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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Mestre Valentim</title>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XVII &#8211; Igreja São Pedro dos Clérigos</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 12:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[No 17º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido" o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos, considerada uma jóia barroca, construida no século XVIII e demolida em 1944, durante o Estado Novo, apesar de ter sido tombada pelo SPHAN, em 1937, o que, a princípio, deveria garantir sua conservação e permanência. As fotografias são de Marc Ferrez (1843 - 1923), o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do alagoano Augusto Malta (1864 - 1957), que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 17º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> o tema é a Igreja São Pedro dos Clérigos. As fotografias são de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o mais importante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, que foi o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1936. O cargo foi criado para ele pelo prefeito<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank"> Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>.</p>
<p>Foi em 1733 que a Igreja São Pedro dos Clérigos começou a ser construída na região central do Rio de Janeiro, na esquina das ruas São Pedro, que na época chamava-se rua dos Carneiro, e dos Ourives, atual rua Miguel Couto. Utilizando a ferramenta <em>zoom</em>, o leitor poderá magnificar a imagem abaixo e ver claramente as placas indicando a rua do Ourives e a Drogaria Araújo Freitas &amp; Cia, além do calçamento e dos detalhes arquitetônicos da igreja. Há ainda pedestres na rua e uma charrete.</p>
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<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8059/0071824cx112-10.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8059" target="_blank">Marc Ferrez. Igreja São Pedro dos Clérigos, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O terreno onde foi construída a Igreja São Pedro dos Clérigos ou Igreja do Príncipe dos Apóstolos foi doado pelo irmão Franciso Barreto de Menezes, em 9 de outubro de 1732. Foi edificada pelo bispo dom Antonio Guadalupe, que também realizou uma doação particular. Ficou pronta em 1738 e era considerada uma jóia do barroco. Seu interior era decorado por um rico trabalho do mineiro Mestre Valentim (1745 &#8211; 1813), um dos principais artistas do Brasil colonial. Era propriedade da Venerável Irmandade do Príncipe dos Apóstolos de São Pedro.</p>
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<div id="attachment_26597" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26597" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/mestrevalentim.jpg" alt="Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro" width="336" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Valentim#/media/Ficheiro:2018_Rio_de_Janeiro_-_Passeio_P%C3%BAblico_-_Busto_de_Mestre_Valentim.jpg" target="_blank">Busto do Mestre Valentim, no Passeio Público do Rio de Janeiro / Wikipedia</a></p></div>
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<div id="attachment_26598" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank"><img class="wp-image-26598 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior.jpg" alt="interior" width="273" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Interior da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Rio de Janeiro/ Site José Maurício Nunes Garcia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A autoria de seu projeto é controversa. Segundo a tese de doutorado de Luís Alberto Ribeiro Freire,<em> A Talha Neoclássica na Bahia, </em>Universidade do Porto, 2001:</p>
<p>“ <em>O livro de tombo não nos informa, assim como nenhum outro documento encontrado nos arquivos da irmandade, da autoria do projeto da igreja. No entanto, Moreira de Azevedo cita o engenheiro militar Tenente-Coronel José Cardoso Ramalho como o autor do risco, baseando-se, para tanto, na tradição oral e numa informação que teria recebido diretamente de descendentes do referido militar, que teriam afirmado ser dele a autoria da igreja de São Pedro, assim como também a de Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Souza Viterbo contestou esta autoria comprovando que o Tenente-Coronel somente teria se instalado na capitania do Rio de janeiro em 1738, portanto ao final já da construção. Apesar disso, constatou-se posteriormente que o tenente-coronel poderia, ainda assim, ter sido o autor do risco, pois durante dez anos antes de ter tomado posse de seu posto no Rio de Janeiro, a serviço do rei, escoltava constantemente as frotas que da metrópole vinham ao Brasil.”  </em></p>
<p>A igreja tinha uma planta elíptica, hoje só encontrada na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Ouro Preto, Minas Gerais. É também uma das igrejas brasileiras que se enquadram na tipologia curvilínea barroca, assim como a da Lapa dos Mercadores, no Rio de Janeiro, e outras igrejas em Minas Gerais, dentre elas a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto; e a de São Pedro dos Clérigos, em Mariana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/sc3a3o-pedro-dos-clc3a9rigos-planta.jpg?w=500&amp;h=718" alt="" width="499" height="718" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Planta da Igreja São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
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<div id="attachment_26599" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank"><img class="wp-image-26599 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/tipologiacruvilineabarroca.jpg" alt="tipologiacruvilineabarroca" width="232" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/898562/10495" target="_blank">Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26600" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26600" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/interior1.jpg" alt="A Noite, 21 de julho de 1943" width="266" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21764" target="_blank"><em>A Noite,</em> 21 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mineiro Manoel Vieira dos Santos tornou-se o benfeitor da igreja quando doou, em 1764, 42,000 cruzados para o estabelecimento de um coro de seis sacerdotes na igreja. No mesmo ano, o bispo Antonio do Desterro (1694 &#8211; 1773) concedeu a licença, declarando que a irmandade jamais poderia dispor do patrimônio e do rendimento para despesas estranhas àquela instituição.</p>
<p>Foi uma das primeiras igrejas tombadas pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; SPHAN -, criado em  em 13 de janeiro de 1937. O SPHAN é o atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; IPHAN. O tombamento deveria ser a garantia para sua conservação e permanência, porém a Igreja São Pedro dos Clérigos foi demolida, em 1944, durante o Estado Novo, devido à construção da avenida Presidente Vargas, um projeto de modernidade do governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) que promulgou, em 29 de novembro de 1941, o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/del3866.htm">Decreto-Lei 3866 </a>de destombamento de bens do patrimônio histórico. Havia, na época, um pensamento segundo o qual resolver os problemas da cidade era solucionar seus problemas de tráfego.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/ruas-do-rio-sc3a9culo-xviii.jpg?w=500&amp;h=418" alt="" width="500" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Traçado das ruas do Rio de Janeiro no século XVIII, localizando a Rua de São Pedro, a futura Avenida Presidente Vargas e a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>DECRETO-LEI Nº 3.866, DE 29 DE NOVEMBRO DE 1941</strong></p>
<p>Dispõe sobre o tombamento de bens no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional     <em> </em></p>
<p><strong><em>O Presidente da República</em></strong><em>, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição,</em></p>
<p><em>       </em><strong><em>DECRETA:</em></strong></p>
