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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; brasão</title>
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		<title>A cidade de São Paulo e Tebas (1721 &#8211; 1811), reconhecido como arquiteto, em 2018, mais de 100 anos após sua morte</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 13:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, no dia em que São Paulo completa 467 anos, a Brasiliana Fotográfica publica um artigo sobre um homem escravizado conhecido em seu tempo como o "mestre pedreiro" Tebas (1721 - 1811), que se destacou na cidade, no século XVIII, por criar projetos de edifícios, principalmente religiosos, tornando-se um ícone da arquitetura colonial no Brasil. Foi o “mais afamado oficial de cantaria de pedra”, técnica de talhar pedras em formas geométricas, e era também mestre nas técnicas de alvenaria e hidráulica. Apesar da importância de seu legado, só foi reconhecido como arquiteto, em 2018, quando foi inserido no quadro associativo do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Hoje, no dia em que São Paulo completa 467 anos, a Brasiliana Fotográfica publica um artigo sobre um homem escravizado conhecido em seu tempo como <em>o mestre pedreiro Tebas</em> (1721 &#8211; 1811), que se destacou na cidade, no século XVIII, por criar projetos de edifícios, principalmente religiosos, tornando-se por sua atuação um ícone da arquitetura colonial no Brasil. Essencial para a renovação do estilo arquitetônico da cidade de São Paulo no século XVIII, foi o <em>mais afamado oficial de cantaria de pedra, </em>técnica de talhar pedras em formas geométricas, e era também mestre nas técnicas de alvenaria e hidráulica. Apesar da importância de seu legado, só foi reconhecido como arquiteto, em 2018, quando foi inserido no quadro associativo do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo. Era dado, então, mais um passo para acabar com a invisibilidade da trajetória desse importante personagem da história de São Paulo e do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22287" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank"><img class="  wp-image-22287" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/brasaosaopaulo.jpg" alt="brasaosaopaulo" width="237" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank">Brasão da cidade de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido em 1721, em Santos, seu nome era Joaquim Pinto de Oliveira. Aprendeu seu ofício com o português Bento de Oliveira Lima (? &#8211; 1769), seu proprietário e renomado mestre de obras da cidade. Passaram a ser chamados para trabalhar na cidade de São Paulo, onde atuaram em diversas obras. Foram responsáveis pela restauração da antiga Catedral da Sé, demolida em 1911. Tebas já havia construido a torre da igreja em 1750. Lima morreu, em 1769, antes da conclusão da reforma da Sé, deixando sua viúva, Antônia Maria Pinta, endividada. No inventário de Lima, Tebas valia 400 mil réis enquanto seus outros três artífices escravizados valiam 100mil. Segundo o pesquisador do IPHAN, Carlos Gutierrez Cerqueira, a alforria de Tebas aconteceu entre 1777 e 1778, em ação judicial movida por Tebas contra a viúva de Bento, sob orientação de Matheus Lourenço de Carvalho, arcebispo da Sé.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1945" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1945/001AMI010047.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1945" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo; Photographia Americana. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Largo da Sé, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="teads-adCall">
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7798" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7798/002001MF005003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="702" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7798" target="_blank">Marc Ferrez. Largo da Sé e as igrejas da Matriz e de São Pedro, c. 1880. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os trabalhos de Tebas estão a pedra fundamental da fachada da antiga igreja do Mosteiro de São Bento, um cubo de 22 centímetros “<em>com relíquias e um Agnus Dei na base do cunhal</em>”, pela qual teria recebido, em 1766, seis tostões. Além disso, segundo o arquiteto Carlos Lemos, &#8220;lavrou também a portaria de pedra da igreja, encimada por um frontão em forma de concha. Por todo o trabalho de cantaria lavrada – portada principal, três janelas do coro e cruz romana de remate da fachada – recebeu ele do mosteiro, no mesmo ano de 1766, a quantia de 286$040 réis.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22522" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-22522 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/pedra-fundamental.jpg" alt="Pedra fundamental da fachada da antiga igreja de São Bento, em São Paulo / Livro" width="394" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank">Pedra fundamental da fachada da antiga igreja de São Bento, em São Paulo / Fonte: Tebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também construiu o Chafariz da Misericórdia (1792), primeiro chafariz público da capital paulista, erguido onde hoje encontra-se a rua Direita. Na época era ponto de trabalho e de encontro do povo, especialmente da população negra da cidade. Na época, por permitir o acesso à água, os chafarizes eram fundamentais para a dinâmica de funcionamento das cidades.</p>
<p>Segundo o livro <em>A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica </em>(1988)<em>,</em> organizado pelo artista plástico baiano, que a partir de 2004 passaria a ser diretor curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo (1940 &#8211; ), o chafariz foi <em>“transferido para o distante Largo de Santa Cecília, talvez para servir de bebedouro de cavalos. Ficou por ali até os anos da I Grande Guerra. Depois, foi desmontado e largado num dos depósitos da prefeitura e, segundo informações que tivemos, até há uns quinze ou vinte anos atrás, ainda permanecia semi-enterrado entre os escombros e velhos postes de iluminação pública abandonados.”</em> A transferência ocorreu em 1886.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18654" style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/1136936509806485/posts/1196027407230728/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18654" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/O-desenho-do-Chafariz-da-Misericórdia-executado-pelo-artista-plástico-José-Wasth-Rodrigues.png" alt="O desenho do Chafariz da Misericórdia, executado pelo artista plástico José Wasth Rodrigues" width="577" height="743" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.facebook.com/1136936509806485/posts/1196027407230728/" target="_blank">O desenho do Chafariz da Misericórdia, executado pelo artista plástico José Wasth Rodrigues (1891 &#8211; 1957)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22284" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/772739/208" target="_blank"><img class="wp-image-22284" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/são-bento.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1922" width="587" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/772739/208" target="_blank"><em>Igreja do antigo Mosteiro de São Bento, em São Paulo / Illustração Brasileira</em>, 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras obras realizadas com a participação de Tebas foram as partes frontais da igreja da Ordem Terceira do Carmo (1775 &#8211; 1776) e da igreja da Ordem Terceira do Seráfico São Francisco (1783).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1905" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1905/001AMI010012.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1905" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo; Photographia Americana. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Vista do Convento de S.Francisco. c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Construiu a torre do Recolhimento de Santa Teresa e foi também o responsável pelo Cruzeiro Franciscano da cidade de Itu (1795), que integra o Centro Histórico de Itu, e foi tombado em 2004 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo. Considerado um monumento raro, só é comparável aos cruzeiros da Igreja de São Francisco, em João Pessoa; e o do Convento de Nossa Senhora das Neves, em Olinda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22289" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistafocosocial.com.br/2019/02/o-cruzeiro-de-sao-francisco-e-a-historia-de-uma-epoca" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22289" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/cruzeiro.jpg" alt="Revista Foco Social, 1º de fevereiro de 2019" width="303" height="204" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistafocosocial.com.br/2019/02/o-cruzeiro-de-sao-francisco-e-a-historia-de-uma-epoca" target="_blank">Cruzeiro Franciscano de Itu<em> / Revista Foco Socia</em>l, 1º de fevereiro de 2019</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda trabalhava em obras quando faleceu, em 11 de janeiro de 1811, de gangrena. Foi velado e sepultado na Igreja de São Gonçalo, na Praça João Mendes, em São Paulo.</p>
