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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; J. Pinto</title>
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		<title>O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz</title>
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		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34024#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 12:50:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
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		<description><![CDATA[Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são os autores do artigo "O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz", que traz para os leitores do portal uma faceta pouquíssimo conhecida do cientista: ele era um entusiasta da fotografia e este interesse ocupou um lugar importante tanto em sua vida privada como na profissional. Atuou muitas vezes como fotógrafo e foi personagem central de inúmeras fotografias ao longo de sua vida. Com a publicação de registros realizados por ele próprio, por fotógrafos ainda não identificados, pelo fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 – 1924) e por J. Pinto (1884 - 1951), fotógrafo baiano que atuou muitos anos na Fundação Oswaldo Cruz, vamos conhecer um pouco desta história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são os autores do artigo <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz,</span></em> que traz para os leitores do portal uma faceta pouquíssimo conhecida do cientista: ele era um entusiasta da fotografia e este interesse ocupou um lugar importante tanto em sua vida privada como na profissional. Atuou muitas vezes como fotógrafo e foi personagem central de inúmeras fotografias ao longo de sua vida. Com a publicação de registros realizados por ele próprio, por fotógrafos ainda não identificados, pelo<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em>fotógrafo português</span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> José Ferreira Guimarães (1841 – 1924)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> e por </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fotógrafo baiano que atuou muitos anos na Fundação Oswaldo Cruz, vamos conhecer um pouco desta história.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11993" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11993/br_rj_coc_fo_01_02_01.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="369" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11993" target="_blank">Oswaldo Cruz com 20 anos, 1892 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/375" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas a este artigo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Gonçalves Cruz (1872 – 1917) era um apaixonado pela fotografia. O interesse na criação de imagens em suporte sensível ocupou um lugar de destaque em sua vida privada e no mundo do trabalho. Ele próprio atuou como fotógrafo e foi personagem central de inúmeras fotografias de conteúdos distintos ao longo de sua gloriosa existência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34026" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12044" target="_blank"><img class="wp-image-34026 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo.jpg" alt="oswaldo" width="602" height="376" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12044" target="_blank">Photographia Guimarães. Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34027" style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9563" target="_blank"><img class="wp-image-34027 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo1.jpg" alt="oswaldo1" width="373" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9563" target="_blank">Anúncio da Photographia Guimarães sobre a exibição de fotografia de Oswaldo Cruz / Gazeta de Notícias, 13 de abril de 1905</a></p></div>
<p><em> </em></p>
<p>É importante registrar que nem sempre foi possível a identificação dos profissionais que contribuíram para eternizar a imagem de Oswaldo Cruz com suas lentes, já que a maioria de seus nomes se perdeu no tempo. Nessa perspectiva, até mesmo as fotografias atribuídas a Oswaldo Cruz apresentam um quantitativo subestimado em virtude da carência de elementos descritivos, como datas, nomes e locais, que comprovem a sua autoria.</p>
<p>As raras fontes existentes indicam que Oswaldo Cruz demonstrou interesse pela fotografia quando morou em Paris, na França, com a família, entre 1897 e 1899, a fim de aprimorar seus conhecimentos médico-científicos. Em carta a Emília da Fonseca Cruz, a Miloca (1873 – 1952), sua esposa, retornando da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank">Exposição Internacional de Higiene de Dresden</a>, na Alemanha, em 1911, fez menção a um passeio turístico para Fontainebleau, em 1897. Nessa ocasião, retratou a esposa, filhos e monumentos históricos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34028" style="width: 642px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12080" target="_blank"><img class="wp-image-34028 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo2.jpg" alt="oswaldo2" width="632" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">O<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12080" target="_blank">swaldo Cruz. Emília Cruz com os filhos Bento e Elisa, a Liseta, no Jardim dos Ingleses do Palácio de Fontainebleau, 1897. Fontainebleau, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com Ezequiel Dias (1880 – 1922), cientista e cunhado de Oswaldo, este se dedicava tanto à fotografia que se tornou um perito na arte, passando os domingos envolvido com a prática. Essa narrativa também foi compartilhada nas memórias afetivas do professor Eduardo Oswaldo Cruz (1933 – 2015), que herdou verdadeiras “preciosidades documentais” deixadas por seu ilustre avô. O material encontra-se sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz.</p>
<p><em>“O interesse de Oswaldo pela fotografia é evidente pela presença em sua casa da Praia de Botafogo, número 406, de uma câmara escura, localizada ao lado de sua sala de estudo (que ele denominava ‘meu Palácio de Cristal’), o que assegurava condições ideais para seu entretenimento. Sabemos que o próprio executava todas as manipulações necessárias, incluindo a sensibilização das placas, sua revelação e preparo dos positivos”.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Eduardo Oswaldo Cruz. Anaglyphos, s.d.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34039" style="width: 675px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34039" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo9.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Casa da família Oswaldo Cruz na praia de Botafogo, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="665" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12052" target="_blank">Oswaldo Cruz. Casa da família Oswaldo Cruz na praia de Botafogo, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34031" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/23556" target="_blank"><img class="wp-image-34031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo5.jpg" alt="oswaldo5" width="478" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/23556" target="_blank">Casa de Oswaldo Cruz, acima, segunda à esquerda, projetada pelo arquiteto Luiz de Moraes Júnior, o mesmo dos prédios históricos de Manguinhos / <em>Revista da Seman</em>a, 12 de fevereiro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, segundo a inscrição contida na imagem a seguir, Oswaldo Cruz possuía também em sua anterior residência, na rua Voluntários da Pátria, número 128, em Botafogo, um espaço para exercitar seu passatempo predileto, a fotografia. Em ambos os endereços registrou cenas do cotidiano familiar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34029" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12049" target="_blank"><img class="wp-image-34029 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo3.jpg" alt="oswaldo3" width="553" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12049" target="_blank">Oswaldo Cruz. Sala de estudos de Oswaldo Cruz, na casa da rua Voluntários da Pátria, onde se observa, ao centro, um Taxiphote Richard, aparelho estereoscópico de visão múltipla, novembro de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12049" target="_blank"> </a></p>
<div id="attachment_34030" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo4.jpg"><img class="wp-image-34030 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo4.jpg" alt="oswaldo4" width="394" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Taxiphote, aparelho similar ao pertencente a Oswaldo Cruz / stereoscopyhistory.net</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para embasar da melhor forma possível a execução de seu <em>hobby</em>, Oswaldo Cruz cercou-se de publicações sobre teoria e técnica fotográficas. Entre os títulos em alemão, francês e italiano da antiga biblioteca do cientista, hoje preservados no acervo da Casa de Oswaldo Cruz, destacam-se <em>La fotografia industriale. Fotocalchi economici per le riproduzioni di disegni, piani, carte, musica, negative fotografiche, ecc.</em> e <em>Les nouveautés photographiques, années 1904 et 1905. Complément annuel à la théorie, la pratique et l’art en photographie</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34033" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo6.jpg"><img class="size-full wp-image-34033" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo6.jpg" alt="Coleção Bibliográfica Oswaldo Cruz / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="517" height="326" /></a><p class="wp-caption-text">Coleção Bibliográfica Oswaldo Cruz / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As câmeras utilizadas por Oswaldo Cruz, que teriam sido adquiridas em Paris, foram a <em>Kodak Folding Pocket</em>, que empregava <em>Roll Film</em> tamanho 118, e a <em>Vérascope Richard</em>, a sua favorita, que produzia fotografias estereoscópicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Ainda que em alguns sentidos guarde semelhanças à prática amadora da fotografia plana, o amadorismo estereoscópico tem também suas especificidades, sobretudo no que diz respeito à sua capilarização. Estendendo-se pouco, ou quase nada, para além das elites, podemos perceber um perfil padrão dos fotógrafos amadores: profissionais liberais herdeiros de abastadas famílias brasileiras, homens de posses e/ou ocupantes de altos cargos da administração pública e sediado nos grandes centros urbanos”.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Maria Isabela Mendonça dos Santos.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A estereoscopia e o olhar da modernidade, 2019.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34034" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12050" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo7.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Elisa e Bento, filhos do cientista, na casa da rua Voluntários da Pátria, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="650" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12050" target="_blank">Oswaldo Cruz. Elisa e Bento, filhos do cientista, na casa da rua Voluntários da Pátria, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre as clássicas denominações atribuídas a Oswaldo Cruz – “mito na ciência brasileira”, “saneador do Rio de Janeiro” e “fundador da medicina experimental no Brasil” – houve uma de procedência totalmente informal, e que serviu de fio condutor para a concepção deste artigo. Sua origem se deu a partir de um episódio pitoresco envolvendo a figura de Oswaldo Cruz, que na ocasião foi chamado de “Dr. Photographo” por estudantes da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34035" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo8.jpg"><img class="size-full wp-image-34035" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo8.jpg" alt="Ezequiel Caetano Dias. Traços biográficos de Oswaldo Cruz, 1922" width="337" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Ezequiel Caetano Dias. Traços biográficos de Oswaldo Cruz, 1922</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As imagens que apresentamos no presente artigo pertencem à Coleção Família Oswaldo Cruz. Nela encontram-se, entre outras “preciosidades documentais”, fotografias, cartas e álbuns, de natureza e suportes diversos, que revelam aspectos até então desconhecidos da vida privada e da trajetória de Oswaldo Cruz como médico, cientista, sanitarista e administrador de instituições de ciência e saúde pública. Dito isso, vamos conhecer um pouco mais a respeito do nosso “Dr. Photographo”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <span style="color: #800000;"><strong><em>Oswaldo Cruz, a Saga de Um Herói Brasileiro</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Samba-enredo da Escola de Samba Em Cima da Hora, no carnaval de 2000.