<p><em>       </em><em>Artigo único. O Presidente da República, atendendo a motivos de interesse público, poderá determinar, de ofício ou em grau de recurso, interposto pôr qualquer legítimo interessado, seja cancelado o tombamento de bens pertencentes à União, aos Estados, aos municípios ou a pessoas naturais ou jurídicas de direito privado, feito no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, de acordo com o <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del0025.htm">decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.</a></em></p>
<p><em>       </em><em>Rio de Janeiro, 29 de novembro de 1941, 120º da Independência e 53º da República.</em></p>
<p><em>Getulio Vargas<strong><br />
</strong>Gustavo Capanema</em></p>
<p><em>Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 31.12.1941</em></p>
<p>Foi publicada a reportagem <em>Vestígios da arte grega nos templos cariocas, </em>com uma breve história e uma descrição da Igreja de São Pedro dos Clérigos e de suas <em>raridades artísticas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26601" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg"><img class="wp-image-26601 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/pulpito.jpg" alt="pulpito" width="286" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/18266" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 23 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rodrigo de Melo Franco Andrade (1898–1969), diretor do SPHAN, tentou evitar a demolição. Houve uma grande polêmica, protestos de fiéis, de engenheiros, de historiadores e de arquitetos.</p>
<p>O então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975), pensou na possibilidade de deslocar o prédio da igreja para a lateral da avenida Presidente Vargas, utilizando-se, para este fim, rolos de concreto de 60 cm de diâmetro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/19269" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, agosto de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26602" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26602" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="623" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22877" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26603" style="width: 155px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/carretilha1.jpg" alt="A Noite, 21 de setembro de 1943" width="145" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/22879" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de setembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;O projeto consistia em substituir a parte inferior das paredes da igreja por concreto. Sob o concreto seriam colocados rolos que serviriam para deslocar a igreja até o outro lado da avenida. A Franki, uma empresa de fundações e infra-estrutural tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço. Mas aqui no Brasil surgiu a idéia de usar rolos de concreto, cujos estudos foram realizados pelo Prof. Fernando Lobo Carneiro&#8221;. </em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank"><img src="https://coisasdaarquitetura.files.wordpress.com/2010/12/mapa-pres-vargas-2a.jpg?w=500&amp;h=197" alt="" width="500" height="197" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/" target="_blank">Mapa da Avenida Presidente Vargas localizando a Igreja de São Pedro dos Clérigos / Coisas da Arquitetura</a></p></div>
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<div id="attachment_26604" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href=" http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><img class="wp-image-26604 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/inedito-1024x485.jpg" alt="inedito" width="768" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/21755" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de julho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma matéria sobre as demolições já concluídas e as que ainda seriam realizadas para a abertura da avenida Presidente Vargas, dentre elas a da Igreja de São Pedro dos Clérigos (<em>A Noite</em>, 5 de novembro de 1943, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23608" target="_blank">primeira página, penúltima coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/23610" target="_blank">página 3, sexta coluna</a>). Instalou-se uma polêmica em torno da remoção (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a>).</p>
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<div id="attachment_26605" style="width: 496px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><img class="  wp-image-26605" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/POLEMICA.jpg" alt="POLEMICA" width="486" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/20133" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 1º de dezembro de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dodsworth (1895 &#8211; 1975), começou a ser ridicularizado devido a esse projeto de deslocamento da igreja. Consultou a Franki, empresa de fundações e infra-estruturas, que tinha tido sucesso na Europa no transporte de construções sobre rolos de aço, sobre a garantia do transporte do prédio da igreja e o diretor da empresa disse que não poderia dar essa garantia devido à  heterogeneidade das paredes. Havia a possibilidade de um acidente que poderia causar o desmoronamento do igreja. Diante disso, Dodsworth optou pela demolição (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21163"><em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26606" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/concurrencia.jpg" alt="Primeira página do Diário da Noite, 11 de fevereiro de 1944" width="309" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/21156" target="_blank">Primeira página do <em>Diário da Noite</em>, 11 de fevereiro de 1944</a></p></div>
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<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3008/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="600" height="721" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3008" target="_blank">Augusto Malta. Igreja São Pedro dos Clérigos, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">Na década de  1940, a cidade vivia a febre do progresso. O nascimento da avenida condenou ao desaparecimento outras três igrejas que estavam em seu caminho: a de São Domingos, de 1791, que ficava no largo de mesmo nome, na altura da Avenida Passos; a de Bom Jesus do Calvário, de 1719, na esquina da Rua Bom Jesus do Calvário com a da Vala, onde hoje é a Rua Uruguaiana; e a de de Nossa Senhora da Conceição, de 1757, na altura da atual Rua da Conceição. Uma curiosidade: o grande músico brasileiro, padre José Maurício Nunes Garcia (1767 &#8211; 1830), considerado o mais importante compositor brasileiro do fim do século XVIII e início do XIX; e o poeta Manuel Ignácio Silva Alvarenga (1749 &#8211; 1814) foram sepultados na Igreja São Pedro dos Clérigos.</div>
<p><em>&#8220;Antes da demolição, foram retirados todo o mobiliário, o altar e as talhas de Mestre Valentim, além de portas, janelas e partes da construção que poderiam ser usadas numa futura recomposição do templo, o que nunca aconteceu. Por esse motivo, pedaços da bela São Pedro dos Clérigos foram distribuídos por museus, fundações e outras paróquias. A imagem do altar-mor e a portada principal foram reutilizadas na nova Igreja de São Pedro, na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido. Duas cabeças de anjos e uma parte do retábulo estão no Museu de Arte Sacra da Arquidiocese do Rio de Janeiro. E uma das portas foi parar no Palácio Assunção, no Sumaré&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O GLOBO</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26610" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26610" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/coro.jpg" alt="Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos - Coro e órgão " width="614" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Interior da Igreja São Pedro dos Clérigos &#8211; Coro e órgão &#8211; IPHAN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desmonte da igreja e a dispersão das suas peças por acervos públicos e coleções particulares alimentou durante anos o mercado de artes. A imagem venerada no altar-mor de São Pedro, representado em trajes pontificiais e assentado em sua cátedra; e a portada principal da capela se encontram na Igreja de São Pedro, construída no Rio Comprido.</p>
<p>A rua de São Pedro, onde ficava a igreja e que havia sido aberta antes de 1620, também desapareceu para dar passagem à avenida Presidente Vargas. Havia se chamado rua Antônio Vaz Viçoso e rua do Carneiro, mas durante a construção da igreja passou a ser conhecida como rua de São Pedro. Em 1817, passou a ser, oficialmente denominada rua Desembargador Antonio Cardoso, mas permaneceu sendo designada São Pedro.</p>
