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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; história</title>
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		<title>No Dia Nacional do Futebol, fotos de estádios de times cariocas</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2026 14:36:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje é celebrado o Dia Nacional do Futebol e, coincidentemente, será disputada a final da Copa do Mundo de 2026, entre as seleções da Argentina e da Espanha, no MetLife Stadium, localizado na cidade de East Rutherford, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. Com uma seleção de imagens de estádios de times de futebol, a Brasiliana Fotográfica homenageia a data, que foi instituída pela Confederação Brasileira de Desportos, em 1976. Os registros pertencem às instituições fundadoras do portal, que são a Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles; e às seguintes instituições parceiras: o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e o Museu Aeroespacial. São fotografias aéreas, uma delas de autoria de S.H. Holland (1883 – 1936), além de registros realizados pelo fotógrafo Augusto Malta (1864 - 1957) e por seu filho Uriel (1910 - 1994). A data do Dia Nacional do Futebol foi escolhida porque o Sport Club Rio Grande, fundado em 19 de julho de 1900, é o mais antigo time de futebol brasileiro em atividade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é celebrado o Dia Nacional do Futebol e, coincidentemente, será disputada a final da Copa do Mundo de 2026, entre as seleções da Argentina e da Espanha (que sagrou-se bicampeã*), no MetLife Stadium, localizado na cidade de East Rutherford, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. Com uma seleção de imagens de estádios de times de futebol, a Brasiliana Fotográfica homenageia a data, que foi instituída pela Confederação Brasileira de Desportos, atual Confederação Brasileira de Futebol, em 1976. Os registros pertencem às instituições fundadoras do portal, que são a Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles; e às seguintes instituições parceiras: o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e o Museu Aeroespacial. São fotografias aéreas, uma delas de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12930" target="_blank">S.H. Holland (1883 – 1936)</a>, além de registros realizados pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957) </a>e por seu filho <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=43086" target="_blank">Uriel (1910 &#8211; 1994)</a>. A data do Dia Nacional do Futebol foi escolhida porque o Sport Club Rio Grande, fundado em 19 de julho de 1900, é o mais antigo time de futebol brasileiro em atividade. O Congresso Nacional oficializou a efeméride (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_10&amp;PagFis=83028" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de julho de 1984, última coluna</a>).</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3023" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3023/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3023" target="_blank">S.H. Holland. Fluminense Football Club, 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45504" style="width: 727px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10846" target="_blank"><img class="  wp-image-45504" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/capaestádios.jpg" alt="capaestádios" width="717" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10846" target="_blank">Foto aérea do Estádio do Fluminense, 16 de novembro de 1934. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/439" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de estádios de futebol </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4589" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4589/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.PURM.NG.2127.5698.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4589" target="_blank">Uriel Malta. Clube Botafogo de Futebol e Regatas, 1º de abril de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11201" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11201/Alb%200260%20073%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11201" target="_blank">Escola de Aeronáutica Militar. Vista Aérea do Estádio do Clube de Regatas Vasco da Gama, 21 de maio de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssima história da chegada do futebol ao Brasil</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 445px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://thesefootballtimes.co/2019/02/13/charles-william-miller-the-man-who-brought-the-joy-of-football-to-brazil/" target="_blank"><img class="" src="https://i0.wp.com/thesefootballtimes.co/wp-content/uploads/2019/02/Charles-William-Miller.jpg?fit=2480%2C1690&amp;ssl=1" alt="" width="435" height="296" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://thesefootballtimes.co/2019/02/13/charles-william-miller-the-man-who-brought-the-joy-of-football-to-brazil/" target="_blank">Charles Miller (1874 &#8211; 1953)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O futebol chegou ao Brasil pelas mãos do paulista Charles William Miller (1874 – 1953), filho de um inglês e de uma brasileira. Após 10 anos estudando na Inglaterra, em 1894, Miller chegou ao Brasil, vindo de Southampton, a bordo do paquete inglês <em>Magdalena</em>, para trabalhar na São Paulo Railway. Trouxe duas bolas usadas, um par de chuteiras, um livro com as regras do futebol, uma bomba de encher bolas e uniformes usados ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=11047" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de outubro de 1894, na sexta coluna, sob o título “Movimento Marítimo” </a>). Aproximadamente um ano depois, em 14 de abril de 1895, foi realizada a primeira partida de futebol do Brasil, na Várzea do Carmo, em São Paulo, onde atualmente está localizado o Largo do Gasômetro. Foi disputada entre os funcionários da Companhia de Gás de São Paulo (<em>Gas Company of São Paulo</em>) e da Companhia Ferroviária de São Paulo (São Paulo Railway). O time de Charles Miller venceu por 4 a 2. Segundo o historiador John Mills, autor do livro <em>Charles Miller, o Pai do Futebol Brasileiro</em>,  o único documento que existe sobre esse jogo é o depoimento que Miller deu ao jornalista Thomaz Mazzoni , que foi publicado na <em>Gazeta Esportiva</em>, em 1942. Alguns historiadores contestam o pioneirismo de Charles Miller.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12440" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12440/002095RJ001035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12440" target="_blank">Augusto Malta. Clube de Regatas do Flamengo &#8211; Estádio da Rua Paysandu, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12025" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12025/48099%20%c3%81lbum%20311%20-%20Vista%20geral%20do%20est%c3%a1dio%20-%20ampliada.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12025" target="_blank">Vista geral do Estádio Jair de Albuquerque na Escola de Aprendizes-Marinheiros de Pernambuco, 1936. Recife, Pernambuco / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 719px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7340" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7340/Alb%200259%20009%20ct.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="709" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7340" target="_blank">Destacamento de Aviação de Curitiba. Vista Aérea do Estádio Belfort Duarte, 4 de abril de 1933. Curitiba, Paraná / Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Informação acrescentada ainda no dia 19 de julho de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Série “Conflitos” XII &#8211; A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, por Maria de Fatima Morado</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:27:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo "A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos", o décimo segundo da série "Conflitos", é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek, que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O artigo <em>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos, </em>o décimo segundo da série &#8220;Conflitos&#8221;<em>, </em>é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Estão destacadas, na publicação, dez fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos. Ele, como coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Em algumas dessas fotos vê-se o futuro presidente do Brasil,  Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976), que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Revolução Constitucionalista de 32 e Juscelino Kubitschek nas fotografias da Coleção Cristóvão Barcelos </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria de Fatima Morado*</p>
<div style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14474/CBa.05%283%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="571" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14474" target="_blank">Coronel Cristóvão Barcelos, 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Revolução Constitucionalista foi deflagrada no dia 9 de julho de 1932 por lideranças de São Paulo que iniciaram um conflito armado exigindo autonomia para o governo do estado e a constitucionalização do país. Nesse período, o Brasil vivia o sob o Governo Provisório de Getúlio Vargas, que teve início após a Revolução de 1930 &#8211; movimento organizado pela Aliança Liberal que depôs o presidente Washington Luís em 24 de outubro de 1930 &#8211; e se estendeu até 1934, quando Getulio Vargas foi eleito presidente pelo Congresso Nacional dando início ao Governo Constitucional.</p>
<p>Getulio Vargas, ao assumir o poder, nomeou João Alberto como interventor em São Paulo, o que provocou reações dos integrantes do Partido Democrático (PD), que havia participado da Aliança Liberal e defendia a nomeação de Francisco Morato para esse cargo. Essa contrariedade provocou reações em São Paulo que resultaram na prisão dos líderes democráticos. Logo após, ocorreu o rompimento com o interventor e o lançamento de um manifesto para a instauração de uma Assembleia Constituinte no país estabelecendo a base para a organização do movimento constitucionalista com apoio da oligarquia cafeeira e das classes médias paulistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/463" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Revolução Constitucionalista de 1932 do acervo do Museu da República </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo do ano de 1931 até o levante em 9 de julho de 1932 ocorreram iniciativas para que não se recorresse ao uso das armas como também para formar uma articulação para o caso dessa decisão ser inevitável. Entre esses movimentos estavam: negociações para acordo com o governo federal; troca de interventores; formação da FUP (Frente Única Paulista), que uniu os partidos rivais, Partido Democrático (PD) e Partido Republicano Paulista (PRP); crescente mobilização em São Paulo, incluindo comícios e protestos; e a promessa de apoio do Rio Grande do Sul e de uma corrente de líderes políticos de Minas Gerais. Quando os paulistas decidiram pelo início do movimento armado, em 9 de julho, a perspectiva concreta de adesão do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais foi frustrada devido à desistência de tomarem parte na aventura. Além disso, o Governo Provisório debelou as tentativas de levantes em apoio ao estado de São Paulo, que acabou ficando isolado. Esse isolamento se tornou ainda maior devido ao fato de os paulistas terem uma força bélica muito inferior às forças federais.</p>
<p>Após alguns meses de confronto, as negociações para o fim do conflito entre o Governo Provisório e os revolucionários paulistas incluíram, de um lado, a exigência do desarmamento da Força Pública Paulista e a aceitação do calendário eleitoral proposto para a formação de uma Constituinte e, de outro lado, a nomeação de uma nova junta governativa federal e o reconhecimento do governo revolucionário paulista que havia assumido o poder. A Revolução Constitucionalista terminou sem a formalização de um acordo e com a deposição do governo revolucionário feita pelo próprio comando da Força Pública Paulista, no dia 2 de outubro. Logo depois, em 1º de novembro, os membros do governo revolucionário e líderes constitucionalistas foram presos e exilados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14472/CBa.05%281%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14472" target="_blank">Posto de observação durante a Revolução Constitucionalista. Coronel Cristóvão Barcelos (segurando binóculo, em segundo, da esquerda para direita), Major Juarez Távora (segurando binóculo, em terceiro, da esquerda para direita) e o Major Ernesto Dornelles (em primeiro, esquerda para direita), 1932. Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As dez fotografias aqui apresentadas expõem aspectos dos campos de batalhas pelo lado dos combatentes do Governo Provisório e fazem parte da Coleção Cristóvão Barcelos, acervo do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República. Cristóvão de Castro Barcelos (1883-1946), nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ) e teve a carreira militar marcada pela participação em eventos fundamentais: em 1918, como primeiro-tenente foi para a França, para cumprir missão na I Guerra Mundial (sobre esse assunto ver a publicação <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13297" target="_blank"><em>Registros raros da participação militar brasileira na I Guerra Mundial</em></a>); em 1930, como tenente-coronel participou da Revolução de 30 e, em 1932, já promovido a coronel, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista liderando o Destacamento Coronel Barcelos na região da Serra da Mantiqueira (MG).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14476/CBa.05%285%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14476" target="_blank">Visita do general Góis Monteiro (ao centro), comandante do Exército do Leste, ao setor do túnel da Mantiqueira sob comando de Cristóvão Barcelos (segundo, da direita para a esquerda). Vê-se também o major Ernesto Dornelles (segundo, da esquerda para direita) e o major Juarez Távora (terceiro, da esquerda para direita), 1932. Túnel da Mantiqueira, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa região foi travada um dos maiores confrontos entre as tropas paulistas e as forças do governo federal. O Túnel da Mantiqueira era um ponto estratégico já que está localizado na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, entre os municípios de Cruzeiro (SP) e Passa Quatro (MG).</p>
<p>Em algumas dessas fotos destaca-se a presença de Juscelino Kubitschek que, enquanto médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, foi enviado pelo comando-geral para atender as tropas mineiras e instalar um hospital de sangue em Passa Quatro. Em setembro de 1932, quando as tropas paulistas se retiraram da área do Túnel, Juscelino foi encarregado de realizar a transferência dos feridos para as cidades mineiras de Guaxupé e Varginha, seguindo para Campinas para enfim retornar a Belo Horizonte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45489" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank"><img class=" wp-image-45489" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/revolução.jpg" alt="Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14477" target="_blank">Enterro do coronel Fulgêncio da Força Pública Mineira, em Passa Quatro (MG). Vê-se o Coronel Cristóvão Barcelos (à frente, com os braços cruzados) e o então capitão-médico Juscelino Kubitschek (à esquerda de Cristóvão Barcelos), 1932. Passa Quatro, Minas Gerais/ Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu livro de memórias, Juscelino relata sua experiência no palco de guerra. Sobre Cristóvão Barcelos diz: “<em>Eu me encontrava sob o comando do coronel Cristóvão Barcelos, pouco depois promovido a general, homem de sólida cultura e possuidor de excepcionais qualidades de caráter.</em>”</p>
<p>Ao relembrar como era feito o atendimento aos feridos em um hospital de sangue improvisado, destaca a importância desse evento que para ele significou um marco em sua vida: <em>“É curioso notar como pequenos fatos às vezes têm consequências profundas e chegam mesmo a modificar, de forma surpreendente, uma existência humana. No meu caso, a ida para o Setor do Túnel representou um desses “pequenos fatos”. Fui para Passa Quatro apenas por ser médico. Entretanto, ali o sucesso me sorriu. Conquistei amigos. Salvei vidas humanas. Enfrentei situações difíceis e, para vencê-las, fui obrigado a lançar mão de forças que existiam em mim, em estado latente e que eu, na verdade, desconhecia.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14478/CBa.05%287%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14478" target="_blank">Visita ao hospital da Força Pública Mineira. Na primeira fila: vê-se o coronel Cristóvão Barcelos (terceiro, da esquerda para direita), o prefeito de Pará de Minas, Benedito Valadares (quarto, da esquerda para a direita); Juracy Magalhães (quinto, da esquerda para direita). Na terceira fila, de cima para baixo: Manoel Linhares, Washington Pires e o capitão médico da corporação, Juscelino Kubitschek (ao centro), 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando analisa a situação de São Paulo no conflito, Juscelino lembra o isolamento do estado que sustentou a guerra com recursos das indústrias e com a atuação dos jovens combatentes dos centros urbanos, mas sem a participação dos operários e trabalhadores do campo que não viam seus interesses representados pela campanha constitucionalista, estando <em>“ambas as categorias, naquela época, inteiramente alheias às competições político-partidárias.”</em>.</p>
<p>Após sua retirada da região do Túnel da Mantiqueira para fazer o acompanhamento dos feridos em Guaxupé e Varginha, Juscelino seguiu para o quartel-general instalado por Cristóvão Barcelos em Campinas (SP). Ali pôde vivenciar a hostilidade da população paulista que dizia compreender: <em>“Aquele ódio coletivo constrangia-me. No íntimo, nutria consideração pela causa de São Paulo e via, com angústia, o sofrimento do povo que havia lutado sozinho por uma Constituição e que, em face da derrota, voltaria a ser mais uma vez humilhado.”</em></p>
<p>Juscelino considerava o Setor do Túnel uma <em>“sementeira de uma nova geração de políticos. Naquela área, verificava-se, de fato, intensa fermentação política. O prestígio, que algumas pessoas ali adquiriram, levou-as mais tarde às mais elevadas posições no país.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14480/CBa.05%289%29.dvft.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="481" /></a><p class="wp-caption-text">V<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14480" target="_blank">isita de oficiais das forças legalistas ao Palácio da Liberdade após sua vitória sobre o movimento constitucionalista. Na primeira fila vê-se o coronel Cristóvão Barcelos ( quinto, da esquerda para direita), Benedito Valadares (quarto da esquerda para direita), Gustavo Capanema (terceiro, da esquerda para direita), Juracy Magalhães (sexto, da esquerda para direita) e Juscelino Kubitschek (primeiro à direita); entre outros não identificados, 1932. Belo Horizonte, Minas Gerais / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias da coleção Cristóvão Barcelos mostram alguns desses personagens, homens que ao conviverem no campo de batalha construíram relações que passaram de profissionais e pessoais para políticas. Dos atores aqui destacados, após a guerra, Cristóvão Barcelos participou da fundação do Partido Socialista Fluminense ainda em 1932, desligando-se dois meses depois para criar o partido União Progressista Fluminense (UPF), legenda pelo qual foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte em maio de 1933. Após o fim dos trabalhos da Constituinte em julho de 1934, disputou o governo do estado do Rio de Janeiro em um processo marcado pela interferência do governo federal e pela violência. Ao ser derrotado voltou para o exército sendo promovido a general em 1938. Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República em 1955.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO (ALESP). Sessão comemorativa aos 25 anos da Revolução contou com a presença de Juscelino Kubitschek. <em>Informativo da Divisão de Acervo Histórico</em>, São Paulo, ALESP, ano 7, n. 28, maio/junho/julho. 2022.</p>
<p>AUGUSTO. Flávio Antônio Silva. JK, o médico da Força Pública Mineira. <em>Revista do IGHMB</em>, Rio de Janeiro, ano 84, n. 115, especial, 2025.</p>
<p>BRASIL. Ministério da Gestão e Inovação de Serviços Públicos. <em>Estado, administração e reforma: o Governo Provisório de Getúlio Vargas (1930-1934).</em> MAPA/Arquivo Nacional.</p>
<p>DAVIDOFF. Carlos Henrique. Revolução de 1932. In: <em>Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro.</em> Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>JUSCELINO KUBITSCHEK. In: <em>Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930.</em> 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2001</p>
<p>KUBITSCHEK, Juscelino. <em>Meu caminho para Brasília</em>: A experiência da humildade. Brasília: Edições do Senado Federal, 2020. v.1.</p>
<p>LEMOS, Renato. Cristóvão Barcelos. In: ABREU, Alzira Alves de (org.). <em>Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930).</em> Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.</p>
<p>MOREIRA. Regina da Luz. <em>A Revolução Constitucionalista de 1932</em>. Rio de Janeiro: Editora FGV.</p>
<p>RIBEIRO. Antônio Sérgio. Revolução Constitucionalista de 1932 &#8211; 80 anos de uma epopeia. <em>Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP)</em>, São Paulo, 2012.</p>
