 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; fotografia aérea</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=fotografia-aerea" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 18:49:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Série “Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica” VIII – O Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, fotografado por Angelo Regato e por fotógrafos ainda não identificados</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=42625</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=42625#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Angelo Regato]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil x Uruguai]]></category>
		<category><![CDATA[caricatura]]></category>
		<category><![CDATA[Cássio Loredano]]></category>
		<category><![CDATA[Copa de 1950]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[derrota]]></category>
		<category><![CDATA[Estádio do Maracanâ]]></category>
		<category><![CDATA[Estádio Jornalista Mário Filho]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[inauguração]]></category>
		<category><![CDATA[Maracanaço]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[seleção brasileira de futebol]]></category>
		<category><![CDATA[seleção uruguaia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=42625</guid>
		<description><![CDATA[Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série "Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica", celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, construída para receber a Copa do Mundo de 1950. Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato, que ficou conhecido como um dos primeiros fotógrafos a usar uma teleobjetiva no Brasil. Selecionamos também imagens aéreas do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Mostram o estádio ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Publicamos um breve perfil e uma cronologia de Angelo Regato, a 73ª da sessão Cronologia de Fotógrafos do portal. Vida longa ao "Maraca"!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série <em>Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica</em>, celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, um templo do futebol mundial, símbolo de uma das grandes paixões nacionais, patrimônio cultural brasileiro e orgulho dos cariocas. Foi construída para a Copa de 1950.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14405/036AESTA0059F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank">Angelo Regato. Estádio de Maracanã, 1948 &#8211; 1950. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato (1912 &#8211; 1993), que ficou conhecido como um dos primeiros fotojornalistas a usar uma teleobjetiva no Brasil, provavelmente o primeiro. Chefiou o Departamento de Fotografia dos Diários Associados de 1952 até 1975, quando se aposentou, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio.</em> Sobre ele, publicamos um breve perfil e uma cronologia, a 72ª da seção <em>Cronologia de Fotógrafos</em>, da Brasiliana Fotográfica. Selecionamos também imagens aéreas do Maracanã do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras do portal. Mostram o estádio, carinhosamente apelidado de <em>Maraca</em>, ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Vida longa ao <em>Maraca</em>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11566/Alb%200290%20025%20CT.jpg.jpg?sequence=6&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank">Escola da Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 5 de janeiro de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/438" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Estádio do Maracanã pertencente ao acervo da Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45274" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg"><img class="size-full wp-image-45274" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg" alt="Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi marcou o primeiro gol do Maracanã e Pelé marcou seu milésimo gol no estádio" width="461" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi foi o autor do primeiro gol marcado no Maracanã e Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira e também seu milésimo gol no estádio / <em>Pasmado,</em> 3 de junho de 2026</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de algumas fotografias exibidas neste artigo, mais uma vez pode-se constatar que as hemerotecas digitais, no caso a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, são ferramentas de pesquisa poderosas e indispensáveis, principalmente na busca de registros históricos nos periódicos. Porém, devido a velhos sistemas de impressão, as imagens ficam prejudicadas. Daí a importância da conservação dos acervos fotográficos originais, que nenhuma hemeroteca conserva com a mesma nitidez.<em><strong> </strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14401/036AESTA0058F012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank">Angelo Regato. Serviço de auto-falante do Estádio do Maracanã, publicado em 3 de junho de 1950, no O Jornal. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44215" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44215" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato15.jpg" alt="O Jornal, 3 de junho de 1950" width="537" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 3 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1946, o Brasil foi escolhido pela FIFA como sede da Copa do Mundo de 1950 e precisava de um grande estádio para receber os jogos. A construção do Maracanã foi muito criticada pelo então vibrante e emergente orador e vereador pela União Democrática Nacional (UDN), Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), devido aos gastos e à localização escolhida para o estádio, defendendo que fosse edificado em Jacarepaguá. O compositor Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), já consagrado internacionalmente, então vereador no Rio de Janeiro, também pela UDN, e defensor da construção do estádio no terreno do antigo Derby Club, na Tijuca, encomendou ao Ibope uma pesquisa de opinião para que a população escolhesse entre os dois locais. O instituto fez a pesquisa durante jogos dos principais clubes de futebol cariocas. Resultado: 56,8% dos entrevistados escolheram o Derby Club e 9,7%, Jacarepaguá; 6,9% sugeriram outras regiões como Centro, Gávea, Quinta da Boavista e Cascadura. Além disso, 79,2% achavam necessária a construção de um estádio para a cidade e 53,6% se dispunham a arcar com algum ônus tributário para que a prefeitura financiasse a obra. O poeta venceu o tribuno!</p>
<p style="text-align: left;">A pedra fundamental do Estádio do Maracanã foi lançada em 20 de janeiro de 1948. O coronel Herculano Gomes (1899 &#8211; 1963) presidia a Comissão de Construção do Estádio Municipal. Seus arquitetos eram Antonio Dias Carneiro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Rafael Galvão.  E seus engenheiros estruturais, Alberto Rodrigues da Costa, Antonio Alves Noronha, Paulo Fragoso e Sergio Matos de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de janeiro de 1948</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14403/036AESTA0058F016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank">Angelo Regato. Lançamento da pedra fundamental do Estádio do Maracanã, 20 de janeiro de 1948. Na foto de cima, à esquerda, o prefeito do Rio de Janeiro, Mendes de Moraes, discursando e sendo observado pelo cardeal do Rio de Janeiro, dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Na foto de cima, à direita, Mendes de Moraes. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo do IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44118" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><img class=" wp-image-44118" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã7.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="701" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44121" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44121" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã8.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="363" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em junho de 1948, Angelo Regato registrou o local onde seria erguido o Maracanã e as obras ainda não haviam sido iniciadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 813px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14407/036AESTA0059F017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="803" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank">Angelo Regato. Estádio do Maracanã, 22 de junho de 1948. Rio de Janeiro, RJ. Local onde seria construído do Maracanã / Diários Associados (RJ) / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44267" style="width: 819px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><img class=" wp-image-44267" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã10.jpg" alt="Local onde seria construído o Estádio do Maracanã / Diário da Noite, 22 de junho de 1948" width="809" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><em>Há 5 meses e dois dias foi lançada aqui a pedra fundamental do Estádio Municipal&#8230;mas a terra é seca, até hoje não brotou&#8230;</em> Angelo Regato, autor da foto, não foi creditado/<em> Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O maior estádio do mundo* começou a ser erguido em 17 de agosto de 1948, cerca de sete meses após o lançamento de sua pedra fundamental (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45971" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 17 de agosto de 1948, terceira coluna</a>). No inicio das obras, havia 1.500 homens trabalhando. Nos últimos meses eram 3.000 operários. <em>&#8220;A arquitetura de formato oval mede 317 metros no eixo maior e 279 metros no menor. A altura do estádio corresponde a um prédio de seis andares. Os ferros utilizados dariam volta e meia no planeta; foram 500 mil sacos de cimento, 60.000 m2 de pedras e 45.000 m2 de areia&#8221; </em>(<em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank">Jornal da Unicamp,</a></em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"> 22 de abril e 4 de maio de 2003</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44248" style="width: 769px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><img class=" wp-image-44248" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã9.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de agosto de 1948" width="759" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><em>Pela primeira vez um flagrante real e honesto das atividades de construção do Estádio Municipal só agora efetivamente iniciadas. </em>Foto de Parreira<em> / Diário da Noite,</em> 19 de agosto de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Maracanã foi inaugurado com a presença do então presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), de todos os seus ministros, do prefeito do Rio de Janeiro, o general Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990), e de várias outras autoridades. Foi abençoado pelo cardeal dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Tornou-se o maior estádio de futebol do mundo, com capacidade técnica para cerca de 155.000 a 200.000 pessoas, superando o <span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="" data-processed="true">Hampden Park, na Escócia</span>. Atualmente, o Maracanã é o 25º &#8211; hoje só pode abrigar oficialmente 94 751 pessoas. O maior do mundo é o Estádio Rungrado Primeiro de Maio (114.000 lugares), na Coreia do Norte, inaugurado em 1º de maio de 1989 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3664" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 16 de junho de 1950</a>; <a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 853px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14402/036AESTA0058F015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="843" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank">Estádio do Maracanã. O presidente Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), no centro da foto, estava presente na inauguração do estádio, 16 de junho de 1950. Do seu lado direito, o prefeito do Rio de Janeiro, Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990). Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44117" style="width: 863px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44117" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã6.jpg" alt="O Jornal, 17 de junho de 1950" width="853" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a grandiosidade da <em>obra titânica</em>, a maior construção em concreto armado até então realizada, com capacidade para mais de 150 mil pessoas, José Lins do Rego (1901 &#8211; 1957) escreveu:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42713" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42713" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã2.jpg" alt="José Lins do REgo sobre o Estádio do Maracanã / O Jornal, 17 de junho de 1950" width="508" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank">José Lins do Rego sobre o Estádio do Maracanã / <em>O Jornal</em>, 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia seguinte à inauguração, foi realizado um jogo entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os paulistas venceram por 3 a 1, mas foi o carioca Didi (1928 &#8211; 2001), do Fluminense, que marcou o primeiro gol no estádio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42714" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228"><img class=" wp-image-42714" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã3.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1950" width="699" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 18 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poucos dias depois, foi o palco da abertura da Copa do Mundo de 1950, em 24 de junho, quando a seleção brasileira goleou a mexicana por 4 a 0 (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3823" target="_blank"> 24 de junho de 1950</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3877" target="_blank">26 de junho de 1950</a>). E também foi o cenário da final docampeonato, em 16 de julho, que ficou conhecida como <em>Maracanaço</em><b>, </b>quando o Brasil foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1. Foi, como escreveu Nelson Rodrigues (1912 &#8211; 1980), a nossa Hiroshima: <em>“Uma humilhação jamais cicatrizada, que ainda pinga sangue</em>”. O Maracanã, com quase 200 mil pessoas, oficialmente 199.584, até hoje recorde de espectadores em um jogo de futebol, ficou em silêncio. Foi uma verdadeira tragédia esportiva nacional. Antonio Olinto (1919 &#8211; 2009), José Lins do Rego e Vargas Neto (1903 &#8211; 1977) publicaram crônicas sobre a derrota no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/36751" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, de 18 de julho de 1950</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Derrota</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">José Lins do Rego</p>
<p><em>&#8220;Vi um povo de cabeça baixa, de lágrimas nos olhos, sem fala, abandonar o Estádio Municipal, como se voltasse de enterro de um pai muito amado. Vi um povo derrotado, e mais que derrotado, sem esperança. Aquilo me doeu o coração. Toda a vibração dos minutos iniciais da partida reduzida a uma pobre cinza de fogo apagada. E, de repente, chegou-me a decepção maior, a ideia fixa de que éramos mesmo um povo sem sorte, um povo sem as grandes alegrias das vitórias, sempre perseguido pelo azar, pela mesquinharia do destino. A vil tristeza de Camões, a vil tristeza dos que nada tem a esperar, seria assim o alimento podre dos nossos corações. Não dormi, senti-me alta noite, como que mergulhado num pesadelo. E não era pesadelo, era a terrível realidade da derrota&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o assunto, o jornalista e caricaturista Cássio Loredano escreveu o artigo <a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervo/tempo-e-placar-do-maracanaco/" target="_blank"><em>Tempo e placar do Maracanaço</em></a>, na seção &#8220;Por dentro dos acervos&#8221;, do Instituto Moreira Salles, de 13 de julho de 2020. Nele publicou &#8220;<em>três instantâneos metidos numa das dezenas de pastas do assunto &#8216;futebol&#8217; no arquivo fotográfico dos Diários Associados no Rio, atualmente incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles. E aqui se publicam pela primeira vez&#8221;. </em>Eram os placares da terrível derrota.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;E aí está. Às 4:15 está Brasil 1 a 0, Friaça marcara a 1 minuto e meio do segundo tempo. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14396/036AESTA0058F001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil vencendo por 1 a 0. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>Aos 20, Schiaffino empatou, placar às 4:29.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14397/036AESTA0058F002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil e Uruguai empatados: 1 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>E três minutos depois Ghiggia tinha posto o 2 lá em cima. Fazendo o que se orgulhava de só ele, Frank Sinatra e João Paulo II terem conseguido: calar o estádio que vaiava até minuto de silêncio&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;">Cássio Loredano</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14400/036AESTA0058F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Vitória do Uruguai por 2 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Cerca de oito anos depois, às vésperas do Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Nélson Rodrigues, em uma crônica publicada na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116335/5129" target="_blank"><em>Manchete Esportiva</em> de 31 de maio de 1958</a>, referiu-se à derrota de 1950 e declarou: &#8230;<em>desde 50, nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo.</em> Foi também nesta crônica que criou a expressão <em>complexo de vira-latas</em>.</p>
<p style="text-align: left;">As seleções brasileira e uruguaia voltaram a se enfrentar numa Copa do Mundo, desta vez no México, em 17 de junho de 1970, no Estádio Jalisco, em Guadalajara, em um dos jogos da semifinal do campeonato. O Brasil venceu de 3 a 1  e os gols foram marcados por Clodoaldo (1949-), Jairzinho (1944-) e Rivelino (1946-). Pelo Uruguai, Luis Cubilla (1940 &#8211; 2013).  O Brasil eliminou o Uruguai  e superou <em>o fantasma de 1950</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45382" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45382" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/regato17.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1970" width="332" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1970</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Continuando a história do Maracanã&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1966, o nome oficial do Maracanã passou a ser Estádio Jornalista Mário Filho, a partir de um projeto apresentado pelo deputado Jamil Haddad (1926-2009) e subscrito pelo deputado Raul Brunini (1919 &#8211; 2009); aprovado em 27 de setembro de 1966, poucos dias após o falecimento de Mário Filho (1908 &#8211; 1966), em 16 de setembro. Mário Filho foi um dos maiores apoiadores da construção do Maracanã e a ideia do novo nome para o estádio foi de Waldir Amaral (1926–1997), um dos maiores locutores esportivos do rádio brasileiro (<em>Jornal dos Sports</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29598" target="_blank">20 de setembro de 1966</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29704" target="_blank">28 de setembro de 1966</a>). Em 8 de abril de 2021, o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (1979 -), tornou público o veto à lei que mudava o nome do Estádio do Maracanã. Com isso, o projeto que pretendia alterar o nome oficial de Estádio Jornalista<strong> </strong>Mário Filho para Rei Pelé foi arquivado.  A decisão de mudança havia sido tomada em março deste ano pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e o pedido de desistência foi feito pelo então presidente da Casa, André Ceciliano (1968-), um dos idealizadores do projeto que tinha como intuito, segundo ele, homenagear Pelé (1940 -2022) em vida (<a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><em>Portal dos Jornalistas</em>, 9 de abril de 2021</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44226" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><img class="wp-image-44226" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/mariofilho.jpg" alt="Mario Filho (1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas" width="699" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank">Mário Filho (1908 &#8211; 1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <em>Maraca</em> também foi a sede da final da Copa do Mundo de 2014, das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, quando em seus gramado a seleção brasileira de futebol conquistou o ouro olímpico derrotando a Alemanha nos pênaltis. Sediou campeonatos estaduais, a Copa Rio, Mundiais de Clubes. Foi no Maracanã que Mané Garrincha (1933 &#8211; 1983) consagrou-se com a camisa do Botafogo e da seleção brasileira, tendo feito lá seu jogo de despedida em 19 de dezembro 1973. Foi no seu gramado que Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira em 7 de julho de 1957, na derrota por 2 a 1 para a Argentina, pela Copa Roca; e também seu milésimo gol, em <span data-subtree="aimfl,mfl"> 19 de novembro de 1969, durante a vitória do Santos por 2 a 1 contra o Vasco, pela Taça de Prata</span>.</p>
<p>Foi também palco de grandes shows como o dos cantores Frank Sinatra (1915 &#8211; 1998), em janeiro de 1980; e Paul McCartney (1942-), em abril de 1990 e em dezembro de 2023; e das cantoras Tina Turner (1939 &#8211; 2023), em janeiro de 1998; Madonna (1958 -), em novembro de 1993 e em dezembro de 2008; e Ivete Sangalo (1972 -), em dezembro de 2006. Além disso, o papa João Paulo II rezou missas no estádio em julho de 1980 e em outubro de 1987; e o estádio sediou o festival de música <em>Rock in Rio</em> II, em janeiro de 1991.</p>
<p>Alguns importantes eventos esportivos não futebolísticos aconteceram lá. Um deles, em 23 de outubro de 1951, com a presença do vice-presidente Café Filho (1899 &#8211; 1970), quando foi realizado um duelo de artes marciais entre o brasileiro Hélio Gracie (1913 &#8211; 2009), lutador de jiu-jitsu; e o judoca japonês Masahiko Kimura (1917 &#8211; 1993), vencedor do combate (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/12794" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1951</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://bjjfanatics.com.br/blogs/news/masahiko-kimura" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://cdn.shopify.com/s/files/1/2776/7470/files/h4_large.jpg?v=1535801881" alt="" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2000, nas comemorações de seus 50 anos, o Maracanã ganhou uma Calçada da Fama com as marcas dos pés de vários jogadores como Romário (1966 -), Ronaldo Fenômeno (1976 -) e Zico (1953 -).</p>
<p>O estádio deixou de ser o maior do mundo com as obras para os Jogos Pan-americanos de 2007, quando o campo foi rebaixado e o setor conhecido como Geral foi eliminado &#8211; era o espaço mais democrático e popular do futebol. A maior reforma realizada no Maracanã ocorreu entre 2010 e 2013 para adequar o estádio para a Copa de 2014 dentro do padrão Fifa. Tornou-se mais confortável, mas para muitos perdeu sua identidade histórica, que fazia dele uma arena única e especial. Para os Jogos Olímpicos de 2016, foram realizadas novas intervenções para adequar o estádios às cerimônias de abertura e encerramento do evento (<a href="https://www.aecweb.com.br/revista/noticias/novo-maracana-avanca-apesar-das-polemicas/6097" target="_blank"><em>Valor Econômico</em>, 8 de outubro de 2012</a>; <a href="https://onefootball.com/pt-br/noticias/maracana-perdeu-charme-e-capacidade-ao-longo-de-tres-reformas-30173985" target="_blank">Site OneFootball</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11751/Alb%200290%20053%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank">Escola de Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 23 de junho de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil do fotojornalista Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44190" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44190 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato8.jpg" alt="regato8" width="292" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank">Angelo Regato (1912 &#8211; 1993) / <em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
<div data-sfc-cb="" data-processed="true"></div>
<div data-sfc-cb="" data-processed="true">
<p>Mineiro de Estrela Dalva, Angelo Regato nasceu em 27 de outubro de 1912 e, ainda na juventude, veio para o Rio de Janeiro. Começou a se aproximar do jornalismo, em 1929, quando foi empregado na empresa de teatro e cinema de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980). Ele levava os anúncios dos filmes e das peças para os jornais. No ano seguinte, começou a trabalhar como fotógrafo no jornal <em>A Pátria,</em> onde permaneceu até 1940<em>. </em>Sua máquina fotográfica era a alemã Contessa Nettel. Desta época até meados da década de 1930, trabalhava à noite como porteiro de cinema ou montador de cartaz.</p>
<p>Em entrevista, Regato comentou as condições de trabalho dos fotógrafos da época (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p><em>&#8220;Ao mesmo tempo que era fascinante, o emprego era muito puxado. Naquele tempo, o fotógrafo fornecia desde o filme até o ampliador. O jornal só fornecia um quartinho para que pudéssemos revelar as chapas&#8221;.</em></p>
<p>Foi Regato que deu o tiro do magnésio para que fosse feita a foto, de autoria de Arnaldo Vieira (1904 &#8211; 1974), da prisão do presidente deposto pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank">Revolução de 1930</a>, Washington Luís (1869 – 1957), saindo do Palácio Guanabara, residência oficial do chefe de governo, rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. Era o fim de seu mandato presidencial, iniciado em 15 de novembro de 1926, o último da chamada República Velha. O primogênito de Irineu Marinho, Roberto Marinho (1904 – 2003), que assumiria a direção do jornal, em 1931, atuava na ocasião como repórter de O GLOBO e teve uma participação decisiva neste furo de reportagem. Ele estava no palácio e viu o momento em que Washington Luís entrou no carro, um luxuoso Lincoln. Para tornar a fotografia possível, colocou arbustos no caminho, fazendo com que o carro tivesse que parar por alguns segundos, e assim o fotógrafo que o acompanhava conseguiu fazer o registro. O registro fotográfico, um importante furo jornalístico, foi publicado na capa da terceira edição de <em>O GLOBO</em> de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é <em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis </em>e <em>É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="409" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1935, Regato passou a trabalhar também no jornal <em>A Nota</em>. Em 1938, foi trabalhar para <em>A Notícia</em> e para veículos dos Diários Associados e foi, como já mencionado, chefe do Departamento de Fotografia do referido conglomerado de mídia<em>, </em>de 1952 até 1975.</p>