<p>Todas as peças históricas da Igreja de São Pedro dos Clérigos foram fotografadas pelo SPHAN, atual IPHAN, para facilitar os trabalhos de uma futura reconstrução, que nunca aconteceu. Foram divulgadas no livro <em>Réquiem pela</em> <em>Igreja de São Pedro: um patrimônio perdido</em> e exibidas durante a exposição homônima, comemorativa do cinquentenário da SPHAN, em 1987, realizada pelo SPHAN e pela Casa de Rui Barbosa. Algumas estão publicadas no <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a>, com notas de aula de Eduardo C.S Thomas, entre as páginas 73 e 91.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26611" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank"><img class="wp-image-26611 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/requiem.jpg" alt="requiem" width="402" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=518579&amp;ctd=206&amp;tot=&amp;tipo=&amp;artista=" target="_blank">Capa do livro <em>Réquiem pela Igreja de São Pedro um patrimônio perdido</em></a></p></div>
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<p style="font-weight: 400; text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Igreja de São Pedro dos Clérigos (1733 &#8211; demolida em 1944)</strong></em></span><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong> </strong></em></span></a>*</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;">Cássio Loredano</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Com que dor escreveria Sandra Alvim a palavra demolida &#8211; tantas dezenas de vezes em sua monumental Arquitetura religiosa colonial no Rio de Janeiro -, toda vez que trata da igreja de São Pedro dos Clérigos. &#8220;Traçado primoroso&#8221;, diz ela, formado pela interseção de arcos de circunferência, resultado de &#8220;elevado grau de elaboração formal&#8221;; inestimável documento da incipiente independência e formação da identidade do mestre-de-obras brasileiro em relação à Metrópole, superando as &#8220;rígidas limitações estéticas lusas&#8221;; primeira igreja da colônia a ter cobertura em cúpula coroada por zimbório com lanternim. Demolida em 1944. Ficava na velha rua de São Pedro, igualmente atropelada pela abertura da avenida Presidente Vargas.</em></p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Dois anos antes, já tinham sido postas abaixo a pequenina ermida de São Domingos (1706, reconstruída em 1791) e a igreja do Bom Jesus do Calvário, de 1796, todas no caminho da violência poluente, inclemente, que vai da Candelária à Praça da Bandeira. &#8220;Demolidas em 1942&#8243;, escreve a professora Sandra. Demolidas. As fotos são de cortar o coração.</em></p>
<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/podia-ter-sido-pior/">*Esse texto, acompanhado de fotografias do acervo dos Diários Associados do Rio de Janeiro, adquirido pelo Instituto Moreira Salles, foi publicado em 13 de setembro de 2018 na seção <em>Por dentro dos acervos</em>, do site do IMS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26607" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26607" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/demolição.jpg" alt="Diário de Notícias, 18 de maio de 1944" width="302" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/18522" target="_blank"><em>Diário de Notícias,</em> 18 de maio de 1944</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26612" style="width: 806px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-26612" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/debret3.jpg" alt="debret3" width="796" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf" target="_blank">Gravura de Debret / Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</a></p></div>
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<p>Link para o samba <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xZkzpay1rjo" target="_blank"><em>Bom dia Avenida!</em></a>, sobre a avenida Presidente Vargas, composição de Herivelto Martns e Grande Otelo, interpretada pelo Trio de Ouro, formado por Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">&#8220;Lá vem a nova avenida </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Remodelando a cidade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Rompendo prédios e ruas</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Os nossos patrimônios de saudade</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">É o progresso!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">E o progresso é natural</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Lá vem a nova avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Dizer à sua rival</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Bom dia Avenida Central!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">A União das Escolas de Samba</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Respeitosamente fez o seu apelo</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Três e duzentos de selo!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Requereu e quer saber</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Se quem viu Praça Onze acabar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Tem direito à Avenida</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Em primeiro lugar</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!</span> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">Nem que seja depois de inaugurar!&#8221;</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALVIM, Sandra. <em>Arquitetura Religiosa Colonial no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro</em>: UFRJ; IPHAN, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 1999.</p>
<p>AZEVEDO, Moreira de. <a href="https://reficio.cloud/rio/religiao/moreira-azevedo-igreja-de-sao-pedro/" target="_blank"><em>A Igreja de São Pedro </em></a> in <a href="https://reficio.cloud/assunto/o-rio-de-janeiro-sua-historia-monumentos-homens-notaveis-usos-e-curiosidades/" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro: Sua História, Monumentos, Homens Notáveis, Usos e Curiosidades</em></a>. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1877. 2 v.</p>
<p>BARATA, Cau. Rio Antigo -<a href="https://www.youtube.com/watch?v=8n8X2IhBQwQ"><em> Igreja de São Pedro dos Clérigos</em></a>. Youtube, 2010.</p>
<p><a href="http://rio-curioso.blogspot.com/2007/09/rua-e-igreja-de-so-pedro.html" target="_blank">Blog Rio Curioso</a></p>
<p>BURY, John. <a href="http://portal.iphan.gov.br/files/johnbury.pdf" target="_blank"><em>Arquitetura e Arte no Brasil Colonial</em></a>. IPHAN/Monumenta. Brasília, 2006.</p>
<p><a href="https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2011/01/02/a-igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos/">Coisas da Arquitetura</a></p>
<p>FREIRE, Luiz Alberto Ribeiro.<em> A Talha Neoclássica na Bahia. Rio de Janeiro</em> :<em> </em>Versal Editores, 2006.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p>HOLLANDA, Daniela Maria Cunha de. <em>A barbárie legitimada: A demolição da Igreja de São Pedro dos Clérigos do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro : EDUERJ, 2014.</p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/jose-mauricio-nunes-garcia">Música Brasilis</a></p>
<p>OLIVEIRA, Myriam A. R.; JUSTINIANO, Fátima. <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/ColRotPat2_BarrocoRococoIgrejasRiodeJaneiro_Vol1_m.pdf" target="_blank"><em>Barroco e Rococó nas Igrejas do Rio de Janeiro.</em></a> Roteiros do Patrimônio, IPHAN/Monumenta. Brasília,2006.</p>
<p>PEREIRA, André Luiz T. <a href="https://www.ifch.unicamp.br/eha/atas/2004/PEREIRA,%20Andre%20Luiz%20Tavares%20-%20IEHA.pdf" target="_blank"><em>Notas Sobre o Patrimônio Artístico das Irmandades de São Pedro dos Clérigos.</em></a> I Encontro de História da Arte, São Paulo, 2005.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/projeto-previa-deslocar-igreja-mas-plano-nao-vingou-por-falta-de-garantias-com-preservacao-do-patrimonio-13858438"><em>O Globo</em>, 7 de setembro de 2014</a></p>
<p><a href="http://oriodeantigamente.blogspot.com/2011/01/igreja-sao-pedro-dos-clerigos.html">Rio de Antigamente</a></p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/igreja-de-sao-pedro-dos-clerigos-2/">Rio Memórias</a></p>
<p>Secretária das Culturas/ Arquivo da Cidade. <em>Memória da Destruição: Rio – Uma história que se perdeu</em>. Prefeitura do Rio de Janeiro, 2002.</p>
