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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Princesa Isabel</title>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XXI &#8211; A Rua Paissandu, no Rio de Janeiro</title>
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		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40720#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 16:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Conde d´Eu]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Paço Isabel]]></category>
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		<description><![CDATA[Com registros do fotógrafo amador Archanjo Sobrinho, de Augusto Malta, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936; e da firma LTM, a Brasiliana Fotográfica publica o vigésimo primeiro artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", destacando imagens da Rua Paissandu, que liga o Palácio Guanabara, antigo Paço Isabel, localizado na antiga Rua Guanabara, atual rua Pinheiro Machado, à Praia do Flamengo. É uma das mais tradicionais ruas do Rio de Janeiro. Com o Campo de Santana e a Quinta da Boa Vista eram os principais locais de passeios da realeza no século XIX. Sua belíssima e característica aleia de palmeiras imperiais é tombada pelo Patrimônio Municipal. Não deixem de usar o recurso de zoom para explorar as imagens - suas casas, paisagens, personagens e veículos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Com registros do fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32820" target="_blank">Archanjo Sobrinho (18? &#8211; 1941)</a>, cuja biografia é, até o momento, muito precária; de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936; e da firma LTM, a Brasiliana Fotográfica publica o vigésimo primeiro artigo da série <em>Avenidas e ruas do Brasil</em>, destacando imagens da Rua Paissandu, uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro, situada no bairro do Flamengo. Os registros pertencem à Biblioteca Nacional e ao Instituto Moreira Salles, fundadores do portal; e ao Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A Rua Paissandu, assim como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo de Santana</a> e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39345" target="_blank">Quinta da Boa Vista</a>, eram os principais locais de passeios da realeza no século XIX. Não deixem de usar o recurso de <em>zoom</em> para explorar as imagens &#8211; suas casas, paisagens, personagens e veículos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a style="color: #800000;" href="  https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/421" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Rua Paissandu </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi batizada como Rua de Paysandú, em 1865, em homenagem ao Cerco de Paysandú, ocorrido entre dezembro de 1864 e janeiro de 1865, durante a Guerra do Uruguai, conflito que envolveu a disputa pelo poder entre os partidos políticos uruguaios Blanco e Colorado com a intervenção do Brasil e da Argentina em apoio ao Partido Colorado &#8211; origem da <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>. Antes de se chamar Paissandu, a rua chamava-se Rua de Santa Thereza do Cattete e existia desde a década de 1850 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/39599" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 26 de fevereiro de 1854, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/24693" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de abril de 1865, quarta coluna</a>).<span class="pjBG2e" data-cid="be97ad20-2ff6-4a8d-9fc2-9d49bfdde695"><span class="UV3uM"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;">A Rua Paissandu liga o Palácio Guanabara, antigo Paço Isabel, localizado na antiga Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, à Praia do Flamengo. Sua belíssima e característica aleia de palmeiras imperiais, tombadas pelo Patrimônio Municipal pelo Decreto 20.611, de 10 de outubro de 2001, foi plantada em torno de 1865 e criava um caminho monumental para o referido palácio, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 – 1922), o conde D´Eu</a>, foram morar após seu casamento, realizado em 15 de outubro de 1864 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). Foi coberta com paralelepípedos e ficou conhecida, na época, como a <em>Rua da Princesa, </em>que ia de carruagem até a Praia do Flamengo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_05/9177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de setembro de 1865, quarta coluna</a>). O Palácio Guanabara e alguns imóveis da rua Paissandu também são tombados.</p>
<p style="text-align: justify;">A construção do Palácio Guanabara foi iniciada, em 1853, pelo comerciante e Cavaleiro da Ordem de Cristo português, José Machado Coelho. Foi posto à venda, em 1863, comprado pela família real brasileira e reformado pelo arquiteto José Maria Jacinto Rebelo (1821 &#8211; 1871), discípulo do francês Grandjean de Montigny (1776 &#8211; 1850) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/22557" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 31 de outubro de 1863, penúltima coluna</a>). Pertenceu aos príncipes Isabel e Gastão até 1889, quando a República foi proclamada e o imóvel foi confiscado e transferido ao patrimônio da União, dois anos depois. A família imperial tentou recuperá-lo, mas, em 2020, o Supremo Tribunal Federal decidiu em favor da União.</p>
<p>Um dos moradores ilustres da Rua Paissandu foi o médico e cientista<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank"> Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 541px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/residencia-na-paissandu-onde-morou-carlos-chagas-rio-de-janeiro-rj" target="_blank"><img class="" src="https://basearch.coc.fiocruz.br/uploads/r/fundacao-oswaldo-cruz-casa-de-oswaldo-cruz/b/1/d/b1d65e62fd78a133bdb6ca3fc2a0cb3ef42fe08872eb2153d82cb97e28e44345/BR-RJ-COC-02-10-20-20--003-004_141.jpg" alt="" width="531" height="729" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/residencia-na-paissandu-onde-morou-carlos-chagas-rio-de-janeiro-rj" target="_blank">Residência na rua Paissandu onde morou Carlos Chagas/Acervo da Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem de Archanjo Sobrinho, produzida em torno de 1895, pertence ao Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, é uma estereoscopia, técnica que chegou ao Brasil, ainda no século XIX, e foi utilizada por fotógrafos renomados como  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c.1826 – c. 1886)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 – 1892)</a>, ambos europeus e radicados no país. No século XX, destacou-se na técnica o fotógrafo amador carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19690" target="_blank">Guilherme Antônio dos Santos (1871-1966)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9945" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9945/001AS001004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9945" target="_blank">Archanjo Sobrinho. Rua Paissandu, aléia de palmeiras, c. 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A foto abaixo, de Augusto Malta, é de 1904 e pertence ao Museu da República, uma das instituições parceiras do portal; e a da firma LTM, produzida em torno de 1935, é do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5108" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5108/FPft0619.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="642" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5108" target="_blank">Augusto Malta. Rua Paissandu, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3172/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="529" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank">LTM (firma). Rio de Janeiro : Rua Paissandu. 1935?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a Rua Paissandu, a cronista Vina Centi (? &#8211; 19?) escreveu na revista <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/124451/5617" target="_blank"><em>Para Todos</em>, de 7 de janeiro de 1922</a>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44325" style="width: 843px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/124451/5617" target="_blank"><img class=" wp-image-44325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/paissandu5.jpg" alt="Para Todos, 7 de janeiro de 1922" width="833" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/124451/5617" target="_blank"><em>Para Todos</em>, 7 de janeiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<section class="info">
<div class="content">
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
</div>
</section>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/6442881/4172719/guiatombamentoport20.12baixa.pdf" target="_blank">Guia do Patrimônio Cultural Carioca Bens Tombados 2014</a></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/palmeiras-imperiais-da-rua-paissandu-estao-doentes-nao-recebem-manutencao-7867159" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 17 de março de 2013</a></p>
<p><a href="https://www.palaciosdopovo.rj.gov.br/PalacioGuanabara.aspx" target="_blank">Site Palácios do Povo</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma das últimas fotos ou a última foto da Família Imperial no Brasil e seu autor, Otto Hees (1870 &#8211; 1941)</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2024 13:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia de autoria de Otto Rees (1870-1941), considerada um dos últimos registros da Família Imperial no Brasil, produzida em 23 de maio de 1889, pelo fotógrafo Otto Hees (1870 - 1941), no Palácio Isabel, atual Grão-Pará, em Petrópolis. Pertence ao acervo do Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras do portal. Estão na imagem dom Pedro II, dona Teresa Cristina, a princesa Isabel, o Conde d’Eu e os filhos do casal - dom Pedro de Alcântara, com dom Luís e dom Antônio - e o filho da princesa Leopoldina, dom Pedro Augusto. No mesmo ano, 1889, em 15 de novembro foi proclamada a República e, dois dias depois, a Família Imperial, partiu para o exílio na Europa. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia de autoria de Otto Rees (<bdo dir="ltr">1870-1941)</bdo>, considerada um dos últimos registros ou mesmo o último da Família Imperial no Brasil, produzida em 23 de maio de 1889, pelo fotógrafo Otto Hees (1870 -1941), no Palácio Isabel, atual Grão-Pará, em Petrópolis. Estão na imagem <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891),</a>  dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank"> princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d’Eu (1842 &#8211; 1922)</a> e os filhos do casal &#8211; dom Pedro de Alcântara, com dom Luís e dom Antônio &#8211; e o filho da princesa Leopoldina, dom Pedro Augusto. É um retrato externo e diurno, onde todos, à exceção do conde d´Eu, olham fixamente para a câmera.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12495" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12495/IM45_1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="509" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12495" target="_blank">Otto Rees. Família Imperial, 25 de maio de 1889. Da esquerda para a direita: a imperatriz dona Teresa Cristina, dom Antônio, a princesa Isabel, o imperador, dom Pedro Augusto (filho da irmã da princesa Isabel, dona Leopoldina, duquesa de Saxe), d. Luís, o conde d’Eu e dom Pedro de Alcântara. Palácio Isabel, atual Grão-Pará, Petrópolis, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 15 de novembro do mesmo ano da foto destacada, 1889, foi proclamada a República e, dois dias depois, eles partiram para o exílio, na Europa, a bordo do Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>). Quando foi deposto, dom Pedro II tinha governado por 49 anos, três meses e 22 dias. Chegaram em Lisboa em 7 de dezembro. Visitaram Coimbra e o Porto, onde a imperatriz Teresa Cristina faleceu, em 28 de dezembro.</p>
<p>Entre 1890 e 1891, Pedro II viveu entre Cannes, Vichy, Versalhes e Baden-Baden. Em 24 de outubro de 1891, chegou em Paris, onde se hospedou no Hotel Bedford, número 17 da rua de l’Arcade. Em 5 de dezembro, faleceu de pneumonia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=4338"><em>O Paiz</em>, de 6 de dezembro de 1891,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=4721"><em>Gazeta de</em> <em>Notícias</em>, de 6 de dezembro de 1891</a>). Ao final da tarde do dia 5, centenas de coroas de flores, uma delas enviada pela rainha Vitória , e mais de cinco mil telegramas já haviam chegado ao Hotel Bedford. O caixão foi coberto pela bandeira imperial e o presidente francês, Sadi Carnot (1837 – 1894), determinou honras militares, fatos que irritaram o governo brasileiro.</p>
<p>Segundo o historiador José Murilo de Carvalho, a morte do imperador teve grande repercussão no Brasil “<em>apesar dos esforços do governo para a abafar. Houve manifestações de pesar em todo o país: comércio fechado, bandeiras a meio pau, toques de finados, tarjas pretas nas roupas, ofícios religiosos</em>“.</p>
<p>Na noite do dia 8, seu corpo, já embalsamado, foi levado, em cortejo oficial no mesmo carro usado nos funerais do ex-presidente Adolphe Thiers (1797 – 1877), para a igreja da Madeleine. No dia seguinte,  houve exéquias solenes com a presença de autoridades francesas e de outros países, além de personalidades como sua filha, a princesa Isabel; o escritor português Eça de Queirós (1845 – 1900) e o diplomata Joaquim Nabuco (1849 – 1910).</p>
<p>Em 1921, chegaram no Rio de Janeiro os corpos de dom Pedro II e de dona Teresa Cristina, que estavam no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Viajaram no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123" target="_blank">encouraçado São Paulo</a>, que havia transportado do Brasil à Europa os <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">reis da Bélgica</a>. O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 – 1922)</a>, seu filho, o príncipe Dom Pedro (1875 – 1940), e o barão de Muritiba (1839 – 1922) acompanharam a viagem dos despojos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=4523"><em>O Paiz</em>, de 9 de janeiro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24957" target="_blank"><em>Careta</em>, 15 de janeiro de 1921</a>). A princesa Isabel não chegou a se beneficiar da revogação do banimento da família real do Brasil porque faleceu em 14 de novembro de 1921. Os corpos de dom Pedro II e de dona Teresa Cristina ficaram na Catedral Metropolitana. Em 1925, os  restos mortais dos monarcas foram para a Catedral de Petrópolis e, finalmente, em 5 de dezembro de 1939, foram para o Mausoléu Imperial, uma capela localizada à direita da entrada da Catedral de Petrópolis, numa cerimônia na qual estava presente o então presidente da República, Getulio Vargas (1882 – 1954). O túmulo foi esculpido em mármore de Carrara pelo francês Jean Magrou (1869 – 1945) e pelo brasileiro Hildegardo Leão Veloso (1899 – 1966) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_05&amp;PagFis=97679"><em>Jornal do Brasil</em>, de 6 de dezembro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #990000;">Pequeno perfil do fotógrafo Otto Hees (1870 &#8211; 1941)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Otto Friedrich Wilhelm Karl Hees era um dos 11 filhos do fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32074" target="_blank">Pedro Hees (1841 – 1880)</a> com Maria Glasow Hees (1843 – 1928). Seus irmão eram Ana Catarina Hees (<bdo dir="ltr">1861-1944), </bdo>Edmundo Frederico Nicolau Hees (<bdo dir="ltr">1862-1944), </bdo>Fernando Jacob Hees (<bdo dir="ltr">1865-1866), </bdo>Fernando Mauricio Hees (<bdo dir="ltr">1867-1893), </bdo>João Batista Hees (<bdo dir="ltr">1868-1876), </bdo>Elisa Matilde Hees (<bdo dir="ltr">1872-1932), </bdo>Maria Olga Hees (<bdo dir="ltr">1872-1958),</bdo> Joana Teresa Hees (<bdo dir="ltr">1874-1900),</bdo> Numa Augusto Hees (<bdo dir="ltr">1877-1961) e</bdo> Isabel Emma Hees (<bdo dir="ltr">1878-1943). Nasceu em Petrópolis, em 4 de setembro de 1870.</bdo></p>
<p>Seu pai, o já mencionado Pedro Hees, em 16 de agosto de 1876, tornou-se Fotógrafo da Casa Imperial. Segundo Boris Kossoy, <em>recebeu do conde e da condessa d´Eu &#8220;a graça de usar o título de Photographo de sua Imperial Caza e de collocar na porta do seu estabelecimemnto as respectivas armas&#8221;</em>. O documento foi assinado por Benedicto Torres, mordomo do conde d&#8217;Eu e da princesa Isabel.</p>
<p>Otto iniciou seus estudos no Colégio Alemão, em Petrópolis, e, em dezembro de 1882, foi premiado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/2386" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 20 de dezembro de 1882, quarta coluna)</a>. Aprendeu fotografia com seu pai, que faleceu, em julho de 1880,  quando ele tinha apenas 10 anos. O estabelecimento fotográfico de Pedro Hees foi arrendado ao fotógrafo Antonio Henrique da Silva Heitor (18?-?), que recebeu o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 2 de março de 1885, outorgado por dom Pedro II.</p>
<p>Em março de 1888, Otto já havia assumido o estúdio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809403/498" target="_blank"><em>Alggemeine Deutsche Zeitung</em>, 31 de março de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em 23 maio de 1889, produziu a fotografia da Família Imperial em destaque nesta publicação da Brasiliana Fotográfica. A imagem foi reproduzida no artigo <em>Isabel, a Redentora</em>, publicado em <a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/31901" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 30 de julho de 1946</a>. É referida como <em>o último flagrante de parte da família Imperial no Brasil.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/31901" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-35082" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees.jpg" alt="hees" width="312" height="138" /></a></p>
<div id="attachment_35083" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-35083" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees1.jpg" alt="A Noite, 30 de julho de 1946" width="588" height="533" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/31901" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de julho de 1946</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em outubro de 1889, Otto abriu um estúdio em Juiz de Fora, Minas Gerais, e retornou a Petrópolis no mês seguinte (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/376493/5113" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 20 de novembro de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35096" style="width: 406px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/258822/6109" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35096" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees4.jpg" alt="O Pharol, 13 de outubro de 1889" width="396" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/258822/6109" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 13 de outubro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35094" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/5113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35094" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees21.jpg" alt="Mercantil, 20 de novembro de 1889" width="246" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/5113" target="_blank"><em>Mercantil,</em> 20 de novembro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de fevereiro de 1890, o estabelecimento passou a chamar-se Hees &amp; Irmãos, de Numa Augusto e Otto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35095" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/376493/5200" target="_blank"><img class="wp-image-35095 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees3.jpg" alt="hees3" width="229" height="175" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/376493/5200" target="_blank"><em>Mercantil</em>, 5 de fevereiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1892, alistou-se no exército, seguindo também a carreira militar.</p>
<p>Em abril de 1895, fazia parte da administração do Asilo de Caridade de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709441/8379" target="_blank"><em>Boletim do Grande Oriente do Brasil,</em> Jornal Oficial da Maçonaria, abril de 1895</a>).</p>
<p>Em maio de 1895, tornou-se um dos primeiros ciclistas a efetuar o trajeto Petrópolis-Juiz de Fora. Foi um dos fundadores do Clube Alemão e, ainda nessa década ficou conhecido em Petrópolis por ter organizados muitas festas. Em 1900, foi candidato a vereador geral e a juiz de paz em Petrópolis, cargo pelo qual foi empossado, em 1901, pelo biênio seguinte. Também em 1901, quando era tenente, produziu fotografias de ladrões para arquivamento da polícia.</p>
<p>Em 1902, trabalhou na Sul América Seguros e, no ano seguinte, fotografou o barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912) e outras personalidades, em 17 de novembro de 1903, logo após a assinatura do Tratado de Petrópolis, que incorporou o território correspondente ao Acre ao Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="%20http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank"> </a><a href=" http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-36452" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/tratatohees.jpg" alt="tratatohees" width="535" height="491" /></a></p>