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		<title>Dia de Machado de Assis</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 18:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento de Joaquim Maria Machado de Assis, considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa, além de ter sido um dos fundadores e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade. A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa destacando uma imagem de Machado produzida pelo fotógrafo Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), em torno de 1880; e o registro produzido por Antônio Luiz Ferreira da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal, em maio de 2015.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo Decreto Rio nº 58.207/26, de 18 de junho de 2026, a Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu o Dia de Machado de Assis que será celebrado anualmente em 21 de junho, data de nascimento do carioca Joaquim Maria Machado de Assis (21/06/1839 &#8211; 29/09/1908), considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa. A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da cidade, cenário constante da obra do escritor &#8211; lugares e ruas do Rio de Janeiro são constantemente citados nas crônicas, contos e livros de Machado, tendo sido o principal cronista do cotidiano carioca no século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45549" style="width: 771px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45549" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado3.jpg" alt="O Cruzeiro, 24 de junho de 1939" width="761" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/26197" target="_blank"><em>O Cruzeiro,</em> 24 de junho de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nasceu no Morro do Livramento e viveu muitos anos, entre 1883 e 1908, no Cosme Velho, fato que originou o apelido <em>O Bruxo do Cosme Velho</em>, epíteto eternizado pelo escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987), autor do poema <em>A um bruxo, com amor* </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/96903" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>28 de setembro de 1958</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45546" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado2.jpg" alt="Casa na Rua Cosme Velho 174, ode Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908" width="398" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Casa na Rua Cosme Velho, onde Machado de Assis viveu entre 1883 e 1908 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>Perde a nossa língua um de seus mais vigorosos e profundos escritores. Com ele desaparece a mais leve e a mais encantadora das nossas prosas, a mais completa e a mais perfeita das organizações literárias que possuímos. Poeta, romancista, dramaturgo e jornalista, era Machado de Assis o tipo culminante e o mais simpático de nosso mundo de letras</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de setembro de 1908, </a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/17730" target="_blank">dia seguinte à morte de Machado</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica celebra a iniciativa da criação do Dia de Machado de Assis destacando duas imagens do escritor. A primeira foi produzida pelo fotógrafo e pintor português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, em torno de 1880. Insley foi um dos mais prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX, que &#8220;<em>tem tido a honra de copiar todos os narizes do Rio…”</em>, de acordo com o poeta e jornalista Faustino Xavier de Novais (1820 &#8211; 1869), irmão da esposa de Machado, Carolina Augusta (1835 &#8211; 1904) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/217280/22531" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 24 de outubro de 1863, terceira coluna</a>).</p>
<p>Machado escreveu em sua coluna do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18860" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 7 de agosto de 1864</a> sobre suas visitas <em>à casa do Pacheco</em> (justamente Insley Pacheco), que definiu como o <em>mais luxuoso Templo de Delos</em> do Rio de Janeiro, exaltando poder ver no mesmo álbum fotográfico <em>os rostos mais belos do Rio de Janeiro, falo dos rostos femininos. </em>Contou também a história da chegada do daguerreótipo na cidade e, em seguida, elogiou o trabalho realizado pelo artista  J.T. da Costa Guimarães, uma miniatura de Diane de Poitiers, exposto no estabelecimento de Insley Pacheco. Finalmente, revelou que havia chegado há pouco tempo no referido ateliê um aparelho fotográfico destinado a reproduzir em ponto grande as fotografias de cartão. Termina seu passeio perguntando-se <em>“Até onde chegará o aperfeiçoamento do invento de Daguerre?”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 546px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7182/0071824cx014-13.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="536" height="726" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7182" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Retrato de Machado de Assis, c. 1880. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda é de autoria de Antônio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?) e retrata a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><em>Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil,</em></a> em 17 de maio de 1888, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A presença de Machado na fotografia foi descoberta por mim, pesquisadora e editora do portal, e revelada no artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em></a>, publicado em 17 de maio de 2015.</p>
<p>A Missa Campal em São Cristóvão foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade. Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45522" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img class="wp-image-45522 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado1.jpg" alt="machado1" width="380" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Detalhe da foto da Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decisão da criação do Dia de Machado de Assis foi tomada pelo prefeito Eduardo Cavaliere (1994 -) após reunião com o jornalista Merval Pereira (1949 &#8211; ), presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição da qual Machado foi um dos fundadores e primeiro presidente. A ideia é que o dia 21 de junho tenha uma programação dedicada à obra machadiana, semelhante ao <em>Bloomsday</em>, data celebrada anualmente, em 16 de junho, em homenagem ao escritor irlandês James Joyce (1882 &#8211; 1941).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-45521 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/machado.jpg" alt="machado" width="553" height="515" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Bibliografia de Machado de Assis (ABL)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Queda que as mulheres têm para os tolos</em>, tradução, 1861.<br />
<em>Desencantos</em>, 1861.<br />
<em>Teatro</em>, 1863.<br />
<em>Quase ministro</em>, 1864.<br />
<em>Crisálidas</em>, 1864.<br />
<em>Os deuses de casaca</em>, 1866.<br />
<em>Falenas</em>, 1870.<br />
<em>Contos fluminenses</em>, 1870.<br />
<em>Ressurreição</em>, 1872.<br />
<em>Histórias da meia-noite</em>, 1873.<br />
<em>A mão e a luva</em>, 1874.<br />
<em>Americanas</em>, 1875.<br />
<em>Helena</em>, 1876.<br />
<em>Iaiá Garcia</em>, 1878.<br />
<em>Memórias póstumas de Brás Cubas</em>, 1881.<br />
<em>Tu, só tu, puro amor</em>, 1881.<br />
<em>Papéis avulsos</em>, 1882.<br />
<em>Histórias sem data</em>, 1884.<br />
<em>Quincas Borba</em>, 1891.<br />
<em>Várias histórias</em>, 1896.<br />
<em>Páginas recolhidas</em>, 1899.<br />
<em>Dom Casmurro</em>, 1899.<br />
<em>Poesias completas</em>, 1901.<br />
<em>Esaú e Jacó</em>, 1904.<br />
<em>Relíquias de casa velha</em>, 1906.<br />
<em>Memorial de Aires</em>, 1908.<br />
<em>Crítica</em>, 1910.<br />
<em>Outras relíquias</em>, 1910.<br />
<em>Correspondência</em>, 1932.<br />
<em>Crônicas</em>, 4 vols., 1937.<br />
<em>Crítica literária</em>, 1937.<br />
<em>Casa velha</em>, 1944.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>*<strong>A um bruxo, com amor</strong></em></span></p>
<p style="text-align: left;">Carlos Drummond de Andrade</p>
<p id="aad9" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Em certa casa da Rua Cosme Velho</p>
<p class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">(que se abre no vazio)<br />
venho visitar-te; e me recebes<br />
na sala trastejada com simplicidade<br />
onde pensamentos idos e vividos<br />
perdem o amarelo,<br />
de novo interrogando o céu e a noite.</p>
<p id="4107" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.<br />
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,<br />
uma luz que não vem de parte alguma<br />
pois todos os castiçais<br />
estão apagados.</p>
<p id="7faa" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Contas a meia-voz<br />
maneiras de amar e de compor os ministérios<br />
e deitá-los abaixo, entre malinas<br />
e bruxelas.<br />
Conheces a fundo<br />
a geologia moral dos Lobo Neves<br />
e essa espécie de olhos derramados<br />
que não foram feitos para ciumentos.<br />
E ficas mirando o ratinho meio cadáver<br />
com a polida, minuciosa curiosidade<br />
de quem saboreia por tabela<br />
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.<br />
Olhas para a guerra, o murro, a facada<br />
como para uma simples quebra da monotonia universal<br />
e tens no rosto antigo<br />
uma expressão a que não acho nome certo<br />
(das sensações do mundo a mais sutil):<br />
volúpia do aborrecimento?<br />
ou, grande lascivo, do nada?</p>
<p id="6d8f" class="pw-post-body-paragraph pk pl jt pm b kr pn po pp ku pq pr ps he pt pu pv hh pw px py hk pz qa qb qc ie bg" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,<br />
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,<br />
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,<br />
mostra que os homens morreram.<br />
A terra está nua deles.<br />
Contudo, em longe recanto, a ramagem começa a sussurrar alguma coisa<br />
que não se entende logo<br />
e parece a canção das manhãs novas.<br />
Bem a distingo, ronda clara:<br />
é Flora,<br />
com olhos dotados de um mover particular<br />
entre mavioso e pensativo;<br />
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);<br />
Virgília,<br />
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;<br />
Mariana, que os tem redondos e namorados;<br />
e Sancha, de olhos intimativos;<br />
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,<br />
o mar que fala a mesma linguagem<br />
obscura e nova de D. Severina<br />
e das chinelinhas de alcova de Conceição.<br />
A todas decifraste íris e braços<br />
e delas disseste a razão última e refolhada<br />
moça, flor mulher flor<br />
canção de manhã nova…<br />
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)<br />
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica<br />
entre loucos que riem de ser loucos<br />
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/endereco-no-qual-viveu-machado-de-assis-dara-lugar-deposito.phtml" target="_blank">Revista Aventuras na História</a></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/machado-de-assis" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/458595/rj-cria-dia-de-machado-de-assis-e-oficializa-homenagem-ao-escritor" target="_blank">Site Migalhas</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 17 de maio de 2015</p>
<p>___________________<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank"><em>O retratista português</em> <em>Joaquim Insley Pacheco (31 de março de 1830 – 14 de outubro de 1912)</em></a> in Brasiliana Fotográfica, 14 de outubro de 2016</p>
<p><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Casa_de_Machado_de_Assis,_sem_data.tif?page=1" target="_blank">Wikipedia</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Série “Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica” VIII – O Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, fotografado por Angelo Regato e por fotógrafos ainda não identificados</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série "Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica", celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, construída para receber a Copa do Mundo de 1950. Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato, que ficou conhecido como um dos primeiros fotógrafos a usar uma teleobjetiva no Brasil. Selecionamos também imagens aéreas do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Mostram o estádio ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Publicamos um breve perfil e uma cronologia de Angelo Regato, a 73ª da sessão Cronologia de Fotógrafos do portal. Vida longa ao "Maraca"!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com imagens do Estádio do Maracanã do acervo dos Diários Associados – Rio de Janeiro, conjunto de fotos incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles, o portal publica o oitavo artigo da série <em>Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica</em>, celebrando os 76 anos de uma das arenas esportivas mais icônicas do planeta, um templo do futebol mundial, símbolo de uma das grandes paixões nacionais, patrimônio cultural brasileiro e orgulho dos cariocas. Foi construída para a Copa de 1950.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14405/036AESTA0059F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14405" target="_blank">Angelo Regato. Estádio de Maracanã, 1948 &#8211; 1950. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Os registros são de autoria de fotógrafos ainda não identificados e do italiano Angelo Regato (1912 &#8211; 1993), que ficou conhecido como um dos primeiros fotojornalistas a usar uma teleobjetiva no Brasil, provavelmente o primeiro. Chefiou o Departamento de Fotografia dos Diários Associados de 1952 até 1975, quando se aposentou, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio.</em> Sobre ele, publicamos um breve perfil e uma cronologia, a 72ª da seção <em>Cronologia de Fotógrafos</em>, da Brasiliana Fotográfica. Selecionamos também imagens aéreas do Maracanã do acervo do Museu Aeroespacial, uma das instituições parceiras do portal. Mostram o estádio, carinhosamente apelidado de <em>Maraca</em>, ainda sendo construído, em 1949, e também do ano de sua inauguração, ocorrida em 16 de junho de 1950. Vida longa ao <em>Maraca</em>!</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11566/Alb%200290%20025%20CT.jpg.jpg?sequence=6&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11566" target="_blank">Escola da Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 5 de janeiro de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/438" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Estádio do Maracanã pertencente ao acervo da Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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<div id="attachment_45274" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg"><img class="size-full wp-image-45274" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/futeboldidiepele.jpg" alt="Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi marcou o primeiro gol do Maracanã e Pelé marcou seu milésimo gol no estádio" width="461" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Didi e Pelé por Cássio Loredano. Didi foi o autor do primeiro gol marcado no Maracanã e Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira e também seu milésimo gol no estádio / <em>Pasmado,</em> 3 de junho de 2026</p></div>
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<p>A partir de algumas fotografias exibidas neste artigo, mais uma vez pode-se constatar que as hemerotecas digitais, no caso a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, são ferramentas de pesquisa poderosas e indispensáveis, principalmente na busca de registros históricos nos periódicos. Porém, devido a velhos sistemas de impressão, as imagens ficam prejudicadas. Daí a importância da conservação dos acervos fotográficos originais, que nenhuma hemeroteca conserva com a mesma nitidez.<em><strong> </strong></em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14401/036AESTA0058F012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14401" target="_blank">Angelo Regato. Serviço de auto-falante do Estádio do Maracanã, publicado em 3 de junho de 1950, no O Jornal. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_44215" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44215" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato15.jpg" alt="O Jornal, 3 de junho de 1950" width="537" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/2921" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 3 de junho de 1950</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Em 1946, o Brasil foi escolhido pela FIFA como sede da Copa do Mundo de 1950 e precisava de um grande estádio para receber os jogos. A construção do Maracanã foi muito criticada pelo então vibrante e emergente orador e vereador pela União Democrática Nacional (UDN), Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977), devido aos gastos e à localização escolhida para o estádio, defendendo que fosse edificado em Jacarepaguá. O compositor Ary Barroso (1903 &#8211; 1964), já consagrado internacionalmente, então vereador no Rio de Janeiro, também pela UDN, e defensor da construção do estádio no terreno do antigo Derby Club, na Tijuca, encomendou ao Ibope uma pesquisa de opinião para que a população escolhesse entre os dois locais. O instituto fez a pesquisa durante jogos dos principais clubes de futebol cariocas. Resultado: 56,8% dos entrevistados escolheram o Derby Club e 9,7%, Jacarepaguá; 6,9% sugeriram outras regiões como Centro, Gávea, Quinta da Boavista e Cascadura. Além disso, 79,2% achavam necessária a construção de um estádio para a cidade e 53,6% se dispunham a arcar com algum ônus tributário para que a prefeitura financiasse a obra. O poeta venceu o tribuno!</p>
<p style="text-align: left;">A pedra fundamental do Estádio do Maracanã foi lançada em 20 de janeiro de 1948. O coronel Herculano Gomes (1899 &#8211; 1963) presidia a Comissão de Construção do Estádio Municipal. Seus arquitetos eram Antonio Dias Carneiro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Rafael Galvão.  E seus engenheiros estruturais, Alberto Rodrigues da Costa, Antonio Alves Noronha, Paulo Fragoso e Sergio Matos de Souza (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de janeiro de 1948</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14403/036AESTA0058F016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14403" target="_blank">Angelo Regato. Lançamento da pedra fundamental do Estádio do Maracanã, 20 de janeiro de 1948. Na foto de cima, à esquerda, o prefeito do Rio de Janeiro, Mendes de Moraes, discursando e sendo observado pelo cardeal do Rio de Janeiro, dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Na foto de cima, à direita, Mendes de Moraes. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo do IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44118" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><img class=" wp-image-44118" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã7.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="701" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41870" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44121" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44121" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã8.jpg" alt="O Jornal, 21 de janeiro de 1948" width="363" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/41871" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 21 de janeiro de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em junho de 1948, Angelo Regato registrou o local onde seria erguido o Maracanã e as obras ainda não haviam sido iniciadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 813px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14407/036AESTA0059F017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="803" height="350" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14407" target="_blank">Angelo Regato. Estádio do Maracanã, 22 de junho de 1948. Rio de Janeiro, RJ. Local onde seria construído do Maracanã / Diários Associados (RJ) / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44267" style="width: 819px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><img class=" wp-image-44267" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã10.jpg" alt="Local onde seria construído o Estádio do Maracanã / Diário da Noite, 22 de junho de 1948" width="809" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/44936" target="_blank"><em>Há 5 meses e dois dias foi lançada aqui a pedra fundamental do Estádio Municipal&#8230;mas a terra é seca, até hoje não brotou&#8230;</em> Angelo Regato, autor da foto, não foi creditado/<em> Diário da Noite</em>, 22 de junho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O maior estádio do mundo* começou a ser erguido em 17 de agosto de 1948, cerca de sete meses após o lançamento de sua pedra fundamental (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45971" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 17 de agosto de 1948, terceira coluna</a>). No inicio das obras, havia 1.500 homens trabalhando. Nos últimos meses eram 3.000 operários. <em>&#8220;A arquitetura de formato oval mede 317 metros no eixo maior e 279 metros no menor. A altura do estádio corresponde a um prédio de seis andares. Os ferros utilizados dariam volta e meia no planeta; foram 500 mil sacos de cimento, 60.000 m2 de pedras e 45.000 m2 de areia&#8221; </em>(<em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank">Jornal da Unicamp,</a></em><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"> 22 de abril e 4 de maio de 2003</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44248" style="width: 769px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><img class=" wp-image-44248" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã9.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de agosto de 1948" width="759" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/46024" target="_blank"><em>Pela primeira vez um flagrante real e honesto das atividades de construção do Estádio Municipal só agora efetivamente iniciadas. </em>Foto de Parreira<em> / Diário da Noite,</em> 19 de agosto de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Maracanã foi inaugurado com a presença do então presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), de todos os seus ministros, do prefeito do Rio de Janeiro, o general Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990), e de várias outras autoridades. Foi abençoado pelo cardeal dom Jaime Câmara (1894 &#8211; 1971). Tornou-se o maior estádio de futebol do mundo, com capacidade técnica para cerca de 155.000 a 200.000 pessoas, superando o <span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="" data-processed="true">Hampden Park, na Escócia</span>. Atualmente, o Maracanã é o 25º &#8211; hoje só pode abrigar oficialmente 94 751 pessoas. O maior do mundo é o Estádio Rungrado Primeiro de Maio (114.000 lugares), na Coreia do Norte, inaugurado em 1º de maio de 1989 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3664" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 16 de junho de 1950</a>; <a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 853px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14402/036AESTA0058F015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="843" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14402" target="_blank">Estádio do Maracanã. O presidente Eurico Gaspar Dutra (1883 &#8211; 1974), no centro da foto, estava presente na inauguração do estádio, 16 de junho de 1950. Do seu lado direito, o prefeito do Rio de Janeiro, Ângelo Mendes de Moraes (1894 &#8211; 1990). Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44117" style="width: 863px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44117" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/maracanã6.jpg" alt="O Jornal, 17 de junho de 1950" width="853" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3206" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a grandiosidade da <em>obra titânica</em>, a maior construção em concreto armado até então realizada, com capacidade para mais de 150 mil pessoas, José Lins do Rego (1901 &#8211; 1957) escreveu:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42713" style="width: 518px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42713" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã2.jpg" alt="José Lins do REgo sobre o Estádio do Maracanã / O Jornal, 17 de junho de 1950" width="508" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_05/3197" target="_blank">José Lins do Rego sobre o Estádio do Maracanã / <em>O Jornal</em>, 17 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia seguinte à inauguração, foi realizado um jogo entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os paulistas venceram por 3 a 1, mas foi o carioca Didi (1928 &#8211; 2001), do Fluminense, que marcou o primeiro gol no estádio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42714" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228"><img class=" wp-image-42714" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/maracanã3.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1950" width="699" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/3228" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 18 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poucos dias depois, foi o palco da abertura da Copa do Mundo de 1950, em 24 de junho, quando a seleção brasileira goleou a mexicana por 4 a 0 (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3823" target="_blank"> 24 de junho de 1950</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3877" target="_blank">26 de junho de 1950</a>). E também foi o cenário da final docampeonato, em 16 de julho, que ficou conhecida como <em>Maracanaço</em><b>, </b>quando o Brasil foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1. Foi, como escreveu Nelson Rodrigues (1912 &#8211; 1980), a nossa Hiroshima: <em>“Uma humilhação jamais cicatrizada, que ainda pinga sangue</em>”. O Maracanã, com quase 200 mil pessoas, oficialmente 199.584, até hoje recorde de espectadores em um jogo de futebol, ficou em silêncio. Foi uma verdadeira tragédia esportiva nacional. Antonio Olinto (1919 &#8211; 2009), José Lins do Rego e Vargas Neto (1903 &#8211; 1977) publicaram crônicas sobre a derrota no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/36751" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, de 18 de julho de 1950</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Derrota</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">José Lins do Rego</p>
