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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; ruas</title>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XXI &#8211; A Rua Paissandu, no Rio de Janeiro</title>
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		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40720#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 16:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Conde d´Eu]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Com registros do fotógrafo amador Archanjo Sobrinho, de Augusto Malta, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936; e da firma LTM, a Brasiliana Fotográfica publica o vigésimo primeiro artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", destacando imagens da Rua Paissandu, que liga o Palácio Guanabara, antigo Paço Isabel, localizado na antiga Rua Guanabara, atual rua Pinheiro Machado, à Praia do Flamengo. É uma das mais tradicionais ruas do Rio de Janeiro. Com o Campo de Santana e a Quinta da Boa Vista eram os principais locais de passeios da realeza no século XIX. Sua belíssima e característica aleia de palmeiras imperiais é tombada pelo Patrimônio Municipal. Não deixem de usar o recurso de zoom para explorar as imagens - suas casas, paisagens, personagens e veículos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Com registros do fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32820" target="_blank">Archanjo Sobrinho (18? &#8211; 1941)</a>, cuja biografia é, até o momento, muito precária; de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1903 e 1936; e da firma LTM, a Brasiliana Fotográfica publica o vigésimo primeiro artigo da série <em>Avenidas e ruas do Brasil</em>, destacando imagens da Rua Paissandu, uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro, situada no bairro do Flamengo. Os registros pertencem à Biblioteca Nacional e ao Instituto Moreira Salles, fundadores do portal; e ao Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A Rua Paissandu, assim como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo de Santana</a> e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39345" target="_blank">Quinta da Boa Vista</a>, eram os principais locais de passeios da realeza no século XIX. Não deixem de usar o recurso de <em>zoom</em> para explorar as imagens &#8211; suas casas, paisagens, personagens e veículos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a style="color: #800000;" href="  https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/421" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Rua Paissandu </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi batizada como Rua de Paysandú, em 1865, em homenagem ao Cerco de Paysandú, ocorrido entre dezembro de 1864 e janeiro de 1865, durante a Guerra do Uruguai, conflito que envolveu a disputa pelo poder entre os partidos políticos uruguaios Blanco e Colorado com a intervenção do Brasil e da Argentina em apoio ao Partido Colorado &#8211; origem da <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>. Antes de se chamar Paissandu, a rua chamava-se Rua de Santa Thereza do Cattete e existia desde a década de 1850 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/39599" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 26 de fevereiro de 1854, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/24693" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de abril de 1865, quarta coluna</a>).<span class="pjBG2e" data-cid="be97ad20-2ff6-4a8d-9fc2-9d49bfdde695"><span class="UV3uM"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;">A Rua Paissandu liga o Palácio Guanabara, antigo Paço Isabel, localizado na antiga Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, à Praia do Flamengo. Sua belíssima e característica aleia de palmeiras imperiais, tombadas pelo Patrimônio Municipal pelo Decreto 20.611, de 10 de outubro de 2001, foi plantada em torno de 1865 e criava um caminho monumental para o referido palácio, onde a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 – 1922), o conde D´Eu</a>, foram morar após seu casamento, realizado em 15 de outubro de 1864 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). Foi coberta com paralelepípedos e ficou conhecida, na época, como a <em>Rua da Princesa, </em>que ia de carruagem até a Praia do Flamengo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_05/9177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de setembro de 1865, quarta coluna</a>). O Palácio Guanabara e alguns imóveis da rua Paissandu também são tombados.</p>
<p style="text-align: justify;">A construção do Palácio Guanabara foi iniciada, em 1853, pelo comerciante e Cavaleiro da Ordem de Cristo português, José Machado Coelho. Foi posto à venda, em 1863, comprado pela família real brasileira e reformado pelo arquiteto José Maria Jacinto Rebelo (1821 &#8211; 1871), discípulo do francês Grandjean de Montigny (1776 &#8211; 1850) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/22557" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 31 de outubro de 1863, penúltima coluna</a>). Pertenceu aos príncipes Isabel e Gastão até 1889, quando a República foi proclamada e o imóvel foi confiscado e transferido ao patrimônio da União, dois anos depois. A família imperial tentou recuperá-lo, mas, em 2020, o Supremo Tribunal Federal decidiu em favor da União.</p>
<p>Um dos moradores ilustres da Rua Paissandu foi o médico e cientista<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank"> Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 541px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/residencia-na-paissandu-onde-morou-carlos-chagas-rio-de-janeiro-rj" target="_blank"><img class="" src="https://basearch.coc.fiocruz.br/uploads/r/fundacao-oswaldo-cruz-casa-de-oswaldo-cruz/b/1/d/b1d65e62fd78a133bdb6ca3fc2a0cb3ef42fe08872eb2153d82cb97e28e44345/BR-RJ-COC-02-10-20-20--003-004_141.jpg" alt="" width="531" height="729" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/residencia-na-paissandu-onde-morou-carlos-chagas-rio-de-janeiro-rj" target="_blank">Residência na rua Paissandu onde morou Carlos Chagas/Acervo da Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imagem de Archanjo Sobrinho, produzida em torno de 1895, pertence ao Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, é uma estereoscopia, técnica que chegou ao Brasil, ainda no século XIX, e foi utilizada por fotógrafos renomados como  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c.1826 – c. 1886)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 – 1892)</a>, ambos europeus e radicados no país. No século XX, destacou-se na técnica o fotógrafo amador carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19690" target="_blank">Guilherme Antônio dos Santos (1871-1966)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9945" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9945/001AS001004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9945" target="_blank">Archanjo Sobrinho. Rua Paissandu, aléia de palmeiras, c. 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A foto abaixo, de Augusto Malta, é de 1904 e pertence ao Museu da República, uma das instituições parceiras do portal; e a da firma LTM, produzida em torno de 1935, é do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5108" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5108/FPft0619.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="642" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5108" target="_blank">Augusto Malta. Rua Paissandu, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3172/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="529" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3172" target="_blank">LTM (firma). Rio de Janeiro : Rua Paissandu. 1935?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a Rua Paissandu, a cronista Vina Centi (? &#8211; 19?) escreveu na revista <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/124451/5617" target="_blank"><em>Para Todos</em>, de 7 de janeiro de 1922</a>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44325" style="width: 843px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/124451/5617" target="_blank"><img class=" wp-image-44325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/paissandu5.jpg" alt="Para Todos, 7 de janeiro de 1922" width="833" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/124451/5617" target="_blank"><em>Para Todos</em>, 7 de janeiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<section class="info">
<div class="content">
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
</div>
</section>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/6442881/4172719/guiatombamentoport20.12baixa.pdf" target="_blank">Guia do Patrimônio Cultural Carioca Bens Tombados 2014</a></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/rio/palmeiras-imperiais-da-rua-paissandu-estao-doentes-nao-recebem-manutencao-7867159" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 17 de março de 2013</a></p>
<p><a href="https://www.palaciosdopovo.rj.gov.br/PalacioGuanabara.aspx" target="_blank">Site Palácios do Povo</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2022 12:22:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na décima quinta publicação da série "Avenidas e ruas do Brasil" a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores o artigo "Misericórdia: rua, largo e ladeira", escrito pelo caricaturista Cássio Loredano. É a terceira contribuição de Cássio no portal - já escreveu sobre a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro e sobre a Rua da Carioca. "Da Misericórdia foi chamada por causa da Santa Casa e por passar, entre seu início no Paço e o hospital, pelo Largo da Misericórdia, com seu pequenino, lindo templo de Nossa Senhora do Bonsucesso, nos fundos da Santa Casa. E pelo início, aqui também à esquerda, da primeira rua da cidade, a Ladeira da Misericórdia".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série Avenidas e ruas do Brasil  XV &#8211; Misericórdia, rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano</em></strong></span></p>
<p>Na décima quinta publicação da série<em> Avenidas e ruas do Brasil</em> a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores o artigo <em>Misericórdia: rua, largo e ladeira</em>, escrito pelo caricaturista Cássio Loredano. É a terceira contribuição de Cássio no portal &#8211; já escreveu sobre a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12654" target="_blank">Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro</a> e sobre a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Rua da Carioca</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8140" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8140/014AM010013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="588" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8140" target="_blank">Augusto Malta. Rua da Misericórdia, 14 de agosto de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22rua+da+miseric%C3%B3rdia%22" target="_blank">Acessando o link para as imagens da rua da Misericórdia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cássio Loredano*</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8146" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8146/014AM012007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8146" target="_blank">Augusto Malta. Rua da Misericórida, maio de 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No <i>Guia Rex</i> de 1993, <span style="color: #000000;">um </span>dos últimos guias de ruas do Rio de Janeiro a serem impressos em papel, a Rua da Misericórdia ainda é apenas um trecho mínimo, de uns trinta metros, entre a lateral esquerda do Forum e o Largo da Misericórdia. Quem hoje a procure caminhará sobre a bonita restauração ajardinada da Praça do Expedicionário, ao fundo da qual &#8211; e muito próximo de onde esteve a velha rua &#8211; está o imponente obelisco-monumento ao Barão do Rio Branco. Fazia de fato pena ver o herói durante anos em vergonhoso estado de abandono na praça cercada de horrendos tabiques de lata amarrotados e emporcalhados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30509" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=65&amp;iMONU=Bar%C3%A3o%20do%20Rio%20Branco" target="_blank"><img class="wp-image-30509 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/barao.jpg" alt="Inauguração do monumento em homenagem ao Barão do Rio Branco, em 1943 / Acervo CPDOC, FGV" width="275" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=65&amp;iMONU=Bar%C3%A3o%20do%20Rio%20Branco" target="_blank">Inauguração do monumento em homenagem ao Barão do Rio Branco, em setembro de 1943 . Projetado por Felix Charpentier, o monumento foi posteriormente reformulado por uma comissão da qual faziam parte o escultor Leão Veloso e o arquiteto Alcides Rocha Miranda / Acervo CPDOC/FGV</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A rua. (Esqueçamos régua e esquadro no traçado de ruas de cidades orgânicas.) A tirar do rabicho de rua do plano do guia um caminho mais ou menos direito rumo ao Paço Imperial,<span style="color: #000000;"> temos que</span> chegaríamos, rasgando o prédio do Forum de fora a fora em diagonal, à esquina das atuais Rua Erasmo Braga e Avenida Presidente Antônio Carlos. Por ali <span style="color: #000000;">cerca </span>se dava o que Brasil Gerson, em sua <i>História das Ruas do Rio</i>, chama &#8220;<em>o encontro</em>&#8221; das ruas Direita e da Misericórdia. Esta, aberta para facilitar o acesso do cada vez mais importante centro administrativo e comercial da cidade a seu hospital, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19794" target="_blank">Santa Casa da Misericórdia</a>, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Praia de Santa Luzia</a>, <span style="color: #000000;">embrião da primeira faculdade de Medicina do Rio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8142" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8142/014AM010017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8142" target="_blank">Augusto Malta. Rua da Misericódia, 21 de agosto de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Da Misericórdia foi chamada por causa da Santa Casa e por passar, entre seu início no Paço e o hospital, pelo Largo da Misericórdia, com seu pequenino, lindo templo de Nossa Senhora do Bonsucesso, nos fundos da Santa Casa. E pelo início, aqui também à esquerda, da primeira rua da cidade, a Ladeira da Misericórdia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30513" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/misericordia5.jpg"><img class="size-full wp-image-30513" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/misericordia5.jpg" alt="Ladeira e Rua da Misericórdia / História das ruas do Rio por Brasil Gerson, página 13 da 6ª edição" width="489" height="365" /></a><p class="wp-caption-text">Ladeira e Rua da Misericórdia, s/d. Rio de Janeiro, RJ / <em>História das ruas do Rio, </em>por Brasil Gerson, página 13 da 6ª edição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este, a Ladeira, foi muito provavelmente o caminho que tomaram Natividade e Perpétua para subir ao Morro do Castelo na primeira cena de <i>Esaú e Jacó</i>, penúltimo romance de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=736" target="_blank">Machado de Assis</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Era a primeira vez que as duas iam ao Morro do Castelo. Começaram de subir pelo lado da rua do Carmo. Muita gente há no Rio de Janeiro que nunca lá foi, muita haverá morrido, muita mais nascerá e morrerá sem lá pôr os pés. Nem todos podem dizer que conhecem uma cidade inteira. Um velho inglês, que aliás andara terras e terras, confiavame há muitos anos em Londres que de Londres só conhecia bem o seu clube, e era o que lhe bastava da metrópole e do mundo. Natividade e Perpétua conheciam outras partes, além de Botafogo, mas o Morro do  Castelo, por mais que ouvissem falar dele e da cabocla que lá reinava em 1871, era-lhes tão estranho e remoto como o clube. O íngreme, o desigual, o mal calçado da ladeira mortificavam os pés às duas pobres donas. &#8220;</em></span></p>
<p>O morro teve três ou quatro subidas. O escritor Gastão Cruls fala nessa quarta, uma Calçada da Sé, a partir do meio da Rua da Misericórdia, mas que nenhum outro historiador conhece e ela não está em nenhum dos mapas que às dezenas esquadrinharam aquele quadrilátero ao longo das décadas. Tais caminhos se fizeram necessários para dar à cidade que paulatinamente descia à várzea acesso ao que continuava no alto, a Catedral, que, com seu amplo adro de terra batida, atraía multidões para as grandes festas de São Sebastião, o Colégio dos Jesuítas, depois um quartel, um hospital militar e o observatório.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10439" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10439/002080Vol05Cx0105.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10439" target="_blank">Guilherme Santos. Arrasamento do Morro do Castelo, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O que faz supor que foi a Misericórdia que Natividade tomou com a irmã para o morro é Machado indicar que as duas &#8220;<em>começaram a subir pelo lado da Rua do Carmo</em>&#8220;, isto é, o lado da velha ladeira. E terem deixado o <em>coupé</em> esperando-as meio escondido também daquele lado, no espaço entre a Igreja de São José e a Assembleia, de onde saiu para apanhá-las na esquina de São José com a Rua da Misericórdia e levá-las de volta a Botafogo.</p>
<p>E agora? Se já então constatava Machado que muito carioca nunca tinha estado no morro&#8230; E vaticinava, sem poder calcular o alcance do que dizia: &#8220;<em>muita [gente] mais nascerá e morrerá sem lá por os pés</em>.</p>
<p>Agora, só guiados pela magia de um Gastão Cruls, de um Brasil Gerson, um Noronha Santos, um Vieira Fazenda, um <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Lima Barreto</a>, um João do Rio; ou pela magia dele próprio, o &#8220;Bruxo do Cosme Velho&#8221;, como Machado de Assis ficou conhecido.</p>
