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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Museu Nacional</title>
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		<title>O Campo de Santana</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jan 2020 14:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No centro do Rio de Janeiro, a praça que hoje é tema da Brasiliana Fotográfica já teve diversos nomes ao longo de sua história: Campo da Cidade, Campo de São Domingos, Campo de Santana, Praça do Curro, Campo da Aclamação e Praça da República. Mas ficou mesmo conhecida como Campo de Santana, palco de celebrações e de importantes acontecimentos da história do Brasil como a aclamação de dom João VI como como rei de Portugal, Brasil e Algarves (1818), a aclamação de Pedro I como imperador do Brasil (1822), comemorações populares da coroação de D. Pedro II (1841), festas do Império do Divino Espírito Santo promovidas pela Irmandade de Santana, festejos pelo fim da Guerra do Paraguai (1870), um baile em celebração da Abolição da Escravatura (1888) e a Proclamação da República (1889).  O portal traz imagens do Campo de Santana e de algumas construções localizadas em seus arredores como a Estação de Ferro Central do Brasil, o primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, a primeira sede do Museu Nacional e a Casa da Moeda – atual sede do Arquivo Nacional. As fotografias foram produzidas por Augusto Malta, Jorge Kfuri, Juan Gutierrez, Marc Ferrez, Uriel Malta e também por fotógrafos ainda não identificados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No centro do Rio de Janeiro, a praça que hoje é tema da Brasiliana Fotográfica já teve diversos nomes ao longo de sua história: Campo de Santana, Campo da Honra, Praça do Curro, Campo da Aclamação e Praça da República &#8211; este último, até hoje, sua denominação oficial. Mas ficou mesmo conhecida como Campo de Santana, palco de celebrações e de importantes acontecimentos da história do Brasil como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749664/4831" target="_blank">a aclamação de dom João VI como como rei de Portugal, Brasil e Algarves (1818)</a>, a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/2221" target="_blank">aclamação de Pedro I como imperador do Brasil (1822</a>), as comemorações populares de coroação de D. Pedro II (1841), festas do Império do Divino Espírito Santo promovidas pela Irmandade de Santana, festejos pelo fim da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> (1870), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/13807" target="_blank">um baile em celebração da Abolição da Escravatura (1888</a>) e a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7982" target="_blank">Proclamação da República (1889</a>).</p>
<p>Também na região foram construídos prédios como a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16093" target="_blank">Estação de Ferro Central do Brasil</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12632" target="_blank">o primeiro Palácio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro</a>, a primeira sede do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank"> Museu Nacional</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11041" target="_blank">a Casa da Moeda &#8211; atual sede do Arquivo Nacional</a>. O portal traz imagens do Campo de Santana e de algumas dessas construções produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta(1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)z</a>, Uriel Malta (1910 &#8211; 1994) e também por fotógrafos ainda não identificados. Várias fotografias do Campo de Santana de autoria de Augusto Malta foram publicadas na matéria <em>O Jardim do Campo de Sant´Anna, </em>publicada na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_03/19470" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_03/19470&amp;source=gmail&amp;ust=1771763500784000&amp;usg=AOvVaw2sOWMpayChUI7m061_HXnL"><em>Revista da Semana</em>, 15 de janeiro de 1938</a>.</p>
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<div style="width: 882px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6772" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6772/0071824cx020-07.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="872" height="641" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6772" target="_blank">Marc Ferrez. Campo de Santana &#8211; Grutas, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=3&amp;query=%22Campo+de+Santana%22&amp;group_by=none&amp;etal=0">Acessando o link para as fotografias do Campo de Santana e de alguns prédios em seu entorno disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 908px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6767" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6767/0071824cx020-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="898" height="687" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6767" target="_blank"> Marc Ferrez. Campo de Santana, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 917px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4574" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4574/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.PURM.NG.2223.5953.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="907" height="657" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4574" target="_blank">Uriel Malta. Campo de Santana (Vista do Alto, 7 de maio de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até meados do século XVIII, o Campo de Santana era deserto e abandonado, tendo sido escolhido para o despejo de detritos, fato que perdurou até a gestão do vice-rei Conde Resende (1790 a 1801), que ordenou o aterro e o saneamento do campo. A partir daí, surgiu a praça, edificações e novas delineações urbanas. Foi o botânico e arquiteto paisagista francês Auguste Glaziou (1828 – 1906), que tinha vindo para o Brasil &#8211; segundo a maioria das fontes, a convite de dom Pedro II -, o responsável pelo embelezamento da praça, iniciado nos primeiros anos da década de 1870 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/4678" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de maio de 1872, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/31075" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 24 de dezembro de 1873, primeira coluna</a>) com a a construção de jardins românticos, cascatas, pontes e grutas. A inauguração da obra aconteceu em 7 de setembro de 1880 com a presença do imperador. Na ocasião, Glaziou foi condecorado com a Ordem de Cristo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/1218" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de setembro de 1880, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/1224" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de setembro, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 899px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6771" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6771/0071824cx020-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="889" height="668" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6771" target="_blank">Marc Ferrez. Campo de Santana &#8211; Cascata, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39432" style="width: 283px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Fran%C3%A7ois_Marie_Glaziou#/media/Ficheiro:Acta_Horti_berg._-_1905_-_tafl._139_-_Auguste_Fran%C3%A7ois_Marie_Glaziou.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-39432" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/glaziou1.jpg" alt="Antoine Glaziou / Wikipedia" width="273" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Fran%C3%A7ois_Marie_Glaziou#/media/Ficheiro:Acta_Horti_berg._-_1905_-_tafl._139_-_Auguste_Fran%C3%A7ois_Marie_Glaziou.jpg" target="_blank">Auguste Glaziou / Wikipedia</a></p></div>
<p>Glaziou nasceu na cidade de Lannion, na Bretanha, em 30 de agosto de 1828 ou 1833. Formado em Engenharia, estudou Botânica no Museu de História Natural de Paris e participou da reforma do Jardim Público da cidade de Bordeaux. Chegou ao Rio de Janeiro em 1858, onde permaneceu até 1897, quando se aposentou e voltou para a França, onde faleceu em 30 de março de 1906. Durante sua estadia no Brasil, foi Diretor dos Parques e Jardins da Casa Imperial e Inspetor dos Jardins Municipais, além de ter integrado a Associação Brasileira de Aclimação, tendo trabalhado em obras de melhoramentos no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5290" target="_blank">Jardim Botânico</a>, na Quinta da Boa Vista, na Floresta da Tijuca e no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank">Passeio Público</a>. Também realizou obras nos jardins da residência das princesas imperiais, da família do Barão de Nova Friburgo, do Barão de Mauá, no Rio de Janeiro, e de Tavares Guerra, em Petrópolis, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>COARACY, Vivaldo. <em>Coleção Rio 4 séculos</em>, volume 3. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://www.casaruibarbosa.gov.br/glaziou/biografia.htm" target="_blank">Site da Casa de Rui Barbosa</a></p>
<p><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/13262-campo-de-santana,-o-lugar-que-testemunhou-o-nascimento-do-imp%C3%A9rio-e-da-rep%C3%BAblica" target="_blank">Site da MultiRio</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/casadoimperador/salas/museudoimperador.html" target="_blank">Site do Museu Nacional </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 999px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6111" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6111/BR%20RJ.AGCRJ.OR.NEG.ZC.22.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="989" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6111" target="_blank">Campo de Santana &#8211; Praça da República, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ilha da Trindade: síntese histórica</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Oct 2019 14:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Devido à Primeira Guerra Mundial, foi criada uma guarnição mista de terra e mar, sob administração do Ministério da Marinha, na Ilha da Trindade, onde, em 1916, chegou o cruzador "Barroso" com uma guarnição militar, uma comissão científica e com o material necessário à instalação de uma estação radiotelegráfica. Foi a partir desta comissão científica, capitaneada pelo Museu Nacional que, de maio a outubro de 1916, pesquisadores colheram materiais, produziram registros fotográficos e classificaram espécies até então inéditas. São dessa época as fotografias que pertencem ao acervo do Departamento do Patrimônio Histórico da Marinha do Brasil - uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica - que ilustram o artigo "Ilha da Trindade: síntese histórica", escrito pelo capitão de corveta Daniel Martins Gusmão. Os registros foram realizadas por José Domingues dos Santos Filho (1866 - 19?), que fazia parte da equipe do museu, e pelo então capitão-tenente Moraes Rego (1882 - 1941), encarregado pela instalação de uma estação radiotelegráfica na ilha.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Ilha de Trindade, localizada na costa do estado do Espírito Santo, foi diversas vezes, entre os séculos XVI e XIX, alvo de disputas entre Portugal e Inglaterra. Devido à Primeira Guerra Mundial, foi criada uma guarnição mista de terra e mar, sob administração do Ministério da Marinha, na Ilha da Trindade, onde, em 24 de maio de 1916, chegou o cruzador <em>Barroso</em> com militares e uma comissão científica, com o material necessário à instalação de uma estação radiotelegráfica. Foi a partir desta comissão científica, capitaneada pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a> que, de maio a outubro de 1916, pesquisadores colheram materiais, produziram registros fotográficos e classificaram espécies até então inéditas. São dessa época as fotografias que pertencem ao acervo do Departamento do Patrimônio Histórico da Marinha do Brasil &#8211; uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica &#8211; que ilustram o artigo <span style="color: #333333;"><em>Ilha da Trindade: síntese histórica</em>, escrito pelo capitão de corveta Daniel Martins Gusmão. </span></p>
<p style="text-align: left;">José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?), que fazia parte da equipe do museu, e o então capitão-tenente Moraes Rego (1882 &#8211; 1941), encarregado pela instalação de uma estação radiotelegráfica na ilha, foram os responsáveis pelas fotografias. Posteriormente, Santos Filho foi trabalhar no Museu Paulista, onde confeccionava fotografias, copiava mapas, fazia desenhos científicos e foi responsável por pelo menos uma série composta por 12 desenhos aquarelados, a maioria deles baseada nas obras de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341" target="_blank">Hercule Florence (1804-1877)</a>. Já Moraes Rego tornou-se patrono das Comunicações Navais no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Ilha da Trindade: síntese histórica</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Daniel Martins Gusmão*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 932px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6623" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6623/Trindade%20positivo%2024.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="922" height="624" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6623" target="_blank">Aspecto da Ilha da Trindade vista de nordeste, deixando ver o Monumento e a Crista do Gallo, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1501, de passagem a caminho da Índia, o explorador galego João da Nova (c. 1460 &#8211; 1509), a serviço de Portugal, avistou a Ilha da Trindade. No entanto, sua posse só foi confirmada pela Coroa portuguesa, em 1503, quando Afonso de Albuquerque (1453 &#8211; 1515) navegava pela mesma rota. Ainda no século XVI, foi transformada em capitania e transferida por carta de doação de d. João III (1502 &#8211; 1557) ao fidalgo Belchior Camacho, em 1538, que nunca a ocupou. O documento é a primeira manifestação da soberania portuguesa sobre a ilha. Porém, no decorrer dos séculos XVII a <span style="color: #333333;">XIX,</span> a ilha foi ocupada, por breves períodos, para fins científicos ou militares, por ingleses e portugueses, tendo sido também alvo de disputa por estes reinos devido à sua posição estratégica privilegiada. Em 1825, no tratado que confirmou a Independência do Brasil, Trindade foi incorporada definitivamente ao território brasileiro. No final do século XIX, voltou a ser alvo de disputa e cobiça pelos britânicos.</p>
