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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Vincenzo Pastore</title>
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		<title>Os 9 anos da Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2024 10:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste mês a Brasiliana Fotográfica celebra seus nove anos de existência. Foi fundada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles. Para marcar seu aniversário, o portal promove um encontro, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional, hoje, a partir das 14h. Aproveitamos para agradecer a nossos usuários e para divulgar alguns de nossos números: 72.473.810 visualizações, 11.019 imagens disponíveis em seu acervo fotográfico, 506 artigos publicado e, além da participação de suas instituições fundadoras, a de 10 instituições parceiras: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Diretoria do Neste mês a Brasiliana Fotográfica celebra seus nove anos de existência. Foi fundada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles. Para marcar seu aniversário, o portal promove um encontro, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional, hoje, a partir das 14h. Aproveitamos para agradecer a nossos usuários e para divulgar alguns de nossos números: 72.473.810 visualizações, 11.019 imagens disponíveis em nosso acervo fotográfico, 506 artigos publicados e, além da participação das já mencionadas instituições fundadoras, a de 10 instituições parceiras: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Escola de Ciências Sociais (FGV CPDOC), Fiocruz, Fundação Joaquim Nabuco, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig; Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional. Durante o evento, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro passará a integrar o portal. Vida longa à Brasiliana Fotográfica!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês a Brasiliana Fotográfica celebra seus nove anos de existência. Foi fundada em 17 de abril de 2015 pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles. Para marcar seu aniversário, o portal promove um seminário, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional, hoje, a partir das 14h. Aproveitamos para agradecer a nossos usuários e para divulgar alguns de nossos números: 72.473.810 visualizações, 11.019 imagens disponíveis em nosso acervo fotográfico, 506 artigos publicados e, além da participação das já mencionadas instituições fundadoras, a de 10 instituições parceiras: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Escola de Ciências Sociais (FGV CPDOC), Fiocruz, Fundação Joaquim Nabuco, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig; Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional. Durante o evento, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro passará a integrar o portal. Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/brasiliana.jpg"><img class="  wp-image-35907 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="901" height="509" /></a></p>
<p><img src="file:///C:/Users/a466734/Downloads/image001.jpg" alt="" /></p>
<p>O evento será aberto por Marco Lucchesi, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, e por Marcelo Araújo, diretor do Instituto Moreira Salles. O tema da primeira mesa será &#8220;Brasiliana Fotográfica: novas parcerias&#8221;, com Paulo Knauss e Carolina Alves. O da segunda mesa, &#8220;Brasiliana Fotográfica: acervo e acesso&#8221;, será apresentado por Diana Ramos e por mim, Andrea Wanderley. Após um rápido intervalo, Ana Maria Mauad e Amanda Farah serão as palestrantes da mesa &#8220;Brasiliana Fotográfica: pesquisa e difusão&#8221;. O encerramento será realizado pelos curadores do portal, Joaquim Marçal e Sérgio Burgi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem escolhida para ilustrar o convite para o evento é de autoria do fotógrafo italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> e foi produzida em São Paulo, em torno de 1910.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2081/004VP019001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="487" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2081" target="_blank">Vincenzo Pastore. Grupo de pessoas ao redor de realejo, na praça da República, c. 1910, São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pastore, um fotógrafo entre dois mundos, foi um importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Com sua câmara ele capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Os 9 anos da Brasiliana Fotográfica*</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p style="text-align: left;">Boa tarde! É um prazer estar aqui com vocês, apesar do frio na barriga&#8230; Vou tentar, a partir de minha experiência como editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica fazer uma resumida radiografia da história, do funcionamento e do que já foi realizado ao longo desses nove anos no portal apresentando, também, seus dados estatísticos. Como tenho muito a contar achei melhor escrever um texto e lê-lo pra vocês.</p>
<p>Quando me convidaram para participar deste seminário me lembrei do dia em que neste mesmo local a Brasiliana Fotográfica foi lançada. Dia 17 de abril de 2015. Já contratada como pesquisadora do portal, estava neste auditório ouvindo os idealizadores, os criadores da plataforma, Renato Lessa, então presidente da Biblioteca Nacional e Flavio Pinheiro, então diretor do Instituto Moreira Salles, quando, pela primeira vez, vi a imagem produzida pelo fotógrafo Antonio Luis Ferreira da Missa Campal celebrada em Ação de Graças pela abolição da escravatura no Brasil, realizada em 17 de maio de 1888, no Rio de Janeiro. Fiquei fascinada pela foto. Ali surgia a minha primeira ideia de pauta para a Brasiliana Fotográfica. Mas antes de publicar o artigo sobre ela, publiquei dois – sobre o Dia do Trabalho e sobre o Dia da Abolição da Escravatura.</p>
<p>Comecei a pesquisar sobre a imagem da missa campal e identifiquei a presença do escritor Machado de Assis na fotografia. Chamei a Elvia Bezerra, então Coordenadora de Literatura do IMS, mostrei a foto com <em>zoom</em> para os curadores do portal, Joaquim Marçal e Sérgio Burgi, e todos concordaram: era mesmo o Machado de Assis. Confirmei, por sugestão de Joaquim Marçal, com Eduardo Assis Duarte, professor da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, que considerou a descoberta significativa e, a fotografia, um documento histórico da maior importância. Foi então publicado, em 17 de maio de 2015 o artigo <em><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528">Missa Campal de 17 de maio de 1888</a>.</span></em> Pronto! Foi o primeiro furo da Brasiliana Fotográfica! Deu primeira página da Folha de São Paulo e foi notícia no Jornal Nacional! Foram tantos os acessos ao portal que o sistema foi derrubado e, graças à eficiente ação dos profissionais da BN Digital, logo recuperado! A descoberta também foi saudada pelo imenso historiador José Murilo de Carvalho que escreveu o artigo, <span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915">Machado de Assis vai à missa</a></em>, </span>publicado no portal ainda em maio de 2015.</p>
<p>O futuro prometia! Acho que nossa equipe, que cresceu muito desde então, tem cumprido a promessa de, ao longo desses 9 anos, aumentar o repositório on-line de imagens do portal e levar a nossos usuários artigos relevantes a partir do destaque de imagens ainda mais relevantes.</p>
<p>Sobre nossos leais usuários falarei um pouco adiante.</p>
<p>Crescemos mesmo. No início, o acervo da Brasiliana Fotográfica contava com <span style="color: #800000;"><strong>2.393</strong></span> imagens de suas duas instituições fundadoras. Hoje temos <span style="color: #800000;"><strong>11.019 </strong></span>imagens! São fotografias do século XIX e das três primeiras décadas do século XX. E agora, além das <span style="color: #333300;">instituições fundadoras</span>, são nossas parceiras, vou falar aqui em ordem de chegada:</p>
<p>O Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig, na Alemanha; o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, que entraram em 2016.</p>
<p>O Arquivo Nacional, a Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz e o Museu da República que entraram em 2017.</p>
<p>Em 2018, foi a vez do Museu Histórico Nacional. No ano seguinte, a Fundação Joaquim Nabuco aderiu e, em 2020, o Museu Aeroespacial. Ano passado, a Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC passou a integrar o portal.</p>
<p>E hoje, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro se tornou parceiro da Brasiliana Fotográfica. Uma grande alegria que dá um brilho especial à essa comemoração de aniversário! E a perspectiva é que muitas outras instituições passem a integrar o portal nos próximos anos!</p>
<p>O acervo da Brasiliana Fotográfica é formado por imagens destas 12, em pouco tempo, com a entrada do IHGB, de 13 instituições importantíssimas nacional e internacionalmente. Como editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica me relaciono com profissionais de todas elas e saúdo a colaboração sempre eficiente e talentosa de vocês, a troca de idéias, de conhecimento e a amizade que se criou entre nós. Acredito que este ambiente de união e respeito, sem disputas, todos trabalhando na direção da excelência, seja, certamente, um dos fatores mais importantes do sucesso do nosso portal!</p>
<p>E vamos aqui dar uma definição objetiva do portal: a Brasiliana Fotográfica é um espaço para dar visibilidade, fomentar o debate e a reflexão sobre os acervos deste gênero documental, abordando-os enquanto fonte primária mas também enquanto patrimônio digital a ser preservado. É uma plataforma de difusão de conhecimento imagético e textual. Um de seus principais atrativos é a ferramenta de zoom, que permite a realização de verdadeiros passeios por suas imagens. Também é possível, registrando-se no site, selecionar imagens e direcioná-las para grupos que o próprio usuário cria, compartilhando as seleções com outras pessoas. Assim sendo, a Brasiliana Fotográfica amplia as possibilidades de pesquisa, sobretudo à distância, sem que o interessado de outras cidades precise, necessariamente, deslocar-se até o Rio de Janeiro.</p>
<p>Ao longo destes 9 anos, publicamos 506 artigos no portal, 122 escritos pelos parceiros ou por convidados externos e 400 por mim, sendo 26 em parceria com profissionais das instituições anteriormente mencionadas. Uma média de um artigo por semana. Durante 9 anos só interrompidos entre 11 de abril e 7 de junho de 2021 por um ataque cibernético. Acredito que a regularidade nas publicações seja outro fator definitivo no alcance da Brasiliana Fotográfica. Integrantes de todas as suas instituições formadoras já tiveram seus artigos publicados no portal. Como são muitos, não vou citá-los nominalmente.</p>
<p>Como convidados externos, destaco aqui, além da contribuição já mencionada de José Murilo de Carvalho, as participações da antropóloga Lylia Schwartz, recém eleita para a Academia Brasileira de Letras, da historiadora Ana Maria Mauad, fã do portal e uma das palestrantes de hoje, do jornalista Cássio Loredano, da doutora em Literatura Elvia Bezerra, do fotógrafo e educador Millard Schisler e da historiadora Maria Isabella Mendonça dos Santos, dentre vários outros. Todos estão listados na aba do portal <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=11">CURADORES CONVIDADOS</a>.</span></p>
<p>Então, são centenas de artigos! E como eles surgem? Essa é uma pergunta que me fazem recorrentemente. Bem, as pautas surgem de várias formas: a partir de uma fotografia ou de um grupo delas, por exemplo. Fico navegando no acervo fotográfico e as inspirações aparecem! Às vezes, pela beleza da imagem, às vezes pela importância do que é retratado ou por remeter a algum assunto interessante. Um exemplo bem atual é o artigo <span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27500">No último dia do verão, o céu e o sol do Rio de Janeiro por Guilherme Santos</a></em></span>, com a imagem produzida por Guilherme Santos. Passeando pelo acervo me deparei com essa imagem belíssima. Ah, eu tinha que dar um destaque a ela. Queria que nossos usuários a vissem&#8230;Fiquei pensando e daí surgiu a ideia de colocá-la em um artigo sobre o fim do verão.</p>
<p>Outra linha de pesquisa é a das efemérides: pode ser a celebração de uma data ou de um evento histórico. Temos recentemente a publicação de um artigo sobre o <span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35436">Dia do Bibliotecário</a></em>.</span> Cidades, bairros, ruas, monumentos, a história da fotografia e das técnicas fotográficas são frequentemente assuntos de nossos artigos. Notícias atuais também podem render idéias e publicações. Por exemplo, em fevereiro li que o choro foi declarado patrimônio cultural imaterial. Agora em abril, <em>spoiler</em>!!!, será publicado um artigo no Dia Nacional do Choro.</p>
<p>Os parceiros muitas vezes propõe as pautas ou eu as proponho a eles. Tem dado certo! Foi o que aconteceu no artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35860"><em><span style="color: #800000;">Foto icônica do arquivo histórico da Fiocruz ilustrará exposição em Lyon, França</span></em></a>. A jornalista Cristiane d’ Ávila, da Casa de Oswaldo Cruz propôs o tema, enviou o texto com a foto, eu editei e o artigo foi publicado.</p>
<p>Motivada e inspirada pelo livro <em>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro, </em>em que foi compilada a trajetória de fotógrafos e retratistas que documentaram o Brasil entre 1833 e 1910 e uma de minhas fontes de pesquisa mais frequentes, de autoria do professor Boris Kossoy, grande nome da fotografia e um entusiasta do portal, escrevi o perfil com cronologia de 66 fotógrafos e fotógrafas que atuaram no Brasil no século XIX até as primeiras décadas do XX. A primeira foi <em><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</a></span></em>, ainda em maio de 2015 e, a última, em fevereiro deste ano sobre <span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34735">O fotógrafo alemão Theodor Preising (1883 – 1962), “o viajante incansável”.</a></em> </span>Por ideia do curador Joaquim Marçal, foi criada a aba do portal <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=20750"><span style="color: #800000;">CRONOLOGIA DE FOTÓGRAFOS</span>,</a> onde todas as cronologias estão reunidas. Acredito que essa seja uma contribuição importante para a historiografia da fotografia no Brasil.</p>
<p>Já temos também publicações reunidas em cinco séries<em>: Avenidas e ruas</em>, com 18 artigos que proporcionam aos usuários verdadeiras caminhadas em cidades de todo o Brasil; <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em>, com 5 artigos e<em> O Rio de Janeiro desaparecido</em>, com 27, que mostram, a partir dos registros como diversos fotógrafos viam a cidade, suas mudanças urbanas e seu desenho. Temos ainda a série <em>Feministas, graças a Deus</em>, com 17 artigos baseados em fotografias do acervo do Arquivo Nacional, que traz a história do começo do movimento feminista brasileiro e o perfil de várias feministas do início do século XX, dentre elas Bertha Lutz e Carmen Portinho. Finalmente, a série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em>, com 11 artigos que pontuam alguns dos mais importantes acontecimentos ocorridos no referido ano, que foi marcante na história do Brasil. Acho, inclusive, que precisamos abrir uma nova aba reunindo todas estas séries.</p>
<p>Um das diversas consequências da difusão de fotografias com a produção de artigos em torno delas é a possibilidade de ampliação do conhecimento. Por exemplo, em 30 de outubro de 2017, foi publicado o artigo<span style="color: #800000;"> <em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800">O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 – 22/10/1919).</a></em></span> Em 2018, um de seus bisnetos, Sergio Du Bocage, entrou em contato conosco e agendamos um encontro. Ele trouxe documentos do fotógrafo que foram incorporados à nossa publicação.</p>
<p>Abre aspas: “Segundo um documento de identificação expedido em 10 de abril de 1918, no Recife, Bocage era português, naturalizado brasileiro, casado, tinha 1m68 de altura, olhos castanhos escuros, cabelos grisalhos, bigodes brancos, barba raspada e sua profissão era comerciante. Traz ainda uma imagem e a assinatura do fotógrafo”. Fecha aspas.</p>
<p>Outra contribuição interessante dos usuários surgiu de uma ideia do curador Sérgio Burgi. Convidamos os leitores a nos ajudar na identificação de outras pessoas que estavam na foto da missa campal de 1888. Desta forma, além de termos criado um vínculo mais próximo entre os usuários e o portal, conseguimos nomear vários personagens presentes no registro e dois artigos foram publicados com as novas “descobertas”.</p>
<p>Bem, a visão é escrever de modo claro sobre assuntos interessantes ancorados em imagens relevantes e numa pesquisa rigorosa e extensa. Aqui destaco a gloriosa Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, uma fonte de informação absolutamente genial. Em cerca de 90 por cento do que escrevo a hemeroteca é uma das referências mais importantes.</p>
<p>Uma preocupação do portal é divulgar fotografias de todas as regiões do Brasil. Até hoje, no escopo do período abordado pela Brasiliana, são mais conhecidos fotógrafos que atuaram no Rio de Janeiro, em São Paulo, na Bahia e em Pernambuco, mas, nos nossos artigos, imagens de todas as regiões do país já foram destacadas.</p>
<p>Agora o leitor de imagens e de textos, para quem todo esse trabalho é realizado! Este usuário que não conhecemos, que pode ser uma criança, um adulto, um aluno dos graus mais variados, um professor, um curioso. Vocês são responsáveis por <span style="color: #800000;"><strong>72.473.810</strong></span> visualizações em nosso portal!!! É uma honra, um privilégio e uma enorme responsabilidade produzir para vocês!!! Usuários, em nome de toda a equipe da Brasiliana Fotográfica, muito obrigada pela audiência e prestígio que vocês dão ao nosso portal!!! Esta é, na verdade, a grande parceria, a grande e almejada interação: a das instituições formadoras da Brasiliana Fotográfica com vocês!!! Vamos em frente!!!</p>
<p><span style="color: #800000;">Então, resumindo a Brasiliana em números nestes 9 anos: temos em nosso acervo fotográfico 11.019 imagens de 12 instituições. Já publicamos 506 artigos e tivemos 72.473.810 visualizações.</span></p>
<p>Saúdo especialmente dois colaboradores imprescindíveis no dia a dia da Brasiliana Fotográfica: os gestores de conteúdo Roberta Zanatta, do Instituto Moreira Salles, e Vinícius Martins, da Fundação Biblioteca Nacional. Colegas de trabalho que se tornaram amigos!</p>
<p>Me despeço, agradecendo à confiança das instituições fundadoras e parceiras do portal e de seus curadores, Sérgio Burgi e Joaquim Marçal. Podem ter certeza que trabalho com o máximo de seriedade e comprometimento. E também com muita alegria e entusiasmo!</p>
<p>Acredito que juntos realizamos um trabalho importante voltado ao desenvolvimento da educação e da cultura de nosso país, fazendo com que a história da fotografia, a memória e a própria História do Brasil estejam cada vez mais ao alcance da população. Viva a Brasiliana Fotográfica! Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</p>
<p>Muito obrigada!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Palestra realizada por Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica, durante o evento sobre os 9 anos de aniversário da Brasiliana Fotográfica, realizado, em 2 de abril de 2024, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; &#8220;Alguma coisa acontece no meu coração&#8221;, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2023 12:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA["Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João". Assim começa Sampa, do compositor Caetano Veloso, uma das mais belas canções sobre a São Paulo - foi lançada no álbum Muito – Dentro da Estrela Azulada, em 1978. Então, para homenagear os 469 anos de fundação da cidade, a Brasiliana Fotográfica destaca uma foto aérea da Avenida São João, do acervo do Museu Aeroespacial, uma de suas instituições parceiras, além de registros da cidade realizados por Militão Augusto de Azevedo e Guilherme Gaensly , na publicação do 16º artigo da Série "Avenidas e ruas do Brasil". Listamos também artigos já publicados no portal relacionados à cidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João&#8221;. Assim começa <em><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Sampa</a></em>, do compositor Caetano Veloso, uma das mais belas canções sobre a São Paulo &#8211; foi lançada no álbum <em>Muito – Dentro da Estrela Azulada, </em>em 1978. Então, para homenagear os 469 anos de fundação da cidade, a Brasiliana Fotográfica destaca uma foto aérea da Avenida São João, do acervo do Museu Aeroespacial, uma de suas instituições parceiras, além de registros da cidade realizados por Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905) e Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1948) na publicação do 16º artigo da Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;.</p>
<p>Destacamos também artigos já publicados no portal sobre a cidade, que foi fundada em 25 de janeiro 1554 com a celebração de uma missa que oficializou a criação de um colégio jesuíta, no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, por 12 padres, dentre eles José de Anchieta (1834 &#8211; 1597) e Manoel da Nóbrega (1517 &#8211; 1590). É onde fica o Pátio do Colégio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1903/001AMI010010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Convento do Colégio, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São Paulo é o principal centro corporativo, financeiro e mercantil da América do Sul assim como a cidade mais populosa do Brasil.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10993" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10993/Alb%200279%20113%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10993" target="_blank">Foto aérea de São Paulo da Av. São João, 2 de abril de1936. São Paulo, SP / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos fotógrafos registraram diversos aspectos da cidade de São Paulo desde o século XIX, dentre eles Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), Claude Lévi-Strauss (1908 &#8211; 2009), Edgard Egydio de Souza (1867 – 1956), Frédéric Manuel (1868-1961), Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905), Otto Rudolf Quaas (c. 1862 – c. 1930), Valério Vieira (1862 &#8211; 1941), Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918) e fotógrafos ainda não identificados, cujas imagens podem ser apreciadas nos artigos listados a final desta publicação.</p>
<p>Militão e Gaensly são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Militão produziu o <em>Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, </em>sua obra-prima, que foi o primeiro realizado com o objetivo de mostrar as mudanças ocorridas na capital paulista, devido ao progresso. O álbum evidencia o valor que Militão dava à fotografia como documento de época inserido em projeto artístico que sugere um passeio pela cidade no período de 1862 a 1887. O trabalho do fotógrafo muito contribuiu para a formação da imagem moderna de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/001AMI010-300x210.jpg" alt="Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo" width="300" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia, como a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Avenida Paulista</a>, além de palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos sobre a cidade de São Paulo já publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></em></span></p>
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<div style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/brasaosaopaulo.jpg" alt="brasaosaopaulo" width="273" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank">Brasão da cidade de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</a>, publicado em 24 de maio de 2015</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore, um fotógrafo entre dois mundos (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 – São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a>, publicado em 5 de agosto de 2015</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 – 1928),</a> publicado em 25 de janeiro de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 – 1941)</a>, publicado em 21 de março de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866" target="_blank">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a>, publicado em 28 de setembro de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – Rua 25 de março em São Paulo</a>, publicado em 1º de setembro de 2020</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18274" target="_blank">A cidade de São Paulo e Tebas (1721 – 1811), reconhecido como arquiteto, em 2018, mais de 100 anos após sua morte</a>, pubicado em 25 de janeiro de 2021</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XI – A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore</a>, publicado em 14 de dezembro de 2021</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XII – A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</a>, publicado em 21 de janeiro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série “1922 – Hoje, há 100 anos” II – A Semana de Arte Moderna</a>, publicado em 13 de fevereiro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27521" target="_blank">O Edifício Martinelli, antigo referencial e símbolo de São Paulo</a>, publicado em 16 de maio de 2022</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/962" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/962/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/962" target="_blank">Guilherme Gaensly. Largo do Palácio &#8211; Pátio do Colégio, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31030" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/saopaulo.jpg"><img class="size-full wp-image-31030" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/saopaulo.jpg" alt="Assinaturas dos membros do 1º Governo de São Paulo, 1555" width="489" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Assinaturas dos membros do 1º Governo de São Paulo, 1555 / São Paulo Antigo e São Paulo Moderno</p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Sampa</strong></span></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank"><span style="color: #800000;">Caetano Veloso</span></a></p>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Alguma coisa acontece no meu coração</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da dura poesia concreta de tuas esquinas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da deselegância discreta de tuas meninas</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Ainda não havia para mim Rita Lee</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">A tua mais completa tradução</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Alguma coisa acontece no meu coração</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">É que Narciso acha feio o que não é espelho</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Nada do que não era antes quando não somos mutantes</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E foste um difícil começo</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Afasto o que não conheço</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E quem vende outro sonho feliz de cidade</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Aprende depressa a chamar-te de realidade</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da força da grana que ergue e destrói coisas belas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva</a></span></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Mais possível novo quilombo de Zumbi</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E os novos baianos passeiam na tua garoa</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E novos baianos te podem curtir numa boa</a></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>Brasiliana Fotográfica</p>
<p>São Paulo Antigo e São Paulo Moderno &#8211; 1554-1904. São Paulo : Editores Vanorden &amp; Cia, 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 12:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Augustus Morand]]></category>
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		<category><![CDATA[Carlos F. J. Reeckell]]></category>
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		<category><![CDATA[Francisco Antônio de Faria]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Deslandes]]></category>
		<category><![CDATA[Hermina de Carvalho Menna da Costa]]></category>