<p>O primeiro registro escrito sobre Tebas de que se tem notícia é de 1899 em uma cronologia da história paulistana, <em>Chronologia paulista ou relação histórica dos factos mais importantes ocorridos em S. Paulo, desde a chegada de Martim Affonso de Souza a S. Vicente até 1898</em>, elaborada pelo cronista maranhense José Jacinto Ribeiro (1846 – 1910), filiado ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Em 1935, Nuto Sant’Anna, chefe da Seção de Documentação Histórica do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, publicou o artigo <em>Thebas: subsídios inéditos para a reconstituição da personalidade do célebre arquiteto paulistano do século XVIII</em>, na <em>Revista do Arquivo Municipal de São Paulo</em>. Dois anos depois, escreveu o romance <em>Tebas, o escravo</em>, publicado em 1939.</p>
<p>Nas páginas iniciais do livro de Sant´Anna, há explicações preliminares:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>PERSONAGENS </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>LENDÁRIO </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Tebas, escravo pedreiro. </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>FICÇÃO </em></strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>José Vaz, Mestre de Campo e D. Cotinha, sua mulher; Padre Justino, cônego; Gregório dos Anjos, feitor; Luiza, mulher do administrador do Quebra Lombo; Maria das Dores, Carolina, Tião, Juvêncio, Quitéria, Joana, Tibúrcio e Barnabé, escravos. </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>(&#8230;) </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>ENTRECHO </strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Dizem historiadores e cronistas que as tôrres das igrejas do Convento de Santa Teresa e da Sé foram construidas por Thebas. Thebas (Joaquim Pinto de Oliveira Thebas) trabalhou efetivamente nas obras do chafariz do largo da Misericórdia. O sítio do Tapanhoim existiu nas baixadas do ribeirão do Lavapés. A chácara do Quebra Lombo é também história. Os nomes das ruas e os aspectos ligeiramente delineados são reais. </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;">O mestre de campo José Vaz é o dono do sítio do Tapanhoim e de tudo o que há nele, incluindo Tebas, protagonista da estória, e as demais pessoas ali escravizadas. O antagonista é o feitor Gregório dos Anjos, impedido por Tebas, a golpes de capoeira, de estuprar Maria das Dores, “mulatinha esguia, de saliências naturais bem feitas. Uns bonitos dentes. E uma certa vivacidade encantadora” nunca vista “nas outras crioulas” (p. 31).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Nesse tempo, a construção das pontes, a edifi cação de prédios altos, a erecção da tôrre das igrejas, constituiam verdadeiros problemas. Obras Tebas e o Tempo 15 difíceis e custosas. Os artífi ces da terra sentiam-se quasi incapazes de as realizar. O Convento de Santa Teresa, que, da beira do morro abrupto, espiava para a várzea, tinha já a sua igrejinha – mas sem tôrre; a da Sé também não a possuia; e a da igreja do Colégio, era pequenina e baixa. (p. 69)</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;">Interessado nas habilidades de Tebas como pedreiro, padre Justino, cônego da Sé, o adquire junto ao mestre de campo José Vaz, sob a condição de libertá-lo assim que a obra estivesse concluída. Justino morre antes do início das obras, mas ainda tem tempo de ordenar o cumprimento da promessa e de determinar os ganhos (uma pataca e meia) do mestre pedreiro escravizado. Terminada a torre, o agora livre e respeitado Tebas juntara dinheiro para propor ao seu ex-senhor a compra de Maria das Dores. Mas é surpreendido por José Vaz, que lhe oferece de presente o amor de sua vida. Joaquim Pinto de Oliveira e Maria das Dores se casam um mês depois.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>FIM </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>São Paulo, de 20 a 30 de junho de 1937</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> (transcrito do livro T<em>ebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</em>, páginas 14 e 15)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O compositor paulistano Geraldo Filme (1927 &#8211; 1995) cantou a história do arquiteto no <a href="https://www.ouvirmusica.com.br/gres-paulistano-da-gloria/samba-enredo-1974-praca-da-se-sua-lenda-seu-passado-seu-presente/" target="_blank">samba de 1974,</a> da extinta escola de samba Paulistano da Glória, que, com o enredo, conquistou o vice-campeonato do Grupo de Acesso. <a href="https://www.ouvirmusica.com.br/gres-paulistano-da-gloria/samba-enredo-1974-praca-da-se-sua-lenda-seu-passado-seu-presente/" target="_blank">Ouça aqui</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Praça da Sé, Sua Lenda, Seu Passado, Seu Presente</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Geraldo Filme</p>
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<article>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Tébas negro escravo</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Profissão alvenaria</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Construiu a velha sé</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Em troca da carta de alforria</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Trinta mil ducados que lhe deu padre Justino</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Tornou seu sonho realidade</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Daí surgiu a velha Sé</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Que hoje é o marco zero da cidade</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Exalto no cantar de minha gente</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>A sua lenda, seu passado, seu presente</em></span></div>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Praça que nasceu do ideal</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>E braço escravo, é praça do povo</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Velho relógio, encontro dos namorados</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Me lembro ainda do bondinho de tostão</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Engraxate batendo na lata de graxa</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>E o camelô fazendo pregão</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O tira-teima dos sambistas do passado</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Bixiga, Barra Funda e Lavapés</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O jogo da tiririca era formado</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O ruim caía, o bom ficava de pé</em></span></div>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>No meu São Paulo, olê olê, era moda</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Vamos na sé que hoje tem samba de roda</em></span></div>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>No meu São Paulo, olê olê, era moda</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Vamos na sé que hoje tem samba de roda</em></span></div>
</article>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o apelido e a vida de Tebas, segue um depoimento de Geraldo Filme:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wj-5ILr1z-c" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/geraldo.jpg" alt="Depoimento de Geraldo Filme sobre Tebas" width="541" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wj-5ILr1z-c" target="_blank">Depoimento de Geraldo Filme sobre Tebas / Youtube</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1988, no já mencionado livro <em>A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica</em>,  foi publicado o artigo <em>Thebas</em>, do arquiteto Carlos Lemos, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Em 2011, Carlos Gutierrez Cerqueira, pesquisador do IPHAN, colocou no ar o blog <em>Resgate – história e arte</em>, a fim de divulgar suas pesquisas sobre Tebas, no artigo <em>Tebas: vida e atuação na S. Paulo colonial; </em>e também<i> </i>o resultado das suas mais de três décadas de trabalho no IPHAN. Em 2018, foi lançado o livro <a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank"><em>Tebas: Um Negro Arquiteto na São Paulo Escravocrata</em></a>, organizado pelo jornalista Abilio Ferreira e fundamental para a elaboração desse artigo.</p>