<div id="attachment_36453" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href=" http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank"><img class="wp-image-36453 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/tratatohees1.jpg" alt="tratatohees1" width="541" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank">Grupo de negociadores do Tratado de Petrópolis, 17 de novembro de 1903. Petrópolis, RJ / Acervo Museu Imperial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi reeleito para o cargo de juiz de paz para o biênio 1904-1905. Em 1910, foi eleito vereador por Petrópolis. Já era major. <em>Nas décadas seguintes, afastado comercialmente da fotografia, exerce os cargos de secretário executivo e delegado de polícia na sua cidade natal</em> (<em>Enciclopédia Itaú Cultural</em>)<em>.</em> Faleceu na mesma cidade, em setembro de 1941 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/12543" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de setembro de 1941, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36470" target="_blank">Leia aqui a Cronologia de Otto Hees (1870 &#8211; 1941)</a></p>
<p><b><span style="color: #990000;">Fontes:</span></b></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A fotografia no Brasil:</em> 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J. <em>Pioneer photographers of Brazil : 1840 – 1920</em>. New York: The Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <i>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</i>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do. <i>Os fotógrafos do Império: a fotografia brasileira no Século XIX</i>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do; LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos Alemães no Brasil do Século XIX</em>. São Paulo: Metalivros, 2000.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” VII &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922)</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2022 14:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Conde d´Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Gastão de Orleáns]]></category>
		<category><![CDATA[há 100 anos]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Hoje]]></category>

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		<description><![CDATA[No sétimo artigo da Série “1922 – Hoje, há 100 anos”, a Brasiliana Fotográfica apresenta uma seleção de registros de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu quando se completam 100 anos de sua morte, ocorrida, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando ele voltava ao Brasil para celebrar o centenário da independência do país, após cercca de 33 anos de exílio. São imagens produzidas pelos fotógrafos Alberto Henschel (1827 - 1882), Arsênio da Silva, Christiano Jr. &#038; Pacheco, Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886) e por fotógrafos ainda não identificados.Ele faleceu, em 28 de agosto de  1922, quando retornava ao Brasil ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No sétimo artigo da Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos</em> <span style="color: #800000;">*</span>, a Brasiliana Fotográfica apresenta uma seleção de registros de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu quando se completam 100 anos de sua morte, ocorrida, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando ele voltava ao Brasil, após cerca de 33 anos de exílio, para celebrar o centenário da independência do país. São imagens produzidas pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, Arsênio da Silva, Christiano Jr. &amp; Pacheco, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>Neto do rei Luís Filipe I de França, Gastão de Orleáns, o conde d´Eu, tornou-se príncipe imperial consorte do Brasil quando casou-se com a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>. O Conde d’Eu e seu primo, o duque Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota (1845 &#8211; 1907) desembarcaram no Rio de Janeiro em 2 de setembro de 1864 e hospedaram-se no paço da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18964" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de setembro de 1864, terceira coluna</a>). Foram para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">Palácio de São Cristóvão</a>, residência da família imperial brasileira onde conheceram as princesas Isabel e Leopoldina (1847 &#8211; 1871). Os casais previamente idealizados seriam formados por d. Gastão e a princesa Leopoldina, e por seu primo e a princesa Isabel. Mas, após alguns dias, devido a afinidades, os casais se rearranjaram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 436px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5514" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5514/P005DJ0085.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="426" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5514" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, c. 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isabel e Gastão casaram-se em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, em cerimônia celebrada por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). O escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Machado de Assis (1839 &#8211; 1908)</a> escreveu na coluna <em>Folhetim</em> uma calorosa descrição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19132" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 17 de outubro de 1864)</a>. O casal passou a lua de mel em Petrópolis, de onde retornou no dia 24 de outubro. Devido à união, o conde d´Eu teve que renunciar aos seus direitos à linha da sucessão ao trono francês. Em 15 de dezembro, foi realizado o casamento da princesa Leopoldina com o duque de Saxe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19368"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> de 16 de dezembro de 1864</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/50" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/50/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/50">Arsenio da Silva. Parada no Largo do Paço por ocasião do casamento da Princesa Isabel com o Conde d&#8217;Eu, 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/138" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do conde d´Eu disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/617" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/617/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/617" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Princesa Isabel e Conde d&#8217;Eu saindo de sua residência, 1855 &#8211; 1880. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Juntos, Isabel e Gastão formaram uma coleção de fotografias que se encontra na Europa e representa um importante acervo iconográfico do oitocentos no Brasil. Fazem parte da coleção fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel(1827 &#8211; 1882)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (18? &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>,  dentre outros, além de imagens das celebrações da abolição da escravatura, em 1888.</p>
<p>Após cerca de 10 anos de casados, em 28 de julho de 1874, a princesa Isabel deu à luz a uma menina natimorta, Luísa Vitória de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=31936" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 29 de julho de 1874, sob o título “Parte Official”</a>). O casal teve o primeiro filho, Pedro de Orléans e Bragança (1875 &#8211; 1940), nascido em 15 de outubro de 1875, em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=33688" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1875, sob o título “Diário do Rio”</a>). O segundo filho, Luis Maria de Orléans e Bragança (1878 &#8211; 1920), também nasceu em Petrópolis, em 26 de janeiro de 1878  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=37052" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 27 de janeiro de 1878, na segunda coluna</a>). Faleceu em Cannes, na França, em março de 1920. O último, Antonio Gastão de Orléans e Bragança (1881 &#8211; 1918), nasceu em Paris em 9 de agosto de 1881 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=2474" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, edição de 10 de agosto de 1881, na primeira coluna</a>) e faleceu em 29 de novembro de 1918, devido a um desastre de avião, em Londres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde d´Eu participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</a>, tendo assumido o comando em chefe das forças nacionais em campanha, em 1869, substituindo Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803 – 1880). Retornou à corte em 29 de abril de 1870, após ter vencido as batalhas de Pirebebuy e Campo Grande.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4154/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank">Anônimo. S. A. Real Conde d&#8217;Eu com seu estado maior em Lambaré, 1868. Lambaré, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 17 de novembro de 1889, dois dias após a proclamação da República, a família real partiu para o exílio, na Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>). Isabel e Gastão foram morar na França. Em 3 de setembro de 1920, realizou-se no salão de despachos do palácio do Catete a assinatura do decreto que revogava o banimento da família imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/2989" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de setembro de 1920, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9711" target="_blank"><em>A Rua</em>, 4 de setembro de 1920, primeira coluna</a>). Em janeiro de 1921, chegaram no Rio de Janeiro os corpos de dom Pedro II e de dona Teresa Cristina, que estavam no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Viajaram no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123" target="_blank">encouraçado São Paulo</a>, que havia transportado do Brasil à Europa os <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">reis da Bélgica</a>. O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, seu filho, o príncipe Dom Pedro (1875 &#8211; 1940), e o barão de Muritiba (1839 &#8211; 1922) acompanharam a viagem dos despojos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=4523"><em>O Paiz</em>, de 9 de janeiro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24957" target="_blank"><em>Careta</em>, 15 de janeiro de 1921</a>). A princesa Isabel não chegou a se beneficiar da revogação do banimento da família real do Brasil porque faleceu em 14 de novembro de 1921.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22480" style="width: 515px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24958" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22480" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/conde.jpg" alt="Careta, 15 de janeiro de 1921" width="505" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24958" target="_blank"><em>Careta,</em> 15 de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como já mencionado, o conde d´Eu faleceu, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando voltava ao Brasil para celebrar o centenário da independência do país. Estava a bordo do navio <em>Massilia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10627" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de agosto de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18485" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28660" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18485" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/morte1.jpg" alt="Careta, 9 de setembro de 1922" width="509" height="755" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28660" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Na celebração do cinquentenário da Lei Áurea, em 1938, um decreto presidencial autorizou o repatriamento dos restos mortais da Princesa Isabel e do Conde d´Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22934" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22934" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/repatriamento.jpg" alt="O Jornal, 13 de maio de 1938" width="312" height="307" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 6 de julho de 1953, chegaram no Rio de Janeiro os restos mortais da princesa Isabel e do conde D’Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&amp;PagFis=27898" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 7 de julho de 1953</a> e <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/87189" target="_blank">O Cruzeiro, 18 de julho de 1953</a></em>), que foram transladados, em 1971, da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro para a igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20072" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 11 de maio de 1971</a>) e, finalmente, foram sepultados na Catedral de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20178" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 14 de maio de 1971</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 636px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1796" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1796/P005DJ0752.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="626" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1796" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Conde d´Eu em uniforme militar, 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5523" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5523/P005DJ0783.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5523" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, c. 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi publicado em 4 de maio de 2018, teve sua introdução um pouco alterada, e passou a integrar a Série <em>1922,</em> <em>Hoje, há 100 anos</em> com o título<em><span style="color: #800000;"> &#8220;Hoje, há 100 Anos&#8221; &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922).</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span></p>
<p>BESOUCHET, Lídia. <em>Exílio e morte do Imperador</em>. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>DEL PRIORI, Mary. <em>O Castelo de papel</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 2013.</p>
<p>DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. <em>Maldita Guerra</em>. São Paulo:Companhia das Letras, 2002.</p>
<p>ECHEVERRIA, Regina. <em>A História da Princesa Isabel &#8211; amor, liberdade e exílio</em>. Rio de Janeiro: Versal Editores, 2014.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LIMA, Luiz Octavio de. <em>A Guerra do Paraguai</em>. São Paulo:Planeta do Brasil, 2016.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/BANIMENTO%20DA%20FAM%C3%8DLIA%20IMPERIAL.pdf" target="_blank">Site do CPDOC</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série Feministas, graças a Deus XI &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>Os 90 anos do Cristo Redentor, um dos mais importantes símbolos e pontos turísticos do Rio de Janeiro e do Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 18:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para comemorar os 90 anos do Cristo Redentor, um dos mais importantes símbolos e pontos turísticos do Rio de Janeiro e do Brasil, além de um dos maiores e mais famosos monumentos em estilo "art déco" do mundo, a Brasiliana Fotográfica republica um artigo sobre ele, com mais informações e novas fotografias. Usem a ferramenta "zoom" e façam um passeio pelas imagens! Localizado no morro do Corcovado, a 710 metros de altitude, a estátua tem 38 metros de altura e pesa 1.145 toneladas e foi inaugurada pelo presidente Getulio Vargas (1882-1954) e por Pedro Ernesto (1884-1942), interventor do Distrito Federal, em 12 de outubro de 1931. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em><strong><span style="color: #800000;">Samba do avião</span></strong></em></a></p>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank">Tom Jobim</a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Minha alma canta</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Vejo o Rio de Janeiro</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Estou morrendo de saudade</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio seu mar, praias sem fim</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio você foi feito pra mim</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Cristo Redentor</em></a></span></strong><br />
<strong> <span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Braços abertos sobre a Guanabara</em></a></span></strong></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Este samba é só porque</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio eu gosto de você</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>A morena vai sambar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Seu corpo todo balançar</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio de sol, de céu, de mar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Dentro de mais um minuto</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Estaremos no Tom Jobim</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Te encontrar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Minha alma canta</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Vejo o Rio de Janeiro</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Cristo Redentor</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Braços abertos sobre a Guanabara</em></a></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Este samba é só porque</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Rio eu gosto de você</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>A morena vai sambar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Seu corpo todo balançar</em></a></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Aperte o cinto, vamos chegar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>Água brilhando, olha a pista chegando</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ" target="_blank"><em>E vamos nós aterrar</em></a></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 315px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9804" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9804/002037AAK5039.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="305" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9804" target="_blank">Alfredo Krausz. Cristo Redentor, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Cantado em prosa e verso, o Cristo Redentor completa, no próximo dia 12 de outubro, 90 anos e confunde-se com a própria identidade dos cariocas, aliás, dos brasileiros. É um dos mais importantes símbolos e pontos turísticos do Rio de Janeiro e do país, além de ser também um dos maiores e mais famosos monumentos em estilo a<em>rt déco</em> do mundo. A Brasiliana Fotográfica comemora o ícone nonagenário que, de certa forma, confirma a beleza e a vocação exibicionista do Rio de Janeiro, com a republicação de um artigo sobre ele, porém com mais informações e novas imagens. Quando o primeiro artigo sobre a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank">inauguração do Cristo Redentor</a> foi publicado, em 12 de outubro de 2015, o acervo fotográfico do portal possuia seis registros do monumento &#8211; um de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> e um de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S. H. Holland (1883 &#8211; 1936)</a>, ambas do acervo do Instituto Moreira Salles (IMS); e quatro da LTM Firma, do acervo da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).</p>
<p>O IMS e a FBN são as instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica e, até abril de 2016, as únicas representadas no acervo fotográfico do portal. Em 2021, o portal já conta com a parceria de mais nove instituições: o <span class="Z3988">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</span>, o <span class="Z3988">Arquivo Nacional</span>, a <span class="Z3988">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinh</span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3541/discover"><span class="Z3988">a</span></a>, a <span class="Z3988">Fiocruz</span>, a <span class="Z3988">Fundação Joaquim Nabuco</span>, o <span class="Z3988">Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig;</span> o <span class="Z3988">Museu Aeroespacial</span>, o <span class="Z3988">Museu da República</span> e o <span class="Z3988">Museu Histórico Nacional</span>.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/292" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Cristo Redentor disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
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<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica  traz para seus leitores, além das seis imagens publicadas em 2015, mais 17 fotografias do Cristo Redentor ou produzidas a partir dele: uma da Escola de Aviação Militar, uma de Mario Lucarell, sete do húngaro Alfredo Krausz (1902 – 1953), duas de fotógrafos ainda não identificados do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4991" target="_blank">Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a>, e duas também realizadas por fotógrafos ainda não conhecidos, que pertencem à Coleção Sebastião Lacerda, sob a guarda do Instituto Moreira Salles; mais uma da LTM Firma e três estereoscopias de autoria do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank"> fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>. Usem a ferramenta <em>zoom</em> e façam um passeio pelas imagens! Além dessas fotos, destacamos registros belíssimos publicados em revistas na época da inauguração da estátua.</p>