<p><a href="http://www.josemauricio.com.br/JM_P_Ord.htm" target="_blank">Site José Maurício Nuno Garcia</a></p>
<p>THOMAS, Eduardo C.S. <a href="http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/lobocarneiro/comp_diametral.pdf"><em>Ensaio de Compressão Diametral Prof. Fernando Lobo Carneiro</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XIII &#8211; O Convento da Ajuda</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2021 11:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[bota-abaixo]]></category>
		<category><![CDATA[Convento da Ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Pereira Passos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[No 13º artigo da Série O Rio de Janeiro desaparecido, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias do Convento da Ajuda produzidas pela Casa Leuzinger, do fotógrafo e editor suíço Georges Leuzinger (1813 - 1892), e por Augusto Malta (1864 - 1957). O Convento da Ajuda, como ficou conhecido o Convento de Nossa Senhora da Conceição, que ocupava uma grande parte da área onde atualmente fica a região da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, foi o primeiro mosteiro feminino da cidade e o terceiro do Brasil. Foi demolido entre fins de 1911 e 1912.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 13º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias do Convento da Ajuda produzidas pela Casa Leuzinger, do fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957).</a> Leuzinger foi um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país. Grande empreendedor, montou um sofisticado e diversificado complexo editorial, a Casa Leuzinger, que se tornaria um polo de publicações e de produções fotográficas, alçando o Brasil ao mesmo nível da produção europeia do setor. Malta foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936 e sua relação com a cidade e sua paisagem, construída, inicialmente, por seus deslocamentos com sua bicicleta, se expandiria para a formação de seu significativo legado iconográfico. Foi o mais  importante cronista fotográfico do Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX.</p>
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<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3154/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3154" target="_blank">Augusto Malta. C[onvento] da Ajuda : terraço onde as freras [sic] fasião [sic] recreio, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>O Convento da Ajuda, como ficou conhecido o Convento de Nossa Senhora da Conceição, que ocupava uma grande parte da área onde atualmente fica a região da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, foi o primeiro mosteiro feminino da cidade e o terceiro do Brasil. Ficava na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">rua da Ajuda</a>, uma das importantes vias do Rio Antigo. Teve sua origem, em torno de 1678, quando dona Cecília Barbalho, suas três filhas solteiras e mais duas moças recolheram-se em uma pequena casa, no Campo da Ajuda, construída a partir de uma subscrição pública. Dona Cecília era filha do ex-governador Luis Barbalho Bezerra (1584 &#8211; 1644), herói da guerra contra os holandeses no nordeste; e irmã de Jerônimo Barbalho (?-1661), condenado à forca devido a sua atuação na Revolta da Cachaça, contra o governador Salvador Correia de Sá e Benevides (1594 ou 1602 &#8211; 1688), em 1660.</p>
<p>Foi fundado por monjas clarissas vindas do Convento de Santa Clara do Desterro da Bahia e construído pelo brigadeiro-engenheiro português José Fernandes Pinto Alpoim (1700 &#8211; 1765), sua inauguração, em 30 de março de 1750, aconteceu com grandes festejos populares e foi assistida pelo então governador Antônio Gomes Freire de Andrade(1685 &#8211; 1763) , o Conde de Bobadela.</p>
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<div id="attachment_25855" style="width: 207px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.toponimiainsulana.com.br/pinto_alpoim.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25855" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/alpoim.jpg" alt="O brigadeiro engenheiro Alpoim" width="197" height="233" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.toponimiainsulana.com.br/pinto_alpoim.html" target="_blank">O brigadeiro engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=/&amp;rpp=10&amp;page=2&amp;query=%22convento+da+ajuda%22&amp;group_by=none&amp;etal=0">Acessando o link para as fotografias do Convento da Ajuda disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div id="attachment_25856" style="width: 227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gomes_Freire_de_Andrade,_1.%C2%BA_Conde_de_Bobadela#/media/Ficheiro:Gomes_Freire,_Conde_de_Bobadela.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-25856" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/bobadela.jpg" alt="Conde de Bobadela" width="217" height="248" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gomes_Freire_de_Andrade,_1.%C2%BA_Conde_de_Bobadela#/media/Ficheiro:Gomes_Freire,_Conde_de_Bobadela.jpg" target="_blank">Conde de Bobadela</a></p></div>
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<p>Já nos primórdios do século XX, havia propostas de construção de um hotel na área do convento. Os engenheiros Morales de los Rios (1858 &#8211; 1928) e João Pedreira do Couto Ferraz Junior (1826 &#8211; 1913) e Durish &amp; Cia assinaram um contrato comprometendo-se a construir hoteis em algumas áreas da cidade, incluindo o terreno onde se localizava o Convento da Ajuda, o que não se realizou (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/1198" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de abril de 1910, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/4416" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de novembro de 1910, quinta coluna</a>).</p>
<p>O convento foi adquirido pela empresa Brasil Railway Company, que  pertencia ao Sindicato Farquhar, holding liderada pelo capitalista norte-americano Percival Farquhar (1865 &#8211; 1953), o que causou polêmica. O empresário era um dos administradores da <i>Rio de Janeiro Light and Power Company</i> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7464" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de julho de 1911, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/6862" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de outubro de 1911, terceira coluna</a>). E assim o casarão, que havia resistido ao <em>bota-abaixo</em> do prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>, na primeira década do século XX, foi demolido, entre fins de 1911 e 1912 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/7822" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de janeiro de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25780" style="width: 606px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/7310" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25780" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/irmapaula1.jpg" alt="Fon-Fon, 15 de julho de 1911" width="596" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/7310" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 15 de julho de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma época, foi construido um novo Convento de Nossa Senhora da Ajuda, em Vila Isabel, para abrigar as freiras, que deixaram o convento durante uma madrugada do mês de outubro de 1911 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9004" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de outubro de 1911, primeira coluna</a>). Ficou aberto à visitação pública durante uma semana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25781" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/13711" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25781" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/irmapaula2.jpg" alt="Revista da Semana, 4 de novembro de 1911" width="460" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/13711" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 4 de novembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi visitado pelo presidente da República, Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), recebido pela Irmã Paula (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8993" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de outubro de 1911, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/6862" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de