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<div style="width: 748px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://historiasemonumentos.blogspot.com/2015/05/brasil-rj-rio-de-janeiro-antigo.html~" target="_blank"><img src="http://2.bp.blogspot.com/-IQwsvZ7i9BU/VUd-Aa3Bc5I/AAAAAAAANiQ/VzjkdYbY3Xc/s1600/6%2BMapa%2Bcentro%2Bdo%2BRJ%2C%2B1906.jpg" alt="" width="738" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://historiasemonumentos.blogspot.com/2015/05/brasil-rj-rio-de-janeiro-antigo.html~" target="_blank">Parte do mapa do Centro do Rio, 1906. Vê-se no centro o Morro de Santo Antônio, à direita o Morro do Castelo, e na extrema direita a Ponta do Calabouço com o Arsenal de Guerra e o Forte São Thiago. De lá saía em diagonal a extinta Rua da Misericórdia, indo até a Praça XV (Largo do Paço). no litoral na parte sul há uma área quadrada escura, o Mercado Municipal e logo ao norte o Hotel Pharoux / História e Monumentos</a></p></div>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2785" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2785/014AM012061.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2785" target="_blank">Augusto Malta. Canteiro de obras próximo ao largo da Misericórdia, 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8144" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8144/014AM010021.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8144" target="_blank">Augusto Malta. Rua da Misericórida, 24 de abril de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>* Cássio Loredano é jornalista e caricaturista. E, sobretudo, um apaixonado pelo Rio de Janeiro e suas histórias.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>O centenário da morte de João do Rio (1881 &#8211; 1921), o cronista da &#8220;belle époque&#8221; carioca</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2021 13:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro Municipal do Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[No centenário de sua morte, a Brasiliana Fotográfica homenageia Paulo Barreto (1881 - 1921), o João do Rio, que em sua época era considerado o príncipe dos cronistas brasileiros. Morou, a partir de 1917 ,em um casa na praia de Ipanema, fotografada, por Chapelin. Escreveu a crônica Praia Maravilhosa em homenagem ao bairro carioca. Em sua obra, que fundia a crônica com a reportagem, João do Rio escrevia sobre as transformações do Rio de Janeiro do início do século, contribuindo para a formação da imagem dessa nova cidade, desse Rio de Janeiro da "belle époque". No artigo, destaque para um trabalho que fez em parceria com a Photo Musso sobre o Teatro Municipal, em 1913, e para uma crônica que escreveu, em 1916, sobre o que denominou "a loucura da fotografia".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Em sua época, Paulo Barreto (1881 &#8211; 1921), o João do Rio, era considerado o <em>príncipe dos cronistas brasileiros</em>: &#8220;<em>Era um espírito de escol, educado, viajado, e enobreceu, quanto pode, as letras do país conquistando um nome imortal pela glória constante do trabalho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank">Bahia Illustrada, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank">junho de 1921</a><em>)</em>. Foi o primeiro grande repórter da imprensa brasileira do século XX e sua produção oscilava entre a reportagem e o conto.</p>
<p style="text-align: left;">Morou, a partir de fins da década de 1910, em uma casa na praia de <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=4924" target="_blank">Ipanema</a>, na rua Vieira Souto, nº 476, registrada por Chapelin (18? &#8211; 19?), fotógrafo sobre o qual se sabe muito pouco. Anteriormente, João do Rio morava na rua Gomes Freire, na Lapa. Segundo o jornalista e historiador Raimundo Magalhães Junior (1907 &#8211; 1981), a casa deve ter sido adquirida<em>, a preço de propaganda, desse espírito empreendedor o esquecido Raul Kennedy de Lemos</em> (1880 &#8211; 1951), fundador da Companhia Construtora Ipanema. João do Rio comprou outra casa para sua mãe, também em Ipanema, na rua Prudente de Moraes, 391.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9189" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9189/001CC011.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9189" target="_blank">Chapelin. Fachada da casa onde morou o escritor Paulo Barreto, o João do Rio; ao fundo, o morro do Corcovado, c. 1917. Ipanema, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Pouco antes, ele havia escrito a crônica <em>Praia Maravilhosa</em> em homenagem ao bairro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/35056" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de maio de 1917</a>). O título faz uma referência à expressão Cidade Maravilhosa &#8211; <i>La Ville Merveilleuse -</i>, nome do livro onde os poemas <em>Amor ao Rio</em>, de autoria da francesa Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955), foram publicados em 1913. Ela havia passado uma temporada, de setembro a dezembro de 1911, no Rio de Janeiro, quando se encantou pela cidade (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8458" target="_blank">20 de setembro, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9552" target="_blank">6 de dezembro, primeira coluna</a> de 1911).</p>
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<div id="attachment_23932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/mendes.jpg" alt="Jane Mendes / Fon Fon, 21 de outubro de 19911" width="415" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"><em>Fon Fon</em>, 21 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à crônica de João do Rio sobre Ipanema. Nela, ele evidencia seu entusiasmo pela beleza assim como traça o perfil do bairro, ainda recente e pouco habitado. Sobre a crônica, Magalhães Junior comentou que dava<em> a &#8220;impressão de um prospecto predial. É claro que não poderia ter sido coisa desinteressada, pois João do Rio não era ingênuo ao ponto de se deixar arrastar por alguém cujo interesse estava perfeitamente caracterizado: criar ambiente favorável à venda de lotes de terreo e de casa a prestações&#8221;. </em>Mas tudo indica que os elogios do cronista eram sinceros tanto que pouco tempo depois mudou-se para o bairro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-23791" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia.jpg" alt="praia" width="667" height="548" /></a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35056"><img class="  wp-image-23793 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia2.jpg" alt="praia2" width="661" height="543" /></a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35056"><img class="  wp-image-23794 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia3.jpg" alt="praia3" width="661" height="545" /></a></p>
<div id="attachment_23795" style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35056"><img class="wp-image-23795 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/praia4.jpg" alt="praia4" width="655" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/35056" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de maio de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história de Ipanema</strong></em></span></p>
<p>José Antônio Moreira Filho (1830-1899), o barão e conde de Ipanema, comprou, em 1878, do tabelião e empresário Francisco José Fialho (1820? – 1885), um lote de terras que ia desde a atual rua Barão de Ipanema até o atual Canal do Jardim de Alah. Criou, então, um novo bairro, que batizou de “Villa Ipanema”, em homenagem a seu pai, o primeiro barão e conde de Ipanema, o paulista João Antônio Moreira (1797 – 1879). O nome Ipanema significa em tupi <em>água ruim</em> e foi inspirado por uma das propriedades do barão, em Minas Gerais.</p>
<p>A Villa Ipanema foi inaugurada, em 15 de abril de 1894, pelo barão e por seu sócio José Silva com a presença do prefeito Henrique Valladares, que no mesmo dia inaugurou a ampliação das linhas de bonde da empresa de Ferro Carril do Jardim Botânico, da Praça Malvino Reis, atual Serzedelo Correia, até a ponta da Igrejinha, que era a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, erguida no século XVIII e derrubada em 1918, próxima à rua Francisco Otaviano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/9725" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de abril de 1894, terceira coluna</a>). Em 26 de abril de 1894, foi assinada a ata de fundação definitiva do bairro Villa Ipanema, com a presença do então prefeito Henrique Valadares e do barão e conde de Ipanema, que lançou, em seus terrenos, um enorme loteamento, berço do que é ainda hoje um dos bairros mais valorizados da cidade do Rio de Janeiro. No princípio, foram abertas 13 ruas, uma avenida e duas praças no areal sem valor, tomado por pitangueiras, cajueiros e araçazeiros. Até hoje essas vias são as mais importantes artérias do bairro. Entre elas, a avenida Vieira Souto e as ruas Prudente de Moraes e Visconde de Pirajá, essa última batizada inicialmente de Vinte de Novembro. Ipanema conservou a denominação de vila até a década de 20. Apesar de alguns autores considerarem outras datas, o dia 26 de abril de 1894 é a data mais aceita como marco de referência da fundação do bairro. Ipanema tornou-se, ao longo do século XX, reduto de artistas, intelectuais, jornalistas e boêmios, um dos símbolos do comportamento de vanguarda, exportando a moda e os costumes cariocas para o resto do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da vida de Paulo Barreto, o João do Rio (1881 &#8211; 1921)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23785" style="width: 361px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank"><img class="wp-image-23785 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodorio1.jpg" alt="João do Rio / Bahia Illustrada, 1921" width="351" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank">João do Rio / Bahia Illustrada, junho de 1921</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Qual de vós já passou a noite em claro ouvindo o segredo de cada rua? Qual de vós já sentiu o mistério, o sono, o vício, as idéias de cada bairro?&#8221;</em></span></strong></p>
<p style="text-align: right;">João do Rio em  <em>A Alma Encantadora das Ruas</em> (1908)</p>
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<p>Carioca, filho do matemático positivista Alfredo Coelho Barreto e da dona de casa Florência Cristóvão dos Santos Barreto, João Paulo Alberto Coelho Barreto nasceu em 5 de agosto de 1881. Em 1899, iniciou sua carreira no jornalismo, tendo colaborado, ao longo de sua vida, em diversas publicações, dentre elas <em>O Paiz, A Noite, A Pátria, Revista Ilustrada, Rio-Jornal </em>e a <em>Gazeta de Notícias</em>, onde ficou de 1903 a 1915, e onde assinou pela primeira vez como João do Rio, pseudônimo pelo qual tornou-se mais conhecido, no artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/6690" target="_blank"><em>O Brasil lê</em>, publicado em 26 de novembro de 1903</a>, uma enquete dos autores preferidos dos cariocas. Teve outros pseudônimos, dentre eles Claude, Caran d’Ache, Joe e José Antônio José. Assinou colunas importantes como &#8220;A cidade&#8221; (1903 a 1904), &#8220;O instante&#8221;(1912 a 1916), À margem do dia&#8221;(1913 a 1915), &#8220;Cinematógrafo&#8221; (1907 a 1910), todas na <em>Gazeta de Notícias</em>; &#8220;Pall-Mall Rio&#8221; (1915 a 1917), em <em>O Paiz</em>; &#8220;A Semana Elegante&#8221; (1916), na <em>Revista Ilustrada</em>; e &#8220;Notas de Teatro&#8221; (1918), no <em>Rio-Jornal</em>. Seus mais importantes personagens foram a cidade do Rio de Janeiro e ele mesmo, um dândi nos trópicos.</p>
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<div id="attachment_24037" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/28605"><img class="size-full wp-image-24037" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/drummond2.jpg" alt="Carlos Drummond de Andrade sobre João do Rio / Jornal do Brasil, 13 de agosto de 1981" width="307" height="198" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/28605" target="_blank">Carlos Drummond de Andrade sobre João do Rio / <em>Jornal do Brasil</em>, 13 de agosto de 1981</a></p></div>
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<p>Entre 1902 e 1906, o Rio de Janeiro teve como prefeito Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) que realizou na cidade uma significativa reforma urbana. Para saneá-la e modernizá-la realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque. </em>Em sua obra, que fundia a crônica com a reportagem, João do Rio escrevia sobre essas transformações, contribuindo para a formação da imagem desse novo Rio de Janeiro.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>&#8220;Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem&#8230;É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado <i>flâneur</i> ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. &#8220;</strong></em></span></p>
<p style="text-align: right;">João do Rio em  <em>A Alma Encantadora das Ruas</em> (1908)</p>
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<p>Em 1902, tentou ingressar no Itamaraty mas foi recusado pelo <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912) </a> que justificou a decisão dizendo que as nomeações para a vaga pleiteada por João do Rio na comissão que estava organizando para tratar das questões da fronteira entre Brasil e Colômbia já haviam sido preenchidas por Enéias Martins, que chefiaria a missão. Segundo o professor Renato Cordeiro Gomes em seu livro <em>João do Rio: vielas do vício, ruas da graça</em>, na verdade teria sido recusado por ser &#8220;<em>gordo, amulatado e homossexual</em>&#8220;. O Brasil perdeu um diplomata e ganhou um notável jornalista/escritor. Sobre o trabalho na imprensa, em sua coluna &#8220;Cinematógrafo&#8221;, o definiu como &#8220;<em>o voluntário cativeiro para o qual não há abolição possível</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/17290" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de maio de 1908, sexta coluna</a>). Produziu para a <em>Gazeta de Notícias</em>, as séries de reportagem  <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=7617" target="_blank"><em>Religiões do Rio</em> </a>, em 1904, e <i><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000134.pdf" target="_blank">O Momento Literário</a>, </i>em 1905, que foram posteriomente compiladas e publicadas pela Garnier.</p>
<p>Em 12 de agosto de 1910, tomou posse na Academia Brasileira de Letras &#8211; havia sido eleito em 7 de maio. Foi recebido por Coelho Neto (1864 &#8211; 1934)(<a href="https://www.academia.org.br/academicos/paulo-barreto-pseudonimo-joao-do-rio/discurso-de-posse" target="_blank">Site da ABL</a>). Foi o primeiro a acadêmico a ser empossado com o &#8220;fardão dos imortais&#8221;, ideia do também acadêmico Medeiros e Albuquerque (1867 &#8211; 1934).</p>
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<div id="attachment_24001" style="width: 180px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/paulo-barreto-pseudonimo-joao-do-rio/biografia" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24001" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/joaodorio3.jpg" alt="João do Rio / Site da ABL" width="170" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/paulo-barreto-pseudonimo-joao-do-rio/biografia" target="_blank">João do Rio / Site da ABL</a></p></div>
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<p>Foi o responsável pelo texto do álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal do Rio de Janeiro</a>, de 1913, com fotografias produzidas pelo ateliê Photographia Musso, também editor do livro. O teatro, inaugurado em 14 de julho de 1909, é uma das mais importantes salas de espetáculo da América do Sul, seu prédio é um dos mais bonitos e imponentes da cidade e sua história mistura-se à trajetória cultural do Brasil.</p>
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<div id="attachment_23430" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon562251/icon562251.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-23430 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/theatro.jpg" alt="theatro" width="279" height="439" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon562251/icon562251.pdf" target="_blank">Álbum Theatro Municipal do Rio de Janeiro, 1913. Texto de João do Rio e imagens da Photo Musso</a></p></div>
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<p><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon562251/icon562251.pdf" target="_blank">Link para o pdf do álbum Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1913) com texto de Paulo Barreto, o João do Rio, e imagens produzidas pela Photo Musso, também editora do livro.</a></p>
<p>A Photographia Musso, dirigida por Alfredo Musso, ficava na rua Uruguaiana, nº 12 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/49793" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1913, primeira coluna</a>). Alfredo era irmão de Luis Musso (18? &#8211; 1908), que havia sido sócio do estabelecimento fotográfico do português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>, onde Alfredo havia trabalhado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/23830" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de fevereiro de 1897, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/1506" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de outubro de 1900, sexta coluna</a>). Luis Musso havia sido o primeiro operador da Companhia Photographica Brazileira, dirigida pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 – 1897)</a>, desde sua fundação, em 1892, até 31 de março de 1894 <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">Jornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">, 13 de fevereiro de 1898, na última coluna</a>). Em 1904, tendo deixado de trabalhar na Photographia Guimarães, Alfredo e Luis Musso e Julio D. Beltgen anunciaram a abertura de um novo estabelecimento fotográfico, na rua Uruguaiana, nº 10 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de fevereiro de 1904, terceira coluna</a>). Em 1905, os irmãos Musso estavam estabelecidos sob a razão social L. Musso &amp; C, que também se anunciava como Photographia Brazileira. Quando o álbum do Theatro Municipal foi publicado Luis Musso já havia falecido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/16930" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de agosto de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p>Voltando a João do Rio. Em 8 de agosto de 1916, sob o pseudônimo José Antônio José, publicou na coluna &#8220;Pall-Mall-Rio&#8221; a crônica <em>Clic! Clac! O fotógrafo!, </em>em que discorreu sobre a<em> &#8220;loucura da fotografia&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/32586" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de agosto de 1916, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_24003" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/32586"><img class="size-full wp-image-24003" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/pall.jpg" alt="Início da crônica Clic! Cla! O fotógrafo! / O Paiz, 8 de agosto de 1916" width="321" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/32586" target="_blank">Início da crônica <em>Clic! Cla! O fotógrafo!</em> / <em>O Paiz,</em> 8 de agosto de 1916</a></p></div>
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<p>Em 1917, foi um dos fundadores e passou a dirigir a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais &#8211; Sbat. Em 1920, fundou o jornal <em>A Pátria, </em>onde defendia os interesses da colônia portuguesa, que seria prejudicada pela nacionalização da pesca. Por seu posicionamento, foi muitas vezes ofendido, tendo sido surrado por nacionalistas &#8211; o capitão de fragata Frederico Vilar e cinco jovens oficiais &#8211; quando almoçava sozinho em um de seus restaurantes preferidos, o da Brahma (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3341" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de outubro de 1920, terceira coluna</a>).</p>