<p><em>&#8220;Comandava uma equipe de 35 profissionais, que trabalhavam 24 horas por dia. Atendíamos aos jornais da rede e ao departamento de publicidade. Os fotógrafos vibravam quando iam aos concursos de miss&#8221;.</em></p>
<p>Participou de diversas coberturas de eventos importantes da história do Brasil como a já mencionada Revolução de 1930, a chegada ao Brasil dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira com o fim da Segunda Guerra Mundial e a realização da Assembleia Nacional Constituinte de 1946. Registrou a remoção da Igreja São Pedro dos Clérigos sobre gigantescos rolimãs para a abertura da Avenida Presidente Vargas, em 1944; e, de 1936 a 1939, acompanhou o presidente Getúlio Vargas em uma peregrinação pelo país. Acompanhou também Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), fundador e dono dos Diários Associados, em diversas viagens pelo Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44123" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44123" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato1.jpg" alt="O Jornal, 23 de agosto de 1945" width="262" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 23 de agosto de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://testemunhaocular.ims.com.br/wp-content/uploads/2023/05/FHIS_Pracinhas_07.jpg" alt="" width="701" height="460" /><p class="wp-caption-text">Foto de Angelo Regato de um Pracinha comemorando com a família após a chegada da Itália com o fim da Segunda Guerra Mundial, 22 de agosto de 1945. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na enquete <em>Em quem você votaria?</em>, realizada pelo jornal <em>O GLOBO</em>, disse que ainda não havia se definido: &#8220;<em>Sou do contra — declarou — Quero novidades. Quero gente nova. É preciso que se dêem oportunidades a outros brasileiros de valor até então desconhecidos por força do regime em que vivíamos. Sou ainda favorável à anistia e pela pacificação da família brasileira</em>&#8221; (<em>O GLOBO</em>, 6 de abril de 1945).</p>
<p>Fazendo a cobertura do Circuito da Gávea de automobilismo, foi um dos fotógrafos agredidos pela polícia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44136" style="width: 887px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><img class=" wp-image-44136" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato3.jpg" alt="O Jornal, 22 de abril de 1947" width="877" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela primeira vez, fotos de sua autoria foram publicadas na revista <em>O Cruzeiro</em>, também dos Diários Associados. Foi na reportagem <em>Energia para o Nordeste</em>, de Theophilo de Andrade (1903 &#8211; 1994) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/54672" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 12 de julho de 1947)</a>.</p>
<p>O <em>Diário da Noite</em> foi um inovador na fotografia, publicando, inicialmente clichês de 6 a 8 colunas, e, posteriormente, alcançando sucesso com as fotos colhidas pela teleobjetiva de Angelo Regato, que a usou pela, primeira vez, no dia 4 de Julho de 1948, no Torneio Início do Campeonato Carioca de Futebol (<em>Diário da Noite</em>, 5 de julho de 1948, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45143" target="_blank">página 11</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45160" target="_blank">página 28</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44221" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank"><img class=" wp-image-44221" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato16.jpg" alt="Foto realizada por REgato com uma teleobjetiva / Diário da Noite, 4 de julho de 1948" width="701" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank">Foto realizada por Regato com uma teleobjetiva / <em>Diário da Noite,</em> 5 de julho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes, os fotógrafos de futebol ficavam alojados atrás do gol, sujeitos a pedradas dos torcedores e impossibilitados de variar a produção de imagens. Regato havia participado da cobertura jornalística de um eclipse solar, em Bocaiuva, no interior de Minas Gerais, em maio de 1947 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38608" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de maio de 1947</a>). Ele usava sua Contessa Nettel e observou um colega norte-americano trabalhando com uma teleobjetiva Garflex. Foi quando decidiu adquirir a sua, que comprou, à prestação, na Mesbla (<em>O GLOBO</em>, 1º de março de 1962; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"><em>Boletim da ABI,</em> de 1975</a>).</p>
<p>Passou a morar no Méier em 1949. Nesta época, o futuro e importante colunista social, Ibrahin Sued (1924 &#8211; 1995), era seu ajudante.</p>
<p>Em 6 de abril de 1950, fez, de um teco-teco, fotos do descarrilamento do <em>Noturno Campista</em> sobre a ponte do Rio Tanguá. Os registros foram publicados no <em>Diário da Noite</em>. Considerava essa uma de suas melhores coberturas jornalísticas.</p>
<p>É de sua autoria a primeira foto do Maracanã lotado, durante um treino da seleção brasileira para a Copa de 1950. Jogou contra o quadro de aspirantes do Vasco da Gama reforçado por profissionais do time (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44139" style="width: 917px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato4.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de junho de 1950" width="907" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da cobertura da Copa do Mundo de 1954 na Suíça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_04/41153" target="_blank"><em>Jornal do Sports</em>, 10 de março de 1977, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em 1956, foi um dos fundadores da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro, cuja iniciativa foi apoiada por Herbert Moses (1884 &#8211; 1972), presidente a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde, até ter sede própria, a associação de fotógrafos funcionou.</p>
<p>Foi ele que levou Evandro Teixeira (1935 &#8211; 2024), recém chegado da Bahia ao Rio de Janeiro, em 1957, até a redação do <em>Diário da Noite</em>. Os dois jornais eram sediados no mesmo edifício da rua Sacadura Cabral, nº 103, na Praça Mauá. Não havia vaga disponível naquele momento, mas, no ano seguinte, Evandro começou a fotografar para o <em>Diário da Noite</em> e a produzir registros para <em>O Jornal.</em> Seus dois primeiros trabalhos no <em>Diário da Noite</em> não deram certo: fotografou, com uma Rolleiflex fornecida pelo jornal, o casamento de uma alemã com um negro, apesar da orientação racista do jornal. Foi demitido pelo diretor do jornal, o mineiro Paulo Vial Correa (1919 – 1975). Angelo Regato deu uma segunda chance a ele: fotografar o desfile de fantasias do Baile do Teatro Municipal, mas Evandro chegou atrasado e Regato teve que providenciar as fotos da revista <em>O Cruzeiro</em> sem o carimbo. Veio então a sua terceira, que seria sua última chance: fazer a cobertura do desfile das escolas de samba na Avenida Rio Branco. Foi um sucesso e Evandro finalmente iniciou sua carreira profissional no Rio de Janeiro, tornando-se um dos maiores fotojornalistas brasileiros de todos os tempos.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>O Angelo Regato realmente foi uma pessoa maravilhosa, devo muito a ele que logo me apresentou ao diretor de redação&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: right;">Evandro Teixeira em <a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/">Arfoc</a></p>
<p style="text-align: left;">Participou da cobertura do Campeonato Sul-Americano de Futebol, realizado em Buenos Aires entre 7 de março de 4 de abril de 1959.<b id="mwCQ"> </b>Participaram da disputa sete seleções: Argentina, campeã do torneio; Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. O jornalista Armando Nogueira (1927 &#8211; 2010), pelo <em>Jornal do Brasil</em>; e o fotógrafo Ângelo Gomes (19? -?), pelo <em>Jornal dos Sports</em>, também participaram da cobertura do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/148015" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de julho de 1994, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1968, era um dos dirigentes da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro. Pelo menos até 1979 integrava a entidade, pela qual foi condecorado com o título de comendador (<em>O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/62340" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1979, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44125" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg"><img class="wp-image-44125 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg" alt="regato2" width="267" height="439" /></a><p class="wp-caption-text">Na foto, Regato é o primeiro à direita /<em> O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que um retrato de Regato seria inaugurado na sede da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, cujo presidente era Walter Quirino (19? -?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de janeiro de 1970, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageado, no Palácio do Comércio, em Niterói, recebendo das mãos de Moacyr Moreira Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, um diploma da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, fundada no ano anterior. Regato era um dos fundadores da associação congênere do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg"><img class=" size-full wp-image-44167 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg" alt="regato11" width="454" height="398" /></a></p>
<div id="attachment_44168" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><img class="wp-image-44168 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato12.jpg" alt="regato12" width="472" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 13 de maio de 1970, foi um dos profissionais condecorados com as insígnias do Mérito Jornalístico, da Ordem dos Velhos Jornalistas, em uma solenidade realizada na Associação Brasileira de Imprensa. Os outros  foram Dinah Silveira de Queiroz (1911 &#8211; 1982), Carlos de Souza Areas, Fernando Hupsel de Oliveira (19? -?), Alceu de Amoroso Lima (1893 &#8211; 1983), Raul Pilla (1892 &#8211; 1973), Gomes Maranhão (1907 &#8211; 1992), Antônio Herrera Filho (c. 1911 &#8211; 1980), Alberto Torres e Archimedes Fortini (18? &#8211; 1973). Na ocasião, Regato foi apresentado como o primeiro repórter a usar a teleobjetiva na imprensa brasileira. A Medalha do Mérito Jornalístico foi instituída pela Ordem dos Velhos Jornalistas e reconhecida oficialmente  pelo Decreto n° 52.206, de 28 de junho de 1963 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/2405" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de maio de 1970, quarta coluna)</a>. Pela conquista da Medalha, foi homenageado por colegas de <em>A Notícia</em> e de <em>O Dia</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/84493" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de maio de 1970, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava a equipe dos Diários Associados responsável pela cobertura jornalística da Copa Mundial de Futebol do México (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/83546" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de abril de 1970</a>).</p>
<p>O Diário da Noite Futebol Clube, clube dos Diários Associados, promoveu, no Social Marabu, no Encantado, um torneio de futebol de salão denominado Angelo Regato, em homenagem ao fotógrafo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/98624" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de novembro de 1971, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Publicação da reportagem <em>A bola é redonda para a família Antunes,</em> de Yata Anderson (1944 &#8211; 2026), com fotos de autoria de Regato. Da família, fazia parte os jogadores Edu (1947 -), Nando (19?-), Antunes (19?-) e Zico (1953-). Uma curiosidade: Yata foi o único repórter a entrevistar Pelé em campo no seu último jogo no Maracanã, em 1974, e por isso, ficou conhecido como o <em>Amigo do Rei</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/89277" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de novembro de 1970</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Regato devolveu sua Leika e aposentou-se, em 1º de maio de 1975, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio, </em>após 46 anos de trabalho. Era, então, o mais antigo repórter fotográfico em atividade do Rio de Janeiro</span> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank">Boletim da ABI,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"> março e abril de 1975</a>). Continuou trabalhando como profissional independente e visitava ocasionalmente seus amigos nas redação do <em>Jornal do Commercio</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44165" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44165" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato10.jpg" alt="Ângelo Regato / Boletim da ABI, março/abril de 1975" width="354" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank">Angelo Regato / <em>Boletim da ABI</em>, março/abril de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1982, foi um dos fotógrafos contatados pelo Núcleo de Fotografia da Funarte para dar um depoimento acerca de seu trabalho de fotógrafo de copas do mundo. Na época, a Funarte estava promovendo em sua galeria a exposição <em>Fotografias nas Copas do Mundo. </em>Segundo Regato,<em> os fotógrafos ficavam, normalmente, atrás do gol </em> (<em>O GLOBO</em>, 9 de junho de 1982).</p>
<p>Foi entrevistado pelo jornal <em>O GLOBO</em> (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg"><img class="  aligncenter wp-image-44109" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg" alt="regato" width="300" height="206" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para aqueles que quisessem se aproximar do mundo da fotografia, Regato deu o seguinte conselho:</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;A pessoa deve aguçar a sensibilidade. É preciso que ela seja paciente e criativa&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu, em 30 de setembro de 1993, em sua residência, na Rua Domingues Freire, no Méier, vítima de um enfarte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/517275/456" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, de setembro/outubro de 1993, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44162" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44162 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato9.jpg" alt="regato9" width="593" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi casado com Fernandina Maria Mesquita, com quem teve quatro filhos: Angelo, José, Carlos e Fernanda (Site Family Search; <em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42189" target="_blank">6 de junho de 1976, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42573" target="_blank"> 27  de junho de 1976, última coluna</a>).</p>
<p>Em uma de suas colunas, o jornalista Armando Nogueira escreveu:</p>
<p><em> &#8220;Faço um saudoso parêntese pra relembrar, com ternura, o velho Angelo Regato. Era um mestre. Morreu sem jamais ter perdido um flagrante de um gol num clique de sua fiel speed graf&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_07/141806" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 26 de junho de 1996</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=44170%20" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Cronologia de Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Atualmente o maior estádio do mundo é o Estádio Primeiro de Maio Rungrado<b id="mwCw">, </b>localizado em Pyongyang, na Coreia do Norte, com capacidade para <span id="mwEg" data-mw="{&quot;parts&quot;:[{&quot;template&quot;:{&quot;target&quot;:{&quot;wt&quot;:&quot;formatnum:150000&quot;,&quot;function&quot;:&quot;formatnum&quot;},&quot;params&quot;:{},&quot;i&quot;:0}}]}">150 000</span> espectadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANTUNES, Fátima Martin Rodrigues Ferreira. <em>Com Brasileiro, Não Há Quem Possa! Futebol e identidade nacional em José Lins do Rego, Mário Filho e Nelson Rodrigues.</em> São Paulo: EdUNESP, 2004.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"><em>Jornal da Unicamp</em>, 22 de abril e 4 de maio de 2003</a></p>
<p>MÁXIMO, João. <em>Maracanã: meio século de paixão.</em> Rio de Janeiro: DBA, 2000.</p>
<p>O GLOBO, 30 de setembro de 1987.</p>
<p><a href="https://maracana.rio.br/" target="_blank">Portal Maracanã</a></p>
<p>NELSON, Rodrigues. <a href="https://www.ludopedio.org.br/biblioteca/a-patria-de-chuteiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A pátria de chuteiras</em></a>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013</p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-maracana-ainda-e-o-maior-estadio-do-mundo/" target="_blank">Revista <em>Superinteressante</em></a></p>
<p>SIMAS, Luiz Antônio. <em>Maracanã: quando a cidade era terreiro</em>. Rio de Janeiro : Mórula Editorial, 2021.</p>
<p><a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/" target="_blank">Site Arfoc Rio</a></p>
<p><a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a></p>
<p><a href="https://osdivergentes.com.br/os-divergentes/maracana-70-anos-quando-o-poeta-venceu-o-tribuno/" target="_blank">Site Os Divergentes</a></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=42625</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As primeiras fotografias aéreas produzidas no Brasil, em 1916, de autoria do fotojornalista Jorge Kfuri</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40889</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40889#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 13:16:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[fotojornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Kfuri]]></category>
		<category><![CDATA[Virginius de Lamare]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40889</guid>
		<description><![CDATA[O jornal "A Noite" noticiou na capa de sua edição de 30 de outubro de 1916 a produção das primeiras fotografias aéreas do Brasil. Elas haviam sido realizadas pelo fotojornalista Jorge Kfuri, que trabalhava, na época, para o periódico. Eram imagens do acampamento dos Afonsos tiradas de um biplano, da Escola de Aviação, pilotado pelo aviador italiano Ernesto Darioli. Pouco depois, em novembro de 1916, Kfuri produziu mais fotografias aéreas, quando voou com o piloto naval Virginius de Lamare, futuro major-brigadeiro, no C-1, em uma das três aeronaves Curtiss Flying Boats que haviam sido encomendadas pelo então ministro da Marinha, almirante Alexandrino de Alencar.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O jornal <em>A Noite</em> noticiou na capa de sua edição de 30 de outubro de 1916 a produção das primeiras fotografias aéreas do Brasil. Elas haviam sido realizadas pelo fotojornalista Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965), que, na época, trabalhava para o periódico. Eram imagens do acampamento dos Afonsos tiradas de um biplano, da Escola de Aviação, pilotado pelo aviador italiano Ernesto Darioli (1881 &#8211; 19?) (<a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_01&amp;pagfis=9485" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de outubro de 1916</a>). Darioli havia chegado ao Brasil, em fins de 1911 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/428" target="_blank"><em>A Noite</em>, 6 de novembro de 1911, quarta coluna</a>). Foi o instrutor de voo do primeiro aviador militar brasileiro, Ricardo Kirk (1874 &#8211; 1915). Ambos foram contratados pela União Federal para missões no teatro de operações da Guerra do Contestado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40858" style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/348970_01/9485" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40858" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfouri.jpg" alt="A Noite, 30 de outubro de 1916" width="589" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/348970_01/9485" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de outubro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40919" style="width: 338px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/348970_01/428" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40919" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/darioli1.jpg" alt="Ernesto Darioli / A Noite, 6 de novembro de 1911" width="328" height="392" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/348970_01/428" target="_blank">Ernesto Darioli / <em>A Noite</em>, 6 de novembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando às fotografias aéreas. Pouco depois, em 29 de novembro de 1916, Kfuri produziu mais fotografias aéreas, quando voou com o piloto naval Virginius de Lamare (1883 &#8211; 1956), futuro major-brigadeiro, no C-1, em uma das três aeronaves <em>Curtiss Flying Boats </em>que haviam sido encomendadas pelo então ministro da Marinha, almirante Alexandrino de Alencar (1848 – 1926). Chegaram ao Brasil em 9 de julho de 1916 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/9652"><em>A Noite</em>, 29 de novembro de 1916</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/21138" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de outubro de 1953, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40865" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_01&amp;pagfis=9652" target="_blank"><img class="wp-image-40865 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/kfouri1.jpg" alt="A Noite, 29 de novembro de 1916" width="595" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_01&amp;pagfis=9652" target="_blank"><em>A Noite</em>, 29 de novembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4244" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4244/47260.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4244" target="_blank">Jorge Kfuri. Ilha Fiscal, 29 de novembro de 1916. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4253" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4253/47700.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="719" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4253" target="_blank">Jorge Kfuri. A Ilha das Cobras. Ao fundo, um panorama da cidade, 29 de novembro de 1916. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 833px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4345/47248.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="823" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4345" target="_blank">orge Kfuri. Hidroavião Curtiss F na Baía de Guanabara junto à Praça Mauá, 29 de novembro de 1916. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.arquivodamarinha.dphdm.mar.mil.br/index.php/capitao-tenente-virginius-brito-de-lamare" target="_blank"><img src="https://www.arquivodamarinha.dphdm.mar.mil.br/uploads/r/diretoria-do-patrimonio-historico-e-documentacao-da-marinha-3/7/4/7/747961a86263ec89ede23d0373c1f254be8e5b8a098b611b142ed571cb06a39c/47336_141.jpg" alt="Open original objeto digital" width="327" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.arquivodamarinha.dphdm.mar.mil.br/index.php/capitao-tenente-virginius-brito-de-lamare" target="_blank">Virginius de Lamare (1883 &#8211; 1956)  </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil do fotojornalista Jorge Kfuri</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8766" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=43215" target="_blank"><img class="size-full wp-image-8766" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/kfuri1.jpg" alt="Jorge Kfuri / Careta, 1º de dezembro de 1928" width="354" height="326" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=43215" target="_blank">Jorge Kfuri / <em>Careta</em>, 1º de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jorge Kfuri era sírio ou libanês (as fontes variam*) e na década de 1910 já estava no Brasil. Trabalhou entre essa década e a de 1920 nos jornais<em> O Século</em> e <em>A Noite</em>. Em 28 de outubro de 1913, foi um dos fundadores da Associação dos Photographos de Imprensa, no Rio de Janeiro, provavelmente a primeira do gênero, no Brasil (<a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=15780" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 1º de novembro de 1913</a>). Em 1920, foi aceito como associado na Associação Brasileira de Imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/2959" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de junho de 1920, na penúltima coluna</a>). Em 1921, naturalizou-se brasileiro e, em dezembro do mesmo ano, foi contratado como encarregado técnico do serviço de fotografia aérea da Aviação Naval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/5742" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de maio de 1921, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0024/21226" target="_blank"><em>Relatórios do Ministério da Justiça </em>de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8220" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de dezembro de 1921, na primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0025/15874" target="_blank"><em>O</em> <em>Relatório do Ministério da Marinha</em> de 1922</a>). Em 1923, para <em>servir como encarregado técnico do serviço de fotografia aérea da Aviação Naval, o Ministério da Marinha contratou o sr. Jorge Kfuri, servindo também como operador cinematográfico em qualquer dos departamentos da Marinha para que seja requisitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/9382" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de maio de 1923, na segunda coluna</a>). Nos anos 1920, fotos de sua autoria eram publicadas em revistas como a <em>Fon-Fo</em>n, a <em>Illustração Brasileira</em>.</p>
