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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; fotógrafo estrangeiro</title>
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		<title>Joaquim Insley Pacheco: nauta entre Portugal e o Brasil e entre o Império e a República por Pedro Karp Vasquez</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 10:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicamos hoje, quando completam-se 200 anos do nascimento de dom Pedro II (1825 - 1892), o artigo "Joaquim Insley Pacheco: nauta entre Portugal e o Brasil e entre o Império e a República", de autoria de Pedro Karp Vasquez, sobre o fotógrafo português, um dos agraciados pelo imperador, um entusiasta da fotografia, com o título de "Fotógrafo da Casa Imperial". Ao longo de sua trajetória fotografou diversos membros da Família Imperial e realizou vistas da Quinta da Boa Vista e do Paço Imperial, dez das quais integram a coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e foram incluídas pelo historiador Daniel Rebouças no livro "O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB" (2025). No artigo, além de destacarmos as fotografias de Insley recentemente incluídas no acervo fotográfico do portal e que pertencem ao IHGB, reunimos também imagens realizadas pelo fotógrafo provenientes de outros acervos presentes na Brasiliana Fotográfica. Disponibilizamos também uma cronologia atualizada sobre o fotógrafo realizada pela editora da Brasiliana Fotográfica, Andrea C. T. Wanderley.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Publicamos hoje, quando completam-se 200 anos do nascimento de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1892)</a>, o artigo <em>Joaquim Insley Pacheco: nauta entre Portugal e o Brasil e entre o Império e a República, </em>de autoria do escritor e fotógrafo Pedro Karp Vasquez, sobre o fotógrafo português, um dos agraciados, ainda na década de 1850, pelo imperador, um entusiasta da fotografia, com o título de <em>Fotógrafo da Casa Imperia</em>l. Disponibilizamos também uma cronologia atualizada sobre o fotógrafo realizada pela editora da Brasiliana Fotográfica, Andrea C. T. Wanderley.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 446px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14123" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14123/D.%20PEDRO%20II_IF%20826.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="436" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14123" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. D. Pedro II, imperador do Brasil, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 10 de agosto de 1855, Insley Pacheco fotografou o monarca, sua esposa, a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889);</a> e uma das filhas do casal, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39682" target="_blank">a princesa Leopoldina (1847 &#8211; 1871)</a>, na Quinta da Boa Vista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42449" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de janeiro de 1856</a>). Ao longo de sua trajetória fotografou diversos outros membros da Família Imperial como a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e seu marido, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>; e realizou vistas da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39345" target="_blank">Quinta da Boa Vista</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5365" target="_blank">Paço Imperial</a>, dez das quais integram a coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e foram incluídas pelo historiador Daniel Rebouças no livro recentemente lançado pela Editora Capivara: <em>O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB</em>.</p>
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<div id="attachment_41784" style="width: 284px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/insley1.jpg"><img class="size-full wp-image-41784" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/insley1.jpg" alt="O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB, 2025" width="274" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB</em>, 2025</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo, além de destacarmos as fotografias de autoria de Insley recentemente incluídas no acervo fotográfico do portal e que pertencem ao IHGB, reunimos também imagens realizadas pelo fotógrafo provenientes de outros acervos presentes na Brasiliana Fotográfica: da Fundação Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, suas instituições fundadoras; e do Arquivo Nacional e da Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, suas parceiras.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/430" target="_blank"><strong>Acessando aqui o link para as fotografias de autoria de Joaquim Insley Pacheco do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
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<div style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14130" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14130/D.%20PEDRO%20II_IMP.%20TEREZA%20CRISTINA_PRINCESA%20ISABEL_PRINCESA%20LEOPOLDINA_IA%202.4.3%20p.%204.1.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="434" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14130" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Família Imperial Brasileira: D. Pedro II, princesa Isabel, Imperatriz Tereza Cristina e princesa Leopoldina, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=insley&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando aqui o link para todas as fotografias de autoria de Joaquim Insley Pacheco </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
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<div style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4457" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4457/SAm1-0056.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="405" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">J<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4457" target="_blank">oaquim Insley Pacheco. Imperador do Brasil, 1875 / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>JOAQUIM INSLEY PACHECO: NAUTA ENTRE PORTUGAL E O BRASIL E ENTRE O IMPÉRIO E A REPÚBLICA</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Pedro Karp Vasquez*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14122" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14122/INSLEY%20PACHECO_IF%20388.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="416" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14122" target="_blank">Autorretrato de Joaquim Insley Pacheco, fotógrafo da Casa Imperial, 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>A finalidade de um retrato não deve ser a de esclarecer,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>mas de contornar, sugerindo o enigma.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>De esforço em esforço, atingir a fisionomia plena,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>mas com o seu segredo, que é o que importa.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Lúcio Cardoso</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>Queremos a ilusão grande do mar,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>multiplicada em suas malhas de perigo.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>Queremos a sua solidão robusta,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>uma solidão para todos os lados,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>uma ausência humana que se opõe ao mesquinho formigar do</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>mundo,</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em>e faz o tempo inteiriço, livre das lutas de cada dia.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Cecília Meireles</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>NAVEGAR É PRECISO&#8230;</strong></span></p>
<p>Joaquim José Pacheco nasceu na vila portuguesa de Cabeceiras de Basto, no distrito de Braga, em 31 de março de 1830 e faleceu no Rio de Janeiro em 14 de outubro de 1912, famoso sob o nome de Insley Pacheco. Foi agraciado com o prestigioso titulo de Fotógrafo da Casa Imperial, na década de 1850, sendo igualmente Cavalheiro da Ordem de Christo de Portugal, pois seu talento também foi reconhecido em vida na pátria natal. O que destoa favoravelmente da situação da maioria dos fotógrafos estrangeiros que atuaram no Brasil durante o século XIX, desfrutando de maior ou menor celebridade entre nós, porém permanecendo no anonimato em seus países de origem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3923/001AVA009027v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="423" height="698" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3923" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de homem (verso), c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim como muitos dos seus compatriotas que vieram tentar a sorte no Brasil, Joaquim José não teve vida fácil: órfão de pai e mãe, veio se juntar ao irmão mais velho, Bernardo José, no Recife, em 1843, sendo logo seguido pela irmã, Joaquina. Em algum momento da mesma década, mudou-se para Fortaleza, onde, em 1847, conheceu o daguerreotipista irlandês Frederick Walter (1811 &#8211; 18?) que contrabalançava a clientela rarefeita da época com o pitoresco ofício de mágico. Segundo Ary Bezerra Leite, em <em>História da fotografia no Ceará</em> (Edição do Autor, 2019), o jovem Pacheco trocou lições de daguerreotipia pela pintura de cenários para os espetáculos de magia do seu professor/empregador.</p>
<p>De temperamento perfeccionista, Joaquim José Pacheco rumou para Nova York no segundo semestre de 1950, depois de ter atuado por conta própria em Fortaleza e na capital maranhense. Nos Estados Unidos, estudou com dois grandes profissionais que se tornariam emblemáticos em virtude da documentação da Guerra Civil norte-americana (1861-1865), hoje conservada na Biblioteca do Congresso dos EUA: Jeremiah Gurney e Mathew Brady. Sendo que este último montou uma equipe para o registro simultâneo de diferentes frentes de batalha para oferecer abrangente documentação do conflito em consonância com sua ambição de ser “<em>testemunha ocular da história</em>”. Pacheco estudou também com Henry Earle Insley, que não se tornou tão célebre quanto os dois professores citados, mas foi um retratista extremamente popular, mantendo um estúdio na Broadway durante duas décadas, a partir de 1840. Foi ele quem, certamente, causou impressão mais profunda no jovem Joaquim José, de tal forma que, após regressar ao Brasil, ele aposentou o José de origem em benefício do Insley, com o qual pretendia homenagear o mestre.</p>
<p>De volta ao Brasil em 1851, Pacheco se instalou no Ceará dos seus primeiros passos na carreira, trabalhando em Fortaleza e Sobral. Depois fotografou também no Recife antes de buscar a clientela mais ampla e estável da Corte Imperial, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1855. Montou estúdio primeiro em um sobrado da rua do Ouvidor número 31, passando depois, quando já havia conquistado grande clientela, para um ateliê mais amplo e luxuoso no número 102 da mesma rua. Mas ocupou também, ao longo das seis décadas subsequentes, outros endereços na área central da cidade, que durante todo o século XIX concentrou a metade dos estúdios fotográficos do país. Pelo visto a adoção do Insley lhe deu sorte, pois depois de retratar belamente os principais membros da Família Imperial, Dom Pedro II, a imperatriz Thereza Christina e as princesas Isabel e Leopoldina, Insley Pacheco foi alçado, como foi dito, à honrosa condição de Fotógrafo da Casa Imperial. Manteve relacionamento pessoal e profissional com toda a família, inclusive com aqueles que se tornaram maridos das princesas, o conde d’Eu e o duque de Saxe, assim como os filhos de ambos os casais.</p>
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<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14125" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14125/IMP%20TEREZA%20CRISTINA_IF%201426.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="460" height="698" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14125" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Tereza Cristina, imperatriz do Brasil, s/d. Rio de Janeiro, RHJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<div style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14134" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14134/PRINCESA%20LEOPOLDINA_IA%202.4.2%20P.17.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="462" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14134" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Princesa Leopoldina, princesa e duquesa de Saxe, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<div style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14133" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14133/PRINCESA%20ISABEL_IA%202.4.2%20P.15.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="463" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14133" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Isabel, princesa e condessa d´Eu, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Merecem destaque dois retratos que fez do imperador e da imperatriz que se tornaram antológicos não só pela mestria técnica demonstrada como também pelo uso original e inesperado de uma ambientação com diversas plantas evocativas da exuberante natureza tropical brasileira. Isso, quando a moda, em todo o mundo, era o uso de fundos pintados para sugerir ambientes domésticos ou campestres europeus, já que a maioria desses acessórios vinha de cidades europeias, sobretudo Paris, Viena e Londres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/508/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="570" height="696" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/492" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/492/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="574" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/492" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, consorte de Pedro II, Imperador do Brasil, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Insley Pacheco também retratou os membros da Família Imperial, assim como a maioria dos seus clientes, com o fundo neutro do estúdio e o mobiliário destinado a criar a ilusão de um ambiente caseiro abastado e que, nos primeiros tempos, servia para os retratados se apoiarem durante as longas sessões de pose: cadeiras, poltronas, balaustradas, colunas, assim como cortinas e tapetes destinados a acentuar a atmosfera doméstica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14136" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14136/D.%20PEDRO%20II_PRINCESA%20ISABEL_IA%202.4.2%20-%20P31.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="460" height="694" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14136" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, imperador do Brasil e Isabel, princesa, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14131" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14131/CONDE%20D%27EU_IA%202.4.2%20P.16.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="461" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14131" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Gastão de Orleans, conde d&#8217;Eu, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recebeu do imperador a autorização de comercializar esses retratos, o que, além de lhe proporcionar bons ganhos, permitiu que a sociedade tivesse um vislumbre mais fidedigno dos integrantes da Família Imperial, cujas fisionomias só eram conhecidas até então por intermédio dos processos de gravura, em particular da litografia, também usada na impressão de livros e periódicos. Seu bom relacionamento com Dom Pedro II fez com que ele aceitasse uma encomenda fora do seu padrão: a realização de vistas da Quinta da Boa Vista e do Paço Imperial,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/432" target="_blank"> dez das quais integram a coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro </a>(que possui um total de 397 fotos de Pacheco) e foram incluídas pelo historiador Daniel Rebouças no livro recentemente lançado pela Editora Capivara: <em>O espelho de papel: A fotografia de Insley Pacheco na coleção do IHGB</em>. A importância destas raras vistas de Pacheco já havia sido comprovada por sua inclusão pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco no livro <em>Le Brésil</em>, de Levasseur</a>, impresso em Paris, em 1889.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14144" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14144/P015_BR_RJIHGB_156IG_0186.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14144" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Quinta da Boa Vista, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IHGB</a></p></div>
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<p>As sólidas raízes de Cabeceiras de Basto, “<em>uma terra antiga e por isso uma terra sábia</em>”, fizeram de Joaquim José Pacheco um gajo rijo e longevo que chegou aos 82 anos, em uma época na qual a expectativa de vida ao nascer era apenas de 30 anos e o próprio imperador faleceu três dias após fazer 66 anos. Hoje Pacheco seria certamente centenário, mas tal longevidade tanto pode ser encarada como uma bênção quanto como uma provação, já que o destino do idoso é viver em uma continua despedida dos entes queridos. Com Pacheco isso não foi diferente: ele, que já havia perdido na juventude uma filhinha com apenas 18 meses, Emília, perdeu depois a esposa, Elvira Laura, o filho, Alfredo Henrique, e duas netas, Maria e Maria de Lourdes. É como bem lembrou Lúcio Cardoso em seu <em>Diário</em>: “<em>Podemos não sentir a idade, mas ela se faz presente, através dos mortos que vai semeando em torno de nós</em>”.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>ARLEQUIM SERVIDOR DE DOIS AMOS</strong></span></p>
<p>Além de excelente fotógrafo, Joaquim Insley Pacheco foi também pintor e aquarelista, desmentindo o mito do antagonismo entre pintura e fotografia na fase inicial dessa nova disciplina. Foi, inclusive, aluno de pintura de outro dublê de fotógrafo e pintor, Arsênio da Silva, que documentou o casamento da princesa Isabel, em 15 de outubro de 1864. É muito provável que ele tenha tido notícia do daguerreotipista alemão, Francisco Napoleão Bautz, o primeiro a se dividir entre pintura e fotografia entre nós, e muito certamente conheceu outro profissional na mesma condição, Karl Ernest Papf, que chegou ao Brasil para realizar as fotopinturas da Photographia Allemã, de Albert Henschel, no Recife, mas depois se radicou em Petrópolis, onde abriu estúdio próprio no qual foi assistido pelo filho, Jorge Henrique, mais tarde autor de um impressionante panorama de 360 graus da Cidade Imperial.</p>
<p>Além de se aperfeiçoar na técnica do guache com Arsênio da Silva, Pacheco também foi aluno de pintura de Karl Linde e François-René Moreaux. Quando Silva faleceu, praticamente esquecido, em 1883, o discípulo deu uma bela prova de afeição pelo mestre: organizou uma ampla retrospectiva do seu trabalho no Salão Insley Pacheco, que foi prestigiada inclusive pelo imperador no dia 18 de outubro do mesmo ano, fato merecedor de registro na capa da <em>Revista Illustrada</em> (Número 358), na qual Angelo Agostini retratou o fotógrafo acompanhando Dom Pedro II na referida visita. Ressaltou ainda na legenda o fato de que Arsênio teria sido completamente esquecido se não fosse pela homenagem prestada por Insley Pacheco.</p>
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<div id="attachment_41778" style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747/1677" target="_blank"><img class=" wp-image-41778" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/insley.jpg" alt="Revilsta Illustrada, 1883" width="412" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747/1677" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 1883 ANO 8, edição 358</a></p></div>
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<p>A prática do retrato fotográfico é tão fascinante quanto excruciante, pois é preciso admitir que o ser humano às vezes pode ser insuportável e as crianças, que têm índole melhor, costumam ser irrequietas, de tal forma que Pacheco chegou a anunciar na imprensa no começo da carreira sua especialidade no trato dos pequenos inevitavelmente enfastiados com as longas sessões de pose dos primórdios da fotografia. Para descansar das caras e bocas da prática cotidiana do retrato fotográfico, na pintura Insley Pacheco optou por se concentrar na produção de paisagens, com acentuado pendor pelas marinhas, que ele pintou em ambos os lados da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro e em Niterói, cujas belas praias seriam também a temática de predileção do Grupo Grimm, capitaneado pelo professor alemão Georg Grimm entre os anos de 1884 e 1886, em um capítulo fundamental do paisagismo na pintura brasileira.</p>
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<div style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/pt-br/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-quadro-da-baia-de-guanabara" target="_blank"><img src="https://www.museudavida.fiocruz.br/images/Acervo/Objeto/quadroinsley.jpg" alt="" width="348" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/pt-br/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-quadro-da-baia-de-guanabara" target="_blank">Quadro da Baía de Guanabara, pintado por Insley Pacheco / Museu da Vida, Fiocruz</a></p></div>
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<p>Bom pintor, Insley Pacheco não era, no entanto, fenomenal, não podendo se igualar a alguns dos integrantes do Grupo Grimm, como seu próprio líder, Giovanni Battista Castagneto, Domingo García y Vásquez e Antônio Parreiras. Mas, no âmbito da fotografia, era insuperável, como um talento inegável e um domínio técnico invejável, do mesmo nível que os maiores profissionais europeus e norte-americanos de seu tempo. Dominava uma série admirável de processos e Mello Morais Filho, seu contemporâneo, afirmou em <em>Artistas do meu tempo</em> (H. Garnier, Livreiro-Editor, 1904) ter sido ele o pioneiro da ambrotipia no Brasil, além de “<em>Introdutor incontestável da platinotipia no Brasil (1883), os seus planos vingaram desde logo, sendo o sistema adotado sem reservas pela generalidade dos nossos fotógrafos</em>.” O empenho de Pacheco em se aperfeiçoar e se modernizar manteve intacto até o fim da vida, de tal forma que, mais tarde os anúncios publicados por ele na imprensa carioca alardearam o surgimento de um processo de sua invenção denominado “<em>ambro-cromo-tipo</em>”, assim como de “<em>hallotypo</em>”, e, finalmente, em 1909, a tipocromia “<em>um novíssimo e interessante invento</em>”. Constando também entre suas inovações a criação da “<em>Diafonografia</em>”, a respeito da qual nada sabemos.</p>
<p style="text-align: left;"> <span style="color: #800000;"><strong>A PARTICIPAÇÃO DE INSLEY PACHECO NAS GRANDES EXPOSIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS</strong></span></p>
<p>Como Insley Pacheco foi ombreado apenas por Marc Ferrez o fotógrafo do Império que mais participou de exposições, tanto no Brasil quanto no exterior, é oportuno reproduzir aqui, à guisa de referência, um trecho do meu livro <em>Fotografia escrita: Nove ensaios sobre a produção fotográfica no Brasil</em> (Senac, 2014) sobre a matéria:</p>
<p><em>Foi em 1859 que ele participou pela primeira vez da Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, na qual figuravam expoentes das nossas artes, como Jean-Baptiste Debret (incluído em caráter póstumo) e Victor Meirelles, bem como grandes mestres internacionais como Nicolas Poussin, Pieter Paul Rubens, Michelangelo Merisi da Caravaggio e Rafael Sanzio de Urbino.</em></p>
<p><em>Dois anos mais tarde, em 1861, Insley Pacheco obteve sua primeira premiação, uma medalha de cobre da I Exposição Nacional, evento em que participou com retratos fotográficos (inclusive de membros da família imperial), e com pinturas de paisagens. No ano seguinte, participou da primeira mostra internacional, a prestigiosa Exposição Universal de Londres, onde mostrou apenas retratos. Categoria em que figuravam também dois dos maiores especialistas franceses: Nadar (Gaspard Félix Tournachon et Maillet, 1820-1910) e Etienne Carjat (1828-1906). Outros importantes mestres da fotografia francesa que também expuseram na ocasião foram Louis-Alphonse Davanne (1824-1912), um dos membros fundadores, e depois presidente, da Société Française de Photographie, e Louis-Alphonse Poitevin (1819-1882), também membro da SFP e inventor de processos de impressão de imagens a partir do daguerreótipo. Contudo a presença mais ilustre dentre todas foi, inquestionavelmente, a do inventor inglês da fotografia, William Henry Fox Talbot (1800-1877), em sua primeira e última participação num evento dessa natureza.</em></p>
<p><em>Em 1864 Pacheco voltou a mostrar suas imagens fotográficas na Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial. E, no ano seguinte, teve participação destacada na Exposição Internacional do Porto, na qual conquistou a Medalha de Primeira Classe. Não deixando de participar também da Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, no Rio de Janeiro. Em 1866 Insley Pacheco obteve medalhas de prata tanto por suas fotografias (na II Exposição Nacional), quanto por suas paisagens pintadas (na Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial). Em 1867, ele enviou retratos, inclusive em fotopintura, para a Exposição Universal de Paris, que também contou com a participação de Etienne Carjat. E, como sempre, compareceu à Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, mostrando paisagens pintadas e fotografias, repetindo a dose com ambas as técnicas em 1868 também.</em></p>
<p><em>Joaquim Insley Pacheco teve destacada participação na III Exposição Nacional, em 1873, conquistado duas premiações: medalha de prata e medalha de cobre. Neste mesmo ano foi premiado também na Exposição Universal de Viena, com uma menção honrosa, sendo interessante mencionar que esse evento contou com expressiva participação de fotógrafos sediados no Brasil, tais como: Henschel &amp; Benque, George Leuzinger, Augusto Riedel, Marc Ferrez, Fleiuss Irmãos &amp; Linde, Júlio Balla, Antonio Ricardi e João Ferreira Vilella. Em 1875, ele participou da IV Exposição Nacional (com desenhos e pinturas), e da Exposição Geral de Belas-Artes da Academia Imperial, com retratos fotográficos e uma série de paisagens pintadas em técnicas diversas, como óleo, guache, aquarela e fusain, numa impressionante comprovação de sua versatilidade como pintor.</em></p>
<p><em>Em 1876, Insley Pacheco participou da Exposição Internacional da Filadélfia, comemorativa do primeiro centenário da independência dos Estados Unidos e da qual Dom Pedro II foi o convidado de honra, ocasião em que ocorreu o conhecido episódio do teste do telefone com seu inventor, Graham Bell, do qual nosso imperador foi um dos primeiros clientes e seguramente seu maior “garoto propaganda”. Consta inclusive que Pacheco teria sido premiado na ocasião, mas não consegui obter comprovação disto. Outro prêmio ainda indefinido foi aquele por ele obtido em 1882 na Exposição Continental de Buenos Aires, que Insley Pacheco fez questão de mencionar no verso de seus cartões-suporte a partir desta data, sem especificar no entanto que prêmio teria sido esse. A exemplo do que ocorreu também na Exposição Universal de Paris, de 1889. Esse foi o ano de inauguração da Tour Eiffel e Paul Nadar (Paul Tournachon, 1856-1939), filho do célebre Nadar também participou da exposição deste ano, bem como o suíço Frédéric Boissonnas (1858-1946). O Brasil também teve presença importante, com Albert Richard Dietze, Alfredo Ducasble, Marc Ferrez, Felipe Augusto Fidanza, Rodolpho Lindemann, Nicholson &amp; Ferreira, José Tomás Sabino, José Ferreira Guimarães, George Leuzinger, Alfredo Ducasble e Paulo Robin &amp; Cia.</em></p>
<p>Para concluir, é importante ressaltar que Joaquim Insley Pacheco não encerrou sua dupla carreira, na fotografia e na pintura, no período imperial. Extraordinariamente ativo, ele se manteve criativo e produtivo até o fim dos seus dias, com sua última presença em um evento público ocorrendo em 1910, ano em que participou da décima-sétima edição da Exposição Geral de Belas Artes com uma série de pinturas a guache (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/245038/10297" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 29 de setembro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
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<p style="text-align: left;">*Pedro Karp Vasquez é escritor, fotógrafo e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.</p>
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<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20924" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) por Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a>.</p>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XX &#8211; Na janela de sua residência na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, o poeta Manuel Bandeira fotografado por Horacio Coppola</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 13:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[O poeta e escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886 - 1968), expoente da literatura brasileira e presença essencial na consolidação da poesia modernista, foi retratado na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, pelo fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906 - 2012), provavelmente, segundo os professores Jorge Schwarcz (1944-) e Mauricio Lissovsky (1958 - 2022), em 1931, quando, voltando da Europa, esteve no Rio de Janeiro, em Santos e em Salvador. Os dois registros de Coppola que destacamos no vigésimo artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil" fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica. Há ainda, no fim do artigo, uma seleção de fotografias de autoria de Georges Leuzinger de Marc Ferrez produzidas a partir da Rua do Curvelo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Série</strong><em><strong> Avenidas e ruas do Brasil XX &#8211; </strong></em><strong>Na janela de sua residência na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, o poeta Manuel Bandeira fotografado por Horacio Coppola*</strong></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poeta e escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968), expoente da literatura brasileira e presença essencial na consolidação da poesia modernista, foi retratado na Rua do Curvelo, em Santa Teresa, pelo fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906 &#8211; 2012), provavelmente, segundo os professores Jorge Schwarcz (1944-) e Mauricio Lissovsky (1958 &#8211; 2022) <strong>(1)</strong>, em 1931, quando, voltando da Europa, esteve no Rio de Janeiro, em Santos e em Salvador. Os dois registros de Coppola que destacamos no vigésimo artigo da série <em>Avenidas e ruas do Brasil, </em>fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica. Há ainda, no fim do artigo, uma seleção de fotografias de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892) </a>e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) </a>produzidas a partir da Rua do Curvelo, além de uma produzida por Augusto Malta (1864 &#8211; 1957).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39125" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13399" target="_blank"><img class="wp-image-39125 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/coppola.jpg" alt="coppola" width="479" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13399" target="_blank">Horacio Coppola. Manuel Bandeira, década de 1930. Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ /Acervo IMS)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além de um conjunto clássico das fotografias de Buenos Aires feitas por Coppola na década de 1930, o IMS guarda registros das esculturas de Aleijadinho (1738 &#8211; 1814) e outras imagens do Brasil.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://acervos.ims.com.br/portals/#/search?filtersStateId=16&amp;page=1" target="_blank">Acesse aqui as fotos disponíveis no portal do IMS das esculturas de Aleijadinho realizadas por Coppola durante sua viagem a Congonhas do Campo e Ouro Preto, em 1945</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bandeira foi retratado na janela de sua moradia, na Rua do Curvelo, nº 51, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. As duas fotografias foram tiradas de cima, da casa nº56 da Rua do Curvelo, onde residiam a psiquiatra Nise da Silveira (1905 &#8211; 1999), e seu marido, o médico sanitarista Mário Magalhães da Silveira (1905 &#8211; 1986).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42913" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.parentesco.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=28574#1" target="_blank"><img class=" wp-image-42913" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira3.jpg" alt="Nise e Mário Silveira / Acervo de Nise Silveira" width="455" height="285" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.parentesco.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=28574#1" target="_blank">Nise e Mário da Silveira / Acervo de Nise da Silveira</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma das imagens, o poeta está sorrindo; na outra, estende a mão para uma moça que olha para Coppola:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Na calçada, uma jovem negra para diante da janela em que o poeta apareceu de pijama, com uma xícara de café. Coppola observa tudo à distância do outro lado da rua. Não sabemos sobre o que conversaram a moça e o poeta. Também não sabemos se Coppola ouviu falar das cidades mineiras naquele momento ou se algum dia leu o soneto que Bandeira escandiu em alexandrinos rimados. Mas percebemos pela fotografia que a noite já vinha chegando “de mansinho”, e que as mãos do poeta e da moça se tocam sobre o beiral da janela. Ela olha para o fotógrafo bem na hora do clique. Sua sombra desliza na calçada da Rua do Curvelo enquanto avulta sobre as pedras lavradas de Ouro Preto, a sombra descomunal da mão do Aleijadinho</em></span> (LISSOVSKY, 2019).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13398" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Horacio-Coppola_1920x1242.jpg" alt="" width="482" height="312" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13398" target="_blank">Horacio Coppola. Manuel Bandeira, década de 1930. Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ /Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Àquela altura, o poeta, no ano em que completou 45 anos, já havia publicado os importantes livros <i>A Cinza das Horas </i>(1917),<i> Horas </i>(1917), <em>C</em><i>arnaval </i>(1919), <em>Poesias</em>, reunindo os dois primeiros acrescido de <em>Ritmo Dissoluto</em> (1924); e <em>Libertinagem</em> (1930). Neste último, estão os poemas <em>Evocação ao Recife</em> e <em>Vou-me embora pra Pasárgada</em>. Também em 1930, o artista pernambucano Cícero Dias (1907 &#8211; 2003) pintou o <a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/83396-retrato-de-manuel-bandeira" target="_blank"><em>Retrato de Manuel Bandeira.</em></a> Também fez  um desenho contemplando a Pasárgada e seu autor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39174" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/58068" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39174" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/cicero.jpg" alt="Publicado em O Jornal, 30 de abril de 1967" width="350" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/58068" target="_blank">Publicado em <em>O Jornal</em>, 30 de abril de 1967</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi, provavelmente, Bandeira quem apresentou Coppola ao poeta, ficcionista, ensaísta e musicista paulistano Mário de Andrade (1893 – 1945) e a outros artistas do Modernismo brasileiro, em 1931.</p>
<p>Alguns anos depois, em 1940, Bandeira tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras. Foi o terceiro ocupante da Cadeira 24, tendo sido eleito em 29 de agosto de 1940, na sucessão de Luís Guimarães Filho. Foi recebido, em 30 de novembro de 1940, pelo acadêmico Ribeiro Couto (1898 &#8211; 1963), seu vizinho em Santa Teresa. Faleceu em 13 de outubro de 1968. Produziu, ao longo de seus 82 nos de vida, uma vasta obra que se tornou uma referência da literatura brasileira. Foi também professor e tradutor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/101236-caricatura-de-manuel-bandeira" target="_blank"><img src="https://editor-enciclopedia-public-prd.s3.sa-east-1.amazonaws.com/vqw908kqqgf8f0q53uc5x12vnt00" alt="" width="273" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/101236-caricatura-de-manuel-bandeira" target="_blank">Caricatura de Manuel Bandeira realizada pelo japonês Foujita (1886 &#8211; 1968), em 1932 / Acervo do Centro</a><br /><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/101236-caricatura-de-manuel-bandeira" target="_blank">de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa (Rio de Janeiro, RJ)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Rua do Curvelo e o modernismo brasileiro</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Rua do Curvelo foi aberta, pelo decreto de 17 de junho de 1869, nas terras de Joaquim José de Meireles Ferreira, o barão do Curvelo. Passou a chamar-se Dias de Barros, em 15 de abril de 1931, pelo decreto de alteração de denominações nº 3647.</p>
<p>Em 1920, com 34 anos, Bandeira foi morar na Rua do Curvelo, aonde residiria até 1933. Inicialmente, ocupou a casa nº 53. Em 1923, morava na mesma rua, mas no número 43. No ano seguinte, seu endereço era rua do Curvelo, 51</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O morro do Curvelo </em><strong><span style="color: #000000;">(2)</span></strong><em> entrava, sem saber, na tradição literária. Um grande poeta ali morava: ali tomaria contato com a vida popular, observando, morro abaixo, os quintais efervescentes da rua Cassiano; ali permaneceria os melhores anos e os mais fecundo da criação poética&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Rui Ribeiro Couto <strong>(3)</strong>,</p>
<p style="text-align: right;"><em>De menino doente a rei de Pasárgada</em> in <em>Três retratos de Manuel Bandeira</em>, 2004</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42905" style="width: 174px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=12427200" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42905" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira2.jpg" alt="Bandeira e Ribeiro Couto, na posse de Bandeira na Academia Brasileira de Letras, de 1940" width="164" height="207" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=12427200" target="_blank">Manuel Bandeira e Ribeiro Couto, na posse de Bandeira na Academia Brasileira de Letras, 30 de novembro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A rua do Curvelo ensinou-me muitas coisas. Couto foi avisada testemunha disso e sabe que o elemento de humilde cotidiano que começou desde então a se fazer sentir em minha poesia não resultava de nenhuma intenção modernista. Resultou, muito simplesmente, do ambiente do morro do Curvelo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Manuel Bandeira,</p>
<p style="text-align: right;"><em>Itinerário de Pasárgada</em> in <em>Poesia e Prosa</em>, 1958</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo Elvia Bezerra, pesquisadora de literatura brasileira e autora do livro <em>A trinca do Curvelo</em> (2026), os anos em que residiu na Rua do Curvelo foram fundamentais na formação e no destino de Manuel Bandeira.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Bandeira era um homem da intensidade, mas não do exagero. Se ele disse que aquela rua foi tão importante na sua formação e no seu destino de poeta, vale a pena investigar o que tinha nessa rua. O que aconteceu de muito especial é que o humilde cotidiano, como ele designou, da rua do Curvelo veio ao encontro das tendências modernistas &#8211; tanto que ele diz que foi modernista da maneira mais natural possível, e é a pura verdade. É um casamento da rua com a tendência modernista e com a personalidade do próprio Bandeira, que era um homem simples. Ele se divertia com a vida que havia naquele momento e que o chamava lá fora&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Elvia Bezerra, janeiro de 2026</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Manuel Bandeira</strong></span></p>
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<div id="attachment_42899" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira1.jpg"><img class="size-full wp-image-42899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/bandeira1.jpg" alt="Manuel Bandeira por Cássio Loredano" width="249" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Manuel Bandeira por Cássio Loredano</p></div>
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<p>A cronologia abaixo foi baseada na estabelecida pelo próprio poeta em 1966 e foi na publicada pela <em>Folha de São Pau</em>lo, em 13 de outubro de 2008, data que marcava os 40 anos da morte de Bandeira</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886 </strong><span style="color: #000000;">- <span style="color: #333333;">Nasce no Recife, em 19 de abril.</span></span></span><br />
<strong><span style="color: #800000;">1896-1902</span></strong> &#8211; No Rio de Janeiro, cursa o Externato do Ginásio Nacional (depois, Colégio Pedro II). Encontro fortuito com Machado de Assis, com quem conversa sobre Camões. Publicação do primeiro poema, um soneto alexandrino, na primeira página do <i>Correio da Manhã</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1903-1904</strong></span> &#8211; Vai para São Paulo, onde se matricula na Escola Politécnica. Adoece do pulmão no fim do ano letivo (1904) e abandona os estudos.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- Embarca em junho para a Europa, a fim de tratar sua tuberculose no sanatório de Clavadel (de onde retorna em 1914). Organiza seu primeiro livro, <em>Poemetos Melancólicos</em>, mas esquece os originais no sanatório.<br />
<strong><span style="color: #800000;">1916 </span></strong>- Falece a mãe.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Publica seu primeiro livro &#8211; <i>A Cinza das Horas</i>, edição de 200 exemplares, custeada pelo autor.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Falece a irmã, que tinha sido sua enfermeira desde 1904.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Publicação de <em>Carnaval</em>, custeada pelo pai. O livro entusiasma a geração paulista que iniciava a revolução modernista.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Falece o pai. Muda-se para a rua do Curvelo, onde já morava Ribeiro Couto.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Conhece Mário de Andrade.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Falece o irmão.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Publicação do volume <i>Poesias</i>, incluindo os dois livros anteriores acrescidos de <i>O Ritmo Dissoluto</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Publicação de <i>Libertinagem</i>. Edição de 500 exemplares, custeada pelo poeta.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1936</strong> </span>- Publicação de <i>A Estrela da Manhã</i> (47 exemplares) e <i>Crônicas da Província do Brasil</i>. Por iniciativa dos amigos, sai o livro <i>Homenagem a Manuel Bandeira</i>, no cinquentenário do poeta.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Publicação, pela Civilização Brasileira, das <i>Poesias Escolhidas</i>, selecionadas pelo poeta, que também ouviu conselhos de Mário de Andrade. Sai a <i>Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Romântica</i>. Ganha o prêmio de poesia da Sociedade Felipe d&#8217;Oliveira.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Nomeado professor de literatura do Colégio Pedro II. Publicação da <i>Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana</i> e do <i>Guia de Ouro Preto</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Ingresso na Academia Brasileira de Letras. Primeira publicação, pela Cia. Carioca de Artes Gráficas, das <i>Poesias Completas</i>, com o acréscimo de <i>Lira dos Cinqüent&#8217;Anos</i>. Publicação de <i>Noções de História das Literaturas</i> e, em separata, de <i>A Autoria das Cartas Chilenas</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1943</strong> </span>- Deixa o Colégio Pedro II e é nomeado professor de literatura hispano-americana na Faculdade Nacional de Filosofia.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- Nova edição das <i>Poesias Completas</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Publica <i>Poemas Traduzidos</i>, com ilustrações de Guignard.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Publica <i>Apresentação da Poesia Brasileira e Antologia dos Poetas Bissextos Contemporâneos</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1948</strong> </span>- Nova edição das <i>Poesias Completas</i>, pela Casa do Estudante do Brasil, com o acréscimo de <i>Belo Belo</i>. Nova edição das <i>Poesias Escolhidas</i>, pela Pongetti. Primeira edição de <i>Mafuá do Malungo</i>, impressa em Barcelona por João Cabral de Melo Neto. Nova edição aumentada dos <i>Poemas Traduzidos</i> (Editora Globo, de Porto Alegre). Edição crítica das <i>Rimas</i>, de José Albano.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1949</strong> </span>- Publica Literatura Hispano-Americana. Traduz sóror Juana Inés de la Cruz (<i>El Divino Narciso</i>).<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1952</strong></span> &#8211; Publica <i>Opus 10</i>, pela Editora Hipocampo.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1954</strong> </span>- Publica os livros <i>Itinerário de Pasárgada</i> e <i>De Poetas e de Poesia</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1955</strong> </span>- Publica <i>50 Poemas Escolhidos Pelo Autor</i> (MEC). Traduz <i>Maria Stuart</i>, de Schiller. Nova edição das <i>Poesias Completas</i>, pela José Olympio.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Escreve para a <i>Enciclopédia Delta-Larousse</i> um estudo sobre a versificação em língua portuguesa. Traduz <i>Macbeth</i>, de Shakespeare.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1957</strong></span> &#8211; Publicação do livro de crônicas <i>Flauta de Papel</i>. Embarca em julho para a Europa. Visita a Holanda, Londres e Paris. Regressa ao Rio em novembro.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1958</strong> </span>- A Aguilar edita as obras completas em dois volumes: <i>Poesia</i> (que contém a primeira edição de <i>Estrela da Tarde</i>) e <i>Prosa</i>.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1963</strong></span> &#8211; A José Olympio reedita <i>Estrela da Tarde</i>, acrescida de muitos poemas. Traduz <i>O Círculo de Giz Caucasiano</i>, de Brecht.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1966</strong></span> &#8211; Primeira publicação da <i>Estrela da Vida Inteira</i>, pela José Olympio. Pela mesma casa, sai, organizada por Carlos Drummond de Andrade, Andorinha, Andorinha, reunião de crônicas do poeta.<br />