outubro de 1911</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9106" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de novembro de 1911, quarta coluna</a>). O então presidente da Light, Alexander Mackenzie (1860 &#8211; 1943), prorrogou o prazo da visitação ao prédio até 9 de novembro, quando os restos mortais de pessoas da família real foram trasladados para o Convento de Santo Antônio, dentre eles os de dona Leopoldina (1797 &#8211; 1826), primeira mulher de dom Pedro I (1798 &#8211; 1834) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9133" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de novembro de 1911, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/7023" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de novembro de 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25779" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/9107" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25779" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/irmapaula.jpg" alt="O Paiz, 5 de novembro de 1911" width="534" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/9107" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de novembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A área ficou abandonada por cerca de nove anos e, eventualmente era ocupada com a realização de eventos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/21537" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 15 de maio de 1915</a>). Entre 1916 e 1918, houve no terreno exposições de pomicultura, de horticultura, de cachorros, de avicultura, além de exercícios de tiro e a realização de uma feira promovida pelo Ministério da Fazenda (<em>Revista da Semana</em>, 1<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24632" target="_blank">5 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24823" target="_blank">12 de agosto</a> de 1916; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/27403" target="_blank">4 de agosto de 1917</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/28602" target="_blank">12 de janeiro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/31045" target="_blank">14 de dezembro</a> de 1918).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25782" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/20873" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25782" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/capinzal.jpg" alt="Capinzal no terrenoonde ficava o Convento da Ajuda / Revista da Semana, 1915" width="650" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/20873" target="_blank">Capinzal no terreno onde ficava o Convento da Ajuda /<em> Revista da Semana,</em> 6 de fevereiro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 20, o espanhol Francisco Serrador (1872 &#8211; 1941), que em 1908 era o dono do Bijou-Theatre, em São Paulo, sucursal da firma Marc Ferrez &amp; Filhos e que foi o primeiro presidente da União dos Importadores Cinematográficos no Brasil, urbanizou a área, onde foram construídos prédios, hotéis e muitos cinemas, dando origem à Cinelândia. Pouco antes, em 1921, o prefeito Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930) havia começado o desmonte do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a> e havia acontecido na cidade a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18805" target="_blank">Exposição do Centenário da Independência do Brasil</a>, em 1922 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20126" target="_blank"><em>O</em> <em>Commercio de São Paulo</em>, 15 de fevereiro de 1908, na primeira coluna</a>).<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/26535" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 8 de dezembro de 1919, na segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/72215"><em>O Cruzeiro</em>, 9 de setembro de 1950)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43196" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/142832/148" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43196" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/ajuda.jpg" alt="Revista Municipal de Engenharia, janeiro de 1933" width="399" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/142832/148" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, janeiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A fotografia abaixo mostra a Fonte ou Chafariz  das Saracuras, colocado no pátio que ficava dentro do Convento da Ajuda, em 1795. Em 1911, foi posto pelo cardeal Arcoverde (1850 &#8211; 1930) à disposição do então prefeito da cidade, Bento Ribeiro (1856 &#8211; 1921) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8968" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1911, penúltima coluna</a>). Encontra-se na Praça General Osório, antiga praça Ferreira Vianna, em Ipanema. É uma obra atribuída a Valentim da Fonseca e Silva, o Mestre Valentim (1845 &#8211; 1913), um dos principais artistas do Brasil Colônia, e havia sido doado às freiras pelo vice-rei José Luis de Castro (1744 &#8211; 1819, o Conde de Resende .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9347" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9347/007A5P3F10-063.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9347" target="_blank">Augusto Malta. Convento da Ajuda, Fonte das Saracuras, 26 de outubro de 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25778" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/saracunas.jpg"><img class="size-full wp-image-25778" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/saracunas.jpg" alt="O Chafariz das Saracunas, em sua localizção atual, na Praça General Osório" width="527" height="377" /></a><p class="wp-caption-text">O Chafariz das Saracunas, em sua localizção atual, na Praça General Osório</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição de <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/72215">O Cruzeiro, de 9 de setembro de 1950</a>, </em>foi publicada a matéria<em> Biografia da cidade – Do Convento da Ajuda às</em><em> luzes da Cinelândia</em> , com texto de Raymundo Athayde e fotos de Augusto Malta (1864 &#8211; 1957) e do importante fotojornalista <a href="https://ims.com.br/2017/06/01/sobre-luciano-carneiro/" target="_blank">Luciano Carneiro (1926 &#8211; 1959)</a>. Contava a história da Cinelândia e as fotos antigas que ilustraram a reportagem foram produzidas por Malta, em 1911. São imagens do Convento da Ajuda, de sua demolição e do terreno que ocupava após a demolição; e do edifício do antigo Conselho Municipal. As fotografias abaixo estavam entre as que foram publicadas na reportagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3151" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3151/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="576" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3151" target="_blank">Augusto Malta. , Convento da Ajuda demolido em 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo BN</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 682px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3156" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3156/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="672" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3156" target="_blank">Augusto Malta. Convento da Ajuda : face dos côros das freiras e das servas de onde ouviam missa, 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo BN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um trecho de seu livro <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000213.pdf" target="_blank"><em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em> (1881)</a>, Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) referiu-se ao Convento da Ajuda ao descrever o jantar em comemoração da primeira queda de Napoleão promovido pela família Cubas. A doçaria, uma herança da gastronomia portuguesa, fazia sucesso na mesa dos cariocas, onde fios d&#8217;ovos, toucinhos do céu, pés-de-moleque e baba-de-moça, entre outros, eram muito apreciados. O Convento da Ajuda destacava-se pela excepcional qualidade dos doces que produzia.</p>
