 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; há 100 anos</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=ha-100-anos" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Jul 2026 14:20:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Um dos &#8220;furos&#8221; do jornal O GLOBO, que hoje completa 100 anos &#8211; uma fotografia do presidente Washington Luís, deposto, deixando o Palácio Guanabara rumo ao Forte de Copacabana</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40734</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40734#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 14:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Angelo Regato]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[centenário]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotojornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[furo jornalístico]]></category>
		<category><![CDATA[há 100 anos]]></category>
		<category><![CDATA[história do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Irineu Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[jornal]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[O Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução de 1930]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução de 30]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[Washington Luís]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=40734</guid>
		<description><![CDATA[Para celebrar o centenário do jornal O GLOBO, que foi fundado há exatos 100 anos, em 29 de julho de 1925, por Irineu Marinho, que faleceu pouco depois, em 21 de agosto de 1925, a Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia pertencente à Escola de Ciências Sociais (FGV CPDOC), uma das instituições parceiras do portal, do presidente deposto pela Revolução de 1930, Washington Luís, saindo do Palácio Guanabara rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. O registro fotográfico, um importante furo jornalístico, que teve a decisiva participação do futuro diretor do jornal, Roberto Marinho (1904 - 2003), primogênito de Irineu, foi publicado na capa da terceira edição de O GLOBO de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é "O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis" e "É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar o centenário do jornal <em>O GLOBO</em>, que foi fundado há exatos 100 anos, em 29 de julho de 1925, por Irineu Marinho (1876-1925), que faleceu pouco depois, em 21 de agosto de 1925, a Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia pertencente à Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, uma das instituições parceiras do portal, do presidente deposto pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank">Revolução de 1930</a>, Washington Luís (1869 &#8211; 1957), saindo do Palácio Guanabara, residência oficial do chefe de governo, rumo ao Forte Copacabana, onde ficou preso até seguir, exilado, para os Estados Unidos. Era o fim de seu mandato presidencial, iniciado em 15 de novembro de 1926, o último da chamada República Velha. O registro fotográfico foi realizado por Arnaldo Vieira (1904 &#8211; 1974) e o tiro de magnésio foi dado por Angelo Regato (1912 &#8211; 1993)*. O importante furo jornalístico foi publicado na capa da terceira edição de <em>O GLOBO</em> de 24 de outubro de 1930 e republicada no dia seguinte. De acordo com o jornal esta fotografia é <em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis </em>e <em>É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11928/HPFOTO002.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11928" target="_blank">O presidente deposto, Washington Luís, acompanhado pelo cardeal Dom Sebastião Leme, deixa o Palácio Guanabara, em direção ao Forte Copacabana, onde permaneceu detido até seguir viagem para os Estados Unidos, 24 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi de fato uma imagem única de um momento relevante da história do Brasil, um marco no fotojornalismo do país. O primogênito de Irineu Marinho, Roberto Marinho (1904 &#8211; 2003), que assumiria a direção do jornal, em 1931, atuava na ocasião como repórter de <em>O GLOBO</em> e teve uma participação decisiva neste furo de reportagem. Ele estava no palácio e viu o momento em que Washington Luís entrou no carro, um luxuoso Lincoln. Para tornar a fotografia possível, colocou arbustos no caminho, fazendo com que o carro tivesse que parar por alguns segundos, e assim o fotógrafo que o acompanhava conseguiu fazer o registro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40742" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo2.jpg"><img class="size-full wp-image-40742" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo2.jpg" alt="Rendido afinal á gloriosa realidade que o cercava, o Sr. Washington Luis retira-se do Palácio Guanabara! O presidente deposto saindo em companhia do cardeal Sebastião Leme foi conduzido ao Forte de Copacabana onde seencontra preso / O GLOBO, 24 de outubro de 1930" width="462" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>O título</strong><em>: Rendido afinal á gloriosa realidade que o cercava, o Sr. Washington Luis retira-se do Palácio Guanabara! O presidente deposto, saindo em companhia do cardeal Sebastião Leme, foi conduzido ao Forte de Copacabana onde se encontra preso. </em><strong>A legenda</strong>: <em>O automóvel do Palacio Presidencial quando deixava o Guanabara, conduzindo o Sr. Washington Luís, que se vê de mão ao queixo, cabeça pendente, e tendo a sua direita S.E. o Cardeal D. Sebastião Leme</em>  / <em>O GLOBO</em>, 24 de outubro de 1930</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40740" style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo1.jpg"><img class="size-full wp-image-40740" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo1.jpg" alt="O Mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis / O GLOBO, 25 de outubro de 1930" width="566" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O mais eloquente documento histórico da deposição do Sr. Washington Luis</em> /<em> O GLOBO</em>, 25 de outubro de 1930</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A seguir, o texto publicado em <em>O GLOBO</em>, 25 de outubro de 1930, abaixo da fotografia:</p>
<p>&#8220;<em>Tivemos a rara felicidade de conseguir, hontem, o instantâneo photographico de um episódio central do movimento pacificador da família brasileira, tomada com grande senso jornalístico e especialmente para o GLOBO. Trata-se do mais precioso flagrante da retirada do Sr. Washington Luis do Palácio Guanabara, já apeado do poder e preso o ex-chefe do governo que, por uma questão de mórbida vaidade e de volúpia despótica atirou o paiz no perigo de uma guerra civil de consequências incalculáveis.</em></p>
<p><em>Mas o Exercito Brasileiro foi até onde a disciplina começava a confundir-se com a sua transformação em instrumento de uma defesa pessoal agressiva contra a Nação.  E a Nação logo lhe estendeu os braços na formidável explosão de enthusiasmo e desapego de hontem, ora correndo para as fileiras pacificadoras, ora tomando iniciativas de justiçamento summario, sem excessos de penalidades nem de outros prejuízos além dos que a sua sentença soberana limitava. Ao embate decisivo o autocrata caiu, vendo em torno o vácuo e a solidão porque a dignidade brasileira só o podia cercar das garantias e da indulgência humana que não lhe faltaram até no momento mais extremo.</em></p>
<p><em>E eil-o que hai vae vencido em sua megalomania, tão arrogantemente caracterizada até nas suas derradeiras e inúteis atitudes. </em></p>
<p><em>E eil-o  hai vae, no automóvel, sob a guarda do Exercito, abrigado à sombra do manto misericordioso de S Eminência o cardeal Sebastião Leme, a face amparada à  mão esquerda, a fronte pendente como nunca o viramos, remoendo a raiva impotente do desmoronamento.</em></p>
<p><em>É um documento historico da mais expressiva eloquencia na sua mudez essa fotografia que o GLOBO estampou, com extraordinario exito, em sua 3ª edição de hontem, rapidamente exgotada, razão pela qual a reproduzimos hoje, á vista da insistência dos pedidos que recebemos neste sentido. É um documento único e cujo valor não será mais preciso exaltar. Contemple-o o povo e fique elle para sempre como advertência vehemente ao futuro da nacionalidade e à precariedade dos caprichos humanos&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Washington Luís &#8211; deposição, exílio e morte</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;A Revolução de 30 foi um movimento armado, iniciado em 3 de outubro de 1930, com o objetivo imediato de derrubar o governo Washington Luís e impedir a posse de Júlio Prestes, eleito presidente da República em 1º de março de 1930. O movimento tornou-se vitorioso em 24 de outubro e Getulio Vargas assumiu o cargo de presidente provisório no dia 3 de novembro. As mudanças políticas, sociais e econômicas que tiveram lugar na sociedade brasileira no pós-1930 fizeram com que esse movimento revolucionário fosse considerado o marco inicial da Segunda República no Brasil &#8220;.</em></p>
<p style="text-align: right;">(Equipe da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, 2023).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8422" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8422/Washington%20Luiz%20PR.05%281%29.we.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="348" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8422" target="_blank">Washington Luís, s.d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 24 de outubro de 1930, os generais Alfredo Malan d’Angrogne (1873 &#8211; 1932), Augusto Tasso Fragoso (1869 &#8211; 1945) e João de Deus Mena Barreto (1874-1933) entraram no Palácio Guanabara e foram para a sala onde se encontrava o presidente Washington Luís e a alta cúpula do governo. Washington Luís se recusava a sair e só, por volta das 17 horas, com a mediação do cardeal Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942), consentiu em se retirar, na condição de prisioneiro, pois não havia renunciado. <em>A junta governativa que assumiu o poder, composta pelos generais Tasso Fragoso e Mena Barreto e pelo contra-almirante José Isaías de Noronha (1874 &#8211; 1966), determinou, sem êxito, que os revolucionários depusessem as armas. Entretanto, apesar de respeitarem a ordem de cessação dos combates, os destacamentos rebeldes continuaram avançando em direção ao Rio de Janeiro, forçando a junta a entregar o poder no dia 3 de novembro a Getúlio Vargas, chefe da revolução vitoriosa </em>(Atlas Histórico do Brasil FGV).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40776" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4355" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40776" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo8.jpg" alt="Correio da Manhã, 25 de outubro de 1930" width="455" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4355" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de outubro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A bordo do navio <em>Alcântara</em>, Washington Luís partiu do Brasil rumo à Europa, em 20 de novembro de 1930. O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Antônio Prado Junior (1880 &#8211; 1955), seguiu para a Europa no mesmo navio  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4681" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 21 de novembro de 1930</a>). Mais uma vez o <em>O GLOBO</em> conseguiu produzir um trabalho fotográfico classificado pelo próprio jornal como <em>sensacional pelo seu valor e ineditismo</em>. A equipe que fazia a cobertura do evento teve, inclusive, a máquina fotográfica confiscada por um capitão na Fortaleza de São João, mas algumas das chapas sensibilizadas já haviam sido escondidas e foram publicadas ainda no dia 20 de novembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40783" style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo10.jpg"><img class="size-full wp-image-40783" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo10.jpg" alt="O GLOBO, 20 de novembro de 1930" width="366" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 20 de novembro de 1930, primeira edição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-40786" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo11.jpg" alt="oglobo11" width="214" height="200" /></a></p>
<div id="attachment_40787" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo12.jpg"><img class="wp-image-40787 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo12.jpg" alt="oglobo12" width="633" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 20 de novembro de 1930, primeira edição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40785" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo13.jpg"><img class="wp-image-40785 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo13.jpg" alt="oglobo13" width="391" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 20 de novembro de 1930, segunda edição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O presidente deposto viveu na França, na Suíça, em Portugal e nos Estados Unidos. Em 18 de setembro de 1947, retornou ao Brasil, mas não à política (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/40184" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 19 de setembro de 1947</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/55547" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 20 de setembro de 1947</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40778" style="width: 771px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/083712/84569" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40778" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo9.jpg" alt="Careta, 27 de setembro de 1947" width="761" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/083712/84569" target="_blank"><em>Careta,</em> 27 de setembro de 1947</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi morar em São Paulo e dedicou-se a estudar História. Foi membro dos institutos Histórico e Geográfico da Bahia, do Ceará e de São Paulo, membro benemérito da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, presidente honorário da Cruz Vermelha Brasileira, integrante da Academia Paulista de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Faleceu em São Paulo, no dia 4 de agosto de 1957. Nasceu em Macaé, no Rio de Janeiro, em 26 de outubro de 1869. Antes de ser presidente do Brasil, havia sido prefeito, governador e senador de São Paulo, de 1914 a 1919, de 1920 a 1924 e de 1925 a 1926, respectivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> O GLOBO</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40746" style="width: 683px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/fotos/memorabilia-9361396" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40746" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo3.jpg" alt="A primeira sede, na Rua Bettencourt da Silva, onde hoje é o Largo da Carioca / Memória Globo" width="673" height="464" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/fotos/memorabilia-9361396" target="_blank">A primeira sede, na Rua Bettencourt da Silva, onde hoje é o Largo da Carioca / Memória O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40749" style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo5.jpg"><img class="size-full wp-image-40749" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/oglobo5.jpg" alt="Capa da primeira edição de O GLOBO, 29 de julho de 2025" width="382" height="543" /></a><p class="wp-caption-text">Capa da primeira edição de <em>O GLOBO</em>, 29 de julho de 1925</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para escolher o nome do seu novo jornal, Irineu Marinho promoveu um concurso, cujo resultado foi anunciado em 20 de junho de 1925. <em>Correio da Noite</em> foi o nome mais votado, mas esse título já era patenteado. O segundo nome mais votado, <em>O GLOBO</em>, foi adotado. Como já mencionado, o jornal foi fundado em 29 de julho de 1925.</p>
<p>Após o falecimento de Irineu Marinho, em 21 de agosto de 1925, <em>O GLOBO</em> passou a ser dirigido pelo jornalista Eurycles de Matos (1894-1931), amigo de confiança do fundador. Roberto Marinho era, na época, secretário particular de seu pai e repórter do jornal. Somente assumiu a direção de <em>O GLOBO</em>, em 8 de maio de 1931, três dias após a morte de Eurycles. Ele exerceu o cargo até sua morte, em agosto de 2003.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/?letra=I" target="_blank"><img src="https://memoria.oglobo.globo.com/incoming/9254228-bb7-cc6/FTFotogaleriaHorizontal/O-FUNDADOR-DO-GLOBO.jpg" alt="Irineu Marinho" width="450" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/?letra=I" target="_blank">Irineu Marinho (1876-1925) / Memória O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/eurycles-de-mattos-9827326#:~:text=Ex%2Ddiretor%2Dredator%2Dchefe,Escola%20Nacional%20de%20Belas%20Artes." target="_blank"><img src="https://memoria.oglobo.globo.com/incoming/9827353-4a4-833/FTFotogaleriaHorizontal/EURYCLES-DE-MATTOS.jpg" alt="Ex-diretor-redator-chefe do GLOBO" width="450" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/eurycles-de-mattos-9827326#:~:text=Ex%2Ddiretor%2Dredator%2Dchefe,Escola%20Nacional%20de%20Belas%20Artes." target="_blank">Eurycles de Matos (1894-1931) / Memória O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/roberto-marinho-9055075" target="_blank"><img src="https://memoria.oglobo.globo.com/incoming/9253325-09a-dc9/FTFotogaleriaHorizontal/ROBERTO-MARINHO.jpg" alt="Jornalista, permaneceu na presidência das Organizações Globo até sua morte" width="450" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/perfis-e-depoimentos/roberto-marinho-9055075" target="_blank">Roberto Marinho (1904-2003) / Memória O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*A informação da autoria da foto e do tiro de magnésio consta no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/17" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, outubro de 1974</a> e no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/027898/79" target="_blank"><em>Boletim da ABI</em>, março e abril de 1975, página 7, penúltima coluna</a>. Foi acrescentada neste artigo em 4 de abril de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/acervo/" target="_blank">Acervo Digital de O GLOBO</a></p>
<p><a href="https://presidentes.an.gov.br/index.php/arquivo-nacional/58-servicos/descricoes-arquivisticas/162-washington-luis" target="_blank">Arquivo Nacional &#8211; Centro de Referência de Acervos Presidenciais</a></p>
<p><a href="https://atlas.fgv.br/verbete/6365" target="_blank">Atlas Histórico do Brasil FGV</a></p>
<p>Fernandes, Letícia. <a href="https://oglobo.globo.com/politica/era-vargas-um-jovem-reporter-consegue-foto-historica-16581671" target="_blank"><em>Era Vargas: Um jovem repórter consegue a foto histórica</em> </a>in <em>O GLOBO</em>, 28 de junho de 2015.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>EQUIPE DA ESCOLA DE CIÊNCIAS SOCIAIS FGV CPDOC. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32846" target="_blank"><em>Novos acervos: Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC</em></a>, in Brasiliana Fotográfica, 25  de junho de 2023.</p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/LU%C3%8DS,%20Washington.pdf" target="_blank">Site FGV CPDOC</a></p>
<p><a href="https://memoria.oglobo.globo.com/" target="_blank">Site Memória O GLOBO</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=40734</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; XI e série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XII &#8211; A 1ª Conferência pelo Progresso Feminino</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 12:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[1ª Conferência pelo Progresso Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Ana de Castro Osório]]></category>
		<category><![CDATA[Bertha Lutz]]></category>
		<category><![CDATA[Carrie Chapman Catt]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[há 100 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Jerônima Mesquita]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Lopes de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Margarida Lopes de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos feministas]]></category>
		<category><![CDATA[Rosette Manus]]></category>
		<category><![CDATA[Série 1922 - Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Vernon Morgan]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica encerra a série "1922, Hoje, há 100 anos" com a publicação do artigo "1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo", de autoria da antropóloga Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal. A série surgiu a partirde dois eventos ocorridos em 1922: a Semana de Arte Moderna, em São Paulo; e a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro. Ao longo de 2022, foram publicados 11 artigos abordando alguns dos mais significativos acontecimentos no país, que completaram 100 anos . O movimento feminista não poderia deixar de estar representado. A 1ª Conferência pelo Progresso Feminino aconteceu entre 19 e 23 de dezembro, no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. É também o décimo segundo artigo da série "Feministas, graças a Deus".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a Brasiliana Fotográfica encerra a série <em>1922, Hoje, há 100 anos </em>com a publicação do artigo <em><span style="color: #000000;">1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, </span></em><span style="color: #000000;">de autoria</span><em><span style="color: #000000;"> </span></em><span style="color: #000000;">da antropóloga Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras do portal.  A série surgiu ancorada em dois eventos: a Semana de Arte Moderna, em São Paulo; e a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro. Ao longo de 2022, foram publicados 11 artigos abordando alguns dos mais significativos acontecimentos no país, que completaram 100 anos. O movimento feminista não poderia deixar de estar representado. A 1ª Conferência pelo Progresso Feminino aconteceu entre 19 e 23 de dezembro, no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis. É também o décimo segundo artigo da série &#8220;Feministas, graças a Deus&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11333" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11333/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0003de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="469" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11333" target="_blank"> I Conferência pelo Progresso Feminino, no Instituto dos Advogados, dezembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria Elizabeth Brêa Monteiro*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As duas primeiras décadas do século XX foram marcadas, no Brasil e no mundo, por eventos decisivos que repercutem, de diferentes formas, nos dias de hoje. A 1ª Guerra Mundial, a Revolução Comunista e seus desdobramentos mudaram o curso da história e a forma como se passou a refletir sobre o futuro.</p>
<p>No Brasil, o novo século se fez sentir pela busca de ares civilizados para uma República recente, ainda muito balizada por valores e traços escravagistas. Uma ampla reforma urbana foi iniciada com o objetivo de dar à capital do país uma nova imagem sintonizada com os valores europeus da Belle Époque. Velhos edifícios e cortiços foram demolidos afastando a população pobre do centro da cidade. Um extenso programa de alargamento das ruas na área central e a canalização de alguns dos principais rios compunham o programa de saneamento básico. Contudo, essas transformações urbanas não conseguiram alijar o caráter conservador de uma sociedade que se pretendia moderna sem renunciar a seus privilégios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/347" target="_blank">Acessando o link para as imagens da 1ª Conferência pelo Progresso Feminino disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse contexto, o ano de 1922 teve um caráter insigne. A par da realização da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Semana de Arte Moderna, em São Paulo</a>, foi organizada, no Rio de Janeiro, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição do Centenário da Independência</a>. A ideia de apresentar ao mundo uma nação moderna, respeitada entre as demais, com laços diplomáticos que se estendiam por todo o globo e integrada aos progressos e tecnologias de sua época, norteou as festas do Centenário da Independência do Brasil. Para a abertura da exposição, foram aceleradas as obras de desmonte do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a> e do aterro da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25474" target="_blank">Praia de Santa Luzia</a>, abrindo espaço para os palácios e pavilhões que apresentavam as vistosas construções e os avanços industriais do Brasil e de outras nações.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11342" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11342/67_FF_LF_1_0_1_23_8.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11342" target="_blank">Luciano Ferrez. Pavilhões da Exposição Internacional de 1922. Rio de Janeiro, 1922 / Fundo Família Ferrez &#8211; Acervo Arquivo Nacional.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paralelamente, outros eventos, de natureza não tão comemorativa, ocorreram em 1922. O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">movimento tenentista</a> e a fundação do Partido Comunista no Brasil acenavam para problemas políticos, para a constituição de um proletariado urbano e um adensamento da camada pobre da população que se apresentavam como novos atores da arena política.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> O ano também foi pontuado pelo crescimento do feminismo e pela criação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, entidade presidida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz </a>até 1942, tendo como principal bandeira de luta a conquista do sufrágio universal, bandeira esta apresentada desde a instauração da República, mas que foi negada pelo Congresso Constituinte em 1891.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5030/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0007_001_TTO__ref.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5030" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976) na cidade de Natal, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino, 1928. Natal, Rio Grande do Norte / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante a década de 1920 a reivindicação pelo voto feminino se intensificou. De acordo com June Edith Hahner:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“Como o descontentamento político e os protestos contra a oligarquia arraigada cresciam, tornava-se maior a possibilidade de direito ao voto feminino encontrar seu lugar em meio às exigências de reforma eleitoral da classe média urbana.”</em></span><a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>