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		<category><![CDATA[Isabel Jacintha da Cunha]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde a invenção da fotografia as mulheres atuaram nos bastidores ou à frente de estabelecimentos fotográficos: filhas, esposas ou parentes dos fotógrafos proprietários do negócio comumente trabalhavam nos ateliês e raramente recebiam crédito pelo trabalho que realizavam. Então hoje, quando é comemorado o Dia Internacional da Fotografia pu Dia Mundial da Fotografia, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores breves perfis das fotógrafas ou administradoras de estabelecimentos fotográficos no Brasil no século XIX e no início do século XX: Leocadia Amoretti, Madame Lavenue, Maria B. de M. Faria, Maria Izabel da Rocha, Roza Augusta, Elvira Pastore, Fanny Volk, Gioconda Rizzo, Hermina de Carvalho Menna da Costa e Madame Reeckell. Publicamos também cronologias das últimas cinco citadas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>“O trabalho das mulheres é brilhante. Desde o advento da fotografia a mulher atuou em todos os campos da fotografia”.</em></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Stefania Brill (1922 &#8211; 1992), fotógrafa, curadora e crítica de fotografia,</p>
<p style="text-align: right;">durante um debate no Museu da Imagem e do Som, de São Paulo (MIS-SP),</p>
<p style="text-align: right;">sobre a mulher na fotografia, em 1981</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank">invenção da fotografia, em 1839</a>, as mulheres atuaram nos bastidores e, eventualmente, à frente dos estabelecimentos fotográficos: filhas, esposas ou parentes dos fotógrafos proprietários do negócio comumente trabalhavam nos ateliês e raramente recebiam crédito pelo trabalho que realizavam. Então hoje, quando é comemorado o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank">Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia</a>, a Brasiliana Fotográfica, com muita satisfação, traz para seus leitores perfis de algumas mulheres fotógrafas ou administradoras de estabelecimentos fotográficos que atuaram no século XIX e nas primeiras décadas do século XX no Brasil. Foram importantes para o desenvolvimento da fotografia no país mas eram, normalmente, invisibilizadas.</p>
<p>Não se conhecem muitas até hoje. Por exemplo, na importantíssima obra de referência sobre a fotografia no Brasil, o <em>Dicionário Histórico -Fotográfico Brasileiro </em>(1982), de autoria do professor Boris Kossoy (1941-), ponto de partida de todas as pesquisas sobre fotógrafos do século XIX  que realizo para a Brasiliana Fotográfica, entre centenas de verbetes sobre fotógrafos que atuaram no Brasil no período de 1833 a 1910, há somente oito mulheres listadas.</p>
<p>São elas: Fanny Volk, que atuou no Paraná; Hermina de Carvalho Menna da Costa, em Pernambuco; Leocadia Amoretti e Madame Lavenue, no Rio de Janeiro; Madame Reeckel, no Rio Grande do Sul; <span style="color: #000000;">Maria Brasilina de Magalhães Faria</span>, no Espírito Santo; Maria Izabel da Rocha, em Sergipe; e Roza Augusta, na Paraíba. Além da publicação de breves perfis destas fotógrafas, publicamos o perfil de Gioconda Rizzo e de Elvira Pastore, além de cinco cronologias: a destas duas últimas, a de Fanny Volk, a de Hermina de Carvalho Menna da Costa e a de Madame Reeckell.</p>
<p>A Fundação Joaquim Nabuco, parceira da Brasiliana Fotográfica, possui em seu acervo, na Coleção Francisco Rodrigues, retratos de autoria da pioneira Hermina de Carvalho Menna da Costa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11117" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11117/fr_000677.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="309" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11117" target="_blank">Hermina de Carvalho Menna da Costa. Julia de Albuquerque Araújo, 188?. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal, possui uma <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><em>carte de visite</em></a> produzida pela portuguesa Madame Reeckell, registros produzidos por Gioconda Rizzo e fotografias produzidas por Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918). Sabemos que Elvira (1876 &#8211; 1972), sua mulher e parceira profissional, trabalhava no estúdio e era a responsável pelos serviços de fotopintura, revelação e acabamento das fotografias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 385px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11144" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11144/014MRC001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="375" height="588" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11144" target="_blank">Izabel Jacintha Reeckell; Photographia Allemã; Madame Reeckell. Retrato de homem não identificado, c. 1876. Porto Alegre, RS / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_29168" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-001.jpg"><img class="wp-image-29168" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-001-769x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo, s/d. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="360" height="479" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
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<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2123" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2123/004VP037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2123" target="_blank">Vincenzo Pastore. Elvira Leopardi Pastore e sua filha primogênita, Costanza, c. 1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pioneiras representadas nos acervos fotográficos de parceiros da Brasiliana Fotográfica</strong></em></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil de Elvira Leopardi Pastore (1876 &#8211; 1972)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_27980" style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27980 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore10.jpg" alt="O casal Pastore, na capa / " width="187" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">O casal Pastore, no Álbum de Recordações Vicente e Elvira Pastore / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 33 / Coelção Dante Pastore</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">A italiana Elvira Leopardi Pastore (1876 &#8211; 1972) foi casada com o fotógrafo italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>, que foi um importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX. A obra de Vincenzo ficou, durante décadas, em uma caixa de charutos, sem negativos. As ampliações desse material foram produzidas por Elvira, sua parceira no estúdio fotográfico e na vida. Mas o segredo de família chegou ao fim quando as fotografias foram herdadas por seu neto, o pianista e professor Flávio Varani, que as doou – 137 imagens – para o Instituto Moreira Salles, em 1996.</p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p style="text-align: left;">Elvira trabalhava no laboratório do estúdio e era a responsável pelos serviços de fotopintura e acabamento. Era ela, também, que registrou, entre 1898 e 1918, em um caderno de anotações, intitulado &#8220;<em>A arte de fotografar e revelar</em>&#8220;, o trabalho realizado no laboratório, as fórmulas fotográficas e as técnicas de fotopintura.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2122/004VP035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank">Vincenzo Pastore. Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia, c. 1908. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Segundo relatos dos filhos mais velhos do casal, eles trabalhavam muitas horas juntos, às vezes, até de madrugada, para atender os prazos de entrega. Era dessa parceria que vinha a sobrevivência da família.</p>
<p style="text-align: left;">Em seu diário, após ficar viúva, Elvira escreveu aos filhos:</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O dia em que vocês mancharem, mesmo que só com uma mancha pouco perceptível, o nome que aquele anjo lhes deixou, eu os renegarei, eu não lhes darei mais a minha bênção, porque não serão mais dignos dela. Deus e a Virgem do Carmo os ajudem a afastar essa desgraça e os abençoe&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: left;">Vincenzo havia iniciado suas atividades fotográficas, no Brasil, em São Paulo, em 1894. Retornou à Itália e, em 1897, quando estava em Potenza, na região de Basilicata, ele se casou com Elvira Leopardi Pastore (1876 &#8211; 1972). Tiveram 10 filhos: Costanza (1899-?), Beatriz (1902-?), Maria Lucia (1903 &#8211; 1988), Francisco (1905 &#8211; 1985), Pion Donato (1906-?), Eleonora ( 1908-1992), Olga (1909-?), Carmelita (1910 -?), Dante (1912-?) e Redento (1915 &#8211; 1918). No ano seguinte ao casamento, ele já possuia um estabelecimento fotográfico em Potenza. Em 1899, o casal veio para o Brasil, estabelecendo-se, em São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1900, os Pastore possuíam um estabelecimento fotográfico na Rua da Assembleia, nº 12 (depois Rua Rodrigo Silva), onde também residiam. Em nota no <em>Estado de São Paulo</em>, edições de 22 e 23 de outubro de 1900, anunciava: “<em>Dá de presente aos seus clientes seis photographias / novo formato Elena, em elegantíssimos cartõezinhos ornados, só 4$500 e por poucos dias</em>”.</p>
<p style="text-align: left;">A irmã de Elvira, Avelina Leopardi de Mauro, também trabalhava com fotografia em parceria com seu marido, José de Mauro, que havia aprendido fotografia e trabalhado com o próprio Vincenzo Pastore e que assumiu o ateliê da Rua da Assembleia quando foi inaugurado, em 1907, o estabelecimento dos Pastore na Rua Direita. A filha do casal de Mauro, Aurélia Figueiredo, também colaborava fazendo retoques no estúdio da família.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333300;">Com sua câmara Vincenzo Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana. </span>Registrou cenas de ruas de São Paulo com uma câmara de pequeno formato, produzindo imagens diferentes das realizadas, durante o século XIX, com câmeras de grande formato sobre tripés, tendo sido um dos pioneiros da nova linguagem da fotografia do século XX. É o autor de uma panorama de São Paulo a partir do Largo de São Bento e também fotografou eventos e prédios da capital paulista. Em seu estúdio, dedicava-se, com sucesso, ao retrato. Produzia <em>retratos mimosos</em>, que tinham como padrão o recorte losangular, mas os tamanhos e os tipos de cartões variavam. Oferecia serviços variados como imagens em esmaltes para broches, autocromos, platinotipias e fotominiaturas. Fazia montagens com desenhos e retratos de múltipla exposição, revelando um traço de humor. Também contemplou temas bucólicos e produziu ensaios com temas religiosos, muitas vezes com o uso de composições alegóricas.</p>
<p style="text-align: left;">Vincenzo faleceu, prematuramente, em 15 de janeiro de 1918, devido a complicações após uma cirurgia de hérnia &#8211; era alérgico e foi anestesiado com clorofórmio. Elvira tentou continuar com o estúdio, mas não foi possível. O fotógrafo e amigo da família, Michelle Rizzo (1869 &#8211; 1939), chegou a emprestar seu funcionário Carlos Tornatti para ajudar. Porém, para sustentar os 10 filhos, ela vendeu tudo, até os negativos de vidro e foi lecionar italiano no Colégio Dante Alighieri.</p>
<p style="text-align: left;">Passou a reunir, selecionar e organizar recordações da vida de Vincenzo que pudessem preservar a memória do marido. Havia um caderno pessoal, outro reunindo recortes de matérias de jornais do Brasil e da Itália e o Álbum de recordações Vicente e Elvira Pastore com documentos pessoais, boletins, cartas e fotografias.</p>
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<div id="attachment_28537" style="width: 531px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28537 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/elvira.jpg" alt="elvira" width="521" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Capa e primeira página do Álbum de Recordações Vicente e Elvira Pastore / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 33 / Coleção Dante Pastore</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27938 " target="_blank"><span style="color: #800000;">Acesse aqui a Cronologia de </span><span style="color: #800000;">Elvira Leopardi Pastore<strong> </strong>(1876 &#8211; 1972) e Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</span></a></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Breve perfil de Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004)</span></em></strong></p>
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<div id="attachment_29169" style="width: 440px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-004.jpg"><img class=" wp-image-29169" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-004-684x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="430" height="644" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“Fotografia é uma coisa maravilhosa, que a gente tira o retrato quando era criança e depois quando é velho está vendo a figura dele quando era criança, é uma coisa maravilhosa. É muito bonito!”</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, 2002</p>
<div id="attachment_28034" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28034 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda.jpg" alt="Autorretrato de Gioconda Rizzo" width="279" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1913. <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 35.</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong> </strong></span></p>
<p>O avô da paulistana Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004), Vincenzo Rizzo, já se encontrava em São Paulo, em 1887, e era fabricante de cerveja (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/811505/1234" target="_blank"><em>L´Italia</em>, 21 de maio de 1887, quarta coluna)</a>. Seu filho e pai de Gioconda, Michelle (Miguel) Rizzo (1869 &#8211; 1939), sofreu um acidente que afetou seus olhos. Foi para a Itália se tratar, sem sucesso, e lá aprendeu fotografia com B. Lauro, retratista da família real italiana.</p>
<p style="text-align: left;">Já de volta ao Brasil, Michelle inaugurou, em 10 de março de 1892, a Photographia Central, na Rua Direita nº 55, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, de 10 de março de 1892, página 1, antepenúltima coluna).</p>
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<div id="attachment_28027" style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo.jpg"><img class="size-full wp-image-28027" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 10 de março de 1892, página 1, antepenúltima coluna" width="574" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 10 de março de 1892</p></div>
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<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasil.estadao.com.br/blogs/album-de-retratos/wp-content/uploads/sites/481/1.2-NosEst-39_1.jpg" alt="Verso de uma foto tirada no ateliê da família Rizzo" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 15 de maio de 2012</p></div>
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<p style="text-align: left;">Em um anúncio veiculado pelo <em>Fanfulla</em>, de 8 de agosto de 1896, página 4, Michelle anunciava-se como proprietário da<em> primeira photografia italiana no Brazil</em>. Em 1906, estava na relação de fotógrafos italianos que atuavam em São Paulo (<em>Il Brasile e gli Italiani</em>, 1906, página 1165).</p>
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<div id="attachment_28036" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28036 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda1.jpg" alt="Michelle Rizzo" width="167" height="252" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Michelle Rizzo, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 36</a></p></div>
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<div id="attachment_28540" style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28540 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/rizzo.jpg" alt="Cartão de Boas Festas do atelê de Michelle Rizzo, 1906. São Paulo, SP / Coleção de Rubens Fernandes Filh" width="512" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Cartão de Boas Festas do ateliê de Michelle Rizzo, 1906. São Paulo, SP / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 86 / Coleção de Rubens Fernandes Junior</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Foi com ele, seu grande incentivador, que Gioconda iniciou seus experimentos em fotografia, tendo sido a primeira mulher a ter um estabelecimento fotográfico, em São Paulo, a Photo Femina, aberto em 1914. Desde a adolescência Gioconda só enxergava com o olho direito. Sempre foi apaixonada por fotografia e aos 12 anos tirou um autorretrato e também fotografou uma amiga:</p>
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<div id="attachment_28037" style="width: 141px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28037 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda2.jpg" alt="gioconda2" width="131" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1912, do Acervo da Família Rizzo / <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 39</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Eu comecei a tirar foto de mim mesma&#8230; então meu pai quando viu aquela chapa&#8230; a primeira coisa que fiz&#8230; viu a chapa&#8230; disse: “Quem foi que fez isso?” “Fui eu papai”; ele disse: “Ihhhh! Esta vai me passar a perna!”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em> </em>Depoimento de Gioconda Rizzo a Carla Ibrahim. São Paulo, setembro de 2002.</p>
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<p style="text-align: left;">Michelle muitas vezes viajava para o interior, de onde enviava fotografias para processamento, retoque e finalização em São Paulo. Quando estava ausente, seu filho Armando (1894 &#8211; 19?) cuidava dos negócios. Gioconda trabalhava com o irmão e participava desde a recepção e ambientação dos clientes no ateliê até o trabalho de revelação e acabamentos, como retoques e acondicionamento das fotos em álbuns, molduras ou estojos. Conhecia e dominava todas as etapas do processo fotográfico.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1914, Michelle abriu para Gioconda o ateliê Femina, também na Rua Direita, número 8A, perto do seu, que ficava, então, na mesma rua, no número 10 C. O Femina atendia somente crianças e mulheres, pois, na época, não era adequado que uma mulher ficasse sozinha na presença de homens. Mesmo com essa restrição, a mãe de Gioconda, Giuseppina, sempre a acompanhava em  suas sessões fotográficas.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Fui a primeira fotógrafa a se especializar em fotos assim. Fotografei, então, muitas mulheres de barões do café e muitas atrizes. Todas gostavam de minha maneira de fazer as fotos porque eu enfocava só meio corpo, realçando o rosto e usando tapetes nas paredes para servirem de fundo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, <em>Folha de São Paulo</em>, 12 de abril de 1982</p>
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<p style="text-align: left;">Ainda em 1914, na revista <em>A Cigarra</em>, edição de 31 de dezembro, na seção &#8220;A Formiga”, foi publicada uma fotografia de autoria de Gioconda Rizzo com a assinatura do ateliê Femina.</p>
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<div id="attachment_28041" style="width: 204px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda5.jpg"><img class="wp-image-28041 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda5.jpg" alt="Fotografia de autoria de Gioconda Rizzo / A Cigarra, 31 de dezembro de 1914" width="194" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia de Wanda Massucci (a maior), de autoria de Gioconda Rizzo / <em>A Cigarra</em>, 31 de dezembro de 1914</p></div>
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<p style="text-align: left;">Para criar diferentes figurinos e cenários, Gioconda possuia em seu estúdio almofadas, banquinhos, diversas cadeiras, colunas de mármore, estátuas de cães, laços, sombrinhas, véus, e outros objetos e adereços. Fazia também uso de uma balança para fotografar bebês, como sua filha, Wanda Pasqualucci (1926-), retratada, em 1926, na foto abaixo.</p>
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<div id="attachment_28039" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28039 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda4.jpg" alt="gioconda4" width="311" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Wanda Pasqualucci, 1926, fotografada por sua mãe, Gioconda Rizzo, do Acervo da Família Rizzo / <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 46</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Criava poses que descontraíssem suas clientes, que tinham uma tendência a ficar muito sérias na hora da foto. Buscava em seus retratos a beleza, a sensualidade. Criava uma atmosfera de sonho, romântica. Suas retratadas sorriam, deixavam ombros e colos muitas vezes desnudos e os cabelos soltos, sem chapéus, enfeitados com flores.</p>
<p style="text-align: left;">Gioconda participou, trabalhando no pavilhão<em> Gradisca</em>, da quermesse realizada no parque da avenida Paulista, promovido pela sub-comissão italiana do bairro da Consolação para socorrer as famílias dos reservistas que haviam partido para a Itália (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/36445" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de julho de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em torno de 1916, Michelle trouxe da Itália o <em>flash</em> de magnésio que possibilitava a captação de poses mais rapidamente, o que facilitava enormemente fotografar crianças. Uma vez, Gioconda sofreu uma queimadura na mão direita quando utilizava a nova ferramenta. Também por volta deste ano, seu irmão, Vicente, descobriu que o ateliê Femina recebia cortesãs francesas e polonesas e contou para Michelle, que decidiu fechá-lo. Gioconda voltou a trabalhar com seu pai e seu irmão, Armando Rizzo. Passaram a produzir fotografias coloridas a óleo e a fazer fundos de paisagens aplicadas nas chapas. Também produziam muitas fotos de formaturas de escolas e faculdades.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1926, Gioconda casou-se com o comerciante Onofre Pasqualucci (c. 1898 &#8211; 1935) e, no mesmo ano, nasceu sua única filha, Wanda.</p>
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<div id="attachment_28043" style="width: 481px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda7.jpg" alt="Gioconda Rizzo" width="471" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank">Gioconda Rizzo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1931, devido à crise financeira deflagrada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York, a família Rizzo fechou, após cerca de 40 anos de funcionamento, o ateliê da Rua Direita, e abriu outro na Rua Líbero Badaró, 63, chefiado por Armando. Nesse mesmo ano, Gioconda fotografou a Miss Universo, Yolanda Pereira (1910 &#8211; 2001).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28042" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28042 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda6.jpg" alt="A Miss Universo Yolanda Pereira fotografada por Gioconda, em 1931, do Acervo da família rizzo / " width="246" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">A <a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Miss Universo Yolanda Pereira fotografada por Gioconda, em 1931, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 69</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ela aprendeu as técnicas de fotografias fundidas em esmalte para joias com o fotógrafo espanhol Medina, estabelecido no Rio de Janeiro. Adaptou as técnicas à porcelana e passou a produzir fotojoias e decorações tumulares para o ateliê Photo do Carmo, do italiano Sestilio Fiorelli. Instalou em sua casa, no bairro do Cambuci, um ateliê e um forno para a produção das peças, que eram vitrificadas a uma temperatura de 1.000º C.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essas fotos em porcelana dão muito trabalho e se desenvolvem em várias fases até que se consegue uma película aplicada sobre a louça. Queima-se então a uma temperatura de 1000 graus e está pronta&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, <em>Folha de São Paulo</em>, 12 de abril de 1982</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29170" style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-007.jpg"><img class=" wp-image-29170" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-007-896x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="459" height="525" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos em porcelana de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 14 de junho de 1935, Gioconda ficou viúva e foi com a fotografia em porcelana que sobreviveu com sua filha. Aposentou-se na década de 60.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28049" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda9.jpg"><img class="size-full wp-image-28049" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda9.jpg" alt="O Estado de S]ao Paulo, 15 de junho de 1935" width="500" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paul</em>o, 15 de junho de 1935</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cinco décadas mais tarde, entre 12 e 30 de abril de 1982, houve uma exposição de parte de sua obra na Galeria Fotoptica, em São Paulo: 20 fotos em papel, 15 em porcelana e algumas coloridas a óleo.</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu em 22 de março de 2004, pouco antes de completar 107 anos, e foi sepultada no Cemitério da Consolação.</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: a capa do livro <em>Anarquistas, Graça a Deus</em>, da escritora Zélia Gattai (1916 &#8211; 2008), foi ilustrada com uma foto da família Da Col &#8211; Gattai, de autoria de Gioconda.</p>
<p style="text-align: left;">Abaixo, reprodução do texto <em>O real e a representação nos retratos de Gioconda</em>, de autoria da fotógrafa e crítica de arte Stefania Bril (1922 &#8211; 1992), publicado em <em>O Estado de São Paulo</em>, de 30 de abril de 1982:</p>
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<p style="text-align: left;"><img class=" size-full wp-image-28028 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo2.jpg" alt="rizo2" width="665" height="431" /><img class=" size-full wp-image-28029 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo3.jpg" alt="rizo3" width="684" height="429" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28030 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo4.jpg" alt="rizo4" width="690" height="240" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://youtu.be/Nd6P_m1GP78%20" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acesse aqui uma entrevista com Gioconda Rizzo para o programa Moviola</span></a></p>
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<div style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/6/68/Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png?20181122033115" alt="Ficheiro:Gioconda Rizzo 2003 por Maíra Soares.png" width="387" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png" target="_blank">Gioconda Rizzo fotografada por Maira Soares, em 2003 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28653" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004)</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil de Hermina de Carvalho Menna da Costa (18? &#8211; ?), pioneira da fotografia em Pernambuco</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11098" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11098/fr_000079.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="526" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11098" target="_blank">Hermina de Carvalho Menna da Costa, adolescente retratada entre 1884 e 1889. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros e brasileiros estabeleceram ateliês fotográficos em Recife, tornando a cidade <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822" target="_blank">uma referência importante na história da fotografia no Brasil</a>. Alguns dos mais importantes, representados no acervo da Brasiliana Fotográfica, foram o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18-?-19?)</a>, o francês nascido na Itália <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828-1877)</a>, o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860-1919)</a>, os pernambucanos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18?-1901)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861-1921)</a>, o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830-1912)</a> e o europeu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18?-?). </a></p>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;">
<p>Outros fotógrafos que atuaram em Pernambuco no século XIX foram Agio Rio Pedro da Fonseca, Antônio Lopes Cardoso, A.W. Osborne, Borges de Mello, Cincinato Mavignier, Daniel Bérard, Eduardo Gadaut, Eugênio, Firmino, Flosculo de Magalhães, Francisco Labadie, Frederico Ramos, Hermina de Carvalho Menna da Costa, João José de Oliveira, João Firpo, J. B. Thoma, Joaquim Canelas de Castro, Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), Lins, Louis Piereck, Ludgero Jardim da Costa, Manoel Inocêncio Menna da Costa, Manoel Ribeiro Filho, Manoel Tondella, Mauricio, Monteiro e Roberto.</p>
