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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Sergio Burgi</title>
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		<title>&#8220;Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro&#8221; &#8211; Com a palavra, os curadores</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 15:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Brasiliana Fotográfica]]></category>
		<category><![CDATA[comemoração]]></category>
		<category><![CDATA[curadores]]></category>
		<category><![CDATA[Diana dos Santos Ramos]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[Sergio Burgi]]></category>

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		<description><![CDATA[A trajetória da Brasiliana Fotográfica, inaugurada em 17 de abril de 2015, será celebrada com a realização do evento "Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro", no Auditório Machado de Assis, na Fundação Biblioteca Nacional, no dia 16 de abril próximo. O portal traz hoje para seus leitores dois artigos escritos pelos curadores da plataforma: Diana dos Santos Ramos, Chefe da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional; e Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles; além da programação do evento comemorativo do aniversário do portal, que já conta com cerca de 80 milhões de visualizações, 11.746 imagens e 555 artigos publicados ao longo de uma década. Viva a Brasiliana Fotográfica! Vida longa à Brasiliana Fotográfica!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A trajetória da Brasiliana Fotográfica, inaugurada em 17 de abril de 2015, será celebrada com a realização do evento <span style="color: #333333;"><em><strong><b><a href="https://ims.com.br/eventos/brasiliana-fotografica-10-anos-lentes-do-passado-construindo-o-futuro/?sfnsn=wiwspmo&amp;fbclid=IwY2xjawJjcHFleHRuA2FlbQIxMQABHtB_maz04__fusY72giiIJv4-GtkzOue1bEkhPf5VIcYy6gApdWDwGA5Ueaa_aem_5knmwmYmLR_JH9Q2OjOWug"><span style="color: #800000;">Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro</span></a>, </b></strong></em>no Auditório Machado de Assis, na Fundação Biblioteca Nacional, no dia 16 de abril próximo. Confira no <strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://ims.com.br/eventos/brasiliana-fotografica-10-anos-lentes-do-passado-construindo-o-futuro/?sfnsn=wiwspmo&amp;fbclid=IwY2xjawJjcHFleHRuA2FlbQIxMQABHtB_maz04__fusY72giiIJv4-GtkzOue1bEkhPf5VIcYy6gApdWDwGA5Ueaa_aem_5knmwmYmLR_JH9Q2OjOWug" target="_blank">link</a></span></strong> todas as informações sobre nossa celebração. </span></p>
<p><span style="color: #333333;">No dia 16 de abril de 2025, foi acrescentado ao artigo o <a href="https://www.youtube.com/live/-PbeQVH-SLM?si=i6rXsOEVqeb61AYK" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">link</span> </strong></a>para o vídeo da celebração: </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/live/-PbeQVH-SLM?si=i6rXsOEVqeb61AYK" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Brasiliana Fotográfica 10 anos: lentes do passado, construindo o futuro (vídeo do evento)</em></span></a></p>
<p><span style="color: #333333;">O portal traz para seus leitores dois artigos escritos pelos curadores da plataforma: Diana dos Santos Ramos, Chefe da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional; e Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles; além da programação do evento comemorativo do aniversário do portal, que já conta com cerca de 80 milhões de visualizações. Também publicamos três reportagens realizadas sobre nosso portal.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://ims.com.br/eventos/brasiliana-fotografica-10-anos-lentes-do-passado-construindo-o-futuro/?sfnsn=wiwspmo&amp;fbclid=IwY2xjawJjcHFleHRuA2FlbQIxMQABHtB_maz04__fusY72giiIJv4-GtkzOue1bEkhPf5VIcYy6gApdWDwGA5Ueaa_aem_5knmwmYmLR_JH9Q2OjOWug" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-39494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="379" height="474" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">A Brasiliana Fotográfica, </span>uma plataforma de difusão de conhecimento imagético e textual, contribui para o desenvolvimento da educação e da cultura de nosso país, destacando e valorizando a história da fotografia, a memória e a própria História do Brasil. Foi c<span style="color: #333333;">riado por Flavio Pinheiro e Renato Lessa, na época diretor do Instituto Moreira Salles (IMS) e presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), respectivamente. Foi lançado com 2.393 imagens dessas duas instituições. Atualmente possui em seu acervo fotográfico 11.746 imagens produzidas no século XIX e nas quatro primeiras décadas do século XX provenientes dos acervos de suas duas instituições fundadoras &#8211; IMS e FBN &#8211; e de mais 12 instituições parceiras. São elas: </span>Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, Fiocruz, Fundação Joaquim Nabuco, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional.</p>
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<p><span style="color: #800000;">Viva a Brasiliana Fotográfica! Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</span></p>
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<div style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2857" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2857/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="950" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2857" target="_blank">A. Ribeiro. Bahia do Rio de Janeiro, Brazil : vista panorâmica, s./d, Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Com a palavra, os curadores!</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brasiliana Fotográfica: dez anos de imagens que revelam histórias</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Diana Ramos*</p>
<p>Com imenso prazer pessoal e profissional, celebro a oportunidade de integrar a equipe que faz da Brasiliana Fotográfica um projeto de sucesso. Como amante da técnica fotográfica e de sua capacidade de eternizar instantes e reconstruir memórias, atuar diretamente no portal representa um desafio estimulante.</p>
<p>Assumir a curadoria das peças que compõem a Brasiliana Fotográfica, como chefe da Divisão de Iconografia da maior instituição de memória iconográfica do país, é uma grande responsabilidade. No entanto, é fundamental destacar que nada se constroi sozinho, especialmente em um projeto dessa magnitude. Como membro do Comitê Consultivo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), ressalto e agradeço a parceria e dedicação dos colegas que fazem a mágica acontecer. A curadoria é apenas uma das bases do portal que conta com a dedicação de equipe técnica altamente qualificada, com uma produção de conteúdo textual exclusiva, com profissionais que atendem e respondem às demandas dos pesquisadores e com os parceiros das outras 12 instituições que se juntaram as fundadoras, Biblioteca Nacional e Instituto Moreira Salles (IMS), nessa empreitada.</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra 10 anos de existência, quase tanto tempo quanto a dobradinha na curadoria desempenhada por Joaquim Marçal pela FBN e Sérgio Burgi pelo IMS. Com grande comprometimento, passo a integrar a equipe na função anteriormente desempenhada pelo estimado colega Joaquim Marçal, servidor de carreira da FBN, cujo papel na história da Divisão de Iconografia é inestimável. Seu trabalho foi essencial para o tratamento técnico e a divulgação do acervo fotográfico, destacando-se à frente do projeto que tornou a coleção de documentos fotográficos do Imperador Pedro II amplamente conhecida, não apenas no Brasil, mas também internacionalmente, culminando no reconhecimento como Memória do Mundo pela UNESCO em 2003. Agradeço a Joaquim pelo incentivo e pela confiança ao longo dos anos que partilhou de forma muito generosa todo seu conhecimento e assumo a missão com o respaldo da coordenação que me nomeou parte da atual equipe. Ao lado de Sérgio Burgi, referência na história da conservação fotográfica no Brasil, inicio minha trajetória na curadoria do projeto com quem, certamente, tenho muito a aprender. Ao representar uma instituição bicentenária como a FBN, assumo o desafio pessoal de contribuir para dar maior visibilidade às coleções, estabelecendo novas narrativas e construindo discursos que vão além da história oficial.</p>
<p>O portal pode ser um instrumento poderoso para iluminar personagens anonimizados pela história. Acredito ser possível adotar um olhar decolonial sobre um acervo tão vasto e significativo. O Brasil é um país continental e diverso, e a Brasiliana Fotográfica tem o compromisso de refletir essa multiplicidade. Mais do que resgatar imagens e memórias, o portal permite a construção de novas perspectivas, revelando histórias até então silenciadas e potencializando outras leituras sobre o passado. Ao revisitar esses registros fotográficos sob diferentes lentes, podemos reinterpretar os caminhos percorridos e, assim, expandir as possibilidades de futuro. O desafio é propor narrativas mais inclusivas, abrindo espaço para vozes historicamente marginalizadas e permitindo um entendimento mais plural da formação social e cultural do Brasil.</p>
<p>Que os próximos 10 anos nos tragam ainda mais descobertas e reflexões, expandindo horizontes e reafirmando a importância do portal como um espaço vivo de pesquisa, memória e preservação fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Diana Ramos é chefe da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional. Servidora na mesma instituição desde 2006. Graduada em História pela UNIRIO e História da Arte pela UERJ. Pós-graduada em Ensino de História e Ciências Sociais pela UFF e mestre em Memória Social pela UNIRIO. Curadora dos portais Brasiliana Fotográfica e Brasiliana Iconográfica pela FBN.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brasiliana Fotográfica. Os próximos 10 anos</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Sérgio Burgi**</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica é um projeto colaborativo construído por diversas instituições do país, com o objetivo de dar acesso a acervos fotográficos históricos, do século XIX e início do século XX.</p>
<p>Ao longo desses últimos dez anos, desde o lançamento conjunto do projeto, em 2015, pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, a plataforma já recebeu a adesão de mais 12 instituições do Brasil e do exterior, atingindo um resultado de mais de 80 milhões de <em>pageviews</em> em acessos direcionados aos mais de 550 artigos publicados regularmente a cada semana e igualmente em acessos e pesquisas nas mais de 11.700 imagens que atualmente compõem este banco de imagens que permite de forma única e singular a pesquisa cruzada entre fotografias icônicas de nossa história, preservadas nos acervos de muitas das mais importantes instituições de memória do país.</p>
<p>Após esta bem sucedida primeira década de atuação e presença da Brasiliana Fotográfica no cenário cultural brasileiro, é preciso agora tanto refletir sobre a importância dessa plataforma para o esforço permanente de difusão da memória fotográfica do país, como também pensar simultaneamente sobre quais caminhos deveremos trilhar ao longo dos próximos dez anos.</p>
<p>O papel da fotografia na escrita da história tem se acentuado ao longo das últimas décadas, em função da compreensão e incorporação cada vez maior nas pesquisas históricas desta fonte primária de informação visual de características muito específicas, baseada na produção de imagens por meio de aparato técnico sobre suportes fotossensíveis.</p>
<p>Desde a primeira metade do século XIX, a fotografia, após o anúncio da daguerreotipia na França, em 1839, foi praticamente adotada em todas as regiões do mundo, construindo-se a partir daquele momento e nas décadas seguintes um legado significativo de imagens produzidas por fotógrafos atuando em inúmeros países. Eles registraram visualmente momentos, locais, assuntos e materialidades as mais diversas ao longo destes quase duzentos anos que nos separam dos primeiros experimentos com o processo fotográfico realizados por pesquisadores pioneiros como Hercule Florence, no Brasil; William Fox Talbot, na Inglaterra; e Joseph Nicéphore Niépce e Louis Jacques Mandé Daguerre, na França.</p>
<p>Imagens que gradualmente encontraram caminhos para a sua incorporação em arquivos públicos e privados e em acervos de instituições de memória, formando assim um amplo legado de informação visual e documental construída dentro de uma nova linguagem e processo. De alguma maneira, isto tanto deu continuidade às diversas formas de representação visual desenvolvidas e construídas pela humanidade ao longo da história, como ao mesmo tempo criou as bases para uma nova e abrangente plataforma integrada de comunicação, criação e documentação. Em especial ao longo do século XX, foi estruturada em torno do registro por aparato de imagens estáticas e em movimento (fotografia, cinema e vídeo) e também de registros sonoros diretos (gravações mecânicas e magnéticas), que nos trouxeram a esse momento atual no século XXI de ampla produção e disseminação de conteúdos digitais em imagem e som através das redes e plataformas atuais.</p>
<p>E é exatamente esse ferramental digital que nos permite hoje realizar pesquisas em diferentes bases de imagens e bancos de dados de informação textual, exemplificados na própria Brasiliana Fotográfica pela pesquisa de imagens na plataforma e no conteúdo semanal publicado integrados a uma intensa pesquisa textual correlata permitida hoje, por exemplo, pela Hemeroteca Digital, plataforma estruturada e disponibilizada ao grande público pela Biblioteca Nacional, que dá acesso aos periódicos publicados no país, ferramenta essencial para a pesquisa histórica e de contextualização de fontes documentais.</p>
<p>São ferramentas atuais avançadas já disponíveis e em intenso uso que nos permitem pensar que, ao longo da próxima década, essa integração de pesquisa baseada nos conteúdos atualmente digitalizados e disponibilizados nos levarão a processos de compreensão e análise desse legado histórico reunido na Brasiliana Fotográfica de forma cada vez mais aprofundada e contextualizada.</p>
<p>Há cinquenta anos<span style="color: #800000;">,</span> a pesquisa em acervos fotográficos históricos se dava necessariamente de forma bastante manual, baseada em processos de captura de imagens ainda analógicos, sem uma comunicação em rede que permitisse a visualização e comparação de imagens disponíveis nos diversos acervos, o que provocava um trabalho lento de pesquisa e comparação de fontes. O ferramental digital atual revolucionou essa condição de pesquisa e acesso a imagens não só no Brasil como em todo o mundo, incorporando novas possibilidades de acesso através de mecanismos avançados de busca por processos de aprendizado por máquina, incluindo soluções de inteligência artificial.</p>
<p>Cabe, entretanto, compreendermos também aqui o papel essencial e incontornável do pensamento crítico e da pesquisa teórica nesse campo de conhecimento e comunicação. As fotografias são, por natureza, registros visuais que revelam tanto a materialidade de um determinado local em determinado momento, como ao mesmo tempo representam escolhas intencionais daqueles que as produzem e também daqueles que as editam e selecionam para a veiculação e comunicação ampla. São, portanto, instrumentos de documentação e instrumentos de construção seletiva de narrativas, realizadas pelo fotógrafo e/ou pelos editores e gestores de repositórios visuais, seja na imprensa ou também nos arquivos e coleções reunidas e preservadas nas instituições de memória. A cada período da história é, portanto, fundamental que a pesquisa em imagens fotográficas seja sempre estruturada em torno de pesquisas históricas balizadas por leituras críticas que permitam fundamentalmente a recuperação dos contextos e sentidos originais de criação dessas imagens. Somente dessa maneira podemos avançar na compreensão desse legado.</p>
<p>O desafio maior da fotografia e de suas múltiplas possibilidades de interpretação e compreensão reside assim, de fato, em sua devida contextualização, somente possível através da pesquisa histórica e da análise crítica dessas fontes de informação que insistem em nos provocar.</p>
<p>O futuro da Brasiliana Fotográfica nesta próxima década, estará, portanto, a meu ver, fortemente associado ao desafio da construção do conhecimento através da ampliação da compreensão crítica pelo grande público desta fonte de informação representada pela fotografia histórica, com a ajuda de ferramentas contemporâneas que permitam o acesso público e gratuito a um crescente número de imagens e conteúdos mediados, porém sempre associadas à reflexão crítica e à pesquisa rigorosa.</p>
<p>Acreditamos que tanto a natureza colaborativa da plataforma como seu já grande alcance cultural e de público continuarão a ser as forças motrizes a incentivar seu crescimento e adesão por parte de novas instituições e colaboradores no campo da reflexão e pesquisa em imagens.</p>
<p>Vida longa à Brasiliana Fotográfica!</p>
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<p>**Sergio Burgi é Curador da Brasiliana Fotográfica e Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Escravizados-Vale-do-Paraiba-RJ-c1882_Marc-Ferrez_1920x1536.jpg" alt="" width="700" height="559" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank">Marc Ferrez. Partida para a colheira de café com carro de boi. Vale do Paraíba, RJ, c. 1882. Detalhe de foto / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Brasiliana Fotográfica na mídia*</strong></em></span></p>
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<p>Destacamos aqui, além do artigo publicado em 16 de abril de 2025 em <em>O GLOBO</em> em comemoração a nosso aniversário, as duas matérias publicadas nos jornais <em>Folha de São Paul</em>o e em <em>O GLOBO</em> com chamada na capa cujo tema foi a Brasiliana Fotográfica. A primeira, da <em>Folha de São Paulo</em>, foi publicada em 19 de maio de 2015, um mês após a inauguração do portal e falava da descoberta da presença do escritor Machado de Assis na foto <em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em>, de autoria de Antônio Luiz Ferreira. A foto havia sido o tema do artigo da Brasiliana Fotográfica de 17 de maio de 2015 e a descoberta foi realizada pela pesquisadora e editora do portal, Andrea C.T. Wanderley.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1795/P005DJ0749_NOVO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="392" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda matéria, publicada no <em>O GLOBO</em>, de 16 de março de 2025, foi sobre a série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em>, na época, com 30 artigos já publicados.</p>
<p>Link para acessar todos os artigos da série: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=36975</p>
<p>Parabéns para todos os envolvidos na produção de nosso portal! E muito obrigada a nossos leitores para quem todos esse trabalho é realizado! Viva a Brasiliana Fotográfica, que vocês já visualizaram quase 80 milhões de vezes!</p>
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<p>__________________________________________________________________________________________</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Folha de São Paulo</em>, 19 de maio de 2015</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113542.png"><img class=" size-full wp-image-39525 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113542.png" alt="Captura de tela 2025-04-08 113542" width="438" height="752" /></a></h3>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113719.png"><img class="alignnone size-full wp-image-39526" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-113719.png" alt="Captura de tela 2025-04-08 113719" width="852" height="726" /></a></p>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<h3 class="content-head__title"><span style="color: #800000;"><i>Transcrição da reportagem</i></span></h3>
<header>
<h3 class="title"><span style="color: #800000;">Pesquisa identifica Machado em foto histórica</span></h3>
</header>
<div class="fine_line">
<p>Portal Brasiliana Fotográfica localizou o autor de &#8216;Dom Casmurro&#8217; em missa no Rio da abolição da escravatura</p>
<p>Cerimônia reuniu milhares em 17/5/1888; descoberta indica que escritor estava em palco perto da princesa Isabel</p>
</div>
<p><span class="origin">DE SÃO PAULO</span></p>
<p>A Brasiliana Fotográfica divulgou no último domingo (17) ter descoberto um registro fotográfico inédito de Machado de Assis (1839-1908). O site de fotografias brasileiras do século 19 e do começo do 20 identificou a presença do escritor em uma imagem sobre o fim da escravidão.</p>
<p>Em 17 de maio de 1888, quatro dias depois da assinatura da Lei Áurea, uma missa campal foi celebrada em São Cristóvão, no Rio, em homenagem à abolição da escravatura. Cerca de 30 mil pessoas estiveram presentes.</p>
<p>A missa foi retratada pelo fotógrafo Antonio Luiz Ferreira. De uma posição um pouco acima do nível do chão, ele fez uma tomada panorâmica que contemplou uma larga extensão do Campo de São Cristóvão.</p>
<p>Na imagem se misturaram negros recém-libertos, jornalistas, intelectuais, representantes do império e da igreja. O escritor Lima Barreto, então com sete anos, também esteve na missa.</p>
<p>No canto esquerdo, está a princesa Isabel e seu marido, o conde D&#8217;Eu. Agora os pesquisadores da Brasiliana Fotográfica notaram a presença de Machado, próximo ao casal real.</p>
<p>A fotografia da missa, ainda hoje pouco divulgada, integra a coleção do IMS (Instituto Moreira Salles), instituição que, em parceria com a Biblioteca Nacional, abastece a Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>A equipe do portal, lançado há um mês, digitalizou a fotografia em alta resolução e se dedicou a examinar os detalhes da cena. O palco em que aparece a princesa Isabel foi ampliado 15 vezes, o que revelou um homem bastante semelhante ao escritor.</p>
<p>Segundo o site, especialistas na obra do autor de &#8220;Dom Casmurro&#8221;, como Eduardo Assis Duarte e Ubiratan Machado, confirmaram tratar-se realmente de Machado.</p>
<p>É possível ver apenas uma parte do rosto do escritor, atrás de um senhor de barba branca não identificado.</p>
<p>&#8220;A foto é uma representação muito importante do contexto da época, e ainda demonstra que Machado estava próximo da questão abolicionista&#8221;, diz Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS.</p>
<p>Ao site da Brasiliana Fotográfica, Ubiratan Machado, autor de &#8220;Dicionário de Machado de Assis&#8221; e um dos principais estudiosos da documentação machadiana, diz que a presença do escritor na missa era &#8220;fato até hoje desconhecido pelos biógrafos&#8221;.</p>
