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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Joseph Gire</title>
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		<title>O Automóvel Club do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Sep 2024 13:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Automóvel Club do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Automóvel Clube do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cassino Fluminense]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Gire]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel de Araújo Porto Alegre]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje a Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia do prédio do Automóvel Club do Brasil realizada em torno de 1925 por um fotógrafo ainda não identificado. Pertence ao acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. O edifício foi originalmente projetado, em meados do século XIX, por Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806 - 1879), para ser uma residência. Em 1845, foi alugado para abrigar o recém criado Cassino Fluminense, um dos mais importantes salões da capital do Império. Em 1854, o imóvel foi comprado em definitivo, passando por uma reforma realizada pelo arquiteto Luís Hoske. Em 1924, passou a sediar o Automóvel Club do Brasil. Por sua importância arquitetônica, cultural e histórica o prédio, localizado na Rua do Passeio, nº 90, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, em 1965.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Automóvel Club do Brasil </strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11569" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11569/037SL03070.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11569" target="_blank">Rua do Passeio; ao centro, o edifício do Automóvel Club, c. 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O prédio do Automóvel Club do Brasil, localizado na Rua do Passeio, nº 90, no Centro do Rio de Janeiro, foi originalmente projetado, em meados do século XIX, por Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806 &#8211; 1879), para ser uma residência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_de_Ara%C3%BAjo_Porto-Alegre#/media/Ficheiro:Manuel_Jos%C3%A9_de_Ara%C3%BAjo_Porto-Alegre_portrait.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/28/Manuel_Jos%C3%A9_de_Ara%C3%BAjo_Porto-Alegre_portrait.jpg" alt="" width="256" height="333" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_de_Ara%C3%BAjo_Porto-Alegre#/media/Ficheiro:Manuel_Jos%C3%A9_de_Ara%C3%BAjo_Porto-Alegre_portrait.jpg" target="_blank">Manuel de Araújo Porto-Alegre</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1845, o prédio foi alugado para abrigar o recém criado Cassino Fluminense, um dos mais importantes salões da capital do Império, palco dos principais bailes de corte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/29198" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 24 de outubro de 1845, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/29896" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 27 de maio de 1846, terceira coluna</a>). Com o sucesso do empreendimento, em 1854, o imóvel foi comprado em definitivo, passando por uma reforma realizada pelo arquiteto Luís Hoske (? &#8211; ?), que a dotou de dois pavimentos, com linhas neoclássicas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8085" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de janeiro de 1855, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33444" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/automovel1.jpg"><img class="size-full wp-image-33444" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/automovel1.jpg" alt="Ação do Cassino Fluminense" width="390" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodorio.com/historia-do-edificio-do-automovel-clube-rio-de-janeiro/" target="_blank">Ação do Cassino Fluminense</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O baile inaugural do Cassino Fluminense, realizado em 12 de setembro de 1860, contou com a presença de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33445" style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/707619/1176" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33445" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/automovel2.jpg" alt="Baile inaugural do Cassino Fuminense realizado em 12 de setembro de 1860 / Novo e completo índice cronológico da História do Brasil, 1857 " width="721" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/707619/1176" target="_blank">Baile inaugural do Cassino Fluminense realizado em 12 de setembro de 1860 / Novo e completo índice cronológico da História do Brasil, 1857</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de um ano após a Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889, o Congresso, durante as sessões preparatórias da Assembleia Constituinte Republicana, se instalou no Cassino Fluminense.</p>
<p class="textopreto">Em 1900, o imóvel passou a sediar o Club dos Diários, formado pelos pouquíssimos proprietários de carros do Rio de Janeiro. Em 1910, iniciou-se uma reforma sob o comando do arquiteto francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203" target="_blank">Joseph Gire (1872 &#8211; 1933)</a>, executada pela construtora Januzzi, responsável tanto pela instalação da<em> port-couche</em> metálica na portada principal assim como pela ornamentação de estilo eclético.</p>
<p class="textopreto">Em 1907, foi fundado o Automóvel Club do Brasil,  instalado no antigo Clube Guanabara, na Praia de Botafogo. Era presidido por Fernando Mendes de Almeida (1845 &#8211; 1921), redator-chefe do <em>Jornal do Brasil </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_02/22787" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de maio de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36601" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/234" target="_blank"><img class="wp-image-36601 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/automovel3.jpg" alt="automovel3" width="340" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/234" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 1°de junho de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1924, o Club dos Diários se fundiu com o Automóvel Club do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/18600" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de setembro de 1924, primeira coluna</a>). Novas reformas foram realizadas por Gire no prédio da Rua do Passeio &#8211; a construção do Jardim de Inverno e seus salões laterais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/516" target="_blank"><em>Automóvel Club – RJ</em>, dezembro de 1925</a>). E o edifício passou a sediar o Automóvel Club do Brasil.</p>
<p>O prédio foi palco do último comício do ex-presidente João Goulart (1919 &#8211; 1976), em 30 de março de 1964, considerado por historiadores como um dos estopins do golpe militar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/51541" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de março de 1964</a>). Por sua importância arquitetônica, cultural e histórica, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, em 24 de julho de 1965.</p>
<p>Durante os anos 1990 ainda assumiu a função de posto do Detran-RJ. Em 1994, foi alugado para a instalação, no imóvel, do Bingo Imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/156782" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de dezembro de 1994</a>). A população protestou e o imóvel e seu patrimônio móvel foram leiloados e arrematados pelo município do Rio de Janeiro que, em 2003, desativou o bingo e o imóvel voltou a ser administrado pelo Automóvel Club do Brasil. No ano seguinte, o edifício foi esvaziado e desde então encontra-se fechado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36007" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=403180&amp;pagfis=11" target="_blank"><img class="wp-image-36007 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/automóvel4.jpg" alt="automóvel4" width="386" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=403180&amp;pagfis=11" target="_blank"><em>Automóvel-Club</em>, abril de 1925</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2023, foi anunciado que em <em>parceria com a prefeitura do Rio, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da UFRJ, vai instalar no histórico Automóvel Club do Brasil, na Lapa, um projeto sobre o tema do momento: a inteligência artificial</em> (<a href="https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2023/07/16/em-parceria-com-a-prefeitura-coppe-vai-instalar-hub-de-inteligencia-artificial-no-automovel-club.ghtml" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 16 de julho de 2023</a>).</p>
<p>O prédio do Automóvel Club está passando por uma  reforma de revitalização de suas instalações desde 2023 e segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, Chicão Bulhões, há negociações avançadas para que o edifício sedie a nova Bolda de Valores do Rio de Janeiro (<a href="https://diariodorio.com/rio-anuncia-criacao-da-bolsa-de-valores-antigo-predio-do-antigo-automovel-clube-pode-ser-sede/" target="_blank"><em>Diário do Rio</em>, 3 de julho de 2024</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/403180/13" target="_blank">Veja aqui diversas fotos do interior do Automóvel Club do Brasil</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.acdb.com.br/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://static.wixstatic.com/media/bbd4ae_c8b7d2464f134499829edf5fb406964b~mv2.png/v1/fill/w_515,h_518,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_auto/logo%20final%20acb%20certo.png" alt="logo final acb certo.png" width="377" height="379" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes: </strong></span></p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-do-edificio-do-automovel-clube-rio-de-janeiro/" target="_blank">Diário do Rio</a></p>
<p><a href="https://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://extra.globo.com/noticias/rio/predio-do-automovel-clube-pode-abrigar-hotel-apos-quase-20-anos-de-abandono-no-centro-do-rio-25110449.html" target="_blank"><em>Jornal Extra</em>, 15 de julho de 2021</a></p>
<p><a href="https://br.cointelegraph.com/news/founded-in-1907-in-rio-the-former-headquarters-of-the-automovel-clube-do-brasil-will-become-a-hub-linked-to-bolsa-verde-and-defi" target="_blank">Site Cointelegraph Brasil</a></p>
<p><a href="http://www0.rio.rj.gov.br/patrimonio/proj_auto_clube.shtm" target="_blank">Site Governo do Rio de Janeiro &#8211; Patrimônio</a></p>
<p><a href="https://www.ipatrimonio.org/rio-de-janeiro-automovel-club-do-brasil/#!/map=38329&amp;loc=-22.913475853819445,-43.17790348541901,17" target="_blank">Site Inepac</a></p>
<p><a href="http://www0.rio.rj.gov.br/patrimonio/proj_auto_clube.shtm" target="_blank">Site Instituto Rio Patrimônio da Humanidade</a></p>
<p><a href="http://urbecarioca.com.br/automovel-club-do-brasil-do-pleno-esplendor-ao-mais-completo-abandono/" target="_blank">Site Urbe Carioca</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; V e Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; III &#8211; O centenário do Copacabana Palace, quintessência do &#8220;glamour&#8221; carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gire</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Aug 2023 03:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Belle Époque]]></category>
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		<category><![CDATA[Hotel Copacabana Palace]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Gire]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série Os arquitetos do Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o terceiro artigo da série "Os arquitetos do Rio de Janeiro" e quinto artigo a série "Hotéis do Brasil". O Copacabana Palace, símbolo do "glamour" carioca e considerado um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, completa hoje 100 anos e volta a ser tema da Brasiliana Fotográfica. Era, na época de sua inauguração, o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade, ocupando um lugar importante em sua memória. Criado pelo arquiteto francês Joseph Gire (1872 - 1933),  teve seu batismo oficial realizado em 13 de agosto de 1923 com a visita do então presidente da República, Artur Bernardes, em companhia de outras autoridades, dentre elas o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata. Destacamos registros do hotel produzidos por Augusto Malta (1864 - 1957) que, entre 1903 e 1936, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, por Thiele (? - 19?), além de imagens  realizadas por um fotógrafo ainda não identificado. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica publica o terceiro artigo da série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> e a quinta da série <em>Hotéis do Brasil</em> que celebra o centenário do Copacabana Palace e também sobre seu arquiteto, o francês Joseph Gire (1872 &#8211; 1933).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11718" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11718/001RJ003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11718" target="_blank">Thiele. Leme e Copacabana, em destaque o Hotel Copacabana Palace, . 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Copacabana Palace, símbolo do<em> glamour</em> carioca e um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, completa hoje 100 anos e volta a ser tema da Brasiliana Fotográfica. Era, na época de sua inauguração, o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade, ocupando um lugar importante em sua memória. O Copa, apelido pelo qual ficou conhecido, foi criado pelo arquiteto francês Joseph Gire (1872 &#8211; 1933) e teve seu batismo oficial realizado, em 13 de agosto de 1923, com a visita do então presidente da República, Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), em companhia de outras autoridades, dentre elas o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964). Foram recebidos por Octávio Guinle (1886 &#8211; 1968). No dia seguinte, o hotel começou a receber hóspedes, <em>distintos turistas e brasileiros da melhor sociedade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9451" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de agosto de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14168" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de agosto de 1923, segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/180" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de agosto de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destacamos registros do hotel produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> que, entre 1903 e 1936, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, por Thiele (? &#8211; 19?) e imagens realizadas por um fotógrafo ainda não identificado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22copacabana+palace%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Hotel Copacabana Palace disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8285/014AM006001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank">Augusto Malta. Fachado do Hotel Copacabana Palace, 5 de julho de 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história do Copacabana Palace</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Contar a história do hotel é contar a história da cidade e do país&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">O jornalista Ricardo Boechat (1952 &#8211; 2019)</p>
