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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Guilherme Gaensly</title>
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		<title>O Monumento do Ipiranga por Guilherme Gaensly</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 04:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Museu do Ipiranga]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[reforma]]></category>
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		<category><![CDATA[Tommaso G. Bezzi]]></category>
		<category><![CDATA[Tommaso Gaudenzio Bezzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma imagem realizada por Guilherme Gaensly, por volta de 1902, a Brasiliana Fotográfica destaca o Monumento do Ipiranga - que desde o final do século XIX abriga o Museu do Ipiranga, sede do Museu Paulista na cidade de São Paulo - projeto do arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi. O registro pertence ao acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal. Gaensly produziu importantes registros de São Paulo e apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial da cidade, como foi Augusto Malta no Rio de Janeiro, foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e Militão Augusto de Azevedo são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Com uma imagem realizada pelo fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, por volta de 1902, a Brasiliana Fotográfica destaca o Monumento do Ipiranga, em São Paulo, que desde final do século XIX abriga o Museu do Ipiranga, sede do Museu Paulista na cidade de São Paulo, que completa 130 anos. O registro pertence ao acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/973" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/973/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/973" target="_blank">Guilherme Gaensly. Monumento de Ipyranga, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">Gaensly foi o autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Em 1899, a empresa The São Paulo Railway, Light and Power Company, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte. Na ocasião, a presença da Light representava a modernização da área urbana e dos serviços da cidade. Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 – 1957) </a>no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição.</div>
<div dir="auto">
<p>Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia. Registrou a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da avenida Paulista, além do Museu do Ipiranga, palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve histórico do Museu do Ipiranga ou Museu Paulista da Universidade de São Paulo</em></strong></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844 &#8211; 1915), segundo o próprio indicado por Ignacio da Gama Cochrane (1836 &#8211; 1912), superintendente de obras públicas da Província de São Paulo, foi contratado, em 1882, pela Comissão Provincial do Monumento do <span class="il">Ipiranga</span> para realizar o projeto de um monumento-edifício no local onde aconteceu o Grito do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822. Sua escolha foi criticada pelo fato dele ser estrangeiro. Em 10 de dezembro de 1882, com a presença do governador de São Paulo, Francisco de Carvalho Soares Brandão(1839 &#8211; 1899), e de outras autoridades foi colocada a primeira pedra do monumento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_04/3602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de dezembro 1882, segunda coluna</a>). Foi executado pelo mestre de obras Luigi Pucci (18? -?), também italiano. O edifício, localizado dentro do complexo do Parque Independência, foi construído entre 1885 e 1890. Em estilo eclético, tem 123 metros de comprimento e 16 metros de profundidade com muitos elementos decorativos e ornamentais. A técnica empregada, uma novidade na época, foi a da alvenaria de tijolos cerâmicos.  Em São Paulo ainda predominavam as técnicas vernaculares, de construção em taipa. O edifício é tombado pelo patrimônio histórico municipal, estadual e federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tommaso_Gaudenzio_Bezzi#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/80/Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi%2C_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg/256px-Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi%2C_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" alt="" width="256" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tommaso_Gaudenzio_Bezzi#/media/Ficheiro:Jos%C3%A9_Canella_Filho_-_Tommaso_Gaudenzio_Bezzi,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg" target="_blank">Tommaso Gaudencio Bezzi /Acervo Museu Paulista da USP</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras encerraram-se em 1890 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/531" target="_blank"><em>Correio Paulistan</em>o, 24 de junho de 1890, segunda coluna</a>). Houve a possibilidade de abrigar uma escola pública, mas, em 1892 foi decidido que o Museu do Estado, criado em 1890, seria transferido para o Edifício-Monumento.</p>
<p>Em 1893, instituiu-se o Museu Paulista, que foi inaugurado em 7 de setembro de 1895, no Monumento do Ipiranga  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_05/6726" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de setembro de 1895, quinta coluna</a>). Possui um acervo de mais de 125 mil unidades, entre objetos, iconografia e documentação textual, do século XVII até meados do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41238" style="width: 279px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/090972_05/6726" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41238" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/museu.jpg" alt="Correio Paulistano, 8 de setembro de 1895" width="269" height="220" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/090972_05/6726" target="_blank"><em>Correio Paulistano,</em> 8 de setembro de 1895</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim as trajetórias do museu público mais antigo de São Paulo e do Monumento do Ipiranga se encontraram e, desde então, ele ficou conhecido como Museu do Ipiranga. O primeiro diretor do museu foi o zoólogo teuto-brasileiro Hermann von Ihering (1850 &#8211; 1930) e seu acervo originou-se na coleção particular do coronel Joaquim Sertório (18? &#8211; 1905). Em 1963, o Museu Paulista foi incorporado à Universidade de São Paulo.</p>
<p>O Museu do Ipiranga foi fechado para o público, em 2013, devido a suas péssimas condições físicas e estruturais. Em 2019, foi iniciada as obras de sua reforma, cujo custo foi estimado em 235 milhões de reais. Sua área construída foi dobrada e, a área expositiva, triplicada. O Jardim Francês e suas fontes foram recuperados. Foi reinaugurado em 7 de setembro de 2022, quando foi comemorado o bicentenário da Independência do Brasil. No dia seguinte, foi aberto ao público.</p>
</div>
<p>Uma das obras mais conhecidas de seu acervo é o quadro <em>Independência ou Morte</em>, pintado pelo artista Pedro Américo, em 1888.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_ou_Morte_(Pedro_Am%C3%A9rico)#/media/Ficheiro:Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank"><img class="" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7e/Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg/330px-Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" alt="" width="399" height="213" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_ou_Morte_(Pedro_Am%C3%A9rico)#/media/Ficheiro:Pedro_Am%C3%A9rico_-_Independ%C3%AAncia_ou_Morte_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank"><em>Independência ou morte</em>, Pedro Américo (1888) / Acervo Museu Paulista</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve perfil de Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844 &#8211; 1915)</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34594" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/21567" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34594" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/clubenaval5.jpg" alt="O tenente-coronel, engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi / Fon-Fon!, de 1915" width="300" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/21567" target="_blank">O tenente-coronel, engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi /<em> Fon-Fon!</em>, 29 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bezzi formou-se engenheiro, em Turim, onde nasceu em 18 de janeiro de 1844. Foi voluntário, nas campanhas de Giuseppe Garibaldi (1807 &#8211; 1882) para a unificação italiana. Também serviu como oficial do regimento de cavalaria do exército regular, comandado pelo Duque D’Aosta (1845 &#8211; 1890), tendo se destacado na Batalha de Custosa contra os austríacos. Foi ferido em combate diversas vezes e foi condecorado com medalhas pelas campanhas da Itália de 1860-1861-1866. Foi condecorado por bravura com uma medalha de prata. Em 1868, viajou para o Uruguai e Argentina.</p>
<p>Seu primeiro projeto no Brasil, para onde veio, na década de 1870, foi o edifício da alfândega de Fortaleza, realizado a pedido do governo imperial, em 1874 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/31506" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 14 de abril de 1874, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/16345" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, 19 de julho de 1877, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/132489/61769" target="_blank"><em>A Constituição (CE)</em>, 20 de novembro de 1874, penúltima coluna</a>). Começou a trabalhar como engenheiro-arquiteto no Rio de Janeiro, onde, inicialmente, ficou hospedado na casa do Visconde do Rio Branco (1819 &#8211; 1880). Casou-se, em 26 de janeiro de 1876,  com Dona Francisca Nogueira da Gama Carneiro de Bellens, de uma nobre família brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/12862" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro,</em> 10 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>). A partir dessas relações entrou para o círculo íntimo do imperador Pedro II (1825 &#8211; 1891). O casal residia na Rua Bambina, em Botafogo.</p>
<p>Em 1876, foi designado para fiscalizar as obras da ponte da alfândega de Belém do Pará (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/385573/710" target="_blank"><em>A Constituição (PA)</em>, 19 de agosto de 1876, última coluna</a>).</p>
<p>Na<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896" target="_blank"> Exposição Antropológica Brasileira</a>, inaugurada em 29 de julho de 1882, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na Sala Gabriel Soares, foram expostos produtos da arte plumária brasileira, adornos, tecidos e vestes de muitas tribos do Brasil, além das coleções arqueolíticas do Museu Nacional, de Amália Machado Cavalcanti de Albuquerque e dos senhores  Joaquim Monteiro Caminhoá (1836 – 1896), João Barbosa Rodrigues (1842 – 1909) e Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/385573/7187" target="_blank"><em>A Constituição (PA)</em>, 16 de agosto de 1882, terceira coluna)</a>. A mostra durou três meses e teve muito sucesso, com um público de mais de mil visitantes.</p>
<p>Ainda em 1882, a Comissão para o Monumento à Independência Brasileira, futuro Museu do Ipiranga, sede do Museu Paulista, cujo projeto vencedor foi o de Bezzi, o qualificou como <em>arquiteto residente na Corte de reconhecido merecimento artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/3602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de dezembro de 1882, terceira coluna</a>).<em> </em>Em 1883, Bezzi passou a residir em São Paulo, na Rua do Senador Florencio de Abreu, 43 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/4362" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de julho de 1883, última coluna</a>). Também em São Paulo projetou o ajardinamento da Praça da República, realizado entre 1902 e 1904 (<a href="http://www.arquiamigos.org.br/expo/2011ahsp/1889-1930-primeira-republica/1901-projeto-praca-republica.html" target="_blank">Arquivo Histórico de São Paulo</a>); e o Velódromo de São Paulo, inaugurado na década de 1890.</p>
<p>No Rio de Janeiro, além do Clube Naval, Bezzi projetou diversos prédios e residências, dentre eles o antigo Banco do Comércio, na Rua 1º de Março, e reformou o Edifício Itamarati, antiga sede do Ministério das Relações Exteriores, tendo construído sua ala esquerda.</p>
<p>Bezzi fundou algumas associações de fundo patriótico ligadas à Itália, dentre elas a Sociedade dos Combatentes Italianos pela unidade e pela independência da Itália, a Societa Veterani e Reduci e a Sociedade União Beneficente. Foi eleito membro honorário do Instituto de Engenheiros Civis de Londres, agraciado como Oficial da Legião de Honra da França e com o Hábito da Ordem Militar de São Maurício e São Lázaro, pelo governo da Itália. Era Comendador da Coroa Italiana e o representante no Brasil da Cruz Vermelha italiana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/29907" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 30 de maio de 1915, sexta coluna</a>).</p>
<p>Faleceu em 23 de maio de 1915, no Rio de Janeiro. Residia na Rua Cosme Velho, 57 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/27733" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 24 de maio de 1915, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/23463" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> de maio de 1915, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34593" style="width: 284px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27789" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34593" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/clubenaval4.jpg" alt="O Paiz, 28 de maio de 1915" width="274" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/27789" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley<br />
Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span></p>
<p>BREFE, Ana Claudia Fonseca. <em>O Museu Paulista &#8211; Affonso de Taunay e a memória nacional</em>. São Paulo : Editora UNESP, 2025.</p>
<p>EMERICH, Denise (autora); DIAS, Fabiano (tradutor). <em>Museu Paulista: 120 anos de história | 120 years of history (PT/ING)</em>. São Paulo : Editora Brasileira, 2016.</p>
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<div id="bylineInfo" class="a-section a-spacing-micro bylineHidden feature" data-cel-widget="bylineInfo"><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></div>
</div>
<p>NERY, Pedro. <em>Arte, pátria e civilização: <a href="https://www.forumpermanente.org/revista/numero-7/conteudo/limites-e-friccoes-no-museu/arte-patria-e-civilizacao-a-formacao-dos-acervos-artisticos-do-museu-paulista-e-da-pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo-1893-1912-1" target="_blank">A formação dos acervos artísticos do Museu Paulista e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1893-1912</a>. </em>Revista Fórum Permanente, dezembro de 2016.</p>
<p>ONO, Rosaria; LIMA, Solange Ferraz. <a href="https://www.martiusstaden.org.br/images/conteudo/269_261022_93434.pdf" target="_blank"><em>O novo Museu do Ipiranga no Bicentenário da Independência do Bra</em>sil</a>. São Paulo, 2022.</p>
<p><a href="https://arquitalianasaopaulo.iau.usp.br/profissionais/tommaso-gaudenzio-bezzi/" target="_blank">Site Arquitetura Italiana no Estado de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://ea.fflch.usp.br/instituicoes/museu-paulista" target="_blank">Site Fflch &#8211; Enciclopédia de Antropologia</a></p>
<div dir="auto"><a href="https://museudoipiranga.org.br/sobre-o-museu/" target="_blank">Site Museu do Ipiranga</a></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Os 200 anos do Jardim da Luz, em São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2025 14:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Frédéric Manuel]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim da Luz]]></category>
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		<description><![CDATA[Com cinco fotografias produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843-1928) e uma pelo francês Fréderic Manuel (1868-1961) a Brasiliana Fotográfica celebra os 200 anos do Jardim da Luz. Os registros dos dois fotógrafos estrangeiros foram realizados na década de 1900. O Jardim da Luz  foi criado por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa, de 19 de novembro de 1798, e suas obras foram iniciadas no ano seguinte. Foi inaugurado, em 1825, como Jardim Botânico e tem 113 400 m². Está localizado na Avenida Tiradentes e é um importante espaço de lazer e cultura da cidade de São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com cinco fotografias produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843-1928) e uma pelo francês Fréderic Manuel (1868-1961) a Brasiliana Fotográfica celebra os 200 anos do Jardim da Luz, em São Paulo. Os registros dos dois fotógrafos estrangeiros foram realizados na década de 1900. O Jardim da Luz foi criado por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa, de 19 de novembro de 1798, e suas obras foram iniciadas, no ano seguinte. Foi inaugurado, em 1825, como Jardim Botânico (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/706744/924" target="_blank"><em>Império do Brasil: Diário Fluminense,</em> 17 de outubro de 1825, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38535" style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/706744/924" target="_blank"><img class="wp-image-38535 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/jardim.jpg" alt="jardim" width="512" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/706744/924" target="_blank"><em>Império do Brasil: Diário Fluminense</em>, 17 de outubro de 1825</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1838, foi denominado Jardim Público. Em 1916, recebeu oficialmente a denominação de Jardim da Luz devido a sua proximidade com o Convento da Luz. É o mais antigo parque paulistano, tendo sido o primeiro espaço de lazer da cidade. Até o final do século XIX era a principal atração de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/983" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/983/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/983" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os últimos anos dos oitocentos e os primeiros do século XX, no auge da economia cafeeira, o Jardim da Luz passou por uma grande reforma. Teve períodos de degradação e, em 1981, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo &#8211; CONDEPHAATE. Em 1999, foi iniciado seu restauro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/406" target="_blank"><strong>Acesse aqui o link para as fotografias do Jardim da Luz disponíveis na Brasiliana Fotográfica</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Suas principais  atrações são suas vegetação e fauna; suas esculturas, dentre elas obras de Lasar Segall (1889-1957), Maria Martins (1894-1973) e Victor Brecheret (1894-1955); e a Herma de Garibaldi com um busto de autoria de Emilio Gallori (1846-1924), inaugurada, em 1910, pelo poeta Olavo Bilac (1865-1918), em homenagem a Giuseppe Garibaldi (1807-1882). Também destacam-se seu coreto, sua gruta e cascata, um aquário subterrâneo, um antigo ponto de bonde e a Casa do Administrador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 741px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/982" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/982/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="731" height="572" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/982" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 748px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/985" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/985/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="738" height="578" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/985" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim do Sominario [sic], 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Jardim da Luz tem 113 400 m² e está localizado na Avenida Tiradentes. É atualmente um importante espaço de lazer e cultura da cidade de São Paulo. Fica ao lado da Estação da Luz, cujo edifício atual, projeto do britânico Charles Henry Driver (1832-1900), foi inaugurado em 1º de março de 1901. No Jardim, encontra-se o edifício sede do mais antigo museu da cidade, a Pinacoteca de São Paulo, criada pelo governo estadual paulista, em 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/981" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/981/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="708" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/981" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz: Kiosque da &#8220;Bavaria&#8221;, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Brevíssimos perfis dos fotógrafos Fréderic Manuel e Guilherme Gaensly</strong></em></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Frédéric Manuel (1868 – 1961)</strong></em></span></p>
<div style="width: 760px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4195/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="750" height="591" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4195" target="_blank">Frédéric Manuel. Jardim da Luz, 1906. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias paulistanas do francês Frédéric Manuel (1868-1961), sobre quem há ainda pouquíssima informação, foram realizadas, em 1906, para Menotti Levi (18? – 19?), editor do <em>Guia Levi</em>, publicado, em São Paulo, de 1899 a meados até 1984 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/9064"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1900, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12801"><em>A Notícia (RJ)</em>, 27 e 28 de agosto de 1906, segunda coluna)</a>, cuja <em>utilidade já está comprovada pela aceitação que o público lhe dispensa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5978"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1905, penúltima coluna</a>). O <em>Guia Levi</em> era uma <em>publicação mensal de horários de trens, de bondes e outras informações úteis</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/13694"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de agosto de 1908, penúltima coluna</a>), Uma curiosidade: o grande arquiteto e urbanista paulistano Rino di Menotti Levi (1901 – 1965) é filho de Menotti Levi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Guilherme Gaensly (1843-1928)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/984/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/984" target="_blank">Guilherme Gaensly. Jardim da Luz, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O suíço Guilherme Gaensly nasceu em 1843, em Wellhausen, cantão de Thurgau, na Suíça.  Foi para <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4742" target="_blank">Salvador</a>, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 – 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar. Foi o autor de importantes registros do estado e da cidade de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Foi o mais importante divulgador da nova imagem do estado como líder do Brasil.</p>
<p>Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, Gaensly foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil. Em 1899, a empresa <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company</em>, o contratou como fotógrafo oficial, função que exerceu até 1925, três anos antes de sua morte, ocorrida em 20 de junho de 1928.</p>
<p>Para conhecer mais a vida e a obra de Gaensly, acesse o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank"><em>São Paulo sob as lentes de Guilherme Gaensly (1843-1928)</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 25 de janeiro de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/FolderLuzVerso_1253908826.pdf" target="_blank">Folder Parque Jardim da Luz</a></p>
<p>GLUECK, Silvia Costa; RIBEIRO, Monica Cristina; GIOSA, Celia Rolim; DIAS, André Camili.<em> <a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/livro_casa_luz_1253304415.pdf" target="_blank">A Casa do Administrador</a></em>. Prefeitura do Estado de São Paulo, março de 2008.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>OTAHKE. Ricardo; DIAS, Carlos. <em>Jardim da Luz. Um museu a céu aberto.</em> Senac São Paulo, 2011.</p>
<p>PEREIRA, Fabio Mariano Cruz. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36755" target="_blank">Luzes da impressão &#8211; Oficinas tipográficas nas antigas fotografias de São Paulo</a>,</em> in Brasiliana Fotográfica, 16 de outubro de 2024.</p>
<p><a href="https://semil.sp.gov.br/educacaoambiental/2020/09/a-criacao-do-jardim-botanico-de-sao-paulo/" target="_blank">Portal de Educação Ambiental</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20170408081948/http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/atrativos/pontos-turisticos/3972-parque-da-luz" target="_blank">Site Cidade de São Paulo</a></p>
<p><a href="http://condephaat.sp.gov.br/benstombados/jardim-da-luz-2/" target="_blank">Site CONDEPHAATE</a></p>