<p><em>&#8220;Vi um povo de cabeça baixa, de lágrimas nos olhos, sem fala, abandonar o Estádio Municipal, como se voltasse de enterro de um pai muito amado. Vi um povo derrotado, e mais que derrotado, sem esperança. Aquilo me doeu o coração. Toda a vibração dos minutos iniciais da partida reduzida a uma pobre cinza de fogo apagada. E, de repente, chegou-me a decepção maior, a ideia fixa de que éramos mesmo um povo sem sorte, um povo sem as grandes alegrias das vitórias, sempre perseguido pelo azar, pela mesquinharia do destino. A vil tristeza de Camões, a vil tristeza dos que nada tem a esperar, seria assim o alimento podre dos nossos corações. Não dormi, senti-me alta noite, como que mergulhado num pesadelo. E não era pesadelo, era a terrível realidade da derrota&#8221;.</em></p>
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<p>Sobre o assunto, o jornalista e caricaturista Cássio Loredano escreveu o artigo <a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervo/tempo-e-placar-do-maracanaco/" target="_blank"><em>Tempo e placar do Maracanaço</em></a>, na seção &#8220;Por dentro dos acervos&#8221;, do Instituto Moreira Salles, de 13 de julho de 2020. Nele publicou &#8220;<em>três instantâneos metidos numa das dezenas de pastas do assunto &#8216;futebol&#8217; no arquivo fotográfico dos Diários Associados no Rio, atualmente incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles. E aqui se publicam pela primeira vez&#8221;. </em>Eram os placares da terrível derrota.</p>
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<p style="text-align: center;"><em>&#8220;E aí está. Às 4:15 está Brasil 1 a 0, Friaça marcara a 1 minuto e meio do segundo tempo. </em></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14396/036AESTA0058F001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14396" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil vencendo por 1 a 0. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em>Aos 20, Schiaffino empatou, placar às 4:29.</em></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14397/036AESTA0058F002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14397" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Brasil e Uruguai empatados: 1 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em>E três minutos depois Ghiggia tinha posto o 2 lá em cima. Fazendo o que se orgulhava de só ele, Frank Sinatra e João Paulo II terem conseguido: calar o estádio que vaiava até minuto de silêncio&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;">Cássio Loredano</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14400/036AESTA0058F003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14400" target="_blank">Estádio do Maracanã. Final da Copa do Mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai, 16 de julho de 1950. Cena do Maracanazo. Vitória do Uruguai por 2 a 1. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Cerca de oito anos depois, às vésperas do Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Nélson Rodrigues, em uma crônica publicada na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116335/5129" target="_blank"><em>Manchete Esportiva</em> de 31 de maio de 1958</a>, referiu-se à derrota de 1950 e declarou: &#8230;<em>desde 50, nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo.</em> Foi também nesta crônica que criou a expressão <em>complexo de vira-latas</em>.</p>
<p style="text-align: left;">As seleções brasileira e uruguaia voltaram a se enfrentar numa Copa do Mundo, desta vez no México, em 17 de junho de 1970, no Estádio Jalisco, em Guadalajara, em um dos jogos da semifinal do campeonato. O Brasil venceu de 3 a 1  e os gols foram marcados por Clodoaldo (1949-), Jairzinho (1944-) e Rivelino (1946-). Pelo Uruguai, Luis Cubilla (1940 &#8211; 2013).  O Brasil eliminou o Uruguai  e superou <em>o fantasma de 1950</em>.</p>
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<div id="attachment_45382" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45382" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/regato17.jpg" alt="O Jornal, 18 de junho de 1970" width="332" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/85319" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de junho de 1970</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Continuando a história do Maracanã&#8230;</p>
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<p>Em 1966, o nome oficial do Maracanã passou a ser Estádio Jornalista Mário Filho, a partir de um projeto apresentado pelo deputado Jamil Haddad (1926-2009) e subscrito pelo deputado Raul Brunini (1919 &#8211; 2009); aprovado em 27 de setembro de 1966, poucos dias após o falecimento de Mário Filho (1908 &#8211; 1966), em 16 de setembro. Mário Filho foi um dos maiores apoiadores da construção do Maracanã e a ideia do novo nome para o estádio foi de Waldir Amaral (1926–1997), um dos maiores locutores esportivos do rádio brasileiro (<em>Jornal dos Sports</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29598" target="_blank">20 de setembro de 1966</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_03/29704" target="_blank">28 de setembro de 1966</a>). Em 8 de abril de 2021, o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (1979 -), tornou público o veto à lei que mudava o nome do Estádio do Maracanã. Com isso, o projeto que pretendia alterar o nome oficial de Estádio Jornalista<strong> </strong>Mário Filho para Rei Pelé foi arquivado.  A decisão de mudança havia sido tomada em março deste ano pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e o pedido de desistência foi feito pelo então presidente da Casa, André Ceciliano (1968-), um dos idealizadores do projeto que tinha como intuito, segundo ele, homenagear Pelé (1940 -2022) em vida (<a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><em>Portal dos Jornalistas</em>, 9 de abril de 2021</a>).</p>
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<div id="attachment_44226" style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank"><img class="wp-image-44226" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/mariofilho.jpg" alt="Mario Filho (1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas" width="699" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.portaldosjornalistas.com.br/maracana-seguira-homenageando-mario-filho/" target="_blank">Mário Filho (1908 &#8211; 1966), no Maracanã, em 1949 ou 1950 / Portal dos Jornalistas</a></p></div>
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<p>O <em>Maraca</em> também foi a sede da final da Copa do Mundo de 2014, das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, quando em seus gramado a seleção brasileira de futebol conquistou o ouro olímpico derrotando a Alemanha nos pênaltis. Sediou campeonatos estaduais, a Copa Rio, Mundiais de Clubes. Foi no Maracanã que Mané Garrincha (1933 &#8211; 1983) consagrou-se com a camisa do Botafogo e da seleção brasileira, tendo feito lá seu jogo de despedida em 19 de dezembro 1973. Foi no seu gramado que Pelé marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira em 7 de julho de 1957, na derrota por 2 a 1 para a Argentina, pela Copa Roca; e também seu milésimo gol, em <span data-subtree="aimfl,mfl"> 19 de novembro de 1969, durante a vitória do Santos por 2 a 1 contra o Vasco, pela Taça de Prata</span>.</p>
<p>Foi também palco de grandes shows como o dos cantores Frank Sinatra (1915 &#8211; 1998), em janeiro de 1980; e Paul McCartney (1942-), em abril de 1990 e em dezembro de 2023; e das cantoras Tina Turner (1939 &#8211; 2023), em janeiro de 1998; Madonna (1958 -), em novembro de 1993 e em dezembro de 2008; e Ivete Sangalo (1972 -), em dezembro de 2006. Além disso, o papa João Paulo II rezou missas no estádio em julho de 1980 e em outubro de 1987; e o estádio sediou o festival de música <em>Rock in Rio</em> II, em janeiro de 1991.</p>
<p>Alguns importantes eventos esportivos não futebolísticos aconteceram lá. Um deles, em 23 de outubro de 1951, com a presença do vice-presidente Café Filho (1899 &#8211; 1970), quando foi realizado um duelo de artes marciais entre o brasileiro Hélio Gracie (1913 &#8211; 2009), lutador de jiu-jitsu; e o judoca japonês Masahiko Kimura (1917 &#8211; 1993), vencedor do combate (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/12794" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1951</a>).</p>
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<p><a href="https://bjjfanatics.com.br/blogs/news/masahiko-kimura" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://cdn.shopify.com/s/files/1/2776/7470/files/h4_large.jpg?v=1535801881" alt="" /></a></p>
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<p>Em 2000, nas comemorações de seus 50 anos, o Maracanã ganhou uma Calçada da Fama com as marcas dos pés de vários jogadores como Romário (1966 -), Ronaldo Fenômeno (1976 -) e Zico (1953 -).</p>
<p>O estádio deixou de ser o maior do mundo com as obras para os Jogos Pan-americanos de 2007, quando o campo foi rebaixado e o setor conhecido como Geral foi eliminado &#8211; era o espaço mais democrático e popular do futebol. A maior reforma realizada no Maracanã ocorreu entre 2010 e 2013 para adequar o estádio para a Copa de 2014 dentro do padrão Fifa. Tornou-se mais confortável, mas para muitos perdeu sua identidade histórica, que fazia dele uma arena única e especial. Para os Jogos Olímpicos de 2016, foram realizadas novas intervenções para adequar o estádios às cerimônias de abertura e encerramento do evento (<a href="https://www.aecweb.com.br/revista/noticias/novo-maracana-avanca-apesar-das-polemicas/6097" target="_blank"><em>Valor Econômico</em>, 8 de outubro de 2012</a>; <a href="https://onefootball.com/pt-br/noticias/maracana-perdeu-charme-e-capacidade-ao-longo-de-tres-reformas-30173985" target="_blank">Site OneFootball</a>).</p>
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<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11751/Alb%200290%20053%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11751" target="_blank">Escola de Aeronáutica. Estádio Municipal (Maracanã), 23 de junho de 1950. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil do fotojornalista Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_44190" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44190 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato8.jpg" alt="regato8" width="292" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank">Angelo Regato (1912 &#8211; 1993) / <em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
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<div data-sfc-cb="" data-processed="true">
<p>Mineiro de Estrela Dalva, Angelo Regato nasceu em 27 de outubro de 1912 e, ainda na juventude, veio para o Rio de Janeiro. Começou a se aproximar do jornalismo, em 1929, quando foi empregado na empresa de teatro e cinema de Paschoal Carlos Magno (1906 &#8211; 1980). Ele levava os anúncios dos filmes e das peças para os jornais. No ano seguinte, começou a trabalhar como fotógrafo no jornal <em>A Pátria,</em> onde permaneceu até 1940<em>. </em>Sua máquina fotográfica era a alemã Contessa Nettel. Desta época até meados da década de 1930, trabalhava à noite como porteiro de cinema ou montador de cartaz.</p>
<p>Em entrevista, Regato comentou as condições de trabalho dos fotógrafos da época (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p><em>&#8220;Ao mesmo tempo que era fascinante, o emprego era muito puxado. Naquele tempo, o fotógrafo fornecia desde o filme até o ampliador. O jornal só fornecia um quartinho para que pudéssemos revelar as chapas&#8221;.</em></p>
<p>Foi Regato que deu o tiro do magnésio para que fosse feita a foto, de autoria de Arnaldo Vieira (1904 &#8211; 1974), da prisão do presidente deposto pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank">Revolução de 1930</a>, Washington Luís (1869 – 1957), saindo do Palácio Guanabara, residência oficial do chefe de governo, rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. Era o fim de seu mandato presidencial, iniciado em 15 de novembro de 1926, o último da chamada República Velha. O primogênito de Irineu Marinho, Roberto Marinho (1904 – 2003), que assumiria a direção do jornal, em 1931, atuava na ocasião como repórter de O GLOBO e teve uma participação decisiva neste furo de reportagem. Ele estava no palácio e viu o momento em que Washington Luís entrou no carro, um luxuoso Lincoln. Para tornar a fotografia possível, colocou arbustos no caminho, fazendo com que o carro tivesse que parar por alguns segundos, e assim o fotógrafo que o acompanhava conseguiu fazer o registro. O registro fotográfico, um importante furo jornalístico, foi publicado na capa da terceira edição de <em>O GLOBO</em> de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é <em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis </em>e <em>É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar.</em></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="409" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Em 1935, Regato passou a trabalhar também no jornal <em>A Nota</em>. Em 1938, foi trabalhar para <em>A Notícia</em> e para veículos dos Diários Associados e foi, como já mencionado, chefe do Departamento de Fotografia do referido conglomerado de mídia<em>, </em>de 1952 até 1975.</p>
<p><em>&#8220;Comandava uma equipe de 35 profissionais, que trabalhavam 24 horas por dia. Atendíamos aos jornais da rede e ao departamento de publicidade. Os fotógrafos vibravam quando iam aos concursos de miss&#8221;.</em></p>
<p>Participou de diversas coberturas de eventos importantes da história do Brasil como a já mencionada Revolução de 1930, a chegada ao Brasil dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira com o fim da Segunda Guerra Mundial e a realização da Assembleia Nacional Constituinte de 1946. Registrou a remoção da Igreja São Pedro dos Clérigos sobre gigantescos rolimãs para a abertura da Avenida Presidente Vargas, em 1944; e, de 1936 a 1939, acompanhou o presidente Getúlio Vargas em uma peregrinação pelo país. Acompanhou também Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968), fundador e dono dos Diários Associados, em diversas viagens pelo Brasil.</p>
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<div id="attachment_44123" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44123" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato1.jpg" alt="O Jornal, 23 de agosto de 1945" width="262" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/28951" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 23 de agosto de 1945</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://testemunhaocular.ims.com.br/wp-content/uploads/2023/05/FHIS_Pracinhas_07.jpg" alt="" width="701" height="460" /><p class="wp-caption-text">Foto de Angelo Regato de um Pracinha comemorando com a família após a chegada da Itália com o fim da Segunda Guerra Mundial, 22 de agosto de 1945. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</p></div>
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<p>Na enquete <em>Em quem você votaria?</em>, realizada pelo jornal <em>O GLOBO</em>, disse que ainda não havia se definido: &#8220;<em>Sou do contra — declarou — Quero novidades. Quero gente nova. É preciso que se dêem oportunidades a outros brasileiros de valor até então desconhecidos por força do regime em que vivíamos. Sou ainda favorável à anistia e pela pacificação da família brasileira</em>&#8221; (<em>O GLOBO</em>, 6 de abril de 1945).</p>
<p>Fazendo a cobertura do Circuito da Gávea de automobilismo, foi um dos fotógrafos agredidos pela polícia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_44136" style="width: 887px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><img class=" wp-image-44136" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato3.jpg" alt="O Jornal, 22 de abril de 1947" width="877" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38244" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de abril de 1947</a></p></div>
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<p>Pela primeira vez, fotos de sua autoria foram publicadas na revista <em>O Cruzeiro</em>, também dos Diários Associados. Foi na reportagem <em>Energia para o Nordeste</em>, de Theophilo de Andrade (1903 &#8211; 1994) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/54672" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 12 de julho de 1947)</a>.</p>
<p>O <em>Diário da Noite</em> foi um inovador na fotografia, publicando, inicialmente clichês de 6 a 8 colunas, e, posteriormente, alcançando sucesso com as fotos colhidas pela teleobjetiva de Angelo Regato, que a usou pela, primeira vez, no dia 4 de Julho de 1948, no Torneio Início do Campeonato Carioca de Futebol (<em>Diário da Noite</em>, 5 de julho de 1948, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45143" target="_blank">página 11</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/45160" target="_blank">página 28</a>).</p>
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<div id="attachment_44221" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank"><img class=" wp-image-44221" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato16.jpg" alt="Foto realizada por REgato com uma teleobjetiva / Diário da Noite, 4 de julho de 1948" width="701" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_02/45160" target="_blank">Foto realizada por Regato com uma teleobjetiva / <em>Diário da Noite,</em> 5 de julho de 1948</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes, os fotógrafos de futebol ficavam alojados atrás do gol, sujeitos a pedradas dos torcedores e impossibilitados de variar a produção de imagens. Regato havia participado da cobertura jornalística de um eclipse solar, em Bocaiuva, no interior de Minas Gerais, em maio de 1947 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38608" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de maio de 1947</a>). Ele usava sua Contessa Nettel e observou um colega norte-americano trabalhando com uma teleobjetiva Garflex. Foi quando decidiu adquirir a sua, que comprou, à prestação, na Mesbla (<em>O GLOBO</em>, 1º de março de 1962; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"><em>Boletim da ABI,</em> de 1975</a>).</p>
<p>Passou a morar no Méier em 1949. Nesta época, o futuro e importante colunista social, Ibrahin Sued (1924 &#8211; 1995), era seu ajudante.</p>
<p>Em 6 de abril de 1950, fez, de um teco-teco, fotos do descarrilamento do <em>Noturno Campista</em> sobre a ponte do Rio Tanguá. Os registros foram publicados no <em>Diário da Noite</em>. Considerava essa uma de suas melhores coberturas jornalísticas.</p>
<p>É de sua autoria a primeira foto do Maracanã lotado, durante um treino da seleção brasileira para a Copa de 1950. Jogou contra o quadro de aspirantes do Vasco da Gama reforçado por profissionais do time (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44139" style="width: 917px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato4.jpg" alt="Diário da Noite, 19 de junho de 1950" width="907" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_03/3689" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 19 de junho de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da cobertura da Copa do Mundo de 1954 na Suíça (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_04/41153" target="_blank"><em>Jornal do Sports</em>, 10 de março de 1977, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em 1956, foi um dos fundadores da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro, cuja iniciativa foi apoiada por Herbert Moses (1884 &#8211; 1972), presidente a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde, até ter sede própria, a associação de fotógrafos funcionou.</p>
<p>Foi ele que levou Evandro Teixeira (1935 &#8211; 2024), recém chegado da Bahia ao Rio de Janeiro, em 1957, até a redação do <em>Diário da Noite</em>. Os dois jornais eram sediados no mesmo edifício da rua Sacadura Cabral, nº 103, na Praça Mauá. Não havia vaga disponível naquele momento, mas, no ano seguinte, Evandro começou a fotografar para o <em>Diário da Noite</em> e a produzir registros para <em>O Jornal.</em> Seus dois primeiros trabalhos no <em>Diário da Noite</em> não deram certo: fotografou, com uma Rolleiflex fornecida pelo jornal, o casamento de uma alemã com um negro, apesar da orientação racista do jornal. Foi demitido pelo diretor do jornal, o mineiro Paulo Vial Correa (1919 – 1975). Angelo Regato deu uma segunda chance a ele: fotografar o desfile de fantasias do Baile do Teatro Municipal, mas Evandro chegou atrasado e Regato teve que providenciar as fotos da revista <em>O Cruzeiro</em> sem o carimbo. Veio então a sua terceira, que seria sua última chance: fazer a cobertura do desfile das escolas de samba na Avenida Rio Branco. Foi um sucesso e Evandro finalmente iniciou sua carreira profissional no Rio de Janeiro, tornando-se um dos maiores fotojornalistas brasileiros de todos os tempos.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>O Angelo Regato realmente foi uma pessoa maravilhosa, devo muito a ele que logo me apresentou ao diretor de redação&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: right;">Evandro Teixeira em <a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/">Arfoc</a></p>