<p>Foi inaugurado, em 20 de novembro de 2020, Dia da Consciência Negra, um monumento em homenagem a Tebas. A estátua, de autoria do artista plástico Lumumba Afroindígena e da arquiteta Francine Moura, está exposta na praça Clóvis Bevilaqua, entre as igrejas da Sé e do Carmo, em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22311" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/archdaily.jpg" alt="Escultura em homenagem a Tebas, de autoria de e de  / ArchDaily 27 de novembro de 2020" width="633" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank">Escultura em homenagem a Tebas, de autoria de Lumumba Afroindígena e de Francine Moura / ArchDaily, 27 de novembro de 2020</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;A natureza coletiva do seu legado o libertou do esquecimento&#8221;.</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22315" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><img class="wp-image-22315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/archdaily1.jpg" alt="archdaily1" width="370" height="208" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><em>ArchDaily</em>, 27 de novembro de 2020</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como não existe nenhuma pintura ou desenho de Tebas, o quadro <em>Cabeça de negro</em> (1934), de Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962), é muitas vezes associado à imagem do arquiteto. Fenômeno semelhante foi abordado no artigo<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19480" target="_blank"> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19480" target="_blank">A mulher negra de turbante, de Alberto Henschel</a>, </em>das historiadoras<em> </em>Aline Montenegro Magalhães e Maria do Carmo Rainho, publicado aqui no portal em 13 de maio de 2020. Nele é mencionado a frequência com que a imagem de Luiza Mahin, mãe do poeta, advogado e abolicionista Luís Gama (1830 &#8211; 1882), e liderança da Revolta dos Malês, um dos maiores levantes de escravizados promovidos no Brasil, em Salvador, em 1835, é associada à fotografia <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6847" target="_blank"><em>Mulher de turbante</em></a>, produzida em torno de 1870, no Rio de Janeiro, pelo fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22291" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://artsandculture.google.com/culturalinstitute/beta/asset/head-of-black-man/TQGJx82q_5duAw?hl=pt-br" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22291" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/portinari.jpg" alt="Cabeça de negro, 1934 / FGoogle and Arts" width="361" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://artsandculture.google.com/culturalinstitute/beta/asset/head-of-black-man/TQGJx82q_5duAw?hl=pt-br" target="_blank">Cabeça de negro, 1934, de Cândido Portinari. Muitas vezes essa imagem é associada a Tebas / Google Arts and Culture</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: <em>Tebas</em> era uma gíria usada pela populaçao paulista, no século XIX, para designar algo que era <em>bom</em> ou <em>o melhor</em>. Segundo o livro <em>A capital da solidão: uma história de São Paulo das origens a 1900</em> (2003), do jornalista Roberto Pompeu de Toledo: &#8220;<em>Foi tal a fama de Tebas, considerado, além de pedreiro exímio, corajoso e desenvolto, que até a primeira metade do século XX seu nome, em São Paulo, era sinônimo tanto de valentão, quanto de habilidoso. “Fulano é um Tebas”, dizia-se, e a palavra, com tais acepções, até hoje está nos dicionários. Alguns afirmam que o adjetivo “tebas” não vem do Tebas, e sim do idioma quimbundo – mas o simples fato de outros o atribuírem ao artesão paulista já é indicativo de sua reputação&#8221;.</em></p>
<p>A história de Tebas foi lembrada no documentário <em>AmarElo &#8211; É tudo pra ontem </em>(2020) em torno de um show do <em>rapper</em> Emicida (1985 &#8211; ), realizado no Theatro Municipal de São Paulo, em 27 de novembro de 2019. No filme, é resgatada parte da história da cultura e dos movimentos dos negros no Brasil. Sobre Tebas: <em>foi decisivo na renovação estilística pela qual São Paulo passou no século XVIII</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">O livro  <em><a style="color: #800000;" href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank">Tebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</a>, </em>organizado por Abilio Ferreira e lançado em 2018, foi fundamental para a elaboração desse artigo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ARAUJO, Emanoel (Org.). <em>A mão afrobrasileira: significado da contribuição artística e histórica</em>. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/ Museu Afro Brasil, 2010.</p>
<p><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><em>Arch Daily,</em> 27 de novembro de 2020</a></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/tebas-estatua-de-escravizado-que-comprou-a-alforria-sera-inaugurada-em-sao-paulo.phtml" target="_blank"><em>Aventuras na História</em>, 27 de outubro de 2020</a></p>
<p>Documentário <em>AmarElo &#8211; É tudo pra ontem</em></p>
<p>FERREIRA, Abilio (org.); CERQUEIRA, Carlos Gutierrez; YOUNG, Emma; JACINO, Ramatis; CHIARETTI, Maurilio. <a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank"><em>Tebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</em></a>. São Paulo ; Idea, 2018.</p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/culturalinstitute/beta/asset/head-of-black-man/TQGJx82q_5duAw?hl=pt-br" target="_blank">Google Arts and Culture</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional </a></p>
<p><em><a href="https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,o-largo-da-misericordia,530573" target="_blank">O Estado de São Paulo</a></em></p>
<p><a href="https://outraspalavras.net/cidadesemtranse/um-arquiteto-negro-na-sao-paulo-escravocrata/" target="_blank"><em>Outras palavras</em>, 5 de abril de 2019</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/1136936509806485/posts/1196027407230728/" target="_blank">Projeto Tebas</a></p>
<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2020/06/quem-foi-tebas-escravo-que-virou-arquiteto-em-meio-ao-brasil-colonial.html" target="_blank"><em>Revista Galileu</em>, 30 de junho de 2020</a></p>
<p><a href="https://revistaprojeto.com.br/noticias/homenagem-a-tebas-arquiteto-negro-acontecera-no-centro-de-sp/" target="_blank"><em>Revista Projeto, </em>14 de setembro de 2020</a></p>
<p><a href="https://www.acidadeon.com/cotidiano/NOT,0,0,1441354,Arquiteto+escravo+do+seculo+18+tem+historia+recuperada+na+Jornada+do+Patrimonio+em+SP.aspx" target="_blank">Site Cidade On</a></p>
<p><a href="https://itu.sp.gov.br/levantamento-otico-3d-e-realizado-no-cruzeiro-de-sao-francisco/" target="_blank">Site Prefeitura da Instância Turística de Itu</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/curiosidades/?p=455" target="_blank">Site Cidade de São Paulo Cultura</a></p>
<p><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/jjacintoribeiro.html" target="_blank">Site IHGB</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bma/programacao/index.php?p=25313" target="_blank">Site Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://www.xpecialdesign.com.br/designers/tebas-joaquim-pinto-de-oliveira/" target="_blank">Site X Special Design</a></p>
<p><em><a href="https://history.uol.com.br/noticias/escravo-que-projetava-igrejas-e-reconhecido-como-arquiteto-200-anos-apos-sua-morte" target="_blank">Veja São Paulo</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 13:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No quinto artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de três ruas na cidade de Diamantina, em Minas Gerais: a Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio. O registro da Rua Direita foi realizado, no século XIX, pelo fotógrafo alemão Augusto Riedel (1836 - ?) e os da Rua das Mercês e Macau do Meio pelo mineiro Chichico Alkmim (1886 - 1978), já nas primeiras décadas do século XX. Em suas ruas de pedras, com várias subidas e descidas, onde se encontra um casario homogêneo e bem conservado, fazemos uma viagem no tempo...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No quinto artigo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de três ruas na cidade de Diamantina, em Minas Gerais: a Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio. O registro da rua Direita foi realizado, no século XIX, pelo fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a> e os da Rua das Mercês e Macau do Meio pelo mineiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmim (1886 &#8211; 1978)</a>, já nas primeiras décadas do século XX. Em suas ruas de pedras, com várias subidas e descidas, onde se encontra um casario homogêneo e bem conservado, fazemos uma viagem no tempo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5161" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5161/P011P00042.