<p>Dentre eles, havia uma mulher: Hermina de Carvalho Menna da Costa, considerada, até o momento, a primeira mulher fotógrafa de Pernambuco. Porém, pouco se sabe sobre ela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=hermina" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Hermina Menna da Costa  disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11103" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11103/fr_000206.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11103" target="_blank">Hermina de Carvalho Menna da Costa. Francisco Ernesto de Souza Limeira, 188?. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não se sabe até o momento nem o ano nem o local exato de nascimento e morte de Hermina de Carvalho Menna da Costa, especializada em retratos em estúdio. Apesar das várias lacunas e indagações, esse breve perfil conta um pouco da trajetória de Hermina, até hoje, considerada a primeira fotógrafa pernambucana e, muito provavelmente a primeira brasileira.</p>
<p>Seu nome de solteira era Hermina Adelaide da Cunha Carvalho e casou-se, em 1871, com Felippe Emilio Menna da Costa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/7243" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de novembro de 1871, primeira coluna</a>). Qual seria então seu parentesco com Manoel Inocêncio Menna da Costa, que atuava como fotógrafo desde 1872 e que, a partir de 1875, possuia um ateliê fotográfico na Rua da Imperatriz, nº 48, no primeiro andar?</p>
<p>Entre 1880 e 1881, antes de se estabelecer como fotógrafa, Hermina trabalhava na Rua da Imperatriz, nº 48, mesmo endereço de Manoel Inocêncio, porém no segundo andar. Fazia <em>qualquer trabalho de cera&#8230; bandejas com bolos&#8230; doura letreiros em fitas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/17283" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de dezembro de 1880, antepenúltima coluna</a>). Terá essa vizinhança colaborado para despertar o interesse de Hermina para a fotografia?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27857" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/17283" target="_blank"><img class="wp-image-27857 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/herminaaaaa21.jpg" alt="herminaaaaa2" width="402" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/17283" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de dezembro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que, em 21 de outubro de 1883, Hermina inaugurou, já com alguns trabalhos em exposição, o estabelecimento fotográfico Hermina Costa &amp; C, na Rua Barão da Victoria, nº 14, no mesmo local onde antes se localizava o ateliê do francês Francisco (François) Labadie (? &#8211; 1883), falecido em fevereiro de 1883, vítima de gastro-hepatite (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/20741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de outubro de 1883, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20745" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de outubro de 1883, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/9147" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1883</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27856" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/20741" target="_blank"><img class="wp-image-27856 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/herminaaaaa3.jpg" alt="herminaaaaa3" width="398" height="76" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/20741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de outubro de 1883</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1884, ela, Manoel Inocêncio Menna da Costa e o antiquário francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18? &#8211; 19?)</a> formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas.</p>
<p>Em setembro de 1885, a Rua Barão da Vitória já havia passado a se chamar Rua Nova e o estabelecimento de Hermina ficava no nº 12, segundo andar  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23079" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de setembro de 1885, coluna</a>). Devido à grande quantidade de ateliês fotográficos, a Rua Nova era conhecida, no século XIX, como a <em>rua dos fotógrafos</em>.</p>
<p>Ainda neste ano, em dezembro, Hermina participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, ocasião em que foi premiada com um Diploma de Mérito. Provavelmente essa conquista conferiu a ela maior visibilidade. O fotógrafo francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18? -19?)</a> ganhou o Diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885, última coluna</a>). O ateliê de Ducasble ficava na Rua Barão da Vitória, nº 65, mesma rua do ateliê de Hermina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27853" style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27853" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/herminaaaaa1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 20 de dezembro de 1885" width="248" height="282" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1886, ela anunciou que o fotógrafo Flosculo de Magalhães (18? &#8211; ?) não era mais sócio de seu estabelecimento desde o dia 6 de junho. No ano seguinte, inaugurou um outro ateliê fotográfico, a Photographia Moderna, na Rua Primeiro de Março (antiga Rua do Crespo), nº 7. Trabalhavam com ela no novo estabelecimento os fotógrafos Joaquim Canellas de Castro e Manoel Inocêncio Menna da Costa, recém chegado do Maranhão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25729" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 27 de outubro de 1887, primeira coluna</a>). Flosculo voltou a trabalhar com Hermina no ateliê fotográfico da Rua Barão da Victoria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/17791" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/hermina6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de maio de 1887" width="252" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/17791" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de maio de 1887</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um anúncio de seu estabelecimento, era chamava atenção para a<em> boa luz</em> do ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27017" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de maio de 1889</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26954" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27017" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26954" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/hermina5.jpg" alt="Jornal do Recife, 4 de maio de 1889" width="184" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27017" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de maio de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou com o austríaco Constantino Barza, identificado como sucessor de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1892)</a>, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble,</a> de uma concorrência para realizar o quadro de retratos dos formandos da Faculdade de Direito. Barza foi o vencedor (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal do Recife,</em> 19 de julho de 1889</a>). No mesmo ano, foram feitos elogios aos<em> novos cartões, que está empregando a oficina fotográfica Hermina Costa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27499" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de setembro de 1889, penúltima coluna</a>). Em 1891, venceu a concorrência para a realiação do quadro de formandos da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3643" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de julho de 1891, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1892, foi anunciado que a Photographia Moderna havia passado por uma grande reforma (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32887" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de setembro de 1892</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27862" style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/32887" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27862" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos3.jpg" alt="Jornal do Recife, 22 de setembro de 1892" width="379" height="215" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/32887" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de setembro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Seu estabelecimento, na Rua 15 de novembro, nº 7, estava listado no <em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/829927/331" target="_blank">Almanak do Estado de Pernambuco de 1894</a>. </em>Em 29 de dezembro de 1894, foi publicado que algum pedido feito por ela à Prefeitura do Recife havia sido deferido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34743" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 29 de dezembro de 1894, quarta coluna</a>). Até 1895, seu estabelecimento fotográfico continuava a funcionar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10931" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1895, segunda coluna</a>).</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27927" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Hermina de Carvalho Menna da Costa (18? -?)</a></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Breve perfil de Madame Reeckel (1837 &#8211; 19?)</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11144" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11144/014MRC001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="375" height="588" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11145" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11145/014MRC001v.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="376" height="586" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11144" target="_blank">Izabel Jacintha Reeckell; Photographia Allemã; Madame Reeckell. Retrato de homem não identificado, c. 1876. Porto Alegre, RS / Acervo IMS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Acima, uma carte de visite produzida na Photographia Allemã de Mme Reeckell. Por cima do endereço do ateliê, em Porto Alegre, está escrito outro endereço, <em>Praia (?) de Santa Izabel, nº 86, Lisboa</em>. Terá sido o endereço do primeiro ateliê de Madame Reeckell na cidade? Provavelmente a foto foi produzida no Brasil, ainda em Porto Alegre. Teria Madame Reeckell escrito em cima do velho endereço o novo, já em Portugal, para enviar a carte de visite como referência para a produção de novos suportes? Ainda há muitas perguntas em torno da vida do casal formado por Izabel Jacintha e Carlos Reeckell.</p>
<p style="text-align: left;">Madame Reeckel, a primeira fotógrafa de Porto Alegre, cujo nome de solteira era Izabel Jacintha da Cunha, nasceu no Arquipélago dos Açores, na Ilha de São Jorge, na Vila de Velas, em 23 de outubro de 1837. O fotógrafo prussiano Carlos Frederico Johann Reeckel (18? &#8211; c. 189?), seu futuro marido chegou ao Rio de Janeiro no paquete <em>Navarre</em>, em 19 de março de 1863 (<em>Diário Oficial do Império do Brasil</em>, 20 de março de 1863). Izabel Jacintha havia migrado para o Brasil, possivemente com seus pais.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1865, Carlos F. J. Reeckell tornou-se sócio de Bernardo Lopes Guimarães, o Lopes, em um estabelecimento na Rua do Hospício, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">futura Rua Buenos Aires</a>, nº 104, sob a firma Frederico &amp; Lopes (<em>C<a href="reeckel1%20Do livro Fotógrafos em Porto Alegre. Faça chuva ou faça sol / GZH Almanaque" target="_blank">orreio Mercantil</a></em><a href="reeckel1%20Do livro Fotógrafos em Porto Alegre. Faça chuva ou faça sol / GZH Almanaque" target="_blank">, 11 de julho de 1865, sétima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em julho de 1867, Carlos Reeckell anunciava-se como retratista em Vassouras e participava ao respeitável público, aos Srs. fazendeiros da região que havia aberto uma <em>photographia volante</em> na cidade. Já havia trabalhado em Valença e em Santa Teresa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12250" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de julho de 1867, última coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28817" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12250" target="_blank"><img class="wp-image-28817 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckel3.jpg" alt="Jornal do Commercio, de 1867" width="386" height="221" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12250" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 19 de julho de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Carlos e Izabel Jacintha se casaram, no Rio de Janeiro, em setembro de 1867 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/343951/586" target="_blank"><em>O Apóstolo</em>, 20 de outubro de 1867, terceira coluna</a>) e, em 22 de setembro de 1867, partiram para a os Açores, rumo à Ilha Terceira, no patacho português <em>Terceirense</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12631" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de setembro de 1867, última coluna</a>). Carlos Reeckell trabalhou e teve ateliês fotográficos montados em três ilhas do arquipélago: São Miguel, Terceira e Faial. Anunciava-se como <em>fotógrafo volante</em>. Transmitiu seus conhecimentos a diversos fotógrafos, dentre eles Antônio José Raposo (1848 &#8211; 19?), que adquiriu o ateliê e os clichês de Reeckell.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28623" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.culturacores.azores.gov.pt/aia/fotografia/cronologica.aspx" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckellanunciaosaomiguel1869.jpg" alt="Anúncio de 1869" width="301" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.culturacores.azores.gov.pt/aia/fotografia/cronologica.aspx" target="_blank">Anúncio do estabelecimento de Carlos Reeckell, em São Miguel, nos Açores, 186</a>9</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O casal partiu da ilha de São Miguel, em 15 de julho de 1870 a bordo da barca portuguesa <em>Amisade, </em>e chegou no Ceará em 1º de agosto<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/1678" target="_blank"><em>A Constituição</em>, 4 de agosto de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/9557" target="_blank"><em>Pedro II</em>, 2 de agosto de 1870, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28534" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/216828/9557" target="_blank"><img class="wp-image-28534 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/lista1.jpg" alt="lista1" width="290" height="77" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/216828/9557" target="_blank">Os nomes de Carlos Frederico John Reeckell e de dona Izabel Jacintha Reeckell estavam na lista de passageiros do navio Amisade / <em>Pedro II</em>, 2 de agosto de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28546" style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><img class="wp-image-28546 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckel2.jpg" alt="reeckel2" width="601" height="321" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><em>História da fotografia no Ceará do século XIX,</em> página 129</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Estabeleceram-se, em Fortaleza, na Praça Municipal, nº 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/1796" target="_blank"><em>A Constituição</em>, 20 de setembro de 1870, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27848" style="width: 449px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/216828/9602" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27848" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/carlos3.jpg" alt="Pedro II (CE), 14 de agosto de 1870" width="439" height="435" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/216828/9602" target="_blank"><em>Pedro II (CE)</em>, 14 de agosto de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em julho de 1872, Carlos Reeckell voltou de uma temporada no sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/10466" target="_blank"><em>Pedro II (CE)</em>, 12 de julho de 1872, terceira coluna</a>). Em novembro do mesmo ano, seu ateliê fotográfico ficava na Rua do Cajueiro, nº 25, e ele anunciava sua sociedade com Francisco Cândido Pereira Lins.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27849" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/10680" target="_blank"><img class="wp-image-27849 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/carlos4.jpg" alt="carlos4" width="275" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/10680" target="_blank"><em>Pedro II (CE)</em>, 6 de novembro de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi noticiado que Carlos iria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/10685" target="_blank"><em>Pedro II</em>, 10 de novembro de 1872, última coluna</a>). Não foi mencionado se a senhora Reeckell o acompanhou nessa viagem.</p>
<p style="text-align: left;">Em torno de 1873, o casal encontrava-se em Porto Alegre e o estabelecimento fotográfico de Carlos ficava na Rua dos Andradas. Ele já estava muito doente. Foi então que Madame Reeckell, segundo Miguel Antônio de Oliveira Duarte, autor do livro <em>Faça chuva ou faça sol: fotógrafos em Porto Alegre (1849-1909) </em>(2016), teria tomado a frente do negócio como administradora e fotógrafa no ateliê das Rua dos Andradas, 80 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/234290/6" target="_blank"><em>Álbum do Domingo</em>, 7 de abril de 1878, última  coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em abril de 1875, foi inaugurada  a segunda Exposição Provincial do Rio Grande do Sul ou Exposição Commercial e Industrial, uma exposição de agricultura, indústria e comércio, realizada no Edifício do Atheneo Rio Grandense, em Porto Alegre. Segundo o historiador Athos Damasceno (1902 – 1975), foi Carlos von Koseritz (1830 – 1890), jornalista, poeta e importante personalidade da colônia alemã no sul do Brasil durante o Segundo Império, quem sugeriu a inclusão na exposição &#8220;<em>de uma seção especial destinada a exibição de obras de arte, assim imprimindo no parque um cunho de sensibilidade e cultura</em>&#8230;&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/252263/3991"><em>Relatórios dos Presidentes das Províncias Brasileiras: Império (RS),</em> 11 de março de 1875</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Dois fotógrafos apresentaram seus trabalhos nessa mostra: Madame Reeckell e o tradicional Luiz Terragno (c. 1831 &#8211; 1891), Fotógrafo da Casa Imperial, que possuía estabelecimentos fotográficos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709581/5146">O Despertador, 19 de novembro de 1875, primeira coluna</a></em>). Na  Exposição Nacional de 1875, no Rio de Janeiro, inaugurada em 12 de dezembro e finda em 16 de janeiro de 1876, Terragno recebeu uma Medalha de Mérito (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/12826">Jornal do Commercio, 4 de fevereiro de 1876, segunda coluna</a></em>).</p>
<p style="text-align: left;">O estabelecimento de Madame Reeckell, em Porto Alegre (RS), se chamava Photographia Allemã, e lá ela desenvolvia sua técnica da &#8220;<em>luz tangente</em> para fazer retratos <em>nos dias sombrios (&#8230;) e mesmo nos chuvosos&#8221;. </em>Ficava na Rua dos Andradas, 80 (<em>A Reforma</em>, 30 de julho de 1875).</p>
<p style="text-align: left;">Houve uma polêmica em torno deste sistema fotográfico entre Luiz Terragno e Madame Reeckell que no jornal <em>A Reforma</em>, de 4 de agosto de 1870, publicou:</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;Luz Tangente. O sr. Terragno, em a pedido inserto no Riograndense, tratando dos retratos à luz tangente, diz que os não tiro pelo mesmo sistema dos seus. Os retratos chamados pelo sr. Terragno de à luz tangente &#8211;  são na minha opinião iguais aos que tiro e tenho anunciado. Quem quiser convencer disso venha à minha casa para ver os retratos que tenho tirado e outros de fotógrafos do Rio de Janeiro, também do mesmo sistema, isto é, preferindo-se os dias escuros para o trabalho dessa qualidade de fotografias. O sr. Terragno é injusto quando atribui-me querer imitá-lo, dando o nome de retratos &#8211; à luz tangente &#8211; que só s.s. pode tirar, quando é certo que os tiro há muito tempo. Desafia-me a apresentar os aparelhos e ingredientes que são precisos. Poderá vê-los  quem quiser. O sistema é simples e não faço mistério para com as pessoas que, visitando a minha galeria, pedem par ver os aparelhos de que me sirvo. Quanto a supor que usei do emblema seu no meu anúncio publicado na Reforma, declaro que nada tenho com isso. E o sr. Terragno com aquela empresa deve entender-se a respeito. M Reeckell&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: left;">Em 1878, a família de artistas Riosa, a quem Carlos Reeckell já havia ajudado no Ceará, reverteu à família Reeckell o valor que arrecadou em um dos espetáculos que realizou em Porto Alegre (<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/234290/6">Álbum do Domingo, 7 de abril de 1878, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/234290/6">segunda coluna</a>)<em>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28625" style="width: 579px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/234290/6" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28625" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckellriosa.jpg" alt="Álbum do Domingo, 7 de abril de 1878" width="569" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/234290/6" target="_blank"><em>Álbum do Domingo</em>, 7 de abril de 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo a tese de Paula Cristina Viegas, de acordo com anuários portugueses, Carlos Reeckell havia se<em> instalado em Lisboa, com um novo negócio, na Rua Saraiva de Carvalho, 86,</em> a partir de 1892. Entre 1896 e 1898, a Photographia Allemã, situava-se na Rua Saraiva de Carvalho, n.º 80, 1.º andar, sob a administração de Madame Reeckell, já viúva. A partir de 1897, o estabelecimento passou a existir em outros endereços, conforme anunciado:</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Photographia Allemã 158, avenida da Liberdade 211, rua de S. José. Este atelier fundado em 1878, executa todos os trabalhos com a maior seriedade. Retratos até ao tamanho natural. Instantaneos de creanças. Incumbe-se trabalhos de photographos amadores&#8221;. </em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="https://docplayer.com.br/156269987-Mulheres-fotografas-em-portugal.html" target="_blank">Mulheres Fotógrafas em Portugal (1844 &#8211; 1918) </a></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="https://docplayer.com.br/156269987-Mulheres-fotografas-em-portugal.html" target="_blank">Maria E. R. Campos 1.ª Photographa Portugueza</a></em></p>
<p style="text-align: left;">Parece que a Viúva Reeckell ficou à frente da Photographia Allemã até os primeiros anos do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28545" style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/almanaque/noticia/2016/11/cristalizadores-do-fugidio-8141149.html" target="_blank"><img class="wp-image-28545 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckel1.jpg" alt="reeckel1" width="599" height="563" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/almanaque/noticia/2016/11/cristalizadores-do-fugidio-8141149.html" target="_blank">Do livro <em>Fotógrafos de Porto Alegre. Faça chuva ou faça sol</em> / GZH Almanaque</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Algumas fotografias de autoria de Madame Reeckell estão no acervo do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul e também no acervo pessoal de Boris Kossoy.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28615" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Izabel Jacintha Cunha Reeckell, a Madame Reeckell (1837 &#8211; 19?)</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Mulheres fotógrafas ou comerciantes de produtos fotográficos no século XIX, </span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">no Brasil, entre 1842 e 1910*</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Espírito Santo</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Maria Brasilina de Magalhães Faria (atuou entre 1876 e 1878) </span></em></p>
<p style="text-align: left;">Foi casada com o fotógrafo Francisco Antônio de Faria (? &#8211; 1876) que havia sido associado a Henrique Deslandes, na Deslandes &amp; Faria, de 1870 a 1871, em Vitória e em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27907" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/218235/3030" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27907" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/estandarte1.jpg" alt="Correio da Vitória,6 de abril de 1870" width="298" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/218235/3030" target="_blank"><em>Correio da Vitória</em>, 6 de abril de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27906" style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029203/480" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/estandarte.jpg" alt="O Estandarte, 2 de abril de 1871" width="385" height="109" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029203/480" target="_blank"><em>O Estandarte</em>, de Cachoeiro do Itapemirim, 2 de abril de 1871</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A sociedade já estava desfeita quando Maria Brasilina ficou viúva, em 20 de outubro de 1876. A morte do <em>hábil fotógrafo</em> deixou Maria Brasilina e a filha do casal na <em>pobreza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/2916" target="_blank"><em>O Espírito-Santense</em>, 21 de outubro de 1876, primeira coluna</a>). Maria Brasilina seguiu com as atividades do ateliê fotográfico do marido, na Rua Duque de Caxias, nº 55, em Vitória. Não se sabe se exerceu atividades de fotógrafa ou se manteve apenas a administração do negócio. Em 1878, associou-se a Joaquim Ayres, formando a firma Viúva Faria &amp; Ayres, mas a sociedade não durou nem um ano, tendo a companhia ficado para Ayres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26939" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/2930" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26939" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/brasilina.jpg" alt="O Espírito-santense, 28 de outubro de 1876" width="257" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/2930" target="_blank"><em>O Espírito-santense</em>, 28 de outubro de 1876</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Paraíba</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Roza Augusta (atuou entre 1890 e 1899)</span></em></p>
<p style="text-align: left;">O ateliê de Roza Augusta situava-se na Rua d´Areia, nº 72, em João Pessoa. Chamava-se Photographia Minerva e realizava trabahos fotográficos simples, em esmalte e em porcelana. Encarregava-se também de<em> retratos a crayon,</em> funcionando <em>com bom e mau tempo devido à boa luz do atelier</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank"><em>O Parahybano</em>, 5 de abril de 1892</a>). Sua presença exercendo uma atividade tipicamente masculina deve ter, provavelmente, causado surpresa na capital da Paraíba. Todos os anúncios disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional de seu estsbelecimento são de 1892. Não se sabe se itinerou pelo estado e quanto tempo permaneceu na Paraíba. De acordo com um artigo do projeto Fotografia Paraibana Revista, de 2013, a Paraíba só voltou a ter uma mulher fotógrafa <em>em 1932, quando Tereza de Jesus Medeiros foi presenteada com uma câmera-caixão e a cidade de Santa Luzia ganha uma retratista</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27876" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank"><img class="wp-image-27876 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/rosaaugusta.jpg" alt="rosaaugusta" width="257" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank"><em>O Parahybano</em>, 5 de abril de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Paraná</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Fanny Paul Volk</span></em> (c. 1867 &#8211; 1948)(atuou entre 1900 e 1918)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27878" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-27878 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk1.jpg" alt="volk1" width="344" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</em>, por Giovanna Simão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Fanny Paul Volk foi uma pioneira da fotografia, filha de uma também pioneira da fotografia, a austríaca Anna Paul, que nasceu na mesma década em que a fotografia foi descoberta.</p>
<p style="text-align: left;">O fotógrafo alemão de Munique, Adolpho Volk (18? &#8211; 1908), a mãe de Fanny, a austríaca Anna Paul (c.1836 &#8211; 1902), e seu irmão, August, de 16 anos, vieram para o Brasil, em 1880, no mesmo navio, o <em>Hamburg,</em> e se conheceram durante a travessia. August faleceu durante a viagem. No ano seguinte, Fanny Paul, nascida em Leipa, chegou ao país, com 13 anos, com seu pai, Anton Paul (c. 1831 &#8211; 1891).</p>