<p><a href="https://pinacoteca.org.br/pina/o-museu/institucional/" target="_blank">Site Pinacoteca de São Paulo</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank"><em>São Paulo sob as lentes de Guilherme Gaensly (1843-1928)</em></a>, in Brasiliana Fotográfica, 25 de janeiro de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; &#8220;Alguma coisa acontece no meu coração&#8221;, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2023 12:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA["Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João". Assim começa Sampa, do compositor Caetano Veloso, uma das mais belas canções sobre a São Paulo - foi lançada no álbum Muito – Dentro da Estrela Azulada, em 1978. Então, para homenagear os 469 anos de fundação da cidade, a Brasiliana Fotográfica destaca uma foto aérea da Avenida São João, do acervo do Museu Aeroespacial, uma de suas instituições parceiras, além de registros da cidade realizados por Militão Augusto de Azevedo e Guilherme Gaensly , na publicação do 16º artigo da Série "Avenidas e ruas do Brasil". Listamos também artigos já publicados no portal relacionados à cidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João&#8221;. Assim começa <em><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Sampa</a></em>, do compositor Caetano Veloso, uma das mais belas canções sobre a São Paulo &#8211; foi lançada no álbum <em>Muito – Dentro da Estrela Azulada, </em>em 1978. Então, para homenagear os 469 anos de fundação da cidade, a Brasiliana Fotográfica destaca uma foto aérea da Avenida São João, do acervo do Museu Aeroespacial, uma de suas instituições parceiras, além de registros da cidade realizados por Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905) e Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1948) na publicação do 16º artigo da Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;.</p>
<p>Destacamos também artigos já publicados no portal sobre a cidade, que foi fundada em 25 de janeiro 1554 com a celebração de uma missa que oficializou a criação de um colégio jesuíta, no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, por 12 padres, dentre eles José de Anchieta (1834 &#8211; 1597) e Manoel da Nóbrega (1517 &#8211; 1590). É onde fica o Pátio do Colégio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1903/001AMI010010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Convento do Colégio, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>São Paulo é o principal centro corporativo, financeiro e mercantil da América do Sul assim como a cidade mais populosa do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10993" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10993/Alb%200279%20113%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10993" target="_blank">Foto aérea de São Paulo da Av. São João, 2 de abril de1936. São Paulo, SP / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos fotógrafos registraram diversos aspectos da cidade de São Paulo desde o século XIX, dentre eles Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), Claude Lévi-Strauss (1908 &#8211; 2009), Edgard Egydio de Souza (1867 – 1956), Frédéric Manuel (1868-1961), Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), Militão Augusto de Azevedo (1837 &#8211; 1905), Otto Rudolf Quaas (c. 1862 – c. 1930), Valério Vieira (1862 &#8211; 1941), Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918) e fotógrafos ainda não identificados, cujas imagens podem ser apreciadas nos artigos listados a final desta publicação.</p>
<p>Militão e Gaensly são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Militão produziu o <em>Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887, </em>sua obra-prima, que foi o primeiro realizado com o objetivo de mostrar as mudanças ocorridas na capital paulista, devido ao progresso. O álbum evidencia o valor que Militão dava à fotografia como documento de época inserido em projeto artístico que sugere um passeio pela cidade no período de 1862 a 1887. O trabalho do fotógrafo muito contribuiu para a formação da imagem moderna de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/001AMI010-300x210.jpg" alt="Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo" width="300" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1892" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo. Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1887. São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia, como a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Avenida Paulista</a>, além de palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos sobre a cidade de São Paulo já publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/brasaosaopaulo.jpg" alt="brasaosaopaulo" width="273" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank">Brasão da cidade de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=705" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905) e sua obra-prima, o “Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887″</a>, publicado em 24 de maio de 2015</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore, um fotógrafo entre dois mundos (Casamassima, Itália 5 de agosto de 1865 – São Paulo, Brasil 15 de janeiro de 1918)</a>, publicado em 5 de agosto de 2015</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">São Paulo sob as lentes do fotógrafo Guilherme Gaensly (1843 – 1928),</a> publicado em 25 de janeiro de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Os trinta Valérios, uma fotografia bem-humorada de Valério Vieira (1862 – 1941)</a>, publicado em 21 de março de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866" target="_blank">O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</a>, publicado em 28 de setembro de 2017</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – Rua 25 de março em São Paulo</a>, publicado em 1º de setembro de 2020</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18274" target="_blank">A cidade de São Paulo e Tebas (1721 – 1811), reconhecido como arquiteto, em 2018, mais de 100 anos após sua morte</a>, pubicado em 25 de janeiro de 2021</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XI – A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore</a>, publicado em 14 de dezembro de 2021</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XII – A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</a>, publicado em 21 de janeiro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série “1922 – Hoje, há 100 anos” II – A Semana de Arte Moderna</a>, publicado em 13 de fevereiro de 2022.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27521" target="_blank">O Edifício Martinelli, antigo referencial e símbolo de São Paulo</a>, publicado em 16 de maio de 2022</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/962" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/962/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/962" target="_blank">Guilherme Gaensly. Largo do Palácio &#8211; Pátio do Colégio, 1902(?). São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31030" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/saopaulo.jpg"><img class="size-full wp-image-31030" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/saopaulo.jpg" alt="Assinaturas dos membros do 1º Governo de São Paulo, 1555" width="489" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Assinaturas dos membros do 1º Governo de São Paulo, 1555 / São Paulo Antigo e São Paulo Moderno</p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Sampa</strong></span></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank"><span style="color: #800000;">Caetano Veloso</span></a></p>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Alguma coisa acontece no meu coração</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da dura poesia concreta de tuas esquinas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da deselegância discreta de tuas meninas</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Ainda não havia para mim Rita Lee</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">A tua mais completa tradução</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Alguma coisa acontece no meu coração</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">É que Narciso acha feio o que não é espelho</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Nada do que não era antes quando não somos mutantes</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E foste um difícil começo</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Afasto o que não conheço</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E quem vende outro sonho feliz de cidade</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Aprende depressa a chamar-te de realidade</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso</a></span></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da força da grana que ergue e destrói coisas belas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva</a></span></div>
<div class="ujudUb WRZytc" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">Mais possível novo quilombo de Zumbi</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E os novos baianos passeiam na tua garoa</a></span><br />
<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://www.google.com/search?q=sampa+caetano+veloso&amp;oq=SAMPA&amp;aqs=chrome.0.69i59j69i57j46i67i131i433j46i131i175i199i433i512j46i67i131i433j46i131i433i512j0i131i433i512j69i60.4369j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8#fpstate=ive&amp;vld=cid:8a9c1b3b,vid:4UeFwOEoobg" target="_blank">E novos baianos te podem curtir numa boa</a></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p>Brasiliana Fotográfica</p>
<p>São Paulo Antigo e São Paulo Moderno &#8211; 1554-1904. São Paulo : Editores Vanorden &amp; Cia, 1905.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Aspectos de Poços de Caldas impressos no papel fotográfico fabricado pelo pioneiro Conrado Wessel (1891 – 1993)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27299</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 15:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cassino]]></category>
		<category><![CDATA[Conrado Wessel]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Teresa Cristina Maria]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Guiherme Wessel]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[imigração alemã]]></category>
		<category><![CDATA[indústria fotográfica nacional]]></category>
		<category><![CDATA[lambe-lambe]]></category>
		<category><![CDATA[papel fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[patente]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Poços de Caldas]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução de 1924]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução dos Tenentes]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Valério Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Vincenzo Pastore]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 - 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 - 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: "Wessel". Também foram publicadas na seção "Cronologia de Fotógrafos", as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aspectos da cidade mineira de Poços de Caldas, impressas no papel fotográfico produzido pelo fotógrafo, inventor e empreendedor Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993), pioneiro da indústria fotográfica no Brasil. Filho do fotógrafo argentino Guilherme Wessel (1862 &#8211; 1940), sua vida é um exemplo de desenvolvimento científico e inovação realizados no Brasil. As imagens pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das fundadoras do portal, e, atrás de todas elas, produzidas em 1929, está escrita a marca do fabricante do papel no verso: &#8220;<span class="destaca_palavras">Wessel</span>&#8220;. Também foram publicadas na seção &#8220;Cronologia de Fotógrafos&#8221;, as cronologias de Conrado e Guilherme, a 51ª e 52ª produzidas pelo portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/303" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Poços de Caldas impressas no papel fotográfico produzido por Conrado Wessel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10258/icon1549358.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10258" target="_blank">Vista parcial de Poços de Caldas, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10251/icon1549354.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10251" target="_blank">Cascata das Batas,1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>As trajetórias de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27300" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" wp-image-27300" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel.jpg" alt="Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="703" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Contribuiu decisivamente para a implantação da indústria fotográfica no país, pois fundou a primeira indústria de papel fotográfico no Brasil. Utilizou fórmulas e processos segundo sua concepção e auxiliou Valério Vieira na sensibilizaçaodo famoso painel &#8220;Panorama da Cidade de São Paulo. Introduziu o papel fotográfico tamanho postal, que se tornou conhecido por &#8220;Postaes Wessel Jardim&#8221; e que foram largamente consumido pelos lambe-lambe&#8221;. Sua indústria foi posteriormente adquirida pela Kodak e durante algum tempo lia-se nas casixas de papel fotográfico a sigla Kodak-Wessel&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Boris Kossoy sobre Conrado Wessel, 1975</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nome de batismo de  Conrado Wessel era Ubald Konrad August Wessel e ele nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 16 de fevereiro de 1891, filho do fotógrafo Guilherme Wessel (1862-1940), que havia nascido em Concepcion do Uruguai; e de Nicolina Krieger Wessel (1863 &#8211; 1956). Eles se casaram em 3 de março de 1887. A família Wessel, tradicional fabricante de chapéus em Hamburgo, na Alemanha, havia imigrado para a Argentina em meados do século XIX, provavelmente nos primeiros anos da década de 1860. Guilherme foi para Hamburgo onde formou-se em Física, e retornou à Argentina.</p>
<p>Em 1892, Guilherme foi com a família &#8211; mulher e dois filhos, Georg Walter (1888 &#8211; 1908) e Conrado &#8211; para Sorocaba e, depois, para São Paulo, convidado para lecionar na Escola Politécnica, que viria a ser uma das unidades fundadoras da Universidade de São Paulo, em 1934.</p>
<p>Ele abriu em sociedade com Carlos Norder, em 1900, um estabelecimento de artigos de fotografia e de laboratórios químicos, na rua São Bento, 41 A, no centro da capital, <em>Aos Photograhos e Amadores da photographia</em>. Oferecia gratuitamente aos amadores lições práticas e disponibilizavm para todos os fregueses um quarto escuro. Na mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> tinha um ateliê fotográfico, na rua 15 de Novembro, 28 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900, página 2, sexta coluna; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, segunda coluna, 1901</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27315" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel8.jpg" alt="Correio Paulistano, 5 de janeiro de 1900" width="236" height="330" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/63" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de janeiro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27369" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg"><img class="size-full wp-image-27369" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel22.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 3 de janeiro de 1900" width="578" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 3 de janeiro de 1900</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciava em dezembro de 1900 ter recebido grande sortimento de produtos: chapas Lumière, câmaras fotográficas e objetos para fotografia e distribuiu a seus fregueses, em dezembro do ano seguinte, uma carteira com espelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 1º de janeiro de 1902, página 2, quarta coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27318" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27318" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel10.jpg" alt="O Commercio de São Paulo, 21 de dezembro de 1900" width="303" height="202" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/8907" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 21 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1901, Guilherme já prestava serviços fotográficos para as secretarias da Fazenda, do Interior e da Justiça de São Paulo (<em>O Estado de São Paul</em>o, 6 de março de 1901, página 1, penúltima coluna; <em>Correio Paulistano</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2541" target="_blank">, 7 e março, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3355" target="_blank">4 de setembro, segunda colun</a>a, de 1903; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5155" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de setembro de 1904, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5805" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de janeiro de 1905, sétima coluna</a>). Também tinha uma Casa Importadora de Artigos para Photografia e Aparelhos de Eletricidade, na rua Direita, nº 20 (<span style="color: #333399;"><a style="color: #333399;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23953" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, primeira coluna, 1903</a></span>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27320" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg"><img class="size-full wp-image-27320" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel12.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1905" width="301" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Illustração Brasileira</em>, 1905</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1904, Guilherme foi um dos doadores para a quermesse em prol do Instituto Pasteur de São Paulo e do Conservatório Dramático Municipal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4221" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de março de 1904, primeira coluna</a>). Neste mesmo ano promoveu uma exposição de fotografias <em>no intuito de estimular os amadores</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 9 de julho de 1904, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27319" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27319" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel111.jpg" alt="O Commercio Paulistano, 9 de julho de 1904" width="264" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/227900/14216" target="_blank"><em>O Commercio Paulistano</em>, 9 de julho de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1907, Guilherme tinha uma loja de artigos fotográficos na rua Líbero Badaró, 48. Nessa mesma época, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> também possuiam estabelecimentos fotográficos em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27323" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg"><img class="size-full wp-image-27323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel15.jpg" alt="Almanaque Henault" width="303" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O italiano Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, e Guilherme foram, provavelmente, amigos, já que Guilherme estava presente a seu enterro, em janeiro em 1918 (<a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1907</a>, <a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32922" target="_blank">primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/709930/901" target="_blank"><em>Almanak Henault</em>, 1909</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guilherme foi contratado pelo Jockey Club de São Paulo para inaugurar o serviço de fotografia de chegadas dos páreos (<span style="color: #0000ff;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907, quarta coluna</a>; </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/5671" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 3 de março de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="size-full wp-image-27321 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel13.jpg" alt="wessel13" width="285" height="517" /></p>
<div id="attachment_27322" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><img class="wp-image-27322 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel14.jpg" alt="wessel14" width="281" height="119" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/13467" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trabalhava com seu filho mais velho Georg Walter, que faleceu de tifo, em 26 de dezembro de 1908, e foi enterrado no Cemitério dos Protestantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/34165" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de novembro de 1914, primeira coluna</a>). Nesse mesmo ano, por cerca de seis meses, Conrado foi assistente de um cinegrafista da Gaumont, que havia vindo ao Brasil para filmar fazendas de café para a propaganda do produto na Europa, tornando-se um dos primeiros cinegrafistas do Brasil. Estava na folha de pagamentos da Secretaria da Fazenda de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14238" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de novembro de 1908, sexta coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;O primeiro documento expedido no Brasil atestando a capacidade para o exercício da função de cinegrafista foi fornecido ao químico Conrado Wessel, em 1908, pela Gaumont Films, uma das produtoras mais antigas da França. </em><em>Wessel (1891-1993) conta em sua carta autobiográfica que recebeu o atestado das mãos de um cinegrafista da Gaumont, Colliot, que veio ao país contratado pela Secretaria de Agricultura de São Paulo.</em><br />
<em>Por mais de seis meses, ele foi intérprete e ajudante do cinegrafista francês e ambos filmaram várias fazendas de café, colhendo cenas para a propaganda do produto na Europa&#8221;</em> (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/3/02/ilustrada/1.html" target="_blank">Ana Maria Guariglia, <em>Folha de São Paulo, </em>2 de março de 1995</a>).</p>
<p>Guilherme fechou a loja e, em 1909, continuou a trabalhar fornecendo fotografias para a Secretaria da Agricultura. Em 1911, recebeu pagamento da secretaria por ter fornecido 20 fotografias ao poeta Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918). Em 1920, forneceu à Diretoria de Indústria e Comércio uma fita cinematográfica e ampliações fotográficas para a Feira de Lyon (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16587" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de outubro de 1909, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21441" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de junho de 1911, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/24347" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de março de 1912, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/3921" target="_blank"><em>O Combate</em>, 3 de dezembro de 1920, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27327" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg"><img class="size-full wp-image-27327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel16.jpg" alt="O Paiz, de 1912" width="331" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/13286" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de agosto de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Conrado, que havia feito seus primeiros estudos na Escola Alemã daVila Mariana, participou de um concurso de fotografia, apresentando 25 fotografias em um pavilhão especialmente preparado para a exposição, no Posto Zootécnico de São Paulo (<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9671" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1906, quinta coluna</a>). Já havia conquistado dois prêmios como fotógrafo quando, e</span>m 1911, foi para Viena, na Áustria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27307" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel2.jpg" alt="Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no inpicio do século XX" width="695" height="249" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Diplomas de prêmios de fotografia conquistados por Conrado Wessel no início do século XX</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além de estudar fotoquímica no K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt, entre julho de 1911 e dezembro de 1912 ,estagiou na Casa Beissner &amp; Gottlieb, especializada na área gráfica e fotográfica, entre de 10 de julho de 1912 e 8 de fevereiro de 1913. Especializou-se em clichês para jornais e revistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2015/06/CW_ANTIGA_2-193x300.jpg" alt="O jovem Conrado Wessel, provavelmente em Viena, onde estudou e estagiou de 1911 a 1914" width="193" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Conrado Wessel, provavelmente, em Viena / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, a reprodução do certificado da Casa Beissner &amp; Gottlieb, de Viena, de 8 de fevereiro de 1913, documentando o estágio profissional obrigatório realizado por Conrado Wessel, na conclusão de seus estudos no Instituto K.K. Graphischen Lehr und Versuchsanstalt.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27328" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="wp-image-27328 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel17.jpg" alt="wessel17" width="384" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tradução: <em>“<strong>Atestado</strong>: Viena, 8 de fevereiro de 1913. O sr. Conrado Wessel, após ter terminado os estudos gráficos da K.K. Graphischen Lehr &amp; Versuchsanstalt, esteve em nosso instituto em atividades práticas desde 10 de julho de 1912 até hoje. Trabalhou em diferentes departamentos e obteve sucesso e muitos bons resultados. Nós atestamos portanto com satisfação que estamos contentes pelo seu desempenho em cada índice, com extremado respeito por suas realizações, e desejamos a ele o maior progresso no futuro”.</em></p>