<p style="text-align: right;">sobre o Copacabana Palace</p>
<p style="text-align: left;">Inspirado nos hotéis Negresco, em Nice, e no Carlton, em Cannes &#8211; ambos na França &#8211; e situado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721" target="_blank">Avenida Atlântica</a> 1.702, o Copacabana Palace é um marco na ocupação e na paisagem de Copacabana e contribuiu para a projeção internacional do Rio de Janeiro. Seu arquiteto foi, como já mencionado, o francês Joseph Gire (1872 &#8211; 1933). O engenheiro responsável pela obra do Copa foi Cesar de Mello e Cunha (1898 &#8211; 1991). O hotel  foi construído com cimento alemão, mármore de Carrara, e adornado com vidros e lustres da Tchecoslováquia, móveis franceses, tapetes ingleses e cristais da Boêmia. Suas porcelanas eram Limoges. Surgia então um monumento à elegância.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img src="http://s2.glbimg.com/7s3u_hbJKP5eDI9WsYG5kL5DtKI=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2015/04/11/g1_gire_fachada_copacabana_palace.jpg" alt="Edifício Gire, no Rio" width="690" height="300" /><p class="wp-caption-text">COPACABANA PALACE &#8211; FACHADA PRINCIPAL No HOTEL sobre a AVENIDA ATLÂNTICA / Joseph Gire architeto &#8211; Escala 100</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção de um hotel de luxo na avenida Atlântica, recém duplicada e iluminada pelo prefeito Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, bairro que concentrava a aristocracia moderna do Rio de Janeiro, fazia parte dos preparativos  para a celebração do centenário da independência do Brasil, em 1922. Determinado a propagar as belezas do Brasil no exterior, o presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) submeteu o projeto ao empresário Octávio Guinle (1886 &#8211; 1968), membro de uma das mais ricas e tradicionais famílias do Brasil e dono do Palace Hotel, no Rio de Janeiro, e do Hotel Esplanada, em São Paulo. Ele aceitou o desafio. Porém o Copacabana Palace só ficou pronto, em 1923, quando a Exposição Internacional do Centenário da Independência, aberta em 7 de setembro de 1922, já havia sido encerrada, em 24 de julho de 1923.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33456" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/180" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33456" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/copa4.jpg" alt="Beira-Mar, 19 de agosto de 1923" width="356" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/067822/180" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de agosto de 1923</a></p></div>
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<p>Sobre a localização do novo hotel, Epitácio fazia questão que fosse construído na Praia de Copacabana, uma <em>descoberta</em> recente dos cariocas. Segundo o jornalista Maneco Müller (1923 &#8211; 2005), cujo pseudônimo era Jacinto de Thormes, <em>A cidade dava as costas para o mar, a paisagem. A maneira de ser do carioca só nasceu quando fizeram o túnel em direção ao areal. </em></p>
<p>Ao longo de sua existência o hotel foi visitado ou hospedou artistas, atletas, cientistas, intelectuais, nobres e políticos como Albert Einstein(1879 &#8211; 1955), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/39840" target="_blank">Ava Gardner (1922 &#8211; 1990)</a>, Emerson Fittipaldi (1946 -), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/81789" target="_blank">Janis Joplin (1943 &#8211; 1970)</a>, Hebe Camargo (1929 &#8211; 2012), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/31466" target="_blank">Lady Di (1961 &#8211; 1997) e Príncipe Charles (1948 &#8211; )</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/109722" target="_blank">Mick Jagger (1943 &#8211; )</a>, Nelson Mandela (1918 &#8211; 2013), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/10303" target="_blank">Orson Welles (1915 &#8211; 1985)</a>, Paul McCartney (1942 &#8211; ), Pelé (1940 &#8211; 2022),  Roberto Carlos (1941 -), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36520" target="_blank">Santos Dumont (1873 &#8211; 1932)</a>, Tom Jobim (1927 &#8211; 1994), Walt Disney (1901 &#8211; 1966), Washington Luís (1869 &#8211; 1957) e os futuros reis <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/12210" target="_blank">Edward VIII (1894 &#8211; 1972) e George VI (1895 &#8211; 1952)</a>. Uma curiosidade: na ocasião de sua visita ao Brasil, Edward, então Príncipe de Gales, teve um <em>tórrido romance</em> com a uruguaia Negra Bernardez, cujo um dos filhos era o já mencionado Maneco Muller. Segundo Ricardo Boechat, autor do livro <em>Copacabana Palace &#8211; Um Hotel e Sua História</em>, foi <em>a história mais bonita do Copa. Tem renúncia, tristeza, amor e glamour.</em></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6144" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6144/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.08_.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6144" target="_blank">Copacabana Palace, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<div id="attachment_18046" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14150" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/propaganda1.jpg" alt="O Paiz, 12 de agosto de 1923" width="502" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14150" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de agosto de 1923</a></p></div>
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<p>O Copa, apelido pelo qual ficou conhecido, teve seu batismo oficial realizado em 13 de agosto de 1923 com a visita do presidente da República, Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), em companhia de outras autoridades, dentre elas o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964). Foram recebidos por Octávio Guinle. No dia seguinte o hotel começou a receber hóspedes, d<em>istintos turistas e brasileiros da melhor sociedade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9451" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de agosto de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14168" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de agosto de 1923, segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/180" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de agosto de 1923</a>).</p>
<p>Em sua abertura, só seis apartamentos estavam ocupados, mas sua equipe já contava com cerca de mil funcionários. As diárias custavam menos de 10 dólares e davam direito a pensão completa e transporte para o Centro da cidade. Desde o início sua marca era o requinte, a sofisticação e em um artigo publicado no mês seguinte a sua inauguração, a iniciativa foi muito elogiada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14117" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 9 de agosto de 1923</a>).</p>
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<div id="attachment_32307" style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14117" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/copa1.jpg" alt="O Paiz, 9 de agosto de 1923" width="532" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14117" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de agosto de 1923</a></p></div>
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<p>Para o comando gastronômico do Copacabana Palace, foi contratado por Octávio o <em>chef</em> Auguste Escoffier, trazido do Hotel Savoy, de Londres. Em 1930, com a contratação do <em>chef</em> tcheco Fery Wunsch como <em>maitre sênior </em>a cozinha do hotel se consagrou.</p>
<p>Rigoroso em relação a protocolos e etiquetas, Octávio criou o Código de Empregados da Companhia Copacabana Palace onde detalhava, em 18 itens, a conduta de seus funcionários. Para supervisionar o hotel, possuía, em seu quarto, a suíte B, um sistema de escuta que possibilitava que ele soubesse de tudo o que se passava no Copa.</p>
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<div id="attachment_18043" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14298" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/propaganda.jpg" alt="O Paiz, 25 de agosto de 1923" width="610" height="802" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14298" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de agosto de 19</a>23</p></div>
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<p>A principal atração de seu baile de inauguração, que contou com figuras importantes da República, era a dançarina francesa Mistinguett (1875 &#8211; 1956), mas o show foi cancelado na véspera por seus empresários. Mesmo assim o evento foi um sucesso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9672" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de setembro de 1923, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14377" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de agosto de 1923, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14384" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 1º de setembro de 1923, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_22465" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5392" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/revista.jpg" alt="Revista da Semana, 1º de setembro de 1923" width="555" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5392" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 1º de setembro de 1923</a></p></div>
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<div id="attachment_32481" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3017" target="_blank"><img class=" wp-image-32481" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/principe.jpg" alt="REgistro do Príncipe de Gales no Copacabana Palace / Revista da Semana, 18 de abril de 1931" width="703" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/3017" target="_blank">Registro do Príncipe de Gales no Copacabana Palace /<em> Revista da Semana</em>, 18 de abril de 1931</a></p></div>
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<p>Foi ambientado no Copa o filme <em>Voando para o Rio</em> (1933), estrelado por Fred Astaire (1899 &#8211; 1987) e Ginger Rogers (1911 &#8211; 1995) &#8211; no qual pela primeira vez apareceram dançando juntos -, Dolores del Rio (1904 &#8211; 1983) e Gene Raymond (1908 &#8211; 1998).</p>
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<div id="attachment_18082" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-18082 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/CARTAZ.jpg" alt="CARTAZ" width="183" height="258" /><p class="wp-caption-text">Cartaz do filme Voando para o Rio</p></div>
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<p>De 1924 a 1946, o Copa abrigou o Cassino Copacabana &#8211; nesse período ficou um tempo fechado e foi reaberto em maio de 1933 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/47810" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de janeiro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3992" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de maio de 1933, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_32310" style="width: 349px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/47810" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32310" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/copa2.jpg" alt="Fon-Fon, 26 de janeiro de 1924" width="339" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/47810" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de janeiro de 1924</a></p></div>
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<p>Abaixo, uma imagem aérea de autoria do fotógrafo e aviador britânico<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank"> S.H. Holland (1883 &#8211; 1936)</a> da chegada das misses ao Copacabana Palace para a eleição de Miss Universo feita exclusivamente para a revista <em>O Cruzeiro</em>. O concurso foi conquistado pela gaúcha Yolanda Maria Sabage Pereira (1910 &#8211; 2001).</p>
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<div id="attachment_34440" style="width: 838px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/3423" target="_blank"><img class="wp-image-34440 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/copa5.jpg" alt="copa5" width="828" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/3423" target="_blank">Em 1930, a chegada das misses no Copacabana Palace para a eleição de Miss Universo por S.H. Holland (1883 &#8211; 1936) /<em> O Cruzeiro</em>, 13 de setembro de 1930</a></p></div>
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<p>Diversos artistas nacionais e internacionais apresentaram-se em seu lendário <em>Golden Room</em>, inaugurado em 26 de dezembro de 1940 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/3614" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 28 de dezembro de 1940</a>), dentre eles Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), Charles Aznavour (1924 &#8211; 2018), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/35517" target="_blank">Edith Pia</a>f(1915 &#8211; 1963), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/4247" target="_blank">Ella Fitzgerald</a> (1917 &#8211; 1996), Josephine Baker (1906 &#8211; 1975), Marlene Dietrich (1901 &#8211; 1992), Maurice Chevalier (1888 &#8211; 1972), Nat King Cole (1919 &#8211; 1965), Ray Charles (1930 &#8211; 2004) e Yves Montand (1921 &#8211; 1991). No Golden Room também eram realizados bailes (<em>Careta</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/92827" target="_blank">21 de julho de 1951</a>).</p>
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<div id="attachment_18087" style="width: 780px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=4448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18087" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/golden.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de dezembro de 1940" width="770" height="216" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=4448" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de dezembro de 1940</a></p></div>
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<p>O antigo restaurante do hotel, o Bife de Ouro, e sua piscina eram muito frequentados pelos <em>granfinos </em>e foram pontos de encontro da sociedade carioca e de políticos de todo o Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/8255" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 20 de fevereiro de 1943</a>; <a style="font-style: italic;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/61903">O Cruzeiro, <em>10 de dezembro de 1949</em></a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/92481" target="_blank"><em>Careta</em>, 26 de maio de 1951</a>) ). Foi no Bife de Ouro  que, em março de 1954, ocorreu uma briga entre o jornalista Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977) e Euclides Aranha, filho do então ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), noticiada no jornal <em>O Globo, </em>de 24 de março de 1954:</p>
<p class="" style="text-align: center;"><strong><em>Lacerda e filho de Aranha trocam socos</em></strong></p>