<p style="text-align: left;">Participou da cobertura do Campeonato Sul-Americano de Futebol, realizado em Buenos Aires entre 7 de março de 4 de abril de 1959.<b id="mwCQ"> </b>Participaram da disputa sete seleções: Argentina, campeã do torneio; Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. O jornalista Armando Nogueira (1927 &#8211; 2010), pelo <em>Jornal do Brasil</em>; e o fotógrafo Ângelo Gomes (19? -?), pelo <em>Jornal dos Sports</em>, também participaram da cobertura do evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/148015" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de julho de 1994, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 1968, era um dos dirigentes da Associação de Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro. Pelo menos até 1979 integrava a entidade, pela qual foi condecorado com o título de comendador (<em>O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/62340" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de fevereiro de 1979, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44125" style="width: 277px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg"><img class="wp-image-44125 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato2.jpg" alt="regato2" width="267" height="439" /></a><p class="wp-caption-text">Na foto, Regato é o primeiro à direita /<em> O GLOBO</em>, 16 de fevereiro de 1968</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que um retrato de Regato seria inaugurado na sede da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, cujo presidente era Walter Quirino (19? -?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/177" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de janeiro de 1970, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageado, no Palácio do Comércio, em Niterói, recebendo das mãos de Moacyr Moreira Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, um diploma da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio, fundada no ano anterior. Regato era um dos fundadores da associação congênere do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg"><img class=" size-full wp-image-44167 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato11.jpg" alt="regato11" width="454" height="398" /></a></p>
<div id="attachment_44168" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><img class="wp-image-44168 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato12.jpg" alt="regato12" width="472" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/82794" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de março de 1970</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 13 de maio de 1970, foi um dos profissionais condecorados com as insígnias do Mérito Jornalístico, da Ordem dos Velhos Jornalistas, em uma solenidade realizada na Associação Brasileira de Imprensa. Os outros  foram Dinah Silveira de Queiroz (1911 &#8211; 1982), Carlos de Souza Areas, Fernando Hupsel de Oliveira (19? -?), Alceu de Amoroso Lima (1893 &#8211; 1983), Raul Pilla (1892 &#8211; 1973), Gomes Maranhão (1907 &#8211; 1992), Antônio Herrera Filho (c. 1911 &#8211; 1980), Alberto Torres e Archimedes Fortini (18? &#8211; 1973). Na ocasião, Regato foi apresentado como o primeiro repórter a usar a teleobjetiva na imprensa brasileira. A Medalha do Mérito Jornalístico foi instituída pela Ordem dos Velhos Jornalistas e reconhecida oficialmente  pelo Decreto n° 52.206, de 28 de junho de 1963 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/2405" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 14 de maio de 1970, quarta coluna)</a>. Pela conquista da Medalha, foi homenageado por colegas de <em>A Notícia</em> e de <em>O Dia</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/84493" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de maio de 1970, segunda coluna</a>).</p>
<p>Integrava a equipe dos Diários Associados responsável pela cobertura jornalística da Copa Mundial de Futebol do México (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/83546" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 17 de abril de 1970</a>).</p>
<p>O Diário da Noite Futebol Clube, clube dos Diários Associados, promoveu, no Social Marabu, no Encantado, um torneio de futebol de salão denominado Angelo Regato, em homenagem ao fotógrafo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/98624" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de novembro de 1971, primeira coluna)</a>.</p>
<p>Publicação da reportagem <em>A bola é redonda para a família Antunes,</em> de Yata Anderson (1944 &#8211; 2026), com fotos de autoria de Regato. Da família, fazia parte os jogadores Edu (1947 -), Nando (19?-), Antunes (19?-) e Zico (1953-). Uma curiosidade: Yata foi o único repórter a entrevistar Pelé em campo no seu último jogo no Maracanã, em 1974, e por isso, ficou conhecido como o <em>Amigo do Rei</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/89277" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de novembro de 1970</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Regato devolveu sua Leika e aposentou-se, em 1º de maio de 1975, encerrando sua carreira no <em>Jornal do Commercio, </em>após 46 anos de trabalho. Era, então, o mais antigo repórter fotográfico em atividade do Rio de Janeiro</span> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank">Boletim da ABI,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"> março e abril de 1975</a>). Continuou trabalhando como profissional independente e visitava ocasionalmente seus amigos nas redação do <em>Jornal do Commercio</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44165" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44165" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato10.jpg" alt="Ângelo Regato / Boletim da ABI, março/abril de 1975" width="354" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/72" target="_blank">Angelo Regato / <em>Boletim da ABI</em>, março/abril de 1975</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1982, foi um dos fotógrafos contatados pelo Núcleo de Fotografia da Funarte para dar um depoimento acerca de seu trabalho de fotógrafo de copas do mundo. Na época, a Funarte estava promovendo em sua galeria a exposição <em>Fotografias nas Copas do Mundo. </em>Segundo Regato,<em> os fotógrafos ficavam, normalmente, atrás do gol </em> (<em>O GLOBO</em>, 9 de junho de 1982).</p>
<p>Foi entrevistado pelo jornal <em>O GLOBO</em> (<em>O GLOBO,</em> 30 de setembro de 1987).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg"><img class="  aligncenter wp-image-44109" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato.jpg" alt="regato" width="300" height="206" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para aqueles que quisessem se aproximar do mundo da fotografia, Regato deu o seguinte conselho:</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;A pessoa deve aguçar a sensibilidade. É preciso que ela seja paciente e criativa&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faleceu, em 30 de setembro de 1993, em sua residência, na Rua Domingues Freire, no Méier, vítima de um enfarte (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/517275/456" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, de setembro/outubro de 1993, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44162" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><img class="wp-image-44162 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/regato9.jpg" alt="regato9" width="593" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_18/40474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de outubro de 1993</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi casado com Fernandina Maria Mesquita, com quem teve quatro filhos: Angelo, José, Carlos e Fernanda (Site Family Search; <em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42189" target="_blank">6 de junho de 1976, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_16/42573" target="_blank"> 27  de junho de 1976, última coluna</a>).</p>
<p>Em uma de suas colunas, o jornalista Armando Nogueira escreveu:</p>
<p><em> &#8220;Faço um saudoso parêntese pra relembrar, com ternura, o velho Angelo Regato. Era um mestre. Morreu sem jamais ter perdido um flagrante de um gol num clique de sua fiel speed graf&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_07/141806" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa</em>, 26 de junho de 1996</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=44170%20" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Cronologia de Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)</em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Atualmente o maior estádio do mundo é o Estádio Primeiro de Maio Rungrado<b id="mwCw">, </b>localizado em Pyongyang, na Coreia do Norte, com capacidade para <span id="mwEg" data-mw="{&quot;parts&quot;:[{&quot;template&quot;:{&quot;target&quot;:{&quot;wt&quot;:&quot;formatnum:150000&quot;,&quot;function&quot;:&quot;formatnum&quot;},&quot;params&quot;:{},&quot;i&quot;:0}}]}">150 000</span> espectadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANTUNES, Fátima Martin Rodrigues Ferreira. <em>Com Brasileiro, Não Há Quem Possa! Futebol e identidade nacional em José Lins do Rego, Mário Filho e Nelson Rodrigues.</em> São Paulo: EdUNESP, 2004.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://www2.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/210-pag09.pdf" target="_blank"><em>Jornal da Unicamp</em>, 22 de abril e 4 de maio de 2003</a></p>
<p>MÁXIMO, João. <em>Maracanã: meio século de paixão.</em> Rio de Janeiro: DBA, 2000.</p>
<p>O GLOBO, 30 de setembro de 1987.</p>
<p><a href="https://maracana.rio.br/" target="_blank">Portal Maracanã</a></p>
<p>NELSON, Rodrigues. <a href="https://www.ludopedio.org.br/biblioteca/a-patria-de-chuteiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A pátria de chuteiras</em></a>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013</p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-maracana-ainda-e-o-maior-estadio-do-mundo/" target="_blank">Revista <em>Superinteressante</em></a></p>
<p>SIMAS, Luiz Antônio. <em>Maracanã: quando a cidade era terreiro</em>. Rio de Janeiro : Mórula Editorial, 2021.</p>
<p><a href="https://arfoc.org.br/index.php/evandro-teixeira/" target="_blank">Site Arfoc Rio</a></p>
<p><a href="https://www.lance.com.br/futebol-nacional/saiba-os-dez-maiores-estadios-do-mundo.html" target="_blank">Site Lance</a></p>
<p><a href="https://osdivergentes.com.br/os-divergentes/maracana-70-anos-quando-o-poeta-venceu-o-tribuno/" target="_blank">Site Os Divergentes</a></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>O Paço Imperial, o palácio mais antigo do Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 12:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Paço Imperial, o mais antigo palácio da cidade do Rio de Janeiro, além de importante historicamente - foi palco do Dia do Fico, da assinatura da Lei Áurea e o centro das decisões que ocasionaram a Proclamação da Independência - é também muito bonito, atrativo que certamente impressionou diversos fotógrafos. Hoje destacamos imagens realizadas por Antonio Luiz Ferreira, Camillo Vedani, Georges Leuzinger, Guilherme Santos, Juan Gutierrez, Marc Ferrez e Revert Henrique Klumb. Há também imagens produzidas por fotógrafos ainda não identificados. Os 40 anos do Paço como centro cultural foram celebrados com a realização da exposição coletiva "Constelações", que se encerra hoje.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Paço Imperial, o mais antigo palácio da cidade do Rio de Janeiro, além de importante historicamente &#8211; foi palco do <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/1342" target="_blank">Dia do Fico</a>, da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank">assinatura da Lei Áurea</a> e o centro das decisões que ocasionaram a Proclamação da Independência &#8211; é também muito bonito, atrativo que certamente impressionou diversos fotógrafos. Hoje destacamos imagens  realizadas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16763" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5382" target="_blank">Camillo Vedani (18? &#8211; 1888)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a>. Todos esses fotógrafos já foram personagens centrais de artigos publicados na Brasiliana Fotográfica. Há também imagens produzidas por fotógrafos ainda não identificados. As fotos são provenientes do acervos fotográficos das instituições fundadoras do portal &#8211; a Fundação Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles &#8211;  e de duas de suas instituições parceiras &#8211; o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde e o Museu Histórico Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4420" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4420/SAm52-0034.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="697" height="577" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4420" target="_blank">Georges Leuzinger. Paço Imperial, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/429" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias selecionadas do Paço Imperial disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4675" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4675/0072430cx097.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="698" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4675" target="_blank">Marc Ferrez. Prédio do Paço Imperial, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Paço Imperial foi, no século XVIII, a residência do governador e do Vice-Rei. Em 1808, com a vinda de dom João VI (1767 &#8211; 1826) para o Rio de Janeiro, passou a se chamar Paço Real e tornou-se a residência oficial da família real e o centro de poder do Reinado e do Império.  Recebeu o nome atual, em 1822, e passou a ser a sede administrativa do governo, além de abrigar eventos oficiais e festas. Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, passou a sediar os Correios e Telégrafos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43218" style="width: 869px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6010" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43218" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/paço.jpg" alt="Paço Imperial quando sediou, após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889 / REvista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 1984" width="859" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6010" target="_blank">Paço Imperial quando sediou o Departamento de Correios e Telégrafos, após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, por um fotógrafo ainda não identificado / <em>Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</em>, 1984</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi tombado pelo SPHAN, em 1938. Em 1982, a Fundação Nacional Pró-Memória, sob a direção de Aloisio Magalhães (1927-1982), deu partida ao processo de restauração do prédio. Em 1985, já reformado sob o comando do arquiteto Glauco Campello (1930-2015), passou a funcionar como um Centro Cultural.</p>
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<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6963/007A5P3F03-009.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial, 13 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6986" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6986/007A5P3F03-002.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6986" target="_blank">Camillo Vedani. Praça D. Pedro II, atual Praça XV de novembro; à direita, Paço Imperial; ao fundo, chafariz do mestre Valentim, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seus 40 anos como centro cultural foram comemorados com a exposição coletiva <em>Constelações</em>, inaugurada em 28 de março e que termina hoje. A curadoria da mostra foi de Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e equipe do Paço Imperial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/paço1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/paço1.jpg" alt="paço1" width="415" height="485" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia aqui alguns artigos publicados na <em>Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional</em> de 1984 sobre a restauração do Paço Imperial:</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/306975/6004" target="_blank"><em>Paço Imperial: história e ressurreição de um palácio, </em>por Pedro Calmon, então presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ilustrada com imagens produzidas pelo austríaco Thomas Ender (1893 &#8211; 1875), pelo francês Jean-Baptiste Debret (1768 &#8211; 1868), do francês Louis-Auguste Moreau (1818 &#8211; 1877) e do suíço Abram Louis Buvelot (1814 &#8211; 1888), por Antonio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?), por Urias Antonio da Silveira (18? &#8211; ?), do arquiteto português Pinto Alpoim (1700 &#8211; 1775) e de Pedro Lobo (19? -?).</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6008" target="_blank"><em>A restauração do Paço: revendo 240 anos de transformações</em>, por Glauco Campello, arquiteto e coordenador da restauração do Paço, ilustrada com aquarelas do inglês Richard Bate (1775 &#8211; 1856), de 1808, e do austríaco Thomas Ender (1893 &#8211; 1875), de 1817; com um desenho do alemão <span data-wiz-uids="XBUSAb_b" data-processed="true">Karl Wilhelm von Theremin</span> (1784-1852), de 1818, e com um do francês Louis-Auguste Moreau (1818 &#8211; 1877) e do suíço Abram Louis Buvelot (1814 &#8211; 1888), de 1842; e por fotografias de Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), de 1880, e de um fotógrafo ainda não identificado (posterior à Proclamação da República).</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6021" target="_blank"><em>O novo Paço: uma obra para debates,</em> pelo arquiteto Cyro Corrêa Lyra, ilustrada com uma imagem produzida por Leandro Joaquim (1838 &#8211; 1898), de 1789.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6024" target="_blank"><em>Estudos preliminares para a restauração do Paço</em>, pelo arquiteto José de Souza Reis, com imagens de autoria do inglês William John Burchell (1781 &#8211; 1863), de 1825; e do arquivo pessoal do autor.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/306975/6027" target="_blank"><em>A pesquisa arqueológica: primeiras notas,</em> pelas arqueólogas Regina Coeli Pinheiro da Silva, Edna June Morley e Catarina Eleonora Ferreira da Silva, ilustrada com fotografias produzidas por Pedro Lobo (19?-?), por uma gravura da Biblioteca Nacional e por plantas das escavações.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CAVALCANTI, Lauro. <em>Paço Imperial.</em> Rio de Janeiro : Sextante Artes, 1999.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/348/" target="_blank">Portal IPHAN</a></p>
<p><a href="https://multi.rio/index.php/conteudo-geral/11364-pa%C3%A7o-imperial,-o-mais-antigo-dos-pal%C3%A1cios-cariocas" target="_blank">Portal MultiRio</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/instituicoes/70012-paco-imperial" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://amigosdopacoimperial.org.br/missao/" target="_blank">Site Paço Imperial</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Dia Nacional da Imprensa</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional da Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição sobre os 190 anos da imprensa no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[Manoel Cícero Peregrino da Silva]]></category>
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		<description><![CDATA[Com uma fotografia do acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, lembramos o Dia Nacional da Imprensa. Na imagem destacada neste artigo, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, estão retratados Manuel Cícero Peregrino da Silva e Max Fleiuss, na Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, promovida, em 1908, pelo IHGB. O pernambucano Manoel Cícero, bibliotecário, professor e político, presidiu o IHGB entre 1938 e 1939. Max Fleuiss foi jornalista, historiador, professor, escritor e, como membro do IHGB, foi um dos idealizadores da comemoração. Conforme escrito na fotografia, em 20 de junho de 1933, Bras Vianna a ofereceu como "recordação da Exposição da Imprensa de 1908".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma fotografia do acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, lembramos o Dia Nacional da Imprensa. Na imagem destacada neste artigo, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, estão retratados Manuel Cícero Peregrino da Silva (1866-1956) e Max Fleiuss (1868 &#8211; 1943), na Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, promovida, em 1908, pelo IHGB, na época presidida por José Maria da Silva Paranhos Jr., o barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912). O pernambucano Manoel Cícero, bibliotecário, professor e político, presidiu o IHGB entre 1938 e 1939. O carioca Max Fleuiss, filho do famoso pintor e caricaturista Henrique Fleuiss (1823- 1882), foi jornalista, historiador, professor, escritor e, como membro do IHGB, foi um dos idealizadores da comemoração. Conforme escrito na fotografia, em 20 de junho de 1933, Bras Vianna (18? &#8211; 19?)* a ofereceu &#8211; não sabe-se a quem &#8211; como <em>recordação da Exposição da Imprensa de 1908</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14356" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14356/BR%20RJIHGB%20125IL%207.23.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="607" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14356" target="_blank">Centenário da Imprensa Brasileira, 1908. Rio de Janeiro, RJ. Na foto, Manoel Cícero Peregrino da Silva (1866 &#8211; 1956) e Max Fleuiss (1868 &#8211; 1943) / Acervo IHGB </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição do Centenário da Imprensa, realizada em 1908, foi o tema de um dos seis módulos da <em>Exposição sobre os 190 anos da imprensa no Brasil</em>, promovida pelo IHGB, entre 13 e 27 de maio de 1998, sob a presidência de Arno Wehling (1947-). A imagem de Manoel Cícero com Fleuiss foi uma das fotografias expostas na mostra. Os outros módulos da exposição de 1998 foram: <em>Antecedentes</em>, <em>Impressão Régia</em>, <em>Primórdios da Imprensa</em>, <em>Bibliografia</em> e <em>Imprensa brasileira atual</em>. Houve também uma conferência. Foram utilizadas peças do acervo do IHGB e também do acervo particular do casal de historiadores Marcello de Ipanema (1924 &#8211; 1993) e Cybelle Moreira de Ipanema (1924 -), então 1º secretária da instituição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>A Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>promovida pelo IHGB,<span style="color: #800000;"> </span></em></strong><strong><em>em 1908</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43359" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa5.jpg" alt="imprensa5" width="307" height="484" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil foi a primeira realizada pelo IHGB e aconteceu durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a>, ocorrida entre 11 de agosto e 15 de novembro de 1908, na Urca, no Rio de Janeiro. Eram comemorados os 100 anos da Abertura dos Portos às Nações Amigas, decretada em 28 de janeiro de 1808, pelo então príncipe regente de Portugal, dom João de Bragança, futuro dom João VI (1767 – 1826). Foi promovida pelo governo federal e exibiu um “inventário” do Brasil através de seus produtos industriais, agrícolas, pastoris e artísticos. A cidade do Rio de Janeiro havia sido recentemente urbanizada e saneada pelo prefeito Francisco Pereira Passos (1936 – 1913) e pelo cientista Oswaldo Cruz (1872 – 1917), respectivamente.</p>
