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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; São Paulo</title>
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		<title>Série “Conflitos” XII &#8211; A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, por Maria de Fatima Morado</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:27:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[O artigo "A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos", o décimo segundo da série "Conflitos", é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek, que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O artigo <em>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, </em>o décimo segundo da série &#8220;Conflitos&#8221;<em>, </em>é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976), que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria de Fatima Morado*</p>
<div style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14474/CBa.05%283%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="571" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank">Coronel Cristóvão Barcelos, 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Revolução Constitucionalista foi deflagrada no dia 9 de julho de 1932 por lideranças de São Paulo que iniciaram um conflito armado exigindo autonomia para o governo do estado e a constitucionalização do país. Nesse período, o Brasil vivia o sob o Governo Provisório de Getúlio Vargas, que teve início após a Revolução de 1930 &#8211; movimento organizado pela Aliança Liberal que depôs o presidente Washington Luís em 24 de outubro de 1930 &#8211; e se estendeu até 1934, quando Getulio Vargas foi eleito presidente pelo Congresso Nacional dando início ao Governo Constitucional.</p>
<p>Getulio Vargas, ao assumir o poder, nomeou João Alberto como interventor em São Paulo, o que provocou reações dos integrantes do Partido Democrático (PD), que havia participado da Aliança Liberal e defendia a nomeação de Francisco Morato para esse cargo. Essa contrariedade provocou reações em São Paulo que resultaram na prisão dos líderes democráticos. Logo após, ocorreu o rompimento com o interventor e o lançamento de um manifesto para a instauração de uma Assembleia Constituinte no país estabelecendo a base para a organização do movimento constitucionalista com apoio da oligarquia cafeeira e das classes médias paulistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/463" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Revolução Constitucionalista de 1932 do acervo do Museu da República </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo do ano de 1931 até o levante em 9 de julho de 1932 ocorreram iniciativas para que não se recorresse ao uso das armas como também para formar uma articulação para o caso dessa decisão ser inevitável. Entre esses movimentos estavam: negociações para acordo com o governo federal; troca de interventores; formação da FUP (Frente Única Paulista), que uniu os partidos rivais, Partido Democrático (PD) e Partido Republicano Paulista (PRP); crescente mobilização em São Paulo, incluindo comícios e protestos; e a promessa de apoio do Rio Grande do Sul e de uma corrente de líderes políticos de Minas Gerais. Quando os paulistas decidiram pelo início do movimento armado, em 9 de julho, a perspectiva concreta de adesão do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais foi frustrada devido à desistência de tomarem parte na aventura. Além disso, o Governo Provisório debelou as tentativas de levantes em apoio ao estado de São Paulo, que acabou ficando isolado. Esse isolamento se tornou ainda maior devido ao fato de os paulistas terem uma força bélica muito inferior às forças federais.</p>
<p>Após alguns meses de confronto, as negociações para o fim do conflito entre o Governo Provisório e os revolucionários paulistas incluíram, de um lado, a exigência do desarmamento da Força Pública Paulista e a aceitação do calendário eleitoral proposto para a formação de uma Constituinte e, de outro lado, a nomeação de uma nova junta governativa federal e o reconhecimento do governo revolucionário paulista que havia assumido o poder. A Revolução Constitucionalista terminou sem a formalização de um acordo e com a deposição do governo revolucionário feita pelo próprio comando da Força Pública Paulista, no dia 2 de outubro. Logo depois, em 1º de novembro, os membros do governo revolucionário e líderes constitucionalistas foram presos e exilados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14472/CBa.05%281%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank">Posto de observação durante a Revolução Constitucionalista. Coronel Cristóvão Barcelos (segurando binóculo, em segundo, da esquerda para direita), Major Juarez Távora (segurando binóculo, em terceiro, da esquerda para direita) e o Major Ernesto Dornelles (em primeiro, esquerda para direita), 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As dez fotografias aqui apresentadas expõem aspectos dos campos de batalhas pelo lado dos combatentes do Governo Provisório e fazem parte da Coleção Cristóvão Barcelos, acervo do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República. Cristóvão de Castro Barcelos (1883-1946), nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ) e teve a carreira militar marcada pela participação em eventos fundamentais: em 1918, como primeiro-tenente foi para a França, para cumprir missão na I Guerra Mundial (sobre esse assunto ver a publicação <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13297" target="_blank"><em>Registros raros da participação militar brasileira na I Guerra Mundial</em></a>); em 1930, como tenente-coronel participou da Revolução de 30 e, em 1932, já promovido a coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira (MG).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14476/CBa.05%285%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank">Visita do general Góis Monteiro (ao centro), comandante do Exército do Leste, ao setor do túnel da Mantiqueira sob comando de Cristóvão Barcelos (segundo, da direita para a esquerda). Vê-se também o major Ernesto Dornelles (segundo, da esquerda para direita) e o major Juarez Távora (terceiro, da esquerda para direita), 1932. Túnel da Mantiqueira, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa região foi travada um dos maiores confrontos entre as tropas paulistas e as forças do governo federal. O Túnel da Mantiqueira era um ponto estratégico já que está localizado na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, entre os municípios de Cruzeiro (SP) e Passa Quatro (MG).</p>
<p>Em algumas dessas fotos destaca-se a presença de Juscelino Kubitschek que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro. Em setembro de 1932, quando as tropas paulistas se retiraram da área do Túnel, Juscelino foi encarregado de realizar a transferência dos feridos para as cidades mineiras de Guaxupé e Varginha, seguindo para Campinas para enfim retornar a Belo Horizonte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45489" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank"><img class=" wp-image-45489" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/revolução.jpg" alt="Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank">Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu livro de memórias, Juscelino relata sua experiência no palco de guerra. Sobre Cristóvão Barcelos diz: “<em>Eu me encontrava sob o comando do coronel Cristóvão Barcelos, pouco depois promovido a general, homem de sólida cultura e possuidor de excepcionais qualidades de caráter.</em>”</p>
<p>Ao relembrar como era feito o atendimento aos feridos em um hospital de sangue improvisado, destaca a importância desse evento que para ele significou um marco em sua vida: <em>“É curioso notar como pequenos fatos às vezes têm consequências profundas e chegam mesmo a modificar, de forma surpreendente, uma existência humana. No meu caso, a ida para o Setor do Túnel representou um desses “pequenos fatos”. Fui para Passa Quatro apenas por ser médico. Entretanto, ali o sucesso me sorriu. Conquistei amigos. Salvei vidas humanas. Enfrentei situações difíceis e, para vencê-las, fui obrigado a lançar mão de forças que existiam em mim, em estado latente e que eu, na verdade, desconhecia.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14478/CBa.05%287%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank">Visita ao hospital da Força Pública Mineira. Na primeira fila: vê-se o coronel Cristóvão Barcelos (terceiro, da esquerda para direita), o prefeito de Pará de Minas, Benedito Valadares (quarto, da esquerda para a direita); Juracy Magalhães (quinto, da esquerda para direita). Na terceira fila, de cima para baixo: Manoel Linhares, Washington Pires e o capitão médico da corporação, Juscelino Kubitschek (ao centro), 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando analisa a situação de São Paulo no conflito, Juscelino lembra o isolamento do estado que sustentou a guerra com recursos das indústrias e com a atuação dos jovens combatentes dos centros urbanos, mas sem a participação dos operários e trabalhadores do campo que não viam seus interesses representados pela campanha constitucionalista, estando <em>“ambas as categorias, naquela época, inteiramente alheias às competições político-partidárias.”</em>.</p>
<p>Após sua retirada da região do Túnel da Mantiqueira para fazer o acompanhamento dos feridos em Guaxupé e Varginha, Juscelino seguiu para o quartel-general instalado por Cristóvão Barcelos em Campinas (SP). Ali pôde vivenciar a hostilidade da população paulista que dizia compreender: <em>“Aquele ódio coletivo constrangia-me. No íntimo, nutria consideração pela causa de São Paulo e via, com angústia, o sofrimento do povo que havia lutado sozinho por uma Constituição e que, em face da derrota, voltaria a ser mais uma vez humilhado.”</em></p>
<p>Juscelino considerava o Setor do Túnel uma <em>“sementeira de uma nova geração de políticos. Naquela área, verificava-se, de fato, intensa fermentação política. O prestígio, que algumas pessoas ali adquiriram, levou-as mais tarde às mais elevadas posições no país.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14480/CBa.05%289%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text">V<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank">isita de oficiais das forças legalistas ao Palácio da Liberdade após sua vitória sobre o movimento constitucionalista. Na primeira fila vê-se o coronel Cristóvão Barcelos ( quinto, da esquerda para direita), Benedito Valadares (quarto da esquerda para direita), Gustavo Capanema (terceiro, da esquerda para direita), Juracy Magalhães (sexto, da esquerda para direita) e Juscelino Kubitschek (primeiro à direita); entre outros não identificados, 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias da coleção Cristóvão Barcelos mostram alguns desses personagens, homens que ao conviverem no campo de batalha construíram relações que passaram de profissionais e pessoais para políticas. Dos atores aqui destacados, após a guerra, Cristóvão Barcelos participou da fundação do Partido Socialista Fluminense ainda em 1932, desligando-se dois meses depois para criar o partido União Progressista Fluminense (UPF), legenda pelo qual foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte em maio de 1933. Após o fim dos trabalhos da Constituinte em julho de 1934, disputou o governo do estado do Rio de Janeiro em um processo marcado pela interferência do governo federal e pela violência. Ao ser derrotado voltou para o exército sendo promovido a general em 1938. Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República em 1955.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO (ALESP). Sessão comemorativa aos 25 anos da Revolução contou com a presença de Juscelino Kubitschek. <em>Informativo da Divisão de Acervo Histórico</em>, São Paulo, ALESP, ano 7, n. 28, maio/junho/julho. 2022.</p>
<p>AUGUSTO. Flávio Antônio Silva. JK, o médico da Força Pública Mineira. <em>Revista do IGHMB</em>, Rio de Janeiro, ano 84, n. 115, especial, 2025.</p>
<p>BRASIL. Ministério da Gestão e Inovação de Serviços Públicos. <em>Estado, administração e reforma: o Governo Provisório de Getúlio Vargas (1930-1934).</em> MAPA/Arquivo Nacional.</p>
<p>DAVIDOFF. Carlos Henrique. Revolução de 1932. In: <em>Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro.</em> Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>JUSCELINO KUBITSCHEK. In: <em>Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930.</em> 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2001</p>
<p>KUBITSCHEK, Juscelino. <em>Meu caminho para Brasília</em>: A experiência da humildade. Brasília: Edições do Senado Federal, 2020. v.1.</p>
<p>LEMOS, Renato. Cristóvão Barcelos. In: ABREU, Alzira Alves de (org.). <em>Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930).</em> Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.</p>
<p>MOREIRA. Regina da Luz. <em>A Revolução Constitucionalista de 1932</em>. Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>RIBEIRO. Antônio Sérgio. Revolução Constitucionalista de 1932 &#8211; 80 anos de uma epopeia. <em>Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP)</em>, São Paulo, 2012.</p>
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		<title>A Pinacoteca de São Paulo &#8211; 120 anos</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2025 19:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Jardim da Luz, encontra-se o edifício sede do mais antigo museu paulistano, a Pinacoteca de São Paulo, que hoje completa 120 anos. A Brasiliana Fotográfica celebra a data, destacando uma fotografia aérea do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras do portal. A Pina, nome como é carinhosamente conhecido o museu, foi instituída pelo governo estadual de São Paulo, em 24 de dezembro de 1905, quando o então secretário do Interior e da Justiça solicitou uma sala para a instalação da Galeria de Pintura do Estado. Foi regulamentada em 21 de novembro de 1911. O prédio da Pinacoteca, construído em 1900, foi projetado por Francisco de Paula Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi para sediar o Liceu de Artes e Ofícios. Foi tombado em 1982. Nos anos 1990, o prédio passou por uma reforma chefiada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, durante a gestão de Emanoel Araújo como diretor da Pinacoteca.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Jardim da Luz encontra-se o edifício sede do mais antigo museu paulistano, a Pinacoteca de São Paulo, um dos mais importantes museus de arte do Brasil, que hoje completa 120 anos. Seu acervo privilegia a produção brasileira de artes visuais do século XIX até a contemporaneidade. A Brasiliana Fotográfica celebra a data, destacando uma imagem aérea do acervo fotográfico do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras do portal. A Pina, nome como é carinhosamente conhecido o museu, foi instituída pelo governo estadual de São Paulo, em 24 de dezembro de 1905, quando o então secretário do Interior e da Justiça solicitou uma sala para a instalação da Galeria de Pintura do Estado. Foi regulamentada em 21 de novembro de 1911. O prédio da Pinacoteca, construído em 1900, foi projetado por Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851-1928) e Domiziano Rossi (1865-1920) para sediar o Liceu de Artes e Ofícios. Foi tombado em 1982. Nos anos 1990, o prédio passou por uma reforma chefiada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha (1928-2021), durante a gestão de Emanoel Araújo (1940 &#8211; 2022) como diretor da Pinacoteca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10994" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10994/Alb%200279%20114%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10994" target="_blank">Foto aérea de São Paulo Estação da Luz, 2 de abril de 1936. São Paulo, SP / Acervo Museu Aeroespacial. A Pinacoteca é o prédio dentro do Jardim da Luz, à esquerda da imagem</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anualmente recebe aproximadamente 800 mil visitantes e realiza cerca de 15 exposições.  Seu acervo original <span data-scheme-color="@202229,," data-usefontface="true" data-contrast="none"><em>foi formado a partir da transferência de 20 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, </em></span><em><span data-scheme-color="@202229,," data-usefontface="true" data-contrast="none">juntamente com outras 6 adquiridas de importantes artistas da cidade como Almeida </span><span data-scheme-color="@202229,," data-usefontface="true" data-contrast="none">Júnior</span><span data-scheme-color="@202229,," data-usefontface="true" data-contrast="none">, Pedro Alexandrino, Antônio </span><span data-scheme-color="@202229,," data-usefontface="true" data-contrast="none">Parreiras e Oscar Pereira da Silva, especialmente para formar a nova coleção. </span></em><span data-scheme-color="@202229,," data-usefontface="true" data-contrast="none">Entre sua instituição, em 1905, e sua regulamentação, em 1911, foram incorporadas a seu acervo 33 obras de pintores brasileiros e também de estrangeiros que passaram pelo Brasil.</span><em><span data-scheme-color="@202229,," data-usefontface="true" data-contrast="none"> </span></em><span data-scheme-color="@202229,," data-usefontface="true" data-contrast="none">C</span>onta, atualmente, com aproximadamente 11 mil obras produzidas a partir do século XIX por importantes artistas como Almeida Júnior (1850-1899), Anita Malfatti (1889-1964), Antônio Parreiras (1860-1937), Arcangelo Ianelli (1922-2009), Baptista da Costa (1865-1926), Benedito Calixto (1853-1927), Cândido Portinari (1903-1962), Di Cavalcanti (1897-1976), Lasar Segall (1891-1957), Lygia Clark (1920-1988), Oscar Pereira da Silva (1867 &#8211; 1939), Samson Flexor (1907-1971), Tarsila do Amaral (1886 &#8211; 1973), Victor Brecheret (1894-1955), Waldemar Cordeiro (1925-1973) e Wasth Rodrigues (1891 &#8211; 1975), além de trabalhos contemporâneos como os de Nuno Ramos (1960-), Paulo Monteiro (1961-) e Paulo Pasta (1959-). <em><span data-scheme-color="@202229,," data-usefontface="true" data-contrast="none"> </span></em></p>
<p data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559683&quot;:0,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559731&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335562764&quot;:2,&quot;335562765&quot;:1,&quot;335562766&quot;:4,&quot;335562767&quot;:0,&quot;335562768&quot;:4,&quot;335562769&quot;:0}">Em 1923, já tinha cerca de 15 mil visitantes e, dois anos depois, a Pinacoteca passou a ser subordinada à Secretaria do Governo. Em 1928, foi adquirida para a instituição a pintura <em>Bananal</em>, de Lasar Segall &#8211; foi a primeira obra moderna que integrou o acervo de um museu de arte brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42125" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pinacoteca.jpg"><img class="size-full wp-image-42125" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/pinacoteca.jpg" alt="Bananal (1927), de Lasar Segall" width="391" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Bananal</em> (1927), de Lasar Segall</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 1930, a história do país interferiu no funcionamento da Pinacoteca: em outubro de 1930, foi fechada e seu edifício foi cedido à Primeira Legião, durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank">Revolução de 30</a>. Em 1932, na Revolução Constitucionalista, passou a sediar o Batalhão Militar Santos Dumont e seu acervo ficou espalhado por vários órgãos públicos. Foi reinaugurada, em 1936, na Rua Onze de Agosto, na antiga sede da Imprensa Oficial do Estado, pelo secretário da Educação e Saúde Pública, Cantídio de Moura Campos (1889-1972). Só em 1947, retornaria para a sede da Rua Tiradentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42385" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.agenciasp.sp.gov.br/ferias-veja-o-que-fazer-nos-espacos-culturais-de-sp/" target="_blank"><img class="  wp-image-42385" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/pinacoteca2.jpg" alt="pinacoteca2" width="700" height="383" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.agenciasp.sp.gov.br/ferias-veja-o-que-fazer-nos-espacos-culturais-de-sp/" target="_blank">A Pinacoteca de São Paulo / Divulgação do Governo de SP</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.diariozonanorte.com.br/novo-espaco-cultural-inaugurado-com-a-pinacoteca-contemporanea-na-luz/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://www.diariozonanorte.com.br/wp-content/uploads/2023/03/pina02.jpg" alt="Pinacoteca" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559683&quot;:0,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559731&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335562764&quot;:2,&quot;335562765&quot;:1,&quot;335562766&quot;:4,&quot;335562767&quot;:0,&quot;335562768&quot;:4,&quot;335562769&quot;:0}">Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LEITE, Sylvia. <a href="https://lugaresdememoria.com.br/pinacoteca-de-sao-paulo-arte-brasileira/" target="_blank"><em>Pinacoteca de São Paulo: um complexo de arte brasileir</em>a</a>. Lugares de Memória, [<em>S.l.</em>], 29 out. 2024</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/instituicoes/70383-pinacoteca-de-sao-paulo-pina_" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://www.ipatrimonio.org/pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo/" target="_blank">Site IPatrimônio</a></p>
