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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Pernambuco</title>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221; XX &#8211; A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a &#8220;Eva Militante&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 14:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o artigo "A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante", o 19° da série "Feministas, graças a Deus!". Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley. Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante,</em>  o 20° da série <em>Feministas, graças a Deus!</em>. Foi escrito pela historiadora Cibele Barbosa, da Fundação Joaquim Nabuco, uma das instituições parceiras do portal. Publicamos também uma breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira, escrita pela editora e pesquisadora do portal, Andrea C.T. Wanderley.</p>
<p style="text-align: left;">Edwiges de Sá Pereira tornou-se ainda jovem uma poetisa reconhecida nacionalmente, tendo suas poesias e artigos publicados em jornais e revistas do Brasil. Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, que com sua eleição tornou-se a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. Foi também presidente da Associação das Damas de Beneficência, a primeira presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso das Mulheres, integrante do Comitê Feminino da Maternidade do Recife, sócia colaboradora da Associação Pernambucana de Imprensa e professora da Escola Normal do Recife.</p>
<p style="text-align: left;">No artigo, estão destacadas duas imagens de Edwiges pertencentes ao acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. Ambas foram produzidas pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck (1880-1931)</a>, que já foi tema de uma publicação da Brasiliana Fotográfica. A foto em que Edwiges está sem chapéu foi publicada na revista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), de 22 de maio de 1920</a> em uma matéria que a felicitava pelo ingresso na Academia Pernambucana de Letras. A imagem dela com chapéu é, conforme o verso da foto, de 29 de agosto de 1909, ano em que foi nomeada diretora da escola estadual da Boa Vista. Também no verso, consta que Edwiges  presenteou algum amigo ou amiga com a fotografia.<img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-12-16%20120839.png" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38184" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38184" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-tela-2024-12-16-120839.png" alt="A Nota (PE), 22 der maio de 1920" width="335" height="786" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=180238&amp;pagfis=996" target="_blank"><em>A Nota</em> (PE), 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">De origem austríaca e nascido em Campinas, em 13 de outubro de 1880, Louis Piereck atuou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, entre fins do século XIX e nas primeiras décadas do XX. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822" target="_blank">Pernambuco</a>, a partir da década de 1850, com a chegada de vários fotógrafos estrangeiros e o estabelecimento de diversos ateliês fotográficos, tornou-se uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Considerado talentoso, Piereck tinha muito prestígio na sociedade pernambucana e, em seu estabelecimento, a Photographia Piereck, eram produzidos “<em>os mais perfeitos trabalhos</em>“. Anunciava como sua especialidade “<em>retratos, grupos de criança e o bello sexo</em>“.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A líder feminista pernambucana Edwiges de Sá Pereira (1884-1958), a Eva Militante</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Cibele Barbosa*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37847" style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37847" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges_capa.jpg" alt="Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj" width="487" height="775" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13163" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1909. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges de Sá Pereira foi uma mulher que não se conformou com as imposições de seu tempo. Nascida, em 1884, no município de Barreiros, estado de Pernambuco, a filha de José Bonifácio de Sá Pereira e de Maria Amélia Rocha de Sá Pereira, nutria, desde cedo, o interesse pelos livros. Conforme descreveu em suas notas autobiográficas, costumava ler escondido os livros dos irmãos mais velhos, em especial aqueles dedicados à poesia, que copiava e declamava em reuniões de família.</p>
<p>A menina que costumava dizer aos familiares que “<em>haveria de ser poeta</em>”, não tardou a cumprir seu intento. No início da adolescência, publicou um jornalzinho, o “<em>Echo Juvenil</em>”, juntamente com seu irmão Eugênio. Algum tempo depois, chegaram-lhe às mãos, pelos correios, exemplares do jornal <em>O Paiz </em>(RJ) com versos seus transcritos e apresentados pelo escritor Arthur Azevedo. A jovem poeta, do interior de Pernambuco, teve seu soneto “<em>A uma estrela</em>” reproduzido também na <em>Revista do Brasil</em> (SP), acompanhado de comentários entusiasmados de Cunha Mendes ao prenunciar que a menina se tornaria “<em>a primeira poetisa do Brasil</em>”.</p>
<p>Um ano antes de se mudar com sua família para o Recife, ainda vivendo na cidade de Barreiros, Edwiges teve seu primeiro livro publicado e prefaciado pelo jurista e poeta português Antônio de Souza Pinto, em 1901. A ideia de publicar os 51 versos da jovem escritora ocorreu-lhe quando estava de férias no interior e teve a oportunidade de ser apresentado aos poemas de Edwiges. Levou os manuscritos para a capital e os publicou com o título<em> Campesinas</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Na edição de <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/3686" target="_blank">17 de agosto de 1901, anunciava o <em>Jornal Pequeno</em></a> o recebimento do “<em>mimoso livro</em>” de Edwiges, impresso na forma de folheto, com 80 páginas. Ainda em 1901, fundou o pequeno jornal literário, o <em>Azul e Ouro</em>, com seu irmão Eugênio e seu amigo Caetano Andrade. Sua família se mudou para o Recife naquele período, após seu pai ter vendido o engenho na cidade de Barreiros para ocupar um cargo do governo do estado na capital pernambucana.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Já instalada na capital, Edwiges ingressou na Escola Normal para obter formação no magistério e tornar-se professora. Paralelamente aos estudos pedagógicos, a jovem participou ativamente da vida literária de seu tempo, contribuindo com seus escritos para jornais e revistas. Em 1902, colaborou com a <em>Revista Pernambucana </em>e foi convidada para ser uma das redatoras do jornal <em>O Lyrio</em>, formado somente por mulheres. Entre as companheiras da publicação estavam Amélia Beviláqua e Úrsula Garcia. Os textos desafiavam a rígida sociedade patriarcal da época refletindo sobre a importância da educação escolar e profissional para as mulheres, entre outras pautas como a equidade salarial. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13164/fr_005652%20Edwiges%20.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="685" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13164" target="_blank">Louis Piereck. Edwiges de Sá Pereira, 1903. Recife, PE / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de então, não parou mais, tendo sido convidada a ser sócia correspondente da recém-fundada Academia Pernambucana de Letras. Colaborou assiduamente em jornais como o <em>Jornal Pequeno</em>, do Recife, no qual foram publicados poemas seus inéditos e traduções de poetas como o simbolista Lorenzo Stecchetti, um dos pseudônimo do italiano Olindo Guerrini (1845-1916). Era sempre adjetivada por seus admiradores de “<em>adorável</em>”, “<em>inteligente poetisa</em>”.</p>
<p>Em 1920, foi a primeira mulher a ingressar como membro da Academia Pernambucana de Letras, aliás a primeira Academia no Brasil a ter uma mulher em seus quadros. A normalista e poeta, defensora dos direitos das mulheres, ocupou a cadeira n.7 da APL, no lugar do acadêmico João Batista Regueira Costa, a quem dedicou o texto <em>Um passado que não morre</em>.</p>
<p>Em sua casa, na rua do Sossego, bairro da área central do Recife, Edwiges recebia convidados e declamava poemas em italiano, em especial os da poeta Ada Negri. Também nesse espaço eram comuns os encontros de mulheres que se dedicavam às causas da emancipação feminina.</p>
<p>Professora catedrática da Escola Normal, onde realizou sua formação como professora, Edwiges também atuou como professora de português no curso comercial do Colégio Eucarístico e assumiu a disciplina de História Geral e do Brasil no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Seu engajamento no campo da “<em>instrução pública</em>”, como se dizia à época, levou-lhe ao cargo de superintendente de ensino dos grupos escolares da capital pernambucana, cargo que lhe permitiu viajar para outros estados em eventos e oficinas ligadas à educação. O governo estadual chegou a publicar suas <em>Impressões e notas (questões do ensino)</em>.</p>
<p>A participação ativa como educadora se alinhava às suas causas políticas. Para Edwiges era necessário que os governos investissem na educação das mulheres. Em 1931, participou do II Congresso Internacional Feminista, promovido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada por Bertha Luz, em 1922. Na ocasião, a escritora pernambucana apresentou o texto <em>Pela </em><em>mulher, para a mulher</em>, publicado no ano seguinte. Em seu discurso, Edwiges exortava as mulheres de diferentes extratos sociais a se unirem para reivindicar direitos políticos e direito à educação.</p>
<p>Como consequência das articulações e redes que construiu no Rio de Janeiro, fundou, no mesmo ano, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). A primeira sessão da Federação Pernambucana teve participação de Odila Porto de Oliveira, representando a FBPF. Edwiges, presidente da filiada pernambucana, apresentou os projetos e propostas voltadas para “<em>campanhas em prol dos direitos e demais interesses da mulher</em>”. Na mesma ocasião, anunciou o projeto de um levantamento estatístico das “<em>mulheres que exercem atividades no funcionalismo </em><em>em Pernambuco, no comércio, no magistério</em>”, de modo a subsidiar a criação de uma “<em>Escola de Oportunidades</em>”, ideia de Noemia Xavier, vice-presidente da Federação Pernambucana. A primeira ata foi assinada, em novembro de 1931, por 47 mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37846" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg"><img class="  wp-image-37846" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges17cibele_red.jpg" alt="edwiges17cibele_red" width="395" height="607" /></a><p class="wp-caption-text">Ata da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, 10 de novembro de 1931 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas eleições de 1933 para o parlamento, Edwiges, pelo Partido Economista, e a também escritora Martha de Hollanda, sem partido, foram as únicas mulheres a se candidatarem em Pernambuco. Apesar de não terem sido eleitas, deixaram sua marca na constituição do eleitorado feminino no Brasil.</p>
<p>Em 1947, Edwiges publicou a conferência “<em>A influência da mulher na educação </em><em>pacifista do após</em>-<em>guerra</em>”, na qual expôs os principais desafios do século XX e os impactos da catástrofe da II Guerra Mundial. Apontou retrocessos históricos, afirmando que a “<em>questão feminista bem longe está do seu rumo necessário</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37800" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg"><img class="  wp-image-37800" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges16cibele.jpg" alt="edwiges16cibele" width="391" height="459" /></a><p class="wp-caption-text">A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra, 1947 / Acervo Fundaj</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A “<em>Eva Militante</em>”, como assim se nomeou em artigos de jornais nos anos de 1930, e “<em>imortal</em>” da Academia Pernambucana de Letras, deixou escritos de sua trajetória e projetos de futuro. Faleceu em 1958, aos 74 anos, com planos de publicar suas crônicas sociais, textos feministas e escritos poéticos. <em>Horas Inúteis</em>, livro de poemas, foi publicado postumamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cibele Barbosa é historiadora da Fundação Joaquim Nabuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia de Edwiges de Sá Pereira (1884-1958)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37411" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><img class="wp-image-37411 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges9.jpg" alt="edwiges9" width="183" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_02/28771" target="_blank"><em>Diário da Manhã (PE),</em> 1º de maio de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Em Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, nascimento, em 25 de outubro, de Isabel Edwiges de Sá Pereira, futura escritora, educadora, líder feminista e sufragista. Filha do barachel em Direito e senhor de engenho José Bonifácio de Sá Pereira (c.1831-1916) e da dona de casa Maria Amélia Rocha de Sá Pereira (18?-1915), pertencia à aristocracia latifundiária e letrada de Pernambuco. Era irmã dos advogados Virgílio e Manoel Arthur, do advogado e poeta Eugenio, o advogado e jornalista Eurico; e Érico, Nanette, Margarida, Fredovinda, Cândida, Adalgisa e Marieta.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Com apenas 11 anos de idade escreveu o poema<em> Saudade</em>, um dos seus primeiros textos de que se tem registro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886/1897</strong></span> &#8211; Com seu irmão, Eugênio, criou o jornalzinho manuscrito <em>Echo Juvenil</em>, com pequenos textos e poesias, que circulava entre os seus familiares.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong> </span>- Algumas de suas poesias que se encontravam no <em>Echo Juvenil</em> foram publicadas no jornal <em>O Paiz</em>, do Rio de Janeiro, com apresentação do jornalista, escritor e dramaturgoArtur Azevedo (1855-1908) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/18711" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 e agosto de 1897, primeira coluna</a>).</p>
<p>A revista <em>A Mensageira, revista literária dedicada à mulher brasileira,</em> foi criticada por não ter incluído Edwiges e outras escritoras no <em>artigo de fundo</em> de sua primeira edição. Era dirigida pela poetisa e feminista mineira Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/58" target="_blank"><em>Revista do Brazil,</em> setembro de 1897</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 184px" class="wp-caption aligncenter"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank"><img src="https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSFdakOv0hvF8uVhEGh5ZvDi7pWQM80LFh40taSCRJYHoXgfrhbeW5jPW3YNmC53tmaemNkfRm1o4o3LGz4EIn0UAJdkAJ_NiDy300X7hA" alt="207 2 PRESCILIANA DUARTE DE ALMEIDA (1867 – 1944) NA ..." width="174" height="290" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/6841-Texto%20do%20artigo-24558-1-10-20190322%20(2).pdf" target="_blank">Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944) / Garnier, 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu poema <em>Primaveras</em> foi publicado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/67" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de novembro de 1897</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>A jurity ao beija-flores</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/96" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 30 de dezembro de 1897</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Algumas poesias de sua autoria foram publicadas na <em>Revista do Brazil</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/8502&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2InOIDO_8X1jO_uXA_Swpe"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de janeiro de 1898, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de um soneto de sua autoria no <em>Jornal do Recife,</em> de 24 de maio de 1898.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37678" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37678 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="360" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="Jornal%20do Recife, 24 de maio de 1898, última coluna" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de maio de 1898</a></p></div>
<p><img src="file:///D:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/edwiges.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Na revista <em>Mensageira</em>, n° 26, publicação de poesias de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/39602&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw0bsMt4NjVL3HJRFNSHriQg"><em>A Meridional</em>, 1899</a>).</p>
<p>Publicação de suas poesias<em> Simile</em> e <em>Scenas Simples</em>, na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819867/128&amp;source=gmail&amp;ust=1728835579325000&amp;usg=AOvVaw2OzAJUryRMgS8jTT_tN02u"><em>Revista do Rio Grande do Norte, outubro de 1899</em></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37287" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges5.jpg" alt="edwiges5" width="312" height="334" /></a></p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg"><img class="  wp-image-37275 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges1.jpg" alt="edwiges1" width="754" height="204" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-37276" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges2.jpg" alt="edwiges2" width="754" height="444" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>A Cigana</em>, dedicado a Auta de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/9341" target="_blank"><em>A Província</em>, 25 de setembro de 1900, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Publicação de <em>Campesinas</em>, seu primeiro livro, com 51 poemas, prefaciado pelo jurista e poeta Antonio Souza Pinto (18-19), entusiasta da publicação. Ele havia conhecido Edwiges em uma viagem que fez a Barreiros (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348449/458" target="_blank"><em>Almanaque do Garnier</em>, 1903</a>). Ofereceu um exemplar do livro à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/10823" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de setembro de 1901, sexta coluna</a>).</p>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-11-13%20125510.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37697" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37697" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Captura-de-tela-2024-11-13-125510.png" alt="Jornal Pequeno, 17 e agosto de 1901" width="354" height="618" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/3686" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37333" style="width: 843px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><img class="  wp-image-37333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges8.jpg" alt="edwiges8" width="833" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1529" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em> para 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra recebeu boas críticas no Recife. Alguns de seus poemas foram:</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Meu livro </strong></span></em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Perdoa-me se um dia, Tuas nevadas folhas descerrando, Alguém, meu fraco mérito acusando, De ti chasqueie e ria, Não te escrevi, meu livro, para os sábios, Para os sábios, bem sei que tu não prestas… Tinha minh’alma em festas E um riso alegre a me enfeitar os lábios, E antes que me viessem vis ressábios A alegria turvar de minha vida, Eu quis cantar e essas canções modestas Fui tirando da lira estremecida. Tudo quanto da vida eu penso, e via Nos meus sonhos gentis e soberanos, Tudo quanto me enleva a fantasia – Canto na lira azul dos verdes anos!</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros,1900.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>No lar </em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>À minha irmã Margarida </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Ri-se na sala a trêfega criança, Como a enxotar a mágoa que domina A natureza, quando o sol declina Para o ocaso feliz onde descansa… Na estofada cadeira se embalança Uma jovem mulher, e a fronte inclina Para beijar a filha pequenina, De sua vida a lúcida esperança. Reflete o espelho a serpentina acesa, À luz da qual uma velhinha reza, E eu vejo a fé impressa no seu rosto… Basta em todas as casas esta cena, Assim tão meiga, plácida e serena, Para alegrar as horas do sol posto.</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1898.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Dor suprema </span></em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Pranto supremo, pranto dolorido, Companheiro da dor, pranto pungente Dize-me tu, que tornas comovente O suspirar de um coração ferido. Dize-me tu que já de toda a gente Ouviste o peito a soluçar dorido. Sim! Tu que és sempre o intérprete escolhido De quem os golpes do infortúnio sente: Dize-me tu se por acaso existe Dor tão cruenta, padecer tão triste Como de um’alma as duras aflições, Ao ver cortando a vastidão imensa Da região sombria da descrença O bando das primeiras ilusões. </em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1900</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A uma estrela</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Áquela estrêla que acompanha a lua / Eu, curiosa perguntei um dia: / – Qual de vós vale mais, a que flutua / No céu azul da minha fantasia, // Ou tu que, no correr da noite fria, / Erras no céu assim, pálida e nua, / Das esferas ouvindo essa harmonia / Que, até ouvi-la o velho mar estua? // E a clara estrêla disse-me: “Criança, / Quando fanada a última esperança, / A alma ficar-te de ilusão vazia. // Inda hás de verme fulgurar, divina; / Mas, onde encontrarás a que ilumina / O céu azul da tua fantasia”?</em></span></p>
<p style="text-align: center;">       <span style="color: #800000;"><strong>Desolada   </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>A meu Pai </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde reza uma oração, fitando O vulto de Maria no sacrário. Dos belos olhos seus vem deslisando Um rosário de lágrimas ardentes, Que se lhe vai no colo desmanchando. Na posição dos pobres penitentes – Joelhos em terra, mãos entrelaçadas – Envia à Virgem súplicas ferventes. De pungente amargura repassadas São as frases que, triste, balbucia Com o fervor das almas desoladas. Pede à clemente e divinal Maria – Testemunha da dor que a dilacera – O bálsamo que as mágoas alivia. Suplica, reza e, soluçando, espera – Fitando sempre o casto santuário – A proteção da santa que venera. Beijando a cruz de rútilo rosário, Clotilde pensa que tardar não deve O remédio que abrande o seu fadário… Beija a cruz do rosário, e não se atreve, Não faz o mesmo à cruz que lhe foi dada… Acha a que tem na mão pequena e leve, E a que carrega por demais pesada!</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Barreiros, 1896</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Madrigais </span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">A Hortência </span></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Para enfeitar o céu – quantas estrelas E tu, melhor do que elas Brilham de noite, apenas, no infinito Brilhas a qualquer hora aqui na terra! É que o intenso fulgor Do astro mais esplendente e mais bonito Tens nos olhos, ó flor, (mago espelho de uma alma sem refolhos!) Si eu fosse estrela, inda que fosse Vênus, Teria inveja de teus lindos olhos! </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Musa sensível </em></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #800000;">Seja teu coração bondoso e terno Sensível para o riso e para o luto! O mundo chora e ri, e eu vejo e escuto, Que se às vezes é céu, outras é inferno! Se eu te visse assistir de olhar enxuto Desta vida que passa ao drama eterno, E, a um mesmo gesto, único e supremo, Confundir o que é bom e o que é poluto; Se eu te visse impassível e serena Ante o bem, ante o mal, de que deriva Ora o gozo, ora a mágoa que envenena, Eu que tanto te estimo e te respeito, Mu</span>sa, sentirá a dor pungente e viva De extinguir -se teu culto <span style="color: #800000;">no meu peito!</span></em></p>
<p>Eduardo de Carvalho (18?-19?), membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras, fundada em 26 de janeiro deste ano por iniciativa de Joaquim Maria Carneiro Vilela (1846-1913) e de um grupo de 19 escritores pernambucanos, fez uma bela crítica ao seu livro e a convidou para ser sócia correspondente da instituição. A Academia Pernambucana de Letras foi a quarta do Brasil, tendo sido precedida pela Academia Cearense de Letras, fundada, em 1894;  pela Academia Brasileira de Letras, fundada no Rio de Janeiro, em 1897; e pela Academia Paraense de Letras, fundada em 1900.</p>
<p>Edwiges colaborava com diversos jornais no país, dentre eles, <i>O Norte</i> (RJ) e o <i>Escrutínio</i> (RS), e com revistas, como a <i>Revista Feminina</i> (SP).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maria Amelia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/853" target="_blank">Almanach de Pernambuco, </a></em>).</p>
<p>Era uma das redatoras da revista <em>Azul e Ouro</em>, órgão literário da Oficina Martins Junior, da qual era sócia honorária correspondente. A Oficina havia sido fundada em 1900 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/819611/705" target="_blank"><em>Revista do Brazil</em>, 1901</a>).</p>
<p>Em fins deste ano, seu pai vendeu o engenho em Barreiros e foi morar com sua família no Recife, onde passou a trabalhar para o governo do Estado.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- Edwiges, Adalgisa Duarte Ribeiro, Amélia Freitas Bevilacqua, Belmira Villarim, Cândida Duarte Barros, Luiza Ramalho e Maria Augusta Freire fundaram revista<em> O Lyrio, </em>cujo primeiro exemplar foi lançado em 5 de novembro.<em> </em>Em várias de suas 20 edições, abordava a importância da educação da mulher e a pouca atenção dos governantes em relação à instrução feminina. A publicação, encerrada em junho de 1904, foi importante para a difusão do ideário feminista baseado na educação como o único caminho para a emancipação da mulher. A Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, possui sete exemplares da revista armazenados na Divisão de Obras Raras e na Coordenadoria de Publicações Seriadas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/3995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 10 de outubro de 1902, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escrita somente por mulheres tem como redatora-chefe D. Amelia de Freitas Bevilaqua e como redatora-secretária D. Candida Duarte Barros. Participavam da redação as sras. Adalgisa Duarte Ribeiro, Belmira Villarim, Edwiges de Sá Pereira, Luiza Cintra Ramalho, Maria Augusta Freire  e Ursula Garcia. Impresso pela Emp. d’A Província, com exceção do primeiro exemplar, que foi na Imprensa Industrial. Na última página de cada exemplar encontra-se a informação de que “toda correspondência deve ser dirigida para rua do Lima, n.54, residência da Redactora-Secretaria”, e o valor da revista: número avulso custava 1$000 e a assinatura trimestral era de 2$000&#8243;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/titulos-impressos-periodicos-literatura/o-lyrio-revista-mensal/" target="_blank">BNDigital</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns de seus poemas publicados em <em>O Lyrio</em> foram <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/7"><i>Simile</i> (n°1, novembro de 1902)</a>, dedicado a sua mãe; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/23"><i>Paisagem</i> (n°2, dezembro de 1902)</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/828343/34" target="_blank"><em>Auta de Souza</em></a> e  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/39"><i>Esther</i> (n°4, fevereiro de 1903)</a>, <em>Olhos Verdes</em> (nº 5, março de 1903); <em>A um raio de sol</em> (nº 6, abril de 1903); <em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47">O Malmequer</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/47"> (nº 7, maio de 1903)</a>, e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828343/64"><i>Miss</i> (n°13 e 14, novembro e dezembro de 1903)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Olhos Verdes</em></span></p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos verdes eu fito<br />
Mas logo depois não sei<br />
Se foi do excelso infinito<br />
Divina estrella que olhei.</p>
<p style="text-align: center;">É que teu olhar encerra<br />
Tanta graça e tanta luz<br />
Que eu penso não ser da terra<br />
O brilho que me seduz!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Teus olhos, flor adorada,<br />
São de um poder soberano:<br />
E a gente os fita enlevada<br />
Qual se contemplasse o oceano&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Não é que nelles escondas<br />
Essa perola do mar,<br />
Mas toda a attração das ondas<br />
Tu tens guardada no olhar!</p>
<p style="text-align: center;">Eu nesse olhar adivinho<br />
&#8211; Como a chimera vagueia! –<br />
Candura de passarinho<br />
Fascinação de sereia!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">O canto sonho do poeta<br />
Nas noites claras de lua,<br />
Semelha a chamma dilecta<br />
Que nos teus olhos fluctua&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Formosa é sempre a esperança,<br />
Pois vês teus olhos querida,<br />
Têm a cor desta ave mansa<br />
Que tece os sonhos da vida!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Se pudessem teus olhares<br />
Ver toda a immensa amargura<br />
Do mundo eu via os pesares<br />
Transformados em ventura&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Das almas tristes chorosas,<br />
O pranto num doce riso,<br />
A vida – num mar de rosas,<br />
A terra num paraíso!&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era considerada uma charadista (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1185" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1902</a>).</p>
<p>Era uma das redatoras da <em>Revista Pernambucana</em>, que existiu entre 1902 e 1904 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/5065" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de dezembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Estudava na Escola Normal, onde se formou como professora, em 1905.</p>
<p>Publicação de seu poema<i> Março</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/1479" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</i>)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>No camarim (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/228443/3443" target="_blank">Almanach de Pernambuco para o ano de 1903</a>)</em>.</p>
<p><span style="color: #000000;">Seguia colaborando com a  <em>Revista Pernambucan</em>a (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/4220"><i>Diário de Pernambuco</i>, 16 de dezembro de 1902, quinta coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- Foi eleita vice-presidente do clube literário Olintho Victor, fundado por estudantes da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5277" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1904, sétima coluna</a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Seus poemas estavam presentes na publicação <em>Sonetos brasileiros</em>, editada por Laudelino Freire (1873-1937) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1904, quarta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Ofertou livros à Biblioteca da Faculdade de Direito do Recife (</span><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5541" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 28 de julho de 1904, sexta coluna</a><span style="color: #000000;">).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Foi publicada uma foto de Edwiges no <em>Almanach de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5594" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de agosto de 1904, segunda coluna</a>)</span>.</p>
<p>Foi a oradora na cerimônia de bênção do estandarte do corpo discente da Escola Normal, realizada na Ordem 3ª de São Francisco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/7405&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3Rg8gX0smze2rrUzNThk6y"><i>Jornal Pequeno</i>, 24 de setembro de 1904, segunda colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #000000;">Foi anunciado que a Oficina Martins Junior, que já existia desde 1900 e que em 1901 elegeu a revista <em>Azul e Ouro</em> como seu órgão literário, seria reconstituída em 2 de outubro, em uma sessão no Instituto Arqueológico Pernambucano. Em 1901, Edwiges havia se tornado sócia honorária correspondente da Oficina, mas na reorganização da agremiação tornou-se efetiva (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/42463" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de setembro de 1900, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/43146" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de abril de 1901, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5771" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de setembro de 1904, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/47336" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de outubro de 1904, última coluna</a>).</span></p>
<p>Foi aceita como sócia honorária do Grêmio Literário Pantheon de Lettras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/5787" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1904, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fez um discurso como representante do segundo ano da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6018" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de dezembro de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Na <em>Revista Pernambucana</em>, publicação de seu poema <em>Amor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">A Província (PE), </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/15515" target="_blank">15 de fevereiro de 1905, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita presidente do Clube Literário Olintho Victor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/12781" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p>Formou-se na Escola Normal (<a href="%20http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de outubro de 1905, quinta coluna</a>). Em 19 de outubro, foi promovida a festa da Escola Normal das formandas de 1905 e Edwiges foi a oradora do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/4992" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1911</a>).</p>
<p>A letra do hino da Escola Normal era de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/6597" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de novembro de 1905, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <i>O Mar</i> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/2585" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, 1905</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211;  Publicação de seu poema <i>Desolação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank"><i>Almanach de Pernambuco</i>, </a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/3443" target="_blank">1907</a>).</p>
<p>Na rua da Aurora, n° 123, foram realizados os exames da escola particular mista presidida por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51232" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de dezembro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>Angariou fundos para a construção de uma estátua em homenagem ao poeta, professor e jurista Martins Junior (1860-1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/50633" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de junho de 1907, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Foi uma das colaboradoras da terceira edição de novembro/dezembro da revista <em>Polyantho</em>, sob a direção de Martins Filho (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51305" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de janeiro de 1908, sexta coluna</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1908 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema <em>Aves Libertas</em>, dedicado a Aurea Jacome (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/51617" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1° de abril de 1908, última coluna</a>).</span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Assumiu o cargo de </span></span><span style="color: #000000;">professora primária do Estado de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9534" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco, </em>12 de abril de 1908, segunda coluna</a>). Durante sua carreira no magistério lecionou Prática Didática e Pedagogia. Também foi professora de Português do curso Comercial do Colégio Eucarístico. Depois tornou-se catedrática da Escola Normal e mestra da cadeira de História Geral e do Brasil, do Instituto Nossa Senhora do Carmo. Posteriormente foi superintendente do Ensino nos Grupos Escolares do Recife.</span></p>
<p>Foi publicado um poema de sua autoria acerca da esperança (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/9339" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de fevereiro de 1908, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Foi nomeada diretora da Escola Estadual da Boa Vista. No fim do ano, foi realizada na escola uma <em>festa magnífica</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_08/10531" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1909, terceira coluna</a>; <span style="color: #000000;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/53665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 7 de dezembro de 1909, sexta coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de seu poema <i>Maio</i> (<i>J<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">ornal Pequeno</a></i><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10492&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw1oUt20fz6ZzlSkgP1tQJJZ">, 7 de maio de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #000000;">Publicação de seu soneto <em>O Violino</em>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Magno instrumento a tua voz parece / A voz do coração que á gente fala: – / Ninguem te ouvindo o seu pezar esquece, / Ninguem te ouvindo os seus sorrisos cala&#8230; // Quando, ou tranqüilo e doce como aparece / Ou presto e alegre um som de ti revela, / – Queixa de quem magoas de amor padece / Canto de quem feliz amor propala, // O sêr que bebe o influxo soberano / Das emoções diversas de teu peito / Que pulsa e vibra como o peito humano, // Presa de enleio e de fascinação / Pensa um momento que tu foste feito / Das próprias cordas do seu coração&#8230;&#8221;</em></span></p>
<div>A &#8220;Secção Chic&#8221; do<em> Jornal Pequeno</em> foi aberta com a publicação do poema<i> Inverno</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10612&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw27JRa1SDLHkAYPwVRe0oMZ"><i>Jornal Pequeno</i>, 14 de junho de 1909, terceira colun</a>a).</div>
<div></div>
<div>Foi elogiada em um artigo de Adelmar Tavares (1888-1963) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10924&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw088vVn2V-PulWusjYD6x-P"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de setembro de 1909, primeira coluna</a>).</div>
<div></div>
<div>Foi noticiado que Edwiges havia enviado ao <em>Jornal Pequeno</em> <i>belíssimos escritos para a Secção Chic</i> do periódico sob o pseudônimo de Jessie Yorke. Foi descoberta e como <em>artigo editorial</em> foi publicado na primeira página do jornal o artigo <i>Triste</i>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11028&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw3bTWtCln4ytEafM7JLeWVk"><i>Jornal Pequeno</i>, 16 de outubro de 1909, primeira coluna</a>)</div>
<div></div>
<div>Após a palestra <i>Trovas e trovadores</i> proferida por Ademar Tavares, na Sexta Conferência Literária realizada pela Academia dos Nullos, uma associação de jovens acadêmicos, Edwiges ofereceu-lhe flores (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/10985&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743412000&amp;usg=AOvVaw0Gw9OzFhKy_VnZQUELamfT"><i>Jornal Pequeno</i>, 4 de outubro de 1909, segunda coluna</a>).</div>
<p>Participou da organização de uma quermesse que seria realizada em 16 de janeiro de 1910 em benefício do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_01/20381" target="_blank"><em>A Província</em>, 21 de dezembro de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong> </span>- Publicação de uma fotografia de Edwiges no <em>Almanach Literário Pernambucano</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11294" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de janeiro de 1910, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ao longo do ano, publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Manias</em>, <em>Sombras, </em><em>Não sei&#8230;, </em><em>A esmo,</em> <em>O Lenço Azul, </em><em>O Ensino</em> <em>Profissional</em>, <em>Pela infância</em>; <em>Sol Posto</em>, <em>Tradições, Fazer o bem, Grandes e pequenos, O Signal, Educação</em> e <em>Noite de Natal</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11328" target="_blank">15 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11356" target="_blank">22 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11384" target="_blank">29 de janeiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11408" target="_blank">5 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11432" target="_blank">12 de fevereiro de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11460" target="_blank">19 de fevereiro,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank">5 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11544" target="_blank">12 de março de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11620" target="_blank">2 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11644" target="_blank">9 de abril de 1910</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11732" target="_blank">30 de abril de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11756" target="_blank">7 de maio de 1910,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11808" target="_blank">21 de maio de 1910</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12660" target="_blank">24 de dezembro de 1910</a>).</p>
<p>O poema <em>Vagando</em>, assinado por Cecy, foi dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11516" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de março de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Viajou para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11828" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 27 de maio de 1910, última coluna</a>). Durante sua estadia, fez uma visita à Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/2645" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1910, última coluna)</a>. Em uma de suas colunas, a escritora e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a> comentou a viagem de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/4166" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de novembro de 1910, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Amor</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/11834" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de maio de 1910</a>).</p>
<p>Para tratar de sua saúde, licenciou-se do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/620" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de <em>Nedda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/215554/23739" target="_blank"><em>A República</em>, 29 de outubro de 1910, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1911</span> </strong>- Publicação, no <em>Jornal Pequeno</em>, dos artigos de sua autoria <em>Anno Bom,</em> <em>Pelo ensino, Ferri e Gaffre 1, Ferri e Gaffre 2, Ferri e Gaffre 3, Selma, Cortezias, Epistolar, Um livro novo, Mal entendido, A Chronica, Horas mysticas</em> (<em>Jornal Pequeno</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12696" target="_blank">2 de janeiro de 1911,</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12744" target="_blank">14 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12772" target="_blank">21 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12800" target="_blank">28 de janeiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12824" target="_blank">4 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12910" target="_blank">25 de fevereiro de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12932" target="_blank">4 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12960" target="_blank">11 de março de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/12988" target="_blank">18 de março de 1911</a>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13036" target="_blank"> 1º de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13064" target="_blank">8 de abril de 1911</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/13112" target="_blank">22 de abril de 1911</a>,</p>
<p>Um artigo de sua autoria sobre as escolas brasileiras publicado no <em>Jornal Pequeno</em> foi citado na coluna &#8220;Dois dedos de prosa&#8221;, da escritora Julia Lopes de Almeida (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/5308" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de janeiro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Horas mysticas</em>, na revista <em>Santa Cruz</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_06/21481" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de junho de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>Integrava a Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/2644" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de outubro de 1911, terceira colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema<em> Aves e Coração</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/823686/2990" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1912/1913</a>).</p>
<p>No artigo <em>Um Protesto</em>, foi mencionado que Edwiges teve <em>a satisfação de ver traduzida em francês numa revista de Estocolmo uma de suas produções do Lyrio, acompanhada de lisongeiros conceitos do grande literato Pythion de Villar e a propósito de quem o ilustrado dr. Julio Pires, por aquele tempo do Lyrio, escreveu em seu Almanak: &#8220;discípula que honra o mestre&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/14217" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 6 de fevereriro de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta,</em> dedicado a Mlle. Maria Estevan (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5748" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 191</a>2). Na mesma edição, escreveu o artigo <em>D. Julia Lopes de Almeida, </em>homenageando a escritora, a quem havia visitado no Rio de Janeiro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/5801" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1912</a>).</p>
<p>Foi a oradora oficial da homenagem prestada pela mulher pernambucana, um concerto realizado em 13 de janeiro, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25310" target="_blank">Theatro de Santa Isabel</a>, ao general Dantas Barreto (1850-1931), governador de Pernambuco, em protesto por sua <em>eliminação do número dos associados da Associação de Imprensa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/56947" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em><em>,</em> 9 de abril de 1912, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37617" style="width: 445px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37617" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124132.png" alt="Jornal Pequeno" width="435" height="743" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14476" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 15 de abril de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Maguas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/347906/526" target="_blank"><em>A Faceira,</em> agosto de 1912</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>À Florisa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/17" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, fevereiro de 1912 a fevereiro de 1913</a>).</p>
<p>Foi eleita a primeira presidente da Associação das Damas de Beneficência. Já fazia parte da diretoria do Instituto de Proteção e Assistência à Infância (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/58460" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de janeiro de 1913, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Pro-Parvulos Carta Aberta e Francisca Izidora, </em>de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16142" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de junho de 1913, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16414" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de agosto de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Instituto de Proteção e Assistência à Infância, foi promovido pelas Damas de Beneficência, sob a presidência de Edwiges, uma festa de Natal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/16862" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de dezembro de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914 </strong><span style="color: #000000;">- Publicação de seu poema<em> No camarim</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/17600" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de abril de 1914</a>).</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Estava inscrita, assim como Assis Chateaubriand (1892-1968) e outros, como colaboradora do recém criado vespertino <em>A Tarde</em>, em Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/23222" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de junho de 1914, quinta coluna</a>).</span></span></p>
<p>Foi aceita como membro efetiva do Instituto Arqueológico de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/5267" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1914, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi citada como uma das grandes poetisas brasileiras pelo palestrante Leal de Souza, secretário da redação da revista <em>Careta</em>, na 3ª conferência de uma série organizada por um grupo de literatos, no salão nobre do (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/25604" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de agosto de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Natal na Aldeia</em> <em>(Às moças de minha aldeia natal)</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/19216" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1914</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong> </span>- Falecimento de sua mãe, Maria Amélia Rocha de Sá Pereirra (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_09/9944" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em></a>, 23 de novembro de 1915<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/69847" target="_blank">)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Seu pai, José Bonifácio de Sá Pereira, foi atropelado por um carro elétrico e faleceu (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/39047" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1916, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Romã</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/23886" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de dezembro de 1916, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1917</span></strong> &#8211; Publicação do artigo <em>Trabalho Feminino</em>, de sua autoria, em que aborda a questão da admissibilidade da mulher trabalhar fora de casa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/342688/1210" target="_blank"><em>Sciencias e Letras</em>, abril de 1917</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>De Volta</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720593/2107" target="_blank"><em>O Jornal (MA)</em>, 9 de outubro de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>O <em>Jornal do Recife</em> organizou o evento <em>A Primeira Hora Literária Feminina</em> e Edwiges foi a vencedora do Torneio Literário (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/212547/90" target="_blank"><em>Revista Feminina (SP)</em>, ano 4, n° 34, 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Publicação em duas partes do artigo <em>A Escola Moderna</em>, de sua autoria, onde discute as noções da pedagogia (<em>A Escola Primária</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank">1º de janeiro de 1918</a> e<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/097497/467" target="_blank"> 1º de fevereiro de 1918)</a>.</p>
<p>Escreve para o periódico<em> O Ratazana.</em></p>
<p>Seus versos eram vendidos em algumas lojas do Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/27252" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Estava licenciada do magistério (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/75653" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de outubro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eugênio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_10/58882" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de novembro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Foi citada como exemplo de uma mulher inteligente na seção &#8220;Cartas de Mulher&#8221;, da revista <em>Vida Moderna</em>, em uma mensagem que contestava o conceito de Schopenhauer sobre as mulheres (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402109/161" target="_blank"><em>Vida Moderna (PE)</em>, 22 de março de 1919, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1920</span></strong> &#8211; Ao longo dos anos 1920, se correspondeu com feministas do sudeste do Brasil.</p>
<p>Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e era também professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/78285" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1921, primeira e segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 10 de abril, foi eleita membro efetivo da Academia Pernambucana de Letras e tomou posse em 13 de maio, tornando-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo de uma Academia de Letras no Brasil, antecedendo, em 57 anos, a cearense Rachel de Queiroz (1910-2003) que, em 4 de novembro de 1977, tornou-se a primeira mulher a fazer parte do quadro efetivo da Academia Brasileira de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/867"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de abril de 1920, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><em> A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a>). A foto abaixo é de autoria do fotógrafo Louis Piereck.</p>
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<div id="attachment_37625" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37625" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135317.png" alt="A Nota, 22 de maio de 1920" width="451" height="620" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/180238/996" target="_blank">Edwiges de Sá Pereira<em> / A Nota</em>, 22 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edwiges substituiu João Baptista Regueira Costa (1845-1915), na Cadeira de nº 7, cujo patrono é Antônio Peregrino Maciel Monteiro (1804-1968). A cerimônia de posse aconteceu na Câmara dos Deputados do Recife. Os outros membros empossados foram Antônio Andrade Bezerra (1889-1946), José Gonçalves Maia (1866-19?), Mario Carneiro do Rego Melo (1884-1959), Manoel de Oliveira Lima (1867-1928) e Zeferino Galvão (1864-1924). Faltaram à cerimônia, <em>com motivo justificado</em>, os novos acadêmicos Arthur Muniz (1896-1924), Antônio Andrade Bezerra (1889-1946) e João Barreto de Menezes (1872-1950) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a>). O evento foi aberto por Samuel Martins (1862-1930), presidente da Academia Pernambucana de Letras, que exaltou Pernambuco como o <em>berço da evolução literária brasileira</em>. Em seguida, o acadêmico Luis de França Pereira (1870-1925) falou sobre a importância da Academia Pernambucana de Letras, das tradições de Pernambuco e saudou os novos imortais. Sobre Edwiges, falou:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Edwiges de Sá Pereira, que como Sapho dedilha à lira de ouro as queixas mudas do coração humano&#8230;Será esta, penso, a primeira das actuaes Academias de Lettras do paiz a admitir uma senhora em seu seio. A casa de Bento Teixeira Pinto quiz ter a primazia neste acto de justiça aos vossos dotes de espirito. Mademoselle Edwiges. E é da tradicional galanteria pernambucana alliar a cooperação da Mulher a todas as nossas affirmações de Energia como a todas as nossas manifestações de Arte&#8221;.</em></span></p>
<p>Oliveira Lima, um dos novos imortais, falou em nome deles, agradecendo à Academia Pernambucana de Letras e traçou um perfil sobre si e sobre os demais empossados. Em seu discurso, valorizou a entrada de uma mulher na Academia e falou sobre Edwiges:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Escolhestes a sra. d. Edwiges de Sá Pereira e com esta escolha destes as outras academias do Brazil um exemplo a que a Academia Brasileira ainda não afoitara. As produções poeticas e pedagogicas da nossa consocia justificam de certo vosso acto, mas não deixa ella de ser uma innovação. Devemos todos agradecer a sra. d. Edwiges de Sá Pereira o ter proporcionado a esta Academia o ensejo de tão depressa entrar na nova corrente de idéas, admittindo no seu gremio uma representante da intellectualidade pernambucana&#8221;.</em></span></p>
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<div id="attachment_37235" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg"><img class="wp-image-37235 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges.jpg" alt="edwiges" width="295" height="405" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_10/1126" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de maio de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia e Moda</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/30695"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>É nomeada professora para a cadeira primária feminina da Escola Normal de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/1377"><em>A Província</em> (PE), 27 de junho de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>O escritor e acadêmico Artur Muniz (1870-1924) dedicou a ela o artigo <em>Página de Saudade</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/2256"><em>A Província</em> (PE), 14 de outubro de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Natal</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/31687"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Escreve para a revista <em>A Nota</em> e para a revista do Instituto da Sociedade de Letras de Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37626" style="width: 1051px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><img class=" wp-image-37626" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-135817.png" alt="A Nota, 1º de janeiro de 1921" width="1041" height="709" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/180238/1680" target="_blank"><em>A Nota</em>, 1º de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>Um livro bom</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/32292"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>- Publicação de seu poema <em>Abril</em> <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8454" target="_blank">Almanach de Pernambuco, 1922</a></em>).</p>
