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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Marc Ferrez</title>
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		<title>O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor e um breve histórico do uso da expressão &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; como referência ao Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 12:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje, quando é comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, o Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa, passa a Rabat, capital de Marrocos, o posto de Capital Mundial do Livro, que assumiu há exatamente um ano. O Rio foi a primeira cidade de língua portuguesa escolhida para receber este título, um reconhecimento da excelência de seus programas de promoção da leitura. Em homenagem à cidade, cuja beleza e vocação exibicionista são inequívocas, a Brasiliana Fotográfica publica uma seleção de fotos da paisagem carioca, de alguns de seus símbolos mais icônicos e conta uma pouco da história do uso da expressão "Cidade Maravilhosa", que tornou-se seu epíteto. Viva a leitura! Viva a fotografia! Viva a Cultura! Viva a Cidade Maravilhosa!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Hoje, quando é comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, o Rio de Janeiro, a<em><span style="color: #800000;"><strong> Cidade Maravilhosa</strong></span></em>, passa a Rabat, capital de Marrocos, o posto de Capital Mundial do Livro, que assumiu há exatamente um ano. O Rio foi a primeira cidade de língua portuguesa escolhida para receber este título, um reconhecimento da excelência de seus programas de promoção da leitura. Em homenagem à cidade, cuja beleza e vocação exibicionista são inequívocas, a Brasiliana Fotográfica publica uma seleção de fotos da paisagem carioca, de alguns de seus símbolos mais icônicos e conta uma pouco da história do uso da expressão <em><strong><span style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa, </span></strong></em><span style="color: #333333;">que tornou-se seu epíteto.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2554" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2554/007Marc%20Ferrez06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2554" target="_blank">Marc Ferrez. Copacabana, c. 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o poeta e editor Alexei Bueno (1963 &#8211; ), a poetisa francesa<em> </em>Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955)<em> foi, senão a criadora, a oficializadora do epíteto do Rio de Janeiro. </em>Para o jornalista Rafael Sento Sé, autor do livro que inspirou esse artigo, foi ela <em>que criou o sonho de um Rio de Janeiro da Belle Époque. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3683" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3683/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3683" target="_blank">Phototypia A. Ribeiro; Maison Chic. Avenida Central, 1912?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2777" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2777/014AM012048.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2777" target="_blank">Augusto Malta. Vista Chinesa, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas a expressão se popularizou, de fato, a partir da canção homônima de André Filho (1906 &#8211; 1974), gravada, em 1934, por ele e por Aurora Miranda (1915 &#8211; 2005) e sucesso no carnaval de 1936. O epíteto tornou-se eterno!</p>
<p>Viva a leitura! Viva a fotografia! Viva a Cultura! Viva a <em><strong><span style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa</span></strong></em>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9866/037SL03109.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank">Etapa da construção da estátua do Cristo Redentor &#8211; cabeça, c. 1930 . Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram selecionados para essa publicação registros produzidos por fotógrafos ainda não identificados, e por <span style="color: #800000;"><strong>Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? – 19?)</strong></span>, <span style="color: #800000;"><strong>Augusto Malta (1864 &#8211; 1957),</strong></span> <span style="color: #800000;"><strong>Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</strong></span> e <span style="color: #800000;"><strong>Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</strong></span>. São belas imagens produzidas desde fins do século XIX até as primeiras décadas do século XX. Do primeiro, Costa Ribeiro, ainda não temos informações consistentes sobre sua vida e trajetória profissional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6291" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6291/GT52.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6291" target="_blank">Juan Gutierrez. Panorama da Glória, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/449" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para fotos selecionadas da Cidade Maravilhosa de autoria de Antônio Caetano da Costa Ribeiro, Augusto Malta, Juan Gutierrez e Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</span></em></strong></p>
<p>Foi na gestão do engenheiro Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) como prefeito do Rio de Janeiro que, pela primeira vez, a prefeitura contratou um fotógrafo, o alagoano Augusto Malta, para documentar as obras da cidade. Ele ocupou o cargo até 1936, quando se aposentou. Incansável, elegante e bem-humorado, foi <em>com seus olhos irrequietamente falantes</em> o principal cronista visual do Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Além de ter documentado as transformações urbanas e os grandes eventos da cidade como a Exposição Nacional de 1908, a construção do Teatro Municipal, em 1909; a Revolta da Chibata, em 1910; e a inauguração do Cristo Redentor, em 1931; fotografou personalidades políticas, intelectuais e artísticas; paisagens, monumentos, lojas, o casario decadente e as ressacas. Registrou também aspectos da vida carioca como, por exemplo, o carnaval de rua, o movimento dos quiosques, os eventos sociais, os moradores de cortiços, os vendedores ambulantes, as prostitutas, os marinheiros e cenas de praia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6658" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6658/CP-LE-PC_003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="308" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6658" target="_blank">Augusto Malta, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Juan Gutierrez (c.1860 &#8211; 1897)</strong></em></span></p>
<p>Provavelmente nascido nas Antilhas, em torno de 1860, Juan Gutierrez foi um dos mais importantes fotógrafos paisagistas do século XIX e um dos maiores cronistas visuais do Rio de Janeiro, tendo registrado a transição da cidade imperial para a cidade republicana. Entre 1892 e 1896, produziu a maior parte de suas fotografias de paisagens cariocas, que eram vendidas para estrangeiros que visitavam a cidade. Partiu para Canudos, em 1897, onde, em 28 de junho, foi mortalmente ferido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;pagfis=18556" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/foto-gutierrez-300x272.jpg" alt="foto gutierrez" width="300" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;pagfis=18556" target="_blank">Desenho retratando Juan Gutierrez publicado no jornal O Paiz, 14 de julho de 1897</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</strong></em></span></p>
<p>O carioca Marc Ferrez foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes do Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="400" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Família Ferrez, c. 1912. Marc Ferrez está em pé. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Breve histórico do uso da expressão Cidade Maravilhosa como referência ao Rio de Janeiro</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4024" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4024/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4024" target="_blank">Antônio Caetano da Costa Ribeiro. Rio de Janeiro : Vista do Corcovado, 1905?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Alfredo Maia (1850 -1887)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O escritor e oficial da Marinha Portuguesa Alfredo Maia usou a expressão <span style="color: #800000;"><em><strong>cidade maravilhosa</strong></em></span> ao referir-se ao Rio de Janeiro no capítulo XIII de seu folhetim <em>Viagens de um marinheiro, </em>publicado no jornal português<em> Jornal da Noite (</em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/10633" target="_blank"><em>Jornal da Noite (Portugal)</em>, 05 e 06 de agosto de 1879, terceira coluna</a>).</p>
<p>“<em>A capital do império brasileiro goza créditos de uma <span style="color: #800000;"><strong>cidade maravilhosa</strong></span> e a sua baía rivaliza, diz-se, com o porto de Constantinopla e de Lisboa. Vamos lá ver tudo isso e sejamos justos em nossa admiração pelo que virmos&#8230;Com efeito, é esplêndido o magnífico porto do Rio de Janeiro, onde cabem à larga todas as esquadras do mundo!</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43584" style="width: 885px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/10633" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane19.jpg" alt="Jornal da Noite (Portugal, agosto de 1879" width="875" height="392" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/10633" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em> (Portugal), 5 e 6 de agosto de 1879</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2044/002002AMF002002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2044" target="_blank">Marc Ferrez, c. 1890. Entrada da baía de Guanabara, vista de Niterói. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alfredo de Lacerda Maia, nascido em Alijó, cidade localizada na região do Douro, em 1850, foi redator dos jornais portugueses <em>Atlantico</em>,<em> folha destinada ao Brasil e repúblicas do Rio da Prata, </em>do<em> Jornal do Noite</em> e do<em> Mercantil . </em>Foi também colaborador da revista<em> Chronicas Modernas</em>. Em 1883, era segundo-tenente, comandante da lancha <em>Rio Minho</em> e por sua atuação recebeu uma nota de louvor do Ministério da Marinha de Portugal. Em 1886, já como capitão-tenente, era o governador do Timor e, pelos serviços que prestou ao comércio, recebeu dos negociantes da mencionada colônia portuguesa uma <em>espada de honra</em>. No mesmo ano, foi agraciado pelo governo português com a Comenda de Aviz. De Surabaia, foi enviado um telegrama para governo português informando que Maia havia sido assassinado <em>pelos indígena</em>s. <em>Foram pedidos socorros para Macau</em>. O assassinato ocorreu, em 3 de março de 1887, em Díli. Ele era casado e deixou um filho de 10 anos. Foi publicado, no<em> Correio da Manhã</em>, em 14 de março, poucos dias após seu assassinato, um artigo de sua autoria sobre uma visita que havia realizado ao sultão de Zanzibar <em>(</em><em>Jornal da Noite </em>(Portugal), <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/11221" target="_blank">26 e 27 de janeiro de 1880, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/12353" target="_blank">27 e 28 de dezembro de 1880, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/12686" target="_blank"> 7 e 8 de abril de 1881, segunda colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/15426" target="_blank">23 e 24 de julho de 1883, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/18837" target="_blank">11 e 12 de março de 1886, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/19479" target="_blank">25 e 26 de agosto de 1886, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/20230" target="_blank">11 e 12 de março de 1887, segunda coluna</a>; <em>Correio da Manhã</em> (Portugal), <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/2661" target="_blank">1º de outubro de 1886, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/2823" target="_blank">8 de novembro de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/3314" target="_blank">11 de março, de 1887, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/3326" target="_blank">14 de março de 1887</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/3512" target="_blank">27 de abril de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44463" style="width: 206px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/890820/20230" target="_blank"><img class="wp-image-44463 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/jane55.jpg" alt="jane55" width="196" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/890820/20230" target="_blank"><em>Jornal da Noite (Portugal)</em>, 11 e 12 de março de 1887</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">A Cidade Maravilhosa e o escritor italiano Edmondo de Amicis (1846 &#8211; 1908)</span></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43561" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://literatura-italiana.blogspot.com/2020/04/edmondo-de-amicis.html" target="_blank"><img class="wp-image-43561 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane11.jpg" alt="jane11" width="321" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://literatura-italiana.blogspot.com/2020/04/edmondo-de-amicis.html" target="_blank">Edmondo de Amicis / Literatura Italiana Traduzida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo o escritor e filósofo Ivo Karytowski (1951 -), em seu artigo <em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em>, foi feita uma referência ao Rio de Janeiro como uma<span style="color: #800000;"><em><strong> cidade maravilhosa</strong></em></span>, em 1902, em um artigo escrito pelo italiano Edmondo de Amicis e publicado no suplemento <em>La Lettura</em> do jornal milanês <em>Corriere della Sera.</em> Amicis, em 1884, retornando de uma viagem à Argentina, fez uma rápida escala no porto do Rio. Segue o trecho do artigo em que a expressão foi usada:</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;– Por que o senhor nunca escreveu nada sobre o Rio de Janeiro? </em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Esta pergunta me foi feita uma centena de vezes durante os dezoito anos que se passaram desde que fui ao Brasil, e cem vezes dei sempre a mesma resposta pronta, tal como fazem os deputados quando conversam com os eleitores: </em></p>
<p style="text-align: left;"><em>– Porque fiquei apenas três dias, quando o Sírio, o navio em que viajei de Buenos Aires para Gênova, fez uma escala no porto da cidade. Amigos bondosos se desdobraram para me mostrar tudo, levando-me para todos os lados de carruagem, de bonde e em via férrea, desde cedo até a noite, como alguém que quisessem salvar da caça de uma banda de credores; vi muito, mas vi tudo correndo, afobado e com os olhos ofuscados pelo cansaço, de forma que me esqueci de muitas coisas, e de outras só tenho uma vaga lembrança, e até das imagens que se mantiveram mais vivas tenho lacunas obscuras, sobre as quais mesmo se reflito longamente nunca consegui captar uma mínima recordação. O que poderia escrever? Seria como descrever um sonho.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>A esta resposta de sempre, poucos dias atrás, um intrépido italiano, que recentemente voltou do Brasil para Itália, rebateu sagazmente: – Mas o senhor não se sente tentado a fazer a descrição de uma <span style="color: #800000;"><strong>cidade maravilhosa</strong></span> (E non la tenta la descrizione d’uma città maravigliosa, no original italiano), onde permaneceu somente poucas horas, e da qual se lembra apenas como um sonho?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>– Eis aí uma ideia – pensei.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>E aquela ideia colocou-me a pena na mão e pregou-me à escrivaninha.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>[&#8230;]</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Sim, Mantegazza tinha razão quando me escreveu: – Queira me desculpar, mas o Rio de Janeiro é mais bonito que Constantinopla. – Não é que a cidade seja mais bonita, mas sim o lugar, as águas, toda a natureza que a circunda. Oh, não há comparação!&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;">Transcrito do artigo <a href="https://rihgb.emnuvens.com.br/revista/article/view/44/40" target="_blank"><em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em></a>,</p>
<p style="text-align: right;">de Ivo Karytowski,  2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2609" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2609/013RJ011009.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2609" target="_blank">Augusto Malta. Vista do Rio de Janeiro, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O escritor e militar italiano Edmundo De Amicis nasceu em Oneglia, em 21 de outubro de 1846<a title="1846" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1846">,</a> e faleceu em Bordighera, em 11 de março de 1908. Sua maior obra foi o livro <em>Coração</em> (1886). A viagem durante a qual passou rapidamente no Rio de Janeiro, entre Gênova e Montevidéu, na primavera de 1884, a bordo do vapor <em>Nord America</em>, inspirou o livro de sua autoria, <i>Sull&#8217;oceano</i> (<em>No oceano</em>), publicado em 1889, misto de romance e diário de bordo. Seu tema é a emigração italiana para a América do Sul no final do século XIX. Foi traduzido para o português por Adriana Marcolini e publicado em 2017, no Brasil, com o título <em>Em Alto-mar.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e o carnaval de 1904</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/7259" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-43556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane7.jpg" alt="jane7" width="474" height="225" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Numa notícia sobre o préstito carnavalesco do Clube de São Cristóvão, foi publicada, no jornal <em>O Paiz</em>, de 16 de fevereiro de 1904, versos que protestavam contra as carrocinhas que pegavam cachorros nas ruas. Na última estrofe, foi usada a expressão <strong><em><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa</span></em></strong>, referind0-se ao Rio de Janeiro. Foi, muito provavelmente, a primeira vez que a expressão, referindo-se ao Rio de Janeiro, foi publicada na imprensa brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43544" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/7260" target="_blank"><img class="wp-image-43544 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane2.jpg" alt="jane2" width="320" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/7260" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 16 de fevereiro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2276" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2276/007A5P3FG2-74-75.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2276" target="_blank">Marc Ferrez. Avenida Beira Mar, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Daí por diante, na imprensa, volta e meia a expressão aparecia em referência à cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/7625" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de maio de 1904, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/8384" target="_blank"><em>O Malho</em>, 24 de novembro de 1906</a>, <em>A Notícia,</em> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/13750" target="_blank">22 e 23 de maio de 1907, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/15167" target="_blank">6 e 7 de julho de 1909, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/13750" target="_blank">26 e 27 de julho de 1909, penúltima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/16571" target="_blank"> 15 e 16 de agosto de 1910, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/15448" target="_blank">21 e 22 de setembro de 1909, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/6779" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, de 3 de novembro de 1907, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/6957" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 8 de agosto de 1909, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/20513" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de agosto de 1909, quinta coluna</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43563" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/8384" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43563" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane13.jpg" alt="O Malho, 24 de novembro de 1906" width="564" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/8384" target="_blank"><em>O Malho</em>, 24 de novembro de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1908, a expressão <strong><span style="color: #800000;"><em>cidade maravilhosa</em> </span></strong>foi usada diversas vezes não se referindo à cidade do Rio de Janeiro, mas ao espaço onde se realizou a Exposição Nacional Comemorativa do Centenário da Abertura dos Portos, na Urca (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17148" target="_blank">24 de agosto de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17948" target="_blank">17 de novembro de 1908, primeira e segunda colunas</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/18218" target="_blank">16 de dezembro de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/18451" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de outubro de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_09/16016" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de setembro de 1908, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Uma curiosidade: ainda nos anos 1900, Paris, São Paulo, o vale de Sorgues, Buenos Aires, Sevilha e Veneza foram referidas na imprensa brasileira como cidades maravilhosas (<em>O Paiz</em>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/240" target="_blank"> 9 de fevereiro de 1900, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/9288" target="_blank">3 de abril de 1905, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/13658" target="_blank">24 de março de 1907, segunda coluna</a>; <em>A Notícia</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/10769" target="_blank">13 de 14 de junho de 1904, primeira coluna</a>; <em>Gazeta de Notícias</em>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/13792" target="_blank"> 9 de dezembro de 1906, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/16487" target="_blank">12 de janeiro de 1908, última coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_09/13699" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, 18 de outubro de 1907, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/1426" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de novembro de 1902, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Coelho Neto (1864 &#8211; 1934)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43557" style="width: 243px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto" target="_blank"><img class="wp-image-43557 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane8.jpg" alt="jane8" width="233" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto" target="_blank">Coelho Neto / Academia Brasileira de Letras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto/biografia" target="_blank">Coelho Neto</a> foi um importante escritor e teatrólogo brasileiro, tendo sido um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1897. Nasceu em 21 de fevereiro de 1864, em Caxias, no Maranhão, e faleceu, em 28 de novembro de 1934, no Rio de Janeiro.</p>
<p>A polêmica em torno de ele ser ou não o autor da expressão <strong><em><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa </span></em></strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;">em referência ao Rio de Janeiro é antiga:</span> o</span> uso da expressão pela poetisa francesa Jane Catulle Mendés, de quem falaremos mais adiante, foi lembrada na biografia do compositor Mário Penaforte (1876 &#8211; 1928), lançada no livro<em> </em>intitulado<em> O rei da valsa</em>, em 1958, escrito pelo poeta e tradutor Onestaldo de Pennafort (1902 &#8211; 1987) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/95232" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, de 1958, 19 de agosto de 1958, quarta coluna</a>). O filho de Coelho Neto, Paulo (1893 &#8211; 1985), publicou um pequeno livro de 16 páginas,<em> Restabelecendo a verdade,</em> defendendo o pai como autor da expressão (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/98369" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de novembro de 1958, primeira coluna</a>). Onestaldo e Paulo comentaram a polêmica no jornal<em> Correio da Manhã </em>nos artigos <em>Controvérsia em torno da &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221;</em> e <em>Cidade Maravilhosa</em>, respectivamente (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/98879" target="_blank">15 de novembro de 1958</a>  e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/99173" target="_blank">22 de novembro de 1958, terceira coluna</a>). A polêmica voltou à baila, em 1965, quando se comemoravam os 400 anos do Rio de Janeiro, quando foi sugerido por leitores do jornal <em>O GLOBO</em> que Jane Catulle Mendès nomeasse um logradouro carioca já que teria sido a criadora da expressão. No dia seguinte, Paulo Coelho Neto, em uma matéria publicada no jornal voltou a afirmar que seu pai era o autor do epíteto. Não adiantou: uma praça em Campo Grande foi batizada com o nome Catulle Mendès (<em>O GLOBO</em>, 18 e 19 de maio de 1965).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43981" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane48.jpg"><img class="size-full wp-image-43981" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane48.jpg" alt="O GLOBO, 18 de maio de 1965" width="365" height="285" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 18 de maio de 1965</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43982" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane49.jpg"><img class="size-full wp-image-43982" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane49.jpg" alt="O GLOBO, 19 de maio de 1965" width="251" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 19 de maio de 1965</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vamos aqui listar o uso da expressão por Coelho Neto:</p>
<p>No capítulo VII do folhetim <em>Mistério de Natal</em>, Coelho Neto usou a expressão <strong><em><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa</span></em></strong><span style="color: #000000;">, mas ela não se referia ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/8789" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de dezembro de 1904, penúltima coluna</a>).</span></p>
<p>Segundo uma carta do general Paulo de Bittencourt Amarante enviada para a coluna &#8220;Encontro Matinal&#8221;, da Eneida (1904-1971), grande cronista do carnaval carioca, Coelho Neto teria se referido ao Rio de Janeiro como <span style="color: #800000;"><em><strong>cidade maravilhosa</strong></em></span> na palestra <em>Antiga Cidade</em>, proferida em 10 de outubro de 1908, na Academia Nacional de Música (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/46439" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de fevereiro de 1965, primeira coluna</a>). Porém, na leitura da palestra, não se encontra a expressão (<a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/89/Coelho_Neto_-_Palestras_da_Tarde_%281911%29.pdf" target="_blank"><em>Palestras da Tarde</em> (1911), página 33</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43615" style="width: 891px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/46439" target="_blank"><img class="wp-image-43615 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane29.jpg" alt="jane29" width="881" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/46439" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de fevereiro de 1965</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na crônica <em>Os Sertanejos</em>, também de autoria de Coelho Neto, publicada no jornal <em>A Notícia</em>, de 29 e 30 de outubro de 1908, ele voltou a usar a expressão <strong><em><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa,</span></em></strong> desta vez para referir-se à área onde foi realizada a Exposição Nacional Comemorativa do Centenário da Abertura dos Portos, realizada entre 11 de agosto e 15 de novembro de 1908, e não à cidade do Rio de Janeiro. A crônica conta a história de um grupo de matutos que se apresentaria no evento, mas, impressionados com a modernidade do Rio de Janeiro, não conseguem se apresentar bem, decepcionando o público (<em>A Notícia</em>, 28 e 29 de outubro de 1908, primeira coluna). Na crônica <strong>(1)</strong>, quando adentraram a exposição:</p>