<p>Em 1957, em uma cerimônia realizada na praça Salgado Filho, com a presença do presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 – 1976), e de Thomas White, Chefe do Estado Maior da Força Aérea dos Estados Unidos, Kfuri foi condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem do Mérito Aeronáutico. Foi publicada uma fotografia de Kfuri sendo condecorado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/83216" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1957</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/80197" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de outubro de 1957, na primeira coluna</a>). Dois anos depois, em 1959, o presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 – 1976),<b> </b>assinou um decreto suprimindo o cargo de chefe do Serviço Fotográfico da Aeronáutica, vago em virtude da aposentadoria de Jorge Kfuri<b> </b>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/098230/38015" target="_blank"><em>Jornal do Dia</em>, 15 de setembro de 1959, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Kfuri faleceu em 21 de janeiro de 1965, no Hospital Central da Aeronáutica. Sua esposa, Hilda Carelli Kfuri, publicou um anúncio do enterro, realizado no cemitério São João Batista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/61319" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de janeiro de 1965, na primeira coluna</a>).</p>
<p>*Em matérias de jornal, ele é referido ora como sírio ora como libanês. A pesquisa da Brasiliana Fotográfica acredita que ele tenha nascido no Líbano por dois fatos: em 1934, ele foi um dos filhos de libaneses homenageados pela Missão Libanesa Maronita do Rio de Janeiro; e o local de seu nascimento como o Líbano é o que consta em seu atestado de óbito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>GERALDO, Alcyr Lintz. <a href="https://web.archive.org/web/20091228013056/http://www.reservaer.com.br/est-militares/aviao-contestado.html" target="_blank"><em>O avião na campanha do Contestado</em></a>.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica. <a href="https://www2.fab.mil.br/incaer/images/eventgallery/instituto/Opusculos/Textos/opusculo_reide.pdf" target="_blank"><em>Reide Rio de Janeiro Buenos Aires &#8211; Oito história</em></a>s, 2021.</p>
<p><a href="https://www.earlyaviators.com/edarioli.htm" target="_blank">Site Early Aviators</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2024/05/31/da-catedral-ate-santa-terezinha-em-1912-voo-surpresa-feito-por-aviador-italiano-ernesto-darioli-encantou-juiz-de-fora.ghtml" target="_blank">Site G1</a></p>
<p><a href="https://www2.fab.mil.br/musal/index.php/curiosidades-historicas-item-de-menu/863-missao-de-reconhecimento-aereo" target="_blank">Site Museu Aeroespacial</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T.<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40407" target="_blank">Augusto Malta e Jorge Kfuri, fundadores da Associação dos Photographos de Imprensa, em 191</a>3</em> in Brasiliana Fotográfica, 2 de setembro de 2025.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank"><em>Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 26 de dezembro de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=40889</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Brasil do futebol, uma paixão nacional</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30600</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30600#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2022 11:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Botafogo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Club de Regatas do Botafogo]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo do Catar]]></category>
		<category><![CDATA[Fluminense]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Kfuri]]></category>
		<category><![CDATA[resultado]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>
		<category><![CDATA[Uriel Malta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30600</guid>
		<description><![CDATA[Hoje a seleção brasileira de futebol estreia na Copa do Mundo do Catar jogando contra a Sérvia em busca do hexacampeonato e a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias dos estádios de futebol dos clubes cariocas Botafogo e Fluminense. Diversos jogadores que fizeram a glória do Brasil em copas do mundo e em outros campeonatos internacionais vieram destes dois times de futebol, dentre eles Amarildo, Castilho, Didi, Félix, Garrincha, Jairzinho, Marcos Carneiro de Mendonça, Nilton Santos, Paulo César e Zagallo. A imagem do estádio do Botafogo foi produzida, em 1º de abril de 1941, por Uriel Malta. As do Fluminense são fotos aéreas, uma de autoria de Jorge Kfuri e a outra da Escola de Aviação Militar.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a seleção brasileira de futebol estreia na Copa do Mundo do Catar jogando contra a Sérvia em busca do hexacampeonato e a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias dos estádios de futebol dos clubes cariocas Botafogo e Fluminense. Diversos jogadores que fizeram a glória do Brasil em copas do mundo e em outros campeonatos internacionais vieram destes dois times de futebol, dentre eles Amarildo (1939-), Castilho (1927 &#8211; 1987), Didi (1928 &#8211; 2001), Félix (1937 &#8211; 2012), Garrincha (1933 &#8211; 1983), Jairzinho (1944-), Marcos Carneiro de Mendonça (1894 &#8211; 1988), Nilton Santos (1925 &#8211; 2013), Paulo César (1949-) e Zagallo (1931-).</p>
<p>A imagem do estádio do Botafogo foi produzida, em 1º de abril de 1941, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Uriel Malta (1910 – 1994), filho do alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), </a>que foi fotógrafo da prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4589" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4589/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.PURM.NG.2127.5698.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="719" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4589" target="_blank">Uriel Malta. Clube Botafogo de Futebol e Regatas, 1º de abril de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das fotos do Fluminense Football Club foi produzida, em torno de 1921, pelo autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8819" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8819/007ALA068.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="704" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8819" target="_blank">Jorge Kfuri. Vista aérea do bairro de Laranjeiras; destaque para o Palácio Guanabara e para o Fluminense Futebol Clube, c. 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A outra, de 19 de julho de 1935, foi produzida pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19006" target="_blank">Escola de Aviação Militar</a>, cujo setor responsável pela atividade de fotografar era a Seção Foto e estava vinculada às escolas de aviação que formavam pilotos e observadores aéreos, além de funcionar como uma “escola técnica de aviação” que formava também militares especializados em fotografia e em toda a técnica envolvida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7900" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7900/Alb0067%20165%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7900" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Estádio do Fluminense Futebol Clube, 19 de julho de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história da chegada do futebol no Brasil</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2017/11/charles-miller-na-inglaterra.html" target="_blank"><img class="" src="https://1.bp.blogspot.com/-z4VSxDY6tik/WhjMuZKCi7I/AAAAAAAALoI/WhPqbSb49bcbXei2H4Epyaumf3yzVUMEQCLcBGAs/s640/miller.jpg" alt="" width="466" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2017/11/charles-miller-na-inglaterra.html" target="_blank">Charles Miller, com 19 anos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o paulista Charles Miller (1874 – 1953) que trouxe o futebol para o Brasil. Filho de britânicos, após uma estadia na Inglaterra, de 1884 a 1894, retornou ao Brasil trazendo duas bolas de futebol, um livro de regras e dois jogos de uniformes. A primeira partida aconteceu em 14 de abril de 1895: uma disputa entre os funcionários da Companhia de Gás e da São Paulo Railway, na Várzea do Carmo, em São Paulo. A equipe de Miller, a São Paulo Railway, derrotou a adversária por 4 x 2. O pioneirismo de Miller é contestado por alguns historiadores que afirmam que o futebol já era praticado no Brasil na década de 1870.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva dos campeões e da classificação do Brasil em Copas do Mundo</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.tudorondonia.com/uploads/14-03-22-yf5fq2cggu1e53f.jpg" alt="Faltam poucos meses: expectativas do Brasil para a Copa do Mundo do Catar" width="326" height="193" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O Brasil é o único país que participou de todas as edições de copas do mundo e já sediou duas delas, em 1950 e em 2014. Além disso é o maior vencedor da competição, com cinco títulos: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Copa do Mundo do Uruguai. Campeão: Uruguai. Brasil: 6º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da Itália. Campeão: Itália. Brasil: 14º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da França. Campeão: Itália. Brasil: 3º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; Copa do Mundo do Brasil. Campeão: Uruguai. Brasil: vice-campeão</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da Suíça. Campeão: Alemanha. Brasil: 5º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1958</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da Suécia. Campeão: Brasil</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong> </span>- Copa do Mundo do Chile. Campeão: Brasil</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1966</strong> </span>- Copa do Mundo da Inglaterra. Campeão: Inglaterra. Brasil: 11º lugar</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1970</span> </strong>- Copa do Mundo do México. Campeão: Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1974</strong> </span>- Copa do Mundo da Alemanha Ocidental. Campeão: Alemanha. Brasil: 4º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da Argentina. Campeão: Argentina. Brasil: 3º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1982</strong> </span>- Copa do Mundo da Espanha. Campeão: Itália. Brasil: 5º lugar</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1986 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo do México. Campeão: Argentina. Brasil: 5º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1990 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo da Itália. Campeão: Alemanha. Brasil: 9º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1994 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo dos Estados Unidos. Campeão: Brasil</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1998 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo da França. Campeão: França. Brasil: vice-campeão</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2002</span></strong><span style="color: #000000;"> -</span> <span style="color: #000000;">Copa do Mundo da Coreia do Sul e Japão.</span><strong><span style="color: #800000;"> </span></strong><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Campeão: Brasil</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2006 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo da Alemanha. Campeão: Itália. Brasil: 5º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2010 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo da África do Sul. Campeão: Espanha. Brasil: 6º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2014</span></strong><span style="color: #000000;"> &#8211; Copa do Mundo do Brasil. Campeão: Alemanha. Brasil: 4º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2018 </span></strong><span style="color: #000000;">-  Copa do Mundo da Rússia. Campeão: França. Brasil: 6º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2022 </span></strong><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo do Catar. Campeão: ? Brasil: ?</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/fifa.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-30606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/fifa.jpg" alt="fifa" width="202" height="185" /></a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica agradece à colaboração do talentoso caricaturista Cássio Loredano, uma enciclopédia do futebol, para elencar os jogadores do Botafogo e do Fluminense.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5695" target="_blank">Link para o artigo <em>Dia Nacional do Futebol</em>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 19 de julho de 2016.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4310" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4310/039333.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4310" target="_blank">Anônimo. O foot-ball na Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará, 1917. Fortaleza, Ceára / Acervo DPHDM</a></p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=30600</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Antes do paraíso, o expurgo: a Hospedaria Central da Ilha das Flores</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20341</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20341#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2020 16:27:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Beatriz Kushnir]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Aviação Militar]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Hospedaria Central da Ilha das Flores]]></category>
		<category><![CDATA[hospedaria de imigrantes]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha das Flores]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[José Inácio Silveira da Mota]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[medidas de higiene]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=20341</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o artigo "Antes do paraíso, o expurgo: a Hospedaria Central da Ilha das Flores", de autoria de Beatriz Kushnir, diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras do portal. Com ele, destacamos duas fotografias de autoria de Marc Ferrez (1843 - 1923), do acervo do Instituto Moreira Salles; e uma imagem aérea, de um fotógrafo ainda não identificado, que pertence ao acervo do Museu Aeroespacial, produzida em 28 de novembro de 1936. A edificação da Hospedaria no Rio, uma  iniciativa de dom Pedro II foi instituida, em 1883, quando o governo imperial, através da Inspetoria Geral de Terras e Colonização do Ministério da Agricultura, adquiriu, por 170 contos de réis, a Ilha das Flores do senador do Império, Silveira Mota. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica publica o artigo &#8220;<em>Antes do paraíso, o expurgo: a Hospedaria Central da Ilha das Flores</em>&#8220;, de autoria de Beatriz Kushnir, diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras do portal. O texto aqui apresentado é um resumo da pesquisa de Pós-doutoramento Júnior realizada junto ao CEMI/Unicamp, com financiamento CNPq, entre 2003-5. A edificação da Hospedaria no Rio, uma  iniciativa de dom Pedro II foi instituída, em 1883, quando o governo Imperial, por meio da Inspetoria Geral de Terras e Colonização do Ministério da Agricultura, adquiriu, por 170 contos de réis, a Ilha das Flores do senador do Império, José Inácio Silveira Motta (1811 -1893). Atualmente, existe na Ilha das Flores o Centro de Memória do Imigrante, mantido por um convênio entre a Marinha do Brasil e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/250" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Ilha das Flores disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Com o artigo, estão destacadas três fotografias. Duas são de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) </a>- uma de fins do século XIX e uma sem data especificada, ambas do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. Ferrez foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Cerca de metade de sua produção fotográfica foi realizada no Rio de Janeiro e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. Outro segmento de sua obra iconográfica registrou as várias regiões do Brasil – ele foi o único fotógrafo do século XIX que percorreu todas as regiões do país, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8373" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8373/001MF012003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8373" target="_blank">Marc Ferrez. Ilha das Flores, s/d. São Gonçalo, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Há também uma imagem aérea da Ilha das Flores, realizada em 28 de novembro de 1936, por um fotógrafo ainda não identificado da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19006" target="_blank">Escola de Aviação Militar</a>, cujo setor responsável pela atividade de fotografar era a Seção Foto e estava vinculada às escolas de aviação que formavam pilotos e observadores aéreos, além de funcionar como uma “escola técnica de aviação” que formava também militares especializados em fotografia e em toda a técnica envolvida. Essa imagem pertence  ao acervo do Museu Aeroespacial, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7889" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7889/Album%200035%20124%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7889" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista Aérea da Ilha das Flores, 28 de novembro de 1936. São Gonçalo, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Antes do paraíso, o expurgo: a Hospedaria Central da Ilha das Flores</em> </strong>[1]</span></p>
<p style="text-align: center;">Beatriz Kushnir[2]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Ilha das Flores, no litoral da baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, consagrou-se como uma arena de isolamentos, prisões e quarentenas; existindo tanto a Hospedaria para imigrantes em quarentena epidemiológica, como cárceres militares para presos políticos em 1922 &#8211; onde estiveram os revoltosos do Levante do Forte de Copacabana, como os tenentistas Cordeiro de Faria e Juarez Távora, os opositores à Revolução de 1930 e da Revolta Comunista de 1935 –, os “estrangeiros indesejáveis” a partir de 1942 – após o governo Vargas ter rompido relações com a Alemanha e a Itália – e no pós-1964.</p>
<p>Ali são instaladas tanto &#8220;campos de concentração&#8221; para &#8220;forasteiros perigosos&#8221;,  e/ou prisioneiros opositores do governo; além de imigrantes enfermos. Assim, nas malhas da burocracia do Estado brasileiro, a Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores foi desativada em meados da década de 1960. O presídio não. Servindo também como espaço para o encarceramento de presos políticos das esquerdas armadas na ditadura civil-militar do pós-1964.</p>
<p>Não restrita apenas à faceta das questões imigratórias desse espaço, pode-se perceber que esse lugar permite um estudo em um corte de tempo largo – de fins do Segundo Reinado até o governo do general Ernesto Geisel [1974-79]. Tendo quase 100 anos como mote de reflexão, o relevante é identificar a Ilha como zoneamento para o isolamento pelas questões &#8220;sanitárias&#8221;, físicas e políticas.</p>
<p>As hospedarias de imigrantes foram estruturas especificamente instituídas a partir da segunda metade do século 19 para receber cidadãos estrangeiros recém-chegados ao Brasil, que seriam posteriormente destinados ao trabalho rural no interior do país, ou ao serviços urbanos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Acolheram imigrantes europeus, mas também havia árabes e japoneses a partir de 1908. Os que aportavam com enfermidades, o que não era raro, permaneciam em quarentena antes de regularizarem suas entradas em solo brasileiro, e as hospedarias eram encarregadas de atendê-los. Entre as mais importantes hospedarias que funcionaram no Brasil, destacam-se:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Hospedaria de imigrantes de São Paulo;</li>
<li>Hospedaria de imigrantes de Campinas (São Paulo);</li>
<li>Hospedaria de imigrantes do Pinheiro (Espírito Santo);</li>
<li>Hospedaria de imigrantes de Vitória (Hospedaria da Pedra d&#8217;Água);</li>
<li>Hospedaria de imigrantes de Alfredo Chaves (Espírito Santo);</li>
<li>Hospedaria de imigrantes da Ilha das Flores (Casa dos Imigrantes do Rio de Janeiro, Hospedaria Central);</li>
<li>Hospedaria de imigrantes do Saco do Padre Inácio (Florianópolis).</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A travessia do Atlântico e a Hospedaria de Imigrantes</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8388" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8388/0071824cx028-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8388" target="_blank">Marc Ferrez. Ilha das Flores, c. 1885. São Gonçalo, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa reflexão privilegia alguns aspectos, entre estes, um enfoque muito particular do processo de imigração, para o Brasil, de fins do século 19 às três primeiras décadas do século 20. Para além de não concentrar a análise em uma etnia, a preocupação se vincula às políticas estatais quanto à permissão, ou não, de entrada de estrangeiros no Brasil.</p>
<p>Uma apreciação das múltiplas faces do fluxo imigratório para o Rio de Janeiro ainda demonstra grandes lacunas. Tal ponto é diferentemente esquadrinhado quando centramos os estudos do fenômeno em outros estados. Nestes, iniciativas governamentais e privadas, incentivam tanto a construção de uma “memória do imigrante”, como, por vezes, a ponderação de suas trajetórias. O fomento ao tema do percurso do imigrante e do seu papel na sociedade que o recebeu, remetem, muitas vezes, a uma idealização preconceituosa do tema racial e ao seu encarceramento à imagem sempre vitoriosa do <em>self-made man</em>.</p>
<p>A trajetória da imigração encontra sua versão máxima no Ellis Island<em> Immigration Museum</em>, nas costas de Manhattan.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> Na América do Sul, tem-se o exemplo da Argentina, tendo Buenos Aires como, por longos anos, a principal “porta de acesso”, encontra-se a <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hospedaria_de_imigrantes_de_Buenos_Aires&amp;action=edit" target="_blank"><em>Hospedaria de imigrantes de Buenos Aires</em></a> [<em>Hotel de inmigrantes de La Rotond</em>]<em>.</em> Naquele país, desde 1876 a Lei de Imigração e Colonização regulou a chegada de imigrantes estrangeiros e as medidas necessárias para evitar a mendicância. Dentro dessa premissa, se criou alguns centros de acolhida designados “albergues”, “asilos” e  “hotéis de imigrantes”, onde teriam direito a cinco dias de permanência.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>
<p>No caso do Brasil, sabe-se muito, por exemplo, sobre as Hospedarias de Imigrantes de São Paulo. Existiu, porém, outras, como arrolado anteriormente.</p>
<p>Essas edificações eram respostas as pressões, publicadas nos jornais da época, denunciando os maus-tratos para com os imigrantes. Assim, o aluguel de hotéis na zona do porto como alojamentos confortáveis e asseados, assustavam até mesmo os políticos que para ali se dirigiam no intuito de autorizar a estadia e alimentação dos imigrantes.<a href="#_ftn10" name="_ftnref10">[5]</a> Cabe aqui ressaltar que as despesas para com os imigrantes, autorizadas pela Província, no caso de Pelotas, eram de 400 réis por adulto, porém nem sempre a Câmara Municipal – que era responsável por esse primeiro atendimento ao imigrante – era ressarcida, o que de fato acarretava morosidade no processo de abrigo e alimentação daqueles que chegavam.</p>
<p>A edificação da Hospedaria no Rio – cuja iniciativa é de dom Pedro II – instituiu-se quando, em 1883, o governo Imperial, por meio da Inspetoria Geral de Terras e Colonização do Ministério da Agricultura, adquiriu, por 170 contos de réis, a Ilha das Flores do senador do Império, Silveira Mota. Originariamente, era um estabelecimento de piscicultura, lavoura e fábrica de goma de fécula de mandioca, que media 148 mil m². A Hospedaria era composta por um pavilhão em que os imigrantes permaneciam até conseguirem colocação em outros pontos do Rio ou outras Províncias, e posteriormente foi se tornando uma estrutura mais complexa, dotada de alojamento, administração, hospital, farmácia, refeitório, escola, lavanderia e área de lazer.</p>
<p>A Inspetoria Geral de Terras e Colonização do Ministério da Agricultura foi instituída pelo Decreto nº. 6.129, de 23/2/1876, onde se fazia menção à necessidade de se constituir hospedarias de imigrantes, locais onde estes, assim que chegavam ao Brasil, permaneciam até que lhes fosse acertado um destino<span style="color: #333399;">[6]</span>. Estudos como o de Diana Zaidman [Imigração ao Brasil no Império: O Caso Particular da Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores, UFF/História, 1983], no então, indicam o ano de 1879 como a data de institucionalização da ideia e necessidade de se constituir a Hospedaria de Imigrantes na Ilhas das Flores, destinada a acolher os estrangeiros que chegavam ao Porto do Rio de Janeiro. A intenção era de fazer dessa hospedaria um centro de convergência de emigrantes ao Brasil. Demarcando forçadamente a centralidade da capital na questão, <span style="color: #333399;">[7]</span></p>
<p>A grande concentração de imigrantes e a relevância que tiveram em outros estados têm dirigido as reflexões sobre o tema. Como sede da Corte e capital da República, essa cidade foi, por longo tempo, a principal cidade-porto do país, tendo importância no afluxo de imigrantes para o território brasileiro. O que pondera pensar o porquê dessa restrita atenção à questão neste estado.<a href="#_ftn15" name="_ftnref15">[8]</a></p>
<p>No sentido de preencher uma fração desse vácuo analítico, aponta-se a acuidade de se examinar parte da trajetória desta ilha, tomando como marco o instante em que esta passa a ser de propriedade do Estado brasileiro. A Ilha das Flores, na baía de Guanabara, localiza-se em frente ao município de São Gonçalo e a 10 km da<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11354" target="_blank"> Praça 15 de Novembro</a>, no Rio, e forma com as Ilhas do Engenho, Ananazes, Mexingueiro e do Carvalho um pequeno arquipélago.</p>
