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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Preservação digital</title>
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		<title>Um aspecto da importância da preservação digital de arquivos fotográficos</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 19:29:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A imagem que hoje apresentamos pertence ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e foi publicada na revista "Fon-Fon", de 10 de outubro de 1936. Pode ser encontrada a partir de uma pesquisa na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, a maior coleção de periódicos do Brasil, indispensável para os pesquisadores e uma das fontes mais frequentes e importantes para a realização de pesquisas e elaboração de artigos da Brasiliana Fotográfica. Lembramos ainda que a Fundação Biblioteca Nacional é uma das fundadoras do portal. Com esse artigo, estabelecemos mais uma vez a relação entre uma imagem de um acervo fotográfico com a forma e o contexto com que ela foi originalmente publicada, e também destacamos a importância da preservação digital de acervos fotográficos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A imagem que hoje apresentamos pertence ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e foi publicada na revista <em>Fon-Fon</em>, de 10 de outubro de 1936, e mostra o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas (1882-1954) em audiência com participantes do III Congresso Feminista, realizado no Rio de Janeiro. Pode ser encontrada a partir de uma pesquisa na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, a maior coleção de periódicos do Brasil, indispensável para os pesquisadores e uma das fontes mais frequentes e importantes para a realização de pesquisas e elaboração de artigos da Brasiliana Fotográfica. Lembramos ainda que a Fundação Biblioteca Nacional é uma das fundadoras do portal.</p>
<p>Com esse artigo, destacamos um aspecto da importância da preservação digital de arquivos de fotografia, estabelecendo mais uma vez a relação entre uma imagem de um acervo fotográfico, no caso do Arquivo Nacional &#8211; uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica &#8211; com a forma e o contexto com que ela foi originalmente publicada, o que confere à Hemeroteca Digital da BN especial protagonismo. Mesmo que elas estejam conservadas em plataformas potentes como a Hemeroteca, sua preservação digital em outros arquivos é muito importante porque a partir de recursos tecnológicos como a digitalização e o <em>zoom</em>, passam a ter outra visibilidade e podem ser acessadas em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28059" style="width: 515px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/93293" target="_blank"><img class="wp-image-28059 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/progresso1.jpg" alt="Fon-Fon, de 1936" width="505" height="353" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/93293" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 10 de outubro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5025/BR_RJANRIO_Q0_BLZ_PES_HOM_FOT_0001_002_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5025" target="_blank">Participantes do III Congresso Nacional Feminista em audiência com presidente Vargas, 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 14:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a publicação de fotografias de crianças de diferentes etnias, a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. As imagens escolhidas são de autoria de Alberto Henschel e de Felipe Augusto Fidanza. O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi criado pela ONU e é uma referência ao Massacre de Sharperville, ocorrido em 21 de março de 1960, na África do Sul. A partir deste ano, nesta data também será celebrado, no Brasil, o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Com a publicação de fotografias de crianças de diferentes etnias, a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. As imagens escolhidas são de autoria do berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1892)</a> e do português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (1844 &#8211; 1903)</a>. Pertencem ao Arquivo Nacional e ao Leibniz-Institut für Länderkunde, ambas instituições parceiras do portal.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">&#8220;O<em> racismo continua a envenenar instituições, estruturas sociais e o cotidiano de toda a sociedade&#8221;. </em></span></strong></p>
<p style="text-align: right;">António Guterres (1949-), secretário-geral da ONU, em 21 de março de 2022</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Henschel foi um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil na segunda metade do século XIX. Chegou no Recife, em 1866, e, ao longo de 16 anos, teve uma intensa atividade no país. Segundo o historiador Boris Kossoy (1941 – ), Henschel pode ser considerado pioneiro no Brasil como empresário da fotografia, pois chegou a ter quatro estabelecimentos: o primeiro no Recife (1866), o segundo em Salvador (provavelmente em 1868) e os últimos no Rio de Janeiro (1870) e em São Paulo (1882).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 496px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4484" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4484/SAm21-0056.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="486" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4484" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato, 1869. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5034" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5034/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0428_001_TTO__REF.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="506" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5034" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato de meninos, 1870-1874. Salvador, Bahia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fidanza foi também fotógrafo de destaque, tendo trabalhado no norte do Brasil no século XIX e no início do século XX. Chegou ao  país em fins da década de 1860 e, em seu estúdio, retratou tipos diversos no formato <em>carte de visite. </em>Para tornar essas fotografias, que vendia, exóticas, utilizava adereços e construía cenários. Além de produzir estes retratos, registrou as paisagens e documentou o início do desenvolvimento urbano de Belém e de Manaus, ocasionado pela riqueza do ciclo da borracha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4380" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4380/SAm21-0025.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="484" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4380" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza. Menina indígena comendo, c. 1873. Pará / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve história do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> <a href="https://www.oas.org/dil/port/1963%20Declara%C3%A7%C3%A3o%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20sobre%20a%20Elimina%C3%A7%C3%A3o%20de%20Todas%20as%20Formas%20de%20Discrimina%C3%A7%C3%A3o%20Racial,%20proclamada%20pela%20Assembleia%20Geral%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20em%2020%20de%20novembro%20de%201963,%20a%20resolu%C3%A7%C3%A3o%201904%20(XVIII).pdf" target="_blank">Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial,</a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.oas.org/dil/port/1963%20Declara%C3%A7%C3%A3o%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20sobre%20a%20Elimina%C3%A7%C3%A3o%20de%20Todas%20as%20Formas%20de%20Discrimina%C3%A7%C3%A3o%20Racial,%20proclamada%20pela%20Assembleia%20Geral%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20em%2020%20de%20novembro%20de%201963,%20a%20resolu%C3%A7%C3%A3o%201904%20(XVIII).pdf" target="_blank"> 20 de novembro de 1963</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi criado pela Organização das Nações Unidas, ONU, em 26 de outubro de 1966 <a href="https://www.unesco.org/en/days/racial-discrimination-elimination" target="_blank">(<em>Portal da U</em><em>NESCO</em></a>). É uma referência ao Massacre de Sharperville, ocorrido em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul. Neste dia, milhares de pessoas faziam um protesto pacífico contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha seus dados pessoais e os locais onde era permitida sua circulação. A polícia do regime do <em>apartheid</em> atacou os manifestantes, matando 69 e deixando cerca de 180 feridos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/2968" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de março de 1960</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/2965" target="_blank"><em>Jornal do  Brasil</em>, 23 de março de 1960</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31966" style="width: 479px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_08/2965" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31966" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/racismo.jpg" alt="Jornal do Brasil, 23 de março de 1960" width="469" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_08/2965" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de março de 1960</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE &#8211; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, no dia 22 de julho de 2022, cujos dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios &#8211; Características Gerais dos Moradores 2021, o perfil da população brasileira  de acordo com cor ou raça é a seguinte: 99,90 milhões de pardos, 91,47 milhões de brancos, 19,30 milhões de negros e 1,98 de indígenas, amarelos ou sem declaração (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/07/cresce-proporcao-de-pretos-e-pardos-na-populacao-brasileira.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 22 de julho de 2022</a>). No Brasil, o crime de racismo está previsto na Constituição Federal, é inafiançável e imprescritível. A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%207.716%2C%20DE%205%20DE%20JANEIRO%20DE%201989.&amp;text=Define%20os%20crimes%20resultantes%20de,de%20ra%C3%A7a%20ou%20de%20cor.&amp;text=Art.%202%C2%BA%20(Vetado)." target="_blank">Lei n° 7.716/1989</a> tipifica a discriminação racial como crime.</p>
<p>O Brasil é um dos países signatários do acordo que a ONU que estabeleceu os anos entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2024 como a Década Internacional das Pessoas Afrodescentes com o objetivo de reduzir as desigualdades e exclusões as quais eles estão submetidos (<a href="https://www.un.org/en/observances/decade-people-african-descent" target="_blank"><em>Portal da ONU</em></a>; <a href="https://www.americasquarterly.org/blog/brazil-endorses-international-decade-for-people-of-african-descent/" target="_blank"><em>Americas Quarterly</em></a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.un.org/en/observances/decade-people-african-descent/promotional-materials"><img class=" aligncenter" src="https://www.un.org/sites/un2.un.org/files/2019/12/africandescent-emblem_pr.png" alt="International Decade For People of African Descent Logo in Portuguese" width="489" height="249" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Africanos e pessoas afrodescendentes, asiáticos e pessoas de descendência asiática, comunidades minoritárias, pessoas indígenas, migrantes, refugiados e tantos outros – todos continuam a enfrentar estigmatização, culpabilização, discriminação e violência&#8221;.</em></span></strong></p>
<p><a href="https://brasil.un.org/pt-br/175436-dia-internacional-para-elimina%C3%A7%C3%A3o-da-discrimina%C3%A7%C3%A3o-racial" target="_blank">Acesse aqui o discurso de António Guterres, secretário-geral da ONU, proferido no Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.em 21 de março de 2022.</a></p>
<p><em>Em 2023,  o tema da ONU do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial é o foco na urgência no combate ao racismo e à discriinação racial 75 anos após a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos</em> (<em><a href="https://www.un.org/en/observances/end-racism-day" target="_blank">Portal da ONU</a></em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 6 de janeiro de 2023, foi sancionada a <a class="external-link" title="" href="http://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2023-01-05;14519" target="_blank">Lei 14.519/2023</a>, que instituiu o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, que será celebrado anualmente também no dia 21 de março.</p>
<p>Lembramos aqui a reportagem <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/77973">As noivas dos deuses sanguinários</a> </em>sobre o candomblé, que tornou-se histórica. Foi realizada pelo repórter Arlindo Silva (1924 &#8211; 2011) e pelo fotógrafo José Medeiros (1921 &#8211; 1990) e publicada na revista <em>O Cruzeiro, </em>de 15 de setembro de 1951. Tratava-se de uma <em>documentação fotográfica inédita e</em> foi uma resposta à publicação na revista <em>Paris-Match</em>, de 15 de maio de 1951, da matéria <em>Les possédées de Bahia</em>, com fotografias produzidas pelo cineasta francês Henri Georges-Clouzot (1907 – 1977) e escrita na terceira pessoa. A reportagem foi considerada etnocêntrica e arrogante.</p>
<p>Com a ajuda de um motorista de táxi de Salvador, o fotógrafo Medeiros localizou um terreiro e pagou pelos animais que seriam sacrificados no ritual. Na hora da realização da reportagem, o cabo do sincronismo do <em>flash</em> se rompeu e ele teve de ajustar o anel do obturador de sua Rolleiflex para enfrentar a escuridão do terreiro. A reprodução total ou parcial da matéria publicada no <em>Cruzeiro era absolutamente interdita. </em>O tom sensacionalista da reportagem foi criticado. Seis anos depois, Medeiros relançou as fotografias no livro <em>Candomblé</em>, primeiro sobre essa religião no Brasil e o material passou a ser considerado importante do ponto de vista etnográfico. O Instituto Moreira Salles, que em agosto de 2005 adquiriu sua obra completa com aproximadamente 20 mil negativos, relançou o livro em 2011.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Folha de São Paulo</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://news.bbc.co.uk/onthisday/hi/dates/stories/march/21/newsid_2653000/2653405.stm" target="_blank">Portal da BBC</a></p>
<p><a href="https://brasil.un.org/pt-br/175436-dia-internacional-para-elimina%C3%A7%C3%A3o-da-discrimina%C3%A7%C3%A3o-racial" target="_blank">Portal da ONU</a></p>
<p><a href="https://www.ohchr.org/en/instruments-mechanisms/instruments/international-convention-elimination-all-forms-racial" target="_blank">Portal da ONU &#8211; Direitos Humanos</a></p>
<p><a href="Presidência%20da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos" target="_blank">Portal da Presidência da República &#8211; Casa Civil &#8211; Subchefia para Assuntos Jurídicos</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/01/06/sancionada-lei-que-cria-dia-nacional-do-candomble" target="_blank">Portal do Senado Federal</a></p>
<p><a href="http://www.worldlii.org/int/other/UNGA/1969/17.pdf" target="_blank">WorldLII</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; V e Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XII &#8211; O Teatro Lírico (Theatro Lyrico)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2021 14:36:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA["O Rio de Janeiro desaparecido". Esta é uma série diferente. Quando foi concebida, inspirada pelo livro "Vestígios da paisagem carioca: 50 lugares desaparecidos do Rio de Janeiro" (2019), de Isabela Mota e Patricia Pamplona, e por artigos sobre o Rio Antigo, de autoria de Charles Julius Dunlop (1908 – 1997), já haviam sido publicados na Brasiliana Fotográfica 11 artigos que deveriam pertencer à série. Então, o artigo sobre o Theatro Lyrico, com o qual o portal presta uma homenagem à arte e aos artistas é, na verdade, o 12º da série, mas é o que a inaugura com essa denominação.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>. Esta é uma série diferente. Quando foi concebida, inspirada pelo livro <em>Vestígios da paisagem carioca: 50 lugares desaparecidos do Rio de Janeiro</em> (2019), de Isabela Mota e Patricia Pamplona, e por artigos sobre o Rio Antigo, de autoria de Charles Julius Dunlop (1908 – 1997), já haviam sido publicados na Brasiliana Fotográfica 11 artigos que deveriam pertencer à série. Então, o artigo sobre o Theatro Lyrico, com o qual o portal presta uma homenagem à arte e aos artistas é, na verdade, o 12º da série, mas é o que a inaugura com essa denominação.</p>
<p>Com um registro do alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936, vamos conhecer um pouco da história desse teatro que, em sua época, foi o centro artístico e cultural do Rio de Janeiro. Pelo palco do Lyrico passaram artistas internacionais como o maestro italiano Arturo Toscanini (1867 &#8211; 1957), que lá regeu pela primeira vez uma orquestra, os tenores italianos Enrico Caruso (1873 &#8211; 1921) e<b> </b>Francesco Tamagno (1850 &#8211; 1905), as atrizes francesa Sarah Bernhardt (1844 &#8211; 1923) e Gabrielle Réjane (1856 &#8211; 1922); e a italiana Eleonora Duse (1858 &#8211; 1924). Vários artistas nacionais também atuaram no Lyrico, dentre eles as cantoras Bidu Sayão (1902 &#8211; 1999) e Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), a pianista Guiomar Novaes (1895 &#8211; 1979) e os atores (1882 &#8211; 1932) Procópio Ferreira (1898 &#8211; 1979) e Raul Roulien (1904 &#8211; 2000).</p>
<p>Sob o assoalho removível da plateia, que tinha 1400 cadeiras, havia um picadeiro! O teatro contava com uma Tribuna Imperial, 86 camarotes de diferentes categorias, 252 galerias e 168 <em>fauteuils</em> de varandas. No total, tinha 2500 lugares. Segundo o historiador Luiz Edmundo (1878 &#8211; 1961) era <em>o melhor teatro da cidade. </em>A inauguração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal</a>, em 14 de julho de 1909, diminuiu a importância do Lyrico, mas devido à qualidade de sua acústica, considerada notável e superior a do Municipal, manteve fiéis os apreciadores do canto lírico.<em> </em></p>
<p><em>&#8220;O melhor teatro da cidade é o Lyrico, uma ruína dourada, mostrando uma reles entradinha de ladrilhos, cercada de espelhos, uns espelhos muito velhos, muito sujos, muitos enodoados e uns porteiros de apresentação grotesca e mal ajambrada, sorrindo debaixo de densas gaforinhas postas em caramanchão e usando, nas noites de grandes premières, luvas brancas com punhos de celluloide&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;">Luiz Edmundo em <em>O Rio de Janeiro do meu tempo</em></p>
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<p>No livro <em>Palco e Picadeiro &#8211; o Theatro Lyrico</em>, seu autor, o historiador Francisco Vieira destacou o fato do teatro ser tão <em>integrado à vida da cidade que, em dia de estreia, os bancos dos bondes eram forrados de flanela braanca para que os passageiros a caminho do teatro não sujassem seus trajes. Logo o povo apelidou os veículos de &#8220;bonde de ceroulas&#8221;. </em></p>
<p>O Theatro Lyrico nasceu e morreu sob o signo do carnaval: seu primeiro evento foi um baile de mascarados, em fevereiro 1871, e, seu último, um ensaio de ranchos carnavalescos, em janeiro de 1932. Foi demolido entre 1933 e 1934. No artigo do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39359" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em> de 28 de dezembro de 1933</a> sobre sua demolição foi publicada a fotografia produzida por Malta, em torno de 1928. Destacamos aqui a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15261" target="_blank">importância da digitalização de fotografias </a>para a pesquisa e também para a difusão e consequentemente para a própria preservação de acervos fotográficos. Além disso, as imagens, a partir de recursos tecnológicos como o <em>zoom</em> têm uma visibilidade muito melhor e podem ser acessadas com uma qualidade bem maior.</p>