<p>Machado, contudo, escreveu ao menos duas crônicas sobre a missa, em que satiriza a classe política da época.</p>
<p>Nas primeiras décadas do século 20, Machado, mulato bisneto de escravos alforriados, foi criticado por ser omisso em relação à escravidão. Estudos posteriores, no entanto, mostraram que ele retratou com argúcia as contradições sociais do país no século 19 &#8211;a escravidão entre elas.</p>
<p>Desde os anos 1870 Machado escreveu diversas crônicas contra a escravidão na imprensa da época.</p>
<p>&#8220;Não bato o martelo de que é o Machado, mas realmente parece muito com ele&#8221;, diz Valentim Facioli, professor aposentado da USP, dono da editora Nankin e pesquisador de Machado há 50 anos.</p>
<p>&#8220;Se for realmente ele, é mais uma prova para desqualificar as bobagens de que Machado era indiferente à escravidão. Sempre foi um abolicionista, mas à moda dele, sem militar em grupos ou comícios.&#8221;</p>
<p>&#8220;Parece realmente o Machado daquele período&#8221;, diz o inglês John Gledson, outro estudioso do autor.</p>
<p>&#8220;Me surpreende que ele estivesse tão perto da princesa. Ele não era exatamente membro da elite, embora já fosse famoso na época.&#8221;</p>
<p><img src="file:///E:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/missacampal.jpg" alt="" /></p>
<h3 class="content-head__title">_______________________________________________________________________</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>O GLOBO</em>, 16 de março de 2025</span></h3>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/Capa-o-Globo-16-e-março-e-2025.png"><img class="alignnone size-full wp-image-39521" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/Capa-o-Globo-16-e-março-e-2025.png" alt="Capa o Globo 16 e março e 2025" width="417" height="723" /></a></h3>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Destaque-na-capa-para-a-matéria.png"><img class="alignnone size-full wp-image-39523" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Destaque-na-capa-para-a-matéria.png" alt="Destaque na capa para a matéria" width="645" height="526" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-112917.png"><img class=" size-full wp-image-39522 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-08-112917.png" alt="Captura de tela 2025-04-08 112917" width="841" height="730" /></a></p>
<h3 class="content-head__title"></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title"><span style="color: #800000;">Transcrição da reportagem</span></h3>
<h3 class="content-head__title"><span style="color: #800000;">Cidade desaparecida: com imagens, site conta a história de lugares que sumiram da paisagem carioca</span></h3>
<div class="medium-centered subtitle">
<h4 class="content-head__subtitle">Prestes a completar dez anos, a Brasiliana Fotográfica reúne parte importante do acervo de 14 instituições, entre as quais a Fundação Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles</h4>
</div>
<div class="content__signa-share">
<div class="content__signature">
<div class="content-publication-data" data-mrf-recirculation="Autor da matéria">
<div class="content-publication-data__text">
<div class="content-publication-data__from">
<p>Por</p>
<address><a title="Carmélio Dias" href="https://oglobo.globo.com/autores/carmelio-dias/" data-mrf-link="https://oglobo.globo.com/autores/carmelio-dias/">Carmélio Dias</a></address>
<p> — Rio de Janeiro</p>
</div>
<p class="content-publication-data__updated"><time datetime="2025-03-16T04:30:22.443-03:00">16/03/2025</time></p>
<p class="content-publication-data__updated">O roteiro pode começar com um terapêutico banho de mar na Praia de Santa Luzia, bem ali no Centro. De lá, segue para o alto do Morro do Castelo, onde a atração é a vista panorâmica em meio a casas simples que evocam a origem da cidade. Na descida, vale uma passada no Mercado Municipal da Praça Quinze para encher a bolsa com frutas da estação. Depois, uma parada para, com a licença das freiras, matar a sede bebendo a água fresca que verte do Chafariz das Saracuras, instalado no pátio do Convento da Ajuda. No entorno, a arquitetura do Conselho Municipal e do Palácio Monroe é um convite ao olhar. Para terminar, aquela esticada no Passeio Público, para um refrescante bate-papo no quiosque Chopp Berrante, que ninguém é de ferro.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="4" data-block-id="4">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"><strong>Patrimônio na memória</strong></p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="134" data-block-id="5">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">O único problema desse itinerário é que ele não existe mais. Há tempos os pontos destacados — praia, prédios, morro — saíram de cena. São como peças excluídas ou movidas de lugar no imenso quebra-cabeças de uma cidade em constante transformação. Mas resistem, em boa parte, graças ao trabalho de fotógrafos pioneiros na arte de registrar a paisagem em mutação. Prestes a completar dez anos, em abril, o site Brasiliana Fotográfica — que reúne parte importante dos acervos de imagens sob guarda da Fundação Biblioteca Nacional, do Instituto Moreira Salles e de mais 12 instituições — tem se dedicado a propagar essas memórias. Uma das séries publicadas pelo portal é “O Rio de Janeiro Desaparecido”: 30 artigos (até aqui) reúnem fotos e textos que tratam de recolocar no mapa antigos marcos da paisagem carioca.</p>
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<section id="gallery-0ae720c9-a3c5-47ef-a33c-9a1f0be8d34d" class="mc-column content-media galeria-fotos">
<h3 class="gallery-mosaic-title ">Resquícios de uma cidade desaparecida</h3>
<p>— Esta série foi curiosa porque, na verdade, se impôs como tema. Eu já tinha escrito oito artigos sobre prédios demolidos na cidade, e parceiros nossos tinham escrito outros três. Quer dizer, já existiam 11 artigos que tinham esse tema em comum: a destruição, a demolição. Identificamos que havia um padrão ali. Só a partir do 12º artigo é que comecei a pensar como série. Ela se formou antes de eu formar a ideia de fazer a série — lembra Andrea Wanderley, editora e pesquisadora do Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div id="banner_materia2" class="tag-manager-publicidade-container mc-has-reveal mc-has-ad-lazyload tag-manager-publicidade-banner_materia2 tag-manager-publicidade-container--carregado tag-manager-publicidade-container--visivel" data-id="banner_materia2" data-google-query-id="CKKvprPNkYwDFU-KYQYddRUO7w"> <strong>No rastro da história</strong></div>
<div class="tag-manager-publicidade-container mc-has-reveal mc-has-ad-lazyload tag-manager-publicidade-banner_materia2 tag-manager-publicidade-container--carregado tag-manager-publicidade-container--visivel" data-id="banner_materia2" data-google-query-id="CKKvprPNkYwDFU-KYQYddRUO7w">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="143" data-block-id="9">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">A Praia de Santa Luzia — ponto do roteiro imaginário que abre este texto — foi retratada no 15º episódio da série. O balneário, que ficava rente à igreja de mesmo nome — hoje afastada do mar por aterros —, começou a desaparecer da paisagem em 1922 com o desmonte do Morro do Castelo e o surgimento, em seu lugar, da Esplanada do Castelo. A praia sumiu de vez na década seguinte. No artigo a respeito, a Brasiliana Fotográfica reproduz trecho de matéria publicada pelo GLOBO — que completa 100 anos em 2025 — no dia 12 de janeiro de 1931 no qual se lê, no português da época, que “a antiga praia de Santa Luzia, quasi desapparecida com as remodelações feitas depois do aterro de parte da bahia, foi substituída, na affluência dos banhos de mar, pela actual praia das Virtudes”.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="10">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">A antiga praia foi bem frequentada e muito fotografada. Pelo artigo é possível acessar registros dela feitos por Georges Leuzinger (1813-1892), Augusto Malta (1864-1957), Juan Gutierrez (1860-1897), Revert Henrique Klumb (1826-1886) e Marc Ferrez (1843-1923), uma turma da pesada cujo trabalho é recorrente na série e no acervo reunido pela Brasiliana.</p>
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<div style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/z4ogzCzSldhz_c-TJHMYgRL75Tk=/0x0:1970x1332/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/s/h/IfoQWfQpAXeYUE1kNXAQ/110348517-ri-rio-de-janeiro-rj-13-03-2025-o-rio-de-janeiro-que-desapareceu-na-foto-o-portico-da.jpg" alt="Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, no Jardim Botânico — Foto: Márcia Foletto" width="697" height="471" /><p class="wp-caption-text">Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, no Jardim Botânico — Foto: Márcia Foletto</p></div>
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<p>Ferrez, por exemplo, é o autor da foto que ilustra o artigo sobre a antiga Academia Imperial de Belas Artes, surgida no bojo da missão artística francesa. Inaugurado em 1826, onde hoje fica a Travessa das Belas Artes, no Centro, o prédio foi demolido em 1938. No local hoje há um estacionamento com entrada pela Avenida Passos. A ainda incipiente preocupação com preservação de marcos da história do país — o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, antecessor do Iphan, fora criado naquele mesmo ano — motivou a decisão de preservar a fachada em estilo neoclássico do edifício. A solução encontrada foi desmontar a estrutura e reerguê-la dentro do Jardim Botânico, na extremidade da Aleia das Palmeiras Imperiais junto à Rua Pacheco Leão. Um típico exemplar do Rio que desapareceu do seu lugar original, mas continua disponível para visitação, o pórtico é uma das dez atrações da Trilha do Patrimônio, um dos circuitos de visita guiada do parque.</p>
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<div style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/SkQ9h1NFC3yl33SA_iV4WktgYSY=/0x0:1034x1374/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/u/N/T7J0lxSYmk3AHNavItCA/110334565-antigo-predio-da-escola-nacional-de-belas-artes-na-travessa-das-belas-artes-proximo-a-1-.jpg" alt="Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, em seu lugar original, no Centro — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="528" height="702" /><p class="wp-caption-text">Fachada da Academia Imperial de Belas Artes, em seu lugar original, no Centro — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
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<p>— Não sabemos exatamente como foi a decisão de colocar a fachada naquele lugar, mas acho que foi a decisão correta. Ela se encaixa perfeitamente ali, conduz o nosso olhar para aquele lugar e está perfeitamente integrada à paisagem — diz Lea Carvalho, arquiteta, doutora em museologia e patrimônio e uma das criadoras da trilha, em 2021.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="98" data-block-id="17">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Ao lado da vegetação de grande porte que a circunda, a fachada da Academia Imperial parece encolher, mas basta chegar perto para ter a real dimensão da construção. Estão ali todos os detalhes que podem ser observados na foto de Marc Ferrez. As colunas, que dialogam bem com os troncos das palmeiras em frente, os relevos laterais, a quadriga no alto, o portão de ferro e, no centro, uma pequena figura alada com o lado direito coberto pelo que parece ser uma casa de marimbondos que, curiosamente, emula o formato de uma asa e parece completar a escultura.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="2" data-block-id="18">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links"><strong>Saracuras secas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/MxAQVI_7Ao1oBDRCWqnZbN8aKjs=/0x0:2038x1359/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/k/q/ZxGnGQRxmiUAQL6lVnOg/110348539-ri-rio-de-janeiro-rj-13-03-2025-o-rio-de-janeiro-que-desapareceu-na-foto-o-chafariz-da.jpg" alt="O chafariz do século XVIII foi para a Praça General Osório: em manutenção — Foto: Márcia Foletto" width="699" height="466" /><p class="wp-caption-text">O chafariz do século XVIII foi para a Praça General Osório: em manutenção — Foto: Márcia Foletto</p></div>
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<p>Outro resquício desse Rio que sumiu é o Chafariz das Saracuras. Este ainda mais acessível. A peça de fins do século XVIII, atribuída ao Mestre Valentim e tombada pelo Iphan, foi desmontada por ocasião da demolição do centenário Convento da Ajuda, onde hoje fica a Cinelândia, entre 1911 e 1912, e levada para a Praça General Osório, em Ipanema, onde está até hoje. A fonte resistiu ao desaparecimento, mas as saracuras e os cágados de metal de sua ornamentação sumiram com o tempo. Furtadas, foram substituídas por réplicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/5dyBrcZXHM4M5DV-iu5biV1P-8g=/0x0:1346x1034/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/H/x/rv9ewlTjy1EXX0egQoAw/110334573-convento-da-ajuda-fonte-das-saracuras.-foto-augusto-malta-colecao-gilberto-ferrez-acer-1-.jpg" alt="A obra atribuída a Mestre Valentim em seu lugar original, o Convento da Ajuda — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="699" height="537" /><p class="wp-caption-text">A obra atribuída a Mestre Valentim em seu lugar original, o Convento da Ajuda — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="75" data-block-id="23">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Em 2022, o bem e a praça passaram por reformas. A água voltou a jorrar dos bicos das novas saracuras. Durou pouco. Atualmente a fonte está seca, com uma placa indicando que passa por obras. De acordo com a Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos, o chafariz estava em funcionamento até janeiro deste ano e “passa por manutenção da bomba e de equipamentos elétricos” que deve ser concluída na primeira quinzena de abril.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="24">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Já do antigo prédio do Conselho Municipal, que ficava exatamente ao lado do Convento da Ajuda, nada restou. Construído em 1871 para abrigar o Colégio São José, o edifício em estilo manuelino, incomum por essas bandas, veio abaixo em 1918 para dar lugar ao Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal.</p>
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<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/s0OndT5YYnl0FDnpxFPkZ-715h4=/0x0:1609x1034/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/n/T/Iy35YHS66W7XAipROJiQ/110334563-antiga-escola-de-sao-jose-depois-conselho-municipal-localizado-no-largo-da-mae-do-bisp-1-.jpg" alt="Antigo prédio do Colégio São José e depois do Conselho Municipal — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="698" height="448" /><p class="wp-caption-text">Antigo prédio do Colégio São José e depois do Conselho Municipal — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/CeuYRoPHV8G-WZLSICQIDvVCnvA=/0x0:6397x4265/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/Y/t/UZKFJATKyMfIADB2XzMQ/110351729-rio-de-janeiro-rj-13-03-2025-antes-e-depois-mudancas-na-paisagem-urbana-da-cidade.jpg" alt="O Palácio Pedro Ernesto substituiu o antigo edifício do Conselho — Foto: Guito Moreto" width="701" height="467" /><p class="wp-caption-text">O Palácio Pedro Ernesto substituiu o antigo edifício do Conselho — Foto: Guito Moreto</p></div>
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<p>Dos artigos da Brasiliana, surgem imagens pouco conhecidas como a da primeira das sete sedes que a prefeitura do Rio já teve. Ficava em um palacete junto ao Campo de Santana, mais ou menos onde hoje funciona a Biblioteca Parque Estadual. O prédio foi um dos muitos demolidos para a abertura da Avenida Presidente Vargas na década de 1940.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/eDLJ-RGA_3m-vggaJkVNK26XAvE=/0x0:5532x4134/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/A/j/EzKM1QQpei4Gxjl1yfcQ/110334569-vista-da-fachada-do-palacio-da-prefeitura-municipal-no-paco-municipal-proximo-a-atual.jpg" alt="Palacete  que foi a primeira sede da Prefeitura do Rio, no Campo de Santana — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="702" height="524" /><p class="wp-caption-text">Palacete que foi a primeira sede da Prefeitura do Rio, no Campo de Santana — Foto: Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
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<p>O mesmo destino teve a lendária Praça Onze, atravessada pela nova via. Outro prédio emblemático — e pouco lembrado — é a bonita gare original da estrada de Ferro Central do Brasil, igualmente demolida para dar espaço às pistas largas da nova avenida. Em seu lugar foi erguido o prédio em estilo art déco que conhecemos hoje e que, verdade seja dita, já pode ser rotulado como icônico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/0NCcSuVKFsVIA5mQcGqaJ5PWUPc=/0x0:3425x2480/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/q/E/YXBAUGRPqMV6oN8B8KAA/110334575-a-estrada-de-ferro-pedro-ii-foi-inaugurada-em-1858-para-agilizar-o-escoamento-da-produ.jpg" alt="A antiga gare da Central do Brasil — Foto: Marc Ferrez / Convênio Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig / Acervo Instituto Moreira Salles" width="701" height="508" /><p class="wp-caption-text">A antiga gare da Central do Brasil — Foto: Marc Ferrez / Convênio Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig / Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>— Algumas coisas foram perdidas, e outras ainda vão se perder, isso é parte do processo. Isso é mais forte no Rio do que em outras cidades. Talvez por ter sido capital, a gente pisou no acelerador em busca de uma certa modernidade desde muito cedo. Foram muitas as transformações vividas pela cidade em sua história — reflete o arquiteto e urbanista Washington Fajardo.</p>
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<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/x8zSXeH9q3ioWJU-AoTO6V1k2EM=/0x0:1045x480/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/C/n/ULB2ClQJ6BEqVq3kNNYw/38602350-2406.2005-arquivo-projeto-80-anos-exclusiva-rio-antigo-mercado-municipal-prac.jpg" alt="O antigo Mercado Municipal da Praça Quinze, destruído após a abertura da Perimetral, que também já não existe mais — Foto: Arquivo/O Globo" width="699" height="321" /><p class="wp-caption-text">O antigo Mercado Municipal da Praça Quinze, destruído após a abertura da Perimetral, que também já não existe mais — Foto: Arquivo/O Globo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="95" data-block-id="35">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Fajardo lembra que a demolição da Perimetral — destaque contemporâneo da série da Brasiliana — devolveu à cidade áreas históricas que estavam descaracterizadas, como a Praça Mauá. O extenso viaduto, aliás, foi responsável pela demolição do Mercado Municipal da Praça Quinze. Em 1958, a via cortou no meio o antigo entreposto inaugurado em 1907. Das suas quatro torres octogonais, apenas uma ficou de pé. Nela funciona há anos o restaurante Albamar. A perimetral já não existe mais, mas a estrutura segue de pé como a lembrar de um Rio que se perdeu no tempo.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " style="text-align: center;" data-block-type="unstyled" data-block-weight="38" data-block-id="36">
<p class=" content-text__container " style="text-align: left;" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">— Resgatar a memória é importante para criar e preservar nossa identidade cultural. Inclusive ajuda, acredito, a evitar a repetição de equívocos cometidos no passado e a provocar reflexões e, quem sabe, ações — observa Andrea Wanderley.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://s2-oglobo.glbimg.com/GtiKtchqq95Gm1SPxY0T_dGe-SE=/0x0:3523x2311/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/S/a/D1hpKgRpA5aVny6eOeeA/110334571-quiosque-chopp-berrante-no-passeio-publico.-foto-augusto-malta-colecao-gilberto-ferrez.jpg" alt="O pitoresco Chopp Berrante, no Passeio Público — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles" width="700" height="459" /><p class="wp-caption-text">O pitoresco Chopp Berrante, no Passeio Público — Foto: Augusto Malta/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica já publicou 551 artigos a partir das imagens disponíveis. Juntos, eles caminham para bater a marca de 80 milhões de visualizações. Os próximos capítulos da série “O Rio de Janeiro Desaparecido” serão publicados em maio: o 31º, sobre o Hotel dos Estrangeiros, no Flamengo, e o 32º, sobre o prédio da Imprensa Nacional.</p>
<p style="text-align: left;">O site reúne imagens de outras instituições, além da FBN e do IMS: Arquivo Geral da Cidade do Rio, Arquivo Nacional, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, CPDOC – FGV, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Fundação Joaquim Nabuco, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Museu Aeroespacial, Museu da República e Museu Histórico Nacional.</p>
<h3 class="content-head__title">_______________________________________________________________________</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="content-head__title" style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">O GLOBO, 16 de abril de 2025</span></em></h3>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo1.jpg" alt="globo" width="777" height="496" /></a><br />
<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39667" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo11.jpg" alt="globo1" width="779" height="521" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39668" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo2.jpg" alt="globo2" width="785" height="263" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39669" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/globo3.jpg" alt="globo3" width="861" height="484" /></a></p>
<p style="text-align: left;">* Inserido no artigo em 16 de abril de 2025.</p>
</div>