<p>Na esfera das demandas imigratórias, é fundamental sublinhar as dificuldades em se demarcar etapas fixas desse processo. Os dados do Ministério do Império balizam o movimento de entrada de imigrantes entre 1855 – cinco anos após a decretação oficial do fim do tráfico  e do estabelecimento da &#8220;Lei de Terras&#8221;–, e 1889 – com a instauração republicana. Perseguindo as fontes, as do Departamento Nacional de Povoamento – órgão do Ministério da Agricultura –, circunscreveram-na entre 1877 e 1932. As informações deste acervo que se referem à Ilha das Flores<span style="color: #000000;"> convergem suas estatísticas ao período de janeiro de 1883, possivelmente a data de inauguração da hospedaria, até 1932 –</span> provavelmente quando o Ministério da Agricultura altera a estrutura e competência do Departamento Nacional de Povoamento. Paralelamente as informações do que se passava no Rio e demonstrando que a prática da quarentena não se vinculava apenas ao eixo Rio/São Paulo, neste mesmo conjunto documental há outra série que compreende o período de dezembro de 1891 a setembro de 1932, e esquadrinha a Hospedaria de Imigrantes de Pinheiros, no Espírito Santo.<a href="#_ftn16" name="_ftnref16">[9]</a></p>
<p>Delimitando a noção de <span style="text-decoration: underline;">hospedaria</span> e localizando outras pelo país, é oportuno destacar que o termo também se refere aos centros para reclusão de enfermos. No caso da do Espírito Santo, há alusão, no ano de 1892, de imigrantes confinados no <em>lazareto</em> – uma construção para quarentena de indivíduos vítimas de doenças infecciosas – da Ilha Grande. Sendo essa, no final do século 19 a única estação quarentenária no Brasil. Por isso, os navios que vinham de portos suspeitos ou infectados e que se dirigiam ao Norte tinham, primeiro, de ancorar naquela ilha. Esse mesmo local, cerca de trinta e cinco anos depois, durante a ditadura estadonovista [1937-45], tornou-se um presídio político.<a href="#_ftn17" name="_ftnref17">[10]</a></p>
<p>A ausência de outras estações de quarentena tematizou uma persistente reclamação das empresas marítimas, obrigando ao Estado a prometer construir o <em>lazareto</em> de Tamandaré, em Pernambuco. Em janeiro de 1895, entretanto, as obras em Pernambuco continuavam inacabadas, e as estações no Pará e na Bahia permaneciam nas promessas.<a href="#_ftn18" name="_ftnref18">[11]</a></p>
<p>Diversos indícios, portanto, mapeiam as intenções e, por vezes, concretizações, de se instalar <em>lazaretos</em> no território nacional. Tais projetos arquitetônicos, como o exemplo da edificação da Hospedaria da Ilha das Flores são espaços de isolamento para doenças do corpo e para os motes políticos. A Hospedaria da Ilha das Flores foi, da sua inauguração até pelo menos o início da 2ª Guerra, voltada às demandas das enfermidades dos imigrantes. Outras atividades, porém, igualmente ocuparam sua extensão neste período. Assim, durante parte da 1ª Guerra – de novembro de 1917 a outubro de 1919 –, a Ilha das Flores foi cedida à Marinha, que lá instalou um centro de reclusão tendo como “hóspedes” imigrantes alemães<a href="#_ftn19" name="_ftnref19">[12]</a>. Prática repetida durante a 2ª Guerra, quando essa experiência de reclusão com caráter político foi novamente instituída. Os estudos atuais, contudo, parecem desconhecer a informação e se concentraram no período do segundo conflito mundial.</p>
<p>Os presos políticos foram asilados na Ilha entre 1922 e 1942, como mencionado anteriormente, em “campos de concentração” para “estrangeiros perigosos”. A partir de maio de 1969, com a captura de militantes da Dissidência da Guanabara – grupo que originaria o MR-8<a href="#_ftn20" name="_ftnref20">[13]</a> – e num instante anterior ao sequestro do embaixador americano, a Ilha das Flores passou a ser um dos destinos dos presos políticos das organizações das esquerdas armadas.<b> </b>Não se pode afirmar, contudo, se a Hospedaria, os “centros de trabalho forçado”, no caso dos alemães, e as prisões políticas coexistiram. Tudo indica que sim.</p>
<p>A Hospedaria, em seu primeiro ano de funcionamento, recebeu, alojou e encaminhou aos seus destinos, 7.462 imigrantes, sendo 5.208 homens e 2.254 mulheres. Por nacionalidade, tem-se: 4.690 italianos, 1.083 portugueses, 901 austríacos, 640 alemães, 100 espanhóis, 26 franceses, 9 ingleses e, mais 13 de nacionalidades diversas. Em contraposição, nos últimos anos de funcionamento da Hospedaria de Imigrantes, o movimento imigratório baixou consideravelmente. Assim, no período de 1953 a 1965:</p>
<p>&nbsp;</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="71">ANO</td>
<td width="129">HOSPEDAGEM</td>
<td width="70">ANO</td>
<td width="130">HOSPEDAGEM</td>
<td width="78">ANO</td>
<td width="121">HOSPEDAGEM</td>
</tr>
<tr>
<td width="71">1953</td>
<td width="129">1,742</td>
<td width="70">1954</td>
<td width="130">968</td>
<td width="78">1955</td>
<td width="121">854</td>
</tr>
<tr>
<td width="71">1956</td>
<td width="129">374</td>
<td width="70">1957</td>
<td width="130">1.513</td>
<td width="78">1958</td>
<td width="121">1.186</td>
</tr>
<tr>
<td width="71">1959</td>
<td width="129">1.401</td>
<td width="70">1960</td>
<td width="130">737</td>
<td width="78">1961</td>
<td width="121">391</td>
</tr>
<tr>
<td width="71">1962</td>
<td width="129">291</td>
<td width="70">1963</td>
<td width="130">172</td>
<td width="78">1964</td>
<td width="121">347</td>
</tr>
<tr>
<td width="71">1965</td>
<td width="129">86</td>
<td width="70"></td>
<td width="130"></td>
<td width="78"></td>
<td width="121"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>É oportuno observar as outras ilhas da baía de Guanabara que desempenharam funções semelhantes de confinamento. Parto da perspectiva, portanto, de que as ilhas são também apropriadas, segundo Marshall Sahlins, como locais de “higiene” de ideias e de doenças, como espaços do isolamento e da quarentena, assim como são revestidas da imagem de</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“[&#8230;] lugares especiais, remotos e misteriosos, imensamente atrativos, mas também assustadores. [&#8230;] As ilhas ‘diabolicamente encantadoras’” são o cenário de náufragos, de presídios, da expatriação de enfermos – do corpo e das “questões da alma” –, e também dos relatos do Capitão Cook e de Fernão de Magalhães. Exemplos dos espaços da natureza selvagem que abrigam o singular – tanto em indivíduos, como em paisagem –, os locais destinados às bênçãos ou às maldições e que sentiu a ação do homem quando o “[&#8230;] senso do romântico, do misterioso ficou subordinado à paixão da curiosidade científica”. <a href="#_ftn22" name="_ftnref22">[14]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No plano mítico e metafórico, é interessante perceber as idealizações que as ilhas ocuparam e ainda o fazem. Na concepção de um sonho, de uma utopia do idílico, são ainda pontuadas pela expressão do exílio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">O perigo que vem do mar</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Partindo da noção de que as ilhas formam um conjunto de <em>sítios</em> destinados também à <em>limpeza</em>, no caso do Brasil essa percepção esteve presente no aumento do afluxo de imigrantes aos seus portos, no final do século 19. Paralelo às estratégias de substituição da mão-de-obra escrava por imigrantes assalariados nas fazendas de café, o Império do Brasil também se preocupou em regularizar a posse e aquisição das terras e, assim, em 18/9/1850, institui a Repartição Geral de Terras Públicas, pela Lei nº 601, a &#8220;Lei de Terras&#8221;. Mais de um quarto de século se passaria até que a Inspetoria Geral de Terras e Colonização, vinculada ao Ministério de Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, e destinada a promover a imigração espontânea, fosse instaurada pelo Decreto nº 6.129, de 23/2/1876. O receio às questões sanitárias frente ao fluxo de homens, mulheres e crianças que desembarcavam, diariamente, nos portos do país sentencia a necessidade de se constituir uma Inspetoria e regulamentar suas atividades.</p>
<p>Um marco importante de como ocupar as ilhas e proteger o território está descrito no <em>Código Sanitário</em> de 1894, que legislou durante toda a primeira República. Nele se inscreve um preceito de higiene que é milenar, mas o importante é perceber sua apropriação nesse instante. Assim, esse <em>Código</em> determinou que “os hospitais deveriam se localizar sempre afastados dos centros urbanos, em terrenos secos, saneados e cercados por vegetação exuberante”.<a href="#_ftn24" name="_ftnref24">[15]</a> Vale destacar, contudo, que de modo algum se está afirmando que não existiam centros de tratamento e hospitais dentro do espaço da cidade.<a href="#_ftn25" name="_ftnref25">[16]</a></p>
<p>No artífice de atrair mão-de-obra estrangeira e ao mesmo tempo não permitir o alastramento de epidemias na população, é interessante o relato de um médico norte-americano, funcionário do Serviço de Hospital da Marinha, que era o encarregado da escolha de quem entraria ou não no país como imigrante. Victor Heiser descreveu, nas suas memórias, os últimos anos do século 19 e lembrou que</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“[&#8230;] durante muitos anos a inundação de operários baratos vindos de fora derramara no país, pelos portões escancarados de Boston, Nova York, Filadélfia, São Francisco e outros portos de grandes cidades, uma aluvião de aleijados, coxos e cegos, até 1882. Passaram-se mais nove anos antes que o sentimento público, insurgindo-se lentamente contra a invasão do trabalho estrangeiro, forçasse o Congresso a agir. Naquela época, não somente chineses foram excluídos, mas o Serviço de Hospital da Marinha foi encarregado de indicar, para que fossem rejeitados, os imigrantes portadores de moléstias repugnantes ou contagiosas ou os que poderiam vir a ser, por alguma tara física, encargos públicos” <a href="#_ftn26" name="_ftnref26">[17]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesta passagem o Dr. Heiser se refere, <em>en </em><em>passant</em>, a todo um clamor sindical que estabeleceu o sistema de cotas, por nacionalidade, para a entrada de estrangeiros nos EUA, a partir de 1924. Essas medidas, repetidas pela Argentina um pouco mais tarde, tornam o Brasil, no início do século 20, um porto desejável de acesso. Esses “portos abertos”, porém, foram redimensionados nos primeiros meses do governo Getulio Vargas. Em 12/12/1930, o Decreto nº 19.482 limitou a entrada de passageiros estrangeiros de terceira classe a partir do instrumento das “cartas de chamada” – que obrigavam o imigrante a garantir já ter emprego no país. A existência desse instrumento justificou também a constituição de regras de amparo ao trabalhador nacional, estabelecendo como o imigrante preferencial o que se dirigisse ao meio rural.<a href="#_ftn27" name="_ftnref27">[18]</a></p>
<p>Mapeando os nortes que direcionam as políticas de Saúde Pública na Primeira República, constata-se que o modelo político liberal, do período, não oferecia assistência individual à saúde, que só passou a vigorar na década de 1930. As ações de Saúde Pública nas primeiras três décadas do século 20, centraram-se no saneamento urbano e na regulamentação das habitações populares<a href="#_ftn28" name="_ftnref28">[19]</a>. O alto custo de uma assistência médica privada também explica a sobrecarga nas ações filantrópicas das Santas Casas de Misericórdia e das Ligas de Higiene, fazendo proliferar uma prática recorrente: o curandeirismo entre os pobres enfermos, tanto nas áreas urbanas como rurais.<a href="#_ftn29" name="_ftnref29">[20]</a></p>
<p>É o decreto nº 9.081, de 1911, que pela primeira vez faz referência à Ilha das Flores como o local de hospedagem de imigrantes desembarcados no Rio de Janeiro. O capítulo 23 desse dispositivo legal determinava o tempo de estada na Ilha, que “só poderá exceder de oito dias [de permanência] em casos extraordinários ou de força maior, a juízo da diretoria do Serviço de Povoamento”. Dentro desse panorama de regulamentações, uma dimensão importante do problema foi discutida nas convenções sanitária internacionais. A de novembro de 1887, por exemplo, definiu a criação, nos portos do Brasil e nas principais estações ferroviárias, de serviços de desinfecção para “barrar os agentes patogênicos veiculados por mercadorias e pessoas”.</p>
<p>Em janeiro de 1886, a Junta Central de Higiene Pública foi dividida em duas repartições: Inspetoria Geral de Saúde dos Portos e Inspetoria Geral de Higiene, ambas vinculadas ao Ministério do Império. A primeira era, por assim dizer, a das Relações Exteriores. Tinha a seu cargo a polícia sanitária do litoral, dos ancoradouros e navios, a superintendência dos <em>lazaretos</em> e do Hospital Marítimo de Santa Isabel, em Niterói. Quando recebia notícia de epidemia em país vinculado comercialmente ao Brasil, propunha ao ministro as medidas para barrar o ingresso da doença aqui e impunha quarentena aos navios procedentes das zonas infectadas. As funções do Inspetor-Geral de Higiene, segundo Benchimol [1999], eram portas adentro, estendendo-se, formalmente, a todo o território nacional.</p>
<p>A partir da adoção dessas instruções sanitaristas e na esteira do inventário de truques do médico americano para impedir um “não bom trabalhador” de ingressar no território nacional, vislumbra-se a gênese de teorias segregacionistas. Algumas dessas preocupações são compartilhadas pelas autoridades brasileiras e os itens idade, moralidade e profissão concentravam a atenção do Estado. As condições de saúde física e/ou psíquica, entretanto, não eram declaradamente empecilhos. Neste contexto, as normas de conduta determinavam que um navio cuja tripulação e/ou passageiros estivessem com alguma enfermidade contagiosa a bordo, deveria advertir as autoridades de saúde do porto, com oito dias de antecedência à sua chegada e, assim, era impedido de aportar e era desviado para as Hospedarias e seus centros médicos. Os irremediavelmente incuráveis, na noção estatal da época – inválidos, dementes e vagabundos –, contudo, não eram bem-vindos e deveriam, de algum modo, ser “descartado”, sendo impedidos, pelo uso da Lei, de alcançarem o continente.</p>
<p>Neste sentido, os trajetos dos imigrantes enfermos que se curavam e tiveram vistos de entrada, são razoavelmente conhecidos, quando se deslocaram para outros estados das regiões sudeste e sul. Pouco ainda se sabe, contudo, do “lugar do imigrante” na Capital Federal.<a href="#_ftn30" name="_ftnref30">[21]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Esse artigo é uma adaptação de um <em>paper</em> sobre um projeto desenvolvido entre 2003-05, como pós-doutoramento júnior, financiado pelo CNPq, junto ao Cemi [Centro de Estudos de Migrações Internacionais] da Unicamp e sobre orientação do professor Michael Hall. Partes dessas reflexões estão publicadas, como artigos, em dois livros: “A ante-sala do <em>paraíso</em>: quarentena, isolamento e prisão na Ilha das Flores”. <em>In</em> Keila Grinberg (org.). <em>História dos Judeus no Brasil.</em> Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2005. pp. 399-421; e “Cercear para conter! A Ilha das Flores: uma experiência de quarentena, isolamento e prisão”. <em>In </em>Izabel Andrade Marson e Márcia Capelari Naxara (orgs.). <em>Sobre a Humilhação: sentimentos, gestos e palavras</em>. Uberlândia, EDUFU, 2005. pp. 265-84.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas [Unicamp] e Diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Autora, entre outros, de <em>Baile de Máscaras<strong>:</strong> mulheres judias e prostituição. As polacas e suas associações de ajuda mútua </em>[Rio de Janeiro, Editora Imago, 1996] e <em>Cães</em> <em>de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988</em> [São Paulo, Editora Boitempo, 2004]. E organizadora de <em>Perfis cruzados<strong>:</strong> trajetórias e militância política no Brasil</em> [Rio de Janeiro, Editora Imago, 2002].</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a>A Hospedaria de <em>Ellis Island</em>, em Nova York, foi construída a partir de 1860. De 1892 a 1952, 12 milhões de estrangeiros, com passagem de 3ª classe, passaram pelo exame médico e adentraram o país como imigrantes [www.nps.gov/Elis]</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Na Argentina, o primeiro albergue instalou-se na avenida Corrientes, nº 8-10, com capacidade para 300 pessoas, e atendeu 20% da imigração entre 1857 e 1874, tratando os enfermos de febre amarela, em 1871, e cólera em 1873. A partir de 1880 se construiu outros alojamentos para imigrantes, como, em 1888 a Rotonda de Retiro, que recebeu até 5 mil estrangeiros num só dia, e durante 1908 acolheu um total de 129.304 imigrantes. Em 1911, outra Hospedaria foi erguida nos arredores do Rio de la Plata, com capacidade de receber 15 mil pessoas e que funcionou até 1953. Entre 1910 e 1913 as estatísticas oficiais argentinas registram a chegada de 1.100.000 imigrantes. Também se instalaram em outros países, Hospedarias de Imigrantes, como, por exemplo, no Chile, a Hospedaria de Vergara, na cidade de Valparaíso, a Hospedaria de Talca, e outras [http://www.ub.es/geocrit/b3w-739.htm].</p>
<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[5]</a> “Foco de Infecção”, Jornal <em>Correio Mercantil</em>, 2/3/1889, p. 2.</p>
<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13">[6]</a> “Capitulo VII: Da Hospedaria dos imigrantes e dos escritórios de locação de serviços. Art. 23. Na hospedaria de imigrantes haverá um Administrador nomeado pelo Inspetor Geral, incumbido de providenciar acerca do tratamento dos imigrantes e guarda das bagagens; e bem assim de manter a ordem e a policia do estabelecimento.  § 1º Subordinado ao Inspetor, dar-lhe-á parte diária do que ocorrer na hospedaria, solicitando as providências indispensáveis ao bem-estar dos imigrantes e fazendo observar as instruções expedidas para a regularidade do serviço. § 2º Terá sob sua imediata direção os Guardas que o Inspetor designar para o coadjuvarem no desempenho de seus deveres.  Art. 24. O escritório de locação de serviços ficará a cargo de um Agente nomeado pelo Inspetor, com os auxiliares por estes designados”.</p>
<p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14">[7]</a>  Zaidman, Diana. “A Imigração ao Brasil no Império: o caso particular da hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores”. Niterói, Dissertação de Mestrado em História, UFF, 1983.</p>
<p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15">[8]</a> Trabalhos recentes como as coletâneas <em>Histórias de imigrantes e de imigração no Rio de Janeiro</em>, organizada por Angela de Castro Gomes [Rio de Janeiro, Sette Letras, 2000] e a de Carlos Lessa, <em>Os lusíadas na aventura do Rio de Janeiro</em> [Rio de Janeiro, Record, 2002], apontam essa carência e investem em saneá-la.</p>
<p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16">[9]</a> Os acervos documentais do Ministério do Império e do Departamento Nacional de Povoamento estão em depósito no Arquivo Nacional, e finda seus registros em 1932.</p>
<p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17">[10]</a> Relatos do cárcere vivido na Ilha Grande, durante a ditadura estadonovista, são encontrados nos livros de: Graciliano Ramos, em <em>Memórias do cárcere</em>, e Jorge Amado, em <em>Os Subterrâneos da Liberdade</em>; como também as lembranças de Noé Gertel a respeito de Joaquim Câmara Ferreira, o <em>Velho</em> ou <em>Toledo</em>, quando juntos estiveram [<em>in</em> Kushnir, Beatriz (org.). <em>Perfis Cruzados: trajetórias e militância política no Brasil</em>. Rio de Janeiro, Imago, 2002]. Esses fazem um paralelo entre o ocorrido naquela ilha e na das Flores, possibilitando que esses sejam fontes de análise das experiências de prisão política em Ilhas no período.</p>
<p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18">[11]</a> O Decreto n<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span> 9554, de 3/2/1886, regulamentou as Inspetorias Gerais de Higiene conforme o disposto no Decreto n<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span> 3271, de 28/9/1885. Cf. revista <em>Brasil Médico</em>, Rio de Janeiro, 15/1/1895, p. 824 [Agradeço a Jaime L. Benchimol que me chamou a atenção para esse dado].</p>
<p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19">[12]</a> Pelo Decreto n<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span> 12.689, de 21/10/1917, a Ilha das Flores foi transferida, provisoriamente, ao Ministério da Marinha. E pelo Decreto n<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span> 13.781, de 1/10/1919, retorna ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio.</p>
<p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20">[13]</a> Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8) originou-se da Dissidência da Guanabara (DI da Guanabara) do PCB, tendo uma grande influência no Movimento Estudantil. Destacou-se nacional e internacionalmente ao idealizar, em conjunto com a ALN, o primeiro seqüestro de caráter político que teve êxito: o do embaixador norte-americano no Brasil. Em 1972, o MR-8 foi desarticulado no país.</p>
<p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22">[14]</a> Sahlins, Marshall. <em>Ilhas de História</em>. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1990. pp. 19-21.</p>
<p><a href="#_ftnref24" name="_ftn24">[15]</a> Telarolli Junior, Rodolpho. “Imigração e epidemias no estado de São Paulo”. Revista <em>Manguinhos</em>, vol. III, nº 2, jul./out. 1995. p. 274; Machado, Roberto <em>et alli</em>. <em>A danação da norma: medicina social e constituição da psiquiatria no Brasil</em>. Rio de Janeiro, Graal, 1978.</p>
<p><a href="#_ftnref25" name="_ftn25">[16]</a> Para ilustrar a afirmativa é interessante a fonte produzida pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro em 1922. A partir do mapeamento das instituições de assistência pública e privada, desenhou-se toda a rede hospitalar e assistencialista [Assistência Pública e Privada no Rio de Janeiro (Brasil), História e Estatística. Comemoração do Centenário da Independência Nacional. Rio de Janeiro, Tipografia do “Anuário do Brasil”, 1922].</p>
<p><a href="#_ftnref26" name="_ftn26">[17]</a> Heiser, Victor. <em>A odisséia de um médico americano</em>. (2ª ed.). Porto Alegre, Ed. Globo, 1940. pp. 18-19.</p>
<p><a href="#_ftnref27" name="_ftn27">[18]</a> Quanto a essa questão, são extremamente elucidativas além de plasticamente belíssimas, as fotos que Jorge Latour – adido comercial do Brasil em Varsóvia, Polônia – sacou de transeuntes de origem judaica nas ruas da cidade. A intenção era provar que esses seriam imigrantes urbanos e não rurais, por isso deveriam ser proibidos de entrar. Essa problemática se situa dentro das questões do pré-Segunda Guerra e as tendências nazi-fascistas do Estado Novo [8/11/1936, maço 9650 (622), Arquivo Histórico do Itamaraty/Rio de Janeiro].</p>
<p><a href="#_ftnref28" name="_ftn28">[19]</a> Benchimol, Jaime Larry. <em>Pereira Passos, um Hausmann tropical</em>. Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes/Departamento Geral de Documentação e Informação, 1990; Rocha, Oswaldo Porto. <em>A era das demolições, cidade do Rio de Janeiro: 1870-1920. </em>Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes/Departamento Geral de Documentação e Informação, 1986.</p>
<p><a href="#_ftnref29" name="_ftn29">[20]</a> Algumas leituras percebem um deslocamento da atuação de Saúde Pública, em São Paulo, para o espaço rural, com o <em>Código Sanitário</em>, de 1918 [Telarolli Junior, 1995]. Na visão de Benchimol [1999], contudo, esse <em>Código</em> não sinaliza precisamente uma reorientação para as doenças endêmicas no campo. Para esse autor, Oswaldo Cruz ao combater doenças transmitidas por insetos – febre amarela, peste – ou passíveis de serem combatidas por vacina (varíola) ou soro (peste), desprendeu as questões de Saúde Pública da retórica anterior, centrada na higiene, à qual permanecem aderidos os engenheiros e todos os atores sociais interessados em derrubar “cascos urbanos” antigos e habitações coletivas.  A prática do isolamento dos doentes durante as epidemias de febre amarela e varíola, por exemplo, após o advento da teoria microbiana e consequentemente o fortalecimento da ideia de que as doenças eram contagiosas, reforçou os procedimentos de quarentena e desinfecção como rotinas da Saúde Pública. Mesmo quando não se conhecia com certeza qual o micróbio da doença e como ela de fato se transmitia, como era o caso da febre amarela na virada do século 19 para o 20, o importante, para Oswaldo Cruz, era isolar o doente do mosquito. As desinfecções deixaram de ser feitas nesses casos, como também na malária, pois Cruz e Ribas eram intransigentes nas suas recusas a essas práticas. Essas medidas colidiam “não tanto contra os miasmáticos, que queriam derrubar tudo, mas principalmente contra os magnetizados pela correlação micróbios-contágio”.</p>
<p><a href="#_ftnref30" name="_ftn30">[21]</a> São oportunos o levantamento e a discussão bibliográfica feitos por Rodolpho Telarolli Junior, “Imigração e epidemias no estado de São Paulo”, <em>op. cit</em>., pp. 265-281.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Ilha das Flores &#8211; um pouco de sua história até a criação da hospedaria</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p style="text-align: left;">A Ilha das Flores pertencia, no início do XIX a Delfina Felicidade do Nascimento Flores e era chamada de Ilha de Santo Antônio. Segundo o Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores, é <em>&#8220;provável que seu nome atual tenha referência a essa proprietária, pois o local devia ser conhecido como a “ilha da D. Flores”, passando depois à “Ilha das Flores”</em>.</p>
<p class="font_8"><span class="color_11"><span class="wixGuard">​Foi incorporada ao patrimônio da província do Rio de Janeiro, rovavelmente em quitação a dívidas de sua proprietária, e, em 17 de agosto de 1834, foi comprada por Maria do Leo Antunes. Anos depois, foi colocada à venda,  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/12365" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 21 de dezembro de 1956, penúltima coluna</a>) e, em 1857, foi vendida para o senador José Inácio Silveira Motta (1811 &#8211; 1893), que mudou-se para lá, com sua família, em 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/18667" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 12 de fevereiro de 1861, quinta coluna</a>) e fundou no local um estabelecimento de piscicultura e também desenvolveu o cultivo de mandioca. Eram abundantes na ilha ostras e argilas.</span></span></p>