<p>Em 15 de abril de 1700, o capitão inglês Edmond Halley (1656 &#8211; 1742) visitou a Ilha da Trindade para estudos astronômicos e dela tomou formalmente posse em nome do rei Guilherme III (1650 &#8211; 1702) e da rainha Ana II (1662 &#8211; 1694), da Grã-Bretanha. Como prática usual entre os navegadores da época, foram soltos diversos animais na ilha, entre cabras e porcos, para servir de alimento a possíveis náufragos ou futuros ocupantes. Mais tarde, tal ato desencadearia drásticas alterações na flora da ilha, com consequências extremas na perda do solo e na descaracterização geral da cobertura vegetal. Em 22 de fevereiro de 1724, uma carta régia de d. João V ordenou providências no sentido de impedir que a Companhia Inglesa de Guiné se servisse da Ilha da Trindade para o comércio de escravos. Foi, sem dúvida alguma, um protesto solene contra o ato de 1700 praticado pelo Capitão Halley.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22ilha+da+trindade%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Ilha da Trindade disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p>Em 28 de maio de 1775, o navegador inglês James Cook (1728 &#8211; 1779) também visitou Trindade sem muitas pretensões, deixando-nos impressionante descrição da agressiva natureza da ilha. Os primeiros passos para o início de uma colonização inglesa foi efetivada em 1781, quando desembarcaram no Porto do Príncipe e ergueram um forte, deixando na ilha uma guarnição armada. Os ingleses tinham como objetivo transformar a Ilha da Trindade em ponto de apoio para as suas rotas oceânicas, com o intuito de hostilizar o comércio espanhol com as colônias do Prata devido à guerra travada pela Grã-Bretanha com este país. Ao tomar conhecimento dessa invasão, Portugal formalizou protestos em Londres e, em 1783, deslocou um contingente de militares e civis para ocupar a ilha que, no momento da chegada dos portugueses, já havia sido abandonada pelos ingleses. No ano seguinte contava com 200 habitantes, e, em 1789, este contingente decresceu até 88 militares, quando finalmente, em 1795, a ilha, muito provavelmente pelas condições inóspitas e agressivas já destacadas pelo inglês James Cook, foi completamente desguarnecida.</p>
<p>Seguiu-se um longo período em que a ilha foi visitada por sucessivos navegantes entre ingleses, franceses e americanos que, porém, nela não se fixaram. Por ocasião da Independência do Brasil, o projeto de Constituição elaborado em 1823 incluía, no seu art. 2º, a Ilha da Trindade como compreendida no âmbito do território brasileiro.</p>
<p>Em 1825, visitaram-na uma comissão do Governo brasileiro com a corveta <em>Itaparica</em>. No período da Regência, em 1831, foi expedido um aviso mandando proceder a estudos e exames para a utilização da ilha, entretanto ela continuou relegada ao esquecimento. Em 1839, o notável explorador do continente antártico, James Clark Ross (1800 &#8211; 1862), empenhado em fixar a posição do polo sul magnético, esteve na ilha com os naturalistas Joseph Dalton Hoocker (1817 &#8211; 1911) e Robert Mac Cormick (1800 &#8211; 1890).</p>
<p>Em 1846, a corveta brasileira <em>Sete de Abril</em> esteve na ilha e, em 1856, a corveta <em>Dona Isabel</em> também a visitou durante uma viagem de instrução. A Marinha preocupou-se constantemente para que suas embarcações realizassem visitas periódicas à ilha. Como forma de demonstrar a ocupação do território, o Governo Imperial, por meio do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-9334-29-novembro-1884-545273-publicacaooriginal-57325-pe.html" target="_blank">Decreto nº 9.334, de 29 de novembro de 1884</a>, concedeu permissão ao cidadão João Alves Guerra para “explorar minerais e extrair produtos naturais, assim como estabelecer salinas na Ilha da Trindade, podendo explorar-lhe os minérios pelo prazo de 10 anos e as salinas pelo de 30”, fato que não se concretizou. <span style="color: #333333;">Entre o final do século XIX até 1916 nada menos de 12 expedições aportaram na ilha à procura de tesouros escondidos por hipotéticos piratas.</span></p>
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<div id="attachment_16577" style="width: 645px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/15844" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16577" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/parodia.jpg" alt="O Malho, 9 de abril de 1910" width="635" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/15844" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de abril de 1910</a></p></div>
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<div id="attachment_16578" style="width: 572px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/18991" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16578" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/parodia1.jpg" alt="O Malho, 10 de junho de 1911" width="562" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/18991" target="_blank"><em>O Malho</em>, 10 de junho de 1911</a></p></div>
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<p>Preocupados ainda com a questão da não ocupação efetiva da ilha, o Governo Imperial enviou uma comissão no vapor <em>Penedo</em> a fim de estudar a possibilidade de sua utilização como local para exílio de presos políticos, bem como para fixação de um<span style="color: #ff0000;"> <span style="color: #333333;">posto de ocupação, o que não aconteceu. </span></span>Nova ocupação só ocorreria em 1895, quando a Inglaterra tomou posse da ilha mais uma vez, sob o pretexto de instalar uma estação de cabo submarino, que se estenderia até a Argentina, com o argumento de “se tratar de território abandonado e nela não haver vestígio algum de posse de qualquer outra nação”. Desta forma, o comandante do HMS <em>Baraconta, </em>de passagem pela ilha, nela arvorou o pavilhão britânico. Mobilizada a diplomacia brasileira, houve troca de notas. O ministro das Relações Exteriores de Portugal ofereceu-se como mediador, prevalecendo a tese de que a ilha, embora não ocupada, pertencia de direito ao Brasil. A 14 de janeiro de 1897, o cruzador<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7817" target="_blank"> <em>Benjamin Constant </em></a>transportou para a ilha um marco padrão de granito que não pôde desembarcar. No entanto, no local do Forte da Rainha, um sinal de posse foi hasteado, afirmando a definitiva soberania do Brasil.</p>
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<div id="attachment_16592" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/marco.jpg"><img class="size-full wp-image-16592" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/marco.jpg" alt="Marco da Ilha da Trindade" width="273" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Marco da Ilha da Trindade</p></div>
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<p>Em 1910, um novo marco em granito, transportado pelos Cruzadores <em>República</em> e <em>Andrada,</em> foi erguido como forma de confirmar a posse da Ilha da Trindade. O local do marco, que até hoje encontra-se lá instalado, está situado na Praia do Andrada, junto ao Morro das Tartarugas. Em 1915, o governo britânico indagou sobre a ocupação da ilha com o intuito de comprá-la.  O então ministro da Marinha, o almirante Alexandrino de Alencar, respondeu: “quanto à ocupação ou não da Ilha da Trindade, não interessa a estrangeiros: e quanto à venda, o Brasil, apesar de muito grande, não negociava com seus territórios”.</p>
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<div style="width: 1008px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6611" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6611/Trindade%20positivo%2022.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="998" height="704" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6611" target="_blank">Grazinas &#8211; Gygis alba, Sparm, exemplares jovens, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p>Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, foi criada pelo Decreto nº 11.181, de 30 de setembro de 1914, uma guarnição mista de terra e mar, sob administração do Ministério da Marinha, nas ilhas de Fernando de Noronha e da Trindade. Para a Ilha da Trindade, chegou, em 24 de maio de 1916, o cruzador <em>Barroso</em> com uma guarnição militar e uma comissão científica, com o material necessário à instalação de uma Estação Radiotelegráfica. Terminada a guerra, a guarnição foi evacuada em 2 de setembro de 1919.</p>
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<div style="width: 1046px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6618" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6618/Trindade%20positivo%2013.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="1036" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6618" target="_blank">Rochedo da Praia da Cachoeira onde foi feito o primeiro desembarque, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHMB</a></p></div>
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<p>Foi a partir desta comissão científica, capitaneada pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>, que, de maio a outubro de 1916, pesquisadores colheram materiais, fizeram observações, registros fotográficos e classificaram espécies até então inéditas. A fauna brasileira ficou acrescida e a ciência ganhou novas espécies, principalmente entre aves e peixes, conforme levantamento fotográfico demonstrado pela comissão.</p>
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<div style="width: 933px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6622" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6622/Trindade%20positivo%201.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="923" height="644" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6622" target="_blank">Acampamento da primeira guarnição militar. A primeira barraca serviu de alojamento aos preparadores do Museu, Pedro Peixoto Velho e José Domingues dos Santos, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHMB</a></p></div>
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<p>De 1924 a 1926, a Ilha da Trindade serviu de presídio político. Com o intuito de consolar um dos presos políticos, a filha do coronel Waldomiro de Lima, Lourdes de Lima, levou para a ilha a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, que se encontra numa gruta que leva o seu nome. Evacuados os presos políticos, a partir de 1927, novamente a Ilha da Trindade ficou despovoada.</p>
<p>A Ilha voltou a ser guarnecida em 1941 para impedir que os submarinos do Eixo fossem apoiados durante a Segunda Guerra Mundial, além de garantir o domínio efetivo deste longínquo território pelo Brasil. Tal situação perdurou até junho de 1945, com a retirada da guarnição militar.</p>
<p>Em 1950, uma expedição visitou a ilha com a finalidade de avaliar a sua ocupação permanente e a construção de uma base aeronaval. Em 29 de maio de 1957, por meio do Aviso n° 1.420 do Ministro da Marinha, foi criado o Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT), como parte do programa de participação da Marinha no Ano Geofísico Internacional, possibilitando desta forma, a ocupação permanente da ilha pela Marinha do Brasil, que inicialmente era uma organização militar subordinada à Diretoria de Hidrografia e Navegação. As atividades científicas na ilha foram retomadas e, desde então, são desenvolvidas ações de observações meteorológicas, apoio às pesquisas científicas, atividades de preservação do meio ambiente, além do controle do tráfego marítimo na área. Esta continuidade somente tem sido viável em virtude do apoio da Marinha às pesquisas, sendo a instituição responsável por garantir a presença do Estado brasileiro naquela longínqua porção da Amazônia Azul.</p>
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<div style="width: 981px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6619" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6619/Trindade%20positivo%2011.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="971" height="691" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6619" target="_blank">Aspecto da Ilha da Trindade vista do leste, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHMB</a></p></div>
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<p>Por sua localização, em latitude próxima das principais bacias petrolíferas e da região de maior desenvolvimento econômico e concentração populacional do País, a Ilha da Trindade constitui um posto avançado, permanentemente ocupado por um destacamento militar, sendo importante para a Defesa Nacional no que concerne ao emprego do Poder Naval.</p>
<p>As pesquisas científicas permitem identificar o potencial sustentável de exploração e utilização sustentável do patrimônio. Além disso, novas descobertas podem contribuir para preservação do meio ambiente. No caso particular da Ilha da Trindade, o caminho da ciência tem sido uma das prioridades da atuação conjunta da MB, das instituições de pesquisa e universidades.</p>
<p>A partir de 1986, a Organização Militar foi transformada em um setor do Comando do Primeiro Distrito Naval, sendo desde então administrada logística e operacionalmente por este comando. Conforme dispõe o inciso IV, do Art. 20, da Constituição da República, a Ilha da Trindade é um bem da União, entregue pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) ao encargo da Marinha do Brasil (MB), por meio do Termo de Entrega nº SCC-001/84, de 24 de abril de 1984. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar dá ao Brasil o direito de estabelecer, ao redor da Ilha da Trindade, Mar Territorial, Zona Contígua, Zona Econômica Exclusiva e Plataforma Continental, o que foi concretizado pela Lei nº 8.617/1993.</p>
<p>Nos últimos anos a Marinha tem recebido uma quantidade crescente de solicitações para a realização de pesquisas na Ilha da Trindade. Tais solicitações recomendaram a criação de um programa específico, sob a égide da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), coordenado pela MB, aproveitando o apoio logístico regular por ela prestado às instalações que mantém na ilha. Este programa, criado em abril de 2007 e denominado PROTRINDADE (Programa de Pesquisas Científicas na Ilha da Trindade), destina-se a gerenciar o desenvolvimento de pesquisas científicas na Ilha da Trindade, Arquipélago de Martin Vaz e na área marítima adjacente, possibilitando, dessa forma, a obtenção, a sistematização e a divulgação de conhecimentos científicos sobre a região.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Geografia</strong></span></p>
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<p>A Ilha da Trindade é o cume de elevada montanha submarina que se eleva de uma profundidade de 5.000 metros do assoalho oceânico, sobre uma base de 50 km de diâmetro. Está situada na latitude de 20º 30’S e longitude 29º 49’W e encontra-se no limite da bacia do Brasil, profunda depressão que atinge os 7.000 metros. O seu ponto culminante é o Pico do Desejado, com 600 m de altitude. Está situada a 1.140 km da costa, no pararelo que passa 70 km ao sul de Vitória (ES), tendo o comprimento de 5 km de N.W a S.E e a largura de 2,5 Km, é circundada por uma plataforma que atinge 3 km de largura, com a profundidade de 200 m.</p>
<p>Os rochedos de Martin Vaz, situados 48 km a leste, fazem parte do arquipélago vulcânico. Suas rochas são análogas às da Ilha da Trindade. Grande parte do litoral, especialmente as enseadas e menores reentrâncias, possui um banco de coral que protege a orla do mar. A formação coralígena forma um barranco na zona de arrebentação (afastada da terra 50 m ou mais), com a altura de 5 a 10 m.</p>