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>“De São Luiz do Paraitinga</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>A saga de um herói vamos contar</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Grande gênio da ciência</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Trouxe a experiência da Cidade-Luz</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>No Brasil está vivo na memória</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Um carnaval de epidemias combateu</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Saneando a cidade, o meu Rio tropical</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foi espelho de Paris</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Botaram abaixo o antigo</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Construindo um ideal e assim remodelaram a capital</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Com seus feitos, muitas vidas preservou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foram ideias geniais e amor</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Diretor pela saúde se tornou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Nos anais da nossa história o seu nome consagrou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Mas nem tudo eram flores</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>E houve dissabores com a vacinação</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>E aí a imprensa com humor, malhou, malhou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Em meio a tanta dor</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Lá no Pará,</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Terra de Tapajós e Apiacás</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Com muita força e fé, livrou do mal</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Operários da Madeira-Mamoré</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Pesquisador, tornou-se imortal</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Prefeito da Cidade Imperial</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Oswaldo Cruz, a Fundação é você</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Batam palmas, eu quero ver</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Parabéns ao centenário</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Muito fez por merecer”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Natural de São Luiz do Paraitinga, cidade histórica do interior paulista, Oswaldo Cruz nasceu no dia 5 de agosto de 1872, filho do médico Bento Gonçalves Cruz (1845 – 1892) e Amália Taborda de Bulhões Cruz (1851 – 1921). Em 1877, quando Oswaldo tinha cinco anos de idade, sua família se transferiu para a capital do Império, a cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12005" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12005/BR_RJ_COC_FO_01_01_01.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="587" height="642" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12005" target="_blank">Oswaldo Cruz com um ano de idade (ambrótipo), 1873-1874. São Luiz do Paraitinga, SP / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1889, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde se formou em 1892, aos vinte anos. Em relação ao período que Oswaldo Cruz realizou sua graduação, é necessária uma correção. A partir da consulta aos documentos sobre a vida estudantil do cientista na Faculdade de Medicina, verificamos ser 1889 o ano correto para a sua entrada no curso médico – e não 1887, como foi difundido por seus primeiros biógrafos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34040" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo10.jpg"><img class="size-full wp-image-34040" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo10.jpg" alt="Certificado de provas da primeira série do curso médico, 9 de abril de 1889 / Acervo do Centro de Ciências da Saúde/UFRJ." width="578" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">Certificado de provas da primeira série do curso médico, 9 de abril de 1889 / Acervo do Centro de Ciências da Saúde/UFRJ.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, casou-se com Emília, com que teve seis filhos: Elisa (1894 – 1965), Bento (1895 – 1941), Hercília (1898 – 1968), Oswaldo (1903 – 1977), Zahra (1907 – 1908) e Walter (1910 – 1967). Ainda nesse ano, Oswaldo Cruz montou um laboratório de análises clínicas em sua casa e deu início a uma diversificada atuação como médico no consultório que herdara de seu pai, na Fábrica de Tecidos Corcovado e na Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Além disso, auxiliou o Instituto Sanitário Federal no diagnóstico da epidemia de cólera que grassava no Vale do Paraíba.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34041" style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34041" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo11.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Fábrica de Tecidos Corcovado, às margens da lagoa Rodrigo de Freitas, no bairro do Jardim Botânico, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="656" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12045" target="_blank">Oswaldo Cruz. Fábrica de Tecidos Corcovado, às margens da lagoa Rodrigo de Freitas, no bairro do Jardim Botânico, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12045" target="_blank"> </a></p>
<p>Entre 1897 e 1899, conforme citado anteriormente, Oswaldo Cruz esteve em Paris estudando microbiologia, soroterapia e imunologia no Instituto Pasteur e medicina legal no Instituto de Toxicologia. Sua estadia com a família na “cidade-luz” foi financiada pelo sogro, o abastado comerciante português Manuel José da Fonseca (1842 – 1912).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34042" style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12081" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34042" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo12.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Bento e Elisa brincando em uma praça durante a belle époque parisiense, 1899. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="617" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12081" target="_blank">Oswaldo Cruz. Filhos de Oswaldo Cruz, Bento e Elisa. 1899 Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div id="attachment_34043" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12055" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo13.jpg" alt="Photographia Guimarães. Comendador Manuel José da Fonseca, sogro de Oswaldo Cruz, s.d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="359" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12055" target="_blank">Photographia Guimarães. Comendador Manuel José da Fonseca, sogro de Oswaldo Cruz, s.d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>De volta ao Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz retomou suas funções como médico e fez parte da comissão que averiguou a crise de peste bubônica na cidade de Santos. Em seguida, recebeu o convite para exercer a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal, que estava sendo criado na Fazenda de Manguinhos, localizada à beira mar, no subúrbio carioca. Seu funcionamento teve início em 1900, sob o comando do barão de Pedro Affonso (1845 – 1920). Dois anos depois, o barão foi destituído do cargo. Oswaldo Cruz, então, passou a dirigir sozinho os destinos do instituto – “célula mater” do que é, hoje, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</p>
<p><em>“Embora as verbas permanecessem escassas, o Instituto, sob a direção exc</em><em>lusiva de Oswaldo, foi tendo maiores facilidades para a realização de pesquisas. Trabalhava-se o mais que se podia, despreocupadamente, com satisfação, com muito interesse pelas pesquisas científicas e com liberdade para investigar sobre os mais variados assuntos com aprovação ampla de Oswaldo, cujo maior objetivo era alargar o âmbito das atividades praticadas no Instituto”.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Henrique de Beaurepaire Aragão.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Notícia histórica sobre a fundação do Instituto Oswaldo Cruz (Instituto de Manguinhos), 1950.</em></p>
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<p>Sobre os primeiros tempos do Instituto Soroterápico Federal existem relatos de que o próprio Oswaldo Cruz documentou fotograficamente as atividades desenvolvidas nos improvisados ambientes de pesquisa e de preparo de soros e vacinas.</p>
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<div id="attachment_34044" style="width: 669px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12048" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34044" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo14.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Cientista Henrique de Figueiredo Vasconcellos nos primórdios do Instituto Soroterápico Federal, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cru" width="659" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12048" target="_blank">Oswaldo Cruz. Primórdios do Instituto Soroterápico Federal . Cientista Henrique de Figueiredo Vasconcellos, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Em 1903, a partir da contratação do exímio e criativo fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884 – 1951), foram ampliados os registros referentes aos funcionários, estudantes, eventos, expedições científicas, campanhas sanitárias e instalações físicas do que viria a ser, dentro de poucos anos, um dos principais centros de ciências biomédicas e saúde do país. As fotografias produzidas por J. Pinto e outros fotógrafos que serviram na instituição ao longo de sua história, também estão reunidas no acervo da Casa de Oswaldo Cruz. Muitas delas, inclusive, foram apresentadas como tema de artigos na própria Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 697px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11979" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11979/br_rj_coc_fo_01_02_04.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="687" height="948" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11979" target="_blank">J. Pinto. <em>Os cientistas de Manguinhos fotografados no dia do aniversário de Oswaldo Cruz</em>. Em cima da árvore: Paulo Parreiras Horta, Henrique da Rocha Lima e Henrique Aragão. Sentados: Ezequiel Dias, Alcides Godoy, Rodolpho de Abreu Filho, Eduardo Borges Ribeiro da Costa e Affonso Mac-Dowell, 5 de agosto de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11979" target="_blank"> </a></p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11980" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11980/br_rj_coc_fo_01_02_05.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11980" target="_blank">J. Pinto. Sessão científica do Instituto Soroterápico Federal no barracão que servia de biblioteca e sala de leitura e reuniões. Da esquerda para a direita: Affonso Mac-Dowell, Henrique Aragão, Paulo Parreiras Horta, Eduardo Borges Ribeiro da Costa, Rodolpho de Abreu Filho, Ezequiel Dias, Carlos Chagas, Alcides Godoy, Henrique Marques Lisboa, Oswaldo Cruz, Henrique da Rocha Lima e Antônio Cardoso Fontes, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div id="attachment_34046" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003069/1093" target="_blank"><img class="wp-image-34046 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo15.jpg" alt="oswaldo15" width="458" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003069/1093" target="_blank">Oswaldo Cruz, de costas, à esquerda, reunido com seus discípulos no Pavilhão do Relógio em Manguinhos, entre eles Arthur Neiva, Carlos Chagas e Alcides Godoy, 190?. / <em>Ciência e Cultura</em>, janeiro e abril 1952</a></p></div>
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<p>Mesmo após a chegada de um fotógrafo profissional, Oswaldo Cruz continuou produzindo fotografias sobre o dia a dia de Manguinhos, bem como de suas viagens a trabalho dentro e fora do país. No edifício símbolo da instituição, o Pavilhão Mourisco, mandou instalar um moderno Gabinete Fotográfico. Essa iniciativa, inovadora para os padrões da época, vem comprovar o grande apreço que o cientista tinha pela elaboração de imagens, não somente fixas, mas também em movimento.</p>
<p><em>“Entre o 3° e o 4° andar estão os gabinetes de macro e microfotografia, cinematografia etc., onde são executados por profissional de real competência – o Snr. Pinto – todos os trabalhos desse gênero. Ao lado, se acha uma copiosa coleção catalogada de fotografias e microfotografias, todas elas referentes a estudos realizados pelo pessoal do Instituto”.</em><em> </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Ezequiel Caetano Dias. O Instituto Oswaldo Cruz: resumo histórico (1899-1918), 1918.</em></p>
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<div id="attachment_34047" style="width: 644px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12046" target="_blank"><img class="wp-image-34047 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo16.jpg" alt="oswaldo16" width="634" height="266" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12046" target="_blank">Oswaldo Cruz. Aspectos do campus de Manguinhos, tendo ao fundo as torres do Aquário e do Pavilhão do Relógio e partes da Cavalariça e do Pavilhão Mourisco, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
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<div id="attachment_34048" style="width: 662px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12079" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34048" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo17.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Vista aérea de edificações do Instituto Oswaldo Cruz: Pavilhão Mourisco e Cavalariça, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="652" height="282" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12079" target="_blank">Oswaldo Cruz. Edificações do Instituto Oswaldo Cruz. Pavilhão Mourisco e Cavalariça, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>A partir de 1903, Oswaldo Cruz também comandou a Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP), tendo como desafio empreender uma campanha sanitária para debelar as principais doenças que assolavam o Rio de Janeiro: febre amarela, peste bubônica e varíola. Essa árdua tarefa se desenvolveu no contexto da reforma urbana orquestrada pelo prefeito Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), que recebeu plenos poderes do presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848 – 1919) para transformar a capital da República em uma metrópole tropical com ares parisienses.</p>