<p class="font_8">A edificação da Hospedaria no Rio, uma  iniciativa de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a>, foi instituida em 1883, quando o governo imperial, através da Inspetoria Geral de Terras e Colonização do Ministério da Agricultura, adquiriu de Silveira Motta, por 170 contos de réis, a Ilha das Flores. As negociações haviam começado em 1878 &#8211; o senador havia, por conselhos médicos, decidido ir viver em São Paulo. Quando foi adquirida pelo Império, havia na Ilha das Flores &#8220;<em>uma boa casa de vivenda</em>&#8220;, construída em 1868, grandes armazésn,<em> &#8220;casinhas para escravos e trabalhadores livres&#8221;, </em>um edifício que servia como disensa e depósito, dois torreões de recreio e seis docas que serviam como viveiros de peixes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/10053" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de dezembro de 1878, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/1957" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de setembro de 1881, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/4784" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de janeiro de 1883, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/4805" target="_blank">17 de janeiro de 1883, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/3691" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 14 de janeiro de 1883, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/7276" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de janeiro de 1883, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/3893" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de março de 1883, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_In%C3%A1cio_Silveira_da_Mota#/media/Ficheiro:Senador_Silveira_da_Motta_-_01,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/94/Senador_Silveira_da_Motta_-_01%2C_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg/250px-Senador_Silveira_da_Motta_-_01%2C_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" alt="" width="250" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_In%C3%A1cio_Silveira_da_Mota#/media/Ficheiro:Senador_Silveira_da_Motta_-_01,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. José Inácio Silveira da Mota, 1862 / Acervo do Museu Paulista da USP</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Os primeiros imigrantes chegaram à Hospedaria da Ilha das Flores, em 1º de maio de 1883 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/5270" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de maio de 1883, segunda coluna</a>). Sua localização geográfica era considerada favorável porque seu isolamento tornaria dispensável a passagem dos imigrantes pela cidade do Rio de Janeiro, um foco de epidemias; e também por ser perto da Corte e de Niterói, uma vantagem para o deslocamento dos imigrantes para seus destinos finais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20435" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/7891" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20435" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ilha1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 6 de maio de 1883" width="370" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/7891" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 6 de maio de 1883</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>FERREIRA, Raquel França dos Santos. <em><a href="https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/hospedaria-imigrantes-ilha-flores" target="_blank">Hospedaria de Imigrantes Ilha das Flores. Biblioteca Nacional</a>, </em>10 de maio de 2020.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.hospedariailhadasflores.com.br/" target="_blank">Site Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores</a></p>
<p><a href="https://www.marinha.mil.br/cgcfn/centro_memoria_imigracao" target="_blank">Site Ministério da Defesa &#8211; Marinha do Brasil</a></p>
<p><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=629:post-ep53-de-beethoven-a-musica-infantil&amp;catid=35&amp;Itemid=385" target="_blank">Site MultiRio</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=20341</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A história da fotografia aérea e a Escola de Aviação Militar</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19006</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19006#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2020 13:33:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Aeroclube Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[aviação]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[câmera especial para fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[Campo dos Afonsos]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Brasileira de Aviação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Aeronáutica]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Aeronáutica do Exército]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Aeronáutica Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Aviação Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Aviação Militar do Exército]]></category>
		<category><![CDATA[Fabiana Dias Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia militar]]></category>
		<category><![CDATA[Guarnição dos Afonsos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[história da aviação militar no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[identificação]]></category>
		<category><![CDATA[Jefferson Eduardo dos Santos Machado]]></category>
		<category><![CDATA[missão militar francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Central de Aviação]]></category>
		<category><![CDATA[Seção Foto da Aviação MIlitar]]></category>
		<category><![CDATA[Sulacap]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas fotográficas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=19006</guid>
		<description><![CDATA[A partir de uma vista área da antiga Escola de Aviação Militar com algumas instalações do Parque Central de Aviação, realizada em 18 de março de 1937, que faz parte de um conjunto de vinte álbuns produzidos entre os anos de 1928 e 1951, totalizando cerca de 3592 imagens, os historiadores Fabiana Costa Dias e Jefferson Eduardo dos Santos Machado escreveram o artigo "A Escola de Aviação Militar".  Eles contam um pouco da história da produção e da utilização da fotografia aérea pelos militares. O setor responsável pela atividade de fotografar era a Seção Foto e estava vinculada às escolas de aviação que formavam pilotos e observadores aéreos, além de funcionar como uma “escola técnica de aviação” que formava também militares especializados em fotografia e em toda a técnica envolvida.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A partir de uma vista área da antiga Escola de Aviação Militar com algumas instalações do Parque Central de Aviação, realizada em 18 de março de 1937, que faz parte de um conjunto de vinte álbuns produzidos entre os anos de 1928 e 1951, totalizando cerca de 3592 imagens, os historiadores Fabiana Costa Dias e Jefferson Eduardo dos Santos Machado escreveram o artigo &#8220;A Escola de Aviação Militar&#8221;.  Eles contam um pouco da história da produção e da utilização da fotografia aérea pelos militares. O setor responsável pela atividade de fotografar era a Seção Foto e estava vinculada às escolas de aviação que formavam pilotos e observadores aéreos, além de funcionar como uma “escola técnica de aviação” que formava também militares especializados em fotografia e em toda a técnica envolvida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Escola de Aviação Militar</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Fabiana Costa Dias e Jefferson Eduardo dos Santos Machado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7338" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7338/Alb%200294%20090%20ct.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7338" target="_blank">Vista Aérea da Escola de Aviação Militar, 18 de março de 1937. Campos dos Afonso, Rio de Janeiro / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem selecionada é uma vista área da antiga Escola de Aviação Militar com algumas instalações do Parque Central de Aviação (PCAv), possui a identificação de número 90, classificação de foto oblíqua, foi fotografada pela Escola de Aviação Militar, às 10 horas, do dia 18 de março de 1937, o foco da câmera marcava 24 e a aeronave encontrava-se a 200 metros do solo no momento da foto. Como sabemos de tudo isso? Se observarmos, essas informações estão localizadas na parte inferior da fotografia. Outra pertinente pergunta seria como descobrimos o significado dessa legenda? Para isso tivemos que pesquisar nas antigas publicações utilizadas nas Escolas de Aviação. Dizemos Escolas de Aviação no plural porque realmente tivemos seis escolas situadas na mesma área registrada na fotografia que estamos apresentando hoje, foram elas: Aeroclube Brasileiro (1911 – 1914), Escola Brasileira de Aviação (1914), Escola de Aviação Militar (1919 – 1938), Escola de Aeronáutica Militar (1938 – 1940), Escola de Aeronáutica do Exército (1940 – 1941) e Escola de Aeronáutica (1941-1973).</p>
<p>As publicações eram oferecidas aos alunos das escolas de aviação na disciplina Fotografia Aérea, segundo a publicação Noções de Fotografia Aérea (1939). O início da utilização da fotografia aérea pelos militares ocorreu em 1858, a bordo de um balão. A dirigibilidade de balões era instável e os aviões permitiram sua estabilidade e avanço. Acompanhado do aperfeiçoamento das primeiras aeronaves, também foram desenvolvidas câmeras especiais para o registro aéreo. Elas surgiram a partir de 1915 e até aquele momento as usadas eram as mesmas utilizadas pela imprensa. A fotografia minimizava um possível erro de impressão sobre o que era fotografado, disponibilizando uma informação fiel e uma ideia atualizada do campo de operações. Dessa maneira, ela servia para tirar possíveis dúvidas das cartas aeronáuticas, cobrir suas deficiências e oferecer conhecimento tanto para a defesa quanto para o ataque.</p>
<p>A fotografia aqui apresentada faz parte de um conjunto de vinte álbuns produzidos entre os anos de 1928 e 1951 pelas escolas de aviação citadas acima, totalizando cerca de 3592 imagens. O setor responsável pela atividade de fotografar era a Seção Foto e estava vinculada às escolas de aviação que formavam pilotos e observadores aéreos, além de funcionar como uma “escola técnica de aviação” que formava também militares especializados em fotografia e em toda a técnica envolvida. De acordo com a publicação <em>Noções de Fotografia Aérea</em> (1939), a “Seção Foto é o órgão incumbido de guardar e conservar o material fotográfico, de sua preparação para o voo, da realização dos trabalhos de laboratório, da identificação, inscrição e arquivo, e, muitas vezes execução das missões”. <strong>(1)</strong></p>
<p>A atividade de inscrição compreende a elaboração da legenda, por meio dela, sabemos a identificação de todas as imagens desse conjunto. A legenda é composta pelos seguintes campos: número e classificação da fotografia, unidade a que pertence a Seção Foto, foco do aparelho, região fotografada, altura do voo, hora, data e flecha indicando o Norte”.<strong>(2)</strong>  As variações da classificação era a informação sobre o tipo de suporte utilizado no momento da foto, negativo rígido, de vidro, ou flexível, de nitrato. As classificações poderiam ser as seguintes: PV, para placa de vidro vertical; PO, para placa de vidro obliqua; FV, para filme vertical e; FO, para filme obliquo. As fotos verticais eram as em que o eixo ótico forma um ângulo de aproximadamente 90° com o terreno e as oblíquas, o eixo está inclinado em relação ao terreno e a linha do horizonte não aparece na fotografia. Além disso o registro fotográfico poderia ser aéreos, terrestres, de acidentes, de reprodução e identificação pessoal. O formato ou era 13 x 18 ou 18 x 24. Todos esses tipos de registros encontram-se nesse conjunto de vinte álbuns, sendo quatorze de imagens aéreas, cinco de acidentes com aeronaves e um de imagens terrestres.</p>
<p>A Missão Militar Francesa de Aviação (MMFAv) foi a responsável pela montagem da primeira Seção Foto da Aviação Militar com seus equipamentos e material necessário para a realização das fotografias, assim como, a revelação e tudo que envolvia a técnica da fotografia militar. A MMFAv fazia parte da Missão Militar Francesa que durou até 1940, quando a França foi ocupada pela Alemanha e os oficiais franceses tiveram que renunciar à missão e partir para a guerra. O objetivo da Missão Militar Francesa era auxiliar na instrução e modernização do Exército. A Escola de Aviação Militar do Exército foi gerida, em sua parte técnica pela Missão Militar Francesa de Aviação (MMFAv) que funcionou de forma efetiva até 1931.</p>
<div>Após essa breve e rápida apresentação de como as imagens eram realizadas pelas escolas de aviação, gostaríamos de contextualizá-la historicamente no Campo dos Afonsos. Usaremos como recorte temporal o uso do terreno para a atividade de aviação, 1911, até a data da realização da fotografia exposta, 1937. A imagem registra parte do que é hoje conhecido como Guarnição dos Afonsos <strong>(3)</strong>, situada no bairro de Sulacap, região oeste do Estado do Rio de Janeiro.</div>
<p>O que está ocupado por tantas organizações militares, um dia pertenceu ao Engenho de Afonsos e posteriormente foi cedido à Polícia do Distrito Federal (1912) pelo Ministério da Justiça e Negócios Interiores. Este Ministério comprou uma parte do terreno e cedeu ao primeiro aeroclube do Brasil, o Aeroclube Brasileiro, fundado em 14 de outubro de 1911. Nesse mesmo terreno, anos depois, também funcionou a Escola Brasileira de Aviação. Por dificuldades financeiras, no mesmo ano que esta escola foi inaugurada, 1914, ela também fechou as portas. Com a criação da Escola de Aviação Militar do Exército (1918), o Aeroclube Brasileiro mudou de endereço e instalou-se em Manguinhos, onde agora está localizada a Vila do João e parte da Avenida Brasil.</p>
<p>Nos anos da década de 1920 o Campo dos Afonsos foi conhecendo um crescimento progressivo. A quantidade de aviadores oficiais e praças cresceram. Criam-se a Esquadrilha de Aperfeiçoamento e depois o 1° Regimento de Aviação, para onde foram alocados os pilotos já formados para utilizarem as aeronaves após a formação.</p>
<p>Em 1927 foi criada a Arma da Aviação no Exército Brasileiro. Com o crescimento do número de aeronaves e o surgimento de novos Regimentos de Aviação por todo o país, houve a necessidade de se criar uma Unidade para realizar a manutenção do Material Aeronáutico. Em 1933, foi inaugurado o Parque Central de Aviação (PCAv), já depois da saída da Missão Francesa de Aviação.</p>
<p><strong>(1)</strong> MINISTÉRIO DA GUERRA, 1939, p.43.</p>
<p><strong>(2)</strong> Ibid., p.46.</p>
<p><strong>(3)</strong> Trata-se de um complexo de organizações militares que estão sediadas na área do chamado Campo dos Afonsos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Fabiana Costa Dias é doutoranda pelo PPGCI/UFF e Jefferson Machado é Doutor em História Comparada pelo PPGCH/UFRJ</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>DIAS, F. C. <em><a href="http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1427762634_ARQUIVO_DIAS,FabianaC%20osta_museu_aeroespacial_ummuseudeherois.pdf" target="_blank">Museu Aeroespacial: um museu de heróis</a>.</em> In: XVIII Simpósio Nacional de História, 2015, Florianópolis. Lugares dos historiadores: velhos e novos desafios. 2015. v.1. (link:</p>
<p>DIAS, F. C.; MACHADO, J. E. S. <a href="https://www.even3.com.br/anais/arqdoc/71129-as-transformacoes-arquitetonicas-nocampo-dos-afonsos-no-periodo-de-1930-1940--a-fotogrametria-como-fonte-para-a-h/" target="_blank"><em>As transformações arquitetônicas no Campo dos Afonsos no período de 1930-1940: a fotogrametria como fonte para a história e arquitetura.</em></a> In: 5º Seminário Ibero-americano Arquitetura e Documentação, 2017, Belo Horizonte.</p>
<p>MINISTÉRIO DA GUERRA. <em>Noções de Fotografia Aérea</em> (compilação de dados colhidos em diversas obras). Rio de Janeiro: Imprensa Técnica do S.T.Ae, 1939.</p>
<p>______. <em>Noções de Fotografia Aérea</em>. Rio de Janeiro: Imprensa Técnica do S.T.Ae, 1939.</p>
<p>UNIVERSIDADE DA FORÇA AÉREA. <em>Campo dos Afonsos: 100 anos de história da aviação brasileira</em>. Rio de Janeiro: Universidade da Força Aérea, 2012.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=19006</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2019 15:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Kfuri]]></category>
		<category><![CDATA[Marinha do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=16103</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica hoje seu último artigo de 2019. É sobre  o fotógrafo aviador Jorge Kfuri, sírio naturalizado brasileiro, autor das primeiras fotografias aéreas do Brasil. Foram produzidas, em 1916, segundo noticiado pelo jornal A Noite, de 30 de outubro de 1916, e foi uma imagem do acampamento dos Afonsos. Também no Rio de Janeiro, ainda em 1916, produziu outras fotos aéreas quando voou com com o piloto naval Virginius de Lamare, futuro major-brigadeiro, no C-1, uma das três aeronaves Curtiss Flying Boats que haviam sido encomendadas pelo então ministro da Marinha, o almirante Alexandrino de Alencar (1848 – 1926), e que chegaram ao Brasil em 9 de julho de 1916. O acervo da Brasiliana Fotográfica possui 294 fotografias de autoria de Kfuri, procedentes da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras do portal, e do Instituto Moreira Salles, um de seus fundadores.  Feliz 2020!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"></h3>
<div id="attachment_8766" style="width: 364px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/43215" target="_blank"><img class="wp-image-8766 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/kfuri1.jpg" alt="kfuri" width="354" height="326" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/43215" target="_blank">Jorge Kfuri / Careta, 1º de dezembro de 1928</a></p></div>
<p>A Brasiliana Fotográfica publica seu último artigo de 2019*. É sobre o fotógrafo aviador Jorge Kfuri que nasceu em 3 de setembro de 1893, no Líbano ou na Síria**. Sabe-se que já estava no Brasil, na década de 1910, tendo se naturalizado brasileiro, em 19 de março de 1921 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/5742" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de maio de 1921, na terceira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0024/21226" target="_blank"><em>Relatório da Marinha </em>de 1922</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/ZB0024/21226" target="_blank"><em>Relatório do Ministério da Justiça</em> de 1922</a>). Foi o autor das primeiras fotografias aéreas do Brasil, segundo noticiado pelo jornal <a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_01&amp;pagfis=9485" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 30 de outubro de 1916</a>, imagens do acampamento dos Afonsos. Também no Rio de Janeiro, ainda em 1916, produziu outras fotos aéreas quando voou com o piloto naval Virginius de Lamare, futuro major-brigadeiro, no C-1, uma das três aeronaves <em>Curtiss Flying Boats </em>encomendadas pelo então ministro da Marinha, o almirante Alexandrino de Alencar (1848 – 1926), que chegaram ao Brasil em 9 de julho de 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/21138" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de outubro de 1953, na quarta coluna</a>). O acervo da Brasiliana Fotográfica possui 294 fotografias produzidas por Kfuri, procedentes da <span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</span>, uma das instituições parceiras do portal, e do Instituto Moreira Salles, um de seus fundadores.***</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=kfuri&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Jorge Kfuri disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1171px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5368/133867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1161" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Botafogo e Humaitá, vendo-se a Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há registros de diversos bairros do Rio de Janeiro, como Botafogo, Centro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127" target="_blank">Lapa</a>, Leblon e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13670" target="_blank">São Cristóvão</a>; de prédios famosos como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">Hotel Glória</a> e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093" target="_blank">Central do Brasil</a>; de ícones da paisagem carioca como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Corcovado, o Pão de Açúcar</a> e a Lagoa Rodrigo de Freitas; do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12075" target="_blank">Zeppelin </a>voando sobre a cidade; das ilhas Fiscal, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13932" target="_blank">Paquetá </a>e Brocoiós; de navios iluminados na ocasião do Centenário da Independência do Brasil e da visita dos aviadores <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13038" target="_blank">Sacadura Cabral e Gago Coutinho</a>, ambos em 1922; e também de outras cidades como Florianópolis,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10061" target="_blank"> Niterói</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5754" target="_blank">Petrópolis</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">São Paulo</a>, São Vicente e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10251" target="_blank">Santos</a>, dentre várias outras fotografias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia do piloto e fotógrafo Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong> </span>– Nascimento de Jorge Kfuri, no Líbano ou na Síria, em 3 de setembro, filho de Amelia (18? -1931) e Calile Kfuri (18?- ?).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1913 </span></strong>- Esteve na festa em comemoração ao primeiro ano do jornal<em> O Imparcial</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/107670_01/3270" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 18 de agosto de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos fundadores da Associação dos Photographos de Imprensa, provavelmente a primeira do gênero, no Brasil, criada em 28 de outubro de 1913.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40413" style="width: 701px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/15780" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40413" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/malta2.jpg" alt="Fon-Fon, 1º de novembro de 1913" width="691" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/15780" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 1º de novembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- Havia trabalhado para o jornal <em>O Século</em> e ia para a Europa. Foi substituído por Joaquim Alberto Vieira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830135/1991" target="_blank"><em>Correio da Noite</em>, 11 de maio de 1914, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/224782/9266" target="_blank"><em>O Século</em>, 23 de junho de 1914, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>–  Kfuri já trabalhava como fotógrafo do jornal <em>A Noite, </em>quando<em> </em>passou mal, com sintomas de intoxicação, após tomar um chocolate em um café do Largo da Carioca. Foi noticiado que esses casos de envenenamento aconteciam porque os donos dos estabelecimentos usavam vasilhames de cobre, o que era proibido pela Saúde Pública e, para isso, contavam com a desonestidade dos fiscais<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/8302" target="_blank">A Noite, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/8302" target="_blank">2 de abril de 1916, na última coluna</a>).</p>
<p>Um falso advogado foi preso e no caminho para a delegacia tentou agredir Kfuri (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/129054/1504" target="_blank"><em>A Razão</em>, 12 de junho de 1917, na terceira coluna</a>).</p>
<p>O jornal <em>A Noite</em> noticiou que as primeiras fotografias aéreas produzidas no Brasil haviam sido de autoria de Kfuri. Eram imagens do acampamento dos Afonsos tiradas de um biplano, da Escola de Aviação, pilotado por Darioli (<a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_01&amp;pagfis=9485" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de outubro de 1916</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40858" style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/348970_01/9485" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40858" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfouri.jpg" alt="A Noite, 30 de outubro de 1916" width="589" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/348970_01/9485" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de outubro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Produziu fotografias aéreas do Rio de Janeiro, em novembro de 1916, quando voou com o piloto naval Virginius de Lamare, futuro major-brigadeiro, no C-1, uma das três aeronaves <em>Curtiss Flying Boats.</em> Foram encomendadas pelo então ministro da Marinha, almirante Alexandrino de Alencar (1848 – 1926), e chegaram ao Brasil em 9 de julho de 1916 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/9652"><em>A Noite</em>, 29 de novembro de 1916</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/21138" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de outubro de 1953, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 833px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4345/47248.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="823" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4345" target="_blank">orge Kfuri. Hidroavião Curtiss F na Baía de Guanabara junto à Praça Mauá, 1916. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40865" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/9652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40865" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/kfouri1.jpg" alt="A Noite, 29 de novembro de 1916" width="595" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/9652" target="_blank"><em>A Noite</em>, 29 de novembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> – Kfuri presenteou a Associação Brasileira de Imprensa com uma fotografia produzida por ele do<em> sr.presidente da República em companhia dos ministros do Estado num dos maiores momentos históricos da vida nacional – assinando a declaração de guerra do Brasil à Alemanha </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/21548" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 8 de outubro de 1918, na última coluna</a>). O presidente era Wenceslau Braz (1868 – 1966) e a assinatura aconteceu em 26 de outubro de 1917.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>–  Fez parte do time de futebol de fotógrafos que jogou na festa do Audax Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/41576" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de janeiro de 1919, na primeira coluna</a>) e, ainda trabalhando no jornal <em>A Noite,</em> foi arrolado como testemunha de irregularidades praticadas em uma casa de saúde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_01/1269" target="_blank"><em> Jornal</em>, 7 de outubro de 1919, na penúltima coluna</a>). Participou da cobertura jornalística da prisão de um criminoso envolvido no tráfico de cocaína (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/15903" target="_blank"><em>A Noite</em>, 23 de outubro de 1919, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> – Trabalhando como fotógrafo do jornal<em> A Noite, </em>Kfuri sofreu queimaduras de primeiro grau no dorso da mão direita pela explosão<em> </em>de magnésio quando se preparava para <em>tirar uma chapa</em> no edifício do Senado Federal. Na época, ele residia na rua Senador Dantas, nº 14, e foi identificado como sírio com a idade de 27 anos <em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/1553" target="_blank">O Jornal</a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/1553" target="_blank">, 4 de maio de 1920, na última coluna</a>).</p>