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		<title>Nova seção do portal &#8211; Como pesquisar na Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 19:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesse ano em que a Brasiliana Fotográfica completa cinco anos, a editora e pesquisadora do portal, a jornalista Andrea Wanderley; e seus gestores, a cientista social Roberta Mocciaro Zanatta, da equipe do Instituto Moreira Salles (IMS); e o historiador Vinícius Martins, da equipe da Biblioteca Nacional (FBN), gravaram um vídeo, há muito demandado por diversos de nossos leitores, mostrando a melhor forma de pesquisar e navegar no portal. Está, a partir de hoje, disponível na aba O Portal, localizada na página de abertura da Brasiliana Fotográfica, no item Como pesquisar na Brasiliana Fotográfica. Boas pesquisas!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse ano em que a Brasiliana Fotográfica completa cinco anos, a editora e pesquisadora do portal, a jornalista Andrea Wanderley; e seus gestores, a cientista social Roberta Mocciaro Zanatta, da equipe do Instituto Moreira Salles (IMS); e o historiador Vinícius Martins, da equipe da Biblioteca Nacional (FBN), gravaram um vídeo, há muito demandado por diversos de nossos leitores, mostrando a melhor forma de pesquisar e navegar no portal. Está, a partir de hoje, disponível na aba <strong><span style="color: #800000;">O Portal</span>, </strong>localizada<strong> </strong>na página de abertura da Brasiliana Fotográfica, no item <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=19728" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Como pesquisar na Brasiliana Fotográfica</strong></span></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19729" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=19728" target="_blank"><img class="size-large wp-image-19729" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/live-1024x561.jpg" alt="Andrea Wanderley, pesuisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, e Roberta Zanatta e Vinícius Martins, gestores do portal" width="768" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=19728" target="_blank">Andrea Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, Roberta Zanatta e Vinícius Martins, gestores do portal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica foi inaugurada em 17 de abril de 2015, fundada pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Sales, e seus curadores são Joaquim Marçal (FBN) e Sérgio Burgi (IMS). Ao longo de sua existência, mais nove importantes instituições culturais passaram a integrar seu acervo fotográfico: o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, a Fundação Joaquim Nabuco, o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, o Museu Aeroespacial, o Museu da República e o Museu Histórico Nacional. Assim, o usuário do portal pode ter acesso a fotografias dos acervos de todas essas instituições numa mesma plataforma.</p>
<p>Semanalmente é publicado um artigo sobre temas variados &#8211; perfil de fotógrafos, história de cidades, monumentos, efemérides, eventos históricos, beleza ou importância de uma fotografia &#8211; sempre contemplados em imagens do acervo fotográfico do portal. Até maio de 2020, a Brasiliana Fotográfica teve 40.255.169 milhões de visualizações, publicou 253 artigos e possuia em seu cervo fotográfico 6.892 imagens!</p>
<p>Boa navegação e boas pesquisas!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">ERRATA: no vídeo, o Museu da República não foi, lamentavelmente, mencionado como instituição parceira do portal Brasiliana Fotográfica.</span></strong></p>
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		<title>Os cinco anos da Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 22:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica completa cinco anos de existência com 38.437.165 acessos!  O portal promove nesse contexto atual da pandemia do coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes de nossas publicações. Com a participação do historiador Jaime Benchimol, da pneumologista Margareth Dalcolmo e do arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik será realizado no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m, um encontro virtual que será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente, no canal de facebook do Instituto Moreira Salles. A mediação será feita por Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (BN), curadores do portal, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, da Fiocruz. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica, fundada pela Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, em 17 de abril de 2015, completa cinco anos de existência buscando contribuir para uma escrita da história do Brasil onde as fotografias deixam de ser mera ilustração. A data seria comemorada com a realização do <em>Seminário Brasiliana Fotográfica 5 anos &#8211; A imagem e a escrita da história, </em>no auditório da Biblioteca Nacional que, devido à situação pela qual atravessa o Brasil e o mundo, foi adiado.</p>
<p>Decidimos então promover no contexto atual da pandemia de coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes dos artigos semanais publicados no portal, dando visibilidade aos arquivos de imagem das instituições parceiras, ora disponibilizados na<strong> </strong>Brasiliana Fotográfica e também às pesquisas existentes sobre estes temas &#8211; elementos de reflexão sobre o momento presente. O encontro virtual será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente,<strong><span style="color: #696969;"> </span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">no canal de facebook do Instituto Moreira Salles</span> <span style="color: #333333;">-</span> </span> <a href="https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/pg/institutomoreirasalles&amp;source=gmail&amp;ust=1586978883745000&amp;usg=AFQjCNHH4jhUPwFEfqJujollcgRqp6e3sA">https://www.facebook.<wbr />com/pg/institutomoreirasalles</a>, no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5746/BR-RJ-COC-02-10-20-40-001-008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5746" target="_blank"> Quartos em tela metálica para isolamento de doentes atacados de Febre Amarela, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Convidamos para este encontro e debate o historiador Jaime Benchimol, a pneumologista Margareth Dalcolmo &#8211; ambos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, instituição integrante do portal Brasiliana Fotográfica &#8211; e o arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. O debate será mediado pelos dois curadores da Brasiliana Fotográfica &#8211; Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, e Joaquim Marçal, Coordenador da BN Digital -, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, pesquisadora do Departamento de Arquivo da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/logo.jpg" alt="logo" width="276" height="62" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos também celebrar o aniversário do portal agracedendo a você, nosso leitor, que percorre nosso acervo fotográfico que, até o momento, possui <strong><span style="color: #800000;">6.709 </span></strong><span style="color: #333333;">imagens de 11 instituições, e também lê </span>nossas publicações semanais: já são <span style="color: #800000;"><strong>249</strong><span style="color: #333333;">!</span></span><span style="color: #333333;"> Ao longo desses cinco anos </span>já tivemos <span style="color: #800000;"><strong>38.437.165 </strong></span>acessos!</p>
<p>Com uma rigorosa seleção e indexação das imagens que integram nosso acervo fotográfico, com o uso de uma linguagem simples e com a realização de uma pesquisa minuciosa, um dos objetivos da Brasiliana Fotográfica é atrair o interesse do maior número de leitores possível, de todas as faixas etárias e níveis de formação acadêmica, para assuntos relativos à história da fotografia, do Brasil e do mundo. Os artigos, semanais, são escritos por profissionais ligados às instituições integrantes do portal,  por curadores convidados como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank">Cassio Loredano</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank">Elvia Bezerra</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Eucanaã Ferraz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank">Lilia Moritz Schwarcz</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank">Maria Isabela Mendonça dos Santos</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13350" target="_blank">Millard Schisler</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Pedro Karp Vasquez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5008" target="_blank">Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva</a> e também pelos curadores do portal Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as <span style="color: #800000;">6.709 </span>fotografias publicadas ao longo desses cinco anos na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha dos temas é variado: pode ser baseada tanto em uma efeméride como em uma reflexão mais teórica, na beleza ou na importância histórica de uma imagem ou de um grupo delas ou pode, também, se relacionar com algum fato da atualidade como foi, por exemplo, a publicação do artigo <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918</a>, </em>em 20 de março de 2020, quando o mundo e o Brasil enfrentavam (ainda enfrentam) a pandemia do coronavírus. O presidente em questão foi Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), uma das milhões de vítimas da gripe espanhola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/detalhe-da-foto.jpg" alt="detalhe da foto" width="734" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2744" target="_blank">Augusto Malta. Doutor Rodrigues Alves no Campo de Santana, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS &#8211; Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A elaboração de perfis de fotógrafos acompanhados por galerias de suas fotografias disponíveis no acervo do portal e por cronologias é uma das marcas da Brasiliana Fotográfica. E uma das estrelas das pesquisas realizadas para esses artigos é, além da bibliografia disponível sobre os temas, a <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, com os<em> </em><em>links</em> para as notícias da época em que os fatos ocorreram. De abril de 2015 a março de 2020, foram publicados 44 perfis, o primeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank"><em>Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</em></a>, em 24 de maio de 2015; e o último, <em><a title="As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 - 1966)" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em>, em 21 de fevereiro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1892/001AMI010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, 1887 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Lista de todos os perfis de fotógrafos publicados na Brasiliana Fotográfica de abril de 2015 a março de 2020</em></span></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2015</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em> </em></span><em>1 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o &#8220;Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887&#8243;</a></em></p>
<p><em>2 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</a></em></p>
<p>3 <em>– <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">O alagoano Augusto Malta, fotógrafo oficial do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936</a></em></p>
<p>4<em> &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379">Vincenzo Pastore (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 &#8211; São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a></em></p>
<p>5 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415">Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)</a></em></p>
<p>6 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3002">Guerra de Canudos pelo fotógrafo Flavio de Barros</a></em></p>
<p>7 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">O editor e fotógrafo suíço Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a></em></p>
<p>8 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945">Imagens do Espírito Santo por Albert Richard Dietze (Alemanha, 1838 &#8211; Brasil, 1906)</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2016</em></strong></span></p>
<p>9 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885">O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881) e o &#8220;Brasil Pitoresco&#8221;</a></em></p>
<p><em>10 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank"><em>O suicídio do fotógrafo Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</em></a></p>
<p>11 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924">Ipanema, que completa 122 anos, pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a></em></p>
<p>12 <em>- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045">Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</a></em></p>
<p>13 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398">O fotógrafo Juan Gutierrez de Padilla (c.1860 &#8211; 28/6/1897)</a></em></p>
<p>14 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382">O fotógrafo paisagista Camillo Vedani (18?, Itália &#8211; c. 1888, Brasil)</a></em></p>
<p>15 -<em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545">O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>16 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809">Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</a></em></p>
<p>17 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">O retratista português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 14 de outubro de 1912)</a></em></p>
<p>18 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank"><em>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 &#8211; França, 30/10/1877)</em></a></p>
<p>19 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570">O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 &#8211; RJ, 12/01/1923)</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2017</em></strong></span></p>
<p>20- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a></em></p>
<p><em>21 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> </em></p>
<p><em>22-</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567">Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</a> </em></p>
<p><em>23 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290">Abram-Louis Buvelot (Suíça, 03/03/1814 &#8211; Austrália, 30/05/1888)</a> </em></p>
<p><em>24 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8946">Um fotógrafo inglês na Bahia: Benjamin Robert Mulock (18/06/1829 &#8211; 17/06/1863)</a> </em></p>
<p><em>25 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008">&#8220;Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios&#8221;, por Pedro Vasquez</a></em></p>
<p><em>26 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9527">Lampião e outros cangaceiros sob as lentes de Benjamin Abrahão</a> </em></p>
<p><em>27 &#8211; </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890">O cronista visual de Diamantina: Chichico Alkmim, fotógrafo (1886 &#8211; 1978)</a></em></p>
<p><em>28 -</em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a></p>
<p>29 &#8211; <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"> O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)</a></em></p>
<p><em>30- </em><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</a></em></p>
<p><em>31 &#8211; </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><em>O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em> </em><strong><em>2018</em></strong></span></p>
<p><em> </em><em>32 – <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460">A construção Madeira-Mamoré, a ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a></em></p>
<p><em>33- <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10959">O fotógrafo, botânico e naturalista alemão George Huebner (1862 &#8211; 1935)</a></em></p>
<p><em>34 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341">O francês Hercule Florence (1804 &#8211; 1877), inventor de um dos primeiros métodos de fotografia do mundo</a></em></p>
<p><em>35 -</em> <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264">Lunara (1864 &#8211; 1937), um fotógrafo amador e fotoclubista de Porto Alegre</a></em></p>
<p><em>36 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149">O fotógrafo açoriano Christiano Junior (1832 &#8211; 1902) e sua importante atuação no Brasil e na Argentina</a></em></p>
<p><em>37 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930">A prisão do fotógrafo e aviador britânico S.H. Holland (1883 &#8211; 1936) no Rio de Janeiro, em 1930</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2019</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>38 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13091">Carlos Bippus e as paisagens cariocas</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>39 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299">Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>40 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863">João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>41 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16234">Imagens de Blumenau: por Bernardo Scheidemantel e em álbum do início do século XX</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>42 -</em><em> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16283">A Colônia Dona Francisca, Joinville, por Louis Niemeyer</a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>43 &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103">Jorge Kfuri (1893 – 1965), autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro</a></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>2020</em></strong></span></p>
<p><em>44 </em>- <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653">As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre esses perfis está o do fotógrafo Marc Ferrez, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, publicada em 7 de dezembro de 2016</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a obra de Ferrez, que é por muitos considerado o mais importante fotógrafo que atuou no Brasil no século XIX, foram escritos mais 13 artigos na Brasiliana Fotográfica: <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">O Rio de Janeiro de Marc Ferrez, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez ,</a> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de Sérgio Burgi</a>; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</a>, </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, </a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>,</a> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884" target="_blank"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank">Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</a> e </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb.</em></a></p>
<p>Outro objetivo do portal é divulgar mais questões ligadas à preservação digital, um assunto que toca não apenas às instituições de memória, mas a todos aqueles que produzem imagens digitais em seu dia a dia sem, no entanto, cuidar de sua preservação. Nesse sentido, já publicamos alguns artigos mas ainda temos muito a percorrer. Também desejamos ampliar a abrangência do portal com a adesão de instituições de todos os estados do Brasil.</p>
<p>Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=736" target="_blank">a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antonio Luiz Ferreira)</a>, realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, com a presença da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>. A descoberta, realizada pela editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, foi saudada em outra publicação do blog pelo historiador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915">José Murilo de Carvalho</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/MISSA_IMAGEM_CORTE21.jpg" alt="MISSA 2" width="598" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Antônio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro. / Acervo IMS / Detalhe da foto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">Os registros mais acessados pelos leitores nesses cinco anos foram as fotografias<em> </em><em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795">Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil</a></em>, de Antonio Luiz Ferreira; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570">Índios Botocudos</a></em>, de Walter Garbe; <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/633" target="_blank"><em>Escola pública em Curytiba</em></a>, de Marcos A. de Mello; <em><a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794">A Família Imperial reunida</a>,</em><em> </em>de Alberto Henschel; e <a style="color: #333333;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504"><em>Índios da Tribo Carajás</em></a>, de autoria desconhecida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2504/007A5P4FP2-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="566" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank">Essa fotografia de índios da tribo Carajás, de 1888, é um dos cinco itens mais acessados nos cinco anos da Brasiliana Fotográfica / Acervo IMS</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2504" target="_blank"> </a></p>
<p>Além das instituições fundadoras do portal, FBN e IMS, integram a Brasiliana Fotográfica o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o </span><span class="Z3988">Arquivo Nacional, a </span><span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a </span><span class="Z3988">Fiocruz, a </span><span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco, o </span><span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4342/discover">,</a> o </span><span class="Z3988">Museu Aeroespacial, o </span><span class="Z3988">Museu da República e o </span><span class="Z3988">Museu Histórico Nacional. A gestão do portal é realizada por </span>Roberta Zanatta (IMS) e por Vinicius Martins (FBN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais uma vez, muito obrigada e vamos em frente!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Dec 2019 18:11:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Celebrando o aniversário de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 - 12 de janeiro de 1923), a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores todos os artigos já publicados no portal sobre o fotógrafo e o Instituto Moreira Salles, uma de suas instituições fundadoras, inaugura a exposição "Marc Ferrez: território e imagem", em sua sede carioca, no próximo dia 7. Lembramos que estão disponibilizados no nosso acervo os dois álbuns da Comissão Geológica do Império, com fotografias de autoria de Ferrez, que integrou a expedição, chefiada por Charles Frederick Hartt, entre 1875 e 1877. Os álbuns pertencem ao J. Paul Getty Museum, localizado em Los Angeles, nos Estados Unidos e estão em alta resolução devido ao Programa de Conteúdo Aberto do Getty. As fotografias dos álbuns foram expostas na seção de Obras Públicas da 4ª Exposição Nacional de 1875 e na Exposição Internacional da Filadélfia em 1876.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Celebrando o aniversário de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 &#8211; 12 de janeiro de 1923)</a>, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores todos os artigos já publicados no portal sobre o fotógrafo e o Instituto Moreira Salles, uma de suas instituições fundadoras, inaugura a exposição &#8220;Marc Ferrez: território e imagem&#8221;, em sua sede carioca, no próximo dia 7. Lembramos que estão disponibilizados no nosso acervo os dois álbuns da Comissão Geológica do Império, com fotografias de autoria de Ferrez, que integrou a expedição, chefiada por Charles Frederick Hartt, entre 1875 e 1877. Os álbuns pertencem ao J. Paul Getty Museum, localizado em Los Angeles, nos Estados Unidos e estão em alta resolução devido ao Programa de Conteúdo Aberto do Getty. As fotografias dos álbuns foram expostas na seção de Obras Públicas da 4ª Exposição Nacional de 1875 e na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283" target="_blank">Exposição Internacional da Filadélfia em 1876.</a></p>