<p>Após a participação de Bertha Lutz como delegada oficial do Brasil na I Conferência Panamericana de Mulheres, realizada em Baltimore, Estados Unidos, é fundada, a 19 de agosto de 1922, a Federação Brasileira das Ligas pelo Progresso Feminino que, dois anos depois, passou a se chamar Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), com sede no Rio de Janeiro.</p>
<p>Bertha, em sua viagem aos Estados Unidos representava a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher (LEIM), concebida para estudar os diferentes aspectos do movimento feminista e lutar pelos direitos femininos. Cabe mencionar que a sua participação no evento norte-americano é considerada por alguns autores, como June Hahner, um novo rumo para o movimento feminista, abrindo espaço para temas como bem-estar das crianças, a questão do trabalho feminino nas indústrias, o tráfico de mulheres, a educação feminina e o estatuto político e civil das mulheres, o que ensejou a elaboração de um novo estatuto para a Liga cujos objetivos abarcaram a emancipação feminina em todos os níveis desde a promoção da educação até a proteção às mães e a infância; a proteção para o trabalho feminino; a orientação para profissões; a conquista de direitos civis e políticos e a manutenção da paz mundial.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a></p>
<p>Nessa conferência, quando se reuniram cerca de 2.000 mulheres, Bertha estreitou os laços com Carrie Chapman Catt, fundadora da Associação Nacional do Sufrágio Feminino dos Estados Unidos e presidente da recém-criada Associação Pan-Americana de Mulheres para a qual Bertha Lutz foi indicada vice-presidente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11341" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11341/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_FOT_0001_m0003de0003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="459" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11341" target="_blank">Líder feminista Carrie Chapman Catt (1859 &#8211; 1947) na I Conferência Panamericana de Mulheres, realizada em Baltimore, Estados Unidos, entre os dias 20 e 23 de julho de 1922 / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Carrie Catt, que visitava um país sul-americano pela primeira vez, foi a personalidade estrangeira mais prestigiada durante a I Conferência pelo Progresso Feminino, realizada de 19 a 23 de dezembro no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro e em Petrópolis. Bertha, em seu discurso de saudação, dirige-se a Carrie como a <em>“valorosa pregoeira do sufrágio feminino”</em> que vem ao Brasil para exortar a <em>“união de todas as mulheres em prol de grandes ideaes que devem congregar-nos para o bem, senão para a salvação da humanidade.”</em><a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a> A conferência contou também com a participação da escritora, jornalista, iluminista, abolicionista, defensora da educação e das ideias feministas Julia Lopes de Almeida<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a> como presidente de honra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30826" style="width: 150px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30826" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/julialopes1.png" alt="Fon Fon, 4 de agosto de 1923" width="140" height="222" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/45073" target="_blank">Julia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934)/ <em>Fon Fon</em>, 4 de agosto de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como presidente da conferência Bertha enviou farta correspondência a autoridades estrangeiras e de instituições brasileiras no sentido de prestigiarem o evento destinado a <em>“deliberar questões de ensino e instrução feminina, oportunidades de ação, condições de trabalho e carreiras abertas à mulher, métodos de evidenciar o seu desenvolvimento e progresso, assistência e proteção à mesma, bem como o seu papel como fator no lar e na comunidade, suas funções e responsabilidade na vida dos povos, na elevação dos ideais do mundo civilizado, na aproximação das nações e na manutenção da paz”</em>.<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a></p>
<p>A conferência contou com uma significativa delegação brasileira, representando Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe, Pará, Santa Catarina, Amazonas, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Paraná, além de entidades como a Cruzada Nacional contra a Tuberculose; o Centro Social Feminino; a Liga de Professores; a Cruz Vermelha; a Legião da Mulher Brasileira; a União dos Empregados do Comércio. Marcou presença também Nair Coimbra, filha do vice-presidente da República Estácio Coimbra, senadores, deputados, médicos e advogados. As representações estrangeiras emprestaram uma atenção especial da imprensa que noticiou praticamente todos os dias da conferência, informando sobre o programa a ser seguido, temas abordados e palestrantes das sessões.<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a> Vieram ao Brasil para o evento, além de Carrie Chapman, Elisabeth Babcock e Anita van Lennep (EUA), Rosette Susana Anus (Holanda), Ana de Castro Osório (presidente da Associação Feminina de Portugal)<a href="#_ftn10" name="_ftnref10">[10]</a>, srta. Pidgeon (Departamento Nacional de Agricultura de Washington), sra. Abels (Liga pelas Relações Pacíficas Internacionais).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11335" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11335/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0005de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="538" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11335" target="_blank">Visita ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de Carrie Chapman Catt, acompanhada da feminista holandesa Rosette Manus (à direita), morta em campo de concentração alemão durante a 2ª Guerra Mundial, e da escritora portuguesa Ana de Castro Osório, dezembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a conferência, que buscava dar visibilidade internacional para o Brasil como um país afinado às formas progressistas e libertárias da modernidade, entre as quais poderiam ser enquadradas as recentes e tímidas demandas feministas da Federação, foram constituídas seis comissões, a saber: ensino e instrução; carreiras apropriadas à mulher; direito da mulher; indústria; comércio e profissões liberais; assistência às mães e à infância.<a href="#_ftn11" name="_ftnref11">[11]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11337" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11337/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0007de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11337" target="_blank">Participantes da I Conferência pelo Progresso Feminino. À frente encontram-se Julia Valentim da Silveira Lopes Almeida, Margarida Lopes de Almeida, Carrie Chapman Catt, Bertha Lutz, Rosette Susana Manus, Jerônima Mesquista, Vernon Morgan,1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A tese geral da conferência foi <em>“a colaboração da Liga pelo Progresso Feminino na educação da mulher no bem social e aperfeiçoamentos humanos”</em> e apresentava como um de seus objetivos <em>“deliberar sobre questões práticas de ensino e instrução feminina”</em>. Assim, o tema educação configurou-se como transversal da conferência. A inclusão social das mulheres no espaço público por meio da educação as tornava mais capazes de pleitear o direito ao voto, incrementava os direitos sociais e políticos de uma parcela significativa da população que havia sido historicamente excluída da esfera pública. <a href="#_ftn12" name="_ftnref12">[12]</a> Da Comissão de Educação e Instrução foi integrante Carneiro Leão, diretor de Instrução Pública do Distrito Federal, Esther Pedreira de Mello; Benevenuta Ribeiro, diretora da Escola Profissional Feminina Rivadávia Correa; Maria Xaltrão Gaze, diretora da Escola de Aplicação; delegadas da Diretoria da Instrução Pública do Distrito Federal; Branca Canto de Mello pela Liga Paulista pelo Progresso Feminino e os deputados José Augusto e Tavares Cavalcante.<a href="#_ftn13" name="_ftnref13">[13]</a> Os temas de discussão selecionados foram ensino primário; ensino profissional, doméstico e agrícola; educação cívica; ensino secundário e superior.</p>
<p>Em seu discurso de 23 de dezembro de 1922, Anna Cesar, presidente da Legião da Mulher Brasileira destaca a instrução como “o principal veículo da propaganda feminista no Brasil, a fim de podermos vencer as barreiras dos mal-entendidos preconceitos e de outros prejuízos gerados da ignorância.”<a href="#_ftn14" name="_ftnref14">[14]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11336/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0006de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="470" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11336" target="_blank">Carrie Chapman ladeada por Bertha Lutz e Julia Lopes de Almeida, I Conferência pelo Progresso Feminino, 1922. Rio de Janeiro, RJ / AAcervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros temas tiveram espaço durante a conferência, como assistência à infância, ensino doméstico que “compreende essencialmente, e sobretudo, a cozinha e o arranjo de casa, os cuidados com que as crianças devem ser tratadas assim como as pessoas de casa, e o conhecimento de tudo que pode tornar agradável e confortável o interior de uma casa”<a href="#_ftn15" name="_ftnref15">[15]</a> ou questões de eugenia relativas ao casamento apresentadas pelo dr. Renato Kehl <a href="#_ftn16" name="_ftnref16">[16]</a> Nos trabalhos sobre o papel da mulher no comércio, na indústria, na lavoura e no funcionalismo, o <em>Jornal do Brasil</em>, em sua edição de 22 de dezembro, noticia que <em>“tomaram parte, com muito brilhantismo, as senhoritas Carmen Cunha e Nair Braga das casas A Pompéa e A Capital, como delegadas da União dos Empregados do Commercio do Rio de Janeiro, defendendo uma tese apresentada pela associação de classe.”</em></p>
<p>O segundo dia da conferência teve como destaque a fundação da Aliança Brasileira pelo Sufrágio Feminino, na sessão Direitos da Mulher, com o intuito de se dedicar, unicamente, pela aprovação do voto feminino. O senador Justo Chermont, autor do projeto que estava sendo analisado no Senado em prol do sufrágio feminino, foi homenageado nessa sessão, inclusive por Carrie Chapman.<a href="#_ftn17" name="_ftnref17">[17]</a></p>
<p>O dia 22 de dezembro concentrou as últimas reuniões dos grupos de trabalho. A última palestra intitulada <em>“O papel da mulher na civilização”</em> foi ministrada por Carrie Chapman Catt, em sessão presidida pelo senador Lauro Muller. Em sua palestra, Chapman lembrou que nas democracias o governo é do povo e o povo compreende também a mulher, ressaltando o papel desta na evolução social, defendendo a intervenção da mulher na vida pública e afirmando que seria o Brasil na América do Sul o primeiro país a conceder-lhe direito.<a href="#_ftn18" name="_ftnref18">[18]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11332" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11332/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0002de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11332" target="_blank">Carrie Chapman Catt discursa durante a I Conferência pelo Progresso Feminino, no Instituto dos Advogados, dezembro de 1922, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo da conferência uma série de eventos sociais recepcionaram participantes e organizadores. Aproveitando a realização da Exposição Internacional do Centenário da Independência, realizou-se uma visita ao pavilhão da Noruega. Um passeio a Teresópolis também foi oferecido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11334" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11334/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0004de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11334" target="_blank">Almoço oferecido pelo embaixador dos Estados Unidos Edwin Morgan às participantes da I Conferência pelo Progresso Feminino e ao vice-presidente Estácio Coimbra e ao ministro do Exterior Félix Pacheco, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acerevo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No encerramento, foram proferidos discursos por Evaristo de Moraes, que pediu o auxílio da mulher na <em>“propaganda humanitária e moral da sociedade com processos mais inteligentes que os que vigoram”</em>, por Lopes Gonçalves, que falou longamente sobre a constitucionalidade do direito de voto da mulher e prometeu bater-se por ele, na tribuna popular, no jornalismo e no Parlamento; e por Lauro Müller, que aconselhou as entusiastas dos direitos políticos da mulher a conquistarem esses direitos pela ação e pelo trabalho, demonstrando aos homens que mereceriam esses direitos pela educação e <em>“pelo seu próprio valor”</em>.<a href="#_ftn19" name="_ftnref19">[19]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11340" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11340/BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNG_FOT_0001_m0010de0010.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11340" target="_blank">Carrie Chapmann e Rosette Susana Manus visitam o mercado da Praça XV, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo com ambiguidades presentes no movimento feminista, também percebidos durante a I Conferência, as mulheres iam introduzindo mudanças nos mecanismos de conquista de direitos. Empunhando, assim, a bandeira do voto feminino, rumava-se, na estratégia de Bertha e suas companheiras de Federação, de maneira cordial para a defesa da emancipação da mulher e a conquista de direitos. Essa postura, identificada por alguns pesquisadores, com um <em>“feminismo bem-comportado”</em><a href="#_ftn20" name="_ftnref20">[20]</a>, voltado para os anseios das mulheres das classes média e alta, de alguma forma se contrapunha ao feminismo sustentado por Maria Lacerda de Moura, tido como <em>“mal-comportado”</em> ao atentar para os direitos das trabalhadoras das classes baixas e para a liberdade sexual.<a href="#_ftn21" name="_ftnref21">[21]</a></p>
<p>Os temas escolhidos para serem debatidos na conferência, isto é, a forma como a questão da emancipação feminina estava sendo pensada pelo grupo, expõem as estratégias utilizadas e que acabaram por consolidar a imagem de representantes no Brasil. Mudar a visão da sociedade brasileira em relação à mulher considerada a “rainha do lar”, debater sobre a formação do magistério, a nacionalização do ensino público, o acesso da mulher ao mercado de trabalho e igualdade salarial orientavam essa atuação. A questão da cidadania constituía-se no debate em torno de direitos civis, que englobava o acesso ao voto e ao divórcio, maternidade, igualdade salarial e proibição do trabalho noturno às mulheres, e se misturavam com perspectivas de proteção e de conquista de direitos.<a href="#_ftn22" name="_ftnref22">[22]</a> As deliberações da conferência revelam uma estratégia conciliadora de assegurar um lugar no espaço público, sem afetar o papel da mulher no seio familiar. A tática era sensibilizar os homens nos cargos de poder a aceitarem suas demandas, denotando o <em>“bom”</em> feminismo.<a href="#_ftn23" name="_ftnref23">[23]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Maria Elizabeth Brêa Monteiro é antropóloga do Arquivo Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Ver a exposição virtual “<em>O Rio do morro ao mar</em>” em <a href="http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/178-o-rio-do-morro-ao-mar.html">http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/178-o-rio-do-morro-ao-mar.html</a></p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Ver <a href="http://querepublicaeessa.an.gov.br/serie-especial-independencia/333-o-centenario-em-1922.html">http://querepublicaeessa.an.gov.br/serie-especial-independencia/333-o-centenario-em-1922.html</a></p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Ver a matéria <em>1922 – hoje, há 100 anos – a fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino,</em> de autoria de Andrea C.T. Wanderley<em>, </em>publicada no portal Brasiliana Fotográfica. Disponível em https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=federacao-brasileira-pelo-progresso-feminino</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> HAHNER, June Edith. <em>Emancipação do sexo feminino</em>: <em>a luta pelos direitos da mulher no Brasil, 1850-1940</em>. Florianópolis: Ed. Mulheres; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2003. p.269.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> KARAWEJCZYK, Monica<strong>.</strong> <em>O Feminismo em Boa Marcha no Brasil! Bertha Lutz e a Conferência pelo Progresso Feminino</em>. <em>Revista Estudos Feministas</em>, v. 26, núm. 2, 2018. Disponível em https://www.redalyc.org/jatsRepo/381/38156079025/html/index.html#B12</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Ver BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_03_d0001, p.1.</p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Julia participou das primeiras reuniões para a fundação da Academia Brasileira de Letras. Apesar de sua importância como escritora, ela não pôde integrar a ABL uma vez que se optou por manter a Academia exclusivamente masculina, da mesma forma que a Academia Francesa, que serviu de modelo.</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Essa correspondência está reunida em BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_06_d0001 e BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_07_d0001.</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> <em>O Paiz</em>, 16 dezembro 1922. P. 6</p>
<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> Considerações sobre projetos, redes de sociabilidade do feminismo foram objeto da correspondência entre Bertha e Ana Castro. Essas cartas, que compõem o fundo Federação Brasileira para o Progresso Feminino, do Arquivo Nacional, foram publicadas em “<em>A propaganda feminista luso-brasileira: as cartas de Ana de Castro Osório a Bertha Lutz</em>” de autoria de Eduardo da Cruz e Andreia Monteiro de Castro. Disponível em <a href="https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/navegacoes/article/view/32139/17814">https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/navegacoes/article/view/32139/17814</a>. Ana de Castro Osório publicou, em 1905, <em>Às Mulheres Portuguesas</em>, o primeiro manifesto feminista português.</p>
<p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11">[11]</a> Ver Programa da Conferência pelo Progresso Feminino. Fundo FBPF, Arquivo Nacional. BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_01_d0001</p>
<p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12">[12]</a> Ver Relatório dos trabalhos realizados pela Comissão de educação e ensino. Fundo FBPF, Arquivo Nacional. BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_02_d0001</p>
<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13">[13]</a> BONATO, Nailda Marinho da Costa. <em>O Fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Uma fonte múltipla para a história da educação das mulheres</em>. <em>Acervo</em>, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1-2, jan.-dez. 2005, p. 131-146. Disponível em https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/%20article/view/189</p>
<p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14">[14]</a> Ver BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_03_d0001, p.6.</p>
<p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15">[15]</a> <em>A escola doméstica</em>. Traduzido e compilado por Guilhermina Sassetti Noellner e dedicado a Lydia de Rezende. Fundo FBPF, Arquivo Nacional. BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_03_d0001, p. 59-72.</p>
<p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16">[16]</a> Ver BR_RJANRIO_Q0_ADM_EVE_CNF_TXT_0002_v_05_d0001, p. 24-33.</p>
<p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17">[17]</a> KARAWEJCZYK, Monica<strong>.</strong><em> O Feminismo em Boa Marcha no Brasil! Bertha Lutz e a Conferência pelo Progresso Feminino</em>. <em>Revista Estudos Feministas</em>, vol. 26, núm. 2, 2018. Disponível em https://www.redalyc.org/jatsRepo/381/38156079025/html/index.html#B12</p>
<p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18">[18]</a> <em>O Paiz</em>, 24 de dezembro de 1922.</p>
<p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19">[19]</a> <em>O Paiz</em>, 24 de dezembro de 1992. P. 6</p>
<p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20">[20]</a> Rachel Soihet, em artigo publicado na <em>Revista Brasileira de Educação</em>, em 2000, emprega o termo “feminismo tático” para descrever a forma conciliadora de atuação das federalistas. Disponível em https://www.scielo.br/j/rbedu/a/mJxm348crdgLd4mgqnwMHcd/?format=pdf&amp;lang=pt</p>
<p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21">[21]</a> Dultra, Eneida Vinhaes Bello. <em>Direitos das mulheres na Constituinte de 1933-1934</em>: disputas, ambiguidades e omissões. Tese em Direito, Estado e Constituição. UnB, 2018. Disponível em https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/34535/1/2018_EneidaVinhaesBelloDultra.pdf</p>
<p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22">[22]</a> Fraccaro, Glaucia Cristina Candian. <em>Uma história social do feminismo – Diálogos de um campo político brasileiro (1917-1937)</em>. <em>Estudos Históricos</em>. Rio de Janeiro, vol. 31, nº 63, p. 7-26, janeiro-abril 2018, p. 18. Disponível em <a href="http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642">http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/71642</a></p>
<p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23">[23]</a> KARAWEJCZYK, Monica<strong>.</strong> <em>O Feminismo em Boa Marcha no Brasil! Bertha Lutz e a Conferência pelo Progresso Feminino</em>. <em>Revista Estudos Feministas</em>, vol. 26, núm. 2, 2018. Disponível em https://www.redalyc.org/jatsRepo/381/38156079025/html/index.html#B12</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> – A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de novembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Acesse aqui os outros artigos da Série &#8220;Feministas, graças a Deus!</span><span style="color: #800000;">&#8220;</span></strong></p>
<div class="entry-content">
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” X &#8211; Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderle</span>y<span style="color: #800000;">, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XI e série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VI &#8211; A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII &#8211; E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIV &#8211; No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XV &#8211; No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,&#8221;a precursora do feminismo indígena&#8221; e a &#8220;nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34804" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin, equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, em parceira com Andrea C.T. Wanderley, publicado em 5 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=30702</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; X &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Nov 2022 15:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Enéas Ferraz]]></category>
		<category><![CDATA[eugenia]]></category>
		<category><![CDATA[há 100 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Hospício Nacional de Alienados]]></category>
		<category><![CDATA[Lima Barreto (escritor)]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro Congresso Brasileiro de Eugenia]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Série 1922 - Hoje]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798</guid>
