucano, no Recife, a mais antiga escola em funcionamento no Brasil e patrimônio simbólico de Pernambuco. Brasileiros ilustres estudaram lá, dentre eles os escritores Ariano Suassuna e Clarice Lispector, o professor e cientista social Josué de Castro, o grande líder abolicionista Joaquim Nabuco, o jornalista e magnata Assis Chateaubriand, o economista Celso Furtado e o presidente da República, Epitácio Pessoa. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica despede-se de 2025 publicando um artigo que homenageia a educação,  fator poderoso para a formação de pessoas com pensamento crítico e aptas a contribuir para a construção de um país mais justo e próspero. Com fotografias provenientes do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal, e produzidas pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 – 1921)</a> e João José de Oliveira (18? – 19?), sócios na Photographia Popular, destacamos os 200 anos do Ginásio Pernambucano, no Recife, a mais antiga escola em funcionamento no Brasil e patrimônio simbólico de Pernambuco. Brasileiros ilustres estudaram lá, dentre eles os escritores Ariano Suassuna (1927 &#8211; 2014) e Clarice Lispector (1920 &#8211; 1977), o professor e cientista social Josué de Castro (1908 &#8211; 1973), o grande líder abolicionista Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), o jornalista Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), o economista Celso Furtado (1920 &#8211; 2004) e o presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942). Pioneira, a escola foi a primeira a implementar, no Brasil, o ensino integral, em 2004.</p>
<p>Manoel Tondella, de ascendência portuguesa, foi um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade do século XIX, período a partir do qual Recife tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil. Documentou em imagens as transformações da cidade, entre os anos 1890 e as duas primeiras décadas do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/228443/975" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/oliveira.jpg" alt="Almanach de Pernambuco, 1901" width="462" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/228443/975" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Ginásio Pernambucano localiza-se na rua da Aurora, às margens do rio Capibaribe, onde ficam outros prédios importantes como o da Assembleia Legislativa de Pernambuco, que aparece nas três fotos publicadas neste artigo; o Cinema São Luiz e o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6910" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6910/MT_001.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6910" target="_blank">Photographia Popular Oliveira &amp; Tondella. Assembleia Legislativa de Pernambuco, à direita, o Ginásio Pernambucano, 1900. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/435" target="_blank"><strong>Acessando aqui o link para as fotografias do Ginásio Pernambucano, na rua da Aurora, </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi fundado como Liceu Provincial de Pernambuco, em 1º de setembro de 1825, logo após a <a href="https://portal.educacao.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/Confederacao-do-Equador.pdf" target="_blank">Confederação do Equador</a>, a partir de um decreto do então presidente da província, José Carlos Mayrink da Silva Ferrão (1771 &#8211; 1846), responsável pela transferência da capital de Pernambuco de Olinda para Recife. Funcionava no Convento do Carmo. Seu primeiro diretor foi o religioso, jornalista e deputado Miguel do Sacramento Lopes Gama (1793 &#8211; 1852), conhecido como Padre Carapuceiro. Foi a primeira instituição criada em Pernambuco especificamente para o ensino secundário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42256" style="width: 284px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.edmarlyra.com/tag/miguel-do-sacramento-lopes-gama/" target="_blank"><img class="wp-image-42256 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio1.jpg" alt="ginásio1" width="274" height="307" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.edmarlyra.com/tag/miguel-do-sacramento-lopes-gama/" target="_blank">Miguel do Sacramento Lopes Gama (1793 &#8211; 1852), conhecido como Padre Carapuceiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Liceu Pernambucano era estruturado em um curso literário, composto pelas cadeiras de geometria, retórica, filosofia, racional e moral, latim e desenho. Além de ser uma escola, era fiscalizador do ensino público e privado da província. Exerceu essa última atribuição até 1851.</p>
<p>O estabelecimento mudou algumas vezes de local nas décadas de 1840 e 1850 &#8211; rua dos Pires, prédio da Alfândega e prédio onde funcionava a Companhia dos Operários Engajados, casa de sessões do júri, rua da Praia e rua do Hospício. Em 1842, passou a chamar-se Ginásio Provincial de Pernambuco.</p>
<p>Em 1855, uma lei transformou o Liceu em internato de educação pública e de instrução secundária com o nome de Ginásio Pernambucano. Realizou-se uma profunda reforma pedagógica inspirada no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42275" style="width: 273px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_03/6258" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42275" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio5.jpg" alt="Diário Pernambuco, " width="263" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_03/6258" target="_blank"><em>Diário Pernambuco</em>, 22 de março de 1855</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Ginásio Pernambucano foi inaugurado, na rua do Hospício, em 7 de setembro de 1855, por José Bento da Cunha e Figueiredo (1808 &#8211; 1891), governador de Pernambuco, e demais autoridades civis e eclesiásticas, onde funcionou até 1866 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/10916" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 21 de setembro de 1855, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 802px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2055" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2055/002035BOC07.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="792" height="214" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2055" target="_blank">Francisco du Bocage. Boa Vista e rua do Hospício, c. 1910 . Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42264" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2055" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42264" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio4.jpg" alt="Detalhe da foto destacando a sede do Ginásio Pernambucano, na rua do Hospício" width="443" height="254" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2055" target="_blank">Detalhe da foto destacando a sede do Ginásio Pernambucano, na rua do Hospício</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma nova sede, na histórica rua da Aurora, começou a ser construída, também em 1855. O projeto do edifício neoclássico, um dos marcos arquitetônicos da cidade, foi do engenheiro recifense José Mamede Alves Ferreira (1820 &#8211; 1865), então chefe da Repartição de Obras Públicas do Estado, e autor de outros projetos importantes como o da Casa de Detenção do Recife, do Cemitério de Santo Amaro e do casario da rua da Aurora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42253" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio.jpg"><img class="wp-image-42253 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio.jpg" alt="ginásio" width="264" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">José Mamede Alves Ferreira (1820 &#8211; 1865) / <em>José Mamede Alves Ferreira Sua Vida &#8211; Sua Obra 1820 &#8211; 1865</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A pedra fundamental da nova sede foi lançada em 15 de agosto de 1855 (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_03/6258" target="_blank">22 de março de 1855, primeira coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_03/6754" target="_blank">17 de agosto de 1855, última coluna</a>). Várias loterias foram realizadas em prol do Ginásio Pernambucano ao longo deste ano (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_03/6776" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de agosto de 1855</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42257" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio2.jpg" alt="ginásio2" width="332" height="477" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio3.jpg"><img class="alignnone  wp-image-42258" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio3.jpg" alt="ginásio3" width="333" height="748" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_03/6754" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de agosto de 1855, última coluna</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Ginásio Pernambucano recebeu a visita de dom Pedro II (1825 &#8211; 1891), em 9 e em 14 de dezembro de 1859. O museu do ginásio e seu criador, o naturalista Louis Jacques Brunet (1811 – c. 1877), taxidermista e professor de Ciências Naturais, foram os principais interesses do imperador, que escreveu em seu diário:</p>
<p><em>&#8220;A tarde fui ao gabinete de história natural arranjado pelo Brunet no Ginásio e depois de o examinar com atenção, tendo observado peixes fósseis em incrustações calcáreas muito curiosas apanhadas nos sertões do Norte do Brasil, creio que na Serra do Araripe e um quadrúpede entre o macaco e os carneiros chamado no rótulo Kincajú paraná, que só se encontra no sertão desta Província, informei-me do resultado das explorações do Brunet dizendo-me ele que da primeira vez fora só encarregado de explorar pontos próprios para açudes no interior da Paraíba e da segunda da coleta das diversas terras, que chegando no Recife o Presidente (ilegível) mandou deitar no aterro do cais por de traz do Palácio, não lhe abonando as despesas da condução; ficou de levar-me e eu verei a exatidão do que ele me referiu&#8221;.</em></p>