<p>A abundância de material piroclástico presente na Ilha da Trindade propiciou a existência de diversas fontes de água. O solo é pouco espesso e escasso, havendo predominância de gramíneas e ciperáceas, enquanto que nas regiões sombrias e úmidas existem grandes florestas de samambaias gigantes. A ilha é cercada por costões abruptos, o que torna difícil e perigosa a sua abordagem, sendo a topografia bastante acidentada nessas áreas.</p>
<p>Nos planaltos originados pelos derrames e depósitos quase horizontais de material piroclástico, a topografia já é mais suave. As rochas que preenchiam antigas chaminés vulcânicas são frequentemente responsáveis pelas formas acidentadas do relevo, como o chamado Monumento, composto de fonólito. As raras e estreitas praias existentes na ilha constituem-se principalmente de fragmentos calcários derivados de recifes de algas calcárias e restos de carapaças de moluscos, formando-se em menos de 10% de fragmentos de rochas vulcânicas.</p>
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<div style="width: 1046px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6609" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6609/Trindade%20positivo%2028.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="1036" height="745" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6609" target="_blank">Túnel do Morro do Furado, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <strong>Naufrágios históricos da Ilha da Trindade</strong></span></p>
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<p>Atualmente, ao longo de área habitável do POIT é possível encontrar diversos vestígios arqueológicos, tais como âncoras e restos de navios. Tais conjuntos de artefatos fazem parte da cultura material que compõe o contexto de ocupação da ilha ao longo do tempo. No museu do POIT e ao lado da Casa da Chefia estão expostos remanescentes do navio Oceanográfico <em>Beberibe</em>, que naufragou em 1966; do pesqueiro chinês <em>HWA Shing</em>, encalhado deliberadamente em 1989 (ambos na Praia dos Portugueses); e do veleiro <em>Le Roi des Harengs</em>, lançado sobre as pedras em 1994, na Ponta do Valado (Enseada dos Portugueses). Estes sítios arqueológicos representam um pouco da história da ilha.</p>
<p>Cabe destacar também que o Projeto Atlas dos Naufrágios de Interesse Histórico da Costa do Brasil, desenvolvido pela Marinha, possui registros de quatro embarcações naufragadas ao largo da Ilha da Trindade. Tais vestígios, se localizados, representam sítios arqueológicos submersos, consideravelmente formados por restos de embarcações naufragadas. O primeiro desses registros é o do cúter inglês <em>HMS Rattlesnake</em>, que naufragou por mau tempo em 21 de outubro de 1781, quando realizava levantamento hidrográfico no entorno da ilha. Em 1805, uma baleeira americana pegou fogo e os sete sobreviventes foram resgatados pelo navio inglês <em>Agamenon</em>. Em 1817, o bergantim francês <em>La Jeune Sophie</em> naufragou ao se aproximar da ilha. Por último, no ínicio da Grande Guerra, em setembro de 1914, a Ilha da Trindade foi palco de um confronto naval entre o cruzador alemão <em>Cap Trafalgar</em> e o cruzador inglês <em>RMS</em> <em>Carmania</em>, tendo sido o primeiro bombardeado e vindo a naufragar nas proximidades da ilha. Tal evento ficou conhecido na história como a Batalha de Trindade e foi retratado por Charles Dixon (1872 – 1934), em aquarela de papel, tendo como pano de fundo a Ilha da Trindade e o <em>Cap Trafalgar</em> afundando.</p>
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<div id="attachment_16568" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/quadro.jpg"><img class="size-full wp-image-16568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/quadro.jpg" alt="Carmania sinking Cap Trafalgar off Trinidad, September 14, 1914, 1923 / Acervo do Museu Marítimo Nacional em Londres" width="526" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">Charles Dixon. Carmania sinking Cap Trafalgar off Trinidad, September 14, 1914, 1923 / Acervo do Museu Marítimo Nacional em Londres</p></div>
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<p>*Daniel Martins Gusmão é Capitão de Corveta (T) e Ajudante da Divisão de Arqueologia Subaquática da Marinha do Brasil.</p>
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<div style="width: 982px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6616" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6616/Trindade%20positivo%2014.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="972" height="675" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6616" target="_blank">O Pão de Assucar, situado entre a Praia das Tartarugas e do Príncipe, sudoeste da Trindade, com 360 metros de altura, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;">FONTES:</span></strong></p>
<p>ALVES, Ruy José Válka. <em>Ilha da Trindade &amp; Arquipélago Martin Vaz: um ensaio geobotânico</em>. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 1998.</p>
<p>ARRAES, Virgílio Caixeta. <em>A presença britânica na Ilha da Trindade: a reação do Parlamento brasileiro</em>. Brasília: Revista de Informação Legislativa, n. 153, 2002.</p>
<p>CAMINHA, Herick Marques. <em>Organização e Administração do Ministério da Marinha na República</em><em>.</em> Ministério da Marinha, Brasília˗Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1986.</p>
<p><em>De Tordesilhas ao Mercosul – uma exposição da história da diplomacia brasileira: Catálogo da exposição.</em> Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores, s/d.</p>
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">PETTIGREW, Willian A. </span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">A Dívida da Liberdade: </span></span></em><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">A Companhia Real Africana e a Política do Comércio de Escravos do Atlântico, 1672–1752. </span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Chapel Hill, Carolina do Norte: University of North Carolina Press, 2014.</span></span></p>
<p>SECRETARIA DA COMISSÃO INTERMINISTERIAL PARA OS RECURSOS DO MAR. <em>PROTRINDADE: programa de pesquisas científicas na Ilha da Trindade – 10 anos de pesquisas</em>. Brasília: SECIRM, 2017.</p>
<p>TONELLI, Nicélio. <em>A dimensão da ocupação britânica da ilha brasileira de Trindade (1895-1896)</em>. Brasília: Revista Brasileira de Política</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco da história e cronologia da comissão científica na Ilha de Trindade em 1916 e </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>sobre José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?) e o comandante Tácito Reis de Moraes Rego</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16581" style="width: 165px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/bruno.jpg"><img class="size-full wp-image-16581" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/bruno.jpg" alt="Professor Bruno Lobo" width="155" height="185" /></a><p class="wp-caption-text">Professor Bruno Lobo, diretor do Museu Nacional</p></div>
<p>O professor e médico Bruno Lobo (1884 &#8211; 1945), diretor do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a> entre 1915 e 1923, aproveitando a ida do cruzador <em>Barroso</em> para a Ilha da Trindade, em 1916, promovida pelo almirante e ministro da Marinha Alexandrino de Alencar (1848 &#8211; 1926), foi para lá acompanhado por quatro auxiliares: Arnaldo Blake de Santa Anna (18? &#8211; 19?), Armando dos Santos Belleza (18? &#8211; 19?), Pedro Pinto Peixoto Velho (18? &#8211; 19?) e José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?). Estes dois últimos ficaram cerca de 6 meses na ilha. Santos Filho foi responsável pela maioria das fotografias produzidas. No período, colheram o seguinte material: mamíferos, aves, répteis, crustáceos, insetos, moluscos, vermes, equinodermes e esponjas, além de espécimes vegetais. O professor Lobo distribuiu o material entre os naturalistas Carlos Moreira (1869 &#8211; 1946) &#8211; crustáceos e insetos -, Hermann von Ihering (1850 &#8211; 1930) &#8211; moluscos &#8211; Alípio de Miranda Ribeiro (1874 &#8211; 1939) &#8211; vertebrados &#8211; e h (1882 &#8211; 1959) &#8211; botânica. Também integrava a comissão científica, o assistente de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a>, o médico e zoólogo Lauro Travassos (1890 &#8211; 1970), de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=10026" target="_blank">Manguinhos</a>, que colheu vermes endoparasitas e colecionou peixes para o Museu Nacional.  As</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> Breve cronologia</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span></em> &#8211; Foi noticiado que o diretor da Museu Nacional, Bruno Lobo, seguiria para a Ilha da Trindade, a bordo do cruzador <em>Barroso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/37943" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de maio de 1916, sexta coluna</a>).</p>
<p>O cruzador<em> Barroso</em> zarpou do Rio de Janeiro, em 20 de maio, sob o comando do capitão de Mar e Guerra José Libânio Lamenha Lins, levando Bruno Lobo e sua equipe: Pedro Pinto Peixoto Velho, José Domingues dos Santos Filho, Arnaldo Blake de Santa Anna e Armando dos Santos Belleza. <em>A comissão do museu conduzia todos os aparelhos e objetos necessários para os minuciosos estudos que vai empreender na ilha no que possa interessar a esse referido estabelecimento</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/37958" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de maio de 1916;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/008567/36991" target="_blank"><em>Revista Marítima Brasileira</em>, 1916</a>).</p>
<p>Em 24 de maio, chegada do cruzador à Ilha da Trindade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/37999" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de maio de 1916, última coluna</a>).</p>
<p>Em 6 de junho, o Barroso partiu de Trindade e chegou no Rio de Janeiro, em 9 de junho. Bruno Lobo, que retornou, foi muito elogiado. O preparador de taxidermia Pedro Pinto Peixoto Velho e o auxiliar petrógrafo José Domingues dos Santos Filho, da equipe do Museu Nacional, ficaram lá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/38107" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de junho de 1916, penúltima coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/38124" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de junho de 1916, terceira coluna</a>). De maio a outubro de 1916, eles colheram materiais, produziram registros fotográficos e classificaram espécies até então inéditas. A fauna brasileira ficou acrescida e a ciência ganhou novas espécies, principalmente entre aves e peixes, conforme levantamento fotográfico realizado por José Domingues dos Santos Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372986/410" target="_blank"><em>Revista da Sociedade Brasileira de Ciências</em>, 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16584" style="width: 294px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pesq=ilha%20da%20trindade&amp;pasta=ano%20191" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/elogio1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 10 de junho de 1916" width="284" height="219" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pesq=ilha%20da%20trindade&amp;pasta=ano%20191" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de junho de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O vapor <em>Carlos Gomes</em> partiu do Rio de Janeiro, em 24 de setembro, para a Ilha da Trindade onde permaneceu por cerca de 15 dias. Chegou de volta ao Rio de Janeiro, em 13 de outubro, trazendo os preparadores do Museu Nacional, Pedro Pinto Peixoto Velho e José Domingues dos Santos Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/39024" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de setembro de 1916, sexta coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/39206" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de outubro de 1916, segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/008567/37338" target="_blank"><em>Revista Marítima Brasileira</em>, 1916</a>).</p>
<p>Foi noticiado que haviam sido feitas importantes descobertas pela equipe do Museu Nacional que havia regressado da Ilha da Trindade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/39262" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de outubro de 1916, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>1918</strong></em></span> &#8211; Em 3 de agosto, o professor Bruno Lobo fez uma conferência sobre a Ilha da Trindade, na Biblioteca Nacional. Na plateia, o professor Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938), o ministro da Marinha Alexandrino de Alencar e o senador Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), entre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/44744" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de agosto de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16593" style="width: 929px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/docs/Listagem_de_artigos_e_periodicos/artigo_LOBO-BRUNO.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-16593 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/mapa.jpg" alt="mapa" width="919" height="659" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/docs/Listagem_de_artigos_e_periodicos/artigo_LOBO-BRUNO.pdf" target="_blank">Planta da Ilha da Trindade, 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>1919</strong> </em></span>- O volume de 1919 dos Arquivos do Museu Nacional, dedicado à comemoração do centenário do museu, trouxe três artigos relativos às descobertas realizadas na expedição de 1916 à Ilha da Trindade: de Bruno Lobo, de Lauro Travassos e de Alípio de Miranda Ribeiro (<a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/docs/Listagem_de_artigos_e_periodicos/artigo_LOBO-BRUNO.pdf" target="_blank"><em>Arquivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro</em>, 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?) e almirante Moraes Rego (1882 &#8211; 1941)***</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">As fotografias publicadas nesse artigo, que pertencem ao acervo do Departamento do Patrimônio Histórico da Marinha do Brasil, f<span style="color: #333333;">oram utilizadas durante a conferência proferida pelo então diretor do Museu Nacional, Bruno Lobo, em 3 de agosto de 1918, na Biblioteca Nacional. Ao final, ele comentou sobre as fotografias:</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">&#8216;<em>As fotografias que documentam o presente trabalho foram executadas em sua maioria pelo praticante do Museu Nacional José Domingues dos Santos, devendo contudo algumas à gentileza do comandante Moraes Rego</em>&#8216;.</span></p>