<span style="color: #800000;"><strong>1968</strong></span> &#8211; Falece no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro.</p>
<p><img src="http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/manuelbandeira1.jpg" alt="" /></p>
<div style="width: 204px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/acerto3.html" target="_blank"><img src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTifJXL63KsHzUviHA5jG6zrXkmHKKyv9REDDYl29-OKncHFOJ4QQ8yAefD3V1PYtNcSXM&amp;usqp=CAU" alt="CERTO!" width="194" height="260" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/acerto3.html" target="_blank">Manuel Bandeira por Emiliano Di Cavalcenti, em 1922. Nanquim s/ papel /Site MAC</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Brevíssimo perfil de Horacio Coppola (1906 &#8211; 2012)</strong></span></em></p>
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<div id="attachment_39121" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Horacio_Coppola#/media/File:Horacio_coppola_retrato.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-39121 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/mariodeandrade1.jpg" alt="mariodeandrade1" width="273" height="263" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Horacio_Coppola#/media/File:Horacio_coppola_retrato.jpg" target="_blank">O fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906 &#8211; 2012) / Wikipedia</a></p></div>
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<p>Voltamos a Horacio Coppola, autor das duas fotografias de Bandeira publicadas neste artigo. Filho de imigrantes italianos, nasceu em Buenos Aires, em 31 de julho de 1906. Autodidata, começou a fotografar por influência de seu irmão, Armando, em fins da década de 1920, tendo como referência nomes como Félix Nadar (1820 &#8211; 1910) e Edward Weston (1886 &#8211; 1958). Em 1929, participou do primeiro salão modernista da capital argentina. Na ocasião, a palestra proferida pelo arquiteto suíço Le Corbusier (1887 &#8211; 1965), <em>La mirada de las casas tradicionales de Buenos Aires como formas abstractas, </em>influenciou decisivamente seu trabalho. &#8220;<em>A partir daí, incorporou permanentemente, em suas fotografias, a noção modernista da perspectiva e dos pontos de fuga, enfatizando as linhas e os ângulos geométricos das fachadas, passeios e terraços do centro que se urbanizava&#8221; (Portal IMS). </em>Também, em 1929, foi o fundador, com o cineasta León Klimovsk (1906 &#8211; 1996), do primeiro cineclube argentino.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Eles são os olhos que viram um século.&#8221; Assim o descreveu certa vez Juan Manuel Bonet, responsável pela exposição que se realizou no Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM) em 1996, exposição que catapultou a sua obra para os mais prestigiados museus e galerias da Europa&#8221;</em><span style="color: #333333;"> (<em>La Nation</em>, 2011).</span></span></p>
<p>Suas primeiras fotos de Buenos Aires, realizadas em 1929, ilustraram a primeira edição do ensaio <em>Evaristo Carriego </em>(1930), de autoria do poeta Jorge Luis Borges (1899 &#8211; 1986), de quem era amigo.</p>
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<div id="attachment_41473" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://malba.org.ar/dos-fotografias-de-coppola-en-el-evaristo-carriego-de-jorge-luis-borges/" target="_blank"><img class="wp-image-41473 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/coppola.jpg" alt="coppola" width="614" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://malba.org.ar/dos-fotografias-de-coppola-en-el-evaristo-carriego-de-jorge-luis-borges/" target="_blank"><em>Palermo e Jean Jaurès esquina Paragua</em>y, uma das fotos de Coppola que ilustrou o ensaio<em> Evaristo Carriego</em>, de Jorge Luis Borges, 1929 / Site Malba</a></p></div>
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<p>Em 1932, em sua segunda viagem a Europa, fixou-se em Berlim, onde estudou no Departamento de Fotografia da Bauhaus, dirigido por  Walter Peterhans (1897 &#8211; 1960). Realizou com o diretor de teatro Walter Auerbach (1905 &#8211; 1975) o curta-metragem <em>Traum</em> (1933) e trabalhou no Studio ringl + pit com a fotógrafa alemã Greta Stern (1904 &#8211; 1999), uma das fundadoras do estabelecimento e sua futura esposa. A outra fundadora foi Ellen Auerbach (1906 &#8211; 2004).</p>
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<div style="width: 230px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Grete_Stern#/media/File:Grete_Stern,_Self-portrait_1956.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/23/Grete_Stern%2C_Self-portrait_1956.jpg/220px-Grete_Stern%2C_Self-portrait_1956.jpg" alt="" width="220" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Grete_Stern#/media/File:Grete_Stern,_Self-portrait_1956.jpg" target="_blank">Autorretrato de Greta Stern, 1956</a></p></div>
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<p>Em 1933, a Bauhaus foi fechada e o casal deixou a Alemanha temendo a perseguição nazista. Stern se estabeleceu em Londres, onde realizou fotografias que se tornaram icônicas como, por exemplo, as de <a href="https://www.moma.org/slideshows/38/716" target="_blank">Bertold Brecht (1898 &#8211; 1956)</a> e <a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/1470/types/all/geo/" target="_blank">Karl Korsch (1886 &#8211; 1961</a>). Após viajar pela Europa, Coppola se juntou a Stern em Londres, onde buscou uma linguagem modernista para suas fotografias da cidade, onde alternavam-se preocupação social e atmosfera surrealista.</p>
<p>Ele fotografou obras de arte suméria nos museus do Louvre e Britânico e este material foi publicado no livro <em>L&#8217;Art de la Mesopotami</em>e, em 1935, ano em que ele e Stern se casaram e passaram a viver em Buenos Aires. O casal importou as lições da Bauhaus para a América Latina. Realizaram a convite de Victoria Ocampo (1890 &#8211; 1979), então a primeira dama da cultura e das artes na Argentina, uma exposição nos escritórios da revista de vanguarda <em>Sur, </em>anunciando a chegada da fotografia moderna na Argentina.</p>
<p>Horacio produziu, a pedido da prefeitura, o álbum <em>Buenos Aires 1936 (Visão Fotográfica)</em> (1936), comemorativo dos 400 anos da cidade. O livro foi prefaciado por Alberto Presbisch (1899 &#8211; 1970), precursor da arquitetura moderna argentina; e pelo escritor Ignacio Anzoátegui (1905 &#8211; 1978).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/2950/types/all/geo/" target="_blank"><img src="https://archive.metromod.net/upload/media/d7b5a7d26b207ea87a104bbf83f4cbf7.jpg" alt="" width="701" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/2950/types/all/geo/" target="_blank">Horacio Coppola. Nocturno. Calle Corrientes desde Reconquista hasta Plaza de la República (centro), in Buenos Aires 1936: Quarto centenário de sua fundação, 1936</a></p></div>
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<p>Em 1937, ele e Greta abriram um estúdio fotográfico. Se separaram em 1943 e, dois anos depois, Coppola fotografou as obras de Aleijadinho nas cidades históricas mineiras, no Brasil. Recebeu, em 1985, o Grande Prêmio do Fundo Nacional para as Artes, em reconhecimento a sua carreira. Em 2003, foi agraciado com o título de<em> Cidadão Ilustre da Cidade de Buenos Aires</em>. Quando completou 100 anos, em 2006, foi realizada uma retrospectiva de sua obra no Museu Malba, em Buenos Aires, cidade onde faleceu, em 18 de junho de 2012.</p>
<p>Algumas de suas mais importantes exposições foram <em>Quarenta Anos de Fotografia, </em>no<em> </em>Museu Nacional de Belas Artes, em 1969; <em>Minha fotografia</em>, na Fundação San Telmo, em 1984; <em>Antologia fotográfica 1927-1992, </em>n<em>o </em>Museu Nacional de Belas Artes, em 1992; e <em>El Buenos Aires de Horacio Coppola, no </em>Instituto Valenciano de Arte Moderna, Centro Julio González, em Valência, entre 1996 e 1997. Em 2005, a Galeria Jorge Mara-La Ruche expôs fotografias realizadas por Coppola na década de 1930 na feira de arte espanhola ARCO e também na ArteBA. Entre 17 de maio e 4 de outubro de 2015, foi realizada, no Museu de Arte Moderna de Nova York MoMa, a exposição <em>From Bauhaus to Buenos Aires: Grete Stern and Horacio Coppola</em>.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Fotos realizadas a partir da Rua do Curvelo por Georges Leuzinger e Marc Ferrez, além de uma de autoria de Augusto Malta</strong></em></span></p>
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<p>A partir da Rua do Curvelo revela-se uma das mais paisagens do bairro da Glória e da Baía da Guanabara, fato que não passou despercebido para os fotógrafos Georges Leuzinger e Marc Ferrez.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10080" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10080/007_IMG_2511.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="657" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10080" target="_blank">Marc Ferrez. Rua da Glória; tomada da Rua do Curvelo (atual Dias de Barros), c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/442" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias realizadas por Leuzinger e por Ferrez a partir da Rua do Curvelo </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10585" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10585/014GL15.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10585" target="_blank">Georges Leuzinger. Vista do Catete e Flamengo a partir de Santa Teresa, c. 1866. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_43269" style="width: 864px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/898562/10011" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43269" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/curvelo.jpg" alt="O Curvelo por Malta, s/d / Revistas do IPHAN, 1998" width="854" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/898562/10011" target="_blank">O Curvelo por Malta, s/d /<em> Revistas do IPHAN</em>, 1998</a></p></div>
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<p>(1) O historiador, roteirista e professor de fotografia Mauricio Lissovsky nasceu em 29 de março de 1958, era membro da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e dedicou grande parte de sua trajetória profissional à história visual e à teoria da imagem, com ênfase em fotografia, arquitetura, cinema e política. Entre seus nove livros sobre fotografia e história da imagem, destacamos <em>Pausas do Destino: Teoria, Arte e História da Fotografia</em> (2014), <em>Refúgio do Olhar: a fotografia de Kurt Klagsbrunn no Brasil dos anos 1940</em> (com Márcia Mello)(2013) e <em>Escravos Brasileiros do Século XIX na Fotografia de Christiano Jr</em> (com Paulo César Azevedo)(1988). Faleceu em 25 de agosto de 2022. Em sua homenagem, entre 13 e 16 de agosto de 2024, foi realizada a primeira Jornada Mauricio Lissovsky de Fotografia (JMLF) no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.</p>
<p>(2) A Rua Dias de Barros desemboca no largo conhecido como Curvelo. A região em torno da rua e do largo ficou conhecida como Curvelo.</p>
<p>(3) Refere-se ao poeta e amigo Rui Ribeiro Couto (1898 &#8211; 1963), que também morou na Rua do Curvelo.</p>
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<p>Leia aqui o artigo do escritor Daniel Galera (1979-), <a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/o-que-se-pode-afirmar-por-daniel-galera/" target="_blank"><em>O que se pode afirmar</em></a>, sobre a foto de Bandeira por Coppola, publicado na seção &#8220;Por Dentro dos Acervos&#8221;, no site do IMS, em 8 de maio de 2020.</p>
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<p>* O título desse artigo foi alterado e alguns acréscimos foram feitos, em 9 de fevereiro de 2026, a partir da leitura do extraordinário livro <em>A trinca do Curvelo </em>(2026), de Elvia Bezerra, publicado em 1995, foi relançado em 2026 em uma edição revista e ampliada. Os componentes da trica, além de Bandeira, era o poeta paulista Rui Ribeiro Couto e a psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que revolucionou o tratamento mental no Brasil, também moradores da Rua do Curvelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AITA, Giovanna. <em>Due poeti brasiliani contemporanei: Manuel Bandeira &amp; Ribeiro Couto</em>. Napoli: Libreria Scientifica Editrice, 1953.</p>
<p>BEZERRA, Elvia.<em> A trinca do Curvelo &#8211; os afetos de Manuel Bandeira</em>. São Paulo : Todavia, 2026.</p>
<p><span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="https://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/391053-conheca-os-principais-fatos-da-vida-de-manuel-bandeira-leia-trecho.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 13 de outubro de 2008</a> </span></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/01/ruazinha-em-santa-teresa-mudou-a-poesia-de-manuel-bandeira-diz-elvia-bezerra.shtml" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 2026</a></p>
<p>GORELIK, Adrian. <a href="https://cienciahoje.org.br/acervo/um-fotografo-e-uma-cidade/" target="_blank"><em>Um fotógrafo e uma cidade</em></a> in <em>Ciência Hoje</em>.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LISSOVSKY, Mauricio. <a href="https://www.snh2019.anpuh.org/resources/anais/8/1553195062_ARQUIVO_Coppola-textoanpuh.pdf" target="_blank"><em>Coppola em Congonhas: um fotógrafo, três olhares</em></a>. ANPUH &#8211; Brasil. 30º Simpósio Nacional de História. Recife, 2019.</p>
<p><a href="https://archive.metromod.net/viewer.p/69/2950/object/5138-7584207" target="_blank">Metromod.net</a></p>
<p>MIGLIACIO, Luciano. <em><a href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252013000100022" target="_blank">Obra de Horacio Coppola evidencia o diálogo entre o modernismo brasileiro e o argentino</a>. </em>Ciência e Cultura, vol. 65, nº 1. São Paulo, janeiro de 2013.</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/o-real-subjetivo-nas-fotos-de-horacio-coppola-5403050" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 6 de julho de 2012</a></p>
<p><em>O GLOBO</em>, 7 de fevereiro de 2026</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/44018-horacio-coppola" target="_blank">Portal Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/titular-colecao/horacio-coppola/" target="_blank">Portal IMS</a></p>
<p>SCHWARTZ, Jorge. <a href="https://issuu.com/ims_instituto_moreira_salles/docs/serrote_1.5" target="_blank"><em>O poeta entre profetas</em></a> in Revista Serrote, Edição Especial para a Flip, 2009, páginas 8 a 15.</p>
<p>SENNA, Homero. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/ellen_bere,+VIAGEM+%C3%83%E2%82%AC+PAS%C3%83_RGADA00000001.PDF.pdf" target="_blank"><em>Viagem a Pasárgada</em>.</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/manuel-bandeira/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/museus/pt-br/museus-ibram/museu-lasar-segall/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/exposicoes/exposicao-temporaria/profissao-fotografo-2013-hildegard-rosenthal-horacio-coppola" target="_blank">Site Ibran</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20170920141518/http://www.lanacion.com.ar/1393533-coppola-los-ojos-que-vieron-un-siglo" target="_blank">Site La Nation</a></p>
<p><a href="https://www.moma.org/calendar/exhibitions/1441" target="_blank">Site MoMa</a></p>
<p><a href="https://www.malba.org.ar/evento/horacio-coppola-100-anios/" target="_blank">Site Museu Malba</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” II – A Semana de Arte Moderna</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 13 de fevereiro de 2022.</p>
<p><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Horacio_Coppola" target="_blank">Wikipedia</a></p>
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		<title>O fotógrafo alemão Theodor Preising (1883 &#8211; 1962), &#8220;o viajante incansável&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Feb 2024 14:25:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Destacando imagens produzidas por Theodor Preising (1883 - 1962) do Rio de Janeiro, que se encontram no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica, este artigo vai contar um pouco da trajetória deste fotógrafo alemão que chegou ao Brasil, em 1923, e, inicialmente, fixou-se no Guarujá e depois seguiu para São Paulo. Foi um dos pioneiros no país na utilização de câmeras pequenas, "Viajante incansável", fotografou diversas regiões do Brasil e produziu álbuns e cartões postais. Com a divulgação de seu trabalho fotográfico em publicações como a "Revista S. Paulo", o jornal "Brasil Novo" e a revista "Travel in Brazil", que visavam tanto ao público nacional como ao estrangeiro, Preising contribuiu para a formação de uma imagem do país. Trabalhou como fotógrafo no Touring Club do Brasil e também no Departamento de Imprensa e Propaganda de São Paulo. Ao final do artigo, está publicada uma cronologia do fotógrafo, a 66ª produzida pelo portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Destacando imagens produzidas por Theodor Preising (1883 &#8211; 1962) do Rio de Janeiro, que se encontram no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica, este artigo vai contar um pouco da trajetória deste fotógrafo alemão que chegou ao Brasil, em 1923, e, inicialmente, fixou-se no Guarujá e depois seguiu para São Paulo. Foi um dos pioneiros no país na utilização de câmeras pequenas como a Leica e a Contax. <em>Viajante incansável</em>, como o denominou Kariny Grativol em sua Dissertação de Mestrado, Preising com apurado senso estético e grande domínio técnico fotografou diversas regiões do Brasil e produziu álbuns e cartões postais voltados para o turismo.</p>
<p>Tinha um espírito aventureiro, próprio dos fotojornalistas. Considerava-se um repórter fotográfico tanto que se associou, em 1937, ao Sindicato de Jornalistas de São Paulo. Com a divulgação de seu trabalho fotográfico em publicações como a <em>Revista S. Paulo</em>, o jornal<em> Brasil Novo</em> e a revista <em>Travel in Brazil</em>, que visavam tanto ao público nacional como ao estrangeiro, Preising contribuiu para a formação de uma imagem do país. Trabalhou como fotógrafo no Touring Club do Brasil e também no Departamento de Imprensa e Propaganda de São Paulo. Ao final do artigo, está publicada uma cronologia do fotógrafo, a 66ª produzida pelo portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Enfim, vejo no trabalho de Theodor Preising mais diversidade imagética e uma estética diferenciada, pois seu compromisso maior era produzir e distribuir uma fotografia que fosse encantadora e sintetizasse a cidade de São Paulo, mesmo que de forma fragmentada, para o cidadão, os visitantes e os turistas que por aqui passavam. Sua obra ainda permanece pouco conhecida, mas seus cartões postais e seus álbuns entraram para história da iconografia paulistana. Podemos ainda ampliar para todo o Brasil, já que Preising registrou diversas cidades brasileiras com a mesma intenção de sensibilizar o cidadão e o turista diante de tanta beleza natural e arquitetônica&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Rubens Fernandes Jr, pesquisador, curador e crítico de fotografia</p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://revistazum.com.br/noticias/theodor-preising/" target="_blank"> <em>Revista Zum</em>, 16 de fevereiro de 2018</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Encontram-se no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica os seguintes registros produzidos por Theodor Preising: da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Rio Branco</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Corcovado, do Pão de Açúcar</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank">Jardim Botânico</a>, da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721" target="_blank">Praia de Copacabana</a>, além de belas vistas de paisagens cariocas. Há ainda uma fotografia da Basílica de São Bento, em São Paulo. Mais uma vez recomendamos que</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11037" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11037/013RJ012007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11037" target="_blank">Theodor Preising. Praia do Arpoador, Morro Dois Irmãos e Pedra da Gávea, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=2&amp;query=preising&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Theodor Preising disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12350" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12350/013RJ012011.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12350" target="_blank">Theodor Presing. Avenida Rio Branco entre as Ruas São Bento e Acre, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7944" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7944/013sp015-20.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7944" target="_blank">Theodor Preising. Basílica de São Bento, década de 1920. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10814" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10814/002057TP004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="555" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10814" target="_blank">Theodor Preising; Photo Rotativo. Praia de Copacabana; vista do Morro da Babilônia. década de 30. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil do fotógrafo alemão Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising191.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising191.jpg" alt="preising19" width="266" height="59" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34737" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.theodorpreising.com.br/" target="_blank"><img class=" wp-image-34737" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/preising.jpg" alt="Theodor Preising (1883 - 1962)" width="404" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.theodorpreising.com.br/" target="_blank">Theodor Preising (1883 &#8211; 1962) / Site Theodor Preising</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido em Hildeshein, na Alemanha, em 3 de janeiro de 1883, Theodor Preising era filho de Fridrich e Maria Preising. Seu interesse por fotografia e turismo surgiu a partir de viagens que fazia com seu pai, que era maquinista de trem. Em 1908, casou-se com Elizabeth Elfriede Koesewitz (1874 &#8211; 1956) com quem teve três filhos: Úrsula, Carlos Frederico e Sibylle.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.theodorpreising.com.br/#timeline" target="_blank"><img src="https://www.theodorpreising.com.br/assets/wetransfer/01B.jpg" alt="" width="299" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.theodorpreising.com.br/#timeline" target="_blank">Casamento de Preising / Site Theodor Preising</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Possuía um estabelecimento fotográfico na Alemanha , quando foi convocado para atuar como fotógrafo no <em>front</em> da Primeira Guerra Mundial. Em 1916, tornou-se proprietário de uma filial da empresa Samson &amp; Co., em Berlim, rede que possuía estabelecimentos fotográficos na Alemanha e em outros países da Europa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.theodorpreising.com.br/" target="_blank"><img src="https://www.theodorpreising.com.br/assets/wetransfer/02.JPG" alt="" width="699" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.theodorpreising.com.br/" target="_blank">Preising com familiares em frente a seu ateliê , em Berlim / Site Theodor Preising</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para fugir do caos da Alemanha do pós-guerra, decidiu emigrar e foi, primeiramente, entre março e abril de 1923, para a Argentina Em dezembro do mesmo ano, aportou em Santos, no dia 23, a bordo do navio <em>Cap Polônio</em>.</p>
<p>Inicialmente, fixou no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24945" target="_blank">Guarujá</a> e comercializava materiais fotográficos como as câmeras Zeiss Ikon e Agfa; além de cartões postais, no Grande Hotel. Produziu cartões postais até o início da Segunda Guerra Mundial, quando estrangeiros de países do Eixo foram proibidos de fotografar externamente as cidades.</p>
<p>Em 1924, ele se transferiu para São Paulo, onde se estabeleceu na Rua Augusto Tolle, 2, com sua família que já se encontrava Brasil. Seus filhos passaram a auxiliá-lo no laboratório que ele havia montado e onde ele editava e produzia seus próprios cartões postais e álbuns de fotografia. Os textos dos cartões postais eram escritos por sua filha, Sibile. Vendia suas imagens para papelarias e casas fotográficas, como a Fotóptica, fundada pelo pai do fotógrafo Thomaz Farkas (1924 &#8211; 2011). Registrou a chegada de imigrantes à cidade, seu carnaval de rua, o dia a dia dos cafezais no interior do estado e a vida praiana de cidades litorâneas como o já mencionado Guarujá e Santos.</p>
<p>Em 11 de março 1927, abriu seu ateliê em São Paulo, na Rua Voluntários da Pátria, nº506, em Santana, na zona norte da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/109605" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Preising expôs, na Casa Rosenhain, na Rua de São Bento, álbuns e folhinhas com <em>aspectos da vida paulista, principalmente (</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/32605" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de outubro de 1928, terceira coluna</a>).</p>
<div id="attachment_34743" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_07/32605" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34743" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/preising1.jpg" alt="Correio Paulistano, 10 de outubro de 1928" width="273" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_07/32605" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de outubro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1928 e 1940, realizou diversos trabalhos fotográficos para a Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, registrando fazendas no interior do Estado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35355" style="width: 562px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising27.jpg"><img class="size-full wp-image-35355" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising27.jpg" alt="Theodor Preising. Imigrante na colheita do café, c. 1940 / Publicado na Revista Zum, de 27 de fevereiro de 2018" width="552" height="538" /></a><p class="wp-caption-text">Theodor Preising. Imigrante na colheita do café, c. 1940 / Publicado na Revista Zum, de 27 de fevereiro de 2018</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 1930, colaborou com o jornal<em> O Estado de São Paulo</em>, que então publicava um suplemento em rotogravura.</p>
<p>Em 1930, uma fotografia da Rua XV de Novembro de sua autoria foi publicada no artigo <em>Gigantic Brazil and its Glittering Capital</em>, na edição de julho/dezembro da National Geographic Magazine.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34744" style="width: 336px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/preising2.jpg"><img class="wp-image-34744 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/preising2.jpg" alt="preising2" width="326" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><em>National Geographic Magazine</em>, julho/dezembro de 1930</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1930, voltou a expor na Casa Rosenhein. Referido como o proprietário da Photo Rotativo de São Paulo, foi elogiado seu<em> amor e admiração</em> pela natureza americana e suas fotos das cataratas do Iguaçu foram consideradas empolgantes <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/33849" target="_blank">A Gazeta (SP)</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/33849" target="_blank">, 20 de novembro de 1930, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35278" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/33849" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35278" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising2.jpg" alt="A Gazeta (SP), 20 de novembro de 1930" width="266" height="360" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/33849" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 20 de novembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É de 1930 o registro abaixo de autoria de Preising, <a><em>Chegada de imigrantes asiáticos.</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35344" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising25.jpg"><img class="  wp-image-35344" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising25.jpg" alt="preising25" width="625" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Theodor Preising. <em>Chegada de imigrantes asiáticos</em>, 1930. Santos, São Paulo / Publicado na <em>Revista Zum</em>, 16 de fevereiro de 2018</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre esse ano e 1931, documentou a colonização de Londrina, no Paraná, contratado pela Companhia Terras Norte do Paraná. Em 1933, esteve no Paraná fotografando vários aspectos do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/24326" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 5 de maio de 1933, última coluna</a>). Ainda neste ano, seis fotografias de sua autoria foram mostradas na <em>A Capital de S. Paulo</em>, publicação distribuída pela Secretaria de Agricultura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>&#8220;Propaganda pelo turismo para o Brasil&#8221;</strong></em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Slogan</em> escrito em seus álbuns de fotografia</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1934, a bordo do navio <em>Almirante Jaceguai</em>, participou do Segundo Cruzeiro Econômico Turístico do Touring Club do Brasil, empresa para a qual então trabalhava. Produziu, além de registros dos sócios do Touring durante a viagem, uma grande documentação fotográfica, a partir de viagens para o Norte e para o Nordeste (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093262_02/14101" target="_blank"><em>Diário da Manhã (PE)</em>, 16 de maio de 1934, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/11794" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de maio de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ele e o fotógrafo Benedito Junqueira Duarte, conhecido como B.J. Duarte (1910 &#8211; 1995), pseudônimo <em>Vamp,</em> eram os fotógrafos da <em>Revista S. Paulo. </em>Segundo Junqueira, apesar de Preising ser bem mais velho que ele, tinha <em>um espírito de moço e uma agilidade profissional de adolescente</em>. A publicação mensal foi lançada em 31 de dezembro de 1935 e fazia propaganda do governo de Armando de Sales Oliveira (1887 &#8211; 1945), em São Paulo. Seu projeto gráfico articulava imagem e texto de modo inovador. Foi a primeira revista paulistana a ser feita em rotogravura, o que conferia uma maior qualidade à reprodução dos registros fotográficos. A publicação privilegiava a imagem sobre o texto. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/10616" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de janeiro de 1936, quarta coluna</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 18 de março de 1978, segunda coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 220px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.fotoplus.com/rico/ricotxt/wrsp.htm" target="_blank"><img src="https://www.theodorpreising.com.br/assets/wetransfer/17.jpg" alt="" width="210" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.fotoplus.com/rico/ricotxt/wrsp.htm" target="_blank">Capa da primeira edição da <em>Revista S. Paulo</em>, janeiro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era dirigida por Cassiano Ricardo (1895 – 1974), Leven Vampré (c. 1891 &#8211; 1956) e Menotti Del Picchia (1892 – 1988). <em>Os livros de memórias de Cassiano, Menotti e Benedito mencionam a presença de Livio Abramo (1903-1992) como ilustrador da revista. Apenas o primeiro, identifica-o como &#8220;mestre da gravura, da fotomontagem e das estatísticas ilustradas a rigor&#8230;&#8221; (</em><i>A revista S.PAULO: a cidade nas bancas </i><em>por Ricardo Mendes)</em>. A <em>revista S. Paulo</em> circulou em 1936: sua periodicidade foi mensal até o oitavo número, passando a ser bimestral nos dois últimos. Neste mesmo ano, ele entrou com o pedido de sua naturalização como brasileiro.</p>
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<div id="attachment_26791" style="width: 273px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://historiadojabaquara.com.br/2017/09/20/benedito-j-duarte/" target="_blank"><img class="wp-image-26791 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/benedito.jpg" alt="Benedito Junqueira" width="263" height="309" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://historiadojabaquara.com.br/2017/09/20/benedito-j-duarte/" target="_blank">Benedito Junqueira Duarte / História do Jabaquara</a></p></div>
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<div id="attachment_35276" style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/423548/2" target="_blank"><img class="wp-image-35276 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising1.jpg" alt="preising1" width="533" height="230" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/423548/2" target="_blank"><em>Revista São Paulo</em>, 1º de janeiro de 1936</a></p></div>
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<p>Links para todas as edições da <em>Revista S. Paulo</em> (1936):</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/1" target="_blank">Janeiro</a> / <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/47" target="_blank">Fevereiro</a> / <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/49" target="_blank">Março</a> /<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/73" target="_blank"> Abril </a>/ <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/97" target="_blank">Maio</a> / <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/121" target="_blank">Junho</a> / <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/145" target="_blank">Julho</a> / <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/169" target="_blank">Agosto</a> / <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/195" target="_blank">Setembro e Outubro</a> / <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/423548/221" target="_blank">Novembro e Dezembro</a></p>
<p>Neste ano, fotografou o carnaval de rua paulistano e um zeppelin que sobrevoou São Paulo,o dirigível Hindenburg .</p>
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<div id="attachment_35351" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising23.jpg"><img class="wp-image-35351" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising23.jpg" alt="preising23" width="495" height="470" /></a><p class="wp-caption-text">Theodor Preising. Carnaval na Av. São João, 1936. São Paulo, SP / Publicado na <em>Revista Zum</em>, 16 de fevereiro de 2018</p></div>
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<div id="attachment_35304" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising8.jpg"><img class="wp-image-35304 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising8.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 26 de janeiro de 2018" width="510" height="301" /></a><p class="wp-caption-text">Theodor Preising. Passeio do dirigível Hindenburg pelo centro de São Paulo, 1936. São Paulo, SP / Foto publicada em O Estado de São Paulo, 26 de janeiro de 2018</p></div>
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<p>Em 1937, aderiu ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e enviou uma solicitação para que seu nome passasse a constar do quadro social da entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/18324" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 14 de maio de 1937, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_35348" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising29.jpg"><img class="wp-image-35348 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising29.jpg" alt="preising29" width="479" height="182" /></a><p class="wp-caption-text">Carteira do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo de Theodor Preising, matrícula 162 / Publicada em <em>O Viajante incansável – trajetória e obra fotográfica de Theodor Preising</em></p></div>
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<p>Também neste ano, expôs fotografias no Pavilhão Brasileiro, na Exposição Universal de Paris de 1937, realizada entre 25 de maio e 25 de novembro de 1937. Contou com a participação de 44 países e foi visitada por cerca de 31 milhões de pessoas.</p>
<p>No ano seguinte, em setembro de 1938, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo realizou uma exposição sobre a cultura do algodão com imagens produzidas por ele. As fotos expostas foram publicadas em um número especial do Suplemento em Rotogravura do jornal, em março de 1939.</p>
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<div id="attachment_35327" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising22.jpg"><img class="wp-image-35327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising22.jpg" alt="preising22" width="489" height="258" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 6 de setembro de 1938</p></div>
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<p>Em 6 de novembro de 1938, entrou para o serviço público tendo sido nomeado fotógrafo do Departamento de Propaganda e Publicidade (DPP), criado pouco antes como Serviço de Publicidade e Propaganda do Estado de São Paulo, dirigido por Menotti del Picchia.</p>
<p>Em 1939, Preising mudou-se com a família para a Rua Cedro, em Jabaquara, vizinho do amigo Benedito Junqueira Duarte, e passou a trabalhar na revista <em>Brasil Novo</em>, criada por Cassiano Ricardo e lançada em 1º de junho do mesmo ano. Também em 1939, aproximadamente 20 fotografias de sua autoria foram publicadas no livro <em>Travel in Brazil, Brazilian representation New York’s World Fair, </em>lançada durante a Feira Mundial de Nova York, que tinha o tema <em>Construindo o mundo de amanhã.</em> O pavilhão brasileiro foi projetado pelos arquitetos Oscar Niemeyer (1907 &#8211; 2012) e Lúcio Costa (1902 &#8211; 1998). Preising foi um dos fotógrafos cujas obras foram expostas em fotomurais do Departamento Nacional do Café e numa mostra de paisagens brasileiras ao lado de registros realizados por Erich Hess (1911 – 1995), Fernando Guerra Duval  (18? – 1959), Max Rosenfeld (? &#8211; 1962), Paulino Botelho (1879 &#8211; 1948), Renato G. Palmeira (? -?) e pelo Studio Rembrandt. Por sua participação Preising recebeu um diploma conferido pela direção do evento entregue pela Secretaria de Governo de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_09/3740" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de novembro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ainda em 1939, foi criado do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e, pouco depois, cada estado possuía um Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda (DEIP). Em São Paulo, o DEIP incorporou o Departamento de Publicidade e Propaganda, onde Preising trabalhava. Ele atuou na Divisão de Turismo e Diversões Públicas e na Divisão de Divulgação para o serviço de reportagem da Agência Nacional.</p>
<p>Em 1940, produziu esse belo registro do Parque do Anhangabaú e do Viaduto do Chá.</p>
<div id="attachment_35350" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising24.jpg"><img class="wp-image-35350" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising24.jpg" alt="preising24" width="545" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Theodor Preising. <em>Parque Anhangabaú e o novo Viaduto do Chá</em>, 1940. São Paulo, SP / Publicado na <em>Revista Zum</em>, 27 de fevereiro de 2018</p></div>
<p>Naturalizou-se brasileiro em janeiro de 1941. Certamente o fato de ser um servidor público e o envio de uma carta de Menotti del Picchia, em papel timbrado da Diretoria de Propaganda e Publicidade do Palácio do Governo de São Paulo , a qual dirigia na ocasião, ao ministro da Justiça e Negócios Interiores, Francisco Campos (1891 &#8211; 1968), em 5 de agosto de 1939, influenciaram na obtenção de sua naturalização (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/20145" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 7 de janeiro de 1941, penúltima coluna</a>).</p>
<p class="wp-caption-text" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Tenho a honra de enviar a Vossa Excelência, para os devido fins, o requerimento em que THEODOR PREISING, de nacionalidade alemã, fotógrafo desta Diretoria de Propaganda e Publicidade do Palácio do Governo de São Paulo, nomeado por ato de 6 de Novembro de 1938, solicita de Vossa Excelência a sua naturalização como cidadão brasileiro, nos termos do artigo 40, parágrafo 3º, do Decreto-lei 1.202, de 8 de Abril de 1939 e de conformidade com a portaria 2.108, de 6 de Julho último, desse Ministério.</em></span></p>
<p class="wp-caption-text" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Peço vênia a Vossa Excelência para esclarecer que o interessado já tem o seu pedido de naturalização encaminhado a esse Ministério, desde 1936.</em></span></p>
<p class="wp-caption-text" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Com as minhas expressões de respeito e simpatia, subscrevo-me de Vossa Excelência, admirador obrdo.</em></span></p>
<p class="wp-caption-text" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Menotti del Picchia</em></span></p>
<p class="wp-caption-text" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>DIRETOR&#8221;</em></span></p>
<p>Entre 1941 e 1942, diversas fotos de sua autoria foram publicadas na revista<em> Travel in Brazil. </em></p>
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<div id="attachment_35311" style="width: 275px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising13.jpg"><img class="wp-image-35311 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising13.jpg" alt="preising13" width="265" height="347" /></a><p class="wp-caption-text">Revista <em>Travel in Brazil</em>, 1941, volume 1 do Ano I</p></div>
<p>Na primeira edição da revista, em janeiro de 1941, publicação de foto de Preising no artigo <em>Brazil, this wonderful land</em>, de Cecília Meirelles (1901 &#8211; 1964).</p>
<div id="attachment_35316" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising14.jpg"><img class="wp-image-35316 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising14.jpg" alt="preising14" width="388" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Brazil Travels</em>, janeiro de 1941 / Foto de Preising</p></div>
<p>Na segunda edição, de fevereiro de 1941, publicação de fotos nos artigos<em> The jewel of plant life: the orchid </em>e<em> Curitiba and the Paraná railway</em>.</p>
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<div id="attachment_35317" style="width: 758px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising15.jpg"><img class="wp-image-35317 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising15.jpg" alt="preising15" width="748" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Brazil Travels</em>, fevereiro de 1941 / Fotos de Preising</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising16.jpg"><img class=" wp-image-35318 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising16.jpg" alt="Brazil Travels, fevereiro de 1941 / Fotos de Preising" width="748" height="482" /></a></p>
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<div id="attachment_35319" style="width: 766px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising17.jpg"><img class="wp-image-35319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising17.jpg" alt="Brazil Travels, fevereiro de 1941 / Fotos de Preising" width="756" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Brazil Travels</em>, fevereiro de 1941 / Fotos de Preising</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição de março de 1941, registros realizados por ele foram publicados no artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/182990/13" target="_blank"><em>São Paulo:  city of tourists</em></a>, de Menotti del Picchia (1892 &#8211; 1988) e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/182990/18" target="_blank"><em>Petrópolis: summer capital of Brazil</em></a>, de Vera Kelsey (1892 &#8211; 1961); na edição de abril de 1941, 11 fotos no artigo<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/182990/39" target="_blank"> <em>Ouro Preto: the old Villa Rica</em></a>, de Manuel Bandeira (1886 &#8211; 1968); e, na edição de janeiro de 1942, as fotos do artigo<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/182990/86" target="_blank"> <em>Poços de Caldas </em></a>e <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/182990/104" target="_blank"> Wings over Brazil</a>, </em>de Henry Albert Phillips (1880 &#8211; 1951). A revista era publicada mensalmente e editada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda do Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 6 fevereiro de 1942, esteve presente ao enterro da mãe de Cassiano Ricardo (1895 &#8211; 1974), realizado no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116408/14467" target="_blank"><em>A Manhã,</em> 7 de fevereiro de 1942, penúltima coluna</a>). Em torno deste ano, associou-se ao Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB) &#8211; fundado em 1939 e celeiro da fotografia moderna no Brasil &#8211; e participou de vários Salões de Fotografia, nacionais e internacionais.</p>
<p>Em 1943, sua fotografia <em>Força da Natureza</em>, ganhou, na categoria Paisagem, o 4º prêmio no II Salão Paulista de Arte Fotográfica do Foto Clube Bandeirante. O fotógrafo Thomas Farkas (1924 &#8211; 2011) ganhou o primeiro lugar na categoria Arquitetura e recebeu um menção honrosa na categoria Composição. Preising foi o organizador, pelo Departamento Estadual de Imprensa e Publicidade, de  um estande de fotografias documentais do progresso de São Paulo, em um anexo ao Salão (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_09/15962" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 31 de agosto de 1943, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_09/16266" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 28 de setembro de 1943, terceira coluna</a>).</p>
<div id="attachment_35275" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="Correio Paulistano, 31 de agosto de 1943" target="_blank"><img class="wp-image-35275" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising.jpg" alt="preising" width="281" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_09/15962" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 31 de agosto de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising18.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35320" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising18.jpg" alt="preising18" width="737" height="519" /></a></p>