		<description><![CDATA[Com uma imagem do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, e que estampou a capa do jornal "A Noite", do dia 2 de novembro de 1922, o portal publica o décimo artigo da Série "1922 – Hoje, há 100 anos" sobre a morte do jornalista e escritor Lima Barreto. Os dois centenários que inspiraram essa série - o da Semana de Arte Moderna e o da Exposição Internacional do Centenário da Independência da República - interessaram o escritor.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma imagem do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, o portal publica o décimo artigo da Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos</em> sobre a morte do jornalista e escritor Lima Barreto, em 1º de novembro de 1922, de gripe toráxica e colapso cardíaco, em sua casa, na rua Major Mascarenhas, 26, em Todos os Santos, no Rio de Janeiro. Faleceu lendo um exemplar da revista francesa <em>Revue de Deux Mondes</em>. Em setembro de 2024, sua obra foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro (<a href="https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2024/10/05/a-cidade-de-lima-barreto-obra-do-escritor-e-reconhecida-como-patrimonio-cultural-imaterial-do-rio.ghtml%20" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 5 de outubro de 2024</a>). Lima Barreto foi, nas palavras do escritor Monteiro Lobato (1882 – 1948), <em>“o criador de uma nova fórmula de romance. O romance de crítica social sem doutrinarismo dogmático”. *</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10310" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10310/icon247953.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="550" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10310" target="_blank">Lima Barreto, 19?. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A mesma foto destacada acima foi publicada na notícia de sua morte, na capa da edição do<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/7636" target="_blank"> jornal <em>A Noite</em>, de 2 de novembro de 1922.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28812" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/7636" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28812" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/academiabrasileira8.jpg" alt="A Noite, 2 de novembro de 1922" width="422" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/7636" target="_blank"><em>A Noite</em>, 2 de novembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os dois centenários que inspiraram a Série <em>1922, Hoje, há 100 anos</em>, cujos artigos têm sido publicados na Brasiliana Fotográfica ao longo de 2022, foram o da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Semana de Arte Moderna</a>, realizada em fevereiro de 1922; e o da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição Internacional do Centenário da Independência da República</a>, inaugurada em setembro de 1922. E os dois eventos foram temas que interessaram Lima Barreto.</p>
<p>Por exemplo, o escritor criticou a ligação dos intelectuais paulistas do Modernismo com o artista italiano Filippo Marinetti (1876 &#8211; 1944), em um texto publicado na revista <em>Careta (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28341" target="_blank">Careta</a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28341" target="_blank">, 22 de julho de 1922</a><em>). </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29627" style="width: 862px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28341" target="_blank"><img class=" wp-image-29627" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/bohemio2.jpg" alt="Careta, 22 de julho de 1922" width="852" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28341" target="_blank"><em>Careta</em>, 22 de julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi chamado de &#8220;<em>escritor de bairro</em>&#8221; na resposta à critica, publicada na coluna <em>Luzes &amp; Refrações, </em>da revista<em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217417/1" target="_blank">Klaxon</a>, </em>divulgadora do Modernismo no Brasil, que foi editada entre 15 de maio de 1922 e janeiro de 1923 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217417/82" target="_blank"><em>Klaxon</em>, 15 de agosto de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29641" style="width: 253px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217417/82" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29641" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/bohemio62.jpg" alt="Klaxon, 15 de agosto de 1922" width="243" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217417/82" target="_blank"><em>Klaxon</em>, 15 de agosto de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O último artigo de Lima Barreto publicado na revista <em>Careta</em>, após sua morte, na edição de 11 de novembro de 1922, foi justamente sobre a Exposição Internacional do Centenário da Independência da República: <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/29090" target="_blank"><em>Uma sorpreza da exposição.</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong> </strong></em></p>
<div id="attachment_29624" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/29090" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/bohemio1.jpg" alt="Careta, 11 de novembro de 1922" width="510" height="375" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/29090" target="_blank"><em>Careta</em>, 11 de novembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também foi um crítico do desmonte do Morro do Castelo, realizado justamento devido à realização da Exposição do Centenário, e escreveu sobre o assunto. Destacamos aqui o artigo <em>Megalomania</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24094" target="_blank"><em>Careta</em>, 28 de agosto de 1920</a>). Em 1905, havia escrito a crônica <em>O subterrâneo do Morro do Castelo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/7986" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em> de 28 de abril de 1905, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30324" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=24094" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto8.jpg" alt="Careta, 28 de agosto de 1920" width="494" height="371" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=24094" target="_blank"><em>Careta</em>, 28 de agosto de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua preocupação com a destruição e o desrespeito pelo patrimônio histórico e pela cultura brasileira fica evidente em seu conto <a href="https://contobrasileiro.com.br/o-moleque-conto-de-lima-barreto/" target="_blank"><em>O Moleque</em></a>, publicado no livro <em>Histórias e Sonhos,</em> em 1920, do qual destacamos um trecho:</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8220;Há, parece, na fatalidade destas terras, uma necessidade de não conservar impressões das sucessivas camadas de vida que elas deviam ter presenciado o desenvolvimento e o desaparecimento. Estes nomes tupaicos mesmo tendem a desaparecer, e todos sabem que, quando uma turma de trabalhadores, em escavações de qualquer natureza, encontra uma igaçaba, logo se apressam em parti-la, em destruí-la como coisa demoníaca ou indigna de ficar entre os de hoje. A pobre talha mortuária dos tamoios é sacrificada impiedosamente.</span></em></p>
<p><em><span style="color: #800000;">Frágeis eram os artefatos dos índios e todas as suas outras obras; frágeis são também as nossas de hoje, tanto assim que os mais antigos monumentos do Rio são de século e meio; e a cidade vai já para o caminho dos quatrocentos anos.</span></em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>O nosso granito vetusto, tão velho quanto a terra, sobre o qual repousa a cidade, capricha em querer o frágil, o pouco duradouro. A sua grandeza e a sua antiguidade não admitem rivais.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Ainda hoje esse espírito do lugar domina a construção dos nossos edifícios públicos e particulares, que estão a rachar e a desabar, a todo instante. E como se a terra não deseje que fiquem nela outras criações, outras vidas, senão as florestas que ela gera, e os animais que nestas vivem.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Ela as faz brotar, apesar de tudo, para sustentar e ostentar um instante, vidas que devem desaparecer sem deixar vestígios. Estranho capricho…</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Quer ser um recolhimento, um lugar de repouso, de parada, para o turbilhão que arrasta a criação a constantes mudanças nos seres vivos; mas só isto, continuando ela firme, inabalável, gerando e recebendo vidas, mas de tal modo que as novas que vierem não possam saber quais foram as que lhes antecederam.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Desde que as suas rochas surgiram, quantas formas de vida ela já viu? Inúmeras, milhares; mas de nenhuma quis guardar uma lembrança, uma relíquia, para que a Vida não acreditasse que podia rivalizar com a sua eternidade.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Mesmo os nomes índios, como já foi observado, se apagam, vão se apagando, para dar lugar a nomes banais de figurões ainda mais banais, de forma que essa pequena antiguidade de quatro séculos desaparecerá em breve, as novas denominações talvez não durem tanto.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Nenhum testemunho, dentro em pouco, haverá das almas que eles representam, dessas consciências tamoias que tentaram, com tais apelidos, macular a virgindade da incalculável duração da terra. Sapopemba é já um general qualquer, e tantos outros lugares do Rio de janeiro vão perdendo insensivelmente os seus nomes tupis&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimo perfil de Lima Barreto (1881 &#8211; 1922)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Passemos além: mais do que nenhuma outra arte, mais fortemente possuindo essa capacidade de sugerir em nós o sentimento que agitou o autor ou que ele simplesmente descreve, a arte literária se apresenta com um verdadeiro poder de contágio que a faz facilmente passar de simples capricho individual, em traço de união, em força de ligação entre os homens, sendo capaz, portanto, de concorrer para o estabelecimento de uma harmonia entre eles, orientada para um ideal imenso em que se soldem as almas, aparentemente mais diferentes, reveladas, porém, por elas, como semelhantes no sofrimento da imensa dor de serem humanos&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>O destino da literatura</em>, por Lima Barreto,</p>
<p style="text-align: right;"><em>Revista Sousa Cruz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/181900/1953" target="_blank">outubro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/181900/1989" target="_blank">novembro</a> de 1921</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30295" style="width: 157px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/18227" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30295" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto2.jpg" alt="Jornal do Brasil, 3 de novembro de 1922" width="147" height="226" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/18227" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de novembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Espírito forte, observador preciso, de estilo próprio, Lima Barreto tem o temperamento integral do artista&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/3913" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 22 de janeiro de 1910</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Carioca, Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 13 de maio de 1881, exatamente sete anos antes da assinatura da Lei Áurea. Filho do tipógrafo Joaquim Henriques de Lima Barreto (1853 &#8211; 1922) e da professora primária Amália Augusta (1862 &#8211; 1887), que haviam se casado em 1878.  O casal teve mais quatro filhos:  Nicomedes, que nasceu, em 1879, mas viveu apenas oito dias; Evangelina, nascida em 1882; Carlindo, em 1884; e Eliézer, em 1886. Foi afilhado do senador Afonso Celso (1836 &#8211; 1912), o Visconde de Ouro Preto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30321" style="width: 558px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.buzzfeed.com/br/alexandrearagao/lima-barreto-appreciation" target="_blank"><img class="wp-image-30321" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto4.jpg" alt="A mãe de Lima Barreto, Amália / Acervo " width="548" height="340" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.buzzfeed.com/br/alexandrearagao/lima-barreto-appreciation" target="_blank">A mãe de Lima Barreto, Amália Augusta / Acervo Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Reprodução de Lúcia Mindlin</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lima Barreto era negro e neto de escravizados e sua vida foi fortemente marcada pelo preconceito racial, como fica evidenciado em sua crônica<em> O Pecado </em>(1904)<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/181900/3314" target="_blank"><em>Revista Souza Cruz, </em>agosto de 1924</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30322" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/181900/3314" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30322" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto5.jpg" alt="Revista Souza Cruz, agosto de 1924" width="246" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/181900/3314" target="_blank"><em>Revista Souza Cruz</em>, agosto de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esteve presente, com seu pai, tanto no Largo do Paço para testemunhar a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank">assinatura da Lei Áurea</a>, em 13 de maio de 1888, como, alguns dias depois, em 17 de maio, na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Missa Campal do Campo de São Cristóvão</a>.</p>
<p>Sobre o Dia da Abolição da da Missa Campal escreveu uma crônica, <em>Maio</em>, publicada na <em>Gazeta da Tarde</em>, de 4 de maio de 1911.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6963/007A5P3F03-009.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial, 13 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Maio</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Estamos em maio, o mês das flores, o mês sagrado pela poesia. Não é sem emoção que o vejo entrar. Há em minha alma um renovamento; as ambições desabrocham de novo e, de novo, me chegam revoadas de sonhos. Nasci sob o seu signo, a treze, e creio que em sexta-feira; e, por isso, também à emoção que o mês sagrado me traz, se misturam recordações da minha meninice.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Agora mesmo estou a lembrar-me que, em 1888, dias antes da data áurea, meu pai chegou em casa e disse-me: a lei da abolição vai passar no dia de teus anos. E de fato passou; e nós fomos esperar a assinatura no Largo do Paço.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Na minha lembrança desses acontecimentos, o edifício do antigo paço, hoje repartição dos Telégrafos, fica muito alto, um sky-scraper; e lá de uma das janelas eu vejo um homem que acena para o povo.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Não me recordo bem se ele falou e não sou capaz de afirmar se era mesmo o grande Patrocínio.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Havia uma imensa multidão ansiosa, com o olhar preso às janelas do velho casarão. Afinal a lei foi assinada e, num segundo, todos aqueles milhares de pessoas o souberam. A princesa veio à janela. Foi uma ovação: palmas, acenos com lenço, vivas&#8230;</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Fazia sol e o dia estava claro. Jamais, na minha vida, vi tanta alegria. Era geral, era total; e os dias que se seguiram, dias de folganças e satisfação, deram-me uma visão da vida inteiramente festa e harmonia.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Houve missa campal no Campo de São Cristóvão. Eu fui também com meu pai; mas pouco me recordo dela, a não ser lembrar-me que, ao assisti-la, me vinha aos olhos a &#8220;Primeira Missa&#8221;, de Vítor Meireles. Era como se o Brasil tivesse sido descoberto outra vez&#8230; Houve o barulho de bandas de música, de bombas e girândolas, indispensável aos nossos regozijos; e houve também préstitos cívicos. Anjos despedaçando grilhões, alegorias toscas passaram lentamente pelas ruas. Construíram-se estrados para bailes populares; houve desfile de batalhões escolares e eu me lembro que vi a princesa imperial, na porta da atual Prefeitura, cercada de filhos, assistindo àquela fieira de numerosos soldados desfiar devagar. Devia ser de tarde, ao anoitecer.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Ela me parecia loura, muito loura, maternal, com um olhar doce e apiedado. Nunca mais a vi e o imperador nunca vi, mas me lembro dos seus carros, aqueles enormes carros dourados, puxados por quatro cavalos, com cocheiros montados e um criado à traseira.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Eu tinha então sete anos e o cativeiro não me impressionava. Não lhe imaginava o horror; não conhecia a sua injustiça. Eu me recordo, nunca conheci uma pessoa escrava. Criado no Rio de Janeiro, na cidade, onde já os escravos rareavam, faltava-me o conhecimento direto da vexatória instituição, para lhe sentir bem os aspectos hediondos.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Era bom saber se a alegria que trouxe à cidade a lei da abolição foi geral pelo país. Havia de ser, porque já tinha entrado na consciência de todos a injustiça originária da escravidão.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Quando fui para o colégio, um colégio público, à rua do Resende, a alegria entre a criançada era grande. Nós não sabíamos o alcance da lei, mas a alegria ambiente nos tinha tomado.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>A professora, Dona Teresa Pimentel do Amaral, uma senhora muito inteligente, a quem muito deve o meu espírito, creio que nos explicou a significação da coisa; mas com aquele feitio mental de criança, só uma coisa me ficou: livre! livre!</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Julgava que podíamos fazer tudo que quiséssemos; que dali em diante não havia mais limitação aos propósitos da nossa fantasia.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Parece que essa convicção era geral na meninada, porquanto um colega meu, depois de um castigo, me disse: &#8220;Vou dizer a papai que não quero voltar mais ao colégio. Não somos todos livres?&#8221;</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Mas como ainda estamos longe de ser livres! Como ainda nos enleamos nas teias dos preceitos, das regras e das leis!</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Dos jornais e folhetos distribuídos por aquela ocasião, eu me lembro de um pequeno jornal, publicado pelos tipógrafos da Casa Lombaerts. Estava bem impresso, tinha umas vinhetas elzevirianas, pequenos artigos e sonetos. Desses, dois eram dedicados a José do Patrocínio e o outro à princesa. Eu me lembro, foi a minha primeira emoção poética a leitura dele. Intitulava-se &#8220;Princesa e Mãe&#8221; e ainda tenho de memória um dos versos:</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Houve um tempo, senhora, há muito já passado&#8230;&#8221;</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>São boas essas recordações; elas têm um perfume de saudade e fazem com que sintamos a eternidade do tempo.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Oh! O tempo! O inflexível tempo, que como o Amor, é também irmão da Morte, vai ceifando aspirações, tirando presunções, trazendo desalentos, e só nos deixa na alma essa saudade do passado às vezes composta de coisas fúteis, cujo relembrar, porém, traz sempre prazer.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Quanta ambição ele não mata! Primeiro são os sonhos de posição: com os dias e as horas e, a pouco e pouco, a gente vai descendo de ministro a amanuense; depois são os do Amor &#8211; oh! como se desce nesses! Os de saber, de erudição, vão caindo até ficarem reduzidos ao bondoso Larousse. Viagens&#8230; Oh! As viagens! Ficamos a fazê-las nos nossos pobres quartos, com auxílio do Baedecker e outros livros complacentes.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Obras, satisfações, glórias, tudo se esvai e se esbate. Pelos trinta anos, a gente que se julgava Shakespeare, está crente que não passa de um &#8220;Mal das Vinhas&#8221; qualquer; tenazmente, porém, ficamos a viver, esperando, esperando&#8230; o quê? O imprevisto, o que pode acontecer amanhã ou depois. Esperando os milagres do tempo e olhando o céu vazio de Deus ou deuses, mas sempre olhando para ele, como o filósofo Guyau.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>Esperando, quem sabe se a sorte grande ou um tesouro oculto no quintal?</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>E maio volta&#8230; Há pelo ar blandícias e afagos; as coisas ligeiras têm mais poesia; os pássaros como que cantam melhor; o verde das encostas é mais macio; um forte flux de vida percorre e anima tudo&#8230;</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>O mês augusto e sagrado pela poesia e pela arte, jungido eternamente à marcha da Terra, volta; e os galhos da nossa alma que tinham sido amputados &#8211; os sonhos, enchem-se de brotos muito verdes, de um claro e macio verde de pelúcia, reverdecem mais uma vez, para de novo perderem as folhas, secarem, antes mesmo de chegar o tórrido dezembro.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #800000;"><em>E assim se faz a vida, com desalentos e esperanças, com recordações e saudades, com tolices e coisas sensatas, com baixezas e grandezas, à espera da morte, da doce morte, padroeira dos aflitos e desesperados&#8230;</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1795/P005DJ0749_NOVO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1795" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil, 17 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lima Barreto frequentou a Escola Pública Municipal da rua do Rezende, o Liceu Popular Niteroiense, o Ginásio Nacional (antigo Colégio Pedro II) e o internato do Colégio Paula Freitas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30319" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto6.jpg"><img class="size-full wp-image-30319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto6.jpg" alt="Acervo da Fundação Biblioteca Nacional" width="583" height="555" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo da Fundação Biblioteca Nacional</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ingressou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro onde iniciou o curso de Engenharia, que teve que abandonar, em 1903, devido à necessidade de sustentar seus irmãos, já que seu pai teve um diagnóstico de neurastenia. No mesmo ano, passou no concurso de amanuense da Secretaria da Guerra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30320" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.buzzfeed.com/br/alexandrearagao/lima-barreto-appreciation" target="_blank"><img class="  wp-image-30320" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto7.jpg" alt="limabarreto7" width="701" height="251" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.buzzfeed.com/br/alexandrearagao/lima-barreto-appreciation" target="_blank">Lima Barreto na Escola Politécnica / Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Reprodução de Lúcia Mindlin</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Boêmio, foi um crítico contundente da mentalidade burguesa de sua época. Amava e criticava o Rio de Janeiro, sua cidade natal, de onde nunca saiu. Segundo a crítica literária Beatriz Resente:<em> “O Rio de Janeiro das crônicas de Lima Barreto é a cidade dos contrastes, das revoltas, das ruínas sob o vento do progresso, mas é também a expressão de uma paixão tão forte que a outras, mais humanas, não deixa espaço”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Lima Barreto foi com efeito a figura mais original de boêmio que teve nos últimos tempos a intelectualidade carioca&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">José Garcia Margiocco (18? &#8211; 1923), escritor e jornalista</p>
<p style="text-align: right;">(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/29084" target="_blank"><em>Careta</em>, 11 de novembro de 1922</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Colaborou em diversos jornais e revistas, dentre eles <em>Careta</em>, <em>Fon-Fon</em>, <em>Gazeta da Tarde</em> e <em>Floreal</em> (dirigida por ele).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30323" style="width: 374px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/per164623_contente/per164623_item1/index.html" target="_blank"><img class=" wp-image-30323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/floreal.jpg" alt="Revista Floreal / Acervo Fundação Biblioteca Nacional" width="364" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/per164623_contente/per164623_item1/index.html" target="_blank">Floreal: publicação bimensal de crítica e literatura / Acervo Fundação Biblioteca Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seu romance de estreia foi <em>Recordações do Escrivão Isaías Caminha,</em> cujo personagem central foi inspirado em Edmundo Bittencourt (1866 &#8211; 1943), dono do<em> Correio da Manhã</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/2051" target="_blank"><em>Careta</em>, 5 de fevereiro de 1910</a>). É considerada sua obra-prima o livro <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/25927" target="_blank"><i>Triste Fim de Policarpo Quaresma</i> (1915)</a>, publicado inicialmente em folhetins, entre agosto e outubro de 1911, na edição da tarde do <em>Jornal do Commercio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/39870" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de junho de 1916, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/9312" target="_blank"> <em>A Noite</em>, 1º de outubro de 1916, primeira coluna</a>). Outros de seus livros foram o <em>Cemitério dos Vivos</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24951" target="_blank"><em>Histórias e Sonhos</em></a>, o último publicado enquanto estava vivo; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/7948" target="_blank"><em>Os Bruzundangas</em></a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/181900/2636" target="_blank"><em>Clara dos Anjos</em></a> e <a href="http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/diario_intimo.pdf" target="_blank"><em>Diário Íntimo</em></a>. Seus temas, como a denúncia da discriminação racial, a defesa dos excluídos da sociedade, a luta pelos direitos civis e a crítica aos políticos, dentre outros, continuam muito atuais.</p>