<p>Voltou para São Paulo, em 1913, com maquinário para a montagem de uma clicheria com o pai. Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria da Fazenda e, em 1914, fez uma proposta para prorrogar por mais um ano o contrato que tinha de fornecimento de fotografias para a entidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/31902" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de fevereiro de 1914, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/39872" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1916, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/43720" target="_blank"><em> Correio Paulistano</em>, 13 de dezembro de 1917, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/45147" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de janeiro de 1918, última coluna</a>).</p>
<p>Em 1914, Conrado fotografou o Salto do Paranapanema durante uma visita realizada pelo então secretário da Agricultura de São Paulo, Paulo de Moraes Barros, ao local, quando inaugurou o primeiro trecho do prolongamento da ferrovia Sorocabana Railway na direção do Porto Tibiriçá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/32016" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 16 de fevereiro de 1914, sexta coluna</a>).</p>
<p>Entre 1915 e 1919, foi aluno ouvinte na Escola Politécnica e também trabalhou como auxiliar no laboratório do professor de bioquímica, físico-química e eletroquímica Roberto Hottinger, no curso de Engenharia Química. Conrado queria criar um papel fotográfico de qualidade equivalente a dos importados &#8211; os usados eram da Kodak, da Agfa e da Gevaert &#8211; porém com um preço mais baixo.</p>
<p>Segundo o próprio:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Durante quatro anos fiz de tudo ali. Desde a preparação do nitrato de prata até os estudos das diferentes qualidades de gelatinas. Da ação dos halogênios como o bromo, o cloro, e o iodo sobre o nitrato de prata ao brommeto de potássio. Cheguei à conclusão que a mistura de uma pequena dose de iodo ao bromo dava muito melhor resultado, assim como a adição do iodo ao cloro&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><em>O entusiasmo de um inventor (2006)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, Guilherme seguia trabalhando para a Secretaria de Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/4930" target="_blank"><em>A Gazeta (SP)</em>, 18 de janeiro de 1916, quarta coluna</a>) e Conrado já estava desenvolvendo uma fórmula para banhar o papel que batizou de Postal Jardim, para atrair os lambe-lambes do Jardim da Luz. Em fevereiro, foi à inauguração da exposição de Levino Fanzeres (1884 &#8211; 1956), na rua Líbero Badaró, 66 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de fevereiro, página 2, última coluna).</p>
<p>Em 10 de novembro de 1916, Guilherme consultou a empresa International Patent Agency, de Moura &amp; Wilson, que eram <em>agentes de privilégios</em> sediados no Rio de Janeiro, com o objetivo de se informar quanto aos procedimentos de requerimento de uma patente. A empresa respondeu três dias depois, dispondo-se a providenciar a patente mediante ao fornecimento dos documentos necessários e ao pagamento de Rs 220$000.</p>
<p>Em 1917, Guilherme Wessel possuia uma Oficina de Gravura, na Travessa Guaianazes, 155, na Barra Funda. em 1921, o <em>Almanak Laemmert</em> identificava no endereço um estabelecimento fotográfico (<em>Almanak Laemmert</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"> 1917</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/77296" target="_blank">1921, última coluna</a>). Em 1921, um dos funcionários da oficina sofreu um pequeno acidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830453/4388" target="_blank"><em>O Combate</em>, 12 de maio de 1921, penútima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27317" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><img class="wp-image-27317 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel9.jpg" alt="wessel9" width="401" height="318" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/68526" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1919, Conrado comprou uma casa na rua K , em Casa Verde (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48812" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1919, quinta coluna</a>).</p>
<p>A fórmula de Conrado, patenteada no início em 1921, em documento assinado pelo presidente da República, Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), foi descrita como um <em>“novo processo para fabricação de material photographico, sensível à luz, para o processo positivo e negativo, à base de emulsões de saes de prata ou gelatina, albumina ou collodio, servindo de supportes para estas emulsões papel, vidro, celluloide ou qualquer outro supporte que seja appropriado”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27329" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27329" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel18.jpg" alt="Carta patente da fómula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel" width="485" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Carta patente da fórmula de Conrado Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27312" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27312" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel7.jpg" alt="wessel7" width="380" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1921, Conrado comprou do professor de Filosofia da Escola Normal, dr. Picarollo, e de seu filho o maquinário necessário, importou papel da Alemanha e começou a trabalhar em um pequeno prédio de seu pai, na Barra Funda. Enquanto aguardava a chegada do papel, um acaso o ajudou a criar uma forma de pendurar o papel emulsionado para a secagem, uma vez que dispunha de pouco espaço. Realizava um trabalho de propaganda para a Tapeçaria Schultz e observou o sistema de cortinas movimentadas por cordas. Achou que um processo semelhante poderia ser usado para secar metros e metros de papel. Mas a experiência foi um <em>desastre</em>. Nem 10 centímetros foram aproveitados dos 10 metros de papel emulsionados. Teria que encontrar outra solução.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank"><img class="  wp-image-27309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel4.jpg" alt="wessel4" width="341" height="388" /></a></p>
<div id="attachment_27310" style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg"><img class="wp-image-27310 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel5.jpg" alt="wessel5" width="346" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Surgia assim, em março de 1921, a primeira fábrica de papel fotográfico da América Latina, a Fábrica Privilegiada de Papéis Fotográficos Wessel, sediada na rua Lopes de Oliveira, em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-27306 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel11.jpg" alt="wessel1" width="726" height="480" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar da qualidade do papel fotográfico e de ter melhor preço, os consumidores resistiam a utilizar um produto nacional e continuava a utilizar o postal da Ridax e da Gevaert. Foi nessa época que Wessel forjou o lema que o acompanharia por toda a vida: “<em>Insista, não desista</em>”.</p>
<p>Em 1922, foi inaugurada a exposição provisória do <a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html" target="_blank"><em>Panorama de São Paulo</em></a>, na rua São Bento, nº 24, do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, anunciada como a maior fotografia já realizada no mundo, com 16 metros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9602" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de setembro de 1922, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9648" target="_blank">7 de setembro, na quarta coluna</a>). O trabalho foi apresentado na Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, realizada entre 7 de setembro de 1922 e 24 de julho de 1923. Foi Conrado que possibilitou a impressão da foto em uma solução de brometo de sais de prata (<em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de agosto de 1998).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27381" style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank"><img class="size-full wp-image-27381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel27.jpg" alt="G 1" width="333" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html#:~:text=Foi%20assim%2C%20entre%201919%20e,1%2C80%20metro%20de%20altura." target="_blank">G 1, 16 de agosto de 2012</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dois anos depois, um acontecimento histórico ajudou os negócios de Conrado: entre 5 e 28 de julho de 1924, São Paulo ficou sitiada devido à eclosão da Revolução dos Tenentes ou Revolta Paulista, liderada por Isidoro Dias Lopes (1865 &#8211; 1949) e motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Devido ao violento conflito urbano, faltou papel importado para os fotógrafos que atuavam, principalmente, no Jardim da Luz, e eles passaram a comprar de Wessel. Quando a rebelião terminou, o fornecimento de papel importado foi restabelecido, mas Wessel já havia conquistado uma clientela fiel. Sua empresa começou a prosperar.</p>
<p>Durante a década de 30, Conrado adquiriu vários imóveis e terrenos, dentre eles um terreno e um prédio na alameda Eduardo Prado, nº 18; o prédio da rua Santo Antônio, nº 89; o prédio da rua Anna Cintra, 34; um prédio na rua Lopes de Oliveira; e um prédio na Conselheiro Belisário, 96 (<em>O Estado de São Paulo</em>,12 de outubro de 1931, página 3, segunda coluna; 24 de junho de 1932, página 3, segunda coluna; 15 de agosto de 1934, página 3, quarta coluna; 5 de novembro de 1935, página 7; e 6 de maio de 1936, página 10, penúltima coluna;<em> Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5242" target="_blank"> 29 de setembro de 1934, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5329" target="_blank">6 de outubro, primeira coluna</a>, de 1934;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6862" target="_blank"> 23 de fevereiro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, de 2 de janeiro de 1932</a>, publicação de uma fotografia de autoria de Conrado Wessel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27371" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><img class="size-large wp-image-27371" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel24-1024x508.jpg" alt="O Malho, 2 de janeiro de 1932" width="768" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75850" target="_blank"><em>O Malho</em>, 2 de janeiro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano, o ministro interino do Trabalho declarou <em>caduca</em> a patente de Wessel (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932, segunda coluna</a>). Pelo o que se seguiu, tudo indica que essa decisão foi revogada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27370" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27370" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel23.jpg" alt="Jornal do Commercio, 18 de março de 1932" width="327" height="259" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_12/15169" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de março de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A residência e a fábrica de Conrado ficavam na rua Lopes de Oliveira, 18. Foi roubado um pacote de papel de sua fabricação mas ele conseguiu encontrar o autor do furto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/2987" target="_blank"><em>Correio de São Paulo</em>, 30 de novembro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Ainda na década de 30, foram as bobinas de papel produzidas pela firma de Conrado que alimentaram o sistema Photo Rotativo usado pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34735" target="_blank">Theodor Preising (1883 &#8211; 1962)</a>. Tratava-se de um mecanismo que produzia fotografias no formato postal e 18 x 24cm para álbuns a partir de até dois negativos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank"><img src="http://artecult.com/wp-content/uploads/2018/01/Theodor-Preising-1883-1962-foto-Divulga%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="237" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://artecult.com/exposicao-theodor-preising-2018/" target="_blank">O fotógrafo Theodor Preising (1883 &#8211; 1962) </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Falecimento de Guilherme Wessel, em 25 de janeiro de 1940 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 26 de janeiro de 1940, página 4, quinta coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27332" style="width: 594px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg"><img class="size-full wp-image-27332" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel20.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 28 de janeiro de 1940" width="584" height="328" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 28 de janeiro de 1940</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 1954, conforme acordado, em 1949, tanto a fábrica, construída em Santo Amaro pela Kodak, quanto a patente de Conrado passou a pertencer à empresa norte-americana, na época líder do mercado fotográfico, denominand0-se Kodak &#8211; Wessel. Àquela altura, após décadas dirigindo seu negócio, Conrado já havia consolidado seu patrimônio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27311" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel6.jpg" alt="Fábrica Kodak - Wessel" width="345" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Fábrica Kodak &#8211; Wessel / Fundação Conrado Wessel</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua mãe, Nicolina Krieger Wessel, faleceu, em 7 de novembro de 1956, aos 93 anos, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956, página 7, terceira coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27333" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg"><img class="size-full wp-image-27333" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel21.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 8 de novembro de 1956" width="348" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 8 de novembro de 1956</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Suplemento Literário do <em>O Estado de São Paulo</em>, de 24 de novembro de 1974, foi publicado o artigo <em>O fotógrafo ambulante &#8211; a história da fotografia nas praças de São Paulo</em>, do professor Boris Kossoy (1941-), e a importância de Conrado foi destacada.</p>
<p>Conrado Wessel  faleceu, em 23 de maio de 1993, sem herdeiros e em seu testamento, datado de 11 de maio de 1988, foi determinado que seus bens fossem destinados à criação da Fundação Conrado Wessel, fundada, em 20 de maio de 1994, para a difusão da arte, da ciência e da cultura. O primeiro diretor-presidente da fundação foi Antônio Valério Lorenzini, que havia, assim como seu pai, trabalhado anos com Conrado (<em>O Estado de São Paulo</em>, 29 de janeiro de 1999). Em 2003, A Fundação Conrado Wessel passou a distribuir, anualmente, prêmios nas categorias de Arte, Ciência, Cultura e Medicina.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27383" target="_blank"> Link para a <em>Cronologia de Guilherme (1862 &#8211; 1940) e Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Poços de Caldas</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10256/icon1549359.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="510" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10256" target="_blank">Pedra Balão, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poços de Caldas, em Minas Gerais, foi fundada em 6 de novembro de 1872 e suas águas raras e com poderes de cura foram responsáveis pela prosperidade da cidade. Seu nome tem origem na cidade de Caldas da Rainha, importante terma em Portugal. Como as fontes eram poços usados por animais, o nome da cidade mineira ficou Poços de Caldas.</p>
<p>Em 1886, funcionava em Poços um balneário voltado ao tratamento de doenças de pele, que utilizava as águas sulfurosas que eram captadas pela Fonte Pedro Botelho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27363" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27363" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços1.jpg" alt="O Paiz, 29 de setembro de 1886" width="287" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3007" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de setembro de 1886</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste ano, foi visitado, em outubro, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, que ficaram em um chalé feito especialmente para receber o casal, no Hotel da Empreza &#8211; Empresa Balneária, que funcionou como concessionária das termas nos anos 1880-, pelo engenheiro alemão Carlos Alberto Maywald e pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Pansini. O casal imperial estava na região devido à inauguração do ramal de Caldas da Estrada de Ferro Mogiana, em 22 de outubro de 1886 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/3115" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1886, sétima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27362" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg"><img class="wp-image-27362 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/poços.jpg" alt="poços" width="605" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Georges Renouleau &#8211; Phot &#8211; S. Paulo&#8221; e &#8220;Deposito Casa Jules Martin, R. de São Bento, 61 / Memórias de Poços</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O balneário foi demolido nos anos 20 e substituído pelo conjunto arquitetônico de Eduardo Pederneiras, composto pelo Palace Hotel, de 1923 e reinaugurado em 1929; pelas Thermas Antônio Carlos e pelo Palace Cassino, inaugurados em 29 de março e 31 de março de 1931, respectivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10254/icon1549351.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10254" target="_blank">Palace Hotel, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10252/icon1549356.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10252" target="_blank">Fonte dos Amores, 1929. Poços de Caldas, Minas Gerais / Acervo FBN</a></p></div>
<p>As Thermas Antônio Carlos foi o primeiro estabelecimento termal do Brasil a oferecer uma série de serviços e tratamentos de saúde a partir do uso da água termal. Sua gestão é feita pelo governo de Minas Gerais desde 2018.</p>
<p>O Palace Cassino fez muito sucesso e era frequentado pela aristocracia brasileira e lá aconteciam shows com artistas como Carmen Miranda, Sylvio Caldas e Orlando Silva. Com a assinatura do decreto-lei 9 215, de 30 de abril de 1946, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, determinando a proibição do jogo no país, o cassino fechou suas portas. Muitos anos depois foi restaurado tornando-se patrimônio histórico e arquitetônico da cidade que até hoje é um importante destino turístico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27406" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/wessel28.jpg" alt="Bandeira de Poços de Caldas" width="483" height="323" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/institucional/historia/simbolos" target="_blank">Bandeira de Poços de Caldas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes:</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22022/conrado-wessel" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://177.94.210.75/v3/images/galeria/doc_21_21.pdf" target="_blank">Especial Prêmio Conrado Wessel &#8211; Pesquisa Fapesp, 2004</a></p>
<p><em>Fo<a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">lha de São Paulo</a></em><a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0606200414.htm" target="_blank">, 6 de junho de 2004</a></p>
<p><a href="https://www.fcw.org.br/" target="_blank">Fundação Conrado Wessel</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LEMOS, Eric Danze. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16082016-105107/publico/2016_EricDanziLemos_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fotografia profissional, arquivo e circulação: a produção de Theodor Preising em São Paulo (1920 &#8211; 1940)</em>.</a>  Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação em História Social do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2016</p>
<p>MEGALE. Nilza Botelho. <em>Memórias Históricas de Poços de Caldas. </em>Minas Gerais : Gráfica Dom Bosco, 1990.</p>
<p>MOURÃO, Mário. <em>Poços de Caldas – Synthese Historica e Cronologica</em>, 1933.</p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-entusiasmo-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>O entusiasmo de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/rumos-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Rumos de um inventor</em></a></p>
<p><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/trajetoria-de-um-inventor/" target="_blank">Revista Pesquisa Fapesp &#8211; <em>Trajetória de um inventor</em></a></p>
<p><a href="http://www.codemge.com.br/atuacao/comunidades/pocos-de-caldas/" target="_blank">Site Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais</a></p>
<p><a href="http://www.memoriadepocos.com.br/2010/09/dom-pedro-ii.html" target="_blank">Site Memórias de Poços</a></p>
<p><a href="http://www.palacecasino.tur.br/pt_BR/Institucional/sobre" target="_blank">Site Palace Cassino</a></p>
<p><a href="http://pocoscom.com/8361/" target="_blank">Site Poços.com</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 14:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No 12º artigo da Série "Avenidas e ruas do Brasil", a Brasiliana Fotográfica traz fotografias da Avenida Paulista, um dos símbolos da cidade de São Paulo e um de seus principais pontos turísticos, produzidas pelo suíço Guilherme Gaensly (1843 – 1928) e por Frédéric Manuel (1868-1961). Há ainda duas imagens realizadas por fotógrafos ainda não identificados. A Paulista foi inaugurada, oficialmente, em 8 de dezembro de 1891. Não deixem de usar a ferramenta zoom para uma melhor apreciação de todos os detalhes dos registros da Avenida Paulista, o centro financeiro, cultural e de entretenimento de São Paulo, um de seus mais representativos cartões postais.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; </strong><strong>XII</strong><strong> &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole</strong></em></span></p>
<p>No 12º artigo da Série <em>Avenidas e ruas do Brasil</em>, a Brasiliana Fotográfica traz fotografias da Avenida Paulista, um dos símbolos da cidade de São Paulo e um de seus principais pontos turísticos, produzidas pelo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 – 1928) </a>e por Frédéric Manuel (18? &#8211; 19?). Há ainda duas imagens realizadas por fotógrafos ainda não identificados. A Paulista foi inaugurada, oficialmente, em 8 de dezembro de 1891. Não deixem de usar a ferramenta <em>zoom</em> para uma melhor apreciação de todos os detalhes dos registros da Avenida Paulista, o centro financeiro, cultural e de entretenimento de São Paulo, um de seus mais representativos cartões postais.</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8220;As grandes ruas da Liberdade, de Santo Amaro, de Santo Antônio e da Consolação dirigem-se para o sul, dando acesso direto à célebre Avenida Paulista, sem contestação a mais bela avenida da capital, muito larga, asfaltada, composta de três pistas e orlada de habitações principescas. Uma pequena elevação que se acha na extremidade norte-oeste oferece bela perspectiva sobre o resto da cidade&#8221;.</span></em></p>
<p style="text-align: right;">Paul Walle (1872 &#8211; 1950), viajante e economista francês,</p>
<p style="text-align: right;">em <em>Au Pays de l´Or Rouge, l´État de S. Paulo</em> (1921)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=%22avenida+paulista%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Avenida Paulista disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas de suas construções foram demolidas ao longo do século XX.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“O que aconteceu na Avenida Paulista é uma tragédia nacional. São Paulo foi marginalizada, por causa de uma leitura da identidade brasileira que excluía o imigrante”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"> Paulo Garcez, professor de arquitetura da Universidade de São Paulo (USP),</p>
<p style="text-align: right;">sobre as demolições de construções na Avenida Paulista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Sobre a avenida Paulista</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A Avenida Paulista é o arrabalde mais pitoresco dessa capital, está 64 metros mais alto do que o largo da Sé, e dista ao largo de S. Francisco 8 minutos de bonde elétrico&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Diário Popular</em>, agosto e setembro de 1900</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seus anos de existência (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720895/509" target="_blank"><em>O Mercantil (SP)</em>, 29 de novembro de 1890, quarta coluna<span style="color: #000000;">)</span></a>, a Avenida Paulista, cujo projeto inovador e realização foram da empresa Sociedade Anônima Companhia Viação Paulista, do engenheiro agrônomo e precursor do urbanismo na cidade de São Paulo, o uruguaio Joaquim Eugênio Lima (1845 &#8211; 1902), do capitalista José Borges de Figueiredo e do servidor público João Augusto Garcia, passou de zona residencial da burguesia ascendente a centro comercial, cultural e financeiro da cidade. Seu planejamento foi realizado pelo agrimensor Tarquínio Antonio Tarant, encarregado da arborização, do arruamento e da criação de suas alamedas transversais. A Avenida Paulista localiza-se no bairro Bela Vista, vai da Rua Treze de Maio à Rua da Consolação, tem uma extensão de 3 km e é considerada o coração pulsante da metrópole, a mais contemporânea via de São Paulo.</p>