<p><a href="https://pinacoteca.org.br/pina/o-museu/institucional/" target="_blank">Site Pinacoteca de São Paulo</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Monumento do Ipiranga por Guilherme Gaensly</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 04:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Museu do Ipiranga]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[reforma]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Tommaso G. Bezzi]]></category>
		<category><![CDATA[Tommaso Gaudenzio Bezzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma imagem realizada por Guilherme Gaensly, por volta de 1902, a Brasiliana Fotográfica destaca o Monumento do Ipiranga - que desde o final do século XIX abriga o Museu do Ipiranga, sede do Museu Paulista na cidade de São Paulo - projeto do arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi. O registro pertence ao acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. Gaensly produziu importantes registros de São Paulo e apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial da cidade, como foi Augusto Malta no Rio de Janeiro, foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e Militão Augusto de Azevedo são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Com uma imagem realizada pelo fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, por volta de 1902, a Brasiliana Fotográfica destaca o Monumento do Ipiranga, em São Paulo, que desde final do século XIX abriga o Museu do Ipiranga, sede do Museu Paulista na cidade de São Paulo, que completa 130 anos. O registro pertence ao acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.</div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/973" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/973/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/973" target="_blank">Guilherme Gaensly. Monumento de Ipyranga, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
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<div dir="auto">Gaensly foi o autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Em 1899, a empresa The São Paulo Railway, Light and Power Company, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte. Na ocasião, a presença da Light representava a modernização da área urbana e dos serviços da cidade. Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 – 1957) </a>no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição.</div>
<div dir="auto">
<p>Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia. Registrou a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da avenida Paulista, além do Museu do Ipiranga, palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve histórico do Museu do Ipiranga ou Museu Paulista da Universidade de São Paulo</em></strong></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844 &#8211; 1915), segundo o próprio indicado por Ignacio da Gama Cochrane (1836 &#8211; 1912), superintendente de obras públicas da Província de São Paulo, foi contratado, em 1882, pela Comissão Provincial do Monumento do <span class="il">Ipiranga</span> para realizar o projeto de um monumento-edifício no local onde aconteceu o Grito do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822. Sua escolha foi criticada pelo fato dele ser estrangeiro. Em 10 de dezembro de 1882, com a presença do governador de São Paulo, Francisco de Carvalho Soares Brandão(1839 &#8211; 1899), e de outras autoridades foi colocada a primeira pedra do monumento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_04/3602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de dezembro 1882, segunda coluna</a>). Foi executado pelo mestre de obras Luigi Pucci (18? -?), também italiano. O edifício, localizado dentro do complexo do Parque Independência, foi construído entre 1885 e 1890. Em estilo eclético, tem 123 metros de comprimento e 16 metros de profundidade com muitos elementos decorativos e ornamentais. A técnica empregada, uma novidade na época, foi a da alvenaria de tijolos cerâmicos.  Em São Paulo ainda predominavam as técnicas vernaculares, de construção em taipa. O edifício é tombado pelo patrimônio histórico municipal, estadual e federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tommaso_Gaudenzio_Bezzi#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/80/Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi%2C_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg/256px-Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi%2C_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" alt="" width="256" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tommaso_Gaudenzio_Bezzi#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" target="_blank">Tommaso Gaudencio Bezzi /Acervo Museu Paulista da USP</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras encerraram-se em 1890 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/531" target="_blank"><em>Correio Paulistan</em>o, 24 de junho de 1890, segunda coluna</a>). Houve a possibilidade de abrigar uma escola pública, mas, em 1892 foi decidido que o Museu do Estado, criado em 1890, seria transferido para o Edifício-Monumento.</p>
<p>Em 1893, instituiu-se o Museu Paulista, que foi inaugurado em 7 de setembro de 1895, no Monumento do Ipiranga  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/6726" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de setembro de 1895, quinta coluna</a>). Possui um acervo de mais de 125 mil unidades, entre objetos, iconografia e documentação textual, do século XVII até meados do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41238" style="width: 279px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/090972_05/6726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41238" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/museu.jpg" alt="Correio Paulistano, 8 de setembro de 1895" width="269" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/090972_05/6726" target="_blank"><em>Correio Paulistano,</em> 8 de setembro de 1895</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim as trajetórias do museu público mais antigo de São Paulo e do Monumento do Ipiranga se encontraram e, desde então, ele ficou conhecido como Museu do Ipiranga. O primeiro diretor do museu foi o zoólogo teuto-brasileiro Hermann von Ihering (1850 &#8211; 1930) e seu acervo originou-se na coleção particular do coronel Joaquim Sertório (18? &#8211; 1905). Em 1963, o Museu Paulista foi incorporado à Universidade de São Paulo.</p>
<p>O Museu do Ipiranga foi fechado para o público, em 2013, devido a suas péssimas condições físicas e estruturais. Em 2019, foi iniciada as obras de sua reforma, cujo custo foi estimado em 235 milhões de reais. Sua área construída foi dobrada e, a área expositiva, triplicada. O Jardim Francês e suas fontes foram recuperados. Foi reinaugurado em 7 de setembro de 2022, quando foi comemorado o bicentenário da Independência do Brasil. No dia seguinte, foi aberto ao público.</p>
</div>
<p>Uma das obras mais conhecidas de seu acervo é o quadro <em>Independência ou Morte</em>, pintado pelo artista Pedro Américo, em 1888.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_ou_Morte_(Pedro_Am%C3%A9rico)#/media/Ficheiro:Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank"><img class="" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7e/Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg/330px-Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" alt="" width="399" height="213" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_ou_Morte_(Pedro_Am%C3%A9rico)#/media/Ficheiro:Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank"><em>Independência ou morte</em>, Pedro Américo (1888) / Acervo Museu Paulista</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve perfil de Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844 &#8211; 1915)</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34594" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/21567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34594" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/clubenaval5.jpg" alt="O tenente-coronel, engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi / Fon-Fon!, de 1915" width="300" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/21567" target="_blank">O tenente-coronel, engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi /<em> Fon-Fon!</em>, 29 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bezzi formou-se engenheiro, em Turim, onde nasceu em 18 de janeiro de 1844. Foi voluntário, nas campanhas de Giuseppe Garibaldi (1807 &#8211; 1882) para a unificação italiana. Também serviu como oficial do regimento de cavalaria do exército regular, comandado pelo Duque D’Aosta (1845 &#8211; 1890), tendo se destacado na Batalha de Custosa contra os austríacos. Foi ferido em combate diversas vezes e foi condecorado com medalhas pelas campanhas da Itália de 1860-1861-1866. Foi condecorado por bravura com uma medalha de prata. Em 1868, viajou para o Uruguai e Argentina.</p>
<p>Seu primeiro projeto no Brasil, para onde veio, na década de 1870, foi o edifício da alfândega de Fortaleza, realizado a pedido do governo imperial, em 1874 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/31506" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 14 de abril de 1874, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/16345" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, 19 de julho de 1877, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/132489/61769" target="_blank"><em>A Constituição (CE)</em>, 20 de novembro de 1874, penúltima coluna</a>). Começou a trabalhar como engenheiro-arquiteto no Rio de Janeiro, onde, inicialmente, ficou hospedado na casa do Visconde do Rio Branco (1819 &#8211; 1880). Casou-se, em 26 de janeiro de 1876,  com Dona Francisca Nogueira da Gama Carneiro de Bellens, de uma nobre família brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/12862" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> 10 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>). A partir dessas relações entrou para o círculo íntimo do imperador Pedro II (1825 &#8211; 1891). O casal residia na Rua Bambina, em Botafogo.</p>
<p>Em 1876, foi designado para fiscalizar as obras da ponte da alfândega de Belém do Pará (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/385573/710" target="_blank"><em>A Constituição (PA)</em>, 19 de agosto de 1876, última coluna</a>).</p>
<p>Na<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"> Exposição Antropológica Brasileira</a>, inaugurada em 29 de julho de 1882, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na Sala Gabriel Soares, foram expostos produtos da arte plumária brasileira, adornos, tecidos e vestes de muitas tribos do Brasil, além das coleções arqueolíticas do Museu Nacional, de Amália Machado Cavalcanti de Albuquerque e dos senhores  Joaquim Monteiro Caminhoá (1836 – 1896), João Barbosa Rodrigues (1842 – 1909) e Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/385573/7187" target="_blank"><em>A Constituição (PA)</em>, 16 de agosto de 1882, terceira coluna)</a>. A mostra durou três meses e teve muito sucesso, com um público de mais de mil visitantes.</p>
<p>Ainda em 1882, a Comissão para o Monumento à Independência Brasileira, futuro Museu do Ipiranga, sede do Museu Paulista, cujo projeto vencedor foi o de Bezzi, o qualificou como <em>arquiteto residente na Corte de reconhecido merecimento artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/3602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de dezembro de 1882, terceira coluna</a>).<em> </em>Em 1883, Bezzi passou a residir em São Paulo, na Rua do Senador Florencio de Abreu, 43 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/4362" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de julho de 1883, última coluna</a>). Também em São Paulo projetou o ajardinamento da Praça da República, realizado entre 1902 e 1904 (<a href="http://www.arquiamigos.org.br/expo/2011ahsp/1889-1930-primeira-republica/1901-projeto-praca-republica.html" target="_blank">Arquivo Histórico de São Paulo</a>); e o Velódromo de São Paulo, inaugurado na década de 1890.</p>
<p>No Rio de Janeiro, além do Clube Naval, Bezzi projetou diversos prédios e residências, dentre eles o antigo Banco do Comércio, na Rua 1º de Março, e reformou o Edifício Itamarati, antiga sede do Ministério das Relações Exteriores, tendo construído sua ala esquerda.</p>
<p>Bezzi fundou algumas associações de fundo patriótico ligadas à Itália, dentre elas a Sociedade dos Combatentes Italianos pela unidade e pela independência da Itália, a Societa Veterani e Reduci e a Sociedade União Beneficente. Foi eleito membro honorário do Instituto de Engenheiros Civis de Londres, agraciado como Oficial da Legião de Honra da França e com o Hábito da Ordem Militar de São Maurício e São Lázaro, pelo governo da Itália. Era Comendador da Coroa Italiana e o representante no Brasil da Cruz Vermelha italiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/29907" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de maio de 1915, sexta coluna</a>).</p>
<p>Faleceu em 23 de maio de 1915, no Rio de Janeiro. Residia na Rua Cosme Velho, 57 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/27733" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 24 de maio de 1915, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/23463" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> de maio de 1915, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34593" style="width: 284px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27789" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34593" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/clubenaval4.jpg" alt="O Paiz, 28 de maio de 1915" width="274" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27789" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley<br />
Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span></p>
<p>BREFE, Ana Claudia Fonseca. <em>O Museu Paulista &#8211; Affonso de Taunay e a memória nacional</em>. São Paulo : Editora UNESP, 2025.</p>
<p>EMERICH, Denise (autora); DIAS, Fabiano (tradutor). <em>Museu Paulista: 120 anos de história | 120 years of history (PT/ING)</em>. São Paulo : Editora Brasileira, 2016.</p>
<div id="bylineInfo_feature_div" class="celwidget" data-feature-name="bylineInfo" data-csa-c-type="widget" data-csa-c-content-id="bylineInfo" data-csa-c-slot-id="bylineInfo_feature_div" data-csa-c-asin="8563186361" data-csa-c-is-in-initial-active-row="false" data-csa-c-id="hq655m-gtz8s7-kwvur5-c81gef" data-cel-widget="bylineInfo_feature_div">
<div id="bylineInfo" class="a-section a-spacing-micro bylineHidden feature" data-cel-widget="bylineInfo"><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></div>
</div>
<p>NERY, Pedro. <em>Arte, pátria e civilização: <a href="https://www.forumpermanente.org/revista/numero-7/conteudo/limites-e-friccoes-no-museu/arte-patria-e-civilizacao-a-formacao-dos-acervos-artisticos-do-museu-paulista-e-da-pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo-1893-1912-1" target="_blank">A formação dos acervos artísticos do Museu Paulista e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1893-1912</a>. </em>Revista Fórum Permanente, dezembro de 2016.</p>
<p>ONO, Rosaria; LIMA, Solange Ferraz. <a href="https://www.martiusstaden.org.br/images/conteudo/269_261022_93434.pdf" target="_blank"><em>O novo Museu do Ipiranga no Bicentenário da Independência do Bra</em>sil</a>. São Paulo, 2022.</p>
<p><a href="https://arquitalianasaopaulo.iau.usp.br/profissionais/tommaso-gaudenzio-bezzi/" target="_blank">Site Arquitetura Italiana no Estado de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://ea.fflch.usp.br/instituicoes/museu-paulista" target="_blank">Site Fflch &#8211; Enciclopédia de Antropologia</a></p>
<div dir="auto"><a href="https://museudoipiranga.org.br/sobre-o-museu/" target="_blank">Site Museu do Ipiranga</a></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Os 200 anos do Jardim da Luz, em São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2025 14:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Frédéric Manuel]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim da Luz]]></category>
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		<description><![CDATA[Com cinco fotografias produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843-1928) e uma pelo francês Fréderic Manuel (1868-1961) a Brasiliana Fotográfica celebra os 200 anos do Jardim da Luz. Os registros dos dois fotógrafos estrangeiros foram realizados na década de 1900. O Jardim da Luz  foi criado por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa, de 19 de novembro de 1798, e suas obras foram iniciadas no ano seguinte. Foi inaugurado, em 1825, como Jardim Botânico e tem 113 400 m². Está localizado na Avenida Tiradentes e é um importante espaço de lazer e cultura da cidade de São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com cinco fotografias produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843-1928) e uma pelo francês Fréderic Manuel (1868-1961) a Brasiliana Fotográfica celebra os 200 anos do Jardim da Luz, em São Paulo. Os registros dos dois fotógrafos estrangeiros foram realizados na década de 1900. O Jardim da Luz foi criado por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa, de 19 de novembro de 1798, e suas obras foram iniciadas, no ano seguinte. Foi inaugurado, em 1825, como Jardim Botânico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/706744/924" target="_blank"><em>Império do Brasil: Diário Fluminense,</em> 17 de outubro de 1825, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38535" style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/706744/924" target="_blank"><img class="wp-image-38535 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/jardim.jpg" alt="jardim" width="512" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/706744/924" target="_blank"><em>Império do Brasil: Diário Fluminense</em>, 17 de outubro de 1825</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1838, foi denominado Jardim Público. Em 1916, recebeu oficialmente a denominação de Jardim da Luz devido a sua proximidade com o Convento da Luz. É o mais antigo parque paulistano, tendo sido o primeiro espaço de lazer da cidade. Até o final do século XIX era a principal atração de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/983" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/983/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/983" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os últimos anos dos oitocentos e os primeiros do século XX, no auge da economia cafeeira, o Jardim da Luz passou por uma grande reforma. Teve períodos de degradação e, em 1981, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo &#8211; CONDEPHAATE. Em 1999, foi iniciado seu restauro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/406" target="_blank"><strong>Acesse aqui o link para as fotografias do Jardim da Luz disponíveis na Brasiliana Fotográfica</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Suas principais  atrações são suas vegetação e fauna; suas esculturas, dentre elas obras de Lasar Segall (1889-1957), Maria Martins (1894-1973) e Victor Brecheret (1894-1955); e a Herma de Garibaldi com um busto de autoria de Emilio Gallori (1846-1924), inaugurada, em 1910, pelo poeta Olavo Bilac (1865-1918), em homenagem a Giuseppe Garibaldi (1807-1882). Também destacam-se seu coreto, sua gruta e cascata, um aquário subterrâneo, um antigo ponto de bonde e a Casa do Administrador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 741px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/982" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/982/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="731" height="572" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/982" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 748px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/985" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/985/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="738" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/985" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim do Sominario [sic], 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Jardim da Luz tem 113 400 m² e está localizado na Avenida Tiradentes. É atualmente um importante espaço de lazer e cultura da cidade de São Paulo. Fica ao lado da Estação da Luz, cujo edifício atual, projeto do britânico Charles Henry Driver (1832-1900), foi inaugurado em 1º de março de 1901. No Jardim, encontra-se o edifício sede do mais antigo museu da cidade, a Pinacoteca de São Paulo, criada pelo governo estadual paulista, em 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/981" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/981/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="708" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/981" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz: Kiosque da &#8220;Bavaria&#8221;, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimos perfis dos fotógrafos Fréderic Manuel e Guilherme Gaensly</strong></em></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Frédéric Manuel (1868 – 1961)</strong></em></span></p>