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5161" target="_blank">Chichico Alkmim. Rua Macau do Meio, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diamantina é uma das mais importantes cidades históricas do Brasil e sua formação está ligada à exploração de ouro e de diamante. Sua ocupação inicial ocorreu com o bandeirante Jerônimo Gouveia (16? &#8211; ?) que, seguindo o curso do rio Jequitinhonha, encontrou uma significativa quantidade de ouro nas confluências dos rios Piruruca e Grande. O povoado começou a surgir nas primeiras décadas do século XVIII, em torno dos rios garimpados. A cidade de Diamantina, cuja origem foi o Arraial do Tijuco (ou Tejuco), foi oficialmente fundada em 6 de março de 1831. O conjunto arquitetônico de seu centro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 16 de maio de 1938. Em dezembro de 1999, Diamantina recebeu da Unesco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/280319" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de dezembro de 1999</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Diamantina foi o maior centro de extração de diamantes do mundo no século XVIII, condição que se refletiu na evolução da cidade, desfavorecendo a formação de um espaço urbano arquitetônico na forma de uma praça representativa do poder político e religioso, como era então regra geral. Sua arquitetura civil tem referência especial pela extrema homogeneidade do seu casario. Possui uma estética sóbria, simples, porém refinada se comparada com outras cidades de sua época. Suas fachadas são bem geometrizadas e seu padrão foi sistematicamente reproduzido pela cidade, não havendo rupturas estilísticas importantes. Essas edificações apresentam evidentes testemunhos da reprodução do modelo cultural de origem portuguesa.&#8221; </em></span></p>
<p style="text-align: right;">                              <a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/32" target="_blank"> Portal Iphan</a></p>
<div id="attachment_20696" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/brasaodediamantina.jpg"><img class="size-full wp-image-20696" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/brasaodediamantina.jpg" alt="Brasão de Diamantina" width="218" height="246" /></a><p class="wp-caption-text">Brasão de Diamantina</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Augusto Riedel (1836 &#8211; ?) e Diamantina</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Considerado um dos mais talentosos fotógrafos paisagistas dos oitocentos, o alemão Augusto Riedel (1836-?) foi proprietário de um estúdio fotográfico à Rua Direita nº 24, em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=709557&amp;PagFis=176" target="_blank"><em>Diário de São Paulo</em>, de 1º de outubro de 1865, primeira coluna</a>), na década de 1860, e na Rua Cassiano, 41, no Rio de Janeiro, entre 1875 e 1877. De sua produção, restaram 40 imagens do álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a>– que se tornou um dos trabalhos clássicos da documentação fotográfica do século XIX no Brasil. Os registros de Diamantina fazem parte deste conjunto. O duque de Saxe, dom Luis Augusto de Saxe Coburgo e Gotha (1845 – 1907), era genro do imperador Pedro II (1825 – 1891), marido da princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon (1847 – 1871). A presença do nome do fotógrafo na capa do álbum indica que ele já devia ser bastante conhecido e que provavelmente devam existir outras fotos dele ainda hoje não amplamente reconhecidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/313" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/313/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/313" target="_blank">Augusto Riedel. Rua Direita da Diamantina, 1868-1869. Diamantina, Minas GErais / Acervo Fundação Biblioteca Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A viagem representada no mencionado álbum durou meses , durante os quais foram percorridos os estados de Minas Gerais, onde foram retratadas, além de Diamantina, as cidades de Ouro Preto, Mariana, Sabará, Lagoa Santa e o primeiro vapor do rio das Velhas, além das minas de Morro Velho; vistas do rio São Francisco, que levaram os viajantes até Penedo, em Alagoas; Sergipe e, finalmente, Bahia, último estado visitado pela expedição. São possivelmente os mais antigos registros fotográficos dessas regiões do Brasil.  O itinerário percorrido sugere um grande interesse do grupo em geologia e em assuntos relativos à mineração. Um <em>obscuro diamantinense</em> publicou uma homenagem à visita dos príncipes à Diamantina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=23282" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 10 de agosto de 1868, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23282" target="_blank"><img class="  wp-image-20697 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/homenagem1.jpg" alt="homenagem1" width="247" height="471" /></a></p>
<div id="attachment_20698" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23282" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20698" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/homenagem2.jpg" alt="Diário do Rio de janeiro, 1868" width="236" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23282" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro, </em>10 de agosto de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/247">Acessando o link para as fotografias de Augusto Riedel de aspectos de Diamantina disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong> Chichico Alkmim (1886 &#8211; 1978) e Diamantina</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mineiro Chichico Alkmim (1886 – 1978), autodidata, pioneiro da fotografia de estúdio em Diamantina, e primeiro cronista visual da cidade, atuou na profissão de 1907 a 1955. Seu primeiro ateliê foi inaugurado em 1912 e sua obra, uma das principais referências da memória visual de Minas Gerais, compreende imagens da arquitetura diamantinense, sua religiosidade, suas ruas, costumes, ritos e retratos de seus habitantes. Chichico retratou a burguesia e também os trabalhadores ligados ao pequeno garimpo, ao comércio e à indústria. Produziu imagens de casamentos, batizados, funerais, festas populares e religiosas, paisagens e cenas de rua. De 1955, quando parou de  fotografar, até 1978, ano de sua morte, continuou cuidando de seu acervo, que guardava no porão de sua casa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5155" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5155/P011A00040.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5155" target="_blank">Chichico Alkmim. Rua das Mercês, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/248">Acessando o link para as fotografias de Chichico Alkmim de aspectos de Diamantina disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5156" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5156/P011A00044.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5156" target="_blank">Chichico Alkmim. Crianças na atual rua Macau do Meio, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/32" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p><a href="http://diamantina.mg.gov.br/o-municipio/" target="_blank">Site Prefeitura de Diamantina</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 14:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[álbum fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Álbum Vistas de Petrópolis e Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[brasão]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade Imperial]]></category>
		<category><![CDATA[Decreto Imperial nº 155]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro I]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[Doze horas em diligência]]></category>
		<category><![CDATA[fundação]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Barbosa da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Revert Henrique Klumb]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica celebra a fundação de Petrópolis, ocorrida em 16 de março de 1843, trazendo para seus leitores uma seleção de imagens da cidade produzidas pelo francês Revert Henrique Klumb, o fotógrafo preferido da família imperial brasileira, e do "Álbum Vistas de Petrópolis e Rio de Janeiro", realizado pelo fotógrafo Marc Ferrez. São registros, do século XIX, de seus casarões, escolas, estação de trem, fábricas, jardins, paisagens, palacetes e ruas, além de imagens do Palácio de Cristal, do Palácio do Grão-Pará, da princesa Isabel e do conde D´Eu e de outros aspectos da Cidade Imperial, título que Petrópolis recebeu do governo federal, em 1981. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica celebra a fundação de Petrópolis, ocorrida em 16 de março de 1843, trazendo para seus leitores uma seleção de imagens da cidade produzidas pelo francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886)</a> e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, no século XIX. Klumb era o fotógrafo preferido da família real brasileira, tendo sido agraciado com o título de “Fotógrafo da Casa Imperial”, em 1861. Seus registros aqui destacados são de ruas petropolitanas como a do Imperador, a Tereza e a Joinville; do interior e do exterior do Palácio Imperial, dos hotéis Beresford, Brangança e Inglês, do Retiro da Cascatinha, do rio Quitandinha, de palacetes e casas, da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, além de vistas gerais. Apresentamos também o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Vistas+de+Petr%C3%B3polis+e+Rio+de+Janeiro%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><em>Álbum Vistas de Petrópolis e Rio de Janeiro</em></a>, realizado por Ferrez, em torno de 1885, com 30 imagens de Petrópolis que recebeu, <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-85849-27-marco-1981-435463-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">em 1981, do governo federal, o título de Cidade Imperial.</a></p>