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<div id="attachment_26550" style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima#/media/Ficheiro:Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima_by_Roque_de_Mingo_-_Parque_Trianon_-_S%C3%A3o_Paulo,_Brazil_-_DSC07135.JPG" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26550" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista4.jpg" alt="Busto em homenagem a Joaquim Eugenio de Lima, na avenida Paulista" width="236" height="248" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima#/media/Ficheiro:Joaquim_Eug%C3%AAnio_de_Lima_by_Roque_de_Mingo_-_Parque_Trianon_-_S%C3%A3o_Paulo,_Brazil_-_DSC07135.JPG" target="_blank">Busto em homenagem a Joaquim Eugênio de Lima, no Parque Trianon, na Avenida Paulista</a></p></div>
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<p>Até a década de 1880, a região onde ela se encontra, na época conhecida como o Morro do Caaguaçu, que em tupi significa mata grande, era um terreno ermo e pertencia à Chácara do Capão, propriedade de Manuel Antônio Vieira. Os já mencionados donos da Sociedade Anônima Companhia Viação Paulista adquiriram parte da chácara e lotearam a área dando origem à Avenida Paulista. Bem larga, foi a primeira rua pública asfaltada, em 1909, e arborizada de São Paulo. Tinha três vias separadas por magnólias e plátanos, com grandes lotes de cada lado. Na mesma época, chamaram o paisagista francês Paul Villon (1841 &#8211; 1905) para projetar o Parque Trianon &#8211; atualmente Parque Tenente Siqueira Campos -, que foi inaugurado pelo arquiteto e urbanista inglês Barry Parker (1867 &#8211; 1947), em 3 de abril de 1892, e se tornou a área de lazer das famílias proprietárias de casas na região.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10315" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10315/002006GA001026.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10315" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, c. 1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A Avenida Paulista foi batizada em homenagem aos paulistas por decisão do engenheiro Joaquim Eugênio Lima. Segundo o livro <em>Cidade de São Paulo: Estudos de Geografia Urbana, 1958</em>, as denominações de Avenida das Acácias ou Prado de São Paulo foram cogitadas.  Ainda sobre seu nome: em 1927, quando José Pires do Rio (1880 -1950) era o prefeito de São Paulo, a Paulista passou a se chamar Avenida Carlos de Campos, em homenagem ao ex-governador do estado de São Paulo, mas a alteração não agradou o povo da cidade, fazendo com que voltasse ao seu nome original, em 13 de novembro de 1930, quando foi publicado, no Diário Oficial, o Ato nº 11, assinado pelo então prefeito de São Paulo, José Joaquim Cardoso de Melo (1883 &#8211; 1975), segundo o qual atendia &#8220;&#8230;<em>finalmente, a que outras denominações há, que não deveriam jamais ter sido alteradas como a da &#8211; Avenida Paulista &#8211; que recorda, numa só palavra, todo o indefesso trabalho e honra da gente paulista”</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/25665" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de maio de 1927, sexta coluna</a>; <em>O Estado de São Paulo</em>, 19 de novembro de 1930 e <a href="http://m.acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,avenida-paulista-conheca-a-historia-do-outro-nome-da-via-mais-famosa-de-sao-paulo,70003919808,0.htm" target="_blank">8 de dezembro de 2021</a>) .</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/980" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/980/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/980" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Foi noticiada a inauguração a Avenida Paulista, em 1890 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720895/509" target="_blank"><em>O Mercantil (SP)</em>, 29 de novembro de 1890, quarta coluna<span style="color: #000000;">)</span></a> e, cerca de três meses depois, foi anunciado o início da venda de seus lotes para 12 de fevereiro de 1891 (<span style="color: #ff0000;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/1487" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de fevereiro de 1891, última coluna)</a>. </span></p>
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<div id="attachment_26565" style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720895/509" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26565" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista7.jpg" alt="O Mercantil (SP), 29 de novembro de 1890" width="420" height="196" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720895/509" target="_blank"><em>O Mercantil (SP</em>), 29 de novembro de 1890</a></p></div>
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<div id="attachment_26545" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_05&amp;pagfis=1487" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26545" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista.jpg" alt="Correio Paulistano, 8 de fevereiro de 1891" width="310" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=090972_05&amp;pagfis=1487" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de fevereiro de 1891</a></p></div>
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<p>Foi visitada, a convite de Joaquim Eugênio de Lima, pelo presidente do Estado, Américo Brasiliense (1833 &#8211; 1896), o jornalista Francisco Rangel Pestana (1839 &#8211; 1903) e Júlio Mesquita (1862 &#8211; 1927, que era, na época, senador estadual.</p>
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<div id="attachment_26547" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista2165.jpg"><img class="size-full wp-image-26547" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista2165.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 16 de maio de 1891" width="314" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 16 de maio de 1891</p></div>
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<p>Foi publicada uma notícia sobre as obras e o assentamento de uma linha de bondes na Avenida Paulista (<em>O Estado de São Paulo</em>, 11 de outubro, quarta coluna e 31 de outubro de 1891).</p>
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<p><a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/18911011-4983-nac-0002-999-2-not/busca/Avenida+Paulista" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-26548 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista31110.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 31 de outubro de 1891" width="293" height="362" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26906" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista8.jpg" alt="paulista8" width="290" height="532" /></a></p>
<div id="attachment_26907" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista9.jpg"><img class="wp-image-26907 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/paulista9.jpg" alt="paulista9" width="288" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 11 de outubro de 1891</p></div>
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<p>Em 8 de dezembro de 1891, foi finalmente instalada a nova linha de bondes até a Avenida Paulista, da Companhia Ferro Carril de São Paulo, com <em>grande concorrência</em> e com a presença da imprensa. A Avenida Paulista era oficialmente entregue à população e esta é a data considerada a de sua inauguração (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_01/1140" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de dezembro de 1891, quinta coluna)</a>.</p>
<p><em>&#8220;Hoje, ao meio-dia a Companhia Ferro Carril fará a inauguração de suas linhas da Bella Vista e da Bella Cintra. Os bonds inauguraes partirão da rua da Boa Vista esquina com a rua 15 de novembro percorrendo toda a Grande Avenida Paulista&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;">Nota publicada na primeira página de <em>O Estado de São Paulo</em> de 8 de dezembro de 1891.</p>
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<div id="attachment_26546" style="width: 340px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_01&amp;pagfis=1140" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26546" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 9 de dezembro de 1891" width="330" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_01&amp;pagfis=1140" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de dezembro de 1891</a></p></div>
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<div id="attachment_26553" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jules_Victor_Andr%C3%A9_Martin_-_Avenida_Paulista_no_Dia_de_Sua_Inaugura%C3%A7%C3%A3o,_1891.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26553" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista5.jpg" alt="Aquarela de Jules Victor André Martin, 1891 / Acervo Museu Paulista" width="620" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jules_Victor_Andr%C3%A9_Martin_-_Avenida_Paulista_no_Dia_de_Sua_Inaugura%C3%A7%C3%A3o,_1891.jpg" target="_blank">Aquarela de Jules Victor André Martin, Avenida Paulista no dia de sua inauguração, em 1891 / Acervo Museu Paulista</a></p></div>
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<p>N0 ano seguinte, no salão do jornal <em>O Paiz</em> foram exibidas <em>3 grandes fotografias</em> da Avenida Paulista. Quem seria o autor ou os autores dessas imagens? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/5409"><em>O Paiz</em>, 8 de junho de 1892, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em fins do século XIX, a avenida já tinha cerca de 50 casarões. Abastados senhores do café, grandes comerciantes, banqueiros e industriais construíram imponentes mansões na nova avenida que usavam como residência ou como casa de veraneio. Dentre eles o empresário dinamarquês Adam Ditrik von Bullow (1840 &#8211; 1923), o industrial italiano Francesco Matarazzo (1854 &#8211; 1937), que foi durante muito tempo o homem mais rico do Brasil, cujo palacete foi projetado pelos arquitetos italianos Giulio Saltini e Luigi Mancini; e o farmacêutico e político Henrique Schaumann (1856 &#8211; 1922), cujo projeto de sua mansão foi do alemão Augusto Fried e de Carlos Ekman. O Shopping Cidade de São Paulo e a Torre Matarazzo localizam-se onde ficava a mansão Matarazzo.  O casarão de Schaumann foi propriedade das famílias Andraus e Lotaif. Após sua polêmica demolição, em 1982, virou um estacionamento e, posteriormente o Edifício Paulista 867.</p>
<p>A família Thiollier, de imigrantes franceses, também tinha um palacete na avenida, a Villa Fortunata, onde hoje se encontra o Parque Mario Covas. René Thiollier (1882 &#8211; 1968), filho do patriarca Alexandre Honoré Marie Thiollier &#8211; sócio e proprietário da primeira livraria de São Paulo, a Casa Garroux &#8211; foi um dos fundadores do Teatro Brasileiro de Comédia e frequentava o círculo de intelectuais que organizou a Semana de Arte Moderna de 1922. Foi ele que pagou o aluguel do Teatro Municipal de São Paulo para a realização do evento. Uma curiosidade sobre a Villa Fortunata: a família Burle Marx alugou entre 1909 e 1912 a mansão e foi lá que nasceu o mundialmente famoso paisagista e artista plástico brasileiro Roberto Burle Marx (1909 &#8211; 1994).</p>
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<div id="attachment_26566" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://serieavenidapaulista.com.br/category/casaroes/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26566" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/recibo.jpg" alt="Recibo de pagamento de aluguel do Theatro Municipal para a Semana de Arte Moderna de 22" width="553" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://serieavenidapaulista.com.br/category/casaroes/" target="_blank">Recibo de pagamento de aluguel do Theatro Municipal para a Semana de Arte Moderna de 22</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O grande passeio que o citadino mostra, com o mais legítimo orgulho ao forasteiro é a Avenida Paulista, imensa rua com alguns quilômetros de comprimento, situada no ponto mais elevado da cidade, toda arborizada, cercada de casas suntuosas, cuja arquitetura e ornamentação nada ficam a dever aos mais belos edifícios europeus&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Nicolau Fanuele (1888 &#8211; 1914), jornalista e advogado, em <em>Il Brasile</em> (1910).</p>
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<p>O casarão von Bulow, projeto de Augusto Fried, foi contruído perto da alameda Campinas e foi, talvez, o primeiro a ser documentado. Era um dos pontos prediletos de Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928) para fotografar a Avenida Paulista. O palacete era propriedade do empresário dinamarquês Adam Ditrik von Bullow (1840 &#8211; 1923), um dos acionistas da Companhia Antarctica Paulista. Hoje, no lugar que ocupava está o Edifício Paulicéia, ícone da arquitetura moderna de São Paulo, projeto de Jacques Pilon (1905 &#8211; 1962) e do italiano Gian Carlo Gasperini (1926 &#8211; 2020), construído na década de 50.</p>
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<div style="width: 632px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/990" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/990/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="622" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/990" target="_blank">Guilherme Gaensly. Palacete v. Bulow, 1902?. Avenida Pauista, São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>A Paulista foi o cenário de corridas de charrete, de cabriolés e dos primeiros automóveis. Também foi o palco dos grandes carnavais dos anos 10, 20 e 30. Em 1912, o corso foi transferido da Praça da República para a avenida e as famílias desfilavam em carros enfeitados (<em>O Estado de São Paulo</em>, 15 de janeiro de 1912).</p>
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<div id="attachment_26551" style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/8650" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26551" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/careta.jpg" alt="Careta, 15 de fevereiro de 1930" width="268" height="378" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/8650" target="_blank"><em>Careta</em>, 15 de fevereiro de 1930</a></p></div>
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<p>O Belvedere Trianon, que ficava na Paulista e foi durante muito tempo o principal ponto de encontro da cidade, foi demolido para ceder espaço à 1ª Bienal de Arte Moderna da cidade, realizada, em 1951, pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), sob a presidência de Ciccillo Matarazzo (1898 &#8211; 1977), em um pavilhão provisório localizado na Esplanada do Trianon.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10313" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10313/002004aGA026.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10313" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista &#8211; Belvedere do Trianon, c. 1923. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_26552" style="width: 808px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal/fotos/3816" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26552" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/bienal.jpg" alt="1ª Bienal de São Paulo - Pavilhão localizado na Esplanada do Trianon, na Avenida Paulista" width="798" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal/fotos/3816" target="_blank">1ª Bienal de São Paulo &#8211; Pavilhão localizado na Esplanada do Trianon, na Avenida Paulista / Site da Bienal de São Paulo</a></p></div>
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<p>Restam poucos casarões na avenida, como a Casa das Rosas (1935), último projeto do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851 &#8211; 1928), que hoje abriga o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura; e o Palacete Franco de Mello (1905), obra do construtor português Antônio Fernandes Pinto. Algumas construções remanescentes da via são tombadas pelo Conselho de Defesa Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo.</p>
<p>Inicialmente, estabelecimentos comerciais não podiam existir na Avenida Paulista. Em 1952, durante a gestão do prefeito (1899 &#8211; 1955), a <a href="https://leismunicipais.com.br/a/sp/s/sao-paulo/lei-ordinaria/1952/431/4313/lei-ordinaria-n-4313-1952-acrescenta-a-lei-n-3571-de-7-de-abril-de-1937-artigos-e-paragrafos-referentes-a-construcoes-na-avenida-paulista" target="_blank">Lei nº 4313</a> de 29 de outubro, autorizou a construção de estabelecimentos hospitalares, educacionais, de imprensa, rádio, televisão, teatro e cinema. Quatro anos depois, foi inaugurada a primeira loja-exposição do Conjunto Nacional, que seria o primeiro <em>shopping center</em> da América do Sul. A inauguração da primeira etapa do Conjunto Nacional, em dezembro de 1958, contou com a presença do então presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976). O complexo localiza-se onde antes ficava o casarão do investidor e urbanista Horácio Sabino, cujo projeto foi o arquiteto francês Victor Dubugras (1868 &#8211; 1933), um dos precursores da arquitetura moderna na América Latina. O empreendimento foi do argentino José Tjurs (1901 &#8211; 1977), que comprou a mansão e que sonhava que a Paulista fosse a Quinta Avenida de São Paulo. O projeto foi do arquiteto paranaense David Libeskind (1928 &#8211; 2014), então com 26 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_10/33792" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de outubro de 1956, quarta coluna</a>).</p>
<p>Mas foi só na década de 80 que a vocação da avenida para os negócios se firmou: os apartamentos residenciais do Edifício Savoy, nº 810,  foram convertidos em escritórios. Houve então uma procura de terrenos para  instalar os novos edifícios comerciais, que deixavam o Centro da cidade rumo à Paulista.</p>
<p>Na Avenida Paulista, por onde diariamente passam cerca de um milhão e meio de pessoas, encontram-se diversos museus e centros culturais como o Museu de Artes de São Paulo, a Casa Japão, o Itaú Cultural e o Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal Brasiliana Fotográfica. Também estão lá o Parque Trianon, atual Parque Tenente Siqueira Campos; o Parque Prefeito Mario Covas, criado em 2008 e localizado onde ficava a Villa Fortunatta; o Instituto Pasteur, dezenas de consulados, o Painel do Edifício Nações Unidas, criação de Clóvis Graciano (1907 &#8211; 1988); e a famosa antena do prédio da Fundação Cásper Líbero, a maior e mais alta da avenida. Possui uma disputada ciclovia, bancos, cinemas, colégios, feiras artesanais, hotéis, hospitais, restaurantes, teatros e, aos domingos, é aberta aos pedestres. É o endereço de prédios icônicos da cidade, dentre eles o Edifício Sul-Americano, projeto do escritório Rino Levi Arquitetos Associados, em 1966; e o Edifício Luís Eulálio Bueno Vidigal Filho, sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), construído onde ficava o palacete da família Salem.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Não se pode imaginar nada de mais bem traçado e mais bem arborizado que as ruas da Liberdade e da Consolação, que levam a essa esplêndida Avenida Paulista, à qual eu não saberia comparar senão certas avenidas de Nova York, onde a fantasia dos milionários americanos encerra, no verde das grandes árvores e da policromia ds canteiros dos jardins, seus palácios de elegantes esculturas, como se encaixa o diamante de valor, com múltiplas facetas, nos engastes das esmeraldas e rubis. Citaram-me, por alto, os principais proprietários dessas luxusas residências. Aqui, um grande nome de velha cepa portuguesa; lá um protegido da fortuna, sem mérito, pequeno mercador ambulante há vinte e cinco anos e hoje um grande senhor, em que a Itália reconhecerá facilmente algum descendente desses antigos venezianos ou genoveses que traziam, de suas viagens e dos seu comércio, muito ouro inesperado, com o qual produziam muita arte em seu país e algumas obras de enemerência. É agradável saber que, em nossa época de oportunismo pecuniário, há ainda alguns homens que sabem ao menos dar, ao supérfluo de sua rápida fortuna, um emprego que enobrece suas humildes origens&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">L.A. Gafrée, padre francês, em <em>Visions du Brésil</em> (1912)</p>
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<p>Alguns eventos se realizam na avenida anualmente: seu popular réveillon com shows e queima de fogos, a Corrida de São Silvestre, desde 1924; e a Parada do Orgulho LGBT, desde 1997. Foi o cenário da minissérie <em>Avenida Paulista</em>, exibida pela TV Globo, entre 10 e 28 de maio de 1982. Em 1987, foi lançado o <em>Álbum Iconográfico da Avenida Paulista</em>, do historiador, arquiteto e urbanista Benedito Lima de Toledo (1934-2019). Na capa, um registro de Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/paulista6.jpg" alt="paulista6" width="550" height="415" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Entre as avenidas, ruas e praças que mais realçam a beleza da cidade contam-se a magnífica Praça da República, a soberba Avenida Paulista com uma esplêndida arborização e ladeada por palacetes e residências de nobre arquitetura a qual todo paulista menciona com justo orgulho&#8230;Na parte sul, as ruas principais são Liberdade, Santo Amaro e Consolação, que todas vão ter à soberba Avenida Paulista, a rua nobre da cidade, asfaltada e profusamente arborizada e iluminada&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Impressões do Brasil no Século Vinte</em>, editado em Londres, em 1913</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Sobre os fotógrafos</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Guilherme Gaensly (1843 – 1928)</span></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20846" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 – 1928)</a> nasceu em Wellhausen, cantão de Thurgau, e foi para <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4742" target="_blank">Salvador</a>, na Bahia, aos 5 anos de idade. Em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 – 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?) tornou-se seu sócio e, em 1894, a próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann abriu uma filial em São Paulo, onde Gaensly foi morar.</p>
<p>Foi o autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil.</p>
<p>Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 – 1957)</a> no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Gaensly fotografou a cidade em plena transição para a modernidade, tendo registrado todos os aspectos urbanos da nova metrópole que surgia. Registrou a inauguração dos bondes elétricos que substituíram as carroças, o Jardim da Luz, a agitação do comércio na região do entorno da Praça da Sé, o crescimento da Avenida Paulista, além de palacetes, chácaras, edifícios públicos, igrejas, escolas, teatros e hospitais. Essas vistas de São Paulo foram comercializadas em álbuns impressos na Suíça a partir de fotografias em papel albuminado e de colotipias. Fotografou também a chegada de imigrantes italianos em Santos e em São Paulo. Dentre os prêmios que recebeu, está uma medalha de prata conquistada na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/102" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Guilherme Gaensly, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, 1902?. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Frédéric Manuel (18? &#8211; 19?)</em></span></p>