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<div id="attachment_27887" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-27887 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk8jpg.jpg" alt="Fanny e sua mã, Anna Paul" width="320" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Fanny e sua mãe, Anne Paul / Casa da Memória. nº. de cadastro:FO:460,SN:50. Fotógrafo: Adolpho Volk/Estúdio Volk in <em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</em>, por Giovanna Simão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Adolpho abriu seu estabelecimento fotográfico, em Curitiba, em 1881, na Travessa da Rua da Carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/10390" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 19 de novembro, de 1881</a>). Em 1882, o ateliê já estava situado na Rua da Imperatriz, 77 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/10536" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, de 1822, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27881" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/10390" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27881" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk4jpg.jpg" alt="Dezenove de Dezembro, 19 de novembro de 1881" width="309" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/10390" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 19 de novembro de 1881</a></p></div>
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<div id="attachment_27885" style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://globoplay.globo.com/v/3320411/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27885" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk6jpg.jpg" alt="Globoplay" width="799" height="293" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://globoplay.globo.com/v/3320411/" target="_blank"><em>Globoplay</em></a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Fanny casou-se com Adolpho, em janeiro de 1886, e trabalhou com a mãe e com seu marido na capital do Paraná. O trio superou a tendência da sociedade local a discriminar os imigrantes de origem alemã possivelmente porque traziam para a cidade a fotografia, um símbolo da modernidade e para isso divulgaram seu ofício a partir de anúncios em jornais e por seus clientes da comunidade alemã.</p>
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<div id="attachment_27879" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-27879 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk2.jpg" alt="volk2" width="342" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</em>, por Giovanna Simão</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">O ateliê funcionou na Rua do Imperador, nº 9, de 1888 a 1889 e na Rua Marechal Deodoro, números 9 e 10, de 1890 a 1902, com a participação de Adolpho, Fanny e Anna, que faleceu em 1902. Em 1903, o ateliê já se encontrava na Rua XV de Novembro, nº 54.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1900, Adolpho foi premiado com a medalha de ouro na Exposição Agrícola e Industrial do Paraná. O último anúncio do ateliê sob sua gestão foi publicado, em 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5198" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 16 de janeiro de 1904</a>).</p>
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<div id="attachment_27877" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/5198" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27877" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk.jpg" alt="Diário do Paraná. de 1904" width="418" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/5198" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>. 16 de janeiro de 1904</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 1904, Adolpho partiu para a Alemanha, deixando Fanny e a filha única do casal, Adolphine (1887 -19?), no Brasil. Constituiu uma nova família e faleceu, na Alemanha, em 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10641" target="_blank"><em>Diário do Paraná (PR)</em>, 28 de agosto de 1908, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27880" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y"><img class="wp-image-27880 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk3jpg.jpg" alt="volk3jpg" width="365" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba,</em> por Giovanna Simão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1904, foi oferecido o aluguel de uma das portas do ateliê fotográfico na Rua XV de Novembro. Fanny tomou a frente dos negócios e, no ano seguinte, já anunciava <em>novidades</em>: <em>Retratos do tamanho de selos próprios para cartões de visita e correspondência de cartões postais</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5748" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 7 de julho de 1904, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403725/59" target="_blank"><em>Cartão Postal,</em> julho de 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1906, foi realizada na vitrine do jornal <em>A Notícia</em> uma exposição com cartões postais luminosos produzidos na Photographia Volk (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/187666/355" target="_blank"><em>A Notícia</em>, PR 17 de fevereiro de 1906, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27923" style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/187666/355" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27923" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk13.jpg" alt="A Notícia (PR), 17 de fevereiro de 1906" width="200" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/187666/355" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, 17 de fevereiro de 1906</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Ainda em 1906, foram expostos na Photographia Volk os retratos dos generais Carneiro e Benjamin Constant que seriam inaugurados no 2º Esquadão da Cavalaria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/1251" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 13 de novembro de 1906, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Os retratos que seriam inaugurados na Secretaria Estadual de Agricultura, em 1907, foram realizados pela Photographia Volk (<em>D<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/9212" target="_blank">iário da Tarde (PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/9212" target="_blank">, 15 de abril de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1908, anunciava-se como o mais antigo estabelecimento fotográfico do Paraná e realizava <em>fotografias e retratos de todos os gêneros e por todos os processos até hoje conhecidos, como sejam: aristotipia, platinotipia, pigment, bromuro, contact, etc</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/214752x/2978" target="_blank"><em>Almanak do Paraná</em>, 1908</a>).</p>
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<div id="attachment_27922" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/214752x/2978" target="_blank"><img class="wp-image-27922 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk12.jpg" alt="volk12" width="312" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/214752x/2978" target="_blank"><em>Almanak do Paraná</em>, 1908</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Ainda em 1908, foi anunciado que na Photographia Volk seriam produzidos os trabalhos do Primeiro Club de Retratos de Curitiba, organizado por Carlos de Andrade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304948/344" target="_blank"><em>O Commercio</em> (PR), 8 de março de 1909, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27924" style="width: 333px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/21448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27924" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk14.jpg" alt="A República (PR), 25 de dezembro de 1908" width="323" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/21448" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 25 de dezembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo a autora da tese de Doutorado, <em><a class="external text" href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank" rel="nofollow">Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</a></em>, Giovana Terezinha  Simão:</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Afora as fotografias com maiores demandas de inspiração pictórica realizadas por Fanny, a fotógrafa possuía também temáticas mais coloquiais, em geral na composição de retratos de família e casais. É possível observar que após a partida de Adolpho, o trabalho do estúdio foi muito solicitado nas seguintes categorias: fotos de família, dupla de namorados, duplas de amigas e crianças. Destaca-se que e as crianças fizeram parte de uma grande clientela de Fanny, responsáveis talvez, pelo sustento do estúdio. Vale refletir que um perfil recorrente de clientes do estúdio Volk &#8211; quando este estava sendo administrado por Fanny &#8211; foram as famílias, mulheres e a criançada. Talvez este perfil da clientela tenha se avolumado em virtude de Fanny ser mulher, afinal as mães, avós, tias, madrinhas, entre outras mulheres, teriam menos constrangimentos no reduto do estúdio se existisse uma fotógrafa mulher&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: left;">Não deixou de fotografar diversos homens que se mantiveram ou se tornaram seus clientes, mesmo após a sua separação conjugal e, em 1912, numa época em que os nenéns eram retratados muito vestidos, fotografou um bebê nu. Ainda segundo Simão, esta teria sido uma das primeiras fotografias de um bebê nu produzidas no Brasil e no mundo. O bebê era Javita Egg.</p>
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<div id="attachment_27882" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="  wp-image-27882" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk5jpg.jpg" alt="volk5jpg" width="455" height="310" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</em>, por Giovanna Simão</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Adolphine, cujo apelido era Lilly, casou-se, em 1911, com Julio Leite, que aprendeu a fotografar com Fanny e trabalhou com ela após o matrimônio. Lilly e Julio tiveram cinco filhos: Rennée, Helvídia, Fanny, Marcel e Ritta. Neste mesmo ano, foi contratado pela Photographia Volk um<em> hábil artista fotógrafo</em> de Berlim, Hugo Schreiber (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/14596" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 10 de novembro de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27918" style="width: 567px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/240818/2161" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27918" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk9.jpg" alt="Bomba (PR), 1911" width="557" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/240818/2161" target="_blank"><em>O Olho da Rua</em> (PR), 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Photographia Volk, que havia se mudado, provisoriamente, para a Rua Marechal Deodoro, nº 81, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23678" target="_blank">Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982)</a> integravam a equipe de reportagem fotográfica da revista <em>A Bomba (PR)</em> <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/26769" target="_blank">A República (PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/26769" target="_blank">, 14 de março de 1913, última coluna</a><em>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/16799" target="_blank">Diário da Tarde(PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/16799" target="_blank">, 28 de março de 1913, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721077/376" target="_blank"><em>A Bomba (PR)</em>, 10 de setembro de 1913, segunda coluna</a>). O estabelecimento já tinha estado neste mesmo endereço de 1890 a 1902. Na Photographia Volk passaram a ser comercializados terrenos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/16955" target="_blank"><em>Diário da Tarde</em>, 26 de abril de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27921" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk11.jpg"><img class="wp-image-27921 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk11.jpg" alt="A República (PR), 14 de março de 1913" width="183" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/26769" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 14 de março de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Voltou a funcionar na Rua XV de novembro, nº 72, em 5 de abril de 1914 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/28029" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 3 de abril de 1914, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/19300" target="_blank"><em>Diário da Tarde(PR)</em>, 2 de maio de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27920" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/19300" target="_blank"><img class="wp-image-27920 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk10.jpg" alt="volk10" width="620" height="267" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/19300" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de maio de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1915, Fanny recebeu um pecúlio a que tinha direito, pago por um funcionário da Mutua Ideal, de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/20566" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 11 de março de 1915, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1918, Bernardo Heisler comprou a Photographia Volk e manteve o nome, certamente pelo sucesso e prestígio do estabelecimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27886" style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-27886" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk7jpg.jpg" alt="volk7jpg" width="536" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Arquivo Casa da Memória / Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba, por Giovanna Simão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Fanny, de uma<em> tradicional família paranaense</em>, faleceu, em Curitiba, em setembro de 1948 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/75296" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 29 de setembro de 1948, segunda coluna</a>). Foi uma pioneira e conseguiu atuar como fotógrafa durante cerca de 40 anos em um ambiente eminentemente machista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27932" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/75296" target="_blank"><img class="wp-image-27932 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk15.jpg" alt="volk15" width="256" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/75296" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 29 de setembro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28648" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Fanny Paul Volk (c. 1867 &#8211; 1948)</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Rio de Janeiro</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Leocadia Amoretti (atuou entre 1886 e 1894) </span></em></p>
<p style="text-align: left;">Leocadia Moreira Lamas (18?-?) era o nome de solteira de Leocadia Amoretti, que foi casada e teve três filhos &#8211; Luiz, Victoria e Francisco &#8211; com o francês, de Marselha, João Baptista Francisco Amoretti (? &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/9522" target="_blank">1885</a>), de quem enviuvou em 14 de novembro de 1885 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/9522" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de novembro de 1885, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em torno de meados da década de 1860, João Baptista sucedeu Laurent Amoretti na firma <em>A Palheta de Ouro</em>, fundada em 1861.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27894" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/829579/273" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27894" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/amoretti.jpg" alt="Almanak Gazeta de Notícias, 1880" width="314" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/829579/273" target="_blank"><em>Almanak Gazeta de Notícias,</em> 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A loja ficava na Rua dos Latoeiros, nº 38, mais tarde denominada Rua Gonçalves Dias. A firma era especializada no comércio de equipamentos e produtos para a química fotográfica e foi contemporânea da loja de Georges Leuzinger e Filhos, na Rua do Ouvidor e na Rua Sete de Setembro. A loja anunciou, em 1882, contar com fotógrafos em seu quadro de funcionários (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/4817" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de janeiro de 1882, segunda coluna</a>). Em 1883, Amoretti anunciou que a loja tinha grande sortimento, trazido por ele de uma viagem à Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/829579/273" target="_blank"><em>Almanak Gazeta de Notícias</em>, 1880</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/9219" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de novembro de 1883, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Após o falecimento de Francisco, Leocadia dirigiu o estabelecimento de 1886 até meados da década seguinte. Não se sabe, até o momento, se ela também atuava como fotógrafa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/16778" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de dezembro de 1886, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17453" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de março de 1887, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27895" style="width: 778px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/974" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27895" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/amoretti1-1024x206.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1891" width="768" height="155" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/974" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27896" style="width: 374px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/14177" target="_blank"><img class="wp-image-27896 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/amoretti2.jpg" alt="Jornal do Commercio, 14 de novembro de 1885" width="364" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/14177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1885</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Madame Lavenue (atuou de 1842 a 1843) </span></em></p>
<p style="text-align: left;">Em 1842, Mme. Lavenue, provavelmente francesa, foi certamente uma das primeiras mulheres fotógrafas do mundo e comercializava daguerreótipos no Rio de Janeiro, nos primeiros anos da década de 1840, pouquíssimo tempo depois no anúncio do invento do daguerreótipo. Era esposa do afinador de piano, marceneiro e fotógrafo francês Hyppolite Lavenue.</p>
<p style="text-align: left;">Ela atendia os fregueses no Hotel da Itália, localizado no Largo do Rocio, e também ia à casa dos clientes. Seu estúdio fotográfico foi um dos primeiros da cidade e nos anúncios de seu estabelecimento, oferecia acessórios para a realização das fotografias, chamava atenção para a nitidez das imagens, informava que o horário de atendimento era entre 9 e 11 horas da manhã e, na parte da tarde, entre 14 e 17h. Os preços variavam ente 12$ e 15$.</p>
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<div id="attachment_26932" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4114" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/lavenue1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de dezembro de 1842" width="498" height="215" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4114" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de dezembro de 1842</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Na capa da edição do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4111" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em> de 24 de dezembro de 1842</a>, na notícia sobre a presença do fotógrafo norte-americano Augustus Morand (c. 1818 &#8211; 1896), no Rio de Janeiro, que passou cerca de cinco meses na cidade, entre novembro de 1842 e abril de 1843, Mme Lavenue foi mencionada como daguerreotipista e por ter participado da <em>recente exposição <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333" target="_blank">da Academia de Belas Artes</a></em>, quando apresentou <em>alguns retratos e uma cópia de gravura de bastante mérito</em>. Terá sido ela a primeira fotógrafa a mostrar seus trabalhos em uma exposição? Certamente uma das primeiras!</p>
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<div id="attachment_26931" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4107" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26931" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/lavenue.jpg" alt="Jornal do Commercio, 23 de dezembro de 1842" width="493" height="237" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4111" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 24 de dezembro de 1842</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">No<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4165" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, de 9 de janeiro de 1843</a>, foi publicada uma carta de um leitor elogiando os<em> retratos tirados</em> por Madame Lavenue, <em>admiráveis pela nitidez e perfeição de todos os traços</em>. Também elogiou <em>o agrado e boas maneiras</em> da fotógrafa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26935" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4165" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26935" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/lavenue2.jpg" alt="Jornal do Commercio, 9 de janeiro de 1843" width="482" height="429" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4165" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de janeiro de 1843</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em anúncios publicados em 17 e em 19 de fevereiro de 1843, oferecia-se para dar aulas de daguerreótipo, na Rua do Rosário, 50 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4350" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de fevereiro de 1843</a>). São esses os últimos registros das atividades de Madame Lavenue que a pesquisa do portal Brasiliana Fotográfica encontrou.</p>
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<div id="attachment_26937" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4362" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26937" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/lavenue3.jpg" alt="Jornal do Commercio, 17 de fevereiro de 1843" width="488" height="155" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4362" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de fevereiro de 1843</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O francês Hippolyte Lavenue chegou no Recife, em 1839, e anunciou que havia trabalhado durante quatro anos em uma das melhores fábricas de piano da França. Oferecia seus serviços como consertador e afinador de pianos. Em 1840, ele morava na Rua Nova, na capital pernambucana. Em 1942, anunciou que teria que retornar à França, mas, em 5 de novembro de 1842, já anunciava seus serviços de afinador de piano, que executava com Louis Bayer, na Rua do Cano, nº 109, no Rio de Janeiro. Tinham chegado recentemente de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/12577" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de fevereiro de 1839, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/52" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1840, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/1066" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de novembro de 1840, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/2565" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de fevereiro de 1942, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/3926" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de novembro de 1942, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/339946/210" target="_blank"><em>Pequeno Almanak</em>, 1843</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1843, Hippolyte morou em Pouso Alegre, Minas Gerais, onde se estabeleceu como daguerreotipista. Em 1850, residia em Ouro Preto e era o dono ou trabalhava no Hotel Mineiro. Madame Lavenue não foi citada nessas notícias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709620/140" target="_blank"><em>O Recreador Mineiro</em>, 1º semestre de 1845</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/823341/152" target="_blank"><em>O Itamontano</em>, 19 de agosto de 1848</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/823341/444" target="_blank">30 de janeiro de 1850</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Sergipe</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Maria Izabel da Rocha</em> (atuou entre 1908 e 1909)  </span></p>
<p style="text-align: left;">A sergipana Maria Izabel da Rocha era filha do fotógrafo Manoel Leobardo Rodrigues da Rocha e na ocasião da morte de seu pai, em 1908, decidiu adotar a profissão de fotógrafa. De acordo com o jornal <em>Folha de Sergipe</em>, de 24 de setembro de 1908, ela se considerava <em>competentemente habilitada a exercer a arte fotográfica</em> já que havia sido auxiliar de seu pai e de com ele ter aprendido a prática da fotografia no estabelecimento Photographia Leobardo, da Rua Santo Amaro, em Aracaju. Pedia aos antigos fregueses de seu pai, a <em>continuação de sua preferência e proteção</em>. Esse anúncio foi repetido diversas vezes entre 1908 e 1909. Em julho de 1909, seu ateliê estava situado na Rua São Christóvão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818720/261" target="_blank"><em>Folha de Sergipe</em>, 1º de julho de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28023" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/818720/121" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28023" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rocha.jpg" alt="Folha de Sergipe, 24 de setembro de 1908" width="300" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/818720/121" target="_blank"><em>Folha de Sergipe</em>, 24 de setembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Seu pai, Manoel Leobardo, já atuava como fotógrafo desde 1879, em Maceió, na Rua do Palácio, nº 7.  Em abril de 1881, anunciou que passaria por Aracaju, onde não ficaria muito tempo (<em>Correio do Sergipe</em>, 7 de abril de 1881). Atendia na Rua de São Cristóvão, nº 35. Esteve no Rio de Janeiro para <em>aperfeiçoar-se nos mais novos sistemas da arte fotográficas</em> e, em 1884, estava de volta a Maceió (<em>Diário da Manhã</em>, 18 de junho de 1884). Em 1888, seu ateliê ficava na Rua Pedro Paulino. Em 1890, foi para Aracaju e seu estabelecimento ficava na Rua Japaratuba (<em>Gazeta de Sergipe</em>, 8 de fevereiro de 1890).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28024" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/14436/2/CANDIDA_SANTOS_OLIVEIRA.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28024" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rocha1.jpg" alt="Gazeta de Sergipe, 22 de janeiro de 1890" width="374" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/14436/2/CANDIDA_SANTOS_OLIVEIRA.pdf" target="_blank"><em>Gazeta de Sergipe</em>, 22 de janeiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Quando faleceu, em 1908, o ateliê ficava na Rua Santo Amaro, assumido por Maria Izabel, até hoje considerada a única mulher a atuar como fotógrafa em Sergipe, na década de 1900.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>*</strong> Nota da autora: muito <span style="color: #333333;">ainda há que</span> se avançar na biografia dessas fotógrafas, mas com esses breves perfis acredito que os leitores poderão, pelo menos, saber um pouco de suas vidas e atuações na história da fotografia.</p>
<p style="text-align: left;">
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve história do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia</em></strong></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: left;">A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois,<span style="color: #800000;"><strong> em 19 de agosto</strong></span>, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank">Acesse aqui o artigo <em>Os 180 anos do invento do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, publicado em 19 de agosto de 2019, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://revistazum.com.br/entrevistas/fotolivros-historicos-mulheres/" target="_blank">Acesse aqui o artigo <em>O que elas viram: fotolivros históricos feitos por mulheres</em>, publicado na <em>Revista de Fotografia Zum</em>, em 13 de julho de 2022</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;"><span style="color: #333333;">A Brasiliana Fotográfica agradece à colaboração, neste artigo, dos seguintes profissionais do Instituto Moreira Salles: Millard Schisler, Coodernador da Gestão de Acervos; Joanna Americano Castilho, Coordenadora do Núcleo Digital; Carolina Filippo do Nascimento e Nrishinro Vallabha das Mahe, integrantes de sua equipe; e Joanna Balabram, historiadora da arte que atua na organização e processamento das coleções de fotografia do século XIX, na Coordenadoria de Fotografia. Agradece também à Albertina Lacerda Malta e a Lino Madureira, respectivamente, Coordenadora Geral e Coordenador de Documentação e Pesquisa do Cehibra &#8211; Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Melo Franco de Andrade (Cehibra), da Fundação Joaquim Nabuco</span><strong>. </strong>Finalmente, agradece à revisão realizada por André Luis Câmara, poeta, jornalista e Doutor em Literatura pela PUC-RJ.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p style="text-align: left;">Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">BELTRAMIN, Fabiana Marcelli S. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em></a>. Tese de dooutado em História Social apresentada ao Programa de História Social da Faculdade de Filosfia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo para a obtenção do título de Doutor em História Social. São Paulo, 2015.</p>