<div style="width: 760px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4195/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="750" height="591" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4195" target="_blank">Frédéric Manuel. Jardim da Luz, 1906. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias paulistanas do francês Frédéric Manuel (1868-1961), sobre quem há ainda pouquíssima informação, foram realizadas, em 1906, para Menotti Levi (18? – 19?), editor do <em>Guia Levi</em>, publicado, em São Paulo, de 1899 a meados até 1984 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/9064"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1900, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12801"><em>A Notícia (RJ)</em>, 27 e 28 de agosto de 1906, segunda coluna)</a>, cuja <em>utilidade já está comprovada pela aceitação que o público lhe dispensa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5978"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1905, penúltima coluna</a>). O <em>Guia Levi</em> era uma <em>publicação mensal de horários de trens, de bondes e outras informações úteis</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/13694"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de agosto de 1908, penúltima coluna</a>), Uma curiosidade: o grande arquiteto e urbanista paulistano Rino di Menotti Levi (1901 – 1965) é filho de Menotti Levi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Guilherme Gaensly (1843-1928)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/984/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O suíço Guilherme Gaensly nasceu em 1843, em Wellhausen, cantão de Thurgau, na Suíça.  Foi para <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4742" target="_blank">Salvador</a>, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 – 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar. Foi o autor de importantes registros do estado e da cidade de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Foi o mais importante divulgador da nova imagem do estado como líder do Brasil.</p>
<p>Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, Gaensly foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil. Em 1899, a empresa <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company</em>, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte, ocorrida em 20 de junho de 1928.</p>
<p>Para conhecer mais a vida e a obra de Gaensly, acesse o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank"><em>São Paulo sob as lentes de Guilherme Gaensly (1843-1928)</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 25 de janeiro de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/FolderLuzVerso_1253908826.pdf" target="_blank">Folder Parque Jardim da Luz</a></p>
<p>GLUECK, Silvia Costa; RIBEIRO, Monica Cristina; GIOSA, Celia Rolim; DIAS, André Camili.<em> <a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/livro_casa_luz_1253304415.pdf" target="_blank">A Casa do Administrador</a></em>. Prefeitura do Estado de São Paulo, março de 2008.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>OTAHKE. Ricardo; DIAS, Carlos. <em>Jardim da Luz. Um museu a céu aberto.</em> Senac São Paulo, 2011.</p>
<p>PEREIRA, Fabio Mariano Cruz. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36755" target="_blank">Luzes da impressão &#8211; Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo</a>,</em> in Brasiliana Fotográfica, 16 de outubro de 2024.</p>
<p><a href="https://semil.sp.gov.br/educacaoambiental/2020/09/a-criacao-do-jardim-botanico-de-sao-paulo/" target="_blank">Portal de Educação Ambiental</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20170408081948/http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/atrativos/pontos-turisticos/3972-parque-da-luz" target="_blank">Site Cidade de São Paulo</a></p>
<p><a href="http://condephaat.sp.gov.br/benstombados/jardim-da-luz-2/" target="_blank">Site CONDEPHAATE</a></p>
<p><a href="https://pinacoteca.org.br/pina/o-museu/institucional/" target="_blank">Site Pinacoteca de São Paulo</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank"><em>São Paulo sob as lentes de Guilherme Gaensly (1843-1928)</em></a>, in Brasiliana Fotográfica, 25 de janeiro de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Luzes da impressão &#8211; Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 17:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ideia da realização deste artigo foi de Roberta Mociaro Zanatta, Supervisora do Núcleo de Catalogação do Instituto Moreira Salles e uma das gestoras da Brasiliana Fotográfica, quando o doutor em Design, Fabio Mariano Cruz Pereira, achou a fotografia "Rua Direita", produzida por Frédéric Manuel (1868-1961), no acervo da Brasiliana Fotográfica e pediu autorização para utilizá-la em uma publicação que ele havia escrito em conjunto com as docentes Priscila Lena Farias (FAU USP, Brasil) e Emanuela Bonini Lessing (Università IUAV di Venezia, Itália). Entrei em contato com Fabio e combinamos o tema que resultou no texto "Luzes da impressão - Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo", com destaque para a referida imagem, pertencente à Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. Sobre seu autor, o francês Frédéric Manuel, ainda temos poucas informações.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A ideia da realização deste artigo foi de Roberta Mociaro Zanatta, Supervisora do Núcleo de Catalogação do Instituto Moreira Salles e uma das gestoras da Brasiliana Fotográfica, quando o doutor em Design, Fabio Mariano Cruz Pereira, achou a fotografia &#8220;Rua Direita&#8221;, produzida por Frédéric Manuel (1868-1961), no acervo da Brasiliana Fotográfica e pediu autorização para utilizá-la em uma publicação que ele havia escrito em conjunto com as docentes Priscila Lena Farias (FAU USP, Brasil) e Emanuela Bonini Lessing (Università IUAV di Venezia, Itália). Entrei em contato com Fabio e combinamos o tema que resultou no texto, escrito por ele, &#8220;Luzes da impressão &#8211; Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo&#8221;, com destaque para a referida imagem, pertencente à Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. Publicação, ao final do artigo, de um brevíssimo perfil do francês Frédéric Manuel, autor da foto, escrito por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Luzes da impressão</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Fabio Mariano Cruz Pereira*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 649px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1075" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1075/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="639" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1075" target="_blank">Frédéric Manuel. Rua Direita, 1906. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1906, a Rua Direita, uma das mais importantes do centro histórico da cidade de São Paulo, foi capturada pelo fotógrafo Frédéric Manuel (1868-1961) em uma chapa seca de gelatina e prata. A captura retrata o lado de numeração par da rua, na direção da igreja de Santo Antônio, que ainda hoje se encontra de frente para a atual Praça do Patriarca José Bonifácio. A captura foi realizada nas imediações do escritório<a name="_ftnref1"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn1"><sup>[1]</sup></a> da antiga Tipografia Duprat &amp; Cia, na altura do então número 14, e que se apresenta em primeiro plano.<a name="_ftnref2"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn2"><sup>[2]</sup></a></p>
<p>São poucas as fontes de informações a respeito de Frédéric Manuel em São Paulo. O historiador Eric Lemos recuperou alguns dados a respeito desse imigrante francês que produziu imagens seriadas pelo interior paulista no início do século XX, fornecendo conteúdo para a produção de impressos como o Guia Levi (que aparece anotado sobre a fotografia da Rua Direita).</p>
<p><em>&#8220;Transitando entre a pintura e a fotografia, Frédéric Manuel, francês nascido em Paris, chegou ao Brasil durante a década de 1890, estabelecendo-se no Rio de Janeiro para atuar na Companhia Photographica Brazileira de Juan Gutierrez. Transferiu-se posteriormente para São Paulo, onde trabalhou no Estabelecimento Gráfico V. Steidel, manteve ateliê fotográfico na antiga rua Olinda (atual rua João Guimarães Rosa), na Consolação, e permaneceu como fotógrafo do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo até 1940&#8243;</em> (Lemos, 2022,  p. 60).</p>
<p>A Tipografia Duprat &amp; Cia faz parte do levantamento realizado pela equipe de pesquisa ligada ao projeto Tipografia Paulistana, coordenado pela Docente Priscila Farias, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU USP).<a name="_ftnref3"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn3"><sup>[3]</sup></a> Tal projeto tem ajudado a coletar sistematicamente informações preciosas sobre as oficinas tipográficas que existiram entre 1827 e 1927 – período que corresponde aos primeiros cem anos de impressão na cidade.</p>
<p>A Tipografia Duprat &amp; Cia teve seu início em 1902, depois de suceder ao estabelecimento gráfico da Companhia Industrial de São Paulo que era uma sociedade anônima que atuava em vários ramos da indústria, desde a fabricação de fósforos no bairro da Vila Mariana, compra e venda de terrenos na capital e em Santo Amaro, administração e financiamento de estabelecimentos industriais, construção de imóveis de habitação, estradas de ferro, usinas etc., passando também pela produção de impressos.</p>
<p>A Tipografia da Companhia Industrial de São Paulo vinha de uma sucessão ainda mais antiga, quando adquiriu, por volta de 1890, o material tipográfico da antiga oficina Ao Livro Verde, de Jorge Seckler, que por sua vez foi um importante impressor alemão estabelecido em São Paulo no século XIX e que havia adquirido, por volta de 1862, a oficina de encadernação de Hermann Knoesel. Seckler foi o responsável por produzir impressos importantes que circularam na São Paulo oitocentista, entre eles a longeva série de almanaques comerciais paulistas,<a name="_ftnref4"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn4"><sup>[4]</sup></a> hoje dispersos em diferentes instituições arquivísticas, coleções particulares e bibliotecas de obras raras.<a name="_ftnref5"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn5"><sup>[5]</sup></a></p>
<p>Detenho-me um pouco mais sobre a interessante sucessão de oficinas tipográficas, fenômeno que envolvia não apenas o fortalecimento das redes de contato entre os capitalistas do período como também, do ponto de vista material, a transferência e continuidade de diversos estilos de letra adquiridos e mantidos por diferentes gráficos ao longo dos anos. São exemplos a Typographia Pauperio que deu origem à Cardozo, Filho &amp; Motta; a Espindola, Siqueira &amp; Cia, que deu origem à Typographia Siqueira e à Casa Espindola; e também a M. L. Bühnaeds &amp; Cia que deu origem à Weiszflog Irmãos.</p>
<p>As três sucessões ocorridas desde o antigo encadernador Hermann Knoesel, passando por Jorge Seckler, e depois a Companhia Industrial de São Paulo, até finalmente culminar na formação da Duprat &amp; Cia, remontam a uma história de quase meio século. A busca por um passado glorioso, validado pela experiência de antigos mestres tipógrafos e encadernadores na cidade, parece ter motivado os proprietários da Duprat &amp; Cia a se orgulhar de um passado ao qual acreditavam pertencer, a ponto de se identificarem em seus impressos (e também na fachada de sua oficina na Rua 25 de Março) como uma <em>“Casa fundada em 1850”</em> em pleno início do século XX. Esse legado que os irmãos Duprat não hesitavam enaltecer, certamente tinha que ver com os estilos de letra que atravessaram décadas através do papel e da solidez metálica dos tipos, garantindo uma certa aparência a impressos produzidos por diferentes empresas.</p>
<p>Gostaria de convidar o leitor a fixar, por um momento, o olhar na fotografia de Frédéric Manuel para então forçar a imaginação a fim de se colocar em uma época onde não se podia consultar as notícias em um <em>smartphone</em>. Não havia <em>websites</em> ou redes sociais; aliás, a luz elétrica ainda era uma novidade. Quase ninguém possuía carro ou telefone. E também não era possível morar tão longe do ambiente de trabalho, pois os sistemas de transporte público eram limitados e operavam em uma escala muito menor em relação àquela que nos habituamos nos contextos mais recentes. Imaginando-se nessa época, é fácil compreender a importância dos serviços criados para atender às necessidades de comunicação. Os correios eram mais que um serviço de remessa de documentos, eram, pois, um meio de comunicação pessoal cujas mensagens podiam levar dias para alcançar o receptor – sem contar que boa parte da população não sabia ler e escrever, e ainda não havia sido inventada a mensagem de áudio.</p>
<p>É nesse contexto em que as antigas oficinas tipográficas atuavam, fornecendo impressos que circulavam nos mais diversos espaços sociais, facilitando que as notícias chegassem a quem de direito e permitindo que as letras impressas tivessem os destinos mais inesperados. Comunicar novas regras em uma cidade que, ainda tão provinciana, buscava consolidar os interesses de uma recém-instaurada república, reclamava um sistema robusto e eficiente de comunicação local. Não foi, portanto, à toa que as oficinas tipográficas se espalharam em números vultosos pela cidade de São Paulo a partir da última década do século XIX (Pereira e Farias, 2021, p. 28).</p>
<p>Quando Frédéric Manuel flagrou o aspecto da famosa Rua Direita, a Duprat &amp; Cia contava com apenas quatro anos de atividade. Seus proprietários eram os irmãos Duprat, naturais de Recife (PE). Um deles, Alfredo, foi o responsável pela assinatura, em 31 de março de 1902, que selou o registro da nova empresa frente à prefeitura<a name="_ftnref6"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn6"><sup>[6]</sup></a>; o segundo irmão, Raymundo, também conhecido como Barão de Duprat (1863-1926), foi ninguém menos que um destacado vereador de São Paulo e, alguns anos depois, o segundo prefeito da cidade (entre 1911 e 1914), e que já havia trabalhado como contador na antiga Companhia Industrial de São Paulo – dona da tipografia que a Duprat &amp; Cia veio a suceder. O leitor atento irá presumir facilmente que, para os irmãos Duprat, o investimento no setor gráfico se ancorava em alicerces sólidos, desde aqueles nobiliárquicos às influências de ordem política. Não à toa a Duprat &amp; Cia existiu por cerca de 35 anos. Ao longo desse período, podemos destacar ao menos dois momentos muito importantes. O primeiro aconteceu provavelmente em meados dos anos 1910, quando a empresa buscou um novo reposicionamento no centro comercial de São Paulo, mudando seu escritório para uma região mais próxima da Igreja da Sé (mas ainda na Rua Direita). Naquele momento, a oficina já dispunha de um imponente edifício instalado em frente à região alagadiça da 25 de Março, onde operavam modernas máquinas elétricas. Propuseram, então, um nome comercial: inicialmente “Companhia Graphica Paulista Duprat”, e, posteriormente, Casa Duprat, grafia que se manteria pelo menos até o início da década de 1930. O segundo momento importante se deu após a morte de Raymundo Duprat em 1926, quando, alguns anos depois, a empresa anunciou sua união com a Casa Mayença, dos irmãos Paternostro, ocorrida provavelmente por volta de 1929. A falência definitiva da empresa seria decretada apenas em 1937, sob a firma societária Duprat &amp; Filhos, e quando instalada no número 28 da Rua de São Bento.<a name="_ftnref7"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn7"><sup>[7]</sup></a></p>
<p>O estudo de estabelecimentos comerciais e fabris por meio de fotografias antigas se insere em uma prática de pesquisa que se utiliza do testemunho fotográfico como fonte primária. Posso citar alguns exemplos interessantes. Um deles é o trabalho do historiador Carlos José Ferreira dos Santos, que, através do exame de registros fotográficos antigos, identificou a presença significativa de carroceiros atuantes na cidade de São Paulo nos primeiros anos do período republicano (Santos, 2008: 139). Outro trabalho interessante é o da professora de sociologia Fraya Frehse, quando, a partir do contato com os registros fotográficos de Militão de Azevedo, realizados no século XIX, deteve-se nas características de animais, veículos e agentes sociais integrados ao ambiente urbano daquela época. Segundo a autora, as fotografias podem ser consideradas “documentos visuais de um imaginário específico de época, do qual o fotógrafo é, sem saber, porta-voz” (Frehse, p. 54).</p>
<p>Por meio do contato com a produção fotográfica realizada no início do século XX, podemos reconhecer a presença de diversas empresas de impressão espalhadas pela cidade de São Paulo, seus endereços, porte físico, relação com o entorno imediato, movimentação de possíveis clientes etc., quase sempre identificadas pelos letreiros que foram instalados em suas fachadas. A escala desses letreiros é curiosa, pois, em muitos casos, como no exemplo da foto em questão, o letreiro se apresenta em uma dimensão mais indicada para longas distâncias. Apesar da Rua Direita não ser muito larga e tampouco estar inserida em posição mais alta em relação às demais ruas, o tamanho do letreiro da oficina parece resultar de uma escolha mais retórica que efetivamente funcional.</p>
<p>O fato de oficinas como a Duprat &amp; Cia instalarem, em suas fachadas, letreiros de grande escala nos revela pelo menos duas coisas importantes sobre a época: a primeira delas é que havia quem fizesse letreiros em grande escala – profissionais ainda pouco conhecidos dos estudos sobre a história dos ofícios urbanos; a segunda é que havia algum interesse em se comunicar com ruas mais distantes, muitas vezes para além do centro comercial, sugerindo que o endereço físico das tipografias eram determinantes nas relações comerciais estabelecidas no campo gráfico local, isto é, o espaço das oficinas tipográficas exercia uma função agregadora, reunindo impressores, artistas, clientes, fornecedores, carroceiros etc.</p>
<p>As antigas oficinas tipográficas brasileiras são ainda pouco conhecidas em nossa história. Embora muito do que elas tenham produzido ainda circule entre nós (em sua maioria livros), restaram poucas informações sobre essas empresas, suas formas de identificação e principalmente sobre os operários que elas contratavam. São parte de um grupo de empresas cuja atividade principal se tornou obsoleta devido à eficiência de outros sistemas produtivos que surgiram ao longo do tempo. Salvo algumas exceções de oficinas que ainda operam de modo didático ou experimental com vistas à revalorização da tipografia como sistema de composição e impressão de textos e imagens.<a name="_ftnref8"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftn8"><sup>[8]</sup></a></p>
<p>Gostaria de encerrar esse breve ensaio ressaltando a importância das coleções fotográficas para um melhor entendimento sobre o nosso passado. A Brasiliana Fotográfica desenvolve um trabalho notável para a pesquisa histórica no Brasil, ao lidar com o desafio diário de preservar e difundir registros do passado. Iniciativas como essa permitem a produção de conhecimento tanto <em>a partir da</em> fotografia quanto <em>sobre a</em> fotografia e merecem a nossa mais sincera admiração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a name="_ftn1"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref1"><sup>[1]</sup></a> Era comum que as tipografias do período tivessem dois endereços: o do “escritório de representação” (às vezes denominado “loja”), geralmente instalado no centro comercial; e o da “oficina” (ou “depósito”), geralmente instalada em uma região mais afastada do centro comercial, onde normalmente eram realizadas as atividades de composição e impressão.</p>
<p><a name="_ftn2"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref2"><sup>[2]</sup></a> O mesmo prédio aparece em outra fotografia, de autoria desconhecida, também sob a custódia da Brasiliana Fotográfica, com a informação de que o conjunto arquitetônico fora demolido em 1909. Ver: <a href="http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=87209" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia%3D87209&amp;source=gmail&amp;ust=1724755830667000&amp;usg=AOvVaw0fpv7mWOz_WfWhl2zvHD2f">http://acervo.bndigital.<wbr />bn.br/sophia/index.asp?codigo_<wbr />sophia=87209</a>.</p>
<p><a name="_ftn3"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref3"><sup>[3]</sup></a> Ver: <a href="https://fau.usp.br/tipografiapaulistana/">https://fau.usp.br/tipografiapaulistana/</a></p>