<p><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-85849-27-marco-1981-435463-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank"> </a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Revert Henrique Klumb e Petrópolis</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2434" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2434/007A5P4F10-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="638" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2434" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Serra dos Órgãos, c. 1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1042px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/414" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/414/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1032" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/414" target="_blank">Revert Henrique Klumb; Paul Théodore Robin. Petrópolis : La Rue de Joinville, 1860. Petrópolis, RJ / Acervo FBN </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Revert Henrique Klumb chegou ao Rio de Janeiro, entre 1852 e 1853, com Affonso Rouel, trazendo uma máquina fotográfica. Eles eram, segundo consta no livro <em>Artistas de meu tempo</em>, de Mello Morais Filho, fugitivos do exército francês. No ano seguinte, já era anunciada a Photographia de François Rene Moreaux, Klumb e Cia, na rua do Rosário, 134. Entre 1865 e 1866, Klumb mudou-se para Petrópolis e seu endereço era rua dos Artistas, nº 10, em frente à praça Coblenz. Fez uma extensa documentação da paisagem urbana da cidade, inclusive com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13148" target="_blank">efeitos noturnos </a>– uma grande inovação na época.</p>
<p>Foi o autor do livro <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1379801/or1379801.pdf" target="_blank"><em>Doze horas em diligência. Guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora</em>,</a> publicado em 1872. Foi a única obra do Brasil do século XIX a ser idealizada, fotografada, escrita e publicada por uma só pessoa. Também foi o primeiro livro de fotografia inteiramente litografado e produzido no país. Em 1874, foi publicado o livro <em>Petrópolis e seus arrabaldes</em>, com fotografias produzidas por Klumb. Um ano depois, realizou uma exposição de fotografias de Petrópolis que fez muito sucesso, tendo sido visitada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">imperatriz Tereza Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=369381&amp;PagFis=614" target="_blank"><em>O Globo</em>, de 10 de janeiro de 1875 </a>, na segunda coluna; <em>O Mercantil</em>, de<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=6" target="_blank"> 6</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=9" target="_blank">9 janeiro de 1875</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=21" target="_blank">de 10 de janeiro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=37" target="_blank">de 6 de fevereiro de 1875;</a> ). Ainda, em 1875, Klumb anunciou seus serviços de fotógrafo na cidade, na rua dona Januária, aos domingos, segundas, terças e dias santos.</p>
<p>Em 1886, Klumb estava em Paris e de lá escreveu à imperatriz Teresa Cristina pedindo que ela financiasse a volta dele e de sua família para o Brasil &#8211; era casado com a baiana Hermelinda Barreto, com quem tinha duas filhas. O pedido foi deferido e ele e sua família deveriam embarcar para o Brasil em outubro de 1886. Porém, não se sabe se ele chegou a vir. Essa é a última notícia que se tem, até o momento, sobre o fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1014px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2386" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2386/007A5P4F09-15.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1004" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2386" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Rua Princesa Dona Januária, c. 1865. Petrópolis, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2441" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2441/007A5P4F10-43.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="434" height="582" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2441" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Retiro da Cascatinha, 1865. Petrópolis, Rj / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/16" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/16/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="626" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/16" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Palacete do Barão de Ubá, 1864?. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2246" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2246/007A5P3F14-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="800" height="598" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2246" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Palácio Imperial, c. 1860. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2393" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2393/007A5P4F09-23.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="641" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2393" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Membros do corpo diplomático e familiares em frente ao Palácio Imperial, c. 1875. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/208" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Petrópolis realizadas por Revert Henrique Klumb disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Vistas+de+Petr%C3%B3polis+e+Rio+de+Janeiro%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><em>Álbum Vistas de Petrópolis e Rio de Janeiro, por Marc Ferrez</em></a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Vistas+de+Petr%C3%B3polis+e+Rio+de+Janeiro%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><em>Álbum Vistas de Petrópolis e Rio de Janeiro</em>,</a> de autoria de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"> </a>Marc Ferrez , possui 42 fotografias, sendo 30 de aspectos de Petrópolis: seus canais, casarões, escolas, estação de trem, fábricas, jardins, paisagens, palacetes e ruas, além de imagens do Palácio de Cristal, do Palácio do Grão-Pará, da avenida Koeller e da construção de uma ferrovia. A vasta e abrangente obra iconográfica de Ferrez se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo.  Cerca de metade de sua produção fotográfica foi realizada no Rio de Janeiro e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. Outro segmento de sua obra iconográfica registrou as várias regiões do Brasil – ele foi o único fotógrafo do século XIX que percorreu todas as regiões do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7733" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7733/001AMF016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="617" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7733" target="_blank">Marc Ferrez. Álbum Vistas de Petrópolis e Rio de Janeiro, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7707" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7707/001AMF016020.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="598" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7707" target="_blank">Marc Ferrez. Menino em jardim de Petrópolis, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 812px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7710" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7710/001AMF016022.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="802" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7710" target="_blank">Marc Ferrez. Canal em Petrópolis, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 822px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7724" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7724/001AMF016035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="812" height="615" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7724" target="_blank">Marc Ferrez. Casarão rodeado por árvores e arbustos, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 827px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7709" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7709/001AMF016004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="817" height="592" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7709" target="_blank">Marc Ferrez. Estação de Petrópolis, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7715" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7715/001AMF016027.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="527" height="707" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7715" target="_blank">Marc Ferrez. Cascatinha, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7705" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7705/001AMF016018.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="587" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7705" target="_blank">Marc Ferrez. Vista da avenida Koeler. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Vistas+de+Petr%C3%B3polis+e+Rio+de+Janeiro%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do <em>Álbum Vistas de Petrópolis e Rio de Janeiro</em> por Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Um pouco da história de Petrópolis</em></span></strong></p>