<p>Lembramos aqui que o Ginásio Pernambucano possui o único museu escolar de Pernambuco, o Museu Luiz Jacques Brunet, criado pelo naturalista Louis Jacques Brunet (1811 – c.1877)*, que conta com um acervo de mais de quatro mil objetos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 126px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/80/Louis_Jacques_Brunet.png" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/80/Louis_Jacques_Brunet.png" alt="" width="116" height="194" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/80/Louis_Jacques_Brunet.png" target="_blank">Louis Jacques Brunet (1811 – c. 1877)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, em 1866, o Ginásio Pernambucano foi instalado em sua nova sede.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7004" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7004/MT_043.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7004" target="_blank">J. J Oliveira, Manoel Tondella. Assembleia Legislativa e Ginásio Pernambucano, 1900. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 1890, recebeu o nome de Instituto Benjamim Constant e, nos anos 1940, passou a chamar-se Colégio Pernambucano e Colégio Estadual de Pernambuco. Por um decreto de 31 de dezembro de 1974, do governador Eraldo Gueiros Leite (1912 &#8211; 1983), voltou à  denominação de Ginásio Pernambucano. Foi também em 1974, que o colégio tornou-se o embrião do ensino médio integral no Brasil.</p>
<p>Em 1984, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/408352/704" target="_blank"><em>Sphan Pro Memória Boletim</em>, março e abril de 1984</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6911" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6911/MT_002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6911" target="_blank">Photographia Popular Oliveira &amp; Tondella. Ponte Santa Isabel: no centro, a Assembleia Legislativa e , à direita, o Ginásio Pernambucano, 1900. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2012, a comunidade escolar ganhou uma nova sede, situada na avenida Cruz Cabugá, no Bairro de Santo Amaro. Em 2020, o Ginásio Pernambucano foi transformado em Escola Técnica Estadual Ginásio Pernambucano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42279" style="width: 561px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio6.jpg"><img class="wp-image-42279 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio6.jpg" alt="ginásio6" width="551" height="323" /></a><p class="wp-caption-text">Escola Técnica Estadual Ginásio Pernambucano, na avenida Cruz Cabugá</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2025, quando comemora seus 200 anos, após anos sem reformas estruturais, o Ginásio Pernambucano passa por uma restauração orçada em 7 milhões de reais, já autorizada pelo governo estadual. Conta com 720 alunos do ensino médio distribuídos em 17 turmas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://eteginasiopernambucano.com.br/sobrenos" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-42280" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/ginásio7.jpg" alt="ginásio7" width="465" height="471" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Foi durante uma de suas expedições científicas pelo Nordeste do Brasil, em 1852, quando passou pela cidade de Areia, na Paraíba, que Brunet se impressionou com o talento precoce de um menino de 9 anos, Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843 &#8211; 1905), que se tornou um dos maiores pintores brasileiros do século XIX, autor do famoso quadro <em>Independência ou Morte, </em>então com 9 anos, que contratou como desenhista assistente da expedição. Em 1854, por intermédio de um pedido de Brunet ao presidente da Paraíba do Norte, Antônio Coelho de<b> </b>Sá e Albuquerque (1821 &#8211; 1868) e ao seu sucessor, Flávio Clementino da Silva Freire (1816 – 1900) que ajudassem o jovem que não tinha recursos financeiros para estudar . A presidência encaminhou o caso ao Ministério do Império que levou ao Imperador Pedro II, que permitiu o seu ingresso na Imperial Academia de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Pedro Américo e Brunet se corresponderam até a morte do pintor.</p>
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<div class="Fsg96" data-sfc-cp="" data-processed="true">
<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fundacaopedroamerico.org.br/pedro-americo/" target="_blank"><img src="https://fundacaopedroamerico.org.br/wp-content/uploads/2025/05/grito1_widelg.jpg" alt="" width="800" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fundacaopedroamerico.org.br/pedro-americo/" target="_blank"><em>Independência ou Morte</em>, de Pedro Américo</a></p></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALBUQUERQUE, Cleonir Xavier de; ACIOLI, Vera Lúcia Costa. <em>José Mamede Alves Ferreira Sua Vida &#8211; Sua Obra 1820 &#8211; 1865. </em>Pernambuco : Secretaria de Turismo Cultura e Esportes do Governo do Estado de Pernambuco, 1985.</p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=440606" target="_blank">Biblioteca IBGE</a></p>
<p>CAVALCANTI, Carlos Bezerra. <a href="https://www.opoder.com.br/noticias/24754/e-findi-o-ginasio-pernambucano-por-carlos-bezerra-cavalcanti" target="_blank"><em>O Ginásio Pernambucano, por Carlos Bezerra Cavalcanti</em> </a>in <em>Jornal O Poder</em>, 7 de junho de 2025.</p>
<p>GONZALES, Rômulo José Benitez de Freitas. <a href="https://www.unirio.br/ppgmed_pt/ppg-pmus/romulo_jose_benito_freitas_gonzales.pdf" target="_blank"><em>A musealização de coleções de ensino no século XIX: o caso do Ginásio Pernambucano</em></a>. Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio. O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001 Orientadora: Professora Doutora Priscila Faulhaber Barbosa. UNIRIO/MAST &#8211; RJ, 03 de junho de 2022.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MONTENEGRO, Olívio. <em>Memórias do Ginásio Pernambucano</em>. Recife: Assembleia Legislativa de Pernambuco, 1979.</p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/educacao/audio/2025-12/governo-do-estado-anuncia-restauracao-da-ete-ginasio-pernambucano" target="_blank">Portal Agência Brasil</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2025/11/29/aos-200-anos-escola-mais-antiga-do-brasil-guarda-historias-de-bilhetes-secretos-e-ex-alunos-ilustres-como-clarice-lispector-e-ariano-suassuna.ghtml" target="_blank">Portal G1</a></p>
<p><a href="https://ne9.com.br/colegio-no-nordeste-e-o-mais-antigo-em-atividade-no-brasil/" target="_blank">Portal NE 9</a></p>
<p><a href="https://portal.educacao.pe.gov.br/ginasio-pernambucano-referencia-em-educacao-no-brasil-completa-198-anos/" target="_blank">Portal Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco</a></p>
<p><a href="https://exame.com/revista-exame/escola-transforma/" target="_blank">Revista Exame, 1º de dezembro de 2025</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21022" target="_blank"><em>Cronologia de Manoel Tondella in Brasiliana Fotográfica,</em></a> 6 de janeiro de 2021.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os 200 anos do nascimento de dom Pedro II e a Brasiliana Fotográfica no evento &#8220;Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate&#8221;, no Colégio Pedro II</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 10:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[200 anos do nascimento de dom Pedro II]]></category>
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		<category><![CDATA[Egito]]></category>
		<category><![CDATA[Kesiah Pinheiro Viana]]></category>
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		<description><![CDATA[Dom Pedro II, um entusiasta da fotografia e o ilustre aniversariante do dia, já foi tema da Brasiliana Fotográfica em diversas publicações. Hoje o portal celebra os 200 anos do nascimento do monarca, destacando esses artigos e oferecendo a seus leitores uma seleção de imagens das viagens que o imperador fez ao Egito e às ruínas de Pompeia, que foram o assunto da exposição "Uma viagem ao mundo antigo", cujo curador foi Joaquim Marçal, na ocasião pesquisador da Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional e curador da Brasiliana Fotográfica. As fotos integram a Coleção D. Thereza Christina Maria, que pertence à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. Destacamos também a participação da Brasiliana Fotográfica no evento "Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate", realizado nos dias 25 e 27 de novembro de 2025, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183">Dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, um entusiasta da fotografia, já foi tema da Brasiliana Fotográfica em diversas publicações. Hoje o portal celebra os 200 anos do nascimento do monarca, destacando esses artigos e oferecendo a seus leitores uma seleção de imagens das viagens que o imperador fez ao Egito e às ruínas de Pompeia, que foram o assunto da exposição <a href="https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/uma-viagem-ao-mundo-antigo-egito-e-pompeia-nas-fotografias-da-colecao-d-thereza-christina-maria/" target="_blank"><em>Uma viagem ao mundo antigo</em></a>, cujo curador foi Joaquim Marçal, na ocasião pesquisador da Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional e curador da Brasiliana Fotográfica. Destacamos também a participação da Brasiliana Fotográfica no evento <em>Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate</em>, realizado nos dias 25 e 27 de novembro de 2025 no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/uma-viagem-ao-mundo-antigo-egito-e-pompeia-nas-fotografias-da-colecao-d-thereza-christina-maria/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-41069" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/pompeia.jpg" alt="pompeia" width="940" height="222" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram expostas, entre 30 de outubro de 2017 e 30 de janeiro de 2018, reinaugurando o Espaço Eliseu Visconti, na Biblioteca Nacional, 119 fotografias do acervo da instituição, uma das fundadoras do portal. Segundo Marçal, muitos desses registros foram expostos pela primeira vez e <em>não contam apenas parte da história do Brasil e do mundo no século XIX, mas também da própria fotografia e da reprodutibilidade das imagens. </em>O acervo integra a Coleção D. Thereza Christina Maria, da qual fazem parte cerca de 100 mil itens entre desenhos, estampas, fotografias, livros, mapas, partituras e outros documentos impressos e manuscritos. A exposição, ainda segundo Marçal, evocou <em>a antiguidade a partir das ruínas do Egito Antigo e de Pompeia e, simultaneamente, alguns aspectos importantes da história das imagens e de sua reprodutibilidade – com destaque para a fotografia, mas sem deixar de levar em conta os processos que a antecederam e com ela coexistiram. A ideia é exibir as diversas técnicas de reprodução experimentadas no século XIX</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/128" target="_blank">Acessando o link para as fotografias das viagens de d. Pedro II disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos sobre o imperador dom Pedro II já publicados na Brasiliana Fotográfica:</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" rel="bookmark">Dom Pedro II ( RJ, 2/12/1825 – Paris, 5/12/1891), um entusiasta da fotografia</a></em>, e autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 2 de dezembro de 2016.