<p>Foi a letrista do hino <em>Pernambuco à independência</em> com música de Maria do Carmo Santos Barbosa. Foi cantado na comemoração do centenário da Independência do Brasil, realizado no Theatro de Santa Izabel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/6801"><em>Diário de Pernambuco</em>,13 de julho de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Escreveu um artigo sobre a exposição da pintora Georgina Barbosa Vianna (18?-1961) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/33722"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1922, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista do Instituto de Sciências</em>, publicação do soneto <em>Pernambuco</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/7687"><em>A Província</em> (PE), 14 de novembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma carta que Antônio Carneiro Leão (1887-1996), diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, havia enviado a Edwiges, sobre o livro <em>Educação</em>, de autoria dela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34166"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de dezembro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Participou, em dezembro, no Rio de Janeiro, do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702"> I Congresso Internacional Feminista ou 1ª Conferência pelo Progresso Feminino</a>, organizado pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, fundada em 9 de agosto de 1922 e presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894-1976)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Seguia como diretora da freguesia de Boa Vista e professora da Escola Normal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394/86379" target="_blank"><em>Almanach Laemmert</em>, 1924</a>).</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Avatari</em>, dedicado a Julio Pires (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/34530"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de fevereiro de 1923, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Publicação de seu poema <em>Contraste</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/228443/8759" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1924</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão fiscal da Cooperativa dos Funcionários Públicos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11058"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi concedida a ela uma licença de três meses para tratamento de saúde (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90351"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de março de 1924, terceira coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão de Literatura da organização das festividades em torno da chegada do navio <em>Italia </em>ao Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/11517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1924, quinta coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na revista mensal <em>Nação Brasileira</em>, dirigida por Evaristo de Moraes e Alfredo Horcades (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/17582" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de junho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>A prioridade de Pernambuco nas ideias liberais</em>, de autoria de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12316"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em maio, o governador de Pernambuco, Sergio Teixeira Lins de Barros Loreto (1867-1913), a encarregou para a realização de um estudo acerca da organização e funcionamento do ensino técnico e profissional em Pernambuco e em outros estados do país. Com esse fim, Edwiges partiu para o Rio Grande do Norte e proferiu uma palestra. Foi apoiada pelo governador José Augusto Bezerra de Medeiros (1884-1971) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/90787"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de maio de 1924, quinta coluna</a>; <em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12360">6 de julho de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12536">30 de julho de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Seguiu para o Rio de Janeiro e para São Paulo para continuar seus estudos sobre a organização das escolas domésticas e das escolas profissionais (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/12718"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1924, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/11818"><em>A Província</em> (PE), 27 de agosto de 1924, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, acompanhada por Antônio Carneiro Leão, diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, visitou escolas rurais. Também fez uma visita à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e encontrou-se com a presidente da entidade, Bertha Lutz, e esteve na Liga dos Professores, onde fez uma palestra. Foi visitada por membros do Centro Pernambucano sediado no Rio de Janeiro. Na Escola Nilo Peçanha foi homenageada com uma festa em comemoração à entrada da Primavera (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/31902" target="_blank">20 de setembro de 1924</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/32006" target="_blank">25 de setembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/18810" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1924, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/92596"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de dezembro de 1924, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34210" target="_blank"><em>Jornal do Brasi</em>l, 17 de dezembro de 1924, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37623" style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-132827.png" alt="Jornal do Brasil, 20 de setembro de 1924" width="533" height="741" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_04/31902" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de setembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi recebida em São Paulo com um chá oferecido na Liga das Senhoras Católicas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_02/12619" target="_blank"><em>A Noite</em>, 14 de outubro de 1924, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003085/8421" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, 15 de novembro de 1924</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13446"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de novembro de 1924, segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação e uma foto e Edwiges com o artigo de sua autoria, intitulado <em>O Violão &#8211; ouvindo Josephina Robledo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1° de dezembro de 1924</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37627" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-142043.png" alt="Brasil Social, 1º de dezembro de 1924" width="508" height="627" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/77" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de dezembro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong> </span>- Publicação do artigo <em>Sobre o Ensino Público no Brasil &#8211; impressões de uma educadora pernambucana</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402257/3466" target="_blank"><em>Educação,</em> janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo<em> Pelo ensino</em>, na revista<em> Brasil Social, </em>dirigido por P.A. Soares (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161918/161" target="_blank"><em>Brasil Social</em>, 1º de janeiro de 1925</a>).</p>
<p>Retornou de sua viagem ao Sul do Brasil onde esteve em comissão do governo estadual. Ao final do trabalho acerca da situação da educação no país, entregou ao governador um minucioso relatório, o qual, um ano depois, foi publicado com o título de<em> Impressões e Notas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/34950" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de janeiro de 1925, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/13910"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de janeiro de 1925, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo, <em>A Mulher pernambucana</em> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/16158">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de novembro de 1925</a>).</p>
<p>Escrevia para o periódico <em>Vida Feminina</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong> </span>- Publicação de um artigo acerca do trabalho realizado por Edwiges em comissão do governo de Pernambuco sobre as escolas domésticas e as escolas profissionais do Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40158"><em>Jornal Pequeno</em>, 18 de maio de 1926, última coluna</a>)</p>
<p>Publicação de um artigo de sua autoria sobre a declamadora <em>Angela Vargas</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/40765"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de setembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> – Era catedrática da Escola Normal e foi a letrista do hino comemorativo do centenário do Ensino Primário no Brasil &#8211; foi musicado pela professora Maria do Carmo Santos Barbosa. O hino foi cantado durante uma sessão magna realizada no Theatro de Santa Isabel e presidida pelo governador Estácio Coimbra (1872-1937) em comemoração à efeméride (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/101925"><em>Jornal do Recife</em>, 15 de outubro de 1927, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/31746" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de outubro de 1927, última coluna</a>).</p>
<p>Visitou a redação do <em>Jornal do Recife</em> com a poetisa potiguar Palmyra Wanderley (1894-1978) que iria ler, no dia 10 de dezembro, na Academia Pernambucana de Letras, versos de seu livro <em>Roseira Brava</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/102403"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de dezembro de 1927, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37616" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank"><img class="wp-image-37616 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-123821.png" alt="Palmyra Wanderley" width="291" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://silveiradias.adv.br/palmyra-wanderley-notavel-feminista/" target="_blank">Palmyra Wanderley</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928 </strong><span style="color: #000000;">- Foi publicada uma declaração de Edwiges sobre a Academia Pernambucana de Letras, integrando a série de reportagens <em>A casa de Bento Teyxeyra Pinto</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a>).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37624" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-134007.png" alt="Diário da Manhã (PE), 22 de janeiro de 1928" width="666" height="287" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2365" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (PE), 22 de janeiro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi entrevistada sobre a questão do voto feminino (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_01/2923" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 28 de março de 1928, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> – Foi eleita a oradora da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/106606"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1929, última coluna</a>).</p>
<p>Assinou um artigo sobre o feminismo publicado na revista <em>A dona de casa</em>, dirigida por Cândida de Brito (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/73702" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de março de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em>, publicação de um artigo de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_10/26132"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>- Em junho, ela, a médica Paulina Waisman e a pintora Georgina Barbosa Vianna participaram como delegadas de Pernambuco do II Congresso Internacional Feminista, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e realizado, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33333" target="_blank">Automóvel Club</a>, no Rio de Janeiro, entre 20 e 30 de junho. Edwiges e Georgina chegaram à cidade no dia 18, a bordo do navio <em>Raul Soares. </em>Foram recebidas por representantes da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, presidido por Bertha Lutz, e da União Universitária Feminina, presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903-2001)</a>. Na época, Edwiges era professora de português e história, na Escola Normal do Recife, além de vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/7416" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>19 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Os temas do evento foram educação feminina, proteção às mães e à infância, trabalho feminino, direitos das mulheres e estreitamento das relações pan-americanas e internacionais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/6119" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de março de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/14104" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/8498" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de junho de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/5890" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7504" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74909" target="_blank"><em>O Malho</em>, 27 de junho de 1931</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/3423" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 27 de junho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/7566" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 1º de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/74975" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de julho de 1931</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/15308" target="_blank"><em>Vida Doméstica</em>, agosto de 1931</a>).</p>
<p>Destacam-se aqui as delegadas das representações estaduais: Amazonas – Emilia Galvão e Cassilda Araujo Lima; Pará – Marina Lamarão Cardoso, Noemia de Rego Lins, Glória Silva e Maria Aurora Pegado Beltrão; Maranhão – Mariana Gurjão, Cristina Vinhais; Piauí – Nazareth Pires Ferreira; Ceará – Henriqueta Galena, Adilia Moraes e Carmem Castelo Branco; Rio Grande do Norte – Maria Eugenia Celso e Julia de Medeiros; Paraíba do Norte – Rosalina Coelho Lisboa; Pernambuco – <strong>Edwiges de Sá Pereira, Georgina Barbosa Vianna e Paulina Waismann</strong>; Alagoas – Almerinda Farias Gama; Sergipe – Sra. Maria Rita Soares de Andrade, Carlota Camargo do Nascimento; Bahia – Edith Mendes da Gama e Abreu, dra. Hermelinda Paes, Lili Tosta, dra. Francisca Praguer Froés, Alice Kelsche de Aguiar, Celeste Cerqueira; Espírito Santo – Anna Borges Ferreira; Estado do Rio de Janeiro – Antonieta de Souza Braga, Murilla Torres, Yolanda Torres, Dulce Horta Esteves Lagoeira, Maria Rosa Ribeiro; Estado de São Paulo – Helena Gordo; Julia Algodoal, Clotilde Kleber, dr. Horácio Silveira, Alice de Toledo Tibiriça e outras: Paraná – Martha da Silva Gomes; Santa Catarina – Alice Pinheiro Coimbra; Rio Grande do Sul – Ascylia Correia Rodrigues, Acy Coelho e Ilka Labarthe; Minas Gerais – Ignácia Guimarães, dra. Alzira Reis Vieira Ferreira, Maria Esther Ramalho, Eunice Weaver; Goiás – Dra. Rosita Godinho de Oliveira Bello; Mato Grosso – Branca Portinho.</p>
<p>O discurso de abertura do evento foi pronunciado pela escritora <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862-1934)</a>. Durante o encontro, Edwiges proferiu o discurso <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/36754/1/EDWIGES%20DE%20S%c3%81%20PEREIRA%20UM%20DISCURSO%20PARA%20E%20PELA%20MULHER%20-%20ANAIS%20DE%20EVENTO%20I%20COL%c3%93QUIO%20INT.%20DE%20HIST%c3%93RIA%20GT%2012%202008.pdf" target="_blank"><em>Pela Mulher, para a Mulher</em></a>, que defendia uma nova concepção de ensino para a mulher. Dividiu a população feminina em três categorias: mulheres que não precisavam trabalhar, mulheres que sabiam e precisavam trabalhar e, finalmente, as mulheres que não sabiam e precisavam trabalhar. Os dois primeiros grupos deveriam, segundo ela, se unir para que o terceiro grupo fosse auxiliado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14832" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1931, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi entrevistada e declarou que &#8220;<em>o feminismo é uma evolução natural dos tempos. Como todas as forças vivas da natureza, a mulher não poderia estacionar nas fronteiras do passado, montando guarda aos velhos preconceitos que lhe tolhiam a faculdade de pensar e agir</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/6590" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37412" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><img class="wp-image-37412 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges11.jpg" alt="edwiges11" width="549" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49087" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentro da programação do congresso, participou de uma missa campal com a presença da primeira-dama, Darcy Vargas (1895-1968), e de todas as delegadas do evento, realizada no terreno da igreja do Sagrado Coração de Jesus. No mesmo dia foi inaugurada a exposição anexa ao congresso, no Automóvel Club. Participou também da <em>sessão de congraçamento</em> presidido por Bertha Lutz, quando falou sobre a <em>filosofia do momento feminista </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/3803" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1931, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6064" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/14406" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de julho de 1931, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi convidada pela escritora e feminista Martha de Holanda (1903-1950) para ser a presidente de honra da Cruzada Feminista Brasileira, fundada e presidida por Martha, mas não aceitou o cargo. Sobre Martha de Hollanda, Luciene de Freitas, autora de sua biografia <em>“Uma guerreira no tempo &#8211; Um resgate de uma época, Martha de Hollanda e Delírio do Nada”</em> (2003), escreveu:</p>
<p><em>“Ela era uma pessoa à frente do seu tempo. Contestava o ensino, contestava as roupas, usava vestidos sem manga e curtos, sem meia, fumava, bebia, tinha amizades com homens e fazia saraus com intelectuais. Eram coisas que chocavam naquela época. Tanto que essa liberdade rendeu um falatório sobre ela na cidade”</em></p>
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<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank"><img class="" src="https://cdn.folhape.com.br/img/pc/1100/1/dn_arquivo/2021/03/cd3bc526-8f50-4615-94dd-708def107456.jpg" alt="Martha de Hollanda, a primeira eleitora de Pernambuco" width="450" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/ha-exatos-88-anos-martha-de-hollanda-tornava-se-a-primeira/176188/" target="_blank">Martha de Hollanda / Acervo da família</a></p></div>
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<p>Em 10 de novembro, no Clube Internacional do Recife, Odila Porto da Silveira, representante da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, deu posse à primeira diretoria da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino. Edwiges foi a primeira presidente desta associação, cargo que exerceu até 1935. Personalidades da sociedade pernambucana<i>,</i> assim como autoridades estaduais e federais, representantes da imprensa e de diversas corporações prestigiaram o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49627" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 10 de novembro de 1931, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/114683&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw33CCistCgcbs0bYew2bbzg"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de novembro de 1931, primeira coluna</a>). Neste primeiro biênio da associação, a vice-presidente era a professora Noemia Ferreira Xavier, e a segunda vice-presidente era a também professora e irmã de Edwiges, Anna Sá Pereira da Silva Almeida. A secretária-geral era Maria de Lourdes Souza Leão, a tesoureira, Santina Monteiro; e a consultora jurídica era Ida Souto Uchôa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de agosto de 1931, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37606" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-133121.png" alt="Jornal Pequeno, 17 de agosto de 1931" width="244" height="690" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/49173" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 17 de agosto de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia de criação da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino surgiu em reuniões de um grupo de pernambucanas que defendia a maior inclusão feminina na sociedade. Várias destas reuniões aconteceram na casa de Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/113635" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de junho de 1931, primeira coluna</a>). A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino apoiava fortemente os princípios católicos. Ao longo de sua existência, até fins da década de 1930, a associação, devido à forte influência de Edwiges, teve como prioridade a questão da educação da mulher. Investiu na criação da Escola de Oportunidades cuja principal meta era disponibilizar cursos como correspondência, datilografia e línguas às jovens de todas as classes sociais do Estado.</p>
<p>A coluna &#8220;Palestras Femininas&#8221;, do<em> Diário de Notícias</em>, homenageou Edwiges com a publicação do poema <em>Dúvida</em>, da escritora pernambucana (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/6127" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Sua tese <em>Pela Mulher, para a Mulher</em> foi publicada como de livro.</p>
<p>Ainda era a vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/79222" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 5 de março de 1932, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita segunda secretária da diretoria da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/5923" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de abril de 1932, última coluna</a>).</p>
<p>No Clube Internacional, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu um evento para comemorar o Dia das Mães. Pela primeira vez a efeméride foi comemorada no Brasil de acordo com um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas (1882-1954) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/50491" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de maio de 1932, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_37612" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><img class="wp-image-37612 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153705.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 153705" width="840" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/343" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A oficialização do Dia das Mães no Brasil foi uma conquista da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que durante o II Congresso Internacional Feminista, realizado em junho de 1931, no Rio de Janeiro, designou uma comissão que fez a solicitação ao presidente Vargas. Ele assinou o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D21366.htm#:~:text=D21366&amp;text=DECRETO%20N%C2%BA%2021.366%2C%20DE%205,maio%20%C3%A9%20consagrado%20%C3%A0s%20m%C3%A3es." target="_blank">Decreto 21.366</a>, em 5 de maio de 1932, estabelecendo o segundo domingo de maio como a data comemorativa dedicada às mães.</p>
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<div id="attachment_37621" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37621" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-31-124912.png" alt="Diário de Notícias, 11 E 12 de maio de 1969" width="504" height="805" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/83231" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 e 12 de maio de 1969</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1933 -</strong></span> Publicação do artigo <em>Pela mulher</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_01/13536" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de fevereiro de 1933, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/117952" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de fevereiro de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, sob a presidência de Edwiges, enviou a artista plástica e feminista Georgina Barbosa Vianna como representante da associação na Convenção Eleitoral Feminina, no Rio de Janeiro, com propostas de inclusão no texto constitucional de obras contra as secas, recusa ao serviço militar obrigatório para mulheres e apoio ao ideário católico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522&amp;source=gmail&amp;ust=1730384743415000&amp;usg=AOvVaw0X77yGzQ2Wq6qdGpUG0kNQ"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de março de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>Edwiges e Martha de Hollanda conseguiram o direito de votar e também de serem votadas. Em uma enquete promovida pelo <em>Diário de Pernambuco</em>, Edwiges foi apontada como uma excelente candidata pela pintora e feminista <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8041" target="_blank">Emília Barbosa Viana Marchesini</a>, por <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8051" target="_blank">Edna Leite Gueiros</a>, redatora da &#8220;Página Feminina&#8221; do <em>Jornal do Commercio</em>; por representantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, e por Ana Campos, catedrática da Escola Normal. Em, 30 de abril, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino fez uma publicação indicando Edwiges ao eleitorado (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8041" target="_blank">26 de janeiro de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8051" target="_blank">27 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8067" target="_blank">29 de janeiro de 1933, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8087" target="_blank">1º de fevereiro de 1933, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8780" target="_blank">30 de abril de 1933, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8784" target="_blank">30 de abril de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8789" target="_blank">30 de abril de 1933, última coluna</a>).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png"><img class="alignnone size-full wp-image-37603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124213.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124213" width="247" height="437" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png"><img class="alignnone  wp-image-37604" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-124334.png" alt="Captura de tela 2024-10-30 124334" width="238" height="437" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Edwiges e quanto à questão do divórcio, no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/8522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 30 de março de 1933</a>, ela afirmou:</p>
<p><em>&#8220;Somos católicos e não compreendemos as reivindicações femininas fora desses princípios. Somos pela indissolubilidade do matrimônio como condição máxima de garantia de família, da estabilidade do lar, da moral social, enfim. Mas, não basta impedir que o divórcio se instale em nossa lei magna; é o no código civil, quando se regular a sociedade conjugal que todo o cuidado se impõe. Combater o divórcio e deixar subsistindo na legislação civil e nos costumes as causas principais que o provocam é obra incompleta. Combatamos o mal do organismo social, ele está muito na indiferença com que consideramos e que de grosseiro temos herdado ou contagiado de raças diversas, vinculadas a nossa e má importação de práticas dissolventes de civilizações requintadamente epicuristas. Na época atual o espírito de sacrifício, o apelo a passividade e a resignação, afiguram-se de natureza e resultados muito precários&#8221;.</em></p>
<p>Martha, sem partido, e Edwiges, pelo Partido Economista de Pernambuco, foram candidatas a deputadas constituintes por Pernambuco, em 3 de maio, mas não se elegeram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37605" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><img class="wp-image-37605 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-125808.jpg" alt="Captura de tela 2024-10-30 125808" width="501" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_11/8785" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de abril de 1933</a></p></div>
<p><img src="file:///C:/Users/andrea.wanderley/Pictures/Screenshots/Captura%20de%20tela%202024-10-30%20125808.png" alt="" /></p>
<div id="attachment_37611" style="width: 1227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><img class=" wp-image-37611" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-30-153233.png" alt="A Província(PE), de maio de 1933" width="1217" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28309" target="_blank"><em>A Província</em>(PE), 31 de maio de 1933, na segunda coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de seu poema <em>Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733a/213" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, maio de 1933</a>).</p>
<p>Devido à reforma do Ensino Normal em Pernambuco, ela e mais três professoras catedráticas da Escola Normal foram postas em disponibilidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/128066_02/28213" target="_blank"><em>A Província</em> (PE), 16 de maio de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi reeleita presidente da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino para o biênio de 1933 a 1935 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/52695" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de agosto de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Na reunião semanal da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, foi uma das escolhidas para o serviço direto junto à Constituinte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/3840" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de março de 1934, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_06/4119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de maio de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Edwiges sobre os rumos do feminismo no Brasil e das propostas à Constituição (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121457" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de junho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Na Rádio Clube Recife, a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino promoveu <em>uma hora de arte</em> para comemorar <em>as vitórias alcançadas pela mulher na nova Constituição do país</em>. O evento foi aberto por Edwiges (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/121676" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de julho de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi admitida na Associação de Imprensa de Pernambuco como sócia colaboradora (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/12670" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de setembro de 1934, segunda coluna</a>)</p>
<p>Falecimento de seu irmão, o desembargador Virgílio de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/54704" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de setembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Publicação de seu artigo intitulado <em>Natal</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55148" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de dezembro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrou o júri do Concurso Feminino promovido pelo <em>Diário de Pernambuco. </em>Os trabalhos foram divididos nas categorias puramente literários e de interesse educativo e social (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/13593" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span> &#8211; Foi sucedida por Emília Barbosa Viana Marchesini na presidência da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, tornando-se sua presidente honorária.</p>
<p>Publicação do artigo <em>A Arte de Conversar</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/123088" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de fevereiro de 1935</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Dia das Mães</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/55815" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 11 de maio de 1935, segunda coluna</a>).</p>
<p>Proferiu a palestra de abertura da Semana do Livro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/17188" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 12 de novembro de 1935, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; Era a segunda vice-presidente da Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/65800" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 30 de junho de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p>Discursou durante a visita da escritora Carolina Nabuco (1890-1981) à Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/58409" target="_blank"><em>Jornal Pequen</em>o, 6 de novembro de 1936, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Recebeu 39 votos no plebiscito promovido pela revista <em>O Malho</em> para saber quem seriam as mulheres que mereceriam ingressar na Academia Brasileira de Letras. As cinco primeiras colocadas foram Maria Eugênia Celso (1886-1963), Gilka Machado (1893-1980), Alba Canizares (1893-1944), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank">Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896-1971) </a>e Henriqueta Lisboa (1901-1985) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/86755" target="_blank"><em>O Malho</em>, 14 de janeiro de 1937, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleita para integrar a comissão da <em>Revista da Academia Pernambucana de Letras</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/74088" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de março de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das eleitoras do concurso <em>Príncipe dos Poetas Brasileiros</em> promovido pela revista<em> Fon-Fon</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/94535" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de abril de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ela e outras integrantes da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino estiveram presentes à inauguração da Escola de Enfermagem de Olinda, fundada sob os auspícios da associação (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/25686" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de agosto de 1937, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi uma das palestrantes da 7ª Semana Anti-Alcoólica (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/705110/124413" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 30 de outubro de 1937, última coluna</a>).</p>
<p>Em 22 de dezembro, foi instalado o Estado Novo que, de acordo com o Decreto-lei n. 37, de 02 de dezembro de 1937, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas (1882-1954), proibia a existência de partidos políticos e organizações civis.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Esteve presente à cerimônia da entrega solene da Escola de Enfermagem de Olinda à prefeitura da cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_11/30610" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 1938, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Foi a autora da letra do Hino Escolar João Barbalho, musicado pela também professora Maria do Carmo Santos Barbosa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_03/1300"><em>Diário da Manhã</em>, 24 de outubro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Publicou o livro<em> Um passado que não morre,</em> uma homenagem póstuma ao historiador João Baptista Regueira Costa (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/12932"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de outubro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p>Proferiu, na Academia Pernambucana de Letras a conferência <em>A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>Na introdução deste trabalho escreveu sobre sua motivação para escrevê-lo<em>: como “<em>única mulher membro deste sodalício, competia-me, por vários motivos, a explanação do assunto, que em mim se integra por uma longa fase de cátedra e de suas afinidades sociais</em>” .</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946 </strong></span>- Foi uma das colaboradoras da primeira edição da revista<em> Capibarib</em>e, dirigida por Jorge Medeiros de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/75165" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de junho de 1946, terceira coluna</a>).</p>
<p>Tomou posse como uma das integrantes do Conselho Consultivo da filial pernambucana da Liga Internacional Mulheres, fundada no Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_12/23336" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1946, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/41678" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1° de setembro de 1946, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada na edição de dezembro da <em>Revista da Academia Brasileira de Letras</em> a conferência<em> A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra. </em>O texto integrou uma série de 28 conferências organizada pela Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/139955/21023"><em>Revista Brasileira</em>, dezembro de 1946</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1947</strong></span> &#8211; Foi recebida na Federação das Academias de Letras no Brasil, no Rio de Janeiro <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/49048" target="_blank">, 1° de outubro de 1947, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> &#8211; Fez uma visita de despedida à Federação das Academias de Letras no Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/51226" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de fevereiro de 1948, terceira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão, Eurico de Sá Pereira (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/78646" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de maio de 1948, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Seu apoio ao envio de uma mensagem de solidariedade da Academia Pernambucana de Letras ao Salão de Poesia escandalizou o acadêmico Mário Melo (1884-1959), que combatia a poesia moderna (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/79343" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de outubro de 1948, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong> </span>- Participou de um almoço, no restaurante Torre de Londres, em homenagem à escritora Maria das Graças dos Santos Leite pela publicação do livro <em>Alma em vigília</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/84472" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de agosto de 1951, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1952</strong> </span>- Falecimento de sua irmã, Fredovinda, funcionária aposentada do Tribunal de Justiça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/10599"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de abril de 1952, primeira coluna</a>).</p>
<p>Colaborou na terceira edição da <em>Revista Pernambucana</em>, dirigida por Getúlio Amaral e Olympio Fernandes (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/86784"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de dezembro de 1952, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong></span> &#8211; Escreveu um artigo sobre a poetisa baiana Ilka Sanchez (1922-?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18158"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de novembro de 1953, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Austro Costa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/18383"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de novembro de 1953, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong> </span>- Escreveu o artigo <em>“Rosa de Pedra”: poesias de Zila Mamede</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20026"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de fevereiro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Imagens e Sombras</em> sobre o novo livro do poeta Costa Rego Junior (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/20517"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de abril de 1954, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesia</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/21605"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1954, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na coluna<em> “</em>Vida religiosa”, publicação do artigo<em> Obra Social de Grande Vulto</em>, de sua autoria, sobre o Centro Social Nossa Senhora da Soledade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/23317"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de setembro de 1954, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1955 &#8211; </strong></span>Publicação de seu poema <em>Saudade</em>, dedicado à poetisa Maria das Graças Santos Leite (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/28196"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de julho de 1955, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1956 -</span> </strong>Publicação do artigo <em>Cartas</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/33246"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 e 22 de abril de 1956, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Poesias de Pierre Luz</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/35972"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1956, sexta coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1958</strong> </span>- Faleceu, em 14 de agosto, em sua casa, no bairro do Espinheiro, no Recife, vítima de uma trombose cerebral (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50195" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de agosto de 1958, penúltima coluna</a>). Nunca se casou nem teve filhos, mas sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, em um depoimento de 2010, revelou que Edwiges se arrependia de não ter sido mãe solteira (<a href="https://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/revista_brasileira_103_internet.pdf" target="_blank"><em>Revista Brasileira</em>, abril maio, junho de 2020, página 69)</a> .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37651" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><img class="wp-image-37651 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges13.jpg" alt="edwiges13" width="392" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/50927" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de setembro de 1958</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37652" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><img class="wp-image-37652 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges14.jpg" alt="edwiges14" width="527" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/51513" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 7 de outubro de 1958</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi homenageada na Academia Pernambucana de Letras e a professora, educadora e escritora Dulce Chacon (1906-1982) pronunciou um discurso intitulado <em>Edwiges de Sá Pereira – Escritora, acadêmica e professora</em>, no qual dissertou sobre o respeito e carinho que a homenageada tinha para com os membros da referida agremiação, e em seguida, traçou um perfil de sua vida e obra. No ano seguinte, o discurso foi <em>reunido em plaquette</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/51315"><em>Diário de Pernambuco, </em>28 de setembro de 1958, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/53978"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37670" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><img class="wp-image-37670 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/edwiges15.jpg" alt="edwiges15" width="264" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/029033_13/53978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de janeiro de 1959</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1960</strong></span> &#8211; Publicação, por iniciativa de sua sobrinha Hebe de Sá Pereira, de seu livro <em>Horas inúteis</em>, uma reunião de poemas escritos por ela, com prefácio do escritor e imortal da Academia Pernambucana de Letras, Jordão Emerenciano (1919-1972). O livro é composto por 53 poemas, alguns inéditos e outros que já haviam sido publicados em periódicos. No prefácio desta publicação póstuma, o professor Jordão Emereciano, fez breves considerações sobre a personalidade da autora, da sua importância para a história da Academia Pernambucana de Letras e sobre o valor desta publicação para o campo literário do estado. Para ele, este livro, era “um pouco a síntese de tudo isto porque os seus sonetos e poemas contêm os reflexos de sua atividade variada e diversificada e a motivação de toda uma vida que teve também os seus dias de luta e de sonho, de ideal e de poesia” (<em>Revista Ágora, Vitória, n.13, 2011, p. 1-16 ).</em></p>
<p>A seguir, um trecho do prefácio:</p>
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<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/edwiges3.jpg" alt="edwiges3" /></p>
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<p>Publicação de seu poema <em>Capitólio</em>, onde se evidenciava sua formação parnasiana.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Hás de viver eternamente, ó verso, / Nos velhos moldes: no esplendor que anima / A luz no movimento do Universo! / O amor na lei da Natureza oprima! // Quando não mais surgisse um som disperso / Do hemisfério, da métrica e da rima, / Sobram-te louros de um parnaso terso: / Nunca a seara dos Gênios se dizima! // Não medra o esforço do que finge odiar-te. / Qual haverá que um dardo acerte dentre / Os que desdenham teu prestigio de arte? // Qual haverá que um poema legue, ovante, / Ao mundo, e o mundo o leia e se concentre / Como se lê Camões, Homero, Dante?!&#8221;</em></span></p>
<p>Dulce Chacon foi eleita para ocupar a vaga de Edwiges na Academia Pernambucana de Letras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_13/60444"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de novembro de 1959, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- Em seu livro de memórias, intitulado <em>Medo de Criança</em> (1979), Dulce Chacon revelou: “<em>Tenho estado a pensar nos belos livros que Edwiges de Sá Pereira deixou reunidos, já datilografados, prontos para a impressão. Nos derradeiros anos, ver os seus três livros em letra de forma constituiu para ela o maior desejo”</em> (Chacon, 1979:265). Os livros que a autora se refere, são: <em>Eva Militante</em>, <em>Jóia de Turco </em>e <em>Horas Inúteis</em>. Sobre <em>Eva militante</em>, Dulce comentou que Edwiges havia feito uma análise de alguns aspectos dos problemas enfrentados pela mulher brasileira “<em>no lar ou nas atividades externas, nas profissões liberais, ou na burocracia, aviadora, magistrada, prefeita, deputada, escrivã, professora</em>”. Ainda segundo Chacon, no livro <em>Jóia de Turco</em>, Edwiges havia reunido algumas de suas crônicas sobre acontecimentos nacionais e internacionais, já publicadas em jornais, <em>“inspiradas no noticiário e nos telegramas, nas conversas de rua e na leitura de livros, tirando-os da sombra ou de um recanto do passado para dar-lhe vida, movimento, graça, sentido poético e conteúdo humano”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/editorx08,+Gerente+da+revista,+Walter+469+-+479.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: Uma voz pernambucana no Segundo Congresso Internacional Feminista (Rio de Janeiro, 1931)</em></a>, 2017.</p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do. <em><a href="https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/5044/3810" target="_blank">“Um passado que não morre”: traços biográficos de Edwiges de Sá Pereira</a>. Revista Ágora, Vitória, </em>n.13, 2011, p. 1-16.</p>
<p>AMARAL, Walter Valdevino do; RIBEIRO, Emanuela Souza. <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/34670/1/EDWIGES%20DE%20S%C3%81%20PEREIRA%20UM%20BREVE%20OLHAR%20SOBRE%20A%20POESIA%20%20-%20I%20SEMIN%C3%81RIO%20NACIONAL%20FONTES%20HIST%C3%93RICAS%20GT%2022%202009.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: um breve olhar sobre a poesia feminina pernambucana</em></a>, 2009.</p>
<p>BARBOSA, Izabelle Lúcia de Oliveira. <a href="https://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434419764_ARQUIVO_ArtigocompletoIzabelleAnpuh2015.pdf" target="_blank"><em>Os movimentos feministas pernambucanos e o debate em torno do divórcio (1926-1937)</em></a>. XVIII Simpósio Nacional de História. Florianópolis, Santa Catarina, 2015.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/titulos-impressos-periodicos-literatura/o-lyrio-revista-mensal/" target="_blank">BNDigital</a></p>
<p>CAMPOS, Andrea Almeida Campos.<a href="https://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/revista_brasileira_103_internet.pdf" target="_blank"> <em>Edwiges de Sá Pereira: Uma feminista vitoriana na primeira metade do século XX</em></a> in Revista Brasileira, abril, maio, junho de 2020, página 59.</p>
<p>CAMPOS, Zuleica Dantas Pereira. <a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/36754/1/EDWIGES%20DE%20S%c3%81%20PEREIRA%20UM%20DISCURSO%20PARA%20E%20PELA%20MULHER%20-%20ANAIS%20DE%20EVENTO%20I%20COL%c3%93QUIO%20INT.%20DE%20HIST%c3%93RIA%20GT%2012%202008.pdf" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira: um discurso para e pela mulher</em></a>. In: I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA. GT12: Gênero, Sociabilidades e Sensibilidades. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), 1º, 2008. Anais [&#8230;]. Campina Grande &#8211; PB, 2008.</p>
<p>COSTRUBAL, Deivid Aparecido. <em><a href="https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/9d447ee8-34e6-4faa-bf90-a37319883e6f/content" target="_blank">Para além do sufragismo: A contribuição de Júlia Lopes de Almeida à história do feminismo no Brasil (1892-1934).</a> </em>Tese apresentada à Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP – Universidade Estadual Paulista para a obtenção do título de Doutor em História (Área de conhecimento: História e Sociedade), 2017.</p>
<p>FAGUNDES, Emelly Sueny Fekete. <a href="http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/bitstream/tede2/7811/2/Emelly%20Sueny%20Fekete%20Facundes.pdf" target="_blank"><em>Uma das faces do feminismo em Pernambuco: Transgressões e permanências na trajetória da Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino (1931-1937)</em></a>.  2018. 181 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em História) &#8211; Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>NASCIMENTO, Alcileide Cabral do. <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/w9VDtDpCdVFf5vwXVqWpcGm/?lang=pt" target="_blank"><em>O bonde do desejo: o Movimento Feminista no Recife e o debate em torno do sexismo (1927-1931). </em>R</a>ev. Estud. Fem. 21 (1) <span class="_separator">• </span>Abr 2013.</p>
<p>PEDROSA, Cida. <em>A Eva militante e todas as horas úteis para a mulher e pela mulher</em>. Revista Hexágono, 2020.</p>
<p>SCHUMAHER, Shuma; BRAZIL, Érico Vital (Org.). Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.</p>
<p>SILVA, Martia Angélica Pedrosa de Lima. <a href="https://www.en.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/1499473791_ARQUIVO_TRABALHOCOMPLETO.pdf" target="_blank"><em>Entre engajamentos e manifestos: a inserção de Edwiges de Sá Pereira nos espaços públicos do Recife (1920-1935)</em>.</a> Seminário Internacional Fazendo Gênero, Florianópolis, Santa Catarina, 2017.</p>
<p><a href="https://aplpernambuco.com.br/" target="_blank">Site Academia Pernambucana de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.tre-pe.jus.br/comunicacao/noticias/2023/Fevereiro/conheca-a-historia-das-pioneiras-na-luta-pelo-voto-feminino-em-pe" target="_blank">Site Tribunal Eleitoral de Pernambuco</a></p>
<p>VAINSSENCHER, Semira Adler. <a href="https://www.caestamosnos.org/pesquisas_Semira/pesquisa_semira_adler_Edwiges_de_Sa_Pereira.htm" target="_blank"><em>Edwiges de Sá Pereira</em></a>.</p>
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		<title>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 12:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde a invenção da fotografia as mulheres atuaram nos bastidores ou à frente de estabelecimentos fotográficos: filhas, esposas ou parentes dos fotógrafos proprietários do negócio comumente trabalhavam nos ateliês e raramente recebiam crédito pelo trabalho que realizavam. Então hoje, quando é comemorado o Dia Internacional da Fotografia pu Dia Mundial da Fotografia, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores breves perfis das fotógrafas ou administradoras de estabelecimentos fotográficos no Brasil no século XIX e no início do século XX: Leocadia Amoretti, Madame Lavenue, Maria B. de M. Faria, Maria Izabel da Rocha, Roza Augusta, Elvira Pastore, Fanny Volk, Gioconda Rizzo, Hermina de Carvalho Menna da Costa e Madame Reeckell. Publicamos também cronologias das últimas cinco citadas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>“O trabalho das mulheres é brilhante. Desde o advento da fotografia a mulher atuou em todos os campos da fotografia”.</em></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Stefania Brill (1922 &#8211; 1992), fotógrafa, curadora e crítica de fotografia,</p>
<p style="text-align: right;">durante um debate no Museu da Imagem e do Som, de São Paulo (MIS-SP),</p>
<p style="text-align: right;">sobre a mulher na fotografia, em 1981</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank">invenção da fotografia, em 1839</a>, as mulheres atuaram nos bastidores e, eventualmente, à frente dos estabelecimentos fotográficos: filhas, esposas ou parentes dos fotógrafos proprietários do negócio comumente trabalhavam nos ateliês e raramente recebiam crédito pelo trabalho que realizavam. Então hoje, quando é comemorado o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank">Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia</a>, a Brasiliana Fotográfica, com muita satisfação, traz para seus leitores perfis de algumas mulheres fotógrafas ou administradoras de estabelecimentos fotográficos que atuaram no século XIX e nas primeiras décadas do século XX no Brasil. Foram importantes para o desenvolvimento da fotografia no país mas eram, normalmente, invisibilizadas.</p>
<p>Não se conhecem muitas até hoje. Por exemplo, na importantíssima obra de referência sobre a fotografia no Brasil, o <em>Dicionário Histórico -Fotográfico Brasileiro </em>(1982), de autoria do professor Boris Kossoy (1941-), ponto de partida de todas as pesquisas sobre fotógrafos do século XIX  que realizo para a Brasiliana Fotográfica, entre centenas de verbetes sobre fotógrafos que atuaram no Brasil no período de 1833 a 1910, há somente oito mulheres listadas.</p>
<p>São elas: Fanny Volk, que atuou no Paraná; Hermina de Carvalho Menna da Costa, em Pernambuco; Leocadia Amoretti e Madame Lavenue, no Rio de Janeiro; Madame Reeckel, no Rio Grande do Sul; <span style="color: #000000;">Maria Brasilina de Magalhães Faria</span>, no Espírito Santo; Maria Izabel da Rocha, em Sergipe; e Roza Augusta, na Paraíba. Além da publicação de breves perfis destas fotógrafas, publicamos o perfil de Gioconda Rizzo e de Elvira Pastore, além de cinco cronologias: a destas duas últimas, a de Fanny Volk, a de Hermina de Carvalho Menna da Costa e a de Madame Reeckell.</p>
<p>A Fundação Joaquim Nabuco, parceira da Brasiliana Fotográfica, possui em seu acervo, na Coleção Francisco Rodrigues, retratos de autoria da pioneira Hermina de Carvalho Menna da Costa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11117" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11117/fr_000677.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="309" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11117" target="_blank">Hermina de Carvalho Menna da Costa. Julia de Albuquerque Araújo, 188?. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal, possui uma <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><em>carte de visite</em></a> produzida pela portuguesa Madame Reeckell, registros produzidos por Gioconda Rizzo e fotografias produzidas por Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918). Sabemos que Elvira (1876 &#8211; 1972), sua mulher e parceira profissional, trabalhava no estúdio e era a responsável pelos serviços de fotopintura, revelação e acabamento das fotografias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 385px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11144" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11144/014MRC001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="375" height="588" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11144" target="_blank">Izabel Jacintha Reeckell; Photographia Allemã; Madame Reeckell. Retrato de homem não identificado, c. 1876. Porto Alegre, RS / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29168" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-001.jpg"><img class="wp-image-29168" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-001-769x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo, s/d. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="360" height="479" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2123" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2123/004VP037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2123" target="_blank">Vincenzo Pastore. Elvira Leopardi Pastore e sua filha primogênita, Costanza, c. 1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pioneiras representadas nos acervos fotográficos de parceiros da Brasiliana Fotográfica</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil de Elvira Leopardi Pastore (1876 &#8211; 1972)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27980" style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-27980 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/pastore10.jpg" alt="O casal Pastore, na capa / " width="187" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">O casal Pastore, no Álbum de Recordações Vicente e Elvira Pastore / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 33 / Coelção Dante Pastore</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A italiana Elvira Leopardi Pastore (1876 &#8211; 1972) foi casada com o fotógrafo italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>, que foi um importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX. A obra de Vincenzo ficou, durante décadas, em uma caixa de charutos, sem negativos. As ampliações desse material foram produzidas por Elvira, sua parceira no estúdio fotográfico e na vida. Mas o segredo de família chegou ao fim quando as fotografias foram herdadas por seu neto, o pianista e professor Flávio Varani, que as doou – 137 imagens – para o Instituto Moreira Salles, em 1996.</p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p style="text-align: left;">Elvira trabalhava no laboratório do estúdio e era a responsável pelos serviços de fotopintura e acabamento. Era ela, também, que registrou, entre 1898 e 1918, em um caderno de anotações, intitulado &#8220;<em>A arte de fotografar e revelar</em>&#8220;, o trabalho realizado no laboratório, as fórmulas fotográficas e as técnicas de fotopintura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2122/004VP035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank">Vincenzo Pastore. Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia, c. 1908. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo relatos dos filhos mais velhos do casal, eles trabalhavam muitas horas juntos, às vezes, até de madrugada, para atender os prazos de entrega. Era dessa parceria que vinha a sobrevivência da família.</p>