<p>Faleceu em 23 de junho de 1921, quando teve um enfarte dentro de um táxi na rua Bento Lisboa (<em>O Paiz</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/6323" target="_blank"> 24 de junho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/6336" target="_blank">25 de junho</a> de 1921). Foi velado na redação do jornal A<em> Pátria</em>. Seu enterro, um dos mais concorridos realizados no Brasil, só comparável aos do presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), da cantora Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955) e do estudante Edson Luis (1950 &#8211; 1968), foi acompanhado por cerca de 100 mil pessoas. Seus restos mortais estão sepultados em uma tumba de mármore italiano e bronze, no Cemitério de São João Batista e é considerado um dos mais belos trabalhos de arte funerária no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/6363" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de junho de 1921, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/4119" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1921</a>;<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/6377" target="_blank"> <em>O Paiz</em>, 28 de junhvido de 1921, primeira coluna</a>). Sua biblioteca foi doada por sua mãe ao <a title="Real Gabinete Português de Leitura" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Real_Gabinete_Portugu%C3%AAs_de_Leitura">Real Gabinete Português de Leitura</a>.</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_02&amp;pagfis=973" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-26752 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cronista.jpg" alt="cronista" width="563" height="545" /></a></p>
<div id="attachment_26753" style="width: 568px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/974" target="_blank"><img class=" wp-image-26753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cronista1.jpg" alt="Revista da Semana, 9 de julho de 1921" width="558" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_02&amp;pagfis=973" target="_blank">Crônica de Celso Vieira (1878 &#8211; 1954) a respeito da morte de João do Rio na primeira página da<em> Revista da Semana</em>, 9 de julho de 1921</a></p></div>
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<p>João do Rio deixou uma vasta obra e entre seus livros mais importantes, destacam-se  <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action&amp;co_obra=2051" target="_blank"><em>A alma encantadora das ruas </em>(1908)</a><i>, </i><i> </i><i><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/_documents/53998512-joao-do-rio-vida-vertiginosa.pdf" target="_blank">Vida vertiginosa</a></i><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/_documents/53998512-joao-do-rio-vida-vertiginosa.pdf" target="_blank"> (1911)</a><i> e <a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=222025" target="_blank">Rosário da Ilusão </a></i><a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=222025" target="_blank">(1919)</a>.<i> </i>Como teatrólogo, seu maior sucesso foi <em>A bela madame Vargas</em>, que estreou em 22 de outubro de 1912, no Teatro Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/11494" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de outubro de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/15644" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 26 de outubro de 1912</a>). Outras de suas peças foram <em>Chic-chic</em> (1906) e<em> Clotilde</em> (1907). Traduziu obras do escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854 &#8211; 1900).</p>
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<div id="attachment_23789" style="width: 271px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank"><img class="wp-image-23789 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodorio2.jpg" alt="joaodorio2" width="261" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/066940/1991" target="_blank"><em>Bahia Illustrada</em>, junho de 1921</a></p></div>
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<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/wp-content/uploads/2021/06/rosario.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-24024 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/rosario.jpg" alt="rosario" width="291" height="484" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/vidaverti.jpg"><img class="alignnone  wp-image-24025" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/vidaverti.jpg" alt="vidaverti" width="321" height="485" /></a></p>
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<p>Ao longo de sua vida viajou quatro vezes à Europa e conviveu com importantes personalidades do mundo cultural e artístico, dentre elas a bailarina Isadora Duncan (1877 &#8211; 1927), que esteve no Rio de Janeiro, em 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24996" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de setembro de 1916</a>). &#8221;<em>&#8230;relatos de Gilberto Amado revelam a cumplicidade dos dois (Isadora e João do Rio): conversavam em várias línguas e não se desgrudavam. Isadora fez até uma apresentação exclusiva para o amigo e seu protegido na Cascatinha da Tijuca: tirou não só o sapato mas a roupa inteira, bailando envolta em filó&#8221;</em>&#8230; <em>Em suas memórias, Isadora diz: &#8221;Aí conheci o poeta João do Rio, muito querido pela mocidade do Rio, onde aliás todos parecem poetas. Quando passeávamos, éramos seguidos pela rapaziada que gritava: &#8216;Viva Isadora!&#8217;, &#8216;Viva João do Rio!&#8221;&#8217;</em> (<em>O Globo</em>, 13 de abril de 1996).</p>
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<div id="attachment_24009" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24996" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24009" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/isadora.jpg" alt="Revista da Semana, 9 de setembro de 1916" width="299" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/24996" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de setembro de 1916</a></p></div>
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<p>Apesar de sua grande popularidade, segundo seu biógrafo, João Carlos Rodrigues,  João do Rio &#8220;<em>teve muitos desafetos que o atacavam por sua afrodescendência e homossexualidade</em>&#8220;. Logo no primeiro número de <em>O Gato</em>, <em>Álbum de Caricaturas</em>, em julho de 1911, revista desenhada por Seth (1891 &#8211; 1949) &#8211; pseudônimo de Álvaro Martins &#8211; e Hugo Leal &#8211; pseudônimo do português Vasco Lima (1883 &#8211; 1973) &#8211; foi caricaturado ao lado do poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918) apreciando uma escultura do imperador Heliogábalo nu. Na legenda, um suposto diálogo entre os dois escritores, que haviam estado recentemente na Itália:<em> &#8220;- Soberbo, hein? &#8211; Que delicioso seria se todos os homens fossem assim!&#8221;.</em></p>
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<div id="attachment_24008" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/wp-content/uploads/2021/06/cari1.jpg"><img class="size-full wp-image-24008" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cari1.jpg" alt="O Gato, de 1911" width="271" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/365718/13" target="_blank"><em>O Gato</em>, julho de 1911</a></p></div>
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<div id="attachment_24012" style="width: 458px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/isadora1.jpg"><img class="size-full wp-image-24012" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/isadora1.jpg" alt="O Globo, 13 de abril de 1996" width="448" height="158" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Globo,</em> 13 de abril de 1996</p></div>
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<p>A professora e feminista portuguesa Mariana Coelho, personagem do artigo<em> S<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">érie “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 &#8211; 1954), a &#8220;Beauvoir tupiniquim&#8221;</a>,</em> publicou uma homenagem a João do Rio, na ocasião da morte do escritor:</p>
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<div id="attachment_23303" style="width: 211px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/36903" target="_blank"><img class="wp-image-23303 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/poema.jpg" alt="Artigo da professora e feminista portuguesa Mariana Coelho em homenagem a Paulo Barreto, o João do Rio / A República (PR), 28 de junho de 1921" width="201" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215554/36903" target="_blank">Artigo da professora e feminista portuguesa Mariana Coelho em homenagem a Paulo Barreto, o João do Rio / A República (PR), 29 de junho de 1921</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodoriofim.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-23442" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/joaodoriofim.jpg" alt="joaodoriofim" width="284" height="307" /></a></p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/28605" target="_blank">Link para a crônica <em>João do Rio na vitrina</em>, de autoria de Carlos Drummond de Andrade (1987 &#8211; 1902), publicada no <em>Jornal do Brasil</em> de 13 de agosto de 1981, na ocasião do centenário de nascimento de João do Rio, quando a Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal Brasiliana Fotográfica, realizou uma exposição em homenagem ao aniversariante.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24006" style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/28605" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24006" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cari.jpg" alt="Jornal do Brasil, 13 de agosto de 1981" width="187" height="241" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/28605" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 13 de agosto de 1981</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>A Rua</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">João do Rio</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30894" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/35203" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30894" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/joaodorio.jpg" alt="Fon-Fon, 17 de janeiro de 1920" width="311" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/35203" target="_blank"><em>João do Rio / Fon Fon</em>, 17 de janeiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua.</em></p>
<p><em>A rua! Que é a rua? Um cançonetista de Montmartre fá-la dizer:</em></p>
<p><em>         Je suis la rue, femme éternellement verte,</em></p>
<p><em>         Je n’ai jamais trouvé d’autre carrière ouverte</em></p>
<p><em>         Sinon d’être la rue, et, de tout temps, depuis</em></p>
<p><em>         Que ce pénible monde est monde, je la suis&#8230;</em></p>
<p><em>(Eu sou a rua, mulher eternamente verde, jamais encontrei outra carreira aberta senão a de ser a rua e, por todo o tempo; desde que este penoso mundo é mundo, eu a sou&#8230;)</em></p>
<p><em>A verdade e o trocadilho! Os dicionários dizem: “Rua, do latim ruga, sulco. Espaço entre as casas e as povoações por onde se anda e passeia.” E Domingos Vieira, citando as Ordenações: “Estradas e rua pruvicas antigamente usadas e os rios navegantes se som cabedaes que correm continuamente e de todo o tempo pero que o uso assy das estradas e ruas pruvicas.” A obscuridade da gramática e da lei! Os dicionários só são considerados fontes fáceis de completo saber pelos que nunca os folhearam. Abri o primeiro, abri o segundo, abri dez, vinte enciclopédias, manuseei in-fólios especiais de curiosidade. A rua era para eles apenas um alinhado de fachadas, por onde se anda nas povoações&#8230;</em></p>
<p><em>Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! Em Benares ou em Amsterdã, em Londres ou em Buenos Aires, sob os céus mais diversos, nos mais variados climas, a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua. A rua é o aplauso dos medíocres, dos infelizes, dos miseráveis da arte. Não paga ao Tamagno para ouvir berros atenorados de leão avaro, nem à velha Patti para admitir um fio de voz velho, fraco e legendário. Bate, em compensação, palmas aos saltimbancos que, sem voz, rouquejam com fome para alegrá-la e para comer. A rua é generosa. O crime, o delírio, a miséria não os denuncia ela. A rua é a transformadora das línguas. Os Cândido de Figueiredo do universo estafam-se em juntar regrinhas para enclausurar expressões; os prosadores bradam contra os Cândido. A rua continua, matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa, criando o calão que é o patrimônio clássico dos léxicons futuros. A rua resume para o animal civilizado todo o conforto humano. Dá-lhe luz, luxo, bem-estar, comodidade e até impressões selvagens no adejar das árvores e no trinar dos pássaros.</em></p>
<p><em>A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. A rua criou todas as blagues e todos os lugares-comuns. Foi ela que fez a majestade dos rifões, dos brocardos, dos anexins, e foi também ela que batizou o imortal Calino. Sem o consentimento da rua não passam os sábios, e os charlatães, que a lisonjeiam e lhe resumem a banalidade, são da primeira ocasião desfeitos e soprados como bolas de sabão. A rua é a eterna imagem da ingenuidade. Comete crimes, desvaria à noite, treme com a febre dos delírios, para ela como para as crianças a aurora é sempre formosa, para ela não há o despertar triste, e quando o sol desponta e ela abre os olhos esquecida das próprias ações, é, no encanto da vida renovada, no chilrear do passaredo, no embalo nostálgico dos pregões &#8211; tão modesta, tão lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos&#8230;</em></p>
<p><em>A rua faz as celebridades e as revoltas, a rua criou um tipo universal, tipo que vive em cada aspecto urbano, em cada detalhe, em cada praça, tipo diabólico que tem dos gnomos e dos silfos das florestas, tipo proteiforme, feito de risos e de lágrimas, de patifarias e de crimes irresponsáveis, de abandono e de inédita filosofia, tipo esquisito e ambíguo com saltos de felino e risos de navalha, o prodígio de uma criança mais sabida e cética que os velhos de setenta invernos, mas cuja ingenuidade é perpétua, voz que dá o apelido fatal aos potentados e nunca teve preocupações, criatura que pede como se fosse natural pedir, aclama sem interesse, e pode rir, francamente, depois de ter conhecido todos os males da cidade, poeira d’oiro que se faz lama e torna a ser poeira &#8211; a rua criou o garoto!</em></p>
<p><em>Essas qualidades nós as conhecemos vagamente. Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível; é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes &#8211; a arte de flanar: É fatigante o exercício?</em></p>
<p><em>Para os iniciados sempre foi grande regalo. A musa de Horácio, a pé, não fez outra coisa nos quarteirões de Roma. Sterne e Hoffmann proclamavam-lhe a profunda virtude, e Balzac fez todos os seus preciosos achados flanando. Flanar! Aí está um verbo universal sem entrada nos dicionários, que não pertence a nenhuma língua! Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, conversar com os cantores de modinha das alfurjas da Saúde, depois de ter ouvido dilettanti, de casaca, aplaudirem o maior tenor do Lírico numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>                                                  A alma encantadora das ruas (1908)</em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_24130" style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/loredano1.jpg"><img class=" wp-image-24130" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/loredano1.jpg" alt="Caricatura de João do Rio, de Cássio Loredano" width="555" height="313" /></a><p class="wp-caption-text">Caricatura de João do Rio, de Cássio Loredano</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o filme sobre a vida de João do Rio, <em>De lá prá cá</em>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=2ySMxHsIS3U" target="_blank">parte 1</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hiszLnLDVjs" target="_blank">parte 2</a>.</p>
<p><a href="https://www.correioims.com.br/perfil/joao-do-rio/" target="_blank">Link  para cartas enviadas por João do Rio para o político e pensador português João de Barros (1881 &#8211; 1960), publicadas no Correio IMS.</a></p>
<p>A jornalista Cristiane d´Avila, da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal, organizou um site com textos inéditos de João do Rio onde estão disponibilizadas s 52 colunas &#8220;Bilhete&#8221; do jornal <em>A Pátria</em>, fundado pelo escritor. <a href="https://www.bilhetesdejoaodorio.com.br" target="_blank">Acesse aqui</a>.</p>
<p>Leia aqui as crônicas <a href="https://cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/15702/joao-do-rio-mas-nao-so" target="_blank"><em>João do Rio (mas não só)</em></a>, de Humberto Werneck; e <a href="https://cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/19740/flanar-com-joao-do-rio?utm_source=Portal+da+Cronica+Brasileira&amp;utm_campaign=86df602ff4-EMAIL_CAMPAIGN_2018_09_12_05_46_COPY_01&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_12b39328f3-86df602ff4-149876529" target="_blank"><em>Flanar com João do Rio</em></a>, de Guilherme Tauil, ambas publicadas no Portal Crônica Brasileira.</p>
<p>Acesse aqui o site <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.bilhetesdejoaodorio.com.br/">bilhetesdejoaodorio.com.br</a></span>, que reúne as últimas colunas de João do Rio para o jornal <em>A Pátria</em>. É de autoria de Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, e uma das mais constantes colaboradoras do portal. Ela é também autora de livros sobre o escritor que estão na relação de fontes utilizadas para a elaboração deste artigo.</p>
<p>Entre 9 e 13 de outubro de 2024, João do Rio foi o homenageado da<a href="https://www.flip.org.br/autor-homenageado-principal-2024/" target="_blank"> 22ª edição da Flip- Festa Literária Internacional de Paraty</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nota da editora: os últimos dois parágrafos do artigo foram acrescentados em outubro de 2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANTELO, Raul. <a href="https://www.academia.edu/35091573/ANTELO_R_Jo%C3%A3o_do_Rio_O_d%C3%A2ndi_e_a_especula%C3%A7%C3%A3o_pdf" target="_blank"><em>João do Rio &#8211; O dândi e a especulação</em></a>. Rio de Janeiro : Livraria Taurus-Timbre Editores, 1989.</p>
<p>COSTA, Luis Ricardo Araújo. <a href="http://www.puc-rio.br/pibic/relatorio_resumo2009/relatorio/com/luis_ricardo.pdf" target="_blank"><em>O Cinematographo de João do Rio; fotogramas de uma cidade em movimento</em></a>, trabalho realizado sob a orientação do professor Ricardo Gomes, do Departamento de Comunicação Social da PUC-RJ.</p>
<p>D&#8217;AVILA, Cristiane. <em><span class="wixui-rich-text__text">João do Rio a caminho da Atlântida</span>: por uma aproximação luso-brasileira</em>. Rio de Janeiro: Faperj/Contra Capa, 2015.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa17030/joao-do-rio" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural </a></p>
<p>GAWRYSZEWSKI, Alfredo (organizador).<em> Imagem: Artefato cultural</em>. Londrina : Eduel, 2017.</p>
<p>GOMES, Renato Cordeiro. <em>João do Rio: vielas do vício, ruas da graças</em>. Rio de Janeiro: Relume-Dumará: Prefeitura, 1996. Série Perfis do Rio, n. 13.</p>
<p>GOMES, Renato Cordeiro. <em>João do Rio.</em> Rio de Janeiro : Agir, 2005.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MAGALHÃES JUNIOR, Raimundo. <em>A Vida Vertiginosa de João do Rio</em>. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1978.</p>
<p><em>O Globo</em>, 19 de junho de 2021</p>
<p><em>O Globo</em>, 23 de junho de 2021 &#8211; Coluna de Joaquim Ferreira dos Santos.</p>
<p>RIO, João do. <em><a href="https://www.funarte.gov.br/edicoes-online/cartas-de-joao-do-rio-a-joao-de-barros-e-carlos-malheiro-dias/" target="_blank">Cartas de João do Rio a João de Barros e Carlos Malheiro Dias</a>.</em> Introdução, organização e notas: Cristiane d&#8217;Avila; prefácio: Zuenir Ventura. Rio de Janeiro: Funarte, 2012.</p>
<p>RODRIGUES, João Carlos. <em>João do Rio: vida, paixão e obra</em>. Rio de Janeiro : Topbooks, 1996.</p>