<p class=""><em>Principiando por uma altercação seguida de luta corporal entre o Sr. Euclides Aranha e o jornalista Carlos Lacerda, um incidente que se prolongaria até a meia-noite, resultando, inclusive, em congestionamento do tráfego da Avenida Atlântica</em><em> e interdição do local por autoridades policiais, perturbou na noite de ontem o jantar no Bife de Ouro, o restaurante do Copacabana palace Hotel. </em><em>Achavam-se reunidos na mesma mesa o ministro João Cleophas, o deputado Edilberto Ribeiro, o Sr. Manuel Ferreira e Carlos Lacerda, diretor da &#8220;Tribuna da Imprensa&#8221;, num jantar promovido pelo deputado. De outra mesa, o Sr. Euclides Aranha, filho do ministro Oswaldo Aranha, jantava com a esposa, levantou-se, fisionomia transtornada, dirigiu-se à mesa onde se encontrava o referido grupo, deteve-se junto à cadeira do jornalista e interpelou-o sobre ataques dirigidos a seu pai na &#8220;Tribuna da Imprensa&#8221;. À interpelação seguiu-se áspera troca de palavras, tendo o jornalista se levantado, entrando em luta com o filho do ministro da Fazenda. Segundo as testemunhas, os dois trocaram socos por algum tempo, até que amigos comuns se interpuseram e os separaram. Às 23h, o próprio ministro Oswaldo Aranha compareceu ao restaurante para ver o que ocorrera. Pouco depois, simultâneamente, por portas diferentes, os Srs. Euclides Aranha e Carlos Lacerda abandonaram o Bife de Ouro.</em></p>
<p>Existe no Copacabana Palace o Teatro Copacabana, remodelado e reinaugurado em 9 de setembro de 1949, com a peça <em>A Mulher do Próximo, </em>de Abilio Pereira de Almeida, apresentada pelo Grupo de Teatro Experimental de São Paulo. Foi fechado em 1994 e reaberto em 2021, com a encenação de <em>Copacabana Palace &#8211; O Musical, </em>com texto de Ana Velloso e Vera Novello e direção de Gustavo Wabner e Sergio Módena (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/50962" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 9 de setembro de 1949</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/51442" target="_blank"> <em>A Scena Muda</em>, 20 de setembro de 1949</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/45690" target="_blank"><em>A Cigarra (SP)</em>, novembro de 1949</a>; <a href="https://diariodorio.com/copacabana-palace-reabre-teatro-e-estreia-musical-sobre-sua-trajetoria/" target="_blank"><em>Diário do Rio</em>, 21 de dezembro de 2021</a>). Foi lá que a atriz Fernanda Montenegro fez sua estreia profissional nos palcos, na peça <em>Alegres Canções na Montanha</em>, em 1950.</p>
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<div id="attachment_32311" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/6630" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/copa3.jpg" alt="Correio da Manhã, 8 de dezembro de 1950." width="453" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/6630" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de dezembro de 1950.</a></p></div>
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<p>Os salões do hotel eram palcos de chás elegantes e de desfiles, bailes, concursos de beleza, exposições de arte e homenagens (<em>Careta</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/90677" target="_blank">5 de agosto de 1950</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/92568" target="_blank"> 9 de junho de 1951</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/92872" target="_blank">28 de julho de 1951</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/93437" target="_blank">27 de outubro de 1951</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/95632" target="_blank">18 de outubro de 1952</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/97405" target="_blank">1º de agosto de 1953</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/99238" target="_blank">29 de maio de 1954</a>). Também eram muito concorridos seus bailes de carnaval (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/69210">O Cruzeiro, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/69210">11 de março de 1950</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/110716">16 de março de 1957</a>).</p>
<p>Houve um incêndio no hotel, em 10 de agosto de 1953, que atingiu o teatro, o Golden Room e parte da Boate Meia Noite (<a href="Rondó%20do Palace Hotel No hall do Palace o pintor Cícero Dias entre o Pão De Açúcar e um caixão de enterro (É um rei andrógino que enterram?) Toca um jazz de pandeiro com a mão que o Blaise Cendrars perdeu na guerra.  Deus do céu, que alucinação! Há uma criatura tão bonita Que até os olhos parecem nus: Nossa Senhora da Prostituição! -“Garçom, cinco martínis!” Os Adolescentes cheiram éter No hall do Palace.  Aqui ninguém dá atenção aos préstitos (Passa um clangor de clubes lá fora): Aqui dança-se, canta-se, fala-se E bebe-se incessantemente Para esquecer a dor daquilo Por alguém que não está presente No hall do Palace." target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de agosto de 1953</a>).</p>
<p>Em 1989, a família Guinle vendeu o Copacabana Palace para o grupo Orient-Express, posteriormente, Belmond, que foi vendido para o grupo francês LVMH, em dezembro de 2018. O hotel, patrimônio histórico, é tombado em nível federal, estadual e municipal.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gire5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32216" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gire5.jpg" alt="gire5" width="173" height="95" /></a></p>
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<p><span style="color: #000000;">Devido à pandemia do coronavírus, pela primeira vez desde sua inauguração o hotel foi fechado, em 10 de abril de 2020. Andrea Natal, na época diretora geral do Grupo Belmond do Brasil, que administra o estabelecimento, e o cantor e compositor Jorge Ben Jor (1945 -), que vive lá desde 2018, foram os únicos que continuaram no hotel. Foi reaberto em 20 de agosto de 2020.</span></p>
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<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3168" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3168/icon1330146.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3168" target="_blank">Augusto Malta. Praia de Copacabana vista do pátio do Copacabana Palace Hotel, 19?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno perfil do arquiteto francês Joseph Gire</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_32205" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gire1.jpg"><img class="wp-image-32205" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gire1.jpg" alt="Joseph Gire no lobby do Palace Hotel, 1922 / Acervo familiar" width="299" height="732" /></a><p class="wp-caption-text">Joseph Gire no lobby do Palace Hotel, 1922 / Acervo da família, publicada no livro<em> Joseph Gire: a construção do Rio de Janeiro moderno</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gire nasceu, em 12 de janeiro de 1872, em Yssingeaux, na região do Velay, na França.  Estudou no liceu de Puy e acompanhava as aulas de desenho ministradas por seu pai, Jules Gire (1850 -?) na escola municipal chamada de &#8220;Belas-Artes e da Indústria&#8221;. Em 1896, ganhou um concurso para um monumento em homenagem à Charles Crozatier, escultor da cidade de Puy-en-Velay. Estudou na École des Beaux Arts de Paris, à qual teve sua candidatura de admissão apresentada pelo arquiteto Georges Debrie (1856 &#8211; 1910).</p>
<p>Em 1900, casou-se com Pauline Duparchy (18? -19?), com quem teve as filhas Renée e Antoinette; foi nomeado arquiteto-inspetor da Exposição Universal de Paris e passou a trabalhar no prestigioso escritório dos arquitetos Lucien e Henri Grandpierre, quando projetou o palácio <a href="https://www.singer-polignac.org/fr/lafondation/historique/l-hotel" target="_blank">Singer-Polignac</a>. Quando os Grandpierre se aposentaram, em 1906, Gire e seu colega, Jamin, assumiram a direção da firma. Entre 1908 e 1909, estabeleceu-se em Buenos Aires, capital da Argentina, na rua Paraná, 1261.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gire7.jpg"><img class=" size-full wp-image-32227 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gire7.jpg" alt="gire7" width="475" height="333" /></a></p>
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<p>Na ocasião, associou-se ao engenheiro Juan Molina Civit. Também possuiu um escritorio em Montevidéu, no Uruguai, na rua Zabala, 1441.</p>
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<div id="attachment_32217" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gire4.jpg"><img class="size-full wp-image-32217" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gire4.jpg" alt="Joseph Gire e sua mulher, a produtora cultural Pauline Deparchy, no Palace Hotel, em 1924" width="240" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">Joseph Gire e sua mulher, Pauline Deparchy, no Palace Hotel, em 1924 / Acervo da família publicada em<em> O Globo</em> de 25 de abril de 2010</p></div>
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<p>Em 1916, desembarcou no Rio de Janeiro, no auge da <em>Belle Époque</em> carioca, a convite da abastada e influente família Guinle, cuja origem da riqueza foi a sociedade que o patriarca Eduardo Eduardo Palassin Guinle (1846 &#8211; 1912) manteve por toda a vida com Cândido Gaffrée (1856 &#8211; 1919), com quem fundou a Companhia Docas de Santos e a Companhia Brasileira de Energia Elétrica. Em 1918, Gire voltou à cidade, desta vez a convite da companhia dos hotéis Carlton Ritz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40492" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de outubro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Já havia, entre 1909 e 1914, realizado com Armando Silva Telles a residência de Eduardo Guinle (1878 &#8211; 1941) que, em 1946, foi comprada pelo governo federal durante a presidência do General Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974) &#8211; o Palácio das Laranjeiras, desde 1975 o endereço oficial dos governadores do estado do Rio de Janeiro; e o Palacete Guinle (1913), que foi residência de Carlos Guinle (1883 &#8211; 1969) e, posteriormente, sediou a Embaixada da Argentina. Eduardo e Carlos eram filhos do casal Eduardo Palassin Guinle e Guilhermina Coutinho Guinle (1854-1925).</p>
<p>Gire fundou um escritório na cidade e teve forte influência na transformação de sua paisagem arquitetônica e urbana, na verticalização da Praia de Copacabana, da Praia do Flamengo e da Glória. Morou com sua família, no Palace Hotel, localizado na avenida Rio Branco, 185; na Rua Voluntários da Pátria, 104; e na Rua das Laranjeiras, 452 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/1327" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de abril de 1920, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/16755" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de abril de 1924, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/35214" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de janeiro de 1925, quarta coluna</a>).</p>
<p>Também realizou, durante a década de 1920, dentre vários outros projetos, o do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">Hotel Glória</a>, inaugurado em 15 de agosto de 1922, com uma bênção realizada pelo arcebispo D. Sebastião Leme (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10502" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de agosto de 1922</a>). Foi o primeiro cinco estrelas do Brasil e também o primeiro prédio em concreto armado da América do Sul. Sua construção, motivada pelas festas do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">primeiro centenário da Independência do Brasil</a>, foi uma iniciativa da firma Rocha Miranda &amp; Filhos.</p>
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<div id="attachment_32224" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_01/251" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32224" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/gire6.jpg" alt="O Jornal, 21 de julho de 1919" width="307" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_01/251" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de julho de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também projetou o Esplanada Hotel, em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/6374" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de junho de 1921, penúltima coluna</a>), que ficava próximo ao Teatro Municipal de São Paulo e foi inaugurado em março de 1923. Um de seus frequentadores foi o escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Oswald de Andrade (1890 – 1954)</a>, um dos maiores representantes do Modernismo no Brasil que, em seu poema, <em>Balada do Esplanada</em>, publicado, em 1927, no <em>Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade, </em>homenageou o hotel. Em 1987, musicada pelo cantor <a href="https://www.google.com/search?q=esplanada+cazuza&amp;rlz=1C1CHZL_pt-BRBR721BR721&amp;ei=Sk05ZKDFCMnW1sQP78OikAg&amp;ved=0ahUKEwigkuLctan-AhVJq5UCHe-hCIIQ4dUDCA8&amp;uact=5&amp;oq=esplanada+cazuza&amp;gs_lcp=Cgxnd3Mtd2l6LXNlcnAQAzIFCAAQogQyBQgAEKIEOggIABCiBBCwA0oECEEYAVC4CVi4CWCUE2gBcAB4AIABmQGIAZkBkgEDMC4xmAEAoAEByAEDwAEB&amp;sclient=gws-wiz-serp#fpstate=ive&amp;vld=cid:ff7bb752,vid:yEVWWDBFPxc" target="_blank">Cazuza (1958 &#8211; 1990)</a>, o poema foi uma das faixas do LP <em>Só se for a dois.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32336" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_07/11185" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32336" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/esplanada.jpg" alt="Correio Paulistano, 28 de fevereiro de 1923" width="300" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_07/11185" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 28 de fevereiro de 1923</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.escritas.org/pt/t/7791/balada-do-esplanada" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong><em>Balada do Esplanada</em></strong></span></a></p>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Ontem de noite eu resolvi</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Ver se aprendia como é que se fazia</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Uma balada, antes de ir pro meu hotel</span></em></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">É que esse coração</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Já se cansou de viver só</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">E quer então</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Morar contigo no Esplanada</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Contigo no Esplanada</span></em></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Pra respirar</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Abro a janela</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Como um jornal</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Eu vou fazer a balada</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Fazer a balada</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Do Esplanada e ficar sendo o menestral</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">E fico sendo</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">O menestrel do meu hotel</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Do meu hotel</span></em></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Mas não há poesia num hotel</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Nem mesmo sendo</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">O Esplanada um grande hotel</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Há poesia na dor, na flor, no beija-flor</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Na dor, na flor, no beija-flor</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Na dor, na flor, no beija-flor, no elevador</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">No elevador</span></em></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;">