<p><em>&#8220;Não se contentou a minha família em ter um quinhão anônimo no regozijo público; entendeu oportuno e indispensável celebrar a destituição do imperador com um jantar, e tal jantar que o ruído das aclamações chegasse aos ouvidos de sua Alteza, ou quando menos, de seus ministros. Dito e feito. Veio abaixo toda a velha prataria, herdada do meu avô Luis Cubas; vieram as toalhas de Flandres, as grandes jarras da Índia; matou-se um capado; encomendaram-se <span style="color: #800000;"><strong>às madres de Ajuda</strong> </span>as compotas e marmeladas; lavaram-se, areavam-se, poliram-se as salas, escadas, castiçais, arandelas, as vastas mangas de vidro, todos os aparelhos do luxo clássico&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Link para o artigo Série “Avenidas e ruas do Brasil” XI – A rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, por Augusto Malta, publicado em 9 de novembro de 2021 na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">CRULS, Gastão. <em>Aparência do Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1965.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">DUNLOP</span>, Charles Julius. <em><a href="https://reficio.cloud/rio-antigo/dunlop-convento-da-ajuda/" target="_blank">Convento da Ajuda</a>.</em> <a href="https://reficio.cloud/rio-antigo/">Rio Antigo</a>. Rio de Janeiro: Editora Rio Antigo, 1963. (Composto e impresso na Gráfica Laemmert, Ltda.).</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>S<a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/SAMPAIO,%20Carlos.pdf" target="_blank">ite CPDOC</a></p>
<p><a href="https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/1194/alexander-mackenzie" target="_blank">Site Memória da Eletricidade</a></p>
<p><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/pt/convento-da-ajuda.html" target="_blank">Site Rio de Janeiro aqui</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> – O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
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		<title>A Igreja da Candelária, um dos prédios icônicos do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jan 2020 14:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[A Igreja de Nossa Senhora da Candelária com sua fachada voltada para a Baía de Guanabara é uma referência no universo do patrimônio construído da cidade do Rio de Janeiro. A Brasiliana Fotográfica destaca registros produzidos pelos fotógrafos Augusto Malta, Jorge Kfuri, Juan Gutierrez, Marc Ferrez, S.H. Holland, Uriel Malta e também pela Casa Leuzinger e pela Editores &#038; propriedade de Rodrigues &#038; Co. Ao longos dos anos, a Candelária tornou-se, também, um símbolos da luta pelos direitos humanos. Em seus arredores já foram realizados diversos eventos religiosos e manifestações populares e políticas como, por exemplo, a sagração de dom Helder Câmara como Príncipe da Igreja, em 1952, uma prece pública por Getulio Vargas, em 1954, a missa de sétimo dia de Edson Luís de Lima Souto, considerado o primeiro estudante assassinado pela ditadura, em 1968; o comício pelas eleições Diretas Já, em 1984, com a presença de cerca de 1 milhão de pessoas; e de eventos mundanos como o casamento do jogador de futebol Ademir, o Queixada, em 1948.  Também foi em seu entorno que aconteceu o crime que ficou conhecido como a Chacina da Candelária, em 1993. Além das missas e das celebrações religiosas, a igreja é palco de diversas apresentações culturais.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb_row vc_row vc_row-fluid  mk-fullwidth-false  attched-false     js-master-row  mk-in-viewport">
<div class="vc_col-sm-8 wpb_column column_container  _ height-full">
<h3 id="fancy-title-4" class="mk-fancy-title  simple-style   color-single" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A Igreja de Nossa Senhora da Candelária</em></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Igreja de Nossa Senhora da Candelária com sua fachada voltada para a Baía de Guanabara é uma referência no universo do patrimônio construído da cidade do Rio de Janeiro. A Brasiliana Fotográfica destaca registros produzidos pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S.H. Holland</a>, Uriel Malta e também pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Casa Leuzinger</a> e pela Editores &amp; propriedade de Rodrigues &amp; Co. Ao longos dos anos, a Candelária tornou-se um lugar símbolo da luta pelos direitos humanos. Em seus arredores já foram realizados diversos eventos religiosos e manifestações populares e políticas como, por exemplo, a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/81046" target="_blank">sagração de dom Helder Câmara como Príncipe da Igreja, em 1952</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/93683" target="_blank">uma prece pública por Getulio Vargas, em 1954</a>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_04/29442" target="_blank">a missa de sétimo dia de Edson Luís de Lima Souto, considerado o primeiro estudante assassinado pela ditadura, em 1968</a>; <a href="https://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/comicio-das-diretas-levou-milhoes-de-pessoas-as-ruas-no-rio-em-sao-paulo-em-1984-8883947" target="_blank">o comício pelas eleições Diretas Já, em 1984, com a presença de cerca de 1 milhão de pessoas</a>; e de eventos mundanos como o <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/58843" target="_blank">casamento do jogador de futebol Ademir, o Queixada, em 1948</a>.  Também foi em seu entorno que aconteceu o crime que ficou conhecido como a <a href="http://memoriaglobo.globo.com/programas/jornalismo/coberturas/chacina-na-candelaria/sobre.htm" target="_blank">Chacina da Candelária, em 1993</a>. Além das missas e das celebrações religiosas, a igreja é palco de diversas apresentações culturais.</p>
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<div style="width: 888px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6274" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6274/GT08.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="878" height="597" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6274" target="_blank">Juan Gutierrez. Cais dos Mineiros, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/193" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
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<div style="width: 868px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5053" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5053/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_00444_005_TTO___ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="858" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5053" target="_blank">Editores &amp; propriedade de Rodrigues &amp; Co. Panorama do Rio de Janeiro a partir da Ilha das Cobras, 1890-1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<div class="clearboth">
<p>A construção da capela que deu origem à Igreja de Nossa Senhora da Candelária no Rio de Janeiro deveu-se, provavelmente, a uma promessa feita pelo casal de espanhóis Antônio Martins da Palma e Leonor Gonçalves em ação de graças por terem se salvado quando estavam em um barco e foram surpreendidos por uma tempestade. Eles teriam prometido erguer uma capela, que ficou conhecida como Igreja da Várzea, em louvor de Nossa Senhora da Candelária no primeiro porto que atingissem e assim o fizeram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://www.candelariario.org.br/web/wp-content/uploads/2017/11/voto-cumprido.jpg" alt="voto-cumprido" width="283" height="356" /><p class="wp-caption-text">Igreja da Várzea / Site da Igreja Nossa Senhora da Candelária</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isso teria acontecido nas primeiras décadas do século XVII. Esses episódios estão ilustrados em diversas pinturas dentro do templo, mas não existem documentos oficiais que confirmem essa história (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/20752" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de junho de 1898, quinta coluna</a>).</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><img class="lightbox-false" title="a-tempestade" src="https://www.candelariario.org.br/web/wp-content/uploads/2017/11/a-tempestade.jpg" alt="a-tempestade" width="262" height="329" /><p class="wp-caption-text">Os fundadores da Igreja Nossa Senhora da Candelária na tempestade / Site da Igreja Nossa Senhora da Candelária</p></div>
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<p style="text-align: left;"><img class="alignleft" src="https://www.candelariario.org.br/web/wp-content/uploads/2018/04/grafura-detalhe-03.jpg" alt="grafura-detalhe-03" width="254" height="254" /><strong><em>      <span style="color: #800000;">Primeiro registro da localização da Igreja da Várzea</span>                  </em></strong></p>