<p><a name="_ftn4"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref4"><sup>[4]</sup></a> A oficina de Jorge Seckler também foi a responsável pela impressão, em 1890, dos Estatutos da Companhia Industrial de São Paulo – empresa que, no mesmo ano, a sucedeu (Companhia Industrial de S. Paulo, 1890). Tal estatuto encontra-se arquivado no depósito relacionado ao 1º Cartório de Notas de São Paulo, custodiado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, cx. 10309, nº 342.</p>
<p><a name="_ftn5"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref5"><sup>[5]</sup></a> Para mais informações sobre Jorge Seckler, ver: Farias e Onoda (2015).</p>
<p><a name="_ftn6"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref6"><sup>[6]</sup></a> Como registrado na página 1.545 do livro Responsabilidades de Oficinas Tipográficas (1899-1907), vol. II, custodiado pelo Arquivo Histórico Municipal de São Paulo.</p>
<p><a name="_ftn7"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref7"><sup>[7]</sup></a> As informações sobre os últimos anos da Duprat &amp; C. foram recuperadas de antigas edições do Correio Paulistano: 18 mai 1926 (p. 4); 26 fev 1929 (12); 10 jun 1930 (p. 5); 14 dez 1937 (p. 13).</p>
<p><a name="_ftn8"></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref8"><sup>[8]</sup></a> Algumas dessas iniciativas estão relatadas em pelo menos duas importantes publicações. A primeira é o ensaio que nos traz uma reflexão sobre os interesses atuais na antiga tipografia, tendo como foco o contexto italiano (Lessing, Bulegato e Farias, 2019), a segunda é o livro organizado pelas professoras Ana Utsch e Marina Gravier com relatos que discutem diferentes iniciativas de preservação do que poderíamos chamar de “patrimônio gráfico” tendo como foco os países latino-americanos (Utsch e Gravier, 2019).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Fabio Mariano Cruz Pereira é doutor em Design pela Universidade de São Paulo, Brasil, e pela Universitá IUAV de Veneza, Itália. É designer gráfico e pesquisador do Museu Paulista da Universidade de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"> <strong>Referências:</strong></span></p>
<p>COMPANHIA INDUSTRIAL DE S. PAULO. <em>Estatutos da Companhia Industrial de São Paulo</em>. São Paulo: Typographia a Vapor de Jorge Seckler &amp; Comp., 1890.</p>
<p>CORREIO PAULISTANO. Edições de: 18 mai 1926 (p. 4); 26 fev 1929 (12); 10 jun 1930 (p. 5); 14 dez 1937 (p. 13). Biblioteca Nacional Digital. Disponíveis em: <a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx">https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx</a>. Acessos em 11 jul 2024.</p>
<p>FARIAS, P. L.; ONODA, M. A.; Letras toscanas no repertório tipográfico de Jorge Seckler (1883-1895). In: SPINILLO, C. G.; FADEL, L. M.; SOUTO, V. T.; SILVA, T. B. P.; CAMARA, R. J. (Eds). <em>Anais do 7º Congresso Internacional de Design da Informação</em> | CIDI 2015 [Blucher Design Proceedings, num.2, vol.2]. São Paulo: Blucher, 2015.</p>
<p>FREHSE, Fraya. O começo do fim da São Paulo caipira. In: FERNANDES JUNIOR, Rubens; BARBUY, Heloisa; FREHSE, Fraya. <em>Militão Augusto de Azevedo</em>. São Paulo: Cosac Naify, p. 50-73, 2012.</p>
<p>LEMOS, Eric Danzi. Artífices da paisagem. In: BORREGO, Maria Aparecida de Menezes; NASCIMENTO, Ana Paula. <em>Mundos do trabalho</em>. Coleção Museu do Ipiranga, vol. 4. São Paulo: Edusp, p. 58-63, 2022.</p>
<p>LESSING, Emanuela Bonini; BULEGATO, Fiorella; FARIAS, Priscila Lena. La tipografia come new craft: riflessioni storiche e pratiche di riattualizzazione. <em>MD Journal,</em> vol. 7, p. 146-159, 2019.</p>
<p>PEREIRA, Fabio Mariano Cruz; FARIAS, Priscila Lena. Anúncios de oficinas tipográficas paulistanas (1900-1930). <em>Infodesign</em>, vol. 18, n. 2, p. 27-36, 2021.</p>
<p>SANTOS, Carlos José Ferreira dos. <em>Nem tudo era italiano: São Paulo e pobreza: 1890-1915</em>. São Paulo: Annablume/Fapesp, 2008.</p>
<p>UTSCH, Ana; GRAVIER, Marina Garone (Orgs). <em>Encontros em torno de tipos e livros.</em> Belo Horizonte: Editora UFMG, 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Frédéric Manuel (1868 – 1961)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley*</p>
<p>As fotografias paulistanas do francês Frédéric Manuel (1868 – 1961), sobre quem há ainda pouquíssima informação, foram realizadas, em 1906, para Menotti Levi (18? – 19?), editor do <em>Guia Levi</em>, publicado, em São Paulo, de 1899 a meados até 1984 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/9064"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1900, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12801"><em>A Notícia (RJ)</em>, 27 e 28 de agosto de 1906, segunda coluna)</a>, cuja <em>utilidade já está comprovada pela aceitação que o público lhe dispensa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5978"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1905, penúltima coluna</a>). O <em>Guia Levi</em> era uma <em>publicação mensal de horários de trens, de bondes e outras informações úteis</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/13694"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de agosto de 1908, penúltima coluna</a>), Uma curiosidade: o grande arquiteto e urbanista paulistano Rino di Menotti Levi (1901 – 1965) é filho de Menotti Levi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/823686/2681"><strong><span style="text-decoration: underline;">Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Frédéric Manuel, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*<span style="color: #000000;">Andrea C. T. Wanderley é pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica</span></p>
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		<title>O aniversário de São Paulo na Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 17:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Para celebrar os 470 anos da cidade de São Paulo, a Brasiliana Fotográfica selecionou alguns artigos cuja personagem principal é justamente a cidade. O portal convida seus leitores a um passeio pela metrópole, que é o maior centro financeiro da América do Sul e uma das mais populosas do mundo, retratada por diversos fotógrafos presentes no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica, dentre eles Alfredo Krausz (1902 – 1953), Claude Lévi-Strauss (1908 - 2009), Edgard Egydio de Souza (1876 - 1956), Frédéric Manuel  (1868 – 1961), Guilherme Gaensly (1843 - 1928), Militão Augusto de Azevedo (1837 - 1905) e Vincenzo Pastore (1865 - 1918), além de fotógrafos ainda não identificados. Não deixem de usar a ferramenta "zoom" para percorrer as ruas, visitar os monumentos e observar o movimento das pessoas e  também as paisagens e edificações da cidade. As imagens são da segunda metade do século XIX até as primeiras décadas do século XX. Feliz aniversário, São Paulo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar os 470 anos da cidade de São Paulo, a Brasiliana Fotográfica selecionou alguns artigos cuja personagem principal é justamente a cidade. O portal convida seus leitores a um passeio pela metrópole, que é o maior centro financeiro da América do Sul e uma das mais populosas do mundo, retratada por diversos fotógrafos presentes no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica, dentre eles Alfredo Krausz (1902-1953), Claude Lévi-Strauss (1908 &#8211; 2009), Edgard Egydio de Souza (1876 &#8211; 1956), Frédéric Manuel  (1868-1961), Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905) e Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918), além de fotógrafos ainda não identificados. Não deixem de usar a ferramenta <em>zoom</em> para percorrer as ruas, visitar os monumentos e observar o movimento das pessoas e  também as paisagens e edificações da cidade. As imagens são da segunda metade do século XIX até as primeiras décadas do século XX. Feliz aniversário, São Paulo!</p>
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<div style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2088" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2088/004VP021003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="564" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2088" target="_blank">Vincenzo Pastore. Garotos engraxates, 1910 circa. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7056" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7056/022EEScx24-06.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7056" target="_blank">Edgard Egydio de Suza. Edifício Martinelli, à esquerda as torres do mosteiro de São Bento, década de 30. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Lista de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica cuja personagem principal é a cidade de São Paulo</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/90/Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg/800px-Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg.png" alt="Brasão de armas de São Paulo" width="333" height="429" /></a><p class="wp-caption-text">Brasão da cidade de São Paulo onde está escrito em latim NON DYCOR DVCO, que quer dizer &#8220;Não sou conduzido, conduzo&#8221;</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 24 de maio de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore, um fotógrafo entre dois mundos (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 – São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de agosto de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 – 1928), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 25 de janeiro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – Rua 25 de março em São Paulo, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18274" target="_blank">A cidade de São Paulo e Tebas (1721 – 1811), reconhecido como arquiteto, em 2018, mais de 100 anos após sua morte, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 25 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XI – A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XII – A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27521" target="_blank">O Edifício Martinelli, antigo referencial e símbolo de São Paulo, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 16 de maio de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVI – “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 25 de janeiro de 2023 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31026" target="_blank">O Dia do Advogado e a criação das Faculdades de Direito de São Paulo e do Recife, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 11 de agosto de 2023. </a></span></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/957" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/957/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/957" target="_blank">Guilherme Gaensly, P. R. Estação da Luz, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; &#8220;Alguma coisa acontece no meu coração&#8221;, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2023 12:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Krausz]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Levi-Strauss]]></category>
		<category><![CDATA[Edgard Egydio de Souza]]></category>
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		<description><![CDATA["Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João". Assim começa Sampa, do compositor Caetano Veloso, uma das mais belas canções sobre a São Paulo - foi lançada no álbum Muito – Dentro da Estrela Azulada, em 1978. Então, para homenagear os 469 anos de fundação da cidade, a Brasiliana Fotográfica destaca uma foto aérea da Avenida São João, do acervo do Museu Aeroespacial, uma de suas instituições parceiras, além de registros da cidade realizados por Militão Augusto de Azevedo e Guilherme Gaensly , na publicação do 16º artigo da Série "Avenidas e ruas do Brasil". Listamos também artigos já publicados no portal relacionados à cidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João&#8221;. Assim começa <em><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Sampa</a></em>, do compositor Caetano Veloso, uma das mais belas canções sobre a São Paulo &#8211; foi lançada no álbum <em>Muito – Dentro da Estrela Azulada, </em>em 1978. Então, para homenagear os 469 anos de fundação da cidade, a Brasiliana Fotográfica destaca uma foto aérea da Avenida São João, do acervo do Museu Aeroespacial, uma de suas instituições parceiras, além de registros da cidade realizados por Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905) e Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1948) na publicação do 16º artigo da Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;.</p>
<p>Destacamos também artigos já publicados no portal sobre a cidade, que foi fundada em 25 de janeiro 1554 com a celebração de uma missa que oficializou a criação de um colégio jesuíta, no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, por 12 padres, dentre eles José de Anchieta (1834 &#8211; 1597) e Manoel da Nóbrega (1517 &#8211; 1590). É onde fica o Pátio do Colégio.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1903/001AMI010010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Convento do Colégio, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São Paulo é o principal centro corporativo, financeiro e mercantil da América do Sul assim como a cidade mais populosa do Brasil.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10993" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10993/Alb%200279%20113%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10993" target="_blank">Foto aérea de São Paulo da Av. São João, 2 de abril de1936. São Paulo, SP / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos fotógrafos registraram diversos aspectos da cidade de São Paulo desde o século XIX, dentre eles Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), Claude Lévi-Strauss (1908 &#8211; 2009), Edgard Egydio de Souza (1867 – 1956), Frédéric Manuel (1868-1961), Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905), Otto Rudolf Quaas (c. 1862 – c. 1930), Valério Vieira (1862 &#8211; 1941), Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918) e fotógrafos ainda não identificados, cujas imagens podem ser apreciadas nos artigos listados a final desta publicação.</p>
<p>Militão e Gaensly são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Militão produziu o <em>Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, </em>sua obra-prima, que foi o primeiro realizado com o objetivo de mostrar as mudanças ocorridas na capital paulista, devido ao progresso. O álbum evidencia o valor que Militão dava à fotografia como documento de época inserido em projeto artístico que sugere um passeio pela cidade no período de 1862 a 1887. O trabalho do fotógrafo muito contribuiu para a formação da imagem moderna de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/001AMI010-300x210.jpg" alt="Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo" width="300" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia, como a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Avenida Paulista</a>, além de palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos sobre a cidade de São Paulo já publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/brasaosaopaulo.jpg" alt="brasaosaopaulo" width="273" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank">Brasão da cidade de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</a>, publicado em 24 de maio de 2015</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore, um fotógrafo entre dois mundos (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 – São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a>, publicado em 5 de agosto de 2015</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 – 1928),</a> publicado em 25 de janeiro de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 – 1941)</a>, publicado em 21 de março de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866" target="_blank">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a>, publicado em 28 de setembro de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – Rua 25 de março em São Paulo</a>, publicado em 1º de setembro de 2020</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18274" target="_blank">A cidade de São Paulo e Tebas (1721 – 1811), reconhecido como arquiteto, em 2018, mais de 100 anos após sua morte</a>, pubicado em 25 de janeiro de 2021</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XI – A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore</a>, publicado em 14 de dezembro de 2021</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XII – A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</a>, publicado em 21 de janeiro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série “1922 – Hoje, há 100 anos” II – A Semana de Arte Moderna</a>, publicado em 13 de fevereiro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27521" target="_blank">O Edifício Martinelli, antigo referencial e símbolo de São Paulo</a>, publicado em 16 de maio de 2022</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/962" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/962/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/962" target="_blank">Guilherme Gaensly. Largo do Palácio &#8211; Pátio do Colégio, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31030" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/saopaulo.jpg"><img class="size-full wp-image-31030" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/saopaulo.jpg" alt="Assinaturas dos membros do 1º Governo de São Paulo, 1555" width="489" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Assinaturas dos membros do 1º Governo de São Paulo, 1555 / São Paulo Antigo e São Paulo Moderno</p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Sampa</strong></span></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank"><span style="color: #800000;">Caetano Veloso</span></a></p>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Alguma coisa acontece no meu coração</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da dura poesia concreta de tuas esquinas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da deselegância discreta de tuas meninas</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Ainda não havia para mim Rita Lee</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">A tua mais completa tradução</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Alguma coisa acontece no meu coração</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">É que Narciso acha feio o que não é espelho</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Nada do que não era antes quando não somos mutantes</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E foste um difícil começo</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Afasto o que não conheço</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E quem vende outro sonho feliz de cidade</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Aprende depressa a chamar-te de realidade</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da força da grana que ergue e destrói coisas belas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva</a></span></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Mais possível novo quilombo de Zumbi</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E os novos baianos passeiam na tua garoa</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E novos baianos te podem curtir numa boa</a></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>Brasiliana Fotográfica</p>
<p>São Paulo Antigo e São Paulo Moderno &#8211; 1554-1904. São Paulo : Editores Vanorden &amp; Cia, 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>O Edifício Martinelli, antigo referencial e símbolo de São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2022 09:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Krausz]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Levi-Strauss]]></category>
		<category><![CDATA[Edgard Egydio de Souza]]></category>