<p>RODRIGUES, João Gabriel.<em> João do Rio e as representações do Rio de Janeiro: o artista, o repórter e o artifício</em>, trabalho realizado sob a orientação do professor Ricardo Gomes, do Departamento de Comunicação Social da PUC-RJ.</p>
<p>SCHAPOCHNIK, Nelson. <em>João do Rio, um dândi na cafelândia</em>. São Paulo : Boitempo Editorial, 2004.</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/paulo-barreto-pseudonimo-joao-do-rio" target="_blank">Site da Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p class="font_8 wixui-rich-text__text"><span class="wixui-rich-text__text"><span class="wixGuard wixui-rich-text__text">​</span></span></p>
<p class="font_8 wixui-rich-text__text">​</p>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2020 13:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No sexto artigo da série “Avenidas e ruas do Brasil”, a Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem de autoria do fotógrafo Luiz Bianchi (1876-1943) da Rua Augusto Ribas, em Ponta Grossa, no Paraná. Bianchi foi um dos primeiros fotógrafos a se instalar na cidade e seu estúdio atravessou o século XX, tendo sido dirigio por três gerações da família. O nome da rua é uma homenagem ao político ponta-grossense Augusto Lustosa de Andrade Ribas (1847 - 1897), muito ativo na vida pública da cidade, tendo participado da organização da visita de dom Pedro II a Ponta Grossa. A rua liga a zona sul à zona norte de Ponta Grossa e, anteriormente, era conhecida como "Rua das Tropas".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No sexto artigo da série “Avenidas e ruas do Brasil”, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de ruas de Ponta Grossa, no Paraná, produzidas pelo fotógrafo Luiz Bianchi (1876-1943), que pertencem ao acervo fotográfico da Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal. Uma delas é a Rua Augusto Ribas, que liga a zona sul à zona norte da cidade e, anteriormente, era conhecida como &#8220;Rua das Tropas&#8221;. Bianchi foi um dos primeiros fotógrafos a se instalar em Ponta Grossa e seu estúdio atravessou o século XX, tendo sido dirigido por três gerações da família.</p>
<p>O nome da rua já citada é uma homenagem ao político ponta-grossense Augusto Lustosa de Andrade Ribas (1847 &#8211; 1897), muito ativo na vida pública da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/7718" target="_blank"><em>A República</em>, 22 de julho de 1897, primeira coluna</a>). Ele participou da organização da visita de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> a Ponta Grossa, em 1880 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/9821" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 1º de junho de 1880</a>); e também foi um dos idealizadores da mudança do traçado da Estrada de Ferro do Paraná e da construção do cemitério da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/15816" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 9 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>). Foi agraciado com a comenda de Oficial da Ordem da Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/16306" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 9 de outubro de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4213" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4213/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4213" target="_blank">Luiz Bianchi. Ponta Grossa : Rua Augusto Ribas, 1910. Ponta Grossa, Paraná / Acervo Fundação Biblioteca Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As outras ruas registradas por Luiz Bianchi (1876 &#8211; 1943)* e disponíveis no portal, a avenida Fernandes Pinheiro e a XV de Novembro, foram endereços de seus ateliês fotográficos. O fotógrafo nasceu na Argentina, em 1º de novembro de 1876, filho dos italianos Carlos e Carolina Bianchi, que migraram para a Argentina, provavelmente nessa época. Segundo o historiador José Augusto Leandro:</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Carlos Bianchi, natural de Bologna, resolvera emigrar por desentendimentos familiares. Não era um artesão em vias de tornar-se um proletário urbano. Nem tampouco um camponês que almejava tornar-se um pequeno proprietário de terra no Novo Mundo, como a maioria dos imigrantes europeus que se dirigiram para a América do Sul naquele </em></span><span style="color: #800000;"><em>tempo&#8221;.</em></span></p>
<p class="JustifyFull">Luiz Bianchi teria aprendido o ofício da fotografia com o pai, que possuia um pequeno jornal em Buenos Aires, ou durante o período em que passou no Exército? Sobre esta informação, as fontes consultadas variam. Não há um consenso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="JustifyFull"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=bianchi&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Luiz Bianchi disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="JustifyFull">O fato é que no início do século XX, Luiz Bianchi veio para o Brasil e começou sua trajetória profissional na Lapa, cidade do Paraná, como agricultor. Não teve sucesso. Foi então contratado como fotógrafo pela Brasil Railway Company, empresa responsável pela construção da estrada de ferro na região. Casou-se, em Curitiba, com Maria Thommen, de família suíça, e mudaram-se para Ponta Grossa, em torno de 1909. Na época da chegada de Luiz Bianchi a Ponta Grossa, a cidade se beneficiava pela exportação de erva-mate e pela condição de entroncamento ferroviário e, devido a estes fatores, urbanizava-se, modernizava-se. Era, então, um local de oportunidades, e atraia um considerável fluxo de imigração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4210" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4210/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4210" target="_blank">Luiz Bianchi. Ponta Grossa, 1910. Ponta Grossa, Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="JustifyFull">Em 1909, o casal Bianchi abriu uma loja de comércio de vários produtos, a Casa de Armarinho e Modas Thommen &amp; Bianchi. A fotografia era uma ocupação paralela e o ateliê Fotografia Bianchi só foi formalizado como empresa, em 1913. Foram três gerações que estiveram à frente do ateliê &#8211;  até 2001 &#8211; e ao longo destas décadas o estabelecimento conquistou prestígio e confiabilidade. A família Bianchi se tornou uma importante propagadora da fotografia, tanto em seu aspecto artístico como técnico. Produzia registros em ambientes externos e também no espaço do estúdio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21280" style="width: 456px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/293" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21280" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/casadamemoriaparana.jpg" alt="Letreiro da Fotografia Bianchi, s/d. Ponta Grossa, Paraná / Casa da Memória" width="446" height="316" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/293" target="_blank">Letreiro da Fotografia Bianchi, s/d. Ponta Grossa, Paraná / Acervo Casa da Memória Paraná</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="JustifyFull">Inicialmente, a Fotografia Bianchi funcionava na avenida Fernandes Pinheiro, perto da Estação Saudade, inaugurada em 1900. Posteriormente, transferiu-se para a Rua XV de Novembro, e, finalmente, a partir de fevereiro de 1940, estabeleceu-se na Rua Sete de Setembro, nº 92, onde Bianchi passou também a residir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4214" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4214/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4214" target="_blank">Luiz Bianchi. Avenida Fernandes Pinheiro, 1910. Ponta Grossa, Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4211" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4211/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4211" target="_blank">Luiz Bianchi. Ponta Grossa: Rua 15 de Novembro, 1910. Ponta Grossa, Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="JustifyFull">O aparato técnico utilizado por Bianchi foi muitas vezes fabricado por ele mesmo como, por exemplo, chapas de vidro umedecidas com nitrato de prata e um ampliador que teria copiado de um manual fotográfico do século XIX. Possuia duas máquinas fotográficas. Produziu muitos retratos de família e também de aspectos dos Campos Gerais do Paraná.</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Comercializava, em seu estúdio, imagens das principais ruas, praças, eventos e pontos turísticos dos Campos Gerais. Nas fotos panorâmicas de Bianchi, o público tem a oportunidade, entre outras temáticas, da visão da Catedral, das movimentações nas estações de trem, da ampliação do comércio, das festividades religiosas e cívicas &#8211; e das apresentações militares&#8221;.</em></span></p>
<p class="JustifyFull" style="text-align: right;"><a href="https://portal.uepg.br/noticias.php?id=6355" target="_blank">Portal da Universidade Estadual de Ponta Grossa</a></p>
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<div id="attachment_21283" style="width: 456px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.uel.br/revistas//uel/index.php/dominiosdaimagem/article/viewFile/22777/16652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21283" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/anuncio1.jpg" alt="Diário dos Campos" width="446" height="133" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.uel.br/revistas//uel/index.php/dominiosdaimagem/article/viewFile/22777/16652" target="_blank"><em>Diário dos Campos</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="JustifyFull">Maria Thommen Bianchi tornou-se sua colaboradora e realizava os serviços de laboratório como revelação e retoques. O casal teve quatro filhos, Rauly (1911 -1987), Fleury (19? -?), que se dedicou à cinematografia; Leonardo (19? &#8211; ?) e Raul, que morreu com pouco tempo de vida. Rauly e, posteriormente, seu filho e neto de Luiz, Raul (1950 &#8211; 2002), seguiram a profissão de fotógrafo. Rauly sucedeu o pai e trabalhou na Fotografia Bianchi até 1987, ano em que faleceu. Seu filho Raul o sucedeu, ficando á frente do estabelecimento até 2001. Luiz faleceu em 12 de abril de 1943. O cineasta Sérgio Bianchi (1945 &#8211; ) é bisneto de Luiz, filho de Rauly e Celina Bianchi, e irmão de Raul.</p>
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<div id="attachment_21276" style="width: 552px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.uel.br/revistas//uel/index.php/dominiosdaimagem/article/viewFile/22777/16652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21276" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/bianchi1.jpg" alt="Entre o casal Maria e Luis Bianchi, seus filhos Rauly, Fleury e Leonardo " width="542" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/293" target="_blank">Entre o casal Maria e Luiz Bianchi, seus filhos Rauly, Fleury e Leonardo, s/d / Fonte: <em>Diário dos Campos</em></a></p></div>
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<p class="JustifyFull">A Fotografia Bianchi foi roubada em 26 de janeiro de 2001 e segundo Raul (1950 &#8211; 2002), seu proprietário na ocasião, foi perdida uma média de 90 mil reais em equipamentos e ele teria ficado “sem os dedos para trabalhar”.  No mesmo ano a loja foi fechada e vendida. Parte do acervo de negativos do ateliê foi vendido, em 30 de março de 2001, à Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.</p>
<p class="JustifyFull">O acervo da Fotografia Bianchi, composto por cerca de 45 mil negativos em chapa de vidro e celulos e flexível, assim como os cadernos de registo do estabelecimento, estão sob a responsabilidade da Casa da Memória Paraná/Fundação de Cultura. Em 2014, o Museu Campos Gerais realizou uma exposição com 20 registros de Luiz Bianchi.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4212" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4212/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4212" target="_blank">Luiz Bianchi. Ponta Grossa, 1910. Ponta Grossa, Paraná / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><strong><em>Cronologia do fotógrafo Luiz Bianchi (1876 &#8211; 1943)</em></strong></span></p>
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<p><strong><span style="color: #993300;">1870 &#8211; 1879</span></strong> &#8211; Luiz Bianchi nasceu, em 1º de novembro de 1876 , na Argentina. Era filho dos italianos Carlos e Carolina Bianchi, que motivados por brigas familiares imigraram para a Argentina. Algumas fontes informam que Luiz teria nascido na Itália e registrado, meses depois, na Argentina. A pesquisadora Patricia Camera, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, dirimiu essa dúvida quando consultou o atestado de óbito do fotógrafo.</p>
<p class="JustifyFull"><strong><span style="color: #993300;">1880 &#8211; 1899</span></strong> &#8211; Carlos Bianchi, seu pai, possuia um pequeno jornal em Buenos Aires, frequentado por ele. Luiz passou um tempo no Exército. Luiz teria aprendido o ofício de fotógrafo no período em que residiu na Argentina.</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #993300;"><strong>1900 &#8211; 1910</strong> </span>- No início do século XX, Luiz Bianchi veio para o Brasil e começou sua trajetória profissional na Lapa, cidade do Paraná, como agricultor, mas não teve sucesso.</p>
<p class="JustifyFull">Ainda na Lapa, trabalhou com um fotógrafo alemão, entre 1906 e 1907, ano em que fotografou a pedra fundamental da Santa Casa de Misericórida de Ponta Grossa, inaugurada em 1913.</p>
<p class="JustifyFull">Foi contratado como fotógrafo pela Brasil Railway Company, empresa responsável pela construção da estrada de ferro na região.</p>
<p class="JustifyFull">Casou-se, em Curitiba, com Maria Thommen, de família suíça, e mudaram-se para Ponta Grossa, em torno de 1909, ano em que o casal Bianchi abriu uma loja de comércio de vários produtos, a Casa de Armarinho e Modas Thommen &amp; Bianchi. A fotografia era uma ocupação paralela e o estabelecimento ficava na Rua Fernandes Pinheiro.</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #993300;"><strong>1910 &#8211; 1919</strong></span> &#8211;  Maria Thommen Bianchi tornou-se sua colaboradora e realizava os serviços de laboratório como revelação e retoques.</p>
<p class="JustifyFull">O casal teve quatro filhos, Rauly (1911 -1987), Fleury (19? -?), que se dedicou à cinematografia; Leonardo (19? &#8211; ?) e Raul, que morreu com pouco tempo de vida.</p>
<p class="JustifyFull">O ateliê Fotografia Bianchi foi formalizado como empresa, em 1913, e passou a funcionar na Rua XV de Novembro, nº5. Na época, era a rua mais movimentada de Ponta Grossa.</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #993300;"><strong>1920 &#8211; 1939</strong></span> &#8211; A Fotografia Bianchi permaneceu no novo endereço tendo sempre a sua frente Luiz.</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #993300;"><strong>1940 &#8211; 1949</strong></span> &#8211; Em fevereiro de 1943, a Fotografia Bianchi transferiu-se para na Rua Sete de Setembro, nº 92, onde a família passou a morar.</p>
<p class="JustifyFull">Em 12 de abril de 1943, falecimento de Luiz Bianchi, que foi sucedido por seu filho Rauly.</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #800000;"><strong>1950 &#8211; 1979</strong></span> &#8211; Durante este período a Fotografia Boanchi foi dirigida por Rauly (1911 &#8211; 1987).</p>
<p class="JustifyFull">Em 1950, nascimento de Raul Bianchi (1949 &#8211; 2002), filho de Rauly e neto de Luiz.</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #993300;"><strong>1980 &#8211; 1999</strong></span> &#8211; Em 1987, falecimento de Rauly (1911 &#8211; 1987), que foi sucedido na Fotografia Bianchi por  seu filho Raul (1949 &#8211; 2002).</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #993300;"><strong>2000 &#8211; 2009</strong></span> &#8211; A Fotografia Bianchi foi roubada em 26 de janeiro de 2001 e segundo Raul, seu proprietário na ocasião, foi perdida uma média de 90 mil reais em equipamentos e ele teria ficado “sem os dedos para trabalhar”.  No mesmo ano a loja foi fechada e vendida. Parte do acervo de negativos do ateliê foi vendido, em 30 de março de 2001, à Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.</p>
<p class="JustifyFull">O acervo da Fotografia Bianchi, composto por cerca de 45 mil negativos em chapa de vidro e celulose flexível, assim como os cadernos de registo do estabelecimento passam a ficar sob a responsabilidade da Casa da Memória Paraná/Fundação de Cultura.</p>
<p class="JustifyFull">Em 2002, falecimento de Raul Bianchi (1949 &#8211; 2002).</p>
<p class="JustifyFull"><span style="color: #993300;"><strong>2010 &#8211; 2019</strong></span> &#8211; Em 2014, o Museu Campos Gerais, inaugurado em Ponta Grossa, em 1983, realizou uma exposição com 20 registros de Luiz Bianchi.</p>
<p>* Muitas vezes o nome do fotógrafo é escrito Luís, com &#8220;s&#8221;, mas a pesquisadora Patricia Camera, achou a marca dele &#8220;Luiz Bianchi&#8221; em alguns cartões de visita e postais.</p>
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<p>A Brasiliana Fotográfica agradece à colaboração da pesquisadora Patricia Camera, da Universidade Estadual de Ponta Grossa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALVARENGA, Jhennifer Batista de; VARELA, Patricia Camera. <em><a href="http://www.encontro2016.pr.anpuh.org/resources/anais/45/1467153541_ARQUIVO_ArtigoAnpuh_PIBIC2016.pdf" target="_blank">O contexto de formação do acervo Foto Bianchi em Ponta Grossa/PR (2001-2016)</a>. </em>In: XV Encontro Regional de História, 2016. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 26 a 29 de julho de 2016.</p>
<p>BARBOSA, Audrey Franciny. <a href="https://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3005" target="_blank"><em>Foto Bianchi: retratos e representações visuais do escolar</em></a> (Ponta Grossa/PR. 1913-1943). Dissertação (Mestrado em História). Paraná: Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2019.</p>
<p>BEDIM, Willian; CAMERA, Patricia. <a href="http://www.encontro2016.pr.anpuh.org/resources/anais/45/1467153541_ARQUIVO_ArtigoAnpuh_PIBIC2016.pdf" target="_blank"><em>O contexto comercial e a produção de Luís Bianchi: memória escrita e fotográfica</em></a>. In: ENCONTRO INTERNACIONAL DE ESTUDOS DA IMAGEM, 2., 2015, Londrina. Anais… Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2015. v. 8.</p>
<p class="ref">BIANCHI, Rauly. <em>Rauly Bianchi</em> [3 nov. 1982]. Entrevistadores: Loreno Luiz Zatelli Hogedorn e Roseli T. Boschilia. Ponta Grossa, 1982. Papel, p. 13. Entrevista concedida ao Projeto Fotógrafos Pioneiros do Paraná (Acervo da Casa da Memória de Curitiba).</p>
<p class="ref">BIANCHI, Raul. <em>Bianchi e suas batalhas</em> [9 set. 2001]. Entrevistador: Irinêo Netto. Ponta Grossa, 2001. Entrevista concedida ao jornal <em>Diário dos Campos</em>.</p>
<p>CAMERA, Patricia.<em> <a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-47142018000100421" target="_blank">Curadoria do Fundo Foto Bianchi: cultura fotográfica em Ponta Grossa e região</a></em>. Anais do Museu Paulista vol.26  São Paulo, 3 de dezembro de 2018.</p>
<p>CHAVES, Niltonci Batista. <a href="https://docplayer.com.br/10403037-Niltonci-batista-chaves-departamento-de-historia-mestrado-em-historia-cultura-e-identidades-uepg-intelectuais-discursos-imprensa.html" target="_blank"><em>Os “problemas citadinos” em uma “cidade civilizada”: estratégias discursivas de um intelectual polivalente no Jornal Diário dos Campos – Ponta Grosa/PR (Década de 1930)</em></a>. In. II Congresso Internacional de História UEPG – UNICENTRO: Produção e circulação do conhecimento histórico no século XXI. 2015. Ponta Grossa/PR, Anais eletrônico.</p>