<p>Tanto Moraes Rego como Santos Filho haviam ido para Trindade a bordo do cruzador <em>Barroso, </em>que chegou à ilha em maio de 1916. Porém Moraes Rego retornou ao Rio de Janeiro no mesmo navio, em junho, enquanto que Santos Filho permaneceu na Ilha da Trindade até outubro de 1916, quando voltou para o Rio de Janeiro a bordo do <em>vapor</em> Carlos Gomes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido em 22 de fevereiro de 1866, em Rezende, José Domingues dos Santos Filho, da equipe do Museu Nacional, na viagem de 1916 para a Ilha da Trindade,  foi, como já mencionado, o responsável pela maioria das fotos produzidas na ocasião. Em maio de 1917, poucos meses depois de assumir a diretoria do Museu Paulista, Affonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958) contratou José Domingues dos Santos Filho, nascido em Rezende, em 22 de fevereiro de 1886, como desenhista-fotógrafo e auxiliar do botânico Frederico Carlos Hoehne (1882-1959). Ambos vinham do Rio de Janeiro, onde haviam colaborado em instituições científicas como, por exemplo, o Museu Nacional. Hoehne e ele também atuavam nos Institutos Soroterápico (futuro Butantan) e Bacteriológico.</p>
<p>José Domingues dos Santos Filho seria responsável no Museu Paulista pela <em>confecção de fotografias, de cópias de diversos mapas, pelos desenhos científicos e ao menos de uma série composta por 12 desenhos aquarelados, a maioria deles baseada nas obras de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341" target="_blank">Hercule Florence (1804-1877)</a></em>. Essas aquarelas integraram a sala “Consagrada ao passado da cidade de São Paulo”, que foi inaugurada em outubro de 1918. Também faziam parte da sala telas como as de José Wasth Rodrigues (1891-1957)  representando os largos do Palácio e da Sé, o grande panorama <em>Inundação da Várzea do Carmo</em> (1892), de Benedito Calixto (1853-1927), documentos históricos emprestados pelo Arquivo Municipal de São Paulo, referidos como <em>uma série de alto valor evocativo absolutamente insubstituível,</em> além de plantas da cidade de São Paulo, como a produzida pelo engenheiro alemão (1804 &#8211; 1856), em 1841, copiada por José Domingues dos Santos Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48039" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de outubro de 1918, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 1920, apesar de estar doente, Santos Filho encaminhou uma série de mapas a Taunay mas informou não ter mais condições de realizar serviços muito extensos. Provavelmente referia-se ao <em>Ensaio geral das Bandeiras paulistas</em>, carta cartográfica onde seu nome aparece com destaque. No mesmo ano foi exonerado, a pedido, do Instituto Soroterápico (Butantan), onde era fotógrafo-micrografista  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/3291" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de novembro de 1920, quarta coluna</a>). Em 1921, continuava a prestar serviços fotográficos para o Museu Paulista. Seria ele, entre 1928 e 1929, o fotomicrógrafo do Laboratório Central da Diretoria do Serviço de Inspeção e Fomento Agrícola do Ministério da Agricultura? (<em>Almanak Laemmert</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/101103" target="_blank">1929</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/103806" target="_blank">1930</a>, )</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>Tácito Reis de Moraes Rego (1882 &#8211; 1941)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16618" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.marinha.mil.br/node/995" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16618" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/moraes.jpg" alt="Almirante Moraes Rego / Acervo Marinha do BRasil" width="244" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.marinha.mil.br/node/995" target="_blank">Almirante Moraes Rego / Acervo Marinha do Brasil</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O então capitão-tenente Tácito Reis de Moraes Rego foi para Trindade como o encarregado pela montagem da estação radiotelegráfica da ilha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/37949" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de maio de 1916</a>). Ele, Bruno Lobo e o pessoal do escaler que os levou do navio à ilha foram os primeiros a desembarcar em Trindade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/38048" target="_blank"><em>Correio de Notícias</em>, 1º de junho de 1916, quinta coluna</a>). Retornou ao Rio de Janeiro, a bordo do cruzador Barroso, em 9 de junho de 1916, e, no dia seguinte, apresentou-se ao então ministro da Marinha, Alexandrino de Alencar, e explicou ser impossível a instalação de uma estação radiotelegráfica na ilha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/38133" target="_blank"><em>Correio de Notícias</em>, 11 de junho de 1916, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Nascido no Rio de Janeiro, em 8 de março e 1882, Moraes Rego ingressou na Escola Naval em 1898, serviu nos navios <em>Minas Gerais</em> e <em>Rio Grande do Sul</em> como radiotelegrafista. Em 1928, quando era adido naval, cursou a Escola de Guerra Naval. Comandou os cruzadores <em>Barroso</em> e o <em>Rio Grande do Sul</em>. Em 1930, comandou a Divisão Naval do Norte e a Divisão de Cruzados. Em julho de 1932, foi designado capitão do Portos de São Paulo, sediado em Santos. Foi também comandante da 2ª Divisão Naval, diretor geral da Fazenda da Marinha, diretor do Serviço de Rádio e diretor geral de Navegação. Quando faleceu, em 14 de dezembro e 1941, era diretor geral do Ensino Naval e presidente do Conselho do Almirantado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/9822" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de dezembro de 1941, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">É o patrono das Comunicações Navais no Brasil por ter sido o primeiro encarregado da Estação Radiotelegráfica da Ilha das Cobras &#8211; Estação Central e por sua atuação nos primórdios das comunicações na Marinha do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea Wanderley é editora-assistente e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>*** O pequeno perfil aqui publicado sobre José Domingues dos Santos Filho foi baseado principalmente no trabalho <em><a href="https://www.ixseminarionacionalcmu.com.br/resources/anais/8/1565402603_ARQUIVO_CMU_APN_ago.2019.pdf" target="_blank">Desenhos como intermediários no projeto de exposição de Taunay para o Museu Paulista: as aquarelas de José Domingues dos Santos Filho</a>,</em> publicado em 2019, de autoria de Ana Paula Nascimento, doutora em História da Arquitetura e do Urbanismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/instsorsp.htm" target="_blank">Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832 &#8211; 1930) &#8211; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</a></p>
<p>DUARTE, Regina Horta. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702012000300010" target="_blank">Barth e a Ilha da Trindade</a> </em>in Histórias, Ciências, Saúde &#8211;  Manguinhos, 2012</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LOBO, Bruno. <a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/docs/Listagem_de_artigos_e_periodicos/artigo_LOBO-BRUNO.pdf" target="_blank"><em>Conferência sobre a Ilha da Trindade</em></a> in Arquivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1919.</p>
<p>NASCIMENTO, Ana Paula. <a href="https://www.ixseminarionacionalcmu.com.br/resources/anais/8/1565402603_ARQUIVO_CMU_APN_ago.2019.pdf" target="_blank"><em>Desenhos como intermediários no projeto de exposição de Taunay para o Museu Paulista: as aquarelas de José Domingues dos Santos Filho</em></a>, 2019</p>
<p>RIBEIRO, A. de Miranda. <em><a href="http://museunacional.ufrj.br/obrasraras/o/arq-mn_22/arq-mn_22-169-194.pdf" target="_blank">A fauna vertebrada da Ilha da Trindade</a> in Arquivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro.</em> Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1919.</p>
<p>RIBEIRO, Paulo de Miranda. <a href="http://www.museunacional.ufrj.br/obrasraras/o/PAMN_3/03MN_Publicacoes_Avulsas_3.pdf" target="_blank"><em>O professor Carlos Moreira</em></a>. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1947.</p>
<p><a href="http://www.ioc.fiocruz.br/pages/personalidades/LauroPereiraTravassos.htm" target="_blank">Site do Instituto Oswaldo Cruz</a></p>
<p><a href="https://www.defesa.gov.br/noticias/19340-defesa-comemora-o-dia-das-comunicacoes-navais" target="_blank">Site do Ministério da Defesa</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Museu Nacional</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Sep 2018 10:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Antropológica Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[patrimônio cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Burgi]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse momento trágico do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do Brasil, fundada por dom João VI em 6 de junho de 1818, e da própria cultura do país, a Brasiliana Fotográfica destaca três artigos que já foram publicados no portal relacionados ao museu que, em 2 de setembro de 2018, foi atingido por um incêndio de grandes proporções. Estes artigos reafirmam a importância do Museu Nacional e do Paço de São Cristóvão como patrimônios nacionais essenciais para a nossa história, cultura e  cidadania.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse momento trágico do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do Brasil, fundada por dom João VI, em 6 de junho de 1818, e da própria cultura do país, a Brasiliana Fotográfica destaca três artigos que já foram publicados no portal relacionados ao museu que, em 2 de setembro de 2018, foi atingido por um incêndio de grandes proporções, que consumiu cerca de 85% de 20 milhões de itens, incluindo múmias, fósseis de dinossauros e muitos objetos que contribuíam para a história do Brasil e de outros países.</p>
<p>Estes artigos reafirmam a importância do Museu Nacional e do Paço de São Cristóvão como patrimônios nacionais essenciais para a nossa história, cultura e  cidadania. Inicialmente sediado no Campo de Santana, o então denominado Museu Nacional do Brasil mudou-se para a Quinta da Boa Vista, em 1892 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/4909" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1892, na terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18026" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/litografia.jpg"><img class="size-full wp-image-18026" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/litografia.jpg" alt="Representação da fachada do Museu Imperial em uma matriz litográfica, 1870 / Site do Museu Nacional da UFRJ" width="768" height="447" /></a><p class="wp-caption-text">Representação da fachada do Museu Imperial em uma matriz litográfica, 1870 / Site do Museu Nacional da UFRJ</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/160" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do  Museu Nacional /Paço Imperial de São Cristóvão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com o site do museu: <em>&#8220;De seu acervo de mais de 20 milhões de itens, destacam-se, em exposição: a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I; a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina; as coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais; o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de &#8220;Luzia&#8221;, pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica; nas coleções de Etnologia temos expostos objetos que mostram a riqueza da cultura indígena, cultura afro-brasileira, culturas do Pacífico e na Zoologia destaca-se a coleção Conchas, Corais, Borboletas, que compreende o campo de invertebrados em geral e, em especial, dos insetos&#8221;</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Links para os artigos da Brasiliana Fotográfica que têm relação com o Museu Nacional:</span></strong></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">O Palácio Real de São Cristóvão &#8211; 03/10/2016</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Marc Ferrez e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional em 1882 &#8211; 29/06/2018</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11797" target="_blank">A cientista Marie Curie (186 &#8211; 1934) no Museu Nacional, Rio de janeiro, 1926 &#8211; 05/07/2018</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2452/007A5P4F2-28.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank">Augusto Malta. Museu Nacional, c. 1930. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A declaração de Sérgio Burgi, coordenador da área de Fotografia do Instituto Moreira Salles e um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, expressa a tristeza e a indignação do portal com a destruição do Museu Nacional:</p>
<p>&#8220;<em>O que se perdeu hoje foi o maior acervo de nosso país e o trabalho de milhares de pesquisadores e cientistas que dedicaram suas vidas ao estudo do país. Não são duzentos anos de história, são milhares de anos de história, são milhares de anos de história das populações indígenas que nos precederam, de acervos geológicos importantíssimos, de um vasto conhecimento e documentação, enfim, que só foi possível reunir pela ação continuada de pesquisadores desde a criação do Museu Nacional. Uma grande tragédia, uma incalculável perda</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>A cientista Marie Curie (1867 &#8211; 1934) no Museu Nacional, Rio de Janeiro, 1926</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jul 2018 16:16:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[As cientistas Marie Curie (1867 - 1934) e sua filha, Irène Joliot-Curie (1897 - 1956), estiveram no Brasil entre 15 de julho e 28 de agosto de 1926. A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem que pertence ao acervo do Arquivo Nacional, instituição parceira do portal, produzida no dia 29 de julho de 1926, quando as cientistas fizeram uma visita, organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Foram ciceroneadas por Hermilio Bourguy Macedo de Mendonça (18? - 1941), diretor interino do museu; pelo naturalista Edward May; pela feminista e bióloga Bertha Lutz (1894 - 1976), pelo naturalista Alipio de Miranda Ribeiro (1874 - 1939), pelo geólogo Alberto Betim Paes Leme (1883 - 1938) e pela antropóloga e futura diretora da instituição, Heloisa Alberto Torres (1895 - 1977).