<p><em>&#8220;Era ao cair da tarde, uma tarde elegíaca, violácea, quieta, sem o silvo de uma cigarra. Os penhascos pareciam de lápis lazuli e os palácios, ainda mais brancos sobre o fundo escuro das rochas portentosas, alvejavam marmóreos. Longe, nos estábulos, o gado tino mugia, nostálgico, pondo no silêncio enlevado a tristeza bucólica das várzeas, em contraste com o requinte da <span style="color: #800000;"><strong>cidade maravilhosa</strong><span style="color: #000000;">&#8230;</span> </span>Estacaram deslumbrados. A <strong><span style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa</span></strong> resplandecia como nas lendas. No fundo, na concha do palácio das Indústrias, a água escachoava colorindo-se à refração das luzes. Surgiram monstros flamineos acaçapados, no relvedo, esguicharam repuchos policromicos e a mísera gente tremia e encomendavam-se aos santos, fazendo promessas árduas, arrependida de haver seguido o diabo sedutor que a fora buscar no repouso feliz da sua terra para arrojá-la naquele inferno&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43553" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane51.jpg"><img class="wp-image-43553 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane51.jpg" alt="jane5" width="290" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><em>A Notícia,</em> 29 e 30 de outubro de 1908. As edições de 1908 de <em>A Notícia</em> não constam da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, só estando disponíveis em microfichas na instituição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parece que <strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade Maravilhosa</em></span></strong> não se referia ao Rio de Janeiro, mas ao recinto onde se realizava a Exposição de 1908.</p>
<p>Em 10 de novembro de 1927, Coelho Neto publicou no <em>Jornal do Brasil </em>uma versão modificada de<em> Os Sertanejos, </em>agora com o título <em>Sertanejos</em>, e nela a expressão<em> <span style="color: #800000;"><strong>Cidade Maravilhosa</strong></span> </em>se referia certamente ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/60283" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de novembro de 1927, penúltima coluna</a>).</p>
<div class="page" data-page-number="21" data-loaded="true">
<div class="textLayer">
<div class="page" data-page-number="21" data-loaded="true">
<div class="textLayer"><em>&#8220;- Ocê uviu, Clódina ? A modi qu’é boi berrando. Não vá sê genti incantada! Era a hora angelical e o bando poz-se a rezar baixinho, á medida que a noite começa a desengranzar o seu rosario de estrellas. Subito, uma deflagração. Collares de lampadas de fogo e a linha dos edificios debruada a luzes. Foi um medo panico indizivel: “Misericordia! Credo! Abrenuntio! P’ras areias gordas!”</em></div>
<div class="textLayer"></div>
<div class="textLayer"><em>– Sê tá vendo, Clódina ? Eu não dixe qu ́é u inferno ? Oia cumu tudo s’accendeu d’uma vez ! sem phosque. Estacaram deslumbrados. </em></div>
<div class="textLayer"></div>
<div class="textLayer"><em><span style="color: #800000;"><strong>A Cidade maravilhosa</strong></span> resplandecia como nas lendas. E a misera gente tremia e encommendava-se a Deus, a Nossa Senhora e aos santos, fazendo promessa, arrependida de haver seguido o demonio tentador que a fôra buscar no repouso feliz da sua terra. E quando appareceu um automovel urrando, com os dois immensos olhos accesos em clarões, a debandada foi tumultuosa e gritos e esconjuros atroaram. Foi em tal estado d’alma que os sertanejos ensaiaram no cinema os cantos e as danças em que são exímios&#8221;.</em></div>
</div>
</div>
</div>
<div class="page" data-page-number="22" data-loaded="true"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43559" style="width: 912px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/60283" target="_blank"><img class=" wp-image-43559" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane9.jpg" alt="Jornal do Brasil, 10 de novembro de 1927" width="902" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/60283" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de novembro de 1927</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Posteriormente, em 1928, ele lançou o livro <span style="color: #800000;"><em><strong>A </strong></em><strong><em>Cidade Maravilhosa</em></strong></span>, mas no conto que dá nome à obra o Rio de Janeiro não é descrito. O termo se referia a uma <em>cidade dos sonhos, </em>uma cidade imaginária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43560" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com/2003/02/a-cidade-maravilhosa-de-coelho-neto.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43560" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane10.jpg" alt="Cidade Maravilhosa (1928) por Coelho Neto" width="344" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com/2003/02/a-cidade-maravilhosa-de-coelho-neto.html" target="_blank"><em>Cidade Maravilhosa</em> (1928) por Coelho Neto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2612" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2612/013RJ011040.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2612" target="_blank">Augusto Malta. Pedra da Gávea, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Aqui a tem a sua <strong><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa</span>.</strong> Viu-a de longe, era linda. Veja agora. Ilusões, fanciulla&#8230;Ilusões&#8230;Adriana olhava estarrecida. Mas não era a destruição das árvores, não eram aquelas cinzas pardacentas, ainda mornas, não eram aqueles troncos denegridos, aqueles ramos que rechinavam amojados de seiva que a comoviam, mas a lembrança da cena da estrada, da sedução do homem sinistro a mostra-lhe, ao longe, no fogaréu rutilante, a <strong><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa</span></strong>, cidade do sonho, cidade do amor&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e <b>Vicente Blasco Ibáñez (1867 &#8211; 1928)</b></strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43583" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.cervantesvirtual.com/portales/vicente_blasco_ibanez/autor_biografia/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane18.jpg" alt="Vicente Blasco Ibáñez / Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes" width="308" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.cervantesvirtual.com/portales/vicente_blasco_ibanez/autor_biografia/" target="_blank">Vicente Blasco Ibáñez / Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes</a></p></div>
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<p>Em uma entrevista para o correspondente de <em>O Estado de S. Paulo</em> em Buenos Aires, o escritor, jornalista e político espanhol Vicente Blasco Ibáñez referiu-se ao Rio de Janeiro como <span style="color: #800000;"><strong><em>cidade maravilhosa</em></strong></span>. Tinha estado por poucos dias na cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720011/42208" target="_blank"><em>Diário do Maranhão</em>, 27 de agosto de 1909, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_43782" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720011/42208" target="_blank"><img class="wp-image-43782 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane36.jpg" alt="jane36" width="319" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720011/42208" target="_blank"><em>Diário do Maranhão</em>, 27 de agosto de 1909</a></p></div>
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<p>Blasco Ibáñez nasceu em Valencia, na Espanha, em 29 de janeiro de 1867, e faleceu, em Menton, na França, em 28 de janeiro de 1928. Tornou-se um dos mais famosos romancistas espanhóis de seu tempo. Era contra a monarquia e fundou, em 1894, o jornal <em>El Pueblo</em>. Foi deputado, representante do Partido Republicano, entre 1898 e 1907. Em 1914, quando teve início a I Grande Guerra Mundial,  tornou-se correspondente. Seu livro de maior sucesso foi <span class="no-conversion"><span lang="pt-br"><em>Os quatro ginetes do Apocalipse</em> (1916).</span></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2614" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2614/013RJ012036.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2614" target="_blank">Augusto Malta. Copacabana, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Jane Catulle Mendès (1867 – 1955)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_23932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/mendes.jpg" alt="Jane Mendes / Fon Fon, 21 de outubro de 19911" width="415" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"> <em>Fon Fon</em>, 21 de outubro de 1911</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade Maravilhosa</em> – </span></strong><i><strong><span style="color: #800000;">La Ville Merveilleuse</span></strong> -</i>, é o nome do livro onde os poemas enaltecendo o Rio de Janeiro, de autoria da escritora e feminista francesa Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955), foram publicados, em 1913. Pela primeira vez, a expressão dava título a um livro.</p>
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<p><a href="https://www.veranunesleiloes.com.br/peca.asp?ID=9043717&amp;srsltid=AfmBOor8p2nH9-yAfYduXRzgYAbGmniqG4Wto2L3ijeqLlRmpkA2G6ds" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-43540 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/jane11.jpg" alt="jane1" width="309" height="475" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43998" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane52.jpg"><img class="wp-image-43998 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane52.jpg" alt="jane52" width="304" height="366" /></a><p class="wp-caption-text">Ilustração de Jane Catulle Mendès no frontispício do livro</p></div>
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<p>Ainda em 1913, foi publicada no <em>Jornal do Brasil</em>, de 11 de maio, uma crítica extremamente favorável ao livro. Nela, está a poesia <em>Promenade</em>, que Jane escreveu dedicada a Fernando Mendes de Almeida (1845 &#8211; 1921), redator-chefe do jornal.</p>
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<div id="attachment_43986" style="width: 934px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_03/18633" target="_blank"><img class=" wp-image-43986" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane50.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de maio de 1913" width="924" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_03/18633" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de maio de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela havia passado uma temporada no Rio de Janeiro que, a princípio, seria de três semanas, mas que se estendeu de 20 de setembro a 6 de dezembro de 1911, quando Jane se encantou pela cidade, cuja elite era profundamente influenciada pela cultura francesa. Chegou no Rio a bordo do paquete <em>Amazon</em>, vindo de Buenos Aires, acompanhada por sua secretária, Mathilde Grimaud (18? -19?), desembarcando no Cais Pharoux, onde foi recebida por uma comissão da Associação Brasileira de Imprensa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43787" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/083712/5377" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43787" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane40.jpg" alt="Careta, 28 de outubro de 1911" width="331" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/083712/5377" target="_blank">Jane Catulle Mendès e sua secretária, Mathilde Grimaud passeando na Avenida Central<em> / Careta</em>, 28 de outubro de 1911</a></p></div>
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<p>Já no dia de sua chegada declarou: &#8220;<em>Rio de Janeiro est une ville merveilleuse dont je suis eblouie</em>&#8221; &#8211; <em>O Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa pela qual estou deslumbrada -, </em>conforme publicado na primeira página do jornal <em>A Imprensa</em>, de 21 de setembro de 1911 (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8458" target="_blank">20 de setembro, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8472" target="_blank">21 de setembro, segunda coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9552" target="_blank">6 de dezembro, primeira coluna</a> de 1911; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/13398" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 21 de setembro de 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43786" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/13398" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43786" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane39.jpg" alt="A Imprensa, 21 de setembro de 1911" width="538" height="238" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/13398" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 21 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Havia sido colaboradora do jornal <em>La Fronde</em>, fundado pela atriz e jornalista Marguerite Durand (1864–1936), em 1897, e produzido exclusivamente por mulheres até 1905, quando foi fechado. Jane era viúva do escritor francês Catulle Abraham Mendès (1841 &#8211; 1909), expoente do parnasianismo, com quem foi casada entre 1897 e 1909.</p>
<p>Ela partiu de volta à Europa no paquete <em>Danube </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9552" target="_blank"><em><em>O Paiz</em>, </em>6 de dezembro, primeira coluna de 1911</a>;<em> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28682" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28682" target="_blank">7 de dezembro de 1911, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43789" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/19911" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43789" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane41.jpg" alt="Jane Catulle Mendès sendo entrevistada por Ernesto Senna, do JOrnal do Commercio, na Avenida Central. Ao lado, sua secretáaria, Mathilde Grimaud / O Malho, 7 dre ouubro de 1911" width="418" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/19911" target="_blank">Jane Catulle Mendès sendo entrevistada pelo jornalista Ernesto Senna, do Jornal do Commercio, na Avenida Central. Ao lado, sua secretária, Mathilde Grimaud / O Malho, 7 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A passagem de Jane Catulle Mendès pelo Rio de Janeiro foi um grande sucesso. A cidade acabara de passar por uma grande reforma urbanística durante a gestão de Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) como prefeito. Jane encantou-se pela beleza das paisagens cariocas, tanto pelas naturais como pelas construídas. Ficou hospedada no Hotel dos Estrangeiros, aonde recebeu jornalistas no dia em que chegou no Brasil, segundo o jornalista Rafael Sento Sé, foi <em>uma coletiva de imprensa, subterfúgio até hoje comum no mundo do showbiz e que Jane organiza de forma pioneira no Rio de Janeiro</em>.</p>
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<div style="width: 477px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12329/013RJ011022.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="467" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12329" target="_blank">Augusto Malta. Estátua de José de Alencar; em frente ao Hotel dos Estrangeiros, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conheceu diversas personalidades da época, como os escritores João do Rio (1881 &#8211; 1921) e Julia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), que escreveu uma crônica a respeito dela publicada no jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_04/8662" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 3 de outubro de 1911</a>; a<em> socialite</em>, promotora cultural e feminista Laurinda Santos Lobo (1878 &#8211; 1946), o maestro Arthur Napoleão (1843 &#8211; 1925), o chargista Emílio Cardoso Ayres (1890 -1916), por quem foi retratada; o casal Stella (1879 – 1971) e Fernando Guerra Duval (18? – 1959), ela, feminista e uma das criadoras da Pró-Matre, e ele, fotógrafo amador, barítono e poeta; e o presidente da República, Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923). Frequentou salões cariocas, o Club dos Diários e visitou diversos lugares da cidade como os morros do Corcovado e do Silvestre, os bairros à beira-mar da Zona Sul, a Biblioteca Nacional e o Jardim Botânico. E passeou muito pela Avenida Central (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/083712/5377" target="_blank"><em>Careta</em>, 28 de outubro; 4 de novembro, primeira coluna</a>; <em>O Paiz, </em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8510" target="_blank">24 de setembro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8589" target="_blank">30 de setembro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8662" target="_blank">3 de outubro</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8896" target="_blank">20 de outubro, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/9022" target="_blank">29 de outubro, primeira colun</a>a,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/9061" target="_blank"> 1º de novembro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/9162" target="_blank">9 de novembro , primeira coluna</a>; <em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/27974" target="_blank">21 de setembro, penúlltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28370" target="_blank">2 de novembro, segunda coluna</a>, de 1911).</p>
<p>Seu poema, <em>Rio de Janeiro</em>, dividido em quatro partes &#8211; <em>Matin</em>, <em>Crepuscule</em>, <em>Nocturne</em> e <em>Adieu</em> &#8211; foi publicado em <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8929" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 22 de outubro de 1911</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2718" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2718/014AM001002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2718" target="_blank">Augusto Malta. Vista de Botafogo e Pão de Açúcar, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fez durante sua temporada carioca três conferências: a primeira, <em>O heroísmo da mulher francesa</em>, em 29 de setembro, no salão da Associação dos Empregados do Comércio (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28046" target="_blank">29 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28056" target="_blank">30 de setembro, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8653" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de outubro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43785" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/19911" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43785" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane38.jpg" alt="Plateia na 1ª conferência de Jane Catulle Mendès, no Rio de Janeiro / O Malho, 7 de outubro de 1911" width="591" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/19911" target="_blank">Plateia na 1ª conferência de Jane Catulle Mendès, no Rio de Janeiro / <em>O Malho</em>, 7 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda, intitulada <em>A Parisiense</em>, realizou-se no salão nobre do <em>Jornal do Commercio, </em>em 12 de outubro <a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;pagfis=8790" target="_blank">(<em>Jornal do Commercio</em>, 12 de outubro de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44432" style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;pagfis=8790" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44432" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/jane53.jpg" alt="Jornal do Commercio, 12 de outubro de 1911" width="366" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;pagfis=8790" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A última foi proferida, em 24 de outubro, no Teatro Municipal sobre <em>As escritoras francesas </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8966" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1911, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43783" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_04/8962" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43783" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane37.jpg" alt="O Paiz, 24 de outubro de 1911" width="506" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_04/8962" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano seguinte a sua partida, o jornal<em> A Notícia</em>, de São Paulo, promoveu um sorteio entre seus assinantes cujo terceiro prêmio <em>seria um belo passeio ao Rio de Janeiro, <span style="color: #800000;"><strong>à cidade maravilhosa</strong></span>, conforme a qualificou a notável poetiza francesa Jane Catulle Mendès</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/897124/401" target="_blank"><em>A Notícia</em> (SP), 3 de dezembro de 1912, quarta coluna</a>).</p>
<p>Segundo Alexei Bueno (1963 &#8211; ), no livro <em>Rio Belle Époque: Álbum de imagens:</em> <em>Parece-nos, portanto, que a hoje totalmente esquecida Jane Catulle Mendès foi, senão a criadora, a oficializadora do epíteto do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/78246" target="_blank">Jornal do Brasil, </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/78246" target="_blank">16 de dezembro de 1965, última coluna</a>). Conforme o título do livro de Rafael Sento Sé, fruto de 13 anos de pesquisa, foi Jane Catulle Mendès <em>que criou o sonho de um Rio de Janeiro da Belle Époque.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/cidade.jpg" alt="cidade" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Eugênio de Lemos (18? &#8211; 19?)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano da publicação do livro de Jane Catulle Mendés, 1913, no jornal <em>A Notícia</em>, na coluna “Contos de Hoje”, de Eugenio de Lemos, foi publicada a crônica <span style="color: #800000;"><em>A Cidade Maravilhosa</em></span>. Acredita-se que esta foi a primeira vez que a expressão deu título a um artigo artigo jornalístico sobre o Rio de Janeiro. Nela, o autor comentava as belezas da cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/19879" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 20 e 21 de março de 1913</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43562" style="width: 965px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/19879" target="_blank"><img class=" wp-image-43562" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane12.jpg" alt="A Notícia, 20 e 21 de março de 1913" width="955" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/19879" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 20 e 21 de março de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2765" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2765/014AM012029.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2765" target="_blank">Augusto Malta. Praia de Botafogo, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Olegário Mariano (1889 &#8211; 1958)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43564" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.portinari.org.br/acervo/obras/14797/retrato-de-olegario-mariano" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane14.jpg" alt="Olegário Mariano por Cândido Portinari, c. 1931" width="278" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.portinari.org.br/acervo/obras/14797/retrato-de-olegario-mariano" target="_blank">Olegário Mariano por Cândido Portinari, c. 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O poeta e político recifense Olegário Mariano Carneiro da Cunha nasceu em 24 de março de 1899.  Publicou, em 1922, pela editora Pimenta de Mello, o livro de poesias <em><strong><span style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa</span></strong>. </em>Uma segunda edição, ampliada, foi editada pela Companhia Editora Nacional, em 1930. O livro traz 14 poemas, sendo quatro alusivos aos Rio de Janeiro: <strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade Maravilhosa</em></span></strong>, <em>O aspecto mais lindo da cidade</em>, <em>Na feira livre de Copacabana</em> e <em>O crepúsculo na Quinta da Boa Vista.</em> O <em>príncipe dos poetas</em> faleceu em 28 de novembro de 1958, no Rio de Janeiro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/69508" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de novembro de 1968</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43606" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=5023287" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane27.jpg" alt="Cidade Maravilhosa, de Olegário Mariano" width="264" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=5023287" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade Maravilhosa</em></span></strong>, de Olegário Mariano, edição de 1930 da Companhia Editora Nacional de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4072" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4072/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4072" target="_blank">Antônio Caetano da Costa Ribeiro. Vista tirada do Pão d&#8217;Assucar, c. 1914. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cidade Maravilhosa</em></strong> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Olegário Mariano</span></p>
<div class="page" data-page-number="30" data-loaded="true">
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade maravilhosa!</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Na luz do luar, fluídica e fina,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Lembra excêntrica bailarina,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Corpo de náiade ou sereia,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Desfolhando-se em pétalas de rosa,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Com os pés nus sobre a areia.</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade do gozo e do vício!</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Flor de vinte anos, rosa do desejo!</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Corpo vibrando para o sacrifício,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Seios à espera do primeiro beijo.</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade do Amor e da Loucura,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Das estrelas errantes&#8230;Para vê-las,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Vibra no olhar de cada criatura</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Uma ânsia indefinida</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Pelo brilho longínquo das estrelas</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Que é, como tudo, efêmero na vida.</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade do Êxtase e da Melancolia,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>De dias tristes e de noites quietas;</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Sombra desencantada da alegria</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Dos que vivem de lágrimas, os poetas.</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade de árvores e sinos. </em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>De crianças e jardins. Flor das Cidades;</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Berço de ouro de todos os Destinos,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Fonte eterna de todas as Saudades.</em></div>
</div>