<p>Sobre Lima Barreto, o escritor Monteiro Lobato (1882 &#8211; 1948) escreveu, em 1º de outubro de 1916, numa carta para o também escritor Godofredo Rangel (1884 &#8211; 1851):</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Conheces Lima Barreto? Li dele, na Águia, dois contos, e pelos jornais soube do triunfo do Policarpo Quaresma, cuja segunda edição já lá se foi. A ajuizar pelo que li, este sujeito me é romancista de deitar sombras em todos os seus colegas coevos e coelhos, inclusive o Neto. Facílimo na língua, engenhoso, fino, dá impressão de escrever sem torturamento – ao modo das torneiras que fluem uniformemente a sua corda-d’água&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://livrariaufsm.com.br/contos-de-lima-barreto-short-stories-by-lima-barreto.html" target="_blank">Livraria da Universidade de Santa Maria</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo de sua vida, foi internado duas vezes no Hospício Nacional de Alienados, originalmente Hospício de Pedro II, devido ao alcoolismo: em 1914, quando ficou lá durante dois meses; e, no Natal de 1919 &#8211; ficou até fevereiro de 1920. Durante esta segunda internação começou a escrever o romance inacabado <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000047.pdf" target="_blank"><em>Cemitério dos Vivos</em></a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Voltei para o pátio. Que coisa, meu Deus! Estava ali que nem um peru, no meio de muitos outros, pastoreado por um bom português, que tinha um ar rude, mas doce e compassivo, de camponês transmontano. Ele já me conhecia da outra vez. Chamava-me você e me deu cigarros. Da outra vez, fui para a casa-forte e ele me fez baldear a varanda, lavar o banheiro, onde me deu um excelente banho de ducha de chicote. Todos nós estávamos nus, as portas abertas, e eu tive muito pudor. Eu me lembrei do banho de vapor de Dostoiévski, na Casa dos Mortos. Quando baldeei, chorei; mas lembrei de Cervantes, do próprio Dostoiévski, que pior deviam ter sofrido em Argel e na Sibéria. Ah! A Literatura ou me mata ou me dá o que eu peço dela&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30303" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lima_Barreto_(escritor)#/media/Ficheiro:Lima_Barreto_-_detalhe_da_ficha_da_primeira_interna%C3%A7%C3%A3o_manicomial.png" target="_blank"><img class=" wp-image-30303" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto31.jpg" alt="Lima Barreto / Wikipedia" width="335" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lima_Barreto_(escritor)#/media/Ficheiro:Lima_Barreto_-_detalhe_da_ficha_da_primeira_interna%C3%A7%C3%A3o_manicomial.png" target="_blank">Lima Barreto, deetalhe da ficha da primeira internação manicomial, 1914 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como já mencionado, Lima Barreto faleceu, em 1º de novembro de 1922, Dia de Todos os Santos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/18227" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 3 de novembro de 1922</a>).</p>
<p>Poucos dias após sua morte, o escritor Coelho Neto (1864 &#8211; 1934) escreveu sobre ele na edição do <a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/18261" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em> de 5 de novembro de 1922:</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28814" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/18261" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28814" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/academiabrasileira9.jpg" alt="Coleho Neto sobre Lima Bareto / Jornal do Brasil, 5 de novembro de 1922" width="279" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/18261" target="_blank">Coelho Neto sobre Lima Barreto / <em>Jornal do Brasil</em>, 5 de novembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição da revista <em>Careta,</em> de 11 de novembro de 1922, foi publicado o artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/29084" target="_blank"><em>O bohemio immortal</em></a>, do jornalista e escritor gaúcho <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/31184" target="_blank">José Garcia Margiocco (18? &#8211; 1923)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29622" style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/29084" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29622" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/bohemio.jpg" alt="Careta, 11 de novembro de 1922" width="507" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/29084" target="_blank"><em>Início do artigo / Careta</em>, 11 de novembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O escritor Enéas Ferraz (1896 &#8211; 1977), autor de <em>A História de João Crispim, </em>uma biografia romanceada de Lima Barreto, prestou uma homenagem ao escritor na crônica<em> A Morte do Mestre</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11473" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 20 de novembro de 1922</a>). Sobre o livro de Ferraz, Lima Barreto havia escrito a crítica <em>História de um Mulato</em>, publicada em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/9351" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de abril de 1922</a>.</p>
<p>Lima Barreto ficou invisibilizado durante décadas talvez devido à ascenção, no Brasil, da <a href="https://www.ufrgs.br/bioetica/eugenia.htm" target="_blank">eugenia</a>, uma espécie de racismo científico. Sobre o tema ele havia escrito a crônica <a href="https://www.geledes.org.br/luta-de-lima-barreto-contra-o-racismo-cientifico/" target="_blank"><em>Considerações Oportunas</em></a>, publicada no <em>ABC</em>, em 16 de agosto de 1919. Dez anos depois, realizou-se o Primeiro Congresso Brasileiro de Eugenia, no Rio de Janeiro, entre 30 de junho e 7 de julho de 1929. O evento integrava as comemorações do centenário da Academia Nacional de Medicina (<em>Correio da Manhã</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40431" target="_blank"> 31 de maio, sétima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/40956" target="_blank">2 de julho, primeira coluna</a>; de 1929).</p>
<p>A obra de Lima Barreto foi resgatada nos anos 50, quando foi publicado o livro <em>A vida de Lima Barreto 1881-1922 </em>(1952), de Francisco Assis Barbosa (1914 &#8211; 1991). Em 1953, foi inaugurada a Biblioteca Lima Barreto, em Madureira; e, em 1956, sob a organização de Assis Barbosa, foi iniciada a publicação, pela Editora Brasiliense, de sua obra completa, em 17 volumes. Em 1982, foi o homenageado pela Escola de Samba Unidos da Tijuca, cujo enredo foi <em>Lima Barreto &#8211; Mulato, pobre, mas livre</em>. Já no século XXI, o escritor foi o homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2017.</p>
<p>Em 25 de maio de 2023, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concedeu a ele, por sugestão da professora Beatriz Rezende, da Faculdade de Letras da instituição, o título de doutor honoris causa (<a href="https://conexao.ufrj.br/2023/06/ufrj-concede-titulo-de-doutor-honoris-causa-a-lima-barreto/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://conexao.ufrj.br/2023/06/ufrj-concede-titulo-de-doutor-honoris-causa-a-lima-barreto/&amp;source=gmail&amp;ust=1739027724570000&amp;usg=AOvVaw1utKnRuMRm8q-l8VmuPV6o"><em>Conexão UFRJ</em>, 1° de junho de 2023</a>).</p>
<p><em>“Quer seja nas suas obras, crônicas ou contos, Lima Barreto explorou as injustiças sociais e as dificuldades das primeiras décadas da República. Foi um dos romancistas pioneiros na denúncia do racismo e dos preconceitos contra os negros no Brasil”</em></p>
<p style="text-align: right;">Trecho do parecer do processo que concedeu a Lima Barreto o título e doutor honoris causa da UFRJ*</p>
<p>Uma curiosidade: foi um dos 40 escritores que elegeu Olavo Bilac (165 &#8211; 1918) <em>O Príncipe dos Poetas Brasileiros</em> em um concurso promovido pela revista <em>Fon-Fon</em>, em 1913 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31976" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 4 de janeiro de 1919</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30287" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/31976" target="_blank"><img class="wp-image-30287 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto.jpg" alt="limabarreto" width="393" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/31976" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 4 de janeiro de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra curiosidade:<em> J. Caminha</em>, <em>Leitor</em>, <em>Aquele</em>, <em>Amil</em>, <em>Eran</em>, <em>Jonathan</em>, <em>Inácio Costa</em> foram pseudônimos usados por Lima Barreto e identificados pelo pesquisador Felipe Botelho Corrêa, que resultou na descoberta de 164 textos inéditos em livro e que foram reunidos na obra <em>Sátiras e outras subversões</em>, publicado em 2016. Lima Barreto também usou os pseudônimos <em>Alfa Z</em>, <em>Phileas Fogg, </em><em>Puck, Rui de Pina </em>e<em> S. Holmes. </em></p>
<p>Uma última curiosidade: O jornalista Irineu Marinho (1876 &#8211; 1925), que foi colega de Lima no Liceu Niteroiense, batizou seu jornal, fundado em 1925, como <em>O GLOBO</em>, nome do jornal fictício criado pelo escritor no livro <em>Recordações do Escrivão Isaías Caminha.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30290" style="width: 922px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/3235" target="_blank"><img class="wp-image-30290 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/limabarreto1.jpg" alt="Careta, 17 de setembro de 1910" width="912" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/3235" target="_blank">Foi um dos jurados e votou pela condenação do alferes João Wanderley e de outros militares envolvidos na Primavera de Sangue, ocorrida no ano anterior quando estudantes da Politécnica e de outras faculdades participaram de um protesto e dois deles foram assassinados / <em>Careta</em>, 17 de setembro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse último par[agrafo foi inerido no artigo em 7 de fevereiro de 2025.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BARBOSA, Francisco de Assis. <em>A vida de Lima Barreto (1881- 1922)</em>. São Paulo : Autêntica Editora, 2017.</p>
<p><a href="https://lobato.com.vc/2021/05/a-correspondencia-entre-monteiro-lobato-e-lima-barreto/" target="_blank">Blog Lobato com você</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/pesquisador-identifica-164-textos-de-lima-barreto-assinados-com-pseudonimos-19795797" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 28 de julho de 2016</a></p>
<p>RESENDE, Beatriz. <em>Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos. </em>São Paulo : Autêntica Editora, 1993.</p>
<p>SANTOS, André Luiz dos. <em>Caminhos de alguns ficcionistas brasileiros após as Impressões de Leitura de Lima Barreto</em>. Rio de Janeiro, 2007. Tese (Doutorado em Letras – Área de Concentração: Literatura Brasileira) – Faculdade de Letras. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia. <em>Lima Barreto, triste visionário</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2017.</p>
<p><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/11-textos-dos-autores/788-lima-barreto-maio" target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/magazine/olhar-de-lima-barreto-sobre-o-rio-de-janeiro-ganha-analise-1.1308710" target="_blank">Portal O Tempo</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://radiobatuta.ims.com.br/podcasts/lima-barreto-o-negro-e-a-cor-mais-cortante" target="_blank">Ouça aqui o podcast lançado pela Rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles, em comemoração ao centenário de morte do escritor: <em>Lima Barreto: o negro é a cor mais cortante</em>.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/17306/a-pena-engajada-de-lima-barreto" target="_blank">Leia aqui o artigo <em>A pena engajada de Lima Barreto</em>, de Guilherme Tauil, publicado no portal Crônica Brasileira, do Instituto Moreira Salles.</a></span></p>
<p>* O primeiro parágrafo do artigo foi modificado em 22 de outubro de 2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=28798</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” IX – O centenário do Museu Histórico Nacional</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2022 03:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[há 100 anos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Histórico Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Série 1922]]></category>
		<category><![CDATA[Série 1922 - Hoje]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862</guid>
		<description><![CDATA[Publicamos o artigo "Cem anos do Museu Histórico Nacional", de autoria da historiadora Maria Isabel Lenzi, o  9º da Série "1922 - Hoje, há 100 anos". O Museu Histórico Nacional é uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica e foi o primeiro museu voltado à história do país e também o primeiro a ter suas portas sempre abertas à visitação de qualquer pessoa, já que o Museu Nacional, mais antigo museu do Brasil, recebia somente pesquisadores agendados. Foi idealizado pelo escritor e jornalista Gustavo Barroso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Publicamos o artigo <em>Cem anos do Museu Histórico Nacional, </em>de autoria da historiadora Maria Isabel Lenzi, o 9º da <em>Série 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em>. O Museu Histórico Nacional é uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica e foi o primeiro museu voltado à história do país e também o primeiro a ter suas portas sempre abertas à visitação de qualquer pessoa, já que o Museu Nacional, mais antigo museu do Brasil, recebia somente pesquisadores agendados. Foi idealizado pelo escritor e jornalista Gustavo Barroso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29879" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152712" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29879" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/museu2.jpg" alt="Fon-Fon, de outubro de 1922" width="240" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152712" target="_blank"><em>Fon-Fon,</em> 21 de outubro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/340" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Museu Histórico Nacional disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cem anos do Museu Histórico Nacional </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Maria Isabel Ribeiro Lenzi*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11245" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11245/FACHADA%20MHN%201946.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11245" target="_blank">Fachada do Museu Histórico Nacional, 1946. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1922 o Brasil fazia 100 anos. Era preciso comemorar o centenário da nação e mostrar ao mundo civilizado a modernidade da Capital Federal que há alguns anos havia passado por grande reforma. Mas ainda havia um vestígio colonial que, na opinião dos que estavam no poder, deveria ser extirpado: o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a>, outeiro que abrigava a cidadela fundadora do Rio de Janeiro. Assim se fez. Com terra arrancada da colina histórica, aterrou-se a ponta do Calabouço, no litoral do bairro da Misericórdia e, no local, foi estabelecida a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Exposição Internacional de 1922</a>, que celebrou o centenário da independência do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6269" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6269/GT24.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6269" target="_blank">Juan Gutierrez. Morro do Castelo, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O antigo arsenal de guerra, a Casa do Trem e o Forte de Santiago, prédios coloniais, foram preservados da demolição e adaptados para receber o Palácio das Grandes Indústrias. Duas salas contíguas deste Palácio receberam o Museu Histórico Nacional que foi criado em 2 de agosto pelo decreto nº 15.596 do presidente Epitácio Pessoa e aberto ao público em 12 de outubro de 1922.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11243" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11243/Lopes%201922%20MHN.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11243" target="_blank">Pavilhão das Grandes Indústrias da Exposição de 1922, atual Museu Histórico Nacional, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na ocasião de sua inauguração, foram expostas 643 peças museológicas. Foi o primeiro museu voltado à história do país e também o primeiro a ter suas portas sempre abertas à visitação de qualquer pessoa, já que o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>, mais antigo museu do Brasil, recebia somente pesquisadores agendados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11244" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11244/Vitrine%20aranha%201922%20MHN.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11244" target="_blank">Galeria de Exposições &#8211; vitrine &#8220;Aranha&#8221;, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O MHN foi idealizado por Gustavo Barroso, que preocupado com a reverência de um passado nacional, o idealizou baseado numa concepção monumental da história, na qual os grandes heróis e os grandes feitos coloniais e monárquicos seriam cultuados.  Gustavo Barroso dirigiu o MHN quase que ininterruptamente, até sua morte em 1959.  Em 1930 ele foi afastado do cargo por Getulio Vargas, mas retornou menos de dois anos depois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29866" style="width: 378px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://atom-mhn.museus.gov.br/index.php/gustavo-barroso" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29866" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/gustavo-barroso.jpg" alt="Gustavo Barroso (1898 - 1959) / Acervo Museu Histórico Naciona" width="368" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://atom-mhn.museus.gov.br/index.php/gustavo-barroso" target="_blank">Gustavo Barroso (1898 &#8211; 1959) / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29950" style="width: 631px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/8366" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29950" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/quixote.jpg" alt="Dom Quixote, 30 de agosto de 1922" width="621" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/8366" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 30 de agosto de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com o final da Exposição Internacional, o MHN começou a se expandir. Em 1923, o estado adquire o primeiro núcleo da coleção J. J. Raposo, com 357 objetos. No ano seguinte, o museu recebeu de Guilherme Guinle o primeiro núcleo do que veio a compor a coleção Guinle.  Também neste ano, foi aberto o primeiro circuito de exposições de longa duração, com as mostras “Arqueologia e História” e “Numismática”. Com o objetivo de divulgar o acervo do museu foi publicado o “Catálogo Geral da Primeira Seção – Arqueologia e História”.</p>
<p>Com a Revolução de 1930, Getulio Vargas nomeou Rodolfo Garcia para a direção do MHN. Neste ano, o museu passou por uma ampliação de sua área física e, em 1931, foi realizada a primeira exposição temporária: “Exposição Comemorativa do Centenário da Abdicação de D. Pedro I”.  Em 1932, estabeleceu-se, nas dependências do museu, o curso de Museus para formação de conservadores de museus, que em 1951 foi formalizado como curso universitário. Posteriormente, em 1979, é transferido para as Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Deste modo, o curso de Museologia que hoje está na Uni-Rio tem o MHN em sua origem.</p>
<p>Gustavo Barroso retorna à direção em 1932 e dois anos depois é criada a Inspetoria de Monumentos Nacionais como um departamento do Museu Histórico Nacional &#8211; extinta em 1937 com a criação do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).</p>
<p>Em 1939, um importante acervo é adquirido pelo governo federal, a coleção Souza Lima, composta de 486 esculturas religiosas em marfim provenientes das índias portuguesas. Trata-se do maior conjunto deste gênero em uma instituição pública.</p>
<p>A partir de 1940, anualmente, até 1975 foram editados os <em>Anais do MHN</em>, que se tornaram uma das principais revistas de divulgação científica em Museologia. Em 1995, os <em>Anais</em> são retomados e ainda hoje a publicação é uma referência nas áreas de Museologia, Patrimônio, Colecionismo e História.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11246" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11246/Arquivo%20Institucional%2007434.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11246" target="_blank">Sala da República no Museu Histórico Nacional, 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1941, o governo federal arrematou em leilão a coleção de arte Djalma da Fonseca Hermes, cujo tema é o Brasil. O conjunto foi distribuído entre o MHN, Museu Imperial e o Palácio Guanabara. Coube ao MHN 168 objetos. No final da década de 1940, sete carruagens – berlindas e traquitanas – foram doadas à instituição pelo cidadão português Joaquim Ferreira Alves.  Passaram por uma importante restauração e hoje fazem parte da exposição “Do móvel ao Automóvel: transitando pela história”.</p>
<p>O MHN deu apoio técnico para a criação de importantes museus, como o Museu Imperial e o Museu da Inconfidência na década de 1940, o Museu do Folclore, o Museu Rodoviário de Paraibuna. Com o falecimento de Gustavo Barroso, em 1959, Josué Montello assumiu a direção do Museu e recebeu do presidente Juscelino Kubitschek o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Palácio do Catete</a> para que este viesse a abrigar o Museu da República como uma divisão do MHN. A partir de então, a maior parte do acervo referente à República foi transferido para o Museu da República. Inclusive o quarto onde ocorreu o suicídio do Getulio Vargas que até então estava montado no MHN. Em 1983, o Museu da República se desvinculou do MHN.</p>
<p>Em 1968, a coleção Sophia Jobim entra no acervo do MHN através de doação de seu irmão Danton Jobim. Esta é uma das coleções mais consultadas por pesquisadores, com 656 objetos além dos documentos e da biblioteca da feminista e primeira professora de indumentária histórica na Escola de Belas Artes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11249" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11249/Arquivo%20Institucional%2007479.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11249" target="_blank">Sala Pedro II no Museu Histórico Nacional, 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1969, novo circuito de exposição é inaugurado: doze salas com exposição organizada cronologicamente, de acordo com os regimes políticos de cada época. Neste ano, são iniciados os famosos cursos do MHN. Foram 21 realizados pela Sociedade de Desenvolvimento do MHN.</p>
<p>Sob a direção de Gerardo Câmara, em 1971, teve início o “Programa de Exposições Itinerantes”, que levava o MHN para outros estados do Brasil. Em 1974, com Rui Mourão dirigindo o MHN, é inaugurada a Reserva Técnica, em termos de Museologia, uma iniciativa pioneira no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11259" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11259/Arquivo%20Institucional%20074101.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="425" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11259" target="_blank">Sala Guilhermina Guinle no Museu Histórico Nacional, 1940. Rio de Janeiro, Rj / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De 1985 a 1988, Solange Godoy assume a direção do museu, período em que foi vinculado à Fundação Pró-Memória. Neste triênio, tiveram lugar importantes realizações: recuperação do Pátio Minerva; lançamento do “Thesauros para Acervos Museológicos”; inauguração do primeiro módulo “Colonização e Dependência” na exposição de longa duração; criação da Associação de Amigos do Museu Histórico Nacional; início da restauração do carro Protos, usado pelo Barão do Rio Branco; inauguração da primeira exposição temporária internacional “Peru Arqueológico”. Em 1995, o indigenista Luiz Felipe Figueiredo Cipré doou  ao MHN sua “Coleção Etnográfica”, com 358 peças de sociedades indígenas.</p>
<p>Foi no período em que Heloísa Duncan estava na direção do museu (1989) que tiveram início as obras de restauração da Casa do Trem e que foi inaugurada a exposição “Farmácia Homeopática Teixeira Novaes&#8221;, doada ao MHN pela Fundação Roberto Marinho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11250" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11250/Arquivo%20Institucional%2007411.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11250" target="_blank">Sala Almirante Barroso no Museu Histórico Nacional, 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os três anos da direção de Ecyla Brandão (1990 a 1993) foram marcados pela inauguração da exposição “Memória do Estado Imperial”; pela restauração e exposição da obra “Combate Naval do Riachuelo”, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles</a>; pela reforma do auditório e ampliação da Reserva Técnica do MHN.  Ainda em 1992, a instituição participou do evento internacional ECO 92 e abriu suas galerias para as exposições “Mestres do Ártico” e “Nossas Florestas, nossa herança”.</p>
<p>Vera Lúcia Bottrel Tostes foi a diretora mais longeva depois de Gustavo Barroso. Vera, que já era servidora do MHN, assume a direção em 1994, onde permanece até 2014. Em sua gestão o museu passou por uma grande reformulação e modernização nas exposições e nos produtos oferecidos ao público. Em 1995, a edição dos <em>Anais do Museu Histórico</em> é retomada. Dois anos depois, é realizado o primeiro Seminário Internacional, evento que se tornou tradicional no mês de outubro. Em 1996, foi criado o primeiro site do MHN na internet.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11248" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11248/Arquivo%20Institucional%2007478.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="464" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11248" target="_blank">Sala Smith de Vasconcelos no Museu Histórico Nacional, 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano 2000 o MHN participa ativamente das comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses à América com a exposição internacional “Carta de Caminha” e a inauguração do Centro de Referência Luso-Brasileira em parceria com o Ministério das Relações Exteriores de Portugal.</p>