<p style="text-align: left;">Em seu diário, após ficar viúva, Elvira escreveu aos filhos:</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O dia em que vocês mancharem, mesmo que só com uma mancha pouco perceptível, o nome que aquele anjo lhes deixou, eu os renegarei, eu não lhes darei mais a minha bênção, porque não serão mais dignos dela. Deus e a Virgem do Carmo os ajudem a afastar essa desgraça e os abençoe&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: left;">Vincenzo havia iniciado suas atividades fotográficas, no Brasil, em São Paulo, em 1894. Retornou à Itália e, em 1897, quando estava em Potenza, na região de Basilicata, ele se casou com Elvira Leopardi Pastore (1876 &#8211; 1972). Tiveram 10 filhos: Costanza (1899-?), Beatriz (1902-?), Maria Lucia (1903 &#8211; 1988), Francisco (1905 &#8211; 1985), Pion Donato (1906-?), Eleonora ( 1908-1992), Olga (1909-?), Carmelita (1910 -?), Dante (1912-?) e Redento (1915 &#8211; 1918). No ano seguinte ao casamento, ele já possuia um estabelecimento fotográfico em Potenza. Em 1899, o casal veio para o Brasil, estabelecendo-se, em São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1900, os Pastore possuíam um estabelecimento fotográfico na Rua da Assembleia, nº 12 (depois Rua Rodrigo Silva), onde também residiam. Em nota no <em>Estado de São Paulo</em>, edições de 22 e 23 de outubro de 1900, anunciava: “<em>Dá de presente aos seus clientes seis photographias / novo formato Elena, em elegantíssimos cartõezinhos ornados, só 4$500 e por poucos dias</em>”.</p>
<p style="text-align: left;">A irmã de Elvira, Avelina Leopardi de Mauro, também trabalhava com fotografia em parceria com seu marido, José de Mauro, que havia aprendido fotografia e trabalhado com o próprio Vincenzo Pastore e que assumiu o ateliê da Rua da Assembleia quando foi inaugurado, em 1907, o estabelecimento dos Pastore na Rua Direita. A filha do casal de Mauro, Aurélia Figueiredo, também colaborava fazendo retoques no estúdio da família.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333300;">Com sua câmara Vincenzo Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana. </span>Registrou cenas de ruas de São Paulo com uma câmara de pequeno formato, produzindo imagens diferentes das realizadas, durante o século XIX, com câmeras de grande formato sobre tripés, tendo sido um dos pioneiros da nova linguagem da fotografia do século XX. É o autor de uma panorama de São Paulo a partir do Largo de São Bento e também fotografou eventos e prédios da capital paulista. Em seu estúdio, dedicava-se, com sucesso, ao retrato. Produzia <em>retratos mimosos</em>, que tinham como padrão o recorte losangular, mas os tamanhos e os tipos de cartões variavam. Oferecia serviços variados como imagens em esmaltes para broches, autocromos, platinotipias e fotominiaturas. Fazia montagens com desenhos e retratos de múltipla exposição, revelando um traço de humor. Também contemplou temas bucólicos e produziu ensaios com temas religiosos, muitas vezes com o uso de composições alegóricas.</p>
<p style="text-align: left;">Vincenzo faleceu, prematuramente, em 15 de janeiro de 1918, devido a complicações após uma cirurgia de hérnia &#8211; era alérgico e foi anestesiado com clorofórmio. Elvira tentou continuar com o estúdio, mas não foi possível. O fotógrafo e amigo da família, Michelle Rizzo (1869 &#8211; 1939), chegou a emprestar seu funcionário Carlos Tornatti para ajudar. Porém, para sustentar os 10 filhos, ela vendeu tudo, até os negativos de vidro e foi lecionar italiano no Colégio Dante Alighieri.</p>
<p style="text-align: left;">Passou a reunir, selecionar e organizar recordações da vida de Vincenzo que pudessem preservar a memória do marido. Havia um caderno pessoal, outro reunindo recortes de matérias de jornais do Brasil e da Itália e o Álbum de recordações Vicente e Elvira Pastore com documentos pessoais, boletins, cartas e fotografias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28537" style="width: 531px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28537 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/elvira.jpg" alt="elvira" width="521" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Capa e primeira página do Álbum de Recordações Vicente e Elvira Pastore / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 33 / Coleção Dante Pastore</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27938 " target="_blank"><span style="color: #800000;">Acesse aqui a Cronologia de </span><span style="color: #800000;">Elvira Leopardi Pastore<strong> </strong>(1876 &#8211; 1972) e Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Breve perfil de Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004)</span></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29169" style="width: 440px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-004.jpg"><img class=" wp-image-29169" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-004-684x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="430" height="644" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“Fotografia é uma coisa maravilhosa, que a gente tira o retrato quando era criança e depois quando é velho está vendo a figura dele quando era criança, é uma coisa maravilhosa. É muito bonito!”</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, 2002</p>
<div id="attachment_28034" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28034 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda.jpg" alt="Autorretrato de Gioconda Rizzo" width="279" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1913. <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 35.</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong> </strong></span></p>
<p>O avô da paulistana Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004), Vincenzo Rizzo, já se encontrava em São Paulo, em 1887, e era fabricante de cerveja (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/811505/1234" target="_blank"><em>L´Italia</em>, 21 de maio de 1887, quarta coluna)</a>. Seu filho e pai de Gioconda, Michelle (Miguel) Rizzo (1869 &#8211; 1939), sofreu um acidente que afetou seus olhos. Foi para a Itália se tratar, sem sucesso, e lá aprendeu fotografia com B. Lauro, retratista da família real italiana.</p>
<p style="text-align: left;">Já de volta ao Brasil, Michelle inaugurou, em 10 de março de 1892, a Photographia Central, na Rua Direita nº 55, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, de 10 de março de 1892, página 1, antepenúltima coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28027" style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo.jpg"><img class="size-full wp-image-28027" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 10 de março de 1892, página 1, antepenúltima coluna" width="574" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 10 de março de 1892</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasil.estadao.com.br/blogs/album-de-retratos/wp-content/uploads/sites/481/1.2-NosEst-39_1.jpg" alt="Verso de uma foto tirada no ateliê da família Rizzo" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 15 de maio de 2012</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em um anúncio veiculado pelo <em>Fanfulla</em>, de 8 de agosto de 1896, página 4, Michelle anunciava-se como proprietário da<em> primeira photografia italiana no Brazil</em>. Em 1906, estava na relação de fotógrafos italianos que atuavam em São Paulo (<em>Il Brasile e gli Italiani</em>, 1906, página 1165).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28036" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28036 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda1.jpg" alt="Michelle Rizzo" width="167" height="252" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Michelle Rizzo, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 36</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28540" style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28540 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/rizzo.jpg" alt="Cartão de Boas Festas do atelê de Michelle Rizzo, 1906. São Paulo, SP / Coleção de Rubens Fernandes Filh" width="512" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Cartão de Boas Festas do ateliê de Michelle Rizzo, 1906. São Paulo, SP / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 86 / Coleção de Rubens Fernandes Junior</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Foi com ele, seu grande incentivador, que Gioconda iniciou seus experimentos em fotografia, tendo sido a primeira mulher a ter um estabelecimento fotográfico, em São Paulo, a Photo Femina, aberto em 1914. Desde a adolescência Gioconda só enxergava com o olho direito. Sempre foi apaixonada por fotografia e aos 12 anos tirou um autorretrato e também fotografou uma amiga:</p>
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<div id="attachment_28037" style="width: 141px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28037 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda2.jpg" alt="gioconda2" width="131" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1912, do Acervo da Família Rizzo / <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 39</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Eu comecei a tirar foto de mim mesma&#8230; então meu pai quando viu aquela chapa&#8230; a primeira coisa que fiz&#8230; viu a chapa&#8230; disse: “Quem foi que fez isso?” “Fui eu papai”; ele disse: “Ihhhh! Esta vai me passar a perna!”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em> </em>Depoimento de Gioconda Rizzo a Carla Ibrahim. São Paulo, setembro de 2002.</p>
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<p style="text-align: left;">Michelle muitas vezes viajava para o interior, de onde enviava fotografias para processamento, retoque e finalização em São Paulo. Quando estava ausente, seu filho Armando (1894 &#8211; 19?) cuidava dos negócios. Gioconda trabalhava com o irmão e participava desde a recepção e ambientação dos clientes no ateliê até o trabalho de revelação e acabamentos, como retoques e acondicionamento das fotos em álbuns, molduras ou estojos. Conhecia e dominava todas as etapas do processo fotográfico.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1914, Michelle abriu para Gioconda o ateliê Femina, também na Rua Direita, número 8A, perto do seu, que ficava, então, na mesma rua, no número 10 C. O Femina atendia somente crianças e mulheres, pois, na época, não era adequado que uma mulher ficasse sozinha na presença de homens. Mesmo com essa restrição, a mãe de Gioconda, Giuseppina, sempre a acompanhava em  suas sessões fotográficas.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Fui a primeira fotógrafa a se especializar em fotos assim. Fotografei, então, muitas mulheres de barões do café e muitas atrizes. Todas gostavam de minha maneira de fazer as fotos porque eu enfocava só meio corpo, realçando o rosto e usando tapetes nas paredes para servirem de fundo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, <em>Folha de São Paulo</em>, 12 de abril de 1982</p>
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<p style="text-align: left;">Ainda em 1914, na revista <em>A Cigarra</em>, edição de 31 de dezembro, na seção &#8220;A Formiga”, foi publicada uma fotografia de autoria de Gioconda Rizzo com a assinatura do ateliê Femina.</p>
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<div id="attachment_28041" style="width: 204px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda5.jpg"><img class="wp-image-28041 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda5.jpg" alt="Fotografia de autoria de Gioconda Rizzo / A Cigarra, 31 de dezembro de 1914" width="194" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia de Wanda Massucci (a maior), de autoria de Gioconda Rizzo / <em>A Cigarra</em>, 31 de dezembro de 1914</p></div>
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<p style="text-align: left;">Para criar diferentes figurinos e cenários, Gioconda possuia em seu estúdio almofadas, banquinhos, diversas cadeiras, colunas de mármore, estátuas de cães, laços, sombrinhas, véus, e outros objetos e adereços. Fazia também uso de uma balança para fotografar bebês, como sua filha, Wanda Pasqualucci (1926-), retratada, em 1926, na foto abaixo.</p>
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<div id="attachment_28039" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28039 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda4.jpg" alt="gioconda4" width="311" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Wanda Pasqualucci, 1926, fotografada por sua mãe, Gioconda Rizzo, do Acervo da Família Rizzo / <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 46</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Criava poses que descontraíssem suas clientes, que tinham uma tendência a ficar muito sérias na hora da foto. Buscava em seus retratos a beleza, a sensualidade. Criava uma atmosfera de sonho, romântica. Suas retratadas sorriam, deixavam ombros e colos muitas vezes desnudos e os cabelos soltos, sem chapéus, enfeitados com flores.</p>
<p style="text-align: left;">Gioconda participou, trabalhando no pavilhão<em> Gradisca</em>, da quermesse realizada no parque da avenida Paulista, promovido pela sub-comissão italiana do bairro da Consolação para socorrer as famílias dos reservistas que haviam partido para a Itália (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/36445" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de julho de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em torno de 1916, Michelle trouxe da Itália o <em>flash</em> de magnésio que possibilitava a captação de poses mais rapidamente, o que facilitava enormemente fotografar crianças. Uma vez, Gioconda sofreu uma queimadura na mão direita quando utilizava a nova ferramenta. Também por volta deste ano, seu irmão, Vicente, descobriu que o ateliê Femina recebia cortesãs francesas e polonesas e contou para Michelle, que decidiu fechá-lo. Gioconda voltou a trabalhar com seu pai e seu irmão, Armando Rizzo. Passaram a produzir fotografias coloridas a óleo e a fazer fundos de paisagens aplicadas nas chapas. Também produziam muitas fotos de formaturas de escolas e faculdades.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1926, Gioconda casou-se com o comerciante Onofre Pasqualucci (c. 1898 &#8211; 1935) e, no mesmo ano, nasceu sua única filha, Wanda.</p>
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<div id="attachment_28043" style="width: 481px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda7.jpg" alt="Gioconda Rizzo" width="471" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank">Gioconda Rizzo</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 1931, devido à crise financeira deflagrada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York, a família Rizzo fechou, após cerca de 40 anos de funcionamento, o ateliê da Rua Direita, e abriu outro na Rua Líbero Badaró, 63, chefiado por Armando. Nesse mesmo ano, Gioconda fotografou a Miss Universo, Yolanda Pereira (1910 &#8211; 2001).</p>
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<div id="attachment_28042" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28042 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda6.jpg" alt="A Miss Universo Yolanda Pereira fotografada por Gioconda, em 1931, do Acervo da família rizzo / " width="246" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">A <a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Miss Universo Yolanda Pereira fotografada por Gioconda, em 1931, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 69</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Ela aprendeu as técnicas de fotografias fundidas em esmalte para joias com o fotógrafo espanhol Medina, estabelecido no Rio de Janeiro. Adaptou as técnicas à porcelana e passou a produzir fotojoias e decorações tumulares para o ateliê Photo do Carmo, do italiano Sestilio Fiorelli. Instalou em sua casa, no bairro do Cambuci, um ateliê e um forno para a produção das peças, que eram vitrificadas a uma temperatura de 1.000º C.</p>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essas fotos em porcelana dão muito trabalho e se desenvolvem em várias fases até que se consegue uma película aplicada sobre a louça. Queima-se então a uma temperatura de 1000 graus e está pronta&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, <em>Folha de São Paulo</em>, 12 de abril de 1982</p>
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<div id="attachment_29170" style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-007.jpg"><img class=" wp-image-29170" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-007-896x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="459" height="525" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos em porcelana de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 14 de junho de 1935, Gioconda ficou viúva e foi com a fotografia em porcelana que sobreviveu com sua filha. Aposentou-se na década de 60.</p>
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<div id="attachment_28049" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda9.jpg"><img class="size-full wp-image-28049" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda9.jpg" alt="O Estado de S]ao Paulo, 15 de junho de 1935" width="500" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paul</em>o, 15 de junho de 1935</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cinco décadas mais tarde, entre 12 e 30 de abril de 1982, houve uma exposição de parte de sua obra na Galeria Fotoptica, em São Paulo: 20 fotos em papel, 15 em porcelana e algumas coloridas a óleo.</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu em 22 de março de 2004, pouco antes de completar 107 anos, e foi sepultada no Cemitério da Consolação.</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: a capa do livro <em>Anarquistas, Graça a Deus</em>, da escritora Zélia Gattai (1916 &#8211; 2008), foi ilustrada com uma foto da família Da Col &#8211; Gattai, de autoria de Gioconda.</p>
<p style="text-align: left;">Abaixo, reprodução do texto <em>O real e a representação nos retratos de Gioconda</em>, de autoria da fotógrafa e crítica de arte Stefania Bril (1922 &#8211; 1992), publicado em <em>O Estado de São Paulo</em>, de 30 de abril de 1982:</p>
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<p style="text-align: left;"><img class=" size-full wp-image-28028 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo2.jpg" alt="rizo2" width="665" height="431" /><img class=" size-full wp-image-28029 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo3.jpg" alt="rizo3" width="684" height="429" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28030 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo4.jpg" alt="rizo4" width="690" height="240" /></a></p>
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<p><a href="https://youtu.be/Nd6P_m1GP78%20" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acesse aqui uma entrevista com Gioconda Rizzo para o programa Moviola</span></a></p>
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<div style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/6/68/Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png?20181122033115" alt="Ficheiro:Gioconda Rizzo 2003 por Maíra Soares.png" width="387" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png" target="_blank">Gioconda Rizzo fotografada por Maira Soares, em 2003 / Wikipedia</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28653" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004)</a></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil de Hermina de Carvalho Menna da Costa (18? &#8211; ?), pioneira da fotografia em Pernambuco</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11098" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11098/fr_000079.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="526" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11098" target="_blank">Hermina de Carvalho Menna da Costa, adolescente retratada entre 1884 e 1889. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros e brasileiros estabeleceram ateliês fotográficos em Recife, tornando a cidade <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822" target="_blank">uma referência importante na história da fotografia no Brasil</a>. Alguns dos mais importantes, representados no acervo da Brasiliana Fotográfica, foram o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18-?-19?)</a>, o francês nascido na Itália <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828-1877)</a>, o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860-1919)</a>, os pernambucanos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18?-1901)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861-1921)</a>, o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830-1912)</a> e o europeu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18?-?). </a></p>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;">
<p>Outros fotógrafos que atuaram em Pernambuco no século XIX foram Agio Rio Pedro da Fonseca, Antônio Lopes Cardoso, A.W. Osborne, Borges de Mello, Cincinato Mavignier, Daniel Bérard, Eduardo Gadaut, Eugênio, Firmino, Flosculo de Magalhães, Francisco Labadie, Frederico Ramos, Hermina de Carvalho Menna da Costa, João José de Oliveira, João Firpo, J. B. Thoma, Joaquim Canelas de Castro, Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), Lins, Louis Piereck, Ludgero Jardim da Costa, Manoel Inocêncio Menna da Costa, Manoel Ribeiro Filho, Manoel Tondella, Mauricio, Monteiro e Roberto.</p>
<p>Dentre eles, havia uma mulher: Hermina de Carvalho Menna da Costa, considerada, até o momento, a primeira mulher fotógrafa de Pernambuco. Porém, pouco se sabe sobre ela.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=hermina" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Hermina Menna da Costa  disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></p>
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<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11103" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11103/fr_000206.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11103" target="_blank">Hermina de Carvalho Menna da Costa. Francisco Ernesto de Souza Limeira, 188?. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
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<p>Não se sabe até o momento nem o ano nem o local exato de nascimento e morte de Hermina de Carvalho Menna da Costa, especializada em retratos em estúdio. Apesar das várias lacunas e indagações, esse breve perfil conta um pouco da trajetória de Hermina, até hoje, considerada a primeira fotógrafa pernambucana e, muito provavelmente a primeira brasileira.</p>
<p>Seu nome de solteira era Hermina Adelaide da Cunha Carvalho e casou-se, em 1871, com Felippe Emilio Menna da Costa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/7243" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de novembro de 1871, primeira coluna</a>). Qual seria então seu parentesco com Manoel Inocêncio Menna da Costa, que atuava como fotógrafo desde 1872 e que, a partir de 1875, possuia um ateliê fotográfico na Rua da Imperatriz, nº 48, no primeiro andar?</p>
<p>Entre 1880 e 1881, antes de se estabelecer como fotógrafa, Hermina trabalhava na Rua da Imperatriz, nº 48, mesmo endereço de Manoel Inocêncio, porém no segundo andar. Fazia <em>qualquer trabalho de cera&#8230; bandejas com bolos&#8230; doura letreiros em fitas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/17283" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de dezembro de 1880, antepenúltima coluna</a>). Terá essa vizinhança colaborado para despertar o interesse de Hermina para a fotografia?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27857" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/17283" target="_blank"><img class="wp-image-27857 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/herminaaaaa21.jpg" alt="herminaaaaa2" width="402" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/17283" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de dezembro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que, em 21 de outubro de 1883, Hermina inaugurou, já com alguns trabalhos em exposição, o estabelecimento fotográfico Hermina Costa &amp; C, na Rua Barão da Victoria, nº 14, no mesmo local onde antes se localizava o ateliê do francês Francisco (François) Labadie (? &#8211; 1883), falecido em fevereiro de 1883, vítima de gastro-hepatite (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/20741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de outubro de 1883, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20745" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de outubro de 1883, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/9147" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1883</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27856" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/20741" target="_blank"><img class="wp-image-27856 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/herminaaaaa3.jpg" alt="herminaaaaa3" width="398" height="76" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/20741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de outubro de 1883</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1884, ela, Manoel Inocêncio Menna da Costa e o antiquário francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18? &#8211; 19?)</a> formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas.</p>
<p>Em setembro de 1885, a Rua Barão da Vitória já havia passado a se chamar Rua Nova e o estabelecimento de Hermina ficava no nº 12, segundo andar  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23079" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de setembro de 1885, coluna</a>). Devido à grande quantidade de ateliês fotográficos, a Rua Nova era conhecida, no século XIX, como a <em>rua dos fotógrafos</em>.</p>
<p>Ainda neste ano, em dezembro, Hermina participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, ocasião em que foi premiada com um Diploma de Mérito. Provavelmente essa conquista conferiu a ela maior visibilidade. O fotógrafo francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18? -19?)</a> ganhou o Diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885, última coluna</a>). O ateliê de Ducasble ficava na Rua Barão da Vitória, nº 65, mesma rua do ateliê de Hermina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27853" style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27853" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/herminaaaaa1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 20 de dezembro de 1885" width="248" height="282" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1886, ela anunciou que o fotógrafo Flosculo de Magalhães (18? &#8211; ?) não era mais sócio de seu estabelecimento desde o dia 6 de junho. No ano seguinte, inaugurou um outro ateliê fotográfico, a Photographia Moderna, na Rua Primeiro de Março (antiga Rua do Crespo), nº 7. Trabalhavam com ela no novo estabelecimento os fotógrafos Joaquim Canellas de Castro e Manoel Inocêncio Menna da Costa, recém chegado do Maranhão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25729" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 27 de outubro de 1887, primeira coluna</a>). Flosculo voltou a trabalhar com Hermina no ateliê fotográfico da Rua Barão da Victoria.</p>
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<div style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/17791" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/hermina6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de maio de 1887" width="252" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/17791" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de maio de 1887</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em um anúncio de seu estabelecimento, era chamava atenção para a<em> boa luz</em> do ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27017" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de maio de 1889</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26954" style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27017" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26954" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/hermina5.jpg" alt="Jornal do Recife, 4 de maio de 1889" width="184" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27017" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de maio de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou com o austríaco Constantino Barza, identificado como sucessor de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1892)</a>, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble,</a> de uma concorrência para realizar o quadro de retratos dos formandos da Faculdade de Direito. Barza foi o vencedor (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal do Recife,</em> 19 de julho de 1889</a>). No mesmo ano, foram feitos elogios aos<em> novos cartões, que está empregando a oficina fotográfica Hermina Costa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/27499" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de setembro de 1889, penúltima coluna</a>). Em 1891, venceu a concorrência para a realiação do quadro de formandos da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3643" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de julho de 1891, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1892, foi anunciado que a Photographia Moderna havia passado por uma grande reforma (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32887" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de setembro de 1892</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27862" style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/32887" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27862" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos3.jpg" alt="Jornal do Recife, 22 de setembro de 1892" width="379" height="215" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/32887" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de setembro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Seu estabelecimento, na Rua 15 de novembro, nº 7, estava listado no <em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/829927/331" target="_blank">Almanak do Estado de Pernambuco de 1894</a>. </em>Em 29 de dezembro de 1894, foi publicado que algum pedido feito por ela à Prefeitura do Recife havia sido deferido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34743" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 29 de dezembro de 1894, quarta coluna</a>). Até 1895, seu estabelecimento fotográfico continuava a funcionar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10931" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1895, segunda coluna</a>).</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27927" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Hermina de Carvalho Menna da Costa (18? -?)</a></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Breve perfil de Madame Reeckel (1837 &#8211; 19?)</em></span></strong></p>
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<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11144" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11144/014MRC001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="375" height="588" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11145" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11145/014MRC001v.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="376" height="586" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11144" target="_blank">Izabel Jacintha Reeckell; Photographia Allemã; Madame Reeckell. Retrato de homem não identificado, c. 1876. Porto Alegre, RS / Acervo IMS</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Acima, uma carte de visite produzida na Photographia Allemã de Mme Reeckell. Por cima do endereço do ateliê, em Porto Alegre, está escrito outro endereço, <em>Praia (?) de Santa Izabel, nº 86, Lisboa</em>. Terá sido o endereço do primeiro ateliê de Madame Reeckell na cidade? Provavelmente a foto foi produzida no Brasil, ainda em Porto Alegre. Teria Madame Reeckell escrito em cima do velho endereço o novo, já em Portugal, para enviar a carte de visite como referência para a produção de novos suportes? Ainda há muitas perguntas em torno da vida do casal formado por Izabel Jacintha e Carlos Reeckell.</p>
<p style="text-align: left;">Madame Reeckel, a primeira fotógrafa de Porto Alegre, cujo nome de solteira era Izabel Jacintha da Cunha, nasceu no Arquipélago dos Açores, na Ilha de São Jorge, na Vila de Velas, em 23 de outubro de 1837. O fotógrafo prussiano Carlos Frederico Johann Reeckel (18? &#8211; c. 189?), seu futuro marido chegou ao Rio de Janeiro no paquete <em>Navarre</em>, em 19 de março de 1863 (<em>Diário Oficial do Império do Brasil</em>, 20 de março de 1863). Izabel Jacintha havia migrado para o Brasil, possivemente com seus pais.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1865, Carlos F. J. Reeckell tornou-se sócio de Bernardo Lopes Guimarães, o Lopes, em um estabelecimento na Rua do Hospício, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">futura Rua Buenos Aires</a>, nº 104, sob a firma Frederico &amp; Lopes (<em>C<a href="reeckel1%20Do livro Fotógrafos em Porto Alegre. Faça chuva ou faça sol / GZH Almanaque" target="_blank">orreio Mercantil</a></em><a href="reeckel1%20Do livro Fotógrafos em Porto Alegre. Faça chuva ou faça sol / GZH Almanaque" target="_blank">, 11 de julho de 1865, sétima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em julho de 1867, Carlos Reeckell anunciava-se como retratista em Vassouras e participava ao respeitável público, aos Srs. fazendeiros da região que havia aberto uma <em>photographia volante</em> na cidade. Já havia trabalhado em Valença e em Santa Teresa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12250" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de julho de 1867, última coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28817" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12250" target="_blank"><img class="wp-image-28817 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckel3.jpg" alt="Jornal do Commercio, de 1867" width="386" height="221" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12250" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 19 de julho de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Carlos e Izabel Jacintha se casaram, no Rio de Janeiro, em setembro de 1867 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/343951/586" target="_blank"><em>O Apóstolo</em>, 20 de outubro de 1867, terceira coluna</a>) e, em 22 de setembro de 1867, partiram para a os Açores, rumo à Ilha Terceira, no patacho português <em>Terceirense</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12631" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de setembro de 1867, última coluna</a>). Carlos Reeckell trabalhou e teve ateliês fotográficos montados em três ilhas do arquipélago: São Miguel, Terceira e Faial. Anunciava-se como <em>fotógrafo volante</em>. Transmitiu seus conhecimentos a diversos fotógrafos, dentre eles Antônio José Raposo (1848 &#8211; 19?), que adquiriu o ateliê e os clichês de Reeckell.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28623" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.culturacores.azores.gov.pt/aia/fotografia/cronologica.aspx" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28623" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckellanunciaosaomiguel1869.jpg" alt="Anúncio de 1869" width="301" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.culturacores.azores.gov.pt/aia/fotografia/cronologica.aspx" target="_blank">Anúncio do estabelecimento de Carlos Reeckell, em São Miguel, nos Açores, 186</a>9</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O casal partiu da ilha de São Miguel, em 15 de julho de 1870 a bordo da barca portuguesa <em>Amisade, </em>e chegou no Ceará em 1º de agosto<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/1678" target="_blank"><em>A Constituição</em>, 4 de agosto de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/9557" target="_blank"><em>Pedro II</em>, 2 de agosto de 1870, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28534" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/216828/9557" target="_blank"><img class="wp-image-28534 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/lista1.jpg" alt="lista1" width="290" height="77" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/216828/9557" target="_blank">Os nomes de Carlos Frederico John Reeckell e de dona Izabel Jacintha Reeckell estavam na lista de passageiros do navio Amisade / <em>Pedro II</em>, 2 de agosto de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28546" style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><img class="wp-image-28546 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckel2.jpg" alt="reeckel2" width="601" height="321" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><em>História da fotografia no Ceará do século XIX,</em> página 129</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Estabeleceram-se, em Fortaleza, na Praça Municipal, nº 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/235334/1796" target="_blank"><em>A Constituição</em>, 20 de setembro de 1870, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27848" style="width: 449px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/216828/9602" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27848" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/carlos3.jpg" alt="Pedro II (CE), 14 de agosto de 1870" width="439" height="435" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/216828/9602" target="_blank"><em>Pedro II (CE)</em>, 14 de agosto de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em julho de 1872, Carlos Reeckell voltou de uma temporada no sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/10466" target="_blank"><em>Pedro II (CE)</em>, 12 de julho de 1872, terceira coluna</a>). Em novembro do mesmo ano, seu ateliê fotográfico ficava na Rua do Cajueiro, nº 25, e ele anunciava sua sociedade com Francisco Cândido Pereira Lins.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27849" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/10680" target="_blank"><img class="wp-image-27849 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/carlos4.jpg" alt="carlos4" width="275" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/10680" target="_blank"><em>Pedro II (CE)</em>, 6 de novembro de 1872</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi noticiado que Carlos iria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/10685" target="_blank"><em>Pedro II</em>, 10 de novembro de 1872, última coluna</a>). Não foi mencionado se a senhora Reeckell o acompanhou nessa viagem.</p>
<p style="text-align: left;">Em torno de 1873, o casal encontrava-se em Porto Alegre e o estabelecimento fotográfico de Carlos ficava na Rua dos Andradas. Ele já estava muito doente. Foi então que Madame Reeckell, segundo Miguel Antônio de Oliveira Duarte, autor do livro <em>Faça chuva ou faça sol: fotógrafos em Porto Alegre (1849-1909) </em>(2016), teria tomado a frente do negócio como administradora e fotógrafa no ateliê das Rua dos Andradas, 80 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/234290/6" target="_blank"><em>Álbum do Domingo</em>, 7 de abril de 1878, última  coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em abril de 1875, foi inaugurada  a segunda Exposição Provincial do Rio Grande do Sul ou Exposição Commercial e Industrial, uma exposição de agricultura, indústria e comércio, realizada no Edifício do Atheneo Rio Grandense, em Porto Alegre. Segundo o historiador Athos Damasceno (1902 – 1975), foi Carlos von Koseritz (1830 – 1890), jornalista, poeta e importante personalidade da colônia alemã no sul do Brasil durante o Segundo Império, quem sugeriu a inclusão na exposição &#8220;<em>de uma seção especial destinada a exibição de obras de arte, assim imprimindo no parque um cunho de sensibilidade e cultura</em>&#8230;&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/252263/3991"><em>Relatórios dos Presidentes das Províncias Brasileiras: Império (RS),</em> 11 de março de 1875</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Dois fotógrafos apresentaram seus trabalhos nessa mostra: Madame Reeckell e o tradicional Luiz Terragno (c. 1831 &#8211; 1891), Fotógrafo da Casa Imperial, que possuía estabelecimentos fotográficos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709581/5146">O Despertador, 19 de novembro de 1875, primeira coluna</a></em>). Na  Exposição Nacional de 1875, no Rio de Janeiro, inaugurada em 12 de dezembro e finda em 16 de janeiro de 1876, Terragno recebeu uma Medalha de Mérito (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/12826">Jornal do Commercio, 4 de fevereiro de 1876, segunda coluna</a></em>).</p>
<p style="text-align: left;">O estabelecimento de Madame Reeckell, em Porto Alegre (RS), se chamava Photographia Allemã, e lá ela desenvolvia sua técnica da &#8220;<em>luz tangente</em> para fazer retratos <em>nos dias sombrios (&#8230;) e mesmo nos chuvosos&#8221;. </em>Ficava na Rua dos Andradas, 80 (<em>A Reforma</em>, 30 de julho de 1875).</p>
<p style="text-align: left;">Houve uma polêmica em torno deste sistema fotográfico entre Luiz Terragno e Madame Reeckell que no jornal <em>A Reforma</em>, de 4 de agosto de 1870, publicou:</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;Luz Tangente. O sr. Terragno, em a pedido inserto no Riograndense, tratando dos retratos à luz tangente, diz que os não tiro pelo mesmo sistema dos seus. Os retratos chamados pelo sr. Terragno de à luz tangente &#8211;  são na minha opinião iguais aos que tiro e tenho anunciado. Quem quiser convencer disso venha à minha casa para ver os retratos que tenho tirado e outros de fotógrafos do Rio de Janeiro, também do mesmo sistema, isto é, preferindo-se os dias escuros para o trabalho dessa qualidade de fotografias. O sr. Terragno é injusto quando atribui-me querer imitá-lo, dando o nome de retratos &#8211; à luz tangente &#8211; que só s.s. pode tirar, quando é certo que os tiro há muito tempo. Desafia-me a apresentar os aparelhos e ingredientes que são precisos. Poderá vê-los  quem quiser. O sistema é simples e não faço mistério para com as pessoas que, visitando a minha galeria, pedem par ver os aparelhos de que me sirvo. Quanto a supor que usei do emblema seu no meu anúncio publicado na Reforma, declaro que nada tenho com isso. E o sr. Terragno com aquela empresa deve entender-se a respeito. M Reeckell&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: left;">Em 1878, a família de artistas Riosa, a quem Carlos Reeckell já havia ajudado no Ceará, reverteu à família Reeckell o valor que arrecadou em um dos espetáculos que realizou em Porto Alegre (<em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/234290/6">Álbum do Domingo, 7 de abril de 1878, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/234290/6">segunda coluna</a>)<em>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28625" style="width: 579px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/234290/6" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28625" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckellriosa.jpg" alt="Álbum do Domingo, 7 de abril de 1878" width="569" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/234290/6" target="_blank"><em>Álbum do Domingo</em>, 7 de abril de 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo a tese de Paula Cristina Viegas, de acordo com anuários portugueses, Carlos Reeckell havia se<em> instalado em Lisboa, com um novo negócio, na Rua Saraiva de Carvalho, 86,</em> a partir de 1892. Entre 1896 e 1898, a Photographia Allemã, situava-se na Rua Saraiva de Carvalho, n.º 80, 1.º andar, sob a administração de Madame Reeckell, já viúva. A partir de 1897, o estabelecimento passou a existir em outros endereços, conforme anunciado:</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Photographia Allemã 158, avenida da Liberdade 211, rua de S. José. Este atelier fundado em 1878, executa todos os trabalhos com a maior seriedade. Retratos até ao tamanho natural. Instantaneos de creanças. Incumbe-se trabalhos de photographos amadores&#8221;. </em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="https://docplayer.com.br/156269987-Mulheres-fotografas-em-portugal.html" target="_blank">Mulheres Fotógrafas em Portugal (1844 &#8211; 1918) </a></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="https://docplayer.com.br/156269987-Mulheres-fotografas-em-portugal.html" target="_blank">Maria E. R. Campos 1.ª Photographa Portugueza</a></em></p>
<p style="text-align: left;">Parece que a Viúva Reeckell ficou à frente da Photographia Allemã até os primeiros anos do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28545" style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/almanaque/noticia/2016/11/cristalizadores-do-fugidio-8141149.html" target="_blank"><img class="wp-image-28545 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/reeckel1.jpg" alt="reeckel1" width="599" height="563" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/almanaque/noticia/2016/11/cristalizadores-do-fugidio-8141149.html" target="_blank">Do livro <em>Fotógrafos de Porto Alegre. Faça chuva ou faça sol</em> / GZH Almanaque</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Algumas fotografias de autoria de Madame Reeckell estão no acervo do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul e também no acervo pessoal de Boris Kossoy.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28615" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Izabel Jacintha Cunha Reeckell, a Madame Reeckell (1837 &#8211; 19?)</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Mulheres fotógrafas ou comerciantes de produtos fotográficos no século XIX, </span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">no Brasil, entre 1842 e 1910*</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Espírito Santo</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Maria Brasilina de Magalhães Faria (atuou entre 1876 e 1878) </span></em></p>
<p style="text-align: left;">Foi casada com o fotógrafo Francisco Antônio de Faria (? &#8211; 1876) que havia sido associado a Henrique Deslandes, na Deslandes &amp; Faria, de 1870 a 1871, em Vitória e em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27907" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/218235/3030" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27907" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/estandarte1.jpg" alt="Correio da Vitória,6 de abril de 1870" width="298" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/218235/3030" target="_blank"><em>Correio da Vitória</em>, 6 de abril de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27906" style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029203/480" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/estandarte.jpg" alt="O Estandarte, 2 de abril de 1871" width="385" height="109" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029203/480" target="_blank"><em>O Estandarte</em>, de Cachoeiro do Itapemirim, 2 de abril de 1871</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A sociedade já estava desfeita quando Maria Brasilina ficou viúva, em 20 de outubro de 1876. A morte do <em>hábil fotógrafo</em> deixou Maria Brasilina e a filha do casal na <em>pobreza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/2916" target="_blank"><em>O Espírito-Santense</em>, 21 de outubro de 1876, primeira coluna</a>). Maria Brasilina seguiu com as atividades do ateliê fotográfico do marido, na Rua Duque de Caxias, nº 55, em Vitória. Não se sabe se exerceu atividades de fotógrafa ou se manteve apenas a administração do negócio. Em 1878, associou-se a Joaquim Ayres, formando a firma Viúva Faria &amp; Ayres, mas a sociedade não durou nem um ano, tendo a companhia ficado para Ayres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26939" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/2930" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26939" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/brasilina.jpg" alt="O Espírito-santense, 28 de outubro de 1876" width="257" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/2930" target="_blank"><em>O Espírito-santense</em>, 28 de outubro de 1876</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Paraíba</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Roza Augusta (atuou entre 1890 e 1899)</span></em></p>
<p style="text-align: left;">O ateliê de Roza Augusta situava-se na Rua d´Areia, nº 72, em João Pessoa. Chamava-se Photographia Minerva e realizava trabahos fotográficos simples, em esmalte e em porcelana. Encarregava-se também de<em> retratos a crayon,</em> funcionando <em>com bom e mau tempo devido à boa luz do atelier</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank"><em>O Parahybano</em>, 5 de abril de 1892</a>). Sua presença exercendo uma atividade tipicamente masculina deve ter, provavelmente, causado surpresa na capital da Paraíba. Todos os anúncios disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional de seu estsbelecimento são de 1892. Não se sabe se itinerou pelo estado e quanto tempo permaneceu na Paraíba. De acordo com um artigo do projeto Fotografia Paraibana Revista, de 2013, a Paraíba só voltou a ter uma mulher fotógrafa <em>em 1932, quando Tereza de Jesus Medeiros foi presenteada com uma câmera-caixão e a cidade de Santa Luzia ganha uma retratista</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27876" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank"><img class="wp-image-27876 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/rosaaugusta.jpg" alt="rosaaugusta" width="257" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank"><em>O Parahybano</em>, 5 de abril de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Paraná</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Fanny Paul Volk</span></em> (c. 1867 &#8211; 1948)(atuou entre 1900 e 1918)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27878" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-27878 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk1.jpg" alt="volk1" width="344" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</em>, por Giovanna Simão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Fanny Paul Volk foi uma pioneira da fotografia, filha de uma também pioneira da fotografia, a austríaca Anna Paul, que nasceu na mesma década em que a fotografia foi descoberta.</p>
<p style="text-align: left;">O fotógrafo alemão de Munique, Adolpho Volk (18? &#8211; 1908), a mãe de Fanny, a austríaca Anna Paul (c.1836 &#8211; 1902), e seu irmão, August, de 16 anos, vieram para o Brasil, em 1880, no mesmo navio, o <em>Hamburg,</em> e se conheceram durante a travessia. August faleceu durante a viagem. No ano seguinte, Fanny Paul, nascida em Leipa, chegou ao país, com 13 anos, com seu pai, Anton Paul (c. 1831 &#8211; 1891).</p>
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<div id="attachment_27887" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-27887 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk8jpg.jpg" alt="Fanny e sua mã, Anna Paul" width="320" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Fanny e sua mãe, Anne Paul / Casa da Memória. nº. de cadastro:FO:460,SN:50. Fotógrafo: Adolpho Volk/Estúdio Volk in <em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</em>, por Giovanna Simão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Adolpho abriu seu estabelecimento fotográfico, em Curitiba, em 1881, na Travessa da Rua da Carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/10390" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 19 de novembro, de 1881</a>). Em 1882, o ateliê já estava situado na Rua da Imperatriz, 77 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/10536" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, de 1822, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27881" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/10390" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27881" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk4jpg.jpg" alt="Dezenove de Dezembro, 19 de novembro de 1881" width="309" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/10390" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 19 de novembro de 1881</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27885" style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://globoplay.globo.com/v/3320411/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27885" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk6jpg.jpg" alt="Globoplay" width="799" height="293" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://globoplay.globo.com/v/3320411/" target="_blank"><em>Globoplay</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Fanny casou-se com Adolpho, em janeiro de 1886, e trabalhou com a mãe e com seu marido na capital do Paraná. O trio superou a tendência da sociedade local a discriminar os imigrantes de origem alemã possivelmente porque traziam para a cidade a fotografia, um símbolo da modernidade e para isso divulgaram seu ofício a partir de anúncios em jornais e por seus clientes da comunidade alemã.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27879" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-27879 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk2.jpg" alt="volk2" width="342" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</em>, por Giovanna Simão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O ateliê funcionou na Rua do Imperador, nº 9, de 1888 a 1889 e na Rua Marechal Deodoro, números 9 e 10, de 1890 a 1902, com a participação de Adolpho, Fanny e Anna, que faleceu em 1902. Em 1903, o ateliê já se encontrava na Rua XV de Novembro, nº 54.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1900, Adolpho foi premiado com a medalha de ouro na Exposição Agrícola e Industrial do Paraná. O último anúncio do ateliê sob sua gestão foi publicado, em 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5198" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>, 16 de janeiro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27877" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/5198" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27877" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk.jpg" alt="Diário do Paraná. de 1904" width="418" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/5198" target="_blank"><em>Diário do Paraná</em>. 16 de janeiro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1904, Adolpho partiu para a Alemanha, deixando Fanny e a filha única do casal, Adolphine (1887 -19?), no Brasil. Constituiu uma nova família e faleceu, na Alemanha, em 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/10641" target="_blank"><em>Diário do Paraná (PR)</em>, 28 de agosto de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27880" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y"><img class="wp-image-27880 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk3jpg.jpg" alt="volk3jpg" width="365" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba,</em> por Giovanna Simão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1904, foi oferecido o aluguel de uma das portas do ateliê fotográfico na Rua XV de Novembro. Fanny tomou a frente dos negócios e, no ano seguinte, já anunciava <em>novidades</em>: <em>Retratos do tamanho de selos próprios para cartões de visita e correspondência de cartões postais</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/5748" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 7 de julho de 1904, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403725/59" target="_blank"><em>Cartão Postal,</em> julho de 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1906, foi realizada na vitrine do jornal <em>A Notícia</em> uma exposição com cartões postais luminosos produzidos na Photographia Volk (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/187666/355" target="_blank"><em>A Notícia</em>, PR 17 de fevereiro de 1906, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27923" style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/187666/355" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27923" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk13.jpg" alt="A Notícia (PR), 17 de fevereiro de 1906" width="200" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/187666/355" target="_blank"><em>A Notícia (PR)</em>, 17 de fevereiro de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ainda em 1906, foram expostos na Photographia Volk os retratos dos generais Carneiro e Benjamin Constant que seriam inaugurados no 2º Esquadão da Cavalaria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/187666/1251" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 13 de novembro de 1906, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Os retratos que seriam inaugurados na Secretaria Estadual de Agricultura, em 1907, foram realizados pela Photographia Volk (<em>D<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/9212" target="_blank">iário da Tarde (PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/9212" target="_blank">, 15 de abril de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1908, anunciava-se como o mais antigo estabelecimento fotográfico do Paraná e realizava <em>fotografias e retratos de todos os gêneros e por todos os processos até hoje conhecidos, como sejam: aristotipia, platinotipia, pigment, bromuro, contact, etc</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/214752x/2978" target="_blank"><em>Almanak do Paraná</em>, 1908</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27922" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/214752x/2978" target="_blank"><img class="wp-image-27922 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk12.jpg" alt="volk12" width="312" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/214752x/2978" target="_blank"><em>Almanak do Paraná</em>, 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ainda em 1908, foi anunciado que na Photographia Volk seriam produzidos os trabalhos do Primeiro Club de Retratos de Curitiba, organizado por Carlos de Andrade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304948/344" target="_blank"><em>O Commercio</em> (PR), 8 de março de 1909, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27924" style="width: 333px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/21448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27924" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk14.jpg" alt="A República (PR), 25 de dezembro de 1908" width="323" height="424" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/21448" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 25 de dezembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo a autora da tese de Doutorado, <em><a class="external text" href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank" rel="nofollow">Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</a></em>, Giovana Terezinha  Simão:</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Afora as fotografias com maiores demandas de inspiração pictórica realizadas por Fanny, a fotógrafa possuía também temáticas mais coloquiais, em geral na composição de retratos de família e casais. É possível observar que após a partida de Adolpho, o trabalho do estúdio foi muito solicitado nas seguintes categorias: fotos de família, dupla de namorados, duplas de amigas e crianças. Destaca-se que e as crianças fizeram parte de uma grande clientela de Fanny, responsáveis talvez, pelo sustento do estúdio. Vale refletir que um perfil recorrente de clientes do estúdio Volk &#8211; quando este estava sendo administrado por Fanny &#8211; foram as famílias, mulheres e a criançada. Talvez este perfil da clientela tenha se avolumado em virtude de Fanny ser mulher, afinal as mães, avós, tias, madrinhas, entre outras mulheres, teriam menos constrangimentos no reduto do estúdio se existisse uma fotógrafa mulher&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: left;">Não deixou de fotografar diversos homens que se mantiveram ou se tornaram seus clientes, mesmo após a sua separação conjugal e, em 1912, numa época em que os nenéns eram retratados muito vestidos, fotografou um bebê nu. Ainda segundo Simão, esta teria sido uma das primeiras fotografias de um bebê nu produzidas no Brasil e no mundo. O bebê era Javita Egg.</p>
