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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Conde d´Eu</title>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XXI &#8211; A Rua Paissandu, no Rio de Janeiro</title>
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		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40720#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 16:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Conde d´Eu]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Paço Isabel]]></category>
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		<description><![CDATA[Com registros do fotógrafo amador Archanjo Sobrinho, de Augusto Malta, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936; e da firma LTM, a Brasiliana Fotográfica publica o vigésimo primeiro artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", destacando imagens da Rua Paissandu, que liga o Palácio Guanabara, antigo Paço Isabel, localizado na antiga Rua Guanabara, atual rua Pinheiro Machado, à Praia do Flamengo. É uma das mais tradicionais ruas do Rio de Janeiro. Com o Campo de Santana e a Quinta da Boa Vista eram os principais locais de passeios da realeza no século XIX. Sua belíssima e característica aleia de palmeiras imperiais é tombada pelo Patrimônio Municipal. Não deixem de usar o recurso de zoom para explorar as imagens - suas casas, paisagens, personagens e veículos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Com registros do fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32820" target="_blank">Archanjo Sobrinho (18? &#8211; 1941)</a>, cuja biografia é, até o momento, muito precária; de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936; e da firma LTM, a Brasiliana Fotográfica publica o vigésimo primeiro artigo da série <em>Avenidas e ruas do Brasil</em>, destacando imagens da Rua Paissandu, uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro, situada no bairro do Flamengo. Os registros pertencem à Biblioteca Nacional e ao Instituto Moreira Salles, fundadores do portal; e ao Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A Rua Paissandu, assim como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo de Santana</a> e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39345" target="_blank">Quinta da Boa Vista</a>, eram os principais locais de passeios da realeza no século XIX. Não deixem de usar o recurso de <em>zoom</em> para explorar as imagens &#8211; suas casas, paisagens, personagens e veículos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a style="color: #800000;" href="  https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/421" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Rua Paissandu </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi batizada como Rua de Paysandú, em 1865, em homenagem ao Cerco de Paysandú, ocorrido entre dezembro de 1864 e janeiro de 1865, durante a Guerra do Uruguai, conflito que envolveu a disputa pelo poder entre os partidos políticos uruguaios Blanco e Colorado com a intervenção do Brasil e da Argentina em apoio ao Partido Colorado &#8211; origem da <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>. Antes de se chamar Paissandu, a rua chamava-se Rua de Santa Thereza do Cattete e existia desde a década de 1850 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/39599" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 26 de fevereiro de 1854, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/24693" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de abril de 1865, quarta coluna</a>).<span class="pjBG2e" data-cid="be97ad20-2ff6-4a8d-9fc2-9d49bfdde695"><span class="UV3uM"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;">A Rua Paissandu liga o Palácio Guanabara, antigo Paço Isabel, localizado na antiga Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, à Praia do Flamengo. Sua belíssima e característica aleia de palmeiras imperiais, tombadas pelo Patrimônio Municipal pelo Decreto 20.611, de 10 de outubro de 2001, foi plantada em torno de 1865 e criava um caminho monumental para o referido palácio, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 – 1922), o conde D´Eu</a>, foram morar após seu casamento, realizado em 15 de outubro de 1864 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). Foi coberta com paralelepípedos e ficou conhecida, na época, como a <em>Rua da Princesa, </em>que ia de carruagem até a Praia do Flamengo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_05/9177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de setembro de 1865, quarta coluna</a>). O Palácio Guanabara e alguns imóveis da rua Paissandu também são tombados.</p>
<p style="text-align: justify;">A construção do Palácio Guanabara foi iniciada, em 1853, pelo comerciante e Cavaleiro da Ordem de Cristo português, José Machado Coelho. Foi posto à venda, em 1863, comprado pela família real brasileira e reformado pelo arquiteto José Maria Jacinto Rebelo (1821 &#8211; 1871), discípulo do francês Grandjean de Montigny (1776 &#8211; 1850) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/22557" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 31 de outubro de 1863, penúltima coluna</a>). Pertenceu aos príncipes Isabel e Gastão até 1889, quando a República foi proclamada e o imóvel foi confiscado e transferido ao patrimônio da União, dois anos depois. A família imperial tentou recuperá-lo, mas, em 2020, o Supremo Tribunal Federal decidiu em favor da União.</p>
<p>Um dos moradores ilustres da Rua Paissandu foi o médico e cientista<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank"> Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 541px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/residencia-na-paissandu-onde-morou-carlos-chagas-rio-de-janeiro-rj" target="_blank"><img class="" src="https://basearch.coc.fiocruz.br/uploads/r/fundacao-oswaldo-cruz-casa-de-oswaldo-cruz/b/1/d/b1d65e62fd78a133bdb6ca3fc2a0cb3ef42fe08872eb2153d82cb97e28e44345/BR-RJ-COC-02-10-20-20--003-004_141.jpg" alt="" width="531" height="729" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/residencia-na-paissandu-onde-morou-carlos-chagas-rio-de-janeiro-rj" target="_blank">Residência na rua Paissandu onde morou Carlos Chagas/Acervo da Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem de Archanjo Sobrinho, produzida em torno de 1895, pertence ao Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, é uma estereoscopia, técnica que chegou ao Brasil, ainda no século XIX, e foi utilizada por fotógrafos renomados como  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c.1826 – c. 1886)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 – 1892)</a>, ambos europeus e radicados no país. No século XX, destacou-se na técnica o fotógrafo amador carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19690" target="_blank">Guilherme Antônio dos Santos (1871-1966)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9945" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9945/001AS001004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9945" target="_blank">Archanjo Sobrinho. Rua Paissandu, aléia de palmeiras, c. 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A foto abaixo, de Augusto Malta, é de 1904 e pertence ao Museu da República, uma das instituições parceiras do portal; e a da firma LTM, produzida em torno de 1935, é do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5108" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5108/FPft0619.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="642" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5108" target="_blank">Augusto Malta. Rua Paissandu, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3172/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="529" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank">LTM (firma). Rio de Janeiro : Rua Paissandu. 1935?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a Rua Paissandu, a cronista Vina Centi (? &#8211; 19?) escreveu na revista <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/124451/5617" target="_blank"><em>Para Todos</em>, de 7 de janeiro de 1922</a>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44325" style="width: 843px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/124451/5617" target="_blank"><img class=" wp-image-44325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/paissandu5.jpg" alt="Para Todos, 7 de janeiro de 1922" width="833" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/124451/5617" target="_blank"><em>Para Todos</em>, 7 de janeiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<section class="info">
<div class="content">
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
</div>
</section>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/6442881/4172719/guiatombamentoport20.12baixa.pdf" target="_blank">Guia do Patrimônio Cultural Carioca Bens Tombados 2014</a></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/palmeiras-imperiais-da-rua-paissandu-estao-doentes-nao-recebem-manutencao-7867159" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 17 de março de 2013</a></p>
<p><a href="https://www.palaciosdopovo.rj.gov.br/PalacioGuanabara.aspx" target="_blank">Site Palácios do Povo</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma das últimas fotos ou a última foto da Família Imperial no Brasil e seu autor, Otto Hees (1870 &#8211; 1941)</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2024 13:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia de autoria de Otto Rees (1870-1941), considerada um dos últimos registros da Família Imperial no Brasil, produzida em 23 de maio de 1889, pelo fotógrafo Otto Hees (1870 - 1941), no Palácio Isabel, atual Grão-Pará, em Petrópolis. Pertence ao acervo do Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras do portal. Estão na imagem dom Pedro II, dona Teresa Cristina, a princesa Isabel, o Conde d’Eu e os filhos do casal - dom Pedro de Alcântara, com dom Luís e dom Antônio - e o filho da princesa Leopoldina, dom Pedro Augusto. No mesmo ano, 1889, em 15 de novembro foi proclamada a República e, dois dias depois, a Família Imperial, partiu para o exílio na Europa. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia de autoria de Otto Rees (<bdo dir="ltr">1870-1941)</bdo>, considerada um dos últimos registros ou mesmo o último da Família Imperial no Brasil, produzida em 23 de maio de 1889, pelo fotógrafo Otto Hees (1870 -1941), no Palácio Isabel, atual Grão-Pará, em Petrópolis. Estão na imagem <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891),</a>  dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, a<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank"> princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d’Eu (1842 &#8211; 1922)</a> e os filhos do casal &#8211; dom Pedro de Alcântara, com dom Luís e dom Antônio &#8211; e o filho da princesa Leopoldina, dom Pedro Augusto. É um retrato externo e diurno, onde todos, à exceção do conde d´Eu, olham fixamente para a câmera.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12495" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12495/IM45_1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="509" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12495" target="_blank">Otto Rees. Família Imperial, 25 de maio de 1889. Da esquerda para a direita: a imperatriz dona Teresa Cristina, dom Antônio, a princesa Isabel, o imperador, dom Pedro Augusto (filho da irmã da princesa Isabel, dona Leopoldina, duquesa de Saxe), d. Luís, o conde d’Eu e dom Pedro de Alcântara. Palácio Isabel, atual Grão-Pará, Petrópolis, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 15 de novembro do mesmo ano da foto destacada, 1889, foi proclamada a República e, dois dias depois, eles partiram para o exílio, na Europa, a bordo do Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>). Quando foi deposto, dom Pedro II tinha governado por 49 anos, três meses e 22 dias. Chegaram em Lisboa em 7 de dezembro. Visitaram Coimbra e o Porto, onde a imperatriz Teresa Cristina faleceu, em 28 de dezembro.</p>
<p>Entre 1890 e 1891, Pedro II viveu entre Cannes, Vichy, Versalhes e Baden-Baden. Em 24 de outubro de 1891, chegou em Paris, onde se hospedou no Hotel Bedford, número 17 da rua de l’Arcade. Em 5 de dezembro, faleceu de pneumonia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=4338"><em>O Paiz</em>, de 6 de dezembro de 1891,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=4721"><em>Gazeta de</em> <em>Notícias</em>, de 6 de dezembro de 1891</a>). Ao final da tarde do dia 5, centenas de coroas de flores, uma delas enviada pela rainha Vitória , e mais de cinco mil telegramas já haviam chegado ao Hotel Bedford. O caixão foi coberto pela bandeira imperial e o presidente francês, Sadi Carnot (1837 – 1894), determinou honras militares, fatos que irritaram o governo brasileiro.</p>
<p>Segundo o historiador José Murilo de Carvalho, a morte do imperador teve grande repercussão no Brasil “<em>apesar dos esforços do governo para a abafar. Houve manifestações de pesar em todo o país: comércio fechado, bandeiras a meio pau, toques de finados, tarjas pretas nas roupas, ofícios religiosos</em>“.</p>
<p>Na noite do dia 8, seu corpo, já embalsamado, foi levado, em cortejo oficial no mesmo carro usado nos funerais do ex-presidente Adolphe Thiers (1797 – 1877), para a igreja da Madeleine. No dia seguinte,  houve exéquias solenes com a presença de autoridades francesas e de outros países, além de personalidades como sua filha, a princesa Isabel; o escritor português Eça de Queirós (1845 – 1900) e o diplomata Joaquim Nabuco (1849 – 1910).</p>
<p>Em 1921, chegaram no Rio de Janeiro os corpos de dom Pedro II e de dona Teresa Cristina, que estavam no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Viajaram no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123" target="_blank">encouraçado São Paulo</a>, que havia transportado do Brasil à Europa os <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">reis da Bélgica</a>. O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 – 1922)</a>, seu filho, o príncipe Dom Pedro (1875 – 1940), e o barão de Muritiba (1839 – 1922) acompanharam a viagem dos despojos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=4523"><em>O Paiz</em>, de 9 de janeiro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24957" target="_blank"><em>Careta</em>, 15 de janeiro de 1921</a>). A princesa Isabel não chegou a se beneficiar da revogação do banimento da família real do Brasil porque faleceu em 14 de novembro de 1921. Os corpos de dom Pedro II e de dona Teresa Cristina ficaram na Catedral Metropolitana. Em 1925, os  restos mortais dos monarcas foram para a Catedral de Petrópolis e, finalmente, em 5 de dezembro de 1939, foram para o Mausoléu Imperial, uma capela localizada à direita da entrada da Catedral de Petrópolis, numa cerimônia na qual estava presente o então presidente da República, Getulio Vargas (1882 – 1954). O túmulo foi esculpido em mármore de Carrara pelo francês Jean Magrou (1869 – 1945) e pelo brasileiro Hildegardo Leão Veloso (1899 – 1966) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_05&amp;PagFis=97679"><em>Jornal do Brasil</em>, de 6 de dezembro de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #990000;">Pequeno perfil do fotógrafo Otto Hees (1870 &#8211; 1941)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Otto Friedrich Wilhelm Karl Hees era um dos 11 filhos do fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32074" target="_blank">Pedro Hees (1841 – 1880)</a> com Maria Glasow Hees (1843 – 1928). Seus irmão eram Ana Catarina Hees (<bdo dir="ltr">1861-1944), </bdo>Edmundo Frederico Nicolau Hees (<bdo dir="ltr">1862-1944), </bdo>Fernando Jacob Hees (<bdo dir="ltr">1865-1866), </bdo>Fernando Mauricio Hees (<bdo dir="ltr">1867-1893), </bdo>João Batista Hees (<bdo dir="ltr">1868-1876), </bdo>Elisa Matilde Hees (<bdo dir="ltr">1872-1932), </bdo>Maria Olga Hees (<bdo dir="ltr">1872-1958),</bdo> Joana Teresa Hees (<bdo dir="ltr">1874-1900),</bdo> Numa Augusto Hees (<bdo dir="ltr">1877-1961) e</bdo> Isabel Emma Hees (<bdo dir="ltr">1878-1943). Nasceu em Petrópolis, em 4 de setembro de 1870.</bdo></p>
<p>Seu pai, o já mencionado Pedro Hees, em 16 de agosto de 1876, tornou-se Fotógrafo da Casa Imperial. Segundo Boris Kossoy, <em>recebeu do conde e da condessa d´Eu &#8220;a graça de usar o título de Photographo de sua Imperial Caza e de collocar na porta do seu estabelecimemnto as respectivas armas&#8221;</em>. O documento foi assinado por Benedicto Torres, mordomo do conde d&#8217;Eu e da princesa Isabel.</p>
<p>Otto iniciou seus estudos no Colégio Alemão, em Petrópolis, e, em dezembro de 1882, foi premiado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/2386" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 20 de dezembro de 1882, quarta coluna)</a>. Aprendeu fotografia com seu pai, que faleceu, em julho de 1880,  quando ele tinha apenas 10 anos. O estabelecimento fotográfico de Pedro Hees foi arrendado ao fotógrafo Antonio Henrique da Silva Heitor (18?-?), que recebeu o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 2 de março de 1885, outorgado por dom Pedro II.</p>