<div id="attachment_32337" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/11237" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32337" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/esplanada1.jpg" alt="Correio Paulistano, 6 de março de 1923" width="466" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/11237" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de março de 1923</a></p></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros projetos de sua autoria foram o do Edifício Praia do Flamengo (1925<a href="https://bafafa.com.br/turismo/bairros/edificio-praia-do-flamengo-primeiro-predio-da-orla-do-flamengo-construido-em-1925" target="_blank">)</a> (<a href="https://diariodorio.com/mais-um-tesouro-escondido-e-descoberto-em-edificio-historico-agora-na-praia-do-flamengo/" target="_blank"><em>Diário do  Rio,</em> 22 de agosto de 2021</a>), conhecido como Palacete de Areia, primeiro prédio de apartamentos no Flamengo; a da antiga sede da Sul América, no Centro, em parceria com o arquiteto escocês Robert Russell Prentice (1883 &#8211; 1960); o Edifício Touring, na Praça Mauá; e a do Edifício Joseph Gire (1929), em estilo<em> art déco</em>, primeiro arranha-céu do Rio de Janeiro, que ficou conhecido como Edifício <em>A Noite</em>, na época o mais alto da América do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/111031_02/21476" target="_blank"><em>Jornal das Moças</em>, 12 de setembro de 1929</a>). Gire era um entusiasta dos arranha-céus (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34372" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de junho de 1928</a>). É do início da década de 1930, seu projeto do palácio da Ilha de Brocoió, para outro filho de Eduardo Guinle, Octávio (1886 &#8211; 1968). É atualmente o palácio de férias do governador do Estado do Rio de Janeiro. Ainda na mesma década, projetou os edifícios Paraopeba e São João Marcos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10709" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10709/Alb%200279%20003%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">F<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10709" target="_blank">oto aérea da Baía de Guanabara, edifício &#8220;A Noite&#8221;, 25 de outubro de 1934. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o responsável pela reforma do prédio do Automóvel Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/516" target="_blank"><em>Automóvel Club &#8211; RJ</em>, dezembro de 1925</a>) e do Palácio do Itamaraty (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/873934/19916" target="_blank"><em>Relatório do Ministério das Relações Exteriores, </em>1929</a>)<em>,</em> além de ter contribuido como consultor em inúmeras obras como a da construção do Hipódromo da Gávea. Foi também membro do conselho de embelezamento da cidade de São Paulo e da Comissão Executiva do Centenário da Independência, em 1922.</p>
<p>Ficou fora do Brasil entre 1930 e 1932 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/12948" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de agosto de 1932, sétima coluna</a>). Faleceu em 5 de outubro de 1933, em Arberáts, no País Basco francês (<em>Correio da Manhã,</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/19156">7 de novembro de 1933, sexta colun</a>a;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/19192" target="_blank"> 10 de novembro de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9363" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9363/007A5P3F13-005.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9363" target="_blank">Hotel Copacabana Palace, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p>Em 29 de outubro de 2023, o título deste artigo foi alterado para <em>Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; III &#8211; O centenário do Copacabana Palace, quintessência do &#8220;glamour&#8221; carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gire.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>A <a href="https://acasasenhorial.org/acs/index.php/pt/artistas/265-joseph-gire-1872-1933" target="_blank">Casa Senhorial</a></p>
<p>BOECHAT, Ricardo. <em>Copacabana Palace: um hotel e sua história</em>. São Paulo: DBA, 1998.</p>
<p>CABOT, Roberto. <em>Joseph Gire: a construção do Rio de Janeiro moderno</em>/RobertoCabot, &#8211; 1. ed &#8211; Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2014.</p>
<p>CABRAL, Maria Cristina. <a href="https://www.anparq.org.br/dvd-enanparq-3/htm/Artigos/ST/ST-CDR-013-1_CABRAL.pdf" target="_blank"><em>Arquitetos franceses no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX</em></a>. III Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo arquitetura, cidade e projeto: uma construção coletiva São Paulo, 2014</p>
<p><a href="https://casacor.abril.com.br/arquitetura/joseph-gire-e-o-rio-a-historia-do-edificio-touring-sede-da-casacor-rj/" target="_blank">Casa Cor</a></p>
<div id="pageNumber"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/asmais/2015/09/1676791-dez-momentos-historicos-do-copacabana-palace.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 16 de setembro de 2015</a></div>
<p><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/joseph-gire-o-arquiteto-frances-que-mudou-paisagem-urbana-do-rio.html" target="_blank">G1</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://istoe.com.br/copacabana-palace-e-vendido-para-grupo-frances/" target="_blank"><em>IstoÉ</em>, 17 de dezembro de 2018</a></p>
<p>O’DONNELL, Julia. <em>A invenção de Copacabana: culturas urbanas e estilos de vida no Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.</p>
<p><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/familia-guinle-inaugura-hotel-de-luxo-em-1923poe-copacabana-no-mapa-mundi-9420528" target="_blank"><em>O Globo</em>, 13 de agosto de 2008</a></p>
<p><em>O Globo</em>, 25 de abril de 2010</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/28_1%20Primeiro%20arranha-c%C3%A9u%20brasileiro%20%C3%A9%20tombado%20pelo%20IPHAN.pdf" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p><a href="https://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI186451-15518,00.html" target="_blank"><em>Revista Época</em>, 13 de dezembro de 2010</a></p>
<p><a href="https://arquivo.arq.br/projetos/hotel-esplanada" target="_blank">Site Arquivo Arq</a></p>
<p><a href="https://bafafa.com.br/turismo/bairros/edificio-praia-do-flamengo-primeiro-predio-da-orla-do-flamengo-construido-em-1925" target="_blank">Site  Bafafá</a></p>
<p><a href="https://www.ipatrimonio.org/rio-de-janeiro-edificio-praia-do-flamengo/#!/map=38329&amp;loc=-22.928424,-43.17422400000002,17" target="_blank">Site I-Patrimônio &#8211; Edifício Praia do Flamengo </a></p>
<p><a href="https://www.ipatrimonio.org/rio-de-janeiro-copacabana-palace-hotel/#!/map=38329&amp;loc=-22.966924999999986,-43.17901000000001,17" target="_blank">Site I-Patrimônio &#8211; Tombamento</a></p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/galeria-sul-america/" target="_blank">Site Rio Memórias</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/10/30/ult5772u1317.jhtm" target="_blank"><em>UOL Notícias</em>, 30 de outubro de 2008</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/02/copacabana-palace-rio-de-janeiro-reabertura.htm" target="_blank"><em>Uol Notícias</em>, 2 de julho de 2020</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Outros artigos da série Os arquitetos do Rio de Janeiro</em></strong></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22130" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro”<em> I &#8211; </em>Porto D´Ave e a moderna arquitetura hospitalar, de autoria de Cristiane d´Avila &#8211; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, publicado em 14 de janeiro de 2021.</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32714" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Os arquitetos do Rio” II &#8211; No Dia Nacional da Saúde, o Desinfetório de Botafogo e um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior, responsável pelo projeto, de autoria de Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, publicado em 5 de agosto de 2023</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34073" target="_blank">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; IV &#8211; Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960), o último dos ecléticos, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 1º de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido<em>&#8220;</em> XXVII e &#8220;Os arquitetos do Rio&#8221; V &#8211; O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)<em>,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33447" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D33447&amp;source=gmail&amp;ust=1715705764308000&amp;usg=AOvVaw0-kM2YuBDeK52FhXc2iI37">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” VI – O Clube Naval e os arquitetos Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) e Heitor de Mello (1875 – 1920), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de maio de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre hotéis</strong></em></span></p>
<p><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2950" target="_blank"><em>Hotéis do século XIX e do início do século XX no Brasil</em>, publicado em 5 de novembro de 2015 , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #800000;"><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2950" target="_blank"><em>O Hotel Glória – antes e depois</em>, publicado em 21 de dezembro de 2017, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>Copacabana Palace, símbolo do glamour carioca</em>, publicado em 13 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28263" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>O Hotel Pharoux por Revert Henrique Klumb</em>, publicado em 15 de junho de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a>.</p>
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		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIV e série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; VI &#8211; O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jul 2023 12:48:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Álbum da Avenida Central]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Central]]></category>
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		<category><![CDATA[Fernando Guerra Duval]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[Série "O Rio de Janeiro desaparecido"]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro Phenix]]></category>

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		<description><![CDATA[Com imagens produzidas por Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? – 19?), Augusto Malta (1864 - 1957), Guilherme Santos (1871 – 1966) e por um fotógrafo ainda não identificado, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do luxuoso Palace Hotel, um empreendimento da família Guinle, onde diversas exposições de fotografia e de pintura foram realizadas, tornando-o um pólo da vanguarda artística do Brasil, tema da poesia "Rondó no Palace", do grande Manuel Bandeira. O Palace Hotel é o tema do 24º artigo da Série "O Rio de Janeiro desaparecido" e o sexto da série "Hotéis do Brasil". Convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta "zoom" e, a partir daí, fazer um passeio pela cidade nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens produzidas por Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? – 19?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 – 1966) </a>e por um fotógrafo ainda não identificado, a Brasiliana Fotográfica conta um pouco da história do luxuoso Palace Hotel, tema do 24º artigo da Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>e o sexto da série<em> Hotéis do Brasil. </em>Diversas exposições de fotografia e de pintura foram realizadas no Palace, tornando-o um pólo da vanguarda artística do Brasil, tema da poesia <em>Rondó do Palace Hotel</em>, de Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968). <em> </em>O escritório Januzzi e Irmão foi responsável por seu projeto e também pelo do Teatro Phenix &#8211; aprovado em 14 de novembro de 1906 -, dois empreendimentos da família Guinle.<em> </em>O Teatro Phenix, contiguo ao Palace, será tema de um futuro artigo do portal.</p>
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<div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9365" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9365/007A5P3F13-007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="500" height="666" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9365" target="_blank">A. Ribeiro, Maison Chic. Avenida Rio Branco;Palace Hotel, c. 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos nossos leitores a explorar as fotografias com a ferramenta <em>zoom</em> e, a partir daí, fazer um passeio pelo Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX, observando mais de perto a paisagem urbana carioca e seus personagens.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/359" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Palace Hotel, na avenida Rio Branco, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história do Palace Hotel</strong></em></span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9416" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9416/002080RJ1219.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9416" target="_blank">Guilherme Santos. Visita dos reis da Bélgica; em frente ao Palace Hotel, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Localizado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central </a>, número 185, esquina com a rua Almirante Barroso, o Palace Hotel ficava na espinha dorsal do mundo das compras e do lazer dos elegantes, dos negócios e da cultura da então capital federal. Ficava no ponto mais nobre da avenida, onde também estavam situados os prédios do Jockey Club, projeto do arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920), inaugurado em 1913 e demolido na <span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">década de 1970</span></span><span style="color: #000000;">;</span> e do Clube Naval, projetado pelo italiano Tommaso Bezzi (1844 &#8211; 1915), executado por Heitor de Mello, inaugurado em 1910, e tombado em 1987 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.</p>