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<div id="attachment_25493" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4254" target="_blank"><img class="size-large wp-image-25493" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/capa5-1024x763.jpg" alt="Augusto Malta. Teatro Lírico, c. 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS" width="768" height="572" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4254" target="_blank">Augusto Malta. Teatro Lírico, c. 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_25613" style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39359" target="_blank"><img class=" wp-image-25613" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/saopaulo2.jpg" alt="Jornal do Brasil, 28 de dezembro de 1933" width="536" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39359" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de dezembro de 1933</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco da história do Lyrico </em></strong></span></p>
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<div id="attachment_25523" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/bartolomeu.jpg"><img class="wp-image-25523 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/bartolomeu.jpg" alt="bartolomeu" width="313" height="472" /></a><p class="wp-caption-text">O açoriano Bartholomeu Corrêa da Silva (1828 &#8211; 1917) / <em>Palco e Picadeiro &#8211; o Theatro Lyrico</em></p></div>
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<p>O açoriano Bartholomeu Corrêa da Silva (1828 &#8211; 1917), nascido na Ilha Graciosa, em junho de 1928, deixou Portugal aos 14 anos, veio para o Brasil, estabeleceu-se em Campos dos Goytacazes e depois, já com sua mãe e duas irmãs, foi para São Fidélis, onde adquiriu um armazém. O diretor de um circo com cerca de 10 componentes chegou à cidade e alimentava sua trupe com comida e bebida da loja de Bartholomeu. Porém, o diretor fugiu e deixou uma dívida e a trupe para trás. Assim Bartolomeu tornou-se dono de um circo. Começava a história do Theatro Lyrico!</p>
<p>Bartholomeu decidiu então deixar São Fidélis e apresentou sua Companhia Gymnastica Equestre, em Niterói  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11613" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 14 de março de 1856, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25553" style="width: 458px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/11651" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25553" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico3.jpg" alt="Correio Mercantil, 22 de março de 1856" width="448" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/11651" target="_blank"><em>Correio Mercantil,</em> 23 de março de 1856</a></p></div>
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<p>No mesmo ano, já no Rio de Janeiro, a capital do Império, a Companhia Equestre instalou-se, provisoriamente, no Campo da Aclamação (<a href="No%20mesmo ano, o Circo Olympico instalou-se, provisoriamente, no Campo da Aclamação (Correio Mercantil, 1º de maio de 1856)." target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de maio de 1856</a>). No ano seguinte, voltou ao local (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13352" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 31 de maio de 1857, segunda coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_25556" style="width: 263px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-25556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico4.jpg" alt="Correio Mercantil, 1º de maio de 1856" width="253" height="367" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/11805" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de maio de 1856</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1857, o Circo Olympico volante foi armado em São Cristóvão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13769" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 12 de setembro de 1857</a>).</p>
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<div id="attachment_25557" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13769" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25557" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico5.jpg" alt="Correio Mercantil, 12 de setembro de 1857" width="241" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/13769" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 12 de setembro de 1857</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O artista e então administrador do Teatro São Pedro de Alcântara, João Caetano (1808 &#8211; 1863), convidou Bartholomeu para realizar um espetáculo. O contrato foi assinado em 15 de dezembro de 1857.</p>
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<div id="attachment_25552" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://retronostalgico.blogspot.com/2021/02/o-primeiro-grande-ator-brasileiro-o.html" target="_blank"><img class=" wp-image-25552" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico2.jpg" alt="O ator João Caetano (1808 - 1863)" width="289" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://retronostalgico.blogspot.com/2021/02/o-primeiro-grande-ator-brasileiro-o.html" target="_blank">O ator João Caetano (1808 &#8211; 1863)</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8347" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8347/001MF003002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8347" target="_blank">Marc Ferrez. Teatro São Pedro de Alcântara, c. 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1858, o Circo Olympico passou pela rua Nova do Conde, no Catumbi, e também pela rua São Clemente, em Botafogo (<em>Correio Mercantil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/14229" target="_blank">6 de janeiro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/14517" target="_blank">23 de março</a> de 1858).</p>
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<div id="attachment_25550" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/14229" target="_blank"><img class=" wp-image-25550" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico.jpg" alt="Correio Mercantil, 6 de janeiro de 1858" width="241" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/14229" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 6 de janeiro de 1858</a></p></div>
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<div id="attachment_25565" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/14517" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25565" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico1.jpg" alt="Correio Mercantil, de 1858" width="232" height="260" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/14517" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 23 de março de de 1858</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente estabeleceu-se, na rua da Guarda Velha, atual Largo da Carioca, na época, o coração do Rio de Janeiro, uma localização privilegiada (<em>Correio Mercantil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/15109" target="_blank">21 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/15124" target="_blank">25 de agosto</a> de 1858).</p>
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<div id="attachment_25551" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/15109" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25551" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico1.jpg" alt="Correio Mercantil, 21 de agosto de 1858" width="239" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/15109" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 21 de agosto de 1858</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4417" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4417/SAm52-0028.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4417" target="_blank">Marc Ferrez. Largo da Carioca, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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<p>Em 1863, Bartholomeu cercou o terreno da rua da Guarda Velha com um gradil e inaugurou, ao lado do circo, no ano seguinte, uma cervejaria, a Jardim Concerto, com produção própria, onde seria hoje a rua Senador Dantas esquina com a avenida Chile. O empreendimento foi um sucesso.</p>
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<div id="attachment_25558" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/19379" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25558" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico6.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 1864" width="270" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/19379" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 18 de dezembro de 1864</a></p></div>
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<p>Aos poucos a lona do circo foi substituída por um circo de madeira, tornando-se uma casa de espetáculos circenses e teatrais. Famílias, inclusive a de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, frequentavam o circo e foi o imperador que propôs a Bartholomeu que construisse um teatro nos moldes dos melhores que existiam na Europa. Então Bartholomeu encomendou um projeto em que, com a retirada do piso de madeira da plateia, o teatro se transformava em circo equestre. Para isso contou com a ajuda do engenheiro Bittencourt da Silva. Segundo o historiador Francisco Vieira:</p>
<p><em>“Retirando-se o assoalho do teatro, em cima do qual as cadeiras da plateia eram cuidadosamente dispostas, tinha-se de volta o picadeiro. Logo se percebeu a perfeição da acústica da sala. Provavelmente devido ao fato de que essa tampa de assoalho, de madeira fina e resistente, quando colocada sobre os cavaletes, criava uma caixa de ressonância em associação com o madeirame do teto. Era uma acústica de caixa de violino.” </em></p>
<p>A excelência dessa acústica ficou mundialmente conhecida.</p>
<p>Os últimos espetáculos do circo, apresentados pela Companhia Chiarini, aconteceram em comemoração à vitória do Brasil na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> (<em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25652" target="_blank">25 de março</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25776" target="_blank">26 de abril</a> de 1870).</p>
<p>Em 2 de fevereiro de 1871, o Theatro Dom Pedro II foi aberto com uma apresentação de exercícios <em>equestres e gimnásticos</em> da companhia de Bartholomeu, que se repetiu ao longo de fevereiro (<em>Diário do Rio de Janeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/26894" target="_blank">2 de fevereiro de 1871, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/26934" target="_blank">12 de fevereiro, quinta coluna</a>, de 1871). Ainda no mesmo mês, foram realizados no salão da frente, logo antes da plateia, dois bailes de carnaval, em 19 e 21 de fevereiro, que marcaram a inauguração oficial do teatro (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/2053" target="_blank">12 de fevereiro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/2086" target="_blank">19 de fevereiro, última coluna</a>, de 1871). O casal imperial não compareceu ao baile de abertura, mas às vésperas de sua realização suas majestades visitaram o teatro e elogiaram o prédio e sua decoração.</p>
<p>No seu livro, <em>Memórias</em>, o escritor português Raul Brandão (1867 &#8211; 1930) escreveu uma história contada a ele pelo caricaturista, escultor e ceramista português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1499" target="_blank">Rafael Bordalo Pinheiro (1846 &#8211; 1905)</a>, que morou alguns anos no Rio de Janeiro, durante o século XIX:</p>
<p><em>&#8220;O imperador do Brasil, logo que chegava ao theatro, mettia-se no camarote, descalçava as botas e calçava com regalo, uns chinelos. Uma noite o Raphael, que estava no Rio, foi pé ante pé, meteu a mão pela cortina e robou-lhe as botas. O pobre homem não se desconcertou: sahiu de chinelos, atravessou em chinelos a multidão, saudando para a direita, para esquerda, desceu até ao pateo e meteu-se, em chonelos, na carruagem&#8221;</em>.</p>
<p>Terá sido verdade? Ou terá sido uma história inventada por Bordalo Pinheiro?</p>
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<div id="attachment_25559" style="width: 439px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/26896" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25559" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/olympico7.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 1971" width="429" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/26896" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de fevereiro de 1971</a></p></div>
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<div id="attachment_25566" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.memoriasocial.pro.br/documentos/Disserta%C3%A7%C3%B5es/Diss362.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25566" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico2.jpg" alt="Baile de Máscaras no Theatro Lyrico por Guerave, 1883." width="538" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.memoriasocial.pro.br/documentos/Disserta%C3%A7%C3%B5es/Diss362.pdf" target="_blank">Baile de Máscaras no Theatro Lyrico por Guerave, 1883.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a presença de dom Pedro II e da imperariz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, em 20 de junho de 1871, foi iniciada a primeira temporada lírica do Theatro D. Pedro com a apresentação da ópera <em>Guilherme Tell,</em> de Rossini, com os tenores Ballarini e Lelmi e a mezzo-soprano Amelia Escalante, dentre outros, sob a direção do maestro Ângelo Agostini, homônimo do famoso jornalista e ilustrador ítalo-brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_06/2688" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 13 de junho de 1871</a>). A programação da temporada da companhia italiana, com óperas de Ângelo Agostini (? -?), Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), Charles Gounod (1818 &#8211; 1893), Daniel Auber (1782 &#8211; 1871), Errico Petrella (1813 &#8211; 1877), Friedrich Flotow (1812 &#8211; 1883), Fromental Halevy (1799 &#8211; 1862), Giacomo Meyerbeer (1791 &#8211; 1864), Gioachino Rossini (1792 &#8211; 1868), Giovanni Pacini (1796 &#8211; 1867), Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901) e Saverio Mercadante (1795-1870), foi publicada no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27072" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 19 de março de 1871</a>. Na mesma edição, em sua coluna &#8220;Revista do Domingo&#8221;, Luis Guimarães Jr. (1847 &#8211; 1898), um dos dez membros eleitos para se completar o quadro de fundadores da Academia Brasileira de Letras, comentou a vinda da Companhia Italiana ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27069" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de março de 1871, sexta coluna</a>). O teatro foi desde o início prestigiado pela elite já que o canto lírico representava o ápice da cultura europeia, da civilidade. Porém, Bartholomeu seguiu apresentando espetáculos para o grande público, garantindo a presença da cultura popular em seu teatro. Também cedia gratuitamente o Lyrico para a realização de festas beneficentes como as realizadas para as viúvas dos soldados da Guerra do Paraguai e para a Beneficência Portuguesa.</p>
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<div id="attachment_25561" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27072" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25561" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 19 de março de 1871" width="427" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27072" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de março de 1871</a></p></div>
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<div id="attachment_25567" style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/27446" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico3.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 20 de junho de 1871" width="484" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/27446" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 20 de junho de 1871</a></p></div>
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<div id="attachment_25568" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/4413" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico4.jpg" alt="Semana Illustrada, de 1871" width="582" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/702951/4413" target="_blank"><em>Semana Illustrada</em>, 25 de junho de 1871</a></p></div>
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<p>A décima segunda récita da temporada, em 18 de julho de 1871, homenageou o aniversário da sagração de dom Pedro II e contou com a  presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e de seu marido,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank"> o conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>. Na ocasião, a princesa era a regente porque dom Pedro II estava, pela primeira vez, em viagem à Europa, para onde havia embarcado em 25 de maio de 1871. Em 31 de março de 1872, retornou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/28568" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de abril de 1872</a>), trazendo o duque de Saxe, viúvo de de sua filha Leopoldina, e seus dois netos, Pedro Augusto (1866 – 1934) e Augusto Leopoldo (1867 – 1922), que seriam educados no Brasil.</p>
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<div id="attachment_25569" style="width: 479px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27560" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25569" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lirico5.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, de 1871" width="469" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_02/27560" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 18 de julho de 1871</a></p></div>
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<p>Em setembro de 1875,  o Theatro D. Pedro II passou a se chamar, por decreto, Imperial Theatro D. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/7498" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 7 de setembro de 1875, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11845" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 7 de setembro de 1875, primeira coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/357" target="_blank">)</a>.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/imperial.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-25593" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/imperial.jpg" alt="imperial" width="653" height="142" /></a></p>