<p>Cabe ressaltar aqui o papel desempenhado pela fotografia no período da Primeira República ou República Velha. Graças a difusão da técnica, um farto material iconográfico foi publicado na imprensa brasileira. Consultando revistas ilustradas e jornais diários, encontramos fotografias – além de charges e caricaturas – que foram utilizadas para enaltecer ou criticar as campanhas sanitárias e atividades científicas sob a responsabilidade de Oswaldo Cruz.</p>
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<div style="width: 871px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11992" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11992/br_rj_coc_fo_01_02_06.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="861" height="662" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11992" target="_blank">Membros do Instituto Pasteur e integrantes da campanha contra a febre amarela no Rio de Janeiro (fotografia com pintura). Primeira fila, da esquerda para a direita: médicos Henrique de Figueiredo Vasconcellos, Henrique da Rocha Lima, Émile Marchoux, Oswaldo Cruz, Paul Louis-Simond, Francisco Fajardo e Alberto Vieira da Cunha. Segunda fila: Zeferino Justino da Silva Meirelles, engenheiro Luiz de Moraes Júnior, Antonino Augusto Ferrari, Jayme Aben-Athar, Júlio José Monteiro, João Pedro Leão de Aquino, Carlos Seidl e os internos Américo Oberlaender, Octavio Lobato Ayres e Joaquim Francisco Torres Vianna. Terceira fila: interno Mario Piragibe, escrivão Raul Mendonça e ajudante Eduardo Aguiar. Na janela: farmacêuticos Martins e Imbús, 1905. Hospital de São Sebastião, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz </a></p></div>
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<p>Os métodos empregados pelo diretor da DGSP para combater as epidemias de febre amarela e peste bubônica abordaram o isolamento dos doentes, a eliminação de mosquitos e ratos, a notificação compulsória dos casos positivos e a desinfecção de imóveis e ruas. Esses métodos, embora eficazes, não foram bem recebidos por vários segmentos da população, que desconfiavam da sua validade.</p>
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<div id="attachment_34049" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/880" target="_blank"><img class="wp-image-34049 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo18.jpg" alt="oswaldo18" width="354" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/880" target="_blank">Charge sobre a “boa” relação de Oswaldo Cruz com Rodrigues Alves / <em>Tagarela</em>, 22 de outubro de 1903</a></p></div>
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<div id="attachment_34050" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1795" target="_blank"><img class="wp-image-34050 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo19.jpg" alt="oswaldo19" width="345" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1795" target="_blank"><em>Tagarela</em>, 15 de setembro de 1904</a></p></div>
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<p>O combate à varíola, por sua vez, não saiu conforme o planejado por Oswaldo Cruz. Em 1904, depois da aprovação da polêmica lei que tornou obrigatória a vacinação contra a varíola em todo o Brasil, eclodiu uma revolta popular, seguida da tentativa de golpe militar: a Revolta da Vacina. Ela durou sete dias e foi reprimida severamente pelo governo de Rodrigues Alves, que acabou suspendendo a obrigatoriedade da vacinação.</p>
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<div id="attachment_34051" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3698" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34051" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo20.jpg" alt="O Malho, 19 de novembro de 1904" width="241" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3698" target="_blank"><em>O Malho</em>, 19 de novembro de 1904</a></p></div>
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<p>De 1905 a 1906, ainda como parte das atribuições da DGSP, Oswaldo Cruz realizou uma viagem a diversos portos marítimos e fluviais de norte a sul do Brasil em companhia de seu secretário, o médico João Pedroso Barreto de Albuquerque (1869 – 1936). O objetivo da viagem era estabelecer um código sanitário para o país de acordo com as normas internacionais. Por esse novo empreendimento, Oswaldo Cruz foi mais uma vez incompreendido e atacado pela imprensa.</p>
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<div id="attachment_34052" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/5704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34052" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo21.jpg" alt="Comentário crítico sobre a viagem aos portos marítimos e fluviais do Brasil / O Malho, 7 de outubro de 1905" width="462" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/5704" target="_blank">Comentário crítico sobre a viagem aos portos marítimos e fluviais do Brasil / <em>O Malho</em>, 7 de outubro de 1905</a></p></div>
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<div id="attachment_34053" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12047" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34053" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo22.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Viagem aos portos do sul: capitão de corveta Alberto Álvaro da Silva e João Pedroso Barreto de Albuquerque, 13 de fevereiro de 1906 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="666" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12047" target="_blank">Oswaldo Cruz. Viagem aos portos marítimos e fluviais de Norte ao Sul do Brasil. Capitão de corveta Alberto Álvaro da Silva e João Pedroso Barreto de Albuquerque, 13 de fevereiro de 1906 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12047" target="_blank"> </a></p>
<p>Em 1907, durante o XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim (Alemanha), Oswaldo Cruz recebeu da imperatriz Augusta Vitória (1858 – 1921) a medalha de ouro em nome da seção brasileira presente na Exposição Internacional de Higiene. No evento foram exibidos os produtos e documentos referentes às ações do Instituto Soroterápico Federal e da DGSP, como, por exemplo, vacinas e soros, peças anatomopatológicas, coleções zoológicas, gráficos e fotografias de campanhas sanitárias e maquetes dos edifícios construídos para o instituto e a saúde pública no Rio de Janeiro. Quando ainda se encontrava no exterior, o governo brasileiro transformou o Instituto Soroterápico Federal em Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos, um antigo anseio do cientista. Ao regressar ao Rio de Janeiro, em 1908, Oswaldo Cruz foi festivamente recebido como herói nacional após o retumbante sucesso alcançado pelo Brasil no evento de Berlim, que consagrou os trabalhos realizados sob seu comando em Manguinhos e contra as epidemias na capital federal, sobretudo a de febre amarela. A partir desse episódio, o comportamento da impressa em relação às atividades de Oswaldo Cruz se modificou, e as homenagens ao homem público, antes tão criticado, se tornaram rotineiras.</p>
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<div id="attachment_34055" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo23.jpg"><img class="wp-image-34055 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo23.jpg" alt="oswaldo23" width="483" height="523" /></a><p class="wp-caption-text">Charge alusiva à conquista da medalha de ouro em Berlim / Edgard de Cerqueira Falcão. Oswaldo Cruz <em>monumenta histórica</em>, 1971</p></div>
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<p>Com o desenvolvimento e transformação do “Instituto de Manguinhos” no arrojado Instituto Oswaldo Cruz (IOC), assim batizado em 1908 para homenagear os feitos do cientista, fotografia e desenho passaram a ser serviços complementares indispensáveis às atividades de ensino e pesquisa. Os sucessores de Oswaldo na gestão do instituto continuaram a dedicar atenção a essas práticas.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11953" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11953/br_rj_coc_fo_04_01_006.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="671" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11953" target="_blank">Fotomontagem por J.Pinto. Lembrança de J. Pinto &#8211; imagem satírica do fotógrafo dançando com anfíbios, 1927. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Oswaldo Cruz pediu exoneração da DGSP em 1909 e voltou a se dedicar exclusivamente ao seu instituto. Entre outras ações, promoveu o inventário das condições sanitárias do interior do Brasil através de expedições formadas por cientistas do IOC e médicos da DGSP. De 1910 a 1911, liderou importantes missões de combate à malária durante a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, a “ferrovia do diabo”, em Porto Velho, Rondônia, e à febre amarela em Belém, a convite do governador paraense João Coelho (1852 – 1926).</p>
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<div id="attachment_34058" style="width: 661px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12053" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo24.jpg" alt="Oswaldo Cruz, com sua inseparável pasta de couro, visitou o Forte do Presépio no período de preparação da campanha de combate à febre amarela, 1910. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="651" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12053" target="_blank">Oswaldo Cruz no Forte do Presépio com sua inseparável pasta de couro, no período de preparação da campanha de combate à febre amarela, 1910. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div id="attachment_34059" style="width: 659px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12051" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34059" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo25.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Expurgo de imóveis em Belém durante o combate à febre amarela, 1910 – 1911. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="649" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12051" target="_blank">Oswaldo Cruz. Expurgo de imóveis em Belém durante o combate à febre amarela, 1910 – 1911. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>Nas duas ocasiões em que regressou ao Rio de Janeiro proveniente da região Norte do país, Oswaldo Cruz foi calorosamente recepcionado no Cais Pharoux, atual Praça XV, por autoridades, amigos e admiradores, que se deslocaram até o local para parabenizá-lo pela excelente condução dos trabalhos de saúde pública realizados no Pará e Rondônia.</p>
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<div id="attachment_34060" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/3173" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34060" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo26.jpg" alt="Oswaldo Cruz, de chapéu branco, sendo calorosamente recebido no Cais Pharoux após a conclusão dos trabalhos na Madeira-Mamoré / Careta, 3 de setembro de 1910" width="519" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/3173" target="_blank">Oswaldo Cruz, de chapéu branco, sendo calorosamente recebido no Cais Pharoux após a conclusão dos trabalhos na Madeira-Mamoré / <em>Careta</em>, 3 de setembro de 1910</a></p></div>
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<div id="attachment_34061" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2017" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34061" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo27.jpg" alt="O Malho, 11 de novembro de 1911" width="520" height="376" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2017" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de novembro de 1911</a></p></div>
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<p>Retornou à Alemanha em 1911 para participar da Exposição Internacional de Higiene de Dresden. O destaque da presença brasileira no evento foi, sem dúvida, a apresentação de peças anatomopatológicas, fotografias, moldes e bustos em gesso de doentes, entre outros itens, sobre a descoberta de Carlos Chagas (1879 – 1940), cientista do IOC, em 1909, da doença transmitida pelo barbeiro, a tripanossomíase americana ou doença de Chagas. A exibição dos filmes que documentam essa descoberta e as ações de combate à febre amarela no Rio de Janeiro também tiveram excelente aceitação entre os participantes da exposição. Muito provavelmente, o fotógrafo J. Pinto foi o responsável pelo filme <em>Chagas em Lassance</em>, o primeiro de caráter científico realizado no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34062" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12054" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34062" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo28.jpg" alt="Oswaldo Cruz em frente ao belo Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="643" height="258" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12054" target="_blank">Oswaldo Cruz em frente ao belo Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em carta ao fiel escudeiro João Pedroso, que ficou em seu lugar chefiando os trabalhos de combate à febre amarela em Belém, Oswaldo Cruz resumiu com alegria mais um triunfo da ciência brasileira em solo alemão:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“<em>Berlim, 28 de julho de 1911.</em></p>