<p>DROPPA, Ana Maria. <em>O Fotógrafo Luís Bianchi</em>. <em>Diário dos Campos</em>, Ponta Grossa, 17 fev. 2002.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LEANDRO, José Augusto. <em>Luís Bianchi, fotógrafo dos Campos Gerais</em>. <em>Jornal de História</em>, Ponta Grossa, v. 3, 1996.</p>
<p><a href="https://portal.uepg.br/noticias.php?id=6355" target="_blank">Portal da Universidade Estadual de Ponta Grossa</a></p>
<p>SANTOS, Francieli Lunelli. <em><a href="https://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/293" target="_blank">Arranjos fotográficos, arranjos familiares: representações sociais em retratos de família do Foto Bianchi</a>. </em>Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais). Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2009.</p>
<p>SANTOS, Francieli Lunelli. <a href="http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/dominiosdaimagem/article/view/22777/16652" target="_blank"><em>Luís Bianchi e as Práticas do Italiano no Brasil: fotografia, profissão do imigrante</em>.</a> <em>Revista Domínios da Imagem</em>, Londrina, ano VI, n. 11, p. 57-70, 2012.</p>
<p><a href="http://academiaparanaensedeletras.com.br/portfolio/d-pedro-ii-na-provincia-do-parana-1880/" target="_blank">Site Academia Paranaense de Letras</a></p>
<p><a href="http://www.artesnaweb.com.br/index.php?pagina=home&amp;abrir=arte&amp;acervo=449" target="_blank">Site Artes na Web</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa245249/sergio-bianchi" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.pontagrossa.pr.gov.br/node/13357" target="_blank">Site Prefeitura de Ponta Grossa</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV &#8211; Rua 25 de março em São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2020 14:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>
		<category><![CDATA[Vincenzo Pastore]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=20381</guid>
		<description><![CDATA[No quarto artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", a Rua 25 de Março, atualmente uma das mais movimentadas de São Paulo é a destacada. Foi batizada, em 1865, em homenagem à data da assinatura da primeira constituição brasileira, em 25 de março de 1824. As fotografias que ilustram esse artigo muito contrastam com a região nos dias de hoje, conhecida como "o maior shopping céu aberto da América Latina". São do fim do século XIX e início do XX, de autoria do suíço Guilherme Gaensly (1843 - 1928) e do italiano Vincenzo Pastore (1865 - 1918).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV &#8211; Rua 25 de Março</em></strong></span></p>
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<p>No quarto artigo da série &#8220;<em>Avenidas e ruas do Brasi</em>l&#8221;, a Rua 25 de Março, atualmente uma das mais movimentadas de São Paulo é a destacada. Popularmente conhecida como &#8220;a 25&#8243;, é o maior centro comercial da América Latina, localiza-se no Centro da cidade e sua história é fortemente identificada com a própria história da cidade e marcada pela presença da imigração para a metrópole, principalmente de sírios e libaneses. Foi batizada, em 1865, em homenagem à data da assinatura da primeira constituição brasileira, em 25 de março de 1824. As fotografias deste artigo muito contrastam com a região nos dias de hoje, conhecida como &#8220;o maior shopping céu aberto da América Latina&#8221;. São do fim do século XIX e início do XX, de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>.</p>
<p>Um das 10 fotografias da Rua 25 de Março destacadas nesse artigo é de autoria do fotógrafo suíço Guilherme Gaensly, autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2128" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2128/001AAN004003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2128" target="_blank">Guilherme Gaensly. Álbum Fotografias de São Paulo 1900 &#8211; Várzea do Mercado e o Mercado Caipira, c. 1890. São Paulo, SÇP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22rua+25+de+mar%C3%A7o%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Rua 25 de março, em São Paulo, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
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<p>As outras nove foram produzidas pelo italiano Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918), por volta de 1910. Com sua câmara de pequeno formato, Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana. Registrou cenas de ruas de São Paulo, como estas na Rua 25 de março, produzindo imagens diferentes das realizadas, durante o século XIX, com câmeras de grande formato sobre tripés, tendo sido um dos pioneiros da nova linguagem da fotografia do século XX.</p>
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<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2104/004VP021035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da Rua 25 de Março, o &#8220;maior shopping a céu aberto da América Latina&#8221;</strong></span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p>O Pátio do Colégio, reconhecido como o berço da cidade de São Paulo, está localizado próximo a área da rua 25 de Março, e o rio Tamanduateí, além de se relacionar com a fundação da cidade, tem ligação com a origem da referida rua, por ter sido a porta de entrada mais importante dos fundadores e dos desbravadores da cidade.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1903/001AMI010010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank">Photographia Americana; Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Convento do Colégio, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A colina do Pátio do Colégio, próxima ao rio Tamanduateí, abrigava o Porto Geral, que era usado para o descarregamento de mercadorias importadas que chegavam do Porto de Santos. Desde o século XVI, era utilizado como rota alternativa às trilhas no trajeto entre Santo André e São Paulo. Também por ele eram transportados da fazenda São Caetano, dos beneditinos, gêneros alimentícios para o Mosteiro de São Bento. A atual Rua 25 de Março era chamada, no século XVIII, de rua ou beco das Sete Voltas por margear o rio Tamanduateí que era sinuoso e que, até meados do século XIX, abrigou quatro portos: o já citado Geral, o Tabatinguera, o Figueira e o Coronel Paulo Gomes. O rio foi retificado em duas etapas &#8211; em 1848 e entre 1896 e 1914.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2114" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2114/004VP023002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2114" target="_blank">Vincenzo Pastore. Barcos no rio Tamanduateí, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=tamanduatei&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do rio Tamanduateí, em São Paulo, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse século a rua recebeu a denominação popular de Rua de Baixo, por ficar na parte baixa da cidade em realação à colina do Pátio do Colégio. Em 28 de novembro de 1865, foi apresentado pelo vereador Malaquias (ou Malachias) Rogério de Salles Guerra (18? &#8211; 19?) um ofício sugerindo a alteração do nome de várias ruas, sendo uma delas a alteração do nome da Rua de Baixo para Rua 25 de Março, até a projetada Praça do Mercado (atual praça Fernando Costa), e desse ponto em diante, até a Ladeira do Carmo, atual avenida Rangel Pestana (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de dezembro de 1865, última coluna</a>). Uma curiosidade: foi para a casa de São Paulo de Malaquias, primo de seu pai, que o futuro governador de São Paulo e presidente do Brasil, Manuel Ferraz de Campos Salles (1841 &#8211; 1913), nascido em Campinas, se mudou, aos 15 anos, para estudar na capital.</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-20406 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ruas1.jpg" alt="ruas1" width="323" height="385" /></a></p>
<div id="attachment_20407" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20407" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ruas2.jpg" alt="Correio Paulistano, 22 de novembro de 1865" width="320" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de novembro de 1865</a></p></div>
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<p>Por volta de 1870, a migração de sírios e libaneses aumentou devido à ocupação desses dois países pelo Império Turco-Otomano, razão pela qual eles chegavam ao Brasil com passaportes fornecidos pelo governo turco. Daí terem ficado conhecidos como &#8220;turcos&#8221;, apesar de não sê-los. Uma ironia e até uma crueldade histórica já que os turcos eram, na verdade, seus opressores. Enfim, foram os sírios e os libaneses os responsáveis pela ocupação e pela colonização da área da Rua 25 de Março. Vieram &#8220;fazer a América&#8221;. Em 1887 ou 1890 (as fontes variam em relação a essa data), foi aberta a primeira loja na rua de que se tem notícia até hoje. Era de propriedade do imigrante libanês Benjamin Jafet (1864 &#8211; 1940), que se mudou para o Brasil, em 1887, e tornou-se um grande empresário do ramo têxtil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_09/630" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 25 de fevereiro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p>A maioria desses imigrantes sírios e libaneses era cristãos ortodoxos e foi em janeiro de 1897 que, após a celebração de uma missa, em uma salão situado na Rua 25 de Março, que o padre Mussa Abi Haidar realizou a primeira procissão ortodoxa da América do Sul. Nas proximidades da Rua 25 de Março, na antiga Rua Itobi, atual Rua Cavalheiro Basílio Jafet, foi construída, nos primeiros anos do século XX, a primeira igreja ortodoxa do Brasil, a Igreja Ortodoxa Antioquina da Anunciação à Nossa Senhora, consagrada em 1904.</p>
<p>Além dos sírios e libaneses, comerciantes alemães, franceses e italianos &#8211; como vendedores de tecidos e estes últimos também como maiores vendedores de sapatos e principais agentes das atividades de funilaria e ferragem -, ingleses e norte-americanos no setor de metalurgia, e brasileiros e portugueses em trabalhos de carpintaria, se instalaram na região. Nos últimos anos, a presença de orientais vem se intensificando.</p>
<p>A área, cuja origem é a Rua 25 de Março, constitui-se de um conglomerado de lojas e galerias que vai desde o Mosteiro de São Bento até o Mercado Municipal. Desde o início de sua história, a rua foi identificada com a possibilidade de oportunidade de negócios em atividades comerciais e em sua região estão instaladas lojas tanto atacadistas como varejistas de produtos variados: de armarinhos a papelarias, roupas de cama e mesa, bijuterias e brinquedos, dentre vários outros. É, como já mencionado, apesar das grandes mudanças ocorridas na estrutura de comércio da capital paulistana, uma região comercialmente muito movimentada e ativa, o &#8220;<em>maior shopping a céu aberto da América Latina</em>&#8220;.</p>
<p>Em 2007, , &#8220;a 25&#8243; foi o tema do enredo da Associação Cultural e Social Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco intitulado <i>Das sete curvas de um rio nasce a Rua da Cultura, religião, comércio e festas populares: 25 de Março, Isso é Brasil!</i></p>
<p>Devido à pandemia do Covid-19, o comércio da rua ficou fechado de março de 2020 ao dia 10 de junho do mesmo ano. Recebe cerca de quatrocentas mil pessoas por dia e, perto de datas comemorativas, esse número sobe para um milhão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CESARINO, G. K.; CALDANA JUNIOR, V. L. (2017). <em>Adaptação e resiliência do espaço comercial de rua: a 25 de março</em>. <i>RUA</i>, <i>23 </i>(1), 117-139.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>OLIVEIRA, Lineu Francisco de; GIL Antonio Carlos. <em><a class="external text" href="http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/res/article/view/455" rel="nofollow">O conglomerado comercial da rua 25 de março, em São Paulo: uma região socialmente construída</a></em>. Revista de Estudos Sociais, 2011, nº 25, vol. 13</p>
<p>PONCIANO, Levino. Todos os centros da Paulicéia. São Paulo: Editora Senac, 2007.</p>
<p>PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAUL, Departamento do Patrimônio Histórico. <em>A enchente de 1º de janeiro de 1850</em>. São Paulo, 2009.</p>
<p><a href="https://economia.ig.com.br/2020-06-11/rua-25-de-marco-reabre-o-comercio-com-filas-depois-de-tres-meses-fechado.html" target="_blank">Site Brasil Econômico</a></p>
<p><a href="http://casashistoricaspaulistanas.blogspot.com/2012/09/familia-jafet-125-anos-em-sao-paulo.html" target="_blank">Site Casas Históricas Paulistanas</a></p>
<p><a href="https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/logradouro/rua-25-de-marco" target="_blank">Site Dicionário de ruas da Prefeitura de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://www.guiada25.com.br/historia_da_25demarco.asp" target="_blank">Site Guiada25</a></p>
<p><a href="http://www.catedralortodoxa.com.br/nossa-senhora" target="_blank">Site Igreja Ortodoxa Antioquina</a></p>
<p><a href="http://lojacampossalles2654.com.br/principal/perfil-biografico-de-campos-salles/" target="_blank">Site Loja Maçônica Campos Salles 2654</a></p>
<p><a href="http://www.saopauloinfoco.com.br/familia-jafet/" target="_blank">Site São Paulo in Foco</a></p>
<p><a href="https://www.viagensecaminhos.com/2012/12/rua-25-de-marco-e-bras-sao-paulo.html" target="_blank">Site Viagens e Caminhos</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Becos cariocas</title>
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		<pubDate>Wed, 03 May 2017 14:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Aristógiton Malta]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[beco]]></category>
		<category><![CDATA[becos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Edmundo]]></category>
		<category><![CDATA[O Rio de Janeiro do meu tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[ruas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7603</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz algumas imagens do Rio de Janeiro de antigamente. São fotografias de becos cariocas produzidas pelo fotógrafo Augusto Malta (1864 - 1957) e por seu filho Aristógiton Malta (1904-1954), que pertencem ao acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, um dos parceiros do portal. São registros dos becos da Batalha, dos Ferreiros, da Fidalga, da Música, do Paço e do Rosário, todos no Centro. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 357px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4299" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4299/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.PURM.NG.2113.6186.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="347" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4299" target="_blank">Augusto Malta. Beco do Paço, 1º de agosto de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>A Brasiliana Fotográfica traz algumas imagens do Rio de Janeiro de antigamente. São fotografias de becos cariocas produzidas pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> e por seu filho Aristógiton Malta (1904-1954), que pertencem ao acervo do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4991" target="_blank">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a>, um dos parceiros do portal. São registros dos becos da Batalha, dos Ferreiros, da Fidalga, da Música, do Paço e do Rosário, todos no Centro. Alguns deles foram citados pelo historiador e memorialista Luiz Edmundo (1878 &#8211; 1961) no livro <em>O Rio de Janeiro do meu tempo </em>(1938), na descrição do aspecto das ruas cariocas do período colonial e do ínicio do século XX: <em>As ruelas que se multiplicam para os lados da Misericórdia &#8211; Cotovelo, Fidalga, Ferreiros, Música, Moura e Batalha &#8211; são estreitas, com pouco mais de metro e meio de largura. São sulcos tenebrosos que cheiram a mofo, a pau-de-galinheiro, a sardinha frita e suor humano</em>.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/106" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de becos cariocas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Um pouco da história desses becos</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Beco da Batalha, dos Ferreiros e da Fidalga</span>: ficavam no bairro da Misericórdia e não existem mais. A origem do nome do Beco da Batalha foi a existência de um oratório dedicado à devoção de Nossa Senhora da Batalha no próprio beco ou no largo do mesmo nome. No Beco dos Ferreiros moravam muitos chineses e em suas casas se fumava ópio. No Beco da Fidalga morava dona Maria Antônia de Alencastro, parente do militar português Gomes Freire (1757 -1817).</p>
<p><span style="color: #800000;">Beco da Música</span>: também no antigo bairro da Misericórdia, liga a avenida Antônio Carlos à rua Dom Manuel.  Seu nome era Beco do Administrador, mas foi rebatizado como Beco da Música, quando músicos do Regimento do Moura, aquartelados nas vizinhanças, passaram a ensaiar no local onde havia sido a sede da administração do monopólio do sal. Segundo o historiador Felisberto Freire (1858 &#8211; 1916), nele estiveram os portões do Rio de Janeiro, no século XVI, quando a cidade &#8220;malnascida no Castelo, dispunha embaixo, na várzea, de uma muralha para melhor protegê-la&#8221;.</p>
<p><span style="color: #800000;">Beco do Paço</span>: ficava perto da rua Dom Manuel e foi destruído para a abertura da rua Erasmo Braga.</p>
<p><span style="color: #800000;">Beco do Rosário</span>: fica perto da rua Reitor Azevedo Amaral. Foi em uma lanchonete situada no beco que, em 1967, num sábado de Aleluia, começou um incêndio que destruiu grande parte da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>EDMUNDO, Luiz. <em>O Rio de Janeiro do meu tempo</em>. Rio de Janeiro:Editora: Imprensa Nacional, 1938.</p>
<p>COSTALLAT, Benjamim. <em>Mistérios do Rio</em>. Rio de Janeiro:Biblioteca Carioca, Secretaria Municipal de Cultura, 1995.</p>
<p>GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio. Rio de Janeiro:Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=53" target="_blank">Site Rio &amp; Cultura</a></p>