<p>Em março de 1888, Otto já havia assumido o estúdio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809403/498" target="_blank"><em>Alggemeine Deutsche Zeitung</em>, 31 de março de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em 23 maio de 1889, produziu a fotografia da Família Imperial em destaque nesta publicação da Brasiliana Fotográfica. A imagem foi reproduzida no artigo <em>Isabel, a Redentora</em>, publicado em <a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/31901" target="_blank"><em>A Noite</em>, de 30 de julho de 1946</a>. É referida como <em>o último flagrante de parte da família Imperial no Brasil.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/31901" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-35082" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees.jpg" alt="hees" width="312" height="138" /></a></p>
<div id="attachment_35083" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-35083" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees1.jpg" alt="A Noite, 30 de julho de 1946" width="588" height="533" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/120588/31901" target="_blank"><em>A Noite</em>, 30 de julho de 1946</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em outubro de 1889, Otto abriu um estúdio em Juiz de Fora, Minas Gerais, e retornou a Petrópolis no mês seguinte (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/376493/5113" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 20 de novembro de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35096" style="width: 406px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/258822/6109" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35096" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees4.jpg" alt="O Pharol, 13 de outubro de 1889" width="396" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/258822/6109" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 13 de outubro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35094" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/5113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35094" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees21.jpg" alt="Mercantil, 20 de novembro de 1889" width="246" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/5113" target="_blank"><em>Mercantil,</em> 20 de novembro de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de fevereiro de 1890, o estabelecimento passou a chamar-se Hees &amp; Irmãos, de Numa Augusto e Otto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35095" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/376493/5200" target="_blank"><img class="wp-image-35095 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/hees3.jpg" alt="hees3" width="229" height="175" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/376493/5200" target="_blank"><em>Mercantil</em>, 5 de fevereiro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1892, alistou-se no exército, seguindo também a carreira militar.</p>
<p>Em abril de 1895, fazia parte da administração do Asilo de Caridade de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709441/8379" target="_blank"><em>Boletim do Grande Oriente do Brasil,</em> Jornal Oficial da Maçonaria, abril de 1895</a>).</p>
<p>Em maio de 1895, tornou-se um dos primeiros ciclistas a efetuar o trajeto Petrópolis-Juiz de Fora. Foi um dos fundadores do Clube Alemão e, ainda nessa década ficou conhecido em Petrópolis por ter organizados muitas festas. Em 1900, foi candidato a vereador geral e a juiz de paz em Petrópolis, cargo pelo qual foi empossado, em 1901, pelo biênio seguinte. Também em 1901, quando era tenente, produziu fotografias de ladrões para arquivamento da polícia.</p>
<p>Em 1902, trabalhou na Sul América Seguros e, no ano seguinte, fotografou o barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912) e outras personalidades, em 17 de novembro de 1903, logo após a assinatura do Tratado de Petrópolis, que incorporou o território correspondente ao Acre ao Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="%20http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank"> </a><a href=" http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-36452" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/tratatohees.jpg" alt="tratatohees" width="535" height="491" /></a></p>
<div id="attachment_36453" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href=" http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank"><img class="wp-image-36453 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/tratatohees1.jpg" alt="tratatohees1" width="541" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20http://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/6983" target="_blank">Grupo de negociadores do Tratado de Petrópolis, 17 de novembro de 1903. Petrópolis, RJ / Acervo Museu Imperial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi reeleito para o cargo de juiz de paz para o biênio 1904-1905. Em 1910, foi eleito vereador por Petrópolis. Já era major. <em>Nas décadas seguintes, afastado comercialmente da fotografia, exerce os cargos de secretário executivo e delegado de polícia na sua cidade natal</em> (<em>Enciclopédia Itaú Cultural</em>)<em>.</em> Faleceu na mesma cidade, em setembro de 1941 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/12543" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de setembro de 1941, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36470" target="_blank">Leia aqui a Cronologia de Otto Hees (1870 &#8211; 1941)</a></p>
<p><b><span style="color: #990000;">Fontes:</span></b></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A fotografia no Brasil:</em> 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J. <em>Pioneer photographers of Brazil : 1840 – 1920</em>. New York: The Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <i>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</i>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do. <i>Os fotógrafos do Império: a fotografia brasileira no Século XIX</i>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do; LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos Alemães no Brasil do Século XIX</em>. São Paulo: Metalivros, 2000.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” VII &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922)</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2022 14:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Conde d´Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Gastão de Orleáns]]></category>
		<category><![CDATA[há 100 anos]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Hoje]]></category>

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		<description><![CDATA[No sétimo artigo da Série “1922 – Hoje, há 100 anos”, a Brasiliana Fotográfica apresenta uma seleção de registros de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu quando se completam 100 anos de sua morte, ocorrida, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando ele voltava ao Brasil para celebrar o centenário da independência do país, após cercca de 33 anos de exílio. São imagens produzidas pelos fotógrafos Alberto Henschel (1827 - 1882), Arsênio da Silva, Christiano Jr. &#038; Pacheco, Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886) e por fotógrafos ainda não identificados.Ele faleceu, em 28 de agosto de  1922, quando retornava ao Brasil ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No sétimo artigo da Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos</em> <span style="color: #800000;">*</span>, a Brasiliana Fotográfica apresenta uma seleção de registros de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu quando se completam 100 anos de sua morte, ocorrida, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando ele voltava ao Brasil, após cerca de 33 anos de exílio, para celebrar o centenário da independência do país. São imagens produzidas pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, Arsênio da Silva, Christiano Jr. &amp; Pacheco, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>Neto do rei Luís Filipe I de França, Gastão de Orleáns, o conde d´Eu, tornou-se príncipe imperial consorte do Brasil quando casou-se com a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>. O Conde d’Eu e seu primo, o duque Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota (1845 &#8211; 1907) desembarcaram no Rio de Janeiro em 2 de setembro de 1864 e hospedaram-se no paço da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18964" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de setembro de 1864, terceira coluna</a>). Foram para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">Palácio de São Cristóvão</a>, residência da família imperial brasileira onde conheceram as princesas Isabel e Leopoldina (1847 &#8211; 1871). Os casais previamente idealizados seriam formados por d. Gastão e a princesa Leopoldina, e por seu primo e a princesa Isabel. Mas, após alguns dias, devido a afinidades, os casais se rearranjaram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 436px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5514" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5514/P005DJ0085.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="426" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5514" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, c. 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isabel e Gastão casaram-se em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, em cerimônia celebrada por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). O escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Machado de Assis (1839 &#8211; 1908)</a> escreveu na coluna <em>Folhetim</em> uma calorosa descrição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19132" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 17 de outubro de 1864)</a>. O casal passou a lua de mel em Petrópolis, de onde retornou no dia 24 de outubro. Devido à união, o conde d´Eu teve que renunciar aos seus direitos à linha da sucessão ao trono francês. Em 15 de dezembro, foi realizado o casamento da princesa Leopoldina com o duque de Saxe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19368"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> de 16 de dezembro de 1864</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/50" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/50/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/50">Arsenio da Silva. Parada no Largo do Paço por ocasião do casamento da Princesa Isabel com o Conde d&#8217;Eu, 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/138" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do conde d´Eu disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/617" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/617/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/617" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Princesa Isabel e Conde d&#8217;Eu saindo de sua residência, 1855 &#8211; 1880. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Juntos, Isabel e Gastão formaram uma coleção de fotografias que se encontra na Europa e representa um importante acervo iconográfico do oitocentos no Brasil. Fazem parte da coleção fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel(1827 &#8211; 1882)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (18? &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>,  dentre outros, além de imagens das celebrações da abolição da escravatura, em 1888.</p>
<p>Após cerca de 10 anos de casados, em 28 de julho de 1874, a princesa Isabel deu à luz a uma menina natimorta, Luísa Vitória de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=31936" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 29 de julho de 1874, sob o título “Parte Official”</a>). O casal teve o primeiro filho, Pedro de Orléans e Bragança (1875 &#8211; 1940), nascido em 15 de outubro de 1875, em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=33688" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1875, sob o título “Diário do Rio”</a>). O segundo filho, Luis Maria de Orléans e Bragança (1878 &#8211; 1920), também nasceu em Petrópolis, em 26 de janeiro de 1878  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=37052" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 27 de janeiro de 1878, na segunda coluna</a>). Faleceu em Cannes, na França, em março de 1920. O último, Antonio Gastão de Orléans e Bragança (1881 &#8211; 1918), nasceu em Paris em 9 de agosto de 1881 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=2474" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, edição de 10 de agosto de 1881, na primeira coluna</a>) e faleceu em 29 de novembro de 1918, devido a um desastre de avião, em Londres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde d´Eu participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</a>, tendo assumido o comando em chefe das forças nacionais em campanha, em 1869, substituindo Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803 – 1880). Retornou à corte em 29 de abril de 1870, após ter vencido as batalhas de Pirebebuy e Campo Grande.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4154/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank">Anônimo. S. A. Real Conde d&#8217;Eu com seu estado maior em Lambaré, 1868. Lambaré, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 17 de novembro de 1889, dois dias após a proclamação da República, a família real partiu para o exílio, na Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>). Isabel e Gastão foram morar na França. Em 3 de setembro de 1920, realizou-se no salão de despachos do palácio do Catete a assinatura do decreto que revogava o banimento da família imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/2989" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de setembro de 1920, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9711" target="_blank"><em>A Rua</em>, 4 de setembro de 1920, primeira coluna</a>). Em janeiro de 1921, chegaram no Rio de Janeiro os corpos de dom Pedro II e de dona Teresa Cristina, que estavam no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Viajaram no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123" target="_blank">encouraçado São Paulo</a>, que havia transportado do Brasil à Europa os <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">reis da Bélgica</a>. O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, seu filho, o príncipe Dom Pedro (1875 &#8211; 1940), e o barão de Muritiba (1839 &#8211; 1922) acompanharam a viagem dos despojos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=4523"><em>O Paiz</em>, de 9 de janeiro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24957" target="_blank"><em>Careta</em>, 15 de janeiro de 1921</a>). A princesa Isabel não chegou a se beneficiar da revogação do banimento da família real do Brasil porque faleceu em 14 de novembro de 1921.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22480" style="width: 515px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24958" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22480" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/conde.jpg" alt="Careta, 15 de janeiro de 1921" width="505" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24958" target="_blank"><em>Careta,</em> 15 de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como já mencionado, o conde d´Eu faleceu, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando voltava ao Brasil para celebrar o centenário da independência do país. Estava a bordo do navio <em>Massilia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10627" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de agosto de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18485" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28660" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18485" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/morte1.jpg" alt="Careta, 9 de setembro de 1922" width="509" height="755" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28660" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Na celebração do cinquentenário da Lei Áurea, em 1938, um decreto presidencial autorizou o repatriamento dos restos mortais da Princesa Isabel e do Conde d´Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22934" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22934" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/repatriamento.jpg" alt="O Jornal, 13 de maio de 1938" width="312" height="307" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 6 de julho de 1953, chegaram no Rio de Janeiro os restos mortais da princesa Isabel e do conde D’Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&amp;PagFis=27898" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 7 de julho de 1953</a> e <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/87189" target="_blank">O Cruzeiro, 18 de julho de 1953</a></em>), que foram transladados, em 1971, da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro para a igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20072" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 11 de maio de 1971</a>) e, finalmente, foram sepultados na Catedral de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20178" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 14 de maio de 1971</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 636px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1796" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1796/P005DJ0752.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="626" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1796" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Conde d´Eu em uniforme militar, 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5523" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5523/P005DJ0783.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5523" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, c. 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi publicado em 4 de maio de 2018, teve sua introdução um pouco alterada, e passou a integrar a Série <em>1922,</em> <em>Hoje, há 100 anos</em> com o título<em><span style="color: #800000;"> &#8220;Hoje, há 100 Anos&#8221; &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922).</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span></p>