<p><em>Caro Pedroso.</em></p>
<p><em>De passagem por aqui, de volta de Dresden e a caminho de Paris não quis deixar de te mandar algumas linhas, informando-te dos resultados de nossa Exposição. Quando o Vasconcelos me escrevia cheio de entusiasmo, julgava eu que era vibração exagerada de patriotismo hipertrofiado pelos ares estrangeiros; mas, felizmente, tive ocasião de verificar a realidade do fato: É um sucesso completo, no ponto de vista, que eu o encaro, i. é. como meio de tornar conhecido o Brasil científico. Com efeito, a Exposição tem tido uma verdadeira romaria de sábios de toda a Alemanha. Quando aqui se reuniu o Congresso de Microbiologia foram todos os membros à nossa Exposição, espontaneamente e sem prévio convite; examinaram cuidadosamente tudo e ficaram todos encantados pelos estudos do Chagas. Quando no cinematógrafo viram a fita dos doentes do Chagas, não se puderam conter e irromperam em palmas e vivas! [&#8230;] Os resultados da campanha do Pará têm pasmado a todos e com um interesse admirável estudam cuidadosamente os gráficos e mapas. Não havia, pois, exagero, e nossa reputação, já adquirida, de país civilizado que caminha na vanguarda do progresso científico, teve mais uma eloquente sanção, e vocês todos contribuíram para isso com enorme contingente, pelo que vivamente os felicito.</em></p>
<p style="text-align: right;">E Sales Guerra. <em>Osvaldo Cruz</em>, 1940.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1912, o cientista foi eleito “imortal” da Academia Brasileira de Letras na vaga do poeta Raimundo Correia (1859 – 1911). Em 1914, recebeu a condecoração de oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra da França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34063" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/14735" target="_blank"><img class="wp-image-34063 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo29.jpg" alt="oswaldo29" width="393" height="607" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/14735" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 8 de junho de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11994" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11994/br_rj_coc_fo_04_02_008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="554" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11994" target="_blank">Oswaldo Cruz recebendo Theodore Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, no Instituto Oswaldo Cruz, 23 de outubro de 1913. Rio de Janeiro, Rj / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1914, Oswaldo Cruz presidiu a Conferência Sanitária realizada em Montevidéu (Uruguai), que contou com a participação de representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e do país anfitrião. O objetivo da conferência foi a elaboração de uma nova Convenção Sanitária para a região. Antes de voltar ao Rio de Janeiro, esteve na capital argentina visitando estabelecimentos científicos e de ensino superior. Na ocasião, recebeu o diploma de membro honorário da Academia de Medicina da Universidade Nacional de Buenos Aires.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34064" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/17944" target="_blank"><img class="wp-image-34064 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo30.jpg" alt="oswaldo30" width="506" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/17944" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 16 de maio de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34065" style="width: 485px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/11597" target="_blank"><img class="wp-image-34065 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo31.jpg" alt="oswaldo31" width="475" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Os<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/11597" target="_blank">waldo Cruz por ocasião do regresso de Buenos Aires na companhia de João Pedroso, Henrique de Figueiredo Vasconcellos, Arthur Neiva, entre outros / <em>Careta</em>, 9 de maio de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34067" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/19481"><img class="wp-image-34067 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo32.jpg" alt="oswaldo32" width="390" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/19481" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de junho de 1914 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, por motivos de saúde, deixou a direção do IOC e foi morar em Petrópolis, região serrana fluminense. Lá, durante poucos meses, ocupou o cargo de primeiro prefeito da cidade, por nomeação de Nilo Peçanha (1867 – 1924), presidente do estado do Rio de Janeiro. No dia 11 de fevereiro de 1917, durante os festejos de Momo, Oswaldo Cruz morreu em sua casa, na rua Montecaseros, aos 44 anos, cercado por familiares e amigos. Seu enterro, realizado no dia seguinte, no Cemitério de São João Batista, Rio de Janeiro, reuniu representantes de todas as camadas sociais, que formaram um cortejo solene para dar o último adeus ao grande cientista brasileiro – o “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz –, que se tornou símbolo da ciência nacional e da saúde pública.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11962/br_rj_coc_fo_01_02_08.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="605" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank">Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div>* Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz. Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço são pesquisadores do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ARAGÃO, Henrique de Beaurepaire. Notícia histórica sobre a fundação do Instituto Oswaldo Cruz (Instituto de Manguinhos). <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 48, p. 1-75, 1950.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry (coord.). <em>Manguinhos do sonho à vida: a ciência na belle époque</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1990.</p>
<p>BRITTO, Nara. <em>Oswaldo Cruz: a construção de um mito na ciência brasileira</em>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2006.</p>
<p>D’AVILA, Cristiane. <em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha, em 1911</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 5 jan. 2022.</p>
<p>DIAS, Ezequiel Caetano. <em>O Instituto Oswaldo Cruz: resumo histórico (1899-1918)</em>. Rio de Janeiro: Instituto Oswaldo Cruz, 1918.</p>
<p>DIAS, Ezequiel Caetano. Traços biográficos de Oswaldo Cruz. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, p. 1-79, 1922.</p>
<p>FALCÃO, Edgard de Cerqueira (org.). <em>Oswaldo Cruz monumenta histórica. A incompreensão de uma época. Oswaldo Cruz e a caricatura</em>. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1971. tomo 1.</p>
<p>FONSECA FILHO, Olympio da. <em>A escola de Manguinhos: contribuição para o estudo do </em><em>desenvolvimento da medicina experimental no Brasil</em>. São Paulo: EGTR, 1974.</p>
<p>FRAIHA NETO, Habib. <em>Oswaldo Cruz e a febre amarela no Pará</em>. 2 ed., rev. e ampl. Ananindeua: Instituto Evandro Chagas, 2012.</p>
<p>FRAGA, Clementina. <em>Vida e obra de Oswaldo Cruz</em>. 2 ed. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2005.</p>
<p>GUERRA, E. Sales. <em>Osvaldo Cruz</em>. Rio de Janeiro: Vecchi, 1940.</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</p>
<p>LIMA, Ana Luce Girão Soares de. <em>A bordo do República: diário pessoal da expedição de Oswaldo Cruz aos portos marítimos a fluviais do Brasil. História, Ciências, Saúde – Manguinhos</em>, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p. 158-167, 1997.</p>
<p>LIMA, Nísia Trindade; MARCHAND, Marie-Hélène (org.). <em>Louis Pasteur &amp; Oswaldo Cruz</em>. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz; Banco BNP Paribas Brasil S.A., 2005.</p>
<p>LOPES, Myriam Bahia. <em>Corpos ultrajados: quando a medicina e a caricatura se encontram</em>. <em>História, Ciências, Saúde – Manguinhos</em>, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 257-275, 1999.</p>
<p>LOURENÇO-DE-OLIVEIRA, Ricardo; LOURENÇO, Francisco dos Santos.<em> Antonio Gonçalves Peryassú e o estudo dos mosquitos para sanear o Brasil: uma resenha biográfica</em>. <em>Revista Pan-Amazônica de Saúde</em>, Ananindeua, v. 13, p. 1-13, 2022.</p>
<p><em>Oswaldo Cruz: o médico do Brasil</em>. São Paulo: Fundação Odebrecht; Brasília: Fundação Banco do Brasil, 2003.</p>
<p>OSWALDO CRUZ, Eduardo. <em>Anaglyphos: Oswaldo Cruz como fotógrafo</em>. Inglaterra, s.d.</p>
<p>ROCHA LIMA, Henrique da. Com Oswaldo Cruz em Manguinhos. <em>Ciência e Cultura</em>, São Paulo, v. 4, n. 1/2, p. 15-38, 1952.</p>
<p>SANTOS, Maria Isabela Mendonça dos. <em>A estereoscopia e o olhar da modernidade</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 29 maio 2019.</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos. <em>O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884 </em><em>– </em><em>1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 16 nov. 2017.</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos; LOURENÇO, Francisco dos Santos. <em>João Pedro ou </em><em>João Pedroso?</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 11 jan. 2019.</p>
<p>SERPA, Phocion. <em>A vida gloriosa de Osvaldo Cruz</em>. Rio de Janeiro, 1937.</p>
<p>THIELEN, Eduardo Vilela et al. <em>A ciência a caminho da roça: imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz em 1911 e 1912</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1991.</p>
<p>THIELEN, Eduardo Vilela. <em>Imagens da saúde do Brasil: a fotografia na institucionalização da saúde pública</em>. Dissertação (Mestrado em História) &#8211; Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 1992.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <em>Breve perfil e cronologia do fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 – 30/01/1924)</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 30 nov. 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Aquário de Manguinhos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 16:53:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Casa de Oswaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, destaca a história do Aquário de Manguinhos que integrou no século XX, da década de 10 a de 60, quando foi demolido, o conjunto arquitetônico da Fiocruz, formado pelo Pavilhão Mourisco (Castelo), pela Cavalariça, pelo Pavilhão da Peste e pelo Quinino. O artigo traz registros realizados pelo fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884 - 1951).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Casa de Oswaldo Cruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, destaca a história do Aquário que integrou no século XX, da década de 10 a de 60, quando foi demolido, o conjunto arquitetônico histórico de Manguinhos, formado pelo Pavilhão Mourisco (Castelo), pela Cavalariça, pelo Pavilhão da Peste e pelo Quinino. O artigo traz registros realizados pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>O Aquário</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Ricardo Augusto dos Santos*</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24394" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8453" target="_blank"><img class="size-large wp-image-24394" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/aquario2-1024x742.jpg" alt="J.Pinto. Vista do Aquário do Instituto Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="768" height="557" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8453" target="_blank">J.Pinto. Vista do Aquário do Instituto Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As milhares de pessoas que transitam pela avenida Brasil, principal porta de entrada do Rio de Janeiro, quando passam pela altura de Manguinhos, observam um Castelo em estilo mourisco. Porém, a vegetação impede que elas vejam as belas construções do estupendo conjunto arquitetônico. Além do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321" target="_blank">Pavilhão Mourisco (Castelo)</a>, formam este núcleo histórico a Cavalariça, o Pavilhão da Peste e o Quinino. Completando a formação existia o Aquário. Situado atrás do Pavilhão da Peste, este prédio foi totalmente demolido na década de 1960.</p>