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19845" rel="bookmark">Após encantar-se com Molière e Giulietta Dionesi, o imperador Pedro II sofre um atentado</a></em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 15 de julho de 2020.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28879" rel="bookmark">Dom Pedro II fotografado pelo italiano Luis Terragno (c. 1831 – 1891), Fotógrafo da Casa Imperial</a></em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 2 de dezembro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21470" target="_blank">E o grande escritor Machado de Assis elogia o imperador Pedro I</a>I</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de março de 2025.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #800000;"><em><strong> Egito</strong></em></span></p>
<p>O Egito foi um dos destinos do imperador em sua primeira viagem ao exterior, quando foi à Europa e ao Oriente Médio. Partiu, em 25 de maio de 1871, a bordo do paquete <em>Douro</em>, e retornou ao Brasil, em 31 de março de 1872 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/27339" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Diário do Rio de Janeiro</span></em>, 26 de maio de 1871, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/28568" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Diário do Rio de Janeiro</span></em>, 1º de abril de 1872, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2947/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="446" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2947" target="_blank">[D. Pedro II, D. Teresa Cristina Maria e comitiva no Egito], 187?. Egito / Acervo FBN</a></p></div>
<div class="memo-single-news-content 0">
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42151" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dom_Pedro_II-esfinge.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42151" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroisabel1.jpg" alt="Charge publicada na Revista Illustrada, em 1871" width="229" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dom_Pedro_II-esfinge.png" target="_blank">Dom Pedro II caracterizado como uma esfinge egípcia / Charge de autoria de Ângelo Agostini (1843 &#8211; 1910) publicada na <em>Revista Illustrad</em>a, em 1871 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Em 28 de outubro, Pedro II chegou a Alexandria e, em 2 de novembro, no Cairo. Em 4 de novembro de 1871, visitou as pirâmides de Gizé com um grupo de viajantes, dentre eles o fundador do atual Museu Egípcio no Cairo, o egiptólogos francês François Auguste Mariette (1821 &#8211; 1881) e o alemão Heinrich Karl Brugsch (1827 &#8211; 1894), também egiptólogo e futuro diretor da Biblioteca do Instituto de Alexandria. Pedro II f</span>icou no Egito até 11 de novembro de 1871.</p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Em seus diários, o imperador escreveu, em 4 de novembro de 1871:</span></p>
<p><em><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">&#8220;Estou muito cansado e atirar-me-ia já na cama se as saudades não exigissem que lhe desse as mais afetuosas boas noites. Adeus, cara amiga! Nada me interessa completamente longe de Você. Adeus! Depois de ouvir missa na igreja dos Franciscanos à qual só a pé se pode chegar por causa destas ruas que parecem galerias de formigas fui às Pirâmides de Gizeh. O caminho quase todo por alamedas de acácias, das quais muitíssimas trançam entre si as comas do verde o mais esplêndido é condigno vestíbulo de tão venerando monumentos. Parecem pequenos até chegar a eles e só se faz idéia da altura da grande pirâmide quando se observam os que por ela trepam e vão-se tornando cada mais pigmeus. Subi facilmente ajudado pelos árabes e no cimo reunimo-nos mais de 30. Da minha companhia só foram Bom Retiro e o egiptólogo distinto dr. Brugsch, que muito tem simpatizado comigo e dado-me informações interessantíssimas. Também galgaram a pirâmide 11 de 17 moças nos Estados Unidos, que consta pertencerem a uma sociedade emancipadora [sic] das mulheres. Um rapaz e senhora de mais idade também as acompanharam. Logo que atingimos o alto da pirâmide soltamos muitos hurrahs, agitamos os lenços e eu assentado numa pedra do tempo de Chufu (Cheops dos gregos) escrevi algumas palavras a Você e os dados que o Brugsch comunicou-me a respeito da pirâmide&#8221;.</span></em></p>
<p>Em 7 de novembro, visitou Mênfis e Sakkarah; em 9 de novembro, Mokattan; e, em 10 de novembro, retornou à Alexandria. No dia seguinte, retornou à Europa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2946" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2946/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2946" target="_blank">Helios. Dom Pedro II, Teresa Cristina Maria e comitiva no Egito, : retrato, 1871. Egito / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2943" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2943/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="702" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2943" target="_blank">H. Delie and E. Bechard. D. Pedro II, D. Teresa Cristina Maria e comitiva junto às pirâmides, 1871. Cairo, Egito / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Pedro II voltou ao Egito em sua segunda viagem ao exterior, a mais longa, realizada entre entre 26 de março de 1876 e 25 de setembro de 1877. Embarcou no paquete inglês <em>Hevelius</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/14285" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Diário do Rio de Janeiro, </span></em> 27 e 28 de março de 1876, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/36580" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Diário do Rio de Janeiro</span></em>, 26 de setembro de 1877, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/094170_02/36584" target="_blank">27 de setembro de 1877, quarta coluna</a>). Visitou os Estados Unidos, o Canadá, diversos países da Europa, do Oriente Médio e da África. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42143" style="width: 728px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709654/1426" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42143" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroisabel.jpg" alt="O Mosquito, 1876" width="718" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709654/1426" target="_blank"><em>A Grande Orchestra por Bordalo Pinheiro / O Mosquito</em>, 1876, edição 354. Nesta charge, o português Rafael Bordalo Pinheiro (1846 &#8211; 1905), desenhou dom Pedro II carregando uma mala e deixando a cargo da princesa Isabel a regência da <em>grande orquestra</em>, que seria o país. É uma crítica ao monarca caracterizado como um viajante itinerante, despreocupado com o Brasil.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Passou seu aniversário de 51 anos, em 2 de dezembro de 1876, no Santo Sepulcro, em Jerusalém. Chegou ao Egito, em 7 de dezembro de 1876, quando visitou diversas pirâmides. Viajou pelo Rio Nilo saindo do Cairo e foi até até Wadi Halfa, hoje o Sudão. Conheceu diversas cidades históricas, dentre elas Luxor, Karnal, Dandur e Assuã, além do célebre templo de Abu Simbel. Deixou o Egito, em 16 de janeiro de 1877.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>As fotos de dom Pedro II no Egito</em></span></p>