		<category><![CDATA[Edifício Martinelli]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca quatro imagens do icônico Edifício Martinelli, o primeiro arranha-céu de São Paulo. Uma delas foi produzida pelo francês Claude Lévi-Strauss, que esteve no Brasil entre 1935 e 1938, tendo sido professor de Sociologia na Universidade de São Paulo. Há também uma fotografia aérea de autoria de Alfredo Krausz, uma de autoria de um fotógrafo ainda não identificado e, finalmente, um registro realizado por Edgard Egydio de Souza. O prédio foi  idealizado pelo empresário italiano Giuseppe Martinelli e seu projeto foi de autoria do arquiteto húngaro William Fillinger.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca quatro imagens do icônico Edifício Martinelli, símbolo do apogeu e do declínio do Centro velho de São Paulo. Uma delas foi produzida pelo francês Claude Lévi-Strauss (1908 &#8211; 2009), que esteve no Brasil entre 1935 e 1938, tendo sido professor de Sociologia na Universidade de São Paulo e que, nas horas vagas, fotografava a cidade. Sobre o edifício escreveu em <em>Saudades de São Paulo:</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Se coloquei o prédio Martinelli na abertura desta coletânea, é que em 1935 ele era ao mesmo tempo um referencial e um símbolo.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Único arranha-céu de toda a cidade, aos olhos dos paulistanos simbolizava a ambição de que esta se tornasse a Chicago do hemisfério sul. Ambição que se realizou desde então, e foi além&#8230;</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>O prédio Martinelli era também um referencial cuja silhueta dominava todos os outros prédios. Era visto de quase toda a parte, mesmo do fundo dos barrancos escarpados que desciam das elevações onde corria a avenida Paulista. Ainda entregues à natureza, esses barrancos abrigavam as habitações mais pobres, com os riachos, à guisa de esgotos, transformados em torrentes quando chovia.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Mas o arranha-céu impunha sua presença majestosa sobretudo no início da avenida São João, artéria nova cuja abertura não estava ainda terminada. Descendo a pé a avenida em direção ao oeste, ficava-se obsedado por sua massa rosada que se percebia toda vez que se olhava para trás. Mesmo à distância, ela obstruia o horizonte, tanto de dia como ao anoitecer, quando as ornamentações feitas para o Carnaval se iluminavam</em>&#8220;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 540px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7002" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7002/003LS001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="530" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7002" target="_blank">Claude Lévi-Strauss. Edifício Martinelli, c. 1937. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há também uma fotografia aérea de autoria de Alfredo Krausz (? &#8211; 19?), uma de autoria de um fotógrafo ainda não identificado e, finalmente, um registro realizado por Edgard Egydio de Souza (1867 &#8211; 1956). Inicialmente, o Martinelli era dividido em três partes: na rua Líbero Badaró, a parte residencial do edifício; na rua São Bento, a área comercial; e, pela entrada da São João, estava o Hotel São Bento e os salões Verde e Mourisco, alguns dos destinos preferidos da alta sociedade paulistana. A pintura rosa dos detalhes esculpidos em suas paredes é uma de suas marcas registradas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7055" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7055/009SPSP001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="517" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7055" target="_blank">Edifício Martinelli, c. 1928. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">
<p>Marco na verticalização de São Paulo, um de seus símbolos de progresso, da riqueza gerada pelo café, o Edifício Martinelli foi o primeiro arranha-céu de São Paulo e, como cenário urbano, traduzia o cosmopolitismo, que caracterizou o modernismo no Brasil. Abaixo, versos da revolucionária escritora Patrícia Galvão (1910 &#8211; 1962), a Pagu, participante do movimento modernista, onde o Edifício Martinelli é citado:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/pagu.jpg"><img class="  wp-image-27577 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/pagu.jpg" alt="pagu" width="819" height="469" /></a></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">O Edificio Martinelli foi idealizado pelo imigrante italiano Giuseppe Martinelli (1870-1946), que chegou ao Brasil em fins do século XIX e tornou-se um dos mais ricos empresários do país. O projeto do prédio foi de autoria do arquiteto húngaro William Fillinger (1888-1968), formado na Academia de Belas Artes de Viena, na Áustria. A fachada foi desenhada pelos Irmãos Lacombe, suas portas eram de madeira de lei, as escadas tinham mármore italiano e o cimento veio da Noruega e da Suécia. Foi inaugurado, em 1929, em um terreno entre as ruas São Bento, Libero Badaró e a Avenida São João. Era, na época, o maior prédio da América do Sul, com 105,65 metros de altura, e a maior obra de cimento armado do mundo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/1448" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 11 de maio de 1929</a>).</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27546" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/305138/2469" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinelli8.jpg" alt="Comendador Giuseppe Martinelli / Frou-Frou, de 19" width="331" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/305138/2469" target="_blank">Comendador Giuseppe Martinelli (1870 &#8211; 1946)/ <em>Frou-Frou</em>, agosto de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">
<p>Sua construção foi iniciada, em 1924, e, a princípio, o prédio teria 14 andares. Mais seis pavimentos foram adicionados à obra e, posteriormente, com a ajuda de seu sobrinho, o engenheiro calculista Ítalo Martinelli, o edifício passou para 24 andares. A obra foi embargada, sob denúncias de risco de desabamento da construção. Giuseppe revogou a decisão e ainda ergueu mais pavimentos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/21583" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 23 de setembro de 1925, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/26714" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 23 de janeiro de 1928, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/25733" target="_blank"> <em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de maio de 1928, última coluna; </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/25785" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de junho, sexta coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/25733" target="_blank"> ; </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/34737" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de junho de 1928, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/27051" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de outubro de 1928, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27538" style="width: 204px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_05/27051" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27538" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinelli31.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 17 de outubro de 1928" width="194" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_05/27051" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de outubro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">Em 29 de março de 1928, o embaixador italiano, Bernardo Attolico, durante sua estadia em São Paulo, foi visitar as obras do edifício (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/29966" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 30 de março de 1928</a>).</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27535" style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_07/29966" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27535" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinelli2.jpg" alt="Correio Paulistano, 30 de março de 1928" width="577" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_07/29966" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 30 de março de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em abril de 1929, 25 andares já estavam construídos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/38037" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de abril de 1929, quarta coluna</a>). Foi visitado pelo governador de São Paulo, Julio Prestes (1882 &#8211; 1946).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27543" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/1448" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27543" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinelli5.jpg" alt="O Cruzeiro, 11 de maio de 1929" width="421" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/1448" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 11 de maio de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27544" style="width: 758px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/1449" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27544" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinelli6.jpg" alt="O Cruzeiro, 11 de maio de 1929" width="748" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/003581/1449" target="_blank"><em>O comendador Martinelli com o governador de São Paulo, Júlio Prestes /  Cruzeiro,</em> 11 de maio de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">Em novembro, o prédio já tinha 26 pavimentos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/80655" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de novembro de 1926, primeira coluna</a>). No topo, foi construído um palacete, de cinco andares, onde Martinelli moraria. Mudou-se com a família para o prédio, em 1929. Porém, foi o italiano Arturo Patrizi, professor de dança, o primeiro morador do prédio. Mudou-se para lá em 1928, com o edifício ainda em obras, e abriu uma concorrida escola em uma das salas de sua casa, no quarto andar. <span style="color: #ff0000;"> </span></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Em 2 de setembro de 1929, foi inaugurado, no prédio, o <em>luxuoso</em> Cinema Rosário, com a exibição do filme <em>O Pagão</em>. O evento foi considerado <em>o maior acontecimento social do ano</em> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/29998" target="_blank">(<em>A Gazeta (SP)</em>, 4 de setembro de 1929</a>).</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27534" style="width: 420px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/29998" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27534" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinelli1.jpg" alt="A Gazeta (SP), 4 de setembro de 1929" width="410" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/763900/29998" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 4 de setembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27545" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/12960" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27545" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinelli7-1024x503.jpg" alt="Salão dos Espelhos no Edifício Martinelli / Vida Doméstica, 1930" width="768" height="377" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830305/12960" target="_blank">Salão dos Espelhos no Edifício Martinelli / <em>Vida Doméstica</em>, junho de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22edif%C3%ADcio+martinelli%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as imagens do Edifício Martinelli disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5598" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5598/002037AAK2028.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5598" target="_blank">Alfredo Krausz. Voo do dirigível Graf Zeppelin sobre o centro da cidade, destaque para o edifício Martinelli, c. 1935. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;E o Zeppelin veio provar para São Tomé o sofisma gracioso de que uma casa dum andar pode ser mais alta que o Martinelli.&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">Mário de Andrade, 1976</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devido à quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, o comendador Martinelli vendeu o prédio para o <i>Instituto Nazionale di Credito per il Lavoro Italiano all´Estero. </i>Os bens italianos foram confiscados pelo governo brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial e o Edifício Martinelli passou para a administração federal, tendo sido, em seguida, leiloado. Foi comprado por Milton Pereira de Carvalho e Herbert Levy e pouco tempo depois passou a ter 103 proprietários, tornando-se o primeiro edifício do Brasil a se transformar em condomínio. Entrou em decadência até a reforma realizada durante a gestão do prefeito Olavo Setúbal (1923 &#8211; 2008), na década de 70, tendo sido reinaugurado, em 4 de maio de 1979 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093351/76614" target="_blank"><em>Diário da Noite (SP)</em>, 1º de fevereiro de 1979</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="size-full wp-image-27578 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinellicartão.jpg" alt="martinellicartão" width="404" height="432" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinellicartão1.jpg"><img class="size-full wp-image-27579 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/martinellicartão1.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 5 de maio de 1979" width="403" height="374" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>O Estado de São Paulo</em>, 5 de maio de 1979</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Martinelli foi o endereço da sucursal paulista da revista <em>O Cruzeiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/6603" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 20 de fevereiro de 1932</a>), assim como dos partidos políticos Comunista, Integralista e também da União Democrática Nacional (UDN); do Palmeiras e da Portuguesa, do Club Republicano, da Ordem dos Músicos, da Federação Paulista de Medicina e do Instituto Médico Dante Alignieri.</p>
<p>Em 2019, quando completou 90 anos, cerca de 70% do Edifício Martinelli estava ocupado por secretarias municipais e o restante estava distribuído entre a Caixa Econômica Federal, o Sindicato dos Bancários de São Paulo e 11 lojas.</p>
<div dir="auto">Uma curiosidade: Giuseppe Martinelli é avô da artista plástica Maria Bonomi (1935-).</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7056" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7056/022EEScx24-06.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7056" target="_blank">Edgard Egydio de Souza. Edifício Martinelli, à esquerda as torres do mosteiro de São Bento, década de 30. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://revistaesquinas.casperlibero.edu.br/arte-e-cultura/a-morte-que-ronda-o-vivo-edificio-martinelli/" target="_blank"><em>Esquinas &#8211; Revista Digital Laboratório da Faculdade Casper Líbero</em>, 11 de fevereiro de 2020</a></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff250119.htm" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 25 de janeiro de 1998</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HOMEM, Maria Cecília Naclério. <em>O Prédio Martinelli &#8211; A ascensão do imigrante e a verticalização de São Paulo</em>. São Paulo : Editora Projeto, 1984.</p>
<p>LEVI-STRAUSS, Claude. <em>Saudades de São Paulo</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 1996.</p>
<p>REBECHI JUNIOR, Arlindo. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/145613-Texto%20do%20artigo-295327-1-10-20180606.pdf" target="_blank"><em>Pagu: poesia, militância e condição feminina</em></a>. Revista da USP. Comunicação &amp; Educação • Ano XXIII • número 1 • jan/jun 2018.</p>
<p><a href="https://saopauloantiga.com.br/o-real-legado-do-edificio-martinell/" target="_blank">São Paulo Antiga</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/habitacao/noticias/?p=4230.%C2%A0Acesso" target="_blank">Site Prefeitura de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://www.youinc.com.br/blog/curiosidades-sobre-o-edificio-martinelli-no-centro-de-sao-paulo" target="_blank">Site YOU, INC</a></p>
<p><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/efe/2019/07/14/edificio-martinelli-abriga-gloria-decadencia-e-ressurreicao-de-sao-paulo.htm" target="_blank">UOL</a></p>
</div>
</div>
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		<title>Aspectos de Poços de Caldas impressos no papel fotográfico fabricado pelo pioneiro Conrado Wessel (1891 – 1993)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 15:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 - 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 - 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: "Wessel". Também foram publicadas na seção "Cronologia de Fotógrafos", as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: &#8220;<span class="destaca_palavras">Wessel</span>&#8220;. Também foram publicadas na seção &#8220;Cronologia de Fotógrafos&#8221;, as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/303" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Poços de Caldas impressas no papel fotográfico produzido por Conrado Wessel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10258/icon1549358.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank">Vista parcial de Poços de Caldas, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10251/icon1549354.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank">Cascata das Batas,1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>As trajetórias de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27300" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" wp-image-27300" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel.jpg" alt="Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="703" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Contribuiu decisivamente para a implantação da indústria fotográfica no país, pois fundou a primeira indústria de papel fotográfico no Brasil. Utilizou fórmulas e processos segundo sua concepção e auxiliou Valério Vieira na sensibilizaçaodo famoso painel &#8220;Panorama da Cidade de São Paulo. Introduziu o papel fotográfico tamanho postal, que se tornou conhecido por &#8220;Postaes Wessel Jardim&#8221; e que foram largamente consumido pelos lambe-lambe&#8221;. Sua indústria foi posteriormente adquirida pela Kodak e durante algum tempo lia-se nas casixas de papel fotográfico a sigla Kodak-Wessel&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Boris Kossoy sobre Conrado Wessel, 1975</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome de batismo de  Conrado Wessel era Ubald Konrad August Wessel e ele nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 16 de fevereiro de 1891, filho do fotógrafo Guilherme Wessel (1862-1940), que havia nascido em Concepcion do Uruguai; e de Nicolina Krieger Wessel (1863 &#8211; 1956). Eles se casaram em 3 de março de 1887. A família Wessel, tradicional fabricante de chapéus em Hamburgo, na Alemanha, havia imigrado para a Argentina em meados do século XIX, provavelmente nos primeiros anos da década de 1860. Guilherme foi para Hamburgo onde formou-se em Física, e retornou à Argentina.</p>
<p>Em 1892, Guilherme foi com a família &#8211; mulher e dois filhos, Georg Walter (1888 &#8211; 1908) e Conrado &#8211; para Sorocaba e, depois, para São Paulo, convidado para lecionar na Escola Politécnica, que viria a ser uma das unidades fundadoras da Universidade de São Paulo, em 1934.</p>
<p>Ele abriu em sociedade com Carlos Norder, em 1900, um estabelecimento de artigos de fotografia e de laboratórios químicos, na rua São Bento, 41 A, no centro da capital, <em>Aos Photograhos e Amadores da photographia</em>. Oferecia gratuitamente aos amadores lições práticas e disponibilizavm para todos os fregueses um quarto escuro. Na mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> tinha um ateliê fotográfico, na rua 15 de Novembro, 28 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900, página 2, sexta coluna; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, segunda coluna, 1901</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27315" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel8.jpg" alt="Correio Paulistano, 5 de janeiro de 1900" width="236" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27369" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg"><img class="size-full wp-image-27369" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 3 de janeiro de 1900" width="578" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciava em dezembro de 1900 ter recebido grande sortimento de produtos: chapas Lumière, câmaras fotográficas e objetos para fotografia e distribuiu a seus fregueses, em dezembro do ano seguinte, uma carteira com espelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 1º de janeiro de 1902, página 2, quarta coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27318" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27318" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel10.jpg" alt="O Commercio de São Paulo, 21 de dezembro de 1900" width="303" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1901, Guilherme já prestava serviços fotográficos para as secretarias da Fazenda, do Interior e da Justiça de São Paulo (<em>O Estado de São Paul</em>o, 6 de março de 1901, página 1, penúltima coluna; <em>Correio Paulistano</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2541" target="_blank">, 7 e março, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3355" target="_blank">4 de setembro, segunda colun</a>a, de 1903; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5155" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de setembro de 1904, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5805" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de janeiro de 1905, sétima coluna</a>). Também tinha uma Casa Importadora de Artigos para Photografia e Aparelhos de Eletricidade, na rua Direita, nº 20 (<span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23953" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, primeira coluna, 1903</a></span>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27320" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg"><img class="size-full wp-image-27320" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1905" width="301" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Illustração Brasileira</em>, 1905</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1904, Guilherme foi um dos doadores para a quermesse em prol do Instituto Pasteur de São Paulo e do Conservatório Dramático Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4221" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de março de 1904, primeira coluna</a>). Neste mesmo ano promoveu uma exposição de fotografias <em>no intuito de estimular os amadores</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 9 de julho de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27319" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel111.jpg" alt="O Commercio Paulistano, 9 de julho de 1904" width="264" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio Paulistano</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1907, Guilherme tinha uma loja de artigos fotográficos na rua Líbero Badaró, 48. Nessa mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> também possuiam estabelecimentos fotográficos em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27323" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg"><img class="size-full wp-image-27323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg" alt="Almanaque Henault" width="303" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O italiano Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, e Guilherme foram, provavelmente, amigos, já que Guilherme estava presente a seu enterro, em janeiro em 1918 (<a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1907</a>, <a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank">primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guilherme foi contratado pelo Jockey Club de São Paulo para inaugurar o serviço de fotografia de chegadas dos páreos (<span style="color: #0000ff;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/5671" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de março de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="size-full wp-image-27321 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel13.jpg" alt="wessel13" width="285" height="517" /></p>