<div class="page" data-page-number="31" data-loaded="true">
<div class="canvasWrapper"></div>
<div class="canvasWrapper"></div>
<div class="canvasWrapper">
<p>Olegário Mariano foi membro da Academia Brasileira de Letras. Seu livro de estreia foi <em>Angelus</em>, em 1911. Sua obra poética foi publicada nos dois volumes de <em>Toda uma vida de poesia</em> (1957), publicados pela José Olímpio. Também publicou, durante anos, nas revistas <em>Careta</em> e <em>Para Todos</em>, sob o pseudônimo de <em>João da Avenida</em>, uma seção de crônicas mundanas em versos humorísticos, que foram reunidas nos livros: <em>Bataclan</em> (1927) e <em>Vida, caixa de brinquedos</em> (1933).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Manuel Faria (1895 &#8211; 1980) e a Cidade Maravilhosa </strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43796" style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43796" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane43.jpg" alt="O Cruzeiro, 27 de dezembro de 1930" width="366" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 27 de dezembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="canvasWrapper" style="text-align: left;">
<p>O pintor Manuel Faria (1895 &#8211; 1980), <em>um poeta do pincel que se vem revelando invulgarmente, aplicando-se em mostrar os panoramas deslumbrantes da cidade</em>, inaugurou, no Palace Hotel, sob os auspícios do Centro Carioca, uma exposição em que a <span style="color: #800000;"><em><strong style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa </strong><span style="color: #333333;">encontra o seu pintor entusiasta e escrupuloso</span></em><span style="color: #333333;"><span style="color: #800000;">. <span style="color: #333333;">Os</span></span></span></span><span style="color: #333333;"> </span>quadros eram de paisagens do Rio de Janeiro e o pintor pretendia a partir da mostra organizar um álbum ilustrado que seria intitulado <span style="color: #800000;"><strong><em>Cidade Maravilhosa</em></strong></span> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 27 de dezembro de 1930</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/9329" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de dezembro de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43797" style="width: 831px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43797" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane44.jpg" alt="Exposição com quadros da Cidade Maravilhosa por / O Cruzeiro, 27 de dezembro de 19130" width="821" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank">Exposição com quadros da <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span> por Manuel Faria / <em>O Cruzeiro</em>, 27 de dezembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43798" style="width: 263px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/9329" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43798" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane45.jpg" alt="Jornal do Brasil, 16 de dezembro de 1930" width="253" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/9329" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 16 de dezembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Manuel Faria Guimarães estudou na Escola Nacional de Belas Artes, tendo sido discípulo de João Baptista da Costa (1865 &#8211; 1926), Lucílio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939) e Rodolfo Chambelland (1879 &#8211; 1967). Ocupou a cadeira 9 da Academia Brasileira de Belas Artes.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43802" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.conradoleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=1601734&amp;ctd=261&amp;tot=&amp;tipo=" target="_blank"><img class="wp-image-43802 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane46.jpg" alt="jane46" width="372" height="267" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.conradoleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=1601734&amp;ctd=261&amp;tot=&amp;tipo=" target="_blank"><em>A Cidade Maravilhosa</em>, livro de paisagens do Rio de Janeiro pelo pintor Manuel Faria, 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Light e a Cidade Maravilhosa</strong></em></span></p>
<p>Foi publicado, em 1932, o livro <i>Crônicas da Cidade Maravilhosa, </i>editado pelo Departamento de Publicidade da Light. Na edição de <em>Vida Literária,</em> de dezembro de 1931, foi publicado seu prefácio que informava que tratava-se de <em>uma obra de pura publicidade</em>, mas que seria também <em>uma obra literária</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/367923/88" target="_blank"><em>Vida Literária</em>, dezembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43751" style="width: 792px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/367923/88" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43751" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane32.jpg" alt="Vida Literária, dezembro de 1931" width="782" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/367923/88" target="_blank"><em>Vida Literária</em>, dezembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O  livro, que seria <em>um reflexo de nossa invejáveis belezas naturais e de nosso adiantamento industrial e de nossa civilização urbana,</em> reunia artigos de escritores e artistas publicados em jornais e revistas sobre alguns dos <em>melhores serviços da Light à população do Rio de Janeiro</em>. Um exemplar do livro foi enviado para a revista <em>Brasil Feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/309" target="_blank"><i>Brasil Feminino,</i> julho de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43752" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/160733/309" target="_blank"><img class="wp-image-43752 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane33.jpg" alt="jane33" width="286" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/160733/309" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, julho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>César Ladeira (1910 &#8211; 1969) e a Cidade Maravilhosa</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43618" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/57557" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43618" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane30.jpg" alt="César Ladeira, c. 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS" width="327" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/57557" target="_blank">César Ladeira, c. 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>César Ladeira, um dos mais famosos locutores do Brasil e um dos ícones da <em>Era de Ouro</em> da rádio brasileira, foi contratado, em 1933, pela Rádio Mayrink Veiga como locutor e diretor artístico e mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 1º de setembro de 1933, estreou no programa <em>Crônicas da</em> <em>Cidade Gozada</em>, onde lia crônicas de Genolino Amado (1902 &#8211; 1989). De acordo com Henrique Foréis Domingues, pseudônimo <em>Almirante </em>(1908 &#8211; 1980), em seu livro <em>No Tempo de Noel Rosa: O Nascimento do Samba e a Era de Ouro da Música</em> (2013), devido a críticas dos ouvintes, o programa teve seu nome mudado para <i>Crônicas da <span style="color: #800000;"><strong>Cidade Maravilhosa</strong></span>. </i>Ladeira também publicava na revista <em>O Malho</em> a coluna &#8220;A Crônica da <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/79248" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de novembro de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_06/6135" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de setembro de 1935, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/97682" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 3 de setembro de 1938, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43793" style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/79248" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43793" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane42.jpg" alt="O Malho, 30 de novembro de 1933" width="385" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/79248" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de novembro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A revista <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span>, de César Ladeira, estreou no Teatro Recreio, em 4 de janeiro de 1935, e foi um sucesso. No elenco, estrelavam Aracy Cortes (1904 &#8211; 1985), Eva Todor (1919 &#8211; 2017), Ítala Ferreira (1901 &#8211; 1967), Zaira Cavalcanti (1913 &#8211; 1981), Henrique Chaves (19? &#8211; ?) e João Martins (19? &#8211; ?), dentre outros. Depois de um breve intervalo, voltou ao cartaz, em 12 de março de 1935. Sua última apresentação aconteceu em 17 de março (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_06/3381" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 de janeiro de 1935, quarta coluna</a>; <em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22134" target="_blank">2 de janeiro de 1935, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22160" target="_blank">4 de janeiro de 1935, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22189" target="_blank">6 de janeiro de 1935, quinta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22261" target="_blank">11 de janeiro de 1935, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/23142" target="_blank">12 de março de 1935, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/23197" target="_blank">16 de março de 1935, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43620" style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22275" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43620" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane31.jpg" alt="O Jornal, 12 de janeiro de 1935" width="546" height="308" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22275" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 12 de janeiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1935, o enredo do bloco carnavalesco Caçadores de Veados foi <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong> </em></span>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22874" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de fevereiro de 1935, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa, hino oficial do Rio de Janeiro, e André Filho (1906 &#8211; 1974), seu autor</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3183" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3183/014AM018001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="589" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3183" target="_blank">Augusto Malta. Visita de estudantes ao Cristo Redentor, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi a marchinha<em> Cidade Maravilhosa</em> que consagrou definitivamente a expressão como epíteto do Rio de Janeiro! Antônio André de Sá Filho (1906 &#8211; 1974), que ficou conhecido como André Filho, nascido na Rua da Carioca, em 21 de março de 1906, compôs a música, que foi gravada por ele e por Aurora Miranda, em 4 de setembro de 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/45638" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 24 de janeiro de 1965, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/62139" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de fevereiro de 1965, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43585" style="width: 545px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/5735" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane20.jpg" alt="Aurora Miranda e André Filho / Correio da Manhã, de 1960" width="535" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/5735" target="_blank">Aurora Miranda e André Filho / <em>Correio da Manhã</em>, 2 de junho de 1960</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O disco, cuja outra canção era <em>Toda gente cantando</em>, foi lançado no mês seguinte pela Odeon.</p>
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<div class="row">
<div class="col-12-xs-12 col-12-md-8 col-12-md-pull-3">
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43581" style="width: 681px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/247888/cidade-maravilhosa-a-saga-da-marcha-cheia-de-encantos-mil-que-acabou-virando-hino-e-ha-90-anos-vive-n-alma-da-gente" target="_blank"><img class="wp-image-43581 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane16.jpg" alt="jane16" width="671" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/247888/cidade-maravilhosa-a-saga-da-marcha-cheia-de-encantos-mil-que-acabou-virando-hino-e-ha-90-anos-vive-n-alma-da-gente" target="_blank">Coleção José Ramos Tinhorão / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="ql-align-center" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span></p>
<p class="ql-align-center" style="text-align: center;">André Filho</p>
<p style="text-align: center;"><i>Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil</i></p>
<p style="text-align: center;"><i> Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil!</i></p>
<p style="text-align: center;">Aurora entoa então, em tom menor, a primeira estrofe da segunda parte:</p>
<p style="text-align: center;"><i>Berço do samba e das lindas canções<br />
Que vivem n’alma da gente<br />
És o altar dos nossos corações<br />
Que cantam alegremente</i></p>
<p style="text-align: center;"><i>Jardim florido de amor e saudade</i></p>
<p style="text-align: center;"><i> Terra que a todos seduz<br />
Que Deus te cubra de felicidade<br />
Ninho de sonho e de luz</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A marchinha <em>Cidade Maravilhosa </em>foi inscrita, no ano seguinte, no Concurso de Carnaval da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, obtendo, para indignação de André Filho e da plateia, a segunda colocação na categoria <em>Marcha.</em> A final aconteceu, em 10 de fevereiro de 1935, no Teatro João Caetano, e a canção vencedora foi <em>Coração Ingrato</em>, interpretada por Silvio Caldas (1908 &#8211; 1998), de autoria de Antônio Nássara (1910 &#8211; 1996) e Eratóstenes Alves Frazão (1901 &#8211; 1977). O terceiro lugar ficou para <em>Joia falsa</em>, de Osvaldo Santiago (1902 &#8211; 1976). Silvio Caldas foi muito vaiado e a André Filho foi feita <em>grande manifestação, com toda a plateia de pé</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_03/21625" target="_blank"><em>A Noite</em>, 11 de fevereiro de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22741" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 12 de fevereiro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na visita que fez à redação do jornal <em>A Noite</em>, no mesmo dia do concurso, André Filho declarou:</p>
<p><em>&#8220;O julgamento eu coloco em plano secundário. O povo, o verdadeiro juiz, deu ao meu modesto trabalho o valor que eu, realmente, não imaginava ter &#8220;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43590" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_03/21625" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43590" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane23.jpg" alt="André Filho (sentado) visitou a redação do jornal A NOite / A NOite, 11 de fevereiro de 1935" width="453" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_03/21625" target="_blank">André Filho (sentado) visitou a redação do jornal <em>A Noite</em> / <em>A Noite</em>, 11 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo concurso, na categoria <em>Samba</em>, a classificação foi a seguinte: em primeiro lugar, <em>Implorar</em>, do italiano Kid Pepe (1909 &#8211; 1961) e do português Germano Augusto (1901 &#8211; 1950), curiosamente, dois estrangeiros. <em>Este samba causou uma polêmica pública quanto a sua real autoria, pois segundo alguns, seria do falecido sambista Cedá, que o vendera a Kid Pepe por 30 mil réis. Segundo depoimento de Kid Pepe reproduzido no livro “A canção no tempo”: “João Gaspar me mostrou um estribilho que gostei. Consegui então autorização dele, por escrito, para consertar o estribilho (que estava quebrado) e compor uma segunda parte e a introdução. Desse jeito fizemos “Implorar”. Agora, se provarem que o coro apresentado pelo Gaspar não lhe pertence, darei minha á família do falecido a parte dele” (<a href="https://dicionariompb.com.br/artista/germano-augusto/" target="_blank">Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira</a>).</em> Em segundo lugar, classificou-se o samba <em>Foi ela</em>, de Ary Barroso (1903 &#8211; 1964); e, em terceiro, <em>Agradeça a mim</em><span style="color: #333333;">, de Ismael Silva (1905 &#8211; 1978).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">No mesmo ano,</span> <em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span> foi incluída na trilha sonora do filme <em>Alô, Alô, Brasil!</em> (1935), dirigido por Alberto Ribeiro (1902 &#8211; 1971), João de Barro (1907 &#8211; 2006) e Wallace Downey (1902 &#8211; 1967), estrelado por Almirante, Ary Barroso, Aurora e Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), dentre outros.</p>
<p>Em 1936, <em>estourou</em> no carnaval! E o epíteto <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span> se eternizou!</p>
<p>Sobre a inspiração de André Filho para escrever a música, que tradicionalmente encerra os bailes carnavalescos, há uma polêmica, destacada no site Discografia Brasileira, do Instituto Moreira Salles:</p>
<p><em>&#8220;Na coleção de jornais do seu acervo – que se encontra desde 2006, ano do seu centenário, sob a guarda do Instituto Moreira Salles –, há um recorte sem data de A Notícia com matéria que explica como o compositor teria se inspirado para fazer a música. Diz o texto que ele “Estava na Praia de Botafogo, pelos idos de 1933, eterno enamorado da beleza natural do Rio de Janeiro (&#8230;). Numa tarde assim, sentiu pulsar com intensidade toda a sua alegria de cidadão carioca (&#8230;). Ocorreu-lhe então a expressão: Cidade Maravilhosa”.</em></p>
<p><em>Versão que sua ex-mulher, Joana, contestaria: ao jornal O Globo de 12/01/1965, ela – já separada de André Filho – diria que o clássico surgiu em 1934, durante uma das madrugadas insones do então companheiro, e que, após escutar a melodia e a letra cantada por André, que batucava numa caixa de fósforos, teria sido interrogada por ele: “Ciganinha, você acha que deve ser marcha ou samba?”. Resposta dela: “Marcha!”. Difícil saber qual das duas narrativas é a verdadeira.</em></p>
<p><em>Ou se nenhuma delas, a julgar pelo que contam Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello no primeiro volume de “A canção no tempo” (Editora 34, 1997): “No início da década de 1930, o Rio era embelezado com a estátua do Cristo Redentor e a modernização de vários trechos da cidade, criando maiores condições para deixar o turista maravilhado. Foi nesta ocasião que, motivado por uma promoção chamada Festa da Mocidade, em que se elegia a Rainha da Primavera, André Filho compôs ‘Cidade maravilhosa’&#8221;. </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><em>Cidade maravilhosa</em></strong></span> tornou-se a <em>marcha oficial da Cidade do Rio de Janeiro</em>, através da Lei nº 5, de maio de 1960, proposta pelo vereador Salles Neto (1910 &#8211; 1961) e promulgada pelo então governador da Guanabara, Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977) (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/4080" target="_blank">20 de abril de 1960, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/5598" target="_blank">29 de maio de 1960, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/3266" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de maio de 1960, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43610" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/4117" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43610" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane28.jpg" alt="Encontro de André Filho e Aurora Miranda, em 1º de junho de 1960 / Diário de Notícias, 2 de junho de 1960" width="301" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/4117" target="_blank">Encontro de André Filho e Aurora Miranda, em 1º de junho de 1960, na Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, quando relembraram a gravação de <span style="color: #800000;"><strong><em>Cidade Maravilhosa</em></strong></span> / <em>Diário de Notícias</em>, 2 de junho de 1960</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas em duas ocasiões tentaram destituir a canção como marcha oficial da cidade. A primeira vez, em 1962, quando a deputada Lygia Lessa Bastos (1919 &#8211; 2020) liderou um movimento para que o hino da cidade fosse uma música que possuísse <em>&#8220;as características técnico-musicais peculiares e inconfundíveis do gênero</em>&#8220;. Na opinião da deputada, a composição de André Filho não refletiria<em> &#8220;na tradição, o sentimento patriótico da gente carioca&#8221; </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/13578" target="_blank"><em>Diário de Notícias, </em>14 de maio de 1961, quinta coluna</a><em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/13578" target="_blank">;</a> Jornal do Brasil, </em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/26961" target="_blank">13 de março de 1962, quarta coluna</a><em>; </em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/27103" target="_blank">22 de março de 1962</a>).</p>
<p>Em sua coluna no <em>Jornal do Brasil</em>, &#8220;Música Naquela Base&#8221;, o jornalista Sérgio Cabral publicou o resultado de uma enquete acerca do assunto que realizou consultando personalidades de várias áreas e apenas o historiador Ariosto Berna<em> </em>(18? &#8211; 1988), do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro; e o jornalista<em> </em>Prudente de Morais Neto (1904 &#8211; 1977) eram a favor da mudança. Os  seguintes foram contra: o crítico musical Lúcio Rangel, Carlos Lacerda, governador do Estado da Guanabara; o maestro e compositor César Guerra-Peixe, Cristóvão de Alencar, presidente da União Brasileira de Compositores; o compositor Miguel Gustavo e Stanislaw Ponte Preta, o jornalista Sérgio Porto (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/27103" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de março de 1962</a>). <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong> </em></span>seguiu como o hino da cidade!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44455" style="width: 552px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/27103" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44455" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/jane54.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 1962" width="542" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/27103" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de março de 1962</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poeta Carlos Drummond (1902 &#8211; 1987) defendeu a manutenção da marchinha como hino na crônica <em>Hino carioca</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/28441" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de abril de 1962, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane241.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43596" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane241.jpg" alt="jane24" width="459" height="538" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane251.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43597" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane251.jpg" alt="jane25" width="468" height="523" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane26.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43593" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane26.jpg" alt="jane26" width="462" height="93" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1968, pela segunda vez, seu status de hino foi ameaçado: o deputado Frederico Trotta (1899 &#8211; 1980) foi o autor do projeto de lei sugerindo à Assembleia Legislativa a criação de um concurso para a escolha de um novo hino para a cidade promulgado, em 27 de  julho de 1968.  A marchinha <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span> tinha, segundo ele, uma &#8220;<em>música alegre, balanceante, carnavalesca e irreverente para o ritual das solenidades sérias e imponentes, às quais se torna forçoso o comparecimento de autoridades dos três poderes constituídos, bem como de personalidades estrangeiras&#8221;. </em>Houve protestos e, em agosto de 1968, o presidente da Assembleia voltou atrás e sancionou a lei do deputado Everardo Magalhães Castro (1933 &#8211; 2010) que restituía <strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade maravilhosa</em></span></strong> à condição de hino oficial da cidade (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/119176" target="_blank">28 de julho de 1968, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/119667" target="_blank">6 de agosto, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/66749" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 10 de agosto de 1968, segunda coluna</a>; <em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/94101" target="_blank">27 de julho de 1968, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/94140" target="_blank">28 de julho de 1968, quinta coluna</a>;).</p>
<p>André Filho faleceu, no Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1974, no Hospital Souza Aguiar, vítima de uma úlcera. Foi velado no Museu da Imagem e do Som e sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/37324" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de julho de 1974, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43932" style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/37662" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane47.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de julho de 1974" width="601" height="247" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/37662" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 1974</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/247888/cidade-maravilhosa-a-saga-da-marcha-cheia-de-encantos-mil-que-acabou-virando-hino-e-ha-90-anos-vive-n-alma-da-gente" target="_blank">Ouça aqui várias gravações da marchinha <em>Cidade Maravilhosa</em>.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, reprodução de um artigo publicado em <em>O GLOBO</em>, de 5 de agosto de 1968.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane21.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43586" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane21.jpg" alt="jane21" width="502" height="456" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane22.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43587" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane22.jpg" alt="jane22" width="505" height="285" /></a></p>
</div>
</div>
</div>
</article>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(1)</strong>  A transcrição da crônica <em>Os Sertanejos</em>, de Coelho Neto, pode ser lida na página 282 do artigo <em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em>, de Ivo Karytowsky.</p>
<p>Leia aqui o artigo <a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/249738/andre-filho-alem-dos-encantos-mil-os-120-anos-do-compositor-beijoqueiro-que-era-um-dos-preferidos-de-carmen-miranda" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>André Filho além dos ‘encantos mil’: os 120 anos do compositor ‘beijoqueiro’ que era um dos preferidos de Carmen Miranda</em></span></a>, de autoria de Pedro Paulo Malta (1976-), publicada no site Discografia Brasileira do Instituto Moreira Salles .</p>