<p>No início do século XX, o Instituto Soroterápico Federal era constituído por humildes casas, que serviam de escritório, laboratórios e refeitório. Entre as primeiras construções da embrionária instituição, ainda havia uma velha cocheira recebendo poucos cavalos e gaiolas para pequenos animais. Esse acanhado desenho original do futuro centro de pesquisa, educação e produtor de medicamentos teria vida curta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5018/discover?query=aqu%C3%A1rio&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Aquário de Manguinhos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Cruz assumiu a direção do Instituto com planos ambiciosos. O projeto era desenvolver uma grande instituição capaz de produzir soros, vacinas, realizar pesquisa e oferecer sólido ensino científico. E as modestas instalações improvisadas não estavam afinadas com esses objetivos. O rudimentar e precário grupo de casas foi gradativamente demolido e substituído pelo conjunto arquitetônico histórico de Manguinhos. Para a tarefa, Oswaldo Cruz contratou o arquiteto português Luiz de Moraes Júnior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24395" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8451" target="_blank"><img class="size-large wp-image-24395" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/aquario1-1024x737.jpg" alt="J. Pinto. O Aquário, s/d.Rio de Janerio, RJ / Acervo casa de Oswaldo Cruz" width="768" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8451" target="_blank">J. Pinto. O Aquário, s/d.Rio de Janeiro, RJ / Acervo casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro prédio do complexo começou a ser construído em 1903. Era o Pavilhão da Peste, que seria usado para a fabricação de soro antipestoso. Na época, foram erguidos a Cavalariça e o biotério para pequenos animais, o Pombal. Durante a primeira década, começaram as obras do Aquário. O monumental Castelo Mourisco só seria concluído em 1918. O Quinino, levantado em 1919, seria ocupado pelo Serviço de Medicamentos Oficiais. Seu nome de batismo lembra a substância utilizada para combater a malária. Ainda seria criado no majestoso terreno, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13693" target="_blank">Hospital Oswaldo Cruz (hoje Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas)</a>. Este foi edificado entre 1912 e 1917.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24396" style="width: 752px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8431" target="_blank"><img class=" wp-image-24396" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/aquario3-1024x745.jpg" alt="J.Pinto. O Aquário com o castelo ao fundo, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="742" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8431" target="_blank">J.Pinto. O Aquário com o castelo ao fundo, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Colado ao prédio dedicado a produção de vacina e soro contra a peste bubônica, estava o Aquário. Esta construção concluída em 1909, possuía duas piscinas (água salgada e doce) para cultura de animais, além de tanques para experiências. Seu compartimento de água salgada possuía ligação direta com o mar, recebendo na maré alta, água e animais. Com a maré baixa, um engenho com orifícios, permitia a retenção dos peixes.</p>
<p>A arquitetura do Aquário propiciava que a temperatura em seu interior não fosse influenciada pelas bruscas alterações de clima na cidade. Além dos tanques, o edifício comportava laboratório e sala. Apesar da beleza, valor histórico e patrimonial, ele foi demolido. As poucas fontes indicam que suas funções nunca foram inteiramente executadas. Tendo perdido sua ligação com o mar devido à construção da Avenida Brasil, sua demolição foi decretada nos anos 50.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24397" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6385" target="_blank"><img class="size-large wp-image-24397" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/quinino-1024x744.jpg" alt="J.Pinto. O Quinino e o Pavilhão Mourisco (Castelo). Ao fundo a baía da Guanabara. Em primeiro plano, parte do Pavilhão da Peste, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="768" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6385" target="_blank">J.Pinto. O Quinino e o Pavilhão Mourisco (Castelo). Ao fundo a baía da Guanabara. Em primeiro plano, parte do Pavilhão da Peste, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
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		<title>Dia dos Pais &#8211; Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 13:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Luciano Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=22777</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia dos Pais, que esse ano será comemorado no próximo dia 8, publicando fotografias de Jules-Marc, que ficou conhecido como Julio, e Luciano José André, filhos do fotógrafo Marc Ferrez e da francesa Marie Lefebvre, que se casaram em 16 de agosto de 1873. Há também imagens de Ferrez com seus netos Gilberto e Eduardo, filhos de Julio e Claire, além de registros de passeios da família na Floresta da Tijuca. Destacamos também fotografias de outras famílias.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6410" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6410/0071824cx046-03t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6410" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez e seus filhos, c. 1905. Floresta da Tijuca, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia dos Pais, que esse ano será comemorado no próximo dia 8, publicando fotografias de Jules-Marc (1881 &#8211; 1946), que ficou conhecido como Julio, e Luciano José André (1884 &#8211; 1955), filhos do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e da francesa Marie Lefebvre (c.1849 &#8211; 1914), que se casaram em 16 de agosto de 1873. Há também imagens de Ferrez com seus netos Gilberto e Eduardo, filhos de Julio e Claire, além de registros de passeios da família na Floresta da Tijuca. Destacamos também fotografias do cientista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1878-1934)</a> com seus filhos Evandro Chagas (1905 &#8211; 1940) e Carlos Chagas Filho (1910 &#8211; 2000), dos filhos do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a>, dos filhos do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank"> dom Pedro II (1825 &#8211; 1891) </a> e do prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) </a>com suas famílias e também registros de outras famílias produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmin (1886 &#8211; 1978)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank">João Stamato (1886 &#8211; 1951)</a>, José Teixeira e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
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<div style="width: 456px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="446" height="574" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS. Na foto, Marc Ferrez (em pé), Julio, Marie e Claire (sentados) e Gilberto e Eduardo</a></p></div>
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<p>Marc Ferrez foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. Outro segmento de sua obra iconográfica registrou as várias regiões do Brasil – ele foi o único fotógrafo do século XIX que percorreu todas as regiões do país, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior.</p>
<p>Ele e seus filhos desempenharam um importante papel na história do estabelecimento e do desenvolvimento do cinema no Brasil, tanto pela participação na produção de filmes, como pelo investimento em equipamentos necessários à criação de uma rede de distribuição e exibição de filmes.</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/266" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez e seus filhos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
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<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7177" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7177/0071824cx015b-01.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7177" target="_blank">Marc Ferrez. Julio e Luciano,1º de janeiro de 1886. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Foi com Julio que Marc Ferrez, em 1905, obteve a representação da firma francesa Pathé Frères, no Brasil. A firma era a maior e melhor fábrica de aparelhos e filmes cinematográficos da Europa. Em primeiro de outubro de 1907, foi criada a firma Marc Ferrez &amp; Filhos. Ferrez era dono de 60% das ações, cabendo a Luciano e a Julio 20% do negócio para cada um. Nesse mesmo ano, Julio havia se casado com Claire Poncy Ferrez (1888 &#8211; 1980), pais de Gilberto (1908 &#8211; 2000) e Eduardo. Gilberto foi pioneiro no estudo da fotografia no Brasil com a publicação, em 1946, do ensaio <a href="http://docvirt.com/docreader.net/reviphan/9564" target="_blank">“<em>A Fotografia no Brasil e um de Seus Mais Dedicados Servidores: Marc Ferrez (1843-1923)</em>&#8220;</a>, na <em>Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</em>.</p>
<p>Em 1908, Ferrez e Arnaldo Gomes de Souza, sócios no Cinema Pathé, produziram o filme, <em>Nhô Anastácio</em> chegou de <em>viagem</em>, dirigido por Julio Ferrez. É considerada a primeira comédia cinematográfica brasileira e foi estrelada por Antônio Cataldi, José Gonçalves Leonardo e Ismênia Matteo. Marc Ferrez produziu o curta-metragem <em>A mala sinistra</em>, também dirigido por seu filho Julio.</p>
<p>Em abril de 1915, Ferrez viajou para França no navio <em>Frizia</em> em companhia de seu filho Julio – que retornou ao Brasil em agosto.</p>
<p>Em 1917, Julio e Luciano, fundaram a Companhia Cinematográfica Brasileira, mais tarde denominada Casa Marc Ferrez Cinemas e Eletricidade Ltda. Dois anos depois, Julio Ferrez foi um dos fundadores da União dos Importadores Cinematográficos no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/26535" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 8 de dezembro de 1919, na segunda coluna</a>). Foi o primeiro tesoureiro da associação, cujo primeiro presidente foi o empresário Francisco Serrador (1872 &#8211; 1941).</p>
<p>Em 1920, foi noticiada a volta da Europa de Marc e Luciano Ferrez ao Brasil, a bordo do paquete inglês <em>Orcona (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank"><em>Vida doméstica</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank">abril de 1920</a>)<em>. </em></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;O senhor Marc Ferrez é uma das figuras mais notáveis, de maior destaque na indústria fotográfica e cinematográfica do Brasil&#8221;</em></strong></span></p>
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<div id="attachment_25250" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank"><img class="wp-image-25250 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/marc1.jpg" alt="marc" width="643" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank"><em>Vida doméstica</em>, abril de 1920</a></p></div>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=480703&amp;pagfis=1138" target="_blank">Na edição de 8 de abril de 1920 da revista <em>Palcos e Telas, </em>Marc, Julio e Luciano Ferrez foram biografados na seção “Grandes figuras da cinematografia”</a>.</p>
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<p>Em correspondência a Malia Frucht Ferrez (1890 &#8211; 1953), casada com Luciano, Marc Ferrez contou que havia feito belas fotografias de rosas, em sua visita ao roseiral do Parque de La Bagatelle, no Bois de Boulogne, local que freqüentava enquanto Luciano e Malia estavam com ele em Paris. Foi na casa deles, no Rio de Janeiro, cidade que ele eternizou com sua arte, que Ferrez faleceu em 12 de janeiro de 1923. Residia na rua Joaquim Murtinho, 177, e foi enterrado no cemitério São João Batista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/11866" target="_blank"><em>A Rua</em>, 13 de janeiro de 1923</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=11994" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1923, última notícia da sexta coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_05&amp;PagFis=7883" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias, </em>16 de janeiro de 1923, na última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/42294" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 20 de janeiro de 1923</a>).</p>
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<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7185/0071824cx014-06.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank">Marc Ferrez. Julio e Luciano Ferrez, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outras famílias</strong></em></span></p>
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<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/284" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de pais e filhos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
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<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5230" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5230/P011G00039.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5230" target="_blank">Chichico Alkmin. Retrato de Família, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6100" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6100/IOC_V_II_3871.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="574" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6100" target="_blank">J.Pinto. Evandro Chagas com o pai Carlos Chagas e o irmão mais novo, Carlos Chagas Filho, no Pavilhão Mourisco, 1910. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="762" height="574" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 732px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5383" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5383/COC-F-V-RP-16%20fot%2029.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="722" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5383" target="_blank">Família J.Pinto, 192? . Rio de Janeiro, RJ/ Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div style="width: 779px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4996/FPft0151%282%29.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="769" height="608" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank">Augusto Malta. Família Passos: Pereira Passos, Maria Rita Passos, Maria Paula Passos de Castro, Francisco de Oliveira Passos, Olímpia Passos e Maria Ernestina T. de Castro, 14 de novembro de 1910. Rio de Janeiro, rJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<div style="width: 756px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5556" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5556/BR_RJANRIO_071_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="746" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5556" target="_blank">Posto no rio Surumu, índios Jaricuna em sua maloca, 1922. Amazônia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história da criação do Dia dos Pais</strong></em></span></p>