<p>Kfuri foi aceito como associado na Associação Brasileira de Imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/2959" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de junho de 1920, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong> </span>– Kfuri, referido como sírio, naturalizou-se brasileiro, em 19 de março (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/5742" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de maio de 1921, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0024/21226" target="_blank"><em>Relatórios do Ministério da Justiça </em>de 1922</a>).</p>
<p>Kfuri foi contratado como encarregado técnico do serviço de fotografia aérea da Aviação Naval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8220" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de dezembro de 1921, na primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0025/15874" target="_blank">O <em>Relatório do Ministério da Marinha</em> de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 217px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/9361" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="207" height="72" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/9361" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de dezembro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sofreu um pequeno acidente aéreo com o piloto Epaminondas Santos, no aeromarino 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8293" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de dezembro de 1921, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> – Publicação de fotos de autoria de Kfuri da Ilha das Cobras e do Cemitério do Caju (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/151879" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 4 de fevereiro de 1922)</a>.</p>
<p>Kfuri estava no avião Avro nº 2, pilotado pelo tenente Luiz Leal Netto dos Reis, que sobrevoou a casa de Santos Dumont (1873 – 1932), em Petrópolis, onde deixaram <em>cair um para-quedas com uma mensagem de saudações </em>a ele, que a recolheu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/9041" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de março de 1922, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Fotografou a visita dos aviadores <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank">Sacadura Cabral (1881 &#8211; 1924) e Gago Coutinho(1869 &#8211; 1959)</a> ao Brasil e navios iluminados na ocasião do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Centenário da Independência do Brasil.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6597" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6597/47620.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6597" target="_blank">Jorge Kfuri. Exposição do centenário da Independência, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18461" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/772739/103" target="_blank"><img class=" wp-image-18461" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfuri.jpg" alt="Foto de Kfuri publicada na revista Illustração Brasileira de 15 de novembro de 1922" width="587" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/772739/103" target="_blank">Foto de Kfuri publicada na revista <em>Illustração Brasileira</em> de 15 de novembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span><em> –  Para servir como encarregado técnico do serviço de fotografia aérea da Aviação Naval, o Ministério da Marinha contratou o sr. Jorge Kfuri, servindo também como operador cinematográfico em qualquer dos departamentos da Marinha para que seja requisitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/9382" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de maio de 1923, na segunda coluna</a>).</p>
<p>O ministro da enviou ao presidente do Tribunal de Contas uma cópia do contrato celebrado com Jorge Kfuri para servir como fotógrafo da Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/9361" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 15 de junho de 1923, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/13517" target="_blank">O Paiz, 16 de junho de 1923, na última coluna</a>).</p>
<p>Kfuri integrou como segundo tenente honorário da Marinha a esquadrilha de quatro hidroaviões que foi para a Bahia, sob o comando do capitão de mar e guerra e futuro ministro da Marinha Protógenes Pereira Guimarães (1876 – 1938) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/9044" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de junho de 1923, na quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/12294" target="_blank"><em>A Rua</em>, 2 de julho de 1923, na penúltima coluna</a>). A esquadrilha voltou para o Rio de Janeiro e foi muito homenageada <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14114" target="_blank">O Paiz</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/14114" target="_blank">, 9 de agosto de 1923</a>). Kfuri foi um dos convidados para o banquete oferecido no Palace Hotel pelo Aero Club Brasileiro a Protógenes e a seus comandados no <em>raid</em> de aviação entre Rio e Aracaju <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/15241" target="_blank"><em>(O Imparcial</em>, 30 de agosto de 1923, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos tripulantes dos três hidroaviões que regressaram de Santos para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/11537" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de setembro de 1923, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Fez parte da tripulação de um dos aviões que recepcionou a chegada, no Rio de Janeiro, do avião<em> Plus Ultra</em>, que havia partido da Europa, pilotado por Ramon Franco (1896 – 1938), um dos pioneiros da aviação espanhola (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/275" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 3 de fevereiro de 1926</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/44243" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de fevereiro de 1926, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou do segundo voo do avião <em>322</em> no serviço postal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24844" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1926, na sexta coluna</a>).</p>
<p>Houve uma tentativa de assalto na casa de Kfuri na rua Taylor, nº 80 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/18786" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de abril de 1926, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Kfuri fez parte da tripulação dos aviões que receberam o hidroavião <em>Buenos Aires</em>, pilotado pelos aviadores argentinos Duggan e Olivero (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26073" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 e 20 de julho de 1926</a>).</p>
<p>Integrava a equipe da esquadrilha da Marinha de Guerra, de três aviões, que partiu para pela primeira vez voar entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Estava no avião, pilotado pelo capitão-tenente Luiz Leal Netto dos Reis, que sofreu uma pane e caiu nos arredores de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/10379" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 4 de agosto de 1926,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26276" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de agosto de 1926, na sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/26764" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 4 de agosto de 1926)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/26764" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/pilotos.jpg" alt="pilotos" width="437" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/26764" target="_blank">O piloto Netto Reis, de uniforme escuro, e Jorge Kfuri / O Jornal, 4 de agosto de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> &#8211;  Sua participação na documentação fotográfica das pesquisas sobre os explosivos super-rupturita foi elogiada em um ofício encaminhado pelo diretor da comissão dos estudos desse tipo de explosivo ao diretor-geral da Aeronáutica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/13609" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 11 de novembro de 1927, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> – Jorge Kfuri foi elogiado por seu trabalho <em>à disposição do comando da esquadra no segundo período dos exercícios gerais, em dezembro de 1927, e que satisfazendo os desejos do referido comando, conseguiu organizar para o Diretório da Aeronáutica da Armada, valioso documento cinematográfico demonstrativo das fainas e exercícios naquela ocasião </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34970" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de agosto de 1928, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Kfuri foi um dos oficiais escalados para velar o corpo do aviador italiano Carlo del Prete (1897 – 1928), na Embaixada da Itália, no Rio de Janeiro. O italiano havia sofrido um acidente na Ponta do Galeão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/28815" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de agosto de 1928, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Escola de Grumetes de Angra dos Reis, Kfuri foi um dos três oficiais feridos com a explosão de uma bomba que deveria ser utilizada pelos aviadores navais durante os exercícios da Armada. Dois oficiais morreram (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/24342" target="_blank"><em>A Noite</em>, 27 de novembro de 1928</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/098027_02/14378" target="_blank"><em>O Estado</em>, 28 de novembro de 1928</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/43215" target="_blank"> <em>Careta</em>, 1º de dezembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4245" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4245/47527.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1186" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4245" target="_blank">Jorge Kfuri. O Chapéu do Sol no morro do Corcovado, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong> </span>- Foi ferido em um acidente no avião MF 4, pilotado por Raul Bandeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/6460" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 12 de junho de 1929, na última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/75957" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de junho de 1929</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/38587" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de junho de 1929, na segunda coluna</a>).</p>
<p>No Almanak Laemmert de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/101207" target="_blank">1929</a> e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/107785" target="_blank">1931</a>, Jorge Kfuri foi listado como o encarregado do serviço fotográfico da Escola de Aviação Naval.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> – Falecimento da mãe de Kfuri, dona Amélia Kfuri, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/5266" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 16 de março de 1931, na primeira coluna</a>).</p>
<p>A família de Kfuri mandou rezar uma missa em Ação de Graças por seu restabelecimento após o acidente de 1929 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/6447" target="_blank"><em>Diáro da Noite</em>, 11 de junho de 1931, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> – O ministro da Marinha, Protógenes Pereira Guimarães (1876 – 1938), elogiou a conduta de Kfuri no navio <em>Belmonte,</em> como auxiliar do aviador João Correia Dias Costa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10589" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de fevereiro de 1932, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Por decreto do Ministério da Marinha, Kfuri foi efetivado <em>no lugar de encarregado técnico dos serviços fotográficos dos Centros e Escola de </em>Aviação Naval <em>com as honras e vantagens do posto de 1° tenente da Armada</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/11640" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de maio de 1932, na sétima coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1933</span></strong> – A reportagem <em>Aspectos de Belém </em>foi ilustrada com fotografias produzidas por Jorge Kfuri (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/120588/3771" target="_blank"><em>A Noite Ilustrada</em>, 19 de julho de 1933</a>)</p>
<p>Kfuri foi um dos oficiais integrantes da 4ª Divisão de Esclarecimento e Bombardeio Aéreo que atuou no Alto Solimões na vigilância da neutralidade do Brasil no conflito entre a Colômbia e o Peru. A divisão foi comandada pelo capitão de corveta aviador Álvaro de Araújo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/14688" target="_blank"><em>Jornal da Noit</em>e, 28 de junho de 1933, na terceira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/17059" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de junho de 1933, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Entrevista com Kfuri sobre suas impressões da região do Alto Solimões nos 45 dias que passou lá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/14726" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em>, 3 de julho de 1933</a>).</p>
<p>Kfuri produziu a primeira fotografia aérea de Belo Horizonte, durante uma viagem do ministro da Marinha, Protógenes Pereira Guimarães (1876 – 1938), a Minas Gerais. Kfuri voou em um avião <em>Fairey</em> pilotado pelo capitão de corveta Álvaro de Araújo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/14905" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de julho de 1933, na quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 583px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/minas.jpg" alt="minas" width="573" height="507" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15687" target="_blank">O Fairey comandado pelo capitão de corveta Álvaro de Araújo pousado em Ponta Nova durante a viagem a Minas Gerais. Kfuri é o primeiro a esquerda e o capitão Araújo está com o uniforme todo escuro / Jornal da Noite, 3 de outubro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Kfuri ficou ferido em um acidente aéreo perto de Petrópolis, quando voava em um avião da Marinha em exercício no território fluminense, pilotado pelo capitão de corveta Álvaro Araújo. O terceiro tripulante era o aviador civil Raphael Chrisóstomo de Oliveira. Esses dois últimos sofreram pequenas escoriações. A aeronave, <em>Fairey 55</em>, ficou inutilizada. Kfuri foi referido como<em>um dos nossos aviadores navais mais arrojados…Fotógrafo, talvez, o mais hábil da nossa aviação naval…</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/53007" target="_blank"><em>Pequeno Jornal</em>, 3 de outubro de 1933, na quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15687" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em>, 3 de outubro de 1933</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/36878" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de outubro de 1933</a>). Segundo a matéria do Jornal da Noite, foi a sétima vez que Kfuri estava em uma avião que caiu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15694" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em>, 3 de outubro de 1933, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>– Foi um dos filhos de libaneses homenageados pela Missão Libanesa Maronita do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/40337" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de janeiro de 1934</a>).</p>
<p>Kfuri iria integrar como responsável pelo serviço aerofotográfico o grupo da Marinha que faria o levantamento aerotopográfico do litoral nortista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/18785" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em>, 27 de abril de 1934, na sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>– O ministro da Marinha, Protógenes Pereira Guimarães<b> </b>(1876 – 1938), solicitou ao consultor geral da República a extensão do abono salarial a três oficiais honorários da Armada brasileira e Kfuri era um deles (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/57752" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de outubro de 1935, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> – Terrenos da aviação naval no campo de São Bento, na Ilha do Governador, estavam ameaçados de despejo pela Companhia Indústria e Comércio. Kfuri era um dos oficiais da Armada que possuía um dos lotes (<em>O Imparcial</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/4177" target="_blank">27 de junho de 1936</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/4201" target="_blank">28 de junho de 1936, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong></span> &#8211; Participou de um cruzeiro aéreo entre o Rio de Janeiro e São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/9979" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 18 de julho de 1939, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941</strong></span> – Kfuri estava presente na posse do coronel Dias Costa como presidente do Aeroclube do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/11527" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de agosto de 1941, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942</strong></span> – O ministro da Aeronáutica, Joaquim Pedro Salgado Filho (1888 – 1950), tornou sem efeito a transferência e nomeação de Jorge Kfuri para monitor de fotografia aérea da Escola de Especialistas da Aeronáutica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/10019" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de maio de 1942, na segunda coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/16303" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 7 de julho de 1942, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong></span> – Kfuri servia no gabinete do ministro da Aeronáutica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/39597" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de setembro de 1954, na sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> – Em uma coluna sobre reportagens antigas do jornal <em>A Noite</em>,  o jornalista Bento Malafaia relatou que o fotógrafo Kfuri havia participado de uma reportagem onde ele se fez passar como secretário de um suposto faquir, na verdade, o redator Eustachio Alves. O “consultório” fez muito sucesso na cidade. Depois de revelada a verdade, foram tomadas medidas contra a exploração de faquires e cartomantes <em>abrandando a crendice popular </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/37469" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de julho de 1956, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1131px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3549" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3549/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1121" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3549" target="_blank">Jorge Kfuri. Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1957</strong> </span>– Em cerimônia realizada na praça Salgado Filho, com a presença do presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 – 1976), e de Thomas White, Chefe do Estado Maior da Força Aérea dos Estados Unidos, Kfuri foi condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem do Mérito Aeronáutico. Foi publicada uma fotografia de Kfuri sendo condecorado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/83216" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1957</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/80197" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de outubro de 1957, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1959</strong> </span>– O presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 – 1976),<b> </b>assinou um decreto suprimindo o cargo de chefe do Serviço Fotográfico da Aeronáutica, vago em virtude da aposentadoria de Jorge Kfuri<b> </b>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/098230/38015" target="_blank"><em>Jornal do Dia</em>, 15 de setembro de 1959, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1965</strong></span> – Falecimento de Jorge Kfuri, em 21 de janeiro, no Hospital Central da Aeronáutica. Sua esposa, Hilda Carelli Kfuri, publicou um anúncio do enterro, realizado no cemitério São João Batista. Na sua certidão de óbito, consta que ele teria nascido no Líbano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/61319" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de janeiro de 1965, na primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40460" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_07/61319" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40460" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfuri11.jpg" alt="Correio da Manhã, 22 de janeiro de 1965" width="495" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_07/61319" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de janeiro de 1965</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No seu atestado de óbito consta que ele havia nascido no Líbano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40470" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfuri2.jpg"><img class="size-full wp-image-40470" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/kfuri2.jpg" alt="Atestado de óbito de Jorge Kfuri / Site Family Search" width="327" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Atestado de óbito de Jorge Kfuri / Site Family Search</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1999</strong> </span>– No Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, foi realizada, entre dezembro de 1999 e abril de 2000, a exposição <em>Imagens da Aviação Naval </em>com fotografias pertencentes ao acervo do Serviço de Documentação da Marinha, que fazem parte de um álbum de 555 imagens produzidas por Kfuri com registros da aviação naval desde seu início, de vistas aéreas do Rio de Janeiro e de acontecimentos importantes na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 214px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15687" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/acidente.jpg" alt="acidente" width="204" height="411" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/15687" target="_blank">Jorge Kfuri / <em>Jornal da Noite</em>, 3 de outubro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Colaborou para esta pesquisa a bibliotecária Marcia Prestes Taft, Encarregada da Divisão de Documentos Especiais da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.</p>
<p>*Esse parágrafo foi alterado em 1º de agosto de 2025</p>
<p>**Em matérias de jornal, ele é referido ora como sírio ora como libanês. A pesquisa da Brasiliana Fotográfica acredita que ele tenha nascido no Líbano por dois fatos: em 1934, ele foi um dos filhos de libaneses homenageados pela Missão Libanesa Maronita do Rio de Janeiro; e o local de seu nascimento como o Líbano é o que consta em seu atestado de óbito.</p>
<p>***Este número foi modificado em 16 de junho de 2025.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira. <em>Milan Alram</em>. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2015.</p>
<p>Arquivo Nacional</p>
<p><a href="http://www.mar.mil.br/ciaw/historico.html" target="_blank">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/presidencia/presidencia/ex-presidentes/wenceslau-braz" target="_blank">Site da Biblioteca da Presidência da República</a></p>
<p><a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1950-1959/lei-3636-22-setembro-1959-354091-publicacaooriginal-1-pl.html" target="_blank">Site da Câmara dos Deputados</a></p>
<p><a href="http://www.cultura.df.gov.br/component/content/article/286-biografia-dos-herois-nacionais/374--alberto-santos-dumont--1873-1932-.html" target="_blank">Site da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal</a></p>
<p><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1980-1988/L7243.htm" target="_blank">Site da Presidência da República – Casa Civil</a></p>
<p><a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/alvaro-alberto-da-mota-e-silva" target="_blank">Site do CPDOC</a></p>
<p><a href="http://www.senado.gov.br/noticias/agencia/quadros/nomes.html" target="_blank">Site do Senado Federal</a></p>
<p><a href="https://www.stm.jus.br/o-stm-stm/memoria/biografia-ministros-desde-1808/item/4590-biografia-155" target="_blank">Site do Superior Tribunal Militar</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=16103</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; IX &#8211; Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2019 14:43:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Estação de Ferro Central do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[estação de trem]]></category>
		<category><![CDATA[ferrovia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Kfuri]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[S.H. Holland]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[século XX]]></category>
		<category><![CDATA[Série "O Rio de Janeiro desaparecido"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=16093</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica apresenta imagens da Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil produzidas nos séculos XIX e XX: uma fotografia de Marc Ferrez (1843 - 1923), uma estereoscopia realizada pela firma Rodrigues &#038; Co. e registros aéreos realizados pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 - 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, realizadas em 1916; e pelo piloto britânico S. H. Holland (1883- 1936), que atuou no Brasil, entre 1928 e 1932, tendo sido, inclusive, acusado por espionagem. Além disso, há imagens dos trilhos da ferrovia produzidas por Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912) e do Túnel Ottoni, de autoria de Ferrez.

 ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica apresenta imagens da Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil produzidas nos séculos XIX e XX: uma fotografia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, uma estereoscopia realizada pela firma Rodrigues &amp; Co. e registros aéreos realizados pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, realizadas em 1916; e pelo piloto britânico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S. H. Holland (1883- 1936)</a>, que atuou no Brasil, entre 1928 e 1932, tendo sido, inclusive, acusado por espionagem. Além disso, há imagens dos trilhos da ferrovia produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> e do Túnel Ottoni, de autoria de Ferrez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1062px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4091" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4091/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1052" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4091" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Quinta da Boa vista: trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil, 1878 &#8211; 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/189" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de trilhos e da Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 747px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6426" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6426/0073040cx018-02t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="737" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6426" target="_blank">Marc Ferrez. Túnel Ottoni., c. 1885. Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="history-station--info ">
<p>Pelo decreto 1.598, de 9 de maio de 1855, foram aprovados os estatutos da Companhia de Estrada de Ferro d. Pedro II e foi determinada sua organização no Rio de Janeiro com um capital de 38 mil contos, cumprindo o decreto 641, assinado em Londres, em 26 de junho de 1852 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8504" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de maio de 1855, primeira coluna</a>). Pouco tempo depois, em 29 de julho de 1855, quando a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel</a> completava 9 anos, foi realizada na quinta de dona Januária a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Estrada de Ferro Pedro II com a presença do imperador  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/41622" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 30 de julho de 1855, primeira coluna</a>).  Foi a terceira ferrovia brasileira &#8211; as anteriores foram a Estrada de Ferro Mauá (1854) e a Estrada de Ferro do Recife ao Cabo (1858) &#8211; e sua construção está ligada às famílias Teixeira Leite e Ottoni, grandes produtoras de café da região de Vassouras, no estado do Rio.</p>
<p>A Igreja de Nossa Senhora de Santana foi demolida para a construção da Estação do Campo de Santana, mas a imagem da santa, em madeira, vinda de Portugal, encontra-se até hoje numa capela na gare da Central (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/8504" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de maio de 1855, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/44958" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 19 de julho de 1857, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/4743" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de setembro de 1941</a>). Foi de lá, na ocasião a principal estação ferroviária do novo meio de transporte que ligaria o Rio de Janeiro ao cafeeiro Vale do Paraíba, que saíram as três locomotivas que inauguraram a primeira sessão da Estrada de Ferro Pedro II, em 29 de março de 1858, pela manhã, quando a locomotiva <em>Imperador</em> levou <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, sua corte e ministério até Pouso dos Queimados. As outras  chamavam-se <em>Brazil</em> e <em>Imperatriz</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/14519" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de março de 1858, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/14538" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 30 de março de 1858, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45943" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 30 de março de 1858, segunda coluna</a>). Antes das partidas das locomotivas, houve as bênçãos do bispo, a saudação de Christiano Benedicto Ottoni (1811 &#8211; 1896), diretor da Companhia da Estrada de Ferro Dom Pedro II, e a resposta do imperador:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16153" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45943"><img class="wp-image-16153 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/discurso1.jpg" alt="discurso" width="493" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/45943" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 30 de março de 1858</a></p></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/244414/1894" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/primeira-1024x514.jpg" alt="Brasil Ilustrado, 1943" width="1024" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/244414/1894" target="_blank">Trem inaugural da Estrada de Ferro dom Pedro II, 29 de março de 1858. Rio de Janeiro, RJ / Brasil Ilustrado, abril de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em pouco tempo passou a ser conhecida como Estação da Corte e mais tarde foi denominada Estação Dom Pedro II. Com a República, a ferrovia foi rebatizada como Estrada de Ferro Central do Brasil  e com isso a estação foi imediatamente chamada de Estação Central do Brasil. Foi reformada anos mais tarde e finalmente demolida nos anos 30 para a construção da avenida Presidente Vargas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/14805" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 4 de abril de 1936</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/18297" target="_blank">31 de julho de 1937</a>).  A comemoração dos 85 anos da Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1943, foi realizado no hall do atual edifício da estação, em estilo <em>art déco</em>, com um almoço com diversas autoridades e com a abertura de uma exposição, além das inaugurações do trecho eletrificado entre Nova Iguaçu e Morro Agudo e do relógio da torre da Central, que se tornou um ponto de referência dos cariocas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/21592" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de março de 1943</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/74868" target="_blank"><em>Careta</em>, 10 de abril de 1943</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/8644" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 10 de abril de 1943</a>). O relógio fica entre o 21º e o 26º andares da estação ferroviária e é um dos maiores relógios de quatro faces do mundo &#8211; cada uma é um quadrado com dez metros de altura por dez metros de largura. Está montado a 110 metros de altura e pode ser visto de diversos pontos da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 874px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5056" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5056/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_00444_021_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="864" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5056" target="_blank">Rodrigues &amp; Co. Estação Estrada de Ferro Central do Brasil, c. 1890/1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 788px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4416" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4416/SAm52-0027.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="778" height="563" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4416" target="_blank">Marc Ferrez. Estação da estrada de ferro Central do Brasil, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3977" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3977/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1000" height="647" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3977" target="_blank">S.H. Holland. Estação D.Pedro II : Inicial da E. F. Central do Brasil, 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 898px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4567" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4567/47787.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="888" height="569" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4567" target="_blank">orge Kfuri. A Central do Brasil e o Campo de Santana, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16151" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/14805" target="_blank"><img class="wp-image-16151 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/três.jpg" alt="A Estação em três tempos / Revista da Semana, 1936" width="576" height="799" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/14805" target="_blank">A Estação Central do Brasil em três tempos / <em>Revista da Semana</em>, 4 de abril de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">O título deste artigo foi alterado de <em>Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</em> para <em>Série O Rio de Janeiro desaparecido </em>IX<em> &#8211; Estrada de Ferro Central do Brasil: estação e trilhos</em>, em 16 de setembro de 2021.</span></p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BEM, Sueli Ferreira de. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/suelidebem.pdf" target="_blank"><em>Contribuição para estudos das estações ferroviárias paulistas</em></a>. Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, 1998</p>
<p>COARACY, Vivaldo. <em>Coleção Rio 4 séculos</em>, volume 3. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965.</p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo, vol 2</em>. Rio de Janeiro : Cia. Editora e Comercial F. Lemos, 1956.</p>
<p>GUIMARÃES, Ino Venerotti.<a href="http://wpro.rio.rj.gov.br/revistaagcrj/wp-content/uploads/2016/11/e05_a10.pdf" target="_blank"> <em>Campo de Santana: de charco a palco privilegiado de manifestações populares e oficiais</em></a>. Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, 2011.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MATOS, Odilon Nogueira de. <em>Café e ferrovias: a evolução ferroviária de São Paulo e o desenvolvimento da cultura cafeeira</em>. São Paulo : Editora Alfa-Ômega, 1974.</p>
<p><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/avenida-presidente-vargas-foi-inaugurada-no-rio-em-1944-com-marcha-militar-9865827#ixzz63fR7234W" target="_blank">O Globo</a></p>
<p>PESSOA, Vicente Alves de Paula. <em>Guia da Estrada de Ferro Central do Brasil</em>. Rio de Janeiro : Imprensa Nacional, 1902.</p>
<p><a href="https://www.supervia.com.br/pt-br/estacao/central-do-brasil" target="_blank">Site da Supervia</a></p>
<p>TELLES, Pedro Carlos da Silva. <em>História da Engenharia no Brasil</em>. Rio de Janeiro : Editora Livros Técnicos e Científicos, 1984.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para os outros artigos da Série </strong></em><strong><em>O Rio de Janeiro Desaparecido</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">Série</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> O Rio de Janeiro desaparecido </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">I</a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"> </a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787">- </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><em>Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX</em></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4787"><strong>, </strong>de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de fevereiro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>II<i> &#8211; </i></span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, de autoria de Carla Costa, historiadora do Museu da República, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 5 de abril de 2018.</span></a></span></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif; color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> III &#8211; <i>O Palácio Monroe</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de novembro de 2016.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9138" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>IV</span><em><span style="font-family: Georgia, serif; text-decoration: none;"> -</span></em><em><span style="font-family: Georgia, serif; font-style: normal; text-decoration: none;"> </span></em><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A via elevada da Perimetral<strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">,</span></strong></span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> de autoria da historiadora Beatriz Kushnir, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2017.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">V</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, Ferrez, Malta e Charles Dunlop<strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></strong>d</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">e autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de julho de 2018.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">VI</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de setembro de 2018.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">VII</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O Morro de Santo Antônio na Casa de Oswaldo Cruz</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de autoria de historiador Ricardo Augusto dos Santos da Casa de Oswaldo Cruz</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13719"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado na Brasiliana Fotográfica em 5 de fevereiro de 2019.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">VIII</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A demolição do Morro do Castelo</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></strong><span style="font-family: 'Georgia',serif;">publicado na Brasiliana Fotográfica em 30 de abril de 2019.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">X</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><strong><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">, </span></i></strong></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de junho de 2020.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série</span></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> O Rio de Janeiro desaparecido </span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">XI</span><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> &#8211; </span></i></a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">A Estrada de Ferro do Corcovado e o</span></i><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> <i>mirante Chapéu de Sol</i>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 22 de julho de 2021.</span></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Série <i>O Rio de Janeiro desaparecido </i>XII <i>– o Teatro Lírico (Theatro Lyrico),</i> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 15 de setembro de 2021</span></a><span style="font-family: Georgia, serif;">.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25759" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIII<em> &#8211; O Convento da Ajuda</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 12 de outubro de 202</a>1.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XIV<em> &#8211; </em>O<em> Conselho Municipal</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de novembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>XV<em> &#8211; A Praia de Santa Luzia no primeiro dia do verão</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 21 de dezembro de 2021.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333">Série<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVI &#8211; <em>O prédio da Academia Imperial de Belas Artes</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado na Brasiliana Fotográfica em 13 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26587">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVII – <em>Igreja São Pedro dos Clérigos</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 18 de março de 2022.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27390" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XVIII &#8211; <em>A Praça Onze</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 20 de abril de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27549" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XIX &#8211; <em>A Igrejinha de Copacabana</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 23 de junho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27622" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XX &#8211; <em>O Pavilhão dos Estados</em>, futuro prédio do Ministério da Agricultura, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 26 de julho de 2022.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27670%20" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXI &#8211; <em>O Chafariz do Largo da Carioca</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 19 de setembro de 2022. </a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXII &#8211; <em>A Cadeia Velha que deu lugar ao Palácio Tiradentes</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado na Brasiliana Fotográfica em 11 de abril de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIII e </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em> XVII </a><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">- <em>A Praia e a Rua do Russel, na Glória</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXV<em> &#8211; O Theatro Phenix,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 5 de setembro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34365" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34365&amp;source=gmail&amp;ust=1702655036919000&amp;usg=AOvVaw3b3Tx7K9JhoBwFxL6ka8RZ">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVI &#8211; <em>Conclusão do arrasamento do Morro do Castelo por Augusto Malta,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 14 de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXVII e Série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em> V &#8211; <em>O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)</em>, de autoria de Andrea c. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=16093</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Arpoador, um dos cartões postais do Rio de Janeiro, por Jorge Kfuri e Baptista Vianna</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15223</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15223#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2019 15:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Arpoador]]></category>
		<category><![CDATA[bairro]]></category>
		<category><![CDATA[bairros]]></category>
		<category><![CDATA[Copacabana]]></category>
		<category><![CDATA[Forte de Copacabana]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[Ipanema]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Kfuri]]></category>
		<category><![CDATA[José Baptista Barreira Vianna]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=15223</guid>
		<description><![CDATA[Hoje a Brasiliana Fotográfica destaca três imagens da Pedra do Arpoador, localizado entre os bairros de Copacabana e Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Uma das imagens é uma fotografia aérea produzida por Jorge Kfuri, autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, em 1916. Os outros dois registros são de autoria do fotógrafo amador, o comerciante português José Baptista Barreira Vianna, que chegou ao Rio de Janeiro, em 1875.  Até os anos 40, o Arpoador era um areal deserto, frequentado principalmente por pescadores. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica destaca três imagens do Arpoador. Localizado entre os bairros de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">Ipanema</a>, na zona sul do Rio de Janeiro, com uma praia de 800m de extensão, é um dos cartões postais da cidade. Uma das imagens é uma fotografia aérea produzida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1966)</a>, tendo o Forte de Copacabana em primeiro plano e pertence à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras do portal. Kfuri, autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, em 1916, foi contratado como encarregado técnico do serviço de fotografia aérea da Aviação Naval, em 1921, e aposentou-se como chefe do Serviço Fotográfico da Aeronáutica em 1959. Os outros dois registros são de autoria do fotógrafo amador, o comerciante português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">José Baptista Barreira Vianna (1860-1925)</a>, que chegou ao Rio de Janeiro, em 1875.  Até os anos 40, o Arpoador era um areal deserto, frequentado principalmente por pescadores. Foi durante os anos 60 e 70 que tornou-se uma das principais praias cariocas para a prática de surf e é, até os dias de hoje, uma das prediletas tanto dos moradores do Rio como dos turistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4626" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4626/002054VIAN004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4626" target="_blank"> José Baptista Barreira Vianna. Pedra do Arpoador e trilho de bonde, tomados das cercanias da residência da família Barreira Vianna, em Ipanema na esquina da avenida Vieira Souto e rua Francisco Otaviano, 1902. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6114" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6114/47531.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="607" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6114" target="_blank">Jorge Kfuri. Arpoador, final de Copacabana e início de Ipanema. Em primeiro plano o Forte de Copacabana. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"></h3>
<div style="width: 900px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4643" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4643/002054VIAN040.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="890" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4643" target="_blank">José Baptista Barreira Vianna. Bonde nas proximidades da pedra do Arpoador, c. 1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=15223</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O bairro de São Cristóvão</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13670</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13670#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Apr 2019 13:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[bairro]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio Imperial de São Cristóvão]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio Real de São Cristóvão]]></category>
		<category><![CDATA[professora]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta da Boa Vista]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[São Cristóvão]]></category>
		<category><![CDATA[visita]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13670</guid>
		<description><![CDATA[Em 11 de dezembro de 2018, a professora de Sociologia do Colégio Pedro II, Janecleide de Aguiar, e um grupo de suas alunas fizeram uma visita ao Instituto Moreira Salles motivadas pelo interesse na Brasiliana Fotográfica, em especial na fotografia da Missa Campal de 17 de maio de 1888, na possível presença de representantes do colégio no evento e na descoberta da presença de Machado de Assis na imagem. Na ocasião, as alunas disseram que estavam envolvidas em um trabalho sobre o bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, onde se localiza a primeira unidade do Colégio Pedro II, onde estudavam. Prometi então reunir e publicar um número significativo de imagens do bairro no portal. Promessa cumprida! Acompanham essa publicação registros produzidos por Antonio Luiz Ferreira, Augusto Malta, Camillo Vedani, Franz Keller, Georges Leuzinger, Joaquim Insley Pacheco, Jorge Kfuri, Marc Ferrez, Revert Henrique Klumb, Uriel Malta, de fotógrafos ainda não identificados e da Phototypia A. Ribeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em 11 de dezembro de 2018, a professora de Sociologia do Colégio Pedro II, Janecleide de Aguiar, e um grupo de suas alunas fizeram uma visita ao Instituto Moreira Salles motivadas pelo interesse na Brasiliana Fotográfica, em especial na fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Missa Campal de 17 de maio de 1888</a>, na possível presença de representantes do colégio no evento e na descoberta da presença de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=939" target="_blank">Machado de Assis</a> na imagem. Foram recebidas por mim, Andrea Wanderley, por Gabriella Moyle, organizadora do encontro, e pelo arquiteto Bruno Buccalon. Na ocasião, a professora Janecleide revelou que pautava muitas aulas a partir de publicações e fotografias do portal e as alunas se mostraram entusiasmadas com as pesquisas que realizavam na Brasiliana Fotográfica. Justamente um dos objetivos do portal é motivar pesquisas e descobertas! As alunas disseram também que estavam envolvidas em um trabalho sobre o bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, onde se localiza a primeira unidade do Colégio Pedro II, onde estudavam. Na ocasião, prometi reunir e publicar um número significativo de imagens do bairro. Promessa cumprida! Acompanham essa publicação registros produzidos por Antonio Luiz Ferreira (18? &#8211; ?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382" target="_blank">Camillo Vedani (18? &#8211; c. 1888)</a>, Franz Keller  (1835-1890), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893- 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a>, Uriel Malta (1910 &#8211; 1994), de fotógrafos ainda não identificados e da Phototypia A. Ribeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O bairro de São Cristóvão</strong></em></span></p>