<p>As fotografias paulistanas de Frédéric Manuel (18? &#8211; 19?), sobre quem há ainda pouquíssima informação, foram realizadas em 1906 para Menotti Levi (18? &#8211; 19?), editor do <em>Guia Levi</em>, publicado, em São Paulo, de 1899 a meados até 1984 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/9064" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de novembro de 1900, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/12801" target="_blank"><em>A Notícia (RJ)</em>, 27 e 28 de agosto de 1906, segunda coluna)</a>, cuja <em>utilidade já está comprovada pela aceitação que o público lhe dispensa</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5978" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de fevereiro de 1905, penúltima coluna</a>). O <em>Guia Levi</em> era uma <em>publicação mensal de horários de trens, de bondes e outras informações úteis</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/13694" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de agosto de 1908, penúltima coluna</a>), Uma curiosidade: o grande arquiteto e urbanista paulistano Rino di Menotti Levi (1901 &#8211; 1965) é filho de Menotti Levi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26543" style="width: 480px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/823686/2681" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26543" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/guialevi.jpg" alt="Almanak Renautl, 1910" width="470" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/823686/2681" target="_blank"><em>Almanak Hénault,</em> 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1069" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1069/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="561" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1069" target="_blank">Frédéric Manuel. Avenida Paulista, 1906. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Manuel%2C+F.+%28Fr%C3%A9d%C3%A9ric%29&amp;type=author" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de São Paulo produzidas por Frédéric Manuel, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As duas imagens abaixo foram produzidas por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4047" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4047/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="760" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4047" target="_blank">Parque Municipal, 1912-193?. Avenida Paulista, São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 779px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4046" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4046/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="769" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4046" target="_blank">Jardim Parque Municipal : Avenida Paulista, entre 1912 e 193?. Avenida Paulista, São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VSh2OxM8TfU" target="_blank">Link para a palestra de Andrea Ronqui, doutoranda em Artes Visuais na Escola de Comunicações e Artes da USP e mestra em Estética e História da Arte, sobre a história da Avenida Paulista, no youtube do Instituto Moreira Salles, 8 de dezembro de 2021.</a></p>
<p><a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19521129-23790-nac-0002-999-2-not/busca/avenida+Paulista" target="_blank">Link para o artigo &#8220;Os idealizadores e os realizadores da Avenida Paulista&#8221;, de Rocha Azevedo Filho, publicado em <em>O Estado de São Paulo</em> de 29 de novembro de 1952.</a></p>
<div id="1639965121568" class="boxAcervoMiniaturas"></div>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BURGI, Sergio; DIETRICH, Ana Maria; MENDES,Ricardo. <em>Imagens de São Paulo – Gaensly no acervo da Light 1899 – 1925</em>, organização Vera Maria de Barros Ferraz. São Paulo:Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2001.</p>
<p>COTRIM, Luciana Rossi. <a href="https://serieavenidapaulista.com.br/sobre/" target="_blank"><em>Série Avenida Paulista</em></a></p>
<p><a href="http://documentacao.camara.sp.gov.br/iah/fulltext/projeto/PR0015-1991.pdf" target="_blank">Câmara Estadual de São Paulo</a></p>
<p>D&#8217;ALESSIO, Vito. <i>Avenida Paulista &#8211; A síntese da metrópole.</i> São Paulo: Dialeto Latin American Documentary, 2002.</p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22802/david-libeskind" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERNANDES JUNIOR, Rubens;KOSSOY,Boris;SEGAWA, Hugo. Guilherme Gaensly. São Paulo:Cosac Naify, 2011.</p>
<p>FE<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/inde21012002.htm" target="_blank">RREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</a></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/inde21012002.htm" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 21 de janeiro de 2002</a>.</p>
<p>HANNAVY, John. <em>Encyclopedia of Nineteenth-Century Photography. </em>New York<em>:</em>Taylor and Francis Group, 205.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e Expansão da fotografia no Brasil: século XIX. </em>Rio de Janeiro:Funarte, 1980.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>São Paulo, 1900</em>. Rio de Janeiro:Editora Kosmos, 1988.</p>
<p>KOSSOY, Boris;FERNANDES JUNIOR, Rubens;SEGAWA, Hugo. <em>Guilherme Gaensly</em>. São Paulo:Cosac Naify, 2011.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>LIMA, Solange Ferraz de. <em>São Paulo na virada do século. As imagens da razão urbana: a cidade nos álbuns fotográficos de 1887 a 1919</em>. São Paulo:Universidade de São Paulo, 1995.</p>
<p>OLSZEWSKI FILHA, Sofia. <em>A fotografia e o negro na cidade de Salvador, 1840 – 1914</em>. Salvador:EGBA, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1989.</p>
<p><a href="https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/ultima-joia-da-paulista-casarao-tera-concessao-para-restauro-e-deve-virar-museu,55e45af1b6edc2ccb0b9089825b1d1d6hvy94gw3.html" target="_blank">Portal Terra</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/pinheiros/noticias/?p=38821" target="_blank">Prefeitura da Cidade de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://spcity.com.br/serie-avenida-paulista-da-mansao-matarazzo-ao-cidade-sao-paulo-parte-1/" target="_blank">Projeto São Paulo City</a></p>
<p><a href="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,ERT97207-15565,00.html" target="_blank"><em>Revista Crescer</em></a></p>
<p><a href="https://epoca.oglobo.globo.com/ideias/noticia/2015/03/bdemolicao-de-predios-historicosb-foi-motivada-por-arquitetos-modernistas.html" target="_blank"><em>Revista Época</em>, 8 de março de 2015</a></p>
<p><a href="http://www.bienal.org.br/exposicoes/1bienal/fotos/3816" target="_blank">Site Bienal de São Paulo</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2361/guilherme-gaensly" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>Site <em>O Estado de São Paulo</em></p>
<p><a href="https://saopauloantiga.com.br/franco-de-mello/" target="_blank">Site São Paulo Antiga</a></p>
<p>SOARES JUNIOR, Rodrigo. <a href="https://bdor.sibi.ufrj.br/bitstream/doc/352/1/304%20T2%20PDF%20-%20OCR%20-%20RED.pdf" target="_blank"><em>Jorge Tibiriçá e sua época</em></a>. São Paulo : Companhia Editora Nacional, 1958.</p>
<p>TEIXEIRA, Cid. <em>Professores de daguerreotipia: eles deixaram a Imagem do Senhor-de-Engenho e Sinhazinhas</em>. Jornal da Bahia, 10 e 11 de novembro de 1963.</p>
<p>TOLEDO, Benedito Lima de. <em>Álbum iconográfico da Avenida Paulista</em>. São Paulo : Editora Ex-Libris Ltda, 1987.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro<em>. Mestres da fotografia no Brasil: Coleção Gilberto Ferrez. </em>Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p><a href="https://vejasp.abril.com.br/cidades/aniversario-de-sao-paulo-frases/" target="_blank"><em>Veja São Paulo</em>, 24 de janeiro de 2014</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=26514</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Guarujá, a &#8220;Pérola do Atlântico&#8221;, em fins do século XIX, por Guilherme Gaensly</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24945</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24945#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Aug 2021 12:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Geológica do Império]]></category>
		<category><![CDATA[Conselheiro Antônio da Silva Prado]]></category>
		<category><![CDATA[Guarujá]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[José Elias Pacheco Jordão]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Balneária]]></category>

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		<description><![CDATA[A Vila Balneária Guarujá, que se tornou em fins do século XIX e início do século XX, o destino de verão mais disputado da classe alta paulistana, não passou despercebido pelo fotógrafo suíço Guilherme Gaensly (1843 - 1928), que a fotografou em torno de 1894, ano em que ele e seu sócio desde 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 - 19?), abriram uma filial da próspera empresa Gaensly &#038; Lindemann, em São Paulo, onde Gaensly havia ido morar. A imagem destacada nesse artigo faz parte do Álbum Fotografia de São Paulo 1900 e mostra o Hotel La Plage, destruído por um incêndio, em fins de 1897; à esquerda, a linha do trem e, ao fundo, os chalés. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O surgimento da Vila Balneária Guarujá, na Ilha de Santo Amaro, que se tornou em fins do século XIX e início do século XX, o destino de verão mais disputado da classe alta paulistana, não passou despercebido pelo fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>, que a fotografou em torno de 1894, ano em que ele e seu sócio desde 1882, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), abriram uma filial da próspera empresa Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, onde Gaensly havia ido morar. Ele havia chegado em Salvador com cinco anos e, em 1871, após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> na capital baiana, estabeleceu-se como fotógrafo. Destacou-se como retratista e como fotógrafo de paisagens urbanas e rurais. Em São Paulo, foi contemporâneo dos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>, do austríaco <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866http://" target="_blank">Otto Rudolf Quaas (c. 1862 &#8211; c. 1930)</a> e do húngaro  José Wollsack (1847 – 1927), dentre outros.</p>
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<div id="attachment_25006" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25006" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/varios.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de novembro de 1904" width="262" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de nunca ter sido o fotógrafo oficial de São Paulo, como foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 – 1957)</a> no Rio de Janeiro, Gaensly foi o autor de uma abrangente obra sobre a capital paulista nas primeiras décadas do século XX, o que o coloca nessa posição. Ele e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?s=milit%C3%A3o" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo (1837 – 1905)</a> são considerados os fotógrafos que mais cultuaram São Paulo. Seus registros eram vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Ao lado de seu contemporâneo <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a></span>, foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil.</p>
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<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22guilherme+gaensly%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias  produzidas por Guilherme Gaensly, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
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<p>A imagem destacada nesse artigo faz parte do <em>Álbum de Fotografias de São Paulo 1900 </em>e mostra <span style="color: #000000;">o hotel do Guarujá, inaugurado em 1893, tendo, à esquerda, a linha do trem e, ao fundo, os chalés da Vila Balneário. O álbum, com encadernação em papelão e título em tinta dourada, traz 18 fotografias em gelatina/prata no formato 17,6 x 23,3, coladas em papel cartão cinza e com legenda manuscrita em tinta branca abaixo da imagem.</span></p>
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<div id="attachment_24962" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1873" target="_blank"><img class="size-large wp-image-24962" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/guarujá-1024x758.jpg" alt="Guilherme Ganelsy. Álbum Fotografias de São Paulo 1900 - Balneário do Guarujá, c. 1894. Guarujá, São Paulo / Acervo IMS " width="768" height="569" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1873" target="_blank">Guilherme Gaensly. Álbum de Fotografias de São Paulo 1900 &#8211; Balneário do Guarujá, c. 1894. Guarujá, São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Com a presença de várias autoridades, dentre elas o então governador de São Paulo, Bernardino de Campos (1841 &#8211; 1915) e o bispo Joaquim Arcoverde (1850 &#8211; 1930), a Vila Balneário foi inaugurada, em 2 de setembro de 1893, quando foi aberto pela Companhia Balneário, sob a liderança do Grupo Prado Chaves, presidido pelo conselheiro Antônio da Sillva Prado (1840 &#8211; 1929), o empreendimento que deu início a um importante pólo de turismo no Brasil, que viria a ser frequentado por personalidades como Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923), Washington Luis (1869 &#8211; 1957) e por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Alberto Santos Dumont (1873 &#8211; 1932)</a>, que se suicidou no hotel do balneário em 23 de julho de 1923; além de estrangeiros que passavam pelo porto de Santos.</p>
<p>Os convidados para a inauguração foram recepcionados pelo engenheiro civil, doutor pela Universidade de Cornell, e empresário Elias Fausto Pacheco Jordão (1849 &#8211; 1901), gerente da Companhia Prado Chaves e realizador do ousado e inovador plano de urbanização da área. Elias Fausto havia integrado, em 1875, a Comissão Geológica Imperial chefiada por Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), da qual também faziam parte os geólogos Orville Adalbert Derby (1851 – 1915) e Richard Rathbun (1852-1918) – ambos da Universidade de Cornell -, que chegaram ao Brasil em fins de 1875; John Casper Branner (1850-1922), do Departamento de Botânica e Geologia da Universidade de Indiana; e o brasileiro Francisco José de Freitas, assistente geral e tradutor. Integraram, também, o corpo técnico da comissão os geólogos Luther Wagoner, substituto de Pacheco Jordão, em 1876, que foi posteriormente substituído por Frank Carpenter; o naturalista Herbert Huntington Smith (1851-1919), e o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>.</p>
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<div id="attachment_24977" style="width: 336px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://j1diario.com.br/guaruja-nasce-e-se-projeta-no-turismo-por-obra-de-dois-rio-clarenses/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24977" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/elias.jpg" alt="Elias Jordão / Jornal da TArde" width="326" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://j1diario.com.br/guaruja-nasce-e-se-projeta-no-turismo-por-obra-de-dois-rio-clarenses/" target="_blank">José Elias Pacheco Jordão / <em>Diário do Rio Claro</em>, 3 de fevereiro de 2020</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à Vila Balneário. Para sua construção, foram encomendadas 46 casas de madeira nos Estados Unidos e um hotel de luxo com um cassino. A vila tinha grande sofisticação para a época, oferecendo confortos como água encanada, esgoto e luz elétrica. Suas calçadas tinham quatro metros de largura com avenidas largas e perpendiculares, além de duas estações de trem, igreja e um mini zoológico. Além da vila, a Companhia construiu uma linha férrea ligando o estuário de Santos à praia de Pitangueiras, batizada de Tramway de Guarujá, bem como o primeiro serviço regular de navegação entre Santos e Guarujá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/2235" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 28 de agosto de 1891, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/4497" target="_blank"><em>Correio Paulistano,</em> 5 de setembro, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/4502" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de setembro de 1893, primeira coluna</a>; <em>O Commercio de São Paulo</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/3112" target="_blank">27 de setembro</a>,  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/3116" target="_blank">28 de setembro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/3120" target="_blank">29 de setembro</a> de 1895, terceiras colunas; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/3112"> </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/282383/563" target="_blank"><em>Revista Moderna</em>, 1º de fevereiro de 1898</a>).</p>
<p>Em 1894, o artista plástico paulista Benedito Calixto (1853 &#8211; 1927) pintou a Vila Balneário no quadro<em> Jardim à beira-mar</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24988" style="width: 559px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/calixt71.htm" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24988" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/calixto1.jpg" alt="Benedito Calixto. Um pinto , 1894" width="549" height="326" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/calixt71.htm" target="_blank">Benedito Calixto. <em>Jardim à beira-mar</em>, 1894</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um incêndio destruiu o hotel, em 17 de novembro de 1897 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/8321" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de novembro de 1897, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24976" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/4502" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/hotel.jpg" alt="Correio Paulistano, 17 de novembro de 1897" width="311" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_05/4502" target="_blank"><em>Propaganda do hotel no mesmo dia em que ocorreu o incêndio / Correio Paulistano</em>, 17 de novembro de 1897</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ex-gerente da sucursal paulista da Photographia Henschel que, em 1888, tornou-se dono da referida filial, o já mencionado fotógrafo húngaro José Vollsack (1847 – 1927), foi um dos 22 hóspedes que se encontravam no hotel. Ele avaliou em 10.000$ os objetos que perdeu no incêndio. O vice-cônsul dos Estados Unidos, que morava no quarto 43, sofreu prejuízos no valor de mil dólares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24984" style="width: 231px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/5474" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24984" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/incendio2.jpg" alt="O Commercio de São Paulo, 19 de novembro de 1897" width="221" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/5474" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 19 de novembro de 1897</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com corridas de bicicleta e a pé, apresentação da banda do Corpo de Bombeiros, da orquestra da Pauicéia e com uma soirée no sallão do cassino, o hotel foi reinaugurado em 8 de setembro de 1898 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/6369" target="_blank"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 7 de setembro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24986" style="width: 323px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/9397" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24986" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/incendio15.jpg" alt="Correio Paulistano, 8 de setembro de 1898" width="313" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/9397" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 8 de setembro de 1898</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25031" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14132" target="_blank"><img class="wp-image-25031 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/1898-1024x447.jpg" alt="1898" width="768" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14132" target="_blank">À direita, o novo hotel, de alvenaria, inaugurado em 1898. O cassino, o jardim, a estação e os chalés permaneceram com a mesma aparência / <em>Fon-Fon</em>, 7de junho de 1913</a></p></div>
<p>No início da década de 10, a companhia foi adquirida por um grupo de empreendedores, dentre eles o empresário norte-americano Percival Farquhar (1865 &#8211; 1953), passando a se denominar Companhia Guarujá, que se associou ao grupo Ritz Carlton para administrar o novo complexo.</p>
<p>A trajetória de Farquhar no Brasil aconteceu em um período de maciça presença do capital norte-americano e europeu no país. Suas atividades empresariais no Brasil começaram, em 1904, quando fundou a Rio de Janeiro Light &amp; Power, companhia que assumiu concessões de serviços públicos de bondes, iluminação a gás e energia hidrelétrica. No ano seguinte, começou a investir na Amazônia, fundou a Brazil Railway Company (1906), a fim de construir um sistema ferroviário interligando a América do Sul e, em 1907, obteve a concessão para construir a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira-Mamoré</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 440px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/percival.jpg" alt="percival" width="430" height="540" /><p class="wp-caption-text">Percival Farqhart, <em>New York Times</em>, 22 de setembro de 1912</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O projeto do Grand Hotel de la Plage, terceira versão do primeiro, foi realizado pelo renomados arquitetos Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851 &#8211; 1928) e por Ricardo Severo da Fonseca e Costa (1869 &#8211; 1940).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25013" style="width: 596px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramos_de_Azevedo#/media/Ficheiro:Oscar_Pereira_da_Silva_-_Retrato_do_Arquiteto_Ramos_de_Azevedo.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-25013" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ramos.jpg" alt="Retrato do arquiteto Ramos de Azevedo, por Oscar Pereira da Silva." width="586" height="389" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramos_de_Azevedo#/media/Ficheiro:Oscar_Pereira_da_Silva_-_Retrato_do_Arquiteto_Ramos_de_Azevedo.jpg" target="_blank">Retrato do arquiteto Ramos de Azevedo, por Oscar Pereira da Silva / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25014" style="width: 155px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=antigos%20estudantes%20ilustres%20-%20ricardo%20severo" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25014" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/severo.jpg" alt="Ricardo Severo / Universidade do Porto" width="145" height="191" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=antigos%20estudantes%20ilustres%20-%20ricardo%20severo" target="_blank">Ricardo Severo da Fonseca e Costa / Universidade do Porto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As obras começaram em 15 de janeiro de 1911 e o hotel foi reinaugurado em 8 de junho de 1913: &#8220;.<em>..as magníficas instalações são comparáveis às dos melhores hoteis da Europa</em>&#8220;. Mais de duzentos convidados participaram das celebrações que incluíram bailes, piqueniques, shows aéreos, passeios de charrete e observação da flora e da fauna dos morros nos arredores do hotel, que tinha 220 quartos, salões de festa, de leitura, de refeição e um cassino anexo. A chegada do aviador Edu Chaves (1887 &#8211; 1975), aterrissando quase em frente ao hotel, foi um <em>verdadeiro triunfo.</em> Na ocasião, a reinauguração do Grand Hotel de la Plage foi a notícia mais comentada pela imprensa brasileira. O Guarujá foi o maior centro de diversão e turismo do Brasil nos primeiros 25 anos do século XX (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/29266" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 9 de junho de 1913, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24996" style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14193" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24996" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotelrevistadasemana14061913.jpg" alt="Revista da Semana, 14 de junho de 1913" width="655" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14193" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 14 de junho de 1913</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotelrevistadasemana14061913.jpg" target="_blank"> </a></p>
<div id="attachment_24997" style="width: 674px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotel1revistadasemana14061913.jpg"><img class=" wp-image-24997" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotel1revistadasemana14061913.jpg" alt="A estação do Guraujá / Revista da Semana, 14 de junho de 1913" width="664" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14195" target="_blank">A estação do Guarujá / <em>Fon-Fon</em>, 14 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25030" style="width: 681px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/14194" target="_blank"><img class="wp-image-25030" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/granhotel.jpg" alt="Fon-Fon, 14 de junho de 1913" width="671" height="411" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/14194" target="_blank">A fachada dovasto e  confortabilíssimo Gran Hotel /<em> Fon-Fon</em>, 14 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A vila seguiu se desenvolvendo durante toda a primeira metade do século XX devido ao sucesso do hotel e a reputação do Guarujá como balneário de primeira classe. Na década de 30, o hotel foi comprado por Alberto Quatrini Bianchi (1892 &#8211; 19?) e, em 30 de Junho de 1934, a cidade recebeu o título de Estância Balneária, tendo se emancipado de Santos. Com a proibição do jogo, em 1946, começou a decadência do hotel, que foi, na década de 60, demolido. Bianchi, que com Joaquim Rolla (1899 &#8211; 1972) dividia o título de Rei do Turismo Nacional,  teve diversos empreendimentos turísticos como, em Minas Gerais, o Pale Hotel de Ouro Preto e o Palace Casino de Poços de Caldas; em São Paulo, o já mencionado Hotel de La Plage e Cassino de Guarujá e o Serra Negra Hotel; no Maranhão, o Hotel Palace de São Luis; em Pernambuco, o Hotel Palace do Recife; Na Bahia, o Hotel e Cassino Palace de Salvador; no Espírito Santo, o Grande Hotel Guarapari (ES); no Rio de Janeiro, o Icaraí Hotel e o Casino Balenario Atlantico, além de dezenas de outros cassinos em diversos estados do Brasil. Quando faleceu, segundo reportagem do <a href="http://j1diario.com.br/rei-do-turismo-nasceu-em-santa-gertrudes-e-morreu-pobre-depois-de-ser-milionario/" target="_blank"><em>Diário do Rio Claro</em>, 22 de julho de 2019</a>, era garçom de um hotel no Guarujá que havia sido dele.</p>