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<p>Em 25 de março de 1876, véspera da partida do casal imperial para uma viagem aos Estados Unidos, foi realizado um espetáculo de gala no Imperial Theatro D. Pedro II. Na ocasião, o ator Francisco Xavier da Silva Lisboa recitou uma saudação de despedida aos imperadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34318" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 27 de março de 1876, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Entre os anos de 1876 e 1886, o teatro foi administrado pelo maestro italiano Ângelo Ferrari (1835 &#8211; 1897) e conheceu uma fase áurea, com a apresentação de grandes óperas e dos maiores nomes do bel canto da época. Alguns dos espetáculos foram a <em>Fosca</em>, de Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), 1877 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/2841" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de julho de 1877)</a>; <em>Eurico</em>, do maestro português Miguel Ãngelo Pereira (1843 &#8211; 1901), baseada no livro homônimo do poeta Alexandre Herculano (1810 &#8211; 1877), em 1878 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/957" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 2 de novembro de 1878, terceira coluna</a>); e <em>Aída</em>, de Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901), em 1879 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/6508" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 1879, primeira coluna</a>). Tenores famosos como o espanhol Julien Gayarre (1844 &#8211; 1890) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/1800" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de outubro de 1876</a>) e o italiano Francesco Tamagno (1850 &#8211; 1905) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146633/365" target="_blank"><em>Revista Musical</em>, 15 de novembro de 1879, primeira coluna)</a> apresentaram-se no teatro assim como as cantoras líricas Maria Durand (1846 &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/6508" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 1879, primeira coluna</a>) e Marianni (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/37889" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 27 de outubro de 1878, terceira coluna</a>). Em 1888, o ator francês da Comedie Française, Benoit Constant Coquelin (1841 &#8211; 1909), e a atriz francesa Jane Hading (1859 &#8211; 1941) foram os grandes sucessos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4391" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 30 de maio de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Foi por ocasião das comemorações do tricentenário do poeta Luis de Camões (1524-1580), organizadas pelo Real Gabinete de Leitura, que a peça de Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/139955/3964" target="_blank"><em>Tu, só tu, puro amor</em></a>, estreou no Imperial Theatro D. Pedro II, em 10 de junho de 1880 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/773" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 e 12 de junho de 1880, terceira coluna</a>). Machado fez citações sobre o teatro em algumas de suas obras, como no livro <a href="http://llfeioleituras.blogspot.com/2012/05/esau-e-jaco-de-machado-de-assis.html" target="_blank"><em>Esaú</em> <em>e Jacó</em> (1904)</a> e em contos como  <a href="https://www.machadodeassis.ufsc.br/obras/contos/avulsos/CONTO,%20Dona%20Jucunda,%201889.htm" target="_blank"><em>D. Jucunda</em> (1889).</a> Outros autores também o mencionaram: Lima Barreto (1881 &#8211; 1922) no conto <a href="https://www.algosobre.com.br/downloads/livros-obras-literarias-pdf/577-lima-barreto-uma-noite-no-lirico/file.html" target="_blank"><em>Uma noite no Lírico</em></a>, publicado em seu livro <em>Histórias e Sonhos</em> (1920); e Rubem Fonseca (1925 &#8211; 2020), em <em>Agosto</em> (1990), quando o personagem Emilio, o velho e doente professor de música do comissário Mattos, diz: &#8220;<em>Nem Gigli nem Scotti põem mais os pés aqui&#8230;Não, não, minha cabeça não anda boa, o Scotti morreu há muito tempo, você não chegou a vê-lo, mas eu o vi, com esses olhos que a terra há de comer, cantando o Falstaff no Teatro Lírico, que eles demoliram, um teatro lindo com uma acústica melhor do que o Scala de Milão&#8221;. </em>Antonio Scotti (1866 &#8211; 1936) foi um barítono italiano.</p>
<p>No dia 30 de junho de 1886, o maestro italiano Arturo Toscanini (1867 &#8211; 1957) regeu pela primeira vez uma orquestra, apresentando <em>Aída</em>, de Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901), no Theatro Lyrico. Toscanini regeu a ópera de cor, sem partitura, e recebeu os maiores elogios do severo crítico Oscar Guanabarino (1851 &#8211; 1937).</p>
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<div id="attachment_25846" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/oscar.jpg"><img class="size-full wp-image-25846" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/oscar.jpg" alt="Oscar Guanabarino / O Rio de Janeiro do meu tempo, de Luiz Edmundo" width="281" height="440" /></a><p class="wp-caption-text">Oscar Guanabarino / <em>O Rio de Janeiro do meu tempo</em>, de Luiz Edmundo</p></div>
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<p>Substituiu na última hora o maestro brasileiro Leopoldo Miguez (1850 &#8211; 1902), futuro autor do Hino da Proclamação da República, porque os artistas italianos não aceitaram a ideia de serem dirigidos por um estrangeiro. Miguez estava no lugar do regente italiano Claudio Rossi, que havia ficado doente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/811505/464" target="_blank"><em>L´Italia</em>, 1º de julho de 1886, última coluna</a>; <em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2644" target="_blank">1º de julho, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2656" target="_blank"> 4 de julho, quarta coluna</a>, 1886).</p>
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<div id="attachment_25660" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7b/Arturo_Toscanini_1908.png" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25660" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/toscanini.jpg" alt="Toscanini em 1908" width="315" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7b/Arturo_Toscanini_1908.png" target="_blank">Toscanini em 1908</a></p></div>
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<p>A cantora que fazia o papel de <em>Aída</em>, a russa Nadina Bulicioff (1858 &#8211; 1921), comprou a liberdade de sete escravizados com os presentes que recebeu de seus admiradores. Entregou as cartas de alforrias em pleno palco, em 10 de agosto, em um ato da campanha abolicionista organizado por José do Patrocínio (1854 &#8211; 1905) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2808" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1886, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25595" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/3116" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25595" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/nadine.jpg" alt="Revista Illustrada, 1886" width="369" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/3116" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 20 de agosto de 1886</a></p></div>
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<p>A ópera <em>Lo Schiavo</em>, de Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), dedicada à princesa Isabel (1846 &#8211; 1921), estreou em 27 de setembro de 1889, sem a presença da família imperial, de luto devido à morte de dom Augusto de Portugal (1847 &#8211; 1889). Mas na récita do dia 2 de outubro, no intervalo da ópera, o compositor recebeu das mãos do imperador Pedro II a Ordem do Rosa (<em>Diário de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/6307" target="_blank">28 de setembro, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/6327" target="_blank">3 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Devido à proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, o camarote real foi demontado, os símbolos do império foram eliminados e o Theatro Imperial Dom Pedro II passou a chamar-se Theatro Lyrico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16613" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de dezembro de 1889, terceira coluna</a>). Em janeiro do ano seguinte, uma reunião para a escolha do Hino da Proclamação da República aconteceu no teatro com a presença do presidente Deodoro da Fonseca (1827 &#8211; 1892). A música de Leopoldo Miguez, que concorreu com Alberto Nepomuceno (1864 &#8211; 1920), Francisco Braga (1868 &#8211; 1945), futuro compositor do Hino da Bandeira (1905); e Jerônimo Queiroz, foi a escolhida. O Hino Nacional permaneceria sendo o composto por Francisco Manoel da Silva (1795 &#8211; 1865) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/104" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de janeiro de 1890, penúltima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39460" target="_blank"> <em>Jornal do Brasil</em>, 31 de dezembro de 1933</a>). Entre fevereiro e março, foram realizados no teatro dois bailes mascarados e uma reunião operária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/219" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de fevereiro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/239" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de fevereiro de 1890</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/291" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de março de 1890, primeira coluna</a>).</p>
<p>Passou por uma reforma e foi reinaugurado em abril de 1890 com a apresentação da <em>Grande e Luxuosa Companhia Equestre, acrobatica, gymnastica e comica do Polytheama Argentino de Buenos Aires</em>, do empresário Luiz Gucci, representado por Alfredo Cattaneo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/554" target="_blank"><em>O Pai</em>z, 23 de abril de 1890, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25526" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;pagfis=564" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25526" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/estreia.jpg" alt="O Paiz, 25 de abril de 1890" width="317" height="333" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;pagfis=564" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de abril de 1890</a></p></div>
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<p>Em 28 de março de 1895, Bartholomeu tomou posse definitiva do terreno do teatro.</p>
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<div id="attachment_25522" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/planta.jpg"><img class="size-full wp-image-25522" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/planta.jpg" alt="Planta do Teatro Lírico" width="376" height="554" /></a><p class="wp-caption-text">Planta geral do Teatro Lírico</p></div>
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<p>O tango <em>Tupã</em>, uma homenagem da maestrina Chiquinha Gonzaga (1847 &#8211; 1935) ao jornalista e médico Lopes Trovão (1848-1925), autor da frase que se referia a ela: “<em>Aquela Chiquinha é o diabo!</em>”, foi executada pela Banda dos Meninos Desvalidos, regida por Luiz Moreira, em uma récita em benefício à compositora no Lyrico, em 20 de abril de 1891 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/3228" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de abril de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>Vamos destacar na primeira década do século XX , a estreia no Rio de Janeiro, do <em>Cinematographo Lumière Aperfeiçoado</em> realizado pela empresa Evert, em 26 de novembro de 1904; a apresentação das atrizes de renome internacional Gabrielle Réjane (1856 &#8211; 1922), Sarah Bernhardt (1844 &#8211; 1923) e a italiana Eleonora Duse (1858 &#8211; 1924); e do tenor italiano Enrico Caruso (1873 &#8211; 1921). São nomes que se confundem com as artes nas quais atuaram.</p>
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<div id="attachment_25623" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8803" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/cinema3.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 26 de novembro de 1904" width="327" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8803" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de novembro de 1904</a></p></div>
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<p>Gabrielle Réjane esteve no Brasil três vezes. A primeira, em 1895. Em 1902, estreou no Lyrico na peça <a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/4223" target="_blank"><em>Zaza</em></a>, escrita especialmente para ela por Pierre Berton (1842 – 1912) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/4216" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de julho de 1903, última coluna</a>). Fundou sua própria companhia teatral, em Paris, em 1906, e o escritor Marcel Proust (1871 &#8211; 1922) era seu grande amigo e admirador. Notabilizou-se por suas performances nas peças <em>Madame Sans-Gêne</em>, de Victorien Sardou (1831 &#8211; 1908); <i>M Cousine,</i> de Henri Meilhac (1830 &#8211; 1897), além da já citada<em> Zaza</em>. Apresentou-se no Theatro Municipal do Rio de Janeiro um dia depois de sua inauguração (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20124" target="_blank">14 de julho, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20144" target="_blank">16 de julho, primeira coluna</a> de 1909).</p>
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<div id="attachment_25678" style="width: 741px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/4215" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25678" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/rejane.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 1º de agosto de 1902" width="731" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/4215" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de agosto de 1902</a></p></div>
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<p>Identificado como <em>célebre tenor</em>, o italiano Enrico Caruso estreou no Lyrico, em 9 de setembro de 1903, na ópera <em>Rigoletto </em>(1851), de Giuseppe Verdi (1813 &#8211; 1901), que foi reapresentada em 18 de setembro. Também atuou em <em>Manon Lescaut</em> (1893) e na <em>Tosca</em> (1900), ambas de Giacomo Puccini (1858 &#8211; 1924); e em <em>Iris </em>(1898), de Pietro Mascagni (1863 &#8211; 1945) (<em>Correio da Manhã</em>,<i> </i><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/4540" target="_blank"> 8 de setembro,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/4568" target="_blank">18 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/4602" target="_blank">19 de setembro</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/4638" target="_blank"> 25 de setembro</a> de 1903; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7636" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de setembro de 1926, terceira coluna</a>). Esteve de novo no Brasil, em 1917, quando se apresentou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.</p>
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<div id="attachment_25681" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/10309" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25681" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/carusomalho.jpg" alt="Enrico Caruso, caricatura feita por ele / O Malho, 2 de novembro de 1907" width="403" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/10309" target="_blank">Enrico Caruso, caricatura feita por ele / O Malho, 2 de novembro de 1907</a></p></div>
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<p>Sarah Bernhardt fez em julho de 1905 sua última turnê ao Rio de Janeiro. Já havia estado na cidade em 1886, quando se apresentou no Teatro São Pedro de Alcântara e sua atuação em <em>Fedra, de Jean Racine </em>(1639 &#8211; 1699) arrebatou a plateia; e, em 1893, quando suas performances aconteceram no Theatro Lyrico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/8396" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de junho de 1893, última coluna</a>). Foi também no Lyrico que se apresentou entre 13 e 17 de outubro de 1905, nas peças <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10724" target="_blank"><em>La Sorcière</em></a> (1904), de Victorien Sardou (1831 &#8211; 1908); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10730" target="_blank"><em>Adrienne Lecouvrier</em></a> (1849), de Ernest Legouvé (1807 &#8211; 1903) e Eugène Scribe (1791 &#8211; 1861); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10742" target="_blank"><em>A Dama das Camélias</em></a> (1852), de Alexandre Dumas Filho (1824 &#8211; 1895); <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10748" target="_blank">Angelo</a> </em>(1835)<em>, </em>de Victor Hugo (1802 &#8211; 1885), e <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10756" target="_blank">Hamlet</a> </em>(c. 1600)<em>, </em>de William Shakespeare (1564 &#8211; 1616)<em>.</em> Partiu do Rio de Janeiro em 18 de outubro de 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/10764" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de outubro de 1905, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25624" style="width: 235px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/3791" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/cinema4.jpg" alt="A atriz Sarah Bernhardt como La tisbee, da peça Angelo, de Victor Hugo Revista da Semana, 29 de outubro de 1905" width="225" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/3791" target="_blank">A atriz Sarah Bernhardt como <em>La Tisbee</em>, da peça<em> Angelo</em>, de Victor Hugo /<em> Revista da Semana</em>, 29 de outubro de 1905</a></p></div>
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<p>Reza a lenda que ela teria se acidentado durante essa última turnê quando representava a peça <em>A Tosca</em>, de Sardou, cuja estreia foi estrelada por ela, em 27 de novembro de 1887, em Paris, tendo sido, em 1900, adaptada para a ópera homônima, por Giacomo Puccini (1858 &#8211; 1924). A queda teria ocasionado, posteriomente, a amputação da perna da atriz. Porém não há registro na imprensa de sua atuação na referida peça nessa sua última temporada carioca. Havia encenado <em>A Tosca</em> em sua turnê, no Rio de Janeiro, em 1893 (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/8392" target="_blank">10 de junho , terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/8434" target="_blank">16 de junho, última coluna</a>, de 1893).</p>
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<div id="attachment_25676" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/duse11.jpg"><img class="wp-image-25676 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/duse11.jpg" alt="duse1" width="404" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/263" target="_blank">Eleonora Duse /<em> Fon-Fon</em>, 8 de junho de 1907</a></p></div>
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<p>Eleonora Duse ou <em>La Duse</em>, como era conhecida, foi uma verdadeira diva do teatro e destacou-se na interpretação de papéis escritos, muitas vezes, especialmente para ela pelo dramaturgo italiano Gabrielle D´Annunzio (1863 &#8211; 1938), com quem teve um romance; e de peças do norueguês Henrik Ibsen (1828 &#8211; 1906). Esteve no Rio de Janeiro, em 1885, quando se apresentou no Theatro São Pedro de Alcântara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/13178" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de junho de 1885, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/383422/240" target="_blank"><em>A Semana</em>, 17 de julho de 1885</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/225029/4004" target="_blank"><em>Diario do Brazil</em>, 7 de agosto de 1885, primeira coluna)</a>, e entre junho e julho de 1907, em uma temporada no Lyrico. Após sua última performance, realizada em 16 de julho na peça <em>Rosmersholm </em>(1886), de Ibsen, foi homenageada e um escudo de mármore com a seguinte inscrição foi inaugurado:</p>
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<div id="attachment_25625" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14583" target="_blank"><img class="wp-image-25625 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/duse.jpg" alt="duse" width="317" height="133" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/14583" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de julho de 1907</a></p></div>
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<p>Um fato curioso: foi no Lyrico, numa homenagem ao aviador Santos Dumont (1873 &#8211; 1932), que o jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1854 &#8211; 1905), quando saudava o inventor, sofreu uma hemoptise durante seu discurso, tendo falecido pouco tempo depois, em 29 de janeiro de 1905 (<a href="https://www.academia.org.br/academicos/jose-do-patrocinio/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a>).</p>