<p>      <strong><em>   </em></strong></p>
<p><em>Mapa do Rio de Janeiro em 1624, como aparece no Reys-boeck vau het rijcke BrasUien (…), ou Livro de Viagem pelo rico Brasil (…), impresso em Amsterdam, no mesmo ano. A legenda identifica pela letra G o pequeno santuário, dizendo que “é a igrejinha de Sta. Cathalina”, expressão que Dom Clemente da Silva Nigra interpretou como corruptela de Candelária. Gilberto Ferrez também reconheceu, na gravura, a primitiva Igreja da Candelária. (Coleção Biblioteca Nacional, S. L. R. 34-0-1.) Fonte: Machado, Arnaldo. Candelária: aspectos históricos, arquitetônicos e artísticos, Rio de Janeiro, Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, 2017</em> (Site da Igreja de Nossa Senhora da Candelária).</p>
</div>
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<div class="mk-image-inner ">Com o crescimento da cidade, surgiu a ideia de dividir a paróquia de São Sebastião, a primeira do Rio de Janeiro, em duas freguesias. <em>Em 1634, foi criada na Várzea a paróquia da Candelária, conservando-se a de São Sebastião, no morro do Castelo. Os fundadores da Igreja, Antônio Martins da Palma e sua esposa, Leonor Gonçalves, opuseram-se à divisão da freguesia de São Sebastião e por isso doaram a Igreja da Várzea à Santa Casa da Misericórdia no ano de 1639. Após anos de disputas judiciais a Igreja foi devolvida à Irmandade do Santíssimo Sacramento Candelária, em 1834.</em><strong>(1)</strong></div>
<p>A data da instituição da Irmandade do Santíssimo Sacramento Candelária é desconhecida em razão da falta de documentos que comprovem o período de sua fundação, mas alguns historiadores consideram a data de criação 1699, de acordo com os registros do Primeiro Compromisso.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://www.candelariario.org.br/web/wp-content/uploads/2017/12/livro-compromisso-da-irmandade.jpg" alt="" width="301" height="512" /><p class="wp-caption-text">Livro do Compromisso da Irmandade, 1756-1757</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1710, foi inaugurado <em>um novo templo sobre os mesmos chãos em que Martins da Palma e sua mulher Leonor Gonçalves tinham levantado o seu monumento</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/20752" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de junho de 1898, quinta coluna</a>). Ainda no mesmo século XVIII, no dia 03 de junho de 1775, a Provedoria da Irmandade do Santíssimo Sacramento Candelária autorizou a construção da atual Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no lugar da capela já bastante <em>arruinada</em> pela ação do tempo. No dia 06 de junho de 1775, a primeira pedra da igreja a ser construída foi sagrada por dom José Joaquim, provedor da Irmandade.  A data foi escolhida por ser aniversário de dom José I, de Portugal. O encarregado pelo projeto foi o engenheiro militar sargento-mor Francisco João do Roscio, que propôs o estilo barroco. O mestre-de-obras foi o português Marcelino Rodrigues de Araújo.</p>
<p>Abaixo, está reproduzido o auto extraído do Livro III dos Termos, com a notícia da sagração da primeira pedra (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/20758" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de julho de 1898, quarta coluna</a>).</p>
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<div class="mk-image-inner "><img class="alignnone size-full wp-image-17392" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/pergaminho.jpg" alt="pergaminho" width="288" height="668" /><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/20758" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-17393" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/pergaminho2.jpg" alt="pergaminho2" width="285" height="656" /><img class="alignnone size-full wp-image-17394" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/pergaminho3.jpg" alt="pergaminho3" width="288" height="570" /></a></div>
<div class="mk-image-inner "></div>
<div class="mk-image-inner ">                                                                                        <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_02/20758" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de julho de 1898</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras prosseguiram até 1811, quando a Mesa Administrativa da Irmandade resolveu inaugurar a parte finalizada da Igreja, que chegava quase até aos arcos das capelas-fundas. A inauguração parcial ocorreu no dia 08 de setembro de 1811 e a primeira missa da nova igreja foi celebrada no altar-mor e essa cerimônia contou com a participação do Príncipe Regente Dom João e de membros da Família Real. Havia apenas uma nave e altares esculpidos por Mestre Valentim (1845 &#8211; 1813), importante artista do Brasil Colônia &#8211; infelizmente suas obras foram posteriormente substituídas.</p>
<p>Devido à falta de recursos financeiros, as obras prosseguiram, porém em ritmo lento. Enfim, após 123 anos de construção, em 10 de julho de 1898, foi realizada a inauguração solene da igreja com a sagração do bispo do Rio de Janeiro, dom Joaquim Arcoverde (1850 &#8211; 1930). Na ocasião, o maestro e compositor <a href="https://musicabrasilis.org.br/compositores/alberto-nepomuceno" target="_blank">Alberto Nepomuceno (1864 &#8211; 1920)</a> regeu a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=58NmYeJ-jF0" target="_blank">Missa em Si bemol</a>, do padre José Maurício Nunes Garcia (1767 &#8211; 1830) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/20844" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de julho de 1898, quinta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/20852" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de julho de 1898, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 664px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3000" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3000/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="654" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3000" target="_blank">Augusto Malta. Igreja da Candelária. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cúpula feita de pedra de lioz portuguesa, concluída em 1877 pelo engenheiro Evaristo Xavier da Veiga, foi durante muito tempo a mais alta construção da cidade. Seu projeto foi do arquiteto Francisco Joaquim Bethencourt da Silva. Foi instalada acompanhando as oito estátuas esculpidas pelo português José Cesário de Salles. As paredes e colunas foram revestidas de mármore policromado. Os seis painéis no teto da nave, que contam a história da igreja, assim como os painéis da parte de cima da cúpula da Igreja representando personagens do Antigo Testamento, a Virgem Maria e as Sete Virtudes, são do carioca João Zeferino da Costa (1840 &#8211; 1915), professor da Academia Imperial de Belas Artes e discípulo de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903)</a>. Ele teve ajuda dos alunos Giambattista Castagneto (1851 &#8211; 1900), Henrique Bernardelli (1857 &#8211; 1936) e Oscar Pereira da Silva (1867 &#8211; 1939).</p>
<p>Os púlpitos em estilo <em>art nouveau</em> são de autoria do escultor português Rodolfo Pinto do Couto (1888 &#8211; 1945). Em 1901, foram instaladas as portas de bronze na entrada da igreja, obra do português Antônio Teixeira Lopes (1866 &#8211; 1942), que as produziu na cidade do Porto. Ainda no início do século XX recebeu vitrais alemães. A fachada é em estilo pombalino e o desenho da igreja foi inspirado em obras do barroco português como a Igreja do Convento de Mafra e a Basílica da Estrela, em Lisboa. Sua planta baixa tem o formato de uma cruz latina, que pode ser bem observada na foto abaixo, produzida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S. H. Holland</a>, por volta de 1930. O responsável pela remodelação do altar-mor, entre 1927 e 1928, foi o arquiteto cearense Archimedes Memoria (1893 &#8211; 1960).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2900" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2900/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2900" target="_blank">S.H. Holand. Centro da Cidade, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No centenário da Igreja de Nossa Senhora da Candelária, o cardeal arcebispo Dom Eugênio Salles celebrou uma missa em ação de graças e a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Associação de Canto Coral e solistas executaram a Missa em Si Bemol, do padre José Maurício Nunes Garcia (1767 &#8211; 1830), mesma composição que foi, como já mencionado, executada na inauguração da igreja, em 1898.  