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<div style="width: 776px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9864" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9864/002080Vol02Cx0711.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="766" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9864" target="_blank">Guilherme Santos. Estátua do Cristo Redentor, 12 de outubro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9866/037SL03109.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank">Etapa da construção da estátua do Cristo Redentor &#8211; cabeça, c. 1930. São Gonçalo, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://youtu.be/E9euzIPPxoE" target="_blank">Link para a música <em>Alma Carioca</em>, especialmente composta por Moacyr Luz para a celebração dos 90 anos do Cristo Redentor.</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9806" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9806/002037AAK5041.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9806" target="_blank">Alfredo Krausz. Vista da cidade; a partir do Cristo Redentor, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Localizado no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank">Morro do Corcovado</a> &#8211; os morros do Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio foram cogitados para abrigá-lo &#8211; o Cristo Redentor fica a 710 metros de altitude, e a estátua tem 38 metros de altura, pesando 1.145 toneladas. Foi inaugurado, num dia chuvoso, pelo presidente Getulio Vargas (1882-1954) e por Pedro Ernesto (1884-1942), interventor do Distrito Federal. Várias celebrações ocorreram para marcar o acontecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093718_01&amp;PagFis=7379" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 13 de outubro de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=6004" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/5191" target="_blank"><em>Excelsior</em>, novembro de 1931</a>).</p>
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<div id="attachment_26058" style="width: 434px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6002" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/heitordasilvacosta.jpg" alt="Texto de Heitor da Silva Costa / O Cruzeiro, 17 de outubro de 1931" width="424" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6002" target="_blank">Texto de Heitor da Silva Costa, engenheiro e autor do projeto do Cristo Redentor / <em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div style="width: 719px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9862" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9862/002080RJ0219.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="709" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9862" target="_blank">Guilherme Santos. Missa de inauguração da estátua do Cristo Redentor; entre os presentes, Getulio e Darcy Vargas, 12 de outubro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Na edição da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77873" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, de 17 de outubro de 1931</a>, que trouxe uma ampla cobertura das festividades da inauguração do Cristo Redentor com diversas e lindas fotos, publicação do poema <em>Cristo Redentor do Corcovado</em>, de autoria do alagoano Jorge de Lima (1893 &#8211; 1853).</p>
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<div id="attachment_26045" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77877" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26045" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/pessoas2.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de outubro de 1931" width="478" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77877" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_26046" style="width: 794px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77876" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26046" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/linda.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de outubro de 1931" width="784" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/77876" target="_blank"><em>Fon-Fon,</em> 17 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_26047" style="width: 790px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/77888" target="_blank"><img class=" wp-image-26047" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/linda1.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de outubro de 1931" width="780" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/77888" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>Mas foi no século XIX, que o padre lazarista francês Pietre-Marie (Pedro Maria) Bos (c.1834-1916), capelão do Colégio Imaculada Conceição, em Botafogo, que chegou ao Rio de Janeiro em torno de 1859, teve a ideia de erigir na capital do Império do Brasil um monumento que exaltasse a fé cristã (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/2591" target="_blank"><em>A União</em>, 30 de janeiro de 1916, quinta coluna</a>). O padre Boss deixou a ideia registrada no prefácio do livro <em>Imitação de Cristo</em>, edição de 1903:</p>
<p><em>&#8220;O Corcovado! Lá se ergue o gigante de pedra alcantilado, altaneiro e triste, como interrogando o horizonte imenso&#8230; quando virá? Há tantos séculos espero. Sim, aqui está o pedestal único no mundo; quando vem a estátua colossal, imagem de quem me fez? Ai, Brasil amado! Acorda depressa, levanta naquele cume sublime a imagem de Jesus Salvador! Nem todos, por causas diversas, lerão o Livro, ao passo que em todas as línguas e linguagens a imagem dirá ao grande e ao pequeno, ao sábio e ao analfabeto&#8230;’&#8221;</em></p>
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<div id="attachment_26048" style="width: 361px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26048" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/boss.jpg" alt="Padre Boss" width="351" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank">Padre Pedro Maria Bos (1834 &#8211; 1916)</a></p></div>
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<p>Ainda no século XIX, pouco depois da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> ter assinado a Lei Áurea, que aboliu a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=556" target="_blank">escravidão no Brasil</a>, em 13 de maio de 1888, um grupo de abolicionistas queria homenageá-la com uma estátua no alto do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank">Morro do Corcovado</a>. Ela declinou, em um documento de 2 de agosto de 1888:</p>
<p><em>&#8220;Manda Sua Alteza a Princesa Imperial Regente em Nome de Sua Magestade o Imperador agradecer a oferta da Commição Organizadora constituída da Sociedade Brazileira de Beneficência de Paris, da Cia. Estrada de Ferro do Cosme Velho ao Corcovado e do Jornal O Paiz, para erguer huma estátua em sua honra pela extinção da escravidão no Brasil, e faz mudar a dita homenagem e o projecto, pelo officio de 22 de julho do corrente anno, por huma estátua do Sagrado Coração de Nosso Senhor Jezus Christo, verdadeiro redentor dos homens, que se fará erguer no alto do morro do Corcovado&#8221;.</em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2927" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2927/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2927" target="_blank">Isabel, Princesa do Brasil : retrato, c. 1880 / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Os viscondes de Mauá, Irineu Evangelisa de Souza  (1813 &#8211; 1889), e de Santa Vitória,<strong> </strong>Manuel Afonso de Freitas Amorim (1831 &#8211; 1906), viajaram a Paris encomendando o projeto e a execução de uma estátua de bronze do Sagrado Coração de Jesus, com 15 metros de altura, mas o monumento nunca foi construído.</p>
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<div style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3656" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3656/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="527" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3656" target="_blank">Mario Lucarell. Monumento Cristo Redentor : Christ Statue, 193?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Voltando ao século XX. Em 1917, o engenheiro Eduardo Limoeiro, presidente da recém criada Associação Auxiliar dos Engenheiros e Industriais, sugeriu, como parte das comemorações do centenário da independência do Brasil, que ocorreria em 1922, a edificação de um monumento em forma de esfera, sobre o qual se elevaria uma grande cruz, homenageando Jesus Cristo, no alto do Morro de Santo Antônio. O projeto era do engenheiro Alberto Pacca, mas a ideia não foi em frente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/39456" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de setembro de 1917, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 24 de fevereiro de 1921, numa sessão solene da Ação Social Nacionalista, presidida pelo Conde Afonso Celso (1860 -1938), o general Pedro Carolino Pinto de Almeida (1856 &#8211; 1922) sugeriu que fosse construido um monumento do Cristo Redentor para a comemoração do centenário da independência do Brasil. Em 20 de março de 1921, no Círculo Católico, foi realizada a primeira assembleia para estudar o projeto, cuja iniciativa foi aprovada pelo cardeal Arcoverde (1850 &#8211; 1930). Na ocasião, a ideia era que o monumento fosse de bronze e erigido no cume do Pão de Açúcar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/5578" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 21 de março de 1921, primeira coluna</a>). Em 24 de abril, ocorreu outra reunião (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/5874" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 25 de abril de 1922, penúltima colun</a>a) e, pela primeira vez, em 3 de maio, a comissão técnica do empreendimento, presidida pelo almirante José Carlos de Carvalho (1847 &#8211; 1934), se reuniu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/7883" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 7 de maio de 1921, quinta coluna</a>). O arquiteto Heitor da Silva Costa (1873-1947), José Agostinho dos Reis(18? &#8211; 19?) e Adolfo Morales de Los Rios (1858 &#8211; 1928), cujos projetos concorreram para a construção do monumento, participavam da comissão.</p>
<p>Um abaixo-assinado organizado pela escritora Laurita Lacerda solicitava ao presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) que a estátua do Cristo Redentor fosse construída. A iniciativa foi uma reação ao despacho do ministro da Fazenda, Homero Baptista (1861-1924), que havia negado a licença necessária para a construção do monumento. O documento foi entregue, com cerca de 30 mil nomes, ao presidente, em uma audiência, no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, em 18 de fevereiro de 1922 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/7803" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de novembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/1620" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de novembro de 1921, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/9127" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de fevereiro de 1922, última coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_26097" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/9127" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26097" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação.jpg" alt="O Jornal, 19 de fevereiro de 1922" width="302" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_02/9127" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de fevereiro de 1922</a></p></div>
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<p>Houve manifestações de igrejas protestantes e de outras religiões contrárias ao apoio do governo à construção do monumento, um símbolo católico, já que o Estado era laico. Por exemplo, seguidores da igreja Batista declararam, em nota publicada em <em>O Jornal Batista</em>, órgão oficial da Convenção Batista Brasileira, em 22 de março de 1923, que a construção &#8220;<em>será, a um tempo, um atestado eloquente de idolatria da igreja de Roma</em>&#8220;.</p>
<p>Epitácio justificou a permissão por ter sido requerida em primeiro lugar: se um representante de qualquer outra religião tivesse solicitado algo semelhante antes, a ele teria sido dada igualmente a autorização. A decisão para a construção do monumento no Morro do Corcovado foi concedida em 1º de junho de 1922 por Homero Baptista, ministro da Fazenda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/9786" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de junho de 1922, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Em setembro de 1922, foi realizada uma cerimônia no local onde o Cristo seria construído, com a presença de várias autoridades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=10792" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de setembro de 1922, terceira coluna</a>) e, em 4 de outubro, foi lançada a pedra fundamental da obra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=11030" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de outubro de 1922</a>). No ano seguinte, teve início uma grande campanha de arrecadação de recursos para a construção do monumento, sob a coordenação de dom Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942), o cardeal do Rio de Janeiro. Em setembro de 1923, as comissões já estavam formadas e <em>O Paiz</em> publicou uma extensa matéria sobre a realização de uma semana de coleta de doações para a construção do monumento que, aliás, foi totalmente construído a partir de doações populares. Uma curiosidade: na época com sete anos, o futuro atleta e presidente da Fifa, João Havelange (1916 &#8211; 2016), ajudou a arrecadar dinheiro para a construção do Cristo durante a semana do monumento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=12574" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de março de 1923, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=14391" target="_blank"><em>O</em> <em>Paiz</em>, 2 de setembro de 1923</a>).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6128" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6128/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.04.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6128" target="_blank">Cristo Redentor, 1931(?). Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_04&amp;PagFis=24231" target="_blank">Em 21 de setembro de 1923,<em> </em>o<em> Jornal do Brasil</em></a> publicou uma matéria noticiando que, em 22 maio de 1923, o projeto do engenheiro Heitor da Silva Costa (1873-1947) para o monumento havia sido escolhido em assembleia geral da Comissão Executiva do Monumento Nacional ao Cristo Redentor, com a presença do monsenhor Macedo Costa, representando o cardeal Arcoverde, e de Cesario Alvim, representando o ministro da Viação. Os outros concorrentes foram José Agostinho dos Reis e Adolfo Morales de Los Rios. A reportagem também contou toda a história do empreendimento. A principal inspiração para o projeto de Silva Costa foi a estátua de São Carlos Borromeu, construída no século XVII, que ele havia examinado, em Arona, na Itália, durante uma viagem de estudos, em 1912 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/4201" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de julho de 1930</a>).</p>
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<div id="attachment_26079" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank"><img class="wp-image-26079" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/arona1.jpg" alt="arona" width="332" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank">Estátua de São Carlos Borromeu, Arona, Itália / <em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25990" style="width: 208px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/24231" target="_blank"><img class=" wp-image-25990" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 1923" width="198" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/24231" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de setembro de 1923</a></p></div>
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<div id="attachment_26085" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/anteprojeto.jpg" alt="Primeiro anteprojeto / O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="186" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank">Primeiro anteprojeto / <em>O Cruzeiro,</em> 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>A mobilização popular em torno da construção do Cristo foi grande e um filme sobre o assunto, &#8220;O monumento do Christo Redemptor&#8221;, uma produção da Botelho Film, foi exibido no cinema Odeon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/5421" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 8 de setembro de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=14950" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de outubro de 1923, na quinta coluna sob o título &#8220;Cinemas e fitas&#8221;</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">A concepção inicial para o monumento foi modificada: no projeto original, a figura de Jesus Cristo empunharia em sua mão direita um globo e na esquerda uma cruz. </span></p>
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<div id="attachment_16492" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/5387" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16492" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/cristoilu.jpg" alt="Projeto original do Cristo Redentor / Revista da Semana, 1923" width="541" height="769" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/5387" target="_blank">Projeto original de Heitor da Silva Costa para o Cristo Redentor / <em>Revista da Semana</em>, 1º de setembro de 1923</a></p></div>
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<p>O responsável pelo desenho final do monumento, a figura de Cristo com os braços estendidos, com o corpo na vertical e disposto sobre o Corcovado que, olhado à distância por qualquer ângulo é visto como uma cruz plantada no granito, foi o italiano Carlos Oswald (1882 &#8211; 1971), na época professor de gravura e desenho do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, e grande amigo de Silva Costa.</p>
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<div id="attachment_25993" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://institutopoimenica.com/2013/05/17/a-gravura-de-carlos-oswald-1882-1971/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25993" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes32.jpg" alt="Carlos Oswald / Site Instituto Poimenica" width="451" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://institutopoimenica.com/2013/05/17/a-gravura-de-carlos-oswald-1882-1971/" target="_blank">Carlos Oswald, em Paris, 1911 / Site Instituto Poimenica</a></p></div>
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<div id="attachment_26086" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26086" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/anteprojeto1.jpg" alt="Segundo anteprojeto, redesenhado por Carlos Oswald / O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="267" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/5961" target="_blank">Segundo anteprojeto, redesenhado por Carlos Oswald / <em>O Cruzeiro,</em> 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_26102" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação1.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26102" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação1.jpg" alt="Trecho da palestra de Heitor Silva, na Sociedade / Jornal do commercio, 1930" width="334" height="71" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/4201">Trecho da palestra de Heitor Silva Costa, na Sociedade / Jornal do Commercio, 27 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Com os croquis de Oswald e suas convicções sobre o monumento a ser construído, Silva Costa foi para a Europa , em 1924 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/10265" target="_blank"><em>Eu sei tudo</em>, janeiro 1924</a>). Esteve na Alemanha, na Itália e na França. Para colaborar no trabalho, escolheu um especialista em estatuária, o artista francês, de origem polonesa, Paul Landowsky (1875-1961), e o engenheiro francês Albert Caquot (1881 &#8211; 1976), mestre em cálculos estruturais. Silva Costa, em texto publicado em <em>O Cruzeiro,</em> de 10 de outubro de 1931, justificou a escolha por Landowsky.</span></p>
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<div id="attachment_26071" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank"><img class=" wp-image-26071" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/povo.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="701" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank">Heitor da Silva Costa (sentado) e Heitor Levy (terceiro da esquerda paraa a direita) em seu escritório técnico em Paris, com auxiliares e escultores e desenhistas, em 1926 /<em> O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<div id="attachment_26069" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5962" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26069" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/damas1.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="299" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5962" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p><span style="color: #000000;">As duas mais famosas obras parisienses de Landowsky são a estátua de Sainte Geneviève, na Ponte de Tournelle, e a fonte da Porte de Saint-Cloud. </span></p>