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As cientistas Marie Curie (1867 &#8211; 1934) e sua filha, Irène Joliot-Curie (1897 &#8211; 1956), estiveram no Brasil entre 15 de julho e 28 de agosto de 1926. A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem que pertence ao acervo do Arquivo Nacional, instituição parceira do portal, produzida no dia 29 de julho de 1926, quando as cientistas fizeram uma visita, organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Foram ciceroneadas por Hermilio Bourguy Macedo de Mendonça (18? &#8211; 1941), diretor interino do museu; pelo naturalista Edward May; pela feminista e bióloga Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976), pelo naturalista Alipio de Miranda Ribeiro (1874 &#8211; 1939), pelo geólogo Alberto Betim Paes Leme (1883 &#8211; 1938) e pela antropóloga e futura diretora da instituição, Heloisa Alberto Torres (1895 &#8211; 1977) <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26212" target="_blank">O Paiz,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26212" target="_blank"> 30 de julho de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11823" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/grupo.jpg"><img class="wp-image-11823 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/grupo.jpg" alt="grupo" width="540" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;pagfis=26212" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na fotografia, Marie Curie está sentada e sua filha está, em pé, de chapéu. Heloisa Alberto Torres está à esquerda de Marie Curie e Bertha Lutz é a figura mais à direita do registro. No grupo masculino, da esquerda para a direita, estão o naturalista Alipio de Miranda Ribeiro, Hermilio Bourguy Macedo de Mendonça, possivelmente Alberto May e o geólogo Alberto Betim Paes Leme.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5026" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5026/BR_RJANRIO_Q0_BLZ_APR_MNA_FOT_0003_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5026" target="_blank">Anônimo. Visita de Marie Sklodowska Curie ao Museu Nacional, 29 de julho de 1926. Rio de Janeiro, RJ. Marie Curie está sentada. Da esquerda para a direita: Alipio de Miranda Ribeiro, provavelmente Edward May, Hermilio Bourguy de Mendonça, Heloisa Alberto Torres, Alberto Betim Paes Leme, Irène Joliot-Curie; e Bertha Lutz / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Numa época em que as ciências eram amplamente dominada pelos homens, Marie Curie tornou-se a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel, quando, em 1903, com os físicos franceses, Pierre Curie (1859 &#8211; 1906), seu marido desde 1895, e Antoine Henri Becquerel (1852 &#8211; 1908), recebeu o Prêmio Nobel de Física &#8220;em reconhecimento aos extraordinários serviços por eles prestados em suas pesquisas conjuntas sobre o fenômeno da radiação, descoberto pelo Professor Henri Becquerel&#8221;. Marie Curie voltou a receber um Nobel, desta vez de Química, em 1911, &#8220;em reconhecimento aos serviços que prestou para o avanço da química quando descobriu os elementos rádio e polônio, pelo isolamento do rádio e pelo estudo da natureza e composição desse notável elemento&#8221;. Marie Curie tornou-se, então, a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o Prêmio Nobel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/descoberta-radioatividade.htm" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/52295f34cd13593db996cc61f774536c.jpg" alt="Descoberta da Radioatividade" width="499" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/descoberta-radioatividade.htm" target="_blank">Selo impresso em comemoração aos 50 anos do Prêmio Nobel conferido ao casal Curie e ao cientista Henri Becquerel, c. 1963</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Sua filha, Irène, recebeu com o físico francês Frédéric Joliot-Curie (1900 &#8211; 1958), com quem havia se casado em 9 de outubro de 1926, o Prêmio Nobel de Química em 1935 &#8220;em reconhecimento da síntese que fizeram de novos elementos radioativos&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;"><i> </i></p>
<div style="width: 171px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/1935/joliot-curie-facts.html" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/joliot-curie1.jpg" alt="IrÃ¨ne Joliot-Curie" width="161" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/1935/joliot-curie-facts.html" target="_blank">Irène Joliot-Curie / Site do Prêmio Nobel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A viagem das cientistas ao Brasil, em 1926</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mãe e filha ficaram hospedadas no Hotel dos Estrangeiros, na Praça José de Alencar, no Flamengo. A chegada de Marie Curie foi saudada com o belo artigo <em>A mulher e a ciência</em>, de Saul Navarro, publicado na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11932" target="_blank"><em>Revista da Semana</em> de 10 de julho de 1926</a>. Na mesma edição foi referida como <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/11957" target="_blank">A embaixatriz da Ciência</a></em>. A <a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/59732" target="_blank">Revista <em>O Malho</em>, de 24 de julho de 1926,</a> também saudou a presença de madame Curie no Brasil com o artigo <em>O verdadeiro feminismo</em>. As cientistas faziam parte de uma comissão de sábios franceses em visita à América do Sul, dentre eles o historiador francês Paul Hazard (1878 &#8211; 1944), professor de literatura do Colégio da França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25265" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de maio de 1926</a>).</p>
<p>O convite para a viagem partiu da Embaixada do Brasil na França e o governo francês foi o patrocinador do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25778" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 25 de junho de 1926, terceira coluna</a>). Marie Curie, na época professora da Sorbonne, e o professor Hazard foram designados pela Universidade de Paris para ministrar os cursos do Instituto Franco Brasileiro de Alta Cultura, anexo à Universidade do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25692" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de junho de 1926, última coluna</a>). As conferências de madame Curie foram realizadas na Escola Politécnica, dirigida Tobias Moscoso (? &#8211; 1928). Na época, o reitor da Universidade do Rio de Janeiro era o conde de Afonso Celso (1860 &#8211; 1938) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26040" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de julho de 1926, sexta coluna</a>). As conferências, que foram transmitidas pela Rádio Sociedade, aconteceram nos dias <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26089" target="_blank">20</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26135" target="_blank">23</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26185" target="_blank">27</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26225" target="_blank">30</a> de julho; e em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26275" target="_blank">3</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26313" target="_blank">6</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26367" target="_blank">10</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26393" target="_blank">12</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26497" target="_blank">20</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26541" target="_blank">24</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26581" target="_blank">27</a> de agosto de 1926.</p>
<p>A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que representava a <em>intelectualidade brasileira feminina</em>, organizou uma comissão para acompanhar Marie e Irène Curie durante a viagem ao Brasil. Dela faziam parte, dentre outras, a bióloga <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9787" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, a mecenas Laurinda Santos Lobo (1878 &#8211; 1946), Maria Bandeira (1902 &#8211; 1992), primeira botânica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro; e a médica Carlota Pereira de Queiroz (1892 &#8211; 1982), que viria a ser a  única mulher eleita deputada à Assembléia Nacional Constituinte, na legenda da Chapa Única por São Paulo, em 1933.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11831" style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/26428" target="_blank"><img class="wp-image-11831 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/comissao1.jpg" alt="comissao" width="187" height="643" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/26428" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 13 de julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">O dia a dia das visitantes de 15 de julho a 28 de agosto de 1926</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Julho</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>15/07 </strong> &#8211; Marie Curie e sua filha Irène Joliot-Curie chegaram ao Rio de Janeiro a bordo do navio <em>Pincio </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26027" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de julho de 1926</a>), e Marie foi anunciada como uma das <em>mais ilustres individualidades do mundo científico internacional.</em></p>
<p><strong>17</strong><strong>/07 </strong>- Mãe e filha visitaram a Escola Politécnica, onde fariam conferências e experimentos, em companhia de seu diretor, Tobias Moscoso (? &#8211; 1928), e dos professores Dulcídio Pereira e Mario de Brito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26502" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de julho de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>18</strong><strong>/07 </strong>-  Com o secretário da Embaixada da França, o barão de Maricourt, madame Curie foi recebida, no Palácio do Catete, por Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), presidente da República (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26075" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 e 20 de julho, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>20/07 </strong>- Madame Curie proferiu a conferência inaugural de seu curso sobre o elemento rádio na Escola Politécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26545" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de julho de 1926, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26566" target="_blank"><em>Correio da Manh</em>ã, 22 de julho de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong>23/07</strong> &#8211; Realização da segunda conferência de madame Curie na Escola Politécnica (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26579" target="_blank">23 de julho de 1926, sexta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26588" target="_blank">24 de julho de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong>27/07</strong> &#8211; Terceira conferência do curso que madame Curie na Escola Politécnica com a participação de sua filha, Irène (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26646" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de julho de 1926, última coluna</a>).</p>
<p>À tarde, as Curie visitaram o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank">Pão de Açúcar</a> com a comissão organizada pela Federação Brasileira para o Progresso Feminino. O grupo foi recebido pelos diretores da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, os senhores Miranda Jordão e Augusto Ramos. De lá assistiram ao por do sol e o acender das luzes da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26191" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de julho de 1926, quarta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11825" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/12223"><img class="wp-image-11825 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/paodeacucar.jpg" alt="paodeacucar" width="540" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/12223" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 21 de agosto de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que Marie e Irène Curie já haviam visitado o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2602" target="_blank">Corcovado</a>, a convite do deputado Lamartine (1874 &#8211; 1956), e a Jacarepaguá e à Tijuca, a convite de Adolpho Lutz (1855 &#8211; 1940) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26634" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de julho de 1926, quinta coluna)</a>.</p>
<p><strong>29/07</strong> &#8211; As Curie visitaram o Senado Federal, que ficava no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, onde foram recebidas por funcionários da casa. Os trabalhos do senado foram suspensos e os senadores foram encontrá-las no Salão Nobre, onde foram saudadas pelo vice-presidente da República, Estácio Coimbra (1872 &#8211; 1937), e pelo presidente do Senado Federal, Antônio Francisco de Azeredo (1861 &#8211; 1936). Mais uma vez, as cientistas estavam acompanhadas por membros da comissão organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26676" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de julho de 1926, sétima coluna</a>).</p>
<p>Visitaram também o Museu Nacional, quando foi produzida a imagem destacada pela Brasiliana Fotográfica. Foram ciceroneadas por Hermilio Bourguy Macedo de Mendonça, diretor interino do museu; pelo naturalista do setor de Zoologia Edward May, pela feminista e bióloga Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976), pelo naturalista Alipio de Miranda Ribeiro (1874 &#8211; 1939), pelo geólogo Alberto Betim Paes Leme (1883 &#8211; 1938) e pela antropóloga e futura diretora da instituição, Heloisa Alberto Torres (1895 &#8211; 1977) <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26212" target="_blank">O Paiz,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26212" target="_blank"> 30 de julho, primeira coluna</a>).</p>
<p>Madame Curie esteve no gabinete do prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26681" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de julho de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong>30/07</strong> &#8211; Realização da quarta conferência de Marie Curie na Escola Politécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26690" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 31 de julho de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong>31/07</strong> &#8211; O embaixador da França, Alexandre Conty, ofereceu uma recepção na embaixada para as Curie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26246" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de agosto de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Agosto</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>02/08 </strong>- As Curie foram ao Serviço Geológico e Mineralógico, onde foram recebidas pelo diretor da instituição, Euzébio de Oliveira que, ao final da visita, ofereceu à Marie Curie um estojo com 24 pedras preciosas, 4 exemplares de minerais radioativos e um cartão de ouro com uma dedicatória a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26733" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de agosto de 1926, sétima coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26288" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de agosto de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>No período em que esteve no Rio de Janeiro, madame Curie frequentou eventos sociais como a recepção oferecida pela Baronesa de Bonfim (1862-1953) e pela líder feminista Jerônima Mesquita (1880 &#8211; 1972). Entre os presentes, os ministros Félix Pacheco (1879 &#8211; 1935), Miguel Calmon (1879 &#8211; 1935) e Edmundo da Veiga (1869 &#8211; 1946), o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 &#8211; 1964), além de embaixadores, diplomatas, acadêmicos, enfim personalidades importantes de diversos setores da sociedade ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26321" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de agosto de 1926, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/12133" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de agosto de 1927</a>)</p>