<p>Em 15 de setembro de 1911, houve um incêndio no edifício da Imprensa Nacional, vizinho ao teatro, o que suscitou boatos em torno da possível demolição do Lyrico. Um dos mais respeitados críticos de artes da época, o implacável Oscar Guanabarino (1851 &#8211; 1937), escreveu um artigo no qual se opunha veementemente a essa hipótese e chamava o Lyrico de<em> melhor teatro dessa cidade </em>(<em>O Paiz, </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8396" target="_blank">16 de setembro, penúltima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9133" target="_blank"> 7 de novembro, última coluna</a>, de 1911).</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6284" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6284/GT43.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6284" target="_blank">Juan Gutierrez. Prédio da Imprensa Nacional, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>O comendador Bartholomeu, título que recebeu  do rei dom Carlos de Portugal, faleceu em 27 de dezembro de 1917, e o Lyrico, após uma ruidosa disputa entre sua neta Margarida Chaves Lopes, pra quem deixouo teatro em testamento, e seus sobrinhos, foi herdado por ela, que era filha de Emilia (1859 &#8211; 1881), filha adotiva de Bartholomeu, e do jornalista Henrique Chaves (1849 &#8211; 1910), português e um dos fundadores da <em>Gazeta de Notícias</em>. Emilia havia morrido tragicamente, atingida por um coice de um cavalo, em novembro de 1881, no pátio que ficava na saída lateral do teatro. Margarida era casada com César Lopes Ferreira, com quem tinha dois filhos: João Henrique e Maria Emilia. Moravam no teatro assim como Batholomeu até sua morte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/11998" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de dezembro de 1917, terceira coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/44087" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de maio de 1918, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>Em 16 de fevereiro de 1919, foi realizado no Lyrico o primeiro concurso de músicas de carnaval. Os números foram executados pela Banda do Batalhão Naval e a vencedora foi o maxixe <em>Prove e beba Vermutim</em>, de Abdon Lyra (1887 &#8211; 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/46137" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de fevereiro de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25670" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/32697" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25670" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/vermutim.jpg" alt="Fon-Fon, de 1919" width="483" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/32697" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 1919</a></p></div>
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<p>O Lyrico também foi palco de eventos políticos. Destacamos aqui a convenção da campanha civilista, em agosto de 1909 (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20529" target="_blank">23 de agosto, quinta coluna</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20539" target="_blank">24 de agosto, segunda coluna</a>, de 1909).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25684" style="width: 919px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/9709" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/agosto.jpg" alt="Revista da Semana, 5 de setembro de 1909" width="909" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/9709" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 de setembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>E também, em 20 de março de 1919, o evento no qual Ruy Barbosa (1879 &#8211; 1923), durante sua campanha presidencial, vencida, em 13 de abril, por seu concorrente, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), leu a conferência <em>A Questão Social e Política no Brasil</em>, que se tornou famosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/23210" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 21 de março de 1919, quarta coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_25642" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/23210" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25642" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/ruy1.jpg" alt="O Imparcial, 21 de março de 1919" width="247" height="76" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/23210" target="_blank"><em>O Imparcial,</em> 21 de março de 1919</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Trecho da conferência<em> A Questão Social e Política no Brasil </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> O Brasil não é isso</em></strong></span></p>
<p><em>&#8220;Mas, senhores, se é isso o que eles vêem, será isto, realmente, o que nós somos? Não seria o povo brasileiro mais do</em> <em>que esse espécimen do caboclo mal desasnado, que não se sabe ter de pé, nem mesmo se senta, conjunto de todos os estigmas de calaçaria e da estupidez, cujo voto se compre com um rolete de fumo, uma andaina de sarjão e uma vez d’aguardente? Não valerá realmente mais o povo brasileiro do que os conventilhos de advogados administrativos, as quadrilhas de corretores políticos e vendilhões parlamentares, por cujas mãos corre, barateada, a representação da sua soberania?</em></p>
<p><em>Deverão, com efeito, as outras nações, a cujo grande conselho comparecemos, medir o nosso valor pelo dessa troça de escaladores do poder, que o julgam ter conquistado, com a submissão de todos, porque, em um lance de roleta viciada, empalmaram a sorte e varreram a mesa?</em></p>
<p><em>Não. Não se engane o estrangeiro. Não nos enganemos nós mesmos. Não! O Brasil não é isso. Não! O Brasil não é o sócio de clube, de jogo e de pândega dos vivedores, que se apoderaram da sua fortuna, e o querem tratar como a libertinagem trata as companheiras momentâneas da sua luxúria.</em></p>
<p><em>Não! O Brasil não é esse ajuntamento coletício de criaturas taradas, sobre que possa correr, sem a menor impressão, o sopro das aspirações, que nesta hora agitam a humanidade toda.</em></p>
<p><em>Não! O Brasil não é essa nacionalidade fria, deliqüescente, cadaverizada, que receba na testa, sem estremecer, o carimbo de uma camarilha, como a messalina recebe no braço a tatuagem do amante, ou o calceta, no dorso, a flor-de-lis do verdugo.</em></p>
<p><em>Não! O Brasil não aceita a cova, que lhe estão cavando os cavadores do Tesouro, a cova onde o acabariam de roer até aos ossos os tatus-canastras da politicalha. Nada, nada disso é o Brasil&#8221;.</em></p>
<p>Seguiram-se apresentações de Guiomar Novaes (1895 &#8211; 1979) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3071" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de setembro de 1920, terceira coluna</a>) e de vários concertos de Arthur Rubinstein (1887 &#8211; 1982) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/1749" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 20 de maio de 1920, quinta coluna</a>), em 1920; e, no ano do Centenário da Indenpendência do Brasil, em 1922, o grande sucesso foi a companhia francesa Ba-Ta-Clan, de Madame Rasimi (1874 – 1954) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10404" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1922, penúltima coluna)</a>. Os<em> Oitos Batutas</em>, a seu convite, haviam apresentado no Theatro Lyrico o repertório dos shows que haviam realizado em Paris. <em>“Não há dúvida nenhuma: mais uma vez os versos do trovador popular se justificam&#8230; ”A Europa continua a curvar-se ante o Brasil” </em>(<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10570">23 de agosto de 1922, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10610">27 de agosto, penúltima coluna</a>, de 1922).</p>
<p>No ano seguinte, apresentaram-se no teatro o pianista russo Alexander Borovsky (1889 &#8211; 1968) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/14778" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de maio de 1923, segunda coluna</a>) e a cantora e atriz francesa Mistinguett (1873 &#8211; 1956) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45293" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 18 de agosto de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25667" style="width: 339px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/45368" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/mistinguett.jpg" alt="Mistinguett vista pelo traço de Kalisto / Fon-Fon, de 1923" width="329" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/45368" target="_blank">Mistinguett vista pelo traço de Kalisto / <em>Fon-Fon,</em> 25 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1926, houve a apresentação da pianista Magdalena Tagliaferro (1893 &#8211; 1986) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11911" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de julho de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25668" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11227" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/magdalena.jpg" alt="A pianista Magdalena Tagliaferro / Fon-Fon, 13 de março de 1926" width="400" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11227" target="_blank">A pianista Magdalena Tagliaferro / <em>Fon-Fon</em>, 13 de março de 1926</a></p></div>
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<p>Filippo Tomazzo Marinetti (1876 &#8211; 1944), principal teórico e fundador do futurismo italiano, fez duas conferência do Lyrico, em 15 e 18 de maio de 1926, apresentado por Graça Aranha (1868 &#8211; 1931). Foi vaiado pelo público e diversas caricaturas dele foram publicadas pela imprensa carioca (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/19034" target="_blank">16 de maio</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/19054" target="_blank">19 de maio</a> de 1926; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/57078" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 12 de junho de 1926</a>).</p>
<p>Em 15 de novembro, ainda em 1926, sob a direção do maestro e compositor Heitor Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959),  realização do espetáculo de gala <em>Musica Typica Brasileira</em>, com um coro de 200 vozes, em homenagem ao Governo da República (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27766" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 14 de novembro de 1926</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25618" style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27766" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25618" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/lobos.jpg" alt="O Paiz, 14 de novembro de 1926" width="349" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/27766" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 14 de novembro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi promovido no Lyrico, em janeiro de 1930, o concurso carnavalesco da Casa Edison, primeira empresa fonográfica do Brasil, fundada pelo tcheco Frederico (Fred) Figner (1866 – 1947), primeiro produtor fonográfico do Brasil. A música vencedora foi <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LfSmfzKv86s" target="_blank"><em>Dá nela</em></a>, de Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), seu primeiro grande sucesso e também o <em>hit</em> do carnaval de 1930. O cantor oficial do evento foi o popular Francisco Alves (1898 &#8211; 1952) e a orquestra era a Pan-Americana (<em>O Malho</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/72141" target="_blank">25 de janeiro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/72188" target="_blank">1º de fevereiro</a> de 1930). No mesmo ano, a temporada lírica foi inaugurada pelo famoso pianista Alexandre Brailowsky (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/73159" target="_blank"><em>O Malho</em>, 17 de maio de 1930</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison1.jpg"><img class=" size-full wp-image-25615 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison1.jpg" alt="edison1" width="623" height="548" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-25616 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison2.jpg" alt="edison2" width="622" height="325" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1930, a cantora Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955) lotou o teatro. Na mesma noite, apresentaram-se os atores Procópio Ferreira (1898 &#8211; 1979), Raul Roulien (1904 &#8211; 2000) e o jornalista e poeta Álvaro Moreyra (1888 &#8211; 1964), dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/1401" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de junho de 1930, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/73597" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-25690" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/carmen.jpg" alt="carmen" width="237" height="548" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/73597" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-25691" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/carmen1.jpg" alt="carmen1" width="470" height="131" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/73597" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 14 de junho de 1930</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas a crise financeira atingiu o Brasil, as instalações do Lyrico estavam velhas e muito dinheiro seria necessário para restaurá-lo. A última companhia que manteve um contrato com o teatro foi a A. Sonschein, de Cinematorgaphia, Theatros e Diversões. Em 23 de janeiro de 1932, a declamadora, atriz e cantora argentina, nascida na Bielorússia, Berta Singerman (1901 -1998), realizou seu 50º recital no Theatro Lyrico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25662" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/12037" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/bertha.jpg" alt="O Jornal, 22 de janeiro de 1932" width="343" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/12037" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de janeiro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 29 de janeiro de 1932, houve no teatro o ensaio dos ranchos carnavalescos <em>Flor do Abacate</em>,<em> Arrepiados</em> e <em>Deixa Falar</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/12182" target="_blank">(<em>O Jornal</em>, 31 de janeiro de 1932, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/8802" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 3 de fevereiro de 1932, quarta coluna</a>). Foi o último evento realizado no velho casarão da rua da Guarda. Estava marcado para o dia 31 de janeiro, um festival para a escolha do melhor samba e da melhor marchinha do carnaval de 1932, porém foi adiado devido a um problema de saúde da cantora Zaira Cavalcanti (1913-1981). Não há registro de que tenha sido realizado, pelo menos não no Lyrico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/12162" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 30 de janeiro de 1932, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10345" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de janeiro de 1932, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/8792" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 de fevereiro de 1932, segunda coluna).</a></p>
<p>O teatro, em 1932, foi a leilão público e adquirido pelo diretor presidente da Caixa Econômica Federal, Solano Carneiro da Cunha (<em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/15356" target="_blank">14 de setembro, quinta coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/15530" target="_blank">29 de setembro, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/15892" target="_blank"> 29 de outubro, primeira coluna</a>, de 1932<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/2851" target="_blank">)</a>. Na ocasião, segundo o livro <em>Palco e Picadeiro – o Theatro Lyrico, </em>o diretor do Instituto Nacional de Música, o professor Guilherme Fontainha (1887 &#8211; 1970), pediu a cessão das placas comemorativas que estavam no interior do Lyrico, que  foram então alocadas no Teatro João Caetano e na Escola Nacional de Música.</p>
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<div id="attachment_25661" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/15892" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25661" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/caixa.jpg" alt="O Jornal, 29 de outubro de 1932" width="167" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/15892" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 29 de outubro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O prédio do teatro estava condenado por engenheiros e foi demolido entre 27 de dezembro de 1933 e 1934. Houve um desabamento durante sua demolição (<em>Jornal do Brasil</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39359" target="_blank"> 28 de dezembro de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/39388" target="_blank">29 de dezembro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/43015" target="_blank">6 de maio, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/43417" target="_blank">20 de maio, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/49535" target="_blank">19 de dezembro, quinta coluna</a>, de 1934; <em>O Paiz</em>,<i> </i><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/3303" target="_blank">3 de janeiro, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/3917" target="_blank">3 de abril, penúltima coluna</a> de 1934; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/17386" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 28 de janeiro de 1934</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25617" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/17386" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25617" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/edison3.jpg" alt="O Jornal, 28 de janeiro de 1934" width="310" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/17386" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 28 de janeiro de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Suas colunas de madeira foram vendidas aos irmãos e <em>luthiers</em> Benvenuto Pascole (1892 &#8211; 1956) e Guido Pascole (1905 &#8211; 1987), cuja fábrica de violinos ficava em São Paulo, e ao maestro Livolsi Bartholomeu. Foram utilizadas na fabricação desses instrumentos. O jornal <em>A Noite</em> promoveu um concurso para a entrega do violino fabricado com madeiras do Lyrico (<em>A Noite</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/17084" target="_blank"> 2 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/17398" target="_blank">23 de abril</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/19461" target="_blank">10 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/19572" target="_blank">17 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/20060" target="_blank">22 de outubro</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/20840" target="_blank"> 15 de dezembro</a> de 1934). Já no século XXI, o bombeiro e <em>luthier</em> Davi Lopes construiu instrumentos musicais com restos de madeira remanescentes do incêndio do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>, ocorrido em 2 de setembro de 2018. Até agosto de 2021, Davi havia confeccionado com os destroços do museu dois violões, um bandolim, um cavaquinho e um violino, que seriam entregues ao Museu Nacional/UFRJ (<a href="https://rotacult.com.br/2021/08/fenix-o-voo-de-davi-incendio-do-museu-nacional-e-coadjuvante-em-documentario-sobre-instrumentos-musicais-feitocom-restos-de-madeira-remanescentes/" target="_blank"><em>Rota Cult</em>, 27 de agosto de 202</a>1).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25663" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/17398" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25663" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/luthier.jpg" alt="A Noite, 23 de abril de 1934" width="538" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/17398" target="_blank"><em>A Noite,</em> 23 de abril de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algumas das peças do  Lyrico foram a leilão e outras como, por exemplo, duas poltronas e um medalhão comemorativo da vista do presidente argentino, Julio Argentino Roca (1843 &#8211; 1914), ao Brasil, foram doadas ao Museu Histórico Nacional por Cesar Lopes, como já mencionado, marido de Margarida, a neta de Bartholomeu. No local do antigo teatro foi instalado um estacionamento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/20383" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de novembro, quarta coluna</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/tradição1.jpg"><img class=" size-large wp-image-25643 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/tradição1-1024x463.jpg" alt="tradição1" width="768" height="347" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/9669" target="_blank"><img class=" size-large wp-image-25644 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/tradição2-1024x534.jpg" alt="tradição2" width="768" height="401" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/9669" target="_blank"><img class="wp-image-25645 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/tradição3-1024x506.jpg" alt="tradição3" width="768" height="380" /></a>                                                                  <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/9669" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de abril de 1934</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Theatro Lyrico em artigos e crônicas</strong></em></span></p>