<div style="width: 591px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3013" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3013/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="581" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3013" target="_blank">Augusto Malta. Matriz de São Cristóvão, 3 de março de 1917. São Cristóvão, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=/&amp;rpp=10&amp;page=7&amp;query=%22s%C3%A3o+crist%C3%B3v%C3%A3o%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do bairro de São Cristóvão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 900px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4266" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4266/47654.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="890" height="587" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4266" target="_blank">Jorge Kfuri. O bairro de São Cristóvão com o Campo de São Cristóvão ao centro, s/d. São Cristóvão, Rio de Janeiro / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 975px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5354" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5354/_MG_0983.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="965" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5354" target="_blank">Marc Ferrez. Quinta de São Cristóvão, c. 1912. São Cristóvão, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1069px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/15" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/15/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1059" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/15" target="_blank">Franz Keller. St. Christovão, 1862. São Cristóvão, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/39900" target="_blank">10 de setembro de 1954, na coluna &#8220;Rio Antigo&#8221;, de Charles Julius Dunlop (1908 &#8211; 1987), no <em>Correio da Manhã</em></a>, foi publicado um artigo sobre o Campo de São Cristóvão com uma fotografia de autoria de Augusto Malta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43238" style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/39900" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43238" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/04/sãocristóvão.jpg" alt="Inauguração do Campo de São Crist´vão, em 11 de novembro de 1906, por Augusto Malta / Correio da Manhã, 10 de setembro de 1954" width="598" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/39900" target="_blank">Inauguração do Campo de São Cristóvão, em 11 de novembro de 1906, por Augusto Malta / Correio da Manhã, 10 de setembro de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Publicações da Brasiliana Fotográfica que se relacionam com o bairro de São Cristóvão</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2452/007A5P4F2-28.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="587" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank">Augusto Malta. Museu Nacional, c. 1930. São Cristóvão, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">O Palácio Real de São Cristóvão</a></strong></p>
<div style="width: 1080px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1007" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1007/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1070" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1007" target="_blank">Revert Henrique Klumb. St. Christovão : Vue générale du Palais Impérial, 1860. São Cristóvão, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=13670</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A prisão do fotógrafo e aviador britânico S.H. Holland (1883 &#8211; 1936) no Rio de Janeiro, em 1930</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Oct 2018 15:16:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia aérea]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Civil Espanhola]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[piloto]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução de 1932]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução de 30]]></category>
		<category><![CDATA[S.H. Holland]]></category>
		<category><![CDATA[século XX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=12930</guid>
		<description><![CDATA[Conforme anunciado, a Brasiliana Fotográfica, a partir de uma pesquisa realizada, principalmente, na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, importante ferramenta de difusão de conhecimento, conta um pouco da trajetória do aviador e fotógrafo britânico Sidney Henry Holland (1882 – 1936) no período em que atuou no Brasil, entre 1928 e 1932, inclusive de sua prisão, no Rio de Janeiro, por suspeita de espionagem. Nascido na Inglaterra, em 1883, Holland faleceu em combate, na Espanha, em 1936.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Até o momento, as informações sobre o fotógrafo e piloto britânico Sidney Henry Holland (1883 &#8211; 1936) são esparsas. Conforme anunciado, a Brasiliana Fotográfica, a partir de uma pesquisa realizada, principalmente, na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, importante ferramente de difusão de conhecimento, conta um pouco da trajetória de Holland no período em que atuou no Brasil, entre 1928 e 1932. Pilotando seu avião, era constantemente visto nos céus do Rio de Janeiro fazendo propaganda de peças teatrais, de lojas, de filmes cinematográficos e de candidaturas políticas. Além disso, comercializava imagens aéreas que produzia de paisagens e de aspectos da cidade, principalmente, no formato de cartões-postais, e também lecionava aviação. Combateu como piloto na Primeira Guerra Mundial e esteve na Argentina antes de chegar ao Brasil, em 1928, como chefe da seção de aviação da Aircraft Operating Co, contratada para fazer o levantamento da planta cadastral do Rio de Janeiro. No período em que morou no Brasil, produziu fotos aéreas de ilhas, de diversos bairros cariocas, dentre eles Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon, Leme, Urca. Também fotografou outras cidades como Petrópolis e Friburgo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2897" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2897/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2897" target="_blank">S.H.Holland. Pão d´Assucar e Urca, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Holland%2C+S.+H.&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria do fotógrafo britânico S.H. Holland disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>Em 1930, Holland tinha uma empresa de <em>reclames comerciais</em> no Edifício Portella, na rua Rio Branco, 111, sala 511, e tinha dois representantes comerciais, os irmãos James Cecil Cotton e Cecil Howard Cotton. Seu ateliê fotográfico ficava na rua Capitão Salomão, anexo à Empresa Brasileira de Aviação Limitada. A partir de uma denúncia de que S.H. Holland havia produzido fotografias de pontos estratégicos da cidade e por requisição dos ministros da Guerra e da Marinha, a 4ª Delegacia Auxiliar do Rio de Janeiro prendeu Holland e os Cotton em seu escritório. Foram apreendidos seus arquivos de escrituração e fotografias e, em seu ateliê na rua Capitão Salomão, 30, anexo à Empresa Brasileira de Aviação Limitada, de sua propriedade, foi apreendido cerca de 40 contos de material fotográfico. A prisão e as apreensões foram baseadas nas determinações do Decreto 16983, de 22 de julho de 1925, que proibia fotografar pontos estratégicos da cidade, fortalezas e quartéis. A ação integrava a forte ação de repressão que a polícia estava realizando contra a fotografia aérea. Além disso, o avião de Holland não estava registrado na Aeronáutica. Holland e seus funcionários foram soltos pouco depois (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/1115" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 20 de abril de 1930, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/1600" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 20 de abril de 1930, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/2101" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de abril de 1930, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1712" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1930</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/3220" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de abril de 1930, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Transcrição da declaração de S.H. Holland em matéria de capa de<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1757" target="_blank"> <em>O Jornal</em>, 26 de abril de 1930</a>, onde identificado foi como <em>antigo capitão-aviador do Exército Britânico</em>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;_ Fui preso por quatro agentes de polícia às 14h e meia do sábado passado &#8211; disse-nos o aviador quando jogava uma partida de &#8220;golf&#8221; no Gávea Golf Club. Levado para a 4ª delegacia auxiliar, fui recolhido incomunicável ao xadrez, onde hora depois entretanto, foram também recolhidos os srs. Cotton, meus agentes comerciais. À meia-noite daquele dia, chamado à presença do dr. Pedro de Oliveira Sobrinho, 4º delegado auxiliar, fui cientificado das razões de nossas prisões. Disse-me o delegado que, por denúncia recebida, sabia que eu, possuindo dois aviões, empregava-os para obter fotografias dos pontos estratégicos e por consequência incorria em grande crime. A propósito dos aviões, provei-lhe que só possuía um da marca &#8220;De Havilland Moth&#8221;, guardado no hangar existente em Manguinhos, onde também está depositado um outro do mesmo tipo e que vendi logo depois de minha chegada ao Rio há um ano ao dr. Raphael d´Chysosthomo de Oliveira, conhecido usineiro de Campos. Com relação às fotografias, prosseguiu o capitão &#8211; afirmei que a denúncia também não era verdadeira. Sempre empreguei o meu avião com finalidades comerciais, não só para anúncios como também para fotografar aspectos da cidade. É certo que em um panorama parcial do Rio, aparece, a um canto, a Fortaleza de Santa Cruz, mas ainda tão ao longe e tão reduzida que não passa de mero acidente da paisagem, sem relevo de mínima importância.</p>
<p style="text-align: center;">AS APREENSÕES</p>
<p>_ E perguntamos, as apreensões que a polícia efetuou em sua residência e aqui no escritório?</p>
<p>_ Foram as de papéis que nos guia e do arquivo de &#8220;negativos&#8221; que tinha em parte aqui  e em parte no meu laboratório, à rua Capitão Salomão, nº 30, onde, aliás, resido. Foi por ele examinando-o rigorosamente que a polícia verificou não haver eu dado motivos para a denúncia recebida. O número de &#8220;negativos&#8221; que possuo é superior a três mil e disso tiro a renda de que vivo. As diligências da polícia, apreendendo esse arquivo e levando-o para a 4ª delegacia, dão-me um prejuízo superior a cinquenta contos devido às &#8220;chapas&#8221; inutilizadas e à paralisação dos meus trabalhos. Felizmente estou de novo em liberdade, após cinco dias e duas hors de prisão juntamente com os meus companheiros srs. Cotton e assim poderemos recomeçar os trabalhos&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 989px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3184" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3184/013RJ009013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="979" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3184" target="_blank">S.H. Holland. Cristo Redentor em construção, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma matéria publicada sobre sua morte, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/37452" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de dezembro de 1936,</a> foi mencionado que S.H. Holland havia deixado o Brasil logo depois da Revolução de 1932, na qual teria se envolvido. Teria também se envolvido na Revolução de 30. O piloto faleceu quando combatia na Guerra Civil Espanhola em <em>um avião vermelho de bombardeio</em> ao lado das tropas governamentais da Espanha. <em>Na primeira patrulha contra os americanos, Holland foi abatido dentro das linhas do general Franco</em>. Integrava a primeira esquadrilha yankee, formada por 4 aviadores norte-americanos e por diversos pilotos voluntários ingleses, cuja base ficava perto da cidade espanhola de Bilbao (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/34872" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 20 de dezembro de 1936, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12984" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/38058" target="_blank"><img class="size-full wp-image-12984" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/morte.jpg" alt="A Noite, 15 de dezembro de 1936" width="262" height="616" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_03/38058" target="_blank">A Noite, 15 de dezembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia do fotógrafo e aviador britânico S.H. Holland (1883 &#8211; 1936)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12973" style="width: 671px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1757"><img class="size-full wp-image-12973" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/foto.jpg" alt="O Jornal, 26 de abril de 1930" width="661" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1757" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de abril de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Em Petworth, na Inglaterra, em 17 de março de 1883, nascimento de Sydney Henry Holland, filho de Arthur Charles Holland (1850 &#8211; 1936) e Amy Louisa Katherine Stratton (1857 &#8211; 1936).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914 &#8211; 1918</strong></span> &#8211; Combateu como piloto na Primeira Guerra Mundial.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1920</span> <span style="color: #800000;">-</span> </strong>Na Argentina, Holland sofreu um desastre de avião e ficou gravemente ferido. Ele estava pilotando um avião <em>Avro</em>, pertencente ao Aeroclube de Buenos Aires. Estava com o presidente da entidade, Nicanor Posse, e com o instrutor Gregorio Sandoval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/1306" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de abril de 1920, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Holland sofreu outro acidente de avião, também na Argentina, e fraturou a perna (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/1822" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de maio de 1920, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong> </span>- Ficou em terceiro lugar na Copa Wilbur Wright organizada pelo Aeroclube Argentino, em 5 de agosto de 1923, no circuito San Isidor, San Fernando e el Palomar com a participação de quinze pilotos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13011" style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.histarmar.com.ar/AVIACION/Ernst%20Udet%20y%20sus%20aviones%20en%20Argentina-Eloy%20Martin.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-13011" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/argentina.jpg" alt="argentina" width="642" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.histarmar.com.ar/AVIACION/Ernst%20Udet%20y%20sus%20aviones%20en%20Argentina-Eloy%20Martin.pdf" target="_blank">Classificação na Copa Wilbur Wright, na Argentina, em 5 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também na Argentina, em 9 de dezembro, Holland ficou em 2º lugar na Copa 19 de Novembro, competição de regularidade conhecida como Carrera Aérea de la Plata. Vinte e quatro pilotos participaram da prova.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13012" style="width: 647px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.histarmar.com.ar/AVIACION/Ernst%20Udet%20y%20sus%20aviones%20en%20Argentina-Eloy%20Martin.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13012" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/argentina1.jpg" alt="Classificação dos pilotos na " width="637" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.histarmar.com.ar/AVIACION/Ernst%20Udet%20y%20sus%20aviones%20en%20Argentina-Eloy%20Martin.pdf" target="_blank">Classificação dos pilotos na Copa 19 de Novembro, realizada em 9 de dezembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928 &#8211; </strong></span>Chegada de S. H. Holland ao Rio de Janeiro vindo da Europa no paquete <em>Arandora</em>. Veio com os engenheiros contratados pela prefeitura do Rio de Janeiro para fazer o levantamento da planta cadastral da cidade. Holland era o chefe da seção de aviação da comissão e o chefe da delegação da Aircraft Operating era o coronel do corpo de engenharia do exército inglês, T.T. Behrens Foi noticiado que Holland já conhecia o Rio de Janeiro<em> de passagem</em> e que dessa vez teria que ficar na cidade por pelo menos 3 anos para concluir o trabalho para o qual havia sido contatado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/23073" target="_blank"><em>A Noite</em>, 21 de junho de 1928, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/34340" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de junho de 1928, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/35103" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de junho de 1928, sétima coluna</a>).</p>
<p>Foi aprovado no exame para motorista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/35355" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de julho de 1928, primeira coluna</a>).</p>
<p>O ministro da Viação, Vítor Konder (1886 &#8211; 1941), autorizou a revalidação da carta de piloto de Holland (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/31443" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 18 de julho de 1928, na sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929 &#8211; </strong></span>Na Exposição Ferroviária, os pilotos Charles Astor e S.H. Holland fizeram uma exibição de acrobacia aérea (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/77840" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de agosto de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930 &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Foi noticiado que as famosas artistas Margarida Max (c. 1890 &#8211; c.1960), estrela do teatro de revista, e Josephine Baker (1906 &#8211; 1975) já haviam voado com o capitão Holland.</span></span></p>
<p>A partir de uma denúncia de que S.H. Holland havia produzido fotografias de pontos estratégicos da cidade e por requisição dos ministros da Guerra e da Marinha, a 4ª Delegacia Auxiliar do Rio de Janeiro o prendeu em seu escritório no Edifício Portella, na avenida Rio Branco, nº 111., onde localizava-se sua empresa de <em>reclames aéreos</em>. Seus representante comerciais James Cecil Cotton e Cecil Howard Cotton também foram presos. No escritório, foram apreendidos seus arquivos de escrituração e fotografias. Em seu ateliê na rua Capitão Salomão, 30, anexo à Empresa Brasileira de Aviação Limitada, foi apreendido cerca de 40 contas de material fotográfico. A prisão e as apreensões foram baseadas nas determinações do Decreto 16983, de 22 de julho de 1925, que proibia fotografar pontos estratégicos da cidade, fortalezas e quartéis. A ação integrava a forte ação de repressão que a polícia estava realizando contra a fotografia aérea. Além disso, o avião de Holland não estava registrado na Aeronáutica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/1115" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 20 de abril de 1930, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/2101" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de abril de 1930, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1712" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1930</a>). e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/3220" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de abril de 1930, quinta coluna</a>). Pouco depois, foi apreendido na Alfândega uma aeroplano procedente do exterior para Holland (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/1646" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de abril de 1930, última coluna</a>). Holland foi solto e seus funcionários foram soltos em 24 de abril (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/1662" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de abril de 1930</a>).</p>
<p>Publicação de uma fotografia aérea de Petrópolis, <em>a linda cidade de verão</em>, de autoria de Holland e produzida especialmente para a revista <em>O Cruzeiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/2364" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 26 de abril de 1930</a>).</p>
<p>Publicação de fotografias aéreas produzidas por Holland de diversos bairros do Rio de Janeiro, dentre eles Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, todos dentro da zona da recém instalada estação de telefonia automática &#8220;7&#8221;, localizada na rua Visconde de Pirajá, 44, em Ipanema (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/009318/1104" target="_blank"><em>Sino Azul</em>, junho de 1930</a>).</p>
<p>O capitão Holland envolveu-se na Revolução de 30.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931 &#8211; </strong></span>Na Feira Internacional de Amostras, o paraquedista Genaro Maddalun pulou de paraquedas de um avião cedido por Holland (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/297984/2629" target="_blank"><em>A Esquerda</em>, 14 de agosto de 1931, segunda coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/6621" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 14 de agosto de 1931, última coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/11707" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de agosto de 1931, quarta coluna</a>).</p>
<p>Na página central da edição de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5972" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, de 10 de outubro de 1931</a>, publicação de uma fotografia aérea do Cristo Redentor, pouco antes de sua inauguração oficial, em 12 de outubro, produzida por Holland especialmente para a revista.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932-  </strong></span>Holland envolveu-se na Revolução de 1932 e pouco depois deixou o Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936 &#8211; </strong></span>Holland faleceu, em dezembro, quando combatia na Guerra Civil Espanhola em <em>um avião vermelho de bombardeio</em> ao lado das tropas governamentais da Espanha. <em>Na primeira patrulha contra os americanos, Holland foi abatido dentro das linhas do general Franco</em>. Também morreram os dois outros tripulantes do avião: um russo que o pilotava e um observador espanhol. Com Holland foram encontradas duas cartas, um cheque de 15 libras e duas notas de 100 pesetas. Em uma das cartas, escrita na véspera de sua morte, o aviador comentou que pilotava um aparelho <em>não muito bom, </em>e reclamou da <em>desorganização vermelha</em>, do atraso de seu pagamento, que havia sido acertado com o embaixador da Espanha em Londres na ocasião de seu alistamento; e também da falta de aquecimento no campo de aviação em que servia. <em>Os documentos do piloto foram remetidos para a sua esposa em Londres inclusive as promessas dos vermelhos espanhóis de pagar aos seus herdeiros a importância de 1.500 libras, no caso em que ele morresse. </em>Holland integrava a primeira esquadrilha yankee, formada por 4 aviadores norte-americanos e por diversos pilotos voluntários ingleses, cuja base ficava perto da cidade espanhola de Bilbao (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/37452" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de dezembro de 1936, terceira coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/34872" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 20 de dezembro de 1936 )</a></p>
<p>&#8216;O chefe de três ataques simultâneos estava no setor de Bondilla, noroeste de Madri. Mouros e recém chegados alemães atacaram com tanques e aviões. Os legalistas venceram após 5 horas, matando 200 e ferindo vários. Sydney Henry Holland, que recentemente havia ido para a Espanha com outros aviadores britânicos, foi morto no front Vittoria quando os rebeldes revidaram um ataque no aeródromo contra 11 máquinas legalistas. O avião de Holland, pilotado por um russo, com um observador espanhol, foi derrubado por rajadas de metralhadoras. Os ocupantes morreram queimados. O correspondente do <em>Daily Mail</em> de Salamanca revelou que os documentos encontrados com Holland mostravam que o governo o havia empregado em 27 de novembro de 1936 com um salário de 220 libras por mês, subsídios de 24 libras, passagem de primeira-classe, um prêmio de 300 libras por cada máquina rebelde abatida, compensação por incapacitação por ferimentos, e 1500 libras para seu parente mais próximo em caso de morte&#8230; (<em>Trove Advocate</em>, 18 de dezembro de 1936).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2915" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2915/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2915" target="_blank">S.H. Holland. Ilha Redonda, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2855" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2855/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2855" target="_blank">S.H. Holland. Esplanada do Castello, Mercado Municipal, etc.,c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://dicionariompb.com.br/margarida-max" target="_blank">Dicionário Cravo Albim</a></p>
<p>ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1900 – 1930 – Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p><a href="https://www.histarmar.com.ar/AVIACION/Ernst%20Udet%20y%20sus%20aviones%20en%20Argentina-Eloy%20Martin.pdf" target="_blank">Ernst Udet y sus aviones en Argentina</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://www.airhistory.org.uk/rfc/people_index.html" target="_blank">Site Air History</a></p>
<p><a href="http://www.thekingscandlesticks.com/webs/pedigrees/1828.html" target="_blank">Site The Kings Candlesticks &#8211; families trees</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=12930</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