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<div id="attachment_18124" style="width: 181px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/brasao.jpg"><img class=" wp-image-18124" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/brasao.jpg" alt="Brasão de Petrópolis" width="171" height="182" /></a><p class="wp-caption-text">Brasão de Petrópolis</p></div>
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<p>Dom Pedro I (1798 &#8211; 1834) se encantou com a região serrana, em 1822, quando viajava para Minas Gerais na busca de apoio à independência do Brasil. Ficou hospedado na fazenda do Padre Correia (1759 &#8211; 1824), cuja sede ficava na confluência dos rios Morto e Piabanha. A fazenda oferecia hospedagem e alimentação aos tropeiros. O padre Correia recusou uma oferta feita pelo imperador para a compra de sua propriedade.</p>
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<div id="attachment_44056" style="width: 568px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://museuimperial.museus.gov.br/historico-e-personagens/" target="_blank"><img class=" wp-image-44056" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/petrópolis.jpg" alt="Fazenda do Padre Correia – imagem atribuída a Friederich Sellow." width="558" height="376" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://museuimperial.museus.gov.br/historico-e-personagens/" target="_blank">Fazenda do Padre Correia – imagem atribuída a Friederich Sellow.</a></p></div>
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<p><span style="line-height: 1.5;"><span style="line-height: 1.5;">Então, em 1830, dom Pedro I comprou a fazenda do Córrego Seco, localizada no topo da Serra da Estrela, por considerá-la situada em uma região de salubridade e beleza ideais, o que beneficiaria sua filha, a princesa dona Paula (1823 &#8211; 1833), que tinha sérios problemas de saúde. D. Pedro I</span></span> queria construir ali um palácio para o verão, o Palácio da Concórdia. Porém, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=706795&amp;PagFis=2052" target="_blank">sua abdicação, em 1831</a>, e sua morte, em 1834, o impediram de realizar seu desejo. Seus credores entraram nas justiças europeia e brasileira e a fazenda foi destinada para cobrir suas dívidas. Em 1839, o governo do Brasil foi autorizado a comprar a propriedade ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=22117" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 21 de setembro de 1839, na primeira coluna</a> ) e, em 1840, ela passou a pertencer a dom Pedro II (1825 &#8211; 1891) e a seus sucessores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=23365" target="_blank"> <em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 15 de outubro de 1840, na terceira coluna</a>). O mordomo da Casa Imperial, Paulo Barbosa da Silva (1790 &#8211; 1868), teve a iniciativa de retomar os planos de dom Pedro I de construir um palácio na região. Então no dia 16 de março de 1843, o imperador, com dezoito anos e recém-casado com dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889), assinou o Decreto Imperial nº 155, que arrendava as terras da fazenda do Córrego Seco ao major alemão Júlio Frederico Koeler (1804 &#8211; 1847) para a fundação da “Povoação-Palácio de Petrópolis”. Koeler teria que edificar um palácio para dom Pedro II, uma igreja e um cemitério, além de povoar a região. Surgia assim a cidade de Petrópolis.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Decreto Imperial nº 155</em></span></p>
<p style="text-align: left;">“Tendo approvado o plano que me apresentou Paulo Barbosa da Silva, do Meu Conselho, Official Mór, e Mordomo de Minha Imperial Casa, de arrendar a Minha Fazenda denominada “Corrego Seco” ao Major de Engenheiros Koeler; pela quantia de um conto de réis annual, reservando um terreno sufficiente para nelle se edificar um Palacio para Mim, com suas dependencias e jardins, outro para uma povoação, que deverá ser afórado a particulares, e assim como cem braças dum e outro lado da estrada geral, que corta aquella Fazenda, o qual deverá tambem ser afórado a particulares, em datas ou prazos de cinco braças indivisiveis, pelo preço porque se convencionarem, nunca menos de mil réis por braça : Hei por bem authorisar o sobredito Mordomo a dar execução ao dito plano sob estas condições. E outrosim o Authorizo a fazer demarcar um terreno para nelle se edificar uma Igreja com a invocação de S. Pedro de Alcantara, a qual terá uma superficie equivalente a quarenta braças quadradas, no logar que mais convier aos visinhos e foreiros, do qual terreno lhes faço doação para este fim e para o cemiterio da futura povoação. Ordeno portanto ao sobredito Mordomo que proceda aos ajustes e escripturas necessarias, n’esta conformidade, com as devidas cautelas e circumstancias de localidades, e outrosim que forneça a minhas espenças os vazos sagrados, e ornamentos para a sobredicta Igreja, logo que esteja em termos de n’ella se poder celebrar. Paço da Boa Vista deseseis de Março de 1843, vigesimo segundo da Independencia e do Imperio. Dom Pedro II. Paulo Barbosa da Silva. Conforme, Augusto Candido Xavier de Brito.”(<a href="http://www.ihp.org.br/26072015/lib_ihp/docs/hcltf19380910.htm" target="_blank"><em>Instituto Histórico de Petrópolis</em></a>)</p>
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<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2431" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2431/007A5P4F10-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="800" height="632" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2431" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Palácio Imperial, 1878. Petrópolis, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Ao longo de sua história, Petrópolis foi fortemente influenciada pela presença de imigrantes alemães, italianos, sírio-libaneses e portugueses. <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-85849-27-marco-1981-435463-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Foi intitulada Cidade Imperial pelo decreto federal 85.849, de 27 de março de 1981. </a>Fica a 809 metros de altitude e é o maior município da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro. Sua arquitetura, história, clima e gastronomia contribuem para que a cidade seja um dos principais destinos turísticos do Brasil.</p>
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<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7719" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7719/001AMF016031.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="800" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7719" target="_blank">Marc Ferrez. Casarões, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 990px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2397" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2397/007A5P4F09-33.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="980" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2397" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Residências, c. 1865. Petrópolis, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
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<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica em torno da obra de Revert Henrique Klumb</strong>:</span></p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809"><i>Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</i>, publicado em 31 de agosto de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13148" target="_blank"><em>As versões diurna e noturna na fotografia de Revert Henrique Klumb</em>, 28 de dezembro de 2018</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16516" target="_blank"><span style="color: #993300;"><em>“Doze horas em diligência”, o primeiro guia turístico do Brasil, por Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886)</em>, 8 de maio de 2020</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113" target="_blank"><span style="color: #993300;"><em>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; II &#8211; A rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, </em>16 de junho de 2020.</span></a></p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28263" target="_blank"><em>O Hotel Pharoux por Revert Henrique Klumb</em>, em 15 de junho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>ALQUÉRES, José Luiz. <em>Petrópolis</em>. Petrópolis: Viana &amp; Mosley, 2002.</p>