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		<title>O Passeio Público do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2017 12:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Concorrido ponto de encontro da população carioca nos séculos XVIII e XIX, o Passeio Público foi tema de importantes fotógrafos. A Brasiliana Fotográfica selecionou imagens do parque produzidas por Augusto Malta (1864 - 1957), Camillo Vedani (18? - 1888), Georges Leuzinger (1813 - 1892), Jorge Kfuri (? - 1965) e Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886). Construído entre 1779 e 1783, localiza-se no centro histórico do Rio de Janeiro, entre a Lapa e a Cinelândia, e foi concebido pelo mineiro Valentim da Fonseca e Silva, mais conhecido como Mestre Valentim (c. 1745 - 1813), um dos maiores artistas do período colonial brasileiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 614px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/74" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/74/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="604" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/74" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Jardin Public, 1860. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Concorrido ponto de encontro da população carioca nos séculos XVIII e XIX e primeiro parque ajardinado do Brasil, o Passeio Público foi tema de importantes fotógrafos. A Brasiliana Fotográfica selecionou imagens do parque produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382" target="_blank">Camillo Vedani (18? &#8211; 1888)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, Jorge Kfuri (1892/3? &#8211; 1965) e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a>. Construído entre 1779 e 1783, o Passeio Público localiza-se no centro histórico do Rio de Janeiro, entre a Lapa e a Cinelândia, e foi concebido pelo mineiro Valentim da Fonseca e Silva, mais conhecido como Mestre Valentim (c. 1745 &#8211; 1813), um dos maiores artistas do período colonial brasileiro. Ele desenhou um jardim em estilo francês para o qual fez várias obras de arte, dentre elas esculturas, chafarizes e pirâmides como o Chafariz dos Jacarés ou Fonte dos Amores, duas pirâmides de granito com as inscrições <i>À Saudade do Rio</i> e <i>Ao Amor do Público, </i>e<i> </i>a <em>Fonte do Menino</em> com a escultura do menino da bica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=2&amp;query=%22passeio+p%C3%BAblico%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Passeio Público disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No local do Passeio Público existiu, até fins do século XVIII, a Lagoa Boqueirão da Ajuda, única que desaguava no mar e onde a população despejava seus dejetos. Por sua insalubridade, foi aterrada por ordem do vice-rei do Estado do Brasil, dom Luís Vasconcelos (1742 &#8211; 1809), que decidiu ocupar a área com um jardim público. O aterramento ocasionou a abertura das ruas do Passeio e das Belas Noites &#8211; atual rua das Marrecas. Inaugurado em 1783, já em 1786, o Passeio Público foi o cenário das grandes festas em comemoração ao casamento de dom João VI (1767 &#8211; 1826) e Carlota Joaquina (1775 &#8211; 1830).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2268" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2268/007A5P3FG2-53a55.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="625" height="469" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2268" target="_blank">Marc Ferrez. Passeio Público do Rio de Janeiro, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1815, o frade carmelita Frei Leandro do Sacramento (1778 &#8211; 1829), futuro diretor do Jardim Botânico (1824), começou a ministrar aulas de Botânica ao ar livre, no Passeio Público. Ao longo do século XIX, o jardim passou por algumas reformas, tendo sido a mais importante realizada pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou (1828 &#8211; 1906), que teve início em 1861, por determinação de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3098" target="_blank"> dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>. Glaziou alterou o traçado original do Mestre Valentim e o Passeio Público foi reinaugurado na ocasião da celebração do 40º aniversário da Proclamação da Independência, <span style="color: #333333;">em 7 de setembro de 1862 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/16172" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 7 de setembro de 1862, na quarta coluna sob o título &#8220;O Passeio Público&#8221;</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2039" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2039/001SW001006.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="629" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2039" target="_blank">Augusto Stahl. Passeio Público, c. 1862. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já no século XX, entre 1902 e 1906, na gestão do prefeito Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), o Passeio Público recebeu diversos melhoramentos e foi inaugurado o primeiro aquário de água salgada da América do Sul, <span style="color: #333333;">em 18 de setembro de 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8393" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de setembro de 1904, na última coluna sob o título &#8220;O Aquarium&#8221;</a>).</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Em 1920, durante a administração do prefeito Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930), foi demolido o belvedere do parque. Em seu lugar, foi inaugurado, em 1926, o Teatro-Cassino Beira Mar, projeto do arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920). </span> Na administração do prefeito Henrique Dodsworth (1895 &#8211; 1975) foram demolidos os prédios onde funcionava o Teatro-Cassino, fato abordado na matéria &#8220;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/48446" target="_blank">O Passeio Público e as suas transformações&#8221;, publicado em 14 de outubro de 1937, no jornal </a><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/48446" target="_blank">A Noite</a>.</em> Em junho de 1938, o Passeio Público do Rio de Janeiro foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.</p>
<p>O Departamento Geral de Parques e Jardins da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos empreendeu uma nova reforma no Passeio Público, recuperando mil metros do parque, em 1988. Dez anos depois, em fevereiro de 1998, foi realizado um trabalho de limpeza no Passeio e, em 1999, seus gradis foram restaurados. Em 2004, passou por outra reforma, que durou cerca de um ano, e foi reinaugurado em 14 de dezembro de 2004 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_12/123434" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de dezembro de 2004</a>).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;">Segundo o site</span> <a href="http://www.passeiopublico.com/curiosidades.asp" target="_blank">Passeio Público do Rio de Janeiro</a><span style="color: #333333;">, uma das fontes consultadas para a elaboração desse post: </span></span></p>
<p><span style="color: #333333;">&#8220;Os 33.649 m² de área do Passeio são habitados por espécies vegetais variadas e por algumas espécies animais. O parque possui mais de 90 espécies de grande porte, como mangueiras, goiabeiras, figueiras, pitangueiras, pau-mulato, bambus, coqueiros, palmeira-areca, cacto-rabo-de-rato, bromélias, flamboyants, pés de tamarindo, baobás, gameleiras, pau-rosa, pau-ferro, pau-rei, oitizeiro, carvalho negro do Brasil, jequitibá, ipê roxo, perobeira, palmeira imperial, uma grande amendoeira e até pau-brasil. A fauna é composta por muitas aves que freqüentemente pousam nas árvores e nos jardins, como rolinhas, sabiás, bem-te-vis, saíras-amarelas, garças e beija-flores&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2017 13:07:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia os 463 anos de São Paulo, a maior cidade da América do Sul e a quarta maior do mundo, com imagens produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843 - 1928). Ele foi o autor de importantes registros da cidade, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Em 1899, a empresa The São Paulo Railway, Light and Power Company, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte. Na ocasião, a presença da Light representava a modernização da área urbana e dos serviços da cidade. Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi Augusto Malta (1864 - 1957) no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia os 463 anos de São Paulo, a maior cidade da América do Sul e a quarta maior do mundo, com imagens produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928). Ele nasceu em Wellhausen, cantão de Thurgau, e foi para <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4742" target="_blank">Salvador</a>, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Na década de 1880, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/984/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o autor de importantes registros do estado e da cidade de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Foi o mais importante divulgador da nova imagem do estado como líder do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;As imagens de Gaensly foram fartamente utilizadas pelas primeiras publicações ilustradas, oficiais ou não, num contexto promocional, interessadas em divulgar a imagem do Estado de São Paulo no plano internacional. Gaensly, de sua parte, veicularia amplamente sua produção através dos cartões postais&#8230;Se, por um lado, enquanto fotógrafo proprietário de um esta belecimento comercial as vistas urbanas e rurais se incluíam em sua atividade profissional constituindo-se no seu meio de vida, por outro, ele colaborou definitivamente para a construção da imagem oficial da cidade: aquela idealizada pelas elites e pelo Estado, a imagem de uma cidade que se &#8220;apresentava&#8221; moderna através de estilos &#8220;neoclássicos&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Boris Kossoy in <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>, 2002</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/958" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/958/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/958" target="_blank">Guilherme Gaensly. S. P. R. Estação da Luz, 1902 (?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, Gaensly foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil. Em 1899, a empresa <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company</em>, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte. Na ocasião, a presença da Light representava a modernização da área urbana e dos serviços da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/102" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Guilherme Gaensly, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essa documentação, assinada por um fotógrafo plenamente maduro e no auge da carreira, possui particular importância já que Gaensly valia-se ainda da tecnologia e do olhar estético característico da fotografia do final do século XIX, o que lhe permitiu conferir peculiar qualidade a seus registros, fazendo-os mesmo transcender os aspectos estritamente técnicos das imagens que sabia capturar com extremo rigor formal e poder de síntese&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Catálogo da Exposição comemorativa da doação do Acervo Brascan ao IMS &#8211; </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Guilherme Gaenly e Augusto Malta: dois mestres da fotografia brasileira no Acervo Brascan,</em> p.10)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a> no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia. Registrou a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da avenida Paulista, além de palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 687px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2572" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2572/001AAN004007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="677" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2572" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida São João, c. 1902. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">&#8220;Guilherme Gaensly foi sem dúvida o fotógrafo que mais aproximou o seu trabalho das necessidades e exigências do ideário republicano de progresso social e material. Dedicado e ativo nas primeiras décadas do século passado, produziu uma visão da metrópole emergente com requinte e elegância, buscando interpretá-la como um espaço urbano harmonioso; uma memória que não ultrapassa o estritamente fotográfico, mas que hoje se evidencia como um dos principais fios condutores da história da cidade&#8221;</span></p>
<p style="text-align: right;">Rubens Fernandes Junior, in <em>Guilherme Gaensly</em>, 2011</p>
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<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Guilherme Gaensly  (1843 &#8211; 1928)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, c. 1902. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1843</strong></span> &#8211; Em 1º de setembro (provavelmente), nascimento de Wilhelm (Guilherme) Gaensly, em Wellhausen, cantão de Thurgau, na Suíça, fronteira com a atual Alemanha, filho de Jacob Heinrich (c. 1804 &#8211; 1868) e Anna Barbara Kin (c. 1813 &#8211; 1895). Teve 4 irmãos: Ferdinand (c. 1837 &#8211; 1915), Frederick (c. 1838 &#8211; 1902), Julia (c.1848 &#8211; 1936) e Alaine (c.1852 &#8211; ?). Nesse mesmo ano, seu pai veio para o Brasil, repetindo a experiência de primos e irmãos, chegando em Salvador, em 19 de setembro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1848</strong></span> &#8211; Em julho, chegada de Anna Barbara com os filhos Ferdinand, Frederick e Guilherme em Salvador, na época a segunda cidade mais populosa do Brasil &#8211; a primeira era o Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1850/1851</strong></span> &#8211; Criação do Bahia Fremden Kirschhof, o Cemitério dos Estrangeiros. Os pais e irmãos de Gaensly estão enterrados lá, na área dos protestantes.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Morte de Jacob Heinrich em 4 de janeiro. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;PagFis=3291" target="_blank"> anuncia a técnica da marfimographia, a contratação de novos profissionais e a iminente abertura de uma filial da Photographia Allemã em Salvador, na Bahia (<em>Jornal de Recife</em>, edição de 21 de julho de 1868, quarta e quinta colunas, no pé da página)</a>. Em algum momento entre a inauguração do ateliê e 1871 Gaensly trabalhou para Henschel.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>Década de 1870</strong></span> &#8211; Segundo Kossoy, durante essa década, Gaensly também foi associado ao fotógrafo alemão Joseph Schleier (1827 &#8211; 1903), que havia chegado em Salvador em 1851.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1871</span></strong> &#8211; Após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Henschel</a>, situado na rua da Piedade, 16 (<em>Jornal da Bahia</em>, 16 de setembro de 1871), Gaensly estabeleceu-se como fotógrafo na firma <em>Maison Gaensly &amp; Lange</em> (segundo Kossoy, Waldemar Lange), com a colaboração de Karl Gustaff ( c. 1837 &#8211; 1872), alemão que também havia prestado serviços para Henschel. Provavelmente, a <em>Maison Gaensly &amp; Lange</em> ficava na Estrada do Manguinho.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Segundo Geraldo da Costa Leal em <em>Um cinema chamado saudade</em> (1997), nessa época, o europeu Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?) já trabalharia com Gaensly.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1875</span></strong> &#8211; No <em>Jornal da Bahia</em> de 29 de agosto de 1875, na página 3, de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/815063/312" target="_blank">31 de agosto, na página 4</a>, e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/815063/328" target="_blank">4 de setembro, na página 4</a>, foram publicadas propagandas da Photographia do Commercio, de Gaensly, <em>na </em>Ladeira de São Bento, 1. A propaganda foi publicada outra vez em 14 e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/815063/332" target="_blank">19 de abril de 1876</a> no mesmo jornal.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Novo estabelecimento</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>montado com todo o gosto</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Photographia do Commercio</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Guilherme Gaensly</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>1- Ladeira de S. Bento &#8211; 1</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>na localidade que ocupava a I.l.L. M. Sociedade Recreativa</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Tendo sido todos os utensílios para esta nova galeria como instrumentos, mobílias, fundos, decorações, etc, escolhidos pessoalmente na minha última viagem à Europa onde visitei os maiores estabelecimentos deste gênero, venho oferecer ao respeitável público o ATELIER melhor montado desta capital garantindo trabalhos perfeitos e de DURAÇÃO visto que adotei todos os melhoramentos feitos nestes últimos anos.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A ótima colocação do ATELIER permite pela boa luz tirar constantemente bons resultados ainda nos dias chuvosos.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Sempre tem um trem  especial pronto para sair a qualquer chamado mediante prévio ajuste.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Preços reduzidos</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A maior coleção de vidros da Bahia, Cartões de visita, Cartões imperiais, Cartões Bombés, Retratos Maiores </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; Segundo Kossoy, Gaensly anunciou seu estabelecimento, a Photographia do Commercio, no Largo do Teatro, 1, no <em>Jornal da Bahia, </em>de<em> </em>20 de junho de 1876.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1877</span></strong> &#8211; Foi agraciado com 3 medalhas pelo Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Participou da grande mostra da Biblioteca Nacional, Exposição de História do Brasil, que reunia integrantes do acervo da instituição e também da coleção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e do barão Homem de Mello (1837 &#8211; 1918). Apresentou 28 fotografias de quadros a óleo de pessoas públicas como o padre Antônio Vieira (1608 &#8211; 1697) e o conde de Cavalleiros (1750 &#8211; 1807). Expôs também vistas da Bahia produzidas provavelmente durante a década de 1870 com o alemão Joseph Schleier (1827 &#8211; 1903) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/30709" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1881 &#8211; 1882, volume 2,</a> nas páginas <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31131" target="_blank">1418</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31132" target="_blank">1419</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31134" target="_blank">1421</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31207" target="_blank">1495</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31213" target="_blank">1501</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31252" target="_blank">1542</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31254" target="_blank">1544</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31255" target="_blank">1545</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31256" target="_blank">1546</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31262" target="_blank">1552</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31264" target="_blank">1554</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31265" target="_blank">1555</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31268" target="_blank">1558</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31276" target="_blank">1566</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31281" target="_blank">1571</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31282" target="_blank">1572</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31284" target="_blank">1574</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31285" target="_blank">1575</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31286" target="_blank">1576</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31288" target="_blank">1578</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31289" target="_blank">1579</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31291" target="_blank">1581</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31292" target="_blank">1582</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31293" target="_blank">1583</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31299" target="_blank">1589</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31301" target="_blank">1591</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31302" target="_blank">1592</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31307" target="_blank">1597</a>).</p>