<div id="attachment_27322" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><img class="wp-image-27322 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel14.jpg" alt="wessel14" width="281" height="119" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trabalhava com seu filho mais velho Georg Walter, que faleceu de tifo, em 26 de dezembro de 1908, e foi enterrado no Cemitério dos Protestantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/34165" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de novembro de 1914, primeira coluna</a>). Nesse mesmo ano, por cerca de seis meses, Conrado foi assistente de um cinegrafista da Gaumont, que havia vindo ao Brasil para filmar fazendas de café para a propaganda do produto na Europa, tornando-se um dos primeiros cinegrafistas do Brasil. Estava na folha de pagamentos da Secretaria da Fazenda de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14238" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de novembro de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;O primeiro documento expedido no Brasil atestando a capacidade para o exercício da função de cinegrafista foi fornecido ao químico Conrado Wessel, em 1908, pela Gaumont Films, uma das produtoras mais antigas da França. </em><em>Wessel (1891-1993) conta em sua carta autobiográfica que recebeu o atestado das mãos de um cinegrafista da Gaumont, Colliot, que veio ao país contratado pela Secretaria de Agricultura de São Paulo.</em><br />
<em>Por mais de seis meses, ele foi intérprete e ajudante do cinegrafista francês e ambos filmaram várias fazendas de café, colhendo cenas para a propaganda do produto na Europa&#8221;</em> (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/3/02/ilustrada/1.html" target="_blank">Ana Maria Guariglia, <em>Folha de São Paulo, </em>2 de março de 1995</a>).</p>
<p>Guilherme fechou a loja e, em 1909, continuou a trabalhar fornecendo fotografias para a Secretaria da Agricultura. Em 1911, recebeu pagamento da secretaria por ter fornecido 20 fotografias ao poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918). Em 1920, forneceu à Diretoria de Indústria e Comércio uma fita cinematográfica e ampliações fotográficas para a Feira de Lyon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16587" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de outubro de 1909, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21441" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de junho de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/24347" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de março de 1912, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/3921" target="_blank"><em>O Combate</em>, 3 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27327" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg"><img class="size-full wp-image-27327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg" alt="O Paiz, de 1912" width="331" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Conrado, que havia feito seus primeiros estudos na Escola Alemã daVila Mariana, participou de um concurso de fotografia, apresentando 25 fotografias em um pavilhão especialmente preparado para a exposição, no Posto Zootécnico de São Paulo (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9671" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1906, quinta coluna</a>). Já havia conquistado dois prêmios como fotógrafo quando, e</span>m 1911, foi para Viena, na Áustria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27307" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel2.jpg" alt="Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no inpicio do século XX" width="695" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no início do século XX</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além de estudar fotoquímica no K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt, entre julho de 1911 e dezembro de 1912 ,estagiou na Casa Beissner &amp; Gottlieb, especializada na área gráfica e fotográfica, entre de 10 de julho de 1912 e 8 de fevereiro de 1913. Especializou-se em clichês para jornais e revistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2015/06/CW_ANTIGA_2-193x300.jpg" alt="O jovem Conrado Wessel, provavelmente em Viena, onde estudou e estagiou de 1911 a 1914" width="193" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Conrado Wessel, provavelmente, em Viena / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Abaixo, a reprodução do certificado da Casa Beissner &amp; Gottlieb, de Viena, de 8 de fevereiro de 1913, documentando o estágio profissional obrigatório realizado por Conrado Wessel, na conclusão de seus estudos no Instituto K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt.</p>
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<div id="attachment_27328" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="wp-image-27328 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel17.jpg" alt="wessel17" width="384" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Tradução: <em>“<strong>Atestado</strong>: Viena, 8 de fevereiro de 1913. O sr. Conrado Wessel, após ter terminado os estudos gráficos da K.K. Graphischen Lehr &amp; Versuchsanstalt, esteve em nosso instituto em atividades práticas desde 10 de julho de 1912 até hoje. Trabalhou em diferentes departamentos e obteve sucesso e muitos bons resultados. Nós atestamos portanto com satisfação que estamos contentes pelo seu desempenho em cada índice, com extremado respeito por suas realizações, e desejamos a ele o maior progresso no futuro”.</em></p>
<p>Voltou para São Paulo, em 1913, com maquinário para a montagem de uma clicheria com o pai. Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria da Fazenda e, em 1914, fez uma proposta para prorrogar por mais um ano o contrato que tinha de fornecimento de fotografias para a entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/31902" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de fevereiro de 1914, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/39872" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1916, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/43720" target="_blank"><em> Correio Paulistano</em>, 13 de dezembro de 1917, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45147" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de janeiro de 1918, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1914, Conrado fotografou o Salto do Paranapanema durante uma visita realizada pelo então secretário da Agricultura de São Paulo, Paulo de Moraes Barros, ao local, quando inaugurou o primeiro trecho do prolongamento da ferrovia Sorocabana Railway na direção do Porto Tibiriçá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/32016" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 16 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>).</p>
<p>Entre 1915 e 1919, foi aluno ouvinte na Escola Politécnica e também trabalhou como auxiliar no laboratório do professor de bioquímica, físico-química e eletroquímica Roberto Hottinger, no curso de Engenharia Química. Conrado queria criar um papel fotográfico de qualidade equivalente a dos importados &#8211; os usados eram da Kodak, da Agfa e da Gevaert &#8211; porém com um preço mais baixo.</p>
<p>Segundo o próprio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Durante quatro anos fiz de tudo ali. Desde a preparação do nitrato de prata até os estudos das diferentes qualidades de gelatinas. Da ação dos halogênios como o bromo, o cloro, e o iodo sobre o nitrato de prata ao brommeto de potássio. Cheguei à conclusão que a mistura de uma pequena dose de iodo ao bromo dava muito melhor resultado, assim como a adição do iodo ao cloro&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><em>O entusiasmo de um inventor (2006)</em></a></p>
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<p>Em 1916, Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria de Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/4930" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 18 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>) e Conrado já estava desenvolvendo uma fórmula para banhar o papel que batizou de Postal Jardim, para atrair os lambe-lambes do Jardim da Luz. Em fevereiro, foi à inauguração da exposição de Levino Fanzeres (1884 &#8211; 1956), na rua Líbero Badaró, 66 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de fevereiro, página 2, última coluna).</p>
<p>Em 10 de novembro de 1916, Guilherme consultou a empresa International Patent Agency, de Moura &amp; Wilson, que eram <em>agentes de privilégios</em> sediados no Rio de Janeiro, com o objetivo de se informar quanto aos procedimentos de requerimento de uma patente. A empresa respondeu três dias depois, dispondo-se a providenciar a patente mediante ao fornecimento dos documentos necessários e ao pagamento de Rs 220$000.</p>
<p>Em 1917, Guilherme Wessel possuia uma Oficina de Gravura, na Travessa Guaianazes, 155, na Barra Funda. em 1921, o <em>Almanak Laemmert</em> identificava no endereço um estabelecimento fotográfico (<em>Almanak Laemmert</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"> 1917</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/77296" target="_blank">1921, última coluna</a>). Em 1921, um dos funcionários da oficina sofreu um pequeno acidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/4388" target="_blank"><em>O Combate</em>, 12 de maio de 1921, penútima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_27317" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><img class="wp-image-27317 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel9.jpg" alt="wessel9" width="401" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1917</a></p></div>
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<p>Em 1919, Conrado comprou uma casa na rua K , em Casa Verde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48812" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>).</p>
<p>A fórmula de Conrado, patenteada no início em 1921, em documento assinado pelo presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), foi descrita como um <em>“novo processo para fabricação de material photographico, sensível à luz, para o processo positivo e negativo, à base de emulsões de saes de prata ou gelatina, albumina ou collodio, servindo de supportes para estas emulsões papel, vidro, celluloide ou qualquer outro supporte que seja appropriado”.</em></p>
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<div id="attachment_27329" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27329" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel18.jpg" alt="Carta patente da fómula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="485" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Carta patente da fórmula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<div id="attachment_27312" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27312" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel7.jpg" alt="wessel7" width="380" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Em 1921, Conrado comprou do professor de Filosofia da Escola Normal, dr. Picarollo, e de seu filho o maquinário necessário, importou papel da Alemanha e começou a trabalhar em um pequeno prédio de seu pai, na Barra Funda. Enquanto aguardava a chegada do papel, um acaso o ajudou a criar uma forma de pendurar o papel emulsionado para a secagem, uma vez que dispunha de pouco espaço. Realizava um trabalho de propaganda para a Tapeçaria Schultz e observou o sistema de cortinas movimentadas por cordas. Achou que um processo semelhante poderia ser usado para secar metros e metros de papel. Mas a experiência foi um <em>desastre</em>. Nem 10 centímetros foram aproveitados dos 10 metros de papel emulsionados. Teria que encontrar outra solução.</p>
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<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel4.jpg" alt="wessel4" width="341" height="388" /></a></p>
<div id="attachment_27310" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg"><img class="wp-image-27310 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg" alt="wessel5" width="346" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp</a></p></div>
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<p>Surgia assim, em março de 1921, a primeira fábrica de papel fotográfico da América Latina, a Fábrica Privilegiada de Papéis Fotográficos Wessel, sediada na rua Lopes de Oliveira, em São Paulo.</p>
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<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-27306 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel11.jpg" alt="wessel1" width="726" height="480" /></a></p>
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<p>Apesar da qualidade do papel fotográfico e de ter melhor preço, os consumidores resistiam a utilizar um produto nacional e continuava a utilizar o postal da Ridax e da Gevaert. Foi nessa época que Wessel forjou o lema que o acompanharia por toda a vida: “<em>Insista, não desista</em>”.</p>
<p>Em 1922, foi inaugurada a exposição provisória do <a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html" target="_blank"><em>Panorama de São Paulo</em></a>, na rua São Bento, nº 24, do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, anunciada como a maior fotografia já realizada no mundo, com 16 metros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de setembro de 1922, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9648" target="_blank">7 de setembro, na quarta coluna</a>). O trabalho foi apresentado na Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, realizada entre 7 de setembro de 1922 e 24 de julho de 1923. Foi Conrado que possibilitou a impressão da foto em uma solução de brometo de sais de prata (<em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de agosto de 1998).</p>
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<div id="attachment_27381" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank"><img class="size-full wp-image-27381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel27.jpg" alt="G 1" width="333" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank">G 1, 16 de agosto de 2012</a></p></div>
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<p>Dois anos depois, um acontecimento histórico ajudou os negócios de Conrado: entre 5 e 28 de julho de 1924, São Paulo ficou sitiada devido à eclosão da Revolução dos Tenentes ou Revolta Paulista, liderada por Isidoro Dias Lopes (1865 &#8211; 1949) e motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Devido ao violento conflito urbano, faltou papel importado para os fotógrafos que atuavam, principalmente, no Jardim da Luz, e eles passaram a comprar de Wessel. Quando a rebelião terminou, o fornecimento de papel importado foi restabelecido, mas Wessel já havia conquistado uma clientela fiel. Sua empresa começou a prosperar.</p>
<p>Durante a década de 30, Conrado adquiriu vários imóveis e terrenos, dentre eles um terreno e um prédio na alameda Eduardo Prado, nº 18; o prédio da rua Santo Antônio, nº 89; o prédio da rua Anna Cintra, 34; um prédio na rua Lopes de Oliveira; e um prédio na Conselheiro Belisário, 96 (<em>O Estado de São Paulo</em>,12 de outubro de 1931, página 3, segunda coluna; 24 de junho de 1932, página 3, segunda coluna; 15 de agosto de 1934, página 3, quarta coluna; 5 de novembro de 1935, página 7; e 6 de maio de 1936, página 10, penúltima coluna;<em> Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5242" target="_blank"> 29 de setembro de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5329" target="_blank">6 de outubro, primeira coluna</a>, de 1934;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6862" target="_blank"> 23 de fevereiro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, de 2 de janeiro de 1932</a>, publicação de uma fotografia de autoria de Conrado Wessel.</p>
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<div id="attachment_27371" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27371" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel24-1024x508.jpg" alt="O Malho, 2 de janeiro de 1932" width="768" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, 2 de janeiro de 1932</a></p></div>
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<p>No mesmo ano, o ministro interino do Trabalho declarou <em>caduca</em> a patente de Wessel (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932, segunda coluna</a>). Pelo o que se seguiu, tudo indica que essa decisão foi revogada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27370" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27370" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel23.jpg" alt="Jornal do Commercio, 18 de março de 1932" width="327" height="259" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A residência e a fábrica de Conrado ficavam na rua Lopes de Oliveira, 18. Foi roubado um pacote de papel de sua fabricação mas ele conseguiu encontrar o autor do furto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/2987" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 30 de novembro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ainda na década de 30, foram as bobinas de papel produzidas pela firma de Conrado que alimentaram o sistema Photo Rotativo usado pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34735" target="_blank">Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</a>. Tratava-se de um mecanismo que produzia fotografias no formato postal e 18 x 24cm para álbuns a partir de até dois negativos.</p>
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<div style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank"><img src="http://artecult.com/wp-content/uploads/2018/01/Theodor-Preising-1883-1962-foto-Divulga%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="237" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank">O fotógrafo Theodor Preising (1883 &#8211; 1962) </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Falecimento de Guilherme Wessel, em 25 de janeiro de 1940 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 1940, página 4, quinta coluna).</p>
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<div id="attachment_27332" style="width: 594px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg"><img class="size-full wp-image-27332" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 28 de janeiro de 1940" width="584" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de janeiro de 1940</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1954, conforme acordado, em 1949, tanto a fábrica, construída em Santo Amaro pela Kodak, quanto a patente de Conrado passou a pertencer à empresa norte-americana, na época líder do mercado fotográfico, denominand0-se Kodak &#8211; Wessel. Àquela altura, após décadas dirigindo seu negócio, Conrado já havia consolidado seu patrimônio.</p>