<p>A linha central da avenida havia sido inaugurada pelo presidente Rodrigues Alves (1848 – 1919), em 7 de setembro de 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=8295" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de setembro de 1904, na sexta coluna, sob o título “Avenida Central”</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;PagFis=8323" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 8 de setembro de 1904, na última coluna</a>). No ano seguinte, 1905, sob um temporal, a avenida foi aberta oficialmente, em 15 de novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=10404" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de novembro de 1905, na quinta coluna, sob o título “15 de Novembro”</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9295" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9295/002051AM002006.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9295" target="_blank">Augusto Malta. Palace Hotel, conhecido como Hotel Guinle, c. 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A abertura da avenida foi uma das principais marcas da reforma urbana realizada por Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), o <em>bota-abaixo</em>, entre 1902 e 1906, período em que foi prefeito do Rio de Janeiro. Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca, que tornou o Rio uma cidade cosmopolita, moderna. A Avenida Central inaugurou um novo eixo da cidade em direção ao mar, a orla foi embelezada com a Avenida Beira-Mar, aberta em 1906, e a cidade, antes portuária, incorporou à sua vida urbana as praias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">Ipanema</a> e Leblon.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11072" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11072/037SL03033.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11072" target="_blank">Avenida Almirante Barroso; Palace Hotel e o prédio do Jockey Club, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome da Avenida Central foi mudado, por decreto, em 15 de fevereiro de 1912, para Avenida Rio Branco, uma homenagem ao diplomata e ministro das Relações Exteriores do Brasil, o barão de Rio Branco ( 1845 – 1912), que havia falecido cinco dias antes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;PagFis=10553" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de fevereiro de 1912, sob o título “Barão do Rio Branco”</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">No <a style="color: #000000;" href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf"><em>Álbum da Avenida Central</em>,</a> lançado em 1907 pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), havia desenhos das fachadas do Palace, que ficava na avenida, e do Teatro Phenix, contiguo ao hotel, na Almirante Barroso, ainda Barão de São Gonçalo. Tanto o hotel como o teatro chamavam-se Avenida e fazian m parte do prédio 1885-187-189-191. Nenhum dos dois estava construído quando o álbum foi produzido, portanto não puderam ser fotografados. Quando foram construídos passaram a chamar-se Palace Hotel e Theatro Phenix. Esse álbum é um importante registro da reforma da principal via da então capital federal, onde ele contrapôs reproduções das plantas às fotografias das fachadas de cada edifício documentado. Esse tipo de fotografia foi fundamental para a construção e para a difusão de uma nova imagem do Rio de Janeiro, uma imagem associada aos ideais de civilização e progresso<em>.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33363" style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33363" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/palace.jpg" alt="Álbum Avenida Central, página 61" width="697" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank">Hotel e Theatro Avenida,  futuros Palace Hotel e Teatro Phenix<em> / Álbum Avenida Central</em>, página 61</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33365" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33365" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/palace1.jpg" alt="Álbum Avenida Central, página 68" width="600" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank">Theatro Avenida, futuro Teatro Phenix<em> / Álbum Avenida Central,</em> página 68</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Palace Hotel pertencia a Eduardo Palassin Guinle (1846 &#8211; 1912), patriarca de sua influente e abastada família. As obras do hotel foram concluídas em torno de 1915 e ele foi inaugurado, em julho de 1919. Foi o ponto de encontro da elite carioca, de celebridades nacionais e internacionais, além de ter sido o palco de diversos e importantes eventos culturais e mundanos. Na época, o Rio de Janeiro era tanto pólo de atração como modelo para as capitais estaduais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32347" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/eduardo.jpg"><img class="size-full wp-image-32347" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/eduardo.jpg" alt="O casal Guilhermina e Eduardo Guinle" width="344" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Eduardo_Palassin_Guinle_%281846-1912%29_e_esposa_Guilhermina_%281854-1925%29.png" target="_blank">O casal Guilhermina e Eduardo Guinle, 1880 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o primeiro empreendimento da família Guinle gerenciado pelo empresário Octávio Guinle (1886 &#8211; 1968), filho de Eduardo. O negócio contava com a sociedade do barão de Saavedra (1890 &#8211; 1956) e de Francisco Castro e Silva (18? &#8211; 19? que juntos comandavam a Companhia Hotéis Palace, fundada em 1919, mesmo ano da inauguração do Palace. Marcou o início de uma nova fase da indústria hoteleira no Rio de Janeiro. Eles também construíram o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Copacabana Palace Hotel</a>, quintessência do <em>glamour</em> carioca, inaugurado em 13 de agosto de 1923.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 180px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://academiaeventosturismo.org.br/cadeiras/otavio-guinle-cadeira-18/" target="_blank"><img src="https://academiaeventosturismo.org.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/Otavio-Guinle4-p6ywwer39kxcd4a0y7t0t1g70r1gjiau10283kyg5s.jpg" alt="Otavio Guinle4" width="170" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://academiaeventosturismo.org.br/cadeiras/otavio-guinle-cadeira-18/" target="_blank">Octávio Guinle / Academia Brasileira de Eventos e Turismo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pouco depois da inauguração do Palace Hotel foi realizado um grande banquete em um dos seus salões para autoridades que estavam no Rio de Janeiro para a posse do presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43432" target="_blank">11 de julho de 1919, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43533" target="_blank">20 de julho de 1919, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/40207" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 30 de julho de 1919, antepenúltima coluna</a>). Antes de se instalarem no Palácio do Catete, muitos  presidentes da República eleitos se hospedavam lá até o dia da posse. Washington Luis (1896 &#8211; 1957) esteve, em 1926, no quarto 309, e para o mesmo quarto voltou depois de seu exílio, 15 anos depois.</p>
<p>O Palace possuía 8 andares, servidos por seis elevadores, com 250 quartos de dormir. Sua imagem está mais próxima dos modelos dos palácios urbanos italianos, do barroco ou mesmo de exemplos maneiristas, inspirados na matriz renascentista de Florença. Sofreu uma intervenção do arquiteto francês Joseph Gire (1872 &#8211; 1933), provavelmente durante a década de 20. Gire foi o responsável pelos projetos dos hoteis<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank"> Gloria (1922) </a>e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Copacabana Palace (1923)</a>, dentre vários outros emprendimentos no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9261" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9261/001RR007002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9261" target="_blank">A.C. da Costa Ribeiro. Palace Hotel, à direita, na Rua Almirante Barroso, o Teatro Phenix e, ao fundo, parte do Morro do Castelo, c. 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Todos os quartos tem água quente e fria e o estylo do mobiliário é de muito bom gosto. A Empresa fez ligar para todos os quartos 10 linhas principaes de telephones. A sala de jantar, situada no sétimo andar, esta ricamente decorada, podendo conter 500 pessoas. As suas grandes janellas de sacada conduzem a grandes terraços com vista para a cidade e Bahia, tocando durante todas as refeições uma orchestra de primeira classe. O estabelecimento é dirigido segundo systema europeu, e tem serviço de cozinha irreprehnsível. O hotel tem ainda espaçosos salões de leitura, de visitas, recepção, baile, sala de concertos, bibliotheca, barbeiro, etc., etc. Na cave do edifício há grande stocks dos melhores vinhos. A Companhia emprega 230 pessoas. Todo o pessoal em contacto com os hospedes falla portuguez, inglez, francez, italiano, espanhol e allemão. Para o serviço de cosinha emprega 60 cosinheiros. A direção do hotel está entregue ao Snr. Jean Paul, da Dinamarca, tendo este senhor uma larga experiência nos hotéis das principaes cidades de Europa e dos Estados Unidos da América do Norte&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Enciclopédia Comercial</em>, Globe Encyclopedia Company, 1924, London.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o diplomata Maurício Nabuco (1891 &#8211; 1979) em seu livro <em>Reflexões e reminiscências</em>, o Palace Hotel teria sido a <em>primeira grande hospedaria do Brasil</em> e se tornado o centro de jovens casais. Em seu bar teria nascido o hábito de se tomar um aperitivo <em>elegante</em> à hora do jantar.  Ainda sobre o bar: sua entrada independente teria atraido, segundo Lucia Meira Lima, a<em>s mais formosas “francesas” que aqui aportaram e despertavam paixões entre a jeunesse dorée e os balzaqueanos das décadas de 1920 e 1930. </em>Outros ambientes requintados do hotel eram o Salão Nobre, o Salão de Leitura e o Jardim de Inverno, que antecedia o salão que mais tarde abrigaria as exposições promovidas pela Associação dos Artistas Brasileiros (AAB), localizado ao fundo.</p>
<p>Várias homenagens, chás dançantes, recitais, almoços e jantares, bailes de carnaval eram realizados em seus salões. Foi no Palace Hotel que a poetisa gaúcha Iveta Ribeiro  (1886 – 1962) apresentou a revista <em>Brasil Feminino</em>, que dirigia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4769" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 6 de fevereiro de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23339" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86755" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23339" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ivetaribeiromalho-1937.jpg" alt="Iveta Ribeiro /  O Malho, 14 de janeiro de 1937" width="489" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/86755" target="_blank">Iveta Ribeiro (1886 &#8211; 1962) /<em> O Malho</em>, 14 de janeiro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32483" style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3724" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32483" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/almoço.jpg" alt="Almoço oferecido a Lucio Costa , diretor dda Escola de BElas Artes / Revista da Semana, 15 de agost de 1931" width="536" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3724" target="_blank">Almoço oferecido a Lucio Costa , diretor da Escola de Belas Artes /<em> Revista da Semana,</em> 15 de agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32484" style="width: 817px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4231" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32484" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/almoço1.jpg" alt="Revista da Semana, 7 de novembro de 1931" width="807" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4231" target="_blank">Almoço do Rotary Club / Revista da Semana, 7 de novembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32485" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4258" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32485" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/almoço2.jpg" alt="Chá no Palace Hotel em benefício dos Pobres Doentes de Botafaogo / REvista da Semana, 14 de agosto de 1931" width="519" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/4258" target="_blank">Chá no Palace Hotel em benefício dos Pobres Doentes de Botafaogo / Revista da Semana, 14 de novembro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_32488" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6419" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32488" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/livro.jpg" alt="Realização do 1º / salão do Livro, no Palace Hotel / Revista da Semana, 12 de novembro de 1932" width="547" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6419" target="_blank">Realização do 1º Salão do Livro, no Palace Hotel / <em>Revista da Semana</em>, 12 de novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32489" style="width: 777px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17041" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32489" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/baile.jpg" alt="Baile de carnaval no Palace Hotel / Revista da Semana, 6 de fevereiro de 1937" width="767" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17041" target="_blank">Baile dos Artistas no Palace Hotel / <em>Revista da Semana</em>, 6 de fevereiro de 1937</a></p></div>
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<p>Funcionou até 15 de setembro de 1950, quando o gerente <em>sr. Rubens Bokel de Freitas mandou que fosse cerrada em definitivo a porta principal daquele estabelecimento</em>, conforme informado no artigo <em>O fim de uma época</em>, de João Martins, publicado na revista<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/72746" target="_blank"> <em>O Cruzeiro</em>, 7 de outubro de 1950</a>. Teve seus bens leiloados. Foi demolido entre 1950 e 1951 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/3815" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de setembro de 1950, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/5943" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 24 de setembro de 1950</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/6837" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de novembro de 1950, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/8423" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de janeiro de 1951</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32427" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_07/8423" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32427" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/phenix9.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de janeiro de 1951" width="443" height="152" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_07/8423" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de janeiro de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu lugar foi erguido o Edifício Condomínio Marquês do Herval, projeto do escritório MMM Roberto, dos irmãos arquitetos Maurício, Marcelo e Milton; e uma das principais construções de arquitetura modernista do Rio de Janeiro. Foi inaugurado, em 1956,  com 36 andares, 35 mil metros quadrados de área construída e 600 unidades, incluindo as lojas e sobrelojas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32364" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/34834/34834_6.PDF" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32364" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/herval.jpg" alt="Edifício Marquês do Herval" width="407" height="484" /></a><p class="wp-caption-text">Edifício Marquês do Herval</p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O Palace Hotel como referência de vanguarda artística</strong></em></span></p>