<p>Segundo Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, já com pleno domínio de sua virtuosidade técnica, Ferrez realizou para a comissão um primoroso trabalho documental e paisagístico:</p>
<p>‘…Seu domínio da luz, sua precisão na escolha do ponto de vista, sempre buscam ressaltar os aspectos mais formais e abstratos da cena sendo registrada. É igualmente importante ressaltar que em diversas imagens realizadas por Ferrez, sempre o elemento humano participa de maneira discreta porém marcante, conferindo escala aos cenários naturais e urbanos, e principalmente nos convidando a percorrer a imagem em todas as suas dimensões…Os trabalhos realizados em Paulo Affonso, Pernambuco, Recôncavo Baiano, Abrolhos e sul da Bahia representam um grande esforço documental e registram, além dos aspectos mais claramente geológicos, paisagens naturais e vistas urbanas de grandes cidades e pequenas povoações daquelas regiões, além de elementos antropológicos e etnográficos, como a série dos índios botocudo… Essas imagens também foram utilizadas para ilustrar  a conferência do professor Charles Frederick Hartt durante a IV Exposição Nacional, no Rio de Janeiro… Da mesma maneira, diversas imagens fizeram parte da Exposição Universal da Filadélfia, EUA, em 1876, que contou com a presença de D. Pedro II&#8230;&#8217;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os álbuns da Comissão Geológica do Império, que pertencem ao J. Getty Museum e estão no site da instituição: </strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.getty.edu/art/collection/objects/61980" target="_blank">Primeiro álbum</a> e <a style="color: #800000;" href="http://www.getty.edu/art/collection/objects/133675/%20" target="_blank">Segundo álbum</a></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Links para os pdfs dos álbuns da Comissão Geológica do Império, que pertencem ao J. Getty Museum:  </span></strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/album_comissao_geologica_1.pdf" target="_blank">Primeiro álbum</a> e <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/album_comissao_geologica_2.pdf" target="_blank">Segundo álbum</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 795px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2551/007Dscn4356.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="785" height="585" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank">Marc Ferrez. Charles F. Hartt, com a cidade do Recife ao fundo, durante levantamento da Comissão Geológica do Império, c. 1875. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da Comissão Geológica do Império (1875 – 1878), de seu chefe, Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), e da participação de Marc Ferrez (1843 – 1923) como fotógrafo da expedição</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15658" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/736" target="_blank"><img class="wp-image-15658" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/hartt1.jpg" alt="hartt1" width="480" height="637" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/736" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 30 de março de 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1874, Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), realizou uma expedição científica ao Brasil, durante a qual convenceu as autoridades brasileiras da importância da elaboração de um mapa geológico do Império. Antes, Hartt havia vindo ao Brasil quatro vezes. Pela primeira vez, como membro da Expedição Thayer, entre 1865 e 1866, financiada pelo empresário e filantropo norte-americano Nathaniel Thayer, Jr. (1808-1883) e chefiada por seu ex-professor no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard, o suíço Louis Agassiz (1807 – 1873), quando ocupou-se sobretudo em fazer um mapeamento geológico da área do Rio de Janeiro até o norte da Bahia. Em 1867, já estabelecido como conferencista no Instituto Cooper, em Nova York, voltou ao Brasil, de maneira independente, e durante três meses examinou a costa entre <em>Pernambuco e Rio, explorando mais particularmente as vizinhanças da Bahia e as ilhas e recifes do coral dos Abrolhos</em>. Em 1868, tornou-se professor de História Natural no Vassar College e também da Universidade de Cornell. Em 1870 e em 1871, chefiou as Expedições Morgan ao Amazonas, financiadas pelo político norte-americano Edwin D. Morgan (1811- 1883) .</p>
<p>Além de ter obtido sucesso em seu pleito junto ao Governo Imperial, Hartt conseguiu criar a Comissão Geológica do Império, pelo Aviso de 30 de abril de 1875. Como a comissão estaria ligada ao Ministério da Agricultura, o desenvolvimento das atividades agrícolas e mineradoras a partir do conhecimento que a geologia propiciaria foi um argumento decisivo para sua criação. Foi convidado para chefiá-la e foram nomeados como seus assistentes os geólogos Orville Adalbert Derby (1851 – 1915) e Richard Rathbun (1852-1918) &#8211; ambos da Universidade de Cornell -, que chegaram ao Brasil em fins de 1875; John Casper Branner (1850-1922), do Departamento de Botânica e Geologia da Universidade de Indiana; e os brasileiros Elias Fausto Pacheco Jordão (1849 – 1901), que havia se doutorado em 1874 em engenharia civil na Universidade de Cornell, e Francisco José de Freitas, assistente geral e tradutor. Integraram, também, o corpo técnico da comissão os geólogos Luther Wagoner, substituto de Pacheco Jordão, em 1876, que foi posteriormente substituído por Frank Carpenter; o naturalista Herbert Huntington Smith (1851-1919), e o fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923). Segundo Gilberto Ferrez, foi durante as viagens que fez com a Comissão Geológica que Marc Ferrez contraiu uma doença no fígado, da qual nunca se curou.</p>
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<div style="width: 1038px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7035" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7035/007avulsossemembalagem-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1028" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7035" target="_blank">Marc Ferrez. Jangadas, c. 1875. Nordeste do Brasil / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A Comissão, criada em abril de 1875, iniciou seus trabalhos ativos em 10 de junho de 1875 e percorreu os atuais estados de Alagoas, Bahia, Fernando de Noronha, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe, e parte da região amazônica nessa importante missão científica realizada no Brasil sob os auspícios do governo imperial, que gerou a primeira grande representação fotográfica de diversas regiões do território brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/60" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 1º de agosto de 1876</a>). O governo decretou o fim da Comissão em 1º de julho de 1877 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/36264" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 7 de julho de 1877, quarta coluna</a>). Segundo Rathbun, o fato aconteceu devido a motivos econômicos e a discordâncias em torno do volume e do valor do trabalho realizado até ali pela comissão. Porém Hartt conseguiu seis meses de prorrogação nos trabalhos. No início de janeiro de 1878, com a formação do novo gabinete liberal, sob o comando do primeiro-ministro João Lins Vieira de Cansanção, o visconde de Sininbu (1810 – 1906), que também era ministro da Agricultura, sua extinção foi efetivada. Segundo Hartt, em junho de 1877,  as coleções zoológicas, geológicas e etnográficas feitas pela Comissão Geológica possuíam cerca de 500 mil espécimes.</p>
<p>Hartt foi contratado como naturalista-viajante do Museu Nacional do Rio de Janeiro, por volta de 1874. Em 1876, assumiu a Seção de Geologia, criada pela reforma do botânico Lasdilau de Souza Mello Netto (1838 &#8211; 1894), e reorganizou as coleções e preparou a mostra mineralógica brasileira apresentada na Exposição Universal de Filadélfia de 1876. Faleceu em 18 de março de 1878, um domingo, no Rio de Janeiro, de febre amarela, em sua casa no número 44 da rua da Princesa, atual Correia Dutra, no Flamengo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010/168" target="_blank"><em>O Vulgarizador</em>, 15 de maio de 1878</a>) . Os professores e demais funcionários do Museu Nacional deliberaram <em>tomar luto por oito dias</em> <em>(</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/3805" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias, </em>19 de março de 1878, segunda e penúltima coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/18037" target="_blank"><em>Jornal do Commercio, </em>19 de março de 1878, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/332747/738" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 30 de março de 1878;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010/168" target="_blank"><em>O Vulgarizador</em>, 15 de maio de 1878</a>). Morreu sem sua família porque  sua mulher, Lucy Lynde Hartt, com quem havia se casado em 1869, havia voltado com os dois filhos do casal, Mary and Rollin, para Buffalo, nos Estados Unidos, em dezembro de 1876  – não suportou os períodos de solidão, os mosquitos, as doenças e os desconfortos do Rio de Janeiro. Quando partiu do Brasil, ela estava grávida de gêmeos mas a gravidez não se completou, o que trouxe grande tristeza para o casal. Hartt foi enterrado no cemitério de São Francisco Xavier mas, a pedido de sua esposa, seu corpo foi transladado para os Estados Unidos, em 1883.</p>
<p>Suas coleções foram colocadas sob a guarda do Museu Nacional do Rio de Janeiro, única instituição da época capaz de receber intelectual e fisicamente todo o trabalho da Comissão Geológica.</p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22comiss%C3%A3o+geol%C3%B3gica%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez realizadas para a Comissão Geológica do Império disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Breve cronologia da participação de Marc Ferrez nos trabalhos da Comissão Geológica do Império</em></span></strong></p>
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<div style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4749" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4749/0071824cxsn-05.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="498" height="632" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4749" target="_blank">Marc Ferrez. Rua dos Coqueiros, c. 1875. Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;">1875 </span>– </strong>Ferrez começou a trabalhar como fotógrafo da Comissão Geológica do Império, chefiada pelo norte-americano Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), que se tornaria diretor da Seção de Geologia do Museu Nacional em 1876. Percorreu os atuais estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e parte da região amazônica numa importante missão científica realizada no Brasil sob os auspícios do governo imperial, que gerou a primeira grande representação fotográfica de diversas regiões do território brasileiro.</p>
<p>Marc Ferrez e outros membros da Comissão Geológica do Império embarcaram no paquete <em>Pará</em>com destino a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11427" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de julho de 1875, na segunda coluna</a>). Ele, Elias Fausto Pacheco Jordão, Francisco José de Freitas e Charles Frederick Hartt, todos membros da Comissão, agradeceram, publicamente, ao “digno comissário” J. Feliciano Gomes, que os recebeu no navio<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/10813" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de julho de 1875, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi publicado o relatório preliminar dos trabalhos da Comissão Geológica na província de Pernambuco, de autoria de Hartt. Ferrez foi mencionado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/14052" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de novembro de 1875, na primeira coluna</a>).</p>
<p>As fotografias produzidas por Marc Ferrez para a Comissão Geológica, mostradas durante uma visita do governador, do chefe da Polícia e do Diretor de Obras de Pernambuco na residência de Hartt no Recife, foram muito elogiadas: &#8220;<em>Rara vez um fotógrafo é tão feliz na reprodução dos quadros naturais como o Sr. Ferrez o foi neste trabalho, do qual com justiça se deve se regozijar</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33864" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 30 de novembro de 1875, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_16388" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33864" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16388" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/elogio.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1875" width="461" height="743" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33864" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 30 de novembro de 1875</a></p></div>
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<p>Na residência do inspetor do arsenal de Marinha, em Recife, o chefe da Comissão Geológica do Império, Charles Frederick Hartt, fez uma conferência sobre os arrecifes e outros aspectos de Pernambuco como o cabo de Santo Agostinho, praias, o rio São Francisco e a cachoeira de Paulo Afonso, ilustrados com fotografias de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33872" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de dezembro de 1875, nas quinta e sexta coluna, sob o título “Norte do Império”</a>).</p>
<p>Ferrez  apresentou na seção de Obras Públicas da IV Exposição Nacional, dois álbuns com imagens dos recifes de Pernambuco, do baixo São Francisco e da cachoeira de Paulo Afonso, além de registros de corais e madrepérolas. As imagens produzidas durante a viagem da Comissão Geológica foram projetadas por Ferrez durante uma conferência do professor Hartt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33974" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 27 e 28 dezembro de 1875, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2017" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de janeiro de 1876, na penúltima coluna,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34112" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de fevereiro de 1876, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876</span> -</strong>  Apresentou na Exposição Universal da Filadélfia, aberta em 10 de maio, panoramas do Rio de Janeiro e fotografias realizadas para a Comissão Geográfica do Império, que foram premiadas. Foram expostas no Photographic Exhibition Building, prédio projetado pelo arquiteto H.J. Schwarzmann (1846 &#8211; 1891) onde foram exibidas as fotografias do evento.</p>
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<div id="attachment_17586" style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://archive.org/details/internationalexh01cent/page/2" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17586" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/catalogocapa.jpg" alt="Capa da segunda parte do Catálogo Oficial da exposição Internacional da Filadélfia de 1876" width="739" height="656" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://archive.org/details/internationalexh01cent/page/2" target="_blank">Capa da segunda parte do Catálogo Oficial da Exposição Internacional da Filadélfia de 1876</a></p></div>
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<div id="attachment_17587" style="width: 748px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://archive.org/details/internationalexh01cent/page/144" target="_blank"><img class=" wp-image-17587" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/catalogo.jpg" alt="Na página 144 do catálogo, nomes dos fotógrafos do Brasil" width="738" height="649" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://archive.org/details/internationalexh01cent/page/144" target="_blank">Na página 144 do catálogo, nomes dos fotógrafos do Brasil</a></p></div>
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<div style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://libwww.freelibrary.org/digital/item/2135" target="_blank"><img src="https://media.freelibrary.org/assets/digital/items/c090120/images/large.jpg" alt="Photograph Exhibition Building" width="1000" height="647" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://libwww.freelibrary.org/digital/item/2135" target="_blank">Photographic Exhibition Building, 1876 / Free Library of Philadelphia</a></p></div>
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<p>O <em>New York Commercial Advertiser</em>, de 29 de maio de 1876, publicou um artigo que informava que “riquíssimas fotografias da exploração geológica a cargo do professor Hartt” haviam sido apresentadas pelo Brasil na exposição. Uma curiosidade: a comissão de organização da Exposição da Filadéfia modificou as regras da premiação: os ganhadores receberiam um diploma, uma medalha de bronze e uma cópia certificada do parecer do júri, rompendo com o padrão de premiação hierárquica (<a href="https://libwww.freelibrary.org/digital/feature/centennial/exhibition" target="_blank">Free Library of Philadelphia</a>).</p>
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<p><img class="aligncenter" src="http://www.expositionmedals.com/images/1876award-obv.jpg" alt="1876 Centennial Exposition Award Medal" /><img class="aligncenter" src="http://www.expositionmedals.com/images/1876award-rev.jpg" alt="Expositon Medal" /></p>
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<p>Foi publicada uma fotografia de autoria de Ferrez da cachoeira de Paulo Afonso na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/53" target="_blank"><em>Revista Ilustração Brasileira</em>, 1º de agosto de 1876,</a> acompanhada por um texto de Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), chefe da Comissão Geológica do Império. Na mesma <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/60" target="_blank">edição</a>, publicação de matéria sobre a Comissão Geológica do Império.</p>
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<div id="attachment_17588" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=758370&amp;pagfis=53" target="_blank"><img class="wp-image-17588 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/revista-1024x748.jpg" alt="Revista Ilustrada, agosto de 1876" width="768" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=758370&amp;pagfis=53" target="_blank">Revista <em>Ilustração Brasileira</em>, 1º de agosto de 1876</a></p></div>
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<div style="width: 816px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4405" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4405/SAm39-0002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="806" height="703" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4405" target="_blank">Marc Ferrez. Cachoeira de Paulo Afonso, c. 1875. Bahia / Convênio Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig/ Instituto Moreira Salles</a></p></div>
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<p>Ferrez havia chegado do sul da Bahia com o geólogo Richard Rathbum, também ajudante da Comissão Geológica, com diversas fotografias dos índios botocudo, dentre outras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/153" target="_blank"><em>Revista Ilustração Brasileira</em>, 1º de novembro de 1876, na última coluna</a>). Essas teriam sido as primeiras imagens desses índios produzidas no Brasil (<em><span style="color: #333333;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/480703/1138" target="_blank">Palcos e Telas, 8 de abril de 1920</a>).</span></em> Botocudo foi um termo genérico utilizado pelos colonizadores portugueses para denominar diversos grupos indígenas integrantes do tronco macro-jê (grupo não tupi), caracterizados pelo uso de botoques labiais e auriculares, habitantes originais do sul da Bahia e região do vale do rio Doce, incluindo o norte do Espírito Santo e Minas Gerais. A série de fotografias de indígenas tirada por Marc Ferrez na Bahia, durante uma segunda etapa de viagens realizadas por ele para a Comissão Geológica do Império do Brasil, no final de 1876, compõe um conjunto de  registros fotográficos pioneiros e raros dessas tribos, que se mantiveram isoladas e resistentes ao contato com os brancos, sendo violentamente perseguidas e praticamente  dizimadas nas primeiras décadas do século XX.</p>
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<div style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6407" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6407/0071824cxretratos1-04t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="381" height="579" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6407" target="_blank">Marc Ferrez. Índia botocudo com criança, 1876. Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 625px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4740" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4740/0071824cx110-05.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="615" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4740" target="_blank">Marc Ferrez. Índio botocudo, 1876. Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong></span> &#8211; Publicação da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/218" target="_blank">fotografia do farol da Barra da Bahia</a>, de autoria de Marc Ferrez, na capa da <a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/213" target="_blank"><em>Revista Ilustração Brasileira</em>, 15 de janeiro de 1877</a>.</p>