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<p>O Theatro Lyrico está presente em artigos e crônicas de dramaturgos, escritores, historiadores e políticos, dentre eles Coelho Neto (1864 &#8211; 1934), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23302" target="_blank">João do Rio (1881 &#8211; 1921)</a>, Oscar Lopes (1882 &#8211; 1938), cunhado da antiga proprietária, Margarida; e Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25637" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25637" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/coelho-neto.jpg" alt="Coelho Neto / Academica Brasileira de Letras" width="369" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto" target="_blank">Coelho Neto / Academia Brasileira de Letras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Foi condenado à morte o <span style="color: #800000;"><strong>Lyrico</strong></span>. No dia em que os pedreiros entrarem com seus ferros a atacar o casarão que foi tudo nesta cidade, desde circo até praça de manifestações políticas, os que vêm do passado, se o coração se lhes não esterilizaram, sofrerão produndamente com a perda da antigualha, que foi o centro da elegância e a &#8220;ágora&#8221; em dias que se perderam na grande noite dos tempos&#8230;Abate-se o <span style="color: #800000;"><strong>Lyrico</strong></span>, mas que não o substituam por alguma joça ridícula que em vez de tornar o sítio mais formoso, o enfeia e faça mais forte a saudade do velho theatro, indubitavelmente o melhor que possuímos, não só para os espetáculos lyricos, como para as representações dramáticas&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/26535" target="_blank">Trecho do artigo <em>O Lyrico</em>, de Coelho Neto, </a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/26535" target="_blank">publicado no <em>Jornal do Brasil</em>, 18 de setembro de 1932</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23785" style="width: 361px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank"><img class="wp-image-23785 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodorio1.jpg" alt="João do Rio / Bahia Illustrada, 1921" width="351" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank">João do Rio / <em>Bahia Illustrada</em>, junho de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, conversar com os cantores de modinha das alfurjas da Saúde, depois de ter ouvido dilettanti, de casaca, aplaudirem o maior tenor do <span style="color: #800000;"><strong>Lírico</strong></span> numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja…&#8221;</em></p>
<p><em>                                                                                            A alma encantadora das ruas (1908), </em>de<em> </em>João do Rio</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25651" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/oscarlopes.jpg"><img class="size-full wp-image-25651" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/oscarlopes.jpg" alt="Oscar Lopes / O Malho, de 1934" width="304" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/84411" target="_blank">Oscar Lopes / <em>O Malho</em>, 6 de novembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/35241" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25647" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/relíquia1.jpg" alt="relíquia1" width="608" height="387" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/35241" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-25652 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/vamosnessa.jpg" alt="vamosnessa" width="566" height="545" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/35241" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-25653 alignnone aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/vamosnessa1.jpg" alt="vamosnessa1" width="567" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/35241" target="_blank"><em>Relíquia Perdida</em>, de Oscar Lopes, publicado no <em>Jornal do Brasil</em>, em 6 de agosto de 1933</a></p>
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<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25640" style="width: 340px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1198370.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-25640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/ruy.jpg" alt="Ruy Barbosa por / Fundação Biblioteca Nacional" width="330" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1198370.jpg" target="_blank">Ruy Barbosa em 1907 / Fundação Biblioteca Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;&#8230;<em>Mas aqui estamos num recinto consagrado à flor do espírito e da graça. Como uma corbelha imensa, em camadas superpostas de flores, sorri toda uma sociedade inumerável de rosas, de violetas, de carbúnculos, à luz quase meridiana da eletricidade&#8230;a música vai entronar sua magia naquela atmosfera de templo de beleza. Desse feitiço dizem que já se moveu as pedras, mas que, hoje mesmo, na decadência de seu poder, amansa feras, e ensinar a bailar as serpentes</em>&#8230;Mas no santuário de Mozart, de Mayerbeer e de Wagner não estruja a vozeria, não chocalhe a pilhéria deslavada&#8230;&#8221;</p>
<p> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2385" target="_blank">Trecho do artigo de Ruy Barbosa, <em>O Direito da Vaia</em>,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2385" target="_blank">publicado no jornal <em>A Imprensa</em>,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2385" target="_blank">do qual era diretor, em 17 de agosto de 1900,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/2385" target="_blank">em torno da polêmica sobre a vaia iniciada devido às manifestações dos frequentadores do <em><span style="color: #800000;"><strong>Lyrico</strong></span></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p>EDMUNDO, Luiz. <em>O Rio de Janeiro do meu tempo</em>. Rio de Janeiro:Editora: Imprensa Nacional, 1938.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>PERNY, Mônica Menezes. <a href="http://www.memoriasocial.pro.br/documentos/Disserta%C3%A7%C3%B5es/Diss362.pdf" target="_blank"><em>As máscaras de carnaval no cenário carioca: uma contribuição à Memória Social</em></a>. 2015. 92f. Dissertação (Mestrado em Memória Social) – Centro de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.</p>
<p>SATIN, Ionara. <a href="http://www.olhodagua.ibilce.unesp.br/index.php/Olhodagua/article/viewFile/511/471" target="_blank"><em>Machado de Assis e I cantanti d’opera italiani: transferências culturais</em></a>. Olho d’água, São José do Rio Preto, 10(2): p. 1–285, Jun.–Dez./2018.</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/luis-guimaraes-junior/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://chiquinhagonzaga.com/acervo/?musica=tupa" target="_blank">Site Acervo Digital Chiquinha Gonzaga</a></p>
<p><a href="https://panisecircus.com.br/o-teatro-lyrico-o-mais-bacana-do-rio-de-janeiro-imperial-era-na-realidade-um-circo/ " target="_blank">Site Panis &amp; Circus &#8211; o site do circo</a></p>
<p><a href="http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/TeatroXPeriodo.asp?cod=89&amp;cdP=19" target="_blank">Site Teatros do Centro Histórico do Rio de Janeiro</a></p>
<p>VENCELAU, Maria da Gloria Leitão; SANDO, Rafael.<i> </i><em>T</em><em>he Pascoli Brothers: Violin Making and Immigration in</em><em> 20th</em><em><em> &#8211; Century Brazil,</em></em> 2019.</p>
<p>VIEIRA, Francisco. <em>Palco e Picadeiro – o Theatro Lyrico</em>. Rio de Janeiro : 19 Design e Editora Ltda, 2015.</p>
<p>SAMPAIO, Daniel.<em><a href="https://vejario.abril.com.br/blog/daniel-sampaio/teatro-dom-pedro-ii/" target="_blank"> Um circo lírico: conheça a história do Theatro Imperial Dom Pedro II</a>. </em>Veja Rio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>publicado em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4748" target="_blank"><em>Os teatros do Brasil</em>, publicado em 21 de março de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank"><em>A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro</em>, publicado em 14 de julho de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23968" target="_blank"><em>Cinema no Brasil – a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeo</em>n, publicado em 8 de julho de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank"><em>O Theatro de Santa Isabel</em>, publicado em 28 de outubro de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25907" target="_blank"><em>O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”</em>, publicado em 28 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28555" target="_blank"><em>O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro</em>, publicado em 27 de março de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30422" target="_blank"><em>Dia do Cinema Brasileiro</em>, publicado em 19 de junho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 5 de setembro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35177http://" target="_blank"><em>O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024</a></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pixel sobre tela. Tecnologias da memória e preservação digital do patrimônio histórico e cultural</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2020 13:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação digital]]></category>
		<category><![CDATA[Aby Warburg]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[André Malraux]]></category>
		<category><![CDATA[Atlas Mnemosyne]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Matos]]></category>
		<category><![CDATA[difusão]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Hans Ulrich Gumbrecht]]></category>
		<category><![CDATA[história da arte]]></category>
		<category><![CDATA[imagem digital]]></category>
		<category><![CDATA[impacto social]]></category>
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		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[Museu imaginário]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio cultural]]></category>
		<category><![CDATA[preservação digital]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Walter Benjamin]]></category>

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		<description><![CDATA[No artigo "Pixel sobre tela. Tecnologias da memória e preservação digital do patrimônio histórico e cultural", a historiadora da arte Carolina Matos elogia iniciativas "como o Portal Brasiliana Fotográfica, que conecta acervos de fotografia analógica com o público através da Internet" e faz uma análise sobre a coleção e a conservação do patrimônio histórico e cultural, destacando que "a comunicação do passado através de sua exposição é, sem dúvida, o maior legado que podemos deixar para as gerações futuras".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No artigo <span style="color: #000000;"><em>Pixel sobre tela. Tecnologias da memória e preservação digital do patrimônio histórico e cultural</em>, a historiadora da arte Carolina Matos elogia iniciativas </span><em>como o Portal Brasiliana Fotográfica, que conecta acervos de fotografia analógica com o público através da Internet</em> e faz uma análise sobre a coleção e a conservação do patrimônio histórico e cultural, destacando <em>que a comunicação do passado através de sua exposição é, sem dúvida, o maior legado que podemos deixar para as gerações futuras</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Pixel sobre tela. Tecnologias da memória e preservação digital do patrimônio histórico e cultural</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Carolina Matos*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21334" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/324" target="_blank"><img class="size-large wp-image-21334" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/capacarolina-1024x786.jpg" alt="Augusto Riedel. Memoria de S. M., o Imperador : Cachoeira de Paulo Affonso, 1869. Cachoeira de Paulo Afonso, Alagoas / Acervo FBN" width="768" height="590" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/324" target="_blank">Augusto Riedel. Memoria de S. M., o Imperador : Cachoeira de Paulo Affonso, 1869. Cachoeira de Paulo Afonso, Alagoas / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Até o final do século XX, as tecnologias de memória limitavam-se ao uso de mídias analógicas como suporte para a transmissão de tempos passados, como arquivos, escrita, fotografia e, posteriormente, o cinema. Independentemente dos métodos tradicionais de coleção e conservação do patrimônio histórico e cultural, a comunicação do passado através de sua exposição é, sem dúvida, o maior legado que podemos deixar para as gerações futuras.</p>
<p style="text-align: left;">Com a chegada do novo milênio e a crescente presença do formato digital na esfera cultural, a gestão da memória passou a contar com a administração de arquivos informáticos e bancos de dados numéricos, em detrimento da usual manipulação de objetos físicos. Nos museus e instituições culturais da atualidade, o rápido desenvolvimento de uma diversidade de tecnologias destinadas a mediar o contato do espectador contemporâneo com as coleções provoca uma reconfiguração contundente nos modos usuais de representação.</p>
<p style="text-align: left;">Manifestar nosso passado por meio de imagens digitais gera um cruzamento, nunca antes imaginado, entre as disciplinas da História e da Museologia, para citar apenas duas das mais importantes esferas que envolvem a memória cultural, com a Comunicação. O novo modelo de acesso e exposição digital aproxima o público através da linguagem ágil das redes de computadores e da acessibilidade proporcionada no simples gesto de um clique.</p>
<p style="text-align: left;">A partir do pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger à respeito da obra de arte(1), sabemos que os próprios gregos, “que entendiam algo das obras de arte,” usavam a palavra “techné” para se referir à arte, e denominavam o artesão e o artista com a mesmo nome: “technités”. Pois bem, a origem da palavra tecnologia, na sua forma grega, implicava igualmente um modo de conhecer, um modo de conceber o mundo. Mais atual, impossível.</p>
<p style="text-align: left;">No século XXI, é inegável admitir que a imagem digital é onipresente e que os conteúdos visuais são consumidos pelo público no espaço virtual como um ato cotidiano. Nesse ambiente digital, os objetos nada mais são do que uma abstração conceitual e geram um tipo de percepção semelhante àquela alcançada no confronto com o objeto real, produzindo a possibilidade de contemplação e reflexão sobre o conteúdo que transcende sua materialidade.</p>
<p style="text-align: left;">Especificamente, podemos pensar na utilização das telas digitais táteis, marcadamente as de telefones celulares, como meio intermediário entre a experiência do sujeito em seu encontro com a obra de arte no novo milênio. A tecnologia integra de forma essencial tanto o fazer quanto o ver nessa relação entre pessoas e obras, e a utilização da mesma ocasiona consequências inéditas para alguns processos intrínsecos ao espectador, como a contemplação.</p>
<p style="text-align: left;">Nesse sentido, a discussão sobre o conceito de aura da obra de arte se faz necessária, dada a importante mudança nos parâmetros de autenticidade na era digital. Walter Benjamin e seu pensamento de vanguarda sobre a reprodutibilidade técnica das imagens é um referencial teórico essencial(2). Por meio da tela digital, a imagem transcende a materialidade e novos conceitos para a história da arte são apresentados, como a aura da informação. Quanto mais acessível e compartilhada uma imagem, maior seu valor de culto na sociedade do espetáculo.</p>
<p style="text-align: left;">Já dizia o francês André Malraux, em seu ensaio sobre o Museu Imaginário (3), que a história da arte é a história do que é fotografável. A reprodução digital pode levar a fotografia a situações que ela jamais alcançaria na materialidade do papel. Iniciativas como o <span style="color: #800000;">Portal Brasiliana Fotográfica</span>, que conecta acervos de fotografia analógica com o público através da Internet, são a chave para alcançar a finalidade social que os museus sempre almejaram ao longo de sua história. Atualmente, as instituições culturais que estabelecem conexões múltiplas com diferentes públicos são aquelas que podem alcançar o maior impacto social e a presença digital é essencial para atingir esse objetivo em um mundo cada vez mais virtual, conectado e online.</p>
<p style="text-align: left;">Através da viagem pelo portal que alberga este artigo, o passado pode sair ao encontro do destinatário e a reflexão, que antes era fruto apenas da memória individual, agora pode ser conectada no mesmo espaço, ainda que virtual. À moda do “Atlas Mnemosyne”(4), obra inacabada do historiador de arte alemão Aby Warburg produzida na década de 1920, visitantes de iniciativas virtuais como esta podem articular a correspondência de uma infinidade de imagens através da abordagem de um espaço visual dinâmico, aberto e infinito.</p>
<p style="text-align: left;">Na busca pela disponibilidade infinita do passado, hoje observamos uma metamorfose no paradigma memorial por meio da ampliação das possibilidades de interação com o patrimônio histórico e artístico mundial. Como definiria o intelectual alemão Hans Ulrich Gumbrecht(5), em nosso presente muito eletrônico, não há nada do passado que tenhamos que deixar para trás, ou qualquer coisa do futuro que não possa se tornar presente por antecipação simulada.</p>
<p style="text-align: left;">Finalmente, toda memória depende, previamente, do esquecimento. Para que exista a memória, é necessário perceber o passado como um tempo diferente, como um antecedente do tempo atual. Culturalmente, a leitura de fotografias do passado permite o reconhecimento das diferentes personalidades individuais, políticas e culturais. Com essa memória do passado, sujeitos e sociedades podem construir sua identidade e também projetar uma visão de futuro.</p>
<p style="text-align: left;">(1) HEIDEGGER, Martin. <em>A Origem da obra de arte</em>. Trad. de Maria da Conceição Costa. Lisboa, Edições 70, 1999.</p>
<p style="text-align: left;">(2) BENJAMIN, Walter. <em>A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica</em>. Trad. de Gabriel Valladão Silva. SãoPaulo, L&amp;PM, 2014.</p>
<p style="text-align: left;">(3) MALRAUX, Andre. <em>O Museu Imaginário</em>. Trad. de Isabel Saint-Aubyn. Lisboa, Edições 70, 2011.</p>
<p style="text-align: left;">(4) WARBURG, Aby. <em>Atlas Mynemosyne</em>. Trad. De Joaquín Chamorro Mielke. Madrid, Ediciones Akal S.A, 2010.</p>
<p style="text-align: left;">(5) GUMBRECHT, Hans Ulrich. <em>Produção de Presença: o que o sentido não consegue transmitir</em>. Trad. de Ana Isabel<br />
Soares. Rio de Janeiro, Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2010.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">* Carolina Matos é Historiadora da Arte e Coordenadora do <em>Abre-te Código</em>, primeiro Hackathon de dados culturais abertos do Brasil.  Atua no mercado editorial como fotógrafa e editora de imagens. Está concluindo Doutorado em História da Arte pela Universidad Complutense de Madrid, com tese sobre a imagem digital no campo cultural.</p>
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		<title>Os cinco anos da Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 22:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica completa cinco anos de existência com 38.437.165 acessos!  O portal promove nesse contexto atual da pandemia do coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes de nossas publicações. Com a participação do historiador Jaime Benchimol, da pneumologista Margareth Dalcolmo e do arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik será realizado no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m, um encontro virtual que será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente, no canal de facebook do Instituto Moreira Salles. A mediação será feita por Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (BN), curadores do portal, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, da Fiocruz. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica, fundada pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, em 17 de abril de 2015, completa cinco anos de existência buscando contribuir para uma escrita da história do Brasil onde as fotografias deixam de ser mera ilustração. A data seria comemorada com a realização do <em>Seminário Brasiliana Fotográfica 5 anos &#8211; A imagem e a escrita da história, </em>no auditório da Biblioteca Nacional que, devido à situação pela qual atravessa o Brasil e o mundo, foi adiado.</p>