<p>O Dia dos Pais foi comemorado pela primeira vez, em 1910, nos Estados Unidos. No Brasil, a ideia de criar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e o jornal <em>O Globo</em> começou uma campanha para difundir a efeméride (<em>O Globo</em>, 1º de junho de 1953), festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto de 1953 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_07&amp;PagFis=32445" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1953</a>). Posteriormente, o Dia dos Pais passou a ser comemorado no segundo domingo de agosto.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5708" target="_blank">Link para a publicação do<em> Dia dos Pais</em>, em 14 de agosto de 2016</a></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
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<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		<title>Cronologia de Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951)</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 13:16:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<category><![CDATA[J. Pinto]]></category>
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		<description><![CDATA[Cronologia de Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951)  1884 &#8211; O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, que ficou conhecido como J. Pinto, nasceu em Alagoinhas, na Bahia, filho de José Camerino Pinto da Silva e Maria da Purificação. c. 1898 &#8211; Com 14 anos, J. Pinto teria vindo para o Rio de Janeiro. 1903 &#8211; Foi contratado [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) </span></strong></em></p>
<div style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5380" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5380/COC-F-V-RP-16%20fot%2005.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="421" height="638" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5380" target="_blank">Anônimo. Retrato de J. Pinto, 192?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cru</a>z</p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, que ficou conhecido como J. Pinto, nasceu em Alagoinhas, na Bahia, filho de José Camerino Pinto da Silva e Maria da Purificação.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">c. 1898</span></strong> &#8211; Com 14 anos, J. Pinto teria vindo para o Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Foi contratado pelo médico e sanitarista Oswaldo Cruz na fase inicial das atividades em Manguinhos e começou a documentar a construção do que viria a ser um dos principais centros de ciência e saúde do Brasil.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Segundo o historiador Eduardo Thielen, que escreveu a dissertação <em>Imagens da saúde no Brasil – A fotografia na institucionalização da saúde pública,</em> J. Pinto teria sido possivelmente o autor do primeiro filme científico feito no Brasil, <em>Chagas em Lassance</em>. A obra, com 9 minutos de duração, era sobre a descoberta da doença de Chagas, feita pelo cientista Carlos Chagas, em Lassance, Minas Gerais, em 1909 (<a href="https://agencia.fiocruz.br/legado-de-fot%C3%B3grafo-ajuda-a-preservar-a-hist%C3%B3ria-da-funda%C3%A7%C3%A3o"><em>Agência Fiocruz</em>, 15 de agosto de 2008</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span><em> &#8211; Chagas em Lass</em><em>ance</em> foi exibido por Oswaldo Cruz na Exposição Internacional de Higiene e Demografia de Dresden, na Alemanha (<a href="https://agencia.fiocruz.br/legado-de-fot%C3%B3grafo-ajuda-a-preservar-a-hist%C3%B3ria-da-funda%C3%A7%C3%A3o"><em>Agência Fiocruz</em>, 15 de agosto de 2008</a>). Também foi exibido o filme sobre as ações de combate à febre amarela no Rio de Janeiro. Esses dois filmes constituem o mais antigo acervo audiovisual científico preservado de que se tem notícia no Brasil. O pavilhão do Brasil, único país das Américas a construir um estande próprio no evento, foi inaugurado em 15 de junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7182"><em>O Paiz</em>, 16 de junho de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong> </span>- J. Pinto aposentou-se devido a problemas de saúde.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Em outubro, falecimento de Joaquim Pinto da Silva. Sua missa de 30º dia foi realizada na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/13296"><em>Diário de Notícia</em>s, 25 e 26 de novembro de 1951</a>).</p>
<div id="attachment_10633" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/13296"><img class="wp-image-10633 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/missa.jpg" alt="missa" width="310" height="137" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/13296">Anúncio da missa de 30º dia de J. Pinto, no Diário de Notícias, 25 e 26 de novembro de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2014</strong></span> &#8211; Lançamento do livro <em>Vida, engenho e arte — O acervo histórico da Fundação Oswaldo Cruz,</em> com imagens produzidas por J. Pinto (<a href="%20https://oglobo.globo.com/rio/livro-relembra-trajetoria-da-fiocruz-atraves-de-registros-feitos-pelo-fotografo-pinto-12739610#ixzz4xC7PurQw  stest "><em>O Globo</em>, 6 de junho de 2014</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2016</strong></span> &#8211; Realização da exposição <em>Manguinhos Revelado: um Lugar de Ciência</em>, com cerca de 120 fotografias, a maioria de autoria de J. Pinto (<a href="https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/manguinhos-revelado-exposicao-fica-em-cartaz-ate-janeiro"><em>Portal Fiocruz</em>, 8 de novembro de 2016</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O cotidiano de Manguinhos</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2019 11:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Albert Einstein]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz a seus leitores registros do cotidiano do Instituto Oswaldo Cruz, realizados pelo serviço de fotografia da instituição. São imagens de pesquisa em laboratório, da produção de soros e vacinas e da promoção de cursos. Visitas de personalidades do mundo científico, como Albert Einstein (1879 - 1955), e político também foram objeto da câmera e ajudaram a consolidar o prestígio do instituto. As imagens são de autoria dos fotógrafos J. Pinto (1884- 1951) e Silvio Cunha. A Fundação Oswaldo Cruz é uma das instituições parceiras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 730px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5138" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5138/IOC_V_II_3881.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="720" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5138" target="_blank">J. Pinto. Pesquisadores no Laboratório, 1930. Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O serviço de fotografia do Instituto Oswaldo Cruz registrou o cotidiano das ações realizadas na instituição: a pesquisa em laboratório, a produção de soros e vacinas e a promoção de cursos. Visitas de personalidades do mundo científico e político também foram objeto da câmera e ajudaram a consolidar o prestígio que desfrutava. Essas imagens serviram tanto à constituição de uma memória institucional, quanto a um projeto mais amplo de legitimação do Instituto nas esferas do poder público brasileiro e dos círculos científicos nacionais e internacionais da época. São de autoria dos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884- 1951)</a> e Silvio Cunha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/114" target="_blank">Acessando o link para as fotografias sobre o cotidiano de Manguinhos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 701px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5126" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5126/IOC_V_II_3867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="691" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5126" target="_blank">J.Pinto. Visita de Albert Einstein ao Instituto Oswaldo Cruz, 8 de maio de 1925. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Equipe da Fiocruz</p>
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		<title>100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Feb 2018 16:22:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica abre as comemorações do centenário da conclusão da construção do Castelo da Fiocruz, instituição parceira do portal, com um texto de autoria de Cristiane d’Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz com fotografias de autoria de Huberti (18? - 19?), J. Pinto (1884 - 1951) e de fotógrafos ainda não conhecidos. Posteriormente, serão publicados textos dos pesquisadorres da Casa de Oswaldo Cruz, Renato da Gama-Rosa, com detalhes sobre a construção e sobre o projeto arquitetônico do Castelo da Fiocruz; e de Ricardo Augusto dos Santos, com o foco nos pedreiros que o ergueram. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica abre as comemorações do centenário da conclusão da construção do Castelo da Fiocruz, instituição parceira do portal, com um texto de autoria de Cristiane d’Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz com fotografias de autoria de Huberti (18? &#8211; 19?), J. Pinto (1884 &#8211; 1951) e de fotógrafos ainda não conhecidos. Posteriormente, serão publicados textos sobre o centenário do prédio dos pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz, Renato da Gama-Rosa, com detalhes sobre sua construção e sobre seu projeto arquitetônico, e de Ricardo Augusto dos Santos, com o foco nos pedreiros que o ergueram. Aos 30 anos e à frente do então Instituto Soroterápico Federal, na distante fazenda de Manguinhos, Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917) não mediu esforços para materializar um sonho aparentemente irrealizável: construir um monumental castelo para abrigar a nova e incipiente ciência brasileira. Por sua extensão e distância do centro do Rio de Janeiro, a fazenda era um espaço adequado à instalação de laboratórios e à produção de soros antipestosos contra o surto de peste bubônica. Projetado pelo arquiteto Luiz Moraes Junior (1872 &#8211; 1955), o edifício começou a ser erguido em 1905 e foi concluído em 1918.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d’Avila*</p>
<p>A missão, grandiosa, os obstáculos, gigantescos. Mas, já diria Brás Cubas, como escapar de uma ideia fixa, caro leitor? Contemporâneo de Machado de Assis, Oswaldo Cruz pode não ter inspirado o genial autor, mas a obsessão que avassalou o memorável personagem talvez tenha acometido o jovem e brilhante médico brasileiro. Aos 30 anos e à frente do então Instituto Soroterápico Federal, na distante fazenda de Manguinhos, Oswaldo Cruz não mediu esforços para materializar um sonho aparentemente irrealizável: construir um monumental castelo para abrigar a nova e incipiente ciência brasileira.</p>
<p>A tarefa não era fácil. A fazenda de Manguinhos, na freguesia (como eram denominados os bairros) de Inhaúma, havia sido ocupada até o final do século 19 por fornos de incineração do lixo da cidade. A partir de 1900, já destinada pelo governo para o funcionamento do Instituto Soroterápico Federal, após um surto de peste bubônica, a fazenda era de fato um terreno longínquo e extenso, em meio a mangues, com algumas edificações precárias, de difícil acesso. No entanto, por sua extensão e distância do centro da cidade, configurava-se como espaço adequado à instalação de laboratórios e à produção de soros antipestosos contra a doença, até então importados pelo governo federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/135" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de aspectos da construção do Castelo da Fiocruz que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa época, a freguesia de Inhaúma contava com três estações da Cia. Leopoldina Railway – Bonsucesso, Ramos e Olaria. O acesso à fazenda de Manguinhos se dava por terra e também pela Baía de Guanabara, onde uma enseada levava ao pequeno cais, construído para o desembarque dos funcionários do Instituto. O acesso por trem foi possível após a abertura da Estação do Amorim, depois rebatizada de Estação Oswaldo Cruz e, posteriormente, de Manguinhos, como está até hoje.´</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5491" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5491/IOC_V_III_104.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5491" target="_blank">Anônimo. Cais de acesso dos funcionários ao Instituto Soroterápico Federal, s/d. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em resumo histórico sobre a fundação do Instituto, o arquivista Albino Taveira escreveu, no ano de 1941:</p>
<p>“Os trens eram raros. Quem não estivesse na Estação à hora marcada teria que vir a pé pelo leito da via férrea. Durante as marés baixas, surgiam dos esconderijos dos caranguejos grandes quantidades de mosquitos. Na fazenda não havia gás nem eletricidade” (FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 1947).</p>