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<div id="attachment_16393" style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/213" target="_blank"><img class="wp-image-16393 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/ferrez.jpg" alt="Revista Illustração Brasileira, de 1877" width="528" height="734" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/213" target="_blank">Revista Illustração Brasileira, 15 de janeiro de 1877</a></p></div>
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<div style="width: 647px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2489" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2489/007A5P4F4-28.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="637" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2489" target="_blank">Marc Ferrez. Forte e Farol de Santo Antônio da Barra, 1884. Salvador, Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O governo decretou o fim da Comissão em 1º de julho de 1877 e em janeiro do ano seguinte sua extinção foi efetivada.</p>
<p>Publicação de uma matéria sobre o trabalhos da Comissão Geológica do Império e sobre o local onde estavam guardados e onde os membros da comissão cuidavam de sua classificação, estudo e do desenvolvimento, na rua da Constituição, nº 41, visitado pelo imperador Pedro II, no dia 27 de outubro. Foi mencionada a existência de um laboratório fotográfico, &#8220;<em>grande e espaçoso&#8230;nele estão guardados algumas centenas de clichês , feitos no campo pelos Srs. Ferrez e Branner e no laboratório pelo Sr. Ratbunn </em>(Rathbun)<em>, que hoje toma conta dessa parte do serviço da comissão</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010/95" target="_blank"><em>O Vulgarizador</em>, 3 de novembro de 1877</a>). O imperador já havia visitado o local dos trabalhos da Comissão, em 30 de julho de 1877 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/36361" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 31 de julho de 1877, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong></span> – No <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/44623" target="_blank">Almanak Laemmert de 1878</a>, Ferrez foi identificado como fotógrafo da Marinha Imperial e da Comissão Geológica. Seu estabelecimento ficava na rua São José, 88 com depósito na rua do Ouvidor, 55.</p>
<p>Foi noticiada a morte de Charles Frederick Hartt, que havia sido o chefe da Comissão Geológica do Império. Ferrez foi mencionado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800341/1059" target="_blank"><em>A Boa Nova</em>, 24 de abril de 1878, na terceira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1879</span> </strong>-  Em inglês, foram publicados anúncios das fotografias de Ferrez no jornal <em>Rio News</em> de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/55" target="_blank">5 de agosto</a>, de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/55" target="_blank">15 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/83" target="_blank">15 de outubro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/91" target="_blank">5 de novembro</a>, mencionando que ele havia recebido uma medalha na Exposição da Filadélfia e que havia sido fotógrafo da Comissão Geológica do Império. Os anúncios seguiram sendo publicados em 1880 e 1881.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div style="text-align: left;">
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CASTRO, Danielle Ribeiro. <a href="http://www.uel.br/eventos/eneimagem/2013/anais2013/trabalhos/pdf/Danielle%20Ribeiro%20de%20Castro.pdf" target="_blank"><em>Photographos da Casa Imperial: a Nobreza da Fotografia no Brasil do Século XIX</em></a>, 2013</p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez &#8211; uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CSIh3fSVM0w" target="_blank"><em>Charles F. Hartt e a Comissão Geológica do Império</em> (Youtube)</a></p>
<p>FREITAS, Marcus Vinícius. <em>Hartt: expedições pelo Brasil Imperial 1870 &#8211; 1878, 2001</em>. São Paulo : Metalivros</p>
</div>
<div style="text-align: left;">
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702004000200016" target="_blank">Charles Frederick Hartt e a institucionalização das ciências naturais no Brasil,</a> </em>maio/agosto de 2004. Rio de Janeiro: História, Ciências, Saúde-Manguinhos, volume 11, nº2</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="https://slideplayer.com.br/slide/363034/" target="_blank">Serviços Geológicos nos trópicos: a experiência brasileira</a></p>
<p><a href="https://libwww.freelibrary.org/digital/feature/centennial/exhibition" target="_blank">Site Free Library of Philadelphia</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>As versões diurna e noturna na fotografia de Revert Henrique Klumb</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2018 13:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[efeito noturno]]></category>
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		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Revert Henrique Klumb]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Burgi]]></category>

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		<description><![CDATA[O fotógrafo francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886) mudou-se definitivamente para Petrópolis, em 1866. Deste ano até 1874, produziu uma documentação extensa da cidade e fotografou a paisagem urbana de Petrópolis, acrescentando efeitos noturnos às imagens, uma importante inovação. Essa série é considerada extremamente significativa do ponto de vista estético e dos limites da linguagem na época. A Brasiliana Fotográfica destaca a fotografia "Quitandinha, Córrego Seco", em suas versões diurna e noturna, para demonstrar essa manipulação deliberada do fotógrafo. Além disso, o portal convida o leitor a ouvir o comentário "Os efeitos de Klumb", feito por Sérgio Burgi, um de seus curadores e Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O fotógrafo francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> mudou-se definitivamente para Petrópolis, em 1866. Deste ano até 1874, produziu uma documentação extensa da cidade e fotografou a paisagem urbana de Petrópolis, acrescentando efeitos noturnos às imagens, uma importante inovação. Essa série é considerada extremamente significativa do ponto de vista estético e dos limites da linguagem na época. A Brasiliana Fotográfica destaca a fotografia &#8220;Quitandinha, Córrego Seco&#8221;, em suas versões diurna e noturna, para demonstrar essa manipulação deliberada do fotógrafo. Além disso, o portal convida o leitor a ouvir o comentário <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tt0O9Y-m_hk" target="_blank">Os efeitos de Klumb</a>,</em> feito por Sérgio Burgi, um de seus curadores e Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles. Ele ressalta a importância da inovação e explica como Klumb conseguia esse efeito &#8211; trabalhando com um controle muito apurado da exposição e acrescentando, a partir de intervenção manual, efeitos de iluminação artificial: a iluminação dos lampiões nas ruas, a luz de velas nos interiores das casa e a própria lua.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1012px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2394" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2394/007A5P4F09-24.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1002" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2394" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Rio Quitandinha, Córrego Seco, c. 1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1006px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6062" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6062/007A5P4F10-023.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="996" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6062" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Rio Quitandinha, Córrego Seco, c. 1870. Rua do Imperador, Petrópolis, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Klumb expôs a série de Petrópolis em 1875 ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=369381&amp;PagFis=614" target="_blank"><em>O Globo</em>, de 10 de janeiro de 1875 </a>, na segunda coluna, <em>O Mercantil</em>, de<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=6" target="_blank"> 6</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=9" target="_blank">9 janeiro de 1875</a>  e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=37" target="_blank">de 6 de fevereiro de 1875</a>). <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">imperatriz Tereza Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> visitaram a exposição ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=21" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, de 10 de janeiro de 1875, na terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_13160" style="width: 927px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=9" target="_blank"><img class="size-full wp-image-13160" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/critica.jpg" alt="Crítica da exposição das fotografias de Klumb, O Mercantil, 9 de janeiro de 1875" width="917" height="697" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=376493&amp;PagFis=9" target="_blank">Crítica da exposição das fotografias de Klumb, <em>O Mercantil,</em> 9 de janeiro de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=klumb&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Revert Henrique Klumb disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1068px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2437" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2437/007A5P4F10-20.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1058" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2437" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Armazém de víveres, c. 1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1065px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2438" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2438/007A5P4F10-38.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1055" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2438" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Armazém de víveres, c. 1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para saber mais sobre Klumb, acesse o artigo<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank"> <em>Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família imperial do Brasil</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 31 de agosto de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica em torno da obra de Revert Henrique Klumb</strong>:</span></p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809"><i>Revert Henrique Klumb, o fotógrafo da família real do Brasil</i>, publicado em 31 de agosto de 2016</a></span></p>
<p><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb</em>, 16 de março de 2020</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16516" target="_blank"><span style="color: #993300;"><em>“Doze horas em diligência”, o primeiro guia turístico do Brasil, por Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886)</em>, 8 de maio de 2020</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113" target="_blank"><span style="color: #993300;"><em>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; II &#8211; A rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, </em>16 de junho de 2020.</span></a></p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28263" target="_blank"><em>O Hotel Pharoux por Revert Henrique Klumb</em>, em 15 de junho de 2022</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 &#8211; 12 de janeiro de 1923)</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2018 18:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia os 175 anos de nascimento do brilhante cronista visual Marc Ferrez (1843 - 1923), destacando as publicações do portal relativas ao fotógrafo e disponibilizando um artigo sobre ele de autoria de Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. A vasta e abrangente obra iconográfica de Ferrez se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Foi o principal fotógrafo das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX.  Outro segmento de sua obra iconográfica registrou as várias regiões do Brasil – ele foi o único fotógrafo do século XIX que percorreu todas as regiões do país, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do Brasil no exterior. Faleceu em 12 de janeiro de 1923.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia os 175 anos de nascimento do brilhante cronista visual Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), destacando as publicações do portal relativas ao fotógrafo e disponibilizando um artigo sobre ele de autoria de Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. A vasta e abrangente obra iconográfica de Ferrez se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Foi o principal fotógrafo das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX.  Outro segmento de sua obra iconográfica registrou as várias regiões do Brasil – ele foi o único fotógrafo do século XIX que percorreu todas as regiões do país, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior. Em meados dos anos 1870, integrou a Comissão Geológica do Império. Era <em>Fotógrafo da Marinha Imperial. </em>Faleceu em 12 de janeiro de 1923.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="534" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez aos 33 anos de idade, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ferrez%2C+marc%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 614px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6734" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6734/0071824cx016-09.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="604" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6734" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez de guarda-chuva, c. 1885. Floresta da Tijuca, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>MARC FERREZ </strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Sergio Burgi*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2280/007A5P3FG2-79.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="547" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2280" target="_blank">Marc Ferrez. Ponte do Silvestre, c. 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais conhecido por suas imagens icônicas da cidade do Rio de Janeiro e de seu exuberante entorno, Marc Ferrez foi também o primeiro fotógrafo a percorrer extensivamente o território brasileiro, primeiramente como fotógrafo da Comissão Geológica do Império do Brasil (1875-1878), e posteriormente, como fotógrafo da construção e modernização das principais ferrovias, registrando localidades e paisagens em diversos estados e regiões do país. Permanentemente associado ao campo das artes, da engenharia, da técnica e da ciência e em constante interação com os principais nomes de seu tempo nestas áreas, Marc Ferrez documentou grandes projetos de engenharia, de arquitetura e de urbanismo no Império e na República. Estes diversos trabalhos comissionados realizados ao longo de sua carreira o colocaram em associação direta com as principais inovações tecnológicas e científicas de seu tempo, tendo por conseguinte buscado também expandir as fronteiras de sua própria produção de imagem em fotografia, através, por exemplo, do desenvolvimento de câmeras especiais e do estudo e domínio de novos processos fotográficos.</p>
<p>A partir da sociedade formada com seus filhos, em 1907, Marc Ferrez investiu na expansão de suas atividades nas áreas de comercialização de equipamentos e produtos fotográficos e cinematográficos, na produção e comercialização de impressões fotomecânicas, na distribuição de novos produtos para o mercado amador, como os autocromos e estereoscopias, e, especialmente, na distribuição e exibição de filmes cinematográficos, sendo estes os principais campos que viriam a consolidar, a partir do início do século XX, a era da comunicação visual de massa baseada na circulação intensiva da imagem fotográfica e cinematográfica, profissional e amadora. Este processo foi somente possível pelos avanços tecnológicos originados na interseção da ciência com a técnica e pela intensa atividade de comercialização de processos e produtos, que no Brasil teve em Marc Ferrez seu principal ator e agente. A carreira fotográfica de Marc Ferrez percorre, assim, mais de cinco décadas de profundas transformações no campo da imagem, e, nesse sentido, sua trajetória e seu legado constituem, sem dúvida, uma plataforma única para a compreensão do país e de sua representação ao longo do século XIX e primeiras décadas do século XX.</p>
<p>Por esses motivos, que evidenciam a importância do legado de Marc Ferrez, o Instituto Moreira Salles, que tem sob sua guarda o acervo do fotógrafo, realizará ao longo dos próximos cinco anos um trabalho sistemático de documentação e pesquisa da obra completa de Marc Ferrez, buscando referenciar de maneira abrangente e exaustiva seu trabalho, reunido tanto no IMS como em outras instituições no país e no exterior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Sergio Burgi é Coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>O Museu Nacional</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Sep 2018 10:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Antropológica Brasileira]]></category>
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		<description><![CDATA[Nesse momento trágico do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do Brasil, fundada por dom João VI em 6 de junho de 1818, e da própria cultura do país, a Brasiliana Fotográfica destaca três artigos que já foram publicados no portal relacionados ao museu que, em 2 de setembro de 2018, foi atingido por um incêndio de grandes proporções. Estes artigos reafirmam a importância do Museu Nacional e do Paço de São Cristóvão como patrimônios nacionais essenciais para a nossa história, cultura e  cidadania.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse momento trágico do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do Brasil, fundada por dom João VI, em 6 de junho de 1818, e da própria cultura do país, a Brasiliana Fotográfica destaca três artigos que já foram publicados no portal relacionados ao museu que, em 2 de setembro de 2018, foi atingido por um incêndio de grandes proporções, que consumiu cerca de 85% de 20 milhões de itens, incluindo múmias, fósseis de dinossauros e muitos objetos que contribuíam para a história do Brasil e de outros países.</p>
<p>Estes artigos reafirmam a importância do Museu Nacional e do Paço de São Cristóvão como patrimônios nacionais essenciais para a nossa história, cultura e  cidadania. Inicialmente sediado no Campo de Santana, o então denominado Museu Nacional do Brasil mudou-se para a Quinta da Boa Vista, em 1892 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/4909" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1892, na terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18026" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/litografia.jpg"><img class="size-full wp-image-18026" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/litografia.jpg" alt="Representação da fachada do Museu Imperial em uma matriz litográfica, 1870 / Site do Museu Nacional da UFRJ" width="768" height="447" /></a><p class="wp-caption-text">Representação da fachada do Museu Imperial em uma matriz litográfica, 1870 / Site do Museu Nacional da UFRJ</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/160" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do  Museu Nacional /Paço Imperial de São Cristóvão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com o site do museu: <em>&#8220;De seu acervo de mais de 20 milhões de itens, destacam-se, em exposição: a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I; a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina; as coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais; o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de &#8220;Luzia&#8221;, pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica; nas coleções de Etnologia temos expostos objetos que mostram a riqueza da cultura indígena, cultura afro-brasileira, culturas do Pacífico e na Zoologia destaca-se a coleção Conchas, Corais, Borboletas, que compreende o campo de invertebrados em geral e, em especial, dos insetos&#8221;</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Links para os artigos da Brasiliana Fotográfica que têm relação com o Museu Nacional:</span></strong></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">O Palácio Real de São Cristóvão &#8211; 03/10/2016</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Marc Ferrez e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional em 1882 &#8211; 29/06/2018</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11797" target="_blank">A cientista Marie Curie (186 &#8211; 1934) no Museu Nacional, Rio de janeiro, 1926 &#8211; 05/07/2018</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2452/007A5P4F2-28.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank">Augusto Malta. Museu Nacional, c. 1930. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A declaração de Sérgio Burgi, coordenador da área de Fotografia do Instituto Moreira Salles e um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, expressa a tristeza e a indignação do portal com a destruição do Museu Nacional:</p>
<p>&#8220;<em>O que se perdeu hoje foi o maior acervo de nosso país e o trabalho de milhares de pesquisadores e cientistas que dedicaram suas vidas ao estudo do país. Não são duzentos anos de história, são milhares de anos de história, são milhares de anos de história das populações indígenas que nos precederam, de acervos geológicos importantíssimos, de um vasto conhecimento e documentação, enfim, que só foi possível reunir pela ação continuada de pesquisadores desde a criação do Museu Nacional. Uma grande tragédia, uma incalculável perda</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica&#8221; I</title>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2018 15:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pela primeira vez o portal publica uma imagem do acervo fotográfico dos Diários Associados Rio de Janeiro. O conjunto de fotos foi incorporado, em 2016, por um dos fundadores do portal, o Instituto Moreira Salles. Nessa estreia, foi destacada uma fotografia do hangar para abrigar os zepelins em construção no Campo de Santa Cruz e uma do Graf Zeppelin, publicadas em O Jornal do dia 7 de abril de 1935. O conjunto adquirido pelo IMS dos Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para O Jornal, para o Diário da Noite e para o Jornal do Commercio.