<p><strong>03/08</strong> &#8211; Realização da quinta conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de Irène Curie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26748" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de agosto de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p><strong>05</strong><strong>/08</strong>- A convite da Sociedade Interamericana de Mulheres, Marie e Irène foram a Petrópolis acompanhadas por Bertha Lutz, pela embaixatriz da França, pela sra. Paul Hazard e pelo arquiteto português Luiz Moraes Junior (1868 &#8211; 1955), dentre outros. Os carros foram fornecidos pelo Automóvel Clube do Brasil. Foram recebidas pelo prefeito da cidade, Francisco de Avelar Figueira de Melo (1883 &#8211; 1938), e o senador Joaquim Moreira (1853 &#8211; 1929) ofereceu um almoço ao grupo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26302" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>06/08</strong> &#8211; Realização da sexta conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de Irène Curie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26793" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>10/08 </strong>- Realização da sétima conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de Irène Curie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26853" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de agosto de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong>11/08 </strong>- Foi noticiado que madame Curie havia feito uma <em>interessante excursão</em> pela Estrada de Ferro Central do Brasil, tendo visitado as cidades de Vassouras, Barra do Piraí e Rodeio. Também foi noticiado que ela havia comparecido a uma reunião das senhoras da comissão de recepção organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, na casa da tesoureira da instituição, Stella de Carvalho Guerra Duval (1879 &#8211; 1971)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26368" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Curie foi ao Jardim Botânico e foi recebida por Antônio Pacheco Leão (1872 &#8211; 1931), diretor da instituição, e por Maria Bandeira (1902 &#8211; 1992), da seção de briófitos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26380" target="_blank"><em>O</em> <em>Paiz,</em> 12 de agosto de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong>12/08</strong> &#8211; Realização da oitava conferência de Marie Curie na Escola Politécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26883" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de agosto de 1926, segunda coluna</a>).</p>
<p>Marie Curie foi à Câmara dos Deputados, onde foi recebida por seu presidente, Arnolfo Azevedo (1868 &#8211; 1942)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26396" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de agosto , quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>13/08</strong>  <strong>a 18/08</strong> &#8211; A convite dos governos de São Paulo e Minas Gerais, feitos respectivamente pelo dr. Pedro Dias da Silva, diretor da Faculdade de Medicina de São Paulo, e pelo dr. Borges da Costa, diretor do Instituto de Rádio de Belo Horizonte, Madame Curie e sua filha visitaram os dois estados. Foram também convidadas Bertha Lutz e Carlota Pereira de Queiroz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26410" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de agosto de 1926, última coluna</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26456" target="_blank"><em> O Paiz</em>, de 18 agosto de 1926, sexta colun</a>a, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26971" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de agosto de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p><strong>19/08</strong> &#8211; Na Academia Nacional de Medicina, Marie Curie recebeu as insignias de membro da instituição pelas mãos de seu presidente, o médico Miguel Couto (1865 &#8211; 1934) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26486" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de agosto de 1926, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11834" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/medicina.jpg"><img class="wp-image-11834" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/medicina.jpg" alt="medicina" width="540" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/12267" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 28 de agosto de 1926</a></p></div>
<p><strong>20/08</strong> &#8211; Realização da nona conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de sua filha, Irène (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/26998" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de agosto de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><strong>24/08</strong>  &#8211; Realização da décima conferência de Marie Curie na Escola Politécnica, com a participação de sua filha, Irène (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/27057" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de agosto de 1926, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Foi oferecida pelo encarregado de negócios do governo da Polônia, um almoço em homenagem a madame Curie, no palacete da legação no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26545" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de agosto de 1926, terceira coluna</a>).</p>
<p>Madame Curie foi homenageada numa sessão solene da Academia Brasileira de Ciências. Na ocasião foi aclamada membro correspondente da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/27044" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de agosto de 1926, sétima colun</a>a, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26598" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 29 de agosto de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><strong>25/08</strong> &#8211; No Teatro Casino do Passeio Público a Federação Brasileira para o Progresso Feminino (FBPF) promoveu uma homenagem às Curie. Foram saudadas com um discurso proferido por uma de suas fundadoras e presidente, Bertha Lutz, que foi respondido por Marie Curie com palavras de agradecimento. Ela recebeu, então, o primeiro diploma de honra conferido pela FBPF: <em>todo iluminado em ouro e tons de bronze, em pergaminho, pela ilustre pintora patrícia Silvie Meyer</em> (1899 &#8211; 1955)<em>. </em>No programa, poesia e teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26554" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11826" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/12300" target="_blank"><img class="wp-image-11826" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/festival.jpg" alt="festival" width="540" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_02&amp;pagfis=12300" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 4 de setembro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>26/08</strong> &#8211; Marie e Irène foram ao Palácio do Catete para se despedirem do presidente da República, Artur Bernardes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26569" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><strong>27/08</strong> &#8211; Realização da décima-primeira e última conferência de Marie Curie na Escola Politécnica. Na ocasião, o reitor da Universidade do Rio de Janeiro, o conde de Afonso Celso, cumprimentou Marie e Irène Curie pelo <em>brilhante</em> curso realizado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/27099" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de agosto de 1926, última coluna</a>).</p>
<p><strong>28/08</strong> &#8211;  Mãe e filha regressaram à França, no paquete <em>Lutecia.</em> <em>Ao embarque da sra Curie, que esteve muito concorrido, compareceram as figuras mais representativas dos nossos círculos universitários, homens de ciências e de letras,  representantes da imprensa e elementos dos mais distintos de nossa alta sociedade. </em>Do navio, Marie Curie enviou a Bertha Lutz uma mensagem de agradecimento para ser distribuída à imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/18715" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de agosto de 1926, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/26598" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 29 de agosto de 1926, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/marie.jpg"><img class=" size-full wp-image-11805 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/marie.jpg" alt="marie" width="450" height="540" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/marie1.jpg"><img class="  wp-image-11806 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/marie1.jpg" alt="marie1" width="446" height="229" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="http://www.canalciencia.ibict.br/personalidades_ciencia/Marie_Curie.html" target="_blank">Canal Ciência &#8211; IBICT</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/Galeria_de_Fotos/Personalidades/foto5.html" target="_blank">Museu Nacional</a></p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/historia/o-casal-curie/" target="_blank">Revista Superinteressante</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="https://prp-web.cenapad.unicamp.br/pibic/congressos/xviiicongresso/paineis/074117.pdf" target="_blank">Site da Unicamp</a></p>
<p><a href="https://www.nobelprize.org" target="_blank">Site do Prêmio Nobel</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; IV &#8211; Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 &#8211; 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jun 2018 15:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Geológica do Império]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Elias Fausto Pacheco Jordão]]></category>
		<category><![CDATA[expedição]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Antropológica Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco José de Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[Herbert Huntington Smith (1851-1919)]]></category>
		<category><![CDATA[John Casper Branner]]></category>
		<category><![CDATA[Ladislau de Souza e Mello Netto (1838 - 1894)]]></category>
		<category><![CDATA[Luther Wagoner]]></category>
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		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Richard Rathbun (1852-1918)]]></category>
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		<description><![CDATA[Marc Ferrez (1843 - 1923) produziu uma série de registros de objetos e aspectos da vida indígena durante a Exposição Antropológica Brasileira de 1882, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Além disso, algumas fotografias de sua autoria, realizadas quando ele integrou a Comissão Geológica do Império (1875 - 1878), chefiada por Charles Frederick Hartt, foram expostas. A mostra, um dos mais importantes eventos científicos realizados no Brasil no século XIX, foi dividida em 8 salas especialmente redecoradas para o evento e o nome de cada uma delas homenageava personalidades importantes da história do Brasil, dentre eles o cientista Hartt.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX, produziu uma série de registros de objetos e aspectos da vida indígena durante a Exposição Antropológica Brasileira, inaugurada em 29 de julho de 1882, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Além disso, algumas fotografias de sua autoria, realizadas quando ele integrou a Comissão Geológica do Império (1875 &#8211; 1878)*, chefiada pelo geólogo canadense Charles Frederick Hartt (1840 &#8211; 1878), foram expostas. A mostra durou três meses e teve muito sucesso, com um público de mais de mil visitantes. O diretor e o vice-diretor da Terceira Seção do Museu Nacional, dedicada às ciências físicas e mineralogia, geologia e paleontologia geral, eram o geólogo e geógrafo norte-americano Orville Adalbert Derby (1851 &#8211; 1915) e o engenheiro Francisco José de Freitas, respectivamente. Eles haviam sido companheiros de Ferrez na Comissão Geológica do Império.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1/browse?value=Exposi%C3%A7%C3%A3o+Antropol%C3%B3gica+Brasileira+(1882+%3A+Rio+de+Janeiro%2C+RJ)&amp;type=subject" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de objetos e aspectos da vida indígena de Marc Ferrez na Exposição Antropológica Brasileira de 1882 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>A Exposição Antropológica Brasileira de 1882</strong></span></em></p>
<div style="width: 573px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/379" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/379/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="563" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/379" target="_blank">Marc Ferrez. Exposição Antropológica Brasileira : artefatos e aspectos da vida indígena, 1882. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional, um dos eventos científicos mais importantes do Brasil no século XIX, foi inaugurada em 29 de julho de 1882, dia em que a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> estava completando 36 anos. Feriado nacional, a data era comemorada em todo o império. No Rio de Janeiro, fogos de artifício e música de bandas militares festejavam o evento. Os mais proeminentes representantes da sociedade carioca estavam presentes à inauguração da mostra. Um pequeno grupo de índios Botocudos do Espírito Santo e de índios Xerente de Minas Gerais também estavam na grande abertura &#8211; eles haviam sido trazidos para o Rio de Janeiro e permaneceriam no museu durante o período da exibição. O imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> visitou a exposição no dia 31 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/4038" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de julho de 1882, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/4048" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de agosto de 1882, quinta coluna</a>). Foi encerrada em 29 de outubro de 1882 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/4434" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de outubro de 1882, sétima coluna</a>).</p>
<p>Seu grande idealizador foi o botânico alagoano Ladislau de Souza e Mello Netto (1838 &#8211; 1894),  responsável pela reforma do Museu Nacional, proposta por ele em 1872 e efetivada em 1876. Algumas de suas iniciativas foram a criação de uma Seção de Geologia, de uma Seção de Antropologia, e do Laboratório de Fisiologia Experimental do museu. Dirigiu a instituição entre 1874 e 1893. Foi ele o orador do discurso de abertura da Exposição Antropológica:</p>