<p><img src="http://j1diario.com.br/wp-content/uploads/2019/07/bianchi.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_25004" style="width: 161px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://j1diario.com.br/rei-do-turismo-nasceu-em-santa-gertrudes-e-morreu-pobre-depois-de-ser-milionario/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25004" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/bianchi.jpg" alt="Alberto Bianchi / Jornal de Rio Claro" width="151" height="165" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://j1diario.com.br/rei-do-turismo-nasceu-em-santa-gertrudes-e-morreu-pobre-depois-de-ser-milionario/" target="_blank">Alberto Quatrini Bianchi / Jornal de Rio Claro, 22 de julho de 2019</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns de seus visitantes ilustres foram o governador de São Paulo, Adhemar de Barros (1901 &#8211; 1969), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">Alberto I, rei da Bélgica (1875 &#8211; 1934)</a>, o banqueiro Anthony Gustav de Rothschield (1887 &#8211; 1961), o pi ntor Benedito Calixto (1853 &#8211; 1927), a cantora lírica Bidu Sayão (1902 &#8211; 1999), os presidentes do Brasil, Campos Salles (1841 &#8211; 1913), que inclusive faleceu no Guarujá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/29488" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de junho de 1913</a>); Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919); a atriz Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), o comediante mexicano Cantinflas (1911 &#8211; 1993), o escritor Euclydes da Cunha (1866 &#8211; 1909), o Conde Francesco Matarazzo (1854 &#8211; 1937), o ator norte-americano Glenn Ford (1916 &#8211; 2006), o ator francês Jean Sablon (1906 &#8211; 1994), o presidente da Argentina, general Julio Roca (1843 &#8211; 1914); o escritor Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945), o pioneiro aviador francês Roland Garros (1888- 1918),  a atriz espanhola Sarita Montiel (1928 &#8211; 2013), o cantor Silvio Caldas (1908 &#8211; 1998), a pintora Tarsila do Amaral (1886 &#8211; 1973)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25000" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14269" target="_blank"><img class="wp-image-25000 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/novohotel2revistadasemana.jpg" alt="Revista da Semana, 21 de junho de 1913" width="701" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14269" target="_blank"><em>Grupo de senhoritas na Praia de Guarujá / Fon-Fon</em>, 21 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25001" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14332" target="_blank"><img class=" wp-image-25001" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/arquibancadas.jpg" alt="As arquibancadas de Guarujá / Fon-Fon, 21 de junho de 1913" width="700" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/14332" target="_blank">As arquibancadas de Guarujá / <em>Fon-Fon</em>, 28 de junho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BURGI, Sergio;DIETRICH, Ana Maria;MENDES,Ricardo. <em>Imagens de São Paulo – Gaensly no acervo da Light 1899 – 1925</em>, organização Vera Maria de Barros Ferraz. São Paulo:Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2001.</p>
<p><em>Catálogo da Exposição comemorativa da doação do Acervo Brascan ao IMS – Guilherme Gaenly e Augusto Malta: dois mestres da fotografia brasileira no Acervo Brascan.</em> Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_YK2HFSMd14" target="_blank">Centro de Documentação e Memória do Guarujá</a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_YK2HFSMd14" target="_blank"> &#8211; <em>História do Grande Hotel et de La Plage de Santos e Guarujá. 1893-1962 </em>(</a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_YK2HFSMd14" target="_blank">Youtube</a>)</p>
<p>d´Ávila, Cristiane. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16710" target="_blank"><em>Trilhos sobre a floresta: imagens da construção da E.F. Madeira-Mamo</em></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16710" target="_blank"><em>ré</em></a>, publicado na Brasiliana Fotográfica em 14 de outubro de 2019 &#8211; https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16710</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Jornal de Rio Claro</p>
<p>Kossoy, Boris. <em>Álbum de Fotografias do Estado de São Paulo &#8211; 1892</em>; São Paulo, CBPO/Kosmos, 1984.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/FAUSTO,%20Elias.pdf" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="https://www.novomilenio.inf.br/guaruja/gh047.htm" target="_blank">Site Novo Milênio</a></p>
<p><a href="https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=antigos%20estudantes%20ilustres%20-%20ricardo%20severo" target="_blank">Site Universidade do Porto</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">A construção da Madeira-Mamoré, a “Ferrovia da Morte”, pelas lentes de Dana B. Merrill (c. 1887 – 19?)</a>, </em>publicado na Brasiliana Fotográfica em 16 de janeiro de 2018 -<em> </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460</a></p>
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		<title>Cronologia de Guilherme Gaensly  (1843 &#8211; 1928)</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 13:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>

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		<description><![CDATA[Cronologia de Guilherme Gaensly  (1843 &#8211; 1928) &#160; &#160; 1843 &#8211; Em 1º de setembro (provavelmente), nascimento de Wilhelm (Guilherme) Gaensly, em Wellhausen, cantão de Thurgau, na Suíça, fronteira com a atual Alemanha, filho de Jacob Heinrich (c. 1804 &#8211; 1868) e Anna Barbara Kin (c. 1813 &#8211; 1895). Teve 4 irmãos: Ferdinand (c. 1837 &#8211; 1915), Frederick [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Guilherme Gaensly  (1843 &#8211; 1928)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/979/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/979" target="_blank">Guilherme Gaensly. Avenida Paulista, c. 1902. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1843</strong></span> &#8211; Em 1º de setembro (provavelmente), nascimento de Wilhelm (Guilherme) Gaensly, em Wellhausen, cantão de Thurgau, na Suíça, fronteira com a atual Alemanha, filho de Jacob Heinrich (c. 1804 &#8211; 1868) e Anna Barbara Kin (c. 1813 &#8211; 1895). Teve 4 irmãos: Ferdinand (c. 1837 &#8211; 1915), Frederick (c. 1838 &#8211; 1902), Julia (c.1848 &#8211; 1936) e Alaine (c.1852 &#8211; ?). Nesse mesmo ano, seu pai veio para o Brasil, repetindo a experiência de primos e irmãos, chegando em Salvador, em 19 de setembro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1848</strong></span> &#8211; Em julho, chegada de Anna Barbara com os filhos Ferdinand, Frederick e Guilherme em Salvador, na época a segunda cidade mais populosa do Brasil &#8211; a primeira era o Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1850/1851</strong></span> &#8211; Criação do Bahia Fremden Kirschhof, o Cemitério dos Estrangeiros. Os pais e irmãos de Gaensly estão enterrados lá, na área dos protestantes.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Morte de Jacob Heinrich em 4 de janeiro. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;PagFis=3291" target="_blank"> anuncia a técnica da marfimographia, a contratação de novos profissionais e a iminente abertura de uma filial da Photographia Allemã em Salvador, na Bahia (<em>Jornal de Recife</em>, edição de 21 de julho de 1868, quarta e quinta colunas, no pé da página)</a>. Em algum momento entre a inauguração do ateliê e 1871 Gaensly trabalhou para Henschel.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>Década de 1870</strong></span> &#8211; Segundo Kossoy, durante essa década, Gaensly também foi associado ao fotógrafo alemão Joseph Schleier (1827 &#8211; 1903), que havia chegado em Salvador em 1851.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1871</span></strong> &#8211; Após um período de aprendizado no ateliê de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Henschel</a>, situado na rua da Piedade, 16 (<em>Jornal da Bahia</em>, 16 de setembro de 1871), Gaensly estabeleceu-se como fotógrafo na firma <em>Maison Gaensly &amp; Lange</em> (segundo Kossoy, Waldemar Lange), com a colaboração de Karl Gustaff ( c. 1837 &#8211; 1872), alemão que também havia prestado serviços para Henschel. Provavelmente, a <em>Maison Gaensly &amp; Lange</em> ficava na Estrada do Manguinho.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Segundo Geraldo da Costa Leal em <em>Um cinema chamado saudade</em> (1997), nessa época, o europeu Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?) já trabalharia com Gaensly.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1875</span></strong> &#8211; No <em>Jornal da Bahia</em> de 29 de agosto de 1875, na página 3, de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/815063/312" target="_blank">31 de agosto, na página 4</a>, e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/815063/328" target="_blank">4 de setembro, na página 4</a>, foram publicadas propagandas da Photographia do Commercio, de Gaensly, <em>na </em>Ladeira de São Bento, 1. A propaganda foi publicada outra vez em 14 e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/815063/332" target="_blank">19 de abril de 1876</a> no mesmo jornal.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Novo estabelecimento</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>montado com todo o gosto</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Photographia do Commercio</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Guilherme Gaensly</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>1- Ladeira de S. Bento &#8211; 1</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>na localidade que ocupava a I.l.L. M. Sociedade Recreativa</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Tendo sido todos os utensílios para esta nova galeria como instrumentos, mobílias, fundos, decorações, etc, escolhidos pessoalmente na minha última viagem à Europa onde visitei os maiores estabelecimentos deste gênero, venho oferecer ao respeitável público o ATELIER melhor montado desta capital garantindo trabalhos perfeitos e de DURAÇÃO visto que adotei todos os melhoramentos feitos nestes últimos anos.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A ótima colocação do ATELIER permite pela boa luz tirar constantemente bons resultados ainda nos dias chuvosos.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Sempre tem um trem  especial pronto para sair a qualquer chamado mediante prévio ajuste.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Preços reduzidos</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A maior coleção de vidros da Bahia, Cartões de visita, Cartões imperiais, Cartões Bombés, Retratos Maiores </em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; Segundo Kossoy, Gaensly anunciou seu estabelecimento, a Photographia do Commercio, no Largo do Teatro, 1, no <em>Jornal da Bahia, </em>de<em> </em>20 de junho de 1876.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1877</span></strong> &#8211; Foi agraciado com 3 medalhas pelo Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Participou da grande mostra da Biblioteca Nacional, Exposição de História do Brasil, que reunia integrantes do acervo da instituição e também da coleção de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e do barão Homem de Mello (1837 &#8211; 1918). Apresentou 28 fotografias de quadros a óleo de pessoas públicas como o padre Antônio Vieira (1608 &#8211; 1697) e o conde de Cavalleiros (1750 &#8211; 1807). Expôs também vistas da Bahia produzidas provavelmente durante a década de 1870 com o alemão Joseph Schleier (1827 &#8211; 1903) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/30709" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1881 &#8211; 1882, volume 2,</a> nas páginas <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31131" target="_blank">1418</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31132" target="_blank">1419</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31134" target="_blank">1421</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31207" target="_blank">1495</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31213" target="_blank">1501</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31252" target="_blank">1542</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31254" target="_blank">1544</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31255" target="_blank">1545</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31256" target="_blank">1546</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31262" target="_blank">1552</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31264" target="_blank">1554</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31265" target="_blank">1555</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31268" target="_blank">1558</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31276" target="_blank">1566</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31281" target="_blank">1571</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31282" target="_blank">1572</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31284" target="_blank">1574</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31285" target="_blank">1575</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31286" target="_blank">1576</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31288" target="_blank">1578</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31289" target="_blank">1579</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31291" target="_blank">1581</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31292" target="_blank">1582</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31293" target="_blank">1583</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31299" target="_blank">1589</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31301" target="_blank">1591</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31302" target="_blank">1592</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31307" target="_blank">1597</a>).</p>
<p style="text-align: left;">A presença de Schleier no catálogo da Exposição de História do Brasil parece confirmar a associação entre ele e Gaensly. As imagens são do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/31132" target="_blank"><em>Terreiro de Jesus com a cathedral</em> e <em>Faculdade de Medicina (antigo colégio dos jesuitas)</em></a>. Segundo Ricardo Mendes, &#8220;Considerando a abrangência do trabalho de Gaensly ao registrar a cidade de Salvador, não teria sentido a inclusão de imagens de locais tão conhecidos, a não ser que se tratasse de uma associação efetiva. De J. Schleier existem poucas referências, além de raras imagens no acervo da Biblioteca Nacional e dos Instituto Geográfico e Histórico da Bahia&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Nesse ano o endereço de seu ateliê mudou para Largo do Teatro n° 92 &#8211; ao lado do Teatro São João &#8211; local que anos depois ficaria conhecido como Praça Castro Alves. O estúdio, um grande sobrado, era, provavelmente, também a residência de Gaensly.</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly e Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), futuramente seu sócio e cunhado, fotografaram a inauguração do segundo trecho da Estrada de Ferro Central da Bahia, entre São Félix e Tapera, atual Taperi (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4806" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de janeiro de 1882, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1882</span></strong> &#8211; Informava-se ao público novas mudanças e melhorias na <em>Fotografia premiada de Guilherme Gaensly</em>, que além de ateliê fotográfico funcionava também como uma galeria de seus trabalhos e anunciava  &#8220;a melhor coleção de vistas dos pontos mais bonitos da capital e subúrbios. Chama especial atenção para os retratos de tamanho natural pela câmara solar, retocados por um hábil artista de Paris&#8221;. O retoque deveria ser uma referência ao acabamento de fotopintura. (<em>Diário de Notícias</em>, 1 de janeiro de 1882).</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly apresentou &#8220;excelentes trabalhos photographicos&#8221; na exposição dos 10 anos do Imperial Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/6794" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de outubro de 1882, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;">Admitiu como ajudante Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), que no final dessa década tornou-se seu sócio.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1883</span></strong> &#8211;  Foi publicado um anúncio do ateliê fotográfico de Gaensly, com a denominação Photographia Gaensly, na Praça de Castro Alves (<em>Diário de Notícias</em>, 4 de abril de 1883).</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;O conhecido e acreditado photographo Gaensly&#8221; registrou o grupo que estava presente ao lançamento da pedra fundamental para as obras do primeiro engenho central da companhia<em> Bahia Central Sugar Factories, </em>um empreendimento do engenheiro britânico<em> </em>Hugh Wilson<em>, </em>organizador da Companhia Anônima da Imperial Estrada de Ferro Central da Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/8065" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de junho de 1883, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1884</span></strong> &#8211; Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1885</span></strong> &#8211; Foi agraciado com uma medalha do Imperial Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #993300;"><span style="color: #800000;">1888</span> </span></strong>- Em 5 de maio, Guilherme casou-se com Ida Itschner (c.1863 &#8211; 1933), na residência dos pais da noiva, João Jacob Itschner e Elisabet Wolf Itschner. Teve como testemunhas seu sócio, Rodolfo Lindemann, e um de seus irmãos, Frederick. A cerimônia foi celebrada pelo pastor A.L. Blackford, um dos fundadores da igreja presbiteriana no Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">Rodolfo Lindemann havia se casado com a irmã de Guilherme, Alaine, em 23 de abril, no ateliê fotográfico dele e de Guilherme, tendo como testemunhas os irmãos de Gaensly, Frederick e Ferdinand.</p>
<div id="attachment_25024" style="width: 234px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/gaensly.jpg"><img class="wp-image-25024" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/gaensly.jpg" alt="gaensly" width="224" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo IMS</p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Rodolpho Lindemann, do ateliê Gaensly &amp; Lindemann, foi premiado na Exposição Universal de Paris, no Campo de Marte, com uma medalha de bronze com quadros fotográficos da Bahia e de Pernambuco.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Gaensly embarcou rumo à Europa no paquete alemão <em>Rosário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/8474" target="_blank">Diário de Notícias, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/8474" target="_blank">14 de janeiro de 1891, na penúltima coluna</a>)<em>.</em></p>
<p style="text-align: left;">O casal Guilherme e Ida Gaensly embarcou no paquete alemão <em>Mondevidéu</em> rumo a Santos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/3384" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de julho de 1891, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Foi noticiado que o beco ao lado do ateliê fotográfico de Gaensly &amp; Lindemann, na praça Castro Alves, em Salvador, havia se tornado um &#8220;mictório&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222216/795" target="_blank"><em>Jornal de Notícias</em>, 28 de maio de 1892, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; O casal Guilherme e Ida Gaensly embarcaram no paquete alemão <em>Olinda</em> rumo à Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/8581" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de julho de 1893, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Inauguração da filial da firma Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, na rua XV de Novembro, 28, onde se concentrava o comércio de alto padrão na capital. Gaensly foi chefiar a sede paulista e Lindemann permaneceu em Salvador. A firma baiana teve seu nome alterado para Photographia Cosmopolita. Tudo indica que a crescente concorrência em Salvador e a queda do desempenho da economia baiana devido à seca foram as causas da abertura do ateliê em São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">Entre 1894 e  1897, editou a série de grandes estampas fotográficas de São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">O ateliê fotográfico Gaensly &amp; Lindemann foi o responsável pela produção de um quadro com os retratos de todos os arcebispos da Bahia. Foi organizado por iniciativa de Olavo de Freitas Martins, um dos fundadores do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. &#8220;O trabalho artístico do systema photogravura foi executado pelo artista sr. Rodolpho Lindemann, ficando perfeito&#8221;. A matéria também informava que a sede paulista do ateliê Gaensly &amp; Lindemann estava produzindo um quadro com os retratos dos arcebispos de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34517" target="_blank"><em>Jornal</em><em> de Recife</em>, 24 de outubro de 1894, na quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">As edições de 1894 e 1895 do livro <em>São Paulo, </em>de Gustav Köenigswald, foram ilustradas com as primeiras séries de vistas da capital paulista produzidas por Gaensly.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Aos 82  anos, faleceu em Salvador a mãe de Gaensly, Anna Barbara.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Anúncio em francês da Photographia Gaensly &amp; Lindemann, com os endereços em São Paulo &#8211; rua Quinze de Novembro,28 &#8211; e em Salvador &#8211; Largo Castro Alves, 92 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/829625/229" target="_blank"><em>Almanach</em>, 1896</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Elogio à fotografia <em>Otto de bicicleta, </em>produzida pelo ateliê Gaensly &amp; Lindemann, exposta na casa de música do sr. Luiz Levy, na rua Quinze de Novembro, em São Paulo<i> </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/818186/3" target="_blank"><em>A Bicycleta</em>, 12 de julho de 1896, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a> anunciou que Gaensly e Lindemann haviam cedido &#8220;gentilmente&#8221; a ele o seu &#8220;magnífico atelier&#8221; na rua Quinze de Novembro, 28, na capital paulista. Gutierrez estava expondo suas fotografias no salão da Associação Comercial <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4513" target="_blank">O Commercio de São Paulo</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4513" target="_blank">, 24 de novembro de 1896, na quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No periódico paulista <em>A música para todos</em>, exemplar de dez.1896 / jan.1897, foi anunciada a Photographia Gaensly &amp; Lindemann <em>recomendada aos nossos assinantes</em>. No mesmo anúncio,  foi também noticiada a exposição de mais de cinquenta fotografias do ateliê na redação da revista.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1898</span></strong> &#8211; Foi comercializado o álbum &#8220;Colleções de 27 cartões com vistas da Cantareira, Jardim Publico, Quartel de Policia, Serra de Santos, Fazendas de Café, Poços de Caldas, Escola Normal de Campinas, Estação de Campinas, Largo de São Bento, Largo do Palacio, Ypiranga e outros&#8221;, cartões postais impressos por Victor Vergueiro Steidel (1868 &#8211; 1906). Não foi apresentada a autoria das imagens, mas foram, muito provavelmente, baseadas em fotografias de Gaensly, de Paulo Kowalsky e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez(1843 &#8211; 1923)</a>. O fotógrafo Kowalsky teria atuado em São Paulo entre 1891 e 1897.</p>
<p style="text-align: left;">Para a Escola Politécnica, o estúdio Gaensly &amp; Lindemann produziu o quadro de formatura da turma de Engenheiros Geógrafos.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Gaensly &amp; Lindemann presentearam o<em> Correio Paulistano</em> com “uma bella collecção de bilhetes postais contendo vistas dos principais edificios e dos logares mais pitorescos” de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/10589" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de agosto de 1899, na última coluna</a>). Seria sua primeira série de postais, <em>Lembrança de São Paulo</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly &amp; Lindemann anunciaram o envio da <em>Grande Collecção de Vistas de São Paulo</em> para a Exposição Universal de Paris de 1900.</p>
<p style="text-align: left;">Em abril, foi constituída em Toronto, por um grupo de investidores canadenses estimulados por empresários paulistas a <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company Limited</em>.  Em 17 de junho, a empresa obteve autorização para funcionar no Brasil e logo em seguida iniciou seus trabalhos no país.</p>