<p style="text-align: left;">BOCK, Mario. <em>Gioconda Rizzo. Um olhar de 105 anos</em>. Revista Fotografe Melhor, São Paulo, setembro de 2002.</p>
<p style="text-align: left;">Blog do O Estado de São Paulo &#8211; <a href="https://brasil.estadao.com.br/blogs/album-de-retratos/rizzo-e-sua-filha-gioconda/" target="_blank"><em>Rizzo e sua filha Gioconda</em></a>, 15 de maio de 2012</p>
<p style="text-align: left;">CHAVES, Ricardo. <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/almanaque/noticia/2016/11/cristalizadores-do-fugidio-8141149.html" target="_blank"><em>Cristalizadores do fugidio</em></a> in GZH, 4 de novembro de 2016.</p>
<p style="text-align: left;">CORRÊA, Amélia Siegel. <em>As mulheres na história da fotografia brasileira: alguns apontamentos</em>, 2014.</p>
<p style="text-align: left;">DUARTE, Miguel Antônio de Oliveira. <em>Faça chuva ou faça sol: fotógrafos em Porto Alegre (1849-1909).</em> Porto Alegre,<em> </em>2016.</p>
<p style="text-align: left;">Enciclopédia Itaú Cultural &#8211; <a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa379207/gioconda-rizzo" target="_blank">Gioconda Rizzo</a> e <a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22080/sra-hippolyte-lavenue" target="_blank">Madame Lavenue</a></p>
<p style="text-align: left;"><em>Folha de São Paulo</em>, <a href="https://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=8009&amp;keyword=Rizzo%2CGioconda&amp;anchor=4178115&amp;origem=busca&amp;originURL=&amp;pd=40486197918a593ebc1c4734d693a072" target="_blank">12 de abril de 1982</a> e <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1997/1/30/ilustrada/36.html" target="_blank">30 de janeiro de 1997</a> .</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://issuu.com/fotografiapb/docs/capa_miolo_12-08-13" target="_blank"><em>Fotografia Paraibana Revista</em>, 2013</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.dezenovevinte.net/artistas/pw_sg_fotografia.htm" target="_blank">GASTAL, Susana. <em>Pedro Weingärtner: sob o olhar fotográfico.</em> 19&amp;20, Rio de Janeiro, v. III, n. 3, jul. 2008.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://globoplay.globo.com/v/3320411/" target="_blank">Globoplay &#8211; <em>A pioneira da fotografia Fanny Volk</em>, exibido em 2014</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.facebook.com/HistoriaDosAcores/photos/1870s-rua-da-esperan%C3%A7a-19-em-ponta-delgada-ilha-de-s-miguel-ant%C3%B3nio-jos%C3%A9-raposo-/538125439625646/?_rdr" target="_blank">História dos A</a><a href="https://www.historiasdolivro.com/gioconda-rizzo" target="_blank">çores</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.historiasdolivro.com/gioconda-rizzo" target="_blank">Histórias do Livro</a></p>
<p style="text-align: left;">IBRAHIM, Carla Jacques. <a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século XX</em></a>. Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Multimeios do Instituto de Artes da Unicamp como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Multimeios sob a orientação do Prof. Dr. Roberto Berton De Ângelo , 2005.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p style="text-align: left;">LEITE, Ari Bezerra. <a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><em>História da fotografia no Ceará do século XIX</em></a>. Edição do autor, 2019.</p>
<p style="text-align: left;">LIMA, André. <em>O retrato da ousadia</em>. Revista Photos e Imagens. São Paulo, nº.26, 2002</p>
<p style="text-align: left;">MAUAD, Ana Maria. <em>Através da imagem: Fotografia e História</em> in TEMPO. Universidade Federal Fluminense, Departamento de História, volume 1, nº 2, dezembro de 1996. Rio de Janeiro : Relume Dumará, 1996.</p>
<p style="text-align: left;"><em>O Estado de São Paulo,</em> 14 de agosto de 1998.</p>
<p style="text-align: left;">OLIVEIRA, Cândida Santos. <em><a href="https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/14436/2/CANDIDA_SANTOS_OLIVEIRA.pdf" target="_blank">Lentes, memórias e História: os fotógrafos lambe-lambe em Aracaju 1950 &#8211; 1990.</a> </em>Dissertação apresentada ao programa de PósGraduação em História da Universidade Federal de Sergipe, como requisito obrigatório para obtenção do título de Mestre em História, na Área de Concentração Cultura e Sociedade, 2020.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank">Omicron &#8211; Escola de Fotografia</a></p>
<p style="text-align: left;">PARAÍSO, Rostand. <em>A velha Rua Nova e outras histórias</em>. Recife: Bagaço, 2011.</p>
<p style="text-align: left;"><em><a href="https://pergamum.curitiba.pr.gov.br/vinculos/0000a3/0000a3c0.pdf" target="_blank">Pergamum</a></em></p>
<p style="text-align: left;">ROCHA, Renaldo Ribeiro. <a href="http://www.encontro2012.rj.anpuh.org/resources/anais/37/1407160136_ARQUIVO_RENALDOARTIGO.pdf" target="_blank"><em>Um breve histórico da fotografia em Aracaju</em></a>. IV Congresso Sergipano de História e IV Encontro Estadual de História da Anpuh / SE, outubro de 1914.</p>
<p style="text-align: left;">SIMÃO, Giovana Terezinha <em><a class="external text" href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank" rel="nofollow">Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</a></em>. Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Sociologia, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Paraná, como requisito parcial à obtenção do título de Doutor em Sociologia, 2010.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.culturacores.azores.gov.pt/aia/fotografia/cronologica.aspx" target="_blank">Site Cultura – Governo dos Açores </a></p>
<p style="text-align: left;">SOARES, Maria Thereza Gomes de Figueiredo; FEITOSA, Marcia Manir Miguel; FERREIRA JUNIOR, José. <em><a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/ffJ7g8dytXv94Y8QgYmyHFd/?lang=pt" target="_blank">Um olhar sobre a fotografia feminista brasileira contemporânea</a>. </em>Rev. Estud. Fem. 26 (3),<span class="_separator"> </span>2018.</p>
<p style="text-align: left;">SOUZA, Camila Targino. <a href="https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/3570/1/arquivo4780_1.pdf" target="_blank"><em>Da Transparência Diáfana à Opacidade Densa &#8211; Imagens e Imaginário da Coleção Francisco Rodrigues de Fotografia</em>.</a> Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, 2007.</p>
<p style="text-align: left;">SUTIL, Marcelo Saldanha; BARACHO, Maria Luisa Gonçalves. <a href="http://bndigital.bn.gov.br/fotos-de-estudio/" target="_blank"><em>Fotos de estúdio: imagens construídas</em></a>. Fundação Biblioteca Nacional.</p>
<p style="text-align: left;">TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p style="text-align: left;">VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p style="text-align: left;">VASQUEZ, Pedro Karp. Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX. São Paulo: Metalivros, 2000.</p>
<p style="text-align: left;">VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p style="text-align: left;">VIEGAS, Paula Cristina de Pinho Coelho Cintra.  <em><a href="https://docplayer.com.br/156269987-Mulheres-fotografas-em-portugal.html" target="_blank">Mulheres Fotógrafas em Portugal (1844 &#8211; 1918) Maria E. R. Campos 1.ª Photographa Portugueza</a>. </em>Disssertação para a obtenção de grau em Mestre em Arte, Patrimônio e Teoria do Restauro.<em> </em>Universidade de Lisboa Faculdade de Letras, 2018.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia &#8211; 19 de agosto</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24947" target="_blank"><em>Autorretratos de fotógrafos – Uma homenagem no Dia Mundial da Fotografia</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33789" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2023</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cronologia de Elvira Leopardi Pastore (1876 &#8211; 1972) e Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 12:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Elvira Leopardi Pastore]]></category>
		<category><![CDATA[Elvira Pastore]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Vincenzo Pastore]]></category>

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		<description><![CDATA[Cronologia de Elvira Leopardi Pastore (1876 &#8211; 1972) e Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918) &#160; &#160; 1865 &#8211; Em 5 de agosto, nascimento de Vincenzo Pastore, em Casamassima, na região de Puglia, na Itália, filho de Francesco Pastore e Costanza Massara. &#160; &#160; 1876 &#8211; Nascimento de Elvira Teresa Angela Leopardi (1876-1972), futura mulher de Vincenzo Pastore, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Elvira Leopardi Pastore (1876 &#8211; 1972) e Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27980" style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27980 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore10.jpg" alt="O casal Pastore, na capa / " width="187" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">O casal Pastore, na capa do Álbum de Recordações Vicente e Elvira Pastore / Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano, por Fabiana Beltramin, página 33 / Coelção Dante Pastore</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">1865</span></strong> &#8211; Em 5 de agosto, nascimento de Vincenzo Pastore, em Casamassima, na região de Puglia, na Itália, filho de Francesco Pastore e Costanza Massara.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="406" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; Nascimento de Elvira Teresa Angela Leopardi (1876-1972), futura mulher de Vincenzo Pastore, em Potenza, na região de Basilicata.</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2122/004VP035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank">Vincenzo Pastore. Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia, c. 1908. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">1894 / 1895</span></strong> &#8211; Pastore chegou ao Brasil, deembarcando no porto de Santos. Foi para São Paulo que recebia um grande fluxo de imigração de italianos em busca de novas oportunidades de trabalho. Nesta época a cidade crescia muito: em 1890 tinha 65 mil habitantes e apenas três anos depois, em 1893, esse número duplicou. Na virada dos século XIX para o XX, já havia 240 mil moradores na cidade, sendo que cerca de 40% eram italianos. Vincenzo iniciou suas atividades de fotógrafo e pela qualidade de seu trabalho conseguiu prestígio rapidamente.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1896</strong> </span>- Retornou à Itália.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span>- Em Potenza, na região de Basilicata, na Itália, Vincenzo casou-se com Elvira Leopardi Pastore (1876-1972), em 6 de setembro de 1897. Tiveram 10 filhos: Costanza (1899-?), Beatriz (1902-?), Maria Lucia (1903-1988), Francisco (1905-1985), Pio Donato (1906-?), Leonor, às vezes chamada de Eleonora ( 1908-1990), Olga (1909-?), Carmelita (1910 -?), Dante (1912-?) e Redento (1915-1918).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Vincenzo possuia um estabelecimento fotográfico, em Potenza, e a edição do jornal<em> Il Lucano</em> de 14 de outubro descrevia as habilidades de Vincenzo como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27948" style="width: 245px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27948 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore5.jpg" alt="pastore5" width="235" height="375" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Do Centro de Ricerca Audiovisuale Universitá di Napoli Federico II / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 108</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1899</strong> </span>-  Vincenzo voltou para São Paulo, desta vez já casado com Elvira, e instalou seu estabelecimento fotográfico na Rua da Assembleia, nº 12 (depois Rua Rodrigo Silva), onde o casal também passou a residir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27982" style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27982 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore13.jpg" alt="O casal Pastore, possivelmente no jardim do estúdio na rua da Assembleia, nº 12, da Coleção Dante Pastore / " width="347" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">O casal Pastore, possivelmente no jardim do estúdio na rua da Assembleia, nº 12, da Coleção Dante Pastore / Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano, por Fabiana Beltramin, página 53 / Coleção Dante Pastore</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Elvira trabalhava no laboratório do estúdio e era a responsável pelos serviços de fotopintura e acabamento. Era ela, também, que registrava em um caderno de anotações, intitulado &#8220;A arte de fotografar e revelar&#8221;, o trabalho realizado no laboratório e as técnicas de fotopintura. Segundo relatos dos filhos mais velhos do casal, eles trabalhavam muitas horas juntos, às vezes, até de madrugada, para atender os prazos de entrega. Era dessa parceria que vinha a sobrevivência da família.</p>
<p>Vincenzo recebeu uma carta protocolada do município de Potenza, transcrevendo carta do prefeito agradecendo pelo retrato do rei, que seria colocado na sala do Conselho Provincial.</p>
<p>A primogênita do casal, Constanza, nasceu em 7 de novembro.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Em nota no <em>Estado de São Paulo</em>, edições de 22 e 23 de outubro de 1900, anunciava: &#8220;<em>Dá de presente aos seus clientes seis photographias / novo formato Elena, em elegantíssimos cartõezinhos ornados, só 4$500 e por poucos dias</em>&#8220;.</p>
<p>Desde essa época Pastore dominava o uso da goma-bicromatada, fotos em miniatura e platinotipias, e técnicas de fotopintura a óleo.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1901</span></strong> &#8211; Na época, também atuavam como fotógrafos, em São Paulo, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27299" target="_blank">Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866http://" target="_blank">Otto Rudolf Quaas (c. 1862 &#8211; c. 1930)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27973" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27973" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore7.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1901" width="270" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Um fotógrafo ainda não identificado produziu uma fotografia de Pastore com seus filhos e Elvira nos fundos da casa da Rua da Assembleia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27946" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27946 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore3.jpg" alt="pastore3" width="353" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">A família Pastore, em 1904 / Da Coleção de Consanza Pastore / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 51 / Coleção Constanza Pastore &#8211; Mosteiro de São Bento</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Vincenzo esteve na Europa para comprar material fotográfico. No anúncio, seu ateliê foi identificado como <em>&#8220;a casa especial dos retratos Mimosos&#8221; </em>(<em>O Estado de São Paulo</em>, 1º de setembro de 1905, página 3, terceira coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27984" style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore15.jpg"><img class="size-full wp-image-27984" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore15.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 1º de setembro de 1905" width="231" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 1º de setembro de 1905</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vincenzo recebeu uma carta do Consulado Geral da Itália em São Paulo, transmitindo os agradecimentos do Ministro da Casa Real pelo envio de fotos de índios bororos.</p>
<p>A Photographia Pastore anunciou que as pessoas que tirassem uma dúzia de <em>Retratos Mimosos</em> no dia 19 de novembro ganhariam uma cópia de um retrato mimoso colorido a aquarela (<em>O Estado de São Paulo</em>, 16 de novembro de 1905, página 4, terceira coluna). Os <em>Retratos Mimosos </em>foram inventados por Pastore e eram fotografias em formato retangular, prensadas em cartão com desenhos <em>art noveau. </em>Deram muito lucro a Pastore.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27983" style="width: 243px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore14.jpg"><img class="size-full wp-image-27983" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore14.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 16 de novembro de 1905" width="233" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 16 de novembro de 1905</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27947" style="width: 641px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27947 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore4.jpg" alt="pastore4" width="631" height="293" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 56</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1906</strong> </span>- Vincenzo recebeu uma carta de Giacomo della Chiesa (1854 &#8211; 1922), futuro papa Bento XV, agradecendo o envio de fotografias de índios bororós para o papa Pio X.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Inauguração do novo estúdio do casal, na Rua Direita nº 24-A. Ocupava o segundo andar de um sobrado que abrigava no térreo a loja Au Bon Marché. No primeiro andar, ficava a casa da família e o laboratório fotográfico. Era um estabelecimento maior, mais elegante e contava com equipamentos modernos. Durante o evento, Pastore serviu champagne aos convidados e uma banda, a <em>Ettore Fieramosca</em>, se apresentou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 568px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2079" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2079/004VP013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="558" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2079" target="_blank">Vincenzo Pastore. Procissão na rua Direita, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>José Victor de Mauro, a quem tinha ensinado fotografia e que era casado com uma das irmãs de Elvira, Adelina, ficou trabalhando no estúdio da Rua da Assembleia. Em 1910, o estabelecimento passou a chamar-se Photographia de Mauro.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Vincenzo solicitou ao ministro da Justiça sua naturalização (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19952" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 14 de janeiro de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p>Vincenzo participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional</a>, realizada no Rio de Janeiro, em comemoração ao centenário da abertura dos portos no Brasil, com um conjunto de fotopinturas e trabalhos de grandes dimensões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28003" style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf"><img class="wp-image-28003 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/pastore22.jpg" alt="Regisro da participação de Pastore na Exposição Nacional de 1908, da Coleção de Dante Pastore / " width="516" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Registro da participação de Pastore na Exposição Nacional de 1908, da Coleção de Dante Pastore / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 148</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vincenzo realizou também um concurso de beleza infantil, do dia 10 de maio a 10 de julho, em seu ateliê fotográfico de São Paulo. Cento e quarenta crianças foram fotografadas e a final da disputa aconteceu no salão /Steinway com a presença do cônsul da Itália. A cantora lírica Matilde Schiavinati se apresentou na festa. Produziu um álbum de retratos de meninas que participaram do concurso que foi enviado ao rei da Itália (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=16101" target="_blank"><em>O Paiz</em>, edição de 8 de maio de 1908, última nota da primeira coluna</a>).</p>
<p>O estabelecimento fotográfico passou a funcionar na Rua Barão de Itapetininga.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908 /1909</strong></span> <span style="color: #800000;"><strong>/ 1910 </strong></span>- Seu ateliê fotográfico foi anunciado com seu nome grafado erradamente: ao invés de Pastore, Tartore (<em>Almanak Laemmer</em>t, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36387" target="_blank">1908</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/40335" target="_blank">1909</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/44129" target="_blank">1910</a>).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Vincenzo ganhou a medalha de bronze na <em>Espozione Internazionale delle industrie e dell lavoro</em>, em Turim, na Itália.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1914</strong></span> &#8211; O casal viajou com a família para a Europa. Embarcaram, em Santos, no navio <em>Duca delle Abruzzi</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=31963" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de fevereiro de 1914, na terceira coluna, sob o título &#8220;Hóspedes e Viajantes&#8221;</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27941" style="width: 507px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/31963" target="_blank"><img class="wp-image-27941 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore.jpg" alt="pastore" width="497" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/31963" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de fevereiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em novembro, o casal inaugurou com uma exposição o estabelecimento <em>Fotografia Italo-Americana &#8211; ai Due Mondi</em>, na Via Sparano, nº 117, em Bari, capital da Puglia, na Itália. Era a realização de um sonho e para tal os Pastore usaram todo o dinheiro economizado durante os anos de trabalho em São Paulo. A iniciativa foi acolhida com entusiasmo pelo público (<em>Corriere Delle Puglie</em>, 13 de dezembro de 1914). Segundo o <em>Risveglio Commerciale</em> &#8211; Bari, de 21 de novembro de 1914, a exposição com fotografias de temas variados mostravam <em>os mais perfeitos e distintos processos da arte. </em>Foi um acontecimento.</p>
<p>Sobre a inauguração, Vincenzo escreveu para o <em>Corriere della Puglie</em>, de 17 de novembro de 1914 o artigo <em>Dopo l´ inaugurazione della Fotografia Italo-americana</em>. Seguem alguns trechos:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Agradeço de coração a todos os cidadãos, ao eleito grupo de senhores e jovens senhoras que com complacência visitaram a exposição no meu estabelecimento chamado pelo bispo Lamberti &#8220;templo da arte&#8221;, obrigado a todos. Mais uma vez obrigado a toda a população que com a sua ampla intervenção coroou a esplêndida festa bem sucedida&#8230;Durante minha estadia em Bari me pareceu muito difícil de conseguir abrir um estabelecimento fotográfico e já o meu pensamento era tomado pelo ceticismo. Mas o sucesso de ontem superou todas as minhas expectativas, a onda de louvor varreu todo o meu ceticismo, uma vez que é capaz de mostrar como o público desta cidade ama, aprecia e cultiva a arte&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27987" style="width: 759px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27987 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore16.jpg" alt="Estúdio de Pastore, em Bari, da Coleção Dante Pastore / , página" width="749" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Sobrado onde ficava o estúdio de Pastore, em Bari, 12 de abril de 1914, da Coleção Dante Pastore / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano,</em> por Fabiana Beltramin, página 134</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome do estúdio italiano indicava sua condição de imigrante bem sucedido, que pertencia a dois mundos. Foi anunciado como uma sucursal do estúdio paulistano, o que não era verdade, já que este havia sido fechado. A rua onde se situava o estabelecimento italiano, a Via Sparano, era a principal via de ligação entre a estação de trem e a Cidade Velha, que concentrava o maior número de habitantes de Bari.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27942" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27942" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore1.jpg" alt="Coleção Dante Pastore" width="316" height="248" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Marcador impresso no cartão suporte das fotografias de Pastore, da Coleção Dante Pastore /<em> Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 104</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Bari inteira soube dar sua modesta homenagem de afeto e simpatia ao seu compatriota, um trabalhador que, depois de ter trazido o seu trabalho realizado longe de sua terra natal, depois de ter aperfeiçoado e obtido a aprovação da industriosa São Paulo, retorna à sua terra, coberto de louros e de um nome invejável&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Corriere Della Puglia</em>, 22 de novembro de 1914</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27988" style="width: 757px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27988 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore17.jpg" alt="pastore17" width="747" height="425" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Piso térreo do sobrado onde ficava o estúdio de Pastore, em Bari, c. 1914, da Coleção Dante Pastore. Nesta passagem, que levava ao 1º andar, Pastore organizou uma exposição permanente de retratos / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 134</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27990" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27990" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore19.jpg" alt="Sala de espera do estúdio de Pastore, em Bari, c. 1914, da Coleção Dante Pastore. Nesta passagem, que levava ao 1º andar, Pastore organizou uma exposição permanente de retratos / Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano, por Fabiana Beltramin, página 134 " width="595" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Sala de espera do estúdio de Pastore, em Bari, c. 1914, da Coleção Dante Pastore. Nesta passagem, que levava ao 1º andar, Pastore organizou uma exposição permanente de retratos /<em> Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 142</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27991" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27991 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore20.jpg" alt="pastore20" width="472" height="377" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Estúdio de Pastore, em Bari, c. 1914, fotografado por ele, da Coleção Dante Pastore / Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano, por Fabiana Beltramin, página 144</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em São Pauo, na vitrina da Casa Rocha, de calçados, exposição de uma fotografia de seu filho Dante dentro de um sapato. Vincenzo havia mandado confeccionar o sapato gigante para provocar o desejo de algum cliente de ter alguma criança retratada da mesma forma. Além disso, a exposição do retrato na vitrine foi uma propaganda da qualidade dos sapatos produzidos na loja.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2132" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2132/004VP047002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2132" target="_blank">Vincenzo Pastore. Retrato de criança envolta em bandeira brasileira, dentro de enorme pé de sapato, 1914. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na capa da revista <em>A Vida Moderna</em>, de 3 de dezembro de 1914, publicação de uma fotografia de Anna Cândida Bueno, produzida por Pastore. Sobre a capa:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Do belo trabalho de arte fotográfica que ilustra a capa deste número incumbiu-se o sr. Pastore, que tem o seu &#8220;Atelier&#8221; à rua Direita n 24-A. Os trabalhos desse finíssimo artista recomendam-se pela beleza do seu efeito, pelos contrastes de luz e por essa &#8220;intenção&#8221;, que à maior parte dos fotógrafos passa despercebida. O sr. pastore faz da arte fotográfica uma arte de imaginação, pela porção de idealidade pessoal que lhe mistura. No trabalho que nos ofereceu para este número é tudo digno de atenção: a &#8220;pose&#8221;, a atitude melancólica, os efeitos de luz sobre os cabelos. A graça original do modelo nada perdeu, vista através da reprodução fotográfica&#8221;.</em></span></p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Devido à Primeira Guerra Mundial, os Pastore encerraram as atividades na Itália e voltaram para São Paulo, tendo desembarcado no porto de Santos. Segundo Elvira, que ficou bastante desapontada e surpresa com o retorno ao Brasil, foi por um golpe de sorte que conseguiram se restabelecer no mesmo endereço, Rua Direita 24 A.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28005" style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28005 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/pastore24.jpg" alt="pastore24" width="523" height="369" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Passaporte de Vincenzo Pastore, novembro de 1915, da Coleção Dante Pastore / Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano, por Fabiana Beltramin, página 151</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma carta de despedida de Vincenzo, no <em>Corriere delle Puglie,</em> de 27 de novembro de 1915:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28004" style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/pastore23.jpg"><img class="wp-image-28004 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/pastore23.jpg" alt="pastore23" width="476" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 150</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1916</strong> </span>-<span style="color: #000000;"> Sob os títulos <em>Bellezas Paulistanas</em>, <em>Melancholia</em>, <em>Quem é a moça dos óculos pretos?</em> e <em>Oração</em>, foram publicadas fotografias de autoria de Vincenzo Pastore, na revista <em>A</em> <em>Cigarra, </em>nas edições <a style="color: #000000;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160339.pdf" target="_blank"> <span style="color: #0000ff;">de 31 de março</span></a><span style="color: #0000ff;"><em>, </em><a style="color: #0000ff;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160441.pdf" target="_blank"><em> </em>30 de abril </a> , </span><a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160848.pdf" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">17 de a</span>gosto</a>, <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160950.pdf" target="_blank">14 de setembro</a> e <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19161053.pdf" target="_blank">26 de outubro</a></span>.</p>