Na ocasião, foi lançada uma medalha comemorativa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/240967" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de julho de 1989, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 880px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2903" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2903/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="870" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2903" target="_blank">S.H. Holand. Igreja da Candelária, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em duas edições da revista <em>O Cruzeiro</em> de 1952 foram publicadas fotografias da Igreja da Candelária, de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/77667" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 25 de agosto de 1951</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/78132" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 22 de setembro de 1951</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1046px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1868" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1868/001AMF015004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1036" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1868" target="_blank">Marc Ferrez. Álbum Panoramas do Rio de Janeiro &#8211; Rio de Janeiro visto do Morro do Castelo, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(1) </strong> <a href="https://www.candelariario.org.br/" target="_blank">Site Igreja de Nossa Senhora da Candelária</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20227/candelaria-um-marco-arquitetonico-religioso-e-social">Acesse aqui o artigo <em>Candelária: um marco arquitetônico, religioso e social</em>, publicado na Brasiliana Iconográfica, em 29 de julho de 2021.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>COARACY, Vivaldo. <em>Coleção Rio 4 séculos</em>, volume 3. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Machado, Arnaldo. <em>Candelária: aspectos históricos, arquitetônicos e artísticos. </em>Rio de Janeiro: Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, 2017</p>
<p><a href="https://www.candelariario.org.br/" target="_blank">Site Igreja de Nossa Senhora da Candelária</a></p>
<p><a href="http://visit.rio/que_fazer/igreja-de-nossa-senhora-da-candelaria/" target="_blank">Site Riotur</a></p>
<p><a href="https://acervodigital.unesp.br/handle/unesp/337921" target="_blank">Site Universidade Estadual Paulista</a></p>
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		<title>O Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jun 2019 15:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há séculos parte da paisagem carioca, o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, encravado em um morro costeiro à Baía de Guanabara -  o Morro de São Bento - e de frente para a Ilha das Cobras, foi registrado por diversos fotógrafos dentre eles A. Ribeiro (18? - 19?), Augusto Malta (1864 - 1957), Juan Gutierrez (c. 1860 - 1897) e Revert Henrique Klumb (c.1826 - c. 1886), cujas imagens estão disponíveis no acervo da Brasiliana Fotográfica. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2974" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2974/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2974" target="_blank">Augusto Malta. São Bento. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Há séculos parte da paisagem carioca, o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, encravado em um morro costeiro à Baía de Guanabara &#8211;  o Morro de São Bento &#8211; e de frente para a Ilha das Cobras, foi registrado por diversos fotógrafos dentre eles A. Ribeiro (18? &#8211; 19?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c.1826 &#8211; c. 1886)</a>, cujas imagens estão disponíveis no acervo da Brasiliana Fotográfica. Foi fundado em 1590 pelos monges vindos do Mosteiro da Bahia, Frei Pedro Ferraz e Frei João Porcalho, marcando o início da vida beneditina carioca. A Ordem Beneditina foi a segunda ordem religiosa a estabelecer casa no Rio de Janeiro, antecedida apenas pelos jesuítas. O Mosteiro de São Bento tem como padroeira Nossa Senhora do Monserrate e integra a Congregação Beneditina do Brasil, que compreende hoje sete mosteiros masculinos e dezesseis femininos.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/172" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro selecionadas para esse artigo e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 831px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6294" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6294/GT12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="821" height="584" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6294" target="_blank">Juan Gutierrez. Arsenal de Marinha e Guerra e Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>O terreno onde foi construído o Mosteiro de São Bento, entre 1652 e 1742, foi doado pelo português Manoel de Brito, capitão de infantaria que havia se transferido para o Brasil em 1562.  Acompanhava Estácio de Sá (1520 &#8211; 1567), em 1º de março de 1565, tornando-se um dos fundadores do Rio de Janeiro. A doação do terreno foi confirmada, por declaração, em 25 de março de 1590, e por escritura pública, em 31 de janeiro de 1620, por seu filho, Diogo de Brito de Lacerda (c. 1555 -1629), que está sepultado na nave central da igreja. Em 1633, os monges beneditinos iniciaram a construção da igreja em substituição a uma modesta ermida que utilizavam paras as cerimônias religiosas. Para tal, foram lhes concedidas pela Câmara, por aforamento, vinte braças de pedreira do hoje denominado Morro da Viúva.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6104" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6104/Arsenal%2093960.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6104" target="_blank">A. Ribeiro. Arsenal da Marinha e Mosteiro de São Bento, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<div class="container scroll-effect" data-sr-id="1">A Igreja Abacial é considerada por muitos a mais bonita do Rio de Janeiro, além de ser um dos mais importantes monumentos do estilo barroco luso-brasileiro. Na época do início de sua construção, concluída em 1798, o abade da Ordem era dom Frei Miguel do Desterro. A simplicidade de sua fachada contrasta com a riqueza de seu interior, cujo trabalho da talha da madeira dourada foi realizada entre 1694 e 1734. Tanto a igreja como o prédio do mosteiro são, segundo o site oficial do Mosteiro de São Bento, obras de quatro monges do século XVII: o arquitetos portugueses Frei Leandro de São Bento e Frei Bernardo de São Bento Corrêa de Souza, o escultor português Frei Domingos da Conceição da Silva e o pintor alemão Frei Ricardo do Pilar (1635 &#8211; 1700). O grande entalhador e escultor da capela-mor na segunda metade do século XVIII foi Mestre Inácio Ferreira Pinto (c. 1765 &#8211; 1828), contemporâneo do Mestre Valentim (1745 &#8211; 1813), responsável pelos lampadários de prata da igreja. Em 1858, foi fundado o Colégio de São Bento.</div>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ARAUJO, José de Souza Azevedo Pizarro. <em>Memórias históricas do Rio de Janeiro e das províncias anexas à jurisdição do vice-rei do estado do Brasil.</em> Rio de Janeiro: Tipografia de Silva Porto, 1822.</p>
<p>COARACY, Vivaldo. <em>Coleção Rio 4 séculos</em>, volume 6. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965.</p>
<p>ERMAKOFF, George; FRAGOSO, dom Mauro. <em>Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, 425 anos. 1590-2015. </em>Rio de Janeiro : Casa Editorial, 2016.</p>
<p><em>O Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro</em>. Fotografias de Stefan Rosenbauer e Hugo Rodrigo Otávio. Rio de Janeiro: Livraria Agir, 1955.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/historia-do-mosteiro-de-sao-bento-relatada-em-livro-20625598" target="_blank"><em>O Globo</em>, 12 de dezembro de 2016</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/8126" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 8 de novembro de 1924</a></p>
<p>SILVA-NIGRI, dom Clemente Maria. <em>Construtores e artistas do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro</em>. Bahia: Tipografia Beneditina Ltda, 1950.</p>
<p><a href="https://www.mosteirodesaobentorio.org.br/mosteiro/nossa-historia" target="_blank">Site do Mosteiro de São Bento</a></p>
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