<p>O conde Afonso Celso (1860 &#8211; 1938), futuro presidente do IHGB, entre  1912 e 1938,  presidiu a Comissão Executiva da Exposição da Imprensa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 227px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/afonso-celso/biografia" target="_blank"><img src="https://www.academia.org.br/sites/default/files/academicos/fotografias/afonso-celso.jpg" alt="" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/afonso-celso/biografia" target="_blank">Conde Afonso Celso / Site ABL</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém a iniciativa de sua realização foi de Max Fleuiss e do engenheiro Alfredo de Carvalho (1870 &#8211; 1916), respectivamente o primeiro secretário perpétuo e o segundo secretário do IHGB.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfredo_de_Carvalho#/media/Ficheiro:Alfredo_de_Carvalho_(1)_(cropped).jpg" target="_blank"><img class="" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/59/Alfredo_de_Carvalho_%281%29_%28cropped%29.jpg/500px-Alfredo_de_Carvalho_%281%29_%28cropped%29.jpg" alt="undefined" width="286" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfredo_de_Carvalho#/media/Ficheiro:Alfredo_de_Carvalho_(1)_(cropped).jpg" target="_blank">Alfredo de Carvalho (1871 &#8211; 1916 por Borges de Melo, 24 de fevereiro de 1905 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na décima terceira sessão ordinária que se realizou em 29 de julho de 1907, no IHGB,  Fleuiss propôs <em>&#8220;uma solenidade, de caráter essencialmente histórico, para comemorar o primeiro centenário da imprensa periódica no Brasil&#8221;. </em>Seu modelo seria a Exposição<em> </em>de História do Brasil promovida pela Biblioteca Nacional, em 1881 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/14701" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1907, penúltima coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;Considerando que a 13 de maio de 1908 se completa o primeiro centenário do estabelecimento definitivo da Imprensa no Brasl, com a promulgação do decreto que criou a Imprensa Régia, propomos que o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro promova a celebração condigna de data tão memorável, por meio de uma exposição jornalística, a ser inaugurada naquele dia, procurando angariar para este fim o auxílio dos poderes públicos e da Imprensa de todo o país. Para organizar o programa da comemoração e tratar dos meio de realizá-la o Instituto nomeará uma comissão dentre os seus membros</em>&#8221; .</p>
<p>A proposta foi assinada por Max Fleuiss, pelo Barão de Studart (1856 &#8211; 1938), por Alfredo de Carvalho, por Orville A. Derby (1851 &#8211; 1915) e por José Américo dos Santos (1848 &#8211; 1918), todos membros do IHGB.</p>
<p>Seu programa seria: <em>&#8220;a exposição de todos os jornais publicados no Brasil entre 1808 e  31 de dezembro de 1907;  a publicação de uma monografia ou memória histórica sobre a gênese e os progressos da imprensa periódica no Brasil; a publicação de um catálogo metódico de todos os itens da exposição; e a cunhagem de uma medalha comemorativa&#8221;</em>. Foi formada uma comissão para a realização do evento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta.jpg"><img class="aligncenter wp-image-43445 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta.jpg" alt="proposta" width="362" height="469" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43447" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta2.jpg" alt="proposta2" width="360" height="469" /></a></p>
<div id="attachment_43446" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta1.jpg"><img class="wp-image-43446 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/proposta1.jpg" alt="proposta1" width="359" height="478" /></a><p class="wp-caption-text">Proposta apresentada pelos sócios Max Fleuiss, Barão de Studart, Alfredo de Carvalho, Orville A. Derby e José Américo dos Santos para que o IHGB organizasse uma exposição jornalística comemorativa do primeiro centenário da imprensa no Brasil. Com parecer aprovando a iniciativa e nomeando uma comissão para conduzir os trabalhos. Rio de Janeiro, 29.07.1907. Biblioteca do IHGB.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As medalhas comemorativas da exposição seriam feitas por Hans Frei (1868 &#8211; 1947), artista de Zurique, devido ao recente falecimento de Julius Meili (1839 &#8211; 1907).</p>
<p>Em 20 de agosto de 1907, foi realizada a segunda reunião da comissão executiva da exposição, quando foram indicados nomes que se incumbiriam dos diversos catálogos que seriam produzidos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/14880" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de agosto de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 19 de dezembro de 1907, Fleuiss enviou uma carta ao ministro Miguel Calmon (1879 &#8211; 1935), ministro da Indústria Viação e Obras Públicas, informando ter enviado circulares às redações de jornais de todo o  Brasil, às bibliotecas públicas e particulares, a presidentes das Câmaras Municipais, colecionadores, etc, e que estava recebendo <em>grande cópia de informações e specimens para a Exposição</em>. Informava que seria elaborada por Alfredo Ferreira de Carvalho <em>uma memória relativa à origem e desenvolvimento da imprensa.</em></p>
<p>Inicialmente, o evento estava programado para 13 de maio de 1908, data exata dos 100 anos da Imprensa ou Impressão Régia, porém foi adiado para julho e, posteriormente, para agosto. Então, na data exata do centenário, durante a sessão do IHGB, a efeméride foi festejada e o conde de Afonso Celso discursou sobre o tema (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/17315" target="_blank">13 de maio de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/17320" target="_blank">14 de maio de 1908, penúltima coluna</a>). Dias depois, João Barreto de Menezes (1872 &#8211; 19?), comentou o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/16193" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 18 de maio de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil foi inaugurada em 11 de agosto, em um dos salões do Palácio dos Estados ou Pavilhão dos Estados, que <em>tinha uma dupla função e caráter: espaços monumentais de exposição com estandes com produtos de todos os estados da Federação exibidos nos dois pavimentos e espaços de luxo nos salões de festas e recepções da elite política brasileira. Com estilo neoclássico e ornamentos e composição de características greco-romanas, foi mantido após o encerramento da Exposição de 1908 e atualmente abriga a CPRM – Comissão de Pesquisa de Recursos Minerais, empresa vinculada ao Ministério das Minas e Energia </em>(COSTA, 2018).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11905" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11905/MCab6.10.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="799" height="590" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11905" target="_blank">Augusto Malta. Pavilhão dos Estados, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Biblioteca Nacional (BN), uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, participou da exposição com seu acervo de jornais e revistas. Foram separados e selecionados cerca de 10 mil itens de publicações periódicas brasileiras de seu acervo, a maior das coleções enviadas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/402630/24916" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1909</a>). Outra instituição que contribuiu significativamente para o evento, além do IHGB e da BN, foi a Biblioteca da Marinha (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/17315" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de maio de 1808, quarta coluna</a>).</p>
<p>Providências para o sucesso e segurança da exposição foram tomadas. Por exemplo:</p>
<p>De acordo com um ofício enviado, em 14 de agosto de 1908, por Fleuiss ao chefe da Secretaria do IHGB, um regime de plantão entre funcionários da instituição deveria ser seguido para que o salão da exposição não ficasse nunca sem vigilância. Durante o período da mostra, ficaria destacado <em>o servente Tibúrcio, que trabalharia das 10h até a hora do encerramento</em>. Das 4 horas da tarde até o encerramento, quatro funcionários se revezariam a partir de uma escala de plantão organizada pelo chefe da secretaria entre Francisco Martins Guimarães, Pedro Borges Leitão, Henrique Carmo Netto e Alexandre Camisão. De acordo com outro ofício enviado de novo por Fleuiss ao chefe da Secretaria, em 24 de agosto de 1908,  a afluência à exposição era <em>incesssante e numerosíssima</em> e, no dia anterior, apenas Tiburcio ficou de plantão entre 12 h e a hora do encerramento. Fleuiss, que havia chegado, às 12h, juntou-se a ele.</p>
<p><em>“ Não obstante o o Dr. Netto não compareceu, de sorte que para atender às exigências da fiscalização nem eu nem o servente Tiburcio pudemos jantar. Tenho dado sobejas provas de ser amigo dos meus companheiros de trabalho no Instituto e assim é de justiça que também receba provas de amizade. O serviço na Exposição é extraordinário e de pouca duração; o sacrifício, pois, não é dos maiores, desde que haja regular distribuição dos serviços. Recomendo-lhe as providências necessárias&#8230;O que sucedeu ontem foi, até certo ponto, uma desatenção pessoal para comigo e uma crueldade. Espero não ter que recomendar novas medidas”.</em></p>
<p>Integrando as comemorações do centenário da imprensa, em 10 de setembro, data da primeira publicação pela Impressão Régia, em 1808, do jornal <em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, considerado o primeiro periódico publicado no Brasil, Xavier da Silveira (1864 &#8211; 1912), proferiu uma palestra , na sede do IHGB. Na ocasião, o general Emydgio Dantas Barreto (1850 &#8211; 1931) tornou-se sócio da instituição (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17329" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de setembro de 1908, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_43430" style="width: 338px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/14944" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43430" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa7.jpg" alt="Xavier da Silveira / A Imprensa, 6 de março de 1912" width="328" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/14944" target="_blank">Xavier da Silveira (1864 &#8211; 1912) / <em>A Imprensa</em>, 6 de março de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição foi encerrada em 30 de setembro de 1908, com uma sessão presidida pelo barão do Rio Branco, com uma palestra do conde Afonso Celso (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17496" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de setembro de 1908, primeira coluna; </a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828629/102" target="_blank"><em>Jornal da Exposição</em>, 1º de outubro de 1908, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/4940" target="_blank"><em>A Imprensa,</em> 1º de outubro de 1908, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/5970" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 6 de abril de 1909, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43471" style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828629/102" target="_blank"><img class="wp-image-43471 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa13.jpg" alt="imprensa13" width="617" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/828629/102" target="_blank"><em>Jornal da Exposição</em>, 1º de outubro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na comemoração dos 70 anos do IHGB, em 21 de outubro de 1908, foram distribuídos dois volumes do tomo especial da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro <em>consagrados à exposição comemorativa do centenário da imprensa</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17715" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 22 de outubro de 1908, quarta coluna</a>). O primeiro trazia<em> Gênese e Progressos da Imprensa no Brasil</em>, de autoria de Alfredo de Carvalho com mais de 50 fotogravuras reproduzindo jornais antigos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/893676/57571" target="_blank"><em>Revista do IHGB</em>, 1908</a>).</p>
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<div id="attachment_43478" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa14.jpg"><img class="wp-image-43478 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa14.jpg" alt="imprensa14" width="361" height="509" /></a><p class="wp-caption-text">Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, parte I</p></div>
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<p>De acordo com o I Tomo, a Exposição Comemorativa do Centenário da Imprensa contou com 25 mil jornais e 10 mil ficaram de fora. Ainda no Tomo I, publicação do discurso do conde de Afonso Celso ressaltando a importância da imprensa e da coleta de dados para realização do evento:</p>
<p><em>&#8220;&#8230; a Exposição Nacional lacunosa seria, se nela não figurasse uma seção de jornais. Porque a imprensa foi a colaboradora preciosíssima e fomentadora, a defensora, a preconizadora insuprível de todos os melhoramentos industriais e artísticos que opulentam a Exposição. Não fora a imprensa, e a Exposição deixara de ser o que é, dificilmente existiria&#8221;.</em></p>
<p>No Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, parte II, volume I, constavam as listagens dos periódicos e pequenos históricos da imprensa nos seguintes estados brasileiros, entre 1808 e 1907:</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43359" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa5.jpg" alt="imprensa5" width="307" height="484" /></a></p>
<div id="attachment_43479" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa15.jpg"><img class="wp-image-43479 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa15.jpg" alt="imprensa15" width="411" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil, parte II, volume I</p></div>
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<p><span style="color: #800000;">Alagoas</span> por Joaquim Thomaz Pereira Diegues, sócio efetivo e orador do Instituto Histórico e Geográfico Alagoano; <span style="color: #800000;">Amazonas</span> por João Batista de Faria e Souza, delegado à Comissão Central do Estado do Amazonas e membro da comissão nomeada pelo Governo para representar o mesmo estado, no Rio de Janeiro, por ocasião das festas comemorativas do 1º centenário da Imprensa periódica no Brasil e apontado <em>como o possuidor da mais completa coleção de jornais do Amazonas</em>; pelo <span style="color: #800000;">Ceará</span>, o Barão Studart, sócio correspondente do IHGB e <em>conhecido pelo especial pendor que consagra a trabalhos de semelhante natureza</em>; pelo <span style="color: #800000;">Maranhão</span>, o <em>ilustrado</em> Augusto Olimpio Viveiros de Castro; pelo <span style="color: #800000;">Pará</span>, o senador Manoel de Mello Cardoso Barata, sócio honorário do IHGB e <em>apaixonado investigador de assuntos históricos</em>; pela <span style="color: #800000;">Paraíba</span>, Diógenes Caldas; por <span style="color: #800000;">Pernambuco</span>, Alfredo de Carvalho, <em>que da história de suas imprensas</em> (Pernambuco e Bahia) <em>possui conhecimentos especiais</em>; pelo <span style="color: #800000;">Piauí</span>, Abdias Neves; pelo <span style="color: #800000;">Rio Grande do Norte,</span> Luiz Fernandes; e por <span style="color: #800000;">Sergipe</span>, o desembargador Manoel Armindo Cordeiro Guaraná.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43491" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8412" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43491" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/IMPRENSA20.jpg" alt="O Paiz, 17 de setembro de 1911" width="498" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8412" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os originais do  2º volume da parte II  foram perdidos em um incêndio ocorrido, em 15 de setembro de 1911, na Imprensa Nacional. E não existiam cópias. Foram perdidos os catálogos dos seguinte estados: <span style="color: #800000;">Bahia<ins>,</ins> Distrito Federal, Espírito Santo<ins>,</ins> Goiás<ins>,</ins> Minas Gerais<ins>,</ins> Mato Grosso<ins>,</ins> Paraná<ins>,</ins> Rio de Janeiro,<ins> </ins>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo</span> <em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8416" target="_blank">O Paiz,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8416" target="_blank"> 17 de setembro de 1911</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/13393" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 20 de setembro de 1911, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/893676/59173" target="_blank"><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</em>, 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43485" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/893676/59173" target="_blank"><img class="wp-image-43485 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa19.jpg" alt="imprensa19" width="451" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/893676/59173" target="_blank"><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro,</em> 1911</a></p></div>
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<p>Os organizadores dos capítulos por estado seriam: <span style="color: #800000;">Bahia</span>, Alfredo de Carvalho;<span style="color: #800000;"> Distrito Federal e Rio de Janeiro</span>, o médico, político e bibliotecário Vieira Fazenda; <span style="color: #800000;">Espírito Santo</span>, o político Bernardo Horta, formado em Humanidades e Farmácia; <span style="color: #800000;">Goiás</span>, o advogado e político Joaquim Xavier Guimarães Natal;<span style="color: #800000;"> Minas Gerais</span>, Antônio Augusto de Lima; <span style="color: #800000;">Mato Grosso</span>, Estevão de Mendonça; <span style="color: #800000;">Paraná</span>, o diretor de museu, político, jornalista e historiador Romário Martins; <span style="color: #800000;">Rio Grande do Sul</span>, Victor Silva; <span style="color: #800000;">Santa Catarina</span>, Lucas Arthur Boiteaux; e <span style="color: #800000;">São Paulo</span>, Affonso A. de Freitas (COSTA, 2017).</p>
<p>Foram publicados catálogos avulsos de três estados: de Pernambuco, de autoria de Alfredo de Carvalho; do Paraná, de autoria de Alfredo Romário Martins; e o de São Paulo, de autoria de Affonso A. de Freitas. Os dois primeiros foram publicados, em 1908. O último, em 1914.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa16.jpg"><img class=" size-full wp-image-43481 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa16.jpg" alt="imprensa16" width="470" height="467" /></a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa18.jpg"><img class=" size-full wp-image-43482 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa18.jpg" alt="imprensa18" width="394" height="469" /></a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa17.jpg"><img class=" size-full wp-image-43483 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa17.jpg" alt="imprensa17" width="401" height="534" /></a></p>
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<p>Abaixo, a relação dos expositores que concorreram para a Comemoração do Centenário da Imprensa no Brasil. Secretaria do IHGB, 23.11.1908 (Biblioteca do IHGB).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-participantes.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43450 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-participantes.jpg" alt="relaçãodos participantes" width="322" height="476" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-participantes1.jpg"><img class="  wp-image-43451 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-participantes1.jpg" alt="relaçãodos participantes1" width="320" height="421" /></a></p>
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<p style="text-align: center;"> <strong><em><span style="color: #800000;">Breve histórico do Dia Nacional da Imprensa</span></em></strong></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa4.jpg"><img class="alignnone  wp-image-43355" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa4.jpg" alt="imprensa4" width="424" height="283" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O dia 1º de junho foi instituído como o Dia da Imprensa, por meio da<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9831.htm#:~:text=L9831&amp;text=LEI%20No%209.831%2C%20DE,e%20111o%20da%20Rep%C3%BAblica." target="_blank"> lei n. 9.831, de 13 de setembro de 1999</a>, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1931-), e celebra a primeira publicação do periódico O <em>Correio Brazilienze ou Armazém Literário</em>, editado por Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça (1774 &#8211; 1823), em Londres. Por expressar críticas ao governo de dom João VI circulava clandestinamente no Brasil e em Portugal. Era mensal e existiu até 1822, quando o Brasil tornou-se independente. <em>O Correio Braziliense </em>foi, entre junho 1808 até dezembro de 1822,<em> o nosso único jornal – informativo, doutrinário e pugnaz -, mau grado seu relativo inatualismo e deficiente distribuição, e as perseguições que sofreu do real governo</em>. Produzido em Londres, na oficina de W. Lewis, saiu regulamente todos os meses enquanto existiu, num total de 175 números. Compreendia quatro seções: Política, Comércio e Artes, Literatura e Ciências e Miscelânea. Trazia por divisa os seguintes versos de Camões:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Na quarta parte nova os campos ara,</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>E se mais mundo houvera lá chegara</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43349" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700142/2" target="_blank"><img class="wp-image-43349 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa2.png" alt="imprensa2" width="318" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700142/1" target="_blank">Capa do primeiro volume do <em>Correio Braziliense ou Armazém Literário,</em> de junho de 1808</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43350" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700142/1" target="_blank"><img class="wp-image-43350 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa3.jpg" alt="imprensa3" width="314" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700142/1" target="_blank">Na mesma edição, gravura retratando Hipólito José da Costa</a></p></div>
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<p>Até  1999, o Dia Nacional da Imprensa era celebrado, em 10 de setembro, quando foi publicado o primeiro número do jornal <em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, em 1808, pela Imprensa Régia ou Impressão Régia. Considerado o primeiro periódico impresso no Brasil, a <em>Gazeta do Rio de Janeiro </em>veiculava o pensamento oficial da corte portuguesa e pertencia à Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Tinha quatro páginas, raramente 6 ou 8. Seria publicada aos sábados, mas desde seu segundo número declarou circular também às quartas-feiras. Sua assinatura semestral custava, a domicílio,  3$800, incluídas a edições extras, e o exemplar avulso $080, na loja de Paulo Martin Filho, mercador de livros. Passou a trimestral em julho de 1821. Era redigida por Tiburcio José da Rocha (17? &#8211; 18?), oficial da Secretaria de Estrangeiros e Guerra. Trazia por epígrafe os versos de Horácio:</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Doctrina sed vi promovet insitam, rectique cultus pectora roborant.</em></span></p>