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<div id="attachment_27882" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="  wp-image-27882" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk5jpg.jpg" alt="volk5jpg" width="455" height="310" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</em>, por Giovanna Simão</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Adolphine, cujo apelido era Lilly, casou-se, em 1911, com Julio Leite, que aprendeu a fotografar com Fanny e trabalhou com ela após o matrimônio. Lilly e Julio tiveram cinco filhos: Rennée, Helvídia, Fanny, Marcel e Ritta. Neste mesmo ano, foi contratado pela Photographia Volk um<em> hábil artista fotógrafo</em> de Berlim, Hugo Schreiber (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/14596" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 10 de novembro de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27918" style="width: 567px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/240818/2161" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27918" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk9.jpg" alt="Bomba (PR), 1911" width="557" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/240818/2161" target="_blank"><em>O Olho da Rua</em> (PR), 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Photographia Volk, que havia se mudado, provisoriamente, para a Rua Marechal Deodoro, nº 81, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23678" target="_blank">Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982)</a> integravam a equipe de reportagem fotográfica da revista <em>A Bomba (PR)</em> <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/26769" target="_blank">A República (PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/26769" target="_blank">, 14 de março de 1913, última coluna</a><em>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/16799" target="_blank">Diário da Tarde(PR)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/16799" target="_blank">, 28 de março de 1913, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721077/376" target="_blank"><em>A Bomba (PR)</em>, 10 de setembro de 1913, segunda coluna</a>). O estabelecimento já tinha estado neste mesmo endereço de 1890 a 1902. Na Photographia Volk passaram a ser comercializados terrenos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/16955" target="_blank"><em>Diário da Tarde</em>, 26 de abril de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27921" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk11.jpg"><img class="wp-image-27921 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk11.jpg" alt="A República (PR), 14 de março de 1913" width="183" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/26769" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 14 de março de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Voltou a funcionar na Rua XV de novembro, nº 72, em 5 de abril de 1914 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/28029" target="_blank"><em>A República (PR)</em>, 3 de abril de 1914, penúltima coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/19300" target="_blank"><em>Diário da Tarde(PR)</em>, 2 de maio de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27920" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/19300" target="_blank"><img class="wp-image-27920 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk10.jpg" alt="volk10" width="620" height="267" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/19300" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 2 de maio de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1915, Fanny recebeu um pecúlio a que tinha direito, pago por um funcionário da Mutua Ideal, de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/20566" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 11 de março de 1915, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1918, Bernardo Heisler comprou a Photographia Volk e manteve o nome, certamente pelo sucesso e prestígio do estabelecimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27886" style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-27886" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk7jpg.jpg" alt="volk7jpg" width="536" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Arquivo Casa da Memória / Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba, por Giovanna Simão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Fanny, de uma<em> tradicional família paranaense</em>, faleceu, em Curitiba, em setembro de 1948 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/75296" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 29 de setembro de 1948, segunda coluna</a>). Foi uma pioneira e conseguiu atuar como fotógrafa durante cerca de 40 anos em um ambiente eminentemente machista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27932" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/75296" target="_blank"><img class="wp-image-27932 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/volk15.jpg" alt="volk15" width="256" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800074/75296" target="_blank"><em>Diário da Tarde (PR)</em>, 29 de setembro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28648" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Fanny Paul Volk (c. 1867 &#8211; 1948)</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Rio de Janeiro</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Leocadia Amoretti (atuou entre 1886 e 1894) </span></em></p>
<p style="text-align: left;">Leocadia Moreira Lamas (18?-?) era o nome de solteira de Leocadia Amoretti, que foi casada e teve três filhos &#8211; Luiz, Victoria e Francisco &#8211; com o francês, de Marselha, João Baptista Francisco Amoretti (? &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/9522" target="_blank">1885</a>), de quem enviuvou em 14 de novembro de 1885 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/9522" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de novembro de 1885, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em torno de meados da década de 1860, João Baptista sucedeu Laurent Amoretti na firma <em>A Palheta de Ouro</em>, fundada em 1861.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27894" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/829579/273" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27894" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/amoretti.jpg" alt="Almanak Gazeta de Notícias, 1880" width="314" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/829579/273" target="_blank"><em>Almanak Gazeta de Notícias,</em> 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A loja ficava na Rua dos Latoeiros, nº 38, mais tarde denominada Rua Gonçalves Dias. A firma era especializada no comércio de equipamentos e produtos para a química fotográfica e foi contemporânea da loja de Georges Leuzinger e Filhos, na Rua do Ouvidor e na Rua Sete de Setembro. A loja anunciou, em 1882, contar com fotógrafos em seu quadro de funcionários (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/4817" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de janeiro de 1882, segunda coluna</a>). Em 1883, Amoretti anunciou que a loja tinha grande sortimento, trazido por ele de uma viagem à Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/829579/273" target="_blank"><em>Almanak Gazeta de Notícias</em>, 1880</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/9219" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de novembro de 1883, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Após o falecimento de Francisco, Leocadia dirigiu o estabelecimento de 1886 até meados da década seguinte. Não se sabe, até o momento, se ela também atuava como fotógrafa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/16778" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de dezembro de 1886, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17453" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de março de 1887, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27895" style="width: 778px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/974" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27895" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/amoretti1-1024x206.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1891" width="768" height="155" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394/974" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27896" style="width: 374px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/14177" target="_blank"><img class="wp-image-27896 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/amoretti2.jpg" alt="Jornal do Commercio, 14 de novembro de 1885" width="364" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/14177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Madame Lavenue (atuou de 1842 a 1843) </span></em></p>
<p style="text-align: left;">Em 1842, Mme. Lavenue, provavelmente francesa, foi certamente uma das primeiras mulheres fotógrafas do mundo e comercializava daguerreótipos no Rio de Janeiro, nos primeiros anos da década de 1840, pouquíssimo tempo depois no anúncio do invento do daguerreótipo. Era esposa do afinador de piano, marceneiro e fotógrafo francês Hyppolite Lavenue.</p>
<p style="text-align: left;">Ela atendia os fregueses no Hotel da Itália, localizado no Largo do Rocio, e também ia à casa dos clientes. Seu estúdio fotográfico foi um dos primeiros da cidade e nos anúncios de seu estabelecimento, oferecia acessórios para a realização das fotografias, chamava atenção para a nitidez das imagens, informava que o horário de atendimento era entre 9 e 11 horas da manhã e, na parte da tarde, entre 14 e 17h. Os preços variavam ente 12$ e 15$.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26932" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4114" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/lavenue1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de dezembro de 1842" width="498" height="215" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4114" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de dezembro de 1842</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Na capa da edição do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4111" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em> de 24 de dezembro de 1842</a>, na notícia sobre a presença do fotógrafo norte-americano Augustus Morand (c. 1818 &#8211; 1896), no Rio de Janeiro, que passou cerca de cinco meses na cidade, entre novembro de 1842 e abril de 1843, Mme Lavenue foi mencionada como daguerreotipista e por ter participado da <em>recente exposição <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333" target="_blank">da Academia de Belas Artes</a></em>, quando apresentou <em>alguns retratos e uma cópia de gravura de bastante mérito</em>. Terá sido ela a primeira fotógrafa a mostrar seus trabalhos em uma exposição? Certamente uma das primeiras!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26931" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4107" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26931" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/lavenue.jpg" alt="Jornal do Commercio, 23 de dezembro de 1842" width="493" height="237" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4111" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 24 de dezembro de 1842</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4165" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, de 9 de janeiro de 1843</a>, foi publicada uma carta de um leitor elogiando os<em> retratos tirados</em> por Madame Lavenue, <em>admiráveis pela nitidez e perfeição de todos os traços</em>. Também elogiou <em>o agrado e boas maneiras</em> da fotógrafa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26935" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4165" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26935" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/lavenue2.jpg" alt="Jornal do Commercio, 9 de janeiro de 1843" width="482" height="429" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_03/4165" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de janeiro de 1843</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em anúncios publicados em 17 e em 19 de fevereiro de 1843, oferecia-se para dar aulas de daguerreótipo, na Rua do Rosário, 50 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4350" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de fevereiro de 1843</a>). São esses os últimos registros das atividades de Madame Lavenue que a pesquisa do portal Brasiliana Fotográfica encontrou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26937" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4362" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26937" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/lavenue3.jpg" alt="Jornal do Commercio, 17 de fevereiro de 1843" width="488" height="155" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/4362" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de fevereiro de 1843</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O francês Hippolyte Lavenue chegou no Recife, em 1839, e anunciou que havia trabalhado durante quatro anos em uma das melhores fábricas de piano da França. Oferecia seus serviços como consertador e afinador de pianos. Em 1840, ele morava na Rua Nova, na capital pernambucana. Em 1942, anunciou que teria que retornar à França, mas, em 5 de novembro de 1842, já anunciava seus serviços de afinador de piano, que executava com Louis Bayer, na Rua do Cano, nº 109, no Rio de Janeiro. Tinham chegado recentemente de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_01/12577" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de fevereiro de 1839, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/52" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1840, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/1066" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de novembro de 1840, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/2565" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de fevereiro de 1942, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/3926" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de novembro de 1942, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/339946/210" target="_blank"><em>Pequeno Almanak</em>, 1843</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1843, Hippolyte morou em Pouso Alegre, Minas Gerais, onde se estabeleceu como daguerreotipista. Em 1850, residia em Ouro Preto e era o dono ou trabalhava no Hotel Mineiro. Madame Lavenue não foi citada nessas notícias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709620/140" target="_blank"><em>O Recreador Mineiro</em>, 1º semestre de 1845</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/823341/152" target="_blank"><em>O Itamontano</em>, 19 de agosto de 1848</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/823341/444" target="_blank">30 de janeiro de 1850</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Sergipe</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Maria Izabel da Rocha</em> (atuou entre 1908 e 1909)  </span></p>
<p style="text-align: left;">A sergipana Maria Izabel da Rocha era filha do fotógrafo Manoel Leobardo Rodrigues da Rocha e na ocasião da morte de seu pai, em 1908, decidiu adotar a profissão de fotógrafa. De acordo com o jornal <em>Folha de Sergipe</em>, de 24 de setembro de 1908, ela se considerava <em>competentemente habilitada a exercer a arte fotográfica</em> já que havia sido auxiliar de seu pai e de com ele ter aprendido a prática da fotografia no estabelecimento Photographia Leobardo, da Rua Santo Amaro, em Aracaju. Pedia aos antigos fregueses de seu pai, a <em>continuação de sua preferência e proteção</em>. Esse anúncio foi repetido diversas vezes entre 1908 e 1909. Em julho de 1909, seu ateliê estava situado na Rua São Christóvão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818720/261" target="_blank"><em>Folha de Sergipe</em>, 1º de julho de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28023" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/818720/121" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28023" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rocha.jpg" alt="Folha de Sergipe, 24 de setembro de 1908" width="300" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/818720/121" target="_blank"><em>Folha de Sergipe</em>, 24 de setembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Seu pai, Manoel Leobardo, já atuava como fotógrafo desde 1879, em Maceió, na Rua do Palácio, nº 7.  Em abril de 1881, anunciou que passaria por Aracaju, onde não ficaria muito tempo (<em>Correio do Sergipe</em>, 7 de abril de 1881). Atendia na Rua de São Cristóvão, nº 35. Esteve no Rio de Janeiro para <em>aperfeiçoar-se nos mais novos sistemas da arte fotográficas</em> e, em 1884, estava de volta a Maceió (<em>Diário da Manhã</em>, 18 de junho de 1884). Em 1888, seu ateliê ficava na Rua Pedro Paulino. Em 1890, foi para Aracaju e seu estabelecimento ficava na Rua Japaratuba (<em>Gazeta de Sergipe</em>, 8 de fevereiro de 1890).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28024" style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/14436/2/CANDIDA_SANTOS_OLIVEIRA.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28024" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rocha1.jpg" alt="Gazeta de Sergipe, 22 de janeiro de 1890" width="374" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/14436/2/CANDIDA_SANTOS_OLIVEIRA.pdf" target="_blank"><em>Gazeta de Sergipe</em>, 22 de janeiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Quando faleceu, em 1908, o ateliê ficava na Rua Santo Amaro, assumido por Maria Izabel, até hoje considerada a única mulher a atuar como fotógrafa em Sergipe, na década de 1900.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>*</strong> Nota da autora: muito <span style="color: #333333;">ainda há que</span> se avançar na biografia dessas fotógrafas, mas com esses breves perfis acredito que os leitores poderão, pelo menos, saber um pouco de suas vidas e atuações na história da fotografia.</p>
<p style="text-align: left;">
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve história do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia</em></strong></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: left;">A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois,<span style="color: #800000;"><strong> em 19 de agosto</strong></span>, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank">Acesse aqui o artigo <em>Os 180 anos do invento do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, publicado em 19 de agosto de 2019, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://revistazum.com.br/entrevistas/fotolivros-historicos-mulheres/" target="_blank">Acesse aqui o artigo <em>O que elas viram: fotolivros históricos feitos por mulheres</em>, publicado na <em>Revista de Fotografia Zum</em>, em 13 de julho de 2022</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;"><span style="color: #333333;">A Brasiliana Fotográfica agradece à colaboração, neste artigo, dos seguintes profissionais do Instituto Moreira Salles: Millard Schisler, Coodernador da Gestão de Acervos; Joanna Americano Castilho, Coordenadora do Núcleo Digital; Carolina Filippo do Nascimento e Nrishinro Vallabha das Mahe, integrantes de sua equipe; e Joanna Balabram, historiadora da arte que atua na organização e processamento das coleções de fotografia do século XIX, na Coordenadoria de Fotografia. Agradece também à Albertina Lacerda Malta e a Lino Madureira, respectivamente, Coordenadora Geral e Coordenador de Documentação e Pesquisa do Cehibra &#8211; Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Melo Franco de Andrade (Cehibra), da Fundação Joaquim Nabuco</span><strong>. </strong>Finalmente, agradece à revisão realizada por André Luis Câmara, poeta, jornalista e Doutor em Literatura pela PUC-RJ.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p style="text-align: left;">Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">BELTRAMIN, Fabiana Marcelli S. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em></a>. Tese de dooutado em História Social apresentada ao Programa de História Social da Faculdade de Filosfia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo para a obtenção do título de Doutor em História Social. São Paulo, 2015.</p>
<p style="text-align: left;">BOCK, Mario. <em>Gioconda Rizzo. Um olhar de 105 anos</em>. Revista Fotografe Melhor, São Paulo, setembro de 2002.</p>
<p style="text-align: left;">Blog do O Estado de São Paulo &#8211; <a href="https://brasil.estadao.com.br/blogs/album-de-retratos/rizzo-e-sua-filha-gioconda/" target="_blank"><em>Rizzo e sua filha Gioconda</em></a>, 15 de maio de 2012</p>
<p style="text-align: left;">CHAVES, Ricardo. <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/almanaque/noticia/2016/11/cristalizadores-do-fugidio-8141149.html" target="_blank"><em>Cristalizadores do fugidio</em></a> in GZH, 4 de novembro de 2016.</p>
<p style="text-align: left;">CORRÊA, Amélia Siegel. <em>As mulheres na história da fotografia brasileira: alguns apontamentos</em>, 2014.</p>
<p style="text-align: left;">DUARTE, Miguel Antônio de Oliveira. <em>Faça chuva ou faça sol: fotógrafos em Porto Alegre (1849-1909).</em> Porto Alegre,<em> </em>2016.</p>
<p style="text-align: left;">Enciclopédia Itaú Cultural &#8211; <a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa379207/gioconda-rizzo" target="_blank">Gioconda Rizzo</a> e <a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22080/sra-hippolyte-lavenue" target="_blank">Madame Lavenue</a></p>
<p style="text-align: left;"><em>Folha de São Paulo</em>, <a href="https://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=8009&amp;keyword=Rizzo%2CGioconda&amp;anchor=4178115&amp;origem=busca&amp;originURL=&amp;pd=40486197918a593ebc1c4734d693a072" target="_blank">12 de abril de 1982</a> e <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1997/1/30/ilustrada/36.html" target="_blank">30 de janeiro de 1997</a> .</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://issuu.com/fotografiapb/docs/capa_miolo_12-08-13" target="_blank"><em>Fotografia Paraibana Revista</em>, 2013</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.dezenovevinte.net/artistas/pw_sg_fotografia.htm" target="_blank">GASTAL, Susana. <em>Pedro Weingärtner: sob o olhar fotográfico.</em> 19&amp;20, Rio de Janeiro, v. III, n. 3, jul. 2008.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://globoplay.globo.com/v/3320411/" target="_blank">Globoplay &#8211; <em>A pioneira da fotografia Fanny Volk</em>, exibido em 2014</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.facebook.com/HistoriaDosAcores/photos/1870s-rua-da-esperan%C3%A7a-19-em-ponta-delgada-ilha-de-s-miguel-ant%C3%B3nio-jos%C3%A9-raposo-/538125439625646/?_rdr" target="_blank">História dos A</a><a href="https://www.historiasdolivro.com/gioconda-rizzo" target="_blank">çores</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.historiasdolivro.com/gioconda-rizzo" target="_blank">Histórias do Livro</a></p>
<p style="text-align: left;">IBRAHIM, Carla Jacques. <a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século XX</em></a>. Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Multimeios do Instituto de Artes da Unicamp como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Multimeios sob a orientação do Prof. Dr. Roberto Berton De Ângelo , 2005.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p style="text-align: left;">LEITE, Ari Bezerra. <a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><em>História da fotografia no Ceará do século XIX</em></a>. Edição do autor, 2019.</p>
<p style="text-align: left;">LIMA, André. <em>O retrato da ousadia</em>. Revista Photos e Imagens. São Paulo, nº.26, 2002</p>
<p style="text-align: left;">MAUAD, Ana Maria. <em>Através da imagem: Fotografia e História</em> in TEMPO. Universidade Federal Fluminense, Departamento de História, volume 1, nº 2, dezembro de 1996. Rio de Janeiro : Relume Dumará, 1996.</p>
<p style="text-align: left;"><em>O Estado de São Paulo,</em> 14 de agosto de 1998.</p>
<p style="text-align: left;">OLIVEIRA, Cândida Santos. <em><a href="https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/14436/2/CANDIDA_SANTOS_OLIVEIRA.pdf" target="_blank">Lentes, memórias e História: os fotógrafos lambe-lambe em Aracaju 1950 &#8211; 1990.</a> </em>Dissertação apresentada ao programa de PósGraduação em História da Universidade Federal de Sergipe, como requisito obrigatório para obtenção do título de Mestre em História, na Área de Concentração Cultura e Sociedade, 2020.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank">Omicron &#8211; Escola de Fotografia</a></p>
<p style="text-align: left;">PARAÍSO, Rostand. <em>A velha Rua Nova e outras histórias</em>. Recife: Bagaço, 2011.</p>
<p style="text-align: left;"><em><a href="https://pergamum.curitiba.pr.gov.br/vinculos/0000a3/0000a3c0.pdf" target="_blank">Pergamum</a></em></p>
<p style="text-align: left;">ROCHA, Renaldo Ribeiro. <a href="http://www.encontro2012.rj.anpuh.org/resources/anais/37/1407160136_ARQUIVO_RENALDOARTIGO.pdf" target="_blank"><em>Um breve histórico da fotografia em Aracaju</em></a>. IV Congresso Sergipano de História e IV Encontro Estadual de História da Anpuh / SE, outubro de 1914.</p>
<p style="text-align: left;">SIMÃO, Giovana Terezinha <em><a class="external text" href="https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/25985/Tese%20final.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank" rel="nofollow">Fanny Paul Volk : pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba</a></em>. Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Sociologia, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Paraná, como requisito parcial à obtenção do título de Doutor em Sociologia, 2010.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.culturacores.azores.gov.pt/aia/fotografia/cronologica.aspx" target="_blank">Site Cultura – Governo dos Açores </a></p>
<p style="text-align: left;">SOARES, Maria Thereza Gomes de Figueiredo; FEITOSA, Marcia Manir Miguel; FERREIRA JUNIOR, José. <em><a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/ffJ7g8dytXv94Y8QgYmyHFd/?lang=pt" target="_blank">Um olhar sobre a fotografia feminista brasileira contemporânea</a>. </em>Rev. Estud. Fem. 26 (3),<span class="_separator"> </span>2018.</p>
<p style="text-align: left;">SOUZA, Camila Targino. <a href="https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/3570/1/arquivo4780_1.pdf" target="_blank"><em>Da Transparência Diáfana à Opacidade Densa &#8211; Imagens e Imaginário da Coleção Francisco Rodrigues de Fotografia</em>.</a> Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, 2007.</p>
<p style="text-align: left;">SUTIL, Marcelo Saldanha; BARACHO, Maria Luisa Gonçalves. <a href="http://bndigital.bn.gov.br/fotos-de-estudio/" target="_blank"><em>Fotos de estúdio: imagens construídas</em></a>. Fundação Biblioteca Nacional.</p>
<p style="text-align: left;">TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p style="text-align: left;">VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p style="text-align: left;">VASQUEZ, Pedro Karp. Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX. São Paulo: Metalivros, 2000.</p>
<p style="text-align: left;">VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p style="text-align: left;">VIEGAS, Paula Cristina de Pinho Coelho Cintra.  <em><a href="https://docplayer.com.br/156269987-Mulheres-fotografas-em-portugal.html" target="_blank">Mulheres Fotógrafas em Portugal (1844 &#8211; 1918) Maria E. R. Campos 1.ª Photographa Portugueza</a>. </em>Disssertação para a obtenção de grau em Mestre em Arte, Patrimônio e Teoria do Restauro.<em> </em>Universidade de Lisboa Faculdade de Letras, 2018.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia &#8211; 19 de agosto</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24947" target="_blank"><em>Autorretratos de fotógrafos – Uma homenagem no Dia Mundial da Fotografia</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33789" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2023</a></p>
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		<title>Mercado Público de São José por Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2021 12:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ascenso Ferreira]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Com um belo registro do Mercado Público de São José no Recife, inaugurado em 1875 e tombado em 1973 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Brasiliana Fotográfica festeja o aniversário de fundação da cidade, ocorrida em 12 de março de 1537. A imagem foi produzida pelo fotógrafo Manoel Tondella (1861 - 1921), um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade do século XIX, período a partir do qual Recife, a mais antiga capital dos estados brasileiros, tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil.
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Com um belo registro produzido pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a> do Mercado Público de São José no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, monumento tombado, em 1973, pelo<a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/atas/1973__03__62_reuniao_ordinaria14_de_dezembro.pdf" target="_blank"> Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</a>, a Brasiliana Fotográfica festeja o aniversário de fundação da cidade, ocorrida em 12 de março de 1537.  Recife é a mais antiga capital dos estados brasileiros. Tondella, de ascendência portuguesa, foi um dos mais importantes fotógrafos de Pernambuco da segunda metade do século XIX, período a partir do qual Recife tornou-se referência histórica para a fotografia no Brasil. Documentou em imagens as transformações da cidade, entre os anos 1890 e as duas primeiras décadas do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16366" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><img class="wp-image-16366" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/oliveira.jpg" alt="Almanach de Pernambuco, 1901" width="462" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=228443&amp;pagfis=975" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Mercado Público de São José, localizado em frente à Igreja Nossa Senhora da Penha, no bairro de São José, um dos mais antigos da cidade, ficou no lugar do antigo Mercado da Ribeira de Peixes. Inaugurado em 7 de setembro de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de setembro de 1875, última coluna</a>), foi inspirado no Mercado Público de Grenelle, em Paris, projeto de A. Normand, e sua arquitetura em ferro é típica do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21938" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21938" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/discurso1.jpg" alt="Conclusão do discurso inaugural do Mercado Público de São José, proferido pelo pró-presidente da Câmara Municpal do Recife, João Pedro das Neves / Diário de Pernambuco, 9 de setembro de 1875" width="488" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">C<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/13526" target="_blank">onclusão do discurso inaugural do Mercado Público de São José, proferido pelo pró-presidente da Câmara Municipal do Recife, João Pedro das Neves / Diário de Pernambuco, 9 de setembro de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6922/MT_008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6922" target="_blank">Manoel Tondella; Photographia Tondella. Mercado Público de São José, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É o mais antigo edifício pré-fabricado em ferro no Brasil e seu estilo conferia status ao Recife, que crescia e perseguia o caráter da modernidade, que passava pelos conceitos de higiene e de melhorias urbanas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/2050" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de novembro de 1870, quarta coluna</a>). Os locais de comércio de alimentos teriam que atender a essas novas diretrizes a partir da retirada das ruas de mascates, ambulantes e feiras. Assim, a construção do mercado &#8220;<em>representaria o ideal de organização e padronização de um comércio que, antes, se encontrava disperso em forma de comércio ambulante, realizado por negros forros, escravos e trabalhadores livres.</em>” (GUILLEN; GRILLO; FARIAS, 2010).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21945" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/74372" target="_blank"><img class="wp-image-21945 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/diario1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 7 de setembro de 1975" width="353" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/74372" target="_blank">Termo de inauguração e abertura do Mercado de São José<em> / Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A encomenda do projeto do Mercado de São José pela Câmara Municipal do Recife foi feita ao engenheiro pernambucano João Luiz Victor Lieutier (c. 1819 &#8211; 1883), que havia feito seus estudos em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800449/3168" target="_blank"><em>Diário Novo</em>, 12 de agosto de 1845, primeira coluna </a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/2162" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de novembro de 1870, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/8261" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de junho de 1883, última coluna</a>). O detalhamento ficou sob a responsabilidade do engenheiro francês Louis Léger Vauthier (1815 &#8211; 1901), que havia sido o autor do projeto do Teatro de Santa Isabel (1850), além de ter ocupado o cargo de Diretor de Obras Públicas do Recife. Ele coordenou as obras do mercado, que começaram em 14 de junho de 1872, por determinação do presidente da província de Pernambuco, Henrique Pereira de Lucena (1835 &#8211; 1913). O empreiteiro foi José Augusto de Araújo e o custo da obra ultrapassou, devido às modificações sugeridas por Vauthier para adequar o edifício ao clima tropical, quase cinco milhões de réis, totalizando 390:315$136 (trezentos e noventa milhões, trezentos e quinze mil, centro e trinta e seis contos de réis).</p>
<p>A primeira reforma realizada no Mercado de São José, em 1906, durou quase um ano e foram executadas obras de reparo e a também a retirada de barracas do pátio interno, além de sua pavimentação. Na ocorrida em 1941, foi construída a câmara frigorífica do mercado. Suas venezianas de madeira e vidro foram, em 1950, substituídas por cobogós de cimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/595" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de fevereiro de 1950, quinta coluna</a>; <a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/9_rota_patrimonio_mercado_sao_jose_recife_pe.pdf" target="_blank">IPHAN, página 4</a>). No início da década de 80, suas instalações elétricas foram reformadas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/130" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de janeiro de 1980</a>). A estrutura do edifício foi danificada por um incêndio ocorrido 29 em novembro de 1989 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de novembro de 1989</a>). Foi reinaugurado com grande festa em 12 de março de 1994 e, quatro anos depois, foi novamente restaurado.  São conservados até hoje seus detalhes em<em> art-noveau</em>, como as bicas do telhado em forma de animais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21953" style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21953" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/incendio.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 30 de novembro de 1989" width="477" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_16/163438" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de novembro de 1989</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi nas décadas de 40 e 50, frequentado por recifenses ilustres como o cronista e compositor Antônio Maria (1921 &#8211; 1964) e o poeta Ascenso Ferreira (1895 &#8211; 1965). Foi também cenário de diversas manifestações artísticas, tendo sido um importante local de reunião de cantadores, emboladores e poetas da literatura de cordel.  Seus principais produtos, vendidos em cerca de 540 boxes, são o artesanato e a gastronomia do Nordeste, além de ervas medicinais, especiarias e artigos para rituais de religiões de matrizes africanas. O Mercado de São José ocupa uma área coberta de 3.541 metros quadrados, mede 48,88 metros de frente por 75,44 metros de fundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span><br />
DANIELLI, Leonardo; MACKMILLAN, Vanderli Machado. <a href="http://anais.uel.br/portal/index.php/sinagget/issue/view/17" target="_blank"><em>Mercado público: tipologias e sociabilidades do ambiente urbano</em>.</a> I Simpósio Nacional de Geografia e Gestão Territorial e XXXIV Semana de Geografia da Universidade Estadual de Londrina, 2018</p>
<p>GASPAR, Lúcia. <a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=729&amp;Itemid=192" target="_blank"><em>Mercado de São José</em></a>. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife.</p>
<p>GUILLEN, Isabel Cristina Martins; GRILLO, Maria Ângela de Faria; FARIAS, Rosilene Gomes. <em>Mercado de São José: Memória e História</em>. 1.ed. Recife: FADURPE, 2010.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LINS, Marcelo. <em>Mercados do Recife</em>. Recife : Projeto Recife no bolso, 2007.</p>
<p>MELO, Maria Carneiro Lacerda de. <a href="https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3323" target="_blank"><em>A relação dos mercados públicos de São José e da Boa Vista com a Cidade do Recife entre 1820 e 1875</em></a>. Pernanbuco : Universidade Federal de Pernambuco, 2011.</p>
<p><em><a href="https://memoriaescravidaope.wordpress.com/2018/06/13/mercado-de-sao-jose/" target="_blank">Memória da Escravidão e cultura negra em Pernambuco Mercado de São José</a></em></p>
<p>OLIVEIRA JÚNIOR, José Vanildo de Oliveira. <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5557?locale=pt_BR" target="_blank"><em>Fluxograma do processo de planejamento arquitetônico aplicado a</em></a><br />
<a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5557?locale=pt_BR" target="_blank"><em>mercados públicos</em></a>. 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia Urbana) &#8211; Universidade Federal da<br />
Paraíba, Paraíba.</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/9_rota_patrimonio_mercado_sao_jose_recife_pe.pdf" target="_blank"><em>Recife &#8211; Mercado de São José &#8211; Encarte Rotas do Patrimônio &#8211; Uma viagem pela história</em>. IPHAN e Monumenta</a>.</p>
<p>SILVA, Geraldo Gomes da. <em>O Mercado de São José</em>. Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 1984.</p>
<p><a href="http://www2.recife.pe.gov.br/servico/mercado-de-sao-jose" target="_blank">Site Prefeitura do Recife</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O &#8220;artista fotógrafo&#8221; Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 13:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O fotógrafo Louis Jacques Piereck (1880- 1931) é o autor do retrato destacado no sexto artigo da série "Feministas, graças a Deus", sobre Júlia Medeiros (1896 - 1972), publicado na Brasiliana Fotográfica, em 12 de dezembro de 2020. De origem austríaca e nascido em Campinas, ele atuou no Recife, entre fins do século XIX e nas primeiras décadas do XX. Considerado talentoso, tinha muito prestígio na sociedade pernambucana e em seu estabelecimento, a Photographia Piereck, eram produzidos "os mais perfeitos trabalhos". Sua especialidade eram "retratos, grupos de criança e o bello sexo".  É de sua autoria o último retrato de João Pessoa (1878 - 1930), produzido em seu ateliê no dia do assassinato do político. Assim como Júlia de Medeiros, Piereck também teve um fim de vida trágico: suicidou-se, em 1931, ingerindo uma alta dose de oxianureto de mercúrio, em sua residência.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O &#8220;artista fotógrafo&#8221; Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20488" style="width: 234px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/49681" target="_blank"><img class="wp-image-20488 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/piereck.jpg" alt="Louis Piereck / Jornal Pequeno, 20 de novembro de 1931" width="224" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/49681" target="_blank">Louis Piereck / <em>Jornal Pequeno</em>, 20 de novembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O fotógrafo Louis Jacques Piereck (1880- 1931) é o autor do retrato destacado no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746" target="_blank">sexto artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221;, sobre Júlia Medeiros (1896 &#8211; 1972)</a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 9 de dezembro de 2020. De origem austríaca e nascido em Campinas, em 13 de outubro de 1880, ele atuou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, entre fins do século XIX e nas primeiras décadas do XX. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822" target="_blank">Pernambuco</a>, a partir da década de 1850, com a chegada de vários fotógrafos estrangeiros e o estabelecimento de diversos ateliês fotográficos, tornou-se uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Piereck foi contemporâneo do português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a> e do pernambucano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 &#8211; 1921)</a>, dentre outros. Considerado talentoso, tinha muito prestígio na sociedade pernambucana e, em seu estabelecimento, a Photographia Piereck, eram produzidos &#8220;<em>os mais perfeitos trabalhos</em>&#8220;. Anunciava como sua especialidade &#8220;<em>retratos, grupos de criança e o bello sexo</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22201" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8445" target="_blank"><img class="wp-image-22201" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/moçalinda.jpg" alt="moçalinda" width="517" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8445" target="_blank">Louis Piereck. Maria dos Anjos Correia de Araújo, s/d. Usina Timboassú, Escada, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muito provavelmente Louis aprendeu seu ofício de fotógrafo convivendo com profissionais em estabelecimentos fotográficos onde seu pai, o pintor acadêmico austríaco Ferdinand (Fernando) Piereck (1844 &#8211; 1925), trabalhou como, por exemplo, os ateliês de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21156" target="_blank">Henrique Rosén (1840 &#8211; 1892)</a>, em Campinas; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, no Recife; e o de Carlos Hoenen (18? &#8211; ?), em São Paulo. Em 1870, Ferdinand esteve pela primeira vez no Brasil, onde todos os seus cinco filhos, que teve com a tcheca Elizabeth Taussig (1855 &#8211; 19?), nasceram: Wilhelmine Ernestine (Guilhermina Christiani) (1878 &#8211; 19?), Ferdinand Junior (1879 &#8211; ?), Louis (1880 &#8211; 1931), Babette (Elizabeth White) (1881 &#8211; 19?) e Laura Correia (1882 &#8211; 19?). Naturalizou-se brasileiro em 1896. A motivação de sua vinda para o Brasil é incerta. Teria vindo atraido pela natureza tropical? À procura de uma clientela desejosa de que sua prosperidade fosse retratada?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 684px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8450" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8450/fr_005680.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="" width="674" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8450" target="_blank">Antônio Jovino da Fonseca, negociante de açúcar, Maria Fausta Jovino da Fonseca, s/d. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1904, após uma estadia na Europa, Louis Piereck avisava a amigos, a antigos fregueses e ao público em geral que seu ateliê, a Photographia Piereck, no número 54 da rua dr. Rosa e Silva <strong>(1)</strong>, antiga rua da Imperatriz, no Recife, tinha todos os <em>requisitos necessários a fim de bem servi-los</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/6934" target="_blank">(<em>Jornal Pequeno</em>, 30 de abril de 1904, primeira coluna</a>). Era o mesmo endereço onde havia se localizado o ateliê do fotógrafo Flosculo de Magalhães (18? &#8211; 19?).</p>
<p>Casou-se, no Recife, com Hermínia Bastos Tigre (? &#8211; 1949), em 31 de janeiro de 1907, e tiveram cinco filhos, Luiz (c. 1907 &#8211; 1923), Edgard (1909 &#8211; 1993), Carmelita (19? -19?) &#8211; que faleceu ainda criança de crupe em uma das viagens da família à Europa -, Helena (19? &#8211; 19?) e Hermínia (Baby) (1916 &#8211; 1987) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9009" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de janeiro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Louis Piereck conquistou o Grande Prêmio na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908 </a>e medalhas de ouro na Exposição Internacional de Bruxelas de 1910, na Exposição Internacional de Turim de 1911, na Exposição Internacional do Trabalho de Milão de 1915, e na Exposição Internacional do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, em 1922. Seu estabelecimento fotográfico era uma <em>Casa honrada com a preferência da alta sociedade pernambucana, </em>onde além de produzir e expor fotografias, Piereck vendia equipamentos fotográficos. Frequentemente ia à Europa, de onde trazia as &#8220;<em>novidades da arte</em>&#8220;.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essa conhecida casa, de que é proprietário o habilíssimo e competente artista sr. Luiz Piereck, acaba de ser dotada de importantes melhoramentos e novidades da arte, tonando-se desta sorte o principal estabelecimento do gênero desta capital&#8221;</em></span></a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de fevereiro de 1913</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Photographia Piereck também foi palco de exposições de artistas plásticos como Vicente do Rego Monteiro (1899 &#8211; 1970), que se tornaria um pintor de renome internacional, e do chargista e caricaturista paraibano Fausto Silvério Monteiro, (? &#8211; 1935), o <em>Fininho,</em> pioneiro nas produções de materiais gráficos do cinema pernambucano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/53" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de janeiro de 1920, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/7100" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de agosto de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8440" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8440/fr_000148.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="525" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8440" target="_blank">Louis Piereck. Feliciana dos Santos Dias, s/d. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=piereck&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Louis Piereck disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Cerca de um ano antes de sua morte, Piereck foi o responsável pela última fotografia do então governador da Paraíba, João Pessoa  (1878 &#8211; 1930) que, no dia em que foi assassinado, 26 de julho de 1930, pelo jornalista João Dantas (1888 &#8211; 1930), no Recife, esteve na Photographia Piereck, <em>onde tirou novas fotografias a fim de atender a pedidos que constantemente lhe eram feitos por jornalistas, amigos e parentes. </em>O governador estava com o ex-deputado e futuro governador de Pernambuco, Agamenon Magalhães (1893 &#8211; 1952), e com o jornalista Caio Lima Cavalcanti (1898 &#8211; 1975). Piereck era grande admirador de Pessoa e, segundo noticiado no <em>Correio da Manhã</em>,<em> </em>o encontro dos dois se deu com grande emoção. O assassinato é considerado um dos estopins da Revolução de 30.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20493" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/tede/5954/1/arquivo%20total.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-20493 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/união1.jpg" alt="O último retrato de João Pessoa / Primeira página do jornal A União (PB), 2 de agosto de 1930" width="422" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/tede/5954/1/arquivo%20total.pdf" target="_blank">O último retrato de João Pessoa, produzido por Piereck horas antes do assassinato do político, em 26 de julho de 1930, no Recife / Primeira página do jornal <em>A União</em> (PB), 2 de agosto de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uxUygBfSsu0" target="_blank">Link para o Hino a João Pessoa (o político), composto por Eduardo Souto e Oswaldo Santiago, cantado por Francisco Alves</a></p>
<p>O assassino de João Pessoa, João Dantas, e o engenheiro Augusto Caldas, seu cunhado, foram presos na Casa de Detenção do Recife, onde foram encontrados mortos em 6 de outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/2049" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de outubro de 1930, primeira coluna</a>). O motivo oficial das morte foi suicídio mas, anos depois, a descoberta de registros fotográficos produzidos por Piereck contribuíram para desacreditar essa versão.</p>
<p>Assim como Júlia de Medeiros, Louis Piereck teve um fim de vida trágico: suicidou-se, em 1931, ingerindo uma alta dose de oxianureto de mercúrio. Ele era viciado em jogo e havia perdido seu patrimônio em corridas de cavalo.</p>
<p>Além da fotografia de Júlia, que pertence ao acervo do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8204" target="_blank">Arquivo Nacional</a>, a Brasiliana Fotográfica disponibiliza 12 imagens produzidas por Piereck que pertencem ao acervo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Fundação Joaquim Nabuco</a>. Ambas são instituições parceiras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/12503"><img class="alignnone size-full wp-image-20525" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/assinatura.jpg" alt="assinatura" width="392" height="52" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #993300;"><strong>Cronologia de Louis Piereck (1880 &#8211; 1931)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20745" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-20745" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/louis.jpg" alt="O fotógrafo Louis Piereck / Blog de Fernando Machado" width="335" height="441" /><p class="wp-caption-text">O fotógrafo Louis Piereck / Acervo da família Piereck</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1844</strong></span> &#8211; Em Viena, na Áustria, nascimento do pintor Ferdinand (Fernando) Piereck (1844 &#8211; 1925), pai de Louis, em 10 de setembro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Em 15 de outubro, Ferdinand chegou ao Rio de Janeiro, a bordo do paquete francês <em>Amazone</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/1461" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de outubro de 1870, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong> </span>- Em Viena, em 13 de março, casamento de Ferdinand com Elizabeth Taussig (05/11/1855 &#8211; ?), nascida em Praga, de origem judaica. Os dois primeiros filhos do casal, Wilhelmine Ernestine (Guilhermina Christiani) (1878 &#8211; 19?) e Ferdinand Junior (1879 &#8211; ?), nasceram em Pernambuco. O fotógrafo Louis (1880 &#8211; 1931), Babette (Elizabeth White) (1881 &#8211; 19?) e Laura Correia (1882 &#8211; 19?), em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21081" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/família-piereck.jpg"><img class="size-large wp-image-21081" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/família-piereck-576x1024.jpg" alt="Louis Piereck. Ferdiand e Elizabeth Piereck com três filhos de Louis Piereck: Louis, Edgard e Hermínia (Baby), c. 19?" width="576" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">Ferdinand e Elizabeth Piereck e três de seu netos: Louis, Edgard e Hermínia (Baby), fotografados por Louis Piereck em torno de 1920/ Acervo da família Piereck</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; Ferdinand partiu do Rio de Janeiro para Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2004" target="_blank"><em>O Globo</em>, 1º de janeiro de 1876, quinta coluna</a>). Foi contratado para trabalhar na Photographia Allemã de  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/11377" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de janeiro de 1876</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong></span> &#8211; Ferdinand  foi contratado para ser o responsável pela pela policromia das fotopinturas a óleo e aquarela da Photographia Allemã, de Carlos Hoenen (18?-?), inaugurada em 1º de setembro de 1875, na rua do Carmo, 74, em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/6324" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 31 de agosto de 1875, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/8865" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 23 de novembro de 1877</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong></span> &#8211; Ferdinand ainda trabalhava no estabelecimento de Hoenen (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/9646" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 30 de julho de 1878)</a> e foi, muito provavelmente, o autor da pintura do teto de um dos cômodos do Grande Hotel, da Rua São Bento (<a href="http://docvirt.com/DocReader.net/RevIPHAN/3391" target="_blank"><em>Revista do IPHAN</em>, nº 10, 1946)</a>, de propriedade de dois comerciantes: o teuto-suíço Frederico Glette (? &#8211; 1886) e o alsaciano Victor Nothmann (? &#8211; 1905).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21108" style="width: 695px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/9357" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21108" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/embelezamento.jpg" alt="Província, 30 de maio de 1878" width="685" height="179" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_03/9357" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 30 de abril  de 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi também o autor de uma pintura de tema religioso realizada para a Igreja da Penha (<em>A Província de São Paulo</em>, 28 de julho de 1878).</p>
<p>Transferiu-se para Campinas, onde trabalhou no ateliê Photographia Campinense, do sueco <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21156" target="_blank">Henrique Rosén (1840 &#8211; 1892), n</a>a época o mais importante fotógrafo do interior paulista, que, posteriormente, em janeiro de 1890, foi nomeado cônsul do Brasil da Suécia e da Noruega (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/873934/263" target="_blank"><em>Relatório do Ministério das Relações Exteriores</em>, 1891</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/284" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de junho de 1891, primeira coluna</a>). A expansão cafeeira no oeste paulista fez com que vários fazendeiros alojassem em suas casas artistas que retratavam suas famílias. Ferdinand pintou diversos barões do café e, neste ano, pintou o retrato de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a>, que está no casarão da Fazenda  Pinhal, em São Carlos, São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21077" style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.casadopinhal.com.br/search_iconograficos/view?id=385" target="_blank"><img class="wp-image-21077 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/pedro.jpg" alt="Dom Pedro II, pintura de Ferdinand Piereck, 1878" width="484" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.casadopinhal.com.br/search_iconograficos/view?id=385" target="_blank">Dom Pedro II, por Ferdinand Piereck, 187</a>8</p></div>
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<p>Sua primeira filha, Wilhelmine (Guilhermina) (1878 -?), nasceu em Pernambuco.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1879</strong></span> &#8211; Nascimento do segundo filho do casal Ferdinand e Elizabeth, Ferdinand Junior, em Pernambuco.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Nascimento de Louis Piereck, em 13 de outubro, em Campinas <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29503">(<em>Jornal Pequeno</em>, 13 de outubro de 1919, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/89094"> <em>Jornal do Recife</em>, 13 de outubro de 1923, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/89094"> <em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de  1930, sexta coluna</a>). Algumas fontes informam o ano de nascimento 1878, e, por vezes, indicam como local de seu nascimento a Áustria ou a Suíça, mas documentação enviada da Áustria para familiares do fotógrafo apontam 1880 e Campinas como o ano e o local corretos do nascimento do fotógrafo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> 1881 &#8211; 1882</strong></span> &#8211; Em São Paulo, nascimento dos últimos filhos do casal Ferdinand e Elizabeth: Elizabeth (Babette) (1881 &#8211; 19?) e Laura (1882 &#8211; 19?) .</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong> </span>- Ferdinand Piereck, que havia voltado de Viena, foi contratado pela Photographia Allemã, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Albert Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, localizada na rua do Barão da Vitória, nº 52, no Recife. O gerente do estabelecimento era o também austríaco Constantino Barza (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23652" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de março de 1886)</a>.</p>
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<div id="attachment_21085" style="width: 198px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/23652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/barza.jpg" alt="Jornal do Recife, 3 de março de 1886" width="188" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/23652" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de março de 1886</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Segundo passaporte emitido na Áustria, em 16 de abril de 1887, para Ferdinand (Fernando) Piereck, com validade de três anos, ele estava em Viena, e viria ainda naquele ano para o Brasil. Aqui, após ter visitado as <em>principais galerias</em> durante sua viagem, voltou a trabalhar na Photographia Allemã, ficando encarregado dos retratos a óleo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25177" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de maio de 1887, quarta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; De acordo com propaganda veiculada em 1910, a fundação do ateliê fotográfico de Louis Piereck teria ocorrido neste ano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/12503" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 14 de novembro de 1910</a>). Em janeiro de 1892, foi inaugurada a Photographia Brazil, de Flosculo de Magalhães (18? &#8211; 19?),  na rua da Imperatriz 54 A (que em 1895 passou a chamar-se rua dr. Rosa e Silva), primeiro estabelecimento do gênero no bairro da Boavista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30463" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 6 de janeiro de 1892, terceira coluna</a>). Em 1901, 1902 e 1903 continuava a funcionar no mesmo endereço. Flosculo mudou-se, em 1904, com a família para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/11047" target="_blank"><em>A Província</em>, 6 de novembro de 1901, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/11367" target="_blank"><em>A Província</em>, 21 de janeiro de 1902, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/14591" target="_blank">A Província, 30 de janeiro de 1904, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15865" target="_blank"><em>A Província</em>, 1º de setembro de 1904, segunda coluna)</a>. É o mesmo endereço que, a partir de 1904, foi anunciado como o da Photographia Piereck <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/6934" target="_blank">(<em>Jornal Pequeno</em>, 30 de abril de 1904, primeira coluna</a>). Teriam os fotógrafos trabalhado juntos ou Piereck teria sucedido Flosculo no mesmo endereço?</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Louis enviou um cartão de felicitações a sra. H. Barza. Seria uma parente de Constantino Barza (18? &#8211; ?), que havia sido o gerente da Photographia Allemã, de Henschel (1827 &#8211; 1882)? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35955" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1º de novembro de 1895, terceira coluna</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong> </span>- Seu pai, Ferdinand (Fernando) Piereck, naturalizou-se brasileiro, em 22 de maio de 1896 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/14231"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de maio de 1896, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong> </span>- Fazia parte de um Club de Photographia que distribuiu prêmios durante o ano de 1899 e 1900. O primeiro sorteio premiou o sócio Tito Rosas e o segundo, Alfredo Garcia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/1130" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 2 de janeiro de 1899, terceira coluna</a>).</p>