<p style="text-align: left;">Gaensly foi contratado pela companhia e foi seu principal fotógrafo até 1925. Com equipamentos de grande porte (negativos em vidro 24 x 30cm), passou, então, a documentar os trabalhos da empresa, produzindo registros das transformações urbanas de São Paulo, causadas por obras de implantação de linhas de bonde elétrico, de iluminação pública, imagens de casas de máquina e interiores de oficinas de manutenção, além de fotografias da construção de barragens e das hidrelétricas da Light no estado. A primeira fotografia produzida por ele para a Light foi das obras da rua 25 de março, em 5 de julho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.energiaesaneamento.org.br/not%C3%ADcias/boletim/boletim-abril-2013.aspx" target="_blank"><img src="https://lh3.googleusercontent.com/-ixweL-iyYh0/UXV_LFNFAII/AAAAAAAAAtU/8elNYCb6Hx0/s800/001.jpg" alt="" width="418" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.energiaesaneamento.org.br/not%C3%ADcias/boletim/boletim-abril-2013.aspx" target="_blank">Guilherme Gaensly. A imagem zero. Obras na Rua 25 de Março, 5 de julho de 1899. São Paulo, SP / Acervo da Light</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Terminou a sociedade entre Gaensly &amp; Lindemann, em São Paulo, e Gaensly passou a atuar sozinho na Photographia Gaensly (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20837" target="_blank"><em>Alkmanak Lammert</em>, 1901)</a>. No mesmo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/22232" target="_blank">Almanak</a>, consta o ateliê Gaensly &amp; Lindemann, em Salvador.</p>
<p style="text-align: left;">Produção da segunda série de postais, também denominada <em>Lembrança de São Paulo</em>, dessa vez apenas com a assinatura de Gaensly. A terceira série deve ter sido editada logo em seguida.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Foi noticiado que a Photographia Gaensly &amp; Lindemann de Salvador havia fotografado uma criança natimorta e hermafrodita, que estava despertando a curiosidade da população e de médicos, dentre eles o professor  de medicina legal, Nina Rodrigues (1862 &#8211; 1906) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720011/33875" target="_blank"><em>Diário do Maranhão</em>, 31 de outubro de 1901, na última coluna sob o título &#8220;Criança fenomenal&#8221;</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- As imagens publicadas no primeiro Relatório de Diretoria da Light dirigido aos acionistas no exterior foram baseadas em fotografias de Gaensly e Lindemann, produzidas especificamente para a empresa ou para o álbum <em>Lembrança de São Paulo</em>, editado pelo Instituto Politécnico de Zurique e impresso em colotipia.</p>
<p style="text-align: left;">O estúdio fotográfico Gaensly &amp; Lindmann continuava funcionando em Salvador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23718" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1903</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong> </span>- Para &#8220;auxiliar a propaganda do café&#8221; na Exposição de Saint Louis (1904), Gaensly começou a documentar as instalações e a  lavoura cafeeira da colônia americana em Santa Bárbara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/3806" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de dezembro de 1903</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Enviou ao <em>Correio Paulistano</em> uma coleção de dez cartões-postais coloridos e 50 em planotipia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/2765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 26 de abril de 1903, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1904</span></strong> &#8211; Gaensly entregou &#8220;as vistas produzidas no interior da exposição (Saint Louis) e as dos mapas do café&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4100" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 12 de fevereiro de 1904, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">Gaensly integrou uma comitiva que visitou a Ilha dos Búzios, parte do Arquipélago de Ilhabela, onde seria instalada uma colônica correcional. O <em>conhecido fotógrafo </em></span>Gaensly tinha a <em>tarefa de tirar vistas dos trechos mais pitorescos e menos conhecidos dos Búzios e das histórias do fortes coloniais de Bertioga, São Sebastião e Villa Bella</em>. Dentre vários, também estavam na expedição o escritor e engenheiro Euclides da Cunha (1866 &#8211; 1909), autor de <em>Os Sertões,</em> e o pintor Benedito Calixto (1853 &#8211; 1927), além de autoridades como o secretário do Interior de São Paulo e o chefe de polícia (<em>Correio Paulistano</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4911" target="_blank">8 de agosto de 1904, na quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/4935" target="_blank">12 de agosto de 1904, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Anúncio da Photographia de Guilherme Gaensly, antiga Gaensly &amp; Lindemann. A propaganda seria publicada diversas vezes durante 1904 e 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/5403" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1904, na sétima coluna</a>). Foi contemporâneo dos fotógrafos húngaro José Wollsack (1847 – 1927), do austríaco <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9866http://" target="_blank">Otto Rudolf Quaas (c. 1862 &#8211; c. 1930)</a> e do brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25006" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25006" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/varios.jpg" alt="Correio Paulistano, 1º de novembro de 1904" width="262" height="385" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_06/5403" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1904</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: left;">Na Exposição Mundial de Saint Louis, realizada entre 30 de abril e 1º de dezembro de 1904,  Gaensly ganhou medalha de prata na categoria &#8220;Photographia&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27484" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O estúdio fotográfico Gaensly &amp; Lindmann continuava funcionando em Salvador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27590" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong> </span>- Entre 1905 e 1907, nas notas fiscais da Photographia Gaensly existem muitas referências a serviços de reproduções de mapas para a Comissão Geográfica e Geológica.</p>
<p style="text-align: left;">Início das atividades da <em>Rio de Janeiro Railway, Light and Power Company Limited</em> e contratação do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957).</a></p>
<p style="text-align: left;">Foi publicada uma fotografia de autoria de Gaensly da festa do Club da Guarda Nacional, realizada no Jardim da Luz, em 26 de julho de 1905 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/3550" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de agosto de 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">c. 1905</span></strong> &#8211; Gaensly editou uma série no formato postal, que ficou conhecida como a <em>série A</em>, com cinquenta imagens. Foi produzida com uma técnica de impressão que resultava numa melhor visualização, próxima ao da cópia fotográfica.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong> </span>- Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da Secretaria de Agricultura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/9743" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de novembro de 1906, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi elogiada como <em>magnífica</em> a fotografia do quadro da turma de graduandos da Escola de Farmácia de Ouro Preto, produzida por Gaensly (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/21826" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 11 de dezembro de 1906, na sexta coluna, sob o título &#8220;Municípios&#8221;</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Último registro do funcionamento do estúdio fotográfico Gaensly &amp; Lindmann, em Salvador, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/29798" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1906</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da secretaria de Agricultura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19655" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 22 de novembro de 1907, na primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento das secretarias do Interior e da Agricultura de São Paulo (<em>Commercio de São Paulo</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19945" target="_blank">12 de janeiro de 1908, na primeira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20181" target="_blank">26 de fevereiro, na quinta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/20567" target="_blank">8 de maio, na terceira coluna </a>e <em>Correio Paulistano</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14211" target="_blank"> 30 de outubro de 1908, na sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/14532" target="_blank">15 de dezembro de 1908, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da Exposição Nacional e obteve a medalha de ouro na seção de &#8220;Photographia&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/19688" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 27 de novembro de 1897, na quarta coluna, sob o título &#8220;Notas e Notícias&#8221;</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/39040" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1909</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly estava na folha de pagamento da secretaria de Agricultura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/15905" target="_blank"><em>Correio Paulistano, </em>13 de julho de 1909, na penúltima coluna</a><em>).</em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Iniciou a produção de um novo conjunto de 50 imagens de São Paulo no formato postal, posteriormente conhecida como a <em>série B</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong> </span>- O naturalista Hermann von Ihering (1850-<wbr />1930), que dirigiu o Museu Paulista entre 1894 e 1916, pediu à Diretoria de Terras, Colonização e Imigração um coleção de fotografias dos núcleos coloniais &#8220;ultimamente tiradas pelo dr. Gaensly&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/21043" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de abril de 1911, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Uma coleção de fotografias de Guilherme Gaensly foi um dos prêmios da rifa organizada por artistas em prol das vítimas de uma inundação ocorrida em Santa Catarina e no Paraná (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9731" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de dezembro de 1911, na última coluna</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1912</strong></span> &#8211; O ateliê de Gaensly mudou-se para a rua Boa Vista, 39 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/52922" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1913</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1915</span> </strong>- Foi publicada no jornal <em>Germania</em>, da comunidade alemã, em 15 de junho de 1914, uma propaganda do ateliê do fotógrafo na rua Boa Vista, 39.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Gaensly prestou serviços à Prefeitura de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/44668" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de dezembro de 1917, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Fotografou os participantes do <em>Sínodo Presbiteriano Independente reunido em São Paulo em 24 de maio,</em> um importante evento da igreja presbiteriana. A imagem foi publicada na edição de 2 de março de 1922 na capa do jornal <em>O Estandarte </em>e<em> </em>encontra-se arquivada no Centro de Documentação e História Reverendo Vicente Themudo Lessa.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1925</span></strong> &#8211; Gaensly deixou de trabalhar para a <em>The São Paulo Railway, Light and Power Company Limited</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1927</span></strong> &#8211;  Último registro do funcionamento de seu ateliê na rua Boa Vista, 39, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/99100" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em> de 1927</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Guilherme Gaensly morreu em 20 de junho de pneumonia, em São Paulo.</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV &#8211; Rua 25 de março em São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2020 14:32:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Ortodoxa Antioquina da Anunciação à Nossa Senhora]]></category>
		<category><![CDATA[Malaquias Rogério de Salles Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Ferraz de Campos Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Mussa Abi Haidar]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pátio do Colégio]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Tamanduateí]]></category>
		<category><![CDATA[Rua 25 de março]]></category>
		<category><![CDATA[ruas]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>
		<category><![CDATA[Vincenzo Pastore]]></category>

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		<description><![CDATA[No quarto artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", a Rua 25 de Março, atualmente uma das mais movimentadas de São Paulo é a destacada. Foi batizada, em 1865, em homenagem à data da assinatura da primeira constituição brasileira, em 25 de março de 1824. As fotografias que ilustram esse artigo muito contrastam com a região nos dias de hoje, conhecida como "o maior shopping céu aberto da América Latina". São do fim do século XIX e início do XX, de autoria do suíço Guilherme Gaensly (1843 - 1928) e do italiano Vincenzo Pastore (1865 - 1918).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV &#8211; Rua 25 de Março</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No quarto artigo da série &#8220;<em>Avenidas e ruas do Brasi</em>l&#8221;, a Rua 25 de Março, atualmente uma das mais movimentadas de São Paulo é a destacada. Popularmente conhecida como &#8220;a 25&#8243;, é o maior centro comercial da América Latina, localiza-se no Centro da cidade e sua história é fortemente identificada com a própria história da cidade e marcada pela presença da imigração para a metrópole, principalmente de sírios e libaneses. Foi batizada, em 1865, em homenagem à data da assinatura da primeira constituição brasileira, em 25 de março de 1824. As fotografias deste artigo muito contrastam com a região nos dias de hoje, conhecida como &#8220;o maior shopping céu aberto da América Latina&#8221;. São do fim do século XIX e início do XX, de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>.</p>
<p>Um das 10 fotografias da Rua 25 de Março destacadas nesse artigo é de autoria do fotógrafo suíço Guilherme Gaensly, autor de importantes registros de São Paulo, vendidos como fotografias em papel albuminado e colotipias impressas na Suíça e comercializadas em álbuns. Ao lado de seu contemporâneo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a>, foi provavelmente o fotógrafo mais publicado em postais no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2128" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2128/001AAN004003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2128" target="_blank">Guilherme Gaensly. Álbum Fotografias de São Paulo 1900 &#8211; Várzea do Mercado e o Mercado Caipira, c. 1890. São Paulo, SÇP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22rua+25+de+mar%C3%A7o%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Rua 25 de março, em São Paulo, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As outras nove foram produzidas pelo italiano Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918), por volta de 1910. Com sua câmara de pequeno formato, Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana. Registrou cenas de ruas de São Paulo, como estas na Rua 25 de março, produzindo imagens diferentes das realizadas, durante o século XIX, com câmeras de grande formato sobre tripés, tendo sido um dos pioneiros da nova linguagem da fotografia do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2104/004VP021035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="488" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Um pouco da história da Rua 25 de Março, o &#8220;maior shopping a céu aberto da América Latina&#8221;</strong></span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p>O Pátio do Colégio, reconhecido como o berço da cidade de São Paulo, está localizado próximo a área da rua 25 de Março, e o rio Tamanduateí, além de se relacionar com a fundação da cidade, tem ligação com a origem da referida rua, por ter sido a porta de entrada mais importante dos fundadores e dos desbravadores da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1903/001AMI010010.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1903" target="_blank">Photographia Americana; Militão Augusto de Azevedo. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Convento do Colégio, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A colina do Pátio do Colégio, próxima ao rio Tamanduateí, abrigava o Porto Geral, que era usado para o descarregamento de mercadorias importadas que chegavam do Porto de Santos. Desde o século XVI, era utilizado como rota alternativa às trilhas no trajeto entre Santo André e São Paulo. Também por ele eram transportados da fazenda São Caetano, dos beneditinos, gêneros alimentícios para o Mosteiro de São Bento. A atual Rua 25 de Março era chamada, no século XVIII, de rua ou beco das Sete Voltas por margear o rio Tamanduateí que era sinuoso e que, até meados do século XIX, abrigou quatro portos: o já citado Geral, o Tabatinguera, o Figueira e o Coronel Paulo Gomes. O rio foi retificado em duas etapas &#8211; em 1848 e entre 1896 e 1914.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2114" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2114/004VP023002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2114" target="_blank">Vincenzo Pastore. Barcos no rio Tamanduateí, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=tamanduatei&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do rio Tamanduateí, em São Paulo, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse século a rua recebeu a denominação popular de Rua de Baixo, por ficar na parte baixa da cidade em realação à colina do Pátio do Colégio. Em 28 de novembro de 1865, foi apresentado pelo vereador Malaquias (ou Malachias) Rogério de Salles Guerra (18? &#8211; 19?) um ofício sugerindo a alteração do nome de várias ruas, sendo uma delas a alteração do nome da Rua de Baixo para Rua 25 de Março, até a projetada Praça do Mercado (atual praça Fernando Costa), e desse ponto em diante, até a Ladeira do Carmo, atual avenida Rangel Pestana (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de dezembro de 1865, última coluna</a>). Uma curiosidade: foi para a casa de São Paulo de Malaquias, primo de seu pai, que o futuro governador de São Paulo e presidente do Brasil, Manuel Ferraz de Campos Salles (1841 &#8211; 1913), nascido em Campinas, se mudou, aos 15 anos, para estudar na capital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-20406 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ruas1.jpg" alt="ruas1" width="323" height="385" /></a></p>
<div id="attachment_20407" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20407" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ruas2.jpg" alt="Correio Paulistano, 22 de novembro de 1865" width="320" height="256" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/090972_02/1765" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 22 de novembro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por volta de 1870, a migração de sírios e libaneses aumentou devido à ocupação desses dois países pelo Império Turco-Otomano, razão pela qual eles chegavam ao Brasil com passaportes fornecidos pelo governo turco. Daí terem ficado conhecidos como &#8220;turcos&#8221;, apesar de não sê-los. Uma ironia e até uma crueldade histórica já que os turcos eram, na verdade, seus opressores. Enfim, foram os sírios e os libaneses os responsáveis pela ocupação e pela colonização da área da Rua 25 de Março. Vieram &#8220;fazer a América&#8221;. Em 1887 ou 1890 (as fontes variam em relação a essa data), foi aberta a primeira loja na rua de que se tem notícia até hoje. Era de propriedade do imigrante libanês Benjamin Jafet (1864 &#8211; 1940), que se mudou para o Brasil, em 1887, e tornou-se um grande empresário do ramo têxtil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_09/630" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 25 de fevereiro de 1940, quinta coluna</a>).</p>
<p>A maioria desses imigrantes sírios e libaneses era cristãos ortodoxos e foi em janeiro de 1897 que, após a celebração de uma missa, em uma salão situado na Rua 25 de Março, que o padre Mussa Abi Haidar realizou a primeira procissão ortodoxa da América do Sul. Nas proximidades da Rua 25 de Março, na antiga Rua Itobi, atual Rua Cavalheiro Basílio Jafet, foi construída, nos primeiros anos do século XX, a primeira igreja ortodoxa do Brasil, a Igreja Ortodoxa Antioquina da Anunciação à Nossa Senhora, consagrada em 1904.</p>
<p>Além dos sírios e libaneses, comerciantes alemães, franceses e italianos &#8211; como vendedores de tecidos e estes últimos também como maiores vendedores de sapatos e principais agentes das atividades de funilaria e ferragem -, ingleses e norte-americanos no setor de metalurgia, e brasileiros e portugueses em trabalhos de carpintaria, se instalaram na região. Nos últimos anos, a presença de orientais vem se intensificando.</p>
<p>A área, cuja origem é a Rua 25 de Março, constitui-se de um conglomerado de lojas e galerias que vai desde o Mosteiro de São Bento até o Mercado Municipal. Desde o início de sua história, a rua foi identificada com a possibilidade de oportunidade de negócios em atividades comerciais e em sua região estão instaladas lojas tanto atacadistas como varejistas de produtos variados: de armarinhos a papelarias, roupas de cama e mesa, bijuterias e brinquedos, dentre vários outros. É, como já mencionado, apesar das grandes mudanças ocorridas na estrutura de comércio da capital paulistana, uma região comercialmente muito movimentada e ativa, o &#8220;<em>maior shopping a céu aberto da América Latina</em>&#8220;.</p>
<p>Em 2007, , &#8220;a 25&#8243; foi o tema do enredo da Associação Cultural e Social Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco intitulado <i>Das sete curvas de um rio nasce a Rua da Cultura, religião, comércio e festas populares: 25 de Março, Isso é Brasil!</i></p>
<p>Devido à pandemia do Covid-19, o comércio da rua ficou fechado de março de 2020 ao dia 10 de junho do mesmo ano. Recebe cerca de quatrocentas mil pessoas por dia e, perto de datas comemorativas, esse número sobe para um milhão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CESARINO, G. K.; CALDANA JUNIOR, V. L. (2017). <em>Adaptação e resiliência do espaço comercial de rua: a 25 de março</em>. <i>RUA</i>, <i>23 </i>(1), 117-139.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>OLIVEIRA, Lineu Francisco de; GIL Antonio Carlos. <em><a class="external text" href="http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/res/article/view/455" rel="nofollow">O conglomerado comercial da rua 25 de março, em São Paulo: uma região socialmente construída</a></em>. Revista de Estudos Sociais, 2011, nº 25, vol. 13</p>
<p>PONCIANO, Levino. Todos os centros da Paulicéia. São Paulo: Editora Senac, 2007.</p>
<p>PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAUL, Departamento do Patrimônio Histórico. <em>A enchente de 1º de janeiro de 1850</em>. São Paulo, 2009.</p>
<p><a href="https://economia.ig.com.br/2020-06-11/rua-25-de-marco-reabre-o-comercio-com-filas-depois-de-tres-meses-fechado.html" target="_blank">Site Brasil Econômico</a></p>
<p><a href="http://casashistoricaspaulistanas.blogspot.com/2012/09/familia-jafet-125-anos-em-sao-paulo.html" target="_blank">Site Casas Históricas Paulistanas</a></p>
<p><a href="https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/logradouro/rua-25-de-marco" target="_blank">Site Dicionário de ruas da Prefeitura de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://www.guiada25.com.br/historia_da_25demarco.asp" target="_blank">Site Guiada25</a></p>
<p><a href="http://www.catedralortodoxa.com.br/nossa-senhora" target="_blank">Site Igreja Ortodoxa Antioquina</a></p>
<p><a href="http://lojacampossalles2654.com.br/principal/perfil-biografico-de-campos-salles/" target="_blank">Site Loja Maçônica Campos Salles 2654</a></p>
<p><a href="http://www.saopauloinfoco.com.br/familia-jafet/" target="_blank">Site São Paulo in Foco</a></p>
<p><a href="https://www.viagensecaminhos.com/2012/12/rua-25-de-marco-e-bras-sao-paulo.html" target="_blank">Site Viagens e Caminhos</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20105">Série “Avenidas e ruas do Brasil” III – A Rua do Bom Jesus, no Recife, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de agosto de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; III &#8211; A Rua do Bom Jesus, no Recife</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2020 13:29:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
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		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
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		<category><![CDATA[Invasão holandesa]]></category>
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		<category><![CDATA[Moritz Lamberg]]></category>
		<category><![CDATA[Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[rua]]></category>