<p><em><span style="color: #800000;">A instrução (ou educação) estimula a força inata, e o cultivo da virtude (ou o bom ensino) fortalece o peito (a alma/o caráter).</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 565px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=749664&amp;pagfis=1" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Captura-de-tela-2025-01-06-143736.png" alt="Gazeta do Rio de Janeiro, 10 de setembro de 1808" width="555" height="748" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=749664&amp;pagfis=1" target="_blank"><em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, 10 de setembro de 1808</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssima história da vinda da corte portuguesa no Brasil e o início da imprensa nacional</strong></em></span></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa11.jpg"><img class="alignnone  wp-image-43468" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa11.jpg" alt="imprensa11" width="259" height="252" /></a></p>
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<p>A história da Imprensa Nacional começou na década de 1800. Cerca de um ano antes da vinda da corte portuguesa para o Brasil, o governo português havia comprado da Inglaterra prelos e material tipográfico para a Secretaria de Negócios Estrangeiros e de Guerra. Na fuga da corte de Portugal para o Brasil, o futuro Conde da Barca, dom Antônio de Araújo de Azevedo (1754-1817), despachou o material, que nem havia sido desencaixotado, na nau <em>Medusa</em>, que fazia parte da esquadra que veio para o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43438" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/1516" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43438" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/condedabarca.jpg" alt="O conde da Barca por Pradier " width="360" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/1516" target="_blank">O conde da Barca (1754 &#8211; 1817) por Charles Simon Pradier (1783 &#8211; 1947)/ Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Decretado o Bloqueio Continental por Napoleão (1769 &#8211; 1821), imperador dos franceses, contra a Grã-Bretanha, grande inimiga da França, Portugal se vê diante de um impasse: ou mantém relações comerciais com a Grã-Bretanha, o que ocasionaria a invasão francesa, ou corta os laços com Londres, traindo sua tradicional aliada desde a Idade Média, com a provável perda de suas colônias. Chega a Portugal o embaixador Percy Smith (1780- 1855), Visconde de Stangford, para lutar pelos interesses britânicos. O príncipe regente dom João, futuro dom João VI, tenta defender os interesses de seu país negociando a neutralidade. Diante da iminência da invasão francesa, decide partir com a Família Real para o Brasil, mantendo a soberania da maior colônia portuguesa e também não se rendendo a Napoleão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43437" style="width: 783px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://imagenshistoricas.com.br/1808-corte-portuguesa-brasil/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43437" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa9.jpg" alt="Embarque do príncipe regente de Portugal, Dom João, e toda família real para o Brasil no cais de Belém, na cidade de Lisboa, em novembro de 1807. A corte portuguesa chegaria ao Brasil em janeiro de 1808. Pintura de Henry L’Évêque (1768-1845). Biblioteca Nacional de Portugal." width="773" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://imagenshistoricas.com.br/1808-corte-portuguesa-brasil/" target="_blank">Pintura de Henry L´Éveque (1768 -1845) do embarque do príncipe regente de Portugal, dom João, e toda família real para o Brasil no cais de Belém, na cidade de Lisboa, em novembro de 1807 / Biblioteca Nacional de Portugal.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A corte embarcou em 27 de novembro de 1807, mas devido a um temporal, só partiu dois dias depois. Escoltados pela armada da Inglaterra, deixaram o país a rainha Dona Maria I (1734 &#8211; 1816), o príncipe herdeiro e regente, sua esposa, Carlota Joaquina (1775 &#8211; 1830) com seus nove filhos, o aparelho burocrático e a elite do país. Vinte e quatro horas depois, as tropas francesas lideradas pelo marechal Junot (1771 &#8211; 1813) chegaram a Lisboa e Portugal tornou-se palco da guerra franco-britânica. A Família Real chegou a Salvador e seu desembarque aconteceu com uma grande solenidade, em 22 de janeiro de 1808.</p>
<p>Ainda em Salvador, em 28 de janeiro, o príncipe regente Dom João, assinou a Carta Régia decretando a <em>Abertura dos Portos às Nações Amigas</em>. Era o fim do monopólio português de comércio com o Brasil. Com a presença da corte no Brasil tornou-se interessante para Portugal o desenvolvimento da colônia. O governo português passou a angariar recursos com os impostos nas alfândegas. A Inglaterra foi a maior beneficiada, pois passou a ter no comércio com o Brasil uma compensação para o bloqueio que sofria na Europa. Os termos da Carta Régia, endereçada ao vice-rei do Brasil, João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes Brito (1773 &#8211; 1809), o conde da Ponte, foram inspirados pelo futuro visconde de Cairu, José da Silva Lisboa (1756 &#8211; 1835), simpatizante dos princípios liberais do filósofo e economista escocês Adam Smith (1723 &#8211; 1790) e orientador da política econômica de dom João no Brasil.</p>
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<div id="attachment_43439" style="width: 886px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Decreto_de_Abertura_dos_Portos_%C3%A0s_Na%C3%A7%C3%B5es_Amigas#/media/Ficheiro:Abertura_dos_portos.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-43439" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/aberturadosportos.jpg" alt="Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas / Acervo Arquivo Nacional" width="876" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Decreto_de_Abertura_dos_Portos_%C3%A0s_Na%C3%A7%C3%B5es_Amigas#/media/Ficheiro:Abertura_dos_portos.jpg" target="_blank">Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>Em 26 de fevereiro, a esquadra partiu para o Rio de Janeiro, onde chegou em 7 de março de 1808. No dia seguinte, dom João e Dona Carlota desembarcaram na cidade. Pela primeira vez uma colônia recebia um soberano europeu em sua terras.</p>
<p>Poucos meses depois, em 13 de maio de 1808, dia do 41º aniversário do príncipe regente dom João (1767-1826), foi constituída a Impressão Régia. Assinado por dom João, <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/historicos/dim/DIM-13-5-1808-3.htm" target="_blank">o decreto de Rodrigo de Souza Coutinho (1755-1812)</a>, futuro conde de Linhares, e ministro da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, determinava a instalação no Rio de Janeiro dos prelos trazidos de Lisboa após a fuga da corte portuguesa. A Impressão Régia ficou submetida à mencionada secretaria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43441" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://purl.pt/13122" target="_blank"><img class="wp-image-43441 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/condedelinhares.jpg" alt="Conde de Linhares" width="428" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://purl.pt/13122" target="_blank">Conde de Linhares (1755 &#8211; 1812) por José Maria Caggiani (1816-1891) / Biblioteca Nacional de Portugal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43467" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Impress%C3%A3o_R%C3%A9gia_%28Rio_de_Janeiro%29#/media/Ficheiro:DECRETO_DE_CRIA%C3%87%C3%83O_DA_IMPRESSA_NACIONAL_1808_001.png" target="_blank"><img class="wp-image-43467 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa10.jpg" alt="imprensa10" width="365" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Impress%C3%A3o_R%C3%A9gia_%28Rio_de_Janeiro%29#/media/Ficheiro:DECRETO_DE_CRIA%C3%87%C3%83O_DA_IMPRESSA_NACIONAL_1808_001.png" target="_blank">Decreto real de D. João VI criando o serviço de impressão / Código Brasiliense &#8211; Wikipédia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma data, foi impresso o primeiro trabalho da Impressão Régia, uma Relação de Despachos com os documentos oficiais desde a chegada da corte ao Brasil até aquela data. Era um folheto de 27 páginas e era vendido na loja do livreiro Manuel Jorge da Silva, na Rua do Rosário.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-despachos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43440" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/relaçãodos-despachos.jpg" alt="relaçãodos despachos" width="494" height="469" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A administração da Impressão Régia coube, por decisão de 24 de julho de 1808,  a uma junta composta por José Bernardes de Castro (17? &#8211; 18?), oficial da Secretaria de Estrangeiros e da Guerra; Mariano da Fonseca (1773 &#8211; 1848), o antigo consórcio de Silva Alvarenga na jacobina Sociedade Literária, e José Silva Lisboa (1756 &#8211; 1835). Primeiramente a Impressão Régia foi instalada na casa do conde da Barca, na Rua do Passeio nº 42, e, em 1810, foi transferida para o andar térreo de um prédio da Rua dos Barbonos (atual Evaristo da Veiga), esquina com a Rua das Marrecas.</p>
<p>A criação da Impressão Régia marcou o início da indústria editorial e da imprensa oficial no Brasil, que foi, segundo Alberto Dinis, o 12º país da América Latina a obter da respectiva metrópole o direito de impressão. Anteriormente, por determinação da Ordem Régia de 6 de julho de 1747  era proibida o uso da tipografia no Brasil &#8211; a administração colonial não permitia a tipografia e o jornalismo no Brasil porque os reis de Portugal temiam a difusão de ideias revolucionárias.</p>
<p>Segundo informado por Ana Maria Camargo e Moraes, em <em>Bibliografia da Impressão Régia do Rio de Janeiro</em> (1993), o primeiro livro impresso pela Impressão Régia foi <em>Observações sobre o Commercio Franco no Brazil</em>, de autoria de José da Silva Lisboa (1753 &#8211; 1835), o futuro visconde de Cairu.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa12.jpg"><img class=" size-full wp-image-43470 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/imprensa12.jpg" alt="imprensa12" width="337" height="475" /></a></p>
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<p>O estabelecimento da Imprensa Régia e o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, foram as decisões de dom João VI que abriram o Brasil para o mundo do ponto de vista cultural e político.</p>
<p>Porém, tudo que seria impresso passava por uma censura prévia. Os originais eram encaminhados à Imprensa Régia por aviso da Secretaria de Estrangeiros e da Guerra, após examinados pelos censores régios e pelo Desembargo do Paço. Também eram proibidas notícias de livros estrangeiros sem permissão da Intendência da Polícia. Compunham a mesa censória o frade Antônio de Arrábida (1771 &#8211; 1850), o padre João Manzoni (17? -18?), José da Silva Lisboa e Luís José Carvalho e Melo (1764 &#8211; 1826).</p>
<p>A primeira tentativa de libertação da palavra escrita no Brasil aconteceu na Revolução Pernambucana de 1817. Na Constituição que deveria reger a efêmera república, declarava-se no artigo 25: “A liberdade de imprensa é proclamada, ficando porém o autor de qualquer obra e seus impressos sujeitos a responder pelos ataque à religião, à Constituição, aos bons costumes e caráter dos indivíduos, na maneira determinada pelas leis em vigor”. Mas a censura prévia no Brasil só foi abolida, em 28 de agosto de 1921, por dom Pedro I.</p>
<p>A criação da Impressão Régia também propiciou o surgimento da arte da gravura no Brasil, em 1809, com o notável João Caetano Rivara (c. 1770 &#8211; 1824), discípulo de Francesco Bartollozzi (1727–1815); Romão Eloi Casado de Almeida (17? &#8211; 18?) e Paulo dos Santos Ferreira Souto. Os dois últimos vieram para o país com o Frade José Mariano da Conceição Veloso (1742 &#8211; 1811), <em>certamente do Arco do Cego,</em> importante editora e oficina tipográfica ativa em Lisboa, entre 1799 e 1801, dirigida pelo referido religioso. Foram todos para a Imprensa Régia. Neste mesmo ano foram editados os <em>Elementos da Geometria</em> de Legendre, com 13 figuras gravadas por Souto, as primeiras abertas no Brasil e, em 1812, estampava-se a grande Planta do Rio de Janeiro, levantada em 1808, desenhada por J.A. dos Reis e também aberta por Souto, sob a direção de Rivara. Romão gravou a portada e o retrato de Pope para a edição do <em>Ensaio sobre a Crítica,</em> traduzido pelo conde de Aguiar e impresso em 1810.</p>
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<p>Agradeço à importante colaboração de Sônia Nascimento de Lima, chefe do arquivo do IHGB e de Fábio Thomas Pinheiro Souza, assistente da Biblioteca do IHGB, para a elaboração deste artigo.</p>
<p>*Provavelmente o jornalista Braz Vianna.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ABREU, Márcia; BRAGANÇA, Aníbal (orgs). <em>Impresso no Brasil: Dois séculos de livros brasileiros</em>. São Paulo: Editora Unesp, 2010.</p>
<p>ABREU, Márcia. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/698-Texto%20do%20artigo-1840-1902-10-20230514.pdf" target="_blank"><em>Impressão Régia do Rio de Janeiro: novas perspectivas</em></a>. Parte do Projeto Temático <em>Caminhos do romance no Brasil· séculos XVIII e XIX</em>, financiado pela FAPESP. <em>Revista Convergência Lusíada</em>, 21 &#8211; 2005</p>
<p>BARROS, Maria Pia Fontes Lins de; WANDERLEY, Andrea C. T. <em>Agenda do Centro de Documentação da TV Globo.</em></p>
<p>BETONI, Nicholas Simão. O livro como objeto de coleção: <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/103/103131/tde-01122021-170539/publico/nicholasimaobetonicorrigida.pdf" target="_blank"><em>Um recorte da Coleção Rubens Borba de Moraes da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação  Interunidades m Museologia da Universidade de São Paulo, 2021.</p>
<p>CAMARGO, Angélica Ricci. <a href="https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/15-dicionario/57-dicionario-da-administracao-publica-brasileira-do-periodo-colonial/152-censores-regios" target="_blank"><em>Censores régios</em></a>, Arquivo Nacional, julho, 2011.</p>
<p>CAMARGO, Angélica Ricci. <a href="https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/15-dicionario/57-dicionario-da-administracao-publica-brasileira-do-periodo-colonial/204-impressao-regia" target="_blank"><em>Impressão Régia</em></a>. Arquivo Nacional, agosto, 2011.</p>
<p>Catálogo dos 190 anos de Imprensa no Brasil 1808 – 1998. Exposição documental 13 a 27 de maio de 1998, IHGB.</p>
<p>COSTA, Alvaro Daniel. <a href="https://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/2365" target="_blank"><em>A comemoraçãodo centenário da imprensa perióidica brasileira no IHGB: uma memória do jornalismo nacional (1908)</em></a>. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa para a obtenção do Título de Mestre em História, Área de História, culturas e identidades, agosto de 2017.</p>
<p>COSTA, Carla. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank"><em>Série “Exposições” III e Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II – A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 5 de abril de 2018.</p>
<p>DINES, Alberto. &#8216;<em>Aventuras e Desventuras de Antônio Isidoro da Fonseca &#8211; nova documentação sobre a malograda Tipografia do Rio de Janeiro no século XVIII, com achegas aos 190 anos da imprensa brasileira</em> in: DINES, Alberto; FALBEL, Nachman; MILGRAM, Avraham (org.) <em>Em nome da fé.</em> São Paulo: Perspectiva, 1999.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Minuta da carta de Fleuiss ao ministro Miguel Calmon, ministro da Indústria Viação e Obras Públicas sobre as providências já tomadas em relação à exposição do centenário da imprensa no Brasil; e propondo o Palácio Monroe para a realização da mesma. Rio de Janeiro, 19.12.1907. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>Ofício de Miguel Calmon, ministro da Indístria, Viação e Obras Públicas acusando o recebimento da comunicação da iniciativa do IHGB em comemorar o centenário da imprensa no Brasil. Rio de Janeiro, 04.09.1907.</p>
<p>Ofício circular expedido a todos os membros da comissão executiva do centenário da imprensa no Brasil. Rio de Janeiro, 31.07.1907. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>PESSOA, Ana; SANTOS, Ana Lucia V. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/MORADASDEENGENHOEARTEASCASASDOCONDEDABARCANONOVOMUNDO.pdf" target="_blank"><em>Moradas de engenho e arte: as casas do Conde da Barca no Novo Mundo</em></a>. Revista do IHGB, Rio de Janeiro, set./dez. 2017.</p>
<p>Portaria do Instituto Histórico e Brasileiro estabelecendo escala de plantão dos funcionários durante a exposição comemorativa do centenário da imprensa. Rio de Janeiro, 14-08-1908. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>Portaria do Instituto Histórico e Brasileiro estabelecendo reclamando da escala de plantão dos funcionários durante a exposição comemorativa do centenário da imprensa. Rio de Janeiro, 24-08-1908. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>Proposta apresentada pelos sócios Max Fleuiss, Barão de Studart, Alfredo de Carvalho, Orville A. Derby e José Américo dos Santos para que o IHGB organizasse uma exposição jornalística comemorativa do primeiro centenário da imprensa no Brasil. Com parecer aprovando a iniciativa e nomeando uma comissão para conduzir os trabalhos. Rio de Janeiro, 29.07.1907. Biblioteca do IHGB.</p>
<p>Relação dos expositores que concorreram para a Comemoração da º Centenário da Imprensa no Brasil. Secretaria do IHGB, 23.11.1908. Biblioteca do IHGB.</p>
<p><a href="https://www.ihgrj.org.br/revistas/Revista_numero%2031.pdf" target="_blank"><em>Revista do IHGB</em>, número 31, 2024</a></p>
<p><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro- Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1908, parte I.</p>
<p><em>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro- Tomo Consagrado à Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Imprensa Periódica no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1908, parte II, volume I.</p>
<p>RIZZINI, Carlos. <em>O livro, o jornal e a tipografia no Brasil</em>, <em>1500 – 1822 com um breve estudo geral sobre a informação.</em> Livraria Kosmos Editora. Erich Eichner &amp; Cia Ltda. Rio de Janeiro São Paulo Porto Alegre, s/d.</p>
<p>ROMANCINI, Richard. <span style="font-size: medium;"><a href="https://pjbr.eca.usp.br/arquivos/ensaios3_a.htm" target="_blank"><em>Inventando tradições: os historiadores e a pesquisa inicial sobre o jornalismo in Revista Pj:Br</em></a>, 1º semestre de 2004.</span></p>
<p><a href="https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/noticias/o-dia-nacional-da-imprensa">Site Ministério da Cultura</a></p>
<p><a href="https://www.ihgb.org.br/sobre-o-ihgb/linha-do-tempo/" target="_blank">Site IHGB</a></p>
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		<title>O centenário do Palácio Tiradentes</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2026 14:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[O Palácio Tiradentes foi construído no local onde existia a Casa de Câmara e Cadeia Velha, prédio erguido em torno de 1640, que foi demolido em 1922, quando foi lançada, com a presença do presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 - 1942), a pedra fundamental do prédio da nova sede do Legislativo. Cerca de um ano antes, em 1921, foi aprovado um projeto dos arquitetos Archimedes Memória (1893 - 1960) e  Francisque Couchet (18? -19?) para a sua construção. Inspirado no Grand Palais, o Palácio Tiradentes foi inaugurado em 6 de maio de 1926 e hoje, com fotografias de Augusto Malta (1864 - 1957), de Guilherme Santos (1871 - 1966) e de fotógrafos ainda não identificados, a Brasiliana Fotográfica celebra seu centenário.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Palácio Tiradentes foi construído no local onde existia a Casa de Câmara e Cadeia Velha, prédio erguido em torno de 1640, que foi demolido em 1922, quando foi lançada, com a presença do presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), a pedra fundamental do prédio da nova sede do Legislativo. Cerca de um ano antes, em 1921, foi aprovado um projeto dos arquitetos  Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960) e  Francisque Couchet (18? -19?) para a sua construção. Inspirado no Grand Palais, o Palácio Tiradentes foi inaugurado em 6 de maio de 1926 e hoje, com fotografias de Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), de Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966) e de fotógrafos ainda não identificados, a Brasiliana Fotográfica celebra seu centenário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2784" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2784/014AM012060.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2784" target="_blank">Augusto Malta. Palácio Tiradentes, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/338" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Palácio Tiradentes disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Palácio Tiradentes foi construído no local onde existia a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29820" target="_blank">Casa de Câmara e Cadeia Velha</a>, prédio erguido em torno de 1640, quando os membros do Senado e da Câmara do Rio de Janeiro solicitaram a construção de um edifício para abrigar os trabalhos do legislativo. No século XVII, usualmente, nas cidades coloniais da América portuguesa nesses mesmos prédios ficavam as prisões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11278" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11278/007A5P3F10-048.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11278" target="_blank">Augusto Malta. Câmara e Cadeia Velha, 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 25 de dezembro de 1921, foi aprovado um projeto do cearense Archimedes Memória e do franco-suíço Francisque Couchet, ambos arquitetos, para a construção do Palácio Tiradentes, no local onde existia a Cadeia Velha (<a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/308250/148." target="_blank"><i>Architectura no Brasil</i>, janeiro de 1922</a>). Eles trabalhavam no Escritório Técnico Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920), que havia falecido, em 1920. Memória e Couchet foram sócios até 1929.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29836" style="width: 595px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/cool_timeline/1921/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29836" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/tiradentes1.jpg" alt="Projeto de Archimedes Memória e Francisco Couchet paa o Palácio Tiradentes" width="585" height="369" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/cool_timeline/1921/" target="_blank">Projeto de Archimedes Memória e Francisco Couchet para o Palácio Tiradentes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Archimedes e Couchet foram também responsáveis pelos projetos do Palácio das Festas e do Palácio das Grandes Indústrias, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição Internacional do Centenário da Independência</a> (1922), um dos maiores eventos internacionais já realizados no Brasil, inaugurada no Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1922 e encerrada em 24 de julho do ano seguinte; além dos edifícios do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25175" target="_blank">Palácio Pedro Ernesto (1923)</a>, cujo projeto foi desenvolvido por eles, já que seu autor, Heitor Mello (1875 &#8211; 1920), faleceu em 1920; do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_02/21282" target="_blank">Hotel Balneário da Urca (1925)</a>, futuro Cassino da Urca e sede da TV Tupi carioca; do Jockey Club Brasileiro, na Gávea (1926), e do Botafogo Futebol e Regatas (1928).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://academiaipuense.com.br/patronos/160-archimedes-memoria" target="_blank"><img src="https://academiaipuense.com.br/images/patronos/ARCHIMEDES%20MEMORIA.png" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://academiaipuense.com.br/patronos/160-archimedes-memoria" target="_blank">Archimedes Memória / Academia Ipuense de Letras, Ciências e Arte</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29746" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a class="fbx-link" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/arquitetos.jpg"><img class="wp-image-29746 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/arquitetos.jpg" alt="Augusto Malta, Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adollpho Morales de los Rios (pai) e Francisco Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Arquimedes Memoria, Adolpho Morales de los /rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Vianna, de 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Rio antigo, por Charles Dunlop." width="414" height="359" /></a><p class="wp-caption-text">Augusto Malta. Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adolpho Morales de los Rios (pai) e Francisque Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Archimedes Memoria, Adolpho Morales de los Rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Viana, 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Rio Antigo, por Charles Dunlop.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O prédio da Cadeia Velha foi demolido, em 1922, quando foi lançada, com a presença do presidente da República, Epitácio Pessoa, a pedra fundamental do prédio da nova sede do Legislativo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/764256/2096" target="_blank">(<em>O Combate</em>, 19 de junho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/40532" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de junho de 1922</a>).</p>