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<p>Foi uma referência da vanguarda artística desde os primeiros anos da década de 1920. Diversas exposições de pintura e fotografia aconteceram em seus salões.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Algumas exposições de fotografia realizadas no Palace Hotel</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algumas importantes exposições de fotografia aconteceram no Palace Hotel, dentre elas, o Salão do Branco e Preto, e uma de <em>águas- fortes photographicas</em> de Fernando Guerra Duval (18? &#8211; 1959), em outubro de 1932 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6207" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 8 de outubro de 1932</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/77295" target="_blank"><em>O Malho</em>, 15 de outubro de 1932)</a>.</p>
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<div id="attachment_32583" style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/6207" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval6.jpg" alt="Revista da Semana, 8 de outubro de 1932" width="528" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/6207" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 8 de outubro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32575" style="width: 848px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/77295" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32575" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval2.jpg" alt="O Malho, 15 de outubro de 1932" width="838" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/77295" target="_blank"><em>O Malho,</em> 15 de outubro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em outubro de 1933, realizou-se outra exposição de Fernando Guerra Duval (18? &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/108499" target="_blank">1959</a>), um dos fundadores, em 1923, do Photo Club Brasileiro, uma associação de fotógrafos, no Rio de Janeiro, formada pelos associados do Photo Club do Rio de Janeiro, fundado em 1910, que se juntaram a fotógrafos de arte para debater as relações entre fotografia e arte. O Photo Club Brasileiro promovia cursos, concursos, exposições e excursões. Publicou as revistas <em>Photo Revista do Brasil</em> (1925 – 1926) e <em>Photogramma</em> (1926 – 1931). Também organizava salões anuais, o primeiro deles inaugurado em 4 de julho de 1924, no Liceu de Artes e Ofícios (A<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_05&amp;PagFis=12628" target="_blank">rtigo de Fernando Guerra Duval, na <em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de julho de 1924</a>), além de divulgar novas técnicas e estéticas, mantendo correspondência com sociedades internacionais de fotografia. Até o fim da década de 1940, foi uma instituição fundamental na difusão da ideia da fotografia como arte. Uma matéria da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=W00009&amp;PagFis=21691"><em>Para Todos</em>, de 17 de setembro de 1927</a>, sobre a quarta exposição anual do Photo Club, ilustrava essa função primordial da associação. Alguns de seus membros de destaque foram Alberto Friedmann, Barroso Neto, Herminia Borges, João Nogueira Borges, Oscar de Teffé e Silvio Bevilacqua. Foi um reduto do pictorialismo.</p>
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<div id="attachment_32501" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/8639" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32501" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval.jpg" alt="Revista da Semana, 28 de outubro de 1933" width="565" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/8639" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 28 de outubro de 1933</a></p></div>
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<p><span style="color: #000000;">Fernando, símbolo de elegância e frequentador dos mais requintados e intelectualizados salões cariocas desde as primeiras décadas do século XX, foi também poeta, ator e barítono. Foi casado com Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 – 1971), fundadora da Pró-Matre e também da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ao lado de <a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz  (1894 – 1976)</a> e Jerônima Mesquita (1880 – 1972), dentre outras. </span>Em 1939, era o presidente da Associação dos Artistas Brasileiros, cuja sede era o Palace Hotel. Em 1942, era seu coordenador-geral. Faleceu em novembro de 1959 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/3413" target="_blank"><em>A Rua</em>, 25 de outubro de 1916, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/7306" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, junho de 1927</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/2501" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 e 23 de setembro de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/8497" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de outubro de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/717" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 31 de julho de 1935, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/101087" target="_blank"><em>Fon Fon</em>, 2 de dezembro de 193</a>9; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/95057" target="_blank"><em>O Malho</em>, novembro de 1942</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/112562" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de dezembro de 1959, penúltima coluna).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32572" style="width: 890px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/25532" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/guerraduval1.jpg" alt="Fernando Guerra Duval é o primeiro em pé, da esquerda pra a direita; e Stella está entada / Fon Fon, 5 de agosto de 1916" width="880" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/25532" target="_blank">Fernando Guerra Duval é o primeiro em pé, da esquerda pra a direita; e Stella está sentada com a mão no queixo / <em>Fon Fon</em>, 5 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1935, foi realizada a Exposição Fotográfica do Touring Club do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/14017" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 14 de dezembro de 1935</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32502" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_03&amp;pagfis=14017" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32502" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/touring.jpg" alt="Revista da Semana, de 1937" width="640" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_03&amp;pagfis=14017" target="_blank"><em>Revista da Semana,</em> 14 de dezembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1937, realizou-se o Salão Pinturial Fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/18962" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 30 de outubro 1937</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32503" style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/18962" target="_blank"><img class="wp-image-32503 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/foto.jpg" alt="foto" width="268" height="198" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/18962" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 30 de outubro 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1938, foram as seguintes as exposições de fotografia no Palace:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32581" style="width: 566px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/158550/959" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32581" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval5.jpg" alt="Anuário Brasileiro de Literatura, 1939" width="556" height="208" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/158550/959" target="_blank"><em>Anuário Brasileiro de Literatura</em>, 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em outubro de 1939, realização de mais um Salão em Preto e Branco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32585" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval81.jpg"><img class="size-full wp-image-32585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval81.jpg" alt="Revista da Semana, 28 de outubro de 1939" width="294" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/24371" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 28 de outubro de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mês seguinte, no dia 4, foi inaugurada a exposição fotográfica de Jorge de Castro (? &#8211; 19?) intitulada <em>Clichês</em>, no Palace Hotel.  Foram exibidas imagens de paisagens rurais, de árvores, de habitações, de recantos poéticos do Rio de Janeiro, além de retratos de pessoas anônimas e também de registros do maestro Villa-Lobos, dos poetas Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Murilo Nery e Oswald de Andrade;, dos escritores Anibal Machado, Jorge Amado e José Lins do Rego; da pintora Adagisa Nery, do ministro Gustavo Capanema, dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/54861" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de novembro de 1939, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/24509" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de novembro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32496" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/24509" target="_blank"><img class="wp-image-32496 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/jorgedecastro1.jpg" alt="jorgedecastro1" width="264" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/24509" target="_blank"><em>Revista da Semana,</em> 18 de novembro de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>“Fundamentalmente realista, amando as visões da vida, ele as interpreta, porém, captando o momento e o ângulo rico ou compondo o ambiente em que a realidade capitula diante da luz e se converte numa expressão sugestiva e bela”.</em></p>
<p style="text-align: right;">Mário de Andrade sobre Jorge de Castro na crônica <em>O homem que se achou</em>,</p>
<p style="text-align: right;">1940</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Algumas exposições de pinturas realizadas no Palace Hotel</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32560" style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12046" target="_blank"><img class=" wp-image-32560" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/belas1.jpg" alt="Revista da Semmana, 24 de julho de 1926" width="704" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12046" target="_blank"><em>Revista da Semmana</em>, 24 de julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8230; <em>como a de artistas da Escola de Paris, trazida ao Brasil, em 1930 por Vicente do Rego Monteiro e Géo-Charle; a exposição de Arquitetura Tropical, em 1933; o Salão dos Novos, em 1926; o Salão de Maio, em 1936; Além das primeiras individuais de Cícero Dias, em 1928; Ismael Nery, Portinari e Tarcila do Amaral, em 1929; Bruno Lechovski, em 1931; e outras de Scliar, Segall, Armando Viana, Waldemar da Costa, Kaminagai, Nivouliés de Pierrefort, Manuel Constantino, Colette Pujol, Dimitri Ismailovitch etc. Na década de 50, o Palace Hotel seguia realizando exposições, porém menos significativas e provavelmente sem o aval da Associação dos Artistas Brasileiros.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em></p>
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<div id="attachment_32555" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/foujita.jpg"><img class=" wp-image-32555" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/foujita.jpg" alt="De Ismael Nery, Exposição Foujita no Palace Hotel - 1931" width="700" height="563" /></a><p class="wp-caption-text">De Ismael Nery, Exposição Foujita no Palace Hotel &#8211; 1931</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro registro de uma exposição realizada no Palace é de 1923 quando Sylvia Meyer (1889 &#8211; 1955) mostrou, em um de seus salões, retratos em pastel que foram muito bem recebidos pela crítica e pelo público. Foi sua primeira exposição individual. Voltou a expor no Palace Hotel, em 1932, e a poetisa e feminista Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971), uma das organizadoras do I Salão de Arte Feminina, em 1931, escreveu uma crítica muito favorável à artista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/11840" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de outubro de 1932, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32584" style="width: 545px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6207" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/guerraduval8.jpg" alt="Revista da Semana, 8 de outubro de 1932" width="535" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/6207" target="_blank">Exposição de Sylvia Meyer, em 1932<em> / Revista da Semana</em>, 8 de outubro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de 1929, o Palace Hotel sediou muitas exposições sob o patrocínio da Associação dos Artistas Brasileiros (AAB), fundada por iniciativa dos artistas plásticos e irmãos Armando e Mário Navarro Costa, e pelo jornalista, escritor, dramaturgo, professor, historiador e crítico de arte Celso Kelly (1906 &#8211; 1979). A Associação dos Artistas Brasileiros surgiu a partir do convívio de artistas plásticos dos mais variados ramos durante o 1º Salão dos Artistas Brasileiros, sediado no salão nobre da Biblioteca Nacional, em 1928. Sua sede, após passar pelo Liceu e Artes e Ofícios e pelo Teatro Cassino, passou a ser, em fins de 1929, o Palace Hotel, onde promoveu exposições antológicas.</p>