<p>Morava no Entroncamento nº 37 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/41073" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 30 de julho de 1899, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Possuía um estabelecimento fotográfico, em Campina Grande, na Paraíba.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Seu estabelecimento fotográfico, a Photographia Piereck, ficava no número 54 A  da rua dr. Rosa e Silva <strong>(1)</strong>, antiga rua da Imperatriz, no Recife, mesmo endereço onde havia se localizado anteriormente o ateliê do fotógrafo Flosculo de Magalhães (18? &#8211; 19?). Foi anunciado que Piereck havia chegado há pouco da Europa onde havia se dedicado com esmero à arte fotográfica. Avisava a amigos, a antigos fregueses e ao público em geral que seu ateliê tinha todos os <em>requisitos necessários a fim de bem servi-los</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/6934" target="_blank">(<em>Jornal Pequeno</em>, 30 de abril de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20496" style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_08/5275" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20496" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/estabelecimento.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 7 de maio de 1904" width="758" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_08/5275" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de maio de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma rua dr. Rosa e Silva, no número 39, ficava a Modern Photograph, de Manoel Ribeiro Filho (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/5013" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Piereck retratou a atriz e cantora Vittorina Cesana (1896? &#8211; 19?) caracterizada para o papel de militar da opereta <em>Os 28 dias de Clarinha</em>. Durante a apresentação da peça, no Teatro Santa Izabel, no Recife, esta fotografia foi distribuida aos espectadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/7192" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de julho de 1904, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/5523" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1904, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck e na Maison Chic estavam sendo vendidos exemplares de <em>A Linguagem dos selos pelo cartão postal ou o dicionário do amor pelo correio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/7460" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 12 de outubro de 1904</a>).</p>
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<div id="attachment_20497" style="width: 222px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/maison.jpg"><img class="size-full wp-image-20497" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/maison.jpg" alt="Pequeno Jornal, 12 de outubro de 1904" width="212" height="255" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/7460" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 12 de outubro de 1904</a></p></div>
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<p>Seu pai, o pintor acadêmico Ferdinand (Fernando) Piereck, trabalhava na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/7490" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de outubro de 1904, quarta coluna).</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong> </span>- Foi anunciada uma <em>grande exposição artística</em> na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/15764" target="_blank"><em>A Província</em>, 8 de abril de 1905</a>).</p>
<p>Houve uma liquidaçao de cartões-postais em seu estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/8261" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 14 de junho de 1905, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Estavam em exposição na Photographia Piereck o retrato de todos os presidentes da Câmara de Deputados Estaduais de Pernambuco desde a proclamação da República: José Maria, Moreira Alves, José Marcelino, Elpidio Figueireido, Mota Silveira e João Coimbra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/49008" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de fevereiro de 1906, sétima coluna</a>).</p>
<p>Anunciava seu estabelecimento fotográfico como uma <em>Casa honrada com a preferência da alta sociedade pernambucana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/49021" target="_blank">Jornal do Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/49021" target="_blank">, 23 de fevereiro de 1906, oitava coluna</a>).</p>
<p>Anúncio da contratação do casamento com Hermínia Bastos Tigre, irmã do poeta, bibliotecário, publicitário e jornalista Manuel Bastos Tigre (1882 &#8211; 1957), filha do negociante Delfino Tigre (18? &#8211; 1932) e de Maria Leontina Bastos Tigre (18? &#8211; 1926) e publicação das proclamas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/7614" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de outubro de 1906, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50019" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 25 de dezembro de 1906, quarta coluna</a>). Uma curiosidade: o cunhado de Piereck, Manuel Bastos Tigre, foi o responsável pelo <em>slogan</em> da Bayer que se tornou famoso em todo o mundo: &#8220;<em>Se é Bayer é bom</em>&#8220;. É também o autor da letra da música <em>Chopp em Garrafa</em>, com música de Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), que foi interpretada por Orlando Silva (1915 &#8211; 1978). Foi inspirada no produto que a Brahma passou a engarrafar. Sucesso do carnaval de 1934, é considerado o <a href="https://www.propagandashistoricas.com.br/2015/06/primeiro-jingle-do-brasil.html" target="_blank">primeiro<em> jingle</em> publicitário do Brasil</a>. Foi também o autor do livro <em>Meu Bebê: livro das mamães</em> para anotações sobre o bebê desde seu nascimento. O Dia do Bibliotecário, 12 de março, dia de seu nascimento, foi instituído, em 1980, em sua homenagem.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Louis Piereck produziu as fotografias da turma de bacharéis de 1906 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/8921" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de janeiro de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20499" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/9396" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20499" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/capricho.jpg" alt="Jornal Pequeno, 3 de junho de 1907" width="337" height="181" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/9396" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 3 de junho de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8444" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8444/fr_000452.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="491" height="799" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8444" target="_blank">Louis Piereck. Pedro Velho Pessoa de Albuquerque, bacharel em 1906, 1906. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
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<p>Casou-se, no Recife, com Hermínia Bastos Tigre (? &#8211; 1949), em 31 de janeiro de 1907, e tiveram cinco filhos, Luiz (c. 1907 &#8211; 1923), Edgard (1909 &#8211; 1993), Carmelita (19? -19?) &#8211; que faleceu ainda criança de crupe em uma das viagens da família à Europa -, Helena (19? &#8211; 19?) e Hermínia (Baby) (1916 &#8211; 1987) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9009" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de janeiro de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21096" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/família-piereck-2.jpg"><img class="wp-image-21096 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/família-piereck-2-1024x517.jpg" alt="família piereck 2" width="768" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Louis (filho primogênito do fotógrafo), Hermínia, sua mulher; Edgard (seu filho), o fotógrafo Louis Piereck, duas irmãs de Hermína e a mãe de Hermínia, Maria Leontina Bastos Tigre, em um navio indo para a Europa, década de 10 / Acervo da família Piereck</p></div>
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<p>Anunciava utilizar na Photografia Piereck o processo Van Bosch, <em>garantido para os climas tropicais</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9370" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de maio de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20498" style="width: 778px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9370" target="_blank"><img class="size-large wp-image-20498" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/van-1024x289.jpg" alt="Pequeno Jornal, 24 de maio de 1907" width="768" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/9370" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de maio de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou a <em>Alta Novidade Photo-Pintura-Esmaltada</em> como exclusividade da Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/10005" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de dezembro de 1907</a>). Com esta técnica foram realizados os retratos do desembargador Sigismundo Gonçalves (1845 &#8211; 1915) e do senador Rosa e Silva (1847 &#8211; 1929), expostos no depósito da Fábrica Lafayette (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/10021" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de dezembro de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; A Photographia Piereck ficou incumbida pelo retrato do príncipe Luiz Felipe de Portugal (1887 &#8211; 1908), assassinado em 1º de fevereiro de 1908, que seria colocado na galeria do Real Hospital Português de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/51487" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de fevereiro de 1908, oitava coluna</a>).</p>
<p>Exposição na Fábrica Lafayette, na rua 1º de Março, do retrato em <em>photo-pintura-esmaltada</em> do coronel Cornélio Padilha (18? &#8211; 19?), realizado pela Photographia Piereck. O retrato seria dado ao coronel por amigos na ocasião de sua chegada da Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/52183" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de setembro de 1908, última coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck conquistou o Grande Prêmio na Exposição Nacional de 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10376" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9373" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 31 de dezembro de 1908</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 3 de junho de 1909, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20504" style="width: 636px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9373" target="_blank"><img class="wp-image-20504 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/exposição-n.jpg" alt="exposição n" width="626" height="353" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9373" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 31 de dezembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Foi publicada uma lista de personalidades fotografadas pelo sistema &#8220;Esmalte Piereck&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 3 de junho de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-20501 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/expopiereck.jpg" alt="expopiereck" width="419" height="315" /></a></p>
<div id="attachment_20502" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><img class=" wp-image-20502" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/expopiereck1.jpg" alt="Pequeno Jornal, de 1909" width="415" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/10582" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 3 de junho de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exposição de um retrato do ex-presidente Afonso Pena (1847 &#8211; 1909) na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11054" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de junho de 1909, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Louis Piereck embarcou, em 10 de outubro, para a Europa, a bordo do <em>Aragon,</em> e anunciou que seu ateliê fotográfico continuaria funcionando. Retornou em 9 de dezembro de 1909 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20111" target="_blank"><em>A Província</em>, 10 de outubro de 1909, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/53525" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de outubro de 1909, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20337" target="_blank"><em>A Província</em>, 10 de dezembro de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na Fábrica Lafayette, exposição de retratos produzidos por Piereck, feitos por <em>um novo e belíssimo processo, o mais moderno da arte fotográfica, imitação de fina gravura em relevo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20465" target="_blank"><em>A Província</em>, 14 de janeiro de 1910, última coluna</a>).</p>
<p>Venda de quadros e molduras a varejo e no atacado na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21010" target="_blank"><em>A Província</em>, 30 de maio de 1910, quinta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck conquistou a Medalha de Ouro na Exposição Internacional de Bruxelas, realizada entre 23 de abril e 1º de novembro de 1910 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/1147" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 1º de novembro de 1910, última coluna</a>). Também participaram da exposição os pintores brasileiros Lucilio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939) e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2490" target="_blank">Antônio Parreiras (1860 &#8211; 1937)</a>. O encarregado pelos concertos de música brasileira no evento foi o maestro cearense Alberto Nepomuceno (1864 &#8211; 1920), então diretor do Instituto Nacional de Música. O pavilhão brasileiro foi projetado pelo arquiteto belga Franz van Ophen (18? &#8211; 19?).</p>
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<div id="attachment_20515" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/4760" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20515" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/pavilhão.jpg" alt="Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Bruxelas, em 1910 / Fon-Fon, 9 de julho de 1910" width="399" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/4760" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Bruxelas, em 1910 / Fon-Fon, 9 de julho de 1910</a></p></div>
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<p>Em 15 de novembro de 1910, foi inaugurada a instalação elétrica da Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/12503" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 14 de novembro de 1910</a>).</p>
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<div id="attachment_20503" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/12503" target="_blank"><img class="wp-image-20503 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/bruxelas-1024x247.jpg" alt="bruxelas" width="768" height="185" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/12503" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 14 de novembro de 1910</a></p></div>
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<p>O quadro das novas professoras formadas no Colégio Prytaneu foi confeccionado e exposto na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21850" target="_blank"><em>A Província</em>, 28 de novembro de 1910, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911 </strong><span style="color: #000000;">- </span></span><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">A Photographia Piereck ganhou a Medalha de Ouro na Exposição de Turim, realizada entre 29 de abril e 19 de novembro de 1911 </span></span><span style="color: #000000;">(</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228443/5973" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1912</a><span style="color: #000000;">). </span></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/medalhaturim.jpg"><img class=" size-full wp-image-21135 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/medalhaturim.jpg" alt="medalhaturim" width="340" height="346" /></a></p>
<div id="attachment_21136" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/medalhaversoturim.jpg"><img class="wp-image-21136 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/medalhaversoturim.jpg" alt="medalhaversoturim" width="344" height="316" /></a><p class="wp-caption-text">Medalha de Ouro da Exposição de Turim / Acervo da família Piereck</p></div>
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<p>Nessa mesma exposição, o fotógrafo amador alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653" target="_blank">Luis Lavènere Wanderley (1868 &#8211; 1966) </a>também foi premiado com uma Medalha de Ouro exibindo fotografias sobre madeira, sobre porcelana e quadros de gênero  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348074/9843" target="_blank"><em>Leituras para todos</em>, janeiro de 1912</a>).</p>
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<div id="attachment_20533" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Exposi%C3%A7%C3%A3o_Universal_de_1911#/media/Ficheiro:De_Karolis,_Adolfo_(1874-1928)_-_Esposizione_Torino_1911.jpg" target="_blank"><img class="  wp-image-20533" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/poster.jpg" alt="poster" width="270" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Exposi%C3%A7%C3%A3o_Universal_de_1911#/media/Ficheiro:De_Karolis,_Adolfo_(1874-1928)_-_Esposizione_Torino_1911.jpg" target="_blank">Poster oficial da Exposição Internacional de Turim em 1911, de autoria de Adolfo De Karolis (1874 &#8211; 1928)</a></p></div>
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<p>O fotógrafo austríaco radicado no Brasil <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866" target="_blank">Otto Rudolf Quaas (c. 1862 – c. 1930)</a> recebeu a Medalha de Prata. Segundo artigo de Boris Kossoy, publicado no <em>O Estado de São Paulo,</em> de 4 de março de 1973,  o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941) </a>participou da Exposição Universal de Turim, durante a qual foi agraciado com a comenda de Cavaleiro da Coroa, concedida pelo rei da Itália, por sua defesa da causa da imigração italiana para o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941).</a></p>
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<div id="attachment_20512" style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228443/5973" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20512" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/turim.jpg" alt="Almanach de Pernambuco, 1912" width="528" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228443/5973" target="_blank"><em>Almanach de Pernambuco</em>, 1912</a></p></div>
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<p>Em uma exposição do quadro de bacharéis em Ciências Jurídicas e Sociais da Faculdade de Direito na Photographia Piereck, a iluminação do ateliê foi descrita e referida como responsável por um <em>surpreendente efeito luminoso. </em>O evento, muito concorrido, contou com a apresentação da banda do 49º Batalhão de Caçadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/22433" target="_blank"><em>A Província</em>, 6 de dezembro de 1911, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211;  Exposição de um retrato de Eudoro Correia (1869 &#8211; 1961), prefeito do Recife, na Photographia Piereck. O retrato seria ofertado ao prefeito pelos carvoeiros da casa Cory Brothers (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/56998" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de abril de 1912</a>).</p>
<p>Mais uma vez, o quadro de retratos das novas professoras formadas no Colégio Prytaneu foi confeccionado e exposto na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/14596" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de maio de 1912, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck também confeccionava <em>elegantes e custosas</em> molduras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/14737" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de junho de 1912, última coluna</a>).</p>
<p>Em julho, Louis Piereck foi passar uma temporada na Europa e deixou na direção de seu estabelecimento seu antigo auxiliar J. de Oliveira Lopes. Seu amigo Delfino da Silva Tigre cuidaria de seus assuntos particulares e comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/57414" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 18 de julho de 1912, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; A bordo do <em>Araguaya</em>, Louis Piereck retornou de uma viagem à Europa quando visitou vários estabelecimentos fotográficos, especialmente em Viena e em Berlim. Comprou a patente para o processo fotográfico esmalte ouro para a América do Sul. Além disso, adquiriu uma <em>utilíssima e magnífica máquina para operação em atelier, tipo 1912, a mais aperfeiçoada invenção e dotada de uma fina objetiva do importante cabricante Carl Zeiss&#8230;esse aparelho é o único que consegue apanhar clichês representando a maior naturalidade e nitidez, visto como o fotografado não vê diante de si a câmara, mas um grande espelho, onde se reflete a sua imagem, podendo desta natureza o artista, no momento crítico, apanhar uma fisionomia com a expressçao mais viva e natural. No interior da máquina  existe um aparelho instantâneo automático, de maneira que a pessoa que está sendo fotografada, por mais nervosa que seja, não pode modificar a expressão do rosto, evitando assim as tão frequentes reclamações de que &#8220;o trabalho não está bom a cópia não foi fiel&#8221;. </em>Trouxe também fundos e decorações, uma coleção de animais para fotos com crianças, um projetor automático e elétrico, o maior do gênero em Pernambuco, que permitia <em>apanhar no dia mais escuro qualquer clichê</em> e um graduador automático de <em>regulamentação de luz nas provas</em>. Finalmente, comprou também <em>uma rica e elegante cartonagem</em> para a produção de um <em>belíssimo efeito no acabamento dos retratos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58483" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1º de fevereiro de 1913, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de fevereiro de 1913, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/24048" target="_blank"><em>A Província</em>, 25 de fevereiro de 1913, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20527" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/esmalte.jpg" alt="Jornal Pequeno, 20 de fevereiro de 1913" width="359" height="255" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><em>Descrição do processo Esmalte Ouro / Jornal Pequeno</em>, 20 de fevereiro de 1913</a></p></div>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15677" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essa conhecida casa, de que é proprietário o habilíssimo e competente artista sr. Luiz Piereck, acaba de ser dotada de importantes melhoramentos e novidades da arte, tonando-se desta sorte o principal estabelecimento do gênero desta capital&#8221;.</em></span></a></p>
<p>Louis Piereck anunciou que havia reassumido a direção técnica de seu estabelecimento e a nova máquina fotográfica adquirida na Europa foi exposta na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15702" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de fevereiro de 1913, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15702" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de março de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou possuir <em>os aparatos mais modernos e necessários para transformar seu ateliê em um interior de igreja para os atos de 1ª Comunhão, casamentos e batizados</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/15850" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de abril de 1913, primeira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8441" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8441/fr_000149.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="515" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8441" target="_blank">Louis Piereck. José do Santos Dias, Luiz Dias Lins [primeira Comunhão], s/d. Recife, Pernambuco / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p style="text-align: left;">A Photographia Piereck inaugurou seu serviço fotográfico noturno sem o processo do magnésio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16109" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de junho de 1913, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20531" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16109" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20531" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/noite.jpg" alt="Jornal Pequeno, 13 de junho de 1913" width="218" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/16109" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Photographia Piereck foi contratada para realizar o quadro dos formandos da Escola de Farmácia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/25205" target="_blank"><em>A Província</em>, 24 de julho de 1913, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em 14 de novembro, no Teatro Santa Izabel, no Recife, foi entregue a Medalha de Ouro conquistada por Louis Piereco, na Exposição Internacional de Turim, em 1911 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16232" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 15 de novembro de 1913, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20532" style="width: 378px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/16232" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20532" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/medalha.jpg" alt="Jornal Pequeno, 15 de novembro de 1913" width="368" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/16232" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 15 de novembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que Louis Piereck embarcaria para a Europa com a família. Teria aceito a incumbência de realizar para o <em>Jornal Pequeno</em> reportagens fotográficas nas principais cidades que visitasse (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16762" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 29 de novembro de 1913, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/64325" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 18 de abril de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck, exposição de um quadro com retratos da tripulação vencedora, do Club Náutico, do páreo de honra da última regata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/16815" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 13 de dezembro de 1913, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Exposição do quadro das professoras da Escola Normal Pinto Junior, confeccionado no ateliê fotográfico de Piereck que foi decorado, para o evento, em estilo japonês. Na ocasião, houve a apresentação de uma banda militar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/29426" target="_blank"><em>A Província</em>, 21 de novembro de 1914, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/63001" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de novembro de 1914, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Ganhou o Grande Prêmio de Honra e uma Medalha de Ouro na Exposição Internacional do Trabalho em Milão.</p>
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<div id="attachment_21124" style="width: 513px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/milão.jpg"><img class=" wp-image-21124" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/milão-768x1024.jpg" alt="Grande Prêmio de Honra, em Milão, 1915 / Arquivo da família Piereck" width="503" height="671" /></a><p class="wp-caption-text">Grande Prêmio de Honra, Milão, 1915 / Acervo da família Piereck</p></div>
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<p>Após uma longa viagem pela Europa, iniciada em fins de 1913, quando esteve em Viena, Paris e Berlim, Louis Piereck e sua família voltaram para o Recife, a bordo do transatlântico <em>Avon</em>. Trouxe para seu ateliê recentes <em>descobertas fotográficas</em>, dentre elas o processo de <em>Pigment ou carvon verdadeiro, em que se notam nas provas 20 e tantas cores diferentes. </em>Adquiriu também aparelhos para a execução de trabalhos esmaltados em moldura de diversos formatos &#8211; ovais, medalhões, redondos, quadrados, dentre outros &#8211; , e máquinas fotográficas para a realização de <em>instantâneos de toda natureza</em> &#8230; <em>podendo apanhar as imagens com a rapidez de 2500 de segundo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/64325" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 18 de abril de 1915, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/30561" target="_blank"><em>A Província</em>, 23 de abril de 1915, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/30593" target="_blank"> <em>A Província</em>, 27 de abril de 1915, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/20217" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 28 de maio de 1915, penúltima coluna</a>). Reassumiu seu estabelecimento fotográfico em 1º de junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/30833" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de maio de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p>Era o <em>único depositário para todo o Brasil </em>do medicamento <em>Expulsin</em>, fabricado em Berlim para o combate à gota, reumatismo e artrite (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/31081" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de junho de 1915, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/35943" target="_blank"><em>A Província</em>, 17 de março de 1917, última coluna</a>).</p>
<p>O inspetor de higiente, dr. Gouveia de Barros, foi retratado na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/20664" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de agosto de 1915, última coluna</a>).</p>
<p>Inauguração de diversos e <em>importantes melhoramentos</em> na Photographia Piereck, dentre eles o aumento da iluminação elétrica. Havia no ateliê um espaçoso laboratório para lavagem, revelação e fixagem de chapas, uma prensa automática e elétrica para a impressão de provas e também um aparelho para o serviço de ampliação. Havia também a seção de c<em>olagem, cortagem de cartão e abertura de firma da casa e outros distintivos, </em>além da sala de fotografia e da seção de molduras.<em> </em>Nesta ocasião, trabalhavam no ateliê os artistas Gustavo Fischer e o alemão Phil Schafer, que havia trabalhado no ateliê Hubart &amp; Cia, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/21633" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 29 de dezembro de 1915, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Piereck esteve por cerca de três meses na Europa e reassumiu a direção artística de seu ateliê, em 30 de junho de 1916. Trouxe para seu estabelecimento um aparelho para fotografias noturnas usado nas <em>grandes casas da Europa. </em>Adquiriu também<em> uma belíssima cartonagem, o que havia de mais chic e novo no gênero</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/22820" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 1º de julho de 1916, última coluna</a>).</p>
<p>Viajou a passeio para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/23089"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de agosto de 1916, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Em um aviso publicado no jornal A Província, Piereck denunciou fotógrafos que, usando de má fé, apresentavam-se como seus representante (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36051" target="_blank"><em>A Província</em>, 3 de abril de 1917, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20523" style="width: 178px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36051" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20523" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/incautos.jpg" alt="A Província, de abril de 1917" width="168" height="208" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36051" target="_blank"><em>A Província</em>, 3 de abril de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devido à manifestações contra a Alemanha ocorridas no Recife, Piereck procurou a redação do <em>Jornal do Recife</em> e declarou, mostrando documentos, ser brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/71189" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de abril de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>A Photograhia Piereck foi escolhida para realizar o quadro de retratos dos bacharelandos de Direito de 1917 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/24826"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de maio de 1917, última coluna</a>).</p>
<p>Anúncio da instalação, na Photographia Piereck, de <em>uma importante e bem montada oficina para o fabrico de molduras, a cargo de competentes artistas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25235" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 26 de julho de 1917</a>).</p>
<p>No quarto e mais importante páreo da regata promovida pelo Club Sportivo Almirante Barroso, foi disputado pela primeira vez <em>o rico e elegante brinde &#8220;Photo Piereck&#8221;, oferecido pela conceituada Photographia Piereck</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25297" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de agosto de 1917, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25835" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-20547" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/medalhão.jpg" alt="medalhão" width="304" height="309" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que Gustavo Fischer havia deixado de ser o auxiliar de Louis Piereck, <em>por sua livre e espontânea vontade. </em>Ele passou a gerenciar a Photographia Chic (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/15436" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro de 1917, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25835" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de outubro de 1917, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong> </span>- Mais uma vez, a Photographia Piereck foi a responsável pela realização do quadro de bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/38319" target="_blank"><em>A Província</em>, 7 de fevereiro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20585" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/39165" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/propaganda.jpg" alt="A Província, 26 de maio de 1918" width="306" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/39165" target="_blank"><em>A Província</em>, 26 de maio de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exposição de diversos retratos na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/27431" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 2 de agosto de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; As capas da revista<em> Vida Moderna</em> passaram a trazer fotografias cedidas pela Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11054" target="_blank"><em>Vida Moderna (PE)</em>, 5 de julho de 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20511" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402109/647" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20511" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/vidamoderna.jpg" alt="Vida Moderna, 5 de julho de 1919" width="244" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402109/647" target="_blank"><em>Vida Moderna</em>, 5 de julho de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inauguração na Photographia Piereck do quadro dos engenheiros formados em 1919 na Escola Livre de Engenharia. O <em>passe-partout</em> havia sido confeccionado pelo artista Moser (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/77779" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 16 de agosto de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um <em>magnífico trabalho na Photographia Piereck. Quadro do corpo médico e da junta administrativa de 1948, do Hospital Português </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29134" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de agosto de 1919, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a venda, na Photographia Piereck, de <em>novas tintas para artistas pintores</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29463" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de outubro de 1919, primeira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck foi, de novo, a responsável pela realização do quadro de bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/43108" target="_blank"><em>A Província</em>, 10 de dezembro de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck, inauguração do quadro de retratos dos professores da Escola Normal: Julio Pires Ferreira, França Pereira, Arthur Cavalcanti e José Ferreira Muniz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/43130" target="_blank"><em>A Província</em>, 13 de dezembro de 1919, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; O pintor Vicente do Rego Monteiro (1899 &#8211; 1970) fez uma exposição de ilustrações e aquarelas na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/53" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de janeiro de 1920, primeira coluna</a>). Rego Monteiro trouxe para o Recife, em 1930, uma exposição de artistas da Escola de Paris, que foi a primeira mostra internacional de arte moderna realizada no Brasil, com artistas ligados às grandes inovações nas artes plásticas, como o <a>cubismo</a> e o <a>surrealismo</a>. Foram expostas, dentre outras, obras de Fernand Léger (1881 &#8211; 1955), Georges Braque (1882 &#8211; 1963), Joan Miró (1893 &#8211; 1983) e Pablo Picasso (1881 &#8211; 1973), além de trabalhos dele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20554" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/53" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20554" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/vicente.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1920" width="303" height="359" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/53" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de janeiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estavam à venda na Photographia Piereck, as chapas fotográficas de fabricação alemã que, devido à guerra e a consequente interrupção das exportações, passaram muito tempo em falta. Outros produtos fotográficos também eram vendidos no ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/1587" target="_blank"><em>A Província</em>, 22 de julho de 1920, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/1820" target="_blank"><em>A Província</em>, 20 de agosto de 1920, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20591" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/2728" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20591" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/amadores.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 16 de dezembro de 1920" width="337" height="153" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/2728" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de dezembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Photographia Piereck foi escolhida para realizar o quadro de retratos dos formandos em odontologia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/80653" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 7 de agosto de 1920, quinta coluna</a>).</p>
<p>Os retratos do presidente do Brasil, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), e do governador de Pernambuco, José Rufino Bezerra Cavalcanti (1865 &#8211; 1922), realizados pela Photographia Piereck, foram expostos durante a realização da comemoração do primeiro ano de governo de Bezerra CAvalcanti (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/2776" target="_blank"><em>A Província</em>, 18 de dezembro de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; A Photographia Piereck realizou o quadro de retratos dos formandos da Faculdade de Direito e dos farmacêuticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/81867" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de janeiro de 1921, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/5361" target="_blank"><em>A Província</em>, 3 de dezembro de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p>Piereck Irmãos vendiam carros (<span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/2992" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de janeiro de 1921</a></span>).</p>
<p>A Photographia Piereck recebeu da Alemanha cartonagem para retratos de formatos <em>visita e álbum em cores sortidas com os seus respectivos envelopes transparentes</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/3107" target="_blank"><em>A Província</em>, 30 de janeiro de 1921, quarta coluna</a>).</p>
<p>Exposição de diversos retratos na Photographia Piereck, <em>uma das melhores de nosso país</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/3185" target="_blank"><em>A Província</em>, 11 de fevereiro de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p>Louis Piereck reassumiu, em 15 de setembro, a direção de seu estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/4857" target="_blank"><em>A Província</em>, 20 de setembro de 1921, última coluna</a>).</p>
<p>Phil Schafer, gerente da Photographia Piereck, anunciou que havia se desligado do estabelecimento e oferecia seus serviços profissionais de ampliação, sua especialidade, assim como outros ligados à fotografia. Posteriormente abriu um estabelecimento fotográfico na rua da Imperatriz, 285, bem perto da Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/32767" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de setembro de 1921, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/100465" target="_blank"><em>Almanak Laemert</em>, 1927, última coluna</a>).</p>
<p>O Club Sportivo Almirante Barroso conquistou algumas taças nas regatas realizadas na baciaa do Capiberibe, uma delas a Taça Photo Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/4857" target="_blank"><em>A Província</em>, 20 de setembro de 1921, segunda coluna</a>).</p>
<p>Houve um incêndio na Photographia Piereck devido a um curto-circuito na fiação elétrica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/33001" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 6 de dezembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/5386" target="_blank"><em>A Província</em>, 7 de dezembro de 1921, última coluna)</a>.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1922</span></strong> &#8211; Foi premiado com a Medalha de Ouro na Exposição Internacional do Centenário da Independência, realizada no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/11497" target="_blank"><em>A Província</em>, 11 de julho de 1924, primeira coluna</a>).</p>
<p>A Photo Piereck anunciou a chegada de uma nova remessa de <em>chapas alemães do afamado fabricante Schleussner. </em>No mesmo anúncio aconselhava os fotógrafos e amadores:<em> só usem chapas preparadas com emulsão tropical </em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/5660" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de janeiro de 1922, terceira coluna</a>). No mesmo ano, foi anunciada a chegada de uma remessa da tinta Helios, especiais para a pintura de tecidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/6810" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de juho de 1922, terceira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck realizou o quadro de retratos das professoras formadas na Escola Normal de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/5759" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de fevereiro de 1922, sexta coluna</a>).</p>
<p>Nascimento de Fernando Carlos, filho de Elizabeth Piereck White, irmã de Louis, que era casada com Fernando White (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/33239" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de fevereiro de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>Durante as exéquias celebradas, na basílica Nossa Senhora da Penha, em memória de José Rufino Bezerra Cavalcanti (1865 &#8211; 1922), foi exibido um retrato a óleo, realizado pela Photographia Piereck na época em que ele foi ministro da Agricultura, entre 1915 e 1917 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/6343" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de abril de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Após concorrer com o fotógrafo Fidanza &#8211; curiosamente, mesmo sobrenome do fotógrafo português Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 – 1903) &#8211; , foi escolhido para realizar o quadro de retratos dos bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/6417" target="_blank"><em>A Província</em>, 12 de maio de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck, exposição do chargista e caricaturista paraibano Fausto Silvério Monteiro, (? &#8211; 1935), <em>Fininho,</em> pioneiro nas produções de materiais gráficos do cinema pernambucano. Pode ser considerado como um dos primeiros artistas gráficos a trabalhar para o cinema no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/7100" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de agosto de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20553" style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/7130" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20553" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/fausto.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1922" width="305" height="396" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/7130" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de agosto de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Photo Piereck anunciava-se como a única importadora em Pernambuco de produtos fotográficos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20594" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/7181" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20594" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/impo.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 7 de setembro de 1922" width="343" height="180" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/7181" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi, de novo, o responsável pela realização do quadro de retrato de bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/7916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de dezembro de 1922, quinta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong> </span>- Ferdinand Piereck Junior noticiou que seu irmão, Louis Piereck, estava se retirando da firma Piereck Irmãos, que ficava na Praça da Independência 31 e que havia há pouco anunciado a venda de tintas e anilinas de Brauns (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/8737" target="_blank"><em>A Província</em>, 24 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição na Photographa Piereck do retrato do senador Manoel Borba (1864 &#8211; 1928), que seria colocado na Prefeitura de Jaboatão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35022" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 9 de junho de 1923, primeira coluna</a>).</p>
<p>Eram vendidas na Photographia Piereck máquinas fotográficas Kodack Goerz, além de outros produtos fotográficos da marca Gevaert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/34365" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 16 de janeiro de 1923, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35172" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 10 de julho de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20579" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35172"><img class="size-full wp-image-20579" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/kodak.jpg" alt="Jornal Pequeno, de 1923" width="285" height="185" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35172" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 10 de julho de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O alemão Martin Schumann dirigia a seção de retratos a óleo, pastel, aquarelas e ampliações fotográficas da Photographia Piereck. Anteriormente, já havia dirigido uma academia em Dresden onde ensinava essas técnicas. Em homenagem à data da independência do Brasil, foi realizada uma exposição na Photo Piereck de <em>quadros a óleo e trabalhos outros do gênero</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35436" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de setembro de 1923, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/9658" target="_blank"><em>A Província</em>, 7 de setembro de 1923, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20580" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35436" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20580" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/shumann.jpg" alt="Martin Schumann / Jornal Pequeno, 5 de setembro de 1923" width="313" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35436" target="_blank">Martin Schumann / Jornal Pequeno, 5 de setembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Morte do primogênito de Louis e Hermínia Piereck, Luiz, que estudava no Colégio Synodal, em Santa Cruz, no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/35826" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 30 de novembro de 1923, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de propagandas das lentes Goerz, vendidas na Photographia Piereck (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/10675" target="_blank">9</a>  e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/10851" target="_blank">30</a> de dezembro de 1923).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20595" style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/10675" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20595" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/goerz.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 9 de dezembro de 1923" width="594" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/10675" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de dezembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;A memória nem sempre é fiel&#8230;.É recem-casado?&#8230;De futuro a sua alegria será enorme&#8221;</em> &#8211; de uma propaganda da Photo Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35969" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de dezembro de 1923, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20603" style="width: 181px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35969" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/feliz.jpg" alt="Jornal Pequeno, 31 de dezembro de 1923" width="171" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/35969" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 31 de dezembro de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong> </span>- Mário Araújo Sobrino e Felipe Nery dos Santos trabalhavam como auxiliares na Photographia Piereck  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/11220">(</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/11220" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de fevereiro, segunda coluna</a>; e <a href="Diário%20de Pernambuco, 27 de maio de 1924, terceira coluna" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de maio de 1924, terceira coluna</a>).</p>
<p>Realizou o quadro de retratos dos bacharéis em ciências comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/10824" target="_blank"><em>A Província</em>, 29 de março de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Exposição, na Photographia Piereck, do quadro de retratos dos formandos da Escola de Engenharia de Pernambuco. O <em>passe-partout</em> foi de autoria do pintor H. Moser  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/11623" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de abril de 1924, quarta coluna</a>).</p>
<p>Na Photographia Piereck eram vendidos diversos equipamentos fotográficos (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/36667" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de maio de 1924</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20583" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/36667" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/vendas.jpg" alt="Jornal Pequeno, 21 de maio de 1924" width="353" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800643/36667" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de maio de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exposição na vitrine da Photographia Piereck de um <em>magnífico retrato busto em tamanho natural enfaixado em rica moldura do abastado comerciante e nosso particular amigo coronel Othon Mendes Bezerra de Mello</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/37129" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 2 de setembro de 1924, segunda coluna</a>).</p>
<p>Ganhou uma Medalha de Ouro do Instituto Agrícola,  no Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Inauguração, na Photographia Piereck, do quadro de retratos de bacharéis da Faculdade de Direito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/14304" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de março de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21119" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/511" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21119" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/1924.jpg" alt="Quadro de bacharéis de Direito de 1924 / Revista de Pernambuco" width="286" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/511" target="_blank">Quadro de bacharéis de Direito de 1924 / Revista de Pernambuco, março de 1925</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de fotografias de Piereck na <em>Revista de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/488" target="_blank"><em>Revista de Pernambuco</em>, março de 1925</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20586" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/488" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20586" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ecos1.jpg" alt="Photo Piereck na Revista de Pernambuco, março de 1925" width="316" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/212962/488" target="_blank">Photo Piereck na <em>Revista de Pernambuco</em>, março de 1925</a></p></div>
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<p>Anunciou a venda de vários produtos &#8220;Para photografia!&#8221; como <em>prensa de copiar 13:18 9:12, bacias de porcelana e ágata, copas de graduar, balanças, vidros finos despolidos, rubi e calibres diversos. </em>Vendia também papéis mate e brilhantes de diversos fabricantes, além de cartolinas <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/14928" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de maio de 1925, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/15182" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de julho de 1925, primeira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck foi responsável pelo quadro de retratos da primeira turma de médicos formados na Faculdade de Medicina do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_02/14941" target="_blank"><em>A Província</em>, 6 de dezembro de 1925, terceira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de seu pai, Ferdinand, em sua casa na estrada dos Aflitos, 192 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/95636" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de dezembro de 1925, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Falecimento da sogra de Piereck, Maria Leontina Bastos Tigre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/39507" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 4 de janeiro de 1926</a>)</p>
<p>A Photo Piereck anunciava uma grande novidade, o metallon, um <em>papel fotográfico ideal para efeitos artísticos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/17309" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de março de 1926</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20597" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/17309" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20597" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/metallon.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 1926" width="348" height="326" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/17309" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de março de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O chargista  e caricaturista Fausto Silvério Monteiro (? &#8211; 1935), <em>Fininho</em>, trabalhava na Photographia Piereck, na rua da Imperatriz, 198  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/96652" target="_blank">(<em>Jornal do Recife</em>, 10 de abril de 1926, quinta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck produziu o quadro de retrato das primeiras diplomadas em Comércio do Instituto Nossa Senhora do Carmo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98736" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de novembro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Na primeira edição da <em>Revista da Cidade</em>, publicação de duas fotografias de autoria de Piereck. Em diversas edições desta revista, fotografias de Piereck foram publicadas.</p>
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<div id="attachment_40586" style="width: 884px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/874574/18" target="_blank"><img class=" wp-image-40586" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/piereck.jpg" alt="Revista da Cidade, 1926, primeira edição." width="874" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/874574/18" target="_blank">Photo Piereck.<em> Um five gracioso  / Revista da Cidade</em>, 29 de maio de 1926, primeira edição</a></p></div>
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<div id="attachment_44640" style="width: 326px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-pdf/revista_da_cidade_1926_n001.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-44640 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/piereck1.jpg" alt="piereck1" width="316" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-pdf/revista_da_cidade_1926_n001.pdf" target="_blank">Photo Piereck.<em> FELICIDADE O sr. Fileno de Miranda, esposa e filhinhos</em> / <em>Revista da Cidade</em>, 29 de maio de 1926, primeira edição, página 22</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong></span> &#8211; Foi o responsável pelo quadro de retratos da Turma do Centenário da Faculdade de Direito do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/20270" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de abril de 1927, sexta coluna</a>).</p>