<p>No dia 17 de junho, foi publicada no <em>O Estado de São Paulo</em>, a seguinte nota:</p>
<p>&#8220;<em>O Sr. Vincenzo Pastore, proprietario da Photographia Pastore, a rua Direita, recebeu communicação official, do sr. Giannetto Cavasola, ministro da Agricultura da Italia, e do prefeito da provincia de Bari, de que, a 4 de maio passado, foi nomeado pelo duque de Genova, principe regente, cavalheiro da Ordem da Corôa da Italia. O sr. Pastore é muito conhecido nesta capital, onde conta com muitas amizades. Em 1914, o sr. Pastore fez, em Bari, uma grande exposição italo-brasileira de photographias, que mereceu francos elogios da imprensa. Os seus esforços acabam de ser merecidamente recompensados</em>&#8220;. Em 18 de dezembro, o prêmio foi concedido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27945" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27945 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore2.jpg" alt="pastore2" width="245" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Marcador impresso no cartão suporte das fotografias de Pastore, da Coleção Dante Pastore / Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano, por Fabiana Beltramin, página 104</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No anúncio da edição da revista <em>A Cigarra, </em>foi noticiada a publicação de uma fotografia de Pastore (<em>O Estado de São Paulo</em>, 14 de setembro de 1916, página 9, quarta coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Vincenzo esteve presente a uma recepção do Consulado da Itália em São Paulo em comemoração à data da promulgação do Estatuto italiano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/42846" target="_blank"><em>Correio Paulistano,</em> 4 de junho de 1917, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Em 15 de janeiro, Pastore faleceu, no Hospital Humberto I, em São Paulo, devido a complicações após uma cirurgia de hérnia. Era alérgico e foi anestesiado com clorofórmio. Foi enterrado no Cemitério do Araçá e estiveram presentes na cerimônia Roque Vieira, representando seu pai, o fotógrafo Valério Vieira, os fotógrafos Guilherme e Conrado Wessel e Michelle (Miguel Rizzo), dentre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, na terceira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27974" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45216" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27974" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore8.jpg" alt="Correio Paulistano, 16 de janeiro de 1918" width="441" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45216" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 16 de janeiro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu diário, após ficar viúva, Elvira escreveu aos filhos:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O dia em que vocês mancharem, mesmo que só com uma mancha pouco perceptível, o nome que aquele anjo lhes deixou, eu os renegarei, eu não lhes darei mais a minha bênção, porque não serão mais dignos dela. Deus e a Voirgem do Carmo os ajudem a afastar essa desgraça e os abençoe&#8221;.</em></span></p>
<p>Elvira tentou continuar com o estúdio, mas não foi possível. Para sustentar os 10 filhos, ela vendeu tudo, até os negativos de vidro e foi lecionar italiano no Colégio Dante Alighieri.</p>
<p>Elvira passou a reunir, selecionar e organizar recordações da vida de Vincenzo que pudessem preservar a memória do marido. Havia um caderno pessoal, outro reunindo recortes de matérias de jornais do Brasil e da Itália e o Álbum de recordações Vicente e Elvira Pastore com documentos pessoais, boletins, cartas e fotografias.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong></span> &#8211; O caderno de recortes e o pessoal de Elvira, além do Álbum de Recordações Vicente e Elvira ficaram com o filho caçula do casal, Dante.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1972</strong> </span>- Falecimento de Elvira Leopardi Pastore.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1996</strong></span> &#8211; O músico Flavio Varani, neto de Vincenzo e Elvira, filho de Leonor, às vezes chamada de Eleonora, conheceu o então diretor do IMS, Antonio Franceschi que, ao saber da existência de um acervo de fotos da cidade de São Paulo do início do século XX realizado por Pastore e guardado por Flavio em uma caixa de charutos para conservá-las, revelou interesse em conhecê-las. Foi então que Flavio, na época professor de piano na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, doou 137  fotografias inéditas de autoria de Vincenzo ao Instituto Moreira Salles. Segundo Flavio, essas 137 fotos, que na época em que foram produzidas não tinha valor comercial, foram reveladas e reproduzidas por sua mãe em restos de papel fotográfico.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1997</strong> </span>- No aniversário de São Paulo, realização de uma exposição de fotos de Pastore no Espaço Higienópolis, do Instituto Moreira Salles, em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2093" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2093/004VP021017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2093" target="_blank">Vincenzo Pastore. Homens conversando em banco de praça, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aspectos de Poços de Caldas impressos no papel fotográfico fabricado pelo pioneiro Conrado Wessel (1891 – 1993)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 15:15:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 - 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 - 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: "Wessel". Também foram publicadas na seção "Cronologia de Fotógrafos", as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: &#8220;<span class="destaca_palavras">Wessel</span>&#8220;. Também foram publicadas na seção &#8220;Cronologia de Fotógrafos&#8221;, as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/303" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Poços de Caldas impressas no papel fotográfico produzido por Conrado Wessel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10258/icon1549358.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank">Vista parcial de Poços de Caldas, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10251/icon1549354.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank">Cascata das Batas,1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>As trajetórias de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_27300" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" wp-image-27300" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel.jpg" alt="Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="703" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Contribuiu decisivamente para a implantação da indústria fotográfica no país, pois fundou a primeira indústria de papel fotográfico no Brasil. Utilizou fórmulas e processos segundo sua concepção e auxiliou Valério Vieira na sensibilizaçaodo famoso painel &#8220;Panorama da Cidade de São Paulo. Introduziu o papel fotográfico tamanho postal, que se tornou conhecido por &#8220;Postaes Wessel Jardim&#8221; e que foram largamente consumido pelos lambe-lambe&#8221;. Sua indústria foi posteriormente adquirida pela Kodak e durante algum tempo lia-se nas casixas de papel fotográfico a sigla Kodak-Wessel&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Boris Kossoy sobre Conrado Wessel, 1975</p>
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<p>O nome de batismo de  Conrado Wessel era Ubald Konrad August Wessel e ele nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 16 de fevereiro de 1891, filho do fotógrafo Guilherme Wessel (1862-1940), que havia nascido em Concepcion do Uruguai; e de Nicolina Krieger Wessel (1863 &#8211; 1956). Eles se casaram em 3 de março de 1887. A família Wessel, tradicional fabricante de chapéus em Hamburgo, na Alemanha, havia imigrado para a Argentina em meados do século XIX, provavelmente nos primeiros anos da década de 1860. Guilherme foi para Hamburgo onde formou-se em Física, e retornou à Argentina.</p>
<p>Em 1892, Guilherme foi com a família &#8211; mulher e dois filhos, Georg Walter (1888 &#8211; 1908) e Conrado &#8211; para Sorocaba e, depois, para São Paulo, convidado para lecionar na Escola Politécnica, que viria a ser uma das unidades fundadoras da Universidade de São Paulo, em 1934.</p>
<p>Ele abriu em sociedade com Carlos Norder, em 1900, um estabelecimento de artigos de fotografia e de laboratórios químicos, na rua São Bento, 41 A, no centro da capital, <em>Aos Photograhos e Amadores da photographia</em>. Oferecia gratuitamente aos amadores lições práticas e disponibilizavm para todos os fregueses um quarto escuro. Na mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> tinha um ateliê fotográfico, na rua 15 de Novembro, 28 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900, página 2, sexta coluna; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, segunda coluna, 1901</a>)</p>
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<div id="attachment_27315" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel8.jpg" alt="Correio Paulistano, 5 de janeiro de 1900" width="236" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a></p></div>
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<div id="attachment_27369" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg"><img class="size-full wp-image-27369" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 3 de janeiro de 1900" width="578" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900</p></div>
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<p>Anunciava em dezembro de 1900 ter recebido grande sortimento de produtos: chapas Lumière, câmaras fotográficas e objetos para fotografia e distribuiu a seus fregueses, em dezembro do ano seguinte, uma carteira com espelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 1º de janeiro de 1902, página 2, quarta coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27318" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27318" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel10.jpg" alt="O Commercio de São Paulo, 21 de dezembro de 1900" width="303" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1901, Guilherme já prestava serviços fotográficos para as secretarias da Fazenda, do Interior e da Justiça de São Paulo (<em>O Estado de São Paul</em>o, 6 de março de 1901, página 1, penúltima coluna; <em>Correio Paulistano</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2541" target="_blank">, 7 e março, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3355" target="_blank">4 de setembro, segunda colun</a>a, de 1903; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5155" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de setembro de 1904, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5805" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de janeiro de 1905, sétima coluna</a>). Também tinha uma Casa Importadora de Artigos para Photografia e Aparelhos de Eletricidade, na rua Direita, nº 20 (<span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23953" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, primeira coluna, 1903</a></span>).</p>
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<div id="attachment_27320" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg"><img class="size-full wp-image-27320" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1905" width="301" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Illustração Brasileira</em>, 1905</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1904, Guilherme foi um dos doadores para a quermesse em prol do Instituto Pasteur de São Paulo e do Conservatório Dramático Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4221" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de março de 1904, primeira coluna</a>). Neste mesmo ano promoveu uma exposição de fotografias <em>no intuito de estimular os amadores</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 9 de julho de 1904, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27319" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel111.jpg" alt="O Commercio Paulistano, 9 de julho de 1904" width="264" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio Paulistano</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1907, Guilherme tinha uma loja de artigos fotográficos na rua Líbero Badaró, 48. Nessa mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> também possuiam estabelecimentos fotográficos em São Paulo.</p>
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<div id="attachment_27323" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg"><img class="size-full wp-image-27323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg" alt="Almanaque Henault" width="303" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O italiano Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, e Guilherme foram, provavelmente, amigos, já que Guilherme estava presente a seu enterro, em janeiro em 1918 (<a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1907</a>, <a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank">primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Guilherme foi contratado pelo Jockey Club de São Paulo para inaugurar o serviço de fotografia de chegadas dos páreos (<span style="color: #0000ff;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/5671" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de março de 1907</a>).</p>
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<p><img class="size-full wp-image-27321 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel13.jpg" alt="wessel13" width="285" height="517" /></p>
<div id="attachment_27322" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><img class="wp-image-27322 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel14.jpg" alt="wessel14" width="281" height="119" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trabalhava com seu filho mais velho Georg Walter, que faleceu de tifo, em 26 de dezembro de 1908, e foi enterrado no Cemitério dos Protestantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/34165" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de novembro de 1914, primeira coluna</a>). Nesse mesmo ano, por cerca de seis meses, Conrado foi assistente de um cinegrafista da Gaumont, que havia vindo ao Brasil para filmar fazendas de café para a propaganda do produto na Europa, tornando-se um dos primeiros cinegrafistas do Brasil. Estava na folha de pagamentos da Secretaria da Fazenda de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14238" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de novembro de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;O primeiro documento expedido no Brasil atestando a capacidade para o exercício da função de cinegrafista foi fornecido ao químico Conrado Wessel, em 1908, pela Gaumont Films, uma das produtoras mais antigas da França. </em><em>Wessel (1891-1993) conta em sua carta autobiográfica que recebeu o atestado das mãos de um cinegrafista da Gaumont, Colliot, que veio ao país contratado pela Secretaria de Agricultura de São Paulo.</em><br />
<em>Por mais de seis meses, ele foi intérprete e ajudante do cinegrafista francês e ambos filmaram várias fazendas de café, colhendo cenas para a propaganda do produto na Europa&#8221;</em> (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/3/02/ilustrada/1.html" target="_blank">Ana Maria Guariglia, <em>Folha de São Paulo, </em>2 de março de 1995</a>).</p>
<p>Guilherme fechou a loja e, em 1909, continuou a trabalhar fornecendo fotografias para a Secretaria da Agricultura. Em 1911, recebeu pagamento da secretaria por ter fornecido 20 fotografias ao poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918). Em 1920, forneceu à Diretoria de Indústria e Comércio uma fita cinematográfica e ampliações fotográficas para a Feira de Lyon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16587" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de outubro de 1909, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21441" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de junho de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/24347" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de março de 1912, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/3921" target="_blank"><em>O Combate</em>, 3 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27327" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg"><img class="size-full wp-image-27327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg" alt="O Paiz, de 1912" width="331" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Conrado, que havia feito seus primeiros estudos na Escola Alemã daVila Mariana, participou de um concurso de fotografia, apresentando 25 fotografias em um pavilhão especialmente preparado para a exposição, no Posto Zootécnico de São Paulo (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9671" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1906, quinta coluna</a>). Já havia conquistado dois prêmios como fotógrafo quando, e</span>m 1911, foi para Viena, na Áustria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27307" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel2.jpg" alt="Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no inpicio do século XX" width="695" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no início do século XX</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além de estudar fotoquímica no K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt, entre julho de 1911 e dezembro de 1912 ,estagiou na Casa Beissner &amp; Gottlieb, especializada na área gráfica e fotográfica, entre de 10 de julho de 1912 e 8 de fevereiro de 1913. Especializou-se em clichês para jornais e revistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2015/06/CW_ANTIGA_2-193x300.jpg" alt="O jovem Conrado Wessel, provavelmente em Viena, onde estudou e estagiou de 1911 a 1914" width="193" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Conrado Wessel, provavelmente, em Viena / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a reprodução do certificado da Casa Beissner &amp; Gottlieb, de Viena, de 8 de fevereiro de 1913, documentando o estágio profissional obrigatório realizado por Conrado Wessel, na conclusão de seus estudos no Instituto K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27328" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="wp-image-27328 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel17.jpg" alt="wessel17" width="384" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tradução: <em>“<strong>Atestado</strong>: Viena, 8 de fevereiro de 1913. O sr. Conrado Wessel, após ter terminado os estudos gráficos da K.K. Graphischen Lehr &amp; Versuchsanstalt, esteve em nosso instituto em atividades práticas desde 10 de julho de 1912 até hoje. Trabalhou em diferentes departamentos e obteve sucesso e muitos bons resultados. Nós atestamos portanto com satisfação que estamos contentes pelo seu desempenho em cada índice, com extremado respeito por suas realizações, e desejamos a ele o maior progresso no futuro”.</em></p>
<p>Voltou para São Paulo, em 1913, com maquinário para a montagem de uma clicheria com o pai. Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria da Fazenda e, em 1914, fez uma proposta para prorrogar por mais um ano o contrato que tinha de fornecimento de fotografias para a entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/31902" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de fevereiro de 1914, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/39872" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1916, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/43720" target="_blank"><em> Correio Paulistano</em>, 13 de dezembro de 1917, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45147" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de janeiro de 1918, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1914, Conrado fotografou o Salto do Paranapanema durante uma visita realizada pelo então secretário da Agricultura de São Paulo, Paulo de Moraes Barros, ao local, quando inaugurou o primeiro trecho do prolongamento da ferrovia Sorocabana Railway na direção do Porto Tibiriçá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/32016" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 16 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>).</p>
<p>Entre 1915 e 1919, foi aluno ouvinte na Escola Politécnica e também trabalhou como auxiliar no laboratório do professor de bioquímica, físico-química e eletroquímica Roberto Hottinger, no curso de Engenharia Química. Conrado queria criar um papel fotográfico de qualidade equivalente a dos importados &#8211; os usados eram da Kodak, da Agfa e da Gevaert &#8211; porém com um preço mais baixo.</p>
<p>Segundo o próprio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Durante quatro anos fiz de tudo ali. Desde a preparação do nitrato de prata até os estudos das diferentes qualidades de gelatinas. Da ação dos halogênios como o bromo, o cloro, e o iodo sobre o nitrato de prata ao brommeto de potássio. Cheguei à conclusão que a mistura de uma pequena dose de iodo ao bromo dava muito melhor resultado, assim como a adição do iodo ao cloro&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><em>O entusiasmo de um inventor (2006)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria de Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/4930" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 18 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>) e Conrado já estava desenvolvendo uma fórmula para banhar o papel que batizou de Postal Jardim, para atrair os lambe-lambes do Jardim da Luz. Em fevereiro, foi à inauguração da exposição de Levino Fanzeres (1884 &#8211; 1956), na rua Líbero Badaró, 66 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de fevereiro, página 2, última coluna).</p>
<p>Em 10 de novembro de 1916, Guilherme consultou a empresa International Patent Agency, de Moura &amp; Wilson, que eram <em>agentes de privilégios</em> sediados no Rio de Janeiro, com o objetivo de se informar quanto aos procedimentos de requerimento de uma patente. A empresa respondeu três dias depois, dispondo-se a providenciar a patente mediante ao fornecimento dos documentos necessários e ao pagamento de Rs 220$000.</p>
<p>Em 1917, Guilherme Wessel possuia uma Oficina de Gravura, na Travessa Guaianazes, 155, na Barra Funda. em 1921, o <em>Almanak Laemmert</em> identificava no endereço um estabelecimento fotográfico (<em>Almanak Laemmert</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"> 1917</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/77296" target="_blank">1921, última coluna</a>). Em 1921, um dos funcionários da oficina sofreu um pequeno acidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/4388" target="_blank"><em>O Combate</em>, 12 de maio de 1921, penútima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27317" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><img class="wp-image-27317 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel9.jpg" alt="wessel9" width="401" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1919, Conrado comprou uma casa na rua K , em Casa Verde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48812" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>).</p>
<p>A fórmula de Conrado, patenteada no início em 1921, em documento assinado pelo presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), foi descrita como um <em>“novo processo para fabricação de material photographico, sensível à luz, para o processo positivo e negativo, à base de emulsões de saes de prata ou gelatina, albumina ou collodio, servindo de supportes para estas emulsões papel, vidro, celluloide ou qualquer outro supporte que seja appropriado”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27329" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27329" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel18.jpg" alt="Carta patente da fómula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="485" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Carta patente da fórmula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27312" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27312" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel7.jpg" alt="wessel7" width="380" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1921, Conrado comprou do professor de Filosofia da Escola Normal, dr. Picarollo, e de seu filho o maquinário necessário, importou papel da Alemanha e começou a trabalhar em um pequeno prédio de seu pai, na Barra Funda. Enquanto aguardava a chegada do papel, um acaso o ajudou a criar uma forma de pendurar o papel emulsionado para a secagem, uma vez que dispunha de pouco espaço. Realizava um trabalho de propaganda para a Tapeçaria Schultz e observou o sistema de cortinas movimentadas por cordas. Achou que um processo semelhante poderia ser usado para secar metros e metros de papel. Mas a experiência foi um <em>desastre</em>. Nem 10 centímetros foram aproveitados dos 10 metros de papel emulsionados. Teria que encontrar outra solução.</p>
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<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel4.jpg" alt="wessel4" width="341" height="388" /></a></p>
<div id="attachment_27310" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg"><img class="wp-image-27310 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg" alt="wessel5" width="346" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Surgia assim, em março de 1921, a primeira fábrica de papel fotográfico da América Latina, a Fábrica Privilegiada de Papéis Fotográficos Wessel, sediada na rua Lopes de Oliveira, em São Paulo.</p>
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<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-27306 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel11.jpg" alt="wessel1" width="726" height="480" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar da qualidade do papel fotográfico e de ter melhor preço, os consumidores resistiam a utilizar um produto nacional e continuava a utilizar o postal da Ridax e da Gevaert. Foi nessa época que Wessel forjou o lema que o acompanharia por toda a vida: “<em>Insista, não desista</em>”.</p>