<p>Além das já citadas exposições, o Palace Hotel também recebeu, em 1927, uma exposição conjunta de Oswaldo Goeldi (1895 &#8211; 1961) com o príncipe russo Paulo Gagarin (1885 &#8211; 1980); de Tarsila do Amaral (1886 &#8211; 1973), em 1929; de Gilberto Trompovski (1908 &#8211; 1982), em 1930; de Levino Fânzeres (1884 &#8211; 1956), em 1931; de Haydéa (1896 &#8211; 1980) e Manoel Santiago (1897 &#8211; 1987) e de Eugenio Latour (1874 &#8211; 1942), em 1932; de Hernani do Irajá (1895 &#8211; 1969), de Georgina de Albuquerque (1895 &#8211; 1962), de Olga Mary (1891 &#8211; 1963) e Raul Pedrosa (1892 &#8211; 1962), de Oswaldo Teixeira (1905 &#8211; 1974) e do francês Marcel Féguide (1888 &#8211; 1968), em 1933; do retratista português Henrique Medina (1901 &#8211; 1988), do polonês Konstanty Brandel (1880 &#8211; 1970), do italiano José Boscagly (1862 &#8211; 1945), em 1935; de alunos de Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962), em 1936; de Alberto da Veiga Guignard (1896 &#8211; 1962), de Sarah Villela de Figueiredo (1903 &#8211; 1958), em 1938; dentre inúmeras outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32561" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/24493" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32561" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/tarsila.jpg" alt="Retrato de Tarsila do Amaral que ilustrou a capa do catálogo de sua exposição realizada enre 20 e 30 de julho de 1929, no Palace Hotel / Paratodos, 1928" width="374" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/24493" target="_blank">Retrato de Tarsila do Amaral por ela mesma, que ilustrou a capa do catálogo de sua exposição realizada entre 20 e 30 de julho de 1929, no Palace Hotel / <em>Paratodos,</em> 11 de agosto de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A já mencionada exposição organizada por Vicente do Rego Monteiro (1899 &#8211; 1970), foi a primeira mostra de arte moderna europeia na América do Sul e congregou obras de artistas do calibre de Fernand Léger (1881 &#8211; 1955), Georges Braque (1882 &#8211; 1963), Pablo Picasso (1881 &#8211; 1973) e Raoul Dufy (1877 &#8211; 1953).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32486" style="width: 629px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/exposição1.jpg"><img class="wp-image-32486" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/exposição1.jpg" alt="Expoisção de Haydéa e Manoel Santiago no Palace Hotel / Revista da Semana, de 1932" width="619" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5189" target="_blank">Exposição de Haydéa e Manoel Santiago no Palace Hotel / Revista da Semana, 16 de abril de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32487" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5570" target="_blank"><img class=" wp-image-32487" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/exposição2.jpg" alt="Exposição de Eugenio Latour no Palace Hotel / Revista da Semana, 18 de junho de 1932" width="699" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/5570" target="_blank">Exposição de Eugenio Latour no Palace Hotel /<em> Revista da Semana</em>, 18 de junho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi também no Palace Hotel que o mundialmente famoso arquiteto norte-americano Frank Lloyd Wright (1867 &#8211; 1959) proferiu sua  última palestra da temporada que passou no Rio de Janeiro, entre 2 e 24 de outubro de 1931.</p>
<p>Segundo Adriana Marta Irigoyen de Toucedo:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/arquiteto.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32491" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/arquiteto.jpg" alt="arquiteto" width="450" height="240" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Palace Hotel foi personagem de uma das poesias do grande Manuel Bandeira que revelou, em uma entrevista ao cronista Paulo Mendes Campos (1922 &#8211; 1991), publicada na <em>Revista Província de São Pedro</em>, em 1949, que ela referia-se à <em>Lembrança de uma farra de Carnaval com Cícero Dias no saguão do Palace Hotel</em>. <em>Rondó do Palace Hotel </em>foi publicada no livro <em>Estrela da Manhã</em> (1936).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32479" style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/palace-hotel-alerta-preservacao-patrimonio-cultural/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32479" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/exposição.jpg" alt="Cândido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo de Mello Franco na exposição de Portinari no Palace Hotel, década de 1930 / Acervo Projeto Portinari" width="636" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/palace-hotel-alerta-preservacao-patrimonio-cultural/" target="_blank">Cândido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo Mello Franco de Andrade na exposição de Portinari no Palace Hotel, década de 1930 / Acervo Projeto Portinari</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Rondó do Palace Hotel</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">por Manuel Bandeira</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">No hall do Palace o pintor</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Cícero Dias entre o Pão</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">De Açúcar e um caixão de enterro</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">(É um rei andrógino que enterram?)</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Toca um jazz de pandeiro com a mão que o Blaise Cendrars perdeu na guerra.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Deus do céu, que alucinação!</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Há uma criatura tão bonita</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Que até os olhos parecem nus:</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Nossa Senhora da Prostituição!</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">-“Garçom, cinco martínis!” Os</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Adolescentes cheiram éter</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">No hall do Palace.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Aqui ninguém dá atenção aos préstitos</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">(Passa um clangor de clubes lá fora):</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Aqui dança-se, canta-se, fala-se</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">E bebe-se incessantemente</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Para esquecer a dor daquilo</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">Por alguém que não está presente</span></em><br />
<em> <span style="color: #800000;">No hall do Palace.</span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;">Andrea C.T. Wanderley</span></span></p>
<p style="text-align: left;">Editora e Pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BULCÃO, Clóvis. <em>Os Guinle: a história de uma dinastia</em>. Rio de Janeiro : Intrínseca, 2015.</p>
<p>BATISTA, Antonio José de Sena. <a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/34834/34834_6.PDF" target="_blank"><em>Arquitetos sem halo: a ação dos escritórios M.M.M.Roberto e Henrique Mindlin Arquitetos Associados</em>.</a> Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em História Social da Cultura, do Departamento de História da PUC-Rio, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em História, março de 2013.</p>
<p>CATTAN, Roberto Correia de Mello.<a href="https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/5103/5103_6.PDF" target="_blank"> <em>A Família Guinle e a Arquitetura do Rio de Janeiro Um capítulo do ecletismo carioca nas duas primeiras décadas do novecentos. </em></a>Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História do Departamento de História da PUC-Rio, novembro de 2013.</p>
<p>CAVALCANTI, Lauro, org., <em>Quando o Brasil Era Moderno Artes plásticas no Rio de Janeiro 1905-1960</em>, Rio de Janeiro : Aeroplano Editora, 2001.</p>
<p>COSTA, Helouise. <em>Pictorialismo e Imprensa: O Caso da Revista O Cruzeiro (1928-1932)</em>. In: FABRIS, Annateresa (org.).<em> Fotografia:  Usos e Funções no Século XIX</em>. 2 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. (Texto &amp; Arte, 3).</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MARCHESAN, Luiz Gonzaga. <a href="http://anpoll.org.br/eventos/enanpoll2018/wp-content/uploads/2018/06/LMarchezan.pdf" target="_blank">Antonio Cândido na revista <strong>Texto</strong></a>.</p>
<p>MENDES, Ricardo org.<a href="http://www.fotoplus.com/antologia/img/antologia-brasil-1890-1930-internet.pdf" target="_blank"><em> Pensamento crítico em fotografia &#8211; Antologia Brasil &#8211; 1890 &#8211; 1930</em></a>. FUNARTE, 2013.</p>
<p>MORAES, Frederico. <em>Cronologia das Artes Plásticas no Brasil 1816-1994</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 2001.</p>
<p><a href="https://www.clubenaval.org.br/novo/?q=Sobre-o-Clube-Naval" target="_blank">Site Clube Naval</a></p>
<p><a href="https://www.estilosarquitetonicos.com.br/palace-hotel/" target="_blank">Site Estilos Arquitetônicos</a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/256" target="_blank">Site Inepac</a></p>
<p>SOARES, Débora Poncio. <a href="https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/14979/1/DPSoares.pdf" target="_blank"><em>ENTRE APAGAMENTOS E LEMBRANÇAS: A artista Sylvia Meyer (1889 &#8211; 1955)</em></a>. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de bacharel em História da Arte, 2021.</p>
<p>TOUCEDO, Adriana Marta Irigoyen de. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18131/tde-22092022-110720/publico/Touceda_Adriana_mestrado.pdf" target="_blank"><em>Frank Lloyd Wright e o Brasil</em></a>.  Dissertação de Mestrado &#8211; Escola de Engenharia de São Carlos &#8211; Universidade de São Paulo, 2000.</p>
<p>XAVIER, Roger Ferreira. <em><a href="http://www.repositorio-bc.unirio.br:8080/xmlui/bitstream/handle/unirio/13276/rogerxavierdissertacao.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Os comediantes: da gênese à formulação do teatro do futuro (1938-1942)</a>.</em> Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Título de Mestre em Artes Cênicas. Linha de Pesquisa: História e Historiografia do Teatro e das Artes</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f3BfL2X_7vM" target="_blank">Youtube &#8211; O LUXUOSO PALACE HOTEL DOS PRESIDENTES E ARTISTAS MODERNISTAS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série O Rio de Janeiro desaparecido</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III – <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV<em> -</em><em> </em><i>A via elevada da Perimetral<strong>,</strong></i> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>V<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i>, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong>, </strong>d</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i>O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i>O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>VIII<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i>A demolição do Morro do Castelo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong>, </strong>publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>IX<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><i>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de novembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>X<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i>No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i>, </i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898">Série</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i> O Rio de Janeiro desaparecido </i>XI<i> – </i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i>A Estrada de Ferro do Corcovado e o</i> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> – O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> – </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> – A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XVII<em> – Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados, futuro prédio do Ministério da Agricultura</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre hotéis</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #800000;"><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2950" target="_blank"><em>Hotéis do século XIX e do início do século XX no Brasil</em>, publicado em 5 de novembro de 2015 , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #800000;"><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2950" target="_blank"><em>O Hotel Glória – antes e depois</em>, publicado em 21 de dezembro de 2017, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>Copacabana Palace, símbolo do glamour carioca</em>, publicado em 13 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28263" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>O Hotel Pharoux por Revert Henrique Klumb</em>, publicado em 15 de junho de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>O centenário do Copacabana Palace, quintessência do “glamour” carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gir</em>e, publicado em 13 de agosto de 2023, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></p>
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		<title>Série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; III &#8211; Copacabana Palace, símbolo do &#8220;glamour&#8221; carioca</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 13:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Copacabana Palace, símbolo do "glamour" carioca e considerado um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro é o tema do terceiro artigo da série "Hotéis do Brasil". Era, na época de sua inauguração, o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade. A Brasiliana Fotográfica destaca registros do hotel produzidos por Augusto Malta (1864 - 1957) que, entre 1903 e 1936, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, e imagens aéreas realizadas por um fotógrafo ainda não identificado. Inaugurado em 13 de agosto de 1923, ao longo de sua existência hospedou reis, artistas internacionais e políticos. É um marco na ocupação e na paisagem de Copacabana e muito contribuiu para a projeção internacional do Rio de Janeiro. Foi projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire e seu fundador foi o empresário Otávio Guinle.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Copacabana Palace, símbolo do <em>glamour</em> carioca e considerado um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, é o tema do terceiro artigo da série <em>Hotéis do Brasil</em>. Na época de sua inauguração, era o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade. A Brasiliana Fotográfica destaca registros do hotel produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> que, entre 1903 e 1936, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, e imagens aéreas realizadas por um fotógrafo ainda não identificado. Estas últimas pertencem à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16899" target="_blank">Coleção Particular Oliveira Reis</a>, do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8285/014AM006001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8285" target="_blank">Augusto Malta. Fachado do Hotel Copacabana Palace, 5 de julho de 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção de um hotel de luxo na avenida Atlântica, recém duplicada e iluminada pelo prefeito Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, bairro que concentrava a aristocracia moderna do Rio de Janeiro, fazia parte dos preparativos  para a celebração do centenário da independência do Brasil, em 1922. O presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) submeteu o projeto ao empresário Octávio Guinle (1886 &#8211; 1968), membro de uma das mais ricas e tradicionais famílias do Brasil e dono do Palace Hotel, no Rio de Janeiro, e do Hotel Esplanada, em São Paulo. Ele aceitou o desafio, porém o Copacabana Palace só ficou pronto em 1923 quando a Exposição Internacional do Centenário da Independência, aberta em 7 de setembro de 1922, já havia sido encerrada, em 24 de julho de 1923.</p>