<div class="page" data-page-number="22" data-loaded="true"></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Nota da editora</strong>:</span> A inspiração para a publicação deste artigo surgiu quando assisti ao espetacular evento <em>Cidade-Musa</em>, no dia 6 de março de 2026, promovido pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, em sua sede, quando o jornalista Rafael Sento Sé proferiu uma maravilhosa palestra sobre seu livro <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque</em>, seguida pela sensacional aula musicada <em>Cidade-musa: a história do Rio em marcha, samba e bossa</em>, com Pedro Paulo Malta e Luís Filipe de Lima. Ao longo de minhas leituras para esse artigo, conheci o excelente artigo <em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em>, de Ivo Karytowski, que se tornou uma espécie de bússola para minha pesquisa. Como sempre, a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional tem um papel decisivo em meus escritos. Obrigada pelo talento de vocês!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com/2003/09/os-sertanejos-de-coelho-neto.html" target="_blank">Blog Literatura, Rio de Janeiro &amp; São Paulo</a></p>
<p>BUENO, Alexei. <em>Rio Belle Époque: Álbum de imagens. </em>Rio de Janeiro : Bem-Te-Vi Editora, 2016.</p>
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/0B41OaZg7nvRocTVBYUxSMHpOYjA/view?resourcekey=0-F000qeQ-zkQIVD8Ip6hDvA" target="_blank"><em>Cidade Maravilhosa</em> por Olegário Mariano</a></p>
<p>COELHO NETO. <a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/89/Coelho_Neto_-_Palestras_da_Tarde_%281911%29.pdf" target="_blank"><em>Palestras da Tarde</em></a>. Rio de Janeiro : Livraria Garnier Irmãos, 1911.</p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/artista/andre-filho/" target="_blank">Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira</a></p>
<p>DOMINGUES, Henrique Foréis. <em>No Tempo de Noel Rosa: O Nascimento do Samba e a Era de Ouro da Música. </em>Rio de Janeiro :<em> </em>Editora Indigo Brasil, 2013</p>
<p>EFEGÊ, Jota. <em>Figuras e coisas da Música Popular Brasileira vol1 e 2. </em>Rio de Janeiro :<em> </em>Funarte, 1978.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional </a></p>
<div class="page" data-page-number="1" data-loaded="true">
<div class="textLayer">KARYTOWSKI, Ivo. <a href="https://rihgb.emnuvens.com.br/revista/article/view/44/40" target="_blank"><em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em></a>. IHGB, Rio de Janeiro, a. 183(488): 265-294, jan./abr. 2022.</p>
<p>SÉ, Rafael Sento. <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque.</em> Belo Horizonte (MG) : Autêntica Editora, 2025.</p>
<p><a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/247888/cidade-maravilhosa-a-saga-da-marcha-cheia-de-encantos-mil-que-acabou-virando-hino-e-ha-90-anos-vive-n-alma-da-gente" target="_blank">Site Discografia Brasileira &#8211; IMS</a></p>
<p><a href="https://literaturaebompravista.wordpress.com/2019/07/01/ville-merveilleuse-uma-francesa-usa-a-expressao-cidade-maravilhosa/" target="_blank">Site Literatura é bom para a vista</a></p>
</div>
</div>
<p>VALENÇA, Suetônio Soares. <a href="https://funartemaisdigital.funarte.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Tra-la-la%CC%81_WEB.pdf" target="_blank"><em>Tra-la-lá : vida e obra de Lamartine Babo</em></a> – 3. ed., rev. e ampl. – Rio de Janeiro : FUNARTE, 2014.</p>
</div>
<p>XAVIER, Priscila. <a href="https://www.academia.edu/25111479/Cidade_Maravilhosa_discursos_entre_o_imagin%C3%A1rio_e_o_mito" target="_blank"><em>Cidade Maravilhosa: discursos entre o imaginário e o mito</em></a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fotos de autoria de Marc Ferrez na revista &#8220;Illustração Brasileira&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2025 16:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a publicação do artigo "Fotos de autoria de Marc Ferrez na revista "Illustração Brasileira"", a Brasiliana Fotográfica, pela segunda vez, destaca o uso de uma ou mais imagens de um dos fotógrafos presentes em seu acervo fotográfico em revistas das primeiras décadas do século XX. O primeiro artigo, "Fotografia de Leuzinger é capa da revista “Fon-Fon” em 1922", foi publicado em 27 de agosto de 2020. Hoje destacamos duas capas da revista "Illustração Brasileira" com registros de autoria de Marc Ferrez (1843 - 1921) e uma fotografia também de Ferrez publicada dentro da revista. Dois desses registros encontram-se no acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. Com a preservação digital, os registros fotográficos podem, a partir de recursos tecnológicos como o zoom, ter outra visibilidade e serem acessados em sua qualidade plena.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a publicação do artigo <em>Fotos de autoria de Marc Ferrez na revista Illustração Brasileira</em>, a Brasiliana Fotográfica, pela segunda vez, destaca o uso de uma ou mais imagens de um dos fotógrafos presentes em seu acervo fotográfico em revistas, nas primeiras décadas do século XX. O primeiro artigo, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18725" target="_blank"><em>Fotografia de Leuzinger é capa da revista “Fon-Fon” em 1922</em></a>, foi publicado em 27 de agosto de 2020. Hoje destacamos duas capas da revista <em>Illustração Brasileira</em> com registros de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1921)</a> e uma fotografia, também de Ferrez, publicada dentro da revista. Dois desses registros encontram-se no acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. Com a preservação digital, os registros fotográficos podem, a partir de recursos tecnológicos como o <em>zoom</em>, ter outra visibilidade e serem acessados em sua qualidade plena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/418" target="_blank"><strong>Acessando o link para as duas fotografias de Marc Ferrez publicadas na revista <em>Illustração Brasileira</em>, em 1876 e em 1877, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O carioca Marc Ferrez foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes do Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Estaria completando hoje 182 anos. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14803" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="wp-image-14803 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ferrez.jpg" alt="ferrez" width="460" height="604" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez aos 33 anos de idade, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A revista <em>Illustração Brasileira, </em>na qual foram construídas, a partir de textos, fotografias e ilustrações, imagens de um Brasil moderno e civilizado, era dirigida pelos irmãos alemães e litógrafos Carlos (18? -1878) e Henrique Fleiuss (1823 &#8211; 1882). Circulou quinzenalmente, entre 1<sup>o</sup> de julho de 1876 e 1<sup>o</sup> de janeiro de 1878. Posteriormente, entre fevereiro e abril de 1878, passou a ser mensal.</p>
<p style="text-align: left;">Os irmãos Fleuiss e o pintor Carlos Linde (c. 1830 &#8211; 1873) haviam chegado no Brasil, acredita-se, juntos, em fins da década de 1850. Percorreram a Região Norte, e, em 1858, já estavam no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/46641" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 26 de setembro de 1858, quarta coluna</a>). Henrique Fleuiss trouxe uma carta de recomendação de seu mentor, o naturalista Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868). Fundaram uma empresa litotipográfica chamada <em>Fleiuss, Irmãos &amp; Linde </em>e, posteriormente, o Instituto Artístico que, a partir de um título honorífico concedido, pelo decreto de 3 de outubro de 1863, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=42168" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, passou a se chamar Imperial Instituto Artístico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/18849" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 31 de março de 1861, primeira coluna)</a>. Entre 1860 e 1875, dirigiram a revista <em>Semana Ilustrada, </em>precursora da imprensa humorística ilustrada no Brasil. Entre seus colaboradores, estavam escritores como Bernardo Guimarães (1825-1884), Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), Joaquim Nabuco (1849-1910) e Machado de Assis (1839-1908).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40022" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/225029/1644" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40022" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/ferrez4.jpg" alt="Diario do Brazil, 16 de novembro de 1882" width="399" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/225029/1644" target="_blank"><em>Diario do Brazil</em>, 16 de novembro de 1882</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>As duas capas da revista Illustração Brasileira, em 1877 e 1878, com fotos de autoria de Marc Ferrez, e uma imagem também de sua autoria publicada na revista, em 1876</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro registro, que é do Forte e do Farol da Barra, em Salvador, na Bahia, foi publicado na capa da <em>Illustração Brasileira</em> de 15 de janeiro de 1877. No texto sobre a fotografia, Ferrez era apresentado como membro da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank">Comissão Geológica do Império (1875 – 1878)</a>, chefiada pelo geólogo canadense Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), também mencionado no texto como o <em>muito inteligente</em> presidente da comissão.</p>
<p>Segundo Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles e um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, já com pleno domínio de sua virtuosidade técnica, Ferrez realizou para a comissão um primoroso trabalho documental e paisagístico:</p>
<p><em>‘…Seu domínio da luz, sua precisão na escolha do ponto de vista, sempre buscam ressaltar os aspectos mais formais e abstratos da cena sendo registrada. É igualmente importante ressaltar que em diversas imagens realizadas por Ferrez, sempre o elemento humano participa de maneira discreta porém marcante, conferindo escala aos cenários naturais e urbanos, e principalmente nos convidando a percorrer a imagem em todas as suas dimensões…Os trabalhos realizados em Paulo Affonso, Pernambuco, Recôncavo Baiano, Abrolhos e sul da Bahia representam um grande esforço documental e registram, além dos aspectos mais claramente geológicos, paisagens naturais e vistas urbanas de grandes cidades e pequenas povoações daquelas regiões, além de elementos antropológicos e etnográficos, como a série dos índios botocudo… Essas imagens também foram utilizadas para ilustrar  a conferência do professor Charles Frederick Hartt durante a IV Exposição Nacional, no Rio de Janeiro… Da mesma maneira, diversas imagens fizeram parte da Exposição Universal da Filadélfia, EUA, em 1876, que contou com a presença de D. Pedro II…’</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=758370&amp;pagfis=213" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/ferrez.jpg" alt="Revista Illustração Brasileira, de 1877" width="528" height="734" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=758370&amp;pagfis=213" target="_blank"><em>Capa da Illustração Brasileira</em>, 15 de janeiro de 1877</a></p></div>
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<div id="attachment_40013" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/758370/218" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40013" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/ferrez3.jpg" alt="Illustração Brasileira, 15 de março de 1877, página 6" width="342" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/758370/218" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 15 de janeiro de 1877, página 6</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 662px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2489" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2489/007A5P4F4-28.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="652" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2489" target="_blank">Marc Ferrez. Forte e Farol de Santo Antônio da Barra, c. 1877. Salvador, Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda imagem, um registro do prédio da Tipografia Nacional, foi publicada  na capa da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227773/65" target="_blank"><em>Illustração Brasileira, </em>de abril de 1878</a>: <em>&#8220;A photographia é de Marc Ferrez  e foi gravada sobre madeira no Imperial Instituto Artístico&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40033" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/227773/65" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40033" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/ferrez5.jpg" alt="Illustração Brasileira, de 1878" width="333" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/227773/65" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, abril de 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras menções ou publicação de fotografias de Ferrez na <em>Illustração Brasileira</em>:</p>
<p>Foi publicada uma fotografia de autoria de Ferrez da cachoeira de Paulo Afonso na revista<a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/53" target="_blank"><em> Illustração Brasileira</em>, de 1º de agosto de 1876,</a> acompanhada por um texto de Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), chefe da Comissão Geológica do Império. Na mesma <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/60" target="_blank">edição</a>, publicação de matéria sobre a Comissão Geológica do Império e sobre a chegada de Ferrez .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40034" style="width: 764px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/758370/154" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/ferrez6.jpg" alt="Illustração Brasileira, " width="754" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/758370/154" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 1º de agosto de 1876</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4405" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4405/SAm39-0002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="758" height="662" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4405" target="_blank">Marc Ferrez. Cachoeira de Paulo Afonso, c. 1875. Rio São Francisco, Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que Ferrez havia chegado ao sul da Bahia com o geólogo Richard Rathbum, também integrante da Comissão Geológica, com diversas fotografias de índígenas botocudos, dentre outras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/153" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 1º de novembro de 1876, na última coluna</a>). Essas teriam sido as primeiras imagens desses indígenas produzidas no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>AZEVEDO, Silvia Maria. <em>Brasil em imagens: Um estudo da revista Ilustração Brasileira (1876-1878)</em>. São Paulo : Editora Unesp, 2011.</p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/24230/0" target="_blank"><em>Carlos Linde, formador de profissionais gráficos no Brasil</em></a> in Brasiliana Iconográfica, 26 de dezembro de 2024.</p>
<p>GOMES, Rafael Augusto Andrade. <a href="https://journals.openedition.org/terrabrasilis/5583" target="_blank"><em>Modos de escrever histórias</em></a> in <em>Terra Brasilis</em>, dezembro de 2019.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/6847-fleiuss" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20796" target="_blank"><em>Cronologia de Marc Ferrez</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 6 de janeiro de 2021.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma breve história do abastecimento de água no Rio de Janeiro por Bárbara Primo e Maria Isabel Lenzi</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 06:29:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[abastecimento de água]]></category>
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		<description><![CDATA[As historiadoras Bárbara Primo, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e Maria Isabel Lenzi, do Museu Histórico Nacional (MHN), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são as autoras do artigo "Uma breve história do abastecimento de água no Rio de Janeiro", que resume os acontecimentos em torno do tema desde a instalação da cidade do Rio de Janeiro no Morro do Castelo, em meados do século XVI, até o princípio do século XX. Estão aqui disponibilizados três álbuns: dois com registros realizados pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 - 1923) e um terceiro com fotografias de autoria desconhecida sob o título; Abastecimento D’Água: Obras executadas de 1907 a 1909. Os dois últimos fazem parte da Coleção Miguel Calmon, que foi ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Afonso Pena, entre 1906 e 1909. O álbum sobre a canalização do rio São Pedro pertence à coleção Álbuns Iconográficos Avulsos e foi doado ao MHN por Oscar Trompowsky, em 1923.

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				<content:encoded><![CDATA[<p>As historiadoras Bárbara Primo, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e Maria Isabel Lenzi, do Museu Histórico Nacional (MHN), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são as autoras do artigo <em>Uma breve história do abastecimento de água no Rio de Janeiro</em> que resume os acontecimentos em torno do tema desde a instalação da cidade do Rio de Janeiro no Morro do Castelo, em meados do século XVI, até o princípio do século XX. Estão aqui disponibilizados três álbuns: dois com registros realizados pelo fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e um terceiro com fotografias de autoria desconhecida sob o título; <em>Abastecimento D’Água: Obras executadas de 1907 a 1909</em>. Os dois últimos fazem parte da Coleção Miguel Calmon, que foi ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Afonso Pena, entre 1906 e 1909. O álbum sobre a canalização do rio São Pedro pertence à coleção Álbuns Iconográficos Avulsos e foi doado ao MHN por Oscar Trompowsky, em 1923.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Uma breve história do abastecimento de água no Rio de Janeiro</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Bárbara Primo e Maria Isabel Lenzi*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 651px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13912/MCab2_56.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="641" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13912" target="_blank">Marc Ferrez. Cachoeira e represa da Tijuca, 190-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cidade do Rio de Janeiro, ao se instalar no Morro do Castelo, em 1557, encontrou um desafio: o abastecimento de água. Seus habitantes compravam água de indígenas e negros aguadeiros. Estes iam buscá-la no rio Carioca, que corria no vale que hoje denominamos de Laranjeiras e desaguava na praia do Flamengo. Com o pregão de “Hy! Hy! – palavra que na língua tupi significa água – o precioso líquido era anunciado à população.</p>
<p>Em 1673, no governo de João da Silva e Souza (1669-1674), foram iniciadas as obras da adução das águas do rio Carioca, mas os chamados Arcos Velhos da Carioca, de madeira, só seriam concluídos no início do século seguinte. Em 1723, sob o governo de Aires Saldanha, a água cristalina foi levada até o primeiro Chafariz da Carioca. O governo Gomes Freire de Andrade executou grandes reformas no aqueduto que, inaugurado em 1750, conserva ainda hoje as feições daquele tempo.</p>
<p>Com a mudança da corte portuguesa para o Rio de Janeiro e o consequente aumento da população, a água tornou-se escassa, obrigando as autoridades a buscarem outras fontes. Se até então a vertente Corcovado do Maciço da Tijuca era a mais usada, a partir do início do século XIX, os rios da vertente Tijuca seriam também aproveitados em diversos novos chafarizes e bicas que foram instalados na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 704px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13900" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13900/MCab2_77.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="694" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13900" target="_blank">Marc Ferrez. Chafariz do Largo da Carioca, 190-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro rio dessa vertente a ser aproveitado foi o rio Comprido que veio abastecer os chafarizes de Santana, do Catumbi e do Lagarto. Posteriormente, as águas do rio Maracanã foram também suprir esses chafarizes.</p>
<p>Com o passar do tempo, outros rios da vertente Tijuca foram incorporados ao abastecimento da cidade: o São João, o Trapicheiro, o Andaraí (ou Joana), o riacho da Cascatinha, o Gávea Pequena, o riacho do Hotel Aurora, o riacho A. Taylor e os córregos do Caranguejo, Soberbo, Morcego, Amaral e Machado.</p>
<p>A água, aos poucos, chegava às torneiras das residências. Todavia, este bem, tão fundamental à vida, deixava de ser gratuito, sendo incorporado definitivamente ao capital. As instituições públicas e as pessoas com maior poder aquisitivo, por óbvio, foram os pioneiros a ter água da torneira em casa e a mão de obra que pegava a água no chafariz público ficava cada vez mais escassa, pois a partir de 1850 o tráfico negreiro foi definitivamente abolido e muitos escravizados que viviam nas cidades foram vendidos para o Vale do Paraíba. Deste modo, o Rio de Janeiro seria palco e testemunha de uma série de transformações e avanços tecnológicos que, a partir da segunda metade do século XIX, vem responder a uma demanda advinda da escassez da mão de obra escravizada e de um aumento populacional e urbano.</p>
<p>O Rio sofre mais uma vez com falta d’água – os mananciais cariocas já não são mais suficientes para dar conta do abastecimento da cidade em franco crescimento, ainda dependente do Maciço da Tijuca como única fonte de abastecimento de água. O governo imperial contrata, então, o engenheiro Antonio Gabrielli (18? -?) para organizar comissões em busca de rios e fontes fora dos limites da cidade, sobretudo aqueles cujas nascentes estavam na serra do Tinguá, em Nova Iguaçu. Assim, entre os anos de 1877 e 1889, foram canalizadas as águas dos rios D’Ouro, Santo Antônio e São Pedro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13899" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13899/MCab02_17.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13899" target="_blank">Marc Ferrez. Junção dos rios d’Ouro e Santo Antonio, 190-. Nova Iguaçu, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para auxiliar as obras de canalização da Serra do Tinguá foi construída a ferrovia Rio D’Ouro. Ela percorria, inicialmente, 53 quilômetros entre o Caju e a Baixada Fluminense, mas ao longo dos anos, a estrada de ferro que serpenteava pelos subúrbios cariocas foi ampliada e acrescida de diversos ramais até atingir uma extensão total de mais de 100 quilômetros. O trajeto dos trilhos da Rio D’Ouro transformou a paisagem do seu percurso, condicionando a ocupação dos territórios do entorno e o surgimento de povoados ao longo do seu caminho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13898" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13898/MCab02_16.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13898" target="_blank">Marc Ferrez. Ponte aqueduto sobre o rio d’Ouro, 190-. Nova Iguaçu, Rio de Janeiro / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todavia, encontramos novamente crise de abastecimento no final do século XIX consequência da seca enfrentada pelos cariocas no início de 1889. Somada à escassez de água, a cidade enfrentava um surto de febre amarela e a crescente insatisfação popular já dava indícios da falência do Império. Em meio a este cenário, o engenheiro André Gustavo Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933)propôs como solução paliativa a captação provisória das águas da Serra do Tinguá para o reservatório de Pedregulho (Benfica). A ousadia da proposta, no entanto, não se deveu à grandiosidade da empreitada – canalização das águas por 18 km, mas ao tempo estimado para realizá-la: seis dias.</p>
<p>Diante de um problema tão grave e que já se arrastava por anos, a possibilidade de uma resolução tão imediata colocou em xeque a competência do já instável governo imperial. O apoio dos opositores do governo à proposta de Frontin e a repercussão do caso nos jornais fizeram deste um caso emblemático da crise político-social que conduziu o país à Proclamação da República em novembro deste mesmo ano.</p>
<p>Um pouco mais tarde, ao longo da primeira década do século XX, os rios Xerém e Mantiquira também foram domesticados de maneira a complementar o abastecimento da população carioca. Paralelamente à canalização de novos rios, diversas obras foram feitas para otimizar a distribuição e o tratamento as águas, como a construção de caixas de decantação, reservatórios e represas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 740px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13915" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13915/0000001%20%2811%29.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="730" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13915" target="_blank">Linha adutora do Mantequira &#8211; Jato vertical de 0,037 de diâmetro com 160 libras de pressão no ramal da Tijuca, 1907 a 1909. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As novas possibilidades de fornecimento de água em domicílio traduziam-se em um maior comprometimento do poder público com a qualidade e armazenamento, o que resultou em novas práticas de controle deste fornecimento, assim como do consumo. É fato que a distribuição de água nas casas cariocas ocorreria de maneira desigual, privilegiando as famílias com maior poder aquisitivo.</p>
<p>Já em 1898 teve início a instalação de hidrômetros, mediante lei do ano anterior que regulamentava a cobrança de taxas. Assim, a distribuição de bicas e penas d’água acabaria por priorizar as freguesias mais abastadas em detrimento das regiões mais densamente povoadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13958" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13958/MCab02_4.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13958" target="_blank">Marc Ferrez. Oficina de aferição de hidrômetro, 190-). Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Museu Histórico Nacional preserva três álbuns com fotografias que documentam a domesticação da água no Rio de Janeiro. Dois deles trazem fotografias de Marc Ferrez. São eles: <em>Obras de Canalização provisória do Rio S. Pedro, 1889</em> e <em>Abastecimento D’Água do Rio de Janeiro</em>. O terceiro álbum apresenta fotografias de autoria desconhecida sob o título <em>Abastecimento D’Água: Obras executadas de 1907 a 1909</em>. Os dois últimos fazem parte da Coleção Miguel Calmon, que foi ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Afonso Pena, entre 1906 e 1909. O álbum sobre a canalização do rio São Pedro pertence à coleção Álbuns Iconográficos Avulsos e foi doado ao MHN por Oscar Trompowsky em 1923. Vale a pena apreciar essas fotografias.</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias do álbum <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/424" target="_blank">Obras de Canalização provisória do Rio S. Pedro, 1889</a> </em>disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13855" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13855/ALico01_capa.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="443" height="601" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13855" target="_blank">Marc Ferrez. Capa do álbum &#8220;Obras de Canalização provisória do Rio S. Pedro, 1889: ao engenheiro Oscar Trompowski Leitão de Almeida, gratidão e reconhecimento da Diretoria das Obras&#8221;, 1899. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias do álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/426" target="_blank"><em>Abastecimento D’Água do Rio de Janeiro</em></a> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13982" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13982/MCab2_Capa.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13982" target="_blank">Marc Ferrez. Abastecimento d&#8217;água do Rio de Janeiro, 190-. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias do álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/425" target="_blank"><em>Abastecimento D’Água: Obras executadas de 1907 a 1909</em></a> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></p>