<p>BESOUCHET, Lídia. <em>Exílio e morte do Imperador</em>. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>DEL PRIORI, Mary. <em>O Castelo de papel</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 2013.</p>
<p>DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. <em>Maldita Guerra</em>. São Paulo:Companhia das Letras, 2002.</p>
<p>ECHEVERRIA, Regina. <em>A História da Princesa Isabel &#8211; amor, liberdade e exílio</em>. Rio de Janeiro: Versal Editores, 2014.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LIMA, Luiz Octavio de. <em>A Guerra do Paraguai</em>. São Paulo:Planeta do Brasil, 2016.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/BANIMENTO%20DA%20FAM%C3%8DLIA%20IMPERIAL.pdf" target="_blank">Site do CPDOC</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série Feministas, graças a Deus XI &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>Dia dos Pais &#8211; Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 13:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia dos Pais, que esse ano será comemorado no próximo dia 8, publicando fotografias de Jules-Marc, que ficou conhecido como Julio, e Luciano José André, filhos do fotógrafo Marc Ferrez e da francesa Marie Lefebvre, que se casaram em 16 de agosto de 1873. Há também imagens de Ferrez com seus netos Gilberto e Eduardo, filhos de Julio e Claire, além de registros de passeios da família na Floresta da Tijuca. Destacamos também fotografias de outras famílias.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6410" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6410/0071824cx046-03t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6410" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez e seus filhos, c. 1905. Floresta da Tijuca, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia dos Pais, que esse ano será comemorado no próximo dia 8, publicando fotografias de Jules-Marc (1881 &#8211; 1946), que ficou conhecido como Julio, e Luciano José André (1884 &#8211; 1955), filhos do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e da francesa Marie Lefebvre (c.1849 &#8211; 1914), que se casaram em 16 de agosto de 1873. Há também imagens de Ferrez com seus netos Gilberto e Eduardo, filhos de Julio e Claire, além de registros de passeios da família na Floresta da Tijuca. Destacamos também fotografias do cientista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1878-1934)</a> com seus filhos Evandro Chagas (1905 &#8211; 1940) e Carlos Chagas Filho (1910 &#8211; 2000), dos filhos do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a>, dos filhos do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank"> dom Pedro II (1825 &#8211; 1891) </a> e do prefeito <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) </a>com suas famílias e também registros de outras famílias produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmin (1886 &#8211; 1978)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22230http://" target="_blank">João Stamato (1886 &#8211; 1951)</a>, José Teixeira e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 456px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="446" height="574" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS. Na foto, Marc Ferrez (em pé), Julio, Marie e Claire (sentados) e Gilberto e Eduardo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marc Ferrez foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. Outro segmento de sua obra iconográfica registrou as várias regiões do Brasil – ele foi o único fotógrafo do século XIX que percorreu todas as regiões do país, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior.</p>
<p>Ele e seus filhos desempenharam um importante papel na história do estabelecimento e do desenvolvimento do cinema no Brasil, tanto pela participação na produção de filmes, como pelo investimento em equipamentos necessários à criação de uma rede de distribuição e exibição de filmes.</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/266" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez e seus filhos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7177" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7177/0071824cx015b-01.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7177" target="_blank">Marc Ferrez. Julio e Luciano,1º de janeiro de 1886. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi com Julio que Marc Ferrez, em 1905, obteve a representação da firma francesa Pathé Frères, no Brasil. A firma era a maior e melhor fábrica de aparelhos e filmes cinematográficos da Europa. Em primeiro de outubro de 1907, foi criada a firma Marc Ferrez &amp; Filhos. Ferrez era dono de 60% das ações, cabendo a Luciano e a Julio 20% do negócio para cada um. Nesse mesmo ano, Julio havia se casado com Claire Poncy Ferrez (1888 &#8211; 1980), pais de Gilberto (1908 &#8211; 2000) e Eduardo. Gilberto foi pioneiro no estudo da fotografia no Brasil com a publicação, em 1946, do ensaio <a href="http://docvirt.com/docreader.net/reviphan/9564" target="_blank">“<em>A Fotografia no Brasil e um de Seus Mais Dedicados Servidores: Marc Ferrez (1843-1923)</em>&#8220;</a>, na <em>Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</em>.</p>
<p>Em 1908, Ferrez e Arnaldo Gomes de Souza, sócios no Cinema Pathé, produziram o filme, <em>Nhô Anastácio</em> chegou de <em>viagem</em>, dirigido por Julio Ferrez. É considerada a primeira comédia cinematográfica brasileira e foi estrelada por Antônio Cataldi, José Gonçalves Leonardo e Ismênia Matteo. Marc Ferrez produziu o curta-metragem <em>A mala sinistra</em>, também dirigido por seu filho Julio.</p>
<p>Em abril de 1915, Ferrez viajou para França no navio <em>Frizia</em> em companhia de seu filho Julio – que retornou ao Brasil em agosto.</p>
<p>Em 1917, Julio e Luciano, fundaram a Companhia Cinematográfica Brasileira, mais tarde denominada Casa Marc Ferrez Cinemas e Eletricidade Ltda. Dois anos depois, Julio Ferrez foi um dos fundadores da União dos Importadores Cinematográficos no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/26535" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 8 de dezembro de 1919, na segunda coluna</a>). Foi o primeiro tesoureiro da associação, cujo primeiro presidente foi o empresário Francisco Serrador (1872 &#8211; 1941).</p>
<p>Em 1920, foi noticiada a volta da Europa de Marc e Luciano Ferrez ao Brasil, a bordo do paquete inglês <em>Orcona (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank"><em>Vida doméstica</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank">abril de 1920</a>)<em>. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;O senhor Marc Ferrez é uma das figuras mais notáveis, de maior destaque na indústria fotográfica e cinematográfica do Brasil&#8221;</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25250" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank"><img class="wp-image-25250 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/marc1.jpg" alt="marc" width="643" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/56" target="_blank"><em>Vida doméstica</em>, abril de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=480703&amp;pagfis=1138" target="_blank">Na edição de 8 de abril de 1920 da revista <em>Palcos e Telas, </em>Marc, Julio e Luciano Ferrez foram biografados na seção “Grandes figuras da cinematografia”</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em correspondência a Malia Frucht Ferrez (1890 &#8211; 1953), casada com Luciano, Marc Ferrez contou que havia feito belas fotografias de rosas, em sua visita ao roseiral do Parque de La Bagatelle, no Bois de Boulogne, local que freqüentava enquanto Luciano e Malia estavam com ele em Paris. Foi na casa deles, no Rio de Janeiro, cidade que ele eternizou com sua arte, que Ferrez faleceu em 12 de janeiro de 1923. Residia na rua Joaquim Murtinho, 177, e foi enterrado no cemitério São João Batista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/11866" target="_blank"><em>A Rua</em>, 13 de janeiro de 1923</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=11994" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de janeiro de 1923, última notícia da sexta coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_05&amp;PagFis=7883" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias, </em>16 de janeiro de 1923, na última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/42294" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 20 de janeiro de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7185/0071824cx014-06.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank">Marc Ferrez. Julio e Luciano Ferrez, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outras famílias</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/284" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de pais e filhos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.  </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5230" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5230/P011G00039.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5230" target="_blank">Chichico Alkmin. Retrato de Família, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6100" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6100/IOC_V_II_3871.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="574" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6100" target="_blank">J.Pinto. Evandro Chagas com o pai Carlos Chagas e o irmão mais novo, Carlos Chagas Filho, no Pavilhão Mourisco, 1910. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1794/P005DJ0456.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="762" height="574" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1794" target="_blank">Alberto Henschel. A Família Imperial reunida. Da esquerda para a direita: d. Antônio, em pé, princesa Isabel, sentada, tendo à sua frente d. Luís, sentado, d. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e d. Augusto Leopoldo, ambos em pé; d. Pedro II, sentado, segurando um guarda-chuva, conde d&#8217;Eu, em pé, d. Teresa Cristina e d. Pedro Augusto, ambos sentados, 1887. Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 732px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5383" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5383/COC-F-V-RP-16%20fot%2029.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="722" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5383" target="_blank">Família J.Pinto, 192? . Rio de Janeiro, RJ/ Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 779px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4996/FPft0151%282%29.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="769" height="608" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4996" target="_blank">Augusto Malta. Família Passos: Pereira Passos, Maria Rita Passos, Maria Paula Passos de Castro, Francisco de Oliveira Passos, Olímpia Passos e Maria Ernestina T. de Castro, 14 de novembro de 1910. Rio de Janeiro, rJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 756px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5556" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5556/BR_RJANRIO_071_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="746" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5556" target="_blank">Posto no rio Surumu, índios Jaricuna em sua maloca, 1922. Amazônia / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história da criação do Dia dos Pais</strong></em></span></p>
<p>O Dia dos Pais foi comemorado pela primeira vez, em 1910, nos Estados Unidos. No Brasil, a ideia de criar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e o jornal <em>O Globo</em> começou uma campanha para difundir a efeméride (<em>O Globo</em>, 1º de junho de 1953), festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto de 1953 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_07&amp;PagFis=32445" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1953</a>). Posteriormente, o Dia dos Pais passou a ser comemorado no segundo domingo de agosto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5708" target="_blank">Link para a publicação do<em> Dia dos Pais</em>, em 14 de agosto de 2016</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		<title>O Palácio de Cristal, em Petrópolis, fotografado por Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 13:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Petrópolis Bier Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Exposição Industrial de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Ramiz Galvão]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Agrícola de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Agrícola e Hortícola de Petrópolis]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=21455</guid>
		<description><![CDATA[O Palácio de Cristal, na Praça Koblenz, em Petrópolis, foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1884, com um grande baile que contou com a presença maciça da família imperial brasileira. A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem produzida em torno dessa época por Marc Ferrez (1843 - 1923), que realizou cerca da metade de sua produção fotográfica em torno do Rio de Janeiro e de seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. O Palácio de Cristal, patrimônio histórico tombado pela União, já abrigou exposições agrícolas, de flores e pássaros, além de eventos como, por exemplo, o Petrópolis Bier Festival.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem do Palácio de Cristal de Petrópolis produzida em torno da época de sua inauguração, em 1884, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, que realizou cerca da metade de sua produção fotográfica no Rio de Janeiro e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais. Patrimônio histórico tombado pela União, o Palácio de Cristal, localizado na Praça Koblenz ou Praça da Confluência, já abrigou exposições agrícolas, de flores e pássaros, além de eventos culturais como, por exemplo, o Petrópolis Bier Festival. É um monumento importante e simbólico para a história do Brasil e um dos principais pontos turísticos de Petrópolis. Em janeiro de 2020, foi fechado para visitação para a realização de uma reforma, paralisada no mês seguinte pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e retomada no início de outubro de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7702/001AMF016015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7702" target="_blank">Marc Ferrez. Palácio de Cristal, c. 1885. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1884 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6457" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de janeiro de 1884, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6498" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de fevereiro de 1884, quinta coluna</a>), cinco anos após o lançamento de sua pedra fundalmental, com um grande baile que contou com a presença maciça da família imperial brasileira.</p>