<p>&#8216;<em>Este é o certame mais nacional que as ciências e as letras poderiam congratuladas imaginar e realizar no fito de soerguer o Império do Brasil ao nível de intelectualidade universal, na máxima altura a que pôde ela atingir além do Atlântico e nas extremas luminosas do continente americano. E coube ao Museu Nacional a imensa glória de havê-lo empreendido e efetuá-lo como esplendente e pujante fecho de seu último decênio de ininterruptos ainda que às vezes amargurados laboros&#8230;&#8217;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_02/4039" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de julho de 1882, primeira coluna</a>).</p>
<p>A exposição contava com 8 salas especialmente redecoradas para o evento. Seus nomes homenageavam personalidades importantes da história do Brasil: o cronista português Pedro Vaz de Caminha (1450 &#8211; 1500), o naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira (1756 &#8211; 1815), também português; os missionários dos séculos XVI e XVII &#8211; o padre jesuíta espanhol José de Anchieta (1534 &#8211; 1597) e o pastor francês Jean de Léry (153? &#8211; 161?) &#8211; , o português Gabriel Soares (1540 &#8211; 1590), autor do &#8220;Tratado descritivo do Brasil&#8221; (1587); além dos cientistas contemporâneos &#8211; o alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794 &#8211; 1868), o canadense Charles Frederick Hartt (1840 &#8211; 1878) e o dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801 &#8211; 1880).</p>
<p><strong>1</strong> &#8211; A sala Vaz de Caminha, etnográfica, expunha arcos, flechas, lanças, remos, sararacas e ralos de diversas tribos indígenas do Brasil.</p>
<p><strong><em>2</em></strong> &#8211; A sala Rodrigues Ferreira, etnográfica, expunha coleções compostas de instrumentos de guerra, de caça, de pesca e de música, constituídas não só por artefatos pertencentes ao Museu Nacional, mas também por muitos de propriedade particular, sendo a mais bela, e a maior parte deles do gabinete de S. M. o Imperador. Uma das fotografias de Ferrez disponível na Brasiliana Fotográfica foi produzida nessa sala.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/383" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/383/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="564" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/383" target="_blank">Marc Ferrez. Exposição Antropológica Brasileira: artefatos e aspectos da vida indígena, 1882. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3</strong> &#8211; Sala Lery, arqueológica, continha boa parte de fragmentos de louça antiga do Amazonas exumadas por Ladislau Netto, Orville Adalbert Derby, Ferreira Penna e Rhome, e dos sambaquis do sul retirados pelo professor Hartt, engenheiro Freitas e dr. Galvão e outros exploradores.</p>
<p><strong>4</strong> &#8211; Sala Hartt, arqueológica, foi ocupada por produtos cerâmicos antigos e encerrava as coleções organizadas por Ladislau Netto, Orville Adalbert Derby, engenheiro Gonçalves Tocantins e especialmente pelo correspondente do Museu Nacional Domingos Soares Ferreira Penna, além de alguns vasos exumados pelo dr. José Lustosa da Cunha Paranaguá, e de outros expostos pelos Museus Paraense e Paranaense e pelo Instituto Arqueológico Alagoano.</p>
<p><strong>5</strong> &#8211; Sala Lund, antropológica, continha esqueletos e crânios de indígenas  Tembés e Turiuaras exumados por Ladislau Netto das margens do rio Capim, provincia do Pará ; três esqueletos expostos pelo dr. Duarte Paranhos Schutel ; grande número de crânios de diversas tribos de Botocudos; muitos ossos retirados dos sambaquis da província de Santa Catarina ; e fotografias de Botocudos tiradas pela Comissão Geológica<span style="color: #800000;"><strong>*</strong></span> dirigida pelo professor Charles Frederick Hartt (1840 &#8211; 1878). As referidas fotografias estão no ítem 113 da listagem de objetos expostos nesta sala.</p>
<p><strong>6</strong> &#8211; Sala Martius, antropológica e arqueológica, expunha esteiras, jamachis ou uaturá¡s, pacarás, panacarys, urupembas e alguns produtos cerâmicos modernos do Amazonas, do Rio Francisco (Alagoas) e do Paraná, e as coleções cerâmicas do Peru e da Guiana Holandesa, de propriedade estas de S.M. , o Imperador Pedro II.</p>
<p><strong>7</strong> &#8211; Sala Gabriel Soares, antropológica e arqueológica, expunha produtos da arte plumária brasileira, adornos, tecidos e vestes de muitas tribos do Brasil, além das coleções arqueolíticas do Museu Nacional, de Amália Machado Cavalcanti de Albuquerque e dos senhores  Joaquim Monteiro Caminhoá (1836 &#8211; 1896), João Barbosa Rodrigues (1842 &#8211; 1909) e Tommaso G. Bezzi (1844 &#8211; 1915).</p>
<p><strong>8</strong> &#8211; Sala Anchieta, etnográfica, expunha obras relativas à língua tupi ou guarani, quase todas pertencentes à Biblioteca Nacional, livros sobre etnografia americana; quadros a óleo representando tipos de diversas tribos brasileiras, fotografias, gravuras, cromolitografias, litografias, aquarelas pertencentes a S.M., o Imperador, ao Museu Nacional e à Biblioteca Nacional.</p>
<p>Cerca de um ano após a realização da exposição, foi publicada a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/718653/10" target="_blank">Revista da Exposição Antropológica de 1882</a>, prefaciada por Ladislau Netto. Trazia notas biográficas de Ladislau Neto, de João Batista de Lacerda (1846 &#8211; 1915), de Charles Frederick Hartt (1840 &#8211; 1878) e diversos artigos e ilustrações sobre os indígenas brasileiros.</p>
<p><a href="https://archive.org/stream/guiadaexposioan00bragoog#page/n5/mode/2up">Link para o Guia da Exposição Antropológica Brasileira realizada pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro, produzido pela Tipografia de George Leuzinger &amp; Filhos</a></p>
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<div style="width: 654px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/378" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/378/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="644" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/378" target="_blank">Marc Ferrez. Exposição Antropológica Brasileira : artefatos e aspectos da vida indígena, 1882. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história da Comissão Geológica do Império (1875 &#8211; 1878), de seu chefe, </strong></em></span><em style="color: #800000;"><strong>Charles Frederick Hartt (1840 &#8211; 1878) e da participação de Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) como fotógrafo da expedição</strong></em></p>
<div id="attachment_15663" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/332747/738" target="_blank"><img class="wp-image-15663 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/hartt1.jpg" alt="hartt1" width="480" height="637" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/332747/738" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 30 de março de 1878</a></p></div>
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<p>Em 1874, Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), realizou uma expedição científica ao Brasil, durante a qual convenceu as autoridades brasileiras da importância da elaboração de um mapa geológico do Império. Antes, Hartt havia vindo ao Brasil quatro vezes. Pela primeira vez, como membro da Expedição Thayer, entre 1865 e 1866, financiada pelo empresário e filantropo norte-americano Nathaniel Thayer, Jr. (1808-1883) e chefiada por seu ex-professor no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard, o suíço Louis Agassiz (1807 – 1873), quando ocupou-se sobretudo em fazer um mapeamento geológico da área do Rio de Janeiro até o norte da Bahia. Em 1867, já estabelecido como conferencista no Instituto Cooper, em Nova York, voltou ao Brasil, de maneira independente, e durante três meses examinou a costa entre <em>Pernambuco e Rio, explorando mais particularmente as vizinhanças da Bahia e as ilhas e recifes do coral dos Abrolhos</em>. Em 1868, tornou-se professor de História Natural no Vassar College e também da Universidade de Cornell.  Em 1870 e em 1871, chefiou as Expedições Morgan ao Amazonas, financiadas pelo político norte-americano Edwin D. Morgan (1811- 1883) .</p>
<p>Além de ter obtido sucesso em seu pleito junto ao Governo Imperial, Hartt conseguiu criar a Comissão Geológica do Império, pelo Aviso de 30 de abril de 1875. Como a comissão estaria ligada ao Ministério da Agricultura, o desenvolvimento das atividades agrícolas e mineradoras a partir do conhecimento que a geologia propiciaria foi um argumento decisivo para sua criação. Foi convidado para chefiá-la e foram nomeados como seus assistentes os geólogos Orville Adalbert Derby (1851 – 1915) e Richard Rathbun (1852-1918) &#8211; ambos da Universidade de Cornell -, que chegaram ao Brasil em fins de 1875; John Casper Branner (1850-1922), do Departamento de Botânica e Geologia da Universidade de Indiana; e os brasileiros Elias Fausto Pacheco Jordão (1849 – 1901), que havia se doutorado em 1874 em engenharia civil na Universidade de Cornell, e Francisco José de Freitas, assistente geral e tradutor. Integraram, também, o corpo técnico da comissão os geólogos Luther Wagoner, substituto de Pacheco Jordão, em 1876, que foi posteriormente substituído por Frank Carpenter; o naturalista Herbert Huntington Smith (1851-1919), e o fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923). Segundo Gilberto Ferrez, foi durante as viagens que fez com a Comissão Geológica que Marc Ferrez contraiu uma doença no fígado, da qual nunca se curou.</p>
<p>Segundo Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, já com pleno domínio de sua virtuosidade técnica, Ferrez realizou para a comissão um primoroso trabalho documental e paisagístico:</p>
<p>‘…Seu domínio da luz, sua precisão na escolha do ponto de vista, sempre buscam ressaltar os aspectos mais formais e abstratos da cena sendo registrada. É igualmente importante ressaltar que em diversas imagens realizadas por Ferrez, sempre o elemento humano participa de maneira discreta porém marcante, conferindo escala aos cenários naturais e urbanos, e principalmente nos convidando a percorrer a imagem em todas as suas dimensões…Os trabalhos realizados em Paulo Affonso, Pernambuco, Recôncavo Baiano, Abrolhos e sul da Bahia representam um grande esforço documental e registram, além dos aspectos mais claramente geológicos, paisagens naturais e vistas urbanas de grandes cidades e pequenas povoações daquelas regiões, além de elementos antropológicos e etnográficos, como a série dos índios botocudo… Essas imagens também foram utilizadas para ilustrar  a conferência do professor Charles Frederick Hartt durante a IV Exposição Nacional, no Rio de Janeiro… Da mesma maneira, diversas imagens fizeram parte da Exposição Universal da Filadélfia, EUA, em 1876, que contou com a presença de D. Pedro II&#8230;&#8217;</p>
<p>A Comissão, criada em abril de 1875, iniciou seus trabalhos ativos em 10 de junho de 1875 e percorreu os atuais estados de Alagoas, Bahia, Fernando de Noronha, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe, e parte da região amazônica nessa importante missão científica realizada no Brasil sob os auspícios do governo imperial, que gerou a primeira grande representação fotográfica de diversas regiões do território brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/60" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 1º de agosto de 1876</a>). O governo decretou o fim da Comissão em 1º de julho de 1877 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/36264" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 7 de julho de 1877, quarta coluna</a>). Segundo Rathbun, o fato aconteceu devido a motivos econômicos e a discordâncias em torno do volume e do valor do trabalho realizado até ali pela comissão. Porém Hartt conseguiu seis meses de prorrogação nos trabalhos. No início de janeiro de 1878, com a formação do novo gabinete liberal, sob o comando do primeiro-ministro João Lins Vieira de Cansanção, o visconde de Sininbu (1810 – 1906), que também era ministro da Agricultura, sua extinção foi efetivada. Segundo Hartt, em junho de 1877,  as coleções zoológicas, geológicas e etnográficas feitas pela Comissão Geológica possuíam cerca de 500 mil espécimes.</p>
<p>Hartt foi contratado como naturalista-viajante do Museu Nacional do Rio de Janeiro, por volta de 1874. Em 1876, assumiu a Seção de Geologia, criada pela reforma do botânico Lasdilau de Souza Mello Netto (1838 &#8211; 1894), e reorganizou as coleções e preparou a mostra mineralógica brasileira apresentada na Exposição Universal de Filadélfia de 1876. Faleceu em 18 de março de 1878, um domingo, no Rio de Janeiro, de febre amarela, em sua casa no número 44 da rua da Princesa, atual Correia Dutra, no Flamengo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010/168" target="_blank"><em>O Vulgarizador</em>, 15 de maio de 1878</a>) . Os professores e demais funcionários do Museu Nacional deliberaram <em>tomar luto por oito dias</em> <em>(</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/3805" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias, </em>19 de março de 1878, segunda e penúltima coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/18037" target="_blank"><em>Jornal do Commercio, </em>19 de março de 1878, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/332747/738" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 30 de março de 1878;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010/168" target="_blank"><em>O Vulgarizador</em>, 15 de maio de 1878</a>). Morreu sem sua família porque  sua mulher, Lucy Lynde Hartt, com quem havia se casado em 1869, havia voltado com os dois filhos do casal, Mary and Rollin, para Buffalo, nos Estados Unidos, em dezembro de 1876  – não suportou os períodos de solidão, os mosquitos, as doenças e os desconfortos do Rio de Janeiro. Quando partiu do Brasil, as doenças e os desconfortos do Rio de Janeiro. Quando partiu do Brasil, ela estava grávida de gêmeos mas a gravidez não se completou. Hartt foi enterrado no cemitério de São Francisco Xavier mas, a pedido de sua esposa, seu corpo foi transladado para os Estados Unidos, em 1883.</p>
<p>Suas coleções foram colocadas sob a guarda do Museu Nacional do Rio de Janeiro, única instituição da época capaz de receber intelectual e fisicamente todo o trabalho da Comissão Geológica.</p>
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<div style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:PSM_V13_D140_Charles_Frederic_Hartt.jpg" target="_blank"><img src="http://www.biographi.ca/bioimages/w200.4227.jpg" alt="Resultado de imagem para Charles Frederick Hartt." width="200" height="243" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:PSM_V13_D140_Charles_Frederic_Hartt.jpg" target="_blank">Charles Frederick Hartt (1840 &#8211; 1878) / Wikipedia Commons</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Pequena cronologia da participação de Marc Ferrez nos trabalhos da Comissão Geológica do Império</em></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1875</span> &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Ferrez começou a trabalhar como fotógrafo da Comissão Geológica do Império, chefiada pelo norte-americano Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), que se tornaria diretor da Seção de Geologia do Museu Nacional em 1876. Percorreu os atuais estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e parte da região amazônica numa importante missão científica realizada no Brasil sob os auspícios do governo imperial, que gerou a primeira grande representação fotográfica de diversas regiões do território brasileiro.</span></p>