<p>Em 1922, foi inaugurada a exposição provisória do <a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html" target="_blank"><em>Panorama de São Paulo</em></a>, na rua São Bento, nº 24, do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, anunciada como a maior fotografia já realizada no mundo, com 16 metros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de setembro de 1922, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9648" target="_blank">7 de setembro, na quarta coluna</a>). O trabalho foi apresentado na Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, realizada entre 7 de setembro de 1922 e 24 de julho de 1923. Foi Conrado que possibilitou a impressão da foto em uma solução de brometo de sais de prata (<em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de agosto de 1998).</p>
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<div id="attachment_27381" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank"><img class="size-full wp-image-27381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel27.jpg" alt="G 1" width="333" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank">G 1, 16 de agosto de 2012</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dois anos depois, um acontecimento histórico ajudou os negócios de Conrado: entre 5 e 28 de julho de 1924, São Paulo ficou sitiada devido à eclosão da Revolução dos Tenentes ou Revolta Paulista, liderada por Isidoro Dias Lopes (1865 &#8211; 1949) e motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Devido ao violento conflito urbano, faltou papel importado para os fotógrafos que atuavam, principalmente, no Jardim da Luz, e eles passaram a comprar de Wessel. Quando a rebelião terminou, o fornecimento de papel importado foi restabelecido, mas Wessel já havia conquistado uma clientela fiel. Sua empresa começou a prosperar.</p>
<p>Durante a década de 30, Conrado adquiriu vários imóveis e terrenos, dentre eles um terreno e um prédio na alameda Eduardo Prado, nº 18; o prédio da rua Santo Antônio, nº 89; o prédio da rua Anna Cintra, 34; um prédio na rua Lopes de Oliveira; e um prédio na Conselheiro Belisário, 96 (<em>O Estado de São Paulo</em>,12 de outubro de 1931, página 3, segunda coluna; 24 de junho de 1932, página 3, segunda coluna; 15 de agosto de 1934, página 3, quarta coluna; 5 de novembro de 1935, página 7; e 6 de maio de 1936, página 10, penúltima coluna;<em> Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5242" target="_blank"> 29 de setembro de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5329" target="_blank">6 de outubro, primeira coluna</a>, de 1934;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6862" target="_blank"> 23 de fevereiro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, de 2 de janeiro de 1932</a>, publicação de uma fotografia de autoria de Conrado Wessel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27371" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27371" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel24-1024x508.jpg" alt="O Malho, 2 de janeiro de 1932" width="768" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, 2 de janeiro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano, o ministro interino do Trabalho declarou <em>caduca</em> a patente de Wessel (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932, segunda coluna</a>). Pelo o que se seguiu, tudo indica que essa decisão foi revogada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27370" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27370" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel23.jpg" alt="Jornal do Commercio, 18 de março de 1932" width="327" height="259" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A residência e a fábrica de Conrado ficavam na rua Lopes de Oliveira, 18. Foi roubado um pacote de papel de sua fabricação mas ele conseguiu encontrar o autor do furto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/2987" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 30 de novembro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ainda na década de 30, foram as bobinas de papel produzidas pela firma de Conrado que alimentaram o sistema Photo Rotativo usado pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34735" target="_blank">Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</a>. Tratava-se de um mecanismo que produzia fotografias no formato postal e 18 x 24cm para álbuns a partir de até dois negativos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank"><img src="http://artecult.com/wp-content/uploads/2018/01/Theodor-Preising-1883-1962-foto-Divulga%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="237" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank">O fotógrafo Theodor Preising (1883 &#8211; 1962) </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Falecimento de Guilherme Wessel, em 25 de janeiro de 1940 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 1940, página 4, quinta coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27332" style="width: 594px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg"><img class="size-full wp-image-27332" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 28 de janeiro de 1940" width="584" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de janeiro de 1940</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1954, conforme acordado, em 1949, tanto a fábrica, construída em Santo Amaro pela Kodak, quanto a patente de Conrado passou a pertencer à empresa norte-americana, na época líder do mercado fotográfico, denominand0-se Kodak &#8211; Wessel. Àquela altura, após décadas dirigindo seu negócio, Conrado já havia consolidado seu patrimônio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27311" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel6.jpg" alt="Fábrica Kodak - Wessel" width="345" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Fábrica Kodak &#8211; Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua mãe, Nicolina Krieger Wessel, faleceu, em 7 de novembro de 1956, aos 93 anos, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956, página 7, terceira coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27333" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg"><img class="size-full wp-image-27333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 8 de novembro de 1956" width="348" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Suplemento Literário do <em>O Estado de São Paulo</em>, de 24 de novembro de 1974, foi publicado o artigo <em>O fotógrafo ambulante &#8211; a história da fotografia nas praças de São Paulo</em>, do professor Boris Kossoy (1941-), e a importância de Conrado foi destacada.</p>
<p>Conrado Wessel  faleceu, em 23 de maio de 1993, sem herdeiros e em seu testamento, datado de 11 de maio de 1988, foi determinado que seus bens fossem destinados à criação da Fundação Conrado Wessel, fundada, em 20 de maio de 1994, para a difusão da arte, da ciência e da cultura. O primeiro diretor-presidente da fundação foi Antônio Valério Lorenzini, que havia, assim como seu pai, trabalhado anos com Conrado (<em>O Estado de São Paulo</em>, 29 de janeiro de 1999). Em 2003, A Fundação Conrado Wessel passou a distribuir, anualmente, prêmios nas categorias de Arte, Ciência, Cultura e Medicina.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27383" target="_blank"> Link para a <em>Cronologia de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Poços de Caldas</strong></em></span></p>
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<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10256/icon1549359.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank">Pedra Balão, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poços de Caldas, em Minas Gerais, foi fundada em 6 de novembro de 1872 e suas águas raras e com poderes de cura foram responsáveis pela prosperidade da cidade. Seu nome tem origem na cidade de Caldas da Rainha, importante terma em Portugal. Como as fontes eram poços usados por animais, o nome da cidade mineira ficou Poços de Caldas.</p>
<p>Em 1886, funcionava em Poços um balneário voltado ao tratamento de doenças de pele, que utilizava as águas sulfurosas que eram captadas pela Fonte Pedro Botelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27363" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27363" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços1.jpg" alt="O Paiz, 29 de setembro de 1886" width="287" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste ano, foi visitado, em outubro, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, que ficaram em um chalé feito especialmente para receber o casal, no Hotel da Empreza &#8211; Empresa Balneária, que funcionou como concessionária das termas nos anos 1880-, pelo engenheiro alemão Carlos Alberto Maywald e pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Pansini. O casal imperial estava na região devido à inauguração do ramal de Caldas da Estrada de Ferro Mogiana, em 22 de outubro de 1886 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3115" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1886, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27362" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg"><img class="wp-image-27362 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg" alt="poços" width="605" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Georges Renouleau &#8211; Phot &#8211; S. Paulo&#8221; e &#8220;Deposito Casa Jules Martin, R. de São Bento, 61 / Memórias de Poços</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O balneário foi demolido nos anos 20 e substituído pelo conjunto arquitetônico de Eduardo Pederneiras, composto pelo Palace Hotel, de 1923 e reinaugurado em 1929; pelas Thermas Antônio Carlos e pelo Palace Cassino, inaugurados em 29 de março e 31 de março de 1931, respectivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10254/icon1549351.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank">Palace Hotel, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10252/icon1549356.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank">Fonte dos Amores, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>As Thermas Antônio Carlos foi o primeiro estabelecimento termal do Brasil a oferecer uma série de serviços e tratamentos de saúde a partir do uso da água termal. Sua gestão é feita pelo governo de Minas Gerais desde 2018.</p>
<p>O Palace Cassino fez muito sucesso e era frequentado pela aristocracia brasileira e lá aconteciam shows com artistas como Carmen Miranda, Sylvio Caldas e Orlando Silva. Com a assinatura do decreto-lei 9 215, de 30 de abril de 1946, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, determinando a proibição do jogo no país, o cassino fechou suas portas. Muitos anos depois foi restaurado tornando-se patrimônio histórico e arquitetônico da cidade que até hoje é um importante destino turístico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27406" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel28.jpg" alt="Bandeira de Poços de Caldas" width="483" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank">Bandeira de Poços de Caldas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes:</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22022/conrado-wessel" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp, 2004</a></p>
<p><em>Fo<a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">lha de São Paulo</a></em><a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">, 6 de junho de 2004</a></p>
<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LEMOS, Eric Danze. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16082016-105107/publico/2016_EricDanziLemos_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fotografia profissional, arquivo e circulação: a produção de Theodor Preising em São Paulo (1920 &#8211; 1940)</em>.</a>  Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação em História Social do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2016</p>
<p>MEGALE. Nilza Botelho. <em>Memórias Históricas de Poços de Caldas. </em>Minas Gerais : Gráfica Dom Bosco, 1990.</p>
<p>MOURÃO, Mário. <em>Poços de Caldas – Synthese Historica e Cronologica</em>, 1933.</p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>O entusiasmo de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Rumos de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/trajetoria-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Trajetória de um inventor</em></a></p>
<p><a href="http://www.codemge.com.br/atuacao/comunidades/pocos-de-caldas/" target="_blank">Site Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais</a></p>
<p><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Site Memórias de Poços</a></p>
<p><a href="http://www.palacecasino.tur.br/pt_BR/Institucional/sobre" target="_blank">Site Palace Cassino</a></p>
<p><a href="http://pocoscom.com/8361/" target="_blank">Site Poços.com</a></p>
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		<title>Autorretratos de fotógrafos &#8211; Uma homenagem no Dia Mundial da Fotografia</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 14:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Mundial da Fotografia com a publicação de quatro autorretratos de importantes fotógrafos que atuaram no Brasil entre os séculos XIX e XX: o alemão Christoph Albert Frisch (1840 - 1918), o carioca Marc Ferrez (1843 - 1923), o francês Revert Henrique Klumb (c.1826 - c.1886) e o italiano Vincenzo Pastore (1865 - 1918). A data escolhida para a comemoração do Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839 quando, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, o processo da daguerreotipia, invento que havia sido anunciado em 7 de janeiro do mesmo ano, foi explicado pelo cientista François Arago (1786 - 1853). A daguerreotipia foi desenvolvida por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Mundial da Fotografia com a publicação de quatro autorretratos de importantes fotógrafos que atuaram no Brasil entre os séculos XIX e XX: o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918), </a>o carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c.1826 &#8211; c.1886)</a> e o italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>. Interessante observar que o único autorretrato produzido fora de um estúdio fotográfico foi o de Frisch, que se fotografou, entre 1967 e 1868, em um barco em um rio na Amazônia, quando produziu os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Os quatro fotógrafos já foram temas de artigos publicados no portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=autorretrato" target="_blank"><strong>Acessando o link para os autorretratos de fotógrafos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago (1786 &#8211; 1853), secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.</p>
<p>A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de 4 meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;PagFis=11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”, na segunda coluna</a>, um artigo sobre o assunto – apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 – 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839 para o editor do <a href="http://www.daguerreotypearchive.org/texts/N8390002_MORSE_NY_OBSERVER_1839-04-20.pdf" target="_blank"><em>New York Observer</em>, que a publicou em 20 de abril de 1839</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a></strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="518" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra do fotógrafo italiano Vincenzo Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, ficou, durante décadas, em uma caixa de charutos, sem negativos. As ampliações foram produzidas pela própria mulher do fotógrafo, Elvira, que o ajudava no estúdio. Com sua câmara Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a></strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="532" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos de idade, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ferrez%2C+marc%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a></strong></em></span></p>
<p><strong>  </strong></p>
<div style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2020/001FR002007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="524" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank">Albert Frisch. Autorretrato de Frisch no Tarumã, afluente do rio Negro, c. 1867. Rio Tarumã, AM / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a> foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros</a> da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Ele foi o fotógrafo que acompanhou a expedição pela Amazônia liderada pelo engenheiro alemão Joseph Keller e pelo fotógrafo, desenhista e pintor Franz Keller (1835 – 1890). Este último era genro de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a> ( 1813 – 1892), considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=frisch&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Christoph Albert Frisch disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong>Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886)</strong></em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4225/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="537" height="818" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank">[Revert Henrique Klumb] : autorretrato], 186? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Um dos primeiros fotógrafos estrangeiros a se estabelecer no Brasil, o francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) foi o fotógrafo preferido da família imperial brasileira, tendo sido agraciado com o título de “Fotógrafo da Casa Imperial”, em 1861. Um dos pioneiros na produção comercial de imagens sobre papel fotográfico e uso de negativo de vidro em colódio no Brasil, inaugurou seu estabelecimento fotográfico em 1855 (<em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank">Correio Mercantil ,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank"> de 4 de novembro de 1855, na última coluna</a> ). Foi professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel</a> e, provavelmente, o introdutor da técnica estereoscópica no Brasil, com a qual entre os anos de 1855 e 1862 produziu ampla documentação sobre o Rio de Janeiro.</p>
<p>Foi também o autor do livro <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1379801/or1379801.pdf" target="_blank"><em>Doze horas em diligência. Guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora</em>,</a> única obra do Brasil do século XIX a ser idealizada, fotografada, escrita e publicada por uma só pessoa. Também foi o primeiro livro de fotografia inteiramente litografado e produzido no país. Dois exemplares estão conservados na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=klumb&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Revert Henrique Klumb disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia &#8211; 19 de agosto</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902" target="_blank"><em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33789" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2023</a></span></p>
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		<title>Cronologia de Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 13:16:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Vincenzo Pastore]]></category>

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		<description><![CDATA[ Cronologia de Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918) &#160; &#160; 1865 &#8211; Em 5 de agosto, nascimento de Vincenzo Pastore, em Casamassima, na região de Puglia, na Itália, filho de Francesco Pastore e Costanza Massara. 1890 &#8211; Pastore chegou ao Brasil, em São Paulo, provavelmente no início dessa década, quando houve um grande fluxo de imigração de italianos [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"></h3>
<p style="text-align: center;"> <span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="406" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #993300;">1865</span></strong> &#8211; Em 5 de agosto, nascimento de Vincenzo Pastore, em Casamassima, na região de Puglia, na Itália, filho de Francesco Pastore e Costanza Massara.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Pastore chegou ao Brasil, em São Paulo, provavelmente no início dessa década, quando houve um grande fluxo de imigração de italianos para a cidade, em busca de novas oportunidades de trabalho. Entre sua chegada ao Brasil e sua morte, em 1918, volta algumas vezes à Itália.</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">1894</span></strong> &#8211; Iniciou suas atividades de fotógrafo em São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Pastore tem um estabelecimento fotográfico na Itália, em Potenza, na região de Basilicata. Casou-se com Elvira Leopardi Pastore (1876-1972) com quem teve 10 filhos: Costanza (1899-?), Beatriz (1902-?), Maria Lucia (1903-1988), Francisco (1905-1985), Pion Donato (1906-?), Eleonora ( 1908-1992), Olga (1909-?), Carmelita (1910 -?), Dante (1912-?) e Redento (1915-1918).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1899</strong> </span>-  Voltou para São Paulo.</p>
<p>Recebeu uma carta protocolada do município de Potenza, transcrevendo carta do prefeito agradecendo pelo retrato do rei, que seria colocado na sala do Conselho Provincial.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Possuia um estabelecimento fotográfico na Rua da Assembleia, nº 12 (depois rua Rodrigo Silva), onde também residia. Em nota no <em>Estado de São Paulo</em>, edições de 22 e 23 de outubro de 1900, anunciava: &#8220;Dá de presente aos seus clientes seis photographias / novo formato Elena, em elegantíssimos cartõezinhos ornados, só 4$500 e por poucos dias&#8221;.</p>
<p>Sua esposa, Elvira, trabalhava no estúdio e era a responsável pelos serviços de fotopintura e acabamento. Era ela, também, que registrava em um caderno de anotações, intitulado &#8220;A arte de fotografar e revelar&#8221;, o trabalho realizado no laboratório e as técnicas de fotopintura.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Recebeu uma carta do Consulado Geral da Itália em São Paulo, transmitindo os agradecimentos do Ministro da Casa Real pelo envio de fotos de índios bororos.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1906</strong> </span>- Recebeu uma carta de Giacomo della Chiesa (1854 &#8211; 1922), futuro papa Bento XV, agradecendo o envio de fotografias de índios bororós para o papa Pio X.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Inauguração de um novo estúdio, na Rua Direita nº 24-A. Em notas sobre a abertura do novo estabelecimento, foi anunciada a distribuição de <em>Retratos</em> <em>Mimosos</em>, pequenas fotos com moldura especial de flores e arabescos, a cada visitante. Posteriormente, Pastore abriu um novo estúdio na Praça da República, nº 95.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Participou da Exposição Nacional, realizada no Rio de Janeiro, em comemoração ao centenário da abertura dos portos no Brasil, com um conjunto de fotopinturas e trabalhos de grandes dimensões.</p>
<p>Realizou também um concurso de beleza infantil, do dia 10 de maio a 10 de julho, em seu ateliê fotográfico de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=16101" target="_blank"><em>O Paiz</em>, edição de 8 de maio de 1908, última nota da primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Ganhou a medalha de bronze na <em>Espozione Internazionale delle industrie e dell lavoro</em>, em Turim, na Itália.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Viajou com a família para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=31963" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, edição de 10 de fevereiro de 1914, na terceira coluna, sob o título &#8220;Hóspedes e Viajantes&#8221;</a> ).</p>
<p>Em novembro, inaugurou o estabelecimento <em>Fotografia Italo-Americana &#8211; ai Due Mondi</em>, na Via Sparano, nº 117, em Bari, na Itália. O nome do estúdio italiano indicava sua condição de imigrante bem sucedido, que pertencia a dois mundos.</p>
<p>Realizou uma grande exposição de fotografias.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Devido à Primeira Guerra Mundial, encerrou as atividades na Itália e voltou a São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1916</strong> </span>-<span style="color: #000000;"> Sob os títulos <em>Bellezas Paulistanas</em>, <em>Melancholia</em>, <em>Quem é a moça dos óculos pretos?</em> e <em>Oração</em>, foram publicadas fotografias de autoria de Pastore, na revista <em>Cigarra, </em>nas edições <a style="color: #000000;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160339.pdf" target="_blank"> <span style="color: #0000ff;">de 31 de março</span></a><span style="color: #0000ff;"><em>, </em><a style="color: #0000ff;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160441.pdf" target="_blank"><em> </em>30 de abril </a> , </span><a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160848.pdf" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">17 de a</span>gosto</a>, <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160950.pdf" target="_blank">14 de setembro</a> e <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19161053.pdf" target="_blank">26 de outubro</a></span>.</p>
<p>No dia 17 de junho, foi publicada no <em>O Estado de São Paulo</em>, a seguinte nota: &#8220;O Sr. Vincenzo Pastore, proprietario da Photographia Pastore, a rua Direita, recebeu communicação official, do sr. Giannetto Cavasola, ministro da Agricultura da Italia, e do prefeito da provincia de Bari, de que, a 4 de maio passado, foi nomeado pelo duque de Genova, principe regente, cavalheiro da Ordem da Corôa da Italia. O sr. Pastore é muito conhecido nesta capital, onde conta com muitas amizades. Em 1914, o sr. Pastore fez, em Bari, uma grande exposição italo-brasileira de photographias, que mereceu francos elogios da imprensa. Os seus esforços acabam de ser merecidamente recompensados&#8221;. Em 18 de dezembro, o prêmio foi concedido.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Em 15 de janeiro, Pastore faleceu, em São Paulo, devido a complicações após uma cirurgia de hérnia. Era alérgico e foi anestesiado com clorofórmio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, na terceira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1150px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2093" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2093/004VP021017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1140" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2093" target="_blank">Vincenzo Pastore. Homens conversando em banco de praça, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV &#8211; Rua 25 de março em São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2020 14:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Cultural e Social Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Benjamin Jafet]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Ortodoxa Antioquina da Anunciação à Nossa Senhora]]></category>
		<category><![CDATA[Malaquias Rogério de Salles Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Ferraz de Campos Salles]]></category>
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		<description><![CDATA[No quarto artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", a Rua 25 de Março, atualmente uma das mais movimentadas de São Paulo é a destacada. Foi batizada, em 1865, em homenagem à data da assinatura da primeira constituição brasileira, em 25 de março de 1824. As fotografias que ilustram esse artigo muito contrastam com a região nos dias de hoje, conhecida como "o maior shopping céu aberto da América Latina". São do fim do século XIX e início do XX, de autoria do suíço Guilherme Gaensly (1843 - 1928) e do italiano Vincenzo Pastore (1865 - 1918).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV &#8211; Rua 25 de Março</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No quarto artigo da série &#8220;<em>Avenidas e ruas do Brasi</em>l&#8221;, a Rua 25 de Março, atualmente uma das mais movimentadas de São Paulo é a destacada. Popularmente conhecida como &#8220;a 25&#8243;, é o maior centro comercial da América Latina, localiza-se no Centro da cidade e sua história é fortemente identificada com a própria história da cidade e marcada pela presença da imigração para a metrópole, principalmente de sírios e libaneses. Foi batizada, em 1865, em homenagem à data da assinatura da primeira constituição brasileira, em 25 de março de 1824. As fotografias deste artigo muito contrastam com a região nos dias de hoje, conhecida como &#8220;o maior shopping céu aberto da América Latina&#8221;. São do fim do século XIX e início do XX, de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>.</p>