<p>Decidimos então promover no contexto atual da pandemia de coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes dos artigos semanais publicados no portal, dando visibilidade aos arquivos de imagem das instituições parceiras, ora disponibilizados na<strong> </strong>Brasiliana Fotográfica e também às pesquisas existentes sobre estes temas &#8211; elementos de reflexão sobre o momento presente. O encontro virtual será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente,<strong><span style="color: #696969;"> </span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">no canal de facebook do Instituto Moreira Salles</span> <span style="color: #333333;">-</span> </span> <a href="https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles&amp;source=gmail&amp;ust=1586978883745000&amp;usg=AFQjCNHH4jhUPwFEfqJujollcgRqp6e3sA">https://www.facebook.<wbr />com/pg/institutomoreirasalles</a>, no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5746/BR-RJ-COC-02-10-20-40-001-008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"> Quartos em tela metálica para isolamento de doentes atacados de Febre Amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos para este encontro e debate o historiador Jaime Benchimol, a pneumologista Margareth Dalcolmo &#8211; ambos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, instituição integrante do portal Brasiliana Fotográfica &#8211; e o arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. O debate será mediado pelos dois curadores da Brasiliana Fotográfica &#8211; Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, e Joaquim Marçal, Coordenador da BN Digital -, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, pesquisadora do Departamento de Arquivo da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg" alt="logo" width="276" height="62" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos também celebrar o aniversário do portal agracedendo a você, nosso leitor, que percorre nosso acervo fotográfico que, até o momento, possui <strong><span style="color: #800000;">6.709 </span></strong><span style="color: #333333;">imagens de 11 instituições, e também lê </span>nossas publicações semanais: já são <span style="color: #800000;"><strong>249</strong><span style="color: #333333;">!</span></span><span style="color: #333333;"> Ao longo desses cinco anos </span>já tivemos <span style="color: #800000;"><strong>38.437.165 </strong></span>acessos!</p>
<p>Com uma rigorosa seleção e indexação das imagens que integram nosso acervo fotográfico, com o uso de uma linguagem simples e com a realização de uma pesquisa minuciosa, um dos objetivos da Brasiliana Fotográfica é atrair o interesse do maior número de leitores possível, de todas as faixas etárias e níveis de formação acadêmica, para assuntos relativos à história da fotografia, do Brasil e do mundo. Os artigos, semanais, são escritos por profissionais ligados às instituições integrantes do portal,  por curadores convidados como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank">Cassio Loredano</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank">Elvia Bezerra</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Eucanaã Ferraz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank">Lilia Moritz Schwarcz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank">Maria Isabela Mendonça dos Santos</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13350" target="_blank">Millard Schisler</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Pedro Karp Vasquez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5008" target="_blank">Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva</a> e também pelos curadores do portal Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as <span style="color: #800000;">6.709 </span>fotografias publicadas ao longo desses cinco anos na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha dos temas é variado: pode ser baseada tanto em uma efeméride como em uma reflexão mais teórica, na beleza ou na importância histórica de uma imagem ou de um grupo delas ou pode, também, se relacionar com algum fato da atualidade como foi, por exemplo, a publicação do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>, </em>em 20 de março de 2020, quando o mundo e o Brasil enfrentavam (ainda enfrentam) a pandemia do coronavírus. O presidente em questão foi Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), uma das milhões de vítimas da gripe espanhola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/detalhe-da-foto.jpg" alt="detalhe da foto" width="734" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Augusto Malta. Doutor Rodrigues Alves no Campo de Santana, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS &#8211; Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A elaboração de perfis de fotógrafos acompanhados por galerias de suas fotografias disponíveis no acervo do portal e por cronologias é uma das marcas da Brasiliana Fotográfica. E uma das estrelas das pesquisas realizadas para esses artigos é, além da bibliografia disponível sobre os temas, a <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, com os<em> </em><em>links</em> para as notícias da época em que os fatos ocorreram. De abril de 2015 a março de 2020, foram publicados 44 perfis, o primeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank"><em>Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</em></a>, em 24 de maio de 2015; e o último, <em><a title="As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 - 1966)" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em>, em 21 de fevereiro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1892/001AMI010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, 1887 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Lista de todos os perfis de fotógrafos publicados na Brasiliana Fotográfica de abril de 2015 a março de 2020</em></span></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2015</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> </em></span><em>1 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</a></em></p>
<p><em>2 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</a></em></p>
<p>3 <em>– <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</a></em></p>
<p>4<em> &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379">Vincenzo Pastore (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 &#8211; São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a></em></p>
<p>5 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415">Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</a></em></p>
<p>6 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002">Guerra de Canudos pelo fotógrafo Flavio de Barros</a></em></p>
<p>7 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">O editor e fotógrafo suíço Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a></em></p>
<p>8 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945">Imagens do Espírito Santo por Albert Richard Dietze (Alemanha, 1838 &#8211; Brasil, 1906)</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2016</em></strong></span></p>
<p>9 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885">O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881) e o &#8220;Brasil Pitoresco&#8221;</a></em></p>
<p><em>10 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"><em>O suicídio do fotógrafo Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</em></a></p>
<p>11 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924">Ipanema, que completa 122 anos, pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a></em></p>
<p>12 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045">Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</a></em></p>
<p>13 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398">O fotógrafo Juan Gutierrez de Padilla (c.1860 &#8211; 28/6/1897)</a></em></p>
<p>14 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382">O fotógrafo paisagista Camillo Vedani (18?, Itália &#8211; c. 1888, Brasil)</a></em></p>
<p>15 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545">O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>16 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809">Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</a></em></p>
<p>17 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">O retratista português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 14 de outubro de 1912)</a></em></p>
<p>18 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank"><em>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 &#8211; França, 30/10/1877)</em></a></p>
<p>19 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 &#8211; RJ, 12/01/1923)</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2017</em></strong></span></p>
<p>20- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a></em></p>
<p><em>21 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> </em></p>
<p><em>22-</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567">Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</a> </em></p>
<p><em>23 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290">Abram-Louis Buvelot (Suíça, 03/03/1814 &#8211; Austrália, 30/05/1888)</a> </em></p>
<p><em>24 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8946">Um fotógrafo inglês na Bahia: Benjamin Robert Mulock (18/06/1829 &#8211; 17/06/1863)</a> </em></p>
<p><em>25 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008">&#8220;Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios&#8221;, por Pedro Vasquez</a></em></p>
<p><em>26 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527">Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão</a> </em></p>
<p><em>27 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890">O cronista visual de Diamantina: Chichico Alkmim, fotógrafo (1886 &#8211; 1978)</a></em></p>
<p><em>28 -</em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a></p>
<p>29 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"> O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)</a></em></p>
<p><em>30- </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</a></em></p>
<p><em>31 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><em>O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em> </em><strong><em>2018</em></strong></span></p>
<p><em> </em><em>32 – <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460">A construção Madeira-Mamoré, a ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a></em></p>
<p><em>33- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10959">O fotógrafo, botânico e naturalista alemão George Huebner (1862 &#8211; 1935)</a></em></p>
<p><em>34 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341">O francês Hercule Florence (1804 &#8211; 1877), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo</a></em></p>
<p><em>35 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264">Lunara (1864 &#8211; 1937), um fotógrafo amador e fotoclubista de Porto Alegre</a></em></p>
<p><em>36 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149">O fotógrafo açoriano Christiano Junior (1832 &#8211; 1902) e sua importante atuação no Brasil e na Argentina</a></em></p>
<p><em>37 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930">A prisão do fotógrafo e aviador britânico S.H. Holland (1883 &#8211; 1936) no Rio de Janeiro, em 1930</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2019</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>38 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091">Carlos Bippus e as paisagens cariocas</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>39 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299">Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>40 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863">João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>41 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16234">Imagens de Blumenau: por Bernardo Scheidemantel e em álbum do início do século XX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>42 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16283">A Colônia Dona Francisca, Joinville, por Louis Niemeyer</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>43 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103">Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2020</em></strong></span></p>
<p><em>44 </em>- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre esses perfis está o do fotógrafo Marc Ferrez, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, publicada em 7 de dezembro de 2016</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a obra de Ferrez, que é por muitos considerado o mais importante fotógrafo que atuou no Brasil no século XIX, foram escritos mais 13 artigos na Brasiliana Fotográfica: <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">O Rio de Janeiro de Marc Ferrez, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez ,</a> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de Sérgio Burgi</a>; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</a>, </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884" target="_blank"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank">Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</a> e </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb.</em></a></p>
<p>Outro objetivo do portal é divulgar mais questões ligadas à preservação digital, um assunto que toca não apenas às instituições de memória, mas a todos aqueles que produzem imagens digitais em seu dia a dia sem, no entanto, cuidar de sua preservação. Nesse sentido, já publicamos alguns artigos mas ainda temos muito a percorrer. Também desejamos ampliar a abrangência do portal com a adesão de instituições de todos os estados do Brasil.</p>
<p>Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=736" target="_blank">a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antonio Luiz Ferreira)</a>, realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, com a presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>. A descoberta, realizada pela editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, foi saudada em outra publicação do blog pelo historiador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915">José Murilo de Carvalho</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. / Acervo IMS / Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">Os registros mais acessados pelos leitores nesses cinco anos foram as fotografias<em> </em><em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795">Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil</a></em>, de Antonio Luiz Ferreira; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570">Índios Botocudos</a></em>, de Walter Garbe; <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/633" target="_blank"><em>Escola pública em Curytiba</em></a>, de Marcos A. de Mello; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794">A Família Imperial reunida</a>,</em><em> </em>de Alberto Henschel; e <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504"><em>Índios da Tribo Carajás</em></a>, de autoria desconhecida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2504/007A5P4FP2-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="566" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank">Essa fotografia de índios da tribo Carajás, de 1888, é um dos cinco itens mais acessados nos cinco anos da Brasiliana Fotográfica / Acervo IMS</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"> </a></p>
<p>Além das instituições fundadoras do portal, FBN e IMS, integram a Brasiliana Fotográfica o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o </span><span class="Z3988">Arquivo Nacional, a </span><span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a </span><span class="Z3988">Fiocruz, a </span><span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco, o </span><span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4342/discover">,</a> o </span><span class="Z3988">Museu Aeroespacial, o </span><span class="Z3988">Museu da República e o </span><span class="Z3988">Museu Histórico Nacional. A gestão do portal é realizada por </span>Roberta Zanatta (IMS) e por Vinicius Martins (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais uma vez, muito obrigada e vamos em frente!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A importância da digitalização para a pesquisa de acervos fotográficos</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jul 2019 15:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Preservação digital]]></category>
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		<description><![CDATA[Inicialmente a fotografia "Vagão ferroviário tombado" chamou atenção por seu tema pouco usual em registros do século XIX e do início do século XX no Brasil: um acidente ferroviário. Mas uma observação mais atenta tornou a imagem uma excelente evidência da importância da digitalização para a pesquisa de acervos fotográficos. Na fotografia, que integra a Coleção Pereira Passos, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Foptográfica, seu autor e a data aproximada de sua produção foram identificados a partir da utilização da ferramenta de zoom, que deu à cena fotografada outra visibilidade, abrindo as possibilidades de situá-la historicamente. Seu autor é A. Bastos e foi produzida entre 1900 e 1915. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Inicialmente a fotografia <em>Vagão ferroviário tombado</em> chamou atenção por seu tema pouco usual em registros do século XIX e do início do século XX no Brasil: um acidente ferroviário. Mas uma observação mais atenta tornou a imagem uma excelente evidência da importância da digitalização para a pesquisa e também para a difusão e consequentemente para a própria preservação de acervos fotográficos. Na fotografia destacada<em>,</em> que integra a Coleção Pereira Passos, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal, seu autor foi identificado a partir da utilização da ferramenta de <em>zoom</em>, que deu à cena fotografada outra visibilidade, abrindo as possibilidades de situá-la historicamente. O leitor ou o pesquisador pode com esse recurso tecnológico magnificar a imagem e verificar &#8220;de perto&#8221; seus detalhes. Um desses detalhes, nesse caso, foi uma assinatura: <strong><span style="color: #800000;"><em>A. Bastos</em></span></strong>. Há, embaixo dela, alguns números legíveis,<span style="color: #800000;"><em> 3 &#8211; 19</em></span>, e outros ilegíveis. Possivelmente os números legíveis indicam a data de março de algum ano começando por <strong><span style="color: #800000;"><em>19</em></span></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 859px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6443" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6443/fpft1040000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="849" height="604" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6443" target="_blank">A. Bastos. Vagão tombado em uma estrada de ferro, 19?. / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O autor seria Antônio José Teixeira Bastos (18? &#8211; 1917)? Tudo indica que sim porque ele é o único fotógrafo &#8211; conhecido até hoje &#8211; com a inicial <strong><em><span style="color: #800000;">A</span></em></strong> e o sobrenome <strong><em><span style="color: #800000;">Bastos, </span></em></strong><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">de fins do século XIX.</span> </span>Caso seja ele mesmo o autor, a fotografia se situa no período entre 1900 e 1915,  já que Bastos atuou no Rio de Janeiro entre os anos 1880 e 1915 e os números legíveis indicam algum ano começando com <strong><em><span style="color: #800000;">19</span></em></strong>. Infelizmente esses dados não foram suficientes para a localização do acidente.</p>