<p>Sobre sua construção e inauguração, foi publicado em <em>Petrópolis, guia de viagem (1885)</em>, de José Nicolau Tinoco de Almeida (18? &#8211; 1950):</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“ Petrópolis – Escrevem-nos dessa cidade:</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>03 de Fevereiro –  Por telegrama que expedi hontem daqui dei-lhes de noticia do baile com que se inaugurou o palácio de crystal, construído no local do antigo passeio publico, e cuja estufa ostenta agora as suas columnas de ferro e paredes vidro branco.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Se o palacio de crystal há de ser mais conveniente e util a Petropolis dirão os frequentadores desta bella cidade que assistirem às festas que alli se derem. O facto é que o antigo Passeio Público era o recreio das crianças e ponto de reunião de todos.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O palacio de crystal de Petrópolis foi construído nas oficinas da sociedade anonyma de Saint Sauveur les Arraz, para uma associação de horticultura sob a proteção as Sua Alteza Conde d’Eu. Devendo servir de lugar de exposição ou de festas, tem esta enorme estufa uma vasta sala composta de uma parte central e dois corpos lateraes rectangulares, com uma superfície de 224 metros quadrados. Ligão-se ao corpo principal duas meias luas, cada uma com uma superfície de 56 metros quadrados. Espaço suficiente no caso de haver exposição hortícola para receber pequenos volumes e plantas e em reuniões numerosas os necessários acessórios para uma sala de festas. É inconstestavelmente um elegante EDIFÍCIO, solidamente construido pelo engenheiro Eduardo Bonjean.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Como já dissemos, fez-se a inauguração do palacio-estufa com um baile dado em beneficio da Associação. A inauguração da sala foi feita sob as vistas de S.A. a Serenissima Princeza Imperial, o que fez ter maior realce a primeira festa dada no palacio de crystal.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em> Às 9 horas da noite já a sala estava cheia de senhoras e cavalheiros, que receberão Suas Majestades e Altezas, dando-se logo depois começo às danças, nas quaes dignou-se S.A. a Sra. Princeza Imperial de tomar parte. Foi uma brilhante reunião tanto pela escolhida sociedade como pela bonita iluminação. Da corte vierão muitas senhoras para este tão falado baile, de cuja direção se encarregou, a convite de S.A. o Sr. Conde d’Eu uma comissão de cavalheiros da nossa sociedade, que se esmerarão no desempenho de tão agradável incumbência.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Mas não foi só para assistir ao baile que veio gente da corte; para fugir do calor e aqui passar dois dias também vierão muitas pessoas. A affluencia desde sexta-feira tem sido extraordinária.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Cerca de 1.000 pessoas vierão para Petrópolis, e sabe Deus que trabalho teve o Dr. Berrini para acomodar os passageiros nos carros da estrada de ferro Principe Grão Pará.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Os hotéis estão cheios que os últimos passageiros tiveram de dormir nos bilhares e salas.</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O Hotel d’ Orleans não teve outras acomodações senão a rouparia e o quarto de banho para dar aos dois últimos hospedes que apparecêrão hontem ”</em></span></p>
<p>A estrutura pré-montada do Palácio de Cristal foi encomendada pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, na época, presidente da Sociedade Agrícola de Petrópolis, às oficinas da Société Anonyme de Saint-Sauveur, na cidade de Arras, na França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://e-monumen.net/patrimoine-monumental/societe-anonyme-saint-sauveur/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-21896" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/cristal1.jpg" alt="cristal1" width="458" height="538" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde d´Eu e a princesa Isabel haviam se casado cerca de 20 anos antes, em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, em cerimônia celebrada por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). O escritor Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) escreveu na coluna <em>Folhetim</em> uma calorosa descrição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19132" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 17 de outubro de 1864)</a>. O casal passou a lua de mel justamente em Petrópolis, de onde retornou no dia 24 de outubro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao Palácio de Cristal&#8230; Sua estrutura, a primeira pré-fabricada ultimada no Brasil, foi montada em Petrópolis pelo engenheiro Eduardo Bonjean (1844 -?),  foi inspirada em duas edificações: o Crystal Palace de Londres e no Palácio de Cristal do Porto. O Crystal Palace, construído no Hyde Park para sediar a Grande Exposição dos Trabalhos da Indústria de Todas as Nações de 1851, foi inaugurado em 1º de maio de 1851 pela Rainha Vitória (1837 &#8211; 1901)  e destruído por um incêndio em 1936. O Palácio de Cristal do Porto, inaugurado em 18 de setembro de 1865 pelo rei dom Luis (1838 0 1889) para abrigar a Exposição Internacional do Porto, foi demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão dos Desportos,  atualmente denominado Pavilhão Rosa Mota.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21902" style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Exposi%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Crystal_Palace.PNG" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21902" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/crystal.jpg" alt="Crystal Palace de Londres, 1851" width="515" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Exposi%C3%A7%C3%A3o#/media/Ficheiro:Crystal_Palace.PNG" target="_blank">Crystal Palace de Londres, 1851</a></p></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto" style="text-align: center;">
<div id="attachment_21906" style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/1864/TomoVII/N01/N01_master/ArquivoPitoresco1864N01.PDF" target="_blank"><img class="wp-image-21906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/crystalporto1.jpg" alt="crystalporto1" width="477" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/1864/TomoVII/N01/N01_master/ArquivoPitoresco1864N01.PDF" target="_blank">Palácio de Cristal do Porto, publicado no Archivo Pittoresco: semanário illustrado, Anno 7,  número 1, 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto" style="text-align: left;">Em 20 de abril 1884, com ornamentação do botânico francês Auguste Glaziou (1828 &#8211; 1906), que havia sido o responsável pelo embelezamento do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo de Santana</a>, foi aberta a Quarta Exposição da Sociedade Agrícola e Hortícula de Petrópolis, a primeira no Palácio de Cristal &#8211; as três primeiras haviam sido realizadas em 1875, 1876 e 1877, em pequenos pavilhões na mesma Praça Koblenz. A edição de 1884 contou com a presença <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a>, do corpo diplomático e de ministros do Império. O discurso oficial foi proferido pelo Conde d’ Eu e o júri do evento, na seção hortícola, era formado por Glaziou, Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938), na ocasião preceptor dos filhos da princesa Isabel; e do bibliotecário José de Saldanha da Gama. Na seção zootécnica, os jurados foram Ferreira Penna e E. P. Wilson (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10207" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de abril de 1884, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/6877" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de abril de 1884, quarta coluna; <em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de abril, terceira coluna)</a>. Em 12 de abril de 1885 e em 20 de março de 1886, o Palácio de Cristal sediou as edições seguintes do evento. Em maio de 1886, também no palácio, foi realizada a Primeira Exposição Industrial de Petrópolis, organizada pela Câmara Municipal por iniciativa do vereador Henrique Kopke Junior (18? &#8211; ?).</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No chuvoso domingo de Páscoa de 1888, o Palácio de Cristal foi todo enfeitado e em seu exterior<em> via-se uma grande cruz também de ramagens e flores com o dístico &#8220;Viva a liberdade&#8221;</em>. Na ocasião, a princesa Isabel e o conde d´Eu junto a seus filhos, os príncipes Pedro de Alcântara (1875 &#8211; 1940) e dom Luis Maria (1878 &#8211; 1920), entregaram 127 cartas de alforria a escravizados da cidade Imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4167" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 e 3 de abril de 1888, sétima coluna</a>). A maioria dos senhores desses escravizados foram indenizados a partir de uma grande campanha desenvolvida na cidade pela <em>comissão agenciadora das libertações</em>. Compareceram à cerimônia representantes do gabinete ministerial de João Alfredo, os abolicionistas André Rebouças (1838 &#8211; 1898) e José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), além dos embaixadores da Argentina, da Bélgica, do Chile, da Espanha, dos Estados Unidos e da Itália, e diplomatas das legações de outros países, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22585" style="width: 387px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/20022" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/petro.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1888" width="377" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Com a proclamação da República, em 1889, o palácio entrou em decadência e, em 1894 foi doado à Prefeitura de Petrópolis. Foi arrematado em leilçao público por Manorel Buaque de Macedo que o cedeu à Associação Artística e Literária Fluminense. Em 1938, o Palácio de Cristal foi coberto por tijolos e folhas-de-flandres, passando a sediar o Museu Histórico de Petrópolis (MHP), por iniciativa do jornalista e historiador Alcindo de Azevedo Sodré (1895 &#8211; 1952). Em 1943, quando Petrópolis comemorava 100 anos de sua fundação, o MHP foi transferido para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5754" target="_blank">Museu Imperial de Petrópolis</a>, inaugurado na antiga residência de veraneio de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, do qual Sodré foi o primeiro diretor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21910" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.aconteceempetropolis.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Museu-Hist%c3%b3rico-de-Petr%c3%b3polis.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21910" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/museuhistorico.jpg" alt="Palácio de Cristal quando foi a sede do Museu Histórico de Petrópolis /Site Acontece" width="437" height="265" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.aconteceempetropolis.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Museu-Hist%c3%b3rico-de-Petr%c3%b3polis.jpg" target="_blank">Palácio de Cristal quando foi a sede do Museu Histórico de Petrópolis /Site Acontece em Petrópolis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Voltou a pertencer à prefeitura e, em 1957,  durante as comemorações do centenário da elevação de Petrópolis à condição de cidade, foi realizada, no Palácio de Cristal, a Exposição Industrial e Histórica de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5127" target="_blank"><em>Anuário do Museu Imperial</em>, 1957</a>). Em 21 de junho de 1967, o palácio, integrante do conjunto arquitetônico e paisagístico da antiga Praça da Confluência, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Na década de 1970, uma série de restaurações, inclusive em seus jardin, foram iniciadas. No ano de seu centenário, 1984, foi lançado um selo comemorativo em homenagem à data (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/74571" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de janeiro de 1984, quarta coluna</a>) e ele foi reinaugurado em 2 de fevereiro, coberto por paredes de vidro similares às suas originais, que eram de cristais bisotados importados da Bélgica, com uma mostra de medalhas, uma exposição de esculturas de Maria Martins (1894 &#8211; 1973) e um recital de música antiga do Praetorius Emsemble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/75501" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1984, segunda coluna</a>).</p>
</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">O poeta Carlos Drummond de Andrade dedicou ao Palácio uma crônica, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><em>A vária sorte do Palácio de Cristal</em>, no <em>Jornal do Brasil</em> 2 de fevereiro de 1984</a>.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21912" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><img class="size-large wp-image-21912" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/drummond-1024x397.jpg" alt="Jornal do Brasil, 2 de fevereiro de 1984" width="768" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/75523" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 2 de fevereiro de 1984</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nela se refere à história do edifício e também a uma fotografia do trio das inseparáveis amigas &#8211; a princesa Isabel e as baronesas de Muritiba (1851 &#8211; 1932) e de Loreto (1849 &#8211; 1931) -, retratadas dentro do Palácio de Cristal, em 1884, e publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank">Anuário do Museu Imperial de 1958</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21913" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank"><img class="wp-image-21913 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/loreto.jpg" alt="loreto" width="398" height="225" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5144" target="_blank">A Princesa Isabel, entre a Baronesa de Muritiba (D. Maria José Velho de Avelar Vieira Tosta) e Baronesa de Loreto (D. Amanda de Paranaguá Dória), no recinto da Exposição Hortícola e Agrícola, no Palácio de Cristal, em 1884 / Anuário do Museu Imperial, 1958.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23240" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/2218" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/cristal.jpg" alt="O Palácio de Cristal fotografado por Geroges Leuzinger/ Anuário do Museu Imperial, 1948" width="361" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/2218" target="_blank">O Palácio de Cristal, fotografia do ateliê de Georges Leuzinger/ Anuário do Museu Imperial, 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Anuário do Museu Imperial</p>
<p><a href="http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/ArchivoPittoresco_TomoVII.htm" target="_blank"><em>Archivos Pittorescos: semanário illustrado</em></a></p>
<p><a href="https://www.diariodepetropolis.com.br/integra/obras-do-palacio-de-cristal-foram-retomadas-186404" target="_blank"><em>Diário de Petrópolis</em>, 6 de outubro de 2020</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_arque.gif&amp;Cod=1669" target="_blank">Portal Iphan</a></p>
<p>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</p>
<p>SILVA, Lucas Ventura da. <em>Patrimônio documental sobre escravidão: o elemento servil na Petrópolis do oitocentos</em>. Revista Eletrônica Discente do Curso de História – UFAM, volume 4, número 1, ano 4, 2020</p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=445045" target="_blank">Site Biblioteca do IBGE</a></p>
<p><a href="http://culturaviva.gov.br/espaco/14986/" target="_blank">Site Cultura Viva</a></p>
<p><a href="https://e-monumen.net/patrimoine-monumental/societe-anonyme-saint-sauveur/" target="_blank">Site e-monument.net</a></p>
<p><a href="https://www.britannica.com/topic/Crystal-Palace-building-London" target="_blank">Site Enciclopedia Britannica</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2020/01/29/palacio-de-cristal-em-petropolis-rj-e-fechado-para-visitacao-e-passa-por-reforma.ghtml" target="_blank">Site G1</a></p>
<p><a href="http://www.ipatrimonio.org/?p=20713#!/map=38329&amp;loc=-22.50606881180414,-43.18145459803748,17" target="_blank">Site ipatrimonio.org</a></p>
<p><a href="http://www.visitepetropolis.com/perfil-mantenedores/perfil/palacio-de-cristal/" target="_blank">Site Visite Petrópolis</a></p>
<p>SODRÉ, Alcindo. <em>Palácio de Cristal</em>. Centenário de Petrópolis, vol. 2, p.103.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