<p>Publicada as fotografias, todas de autoria de Piereck, dos membros da diretoria da Sociedade Anônima Revista da Cidade, recém formada (<a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-1/revista_da_cidade_1927_n47.pdf" target="_blank"><em>Revista da Cidade</em>, 16 de abril de 1927, páginas 12 e 13</a>).</p>
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<div id="attachment_44638" style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-1/revista_da_cidade_1927_n47.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-44638 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/piereck5.jpg" alt="piereck5" width="636" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-1/revista_da_cidade_1927_n47.pdf" target="_blank"><em>Revista da Cidade,</em> 16 de abril de 1927, páginas 12 e 13</a></p></div>
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<p>Foi noticiada uma reforma na Seção de amadores da Photo Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/42233" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 18 de julho de 1927, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Anunciou a chegada novas remessas de papel Leonar, chapas Eisenberger (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/43397" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 8 de março de 1928, última coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Piereck realizou a fotografia de dom Miguel de Lima Valverde (1872 &#8211; 1951), arcebispo de Olinda e Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/23961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de julho de 1928, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em um anúncio, convidava os fotógrafos amadores a ver a nova Vest pocket à venda na Photographia Piereck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/44658" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 22 de novembro de 1928, segunda coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong> </span>- Também eram vendidos na Photographia Piereck produtos da Kodak, da Agfa, da Hauff e de outros fabricantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/44850" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 2 de janeiro de 1929, segunda coluna</a>).</p>
<p>Um retrato da Photographia Piereck era um dos prêmios oferecidos à vencedora do concurso de beleza que elegeu a Miss Pernambuco, Connie Brás da Cunha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/45241" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 21 de março de 1929, quarta coluna</a>).</p>
<p>A professora e feminista Júlia Augusta de Medeiros (1896 &#8211; 1972) ofereceu à feminista e presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976), uma fotografia sua produzida por Louis Piereck, datada de 5 de maio de 1929.</p>
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<div style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6569" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6569/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0021_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="502" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6569" target="_blank">Louis Piereck. Júlia de Medeiros, 1929. Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1930 </strong></span>- No dia em que foi assassinado, 26 de julho de 1930, pelo jornalista João Dantas (1888 &#8211; 1930), no Recife, o então governador de Paraíba, João Pessoa (1878 &#8211; 1930), esteve na Photographia Piereck, <em>onde tirou novas fotografias a fim de atender a pedidos que constantemente lhe eram feitos por jornalistas, amigos e parentes. </em>O governador estava com Agamenon Magalhães (1893 &#8211; 1952), na época ex-deputado e futuro governador de Pernambuco; e com o jornalista Caio Lima Cavalcanti. Piereck era grande admirador de Pessoa e segundo o <em>Correio da Manhã</em>,<em> </em>o encontro dos dois se deu com grande emoção. Na ocasião, Piereck teria contado a Pessoa que tivera um pesadelo com a morte dele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/2194" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 29 de julho de 1930, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/3089" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 29 de julho de 1930, penúltima coluna</a>). O assassinato é considerado um dos estopins da Revolução de 30.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20494" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/3089" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20494" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/pesadelo.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de novembro de 1930" width="250" height="317" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/3089" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 29 de julho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o jornalista Domingos Meirelles em seu livro <em>Órfãos da revolução</em>, ao preparar os equipamentos, Piereck notou que João Pessoa continuava <em>tenso, olhos baixos, expressão congelada, com tristeza na face.</em> Produziu um segundo retrato, segundo o pesquisador Edival Varandas, <em>ao se dar conta que as luvas no bolso do paletó do presidente estavam desalinhadas e, subitamente, solicitando que não se movesse, ajeitou as luvas, pediu que esboçasse um leve sorriso e tirou o outro retrato, </em>que viria a ser o último de Pessoa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/20893" target="_blank">O Dia (PR</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/20893" target="_blank"><em>)</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/20893" target="_blank">21 de novembro de 1931, quarta coluna</a>)<em>.</em></p>
<p>O assassino de João Pessoa, João Dantas, e o engenheiro Augusto Caldas, seu cunhado, foram presos na Casa de Detenção do Recife, onde foram encontrados mortos em 6 de outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/2049" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de outubro de 1930, primeira coluna</a>). O motivo oficial das morte foi suicídio mas, anos depois, a descoberta de registros fotográficos produzidos por Piereck contribuiu para desacreditar essa versão:</p>
<p><em> <span style="color: #800000;">&#8220;João Dantas e seu cunhado Augusto Caldas estavam detidos, desde a morte de João Pessoa, na penitenciária em Recife, quando, na tarde de 6 de outubro, foram encontrados mortos. A notícia oficial apontou suicídio, e assim foi divulgado na imprensa. Somente após a morte do fotógrafo Piereck foi que uma nova versão para a morte foi trazida ao público &#8211; tratava-se de outras fotografias desconhecidas e que estavam guardadas no cofre do fotógrafo. Conta-se que Piereck, sabendo do que ocorrera, fotografou o local, mas foi obrigado a tirar novas fotos em que, num novo cenário fotografado, esconderia os sinais de luta e de assassinato. Essa versão se encontra no livro do irmão de Augusto Caldas, que foi recentemente publicado pela ONG &#8220;Parahyba Verdade&#8221;&#8221; e editado pela Gráfica e Editora Imprell </span> </em>(<a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/tede/5954/1/arquivo%20total.pdf" target="_blank">Trecho da dissertação de mestrado <em>Sacrifício, heroísmo e imortalidade: a arquitetura da construção da imagem do Presidente João Pessoa</em>, de Genes Duarte Ribeiro &#8211; página 100)</a>.</p>
<p>Essas fotografias foram publicadas no livro de Joaquim Inojosa Andrade, <em>A República de Princesa (José Pereira x João Pessoa, -1930)</em> e reproduzidas no site <a href="http://princesapb.net/g2fn0f01.htm" target="_blank">princesapb.com.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://princesapb.net/g2fn0f01.htm" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-22147 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/dantas1.jpg" alt="dantas1" width="352" height="352" /></a></p>
<p><a href="http://princesapb.net/g2fn0f01.htm" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-22151 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/dantas4.jpg" alt="dantas4" width="353" height="547" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Piereck era viciado em jogo e havia perdido seu patrimônio em corridas de cavalo, motivo de seu suicídio, em 19 de novembro. Ingeriu uma alta dose de oxianureto de mercúrio em sua residência, na avenida Rosa e Silva, 192. Desesperada, sua mulher, Herminia Tigre Piereck, também tentou se matar ingerindo ácido arsênico.  O casal tinha, na época, dois filhos, Edgard e Herminia &#8220;Baby&#8221; Piereck. O primogênito, Luiz, havia falecido em 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4964" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de novembro de 1931, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/49681" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de novembro de 1931, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/4964" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de novembro de 1931, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A dolorosa ocorrência repercutiu tristemente em nosso meio, onde o sr. Louis Piereck se tornara um homem popular, pela sua bondade, pelos seus dotes morais. E o seu gesto,não foi só uma desagradável surpresa para os que apenas o conheciam mas também para os que pertenciam a sua família que, de momento, não podiam atinar onde essa causa tão forte, que levava o chefe a praticar o ato de desespero que lhe roubara a vida. Entretanto, ao que se sabe, o sr.Louis Piereck, antes de objetivar a sua macabra resolução, teria escrito uma longa carta a seu filho de nome Edgard Piereck expondo-lhe com pormenores as causas que o levaram a procurar a morte de uma maneira tão violenta&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/49681" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 20 de novembro de 1931</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era diretor do Jockey Club e as corridas foram suspensas no domingo seguinte a seu falecimento. Estiveram presentes a seu enterro o interventor federal e figuras da maior represetação da alta sociedade pernambucana (<em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/49689" target="_blank">ornal Pequeno</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/49689" target="_blank">, 21 de novembro de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Foi publicado um anúncio convocando todos os credores da Photographia Piereck <em>a fim de se entenderem</em> com Edgard Piereck, filho de Louis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/5546" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 e fevereiro de 1932</a>).</p>
<p>O estabelecimento foi a leilão judicial, em abril de 1932.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20495" style="width: 338px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_02/27531" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20495" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/times.jpg" alt="A Província, 26 de abril de 1932" width="328" height="421" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_02/27531" target="_blank"><em>A Província</em>, 26 de abril de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1949</strong></span> &#8211; A esposa de Louis Piereck, Hermínia, morava na rua República do Peru, 124, no Rio de Janeiro, com a filha, Herminia Baby. Tropeçou em um cachorro, caiu, foi hospitalizada e acabou falecendo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/35631" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1949, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(1)</strong> De acordo com Lúcia Gaspar, da Fundaj, “curiosamente, a rua da Imperatriz Tereza Cristina mudou de nome três vezes. Em 1895, foi denominada Dr. Rosa e Silva. Passou para Floriano Peixoto. Finalmente, por meio da Lei nº 1.336, de 13 de março de 1923, voltou ao nome tradicional. De maneira espontânea, a população reduziu a sua denominação para Rua da Imperatriz, como é conhecida até hoje”. Por isso, apesar de entre 1904 e 1931 a Photographia Piereck ter existido no mesmo lugar, o endereço variou: rua dr. Rosa e Silva, 54; rua Floriano Peixoto, 54; rua Floriano Peixoto, 198; e rua da Imperatriz, 198.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agradeço muitíssimo à família de Louis Piereck, especialmente à sua neta, Eliane Piereck, por inúmeras informações e pela cessão de registros do acervo pessoal da família.</p>
<p>Agradeço à bisneta de Louis Piereck, Chris Piereck, que contribuiu com novas informações, incorporadas ao artigo, em 30 de janeiro de 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Inojosa. <em>República da Princesa (José Pereira x João Pessoa – 1930).</em> Rio de janeiro/Brasília: Civilização Brasileira/INL-MEC, 1980.</p>
<p><a href="https://blogdojuanesteves.tumblr.com/post/169745850941/conflitos-fotografia-e-viol%C3%AAncia-pol%C3%ADtica-no" target="_blank">Blog do Juan Esteves</a></p>
<p>BEZERRA, Dinarte Varela. <a href="https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/13699" target="_blank"><em>1930, a Paraíba e o inconsciente político da revolução: a narrativa como ato socialmente simbólico.</em> 2009.</a> 227 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Regional; Cultura e Representações) &#8211; Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009.</p>
<p>CALDAS, Joaquim Moreira. <em>Porque João Dantas assassinou João Pessoa: o delito do &#8220;Glória&#8221; e a tragédia da penitenciária do Recife em 1930.</em> João Pessoa: Gráfica e Editora Imprell, 2008.</p>
<p>CAMPOS, Eudes. <em><a href="http://www.arquiamigos.org.br/info/info24/i-logra.htm" target="_blank">O antigo Beco da Lapa e o Grande Hotel</a>.</em> Informativo Arquivo Histórico Municipal, 4 (24): maio/jul. 2009</p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/entity/ferdinand-piereck/g11f647vd99?categoryid=artist" target="_blank">Google Arts and Culture</a><a name="topo"></a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>MEIRELLES, Domingos. <em>Órfãos da revolução</em>. Editora Record : Rio de Janeiro, 2006</p>
<p>RIBEIRO, Genes Duarte. <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/tede/5954/1/arquivo%20total.pdf" target="_blank"><em>Sacrifício, heroísmo e imortalidade: a arquitetura da construção da imagem do Presidente João Pessoa</em></a>. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal da Paraíba, 2009.</p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/macj_bruxelas.htm" target="_blank">Site Dezenovevinte.net</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://www.imigracaohistorica.info/listagem-casamentos-imigrantes-estrangeiros-no-recife.html" target="_blank">Site Imigração Histórica</a></p>
<p><a href="http://silviamatos.art.br/novo/index.php/1460-2/#:~:text=A%20primeira%20escola%20de%20artes,de%20Desenho%20e%20Pintura%20Campinas." target="_blank">Site Silvia Matos Ateliê de Criatividade</a></p>
<p><a href="http://princesapb.net/g2fn0f01.htm" target="_blank">Site princesapb.com</a></p>
<p><a href="https://www.propagandashistoricas.com.br/2015/06/primeiro-jingle-do-brasil.html" target="_blank">Site Propagandas Históricas</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VARANDAS, Edival Toscano. <em>O último retrato do presidente João Pessoa</em>.</p>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; III &#8211; A Rua do Bom Jesus, no Recife</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2020 13:29:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Architectural Digest]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Barreto de Menezes]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Invasão holandesa]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[migração]]></category>
		<category><![CDATA[Moritz Lamberg]]></category>
		<category><![CDATA[Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[rua]]></category>
		<category><![CDATA[Rua do Bom Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Rua dos Judeus]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica hoje o terceiro artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", desta vez contando a história da Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, considerada pela revista norte-americana Architectural Digest uma das mais bonitas do mundo. "A rua colorida, repleta de palmeiras altas, está cheia de história". E está mesmo! Foi lá que, entre 1636 e 1654, existiu a mais antiga sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel. Destacamos três belas imagens da Rua do Bom Jesus produzidas pelos fotógrafos Auguste Stahl (1828 - 1877),  Guilherme Gaensly (1843 - 1928) e Moritz Lamberg (18? - 19?).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; III &#8211; A Rua do Bom Jesus, no Recife</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A revista norte-americana <em>Architectural Digest</em> publicou, em 26 de novembro de 2019, a reportagem &#8220;<em>31 of the most beautiful streets in the world</em>&#8220;, de autoria de Nick Mafi, destacando as ruas mais bonitas do mundo. Em terceiro lugar, figurou a Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, única brasileira da lista. Os primeiro e segundo lugares ficaram com a ruas de Setenil de las Bodegas, cidade localizada no sul Espanha, entre Sevilha e Málaga; e a Washington Street, no Brooklyn, em Nova York, respectivamente.</p>
<p>Aqui destacamos três imagens da Rua do Bom Jesus, tema do terceiro artigo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;. São de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Auguste Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18? &#8211; 19?)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=%22rua+do+bom+jesus%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da rua do Bom Jesus, no Recife, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/placa.jpg" alt="placa" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>A rua colorida, repleta de palmeiras altas, está cheia de história</em>. E está mesmo! Na época da ocupação holandesa, conhecida como Rua do Bode &#8211; <em>Bokestraet</em> &#8211; , a atual Rua do Bom Jesus era a mais importante alameda do Bairro do Recife, talvez por ser, na época, a via usada por viajantes que iam ou vinham de Olinda. Suas bases foram lançadas, em 1636, quando o cristão novo de origem portuguesa, Duarte Saraiva, cujo nome judeu seria David Sênior Colonel, comprou o terreno onde a rua começou a ser construída. Tornou-se a rua preferida dos israelitas e passou a ser chamada de Rua dos Judeus.</p>
<p>Foi lá que entre 1636 e 1654 existiu a mais antiga sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel &#8211; Rochedo de Israel &#8211; , com a mais antiga piscina de banho ritual (micveb ou micveh) do continente, descoberta a partir de uma prospecção arqueológica realizada pela Universidade Federal de Pernambuco entre 1999 e 2000. Perto dali também foi construído o primeiro cemitéro judaico do continente. A lei municipal nº 16.496, de 19 de julho de 1999, transferiu o uso dos prédios para a Federação Israelita de Pernambuco, a fim de que fosse instalada uma réplica da sinagoga Zur Israel. Atualmente abriga o Centro Judaico de Pernambuco</p>
<p>A chegada de judeus em Pernambuco se deu de duas formas. Com a crescente perseguição a não cristãos em Portugal, o país, segundo Tania Kaufman, fundadora do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco, &#8220;<em>chegou a distribuir terras no Brasil para os judeus. A Coroa queria que eles povoassem o Nordeste. Era uma forma de a Coroa garantir a posse das terras</em>”. Porém havia uma condição: para terem direito a terras brasileiras, os judeus teriam que se converter, tornando-se cristãos novos.</p>
<p>Centenas de outros judeus chegaram em Pernambuco, em 1630, com os holandeses que estavam em busca de açúcar. Era o início da Invasão Holandesa no estado. Estes judeus haviam fugido de Portugal para os Países Baixos, uma meca da liberdade religiosa, devido à crescente perseguição da Inquisição. Eles tinham tradição mercantil, entendiam de refino de açúcar e eram fluentes em português.</p>
<p>Vinte e quatro anos depois, Portugal retomou o controle de Pernambuco e com a rendição dos exércitos holandeses, em janeiro de 1654, uma população de cerca de 400 judeus residentes no Recife teve estabelecido pelo então governador da região, Francisco Barreto de Menezes (1616 &#8211; 1688), um prazo de quatro meses para deixarem o Brasil. Quem ficasse teria que enfrentar a Inquisição. Muitos fugiram para o interior do país e outros partiram para as Antilhas e para Amsterdã. Dezenas de judeus embarcaram para a Holanda, no navio <em>Valk</em>, em janeiro de 1654, e devido a uma série de imprevistos, como uma tempestade e o saque do navio por piratas, foram socorridos por uma fragata francesa que os deixou na Jamaica, então uma colônia espanhola. Ficaram presos por um período, foram libertados e 23 deles &#8211; seis famílias compostas por 13 crianças, quatro casais e duas viúvas &#8211; acabaram indo para a região conhecida como Nova Amsterdã, futura Nova York, onde aportaram em 7 de setembro de 1654. Lá fundaram a primeira congregação judaica da América do Norte, a Shearith Israel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23749" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56423846?at_medium=custom7&amp;at_custom3=BBC+Brasil&amp;at_custom2=facebook_page&amp;at_custom4=96D9D030-87E2-11EB-9EF9-B2C496E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D" target="_blank"><img class="wp-image-23749 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/judeus.jpg" alt="judeus" width="371" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56423846?at_medium=custom7&amp;at_custom3=BBC+Brasil&amp;at_custom2=facebook_page&amp;at_custom4=96D9D030-87E2-11EB-9EF9-B2C496E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D" target="_blank">Monumento em homenagem aos 23 primeiros judeus a chegarem a Nova Amsterdã</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, voltando à história da rua. Quando os judeus foram embora de Pernambuco, a rua foi denominada Rua da Cruz. Finalmente, em 1870, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano propôs que a Rua da Cruz passasse a se chamar Rua do Bom Jesus, iniciativa  aprovada pelo Conselho Municipal. Assim ficaria lembrado que &#8220;<em>naquela rua existia sobre o arco, que era antiga porta da cidade, a capela do bom Jesus, demolida em 1850</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1496" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de agosto de 1870, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20128" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/1496" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20128" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/cruz.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1870" width="494" height="104" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/1496" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de agosto de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O casario da Rua do Bom Jesus, que liga a Marquês de Olinda à praça Artur Oscar, apesar de ter sido modificado principalmente no século XIX,  mantém quase o mesmo traçado da rua do tempo dos holandeses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Um pouco sobre as imagens destacadas</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo está reproduzida a mais antiga imagem da Rua do Bom Jesus presente no acervo da Brasiliana Fotográfica. Na época ainda se chamava Rua da Cruz. É de autoria de Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877), nascido em Bergamo, na Itália, em 23 de maio de 1828, originário de uma família da Alsácia, na França. Desembarcou do vapor inglês<em> Thames</em>, no Recife, em 31 de dezembro de 1853. Teve diversos ateliês fotográficos na cidade até mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1862. Foi agraciado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 – 1891)</a> com o título de “Fotógrafo de S.M , o Imperador”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2329/007A5P3FG6P-14.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="592" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2329" target="_blank">Augusto Stahl. Rua da Cruz, dos Judeus e do Comércio, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A próxima imagem foi produzida por Moritz Lamberg que, em 1880, teve anunciada sua chegada à Photographia Allemã de Recife, pelo gerente do estabelecimento, Constantino Barza, para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense Alberto Henschel (1827 – 1882). Lamberg foi apresentado como celebridade europeia e insigne artista, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e em Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873.</p>
<p>A fotografia é da já rebatizada Rua do Bom Jesus. Aparecem do lado esquerdo o estabelecimento de Augusto Coers e a Botica Francesa, no número 22. Augusto Coers tinha o privilégio por 15 anos da funda herniária electo medical, invenção dos irmãos Marie para a cura de hérnias (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/141" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de janeiro de 1880</a>). Na Botica Francesa, eram vendidos medicamentos estrangeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16902" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de agosto de 1880</a>). Atrás vemos a Torre Malakoff, um importante monumento construído no século XIX, atualmente tombado pelo Iphan. Foi o portão monumnetla do ARsenal da Marinha e um observatório astronômico. Desde 2000 abriga um espaço cultural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20114" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank"><img class=" wp-image-20114" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ruadobomjesus-1024x763.jpg" alt="Moritz Lamberg. Rua do Bom Jesus, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS" width="701" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua do Bom Jesus, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20133" style="width: 804px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/141" target="_blank"><img class=" wp-image-20133" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ruadosjudeus.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 23 de janeiro de 1880" width="794" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/141" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de janeiro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A última fotografia, de autoria do suíço Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), é a mais recente, tendo sido produzida por volta de 1890. No número 86, quase ao lado da Botica Franceza, aparece a Botica do Recife. Um pouco depois, a Caixa Econômica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2494/007A5P4F4-57.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank">Guilherme Gaensly. Rua do Bom Jesus, tendo ao fundo a Torre Malakoff, c. 1890. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://www.architecturaldigest.com/gallery/most-beautiful-streets-in-the-world" target="_blank"><em>Architectural Digest</em>, de 26 de novembro de 2019</a></p>
<p style="font-weight: 400;">CAVALCANTI, Carlos Bezerra. <em>O Recife e suas ruas</em>: se essas ruas fossem minhas&#8230; Recife: Edições Edificantes, 2002. 140 p. il. p. 59.</p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2020/07/rua-do-bom-jesus-no-recife-e-a-terceira-mais-linda-do-mundo-diz-rev.html" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de julho de 2020</a></p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx2511200225.htm" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 25 de novembro de 2002</a></p>
<p style="font-weight: 400;">FRAGOSO, Danillo. <em>Velhas ruas do Recife</em>. Recife: UFPE, Imprensa Universitária, 1971. p. 60.</p>
<p style="font-weight: 400;">GASPAR, Lúcia. <em>Rua do Bom Jesus</em>, Recife, PE.<em> </em><strong>Pesquisa Escolar online</strong>, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: &lt;<a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php">http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/</a>&gt;. Acesso em 13 de julho de 2020.</p>
<p style="font-weight: 400;">LEVY, Daniela. <em>De Recife para Manhattan</em>. São Paulo : Editora Planeta, 2018.</p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="http://bairrodorecife.blogspot.com/2014/02/a-rua-do-bode-dos-judeus-da-cruz-e-do.html" target="_blank">Site Recife Antigo</a></p>
<p style="font-weight: 400;">SILVA, Leonardo Dantas. <em>Arruando pelo Recife</em>: por ruas, pontes, praias e sítios históricos. Recife: SEBRAE/PE, 2000. 178 p. il. p. 101-102.</p>
<p style="font-weight: 400;">Wiznitzer, Arnold. <a href="https://www.jstor.org/stable/43058879?seq=1" target="_blank"><em>The Exodus from Brazil and Arrival in New Amsterdam of the Jewish Pilgrim Fathers, 1654</em></a>. American Jewish Historical Society 44 (1954): 80-97.</p>
<p style="font-weight: 400;">WOLFF, Egon; WOLFF, Frieda. A Odisséia dos Judeus de Recife. Editora Centro de Estudos Judaicos, 1979.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Pernambuco e a fotografia no século XIX</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 14:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[ A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão Alberto Henschel (1827 - 1882), o francês Alfred Ducasble (18-? – 19?), o francês nascido na Itália Augusto Stahl (1828-1877), o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português Francisco du Bocage (1860-1919), os pernambucanos João Ferreira Villela (18?-1901) e Manoel Tondella (1861 – 1921), o português Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912) e o europeu Moritz Lamberg (18?-?). O portal traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros e brasileiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18-? – 19?)</a>, o francês nascido na Itália <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828-1877)</a>, o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860-1919)</a>, os pernambucanos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18?-1901)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 – 1921)</a>, o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> e o europeu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18?-?).</a></p>
<p>Outros importantes fotógrafos estrangeiros e brasileiros produziram imagens do Recife e de Pernambuco. Tudo indica que o primeiro teria sido o, provavelmente, norte-americano Joseph Evans, vindo do Rio de Janeiro, que instalou seu estabelecimento na rua Nova nº 14 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1843, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_28968" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28968" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/evans.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 18 de março de 1843" width="312" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>,21 de fevereiro de 1843</a></p></div>
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<p>Outros fotógrafos que retrataram Pernambuco foram o suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843-1928)</a> e o carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, também representados no acervo do portal, que traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2655/014ALAM00214.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua Nova (Antiga rua Barão da Vitória e João Pessoa), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/187" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Recife, de Olinda, de paisagens pernambucanas e de retratos produzidos no estado disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Registros realizados em Pernambuco por Marc Ferrez, Guilherme Gaensly e também por fotógrafos ainda não identificados</strong></em></span></p>
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<p>Em julho de 1875, o chefe da Comissão Geológica do Império**, importante missão científica que entre 1875 e 1878 percorreu diversos estados do Brasil, Charles Frederick Hartt, Marc Ferrez e outros membros da Comissão Elias Fausto Pacheco Jordão e Francisco José de Freitas embarcaram no paquete <em>Pará </em>com destino a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11427" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de julho de 1875, na segunda coluna</a>). Poucos meses depois, na residência do inspetor do arsenal de Marinha, no Recife, Hartt, fez uma conferência sobre os arrecifes e outros aspectos de Pernambuco como o cabo de Santo Agostinho, praias, o rio São Francisco e a cachoeira de Paulo Afonso, ilustrados com fotografias de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33872" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de dezembro de 1875, nas quinta e sexta coluna. sob o título “Norte do Império”</a>).</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2551/007Dscn4356.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="703" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank">Marc Ferrez. Charles F. Hartt, com a cidade do Recife ao fundo, durante levantamento da Comissão Geológica do Império, c, 1875. Recife, Pernambuco /Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O suíço Guilherme Gaensly, que possuiu estabelecimentos fotográficos em Salvador e em São Paulo, além de ter trabalhado para Henschel, e seu sócio Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 – 19?) produziram entre fins da década de 1880 e a década de 1890 fotografias do Recife.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2494/007A5P4F4-57.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="701" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank">Guilherme Gaensly. Rua do Bom Jesus, c. 1890. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A seguir, algumas fotografias produzidas em Pernambuco por fotógrafos ainda não identificados:</p>
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<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4409/SAm40-0003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="734" height="584" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank">Entrada do Porto, c. 1875. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Instituto für Länderkunde</a></p></div>
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<div style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2367/007A5P3FG6P-55.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="739" height="599" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank">Basílica de Nossa Senhora da Penha, c. 1859. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 752px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/54/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="742" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank">[Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco] : [construção], 1858-1860. Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre fotógrafos que tiveram ateliês fotográficos no Recife</strong></em></span></p>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank"><em>João Ferreira Villela, o primeiro fotógrafo pernambucano</em>, publicada em 5 de julho de 2019</a></span></div>
<div style="text-align: center;"></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c. 1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299"><i>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</i>, publicada em 7 de maio de 2019</a></span></div>
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<div style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="488" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"><i>O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 – 22/10/1919)</i>, publicada em 30 de outubro de 2017</a></span></div>
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<div style="width: 793px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2047/002020BOC08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="783" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank">Francisco du Bocage. Recife Antigo. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008"><i>“Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios”, por Pedro Vasquez</i>, publicada em 29 de junho de 2017</a></span></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2669/014ALAM00227.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank">Moritz Lamberg. Ponte Princesa Isabel, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150"><i>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 – França, 30/10/1877)</i>, publicada em 30 de outubro de 2016</a></span></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2322/007A5P3FG6P-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank">Augusto Stahl. Os arrecifes, 1875. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank"><em>O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</em>, publicada em 13 de junho de 2015</a></span></div>
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<div style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4499/SAm21-0069.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="466" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato &#8211; Negra de Pernambuco, c. 1869 . Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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</div>
<div>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3936/014AVA012097v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank">Photographia Allemã; Barza, Constantino. Retrato de menina na primeira comunhão (verso), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Novos Acervos: Fundação Joaquim Nabuco, publicado em 10 de outubro de 2019</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 807px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6929/MT_015.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="797" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank">Manoel Tondella. Ciclistas, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Outros fotógrafos que atuaram no estado no século XIX foram Agio Rio Pedro da Fonseca, A. Lettarte, Antônio Lopes Cardoso, A.W. Osborne, Borges de Mello, Charles Fredericks, Cincinato Mavignier, Daniel Bérard, Eduardo Gadaut, Eugênio, Firmino, Flosculo de Magalhães, Francisco Labadie, Frederico Ramos, Hermina de Carvalho Menna da Costa, considerada a primeira fotógrafa pernambucana; João José de Oliveira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19636" target="_blank">João Firpo,</a> J. B. Thoma, Joaquim Canelas de Castro, Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), Lins, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck</a>, Ludgero Jardim da Costa, Manoel Inocêncio Menna da Costa, Manoel Ribeiro Filho, Mauricio, Monteiro e Roberto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>Andrea C. T. Wanderley</div>
<div></div>
<div>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>MENDES, Luciana Cavalcanti. <a href="https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1488596478_ARQUIVO_ARTIGO_ANPUH_BSBFINAL.pdf" target="_blank"><em>O campo fotográfico em Pernambuco: um resumo do final do XIX até 1930</em></a>. XXIX Simpósio Nacional de História &#8211; Anpuh, 2017.</p>
<p>PARAÍSO, Rostand. <em>A velha Rua Nova e outras histórias</em>. Recife: Bagaço, 2011.</p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=222&amp;Itemid=197" target="_blank">Site da Fundação Joaquim Nabuco</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jul 2019 14:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Contemporâneo no Recife dos estrangeiros Augusto Stahl (1828 - 1877) e Alberto Henschel (1827 - 1882), João Ferreira Villela é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos. Sua biografia ainda é bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Afirmava ser o único discípulo do fotógrafo português Joaquim Insley Pacheco ( 1830- 1912) e sempre dedicou-se para alcançar a perfeição em seu trabalho fotográfico. Participou e foi premiado em diversas exposições no Brasil e no exterior.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos* </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contemporâneo no Recife dos estrangeiros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), João Ferreira Villela (18? &#8211; ?) é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos, tendo sido antecedido por Cincinato Mavignier (1826 &#8211; 1868), <em>pensionista de S.M. o Imperador</em>, que anunciou, em 9 de junho de 1854, uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares, em 1854, um ano antes de Villela <span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span>.</p>
<p>A biografia de Villela é ainda bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Seu primeiro ateliê, aonde permaneceu de 1855 a 1858, ficava no Aterro da Boa Vista nº 4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>. Desse último, Villela afirmava ser o único discípulo. Sempre demonstrou interesse em ter máquinas modernas para a realização dos trabalhos de seu estabelecimento e prometia, como resultado, a perfeição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c.1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em fins de 1858, transferiu-se para a rua Nova, nº 18, primeiro andar. <em> </em>No ano seguinte, quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a> visitou Recife, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas. Na ocasião, o monarca encomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido durante sua viagem pelo nordeste. Em 18 de setembro de 1860, Villela tornou-se o único pernambucano a ser agraciado por dom Pedro II com o título de Fotógrafo Imperial. No fim de 1860, o casal real foi padrinho de uma de suas filhas. Na cerimônia, realizada na Igreja Paroquial de Santo Antônio, fizeram-se representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha, o Barão de Mamoré (1825 &#8211; 1898), e sua esposa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/175" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias de João Ferreira Villela disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3552/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="491" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank">João Ferreira Villela. Homem, c. 1866. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inaugurou seu novo ateliê na rua do Cabugá, nº 18, em 1861. Oferecia retratos por<em> ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeter dentro de cartas ou sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco, além de retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas. Nesse mesmo ano, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário.</em></p>
<p>Em 7 de abril de 1870, após 10 meses de obras, o estabelecimento de Villela na rua do Cabugá, agora denominado Photographia Imperial, foi reinaugurado. A reforma teve como modelo o ateliê do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela havia visitado em 1868. A partir de 1870, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela como encarregado de colorir as cópias fotográficas. A última notícia sobre seu estabelecimento fotográfica é de 1873. Acredita-se que depois dessa data ele tenha se dedicado exclusivamente à produção de tintas de escrever indeléveis e produtos farmacêuticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6537/007A5P4FP05-015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank">João Ferreira Villela. A Rua Nova, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ferreira Villela participou de diversas exposições, dentre elas as Exposições Provinciais de Pernambuco de 1861, 1866 e 1872; da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro de 1866, quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa; da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro de 1873, expondo produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze; e da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro de novo com tintas de escrever, quando ganhou uma medalha de mérito. No exterior, participou da Exposição Universal de Viena de 1873 com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa; dois anos depois, da Exposição Internacional de Santiago do Chile, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio; e, finalmente da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, também com tintas de escrever, quando conquistou a medalha de honra. Dessas duas últimas constou como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4007/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="392" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank">João  Ferreira Villela. Mausoleo à Sereníssima Princeza do Brazil e Duqueza de Saxe a Senhora D. Leopoldina de Coburgo e Gotha, c. 1871. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cronologia de João Ferreira Villela (18? &#8211; ?)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1840</span></strong> &#8211; O aluno João Ferreira Villela, do Colégio Pernambucano, foi aprovado na prova geral de <em>primeiras letras e gramática nacional </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/1226" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1840, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela foi aprovado na prova de História, seção de História Sagrada, do Colégio Pernambucano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/2399" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1841, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela requereu à Assembleia Provincial de Pernambuco uma gratificação para que ele pudesse concluir o curso de taquigrafia. Ele e outro aluno, Joaquim Izidoro Simões, receberam uma gratificação de  400 mil réis cada um, e o professor de <em>arte</em> recebeu 800 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11645" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de maio de 1849, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11742" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1849, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Fez outro requerimento à Assembleia Provincial de Pernambuco em relação a financiamento para seu curso de taquigrafia e passou a ser adido da secretaria da assembleia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/475" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1850, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/587" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1850, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1851</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela e Joaquim Izidoro Simões solicitaram a criação de <em>lugares de taquígrafos</em> na Assembleia Provincial de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1429" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de março de 1851, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1852</strong></span> &#8211; Foi concedida uma licença de um mês e 24 dias para João Ferreira Villela, <em>praticante de taquigrafia</em>, ir à Paraíba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/2789" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de maio de 1852, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No dia 13 de novembro, a bordo do vapor brasileiro <em>Mucury</em>, Villela chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749974/300" target="_blank"><em>O Globo</em>, 20 de novembro de 1852, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1853</strong></span> &#8211; O então taquígrafo João Ferreira Villela voltou para Pernambuco, em 12 de novembro, no vapor <em>Guanabara</em> e informou que não devia <em>nada nesta praça</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39165" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de novembro de 1853, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de novembro de 1853, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong></span> &#8211; Inicialmente, segundo Boris Kossoy, sem anunciar seu nome, João Ferreira Villela possuía um ateliê de fotografia no Aterro da Boa Vista, nº4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1846" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1851, última coluna</a>), e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/4880" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de fevereiro de 1854, segunda coluna</a>) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5056" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de março de 1854, na terceira coluna</a>). O ateliê de Villela oferecia retratos de pessoas idosas, de crianças e anunciava que iria a qualquer lugar para tirar retratos de pessoas mortas. Anunciava também tirar retratos em <em>stereoscopo, isto é de maneira a apresentar a pessoa em relevo e ao natural</em> e incumbiam-se de tirar cópias em daguerreótipo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855, penúltima coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14962" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><img class="wp-image-14962 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/primeira.jpg" alt="primeira" width="249" height="279" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong></span> &#8211; Vendia-se no estabelecimento de Villela um grande sortimento de objetos para a colocação de retratos que lá se tiravam com<em> a maior perfeição</em> tanto pelo sistema francês como pelo norte-americano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856, primeira coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14884" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><img class="wp-image-14884 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="427" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong></span> &#8211; Publicação de propaganda da Grande Oficina de Galeria de Daguerreótipo informando a chegada de produtos de Nova York e também informando os preços dos retratos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1857, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong></span> &#8211;  Recém chegado à cidade, no vapor Oyapock, o retratista J. Villela abriu seu novo estabelecimento de daguerreotipia à rua Nova, nº 18, primeiro andar. Anunciava possuir o mais <em>completo sortimento de caixinhas, molduras pretas, douradas e jóias para a colocação dos retratos</em>. Anunciava também que iria a <em>qualquer parte tirar retrato de família ou de pessoa morta</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/10802" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de dezembro de 1858, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1859</strong></span> &#8211;  Em uma propaganda de seu estabelecimento, Villela divulgou sua habilidade como restaurador de daguerreótipos (<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1859).</p>
<p>Quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> visitou Recife, em outubro, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas: do Pavilhão construído a mando da Câmara Municipal para a recepção do imperador, do porto de desembarque do imperador com quiosque, dois barracões, chafariz e cais do Colégio; da continuação da citada vista com o mastro norte do pavilhão da Câmara e mosqueiro com todas as embarcações ali fundeadas; de uma marinha, do Templo dos Ingleses, na rua da Aurora; e do fim da rua da Cruz com o princípio do arsenal de Marinha. <em>S. Majestade, com a bondade que todos conhecem, dignou-se receber o mimo, declarar que conhecia todas as vistas e achava bom o trabalho. </em>O monarca<em> e</em>ncomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido. Ficou combinado que seriam remetidas para o Rio de Janeiro. <em>É mais uma prova do quanto nosso adorado monarca aprecia e anima as artes assim como do valor e importância que dá ao que é nosso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/11528" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de dezembro de 1859, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/17089" target="_blank"><em>Correio Mercantil (RJ)</em>, 7 de janeiro de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong></span> &#8211; Sobre a foto abaixo, produzida por Villela em torno de 1860, Luis Felipe de Alencastro comentou no livro <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a </em><em>modernidade nacional,</em> publicado pela Companhia das Letras, em 1998:</p>
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<div style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><img src="http://d3swacfcujrr1g.cloudfront.net/img/uploads/2000/01/013302002139.jpg" alt="Imagem representativa da obra" width="249" height="400" /><p class="wp-caption-text">João Ferreira Villela. Augusto Gomes Leal com a Ama-de-Leite Mônica, c. 1860. Recife. Pernambuco / Acervo da Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>&#8216;<em>A fotografia feita no Recife por volta de 1860. Na época era preciso esperar no mínimo um minuto e meio para se fazer uma foto. Assim, preferia-se fotografar as crianças de manhã cedo, quando elas estavam meio sonolentas, menos agitadas. O menino veio com a sua mucama, enfeitada com a roupa chique, o colar e o broche emprestado pelos pais dele. Do outro lado, além do fotógrafo Villela, podiam estar a mãe, o pai e outros parentes do menino. Talvez por sugestão do fotógrafo, talvez porque tivesse ficado cansado na expectativa da foto, o menino inclinou-se e apoiou-se na ama. Segurou-a com as duas mãozinhas. Conhecia bem o cheiro dela, sua pele, seu calor. Fora no vulto da ama, ao lado do berço ou colado a ele nas horas diurnas e noturnas da amamentação, que os seus olhos de bebê haviam se fixado e começado a enxergar o mundo. Por isso ele invadiu o espaço dela: ela era coisa sua, por amor e por direito de propriedade. O olhar do menino voa no devaneio da inocência e das coisas postas em seu devido lugar. Ela, ao contrário, não se moveu. Presa à imagem que os senhores queriam fixar, aos gestos codificados de seu estatuto. Sua mão direita, ao lado do menino, está fechada no centro da foto, na altura do ventre, de onde nascera outra criança, da idade daquela. Manteve o corpo ereto, e do lado esquerdo, onde não se fazia sentir o peso do menino, seu colo, seu pescoço, seu braço escaparam da roupa que não era dela, impuseram à composição da foto a presença incontida de seu corpo, de sua nudez, de seu ser sozinho, da sua liberdade. O mistério dessa foto feita há 130 anos chega até nós. A imagem de uma união paradoxal mas admitida. Uma união fundada no amor presente e na violência pregressa. A violência que fendeu a alma da escrava, abrindo o espaço afetivo que está sendo invadido pelo filho do senhor. <span style="color: #800000;">Quase todo o Brasil cabe nessa foto</span></em>&#8216;.</p>
<p>Em propaganda de sua oficina e galeria da rua Nova, 18, anúncio de que Ferreira Villela já havia tirado mais de cinco mil retratos em quatro anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14919" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><img class="  wp-image-14919" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/villela.jpg" alt="villela" width="488" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lado a lado, propagandas dos estabelecimentos fotográficos de Villela e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a>).</p>
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<div id="attachment_14920" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><img class="wp-image-14920 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/stahlevillela.jpg" alt="stahlevillela" width="498" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a></p></div>
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<p>Embarcou no vapor <em>Oyapock</em> rumo aos portos do sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2053" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de agosto de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Embarcou, no Rio de Janeiro, no paquete<em> Cruzeiro do Sul</em>, rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/18115" target="_blank"><em>Correio Mercantil(RJ)</em>, 13 de setembro de 1860, penúltima coluna</a>). Anunciou seu retorno, a iminência da inauguração de seu novo estabelecimento fotográfico, na rua do Cabugá, nº 18, e identificou-se como único discípulo de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>. Oferecia retratos por ambrótipo, daguerreótipo e ambrocromótipo. <em>Este último sistema, invenção do distinto professor Insley Pacheco, de quem o anunciante é o único discípulo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14901" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><img class="wp-image-14901 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ambrotipista.jpg" alt="ambrotipista" width="479" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com Guilherme Auler (6/1/1914 &#8211; 27/12/1965), sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis,</em> em 1º e 8 de abril de 1956, segundo o livro <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>, de Pedro Vasquez, João Ferreira Villela, teve seu título de Fotógrafo Imperial concedido por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a>, em 18 de setembro de 1860. Foi o primeiro e único pernambucano agraciado. Antes dele, os fotógrafos Buvelot &amp; Prat e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>, ambos da província do Rio de Janeiro, haviam recebido o título em 8 de março de 1851 e em 22 de dezembro de 1855, respectivamente.</p>
<p>Os padrinhos de uma de suas filhas foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> e dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, que se fizeram representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha (1825 &#8211; 1898) e sua esposa. Muitas autoridades estavam presentes à cerimônia, na Igreja Paroquial de Santo Antônio, e também à festa na casa de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/2940" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/14242" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 29 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211;  <em>No Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Província de Pernambuco de 1861</em> , Villela foi listado como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank">taquígrafo</a> e, com <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/592" target="_blank">Augusto Stahl</a>, como fotógrafo.</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank"><img class=" size-large wp-image-14975 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo1-1024x236.jpg" alt="taquigrafo" width="768" height="177" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706345/592" target="_blank"><img class="alignnone size-large wp-image-14976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/AUGUSTO-1024x179.jpg" alt="AUGUSTO" width="768" height="134" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apresentou-se como <em>Retratista da Augusta Casa Imperial</em> em anúncio de seu estabelecimento fotográfico na rua do Cabugá, nº 18 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14922" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><img class="wp-image-14922" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga.jpg" alt="cabuga" width="295" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oferecia retratos por <em>ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeterem-se dentro de cartas </em>ou<em> sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de <em>retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4159" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1861</a>).</p>
<p>Durante 1861, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário: </em>em<em> </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/417" target="_blank">31 de julho</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/441" target="_blank">7 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/465" target="_blank">14 de agosto</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/485" target="_blank"> 21 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/533" target="_blank">4 de setembro,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/581" target="_blank">18 de setembro,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/720712/605" target="_blank">25 de setembro</a>.</p>