<p>Marc Ferrez e outros membros da Comissão Geológica do Império embarcaram no paquete <em>Pará</em>com destino a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11427" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de julho de 1875, na segunda coluna</a>). Ele, Elias Fausto Pacheco Jordão, Francisco José de Freitas e Charles Frederick Hartt, todos membros da Comissão, agradeceram, publicamente, ao “digno comissário” J. Feliciano Gomes, que os recebeu no navio<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/10813" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 26 de julho de 1875, na quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ferrez%2C+marc%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>Foi publicado o relatório preliminar dos trabalhos da Comissão Geológica na província de Pernambuco, de autoria de Hartt. Ferrez foi mencionado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/14052" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de novembro de 1875, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Na residência do inspetor do arsenal de Marinha, em Recife, o chefe da Comissão Geológica do Império, Charles Frederick Hartt, fez uma conferência sobre os arrecifes e outros aspectos de Pernambuco como o cabo de Santo Agostinho, praias, o rio São Francisco e a cachoeira de Paulo Afonso, ilustrados com fotografias de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33872" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de dezembro de 1875, nas quinta e sexta coluna, sob o título “Norte do Império”</a>).</p>
<p>Ferrez  apresentou na Exposição de Obras Públicas, evento paralelo à IV Exposição Nacional, dois álbuns com imagens dos recifes de Pernambuco, do baixo São Francisco e da cachoeira de Paulo Afonso, além de registros de corais e madrepérolas. As imagens produzidas durante a viagem da Comissão Geológica foram projetadas por Ferrez durante uma conferência do professor Hartt (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2017" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de janeiro de 1876, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876</span> </strong><strong>-</strong>  Apresentou na Exposição Universal da Filadélfia, aberta em 10 de maio, panoramas do Rio de Janeiro e fotografias realizadas para a Comissão Geográfica do Império, que foram premiadas. O <em>New York Commercial Advertiser</em>, de 29 de maio de 1876, publicou um artigo que informava que “riquíssimas fotografias da exploração geológica a cargo do professor Hartt” haviam sido apresentadas pelo Brasil na exposição. Uma curiosidade: a comissão de organização da Exposição da Filadéfia modificou as regras da premiação: os ganhadores receberiam um diploma, uma medalha de bronze e uma cópia certificada do parecer do júri, rompendo com o padrão de premiação hierárquica.</p>
<p>Foi publicada uma fotografia de autoria de Ferrez da cachoeira de Paulo Afonso na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/53" target="_blank"><em>Revista Ilustração Brasileira</em>, 1ºde agosto de 1876,</a> acompanhada por um texto de Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), chefe da Comissão Geológica do Império. Na mesma <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/60" target="_blank">edição</a>, publicação de matéria sobre a Comissão Geológica do Império.</p>
<p>Ferrez havia chegado do sul da Bahia com o geólogo Richard Rathbum, também ajudante da Comissão Geológica, com diversas fotografias dos índios botocudo, dentre outras(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/153" target="_blank"><em>Revista Ilustração Brasileira</em>, 1º de novembro de 1876, na última coluna</a>). Botocudo foi um termo genérico utilizado pelos colonizadores portugueses para denominar diversos grupos indígenas integrantes do tronco macro-jê (grupo não tupi), caracterizados pelo uso de botoques labiais e auriculares, habitantes originais do sul da Bahia e região do vale do rio Doce, incluindo o norte do Espírito Santo e Minas Gerais. A série de fotografias de indígenas tirada por Marc Ferrez na Bahia, durante uma segunda etapa de viagens realizadas por ele para a Comissão Geológica do Império do Brasil, no final de 1876, compõe um conjunto de  registros fotográficos pioneiros e raros dessas tribos, que se mantiveram isoladas e resistentes ao contato com os brancos, sendo violentamente perseguidas e praticamente  dizimadas nas primeiras décadas do século xx.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>– No <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/44623" target="_blank">Almanak Laemmert de 1878</a>, Ferrez foi identificado como fotógrafo da Marinha Imperial e da Comissão Geológica. Seu estabelecimento ficava na rua São José, 88 com depósito na rua do Ouvidor, 55.</p>
<p>Foi noticiada a morte de Charles Frederick Hartt, que havia sido o chefe da Comissão Geológica do Império. Ferrez foi mencionado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800341/1059" target="_blank"><em>A Boa Nova</em>, 24 de abril de 1878, na terceira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1879</span> </strong>-  Em inglês, foram publicados anúncios das fotografias de Ferrez no jornal <em>Rio News</em> de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/55" target="_blank">5 de agosto</a>, de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/55" target="_blank">15 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/83" target="_blank">15 de outubro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/91" target="_blank">5 de novembro</a>, mencionando que ele havia recebido uma medalha na Exposição da Filadélfia e que havia sido fotógrafo da Comissão Geológica do Império. Os anúncios seguiram sendo publicados em 1880 e 1881.</p>
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<div style="width: 619px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="609" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </em></strong></span></p>
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<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; V &#8211; O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 &#8211; 1982) e Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDERMANN, Jens. <em><a href="http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/topoi09/topoi9a6.pdf" target="_blank">Espetáculos da diferença: a Exposição Antropológica Brasileira de 1882</a>. Topoi</em>. Revista de História Volume 5, Número 9 | Julho – Dezembro 2004.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CSIh3fSVM0w" target="_blank">Charles F. Hartt e a Comissão Geológica do Império (Youtube)</a></p>
<p><a href="http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br" target="_blank"><em>Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930)</em> Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</a></p>
<p><a href="http://www.biographi.ca/en/bio/hartt_charles_frederick_10E.html" target="_blank"><em>Dictionary of Canadian Biography</em></a></p>
<p>FREITAS, Marcus Vinícius. <em>Hartt: expedições pelo Brasil Imperial 1870 &#8211; 1878</em>, 2001. São Paulo: Metalivros</p>
<p><a href="https://archive.org/stream/guiadaexposioan00bragoog#page/n5/mode/2up"><em>Guia da Exposição Antropológica Brasileira realizada pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro</em>, produzido pela Tipografia de George Leuzinger &amp; Filhos</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>SANJAD, Nelson. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702004000200016" target="_blank">Charles Frederick Hartt e a institucionalização das ciências naturais no Brasil,</a> </em>maio/agosto de 2004. Rio de Janeiro: História, Ciências, Saúde-Manguinhos, volume 11, nº2</p>
<p><a href="http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2001/011122_lucasmendes.shtml" target="_blank">Site da BBC</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/site/assets/pdf/memoria_1.pdf" target="_blank">Site do Museu Nacional</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>O Palácio Real de São Cristóvão</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2016 11:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[Família Real]]></category>
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		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio Imperial de São Cristóvão]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio Real de São Cristóvão]]></category>
		<category><![CDATA[Revert Henrique Klumb]]></category>
		<category><![CDATA[Vik Muniz]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana destacou fotografias do Palácio Real de São Cristóvão produzidas por  Augusto Malta (1864 - 1957), Augusto Stahl (1828 - 1877), Georges Leuzinger (1813 - 1892), Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912) e Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886) . O Palácio Real ou Paço Real, localizado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, havia sido um casarão de um rico comerciante, o traficante de escravos Elias Antônio Lopes, que possuía a área da Quinta da Boa Vista. Devido à carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro, Elias doou sua propriedade ao então príncipe regente dom João quando ele chegou ao Brasil, em 1808. Quando foi proclamada a República no Brasil e a família partiu para Portugal, em 1889, o Palácio Real de São Cristóvão deixou de ser a residência da família real.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>O Palácio Real de São Cristóvão</em>*</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2309" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2309/007A5P3FG5-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="678" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2309" target="_blank">Georges Leuzinger. O Palácio Imperial, c. 1870. São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica destacou fotografias do Palácio Real de São Cristóvão, que atualmente abriga o Museu Nacional da Universidade do Rio de Janeiro, produzidas por  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=augusto+malta" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=georges+leuzinger" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886) </a>. O Palácio Real ou Paço Real, localizado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, havia sido um casarão de um rico comerciante, o traficante de escravos Elias Antônio Lopes, que possuía a área da Quinta da Boa Vista. Devido à carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro, Elias doou sua propriedade ao então príncipe regente dom João quando ele chegou ao Brasil, em 1808. A partir de 1817, transformou-se na moradia da família real até 1889, quando foi proclamada a República no Brasil e a família partiu para Portugal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>). Após a proclamação, o palácio sediou os trabalhos da Assembleia Nacional que resultaram na Constituição Brasileira promulgada em 24 de fevereiro de 1891 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/2823" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de fevereiro de 1891, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Em 1892, o Museu Nacional do Brasil, criado em 6 de junho de 1818 por dom João VI e sediado no Campo de Santana, mudou-se para o Palácio da Quinta (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/4909" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1892, na terceira coluna</a>). Hoje é chamado Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e é um um dos maiores museus de antropologia e de história natural das Américas.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/97" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Palácio Imperial de São Cristóvão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do Brasil e da própria cultura do país, foi atingido, em 2 de setembro de 2018, por um incêndio de grandes proporções, foi atingido por um incêndio de grandes proporções, que consumiu cerca de 85% de 20 milhões de itens, incluindo múmias, fósseis de dinossauros e muitos objetos que contribuíam para a história do Brasil e de outros países.</p>
<p>Em março de 2020, foi criado o Projeto Museu Nacional Vive, que coordena a reconstrução do Paço, a reforma da Biblioteca Central e a implementação do Campus de Pesquisa e Ensino Museu Nacional / UFRJ. Trata-se de uma cooperação técnica entre a UFRJ, a UNESCO e ao Instituto Cultural Vale. No ano seguinte, ornamentos históricos e artísticos que sobreviveram ao incêndio foram higienizados e protegidos; réplicas foram produzidas; artefatos foram resgatados a partir do monitoramento arqueológico e o restauro das fachadas e coberturas do Paço começou pelo bloco histórico. Quatorze mil novos itens foram conquistados para o Museu. Em 2022, na celebração do bicentenário da independência, sua fachada principal estava inteiramente restaurada e as obras de restauração continuam avançando.</p>
<p>Em 21 junho de 2026, foram inauguradas, no Museu Nacional, duas exposições temporárias: <em>Bastidores da Ciência</em> e <em>Rescaldo das Memórias</em>. A primeira, desenvolvida pelas equipes do Museu e do Projeto Museu Nacional Vive, apresenta os processos, técnicas e práticas envolvendo a produção do conhecimento científico. Na segunda, o artista visual Vik Muniz (1961-) transformou cinzas e fragmentos do incêndio em 11 fotografias e 9 esculturas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2452/007A5P4F2-28.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2452" target="_blank">Augusto Malta Museu Nacional, c. 1930. São Cristóvão. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45580" style="width: 569px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/vikmuniz.jpg"><img class="size-full wp-image-45580" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/vikmuniz.jpg" alt="Vik Muniz. Museu Nacional da série Museu das cinzas" width="559" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Vik Muniz. Museu Nacional da série <em>Museu das cinzas</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Link para o artigo <em>O Museu Naciona</em>l, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 3 de setembro de 2018.</a></p>
<p><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/casadoimperador/" target="_blank">Link para a página &#8220;Redescobrindo a casa do imperador&#8221;, no site do Museu Nacional.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div><strong><span style="color: #800000;">*</span></strong>Esse artigo foi atualizado em 24 de junho de 2026.</div>
<div></div>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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