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<p>Ainda em 1943,  participou de uma exposição na Galeria Prestes Maia com as fotos <em>Força da Natureza</em>, <em>Refúgio das Almas</em>, <em>Silêncio</em>, <em>Sombra e Luz e <em>Vida do Mar. </em></em>Esta última representou o Foto Clube Bandeirante no Salão de Londres em 1944. Também em 1944, fotos de sua autoria foram publicadas na Revista Industrial de São Paulo, dirigida por Honório de Sylos (1901 &#8211; 1993) e no Observador Econômico e Financeiro do Rio de Janeiro &#8211; registros de São Paulo, do porto de Santos, de cafezal, de agricultora e de bambuzal (<em>Observador Econômico e Financeiro</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/15176" target="_blank">janeiro de 1944</a> , <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/15177" target="_blank">janeiro de 1944</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/15850" target="_blank">maio de 1944</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/15851" target="_blank">maio de 1944</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/15971" target="_blank"> junho de 194</a>4, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/15972" target="_blank">junho de 1944</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/123021/15974" target="_blank">junho de 1944</a>).</p>
<p>Em 1945, com o fim do Estado Novo o DEIP passou a chamar-se Departamento Estadual de Informações (DEI) e a a Divisão de Turismo e Diversões Públicas passou a chamar-se Divisão de Turismo e Expansão Social. A Divisão de Divulgação manteve o nome.</p>
<p>Preising participou do IV Salão Paulista de Arte Fotográfica do Foto Clube Bandeirante, realizado entre novembro e dezembro de 1945, na Galeria Prestes Maia &#8211; primeira edição internacional -, com seis fotografias: <em>Bicho de Seda</em>, <em>Contra Luz</em>, <em>Faíscas</em>, <em>Fornalha</em>, <em>Metal Líquido</em> e <em>Tropical</em>. Seu ensaio fotográfico <em>Jabaquara</em>, com sete imagens, ficou entre os finalistas do 2º Prêmio Anchieta. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_09/25570" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de outubro de 1945, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na publicação <em>São Paulo</em>, realizada pelo DEI, em 1946, fotos de sua autoria não creditadas foram publicadas.</p>
<p>Em 1946 e 1947, respectivamente, suas fotografias <em>Silêncio, Sombra e Luz</em> e <em>Minha Terra tem Palmeiras </em>representaram o FCCB. A primeira no V Salão de Santa Fé, na Argentina; e a segunda, no VI Salão de Barcelona, na Espanha.</p>
<p>No livro <em>Gente e Terra do Brasil</em>, documentário fotográfico organizado pelo livreiro austríaco naturalizado brasileiro Erich Eichner (1906 &#8211; 1974), quinto volume da Coleção de Temas Brasileiros da Livraria Kosmos Editora, lançado, provavelmente, em 1947, com síntese histórica e econômica de John Knox (? &#8211; ?) e prefácio do jornalista, político, professor e pesquisador Carlos Rizzini (1898 &#8211; 1972), das 128 imagens publicadas, 30 eram de autoria de Preising. Havia também fotos de Carlos Moskovics (1916 &#8211; 1988), Erich Hess (1911 – 1995), Hans Gunter Flieg (1923-2024), Hildegard Rosenthal (1913 &#8211; 1990), José Medeiros (1921 &#8211; 1990), Peter Scheier (1908 &#8211; 1979) e Thomaz Farkas (1924 &#8211; 2011), dentre outros. Algumas imagens eram provenientes do arquivo da Panair. O livro era traduzido para o inglês, francês e espanhol (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/39143" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de dezembro de 1947, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="wp-caption-text" style="text-align: center;"><a href="https://www.amazon.com/Gente-Terra-Brasil-Documentario-Fotografico/dp/B000PSZTNU" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-34745" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/preising3.jpg" alt="preising3" width="322" height="447" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34746" style="width: 685px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com/Gente-Terra-Brasil-Documentario-Fotografico/dp/B000PSZTNU" target="_blank"><img class="wp-image-34746 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/preising4.jpg" alt="preising4" width="675" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.amazon.com/Gente-Terra-Brasil-Documentario-Fotografico/dp/B000PSZTNU" target="_blank">Foto de Itaipava de autoria de Theodor Preising publicada no livro <em>Gente e Terra do Brasil</em></a></p></div>
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<p>Foram de sua autoria as fotografias dos cadernos de turismo sobre Campos do Jordão, de 1947, e sobre Itanhaem, de 1948, produzidos por intermédio da Divisão de Turismo e Expansão Cultural do Departamento de Imprensa e Propaganda de São Paulo. Os textos eram do jornalista e folclorista Helio Damante (1919 &#8211; 2002 ) e as ilustrações de Aldemir Martins (1922 &#8211; 2006), no de Campos do Jordão;  de Tarsila do Amaral (1883 &#8211; 1976), no de Itanhaem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/583138/4496" target="_blank"><em>Jornal de Notícias</em>, 12 de novembro de 1947, quinta coluna</a>). A reprodução desses dois álbuns está publicada entre as páginas 133 e 144 da dissertação <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27152/tde-18032012-130233/pt-br.php" target="_blank"><em>Viajante Incansável – trajetória e obra fotográfica de Theodor Preising</em></a>, de c.</p>
<p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising10.jpg"><img class="  wp-image-35308 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising10.jpg" alt="preising10" width="275" height="399" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="wp-caption-text" style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising12.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35310" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising12.jpg" alt="preising12" width="279" height="404" /></a></p>
<p>Em 1948, o DEI foi extinto e ele passou a ser o fotógrafo titular da Secretaria Estadual dos Negócios do Governo de São Paulo. Em torno deste ano começou a tirar licenças médicas devido ao Mal de Parkinson, que deu seus primeiros sinais em torno de 1945.</p>
<p>Foi nomeado, em maio de 1949, para trabalhar no Laboratório de Polícia Técnica da Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública. Ainda neste ano foi trabalhar como fotógrafo do Departamento de Cultura e Ação Social da Reitoria da Universidade de São Paulo. Aposentou-se do serviço público estadual em 1954.</p>
<p>Nos álbuns de fotografias <em>Isto é o Rio de Janeiro </em>e <em>Isto é a Bahia</em>, ambos da Editora Melhoramentos e publicados em 1955, com textos em inglês, francês, português, italiano e alemão, fotos de sua autoria assim como de Alice Brill (1920 &#8211; 2013), dentre outros, foram publicadas (<em>O Estado de São Paul</em>o, 17 de julho de 1955; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_03/43066" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 11 de agosto de 1955, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35298" style="width: 275px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising5.jpg"><img class="size-full wp-image-35298" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising5.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 17 de julho de 1955" width="265" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo,</em> 17 de julho de 1955</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu em 24 de julho de 1962, em sua casa, em São Paulo.</p>
<p>Em 2003, fotografias de sua autoria foram publicadas no livro <em>Rio de Janeiro 1900 – 1930: uma crônica fotográfica</em>, de George Ermakoff, G. Ermakoff Casa Editorial, Rio de Janeiro.</p>
<p class="wp-caption-text" style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35299" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising6.jpg" alt="preising6" width="319" height="391" /></a></p>
<p>No ano seguinte, integrou a exposição <em>São Paulo 450 anos: a imagem e a memória da cidade no acervo do Instituto Moreira Salles</em>, realizada entre 23 de janeiro e 27 de junho de 2004, no Centro Cultural da Fiesp, em São Paulo, e teve fotos de sua autoria publicadas no <em>Cadernos de Fotografia Brasileira São Paulo 450 anos,</em> editado pelo IMS.</p>
<div class="additional-information border-top-1 mt-3 pt-3"></div>
<p class="wp-caption-text" style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35300" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising7.jpg" alt="preising7" width="221" height="294" /></a></p>
<p>Também em 2004, integrou a Coleção Pirelli-Masp de Fotografia, 13˚ edição, com sete fotografias, que foram incorporadas ao Acervo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o Masp (<em>O Estado de São Paulo</em>, 16 de novembro de 2004).</p>
<p>Em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, em 2008, realização da exposição individual <em>Uruguaiana de 1932 de Theodor Preising</em>, no Centro Cultural Dr. Pedro Marini, com a curadoria de Douglas Aptekmann, seu bisneto.</p>
<p>Em 2010, no Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, com curadoria de Emanoel Araújo (1940 &#8211; 2022), realização da exposição <em>São Paulo, Terra, Alma e Memória</em> com fotos de Preising e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaesnly (1843 &#8211; 1928)</a> em comemoração ao aniversário de São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 19 de março de 2010).</p>
<p>Em 2011, foi o tema da Dissertação de Mestrado <em>Viajante Incansável – trajetória e obra fotográfica de Theodor Preising</em>, de Kariny Grativol, orientada pelo professor Boris Kossoy, na Universidade de São Paulo. Voltou, em 2016, a ser tema de uma Dissertação de Mestrado realizada na USP, <em>Fotografia Profissional, arquivo e circulação: a produção de Theodor Preising em São Paulo (1920 – 1940)</em>, de Eric Danzi Lemos, orientado pela professora Solange Ferraz de Lima. Estes trabalhos foram importantes fontes de pesquisa para a elaboração deste artigo.</p>
<p>Entre 8 de outubro de 2011 e 11 de março de 2012, foi um dos fotógrafos cujos trabalhos foram exibidos na exposição <em>Percursos e Afetos. Fotografias 1928-2011 &#8211; Coleção Rubens Fernandes Junior</em>, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, com a curadoria de Diógenes Moura (19?-).</p>
<div class="author" data-toggle="modal" data-target="#authorsModal">No Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, em 2012, Preising foi um dos integrantes da exposição coletiva<em> Um olhar sobre o Brasil a fotografia na construção da imagem da Nação 1833-2003 </em>com curadoria de Boris Kossoy (1941-) e Lilia Schwarcz (1957-). Uma foto de sua autoria foi publicada no livro homônimo, editado pela Fundación Mafre, de Madrid; e pela Objetiva, do Rio de Janeiro.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="wp-caption-text"><img class="img-fluid position-relative w-150 aligncenter" src="https://www.theodorpreising.com.br/assets/wetransfer/36.jpg" alt="" width="457" height="314" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com curadoria de Paulo Herkenhoff, realização, na OCA, em São Paulo, da exposição <em>Modos de ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos</em>, entre 25 de maio e 13 de agosto de 2017, com a participação de Preising. Outros conjuntos de fotografias expostos foram de Claudio Edinger (1952-), Cristiano Mascaro (1944-) e German Lorca (1922 &#8211; 2021). Também neste ano, fotos de sua autoria foram publicadas no livro <em>História do Brasil em 100 fotografias</em>, organizado por Ana Cecília Impellizieri (1978-) e editado pela Bazar do Tempo.</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://d1pkzhm5uq4mnt.cloudfront.net/imagens/capas/_c40a9f11c6edfd372b249c6552af77c56aa1f795.jpg" alt="" /></p>
<p>Entre 25 de janeiro e 25 de março de 2018, realização da exposição <em>São Paulo: sinfonia de uma metrópole</em>, com fotos de Theodor Preising, na Galeria de Fotos do Centro Cultural da Fiesp, sob a curadoria de Rubens Fernandes Jr. (1949-). O título da exposição é homônimo ao documentário dos húngaros Adalberto Kemeny (1901 &#8211; 1969) e Rudolf Lustig (1901 &#8211; 1970), de 1929, exibido durante a mostra, sobre o processo de modernização da paisagem social e urbana da capital paulistana, que tem como referência o filme <em>Berlim &#8211; sinfonia da metrópole</em> (1927), de Walter Ruttman (1887 &#8211; 1941) (<em>O Estado de São Paul</em>o, 26 de janeiro de 2018).</p>
<p>Em 2021, realização de duas exposições em torno da obra de Preising, ambas curadas por Rubens Fernandes Junior: entre 27 de julho e 28 de agosto, <em>Theodor Preising Um Olhar Moderno &#8211; São Paulo,</em> na Unibes Cultural, em São Paulo; entre 14 de agosto e 19 de setembro, <em>Theodor Preising Um Olhar Moderno &#8211; Santos</em>, na Pinacoteca Benedito Calixto, em Santos.</p>
<p>A parte mais importante da obra de Preising, cerca de 15 mil fotografias, encontra-se sob a guarda de seu bisneto Douglas Aptekmann e Lucia Aptekmann. Um levantamento preliminar deste acervo está publicado na dissertação <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27152/tde-18032012-130233/pt-br.php" target="_blank"><em>Viajante Incansável – trajetória e obra fotográfica de Theodor Preising</em></a>, de Kariny Grativol, entre as páginas 120 e 126.</p>
<p>Há também fotos de sua autoria nos acervos do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, no Museu do Café, em Santos; em arquivos públicos de Cambé e Londrina, no Paraná, e Ribeirão Preto, em São Paulo; no Masp, e na Biblioteca Nacional, no Instituto Moreira Salles e na FGV CPDOC, no Rio de Janeiro.<br />
Acesse aqui a <span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35339" target="_blank">Cronolog</a></em><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35339" target="_blank">ia de Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</a>.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35283" style="width: 446px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising3.jpg"><img class="wp-image-35283 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/preising3.jpg" alt="Preising no  / " width="436" height="502" /></a><p class="wp-caption-text">Preising no Guarujá / <em>Viajante Incansável – trajetória e obra fotográfica de Theodor Preising</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa355406/theodor-preising" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERNANDES JR, Rubens. <a href="https://revistazum.com.br/noticias/theodor-preising/" target="_blank"><em>Rubens Fernandes Jr, curador da exposição São Paulo: Sinfonia de uma metrópole, comenta a obra do fotógrafo Theodor Preising</em></a>. <em>Revista Zum</em>, 27 de fevereiro de 2018.</p>
<p>GRATIVOL, Kariny. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27152/tde-18032012-130233/pt-br.php" target="_blank"><em>Viajante Incansável – trajetória e obra fotográfica de Theodor Preising</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa <a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MENDES, Ricardo .<a href="http://www.fotoplus.com/rico/ricotxt/wrsp.htm" target="_blank"><em>A revista S. Paulo: a cidade nas bancas</em></a>. IMAGENS, Unicamp, dezembro de 1994 (a partir de trabalho apresentado no V Congresso Brasileiro de História da Arte, 1993).</p>
<p>LEMOS, Eric Danzi. <a href="https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16082016-105107/publico/2016_EricDanziLemos_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fotografia profissional, arquivo e circulação: a produção de Theodor Preising em São Paulo (1920-1940)</em></a>. 2016. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.</p>
<p><em>O Estado de São Paulo</em></p>
<p><a href="https://www.theodorpreising.com.br/" target="_blank">Site Theodor Preising</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os registros do fotógrafo e pintor italiano José Boscagli (1862 &#8211; 1945)</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 04:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em agosto deste ano, 2023, foi publicado na Brasiliana Fotográfica o artigo A Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional, de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras do portal. Nele três álbuns fotográficos foram destacados: os dos fotógrafos Augusto Malta (1864 - 1957), José Boscagli (1862 - 1945) e Luis Musso (18? - 19?).  A partir desta publicação, comecei a pesquisar sobre a vida de Boscagli, cujo álbum retratou a mostra do Rio Grande do Sul na Exposição Nacional.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em agosto deste ano, 2023, foi publicado na Brasiliana Fotográfica o artigo <em>A Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional</em>, de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras do portal. Nele três álbuns fotográficos foram destacados: os dos fotógrafos Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), José Boscagli (1862 &#8211; 1945) e Luis Musso (18? &#8211; 19?).  A partir desta publicação, comecei a pesquisar sobre a vida de Boscagli, cujo álbum, com 54 fotos de sua autoria e uma de Augusto Malta, retratou a mostra do Rio Grande do Sul na Exposição Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11810" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11810/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11810" target="_blank">José Boscagli. [Mostra da indústria alimentícia com destaque para os biscoitos Leal Santos, compotas e vinhos.], 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>Na maior parte de sua vida foi pintor e desenhista, mas foi também fotógrafo, tendo trabalhado no ateliê de Jacintho Ferrari (18? &#8211; 1935), filho do italiano Rafael Ferrari, um dos fotógrafos pioneiros de Porto Alegre. Foi o pintor oficial nas expedições do Marechal Rondon pelo interior do país. Retratou aspectos da fauna, flora, população e costumes locais, destacando-se, especialmente, as representações dos indígenas e aspectos de sua cultura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11824" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11824/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11824" target="_blank">José Boscagli. [Facas, instrumentos musicais e artigos de couro para viagem, montaria e caça fabricados no Rio Grande do Sul], 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/363" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de José Boscagli disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11778" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11778/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11778" target="_blank">José Boscagli. [Estátua feminina na abertura da amostra dos produtos do Rio Grande do Sul.], 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de José Boscagli (1862 &#8211; 1945)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33061" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3140" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33061" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli32.jpg" alt="O pintor José Bpscagli / Walkyrias, de 1938" width="289" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3140" target="_blank">O José Boscagli / <em>Walkyrias</em>, dezembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong> </span>- Giuseppe (José) Boscagli nasceu em Florença, na Itália. Algumas fontes indicam que ele teria nascido em Siena, cidade italiana também localizada na Toscana. Em um artigo de <em>O GLOBO</em>, de 31 de maio de 1945, foi informado que ele descenderia de um dos doges de Veneza.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1870</strong></span> &#8211; Desde os tempos de colégio, compunha paisagens e retratos coloridos a partir de pigmentos de flores. Apesar do desejo de sua família para que ele se tornasse engenheiro e arquiteto, matriculou-se na Academia de Belas Artes de Florença, onde foi influenciado por Pisani, um de seus professores. Ainda na Itália, conheceu os pintores brasileiros Pedro Américo (1843 &#8211; 1905) e Décio Villares (1851 &#8211; 1931). Teria, na companhia de Villares, visto Pedro Américo pintando a<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_do_Ava%C3%AD_(Pedro_Am%C3%A9rico)#/media/Ficheiro:Americo-ava%C3%AD.jpg" target="_blank"> <em>Batalha do Avaí</em></a>, um dos mais importantes quadros brasileiros do século XIX, que retrata um episódio da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>. A obra foi realizada no ateliê de Pedro Américo, em Florença, e ficou pronta em 1877.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33055" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33055" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli27.jpg" alt="Carioca, 19 de maio de 1945" width="406" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><em>Carioca</em>, 19 de maio de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Casou-se com Luiza Luraschi (<em>O GLOBO</em>, 31 de maio de 1945).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1897</strong></span> &#8211; Passou a morar, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">Realiza retratos a óleo, aquarela e crayon, copiados de fotografia, para a Sociedade de Artes de Buenos Aires, que mantinha uma agência em Porto Alegre.</p>
<p style="text-align: left;">Iniciou sua carreira de pintor paisagista e fotógrafo no ateliê de Jacintho Ferrari (18? &#8211; 1935), filho do italiano Rafael Ferrari, um dos fotógrafos pioneiros de Porto Alegre. Jacintho e seu irmão Carlos (18? &#8211; 1942) sucederam o pai, em 1885 e, entre 1895 e 1901, Rafael (1880 &#8211; 1961), o irmão caçula, também colaborou no estabelecimento.</p>
<p style="text-align: left;">Produziu um retrato a óleo de Julio de Castilhos (1860 &#8211; 1903), cuja inauguração aconteceu em 15 de novembro de 1899, no Conselho Municipal de Porto Alegre, em comemoração à Proclamação da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33031" style="width: 338px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli10.jpg"><img class="size-full wp-image-33031" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli10.jpg" alt="Júlio de Casttilho por Giuseppe (José) Boscagli / " width="328" height="479" /></a><p class="wp-caption-text">Júlio de Castilho por Giuseppe (José) Boscagli, c. 1897 / Acervo Artístico de Porto Alegre</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Um <em>lindíssimo e fino quadro a óleo</em> executado por Boscagli, retratando Adelina Vizeu Marques, encontrava-se na vitrine do ateliê de Jacintho Ferrari (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/11405" target="_blank"><em>A Federação </em>(RS), 7 de fevereiro de 1900, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou com quatro quadros da Exposição Estadual de 15 de Novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/11965" target="_blank"><em>A Federação </em>(RS), 26 de julho de 1900, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1901 / 1902</strong> </span>- Nesse período, encontrava-se em Bento Gonçalves e participou, em Porto Alegre, de uma exposição com um retrato a óleo, tendo recebido uma menção honrosa <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12769" target="_blank">(<em>A Federação </em>(RS), 27 de março de 1901, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12956" target="_blank"><em>A Federação </em>(RS), 28 de maio de 1901, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/882364/24486" target="_blank"><em>Folha de Hoje</em> (Prefeitura de Caxias do Sul), 26 de outubro de 1991, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong> </span>- No ateliê do também italiano Virgilio Calegari (1868 &#8211; 1937), importante fotógrafo do sul do Brasil, em fins do século XIX e início do XX, expôs um retrato a óleo do desembargador Epaminondas Ferreira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/14209" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 8 de junho de 1903, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em companhia de sua esposa, Luiza, e da filha única do casal, Ignez, chegou em Porto Alegre, a bordo do paquete <em>Rio Pardo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/14478" target="_blank"><em>A Federação </em>(RS), 26 de agosto de 1903, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1906 </strong><span style="color: #000000;">- Um retrato a óleo, executado por ele, de Carlos Barbosa Gonçalves, presidente da Assembléia de Representantes do Estado, estava exposto na Drogaria Ingleza, em Poro Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/17699" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 25 de abril de 1906, quinta colun</a>a).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Sucedeu J. Antonio Iglesias no estabelecimento fotográfico da rua do Riachuelo, 220, em Porto Alegre, que passou a chamar-se Photographia -Artística-Boscagli.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32988" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli3.jpg"><img class="size-full wp-image-32988" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli3.jpg" alt="A Federação (RS), 16 de novembro de 1906" width="354" height="233" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/388653/18380" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 16 de novembro de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1908</span></strong> &#8211; Fotografou um evento social em Canoas e seus registros foram expostos na vitrine da Casa Barreto, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/19826" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 9 de janeiro de 1908, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi morar no Rio de Janeiro, onde se anunciava como artista pintor e oferecia serviços fotográficos gratuitos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16219" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de maio de 1908</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32987" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/16219" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32987" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli2.jpg" alt="O Paiz, 21 de maio de 1908" width="490" height="185" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/16219" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de maio de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotografou a mostra do Rio Grande do Sul na Exposição Nacional de 1908.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11777" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11777/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11777" target="_blank">José Boscagli. [Planta das seções, organização e distribuição dos produtos apresentados pelo Rio Grande do Sul.], 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong> </span>- Anunciou a venda de um equipamento de fotografia, oferecendo-se a ensinar ao comprador como operá-lo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/35044" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de outubro de 1909, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32986" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/35044" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32986" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 25 de outubro de 1909" width="299" height="182" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/35044" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de outubro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Incorporou-se às expedições de Cândido Rondon ao Mato Grosso e a Goiás, onde retratou os indígenas da região. Foi por intermédio de seu genro, o major Luiz Thomaz Reis (1878 &#8211; 1940), o <em>cineasta de Rondon, </em>que conheceu a Comissão Rondon. Reis era o encarregado de cinematografia e fotos do Escritório Central da Comissão. Boscagli passou a ser o pintor oficial de Rondon (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3560" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de outubro de 1940, sétima coluna</a>; <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><em>Carioca</em>, 19 de maio de 1945</a>; <a style="color: #000000;" href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa23452/giuseppe-boscagli" target="_blank"><em>Enciclopédia Itaú Cultura</em>l</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33067" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3560" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33067" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli36.jpg" alt="Correio da Manhã, 16 de outubro de 1937, sétima coluna)" width="256" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3560" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de outubro de 1937, sétima coluna)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Seu genro, o major Reis, tornou-se o chefe da recém criada Seção de Fotografia e Cinematografia do Escritório Central da Comissão Rondon.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910 / 1911</strong></span> &#8211; O estabelecimento fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre, foi anunciado no <em>Almanaque Henault</em> e também no Almanak Laemmert, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/43786" target="_blank">1910</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/47747" target="_blank">1911</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32985" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/2541" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32985" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli.jpg" alt="Almanaque Henault, 1910" width="297" height="213" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/2541" target="_blank"><em>Almanaque Henault</em>, 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910 </strong><span style="color: #000000;">- Em um artigo, Boscagli é identificado como um <em>cavalheiro de trato delicado e gentil. </em>Ainda segundo o artigo, ele havia vivido muitos anos no Rio Grande do Sul e havia passado pelo Rio de Janeiro. Realizou uma exposição na casa Resemini &amp; Leone, em Vitória, no Espírito Santo<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/229687/11255" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Commercio do Espírito Santo</em></span>, 21 de fevereiro de 1910, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/2573" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 22 de fevereiro de 1910, última coluna</a>).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33035" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/229687/11255" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33035" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli14jpg.jpg" alt="Commercio do Espírito Santo, 21 de fevereiro de 1910" width="213" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/229687/11255" target="_blank"><em>Commercio do Espírito Santo</em>, 21 de fevereiro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exposição de um retrato a óleo do presidente da República eleito, marechal Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), na vitrine da loja <em>Primavera</em>, <em>acreditado e popular estabelecimento do Climaco Sales</em>, em Vitória, no Espírito Santo. Foi também exposto um retrato do então governador do Espírito Santo, Jerônimo Monteiro (1870 &#8211; 1933), e do coronel Henrique Coutinho (1845 &#8211; 1915), ex-governador do estado. Todos  de autoria de Boscagli, que ficou um período na cidade, quando trabalhou no estúdio do italiano Alberto Lucarelli (1884 &#8211; 1967), então fotógrafo oficial do governador do Espírito Santo. Boscagli voltou para o Rio de Janeiro a bordo do paquete <em>Olinda</em>, em 10 de junho de 1910, após permancer meses em Vitória. Foi tambem exposta na loja Primavera uma paisagem de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/2710" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 29 de março de 1910, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/2806" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 24 de abril de 1910, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/229687/11255" target="_blank"><em>Commercio do Espírito Santo</em>, 25 de abril de 1910, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/229644/20411" target="_blank"><em>O Estado do Espírito Santo</em>, 11 de junho de 1910, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/2994" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 11 de junho de 1910, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/3280" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 19 de agosto de 1910, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/3563" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 28 de outubro de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33026" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/572748/3563" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33026" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli8.jpg" alt="Diário da Manhã (ES), 28 de outubro de 1910" width="206" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/572748/3563" target="_blank"><em>Diário da Manhã (ES</em>), 28 de outubro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>-  Seu genro, o major Reis, participou da expedição da Comissão Rondon, assim como o etnólogo e antropólogo Edgard Roquette- Pinto (1884 &#8211; 1954), especialista em áudio e futuro pai da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">radiodifusão no Brasil</a> e diretor do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Boscagli expôs retratos a óleo na Casa London, na rua Bahia, em Belo Horizonte, em Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/13620" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de setembro de 1912, primeira coluna</a>).</p>
<p>O quadro do Conselheiro José Antônio de Azevedo Castro (1839 &#8211; 1911), de autoria de Boscagli, passou a integrar a Galeria dos Benfeitores da Biblioteca Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/26789" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33043" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/26788" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli19.jpg" alt="Anais da Biblioteca Nacional, 1912" width="286" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/26788" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- No Rio de Janeiro, seu ateliê ficava na Rua Barão de Guaratiba, nº 130. Também era identificado como decorador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/49794" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1913, segunda coluna</a>). Mantinha seu ateliê fotográfico em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/52206" target="_blank"><em>Almanak Laemmert,</em> 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em Belo Horizonte, na Photographia Antenor Campos, exposição dos retratos a óleo de José de Campos Seraphino e de José Maria Pinto Leite, de autoria de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/30196" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 29 de março de 1913, coluna</a>).</p>
<p>Seu genro, o major Reis,  participou da Expedição Científica Rondon-Roosevelt, ocorrida entre 1913 e 1914.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- No Rio de Janeiro, seu ateliê ficava na Rua Barão de Guaratiba, nº 130 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/54632" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1914, primeira coluna</a>). Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/57113" target="_blank"><em>Almanak Laemmert,</em> 1914, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/61477" target="_blank"><em>Almanak Laemmert,</em> 1915, última coluna</a>).</p>
<p>Exposição na entrada da Associação dos Empregados do Comércio, na Avenida Rio Branco, de um retrato a óleo do futuro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17506" target="_blank">Marechal Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958)</a>, ainda coronel, produzido por Boscagli a partir de uma fotografia também produzida por ele. Boscagli era um admirador do trabalho de Rondon. Poucos meses depois, em 5 de outubro, realização de uma festa em homenagem a Rondon no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Teatro Phênix</a>, promovida pela Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e presidida pelo general Thaumaturgo de Oliveira, quando foi inaugurado solenemente o referido retrato de Rondon realizado por Boscagli, que passou a ornar uma das paredes da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/34531" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de abril de 1915</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de abril de 1915</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/27384" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de abril de 1915, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/25214" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de outubro de 1915, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/25228" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de outubro de 1915</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/22612" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de outubro de 1915, quinta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32989" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32989" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli5.jpg" alt="Coronel Rondon, no Juruena, por Boscagli / O Paiz, de abril de 1915" width="292" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank">Coronel Rondon, no Juruema, por Boscagli / <em>O Paiz</em>, 23 de abril de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32990" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32990" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli6.jpg" alt="O Paiz, 23 de abril de 1915" width="334" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 23 de abril de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inauguração, na Sociedade Sul Riograndense, na Avenida Rio Branco,  de uma exposição de trabalhos de Boscagli, representando os indígenas de Mato Grosso, com a presença de Rondon e do professor Roquette-Pinto (1884 &#8211; 1954). Foi visitada pelo professor e escultor Rodolfo Bernardelli (1852 &#8211; 1931), que elogiou muito a mostra, dizendo que o governo deveria auxiliá-lo a adquirir algumas obras. Ele havia colhido <em>os principais elementos para seus quadros nas expedições do coronel Rondon</em>. Um grupo de oficiais do Exército ofertou ao coronel Rondon a tela<em> Índia Pareci em repouso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/50586" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de outubro de 1915, penúltima colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/29376" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de outubro de 1915, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/9359" target="_blank"><em>A Época</em>, 5 de outubro de 1915, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29437" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de outubro de 1915, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/060917_03/67698" target="_blank"><em>Annaes da Câmara dos Deputados</em>, 31 de dezembro de 1915</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32991" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29437" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32991" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli7.jpg" alt="O Paiz, 3 de outubro de 1915" width="331" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29437" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33029" style="width: 158px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/25186" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33029" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli91.jpg" alt="Correio da Manhã, 3 de outubro de 1915" width="148" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/25186" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33033" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/11245" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33033" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli12.jpg" alt="O Imparcial, 5 de outubro de 1915" width="414" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/11245" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 5 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Sociedade Riograndense, também de autoria de Boscagli, exposição do retrato a óleo do general Pinheiro Machado (1851 &#8211; 1915<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29612" target="_blank">)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29612" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de outubro de 1915, quinta coluna</a>).</p>
<p>Um retrato do coronel Marcondes Alves de Souza (1868 &#8211; 1938), governador do Espírito Santo, foi oferecido a ele por seu amigos. A autoria era de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/30000" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de novembro de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Anúncio de seu ateliê fotográfico em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/65566" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1916, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que embarcou em Vitória, no Espírito Santo, rumo ao Rio de Janeiro, de onde retornaria em um mês (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/6810" target="_blank"><em>Diário da Manhã (ES)</em>, 28 de janeiro de 1916, terceira colun</a>a).</p>
<p>Um belo quadro a óleo realizado por Boscagli, cópia do original de Pompeia, foi colocado no altar em homenagem a Nossa Senhora de Pompéia, construído na paróquia de Jacarepaguá, como o pagamento de uma promessa feita pelo padre Magaldi (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/2733" target="_blank"><em>A União</em>, 8 de outubro de 1916, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/67995" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1917, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/71578" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ele e o também italiano Taquino realizaram uma exposição na Sociedade Riograndense. Tarquino havia trabalhado muito tempo para a revista <em>Fon-Fon. </em>Várias telas de Boscagli foram vendidas<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/20416" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 12 de junho de 1918, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39173" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de junho de 1918, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/17456" target="_blank"><em>A Época</em>, 29 de junho de 1918, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33034" style="width: 213px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/20416" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli13.jpg" alt="O Imparcial, 12 de junho de 1918" width="203" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/20416" target="_blank"><em>O Imparcia</em>l, 12 de junho de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33038" style="width: 623px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/30319" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33038" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli15.jpg" alt="Fon-Fon, de 1918" width="613" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/30319" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 15 de junho de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33084" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/1423" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33084" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli48.jpg" alt="D. Quixote, 26 de junho de 1918" width="312" height="237" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/1423" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 26 de junho de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um retrato do então governador do Rio Grande do Sul, Borges de Medeiros<em> </em>(1863 &#8211; 1961), <em>prontificado</em> por Boscagli foi enviado pelo deputado federal João Simplício a Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/39629" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 2 de setembro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/75812" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1919, última coluna</a>).</p>
<p>Ele e Tarquini eram os diretores artísticos do Rio Studio, na Rua Uruguaiana, nº 62, inaugurado em 4 de abril (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/14719" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 1919, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33041" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/33159" target="_blank"><img class=" wp-image-33041" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli17.jpg" alt="Fon-Fon, 31 de maio de 1919" width="830" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/33159" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 31 de maio de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Confeitaria <em>Renaissance</em>, no Rio de Janeiro, inauguração do mostruário de fotografias do ateliê fotográfico de propriedade da firma Boscagli &amp; Comp (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/39617" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 191</a>9).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33032" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli11.jpg"><img class="size-full wp-image-33032" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli11.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1919" width="270" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/39617" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A capa da revista <em>A Epocha</em> trazia uma fotografia de Cândido Rondon, de autoria de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/183890/2474" target="_blank"><em>A Epocha</em>, 31 de outubro de 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33042" style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/183890/2449" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33042" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli18.jpg" alt="A Epocha, 31 de outubro de 1919" width="231" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/183890/2449" target="_blank"><em>A Epocha</em>, 31 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Cândido Rondon ofertou ao Museu Nacional três quadros de autoria de Boscagli retratando indígenas: <em>Nenê</em>, <em>Cavagnac</em> e <em>Capitão Chiquinho</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/78" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de janeiro de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33049" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/10" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33049" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli22.jpg" alt="A Noite, 4 de janeiro de 1920" width="335" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/10" target="_blank"><em>A Noite</em>, 4 de janeiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exposição no Ponto Chic de um retrato a óleo do rei Alberto I da Bélgica (1875 – 1934), de autoria de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9784" target="_blank"><em>A Rua</em>, 18 de setembro de 1920, penúltima coluna</a>).</p>