<p>BADE e DURIEZ. <em>Conhecendo Petrópolis</em>. Petrópolis: Ed. Gráfica Serrana, 1993.</p>
<p>BRITTO PEREIRA, Cecilia Duprat. <em>Revert Henrique Klumb – <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=402630&amp;PagFis=43294" target="_blank">Fotógrafo da Família Imperial Brasileira</a>. </em>Rio de Janeiro: Anais da Biblioteca Nacional, 1982.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez &#8211; uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil(1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. ISBN 85-86707-07-4</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>MARTIM, Ricardo (pseudônimo de Guilherme Auler). <em>Dom Pedro II e a fotografia</em>. Tribuna de Petrópolis. Petrópolis, 1 de abril de 1956.</p>
<p>RABAÇO, Henrique José.<em> História de Petrópolis</em>. Petrópolis : Universidade Católica de Petrópolis, 1985.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://ahistoriadepetropolis.blogspot.com.br/2013/04/a-fazenda-do-padre-correia-e-compra-da_16.html" target="_blank">Site História de Petrópolis</a></p>
<p><a href="http://www.ihp.org.br/26072015/lib_ihp/docs/hcltf19380910.htm" target="_blank">Site Instituto Histórico de Petrópolis</a></p>
<p><a href="http://www.petropolis.rj.gov.br/fct/index.php/petropolis" target="_blank">Site Instituto Municipal de Cultura e Esportes</a></p>
<p><a href="http://www.museuimperial.gov.br/historico-personagens.html" target="_blank">Site Museu Imperial de Petrópolis</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Revert Henrique Klumb: um alemão na Corte Imperial brasileira</em>. Apresentação Joaquim Marçal, Demosthenes Madureira de Pinho Filho; coordenação de coleção Pedro Corrêa do Lago; coordenação editorial Pedro Corrêa do Lago, Luiz Eduardo Meira de Vasconcellos; design Victor Burton; fotografia César Barreot, Miguel Pacheco e Chaves; pesquisa Pedro Karp Vasquez; tradução Carlos Luís Brown Scavarda. Rio de Janeiro: Capivara, 2001 229p., il. p&amp;b. (Visões do Brasil, 4). ISBN 85-86011-49-5.</p>
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		<title>A bela Ilha de Paquetá</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2019 14:51:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto Geográfico Histórico Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[invasão francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Manuel de Macedo]]></category>
		<category><![CDATA[Paquetá]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Por sua beleza e, provavelmente, por sua proximidade com o Rio de Janeiro, a Ilha de Paquetá, bairro localizado na Baía de Guanabara, foi eternizada por vários fotógrafos nos séculos XIX e XX. A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores uma seleção de imagens de Paquetá produzidas por Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? - 19?), Augusto Malta(1864 - 1957), Frederico Carlos Con, Jorge Kfuri (1893 - 1965), Juan Gutierrez (c. 1860 - 1897), Marc Ferrez (1843 - 1923), S.H. Holland (1883 - 1936) e Uriel Malta (1910 - 1994). Em 1555, o registro da descoberta de Paquetá foi feito por André Thevet (1502 - 1590), cosmógrafo da expedição comandada por Villegaignon (1510 - 1571), que tinha como objetivo fundar a França Antártica no Brasil.   O significado do nome Paquetá, de origem tupi, é polêmica:  para alguns especialistas quer dizer “muitas pacas” e, para outros, “muitas conchas”.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por sua beleza e, provavelmente, por sua proximidade com o Rio de Janeiro, a Ilha de Paquetá, bairro localizado na Baía de Guanabara, foi eternizada por vários fotógrafos nos séculos XIX e XX. A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores uma seleção de imagens de Paquetá produzidas por Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? &#8211; 19?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">Augusto Malta(1864 &#8211; 1957)</a>, Frederico Carlos Con, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S.H. Holland (1883 &#8211; 1936)</a> e Uriel Malta (1910 &#8211; 1994). Em 1555, o registro da descoberta de Paquetá foi feito por André Thevet (1502 &#8211; 1590), cosmógrafo da expedição comandada por Villegaignon (1510 &#8211; 1571), que tinha como objetivo fundar a França Antártica no Brasil. Na época, a ilha era habitada por índios tamoios. Em 10 de setembro de 1565, Paquetá foi doada pelo português Estácio de Sá (1520 &#8211; 1567), fundador e primeiro governador-geral do Rio de Janeiro, sob a forma de duas sesmarias, a dois de seus companheiros de luta contra os invasores franceses: a parte norte para Inácio de Bulhões e a parte sul para Fernão Valdez.  O significado do nome Paquetá, de origem tupi, é polêmica:  para alguns especialistas quer dizer “muitas pacas” e, para outros, “muitas conchas”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 854px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6233" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6233/0071824cx107-10t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="844" height="630" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6233" target="_blank">Marc Ferrez. Paquetá, c. 1885. Paquetá, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=paquet%C3%A1&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Ilha de Paquetá disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 839px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3685" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3685/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="829" height="617" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3685" target="_blank">Antônio Caetano da Costa Ribeiro. Paquetá, c. 1914. Paquetá, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O príncipe regente do Brasil, D. João (1767 &#8211; 1826), que desde a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, frequentava a ilha, criou com um alvará especial a Freguesia do Senhor Bom Jesus do Monte, desvinculando Paquetá da Freguesia de Magé. Em 1903, os distritos de Paquetá e Governador foram unidos no Distrito das Ilhas e, em 1961, o governador do estado da Guanabara, Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), criou o Distrito Administrativo de Paquetá. Em 1975, com a fusão da Guanabara e do Rio de Janeiro, a Ilha de Paquetá passou a pertencer à cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se, em 1999, uma <a href="http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4355621/4107491/paqueta_dec17555_99.pdf" target="_blank">Área de Preservação do Ambiente Cultural – APAC</a>. Seu padroeiro é São Roque.</p>
<p>Paquetá teria sido a inspiração ou o cenário do romance <em>A Moreninha </em>(1844), marco da literatura romântica brasileira e obra-prima de seu autor, o médico e jornalista Joaquim Manuel de Macedo (1820 &#8211; 1882), sócio-fundador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 867px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3537" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3537/007A5P4F05-092-093.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="857" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3537" target="_blank">Marc Ferrez. Praia dos Coqueiros, c. 1884. Paquetá, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“É um espetáculo agradável o passeio em noite de luar.  As árvores açoutadas pelo Nordeste, o céu puro de nuvens, e o caminho branqueado de areia, fazem com que ao caminhar lentamente mais se alegre o nosso espírito!  Mas quando se presta atenção, e se houve o sussurro das árvores, quando se lança os olhares para a baía do lado sueste, e o mar plácido e prateado pelo clarão da Lua, se assemelha a um claro espelho, o coração se encanta, e o homem recorda-se de um Deus criador, e lembra-se necessariamente do Paraíso, onde foram  colocados nosso primeiros pais.  Mas, se derdes alguns passos, atravessando a ilha em direção leste, vereis tudo quanto tenho descrito, o mar agitado pela brisa, vem quebrar seus grossos vendavais nas lindas praias que o limitam.”</em></p>
<p style="text-align: right;">Citação sobre Paquetá atribuída ao padre Joaquim da Rocha Cristallina, em 1869</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 899px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6369" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6369/GT114.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="889" height="612" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6369" target="_blank">Juan Gutierrez. Vista de uma praia em Paquetá, c. 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft" src="https://ilhadepaqueta.files.wordpress.com/2011/12/brasaopaqueta.gif?w=500" alt="BrasÃ£o da Ilha de Paqueta" /></p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>CABRAL, Jacqueline Ribeiro. Paquetá, memórias da ilha. Rio de Janeiro : Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1999.</p>