<p>No mesmo relato, Albino destaca as palavras de Henrique Aragão, em conferência realizada por este em São Paulo, em 1940, com o tema “Oswaldo Cruz e a escola de Manguinhos”:</p>
<p>“Na vetusta fazenda abandonada há somente duas pequenas casas baixas, meio arruinadas, sobre colinas, as quais foram adaptadas muito rapidamente para os futuros laboratórios, todos bastante acanhados. Ao soar o meio-dia, suspende-se o labor para o almoço, na estreita varanda da casinha da fazenda. A mesa está posta sobre uma meia porta, que se apoia sobre duas barricas vazias e é coberta parcialmente com uma toalha grosseira, havendo dois longos bancos de madeira de cada lado para os convivas sentarem. Todos se apressam porque a comida não é muito abundante: uma clássica galinha ensopada com batatas, arroz, pão e, para terminar, algumas bananas e café ralo. Quem se atrasar só encontra ossos e traços de arroz (&#8230;) uns 20 minutos depois já o trabalho recomeça intenso embora os estômagos não estejam muito satisfeitos” (ARAGÃO <em>apud</em> FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 1947).</p>
<p>À frente da direção do Instituto, em 1900, estava o Barão de Pedro Afonso, diretor do Instituto Vacínico Municipal, que contratou os jovens médicos Oswaldo Cruz, Henrique de Figueiredo Vasconcelos e Ismael da Rocha, e o estudante Antônio Cardoso Fontes, para iniciar os trabalhos. Em 1902, Pedro Afonso é exonerado do cargo e Cruz assume o posto, elevando o Instituto a um novo patamar, que incluía não apenas a fabricação de produtos biológicos, mas também a realização de pesquisas biomédicas e o ensino da microbiologia. O modelo seguido pelo cientista, hábil administrador da ciência, era o Instituto Pasteur de Paris, onde havia cursado, por dois anos, sua especialização em microbiologia, soroterapia e imunologia.</p>
<p>A partir de então, as duas casas já existentes no terreno da fazenda foram reformadas para acolher os laboratórios, e também construídos uma cocheira, um biotério e uma enfermaria para cavalos, além de outra casa para servir como dormitório e depósito de cereais e forragens (FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 1990, p. 99). Depois que Oswaldo Cruz assumiu em definitivo o Instituto Soroterápico Federal, e a chefia da Diretoria Geral de Saúde Pública, em 1903, a fazenda se transformou em um imenso canteiro de obras.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5492" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5492/IOC_V_III_116.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5492" target="_blank">Anônimo. Trecho do Instituto Soroterápico Federal com um biotério para pequenos animais, 1903. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5153" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5153/IOC_V_II_0834.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5153" target="_blank">J. Pinto. Primeiros prédios em Manguinhos, 1910. Manguinhos, Rio de Janeiro. Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>As escavações para o alicerce do edifício central sonhado por Cruz, o pavilhão mourisco – ou o memorável “castelo” – foram iniciadas em 1905. O projeto definitivo, maior que o original desenhado por seu construtor, o engenheiro português Luiz Moraes Junior, data de 1908, ano que coincide com a finalização das obras da estrutura do prédio. Em 1910, embora as obras continuassem, o castelo já era ocupado pelos pesquisadores, sendo finalmente concluído em 1918, coroando com êxito o ambicioso projeto de seu idealizador.</p>
<p>Ao todo, o prédio soma 1.517 m2 de área construída, com materiais em grande parte importados da Alemanha, França, Inglaterra e Portugal, e uso de modernas técnicas construtivas. “Com certeza, nenhum outro edifício do Rio de Janeiro – e talvez do país – se igualava a este pavilhão em sofisticação tecnológica”. (Idem, p. 114)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O contexto</strong></em></span></p>
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<p>Uma ideia, um projeto, não se realiza de forma isolada. Concorre para o seu desfecho uma série de fatores, que em determinado momento se convergem e associam para concretizar o objetivo inicial de seu idealizador, ou idealizadores. Com o Castelo da Fiocruz, como foi batizado o pavilhão mourisco, não foi diferente.</p>
<p>No alvorecer de 1900, o Rio de Janeiro era uma cidade em conflito com a contemporaneidade, na acepção das elites. Se, por um lado, convivia-se com práticas sociais consideradas anacrônicas, típicas de um centro ainda colonial, as reformas – urbana (o “bota-abaixo”) e sanitária (campanhas contra a febre amarela, varíola e peste bubônica) empreendidas por Pereira Passos e Oswaldo Cruz, respectivamente, espelhavam um cotidiano tributário da incipiente modernidade. A grande imprensa saudava a nova fase com a sugestiva alcunha de “Regeneração”. Segundo Nicolau Sevcenko, a expressão era por si só esclarecedora do espírito que presidiu esse movimento de destruição da velha cidade, para complementar a dissolução da velha sociedade imperial, e de montagem da nova estrutura urbana. Pereira Passos [prefeito do Rio, grifo meu] atacou algumas tradições cariocas. Proibiu a venda ambulante de alimentos, o ato de cuspir no chão dos bondes e a exposição de carnes na porta dos açougues, assim como uma série de outros costumes “bárbaros” e “incultos” (SEVCENKO, 1983, pp. 31-57).</p>
<p>No cenário urbano, o combate às epidemias havia reforçado a importância de se estender e aprofundar as pesquisas e o investimento em campanhas sanitárias, alvos prioritários da Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP), sob a direção do cientista (1903-1906). Consagrado internacionalmente pelo sucesso alcançado no Rio, Oswaldo Cruz converteu-se em herói nacional, o que deu impulso à posterior transformação do Instituto Soroterápico Federal em Instituto de Patologia Experimental (1907) e, finalmente, em Instituto Oswaldo Cruz (1908).</p>
<p>No cenário nacional, Cruz e os médicos de seu grupo (Belisário Penna e Carlos Chagas) iniciaram expedições ao interior do Brasil, incluindo 30 portos marítimos e fluviais de Norte a Sul do país, para estabelecer um código sanitário com regras internacionais, a fim de erradicar doenças que mortificavam milhares de brasileiros, como a malária e a febre amarela. A partir da intensificação das expedições científicas empreendidas, “a saúde pública como base para a construção da nacionalidade permitiu que fosse abandonada a tese da inferioridade racial do brasileiro” (OLIVEIRA, 1990, p. 146).</p>
<p>Naquele momento, ao contrário do que acontecia no cenário econômico, em que o Brasil vivia uma economia agroexportadora dependente da importação de tecnologia e técnicas europeias para a criação de portos e ferrovias, Cruz fez do IOC um centro de pesquisa autossustentável, complexo, capaz de produzir ciência autonomamente. “A institucionalização da medicina experimental requereu a adaptação do modelo (o Instituto Pasteur) à realidade econômica e social do país e, sobretudo, a superação das barreiras políticas e culturais que bloqueavam um projeto de autossuficiência científica”, explica Jaime Benchimol (BENCHIMOL, 1990, p. 13).</p>
<p>A autonomia do IOC foi conquistada, segundo o pesquisador, no calor da euforia que marcou a reforma e o saneamento da capital federal. “Seguindo um curso independente, manteve em nível elevado sua produtividade científica, tornou-se celeiro dos quadros que iriam impulsionar as instituições regionais de medicina e saúde e afirmou-se como o baluarte de um novo projeto sanitarista” (Idem, 1990, pp. 71-72). Com os alicerces fincados, portanto, faltava ao IOC edificar uma sede à altura de sua relevância.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O construtor</strong></em></span></p>
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<div style="width: 245px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5493" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5493/Luis%20Moraes%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="235" height="270" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5493" target="_blank">Huberti. Luiz Moraes Jr., engenheiro responsável pelo projeto do Núcleo Arquitetônico de Manguinhos, incluindo o Pavilhão Mourisco, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>Quatro anos de diferença e um oceano separavam Oswaldo Cruz, nascido em São Luís do Paraitinga, São Paulo, em 1872, e Luiz Moares Junior, nascido em 1868, em Faro, Portugal, antes do encontro fortuito entre ambos, em 1902, no trem da Leopoldina que levava Cruz ao IOC e Moraes à igreja da Penha. Recém chegado de Portugal, o engenheiro havia sido convidado pelo vigário da igreja para realizar obras de reforma e embelezamento externo no prédio e de construção das duas torres hoje existentes. Depois do encontro, a vida profissional deles tomaria um rumo surpreendente.</p>
<p>Com argúcia e imenso talento construtor, Luiz Moraes Junior equacionou duas qualidades essenciais para a construção do complexo arquitetônico de Manguinhos – planos arquitetônicos baseados em extensos e minuciosos cálculos matemáticos. Não à toa, Cruz “abriu-lhe as portas da comunidade médica da capital, possibilitando a Luiz Moraes assinar projetos de grande envergadura, como os da sede da Policlínica, na Avenida Central, e da Faculdade de Medicina, na Praia Vermelha” (Idem, 1990, p. 173).</p>
<p>Durante os sete anos em que Oswaldo Cruz permaneceu à frente da DGSP (1903-1909) e os 15 em que dirigiu o instituto batizado com seu nome (1902-1917), Luiz  Moraes Junior pôde acumular uma experiência notável num campo muito especializado da construção civil: o das edificações laboratoriais, sanitárias e hospitalares (Idem, p. 173).</p>
<p>A primeira geração de prédios projetados e construídos em Manguinhos por Moraes – pavilhão mourisco, cavalariça, pavilhão da peste, aquário e pombal – foram edificados a partir do permanente intercâmbio entre ele e Cruz. O construtor transformava os esboços e intenções do cientista em plantas finais, que calculava e executava com profissionais de sua confiança. Somam-se a essas edificações o Hospital Oswaldo Cruz (atual Instituto Nacional de Infectologia), o quinino e o pavilhão vacinogênico, construídos após a morte de Cruz, em 1918, na gestão de Carlos Chagas (Idem, 1990, p. 105).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5117" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5117/IOC_V_III_081.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5117" target="_blank">J.Pinto. Núcleo arquitetônico original de Manguinhos, 1910. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O complexo arquitetônico de Manguinhos, realizado por Moraes, foi exibido na Exposição de Higiene realizada em Berlim, em 1907:</p>
<p>Ao lado dos trabalhos do instituto, dos gráficos e tabelas da Saúde Pública, figuraram na exposição plantas, fotografias e maquetes dos prédios projetados ou já executados por ele, incorporando os mais modernos preceitos arquitetônicos aplicáveis à construção de laboratórios, hospitais e equipamentos sanitários, em consonância com a higiene e a medicina pasteuriana. (Idem, p. 174)</p>
<p>Luiz Moraes Junior viveu os últimos anos de sua vida em Petrópolis, sendo responsável pelo projeto do prédio do jornal <em>Tribuna de Petrópolis</em> e do Grande Hotel, até hoje existentes. Faleceu aos 87 anos, em 15 de julho de 1955, deixando como maior legado o edifício símbolo da Fundação Oswaldo Cruz, o Castelo de Manguinhos, que, em 2018, completa 100 anos de sua conclusão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div> * Cristiane d’Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz</div>
<div></div>
<div style="width: 585px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5144" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5144/IOC_V_I_0021.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="575" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5144" target="_blank">J. Pinto. Terceiro pavimento do Pavilhão Mourisco, 1910. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acerco Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime L. (Coord.) <em>Manguinhos do sonho à vida</em>: a ciência na Belle Époque. Rio de Janeiro. Casa de Oswaldo Cruz, 1990.</p>
<p>FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. CASA DE OSWALDO CRUZ. <em>Resumo histórico da fundação do Instituto Soroterápico Federal, hoje Instituto Oswaldo Cruz</em>. Coletânea organizada pelo arquivista Albino Taveira. Rio de Janeiro, COC, 1947.</p>
<p>OLIVEIRA, Lúcia Lippi. <em>A questão nacional na Primeira República</em>. São Paulo: Brasiliense, 1990, p. 146</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau.<em> Literatura como missão</em>: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Brasiliense, 1983.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-59702020000200565&amp;script=sci_arttext" target="_blank">Link para o artigo Pavilhão Mourisco: desafios para sua preservação, de Carla Maria Teixeira Coelho, E<span class="author-name">lisabete Edelvita Chaves da Silva e<span style="font-size: 13.3333px;"> </span></span><span class="author-name">Rosana Soares Zouain, publicado na revista História, Ciência, Saúde- Manguinhos vol 27 nº 2 Abril/Junho 2020**</span></a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/146080/556" target="_blank">Link para o artigo <em>A Casa da Ciência</em>, publicado na Revista Shell, nº 66, de 1954***</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Este link foi acrescentado ao artigo em 14 de setembro de 2020.</p>