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez o portal publica uma imagem do acervo fotográfico dos Diários Associados &#8211; Rio de Janeiro. O conjunto de fotos foi incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS). Nessa estreia, foi destacada uma fotografia do hangar para abrigar os zepelins, em construção no Campo de Santa Cruz, e uma do Graf Zeppelin, publicadas em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/23516" target="_blank"><em>O Jornal</em>, do dia 7 de abril de 1935</a>. O conjunto adquirido pelo IMS dos Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para <em>O Jornal</em>, primeiro órgão dos Diários, adquirido por Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968) em 1924; para o <em>Diário da Noite</em>, fundado por ele em 1929; e para o <em>Jornal do Commercio</em>, fundado em 1827 e adquirido pelo grupo em 1959. Os registros cobrem um período representativo do século XX &#8211; de 1915 a 2005. Esse texto da Brasiliana complementa o recém publicado, em 25 de maio de 2018,  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12075" target="_blank"><em>A primeira passagem do Graf Zeppelin pelo Rio de Janeiro, em 1930, e registros de outras viagens</em></a>.</p>
<p>A Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, a maior coleção de periódicos do Brasil, é uma das mais potentes plataformas de informações para diversos tipos de pesquisa e a Brasiliana Fotográfica faz, desde seu início, uma extensa e profícua utilização desse precioso arquivo. Lembramos que a Fundação Biblioteca Nacional é também uma das fundadoras do portal. No caso específico de estabelecer-se uma relação entre uma imagem de um acervo fotográfico de imprensa com a forma e o contexto com que essa imagem foi originalmente publicada &#8211; como realizado nessa publicação do portal &#8211; faz com que a Hemeroteca Digital da BN ganhe especial protagonismo. E, como lembra Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do IMS, <em>a preservação de um arquivo fotográfico de imprensa, mesmo que seus conteúdos estejam conservados em plataformas como a Hemeroteca Digital, é muito importante: as imagens podem, a partir de recursos tecnológicos como a digitalização e o zoom, terem outra visibilidade e serem acessadas em sua qualidade plena</em>.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5617" target="_blank">Abaixo, a imagem do Hangar dos Zeppelins, no Campo de Santa Cruz, e do Graf Zeppelin, do acervo fotográfico dos Diários Associados Rio de Janeiro, incorporado ao IMS. Acessando o link para a fotografia, disponível na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5617" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5617/036AAERO0014F001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="554" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5617" target="_blank">Ao alto, o Graf Zeppelin por ocasião de viagem ao Rio de Janeiro. Abaixo, o hangar, publicado em<em> O Jornal</em>, 7 de abril de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/23516" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;"><em>Abaixo, a fotografia e o texto publicados em O Jornal de 7 de abril de 1935:</em></span></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12307" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/23516" target="_blank"><img class="wp-image-12307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/ojornal.jpg" alt="ojornal" width="310" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/23516" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><em>&#8216;Sob o &#8220;controle da Comissão fiscal de Obras de Aeroportos, do Ministério da Viação, ativam-se os trabalhos de construção do aeroporto de Santa Cruz, construído numa área de milhão de metros quadrados, na fazenda S. José, de propriedade do governo da União.</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>A construção do ramal da Central do Brasil para aquele campo permitiu o rápido transporte do material e o desenvolvimento consequente dos trabalhos.</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>Ess</em></span><span style="color: #333333;"><em>e aeroporto se constrói de acordo com o contrato do governo com a Luftschiffbau Zeppelin para o estabelecimento de uma linha regular de dirigíveis entre a Europa e o Brasil, serviço que estará em perfeito funcionamento dentre em pouco, logo se concluam as obras do aeroporto.</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>Ainda neste início de mês o &#8220;Zeppelin&#8221; reiniciará suas viagens para o Brasil, transportando passageiros, correspondência e encomendas, quinzenalmente, partindo de Friedrichshafen aos sábados, à noite, e chegando a Recife às terças-feiras imediatas.&#8217;</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>O &#8220;Zeppelin&#8221; atracará no aeroporto de Santa Cruz e regressará imediatamente à Europa. Há uma modificação de rota: a aeronave fará escalas por Sevilha na ida e na volta.&#8217;</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><strong>Um pouco da história do Hangar dos Zepelins</strong></span></p>
<p>Para a construção de um aeroporto para abrigar os zepelins, o governo brasileiro liberou um crédito milionário para o financiamento da obra em troca de um programa mínimo de 20 viagens anuais pelo período de 30 anos, contratado com a Luftschiffbau Zeppelin, fabricante e operador da linha aérea (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/21924" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de maio de 1934, quarta coluna</a>). Sua estrutura de aço foi trazida da Alemanha e o hangar dos dirigíveis zepelins começou a ser construído em 1934, no Aeroporto de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, mais tarde rebatizado Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, e inaugurado em 26 de dezembro de 1936 pelo presidente da República, Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), com a presença de várias outras autoridades, dentre elas o embaixador da Alemanha e o prefeito do Rio de Janeiro, Olímpio de Melo (1886 &#8211; 1977) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/35048" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de dezembro de 1936, quarta coluna</a>). Foi então ativada uma linha regular de transportes aéreos entre a Alemanha e o Brasil. <span style="color: #333333;">Mais de 5 mil homens participaram da construção do hangar. Na época, existia um trem que saía da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, cujo ponto final era o aeroporto.</span></p>
<p>O hangar foi pouco utilizado pelos zepelins porque a partir da explosão de um deles, o Hindenburg, em 6 de maio de 1937 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/37631" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de maio de 1937</a>), os voos dos grandes dirigíveis para passageiros foram interrompidos. Segundo reportagem do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/22928" target="_blank"><em>Jornal do Brasil </em>de 5 de abril de 1981</a> e outras fontes o<strong> </strong>Hindenburg pousou no hangar quatro vezes e o Graf Zeppelin, cinco. Em 1943, o aeroporto tornou-se a Base Aérea de Santa Cruz. O hangar serviu como base para o 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, que atuou na Segunda Guerra Mundial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/12918" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 17 de janeiro de 1943, sexta coluna</a>).</p>
<p>Tombado em março de 1998 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o prédio do hangar tem 274 metros de comprimento, 58 metros tanto de altura como de largura. Seu portão principal, o sul, possui duas folhas, cada uma pesando 80 toneladas &#8211; a abertura pode ser feita manualmente ou com motores. O portão norte, com 28 metros de largura e 26 metros de altura, era utilizado para ventilação e saída da torre de atracação. No topo do hangar, a 61 metros de altura, fica a torre de comando. É o último hangar gigante para dirigíveis no mundo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/85834" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de março de 1993</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contribuíram para essa publicação a socióloga Roberta Zanatta (IMS), o historiador Rodrigo Bozzetti (IMS), o bibliotecário Alexandre Delarue (IMS), além de Franco Salvoni e Guilherme Gomes, do Núcleo de Digitalização do IMS.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/associados-ao-ims/%20" target="_blank">&#8220;Por dentro dos acervos&#8221; &#8211; <em>Associados ao IMS</em>, por Mànya Millen, 20 de outubro de 1916.</a></p>
<p>RODRIGUES, Helio Suevo. <em>A formação das estradas de ferro no Rio de Janeiro &#8211; o resgate de sua memória. </em>Rio de Janeiro: Sociedade de Pesquisa para Memória do Trem, 2004.</p>
<p><a href="http://www.defesanet.com.br/ecos/noticia/24165/Base-Aerea-de-Santa-Cruz-comemora-80-anos-do-Hangar-do-Zeppelin-/" target="_blank">Site Defesa.net</a></p>
<p>Site Iphan</p>
<p><a href="http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/28437/HANGAR%20ZEPPELIN%20-%20Considerado%20Patrim%C3%B4nio%20Hist%C3%B3rico%20Nacional%20e%20um%20marco%20para%20a%20avia%C3%A7%C3%A3o%20no%20Brasil" target="_blank">Site Ministério da Defesa &#8211; Força Aérea Brasileira</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A primeira passagem do Graf Zeppelin pelo Rio de Janeiro, em 1930, e registros de outras viagens</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2018 15:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi um grande acontecimento. Sua passagem silenciosa pelo céu da cidade parecia uma visão de sonho e deslumbrou a população causando uma verdadeira comoção. A Brasiliana Fotográfica reuniu registros do evento produzidos pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 - 1965), que pertencem à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, parceira do portal, e também imagens de outras viagens de zepelins pelo Rio de Janeiro, pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Salles, de autoria do fotógrafo amador Guilherme Santos e de fotógrafos ainda não identificados. Há também uma fotografia, do fotógrafo húngaro Alfredo Krausz de uma passagem do Graf Zeppelin por São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi um grande acontecimento. Sua passagem silenciosa pelo céu da cidade parecia uma visão de sonho e deslumbrou a população causando uma verdadeira comoção. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a> registrou o evento e a Brasiliana Fotográfica relembra o fato destacando imagens que pertencem à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das parceiras do portal. São 10 fotografias aéreas do dirigível alemão sobrevoando diversos bairros e locais da Cidade Maravilhosa, dentre eles o Bairro Peixoto, Botafogo, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, Humaitá, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Pão de Açúcar</a> e o Campo dos Afonsos, onde aterrissou. Kfuri produziu as imagens a bordo do avião <em>Consul Dayte</em> nº 332, da Marinha de Guerra, pilotado pelo capitão-tenente Antônio Dias Costa (? &#8211; 1930), que faleceu dois dias depois em um acidente de avião (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank">26 de maio, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/242" target="_blank">28 de maio</a> de 1930).</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica reuniu também registros de outras passagens tanto do Graf Zeppelin como do dirigível Hindenburg pelo Rio de Janeiro, que pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles &#8211; são de autoria do fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a> e de fotógrafos ainda não identificados. Há também uma fotografia, de autoria do fotógrafo húngaro Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), de uma passagem do Graf Zeppelin por São Paulo tendo ao fundo o Edifício Martinelli. A Brasiliana Fotográfica também resgatou a crônica <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>O morro em polvorosa</em></a>, de Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), sobre o impacto da presença do zepelim nos céus do Rio de Janeiro, publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>Diário Nacional de </em>31 de maio de 1930</a>.</p>
<p>Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e um dos curadores do portal, fez uma apreciação das fotografias selecionadas para essa publicação*.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12269" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank"><img class="wp-image-12269 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/noticia.jpg" alt="noticia" width="184" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/229" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 26 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Várias fotografias creditadas ao tenente J. Kfuri, do Serviço Fotográfico da Aviação Naval, foram publicadas na revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, de 7 de junho de 1930.</a> Acima delas, os títulos eram exuberantes e líricos: &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2685" target="_blank">Na escuridão da noite como um meteoro&#8230;</a></em>&#8220;, &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2686" target="_blank">Como um pássaro maravilhoso a aeronave parece voar entre as nuvens e as neblinas matinares</a></em>&#8221; e &#8220;<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2693" target="_blank">O refulgente pássaro aéreo voa sobre os bairros da cidade</a></em>&#8220;, entre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12245" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank"><img class="  wp-image-12245" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/kfuri.jpg" alt="kfuri" width="540" height="286" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2684" target="_blank">Antônio Dias Costa e Jorge Kfuri, <em>O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma edição, como <em>as admiráveis fotografias do tenente Kfuri pediam um texto de excepcional significação</em>, foi publicado o artigo <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2691" target="_blank"><em>Palavras do Ar</em></a>, do engenheiro e professor Vicente Licínio Cardoso (1889 &#8211; 1931), único passageiro brasileiro do Graf Zeppelin. Estava na Europa como delegado da Federação Nacional das Sociedades da Educação, quando foi convidado pela Companhia Zeppelin para representar o país no primeiro voo da aeronave para o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12274" style="width: 391px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2690" target="_blank"><img class="wp-image-12274" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/licinio.jpg" alt="licinio" width="381" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2690" target="_blank">Vicente Licínio Cardoso, único passageiro brasileiro no voo inaugural do &#8220;Graf&#8221; Zeppelin para o Brasil,<em> O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/146" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Graf Zeppelin no Rio de Janeiro pertencentes ao acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5373" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5373/133862.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5373" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Copacabana. O grande terreno no centro é o bairro Peixoto, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/147" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de passagens de zepelins pelo Brasil pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Salles que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5603" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5603/002080Vol02Cx0105.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5603" target="_blank">Guilherme Santos. Passagem do Zepelim pelo país, c. 1935. Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <strong><span style="color: #800000;"><em>O primeiro voo do Graf Zeppelin ao Brasil</em></span></strong></p>
<div style="width: 193px" class="wp-caption alignleft"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6a/Ferdinand_Graf_von_Zeppelin_Profil.jpg/800px-Ferdinand_Graf_von_Zeppelin_Profil.jpg" alt="" width="183" height="236" /><p class="wp-caption-text">Ferdinand von Zeppelin</p></div>