<p>Abaixo, uma reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel sobre Ferreira Villela que identificou como <em>hábil em daguerreotipar os defeitos alheios</em>. Há também uma resposta do diretor e regente da orquestra, Francisco Libânio Colás ( 1827 &#8211; 1885) a crítica feita a ele no <em>O Constitucional</em> de 7 de agosto de 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14977" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><img class="wp-image-14977 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/musica.jpg" alt="musica" width="294" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Villela deu um esclarecimento sobre a reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel, o <em>Cunha</em>  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4470" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de agosto de 1861, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em seu estabelecimento eram oferecidos retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4999" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de outubro de 1861, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou com uma coleção de retratos pelo sistema ambrótipo da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 16 de novembro de 1861, no Palácio do Governo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5142" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de novembro de 1861, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a>). Sua esposa, Idalina Teixeira Leal Ferreira Villela, participou expondo uma<em> caixa envidraçada contendo um grupo de frutas de cera</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/796" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de novembro de 1861, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14943" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><img class="wp-image-14943 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo1.jpg" alt="expo1" width="404" height="166" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Villela ofereceu <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2499" target="_blank">retratos a dom Pedro II</a>, que haviam sido exibidos na Exposição Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2610" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo: Ministério do Império</em>, janeiro de 1862</a>).</p>
<p>Foi qualificado como juiz de fato (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5699" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de fevereiro de 1862, terceira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a decoração de seu estabelecimento fotográfico com retratos dos imperadores, das princesas imperiais e de pessoas importantes do Recife. Afirmava que os preços dos retratos eram<em> os mais razoáveis da cidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6770" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de julho de 1862, última coluna</a>).</p>
<p>Nessa mesma época, atuava no Recife o retratista norte-americano Augusto W. Osborn, na rua do Imperador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6910" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de agosto de 1862</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/491/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank">João Ferreira Villela. Ponte Santa Isabel: construção, 1862. Recife , Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong></span> &#8211; Candidatou-se a vereador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14930" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><img class="wp-image-14930 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/vereador.jpg" alt="vereador" width="247" height="229" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Participou com uma coleção de retratos da Exposição Provincial de Pernambuco e ganhou a medalha de cobre. Era na época o único fotógrafo brasileiro no Recife. Os outros eram estrangeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de dezembro de 1866, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14931" style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><img class="wp-image-14931 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo.jpg" alt="expo" width="362" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 5 de dezembro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21444" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de fevereiro de 1867, última coluna</a>).</p>
<p>Sobre eles, o pintor Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), que assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia &#8211; comentou no Relatório da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro:</p>
<p><em>&#8216;Os trabalhos fotográficos que esses senhores apresentaram não são absolutamente sem defeitos e, salvo algumas provas mais felizes, pecam em geral pela aparência que têm de dureza, e pouca transparência nas sombras, tendo alguns retratos os fundos pouco convenientes, e de modo que prejudicam antes o relevo das figuras, por não lhes dar maior destaque.</em></p>
<p><em>O efeito do contraste bem calculado é uma das qualidades essenciais, de que nem todos sabem tirar bom partido, e que requer mesmo muito estudo&#8217;.</em></p>
<p>Seu ateliê fotográfico continuava funcionando na rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><img class="wp-image-14932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga1.jpg" alt="cabuga1" width="415" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Villela informou que havia comprado o material fotográfico do estabelecimento fotográfico de Eugênio &amp; Maurício que ficava na rua Nova, 25 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de março de 1867</a>).</p>
<p>Na coluna &#8220;Revista Diária&#8221;, muitos elogios foram feitos ao trabalho de Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19045" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de agosto de 1867, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de anúncios dos estabelecimentos fotográficos de Ferreira Villela e do berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14937" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><img class="wp-image-14937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/hen1.jpg" alt="hen" width="241" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Ferreira Villela publicou um convite para a missa de sétimo dia de sua mãe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20310" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Em propaganda anunciava seus cartões de visita <em>sem o menor retoque de lápis ou de nanquim </em>e chamava a atenção do público<em> para os retratos expostos no salão de cortar cabelos do sr. José Ricardo Coelho e na livraria do sr. Nogueira de Souza </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20390" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou uma liquidação de vistas estereoscópicas de países da Europa e também de estereoscopos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20598" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a venda de retratos do bispo dom Francisco Cardoso Ayres (1821 &#8211; 1870). Anunciou também a utilização sem economia de uma lavagem sobre os retratos para extrair todo o <em>hipossulfito de soda</em>, <em>causa da alteração das provas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21023" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de junho de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Após uma temporada no Rio de Janeiro, para onde havia ido a fim de conhecer e examinar os melhores estabelecimentos fotográficos da corte, tendo passado <em>um mês estudando e aproveitando as lições</em> do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, retornou ao Recife no dia 7 de dezembro e retomou a direção de seu ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/22353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1868, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank">No Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola de Pernambuco de 1869</a> , Villela foi listado como taquígrafo e, com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-14941 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo.jpg" alt="taquigrafo" width="417" height="463" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que estava sempre<em> em dia com os melhoramentos e progressos que na América do Norte, na Europa ou no Rio de Janeiro se consegue na arte fotográfica e para alcançarmos tal fim nunca poupamos despesas nem sacrifícios de sorte que nossos numerosos fregueses podem ter a certeza de que sempre encontrarão em nosso estabelecimento tudo quanto a arte e a moda oferecer de bom no novo e velho mundo aos amantes da fotografia </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14938" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><img class="wp-image-14938 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/uptodate.jpg" alt="uptodate" width="206" height="422" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após 10 meses de reforma em seu estabelecimento, anunciou o fim das obras para a primeira quinzena do mês de dezembro de 1869. A reforma teve como modelo o ateliê fotográfico de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela visitou em 1868. Em 16 de dezembro, informou um novo prazo para a conclusão das obras: 7 de janeiro de 1870 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24689" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de dezembro de 1869, terceira coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545">).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14940" style="width: 219px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><img class="wp-image-14940 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/reforma.jpg" alt="reforma" width="209" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Em 7 de abril, após uma grande reforma, abertura da Photographia Imperial e Galeria de Pintura de João Ferreira Villela, no mesmo endereço, rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1870, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1124" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1870, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14960" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><img class="wp-image-14960" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/pagina.jpg" alt="pagina" width="578" height="837" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir desse ano, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (18? &#8211; ?), no Brasil desde 1868, quando desembarcou do vapor francês <em>Extremadure</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21077" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1868, penúltima coluna</a>) passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela, como encarregado de colorir as cópias fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/988" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de junho de 1870, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1500" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1870</a>).</p>
<p>Na livraria francesa dos srs. Lalhacar &amp; C., na rua do Crespo, exposição de quatro retratos produzidos no estabelecimento de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1330" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de julho, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava os <em>Retratos Timbre-posts, excelentes para circulares, convites, ou simplesmente para cartas a amigos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4367" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 14 de novembro de 1871, terceira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava retratos de grupos de cinco a 100 pessoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de novembro de 1871, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; A Photographia Imperial anunciava a<em> grande novidade</em> dos cartões de visita e afirmava ser o único estabelecimento que possuía <em>as máquinas e os aparelhos precisos para preparar esses cartões</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1872, segunda coluna</a>).</p>
<p>Villela participou da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 20 de outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/6618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1872, primeira coluna)</a>, com um quadro a óleo (fotopintura?), dois quadros com fotografias no formato carte de visite e 3 quadros de retratos a óleo (fotopinturas?). O fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) também participou com 2 quadros de fotografias. Ambos ganharam medalhas de prata. Villela expôs também <em>uma variada coleção de produtos químicos de seu fabrico que revelam uma capacidade artística congênita e de uma força de vontade digna de toda animação</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7426" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1873, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7433" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1873, última coluna)</a>.</p>
<p>Como relator da Comissão da Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, fez o discurso na sessão fúnebre que o Club Popular do Recife celebrou em homenagem à memória de Antônio Rangel de Torres Bandeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7072" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1872, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873 &#8211; </strong></span>Ele e o fotógrafo Leon Chapelin eram integrantes <em>avulsos</em> da loja Capitular União e Beneficência da maçonaria de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7139" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 9 de janeiro de 1873, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Participou da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro com produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze.</span></span></p>
<p>Participou da Exposição Universal de Viena com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa.</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou ter cartões de visitas coloridos ao natural (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/8197" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de junho de 1873, última coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou possuir retratos do papa Pio IX (1792 &#8211; 1878), de outros religiosos e da <em>infeliz Maria da Conceição, assassinada pelo desembargador Pontes Visgueiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/9173" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de novembro de 1873, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Estava na lista de devedores de um imposto de 4% cobrados a alguns estabelecimentos comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10107" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1874, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 8 de abril de 1874, foi veiculado uma propaganda do estabelecimento de Lopes &amp; C, na rua do Barão da Vitória, 14, denominado Photographia Imperial, mesmo nome do estabelecimento de Villela. Note-se que a última propaganda da Photographia Imperial de Villela foi veiculada em novembro de 1873 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10118" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de abril de 1874</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10122" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou de uma reunião do Instituto Arqueológico e Geográfico e na ocasião ofertou à entidade duas fotografias: da fortaleza do Brum e do porto de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/11002" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1874, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9594" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de agosto de 1874, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Chegou ao Rio de Janeiro a bordo do paquete a vapor <em>Pará</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/106" target="_blank"><em>O Globo</em>, 2 de setembro de 1874, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1875 -</span> </strong>Participou da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro com tintas de escrever e ganhou uma medalha de mérito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2141" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de fevereiro de 1876, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/14564" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de fevereiro de 1876, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Santiago do Chile, ocorrida entre 16 de setembro de 1875 e 16 de janeiro de 1876, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2486" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de maio de 1876, primeira coluna</a>). Na listagem dos premiados, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria se mudado para a corte?</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876 &#8211; </span></strong>Participou da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, com tintas de escrever, e conquistou a medalha de honra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1405" target="_blank"><em>O Novo Mund</em>o, setembro de 1876, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1449" target="_blank"><em>O Novo Mundo</em>, janeiro de 1877, quarta colun</a>a). Da mesma forma como na listagem dos premiados na Exposição Internacional de Santiago do Chile, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4006/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank">Palácio da Presidência da Província, c. 1870. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span> Em 1845, há o registro da atuação de um daguerreotipista no Recife, que se anunciava como Mr. Roberto, provavelmente estrangeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/6825" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de setembro de 1845, terceira coluna</a>). Os outros, de quem se têm notícia até  hoje e que também atuaram na cidade na década de 1840, eram com certeza estrangeiros: os norte-americanos Joseph Evans (? -18?) e Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894). Na década de 1850, quando Villela começou a trabalhar como fotógrafo, foi o segundo pernambucano na profissão. O primeiro foi Cincinato Mevignier que, em junho de 1854, identificava-se-se como <em>retratista e pensionista de S.M. o Imperador</em> e possuía uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares. Anunciava ter encomendado da Europa <em>uma máquina extraordinária daguerreótipo&#8230;será sem dúvida maior que tem de se apresentar-se nessa capital e mesmo em todas as outras províncias do império&#8230;</em>Também, na mesma propaganda, afirmou ser pernambucano o que o torna o primeiro daguerreotipista nascido no referido estado conhecido até os dias de hoje: &#8220;<em>Pernambucanos! a <strong>nossa província</strong> tão bela e tendo em si os melhores golpes de vista pra os astistas que sabem apreciar a natureza</em>&#8230;&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5297" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de junho de 1854, segunda coluna</a>). O primeiro registro de Villela como daguerreotipista é de 1855.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em 25 de julho de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALENCASTRO, Luis Felipe de. <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a modernidade nacional</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21634/joao-ferreira-villela" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
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		<title>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2019 16:25:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A exposição de uma cópia do quadro "Sono de antíope", do pintor renascentista italiano Correggio (c. 1439 - 1534), na galeria do fotógrafo francês Alfred Ducasble, causou polêmica no Recife, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 - 1889) publicou, no Diário de Pernambuco de 27 de junho de 1885, uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma nudofobia. 

]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">Antíope dormindo, 1524/1527, de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>A exposição de uma cópia do quadro <em>Sono de antíope</em> (ao lado), do pintor italiano renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco, Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889), publicou, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de junho de 1885,</a> uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo, criticou o pouco incentivo do governo às artes e elogiou a galeria do fotógrafo e antiquário francês Alfred Ducasble (18-? &#8211; 19?). Diogo Cavalcanti de Albuquerque foi o Comissário Geral do Império à Exposição Universal de Paris, em 1889, na qual Ducasble participou como delegado oficial da província de Pernambuco e também como autor de fotografias e expositor de quadros, móveis, jóias e antiguidades.</p>
<p>O ateliê de fotografia e galeria de belas artes de Ducasble situava-se à Rua Barão da Vitória, 65 e era conhecido como A. Ducasble &amp; C., Galeria Ducasble e Fotografia Parisiense. Pintores como Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) e José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914)  expuseram seus trabalhos na galeria.</p>
<p><em>&#8216;A uma habilidade não comum, que ele tem vantajosamente empregado no aperfeiçoamento dos processos fotográficos junta, como entusiasta e verdadeiro cultor das belas artes, ardente vocação, apurado gosto e inexcedível dedicação a esse gênero de cultura humana; ainda mais: vota particular interesse, liga a maior importância às produções e progresso da arte nacional&#8217; </em>(Diogo Cavalcanti de Albuquerque sobre Ducasble, em 1885).</p>
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<div id="attachment_24672" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble.jpg" alt="Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso) Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso)</a><br /><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Por ter fotografado grande parte da sociedade pernambucana, Ducasble ficou mais conhecido como retratista embora tenha sido também considerado um excelente paisagista. Foi casado com a alagoana e modista Urraca (1837 &#8211; 1893), com quem teve filhos: Maria Vitória (1864 &#8211; 1902), nascida em Alagoas, e o futuro caixeiro-viajante Alfredo Ducasble Filho (18? &#8211; 19?), nascido em Pernambuco.</p>
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<div style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3913/014AVA012008.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="341" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de mulher com duas crianças, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=ducasble&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Alfredo Duscable disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
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<div id="attachment_24671" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"><img class=" wp-image-24671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble1.jpg" alt="Francisco Peixoto de Lacerda, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="350" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank">Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"> </a></p>
<p>Pouco se sabe sobre a vinda de Ducasble para o Brasil: teria chegado a Pernambuco em 1873 e atuou na cidade nas décadas de 1870 a 1890. Além de fotógrafo, era colecionador e antiquário. Foi professor de desenho e caligrafia no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Propagadora do Recife e é de sua autoria o livro <em>Curso Prático de Caligrafia</em>. Na década de 1880, participou de exposições no Brasil e no exterior, tendo obtido medalha de prata na Exposição Internacional de Antuérpia, em 1885. Foi possivelmente a primeira pessoa a divulgar internacionalmente o mobiliário colonial brasileiro ao enviar, além de pinturas e jóias, móveis e outras antiguidades de seu acervo para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris em 1889</a>, da qual foi delegado oficial da província de Pernambuco. Na ocasião, recebeu a medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos. Algumas vistas do Recife de sua autoria foram incluídas no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Al</em><em>bum de vues du Brésil</em></a>, que organizado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912)</a> e lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal, fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Nesse mesmo ano, 1889, Ducasble teria ido viver em Paris.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Desenhos publicados no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil </a>baseados em fotografias de Ducasble</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">(Páginas 53 a 56 do PDF)</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14308 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1-1024x304.jpg" alt="bresil 1" width="768" height="228" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2-1024x318.jpg" alt="bresil 2" width="768" height="239" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg"><img class=" size-large wp-image-14310 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg" alt="bresil 3" width="768" height="542" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-14311 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg" alt="bresil 4" width="547" height="483" /></a></p>
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<p>Em 1893, ano do falecimento de sua mulher, a Galeria Ducasble do Recife foi vendida para o fotógrafo Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?). Em 1900, foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble, na Avenue de la Grande Armée, em Paris.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Alfredo Ducasble (18? &#8211; 19?)</span></strong></em></p>
<div style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3912/014AVA012008v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="320" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank">Galeria Ducasble, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></em></p></div>
<p><em> </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; J. A. Ducasble teria chegado em Pernambuco vindo da Europa no vapor Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7554" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de março de 1873, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; No Recife, A. Ducasble, sua mulher e três filhos embarcaram rumo ao sul do país, no vapor inglês <em>Illimani</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/850" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 27 de janeiro de 1874, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, João Alfredo Ducasble, sua senhora e um filho embarcaram no vapor <em>Pará</em> rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/8836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1874</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Ducasble era consertador de máquinas de costura e que a modista Madame Ducasble havia chegado da corte e convidava as senhoras que desejassem <em>vestir-se elegantemente</em> para a visitarem na rua da Imperatriz, nº 8, mesmo local onde Ducasble atendia (<em>Jornal de Recife</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9417" target="_blank"> 9 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9431" target="_blank">13 de julho</a> de 1874).</p>
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<div id="attachment_14327" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><img class="wp-image-14327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/consertador.jpg" alt="consertador" width="285" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de julho de 1874</a></p></div>
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<p>Foi publicado um anúncio de Ducasble oferecendo aulas de caligrafia e de francês no primeiro andar da rua da Imperatriz, nº 1, onde sua esposa tinha um estabelecimento de moda (<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank">6 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9555" target="_blank">11 de agosto </a>de 1874).</p>
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<div id="attachment_14329" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><img class="wp-image-14329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/caligrafia.jpg" alt="caligrafia" width="291" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de agosto de 1874</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; João Alfredo Ducasble trabalhava como desenhista na Repartição das Obras de Conservação dos Portos da Província (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706060/690" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola</em> (PE), 1875</a>).</p>
<p>Sua esposa, a modista Urraca Ducasble (18? &#8211; 1893), participava a mudança de seu estabelecimento de moda para a rua Barão da Vitória, 52, no 1º andar, a partir do dia 12 de julho de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/2533" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 11 de julho de 1875</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13227" target="_blank">Dois anos depois</a>, mudou-se para o número 65 da mesma rua.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Vindo no navio <em>Rio Grande</em>, o francês Alfred Ducasble, chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34154" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Foi publicado um anúncio onde Ducasble oferecia-se para fazer <em>qualquer levantamento em plantas de engenho, nivelamentos, projetos de casas de campo, chalés e qualquer desenho de arquitetura, mecânico e topográfico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12884" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1877, quinta coluna</a>). Continuava lecionando caligrafia e desenho em colégios, em casas particulares e em sua casa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">Jornal de Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">, 23 de abril de 1877, terceira coluna</a>). Mudou-se para a Rua Barão da Vitória (ex- rua Nova), nº 65, 1º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13495" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de outubro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble participou de uma celebração na Escola Filotécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13598" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Imprimiu o <em>Curso Prático de Caligrafia</em>, de sua autoria, aprovado pelo Conselho Superior de Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13637" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de novembro de 1877, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Durante uma reunião do Conselho de Instrução Pública da província da Bahia, foi lido um ofício <em>mandando informar o requerimento de Alfred Ducasble, que se propõe a ensinar em 30 lições a caligrafia nas escolas, nos dois externatos e aos professores públicos, e oferece à venda por 1$500 réis cada exemplar da coleção de seus traslados. </em>A venda não foi realizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2198" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 28 de abril de 1878, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2366" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 18 de junho de 1878, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em Salvador, Alfredo Ducasble embarcou no vapor francês <em>Niger</em> rumo ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2374" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 20 de junho de 1878, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/5622" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, de 1878, 20 de junho de 1878, segunda coluna</a>).</p>
<p>Anunciou seus serviços como professor de caligrafia e de desenho, estabelecendo curtos prazos para ensinar as matérias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14331" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><img class="wp-image-14331 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/lições.jpg" alt="lições" width="247" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878</a></p></div>
<p>No fim dessa década, provavelmente, o alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (1852 &#8211; 19?)  trabalhava como fotógrafo junto a Alfredo Ducasble.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Anunciou a realização de <em>Retratos Inalteráveis</em> na Photographia Parisiense pelo processo de cromotipia, na rua Barão da Vitória, 65.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14333" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><img class="wp-image-14333 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria.jpg" alt="galeria" width="252" height="162" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><em>Jornal de Recife,</em> 28 de fevereiro de 1880</a></p></div>
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<p>Em 1º de março, anunciou-se que na Photographia Parisiense, de Alfredo Ducasble &amp; C., fazia-se retratos de pessoas falecidas, de grupos, retratos em domicílio e de paisagens e por todos os sistemas mais modernos. A dúzia de retratos custava 5 $ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16355" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de março de 1880</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881</span> </strong>- Teria pretendido estender sua atuação para a Paraíba onde seria seu representante ou sócio Manoel Bezerra de Mello.</p>
<p>No Liceu de Artes e Ofícios do Recife, Ducasble era professor de caligrafia e de desenho linear. Doou para a biblioteca da instituição 10 exemplares de seu livro <em>Curso de Caligrafia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2717" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1881, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2933" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de março de 1881, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição, <em>no estabelecimento fotográfico de M. Alfred Ducasble , que de dia em dia vem caminhando num progresso rápido a ponto de já ser o primeiro da província,</em> de dois quadros do pintor paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), <em>Saudade</em> e <em>Melancolia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3106" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de abril de 1881, primeira coluna</a>). Meses depois, por motivos de saúde, o pintor foi para a Paraíba e deixou como contato no Recife a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1881, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Indústria Nacional e da Exposição Provincial de Pernambuco provavelmente com fotografias. Na última conquistou a medalha de mérito.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelos retratos de seu estabelecimento fotográfico. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> também recebeu uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18656" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 22 de janeiro de 1882, última coluna</a>).</p>
<p>Uma <em>menina de cor preta</em> com aproximadamente 10 anos chamada Josefa foi abandonada na casa do casal Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/5279" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi laureado com o primeiro prêmio na Exposição Artístico-Industrial do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21447" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de maio de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble doou livros para a Biblioteca do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco, inaugurada em 11 de dezembro de 1881 e aberta em 10 de abril de 1882 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de maio de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão do Club Abolicionista encarregada de angariar donativos no bairro de Santo Antônio, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrava o comitê nomeado pelo Consulado da França para organizar a Festa Nacional de 14 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19164" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de junho de 1882, quinta coluna</a>). Foi elogiado pelo trabalho <em>verdadeiramente artístico -</em> uma miniatura que foi ofertada aos participantes da festa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19224" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, de 16 de julho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na comemoração dos 41 anos da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, foi realizada uma exposição com quatro salas. A primeira sala, que era a principal, denominada Galeria Ducasble apresentava um quadro de fotografias produzidas por Ducasble, quadros a óleo do paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), do francês radicado em Pernambuco  Eugène Lassailly (18? &#8211; 19?) e do pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), além de trabalhos a crayon de Benevenuto Cabral e estudos, também a crayon, de Maria Tasso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de dezembro de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Fotografias porcelana produzidas por Ducasble eram um dos prêmios oferecidos em um sorteio da Livraria e Papelaria de G. Laporte &amp; C. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19891" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de fevereiro de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble partiu para a Europa a bordo do vapor inglês <em>La Plata</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/7508" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1883, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um quadro pintado por Leopoldino de Faria (1836 &#8211; 1911), retratando o diretor do Arsenal de Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20297" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Ducasble chegou da Europa a bordo do vapor francês<em> Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20493" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de agosto de 1883, última coluna</a>). </span>Publicou que retomava a direção de seu estabelecimento e que estava recuperado de seus <em>incômodos. </em>Informava que havia<em> visitado os melhores estabelecimentos das principais cidades europeias, </em>onde havia praticado com grandes mestres de fotografia e pintura. Anunciou ter trazido modernos equipamentos e que havia se dedicado ao estudo dos processos instantâneos podendo <em>tirar facilmente o retrato de toda e qualquer criança com expressão e semelhança</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20510" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de agosto de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="362" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1883. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pintor francês Lassaily havia chegado da França e anunciava que quem precisasse de seus serviços poderia procurá-lo na Photographia Parisienne (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20823" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble anunciou que o quadro dos bachareis do 5º ano encontrava-se em sua galeria e que até o fim do mês receberia o pagamento da segunda prestação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20838" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de novembro de 1883, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Anúncio da Galeria Ducasble informava que a partir de qualquer fotografia produzia retratos a óleo, crayon e nanquim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21429" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1884</a>).</p>
<p>Ele, Menna da Costa e Hermina Costa formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21647" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble fez a importação de espelhos, que chegaram no vapor francês <em>Ville de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21648" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, segunda coluna</a>). Ao longo do ano foram noticiadas outras importações.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um<em> belo retrato a óleo</em> feito na Europa de Laurentino José de Miranda, que iria<em> ornar a sala de sessões da Companhia de Ferrovia de Olinda</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10511" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de maio de 1884</a>). Exposição também de um <em>bonito retrato a óleo</em> do conselheiro Theodoro Machado Freire Pereira da Silva, que seria levado para o salão de honra da Câmara Municipal do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21870" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de setembro de 1884, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14339" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><img class="wp-image-14339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria1.jpg" alt="galeria1" width="245" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de dezembro de 1884</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Estavam expostos na Galeria Ducasble os retratos a óleo dos advogados José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912) e Félix de Valois Correia (18? &#8211; 19?), encomendados pela Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais em homenagem aos serviços prestados por eles. Seriam colocados no salão de honra da referida instituição no dia do aniversário da mesma, em 18 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22286" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de janeiro de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicou um anúncio intitulado <em>Antiguidades</em>, onde anunciava interesse na <em>compra de objetos antigos como sejam: pratos, cadeiras de sofá, vasos e candelabros de bronze, pinturas antigas e modernas e qualquer objeto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/22424" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de fevereiro de 1885, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a>). Esse anúncio foi publicado várias vezes ao longo do ano.</p>
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<div id="attachment_14373" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><img class="wp-image-14373 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/antiques.jpg" alt="antiques" width="289" height="125" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a></p></div>
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<p>Participou da Exposição Internacional de Antuérpia, realizada entre 2 de maio e 2 de novembro de 1885, e ganhou o diploma de medalha de prata na Classe 7 &#8211; Fotografias e seus aparelhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13998" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de outubro de 1885, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25005" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>&#8216;<em>A carta geral do Brasil assim como outra da província de São Paulo não deixam nada a desejar como gravura topográfica. Saíram das oficinas dos senhores Paul Robin &amp; O, do Rio de Janeiro que obtiveram por seus trabalhos uma medalha de prata; a mesma recompensa foi atribuída aos senhores Marc Ferrez e Ducasbles por suas belas fotografias&#8217; (<a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle, </a></em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">1886</a><em>).</em></p>
<p>A exposição de uma reprodução do quadro <em>Sono de antíope</em>, do pintor renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica por ser considerado imoral por parte do público e por essa causa deixou de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889) publicou uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo critica o pouco incentivo do governo às artes e elogia o estabelecimento de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a>).</p>
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<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">ntíope dormindo, 1524/1527,  de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
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<div id="attachment_14374" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><img class="wp-image-14374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/nudofobia.jpg" alt="nudofobia" width="495" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a></p></div>
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<p>Continuava trabalhando como professor do Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13895" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de 1885</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15607" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1886</a>).</p>
<p>Executou o retrato do sr. Epaminondas Gouvêia, que seria colocado na Igreja do Carmo. Foi encomendado pela Irmandade de Nossa Senhora da Luz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23190" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de outubro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou, na Seção de Fotografia, da 5ª Exposição Artístico-Industrial, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, quando obteve o diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23450" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 31 de dezembro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>O larápio José Braz da Silva célebre autor do roubo que sofreu a atriz Helena Balsemão</em> foi retratado por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13206" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble vendeu à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição cadeiras de carvalho revestidas de <em>acentuados desenhos de talha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98926" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais e ganhou o Diploma de Progresso. Na ocasião a fotografa pernambucana Hermina Menna da Costa (18? &#8211; 19?) recebeu o Diploma de Mérito (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a>).</p>
<div style="text-align: left;">
<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Na exposição fotográfica no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, em Portugal, Ducasble foi contemplado com uma menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/10492" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1886, terceira coluna</a>).</p>
<p>Produziu um retrato da atriz portuguesa Lucinda Furtado Coelho (1850 &#8211; 1928) que constava de um jornal dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24041" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de julho de 1886, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato a óleo de Diogo Cavalcanti de Albuquerque executado em Paris por um brasileiro. Também na galeria, exposição de trabalhos do pintor cearense Irineu de Souza (1850 &#8211; 1924) e de uma fotografia do Teatro de Santa Isabel na ocasião da sessão fúnebre promovida União Federal Abolicionista em honra a José Bonifácio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15063" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24316" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24582" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 3 de dezembro de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Sul-Americana de Berlim e conquistou o primeiro prêmio e a medalha de ouro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15943" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1886, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17501" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de março de 1887, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Publicação de artigos de Ducasble na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank">quarta</a>, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/45" target="_blank">sexta</a> e na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/827762/61" target="_blank">oitava</a> edição da <em>Revista do Norte</em></p>
<p>Publicação de uma carta do pintor Telles Júnior ao <em>mestre</em> Alfredo Ducasble sobre o artigo escrito sobre os quadros de Barreto Sampaio na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank"><em>Revista do Norte, </em>10 de fevereiro de 1887</a><em>. </em>Telles Junior sentiu-se ofendido pela crítica de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24929" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de março, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de retratos pintado a óleo por Bannel de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25020" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble ofertou ao Instituto Arqueológico Geográfico de Pernambuco uma fotografia da inscrição da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte Guararapes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25045" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de abril de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Chegada no vapor <em>Ville de Bahia</em> de uma encomenda de quadros feita por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25220" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de junho de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma carta publicada por Feliciano de Azevedo Gomes para a família de Emílio Soares, alfaiate e genro de Ducasble, casado com sua filha Maria Vitória, foi revelado que Ducasble sofria dos nervos. Feliciano acusou Ducasble de calúnia no episódio envolvendo um surto de loucura de Soares e o desafiou para um duelo. Ducasble declarou jamais ter caluniado Feliciano, a quem continuava a considerar um <em>cavalheiro muito distinto</em> e <em>honrado </em>(<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25243" target="_blank">14 de junho, última coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25247" target="_blank">15 de junho, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25259" target="_blank">18 de junho, terceira coluna</a>).</p>
<p>O escritor português Ramalho Ortigão (1936 &#8211; 1915) em sua vista ao Recife foi à Galeria Ducasble onde foi fotografado. Estava com Joaquim Nabuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25809" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de novembro de 1887, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato de Adolfo Manta, encomendado por seus ex-escravos, recém libertos por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/17174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de dezembro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda da Galeira Ducasble com lista de prêmios (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>). Foi publicada diversas vezes ao longo do ano no <em>Jornal de Recife</em> e no <em>Diário de Pernambuco</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14347" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><img class="wp-image-14347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria2.jpg" alt="galeria2" width="504" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na <em>Galerie Artistique</em> de Ducasble, exposição de dois bustos a óleo dos abolicionistas pernambucanos Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e de José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912), realizados por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26444" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14682" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano.jpg"><img class="  wp-image-14682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano-1024x837.jpg" alt="nabucoejosemariano" width="565" height="462" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim Nabuco e José Mariano Carneiro da Cunha fotografados por Ducasble / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>O artista, pintor e decorador francês Eugène Lassailly  publicou uma propaganda de seus serviços e um dos lugares onde poderia ser contactado era a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26518" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de junho de 1888, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi um dos contribuintes da subscrição agenciada no Recife por Luiz Cintra a fim de serem ofertadas aos médicos que cuidaram da saúde de dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de agosto de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20953" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1888, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26589" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble  lecionava caligrafia na Escola Normal da Sociedade Propagadora de Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21362" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em anúncio, Ducasble atestava ter feito com sucesso uso do Elixir <em>Cabeça de Negro</em> sedativo contra o reumatismo, fórmula do dr. Santa Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21480" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Abertura da exposição prévia dos produtos que deveriam ir para a Exposição Universal de Paris, dentre eles objetos artísticos de Ducasble, que recebeu o diploma de 1ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/2" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 14 de janeiro de 1889, terceira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21684" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1889, quarta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21820" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito conselheiro da diretoria da Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26650" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de janeiro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi de sua autoria a fotografia do projeto do monumento em homenagem à abolição da escravidão que seria erigido em Olinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26704" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi escolhido delegado da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22387" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de maio de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ducasble produziu uma fotografia do pessoal da Companhia de Bombeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/378" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 17 de maio de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris</a>, realizada entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, ganhou medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos e também por lenços bordados e rendas. Além disso, expôs 5 quadros, móveis, jóias e antiguidades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro, quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27617" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 24 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>). Segunda a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306975/2981" target="_blank">Revista do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional de 1946</a>, Ducasble talvez tenha sido o <em>primeiro a enviar peças antigas brasileiras ou luso-brasileiras para serem mostradas fora do país</em>. Nessa mesma exposição, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> participou com vistas do Rio de Janeiro, vistas marinhas e paisagens e, de acordo com Maria Inez Turazzi, recebeu a medalha de bronze. Segundo o Auxiliador da Indústria Nacional, ele teria recebido a medalha de prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302295/25715" target="_blank"><em>O Auxiliador da Indústria Nacional</em>, 1889</a>). O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</a> recebeu uma medalha de bronze. Outros fotógrafos que participaram foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945" target="_blank">Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906)</a>, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), Nicholson &amp; Ferreira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco  (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>. Foi também nessa exposição que a Torre Eiffel, na época a mais alta estrutura do mundo, foi inaugurada.</p>
<p>Ducasble estava presente no banquete realizado em 3 de outubro, no restaurante <em>Voisin</em> para a despedida de Visconde de Cavalcanti (1829 &#8211; 1899), presidente do Comissariado Geral do Brasil junto à Exposição Universal de Paris, que retornaria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/23848" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos fotógrafos incluídos no livro <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a>. </em>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845-1912)</a> foi o responsável pelo livro, considerado a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Foi um dos livros que inaugurou a ilustração fotográfica do Brasil e é considerado por muitos uma espécie de balanço final do período imperial. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia também fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 -?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. O <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a> </em>foi o primeiro do gênero publicado depois do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>,</em> primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 – 1881)</a> e texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), reeditado em 1941.</p>