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		<title>A Ilha Fiscal na Baía de Guanabara</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 04:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca seis fotografias da Ilha Fiscal, que integra o Complexo Cultural da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. É uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro, localizada na Baía de Guanabara, cujo edifício, projeto do engenheiro Adolpho José Del Vecchio, foi inaugurado em 27 de abril de 1889. As imagens foram produzidas por Jorge Kfuri (1893 - 1965), Juan Gutierrez ( c. 1860 - 1897) e Marc Ferrez (1843 - 1923). O registro de Kfuri é de 1916 e os de Ferrez e de Gutierrez das últimas duas décadas do século XIX.  Espécie de elo entre o passado e o presente, a Ilha Fiscal notabilizou-se por ter sido o cenário do último baile do império, realizado em 9 de novembro de 1889, dias antes da Proclamação da República no Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1889. Foi tombada, em 1990, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca seis imagens da Ilha Fiscal, uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro, localizada na Baía de Guanabara. Foram produzidas pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398">Juan Gutierrez ( c. 1860 &#8211; 1897)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>. O registro de Kfuri é de 1916 e os de Ferrez e de Gutierrez das últimas duas décadas do século XIX.  O edifício da ilha, projeto do engenheiro <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/180793/1735" target="_blank">Adolpho José Del Vecchio (1848 &#8211; 1927)</a>, foi inaugurado em 27 de abril de 1889.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/225" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Ilha Fiscal disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>Espécie de elo entre o passado e o presente, a Ilha Fiscal, que ocupa uma área de 7000 m2 e se distancia do continente por pouco mais de um quilômetro, notabilizou-se por ter sido o cenário do <em>último baile do império</em>, realizado em 9 de novembro de 1889, dias antes da Proclamação da República no Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1889. Na década de 1910, o domínio da Ilha Fiscal foi transferido do Ministério da Fazenda para a Marinha. Integra o Complexo Cultural da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A Ilha Fiscal foi tombada, em 1990, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, e aberta à visitação pública em 1999.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 823px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4244" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4244/47260.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="813" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4244" target="_blank">Jorge Kfuri. Ilha Fiscal, 1916. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção de um posto alfandegário para o controle de mercadorias comercializadas no porto do Rio de Janeiro foi solicitada pelo conselheiro João Antônio Saraiva (1823 &#8211; 1895), do Ministério da Fazenda, no século XIX, e a localização da, na época conhecida como Ilha dos Ratos, era ideal devido à proximidade aos pontos de fundeio dos navios mercantes estrangeiros que aportavam à Baía de Guanabara, na altura da atual Praça XV. Foi o imperador<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank"> Pedro II</a> que decidiu construir o prédio e que optou pelo estilo arquitetônico gótico-provençal, típico dos castelos franceses do século XIV e inspirado pelo trabalho do arquiteto francês Viollet-le-Duc (1814 &#8211; 1879). Durante a construção, fez frequentes visitas à ilha p.ara verificar o progresso dos trabalhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6297" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6297/GT15.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6297" target="_blank">Juan Gutierrez. Ilha Fiscal, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O projeto da edificação foi de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/29951" target="_blank">Adolpho José Del Vecchio ( 1848 &#8211; 1927)</a>, então Engenheiro-Diretor de Obras do Ministério da Fazenda, e ganhou a Medalha de Ouro na Exposição da Academia Imperial de Belas Artes de 1890, tendo sido apresentado com a seguinte argumentação:</p>
<p><span style="color: #800000;">“<em>A construção planejada, tendo de ser levantada isoladamente em uma ilha, projetando-se sobre um fundo formado pela caprichosa Serra dos Órgãos, encimada por vasto horizonte, e de frente para a entrada da baía, devia causar impressão agradável aos que penetrassem no porto, suficientemente elevada para que pudesse facilmente ser vista de qualquer ponto entre a mastreação dos navios, e prestar-se ao mesmo tempo à fiscalização do ancoradouro.</em>”</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Del Vecchio foi diretor de diversas outras obras de vulto como a das Docas Pedro II e da Praça do Comércio. Exerceu cargos importantes e recebeu diversas condecorações e prêmios nacionais e internacionais ao longo de sua carreira (<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/29951" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 e 7 de junho de 1927, terceira coluna</a>; <a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/180793/1735" target="_blank"><em>Revista Brasileira de Engenharia</em>, junho de 1927</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 160px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://7ponto1.blogspot.com/2011/04/e-diz-adolpho-jose-del-vecchio.html" target="_blank"><img src="http://1.bp.blogspot.com/-STMoTS_1imI/Taju6YPO6SI/AAAAAAAAAE0/FLI3jqNyfLU/s1600/ilha_fiscal_10.jpg" alt="" width="150" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://7ponto1.blogspot.com/2011/04/e-diz-adolpho-jose-del-vecchio.html" target="_blank">Adolpho del Vecchio</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17827" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.dezenovevinte.net/catalogos/1890_egba.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17827" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/arquitetura.jpg" alt="Catálogo da Exposição de Belas Artes de 1890" width="620" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.dezenovevinte.net/catalogos/1890_egba.pdf" target="_blank">Catálogo da Exposição de Belas Artes de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 863px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6298" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6298/GT16.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="853" height="649" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6298" target="_blank">Juan Gutierrez. Ilha Fiscal, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 6 de novembro de 1881, foi assentada a primeira pedra do edifício (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/2864" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de novembro de 1881, última coluna</a>). No ano seguinte, del Vecchio foi condecorado como Oficial da Ordem da Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3484" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de março de 1882, terceira coluna</a>). O prédio da Ilha Fiscal foi inaugurado em 27 de abril de 1889 com a presença de Pedro II, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu</a> e de uma grande comitiva de ministros e autoridades. A elegante construção ocupa cerca de um terço da ilha medindo 68 metros de frente e 28 de fundos. Seu torreão tem 53 metros de altura ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/22678" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 28 de abril de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;A ilha é um delicado estojo, digno de uma brilhante joia&#8221;</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;">Dom Pedro II</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Ilha Fiscal era abastecida de água e em sua torre havia um holofote cuja movimentação e potência permitiam uma melhor fiscalização de qualquer ponto do porto. Todas as salas eram iluminadas com lâmpadas elétricas e a ilha estava ligada à alfândega por uma linha telefônica, para a qual havia sido instalado um cabo submarino. Os trabalhos de cantaria foram realizados pelo comendador Antonio Rodrigues Teixeira, a construção e a montagem da agulha de ferro do corpo central por Manoel Joaquim Moreira &amp; C., o mosaico da sala de honra por Moreira &amp; Carvalho, a montagem do relógio pela firma Krussman &amp; C, a colocação dos aparelhos elétricos pelo sr. Léon Rodde e os trabalhos de pintura pelo alemão Frederico Steckel (1834 &#8211; 1921). Os vitrais coloridos a fogo foram confeccionados com cristal inglês e mostravam o imperador Pedro II entre os brasões da Casa Imperial Brasileira e da Casa de Saxônia; e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel </a> entre os brasões da Casa Imperial Brasileira e a Casa de Orléans.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6697" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6697/0071824cx004-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6697" target="_blank">Marc Ferrez. Ilha Fiscal, c. 1885. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essa importante construção esteve sob a direção do engenheiro Adolpho José del Vecchio, diretor das obras do ministério da Faqzenda, que deu provas da maior atividade e zelo, muito concorrendo para dotar esta cidade com tão bem acabado e importante edifício&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #333333;">(<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2887" target="_blank"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de maio de 1889</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17843" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2887" target="_blank"><img class="wp-image-17843 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/constru.jpg" alt="constru" width="443" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><img class="alignnone size-full wp-image-17844" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/constru1.jpg" alt="constru1" width="442" height="608" /> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2887" target="_blank"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de maio de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17825" style="width: 230px" class="wp-caption alignleft"><img class="wp-image-17825" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/cardapiocapa.jpg" alt="cardapiocapa" width="220" height="332" /><p class="wp-caption-text">Capa do cardápio do Baile da Ilha Fiscal / Acervo Arquivo Nacional</p></div>
<p>Poucos meses depois, em 9 de novembro de 1889, foi realizado o evento pelo qual a Ilha Fiscal ficou mais conhecida: o último baile do Império do Brasil. Inicialmente marcado para o dia 19 de outubro, foi adiado devido à morte do rei Luís I de Portugal (1861 &#8211; 1889), sobrinho do imperador Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16397" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de outubro de 1889</a>). A festa foi uma homenagem aos oficiais do cruzador chileno <em>Almirante Cochrane, </em>ancorado na Baía de Guanabara desde 11 de outubro de 1889, sob o comando de Constantino Bannen (1847 &#8211; 1899) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16355" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de outubro de 1889</a>). Com o baile, que contou com as presenças de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank"> dom Pedro II</a>, de dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">da princesa Isabel</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu</a> , e para o qual foram distribuídos cerca de três mil convites, pretendia-se realizar uma celebração inesquecível para fortalecer a monarquia diante da ameaça republicana. Não funcionou: seis dias depois foi proclamada a República no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16497" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de novembro de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7948" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de novembro de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16509" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 de novembro de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830321/2970" target="_blank"><em>Novidades</em>, 11 de novembro de 1889, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747b/4255" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 16 de novembro de 1889</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7982" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 16 de novembro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em 1893,  a Ilha Fiscal sofreu avarias durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, quando parte da esquadra brasileira rebelou-se contra o governo do Marechal Floriano Peixoto. Durante mais de seis meses, a ilha ficou no meio da artilharia travada entre as fortalezas da costa e os navios que se encontravam na Baía de Guanabara. Seus vitrais foram quebrados e suas paredes ficaram crivadas de balas de canhão.</p>
<p>Em 1913, foi autorizada pelo ministro da Fazenda, Rivadávia da Cunha Correia (1866 &#8211; 1920), a transferência do domínio da Ilha Fiscal do referido ministério para a Marinha em troca do vapor <em>Andrada, </em>proposta feita pelo almirante Alexandrino Faria de Alencar (1848 &#8211; 1926), então ministro da Marinha,  (<em>O Paiz</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18715" target="_blank"> 9 de setembro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19295" target="_blank">7 de de outubro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/17851" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de janeiro de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17851" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18715" target="_blank"><img class="wp-image-17851 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/marinha.jpg" alt="marinha" width="251" height="577" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18715" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de setembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, em janeiro de 1914, foi assinado o termo  que oficializou a troca entre a Ilha Fiscal e o vapor <em>Andrada, </em>que passaria a servir de alojamento aos guardas da Alfândega (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/17891" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de janeiro de 1914, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17850" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/008567/32922" target="_blank"><img class="size-large wp-image-17850" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/maritma-1024x193.jpg" alt="Revista Marítima, abril de 1914" width="768" height="145" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/008567/32922" target="_blank"><em>Revista Marítima</em>, abril de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de 1914 (até 1983), a Ilha Fiscal abrigou a Repartição Hidrográfica da Marinha do Brasil, então denominada Superintendência de Navegação <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/8766" target="_blank">O Século</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/8766" target="_blank">, 9 de janeiro de 1914, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/17930" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 30 de janeiro de 1914, última coluna</a>; e <a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21355" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de janeiro de 1914, terceira coluna</a>). Nos primeiros anos de ocupação, a Marinha refez a decoração interna e externa do prédio da Ilha Fiscal, restaurando sua beleza arquitetônica. Os vitrais com motivos monárquicos foram restaurados pela mesma firma inglesa que os tinha instalado originariamente.</p>
<p>Logo no início dos anos 1930, a Ilha Fiscal foi ligada à Ilha das Cobras através de um estreito molhe de pedra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CALDEIRA, Jorge. <i>Viagem pela História do Brasil.</i> São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 222.</p>
<p>CARDOSO, Rafael. <em>Uma introdução à história do design</em>. São Paulo : Blucher, 2008.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/del-vecchio-adolfo-jose/" target="_blank">Dicionátio de Verbetes do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo, vol 3</em>. Rio de Janeiro : Editora Rio Antigo, 1960.</p>
<p>GOMES, Laurentino. <i>1889</i>. São Paulo : Globo Livros.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p>SILVA, Hélio. <i>Nasce a República.</i> São Paulo: Três, 1975.</p>
<p><a href="https://www.marinha.mil.br/dhn/?q=pt-br/node/85" target="_blank">Site Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha</a></p>
<p><a href="https://www.marinha.mil.br/dphdm/ilha-fiscal" target="_blank">Site <span class="designation">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</span></a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/276" target="_blank">Site Inepac</a></p>
<p><a href="https://www.oriodejaneiro.com/ilha-fiscal-htm/" target="_blank">Site O Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="http://receita.economia.gov.br/sobre/institucional/memoria/memoria-fazendaria/placa-inaugurada-na-ilha-fiscal-registra-atuacao-da-receita-no-imperio" target="_blank">Site Receita Federal</a></p>
<p><a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/riotur/exibeconteudo?article-id=157642" target="_blank">Site Riotur</a></p>
</div>