<p>Ao longo de sua existência o hotel foi visitado ou hospedou reis, artistas, intelectuais e políticos como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/39840" target="_blank">Ava Gardner (1922 &#8211; 1990)</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/81789" target="_blank">Janis Joplin (1943 &#8211; 1970)</a>, Hebe Camargo (1929 &#8211; 2012), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/31466" target="_blank">Lady Di (1961 &#8211; 1997) e Príncipe Charles (1948 &#8211; )</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/109722" target="_blank">Mick Jagger (1943 &#8211; )</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/10303" target="_blank">Orson Welles (1915 &#8211; 1985)</a>, Paul McCartney (1942 &#8211; ), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36520" target="_blank">Santos Dumont (1873 &#8211; 1932)</a>, Washington Luís (1869 &#8211; 1957) e os futuros reis <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/12210" target="_blank">Edward VIII (1894 &#8211; 1972) e George VI (1895 &#8211; 1952)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6144" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6144/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.08_.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6144" target="_blank">Copacabana Palace, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22copacabana+palace%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Hotel Copacabana Palace disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Copa, apelido pelo qual ficou conhecido, teve seu batismo oficial realizado em 13 de agosto de 1923 com a visita do presidente da República, Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), em companhia de outras autoridades, dentre elas o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964). Foram recebidos por Octávio Guinle. No dia seguinte o hotel começou a receber hóspedes, <em>distintos turistas e brasileiros da melhor sociedade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9451" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de agosto de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14168" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de agosto de 1923, segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/180" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 19 de agosto de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18046" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14150" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/propaganda1.jpg" alt="O Paiz, 12 de agosto de 1923" width="502" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14150" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inspirado nos hotéis Negresco, em Nice, e no Carlton, em Cannes &#8211; ambos na França &#8211; e situado na avenida Atlântica 1.702, o Copacabana Palace é um marco na ocupação e na paisagem de Copacabana e contribuiu para a projeção internacional do Rio de Janeiro. Seu arquiteto foi o francês Joseph Gire (1872 &#8211; 1933), responsável por outras obras como a do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">Hotel Glória</a> e a do Edifício Joseph Gire, que ficou conhecido como Edifício A Noite. Gire, formado pela <em>École Nationale Supérieure des Beaux-Arts</em> de Paris, desembarcou no Rio de Janeiro em 1916. O engenheiro responsável pela obra do Copa foi Cesar de Mello e Cunha (1898 &#8211; 1991). O hotel  foi construído com cimento alemão, mármore de Carrara, e adornado com vidros e lustres da Tchecoslováquia, móveis franceses, tapetes ingleses e cristais da Boêmia. Suas porcelanas eram Limoges.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18043" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14298" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/propaganda.jpg" alt="O Paiz, 25 de agosto de 1923" width="610" height="802" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14298" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de agosto de 19</a>23</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A principal atração de seu baile de inauguração, que contou com figuras importantes da República, era a dançarina francesa Mistinguett (1875 &#8211; 1956), mas o show foi cancelado na véspera por seus empresários. Mesmo assim o evento foi um sucesso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9672" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de setembro de 1923, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14377" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de agosto de 1923, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14384" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 1º de setembro de 1923, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22465" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5392" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22465" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/revista.jpg" alt="Revista da Semana, 1º de setembro de 1923" width="555" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5392" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 1º de setembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi ambientado no Copa o filme <em>Voando para o Rio</em> (1933), estrelado por Fred Astaire (1899 &#8211; 1987) e Ginger Rogers (1911 &#8211; 1995) &#8211; que pela primeira vez apareceram dançando juntos em um filme -, Dolores del Rio (1904 &#8211; 1983)e Gene Raymond (1908 &#8211; 1998).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18082" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-18082 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/CARTAZ.jpg" alt="CARTAZ" width="183" height="258" /><p class="wp-caption-text">Cartaz do filme Voando para o Rio</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De 1924 a 1946, o Copa abrigou o Cassino Copacabana &#8211; nesse período ficou um tempo fechado e foi reaberto em maio de 1933 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/47810" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 26 de janeiro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3992" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 13 de maio de 1933, primeira coluna</a>). Diversos artistas nacionais e internacionais apresentaram-se em seu lendário <em>Golden Room</em>, inaugurado em 26 de dezembro de 1940 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/3614" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 28 de dezembro de 1940</a>), dentre eles Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), Charles Aznavour (1924 &#8211; 2018), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/35517" target="_blank">Edith Pia</a>f(1915 &#8211; 1963), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_08/4247" target="_blank">Ella Fitzgerald</a> (1917 &#8211; 1996), Josephine Baker (1906 &#8211; 1975), Marlene Dietrich (1901 &#8211; 1992), Maurice Chevalier (1888 &#8211; 1972), Nat King Cole (1919 &#8211; 1965), Ray Charles (1930 &#8211; 2004) e Yves Montand (1921 &#8211; 1991).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18087" style="width: 780px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=4448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18087" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/golden.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de dezembro de 1940" width="770" height="216" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=089842_05&amp;pagfis=4448" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de dezembro de 1940</a></p></div>
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<p>Em 1989, a família Guinle vendeu o Copacabana Palace para o grupo Orient-Express, posteriormente, Belmond, que foi vendido para o grupo francês LVMH, em dezembro de 2018. O hotel é tombado em nível federal, estadual e municipal.</p>
<p><span style="color: #000000;">Devido à pandemia do coronavírus, pela primeira vez desde sua inauguração o hotel foi fechado, em 10 de abril de 2020. Andrea Natal, diretora geral do Grupo Belmond do Brasil, que administra o estabelecimento, e o cantor e compositor Jorge Ben Jor (1945 -), que vive lá desde 2018, foram os únicos que continuaram no hotel. Foi anunciado que seria reaberto no dia 20 de agosto de 2020.</span></p>
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<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3168" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3168/icon1330146.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3168" target="_blank">Augusto Malta. Praia de Copacabana vista do pátio do Copacabana Palace Hotel, 19?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>BOECHAT, Ricardo. <em>Copacabana Palace: um hotel e sua história</em>. São Paulo: DBA, 1998.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/asmais/2015/09/1676791-dez-momentos-historicos-do-copacabana-palace.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 16 de setembro de 2015</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://istoe.com.br/copacabana-palace-e-vendido-para-grupo-frances/" target="_blank"><em>IstoÉ</em>, 17 de dezembro de 2018</a></p>
<p>O’DONNELL, Julia. <em>A invenção de Copacabana: culturas urbanas e estilos de vida no Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.</p>
<p><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/familia-guinle-inaugura-hotel-de-luxo-em-1923poe-copacabana-no-mapa-mundi-9420528" target="_blank"><em>O Globo</em>, 13 de agosto de 2008</a></p>
<p><a href="http://www.ipatrimonio.org/rio-de-janeiro-copacabana-palace-hotel/#!/map=38329&amp;loc=-22.966924999999986,-43.17901000000001,17" target="_blank">Site I-Patrimônio</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/10/30/ult5772u1317.jhtm" target="_blank"><em>UOL Notícias</em>, 30 de outubro de 2008</a></p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/02/copacabana-palace-rio-de-janeiro-reabertura.htm" target="_blank"><em>Uol Notícias</em>, 2 de julho de 2020</a></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; II &#8211; O Hotel Glória &#8211; antes e depois</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Dec 2017 02:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[antes e depois]]></category>
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		<description><![CDATA[No segundo artigo da série "Hotéis do Brasil", a Brasiliana Fotográfica destaca dois registros dos bairros da Glória e do Flamengo, no Rio de Janeiro, produzidas pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 - 1965). As imagens são de 1917 e 1922 e mostram a mesma região: na primeira, vemos o terreno em que seria construído o Hotel Glória e, na segunda, já vemos o edifício concluído. O efeito antes e depois é um dos aspectos mais atraentes, interessantes e poderosos da fotografia, capaz de registrar desde as pequenas às grandes transformações da humanidade - por exemplo, suas paisagens, construções e população. O Hotel Glória, aberto em 15 de agosto de 1922, com uma bênção realizada pelo arcebispo D. Sebastião Leme, foi o primeiro cinco estrelas do Brasil.
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				<content:encoded><![CDATA[<p>No segundo artigo da série <em>Hotéis do Brasil</em>, a Brasiliana Fotográfica destaca dois registros dos bairros da Glória e do Flamengo, no Rio de Janeiro, produzidas pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965).</a> As imagens são de 1917 e 1922 e mostram a mesma região: na primeira, vemos o terreno em que seria construído o Hotel Glória e, na segunda, já vemos o edifício concluído. <span style="color: #333333;">O efeito antes e depois é um dos aspectos mais atraentes, interessantes e poderosos da fotografia, capaz de registrar desde as pequenas às grandes transformações da humanidade &#8211; por exemplo, suas paisagens, construções e população.</span></p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3942" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3942/47607.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="" width="703" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3942" target="_blank">Jorge Kfuri. Os bairros da Glória e Flamengo. Local onde seria construído o Hotel Glória. Na parte central da foto os jardins do Palácio do Catete, 1917. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3955" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3955/47606.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3955" target="_blank">Jorge Kfuri. O Hotel Glória, construído para as festas do Centenário da Independência, já concluído, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p>O Hotel Glória, aberto em 15 de agosto de 1922, com uma bênção realizada pelo arcebispo D. Sebastião Leme (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10502" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de agosto de 1922</a>), foi o primeiro cinco estrelas do Brasil e também o primeiro prédio em concreto armado da América do Sul. Sua construção, motivada pelas festas do primeiro centenário da Independência do Brasil, foi uma iniciativa da firma Rocha Miranda &amp; Filhos.</p>
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<div id="attachment_28153" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152146" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28153" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/gloria.jpg" alt="Fon-Fon, 7 de setembro de 1922" width="283" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152146" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
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<p>Em estilo clássico, o Hotel Glória abrigava um cassino, um teatro, diversos salões de festas, além de 150 quartos. Seus arquitetos foram o francês Joseph Gire ( 1872 &#8211; 1933) e o alemão Sylvio Riedlinger. Gire foi responsável por outros importantes prédios cariocas como o do Hotel Copacabana Palace, do Edifício Joseph Gire, mais conhecido como <em>A Noite</em>, e do Palácio das Laranjeiras, em parceria com Armando Silva Telles, dentre outros. Era formado pela <em>École Nationale Supérieure des Beaux-Arts</em> de Paris e desembarcou no Rio de Janeiro a convite da abastada e influente família Guinle.</p>
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<div id="attachment_18490" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pesq=centen%C3%A1rio&amp;pasta=ano%20192" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18490" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/careta.jpg" alt="Careta, 9 de setembo de 1922" width="499" height="756" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pesq=centen%C3%A1rio&amp;pasta=ano%20192" target="_blank"><em>Careta,</em> 9 de setembo de 1922</a></p></div>
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<p>Em março de 2008, o Glória foi comprado pelo empresário Eike Batista, que anunciou uma grande reforma que o tornaria um seis estrelas, um marco na história da hotelaria do Rio. Seria reaberto como Gloria Palace para a Copa do Mundo de 2014. Porém, com a crise no Grupo EBX, de Eike, a reforma foi paralisada, em 2013. No início de 2016, o hotel passou às mãos do fundo árabe Mubadala, de Abu Dhabi. O Hotel Glória Luxury Residence é um retrofit do Fundo de Investimento Imobiliário Opportunity que está transformando o Hotel Glória em um residencial (2022).</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre hotéis</strong></em></span></p>
<p><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2950" target="_blank"><em>Hotéis do século XIX e do início do século XX no Brasil</em>, publicado em 5 de novembro de 2015 , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>Copacabana Palace, símbolo do glamour carioca</em>, publicado em 13 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28263" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>O Hotel Pharoux por Revert Henrique Klumb</em>, publicado em 15 de junho de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203" target="_blank"><em>O centenário do Copacabana Palace, quintessência do “glamour” carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gir</em>e, publicado em 13 de agosto de 2023, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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