<p><em>Um álbum de mais de 200 fotografias artisticamente organizado pela casa Rio-Studio (artista Boscagli)</em> foi ofertado pela Comissão Rondon aos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">reis da Bélgica</a> durante a visita dos monarcas ao Brasil, realizada entre  entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920. Foi a primeira viagem realizada por uma monarca europeu à América do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3512" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de outubro de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33047" style="width: 365px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3512" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33047" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli20.jpg" alt="O Paiz, 17 de outubro de 1920" width="355" height="166" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3512" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 17 de outubro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; A fotografia de Maria Joaquina Botelho de Magalhães em seu leito de morte foi produzida por Boscagli &amp; C, no Rio Studio. Ela era viúva do general Benjamin Constant (1836 &#8211; 1891), cujo sobrinho, Amilcar Armando Botelho de Magalhães (1880 &#8211; 1959), que havia se juntado à Comissão Rondon, em 1908, e se tornado diretor de seu Escritório Central, em 1910 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/5388" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de abril de 1921, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33085" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli49.jpg"><img class="wp-image-33085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli49.jpg" alt="boscagli49" width="247" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Boscagli &amp; C. Maria Joaquina Botelho de Magalhães em seu leito de morte, 1921 / Acervo Museu Casa Benjamin Constant, Ibram / MinC</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também registrou a sepultura de Benjamin Constant e Maria Joaquina.</p>
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<div id="attachment_33086" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli50.jpg"><img class="size-full wp-image-33086" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli50.jpg" alt="Boscagli &amp; C. Sepultura de Benjamin Constant e Maria Joaquina, 1921 / Acervo Museu Casa Benjamin Constant, Ibram / MinC" width="394" height="322" /></a><p class="wp-caption-text">Boscagli &amp; C. Sepultura de Benjamin Constant e Maria Joaquina, 1921 / Acervo Museu Casa Benjamin Constant, Ibram / MinC</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Participou da 31ª Exposição Geral de Belas Artes.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong> </span>- Anúncio de seu ateliê fotográfico, na rua Uruguaiana, nº 82, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/89350" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1925, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong> </span>- Anúncio de seu ateiê fotográfico, na rua Uruguaiana, nº 82, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/93999" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Realizou uma exposição em Porto Alegre com retratos a óleo, dentre eles do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17506" target="_blank">Marechal Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958)</a> e do general Firmino Paim Filho (1884 &#8211; 1971) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/58249" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 15 de março de 1926, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Esteve em Bento Gonçalves e voltou para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/58964" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 30 de junho de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong> </span>- Estava em Juiz de Fora, onde um retrato de sua autoria do general João Nepomuceno da Costa (1870 &#8211; 1943) foi oferecido por amigos ao militar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/59356" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de outubro de 1927, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Esteve em Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/27647" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 e 26 de junho de 1928, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong> </span>- Falecimento de Rubens Boscagli Reis, seu neto, filho de Ignez (? &#8211; 1939). Era irmão de Argentina (? &#8211; 1983), Américo (? &#8211; 20?), futuro fiscal do Banco do Brasil; e Tiziano (? &#8211; 1983), futuro funcionário do Ministério da Agricultura. Desde a década de 1900, Ignez era casada com o major Luiz Thomaz Reis (1878 &#8211; 1940), que foi o responsável por inúmeros filmes cinematográficos realizados quando integrou a Comissão Rondon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40164" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de maio de 1929, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/38306" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de maio de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/5246" target="_blank"><em>A Noite</em>, 25 de julho de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/64588" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de junho de 1939, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/4197" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de dezembro de 1940, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33048" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/40248" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33048" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli21.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de maio de 1929" width="278" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/40248" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 19 de maio de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong> </span>- Com o pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10169" target="_blank">Rodolfo Amoedo (1857 &#8211; 1941)</a> e outros, fez parte da banca examinadora de modelagem e escultura do curso geral superior do Departamento Feminino do Instituto La-Fayette (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/2617" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de novembro de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da exposição da Sociedade Brasileira de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/9270" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de dezembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Sua neta, Argentina, ficou noiva de Isaias Rosa, secretário do <em>Jornal dos Sports</em> e diretor da revista <em>Medicina para todos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/9119" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de julho de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos ilustradores do livro <em>Morfologia da mulher</em>, de Hernani de Irajá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/11820" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de agosto de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong> </span>- Foram inaugurados os retratos a óleo dos falecidos monsenhores João Pires de Amorim e José Francisco de Moura Guimarães, na Arquidiocese do Rio de Janeiro, ambos de autoria de Boscagli. O retrato do cardeal dom Sebastião, que se encontrava na sacristia da catedral, também era de autoria do pintor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/829706/3092" target="_blank"><em>A Cruz</em>, 19 de março de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Reproduziu o quadro da Sagrada Família, do pintor barroco espanhol Murillo (1617 &#8211; 1682), no estandarte-chefe da Liga Católica Jesus Maria José de Olaria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/40180" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de janeiro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935 -</strong></span> Realização, entre 9 e 26 de outubro, de uma exposição de obras de Boscagli no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Palace Hotel</a>. Ele dedicou a mostra à Associação Brasileira de Imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/25393" target="_blank"><em>A Noit</em>e, 8 de outubro de 1935, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33077" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli43.jpg"><img class="size-full wp-image-33077" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli43.jpg" alt="O Globo, 8 de outubro de 1935" width="214" height="233" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 8 de outubro de 1935</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33078" style="width: 523px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli44.jpg"><img class="size-full wp-image-33078" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli44.jpg" alt="O GLOBO, 12 de outubro de 1935" width="513" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 12 de outubro de 1935</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33050" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/21604" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33050" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli23.jpg" alt="Diário Carioca, 15 de outubro de 1935" width="340" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/21604" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 15 de outubro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong> </span>- Tornou-se sócio da Associação dos Artistas Brasileiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/31750" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de janeiro de 1936, primeira coluna</a>).</p>
<p>Com o também pintor italiano Alfredo Norfini (1867 &#8211; 1944), realizou uma exposição em São Paulo, no Salão de Chá da Casa Allemã (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/26896" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 9 de outubro de 1936</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/10132" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 20 de outubro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33051" style="width: 671px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/26896" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33051" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli24.jpg" alt="Diário Carioca, 9 de outubro de 1936" width="661" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/26896" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 9 de outubro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33076" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli42.jpg"><img class="wp-image-33076" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli42.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 22 de outubro de 1936" width="264" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 22 de outubro de 1936</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Participou do 9º Salão da Associação de Artistas Brasileiros, no Palace Hotel. Seu quadro e a de outros artistas expositores foram adquiridos pelo presidente Getúlio Vargas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/44629" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de junho de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/40733" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/44780" target="_blank"><em>A Noite</em>, 17 de junho de 1937, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33066" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/26268" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33066" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli35.jpg" alt="Vida Doméstica, agosto de 1937" width="334" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/26268" target="_blank"><em>Índios da Goyana Ingleza, </em>de Boscagli<em> / Vida Doméstic</em>a, agosto de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Nova Galeria de Arte, filial da Galeria Henberger, na rua Buenos Aires, nº 79, inauguração de uma exposição de Boscagli e de Manoel Pastana (1888 &#8211; 1984) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/31818" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 16 de setembro de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/40416" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de setembro de 1937, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/78594" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de setembro de 1937, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33087" style="width: 939px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli51.jpg"><img class="size-full wp-image-33087" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli51.jpg" alt="Convite para a exposição / Acervo de Renata de Fátima da Costa Maués" width="929" height="282" /></a><p class="wp-caption-text">Convite para a exposição / Acervo de Renata de Fátima da Costa Maués</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33052" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/31865" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33052" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli25.jpg" alt="Diário Carioca, 19 de setembro de 1937" width="494" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/31865" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 19 de setembro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33058" style="width: 645px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/88327" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli30.jpg" alt="O Malho, 30 de setembro de 1937" width="635" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/88327" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de setembro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33057" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/28227" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33057" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli29.jpg" alt="Illustração Brasileira, de 1937" width="522" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/28227" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, novembro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou, também no Palace Hotel, do Salão de Natal de 1937 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/50231" target="_blank"><em>A Noite</em>, 22 de dezembro de 1937, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong> </span>- Participou do II Salão de Belas Artes promovido pela prefeitura de Belo Horizonte com um quadro de uma paisagem, da coleção de Celso Werneck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403210/21" target="_blank"><em>Salão de Belas Artes: Anais</em>, 1938</a>)</p>
<p>Realização de uma exposição de obras de Boscagli no Palace Hotel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/59182" target="_blank"><em>A Noite,</em> 23 de novembro de 1938, sexta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/28866" target="_blank"><em> Illustração Brasileira</em>, dezembro de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33079" style="width: 349px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli45.jpg"><img class="size-full wp-image-33079" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli45.jpg" alt="O GLOBO, 16 de novembro de 1938" width="339" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 16 de novembro de 1938</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33053" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/36773" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33053" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli26.jpg" alt="Diário Carioca, 18 de novembro de 1938" width="306" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/36773" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de novembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33056" style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/21771" target="_blank"><img class="wp-image-33056 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli28.jpg" alt="Revista da Semana, 26 de novembro de 1938" width="589" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/21771" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 26 de novembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33063" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3140" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33063" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli34.jpg" alt="Walkyrias, dezembro de 1938" width="320" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3140" target="_blank"><em>Walkyrias</em>, dezembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33064" style="width: 820px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3171" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33064" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli341.jpg" alt="Walkyras, dezembro de 1938" width="810" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3171" target="_blank">Flagrante da inauguração de sua exposição no Palace Hotel<em> / Walkyrias</em>, dezembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo <em>O indianismo na pintura</em>, a obra de Boscagli é abordada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/65508" target="_blank"><em>Careta</em>, 3 de dezembro de 1938</a>).</p>
<p>Participou, também no Palace Hotel, do Salão de Natal de 1938 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/59834" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de dezembro de 1938, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong> </span>- Publicação do artigo <em>O índio na pintura brasileira</em> sobre a obra etnográfica de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/90447" target="_blank"><em>O Malho</em>, 19 de janeiro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33060" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/90447" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33060" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli31.jpg" alt="O Malho, 19 de janeiro de 1939" width="314" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/90447" target="_blank"><em>O Malho</em>, 19 de janeiro de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Falecimento de sua filha, Ignez Boscagli Reis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/64588" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de junho de 1939, oitava coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/93911" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de junho de 1939, terceira coluna</a>).</p>
<p>O desenho <em>O retrato do</em> <em>Sr. Bocagli</em>, do ucraniano Dimitri Ismailovitch (1890 &#8211; 1976), foi exposto no Salão de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/12444" target="_blank"><em>Carioca</em>, 23 de setembro de 1939, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong> </span>- Inauguração de uma exposição de cerca de 60 obras de Boscagli, no Palace Hotel, entre paisagens do sertão do Brasil e de indígenas e seus costumes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3409" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de outubro de 1940, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3560" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de outubro de 1940, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33072" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/4340" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33072" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli41.jpg" alt="Diário da Noite, 12 de outubro de 1940" width="314" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/4340" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 12 de outubro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33070" style="width: 484px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_07/3170" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33070" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli39.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 13 de outubro de 1940" width="474" height="403" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_07/3170" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de outubro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O major Luiz Thomaz Reis (1878 &#8211; 1940), genro de Boscagli, viúvo de Ignez (? &#8211; 1939), faleceu cerca de um mês após ter sofrido um acidente, quando filmava a construção do novo quartel general do Exército no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/4197" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 3 de dezembro de 1940, quarta coluna</a>).</p>
<p>Quadros de autoria de Boscagli foram expostos na Exposição Retrospectiva do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/181897/6886" target="_blank"><em>Boletim da Sociedade Geográfica do Rio de Janeiro</em>, 1940</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941</strong> </span>- Identificado como <em>nosso melhor indianista</em>, integrou o Salão de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/8115" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de setembro de 1941, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33071" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_07/8115" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33071" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli40.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 21 de setembro de 1941" width="295" height="227" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_07/8115" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de setembro de 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que o Conselho do Serviço de Proteção aos Índios iria começar a tomar providências no sentido de adquirir várias <em>telas de autoria de José Boscagli, o único artista que acompanhou a Expedição Rondon e pintou os tipos e costumes dos indígenas nacionais. </em>Os quadros integrariam a galeria artística da futura Casa do Índio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/7165" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 28 de setembro de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/8434" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 1º de novembro de 1941, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33069" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/7165" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33069" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli38.jpg" alt="Diário de Notícias, 28 de setembro de 1941" width="311" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/7165" target="_blank"><em>Diário de Notícias,</em> 28 de setembro de 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong> </span>- Dias antes de seu falecimento, publicação do artigo <em>Boscagli</em>, de autoria de Carlos Rubens, sobre a vida do pintor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><em>Carioca</em>, 19 de maio de 1945</a>).</p>
<p>José Boscagli faleceu em 30 de maio e foi sepultado no Cemitério São João Batista. Sua missa de Sétimo Dia foi realizada na Igreja da Candelária, em 6 de maio. Quando faleceu, ainda residia na Rua Barão de Guaratiba, nº 132 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><em>Carioca</em>, 19 de maio de 1945</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/26178" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de maio de 1945, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/25797" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1945</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33068" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli37.jpg"><img class="size-full wp-image-33068" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli37.jpg" alt="Correio da Manhã, 31 de maio de 1940" width="510" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/26172" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de maio de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Obras de Boscagli integraram a Exposição Foto-Etnográfica, comemorativa do Dia do Índio, realizada no hall do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30934" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de abril de 1946, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo sobre a escritora, jornalista e feminista Jenny Pimentel de Borba (1906 &#8211; 1984), onde aparece um retrato dela pintado por Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/6941" target="_blank"><em>Walkyrias</em>, janeiro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1974</strong> </span>- Um de seus quadros, <em>Cidade Marítima,</em> foi leiloado no Grande Leilão de Inverno, de Ernani Thompson Mello (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/31104" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de setembro  de 1974</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1976</strong> </span>- Foi citado no artigo <em>Um poema de amor e trabalho</em>, sobre a presença de estrangeiros no Rio Grande do Sul, de Antonio Bresolim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/885959/28066" target="_blank"><em>O Pioneiro</em> (RS), 17 de junho de 1976, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- Seu quadro <em>Ancião na Beira do Riacho</em> integrou o leilão de Sebastião Barreto, em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/62397" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 e 12 de fevereiro de 1979, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1982</strong></span> &#8211; Integrou a exposição <em>Pintores Italianos no Brasil, </em>realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo, promovida pela Sociarte de São Paulo em colaboração com a Secretaria de Estado da Cultura. Lançamento de um catálogo homônimo, apresentado por Augusto Carlos Veloso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/2407" target="_blank"><em>Manchete</em>, 29 de maio de 1982</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_19/52377" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 e 7 de jullho de 2003, terceira colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2007</strong></span> &#8211; Um de seus quadros foi leiloado pela Century´s, no Rio de Janeiro (<em>O GLOBO</em>, 24 de março de 2007, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> 2015</strong> </span>- Integrou a exposição <em>Mater Fecunda a Pinacoteca Aldo Locatelli de 1884 a 1943</em>, na Pinacoteca Aldo Locatelli, em Porto Alegre, realizada entre 22 de março e 29 de maio de 2015.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong> </span>- No Museu do Imigrante, em Bento Gonçalves, realização da exposição <em>I Pittori Dei Nonni: Boscagli e Bertoni,</em> entre 8 de outubro e 19 de novembro de 2018, com a curadoria de Luiz Pasquali. Bertoni é o pintor italiano Walter Angelo Bertoni (1854 &#8211; 1952) (<a href="https://jornalsemanario.com.br/um-olhar-diferente-sobre-bento/" target="_blank"><em>Jornal Semanário</em>, 17 de outubro de 2018</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>DAMASCENO, Athos. <em>Artes Plásticas no Rio Grande do Sul</em>. Porto Alegre : Globo, 1971.</p>
<p>DAMASCENO, Athos. <em>Colóquios em minha cidade</em>. Porto Alegre : Globo, 1974.</p>
<p><a href="http://dicionariofotograficocapixaba.blogspot.com/2018/05/alberto-lucarelli.html" target="_blank">Dicionário Fotográfico Capixaba</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa23452/giuseppe-boscagli" target="_blank">Enciclopedia Itaú Cultural</a></p>
<p>FROZZA, Marilia de Oliveira. <em><a href="https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/114629/000955321.pdf?seque" target="_blank">Os retratos de militares e políticos na Pinacoteca Municipal Aldo Locatelli</a>: herança da Câmara de Vereadores de Porto Alegre</em>. Porto Alegre : Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2014.</p>
<p><a href="https://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LOPES, Marcos Felipe de Brum. <em>Migrantes e fantasmas: imagens e figuras de Benjamin Constant</em>. Estudos Ibero-Americanos, Porto Alegre, v. 44, n. 1, p. 76-92, jan.-abr. 2018.</p>
<p>MAUÉS, Renata de Fátima da Costa. <em>O álbum do artista Manoel Pastana: memórias em recortes</em>. Revista Arteriais, Universidade Federal do Pará, junho de 2021.</p>
<p><em>O GLOBO</em>, 31 de maio de 1945.</p>
<p>RUBENS, Carlos<em>. Pequena história das artes plásticas no Brasil</em>. São Paulo: Nacional, 1941.</p>
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		<title>Cronologia de José Boscagli (1862 &#8211; 1945)</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 04:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo estrangeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[José Boscagli]]></category>
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		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Cronologia de José Boscagli (1862 &#8211; 1945) &#160; &#160; 1862 - Giuseppe (José) Boscagli nasceu em Florença, na Itália. Algumas fontes indicam que ele teria nascido em Siena, cidade italiana também localizada na Toscana. Em um artigo de O GLOBO, de 31 de maio de 1945, foi informado que ele descenderia de um dos doges de Veneza. Década [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de José Boscagli (1862 &#8211; 1945)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33061" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3140" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33061" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli32.jpg" alt="O pintor José Bpscagli / Walkyrias, de 1938" width="289" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3140" target="_blank">O José Boscagli / <em>Walkyrias</em>, dezembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong> </span>- Giuseppe (José) Boscagli nasceu em Florença, na Itália. Algumas fontes indicam que ele teria nascido em Siena, cidade italiana também localizada na Toscana. Em um artigo de <em>O GLOBO</em>, de 31 de maio de 1945, foi informado que ele descenderia de um dos doges de Veneza.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1870</strong></span> &#8211; Desde os tempos de colégio, compunha paisagens e retratos coloridos a partir de pigmentos de flores. Apesar do desejo de sua família para que ele se tornasse engenheiro e arquiteto, matriculou-se na Academia de Belas Artes de Florença, onde foi influenciado por Pisani, um de seus professores. Ainda na Itália, conheceu os pintores brasileiros Pedro Américo (1843 &#8211; 1905) e Décio Villares (1851 &#8211; 1931). Teria, na companhia de Villares, visto Pedro Américo pintando a<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_do_Ava%C3%AD_(Pedro_Am%C3%A9rico)#/media/Ficheiro:Americo-ava%C3%AD.jpg" target="_blank"> <em>Batalha do Avaí</em></a>, um dos mais importantes quadros brasileiros do século XIX, que retrata um episódio da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>. A obra foi realizada no ateliê de Pedro Américo, em Florença, e ficou pronta em 1877.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33055" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33055" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli27.jpg" alt="Carioca, 19 de maio de 1945" width="406" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><em>Carioca</em>, 19 de maio de 1945</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Casou-se com Luiza Luraschi (<em>O GLOBO</em>, 31 de maio de 1945).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1897</strong></span> &#8211; Passou a morar, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;">Realiza retratos a óleo, aquarela e crayon, copiados de fotografia, para a Sociedade de Artes de Buenos Aires, que mantinha uma agência em Porto Alegre.</p>
<p style="text-align: left;">Iniciou sua carreira de pintor paisagista e fotógrafo no ateliê de Jacintho Ferrari (18? &#8211; 1935), filho do italiano Rafael Ferrari, um dos fotógrafos pioneiros de Porto Alegre. Jacintho e seu irmão Carlos (18? &#8211; 1942) sucederam o pai, em 1885 e, entre 1895 e 1901, Rafael (1880 &#8211; 1961), o irmão caçula, também colaborou no estabelecimento.</p>
<p style="text-align: left;">Produziu um retrato a óleo de Julio de Castilhos (1860 &#8211; 1903), cuja inauguração aconteceu em 15 de novembro de 1899, no Conselho Municipal de Porto Alegre, em comemoração à Proclamação da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33031" style="width: 338px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli10.jpg"><img class="size-full wp-image-33031" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli10.jpg" alt="Júlio de Casttilho por Giuseppe (José) Boscagli / " width="328" height="479" /></a><p class="wp-caption-text">Júlio de Castilho por Giuseppe (José) Boscagli, c. 1897 / Acervo Artístico de Porto Alegre</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Um <em>lindíssimo e fino quadro a óleo</em> executado por Boscagli, retratando Adelina Vizeu Marques, encontrava-se na vitrine do ateliê de Jacintho Ferrari (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/11405" target="_blank"><em>A Federação </em>(RS), 7 de fevereiro de 1900, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou com quatro quadros da Exposição Estadual de 15 de Novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/11965" target="_blank"><em>A Federação </em>(RS), 26 de julho de 1900, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1901 / 1902</strong> </span>- Nesse período, encontrava-se em Bento Gonçalves e participou, em Porto Alegre, de uma exposição com um retrato a óleo, tendo recebido uma menção honrosa <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12769" target="_blank">(<em>A Federação </em>(RS), 27 de março de 1901, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12956" target="_blank"><em>A Federação </em>(RS), 28 de maio de 1901, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/882364/24486" target="_blank"><em>Folha de Hoje</em> (Prefeitura de Caxias do Sul), 26 de outubro de 1991, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong> </span>- No ateliê do também italiano Virgilio Calegari (1868 &#8211; 1937), importante fotógrafo do sul do Brasil, em fins do século XIX e início do XX, expôs um retrato a óleo do desembargador Epaminondas Ferreira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/14209" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 8 de junho de 1903, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em companhia de sua esposa, Luiza, e da filha única do casal, Ignez, chegou em Porto Alegre, a bordo do paquete <em>Rio Pardo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/14478" target="_blank"><em>A Federação </em>(RS), 26 de agosto de 1903, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1906 </strong><span style="color: #000000;">- Um retrato a óleo, executado por ele, de Carlos Barbosa Gonçalves, presidente da Assembléia de Representantes do Estado, estava exposto na Drogaria Ingleza, em Poro Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/17699" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 25 de abril de 1906, quinta colun</a>a).</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Sucedeu J. Antonio Iglesias no estabelecimento fotográfico da rua do Riachuelo, 220, em Porto Alegre, que passou a chamar-se Photographia -Artística-Boscagli.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32988" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli3.jpg"><img class="size-full wp-image-32988" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli3.jpg" alt="A Federação (RS), 16 de novembro de 1906" width="354" height="233" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/388653/18380" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 16 de novembro de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1908</span></strong> &#8211; Fotografou um evento social em Canoas e seus registros foram expostos na vitrine da Casa Barreto, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/19826" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 9 de janeiro de 1908, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi morar no Rio de Janeiro, onde se anunciava como artista pintor e oferecia serviços fotográficos gratuitos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16219" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de maio de 1908</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32987" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/16219" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32987" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli2.jpg" alt="O Paiz, 21 de maio de 1908" width="490" height="185" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_03/16219" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 21 de maio de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotografou a mostra do Rio Grande do Sul na Exposição Nacional de 1908.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11777" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11777/0000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11777" target="_blank">José Boscagli. [Planta das seções, organização e distribuição dos produtos apresentados pelo Rio Grande do Sul.], 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong> </span>- Anunciou a venda de um equipamento de fotografia, oferecendo-se a ensinar ao comprador como operá-lo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/35044" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de outubro de 1909, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32986" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/35044" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32986" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 25 de outubro de 1909" width="299" height="182" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/35044" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de outubro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Incorporou-se às expedições de Cândido Rondon ao Mato Grosso e a Goiás, onde retratou os indígenas da região. Foi por intermédio de seu genro, o major Luiz Thomaz Reis (1878 &#8211; 1940), o <em>cineasta de Rondon, </em>que conheceu a Comissão Rondon. Reis era o encarregado de cinematografia e fotos do Escritório Central da Comissão. Boscagli passou a ser o pintor oficial de Rondon (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3560" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de outubro de 1940, sétima coluna</a>; <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><em>Carioca</em>, 19 de maio de 1945</a>; <a style="color: #000000;" href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa23452/giuseppe-boscagli" target="_blank"><em>Enciclopédia Itaú Cultura</em>l</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33067" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3560" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33067" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli36.jpg" alt="Correio da Manhã, 16 de outubro de 1937, sétima coluna)" width="256" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3560" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de outubro de 1937, sétima coluna)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Seu genro, o major Reis, tornou-se o chefe da recém criada Seção de Fotografia e Cinematografia do Escritório Central da Comissão Rondon.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910 / 1911</strong></span> &#8211; O estabelecimento fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre, foi anunciado no <em>Almanaque Henault</em> e também no Almanak Laemmert, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/43786" target="_blank">1910</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/47747" target="_blank">1911</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32985" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/2541" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32985" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli.jpg" alt="Almanaque Henault, 1910" width="297" height="213" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/2541" target="_blank"><em>Almanaque Henault</em>, 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910 </strong><span style="color: #000000;">- Em um artigo, Boscagli é identificado como um <em>cavalheiro de trato delicado e gentil. </em>Ainda segundo o artigo, ele havia vivido muitos anos no Rio Grande do Sul e havia passado pelo Rio de Janeiro. Realizou uma exposição na casa Resemini &amp; Leone, em Vitória, no Espírito Santo<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/229687/11255" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Commercio do Espírito Santo</em></span>, 21 de fevereiro de 1910, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/2573" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 22 de fevereiro de 1910, última coluna</a>).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33035" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/229687/11255" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33035" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli14jpg.jpg" alt="Commercio do Espírito Santo, 21 de fevereiro de 1910" width="213" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/229687/11255" target="_blank"><em>Commercio do Espírito Santo</em>, 21 de fevereiro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exposição de um retrato a óleo do presidente da República eleito, marechal Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), na vitrine da loja <em>Primavera</em>, <em>acreditado e popular estabelecimento do Climaco Sales</em>, em Vitória, no Espírito Santo. Foi também exposto um retrato do então governador do Espírito Santo, Jerônimo Monteiro (1870 &#8211; 1933), e do coronel Henrique Coutinho (1845 &#8211; 1915), ex-governador do estado. Todos  de autoria de Boscagli, que ficou um período na cidade, quando trabalhou no estúdio do italiano Alberto Lucarelli (1884 &#8211; 1967), então fotógrafo oficial do governador do Espírito Santo. Boscagli voltou para o Rio de Janeiro a bordo do paquete <em>Olinda</em>, em 10 de junho de 1910, após permancer meses em Vitória. Foi tambem exposta na loja Primavera uma paisagem de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/2710" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 29 de março de 1910, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/2806" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 24 de abril de 1910, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/229687/11255" target="_blank"><em>Commercio do Espírito Santo</em>, 25 de abril de 1910, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/229644/20411" target="_blank"><em>O Estado do Espírito Santo</em>, 11 de junho de 1910, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/2994" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 11 de junho de 1910, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/3280" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 19 de agosto de 1910, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/3563" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em> (ES), 28 de outubro de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33026" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/572748/3563" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33026" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli8.jpg" alt="Diário da Manhã (ES), 28 de outubro de 1910" width="206" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/572748/3563" target="_blank"><em>Diário da Manhã (ES</em>), 28 de outubro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>-  Seu genro, o major Reis, participou da expedição da Comissão Rondon, assim como o etnólogo e antropólogo Edgard Roquette- Pinto (1884 &#8211; 1954), especialista em áudio e futuro pai da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">radiodifusão no Brasil</a> e diretor do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Boscagli expôs retratos a óleo na Casa London, na rua Bahia, em Belo Horizonte, em Minas Gerais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/13620" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de setembro de 1912, primeira coluna</a>).</p>
<p>O quadro do Conselheiro José Antônio de Azevedo Castro (1839 &#8211; 1911), de autoria de Boscagli, passou a integrar a Galeria dos Benfeitores da Biblioteca Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/26789" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33043" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/26788" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli19.jpg" alt="Anais da Biblioteca Nacional, 1912" width="286" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/26788" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- No Rio de Janeiro, seu ateliê ficava na Rua Barão de Guaratiba, nº 130. Também era identificado como decorador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/49794" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1913, segunda coluna</a>). Mantinha seu ateliê fotográfico em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/52206" target="_blank"><em>Almanak Laemmert,</em> 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em Belo Horizonte, na Photographia Antenor Campos, exposição dos retratos a óleo de José de Campos Seraphino e de José Maria Pinto Leite, de autoria de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/30196" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 29 de março de 1913, coluna</a>).</p>
<p>Seu genro, o major Reis,  participou da Expedição Científica Rondon-Roosevelt, ocorrida entre 1913 e 1914.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- No Rio de Janeiro, seu ateliê ficava na Rua Barão de Guaratiba, nº 130 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/54632" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1914, primeira coluna</a>). Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/57113" target="_blank"><em>Almanak Laemmert,</em> 1914, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/61477" target="_blank"><em>Almanak Laemmert,</em> 1915, última coluna</a>).</p>