<p style="text-align: left;">A presença de Schleier no catálogo da Exposição de História do Brasil parece confirmar a associação entre ele e Gaensly. As imagens são do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31132" target="_blank"><em>Terreiro de Jesus com a cathedral</em> e <em>Faculdade de Medicina (antigo colégio dos jesuitas)</em></a>. Segundo Ricardo Mendes, &#8220;Considerando a abrangência do trabalho de Gaensly ao registrar a cidade de Salvador, não teria sentido a inclusão de imagens de locais tão conhecidos, a não ser que se tratasse de uma associação efetiva. De J. Schleier existem poucas referências, além de raras imagens no acervo da Biblioteca Nacional e dos Instituto Geográfico e Histórico da Bahia&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Nesse ano o endereço de seu ateliê mudou para Largo do Teatro n° 92 &#8211; ao lado do Teatro São João &#8211; local que anos depois ficaria conhecido como Praça Castro Alves. O estúdio, um grande sobrado, era, provavelmente, também a residência de Gaensly.</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly e Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), futuramente seu sócio e cunhado, fotografaram a inauguração do segundo trecho da Estrada de Ferro Central da Bahia, entre São Félix e Tapera, atual Taperi (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4806" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de janeiro de 1882, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1882</span></strong> &#8211; Informava-se ao público novas mudanças e melhorias na <em>Fotografia premiada de Guilherme Gaensly</em>, que além de ateliê fotográfico funcionava também como uma galeria de seus trabalhos e anunciava  &#8220;a melhor coleção de vistas dos pontos mais bonitos da capital e subúrbios. Chama especial atenção para os retratos de tamanho natural pela câmara solar, retocados por um hábil artista de Paris&#8221;. O retoque deveria ser uma referência ao acabamento de fotopintura. (<em>Diário de Notícias</em>, 1 de janeiro de 1882).</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly apresentou &#8220;excelentes trabalhos photographicos&#8221; na exposição dos 10 anos do Imperial Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/6794" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de outubro de 1882, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;">Admitiu como ajudante Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), que no final dessa década tornou-se seu sócio.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1883</span></strong> &#8211;  Foi publicado um anúncio do ateliê fotográfico de Gaensly, com a denominação Photographia Gaensly, na Praça de Castro Alves (<em>Diário de Notícias</em>, 4 de abril de 1883).</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;O conhecido e acreditado photographo Gaensly&#8221; registrou o grupo que estava presente ao lançamento da pedra fundamental para as obras do primeiro engenho central da companhia<em> Bahia Central Sugar Factories, </em>um empreendimento do engenheiro britânico<em> </em>Hugh Wilson<em>, </em>organizador da Companhia Anônima da Imperial Estrada de Ferro Central da Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/8065" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de junho de 1883, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1884</span></strong> &#8211; Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1885</span></strong> &#8211; Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #993300;"><span style="color: #800000;">1888</span> </span></strong>- Em 5 de maio, Guilherme casou-se com Ida Itschner (c.1863 &#8211; 1933), na residência dos pais da noiva, João Jacob Itschner e Elisabet Wolf Itschner. Teve como testemunhas seu sócio, Rodolfo Lindemann, e um de seus irmãos, Frederick. A cerimônia foi celebrada pelo pastor A.L. Blackford, um dos fundadores da igreja presbiteriana no Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">Rodolfo Lindemann havia se casado com a irmã de Guilherme, Alaine, em 23 de abril, no ateliê fotográfico dele e de Guilherme, tendo como testemunhas os irmãos de Gaensly, Frederick e Ferdinand.</p>
<p style="text-align: left;">Rodolfo Lindemann havia se casado com a irmã de Guilherme, Alaine, em 23 de abril, no ateliê fotográfico dele e de Guilherme, tendo como testemunhas os irmãos de Gaensly, Frederick e Ferdinand.</p>
<div id="attachment_25024" style="width: 234px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/gaensly.jpg"><img class="wp-image-25024" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/gaensly.jpg" alt="gaensly" width="224" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo IMS</p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Rodolpho Lindemann, do ateliê Gaensly &amp; Lindemann, foi premiado na Exposição Universal de Paris, no Campo de Marte, com uma medalha de bronze com quadros fotográficos da Bahia e de Pernambuco.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Gaensly embarcou rumo à Europa no paquete alemão <em>Rosário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/8474" target="_blank">Diário de Notícias, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/8474" target="_blank">14 de janeiro de 1891, na penúltima coluna</a>)<em>.</em></p>
<p style="text-align: left;">O casal Guilherme e Ida Gaensly embarcou no paquete alemão <em>Mondevidéu</em> rumo a Santos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3384" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de julho de 1891, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Foi noticiado que o beco ao lado do ateliê fotográfico de Gaensly &amp; Lindemann, na praça Castro Alves, em Salvador, havia se tornado um &#8220;mictório&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222216/795" target="_blank"><em>Jornal de Notícias</em>, 28 de maio de 1892, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; O casal Guilherme e Ida Gaensly embarcaram no paquete alemão <em>Olinda</em> rumo à Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/8581" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de julho de 1893, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Inauguração da filial da firma Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, na rua XV de Novembro, 28, onde se concentrava o comércio de alto padrão na capital. Gaensly foi chefiar a sede paulista e Lindemann permaneceu em Salvador. A firma baiana teve seu nome alterado para Photographia Cosmopolita. Tudo indica que a crescente concorrência em Salvador e a queda do desempenho da economia baiana devido à seca foram as causas da abertura do ateliê em São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">Entre 1894 e  1897, editou a série de grandes estampas fotográficas de São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">O ateliê fotográfico Gaensly &amp; Lindemann foi o responsável pela produção de um quadro com os retratos de todos os arcebispos da Bahia. Foi organizado por iniciativa de Olavo de Freitas Martins, um dos fundadores do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. &#8220;O trabalho artístico do systema photogravura foi executado pelo artista sr. Rodolpho Lindemann, ficando perfeito&#8221;. A matéria também informava que a sede paulista do ateliê Gaensly &amp; Lindemann estava produzindo um quadro com os retratos dos arcebispos de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34517" target="_blank"><em>Jornal</em><em> de Recife</em>, 24 de outubro de 1894, na quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">As edições de 1894 e 1895 do livro <em>São Paulo, </em>de Gustav Köenigswald, foram ilustradas com as primeiras séries de vistas da capital paulista produzidas por Gaensly.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Aos 82  anos, faleceu em Salvador a mãe de Gaensly, Anna Barbara.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Anúncio em francês da Photographia Gaensly &amp; Lindemann, com os endereços em São Paulo &#8211; rua Quinze de Novembro,28 &#8211; e em Salvador &#8211; Largo Castro Alves, 92 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/829625/229" target="_blank"><em>Almanach</em>, 1896</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Elogio à fotografia <em>Otto de bicicleta, </em>produzida pelo ateliê Gaensly &amp; Lindemann, exposta na casa de música do sr. Luiz Levy, na rua Quinze de Novembro, em São Paulo<i> </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818186/3" target="_blank"><em>A Bicycleta</em>, 12 de julho de 1896, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a> anunciou que Gaensly e Lindemann haviam cedido &#8220;gentilmente&#8221; a ele o seu &#8220;magnífico atelier&#8221; na rua Quinze de Novembro, 28, na capital paulista. Gutierrez estava expondo suas fotografias no salão da Associação Comercial <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4513" target="_blank">O Commercio de São Paulo</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4513" target="_blank">, 24 de novembro de 1896, na quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No periódico paulista <em>A música para todos</em>, exemplar de dez.1896 / jan.1897, foi anunciada a Photographia Gaensly &amp; Lindemann <em>recomendada aos nossos assinantes</em>. No mesmo anúncio,  foi também noticiada a exposição de mais de cinquenta fotografias do ateliê na redação da revista.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1898</span></strong> &#8211; Foi comercializado o álbum &#8220;Colleções de 27 cartões com vistas da Cantareira, Jardim Publico, Quartel de Policia, Serra de Santos, Fazendas de Café, Poços de Caldas, Escola Normal de Campinas, Estação de Campinas, Largo de São Bento, Largo do Palacio, Ypiranga e outros&#8221;, cartões postais impressos por Victor Vergueiro Steidel (1868 &#8211; 1906). Não foi apresentada a autoria das imagens, mas foram, muito provavelmente, baseadas em fotografias de Gaensly, de Paulo Kowalsky e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez(1843 &#8211; 1923)</a>. O fotógrafo Kowalsky teria atuado em São Paulo entre 1891 e 1897.</p>
<p style="text-align: left;">Para a Escola Politécnica, o estúdio Gaensly &amp; Lindemann produziu o quadro de formatura da turma de Engenheiros Geógrafos.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Gaensly &amp; Lindemann presentearam o<em> Correio Paulistano</em> com “uma bella collecção de bilhetes postais contendo vistas dos principais edificios e dos logares mais pitorescos” de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/10589" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de agosto de 1899, na última coluna</a>). Seria sua primeira série de postais, <em>Lembrança de São Paulo</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly &amp; Lindemann anunciaram o envio da <em>Grande Collecção de Vistas de São Paulo</em> para a Exposição Universal de Paris de 1900.</p>
<p style="text-align: left;">Em abril, foi constituída em Toronto, por um grupo de investidores canadenses estimulados por empresários paulistas a <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company Limited</em>.  Em 17 de junho, a empresa obteve autorização para funcionar no Brasil e logo em seguida iniciou seus trabalhos no país.</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly foi contratado pela companhia e foi seu principal fotógrafo até 1925. Com equipamentos de grande porte (negativos em vidro 24 x 30cm), passou, então, a documentar os trabalhos da empresa, produzindo registros das transformações urbanas de São Paulo, causadas por obras de implantação de linhas de bonde elétrico, de iluminação pública, imagens de casas de máquina e interiores de oficinas de manutenção, além de fotografias da construção de barragens e das hidrelétricas da Light no estado. A primeira fotografia produzida por ele para a Light foi das obras da rua 25 de março, em 5 de julho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.energiaesaneamento.org.br/not%C3%ADcias/boletim/boletim-abril-2013.aspx" target="_blank"><img src="https://lh3.googleusercontent.com/-ixweL-iyYh0/UXV_LFNFAII/AAAAAAAAAtU/8elNYCb6Hx0/s800/001.jpg" alt="" width="418" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.energiaesaneamento.org.br/not%C3%ADcias/boletim/boletim-abril-2013.aspx" target="_blank">Guilherme Gaensly. A imagem zero. Obras na Rua 25 de Março, 5 de julho de 1899. São Paulo, SP / Acervo da Light</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Terminou a sociedade entre Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, e Gaensly passou a atuar sozinho na Photographia Gaensly (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Alkmanak Lammert</em>, 1901)</a>. No mesmo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/22232" target="_blank">Almanak</a>, consta o ateliê Gaensly &amp; Lindemann, em Salvador.</p>
<p style="text-align: left;">Produção da segunda série de postais, também denominada <em>Lembrança de São Paulo</em>, dessa vez apenas com a assinatura de Gaensly. A terceira série deve ter sido editada logo em seguida.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Foi noticiado que a Photographia Gaensly &amp; Lindemann de Salvador havia fotografado uma criança natimorta e hermafrodita, que estava despertando a curiosidade da população e de médicos, dentre eles o professor  de medicina legal, Nina Rodrigues (1862 &#8211; 1906) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720011/33875" target="_blank"><em>Diário do Maranhão</em>, 31 de outubro de 1901, na última coluna sob o título &#8220;Criança fenomenal&#8221;</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- As imagens publicadas no primeiro Relatório de Diretoria da Light dirigido aos acionistas no exterior foram baseadas em fotografias de Gaensly e Lindemann, produzidas especificamente para a empresa ou para o álbum <em>Lembrança de São Paulo</em>, editado pelo Instituto Politécnico de Zurique e impresso em colotipia.</p>
<p style="text-align: left;">O estúdio fotográfico Gaensly &amp; Lindmann continuava funcionando em Salvador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23718" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1903</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong> </span>- Para &#8220;auxiliar a propaganda do café&#8221; na Exposição de Saint Louis (1904), Gaensly começou a documentar as instalações e a  lavoura cafeeira da colônia americana em Santa Bárbara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3806" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de dezembro de 1903</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Enviou ao <em>Correio Paulistano</em> uma coleção de dez cartões-postais coloridos e 50 em planotipia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 26 de abril de 1903, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1904</span></strong> &#8211; Gaensly entregou &#8220;as vistas produzidas no interior da exposição (Saint Louis) e as dos mapas do café&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4100" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de fevereiro de 1904, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">Gaensly integrou uma comitiva que visitou a Ilha dos Búzios, parte do Arquipélago de Ilhabela, onde seria instalada uma colônica correcional. O <em>conhecido fotógrafo </em></span>Gaensly tinha a <em>tarefa de tirar vistas dos trechos mais pitorescos e menos conhecidos dos Búzios e das histórias do fortes coloniais de Bertioga, São Sebastião e Villa Bella</em>. Dentre vários, também estavam na expedição o escritor e engenheiro Euclides da Cunha (1866 &#8211; 1909), autor de <em>Os Sertões,</em> e o pintor Benedito Calixto (1853 &#8211; 1927), além de autoridades como o secretário do Interior de São Paulo e o chefe de polícia (<em>Correio Paulistano</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4911" target="_blank">8 de agosto de 1904, na quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4935" target="_blank">12 de agosto de 1904, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Anúncio da Photographia de Guilherme Gaensly, antiga Gaensly &amp; Lindemann. A propaganda seria publicada diversas vezes durante 1904 e 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5403" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1904, na sétima coluna</a>). Foi contemporâneo dos fotógrafos húngaro José Wollsack (1847 – 1927), do austríaco <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866http://" target="_blank">Otto Rudolf Quaas (c. 1862 &#8211; c. 1930)</a> e do brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25006" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25006" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/varios.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de novembro de 1904" width="262" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1904</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: left;">Na Exposição Mundial de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904,  Gaensly ganhou medalha de prata na categoria &#8220;Photographia&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27484" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O estúdio fotográfico Gaensly &amp; Lindmann continuava funcionando em Salvador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27590" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong> </span>- Entre 1905 e 1907, nas notas fiscais da Photographia Gaensly existem muitas referências a serviços de reproduções de mapas para a Comissão Geográfica e Geológica.</p>
<p style="text-align: left;">Início das atividades da <em>Rio de Janeiro Railway, Light and Power Company Limited</em> e contratação do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957).</a></p>