<p>Bastos começou sua carreira trabalhando para o ateliê de Carneiro &amp; Tavares &#8211; que existiu entre 1883 e 1888 &#8211; e, em 1889, transferiu-se para o estabelecimento de Moreira &amp; Roltgen (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/21988" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de janeiro de 1889</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15270" style="width: 454px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/bastos.jpg"><img class="wp-image-15270 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/bastos.jpg" alt="bastos" width="444" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/21988" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de janeiro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de dois anos depois, Bastos comprou de Manoel Garcia o ateliê fotográfico Casa Garcia, que passou a dirigir com o nome de a Photographia do Commercio, na rua Sete de Setembro, 74 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/363626/1680" target="_blank"><em>O Brazil</em>, 5 de setembro de 1891</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15271" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/commercio.jpg"><img class="wp-image-15271 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/commercio.jpg" alt="commercio" width="359" height="250" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=363626&amp;pagfis=1680" target="_blank"><em>O Brazi</em>l, 5 de setembro de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1891 e 1893, foi associado a José Gonçalves Vasquez que, em 1893, foi trabalhar em Curitiba, onde inaugurou a Photographia Moderna (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_08/11252" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1893, sexta coluna</a>). Em 1900, Vasquez foi para Santos e abriu a Fotografia Modelo, na rua Amador Bueno, 91.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15273" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_08/11252" target="_blank"><img class="wp-image-15273 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/vasquez.jpg" alt="vasquez" width="386" height="216" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_08/11252" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1893</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, quando foi anunciada pela última vez, a Photographia do Commercio, funcionava na rua da Assembleia, 98 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/17449" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de dezembro de 2013, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/36008" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de outubro de 1915, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/63644" target="_blank">Almanak Laemmert, 1916)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15277" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/36008" target="_blank"><img class="wp-image-15277 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/ultima.jpg" alt="ultima" width="287" height="86" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/36008" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O<em> conhecido fotógrafo</em> Antônio José Teixeira Bastos, que morava na rua do Senado, 14, faleceu em 28 de julho de 1917 e foi enterrado no Cemitério da Ordem Terceira do Carmo. A missa de sétimo dia foi celebrada na Igreja de São Francisco de Paula (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/35678" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de julho de 1917, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/38749" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de julho de 1917, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/38810" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de agosto, segunda coluna</a>). Eram seus filhos Júlio e João Durão Teixeira Bastos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/37555" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de novembro de 1917, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15285" style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/cartão.jpg"><img class="wp-image-15285" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/cartão.jpg" alt="cartão" width="268" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Photographia do Commercio / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Coleção Família Pereira Passos</em></strong></span></p>
<p>A Coleção Família Pereira Passos, à qual pertence a fotografia destacada nesse artigo, é uma das mais importantes sob guarda do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República e é formada por cerca de 5.592 documentos textuais e 1.147 fotografias, produzidos entre 1806 e 1960. A coleção faz parte do acervo do Museu da República desde 1965, quando a primeira e maior leva de documentos foi doada pela família de Pereira Passos. Posteriormente foi acrescida: em 1966, através de novas doações de sua neta, Maria Passos de Castro (1888 &#8211; 1971), e, em 1980, pela transferência de fotos até então pertencentes ao Museu Histórico Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 443px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2418/007A5P4F1-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="433" height="577" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2418" target="_blank">Augusto Malta. Francisco Pereira Passos e José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, 14 de junho de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p><a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0351a.htm" target="_blank">Jornal Eletrônico Novo Milênio</a></p>
<p><a href="http://museudarepublica.museus.gov.br/guia-de-colecoes/" target="_blank">Site do Museu da República</a></p>
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		<title>PHOTO FINISHED &#8211; A preservação, ou não, de fotografias digitais</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2018 14:50:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Preservação digital]]></category>
		<category><![CDATA[MIllard Schisler]]></category>
		<category><![CDATA[preservação digital]]></category>

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		<description><![CDATA[A abordagem do tema preservação digital da fotografia na Brasiliana Fotográfica tem como objetivo fomentar a discussão e a conscientização sobre o 'estado da arte' quanto ao assunto. O professor Millard Schisler vem acompanhando este campo desde os seus primórdios, há cerca de duas décadas, e cumprindo destacado papel no ensino de estratégias e melhores práticas. O portal publica hoje o artigo PHOTO FINISHED - A preservação, ou não, de fotografias digitais, de sua autoria. "Um dos problemas de pensar a fotografia nativo digital, que nasce digitalmente, é que ela se materializa nas nossas telas, e em outros dispositivos, mas em sua essência é composta de informação ou dados digitais, zeros e uns, interpretados por códigos de softwares e armazenados em hardware/dispositivos digitais – são dados digitais, informações digitais e podem existir da mesma forma em muitos lugares distintos e ao mesmo tempo". ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A abordagem do tema preservação digital da fotografia na Brasiliana Fotográfica tem como objetivo fomentar a discussão e a conscientização sobre o &#8216;estado da arte&#8217; quanto ao assunto. O professor Millard Schisler vem acompanhando este campo desde os seus primórdios, há cerca de duas décadas, e cumprindo destacado papel no ensino de estratégias e melhores práticas. O portal publica hoje o artigo <em>PHOTO FINISHED &#8211; A preservação, ou não, de fotografias digitais, </em>de sua autoria. &#8220;Um dos problemas de pensar a fotografia nativo digital, que nasce digitalmente, é que ela se materializa nas nossas telas, e em outros dispositivos, mas em sua essência é composta de informação ou dados digitais, zeros e uns, interpretados por códigos de softwares e armazenados em hardware/dispositivos digitais – são dados digitais, informações digitais e podem existir da mesma forma em muitos lugares distintos e ao mesmo tempo. A fotografia antes disto, que sempre foi somente fotografia e agora ganhou o adjetivo de analógica, reside nos objetos que lhe deram origem como negativos ou cópias em papel fotográfico – a imagem pode ser vista sem a necessidade de mediação de software, conectores e hardware. E por mais que tenhamos que cuidar das fotografias analógicas, as digitais é que correm mais perigo de sumir devido à essa fragilidade dos sistemas que a compõem. Elas estão por toda parte, e ao mesmo tempo, em nenhuma parte&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>PHOTO FINISHED &#8211; A preservação, ou não, de fotografias digitais</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Millard Schisler</p>
<div id="attachment_13356" style="width: 571px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Photo-Finished.jpg"><img class="size-full wp-image-13356" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Photo-Finished.jpg" alt="Anúncio da RadioShack no jornal Democrat and Chronicle,  Rochester, New York, maio de 2003, reprodução de Millard Schisler" width="561" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Anúncio da RadioShack no jornal <em>Democrat and Chronicle</em>,<br />Rochester, New York, maio de 2003, reprodução de Millard Schisler</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2003 eu vi este anúncio que faz um trocadilho em inglês de acabamento da foto, </span><i><span style="font-weight: 400;">photo finishing</span></i><span style="font-weight: 400;">, com </span><i><span style="font-weight: 400;">photo finished</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou seja, acabou a foto. Neste anúncio vemos rolos e caixas de filme jogadas dentro de um cesto de lixo, e um texto em cima deste “lixo” todo dizendo “Porque confiar em uma tecnologia velha de 140 anos para as suas fotos?”. Certamente os arquivos nativos digitais realizados naquele ano não devem mais existir, restando somente os “velhos” filmes feitos neste mesmo ano.</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, de alguma forma a fotografia acabou. Grant Romer, um dos historiadores e conservadores de fotografia mais respeitados, afirma em três artigos que escreveu para o Getty Conservation Institute <strong>(</strong></span><strong>1</strong><span style="font-weight: 400;"><strong>)</strong> que </span><i><span style="font-weight: 400;">“&#8230;o espichamento e embaçamento da definição de “fotografia” é um resultado direto da evolução da imagem eletrônica&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">”, e </span><i><span style="font-weight: 400;">“&#8230;os que advogam pelo “Progresso” apontam que a tecnologia fotográfica sempre se transformou desde sua introdução comercial em 1839. Um processo sucumbiu a outro, um após o outro. O que estamos passando agora, dizem, é somente o “fechamento de um outro capítulo na história da fotografia”. Mas, é importante considerar que este pode ser o último capítulo no livro.</span></i><span style="font-weight: 400;">” Em 2013, Stuart Jeffries escreve um artigo </span><i><span style="font-weight: 400;">The death of photography: are camera phones destroying an art form? <strong>(</strong></span></i><strong>2)</strong><span style="font-weight: 400;">. Nele ele conversa com Antonio Olmos, um renomado fotógrafo mexicano que diz </span><i><span style="font-weight: 400;">“&#8230;é muito estranho. A fotografia nunca esteve tão popular, mas está sendo destruída. Nunca houve tanta fotografia sendo feita, mas a fotografia está morrendo</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8230;” Stephen Mayes comenta no artigo </span><i><span style="font-weight: 400;">The Next Revolution in Photography is Coming </span></i><span style="font-weight: 400;"><strong>(</strong></span><strong>3)</strong> <span style="font-weight: 400;">de 2015, que “</span><i><span style="font-weight: 400;">É hora de parar de falar de fotografia. Não é que a fotografia está morta, como muitos dizem, é que ela se foi</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em entrevista para a France Press em 2016, Sebastião Salgado diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">A fotografia não é imagem. Estamos em um processo de eliminação da fotografia. Hoje temos imagens, mas não fotografias</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><span style="font-weight: 400;"> <strong>(4)</strong></span><span style="font-weight: 400;">. Continua, “</span><i><span style="font-weight: 400;">A fotografia precisa se materializar, precisa ser impressa, vista, tocada..</span></i><span style="font-weight: 400;">.”. Um ano depois, afirma que a fotografia </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8230;agora mais do que nunca, tem um longo futuro pela frente </span></i><span style="font-weight: 400;"><strong>(</strong></span><strong>5)</strong><span style="font-weight: 400;">.</span><strong><strong> </strong></strong>Sem saudosismos, estas duas frases citadas do Salgado demonstram o nível de confusão deste período de transformação sobre como vemos a fotografia e para onde ela está indo.</p>
<p>Em francês, a fotografia digital é <em>la photographie numérique, </em>que designa<em> </em>a fotografia binária, com números. Em inglês, muitas vezes nos referimos à ideia de um <i>picture, </i>um retrato, foto ou imagem. Podemos também usar fotografia digital, imagem digital, imagem eletrônica, ou info-imagem. Falamos também em fotografia computacional, processando os dados de sensores em combinações algorítmicas, criando novos tipos de imagens. Creio que podemos concordar que algo mudou, se transformou, mas o que não mudou é que continuamos a produzir um monte, cada vez mais, disto que temos dificuldade de definir.<strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos problemas de pensar a fotografia nativo digital, que nasce digitalmente, é que ela se materializa nas nossas telas, e em outros dispositivos, mas em sua essência é composta de informação ou dados digitais, zeros e uns, interpretados por códigos de softwares e armazenados em hardware/dispositivos digitais – são dados digitais, informações digitais e podem existir da mesma forma em muitos lugares distintos e ao mesmo tempo. A fotografia antes disto, que sempre foi somente fotografia e agora ganhou o adjetivo de analógica, reside nos objetos que lhe deram origem como negativos ou cópias em papel fotográfico – a imagem pode ser vista sem a necessidade de mediação de software, conectores e hardware. E por mais que tenhamos que cuidar das fotografias analógicas, as digitais é que correm mais perigo de sumir devido à essa fragilidade dos sistemas que a compõem. Elas estão por toda parte, e ao mesmo tempo, em nenhuma parte.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><strong> </strong></strong></p>
<div id="attachment_13358" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Comparativa.jpg"><img class="wp-image-13358" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Comparativa.jpg" alt="Comparativa" width="514" height="358" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia de Millard Schisler, guarda de objetos versus guarda de informação</p></div>
<p style="text-align: center;"><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção cada vez maior e incessante desta informação digital é gerada principalmente por meio de câmeras de celulares, que representam, de acordo com estudo da InfoTrends, pelo menos 85% das imagens feitas em 2017 . Os números são estratosféricos – mais de um trilhão de fotografias produzidas em 2017. As estimativas são de que desde o início comercial da fotografia em 1839 até o ano 2000 chegamos a cerca de 100 bilhões de fotografias produzidas. Hoje produzimos facilmente mais do que 10 vezes desta quantidade por ano, com tendências crescentes. Estes números estão além da nossa capacidade de digestão visual. Estima-se que a nossa cultura produziu em torno de 5 trilhões de imagens até 2017, com um acréscimo anual agora de mais de 1 trilhão.</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu já fiz estas contas e você pode fazê-las também, mas se você tivesse a tarefa de visualizar estas imagens, uma por segundo, descansando 10 minutos por hora, e fazendo isto 7 horas por dia, 20 dias por mês, durante 11 meses do ano – pelo menos um mês de férias para descansar a vista – você veria 4.62 milhões de imagens neste primeiro ano. Após um milhão de anos neste processo você terá visto quase a totalidade da produção de imagens até 2017, de 4,9 trilhões. Será fundamental deixar um bilhete avisando onde você parou antes de morrer. Mas o problema é que em 2018  serão despejadas mais de um trilhão de novas imagens nesta conta.</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13369" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.businessinsider.com/12-trillion-photos-to-be-taken-in-2017-thanks-to-smartphones-chart-2017-8" target="_blank"><img class=" wp-image-13369" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/graficorelendo.jpg" alt="Uso de smartphones, produção de 1.2 trilhões de fotografias/imagens em 2017. https://www.businessinsider.com/12-trillion-photos-to-be-taken-in-2017-thanks-to-smartphones-chart-2017-8" width="316" height="225" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.businessinsider.com/12-trillion-photos-to-be-taken-in-2017-thanks-to-smartphones-chart-2017-8" target="_blank">Uso de smartphones, produção de 1.2 trilhões de fotografias/imagens em 2017.</a></p></div>
<div id="attachment_13370" style="width: 334px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://luminous-landscape.com/the-trivialization-of-photography/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13370" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/graficorelendo1.jpg" alt="1 trilhão de fotografias/imagens em 2015 e 4.9 trilhões em 2017. https://luminous-landscape.com/the-trivialization-of-photography/ " width="324" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://luminous-landscape.com/the-trivialization-of-photography/" target="_blank">1 trilhão de fotografias/imagens em 2015 e 4.9 trilhões em 2017</a>.</p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Creio que todos podemos concordar que a quase totalidade destas imagens não deva ser preservada e pode se perder sem prejuízos para a nossa cultura. Em matéria da CNN <strong>(</strong></span><strong>6</strong><span style="font-weight: 400;"><strong>)</strong> de 2015, estima-se que há em torno de 6,5 bilhões de fotografias de gatos na internet. Existe um efeito efêmero nesta produção – eu comparo isto ao ditado conhecido mas com viés para o olhar: &#8220;O que entra por um olho, sai pelo outro&#8221;. Mal conseguimos lembrar de imagens que vimos dias atrás – já estão soterradas, há muito tempo. Me lembra uma imagem de autoria desconhecida, produzida em torno de 1950, de um dos primeiros ambientalistas, Howard Cleaves, no aterro sanitário Fresh Kills, em Staten Island, do lado de Nova Iorque. Todo dia despejamos toneladas de imagens neste grande lixão visual, que, como um lixão, também contém sua cota de preciosidades – a produção de hoje soterra a produção de ontem. E assim por diante. Mas então o que preservar? Como devemos direcionar os nossos esforços? O que deve sobreviver, vir à tona, ser resgatado, selecionado?</span></p>