<p>Exposição na entrada da Associação dos Empregados do Comércio, na Avenida Rio Branco, de um retrato a óleo do futuro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17506" target="_blank">Marechal Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958)</a>, ainda coronel, produzido por Boscagli a partir de uma fotografia também produzida por ele. Boscagli era um admirador do trabalho de Rondon. Poucos meses depois, em 5 de outubro, realização de uma festa em homenagem a Rondon no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32451" target="_blank">Teatro Phênix</a>, promovida pela Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e presidida pelo general Thaumaturgo de Oliveira, quando foi inaugurado solenemente o referido retrato de Rondon realizado por Boscagli, que passou a ornar uma das paredes da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/34531" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de abril de 1915</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de abril de 1915</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/27384" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de abril de 1915, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/25214" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de outubro de 1915, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/25228" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de outubro de 1915</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/22612" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de outubro de 1915, quinta coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_32989" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32989" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli5.jpg" alt="Coronel Rondon, no Juruena, por Boscagli / O Paiz, de abril de 1915" width="292" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank">Coronel Rondon, no Juruema, por Boscagli / <em>O Paiz</em>, 23 de abril de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32990" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32990" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli6.jpg" alt="O Paiz, 23 de abril de 1915" width="334" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27337" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 23 de abril de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inauguração, na Sociedade Sul Riograndense, na Avenida Rio Branco,  de uma exposição de trabalhos de Boscagli, representando os indígenas de Mato Grosso, com a presença de Rondon e do professor Roquette-Pinto (1884 &#8211; 1954). Foi visitada pelo professor e escultor Rodolfo Bernardelli (1852 &#8211; 1931), que elogiou muito a mostra, dizendo que o governo deveria auxiliá-lo a adquirir algumas obras. Ele havia colhido <em>os principais elementos para seus quadros nas expedições do coronel Rondon</em>. Um grupo de oficiais do Exército ofertou ao coronel Rondon a tela<em> Índia Pareci em repouso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/50586" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de outubro de 1915, penúltima colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/29376" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de outubro de 1915, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/9359" target="_blank"><em>A Época</em>, 5 de outubro de 1915, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29437" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de outubro de 1915, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/060917_03/67698" target="_blank"><em>Annaes da Câmara dos Deputados</em>, 31 de dezembro de 1915</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32991" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29437" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32991" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli7.jpg" alt="O Paiz, 3 de outubro de 1915" width="331" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29437" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33029" style="width: 158px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/25186" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33029" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli91.jpg" alt="Correio da Manhã, 3 de outubro de 1915" width="148" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/25186" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33033" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/11245" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33033" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli12.jpg" alt="O Imparcial, 5 de outubro de 1915" width="414" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/11245" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 5 de outubro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Sociedade Riograndense, também de autoria de Boscagli, exposição do retrato a óleo do general Pinheiro Machado (1851 &#8211; 1915<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29612" target="_blank">)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/29612" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de outubro de 1915, quinta coluna</a>).</p>
<p>Um retrato do coronel Marcondes Alves de Souza (1868 &#8211; 1938), governador do Espírito Santo, foi oferecido a ele por seu amigos. A autoria era de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/30000" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de novembro de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong> </span>- Anúncio de seu ateliê fotográfico em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/65566" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1916, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que embarcou em Vitória, no Espírito Santo, rumo ao Rio de Janeiro, de onde retornaria em um mês (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/6810" target="_blank"><em>Diário da Manhã (ES)</em>, 28 de janeiro de 1916, terceira colun</a>a).</p>
<p>Um belo quadro a óleo realizado por Boscagli, cópia do original de Pompeia, foi colocado no altar em homenagem a Nossa Senhora de Pompéia, construído na paróquia de Jacarepaguá, como o pagamento de uma promessa feita pelo padre Magaldi (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/2733" target="_blank"><em>A União</em>, 8 de outubro de 1916, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong> </span>- Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/67995" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1917, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/71578" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ele e o também italiano Taquino realizaram uma exposição na Sociedade Riograndense. Tarquino havia trabalhado muito tempo para a revista <em>Fon-Fon. </em>Várias telas de Boscagli foram vendidas<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/20416" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 12 de junho de 1918, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39173" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de junho de 1918, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/17456" target="_blank"><em>A Época</em>, 29 de junho de 1918, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33034" style="width: 213px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/20416" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli13.jpg" alt="O Imparcial, 12 de junho de 1918" width="203" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107670_01/20416" target="_blank"><em>O Imparcia</em>l, 12 de junho de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33038" style="width: 623px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/30319" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33038" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli15.jpg" alt="Fon-Fon, de 1918" width="613" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/30319" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 15 de junho de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33084" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/1423" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33084" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli48.jpg" alt="D. Quixote, 26 de junho de 1918" width="312" height="237" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/1423" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 26 de junho de 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um retrato do então governador do Rio Grande do Sul, Borges de Medeiros<em> </em>(1863 &#8211; 1961), <em>prontificado</em> por Boscagli foi enviado pelo deputado federal João Simplício a Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/39629" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 2 de setembro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Anúncio do ateliê fotográfico José Boscagli, em Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/75812" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1919, última coluna</a>).</p>
<p>Ele e Tarquini eram os diretores artísticos do Rio Studio, na Rua Uruguaiana, nº 62, inaugurado em 4 de abril (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/14719" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 1919, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33041" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/33159" target="_blank"><img class=" wp-image-33041" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli17.jpg" alt="Fon-Fon, 31 de maio de 1919" width="830" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/33159" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 31 de maio de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Confeitaria <em>Renaissance</em>, no Rio de Janeiro, inauguração do mostruário de fotografias do ateliê fotográfico de propriedade da firma Boscagli &amp; Comp (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/39617" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 191</a>9).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33032" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli11.jpg"><img class="size-full wp-image-33032" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli11.jpg" alt="Correio da Manhã, de 1919" width="270" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_02/39617" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A capa da revista <em>A Epocha</em> trazia uma fotografia de Cândido Rondon, de autoria de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/183890/2474" target="_blank"><em>A Epocha</em>, 31 de outubro de 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33042" style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/183890/2449" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33042" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli18.jpg" alt="A Epocha, 31 de outubro de 1919" width="231" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/183890/2449" target="_blank"><em>A Epocha</em>, 31 de outubro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Cândido Rondon ofertou ao Museu Nacional três quadros de autoria de Boscagli retratando indígenas: <em>Nenê</em>, <em>Cavagnac</em> e <em>Capitão Chiquinho</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/78" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de janeiro de 1920, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33049" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/10" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33049" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli22.jpg" alt="A Noite, 4 de janeiro de 1920" width="335" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_02/10" target="_blank"><em>A Noite</em>, 4 de janeiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exposição no Ponto Chic de um retrato a óleo do rei Alberto I da Bélgica (1875 – 1934), de autoria de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9784" target="_blank"><em>A Rua</em>, 18 de setembro de 1920, penúltima coluna</a>).</p>
<p><em>Um álbum de mais de 200 fotografias artisticamente organizado pela casa Rio-Studio (artista Boscagli)</em> foi ofertado pela Comissão Rondon aos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">reis da Bélgica</a> durante a visita dos monarcas ao Brasil, realizada entre  entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920. Foi a primeira viagem realizada por uma monarca europeu à América do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3512" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de outubro de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33047" style="width: 365px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3512" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33047" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli20.jpg" alt="O Paiz, 17 de outubro de 1920" width="355" height="166" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3512" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 17 de outubro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; A fotografia de Maria Joaquina Botelho de Magalhães em seu leito de morte foi produzida por Boscagli &amp; C, no Rio Studio. Ela era viúva do general Benjamin Constant (1836 &#8211; 1891), cujo sobrinho, Amilcar Armando Botelho de Magalhães (1880 &#8211; 1959), que havia se juntado à Comissão Rondon, em 1908, e se tornado diretor de seu Escritório Central, em 1910 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/5388" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de abril de 1921, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33085" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli49.jpg"><img class="wp-image-33085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli49.jpg" alt="boscagli49" width="247" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Boscagli &amp; C. Maria Joaquina Botelho de Magalhães em seu leito de morte, 1921 / Acervo Museu Casa Benjamin Constant, Ibram / MinC</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também registrou a sepultura de Benjamin Constant e Maria Joaquina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33086" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli50.jpg"><img class="size-full wp-image-33086" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli50.jpg" alt="Boscagli &amp; C. Sepultura de Benjamin Constant e Maria Joaquina, 1921 / Acervo Museu Casa Benjamin Constant, Ibram / MinC" width="394" height="322" /></a><p class="wp-caption-text">Boscagli &amp; C. Sepultura de Benjamin Constant e Maria Joaquina, 1921 / Acervo Museu Casa Benjamin Constant, Ibram / MinC</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Participou da 31ª Exposição Geral de Belas Artes.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong> </span>- Anúncio de seu ateliê fotográfico, na rua Uruguaiana, nº 82, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/89350" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1925, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong> </span>- Anúncio de seu ateiê fotográfico, na rua Uruguaiana, nº 82, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/93999" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Realizou uma exposição em Porto Alegre com retratos a óleo, dentre eles do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17506" target="_blank">Marechal Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958)</a> e do general Firmino Paim Filho (1884 &#8211; 1971) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/58249" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 15 de março de 1926, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Esteve em Bento Gonçalves e voltou para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/58964" target="_blank"><em>A Federação</em> (RS), 30 de junho de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong> </span>- Estava em Juiz de Fora, onde um retrato de sua autoria do general João Nepomuceno da Costa (1870 &#8211; 1943) foi oferecido por amigos ao militar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/59356" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de outubro de 1927, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Esteve em Belo Horizonte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/27647" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 e 26 de junho de 1928, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong> </span>- Falecimento de Rubens Boscagli Reis, seu neto, filho de Ignez (? &#8211; 1939). Era irmão de Argentina (? &#8211; 1983), Américo (? &#8211; 20?), futuro fiscal do Banco do Brasil; e Tiziano (? &#8211; 1983), futuro funcionário do Ministério da Agricultura. Desde a década de 1900, Ignez era casada com o major Luiz Thomaz Reis (1878 &#8211; 1940), que foi o responsável por inúmeros filmes cinematográficos realizados quando integrou a Comissão Rondon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40164" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de maio de 1929, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/38306" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de maio de 1929, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/5246" target="_blank"><em>A Noite</em>, 25 de julho de 1931, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/64588" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de junho de 1939, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/4197" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de dezembro de 1940, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33048" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/40248" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33048" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli21.jpg" alt="Correio da Manhã, 29 de maio de 1929" width="278" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/40248" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 19 de maio de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong> </span>- Com o pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10169" target="_blank">Rodolfo Amoedo (1857 &#8211; 1941)</a> e outros, fez parte da banca examinadora de modelagem e escultura do curso geral superior do Departamento Feminino do Instituto La-Fayette (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/2617" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de novembro de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da exposição da Sociedade Brasileira de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/9270" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de dezembro de 1930, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Sua neta, Argentina, ficou noiva de Isaias Rosa, secretário do <em>Jornal dos Sports</em> e diretor da revista <em>Medicina para todos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/9119" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 26 de julho de 1931, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos ilustradores do livro <em>Morfologia da mulher</em>, de Hernani de Irajá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/11820" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de agosto de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong> </span>- Foram inaugurados os retratos a óleo dos falecidos monsenhores João Pires de Amorim e José Francisco de Moura Guimarães, na Arquidiocese do Rio de Janeiro, ambos de autoria de Boscagli. O retrato do cardeal dom Sebastião, que se encontrava na sacristia da catedral, também era de autoria do pintor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/829706/3092" target="_blank"><em>A Cruz</em>, 19 de março de 1933, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Reproduziu o quadro da Sagrada Família, do pintor barroco espanhol Murillo (1617 &#8211; 1682), no estandarte-chefe da Liga Católica Jesus Maria José de Olaria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/40180" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de janeiro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935 -</strong></span> Realização, entre 9 e 26 de outubro, de uma exposição de obras de Boscagli no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Palace Hotel</a>. Ele dedicou a mostra à Associação Brasileira de Imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/25393" target="_blank"><em>A Noit</em>e, 8 de outubro de 1935, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_33077" style="width: 224px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli43.jpg"><img class="size-full wp-image-33077" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli43.jpg" alt="O Globo, 8 de outubro de 1935" width="214" height="233" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 8 de outubro de 1935</p></div>
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<div id="attachment_33078" style="width: 523px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli44.jpg"><img class="size-full wp-image-33078" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli44.jpg" alt="O GLOBO, 12 de outubro de 1935" width="513" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 12 de outubro de 1935</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33050" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/21604" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33050" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli23.jpg" alt="Diário Carioca, 15 de outubro de 1935" width="340" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/21604" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 15 de outubro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong> </span>- Tornou-se sócio da Associação dos Artistas Brasileiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/31750" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 12 de janeiro de 1936, primeira coluna</a>).</p>
<p>Com o também pintor italiano Alfredo Norfini (1867 &#8211; 1944), realizou uma exposição em São Paulo, no Salão de Chá da Casa Allemã (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/26896" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 9 de outubro de 1936</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/10132" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 20 de outubro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_33051" style="width: 671px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/26896" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33051" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli24.jpg" alt="Diário Carioca, 9 de outubro de 1936" width="661" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/26896" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 9 de outubro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33076" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli42.jpg"><img class="wp-image-33076" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli42.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 22 de outubro de 1936" width="264" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 22 de outubro de 1936</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Participou do 9º Salão da Associação de Artistas Brasileiros, no Palace Hotel. Seu quadro e a de outros artistas expositores foram adquiridos pelo presidente Getúlio Vargas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/44629" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de junho de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/40733" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/44780" target="_blank"><em>A Noite</em>, 17 de junho de 1937, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33066" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/26268" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33066" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli35.jpg" alt="Vida Doméstica, agosto de 1937" width="334" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/26268" target="_blank"><em>Índios da Goyana Ingleza, </em>de Boscagli<em> / Vida Doméstic</em>a, agosto de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Nova Galeria de Arte, filial da Galeria Henberger, na rua Buenos Aires, nº 79, inauguração de uma exposição de Boscagli e de Manoel Pastana (1888 &#8211; 1984) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/31818" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 16 de setembro de 1937, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/40416" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de setembro de 1937, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/78594" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de setembro de 1937, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33087" style="width: 939px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli51.jpg"><img class="size-full wp-image-33087" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli51.jpg" alt="Convite para a exposição / Acervo de Renata de Fátima da Costa Maués" width="929" height="282" /></a><p class="wp-caption-text">Convite para a exposição / Acervo de Renata de Fátima da Costa Maués</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33052" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/31865" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33052" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli25.jpg" alt="Diário Carioca, 19 de setembro de 1937" width="494" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093092_02/31865" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 19 de setembro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33058" style="width: 645px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/88327" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli30.jpg" alt="O Malho, 30 de setembro de 1937" width="635" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/88327" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de setembro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33057" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/28227" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33057" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli29.jpg" alt="Illustração Brasileira, de 1937" width="522" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/28227" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, novembro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou, também no Palace Hotel, do Salão de Natal de 1937 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/50231" target="_blank"><em>A Noite</em>, 22 de dezembro de 1937, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong> </span>- Participou do II Salão de Belas Artes promovido pela prefeitura de Belo Horizonte com um quadro de uma paisagem, da coleção de Celso Werneck (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403210/21" target="_blank"><em>Salão de Belas Artes: Anais</em>, 1938</a>)</p>
<p>Realização de uma exposição de obras de Boscagli no Palace Hotel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/59182" target="_blank"><em>A Noite,</em> 23 de novembro de 1938, sexta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/28866" target="_blank"><em> Illustração Brasileira</em>, dezembro de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33079" style="width: 349px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli45.jpg"><img class="size-full wp-image-33079" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli45.jpg" alt="O GLOBO, 16 de novembro de 1938" width="339" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 16 de novembro de 1938</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33053" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/36773" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33053" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli26.jpg" alt="Diário Carioca, 18 de novembro de 1938" width="306" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093092_02/36773" target="_blank"><em>Diário Carioca</em>, 18 de novembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33056" style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/21771" target="_blank"><img class="wp-image-33056 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli28.jpg" alt="Revista da Semana, 26 de novembro de 1938" width="589" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/21771" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 26 de novembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33063" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3140" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33063" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli34.jpg" alt="Walkyrias, dezembro de 1938" width="320" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3140" target="_blank"><em>Walkyrias</em>, dezembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33064" style="width: 820px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3171" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33064" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli341.jpg" alt="Walkyras, dezembro de 1938" width="810" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/3171" target="_blank">Flagrante da inauguração de sua exposição no Palace Hotel<em> / Walkyrias</em>, dezembro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No artigo <em>O indianismo na pintura</em>, a obra de Boscagli é abordada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/65508" target="_blank"><em>Careta</em>, 3 de dezembro de 1938</a>).</p>
<p>Participou, também no Palace Hotel, do Salão de Natal de 1938 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/59834" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de dezembro de 1938, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong> </span>- Publicação do artigo <em>O índio na pintura brasileira</em> sobre a obra etnográfica de Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/90447" target="_blank"><em>O Malho</em>, 19 de janeiro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33060" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/90447" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33060" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli31.jpg" alt="O Malho, 19 de janeiro de 1939" width="314" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/90447" target="_blank"><em>O Malho</em>, 19 de janeiro de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Falecimento de sua filha, Ignez Boscagli Reis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/64588" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de junho de 1939, oitava coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/93911" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de junho de 1939, terceira coluna</a>).</p>
<p>O desenho <em>O retrato do</em> <em>Sr. Bocagli</em>, do ucraniano Dimitri Ismailovitch (1890 &#8211; 1976), foi exposto no Salão de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/12444" target="_blank"><em>Carioca</em>, 23 de setembro de 1939, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong> </span>- Inauguração de uma exposição de cerca de 60 obras de Boscagli, no Palace Hotel, entre paisagens do sertão do Brasil e de indígenas e seus costumes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3409" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de outubro de 1940, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/3560" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de outubro de 1940, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33072" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/4340" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33072" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli41.jpg" alt="Diário da Noite, 12 de outubro de 1940" width="314" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/221961_02/4340" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 12 de outubro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33070" style="width: 484px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_07/3170" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33070" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli39.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 13 de outubro de 1940" width="474" height="403" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_07/3170" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de outubro de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O major Luiz Thomaz Reis (1878 &#8211; 1940), genro de Boscagli, viúvo de Ignez (? &#8211; 1939), faleceu cerca de um mês após ter sofrido um acidente, quando filmava a construção do novo quartel general do Exército no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/4197" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 3 de dezembro de 1940, quarta coluna</a>).</p>
<p>Quadros de autoria de Boscagli foram expostos na Exposição Retrospectiva do Exército (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/181897/6886" target="_blank"><em>Boletim da Sociedade Geográfica do Rio de Janeiro</em>, 1940</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941</strong> </span>- Identificado como <em>nosso melhor indianista</em>, integrou o Salão de Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/8115" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de setembro de 1941, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33071" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_07/8115" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33071" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli40.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 21 de setembro de 1941" width="295" height="227" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_07/8115" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de setembro de 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que o Conselho do Serviço de Proteção aos Índios iria começar a tomar providências no sentido de adquirir várias <em>telas de autoria de José Boscagli, o único artista que acompanhou a Expedição Rondon e pintou os tipos e costumes dos indígenas nacionais. </em>Os quadros integrariam a galeria artística da futura Casa do Índio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/7165" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 28 de setembro de 1941</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/8434" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 1º de novembro de 1941, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33069" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/7165" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33069" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli38.jpg" alt="Diário de Notícias, 28 de setembro de 1941" width="311" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_02/7165" target="_blank"><em>Diário de Notícias,</em> 28 de setembro de 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong> </span>- Dias antes de seu falecimento, publicação do artigo <em>Boscagli</em>, de autoria de Carlos Rubens, sobre a vida do pintor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><em>Carioca</em>, 19 de maio de 1945</a>).</p>
<p>José Boscagli faleceu em 30 de maio e foi sepultado no Cemitério São João Batista. Sua missa de Sétimo Dia foi realizada na Igreja da Candelária, em 6 de maio. Quando faleceu, ainda residia na Rua Barão de Guaratiba, nº 132 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/30202" target="_blank"><em>Carioca</em>, 19 de maio de 1945</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/26178" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de maio de 1945, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_13/25797" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de junho de 1945</a>).</p>
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<div id="attachment_33068" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli37.jpg"><img class="size-full wp-image-33068" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/boscagli37.jpg" alt="Correio da Manhã, 31 de maio de 1940" width="510" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/26172" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de maio de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Obras de Boscagli integraram a Exposição Foto-Etnográfica, comemorativa do Dia do Índio, realizada no hall do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/30934" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de abril de 1946, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo sobre a escritora, jornalista e feminista Jenny Pimentel de Borba (1906 &#8211; 1984), onde aparece um retrato dela pintado por Boscagli (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/337234/6941" target="_blank"><em>Walkyrias</em>, janeiro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1974</strong> </span>- Um de seus quadros, <em>Cidade Marítima,</em> foi leiloado no Grande Leilão de Inverno, de Ernani Thompson Mello (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/31104" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de setembro  de 1974</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1976</strong> </span>- Foi citado no artigo <em>Um poema de amor e trabalho</em>, sobre a presença de estrangeiros no Rio Grande do Sul, de Antonio Bresolim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/885959/28066" target="_blank"><em>O Pioneiro</em> (RS), 17 de junho de 1976, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong> </span>- Seu quadro <em>Ancião na Beira do Riacho</em> integrou o leilão de Sebastião Barreto, em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/62397" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 e 12 de fevereiro de 1979, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1982</strong></span> &#8211; Integrou a exposição <em>Pintores Italianos no Brasil, </em>realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo, promovida pela Sociarte de São Paulo em colaboração com a Secretaria de Estado da Cultura. Lançamento de um catálogo homônimo, apresentado por Augusto Carlos Veloso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/2407" target="_blank"><em>Manchete</em>, 29 de maio de 1982</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_19/52377" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 e 7 de jullho de 2003, terceira colun</a>a).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2007</strong></span> &#8211; Um de seus quadros foi leiloado pela Century´s, no Rio de Janeiro (<em>O GLOBO</em>, 24 de março de 2007, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> 2015</strong> </span>- Integrou a exposição <em>Mater Fecunda a Pinacoteca Aldo Locatelli de 1884 a 1943</em>, na Pinacoteca Aldo Locatelli, em Porto Alegre, realizada entre 22 de março e 29 de maio de 2015.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong> </span>- No Museu do Imigrante, em Bento Gonçalves, realização da exposição <em>I Pittori Dei Nonni: Boscagli e Bertoni,</em> entre 8 de outubro e 19 de novembro de 2018, com a curadoria de Luiz Pasquali. Bertoni é o pintor italiano Walter Angelo Bertoni (1854 &#8211; 1952) (<a href="https://jornalsemanario.com.br/um-olhar-diferente-sobre-bento/" target="_blank"><em>Jornal Semanário</em>, 17 de outubro de 2018</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Sep 2023 13:27:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com fotografias de autoria de João Xavier de Oliveira Menezes, o J. Menezes, pertencentes ao acervo da Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o portal celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, data instituída pela Lei nº 11.133/2005, de 14 de julho de 2015, com o objetivo de conscientizar a população brasileira de que pessoas com deficiência devem ter seus direitos respeitados e devem ser integradas à sociedade sem preconceitos, de forma igualitária.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com fotografias em formato <em>cabinet* </em> de autoria de João Xavier de Oliveira Menezes, o J. Menezes (18? &#8211; 19?), pertencentes ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica; e com um pequeno histórico do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o portal celebra esta data.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/371" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/371/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="538" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/371" target="_blank">J. Menezes. Homens com deformidades nos membros inferiores e posterior recuperação : portrait 11 : retratos, 188? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno histórico do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que coincide com o início da primavera, dia 21 de setembro, e simboliza o nascimento e a renovação do movimento das pessoas com deficiência, foi instituído pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11133.htm">Lei nº 11.133/2005</a>, de 14 de julho de 2015. Seu objetivo é a conscientização da população brasileira de que pessoas com deficiência devem ter seus direitos respeitados e devem ser integradas à sociedade sem preconceitos, de forma igualitária. De acordo com o IBGE, no Brasil, 17,3 milhões de pessoas com dois anos ou mais de idade &#8211; o que representa 8,4% da população &#8211; possuem algum tipo de deficiência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/373" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/373/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="526" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/373" target="_blank">J. Menezes. Homens com deformidades nos membros inferiores e posterior recuperação, : retratos, 188?. / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo a <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2015/lei-13146-6-julho-2015-781174-norma-pl.html" target="_blank">Lei Brasileira de Inclusão de Pessoa com Deficiência, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência</a>,<em> </em>de 2015, a pessoa com deficiência<em> é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. </em></p>
<p>Existe, há relativamente pouco tempo, o conceito de capacitismo, sobre a discriminação em relação a pessoas com deficiência, a partir da subestimação da capacidade e aptidão dessas pessoas devido a suas deficiências, o que se traduz como um obstáculo à inclusão desses indivíduos à sociedade. Além disso, cada vez mais pessoas com deficiência trazem à sociedade um questionamento: seriam elas deficientes ou seria deficiente a sociedade que não satisfaz às necessidades de todas as pessoas que a formam?</p>
<p>O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi oficializado, como já mencionado, em 2005, porém a data já era celebrada desde 1982 por iniciativa do Movimento pelos Direitos das Pessoas com Deficiência. O grupo começou a se organizar em fins de 1979 para reivindicar direitos e melhorias para a vida das pessoas com deficiência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34144" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://bvsms.saude.gov.br/21-9-dia-nacional-de-luta-da-pessoa-com-deficiencia-2/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34144" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/deficiência.jpg" alt="Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde" width="289" height="161" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://bvsms.saude.gov.br/21-9-dia-nacional-de-luta-da-pessoa-com-deficiencia-2/" target="_blank">Biblioteca Virtual em Saúde / Ministério da Saúde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Legislação brasileira em relação a pessoas com deficiência:</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7713.htm">Lei n° 7.713/1998:</a> </span>garante a dedução do Imposto de Renda para pessoas com deficiência.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm">Lei nº 7.853/1989:</a></span> dispõe sobre o apoio às pessoas com deficiência e sua efetiva integração social.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213compilado.htm">Lei nº 8.213/1991:</a></span> ordena que, a partir de 100 empregados, a empresa deve reservar de 2% a 5% de vagas para pessoas com deficiência.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8899.htm" target="_blank">Lei nº 8.899/1994</a>:</span> a Lei do Passe Livre prevê que toda pessoa com deficiência tenha direito ao transporte coletivo interestadual gratuito, e que cabe a cada estado ou município implantar programas similares ao Passe Livre para os transportes municipais e estaduais.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8989.htm" target="_blank">Lei nº 8.989/1995</a>: </span>promove a isenção do imposto sobre produtos industrializados – IPI, na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros, bem como conduzidos pelas próprias pessoas com deficiência física, e dá outras providências. (Redação dada pela Lei Nº 10.754, de 31.10.2003).</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm" target="_blank">Lei nº 9.394/1996</a>:</span> Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Determina que “haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial e que o atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular”. A legislação brasileira também prevê o acesso a livros em Braille, de uso exclusivo das pessoas com deficiência visual.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L10098.htm">Lei nº 10.098/2000:</a> </span>normatiza as condições de acessibilidade.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm">Lei nº 10.436/2002:</a></span> reconhece a Língua Brasileira da Sinais (LIBRAS) para os surdos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.754.htm" target="_blank">Lei nº 10.754/2003</a></span>: altera a Lei Nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995 que “dispõe sobre a isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI, na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros, bem como por pessoas com deficiência física e aos destinados ao transporte escolar.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11126.htm" target="_blank">Lei nº 11.126/2005</a></span>: garante o direito da pessoa com deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhado de cão-guia.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12319.htm" target="_blank">Lei nº 12.319/2010</a></span>: regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2015/lei-13146-6-julho-2015-781174-norma-pl.html">Lei 13.146/2015</a></span>:</span> a Lei Brasileira de Inclusão de Pessoa com Deficiência, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, incorporou os princípios da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e ratificada pelo país em 2008.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Pequeno perfil de</strong></em></span><strong><span style="color: #800000;"><em> João Xavier de Oliveira Menezes, o J. Menezes (18? &#8211; 19?)</em></span></strong></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de não sabermos onde e quando <span style="color: #333300;">João Xavier de Oliveira Menezes, o J. Menezes, n</span>asceu e faleceu, há registros de sua atuação como fotógrafo a partir de 1875, no Rio de Janeiro, na rua da Quitanda, nº 39. Era filho do comendador Thomaz Xavier Ferreira de Menezes e seus irmãos eram Francisco, Eurydice, Thomaz e Carlos Xavier de Oliveira Menezes; e Rita Augusta de Menezes Pinho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/5673" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de novembro de 1891, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/16524" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de setembro de 1896, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32124" style="width: 294px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/deficiente5.jpg"><img class="wp-image-32124 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/deficiente5.jpg" alt="deficiente5" width="284" height="473" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1876, foram realizadas obras em seu estúdio fotográfico e anunciado que já estava a <em>disposição de nosso amigos e fregueses</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/1576" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de agosto de 1876</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32119" style="width: 245px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_01/21" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32119" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/deficiente1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 6 de agosto de 1875" width="235" height="153" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_01/21" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de agosto de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até 1882, foi associado, na firma Pacheco, Menezes &amp; Irmão, a seu irmão, Carlos e a Bernardo José Pacheco (18? -?), que havia sido, entre 1866 e 1874, associado ao fotógrafo açoriano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1802 &#8211; 1902)</a>. Apresentavam-se como sucessores de Christiano Junior &amp; Pacheco e ofereciam <em>retratos em todos os systemas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/11098" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de dezembro de 1866</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/29" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de agosto de 1875</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33780" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de novembro de 1875, sexta coluna</a>; <em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, </em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/38655" target="_blank">1875</a><em>, </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/40626" target="_blank"> 1876</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/42666" target="_blank">1877</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/44623" target="_blank">1878</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/46571" target="_blank">1879</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/48567" target="_blank">1880</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/50651" target="_blank">1881</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/52163" target="_blank">1882</a>). Lembramos que Christiano Jr. foi o autor da série <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=elephantiasis&amp;submit=Ir" target="_blank"><em>Elephansiasis</em></a>, realizada na década de 1860. Como já indagado no artigo, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6720" target="_blank"><em>Para uma história da fotografia médica, no Brasil</em></a>, de autoria de Joaquim Marçal Ferreira de Andrade, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, teria sido J. Menezes o sucessor de Christiano Junior no atendimento à classe médica da corte?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?order=ASC&amp;rpp=20&amp;sort_by=-1&amp;value=Menezes%2C+J.&amp;etal=-1&amp;offset=0&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de J. Menezes disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O estabelecimento passou a chamar-se Menezes &amp; Irmão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3830" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de junho de 1882, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/57177" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1884</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32120" style="width: 374px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/5487" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32120" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/deficiente2.jpg" alt="Jornal do Commercio, 30 de abril de 1882" width="364" height="247" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/5487" target="_blank">Jornal do Commercio, 30 de abril de 1882</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1882, anunciavam <em>Photographia e Pintura</em> e, em 1883, anunciavam uma <em>Grande Novidade</em>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32122" style="width: 365px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/6836" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32122" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/deficiente4.jpg" alt="Jornal do Commercio, 12 de novembro de 1882" width="355" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/6836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de novembro de 1882</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32121" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/2969" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32121" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/deficiente3.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 5 de junho de 1883" width="337" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/2969" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 5 de junho de 1883</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1883,  foram lidas proclamas de seu casamento com Virgilia Adelaide Mendes Calaza (<a href="Também%20neste ano foram lidas proclamas de seu casamento com Virgilia Adelaide Mendes Calaza (Gazeta de Notícias, 29 de dezembro de 1893, terceira coluna)." target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 29 de dezembro de 1893, terceira coluna</a>). Em 1884, com o falecimento de seu irmão e sócio Carlos, foi extinta a firma Menezes &amp; Irmão e J. Menezes passou a atuar por conta própria, ainda na Rua da Quitanda, nº 39 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/11110"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de agosto de 1884, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/11404" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de outubro de 1884, última coluna</a>). Residia na Rua do Souto, 16.</p>