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<div id="attachment_27311" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel6.jpg" alt="Fábrica Kodak - Wessel" width="345" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Fábrica Kodak &#8211; Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
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<p>Sua mãe, Nicolina Krieger Wessel, faleceu, em 7 de novembro de 1956, aos 93 anos, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956, página 7, terceira coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27333" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg"><img class="size-full wp-image-27333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 8 de novembro de 1956" width="348" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956</p></div>
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<p>No Suplemento Literário do <em>O Estado de São Paulo</em>, de 24 de novembro de 1974, foi publicado o artigo <em>O fotógrafo ambulante &#8211; a história da fotografia nas praças de São Paulo</em>, do professor Boris Kossoy (1941-), e a importância de Conrado foi destacada.</p>
<p>Conrado Wessel  faleceu, em 23 de maio de 1993, sem herdeiros e em seu testamento, datado de 11 de maio de 1988, foi determinado que seus bens fossem destinados à criação da Fundação Conrado Wessel, fundada, em 20 de maio de 1994, para a difusão da arte, da ciência e da cultura. O primeiro diretor-presidente da fundação foi Antônio Valério Lorenzini, que havia, assim como seu pai, trabalhado anos com Conrado (<em>O Estado de São Paulo</em>, 29 de janeiro de 1999). Em 2003, A Fundação Conrado Wessel passou a distribuir, anualmente, prêmios nas categorias de Arte, Ciência, Cultura e Medicina.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27383" target="_blank"> Link para a <em>Cronologia de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</em></a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Poços de Caldas</strong></em></span></p>
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<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10256/icon1549359.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank">Pedra Balão, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Poços de Caldas, em Minas Gerais, foi fundada em 6 de novembro de 1872 e suas águas raras e com poderes de cura foram responsáveis pela prosperidade da cidade. Seu nome tem origem na cidade de Caldas da Rainha, importante terma em Portugal. Como as fontes eram poços usados por animais, o nome da cidade mineira ficou Poços de Caldas.</p>
<p>Em 1886, funcionava em Poços um balneário voltado ao tratamento de doenças de pele, que utilizava as águas sulfurosas que eram captadas pela Fonte Pedro Botelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27363" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27363" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços1.jpg" alt="O Paiz, 29 de setembro de 1886" width="287" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste ano, foi visitado, em outubro, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, que ficaram em um chalé feito especialmente para receber o casal, no Hotel da Empreza &#8211; Empresa Balneária, que funcionou como concessionária das termas nos anos 1880-, pelo engenheiro alemão Carlos Alberto Maywald e pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Pansini. O casal imperial estava na região devido à inauguração do ramal de Caldas da Estrada de Ferro Mogiana, em 22 de outubro de 1886 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3115" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1886, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27362" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg"><img class="wp-image-27362 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg" alt="poços" width="605" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Georges Renouleau &#8211; Phot &#8211; S. Paulo&#8221; e &#8220;Deposito Casa Jules Martin, R. de São Bento, 61 / Memórias de Poços</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O balneário foi demolido nos anos 20 e substituído pelo conjunto arquitetônico de Eduardo Pederneiras, composto pelo Palace Hotel, de 1923 e reinaugurado em 1929; pelas Thermas Antônio Carlos e pelo Palace Cassino, inaugurados em 29 de março e 31 de março de 1931, respectivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10254/icon1549351.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank">Palace Hotel, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10252/icon1549356.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank">Fonte dos Amores, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>As Thermas Antônio Carlos foi o primeiro estabelecimento termal do Brasil a oferecer uma série de serviços e tratamentos de saúde a partir do uso da água termal. Sua gestão é feita pelo governo de Minas Gerais desde 2018.</p>
<p>O Palace Cassino fez muito sucesso e era frequentado pela aristocracia brasileira e lá aconteciam shows com artistas como Carmen Miranda, Sylvio Caldas e Orlando Silva. Com a assinatura do decreto-lei 9 215, de 30 de abril de 1946, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, determinando a proibição do jogo no país, o cassino fechou suas portas. Muitos anos depois foi restaurado tornando-se patrimônio histórico e arquitetônico da cidade que até hoje é um importante destino turístico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27406" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel28.jpg" alt="Bandeira de Poços de Caldas" width="483" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank">Bandeira de Poços de Caldas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes:</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22022/conrado-wessel" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp, 2004</a></p>
<p><em>Fo<a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">lha de São Paulo</a></em><a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">, 6 de junho de 2004</a></p>
<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LEMOS, Eric Danze. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16082016-105107/publico/2016_EricDanziLemos_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fotografia profissional, arquivo e circulação: a produção de Theodor Preising em São Paulo (1920 &#8211; 1940)</em>.</a>  Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação em História Social do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2016</p>
<p>MEGALE. Nilza Botelho. <em>Memórias Históricas de Poços de Caldas. </em>Minas Gerais : Gráfica Dom Bosco, 1990.</p>
<p>MOURÃO, Mário. <em>Poços de Caldas – Synthese Historica e Cronologica</em>, 1933.</p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>O entusiasmo de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Rumos de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/trajetoria-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Trajetória de um inventor</em></a></p>
<p><a href="http://www.codemge.com.br/atuacao/comunidades/pocos-de-caldas/" target="_blank">Site Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais</a></p>
<p><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Site Memórias de Poços</a></p>
<p><a href="http://www.palacecasino.tur.br/pt_BR/Institucional/sobre" target="_blank">Site Palace Cassino</a></p>
<p><a href="http://pocoscom.com/8361/" target="_blank">Site Poços.com</a></p>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 14:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Tarquínio Antonio Tarant]]></category>

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		<description><![CDATA[No 12º artigo da Série "Avenidas e ruas do Brasil", a Brasiliana Fotográfica traz fotografias da Avenida Paulista, um dos símbolos da cidade de São Paulo e um de seus principais pontos turísticos, produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843 – 1928) e por Frédéric Manuel (1868-1961). Há ainda duas imagens realizadas por fotógrafos ainda não identificados. A Paulista foi inaugurada, oficialmente, em 8 de dezembro de 1891. Não deixem de usar a ferramenta zoom para uma melhor apreciação de todos os detalhes dos registros da Avenida Paulista, o centro financeiro, cultural e de entretenimento de São Paulo, um de seus mais representativos cartões postais.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; </strong><strong>XII</strong><strong> &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</strong></em></span></p>
<p>No 12º artigo da Série <em>Avenidas e ruas do Brasil</em>, a Brasiliana Fotográfica traz fotografias da Avenida Paulista, um dos símbolos da cidade de São Paulo e um de seus principais pontos turísticos, produzidas pelo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 – 1928) </a>e por Frédéric Manuel (18? &#8211; 19?). Há ainda duas imagens realizadas por fotógrafos ainda não identificados. A Paulista foi inaugurada, oficialmente, em 8 de dezembro de 1891. Não deixem de usar a ferramenta <em>zoom</em> para uma melhor apreciação de todos os detalhes dos registros da Avenida Paulista, o centro financeiro, cultural e de entretenimento de São Paulo, um de seus mais representativos cartões postais.</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8220;As grandes ruas da Liberdade, de Santo Amaro, de Santo Antônio e da Consolação dirigem-se para o sul, dando acesso direto à célebre Avenida Paulista, sem contestação a mais bela avenida da capital, muito larga, asfaltada, composta de três pistas e orlada de habitações principescas. Uma pequena elevação que se acha na extremidade norte-oeste oferece bela perspectiva sobre o resto da cidade&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;">Paul Walle (1872 &#8211; 1950), viajante e economista francês,</p>
<p style="text-align: right;">em <em>Au Pays de l´Or Rouge, l´État de S. Paulo</em> (1921)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=%22avenida+paulista%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Avenida Paulista disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas de suas construções foram demolidas ao longo do século XX.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“O que aconteceu na Avenida Paulista é uma tragédia nacional. São Paulo foi marginalizada, por causa de uma leitura da identidade brasileira que excluía o imigrante”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Paulo Garcez, professor de arquitetura da Universidade de São Paulo (USP),</p>
<p style="text-align: right;">sobre as demolições de construções na Avenida Paulista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Sobre a avenida Paulista</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A Avenida Paulista é o arrabalde mais pitoresco dessa capital, está 64 metros mais alto do que o largo da Sé, e dista ao largo de S. Francisco 8 minutos de bonde elétrico&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Diário Popular</em>, agosto e setembro de 1900</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seus anos de existência (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720895/509" target="_blank"><em>O Mercantil (SP)</em>, 29 de novembro de 1890, quarta coluna<span style="color: #000000;">)</span></a>, a Avenida Paulista, cujo projeto inovador e realização foram da empresa Sociedade Anônima Companhia Viação Paulista, do engenheiro agrônomo e precursor do urbanismo na cidade de São Paulo, o uruguaio Joaquim Eugênio Lima (1845 &#8211; 1902), do capitalista José Borges de Figueiredo e do servidor público João Augusto Garcia, passou de zona residencial da burguesia ascendente a centro comercial, cultural e financeiro da cidade. Seu planejamento foi realizado pelo agrimensor Tarquínio Antonio Tarant, encarregado da arborização, do arruamento e da criação de suas alamedas transversais. A Avenida Paulista localiza-se no bairro Bela Vista, vai da Rua Treze de Maio à Rua da Consolação, tem uma extensão de 3 km e é considerada o coração pulsante da metrópole, a mais contemporânea via de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26550" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima#/media/Ficheiro:Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima_by_Roque_de_Mingo_-_Parque_Trianon_-_S%C3%A3o_Paulo,_Brazil_-_DSC07135.JPG" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26550" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista4.jpg" alt="Busto em homenagem a Joaquim Eugenio de Lima, na avenida Paulista" width="236" height="248" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima#/media/Ficheiro:Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima_by_Roque_de_Mingo_-_Parque_Trianon_-_S%C3%A3o_Paulo,_Brazil_-_DSC07135.JPG" target="_blank">Busto em homenagem a Joaquim Eugênio de Lima, no Parque Trianon, na Avenida Paulista</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até a década de 1880, a região onde ela se encontra, na época conhecida como o Morro do Caaguaçu, que em tupi significa mata grande, era um terreno ermo e pertencia à Chácara do Capão, propriedade de Manuel Antônio Vieira. Os já mencionados donos da Sociedade Anônima Companhia Viação Paulista adquiriram parte da chácara e lotearam a área dando origem à Avenida Paulista. Bem larga, foi a primeira rua pública asfaltada, em 1909, e arborizada de São Paulo. Tinha três vias separadas por magnólias e plátanos, com grandes lotes de cada lado. Na mesma época, chamaram o paisagista francês Paul Villon (1841 &#8211; 1905) para projetar o Parque Trianon &#8211; atualmente Parque Tenente Siqueira Campos -, que foi inaugurado pelo arquiteto e urbanista inglês Barry Parker (1867 &#8211; 1947), em 3 de abril de 1892, e se tornou a área de lazer das famílias proprietárias de casas na região.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10315" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10315/002006GA001026.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10315" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, c. 1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Avenida Paulista foi batizada em homenagem aos paulistas por decisão do engenheiro Joaquim Eugênio Lima. Segundo o livro <em>Cidade de São Paulo: Estudos de Geografia Urbana, 1958</em>, as denominações de Avenida das Acácias ou Prado de São Paulo foram cogitadas.  Ainda sobre seu nome: em 1927, quando José Pires do Rio (1880 -1950) era o prefeito de São Paulo, a Paulista passou a se chamar Avenida Carlos de Campos, em homenagem ao ex-governador do estado de São Paulo, mas a alteração não agradou o povo da cidade, fazendo com que voltasse ao seu nome original, em 13 de novembro de 1930, quando foi publicado, no Diário Oficial, o Ato nº 11, assinado pelo então prefeito de São Paulo, José Joaquim Cardoso de Melo (1883 &#8211; 1975), segundo o qual atendia &#8220;&#8230;<em>finalmente, a que outras denominações há, que não deveriam jamais ter sido alteradas como a da &#8211; Avenida Paulista &#8211; que recorda, numa só palavra, todo o indefesso trabalho e honra da gente paulista”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/25665" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de maio de 1927, sexta coluna</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 19 de novembro de 1930 e <a href="http://m.acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,avenida-paulista-conheca-a-historia-do-outro-nome-da-via-mais-famosa-de-sao-paulo,70003919808,0.htm" target="_blank">8 de dezembro de 2021</a>) .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/980" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/980/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/980" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiada a inauguração a Avenida Paulista, em 1890 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720895/509" target="_blank"><em>O Mercantil (SP)</em>, 29 de novembro de 1890, quarta coluna<span style="color: #000000;">)</span></a> e, cerca de três meses depois, foi anunciado o início da venda de seus lotes para 12 de fevereiro de 1891 (<span style="color: #ff0000;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/1487" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de fevereiro de 1891, última coluna)</a>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26565" style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720895/509" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26565" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista7.jpg" alt="O Mercantil (SP), 29 de novembro de 1890" width="420" height="196" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720895/509" target="_blank"><em>O Mercantil (SP</em>), 29 de novembro de 1890</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26545" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_05&amp;pagfis=1487" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26545" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista.jpg" alt="Correio Paulistano, 8 de fevereiro de 1891" width="310" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_05&amp;pagfis=1487" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de fevereiro de 1891</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi visitada, a convite de Joaquim Eugênio de Lima, pelo presidente do Estado, Américo Brasiliense (1833 &#8211; 1896), o jornalista Francisco Rangel Pestana (1839 &#8211; 1903) e Júlio Mesquita (1862 &#8211; 1927, que era, na época, senador estadual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26547" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista2165.jpg"><img class="size-full wp-image-26547" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista2165.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 16 de maio de 1891" width="314" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 16 de maio de 1891</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma notícia sobre as obras e o assentamento de uma linha de bondes na Avenida Paulista (<em>O Estado de São Paulo</em>, 11 de outubro, quarta coluna e 31 de outubro de 1891).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/18911011-4983-nac-0002-999-2-not/busca/Avenida+Paulista" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-26548 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista31110.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 31 de outubro de 1891" width="293" height="362" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista8.jpg" alt="paulista8" width="290" height="532" /></a></p>
<div id="attachment_26907" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista9.jpg"><img class="wp-image-26907 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista9.jpg" alt="paulista9" width="288" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 11 de outubro de 1891</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 8 de dezembro de 1891, foi finalmente instalada a nova linha de bondes até a Avenida Paulista, da Companhia Ferro Carril de São Paulo, com <em>grande concorrência</em> e com a presença da imprensa. A Avenida Paulista era oficialmente entregue à população e esta é a data considerada a de sua inauguração (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_01/1140" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de dezembro de 1891, quinta coluna)</a>.</p>
<p><em>&#8220;Hoje, ao meio-dia a Companhia Ferro Carril fará a inauguração de suas linhas da Bella Vista e da Bella Cintra. Os bonds inauguraes partirão da rua da Boa Vista esquina com a rua 15 de novembro percorrendo toda a Grande Avenida Paulista&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;">Nota publicada na primeira página de <em>O Estado de São Paulo</em> de 8 de dezembro de 1891.</p>
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<div id="attachment_26546" style="width: 340px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_01&amp;pagfis=1140" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 9 de dezembro de 1891" width="330" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_01&amp;pagfis=1140" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de dezembro de 1891</a></p></div>
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<div id="attachment_26553" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jules_Victor_Andr%C3%A9_Martin_-_Avenida_Paulista_no_Dia_de_Sua_Inaugura%C3%A7%C3%A3o,_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26553" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista5.jpg" alt="Aquarela de Jules Victor André Martin, 1891 / Acervo Museu Paulista" width="620" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jules_Victor_Andr%C3%A9_Martin_-_Avenida_Paulista_no_Dia_de_Sua_Inaugura%C3%A7%C3%A3o,_1891.jpg" target="_blank">Aquarela de Jules Victor André Martin, Avenida Paulista no dia de sua inauguração, em 1891 / Acervo Museu Paulista</a></p></div>