<p>COARACY, Vivaldo. <em>Paquetá</em>. Rio de Janeiro : José Olympio, 1964.</p>
<p><a href="http://www.ilhadepaqueta.com.br/historia.htm" target="_blank">Ilha de Paquetá</a></p>
<p><a href="http://www.portalpaqueta.com.br/" target="_blank">Portal Paquetá</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/noticia/2015/06/rio-450-anos-bairros-rio-paqueta" target="_blank">Rio 450 anos &#8211; Bairros do Rio &#8211; Paquetá</a></p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		<title>A fundação de São Luís do Maranhão</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Sep 2017 04:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[brasão]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fundação]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[São Luís]]></category>

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		<description><![CDATA[Com três imagens da capital do Maranhão, São Luís, produzidas por fotógrafos até hoje não identificados, e com a reprodução de seu mapa, datado de 1912, a Brasiliana Fotográfica lembra a fundação da cidade, em 8 de setembro de 1612. Localiza-se entre as baías de São Marcos e São José de Ribamar, na ilha Upaon-Açu, denominação que significa “Ilha Grande”, dada pelos índios tupinambás. São Luís é a única cidade do Brasil que foi fundada por franceses. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 168px" class="wp-caption alignleft"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cf/Bras%C3%A3o_de_S%C3%A3o_Lu%C3%ADs.svg/709px-Bras%C3%A3o_de_S%C3%A3o_Lu%C3%ADs.svg.png" alt="Brasão de São Luís" width="158" height="249" /><p class="wp-caption-text">Brasão de São Luís do Maranhão</p></div>
<p>Com três imagens da capital do Maranhão, São Luís, produzidas por fotógrafos até hoje não identificados, e com a reprodução de seu mapa, datado de 1912, a Brasiliana Fotográfica lembra a fundação da cidade, em 8 de setembro de 1612. Localizada entre as baías de São Marcos e São José de Ribamar, na ilha Upaon-Açu, denominação que significa <em>Ilha Grande -</em> dada pelos índios tupinambás &#8211; São Luís é a única cidade do Brasil que foi fundada por franceses. Surgiu da tentativa francesa de criar a França Equinocial e o líder da expedição que fundou a cidade foi Daniel de la Touche.</p>
<p>Posteriormente, São Luís foi invadida por holandeses e colonizada pelos portugueses. É a cidade natal dos escritores Aluísio de Azevedo (1857 &#8211; 1913), Arthur Azevedo (1855 &#8211; 1908), Ferreira Gullar (1930 &#8211; 2016), Gonçalves Dias (1823 &#8211; 1864), Graça Aranha (1868 &#8211; 1931) e Odylo Costa Filho (1914 &#8211; 1979); da cantora Alcione (1947-), do músico Catulo da Paixão Cearense (1866 &#8211; 1946) e do carnavalesco Joãozinho Trinta (1933 &#8211; 2011). Além disso, São Luís também é conhecida por ritmos como o bumba-meu-boi, o reggae e o tambor-de-crioula. O nome da cidade foi uma homenagem ao rei da França, Luís XIII (1601 &#8211; 1643).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22S%C3%A3o+Luis%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de São Luís do Maranhão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5266" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5266/009MASL003.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5266" target="_blank">Anônimo. Avenida Maranhense, c. 1910. São Luís, Maranhão / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart536687/cart536687.html" target="_blank"><img src="https://i2.wp.com/objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart536687/cart536687.jpg" alt="" width="712" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart536687/cart536687.html" target="_blank">Planta da cidade de São Luís, 1912 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5264" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5264/009MASL001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5264" target="_blank">Anônimo. Praça Gonçalves Dias, c. 1910. São Luís, Maranhão / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5265" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5265/009MASL002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5265" target="_blank">Anônimo. Largo do Quartel, c. 1911. São Luís, Maranhão / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20252/franceses-no-maranhao-e-tupinambas-na-franca">Leia na Brasiliana Iconográfica o artigo <em>Franceses no Maranhão e tupinambás na França</em>, publicado em 9 de fevereiro de 2021.</a></p>
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		<title>A fundação de João Pessoa</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2016 12:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[brasão]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fundação]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[João Pessoa]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma seleção de fotografias, a Brasiliana Fotográfica homenageia João Pessoa, capital da Paraíba, estado do nordeste brasileiro.  Uma das mais antigas capitais do Brasil, foi fundada por colonizadores portugueses com o nome de Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, em 5 de agosto de 1585. A denominação de João Pessoa foi aprovada em  setembro de 1930 como uma homenagem ao político paraibano homônimo, assassinado em 26 de julho de 1930, na Confeitaria Glória, em Recife, por João Dantas, quando era governador da Paraíba e candidato a vice-presidente na chapa de Getulio Vargas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma seleção de fotografias, a Brasiliana Fotográfica homenageia João Pessoa, capital da Paraíba, estado do nordeste brasileiro. Uma das mais antigas capitais do Brasil, é também conhecida como &#8220;Porta do Sol&#8221; porque no município está localizada a Ponta do Seixas, ponto mais oriental do continente americano. Foi fundada por colonizadores portugueses com o nome de Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, em 5 de agosto de 1585.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 733px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4687" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4687/009PBPN005.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="723" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4687" target="_blank">Anônimo. Ângulo da Praça Venancio Neiva, c. 1925. João Pessoa, Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Passou a se chamar Filipeia de Nossa Senhora das Neves, em 1588, em homenagem ao rei Filipe da Espanha e de Portugal. Durante a invasão holandesa, em 1634, tornou-se <em>Frederikstad</em>. A partir de 1654, seu nome foi trocado para Parahyba do Norte. A denominação de João Pessoa foi aprovada em  setembro de 1930 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_04&amp;PagFis=3706" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de setembro de 1930, na sexta coluna, sob o título &#8220;&#8230;e do Senado</a>&#8220;) como uma homenagem ao político paraibano homônimo, assassinado em 26 de julho de 1930, na Confeitaria Glória, em Recife, por João Duarte Dantas (1888 &#8211; 1930), quando era governador da Paraíba e candidato a vice-presidente na chapa de uetúlio Vargas. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_04&amp;PagFis=3059" target="_blank">O assassinato de João Pessoa ( 1878 &#8211; 1930)</a>, causou grande comoção popular e foi considerado o estopim da Revolução de 30, que depôs o presidente Washington Luís e levou Getulio Vargas ao poder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5742" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Brasão_de_João_Pessoa.svg_.png"><img class="wp-image-5742 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Brasão_de_João_Pessoa.svg_-297x300.png" alt="Brasão_de_João_Pessoa.svg" width="297" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O brasão de João Pessoa</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uxUygBfSsu0" target="_blank">Link para o Hino a João Pessoa (o político), composto por Eduardo Souto e Oswaldo Santiago, cantado por Francisco Alves</a></p>
<p>Alguns historiadores afirmam que, apesar da fundação ser comemorada em 5 de agosto, quando, em 1585, foi selada a paz entre os portugueses e os tabajaras, a data real seria 4 de novembro do mesmo ano, quando o português Martim Leitão teria iniciado a construção da cidade.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/92" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da cidade de João Pessoa disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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