<p>Foi na década de 1880, que J. Menezes produziu as fotos de pessoas com deficiência exibidas neste artigo.</p>
<p>Nos primeiros anos da década de 1890, seu estabelecimento fotográfico ficava na rua Marquês de Paraná, 1. O último registro de sua atividade como fotógrafo encontrada pela minha pesquisa data de 1902 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/7086" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de junho de 1884, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/11404" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de outubro de 1884, última coluna</a>; <em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/59220" target="_blank"> 1885</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/973" target="_blank">1891</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/3491" target="_blank">1892</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/16569" target="_blank"> 1898</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/19389" target="_blank">1900</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/21086" target="_blank">1901</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/22555" target="_blank">1902</a><em>).</em></p>
<p>Em 1902, seu filho Augusto (1901 &#8211; 1902) faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/4848" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de julho de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 531px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/372" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/372/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="521" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/372" target="_blank">J. Menezes. Homens com deformidades nos membros inferiores e posterior recuperação: portrait 9 : retratos, 188? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">*<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Formato de apresentação de fotografias sobre papel que surgiu na Inglaterra em 1866 como uma evolução do formato cartão de visita, tendo portanto o mesmo tipo de apresentação, mas num tamanho maior, razão pela qual era dito de cabinet, de gabinete. Outra denominação empregada para esse formato, inclusive aqui no Brasil, era carte boudoir, em referência àquelas salas íntimas de uso feminino características das residências oitocentistas. Muito utilizado até fins do século passado, esse formato apresentava fotografias de cerca de 9,5 x 14cm montadas sobre cartões rígidos de cerca de 11 x 16,5 cm (</span></em></span><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo83/cartao-cabinet" target="_blank"><i><span style="font-family: 'Georgia',serif;">Enciclopédia Itaú Cultural</span></i></a><em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">)</span></em><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6720" target="_blank"><em>Para uma história da Fotografia Médica, no Brasil</em></a>. Brasiliana Fotográfica, 23 de outubro de 2016</p>
<p><a href="https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dia-nacional-de-luta-da-pessoa-com-deficiencia-muitos-motivos-para-celebrar-com-muita-luta-ainda-pela-frente/" target="_blank">Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa Deficiente</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOUTSOUKOS, Sandra Sophia Machado.  <a href="http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300647804_ARQUIVO_KoutsoukosOretratadoeradiferente.pdf" target="_blank"><em>O retratado era “diferente”. Rio de Janeiro, c. 1865</em></a>. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011.</p>
<p><a href="https://bvsms.saude.gov.br/21-9-dia-nacional-de-luta-da-pessoa-portadora-de-deficiencia-2/" target="_blank">Ministério da Saúde &#8211; Biblioteca Virtual em Saúde</a></p>
<p><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-dos-deficientes-fisicos.htm#:~:text=Essa%20data%20foi%20oficializada%20em,luta%20das%20pessoas%20com%20defici%C3%AAncia." target="_blank">Portal UOL</a></p>
<p><a href="https://www2.camara.leg.br/a-camara/programas-institucionais/noticias/21-de-setembro-dia-nacional-da-luta-da-pessoa-com-deficiencia" target="_blank">Site Câmara dos Deputados</a></p>
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		<title>No Dia dos Namorados, o álbum &#8220;Vistas de Petrópolis&#8221; e o fotógrafo alemão Pedro Hees (1841-1880)</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 15:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Dia dos Namorados, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores imagens da bela e romântica Petrópolis, a cidade imperial. Nos últimos anos da década de 1860, o alemão Phillip Peter Hees, que ficou conhecido como Pedro Hees, produziu o álbum "Vistas de Petrópolis", que pertence à Coleção Thereza Christina, da Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. O álbum possui 15 fotografias em papel albuminado que mostram aspectos da cidade, sua ocupação e registros de suas construções e natureza. Publicamos também a cronologia de Hees, a 63ª cronologia de um fotógrafo elaborada pela pesquisa do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia dos Namorados, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores imagens da bela e romântica Petrópolis, a cidade imperial. Nos últimos anos da década de 1860, o alemão Phillip Peter Hees, que ficou conhecido como Pedro Hees (1841 &#8211; 1880), produziu o álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon309852/icon309852.pdf" target="_blank"><em>Vistas de Petrópolis</em></a>, que pertence à Coleção Thereza Christina, da Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. O álbum possui 15 fotografias em papel albuminado que mostram aspectos da cidade, sua ocupação e registros de suas construções e natureza. São fotos do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5754" target="_blank">Palácio Imperial</a>, da Igreja da Matriz, do cemitério, da Cascata do Itamaraty, da Cascatinha do Retiro e de diversas ruas, dentre elas a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113" target="_blank">rua do Imperador</a>, que foi o tema do segundo artigo da série <em>Avenidas e ruas do Brasil,</em> publicada pelo portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11717" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11717/Thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11717" target="_blank">Pedro Hees. Vistas de Petrópolis, 1860 &#8211; 1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/355" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do álbum <em>Vistas de Petrópolis</em>, de autoria de Pedro Hees disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11714" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11714/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="678" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11714" target="_blank">Pedro Hees. Cascata do Itamaraty, 1860-1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É de sua autoria um retrato do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, destacado abaixo, que não faz parte do álbum.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2952/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="519" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2952" target="_blank">Pedro Hees. Pedro II, Imperador do Brasil] : retrato, 18?. / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas as belezas de Petrópolis também foram retratadas por outros importantes fotógrafos do sécculo XIX.</p>
<p>Entre 1864 e 1865 foi residir na cidade o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=revert+henrique+klumb%2C+o+fot%C3%B3grafo" target="_blank">Revert Henrique Klumb ( c.1826 &#8211; c.1886), </a>na rua dos Artistas. Ele havia sido agraciado com o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 1861. Fotografou ruas como a do Imperador, a Tereza e a Joinville; o interior e o exterior do Palácio Imperial, os hotéis Beresford, Brangança e Inglês, o Retiro da Cascatinha, o rio Quitandinha, palacetes e casas, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 – 1921)</a> e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 – 1922)</a>, além de vistas gerais.  Também fotografou a paisagem urbana de Petrópolis, acrescentando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13148" target="_blank">efeitos noturnos</a>, uma importante inovação. Essa série é considerada extremamente significativa do ponto de vista estético, formal e dos limites da linguagem na época. Foi o autor do livro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post.php?post=16516&amp;action=edit" target="_blank"><em>Doze horas em diligência. Guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora</em>,</a> publicado em 1872, única obra do Brasil do século XIX a ser idealizada, fotografada, escrita e publicada por uma só pessoa. Foi o primeiro livro de fotografia inteiramente litografado e produzido no país. Pedro Hees era considerado seu maior concorrente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15445" style="width: 231px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/6836" target="_blank"><img class="wp-image-15445 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/doze.jpg" alt="doze" width="221" height="148" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/6836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de julho de 1873</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em Petrópolis, foram contemporâneos de Klumb e de Hees, na década de 1860, João Meyer Filho e João Nogueira de Sousa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/23551" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1865, segunda coluna)</a>.</p>
<p>O fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a> também retratou Petrópolis. Em 1865, foi aberto o ateliê de fotografia da Casa Leuzinger, no Rio de Janeiro, especializado em “vistas da cidade, Tijuca, Petrópolis, Teresópolis e rio Amazonas”, como se lê no verso de uma de suas <em>cartes de visite</em>.</p>
<p>“<em>Em 1865 montou então Georges Leuzinger um completo ateliê fotográfico, com todos os aparelhos necessários para viagens para o interior do Brasil, tendo para esse fim contratado um habilíssimo artista fotógrafo para dirigi-lo, que em companhia de vários auxiliares fizeram excursões por essa capital, Petrópolis, Teresópolis, etc., tirando fotografias de tudo o que de mais interessante se encontra na pujante natureza daquelas belíssimas regiões</em>“.</p>
<p style="text-align: right;">Ernesto Senna em<em> O Velho Comércio do Rio de Janeiro</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2289" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2289/007A5P3FG3-10.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2289" target="_blank">Georges Leuzinger. Rua do Imperador, c. 1870. Petrópolis, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro importante fotógrafo que realizou registros de Petrópolis foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, também agraciado com o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 21 de abril de 1862. Entre 1863 e 1870, seu estabelecimento fotográfico ficava no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 686px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2160" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2160/007A5P3F05-25.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="676" height="555" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2160" target="_blank">Augusto Stahl. A rua do Imperador, 1863. Petrópolis, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembramos que, em torno de 1885, o brasileiro e filho de franceses <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> realizou o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Vistas+de+Petr%C3%B3polis+e+Rio+de+Janeiro%22&amp;submit=Ir" target="_blank"><em>Álbum Vistas de Petrópolis e Rio de Janeiro</em></a>, com 30 imagens de Petrópolis seus canais, casarões, escolas, estação de trem, fábricas, jardins, paisagens, palacetes e ruas, além de imagens do Palácio de Cristal, do Palácio do Grão-Pará, da avenida Koeller e da construção de uma ferrovia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7702/001AMF016015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank">Marc Ferrez. Palácio de Cristal, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <em><strong>Breve perfil de Pedro Hees (1841 &#8211; 1880)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido na região de Hunsruek, na Alemanha, em 1841, Pedro Hees chegou em Petrópolis com 4 anos de idade, em 1845, com sua mãe, Anne Catharine Michel, e com seu pai, o colono alemão Christian Sebastian Hees, marceneiro e entalhador, que trabalhou na construção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5754" target="_blank">Palácio Imperial</a> da cidade, iniciada em 1845 e concluída em 1862. Eles integraram a primeira leva de colonos alemães que chegaram a Petrópolis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11702" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11702/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="598" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11702" target="_blank">Pedro Hees. Palácio Imperial e adjacências, 1860-1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pedro casou-se com a alemã Maria Glasow Hees (1843 &#8211; 1928), em 22 de janeiro de 1861, e tiveram 11 filhos: Ana Catarina Hees (<bdo dir="ltr">1861-1944), </bdo>Edmundo Frederico Nicolau Hees (<bdo dir="ltr">1862-1944), </bdo>Fernando Jacob Hees (<bdo dir="ltr">1865-1866), </bdo>Fernando Mauricio Hees (<bdo dir="ltr">1867-1893), </bdo>João Batista Hees (<bdo dir="ltr">1868-1876), </bdo>Otto Hees (<bdo dir="ltr">1870-1941), </bdo>Elisa Matilde Hees (<bdo dir="ltr">1872-1932), </bdo>Maria Olga Hees (<bdo dir="ltr">1872-1958),</bdo> Joana Teresa Hees (<bdo dir="ltr">1874-1900),</bdo> Numa Augusto Hees (<bdo dir="ltr">1877-1961) e</bdo> Isabel Emma Hees (<bdo dir="ltr">1878-1943). </bdo>No site <em>Sou Petrópolis</em> há uma <a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank">foto</a> de Maria, realizada em 12 de setembro de 1915, com 27 netos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/6220" target="_blank"><em>A Noite</em>, 23 de junho de 1922, quarta coluna</a>; <a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank">Sou Petrópolis</a> e <a href="https://gw.geneanet.org/juliana2?lang=en&amp;n=glassow&amp;oc=0&amp;p=marie+frederike" target="_blank">Geneanet</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank"><img src="https://soupetropolis.com/wp-content/uploads/2018/03/Vi%C3%BAva-do-fot%C3%B3grafo-Pedro-Hees-Maria-Glasow-Hees-com-seus-vinte-e-sete-netos.-12091915.-Acervo-fotogr%C3%A1fico-MI..jpg" alt="Viúva do fotógrafo Pedro Hees, Maria Glasow Hees, com seus vinte e sete netos. 12091915. Acervo fotográfico MI." width="708" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank">Viúva do fotógrafo Pedro Hees, Maria Glasow Hees, com seus 27 netos, 12 de setembro de 1915. Petrópolis, Rio de Janeiro / Site Sou Petrópolis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes de se interessar por fotografia, o que aconteceu em meados da década de 1860, Pedro trabalhou no comércio como sapateiro, na rua do Bourbon e na rua dom Affonso. Ambas foram fotografadas por ele e fazem parte do álbum <em>Vistas de Petrópoli</em>s (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/19029" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1962, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/22088" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1964, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/23550" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1965, segunda coluna</a>). Na mesma rua dom Afonso, passou a ter uma ferraria, em 1866 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/25195" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1866, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11707" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11707/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11707" target="_blank">Pedro Hees. Rua de Bourbon, 1860-1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11709" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11709/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11709" target="_blank">Pedro Hees. Rua Dom de Affonso, 1860-1870. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1868,  já possuía um estúdio fotográfico, a Photographia Popular, na Praça Dom Afonso, atual Praça da Liberdade, que tornou-se bastante conhecido e era frequentado pela nobreza, por políticos, diplomatas e também por comerciantes e artesãos imigrantes. Petrópolis era, na época, muito frequentada pela família imperial (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/28226" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1868, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32091" style="width: 484px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/28226" target="_blank"><img class="wp-image-32091 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/hees1.jpg" alt="hees1" width="474" height="118" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/28226" target="_blank">Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1870, Pedro Hees era o secretário da Sociedade Alemã de Beneficência Bruderbund (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/31352" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1868, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Em março de 1876, faleceu seu filho João Baptista Numa Hees, aos 7 anos, de pleuro-pneumonia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/498" target="_blank"><em>O Mercantil,</em> 29 de março de 1876, terceira coluna</a>). Em 16 de agosto do mesmo ano, tornou-se Fotógrafo da Casa Imperial. Segundo Boris Kossoy, <em>recebeu do conde e da condessa d´Eu &#8220;a graça de usar o título de Photographo de sua Imperial Caza e de collocar na porta do seu estabelecimemnto as respectivas armas&#8221;</em>. O documento foi assinado por Benedicto Torres, mordomo do conde d&#8217;Eu e da princesa Isabel.</p>
<p>Faleceu jovem, aos 39 anos, de <em>entero-mezenterite</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/1454" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 14 de agosto de 1880, última coluna</a>). Seu estabelecimento fotográfico foi arrendado ao fotógrafo Antonio Henrique da Silva Heitor (18?-?), que, posteriormente, recebeu o título de Fotógrafo da Casa Imperial em 2 de março de 1885, outorgado por dom Pedro II. Sob o nome de Hees &amp; Irmãos, o estúdio foi assumido pelos filhos de Pedro Hees &#8211; Numa Augusto  e Otto -, em torno de 1890. Existiu até 1915. Otto foi o autor de uma importante fotografia que tudo indica ter sido o último registro da família imperial antes da proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Também fotografou a assinatura do Tratado de Petrópolis, na residência do Barão do Rio Branco, em 1903; e os netos de Pedro II.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32084" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_Hees#/media/Ficheiro:Fam%C3%ADlia_Imperial_por_Otto_Hees.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-32084 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/hees.jpg" alt="Otto Hees. " width="371" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_Hees#/media/Ficheiro:Fam%C3%ADlia_Imperial_por_Otto_Hees.jpg" target="_blank">A família imperial brasileira fotografada por Otto Hees em 23 de maio de 1889, na varanda da casa da princesa Isabel, em Petrópolis. Da esquerda para a direita: a imperatriz Dona Teresa Cristina, D. Antônio, a princesa Isabel, o imperador, D. Pedro Augusto (filho da irmã da princesa Isabel, d. Leopoldina, duquesa de Saxe), D. Luís, o conde d&#8217;Eu e D. Pedro de Alcântara (príncipe do Grão-Pará) / Acervo Museu Imperial / Wikipedia</a> *</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33098" target="_blank"> Acesse aqui a Cronologia de Pedro Hees (1841 &#8211; 1880).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CARMONA, João Sêco. <a href="https://arquimuseus.arq.br/seminario2016/artigos/e03/e03-joao_seco_carmona.pdf" target="_blank"><em>Iconografia do Brasil Imperial. Génese do Museu Imperial de Petrópolis e os registos fotográficos</em></a>. Anais do 5º Seminário Internacional Museografia e Arquitetura de Museus Fotografia e Memória, 2016.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa25541/pedro-hees" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A fotografia no Brasil:</em> 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <a href="https://museuimperial.museus.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/1948-Separata-2.pdf" target="_blank"><em>Um passeio a Petrópolis em companhia do fotógrafo Marc Ferrez</em></a>. Separata do Anuário do Museu Imperial &#8211; 1948.</p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/asset/fotografia-da-familia-imperial/QQEJnjcOFeKo6A" target="_blank">Google Arts &amp; Culture</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do. <i>Os fotógrafos do Império: a fotografia brasileira no Século XIX</i>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005.</p>
<p><a href="https://gw.geneanet.org/juliana2?lang=en&amp;n=glassow&amp;oc=0&amp;p=marie+frederike" target="_blank">Site Geneanet</a></p>
<p><a href="https://www.loc.gov/item/2021670503" target="_blank">Site Library of Congress</a></p>
<p><a href="https://museuimperial.museus.gov.br/historico-e-personagens/" target="_blank">Site Museu Imperial de Petrópolis</a></p>
<p><a href="https://tribunadepetropolis.com.br/noticias/atelie-hees/" target="_blank"><em>Tribuna de Petrópolis,</em> 1º de julho de 2016</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_Hees#/media/Ficheiro:Fam%C3%ADlia_Imperial_por_Otto_Hees.jpg" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Outras publicações da Brasiliana Fotográfica no Dia dos Namorados:</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank"><em>Fotografia e namoro</em>, de autoria de Elvia Bezerra, publicado, em 12 de junho de 2018 </a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767" target="_blank">Série <em>“O Rio de Janeiro desaparecido” X – No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de junho de 2020.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No Dia do Imigrante Italiano, a trajetória do fotógrafo Nicola Maria Parente (1847 – 1911) no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2023 12:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãos Lumière]]></category>
		<category><![CDATA[Nicola Maria Parente]]></category>
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		<description><![CDATA[Inspirada pela celebração do Dia Nacional do Imigrante Italiano e pela recente publicação do livro Italianos detrás da câmara: trajetórias e olhares marcantes no florescer da fotografia no Brasil, de autoria de Livia Raponi e Joaquim Marçal, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, escrevo sobre mais um importante fotógrafo italiano que atuou no Brasil no século XIX e nas primeiras décadas do século XX: Nicola Maria Parente. Em destaque, imagens de sua autoria que pertencem à Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras da Brasiliana Fotográfica; à Fundação Joaquim Nabuco e ao Museu Histórico Nacional, instituições parceiras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Inspirada pela celebração do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13651" target="_blank">Dia Nacional do Imigrante Italiano</a> e pela recente publicação do livro <em>Italianos detrás da câmara: trajetórias e olhares marcantes no florescer da fotografia no Brasil</em>, de autoria de Livia Raponi e Joaquim Marçal, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, escrevo sobre mais um importante fotógrafo italiano que atuou no Brasil no século XIX: Nicola Maria Parente (1847 &#8211; 1911), introdutor do cinematógrafo na Paraíba. Em destaque, imagens de sua autoria que pertencem à Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras da Brasiliana Fotográfica; e à Fundação Joaquim Nabuco e ao Museu Histórico Nacional, às instituições parceiras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11395" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11395/fr_003087.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="488" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11395" target="_blank">Nicola Maria Parente. Crianças não identificadas, s/d. Paraíba do Norte, PB / Acervo Fundaj</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nicola Maria Parente se junta aos também italianos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382" target="_blank">Camillo Vedani (18? &#8211; 1888)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19636" target="_blank">João Firpo (1839 – 1899)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Elvira (1876 &#8211; 1972) e Vincenzo Pastore (1930 &#8211; 1918)</a>, que já foram temas de artigos publicados no portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11391" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11391/fr_001233.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="485" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11391" target="_blank">Nicola Maria Parente. Maria de Freitas de Andrade Bezerra, esposa de José Bezerra Cavalcanti, advogado, s/d. Goiana, Pernambuco / Acervo Funda</a>j</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=nicola" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Nicola Maria Parente disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela importância que a comunidade italiana tem na história do Brasil, a <a href="http://www.planalto.gov.br/cCivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11687.htm" target="_blank">lei nº 11.687, de 2 de junho de 2008</a> instituiu oficialmente o Dia Nacional do Imigrante Italiano no calendário de todo o território nacional. O dia 21 de fevereiro foi escolhido devido à expedição que <a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1311462" target="_blank">Pietro Tabacchi </a>fez ao Espírito Santo, em 1874, marco do início do processo da migração em massa dos italianos para o Brasil. Estima-se que atualmente aproximadamente 30 milhões de descendentes de italianos vivam em terras brasileiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><img class="" src="https://static.significados.com.br/foto/bandeira-italia-0-cke.jpg" alt="Bandeira da Itália" width="250" height="166" /><p class="wp-caption-text">Bandeira da Itália</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil do fotógrafo italiano Nicola Maria Parente (1847 &#8211; 1911)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-30372 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola8.jpg" alt="nicola8" width="217" height="352" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A biografia de Nicola Maria Parente ainda tem diversas lacunas. Ele nasceu em Marsico Nuovo, província de Potenza, na região de Basilicata, em 13 de março de 1847, filho de Giovannantonio Parente e Maria Carmela Perci (<a href="https://capsula.avl.la/mm/2021/07/10/cert-nasc-nicola" target="_blank">Site Cápsula do Tempo</a>). Relatos de seus familiares informam que ele teria participado nas lutas de Giuseppe Garibaldi (1807-1882) pela unificação da Itália, mas este fato ainda não foi confirmado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30362" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><img class="wp-image-30362 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola7.jpg" alt="Nicola Maria Parente" width="239" height="292" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank">Nicola Maria Parente / História da Fotografia no Ceará no século XIX, pág 342</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Provavelmente veio para o Brasil, em 1865. Também de acordo com relatos de familiares, chegou com seu irmão Carmino, seus primos João, Georgina e Luigi; e com sua esposa Carolina Rotunda e seus filhos Galileu e Margarida. Durante a viagem Carolina teria dado à luz a Garibaldi e teria falecido logo depois do parto. No Porto de Santos, Nicola teria conhecido a italiana Giusephina Calliari, que viajava com dois filhos, Marcella e Giulio. Casaram-se e, posteriormente, tiveram uma filha, Carmelita. Há informações de que teriam se estabelecido em Taquari, no Rio Grande do Sul. Quanto à nacionalidade dos filhos há uma divergência ainda não resolvida pela pesquisa da vida de Nicola: no anúncio de sua morte é dito que todos nasceram no Brasil.</p>
<p>Percorreu alguns estados do Brasil e, o que se sabe, é que, na década de 1880, estabeleceu-se em João Pessoa, que na época chamava-se Parahyba do Norte, onde abriu a Photographia Vesúvio, na rua d´Areia, 73.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30375" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11313" target="_blank"><img class="wp-image-30375 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola11.jpg" alt="nicola11" width="292" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11313" target="_blank">Nicola Maria Parente. Retrato de Zacarias Milhazes, 1886 / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Na Paraíba, foi contemporâneo do italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19636" target="_blank">João Firpo (1839 &#8211; 1899)</a> e do alemão Bruno Bourgard (18? &#8211; 19?), dentre outros fotógrafos itinerantes, e da pioneira Roza Augusta (18? -19?).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30503" style="width: 221px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fatosefotosdenatalantiga.com/natal-em-1904-em-28-fotos-de-bruno-bourgard/" target="_blank"><img class="wp-image-30503 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola16.jpg" alt="nicola16" width="211" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fatosefotosdenatalantiga.com/natal-em-1904-em-28-fotos-de-bruno-bourgard/" target="_blank">Bruno Bourgard</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/rosaaugusta.jpg" alt="rosaaugusta" width="257" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758612/184" target="_blank">O Parahybano, 5 de abril de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também trabalhou como dentista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30359" style="width: 986px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/820261/217" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30359" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/nicola5.jpg" alt="Almanak do Estado Paraíba, 1889" width="976" height="308" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/820261/217" target="_blank"><em>Almanak do Estado Paraíba</em>, 1899</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Gênio de artista investigador</em>, Nicola foi, além de fotógrafo e dentista, comerciante e inventor. Foi também ele que apresentou o cinematógrafo aos moradores de João Pessoa, na Paraíba, entre julho e agosto de 1897, durante a Festa das Neves, que homenageia a padroeira da cidade, Nossa Senhora das Neves, e que, na época, era o maior acontecimento social e religioso do estado. Em frente à Photographia Vesúvio, na rua Nova, nº 2, foi colocado um grande cartaz com frases em francês anunciando o espetáculo. Segundo anotações do fotógrafo, cineasta, diretor e pesquisador paraibano Walfredo Rodriguez (1893 &#8211; 1973), que estava presente ao acontecimento, em seu <em>Roteiro Sentimental de uma Cidade:</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O autor destas desativadas evocações, recorda-se, ainda, envoltas em névoas das imagens remotas, das fitas ali exibidas, numa Festa das Neves de 1897 &#8211; &#8220;Chegada de um trem a Gare de Lion&#8221;, Um macaco pulando um arco&#8221; e &#8220;Crianças jogando bolas de neve em Biarritz&#8221;.</em></span></p>
<p>Parece que Nicola Parente conhecia os irmãos Louis e Auguste Lumière, franceses responsáveis pelo invento do cinematógrafo, cuja primeira exibição pública aconteceu em Paris, em 28 de dezembro de 1895. Em 1896, Parente viajou para a Europa e de lá trouxe a novidade. Segundo o bisneto de Nicola, o jornalista Pedro Parente, seu bisavô teria ido aFrança, em 1900, quando teria sido convidado pelos irmãos Lumière para a Exposição Universal de Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30524" style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://oempregoeseu.com/2022/05/23/o-cinematografo-dos-lumiere/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30524" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/lumiere.jpg" alt="Os irmãos Lumière e o cinematógrafo" width="463" height="197" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://oempregoeseu.com/2022/05/23/o-cinematografo-dos-lumiere/" target="_blank">Os irmãos Lumière e o cinematógrafo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nicola itinerou com o cinematógrafo por diversos estados do Nordeste, como Bahia, Ceará, Pará e Rio Grande do Norte; e pelo interior de São Paulo. O organizador do livro <em>A crítica de cinema em Belém</em>, Pedro Veriano, aventa a possibilidade de Nicola ter sido o responsável  pelas primeiras filmagens no Pará, “<em>mas não deixou provas concretas do trabalho</em>” .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3553" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3553/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="349" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3553" target="_blank">Nicola Maria Parente. [Mulher : retrato]. João Pessoa, Paraíba / Acervo FBN</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Em 1899,  transferiu-se para Abaeté, atual Abaetetuba, no Pará, onde criou o estabelecimento comercial Casa Italiana, da firma Nicola Parente &amp; Filhos. Também colaborou com o <em>Jornal da Mata</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Em 19 de maio de 1911, faleceu, vítima da explosão de <em>um novo aparelho gerador de gás oxigênio que pretendia inventar</em> em seu laboratório em Abaeté. De acordo com a notícia veiculada pelo <em>Estado do Pará</em>, era sócio de seu filho Garibaldi na firma comercial Parente &amp; Cia.  Seu outro filho, Galileu, era jornalista, poeta e fotógrafo. Como já mencionado, tinha também duas filhas, Margarida e Carmelita. Foi identificado como muito estimado, honesto e caridoso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800082/211" target="_blank"><em>Estado do Pará</em>, 29 de maio de 1911, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3554" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3554/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="356" height="605" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3554" target="_blank">Nicola Maria Parente ; Photograhia Vesuvio de Nicola Maria Parente. [Homem : retrato]. João Pessoa, PB / Acervo FBN</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30997" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia de Nicola Maria Parente (1847 &#8211; 1911) </a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p style="text-align: left;">ALIPRANDI, E.; MARTINI, V. (orgs.). <em>Gli italiani nel nord del Brasile. Rassegna delle vite e delle opere della stirpe italica negli stati del nord brasiliano</em>. Belém: Tip. da Livraria Gilet, 1932.</p>
<p style="text-align: left;">BARRO, Máximo. <em>Participação italiana no cinema brasileiro. </em>São Paulo : SESI-SP Editora.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://issuu.com/fotografiapb/docs/capa_miolo_12-08-13" target="_blank">Fotografia Paraibana Revista, 2012, pág 73</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">GOLZIO, Derval Gomes. U<em>tilização Político-Ideológica da Fotografia: estudo das imagens publicadas no jornal A União durante a disputa política no Estado da Paraíba-1930</em>. Dissertação de Mestrado em Multimedios, Unicamp, 1997.</p>
<p style="text-align: left;"><em>Italianos detrás das câmeras: trajetórias e olhares marcantes no florescer da fotografia no Brasil</em> / Organizado por Joaquim Marçal, Livia Raponi, traduzido por Livia Raponi, Vittorio Cappelli. &#8211; São Paulo : Editora Unesp, 2022.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p style="text-align: left;">LAPA, José Roberto do Amaral. <em>A cidade: os cantos e os antros : Campinas, 1850-1900</em>. São Paulo : Editora da Universidade de São Paulo, 1996.</p>
<p style="text-align: left;">LEAL, Wills. <em>O Discurso Cinematográfico dos Paraibanos: a história do cinema na/da Paraíba</em>. João Pessoa: Ed. A União, 1989.</p>
<p style="text-align: left;">LEITE, Ary Bezerra. <em>Cidade de Fortaleza: 1897-1945: do Cinematógrafo aos Anos de Guerra.</em></p>
<p style="text-align: left;">LEITE, Ari Bezerra. <a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><em>História da fotografia no Ceará do século XIX</em></a>. Edição do autor, 2019.</p>
<p style="text-align: left;">LEITE, Ary Bezerra. <em>Memória do cinema:</em> o<em>s ambulantes do Brasil (Cinema itinerante no Brasil: 1895 &#8211; 1914). </em>Fortaleza : Premius, 2011.</p>
<p style="text-align: left;">PETIT, Pere. <a href="Anais%20do%20XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011" target="_blank"><em>Filmes, Cinemas e Documentários no fim da Belle Époque no Pará (1911-1914)</em></a>. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011,</p>
<p style="text-align: left;">VERIANO, Pedro (coord.). <em>A crítica de cinema em Belém</em>. Belém: Secult/PA, 1983.</p>
<p style="text-align: left;">SANTOS, Alex. <em>Cinema e Revisionismo</em>. João Pessoa, SEC/PB, 1982.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://capsula.avl.la/mm/2021/07/10/cert-nasc-nicola" target="_blank">Site Cápsula do Tempo</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.cpcb.org.br/artigos/o-cinema-na-amazonia-a-amazonia-no-cinema/" target="_blank">Site Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://cronicastaipuenses.blogspot.com/2021/08/" target="_blank">Site Crônicas Taipuenses</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://fatosefotosdenatalantiga.com/natal-em-1904-em-28-fotos-de-bruno-bourgard/" target="_blank">Site Fatos e Fotos de Natal Antiga</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.fortalezanobre.com.br/search/label/Cine%20Riche" target="_blank">Site Fortaleza Nobre</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.italiangenealogy.com/forum/topic/43625" target="_blank">Site Italian Genealogy</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.paraibacriativa.com.br/artista/historia-do-cinema-paraibano/" target="_blank">Site Paraíba Criativa</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2006/09/curiosidades-1897-vamos-ao-cinema.html" target="_blank">Site Pró-Memória de Campinas &#8211; SP</a></p>
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		<title>O fotógrafo, desenhista e engenheiro alemão Franz Keller-Leuzinger (1835 &#8211; 1890)</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 20:35:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com um pequeno perfil do fotógrafo, desenhista e engenheiro alemão Franz (Francisco) Keller-Leuzinger, um dos primeiros viajantes estrangeiros a documentar a região amazônica, a Brasiliana Fotográfica publica a 50ª cronologia de um fotógrafo do século XIX. Todas elas podem ser encontradas na seção do portal intitulada “Cronologia de Fotógrafos". A ideia da criação desta seção, compilando todas as cronologias escritas pela pesquisadora e editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, foi de Joaquim Marçal, coordenador da BN Digital, da Fundação Biblioteca Nacional, e um dos curadores da Brasiliana Fotográfica. Com a publicação dessas 50 cronologias, o portal acredita estar contribuindo para a historiografia da fotografia no Brasil. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25387" style="width: 345px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/franz1.jpg"><img class=" wp-image-25387" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/franz1.jpg" alt="Franz Keller-Leuzinger /  Xilogravura de Adolf Cloß publicada no livro , em 1874" width="335" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Franz Keller-Leuzinger / Xilogravura de Adolf Cloß publicada no livro <em>Do Amazonas ao Madeira</em>, em 1874</p></div>
<p>O  engenheiro, fotógrafo e desenhista alemão Franz (Francisco) Keller-Leuzinger nasceu em Mannhein, em 30 de agosto de 1835, e foi um dos primeiros viajantes estrangeiros a documentar a região amazônica. Chegou ao Rio de Janeiro com seu pai, o também engenheiro Joseph (José) Keller (1811 &#8211; 1877), em 27 de dezembro de 1855, vindos do Havre, na galera francesa <em>Dom Pedro II. </em></p>
<p>Ao longo da década de 60, Franz acompanhou o pai em levantamentos do rio Paraná, na região entre Campo Belo e Barra do Piraí; dos vales do rio Paraíba e Pomba, dos rios Iguaçu, Paranapanema e Tibagi. Dessas investigações resultaram relatórios publicados pelo Ministério da Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/24028" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1865</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/6954" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 2 de dezembro de 1865, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4196" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 20 de dezembro de 1865, última coluna</a>). Nessas expedições, como na que participou à Amazônia, em 1867, Franz registrava em notas, desenhos e aquarelas, vistas locais da fauna e flora, aspectos arqueológicos e etnográficos das regiões por onde passava.</p>