<p>Em 15 de março de 2008, o museu recebe os presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Antônio Cavaco Silva, presidente de Portugal, para a inauguração da exposição “Um novo mundo, um novo império: a corte portuguesa no Brasil”. Naquele ano, o MHN coordenou as comemorações do bicentenário da chegada do príncipe regente D. João ao Brasil.</p>
<p>Em seu aniversário de 90 anos, em 2012, o MHN é reconhecido como uma instituição com contribuições relevantes à cultura brasileira e recebe do Ministério da Cultura a Ordem de Mérito Cultural. Neste mesmo ano, ofereceu ao público uma exposição com sua trajetória: “Museu Histórico Nacional: 90 anos de Histórias”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11257" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11257/Arquivo%20Institucional%2007414.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11257" target="_blank">Sala dos Vice Reis no Museu Histórico Nacional, 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com aposentadoria de Vera Tostes no final de 2014, Ruth Beatriz Caldeira de Andrada dirigiu o museu interinamente até outubro de 2015. Neste período, o MHN apresentou aos cariocas a exposição “Tão importante e tão esquecido, o bairro da Misericórdia” no contexto das comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>O Professor Paulo Knauss foi o primeiro diretor a passar por concurso para o cargo. Sua gestão, de outubro de 2015 a 2019, foi marcada por importantes realizações, entre elas, a aprovação do regimento interno do museu; a implantação do Plano Anual de patrocínio cultural por meio da Lei de Incentivo à Cultura; a criação da sala Tiradentes no módulo Cidadania da exposição permanente; o envolvimento do MHN na Olimpíada, recebendo três exposições mexicanas; o desenvolvimento do Projeto Curadoria Compartilhada com representantes de grupos sociais específicos &#8211; movimento negro, feministas, judeus, comunidade da Vila Autódromo.</p>
<p>Ainda neste quatriênio, pensando na formação de público, foi implementado o Programa Educativo-Cultural de visitação temática “Bonde da História” e “Bondinho da História”, além da criação do Centro de Referência de Educação Museal. Também na gestão de Paulo Knauss, a publicação dos Anais do MHN passou ao formato eletrônico. Outra realização relevante deste período foi a reforma da Reserva Técnica com aquisição de novos mobiliários, como estantes deslizantes ampliando a capacidade de armazenagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11258" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11258/Arquivo%20Institucional%20074103.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11258" target="_blank">Sala dos Ottoni no Museu Histórico Nacional, 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo MHN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De 2019 até a atualidade o MHN está com direção interina. Vânia Bonelli, de 1º de janeiro de 2020 a 8 fevereiro de 2022, e Aline Montenegro Magalhães, de 9 de fevereiro de 2022 a 25 de julho de 2022. Tempo duro de pandemia, mas o museu não parou. Foram realizadas diversas <em>lives</em> e exposições <em>on line</em> neste período.  Atualmente, é dirigido, ainda interinamente, por Fernanda Castro e oferece ao público a exposição <em>Rio 1922</em>, sobre o Rio de Janeiro no ano da comemoração do centenário da independência e de sua fundação.</p>
<p>O Museu Histórico Nacional completa seu centenário em outubro de 2022. Nestes 100 anos muita coisa mudou na instituição.  Se, quando da sua fundação, o MHN se esmerava em guardar a cultura material da elite econômica e militar, a partir dos anos 80 com a entrada de artefatos indígenas, o acervo do MHN passou a representar outros segmentos sociais até que, em 1992, foi criada a Política de Aquisição de Acervo, para sistematizar esse esforço do MHN de representar efetivamente toda a sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Maria Isabel Ribeiro Lenzi é Doutora em História pela UFF e historiadora do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional (IBRAM/MTur)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Links para os artigos publicados da Série</span><em><span style="color: #800000;"> 1922 &#8211; Hoje, há 100 ano</span>s</em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=29862</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; X e Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; VIII &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Sep 2022 03:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[7 de setembro]]></category>
		<category><![CDATA[álbum fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Álbum Internacional do Centenário da Independência]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Bippus]]></category>
		<category><![CDATA[dados estatísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição de 1922]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[exposição universal]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Santos]]></category>
		<category><![CDATA[há 100 anos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Hotel Copacabana Palace]]></category>
		<category><![CDATA[Hotel do Centenário]]></category>
		<category><![CDATA[Hotel Glória]]></category>
		<category><![CDATA[Hotel Sete de Setembro]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação]]></category>
		<category><![CDATA[Independência do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Kfuri]]></category>
		<category><![CDATA[Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[Morro do Castelo]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Autran]]></category>
		<category><![CDATA[pavilhões estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[pavilhões nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Photo Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[primeira transmissão radiofônica]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
		<category><![CDATA[Ralph Cobham]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Exposições"]]></category>
		<category><![CDATA[Série 1922 - Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Thiele]]></category>
		<category><![CDATA[Thiele & Kollien]]></category>
		<category><![CDATA[visitação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=17940</guid>
		<description><![CDATA[A Exposição Internacional do Centenário da Independência, um dos maiores eventos internacionais já realizados no Brasil, é o assunto do oitavo artigo da Série "1922 - Hoje, há 100 anos". Espécie de vitrine do progresso do país, foi inaugurada no Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1922 e terminou em 24 de julho do ano seguinte. Durante sua realização foi produzido o Álbum Internacional do Centenário da Independência com fotografias de autoria de Carlos Bippus, Thiele &#038; Kollien e Lopes. Além de disponibilizar o álbum, destacamos registros realizados por Augusto Malta, Guilherme Santos, Jorge Kfuri, Marc Ferrez, e também imagens produzidas por fotógrafos ainda não identificados. No dia da inauguração do evento foi feita a primeira grande transmissão pública de rádio no Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Uma exposição universal era um inventário das regiões do mundo e do conhecimento humano, contemplava o ‘novo’ e também o ‘exótico’. Participar da exposição era como existir sobre a face da Terra; percorrê-la era como dar uma volta ao mundo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Portal da Biblioteca Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição Internacional do Centenário da Independência, <span class="highlight highlighted">um dos maiores eventos internacionais já realizados no Brasil,</span> é o assunto do oitavo artigo da Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em>. Foi uma espécie de vitrine do progresso nacional e mundial. Essa era a tradição característica das exposições universais, cuja primeira foi realizada, em 1851, em Londres: eram espetáculos da civilização industrial e do trabalho, feiras de negócios e de estímulo à cultura, que colocavam os centros urbanos como os pólos da modernidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7680" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7680/001ATK012017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7680" target="_blank">Thiele &amp; Kollien [?]; Photo Bippus Rio [?]. Exposição Internacional do Centenário da Independência, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>A Exposição de 1922 foi a primeira exposição universal realizada após a Primeira Guerra Mundial e o mundo estava mobilizado por uma vontade de renovação. Mobilização evidenciada pelo envolvimento da população em geral e também da intelectualidade brasileira com o evento. Avaliações sobre os cem anos do Brasil como país independente eram feitas e havia a percepção de que o país ainda não havia se constituído como nação. Formava-se então a geração intelectual dos anos 20 cujo compromisso<em> era criar a nação, forjar a identidade nacional e construir o Brasil moderno (</em>APUD MOTTA, 1992:18<em>).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O Centenário de nossa Independência veio  encontrar-nos com a máscara do século em nosso rosto&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28655" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a primeira exposição universal sediada no Brasil, cuja primeira participação nessas exposições aconteceu em 1862, em Londres, com o apoio e subsídio de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> como forma de colocar o país, a partir da exibição de avanços científicos e de sua estabilidade política, no patamar dos países civilizados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9690" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9690/007A5P4F02-068.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="522" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9690" target="_blank">ugusto Malta. Exposição Internacional de 1922 &#8211; Torre, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Exposição de 1922 foi inaugurada no Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1922, há exatos 100 anos, e terminou em 24 de julho do ano seguinte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/13954" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de julho de 1923</a>). Seu fim estava previsto para 31 de março de 1923, mas foi prorrogada até julho. Segundo o último número da revista <em>A Exposição de 1922</em>, órgão de divulgação do evento, entre 7 de setembro de 1922 e 2 de julho de 1923, foi visitada por 3.626.402 pessoas, uma média de 12.723 visitantes por dia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/731" target="_blank"><em>A Exposição de 1922</em>, edições 17 e 18)</a> Na edição do<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/10277" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, de 2 e 3 de julho de 1923</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/10276" target="_blank">,</a> foi publicado um artigo intitulado <em>As lições da exposição</em>.</p>
<p>Por tudo o que aconteceu no Rio de Janeiro durante a Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, ela é considerada um marco do encontro do Brasil com a modernidade.</p>
<p>Também em 2 de julho de 1923, comemorou-se o centenário da independência da Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/10276" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 e 3 de julho de 1923, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_33357" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/50306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-33357" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/bahia.jpg" alt="&quot;Não é que a Bahia / O Malho, 7 de julho de 1923" width="295" height="435" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/50306" target="_blank"><em>Pois não não é que a Bahia, depois de cem anos, ficou mais moça e mais bonita! Oh! terra boa!&#8230;</em> / <em>O Malho</em>,  7 de julho de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com fotografias realizadas ao longo do evento foi produzido o<span style="color: #333333;"> <a style="color: #333333;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/214" target="_blank"><em>Álbum Internacional do Centenário da Independência</em> </a> de autoria de Carlos Bippus, Thiele &amp; Kollien e Lopes. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7766" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7766/001ATK012010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7766" target="_blank">Thiele &amp; Kollien. Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; Entrada, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos anos depois, em 1987, um dos exemplares deste álbum foi apresentado ao Conselho Deliberativo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, durante uma homenagem ao presidente da White Martins, Félix de Bulhões, que havia feito uma doação de 200 mil dólares à instituição para a compra de, além do álbum citado, mais três &#8211; um sobre Salvador, de 1933; um sobre a Estrada de Ferro Sorocabana, com fotos do suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928</a>), de 1908; e um com fotos do Rio de Janeiro, produzidas por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank"> Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, no início do século XX -, 11 quadros, uma escultura e uma sequência de fotos que forma o <em>Panorama 360º da cidade de Petrópolis</em>, de autoria do alemão Jorge Henrique Papf (1863 &#8211; 1920), de 1898 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_10/214032" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 23 de outubro de 1987, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28159" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações8.jpg" alt="nações8" width="326" height="517" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/214" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Álbum Internacional do Centenário da Independência disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em algumas fotografias do Álbum Internacional do Centenário da Independência pode-se admirar a iluminação feérica do evento, organizada pelo engenheiro inglês W. D´Arcy Ryan (1870 &#8211; 1934), que havia sido o responsável pela iluminação da Exposição de São Francisco, na Califórnia, em 1916. Esteve no Rio de Janeiro, em dezembro de 1921, quando expôs seu plano de iluminação para a Exposição de 1922 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/8729" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de dezembro de 1921, quarta coluna)</a>. A execução da instalação foi realizada pela General Electric, com a supervisão de um engenheiro da empresa, J. W. Shaffer. O Engenheiro Chefe Eletricista da Comissão Organizadora, Roberto Marinho de Azevedo, e seu auxiliar, o engenheiro Eugênio Hime, também participaram da instalação. <em>&#8220;Essa iluminação é reputada igual senão superior a tudo que se tem feito de mais grandioso até hoje&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/210" target="_blank"><em>Revista da Exposição de 1922</em>, outubro de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7769" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7769/001ATK012013.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7769" target="_blank">Photo Bippus Rio. Exposição Internacional do Centenário da Independência, 1922. Rio de Janerio, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destacamos também imagens realizadas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</a>, fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro, pelo amador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, autor das primeiras fotos aéreas do Rio de Janeiro; por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, com registros coloridos e em preto e branco; e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9741" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9741/007CX191-07.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="333" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9741" target="_blank">Marc Ferrez. Exposição de 1922 &#8211; Bar da cervejaria Antártica, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São imagens dos pavilhões dos Estados e dos países, do Chalé Moça, da Nestlé; do Pavilhão Matarazzo, do Parque de Diversões, do Palácio das Festas, do Palácio do Calabouço, do Bar da Cervejaria Antártica, do restaurante, de marinheiros do navio de guerra norte-americano <em>Nevada</em>, de aspectos da demolição do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a>, e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10242" target="_blank">Hotel Glória</a>, primeiro hotel cinco estrelas do Brasil e também o primeiro prédio em concreto armado da América do Sul, projetado pelos arquitetos francês Joseph Gire (1872 – 1933) e alemão Sylvio Riedlinger e<em> </em>construído pela família Rocha Miranda especialmente para a ocasião.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28979" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800899/40" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28979" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/hotelgloria.jpg" alt="Anúncio do Hotel Glória / A Exposição de 1922, julho de 1922" width="285" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/800899/40" target="_blank">Anúncio do Hotel Glória / <em>A Exposição de 1922</em>, julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dois outros hotéis de grande porte foram construídos devido à realização da exposição: o Hotel Sete de Setembro ou Hotel do Centenário, na Avenida do Contorno do Morro da Viúva, atual Avenida Rui Barbosa e inaugurado em 15 de julho de 1922; e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank">Hotel Copacabana Palace</a>, cuja inauguração, em 13 de agosto de 1923, aconteceu após o término da exposição. Foi projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire (1872 – 1933) e construído por Otávio Guinle. Um hotel de menor porte, também construído na época, foi o Hotel Regina, inaugurado em 3 de setembro de 1922, na rua Ferreira Vianna, nº 29, onde funciona até os dias atuais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3957" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3957/47613.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3957" target="_blank">Jorge Kfuri. O Morro da Viúva e a Avenida do Contorno, hoje Avenida Rui Barbosa, vendo-se, à esquerda, o Hotel Sete de Setembro, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6597" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6597/47620.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6597" target="_blank">Jorge Kfuri. Exposição do centenário da Independência, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><a style="color: #993300;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/319" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Exposição do Centenário da Independência produzidas por Augusto Malta, Guilherme Santos, Jorge Kfuri, Marc Ferrez e por fotógrafos ainda não identificados disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9426" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9426/014AM016004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9426" target="_blank">Augusto Malta. Exposição Internacional de 1922 &#8211; Chalé Moça &#8211; Pavilhão da Nestlé, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9463" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9463/002080RJ6402.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9463" target="_blank">Guilherme Santos. Exposição Internacional de 1922; exposição de automóveis no pavilhão português, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #993300;"><strong>Fotos do mesmo pavilhão realizadas por diferentes fotógrafos:</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/320" target="_blank">Palácio das Festas por Carlos Bippus, Guilherme Santos e Marc Ferrez</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/321" target="_blank">Parque de Diversões por Augusto Malta, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/322" target="_blank">Pavilhão da Inglaterra por Guilherme Santos, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/323" target="_blank">Pavilhão da Itália por Augusto Malta, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/324" target="_blank">Pavilhão da Tchecoslováquia por Augusto Malta, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/325" target="_blank"><span style="color: #800000;">Pavilhão de Caça e Pesca e Pavilhão de Estatística por Augusto Malta e Marc Ferrez</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/326" target="_blank">Pavilhão de Portugal por Guilherme Santos e Photo Lopes</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/327" target="_blank">Pavilhão do Japão por Guilherme Santos e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/328" target="_blank">Pavilhão do México por Augusto Malta, Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/330" target="_blank">Pavilhão ou Palácio dos Estados por Augusto Malta, Carlos Bippus e Marc Ferrez </a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/329" target="_blank">Pavilhão Matarazzo por Marc Ferrez e Thiele &amp; Kollien</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Breve perfil da Exposição Internacional do Centenário da Independência</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28121" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10723" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28121" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/centenário.jpg" alt="O Paiz, 7 de setembro de 1922" width="298" height="443" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10723" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Qualquer coisa de grande nos levanta o peito ao arfar das esperanças novas e muita coisa de ingênuo, de cândido, de infantil nos toca as fibras mais íntimas adoçando-nos a alma no seguir com os olhos o caminho do passado&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10723" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de setembro de 1922</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29582" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28655" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29582" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/centenário.jpg" alt="Careta, 9 de setembro de 1922" width="495" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28655" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já no primeiro número da <em>Revista do Brasil</em>, em janeiro de 1916, chamava-se atenção para a necessidade de se comemorar o centenário da independência, classificado como o <em>primeiro marco glorioso da existência nacional</em>. Na edição de setembro de 1917 do periódico <em>Eu sei tudo</em> foi publicado o artigo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/446" target="_blank"><em>Noventa e cinco anos de independência</em></a>, de Mario Bhering, onde o autor afirmava que com &#8220;<em>a aproximação do Centenário da nossa Independência parece que se afervora o culto cívico, o ardor patriótico pelo 7 de setembro, ganhando de intensidade ano para ano&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28192" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/450" target="_blank"><img class="wp-image-28192 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações17.jpg" alt="Dom Pedro I, quadro do italiano / Eu sei tudo, setembro de 1917" width="398" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/450" target="_blank"><em>Dom Pedro I quebrando os grilhões que prendiam o Brasil à metrópole</em>, quadro do italiano Granni / <em>Eu sei tudo</em>, setembro de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230;que momento poderia ser mais adequado do que este em que festejamos o centenário da nossa independência política? Precisamos demarcar as fronteiras do espírito nacional como já se fixaram as do território&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Francisco Pontes de Miranda (1892 &#8211; 1979), jurista e intelectual brasileiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7942" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7942/001ATK012020.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7942" target="_blank">Thiele &amp; Kollien. Exposição Internacional do Centenário da Independência, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A grandiosa Exposição Internacional do Centenário da Independência foi imaginada bem antes de sua realização. Em maio de 1920,  o representante de um grupo de capitalistas estrangeiros no Brasil, Ralph Cobham, sugeriu ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio que se realizasse no país em <em>terrenos de Copacabana uma exposição internacional de comércio e indústria</em> para a comemoração do Centenário da Independência. Em outubro, ele foi nomeado cônsul em Durban, na África do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/1535" target="_blank"><em>Correio Paulistan</em>o, 30 de maio de 1920, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3527" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de outubro de 1920, terceira coluna</a>). O deputado Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933) propôs, em julho do mesmo ano, que o governo liberasse uma verba de 100 mil contos de réis para o evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/3326" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de julho de 1920, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/13" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 1º de janeiro de 1921</a>).</p>