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<div style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14026" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14026/MCab4_capa.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="625" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14026" target="_blank">Capa do álbum Abastecimento D&#8217; Água: Obras executadas de 1907 a 1909, 1909?. Rio de Janeiro / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Bárbara Primo é historiadora do Instituto Brasileiro de Museus e Maria Isabel Lenzi é historiadora do Museu Histórico Nacional.</p>
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		<title>Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; VIII &#8211; O prédio do Supremo Tribunal Federal, atual Centro Cultural da Justiça Federal; o Museu Nacional de Belas Artes e o arquiteto Adolfo Morales de los Rios (1858 &#8211; 1928)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 15:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Com fotografias produzidas por Augusto Malta, Jorge Kfuri, Luiz Musso, Marc Ferrez, pela Papelaria e Typographia Botelho e por fotógrafos ainda não identificados, a Brasiliana Fotográfica publica o oitavo artigo da série "Os arquitetos do Brasil", sobre o antigo prédio do Supremo Tribunal Federal, atual Centro Cultural da Justiça Federal; e sobre o Museu Nacional de Belas Artes, e conta um pouco da história de seu arquiteto, o espanhol Adolfo Morales de Los Rios y Garcia de Pimentel  (1858 - 1928). Dos 17 prédios projetados por ele para a Avenida Central, no início do século XX, esses que são os temas desse artigo são os únicos que não foram demolidos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 – 1965)</a>, Luiz Musso (18? &#8211; 19?), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20796" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, pela Papelaria e Typographia Botelho e por fotógrafos ainda não identificados, a Brasiliana Fotográfica publica o oitavo artigo da série <em>Os arquitetos do Brasil,</em> sobre o antigo prédio do Supremo Tribunal Federal, atual Centro Cultural da Justiça Federal; e sobre o Museu Nacional de Belas Artes. Também conta um pouco da história de seu arquiteto, o espanhol Adolfo Morales de los Rios y Garcia de Pimentel  (1858 &#8211; 1928). Dos 17 prédios projetados por ele para a Avenida Central, no início do século XX, esses, que são os temas desse artigo, são os únicos que não foram demolidos. Além de arquiteto, Morales de los Rios foi urbanista, professor e historiador. Desempenhou um importante papel na modernização arquitetônica do Brasil em fins do século XIX e primeiras décadas do XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Edifício do Supremo Tribunal Federal, atual Centro Cultural da Justiça Federal</strong></em></span></p>
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<div style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7024" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7024/0074050cx005-01.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="697" height="559" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7024" target="_blank">Marc Ferrez. Vista do Supremo Tribunal Federal, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção do edifício do Supremo Tribunal Federal (STF) foi iniciada, em 1905, e estava integrada ao projeto de reurbanização do Rio de Janeiro, então a capital federal. A princípio, o prédio abrigaria a Mitra Arquiepiscopal, mas foi adquirido pelo governo federal para abrigar o STF, instalado em 3 de abril de 1909 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/161993/7818" target="_blank"><em>Brazilian Review</em>, 21 de novembro de 1905, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/19598" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 2 de abril de 1909, terceira coluna</a>). O edifício é um dos mais importantes testemunhos da arquitetura eclética do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11514" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11514/002073LM019a.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11514" target="_blank">Luiz Musso. Supremo Tribunal Federal, atual Centro Cultural Justiça Federal, c. 1909. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O prédio abrigou o STF até 1960, quando o tribunal foi transferido para Brasília, a nova capital do Brasil. Desde então, o edifício sediou o Superior Tribunal Eleitoral, o Tribunal de Alçada e varas da Justiça Federal de 1ª Instância. Após obras de restauração que duraram cerca de sete anos, o prédio foi aberto ao público, em 4 de abril de 2001, como Centro Cultural da Justiça Federal. Foi inaugurado com a exposição permanente <em>Justiça e Cidadania</em> e com a mostra temporária sobre a obra do importante fotógrafo cearense Chico Albuquerque (1917 &#8211; 2000), pioneiro da publicidade brasileira na década de 1940. Havia também uma exposição mostrando o prédio antes e depois da restauração (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_12/38119" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de abril de 2001, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/409" target="_blank"><strong>Acesse aqui o link para as fotografias do antigo prédio do Supremo Tribunal Federal, atual Centro Cultural da Justiça Federal disponíveis na Brasiliana Fotográfica</strong></a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Edifício do Museu Nacional de Belas Artes</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10162/007_IMG_3790.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10162" target="_blank">Marc Ferrez. Museu Nacional de Belas Artes, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1908, a sede da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26333" target="_blank">Academia Nacional de Belas Artes</a> foi transferida para um edifício também na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a> e também projetado por Adolfo Morales de los Rios. Acredita-se que o desenho original de Morales de los Rios tenha sido modificado pelo escultor Rodolfo Bernadelli (1852 &#8211; 1931), que era diretor da escola. De acordo com o<em> “afrancesamento” </em>da Avenida Central<em>, </em>a fachada principal<em> </em>do prédio baseou-se em uma das alas do Museu do Louvre, projetada pelo arquiteto francês Hector-Martin Lefuel (1810 &#8211; 1880), que trabalhava para Napoleão III (1808 &#8211; 1873). Apresenta medalhões pintados por Henrique Bernardelli (1857 &#8211; 1936) retratando integrantes da Missão Francesa e outros artistas brasileiros, além de frontões, colunatas e relevos em terracota representando as grandes civilizações da antiguidade. As fachadas laterais são inspiradas no renascimento italiano e trazem mosaicos realizados pelo francês Félix Gaudin (1851 &#8211; 1930), com retratos de artistas famosos.</p>
<p>Em 1931, a Escola Nacional de Belas Artes foi incorporada à Universidade do Rio de Janeiro, futura Universidade do Brasil, e, a partir de 1937, dividiu o prédio com o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), criado em 13 de janeiro de 1937 por iniciativa de Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985), ministro da Educação do governo de Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954), e inaugurado em 19 de agosto de 1938. O MNBA possui o maior acervo de obras de arte do século XIX no Brasil, sendo um dos mais importantes museus de arte do país. O edifício foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 24 de maio de 1973. Está fechado ao público desde 2020 e passa por uma reforma. Sua reabertura está prevista para fins de 2025. A atual Escola de Belas Artes foi, entre 1974 e 1975, transferida para o prédio Jorge Machado Moreira projetado para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), no campus do Fundão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/411" target="_blank"><strong>Acesse aqui o link para as fotografias do Museu Nacional de Belas Artes disponíveis na Brasiliana Fotográfica</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3958" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3958/47648.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3958" target="_blank">Jorge Kfuri. A Avenida Rio Branco, com o Teatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o antigo prédio do Supremo Tribunal Federal, atual Centro Cultural da Justiça Federal, 1920. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="JUSTIFY"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil do arquiteto Adolfo Morales de los Rios (1858 &#8211; 1928)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38961" style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/35311" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38961" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/morales.jpg" alt="O Paiz, 5 de setembro de 1928" width="338" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/35311" target="_blank"><em>O &#8220;Sanguine&#8221; feita ontem especialmente para O Paiz por Cândido Portinari / O Paiz</em>, 5 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O arquiteto, urbanista, historiador e professor espanhol Adolfo Morales de los Rios y Garcia de Pimentel nasceu em Sevilha, em 10 de março de 1858, filho do capitão-general da Extremadura, de Granada e da Galícia, Adolfo Morales de los Rios e de Salud Pimentel y Garcia de Ambues. Trabalhou, inicialmente, na França, onde conheceu o arquiteto Viollet-le-Duc (1814 &#8211; 1879), um dos precursores da arquitetura moderna. Cursou arquitetura na Escola de Belas Artes de Paris, entre 1877 e 1882. Retornou à Espanha onde foi o responsável pelos projetos do Cassino de San Sebastián, do Gran Teatro de Cadiz e do Banco da Espanha, em Madri. Em 1889, aceitou o convite para fundar uma escola de arquitetura no Chile. Passou pelo Brasil para onde retornou, em 1890, devido a problemas políticos que impediram seu estabelecimento no Chile. Veio <em>a convite do arquiteto belga mr. de Mot, encarregado da urbanização de Teresópolis </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_03/36288" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>4 de setembro<em> </em>de 1928, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Fui e continuo a ser um bom brasileiro, sem deixar de ser um bom espanhol&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Adolfo Morales de los Rios y Garcia de Pimentel</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Brasil, participou de obras de saneamento, de construção de estradas, tendo sido presidente e diretor da Companhia Auto-Viação Centro de Minas. Em 1897, passou a lecionar na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Em 1901, Morales de los Rios lançou a ideia de fazer uma ponte em estrutura metálica para ligar o Rio a Niterói, mas o projeto não saiu do papel.</p>
<p>Na primeira década do século XX, participou da construção da Avenida Central, cuja abertura foi uma das principais marcas da reforma urbana que ficou conhecida como o <em>bota-abaixo, </em>realizada, entre 1902 e 1906, pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 – 1913). Essas transformações foram definidas por Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), autor da seção “Binóculo”, da <em>Gazeta de Notícias</em>, com a máxima “O Rio civiliza-se”, que se tornou o <em>slogan</em> da reforma urbana carioca. Essa intervenção urbana tornou o Rio uma cidade cosmopolita, moderna. Dos mais de 80 prédios da Avenida Central, 17 saíram da prancheta de Morales de los Rios &#8211; hoje de seus projetos para a avenida só restaram os prédios que são os tema deste artigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38888" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/680" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38888" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/tribunal1.jpg" alt="Fon-Fon, 25 de abril de 1908" width="333" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/680" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 25 de abril de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Morales de los Rios era também interessado em antropologia e tentou compreender <em>ritos de feitiçaria, mitologia e história, e métodos construtivos dos “povos primitivos”, e entre estes estavam os índios brasileiros, que ocuparam um espaço especial em seus estudos, sobretudo em “Ôka, Taba, Tabajara” (MORALES DE LOS RIOS, Adolfo. Ôka, Taba, Tabajara.<b> </b>Documentação manuscrita, IHGB): um “tratado” sobre a arquitetura indígena.</em></p>
<p align="JUSTIFY">Em janeiro de 1915, publicou seis artigos intitulados <em>Uma questão importante</em> &#8211; <em>A primitiva fundação da cidade</em> no jornal <em>A Noite &#8211; </em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/5738" target="_blank">25 de janeiro</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/5744" target="_blank">26 de janeiro</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/5750" target="_blank">27 de janeiro</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/5756" target="_blank">28 de janeiro</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/5768" target="_blank">30 de janeiro</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_01/5774" target="_blank">31 de janeiro</a>. Na seção &#8220;Reportagens Íntimas&#8221; da revista <em>Fon-Fon</em>, publicação de uma entrevista com Morales de los Rios (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/28428" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 18 de agosto de 1917</a>).</p>
<p>Projetou cerca de quatro mil obras no Brasil, dentre elas a Basílica do Imaculado Coração de Maria, no Méier, tombada pelo município, em 2009, e única igreja em estilo neomourisco na cidade; o Palácio São Joaquim, na Rua da Glória, em estilo eclético e construído, em 1918, para ser a residência do primeiro arcebispo do Rio, cardeal pernambucano dom Joaquim Arcoverde Cavalcanti de Albuquerque (1850 &#8211; 1930).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41301" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.basilicacoracaodemaria.com/nossa-historia" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41301" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/morales1.jpg" alt="Basílica do Imaculado Coração de Maria. Méier, Rio de Janeiro / Site Basílai do Imaculado Coração de Maria" width="370" height="309" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.basilicacoracaodemaria.com/nossa-historia" target="_blank">Basílica do Imaculado Coração de Maria. Méier, Rio de Janeiro / Site Basílica do Imaculado Coração de Maria</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu em 3 de setembro de 1928, na Casa de Saúde Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, e foi enterrado no Cemitério São João Batista (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/36288" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de setembro de 1928, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/35311" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 128, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_02/16614"><em>Revista da Semana</em>, 8 de setembro de 1928</a>). Foi casado com Maria Cuadras (18? -19?) e teve um filho, o também arquiteto Adolfo Morales de los Rios Filho (1887-1973), e duas filhas, Eugênia (18? -19?) e Margarita (18? -19?)<strong>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40601" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_03/36288" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40601" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/morales.jpg" alt="Morales de los Rios  / Correio da Manhã, 4 de setembro de 1928" width="252" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_03/36288" target="_blank">Morales de los Rios / Correio da Manhã, 4 de setembro de 1928</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros prédios projetados por Adolfo Morales de los Rio representados no acervo fotográfico da Brasiliana Fotográfica</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Jornal <em>O Paiz</em> (demolido)</strong></span></p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9546" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9546/002080Vol05Cx0112.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="295" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9546" target="_blank">Guilherme Santos. Prédio da sede do jornal O Paiz; na Avenida Rio Branco, esquina com a Rua 7 de Setembro, c. 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Parque de Diversões da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, em 1922 (demolido)</strong></span></p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7764" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7764/001ATK012008.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7764" target="_blank">Thiele &amp; Kollien. Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; Parque de Diversões, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A convite dos organizadores da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil</a>, realizada, em 1922, no Rio de Janeiro, escreveu o artigo <em>Resumo monográfico da evolução da arquitetura no Brasil (1922/1923)</em>, que foi publicado no <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/bndigital0447/bndigital0447.html#page/1/mode/1up" target="_blank"><em>Livro de Ouro Comemorativo do Centenário da Independência e da Exposição Internacional do Rio de Janeiro</em></a> &#8211; pág 97 a 103.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Palácio São Joaquim, construído entre 1912 e 1918</strong></span></p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10128" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10128/007_IMG_3533.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="347" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10128" target="_blank">Marc Ferrez. Palácio São Joaquim, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><em>O GLOBO</em>, <a href="https://oglobo.globo.com/rio/design-rio-arquitetura-carioca-com-sotaque-espanhol-18400187" target="_blank">3 de janeiro de 2016</a> e <a href="https://oglobo.globo.com/rio/especial/fechado-ha-quatro-anos-para-obras-um-novo-museu-nacional-de-belas-artes-esta-surgindo-veja-como-esta-a-reforma.ghtml" target="_blank">30 de junho de 2024</a></p>
<p>RAMOS, Renato Menezes (org.). <a href="http://www.dezenovevinte.net/txt_artistas/persa_rmr.htm" target="_blank"><em>O Restaurante Assyrio é Persa&#8230; e o Café Mourisco também, de Adolfo Morales de los Rios: Comentários e Anotações</em></a>. 19&amp;20, Rio de Janeiro, v. VI, n. 2, abr./jun. 2011</p>
<p>RICCI, Claudia Thurler.<a href="http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/ad_mlr_ctr.htm"><em> Sob a inspiração de Clio: O Historicismo na obra de Morales de los Rio</em>s</a><span style="font-size: small;">. </span>19&amp;20<span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">, </span>Rio de Janeiro, v. II, n. 4, out. 2007.</p>
<p><a href="https://ccjf.trf2.jus.br/sobre-o-ccjf/o-ccjf" target="_blank">Site Centro Cultural da Justiça Federal</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/18229-adolfo-morales-de-los-rios" target="_blank">Site Enciclopédia Itáu Cultural</a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/museus/pt-br/museus-ibram/mnba/assuntos/noticias/mnba-em-obras" target="_blank">Site Ibram</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/titular-colecao/chico-albuquerque/" target="_blank">Site Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://www.museusdorio.com.br/site/index.php/museus-cidade-do-rio/area-de-planejamento-1/item/69-museu-nacional-de-belas-artes-mnba" target="_blank">Site Museus do Rio</a></p>
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		<title>Os garimpeiros de Marc Ferrez e Sebastião Salgado</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 16:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[flash de magnésio]]></category>
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		<description><![CDATA[Há exatamente um mês faleceu o mineiro Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos e um dos brasileiros de maior renome internacional. Sua obra humanista levou nossos olhos a lugares pouco conhecidos e a questões sociais graves e urgentes. Aqui destacamos uma foto de outro gigante da fotografia, o carioca Marc Ferrez, a primeira de que se tem notícia até hoje realizada no interior de uma mina de ouro, em torno de 1888, em Minas Gerais. Relacionamos essa imagem com uma produzida por Sebastião Salgado quase um século depois, em 1986, no Pará, de operários num garimpo de Serra Pelada. Este registro foi incluído na lista das 25 fotografias que definem, de acordo com o jornal norte-americano "New York Times", a era moderna. A seleção foi feita em 2024, e reúne imagens realizadas em diversas partes do mundo desde 1955.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Há exatamente um mês faleceu, em Paris,  o mineiro Sebastião Salgado (08/02/1944 &#8211; 23/05/2025), devido a uma leucemia decorrente de uma malária que contraiu, em 1990, na Nova Guiné, durante a produção da obra <em>Gênesis.</em> Foi um dos maiores fotógrafos de todos os tempos e um dos brasileiros de maior renome internacional. Sua obra humanista levou nossos olhos a lugares remotos e pouco conhecidos e a questões sociais graves e urgentes. </span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Aqui destacamos uma imagem da mina Pary, em Santa Bárbara, Minas Gerais, de autoria de outro gigante da fotografia, o carioca Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923). Foi uma das primeiras fotografias de que se tem notícia, até hoje, realizada no interior de uma mina de ouro. Ferrez produziu o registro, em torno 1888, tendo utilizado o <em><span style="font-family: Georgia;">flash</span></em> de magnésio para poder captar a escuridão da cena. Na ocasião, produziu também fotos de Ouro Preto e de Itacolomy. Ele foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX; o único fotógrafo dos oitocentos que percorreu todas as regiões do Brasil, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 613px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2603" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2603/007_1824cx077-08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="603" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2603" target="_blank">Marc Ferrez. Mineiros trabalhando na mina Pary, c. 1888. Santa Bárbara, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Relacionamos esta foto de Ferrez com uma produzida por Sebastião Salgado cerca de um século depois, em 1986, de operários num garimpo de Serra Pelada, no leste do Pará. Este registro, uma composição de grande força visual, foi incluído na lista das 25 fotografias que, segundo um grupo de especialistas, melhor capturaram e mudaram o mundo, de acordo com o artigo <em>The 25 Photos That Defined the Modern Age </em>(<em>As 25 fotos que definiram a Era Moderna</em>)<em>, </em>publicado, em 3 de junho de 2024, no jornal norte-americano <em>The New York Times.</em></p>
<p>As 25 imagens selecionadas foram realizadas em diversas partes do mundo desde 1955. Além da foto de Salgado, foram escolhidas imagens de Adam Broomberg (1970-) &amp; Oliver Chanarin (1971-), Alberto Korda (1928 &#8211; 2001), Blair Stapp (1924 &#8211; 1977), Carlijn Jacobs (1991-), Carrier Mae Weems (1953-), Cindy Sherman (1954-), David Jackson (19?- ), Deana Lawson (1979-), Diane Arbus (1923 &#8211; 1971), Ed Ruscha (1937-), Ernest C. Withers (1922 &#8211; 2007), Eugene Smith (1918 &#8211; 1978), Gordon Parks (1912 &#8211; 2006),  LaToya Ruby Frazier (1982-), Lee Friedlander (1934-), Malcolm Browne (1931- 2012), Nan Goldin (1953-), Photo Archive Group, Richard Drew (1946-), Robert Frank (1924 &#8211; 2019), Staff Sgt. Ivan L. Frederich II (1966-), Stuart Franklin (1956-), William A. Anders (1933 &#8211; 2024) e Wolfgang Tillmans (1968-).</p>
<p>Na época da divulgação da lista, no texto assinado no <em>The New York Times </em>pelo escritor e crítico de arte Emmanuel Iduma (1989-), foi destacado que &#8220;<em>Um dos aspectos mais marcantes das fotografias de Sebastião Salgado de uma mina de ouro a céu aberto no Brasil é a escala. Milhares de homens &#8211;seus corpos curvados e frágeis&#8211; são representados em miniatura contra o plano de fundo de uma enorme cova na terra&#8221;</em>.</p>
<p><i> </i>Salgado declarou sobre o cenário que fotografou em Serra Pelada, onde permaneceu por mais de um mês:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>“Só se ouvia o murmúrio de 50 mil pessoas dentro de um imenso buraco. Conversas, sons humanos misturados ao trabalho. Era como se eu ouvisse o murmúrio do ouro na alma de todos ali”.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40223" style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank"><img class="wp-image-40223 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/salgado.jpg" alt="Foto de Sebastião Salgado em Serra Pelada, no Pará, realizada em 1986 — Foto: Reprodução/New York Times" width="705" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank">Sebastião Salgado. Serra Pelada, 1986. Pará. Foto: Divulgação Sebastião Salgado</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A foto de Salgado integra a série <i>Gold &#8211; Mina de Ouro Serra Pelada,</i> que retrata o cotidiano daquele que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo. A série é uma das principais produções de sua obra &#8211; marcada por beleza e engajamento &#8211; e reúne 56 fotografias em preto e branco.</p>
<p>Segundo Peter Howe (1942 &#8211; 2020), que foi editor de fotografia do <em>The New York Times Magazine</em>, uma das seções dominicais do <em>The New York Times</em>, quando esses registros chegaram ao jornal, todos ficaram em silêncio:<i> &#8220;Em toda a minha carreira no The New York Times eu nunca vi editores reagirem a uma série de fotos como reagiram as de Serra Pelada&#8221;. </i>Nove foram publicadas na matéria <em>An epic struggle for gold (Uma luta épica pelo ouro), </em>escrita por<em> Marlise Simons, </em>na edição de 7 de junho de 1987.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/procedimentos-e-formulas/" target="_blank">Cadernos de Marc Ferrez [Procedimentos e fórmulas] Fundo Família Ferrez / Acervo do Arquivo Nacional</a></p>
<p><a href="https://www.cartacapital.com.br/sociedade/pouco-antes-de-morrer-sebastiao-salgado-falou-sobre-o-futuro-da-fotografia-na-era-da-inteligencia-artificial/" target="_blank"><em>Carta Capital</em>, 27 de maio de 2025</a></p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez – uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p><em>Folha de São Paulo</em>, 4 de junho de 2024</p>
<p><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2025/05/23/serra-pelada-a-historia-da-fotografia-mais-famosa-de-sebastiao-salgado.ghtml" target="_blank">G1, 24 de maio de 2025</a></p>
<p><em><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank">O GLOBO, </a></em><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/05/23/foto-de-sebastiao-salgado-entrou-em-lista-do-new-york-times-como-uma-das-imagens-que-definem-a-era-moderna.ghtml" target="_blank">23 de maio de 2025</a></p>
<p><em>The New York Times</em>, 7 de junho de 1987 e 3 de junho de 2024</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Sebasti%C3%A3o-Salgado-Gold-Salgado/dp/3836575086" target="_blank">Site Amazon</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 7 de dezembro de 2016.</p>
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		<title>O Túnel da Rua Alice ou do Rio Comprido &#8211; Laranjeiras por Marc Ferrez</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 16:55:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Marc Ferrez (1843-1923), brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX, fotografou o Túnel da Rua Alice ou do Rio Comprido -Laranjeiras, aberto em 1887, que liga os dois bairros através do Morro dos Prazeres. Até as inaugurações do túneis Santa Bárbara, em 1962, e Rebouças, em 1967, era a única via disponível para as pessoas que quisessem transitar entre as zonas Norte e Sul da cidade sem passar pelo Centro. É o túnel mais antigo do Rio de Janeiro.