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		<title>Fotografia e namoro</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jun 2018 11:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imagens de casais enamorados como nos habituamos a ver ao longo do século XX até nossos dias não são frequentes na história da fotografia do século XIX e do início do novecentos. A Brasiliana Fotográfica convidou Elvia Bezerra, coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles, para escrever sobre uma imagem de um casal de camponeses produzida pelo fotógrafo gaúcho Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 - 1937). O portal também selecionou mais uma fotografia de um casal de camponeses e outras dos casais reais formados por dom Pedro II (1825 - 1891) e dona Teresa Cristina (1822 - 1889) e pela princesa Isabel (1846 - 1921) e Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (1842 - 1922). Todas revelam, em maior ou menor grau, afeto, cumplicidade e companheirismo. Foram produzidas por Alberto Henschel (1827 - 1882), Byrne &#038; Co, Vincenzo Pastore (1865 - 1918) e por fotógrafos ainda não identificados. E assim a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia dos Namorados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Imagens de casais enamorados como nos habituamos a ver ao longo do século XX até nossos dias não são frequentes na história da fotografia do século XIX e do início do novecentos. A Brasiliana Fotográfica convidou Elvia Bezerra, coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles, para escrever sobre uma imagem de um casal de camponeses produzida pelo fotógrafo gaúcho Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 &#8211; 1937). O registro faz parte do álbum <em>Vistas de Porto Alegre &#8211; Photographias artísticas &#8211; Editores Krahe &amp; Cia. Porto Alegre</em>, que traz outras 18 fotografias de Lunara de circa 1910. O portal também selecionou mais uma fotografia de um casal de camponeses e outras dos casais reais formados por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> e pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>. Todas revelam, em maior ou menor grau, afeto, cumplicidade e companheirismo. Foram produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, Byrne &amp; Co, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> e por fotógrafos ainda não identificados. E assim a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia dos Namorados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nhô João, deixa disso!</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #333399;"><span style="color: #800000;">Elvia Bezerra*</span></span></p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5619/014ALUN01012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank">Lunara. Nhô João deixa disso, c. 1910. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É sabido que Lunara, nome artístico de Luiz do Nascimento Ramos, montava e dirigia cenas para fotos que fez na periferia da capital gaúcha, nas primeiras décadas do século XX. Não se pode, no entanto, saber o que esse método de trabalho foi capaz de desencadear nos coadjuvantes da composição. Como terá o casal, aqui retratado, voltado à intimidade da sua tosca torre de Pisa? Terá a senhora repetido o “nhô João, deixa disso!”, como informa a legenda, quando ficaram a sós? Seu recato terá se mantido dentro de quatro paredes? Terão os dois sido os mesmos? Haverá o clique do fotógrafo amador, nascido em Porto Alegre, em 1864, lhes restituído o gosto antigo do namoro?</p>
<p>Afinal, não é preciso ser nenhum André Gorz, filósofo austro-francês que só se deu conta da dimensão de seu amor pela mulher, com quem era casado havia décadas, depois que ela passou a sofrer de doenças incuráveis: &#8220;Já faz 58 anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca&#8221;, escreveu ele em <em>Carta a D</em>., documento de amor em que tornou pública a importância de Dorine na sua vida, confessando, aos 82 anos, que a amava e a desejava como na juventude.</p>
<p>Mas não é preciso tal situação dramática para acelerar um coração que bate devagar. Um clique precedido de uma arrumação de cena romantizada pode contagiar os personagens e fazê-los namorados de novo, ainda que seja por um dia.</p>
<p>Certamente não foi apenas a arquitetura dessa casa pobre que chamou a atenção de Lunara na cena registrada em um dos fins de semana em que saía para fotografar– consta que exercia o ofício especialmente aos domingos. A imagem de declínio, realçado pelo teto de telha vã da construção de taipa, se prolonga na do casal maduro, sentado entre a lateral e a frente da casa. A porta, inclinada para a esquerda, segue o movimento do telhado, deixando-se ver ladeada também pela irregularidade das varas de bambu, recheadas de barro. A decadência aqui é questionável.</p>
<p>A assimetria dos elementos da imagem resulta em harmonia: o telhado, decaído para a esquerda, compõe o fundo em que sobressai o casal de meia-idade, naquela fase da vida em que, como no poema de Manuel Bandeira, “o fogo já era frio”. Contrariamente à ideia de fragilidade que pode passar a milenar técnica construtiva da casa de taipa, ou pau a pique, como também é conhecida, o método está entre os mais resistentes. Na foto de Lunara, a solidez da construção é comprometida por um provável erro no momento da fixação da madeira no solo, talvez a causa do tombamento para o lado esquerdo. Ainda assim, não há dúvida com relação à firmeza que a imagem inspira.</p>
<p>Faz todo o sentido saber que Lunara fotografava nos fins de semana. Só assim poderia fixar um momento de ternura domingueira, ao ar livre, de um casal cuja labuta diária o impediria de vivenciá-la em outro dia que não fosse este, consagrado ao descanso e à oração.</p>
<p>Se atendem ao pedido de posar, é o homem quem incorpora o papel do cavalheiro, em atitude de devoção à dama. A figura dele é enternecida, mas sólida: pés paralelos fincados na terra, posta-se de frente para a companheira, que, sem encará-lo, coloca-se de lado e olha na direção oposta. Digno, ele segura as mãos da mulher; ela não as entrega. Recua, numa espécie de rejeição não totalmente desprovida de dengo, quem sabe provocada pelo desconforto da manifestação de carinho a céu aberto.</p>
<p>A fachada da casa é dignificada pelo chapéu que encima a porta, indicando que, ao deixá-lo à entrada, é com reverência que nhô João entra na sua moradia. A simplicidade do detalhe está longe da ironia presente no conto “Capítulo dos chapéus”, de Machado de Assis, em que o bacharel Conrado Seabra é instado pela mulher, Mariana, a trocar o chapéu por um mais moderno. Machado, impiedoso, começa por dizer que “o princípio metafísico é este: ‒ o chapéu é a integração do homem, um prolongamento da cabeça, um complemento decretado <em>ab æterno</em>; ninguém o pode trocar sem mutilação”. Ao longo da narrativa, entretanto, sem poupar a mulher de humilhação, conclui com esta ironia arrasadora: “Mas você reflita consigo, e verá&#8230; Quem sabe? Pode ser até que nem mesmo o chapéu seja complemento do homem, mas o homem do chapéu&#8230;”</p>
<p>A atmosfera pacífica da foto de Lunara opõe-se à tensão do conto de Machado. Na cena franciscanamente endomingada do gaúcho, reina a serenidade; quase se ouve &#8220;o silêncio que tem voz&#8221;. E o chapéu de palha, no alto, longe de ser objeto de discórdia ou de prestígio social, como acontece no conto, reafirma seu inquestionável caráter de dignidade na frente da casa. De resto, fica aqui a deixa para que, ainda recorrendo ao <em>sombrero</em>, nhô João encante sua mulher com os versos de Federico García Lorca, que, em &#8220;Por tu amor me duele el aire&#8221;, eleva o adereço ao patamar do ar e do coração, todos passíveis de serem sacrificados por amor:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">&#8220;¡Ay, qué trabajo</span><br />
<span style="color: #800000;"> me cuesta quererte como te quiero!</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Por tu amor me duele el aire,</span><br />
<span style="color: #800000;"> el corazón</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">y el sombrero&#8221;.</span></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>*Elvia Bezerra é coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Mais fotografias e a história do Dia dos Namorados no Brasil</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data dedicada aos namorados foi criada, no Brasil, pelo publicitário João Doria (1919 – 2000), e é comemorada no dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio, que por tradição é considerado o santo casamenteiro. Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes paulistas, iniciando, em junho de 1949, uma campanha com o slogan “não é só com beijos que se prova o amor” (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/51438" target="_blank">27 de maio de 1949, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/51693" target="_blank">9 de junho de 1949</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/28022" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de junho de 1949</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213535/13220" target="_blank"> <em>Il Moscone</em>, 25 de junho de 1949</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2118" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2118/004VP025.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2118" target="_blank">Vincenzo Pastore. Casal trabalhando em plantação de milho, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/116">Acessando o link para as fotografias de casais disponíveis no acervo da Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.<br />
</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5519" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5519/P005DJ0766.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="498" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5519" target="_blank">Byrne &amp; Cº. Princesa Isabel e Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, 1870. Londres, Reino Unido / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Outras publicações da Brasiliana Fotográfica no Dia dos Namorados:</strong></em></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767" target="_blank">Série <em>“O Rio de Janeiro desaparecido” X – No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de junho de 2020.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32074" target="_blank"><em>No Dia dos Namorados, o álbum &#8220;Vistas de Petrópolis&#8221; e o fotógrafo alemão Pedro Hees (1841-1880)</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de junho de 2023.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; III &#8211; Registros da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Apr 2017 13:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros de aspectos da Guerra do Paraguai (1864 - 1870), o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Porém sua iconografia fotográfica é escassa, apesar da importância do evento e do fato de que na época já existia um bom número de fotógrafos atuando no continente. São imagens de autoria de Agostinho Forni, Carlos Cesar, Bate &#038; CA, Frederico Trebbi, José Ferreira Guimarães e de outros fotógrafos ainda não identificados. Retratam aspectos de várias cidades como Assunção e Humaitá, a batalha de 18 de julho, casas de militares, a casa de Elisa Lynch (1835 - 1886), acampamentos militares, igrejas, estações de ferro e hospitais, dentre outros.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Registros da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870) *</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4183" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4183/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4183" target="_blank">Anônimo. Capitania em Humaitá : vista do lado de terra, 1868. Humaitá, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros de aspectos da <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/guerra_paraguai.html" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Sua iconografia fotográfica é escassa, apesar da importância do evento e do fato de que na época já existia um bom número de fotógrafos atuando no continente. Porém, segundo o historiador André Toral: <em>O registro fotográfico da guerra do Paraguai contra a Tríplice Aliança (1864-1870) foi, em termos gerais, uma continuidade do tipo de fotografia que se fazia na época. Mas foi, também, mais do que isso. A cobertura in loco e a força do assunto trouxeram maneiras inovadoras de se representar o conflito, o que colaborou para a constituição de uma linguagem fotográfica com características próprias em relação à pintura ou gravura do período dedicadas à guerra.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22paraguai%2C+guerra%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de aspectos da Guerra do Paraguai disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">A <span class="il">Guerra</span> <span class="il">do</span> <span class="il">Paraguai </span>abriu um lucrativo mercado para os fotógrafos itinerantes. Eles retratavam os soldados tanto nos acampamentos como em casa, antes da partida, tirando-os do anonimato, dando a eles um rosto, o que aumentava o custo humano dos combates. Os registros ainda não eram publicados nos jornais, devido à falta de arcabouço técnico, mas circulavam de mão em mão a partir de álbuns vendidos ao público. As capitais dos países envolvidos no conflito e algumas das províncias foram visitadas por esses profissionais, que também registravam os locais e seus costumes.</div>
<p>As imagens do acervo do portal sobre o assunto são de autoria de Agostinho Forni, de Carlos Cesar, do estúdio Bate &amp; CA, de Frederico Trebbi, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>, de Luiz Terragno (c.1831-1891) e de outros fotógrafos ainda não identificados. Retratam aspectos de várias cidades como Assunção, Humaitá, Lambaré e Luque; a batalha de 18 de julho, casas de militares como os generais José Antônio Correia da Câmara (1824-1893) e Joaquim Andrade Neves (1807 &#8211; 1869), a casa de Elisa Lynch (1835 &#8211; 1886), mulher do presidente do Paraguai, Francisco Solano Lopez Filho ( 1827 &#8211; 1870); acampamentos militares, igrejas, estações de ferro e hospitais, dentre outros. Há também uma fotografia do quadro <em>Passagem de Humaitá</em>, do pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903)</a>, produzida por José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 681px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3637" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3637/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="671" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3637" target="_blank">José Ferreira Guimarães e Victor Meirelles. Passagem de Humaitá: pintura de Victor Meirelles, 1872 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Guerra do Paraguai, primeiro conflito a receber uma cobertura visual na imprensa sul-americana e um de seus assuntos preponderantes entre 1864 e 1870, foi um importante marco da fotorreportagem no Brasil, tema central da tese de doutorado <em>A Semana Illustrada e a guerra contra o Paraguai: primórdios da fotorreportagem no Brasil, </em><span class="a">de autoria de Joaquim Marçal de Andrade, um dos curadores do portal Brasiliana Fotográfica. </span>Diversas ilustrações de episódios da guerra e de alguns de seus participantes foram publicadas. A litografia propiciava a reprodução de fotografias, daguerreótipos e pinturas levando as imagens da guerra a um público maior. No início do conflito ainda não havia tecnologia capar de realizar a reprodução direta da fotografia pela prensa, então as fotografias foram largamente utilizadas como base para as ilustrações produzidas pelos litógrafos e publicadas pela imprensa.</p>
<p>O engenheiro militar, historiador, teatrólogo e músico Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (1843 &#8211; 1899), futuro visconde de Taunay, título que recebeu de D. Pedro II em 6 de setmbro de 1889, participou da cobertura da Guerra do Paraguai. Integrou as expedições militares entre 1865 e 1867 e entre 1869 e 1870 e seus escritos circularam na <em>Semana Ilustrada</em>. Parte dos textos jornalísticos do visconde de Taunay foram reunidos por Affonso Taunay (1876 &#8211; 1958) na coletânea<a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/188902/Recorda%C3%A7%C3%B5es%20de%20guerra%20e%20de%20viagens.pdf" target="_blank"> </a><em><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/188902/Recorda%C3%A7%C3%B5es%20de%20guerra%20e%20de%20viagens.pdf" target="_blank">Recordações de Guerra e de Viagem</a>.</em> Entre suas obras está o clássico <em><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=17499" target="_blank">A Retirada da Laguna</a>, </em>sobre um dos episódios da Guerra do Paraguai, quando a tropa brasileira, adoecida por beribéri, cólera e tifo foi forçada a se retirar sob os constantes ataques da cavalaria paraguaia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/taunay.jpg"><img class="  wp-image-19593 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/taunay.jpg" alt="taunay" width="312" height="382" /></a></p>
<p>Destacamos no periódico <em>Semana Illustrada</em>, do alemão Henrique Fleuiss (1824 &#8211; 1882), edição de 10 de setembro de 1865, as publicações de ilustrações da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank">Batalha Naval de Riachuelo</a> e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank">dom Pedro II e do duque de Saxe em traje de campanha</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19584" style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paraguai2.jpg" alt="Semana Ilustrada, 10 de setembro de 1865" width="739" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 10 de setembro de 1865</a></p></div>
<div id="attachment_19585" style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank"><img class="wp-image-19585 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paraguai11.jpg" alt="paraguai1" width="739" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 10 de setembro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segunda antropóloga Lúcia Stumpf que em 2019 defendeu a tese de doutorado <em>Fragmentos de Guerra: Imagens e Visualidades contra a Guerra do Paraguai (1865-1881)</em>:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Além de sua importância histórica, a guerra contra o Paraguai se apresenta como um estudo de caso muito interessante para pesquisas de cultura visual&#8230; Isso porque a eclosão da guerra coincidiu, no Brasil, com o auge do desenvolvimento de novas tecnologias óticas e de impressão, que impactavam as artes e a indústria, no que chamamos, em referência ao famoso ensaio de Walter Benjamin, de era da reprodutibilidade técnica</em>.</span></p>