<p>Sua proposta para a confecção do quadro de retratos da turma do 5º ano da Faculdade de Direito foi vencida pela a de Constantino Barza, sucessor do fotógrafo berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de julho de 1889, quinta coluna</a>). Em anúncio, Ducasble convidada os quintanistas que quisessem fazer parte do <em>grupo da Torre Eiffel</em> para irem a sua galeria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27389" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de agosto de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de estudos cenográficos de um ex-aluno da Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22850" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de julho de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble compareceu em Paris à missa celebrada pelo abade , na Igreja de Saint Augustin, em 25 de julho, a mando do Barão de Penedo, em desagravo ao atentado sofrido por d. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103950/8256"><em>Gazeta do Norte</em>, 8 de setembro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Escreveu uma carta informando sobre o sucesso dos produtos pernambucanos exibidos na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23222" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava à venda na Galeria Ducasble fotografias da armação funerária da Igreja da Penha para as exéquias pela morte de dom Luiz I de Portugal (1838 &#8211; 1889) celebradas pela colônia portuguesa do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23915" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Duscable foi viver em Paris e abriu a farmácia Ducasbline, onde vendia remédios que produziu a partir de seus estudos sobre a flora brasileira e <em>conseguindo a custa a custa de pacientes investigações e meticulosas experiências o conhecimento perfeito das propriedades medicinais de muitas plantas, submeteu-as a processos científicos manipulando assim os medicamentos </em>vendidos em seu estabelecimento parisiense. Segundo carta enviada por Ducasble à redação do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, em dezembro de 1900, seus medicamentos eram aconselhados pelo Instituto Médico de Paris e e estavam obtendo resultado <em>maravilhosos</em> em casos de anemia, bronquite e outras doenças (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9667" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de dezembro de 1900, terceira coluna</a></span>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Foi publicada uma cobrança de impostos relativa ao imóvel que seu estabelecimento fotográfico ocupava na Rua Barão da Vitória, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6302" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 9 de abril de 1890, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria, Ducasble, exposição de pinturas de paisagens de Frederico Desidério de Barros, cenógrafo da Companhia Heller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28487" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de julho de 1890, última coluna</a>). Cerca de 2 meses depois, exposição de pinturas de paisagens do <em>hábil amador e acadêmico</em> José de Castro Paes Barreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28720" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de setembro de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Ducasble anunciou sua volta ao Brasil após uma temporada em Paris e a reabertura de seu ateliê de moda no Recife. Havia <em>condescendência nos preços </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/1916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê da Photografia Ducasble, exposição de retratos a óleo dos barões de Itapessuna e de Caiará, realizados por Frederico Ramos a partir de pequenas fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6826" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 14 de novembro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble na avenida de La Grande Armée, em Paris, na França. Também anunciava a venda de antiguidades e de objetos que por <em>afluência de artigos</em> tinham deixado de ir para a Exposição Universal de Paris, no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29023" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1890, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; Para exportação 30 litros de licor foram embarcados por Madame Ducasble no vapor francês <em>Equateur</em>, que iria para Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3172" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de maio de 1891, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de uma denúncia de Ducasble, que estava em Paris, sobre problemas de pagamento com a Comissão de Pernambuco na Exposição Universal em Paris em 1889, do qual havia sido representante diante da Comissão Central de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29505" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de maio de 1891, terceira coluna</a>). Dois dias depois, a comissão publicou sua versão dos fatos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29509" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14351" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><img class="wp-image-14351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/memorial.jpg" alt="memorial" width="218" height="244" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de novembro de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Ducasble presenteou o <em>Diário de Pernambuco</em> <em>com uma fotografia do cadafalso ereto na matriz de Boa Vista por ocasião das exéquias em memória de dom Pedro de Alcântara</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1892, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi no ateliê de Ducasble, que o fotógrafo português naturalizado brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a>, recém chegado no Recife a bordo do vapor nacional <em>Olinda</em>, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/5065"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>) expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação de uma propaganda da Galeria Ducasble onde foram destacados os prêmios conferidos a ela e o fato de ter sempre <em>à escolha de seus numerosíssimo fregueses fotografias artísticas onde o belo resplandece ante os efeitos de luz bem combinada e verdadeiros modelos que a crítica mais exigente jamais poderá ferir</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32800" target="_blank">J<em>ornal de Recife</em>, 30 de agosto de 1892, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Ducasble registrou no Teatro de Santa Isabel, o pano de anúncios pintado por Libânio do Amaral (? &#8211; 1920) para o referido teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/33036" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de outubro de 1892, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Falecimento de Urraca, esposa de Ducasble, de meningite. Foi enterrada no Cemitério Público de Santo Amaro e a missa de sétimo dia foi celebrada na matriz da Graça, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8241" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de junho de 1893, primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31111" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de junho de 1893, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8260" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1893, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A antiga Photographia Ducasble passou a ser dirigida por um <em>fotógrafo de grande prática dispondo para a execução de seus trabalhos de um pessoal técnico competentemente habilitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8928" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1893, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a>). O fotógrafo em questão era Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34223" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de agosto de 1894, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14352" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><img class="wp-image-14352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria3.jpg" alt="galeria3" width="223" height="611" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14356" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><img class="wp-image-14356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria4.jpg" alt="galeria4" width="229" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de setembro de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; <em>Representada pelos parentes presentes e ausentes</em>, foi celebrada uma missa pelo primeiro ano da morte de Urraca Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10029" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de junho de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Casamento civil de Alfredo Ducasble Filho com Maria Hermelinda Magalhães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35779" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211;  Alfredo Ducasble foi aprovado como benfeitor da Sociedade Propagadora Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/17961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Alfredo Ducasble Filho era representante da fábrica O Moinho de Ouro, produtora de chocolates, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/8745" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de abril de 1900, terceira coluna</a>). Posteriomente, passou a ser representante de um laboratório farmacêutico francês e<em> viajante geral</em> do Almanack Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9971" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 5 de março de 1901, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21401" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 25 de agosto de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um leilão na antiga Photographia Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província</em> &#8211; Órgão do Partido Liberal, 12 de dezembro de 1900, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14323" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637"><img class="wp-image-14323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/leilão.jpg" alt="leilão" width="241" height="114" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 12 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>Alfredo Ducasble Filho era o representante no Brasil do grupo Pollaion-Ducasble, de produtos farmacêuticos, sediado em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/10011" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal, </em>14 de março de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; A leitura do livro de Ducasble, <em>Curso de caligrafia prática</em>, foi indicado aos alunos pela Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de maio de 1902, quinta coluna</a>). Em 1904 e em 1906 foi adotado pelas escolas municipais do Recife.</p>
<p>Faleceu de nefrite a alagoana Maria Vitoria Soares, filha de Ducasble e viúva de Emilio Soares. No anúncio de morte, foi mencionado que seu pai residia em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12348" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 2 de setembro de 1902, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3900" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de setembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- No Rio de Janeiro, com pouco menos de 5 anos, falecimento de Adalgisa Ducasble, filha de Ducasble Filho e neta de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/7769" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de abril de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Alfredo Ducasble Filho e sua família viviam no bairro do Encantado, no Rio de Janeiro. Acolheram uma criança que havia sido maltratada por sua mãe adotiva, mas apesar dos cuidados, ela faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9757" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 18 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na primeira página do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, foi publicada uma fotografia de melhoramentos no Porto de Recife com crédito para Ducasble Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21425" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 30 de agosto de 1910</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Na Sociedade da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro, Maria Magalhães Ducasble, filha de Ducasble Filho, recebeu o diploma de enfermeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/14004" target="_blank"><em>A Época</em>, 4 de maio de 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi doado ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma coleção de cédulas e moedas que o governo do estado havia comprado de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/8739" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Desquite de Ducasble Filho e Maria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Foi ofertada ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma fotografia produzida por Ducasble, em 1888, de Joaquim Nabuco.  A foto havia pertencido a Antônio Machado Gomes da Silva e seu neto, Adolfo da Silva Neto, a doou para a instituição(<em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de dezembro de 1931, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre o pintor alagoano Rosalvo Ribeiro (1865 &#8211; 1915), Ducasble foi citado como seu admirador, que teria batizado uma das obras de Rosalvo de<em> L´innocence</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de outubro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Em uma matéria sobre a vida do pintor pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), a Galeria Ducasble foi citada como um dos lugares mais frequentados por ele  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/22483" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de maio de 1946, gunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Nas memórias de Telles Júnior, na ocasião do centenário de seu nascimento, Ducasble foi citado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/7329" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1951, penúltima coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Fotografias produzidas por Ducasble foram publicadas no livro, <em>Álbum de Pernambuco e seus arrabaldes</em>, organizado por Gilberto Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/67370" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de novembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong></span> &#8211; Em Washington, capital dos Estados Unidos, fotografias de Ducasble, Insley Pacheco e Alberto Henschel encontradas na coleção Oliveira Lima foram expostas no Instituto Cultural Brasileiro Americano. Essas fotografias foram redescobertas por acaso pelo diretor da citada instituição, José Neinstein, quando ele foi pesquisar um livro raro sobre o Brasil na Biblioteca da Universidade Católica de Washington, em fins de abril de 1977 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/163414" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de junho de 1977, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Publicação, no Diário de Pernambuco, de uma fotografia de Joaquim Nabuco, produzida por Ducasble, em 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/123532" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1978</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14684" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank"><img class="  wp-image-14684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="648" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank">Joaquim Nabuco fotografado por Ducasble em 1887 / Diário de Pernambuco, 17 de setembro de 1978</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Primórdios da fotografia na Paraíba</em>. <em>Correio das Artes</em> &#8211; suplemento literário do jornal <em>A União</em>, João Pessoa, 27 de novembro de 1983.</p>
<p>CORNELI, René; MUSSELY, Pierre. <em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle</a>.</em> Bruxelles: Typographie et Lithographie Ad Mertens, 1886, pág. 346.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21991/alfredo-ducasble" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Geográfico Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. Cotia(SP) : Ateliê Editorial, 1999.</p>
<p><a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=9590" target="_blank">Revista do IPHAN, nº 26 &#8211; 1997</a></p>
<p><a href="http://www.arquivonacional.gov.br/br/ultimas-noticias/1510-serie-retratos-modernos-alfredo-ducasble.html" target="_blank">Site do Arquivo Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
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		<title>O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Oct 2017 14:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[século XX]]></category>

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		<description><![CDATA[Considerado um dos mais importantes fotógrafos que atuava em Pernambuco na vidada do século XIX para o XX, o português Francisco du Bocage (1860 - 1919), intitulava-se fotógrafo artista. Foi autor de uma importante documentação de Olinda e também do Recife. Seus registros revelaram a capital pernambucana, a Veneza brasileira, no auge de sua beleza. Documentou, também, obras do porto do Recife, foi correspondente do Jornal do Brasil e da Revista da Semana na capital pernambucana, além de ter sido dono de uma oficina de chapéus para senhoras e crianças. Durante um período, ofereceu serviços de massagem e de ginástica médica sueca em seu estabelecimento na rua da Imperatriz, nº 31, no Recife.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 &#8211; 22/10/1919)*</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9827" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/oproprio.jpg"><img class="wp-image-9827 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/oproprio.jpg" alt="oproprio" width="540" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Francisco du Bocage em primeiro plano. Fotografia de 1907 publicada na página 224 do livro <em>Railways of Brazil in Postcards and Souvenir Albums (</em>2005).</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="line-height: 1.5;">Considerado um dos mais importantes fotógrafos que atuava em Pernambuco na virada do século XIX para o XX, pouco se conhece da biografia de Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919), que intitulava-se</span><em style="line-height: 1.5;"> fotógrafo artista, </em>evidenciando<span style="line-height: 1.5;"> sua preocupação com o valor estético de sua produção. Foi autor de uma importante documentação de Olinda e também do </span><a style="line-height: 1.5;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a><span style="line-height: 1.5;">. Seus registros, muitos dos quais foram editados como cartões-postais, revelaram a capital pernambucana, a </span><em style="line-height: 1.5;">Veneza brasileira</em><span style="line-height: 1.5;">, no auge de sua beleza. Documentou, também, obras do porto do Recife durante as administrações dos governadores Herculano Bandeira de Melo (1850 &#8211; 1916), Emídio Dantas Barreto (1850 &#8211; 1931) e Manuel Borba (1864 &#8211; 1928), no período entre 1908 e 1919. Sua obra fotográfica registrou o processo de modernização da cidade. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 837px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2047/002020BOC08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="827" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank">Francisco du Bocage. Recife Antigo, c. 1910. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=bocage&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Francisco du Bocage disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi saudado no<em> Jornal do Recife</em> como <em>hábil fotógrafo português</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35025" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de março de 1895, na quarta coluna</a>), mas algumas publicações se referem a ele como francês. Bocage foi correspondente, no Recife, do <em>Jornal do Brasil</em> e da <em>Revista da Semana</em>. Foi também dono de uma oficina de chapéus para senhoras e crianças e, em um período, ofereceu serviços de massagem e de ginástica médica sueca em seu estabelecimento na rua da Imperatriz, nº 31.</p>
<p>Segundo um documento de identificação expedido em 10 de abril de 1918, no Recife, Bocage era português, naturalizado brasileiro, casado, tinha 1m68 de altura, olhos castanhos escuros, cabelos grisalhos, bigodes brancos, barba raspada e sua profissão era comerciante. Traz ainda uma imagem e a assinatura do fotógrafo. Esse documento foi trazido aos IMS, em fins de 2018, por seu bisneto, Sergio du Bocage.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/fotita1.jpg"><img class="alignnone  wp-image-13811" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/fotita1-1024x831.jpg" alt="fotita" width="738" height="599" /></a></p>
<div id="attachment_13800" style="width: 662px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/certidão.jpg"><img class="wp-image-13800 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/certidão-652x1024.jpg" alt="certidão" width="652" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">Documento de identificação de Francisco du Bocage, trazido aos IMS, em fins de 2018, pelo bisneto do fotógrafo, Sergio du Bocage.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sabe-se que foi casado com a alemã Anna du Bocage, com quem teve quatro filhos: Beatriz Augusta, Dinah, Daniel e George. Faleceu em 22 de outubro de 1919, na cidade de Bezerros, no interior de Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2052" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2052/002020BOC21.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1280" height="355" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2052" target="_blank">Francisco du Bocage. Porto do Recife, c. 1910. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong></span> &#8211;  Nascimento de Francisco du Bocage, em 14 de abril de 1860, em Portugal, filho de Albino José Pereira e Anna Maria de Oliveira Bocage.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Francisco du Bocage seria o diretor do curso noturno de Escrituração Mercantil e Línguas, em Salvador, na rua Conselheiro Pedro Luis, n. 38 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=765910&amp;pagfis=394" target="_blank"><em>Diário do Povo</em>, 15 de maio de 1889, na última coluna</a>). Nesse ano, foi publicado no Almanach Literário um poema , de sua autoria de Francisco Bocage, intitulado &#8220;Chromo&#8221;. Seria o próprio fotógrafo ou um homônimo?</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Francisco du Bocage chegou no Recife a bordo do vapor nacional Olinda, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_07&amp;pagfis=5065" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê do fotógrafo, pintor, escultor, músico, colecionador e antiquário Alfredo Ducasble (18? &#8211; ?), localizado na rua Barão da Vitória, nº 65, no Recife, Bocage expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_07&amp;pagfis=5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;pagfis=30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Francisco du Bocage declarou, em 11 de janeiro de 1894, a compra da oficina de chapéus para senhoras e crianças do sr. A. Damour, localizada na rua da Imperatriz, 31, que passaria a ser dirigida  pela modista A. du Bocage, sua esposa, Anna. <em>Qualquer reclamação a fazer sobre venda e compra da dita oficina deverá ser dirigida ao signatário deste até o dia 20 do corrente mês, sob pena de nenhum efeito </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/22589" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de janeiro de 1894, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Nascimento da primeira filha do casal, Beatriz Augusta du Bocage, em 2 de agosto de 1894.</p>
<p>Produziu uma fotografia do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7817" target="_blank">cruzador Benjamin Constant</a>, quando o navio esteve no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34363" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de setembro de 1894, na sexta coluna</a>).</p>
<p>O <em>Diário de Pernambuco</em> agradeceu o oferecimento feito por Bocage de três <em>esplêndidas</em> fotografias de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/23685" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de setembro de 1894, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9812" style="width: 737px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/23685" target="_blank"><img class="wp-image-9812" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/atelie1.jpg" alt="atelie" width="727" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/23685" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 29 de setembro de 1894</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bocage, do Centro Fotográfico Pernambucano, voltou a presentear o <em>Diário de Pernambuco</em>, dessa vez com duas <em>belíssimas fotografias com cenas movimentadas, tomadas rapidamente, instantaneamente. São ambas de admirável perfeição e dão a exata medida não só da excelência do aparelho fotográfico empregado, mas também da habilidade do operador</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10216" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de outubro de 1894, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Ofereceu ao <em>Jornal do Recife</em> uma fotografia de sua autoria. No agradecimento do jornal, foi saudado como um <em>hábil fotógrafo português</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35025" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de março de 1895, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage colocou à venda retratos de Manoel Ferreira de Assumpção, assassino de Maria Joaquina, personagem de um crime de esquartejamento ocorrido em Pernambuco.</p>
<p>Ofereceu ao <em>Jornal do Recife</em>, fotografias da parte externa do Colégio Salesiano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35492" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de julho de 1895, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Fotografou a Estrada de Ferro Central de Pernambuco, durante uma visita que várias autoridades e engenheiros fizeram a Caruaru quando os trilhos chegaram à referida cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35603" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de agosto de 1895, na sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Foi anunciada a conclusão e a abertura ao público do ateliê da Empresa Centro Artístico Fotográfico, na rua da Imperatriz, 31, sob a direção técnica de Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/36211" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de janeiro de 1896, na sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9815" style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/36211" target="_blank"><img class="wp-image-9815 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/abertura.jpg" alt="abertura" width="566" height="231" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/36211" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de janeiro de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Recebedoria do Estado de Pernambuco deferiu um pedido de Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/13808" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de abril de 1896,  primeira coluna</a>).</p>
<p>Bocage fotografou sua filha Beatriz com um chapéu formado pelo <em>Jornal do Recife. </em>O registro foi<em> </em>classificado pelo periódico como<em> um esplêndido reclame</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/36823" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de junho de 1896, quarta coluna</a>).</p>
<p>Nascimento de sua filha, Dinah du Bocage, em 12 de junho de 1896.</p>
<p>No mesmo endereço do ateliê da Empresa Centro Artístico Fotográfico, na rua da Imperatriz, 31, Anna du Bocage continuava a <em>modernizar chapéus e capotas, cingindo-se às prescrições dos mais rigorosos figurinos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/37399" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, de outubro de 1896, última coluna</a>). O anúncio é publicado outras vezes ao longo do ano e também em janeiro do ano seguinte.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Bocage havia importado da França envelopes, cartões, chaminés de vidro e obras de cobre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/39494" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de abril de 1898, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/18571" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de abril de 1898, última coluna</a>).</p>
<p>Nascimento de seu filho, George.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Bocage estava listado como um dos devedores do imposto das casas comerciais do Recife, no endereço rua da Imperatriz, 31 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/21132" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1899, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1901</span></strong> &#8211; Bocage estava listado como um dos devedores do imposto de bombeiros das casas comerciais do Recife. Seu endereço era ainda rua da Imperatriz, 31 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/42848" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de janeiro de 1901, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; O British Colony Photo Club anunciou que tinha uma carta endereçada a Francisco du Bocage, na rua do Apolo, n. 42 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/14775" target="_blank"><em>A Província</em>, 12 de março de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>Bocage fotografou a inauguração do Asilo Magalhães Bastos, na Várzea, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/7113" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 27 de junho de 1904, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em Igarassu, Bocage fotografou a inauguração de uma fábrica de cimento da firma Cunha &amp; C. Segundo a notícia, era a primeira fábrica do gênero a funcionar no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/16199" target="_blank"><em>A Província</em>, 17 de novembro de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que Bocage deu de presente ao jornal <em>A Província</em> uma fotografia da fábrica de cimento São José, em Maria Farinha, e outra da construção do quarto fio telegráfico para Olinda. Na época, o fotógrafo residia na rua Hospital Pedro II, n.5 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/17315" target="_blank"><em>A Província</em>, 29 de novembro de 1905, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Fotografou a visita de oficiais da canhoneira portuguesa <em>Pátria</em> ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/6299" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de agosto de 1905, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/6304" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de agosto de 1905, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/48436" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 30 de agosto de 1905,  última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Bocage retratou os convidados para o piquenique dos alunos do Colégio 7 de setembro, realizado no engenho <em>Valha-me Deus. </em>Na ocasião, o futuro magnata das comunicações no Brasil, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1892 &#8211; 1968), e seu irmão, Oswaldo, recitaram poesias. Seu pai, o sr. Francisco José Chateaubriand Bandeira de Mello, presentou o <em>Jornal do Recife</em> com uma das fotografias do piquenique produzida por Bocage (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/48469" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 10 de setembro de 1905, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/48634" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de outubro de 1905, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong> </span>- Bocage fotografou a visita do presidente da República eleito Afonso Pena (1847 &#8211; 1909) a Carpina, em Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/18163" target="_blank"><em>A Província</em>, 8 de junho de 1906, sexta coluna</a>).</p>
<p>Era o correspondente em Pernambuco do periódico <em>Jornal do Brasil</em> e da <em>Revista da Semana</em>, ambos do Rio de Janeiro.</p>
<p>Ofertou ao jornal <em>A Província</em> duas fotografias de sua autoria da chegada de Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/18343" target="_blank"><em>A Província</em>, 19 de julho de 1906, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9858" style="width: 698px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/18343" target="_blank"><img class="wp-image-9858 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/nabuco.jpg" alt="nabuco" width="688" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/18343" target="_blank"><em>A Província</em>, 19 de julho de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Luiza Bocage, esposa de Francisco, foi distinguida com a carta de assistente pelo Hospital Pedro II por ter sido aprovada no curso de obstetrícia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/18891" target="_blank"><em>A Província</em>, 26 de novembro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p>O postal abaixo, publicado no site <a href="https://www.delcampe.net/en_GB/collections/item/315063043.html">www.delcampe.net</a>, tem sua produção atribuída a Francisco du Bocage, em 1906. Traz uma imagem do próprio no ato de fotografar.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://www.delcampe.net/en_GB/collections/item/315063043.html"><img class="alignnone size-full wp-image-10563" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/cartao-postal1.jpg" alt="cartao postal" width="540" height="338" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Foram anunciados os serviços da parteira alemã, Mme. A. Luise Hurst du Bocage. Pouco depois, foi anunciada a transferência de sua residência para a rua da Imperatriz, 31. Antes, residia na rua Hospital Pedro II, n. 5 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/18917" target="_blank"><em>A Província</em> , 27 de novembro de 1906, segunda coluna</a>). Ainda em 1907, foi anunciada sua nova residência na rua do Dr. Rosa e Silva, 31.  A. Luise Hurst du Bocage é Anna du Bocage, mulher de Francisco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50125" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de janeiro de 1907, sexta coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50260" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 8 de março de 1907, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50276" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de março, primeira coluna</a>).</p>
<p>Bocage anunciou seus serviços de massagem e de ginástica médica sueca diversas vezes ao longo de 1907 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50354" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de abril de 1907, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9853" style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/50354" target="_blank"><img class="wp-image-9853 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/massagem.jpg" alt="massagem" width="476" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/50354" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de abril de 1907 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No anúncio veiculado pelo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50661" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de julho de 1907, terceira coluna,</a> Bocage explicava seu trabalho como massagista e dos métodos que utilizava em seus exercícios físicos, além de apresentar Mme du Bocage como parteira e massagista.</p>
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<div id="attachment_9855" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/50661" target="_blank"><img class="wp-image-9855 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/massagem1.jpg" alt="massagem1" width="239" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/50661" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de julho de 1907</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Chegou à Alfândega do Recife, proveniente de Hamburgo, na Alemanha, no vapor alemão <em>San Nicola</em>, aparelhos fotográficos importados por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/9484" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de março de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>No vapor brasileiro <em>Bahia</em>, chegaram, de novo de Hamburgo, artigos fotográficos para Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/9902" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de julho de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>Bocage possuía produtos em armazéns da Alfândega do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/52062" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 8 de agosto de 1908, terceira coluna</a>).</p>
<p>No Recife, Bocage registrou o plantio de aglaias na rua Camarão,<em> obedecendo ao plano traçado pelo ilustre doutor Archimedes de Oliveira, prefeito desta capital </em> <em>para o embelezamento desta cidade </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10087" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de setembro de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Bocage fotografou a festa realizada pelo Instituto de Proteção à Infância (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/19131" target="_blank"><em>A Província</em>, 26 de janeiro de 1909,  quinta coluna</a>).</p>
<p>Chegaram ao porto do Recife, a bordo do vapor alemão <em>Corrientes</em>, proveniente de Nova York, placas fotográficas importadas por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10599" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de fevereiro de 1908, quinta coluna</a>).</p>
<p>O escriturário Lacerda de Almeida, da Recebedoria do Estado, cientificou <em>ao sr. F. du Bocage, a rua do dr. Rosa e Silva n. 31 </em>a coleta de um imposto no valor de 200$000 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10675" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de fevereiro de 1909, sexta coluna</a>).</p>
<p>Chegaram ao porto do Recife, provenientes de Hamburgo, na Alemanha, a bordo do vapor alemão <em>Etruria</em>, quatro caixas de artigo para farmácia importadas por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/10809" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1909, terceira coluna</a>).</p>
<p>No vapor alemão <em>Petrópolis</em>, vindo de Hamburgo, na Alemanha, chegaram no porto de Recife 4 caixas de material fotográfico importados por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11153" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de julho de 1909, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Bocage foi um dos autores do <em>serviço fotográfico</em> do <em>Álbum de Pernambuco, </em>organizado pelo jornalista Manuel Monteiro, cuja impressão ficou a cargo da casa do comendador Francisco Pastor. Os outros fotógrafos foram Manuel Tondella, Fernando Piereck, João José de Oliveira, Umbelino Silva, Mario Ribeiro e Luiz Santiago </span>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11254" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de agosto de 1909, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/10848" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de agosto de 1909, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9847" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_08&amp;pagfis=11254"><img class="wp-image-9847 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/noticia.jpg" alt="noticia" width="549" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_08&amp;pagfis=11254" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">No vapor alemão <em>São Paulo</em>, chegada de material fotográfico, importado de Hamburgo por Bocage (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/11493" target="_blank"><span style="color: #333333;"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de novembro de 1909,</span> quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">Foram enterradas no Cemitério de Santo Amaro, com um intervalo de 9 dias, Beatriz Bocage, de 15 anos, e Carmen du Bocage, de 16 anos. A Brasiliana Fotográfica acredita que, provavelmente, elas eram filhas de Anna e Francisco du Bocage</span> <span style="color: #000080;">(</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20286" target="_blank"><em>A Província</em>, 25 de novembro de 1909, segunda coluna</a> <span style="color: #333333;">e </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20306" target="_blank"><em>A Província</em>, 30 de novembro de 1909, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Bocage continuava a importar artigos fotográficos (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/156" target="_blank">19 de fevereiro de 1910, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/228" target="_blank"> 10 de março de 1910, na quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/436" target="_blank">7 de maio, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/554" target="_blank">5 de junho, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/970" target="_blank">17 de setembro, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/1042" target="_blank">5 de outubro, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span> &#8211; A administração dos Correios publicou que Anna e Francisco du Bocage estavam na relação de pessoas que haviam autorizado a entrega de suas correspondências registradas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/55904" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de julho de 1911, terceira coluna</a>).</p>
<p>Durante o ano, Bocage seguiu fazendo importações de artigos fotográficos (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2030" target="_blank">28 de maio de 1911, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2071" target="_blank">7 de julho, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2076" target="_blank">8 de junho, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2332" target="_blank">8 de agosto, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2394" target="_blank">22 de agosto, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/2650" target="_blank">20 de outubro, quarta coluna)</a>.</p>
<p>Bocage utilizava em seu estabelecimento, a Photographia Industrial e Artística, os filmes <em>Ensign</em>, considerado por ele como superior a qualquer outro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/22064" target="_blank"><em>A Província</em>, 14 de setembro de 1911, quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage fotografou a chegada do general Emidio Dantas Barreto (1850 &#8211; 1931), futuro governador de Pernambuco, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/22197" target="_blank"><em>A Província</em>, 14 de outubro de 1911, terceira coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Publicação de duas fotografias de autoria de Bocage nas capas das edições de 5 e 6 de fevereiro do <em>Jornal Pequeno.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37534" style="width: 830px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14212" target="_blank"><img class="wp-image-37534 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/bocage1.jpg" alt="bocage1" width="820" height="356" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/800643/14212" target="_blank"><em>Jornal Pequeno,</em> 5 de fevereiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37535" style="width: 837px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/14216" target="_blank"><img class="wp-image-37535 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/bocage2.jpg" alt="bocage2" width="827" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/14216" target="_blank"><em>Jornal Pequeno,</em> 6 de fevereiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embarcou no vapor<em> Ilheus</em> rumo a Aracaju, de onde retornou, no vapor <em>Canavieiras</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/56819" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 11 de março de 1912, última coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/56873" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de março de 1912, última coluna)</a>.</p>
<p>A família Porto Carrero fez uma agradecimento a algumas pessoas, dentre elas, Anna du Bocage, p<em>elos cuidados, dedicação e carinho</em> que havia tido com Maria Emilia Uchoa Porto Carrero  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/57077" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de maio de 1912, quinta coluna</a>).</p>
<p>Francisco du Bocage ofereceu à Biblioteca da Escola Regimental da Força Pública do Estado <em>um grande número de obras de subido valor</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/57650" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de setembro de 1912, sexta coluna</a>).</p>
<p>Chegaram no Recife, a bordo do vapor alemão <em>Queen Eleonora</em>, vindo de Hamburgo, três caixas de material fotográfico importados por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58066" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 20 de novembro de 1912, terceira coluna</a>). Uma caixa de papel fotográfico chegou para ele em um vapor alemão, vindo de Nova York (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58177" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 9 de dezembro de 1912, quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage fotografou a festa de encerramento das aulas da Escola de Aprendizes Marinheiros (<em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58217" target="_blank">ornal do Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/58217" target="_blank">, 19 de dezembro de 1912, oitava coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Seguiam as importações de artigos fotográficos feitas por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/3132" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de março, quinta coluna)</a>.</p>
<p>Embarcou no vapor <em>Pará</em>, rumo a Natal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/3188" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de abril de 1913, última coluna</a>).</p>
<p>Bocage fez o brinde ao dr. Gouveia de Barros, diretor de Higiene do Recife, após uma visita às obras do Matadouro de Peixinhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/60041" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de novembro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
<p>Seu nome constava em um despacho da prefeitura do Recife<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/60057" target="_blank">Jornal do Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/60057" target="_blank">, 5 de novembro de 1913, quarta  coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- Bocage foi contratado pelo Jockey Club para registrar as chegadas dos cavalos no fim de cada páreo e, no caso de dúvidas sobre algum resultado, revelar a chapa imediatamente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/61010" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de abril de 1914, na última coluna</a>).</p>
<p>Anna du Bocage e George, filho do casal Bocage, embarcaram para Bremen, na Alemanha, no vapor alemão <em>Erlangen</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/61871" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 12 de julho de 1914, segunda coluna</a>).</p>
<p>O outro filho do casal Bocage, Daniel, tornou-se conselheiro do recém fundado Riachuelo Football Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/4918" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de julho de 1914, terceira coluna</a>). Ele estudava no Ginásio Ayres Gama (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/6472" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 22 de novembro de 1914, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Chegou no Recife, a bordo do vapor inglês <em>Justin</em>, vindo de Nova York, artigos fotográficos, envelopes e produtos químicos para fotografia, importados por Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/65109" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 2 de julho de 1915, sexta coluna</a>). Dias depois, chegada de papel fotográfico, também importado por ele, vindo de Liverpool, a bordo do vapor inglês <em>Southampton</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/65340" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 25 de julho de 1915, quinta coluna</a>).</p>
<p>Bocage foi convidado a comparecer na 1ª seção dos Correios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/9949" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro, quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage partiu para a Bahia no vapor <em>Olinda</em> e retornou para o Recife no vapor <em>Itapura</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/32082" target="_blank"><em>A Província</em>, 4 de novembro de 2015, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/66751" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de dezembro de 1915, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong><span style="color: #333333;"> -</span></span> Bocage foi e voltou à Bahia, no vapor <em>Itatinga</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/33575" target="_blank"><em>A Província</em>, 15 de maio de 1916, primeira coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/69082" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de agosto de 1916, quarta coluna</a>).</p>
<p>O ministro da Fazenda <em>negou provimento ao recurso ex-oficio interposto pelo Delegado Fiscal de Pernambuco, do seu ato, julgando improcedente o auto lavrado contra Francisco du Bocage, por infração do regulamento dos impostos de consumo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/38971" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1916, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; George, filho de Bocage e Anna,  voltou da Europa, a bordo do vapor holandês <em>Hollandia </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/70295" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 5 de janeiro de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>De volta de uma viagem a Bezerros, Bocage foi saudado como <em>distinto fotógrafo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/14262" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de maio de 1917, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Acessórios fotográficos e medicamentos importados por Bocage chegaram no Recife a bordo do vapor brasileiro <em>Tapajós</em>, vindo de Nova York (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/13782" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/70958" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 17 de março de 1917, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciado pela Casa du Bocage, na rua Imperatriz, n. 31, a produção de retratos pelo sistema fotomecânico, <em>perfeitos e inalteráveis&#8230;únicos e a preços baratíssimos. </em>O anúncio foi repetido diversas vezes ao longo do ano, mas a partir de julho, o endereço passou a ser rua Imperatriz, n. 13<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/24496" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 7 de abril de 1917, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/25091" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 5 de julho de 1917, quarta coluna</a>).</p>
<p>Bocage fez uma exposição fotográfica muito elogiada com o tema <em>Maternidade: Pernambuco pode apresentar  Bocage como um grande artista e seus belos trabalhos fotográficos honram qualquer galeria e podem figurar em qualquer certame artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/36773" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de julho de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9896" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36773" target="_blank"><img class="wp-image-9896 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/critica.jpg" alt="critica" width="310" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/36773" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de julho de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Com o título &#8220;Photographia Industrial&#8221;, Bocage anunciou não autorizar ninguém a fazer dívidas em seu nome (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/16174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de janeiro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Bocage chegou do Maranhão a bordo do vapor <em>Cururupu</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/17896" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de agosto de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>Após uma viagem ao norte do Brasil, Bocage anunciou o recomeço de seus trabalhos fotográficos, na rua da Imperatriz, 121 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/75386" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 1º de setembro de 1918, terceira coluna</a>). Dias depois, veiculou uma propaganda de seu estúdio fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/75428" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em> de 6 de setembro de 1918</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9862" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/75428" target="_blank"><img class="wp-image-9862 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propaganda.jpg" alt="propaganda" width="540" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Propaganda de Bocage no <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/75428" target="_blank"><em>Jornal do Recife,</em> 6 de setembro de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Chegada de material fotográfico importado por Bocage, no vapor inglês <em>Somme</em>, vindo de Londres (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/78184" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 4 de outubro de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>George du Bocage, filho de Francisco e Anna, estava na relação dos alistados para o serviço militar da cidade do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/20921" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de outubro de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>Francisco du Bocage faleceu, em 22 de outubro de 1919, na cidade de Bezerros, onde se <em>achava em tratamento de grave enfermidade</em> e onde foi enterrado. Sua esposa, Anna du Bocage, declarou que continuava no mesmo ramo de negócios de seu<em> falecido marido, Francisco du Bocage, à rua da Imperatriz, 121, dedicando-se especialmente ao serviço de amadores postais, vistas, etc, esperando a mesma confiança e boa vontade da parte de seus estimado fregueses</em> ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29584" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de outubro de 1919, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/8116" target="_blank"><em>A Rua</em>, 25 de outubro de 1919, quinta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/78380" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de outubro de 1919, quarta e sexta colunas</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9891" style="width: 591px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29584" target="_blank"><img class="wp-image-9891 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/BEZERROS.jpg" alt="BEZERROS" width="581" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/29584" target="_blank"><em>Jornal Pequeno</em>, 24 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9817" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/78380"><img class="wp-image-9817 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/morte.jpg" alt="morte" width="437" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/78380"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Casa Bocage anunciou a venda de iluminação à gasolina e de material fotográfico (<em>Diário de Pernambuco</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/21162" target="_blank">30 de outubro, na terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/21171" target="_blank">31 de outubro, primeira coluna</a>).</p>
<p>Seu filho, George, tornou-se o proprietário da Casa Bocage (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/78946" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 28 de dezembro de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2048"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2048/002020BOC09.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="189" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2048">Francisco du Bocage. Estação Estrada de Ferro, c. 1910. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">As informações sobre nacionalidade, data de nascimento e filiação de Bocage foram fornecidas por seu bisneto Sergio du Bocage, entre 27 de novembro e 20 de dezembro de 2018.</span></p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em 18 de junho de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>GERODETTI, João Emilio; CORNEJO, Carlos. <em>Railways of Brazil in Postcards and Souvenir Albums. São Paulo: </em>Solaris Edições Culturais, 2015.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário Histórico Fotográfico Brasileiro</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p><em>O Brasil na máquina do tempo: coleção referencial da história da fotografia brasileira</em> / [Organizadores] Imager &#8211; Centro de Estudos da Imagem Fotográfica e Eduardo Castanho. São Paulo: Instituto Cultural  Itaú, 1997.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21625/francisco-du-bocage" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=324" target="_blank">Site da Fundação Joaquim Nabuco</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/francisco-du-bocage" target="_blank">Site do IMS</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro. <em>Três mestres da fotografia brasileira no século XIX</em><strong>. </strong><em>Acervo</em>, Revista do Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, v. 6, n 1-2, jan./dez. 1993, p. 3.</p>
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		<title>A fundação do Recife</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2016 03:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[O portal Brasiliana Fotográfica homenageia a mais antiga das capitais estaduais brasileiras, Recife, na data de sua fundação, 12 de março. A cidade surgiu como "Ribeira de Mar dos Arrecifes dos Navios", em 1537. A partir do século XIX, vários fotógrafos estabeleceram-se ou passaram em Recife, o que tornou a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. O portal fez uma seleção de registros de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses produzidas por Augusto Stahl (1828-1877), Francisco du Bocage (1860-1919), Guilherme Gaensly (1843-1928), João Ferreira Villela (18?-1901), Marc Ferrez (1843-1923) e Moritz Lamberg (18?-?).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia a mais antiga capital dos estados brasileiros. Terra antes habitada por tapuias e depois por tupis, Recife foi fundada em 12 de março de 1537. O português Duarte Coelho Pereira (c. 1480-1554), que havia iniciado a povoação de Pernambuco em 1536 – um ano após receber a doação da Capitania de Pernambuco do rei dom João III, de Portugal – referiu-se à cidade como “Ribeira de Mar dos Arrecifes dos Navios” em Carta de Foral então concedida à Câmara de Olinda.</p>
<p>O portal fez uma seleção de registros de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860-1919)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/%20http:/brasilianafotografica.bn.br/?p=%207260">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928) </a>, João Ferreira Villela (18?-1901), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18?-19?)</a>.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=recife&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Recife disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>A cidade enfrentou um período de ocupação holandesa (1630-1645) cuja herança ainda hoje se faz presente. Sob o comando da Companhia das Índias Ocidentais, representada pelo conde Mauricio de Nassau (1604-1679), Recife tornou-se a capital do Brasil holandês. Amante das artes, Nassau tinha na sua equipe grandes artistas, como Franz Post (1612-1680) e Albert Eckhout (1610-1666), pioneiros na documentação visual da paisagem brasileira e do cotidiano dos seus habitantes.</p>
<p>Em em 15 de fevereiro de 1827<!--TgQPHd|[]-->, o Recife tornou-se oficialmente a capital da província de Pernambuco por ordem imperial, consolidando sua importância comercial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44643" style="width: 579px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-pdf/revista_da_cidade_1927_n040.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-44643 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/recife.jpg" alt="recife" width="569" height="419" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-pdf/revista_da_cidade_1927_n040.pdf" target="_blank">specto da missa campal celebrada no dia do centenário da elevação do Recife a capital / <em>Revista da Semana</em>, 26 de fevereiro de 1927, página 17</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imediatamente após o anúncio do primeiro processo fotográfico patenteado – o daguerreótipo, na França – um navio-escola saído daquele país, trazendo entre seus tripulantes o padre Louis Comte com seu exemplar dessa nova e revolucionária invenção, tocou o continente americano através do porto do Recife.</p>
<p>E mais à frente, quando as imagens originalmente obtidas em fotografia começaram a ser transcritas na imprensa ilustrada, Recife estava na vanguarda, mais uma vez. A partir de meados do século XIX, vários fotógrafos estabeleceram-se ou passaram pelo Recife, o que tornou a cidade referência inescapável na história da fotografia no Brasil.</p>
<p>A <em>Veneza brasileira</em>, localizada às bordas do rio Capibaribe junto ao oceano, com sua geografia, seus mangues, suas pontes e construções marcantes, visceralmente conectada a Olinda, segue sendo um dos cartões postais do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5922" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Brasaorecife.png"><img class="wp-image-5922 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Brasaorecife-300x230.png" alt="Brasaorecife" width="300" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">Brasão do Recife</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Pesquisadora e editora assistente da Brasiliana Fotográfica</p>
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