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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20796" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX, fotografou o Túnel da Rua Alice ou do Rio Comprido -Laranjeiras, aberto em 1887, que liga os dois bairros através do Morro dos Prazeres. Até as inaugurações do túneis Santa Bárbara, em 1962, e Rebouças, em 1967, era a única via disponível para as pessoas que quisessem transitar entre as zonas Norte e Sul da cidade sem passar pelo Centro. É o túnel mais antigo do Rio de Janeiro*.</p>
<p><img src="file:///E:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/rualice.jpg" alt="" /></p>
<div style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7714" target="_blank"><img src="https://acervos.ims.com.br/CIP/preview/thumbnail/portals-general-access/70952?showtransparencygrid=true&amp;cachecontrol=clientdefault" alt="" width="512" height="369" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7714" target="_blank">Marc Ferrez. Entrada de Túnel no Rio Comprido, c. 1887. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro trecho da Rua Alice foi aberta pelo empresário Eduardo Klingelhoefer da Fonseca que o batizou com o nome de sua filha, Alice (1882 &#8211; 1960). Ele queria construir uma linha de bondes que ligasse a Zona Sul a Zona Norte, o que não ocorreu (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/12404" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de julho de 1887, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/12582" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de agosto de 1887, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/4725" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de novembro de 1887, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709743/2462" target="_blank"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de dezembro de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>O contrato para a construção do Túnel da Rua Alice foi celebrado entre a Câmara Municipal da cidade e a Companhia do Túnel e Ferro-Carril Rio Comprido e Laranjeiras, em 27 de outubro de 1886. Em 10 de fevereiro de 1887, foram abertas as propostas recebidas pela referida empresa para sua perfuração e construção. Seus fundadores &#8211; o Barão de Canindé, Malvino da Silva Reis, o já citado Eduardo Klingelhoefer e Manoel Ferreira Fernandes Bravo &#8211; foram eleitos presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro da companhia, respectivamente. A proposta escolhida, por ser a mais barata, foi a dos senhores Samuel Thompson e Charles Smith.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38347" style="width: 294px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_01/3581" target="_blank"><img class="wp-image-38347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/rualice2.jpg" alt="rualice" width="284" height="151" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_01/3581" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 11 de fevereiro de 1887</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante as obras houve uma explosão com três vítimas e uma delas morreu no local (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/3251" target="_blank">26 de novembro 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/3386" target="_blank">29 de  dezembro de 1886, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/3530" target="_blank">30 de janeiro de 1887, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/3577" target="_blank">10 de fevereiro de 1887, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/3581" target="_blank">11 de fevereiro de 1887, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/3582" target="_blank">11 de fevereiro de 1887, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/3643" target="_blank">26 de fevereiro de 1887, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/12781" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de outubro de 1887, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Às vésperas do Natal de 1888, a convite da diretoria Companhia do Túnel e Ferro-Carril Rio Comprido e Laranjeiras, autoridades visitaram o túnel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/14925" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de dezembro de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38350" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/14925" target="_blank"><img class="wp-image-38350 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Captura-de-tela-2025-01-06-114835.png" alt="Captura de tela 2025-01-06 114835" width="311" height="190" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/14925" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 24 de dezembro de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No início da década de 50, ainda sob a administração do prefeito Ângelo Mendes de Moraes (1894-1990), foram iniciadas as obras de ampliação e remodelamento do túnel. A galeria passou a ter 220 metros de comprimento por 10 de largura, foram realizadas a <em>impermeabilização e revestimento da abóboda, construção dos pórticos, pavimentação das pistas e colocação de tubulações especiais d´água.</em> Os melhoramentos fora entregues à população, em 7 de setembro de 1952, já na gestão do prefeito João Carlos Vital (1900-1984) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/142832/5876" target="_blank"><em>Revista Municipal de Engenharia</em>, julho/setembro de 1950, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_03/12861" target="_blank"><em>Diário de Notícia</em>s, 1º de novembro de 1951, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_03/18887" target="_blank">6 de setembro de <span style="color: #0000ff;">1952, primeira coluna</span></a><span style="color: #0000ff;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38346" style="width: 648px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_03/18887" target="_blank"><img class="wp-image-38346 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/rualice1.jpg" alt="rualice1" width="638" height="212" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_03/18887" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 6 de setembro de 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As já mencionadas inaugurações dos túneis Santa Bárbara e Rebouças, na década de 1960, diminuíram consideravelmente o movimento do Túnel da Rua Alice.</p>
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<div style="width: 577px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5179" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5179/BRRJAGCRJ.GB.SOP.CL.TUN.03.01.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="567" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5179" target="_blank">Túnel Santa Bárbara, 26 de março de 1962. Rio de Janeiro, RJ /Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<div style="width: 596px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5186" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5186/BRRJAGCRJ.GB.SOP.CL.TUN.02.32.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="586" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5186" target="_blank">Túnel Rebouças, 1965. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Já existia o Túnel da Marítima ou Túnel da Gamboa, inaugurado, em 1879, perfurado sob o Morro da Providência, que ligava a Central do Brasil à área portuária da Gamboa. Tinha 315 metros de extensão, mas era utilizado apenas para embarque e desembarque de carga. Foi desativado em 1995. Sua galeria foi reformada e, em 2017, passou a ser usado pela linha 2 do VLT sentido Praça XV-Região Portuária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 890px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6448" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6448/fpft1870000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="880" height="583" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6448" target="_blank">Alberto Henschel. Estrada de Ferro D. Pedro II: vista do ramal, do túnel e da estação marítima na Gamboa, 1879. Rio de Janeiro, RJ / Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://bafafa.com.br/turismo/historias-do-rio/maritima-o-tunel-quase-secreto-que-liga-a-central-do-brasil-a-regiao-portuaria" target="_blank">Agenda Bafafá</a></p>
<p><a href="https://www.bairrodaslaranjeiras.com.br/amal/jf217_memoria.shtml" target="_blank">Bairro das Laranjeiras</a></p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-do-tunel-rio-comprido-laranjeiras-o-mais-antigo-da-cidade/" target="_blank">Diário do Rio de Janeiro</a></p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo,</em> volume III. Rio de Janeiro : Editora Rio Antigo Ltda, 1960</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
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		<title>No Dia da Amazônia, fotos da expedição de 1901 realizada pela Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 15:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Luis Cruls]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje é comemorado o Dia da Amazônia, em homenagem à criação da Província do Amazonas por D. Pedro II em 1850. Para lembrar a data, a Brasiliana Fotográfica destaca um grupo de 15 fotografias do acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras do portal, da expedição realizada, em 1901, à Amazônia com o objetivo de demarcar  o limite entre Brasil e Bolívia durante a Primeira República brasileira. Foram três expedições: a primeira e a segunda, realizadas em 1895 e 1897, foram chefiadas pelo militar e político Gregório Thaumaturgo de Azevedo (1853 - 1921)  e Augusto Cunha Gomes (18? - ?), respectivamente. A terceira, assunto de nosso artigo, foi chefiada pelo astrônomo belga Luis Cruls (1848 - 1908), fotografado por Marc Ferrez (1843 - 1923), em torno de 1890.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é comemorado o Dia da Amazônia em homenagem à criação da Província do Amazonas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, em 5 de setembro de 1850. A Amazônia é um bioma que possui 4,196.943 milhões de km2 &#8211; a maior floresta tropical do planeta &#8211; e abrange nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela. Este ecossistema tem uma biodiversidade incomparável e influencia o equilíbrio ecológico global, o ciclo da água e o clima da Terra. Sua preservação é uma questão de urgência mundial.</p>
<p>Para lembrar o Dia da Amazônia, a Brasiliana Fotográfica destaca um grupo de 15 fotografias do acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras do portal, sobre a expedição realizada, em 1901, à Amazônia com o objetivo de demarcar o limite entre Brasil e Bolívia. Foram realizadas três expedições e as comissões instituídas pelo governo brasileiro objetivavam traçar o limite na região amazônica e verificar a localização da principal nascente do rio Javari, cujo desconhecimento gerava controvérsias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11097" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11097/46526.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="317" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11097" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Cachoeira Campos Salles, 1901. Amazônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/391" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11107" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11107/46532.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11107" target="_blank"> Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Comissão mista na Nascente, 1901. Amazônia / Acervo DPHDM. Sentado, no centro, Luis Cruls</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A primeira e segunda expedições foram realizadas em 1895 e 1897 e foram chefiadas por Gregório Thaumaturgo de Azevedo (1853 &#8211; 1921) e Augusto Cunha Gomes (18? &#8211; ?), respectivamente. A terceira, assunto de nosso artigo, foi chefiada pelo astrônomo belga Luis Cruls (1848 &#8211; 1908), que havia sido fotografado por seu amigo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), em torno de 1884. Cruls foi diretor do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro entre 1891 e 1908. O retrato (abaixo) foi exposto, em 1884, na Notre Dame de Paris, e referido como um “<em>trabalho artístico obtido pelo novo sistema de gelatino-bromureto, especialidade do sr. Marc Ferrez, clichê do sr. Insley Pacheco</em>”(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10710" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de julho de 1884, na última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4770" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4770/0071824cx003b-07.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="617" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4770" target="_blank">Marc Ferrez. Luis Cruls, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à expedição de 1901. O ministro das Relações Exteriores, Olyntho de Magalhães (1866 &#8211; 1948), deu a Cruls instruções para subir o rio Javari até as nascentes e determinar sua verdadeira posição geográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Olinto_de_Magalh%C3%A3es#/media/Ficheiro:Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e6/Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg/200px-Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg" alt="" width="200" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Olinto_de_Magalh%C3%A3es#/media/Ficheiro:Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg" target="_blank">Olyntho Magalhães (1866 &#8211; 1948)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na época, Cruls já era um cientista renomado. Já havia sido membro da comissão da Carta Geral do Império, de 1875, na seção de geodésia, sua primeira atuação profissional no Brasil; e, em 1892, viajado e explorado o Planalto Central, trabalho pelo qual é atualmente mais conhecido. Era professor de Geodésia da Escola Militar.</p>
<p>Cruls e integrantes da comissão embarcaram no <em>Alagoas</em>, no Rio de Janeiro, rumo ao norte, em 4 de janeiro de 1901 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/1840" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de janeiro de 1901, segunda coluna</a>). Desembarcaram em Belém, em 20 de janeiro. Os integrantes da comissão brasileira eram o capitão de fragata Carlos Accioli, o capitão do Estado-Maior Augusto Tasso Fragoso, o médico Leovigildo Honorário de Carvalho, o capitão farmacêutico Alfredo José Abrantes, o capitão honorário Eduardo Chartier, o secretário Ricardo Veríssimo Vieira, o encarregado do material Arthur Nogueira; e um contingente militar de 50 praças, comandados pelo alferes Arthur Cantalice. A comissão boliviana era chefiada por Adolpho Ballivian (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_09/1674" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de março de 1901, sexta coluna</a>).</p>
<p>Cruls montou o seu observatório no interior do Forte do Castelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11101" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11101/46529.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11101" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Marco indicativo colocado a 28 de Agosto de 1901. Amazônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11102" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11102/46530.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11102" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Observatório brasileiro no Forte do Castelo, Belém, 1901. Belém, Pará / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11112" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11112/46537.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11112" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Acampamento de N.S. da Gloria, 1901. Amazônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11110" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11110/46535.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11110" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Igreja velha em Tabatinga, 1901. Tabatinga, Amazonas / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A expedição de 1901 é referida na historiografia da ciência como sendo a que contribuiu para o Tratado de Petrópolis, firmado em 17 de novembro de 1903 em Petrópolis, que pôs fim à disputa territorial entre Brasil e Bolívia pelo território do Acre. Porém, de acordo com Moema de Rezende Vergara, <em>a solução para o problema se deu puramente no plano político, sem levar em consideração os trabalhos técnicos então realizados, o que invalida a relação de causalidade entre a expedição chefiada por Cruls e o fim do litígio com a Bolívia&#8230;na Exposição de Motivos sobre o Tratado de 1903, é possível ver que o Barão de Rio Branco optou por uma condução política para a crise, fazendo <i>tabula rasa</i> das viagens de demarcação do período republicano. Os acontecimentos políticos, precipitando-se, haviam tornado sem efeito os esforços técnicos de localização precisa das nascentes do Javari. Cabe a ressalva de que, apesar dos trabalhos de Luiz Cruls não terem sido utilizados no Tratado de Petrópolis, isto não os invalida. As coordenadas que sua comissão determinou para as nascentes do rio Javari, consideradas a parte mais ocidental do Brasil, foram as mesmas utilizadas em importantes obras que tinham por objetivo apresentar a geografia do país, como o &#8220;Dicionário Histórico, Geográfico e Etnográfico do Brasil&#8221;, publicado para as comemorações do Centenário da Independência de 1922 (IHGB, 1922).</em></p>
<p>O Tratado de Petrópolis foi assinado pelo Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912), ministro das Relações Exteriores, e pelo diplomata Joaquim Francisco Assis Brasil (1857 &#8211; 1938), do lado brasileiro; e pelos diplomatas Fernando Guachalla (1853 &#8211; 1908) e Claudio Pinilla (1859 &#8211; 1928), do lado boliviano.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Os signatários do Tratado de Petrópolis</span></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11504/002073LM001a.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11504" target="_blank">Luis Musso. Palácio Itamaraty; no canto superior esquerdo, retrato do Barão do Rio Branco, c. 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 198px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Francisco_de_Assis_Brasil#/media/Ficheiro:Joaquim_Assis_Brasil.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b9/Joaquim_Assis_Brasil.jpg" alt="" width="188" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Francisco_de_Assis_Brasil#/media/Ficheiro:Joaquim_Assis_Brasil.jpg" target="_blank">Assis Brasil / Wikipedia</a></p></div>
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<div style="width: 230px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Fernando_Eloy_Guachalla#/media/Archivo:Fernando_Eloy_Guachalla.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2e/Fernando_Eloy_Guachalla.jpg/220px-Fernando_Eloy_Guachalla.jpg" alt="Fernando Eloy Guachalla - Wikipedia, la enciclopedia libre" width="220" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Fernando_Eloy_Guachalla#/media/Archivo:Fernando_Eloy_Guachalla.jpg" target="_blank">Fernando Guachalla / Wikipedia</a></p></div>
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<div style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://elias-blanco.blogspot.com/2012/02/claudio-pinilla-vargas.html" target="_blank"><img class="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4eJWD7RHeYC4XZEeh2khfnIJXQ1KNiZ6KGGWRpUHwxUkmfAEm0eg_k0vtxV2RUovT3d2Btltblw7_2a-3RM8P2WncdYXEoiGemLuYiBytmFhqS5bUN6DE9umhNVbIw8AB5WF3TmR1HN0/s1600/PINILLA,+Claudio+22.jpg" alt="" width="187" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://elias-blanco.blogspot.com/2012/02/claudio-pinilla-vargas.html" target="_blank">Claudio Pinilla / Enciclopédia do Bicentenário da Bolívia</a></p></div>
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<p>No Tratado de Petrópolis foi estipulada a venda do território do Acre da Bolívia para o Brasil. Em compensação, o Brasil cedeu para a Bolívia territórios na Bacia do Rio Paraguai e o governo brasileiro se comprometeu a construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamorée pagou à Bolívia a quantia de 2 milhões de libras esterlinas.</p>
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<p><a href="https://filateliahalibunani.com/produto/si-14-selo-institucional-tratado-de-petropolis-bolivia-acre-brasao-bandeira-2023/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://filateliahalibunani.com/wp-content/uploads/2023/12/SI-14-Selo-Institucional-Tratado-de-Petropolis-Bolivia-Acre-Brasao-Bandeira-2023.jpg" alt="" width="271" height="464" /></a></p>
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<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong>:</span></p>
<p><a href="https://issuu.com/periodicobolivia/docs/suplemento_el_aparapita_01ed9362026b90" target="_blank"><em>El Aparapita, cargador de la memoria cultural de Bolivia</em>, 7 de julho de 1922</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/04/belga-que-pos-brasilia-no-mapa-dava-aulas-de-astronomia-d-pedro-ii.html" target="_blank">G-1</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/TRATADO%20DE%20PETR%C3%93POLIS.pdf" target="_blank">Site CPDOC-FGV</a></p>
<p>VERGARA, Moema de Rezende.<em><a href="https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/6j3bqdCTWHsydnJwgZckcTw/" target="_blank"> Ciência, fronteiras e nação: comissões brasileiras na demarcação dos limites territoriais entre Brasil e Bolívia, 1895-1901</a>. </em><span class="text"><span class="truncate">Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas</span></span>, agosto de 2010.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 29 de maio de 2023.</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Teatros e cinemas do Brasil&#8221; XIII &#8211; Marc Ferrez e o cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jun 2024 12:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Affonso Segreto]]></category>
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		<description><![CDATA["Seu sonho foi sempre o cinematógrafo, estudou com afinco a primeira lanterna mágica e as diferentes fontes de luz. Muitos anos antes do Sr. Staffa abrir o Parisiense na Avenida Central, Marc Ferrez , à noite, quando não havia luz elétrica, em companhia do seu amigo, o Dr. Morize, atual diretor do Observatório, em sua casa na rua São José, 88, fazia experiências de luz oxi-etherica, luz oxydrica, de gás incandescente de petróleo com mechas concentradas fazendo também na ocasião as primeiras experiências com cinematógrafo com um aparelho Lumière e fitas de 10 e 20 metros como "A Chegada de Trem", "O Jardineiro regando", "Briga de galos"... Hoje, Dia do Cinema Brasileiro, a Brasiliana Fotográfica destaca o grande envolvimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 - 1923) com a indústria do cinema.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia do Cinema Brasileiro, a Brasiliana Fotográfica destaca o grande envolvimento de Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) com a indústria do cinema. Além de ter sido um fotógrafo extraordinário, esteve sempre ligado à modernidade e inovações de seu tempo, tendo chefiado, nas primeiras décadas do século XX, associado à Pathé francesa, a mais importante empresa de exibição, distribuição e produção de filmes do Rio de Janeiro.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez6.jpg"><img class="alignnone  wp-image-36603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez6.jpg" alt="fotografiaferrez6" width="205" height="273" /></a></p>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Seu sonho foi sempre o cinematógrafo, estudou com afinco a primeira lanterna mágica e as diferentes fontes de luz. Muitos anos antes do Sr. Staffa abrir o Parisiense na Avenida Central, Marc Ferrez , à noite, quando não havia luz elétrica, em companhia do seu amigo, o Dr. Morize, atual diretor do Observatório, em sua casa na rua São José, 88, fazia experiências de luz oxi-etherica, luz oxydrica, de gás incandescente de petróleo com mechas concentradas fazendo também na ocasião as primeiras experiências com cinematógrafo com um aparelho Lumière e fitas de 10 e 20 metros como &#8220;A Chegada de Trem&#8221;, &#8220;O Jardineiro regando&#8221;, &#8220;Briga de galos&#8221;&#8230; Fabricava o oxigênio durante o dia e conservava-o em sacos enormes.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Depois, com a luz oxi-etherica e aparelho Gaumont bem primitivos vendia e ensinava a exibidores ambulantes que iam para o interior. O repertório era dos mais primitivos e todas as fitas de Lumière&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/3407" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 25 de janeiro de 1923</a></span></p>
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<div id="attachment_36541" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/084859/3407" target="_blank"><img class="wp-image-36541 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/ferrez.jpg" alt="ferrez" width="415" height="663" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/084859/3407" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 25 de janeiro de 1923</a></p></div>
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<p>Marc Ferrez foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
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<div style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="303" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez. Marc Ferrez aos 33 anos, 1876 circa. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve histórico da chegada do cinema no Brasil</strong></em></span></p>
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<p>A primeira sessão pública de cinema no Brasil foi realizada, na Rua do Ouvidor, 57, em 8 de julho de 1896, às 14h, no Rio de Janeiro, em uma sala especialmente preparada para as projeções do omniógrafo. O invento foi descrito pelo <em>Jornal do Commércio</em> como um “aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo da sala diversos espetáculos e cenas animadas, por meio de uma série enorme de fotografias” (<a href="https://www.imdb.com/name/nm0098427/" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de julho de 1896</a>).</p>
<p>O Dia do Cinema Brasileiro é comemorado em 19 de junho, quando, em 1898, chegou ao Rio de Janeiro, vindo da Europa, o navio <em>Paquebot Brésil</em>. A bordo, encontrava-se o cinegrafista italiano Affonso Segreto (1875 – 1919), que retornava de uma viagem para comprar equipamentos de filmagens e conhecer novas técnicas cinematográficas em Nova York e em Paris, onde fez um curso na Pathé Films.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44885" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfonso_Segreto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44885" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/segreto.jpg" alt="Affonso Segreto (1875 – 1919) junto aos primeiros projetores da Empresa Paschoal Segreto / Wikipedia" width="386" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfonso_Segreto#/media/Ficheiro:Afonso_Segreto.jpg" target="_blank">Affonso Segreto (1875 – 1919) junto aos primeiros projetores da Empresa Paschoal Segreto / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes de desembarcar no Rio de Janeiro, Affonso filmou com uma câmara Lumière a entrada da enseada da Baía de Guanabara, as fortalezas e os navios ancorados (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de junho de 1898, segunda coluna</a>). Teria sido a primeira fita de cinema realizada no Brasil. O acontecimento deu origem ao Dia do Cinema Brasileiro. Mas há uma polêmica em torno do pioneirismo de Segreto. Alguns estudiosos consideram o primeiro filme brasileiro <em>Chegada em Petrópolis</em> devido a uma notícia divulgada pela <em>Gazeta de Petrópolis</em> convidando para uma sessão do filme no dia 1º de maio de 1897, no Theatro Cassino de Petrópolis, organizada pelo napolitano Vittorio di Maio (1852 – 1926). Posteriormente, di Maio vendeu seu projetor e acervo para Paschoal Segreto. Também é de 1897 a vista Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara, do pernambucano José Roberto Cunha Sales (1840- 1903), porém sua nacionalidade brasileira é contestada por historiadores que acreditam que o cinegrafista recortou o filme de uma vista estrangeira. Ancoradouro de pescadores na Baía de Guanabara está acervado no Arquivo Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/segreto1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 20 de junho de 1898" width="297" height="212" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/18348" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 20 de junho de 1898</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia do envolvimento de Marc Ferrez com o cinema</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5336/IMG_1331.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="574" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5336" target="_blank">Marc Ferrez. Cine Pathé na Avenida Central, 116 (atual Avenida Rio Branco), c. 1912. rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1897</strong></span> &#8211; Em torno desse ano, Ferrez realizava experiências no campo da imagem com o engenheiro e astrônomo francês naturalizado brasileiro Henrique Morize (1860 – 1930), que foi diretor do Observatório Nacional entre 1908 e 1929 e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Ciências, de 1916 a 1926; e com o capitão Augusto Tasso Fragoso (1869 &#8211; 1945), positivista convicto e futuro general (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/480703/1138" target="_blank">Palcos e Telas, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/480703/1138" target="_blank">8 de abril de 1920</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/084859/3407" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 25 de janeiro de 1923</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> – No Clube Militar, Ferrez e Morize realizaram uma projeção por lanterna de fotografias de canhões e projéteis durante uma conferência ministrada pelo capitão Augusto Tasso Fragoso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11379" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11379/0071824cx011-07.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="402" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11379" target="_blank">Marc Ferrez. Henrique Morize, c. 1896. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> – O filho de Marc, Julio Ferrez (1881 – 1946), era estudante da Academia de Belas Artes. Pai e filho fizeram, durante a conferência de encerramento do curso de História da Arte do Pedagogium, uma projeção de algumas imagens de obras de arte por meio de lanterna. Algumas das obras projetadas foram a <em>Batalha  do Avaí</em>, de Pedro Américo (1843 &#8211; 1905), e <em>Primeira missa no Brasil</em>, de Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> – Com seu filho Julio, Marc obteve a representação da firma francesa <em>Pathé Frères</em> no Brasil. A firma era a maior e melhor fábrica de aparelhos e filmes cinematográficos da Europa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7185/0071824cx014-06.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7185" target="_blank">Marc Ferrez. Julio e Luciano Ferrez, c. 1910. rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 918px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1E_007_IMG_0991_emulsao_p_baixo_1500x687.jpg" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1E_007_IMG_0991_emulsao_p_baixo_1500x687.jpg" alt="" width="908" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1E_007_IMG_0991_emulsao_p_baixo_1500x687.jpg">Marc Ferrez. Interior da casa de Marc Ferrez, na rua Voluntários da Pátria, Botafogo. À direita, o galo símbolo da Pathé Frères, e, na mesa de centro, um estereoscópio, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44883" style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/pathe.jpg"><img class="size-full wp-image-44883" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/pathe.jpg" alt="Galo (marca do Cine Pathé) no interior da casa de Marc Ferrez, na rua Voluntários da Pátria (Título atribuído)" width="523" height="252" /></a><p class="wp-caption-text">Marc Ferrez. Galo (marca do Cine Pathé) no interior da casa de Marc Ferrez, na rua Voluntários da Pátria, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No catálogo ilustrado da Casa Ferrez intitulado <em>Machinas e accessórios para photographia, productos chimicos, etc</em>,  a invenção do cinematógrafo era definida como sendo &#8220;<em>a reprodução exata de todos os movimentos e cenas animadas que se desenrolam sob nossas vistas&#8221;.</em> Ainda na publicação Ferrez analisou a potencialidade do cinema como negócio:<em> </em></p>