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<div id="attachment_29907" style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/764256/2096" target="_blank"><img class="wp-image-29907 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/pedra4.jpg" alt="pedra4" width="412" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/764256/2096" target="_blank"><em>O Combate</em>, 19 de junho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29837" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=40532" target="_blank"><img class="wp-image-29837 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/pedra.jpg" alt="pedra" width="286" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=40532" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de junho de 1922</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11058" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11058/037SL01086.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11058" target="_blank">Demolição do Morro do Castelo; ao fundo, a Ilha Fiscal e o Palácio Tiradentes em construção, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29838" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11058" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29838" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/pedra1.jpg" alt="Detalhe da foto anterior" width="582" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11058" target="_blank">Detalhe da foto anterior com destaque para o Palácio Tiradentes em construção</a></p></div>
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<p>No <em>estilo do palácio é Luiz XVI, moderno</em>, segundo a revista <a href="http://memoria.bn.br/docreader/308250/148" target="_blank"><em>Architectura</em> <i>no Brasil</i>, de janeiro de 1922</a><em>, </em>foi inspirado no Grand Palais de Paris. O Palácio Tiradentes foi inaugurado em 6 de maio de 1926, no dia em que se completava <em>Um século de vida legislativa no Brasil.</em> Seu nome homenageia Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746 &#8211; 1792), um dos líderes da Inconfidência Mineira, que passou cinco dias na Cadeia Velha, da onde foi levado à forca, em 21 de abril de 1792.</p>
<p>Por ordem do então presidente da Câmara, Arnolfo de Azevedo (1868 &#8211; 1942), o Palácio Tiradentes foi construído com muita economia, tendo custado 15 contos de réis, metade do custo do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33476" target="_blank">Palácio Pedro Ernesto</a>, inaugurado em 1923. Toda sua estrutura é de concreto e tijolo; as estátuas são de massa. Ricos cafeicultores e o estado de São Paulo foram responsáveis pela doação de vários móveis para a nova Câmara Federal, abrigada no Palácio Tiradentes, que ali funcionou de 1926 até 1960 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/25463" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 7 de maio de 1926</a>; <em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25193" target="_blank">6 de maio</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25205" target="_blank"> 7 de maio</a> de 1926; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/308250/616" target="_blank"><i>Architectura no Brasil</i>, junho/julho de 1926</a>).</p>
<div></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29840" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;pagfis=25205" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29840" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/pedra2.jpg" alt="O Paiz, 7 de maio de 1926" width="310" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;pagfis=25205" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de maio de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma ocasião, foi descerrada, em frente ao plácio, a estátua de Tiradentes, de autoria do escultor Francisco de Andrade  (1893-1953). Em bronze, tem 4,5 metros de altura e, em sua base, lê-se <em>Libertas Quæ Sera Tamen</em><em> &#8211; Liberdade ainda que tardia</em> -, lema dos inconfidentes mineiros inscrito na bandeira oficial do Estado de Minas Gerais.</p>
<p>Francisco de Andrade havia, em 1914, vencido o concurso para realizar a estátua de Tiradentes. A peça deveria representar Tiradentes no momento, em que estava sendo conduzido à forca, em 21 de abril de 1792, no Largo da Lampadosa, atual Praça Tiradentes. O local escolhido para a fixação da estátua é o mesmo ponto onde se localizava a cela em que Tiradentes esteve preso. A estátua <em>foi alvo de críticas e reparos à época, pois representava o alferes mór do Brasil muito velho, vestindo uma túnica de condenado que lembrava desagradavelmente uma camisola de dormir. Representava-o, igualmente, barbado e cabeludo, atributos que à época, já se sabia que Tiradentes nunca os tivera por ser militar </em>(<a href="https://palaciotiradentes.rj.gov.br/noticias/historias-dos-100-anos-do-palacio-estatua-de-tiradentes" target="_blank">Site Palácio Tiradentes</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44444" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://palaciotiradentes.rj.gov.br/noticias/historias-dos-100-anos-do-palacio-estatua-de-tiradentes" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44444" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/tiradentes.jpg" alt="O escultor Francisco de Andrade e sua obra, a estátua de Tiradentes" width="283" height="495" /></a><p class="wp-caption-text">O<a href="https://palaciotiradentes.rj.gov.br/noticias/historias-dos-100-anos-do-palacio-estatua-de-tiradentes" target="_blank"> escultor Francisco de Andrade (1893 &#8211; 1953) e sua obra, a estátua de Tiradentes / Site Palácio Tiradentes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cerca de dois anos depois, o presidente dos Estados Unidos, Herbert Hoover (1874 &#8211; 1964), fez uma visita ao Palácio Tiradentes, em 22 de dezembro de 1928 <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/67425" target="_blank">Fon-Fon</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/67425" target="_blank">, 29 de dezembro de 1928</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10232" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10232/002080RJ6611.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10232" target="_blank">Guilherme Santos. Herbert Clark Hoover, presidente dos Estados Unidos, durante visita à Câmara dos Deputados, 22 de dezembro de 1928. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Abaixo, um imagem de autoria do fotógrafo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a> no dia da Constituinte de 1934, em 16 de julho de 1934, com a cavalaria e civis diante do Palácio Tiradentes.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9465" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9465/002080RJ6415.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9465" target="_blank">Guilherme Santos. Cavalaria e civis em frente ao Palácio Tiradentes, no dia da Constituinte de 1934, 16 de julho de 1934. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Parlamento foi fechado pelo presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) no período do Estado Novo, de 1937 a 1945, e o Palácio Tiradentes passou a sediar o Ministério da Justiça e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão de censura do regime. Com a saída de Vargas, em 1945, o Palácio Tiradentes voltou a abrigar a Assembleia Constituinte.</p>
<p><span style="color: #333333;">Quando Brasília tornou-se a capital do Brasil, em 1960, no Palácio Tiradentes passou a funcionar a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara (ALEG) que, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, efetivada em 1975, passou a se chamar Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).</span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CASTRO, Ramiro Berbert de. <a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/179460?show=full" target="_blank"><em>Edifícios da Cadeia Velha, Palácio Monroe e Biblioteca Nacional</em></a>. Rio de Janeiro : Empresa Brasil Editora, 1926.</p>
<p><a href="https://diariodorio.com/historia-do-predio-do-istituto-europeo-di-design-o-cassino-da-urca/" target="_blank">Diário do Rio</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/economia/imoveis/arquitetos-falam-sobre-arquitetura-marcante-do-jockey-club-3135628" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 10 de novembro de 2011</a></p>
<p><a href="https://academiaipuense.com.br/patronos/160-archimedes-memoria" target="_blank">Site Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes</a></p>
<p><a href="http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/historia/" target="_blank">Site Palácio Tiradentes</a></p>
<p><a href="https://riomemorias.com.br/memoria/palacio-tiradentes/" target="_blank">Site Rio Memórias</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série “Teatros e cinemas do Brasil” XVI e Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; X &#8211; O centenário do Cinema Odeon</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 13:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Cinelândia]]></category>
		<category><![CDATA[cinema odeon]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[O atual prédio do Cinema Odeon, destacado neste artigo com uma fotografia do alagoano Augusto Malta, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio. Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, o Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos. O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O atual prédio do Cinema Odeon, fotografado pelo alagoano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, em torno de 1930, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">O Paiz</span></em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). Possuía capacidade para 1.344 pessoas, entre plateia e camarotes. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/24848" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de abril de 1926, segunda coluna</a>). O edifício, cujo arquiteto foi o alemão Ricardo Wriedt (? &#8211; 1961), combina elementos estruturais clássicos com detalhes decorativos<em> Art Déco</em>. Wriedt também projetou a casa, de estilo normando, de Eva Klabin (1903 &#8211; 1991), na Lagoa; e o <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830305/32137" target="_blank">Edifício Novo Mundo, na Lapa</a>. Ele tem projetos tanto no Rio de Janeiro como em outras cidades do Brasil.</p>
<p>O cinema Odeon passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.</p>
<p>O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro e é um monumento à memória do cinema brasileiro e à vitalidade cultural carioca. É a sala de cinema mais icônica do Rio de Janeiro e resiste no quarteirão dos antigos palácios de cinema da cidade. Seu nome tem origem na Antiguidade: os <em>odeons</em> eram os prédios greco-romanos onde aconteciam espetáculos musicais e competições de poesias. Eram menores do que os teatros e possuíam uma cobertura para melhorar a acústica. Muitos teatros e cinemas de todo o mundo trazem este mesmo nome.</p>
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<div style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8162/014AM012072.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="599" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8162" target="_blank">Augusto Malta. Cine Odeon, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><em><span style="font-family: Georgia;">&#8220;É o mais belo, o mais luxuoso, o mais confortável e o mais tudo quanto pode desejar de agradável em um cinema, de quantos que existem no Rio&#8230;É a realização plena de um sonho desse grande idealista do cinema entre nós, o Sr. Francisco Serrador&#8221;.</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/15428" target="_blank"><em><span style="font-family: Georgia;">Jornal do Commercio</span></em>, 2 de abril de 1926, quarta coluna</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23986" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_11/15428" target="_blank"><img class="wp-image-23986 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/odeon.jpg" alt="Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926" width="419" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_11/15428" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" size-full wp-image-42037 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon5.jpg" alt="odeon5" width="318" height="302" /></p>
<p><img class="size-full wp-image-42038" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon6.jpg" alt="Aspectos da inauguração do Cinema Odeon / Cinearte, 21 de abril de 1926" width="325" height="344" /></p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/285" target="_blank">Aspectos da inauguração do Cinema Odeon / Cinearte, 21 de abril de 1926</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro filme exibido na nova sala foi <em>Graustark</em> ou <em>Amor de Príncipe</em>, estrelado por Norma Talmadge (1894 &#8211; 1957), <span class="hero__primary-text" data-testid="hero__primary-text">Eugene O&#8217;Brien </span><span class="hero__primary-text-suffix" data-testid="hero__primary-text-suffix">(1880-1966) </span>e <span class="hero__primary-text" data-testid="hero__primary-text">Marc McDermott </span><span class="hero__primary-text-suffix" data-testid="hero__primary-text-suffix">(1871-1929).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42031" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0015874/mediaviewer/rm79619584/?ref_=tt_ov_i" target="_blank"><img class="wp-image-42031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon3.jpg" alt="Cartaz do filme" width="650" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0015874/mediaviewer/rm79619584/?ref_=tt_ov_i" target="_blank">Cartaz do filme Graustark ou Amor de Príncipe, o primeiro a ser exibido no Cinema Odeon na Praça Floriano / Site IMDB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42029" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/305138/1769" target="_blank"><img class="wp-image-42029 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon11.jpg" alt="odeon1" width="365" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/305138/1769" target="_blank">Café Odeon / <em>Frou-Frou</em>, julho de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42034" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/60775" target="_blank"><img class=" wp-image-42034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/odeon4.jpg" alt="Restaurante Odeon / O Malho, novembro de 1926" width="790" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/60775" target="_blank">Restaurante Odeon / <em>O Malho</em>, novembro de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro &#8211; o Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://www.cineodeon.com.br/" target="_blank"><em>” O ODEON é parte da memória cultural do Rio de Janeiro e representa uma época em que o cinema e o Centro da cidade se confundiam e se completavam. Sua história acompanha as mudanças da cidade ao seu redor ao longo dos seus 90 anos e continua a encantar o público, combinando com maestria a tradição e a renovação, o clássico e o contemporâneo, sem nunca perder a força da sua identidade</em></a><em>“.</em></strong></p>
<p style="text-align: right;">Site do Cine Odeon (desativado)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42327" style="width: 758px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/arquivonacionalbrasil/photos/s%C3%A9rie-cine-retr%C3%B4-cinema-odeono-odeon-%C3%A9-um-dos-poucos-remanescentes-dos-cinemas-d/2036991596394708/" target="_blank"><img class="wp-image-42327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon3.jpg" alt="Luciano FErrez. Cine Odeon, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional" width="748" height="424" /></a><p class="wp-caption-text">Luciano Ferrez. Fachada do Odeon, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O primeiro Cinema Odeon</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42326" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/26891" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42326" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon2.jpg" alt="O primeiro Cinema Odeon / Fon-Fon, 3 de fevereiro de 1917" width="363" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/26891" target="_blank">O primeiro Cinema Odeon /<em> Fon-Fon</em>, 3 de fevereiro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembramos aqui que o primeiro Cinema Odeon foi inaugurado, em 16 de agosto de 1909, na então <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a>, nº 137, esquina com a Rua Sete de Setembro, instalada pelo Srs. Zambelli &amp; C., no Palacete Guinle.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42324" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/20446" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon.jpg" alt="O Paiz, 15 de agosto de 1909" width="295" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/20446" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1909 e 1913, o pianista Ernesto Nazareth (1863 – 1934) tocava na sala de espera, tendo merecido um elogio do também pianista e compositor Henrique Oswald (1852 – 1931), que o ouviu no Cinema Odeon: “<em>É admirável esse moço. Que música ele faz! Eu mesmo seria incapaz de interpretá-la com aquela mestria, aquele prodígio de ritmo. E aqui, perdido nesta indiferença…</em>”. Nazareth havia dedicado o tango <em>Batuque</em> (1901) a Oswald.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41449" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/ernesto.jpg"><img class="size-full wp-image-41449" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/ernesto.jpg" alt="Ernesto Nazareth / Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Ernesto Nazareth : 1863-1934 " width="465" height="543" /></a><p class="wp-caption-text">Ernesto Nazareth / Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Ernesto Nazareth : 1863-1934</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nazareth retornou ao cinema, entre 1913 e 1918, como pianista da orquestra de Eduardo Andreozzi (1892-1979). Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959) era, na ocasião, o violoncelista. O compositor e professor francês Darius Milhaud (1892 – 1974), que passou uma temporada no Brasil, também o ouviu tocar no Odeon e, posteriormente, escreveu sobre ele em sua autobiografia <em>Notes san musique</em>. Foi também no Odeon que o pianista polonês Arthur Rubinstein (1887-1982) o ouviu tocar, tendo ficado impressionado com sua performance. Sua composição, o tango <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMXgiE238Ms" target="_blank"><em>Odeon</em></a>, publicado em 1909 pela Casa Mozart (E. Bevilacqua &amp; Cia.) foi dedicado “à distinta empresa Zambelli &amp; Cia.”, proprietária, como já mencionado, do Cinema Odeon. A primeira gravação foi realizada por ele com Pedro Alcântara (1866 – 1929) ao flautim, em 1912. Não foi, na época, uma peça de especial destaque, mas tornou-se um de seus maiores sucessos na segunda metade do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42325" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/4120" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon1.jpg" alt="Ruy Barbosa era um dos ilistres frequentadores do Cinema Odeon / Fon-Fon, 5 de março de 1910" width="392" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/4120" target="_blank">O jurista e político baiano Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923) era um dos ilustres frequentadores do Cinema Odeon /<em> Fon-Fon</em>, 5 de março de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42330" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://br.pinterest.com/pin/29766047532930601/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42330" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/odeon4.jpg" alt="Antigo Cinema Odeon " width="356" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://br.pinterest.com/pin/29766047532930601/" target="_blank">Antigo Cinema Odeon</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://ernestonazareth150anos.com.br/" target="_blank">Site Ernesto Nazareth 150 Anos – Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://musicabrasilis.org.br/pt-br/compositores/ernesto-nazareth/" target="_blank">Site Musica Brasilis</a></p>
<p>Youtube</p>
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		<title>O Elevador Lacerda, um dos ícones de Salvador</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 13:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Antônio de Lacerda]]></category>