<p>O <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-4175-11-novembro-1920-571656-publicacaooriginal-94800-pl.html" target="_blank">Decreto nº 4.175</a>, de 11 de novembro de 1920, determinou a <em>realização de uma Exposição Nacional na Capital da República</em> integrando o programa de comemorações do Centenário da Independência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="textoNorma">
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-4175-11-novembro-1920-571656-publicacaooriginal-94800-pl.html" target="_blank"><strong><em>Decreto nº 4.175, de 11 de novembro de 1920</em></strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><em>Autoriza o Poder Executivo a promover, conforme melhor convier aos interesses nacionaes, a commemoração do Centenario da Independencia Politica do Brasil</em></p>
<div class="texto">
<p style="text-align: left;"><em>O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil:</em><br />
<em> Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a resolução seguinte:</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a promover desde já e conforme melhor convier aos interesses nacionaes, a commemoração do Centenario da Independencia Politica do Brasil, acceitando a cooperação ou concurso de todas classes sociaes, observadas as seguintes condições: 1ª Constituição de uma commissão idonea, que ficará directamente subordinada ao Presidente da Republica, para organizar o programma que resultar do exame e coordenação dos projectos que forem formulados pelos membros e commissões do Congresso, Ministros, Prefeitura do Districto Federal, Estados, municipalidades ou particulares; 2ª Observação do criterio de preferencia para a realização de uma Exposição Nacional na Capital da Republica.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Art. 2º O Governo organizará o programma da commemoração, submettendo-o ao conhecimento do Congresso, com o pedido de credito necessario para a execução da presente lei.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Art. 3º Revogam-se as disposições em contrario.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Rio de Janeiro, 11 de novembro de 1920, 99º da Independencia e 32º da Republica.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>EPITACIO PESSÔA.</em><br />
<em> Alfredo Pinto Vieira de Mello.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A regulamentação oficial das atividades comemorativas foi determinada pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-15066-24-outubro-1921-516267-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto nº 15.066, de 24 de outubro de 1921</a>. O Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, sob a chefia do engenheiro José Pires do Rio (1880 &#8211; 1950), foi o responsável pela organização da exposição, que, segundo o programa para a comemoração do 1º Centenário da Independência Política do Brasil, <em>deveria compreender as principais modalidades do trabalho no Brasil, atinentes à lavoura, à pecuária, à pesca, à indústria extrativa e fabril, ao transporte marítimo, fluvial, terrestre e aéreo, aos serviços de comunicação telegráficos e postais ao comércio, às ciências e às belas artes</em> (apud MOTTA, 1992: 67)<em>.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-15066-24-outubro-1921-516267-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong>Decreto nº 15.066, de 24 de outubro de 1921</strong></em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="ementa"><em>Dá execução ao Decreto Legislativo n. 4.175, de 11 de novembro de 1920.</em></p>
<div class="texto">
<p><em>O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil, tendo em vista o que dispõe o Decreto Legislativo n. 4.175, de 11 de novembro de 1920,</em></p>
<p><em>DECRETA:</em></p>
<p><em>Art. 1º A Commissão, de que trata o n. 1 do art. 1º do citado decreto, ficará constituida do Ministro da Justiça e Negocios Interiores, do Ministro da Agricultura, Industria e Commercio e do Prefeito do Districto Federal.</em></p>
<p><em>Art. 2º A Commissão providenciará para a execução do programma da Commemoração do Centenario da Independencia Politica do Brasil, já organizado, com as modificações que se tornarem necessarias.</em></p>
<p><em>Art. 3º As attribuições dos membros da Commissão e a discriminação dos serviços a cargo de cada um delles, serão reguladas pelo Regimento Interno que, para esse fim, deverá ser organizado pela mesma Commisão.</em></p>
<p><em>Art. 4º Revogam-se as disposições em contrario.</em></p>
<p><em>Rio de Janeiro, 24 de outubro de 1921, 100º da Independencia e 33º da Republica.</em></p>
<p><em>EPITACIO PESSÔA.</em><br />
<em> Joaquim Ferreira Chaves.</em></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28193" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pires_do_Rio#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Pires_do_Rio.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-28193" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações18.jpg" alt="José Pires do Rio / Wikipedia" width="353" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pires_do_Rio#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Pires_do_Rio.jpg" target="_blank">José Pires do Rio / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>A realização de uma “Exposição Universal” no Rio de Janeiro, então capital federal, destacou-se como a mais ambiciosa das atividades comemorativas então programadas. Desde a primeira exposição internacional em Londres (1851), cujo símbolo foi o Palácio de Cristal, as chamadas “vitrines do progresso” sempre apresentaram alguns aspectos em comum, entre os quais se destacavam, entre outros, as motivações comerciais, o afluxo de divisas e turistas, o impacto sobre a infraestrutura urbana, e a difusão de valores e de padrões de conduta. O mais importante, e ainda hoje é assim, era a afirmação do prestígio nacional, representado pelos pavilhões de cada país que constituíam a ossatura das exposições.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://atlas.fgv.br/verbetes/exposicao-internacional-do-centenario-da-independencia-do-brasil" target="_blank">Atlas Histórico do Brasil &#8211; FGV &#8211; CPDOC</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28221" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/47734" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28221" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações19.jpg" alt="O Malho, 7 de setembro de 1922" width="611" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/47734" target="_blank"><em>O Malho</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28954" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&amp;ccid=%2fjPDWVoc&amp;id=6971D918EE2374496AD9730DFBE41B1ADC2743D8&amp;thid=OIP._jPDWVocYtxNj_ZbGJ-TnAAAAA&amp;mediaurl=https%3a%2f%2fupload.wikimedia.org%2fwikipedia%2fcommons%2fthumb%2f3%2f39%2fExposi%c3%a7%c3%a3o_do_Centen%c3%a1rio_de_1922-_Selo_de_100_r%c3%a9is.jpg%2f320px-Exposi%c3%a7%c3%a3o_do_Centen%c3%a1rio_de_1922-_Selo_de_100_r%c3%a9is.jpg&amp;cdnurl=https%3a%2f%2fth.bing.com%2fth%2fid%2fR.fe33c3595a1c62dc4d8ff65b189f939c%3frik%3d2EMn3Bob5PsNcw%26pid%3dImgRaw%26r%3d0&amp;exph=237&amp;expw=320&amp;q=selo+comemorativo+centen%c3%a1rio+independ%c3%aancia+1922&amp;simid=608001686862243336&amp;FORM=IRPRST&amp;ck=0CE50C5040966E66B5D72526057C6506&amp;selectedIndex=6&amp;ajaxhist=0&amp;ajaxserp=0" target="_blank"><img class="wp-image-28954" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/selo.jpg" alt="selo" width="321" height="236" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&amp;ccid=%2fjPDWVoc&amp;id=6971D918EE2374496AD9730DFBE41B1ADC2743D8&amp;thid=OIP._jPDWVocYtxNj_ZbGJ-TnAAAAA&amp;mediaurl=https%3a%2f%2fupload.wikimedia.org%2fwikipedia%2fcommons%2fthumb%2f3%2f39%2fExposi%c3%a7%c3%a3o_do_Centen%c3%a1rio_de_1922-_Selo_de_100_r%c3%a9is.jpg%2f320px-Exposi%c3%a7%c3%a3o_do_Centen%c3%a1rio_de_1922-_Selo_de_100_r%c3%a9is.jpg&amp;cdnurl=https%3a%2f%2fth.bing.com%2fth%2fid%2fR.fe33c3595a1c62dc4d8ff65b189f939c%3frik%3d2EMn3Bob5PsNcw%26pid%3dImgRaw%26r%3d0&amp;exph=237&amp;expw=320&amp;q=selo+comemorativo+centen%c3%a1rio+independ%c3%aancia+1922&amp;simid=608001686862243336&amp;FORM=IRPRST&amp;ck=0CE50C5040966E66B5D72526057C6506&amp;selectedIndex=6&amp;ajaxhist=0&amp;ajaxserp=0" target="_blank">Selo comemorativo do Centenário 1822 &#8211; 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em julho de 1922, foi lançada pelo Órgão da Comissão Organizadora da Exposição do Centenário a revista <em>A Exposição de 1922, </em>dirigida por Antônio Assis de Pádua Rezende. Foram publicados 18 edições<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/5" target="_blank"><em>Revista da Exposição de 1922</em>, julho de 1922</a>).  A comissão Organizadora era presidida pelo ministro interino da Agricultura Indústria e Comércio e também ministro da Viação e Obras Públicas, José Pires do Rio (1880 &#8211; 1950), sendo Antônio Olintho dos Santos Pires (1860 &#8211; 1925) o primeiro vice-presidente e Antônio Assis de Pádua Rezende o segundo vice-presidente. Delfim Carlos da Silva era o secretário-geral e Mário Barbosa Carneiro, tesoureiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28980" style="width: 281px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28980" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/revista.jpg" alt="Primeira edição da revista mensal Exposição de 1922, julho de 1922" width="271" height="377" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/1" target="_blank">Primeira edição da revista mensal Exposição de 1922, julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 7 de setembro de 1922, as comemorações do centenário foram abertas. O presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), assistiu na Praça Deodoro o desfile das tropas, <em>vendo-se em primeiro lugar os contingentes estrangeiros em fraternal solidariedade com as forças nacionais. </em>Depois o presidente assistiu ao Juramento da Bandeira, realizado pelos alunos das escolas públicas municipais, na Prefeitura.</p>
<p>Às 14 horas, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Palácio do Catete</a>, Epitácio Pessoa recebeu os cumprimentos das Embaixadas Estrangeiras, do Corpo Diplomático, de Comissários Gerais, de membros do Congresso Nacional, de oficiais de terra e mar, e do alto funcionalismo público.</p>
<p>Finalmente, às 16h, no Palácio das Festas, Epitácio inaugurou solenemente a exposição. O evento ocupou uma grande área &#8211; do Passeio Público à Ponta do Calabouço e, de lá, se estendia pelo espaço aberto com a demolição do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank">Morro do Castelo</a> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_02/2918" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 29 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10766" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 e 9 de setembro de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Nenhuma linhagem falará melhor do que o certame que hoje inauguramos. Ele não se realiza como pretexto para festins, mas como demonstração de esforços extraordinários de inteligência consumidos num século de atividade, em quase todos os ramos de trabalho. Haverá aí mostras desse passado. Umas servirão para acentuar como os povos devem guardar certos patrimônios legados por seus maiores; outras servirão para  abrir os olhos aos que se aferram à rotina, e hão de constituir, pela comparação com os produtos aperfeiçoados aqui expostos, benéfico estímulo para melhorar e progredir&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Trecho do discurso proferido por Joaquim Ferreira Chaves (1852 &#8211; 1937),ministro da Justiça,</p>
<p style="text-align: right;">na inauguração oficial da Exposição de 1922</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28978" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=443969" target="_blank"><img class="wp-image-28978 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/convite-1024x776.jpg" alt="convite" width="768" height="582" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=443969" target="_blank">Convite para a cerimônia de inauguração da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil / Levy Leiloeiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>À noite, o presidente recebeu convidados, dentre eles todos os membros das representações oficiais no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal</a>, onde foi apresentada a ópera <em>O Guarany</em>, de autoria de Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29802" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.google.com/imgres?imgurl=https://imagens.ebc.com.br/8P2VbIft-YM_xm6RnR8Tl-yDTCk%3D/754x0/smart/https://radios.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/obra_o_guarani_-_carlos_gomes.jpeg&amp;imgrefurl=https://radios.ebc.com.br/viva-maria/2022/09/concerto-no-rio-promete-ser-um-marco-nas-comemoracoes-do-centenario-do-radio-no-brasil&amp;tbnid=afeR5DV_hJRI-M&amp;vet=1&amp;docid=gIA4Q1JYn2Z0_M&amp;w=754&amp;h=566&amp;itg=1&amp;source=sh/x/im" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29802" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/convite.jpg" alt="EBC" width="538" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.google.com/imgres?imgurl=https://imagens.ebc.com.br/8P2VbIft-YM_xm6RnR8Tl-yDTCk%3D/754x0/smart/https://radios.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/obra_o_guarani_-_carlos_gomes.jpeg&amp;imgrefurl=https://radios.ebc.com.br/viva-maria/2022/09/concerto-no-rio-promete-ser-um-marco-nas-comemoracoes-do-centenario-do-radio-no-brasil&amp;tbnid=afeR5DV_hJRI-M&amp;vet=1&amp;docid=gIA4Q1JYn2Z0_M&amp;w=754&amp;h=566&amp;itg=1&amp;source=sh/x/im" target="_blank">Programa da Grande Récita de Gala do Theatro Municipal, em 7 de setembro de 1922 / EBC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10763" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-28140 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações.jpg" alt="nações" width="324" height="539" /> </a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10763" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-28141 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações1.jpg" alt="nações1" width="326" height="520" /> </a><img class=" size-full wp-image-28142 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações2.jpg" alt="nações2" width="330" height="544" /> <img class=" size-full wp-image-28143 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações3.jpg" alt="nações3" width="329" height="513" /> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações42.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28147" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações42.jpg" alt="nações4" width="328" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10763"><em>O Paiz</em>, 8 de setembro de 1922</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">“<i>Dentre as comemorações civis do Centenário teve um destaque sem par a inauguração da Exposição.</i></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><i>Do que é, ou melhor, do que vae ser esse certamen internacional póde-se ter uma idéia pelo qual já está prompto. Num esforço colossal, cuja gloria cabe ao governador da cidade, conquistou-se á Guanabara o alargamento da Avenida Wilson e derrubou-se boa parte do innominavel bairro da Misericórdia, para se fazer surgir em todo esse terreno um conjunto suprehendente de palácios e pavilhões , que, uma vez concluídos com todos os seus detalhes fará a maior honra á nossa engenharia civil. E não se trata de construções ligeiras. A maioria do que está ali existe é para ficar: é para fazer parte do novo bairro – que o arrasamento do Morro do Castelo ampliará até o coração da cidade.</i></span></p>
</div>
<div><span style="color: #800000;"><i>Sem falar nos pavilhões estrangeiros, quasi todos muito notáveis, temos o Palácio das Festas que é verdadeiramente grandioso, e o Palácio das Industrias, que é um assombro de transformação e aproveitamento do velho Arsenal de Guerra – obra que, sem favor, se pode chamar genial. Todo aquelle antigo aspecto sinistro da penitenciaria e convento, parece-nos agora numa feição architetonica severa, mas risonha, relembrando a origem colonial, mas com requintes de arte, que se torna encantadora. E a Torre das Jóias corôa essa obra de maneira deslumbrante<span style="color: #800000;">. </span></i><i>Dentro de algumas semanas, quando tudo estiver concluído e nos seus logares, veremos confirmado o juízo que alguém já externou de ser a Exposição do Centenário e mais bella desses últimos tempos. E será também o attestado mais evidente do nosso arrojo e da nossa capacidade de trabalho, subordinada aos dictames da arte.”</i></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/47813" target="_blank"><em>O Malho</em>, 16 de setembro de 1922, trecho da coluna &#8220;Notas da Semana&#8221;</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O objetivo da Exposição de 1922 era exibir um país moderno, atualizado em termos de ciência, avanços industriais e tendência das artes e da moda. Para tal, o Congresso liberou uma verba considerada exorbitante. Mais de 20 chefes de Estado e, acredita-se, em torno de 3,5 milhões de pessoas a visitaram ao longo de seus quase 11 meses de celebrações. Cerca de cinco mil pessoas trabalharam no evento. Foram realizadas as primeiras exibições de cinema durante uma exposição com filmes elaborados para a ocasião. O de maior sucesso foi <em>No país das Amazonas </em>(1922), do português Silvino Santos (1886 &#8211; 1970), que louvava as belezas da região e recebeu a medalha de ouro do júri da Exposição.</p>
<p>Segundo a historiadora Marly Motta, “<em>Se as reluzentes máquinas eram o orgulho maior dos expositores do século XIX, no século XX, quem dava as cartas era a ciência, expressa na confiabilidade dos dados estatísticos, nas maravilhas da química e nas luzes da eletricidade</em>”. Esse seria era o traço que diferenciava as exposições universais do século XIX das do século XX, incluindo a de 1922, no Rio de Janeiro. Se nas exposições do século XIX o objetivo principal era a venda de produtos e a conquista de novos mercados, no século XX o objetivo principal desses eventos passou a ser a difusão e venda de idéias que, além de expostas, eram debatidas a partir da realização de conferências e congressos sobre diversos temas e a exibição de filmes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10677" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10677/002080RJ7317.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10677" target="_blank">Guilherme Santos. Exposição Internacional do Centenário da Independência de 1922 &#8211; Palácio do Calabouço, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua inauguração, com o comparecimento de cerca de 200 mil pessoas, contou com a realização de paradas militares e discursos do presidente da República e das maiores autoridades do país. A área da exposição estava, como já mencionado, feericamente iluminada por luz elétrica.</p>
<p>A área da exposição possuia 2.500 metros de extensão e seu percurso tinha duas partes. A percorrida a partir do portão na Praça Floriano Peixoto e que correspondia à Avenida das Nações e &#8220;<em>que abrigava os pavilhões de honra de treze nações estrangeiras (Portugal tinha ali também seu Pavilhão Industrial) 3 , o parque de diversões, o cinema, bares de cervejarias, lanchonetes, restaurante oficial, pavilhões de indústrias independentes, além de vários pequenos quiosques de produtos alimentícios. A segunda parte era a área da Praça do Mercado, onde os onze pavilhões nacionais foram localizados. O acesso a esta área se dava pelo portão neocolonial, sendo também neocoloniais os pavilhões da Fiação, da Caça e Pesca, das Pequenas Indústrias e o das Grandes Indústrias, onde seria inaugurado, ainda durante a exposição, o Museu Histórico Nacional&#8221; (Reconstituição Histórico Temporal da Exposição Internacional do Centenário da Independência)</em>.</p>
<p><em>&#8220;A Exposição Nacional exibiu 25 seções relacionadas a educação e ensino; letras, ciências e artes; mecânica; eletricidade; engenharia civil e transporte; agricultura; horticultura e arboricultura; florestas e colheitas; indústria alimentar; indústrias extrativas e metalurgia; decoração e mobiliário; fios, tecidos e vestuários; indústria química; indústrias diversas; economia social; higiene e assistência; ensino prático, instituições econômicas e trabalho manual da mulher; comércio; economia geral; estatística; forças de terra e esportes. Em paralelo, foram oferecidas atividades como exibição de filmes e conferências&#8221; (<a href="http://www.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=723&amp;sid=15" target="_blank">Fiocruz &#8211; Brasiliana &#8211; a divulgação científica no Brasil</a>).</em></p>
<p>A Porta Monumental do evento ficava ao lado do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, no final da avenida Rio Branco. As reações em relação à abertura da exposição variaram: foi considerada um sucesso por alguns períódicos e, já outros, criticaram o acontecimento. Na verdade, na ocasião, poucos pavilhões estavam abertos ao público. A revista <em> Careta</em> chamou atenção para o fato antes e depois da inauguração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29470" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=28551" target="_blank"><img class=" wp-image-29470" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/rotunda60.jpg" alt="Careta, 26 de agosto de 1922" width="251" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pagfis=28551" target="_blank"><em>Careta,</em> 26 de agosto de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29490" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28624" target="_blank"><img class="wp-image-29490 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/rotunda611.jpg" alt="rotunda61" width="346" height="182" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28624" target="_blank"><em>Careta</em>, 2 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28170" style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28649" target="_blank"><img class=" wp-image-28170" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações13.jpg" alt="Careta, 9 de setembro de 1922" width="704" height="130" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28649" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29488" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28882" target="_blank"><img class="wp-image-29488 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/rotunda62.jpg" alt="Careta, 7 de outubro de 1922" width="489" height="264" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28882" target="_blank"><em>Careta</em>, 7 de outubro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além do Brasil, os seguintes<span style="color: #ff0000;"> <span style="color: #000000;">países montaram pavilhões &#8211; Argentina, Bélgica, Dinamarca, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Japão, México, Noruega, Portugal, Suécia e Tchecoslováquia. Ficavam na avenida das Nações. Uma curiosidade: Portugal possuía dois pavilhões e o maior foi transferido e reconstruído em Lisboa.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7768" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7768/001ATK012012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7768" target="_blank">Thiele &amp; Kollien. Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; Pavilhões Brasil, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Foram construídos especialmente para a ocasião e instalados em uma extensa área proveniente de aterros e outras intervenções, dentre as quais o desmonte do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14030" target="_blank"> Morro do Castelo</a>, iniciativa saudada por personalidades importantes como o sanitarista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Pena</a> e criticada por outras, dentre elas, os escritores Monteiro Lobato (1882 – 1948) e Lima Barreto (1881 &#8211; 1922). </span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11061" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11061/037SL01113.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11061" target="_blank">Autoria não identificada. Demolição do morro do Castelo; ao fundo, alguns pavilhões da Exposição Internacional de 1922, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desmonte integrava a reforma urbana implementada, entre 1920 e 1922, pelo prefeito Carlos Sampaio (1861 &#8211; 1930).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28172" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28172 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações15.jpg" alt="O prefeito Carlos Sampaio" width="403" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank">O prefeito Carlos Sampaio / Álbum da Cidade do Rio de Janeiro comemorativo do Centenário da Independência do Brasil</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Surgia então a nova Esplanada do Castelo, onde foram edificados os pavilhões da Exposição. No fim do evento, a área tornou-se muito valorizada e foi loteada. Mas antes, algumas revistas ironizaram a escolha do local para a realização da Exposição de 1922 devido ao perigo de ressacas e alagamentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28169" style="width: 790px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/25814" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28169" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações12.jpg" alt="Careta, 4 de junho de 1921" width="780" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/25814" target="_blank"><em>Careta</em>, 4 de junho de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o estilo dos prédios, a arquiteta e museóloga Nina Levy escreveu:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Entre as principais construções nacionais na Exposição que seguem a linguagem do ecletismo teríamos a Porta Principal (Mario Fertin e Edgar Viana), o Pavilhão do Distrito Federal (Sylvio Rebecchi), o Pavilhão da Estatística (Gastão Bahiana) o Palácio dos Estados (H . Pujol Junior), o Palácio das Festas (Archimedes Memória e Francisque Cuchet), o Pavilhão da Música e a Fachada do Pavilhão das Indústrias Particulares (Nestor de Fi gueiredo) e a Fachada do Parque de Diversões (Morales de Los Rios).