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<div id="attachment_25994" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://br.lucindariley.co.uk/seven-sisters-series/the-seven-sisters/paul-landowski/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25994" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes3.jpg" alt="Paul Landowsky / Site " width="294" height="293" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://br.lucindariley.co.uk/seven-sisters-series/the-seven-sisters/paul-landowski/" target="_blank">Paul Landowsky</a></p></div>
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<div id="attachment_26055" style="width: 195px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.annales.org/archives/x/caquot.html" target="_blank"><img class="wp-image-26055 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/caquotjpg.jpg" alt="Albert Caquot / " width="185" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="http://www.annales.org/archives/x/caquot.html" target="_blank">lbert Caquot / Photo collections ENSMP</a></p></div>
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<div id="attachment_26070" style="width: 815px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank"><img class="wp-image-26070 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/montagem1.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="805" height="253" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5963" target="_blank">Montagem do modelo da estátua no ateliê de Landowsky, em Paris, 1926 /<em> O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
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<p>Colaborador de Landowsky, o escultor italiano Lelio Landucci (? &#8211; 1954) participou do processo da evolução do projeto do Cristo. Landucci veio morar no Brasil e foi o autor do primeiro livro sobre o pintor Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_04/25461" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 1º de outubro de 1954, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26110" style="width: 253px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/retrato-de-l%C3%A9lio-landucci-candido-portinari/qgGGwwrp97Hj2Q" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/lelio.jpg" alt="Retrato de Lélio Landucci por Cândido Portinari, 1932" width="243" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/retrato-de-l%C3%A9lio-landucci-candido-portinari/qgGGwwrp97Hj2Q" target="_blank">Retrato de Lélio Landucci por Cândido Portinari, 1932 / Google Arts &amp; Culture</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra de instalação do Cristo Redentor começou em 1926. De execução considerada complicadíssima, durou cinco anos. As peças foram transportadas de trem, pois ainda não havia estrada de rodagem até o Corcovado, só inaugurada, em 1936. Além disso, os depósitos de material, maquinário e os barracões para abrigar o pessoal envolvido na obra ficavam em um platô bem abaixo do cume, ocupado pelos andaimes. Pela primeira vez uma estátua era construída como um monumento arquitetônico e não simplesmente como uma escultura.</p>
<p><span style="color: #000000;">Silva Costa, após passar 14 meses na Europa, chegou ao Brasil trazendo uma</span> maquete e algumas peças do monumento <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=843822&amp;PagFis=949" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843822/949" target="_blank"><em>Lar Catholico</em>, 14 de agosto de 1927, primeira coluna</a>). Um documento, datado de 14 de fevereiro de 1925, assinado por Landowsky, delegava a Silva Costa e à comissão do monumento <em>plenos poderes para conceder as necessárias autorizações para as reproduções da imagem da maquete desse monumento</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26065" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/cristo-redentor-fatos-1.html" target="_blank"><img class="wp-image-26065 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/cessão.jpg" alt="cessão" width="365" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/cristo-redentor-fatos-1.html" target="_blank">Documento de cessão de direitos assinado por Paul Landowsky / Acervo de Bel Noronha, bisneta de Heitor Silva Costa</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma exposição com os modelos de gesso das mãos do Cristo, modeladas por Landowsky, foi realizada no Corcovado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093092_01&amp;PagFis=1899" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 24 de janeiro de 1929, sexta coluna</a>). Reza a lenda que teria usado as mãos da poetisa, atriz e declamadora Margarida Lopes de Almeida (1896 &#8211; 1979) como modelos para as mãos da estátua. Ela sempre confirmou essa história mas perto de morrer a desmentiu, deixando uma dúvida quanto a sua veracidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26037" style="width: 205px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.oguialegal.com/maosdecristo.htm"><img class="size-full wp-image-26037" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/margarida1.jpg" alt="Margarida Lopes de Almeida" width="195" height="265" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.oguialegal.com/maosdecristo.htm" target="_blank">Margarida Lopes de Almeida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cabeça do Cristo foi executada pelo escultor romeno Gheorghe Leonida (1892/1893 &#8211; 1942), que estudava em Paris. O molde de gesso foi recortado em 50 partes e foi remontado e concretado no sítio do arquiteto italiano Heitor Levy, em São Gonçalo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/5756" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de abril de 1931, última coluna</a>). As únicas coisas que foram construídas na França foram justamente os moldes da cabeça e das mãos, porém em gesso, em tamanho natural, que foram recortadas, trazidas ao Brasil e aqui reconstruídas em concreto armado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25997" style="width: 188px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gheorghe_Leonida#/media/Ficheiro:Gheorghe_Leonida.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-25997 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes5jpg.jpg" alt="maquetes5jpg" width="178" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gheorghe_Leonida#/media/Ficheiro:Gheorghe_Leonida.jpg" target="_blank">Gueorghe Leonida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25991" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><a href="www.al.sp.gov.br/noticia/?id=310849" target="_blank"><img class="wp-image-25991 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes1.jpg" alt="maquetes1" width="595" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="www.al.sp.gov.br/noticia/?id=310849" target="_blank">Heitor da Silva Costa (em destaque), o engenheiro-supervisor Pedro Fernandes Vianna da Silva, o engenheiro Antonio Ferreira Antero e o arquiteto-executor Heitor Levy / Site Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O braço direito de Heitor da Silva, Heitor Levy, de credo judaico, que quase morreu em um acidente nos aidaimes do monumento, converteu-se ao catolicismo. Teria escrito os nomes de sua família num pergaminho guardado dentro do coração interno da estátua do Cristo Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26053" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank"><img class="wp-image-26053 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/heitorlevi.jpg" alt="Heitor Levy / Corcovado" width="545" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank">Heitor Levy / <em>Diário do Corcovado</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9865" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9865/037SL03108.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="580" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9865" target="_blank">Etapa da construção da estátua do Cristo Redentor &#8211; cabeça, c. 1930. Sâo Gonçalo, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras foram visitadas por autoridades, guiadas pelo engenheiro Heitor da Silva Costa e o monsenhor Gonzaga do Carmo foi fotografado ao lado de dedos da mão da escultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_03&amp;PagFis=40908" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, de 29 de junho de 1929</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26044" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40908" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26044" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/pessoas1.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de junho de 1929" width="232" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40908" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de junho de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A convite da Sociedade Brasileira de Engenheiro, Costa Silva proferiu uma conferência sobre os trabalhos da construção do monumento, quando palestrou sobre sua história, a observação de outros monumentos, a escolha de Landowsky, a filosofia pitagoriana e a <em>divina geometria, </em>a técnica utilizada e finalmente, a compara com a Estátua da Liberdade, inaugurada em 1886, em Nova York &#8211; um presente da França aos Estados Unidos, cujo projeto foi do escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi (1834 &#8211; 1904) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/4201" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de julho de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26103" style="width: 684px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/4201" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26103" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/colocação2.jpg" alt="Jornal do Commercio, 26 de julho de 1930" width="674" height="360" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/4201" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26114" style="width: 215px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Auguste_Bartholdi#/media/File:Leslie_Liberty.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26114" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/liberdade.jpg" alt="Capa do jornal Leslie, da semana que terminava em de 1885" width="205" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Auguste_Bartholdi#/media/File:Leslie_Liberty.jpg" target="_blank">Capa do periódico<em> Frank Leslie´s Illustrated Newspaper</em>, da semana que terminava em 13 de junho de 1885 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma notícia sobre a construção do Cristo Redentor no Rio de Janeiro e de um nos Alpes, na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3051" target="_blank"><em>A Semana</em>, de 25 de abril de 1931</a>, com a publicação de uma fotografia da estátua alpina e de quatro do Cristo Redentor carioca: de sua construção, de uma de suas mãos, de um de seus olhos e de sua cabeça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25988" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3051" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25988" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/cristo.jpg" alt="Revista da Semana, de 1931" width="279" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3051" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 25 de abril de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A estrutura do monumento é formada por quatro pilares e 12 andares em concreto armado, o que não era muito comum na época de sua construção. Era uma técnica relativamente recente, patenteada, em 1892, pelo engenheiro francês François Hennebique (1842 &#8211; 1921).</p>
<p><em>&#8220;O Cristo, com evidente propósito figurativo, foi provavelmente a primeira obra escultórica do mundo a utilizar o concreto como material de base. O diálogo entre forma e estrutura, em concreto, aí presente, pautaria, anos depois, em outtras nuances mais próprias à arquitetura, boa parte da produção modernista brasileira&#8221;.</em>(1)</p>
<p>Com exceção das mãos, a estrutura da estátua é oca, o que possibilita o acesso interno através de uma escadaria metálica. O Cristo Redentor tem um coração, localizado no oitavo andar, e, em sua cabeça e braços, encontram-se para-raios. A superfície externa foi revestida com pedras-sabão, coladas por senhoras da sociedade carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26068" style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5970" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26068" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/damas.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="599" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5970" target="_blank"><em>Mulheres na casa paroquial fazendo mosaicos de pedra-sabão / O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6147" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6147/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZS.11.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6147" target="_blank">Cristo Redentor, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia da inauguração, foi o físico Guglielmo Marconi (1874-1937), inventor do telégrafo, que, da Itália, ligou os refletores da estátua. Assis Chateaubriand, diretor dos <em>Diários Associados</em>, enviou um telegrama a ele dizendo: <em>&#8220;No instante em que iluminais o monumento de Jesus Cristo, os católicos brasileiros saúdam em vós a faísca do gênio latino que descobriu e construiu o novo mundo&#8221;</em> ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=6005"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26073" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5978" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26073" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/marconi.jpg" alt="O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="422" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5978" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, <em>&#8220;o sistema não funcionou como o esperado, mas o Cristo foi iluminado graças à habilidade do engenheiro Gustavo Corção e sua equipe, atribui-se a Rinaldo Franco o ato de ter acionado o interruptor responsável pela iluminação&#8221;</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3213" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3213/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="564" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3213" target="_blank">LTM. Mon. A Christo Redemptor, 12 de outubro de 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN </a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169072/5191" target="_blank">Uma fotografia muito semelhante a essa está publicada na capa da revista <em>Excelsior</em>, novembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26059" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6021" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26059" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/monumento.jpg" alt="O Cruzeiro, 17 de outubro de 1931" width="283" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6021" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26060" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6022" target="_blank"><img class=" wp-image-26060" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/missacampal.jpg" alt="O Cruzeiro, 17 de outubro de 1931" width="701" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6022" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 17 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1973, o conjunto paisagístico do monumento foi tombado pelo Iphan &#8211; Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.</p>
<p>O carro abre-alas da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, cujo samba-enredo de 1989 era <em>Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia</em>, traria uma reprodução do Cristo Redentor vestido como um mendigo, mas a Arquidiocese do Rio de Janeiro conseguiu uma ordem judicial proibindo a apresentação da alegoria. O carnavalesco Joãosinho Trinta (1933 &#8211; 2011) cobriu a alegoria com um plástico preto e acrescentou uma faixa com a frase &#8220;<em>mesmo proibido, olhai por nós</em>&#8220;.</p>
<p>Em 1990, a estátua foi restaurada e, em 7 de julho de 2007, o Cristo Redentor foi eleito uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&amp;PagFis=208121" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 2007</a>). Ficou em terceiro lugar, atrás da Muralha da China e da Cidade de Petra, na Jordânia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26056" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_12/208122" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26056" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/classificação.jpg" alt="Classificação das 7 maravilhas do mundo moderno / Jornal do Brasil, 8 de julho de 19" width="214" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_12/208122" target="_blank">Classificação das 7 Maravilhas do Mundo Moderno / <em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 2007</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O resultado foi divulgado pela empresa suíça promotora do concurso, a Fundação <em>New  7 Wonders </em>e o título foi recebido pelo técnico de futebol Luiz Felipe Scolari (1948 -) e pelo embaixador do Brasil em Portugal, Celso de Souza, no Estádio da Luz, sede do clube Benfica, em Lisboa, Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3175" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3175/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3175" target="_blank">LTM (Firma). Rio de Janeiro : : Pan. da Vista Chinesa, 1935?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2008, a bisneta de Heitor da Silva Costa, Bel Noronha, lançou o documentário <em>De Braços abertos</em>, sobre a história do Cristo Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26062" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_12/248091" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26062" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/margarida2.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 2008" width="770" height="270" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_12/248091" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de outubro de 2008</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 30 de setembro do mesmo ano, o Cristo Redentor foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; Iphan &#8211; por sua importância histórica (<a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3313/cristo-redentor-rj-completa-sete-anos-como-patrimonio-cultural" target="_blank">Portal Iphan</a>). Em 1º de março de 2011, aniversário da cidade do Rio de Janeiro, foi inaugurada uma nova iluminação no monumento com 300 projetores de LED de última geração que deram mais cor à estátua do Cristo Redentor, com um consumo de energia bem menor, e com a possibilidade de criar diferentes efeitos e cores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25996" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes4.jpg"><img class="size-full wp-image-25996" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/maquetes4.jpg" alt="O Globo, 1º de março de 2011" width="549" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Globo</em>, 1º de março de 2011</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde sua inauguração, o Cristo Redentor já recebeu diversas visitas de personalidades importantes no cenário internacional como o cientista Albert Einstein (1879 &#8211; 1955), o cantor Michael Jackson (1958 &#8211; 2009), o papa João Paulo II (1920 &#8211; 2005), o Dalai Lama (1935-), a Princesa Diana (1961 &#8211; 1997), o príncipe Charles (1948-) e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (1961-), com sua família. Algumas pessoas que já subiram na cabeça da estátua foram a jornalista Glória Maria (1949-), a atriz Ingrid Guimarães (1972-), a apresentadora de televisão Patrícia Abravanel (1977-), o comediante Renato Aragão (1935-), a atriz Tatá Werneck (1983-) e a bisneta de Heitor Silva Costa, Bel Noronha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7304" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7304/Alb%200294%20003ct.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7304" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista Aérea do Cristo Redentor, 28 de junho de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em><span style="color: #800000;"><strong>Corcovado</strong></span></em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank">João Gilberto </a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Um cantinho e um violão</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Este amor, uma canção</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Pra fazer feliz a quem se ama</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Muita calma pra pensar</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>E ter tempo pra sonhar</em></a><br />
<strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Da janela vê-se o Corcovado</em></a></span></strong><br />
<strong> <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>O Redentor, que lindo</em></a></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Quero a vida sempre assim</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Com você perto de mim</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Até o apagar da velha chama</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>E eu que era triste</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Descrente deste mundo</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>Ao encontrar você eu conheci</em></a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=W-YnyZG8fNU" target="_blank"><em>O que é felicidade meu amor</em></a></p>