<p>As fotos, que estão o acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica, de dom Pedro II no Egito, em 1871, são de autoria de Hippolyte Delie (1841 &#8211; 1889) e Emile Bechard (1844 &#8211; 1917), fotógrafos franceses ativos no Egito na década de 1870; e de Hélios, possivelmente o fotógrafo grego Hélio Zoulis (18? -?), cujo estúdio chamava-se Hélios Alexandrie &amp; Caire. Há um registro realizado por um fotógrafo ainda não identificado que não está datado.</p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Segundo o Metropolitan Museum of Art: &#8220;<em><span style="font-family: Georgia;">Émile Béchard continua sendo uma figura misteriosa, principalmente por causa da assinatura &#8220;H. Béchard&#8221;, que aparece nos negativo da maior parte de suas obras paisagísticas e arquitetônicas, inclusive nesta vista do Ramesseum. Desde o final dos anos 1980, muitos historiadores acreditavam que havia de fato dois fotógrafos, Émile e &#8220;Henri&#8221; Béchard, ambos operando no Egito. Mais recentemente, os estudiosos levantaram a hipótese de que talvez Émile tenha adotado esse segundo nome para distinguir os diferentes temas de suas várias séries (ou seja, retratos versus monumentos). A identificação de um irmão chamado Hippolyte Béchard, no entanto, levou a uma explicação mais lógica de que Hippolyte vendeu e distribuiu as fotos de Emile na França. A situação, porém, foi ainda mais complicado por um grupo de fotografias vendidas em outubro de 2015 no castelo de Saint-Brisson em Saint Brisson-sur-Loire, França. Inscrições em algumas das gravuras indicam que Hippolyte Béchard estava no Cairo em 1870, dando algum crédito à sugestão de Ken Jacobson de que Hippolyte Délié não era apenas sócio de Emile, mas possivelmente também seu irmão, Hippolyte Béchard, que, por algum motivo, mudou de endereço. nome. As identidades cambiantes associadas à &#8220;Maison Béchard&#8221; são um excelente exemplo das dificuldades frequentemente associadas à fotografia comercial do século XIX&#8221;.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pompéia</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 727px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2938" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2938/icon842750.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="717" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2938" target="_blank">Giorgio Sommer. [Pedro II, Teresa Cristina Maria e comitiva em visita as ruínas de Pompéia], 1888. Pompeia, Itália / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Em 30 de junho de 1887, dom Pedro II viajou pela terceira vez à Europa. Embarcou, no Rio de Janeiro no paquete francês <em>Gironde</em> e retornou ao Brasil, em 22 de agosto de 1888, quando chegou ao Rio de Janeiro (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/12295" target="_blank">30 de junho de 1877, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/14285" target="_blank">22 de agosto de 1888, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/14285" target="_blank">23 de agosto de 1888, primeira colun</a>a). A motivação principal da viagem, durante a qual a princesa Isabel, pela terceira vez regente provisória, assinou a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank">Lei Áurea, em 13 de maio de 1888</a>, foi a recuperação de sua saúde. Em abril de 1888, foi para a Itália, onde visitou diversas cidades e, atendendo a um desejo de sua esposa, a napolitana dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina Maria (1822 &#8211; 1889)</a>, esteve nas ruínas de Pompeia, um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo, cuja descoberta havia sido iniciada em 1748. Subiu à cratera do vulcão Vesúvio e o casal real percorreu as ruas da cidade.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <em>As fotos de dom Pedro II em Pompeia</em></span></p>
<p style="text-align: left;">As fotografias de dom Pedro II em Pompeia, que estão o acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica, são de autoria do alemão Giorgio Sommer (1834 &#8211; 1914) que começou a trabalhar como fotógrafo com 19 anos. Entre as décadas de 1850 e 1880, registrou milhares de imagens de ruínas arqueológicas, objetos de arte, paisagens e retratos. Em 1857, Sommer mudou-se para a Itália para Nápoles e, 10 anos depois, associou-se ao também alemão Edmund Behles (1841 &#8211; 1924), cujo estúdio ficava em Roma. Tornaram-se proprietários de um dos maiores e mais prolíficos estúdios fotográficos da Itália. Entre 1862 e 1873, ele ganhou medalhas nas Exposições Internacionais de Londres, Paris e Viena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2937" target="_blank"><img class="alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2937/icon842749.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="589" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2937" target="_blank">Giorgio Sommer. Pedro II, Teresa Cristina Maria e comitiva em visita as ruínas de Pompéia, 1888. Pompeia, Itália / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7ztn9Sj6rek" target="_blank">Acesse aqui imagens de <em>Uma viagem o mundo antigo &#8211; Egito e Pompeia</em> </a></p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42152" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AlbumDasGlorias/N05_Mai1880/N05_Mai1880_item1/P1.html" target="_blank"><img class="wp-image-42152" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroisabel2.jpg" alt="Pedro II por Bordallo Pinheiro / Álbum das Glórias, maio de 1880" width="407" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lbum_das_Gl%C3%B3rias#/media/Ficheiro:Sua_Magestade_o_Imperador_do_Brazil_(%C3%81lbum_das_Gl%C3%B3rias,_n.%C2%BA_5,_Maio_1880).png" target="_blank">Pedro II desenhado por Rafael Bordalo Pinheiro, carregando uma mala. Publicado, em maio de 1880, no <em>Á</em>l<em>bum das Glórias</em>, título de uma coleção de folhas volantes publicadas em duas séries (1880–1883 e 1902), com caricaturas de políticos, intelectuais, artistas, jornalistas e outras figuras públicas da época. As ilustrações eram de autoria de Bordalo Pinheiro e vinham acompanhadas de textos satíricos sobre o caricaturado de autoria, em sua maioria, de <em>João Rialto</em> -pseudônimo de Guilherme de Azevedo (1839-1882) -; e de <em>João Ribaixo, </em>pseudônimo de Ramalho Ortigão (1836 &#8211; 1915)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/uma-viagem-ao-mundo-antigo-egito-e-pompeia-nas-fotografias-da-colecao-d-thereza-christina-maria/ornamentos-de-pompeia/">BNDigital</a></p>
<p>CARVALHO, José Murilo de. D. Pedro II. São Paulo : Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>CARVALHO, Larissa Nunes de. <a href="https://repositorio.unifesp.br/items/2768b12d-d49f-48fc-9336-931e0451e3b9" target="_blank"><em>A Egiptomania no Brasil: As viagens de D. Pedro II ao Egito em 1871 e 1876</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Federal de São Paulo como requisito parcial para obtenção do grau em Licenciado em História, 2023.</p>
<p>FARIAS, Andressa Brenda Ferreira. <em><a href="https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/13231/1/ABFFarias.pdf">Uma visão sobre o orientalismo através do registro fotográfico de uma das viagens de Pedro II ao Egito</a></em>. Trabalho de conclusão de curso de Bacharelado em História da Arte apresentado à Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em História da Arte, 2020.</p>
<p><a href="https://www.flickr.com/photos/photohistorytimeline/albums/72157623662467729/">Flickr</a></p>
<p><a href="https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AlbumDasGlorias/N05_Mai1880/N05_Mai1880_item1/P1.html" target="_blank">Hemeroteca Digital, sítio da Hemeroteca Municipal de Lisboa</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KAHTLAB, Roberto. <em>As Viagens de Dom Pedro II. </em>São Paulo :  Benvirá, 2015.</p>
<p>LIRA, Heitor. <em>Dom Pedro II</em>. Rio de Janeiro : Editora Garnier, 2020.</p>
<p>Portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>REZUTTI, Paulo. <em>D. Pedro II – A história não contada: O último imperador do Novo Mundo revelado por cartas e documentos inéditos. </em>Portugal : Editora<em> </em>Leya, 2019.</p>
<p>REZUTTI, Paulo. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WF9WX0go7bg"><em>Viagem de Dom Pedro II em 1876. </em>Youtube</a>.</p>
<p>SANTOS, Helio Ricardo dos. <a href="https://www.revistaminerva.pt/representacoes-de-d-pedro-ii-na-imprensa-brasileira-1872-1889-helio-ricardo-santos/" target="_blank"><em>Representações de D. Pedro II na Imprensa Brasileira (1872-1889)</em></a>. Revista Minerva Universitária, 13 de fevereiro de 2022.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <em>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="https://www.metmuseum.org/art/collection/search/705430">Site Metropolitan Museum of Art</a></p>
<p><a href="https://museuimperial.museus.gov.br/diarios/">Site Museu Imperial de Petrópolis</a></p>
<p><a href="https://www.royalacademy.org.uk/art-artists/organisation/giorgio-sommer">Site Royal Academy</a></p>
<p><a href="https://sammlung.staedelmuseum.de/en/person/sommer-giorgio">Site Staedel Museum</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Brasiliana Fotográfica no Colégio Pedro II</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42216" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah7.jpg"><img class="wp-image-42216 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah7.jpg" alt="no seminário, em 27 de novembro de 2025. Rio de Janeiro." width="371" height="421" /></a><p class="wp-caption-text">Ronaldo Fernandes, do Museu Nacional; Késiah Pinheiro Viana e Andrea Wanderley, integrantes do Comitê Gestor da Brasiliana Fotográfica; Elizabeth Monteiro da Silva, coordenadora do Centro de Documentação e Memória do Colégio Pedro II, e Roberta Zanatta, coordenadora do Núcleo de Catalogação do Instituto Moreira Salles e gestora de conteúdo da Brasiliana Fotográfica, no seminário <strong><span style="color: #800000;"><em>Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate</em></span></strong>, em 27 de novembro de 2025. Rio de Janeiro.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica esteve presente no evento <em>Pelas Lentes das Ciências, da História e das Artes: Pedro II em Debate</em>, organizado pela bibliotecária Elisabeth Monteiro da Silva, coordenadora do Centro de Documentação e Memória do Colégio Pedro II, realizado nos dias 25 e 27 de novembro de 2025. Késiah Pinheiro Viana*, bibliotecária da Biblioteca Nacional e integrante do Comitê Gestor do portal; e eu, Andrea C.T. Wanderley, editora, pesquisadora e também integrante do Comitê Gestor da Brasiliana Fotográfica, fechamos o seminário com a palestra <em>A Brasiliana Fotográfica e a Coleção Teresa Cristina Maria</em>.</p>
<p>Os outros palestrantes foram Vera Cabana; Victor Carlos Massena Fernandes, da Academia Luso Brasileira de Letras; Cristiana Aubin; Paulo Rezzutti, Angela Telles, do Real Gabinete de Leitura; Paulo Knauss, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica; Mauricio Vicente e Alessandra Fragua, do Museu Imperial; e Regina Dantas e Ronaldo Fernandes, do Museu Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroiiprogramação.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42182" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroiiprogramação.jpg" alt="pedroiiprogramação" width="570" height="476" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Iniciei nossa apresentação traçando um perfil do portal e contando um pouco da história da invenção e da chegada do daguerreótipo no Brasil; e do entusiasmo e envolvimento de dom Pedro II com a fotografia.</p>