<p><em>&#8220;&#8230;não há ramo algum de exibição suscetível de dar maiores lucros do que a cinematografia e, mediante pequeno emprego de capital, pode-se montar uma empresa para a exploração das cidades e centros do interior dos nossos estados&#8221;.</em></p>
<p>Em junho, Ferrez realizou uma projeção cinematográfica nas festas em homenagem a São Luiz Gonzaga, no Colégio Diocesano São José.</p>
<p>No final do ano , a Casa Marc Ferrez &amp; Filhos passou a ser a fornecedora exclusiva do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank">cinematógrafo ao ar livre Passeio Público</a>, que existiu entre em 28 de outubro de 1905 e 2 de novembro de 1906, e pertencia ao português Arnaldo Gomes de Souza e ao italiano Vittorio di Maio (1852 – 1926). Passou também a distribuir filmes para outros cinematógrafos ambulantes do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36578" style="width: 573px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/18481" target="_blank"><img class="wp-image-36578 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez.jpg" alt="fotografiaferrez" width="563" height="230" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/18481" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de dezembro de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong> </span>- Foi publicado um anúncio da Photographia Cinematographica, de Marc Ferrez, anunciando “um imenso sortimento de material para profissionais e amadores a “preços vantajosos”. Também anunciava a “remessa de catálogos” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/49134" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 29 de março de 1906, na última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1907</span></strong> &#8211; Julio Ferrez firmou um contrato com a Maison Pathé-Frères, de Paris, para o fornecimento de filmes e de equipamentos para montagem de salas de cinema (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_02&amp;PagFis=23556" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de agosto de 1907, na terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_36579" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_02/23556" target="_blank"><img class="wp-image-36579 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez1.jpg" alt="fotografiaferrez1" width="271" height="262" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_02/23556" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de agosto de 1907</a></p></div>
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<p>Ferrez, que havia conhecido em Paris as fotografias animadas dos irmãos Lumière, decidiu investir na novidade. Apoiado pelos filhos, inaugurou , em 18 de setembro 1907, o Cinematographo Pathé, na então novíssima Avenida Central, nos prédios de número 147 e 149, que arrendou em sociedade com Arnaldo Gomes de Souza.Em sua propaganda de estreia, anunciava “projeções animadas perfeitas, interessantes e maravilhosas” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_02&amp;PagFis=23868" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de setembro de 1907, no pé da página;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/15677" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de setembro de 1907, nas sexta e sétima colunas</a>).</p>
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<div id="attachment_36648" style="width: 789px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/" target="_blank"><img class="wp-image-36648 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez5.jpg" alt="fotografiaferrez5" width="779" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/" target="_blank">Vista da plateia na inauguração do cinema Pathé, na avenida Central, n. 147-149. Rio de Janeiro, 1907/Acervo Arquivo Nacional, Fundo Família Ferrez</a></p></div>
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<div id="attachment_23978" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/15891" target="_blank"><img class="wp-image-23978 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema2.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 18 de outubro de 1907" width="453" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/15891" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 18 de outubro de 1907</a></p></div>
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<p>Foi o terceiro cinema do Rio de Janeiro. O primeiro cinema carioca foi o <em>Chic</em>, inaugurado em 1º de agosto de 1907, na Avenida Central, 173 &#8211; funcionou até 1908. Em 9 de agosto, foi aberto o segundo, o Cinematographo Central Pariziense<i>, </i>de Jacomo Rosario Staffa (c. 1867 &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/30784" target="_blank">1927</a>), na Avenida Central nº 179, e funcionou durante 47 anos, até 7 de fevereiro de 1954.</p>
<p>A firma de Arnaldo e Ferrez chamava-se Arnaldo &amp; Cia, omitindo a participação de Ferrez, porque Charles Pathé (1863 – 1957), um dos proprietários da <em>Pathé Frères</em>, proibia que seus distribuidores e representantes possuíssem cinematógrafos. A sociedade foi desfeita em 1911.</p>
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<div id="attachment_36604" style="width: 741px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/154287" target="_blank"><img class="wp-image-36604 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez7.jpg" alt="fotografiaferrez7" width="731" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/154287" target="_blank">Cinematógrafo Pathé<em> / Fon-Fon</em>, 19 de outubro de 1907</a></p></div>
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<div id="attachment_36602" style="width: 751px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/154287" target="_blank"><img class="wp-image-36602 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez8.jpg" alt="fotografiaferrez8" width="741" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/154287" target="_blank">Cinematógrafo Parisiense<em> / Fon-Fon</em>, 19 de outubro de 1907</a></p></div>
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<p>Os filmes nas primeiras décadas do cinema eram curtos e um dos artifícios usados para atrair o público para as salas de cinema era a exibição de uma programação complementar. A projeção em lanterna de imagens fotográficas, acompanhadas de cartelas com avisos era um deles.</p>
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<div style="width: 787px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_2A_007MFLS007_1300x1108.jpg" alt="" width="777" height="662" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank">Cartela do Cine Pathé. Marc Ferrez. Coleção Gilberto Ferrez / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Em primeiro de outubro de 1907, foi criada a firma Marc Ferrez &amp; Filhos. Ferrez era dono de 60% das ações, cabendo a Luciano e a Julio 20% do negócio. A empresa Marc Ferrez &amp; C não deixou de existir. Em seu nome eram feitas as importações de material fotográfico enquanto a nova empresa era responsável pelas importações de material para cinema.</p>
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<div id="attachment_23974" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/7308" target="_blank"><img class="wp-image-23974 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/cinema1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 24 de outubro de 1907" width="501" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_01/7308" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1907</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Ferrez embarcou para a Europa no navio<em> Chili. </em>Estavam também a bordo os artistas premiados da Academia de Belas Artes Timotheo da Costa (1882 – 1922) e Carlos Chambelland (1884 – 1950) <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/25022" target="_blank">Jornal do Brasil</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/25022" target="_blank">, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/25022" target="_blank">9 de janeiro de 1908, segunda coluna</a>), tendo visitado a fábrica da Pathé e negociado a forma de distribuição exclusiva da empresa no Brasil. Retornou em 30 de março a bordo do paquete francês <em>Cordillere</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/25948" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de março de 1908, na sexta coluna)</a>.</p>
<p>Em abril, foi assinado um contrato entre Marc Ferrez &amp; Filhos e a Associação Geral de Auxílios Mútuos da Estrada de Ferro Central do Brasil. Eram fornecidas fitas para o cinematógrafo beneficente da Associação, cujos programas diários consistiam da apresentação de música ao vivo, dirigida pelo maestro Mussuringo, com a exibição de fitas como <em>Da Barra a Juiz de Fora </em>e<em> Margem do Rio das Velhas</em>, produzidas por Ferrez (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/16106" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de abril de 1908, quinta coluna</a>).</p>
<p>Também em abril, foi assinado um contrato de fornecimento de filmes a Paschoal Segreto (1868 &#8211; 1920), o ministro das diversões, pela firma Marc Ferrez &amp; Filhos. Segreto receberia as mesmas fitas do cinema Pathé e poderia exibi-las em todos os seus estabelecimentos, exceto no Pavilhão Internacional, vizinho ao Cinema Pathé, na Avenida Central. Porém, Ferrez começou a distribuir filmes para outros cinematógrafos e Segreto entrou na Justiça alegando quebra de contrato.</p>
<p>Ferrez e Arnaldo Gomes de Souza produziram o filme, <em>Nhô Anastácio chegou de viagem</em>, dirigido por Julio Ferrez, lançado em junho. É considerada a primeira comédia cinematográfica brasileira e foi estrelada por Antônio Cataldi, José Gonçalves Leonardo e Ismênia Matteo. Ferrez produziu o curta-metragem <em>A mala sinistra,</em> lançado em outubro de 1908, também<em> </em>dirigido por seu filho Julio, sobre o assassinato do empresário Elias Farhar, ocorrido em São Paulo, cerca de um mês antes, que ficou conhecido como o <em>Crime da Mala.</em> O sócio de Farhar, Michel Trad , o matou e escondeu o corpo em uma mala.</p>
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<div id="attachment_36550" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/27123" target="_blank"><img class="size-full wp-image-36550" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/marcferrez1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 20 de junho de 1908" width="371" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_02/27123" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 20 de junho de 1908</a></p></div>
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<p>A sociedade de Ferrez com Arnaldo Gomes de Souza foi denunciada pelo concorrente de Ferrez, o calabrês Jácomo Rosário Staffa (c. 1867 – 1927), proprietário do <em>Grande Cinematographo Pariziense. </em>Lembramos aqui que Charles Pathé (1863 – 1957), um dos proprietários da Pathé Frères, proibia que seus distribuidores e representantes possuíssem cinematógrafos e Ferrez era um de seus representantes. Staffa também denunciou os altos preços das fitas. Em carta datada de 29 de agosto, Charles Pathé exigia explicações. Com habilidade, Pathé superou as divergências tendo mantido a representação da Pathé Frères e o fornecimento de filmes para Staffa.</p>
<p>O primeiro aniversário do Cinema Pathé foi comemorado com uma reforma, uma programação “divertida” e uma ceia<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1366" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/1366" target="_blank">26 de setembro de 1908</a>).</p>
<p>Ao longo de 1908, foi publicado várias vezes um anúncio da venda de cinematógrafos na sucursal da firma Marc Ferrez &amp; Filhos em São Paulo, o Bijou-Theatre, do empresário espanhol Francisco Serrador <a href="http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/francisco-serrador/" rel="bookmark">(</a>1872-1941<a href="http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/francisco-serrador/" rel="bookmark">)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20126" target="_blank"><em>O</em> <em>Commercio de São Paulo</em>, 15 de fevereiro de 1908, na primeira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 851px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank"><img class="" src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1D_BR_RJANRIO_FF_FMF_2_0_1_12_5_m0001de0002-1_1300x819.jpg" alt="" width="841" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank">Carta da Pathé Frères à empresa Marc Ferrez &amp; Filhos sobre a representação exclusiva dos filmes e aparelhos cinematográficos e a quebra em uma cláusula do contrato referente à venda de filmes. Paris, 29 de agosto de 1908. Arquivo Nacional, Fundo Família Ferrez.</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211;  A Pathé Frères anuncia em propaganda da Marc Ferrez &amp; Filhos a <em>cinematografia do invisível</em> e também se aponta como a única fábrica que apresenta <em>vista em cores de modo constante.</em></p>
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<div id="attachment_36584" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/49" target="_blank"><img class="wp-image-36584 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez2.jpg" alt="fotografiaferrez2" width="538" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/49" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de janeiro de 1910</a></p></div>
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<div id="attachment_36586" style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/315" target="_blank"><img class="wp-image-36586 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez3.jpg" alt="fotografiaferrez3" width="544" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/315" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de janeiro de 1910</a></p></div>
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<p>Às terças-feiras, “dia da moda” nos cinematógrafos, o Cinema Pathé era frequentado pelas senhoras da sociedade carioca (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9007" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de fevereiro de 1910</a>).</p>
<p>José Ignácio Guedes Pereira Filho comunicou que havia firmado um contrato com a firma Marc Ferrez &amp; Filhos para fornecimento durante um ano de fitas cinematográficas da <em>Pathé Frères</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20743" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de março de 1910, na primeira coluna</a>).</p>
<p>A firma Marc Ferrez &amp; Filhos negou que a empresa do Iris Cinema recebia diretamente da <em>Pathé Frères</em> de Paris material cinematográfico para venda, já que os Ferrez eram seus representantes exclusivos e que em São Paulo sua sucursal era o Bijou-Theatre, do empresário Francisco Serrador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/18120" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de maio de 1910, na segunda coluna, sob o título “Secção Livre”</a>).</p>
<p>Para celebrar os três anos do Cinema Pathé, toda a renda do estabelecimento do dia do aniversário foi oferecida para a construção do couraçado <em>Riachuelo</em> e a festa foi dedicada ao almirante Alexandrino (1848 &#8211; 1926) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/824020/6" target="_blank"><em>ABC</em>, 17 de setembro de 1910</a>). Lembramos aqui que desde 1870, nos versos dos cartões de montagem e fotografias de Ferrez estava inscrito “Marc Ferrez. Fotógrafo da Marinha Imperial e das construções navais do Rio de Janeiro”. Provavelmente a nomeação de Ferrez como fotógrafo oficial da Marinha relacionava-se com o lançamento do Plano para a Organização da Força Naval do Império que previa a renovação da frota com embarcações de diversos tipos, o que aconteceu nas décadas de 1870 e 1880.</p>
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<div id="attachment_36585" style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez4.jpg"><img class="wp-image-36585 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez4.jpg" alt="fotografiaferrez4" width="752" height="515" /></a><p class="wp-caption-text">Interior do Cinema Pathé</p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>- Em junho, Ferrez e seus filhos se associam a Amadeu Peixoto de Macedo, Antônio Guimarães, Hamilton de Souza, Joaquim de Mello Franco e Oscar Pragana, e criam a firma Julio, Pragana &amp; Cia, que passa a administrar o cinema Chantecler, no Rio de Janeiro. A sociedade tem curta duração.</p>
<p>Os proprietários de cinemas, liderados por Marc Ferrez, seu sócio, Arnaldo Gomes de Souza; e Zambelli, dono do Odeon, criam uma comissão para defender os interesses da classe diante do estabelecimento de novos impostos para as salas de cinema do Distrito Federal.</p>
<p>Foi sancionado, em 30 de dezembro, pelo presidente da República, Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), o aumento dos impostos para a importação de filmes proposto pelo Congresso Nacional. O aumento inviabilizou os acordos entre Ferrez e a Pathé.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong> </span>– Ferrez partiu para a França para renegociar com a Pathé e um novo acordo foi assinado em 20 de fevereiro.</p>
<p>Em julho, a Marc Ferrez &amp; Filhos subscreveu o maior lote de ações lançado pela Companhia Cinematográfica Brasileira (CCB), de Francisco Serrador, fundada em 1911. Os Ferrez passaram a ser a sucursal da CCB no Rio de Janeiro. Além disso, venderam seu estoque de filmes à empresa e passaram a ser seus únicos fornecedores de filmes.</p>
<p>Ferrez introduziu no Brasil os autocromos, processo fotográfico colorido desenvolvido pelos irmãos Lumière.</p>
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<div style="width: 521px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="511" height="657" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS. Na foto, Marc Ferrez (em pé), Julio, Marie e Claire (sentados) e Gilberto e Eduardo</a></p></div>
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<p>A Casa Marc Ferrez &amp; Filhos passou a funcionar na rua São José 112 e o Cinema Pathé transferiu-se para o número 116 da avenida Central.</p>
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<div style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11697" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11697/037SL03063.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="589" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11697" target="_blank">Cine Pathé, 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> – Na Europa, como representante do CCB assina um contrato de distribuição de filmes com a Gaumont.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> – A guerra afetou o fornecimento de filmes europeu para o Brasil. Os Ferrez se desentenderam com Francisco Serrador e deixaram a Companhia Cinematográfica Brasileira. Eles também perderam a representação da Gaumont.</p>
<p>A Casa Marc Ferrez &amp; Filhos mudou-se para a Rua da Quitanda, 67 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/63928" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em> , 1916</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span> – Anúncio da “Casa Marc Ferrez &amp; Filhos – Emilio Brondi &amp; C., importadores de máquinas cinematográficas”, além de outros produtos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/7850" target="_blank"><em>A Noite</em>, 13 de janeiro de 1916, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em fevereiro, Julio e Luciano Ferrez encerraram a disputa com Francisco Serrador, assinando a escritura de rescisão de contrato com a Companhia Cinematográfica Brasileira.</p>
<p>Em uma reportagem sobre a falência dos cinemas no Rio de Janeiro, o Cinema Pathé, de Marc Ferrez, foi mencionado como deficitário “(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/24230" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 29 de fevereiro de 1916, sob o título “A falência dos cinemas”</a>). A Casa Marc Ferrez &amp; Filhos negou a crise dos cinemas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/33205" target="_blank"><em>A Província</em>, 27 de março de 1916</a>).</p>
<p>Os Ferrez defendem o cinema europeu acreditando que os filmes norte-americanos não fariam sucesso no Brasil, ponto de vista que vai, com o tempo, se provar errado.</p>
<p>O negócio do cinema foi fortemente impactado pela Primeira Guerra Mundial</p>
<p>Marc Ferrez segue na França trabalhando como representante da empresa familiar. As decisões sobre os negócios são de seus filhos. Ele atua como conselheiro. &#8220;<em>Meu papel é passivo. Ver os filmes, fazer as encomendas, executar suas ordens de filmes suplementares e me ocupar dos pagamentos</em>&#8221; (Carta de Ferrez a seus filhos, enviadas de Paris, 11 de dezembro de 1916).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; A fábrica da Pathé, instalada em Vincennes, passa a abrigar também os escritórios da empresa, para onde Marc viaja todas as quartas-feiras para ver os filmes.</p>
<p>Devido ao ingresso dos Estados Unidos na guerra, o tráfego pelo Oceano Atlântico torna-se perigoso e os navios não anunciam suas datas de partida, prejudicando o envio dos filmes e de materiais para o Brasil.</p>
<p>Seus filhos, Julio e Luciano, fundaram a Companhia Cinematográfica Brasileira, mais tarde denominada Casa Marc Ferrez Cinemas e Eletricidade Ltda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 799px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1B_007CX239-11-F%C3%A1brica-Path%C3%A9-Fr%C3%A8res_1500x696.jpg" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1A_007CX239-12Path%C3%A9-Freres-sede_1500x692.jpg" alt="" width="789" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_1B_007CX239-11-F%C3%A1brica-Path%C3%A9-Fr%C3%A8res_1500x696.jpg" target="_blank">Marc Ferrez. Fábrica da Pathé Frères, 1917. Joinville-le-Pont, França/ Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Julio Ferrez foi um dos fundadores da União dos Importadores Cinematográficos no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/26535" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 8 de dezembro de 1919, na segunda coluna</a>). Foi o primeiro tesoureiro da associação, cujo primeiro presidente foi o empresário Francisco Serrador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2515" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2515/007A6P4FP16-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="580" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2515" target="_blank">Cinema Pathé, c. 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os Ferrez tornaram-se sócios da Pathé Exchange, de Nova York.</p>
<p>Em 15 de dezembro de 1919 , Marc Ferrez participou da cerimônia de recepção, na recém criada categoria <em>Aplicação das ciências à indústria </em>da Academia Francesa de Ciências, de seu amigo Louis Lumière (1864 – 1948) que, com o irmão Auguste Lumière (1862 – 1954), havia inventado o cinematógrafo, em 1895 (<em><a href="http://www.academie-sciences.fr/pdf/eloges/lumiere_notice.pdf" target="_blank">Academia Francesa de Ciências</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/480703/1138" target="_blank">Palcos e Telas, 8 de abril de 1920</a>)</em>.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/480703/1138" target="_blank">Na edição de 8 de abril de 1920 da revista <em>Palcos e Telas</em> Marc, Julio e Luciano Ferrez foram biografados na seção “Grandes figuras da cinematografia”.</a>  Nessa matéria, o envenenamento por um escravo foi apontado como a causa de morte dos pais de Marc Ferrez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 791px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_4A_BR_RJANRIO_FF_JF_2_0_5_4_1600x1111.jpg" alt="" width="781" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank">O vice-presidente da República, Delfim Moreira, e os membros da sua Casa Militar, nas escadarias do cinema Pathé, após assistirem ao filme do Dr. Poncy sobre a construção, linha e trabalhos artísticos das Estradas de Ferro do Norte do Brasil. Rio de Janeiro, 1919. Arquivo Nacional, Fundo Família Ferrez.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1920</span> </strong>- Participou, em fevereiro, no Palais d´Orsay, em Paris, do banquete oferecido pelas câmaras sindicais e associações de fotógrafos e cinematografistas a Louis Lumière. A homenagem teve cerca de 500 convidados, dentre eles Andre Honnorat (1868 &#8211; 1950), ministro da Instrução Pública e das Belas Artes; e de representantes do governo francês. Celebrava, além do ingresso de Lumière na categoria <em>Aplicação das ciências à indústria </em>da Academia Francesa de Ciências &#8211; criada no ano anterior -, os 25 anos do invento do cinema. Um dos oradores da noite foi Romain Coolus, presidente da Sociedade dos Autores Dramáticos, que em seu discurso afirmou que a invenção de Lumière <em>trouxe para os humildes uma alegria inédita</em> (<a href="http://www.cineressources.net/consultationPdf/web/o000/361.pdf" target="_blank"><em>Ciné pour tous</em>, 28 de fevereiro de 1920, pág. 2</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/1090" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 28 de março de 1920, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_36641" style="width: 226px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.cineressources.net/consultationPdf/web/o000/361.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-36641 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/fotografiaferrez9.jpg" alt="fotografiaferrez9" width="216" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.cineressources.net/consultationPdf/web/o000/361.pdf" target="_blank"><em>Ciné pour tous</em>, 28 de fevereiro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 230px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Louis_Lumi%C3%A8re#/media/File:Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/19/Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg/220px-Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg" alt="" width="220" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Louis_Lumi%C3%A8re#/media/File:Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg" target="_blank">Louis Lumière (1864 &#8211; 1948), c. 1910 / Wikipedia</a></p></div>
<p><img class="aligncenter" src="file:///C:/Users/a466734/Downloads/Louis_Lumiere_with_microscope_and_test_tubes.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ferrez voltou para o Brasil.</p>
<p>Anunciam-se como representantes da Pathé Exchange Inc. de Nova York. Comercializam filmes Kodak.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1921</span> </strong>- De volta a Paris, Marc continua assistindo e indicando os filmes que considera com mais potencial comercial para o Brasil.</p>
<p>Foram publicados dados estatísticos da indústria cinematográfica no Brasil no primeiro semestre de 1921. Em número de filmes, a firma Marc Ferrez  &amp; Filhos representava 3,9% (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/W00009/4911" target="_blank"><em>Para Todos</em>, 13 de agosto de 1921</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/W00009/6620" target="_blank">Na mesma revista, em 8 de julho de 1922</a>, foram publicados os dados estatísticos do primeiro semestre de 1922.</p>
<p>Em outubro, inauguração da sede própria da empresa Marc Ferrez &amp; Filhos na Rua da Quitanda, 21. Os filmes são armazenados no pátio, em um depósito de cimento armado, à prova de incêndios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div style="width: 842px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens" target="_blank"><img src="https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Agenda-Pathe-Freres_Marc-Ferrez_4B_007MFAVcartao_1600x1085.jpg" alt="" width="832" height="564" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagenshttps://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/#imagens">Cartão de publicidade da firma Marc Ferrez &amp; Filhos. Rio de Janeiro, [1921]. Coleção Gilberto Ferrez / Acervo IMS</a></p></div>A empresa dos Ferrez continua produzindo filmes de atualidades que são exibidos em seus cinemas e também vendidos a distribuidores estrangeiros. Estes filmes são encomendados ao cineasta Alberto Botelho (1885-1973), parceiro e amigo de Julio Ferrez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://ftp.cinemateca.org.br/fotos/867346" target="_blank"><img src="https://lh3.googleusercontent.com/proxy/dYElfV7Yz3SCI528WJqx-vVM5_UIE9tAJxYVAqm-mX9HqU4BGeVtt3P6dFEpBi0tVVi5cgWdq0vmLlBmqJrdtDfDDko4u-OkNGYO1_RGSA" alt="ALBERTO BOTELHO | Banco de Conteúdos Culturais" width="366" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://ftp.cinemateca.org.br/fotos/867346" target="_blank">Alberto Botelho (1885 &#8211; 1973)</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> – Em março, Marc recebeu, em Paris, a visita de seu amigo, o cientista Henrique Morize, em viagem para Europa em missão oficial do Observatório Nacional.</p>
<p>Em matéria publicada em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/47002" target="_blank"><em>O Malho, </em>27 de maio de 1922</a> sobre a indústria cinematográfica, Marc Ferrez &amp; Filhos foram citados como uma firma que fez fortuna atuando no setor.</p>