<h2></h2>
<div style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3172/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="529" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank">LTM Firma. Rio de Janeiro : : Rua Paissandú, c. 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5946" target="_blank">Link a revista <em>O Cruzeiro</em>, de 10 de outubro de 1931, edição dedicada ao Cristo Redentor, com textos do Conde de Affonso Celso, de Heitor Silva Costa, de Arrojado Lisboa, de Felipe dos Santos Reis, do padre José Natuzzi, dentre outros, abordando a história, a concepção, a construção e outros aspectos do monumento. Publicação também do <em>Cântico ao Cristo do Corcovado</em>, de Tasso da Silveira; da história da Estrada de Ferro do Corcovado, das cartas trocadas entre o papa Pio XI  e o cardeal Sebastião Leme, da programação oficial e da lista das autoridades eclesiásticas que participariam dos eventos relacionados à inauguração do monumento.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26067" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5946" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26067" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/cruzeirojpg.jpg" alt="Capa da edição da  revista O Cruzeiro, de 10 de outubro de 1931" width="380" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5946" target="_blank">Capa da edição da revista <em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para saber um pouco da história do Morro do Corcovado antes do Cristo Redentor, acesse aqui o artigo Série<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19898" target="_blank"><em> “O Rio de Janeiro desaparecido” (11) – A Estrada de Ferro do Corcovado e o mirante Chapéu de Sol</em></a>, publicado em 22 de julho de 2021, na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26072" style="width: 880px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5972" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26072" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/holland.jpg" alt="Fotografia de autoria e creditada de S. H. Holland, publicada em O Cruzeiro, 10 de outubro de 1931" width="870" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5972" target="_blank">Fotografia de autoria e creditada a S. H. Holland, publicada em <em>O Cruzeiro</em>, 10 de outubro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica agradece a colaboração para a realização desse artigo de Roberta Mociaro Zanatta, coordenadora do Núcleo de Catalogação e Indexação do IMS e uma das responsáveis pela gestão e atualização de conteúdos do portal Brasiliana Fotográfica., e de Guilherme Dias, Conservador de Fotografias do Núcleo de Conservação e Preservação de Acervos, do IMS.</p>
<p>(1) KAZ, Leonel; LODDI, Nigge. <em>Cristo Redentor História e Arte de um Símbolo do Brasil</em>. Rio de Janeiro : Aprazível, 2008, página 75.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Agenda do Centro de Documentação da TV Globo</p>
<p>ALVAREZ, Rodrigo. <em>Redentor</em>. Rio de Janeiro : GloboLivros, 2021.</p>
<p><a href="http://biblioteca.cl.df.gov.br/dspace/bitstream/123456789/1756/1/Os%20tecnicos%20militares%20da%20miss%C3%A3o%20cruls%20-%20GEN.Alberto%20Martins%20da%20Silva.pdf" target="_blank">Biblioteca da Câmara Legislativa do Distrito Federal</a></p>
<p><a href="https://diariodocorcovado.blogspot.com/p/o.html" target="_blank">Blog Diário do Corcovado</a></p>
<p>CERQUEIRA, Bruno da Silva Antunes de; ARGON, Maria de Fátima Moraes. <i class="bbc-h1y5j7 ewc4zcb0">Alegrias e Tristezas: Estudos Sobre a Autobiografia de D. Isabel do Brasil. </i>Rio de Janeiro : Linotipo Digital Editora, 2020.</p>
<p>Conforme está relatado no livro <i class="bbc-h1y5j7 ewc4zcb0">Alegrias e Tristezas: Estudos Sobre a Autobiografia de D. Isabel do Brasil</i> (Linotipo Digital Editora) — escrito pelo historiador e advogado Bruno da Silva Antunes de Cerqueira, fundador do Instituto Cultural D. Isabel A Redentora, e pela historiadora e arquivista Maria de Fátima Moraes Argon, pesquisadora aposentada do Museu Imperial</p>
<p><em>Coleção Nosso Século Brasil</em> 10 Volumes. São Paulo : Abril Cultural, 1987.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=glNl6G5kPw8" target="_blank">Entrevista com Bel Noronha, bisneta de Heitor da Silva Costa e diretora do documentário <em>De braços abertos</em>, no <em>Programa do Jô</em></a></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fol/cult/cu26072.htm" target="_blank">Folha de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/" target="_blank">Google Arts &amp; Culture</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KAZ, Leonel; LODDI, Nigge. <em>Cristo Redentor História e Arte de um Símbolo do Brasil</em>. Rio de Janeiro : Aprazível, 2008.</p>
<p>OSWALD, Carlos. Como me tornei pintor.  Petrópolis, RJ: Vozes, 1957.</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_arque.gif&amp;Cod=1718" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p>RIBEIRO, Antônio Sérgio. <a href="https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=310849" target="_blank"><em>Cristo Redentor: 80 anos de um símbolo</em></a>. Agência de Notícias da Assembleia Legislativa de São Paulo.<span class="reference-accessdate"> </span></p>
<p>SEMENOVITCH, Jorge Scévola. <em>Corcovado: a conquista da montanha</em> <em>de Deus</em>. Rio de Janeiro : Editora Lutecia, 2010</p>
<p><a href="http://arqrio.org/noticias/detalhes/7835/o-cristo-redentor-e-a-princesa-isabel" target="_blank">Site Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="https://capitalmundialdaarquitetura.rio/rio-capital-mundial-da-arquitetura/a-importancia-do-patrimonio-cultural-para-a-identidade-das-cidades/" target="_blank">Site Capital Mundial da Arquitetura &#8211; Rio 2020</a></p>
<p><a href="https://engenharia360.com/como-o-cristo-redentor-foi-construido/" target="_blank">Site Engenharia 360</a></p>
<p><a href="https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/cristo-redentor-fatos-1.html" target="_blank">Site Rio de Janeiro aqui</a></p>
<p><a href="https://www.rio.rj.gov.br/web/riotur/exibeconteudo?id=157317" target="_blank">Site Riotur</a></p>
<p><a href="http://www.santuariocristoredentor.com.br/curiosidades" target="_blank">Si</a><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/construcao-cristo/" target="_blank">te Santuário Cristo Redentor</a></p>
<p><a href="https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo/de-bracos-abertos-sobre-sao-goncalo-cristo-redentor/" target="_blank">Site Sim São Gonçalo</a></p>
<p><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/construcao-cristo/" target="_blank"><em>Veja Rio</em>, 5 de junho de 2017</a></p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/" target="_blank">Youtube</a></p>
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		<title>O Palácio de Cristal, em Petrópolis, fotografado por Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 13:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Petrópolis Bier Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Exposição Industrial de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Ramiz Galvão]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Agrícola de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Agrícola e Hortícola de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=21455</guid>
		<description><![CDATA[O Palácio de Cristal, na Praça Koblenz, em Petrópolis, foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1884, com um grande baile que contou com a presença maciça da família imperial brasileira. A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem produzida em torno dessa época por Marc Ferrez (1843 - 1923), que realizou cerca da metade de sua produção fotográfica em torno do Rio de Janeiro e de seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. O Palácio de Cristal, patrimônio histórico tombado pela União, já abrigou exposições agrícolas, de flores e pássaros, além de eventos como, por exemplo, o Petrópolis Bier Festival.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem do Palácio de Cristal de Petrópolis produzida em torno da época de sua inauguração, em 1884, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, que realizou cerca da metade de sua produção fotográfica no Rio de Janeiro e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. Patrimônio histórico tombado pela União, o Palácio de Cristal, localizado na Praça Koblenz ou Praça da Confluência, já abrigou exposições agrícolas, de flores e pássaros, além de eventos culturais como, por exemplo, o Petrópolis Bier Festival. É um monumento importante e simbólico para a história do Brasil e um dos principais pontos turísticos de Petrópolis. Em janeiro de 2020, foi fechado para visitação para a realização de uma reforma, paralisada no mês seguinte pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e retomada no início de outubro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7702/001AMF016015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank">Marc Ferrez. Palácio de Cristal, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1884 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6457" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de janeiro de 1884, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6498" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de fevereiro de 1884, quinta coluna</a>), cinco anos após o lançamento de sua pedra fundalmental, com um grande baile que contou com a presença maciça da família imperial brasileira.</p>
<p>Sobre sua construção e inauguração, foi publicado em <em>Petrópolis, guia de viagem (1885)</em>, de José Nicolau Tinoco de Almeida (18? &#8211; 1950):</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“ Petrópolis – Escrevem-nos dessa cidade:</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>03 de Fevereiro –  Por telegrama que expedi hontem daqui dei-lhes de noticia do baile com que se inaugurou o palácio de crystal, construído no local do antigo passeio publico, e cuja estufa ostenta agora as suas columnas de ferro e paredes vidro branco.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Se o palacio de crystal há de ser mais conveniente e util a Petropolis dirão os frequentadores desta bella cidade que assistirem às festas que alli se derem. O facto é que o antigo Passeio Público era o recreio das crianças e ponto de reunião de todos.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O palacio de crystal de Petrópolis foi construído nas oficinas da sociedade anonyma de Saint Sauveur les Arraz, para uma associação de horticultura sob a proteção as Sua Alteza Conde d’Eu. Devendo servir de lugar de exposição ou de festas, tem esta enorme estufa uma vasta sala composta de uma parte central e dois corpos lateraes rectangulares, com uma superfície de 224 metros quadrados. Ligão-se ao corpo principal duas meias luas, cada uma com uma superfície de 56 metros quadrados. Espaço suficiente no caso de haver exposição hortícola para receber pequenos volumes e plantas e em reuniões numerosas os necessários acessórios para uma sala de festas. É inconstestavelmente um elegante EDIFÍCIO, solidamente construido pelo engenheiro Eduardo Bonjean.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Como já dissemos, fez-se a inauguração do palacio-estufa com um baile dado em beneficio da Associação. A inauguração da sala foi feita sob as vistas de S.A. a Serenissima Princeza Imperial, o que fez ter maior realce a primeira festa dada no palacio de crystal.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em> Às 9 horas da noite já a sala estava cheia de senhoras e cavalheiros, que receberão Suas Majestades e Altezas, dando-se logo depois começo às danças, nas quaes dignou-se S.A. a Sra. Princeza Imperial de tomar parte. Foi uma brilhante reunião tanto pela escolhida sociedade como pela bonita iluminação. Da corte vierão muitas senhoras para este tão falado baile, de cuja direção se encarregou, a convite de S.A. o Sr. Conde d’Eu uma comissão de cavalheiros da nossa sociedade, que se esmerarão no desempenho de tão agradável incumbência.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Mas não foi só para assistir ao baile que veio gente da corte; para fugir do calor e aqui passar dois dias também vierão muitas pessoas. A affluencia desde sexta-feira tem sido extraordinária.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Cerca de 1.000 pessoas vierão para Petrópolis, e sabe Deus que trabalho teve o Dr. Berrini para acomodar os passageiros nos carros da estrada de ferro Principe Grão Pará.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Os hotéis estão cheios que os últimos passageiros tiveram de dormir nos bilhares e salas.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O Hotel d’ Orleans não teve outras acomodações senão a rouparia e o quarto de banho para dar aos dois últimos hospedes que apparecêrão hontem ”</em></span></p>
<p>A estrutura pré-montada do Palácio de Cristal foi encomendada pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, na época, presidente da Sociedade Agrícola de Petrópolis, às oficinas da Société Anonyme de Saint-Sauveur, na cidade de Arras, na França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://e-monumen.net/patrimoine-monumental/societe-anonyme-saint-sauveur/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-21896" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/cristal1.jpg" alt="cristal1" width="458" height="538" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde d´Eu e a princesa Isabel haviam se casado cerca de 20 anos antes, em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, em cerimônia celebrada por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). O escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) escreveu na coluna <em>Folhetim</em> uma calorosa descrição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19132" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 17 de outubro de 1864)</a>. O casal passou a lua de mel justamente em Petrópolis, de onde retornou no dia 24 de outubro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Palácio de Cristal&#8230; Sua estrutura, a primeira pré-fabricada ultimada no Brasil, foi montada em Petrópolis pelo engenheiro Eduardo Bonjean (1844 -?),  foi inspirada em duas edificações: o Crystal Palace de Londres e no Palácio de Cristal do Porto. O Crystal Palace, construído no Hyde Park para sediar a Grande Exposição dos Trabalhos da Indústria de Todas as Nações de 1851, foi inaugurado em 1º de maio de 1851 pela Rainha Vitória (1837 &#8211; 1901)  e destruído por um incêndio em 1936. O Palácio de Cristal do Porto, inaugurado em 18 de setembro de 1865 pelo rei dom Luis (1838 0 1889) para abrigar a Exposição Internacional do Porto, foi demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão dos Desportos,  atualmente denominado Pavilhão Rosa Mota.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21902" style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Exposi%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Crystal_Palace.PNG" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21902" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/crystal.jpg" alt="Crystal Palace de Londres, 1851" width="515" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Exposi%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Crystal_Palace.PNG" target="_blank">Crystal Palace de Londres, 1851</a></p></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto" style="text-align: center;">
<div id="attachment_21906" style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/1864/TomoVII/N01/N01_master/ArquivoPitoresco1864N01.PDF" target="_blank"><img class="wp-image-21906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/crystalporto1.jpg" alt="crystalporto1" width="477" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/1864/TomoVII/N01/N01_master/ArquivoPitoresco1864N01.PDF" target="_blank">Palácio de Cristal do Porto, publicado no Archivo Pittoresco: semanário illustrado, Anno 7,  número 1, 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto" style="text-align: left;">Em 20 de abril 1884, com ornamentação do botânico francês Auguste Glaziou (1828 &#8211; 1906), que havia sido o responsável pelo embelezamento do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo de Santana</a>, foi aberta a Quarta Exposição da Sociedade Agrícola e Hortícula de Petrópolis, a primeira no Palácio de Cristal &#8211; as três primeiras haviam sido realizadas em 1875, 1876 e 1877, em pequenos pavilhões na mesma Praça Koblenz. A edição de 1884 contou com a presença <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a>, do corpo diplomático e de ministros do Império. O discurso oficial foi proferido pelo Conde d’ Eu e o júri do evento, na seção hortícola, era formado por Glaziou, Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938), na ocasião preceptor dos filhos da princesa Isabel; e do bibliotecário José de Saldanha da Gama. Na seção zootécnica, os jurados foram Ferreira Penna e E. P. Wilson (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10207" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de abril de 1884, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6877" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de abril de 1884, quarta coluna; <em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de abril, terceira coluna)</a>. Em 12 de abril de 1885 e em 20 de março de 1886, o Palácio de Cristal sediou as edições seguintes do evento. Em maio de 1886, também no palácio, foi realizada a Primeira Exposição Industrial de Petrópolis, organizada pela Câmara Municipal por iniciativa do vereador Henrique Kopke Junior (18? &#8211; ?).</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No chuvoso domingo de Páscoa de 1888, o Palácio de Cristal foi todo enfeitado e em seu exterior<em> via-se uma grande cruz também de ramagens e flores com o dístico &#8220;Viva a liberdade&#8221;</em>. Na ocasião, a princesa Isabel e o conde d´Eu junto a seus filhos, os príncipes Pedro de Alcântara (1875 &#8211; 1940) e dom Luis Maria (1878 &#8211; 1920), entregaram 127 cartas de alforria a escravizados da cidade Imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4167" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 e 3 de abril de 1888, sétima coluna</a>). A maioria dos senhores desses escravizados foram indenizados a partir de uma grande campanha desenvolvida na cidade pela <em>comissão agenciadora das libertações</em>. Compareceram à cerimônia representantes do gabinete ministerial de João Alfredo, os abolicionistas André Rebouças (1838 &#8211; 1898) e José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), além dos embaixadores da Argentina, da Bélgica, do Chile, da Espanha, dos Estados Unidos e da Itália, e diplomatas das legações de outros países, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22585" style="width: 387px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/20022" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/petro.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1888" width="377" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Com a proclamação da República, em 1889, o palácio entrou em decadência e, em 1894 foi doado à Prefeitura de Petrópolis. Foi arrematado em leilçao público por Manorel Buaque de Macedo que o cedeu à Associação Artística e Literária Fluminense. Em 1938, o Palácio de Cristal foi coberto por tijolos e folhas-de-flandres, passando a sediar o Museu Histórico de Petrópolis (MHP), por iniciativa do jornalista e historiador Alcindo de Azevedo Sodré (1895 &#8211; 1952). Em 1943, quando Petrópolis comemorava 100 anos de sua fundação, o MHP foi transferido para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5754" target="_blank">Museu Imperial de Petrópolis</a>, inaugurado na antiga residência de veraneio de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, do qual Sodré foi o primeiro diretor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21910" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.aconteceempetropolis.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Museu-Hist%c3%b3rico-de-Petr%c3%b3polis.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21910" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/museuhistorico.jpg" alt="Palácio de Cristal quando foi a sede do Museu Histórico de Petrópolis /Site Acontece" width="437" height="265" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.aconteceempetropolis.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Museu-Hist%c3%b3rico-de-Petr%c3%b3polis.jpg" target="_blank">Palácio de Cristal quando foi a sede do Museu Histórico de Petrópolis /Site Acontece em Petrópolis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Voltou a pertencer à prefeitura e, em 1957,  durante as comemorações do centenário da elevação de Petrópolis à condição de cidade, foi realizada, no Palácio de Cristal, a Exposição Industrial e Histórica de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5127" target="_blank"><em>Anuário do Museu Imperial</em>, 1957</a>). Em 21 de junho de 1967, o palácio, integrante do conjunto arquitetônico e paisagístico da antiga Praça da Confluência, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Na década de 1970, uma série de restaurações, inclusive em seus jardin, foram iniciadas. No ano de seu centenário, 1984, foi lançado um selo comemorativo em homenagem à data (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/74571" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de janeiro de 1984, quarta coluna</a>) e ele foi reinaugurado em 2 de fevereiro, coberto por paredes de vidro similares às suas originais, que eram de cristais bisotados importados da Bélgica, com uma mostra de medalhas, uma exposição de esculturas de Maria Martins (1894 &#8211; 1973) e um recital de música antiga do Praetorius Emsemble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/75501" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1984, segunda coluna</a>).</p>