</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Já dentro do espírito neocolonial estariam a Porta Norte (Raphael Galvão), o Palácio da Fiação (Morales de Los Rios Filho), o Pavilhão de Caça e Pesca (Armando de Oliveira), o Pavilhão das Pequenas Indústrias (Nestor de Figueiredo e C. S. San Juan) e a curiosa obra de restauração e adaptação do antigo Arsenal de Guerra, da Casa do Trem e do Forte do Calabouço para compor o Palácio das Grandes Indústrias (Archimedes Memória e Francisque Cuchet)&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29746" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/arquitetos.jpg"><img class="size-full wp-image-29746" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/arquitetos.jpg" alt="Augusto Malta, Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adollpho Morales de los Rios (pai) e Francisco Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Arquimedes Memoria, Adolpho Morales de los /rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Vianna, de 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Rio antigo, por Charles Dunlop." width="414" height="359" /></a><p class="wp-caption-text">Augusto Malta. Sentados, da esquerda para a direita: Nestor de Figueiredo, Adolpho Morales de los Rios (pai) e Francisque Cuchet. Em pé, na mesma ordem: Archimedes Memória, Adolpho Morales de los Rios (filho), Celestino Severo de Juan e Edgar Viana, 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / <em>Rio Antigo</em>, por Charles Dunlop.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28981" style="width: 753px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/4" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28981" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/plantageral.jpg" alt="Planta geral da Exposição de 1922 / Exposição de 1922, julho de 1922" width="743" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800899/4" target="_blank">Planta geral da Exposição de 1922 / <em>Exposição de 192</em>2, julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Somente seis prédios da Exposição de 1922 ainda existem: no Rio de Janeiro, o Pavilhão da Administração e do Distrito Federal, atual Museu da Imagem e do Som; o Palácio da França, uma réplica do <em>Petit Trianon</em>, residência de campo de Maria Antonieta em Versalhes, atual Academia Brasileira de Letras; o Palácio das Indústrias, atual Museu Histórico Nacional; o Pavilhão de Estatística, órgão do Ministério da Saúde; o do Pavilhão das Indústrias Particulares, o restaurante Albamar &#8211; que já existia antes da exposição e abrigava o Mercado Municipal; e o do Pavilhão das Indústrias de Portugal, que foi transferido para Lisboa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9691" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9691/007A5P4F02-069.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9691" target="_blank">Augusto Malta. Exposição Internacional de 1922 &#8211; Pavilhão da Administração e Distrito Federal, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7759" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7759/001ATK012004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7759" target="_blank">Thiele &amp; Kollien. Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; Pavilhão França, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9693" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9693/007A5P4F02-071.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9693" target="_blank"> Augusto Malta. Exposição Internacional de 1922 &#8211; Pavilhão das Indústrias, 7 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9734" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9734/007CX189-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="340" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9734" target="_blank">Marc Ferrez. Exposição de 1922 &#8211; Pavilhão da Estatística, c. 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28161" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/23817/FERNANDA%20AZEVEDO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><img class="wp-image-28161 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações10.jpg" alt="Mapa geral da Exposição, destacando edificações e elementos temporários. Fonte: MARTINS, 1998, p.122." width="633" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/23817/FERNANDA%20AZEVEDO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Mapa geral da Exposição, destacando edificações e elementos temporários.</a><br /> <a href="https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/23817/FERNANDA%20AZEVEDO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank">Fonte: MARTINS, 1998, p.122 / <em>A Exposição Internacional do Centenário da Independência de 1922: processo de modernização e legado para a cidade do Rio de Janeiro, </em>pág 110</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Foram mais de seis mil expositores, entre nacionais e estrangeiros, que disputavam em muitas categorias a preferência da comissão encarregada de julgar os produtos e atribuir as cobiçadas medalhas e diplomas de Grande Prêmio, Medalha de Ouro e Prata, que valorizariam seus artigos, seus nomes e as marcas de suas firmas. Durante o evento, também foram realizadas várias conferências e palestras sobre temáticas afins e, no curso do ano de 1922, foram ainda lançados diversos tipos de publicações, periódicos, programas, revistas, edições comemorativas de jornais, o Livro de Ouro, o Guia da Exposição (catálogo), cronogramas de atividades, publicações de outros estados e outras que não versavam sobre a exposição em si, mas que foram preparadas para a ocasião de celebrar a Independência do Brasil, como a Carta Geográfica do Brasil ao Milionésimo, elaborada pelo Clube de Engenharia para integrar a Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/87-exposicoes/o-rio-do-morro-ao-mar/saiba-mais/225-a-exposicao-de-1922-memoria-e-civilizacao.html" target="_blank"><span class="documentCategory">O Rio do morro ao mar &#8211; </span>A Exposição de 1922: Memória e Civilização</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29806" style="width: 706px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/etiqueta.jpg"><img class="size-full wp-image-29806" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/etiqueta.jpg" alt="Ficha de identificação dos produtos expostos na Exposição de 1922. NO alto, à esquerda, o brasão imperial; e, à direita, o brasão da República" width="696" height="493" /></a><p class="wp-caption-text">Ficha de identificação dos produtos da Seção Brasileira da Exposição de 1922. No alto, à esquerda, o brasão imperial; e, à direita, o brasão da República</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="content-header-options-1 row-fluid"></div>
<div class="content-header-options-1 row-fluid"><span style="color: #800000;"><em>A Exposição Nacional exibiu 25 seções relacionadas a educação e ensino; letras, ciências e artes; mecânica; eletricidade; engenharia civil e transporte; agricultura; horticultura e arboricultura; florestas e colheitas; indústria alimentar; indústrias extrativas e metalurgia; decoração e mobiliário; fios, tecidos e vestuários; indústria química; indústrias diversas; economia social; higiene e assistência; ensino prático, instituições econômicas e trabalho manual da mulher; comércio; economia geral; estatística; forças de terra e esportes. Em paralelo, foram oferecidas atividades como exibição de filmes e conferências.</em></span></div>
<div class="content-header-options-1 row-fluid"></div>
<div class="content-header-options-1 row-fluid" style="text-align: right;"><a href="http://www.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=723&amp;sid=15" target="_blank">Fiocruz</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi oferecido aos visitantes da exposição um serviço de passeios aéreos sobre a Baía de Guanabara em hidroplanos de dois passageiros, partindo da Ponta do Calabouço, perto do restaurante da exposição, onde foi construída uma ponte flutuante para embarque e desembarque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28983" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ydcs9PyyPAc" target="_blank"><img class="wp-image-28983 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/avião.jpg" alt="avião" width="625" height="422" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ydcs9PyyPAc" target="_blank">Filme <em>1922 &#8211; A Exposição da Independência </em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também na Baía de Guanabara fundearam diversos navios estrangeiros: o <em>Moreno</em>, da Argentina; o <em>Maryland</em> e o <em>Nevada</em>, dos Estados Unidos; o <em>Hood</em> e o <em>Repulse</em>, da Inglaterra; o <em>Azuma</em>, o I<em>suno</em> e o <em>Iwate</em>, do Japão; o <em>República</em> e o <em>Carvalho Araújo</em>, de Portugal; e o <em>Uruguai</em>, do país homônimo.</p>
<p>No estande do Exército foi exposta a Carta Topográfica do Distrito Federal, hoje Município do Rio de Janeiro, na escala de 1:50.000, impressa em sete cores e contendo curvas de nível, cujo levantamento foi o primeiro trabalho do Serviço Geográfico Militar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Carta_do_Distrito_Federal_1922.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-29603" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/centenário2.jpg" alt="centenário2" width="453" height="502" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro destaque da Exposição de 1922 foi a mostra de Saúde Pública do Departamento Nacional de Saúde Pública, que já foi tema de um artigo da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7955" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7955/Imagem%2010.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7955" target="_blank">Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi durante a realização da exposição que, por iniciativa da Câmara de Comércio Norte-Americana no Brasil, foram angariados cerca de 40 mil dólares para a confecção de um <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8553">monumento que simbolizasse a amizade entre o Brasil e os Estados Unidos</a>. Foi presenteada ao Brasil uma escultura de bronze de uma mulher, em pé, sustentando na mão esquerda os pavilhões norte-americano e brasileiro ornados com folhas de louro e, na direita, uma palma de louros, inaugurada em 4 de julho de 1931.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5071" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5071/001AM005002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5071" target="_blank">Augusto Malta. Inauguração da Estátua da Amizade em frente a Igreja de Santa Luzia, 4 de julho de 1931. Rio de Janaerio, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma série de outros eventos aconteceram durante a exposição, dentre eles uma missa campal, diversos congressos, dentre eles o Congresso Internacional de História da América, promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; e o primeiro Congresso Feminista no país, que será tema de um artigo aqui na Brasiliana Fotográfica, em dezembro; uma sessão solene no Congresso Nacional, um desfile de cerca de 4.600 alunos na avenida Rio Branco, a inauguração do monumento de Cuauhtemoc, oferecido pelo México; além de inúmeros bailes, banquetes, conferências, corridas de cavalo, excursões, recepções e até uma festa veneziana na Enseada de Botafogo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/7037" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de setembro de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10831" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1922, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152359" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 23 de setembro de 1922</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4777" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4777/014AM017004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4777" target="_blank">Augusto Malta. Inauguração da estátua oferecida pelo México ao Brasil &#8211; Monumento a Cuauhtémoc, 16 de setembro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo I</a>MS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1923, foi publicado o <em>Livro de Ouro da Exposição do Centenário, </em>editado<em> </em>pela casa editorial Almanak Laemmert, criada em 1844, pelos irmãos Eduard e Heinrich Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/17306" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de novembro de 1923, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31187" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11809" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31187" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/livrodeouro.jpg" alt="O Paiz, 24 de dezembro de 1922" width="633" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11809" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de dezembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29807" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.miguelsalles.com.br/peca.asp?ID=4772409" target="_blank"><img class="wp-image-29807 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/livro-de-ouro.jpg" alt="Escritório de Artes Miguel Salles" width="353" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.miguelsalles.com.br/peca.asp?ID=4772409" target="_blank"><em>Livro de Ouro da Exposição do Centenário</em> / Escritório de Artes Miguel Salles</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A primeira grande transmissão pública de rádio do Brasil</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29723" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/o-radio-no-brasil-21784784" target="_blank"><img class="wp-image-29723" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia6.jpg" alt="telefonia6" width="701" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/o-radio-no-brasil-21784784" target="_blank">Instalada pela Western Electric no pavilhão da antiga Repartição Geral dos Telégrafos, na Praia Vermelha, esta emissora, junto com a estação Westinghouse, do Corcovado, inaugurou no Brasil o serviço de Radiodifusão, durante a Exposição de 1922. Ao centro, o engenheiro José Neves, o telegrafista Manoel Antonio de souza, à direita; e o servente da estação, Joaquim Pereira, à esquerda / Acervo O GLOBO</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência, foi realizada a primeira grande transmissão pública de rádio do Brasil. Outras transmissões radiofônicas já haviam sido realizadas no país &#8211; pelo padre gaúcho Roberto Landell de Moura (1861 &#8211; 1928), em 16 de julho de 1899, em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/7537" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 17 de julho de 1899, terceira coluna</a>); e pela Rádio Clube de Pernambuco, fundada em 6 de abril de 1919 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/76854" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 25 de abril de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29714" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/7537" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29714" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia2.jpg" alt="Commercio de São Paulo, 17 de julho de 1899" width="350" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/7537" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 17 de julho de 1899</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29715" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/76854" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29715" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia3.jpg" alt="Jornal do Recife, 25 de abril de 1919" width="405" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/76854" target="_blank">Jornal do Recife, 25 de abril de 1919</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas esta, realizada em 7 de setembro de 1922, é considerada a primeira transmissão radiofônica oficial brasileira.</p>
<p>Em maio de 1922, a Delegação dos Estados Unidos para a Exposição de 1922 já anunciava as demonstrações que seriam realizadas por empresas norte-americanas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/5879" target="_blank"><em>A Noite</em>, 20 de maio de 1922, terceira coluna</a>). Uma estação de 500 watts, montada no alto do Corcovado pela Westinghouse Eletric International em combinação com a Companhia Telefônica Brasileira, irradiou o discurso do presidente Epitácio Pessoa  (1865 – 1942), surpreendendo os visitantes da Exposição Internacional do Rio de Janeiro, através de 80 receptores vindos dos Estados Unidos, instalados em pontos centrais da cidade. A transmissão também foi realizada para Niterói, Petrópolis e São Paulo. Pelo mesmo sistema, à noite, a ópera <em>O Guarany</em>, de Carlos Gomes, encenada no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Teatro Municipal</a>, também foi irradiada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/11804" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de setembro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/799670/4776" target="_blank"><em>A União (RJ)</em>, 14 de setembro de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29717" style="width: 201px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47726" target="_blank"><img class="wp-image-29717 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia5.jpg" alt="telefonia5" width="191" height="336" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47726" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 8 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Western Electric Company em colaboração com a Companhia Telefônica também esteve presente à exposição onde fez demonstrações do telefone Alto-Falante que funcionando em comum com a radiofonia possibilitava ouvir-se trechos de música e de óperas executados a <em>considerável distância </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/17335" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de setembro de 1922, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29708" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/17335" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29708" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia.jpg" alt="Jornal do Brasil, 16 de setembro de 1922" width="270" height="396" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_04/17335" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Pixinguinha (1897 &#8211; 1973)</a>, em entrevista, disse que havia tocado também durante as primeiras transmissões radiofônicas oficiais no Brasil. &#8220;<em>Toquei num estudiozinho que havia lá e a Zaíra de Oliveira cantou&#8221;. </em>O estúdio foi montado no pavilhão dos Estados Unidos.</p>
<p>Segundo Edgar Roquette-Pinto (1884 &#8211; 1954), considerado o pai da radiofusão no Brasil, durante a Exposição de 1922:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230; muito pouca gente se interessou pelas demonstrações experimentais de radiotelefonia então realizadas pelas companhias norte-americanas Westinghouse, na estação do Corcovado, e Western Electric, na Praia Vermelha. [&#8230;]. Creio que a causa desse desinteresse foram os alto-falantes instalados na exposição. Ouvindo discurso e música reproduzidos no meio de um barulho infernal, tudo distorcido, arranhando os ouvidos, era uma curiosidade sem maiores consequências&#8221;</em></span>. (BBC, 1988).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29716" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/095648/8427" target="_blank"><img class="wp-image-29716 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/telefonia4.jpg" alt="Dom Quixote, de 1922" width="384" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/095648/8427" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 13 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que no ano seguinte foi fundada, em 20 de abril de 1923, aquela que é considerada a primeira emissora radiofônica do Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por inúmeros associados influenciados pelo engenheiro e astrônomo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank">Henrique Morize (1860 -1930)</a>, com quem o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> havia no final do século XIX realizado experiências cinematográficas e radiográficas; e por seu principal idealizador, justamente Edgar Roquette-Pinto. Seu o <em>slogan</em> era “<em>Trabalhar pela cultura dos que vivem em nossa terra e pelo progresso do Brasi</em>l”. Em caráter experimental, a primeira transmissão da Rádio Sociedade aconteceu em 1º de maio de 1923, Dia do Trabalho, utilizando o prefixo PR1– A e, após, PRA-A e PRA-2. Em 1936, foi doada ao governo por Roquette-Pinto e, em 1953, virou Rádio Ministério da Educação, com a criação da pasta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: neste mesmo dia, 7 de setembro de 1922, nascia, no Rio de Janeiro, o ator Paulo Autran (1922 &#8211; 2007), que se tornaria um dos ícones da cultura brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Links para publicações sobre a Exposição de 1922</em></strong></span></p>
<p>Links para as edições da <em>Revista da Semana</em> dedicadas à comemoração do Centenário da Independência:<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3143" target="_blank">  9 de setembro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3186" target="_blank">16 de setembro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3229" target="_blank">23 de setembro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3274" target="_blank">30 de setembro</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3315" target="_blank"> 7 de outubro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3358" target="_blank">14 de outubro</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/3402" target="_blank">21 de outubro</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3445" target="_blank">28 de outubro</a> de 1922.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28148" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3186" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28148" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações5.jpg" alt="Revista da Semana, 16 de setembro de 1922" width="565" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/3186" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 16 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28149" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/3187" target="_blank"><img class="wp-image-28149" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações6-1024x498.jpg" alt="nações6" width="768" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/3187" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 16 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank">Link para o <em>Álbum da Cidade do Rio de Janeiro comemorativo do  1ºCentenário da Independência do Brasil,</em> cuja iniciativa da publicação foi do engenheiro Luiz Raphael Vieira Souto (1849 &#8211; 1922)</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon325335/icon325335.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-28171" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações14.jpg" alt="nações14" width="702" height="524" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon373452/icon373452.pdf" target="_blank">Link para o Guia Official Exposição Internacional do Rio de Janeiro 1922</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28178" style="width: 386px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon373452/icon373452.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28178 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações16.jpg" alt="nações16" width="376" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon373452/icon373452.pdf" target="_blank">Guia Official Exposição Internacional do Rio de Janeiro 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152115" target="_blank">Link para o número do centenário da revista <em>Fon-Fon</em>, 7 de setembro de 1922</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<div id="attachment_28150" style="width: 245px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152119" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28150" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/nações7.jpg" alt="Fon-Fon, 7 de setembro de 1922" width="235" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152119" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Link para o filme <a style="color: #800000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=ydcs9PyyPAc" target="_blank"><em>1922 &#8211; A Exposição da Independência</em> </a>(1970), filme com imagens resgatadas do documentário realizado por Silvino Santos (1893 &#8211; 1970), em 1922,  dirigido por Roberto Kahane e Domingos Demasi.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<div id="attachment_29578" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/filme3.jpg"><img class="wp-image-29578 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/filme3.jpg" alt="Cena do filme" width="509" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">Cena do filme <em>1922 &#8211; A Exposição da Independência</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/search.php?query=%22EXPOSI%C7%C3O+INTERNACIONAL+DO+CENTEN%C1RIO+DA+INDEPEND%CANCIA-+RIO+DE+JANEIRO-+BRASIL-+1922%2F1923.