<p style="text-align: left;">Batizado pela filha do pioneiro dos dirigíveis, o conde Ferdinand Graf von Zeppelin (1838 &#8211; 1917), em 8 de julho de 1928, data em que ele completaria 90 anos, o Graf Zeppelin D &#8211; LZ127  &#8211; <em>graf</em> significa conde &#8211; realizou seu primeiro voo em 18 de setembro do mesmo ano. O primeiro voo comercial aconteceu em 11 de outubro, também em 1928. Tinha aproximadamente 236 metros de comprimento e cerca de trinta metros de altura. Seu luxo, tamanho e velocidade encantaram seus passageiros e as populações por onde passava. Sua presença nos céus cariocas foi referido em uma crônica de <a href="https://blogdoims.com.br/manuel-bandeira-a-vida-inteira-por-elvia-bezerra/" target="_blank">Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968)</a> como <em>um acontecimento empolgante e inédito&#8230;um espetáculo&#8230;perturbantemente inédito</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>Diário Nacional,</em> 31 de maio de 1930</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O Graf Zeppelin tinha 10 cabines duplas, dois lavabos, banheiros masculino e feminino, restaurante, cozinha, sala de rádio, sala de navegação e sala de controle. Foi o primeiro balão dirigível a vir ao Brasil, o primeiro a transpor a linha equatorial atravessando o oceano Atlântico no hemisfério sul. Veio em voo experimental e seu destino era o Rio de Janeiro. Prateado, partiu da base de Friedrichshafen, na Alemanha, em 18 de maio de 1930, e fez na manhã do dia seguinte uma parada em Sevilha, na Espanha. Sobrevoou os céus do Recife, primeira parada em terras brasileiras, após um voo de 59 horas conduzido pelo comandante Hugo Eckener (1868 &#8211; 1954).  Aterrissou no Aeroporto do Jiquiá, na capital pernambucana, em 22 de maio de 1930, onde era esperado por uma multidão estimada em 15 mil pessoas &#8211; a data havia sido decretada feriado pelo prefeito do Recife, Francisco da Costa Maia. A chegada da aeronave foi saudada pelo sociólogo Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987), então oficial de gabinete do governador Estácio Coimbra (1872 &#8211; 1937) (<em>Diário de Pernambuco</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1029" target="_blank"> 22</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1039" target="_blank">23</a> de maio de 1930). Houve tumulto entre a multidão e a polícia e o cônsul da Inglaterra e sua esposa foram <em>atropelados pela cavalaria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2100" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de maio de 1930, terceira coluna</a>). Fotografias sobre a passagem do dirigível por Recife foram publicadas em <a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2682" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em> de 7 de junho de 1930</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Lista dos passageiros:</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12235" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/1039" target="_blank"><img class="  wp-image-12235" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/zep.jpg" alt="zep" width="540" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_11/1039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Graf Zeppelin foi reabastecido com gás e seguiu para o Rio de Janeiro à meia-noite de 23 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/1047" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de maio de 1930</a>).  Finalmente, a aeronave atingiu a cidade às 23:30 do dia 24 e durante toda a madrugada <em>bordejou fora da barra com seus motores parados</em> para não incomodar com barulho os habitantes do Rio. Seu sobrevoo à cidade, na manhã do dia 25 de maio, descrito como <em>empolgante, </em>como um dos mais<em> imponentes espetáculos que poderia ser proporcionado pela aviação moderna,</em> foi assistido por <em>quase toda a população carioca. </em>A espera pelo evento foi como a espera por um <em>convidado de honra, um convidado para quem se reservam todas as atenções, todas as fidalguias, as fidalguias a que se dispensam aos grandes personagens que propositadamente se fazem aguardar com curiosidade&#8230;</em>O prefeito Antônio da Silva Prado Junior (1880 &#8211; 1955) e outras autoridades, dentre elas o embaixador Morgan, dos Estados Unidos, foram receber o comandante Eckener ainda a bordo do zeppelin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2128" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12276" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/26118" target="_blank"><img class="wp-image-12276 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/eckener.jpg" alt="eckener" width="383" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/26118" target="_blank">Desenho do comandante Eckener feito pelo pintor e ilustrador pernambucano Manoel Bandeira (1900 &#8211; 1964), o M. Bandeira, para <em>A Província</em>, 18 de maio de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde Pereira Carneiro (1877 &#8211; 1954) e sua esposa, além do comandante Trompovsky e do capitão Fontenelle, representando o Ministro da Viação, embarcaram no dirigível (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2130" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930, primeira coluna</a>), que, cerca de uma hora depois da aterrissagem, voltou ao Recife, onde chegou no dia 26 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/2134" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de maio de 1930</a>). <span style="color: #333333;">Dois dias depois, iniciou seu retorno à Alemanha. Ao sobrevoar Natal, a tripulação jogou uma coroa de flores sobre a estátua de um dos pioneiros da aviação, Augusto Severo (1864 &#8211; 1902), com a mensagem &#8220;A Alemanha ao Brasil na pessoa de seu grande filho Augusto Severo&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2162" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de maio de 1930</a>). No fim do dia, cruzou a linha do Equador. A passagem por Havana, previamente programada, foi suspensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2190" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de maio de 1930</a>), e o Zeppelin chegou ao Aeroporto de Lakehurst, nos Estados Unidos, em 31 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2204" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de junho de 1930</a>). No dia 2 de junho partiu para Sevilha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2232" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de junho de 1930</a>), onde chegou no dia 5 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2276" target="_blank"><em>Correio da</em> <em>Manhã</em>, 6 de junho de 1930</a>). Alcançou seu destino final, Friedrichshafen, em 6 de junho de 1930, após 19 dias desde o início de sua viagem tricontinental (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2290" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de junho de 1930</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5368/133867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5368" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobrevoa Botafogo e Humaitá, vendo-se a Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A história dos zeppelins foi interrompida pela explosão do dirigível Hindenburg, ocorrida, 77 horas depois da decolagem em Frankfurt, no final de uma tarde chuvosa, em Lakehurst, em Nova Jeresey, nos Estados Unidos, em 6 de maio de 1937, matando 36 pessoas &#8211; 13 passageiros, 22 tripulantes e um membro da equipe de terra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/37631" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de maio de 1937</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/17741" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 15 de maio de 1937</a>). Realizou 63 voos desde seu primeiro, em 4 de março de 1936. Segundo Claudio Lucchesi, autor do livro <em>Loucos e heróis: fatos curiosidades da história da aviação, </em>o Hindenburg fez 6 voos para o Brasil.</p>
<p>Após cerca de uma década, nenhum acidente foi registrado envolvendo o Graf  Zeppelin. Porém, após a tragédia com o Hindenburg, ainda em 1937, foi retirado de operação e ficou exposto em um hangar de Frankfurt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/38498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1937, quarta coluna</a>). Foi desmanchado em março de 1940 por ordem de Hermann Goering (1893 &#8211; 1946), comandante-chefe da Luftwaffe, a força aérea alemã. Em nove anos de operação, o Graf Zeppelin realizou 590 voos transportando milhares de passageiros e centenas de quilos de carregamentos e correspondência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5367" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5367/133870.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5367" target="_blank">Jorge Kfuri. O Graf Zeppelin sobre o morro da Urca e a Praia Vermelha, 25 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">A chegada do Graf Zeppelin ao Rio de Janeiro foi uma notícia de destaque em vários jornais da época:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/73338" target="_blank"><em>A semana Zeppelin</em> &#8211; <em>Fon-Fon</em>, 24 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/2128" target="_blank"><em>O Conde Zeppelin no Rio de Janeiro &#8211; Correio da Manhã</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/1146" target="_blank"><em>O rápido pouso do Zeppelin &#8211; Como A Noite soube que o dirigível não aterraria no Campo dos Afonsos</em> &#8211; <em>A Noite</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/2255" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro viveu momentos de intensa emoção e entusiasmo com a visita do &#8220;Graf Zeppelin&#8221;</em> &#8211; <em>O Jornal</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_06/1075" target="_blank"><em>Sob aclamação delirante, o povo carioca consagra a jornada audaz do comandante Eckner &#8211; O raid triunfante do &#8220;Graf Zeppelin&#8217;</em> &#8211; <em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/4122" target="_blank"><em>O entusiasmo que despertou o empolgante espetáculo da chegada do &#8220;Conde Zeppelin&#8221;</em> &#8211; <em>Jornal do Brasil</em>, 27 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/1359" target="_blank"><em>O &#8220;Graf&#8221; Zeppelin em visita ao Brasil &#8211; Continuando a sua rota magnífica, após ter sido aclamado pela população carioca, chegou ontem, pela manhã, a Recife, o grande dirigível alemão &#8211; O Paiz</em>, 27 e 28 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/2613" target="_blank"><em>O &#8220;Graf&#8221; Zeppelin no Brasil</em> &#8211; <em>O Cruzeiro</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/10131" target="_blank"><em>O morro em polvorosa</em>, por Manuel Bandeira &#8211; <em>Diário Nacional,</em> 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/73277" target="_blank"><em>A viagem do Zeppelin</em> &#8211; <em>O Malho</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/1012" target="_blank"><em>De Ícaro a Zeppelin, </em>por Escragnole Dória<em> &#8211; Revista da Semana</em>, 31 de maio de 1930</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/2682" target="_blank"><em>A viagem do &#8220;Graf&#8221; Zeppelin ao Brasil &#8211; O Cruzeiro</em>, 7 de junho de 1930</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="http://www.airships.net/lz127-graf-zeppelin/history/" target="_blank">Airships.net</a></p>
<p class="autor"><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p class="autor">LAUX Paulo F. <a href="http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/a-memoravel-passagem-do-zeppelin-pelo-brasil_737.html" target="_blank"><em>A memorável passagem do Zeppelin pelo Brasil</em></a>, 2012. <em>Aeromagazine</em>, 3 de outubro de 2012.</p>
<p class="autor">LINS, Fernando Chaves. P<em>or céus nunca d´antes navegados</em>, 2006. Recife: Universidade Federal de Pernambuco</p>
<p class="autor">LUCCHESI, Claudio. <em>Loucos e heróis: fatos curiosidades da história da aviação</em>, 1996.</p>
<p><a href="http://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/geraldo-nunes/livro-e-exposicao-resgatam-chegada-do-zepelim-ao-brasil/" target="_blank"><em>O Estado de São Paulo</em>, 9 de junho de 2015</a></p>
<p><a href="http://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/zeppelin-atravessa-atlantico-em-sete-dias-pousa-na-capital-federal-8891105" target="_blank"><em>O Globo</em>, 2 de julho de 2013</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5602" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5602/002080Vol02Cx0104.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5602" target="_blank">Guilherme Santos. Passagem do Zeppelin pelo país, c. 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IM</a>S</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e curador da Brasiliana Fotográfica:</p>
<p><em>Vejam as imagens, verdadeiramente oníricas, dos primeiros vôos dos dirigíveis nos céus do Brasil, fotografados do ar por Jorge Kfury e do solo, em estereoscopias, por Guilherme Santos, entre outros registros preciosos sobre o tema, que integram a Brasiliana Fotográfica. </em><br />
<em>Somam-se nestas imagens muitos pioneirismos que marcaram o início do século XX: a aviação, vivendo ainda a convivência entre as duas grandes modalidades das quais Santos Dumont foi pioneiro, os balões dirigív<span class="text_exposed_show">eis e aviões a motor; a fotografia aérea, que concretizou e expandiu as ambições, desde as imagens pioneiras em balão de Nadar, de se realizar registros fotográficos a &#8220;olho de pássaro&#8221; de todo o território. É neste momento também que a fotografia estereoscópica se une à fotografia aérea para o início dos levantamentos aerofotogramétricos que revolucionariam toda a cartografia mundial.<br />
E no solo, a fotografia estereoscópica era também redescoberta por uma legião de fotógrafos, amadores e profissionais, que, como o carioca Guilherme Santos, dedicaram-se a produzir verdadeiras crônicas visuais de seu tempo. Imagens de uma fotografia documental e direta, em chapas de vidro, porém já fortemente marcadas pelas inovações da época, que levariam a fotografia a novos horizontes de linguagem e representação ao longo do século XX.</span></em></p>
<p>*A apreciação de Sérgio Burgi foi integrada à publicação em 26 de maio de 2018.</p>
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		<title>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2016 13:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Leuzinger]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Victor Frond]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Revert Henrique Klumb]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Burgi]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o texto Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, de Sérgio Burgi, curador do portal e coordenador da área de Fotografia do Instituto Moreira Salles, publicado originariamente no livro Marc Ferrez - Rio, editado pelo IMS e pela Steidl, em 2015.  Conta um pouco da história da fotografia no Brasil do século XIX, ressaltando a importância de Ferrez na construção da representação visual do Rio de Janeiro. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 393px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4772" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4772/007A5P3F03-24.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="383" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4772" target="_blank">Marc Ferrez. Corcovado, c. 1886. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>A Brasiliana Fotográfica publica o texto <em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de Sérgio Burgi, curador do portal e coordenador da área de Fotografia do Instituto Moreira Salles, publicado originariamente no livro <em>Marc Ferrez &#8211; Rio</em>, editado pelo IMS e pela Steidl, em 2015.  Conta um pouco da história da fotografia no Brasil do século XIX, ressaltando a importância de Ferrez na construção da representação visual do Rio de Janeiro.</p>
<p>Sergio Burgi*</p>
<p style="text-align: left;">Sua estranheza, seu surrealismo, seu onirismo – aos nossos olhos atuais – são resultado de um cuidado extremo de preparação e estruturação da imagem&#8230; O registro direto de certos aspectos da realidade pode nos conquistar com muito mais força do que a ficção. Com Ferrez, nós nos deslocamos para aquele momento. Ele procura nos encantar. Ele constrói para o mundo um Brasil do mito, um Brasil da vertigem. Assim é formada essa documentação-ficção que até hoje nos fascina. Ele abre o diafragma da câmera para captar uma fantasia, um sonho de Brasil.</p>
<p style="text-align: right;">Laurent Gervereau <sup>1</sup></p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ferrez%2C+marc%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>A paisagem é uma marca indelével na história e na representação do Rio de Janeiro. Desde os primeiros relatos sobre a baía de Guanabara, a iconicidade de sua geografia já se fazia presente. Artistas viajantes do século 18 e início do 19 retrataram em desenhos, pinturas e gravuras sua singular localização, incrustada entre o mar e as montanhas, que molda a cidade desde a sua fundação, em 1º de março de 1565.</p>
<p>Os primeiros registros fotográficos feitos do Rio, logo no começo de 1840, são vistas urbanas do Paço Imperial, do Chafariz do Mestre Valentim, na atual Praça xv, e do mosteiro de São Bento, sobre o morro de mesmo nome que se projeta sobre as águas da baía. Todas são tomadas de um pavimento elevado do antigo Hotel Pharoux, na Praça xv. Até essa época, ainda não tinham sido explorados os diversos pontos de vista naturais oferecidos pela própria geografia da cidade, que seriam a marca de toda a documentação fotográfica posterior do Rio de Janeiro. Mesmo assim, essas primeiras imagens já indicam os caminhos que a representação fotográfica da cidade percorreria daí em diante, buscando o registro simultâneo do natural e do construído.</p>
<p>Fotógrafos como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henry Klumb</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Victor Frond</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a> produziram entre 1856 e 1875 uma extensa documentação do Rio de Janeiro e de sua paisagem. Marc Ferrez, que iniciou suas atividades profissionais em 1867, interagiu com todos eles e, a partir de 1875, passa a ser o principal fotógrafo do Rio de Janeiro, realizando uma obra única de registro da paisagem urbana e natural da então capital do país.</p>
<p>O Rio de Janeiro do século 19, além de capital política, econômica e cultural do Império, foi também a capital da fotografia. Do ponto de vista quantitativo, esse fenômeno pode ser nitidamente percebido pelo “mapeamento preliminar” elaborado pelo historiador Boris Kossoy sobre as firmas fotográficas que existiam na cidade no período.<br />
Em seu <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro</em>, editado pelo Instituto Moreira Salles, o pesquisador afirma que “durante o século 19, concentrava-se no Rio de Janeiro o maior número de estabelecimentos. Era, pois, o mais importante centro para a atividade fotográfica no país”.<sup>2</sup> Mas a força da fotografia no Rio se expressava ainda na qualidade com que essa atividade era desenvolvida.</p>
<p>Como no resto do mundo, também no Brasil os fotógrafos profissionais operavam suas câmeras em estabelecimentos fixos nas grandes cidades e em ateliês improvisados e ambulantes no interior, sobretudo os retratistas – aliás, o uso mais frequente da fotografia das primeiras décadas foi o de fixar a imagem do homem, não a de vistas ou paisagens. Nos primeiros anos após a apresentação da daguerreotipia, os processos fotográficos se modernizaram com rapidez. O avanço tecnológico, o desenvolvimento de novos processos, com destaque para o negativo-positivo, em poucos anos tornaram obsoleta aquela técnica primeira. Lentes e substâncias químicas fotossensíveis mais eficientes propiciaram uma expressiva melhora do resultado fotográfico. A partir de 1851, à medida que o mercado e o acesso a informações técnicas se expandiam, a obtenção de um negativo de colódio úmido de qualidade para a produção de múltiplas impressões em papel albuminado – processo mais comum na segunda metade do século 19 – foi ficando, aos poucos, menos complexa e mais barata.</p>
<p>Em Paris, com os chamados <em>carte-de-visite</em>, André Adolphe-Eugène Disdéri gerou uma verdadeira febre de retratos. Em vários países, nos anos de 1860, abriram-se estúdios que os produziam em formato <em>carte-de-visite</em>, <em>cabinet</em> e outros, cada vez com menos custo e mais qualidade.</p>
<p>Sem dúvida desde a invenção da daguerreotipia, embora em quantidade muito menor, houve também fotógrafos dedicados a paisagens. As chamadas “vistas” ou “panoramas” eram desafios extremamente atraentes e interessantes para muitos pioneiros, que trabalhavam como os pintores paisagistas antes do advento da fotografia. Existiam muito menos paisagistas que retratistas em parte devido às dificuldades de se trabalhar fora do ateliê, em parte devido à pouca demanda desse tipo de imagem. Se na década de 1860 – apesar das oscilações evidenciadas pelas frequentes mudanças de endereços e associações entre profissionais – a profissão de retratista já formava um mercado, foi somente mais tarde, entre 1870 e 1880, que os especialistas em paisagens passaram a viver de seu ofício. E foi Marc Ferrez o precursor e principal fotógrafo a se dedicar a esse campo da fotografia no Brasil.</p>