</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">O poeta Carlos Drummond de Andrade dedicou ao Palácio uma crônica, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><em>A vária sorte do Palácio de Cristal</em>, no <em>Jornal do Brasil</em> 2 de fevereiro de 1984</a>.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21912" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><img class="size-large wp-image-21912" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/drummond-1024x397.jpg" alt="Jornal do Brasil, 2 de fevereiro de 1984" width="768" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1984</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nela se refere à história do edifício e também a uma fotografia do trio das inseparáveis amigas &#8211; a princesa Isabel e as baronesas de Muritiba (1851 &#8211; 1932) e de Loreto (1849 &#8211; 1931) -, retratadas dentro do Palácio de Cristal, em 1884, e publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank">Anuário do Museu Imperial de 1958</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21913" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank"><img class="wp-image-21913 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/loreto.jpg" alt="loreto" width="398" height="225" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank">A Princesa Isabel, entre a Baronesa de Muritiba (D. Maria José Velho de Avelar Vieira Tosta) e Baronesa de Loreto (D. Amanda de Paranaguá Dória), no recinto da Exposição Hortícola e Agrícola, no Palácio de Cristal, em 1884 / Anuário do Museu Imperial, 1958.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23240" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/2218" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/cristal.jpg" alt="O Palácio de Cristal fotografado por Geroges Leuzinger/ Anuário do Museu Imperial, 1948" width="361" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/2218" target="_blank">O Palácio de Cristal, fotografia do ateliê de Georges Leuzinger/ Anuário do Museu Imperial, 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Anuário do Museu Imperial</p>
<p><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/ArchivoPittoresco_TomoVII.htm" target="_blank"><em>Archivos Pittorescos: semanário illustrado</em></a></p>
<p><a href="https://www.diariodepetropolis.com.br/integra/obras-do-palacio-de-cristal-foram-retomadas-186404" target="_blank"><em>Diário de Petrópolis</em>, 6 de outubro de 2020</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_arque.gif&amp;Cod=1669" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</p>
<p>SILVA, Lucas Ventura da. <em>Patrimônio documental sobre escravidão: o elemento servil na Petrópolis do oitocentos</em>. Revista Eletrônica Discente do Curso de História – UFAM, volume 4, número 1, ano 4, 2020</p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=445045" target="_blank">Site Biblioteca do IBGE</a></p>
<p><a href="http://culturaviva.gov.br/espaco/14986/" target="_blank">Site Cultura Viva</a></p>
<p><a href="https://e-monumen.net/patrimoine-monumental/societe-anonyme-saint-sauveur/" target="_blank">Site e-monument.net</a></p>
<p><a href="https://www.britannica.com/topic/Crystal-Palace-building-London" target="_blank">Site Enciclopedia Britannica</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2020/01/29/palacio-de-cristal-em-petropolis-rj-e-fechado-para-visitacao-e-passa-por-reforma.ghtml" target="_blank">Site G1</a></p>
<p><a href="http://www.ipatrimonio.org/?p=20713#!/map=38329&amp;loc=-22.50606881180414,-43.18145459803748,17" target="_blank">Site ipatrimonio.org</a></p>
<p><a href="http://www.visitepetropolis.com/perfil-mantenedores/perfil/palacio-de-cristal/" target="_blank">Site Visite Petrópolis</a></p>
<p>SODRÉ, Alcindo. <em>Palácio de Cristal</em>. Centenário de Petrópolis, vol. 2, p.103.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">
</div>
</div>
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		<title>Após encantar-se com Molière e Giulietta Dionesi, o imperador Pedro II sofre um atentado</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2020 14:39:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dom Pedro II (1825 - 1891) foi alvo de um atentado quando saía do Theatro Sant´Anna, no Rio de Janeiro, com alguns membros de sua família, em 15 de julho de 1889. "Pela primeira vez, após um reinado de mais de meio século, fora quebrado o respeito que sempre cercou a pessoa do imperador". Na verdade, Pedro II governou por quase 50 anos e não por mais de meio século - de 23 de julho de 1840 a 15 de novembro de 1889 e, segundo José Murilo de Carvalho, o fez “com os valores de um republicano, com a minúcia de um burocrata e com a paixão de um patriota. Foi respeitado por quase todos, não foi amado por quase ninguém”.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dom Pedro II (1825 &#8211; 1891) foi alvo de um atentado quando saía do Theatro Sant´Anna, no Rio de Janeiro, com alguns membros de sua família, em 15 de julho de 1889. Foi o primeiro governante do Brasil a sofrer um atentado!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2952/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="293" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank">Pedro Hees, Photographia Popular. Pedro II, Imperador, 18?. / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>Pela primeira vez, após um reinado de mais de meio século, fora quebrado o respeito que sempre cercou a pessoa do imperador&#8221;. </em></span></p>
<p><em>                                                                                                                                            <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7358" target="_blank"><span style="color: #333333;">O Paiz, </span></a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7358" target="_blank"><span style="color: #333333;">17 de julho de 1889</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na verdade, Pedro II, um <em>Habsburgo perdido nos trópicos</em>, cuja figura de 1,90m, louro e de olhos azuis contrastava com a aparência da maioria da população do Brasil, governou por quase 50 anos e não por mais de meio século &#8211; foram 49 anos, três meses e 22 dias.  Pedro II governou o Brasil, país pelo qual era apaixonado, de 23 de julho de 1840 a 15 de novembro de 1889 e, segundo José Murilo de Carvalho, o fez “<em>com os valores de um republicano, com a minúcia de um burocrata e com a paixão de um patriota. Foi respeitado por quase todos, não foi amado por quase ninguém</em>”. Lembramos aqui o fato de dom Pedro II ter sido um grande entusiasta da fotografia, tendo sido o primeiro brasileiro a possuir um daguerreótipo,e  provavelmente, o primeiro fotógrafo do Brasil. Devido ao seu interesse no assunto, implantou e ajudou decisivamente o desenvolvimento da fotografia no país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/618" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/618/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="525" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/618" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, imperador do Brasil: retrato, s/d / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na noite de 15 de julho de 1889, houve a apresentação de uma jovem violinista italiana e a encenação de uma peça,  no Theatro Sant´Anna. O imperador Pedro II (1825 &#8211; 1891), acompanhado da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">imperatriz Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, de sua filha, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, e do príncipe Pedro Augusto (1866 &#8211; 1934), seu neto mais velho, estiveram presentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19856" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/15898" target="_blank"><img class=" wp-image-19856" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/prop.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 15 de julho de 1889" width="371" height="369" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/15898" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de julho de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/66" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de dom Pedro II disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Theatro Sant´Anna localizava-se onde anteriormente ficava o Theatro Casino Franco-Brésilien. Foi reinaugurado em 29 de outubro de 1880, com a opereta do alemão Jacques Offenbach (1819 &#8211; 1880), <em>La fille du tambour major</em>, executada pela Companhia Lírica Francesa. Era, desde então, um dos palcos mais importantes do Rio de Janeiro. Ficava na Praça da Constituição, atual Praça Tiradentes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/146633/680" target="_blank"><em>Revista Musical e de Bellas Artes</em>, 30 de outubro de 1880, segunda coluna</a>). Em 26 de janeiro de 1905, já propriedade do empresário Paschoal Segreto (1868 &#8211; 1920), foi reinaugurado com o nome de Theatro Carlos Gomes com a encenação da peça <em>Papa Lebonnard</em>, de Jean Aicard (1848 &#8211; 1921), com a Companhia Christiano de Souza e Lucinda Simões (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/4064" target="_blank"><em>O Malho</em>, 21 de janeiro de 1905</a>).</p>
<div>Voltando à noite de 15 de julho de 1889. O Sant&#8217;Anna achava-se repleto: <em>platéia e camarotes ocupados por pessoas da melhor sociedade; as galerias cheias da gente que de ordinário a freqüenta</em><span style="color: #800000;"> (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830321/2585" target="_blank"><em>Novidades,</em> 16 de julho de 1889, quinta coluna</a>). Foi apresentada a comédia <em>Escola de Maridos </em>(1661), do célebre dramaturgo francês Molière (1622 &#8211; 1673), traduzida pelo jornalista e dramaturgo maranhense Arthur de Azevedo (1855 &#8211; 1908), que em um dos intervalos foi chamado ao camarote do imperador, que felicitou seu trabalho e manifestou o desejo de possuir uma cópia de sua <em>excelente tradução</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_02/15900" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de julho de 1889, quarta coluna</a>). Arthur de Azevedo foi, anos depois, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e algumas de suas peças de maior sucesso foram <em>A Capital Federal</em> e <em>O Mambembe</em>.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19859" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon406734/icon406734.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-19859" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/azevedo.jpg" alt="Arthur Azevedo no seu leito de morte, gravura de Modesto Brocos, 1910" width="441" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon406734/icon406734.jpg" target="_blank">Arthur Azevedo no seu leito de morte, gravura de Modesto Brocos, 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos intervalos da peça, a violinista Giulietta Dionesi (c. 1877 &#8211; 1911), com a apenas 11 anos e já considerada uma virtuose do instrumento, executou a<em> Grande Marcha Militar</em>, do belga Hubert Leonard (1819 &#8211; 1890); e o <em>Andante e Polonesa de Concerto</em>, do francês Charles Dancla (1817 &#8211; 1907). Foi acompanhada por seu irmão, 10 anos mais velho do que ela, o maestro e pianista Romeu Dionesi (c. 1867 &#8211; ?). A apresentação foi um sucesso (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/15889" target="_blank">14 de julho de 1889, quarta coluna;</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/15904" target="_blank"> 17 de julho de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19865" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-19865" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/GIULIETA1.jpg" alt="GIULIETA1" width="251" height="365" /><p class="wp-caption-text">A violinista italiana Giulietta Dionesi, aos 11 anos, em gravura da revista Pantheon</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Os Dionesi haviam chegado em junho no Rio de Janeiro, após uma bem sucedida excursão pela Itália, Espanha e Portugal. No dia 6 de julho, Giulieta foi cumprimentar o imperador que, segundo noticiado, a recebeu com <em>benéfico acolhimento</em> e pediu que ela deixasse com ele o álbum com os artigos que a imprensa havia publicado sobre ela. Os irmãos ficaram órfãos de mãe e fugiram da Itália devido à exploração que o pai fazia do talento dos dois (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/15820" target="_blank">29 de junho de 1889, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/15852" target="_blank">7 de julho de 1889, quinta coluna</a>).</p>
<p>Enfim, a noite no Teatro Sant´Anna havia sido um sucesso absoluto! <em>O espetáculo correu na melhor ordem.</em> <em>A atitude do povo era de todo o ponto pacífica e cortês</em>. Porém, quando dom Pedro II e seus familiares, ao fim do espetáculo, chegaram ao saguão do teatro, houve uma manifestação contra a família imperial. Alguém gritou &#8220;Viva o Partido Republicano!&#8221;, <em>abafado imediatamente esses gritos sediciosos aos aplausos de Viva o imperador! Viva a família imperial! Viva a monarquia!</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830321/2585" target="_blank">(<em>Novidades</em>, 16 de julho de 1889, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830321/2589" target="_blank"><em>Novidades</em>, 17 de julho de 1889, quinta coluna</a>).</p>
<p>&#8220;<em>Causou a mais viva impressão a notícia da deplorável ocorrência de ontem à noite, às portas do teatro Sant&#8217;Anna e suas circunvizinhanças. Um grupo, quando o Imperador saía do teatro em companhia de sua augusta família, levantou vivas à república, o que produziu a maior confusão no povo, que em desafronta de Sua Magestade levantou vivas ao imperador. Sua Magestade embarcou em seguida no seu coche, que partiu a trote largo, e afirmam várias pessoas que, no momento de passar aquele por defronte da Maison Moderne, ou Stat-Coblentz, ouviu-se a detonação de um tiro</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/2049" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 16 de julho de 1889</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19850" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4030" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19850" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/atentado.jpg" alt="Capa da Revista Illustrada de 20 de julho de 1889" width="485" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/4030" target="_blank">Capa da <em>Revista Illustrada</em> de 20 de julho de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi na frente do restaurante <em>Maison Moderne, </em>localizado na própria Praça da Constituição, entre a rua Espírito Santo e a Travessa da Barreira, que foram disparados tiros na direção da carruagem imperial, que seguiu pela rua da Carioca em direção ao Paço Imperial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19853" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/2049" target="_blank"><img class=" wp-image-19853" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/desacato.jpg" alt="Cidade do Rio, 16 de julho de 1889" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/2049" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 16 de julho de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda na madrugada do dia 16 de julho, o 1º delegado de polícia, Bernardino Ferreira da Silva, começou as investigações. O primeiro detido, logo liberado, foi Germano Hasslocher. Depois compareceu à delegacia Eduardo José de Freitas informando que um funcionário da <em>Maison Moderne</em>, Antônio José Nogueira, conhecia o autor dos disparos, Adriano Augusto do Valle. Assim, o delegado Bernardino prendeu o acusado em um bonde da Companhia de Botafogo, na rua de Gonçalves Dias. Ele tinha 20 ou 21 anos, era natural de Coimbra, filho de Adriano Francisco Augusto do Valle e trabalhava desde maio como primeiro caixeiro do estabelecimento de pedras açorianas e máquinas para lavoura dos Srs. Ferreira &amp; C., na rua Teófilo Otoni, nº 119, mesma rua onde residia, no nº 128. Na edição de <em>O Paiz</em> de 17 de julho de 1889, foram publicados alguns antecedentes do acusado que, segundo o periódico, há algum tempo <em>discutia assuntos políticos , mostrando-se extremado em suas opiniões. </em>Noticiou também o boato de que Adriano já havia dado um tiro em um retrato do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, marido da princesa Isabel, <em>dizendo que sentia não poder fazer o mesmo, por enquanto, na pessoa desse príncipe</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7358" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 17 de julho de 1889</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/248070/923" target="_blank"><em>Diário do Commércio</em>, 17 de julho de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19851" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7364" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19851" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/adriano.jpg" alt="O Paiz, 18 de julho de 1889" width="286" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7364" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de julho de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo alguns relatos, pouco antes do atentado, junto com outros rapazes, em bebedeira, Adriano do Valle teria afirmado ter coragem de dar “Vivas a República” diante do imperador. Foi incentivado pelos colegas, atirou e fugiu. Tentou se esconder em diversos hotéis, mas todos estavam cheios. No Hotel Provenceaux, pediu que o caixeiro Antônio Gonçalves guardasse os dois revólveres que possuía. Durante o interrogatório, confessou seu crime e declarou:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19875" style="width: 248px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830321/2585" target="_blank"><img class=" wp-image-19875" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/inte.jpg" alt="Novidades, 16 de julho de 1889, penúltima coluna" width="238" height="154" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830321/2585" target="_blank"><em>Novidades</em>, 16 de julho de 1889, penúltima coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve um clima de consternação geral. O atentado causou polêmica em torno da imigração estrangeira, em crescimento durante a década de 1880, já que o criminoso era português, pertencendo à maior colônia de imigrantes da Corte e também à comunidade mais rica da cidade do Rio de Janeiro; e do movimento republicano.</p>
<p>Os republicanos imediatamente declararam-se contra o atentado, dissociando-se da ação criminosa. Quintino Bocaiuva (1836 &#8211; 1912 ), chefe do Partido Republicano e redator-chefe do jornal <em>O Paiz,</em> publicou o editorial &#8220;<em>Os dois fatos</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7358" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de julho de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19879" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7358"><img class="size-full wp-image-19879" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/quintino.jpg" alt="O Paiz, 17 de julho de 1889" width="286" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7358" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de julho de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros jornais também se pronunciaram nesse sentido:</p>
<p>&#8220;<em>Infelizmente, houve ontem um atentado que não podemos atribuir senão à inconsciência de quem o praticou: ou loucura ou embriaguez, pois, por honra do partido republicano, não acreditamos que tal ato dele partisse. Esse triste acontecimento é ainda uma das consequências da profunda anarquia que lavra nos espíritos do Brasil, onde todas as noções de direito, dever e liberdade acham-se completamente obliteradas&#8221;. </em>Tal ato contrariaria a &#8220;<em>brandura do coração brasileiro e dos nossos costumes&#8221; (<span style="color: #333333;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/9859" target="_blank">Gazeta da Tarde, </a></span></em><span style="color: #333333;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/9859" target="_blank">16 de julho de 1889, segunda coluna</a>)</span><em>.</em><em><span style="color: #333333;"> </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Revolucionários, sim, assassinos, nunca!&#8221;</em></span></p>