<p>Abaixo a íntegra de minha participação:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; background: white;" align="center"><b><i><span style="font-family: Georgia; color: maroon;">Um pouco da história do daguerreótipo e do interesse de Pedro II pela fotografia</span></i></b></p>
<p style="text-align: center; background: white;" align="center">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroiiprogramação1.jpg"><img class=" size-full wp-image-42183 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroiiprogramação1.jpg" alt="pedroiiprogramação1" width="781" height="453" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inicialmente, muito obrigada pelo convite para participar deste encontro. É realmente uma coroação para a Brasiliana Fotográfica falar para estudantes e professores. Esse sempre foi um dos objetivos do portal. Para mim, pesquisadora e editora do portal desde seu início, em abril de 2015, é uma grande emoção e uma realização importante.</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica é um espaço para dar visibilidade, fomentar o debate e a reflexão sobre os acervos deste gênero documental, abordando-os enquanto fonte primária mas também enquanto patrimônio digital a ser preservado. É uma plataforma de difusão de conhecimento imagético e textual que valoriza o papel da fotografia na escrita da história.</p>
<p>Alguns números de nosso portal: fomos fundados pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles e atualmente reunimos 15 instituições. Além das fundadoras, os parceiros são, por ordem de chegada, o Leibniz Laenderkunde, de Leipzig, na Alemanha; o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, o Arquivo Nacional, a Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, o Museu da República, o Museu Histórico Nacional, a Fundação Joaquim Nabuco, o Museu Aeroespacial, a Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – o IHGB -, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o IBGE -, e o Museu Paraense Emílio Goeldi.</p>
<p>Temos em nosso acervo cerca de 12.500 imagens &#8211; registros produzidos no século XIX até a década de 1940 &#8211; e 590 artigos publicados: 464 escritos por mim e o restante por parceiros e convidados. Temos 9 séries, dentre elas &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221; e &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221;; e 69 cronologias de fotógrafos, o que acreditamos seruma importante contribuição para a historiografia da fotografia no Brasil.</p>
<p>E o mais importante: cerca de 82 milhões de visualizações! Porque esse trabalho, que envolve a dedicação e o empenho de dezenas de pessoas entre conservadores, digitalizadores, historiadores, profissionais de informática, pesquisadores e divulgadores teria pouco sentido se não estivesse chegando ao público.</p>
<p>E vamos em frente!</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Um pouco da história do daguerreótipo e do interesse de Pedro II pela fotografia</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 7 de janeiro de 1839, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido pelos franceses Joseph Nicèphore Niépce (1765 – 1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787 – 1851).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.britannica.com/biography/Louis-Daguerre" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-42184" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-1-daguerre.jpg" alt="colégio pedro ii 1 - daguerre" width="351" height="370" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, o cientista François Arago (1786 – 1853), secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Um daguerreótipo consiste em uma imagem única e positiva, formada diretamente sobre placa de cobre, revestida com prata e, em seguida, polida e sensibilizada por vapores de iodo. Depois de exposta na câmera escura, a imagem é revelada por vapores de mercúrio e fixada por uma solução salina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-2-daguerreótipo.jpg"><img class=" size-full wp-image-42185 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-2-daguerreótipo.jpg" alt="colégio pedro ii 2 - daguerreótipo" width="389" height="337" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil muito rapidamente: cerca de quatro meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839</a>, sob o título “Miscellanea”, um artigo sobre o assunto. A historiadora Ana Maria Mauad comenta em seu texto <em>Imagem e auto-imagem no Segundo Reinado</em>, de 1997, que “<em>apesar de sua possível reprodutibilidade, o daguerreótipo aparecia como uma peça única, acondicionada em estojo de luxo às vezes considerado como uma jóia</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42186" style="width: 427px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/11220" target="_blank"><img class="wp-image-42186 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-3-notícia-do-invento.jpg" alt="colégio pedro ii 3 - notícia do invento" width="417" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de maio de 1839</a></p></div>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/11220" target="_blank"> </a></p>
<p>O interesse de dom Pedro II pela fotografia teve quase a mesma idade do próprio daguerreótipo.</p>
<p>A introdução da daguerreotipia no Brasil se deu com a chegada do navio-escola  <em>L’Oriental-Hydrographe,</em> da Marinha Mercante da França, em fins de 1839<em>,</em> sob o comando  do  capitão Augustin  Lucas, que havia estado no ateliê de Daguerre, em 1839. A viagem de circunavegação foi pensada como uma escola flutuante e começou a ser planejada, em 1838, quando seu projeto, pedagógico e mercantil, foi apresentado ao ministro da Marinha francesa, Claude Rosamel (1774 – 1848).</p>
<p>Segundo a historiadora Maria Inez Turazzi (1957-), autora de um livro definitivo sobre a viagem do <em>L’Oriental-Hydrographe</em>, a presença do daguerreótipo a bordo assim como a de outros instrumentos inovadores, abre aspas <em>não foi casual ou improvisada&#8230;É possível afirmar que a viagem de circunavegação do Oriental-Hydrographe teve início com a expectativa de consagrá-la como a primeira do gênero a utilizar a fotografia como meio de registro da experiência. </em><em>Fecha aspas.</em></p>
<p><em>O navio partiu do porto Paimboeuf, na França, em 25 de setembro de 1839, e, após alcançar o Brasil, onde aportou no Recife e em Salvador, chegou ao Rio de Janeiro,em dezembro de 1839.</em><em> </em>O abade francês Louis Comte (1798 – 1868), encarregado pela assistência intelectual e espiritual e pelo ensino de religião, música e canto durante a viagem, produziu alguns daguerreótipos na cidade, em 16 de janeiro de 1840.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42187" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><img class="wp-image-42187 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-4-anúncio-do-daguerreótipo.jpg" alt="colégio pedro ii 4 - anúncio do daguerreótipo" width="297" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de janeiro de 1840</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-5-primeiros-daguerreótipos-no-Rio-2.jpg"><img class=" size-full wp-image-42188 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-5-primeiros-daguerreótipos-no-Rio-2.jpg" alt="colégio pedro ii 5 - primeiros daguerreótipos no Rio (2)" width="449" height="426" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-6-primeiros-daguerreótipos-no-Rio-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42189" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-6-primeiros-daguerreótipos-no-Rio-2.jpg" alt="colégio pedro ii 6 - primeiros daguerreótipos no Rio (2)" width="540" height="437" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-7-primeiros-daguerreótipos-no-Rio.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42190" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-7-primeiros-daguerreótipos-no-Rio.jpg" alt="colégio pedro ii 7 - primeiros daguerreótipos no Rio" width="545" height="437" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre essa última imagem há uma discussão de autoria: seria de Comte ou do fotógrafo Morand (c. 1818 – 1896)? Mas isso é uma outra história.</p>
<p>Alguns dias depois, Louis Comte apresentou o invento a dom Pedro II. O imperador, meses depois, com apenas 14 anos, adquiriu o equipamento. Aliás, aqui chamo atenção para o fato do monarca ser muitíssimo culto e interessado por diversos assuntos. Um verdadeiro polímata – tinha um profundo conhecimento em várias áreas como ciência, arte e filosofia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=69" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-42191" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-8-notícia-da-visita-do-abade-a-Pedro-II.jpg" alt="colégio pedro ii 8 - notícia da visita do abade a Pedro II" width="300" height="357" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por sediar o Império, o Rio de Janeiro foi a capital da fotografia no Brasil. O imperador foi retratado por diversos fotógrafos, dentre eles Marc Ferrez (1843 – 1923), Revert Henrique Klumb (c. 1816 – c. 1886) e Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912), tendo conhecido praticamente o trabalho de todos eles. A fotografia tornou-se um símbolo de civilização e status e passou a ser um poderoso instrumento de divulgação da imagem de dom Pedro II, &#8220;<em>moderna como queria que fosse o reino</em>&#8220;, segundo comenta Lilia Moritz Schwarcz (1857-) no livro <em>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37804" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37804" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/PedroII.jpg" alt="Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883 / Acervo FBN" width="378" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2560" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2560/007NGBMF1824cx03-05.