%22&amp;andor=AND&amp;tipo=0&amp;fundo_colecoes=0&amp;local=0&amp;dta_ini=&amp;dta_fim=&amp;ordenar=0&amp;asc_desc=10&amp;action=results" target="_blank">Link para 60 fotos de aspectos da Exposição de 1922 que fazem parte do álbum <em>Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; Rio de Janeiro &#8211; Brasil &#8211; 1922/1923</em>, do acervo iconográfico do Acervo Público Mineiro</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29612" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/photo.php?lid=26990" target="_blank"><img class="wp-image-29612 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/moinho.jpg" alt="Moinho Holandez / " width="411" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/photo.php?lid=26990" target="_blank">Moinho Holandez, da Bols, fundada em 1575 e a mais antiga marca de bebidas do mundo / Acervo Público Mineiro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18805" target="_blank">Link para o artigo <em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de autoria de Ricardo Augusto dos Santos, publicada na Brasiliana Fotográfica, em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7919" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7919/Imagem%2004.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7919" target="_blank">Aspectos da Mostra de Saúde Pública do DNSP na Exposição do Centenário em 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Link para o artigo <a style="color: #800000;" href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/23420/a-independencia-do-brasil-pelos-olhos-de-debret" target="_blank"><em>A independência do Brasil pelos olhos de Debret</em></a>, publicado no portal Brasiliana Iconográfica, em 31 de agosto de 2022.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29577" style="width: 687px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/19684/ceremonie-de-sacre-de-d-pedro-1er-empereur-du-bresil-a-rio-de-janeiro-le-1er-decembre-1822" target="_blank"><img class="size-full wp-image-29577" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/debret.jpg" alt="Cérémonie de sacre de D. Pedro 1,,er Empereur du Brésil, à Rio de Janeiro, le 1,,er Decembre 1822, 1839 / Pinacoteca do Estado de São Paulo" width="677" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/19684/ceremonie-de-sacre-de-d-pedro-1er-empereur-du-bresil-a-rio-de-janeiro-le-1er-decembre-1822" target="_blank">Cérémonie de sacre de D. Pedro 1,,er Empereur du Brésil, à Rio de Janeiro, le 1,,er Decembre 1822, 1839 / Pinacoteca do Estado de São Paulo &#8211; Brasiliana Iconográfica</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Link para o programa <a style="color: #800000;" href="https://radiobatuta.ims.com.br/especiais/os-100-ou-mais-anos-do-radio-no-brasil" target="_blank"><em>Os 100 (ou mais) anos do rádio no Brasil</em></a>, com roteiro e apresentação da jornalista Helena Aragão, publicado em 2 de setembro de 2020, na Rádio Batuta.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://api.radiobatuta.com.br/wp-content/uploads/2022/08/esp_100_anos_do_radio_no_brasil.jpg" alt="Os 100 (ou mais) anos do rádio no Brasil" width="700" height="497" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://discografiabrasileira.com.br/en/posts/245649/brava-gente-na-voz-de-vicente-celestino-um-hit-bicentenario-de-d-pedro-i-e-evaristo-da-veiga" target="_blank">Link para o artigo <em>BRAVA GENTE: NA VOZ DE VICENTE CELESTINO, UM ‘HIT’ BICENTENÁRIO DE D. PEDRO I E EVARISTO DA VEIGA, </em>de Pedro Paulo Malta. Discografia Brasileira / Instituto Moreira Salles.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/hino.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-29804" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/hino.jpg" alt="hino" width="319" height="235" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar a série &#8220;Exposições&#8221; e mudou de título em 1º de dezembro de 2025.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALMEIDA, Hamilton. <em>Padre Landell: o brasileiro que inventou o wireless. </em>Santa Catarina: Editora Insular,<em> </em>2022.</p>
<p><a href="https://atlas.fgv.br/verbetes/exposicao-internacional-do-centenario-da-independencia-do-brasil" target="_blank">Atlas Histórico do Brasil &#8211; FGV &#8211; CPDOC</a></p>
<p>Biblioteca Nacional. <em><a href="https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/exposicao-universal-londres-1851-palacio-cristal" target="_blank">A Exposição Universal de Londres de 1851 e o Palácio de Cristal</a>,</em> 1º de maio de 2020.</p>
<p>BRITISH BROADCASTING CORPORATION. <em>O rádio no Brasil</em>. Londres: Serviço Brasileiro da BBC, 1988. Série de programas de rádio.</p>
<p>CÂMARA, Renato Phaelante da. <em>Fragmentos da história do Rádio Clube de Pernambuco</em>. 2.ed. Recife: Cepe, 1998.</p>
<p><a href="https://www.correiodocidadao.com.br/curta/o-padre-brasileiro-que-inventou-o-radio/" target="_blank"><em>Correio do Cidadão</em>, 1º de junho de 2022.</a></p>
<p>COSTA, Júlia Fúria. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/34252.pdf" target="_blank"><em>O “Culto da Saudade” nas Comemorações do Centenário da Independência do Brasil: A Criação do Museu Histórico Nacional, 1922</em></a>. <em>Em Tempo de Histórias</em> &#8211; Publicação do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília PPG-HIS, nº. 18, Brasília, jan/jul. 2011. ISSN 1517-1108.</p>
<p>DRAGO, Niuxa; VILAS BOAS, Naylor; GUEDES, Sebastião. <a href="http://enanparq2020.s3.amazonaws.com/MT/21800.pdf" target="_blank"><em>Reconstituição Histórico Temporal da Exposição Internacional do Centenário da Independência</em></a>. VI Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, 2020.</p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo</em>, volume III. Rio de Janeiro : Editra Rio Antigo Ltda, 1960.</p>
<p>FERRARETTO, Luiz Artur. <em><a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/3961-13808-1-PB.pdf" target="_blank">De 1919 a 1923, os primeiros momentos do rádio no Brasil</a>. </em>Revista Brasileira de História da Mídia (RBHM) &#8211; v.3, n.1, jan.2014-jun/2014.</p>
<p>FERREIRA ROSA. <a href="https://reficio.cloud/governo/ferreira-rosa-o-centenario/" target="_blank"><em>O Centenário</em></a>.</p>
<p><a href="http://www.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=723&amp;sid=15" target="_blank">Fiocruz &#8211; Brasiliana &#8211; a divulgação científica no Brasil</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>HEYNEMANN, Claudia B. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283" target="_blank"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia </em></a>in Brasiliana Fotográfica, 4 de dezembro de 2019.</p>
<p>JUNQUEIRA, Julia Ribeiro. <em>As comemorações do Sete de Setembro em 1922: uma re(leitura) da História do Brasil.</em>  Versão modificada de um dos capítulos apresentados na dissertação <em>Jornal do Commercio: cronista da História do Brasil em 1922</em>, defendida, em maio de 2010, no Programa de Pós-Graduação em História Política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>LEVY, Ruth. <a href="https://www.ppgav.eba.ufrj.br/wp-content/uploads/2012/01/ae11_ruth_levy.pdf" target="_blank"><em>A exposição do centenário e o meio arquitetônico carioca no início dos anos 1920</em></a>. Rio de Janeiro : EBA/UFRJ, 2010.</p>
<p>MARTINS, Angela Maria Moreira. <em>A Exposição Internacional de 1922 no Rio de Janeiro: um espaço urbano turístico na jovem república brasileira</em>. In: DEL RIO, Vicente (Org.). Arquitetura: pesquisa e projeto. Rio de Janeiro: UFRJ, FAU; São Paulo: ProEditores, 1998. (Coleção PROARQ). p.121-146.</p>
<p>MOTTA, Marly Silva da. <em><a href="https://issuu.com/bibliotecapdf/docs/a-nacao-faz-100-anos-a-questao-naci" target="_blank">A nação faz cem anos: a questão nacional no centenário da independência</a>.</em> Rio de Janeiro: Editora FGV: CPDOC, 1992.</p>
<p>MOTTA, Marly Silva da. <a href="https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace;handle/bitstream/handle/10438/6763/1033.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Ante-sala do paraíso&#8221;, &#8220;vale de luzes&#8221;, &#8220;bazar de maravilhas&#8221; &#8211; a Exposição Internacional do Centenário da Independência (Rio de Janeiro &#8211; 1922)</em>. R</a>io de Janeiro: CPDOC, 1992. 22f. Trabalho apresentado no Seminário &#8220;Cenários de 1922&#8243;, promovido pelo CPDOC, Rio de Janeiro, 19-20 nov. 1992.</p>
<p>MOURÃO, Alda; GOMES, Ângela de Castro. <em>A experiência da Primeira República no Brasil e em Portugal. </em>Rio de Janeiro : Editora FGV, 2011.</p>
<p>RIBEIRO, Fernanda de Azevedo. <a href="https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/23817/FERNANDA%20AZEVEDO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>A Exposição Internacional do Centenário da Independência de 1922: processo de modernização e legado para a cidade do Rio de Janeiro</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Arquitetura e Urbanismo, 2014.</p>
<p>RIBEIRO, Fernanda de Azevedo. <a href="http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/far_1922media.htm" target="_blank"><em>Representações da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil de 1922 e da cidade do Rio de Janeiro nas mídias</em></a>. <span lang="EN-GB"><span lang="PT-BR">19&amp;20</span></span>, Rio de Janeiro, v. XV, n. 2, <span class="SpellE">jul.-dez</span>. 2020.</p>
<p>ROBICHON, François. <i>Les panoramas en France au XIXe siecle. </i>Paris/Nanterre, 1982. Tese de Doutorado &#8211; Universidade de Paris X-Nanterre.</p>
<p>SANTOS, Araci Alves do. <a href="https://www.abq.org.br/dissertacao-1-CBQ.pdf" target="_blank"><em>Terra encantada – A Ciência na Exposiçao do Centenário da Independência do Brasil</em></a>. Dissertação de Mestrado apresentada ao corpo docente do Programa de Pós-Graduação de História da Ciência, das Técnicas e Epistemologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2010.</p>
<p>SILVA, Eliane Alves da. <a href="https://www.ufmg.br/rededemuseus/crch/simposio/SILVA_ELIANE_ALVES_1.pdf" target="_blank"><em>90 Anos da Missão Cartográfica Imperial Militar Austríaca no Exército Brasileiro – Relato Histórico da Fotogrametria (1920-2010)</em></a>. 1º Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica. Parati, 10 a 13 de maio de 2012.</p>
<p><a href="https://memoria.ebc.com.br/2012/09/primeira-transmissao-de-radio-no-brasil-completa-90-anos" target="_blank">Site Empresa Brasileira de Comunicação</a></p>
<p><a href="http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/87-exposicoes/o-rio-do-morro-ao-mar/saiba-mais/225-a-exposicao-de-1922-memoria-e-civilizacao.html" target="_blank">Site Exposições Virtuais &#8211; Arquivo Nacional &#8211; </a><a href="http://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/87-exposicoes/o-rio-do-morro-ao-mar/saiba-mais/225-a-exposicao-de-1922-memoria-e-civilizacao.html" target="_blank"><span class="documentCategory">O RIO DO MORRO AO MAR </span>A Exposição de 1922: Memória e Civilização</a></p>
<p><a href="http://historiasemonumentos.blogspot.com/2014/11/museu-da-imagem-e-do-som-pavilhao-da.html" target="_blank">Site Histórias e Monumentos</a></p>
<p><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/amlrfilho.html#:~:text=Professor%20de%20Desenho%20de%20Arquit,a%20c%C3%A1tedras%20e%20livre%2Ddoc%C3%AAncias.">Site IHGB</a></p>
<p>VAZ FILHO, Pedro Serico. <em><a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/gthistoriadamidiasonora_Pedro_Serico_Vaz_Filho%20ALCAR%202019%20GT%20HISTORIA%20DA%20MIDIA%20SONORA.pdf" target="_blank">A centenária Rádio Clube de Pernambuco Registros em meios impressos documentam a origem da emissora pernambucana em 06 de abril de 1919</a>. </em>XII Encontro Nacional de História da Mídia, Rio Grande do Norte, junho de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Links para os artigos publicados da Série</span><em><span style="color: #800000;"> 1922 &#8211; Hoje, há 100 ano</span>s</em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</span></strong></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</span></a>Motr</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486" target="_blank"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283" target="_blank"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia<strong>, </strong></em>de autoria de<em><strong> </strong></em>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Festa das Artes e da Indústria </em><em>Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805" target="_blank"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805" target="_blank">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805" target="_blank">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=17940</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” VII &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Aug 2022 14:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Conde d´Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Gastão de Orleáns]]></category>
		<category><![CDATA[há 100 anos]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Hoje]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11397</guid>
		<description><![CDATA[No sétimo artigo da Série “1922 – Hoje, há 100 anos”, a Brasiliana Fotográfica apresenta uma seleção de registros de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu quando se completam 100 anos de sua morte, ocorrida, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando ele voltava ao Brasil para celebrar o centenário da independência do país, após cercca de 33 anos de exílio. São imagens produzidas pelos fotógrafos Alberto Henschel (1827 - 1882), Arsênio da Silva, Christiano Jr. &#038; Pacheco, Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), Revert Henrique Klumb (c. 1826 - c. 1886) e por fotógrafos ainda não identificados.Ele faleceu, em 28 de agosto de  1922, quando retornava ao Brasil ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No sétimo artigo da Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos</em> <span style="color: #800000;">*</span>, a Brasiliana Fotográfica apresenta uma seleção de registros de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu quando se completam 100 anos de sua morte, ocorrida, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando ele voltava ao Brasil, após cerca de 33 anos de exílio, para celebrar o centenário da independência do país. São imagens produzidas pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, Arsênio da Silva, Christiano Jr. &amp; Pacheco, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a> e por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>Neto do rei Luís Filipe I de França, Gastão de Orleáns, o conde d´Eu, tornou-se príncipe imperial consorte do Brasil quando casou-se com a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>. O Conde d’Eu e seu primo, o duque Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota (1845 &#8211; 1907) desembarcaram no Rio de Janeiro em 2 de setembro de 1864 e hospedaram-se no paço da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18964" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 3 de setembro de 1864, terceira coluna</a>). Foram para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330" target="_blank">Palácio de São Cristóvão</a>, residência da família imperial brasileira onde conheceram as princesas Isabel e Leopoldina (1847 &#8211; 1871). Os casais previamente idealizados seriam formados por d. Gastão e a princesa Leopoldina, e por seu primo e a princesa Isabel. Mas, após alguns dias, devido a afinidades, os casais se rearranjaram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 436px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5514" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5514/P005DJ0085.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="426" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5514" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, c. 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isabel e Gastão casaram-se em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, em cerimônia celebrada por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). O escritor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank">Machado de Assis (1839 &#8211; 1908)</a> escreveu na coluna <em>Folhetim</em> uma calorosa descrição do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19132" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 17 de outubro de 1864)</a>. O casal passou a lua de mel em Petrópolis, de onde retornou no dia 24 de outubro. Devido à união, o conde d´Eu teve que renunciar aos seus direitos à linha da sucessão ao trono francês. Em 15 de dezembro, foi realizado o casamento da princesa Leopoldina com o duque de Saxe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19368"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> de 16 de dezembro de 1864</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/50" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/50/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/50">Arsenio da Silva. Parada no Largo do Paço por ocasião do casamento da Princesa Isabel com o Conde d&#8217;Eu, 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/138" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do conde d´Eu disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/617" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/617/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/617" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Princesa Isabel e Conde d&#8217;Eu saindo de sua residência, 1855 &#8211; 1880. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Juntos, Isabel e Gastão formaram uma coleção de fotografias que se encontra na Europa e representa um importante acervo iconográfico do oitocentos no Brasil. Fazem parte da coleção fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel(1827 &#8211; 1882)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (18? &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>,  dentre outros, além de imagens das celebrações da abolição da escravatura, em 1888.</p>
<p>Após cerca de 10 anos de casados, em 28 de julho de 1874, a princesa Isabel deu à luz a uma menina natimorta, Luísa Vitória de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=31936" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 29 de julho de 1874, sob o título “Parte Official”</a>). O casal teve o primeiro filho, Pedro de Orléans e Bragança (1875 &#8211; 1940), nascido em 15 de outubro de 1875, em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=33688" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1875, sob o título “Diário do Rio”</a>). O segundo filho, Luis Maria de Orléans e Bragança (1878 &#8211; 1920), também nasceu em Petrópolis, em 26 de janeiro de 1878  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=37052" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 27 de janeiro de 1878, na segunda coluna</a>). Faleceu em Cannes, na França, em março de 1920. O último, Antonio Gastão de Orléans e Bragança (1881 &#8211; 1918), nasceu em Paris em 9 de agosto de 1881 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=2474" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, edição de 10 de agosto de 1881, na primeira coluna</a>) e faleceu em 29 de novembro de 1918, devido a um desastre de avião, em Londres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conde d´Eu participou da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</a>, tendo assumido o comando em chefe das forças nacionais em campanha, em 1869, substituindo Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803 – 1880). Retornou à corte em 29 de abril de 1870, após ter vencido as batalhas de Pirebebuy e Campo Grande.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4154/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank">Anônimo. S. A. Real Conde d&#8217;Eu com seu estado maior em Lambaré, 1868. Lambaré, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 17 de novembro de 1889, dois dias após a proclamação da República, a família real partiu para o exílio, na Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>). Isabel e Gastão foram morar na França. Em 3 de setembro de 1920, realizou-se no salão de despachos do palácio do Catete a assinatura do decreto que revogava o banimento da família imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/2989" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de setembro de 1920, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9711" target="_blank"><em>A Rua</em>, 4 de setembro de 1920, primeira coluna</a>). Em janeiro de 1921, chegaram no Rio de Janeiro os corpos de dom Pedro II e de dona Teresa Cristina, que estavam no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Viajaram no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6123" target="_blank">encouraçado São Paulo</a>, que havia transportado do Brasil à Europa os <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">reis da Bélgica</a>. O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, seu filho, o príncipe Dom Pedro (1875 &#8211; 1940), e o barão de Muritiba (1839 &#8211; 1922) acompanharam a viagem dos despojos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_05&amp;PagFis=4523"><em>O Paiz</em>, de 9 de janeiro de 1921</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24957" target="_blank"><em>Careta</em>, 15 de janeiro de 1921</a>). A princesa Isabel não chegou a se beneficiar da revogação do banimento da família real do Brasil porque faleceu em 14 de novembro de 1921.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22480" style="width: 515px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24958" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22480" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/conde.jpg" alt="Careta, 15 de janeiro de 1921" width="505" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24958" target="_blank"><em>Careta,</em> 15 de janeiro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como já mencionado, o conde d´Eu faleceu, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando voltava ao Brasil para celebrar o centenário da independência do país. Estava a bordo do navio <em>Massilia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10627" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de agosto de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18485" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28660" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18485" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/morte1.jpg" alt="Careta, 9 de setembro de 1922" width="509" height="755" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/28660" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Na celebração do cinquentenário da Lei Áurea, em 1938, um decreto presidencial autorizou o repatriamento dos restos mortais da Princesa Isabel e do Conde d´Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22934" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22934" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/repatriamento.jpg" alt="O Jornal, 13 de maio de 1938" width="312" height="307" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 6 de julho de 1953, chegaram no Rio de Janeiro os restos mortais da princesa Isabel e do conde D’Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&amp;PagFis=27898" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 7 de julho de 1953</a> e <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/87189" target="_blank">O Cruzeiro, 18 de julho de 1953</a></em>), que foram transladados, em 1971, da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro para a igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20072" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 11 de maio de 1971</a>) e, finalmente, foram sepultados na Catedral de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20178" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 14 de maio de 1971</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 636px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1796" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1796/P005DJ0752.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="626" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1796" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Conde d´Eu em uniforme militar, 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5523" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5523/P005DJ0783.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5523" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, c. 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi publicado em 4 de maio de 2018, teve sua introdução um pouco alterada, e passou a integrar a Série <em>1922,</em> <em>Hoje, há 100 anos</em> com o título<em><span style="color: #800000;"> &#8220;Hoje, há 100 Anos&#8221; &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922).</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span></p>
<p>BESOUCHET, Lídia. <em>Exílio e morte do Imperador</em>. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>DEL PRIORI, Mary. <em>O Castelo de papel</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 2013.</p>
<p>DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. <em>Maldita Guerra</em>. São Paulo:Companhia das Letras, 2002.</p>
<p>ECHEVERRIA, Regina. <em>A História da Princesa Isabel &#8211; amor, liberdade e exílio</em>. Rio de Janeiro: Versal Editores, 2014.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LIMA, Luiz Octavio de. <em>A Guerra do Paraguai</em>. São Paulo:Planeta do Brasil, 2016.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/BANIMENTO%20DA%20FAM%C3%8DLIA%20IMPERIAL.pdf" target="_blank">Site do CPDOC</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série Feministas, graças a Deus XI &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=11397</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