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		<category><![CDATA[Elevador Hydraulico da Conceição da Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Elevador Lacerda]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica celebra os 477 anos de fundação de Salvador, ocorrida em 29 de março de 1549, destacando imagens do Elevador Lacerda, um dos maiores símbolos da cidade, um dos principais cartões postais da Bahia e o primeiro edifício urbano elevador do mundo. Os registros destacados foram realizados por Guilherme Gaensly, Marc Ferrez, Pedro Gonsalves da Silva e Rodolpho Lindemann. Foram produzidos no século XIX e na década de 1910. O Elevador Hydraulico da Conceição da Praia, nome de batismo do Elevador Lacerda, foi inaugurado em 8 de dezembro de 1873  para resolver um grande problema urbano de Salvador - seu desnível. Era popularmente conhecido como "Parafuso" e, de suas torres, vê-se a Baía de Todos os Santos, o Mercado Modelo e  o Forte de São Marcelo, outros ícones da paisagem baiana. Em uma reforma realizada em 1930, foram adicionados mais dois elevadores e uma nova torre e sua arquitetura passou a ser em estilo "art déco". Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 2006.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica celebra os 477 anos de fundação de Salvador, ocorrida em 29 de março de 1549, destacando imagens do Elevador Lacerda, um dos maiores símbolos da cidade, um dos principais cartões postais da Bahia e o primeiro edifício urbano elevador do mundo. Os registros destacados foram realizados por Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), Pedro Gonsalves da Silva (18?- 19?) e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?). Foram produzidos no século XIX e na década de 1910.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/329/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="576" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/329" target="_blank">Guilherme Gaensly. Vues de Bahia : Elevador Lacerda, 1870 &#8211; 1880. Salvador, Bahia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras fotográficas do suíço Gaensly e do carioca Ferrez já foram diversas vezes abordadas em vários artigos da Brasiliana Fotográfica e sobre ambos foram realizados perfis e cronologias publicados no portal: <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 – 1928)</a></em> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"><em>O brilhante cronista visual Marc Ferrez (RJ, 07/12/1843 – RJ, 12/01/1923)</em></a>, respectivamente.</p>
<p>Pouco se sabe até o momento sobre os fotógrafos Pedro Gonsalves da Silva e Rodolpho Lindemann. O primeiro era brasileiro ou português e trabalhou como fotógrafo na Bahia, nas décadas 1880 e 1890. Sucedeu Eduardo del Vechi no estúdio da rua Carlos Gomes, nº 116, em Salvador, que já havia pertencido a Antônio da Silva Lopes Cardoso, e batizou o estabelecimento de Photographia Nacional. Posteriormente, transferiu seu ateliê, denominado Photographia Pedro Gonsalves da Silva, como se lê no verso de uma fotografia de sua autoria (imagem abaixo), para a rua Direita do Palácio, nº 8. Destacou-se como retratista e, também de acordo com a imagem abaixo, seu estabelecimento foi premiado com uma medalha de ouro. É avô do fotógrafo baiano Armínio Archimedes Pedro Gonçalves Kaiser  (1925 &#8211; 2014), um dos fundadores do Foto Clube de Londrina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=23101544&amp;ctd=7" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-42090" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/lacerda3.jpg" alt="lacerda3" width="247" height="408" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann tornou-se, na década de 1880, ajudante e, posteriormente, sócio do fotógrafo suíço Guilherme Gaensly (1843 – 1928), em Salvador. Segundo Geraldo da Costa Leal em <em>Um cinema chamado saudade</em> (1997), em 1874, Lindemann  já trabalharia com Gaensly.  Em 1888, Lindemann casou-se com Alaine, irmã de Gaensly. Em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo. Gaensly foi chefiar a sede paulista e Lindemann permaneceu em Salvador. Terminou a sociedade entre Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, e Gaensly passou a atuar sozinho na Photographia Gaensly. Lindemann é considerado um grande fotógrafo de paisagens tendo produzido vistas de Salvador, de Alagoas e de Pernambuco. Várias vistas de Salvador produzidas por ele foram incluídas pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912) no <em>Album de vues du Brésil</em></a>, lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, ocorrida entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Também em 1889 a Photographia Gaensly &amp; Lindemann foi premiada na mencionada exposição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42357" style="width: 863px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=829625&amp;pagfis=229" target="_blank"><img class=" wp-image-42357" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/elevador3.jpg" alt="Almanach, 1896" width="853" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=829625&amp;pagfis=229" target="_blank"><em>Almanach</em>, 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi inaugurada, em 1906, no Rio de Janeiro, uma exposição artística dos quadros de Lindemann (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/258822/21126" target="_blank"><em>O Pharol</em> (MG), 20 de maio de 1906, segunda coluna)</a>. No <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=313394&amp;pesq=lindemann&amp;pasta=ano%20190&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=29798" target="_blank">Almanak Laemmert de 1906</a>, era noticiada a Photographia Gaensly e Lindemann, na Praça Castro Alves. No ano seguinte, a Photo Lindemann ficava na Praça Castro Alves, nº 33, mas pertencia a José Dias da Costa sob a gerência do gráfico Gramacho (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/390062/94" target="_blank"><em>Revista do Brasil</em> (BA), 15 de outubro de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história do Elevador Lacerda</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42068" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2479" target="_blank"><img class=" wp-image-42068" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/elevador.jpg" alt="Rodolpho Lindemann. Elevador da Conceição, atual Elevador Lacerda, c. 1885. Salvador, Bahia / Acervo IMS" width="514" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2479" target="_blank">Rodolpho Lindemann. Elevador da Conceição, atual Elevador Lacerda, c. 1885. Salvador, Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/434" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Elevador Lacerda, em Salvador, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Um grande desafio de engenharia na época, a construção do elevador foi iniciada, em 17 de outubro de 1869, pela Empresa de Trilhos Urbanos. Foi necessária a perfuração de dois túneis em rocha, um vertical, para abrigar a primeira torre, e outro horizontal, para dar acesso à rua. A Empresa de Trilhos Urbanos era comandada por Antônio de Lacerda (1834 &#8211; 1885), encarregado de administrar alguns bondes de tração animal em Salvador que, em parceria com seu irmão, o engenheiro Augusto Frederico de Lacerda (1836 – 1931), posteriormente condecorado como comendador da Imperial Ordem da Rosa, foi o responsável pelo empreendimento. Os irmãos nasceram em Valença, na Bahia, e eram filhos de Antonio Francisco de Lacerda (? &#8211; 18?) e Angelica Michelina de Sampaio Vianna (? &#8211; 18?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42076" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://academiafeirensedeletras.com.br/elevador-lacerda-patrimonio-historico-e-atracao-turistica-da-bahia/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42076" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/lacerda2.jpg" alt="Os irmãos Augusto e Antonio de Lacerda" width="378" height="238" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://academiafeirensedeletras.com.br/elevador-lacerda-patrimonio-historico-e-atracao-turistica-da-bahia/" target="_blank">Os irmãos Augusto Frederico  e Antônio de Lacerda</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Elevador Hydraulico da Conceição da Praia, nome de batismo do Elevador Lacerda, foi inaugurado, em 8 de dezembro de 1873,  para resolver um grande problema urbano de Salvador &#8211; seu desnível. Passou a ser o principal transporte entre a Cidade Baixa a Cidade Alta. Tinha 63 metros de altura, sendo, na época, o elevador mais alto do mundo. Era popularmente conhecido como <em>Parafuso</em> e de suas torres, vê-se a Baía de Todos os Santos, o Mercado Modelo, inaugurado em 1912; e o Forte de São Marcelo, construído no século XVII, outros ícones da paisagem soteropolitana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42075" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/130605/7820" target="_blank"><img class="wp-image-42075 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/elevador1.jpg" alt="Relatório dos Trabalhos do Conselho Interior de Governo (BA), 1874" width="395" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=130605&amp;pesq=elevador&amp;pasta=ano%20187&amp;hf=memoria.bn.gov.br&amp;pagfis=7820" target="_blank">Relatório dos Trabalhos do Conselho Interior de Governo (BA), 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1896, por indicação do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o Elevador passou a se chamar Elevador Antônio de Lacerda. Entre 1906 e 1907, foi eletrificado pela Companhia Linha Circular de Carris da Bahia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/066940/511" target="_blank"><em>Bahia Illustrad</em>a, edição 10, 1918, segunda coluna</a>). Em 1930, foram adicionados mais dois elevadores e uma nova torre. Foi nesta reforma, da qual a empresa norte-americana Otis participou, cujos melhoramentos foram inaugurados, em 15 de setembro de 1930, que sua arquitetura passou a ser em estilo <em>art déco. </em>Outras reformas e revisões foram realizadas ao longo de sua existência (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/165573/1159" target="_blank"><em>Etc</em> (BA), 15 de setembro de 1930</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_12/5445" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, 15 e 16 de setembro de 1930, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_03/4122" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de setembro de 1930</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42367" style="width: 312px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_03/4122" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42367" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/lacerda4.jpg" alt="O Jornal, 16 de setembro de 1930" width="302" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_03/4122" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de setembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1955, o Elevador Lacerda foi estatizado pela Prefeitura de Salvador e, em 1º de julho 1961, novos elevadores da Otis foram inaugurados, mais rápidos e dobrando a capacidade por cabine de 16 para 32 pessoas. Em 7 de dezembro de 2006, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (<a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/1757/iphan-tomba-elevador-lacerda-e-edificio-da-bolsa-de-santos-e-registra-a-feira-de-caruaru" target="_blank">Site Iphan</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/24014" target="_blank"><img src="https://acervos.ims.com.br/service.php/File/77636_ca_object_representations_media_6042_medium.jpg" alt="Rampa e arredores do Mercado Modelo" width="392" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/24014" target="_blank">Marcel Gautherot. Rampa e arredores do Mercado Modelo, c. 1950. Salvador, Bahia / Acervo IMS. Em destaque, ao centro, o Elevador Lacerda.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 2011 e 2013,  <em>o elevador foi transformado em um microprocessado — uma tecnologia inédita até então. Seu processo, antes mecânico, foi modificado e passou a funcionar através de uma base que envia informações e comandos para o seu funcionamento. </em>O elevador instalado na modernização foi um projeto especial da empresa Otis para o Elevador Lacerda devido a sua complexidade e avançada tecnologia (<a href="https://blog.otis.com/br/elevador-lacerda-e-os-475-anos-de-salvador" target="_blank">Blog da Otis</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=432355" target="_blank">Biblioteca do IBGE</a></p>
<p><em><a href="https://blog.otis.com/br/elevador-lacerda-e-os-475-anos-de-salvador" target="_blank">Blog da Otis</a></em></p>
<p><a href="http://www.labhoi.uff.br/verbetesfotografia/node/7#_ftn1" target="_blank">Dicionário Histórico-Biográfico da Fotografia</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="https://academiafeirensedeletras.com.br/elevador-lacerda-patrimonio-historico-e-atracao-turistica-da-bahia/" target="_blank">Site Academia Feirense de Letras</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/6373-pedro-gonsalves-da-silva" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>Site Family Search</p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/1757/iphan-tomba-elevador-lacerda-e-edificio-da-bolsa-de-santos-e-registra-a-feira-de-caruaru" target="_blank">Site Iphan</a></p>
<p>TRINCHÃO, Glaucia Maria Costa. <em>O Parafuso: de meio de transporte a cartão-postal. </em>Salvador : Editora da Universidade da Bahia, 2010.</p>
<p>XAVIER, Xavier, Melquisedeque.<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=432355" target="_blank"><em> Elevador Lacerda : Salvador, BA</em></a>, 1957.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série “Teatros e cinemas do Brasil” XV &#8211; Fotos aéreas da Cinelândia no centenário da revista &#8220;Cinearte&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 13:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Adhemar Gonzaga]]></category>
		<category><![CDATA[centenário]]></category>
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		<description><![CDATA[Com diversas fotos aéreas da Cinelândia, provenientes dos acervos do Museu Aeroespacial e do Instituto Moreira Salles (IMS), parceira e fundadora da Brasiliana Fotográfica, respectivamente, o portal publica o 15º artigo da série "Teatros e cinemas do Brasil", que celebra o centenário da primeira edição da revista "Cinearte", importante publicação para a crítica e para o estudo do cinema nacional. Foi lançada, em 3 de março de 1926, por Mário Marino de Carvalho Behring, na época diretor da Biblioteca Nacional, cargo que ocupou entre 1924 e 1932; e pelo cineasta, ator, produtor e crítico de cinema brasileiro, Adhemar Gonzaga. Após 561 edições, foi encerrada, em 1942. A Cinelândia foi durante muito tempo, ao longo do século XX, o epicentro da vida cultural do Rio de Janeiro, com uma grande concentração de cinemas, teatros, bares e restaurantes.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Com diversas fotos aéreas da Cinelândia, provenientes dos acervos do Museu Aeroespacial e do Instituto Moreira Salles (IMS), instituições parceira e fundadora da Brasiliana Fotográfica, respectivamente, o portal publica o 15º artigo da série <em>Teatros e cinemas do Brasil, </em>que celebra o centenário da primeira edição da revista <em>Cinearte, </em>importante publicação para a crítica e para o estudo do cinema nacional, produzida por advogados, cineastas, críticos de cinema, educadores, intelectuais e jornalistas.<em> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42315" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/29" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/cinearte2.jpg" alt="Expediente da Cinearte, 3 de março de 1926" width="271" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/29" target="_blank">Expediente da <em>Cinearte</em>, 3 de março de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">A Cinelândia, idealizada pelo empresário espanhol Francisco Serrador (1872 &#8211; 1941), foi durante muito tempo, ao longo do século XX, o epicentro da vida cultural do Rio de Janeiro, com uma grande concentração de cinemas, teatros, bares e restaurantes. Fica no entorno da Praça Marechal Floriano, onde se encontram os prédios da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39621" target="_blank">Biblioteca Nacional</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal do Rio de Janeiro</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33476" target="_blank">Palácio Pedro Ernesto</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=38879" target="_blank">Centro Cultural da Justiça Federal</a> e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, demolido em 1976.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12662" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12662/NC065.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="555" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12662" target="_blank">Escola de Aeronáutica Militar. Vista Aérea da Cinelândia &#8211; Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aerospacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">As fotos aéreas destacadas nesse artigo são das décadas de 1920, 1930 e 1940. A mais antiga foi produzida em torno de 1926 pela The Aircraft Operating Co. Ltd. e pertence ao IMS. Lembramos aqui que as <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40889" target="_blank">primeiras fotos aéreas no Brasil</a> foram realizadas, em 1916, pelo fotojornalista Jorge Kfuri (1893 – 1965) que, na época, trabalhava para o periódico <em>A Noite</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12335" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12335/002095RJ001009.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="572" height="472" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12335" target="_blank">The Aircraft Operating Co. Ltd.. Vista aérea da Avenida Rio Branco, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/436" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotos aéreas da Cinelândia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7800" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7800/Album%200035%20089%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7800" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Vista aérea da Cinelânda, 18 de maio de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história da revista Cinearte</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42291" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/162531/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42291" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/cinearte.jpg" alt="Primeira edição da revista Cinearte" width="332" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/162531/1" target="_blank">Primeira edição da revista<em> Cinearte</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <em>Cinearte</em> foi lançada, em 3 de março de 1926, por Mário Marino de Carvalho Behring (1876 &#8211; 1933), na época diretor da Biblioteca Nacional, cargo que ocupou entre 1924 e 1932; e pelo cineasta, ator, produtor e crítico de cinema brasileiro, Adhemar Gonzaga (1901 &#8211; 1978). Teve como origem a sessão de cinema da revista cultural <em>Para Todos&#8230;</em>, onde Gonzaga era repórter. Após 561 edições, sua circulação foi encerrada,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/162531/25163" target="_blank"> em julho de 1942</a>. Inspirada na revista norte-americana <em>Photoplay</em>, lançada em 1910, seus principais assuntos eram os filmes, a indústria e as fofocas de Hollywood, a defesa do cinema brasileiro e da necessidade da criação de uma indústria audiovisual nacional. Tinha muitas propagandas de produtoras estrangeiras e de salas de cinema. Surgiu quando a mídia passava a ter lugar de destaque na formação cultural da sociedade e o interesse pelo cinema crescia. A imprensa acompanhou o fenômeno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42293" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://academiamaconicarpdeletras.com.br/?page_id=342" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42293" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/cinearte1.jpg" alt="Mário Berhring" width="287" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://academiamaconicarpdeletras.com.br/?page_id=342" target="_blank">Mário Behring (1876 &#8211; 1933)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos pioneiros do cinema nacional, Adhemar foi um dos fundadores, em 1917, com  jovens intelectuais como Otávio de Faria (1908 &#8211; 1980) e Plínio Sussekind Rocha (1911 &#8211; 1972), de um dos  primeiros cineclubes do Brasil, o Cineclube Paredão, cujo objetivo era estudar o cinema como uma arte. Fundou também a Cinédia, em março de 1930, o mais completo estúdio cinematográfico brasileiro de sua época. Está em funcionamento até hoje. Lançou grandes nomes do cinema brasileiro como Humberto Mauro (1897 &#8211; 1983) e Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955). Produziu 40 filmes, dirigiu nove, foi roteirista e argumentista. Entre os filmes que dirigiu estão <em>Barro Humano </em>(1928), <em>Brasa Dormida </em>(1928), <em>Lábios sem Beijos </em>(1930), <em>Ganga Bruta </em>(1933) e <em>O Descobrimento do Brasil </em>(1937). Também escreveu o livro <em>Setenta Anos do Cinema Brasileiro</em> (1966).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.jb.com.br/cadernob/cinema/2021/08/1032401-o-imensuravel-legado-de-adhemar-gonzaga-para-a-memoria-cultural-do-brasil.html" target="_blank"><img src="https://midias.jb.com.br/_midias/jpg/2021/08/25/adhemar_gonzaga_de_chapeu_foto_de_jack_freulich_maior_fotografo_de_still_universal_studio_02_junho_1932_300dpi__04-624327.jpg" alt="" width="332" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.jb.com.br/cadernob/cinema/2021/08/1032401-o-imensuravel-legado-de-adhemar-gonzaga-para-a-memoria-cultural-do-brasil.html" target="_blank">Adhemar Gonzaga por Jack Freulish, junho de 1932 / Jornal do Brasil</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://bndigital.bn.gov.br/artigos/cinearte/" target="_blank">BNDigital</a></span></p>
<p>CATELLI, Rosana Elisa. <a href="https://revistaalceu-acervo.com.puc-rio.br/media/artigo10_25.pdf#:~:text=troca%20de%20ideias%20e%20experi%C3%AAncias%20em%20torno,implementa%C3%A7%C3%A3o%20de%20uma%20ind%C3%BAstria%20cinematogr%C3%A1fica%20no%20Brasil." target="_blank"><em>A revista Cinearte e o projeto de modernização cultural pelo cinema</em></a>, 2012.</p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.jb.com.br/cadernob/cinema/2021/08/1032401-o-imensuravel-legado-de-adhemar-gonzaga-para-a-memoria-cultural-do-brasil.html" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de agosto de 2021</a></span></p>
<p>LUCAS, Tais Campelo.<a href="https://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2005_LUCAS_Tais_Campelo-S.pdf" target="_blank"><em> Cinearte: o cinema brasileiro em revista</em></a>. Dissertação apresentada ao programa de Pós-graduação em História do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em História, 2005.</p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://academiamaconicarpdeletras.com.br/?page_id=342" target="_blank"><span style="color: #000000;">Site Academia Maçônica Ribeiraopretana de Le</span>tras</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://memoriadocirco.org.br/autor-referencias/adhemar-gonzaga/?perpage=12&amp;view_mode=masonry&amp;paged=1&amp;order=DESC&amp;orderby=date&amp;fetch_only=thumbnail%2Ccreation_date%2Ctitle%2Cdescription&amp;fetch_only_meta=" target="_blank">Site Centro Memória do Circo</a></span></p>
<p><a href="https://mis-sp.org.br/vitrines/cinearte-o-star-system-e-os-processos-de-impressao-fotograficos/#:~:text=Cinearte%20foi%20uma%20revista%20especializada,e%20da%20cr%C3%ADtica%20cinematogr%C3%A1fica%20nacional." target="_blank">Site Museu da Imagem e do Som de São Paulo</a></p>
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