<p><em>&#8220;O Partido Republicano não tem a menor responsabilidade pelo desacato cometido contra S.S.M.M&#8230; O desacato que sofreu o chefe do estado, alquebrado pelos anos e pela moléstia, junto à santa senhora que o acompanhava só pode ser levado à conta da loucura daqueles que a todo transe procuram indispor e vilipendiar o nosso partido. Apelamos para o próprio imperador, e ele, que com cosciência nos diga, se julga que haja nesta terra um &#8220;verdadeiro republicano&#8221; que seja capaz de atentar contra a sua vida! Revolucionários, sim, assassinos, nunca!&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/808911/41" target="_blank"><em>República Brazileira</em>, 17 de julho de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>O próprio dom Pedro II, que no dia seguinte ao atentado foi com a imperatriz para o Palacete Itamaraty, no Alto da Boa Vista, procurou minimizar publicamente a importância do ocorrido, descartando a possibilidade de Adriano fazer parte de uma trama para sua deposição: “<em>Não foi nada, foi um tiro de louco!</em>” teria exclamado, na tentativa de encerrar o caso. Na ocasião, recebeu diversas visitas em desagravo ao ocorrido (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7358" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de julho de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19876" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7358" target="_blank"><img class="wp-image-19876 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/palacete.jpg" alt="palacete" width="287" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_01/7358" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de julho de 1889, última coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devido à nacionalidade do acusado, o conselheiro Nogueira Soares, ministro de Portugal no Brasil, convocou seus compatriotas a uma reunião para a discussão sobre o atentado contra o imperador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/15925" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de julho de 1889, sexta coluna</a>). Associados das caixas beneficentes e associações portuguesas lançaram uma nota de repúdio ao crime e a diretoria do Liceu Literário Português anunciou seu total desacordo com o ato cometido contra o imperador: &#8220;<em>Este ato manou de um louco, e os loucos não têm pátria</em>” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/15907" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de julho de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na reunião do ministério de Portugal, realizada no Gabinete Português de Leitura, no dia 24 de julho, o ministro Nogueira Soares leu um retrospecto dos acontecimentos acerca do atentado e fundamentou a seguinte proposta:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19890" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7402" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19890" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/aplausos.jpg" alt="O Paiz, 25 de julho de 1889" width="289" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7402" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 25 de julho de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <em>Gazeta de Notícias</em> publicou um editorial contra a posição aprovada por parte da colônia portuguesa durante a reunião (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_02/15953" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de julho de 1889, primeira coluna</a>). O jornal <em>O Paiz</em>, cujo dono era o português João José dos Reis Junior, também se pronunciou afirmando que “<em>A nacionalidade portuguesa não pode de modo algum ser lastimada pelo acidente da origem do jovem presumido criminoso” </em>e desaprovando o ato de Nogueira Soares classificando- o de&#8221;<em>azáfama de zumbaias à monarquia&#8221;</em> e de &#8220;<em>ostenstação</em> <em>de desprezo e de abandono para com o desventurado moço português </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7416" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de julho de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p>Enquanto isso, o imperador seguiu recebendo, entre os meses de julho e agosto, vários telegramas o felicitando por ter sobrevivido ao atentado. Pelo mesmo motivo, também foram oferecidas diversas missas em Ação de Graças. Mas o fato é que a monarquia estava mesmo em seus estertores no Brasil. Em 9 de novembro, foi realizado o baile da Ilha Fiscal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16509"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 11 de novembro de 1889</a>), que passou à história como o último baile do regime monárquico no país. Dias depois, em 15 de novembro, foi proclamada a República (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16528" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de novembro de 1889</a>).  Em 17 de novembro, a família real partiu para o exílio, na Europa, a bordo do Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Cerca de uma semana depois, no dia 23 de novembro de 1889, aconteceu o julgamento de Adriano do Valle perante o júri. Foi presidida pelo juiz Hollanda Cavalcanti. O reú compareceu acompanhado por seu curador, Julio Ottoni, e por seu defensor Ferreira Lima. O promotor do caso foi Lima Drummond. A defesa alegou que o grito de “Viva o Partido Republicano” tornara-se irrelevante devido à mudança de regime de governo ocorrido no Brasil; que Adriano não havia atirado contra a carruagem imperial já que nem os cocheiros nem os membros do piquete haviam ouvido disparos; e que não havia marca de tiros na carruagem. Argumentaram também que Adriano do Valle havia ingerido absinto, um dos motivos de ter tomado uma atitude irracional. O juiz Hollanda Cavalcanti fez 10 perguntas para os jurados, sendo a primeira “O acusado atirou no carro do imperador?” As demais estavam associadas a ela. Por 10 votos a 0, os jurados responderam “não” à primeira questão. As seguintes perderam o sentido e Adriano do Valle foi então, poucos dias após a proclamação da República, absolvido e posto em liberdade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16566" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de novembro, penúltima coluna).<br />
</a></p>
<p>Pedro II faleceu, no exílio, em Paris, em 5 de dezembro de 1891, no Hotel Bedford, na rua Arcade, no oitavo <em>arrondissement</em> da cidade. Foi retratado pelo renomado fotógrafo Nadar e seu atestado de óbito foi assinado por Jean Marie Charcot (1825 &#8211; 1893), Charles Jacques Bouchard (1837 &#8211; 1915) e por seu médico e amigo pessoal, Cláudio Velho da Motta Maia (1843 &#8211; 1897). A causa da morte foi pneumonia aguda no pulmão esquerdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16683" style="width: 276px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/registro.jpg"><img class="size-full wp-image-16683" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/registro.jpg" alt="Registro de morte de dom Pedro II" width="266" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Registro de morte de dom Pedro II</p></div>
<p>Tradução do registro de morte do imperador:</p>
<p><i>&#8220;</i>Nós, abaixo assinados, Professores da Faculdade de Medicina e doutores em medicina, certificamos que Dom Pedro II d’Alcantara morreu em 5 de Dezembro de 1891 à meia noite e 35 (da manhã) no hotel Bedford, 17 rue de l’Arcade, em Paris, em conseqüência de uma pneumonia aguda do pulmão esquerdo.</p>
<p>Paris, 5 de dezembro de 1891</p>
<p>J.M Charcot</p>
<p>C. de Motta Maia</p>
<p>Bouchard&#8221;</p>
<p><a href="http://piaui.folha.uol.com.br/questoes-manuscritas/o-registro-da-morte-do-imperador/" target="_blank">Link para o registro da morte de Pedro II.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2951" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2951/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="710" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2951" target="_blank">Nadar; Pacheco &amp; Filho. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1891. Paris, França / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://www.academia.org.br/academicos/artur-azevedo/biografia" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/BOCAIUVA,%20Quintino.pdf" target="_blank">CPDOC</a></p>
<p>BESOUCHET, Lídia. <em>Exílio e morte do Imperador</em>. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975</p>
<p>CARVALHO, José Murilo de. <em>Os bestializados, o Rio de Janeiro e a República que não foi</em>. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>
<p><a href="https://www.britannica.com/biography/Jacques-Offenbach" target="_blank">Enciclopédia Britannica</a></p>
<p>HARING, Bertita.<em> O Trono do Amazonas – a história dos Braganças no Brasil</em> – José Olympio, RJ, 1944.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://jmonline.com.br/novo/?noticias,22,ARTICULISTAS,166298" target="_blank"><em>Jornal da Manhã</em> de Uberaba, 20 de setembro de 1918</a></p>
<p>MEDEIROS, Karla Armani. <em><a href="http://karlaarmani.blogspot.com/2019/01/giulietta-dionesi-jovem-violinista.html">Giulietta Dionesi, a jovem violinista</a></em>. <em>O Diário de Barretos</em>, 8 de janeiro de 2019.</p>
<p>OLIVEIRA, Olga Maria Frange de. <a href="https://jmonline.com.br/novo/?noticias,22,ARTICULISTAS,166298" target="_blank"><em>O atentado e o resgate de um gênio</em></a>. <em>Jornal da Manhã</em> (Uberaba), 20 de setembro de 2018.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="https://www.naxos.com/person/Hubert_Leonard/53690.htm" target="_blank">Site Naxos</a></p>
<p><a href="http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/teatroXperiodo.asp?cdp=17&amp;cod=108" target="_blank">Site Theatros do Centro Histórico do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="https://www.violinman.com/Violin_Family/history/composer/biography/DANCLA,%20Charles/DANCLA,%20Charles%20%20(1817-1907).htm" target="_blank">Site ViolinMan.com</a></p>
<p>VIDIPÓ, George. <a href="https://www.encontro2018.rj.anpuh.org/resources/anais/8/1528452552_ARQUIVO_AtentadocontraDPedroII-GeorgeVidipo-Anpuh2018II.pdf" target="_blank"><em>Um processo criminal nos jornais do século XIX: o atentado contra dom Pedro II</em></a>. Anais do Encontro Internacional XVII Encontro de História da Anpuh-Rio: História e Parcerias, 2018.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921) pelas lentes de importantes fotógrafos do século XIX</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jul 2019 14:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[missa campal]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao longo de sua vida, a princesa Isabel, aniversariante de hoje, foi retratada por diversos e destacados fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica reuniu alguns desses registros, produzidos pelo alemão Alberto Henschel(1827 - 1882) &#038; Benque, pelo pernambucano Arsênio da Silva (1833 - 1883), pelo português Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), pelo carioca Marc Ferrez (1843 - 1923), pelo francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886) e por fotógrafos ainda não identificados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 304px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/506" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/506/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="294" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/506" target="_blank">Henschel &amp; Benque. Isabel, princesa do Brasil: retrato, c. 1875. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Ao longo de sua vida, a princesa Isabel, aniversariante de hoje, foi retratada por diversos e destacados fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica reuniu alguns desses registros, produzidos pelo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel(1827 &#8211; 1882)</a> &amp; Benque, pelo pernambucano Arsênio da Silva (1833 &#8211; 1883), por J. Bernieri, por J. Cortois, pelo português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, pelo carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, pelo francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>São registros dela sozinha com diferentes idades, em família &#8211; com seus pais, com seus filhos e com seu marido &#8211; , com suas amigas, as baronesas de Muritiba (1851 &#8211; 1932) e de Loreto (1849 &#8211; 1931); além de imagens de seu palácio, da parada no Largo do Paço por ocasião de seu casamento e da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Missa Campal realizada em 17 de maio de 1888</a> para celebrar a abolição dos escravizados, ocorrida 4 dias antes, em 13 de maio. Nessa fotografia foi identificado, em 2015, pela pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, Andrea Wanderley, a presença do escritor Machado de Assis (1839 – 1908).</p>
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<div style="width: 738px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1795/P005DJ0749_NOVO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="728" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/60" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da princesa Isabel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/52" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/52/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/52" target="_blank">Marc Ferrez. Princesa Isabel, Baronesa de Muritiba e Baronesa de Loreto na varanda da residência da princesa, c. 1866. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">lberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884. Rio de Janerio, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 722px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="712" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5515" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5515/P006_DSC_0106.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="570" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5515" target="_blank">Princesa Isabel e Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, no Exílio, 1919. França / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ter assinado a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, que aboliu oficialmente a escravatura no Brasil, a princesa Isabel ficou conhecida como <em>A Redentora. </em>Filha do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, um entusiasta da fotografia, e da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina Maria (1822 &#8211; 1889)</a>, formou com seu marido, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 &#8211; 1922), o conde D´Eu</a>, uma coleção de fotografias, que se encontra na Europa e representa um importante acervo iconográfico do oitocentos no Brasil. Fazem parte da coleção fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Victor Frond (1821 &#8211; 1881).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 678px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2929" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2929/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="668" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2929" target="_blank">J. Courtois. Isabel, Princesa do Brasil, 18? Acervo FBN </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Leia também o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank"><em>Princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921)</em>, </a>publicado em <time class="entry-date published" datetime="2015-07-21T16:20:22+00:00">21 de julho de 2015, na Brasiliana Fotográfica.</time></p>
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		<title>Fotografia e namoro</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jun 2018 11:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imagens de casais enamorados como nos habituamos a ver ao longo do século XX até nossos dias não são frequentes na história da fotografia do século XIX e do início do novecentos. A Brasiliana Fotográfica convidou Elvia Bezerra, coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles, para escrever sobre uma imagem de um casal de camponeses produzida pelo fotógrafo gaúcho Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 - 1937). O portal também selecionou mais uma fotografia de um casal de camponeses e outras dos casais reais formados por dom Pedro II (1825 - 1891) e dona Teresa Cristina (1822 - 1889) e pela princesa Isabel (1846 - 1921) e Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (1842 - 1922). Todas revelam, em maior ou menor grau, afeto, cumplicidade e companheirismo. Foram produzidas por Alberto Henschel (1827 - 1882), Byrne &#038; Co, Vincenzo Pastore (1865 - 1918) e por fotógrafos ainda não identificados. E assim a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia dos Namorados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Imagens de casais enamorados como nos habituamos a ver ao longo do século XX até nossos dias não são frequentes na história da fotografia do século XIX e do início do novecentos. A Brasiliana Fotográfica convidou Elvia Bezerra, coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles, para escrever sobre uma imagem de um casal de camponeses produzida pelo fotógrafo gaúcho Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 &#8211; 1937). O registro faz parte do álbum <em>Vistas de Porto Alegre &#8211; Photographias artísticas &#8211; Editores Krahe &amp; Cia. Porto Alegre</em>, que traz outras 18 fotografias de Lunara de circa 1910. O portal também selecionou mais uma fotografia de um casal de camponeses e outras dos casais reais formados por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> e pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>. Todas revelam, em maior ou menor grau, afeto, cumplicidade e companheirismo. Foram produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, Byrne &amp; Co, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> e por fotógrafos ainda não identificados. E assim a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia dos Namorados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nhô João, deixa disso!</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #333399;"><span style="color: #800000;">Elvia Bezerra*</span></span></p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5619/014ALUN01012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank">Lunara. Nhô João deixa disso, c. 1910. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É sabido que Lunara, nome artístico de Luiz do Nascimento Ramos, montava e dirigia cenas para fotos que fez na periferia da capital gaúcha, nas primeiras décadas do século XX. Não se pode, no entanto, saber o que esse método de trabalho foi capaz de desencadear nos coadjuvantes da composição. Como terá o casal, aqui retratado, voltado à intimidade da sua tosca torre de Pisa? Terá a senhora repetido o “nhô João, deixa disso!”, como informa a legenda, quando ficaram a sós? Seu recato terá se mantido dentro de quatro paredes? Terão os dois sido os mesmos? Haverá o clique do fotógrafo amador, nascido em Porto Alegre, em 1864, lhes restituído o gosto antigo do namoro?</p>
<p>Afinal, não é preciso ser nenhum André Gorz, filósofo austro-francês que só se deu conta da dimensão de seu amor pela mulher, com quem era casado havia décadas, depois que ela passou a sofrer de doenças incuráveis: &#8220;Já faz 58 anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca&#8221;, escreveu ele em <em>Carta a D</em>., documento de amor em que tornou pública a importância de Dorine na sua vida, confessando, aos 82 anos, que a amava e a desejava como na juventude.</p>
<p>Mas não é preciso tal situação dramática para acelerar um coração que bate devagar. Um clique precedido de uma arrumação de cena romantizada pode contagiar os personagens e fazê-los namorados de novo, ainda que seja por um dia.</p>
<p>Certamente não foi apenas a arquitetura dessa casa pobre que chamou a atenção de Lunara na cena registrada em um dos fins de semana em que saía para fotografar– consta que exercia o ofício especialmente aos domingos. A imagem de declínio, realçado pelo teto de telha vã da construção de taipa, se prolonga na do casal maduro, sentado entre a lateral e a frente da casa. A porta, inclinada para a esquerda, segue o movimento do telhado, deixando-se ver ladeada também pela irregularidade das varas de bambu, recheadas de barro. A decadência aqui é questionável.</p>
<p>A assimetria dos elementos da imagem resulta em harmonia: o telhado, decaído para a esquerda, compõe o fundo em que sobressai o casal de meia-idade, naquela fase da vida em que, como no poema de Manuel Bandeira, “o fogo já era frio”. Contrariamente à ideia de fragilidade que pode passar a milenar técnica construtiva da casa de taipa, ou pau a pique, como também é conhecida, o método está entre os mais resistentes. Na foto de Lunara, a solidez da construção é comprometida por um provável erro no momento da fixação da madeira no solo, talvez a causa do tombamento para o lado esquerdo. Ainda assim, não há dúvida com relação à firmeza que a imagem inspira.</p>
<p>Faz todo o sentido saber que Lunara fotografava nos fins de semana. Só assim poderia fixar um momento de ternura domingueira, ao ar livre, de um casal cuja labuta diária o impediria de vivenciá-la em outro dia que não fosse este, consagrado ao descanso e à oração.</p>
<p>Se atendem ao pedido de posar, é o homem quem incorpora o papel do cavalheiro, em atitude de devoção à dama. A figura dele é enternecida, mas sólida: pés paralelos fincados na terra, posta-se de frente para a companheira, que, sem encará-lo, coloca-se de lado e olha na direção oposta. Digno, ele segura as mãos da mulher; ela não as entrega. Recua, numa espécie de rejeição não totalmente desprovida de dengo, quem sabe provocada pelo desconforto da manifestação de carinho a céu aberto.</p>