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="593" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2560" target="_blank">Marc Ferrez. Retrato de Pedro II, c. 1885. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/612" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/612/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/612" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Pedro II, Imperador do Brasil: retrato, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi um dos primeiros monarcas a oferecer seu <em>real</em> patrocínio a um fotógrafo, juntamente com a rainha Vitoria da Inglaterra (1819 &#8211; 1901), quando, em 1851, permitiu que Buvelot &amp; Prat, que haviam realizado uma série de daguerreótipos de Petrópolis &#8211; todos desaparecidos &#8211; usassem as armas imperiais na fachada de seu estabelecimento fotográfico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42193" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-12-fotógrafo-imperial-klumb.jpg"><img class="wp-image-42193 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-12-fotógrafo-imperial-klumb.jpg" alt="colégio pedro ii 12 - fotógrafo imperial klumb" width="350" height="453" /></a><p class="wp-caption-text">Selo de Fotógrafo de Suas Majestades e Altezas Imperiais na capa do Guia do Viajante de Klumb</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42194" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank"><img class="wp-image-42194 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-13-fotógrafo-imperial-insley.jpg" alt="colégio pedro ii 13 - fotógrafo imperial insley" width="247" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank">Selo de Fotógrafo da Casa Imperial no cartão de Insley Pacheco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom Pedro II reinou no Brasil de 23 de julho de 1840 a 15 de novembro de 1889 e, segundo José Murilo de Carvalho (1939 – 2023), o fez &#8220;<em>com os valores de um republicano, com a minúcia de um burocrata e com a paixão de um </em><em>patriota</em><em>. Foi respeitado por quase todos, não foi amado por quase ninguém&#8221;</em>. Durante seu reinado de quase 50 anos, o tráfico de escravizados e a escravidão foram abolidos, a unidade do Brasil foi consolidada, as principais capitais brasileiras se modernizaram, a ciência e a cultura se desenvolveram. Sinais, sobretudo estes últimos, de um reinado que, não obstante o conservadorismo escravista dominante, perseguiu sempre uma pauta liberal, humanista e civilizatória. De fato, no século XIX, muito do que se fez no Brasil nos campos das letras e das ciências deveu-se a ele, um dos monarcas mais eruditos de sua época.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42195" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank"><img class="wp-image-42195 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-Pedro-II-13a-Pedro-II-por-Hees.jpg" alt="colégio Pedro II 13a - Pedro II por Hees" width="517" height="798" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank">Pedro Hees. Pedro II, Imperador do Brasil: retrato, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu diário de 1862, Pedro II declarou: &#8220;<em>Nasci para consagrar-me às letras e às ciências, e, a ocupar posição política, preferia a de presidente da República ou ministro a imperador</em>&#8220;.</p>
<p>Uma curiosidade: o escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) nasceu no mesmo ano em que nasceu a fotografia: 1839. Escreveu sobre o assunto em sua coluna do <em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864. Comentou sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (o fotógrafo português Joaquim Insley Pacheco) e também a história da chegada do daguerreótipo na cidade. Termina seu <em>passeio </em>perguntando-se <em>&#8220;Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42196" style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><img class="wp-image-42196 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/colégio-pedro-ii-14-machado-de-assis.jpg" alt="colégio pedro ii 14 - machado de assis" width="385" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> 7 de agosto de 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na apresentação que minha colega Késiah Pinheiro Viana, bibliotecária da Fundação Biblioteca Nacional e integrante do Comitê Gestor da Brasiliana Fotográfica, vai fazer agora sobre a Coleção Teresa Cristina Maria, composta por cerca de 23 mil fotografias e doada à Biblioteca Nacional por Pedro II, vocês farão um passeio iconográfico onde ficará evidenciada a diversidade dos interesses do imperador.</p>
<p>E, para finalizar, uma imagem do decreto da criação do Colégio Pedro II, nosso anfitrião de hoje, fundado em 2 de dezembro de 1837, data em que o imperador completou 12 anos. Na época chamava-se Imperial Collegio Pedro II e localizava-se no antigo Seminário São Joaquim. O decreto foi publicado na primeira página do <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;pagfis=9567"><em>Jornal do Commercio</em>, de 9 de dezembro de 1837</a>, assinado por Pedro de Araújo Lima (1793 – 1870), o marquês de Olinda, então regente do Império, e por Bernardo Pereira de Vasconcellos (1795 – 1850), ministro da Justiça. Foi aberto em 25 de março do ano seguinte, conforme publicado no <em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_02/9912">Jornal do Commercio de 27 de março de 1838</a></em>. O resto é história! História de sucesso!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42198" style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_02/9567" target="_blank"><img class="wp-image-42198 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pedroii151.jpeg" alt="pedroii15" width="601" height="718" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_02/9567" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de dezembro de 1837</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parabéns e muito obrigada!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42199" style="width: 614px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/18058/collegio-de-pedro-2-e-igreja-de-s-joaquim"><img class="wp-image-42199 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Pedroii161.jpeg" alt="Pedroii16" width="604" height="758" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/18058/collegio-de-pedro-2-e-igreja-de-s-joaquim" target="_blank">Collegio de Pedro II e Igreja de São Joaquim. Litografia de Pieter Godfred Bertichem, 1856 / Acervo da Coleção Brasiliana Itaú do Itaú Cultural</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seguida, a bibliotecária Késiah exibiu diversas fotografias da Coleção Teresa Cristina Maria, evidenciando a diversidade de interesses do imperador, um dos monarcas mais eruditos de todos os tempos. Dividiu sua apresentação em cinco módulos. No primeiro, mostrou fotografias de <strong><span style="color: #800000;">EXPOSIÇÕES</span></strong>, dentre elas da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530" target="_blank">Segunda Exposição Nacional, em 1866</a>; e da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486" target="_blank">Exposição Continental, Buenos Aires, em 188</a>2, que já foram temas abordados em artigos do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42212" style="width: 439px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon393009/icon393009.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42212" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah4.jpg" alt="Samuel Boote. Álbum da Exposição Continental de Buenos Aires e, 1882 / Acervo FBN" width="429" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon393009/icon393009.pdf" target="_blank">Samuel Boote. Álbum da Exposição Continental de Buenos Aires e, 1882 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No segundo módulo, o das <span style="color: #800000;"><strong>CIÊNCIAS</strong></span>, foram selecionadas fotos de cientistas e de exploradores, dentre eles dos franceses <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665975/icon1665975.pdf" target="_blank">Louis Pasteur (1822 &#8211; 1895)</a> e <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1058630/icon1058630.jpg" target="_blank">Ferdinand de Lesseps (1805 &#8211; 1894)</a>; fotomicrografias, além de imagens relativas à paleontologia, à medicina, à engenharia e às ferrovias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42210" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665975/icon1665975.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-42210 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah2.jpg" alt="kesiah2" width="281" height="469" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665975/icon1665975.pdf" target="_blank">Pierre Petit. Louis Pasteur, 1872. França / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42211" style="width: 335px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1058630/icon1058630.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42211" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah3.jpg" alt="Ferdinand Lesseps, 186?&gt; / Acervo FBN" width="325" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1058630/icon1058630.jpg" target="_blank">Ferdinand de Lesseps, 186?&gt; / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seguida, no módulo cujo assunto era <span style="color: #800000;"><strong>EDUCAÇÃO</strong></span>, Késiah apresentou registros de instituições de ensino e de bibliotecas, como por exemplo imagens da antiga sede da Biblioteca Nacional, na rua do Passeio; de professores, de escritores e de jornalistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42213" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon677222/icon677222.