<p>Em junho de 1867, ele e seu pai estudavam mapas e planos da expedição ao Paraná quando foram comissionados pelo Ministério da Agricultura, Comércio e Obras para explorar os rios Amazonas e Madeira para sondar a possibilidade da construção de uma ferrovia, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira-Mamoré</a>, costeando suas margens para contornar corredeiras que tornavam impossível a navegação a vapor em parte dos rios. A comissão da expedição pelo governo imperial foi motivada pela abertura da navegação do rio Amazonas para as nações estrangeiras, estabelecido pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-3749-7-dezembro-1866-554560-publicacaooriginal-73201-pe.html" target="_blank">Decreto Imperial nº 3749</a> ,de 7 de dezembro de 1866, e pelo novo acordo sobre fronteiras e comércio com a Bolívia firmado, em 27 de março de 1867, pelo diplomata pernambucano, o Conselheiro Felipe Lopez Netto (1814 &#8211; 1895) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169331/1963" target="_blank"><em>Publicação do Governo do Amazonas</em>, 24 de agosto de 1868</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/9000" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de julho de 1872, quinta coluna</a>).</p>
<p>Franz e Joseph embarcaram no Rio de Janeiro rumo ao Pará, em 15 de novembro de 1867, no paquete <em>Paraná</em>. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a>, comissionado por seu patrão, o fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, acompanhou a expedição até Manaus, levando um escravizado. Também estavam no navio a esposa de Franz, Sabine Christine Leuzinger (1842-1915), e sua irmã, Pauline.  Sabine era a filha primogênita de Leuzinger <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank">(<em>Diário do Povo,</em> de 15 de novembro de 1867, primeira coluna)</a>. Algumas fontes informam que Franz teria, em meados da década de 60, assumido a seção de fotografia da empresa de seu sogro, criada em 1865, e que teria, inclusive, ensinado a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) </a>a arte da fotografia. Porém, a participação de Franz Keller no ateliê fotográfico de Leuzinger é questionável e, na verdade, até hoje não foi comprovada. Lembramos que na década de 1860, como já mencionado, Franz fez diversas viagens pelo Brasil com seu pai, explorando rios do país sob contrato do governo imperial, o que tornaria difícil a possibilidade dele dirigir o estabelecimento fotográfico de seu sogro.</p>
<p>Voltando à expedição amazônica. Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus e permaneceu na Amazônia até novembro de 1868, tendo realizado, no período, a impressionante e pioneira série de 98 fotografias na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros</a> da região, além de aspectos da fauna e da flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Esse trabalho começou a ser comercializado a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d’une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25886" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-25886 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/frisch3.jpg" alt="fresco3" width="460" height="474" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo FBN</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A expedição dos Keller durou até dezembro de 1868, quando voltaram ao Rio de Janeiro. Apresentaram propostas prevendo a construção de um sistema de planos inclinados capaz de permitir aos navios a superação dos declives do leito do Madeira e Mamoré, a abertura de um canal de navegação na margem direita das cachoeiras ou a construção de uma estrada de ferro entre Santo Antônio e Guajará-Mirim.</p>
<p>Em 1874, já de volta à Alemanha, Franz publicou o livro ilustrado <em>Do Amazonas ao Madeira, </em>com anotações, desenhos e aquarelas da expedição de 1867/1868. Foi editado em Londres pela Chapman &amp; Hall e também foi feita uma edição alemã. No livro, descreveu o rio e seus afluentes, as tribos nativas que encontraram, além dos animais e vegetações da floresta virgem dos rios Amazonas e Madeira. A expedição dos Keller se expandiu até o leste da Bolívia. Franz dedicou um capítulo aos índios Mojo daquela região e à história de suas interações com as missões jesuíticas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25389" style="width: 441px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/227325" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25389" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/amazon.jpg" alt="Capa da edição inglesa do livro Amazonas e , 1874" width="431" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/227325" target="_blank">Capa da edição inglesa do livro <em>Do Amazonas ao Madeira</em>, 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na introdução a seus relatos, Franz chamava a atenção das autoridades brasileiras para a adoção de três providências que ele considerava prioritárias para o progresso do país: a abolição da escravatura, o incentivo à imigraçao de colonos da Alemanha para desenvolver a agricultura e a modernização dos meios de transportes para integrar o território nacional. Também assumia a autoria das ilustrações.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;As ilustrações, que considero suplementos indispensáveis à descrição de cenas que nos são tão estranhas, originam-se de esboços feitos no local e que, para preservar-lhes a mais alta fidelidade, desenhei eu mesmo&#8221;.</em></strong></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4372" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4372/SAm21-0007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="701" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4372" target="_blank">Franz Keller. Alto Madeira (Afluente do rio Amazonas), c. 1874. Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Institut fuer Laenderkunde</a></p></div>
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<p>Franz Keller-Leuzinger esteve no Brasil na década de 1880 e faleceu em Munique, na Alemanha, em 18 de julho de 1890.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=franz" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Franz Keller-Leuzinger disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Franz Keller-Leuzinger (1835 &#8211; 1890)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_25406" style="width: 673px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q10285577#/media/File:Franz_Keller-Leuzinger_(1835-1890)_(cropped).png" target="_blank"><img class="wp-image-25406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/keller4.jpg" alt="porão 4" width="663" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q10285577#/media/File:Franz_Keller-Leuzinger_(1835-1890)_(cropped).png" target="_blank">Assinatura de Franz Keller-Leuzinger</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1835</strong> </span>- Nascimento de Franz Keller, em Mannheim, na Alemanha, em 30 de agosto de 1835, filho do cartógrafo, desenhista e engenheiro Joseph (José) Keller (1811 &#8211; 1877), diplomado pela Universidade de Karlsruhe, que havia trabalhado como inspetor de estrada do Grão Ducado de Baden. Franz era irmão do pintor Ferdinand (Fernando) Keller (1842 &#8211; 1922).</p>
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<div id="attachment_25109" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ferdinand1.jpg"><img class=" wp-image-25109" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ferdinand1.jpg" alt="Ferdinand Keller por Christian Wilhelm Allers / Wikipedia" width="701" height="411" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ferdinand1.jpg" target="_blank">Ferdinand Keller por Christian Wilhelm Allers / Wikipedia</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong> </span><strong>-</strong> Chegou, em 27 de dezembro, ao Rio de Janeiro com seu pai. Vieram do Havre, na galera francesa <em>Dom Pedro II. </em>Diversas fontes afirmam que Ferdinand, seu irmão, teria vindo com eles, mas nas notícias de jornal só constam os nomes de Joseph e Franz. Certamente Ferdinand passou um período no Brasil, mas provavelmente veio depois de seu pai e irmão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090000/450" target="_blank"><em>Correio da Tarde</em>, 27 de dezembro de 1855, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42349" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 28 de dezembro de 1855, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11300" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 28 de dezembro de 1855, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25211" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_01/42349"><img class="size-full wp-image-25211" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/havre.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1855" width="319" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_01/42349" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 28 de dezembro de 1855</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong> </span>- No <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/9444" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em> de 1856</a>, foi mencionado que Joseph Keller poderia ser contratado para a construção da estrada de Mangaratiba ou da de Ubatuba caso o desembargador J.J. Pacheco, presidente da Companhia da Estrada de Mangaratiba, fizesse um contrato com o presidente de São Paulo para uma outra estrada de carros de Taubaté a Ubatuba.</p>
<p>Joseph e um ajudante trabalharam para o Governo da Província do Rio de Janeiro para a <em>ratificação de plantas para a estrada de Petrópolis ao Parahybuna</em> . Franz seria o ajudante? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11761" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 21 de abril de 1856, quarta coluna</a>).</p>
<p><em>Incitados pela lisonjeira recepção que fizemos a seus compatriotas, os engenheiros Keller, </em>vários arquitetos da Escola Politécnica de Karslruhe, no Grão Ducado de Baden, vieram para o Brasil, dentre eles Theodore Marx (1833 &#8211; 1890), que viria a ser um dos construtores do Palácio da Quinta da Boa Vista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11972" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 12 de junho de 1856, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong></span> &#8211; Seu pai, como engenheiro, e ele e Carlos Keller como ajudantes, haviam sido contratados pela Companhia União Indústria. Qual seria o parentesco de Carlos Keller com eles? Sobrinho e primo? Filho e irmão? Ou seria o filho de Johann Nepomuk Keller, o engenheiro Carlos Keller (1839 &#8211; 1928), futuro reitor do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe? Uma coincidência: o pai do fotógrafo Chistophe Albert Frisch (1840 &#8211; 1918), tinha Nepomuk em seu sobrenome: chamava-se Johanes Nepomuk Frisch. Caso isso indique algum parentesco, Frisch e Franz Keller possivelmente já se conheciam antes de virem para o Brasil.</p>
<p>O diretor-presidente da Companhia União Indústria era o comendador Mariano Procópio Ferreira Lage (1821 &#8211; 1872). A capacidade de Joseph Keller já era <em>abonada pelos trabalhos executados na Europa sob sua direção</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765040/91" target="_blank"><em>Relatório Companhia União Indústria</em>, 24 de agosto de 1857</a>). Sobre o trabalho para o qual havia sido contratado, <em>uma linha de estrada entre  Pedro do Rio e a villa da Parahyba, Três Barras e a ponte do Parahybuna</em>, apresentou um relatório ao comendador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765040/114" target="_blank"><em>Relatório Companhia União Indústria</em>, 24 de agosto de 1857</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/11825" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de agosto de 1857, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25110" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.espeschit.com.br/historia/uniao_e_industria/mariano_procopio/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/procopio.jpg" alt="O engenherio e poítico Mariano Procópio Ferreira Lage" width="293" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.espeschit.com.br/historia/uniao_e_industria/mariano_procopio/" target="_blank">O comendador Mariano Procópio Ferreira Lage / Site Familia Espeschi</a></p></div>
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<div id="attachment_25065" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/765040/91" target="_blank"><img class=" wp-image-25065" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/oskeller.jpg" alt="Relatório da Companhia União Indústria, 1857" width="700" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/765040/91" target="_blank"><em>Relatório da Companhia União Indústria</em>, 24 de agosto de 1857</a><strong>(1)</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861 / 1862</strong></span> &#8211; Em 30 de abril de 1861, Joseph Keller apresentou ao comendador Mariano Procópio um relatório sobre o estado da estrada entre a ponte do Paraíba e Juiz de Fora (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765040/235" target="_blank"><em>Relatório da Companhia União Indústria</em>, 15 de junho de 1861</a>). Foi expedida pelo Ministério da Agricultura a ordem para o pagamento dos engenheiros Joseph e Franz Keller pela exploração do rio Paraíba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2305" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo: Ministério do Império</em>, novembro de 1861</a>); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/20302" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 7 de abril de 1862, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2941" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo: Ministério do Império</em>, junho de 1862)</a>. Entre esse ano e 1867, Franz acompanhou o pai em levantamentos no mencionado rio, na região entre Campo Belo e Barra do Piraí; nos vales do rio Paraíba e Pomba, nos rios Iguaçu, Paranapanema e Tibagi. Dessas investigações resultam relatórios publicados pelo Ministério da Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18661" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de junho de 1864, quaarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/24028" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1865</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/6954" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 2 de dezembro de 1865, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4196" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 20 de dezdembro de 1865, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4224" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 13 de janeiro de 1866, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Seu irmão, Ferdinand, voltou do sul do Brasil, a bordo do patacho <em>Guasca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/3360" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de fevereiro de 1862, terceira coluna</a>). Retornou à Alemanha e ingressou na Academia de Belas Artes de Karlsruhe, estudando sob a tutela do paisagista alemão Johann Wilhelm Schirmer (1807 &#8211; 1863).</p>
<p>Franz fotografou a Quinta da Boa Vista, em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13670" target="_blank">São Cristóvão</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/15" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/15/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="701" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/15" target="_blank">Franz Keller. St. Christovão; [Rio Joana e vegetação na Quinta da Boa Vista], 1862. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div><strong><span style="color: #800000;">c. 1863</span></strong> &#8211;  O fotógrafo carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) </a>retornou da Europa ao Brasil. Segundo seu neto, o historiador Gilberto Ferrez (1908 &#8211; 2000), Marc teria aprendido a arte da fotografia com Franz Keller (1835 &#8211; 1890), que em torno dessa data teria assumido a seção de fotografia da empresa de seu sogro, o fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, criada em 1865. Uma carta enviada em 17 de janeiro de 1923 por um amigo de Ferrez, Luiz Carlos Franco, a seus filhos Julio e Luciano, após a a morte do fotógrafo, confirma que Ferrez havia trabalhado para Leuzinger. Porém, a participação de Franz Keller como diretor do ateliê fotográfico de Leuzinger é questionável e, na verdade, até hoje não foi comprovada. Além disso, na década de 1860, como já mencionado, Franz fez diversas viagens pelo Brasil com seu pai explorando rios do país sob contrato do governo imperial, o que tornaria difícil a possibilidade dele dirigir o estabelecimento fotográfico de seu sogro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong></span> &#8211; Franz e seu pai, Joseph, embarcaram rumo a Campos no vapor <em>Ceres</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/23281" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de maio de 1864, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em ato oficial, de 24 de dezembro de 1864, do ministro de Estado dos Negócios da Agricultura Comércio e Obras Públicas, assinado pelo ministro Jesuino Marcondes de Oliveira e Sá (1827 &#8211; 1903), Franz e Joseph Keller foram encarregados de estudar o rio Ivahy (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/24248" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de janeiro de 1865, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/1910" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de novembro de 1865, última coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/24248" target="_blank">).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25067" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/24248" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25067" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ivahy.jpg" alt="Correio Mercantil, 1º de janeiro de 1865" width="468" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/24248" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de janeiro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Franz Keller chegou a Santos na companhia de um <em>criado</em>, no vapor <em>Dom Affonso</em>, procedente de Santa Catarina com escalas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_02/1591" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de outubro de 1865, primeira coluna</a>).</p>
<p>Integrou-se à Expedição do Avaí, quando produziu aquarelas da região.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1865</strong></span> &#8211; Foram publicadas notícias sobre o relatório elaborado pelos engenheiros Keller sobre a navegabilidade do rio Paraiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/23986" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1865</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Foram publicadas notícias sobre o relatório elaborado pelos engenheiros Keller sobre a navegabilidade do rio Ivahy (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/25736" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 16 de janeiro de 1866, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Joseph e Franz foram contratados pelo governo do Paraná para a realização do levantamento e da impressão da carta corográfica do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4283" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 28 de março de 1966, primeira coluna</a>).</p>
<p>No dia 24 de julho, Franz e Joseph Keller partiram de Curitiba para explorar o rio Iguaçu. Também faziam parte do grupo o agrimensor Julio Kalkman e o intérprete Fructuoso Antonio de Moraes Dutra, além de 24 tripulantes das oito canoas da expedição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4303" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 14 de abril de 1866, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4398" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 4 de julho de 1866, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/26509" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 30 de julho de 1866, última coluna</a>).</p>
<p>Em 7 de dezembro, o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-3749-7-dezembro-1866-554560-publicacaooriginal-73201-pe.html" target="_blank">Decreto Imperial nº 3749</a> autorizou a abertura da navegação do rio Amazonas para outras nações, após pressões internacionais, vindas principalmente dos Estados Unidos. Foi nesse contexto que, no ano seguinte, Franz e Joseph Keller foram encarregados pelo Império do Brasil para a exploração de rios do Norte do país.</p>
<div class="textoNorma">
<p style="text-align: center;"><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-3749-7-dezembro-1866-554560-publicacaooriginal-73201-pe.html#:~:text=Abrindo%20os%20rios%20Amazonas%2C%20Tocantins,%2C%20Madeira%2C%20Negro%20e%20S.&amp;text=No%20intuito%20de%20promover%20o,dos%20rios%20Tocantins%20e%20S." target="_blank"><em><strong>DECRETO Nº 3.749, DE  7 DE DEZEMBRO DE 1866</strong></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Abrindo os rios Amazonas, Tocantins, Tapajós, Madeira, Negro e S. Francisco á navegação dos navios mercantes de todas as nações.</em></p>
<div class="texto">
<p><em><span style="font-family: ti;">No intuito de promover o engrandecimento do Imperio, facilitando cada vez mais as suas relações internacionaes, e animando a navegação e o commercio do rio Amazonas e seus affluentes, dos rios Tocantins e S. Francisco, ouvido o Meu Conselho de Estado, Hei por bem Decretar o seguinte:</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Art. 1º Ficará aberta, desde o dia 7 de Setembro de 1867, aos navios mercantes de todas as nações, a navegação do rio Amazonas até á fronteira do Brasil, do rio Tocantins até Cametá, do Tapajós até Santarem, do Madeira até Borba, e do rio Negro até Manáos.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Art. 2º Na mesma data fixada no art. 1º ficará igualmente aberta a navegação do rio S. Francisco até á Cidade do Penedo.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Art. 3º A navegação dos affluentes do Amazonas, na parte em que só uma das margens pertence ao Brasil, fica dependendo de prévio ajuste com os outros Estados ribeirinhos sobre os respectivos limites e regulamentos policiaes e fiscaes.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Art. 4º As presentes disposições em nada alterão a observancia do que prescrevem os Tratados vigentes de navegação e commercio com as Republicas do Perú e de Venezuela, conforme os regulamentos já expedidos para esse fim.</span></em></p>
<p align="justify"><span style="font-family: ti;"> <em>   Art. 5º Os Meus Ministros e Secretarios de Estado, pelas Repartições competentes, promoveráõ os ajustes de que trata o art. 3º, e expediráõ as ordens e regulamentos necessarios para a effectiva execução deste Decreto.</em></span></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Antonio Coelho de Sá e Albuquerque, do Meu Conselho, Senador do Imperio, Ministro e Secretario de Estado dos Negocios Estrangeiros, assim o tenha entendido e faça executar.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">Palacio do Rio de Janeiro em sete de Dezembro de mil oitocentos sessenta e seis, quadragesimo quinto da Independencia e do Imperio.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">Com a Rubrica de Sua Magestade o Imperador.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">Antonio Coelho de Sá e Albuquerque.</span></em></p>
</div>
</div>
<div class="rodapeTexto">
<div class="texto"><em>Este texto não substitui o original publicado no Coleção de Leis do Império do Brasil de 1866&#8243;</em></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; O presidente da província do Paraná mandou sustar a exploração do rio Iguassu, cujos encarregados eram Joseph e Franz Keller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/1655" target="_blank"><em>Diário de São Paulo</em>, 23 de janeiro de 1867, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi assinado, em 27 de março, e selado, em 23 de novembro, o <a href="http://info.lncc.br/btt1867.html" target="_blank">Tratado de Ayacucho</a>, entre o Brasil e a Bolívia, que definia os limites entre os dois países.</p>
<p>Franz casou-se com Sabine Christine Leuzinger (1842-1915), filha primogênita do fotógrafo, livreiro e editor suíço Georges Leuzinger (1813-1892), adotando também o sobrenome do sogro, passando a assinar Franz Keller-Leuzinger.</p>
<p>Por portaria de 10 de outubro de 1867, Franz e seu pai, Joseph Keller<em>, </em>foram <em>incumbidos pelo governo imperial de explorar o rio Madeira na parte encachoeirada dele, desde Santo Antonio até a barra do rio Mamoré, e de elaborar os projetos mais apropriados para o melhoramento dessa importante via de comunicação com a província de Mato Grosso e a república da Bolívia. </em><em>Relatório da exploração do rio Madeira na parte compreendida ente a cachoeira de Santo Antônio e a barra do Mamoré</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1365" target="_blank"><em>Diário de Belém</em>, 10 de outubro de 1869, última coluna</a>).</p>
<p>Em 15 de novembro, embarcaram no Rio de Janeiro rumo ao Pará (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank"><em>Diário do Povo,</em> de 15 de novembro de 1867,  primeira coluna</a>).</p>
<p>O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a> seguiu com os engenheiros rumo à Amazônia, comissionado por Leuzinger, em cujo ateliê fotográfico trabalhava. Levava um escravizado. A esposa de Franz, Sabine, e sua irmã, Pauline Keller, também estavam no paquete <em>Paraná,</em> assim como o engenheiro José Manoel da Silva, integrante da expedição <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank">(<em>Diário do Povo,</em> 15 de novembro de 1867, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12890" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de novembro de 1867, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25086" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25086" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia3.jpg" alt="Diário do Povo, de 14 de novembro de 1867" width="386" height="95" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><em>Diário do Povo</em>, de 15 de novembro de 1867</a></p></div>
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<div id="attachment_25102" style="width: 485px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25102" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/frisch1.jpg" alt="Alberto Christoph Frish, c.  1866" width="475" height="360" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank">Detalhe do autorretrato de Alberto Christoph Frish, c. 1867. Rio Tarumã, AM / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus e <em>&#8230; percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses&#8230;</em>, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros </a>da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Segundo o livro de Ernesto Senna, <em>O velho commercio do Rio de Janeiro</em>, a expedição fotográfica de Frisch à Amazônia foi fruto de uma solicitação feita pelo suíço Louis Agassiz (1807 – 1873) a Leuzinger.</p>
<p>&#8220;<em>Satisfazendo ao pedido de Agassiz, fez Leuzinger tirar vistas até Tabatinga, na fronteira do Amazonas com a República do Peru, vistas que serviram não só para os trabalhos científicos daqule sábio, como também para ilustrações europeias. Quando o engenheiro Keller foi em comissão explorar os rios Madeira e Mamoré, Georges Leuzinger mandou um fotógrafo d</em>a<em> casa acompanhar a expedição, que trouxe depois daquelas incomparáveis regiões graande cópia de clichês, da flora, da fauna, de paisagens, e fotograafias de silvícolas e de suas tabas, aldeamentos, instruentos, armas, etc. Estas coleções, de grande valor para estudos etnográficos, eram muito interessantes sob qualquer ponto de vista e muito procuradas por viajantes estrangeiros&#8221;</em>.</p>
<p>Agassiz havia, entre 1865 e 1866, comandado a Comissão Thayer no Brasil, que percorreu boa parte do território brasileiro entre o Rio de Janeiro e a Amazônia, viagem que deu origem ao livro <em>A journey in Brazil, </em>editado em Boston, em 1868. A Comissão Thayer foi financiada pelo empresário e filantropo norte-americano Nathaniel Thayer, Jr. (1808-1883), ex-aluno de Agassiz no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard. Vale lembrar que Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), o futuro chefe da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank">Comissão Geológica do Império (1875 – 1878)</a>, integrada pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, participou da Comissão ou Expedição Thayer &#8211; foi a primeira vez que esteve no Brasil.</p>
<p>A expedição à Amazônia liderada pelos Keller, com 32 volumes, alcançou Belém, em 1º de dezembro, e seguiu para Manaus, onde chegou no dia 10 do mesmo mês, no vapor <em>Belém</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219339/812" target="_blank"><em>Jornal do Pará</em>, 11 de dezembro de 1867,terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/851051/106" target="_blank"><em>Jornal do Rio Negro</em>, 11 de dezembro de 1867, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25085" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/219339/812" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia2.jpg" alt="Jornal do Pará, 11 de dezembro de 1867" width="237" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/219339/812" target="_blank"><em>Jornal do Pará</em>, 11 de dezembro de 1867</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; No Anexo X do Relatório do Ministro da Agricultura de 1868, Joseph e Franz Keller fizeram comentários sobre a formação geológica do solo brasileiro. Em alguns pontos concordaram com o geógrafo, naturalista e explorador alemão Barão de Humboldt (1769- 1859), que havia participado de uma expedição pela América do Sul entre 1799 e 1804.(<a href="Na%20seção de 14 de setembro do Instituto Politécnico Brasileiro, fez um discurso agradecendo sua nomeação para sócio correspondente da instituição. Também discursaram Luiz Filipe de Saldanha da Gama (1846 - 1895), Antônio Augusto Fernandes Pinheiro (18? - ?). Augusto Teixeira Coimbra (18? - ?) também foi nomeado sócio correspondente (Jornal do Commercio, 24 de setembro de 1869, segunda coluna; Revista do Instituto Politécnico Brasileiro, 1869)." target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, de 12 de agosto de 1882, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19817" target="_blank"><em> Jornal do Recife</em>, 13 de janeiro de 1883, primeira coluna</a>).</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/19817" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-25082" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia.jpg" alt="geologia" width="391" height="210" /></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19817" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25083" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia1.jpg" alt="Jornal do Recife, de 1883" width="396" height="271" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/19817" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de janeiro de 1883</a></p>
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<p>O governador do Amazonas, José Coelho da Gama e Abreu (1832 &#8211; 1906), o barão de Marajó,  submeteu ao governador do Pará, Joaquim Raimundo de Lamare (1811 &#8211; 1889), um ofício sobre a comissão dos Keller, que havia sido enviado pelo ministro da Agricultura, Zacarias de Góis e Vasconcelos (1815 &#8211; 1877) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164992/267" target="_blank"><em>Amazonas</em>, 25 de abril de 1868, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164992/273" target="_blank"><em>Amazonas</em>, 9 de maio de 1968, última coluna</a>).</p>
<p>Foram concedidas às irmãs Sabine Leuzinger-Keller e a Pauline Keller concessão de <em>passagens de Estado</em> em embarcação da Companhia do Amazonas, de Manaus a Belém do Pará com as despesas pagas pelo Ministério da Agricultura. Joseph e Franz Keller foram recomendados pelo governo do Amazonas ao comandante do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16160" target="_blank">Forte Príncipe da Beira</a>,  no Mato Grosso, para onde iriam com o objetivo de explorar o Rio Madeira, conforme comissão do governo brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164992/286" target="_blank"><em>Amazonas</em>, 30 de maio de 1868, segunda coluna</a>).</p>
<p>Sabine e Pauline chegaram ao Rio de Janeiro em 19 de junho, a bordo do paquete a vapor <em>Guará</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/29243" target="_blank"><em>Correio Mercantil,</em> 20 de junho de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>O fotógrafo Frisch retornou ao sul do Brasil, a bordo do vapor <em>Cruzeiro do Sul</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=216828&amp;PagFis=9404" target="_blank"><em>Jornal Pedro II</em>, 24 de novembro de 1868, na quarta coluna</a>). No ano seguinte, as imagens produzidas por ele durante a expedição pela Amazônia começaram a ser comercializadas a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d’une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
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<div id="attachment_25139" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/resultat1.jpg" alt="Acervo FBN" width="402" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 9 de dezembro, o tenente -coronel José Wilkens de Mattos (1822 &#8211; 1889), governador do Amazonas, respondendo a um ofício enviado pelos Keller e pelo engenheiro José Manoel da Silva, autorizou a tesouraria de Fazenda a receber objetos que estavam com os requerentes, referentes à comissão que cumpriram no rio Madeira;  tomou ciência de que uma canoa adquirida na Bolívia pelos Keller e por José Manoel seria utilizada por João Martins da Silva Coutinho na comissão de exploração do rio Branco; e informou que os Keller e José Manoel teriam seu transporte a bordo do vapor <em>Belém</em>, de Manaus a Belém, em 10 de dezembro de 1868, custeado pelo Ministério da Agricultura. Poderiam utilizar o espaço de bagagem, duas toneladas, destinado ao governo. O trabalho comissionado pelo governo imperial havia sido concluído e eles voltariam para o Rio de Janeiro no mesmo vapor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/461" target="_blank"><em>Diário de Belém</em>, 28 de dezembro de 1868, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164992/417" target="_blank"><em>Amazonas</em>, 5 de janeiro de 1869, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25111" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/461" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25111" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/vapor.jpg" alt="Diário de Belém, 28 de dezembro de 1868" width="402" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/461" target="_blank"><em>Diário de Belém</em>, 28 de dezembro de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3622" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3622/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="702" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3622" target="_blank">Franz Keller. Resultados ethnographicos e archeologicos da Exploração do Rio Madeira : : empreendida por ordem do Governo Imperial pelos engenheiros José e Francº Keller, 1869 / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong> </span>- <span style="color: #000000;">No dia 4 de janeiro de 1869, Joseph e Franz Keller e o ajudante José Manuel da Silva chegaram ao Rio de Janeiro a bordo do paquete <em>Paraná</em>. Franz estava enfraquecido pelas febres e queimado pelo sol. Segundo o pesquisador Frank Kohl, ele havia contraido malária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23854" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 5 de janeiro de 1869, quinta coluna</a>).</span></p>
<p>Fez o retrato da filha de Leuzinger, Gabrielle Marie (1853 &#8211; 1869), que faleceu em 23 de abril de 1869 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/15411" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de abril de 1869, última coluna)</a>.</p>
<p>“<em>Após sua morte, ela estava quase sorridente, uma figura de anjo e tão branca quanto os lençóis de seu leito. Franz Keller fez seu retrato de perfil para nosso espanto o perfil perfeito de Mathilde quando tinha sua idade, 16 anos, 6 dias e 21 horas e meia</em>” (Carta de Georges Leuzinger para seu filho Paul, que estava vivendo na França, de 2 de junho de 1969).</p>
<p>Esteve algumas vezes no Paço Imperial cumprimentando o imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891</a>) (<em>Diário de Rio de Janeiro</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/24887" target="_blank"> 14 de setembro;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25037" target="_blank">19 de outubro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25197" target="_blank">29 de novembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25225" target="_blank">6 de dezembro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25281" target="_blank">21 de dezembro de 1869</a>, primeiras colunas).</p>
<p>Na seção de 14 de setembro do Instituto Politécnico Brasileiro, fez um discurso agradecendo sua nomeação para sócio correspondente da instituição. Além dele, discursaram Luiz Filipe de Saldanha da Gama (1846 &#8211; 1895) e Antônio Augusto Fernandes Pinheiro (18? &#8211; ?). Augusto Teixeira Coimbra (18? &#8211; ?) também foi, na ocasião, nomeado sócio correspondente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/16199" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de setembro de 1869, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/425" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, 1869</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Na seção de 14 de junho de 1870 do Instituto Politécnico Brasileiro, sob a presidência do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank"> conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, J.M. da Silva anunciou que Franz Keller havia viajado para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/604" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, 1874)</a>.</p>
<p>Foi autorizada a venda em hasta pública dos objetos comprados para a exploração dos rios Iguaçu, Ivahy, Paranapanema e Tibagi, entregues por Joseph e Franz Keller a Serafim Carvalho Baptista e José Feliciano da Silva (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/6155" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 12 de outubro de 1870, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; Joseph Keller ainda se encontrava no Brasil <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/4523" target="_blank">Jornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/4523" target="_blank">, 7 de abril de 1872, sétima coluna</a>).</p>
<p>Em julho, Franz Keller (1835-1890) estava na Suíça.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Retornou à Alemanha para tratar da saúde, fixando residência na cidade alemã de Karlsruhe. Conforme hjá mencionado, segundo o pesquisador Frank Kohl, Franz havia contraído malária no Amazonas e justamente por isto não pode aceitar o convite do coronel americano George Earl Church (1835-1910) para participar da construção da ferrovia <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira-Mamoré</a>, que utilizou os dados levantados pelos Keller naquela região. Church havia recebido do governo brasileiro a concessão para a construção da ferrovia. Porém, por diversos motivos, Church não concluiu o empreendimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/604" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, fevereiro de 1874</a>).</p>
<p><em>&#8220;A magnitude e a expectativa que despertaram os projetos de Church provocaram o acre zelo e a oposição daqueles que detinham o monopólio comercial da área, os comerciantes da Costa do Pacífico, na medida em que se propunha a abrir rota concorrente de comércio. De repente descobriram que uma companhia americana detinha um empreendimento que prometia penetrar pelo centro da América do Sul e transformar seu comércio. Ao utilizar a rede fluvial, afetaria poderosamente as relações políticas e inter comerciais de vários Estados hispano-americanos. Ferozes interesses contrariados se aliaram amplamente. A English Construction Company denunciou o contrato e aliou-se aos seus acionistas em um ataque ao fundo fiduciário ferroviário, que eles vincularam por liminar ao Tribunal de Chancelaria. O governo boliviano tentou apreender o fundo. O coronel Church lutou contra esses pesados ataques, defendendo o terreno a cada polegada que houvesse para sustentar ganhou batalha após batalha entre 1873 a 1878. O comitê dos detentores de títulos subornou o presidente boliviano Daza com £ 20.000 para tomar partido ao seu favor e instaurou um novo processo para revogação da concessão boliviana. Mesmo neste novo processo, o coronel Church ganhou no Tribunal de Primeira Instância. A Câmara dos Lordes finalmente resolveu a questão declarando impraticável o empreendimento, embora meses antes o governo brasileiro tivesse dado seu apoio inabalável ao coronel Church. A seu pedido foi decretado um complemento ao fundo existente com o montante necessário para concluir as obras ferroviárias. Na época em que a empresa faliu havia 1.200 homens trabalhando na linha férrea e uma locomotiva em tráfego no primeiro trecho inaugurado&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/dante-fonseca/a-madeira-mamore-e-a-noticia-biografica-de-george-earl-church-feita-por-clements-markham" target="_blank"><em>A Madeira-Mamoré e a notícia biográfica de George Earl Church feita por Clements Markham</em></a>,</p>
<p style="text-align: right;">por  Dante Ribeiro da Fonseca</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211;  Franz Keller (1835-1890) publicou o livro ilustrado <em>Do Amazonas ao Madeira </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/7996" target="_blank"><em>Jo</em><em>rn</em><em>al do Commercio</em>, de 31 de janeiro de 1874, na última coluna</a>). Na edição alemã, ficou registrado na folha de rosto que as ilustrações da obra, reconstruídas com base nos esboços de Franz, foram gravadas em madeira na oficina gráfica de Adolf Clob (1840 &#8211; 1894). Franz, no prefácio do livro, agradece a seu pai, &#8220;<em>meu fiel companheiro e colega de ciência nessa cansativa jornada, além de também agradecer ao meu irmão, professor Ferdinand Keller, especialista em pinturas históricas, cuja consultoria quanto às ilustrações me foram de inestimável valor&#8221;</em>. O livro também foi editado em Londres pela Chapman &amp; Hall, no mesmo ano, e possuia 68 ilustrações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25040" style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/7996"><img class="size-full wp-image-25040" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/keller.jpg" alt="Jornal do Commercio, 31 de janeiro de 1874" width="387" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/7996"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de janeiro de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com uma carta enviada de Karslruhe, datada de 1º de maio de 1874, Franz respondeu ao opúsculo intitulado <em>Estudo sobre o Rio Madeira </em>(1873), do engenheiro baiano Eduardo José de Moraes (1830 &#8211; 1895). O autor afirmava que a expedição para a exploração do rio Madeira não havia atendido às instruções do governo imperial, o que Franz rebateu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/9000" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de julho de 1874, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; Gravuras do livro <em>Do Amazonas ao Madeira </em>foram publicadas na revista <em>Illustração Brasileira</em>, fundada pelo litógrafo alemão Henrique Fleuiss (1823-1882) e muito importante na história da imprensa no Brasil. Seu modelo eram as revistas francesa <em>L´Illustration</em> e a inglesa <em>The Illustrated London News. </em>Para Joaquim Marçal Ferreira de Andrade, um dos curadores do portal Brasiliana Fotográfica e coordenador da BN Digital, as páginas do artigo de Franz Keller-Leuzinger foram um marco na história do projeto gráfico das páginas das revistas ilustradas do Brasil, “mesmo considerando-se que as matrizes eram alemãs”(<em>Illustração Brasileira</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank">1º de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/33" target="_blank">15 de julho</a> de 1876).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank"><img class="  wp-image-25062 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/kellerlivro.jpg" alt="Kellerlivro" width="700" height="417" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank"><img class="  wp-image-25063 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/kellerlivro1.jpg" alt="kellerlivro1" width="701" height="254" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25064" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank"><img class=" wp-image-25064" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/kellerlivro2.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1º de julho de 1876" width="680" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 1º de julho de 1876</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25946" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/33" target="_blank"><img class=" wp-image-25946" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/leuzinger.jpg" alt="Illustração Brasileira, 15 de julho de 1876" width="301" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/33" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 15 de julho de 1876</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em Karlsruhe, na Alemanha, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, durante sua segunda viagem à Europa, encontrou-se com Franz  Keller (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/2885" target="_blank">Novo e completo Índice Cronológico da História do Brasi</a>l</em>). Na ocasião, Franz, que vivia na época de seus trabalhos artísticos, escreveu uma carta ao monarca, na qual expunha seus planos para o futuro em um possível retorno ao Brasil. Dentre seus projetos, pedia o monopólio para explorar o sal no Paraná e se voluntariava para intermediar a venda da pólvora da Alemanha para o Brasil.</p>
<p>&#8220;<em>Voltando desse modo outra vez as belas praias da Terra de Santa Cruz, isto é, acompanhando em pessoa um carregamento de pólvora e se necessário fosse de armamento ao Rio de Janeiro. V. M. I. dignasse talvez de encarregar-me outra vez com trabalhos técnicos como antigamente. Me seja permitido, afora os trabalhos de exploração dos rios, alinhamento de estradas e caminhos de ferro e o levantamento de mapas geográficos, citar a elaboração de projetos de abastecimento da capital com água potável, que dia a dia fica mais urgente</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;">Carta de Franz Keller-Leuzinger a D. Pedro II, 29 de julho de 1876.</p>
<p style="text-align: right;">Seção de Manuscritos da Biblioteca Nacional</p>
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<p>Parece que esses projetos nunca se realizaram.</p>