<p>Um das 10 fotografias da Rua 25 de Março destacadas nesse artigo é de autoria do fotógrafo suíço Guilherme Gaensly, autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2128" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2128/001AAN004003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2128" target="_blank">Guilherme Gaensly. Álbum Fotografias de São Paulo 1900 &#8211; Várzea do Mercado e o Mercado Caipira, c. 1890. São Paulo, SÇP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22rua+25+de+mar%C3%A7o%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Rua 25 de março, em São Paulo, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As outras nove foram produzidas pelo italiano Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918), por volta de 1910. Com sua câmara de pequeno formato, Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana. Registrou cenas de ruas de São Paulo, como estas na Rua 25 de março, produzindo imagens diferentes das realizadas, durante o século XIX, com câmeras de grande formato sobre tripés, tendo sido um dos pioneiros da nova linguagem da fotografia do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2104/004VP021035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da Rua 25 de Março, o &#8220;maior shopping a céu aberto da América Latina&#8221;</strong></span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p>O Pátio do Colégio, reconhecido como o berço da cidade de São Paulo, está localizado próximo a área da rua 25 de Março, e o rio Tamanduateí, além de se relacionar com a fundação da cidade, tem ligação com a origem da referida rua, por ter sido a porta de entrada mais importante dos fundadores e dos desbravadores da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1903/001AMI010010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank">Photographia Americana; Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Convento do Colégio, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A colina do Pátio do Colégio, próxima ao rio Tamanduateí, abrigava o Porto Geral, que era usado para o descarregamento de mercadorias importadas que chegavam do Porto de Santos. Desde o século XVI, era utilizado como rota alternativa às trilhas no trajeto entre Santo André e São Paulo. Também por ele eram transportados da fazenda São Caetano, dos beneditinos, gêneros alimentícios para o Mosteiro de São Bento. A atual Rua 25 de Março era chamada, no século XVIII, de rua ou beco das Sete Voltas por margear o rio Tamanduateí que era sinuoso e que, até meados do século XIX, abrigou quatro portos: o já citado Geral, o Tabatinguera, o Figueira e o Coronel Paulo Gomes. O rio foi retificado em duas etapas &#8211; em 1848 e entre 1896 e 1914.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2114" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2114/004VP023002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2114" target="_blank">Vincenzo Pastore. Barcos no rio Tamanduateí, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=tamanduatei&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do rio Tamanduateí, em São Paulo, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse século a rua recebeu a denominação popular de Rua de Baixo, por ficar na parte baixa da cidade em realação à colina do Pátio do Colégio. Em 28 de novembro de 1865, foi apresentado pelo vereador Malaquias (ou Malachias) Rogério de Salles Guerra (18? &#8211; 19?) um ofício sugerindo a alteração do nome de várias ruas, sendo uma delas a alteração do nome da Rua de Baixo para Rua 25 de Março, até a projetada Praça do Mercado (atual praça Fernando Costa), e desse ponto em diante, até a Ladeira do Carmo, atual avenida Rangel Pestana (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de dezembro de 1865, última coluna</a>). Uma curiosidade: foi para a casa de São Paulo de Malaquias, primo de seu pai, que o futuro governador de São Paulo e presidente do Brasil, Manuel Ferraz de Campos Salles (1841 &#8211; 1913), nascido em Campinas, se mudou, aos 15 anos, para estudar na capital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-20406 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ruas1.jpg" alt="ruas1" width="323" height="385" /></a></p>
<div id="attachment_20407" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20407" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ruas2.jpg" alt="Correio Paulistano, 22 de novembro de 1865" width="320" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de novembro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por volta de 1870, a migração de sírios e libaneses aumentou devido à ocupação desses dois países pelo Império Turco-Otomano, razão pela qual eles chegavam ao Brasil com passaportes fornecidos pelo governo turco. Daí terem ficado conhecidos como &#8220;turcos&#8221;, apesar de não sê-los. Uma ironia e até uma crueldade histórica já que os turcos eram, na verdade, seus opressores. Enfim, foram os sírios e os libaneses os responsáveis pela ocupação e pela colonização da área da Rua 25 de Março. Vieram &#8220;fazer a América&#8221;. Em 1887 ou 1890 (as fontes variam em relação a essa data), foi aberta a primeira loja na rua de que se tem notícia até hoje. Era de propriedade do imigrante libanês Benjamin Jafet (1864 &#8211; 1940), que se mudou para o Brasil, em 1887, e tornou-se um grande empresário do ramo têxtil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_09/630" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 25 de fevereiro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p>A maioria desses imigrantes sírios e libaneses era cristãos ortodoxos e foi em janeiro de 1897 que, após a celebração de uma missa, em uma salão situado na Rua 25 de Março, que o padre Mussa Abi Haidar realizou a primeira procissão ortodoxa da América do Sul. Nas proximidades da Rua 25 de Março, na antiga Rua Itobi, atual Rua Cavalheiro Basílio Jafet, foi construída, nos primeiros anos do século XX, a primeira igreja ortodoxa do Brasil, a Igreja Ortodoxa Antioquina da Anunciação à Nossa Senhora, consagrada em 1904.</p>
<p>Além dos sírios e libaneses, comerciantes alemães, franceses e italianos &#8211; como vendedores de tecidos e estes últimos também como maiores vendedores de sapatos e principais agentes das atividades de funilaria e ferragem -, ingleses e norte-americanos no setor de metalurgia, e brasileiros e portugueses em trabalhos de carpintaria, se instalaram na região. Nos últimos anos, a presença de orientais vem se intensificando.</p>
<p>A área, cuja origem é a Rua 25 de Março, constitui-se de um conglomerado de lojas e galerias que vai desde o Mosteiro de São Bento até o Mercado Municipal. Desde o início de sua história, a rua foi identificada com a possibilidade de oportunidade de negócios em atividades comerciais e em sua região estão instaladas lojas tanto atacadistas como varejistas de produtos variados: de armarinhos a papelarias, roupas de cama e mesa, bijuterias e brinquedos, dentre vários outros. É, como já mencionado, apesar das grandes mudanças ocorridas na estrutura de comércio da capital paulistana, uma região comercialmente muito movimentada e ativa, o &#8220;<em>maior shopping a céu aberto da América Latina</em>&#8220;.</p>
<p>Em 2007, , &#8220;a 25&#8243; foi o tema do enredo da Associação Cultural e Social Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco intitulado <i>Das sete curvas de um rio nasce a Rua da Cultura, religião, comércio e festas populares: 25 de Março, Isso é Brasil!</i></p>
<p>Devido à pandemia do Covid-19, o comércio da rua ficou fechado de março de 2020 ao dia 10 de junho do mesmo ano. Recebe cerca de quatrocentas mil pessoas por dia e, perto de datas comemorativas, esse número sobe para um milhão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CESARINO, G. K.; CALDANA JUNIOR, V. L. (2017). <em>Adaptação e resiliência do espaço comercial de rua: a 25 de março</em>. <i>RUA</i>, <i>23 </i>(1), 117-139.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>OLIVEIRA, Lineu Francisco de; GIL Antonio Carlos. <em><a class="external text" href="http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/res/article/view/455" rel="nofollow">O conglomerado comercial da rua 25 de março, em São Paulo: uma região socialmente construída</a></em>. Revista de Estudos Sociais, 2011, nº 25, vol. 13</p>
<p>PONCIANO, Levino. Todos os centros da Paulicéia. São Paulo: Editora Senac, 2007.</p>
<p>PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAUL, Departamento do Patrimônio Histórico. <em>A enchente de 1º de janeiro de 1850</em>. São Paulo, 2009.</p>
<p><a href="https://economia.ig.com.br/2020-06-11/rua-25-de-marco-reabre-o-comercio-com-filas-depois-de-tres-meses-fechado.html" target="_blank">Site Brasil Econômico</a></p>
<p><a href="http://casashistoricaspaulistanas.blogspot.com/2012/09/familia-jafet-125-anos-em-sao-paulo.html" target="_blank">Site Casas Históricas Paulistanas</a></p>
<p><a href="https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/logradouro/rua-25-de-marco" target="_blank">Site Dicionário de ruas da Prefeitura de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://www.guiada25.com.br/historia_da_25demarco.asp" target="_blank">Site Guiada25</a></p>
<p><a href="http://www.catedralortodoxa.com.br/nossa-senhora" target="_blank">Site Igreja Ortodoxa Antioquina</a></p>
<p><a href="http://lojacampossalles2654.com.br/principal/perfil-biografico-de-campos-salles/" target="_blank">Site Loja Maçônica Campos Salles 2654</a></p>
<p><a href="http://www.saopauloinfoco.com.br/familia-jafet/" target="_blank">Site São Paulo in Foco</a></p>
<p><a href="https://www.viagensecaminhos.com/2012/12/rua-25-de-marco-e-bras-sao-paulo.html" target="_blank">Site Viagens e Caminhos</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia Nacional do Imigrante Italiano</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 14:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[imigração italiana]]></category>
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		<description><![CDATA[Para celebrar o Dia Nacional do Imigrante Italiano, a Brasiliana Fotográfica homenageia essa comunidade e seus descendentes destacando a obra de dois talentosos fotógrafos de origem italiana que atuaram no Brasil no século XIX e nas primeiras décadas do século XX: Camillo Vedani (18? - c. 1888) e Vincenzo Pastore (1865 - 1918) - eles já foram temas de publicações do portal. Pela importância que a comunidade italiana tem na história no Brasil, a lei nº 11.687, de 2 de junho de 2008 instituiu oficialmente o Dia Nacional do Imigrante Italiano no calendário de todo o território nacional. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar o Dia Nacional do Imigrante Italiano, a Brasiliana Fotográfica homenageia essa comunidade e seus descendentes destacando a obra de dois talentosos fotógrafos de origem italiana que atuaram no Brasil no século XIX e nas primeiras décadas do século XX: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382" target="_blank">Camillo Vedani (18? &#8211; c. 1888)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> &#8211; eles já foram temas de publicações do portal. Pela importância que a comunidade italiana tem na história do Brasil, a <a href="http://www.planalto.gov.br/cCivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11687.htm" target="_blank">lei nº 11.687, de 2 de junho de 2008</a> instituiu oficialmente o Dia Nacional do Imigrante Italiano no calendário de todo o território nacional. O dia 21 de fevereiro foi escolhido devido à expedição que <a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1311462" target="_blank">Pietro Tabacchi </a>fez ao Espírito Santo, em 1874, marco do início do processo da migração em massa dos italianos para o Brasil. Estima-se que atualmente aproximadamente 30 milhões de descendentes de italianos vivam em terras brasileiras.</p>
<p>Camillo Vedani foi o desenhista da comissão encarregada do estudo do traçado da ferrovia <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira-Mamoré</a>, em 1883. Identificava-se como “Photographo Paizagista” e era também professor de desenho e da língua italiana, tendo se estabelecido no Rio de Janeiro em torno de 1853. Produziu excelentes registros da cidade e também da Bahia, onde residiu entre 1860 e 1865. Na ocasião, trabalhou para a <em>Bahia and São Francisco Railway</em>.  Voltou para o Rio de Janeiro e morou durante um período em Campos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1134px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2464" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2464/007A5P4F3-07.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1124" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2464" target="_blank">Camillo Vedani, Largo do Paço, 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Vedani%2C+Camillo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Camillo Vedani disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra do bem sucedido imigrante italiano, o fotógrafo italiano Vincenzo Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, ficou, durante décadas, em uma caixa de charutos, sem negativos. O segredo de família chegou ao fim quando as fotografias foram herdadas por seu neto, o pianista e professor Flávio Varani, que as doou – 137 imagens – para o Instituto Moreira Salles, em 1997. Com sua câmara, Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo e com seu olhar sensível flagrava trabalhadores de rua. Ao retratar pessoas simples do povo, Pastore realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 568px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2103" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2103/004VP021034.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="558" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2103" target="_blank">Vincenzo Pastore. Comércio de frutas no mercado dos caipiras, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2092" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2092/004VP021016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="288" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2092" target="_blank">Vincenzo Pastore. Homem sentado, comendo, próximo a gaiolas com galinhas , c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="color: #800000;">Para mais informações sobre Camillo Vedani e Vincenzo Pastore acessar as publicações:</span></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382" target="_blank">O fotógrafo paisagista Camillo Vedani (18?, Itália – c. 1888, Brasil)</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 – São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que fica de fora, por João Moreira Salles</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2019 14:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Amós Oz]]></category>
		<category><![CDATA[Antonello da Messina]]></category>
		<category><![CDATA[Anunciação]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[documentarista]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[imigrante]]></category>
		<category><![CDATA[italiano]]></category>
		<category><![CDATA[João Moreira Salles]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Renascimento]]></category>
		<category><![CDATA[revista piauí]]></category>
		<category><![CDATA[Vincenzo Pastore]]></category>
		<category><![CDATA[Virgem Anunciada]]></category>
		<category><![CDATA[Virgem Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Yehuda Amichai]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica em sua primeira publicação de 2019 traz para seus leitores uma reflexão do documentarista João Moreira Salles acerca da fotografia "Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia", produzida pelo italiano radicado no Brasil Vincenzo Pastore (1865 - 1918), em torno de 1908, na rua da Assembleia, na capital paulista. É um registro da mulher e da filha do fotógrafo. João analisa o que deixa-se de fora do campo visual: "O que organiza a cena não está representado na imagem. De certa forma, o elemento mais importante do flagrante não foi flagrado. O que estarão olhando as duas personagens da foto, mulher e filha do fotógrafo? Pastore elidiu a informação – e, nessa elisão, entramos nós".
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Em sua primeira publicação de 2019, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores uma reflexão do documentarista João Moreira Salles acerca da fotografia<span style="color: #333333;"> <em>Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia</em>, produzida pelo italiano radicado no Brasil <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a></span>, em torno de 1908, na rua da Assembleia, na capital paulista. É um registro da mulher e da filha do fotógrafo. João analisa o que deixa-se de fora do campo visual: &#8220;O que organiza a cena não está representado na imagem. De certa forma, o elemento mais importante do flagrante não foi flagrado. O que estarão olhando as duas personagens da foto, mulher e filha do fotógrafo? Pastore elidiu a informação – e, nessa elisão, entramos nós&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Com sua câmara Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres, brincadeiras de crianças e registros de sua família. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>O que fica de fora</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">João Moreira Salles*</p>
<p>Para ir direto ao assunto: gosto do que é incompleto. Por exemplo, tomem este conto famoso do guatemalteco Augusto Monterroso:</p>
<p><em>                           <span style="color: #333333;"> Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.</span></em></p>
<p>Acabou. É só isso. Quem acordou? <em>Lá</em> onde? O dinossauro atacará?</p>
<p>Ou este de Hemingway:</p>
<p><em>                            <span style="color: #333333;">Vende-se: sapatinhos</span></em><span style="color: #333333;"> <em>de bebê, sem uso.</em></span></p>
<p>Uma tragédia contida em menos de 40 caracteres. Soa tão pungente porque quase nada foi dito. O que faltou dizer é por nossa conta. Em ambos os casos a imaginação é forçada a trabalhar, como um reservista convocado para a ação.</p>
<p>No mundo das imagens, essa economia narrativa pode ser materializada pelo que se decide deixar fora do campo visual. Um exemplo notável desse modo de contar histórias é a fotografia<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank"> <span style="color: #800000;"><em>Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia</em></span></a>, do italiano radicado no Brasil <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore</a><span style="color: #333333;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">.</a> </span></span>O que organiza a cena não está representado na imagem. De certa forma, o elemento mais importante do flagrante não foi flagrado. O que estarão olhando as duas personagens da foto, mulher e filha do fotógrafo? Pastore elidiu a informação – e, nessa elisão, entramos nós.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2122/004VP035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1000" height="730" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank">Vincenzo Pastore. Elvira Leopardi e sua filha Maria Lúcia, c. 1908. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A nota biográfica que acompanha o acervo digital da <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://ims.com.br/titular-colecao/vincenzo-pastore/" target="_blank">Coleção Vincenzo Pastore</a></span> nos informa que ele perambulava pela São Paulo do início do século XX com uma câmera de pequeno formato na mão. Graças a emulsões fotográficas de maior sensibilidade à luz, havia se libertado do estúdio e do tripé. Podia agora registrar a vida vivida nas ruas, ou, como diria o cineasta soviético Dziga Vertov uns anos depois, a respeito do cinema revolucionário que ele próprio inventaria, a vida pega de surpresa, “não ensaiada”.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>Parte considerável da obra de Pastore se compõe de instantâneos urbanos que deslumbrariam Vertov. Para mim, nenhum deles é mais bonito do que este, mãe e filha no jardim de casa. Uma ação foi interrompida e jamais saberemos a razão. A menina está colhendo verduras (ou flores?) com a mãe. Quer continuar, mas alguma coisa acabou de acontecer lá no alto – na casa? No telhado, na árvore, no quintal vizinho? A mãe fixa sua atenção. O sol forte a faz proteger os olhos. Isso sabemos. O resto, não.</p>
<p>Desconfiamos também que Elvira e Maria Lúcia não se dão conta de que estão sendo fotografadas. Pastore as flagra num momento de inconsciência em relação à câmera, adotando um regime de representação que no futuro se tornaria tema de debates intermináveis sobre a existência ou não de uma realidade espontânea, não contaminada pela presença do observador. Em 1908, data provável da foto, esse modo de flagrar o instante é novo e radical. Alguns dos maiores fotógrafos do século XX, de Walker Evans a Cartier-Bresson, tomariam esse partido.</p>
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<div style="width: 354px" class="wp-caption alignleft"><img src="http://italianarte.weebly.com/uploads/1/2/9/0/12908748/7183826_orig.jpg" alt=" Imagem " width="344" height="454" /><p class="wp-caption-text"><em>A Virgem Anunciada</em>, de Antonello da Messina, 1475-1476 / Galleria Regionale della Sicilia, Palermo.</p></div>
<p>Há uns anos escrevi sobre a <em>Virgem Anunciada</em> de Antonello da Messina. Poucas imagens do <em>Quattrocento</em> italiano são tão belas. Vemos apenas a Virgem, e ela nos vê. Diante dela, o Anjo somos nós. Significa que fomos nós que lhe demos a notícia –  e a notícia é terrível. Com a mão direita Maria repele o Anjo, nos repele. Ela agora <em>sabe</em> e não quer companhia. Maria está irremediavelmente só, numa dor que não se compartilha. Com a mão esquerda, fecha o manto, esconde o corpo e nos exclui. Seu filho, ela sabe, um dia morrerá diante dela. Sua tristeza a leva para longe de nós. Talvez seja a personagem mais triste da história da pintura.</p>
<p>Lembrei-me dela ao ver a fotografia de Pastore. Não há tristeza aqui e a imagem tampouco nos implica, ao contrário do que faz a de Antonello. As duas são cenas silenciosas – como se existissem numa suspensão do tempo –, mas também não é isso o que as une na minha imaginação. É o extracampo, a lacuna. O que ficou de fora.</p>
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<p>O escritor Amós Oz gosta de citar estes versos do poeta Yehuda Amichai:</p>
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<p><em>                Ali onde estamos perfeitamente certos</em></p>
<p><em>               não crescerão nunca</em></p>
<p><em>               flores na primavera.</em></p>
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<p>Não ter acesso a tudo diminui esse risco. Sob certo ponto de vista, a flor (ou a verdura?) na cesta de Maria Lúcia dependem dessa limitação.</p>
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<p>*João Moreira Salles é documentarista e editor da revista piauí.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Cronologia do fotógrafo Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</span></em></strong></p>
<div style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="305" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #993300;">5 de agosto de 1865</span></strong> &#8211; Nascimento de Vincenzo Pastore, em Casamassima, na região de Puglia, na Itália, filho de Francesco Pastore e Costanza Massara.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Pastore chegou ao Brasil, em São Paulo, provavelmente no início dessa década, quando houve um grande fluxo de imigração de italianos para a cidade, em busca de novas oportunidades de trabalho. Entre sua chegada ao Brasil e sua morte, em 1918, volta algumas vezes à Itália.</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">1894</span></strong> &#8211; Iniciou suas atividades de fotógrafo em São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Pastore tem um estabelecimento fotográfico na Itália, em Potenza, na região de Basilicata. Casou-se com Elvira Leopardi Pastore (1876-1972) com quem teve 10 filhos: Costanza (1899-?), Beatriz (1902-?), Maria Lucia (1903-1988), Francisco (1905-1985), Pion Donato (1906-?), Eleonora ( 1908-1992), Olga (1909-?), Carmelita (1910 -?), Dante (1912-?) e Redento (1915-1918).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1899</strong> </span>-  Voltou para São Paulo.</p>
<p>Recebeu uma carta protocolada do município de Potenza, transcrevendo carta do prefeito agradecendo pelo retrato do rei, que seria colocado na sala do Conselho Provincial.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Possuia um estabelecimento fotográfico na Rua da Assembleia, nº 12 (depois rua Rodrigo Silva), onde também residia. Em nota no <em>Estado de São Paulo</em>, edições de 22 e 23 de outubro de 1900, anunciava: &#8220;Dá de presente aos seus clientes seis photographias / novo formato Elena, em elegantíssimos cartõezinhos ornados, só 4$500 e por poucos dias&#8221;.</p>
<p>Sua esposa, Elvira, trabalhava no estúdio e era a responsável pelos serviços de fotopintura e acabamento. Era ela, também, que registrava em um caderno de anotações, intitulado &#8220;A arte de fotografar e revelar&#8221;, o trabalho realizado no laboratório e as técnicas de fotopintura.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Recebeu uma carta do Consulado Geral da Itália em São Paulo, transmitindo os agradecimentos do Ministro da Casa Real pelo envio de fotos de índios bororos.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1906</strong> </span>- Recebeu uma carta de Giacomo della Chiesa (1854 &#8211; 1922), futuro papa Bento XV, agradecendo o envio de fotografias de índios bororós para o papa Pio X.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Inauguração de um novo estúdio, na Rua Direita nº 24-A. Em notas sobre a abertura do novo estabelecimento, foi anunciada a distribuição de <em>Retratos</em> <em>Mimosos</em>, pequenas fotos com moldura especial de flores e arabescos, a cada visitante. Posteriormente, Pastore abriu um novo estúdio na Praça da República, nº 95.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Participou da Exposição Nacional, realizada no Rio de Janeiro, em comemoração ao centenário da abertura dos portos no Brasil, com um conjunto de fotopinturas e trabalhos de grandes dimensões.</p>
<p>Realizou também um concurso de beleza infantil, do dia 10 de maio a 10 de julho, em seu ateliê fotográfico de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=16101" target="_blank"><em>O Paiz</em>, edição de 8 de maio de 1908, última nota da primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Ganhou a medalha de bronze na <em>Espozione Internazionale delle industrie e dell lavoro</em>, em Turim, na Itália.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Viajou com a família para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=31963" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, edição de 10 de fevereiro de 1914, na terceira coluna, sob o título &#8220;Hóspedes e Viajantes&#8221;</a> ). Em novembro, inaugurou o estabelecimento <em>Fotografia Italo-Americana &#8211; ai Due Mondi</em>, na Via Sparano, nº 117, em Bari, na Itália. O nome do estúdio italiano indicava sua condição de imigrante bem sucedido, que pertencia a dois mundos. Realizou uma grande exposição de fotografias.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Devido à Primeira Guerra Mundial, encerrou as atividades na Itália e voltou a São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1916</strong> </span>-<span style="color: #000000;"> Sob os títulos &#8220;Bellezas Paulistanas&#8221;, &#8220;Melancholia&#8221;, &#8220;Quem é a moça dos óculos pretos? e &#8220;Oração&#8221;, foram publicadas fotografias de autoria de Pastore, na revista <em>Cigarra, </em>nas edições <a style="color: #000000;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160339.pdf" target="_blank"> <span style="color: #0000ff;">de 31 de março</span></a><span style="color: #0000ff;"><em>, </em><a style="color: #0000ff;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160441.pdf" target="_blank"><em> </em>30 de abril </a> , </span><a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160848.pdf" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">17 de a</span>gosto</a>, <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160950.pdf" target="_blank">14 de setembro</a> e <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19161053.pdf" target="_blank">26 de outubro</a></span>.</p>
<p>No dia 17 de junho, foi publicada no <em>O Estado de São Paulo</em>, a seguinte nota: &#8220;O Sr. Vincenzo Pastore, proprietario da Photographia Pastore, a rua Direita, recebeu communicação official, do sr. Giannetto Cavasola, ministro da Agricultura da Italia, e do prefeito da provincia de Bari, de que, a 4 de maio passado, foi nomeado pelo duque de Genova, principe regente, cavalheiro da Ordem da Corôa da Italia. O sr. Pastore é muito conhecido nesta capital, onde conta com muitas amizades. Em 1914, o sr. Pastore fez, em Bari, uma grande exposição italo-brasileira de photographias, que mereceu francos elogios da imprensa. Os seus esforços acabam de ser merecidamente recompensados&#8221;. Em 18 de dezembro, o prêmio foi concedido.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Em 15 de janeiro, Pastore faleceu, em São Paulo, devido a complicações após uma cirurgia de hérnia. Era alérgico e foi anestesiado com clorofórmio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, na terceira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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