<p>Grande parte da documentação fotográfica do conflito constitui-se por de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><i>cartes-de-visite</i></a> de generais, soldados, governantes e outros envolvidos na guerra, produzidos entre 1864 e 1870. A guerra rendeu aos fotógrafos uma nova clientela de militares. Eram fotografados nos ateliês de suas cidades antes de irem para os combates.</p>
<p>Durante a Guerra do Paraguai, em 1865,  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II </a> esteve no Rio Grande do Sul e foi retratado pelo fotógrafo italiano Luiz Terragno (c. 1831 &#8211; 1891 ), um dos fotógrafos pioneiros do Rio Grande do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3983" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3983/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="408" height="681" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3983" target="_blank">Luiz Terragno. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1865. RS/ Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Terragno fotografou, entre 1865 e 1867, outros personagens envolvidos no conflito como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922) </a>e o Duque de Saxe (1845 &#8211; 1907). Algumas dessas fotos e outras também de autoria de Terragno, de vistas de Porto Alegre, foram exibidas na Exposição de História do Brasil realizada pela Biblioteca Nacional e aberta por Pedro II, em 2 de dezembro de 1881, dia em que o monarca completava 56 anos. A exposição foi um dos mais importantes eventos da historiografia nacional.  Foi organizada por Benjamin Franklin de Ramiz Galvão (1846 – 1938), diretor da Biblioteca Nacional de 1870 a 1882.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">O conde d´Eu (1842-1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, assumiu a chefia das tropas, em 1869, substituindo Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803 &#8211; 1880).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4154/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="616" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank">Anônimo. S. A. Real Conde d&#8217;Eu com seu estado maior em Lambaré, 1868. Lambaré, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bartolomeu Mitre (1821 &#8211; 1906) foi presidente da Argentina durante a Guerra do Paraguai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4937" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4937/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0181_001_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="525" height="798" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4937" target="_blank">Francisco Benque e Alberto Henschel. Bartolomeu Mitre, 1874. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco sobre a Guerra do Paraguai</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, &#8211; cujo tratado foi assinado <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/invasao_uruguai.html" target="_blank">em 1º de maio de 1865 entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai </a>-, a Guerra do Paraguai ocorreu entre 1864 e 1870 e foi, como já mencionado, o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul.  O Uruguai estava em guerra civil e cidadãos brasileiros foram perseguidos e tiveram suas fazendas atacadas. Apesar dos esforços do Brasil, da Argentina e da Inglaterra para pôr fim à crise, com representantes reunindo-se tanto com o presidente Aguirre e o chefe da rebelião, Venâncio Flores, a guerra civil continuou, e com ela os ataques aos brasileiros. Em agosto, o governo brasileiro ameaçou intervir militarmente no Uruguai e o Paraguai protestou. O Uruguai rompeu relações com o Brasil, que invadiu o país em 12 de outubro de 1864. Como retaliação, o Paraguai sequestrou, em 12 de novembro de 1864, o vapor brasileiro <em>Marquês de Olinda</em>, que havia partido de Buenos Aires, em 3 de novembro, e transportava o novo presidente do Mato Grosso, o coronel Frederico Carneiro de Campos (1800 &#8211; 1867).</p>
<p>O presidente do Paraguai, Francisco Solano Lopez Filho ( 1827 &#8211; 1870), declarou guerra ao Brasil em 13 de dezembro de 1864 e, à Argentina, em 18 de março do ano seguinte. O conflito, durante o qual cerca de de 280 mil paraguaios, na época a metade da população do país, e 120 mil soldados argentinos, uruguaios e brasileiros morreram, terminou em 1870<a href="http://http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=704369&amp;PagFis=855" target="_blank">,</a> com a vitória da Tríplice Aliança e com a destruição do Paraguai. A origem do conflito é motivo de divergência entre historiadores, mas algumas de suas causas foram as questões de fronteiras entre os países, rivalidades históricas e a navegação nos rios platinos.</p>
<p>No <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo da Aclamação</a>, atual Praça da República, foi construído um monumento, o Templo da Vitória, um pavilhão de madeira onde foi celebrada, em 10 de julho de 1870, o Te Deum em comemoração ao término da Guerra do Paraguai, com a presença de dom Pedro II e de outros membros da família real e de ministros do império. A data foi escolhida devido à chegada de dom Pedro II, cinco anos antes, à cidade de Uruguaiana, local da primeira rendição paraguaia.</p>
<p>A construção do templo teria que ser feita rapidamente e como os cofres públicos estavam depauperados foi criado um impoto extraordinário para financiá-la. A obra e sua concepção foram de Fachinetti e a decoração das ruas do entorno foram entregues ao escritório de arquitetura ligado a Pietro Bosisio, genro do ministro da Fazenda, o visconde de Itaboraí (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1187" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 17 de maio de 1870, sugunda coluna</a>). Anteriomente, havia se informado que a obra havia ficado a cargo do próprio Bosisio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1183" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 15 de maio de 1870, quarta coluna</a>). O empreendimento foi muito criticado e ele foi apelidado na imprensa como o <em>templo de papelão,</em> já que apesar de uma aparência sólida<em>, </em>o edifício foi feito com papelão, lona, gesso e sarrafo.<em> </em>A missa foi um fiasco, com cerca de 200 pessoas nas arquibancadas quando cerca de 8 mil convites haviam sido enviados pelo ministro da Guerra. No mesmo mês de sua inauguração foi <em>desmanchado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1358" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 10 de julho de 1870, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1359" target="_blank">quarta coluna</a>); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1362" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 11 de julho de 1870, quarta coluna; <em>A Reforma</em>, 12 de julho de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/812838/277" target="_blank"><em>Correio Nacional</em>, 13 de julho de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1418" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 29 de julho de 1870, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1427" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 31 de julho de 1870, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3991" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3991/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="526" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3991" target="_blank">Anônimo. Templo da Vitória, 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/812838/279" target="_blank"><em>Correio Nacional</em> de 13 de julho de 1870,</a> há uns versos sob o título &#8220;Cousas do Crispim&#8221;, onde foram comentados os eventos envolvendo o Templo da Vitória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/180045" target="_blank">Acesse a reportagem <em>A Guerra do Paraguai vista por um pintor suíco</em>, de Theofilo Andrade, publicada na revista <em>O Cruzeiro</em>, 14 de abril de 1971.</a></p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20262/edoardo-de-martino-pintor-dos-tempos-de-guerra" target="_blank">Acesse o artigo <em>Edoardo de Martino, pintor dos tempos de guerra</em>, publicado na Brasiliana Iconográfica em 19 de julho de 2021.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">* O texto desse artigo foi atualizado em 18 de maio de 2020.</span></p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em>A Semana Illustrada e a guerra contra o Paraguai: primórdios da fotorreportagem no Brasil.</em><i> </i>Rio de Janeiro : Universidade Federal do Rio de Janeiro &#8211; Tese de doutorado, 2011.</p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em>História da fotorreportagem no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>CHIAVENATO, Júlio José. <em>Genocídio americano: a Guerra do Paraguai</em>. Rio de Janeiro : Editora Guanabara, 1979.</p>
<p>CUARTEROLO, Miguel Angel. <em>Soldados de la memoria: imágenes y hombres de la Guerra del Paraguay. </em>Argentina : Planeta<em>,em 2000.</em></p>
<p>DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. <em><em>Maldita Guerra</em>.São Paulo:Companhia das Letras, 2002<em>.</em></em></p>
<p>FAUSTO, Boris. <em>História do Brasil.São Paulo:Editora Universidade de São Paulo, 1998.</em></p>
<p>FRAGOSO, Augusto Tasso.<em>História da guerra entre a Tríplice Aliança e o Paraguai</em>. Rio de Janeiro : Biblioteca do Exército, 2012.</p>
<p>GOMES, Laurentino<em>. <em>1889</em>. Rio de Janeiro : Globo Editora, 2013.</em></p>
<p><a href="https://historiamilitaremdebate.com.br/coronel-frederico-carneiro-de-campos-e-o-apresamento-do-marques-de-olinda/" target="_blank">História Militar em debate</a></p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do.<em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro : Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>LIMA, Luiz Octavio de. <em>A Guerra do Paraguai</em>. São Paulo:Planeta do Brasil, 2016.</p>
<p>MAESTRI, Mário. <em>Guerra no Papel: história e historiografia da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</em>. Passo Fundo:PPGH/UPF, 2013.</p>
<p>MORENO, Leila Yaeko Kiyomura. <em><a href="https://jornal.usp.br/cultura/na-guerra-do-paraguai-a-imprensa-inova-com-reportagens-visuais/" target="_blank">Na Guerra do Paraguai, a imprensa inovou em reportagens visuais</a></em>. Jornal da USP, 2020</p>
<p>MOTA, Isabela; PAMPLONA, Patricia. <em>Vestígios da Paisagem Carioca: 50 lugares desaparecidos do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Mauad X, 2019.</em></p>
<p>QUEIROZ, Silvânia de.<em> <em>Revisando a Revisão: Genocídio americano: a Guerra do Paraguai</em>. Porto Alegre: FCM Editora, 2014.</em></p>
<p>SALLES, Ricardo.<em> <em>Guerra do Paraguai &#8211; Memórias e Imagens.</em> Rio de Janeiro:Biblioteca Nacional, 2003.</em></p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="https://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com/search?q=%22templo+da+vit%C3%B3ria%22" target="_blank">Site As histórias dos monumentos</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/guerra_paraguai.html" target="_blank">Site MultiRio</a></p>
<p>STUMPF, Lúcia Klück. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-20082019-112907/publico/2019_LuciaKluckStumpf_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fragmentos de Guerra: Imagens e Visualidades contra a Guerra do Paraguai (1865-1881)</em></a>. Tese de doutorado. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, 2019.</p>
<p>TORAL, André<em>. <em><a href="http://fortalezas.org/midias/arquivos/2736.pdf" target="_blank">Imagens em desordem: a iconografia da Guerra do Paraguai</a>. </em></em>São Paulo : Universidade de São Paulo, 2001.</p>
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		<title>Dia dos Pais</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2016 03:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Com uma fotografia do Conde D´Eu (1842-1922), com sua esposa, a Princesa Isabel (1846 - 1921), e com os filhos do casal Dom Pedro de Alcântara, Dom Luís Maria e Dom Antônio Gastão, a Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia dos Pais, data que foi comemorada pela primeira vez, em 1910, nos Estados Unidos. No Brasil, a ideia de criar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e o jornal O Globo começou uma campanha para difundir a efeméride, festejada pela primeira vez no dia 16 de Agosto de 1953. Posteriomente, o Dia dos Pais passou a ser comemorado no segundo domingo de agosto.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 385px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="375" height="520" /></a><p class="wp-caption-text">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</p></div>
<p>Com uma fotografia  do Conde D´Eu (1842-1922), com sua esposa, a Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921), e com os filhos do casal Dom Pedro de Alcântara, Dom Luís Maria e Dom Antônio Gastão, produzida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Albert Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> a Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia dos Pais, data que foi comemorada pela primeira vez, em 1910, nos Estados Unidos. No Brasil, a ideia de criar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e o jornal <em>O Globo</em> começou uma campanha para difundir a efeméride (<em>O Globo</em>, 1º de junho de 1953), festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto de 1953 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_07&amp;PagFis=32445" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de agosto de 1953</a>). Posteriormente, o Dia dos Pais passou a ser comemorado no segundo domingo de agosto.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão de Orleans, o Conde  D´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> casaram-se em 15 de outubro de 1864  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). Onze anos depois, em 15 de outubro de 1875, em Petrópolis, nasceu o primeiro filho do casal, Pedro de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=33688" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1875, sob o título “Diário do Rio”</a>). Ele faleceu em 29 de janeiro de 1940, na mesma cidade em que nasceu. Em 26 de janeiro de 1878, ocorreu o nascimento do segundo filho, Luis Maria de Orléans e Bragança, em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=37052" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 27 de janeiro de 1878, na segunda coluna</a>). Ele faleceu em Cannes, na França, em março de 1920. Finalmente, em 9 de agosto de 1881, nasceu, em Paris, o terceiro e último filho do casal, Antonio Gastão de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=2474" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, edição de 10 de agosto de 1881, na primeira coluna</a>). Ele faleceu em 29 de novembro de 1918, devido a um desastre de avião, em Londres.</p>
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		<title>Princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 &#8211; Eu,14 de novembro de 1921)</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 19:20:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Conde d´Eu]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
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		<category><![CDATA[Guarda Negra da Redentora]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante sua vida, a princesa Isabel foi retratada por diversos e importantes fotógrafos do século XIX no Brasil. A Brasiliana Fotográfica reuniu alguns desses registros feitos por Revert Henrique Klumb, Joaquim Insley Pacheco, Marc Ferrez, Henschel e Benque e por anônimos, criando para seus leitores a Galeria de Fotos da Princesa Isabel. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1936" style="width: 197px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1799" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-1936" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/P005DJ0773-187x300.jpg" alt="Joaquim Insley Pacheco. Princesa Isabel menina, c.1863. Rio de Janeiro / Acervo IMS" width="187" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3908" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Princesa Isabel menina, c. 1863. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Ao longo de sua vida, a princesa Isabel foi retratada por diversos e destacados fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica reuniu alguns desses registros, feitos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel(1827 &#8211; 1882)</a> &amp; Benque e por anônimos, criando para seus leitores a Galeria de Fotos da Princesa Isabel.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/60" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da princesa Isabel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>Por ter assinado a Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravatura no Brasil, ela ficou conhecida como <em>A Redentora. </em>Filha do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, um entusiasta da fotografia, e da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Christina Maria (1822 &#8211; 1889)</a>, formou com seu marido, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 &#8211; 1922), o conde D´Eu</a>, uma coleção de fotografias, que se encontra na Europa e representa um importante acervo iconográfico do oitocentos no Brasil. Fazem parte da coleção fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel(1827 &#8211; 1882)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (18? &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>,  dentre outros, além da imagem da Missa Campal realizada em 17 de maio de 1888, 4 dias após a abolição dos escravizados.</p>