<p>Tanto ele como seu pai eram sócios correspondentes do Instituto Politécnico Brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/1856" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, outubro de 1876</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong></span> &#8211; Foi publicado, no primeiro número do jornal <em>O Vulgarisador,</em> a imagem do encontro de Franz com os índios Caripunas, do livro <em>Do Amazonas ao Madeira </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010x/1" target="_blank"><em>O Vulgarisador</em>, 1ª edição, 1877</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25097" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010x/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25097" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/vulgarizador.jpg" alt="O Vulgarizador, 1º de julho de 1877" width="441" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010x/1" target="_blank"><em>O Vulgarisador</em>, 1a edição, 1877</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em> &#8220;Eram criaturas fortes, bem conformadas e de estatura mediana; traziam pendentes comprimidos cabelos pretos; um dos homens apenas usava-os enrolados em trança. Um dente de anta atravessava-lhes as pontas das orelhas, e tinha, além disto, em outro buraco na separação de nariz, um pequeno molho de penas encarnadas de tucano. Não traziam armas, a esta circunstancia junto à presença de uma de suas mulheres na embarcação, respondia-nos pela benevolência de suas intenções&#8221; </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010x/7" target="_blank"><em>O Vulgarisador</em>, 1ª edição, 1877</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25098" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://site.mast.br/ovulgarisador/jornal.php" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25098" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/vulgarizador1.jpg" alt="Mastro do Site" width="614" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://site.mast.br/ovulgarisador/jornal.php" target="_blank"><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Site Mast</span></span></em></a></p></div>
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<p>Sobre o livro, o editor de <em>O</em> <em>Vulgarisador</em>, o poeta, escritor e jornalista português Augusto Emilio Zaluar (1826 &#8211; 1882), comentou: “<em>deve interessar a todos que ligam a verdadeiro apreço aos trabalhos desta natureza, que, infelizmente, ainda tanto escasseiam entre nós</em>”. Ele emigrou para o Brasil, em 1849, e, sete anos depois, naturalizou-se cidadão brasileiro. Em 1876, recebeu a comenda da Ordem da Rosa e era amigo de escritores como Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) e José de Alencar (1829 &#8211; 1877). Colaborou em diversos periódicos como <em>A Época</em>, <em>Espelho</em> e <em>Álbum Semanal</em>. <em>O Vulgarizador</em> circulou entre 1877 e 1881, no Rio de Janeiro. Seus livros mais conhecidos são <em>Peregrinações pela Província de São Paulo (1860-1861) (</em>1862) e <em>Doutor Benignus</em> (1875). Este último é considerado a primeira ficção científica brasileira.</p>
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<div id="attachment_25099" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Em%C3%ADlio_Zaluar#/media/Ficheiro:Augusto_Em%C3%ADlio_Zaluar_portrait.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-25099" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/vulgarizador2.jpg" alt="Augusto Emílio Zaluar por" width="280" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Em%C3%ADlio_Zaluar#/media/Ficheiro:Augusto_Em%C3%ADlio_Zaluar_portrait.jpg" target="_blank">Augusto Emílio Zaluar por Fernand Delannoy / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Falecimento de Joseph (José) Keller (1811 &#8211; 1877).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1880</strong> </span>- Durante essa década, Franz Keller, esteve no Brasil, mas voltou à Alemanha.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong> </span>- Aquarelas de Joseph Keller fizeram parte da exposição História do Brasil, da Biblioteca Nacional.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Franz Keller continuava sendo sócio correspondente do Instituto Politécnico Brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/4866" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, 1889</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong> </span>- Franz Keller-Leuzinger faleceu em Munique, na Alemanha, em 18 de julho de 1890.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Roteiro da Expedição à Amazônia segundo o Relatório da exploração do rio Madeira na parte compreendida entre a cachoeira de Santo Antônio e a barra do Mamoré</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25122" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/mapa.jpg"><img class="size-full wp-image-25122" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/mapa.jpg" alt="Mapa desenhado por Franz Keller-Leuzinger reproduzindo o percurso de sua viagem, no livro Do Amazonas ao Madeira" width="334" height="548" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa desenhado por Franz Keller-Leuzinger reproduzindo o percurso de sua viagem, no<br />livro <em>Do Amazonas ao Madeira</em></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>1967</em></strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">10 de outubro</span></strong> &#8211; Foi assinada pelo governo imperial uma portaria incumbindo os engenheiros Franz e Joseph Keller em <em>de explorar o rio Madeira na parte encachoeirada dele, desde Santo Antonio até a barra do rio Mamoré, e de elaborar os projetos mais apropriados para o melhoramento dessa importante via de comunicação com a província de Mato Grosso e a república da Bolívia.</em></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">15 de novembro</span></strong> – A expedição parte do Rio de Janeiro. Além dos Keller, embarcaram no paquete Paraná o fotógrafo Christoph Albert Frisch (1840 – 1918), a esposa e a irmã de Franz, repectivamente, Sabine Christine Leuzinger (1842-1915), filha do fotógrafo e editor suíço Georges Leuzinger (1813 – 1892); e Pauline.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1º de dezembro</span> </strong>– Chegada em Belém.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">10 de dezembro</span> </strong>– Chegada em Manaus, a bordo do vapor <em>Belém</em>. A expedição levava 32 volumes. O governador do Amazonas, José Coelho da Gama e Abreu, o barão de Marajó (1832 &#8211; 1906), os avisou que <em>a subida das cachoeiras e o estudo do rio das enchentes difícil e penoso</em>. Fizeram então o levantamento. O governador os encarregou de fazer um levantamento de parte da planta do Rio Negro e da cidade de Manaus. O ajudante José Manoel da Silva fez o levantamento da planta de Manaus. Devido à falta de remeiros, o trabalho do Rio Negro não pode ser realizado. Foi feito então um projeto e orçamento para a reconstrução de uma ponte manauara que estava em ruínas.</p>
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<p style="text-align: center;"> <strong><span style="color: #800000;"><em>1868</em></span></strong></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>9 de fevereiro</strong></span> &#8211; José Coelho da Gama e Abreu, o barão de Marajó (1832 &#8211; 1906) foi sucedido no governo do Amazonas por Jacinto Pereira do Rego que não atendeu às solicitações necessárias para a expedição: nem forneceu o número de guardas nem o vapor J<em>urupensen</em> que poderia ter levado o pessoal e o trem da expedição até Santo Antônio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>fevereiro / maio</strong></span> &#8211; Com o propósito de levar a cabo a missão, procuraram o vice-cônsul da Bolívia, Ignacio Araus, que encontrava-se em Manaus. Ele ofereceu toda a ajuda necessária e falou de um comerciante boliviano que iria para o Pará e, de lá, para a Bolívia. Dessa forma <em>uma comissão ao mando do governo imperial </em>seguiu<em> viagem sob os auspícios de um particular.</em></p>
<p>Compraram, em Serpa, <em>uma canoa de lotação de 300 arrobas mal construída e em mal estado por não haver outra</em>, do major Dalmazo de Souza Barriga.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>30 de maio</strong></span> &#8211; A comissão Keller partiu de Serpa, no Amazonas, atrás do comerciante boliviano, com sete tripulantes quando a canoa demandava ao menos 12. A embarcação levava mantimentos para 4 meses, ferramentas para a construção e conserto de canoa, instrumentos de medição, armamentos, toldos e barracas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>9 de junho</strong></span> – Chegada à Borba com menos dois remeiros, que haviam fugido.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>10 a 13 de junho</strong></span> – Passaram por Sapucaia-oroca, dos índios Mura; a Ilha das Araras e pela barra do rio Aripuanã.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>madrugada de 14 para 15 de junho</strong></span> – Conserto de uma canoa, que perigava afundar.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>15 de junho</strong></span> – Passaram pelas pedras de Aruá.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>18 de junho</strong></span> – Chegaram ao engenho de Ignacio Araus, onde o comerciante boliviano os aguardava com <em>impaciência</em>. Transferiram a carga para uma canoa mais apropriada.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>21 de junho</strong> </span>– Continuaram a viagem. A comitiva tinha 70 índios bolivianos das missões do Mamoré como remeiros e pilotos de sete canoas e de oito brancos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>30 de junho</strong> </span>– Encontraram uma família de índios Mura. Por alguns dias, seguiram a expedição. Compraram tartarugas dos índios.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>início de julho</strong></span> &#8211; Acima de um lugar denominado Três Casas visitaram a barraca de alguns seringueiros bolivianos que com os índios Moxos exploravam a resina.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>5 de julho</strong></span> – Chegaram ao Crato, uma estância para a criação de gado. Lá se encontrava o destacamento de Santo Antônio que, nessa época do ano, princípio da estação de chuvas, se retirava de Santo Antônio para um lugar mais salubre. Foram recebidos com <em>cordialidade</em> pelo comandante do destacamento que os apresentou ao dono do lugar, o capitão Tenório.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>10 a 15 de julho</strong></span> – Passaram à Ilha das Abelhas, à barra do Pirapitanga e a do Jamary, muito rica em peixes mas infestada pelas <em>febres de caráter maligno</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>16 de julho</strong></span> – Chegaram à Ilha dos Mutuns e à praia dos Tamanduás, onde, no mês de setembro, milhares de tartarugas vêm desovar. Na mesma época, seringueiros e pescadores vêm para o local, onde juntam os ovos das tartarugas para a fabricação de manteiga e levam tartarugas, causando grande destruição.</p>
<p>Chegada à Cachoeira de Santo Antônio. Foi necessário descarregar as canoas e transportar tudo para 450 metros acima dos rochedos da margem esquerda..</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>18 de julho</strong> </span>– Chegaram <em>na correnteza dos Macacos da qual já se descobre a fumaça que levanta o salto do Theotônio</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>22 de julho</strong></span> – Chegaram à Cachoeira dos Morrinhos, que tinha dois saltos distintos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>25 de julho</strong></span> – Entre Morrinhos e o Caldeirão do Inferno encontraram canoas construídas com cascas de Jatubá pelo índios Caripunas, que habitavam aquela altura do rio. Foram convidados por eles para visitarem suas malocas e foram presenteados com raízes de mandioca e milhos em espiga. Ofertaram aos índios facas, tesouras e anzóis. Dias depois, encontraram outros Caripunas, de quem compraram uma anta e um porco do mato. Esses encontros transcorreram, segundo o relatório da expedição, sempre em um clima de amizade e harmonia.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>26 de julho</strong> </span>– Chegaram à parte inferior da <em>perigosa Cachoeira do Caldeirão do Inferno</em>. Muitas cruzes rodeavam o local, onde diversos barcos haviam naufragado e pessoas morrido de febres malignas. O engenheiro peruano Maldonado foi uma das vítimas de um naufrágio na região. Um dos índios remeiros da comissão Keller <span style="color: #000000;">faleceu no local devido a uma inflamação intestinal.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>27 de julho</strong></span> &#8211; Avistaram os morros ao pé do Salto do Girão. Durante quatro dias <em>foi feito o transporte das cargas e a varação das canoas</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>31 de julho e 1º de agosto</strong> </span>– Continuaram a viagem e chegaram a Pedras de Amolar, nome dado ao local por navegantes devido às camadas de <em>gres argiloso</em> (arenito). À tarde, chegaram à correnteza mais forte dos Três Irmãos, com uma  queda de menos de um metro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>3 e 4 de agosto</strong> </span>– Chegada à Cachoeira do Paredão, com uma queda divida em duas partes.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>5 de agosto</strong></span> – Chegada à Cachoeira Pederneira, assim chamada devido a presença de veias de quartzo nas fendas do rochedo. Rio acima, a cacheira mais próxima era a das Araras. Pouco acima da Pederneira, se acha à margem esquerda a barra do rio Abuná.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>9 a 15 de agosto</strong></span> &#8211; Chegaram à Cachoeira do Ribeirão onde ficaram até dia 15. Ela é formada por cinco saltos. Foi observado que os riscos das pedras em um dos saltos <em>formam uma paralela interessante com a representação tosca de objetos celestes e de an</em>imais nos rochedos do Orenoco, descritos por Humboldt.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>15 a 18 de agosto</strong></span> – Chegaram à Cachoeira do Madeira e à Cachoeira das Lages.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>19 de agosto</strong></span> – Chegada ao Salto das Bananeiras. A passagem do salto durou dois dias, as canoas tiveram que ser descarregadas e transportadas por cima dos rochedos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>21 a 22 de agosto</strong></span> – Após uma seca <em>extraordinária</em>, chuva forte e queda da temperatura para 11º.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>23 de agosto</strong> </span>– Chegada à Cachoeira do Guajará-Guassu. As cargas foram transportadas por terra e as canoas por água a sirga (puxadas por cordas).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>24 de agosto</strong></span> – Chegada à Cachoeira Guajará-Mirim. Encontraram 10 canoas bolivianas carregadas com couros e sebo, Por seu dono, de Santa Cruz de la Sierra, enviaram ofícios e cartas para o Rio de Janeiro e para o Pará. No mesmo dia, chegaram à barra do Ribeirão da Paca Nova, ao pé da serra homônima. As canoas estavam quase todas defeituosas. Foram tiradas da água e calafetadas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1º de setembro</strong></span> &#8211; A expedição chegou na junção do rio Mamoré com o Guaporé, onde habitava uma tribo indígena. Seguiram para o Serrito, sítio do brasileiro Antônio de Barros Cardoso, que morava na Bolívia há cerca de 15 anos e recebeu a expedição com a maior <em>afabilidade</em>. Ele já havia ajudado anteriormente, no início da década de 1850, o explorador Lardner Gibbon (1820 – 1910), tenente da Marinha dos Estados Unidos. Ele acompanhou a expedição até Exaltacion de la Santa Cruz, na Bolívia, uma antiga missão dos jesuitas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>10 de setembro</strong></span> &#8211; Chegada a Exaltacion de la Santa Cruz, onde Franz foi recebido pelas autoridades bolivianas. Com o prefeito da cidade, A. Morant, conversou sobre a o <em>engajamento de índios remeiros</em> para integrar a expedição. A essa altura já havia sido feita a aquisição de canoas e mantimentos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>15 de outubro</strong></span> – Partida para o sítio do Serrito, onde permaneceram até dia 19 de outubro. O comboio era formado por cinco embarcações de diferentes tamanhos – uma galeota, duas ubás, uma montaria e uma igarité &#8211; com uma tripulação total de 32  remeiros.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>21 de outubro</strong></span> &#8211; Chegada à barra do Mamoré, onde ficaram dois dias medindo o volume cúbico das águas dos rios Mamoré e Guaporé.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>24 de outubro</strong></span> &#8211; Estavam nas Ilhas Cavalo Marinho onde iniciaram uma medição detalhada com o micrômetro. À noite, houve uma tempestade.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>25 de outubro</strong></span> – Realização da exploração e sondagem do rio Guajará-Mirim.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>27 de outubro</strong></span> &#8211;  Passaram o Salto das Bananeiras e, devido ao mau tempo, as embarcações chegaram a encostar e um rochedo. Alguns dos índios assim como um dos engenheiros da expedição tiveram uma febre intermitente e foram tratados com sulfato de quinino. Terá sido Franz o engenheiro já que se sabe que ele provavelmente contraiu malária durante a expedição? Fazia muito calor e à noite houve um temporal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>30 de outubro</strong></span> – Haviam chegado com a medição até a Cachoeira do Pao-Grande.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2 a 7 de novembro</strong></span> – Estavam na barra do rio Beni, onde entraram para realizar a medição de suas águas. Passaram pela Cachoeira do Madeira, pela passagem do Ribeirão, pelos Periquitos e pelas Araras. No dia 7, devido às chuvas, foram obrigados a parar e armar os toldos e as barracas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>8 de novembro</strong></span> – Chegada ao Paredão.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>11 e 12 de novembro</strong></span> – Passaram por Três Irmãos e pelo Salto do Girão.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>13 a 15 de novembro</strong></span> – Passaram pelo Caldeirão do Inferno e reencontraram os índios Carapunas. Encontram também outra tribo indígena. Uma das canoas da expedição quase naufragou.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>16 de novembro</strong></span> – Passaram pela barra do Jassiparaná e chegaram, à tarde, à Cachoeira dos Morrinhos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>17 e 18 de novembro</strong> </span>– Chegaram ao Salto do Theotônio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>19 e 20 de novembro</strong></span> – Passaram pela correnteza dos Macacos e pela Cachoeira de Santo Antônio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>21 de novembro</strong></span> – Chegada ao Crato, <em>primeiro ponto onde se encontram alguns recursos. </em>Deixaram com o comandante do destacamento de Santo Antônio uma das ubás para ser devolvida ao brasileiro Antônio de Barros Cardoso, a quem pertencia.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>25 de novembro</strong> </span>– Passaram o Manicoré e chegaram ao sítio de J. Arans, onde deixaram uma das embarcações e parte da tripulação. Seguiram viagem com três canoas. Na aldeia dos Muras fizeram uma medição do volume cúbico das águas do rio Madeira.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>26 de novembro</strong></span> – Chegaram à vila de Borba.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>30 de novembro</strong></span> – Chegada a Serpa. Remeteram as canoas ao major Damazo de Souza Barriga e deram conhecimento desse ato ao presidente da província.</p>
<p>Passaram em Manaus onde entregaram no depósito do trem bélico armamentos e utensílios. Encontraram-se com o presidente da província.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>14 de dezembro</strong></span> – Chegada no Pará.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">1969</span></span></em></span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>4 de janeiro</strong></span> – Chegada ao Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Andrea C.T. Wanderley</span></span></p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Acervo do IMS- Cartas de Georges Leuzinger</p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em>A trajetória de Henrique Fleiuss, da Semana Ilustrada: subsídios para uma biografia</em>. In: KNAUSS, Paulo et alli (org.) Revistas Ilustradas: modos de ler e ver no Segundo Reinado. Rio de Janeiro: MAUAD; FAPERJ, p.53-66, 2011.</p>
<p>BELLUZZO, Ana Maria de Moraes. <em>O Brasil dos Viajantes</em>. Vol.2. São Paulo: Metalivros, 1994.</p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/eduardo-jose-de-moraes/" target="_blank">Dicionário de Verbetes AGCRJ</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21627/franz-keller-leuzinger" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <i>A fotografia no Brasil</i>: 1840-1900. 2ª edição. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1985.</p>
<p>FASOLATO, Jorge Douglas Alves. <a href="http://rubi.casaruibarbosa.gov.br/bitstream/20.500.11997/16893/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O%20-%20Jorge%20Douglas%20Alves%20Fasolato.pdf" target="_blank"><em>Estrada União e Indústria: paisagem, intervenção e fotografias de Revert Henry Klumb na perspectiva de uma rota cultural. </em></a>Fundação Casa de Rui Barbosa Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos Mestrado Profissional em Memória e Acervos, 2020.</p>
<p>FONSECA, Dante Ribeiro da. <a href="https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/dante-fonseca/a-madeira-mamore-e-a-noticia-biografica-de-george-earl-church-feita-por-clements-markham" target="_blank"><em>A Madeira-Mamoré e a notícia biográfica de George Earl Church feita por Clements Markham</em></a>. Gente de Opinião, 29 de outubro de 2019.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Biblioteca de jornais digitais da Biblioteca Nacional</span></span></a></p>
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">KELLER-LEUZINGER, Franz. </span></span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/227325" target="_blank"><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Os rios Amazonas e Madeira</span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> : </span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">esboços e descrições do caderno de um explorador</span></span></em></a><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> . </span><span style="vertical-align: inherit;">Londres: Chapman &amp; Hall, 1874.</span></span></p>
<p>KELLER-LEUZINGER, Franz (1835-1890). <em>Os Rios Amazonas e Madeira: esboços e relatos de um explorador</em> / Franz Keller-Leuzinger; tradução, apresentação e notas de Adriano Gonçalves Feitosa &#8211; Belo Horizonte : Editora Dialética, 2021.</p>
<p>KOHL, Frank Stephan.<em> Um jovem mestre da fotografia na Casa Leuzinger</em>. <i>Cadernos de Fotografia Brasileira</i>/IMS, n.3, p.185-214, 2006.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>PESSOA, Ana; SANTOS, Ana Lucia Vieira dos. <a href="http://rubi.casaruibarbosa.gov.br/handle/20.500.11997/11932" target="_blank"><em>Th. Marx, um arquiteto na corte de D. Pedro II</em></a>. 3° Congresso Internacional de História da Construção Luso-Brasileira (CIHCLB), realizado em Salvador (BA) nos dias 3 a 6 de setembro de 2019</p>
<p><em>Relatório da exploração do rio Madeira na parte compreendida entre a cachoeira de Santo Antônio e a barra do Mamoré (Diário de Belém</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1365">10 de outubro de 1869, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1369">12 de outubro de 1869, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1373">13 de outubro, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1377">14 de outubro de 1869, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1382" target="_blank">15 de outubro, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1386" target="_blank">16 de outubro de 1869, terceira coluna</a>).</p>
<p>SENNA, Ernesto. <em>O Velho Comércio do Rio de Janeiro</em>. 2ª edição. Rio de Janeiro: G Ermakoff, 2006.</p>
<p><a href="https://www.wdl.org/pt/item/211/" target="_blank">Site Biblioteca Digital Mundial</a></p>
<p><a href="https://www.infoescola.com/historia/tratado-de-ayacucho/" target="_blank">Site Infoescola</a></p>
<p><a href="http://site.mast.br/ovulgarisador/jornal.php" target="_blank"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Site</span></span> Mast</a></p>
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Stolberg-Wernigerode, Otto: </span></span><a href="https://daten.digitale-sammlungen.de/0001/bsb00016328/images/index.html?seite=448" target="_blank"><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">New German Biography</span></span></em></a><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> . </span><span style="vertical-align: inherit;">Berlim: Editor Fritz Wagner, 1997.</span></span></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <i>Fotógrafos Alemães no Brasil do século XIX</i>. São Paulo: Metalivros, 2000. p.77.</p>
<p>VERGARA, Moema de Rezende. <a href="https://www.scielo.br/j/alm/a/Cs43SNY5zTg3xVV94zCZrnj/?lang=pt" target="_blank"><em>A Exploração dos rios Amazonas e Madeira no Império Brasileiro por Franz Keller-Leuzinger: imprensa e nação</em></a>. Almanack. Guarulhos, n.06, p.81-94, 2º semestre de 2013.</p>
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		<title>Fernando Skarke (1858 &#8211; 1935), Fotógrafo da Casa Imperial</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2021 14:15:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O fotógrafo austríaco Ferdinand (Fernando) Adolf Skarke (1858 - 1935) veio para o Brasil com seus pais Johann e Theresa Skarke. Seu pai imigrou para trabalhar em Campinas em obras de engenharia hidráulica. Já na década de 1880, Fernando possuía um ateliê fotográfico em Piracicaba. Em novembro de 1886, dom Pedro II (1825 - 1891)  e dona Teresa Cristina (1822 - 1889) fizeram uma visita à cidade e, no mês seguinte, em 14 de dezembro de 1886, o imperador concedeu a Fernando o título de Fotógrafo da Casa Imperial. Acredita-se, até o momento, que ele tenha sido o único da província de São Paulo a receber essa distinção. Seu bisneto, Luiz Henrique D. T. Pitombo, forneceu informações importantes acerca da Photo Skarke e cedeu, para essa publicação, imagens inéditas para o grande público.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O fotógrafo austríaco Ferdinand (Fernando) Adolf Skarke (1858 &#8211; 1935) veio para o Brasil com seus pais Johann e Theresa Skarke. Seu pai imigrou para trabalhar em Campinas em obras de engenharia hidráulica. Já na década de 1880, Fernando possuía um ateliê fotográfico em Piracicaba. Em novembro de 1886, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>  e <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> fizeram uma visita à cidade e, no mês seguinte, em 14 de dezembro de 1886, o imperador concedeu a Fernando o título de <em>Fotógrafo da Casa Imperial</em>. Acredita-se, até o momento, que ele tenha sido o único da província de São Paulo a receber essa distinção. De temperamento alegre e comunicativo, tinha vários amigos como, por exemplo, o poeta santista José Martins Fontes (1884-1937) e o empresário <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27299" target="_blank">Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</a>. Só saiu do Brasil, já idoso, para visitar Viena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21835" style="width: 236px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank"><img class="wp-image-21835 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkeimperial.jpg" alt="skarkeimperial" width="226" height="177" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Site Coisas Antigas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=skarke" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Skarke disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Por volta de 1888, foi para Santos onde teve estabelecimentos fotográficos em três diferentes endereços: rua General Jardim, 80; na Praça da República, 16; e na rua São Leopoldo, 14. Na virada do século XIX para o XX, Santos prosperava e a demanda por fotografias na cidade aumentava. Os profissionais disputavam a freguesia local e o ateliê de Skarke, na Praça da República, era o mais luxuoso da cidade: <em><span style="color: #990000;">&#8220;</span><span style="color: #003300;">montado com todo o capricho, tendo um magnífico e espaçoso salão, com excelente luz; dispõe também das melhores e mais modernas máquinas, tendo uma grande variedade de ornamentos e fundos, tanto paisagens, como de salão, e mobília</span></em><span style="color: #990000;"><em>&#8220;</em>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24751" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank"><img class="wp-image-24751 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/casal.jpg" alt="casal" width="418" height="646" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank">Fernando Skarke. Retrato de casal não identificado, 18?. Santos, São Paulo / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo sua filha Mellita (1894 &#8211; ?), Skarke emulsionava papéis fotográficos com produtos químicos, usava albumina de ovo e nos dias ensolarados distribuía caixas de madeira com negativos de vidro e papel para serem sensibilizados pela luz natural. O sistema de iluminação natural do estúdio era composto por uma série de janelas de vidro, incluindo partes altas do telhado, que eram recobertas por cortinas em trilhos. Ajustes eram feitos para obter-se a iluminação desejada.</p>
<p style="text-align: left;">Sua neta Elisa Dias de Toledo Pitombo, filha de Mellita, relatou que Fernando teria feito fortuna produzindo retratos de famílias de imigrantes, principalmente, de comerciantes portugueses abastados que gostavam de enviar esses registros para seus parentes. &#8220;<em>Com a fotografia ele ganhou muito dinheiro e morou num palacete que depois virou hotel, a casa começava na rua da praia e ia até o morro</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1890, Skarke casou-se com a alemã Meta Gesine. O primeiro filho do casal faleceu ainda bebê. A primogênita, Melitta, nasceu na Alemanha, e, os demais, em Santos:  Thereza (1896 &#8211; ?), Hugo Fernando (1898 &#8211; 197?), que o sucedeu na Photo Skarke; Regina (c. 1900 &#8211; ?) e Erna (c. 1902 &#8211; ?).</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, vítima de arteriosclerose, em 18 de abril de 1935, aos 76 anos, em São Paulo, na casa de seu filho Hugo, à rua Tupi, no bairro de Santa Cecília. Foi enterrado no Cemitério do Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21831" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkehugo.jpg"><img class="size-full wp-image-21831" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkehugo.jpg" alt="Fernando Skarke. Hugo Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo" width="342" height="546" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Hugo Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #993300;"><strong>Cronologia de Fernando Skarke (1858 &#8211; 1935)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9330" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9330/148T%20verso%20brasiliana%20fot.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="514" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9330" target="_blank">Fernando Skarke. Verso de retrato de casal não identificado, 18?. Santos, São Paulo / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong> </span>- Ferdinand (Fernando) Adolf Skarke nasceu em 17 de outubro de 1858, filho de Johann e Theresa Skarke. Em sua certidão de óbito consta que ele teria nascido na Tchecoslováquia embora, segundo seu bisneto Luiz Henrique Pitombo, a família sempre tenha considerado a Áustria como sua terra natal. O pai de Fernando Skarke imigrou para o Brasil, onde trabalhou em obras de engenharia hidráulica em Campinas, no estado de São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Fernando Skarke possuía um ateliê fotográfico em Piracibaca. <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183" target="_blank">Dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> visitaram a cidade em novembro de 1886. Skarke presenteou o imperador com uma fotografia panorâmica da cidade, montada a partir da união de imagens de várias chapas. Ficaram hospedados na casa do empresário e um dos fundadores da Companhia Ituana de Navegação, nos rios Tietê e Piracicaba, Estevão Ribeiro de Souza Rezende (1840 &#8211; 1909). Ele também foi o fundador do Engenho Geral de Piracicaba, em 1881, além de escritor e sócio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Por ter lutado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai </a>foi agraciado com a Ordem de Cristo. Também participaram da visita imperial o ministro da Agricultura, Antônio da Silva Prado (1840 &#8211; 1929); e o presidente da Província de São Paulo, Antônio de Queirós Teles (1831 &#8211; 1888) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8395" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 13 de novembro de 1886, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21825" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/wp-content/uploads/2020/11/pedroskarke.jpg"><img class="wp-image-21825 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/pedroskarke.jpg" alt="Pedro II e TEresa Cristina em Piracicaba, 1886. Piracicaba, SP / Acervo de Luiz henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo" width="451" height="552" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Pedro II e Teresa Cristina em Piracicaba, 1886. Piracicaba, SP / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 14 de dezembro de 1886, Skarke foi agraciado pelo imperador com o título de <em>Fotógrafo da Casa Imperial</em>, tendo sido, provavelmente, o único da província de São Paulo a receber a condecoração. Abaixo, estão reproduzidos o envelope e a carta da concessão do título, do acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto de Skarke.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarketitulo1.jpg"><img class="  wp-image-21800 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarketitulo1.jpg" alt="skarketitulo1" width="712" height="293" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21801" style="width: 625px" class="wp-caption aligncenter"><a href="Envelope e carta da concessão do título de fotógrafo da Casa Imperial concedido a Fernando Skarke por dom Pedro II / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo"><img class="wp-image-21801 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarketitulo.jpg" alt="skarketitulo" width="615" height="538" /></a><p class="wp-caption-text">Envelope e carta da concessão do título de fotógrafo da Casa Imperial concedido a Fernando Skarke por dom Pedro II / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Skarke produziu <em>três vistas fotográficas</em> da enchente do rio Piracicaba que, na ocasião, apresentou <em>um aspecto tão formidável e pitoresco</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17066" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/811505/1100" target="_blank"><em> L´Italia</em>, 15/16 de janeiro de 1887, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17066" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de janeiro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p>Neste mesmo ano, Skarke fotografou o bebê Emilia Diehl Muller, em Piracicaba (<a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Site Coisas Antigas</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21640" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank"><img class="wp-image-21640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/skarke2.jpg" alt="skarke2" width="509" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Fernando Skarke. Emilia Diehl Muller, 1887. Piracicaba, SP / Site Coisas Antigas</a></p></div>
<p><a href="Fernando Skarke. Emilia Diehl Muller, 1887. Piracicaba, SP / Site Coisas Antigas"> </a></p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>c. 1888</strong></span> &#8211; Em Santos, seu estabelecimento fotográfico ficava na rua General Jardim, 80.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Casou-se, em São Paulo, com a alemã, de Bremen, Meta Gesine, que trabalhava como preceptora dos filhos de um casal abastado em Piracicaba. Nos primeiros anos dessa década, o casal teve o primeiro <span style="color: #000000;">filho, que faleceu. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21802" style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarke-e-esposa.jpg"><img class="size-full wp-image-21802" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarke-e-esposa.jpg" alt="Fernando e Skarke / Acervo de Luiz Henrique Skarke, bisneto do fotógrafo" width="642" height="425" /></a><p class="wp-caption-text">O casal Fernando Skarke e Meta Gesine / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Em 1891, Verano Alonso enviou seu retrato, produzido por Fernando Skarke, para José Joaquim de Miranda. No verso do cartão, Skarke anuncia &#8220;<em>aparelhos especiais para grupos</em>&#8220;, &#8220;<em>novidades para retratos de crianças</em>&#8221; e informa que &#8220;<em>conserva-se chapas para reproduções e tendo as mesmas um abatimento de 25%</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 454px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9331" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/dedicatoria.jpg" alt="Fernando Skarke. Verso do retrato de Verano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional" width="444" height="704" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9331" target="_blank">Fernando Skarke. Verso do retrato de Verano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24753" style="width: 455px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/dedicatoria1.jpg"><img class=" wp-image-24753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/dedicatoria1.jpg" alt="Fernando Skarke. Retrato de VErano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional" width="445" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9333" target="_blank">Fernando Skarke. Retrato de Verano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Fez propaganda de suas novas instalações, dotadas de “um magnífico e espaçoso salão, com excelente luz”, além de máquinas modernas e vários fundos, entre eles as paisagens&#8221; (<em>Folha da Tarde</em>, 22 de março de 1892). Na ocasião, seu ateliê ficava na Praça da República, 16, em Santos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21811" style="width: 561px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkerepublica.jpg"><img class="size-full wp-image-21811" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkerepublica.jpg" alt="Verso de um cartão imperial, de Fernando Skarke / Acervo de Marjorie C.F. Medeiros)" width="551" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Verso de um cartão de Fernando Skarke / Acervo de Marjorie C.F. Medeiros)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24751" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank"><img class="wp-image-24751 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/casal.jpg" alt="casal" width="418" height="646" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank">Fernando Skarke. Retrato de casal não identificado, 18?. Santos, SP ? Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Meta decidiu ter o segundo filho junto à mãe, Gesine Schwarting, na Alemanha. Em Lesum, perto de Bremen, nascimento da filha primogênita do casal, Melitta. Um ano depois, as três vieram para o Brasil.</p>
<p>Todos os demais filhos de Skarke nasceram em Santos: Thereza (1896 &#8211; ?), Hugo Fernando (1898 &#8211; 197?), Regina (c. 1900 &#8211; ?) e Erna (c. 1902 &#8211; ?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21803" style="width: 792px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkefilhos.jpg"><img class="size-full wp-image-21803" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkefilhos.jpg" alt="Os cinco filhos de Fernando e Meta Gersine Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo" width="782" height="542" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Os cinco filhos de Fernando e Meta Gersine Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908</strong></span> <span style="color: #993300;"><strong>a</strong></span> <strong><span style="color: #800000;">1911</span> </strong>- Seu ateliê, em Santos, ficava na rua São Leopoldo, 14. Nessa mesma época, além da Société Photographique Internacional, atuavam na cidade outros fotógrafos como Carlos W. Weize (18? &#8211; 19?), Gustavo Paiva (18? &#8211; 19?), Emílio Gottschalk  (18? &#8211; 19?), o alemão Hermann Eckman (18? &#8211; 19?) e J. Marques Pereira (18? &#8211; 19?) &#8211;  no Almanak Laemmert o nome deste último fotógrafo aparece como J. Moraes Pereira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36563" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1908, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/44306" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1910, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/48525" target="_blank"> <em>Almanak Laemmert</em>, 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21632" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36563" target="_blank"><img class="wp-image-21632 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/skalke.jpg" alt="skalke" width="416" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36563" target="_blank">Almanak Laemmert, 1908, última coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1912</strong> </span>- Skarke fotografou o <em>passe-partout,</em> desenhado pelo <em>apreciado</em> pintor Waldemir Alfaya, das diplomandas de 1911 da Associação Feminina Santista. A imagem foi publicada em <em>A Fita</em>, r<em>evista humorística, literária e ilustrada</em>, fundada em 1911 e dirigida por Bento de Andrade e Manoel Pompílio dos Santos (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/036180/7" target="_blank"><em>A Fita</em>, 1º de maio de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21630" style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/7" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21630" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/fita.jpg" alt="A Fita, 1º de maio de 1912" width="373" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/7" target="_blank"><em>A Fita</em>, 1º de maio de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Fotografou <em>Um almoço de caridade</em>, oferecido, no Natal de 1913, aos presos da Cadeia Pública de Santos, pela Associação das Mães Cristãs (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/036180/856" target="_blank"><em>A Fita</em>, 15 de janeiro de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21631" style="width: 441px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/fita1.jpg" alt="A Fita, 15 de janeiro de 1914" width="431" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/856" target="_blank"><em>A Fita</em>, 15 de janeiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste ano, durante a Primeira Guerra Mundial, Hugo Fernando (1898 &#8211; 197?), sucessor do pai na Photo Skarke, estava estudando, provavelmente, fotografia, na Alemanha.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>c. 1930 </strong></span>- A Photo Skarke ficava no Largo Santa Ifigênia, 12, em São Paulo, endereço conhecido por seu comércio sofisticado, frequentado pelas famílias do bairro Campos Elísios.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>-<span style="color: #000000;"> Uma fotografia realizada pela Photo Skarke da feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588" target="_blank">Maria Prestia (? &#8211; 1988)</a> foi enviada por ela a então presidente da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, a cientista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6570" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6570/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0024_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6570" target="_blank"> Photo Skarke. Maria Prestia, 1931. São Paulo, SP / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>- Fernando Skarke faleceu, vítima de arteriosclerose, em 18 de abril de 1935, aos 76 anos, em São Paulo, na casa de seu filho Hugo, à rua Tupi, no bairro de Santa Cecília. Foi enterrado no Cemitério do Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21832" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkeerna.jpg"><img class="size-full wp-image-21832" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkeerna.jpg" alt="Fernando Skarke. Erna, sua filha, c. 1905. Santos, SP / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrado" width="391" height="553" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Erna, filha de Fernando Skarke, c. 1905. Santos, SP / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrado</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">A Brasiliana Fotográfica agradece ao bisneto de Fernando Skarke, Luiz Henrique D. T. Pitombo que, generosamente, forneceu informações importantes acerca da Photo Skarke, além de ter cedido imagens para essa publicação.</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Agradecimentos também à pesquisadora Maria Isabel Lenzi e à arquivista Daniella Gomes dos Santos, ambas do Museu Histórico Nacional, que viabilizaram, para essa publicação, a digitalização das imagens da referida instituição e de sua disponibilização no acervo da Brasiliana Fotográfica.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 128 p.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900</em> / Gilberto Ferrez; [prefácio por Pedro Vasquez] – 2ª ed. – Rio de Janeiro: FUNARTE: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.</p>
<p>PITOMBO, Luiz Henrique D. T. <em>Fernando Skarke &#8211; fotógrafo pioneiro</em>.</p>
<p><a href="https://m.camarapiracicaba.sp.gov.br/dom-pedro-ii-visita-piracicaba-17708" target="_blank">Site Câmara de Piracicaba</a></p>
<p><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Site Coisas Antigas</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22031/fernando-starke" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.fcw.org.br/v3/index.asp?pag=noticias&amp;top=2" target="_blank">Site Fundação Conrado Wessel</a></p>
<p><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/h0318l2.htm" target="_blank">Site Novo Milênio</a></p>
<p><a href="http://semactur.piracicaba.sp.gov.br/engenho-central/historia-do-engenho-central/" target="_blank">Site Secretaria de Cultura e Turismo de Piracicaba</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
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