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42213" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah5.jpg" alt="Biblioteca Nacional na rua do Passeio, 1916 / Acervo FBN" width="695" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon677222/icon677222.jpg" target="_blank">Antigo prédio da Biblioteca Nacional à Rua do Passeio, 1916 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No módulo ARTES, foram exibidas fotos de teatros, atores, dentre eles da atriz francesa <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1100751/icon1100751.jpg" target="_blank">Sarah Bernhardt (1844 &#8211; 1923);</a> de ópera e de artistas de circo como, por exemplo, da <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665979/icon1665979.pdf" target="_blank">australiana Ella Zuila (1854–1926)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42209" style="width: 378px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1100751/icon1100751.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42209" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah1.jpg" alt="Paul Nadal. Sarah Bernhardt, c. Paris, França / Acervo FBN" width="368" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1100751/icon1100751.jpg" target="_blank">Paul Nadal. Sarah Bernhardt, c. Paris, França / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42208" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665979/icon1665979.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-42208 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah.jpg" alt="Luis A. Pozzi. Ella Zuila. s/ d / Acervo FBN" width="345" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1665979/icon1665979.pdf" target="_blank">Luis A. Pozzi. Ella Zuila, 1878? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ASTRONOMIA foi o assunto do último módulo e foram mostradas fotos da Lua, de telescópios, de observatórios, de expedições astronômicas e de astrônomos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42214" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856392/icon856392.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-42214 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/kesiah6.jpg" alt="Lua, 18? / Acervo FBN" width="468" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856392/icon856392.jpg" target="_blank">Lua cheia, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Késiah Pinheiro Viana é graduada em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal Fluminense, com pós-graduações em Arquivologia e História da Arte. Desde 1996 atua como servidora e bibliotecária na Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional, dedicando-se especialmente ao tratamento técnico (pesquisa e catalogação) do acervo fotográfico, e colaborando em diversas exposições sobre as fotografias da Coleção D. Teresa Cristina Maria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>No Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, artigos sobre escravidão e racismo no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 03:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação racial]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é celebrado o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra que, a partir da sanção, em 21 de dezembro de 2023, do Projeto de Lei nº 3268/2021, foi declarado feriado em todo o país. Para comemorar a data, a Brasiliana Fotográfica disponibiliza uma lista de artigos já publicados no portal sobre a escravidão e o racismo no Brasil. Neles foram destacadas imagens produzidas por importantes fotógrafos que atuaram no país, entre eles Alberto Henschel (1827 - 1882), Antonio Luiz Ferreira (18? - 19?), Joaquim Insley Pacheco (1830- 1912), José Christiano Junior (1832 - 1902), Marc Ferrez (1843 - 1923) e também por fotógrafos ainda não identificados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é celebrado o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra que, a partir da sanção, em 21 de dezembro de 2023, do Projeto de Lei nº 3268/2021, foi declarado feriado em todo o país. Para comemorar a data, a Brasiliana Fotográfica disponibiliza uma lista de artigos já publicados no portal sobre a escravidão e o racismo no Brasil. Neles foram destacadas imagens produzidas por importantes fotógrafos que atuaram no país, entre eles o alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o provavelmente brasileiro Antonio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?), o português Joaquim Insley Pacheco (1830- 1912), o português José Christiano Junior (1832 &#8211; 1902), o brasileiro Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e tmabém por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6505" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6505/IMG_5054.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6505" target="_blank">Christiano Junior. Escravizado, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4503" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4503/SAm21-0073.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="483" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4503" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato &#8211; Mulher negra não identificada, c. 1869. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data de hoje remete à morte de Zumbi de Palmares, em 20 de novembro de 1695, em Alagoas. Ele foi o líder do Quilombo dos Palmares, o maior do período colonial brasileiro, que localizava-se na região da Serra da Barriga, na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos Palmares, em Alagoas. Traído por um dos seus principais comandantes, Antônio Soares, foi morto na serra de Dois Irmãos, local de seu esconderijo. Foi esquartejado e sua cabeça foi cortada e exposta na Praça do Carmo, em Recife.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6507" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6507/IMG_5062.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6507" target="_blank">Christiano Junior. Escravizado &#8211; Monjolo, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de uma importante mobilização do Movimento Negro foi sancionada a <a class="external-link" title="" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm" target="_self">Lei 10.639, de 2003</a>, que determina o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas e a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar. Cerca de oito anos depois, a então presidente Dilma Rousseff (1947-) oficializou 20 de novembro como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, com a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12519.htm" target="_blank">Lei nº 12.519</a>, de 10 de novembro de 2011 (<a href="http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/11/governo-oficializa-dia-nacional-de-zumbi-e-da-consciencia-negra.html" target="_blank"><em>G1</em>, 11 de novembro de 2011</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Seguem os links dos artigos:</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42058" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank"><img class=" wp-image-42058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/frentenegra.jpg" alt="Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : uma parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN" width="700" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank">Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : uma parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank"><em>Dia da Abolição da Escravatura, </em>publicado em 13 de maio de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888,</em> publicado em 17 de maio de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915" target="_blank"><em>Machado de Assis vai à missa</em>, de autoria de José Murilo de Carvalho, publicado em 29 de maio de 2015</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=871" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Novas identificações, </em>publicado em 2 de junho de 2015</a></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" rel="bookmark"><em>(RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921)</em>, publicado em 21 de julho de 2015</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3578" target="_blank"><em>Zumbi dos Palmares (Alagoas,1655 – Alagoas, 20 de novembro de 1695)</em>, publicado em 20 de novembro de 2015</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7057" target="_blank"><em>A beleza das baianas na fotografia do século XIX no Brasil</em>, publicado em 25 de novembro de 2016</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8222" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Mais identificações, </em>publicado em 17 de maio de 2017</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A Galeria dos condenados por Lilia Schwarcz</em>, publicado em 15 de fevereiro de 2019</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14617" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Retratos de escravizados pelo fotógrafo Christiano Junior (1832 – 1902)</em>, publicado em 13 de maio de 2019</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17370" target="_blank"><em>Zumbi dos Palmares (Alagoas,1655 &#8211; Alagoas, 20 de novembro de 1695)</em>, publicado em 20 de novembro de 2019</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14617" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A mulher negra de turbante</em>, <em>de Alberto Henschel</em>, publicado em 13 de maio de 2020</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Série “Feministas, graças a Deus” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil</em>, publicado em 23 de fevereiro de 2021</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26164" target="_blank"><em>Os “Instantâneos Cruéis” de Monteiro Lobato</em>, publicado em 26 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” I – Os Batutas embarcam para Paris</em>, em 29 de janeiro – Uma história de música e de racismo, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” X – A morte do escritor Lima Barreto (1881 – 1922)</em>, publicado em 1º de novembro de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31955" target="_blank"><em>O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial</em>, publicado em 21 de março de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33291" target="_blank"><em>Dia Internacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra</em>, publicado em 25 de julho de 2023</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35590" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A Frente Negra Brasileira</em>, publicado em 13 de maio de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Santuário de Cristo Redentor e outras fotos do Morro da Favela, atual Morro da Providência</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 13:07:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Celso Athayde]]></category>