<h4 style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia da vida da Princesa Isabel</strong></span></em></h4>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará; D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1846</span></strong> &#8211; Em 29 de julho, nascimento da princesa Isabel no Paço Imperial, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, filha do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina Maria (1822 &#8211; 1889)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=30093" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 30 de julho de 1846, sob o título &#8220;Parte official&#8221;</a>).</p>
<p>Em 15 de novembro, realização do batizado da princesa Isabel, que recebeu o nome de Isabel Christina Leopoldina Augusta Michaella Gabriella Raphaela Gonzaga. Seus padrinhos foram Dom Fernando II, rei de Portugal, representado por Manuel Inácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho, o marquês de Itanhaém; e a Sra. Maria Isabel, rainha viúva das Duas Sicílias, representada por Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, a marquesa de Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=30467" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de novembro de 1846, na coluna <em>O Diário</em></a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Em 10 de agosto, no Paço do Senado, foi proclamada Herdeira do Trono, pela Assembleia Geral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=616028&amp;PagFis=2904" target="_blank"><em>Correio da Tarde</em>, edição de 9 de agosto de 1850, na primeira coluna, sob o título &#8220;Lê-se no Correio Mercantil&#8221;)</a><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong></span> &#8211; Em 29 de julho, quando completou 14 anos, a princesa Isabel prestou juramento de &#8220;manter a religião católica, observar a constituição política do País e ser obediente às Leis e ao Imperador&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=13203" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 30 de julho de 1860</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong> </span>– Em 15 de outubro, casamento da princesa Isabel com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 &#8211; 1922), o conde D´Eu</a>, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, celebrado por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). O escritor Machado de Assis escreve na coluna <em>Folhetim</em> uma calorosa descrição do casamento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19132" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 17 de outubro de 1864)</a>. O casal passou a lua de mel em Petrópolis, de onde retornou no dia 24 de outubro.</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong></span> &#8211; De maio desse ano a</span><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"> março de 1872,</span></span> a princesa Isabel exerceu pela primeira vez a regência do Brasil.</p>
<p>Em 29 de julho, ao completar 25 anos, tornou-se a primeira senadora do Brasil, conforme estabelecido na Constituição Brasileira de 1824: &#8220;Art 46. Os Príncipes da Casa Imperial são Senadores por Direito, e terão assento no Senado, logo que chegarem à idade de vinte e cinco anos&#8221;.</p>
<p>Em 28 de setembro, promulgou a Lei do Ventre Livre, que concedeu liberdade a todos os filhos de mulheres escravas que nascessem a partir da data de assinatura da lei (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=27856" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 30 de setembro de 1871</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2054" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=702951&amp;PagFis=4375"><img class="wp-image-2054 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/gravura-300x224.jpg" alt="revista Semana Ilustrada" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=702951&amp;PagFis=4375" target="_blank">Ilustração sobre o projeto da Lei do Ventre Livre  <em>Revista Semana Ilustrada</em>, 21 de maio de 1871</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> – Em 28 de julho, a princesa Isabel deu à luz a uma menina natimorta, Luísa Vitória de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=31936" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 29 de julho de 1874, sob o título &#8220;Parte Official&#8221;</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> – Em 15 de outubro, em Petrópolis, nascimento de seu primeiro filho, Pedro de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=33688" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1875, sob o título “Diário do Rio”</a>). Ele faleceu em 29 de janeiro de 1940, na mesma cidade em que nasceu.</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; De março desse ano a setembro de 1877, a princesa Isabel exerceu, pela segunda vez, a regência do Brasil. </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong></span> &#8211; Em 26 de janeiro, nascimento de seu segundo filho, Luis Maria de Orléans e Bragança, em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=37052" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 27 de janeiro de 1878, na segunda coluna</a>). Ele faleceu em Cannes, na França, em março de 1920.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> – Em 9 de agosto, nascimento, em Paris, de seu terceiro e último filho, Antonio Gastão de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=2474" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, edição de 10 de agosto de 1881, na primeira coluna</a>). Ele faleceu em 29 de novembro de 1918, devido a um desastre de avião, em Londres.</p>
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<div style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6409" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6409/0071824cx015b-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="374" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6409" target="_blank">Marc Ferrez. Princesa Isabel, 1885. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; De junho desse ano a agosto de 1888, a princesa Isabel exerceu, pela terceira e última vez, a regência do Brasil.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong> </span>- No chuvoso domingo de Páscoa de 1888, em 1º de abril, o Palácio de Cristal foi todo enfeitado e em seu exterior<em> via-se uma grande cruz também de ramagens e flores com o dístico &#8220;Viva a liberdade&#8221;</em>. Na ocasião, a princesa Isabel e o conde d´Eu junto a seus filhos, os príncipes Pedro de Alcântara (1875 &#8211; 1940) e dom Luis Maria (1878 &#8211; 1920), entregaram 127 cartas de alforria a escravizados da cidade Imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4167" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 e 3 de abril de 1888, sétima coluna</a>). A maioria dos senhores desses escravizados foram indenizados a partir de uma grande campanha desenvolvida na cidade pela <em>comissão agenciadora das libertações</em>. Compareceram à cerimônia representantes do gabinete ministerial de João Alfredo, os abolicionistas André Rebouças (1838 &#8211; 1898) e José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), além dos embaixadores da Argentina, da Bélgica, do Chile, da Espanha, dos Estados Unidos e da Itália, e diplomatas das legações de outros países, dentre outros.</p>
<p>Em 13 de maio, assinou a Lei Áurea, que deu fim oficialmente à escravidão no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=13781" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 14 de maio de 1888</a>).</p>
<p>Foi noticiada a criação da <em>associação que, com o título de Guarda Negra da Redentora, se dedicasse em corpo e alma e em todos os terrenos à defesa do reinado da excelsa senhora que os fez cidadãos </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/888" target="_blank"><em><em>Cidade do Rio</em>,</em> 10 de julho de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) fotografou a cerimônia em que a Princesa Isabel foi condecorada com a Rosa de Ouro, honraria do Vaticano, outorgada pelo papa Leão XIII (1810 &#8211; 1903), por ter assinado a Lei Áurea. A solenidade, celebrada em 28 de setembro, na Capela Imperial, foi, provavelmente, a primeira grande ocasião em que Ferrez usou os novos flashes de magnésio que havia recebido recentemente da Europa. A data escolhida para a entrega da Rosa de Ouro marcava o aniversário da Lei do Ventre-livre, assinada no dia 28 de setembro de 1871  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/8910" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 28 de setembro de 1888, primeira coluna</a>; <a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=14475" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 29 de setembro de 1888</a>)*.</p>
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<div style="width: 552px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4d/Acclamation_of_Princess_Isabel_1887.jpg" alt="" width="542" height="758" /><p class="wp-caption-text">Marc Ferrez. A Princesa Isabel recebe a Rosa de Ouro, outorgada pelo papa Leão XIII, 28 de setembro de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Coleção Princesa Isabel</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45292" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/8910" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45292" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/flash16.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 28 de setembro de 1888" width="286" height="86" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/8910" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 28 de setembro de 1888</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong> </span>- Em 17 de novembro, dois dias após a proclamação da República, a família real partiu para o exílio, na Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong> </span>- A princesa Isabel, seu marido e filhos foram viver na França.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Durante uma competição em Paris em 13 de julho de 1901, o suprimento de petróleo do balão que Santos Dumont (1873 &#8211; 1922) dirigia acabou antes que ele alcançasse a linha de chegada. O balão voou por Paris até cair em uma propriedade da família de banqueiros Rothschild. Segundo o livro <em>Asas da Loucura</em>, de Paulo Hoffman, uma biografia de Dumont, quando soube do acidente, a princesa Isabel, que morava perto do local da queda, pediu que seus criados levassem almoço para o aviador. Além disso, o convidou a visitá-la. Tempos depois, a princesa teria enviado a Dumont uma medalha de ouro, com o seguinte bilhete: “<em>Envio-lhe uma medalha de São Benedito, que protege contra acidentes. Aceite-a e use-a na corrente do relógio, na carteira ou no pescoço. Ofereço-lhe pensando na sua boa mãe e pedindo a Deus que o socorra sempre e o ajude a trabalhar para a glória de nossa pátria</em>”. Ele a portou até o fim da vida.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; <span style="color: #000000;">Falecimento </span>de seu terceiro e último filho, Antonio Gastão de Orléans e Bragança (1881 &#8211; 1918), em 29 de novembro de 1918, devido a um desastre de avião, em Londres.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920 -</strong></span> Em março, falecimento, em Cannes, de seu segundo filho, Luis Maria de Orléans e Bragança (1878 &#8211; 1920).</p>
<p>O projeto do deputado mineiro Francisco Valadares (18? &#8211; 1933) requerendo a revogação do banimento da família imperial do Brasil, que havia sido apresentado em dezembro de 1919 e arquivado, recebeu em 1920 um parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça e foi rapidamente aprovado no Congresso. Em 3 de setembro de 1920, no Palácio do Catete, o presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) assinou, com uma caneta de ouro adquirida a partir da arrecadação de dinheiro mediante subscrição pública promovida pelo jornal <em>A Rua,</em> o decreto que revogava o banimento da família imperial. A cerimônia foi realizada com a presença de comissões de instituições importantes como o Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, a Academia Brasileira de Letras e a Associação Brasileira de Imprensa. O decreto também autorizava o Poder Executivo, mediante concordância da família do ex-imperador e do governo de Portugal, a trasladar para o Brasil os despojos mortais de dom Pedro II e de dona Teresa Christina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9711" target="_blank"><em>A Rua</em>, 4 de setembro de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong> </span>- A princesa Isabel não chegou a se beneficiar da revogação do banimento da família real do Brasil, tendo falecido em 14 de novembro de 1921 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/5003" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 192</a>1).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; O conde d´Eu faleceu, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando voltava ao Brasil para celebrar o centenário da independência do país. Estava a bordo do navio <em>Massilia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10627" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de agosto de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Na celebração do cinquentenário da Lei Áurea, um decreto presidencial autorizou o repatriamento dos restos mortais da Princesa Isabel e do Conde d´Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22934" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22934" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/repatriamento.jpg" alt="O Jornal, 13 de maio de 1938" width="312" height="307" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Em 29 de janeiro, em Petrópolis, falecimento de seu primeiro filho, Pedro de Orléans e Bragança (1875 &#8211; 1940).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong></span> &#8211; Em 6 de julho, chegada no Rio de Janeiro dos restos mortais da princesa Isabel e os de seu marido, o conde D&#8217;Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&amp;PagFis=27898" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 7 de julho de 1953</a> e <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/87189" target="_blank">O Cruzeiro, 18 de julho de 1953</a></em>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1971</span></strong> &#8211; Os restos mortais da princesa Isabel e os de seu marido, o conde D&#8217;Eu, foram trasladados da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro para a igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20072" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 11 de maio de 1971</a>). Finalmente, foram sepultados na Catedral de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20178" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 14 de maio de 1971</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5516" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5516/P005DJ0135.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5516" target="_blank">Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, e princesa Isabel, c. 1910. França / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>* A data e a ocasião desta fotografia foram alteradas em 3 de junho de 2026. Anteriormente, foi identificada como o registro da cerimônia de Te Deum pela aclamação da Princesa Isabel como regente, realizada em 1887.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Além da pesquisa em diversos periódicos na <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, para a elaboração dessa cronologia, a Brasiliana Fotográfica consultou os livros <em>A História da Princesa Isabel, amor, liberdade e exílio</em>, de Regina Echeverria; <em>As Barbas do Imperador &#8211; D. Pedro II, um monarca nos trópicos</em>, de Lilia Moritz Schwarcz; <em>O Castelo de Papel</em>, de Mary del Priori; <em>Coleção Princesa Isabel. Fotografia do Século XIX</em>, de Bia e Pedro Corrêa do Lago; e <em>Dom Pedro II</em>, de José Murilo de Carvalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Leia também o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank"><em>A princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921) pelas lentes de importantes fotógrafos do século XIX</em></a>, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-07-29T11:30:15+00:00">29 de julho de 2019, na Brasiliana Fotográfica.</time></p>
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