<div id="attachment_13366" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Homem-no-Lixo.jpg"><img class="size-full wp-image-13366" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Homem-no-Lixo.jpg" alt="Anônimo. c. 1950. Nova Uork, Estados Unidos" width="344" height="501" /></a><p class="wp-caption-text">Anônimo. Howard Cleaves no aterro sanitário Fresh Kill c. 1950. Staten Island, Estados Unidos</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este não é um problema novo. Em uma conversa com Grant Romer alguns anos atrás, discutíamos estas questões da preservação das fotografias digitais. Grant foi para sua biblioteca e trouxe o primeiro dicionário de fotografia de E. J. Wall. Ele tinha a primeira edição de 1902. Ao folhear o dicionário, procurando a palavra </span><i><span style="font-weight: 400;">Fading</span></i><span style="font-weight: 400;">, esmaecimento, ele leu: </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esmaecimento: O pior de todos os males para o qual negativos e cópias boas e interessantes estão sujeitos; mas em outros casos, um benefício para a humanidade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13364" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/livro1.jpg"><img class="size-large wp-image-13364" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/livro1-1024x750.jpg" alt="Reprodução de Millard Schisler, 10ª edição de 1920" width="768" height="563" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução de Millard Schisler, 10ª edição de 1920</p></div>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este texto surge na época Kodak do <em>boom</em> de produção de imagens da câmara Brownie e filme de rolo – &#8220;Você aperta o botão, a gente faz o resto&#8221;. Sistemas simples que qualquer um poderia usar, até crianças e mulheres, como vemos nas propagandas de época. Curioso que praticamente cem anos depois também vivemos um outro tipo de <em>boom</em> de produção de imagens, a partir de celulares – mas agora você aperta o botão e é você que faz o resto.</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma outra visão pode vir da entrevista feita pelo Cassiano Viana em 2016 <strong>(</strong></span><strong>7)</strong><span style="font-weight: 400;"> com a mexicana Mayra Mendoza, então subdiretora da Fototeca Nacional do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México. A Mayra nos dá uma luz:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Em primeiro lugar, eu faria uma distinção entre imagem e fotografia. Hoje em dia, todos somos fazedores de imagens, já que uma grande quantidade da população mundial tem acesso a uma câmera, em um dispositivo móvel, em <em>smartphones</em>. Mas isso não quer dizer que todos somos fotógrafos. A fotografia, para além da câmera, implica um ofício e, sobretudo, uma intenção. A função social da imagem se cumpre ao poder compartilhá-la com um público cada vez mais amplo e que produz milhões de imagens diariamente publicadas nas redes sociais. No entanto, em termos de fotografia, apenas algumas transcendem a proposta visual de quem gera essa imagem.”</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Será que neste contexto, podemos pensar em salvar as fotografias e deixar as imagens sucumbirem à efemeridade ou à vida nas redes sociais, preservadas ou não pelos sistemas proprietários onde residem? As que queremos salvar vamos ter que preservar ativamente para garantir o seu acesso para esta e para próximas gerações. Este universo de imagens está além de nosso alcance e não poderemos visualizá-lo em sua totalidade para fazermos nossas triagens e decisões daquilo que consideramos importante. Estas imagens fazem parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Data</span></i><span style="font-weight: 400;"> e só podem ser processadas e vasculhadas em sua complexidade por sistemas e programas. Um caminho pode ser a criação de algoritmos baseados em critérios estabelecidos para realizar o trabalho de seleção e preservação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivemos em um período de extraordinárias mudanças. A fotografia sempre foi uma ferramenta da classe dominante – com acesso à tecnologia e educação para utilizá-la e com recursos para financiar sua realização. Agora podemos ter registros cotidianos sendo feito pelos próprios personagens que os vivenciam – não mais necessitamos de fotógrafos de fora. Grupos, culturas, regiões, povos, famílias, todos, fazendo sua própria documentação. Esta produção imagética é importante preservar, pois ela conta uma história por uma narrativa do agente e ela é feita praticamente na sua integridade, de forma digital. Tenho que citar três artigos <strong>(</strong></span><strong>8)</strong><span style="font-weight: 400;"> de muita importância escritos por duas repórteres de O Globo em, 2012, Maiá Menezes e Tatiana Farah. Neles estas questões são abordadas de forma muito interessante com três casos distintos e parecidos ao mesmo tempo, apontando a tanto a relevância desta produção como a sua fragilidade.</span></p>
<p>Resta entender como faremos este trabalho de peneirar este universo imagético na busca da guarda do que faz sentido preservar. Deixaremos para cada grupo ou indivíduo a responsabilidade de cuidar de sua própria produção? Cuidar de dados digitais não só exige um grau de conhecimento como também um constante cuidado com recursos humanos e financeiros, mão de obra especializada e compra contínua de equipamentos para realizar esta guarda. A produção pode ter se democratizada, mas o armazenamento a longo prazo não. A única opção para a grande maioria que não se enquadra em uma preservação digital intencional é considerar o YouTube, o Facebook, o Instagram, entre outros, como sendo os repositórios digitais para preservar a sua produção. Por outro lado, muitas imagens digitais acabam em <em>Dark Data</em> – material coletado, processado, armazenado e preservado mas não distribuído, postado ou utilizado para outras finalidades, ou seja, material em estado latente, e com grande risco de não sobreviver. Podemos pensar até em uma analogia com rolos de filmes fotografados, com uma imagem latente gerado pela exposição, mas nunca revelados.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando pensamos em preservação a longo prazo, pensamos em 100 anos, ou duas gerações de trabalho ativo. Isto significa que a minha geração irá cuidar e educar/criar uma outra geração que fará o mesmo, assim garantindo pelo menos uns 100 anos de preservação. A próxima geração fará o mesmo e assim por diante. Teremos as redes sociais de hoje daqui 50 anos?</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, para um programa intencional de preservação de fotografias digitais, teremos que fazer escolhas, seleção, e ter um papel ativo no que deva ser preservado. Isto certamente passa por um crivo editorial ou institucional, voltado para a missão de quem está fazendo este processo de seleção e guarda. David Rosenthal comenta no post em seu blog de maio de 2012, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Lets Just Keep Everything Forever in the Cloud <strong>(</strong></span></i><strong>9)</strong><span style="font-weight: 400;">, que não temos como guardar tudo:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Então vamos ter que jogar coisas fora. Mesmo se acreditarmos que guardar coisas é muito barato, ainda é muito caro. A má notícia é que decidir o que guardar e o que jogar fora não é de graça. Ignorar o problema acarreta no custo de manter os dados; lidar com o problema acarreta no custo de decidir o que jogar fora. Podemos estar em uma situação ruim de não poder arcar com os custos de manter ou jogar fora os dados que geramos. Talvez seja necessário pensar com mais cuidado, antes de mais nada, sobre a geração dos dados. É claro, que pensamentos assim também não são sem custo.”</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante que o David menciona sempre a questão do custo. Um outro David, o David Giaretta, cita em uma de suas publicações de 2008, </span><i><span style="font-weight: 400;">Advanced Digital Preservation <strong>(</strong></span></i><strong>10)</strong><span style="font-weight: 400;">, que a preservação digital é algo muito fácil de se fazer, desde que você possa ter muito dinheiro para sempre.</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A publicação <em>Dilema Digital</em>, de 2007 <strong>(</strong></span><strong>11)</strong><span style="font-weight: 400;">, já aponta para a questão do custo, demonstrando que a guarda de produções cinematográficas em película, filmes em rolo, é em torno de 10 vezes mais barato do que a guarda de uma mesma produção realizada inteiramente de forma digital. Guardar objetos é muito mais simples e barato do que guardar informação! Infelizmente, muitas instituições no Brasil e no mundo ainda batalham para obter recursos para conseguir cuidar de forma adequada de suas coleções de objetos. Enquanto isso, o empilhamento de dados digitais continua ano a ano.</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Instituto Americano de Conservação (AIC), publicou um livro <strong>(</strong></span><strong>12)</strong><span style="font-weight: 400;"> em 2011 sobre fotografia digital e documentação em conservação, e em um dos capítulos fala sobre cinco etapas fundamentais para a preservação de fotografias digitais.</span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;"> Usar formatos de arquivos sustentáveis</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Organizar os dados digitais, inserir metadados para descrevê-los</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Fazer os backups e migração dos dados</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Processos contínuos de verificação da integridade dos arquivos</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Imprimir material selecionado/editado em processos mais permanentes</span><strong><strong> </strong></strong></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Estes cinco itens representam uma versão simplificada e resumida do processo e entendemos hoje que a preservação digital não é garantida somente com <em>backups</em>, e guardar não resolve se não há acesso. Temos que pensar na difusão. Fotografias digitais catalogadas devem ser disponibilizadas em sistemas de banco de imagens para consulta e pesquisa. Este uso é o que dará sentido e vida às coleções e inserção no cotidiano das pessoas. Será o combustível para a própria manutenção e ampliação destes acervos digitais. Se não for disponibilizado e usado de forma eficiente, um arquivo vira um arquivo morto. Será complicado procurar formas de financiamento para a manutenção de um arquivo morto.</span><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito interessante ver o quinto item sobre impressão como forma de preservação de fotografias digitais. Da mesma forma que encontramos cópias em coleções e na maioria dos casos não temos os negativos que os geraram, também aumentam as chances de preservação dos arquivos digitais quando materiais editados são impressos em suportes estáveis que possam ser armazenados em acervos climatizados. Publicar livros também é uma forma de consolidar um trabalho de milhares de imagens. A impressão não substitui a preservação das fotografias digitais, é um complemento a esta preservação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acho que o nosso desafio atual pode se resumir no conceito e analogia criado na </span><i><span style="font-weight: 400;">Memory Waka Research Group </span></i><span style="font-weight: 400;"><strong>(</strong></span><strong>13)</strong><span style="font-weight: 400;"> da Massey University da Nova Zelândia. Waka é uma canoa Maori. Waka também possui outros significados, como um receptáculo dos tesouros de um chefe, o </span><i><span style="font-weight: 400;">waka huia</span></i><span style="font-weight: 400;">, contendo seus pertences valiosos incluindo penas premiadas. Waka também se refere a um grupo de pessoas de um mesmo parentesco. Metaforicamente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Memory Waka</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um recipiente da humanidade, de ideias e cultura. É também, literalmente, uma forma de viagem para pessoas aliadas a uma causa comum, remando na mesma direção. Assim, o nosso Waka da memória é que deve carregar nossas imagens preciosas para serem preservadas, vistas e valorizadas pelas gerações atuais e futuras.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Waka.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13365" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Waka.jpg" alt="Waka" width="363" height="261" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Millard Schisler é fotógrafo e educador com MFA­‐Mestrado em artes visuais no Visual Studies Workshop, Rochester New York. Lecionou no School of Photographic Arts and Sciences e School of Print Media no Rochester Institute of Technology de 1995 a 2006. Também em Rochester, cursou e depois lecionou no curso de preservação fotográfica do George Eastman House de 1996 a 1998. Trabalha com a preservação de acervos analógicos e digitais, digitalização, tratamento e impressão de imagens e produção de livros, e processos históricos fotográficos. Defende a importância dos fotógrafos conhecerem todas as etapas e ferramentas de produção de livros para poder produzir os seus próprios livros como também ter uma maior interlocução com outros membros de equipe em projetos maiores.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>      </strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>       Referências</strong></span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">The Getty Conservation Institute, Module 3, Technical notes, textos de Grant Romer, </span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.getty.edu/conservation/publications_resources/teaching/photographic_materials.html" target="_blank">What is a Photograph; What was Photography; Why Conserve Photographs</a>.</span></i></li>
</ol>
<ol start="2">
<li><a href="https://www.theguardian.com/artanddesign/2013/dec/13/death-of-photography-camera-phones" target="_blank"><span style="font-weight: 400;">The death of photography: are camera phones destroying an art form?</span></a></li>
</ol>
<ol start="3">
<li><a href="http://time.com/4003527/future-of-photography/" target="_blank"><span style="font-weight: 400;">The Next Revolution of Photography is Coming</span></a></li>
</ol>
<ol start="4">
<li><span style="font-weight: 400;"><a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/10/sebastiao-salgado-preve-fim-da-fotografia-em-20-ou-30-anos.html" target="_blank">Sebastião Salgado prevê fim da fotografia ‘em 20 ou 30 anos’, 2016</a></span><strong><strong> </strong></strong></li>
</ol>
<ol start="5">
<li><span style="font-weight: 400;"><a href="http://photos.com.br/sebastiao-salgado-fotografia-nao-esta-acabando/" target="_blank"> Sebastião Salgado afirma: “a fotografia não está acabando”, 2017</a></span><strong><strong> </strong></strong></li>
</ol>
<ol start="6">
<li><span style="font-weight: 400;"><a href="https://edition.cnn.com/2015/04/02/opinions/yang-internet-cats/index.html" target="_blank"> Matéria da CNN</a></span><strong><strong> </strong></strong></li>
</ol>
<ol start="7">
<li><span style="font-weight: 400;"><a href="http://www.itaucultural.org.br/entrevista-com-mayra-mendoza" target="_blank"> Entrevista com Mayra Mendoza</a></span><strong><strong> </strong></strong></li>
</ol>
<ol start="8">
<li><span style="font-weight: 400;"> Maiá Menezes e Tatiana Farah, O Globo, 04/11/2012</span><strong><strong>     </strong></strong></li>
</ol>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/barateamento-de-celulares-cameras-revoluciona-forma-como-classes-d-e-registram-dia-dia-6629781" target="_blank">Barateamento de celulares e câmeras revoluciona forma como classe C, D e E registram dia a dia</a></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/proliferacao-de-imagens-esbarra-no-caos-em-problemas-de-hd-6629859" target="_blank">Proliferação de imagens esbarra no caos e em problemas de HD</a></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/com-celulares-mao-indios-agricultores-cabeleireiras-retratam-pela-1-vez-suas-familias-6629919" target="_blank">Com celulares à mão, índios, agricultores e cabeleireiras retratam pela 1ª vez suas famílias</a></p>
<ol start="9">
<li><a href="https://blog.dshr.org/2012/05/lets-just-keep-everything-forever-in.html"><span style="font-weight: 400;">DSHR’s Blog, do David Rosenthal</span></a></li>
</ol>
<ol start="10">
<li><a href="https://www.researchgate.net/publication/220690747_Advanced_Digital_Preservation%20 " target="_blank"><span style="font-weight: 400;">Advanced Digital Preservation, David Giaretta</span></a></li>
</ol>
<ol start="11">
<li><span style="font-weight: 400;"><a href="http://web.cinemateca.org.br/dilema-digital%20  " target="_blank"> The Digital Dilemma</a></span></li>
</ol>
<ol start="12">
<li><a href="http://www.conservation-us.org/resources/our-publications/special-projects/the-aic-guide#.W89jI1LQ9yA%20 " target="_blank"><span style="font-weight: 400;"> The AIC Guide to Digital Photography and Conservation Documentation, 2011</span></a></li>
</ol>
<ol start="13">
<li><a href="http://memoryconnection.org/about/" target="_blank"><span style="font-weight: 400;"> The Memory Waka, Memory Connection Journal</span></a></li>
</ol>
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		<title>Desafios e alternativas para a preservação digital</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2016 08:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação digital]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[preservação digital]]></category>
		<category><![CDATA[Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando a comemoração pelo primeiro ano da Brasiliana Fotográfica, publicamos o primeiro artigo  da seção de Preservação Digital do portal, do pesquisador e professor Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva. Ele é doutor em Ciência da Informação, pesquisador e professor titular do Instituto de Ciência da Informação, da Universidade Federal da Bahia.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando a comemoração pelo primeiro ano da Brasiliana Fotográfica, publicamos o primeiro artigo  da seção de <em>Preservação Digital</em> do portal, do pesquisador e professor Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Desafios e alternativas para a preservação digital</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;">Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5203" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/04/Destaque1.jpg"><img class="size-full wp-image-5203" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/04/Destaque1.jpg" alt="Marc Ferrez. Viaduto da estrada de ferro Paranaguá-Curitiba, c. 1884. Paraná / Acervo IMS" width="540" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Marc Ferrez. Viaduto da estrada de ferro Paranaguá-Curitiba, c. 1884. Paraná / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pensar a preservação digital nas instâncias públicas implica em pensar e agir cooperativamente. Creio que não temos saída, ou permaneceremos presos apenas às vontades de realização, mas sem os produtos digitais (quero dizer aqui os produtos eficientes e eficazes) que almejamos. Esse deve ser o “novo” fundamento das ações de preservação de nossa memória visual e de nosso patrimônio documental no universo digital, quando a cada dia geramos mais e mais arquivos nato-digitais, e a cada dia geramos novas versões digitais das imagens fotográficas mantidas em nossas instituições, originalmente criadas nos mais diferentes processos técnicos já históricos, um monumento gigantesco à memória fotográfica nacional.</p>
<p>Se nossa atenção está voltada aos acervos fotográficos, sejam estes de viés arquivístico, museológico ou de caráter biblioteconômico-documental, devemos concentrar esforços em dois sentidos: primeiramente, interrompendo a cultura de “cada um inventa a sua própria roda”: temos que trabalhar em equipes multi-institucionais, para alcançar aprendizados e soluções comuns a todos (não são exatamente as instituições e suas “rodas” que interessam aqui, mas o público em geral a quem se destina a documentação); depois, criando as condições para que o resultado deste trabalho das instituições seja um ambiente digital seguro, tecnicamente e tecnologicamente adequado, não somente para acesso às imagens, mas principalmente visando à preservação das versões digitais de nosso patrimônio fotográfico. Procedimentos padrão para o acesso remoto e a preservação digital de nosso patrimônio fotográfico são possíveis. Já há alternativas para que isso seja realizado. A Brasiliana Fotográfica é uma destas iniciativas formidáveis de acesso multi-institucional, que promove, estimula, aperfeiçoa e possibilita o compartilhamento e a criação de resultados concretos do trabalho cooperativo interinstitucional. Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva é doutor em Ciência da Informação, pesquisador e professor titular do Instituto de Ciência da Informação, da Universidade Federal da Bahia.</p>
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