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<p>N0 ano seguinte, no salão do jornal <em>O Paiz</em> foram exibidas <em>3 grandes fotografias</em> da Avenida Paulista. Quem seria o autor ou os autores dessas imagens? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/5409"><em>O Paiz</em>, 8 de junho de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em fins do século XIX, a avenida já tinha cerca de 50 casarões. Abastados senhores do café, grandes comerciantes, banqueiros e industriais construíram imponentes mansões na nova avenida que usavam como residência ou como casa de veraneio. Dentre eles o empresário dinamarquês Adam Ditrik von Bullow (1840 &#8211; 1923), o industrial italiano Francesco Matarazzo (1854 &#8211; 1937), que foi durante muito tempo o homem mais rico do Brasil, cujo palacete foi projetado pelos arquitetos italianos Giulio Saltini e Luigi Mancini; e o farmacêutico e político Henrique Schaumann (1856 &#8211; 1922), cujo projeto de sua mansão foi do alemão Augusto Fried e de Carlos Ekman. O Shopping Cidade de São Paulo e a Torre Matarazzo localizam-se onde ficava a mansão Matarazzo.  O casarão de Schaumann foi propriedade das famílias Andraus e Lotaif. Após sua polêmica demolição, em 1982, virou um estacionamento e, posteriormente o Edifício Paulista 867.</p>
<p>A família Thiollier, de imigrantes franceses, também tinha um palacete na avenida, a Villa Fortunata, onde hoje se encontra o Parque Mario Covas. René Thiollier (1882 &#8211; 1968), filho do patriarca Alexandre Honoré Marie Thiollier &#8211; sócio e proprietário da primeira livraria de São Paulo, a Casa Garroux &#8211; foi um dos fundadores do Teatro Brasileiro de Comédia e frequentava o círculo de intelectuais que organizou a Semana de Arte Moderna de 1922. Foi ele que pagou o aluguel do Teatro Municipal de São Paulo para a realização do evento. Uma curiosidade sobre a Villa Fortunata: a família Burle Marx alugou entre 1909 e 1912 a mansão e foi lá que nasceu o mundialmente famoso paisagista e artista plástico brasileiro Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994).</p>
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<div id="attachment_26566" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://serieavenidapaulista.com.br/category/casaroes/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26566" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/recibo.jpg" alt="Recibo de pagamento de aluguel do Theatro Municipal para a Semana de Arte Moderna de 22" width="553" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://serieavenidapaulista.com.br/category/casaroes/" target="_blank">Recibo de pagamento de aluguel do Theatro Municipal para a Semana de Arte Moderna de 22</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O grande passeio que o citadino mostra, com o mais legítimo orgulho ao forasteiro é a Avenida Paulista, imensa rua com alguns quilômetros de comprimento, situada no ponto mais elevado da cidade, toda arborizada, cercada de casas suntuosas, cuja arquitetura e ornamentação nada ficam a dever aos mais belos edifícios europeus&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Nicolau Fanuele (1888 &#8211; 1914), jornalista e advogado, em <em>Il Brasile</em> (1910).</p>
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<p>O casarão von Bulow, projeto de Augusto Fried, foi contruído perto da alameda Campinas e foi, talvez, o primeiro a ser documentado. Era um dos pontos prediletos de Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928) para fotografar a Avenida Paulista. O palacete era propriedade do empresário dinamarquês Adam Ditrik von Bullow (1840 &#8211; 1923), um dos acionistas da Companhia Antarctica Paulista. Hoje, no lugar que ocupava está o Edifício Paulicéia, ícone da arquitetura moderna de São Paulo, projeto de Jacques Pilon (1905 &#8211; 1962) e do italiano Gian Carlo Gasperini (1926 &#8211; 2020), construído na década de 50.</p>
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<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/990" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/990/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/990" target="_blank">Guilherme Gaensly. Palacete v. Bulow, 1902?. Avenida Pauista, São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>A Paulista foi o cenário de corridas de charrete, de cabriolés e dos primeiros automóveis. Também foi o palco dos grandes carnavais dos anos 10, 20 e 30. Em 1912, o corso foi transferido da Praça da República para a avenida e as famílias desfilavam em carros enfeitados (<em>O Estado de São Paulo</em>, 15 de janeiro de 1912).</p>
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<div id="attachment_26551" style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/8650" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26551" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/careta.jpg" alt="Careta, 15 de fevereiro de 1930" width="268" height="378" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/8650" target="_blank"><em>Careta</em>, 15 de fevereiro de 1930</a></p></div>
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<p>O Belvedere Trianon, que ficava na Paulista e foi durante muito tempo o principal ponto de encontro da cidade, foi demolido para ceder espaço à 1ª Bienal de Arte Moderna da cidade, realizada, em 1951, pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), sob a presidência de Ciccillo Matarazzo (1898 &#8211; 1977), em um pavilhão provisório localizado na Esplanada do Trianon.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10313" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10313/002004aGA026.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10313" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista &#8211; Belvedere do Trianon, c. 1923. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_26552" style="width: 808px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal/fotos/3816" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26552" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/bienal.jpg" alt="1ª Bienal de São Paulo - Pavilhão localizado na Esplanada do Trianon, na Avenida Paulista" width="798" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal/fotos/3816" target="_blank">1ª Bienal de São Paulo &#8211; Pavilhão localizado na Esplanada do Trianon, na Avenida Paulista / Site da Bienal de São Paulo</a></p></div>
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<p>Restam poucos casarões na avenida, como a Casa das Rosas (1935), último projeto do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851 &#8211; 1928), que hoje abriga o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura; e o Palacete Franco de Mello (1905), obra do construtor português Antônio Fernandes Pinto. Algumas construções remanescentes da via são tombadas pelo Conselho de Defesa Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo.</p>
<p>Inicialmente, estabelecimentos comerciais não podiam existir na Avenida Paulista. Em 1952, durante a gestão do prefeito (1899 &#8211; 1955), a <a href="https://leismunicipais.com.br/a/sp/s/sao-paulo/lei-ordinaria/1952/431/4313/lei-ordinaria-n-4313-1952-acrescenta-a-lei-n-3571-de-7-de-abril-de-1937-artigos-e-paragrafos-referentes-a-construcoes-na-avenida-paulista" target="_blank">Lei nº 4313</a> de 29 de outubro, autorizou a construção de estabelecimentos hospitalares, educacionais, de imprensa, rádio, televisão, teatro e cinema. Quatro anos depois, foi inaugurada a primeira loja-exposição do Conjunto Nacional, que seria o primeiro <em>shopping center</em> da América do Sul. A inauguração da primeira etapa do Conjunto Nacional, em dezembro de 1958, contou com a presença do então presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976). O complexo localiza-se onde antes ficava o casarão do investidor e urbanista Horácio Sabino, cujo projeto foi o arquiteto francês Victor Dubugras (1868 &#8211; 1933), um dos precursores da arquitetura moderna na América Latina. O empreendimento foi do argentino José Tjurs (1901 &#8211; 1977), que comprou a mansão e que sonhava que a Paulista fosse a Quinta Avenida de São Paulo. O projeto foi do arquiteto paranaense David Libeskind (1928 &#8211; 2014), então com 26 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_10/33792" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1956, quarta coluna</a>).</p>
<p>Mas foi só na década de 80 que a vocação da avenida para os negócios se firmou: os apartamentos residenciais do Edifício Savoy, nº 810,  foram convertidos em escritórios. Houve então uma procura de terrenos para  instalar os novos edifícios comerciais, que deixavam o Centro da cidade rumo à Paulista.</p>
<p>Na Avenida Paulista, por onde diariamente passam cerca de um milhão e meio de pessoas, encontram-se diversos museus e centros culturais como o Museu de Artes de São Paulo, a Casa Japão, o Itaú Cultural e o Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal Brasiliana Fotográfica. Também estão lá o Parque Trianon, atual Parque Tenente Siqueira Campos; o Parque Prefeito Mario Covas, criado em 2008 e localizado onde ficava a Villa Fortunatta; o Instituto Pasteur, dezenas de consulados, o Painel do Edifício Nações Unidas, criação de Clóvis Graciano (1907 &#8211; 1988); e a famosa antena do prédio da Fundação Cásper Líbero, a maior e mais alta da avenida. Possui uma disputada ciclovia, bancos, cinemas, colégios, feiras artesanais, hotéis, hospitais, restaurantes, teatros e, aos domingos, é aberta aos pedestres. É o endereço de prédios icônicos da cidade, dentre eles o Edifício Sul-Americano, projeto do escritório Rino Levi Arquitetos Associados, em 1966; e o Edifício Luís Eulálio Bueno Vidigal Filho, sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), construído onde ficava o palacete da família Salem.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Não se pode imaginar nada de mais bem traçado e mais bem arborizado que as ruas da Liberdade e da Consolação, que levam a essa esplêndida Avenida Paulista, à qual eu não saberia comparar senão certas avenidas de Nova York, onde a fantasia dos milionários americanos encerra, no verde das grandes árvores e da policromia ds canteiros dos jardins, seus palácios de elegantes esculturas, como se encaixa o diamante de valor, com múltiplas facetas, nos engastes das esmeraldas e rubis. Citaram-me, por alto, os principais proprietários dessas luxusas residências. Aqui, um grande nome de velha cepa portuguesa; lá um protegido da fortuna, sem mérito, pequeno mercador ambulante há vinte e cinco anos e hoje um grande senhor, em que a Itália reconhecerá facilmente algum descendente desses antigos venezianos ou genoveses que traziam, de suas viagens e dos seu comércio, muito ouro inesperado, com o qual produziam muita arte em seu país e algumas obras de enemerência. É agradável saber que, em nossa época de oportunismo pecuniário, há ainda alguns homens que sabem ao menos dar, ao supérfluo de sua rápida fortuna, um emprego que enobrece suas humildes origens&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">L.A. Gafrée, padre francês, em <em>Visions du Brésil</em> (1912)</p>
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<p>Alguns eventos se realizam na avenida anualmente: seu popular réveillon com shows e queima de fogos, a Corrida de São Silvestre, desde 1924; e a Parada do Orgulho LGBT, desde 1997. Foi o cenário da minissérie <em>Avenida Paulista</em>, exibida pela TV Globo, entre 10 e 28 de maio de 1982. Em 1987, foi lançado o <em>Álbum Iconográfico da Avenida Paulista</em>, do historiador, arquiteto e urbanista Benedito Lima de Toledo (1934-2019). Na capa, um registro de Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista6.jpg" alt="paulista6" width="550" height="415" /></a></p>
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<p><em>&#8220;Entre as avenidas, ruas e praças que mais realçam a beleza da cidade contam-se a magnífica Praça da República, a soberba Avenida Paulista com uma esplêndida arborização e ladeada por palacetes e residências de nobre arquitetura a qual todo paulista menciona com justo orgulho&#8230;Na parte sul, as ruas principais são Liberdade, Santo Amaro e Consolação, que todas vão ter à soberba Avenida Paulista, a rua nobre da cidade, asfaltada e profusamente arborizada e iluminada&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Impressões do Brasil no Século Vinte</em>, editado em Londres, em 1913</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Sobre os fotógrafos</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Guilherme Gaensly (1843 – 1928)</span></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 – 1928)</a> nasceu em Wellhausen, cantão de Thurgau, e foi para <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4742" target="_blank">Salvador</a>, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 – 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar.</p>
<p>Foi o autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil.</p>
<p>Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 – 1957)</a> no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia. Registrou a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da Avenida Paulista, além de palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/102" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Guilherme Gaensly, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Frédéric Manuel (18? &#8211; 19?)</em></span></p>
<p>As fotografias paulistanas de Frédéric Manuel (18? &#8211; 19?), sobre quem há ainda pouquíssima informação, foram realizadas em 1906 para Menotti Levi (18? &#8211; 19?), editor do <em>Guia Levi</em>, publicado, em São Paulo, de 1899 a meados até 1984 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/9064" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1900, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12801" target="_blank"><em>A Notícia (RJ)</em>, 27 e 28 de agosto de 1906, segunda coluna)</a>, cuja <em>utilidade já está comprovada pela aceitação que o público lhe dispensa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5978" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1905, penúltima coluna</a>). O <em>Guia Levi</em> era uma <em>publicação mensal de horários de trens, de bondes e outras informações úteis</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/13694" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de agosto de 1908, penúltima coluna</a>), Uma curiosidade: o grande arquiteto e urbanista paulistano Rino di Menotti Levi (1901 &#8211; 1965) é filho de Menotti Levi.</p>
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<div id="attachment_26543" style="width: 480px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/823686/2681" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26543" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/guialevi.jpg" alt="Almanak Renautl, 1910" width="470" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/823686/2681" target="_blank"><em>Almanak Hénault,</em> 1910</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1069" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1069/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1069" target="_blank">Frédéric Manuel. Avenida Paulista, 1906. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Manuel%2C+F.+%28Fr%C3%A9d%C3%A9ric%29&amp;type=author" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Frédéric Manuel, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<p>As duas imagens abaixo foram produzidas por fotógrafos ainda não identificados.</p>
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<div style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4047" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4047/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="760" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4047" target="_blank">Parque Municipal, 1912-193?. Avenida Paulista, São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
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<div style="width: 779px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4046" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4046/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="769" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4046" target="_blank">Jardim Parque Municipal : Avenida Paulista, entre 1912 e 193?. Avenida Paulista, São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VSh2OxM8TfU" target="_blank">Link para a palestra de Andrea Ronqui, doutoranda em Artes Visuais na Escola de Comunicações e Artes da USP e mestra em Estética e História da Arte, sobre a história da Avenida Paulista, no youtube do Instituto Moreira Salles, 8 de dezembro de 2021.</a></p>
<p><a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19521129-23790-nac-0002-999-2-not/busca/avenida+Paulista" target="_blank">Link para o artigo &#8220;Os idealizadores e os realizadores da Avenida Paulista&#8221;, de Rocha Azevedo Filho, publicado em <em>O Estado de São Paulo</em> de 29 de novembro de 1952.</a></p>
<div id="1639965121568" class="boxAcervoMiniaturas"></div>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BURGI, Sergio; DIETRICH, Ana Maria; MENDES,Ricardo. <em>Imagens de São Paulo – Gaensly no acervo da Light 1899 – 1925</em>, organização Vera Maria de Barros Ferraz. São Paulo:Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2001.</p>
<p>COTRIM, Luciana Rossi. <a href="https://serieavenidapaulista.com.br/sobre/" target="_blank"><em>Série Avenida Paulista</em></a></p>
<p><a href="http://documentacao.camara.sp.gov.br/iah/fulltext/projeto/PR0015-1991.pdf" target="_blank">Câmara Estadual de São Paulo</a></p>
<p>D&#8217;ALESSIO, Vito. <i>Avenida Paulista &#8211; A síntese da metrópole.</i> São Paulo: Dialeto Latin American Documentary, 2002.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22802/david-libeskind" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERNANDES JUNIOR, Rubens;KOSSOY,Boris;SEGAWA, Hugo. Guilherme Gaensly. São Paulo:Cosac Naify, 2011.</p>
<p>FE<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/inde21012002.htm" target="_blank">RREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</a></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/inde21012002.htm" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 21 de janeiro de 2002</a>.</p>
<p>HANNAVY, John. <em>Encyclopedia of Nineteenth-Century Photography. </em>New York<em>:</em>Taylor and Francis Group, 205.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e Expansão da fotografia no Brasil: século XIX. </em>Rio de Janeiro:Funarte, 1980.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>São Paulo, 1900</em>. Rio de Janeiro:Editora Kosmos, 1988.</p>
<p>KOSSOY, Boris;FERNANDES JUNIOR, Rubens;SEGAWA, Hugo. <em>Guilherme Gaensly</em>. São Paulo:Cosac Naify, 2011.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>LIMA, Solange Ferraz de. <em>São Paulo na virada do século. As imagens da razão urbana: a cidade nos álbuns fotográficos de 1887 a 1919</em>. São Paulo:Universidade de São Paulo, 1995.</p>
<p>OLSZEWSKI FILHA, Sofia. <em>A fotografia e o negro na cidade de Salvador, 1840 – 1914</em>. Salvador:EGBA, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1989.</p>
<p><a href="https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/ultima-joia-da-paulista-casarao-tera-concessao-para-restauro-e-deve-virar-museu,55e45af1b6edc2ccb0b9089825b1d1d6hvy94gw3.html" target="_blank">Portal Terra</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/pinheiros/noticias/?p=38821" target="_blank">Prefeitura da Cidade de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://spcity.com.br/serie-avenida-paulista-da-mansao-matarazzo-ao-cidade-sao-paulo-parte-1/" target="_blank">Projeto São Paulo City</a></p>
<p><a href="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,ERT97207-15565,00.html" target="_blank"><em>Revista Crescer</em></a></p>
<p><a href="https://epoca.oglobo.globo.com/ideias/noticia/2015/03/bdemolicao-de-predios-historicosb-foi-motivada-por-arquitetos-modernistas.html" target="_blank"><em>Revista Época</em>, 8 de março de 2015</a></p>
<p><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal/fotos/3816" target="_blank">Site Bienal de São Paulo</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2361/guilherme-gaensly" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>Site <em>O Estado de São Paulo</em></p>
<p><a href="https://saopauloantiga.com.br/franco-de-mello/" target="_blank">Site São Paulo Antiga</a></p>
<p>SOARES JUNIOR, Rodrigo. <a href="https://bdor.sibi.ufrj.br/bitstream/doc/352/1/304%20T2%20PDF%20-%20OCR%20-%20RED.pdf" target="_blank"><em>Jorge Tibiriçá e sua época</em></a>. São Paulo : Companhia Editora Nacional, 1958.</p>
<p>TEIXEIRA, Cid. <em>Professores de daguerreotipia: eles deixaram a Imagem do Senhor-de-Engenho e Sinhazinhas</em>. Jornal da Bahia, 10 e 11 de novembro de 1963.</p>
<p>TOLEDO, Benedito Lima de. <em>Álbum iconográfico da Avenida Paulista</em>. São Paulo : Editora Ex-Libris Ltda, 1987.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro<em>. Mestres da fotografia no Brasil: Coleção Gilberto Ferrez. </em>Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p><a href="https://vejasp.abril.com.br/cidades/aniversario-de-sao-paulo-frases/" target="_blank"><em>Veja São Paulo</em>, 24 de janeiro de 2014</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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