<p>Quase metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade do Rio de Janeiro e seu entorno. A outra parte registra as regiões do Brasil que ele regularmente percorreu em seus diversos trabalhos comissionados, tanto como fotógrafo da Comissão Geológica do Império, em meados dos anos 1870, quanto como fotógrafo das construções ferroviárias no Brasil, especialmente entre 1880 e 1890, quando produziu um grande panorama da paisagem brasileira de sua época. Em suas fotografias do Rio de Janeiro, além do espaço construído, registra a exuberância da natureza que a envolve.</p>
<p>Sempre atento às inovações tecnológicas, Marc Ferrez aumentou suas possibilidades de fotografar paisagem com a câmera Brandon, equipamento de fotografia panorâmica de varredura, sendo o único fotógrafo da década de 1880 a fazer esse tipo de registro em grande formato no Brasil, que o levou mais tarde a suas magistrais fotografias de arquitetura produzidas durante a construção da avenida Central no Rio de Janeiro e também a seu envolvimento com a introdução do cinema e da fotografia estereoscópica em cores no Brasil no início do século 20.</p>
<p>Ferrez foi o único fotógrafo no século 19 a percorrer todas as regiões do território nacional e isso o ajudou a se tornar, já em meados dos anos 1870, o principal responsável, em seu século, pela divulgação da imagem do Brasil no exterior, participando de exposições internacionais, publicando imagens em diversas revistas e almanaques do período e por meio da intensa e constante produção e comercialização de imagens do Brasil no seu estabelecimento, na capital do Império.</p>
<p>Ferrez inaugurou seu ateliê durante a Guerra do Paraguai, em 1867, sob o nome Marc Ferrez &amp; Cia., fato confirmado pela pesquisa feita por Maria Inez Turazzi no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro:</p>
<p>&#8220;A Casa Marc Ferrez &amp; Cia. envia requerimento à Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro, no dia 12 de março [de 1867], solicitando licença para funcionar à rua de São José, 96, bem como o registro de efetuação do pagamento do imposto de indústria e comércio vigente&#8221;.<sup>3</sup></p>
<p>O primeiro anúncio da loja foi divulgado <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/28105" target="_blank">na edição de 1868 do <em>Almanak Laemmert</em></a>,<sup>4</sup> na seção “Photographos”, à página 671. Ele informava o público da Corte sobre o início do funcionamento, à rua de São José, 96, do empreendimento “Marcos Ferrez &amp; C.”, usando a forma aportuguesada do seu nome e indicando sua associação a outros profissionais. Instalou-se no mesmo endereço onde os fotógrafos Robin &amp; Klumb e Oscar Delaporte tinham se estabelecido no ano anterior, aproveitando a infraestrutura de um ateliê e do laboratório fotográfico, fato comum nas sucessões comerciais fotográficas no século 19. Outra explicação para isso é que Ferrez iniciou sua carreira numa provável associação com Klumb e sob influência de outros fotógrafos paisagistas do período, trabalhando como fotógrafo na capital do Império antes mesmo de 1867.</p>
<p>A hipótese é reforçada pelos carimbos e impressos de Ferrez no período que sucedeu seu primeiro anúncio no <em>Almanak Laemmert</em>. Os <em>cartes-de-visite</em> da época em que ele utilizou a inscrição “Marc Ferrez &amp; Cia.” eram impressos no verso exatamente com o mesmo “Photographia Brazileira” usado por Robin &amp; Klumb. Quando a inscrição na face do <em>carte-de-visite</em> passou a ser apenas “Marc Ferrez”, incluiu-se no verso o nome do fotógrafo, e o termo “Photographia Brazileira” passou a ocupar um espaço menor. Mais tarde, possivelmente a partir de 1872, esse termo deixou de aparecer e os cartões foram graficamente reformulados por completo.</p>
<p>Em <a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/15589" target="_blank">um anúncio<sup>5</sup> no <em>Jornal do Comércio</em> de 1869</a>, Ferrez ainda usou o “Photographia Brazileira”. Em inglês, ele oferece fotografias de paisagem do Rio de Janeiro e arredores e variados serviços de fotografia: “specialty of views of Rio and surroundings of all dimensions. Views taken of chacras [sic], ships, monuments, etc., etc. of all sizes at resoable [sic] rates”. Em 1881, Marc Ferrez publicou um pequeno catálogo intitulado <em>Exposição de paisagens photographicas. Productos do artista brasileiro Marc Ferrez, photographo da Marinha Imperial e da Comissão Geologica</em> em que declara: “Este estabelecimento dedicado especialmente a fazer vistas do Brazil foi fundado em 1860” – provavelmente se referindo ao empreendimento “Photographia Brazileira”, cujo início foi justamente nessa década.</p>
<p>Revert Henry Klumb, procedente da Europa, chegou provavelmente ao Brasil em 1852, estabelecendo-se no Rio de Janeiro. Nos <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/9259" target="_blank">dias 2 e 3 de novembro de 1855, publicou o seguinte anúncio na página 4 do <em>Jornal do Comércio</em></a>:</p>
<p>&#8220;O sr. Henrique Klumb, discípulo dos melhores professores de Paris (Mayer, Disderé [sic] e Belloc), dono deste magnífico estabelecimento, o primeiro deste gênero no Brasil, tem a honra de avisar aos amantes das bellas artes e ao respeitável público que domingo, 4 do corrente, abrirá a sua galeria de exposição, onde se poderá julgar o alto ponto de perfeição a que tem levado este insigne professor a arte do daguerreótipo&#8221;.</p>
<p>Além da daguerreotipia, Klumb tinha trabalhado, já em 1856, com negativos de colódio úmido, produzindo retratos, vistas e vistas estereoscópicas sobre papel salinizado e albuminado. Em 1866 transferiu-se para Petrópolis, onde fez um excepcional trabalho de fotografia de paisagem, exposto naquela cidade em 1875. Dois aspectos devem ser ressaltados nessa série de imagens de Petrópolis: os registros dos céus e nuvens e as fotografias que sugerem registros noturnos. O desafio de Klumb, em ambas as situações, é antes de tudo a luz e seu pleno domínio. Considerando que ele tenha trabalhado no período em que os fotógrafos preparavam cada chapa de vidro de colódio úmido, os resultados são excepcionais.</p>
<p>Os originais dessa série em albumina fotografada em Petrópolis e muitos de seus negativos hoje fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles. Esse conjunto representa uma das mais importantes descobertas da fotografia brasileira do século 19. Os negativos deixam claro que o registro da área de céu nessas imagens foi obtido diretamente e evidenciam o elaborado trabalho de Klumb para controlar a exposição à luz e para formular suas emulsões de colódio, que lhe permitiram fotografar as nuvens simultaneamente à paisagem.</p>
<p>Os negativos de Klumb integram o conjunto de negativos de Marc Ferrez pertencentes à Coleção Gilberto Ferrez/Acervo IMS, mais um fato que reforça a hipótese de que os dois fotógrafos tenham trabalhado juntos já em meados da década de 1860, sem contar a existência de pelo menos três negativos de Klumb cujo retratado muito possivelmente seja o próprio Marc Ferrez. O estudo do trabalho de Klumb feito no início da década de 1870 em Petrópolis permite também uma comparação direta com a obra de Marc Ferrez do mesmo período. Em 1875, Ferrez produziu paisagens do Brasil para a Comissão Geológica do Império com uma abordagem semelhante, registrando o rio São Francisco, a cachoeira de Paulo Afonso e o Recife em imagens com uma importante presença de céus e nuvens. O exame comparativo dos negativos originais de Klumb e Ferrez desse período revela semelhanças de procedimentos e de técnica que permitem supor que os dois fotógrafos mantiveram parceria por mais ou menos uma década (1865 e 1875), e por isso é realmente muito provável que a indicação “Photographia Brazileira” nas obras de Ferrez não se deva apenas à sucessão comercial entre eles. Ferrez, em seu catálogo de 1881, <em>Exposição de paisagens photographicas</em>, escreve: “As vistas de effeito de luar obtidas por meios chimicos descobertos pelo photographo dono do estabelecimento são entregues pelos mesmos preços, acima indicados”, ou seja, talvez ele tenha trabalhado com Klumb na busca de soluções para o registro de nuvens e também para os chamados “efeitos noturnos” ou “efeitos de luar” nessa série de Petrópolis.</p>
<p>Único no Brasil do século 19 a fazer de seu trabalho documental e de paisagem uma atividade exclusiva e rentável por mais de 50 anos, Ferrez passou a ocupar um lugar cada vez mais destacado entre os fotógrafos da corte. Frond tinha deixado a cidade em 1862. Klumb e Stahl também já não trabalhavam no Rio de Janeiro desde o início da década de 1870. Com o encerramento das atividades fotográficas da Casa Leuzinger, em 1875, nenhum fotógrafo paisagista de renome permaneceu ativo na capital do Império além de Ferrez, que se dedicou naquela década à reconstrução de sua vida profissional após o incêndio que destruiu em 1873 seu ateliê, onde também morava, à rua de São José.</p>
<p>A partir desse período, Ferrez engajou-se em grandes projetos documentais comissionados pelo governo, fazendo o acompanhamento fotográfico das obras de construção e expansão de ferrovias, de captação e abastecimento de água, do cultivo de café, então o principal produto de exportação do país, e como fotógrafo da Marinha Imperial. Foi nessa época que Ferrez se consolidou como o maior fotógrafo paisagista do século 19 no Brasil.</p>
<p>Aos 32 anos, quando trabalhava para a Comissão Geológica do Império (1875 e 1876), principal missão científica do país financiada pelo governo, o artista já estava em seu pleno domínio técnico. Seu controle de luz e sua precisão na escolha do ponto de vista ressaltaram com mestria os aspectos formais das cenas registradas. O elemento humano participa de maneira discreta, conferindo escala aos cenários naturais ou urbanos e levando o olhar a percorrer a imagem em todas as suas dimensões.</p>
<p>O trabalho feito por Ferrez para a Comissão Geológica coloca-o definitivamente no mesmo patamar de outros importantes fotógrafos viajantes do século 19, como Francis Frith, no Egito, Samuel Bourne, na Índia, John Thomson, na China, e Carleton E. Watkins, nos Estados Unidos. Foi com esse trabalho que sua atividade profissional como fotógrafo de paisagem evoluiu, pois precisou na época buscar soluções técnicas ainda mais arrojadas. Aprimorou as vistas panorâmicas e adquiriu em 1878, em Paris, o aparelho inventado e construído por David Hunter Brandon. Aperfeiçoado por Ferrez, o equipamento permitia a produção de vistas panorâmicas sobre chapas de vidro de 40 x 110 cm.</p>
<p>O que caracteriza a produção de Ferrez no final dos anos 1870 e início dos anos 1880 é justamente o constante investimento em câmeras de grande formato e panorâmicas, como a câmera panorâmica de varredura Brandon, e por isso foi o único fotógrafo comissionado brasileiro capaz de operar no limite das possibilidades técnicas e formais daquele momento. O emprego de negativos de vidro de grande formato (42 x 52 cm) atinge seu maior virtuosismo na série sobre a construção da avenida Central e de edificações associadas a ela, a que se dedicou de 1903 a 1911. A imagem do Teatro Municipal, feita em negativo de vidro de formato 42 x 52 cm, expressa todo seu domínio em operar equipamentos de ponta e de grande porte, tanto pela qualidade da imagem como pelo rigor de sua estruturação formal.</p>
<p>Adotadas desde o início da carreira e raras entre os demais estúdios fotográficos do período, as paisagens naturais e vistas urbanas compõem a mais poderosa vertente de seu trabalho, imagens únicas que marcariam para sempre a iconografia brasileira do século 19. Ferrez percorre os arredores da cidade, seja na montanha ou na baía, construindo uma visão pessoal e poética do espaço urbano com suas fotografias dos locais de fronteira entre o natural e o construído, áreas mágicas que até hoje caracterizam a grande metrópole em que se transformou a cidade do Rio de Janeiro ao longo do século 20.<sup>6</sup></p>
<p><strong>Da paisagem ao retrato: associações e parcerias</strong></p>
<p>A maior parte dos retratos de Marc Ferrez foi produzida fora de estúdio, normalmente durante seus trabalhos comissionados. Destacam-se aqui os retratos dos índios Botocudo, no sul da Bahia, feitos em 1875 e 1876 quando trabalhou na Comissão Geológica do Império; as vendedoras negras nos mercados do Rio de Janeiro, também na década de 1870; e os retratos do imperador d. Pedro II, da princesa Isabel e do conde D’Eu, em meados de 1880.</p>
<p>Em muitos de seus trabalhos, retratou personalidades do mundo científico, como o geólogo Charles Frederick Hartt, diretor da Comissão Geológica do Império, e Paul Ferrand, professor da Escola de Minas de Ouro Preto, ambos em plena atividade. São registros que combinam um forte senso de estruturação da fotografia de paisagem com a presença da figura humana em escala, porém aqui com o objetivo de realização de um retrato ambientado, onde paisagem e retratado se fundem em um único registro que combina a vertente paisagística de Ferrez com o retrato de personalidades em sua atividade profissional. Outros retratos, como o de Luís Cruls, astrônomo e diretor do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro, são evidência de seu relacionamento profissional e colaboração com o meio científico da época, também exemplificado por seu trabalho em associação com Henrique Morize, engenheiro, geógrafo, astrônomo e catedrático de física experimental na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, com quem Ferrez realizou experiências fotográficas com raios-x.</p>
<p>A trajetória de Ferrez é, portanto, marcada por um permanente convívio com as atividades culturais e científicas de sua época e também por um contato permanente com os principais desenvolvimentos tecnológicos do período. Como principal fotógrafo das ferrovias e das obras de abastecimento de água, por exemplo, realizará retratos emblemáticos do imperador e suas comitivas em imagens hoje referenciais dentro de sua produção fotográfica. Fruto dessa convivência com intelectuais e cientistas, e também com o próprio imperador d. Pedro ii, podemos citar também os retratos que Ferrez realiza da própria família imperial, inclusive em registros mais privados, como os da Princesa Isabel e da Baronesa de Muritiba no Paço Isabel, hoje Palácio Guanabara, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Ferrez buscou ampliar a representação da paisagem social e humana do país em sua obra com projetos fotográficos e editoriais desenvolvidos em parceria com outros editores e fotógrafos, como Henri Gustave Lombaerts e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>. Análises recentes em seus negativos indicam que retratos antes atribuídos exclusivamente a ele foram na verdade feitos por outros fotógrafos, mas integram seu acervo justamente por causa desses projetos desenvolvidos em parceria entre 1880 e 1910, principalmente os editoriais (nos quais foram usados processos fotomecânicos da época, como a colotipia e a fotogravura). Alguns desses negativos, sobretudo os das séries de retratos, portanto, ou são de outros autores ou foram feitos em conjunto com fotógrafos com os quais Ferrez associou-se por muito tempo, como Joaquim Insley Pacheco, possível autor do retrato de Machado de Assis, conforme indicam documentos recentemente localizados na Biblioteca Nacional.</p>
<p>Entre os registros de índios, em especial de Goiás, sabe-se que algumas imagens são de autoria do fotógrafo José Severino Soares. Já entre as fotografias de ambulantes, a revisão do acervo de negativos originais evidenciou que alguns deles trazem a assinatura de Gomes Junior, o que indica que essa série do início do século 20 ou foi incorporada ao acervo de Ferrez por aquisição ou comissionamento, ou possivelmente desenvolvida em conjunto pelos dois fotógrafos.</p>
<p>As novas informações sobre sua obra reafirmam a clara opção de Marc Ferrez pela fotografia de paisagem, à qual se dedicou durante toda sua trajetória profissional e que o levou também a desenvolver sua linguagem autoral e a expandir os limites da representação visual do período. Além disso, estendeu suas ações (nesse caso principalmente como editor e produtor) para outros segmentos, como a impressão fotomecânica, alguns campos do retrato, a fotografia estereoscópica e em cores (autocromos), e também o cinema, na maioria das vezes associando-se a outros profissionais, inclusive seus filhos Júlio e Luciano, que a partir de 1905 integraram a sociedade Casa Marc Ferrez &amp; Filhos. O acervo de mais de cinquenta anos de carreira evidencia suas diversas associações profissionais, que vão desde sua provável parceria nos anos 1860 com Revert Henry Klumb até, por exemplo, seus projetos editoriais feitos com processos fotomecânicos do final do século 19 e início do século 20.</p>
<p>Graças à preservação de seu acervo, que inclui a expressiva série de mais de cinco mil negativos de vidro originais hoje reunidos no IMS, além de milhares de tiragens originais, entre fotografias, estereoscopias, autocromos e impressões fotomecânicas, a trajetória de Marc Ferrez em todas as suas fases pode hoje ser pesquisada e reconstruída. Esta publicação é mais um passo nessa direção.</p>
<p>1 &#8211; Laurent Gervereau, &#8220;Da foto ao filme&#8221;, in <em>O Brasil de Marc Ferrez</em>, São Paulo: Instituto Moreira Salles. 2005. p. 115</p>
<p>2 &#8211; Boris Kossoy, <em>Dicionário Histórico Fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833 &#8211; 1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002, p, 27</p>
<p>3 &#8211; Maria Inez Turazzi, <em>Marc Ferrez</em>. São Paulo: Cosac Naify, 2000, p. 113</p>
<p>4 &#8211; O <em>Almanak Laemmert</em>, periódico anual, é editado pela primeira vez em 1844 no Rio de Janeiro pelos irmãos Henrique Eduardo Laemmert. Foi publicado até o século XX. Reuniu as informações mais importantes sobre o Rio de Janeiro, até 1889, capital do Império e em seguida capital da República.</p>
<p>5 &#8211; <em>Jornal do Comércio</em>, 6 de junho de 1869, p. 3</p>
<p>6 &#8211; Este texto baseia-se, em sua primeira parte, no trabalho de pesquisa feito por Sergio Burgi e Frank Stephen Kohl, publicado anteriormente em Sergio Burgi; Frank Stephen Kohl. &#8220;O fotógrafo e seus contemporâneos: influências e confluências&#8221;, in INSTITUTO MOREIRA SALLES, <em>O Brasil de Marc Ferrez</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2005</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>INSTITUTO MOREIRA SALLES. <em>O Brasil de Marc Ferrez</em>. São Paulo: IMS, 2005.</p>
<p>Prata, José Expedicto (org). O álbum de Jorge Henrique. São Paulo. Edição do autor, 2014.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em><a href="http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/6938" target="_blank">A “criatura” e o “espelho”: o retrato de Machado de Assis por Marc Ferrez</a></em> &#8211; Aletria Revista de Estudos de Literatura [Online], 24:2 (2014 Dez 26).</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. In <em>Marc Ferrez</em>. São Paulo: Cosac Naify, 2000</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Sergio Burgi é curador da Brasiliana Fotográfica e coordenador da área de Fotografia do Instituto Moreira Salles.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
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