<p>A fachada da casa é dignificada pelo chapéu que encima a porta, indicando que, ao deixá-lo à entrada, é com reverência que nhô João entra na sua moradia. A simplicidade do detalhe está longe da ironia presente no conto “Capítulo dos chapéus”, de Machado de Assis, em que o bacharel Conrado Seabra é instado pela mulher, Mariana, a trocar o chapéu por um mais moderno. Machado, impiedoso, começa por dizer que “o princípio metafísico é este: ‒ o chapéu é a integração do homem, um prolongamento da cabeça, um complemento decretado <em>ab æterno</em>; ninguém o pode trocar sem mutilação”. Ao longo da narrativa, entretanto, sem poupar a mulher de humilhação, conclui com esta ironia arrasadora: “Mas você reflita consigo, e verá&#8230; Quem sabe? Pode ser até que nem mesmo o chapéu seja complemento do homem, mas o homem do chapéu&#8230;”</p>
<p>A atmosfera pacífica da foto de Lunara opõe-se à tensão do conto de Machado. Na cena franciscanamente endomingada do gaúcho, reina a serenidade; quase se ouve &#8220;o silêncio que tem voz&#8221;. E o chapéu de palha, no alto, longe de ser objeto de discórdia ou de prestígio social, como acontece no conto, reafirma seu inquestionável caráter de dignidade na frente da casa. De resto, fica aqui a deixa para que, ainda recorrendo ao <em>sombrero</em>, nhô João encante sua mulher com os versos de Federico García Lorca, que, em &#8220;Por tu amor me duele el aire&#8221;, eleva o adereço ao patamar do ar e do coração, todos passíveis de serem sacrificados por amor:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">&#8220;¡Ay, qué trabajo</span><br />
<span style="color: #800000;"> me cuesta quererte como te quiero!</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Por tu amor me duele el aire,</span><br />
<span style="color: #800000;"> el corazón</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">y el sombrero&#8221;.</span></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>*Elvia Bezerra é coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Mais fotografias e a história do Dia dos Namorados no Brasil</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data dedicada aos namorados foi criada, no Brasil, pelo publicitário João Doria (1919 – 2000), e é comemorada no dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio, que por tradição é considerado o santo casamenteiro. Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes paulistas, iniciando, em junho de 1949, uma campanha com o slogan “não é só com beijos que se prova o amor” (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/51438" target="_blank">27 de maio de 1949, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/51693" target="_blank">9 de junho de 1949</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/28022" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de junho de 1949</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213535/13220" target="_blank"> <em>Il Moscone</em>, 25 de junho de 1949</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2118" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2118/004VP025.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2118" target="_blank">Vincenzo Pastore. Casal trabalhando em plantação de milho, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/116">Acessando o link para as fotografias de casais disponíveis no acervo da Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.<br />
</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5519" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5519/P005DJ0766.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="498" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5519" target="_blank">Byrne &amp; Cº. Princesa Isabel e Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, 1870. Londres, Reino Unido / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Outras publicações da Brasiliana Fotográfica no Dia dos Namorados:</strong></em></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767" target="_blank">Série <em>“O Rio de Janeiro desaparecido” X – No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de junho de 2020.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32074" target="_blank"><em>No Dia dos Namorados, o álbum &#8220;Vistas de Petrópolis&#8221; e o fotógrafo alemão Pedro Hees (1841-1880)</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de junho de 2023.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Brasiliana Fotográfica, o Dia da Abolição da Escravatura e Machado de Assis na Missa Campal</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2018 16:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para lembrar os 130 anos da Abolição da Escravatura com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 - acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822 - , a Brasiliana Fotográfica sugere a leitura de todos os textos já publicados no portal que de alguma forma contemplaram o evento. Um deles trouxe a descoberta, realizada pela pesquisadora Andrea Wanderley, editora-assistente do portal, da presença do escritor Machado de Assis (1839 - 1908) na missa campal realizada no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1888. A escravidão no Brasil foi documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além do país ter sido o último das Américas a abolir a escravatura. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para lembrar os 130 anos da Abolição da Escravatura com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 &#8211; acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822 &#8211; , a Brasiliana Fotográfica sugere a leitura de todos os textos já publicados no portal que de alguma forma contemplaram o evento. Um deles trouxe a descoberta, realizada pela pesquisadora Andrea Wanderley, editora-assistente do portal, da presença do escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) na missa campal realizada no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1888. Sobre o dia da abolição, Machado escreveu, anos depois, em 14 de maio de 1893, na coluna “A Semana”, no jornal carioca <em>Gazeta de Notícias</em>: <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=8233">Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto</a>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1795/P005DJ0749_NOVO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="752" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Missa campal celebrada em ação de graças pela abolição da escravatura no Brasil. Campo de São Cristóvão, Rio de Janeiro, 17/5/1888. Antonio Luiz Ferreira/ Coleção Dom João de Orleans e Bragança sob guarda do IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escravidão no Brasil foi documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além do país ter sido o último das Américas a abolir a escravatura. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade – o lugar de trabalho era o lugar do escravo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2137/0072430cx024A-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank">Marc Ferrez. Escravos na colheita do café, c. 1882. Vale do Paraíba, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os escravizados foram retratados por diversos fotógrafos que atuaram no Brasil dos oitocentos que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica, dentre eles Arsênio da Silva (1833 &#8211; 1883), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, Antonio Lopes Cardoso (18? &#8211; ?),  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>, José Christiano Junior (1832 &#8211; 1902), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, João Goston (18? &#8211; ?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="color: #800000;"><strong>Seguem os links dos artigos:</strong></span></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank"><em>Dia da Abolição da Escravatura</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915" target="_blank"><em>Machado de Assis vai à missa</em>, de autoria de José Murilo de Carvalho</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=871" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 &#8211; Novas identificações</em></a></p>
<p><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel </a></em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" rel="bookmark">(RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921)</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8222" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 &#8211; Mais identificações</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5451/007Dscn0862.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5451" target="_blank">Marc Ferrez. Partida para a colheita do café, c. 1885. Vale do Paraíba, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/145" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de escravizados disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1770" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1770/014AVA008040.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="487" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1770" target="_blank">João Goston. Escravo posando es estúdio, c. 1870. Salvador, BA / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4953" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4953/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0436_001_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="494" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4953" target="_blank">Antônio Lopes Cardoso. Antônio da Costa Pinto com a sua ama de leite, 1868. Salvador, BA / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2311/007A5P3FG5-19.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank">George Leuzinger. Fazenda de Quititi, c. 1865. Jacarepaguá, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; III &#8211; A Batalha de Flores</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Feb 2018 14:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz imagens da Batalha de Flores produzidas por Augusto Malta (1864 - 1957) que foi, de 1903 a 1936, o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro. A Batalha de Flores é uma tradição do carnaval de Nice, na França, desde 1876. A festa chegou ao Brasil, em Petrópolis, em 1888. As imagens destacadas são da primeira década do século XX: de 1902; do dia 15 de agosto de 1903, quando aconteceu a primeira Batalha de Flores promovida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 - 1913), no Campo da Aclamação, atual Campo de Santana, na praça da República, no centro; de 1906 e de 1909.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica traz imagens da Batalha de Flores produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> que foi, de 1903 a 1936, o fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro. A Batalha de Flores é uma tradição do carnaval de Nice, na França, desde 1876. A festa chegou ao Brasil, em Petrópolis, em 1888. As imagens destacadas são da primeira década do século XX: de 1902; do dia 15 de agosto de 1903, quando aconteceu a primeira Batalha de Flores promovida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), no Campo da Aclamação, atual Campo de Santana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/6200"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1903</a>); do dia 2 de setembro de 1906 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/13001"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de setembro de 1906, terceira coluna,</a> <em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12331">2 de setembro </a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/12338">3 de setembro</a> de 1906) e de 17 de outubro de 1909 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/21133"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de outubro de 1909, penúltima coluna</a>). As fotografias de Malta mostram as carruagens bastante enfeitadas com flores e uma grande quantidade de pessoas participando do evento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5442" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5442/Cole%c3%a7%c3%a3o%20FPft459.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5442" target="_blank">Augusto Malta. Batalha das Flores: carro de Salvador Santos, 1903. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22batalha+das+flores%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias da Batalha de Flores do acervo do Museu da República e da Biblioteca Nacional que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong> <em>O início</em></strong></span></p>
<p>No jornal <em>O Mercantil</em>, foi publicada uma descrição da Batalha de Flores, transcrita do <em>Correio Imperial</em>, jornal redigido pelo príncipe D. Luis Maria de Orléans e Bragança (1878 &#8211; 1920), filho da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>, e ao final, era sugerido que Petrópolis adotasse a celebração carnavalesca e que se sepultasse  o entrudo <em>com seu cortejo defluxos e selvagerias</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/4392"><em>O Mercantil</em>, 25 de janeiro de 1888, primeira coluna</a>). A sugestão foi aceita e, no mesmo ano, em 12 de fevereiro de 1888, aconteceu em Petrópolis, sob chuva, a primeira Batalha de Flores de que se tem notícia no Brasil, com a participação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>, promotora da festa, de seu marido, o conde d´Eu  (1842-1922), e de seus filhos. O préstito saiu do Largo de D. Afonso, seguiu pela rua Bourbon, do Imperador, pela ponte da Imperatriz e retornou a seu ponto de partida. A Batalha de Flores substituiu o entrudo, que passou a ser considerado pela população petropolitana  menos <em>digno do seu chic, pouco elegante e perigoso. </em>O ministro da Agricultura, Rodrigo Silva (1833 &#8211; 1899), também participou do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13320"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de fevereiro de 1888, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13381">14 de fevereiro, na penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/451"><em>Cidade do Rio</em>, 15 de fevereiro de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10913" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13320"><img class="  wp-image-10913" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/batalha-de-flores.jpg" alt="batalha de flores" width="336" height="386" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13320"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de fevereiro de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano, em viagem pela Europa, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183">Dom Pedro II</a> e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798">imperatriz Teresa Cristina</a> assistiram à Batalha de Flores de Nice, na França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13377"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de fevereiro de 1888, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13494">9 de março de 1888, quinta coluna</a>). No Rio de Janeiro, a Batalha de Flores batizou, um ano depois, um baile à fantasia no Club dos Democráticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/22154"><em>Jornal do Commercio</em>,  1º de fevereiro de 1889</a>).</p>
<p>Nos últimos anos do século XIX e nos primeiros anos do século XX, a Batalha de Flores era realizada na Praça da República fora do período carnavalesco (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/14071">28 de abril de 1896, quarta coluna</a>, e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8388">18 de setembro de 1903, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Em 1903, a primeira Batalha de Flores promovida pela prefeitura do Rio de Janeiro</strong></span> </em></p>
<p>Na matéria publicada pela <em>Gazeta de Notícias</em> sobre a Batalha de Flores no Rio de Janeiro de 1903, publicada no dia seguinte à realização do cortejo, foram mencionadas festas semelhantes que aconteciam na avenida das Acácias em Paris, consideradas <em>discretas</em>, as de Nice, que se caracterizavam pela <em>suntuosidade,</em> e a <em>ardente alegria</em> das de Palermo, na Argentina. A festa no Rio de Janeiro foi um sucesso: mais de 20 mil entradas foram registradas e por vezes o movimento era tão grande que o desfile era interrompido. Segundo o jornal, <em>foi uma festa com um cunho todo pessoal de refinada beleza e antes de tudo de uma grande alegria, de uma extraordinária simpatia, em que o bom povo fluminense, ávido de prazer e de festas, aclamava a cada passo, batia palmas, gritava entre as rosas desfolhadas e o riso de todos </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/6200"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1903</a>). O <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7376"><em>Jornal do Brasil</em> de 16 de agosto de 1903</a>, saudou o evento como o <em>início de uma era nova</em>.</p>
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<div id="attachment_11298" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/6200" target="_blank"><img class="wp-image-11298 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/flores1.jpg" alt="flores1" width="790" height="683" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/6200" target="_blank">Ilustração de notícia da realização da primeira Batalha de Flores, no Rio de Janeiro / <em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de agosto de 1903</a></p></div>
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<p>Foi publicado o roteiro que as carruagens deveriam seguir durante a Batalha de Flores de agosto de 1903, no Campo da Aclamação, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7364"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de agosto de 1903</a>).</p>
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<div id="attachment_11308" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7364"><img class="wp-image-11308 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/parque.jpg" alt="parque" width="699" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/7364">Roteiro para as carruagens no parque /<em> Jornal do Brasil</em>, 14 de agosto de 1903</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Na avenida Beira-Mar</strong></span></em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5438" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5438/Cole%c3%a7%c3%a3o%20FPft448.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5438" target="_blank">Augusto Malta. Batalha das Flores, 17/10/1909. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Em 1907, na recém inaugurada <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">avenida Beira-Mar</a>, no Rio de Janeiro, e por sugestão da <em>Gazeta de Notícias</em>, a Batalha de Flores passou a ser uma batalha de confetes e acontecia, também, nas segundas-feiras do carnaval (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14119"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de janeiro,  primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14226">11 de fevereiro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14232">12 de fevereiro</a> de 1907). No cortejo, que representava o carnaval da elite carioca, os foliões fantasiados desfilavam em carruagens ou carros enfeitados e atiravam flores, confetes ou serpentinas uns nos outros. O desfile, ao compareceram o presidente da República, Afonso Pena (1847 &#8211; 1909), e vários ministros, foi incentivado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566">prefeito Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a>, que modernizava o Rio ao estilo de Paris. As famílias do presidente assim como a dos ministros presentes no evento participaram do desfile. As filhas de Afonso Pena desfilaram usando o automóvel presidencial, fato considerado marcante e ousado e que contribuiu para a divulgação da nova moda do carnaval brasileiro.</p>
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<div id="attachment_39083" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/14232" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39083" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/flores.jpg" alt="Gazeta de Notícias, de fevereiro de 1907" width="304" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/14232" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12  de fevereiro de 1907</a></p></div>
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<div id="attachment_10921" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/19348"><img class="wp-image-10921 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/1909.jpg" alt="1909" width="399" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/19348"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de fevereiro de 1909</a></p></div>
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<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>COSTA, Haroldo. <em>100 anos de carnaval no Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro: Irmãos Vitale, 2001.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LIRA NETO. <em>Uma história do samba &#8211; as origens</em>. São Paulo:Companhia das Letras, 2017.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/annie-sidro-especialista-em-carnaval-mais-que-uma-festa-carnaterapia-20981099"><em>O Globo</em>, 28 de fevereiro de 2017</a>.</p>
<p><a href="http://www.avidafrancesa.com/o-carnaval-de-nice-comecou/">Site A Vida Francesa</a></p>
<p><a href="http://www.brasil.gov.br/old/copy_of_imagens/sobre/cultura/carnaval/old-carnaval-2012/galeria-home/carn_hist_1907_desfile-carro-rj.jpg/view">Site do Governo do Brasil</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4221"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4221/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4221">Augusto Malta. Batalha das Flores, c. 1902. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
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