		<category><![CDATA[Cufa]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Favela]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Morro da Favela]]></category>
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		<description><![CDATA[Com a publicação de uma fotografia de autoria de Augusto Malta (1864 - 1957) do Santuário de Cristo Redentor no Morro da Favela, atual Morro da Providência, e de vistas deste mesmo morro produzidas também por Malta, por Jorge Kfuri (1893 - 1965) e pela Escola de Aviação Militar, celebramos o Dia da Favela. As imagens pertencem à Fundação Biblioteca Nacional e ao Instituto Moreira Salles, as instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica; ao Museu Aeroespacial e à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, instituições parceiras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a publicação de uma fotografia de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> do Santuário de Cristo Redentor no Morro da Favela, atual Morro da Providência, e de vistas deste mesmo morro produzidas também por Malta, por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank"> Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a> e pela Escola de Aviação Militar, celebramos o Dia da Favela, comemorado hoje, 4 de novembro, porque foi nesta data que, em 1900, o termo apareceu pela primeira vez em um documento público, quando o delegado da 10º Circunscrição e chefe da Polícia do Rio de Janeiro, Enéas Galvão, se referiu ao Morro da Providência, no bairro da Gamboa, no Rio de Janeiro, como favela. As imagens pertencem à Fundação Biblioteca Nacional e ao Instituto Moreira Salles, as instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica; ao Museu Aeroespacial e à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, instituições parceiras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 691px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3153" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3153/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="681" height="799" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3153" target="_blank">Augusto Malta. [Santuário de Cristo Redentor (ainda existente) no Morro da Favela, atual Morro da Providência], s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p><em>&#8220;&#8230;Todavia, a favela é também lugar de cultura e força simbólica positiva. Nela o povo negro construiu suas raízes junto com a história do Rio de Janeiro. A cultura do samba, do funk, da culinária afro, da moda, do passinho e tantas outras representações marcantes que são produto simbólico da favela no Brasil e no mundo. Neste sentido, faz-se premente nosso estado se alinhar a ações oficiais de homenagem, mobilização e conscientização por tudo que a favela tem a dizer e a mostrar&#8221;&#8230;.Tal referência se inscreve na iniciativa de tomar a favela e seus habitantes em uma conotação positiva: não mais como um território estigmatizado, mas sim como um lugar de sociabilidades e produção de uma herança cultural&#8221;&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www3.alerj.rj.gov.br/lotus_notes/default.asp?id=144&amp;url=L3NjcHJvMTUxOS5uc2YvMGM1YmY1Y2RlOTU2MDFmOTAzMjU2Y2FhMDAyMzEzMWIvZTM4OGExYjY3MDdhNzFjYTgzMjU4MjQ5MDA1MDJjMzQ/T3BlbkRvY3VtZW50JkhpZ2hsaWdodD0wLDM4NzUlMkYyMDE4P09wZW5Eb2N1bWVudCZFeHBhbmRWaWV3#:~:text=Lei%202019%2F2023%20%2D%20Proj.%20de%20Lei&amp;text=RESOLVE%3A,Estado%20do%20Rio%20de%20Janeiro" target="_blank">Trechos do Projeto de Lei 2019/2023 que adicionou ao Calendário Oficial do Estado do Rio de Janeiro o Dia Estadual da Favela</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2006, Celso Athayde (1963-), fundador da Central Única das Favelas (CUFA), teve a ideia de instituir o dia 4 de novembro como o Dia da Favela, projeto que foi oficializado pela Lei Municipal nº 4.383, de 28 de junho de 2006, no Rio de Janeiro. Desde o referido ano, a CUFA realiza ações no sentido de ressignificação do conceito de favela, tirando a potência desses territórios da invisibilidade. Outro estados também realizam atividades para visibilizar as favelas como fontes de criatividade, força e resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 110px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diadafavela.com.br/sobre/" target="_blank"><img src="https://diadafavela.com.br/wp-content/uploads/2025/09/celso-athayde-100x100.webp" alt="Celso Athayde" width="100" height="100" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diadafavela.com.br/sobre/" target="_blank">Celso Athayde </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://expofavela.com.br/cufa-promove-acoes-para-o-dia-da-favela-e-a-semana-da-favela-em-todo-o-brasil/" target="_blank"><em>“Quando, em 2006, propus a criação deste dia, não pensei em celebrar a carência, nem as faltas que só quem vive nas favelas conhece de verdade. Minha ideia foi estabelecer uma data para que, todos os anos, pudéssemos olhar para as necessidades como oportunidades de avançar e mostrar à sociedade e ao poder público que as favelas são formadas por pessoas. Pessoas que consomem, criam, empreendem e realizam”, </em>relembra Celso Athayde, CEO da Favela Holding e fundador da CUFA<em>.</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12765" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12765/NC536.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12765" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista Aérea do Morro da Providência &#8211; Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No estado do Rio de Janeiro, o Dia da Favela é lei, desde 2019. Na capital paulista, a data havia entrado para o calendário oficial, alguns anos antes, em 2015.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 735px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4566" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4566/47780.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="725" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4566" target="_blank">Jorge Kfuri, O Bairro do Santo Cristo e o Morro da Providência, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Morro da Providência, no Rio de Janeiro, começou a ser ocupado no fim do século XIX, numa região já desvalorizada, perto de um cemitério, do porto e da linha férrea. A área já contava com diversos cortiços, que cresciam devido às leis que libertaram os filhos de escravizados e, depois, os próprios escravizados. Além disso, soldados egressos da Guerra de Canudos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002" target="_blank">(1896-1897)</a> não receberam o pagamento esperado pela vitória e começaram construir moradias no local, dando origem ao “Morro da <span class="il">Favela</span>” &#8211; primeiro nome da comunidade, atribuído a um morro da região de Canudos, na Bahia, onde crescia uma planta chamada faveleira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9359" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9359/007A5P3F10-090.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9359" target="_blank">Augusto Malta. Morro da Providência, c. 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o <em>Censo Demográfico 2022: Favelas e Comunidades Urbanas: Resultados do universo, </em>divulgado, em 8 de novembro de 2024, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, existiam, em 2022, no Brasil, 12.348 favelas e comunidades urbanas, onde viviam 16.390.815 pessoas, o que equivalia a 8,1% da população do país, tudo isso distribuído em 656 municípios. <em>O Estado de São Paulo apresentava 3.123 favelas e comunidades urbanas, sendo a Unidade da Federação com o maior número desses recortes territoriais no Brasil, representando 25,3% do total. O Rio de Janeiro foi o segundo Estado no ranking, com 1.724 favelas e comunidades urbanas em seu território, significando 14,0% do total</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2021-11/dia-da-favela-cufa-pede-reflexao-sobre-potencial-das-comunidades" target="_blank">Agência Brasil</a></p>
<p><a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41806-censo-2022-na-mare-rj-ibge-divulga-dados-das-favelas-e-comunidades-urbanas" target="_blank">Agência IBGE</a></p>
<p>Arquivo Nacional</p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=2102134" target="_blank">Censo Demográfico 2022 : favelas e comunidades urbanas : resultados do universo / IBGE</a></p>
<p><a href="https://exame.com/esg/dia-da-favela-conheca-a-historia-do-4-de-novembro-nas-palavras-de-celso-athayde-da-cufa/" target="_blank">Exame</a></p>
<p><a href="https://extra.globo.com/noticias/rio/dia-da-favela-comemorado-com-diversas-atividades-em-mais-de-20-comunidades-25603387.html"><em>Extra</em>, 4 de novembro de 2022</a></p>
<p><a href="https://www.camara.rio/comunicacao/noticias/2407-dia-da-favela-conheca-as-iniciativas-da-camara-do-rio-que-contemplam-as-comunidades-cariocas" target="_blank">Site Câmara Municipal do Rio de Janeiro</a></p>
<div><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/dia-da-favela-entenda-a-data-e-a-sua-importancia/" target="_blank">Site CNN Brasil</a></div>
<div></div>
<div><a href="https://diadafavela.com.br/sobre/" target="_blank">Site Dia da Favela</a></div>
<div></div>
<div><a href="https://expofavela.com.br/cufa-promove-acoes-para-o-dia-da-favela-e-a-semana-da-favela-em-todo-o-brasil/" target="_blank">Site ExpoFavela</a></div>
<div></div>
<div><a href="https://observatoriodefavelas.org.br/dia-da-favela/" target="_blank">Site Observatório de Favelas</a></div>
<div></div>
<div></div>
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