<p>A Casa Marc Ferrez firmou contratos com importantes empresas cinematográficas dos Estados Unidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/10206" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de junho de 1922, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Marc Ferrez embarcou no navio <em>Lutetia</em>, em Bordeaux, de volta ao Brasil, em 31 de julho, e chegou ao Rio de Janeiro, em 14 de agosto. O navio fez escala em Boulogne-sur-mer, Vigo e Lisboa. Também viajaram no <em>Lutecia</em> o inventor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Alberto Santos Dumont (1873 – 1932)</a>, o presidente do Jockey Clube, Linneu de Paula Machado (1880 – 1942); Arnaldo Guinle (1884 – 1963), presidente do Fluminense S.C.; o médico Paulo de Figueiredo Parreiras Horta (1884 – 1961) e os <em>Oito Batutas</em>, grupo musical formado, entre outros, por <a href="https://pixinguinha.com.br/" target="_blank">Pixinguinha (1897 – 1973)</a> e Donga (1890 – 1974) (<em>O Paiz</em>, 15 de agosto de 1922, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10491" target="_blank">página 3</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10492" target="_blank">página 4</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1923</span> </strong>- Marc Ferrez faleceu em 12 de janeiro de 1923, no Rio de Janeiro. No periódico<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/084859/3407" target="_blank"> <em>A Scena Muda</em>, 25 de janeiro de 1923</a>, foi publicado um perfil de Ferrez, no qual sua morte foi atribuída a uma enfermidade que ele havia contraído devido ao uso do colódio. Na mesma matéria, foram mencionadas as experiências que fazia com seu amigo, o engenheiro e astrônomo Dr. Henrique Morize, em sua casa na rua São José, 88, com “luz oxi-etherica, luz oxydrica, de gás incandescente de petróleo com mechas concentradas fazendo também na ocasião as primeiras experiências com cinematógrafo com um aparelho Lumière e fitas de 10 e 20 metros…”. Na matéria da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/7948" target="_blank"><em>Para Todos</em> de janeiro de 1923</a>, o caráter de Ferrez foi exaltado: “A perfeita correção do velho comerciante, sua intransigente  honradez, a lisura dos seus processos o tornaram sempre uma figura de destaque nos meios cinematográficos”.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Após a morte do fotógrafo, a Casa Marc Ferrez inaugurou, na Cinelândia, o Pathé Palace, em de abril de 1928, com a exibição de uma extensa programação, que incluía o filme <em>Paga para amar</em> (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=33295" target="_blank">de 18 de março, na primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=33342" target="_blank">de 23 de março, na terceira coluna</a>; e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=33521" target="_blank">9 e 10 de abril de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/">Acesse aqui a Agenda Pathé Frères</a>, um dos <a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/" target="_blank">Cadernos de Marc Ferrez</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://ims.com.br/cadernos-de-marc-ferrez/agenda-pathe-freres/" target="_blank">Cadernos de Marc Ferrez &#8211; Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p>CERON, Ileana Pradilla Ceron. <em>Marc Ferrez – uma cronologia da vida e da obra</em>. São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2018.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>O Rio Antigo do fotógrafo Marc Ferrez: paisagens e tipos humanos do Rio de Janeiro, 1865-1918</em>. Rio de Janeiro: João Fortes Engenharia/Editora Ex-Libris, 1984.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Os irmãos Ferrez da Missão Artística Francesa</em>. Rio de Janeiro: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 1968.</p>
<p>GONZAGA, Alice. <em>Palácios e Poeiras: 100 anos de cinema no Rio de Janeiro</em>. Rio de Janeiro: Record, 1996.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><em>Rio / Marc Ferrez</em> – São Paulo : IMS; Göttingen: Steidl, 2015</p>
<p><a href="https://filmow.com/alfonso-segreto-a519267/" target="_blank">Site Filmow</a></p>
<p><a href="https://www.imdb.com/name/nm0098427/" target="_blank">Site IMDB</a></p>
<p>SOUZA, José Inácio de Melo. <em>Imagens do Passado: São Paulo e Rio de Janeiro nos primórdios do cinema</em>. São Paulo. Senac, 2004</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez<em>. Cronologia. </em>In<em> O Brasil de Marc Ferrez</em> – São Paulo : Instituto Moreira Salles, 2005.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Literatura fotográfica e estudos biográficos: algumas reflexões em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez.</em> In: Boletim do Centro de Pesquisa de Arte e Fotografia da Escola de Comunicação e Artes da USP. São Paulo, n°2, 2007.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 7 de dezembro de 2016.</p>
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		<title>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Dec 2023 05:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia do aniversário de 180 anos de Marc Ferrez (1843 – 1923), a Brasiliana Fotográfica destaca os 27 artigos já publicados no portal em torno da obra do fotógrafo. Ferrez teve uma trajetória profissional singular na história da fotografia no Brasil, marcada por uma forte ligação com atividades culturais e científicas e também por um contato permanente com os principais desenvolvimentos tecnológicos de sua época. Foi no Rio de Janeiro, onde se estabeleceu como fotógrafo em 1867, e em seus arredores que ele realizou cerca da metade de sua produção fotográfica. Foi o único fotógrafo do século XIX que percorreu todas as regiões do Brasil, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior. Faleceu em 12 de janeiro de 1923.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No dia do aniversário de 180 anos de Marc Ferrez (1843 – 1923), a Brasiliana Fotográfica destaca os 27 artigos já publicados no portal em torno da obra do fotógrafo. Ferrez teve uma trajetória singular na história da fotografia no Brasil, tendo se estabelecido, inicialmente, em 1867, na Rua São José, nº 96, no Rio de Janeiro, tornando-se logo o mais importante profissional da área na cidade. Foi no Rio de Janeiro e em seus arredores que ele realizou cerca da metade de sua produção fotográfica, registrando, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p style="text-align: left;">
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11658" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11658/007_IMG_3526.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11658" target="_blank">Marc Ferrez. Homem no alto do Morro do Pão de Açúcar, c, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi o único fotógrafo do século XIX que percorreu todas as regiões do Brasil, tendo sido, no referido século, o principal responsável pela divulgação da imagem do país no exterior. Nos anos 1870, integrou a Comissão Geológica do Império e tornou-se <em>Fotógrafo da Marinha Imperial. </em>Participou e foi premiado em diversas exposições nacionais e internacionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34184" style="width: 779px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/ferrez.jpg"><img class=" wp-image-34184" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/ferrez.jpg" alt="Carimbo de Marc Ferrez, c. 1875. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS." width="769" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Carimbo de Marc Ferrez, c. 1875. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ferrez%2C+marc%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marc Ferrez nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de dezembro de 1843, cerca de quatro após o anúncio da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank">invenção do daguerreótipo</a> por François Arago (1786 &#8211; 1853), secretário da Academia de Ciências da França, em 19 de agosto de 1839. O daguerreótipo, processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), revolucionou em pouco tempo e para sempre a forma do registro do mundo e de seus habitantes, inundando nosso planeta de imagens fotográficas. A invenção chegou ao Brasil em 1840 e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891</a>) foi um grande entusiasta da fotografia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/dague.jpg" alt="" width="380" height="297" /><p class="wp-caption-text">Câmara de daguerreótipo Succe Frères, de 1939 / Westlicht Photography Museum, em Viena, na Áustria</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando a Marc Ferrez. Ele era filho de Zépherin (Zeferino) Ferrez (1797 – 1851) e Alexandrine Caroline Chevalier (18? – 1851). Seu pai, um escultor e gravador francês, havia chegado com o irmão Marc (Marcos), no Rio de Janeiro, em 1817. Os dois passaram a integrar a Missão Francesa, que havia se instalado na cidade no ano anterior. Após passar alguns anos em Paris, Marc Ferrez retornou ao Rio de Janeiro em torno de 1863. Casou-se com a francesa Marie Lefebvre (c. 1849 – 1914) em 16 de agosto de 1873. Tiveram dois filhos: Julio Marc (1881 – 1946) e Luciano José André (1884 – 1955).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Marc Ferrez. Família Ferrez, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua trajetória profissional foi marcada por uma forte ligação com atividades culturais e científicas e também por um contato permanente com os principais desenvolvimentos tecnológicos de sua época. Produziu magistrais fotografias de arquitetura durante a construção da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central</a>, no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8356" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8356/007A5P3F04-015.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8356" target="_blank">Marc Ferrez. Avenida Central, c. 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também participou da introdução do cinema e da fotografia estereoscópica em cores no Brasil, no início do século XX. Em 1905, obteve a representação da firma francesa <em>Pathé Frères</em> no Brasil. A firma era a maior e melhor fábrica de aparelhos e filmes cinematográficos da Europa. Faleceu em 12 de janeiro de 1923, no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Há nas suas paisagens…uma nota artística sempre: a escolha do ponto de vista denotava no fotógrafo a existência daquela divina centelha de arte que dá o toque de poesia às frias imagens que a objetiva mecanicamente registra”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/7948" target="_blank">Para Todos, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/124451/7948" target="_blank">20 de janeiro de 1923</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> </strong></em></span></p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” V – O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 – 1982) e Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29493" target="_blank"><em>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 18 de julho de 2023</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui a <a href="https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/issue/view/90" target="_blank">Acervo, Revista do Arquivo Nacional, com o tema <em>Marc Ferrez: a fotografia como experiência</em></a>, volume 36, nº2 maio/agosto 2023, que traz artigos de algumas parceiras &#8211; Maria do Carmo Rainho (Arquivo Nacional) e Maria Isabel Lenzi (Museu Histórico Nacional &#8211;  e também de algumas colaboradoras &#8211; Ana Maria Mauad e Maria Isabela Mendonça dos Santos &#8211; da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>A Fonte Adriano Ramos Pinto por Guilherme Santos e Marc Ferrez</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 12:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca três fotografias estereoscópicas da Fonte Adriano Ramos Pinto: uma produzida pelo fotógrafo amador Guilherme Santos e duas por Marc Ferrez. A fonte foi inaugurada pelo presidente Rodrigues Alves, em 24 de fevereiro de 1906, no jardim da Glória, e foi o poeta Olavo Bilac que fez o agradecimento ao senhor Ramos Pinto em nome da Prefeitura do Rio de Janeiro. O monumento, de autoria do escultor parisiense Eugène Thievier, foi doado ao Rio de Janeiro por Adriano e Antônio Ramos Pinto, proprietários da Casa Adriano Ramos Pinto, de Portugal. A inauguração aconteceu dentro do contexto da reforma urbana realizada no Rio de Janeiro pelo prefeito Francisco Pereira Passos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div dir="auto" style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica destaca três <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank">fotografias estereoscópicas</a> da Fonte Adriano Ramos Pinto &#8211; a Fonte da Juventude: uma produzida pelo fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a> e duas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>. A fonte foi inaugurada pelo presidente <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919)</a>, em 24 de fevereiro de 1906, no jardim da Glória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/10949" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de fevereiro de 1906, primeira coluna</a>).</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10062" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10062/007_IMG_1812.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10062" target="_blank">Marc Ferrez. Fonte Adriano Ramos Pinto &#8211; Fonte da Juventude, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29513" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pagfis=11571" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29513" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/juventude4.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 25 de fevereiro de 1906" width="392" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pagfis=11571" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de fevereiro de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estava localizada onde havia o Mercado da Glória, demolido em 1904 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7595" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de maio, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10615" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10615/002008AV020.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="698" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10615" target="_blank">Torres. Demolição do mercado da Glória; ao fundo, o Outeiro da Glória, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/335" target="_blank">Acessando o link para as fotografias estereoscópicas da Fonte Adriano Ramos Pinto disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Objetivamente, a estereoscopia consiste em pares de imagens de uma mesma cena que, vistas simultaneamente num visor binocular – o estereoscópio-, produzem a ilusão de tridimensionalidade. As vistas estereoscópicas, também conhecidas como estereografias ou estereogramas, podem ser produzidas a partir de diferentes tipos de imagens como desenhos, gravuras ou fotografias, sendo esta última a forma que ganhou maior popularidade&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Maria Isabela Mendonça dos Santos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p>O fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Antônio dos Santos (1871 – 1966)</a> era um entusiasta da fotografia estereoscópica, tendo sido um dos pioneiros dessa técnica no Brasil, ao adquirir, em 1905, na França, o <em>Verascope, </em>um sistema de integração entre câmera e visor, que permitia ver imagens em 3D, produzidas a partir de duas fotos quase iguais, porém tiradas de ângulos um pouco diferentes. Eram impressas em uma placa de vidro e reproduziam a sensação de profundidade de maneira bem próxima da visão real. Guilherme Santos, cuja produção mais intensa ocorreu entre 1910 e 1958, registrou a paisagem, o cotidiano e os hábitos do carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história da Fonte Adriano Ramos Pinto</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A inauguração da fonte que, como já mencionado, contou com a presença do presidente da República, Rodrigues Alves (1845 &#8211; 1919), aconteceu dentro do contexto da reforma urbana realizada no Rio de Janeiro pelo prefeito Francisco Pereira Passos (1848 &#8211; 1913) &#8211; também presente à cerimônia -, que contribuiu fortemente para o surgimento do Rio de Janeiro da <em>Belle </em><em>Époque.</em> Para sanear e modernizar a cidade, Pereira Passos realizou diversas demolições, conhecidas popularmente como a política do “bota-abaixo”, além de diversas iniciativas de embelezamento. A Fonte Adriano Ramos Pinto foi uma contribuição a esse trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10062" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10062/007_IMG_1812.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10062" target="_blank">Marc Ferrez. Fonte Adriano Ramos Pinto &#8211; Fonte da Juventude, c. 1912. Rio de Janeiro,RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29507" style="width: 462px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10062" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29507" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/juventude21.jpg" alt="Detalhe da Fonte Adriano Ramos - Fonte da Juventurde, por Marc Ferrez, c. 1912 / Acervo IMS" width="452" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10062" target="_blank">Detalhe da Fonte Adriano Ramos &#8211; Fonte da Juventude, por Marc Ferrez, c. 1912 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31149" style="width: 452px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4204210/4101387/pereira_passos_haussmann_carioca.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-31149 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/adrianoramos.jpg" alt="adrianoramos" width="442" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4204210/4101387/pereira_passos_haussmann_carioca.pdf" target="_blank"><em>Pereira Passos, um Haussman tropical</em> por Jaime Larry Benchimol</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi doada ao Rio de Janeiro por Adriano e Antônio Ramos Pinto, proprietários da Casa Adriano Ramos Pinto, fundada em 1880, na cidade do Porto, em Portugal, e grande exportadora de vinhos para o Brasil no início do século XX. Foi o poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918) que fez o agradecimento ao senhor Ramos Pinto em nome da Prefeitura do Rio de Janeiro. O monumento foi encomendado ao escultor parisiense Eugène Thievier (1845 &#8211; 1920) e foi realizado, em cerca de nove meses, em uma peça de mármore carrara de 37 toneladas e 7 metros de altura. Nela, três jovens, que representam a Mocidade, aproximam-se de Cupido que está no alto do monumento, personificando o Amor. A montagem foi entregue à casa Jourdan de Paris, o arquiteto Baulain o adaptou às condições de fonte e ele foi  instalado por Franck Smithson. Em seu pedestal está inscrito:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Ao Brazil, Adriano Ramos Pinto &amp; Irmão.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29518" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/27044" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29518" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/juventude5.jpg" alt="Cooreio da Manhã, 31 de março de 1935" width="401" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/27044" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 31 de março de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Porque ofereço um monumento de arte ao Brasil?… Por um simples ato de agradecimento. Os meus vinhos têm naqueles mercados uma aceitação extraordinária e devo reconhecer que isso é mais a obra de simpatia do publico, cujas qualidades de coração admiro, do que dos esforços de minha propaganda. Daí querer eu corresponder a essa gentileza com um sinal bem público perdurável da minha gratidão, afirmando ao mesmo tempo o meu amor pelo Brasil”</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Do livro <em>A Fonte Adriano Ramos Pinto,</em> de Ana Filipa Correia</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10212" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10212/002080RJ1913.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10212" target="_blank">Guilherme Santos. Fonte Adriano Ramos Pinto &#8211; Fonte da Juventude; ao fundo, Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, c. 1917. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve protestos na ocasião de sua inauguração: alguns alegavam que não passava de uma propaganda para a Casa Adriano Ramos Pinto e outros achavam que os jovens eram apresentados em poses licenciosas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348074/484" target="_blank"><em>Leitura para Todos</em>, junho de 1906, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10096" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10096/007_IMG_2904.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10096" target="_blank">Marc Ferrez. Fonte Adriano Ramos Pinto &#8211; Fonte da Juventude, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Encontra-se, desde 1935,  na entrada do Túnel Novo, no lado de Botafogo. Em 1983, a fonte teve sua água cortada. Foi vandalizada, em 2011, e sua restauração custou mais que 100 mil reais. Não foi a primeira vez que a fonte foi vítima de vandalismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=089842_07&amp;pagfis=75288&amp;url=http://memoria.bn.br/docreader#" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 1º de outubro de 1966, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29505" style="width: 726px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/juventude31.jpg"><img class="size-full wp-image-29505" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/juventude31.jpg" alt="Correio de Manhã, 11 de março de 1956" width="716" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_06/59379" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 11 de março de 1956</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Publicações da Brasiliana Fotográfica em torno da obra do fotógrafo Marc Ferrez </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> </strong></em></span></p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="368" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1443" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 30 de junho de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank">Obras</a> </em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3527" target="_blank"><em>para o abastecimento no Rio de Janeiro por Marc Ferrez</em> , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 25 de janeiro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc F</em><em>errez (7</em><em>/12/1843 – 12/01/1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7021" target="_blank"><em>Do natural ao construído: O Rio de Janeiro na fotografia de Marc Ferrez, </em>de autoria de Sérgio Burgi, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de dezembro de 2016</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9714" target="_blank"><em>No primeiro dia da primavera, as cores de Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 22 de setembro de 2017</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez , a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,  publicada em 29 de junho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11212" target="_blank"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” V – O quiosque Chopp Berrante no Passeio Público, Ferrez, Malta e Charles Dunlop</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 20 de julho de 2018</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 175 anos de Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 – 12 de janeiro de 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de dezembro de 2018 </a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14387" target="_blank"><em>Pereira Passos e Marc Ferrez: engenharia e fotografia para o desenvolvimento das ferrovias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de abril de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14794" target="_blank"><em>Fotografia e ciência: eclipse solar, Marc Ferrez e Albert Einstein</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-06-24T10:45:39+00:00">24 de junho de 2019</time></a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435"><i>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</i>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"><em>Celebrando o fotógrafo Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 4 de dezembro de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17884"><em>Uma homenagem da Casa Granado ao imperial sob as lentes de Marc Ferrez,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 7 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18198" target="_blank"><em>Ressaca no Rio de Janeiro invade o porão da casa do fotógrafo Marc Ferrez, em 1913</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado 6 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank"><em>Petrópolis, a Cidade Imperial, pelos fotógrafos Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, </em>publicado em 16 de março de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17856" target="_blank"><em>O Baile da Ilha Fiscal: registro raro realizado por Marc Ferrez e retrato de Aurélio de Figueiredo diante de sua obra</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 9 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21455" target="_blank"><em>O Palácio de Cristal fotografado por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 2 de fevereiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22058" target="_blank"><em>A Estrada de Ferro do Paraná, de Paranaguá a Curitiba, pelos fotógrafos Arthur Wischral (1894 – 1982) e Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 22 de março de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22777" target="_blank"><em>Dia dos Pais – Julio e Luciano, os filhos do fotógrafo Marc Ferrez, e outras famílias</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 6 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25186" target="_blank"><em>No Dia da Árvore, mangueiras fotografadas por Ferrez e Leuzinger</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 21 de setembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">Retratos de Pauline Caroline Lefebvre, sogra do fotógrafo Marc Ferrez, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,</a><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134"> </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26134">publicado em 28 de abril de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27603" target="_blank"><em>A Serra dos Órgãos: uma foto aérea e imagens realizadas pelos mestres Ferrez, Leuzinger e Klumb</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica,<em> </em>publicado em 30 de junho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31202" target="_blank"><em>O centenário da morte do fotógrafo Marc Ferrez (1843 – 1923)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D30712&amp;source=gmail&amp;ust=1685455258111000&amp;usg=AOvVaw1y7o5h7HRI-oiB3PyjwQnG"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34134%20" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D34134%2520&amp;source=gmail&amp;ust=1702013132491000&amp;usg=AOvVaw3P19c7ceytRMI7-xrCNI7a"><em>Os 180 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923</em>), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 7 de dezembro de 2023</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=439612" target="_blank">Fontes:</a></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann tropical</em>. Rio de Janeiro, SMCTT, 1990.</p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=439612" target="_blank">Biblioteca do IBGE</a></p>
<p><a href="http://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com/2010/01/a-fonte-adriano-ramos-pinto-fonte-da.html" target="_blank">Blog Histórias dos Monumentos do Rio de Janeiro</a></p>
<p>CORREIA, Ana Felipa. <a href="https://vinhoculturaalimentar.wordpress.com/adriano-ramos-pinto/a-fonte-adriano-ramos-pinto-o-vinho-do-porto-e-a-arte-da-belle-epoque-no-rio-de-janeiro/" target="_blank">A <em>fonte Adriano Ramos Pinto: o Vinho do Porto e a arte da Belle Époque no Rio de Janeiro</em></a>. Portugal : Editores Adriano Ramos Pinto, 2000.</p>
<p>DEL BRENNA, Giovanna Rosso (org.). <em>O Rio de Janeiro de Pereira Passos: Uma cidade em questão II</em>. Rio de Janeiro:Index, 1985</p>
<p>DE LOS RIOS FILHO, Adolfo Morales. <em>Dois Notáveis Engenheiros: Pereira Passos e Vieira Souto</em>. Rio de Janeiro: Edit</p>
<p><a href="http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=313&amp;iMONU=Fonte%20Ramos%20Pinto" target="_blank">Inventário dos Monumentos &#8211; RJ</a></p>
<p>LENZI, Maria Isabel Ribeiro. <em>Pereira Passos: Notas de Viagens</em>. Rio de Janeiro:Editora Sextante, 2000.</p>
<p><em>O GLOBO</em>, <a href="https://oglobo.globo.com/rio/monumento-centenario-sofre-com-depredacao-em-botafogo-zona-sul-do-rio-2770222" target="_blank">3 de novembro de 2011</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/10/rio-vai-gastar-r-100-mil-para-refazer-estatua-que-teve-cabeca-arrancada.html" target="_blank"><em>G1,</em> 23 de outubro de 2012</a></p>
<p>OLIVEIRA REIS, José de. <em>O Rio de Janeiro e seus prefeitos, evolução urbanística da cidade. vol.3</em>, Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1977.</p>
<p>PINHEIRO, Manoel Carlos; FIALHO JR, Renato. <em><a href="http://portalgeo.rio.rj.gov.br/estudoscariocas/download/2376_Pereira%20Passos%20vida%20e%20obra.pdf" target="_blank">Pereira Passos: vida e obra</a></em> in coleção Estudos Cariocas. Rio de Janeiro:IPP/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1996.</p>
<p><a href="http://inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=313&amp;iMONU=Fonte%20Ramos%20Pinto" target="_blank">Monumentos do Rio</a></p>
<p>SANTOS, Maria Isabela Mendonça. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719" target="_blank"><em>A estereoscopia e o olhar da modernidade</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 29 de maio de 2019.</p>
<p><em>Veja Rio</em>, <a href="https://vejario.abril.com.br/coluna/vinoteca/a-estatua-do-vinho-fica-no-rio-de-janeiro/" target="_blank">27 de julho de 2016</a> e <a href="https://vejario.abril.com.br/programe-se/saiba-a-historia-tras-do-monumento-na-entrada-do-tunel-novo/" target="_blank">9 de janeiro de 2017</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 7 de dezembro de 2016.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T.<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank"><em>O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 – 1966)</em></a> in Brasiliana Fotográfica. 28 de julho de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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