<p style="text-align: left;">Foi publicada uma fotografia de autoria de Gaensly da festa do Club da Guarda Nacional, realizada no Jardim da Luz, em 26 de julho de 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/3550" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de agosto de 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">c. 1905</span></strong> &#8211; Gaensly editou uma série no formato postal, que ficou conhecida como a <em>série A</em>, com cinquenta imagens. Foi produzida com uma técnica de impressão que resultava numa melhor visualização, próxima ao da cópia fotográfica.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong> </span>- Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da Secretaria de Agricultura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9743" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1906, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi elogiada como <em>magnífica</em> a fotografia do quadro da turma de graduandos da Escola de Farmácia de Ouro Preto, produzida por Gaensly (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/21826" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 11 de dezembro de 1906, na sexta coluna, sob o título &#8220;Municípios&#8221;</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Último registro do funcionamento do estúdio fotográfico Gaensly &amp; Lindmann, em Salvador, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/29798" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1906</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da secretaria de Agricultura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19655" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 22 de novembro de 1907, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento das secretarias do Interior e da Agricultura de São Paulo (<em>Commercio de São Paulo</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19945" target="_blank">12 de janeiro de 1908, na primeira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20181" target="_blank">26 de fevereiro, na quinta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20567" target="_blank">8 de maio, na terceira coluna </a>e <em>Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14211" target="_blank"> 30 de outubro de 1908, na sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14532" target="_blank">15 de dezembro de 1908, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da Exposição Nacional e obteve a medalha de ouro na seção de &#8220;Photographia&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19688" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 27 de novembro de 1897, na quarta coluna, sob o título &#8220;Notas e Notícias&#8221;</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/39040" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1909</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da secretaria de Agricultura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/15905" target="_blank"><em>Correio Paulistano, </em>13 de julho de 1909, na penúltima coluna</a><em>).</em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Iniciou a produção de um novo conjunto de 50 imagens de São Paulo no formato postal, posteriormente conhecida como a <em>série B</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>- O naturalista Hermann von Ihering (1850-<wbr />1930), que dirigiu o Museu Paulista entre 1894 e 1916, pediu à Diretoria de Terras, Colonização e Imigração um coleção de fotografias dos núcleos coloniais &#8220;ultimamente tiradas pelo dr. Gaensly&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21043" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de abril de 1911, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Uma coleção de fotografias de Guilherme Gaensly foi um dos prêmios da rifa organizada por artistas em prol das vítimas de uma inundação ocorrida em Santa Catarina e no Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9731" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de dezembro de 1911, na última coluna</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1912</strong></span> &#8211; O ateliê de Gaensly mudou-se para a rua Boa Vista, 39 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/52922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1913</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Foi publicada no jornal <em>Germania</em>, da comunidade alemã, em 15 de junho de 1914, uma propaganda do ateliê do fotógrafo na rua Boa Vista, 39.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Gaensly prestou serviços à Prefeitura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/44668" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de dezembro de 1917, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Fotografou os participantes do <em>Sínodo Presbiteriano Independente reunido em São Paulo em 24 de maio,</em> um importante evento da igreja presbiteriana. A imagem foi publicada na edição de 2 de março de 1922 na capa do jornal <em>O Estandarte </em>e<em> </em>encontra-se arquivada no Centro de Documentação e História Reverendo Vicente Themudo Lessa.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1925</span></strong> &#8211; Gaensly deixou de trabalhar para a <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company Limited</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1927</span></strong> &#8211;  Último registro do funcionamento de seu ateliê na rua Boa Vista, 39, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/99100" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em> de 1927</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly morreu em 20 de junho de pneumonia, em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #993300;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BURGI, Sergio;DIETRICH, Ana Maria;MENDES,Ricardo. <em>Imagens de São Paulo &#8211; Gaensly no acervo da Light 1899 &#8211; 1925</em>, organização Vera Maria de Barros Ferraz. São Paulo:Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2001.</p>
<p><em>Catálogo da Exposição comemorativa da doação do Acervo Brascan ao IMS &#8211; Guilherme Gaenly e Augusto Malta: dois mestres da fotografia brasileira no Acervo Brascan.</em> Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">HANNAVY, John. </span><em>Encyclopedia of Nineteenth-Century Photography. </em>New York<em>:</em>Taylor and Francis Group, 205.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>Origens e Expansão da fotografia no Brasil: século XIX. </em>Rio de Janeiro:Funarte, 1980.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. São Paulo : Ateliê Editorial, 2002.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>São Paulo, 1900</em>. Rio de Janeiro:Editora Kosmos, 1988.</p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris; FERNANDES JUNIOR, Rubens;SEGAWA, Hugo. <em>Guilherme Gaensly</em>. São Paulo:Cosac Naify, 2011.</p>
<p style="text-align: left;">LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p style="text-align: left;">LIMA, Solange Ferraz de. <em>São Paulo na virada do século. As imagens da razão urbana: a cidade nos álbuns fotográficos de 1887 a 1919</em>. São Paulo:Universidade de São Paulo, 1995.</p>
<p style="text-align: left;">OLSZEWSKI FILHA, Sofia. <em>A fotografia e o negro na cidade de Salvador, 1840 &#8211; 1914</em>. Salvador:EGBA, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1989.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.cartacapital.com.br/cultura/um-sonho-de-triunfo" target="_blank">Revista Carta Capital</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2361/guilherme-gaensly" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/guilherme-gaensly" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p style="text-align: left;">TEIXEIRA, Cid. <em>Professores de daguerreotipia: eles deixaram a Imagem do Senhor-de-Engenho e Sinhazinhas</em>. Jornal da Bahia, 10 e 11 de novembro de 1963.</p>
<p style="text-align: left;">TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p style="text-align: left;">VASQUEZ, Pedro<em>. Mestres da fotografia no Brasil: Coleção Gilberto Ferrez. </em>Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p style="text-align: left;">Para a elaboração dessa cronologia foi realizada uma ampla pesquisa em inúmeros jornais da Hemeroteca da Biblioteca Nacional.</p>
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		<title>A Gruta da Imprensa</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2017 13:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem da Gruta da Imprensa, localizada na Niemeyer, uma das mais bonitas avenidas do Rio de Janeiro. Foi produzida por Augusto Malta ( 1864 - 1957), fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro de 1903 a 1937, e pertence ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras do portal. A Gruta da Imprensa foi inaugurada pelo prefeito Carlos Sampaio (1861 - 1930), dias antes do início da viagem dos reis da Bélgica ao Brasil, em 1920 e sua denominação foi uma homenagem à imprensa carioca.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4634" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4634/1326-2248.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="721" height="423" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4634" target="_blank">Augusto Malta. Gruta da Imprensa. Avenida Niemeyer, Rio de Janeiro / AGCRJ</a></p></div>
<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem da <em>Gruta da Imprensa</em>, localizada na Niemeyer, uma das mais bonitas avenidas do Rio de Janeiro. O registro foi produzido por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta ( 1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, de 1903 a 1937, e pertence ao <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4991" target="_blank">Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a>, uma das instituições parceiras do portal. A<em> Gruta da Imprensa</em> foi inaugurada pelo prefeito Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930), dias antes do início da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">viagem dos reis da Bélgica ao Brasil</a>, em 1920, e sua denominação foi uma homenagem do prefeito à imprensa carioca (<i><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/3304" target="_blank">Correio da Manhã</a></i><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/3304" target="_blank">, 19 de setembro de 1920, na segunda coluna</a> e <em>O Globo</em>, 10 de março de 1926, sob o título &#8220;Loucura que passou&#8221;).</p>
<p>&#8220;Em meio dessa avenida, a comitiva fez alto para inaugurar a &#8220;Gruta da Imprensa&#8221;, delicada homenagem do Sr. Prefeito. Trata-se de uma gigantesca laje, que da margem da avenida se aprofunda no oceano, deixando , por um capricho da natureza, larga abertura, formando gruta, de fácil acesso, onde o mar irrompe violento sem, contudo, oferecer perigo. Uma longa escadaria com balaustrada foi construída levando a gruta à entrada da qual o Sr. Carlos Sampaio fez colocar em cimento o dístico: &#8211; Gruta da Imprensa&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/4343" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de setembro de 1920, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Tornou-se, na época, um concorrido ponto turístico. Em 1926, foi cogitada a construção de um bar no local, mas os técnicos responsáveis pelas vistorias alegaram falta de segurança na região e alertaram para o iminente desaparecimento da Gruta, devido à “fácil deterioração pela ação da água” (<em>O Globo</em>, 10 de março de 1926, sob o título &#8220;Loucura que passou&#8221;). Contrariando as previsões de destruição, a<em> Gruta da Imprensa</em> continua lá, mas já não é uma área de lazer utilizada pelos cariocas. Sua presença foi de novo notada na ocasião do desabamento da Ciclovia Tim Maia, justamente na altura da <em>Gruta da Imprensa</em>, em 21 de abril de 2016, cerca de três meses após sua inauguração.</p>
<p>Durante as corridas de automóveis do <em>Circuito da Gávea</em> ou <em>Trampolim do Diabo</em>, concorrido acontecimento social e esportivo que acontecia no entorno do Morro Dois Irmãos e da Avenida Niemeyer, entre os anos 1933 e 1954, e chegava a reunir até 300 mil espectadores, alguns jornalistas esportivos acompanhavam as provas apoiados na mureta da gruta. <span style="color: #333333;">Em 1935, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) foi presenteada pelo pintor Álvaro de Almeida com um quadro retratando a Gruta da Imprensa. </span>Na ocasião, o gesto foi saudado pelo conselheiro da ABI, jornalista Carlos Maul: “É um quadro que tem para nós dupla valia: a de ser uma obra de beleza e a de fixar um dos mais formosos aspectos da paisagem carioca em que um governo da cidade perpetuou o nome da nossa classe. Esse quadro avivará em nosso espírito a memória do símbolo que ele exprime: a resistência heroica a todas as tempestades” (<a href="http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/tecnicos-alertam-em-1926-para-accao-da-agua-na-gruta-da-imprensa-na-niemeyer-19181881" target="_blank"><em>O Globo</em>, 27 de abril de 2016</a>).</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2016 03:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica fez uma seleção de registros da Avenida Central, atual avenida Rio Branco, produzidos por fotógrafos ainda não identificados, por Aristógiton Malta (1904-1954), Augusto Malta (1864 - 1957), Marc Ferrez  (1843 - 1923 ), João Martins Torres e pela Phototypia A. Ribeiro. São imagens do início do século XX, quando surgia o Rio de Janeiro da Belle Époque. A abertura da avenida foi uma das principais marcas da reforma urbana realizada por Francisco Pereira Passos (1836 - 1913), entre 1902 e 1906, período em que foi prefeito do Rio de Janeiro. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco*</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2549" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2549/007DSCN4055.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="612" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2549" target="_blank">Marc Ferrez. Avenida Central, atual avenida Rio Branco, na altura da rua do Ouvidor com rua Miguel Couto, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica fez uma seleção de imagens da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, produzidas por fotógrafos ainda não identificados, por Aristógiton Malta (1904-1954), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta</a> (1864 &#8211; 1957), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank">Marc Ferrez </a> (1843 &#8211; 1923), <span style="color: #333333;">João Martins Torres</span> e pela Phototypia A. Ribeiro. Foram produzidos no início do século XX, quando surgia o Rio de Janeiro da <em>Belle</em> <em>Époque. </em>A abertura da avenida foi uma das principais marcas da reforma urbana realizada por Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), o <em>bota-abaixo</em>, entre 1902 e 1906, período em que foi prefeito do Rio de Janeiro. Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção &#8220;Binóculo&#8221;, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima &#8220;O Rio civiliza-se&#8221;, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca.</p>
<p>Essa reforma urbana tornou o Rio uma cidade cosmopolita, moderna. A Avenida Central inaugurou um novo eixo da cidade em direção ao mar, a orla foi embelezada com a Avenida Beira-Mar, aberta em 1906, e a cidade, antes portuária, incorporou à sua vida urbana as praias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5453" target="_blank">Copacabana</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">Ipanema</a> e Leblon.  Abria-se, então, o caminho para o litoral da zona oeste através da Avenida Niemeyer, inaugurada oficialmente em 27 de setembro de 1920, pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto I da Bélgica (1875 – 1934)</a> , em visita ao Brasil. Em um período de cerca de 20 anos, o Rio de Janeiro assumia sua identidade de cidade balneária.</p>
<p>Voltando à Avenida Central. É de autoria do fotógrafo Marc Ferrez o <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387674/icon1387674.pdf" target="_blank">Álbum Avenida Central: 8 de março de 1903-15 de novembro de 1906</a>,</em> importante registro da reforma da principal via da então capital federal, onde ele contrapôs reproduções das plantas às fotografias das fachadas de cada edifício documentado. <span style="color: #333333;">Esse tipo de fotografia foi fundamental para a construção e para a difusão de uma nova imagem do Rio de Janeiro, uma imagem associada aos ideais de civilização e progresso.</span></p>
<p>A linha central da avenida foi inaugurada pelo presidente Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), em 7 de setembro de 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=8295" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de setembro de 1904, na sexta coluna, sob o título &#8220;Avenida Central&#8221;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;PagFis=8323" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, de 8 de setembro de 1904, na última coluna</a>). No ano seguinte, 1905, sob um temporal, a avenida foi aberta oficialmente, em 15 de novembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=10404" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de novembro de 1905, na quinta coluna, sob o título &#8220;15 de Novembro&#8221;</a>). O engenheiro chefe de sua construção foi André Gustavo Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933). A Avenida Central, que ligava o novo porto, onde atualmente está a Praça Mauá, à região da Glória, tornou-se logo a principal via de circulação da cidade, e também seu polo econômico e de entretenimento. Seu nome foi mudado, por decreto, em 15 de fevereiro de 1912, para Avenida Rio Branco, uma homenagem ao diplomata e ministro das Relações Exteriores do Brasil, o barão de Rio Branco ( 1845 &#8211; 1912 ), que havia falecido cinco dias antes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;PagFis=10553" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de fevereiro de 1912, sob o título &#8220;Barão do Rio Branco&#8221;</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 725px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3683" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3683/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="715" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3683" target="_blank">Phototypia A. Ribeiro; Maison Chic. Avenida Central, 1912?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na época de sua inauguração, a Avenida Central tinha 1.800 metros de extensão e 33 metros de largura. Cerca de 300 casas coloniais foram demolidas para a construção dos novos edifícios, cujas fachadas foram escolhidas por concurso. Alguns dos jurados foram o prefeito Pereira Passos, o engenheiro Paulo de Frontin, Lauro Muller (1863 &#8211; 1926), ministro da Viação e Obras Públicas; e Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), diretor-geral da Saúde Pública. Além de edifícios do governo, ergueram-se, na avenida, jornais, clubes, hotéis e sedes de empresas. O calçamento, em mosaico português, foi feito por artesãos vindos de Portugal. Passear pela Avenida Central era passear pela espinha dorsal do mundo das compras e do lazer dos elegantes, dos negócios e da cultura. Alguns remanescentes da primeira geração de prédios da avenida são o Teatro Municipal, o Clube Naval, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3688" target="_blank">Biblioteca Nacional</a>, o Museu Nacional de Belas Artes e o Centro Cultural da Justiça Federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45734" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/3264" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45734" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/avenidacentral.jpg" alt="Capa da Fon-Fon, 27 de julho de 1909" width="391" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/3264" target="_blank">Capa da <em>Fon-Fon</em>, 21 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22avenida+central%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Avenida Central disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><a href="http://rioprimeirasposes.ims.com.br/albuns-do-rio/" target="_blank">Link para a entrevista com a arquiteta italiana Maria Pace Chiavari. Um dos temas abordado  é o <em>Álbum Avenida Central: 8 de março de 1903-15 de novembro de 1906, </em>de Marc Ferrez.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Em junho de 2020, a Brasiliana Fotográfica lançou a série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;, mas como já havia essa publicação no portal, consideramos esse artigo o primeiro da série.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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