<p>***Este link foi acrescentado ao artigo em 5 de fevereiro de 2021.</p>
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		<title>Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jan 2018 19:02:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca registros produzidos por J.Pinto da região de Manguinhos, onde fica instalado o Instituto Oswaldo Cruz, um dos parceiros do portal. As imagens procuram revelar um pouco do passado da instituição, na sua relação com a cidade do Rio de Janeiro, cujo padroeiro, São Sebastião, é festejado no dia 20 de janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5143" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5143/IOC_V_III_288.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="758" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5143" target="_blank">J. Pinto. Cais por onde atracavam os barcos que se dirigiam a Manguinhos, 1904. Baía de Guanabara, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A região de Manguinhos vem acompanhando, há mais de cem anos, as transformações de uma cidade que não para de crescer. Área de difícil acesso e pouco habitada, no início do século XX, ela se tornava ideal para se trabalhar com soros e vacinas. Neste local, se instalaria o Instituto Oswaldo Cruz. Manguinhos era acessada apenas pela estrada de ferro ou por meio de barcos. Ao longo do século XX, passaria por uma série de intervenções, justificadas pela necessidade de sanear e urbanizar os subúrbios cariocas. As fotos apresentadas, de autoria de Joaquim Pinto da Silva (c.1884- 1951), imortalizado como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616">J. Pinto</a>, procuram revelar um pouco do passado da instituição, na sua relação com a cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/115" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas a Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 699px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5122" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5122/IOC_V_II_3234.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="689" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5122" target="_blank">J. Pinto. Construção do Hospital Oswaldo Cruz, atual Hospital Evandro Chagas, 1912. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo  Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5152" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5152/IOC_V_II_0582.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5152" target="_blank">J.Pinto. Baía de Guanabara, a partir de Manguinhos, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Equipe da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884-1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Nov 2017 12:59:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ricardo Augusto dos Santos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um expressivo número de fotografias do acervo da Fundação Oswaldo Cruz, uma das instituições parceiras do portal Brasiliana Fotográfica, foi produzido por Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto, como ficou conhecido. Este fotógrafo produziu milhares de imagens, documentando os trabalhos científicos, os primeiros prédios e as transformações urbanas da região onde seria construído o centro de pesquisa, ensino e produção de medicamentos. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Ricardo Augusto dos Santos*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5117"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5117/IOC_V_III_081.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5117">J. Pinto. Núcleo arquitetônico original de Manguinhos, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A história da fotografia brasileira possui seus atores emblemáticos, como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>. Mas, também, tem seus heróis quase desconhecidos ou anônimos que, encantados com a possibilidade de registrar em imagens a realidade, nos deixaram documentos relevantes para a memória e a história do país. Um expressivo número de fotografias do acervo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=10026">Fundação Oswaldo Cruz </a>foi produzido por Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884 &#8211; 1951), como ficou conhecido. Este fotógrafo produziu milhares de imagens, documentando os trabalhos científicos, os primeiros prédios e as transformações urbanas da região onde seria construído o centro de pesquisa, ensino e produção de medicamentos.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=J.+Pinto&amp;type=author">Acessando o link para as fotografias de autoria de J. Pinto disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5384"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5384/COC-F-V-RP-16%20fot%2031.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5384">Anônimo. J.Pinto jardineiro, 192?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/129">Acessando o link para as fotografias em que J. Pinto ou sua família aparecem disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p>Inicialmente, J. Pinto ocupou um acanhado e improvisado chalé, onde o laboratório fotográfico dividia espaço com a biblioteca do recém-criado Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Em 1911, quase finalizado o Pavilhão Mourisco, J. Pinto seria instalado no belo castelo. Podemos observar, em seu trabalho, um notável domínio das técnicas fotográficas. Autor de inúmeras imagens, negativos em vidro e microfotografias científicas, J. Pinto, em final de 1928, enviou aos amigos um cartão desejando um feliz ano novo, contendo a imagem de seu rosto reproduzida cinco vezes. Este fato remete à original fotografia conhecida como <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4">Os trinta Valérios</a>,</em> realizada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661">Valério Vieira (1862-1941)</a>,<span style="color: #333333;"> em torno de 1901.</span> O registro, um marco na história da fotografia, traz 30 imagens de Valério Vieira.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5381"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5381/COC-F-V-RP-16%20fot%2009.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5381">J. Pinto. Os cinco J. Pintos, 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Pouco se sabe da vida deste importante personagem do IOC. Em final dos anos 1980, um grupo de pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz entrevistou um dos filhos de J. Pinto, Wilson Pinto, que forneceu algumas informações sobre seu pai. Infelizmente, idoso, sua saúde precária impossibilitava um depoimento fidedigno, assim como sua irmã Edna, que também quase nada dizia com exatidão sobre a vida de Joaquim Pinto. Porém, naquela tarde, obtivemos registros raros do fotógrafo e de sua família. No próprio acervo da Fiocruz, J. Pinto pouco aparece, a não ser em fotos de uma provável caçada em companhia de Carlos Chagas, ou em seu laboratório fotográfico.</p>
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<div style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5380"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5380/COC-F-V-RP-16%20fot%2005.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="528" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5380">Anônimo. Retrato de J. Pinto, 192?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Nascido em Alagoinhas, na Bahia, em 1884, J. Pinto teria vindo para o Rio de Janeiro com 14 anos. Seus pais eram José Camerino Pinto da Silva e Maria da Purificação. Casou-se com Izaura Costa da Silva e tiveram cinco filhos: Wilson, Milton, Elza, Zeni e Ilda. Depois de morar no Centro da cidade, comprou um terreno no Méier, na Rua Jacinto, número 67, construindo ali sua casa.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5383"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5383/COC-F-V-RP-16%20fot%2029.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5383">J. Pinto. Família J. Pinto, 192?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Em 1903, contratado por Oswaldo Cruz na fase inicial das atividades em Manguinhos, ele começou a documentar a construção do que viria a ser um dos principais centros de ciência e saúde do Brasil. Foi fotógrafo da instituição até 1946, quando se aposentou em decorrência de problemas de saúde. Mas as imagens produzidas por ele permaneceram como a memória fotográfica da Fundação Oswaldo Cruz. As fotos de sua autoria também mostram um Rio de Janeiro em processo de urbanização. J. Pinto, que se tornou amigo de Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917) e de Carlos Chagas (1878 -1934), fotografou o aspecto rural de Manguinhos, que foi se transformando. Estão registrados a construção do Castelo, da avenida Brasil, os pesquisadores e instalações físicas. Em seus registros também aparecem construções, como o aquário, demolido, que era ligado à Baía de Guanabara por uma tubulação subterrânea, onde se estudavam organismos aquáticos; a cavalariça e a chaminé da antiga usina de incineração do lixo da cidade, também demolida no início da década de 1940.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5139"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5139/IOC_V_II_3274.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5139">J. Pinto. Curso de Aplicação do Instituto Oswaldo Cruz, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Pequena cronologia de Joaquim Pinto da Silva  (1884-1951) </span></strong></p>
<p style="text-align: center;"> Andrea C. T. Wanderley**</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5378"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5378/IOC_V_II_0951b.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5378">Anônimo. Laboratório fotográfico do Instituto Oswaldo Cruz : J. Pinto trabalhando, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, que ficou conhecido como J. Pinto, nasceu em Alagoinhas, na Bahia, filho de José Camerino Pinto da Silva e Maria da Purificação.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">c. 1898</span></strong> &#8211; Com 14 anos, J. Pinto teria vindo para o Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Foi contratado pelo médico e sanitarista Oswaldo Cruz na fase inicial das atividades em Manguinhos e começou a documentar a construção do que viria a ser um dos principais centros de ciência e saúde do Brasil.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Segundo o historiador Eduardo Thielen, que escreveu a dissertação <em>Imagens da saúde no Brasil – A fotografia na institucionalização da saúde pública,</em> J. Pinto teria sido possivelmente o autor do primeiro filme científico feito no Brasil, <em>Chagas em Lassance</em>. A obra, com 9 minutos de duração, era sobre a descoberta da doença de Chagas, feita pelo cientista Carlos Chagas, em Lassance, Minas Gerais, em 1909 (<a href="https://agencia.fiocruz.br/legado-de-fot%C3%B3grafo-ajuda-a-preservar-a-hist%C3%B3ria-da-funda%C3%A7%C3%A3o"><em>Agência Fiocruz</em>, 15 de agosto de 2008</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span><em> &#8211; Chagas em Lass</em><em>ance</em> foi exibido por Oswaldo Cruz na Exposição Internacional de Higiene e Demografia de Dresden, na Alemanha (<a href="https://agencia.fiocruz.br/legado-de-fot%C3%B3grafo-ajuda-a-preservar-a-hist%C3%B3ria-da-funda%C3%A7%C3%A3o"><em>Agência Fiocruz</em>, 15 de agosto de 2008</a>). Também foi exibido o filme sobre as ações de combate à febre amarela no Rio de Janeiro. Esses dois filmes constituem o mais antigo acervo audiovisual científico preservado de que se tem notícia no Brasil. O pavilhão do Brasil, único país das Américas a construir um estande próprio no evento, foi inaugurado em 15 de junho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/7182"><em>O Paiz</em>, 16 de junho de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong> </span>- J. Pinto aposentou-se devido a problemas de saúde.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Em outubro, falecimento de Joaquim Pinto da Silva. Sua missa de 30º dia foi realizada na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/13296"><em>Diário de Notícia</em>s, 25 e 26 de novembro de 1951</a>).</p>
<div id="attachment_10633" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/13296"><img class="wp-image-10633 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/missa.jpg" alt="missa" width="310" height="137" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/13296">Anúncio da missa de 30º dia de J. Pinto, no Diário de Notícias, 25 e 26 de novembro de 1951</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>2014</strong></span> &#8211; Lançamento do livro <em>Vida, engenho e arte — O acervo histórico da Fundação Oswaldo Cruz,</em> com imagens produzidas por J. Pinto (<a href="%20https://oglobo.globo.com/rio/livro-relembra-trajetoria-da-fiocruz-atraves-de-registros-feitos-pelo-fotografo-pinto-12739610#ixzz4xC7PurQw  stest "><em>O Globo</em>, 6 de junho de 2014</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2016</strong></span> &#8211; Realização da exposição <em>Manguinhos Revelado: um Lugar de Ciência</em>, com cerca de 120 fotografias, a maioria de autoria de J. Pinto (<a href="https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/manguinhos-revelado-exposicao-fica-em-cartaz-ate-janeiro"><em>Portal Fiocruz</em>, 8 de novembro de 2016</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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