		<category><![CDATA[Rua do Bom Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Rua dos Judeus]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Avenidas e ruas do Brasil"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=20105</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica hoje o terceiro artigo da série "Avenidas e ruas do Brasil", desta vez contando a história da Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, considerada pela revista norte-americana Architectural Digest uma das mais bonitas do mundo. "A rua colorida, repleta de palmeiras altas, está cheia de história". E está mesmo! Foi lá que, entre 1636 e 1654, existiu a mais antiga sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel. Destacamos três belas imagens da Rua do Bom Jesus produzidas pelos fotógrafos Auguste Stahl (1828 - 1877),  Guilherme Gaensly (1843 - 1928) e Moritz Lamberg (18? - 19?).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; III &#8211; A Rua do Bom Jesus, no Recife</em></strong></span></p>
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<p>A revista norte-americana <em>Architectural Digest</em> publicou, em 26 de novembro de 2019, a reportagem &#8220;<em>31 of the most beautiful streets in the world</em>&#8220;, de autoria de Nick Mafi, destacando as ruas mais bonitas do mundo. Em terceiro lugar, figurou a Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, única brasileira da lista. Os primeiro e segundo lugares ficaram com a ruas de Setenil de las Bodegas, cidade localizada no sul Espanha, entre Sevilha e Málaga; e a Washington Street, no Brooklyn, em Nova York, respectivamente.</p>
<p>Aqui destacamos três imagens da Rua do Bom Jesus, tema do terceiro artigo da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;. São de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Auguste Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18? &#8211; 19?)</a>.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?scope=%2F&amp;query=%22rua+do+bom+jesus%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da rua do Bom Jesus, no Recife, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
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<p><img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/placa.jpg" alt="placa" /></p>
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<p><em>A rua colorida, repleta de palmeiras altas, está cheia de história</em>. E está mesmo! Na época da ocupação holandesa, conhecida como Rua do Bode &#8211; <em>Bokestraet</em> &#8211; , a atual Rua do Bom Jesus era a mais importante alameda do Bairro do Recife, talvez por ser, na época, a via usada por viajantes que iam ou vinham de Olinda. Suas bases foram lançadas, em 1636, quando o cristão novo de origem portuguesa, Duarte Saraiva, cujo nome judeu seria David Sênior Colonel, comprou o terreno onde a rua começou a ser construída. Tornou-se a rua preferida dos israelitas e passou a ser chamada de Rua dos Judeus.</p>
<p>Foi lá que entre 1636 e 1654 existiu a mais antiga sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel &#8211; Rochedo de Israel &#8211; , com a mais antiga piscina de banho ritual (micveb ou micveh) do continente, descoberta a partir de uma prospecção arqueológica realizada pela Universidade Federal de Pernambuco entre 1999 e 2000. Perto dali também foi construído o primeiro cemitéro judaico do continente. A lei municipal nº 16.496, de 19 de julho de 1999, transferiu o uso dos prédios para a Federação Israelita de Pernambuco, a fim de que fosse instalada uma réplica da sinagoga Zur Israel. Atualmente abriga o Centro Judaico de Pernambuco</p>
<p>A chegada de judeus em Pernambuco se deu de duas formas. Com a crescente perseguição a não cristãos em Portugal, o país, segundo Tania Kaufman, fundadora do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco, &#8220;<em>chegou a distribuir terras no Brasil para os judeus. A Coroa queria que eles povoassem o Nordeste. Era uma forma de a Coroa garantir a posse das terras</em>”. Porém havia uma condição: para terem direito a terras brasileiras, os judeus teriam que se converter, tornando-se cristãos novos.</p>
<p>Centenas de outros judeus chegaram em Pernambuco, em 1630, com os holandeses que estavam em busca de açúcar. Era o início da Invasão Holandesa no estado. Estes judeus haviam fugido de Portugal para os Países Baixos, uma meca da liberdade religiosa, devido à crescente perseguição da Inquisição. Eles tinham tradição mercantil, entendiam de refino de açúcar e eram fluentes em português.</p>
<p>Vinte e quatro anos depois, Portugal retomou o controle de Pernambuco e com a rendição dos exércitos holandeses, em janeiro de 1654, uma população de cerca de 400 judeus residentes no Recife teve estabelecido pelo então governador da região, Francisco Barreto de Menezes (1616 &#8211; 1688), um prazo de quatro meses para deixarem o Brasil. Quem ficasse teria que enfrentar a Inquisição. Muitos fugiram para o interior do país e outros partiram para as Antilhas e para Amsterdã. Dezenas de judeus embarcaram para a Holanda, no navio <em>Valk</em>, em janeiro de 1654, e devido a uma série de imprevistos, como uma tempestade e o saque do navio por piratas, foram socorridos por uma fragata francesa que os deixou na Jamaica, então uma colônia espanhola. Ficaram presos por um período, foram libertados e 23 deles &#8211; seis famílias compostas por 13 crianças, quatro casais e duas viúvas &#8211; acabaram indo para a região conhecida como Nova Amsterdã, futura Nova York, onde aportaram em 7 de setembro de 1654. Lá fundaram a primeira congregação judaica da América do Norte, a Shearith Israel.</p>
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<div id="attachment_23749" style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56423846?at_medium=custom7&amp;at_custom3=BBC+Brasil&amp;at_custom2=facebook_page&amp;at_custom4=96D9D030-87E2-11EB-9EF9-B2C496E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D" target="_blank"><img class="wp-image-23749 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/judeus.jpg" alt="judeus" width="371" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56423846?at_medium=custom7&amp;at_custom3=BBC+Brasil&amp;at_custom2=facebook_page&amp;at_custom4=96D9D030-87E2-11EB-9EF9-B2C496E8478F&amp;at_campaign=64&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D" target="_blank">Monumento em homenagem aos 23 primeiros judeus a chegarem a Nova Amsterdã</a></p></div>
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<p>Mas, voltando à história da rua. Quando os judeus foram embora de Pernambuco, a rua foi denominada Rua da Cruz. Finalmente, em 1870, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano propôs que a Rua da Cruz passasse a se chamar Rua do Bom Jesus, iniciativa  aprovada pelo Conselho Municipal. Assim ficaria lembrado que &#8220;<em>naquela rua existia sobre o arco, que era antiga porta da cidade, a capela do bom Jesus, demolida em 1850</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1496" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de agosto de 1870, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_20128" style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/1496" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20128" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/cruz.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de 1870" width="494" height="104" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_05/1496" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de agosto de 1870</a></p></div>
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<p>O casario da Rua do Bom Jesus, que liga a Marquês de Olinda à praça Artur Oscar, apesar de ter sido modificado principalmente no século XIX,  mantém quase o mesmo traçado da rua do tempo dos holandeses.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Um pouco sobre as imagens destacadas</em></span></strong></p>
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<p>Abaixo está reproduzida a mais antiga imagem da Rua do Bom Jesus presente no acervo da Brasiliana Fotográfica. Na época ainda se chamava Rua da Cruz. É de autoria de Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877), nascido em Bergamo, na Itália, em 23 de maio de 1828, originário de uma família da Alsácia, na França. Desembarcou do vapor inglês<em> Thames</em>, no Recife, em 31 de dezembro de 1853. Teve diversos ateliês fotográficos na cidade até mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1862. Foi agraciado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 – 1891)</a> com o título de “Fotógrafo de S.M , o Imperador”.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2329/007A5P3FG6P-14.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="592" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2329" target="_blank">Augusto Stahl. Rua da Cruz, dos Judeus e do Comércio, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A próxima imagem foi produzida por Moritz Lamberg que, em 1880, teve anunciada sua chegada à Photographia Allemã de Recife, pelo gerente do estabelecimento, Constantino Barza, para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense Alberto Henschel (1827 – 1882). Lamberg foi apresentado como celebridade europeia e insigne artista, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e em Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873.</p>
<p>A fotografia é da já rebatizada Rua do Bom Jesus. Aparecem do lado esquerdo o estabelecimento de Augusto Coers e a Botica Francesa, no número 22. Augusto Coers tinha o privilégio por 15 anos da funda herniária electo medical, invenção dos irmãos Marie para a cura de hérnias (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/141" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de janeiro de 1880</a>). Na Botica Francesa, eram vendidos medicamentos estrangeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16902" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de agosto de 1880</a>). Atrás vemos a Torre Malakoff, um importante monumento construído no século XIX, atualmente tombado pelo Iphan. Foi o portão monumnetla do ARsenal da Marinha e um observatório astronômico. Desde 2000 abriga um espaço cultural.</p>
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<div id="attachment_20114" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank"><img class=" wp-image-20114" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ruadobomjesus-1024x763.jpg" alt="Moritz Lamberg. Rua do Bom Jesus, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS" width="701" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua do Bom Jesus, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div id="attachment_20133" style="width: 804px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/141" target="_blank"><img class=" wp-image-20133" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ruadosjudeus.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 23 de janeiro de 1880" width="794" height="178" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/141" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de janeiro de 1880</a></p></div>
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<p>A última fotografia, de autoria do suíço Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928), é a mais recente, tendo sido produzida por volta de 1890. No número 86, quase ao lado da Botica Franceza, aparece a Botica do Recife. Um pouco depois, a Caixa Econômica.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2494/007A5P4F4-57.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank">Guilherme Gaensly. Rua do Bom Jesus, tendo ao fundo a Torre Malakoff, c. 1890. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://www.architecturaldigest.com/gallery/most-beautiful-streets-in-the-world" target="_blank"><em>Architectural Digest</em>, de 26 de novembro de 2019</a></p>
<p style="font-weight: 400;">CAVALCANTI, Carlos Bezerra. <em>O Recife e suas ruas</em>: se essas ruas fossem minhas&#8230; Recife: Edições Edificantes, 2002. 140 p. il. p. 59.</p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2020/07/rua-do-bom-jesus-no-recife-e-a-terceira-mais-linda-do-mundo-diz-rev.html" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de julho de 2020</a></p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx2511200225.htm" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 25 de novembro de 2002</a></p>
<p style="font-weight: 400;">FRAGOSO, Danillo. <em>Velhas ruas do Recife</em>. Recife: UFPE, Imprensa Universitária, 1971. p. 60.</p>
<p style="font-weight: 400;">GASPAR, Lúcia. <em>Rua do Bom Jesus</em>, Recife, PE.<em> </em><strong>Pesquisa Escolar online</strong>, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: &lt;<a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php">http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/</a>&gt;. Acesso em 13 de julho de 2020.</p>
<p style="font-weight: 400;">LEVY, Daniela. <em>De Recife para Manhattan</em>. São Paulo : Editora Planeta, 2018.</p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="http://bairrodorecife.blogspot.com/2014/02/a-rua-do-bode-dos-judeus-da-cruz-e-do.html" target="_blank">Site Recife Antigo</a></p>
<p style="font-weight: 400;">SILVA, Leonardo Dantas. <em>Arruando pelo Recife</em>: por ruas, pontes, praias e sítios históricos. Recife: SEBRAE/PE, 2000. 178 p. il. p. 101-102.</p>
<p style="font-weight: 400;">Wiznitzer, Arnold. <a href="https://www.jstor.org/stable/43058879?seq=1" target="_blank"><em>The Exodus from Brazil and Arrival in New Amsterdam of the Jewish Pilgrim Fathers, 1654</em></a>. American Jewish Historical Society 44 (1954): 80-97.</p>
<p style="font-weight: 400;">WOLFF, Egon; WOLFF, Frieda. A Odisséia dos Judeus de Recife. Editora Centro de Estudos Judaicos, 1979.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para as outras publicações da série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221;</strong></span></p>
<p> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; I &#8211; Avenida Central, atual Rio Branco, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 7 de setembro de 2016</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18113">Série “Avenidas e ruas do Brasil” II – A Rua do Imperador em Petrópolis por Klumb, Leuzinger e Stahl, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 26 de junho de 2020</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20381">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IV – A Rua 25 de Março, em São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 1º de setembro de 2020</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20682">Série “Avenidas e ruas do Brasil” V &#8211; A Rua Direita, a Rua das Mercês e a Rua Macau do Meio, em Diamantina, Minas Gerais, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 22 de outubro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20708" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VI  &#8211; Rua Augusto Ribas e outras, em Ponta Grossa, no Paraná, pelo fotógrafo Luiz Bianchi, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 16 de novembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20721">Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 23 de dezembro de 2020</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21888" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil VIII &#8211; A Rua da Carioca por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 20 de janeiro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23162" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” IX – Ruas e panoramas do bairro do Catete, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de julho de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25825" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; X &#8211; A Rua da Ajuda, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 9 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25358http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XI &#8211; A Rua da Esperança, em São Paulo, por Vincenzo Pastore, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 14 de dezembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26514http://" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XII &#8211; A Avenida Paulista, o coração pulsante da metrópole, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 21 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27660" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XIII &#8211; A Rua Buenos Aires no Centro do Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal,  publicada em 19 de julho de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27822" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XIV &#8211; A Avenida Presidente Vargas,, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 31 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26995" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XV &#8211; Misericórdia: rua, largo e ladeira, no Rio de Janeiro, por Cássio Loredano, de autoria de Cássio Loredano, publicada em 8 de dezembro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30124" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVI &#8211; “Alguma coisa acontece no meu coração”, a Avenida São João nos 469 anos de São Paulo, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 25 de janeiro de 2023</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Série &#8220;Avenidas e ruas do Brasil&#8221; XVII  e série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXIII &#8211; A Praia e a Rua do Russel, na Glória, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de maio de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32975" target="_blank">Série “Avenidas e ruas do Brasil” XVIII &#8211; Avenida Beira-Mar, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 22 de janeiro de 2024</a></span></p>
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		<title>Pernambuco e a fotografia no século XIX</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 14:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Ducasble]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Stahl]]></category>
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		<category><![CDATA[fotógrafos pernambucanos]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco du Bocage]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Gaensly]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

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		<description><![CDATA[ A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão Alberto Henschel (1827 - 1882), o francês Alfred Ducasble (18-? – 19?), o francês nascido na Itália Augusto Stahl (1828-1877), o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português Francisco du Bocage (1860-1919), os pernambucanos João Ferreira Villela (18?-1901) e Manoel Tondella (1861 – 1921), o português Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912) e o europeu Moritz Lamberg (18?-?). O portal traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros e brasileiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18-? – 19?)</a>, o francês nascido na Itália <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828-1877)</a>, o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860-1919)</a>, os pernambucanos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18?-1901)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 – 1921)</a>, o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> e o europeu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18?-?).</a></p>
<p>Outros importantes fotógrafos estrangeiros e brasileiros produziram imagens do Recife e de Pernambuco. Tudo indica que o primeiro teria sido o, provavelmente, norte-americano Joseph Evans, vindo do Rio de Janeiro, que instalou seu estabelecimento na rua Nova nº 14 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1843, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_28968" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28968" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/evans.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 18 de março de 1843" width="312" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>,21 de fevereiro de 1843</a></p></div>
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<p>Outros fotógrafos que retrataram Pernambuco foram o suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843-1928)</a> e o carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, também representados no acervo do portal, que traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2655/014ALAM00214.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua Nova (Antiga rua Barão da Vitória e João Pessoa), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/187" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Recife, de Olinda, de paisagens pernambucanas e de retratos produzidos no estado disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Registros realizados em Pernambuco por Marc Ferrez, Guilherme Gaensly e também por fotógrafos ainda não identificados</strong></em></span></p>
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<p>Em julho de 1875, o chefe da Comissão Geológica do Império**, importante missão científica que entre 1875 e 1878 percorreu diversos estados do Brasil, Charles Frederick Hartt, Marc Ferrez e outros membros da Comissão Elias Fausto Pacheco Jordão e Francisco José de Freitas embarcaram no paquete <em>Pará </em>com destino a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11427" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de julho de 1875, na segunda coluna</a>). Poucos meses depois, na residência do inspetor do arsenal de Marinha, no Recife, Hartt, fez uma conferência sobre os arrecifes e outros aspectos de Pernambuco como o cabo de Santo Agostinho, praias, o rio São Francisco e a cachoeira de Paulo Afonso, ilustrados com fotografias de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33872" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de dezembro de 1875, nas quinta e sexta coluna. sob o título “Norte do Império”</a>).</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2551/007Dscn4356.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="703" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank">Marc Ferrez. Charles F. Hartt, com a cidade do Recife ao fundo, durante levantamento da Comissão Geológica do Império, c, 1875. Recife, Pernambuco /Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O suíço Guilherme Gaensly, que possuiu estabelecimentos fotográficos em Salvador e em São Paulo, além de ter trabalhado para Henschel, e seu sócio Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 – 19?) produziram entre fins da década de 1880 e a década de 1890 fotografias do Recife.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2494/007A5P4F4-57.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="701" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank">Guilherme Gaensly. Rua do Bom Jesus, c. 1890. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A seguir, algumas fotografias produzidas em Pernambuco por fotógrafos ainda não identificados:</p>
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<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4409/SAm40-0003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="734" height="584" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank">Entrada do Porto, c. 1875. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Instituto für Länderkunde</a></p></div>
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<div style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2367/007A5P3FG6P-55.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="739" height="599" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank">Basílica de Nossa Senhora da Penha, c. 1859. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 752px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/54/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="742" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank">[Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco] : [construção], 1858-1860. Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre fotógrafos que tiveram ateliês fotográficos no Recife</strong></em></span></p>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank"><em>João Ferreira Villela, o primeiro fotógrafo pernambucano</em>, publicada em 5 de julho de 2019</a></span></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c. 1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299"><i>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</i>, publicada em 7 de maio de 2019</a></span></div>
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<div style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="488" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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</div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"><i>O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 – 22/10/1919)</i>, publicada em 30 de outubro de 2017</a></span></div>
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<div style="width: 793px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2047/002020BOC08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="783" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank">Francisco du Bocage. Recife Antigo. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008"><i>“Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios”, por Pedro Vasquez</i>, publicada em 29 de junho de 2017</a></span></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2669/014ALAM00227.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank">Moritz Lamberg. Ponte Princesa Isabel, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150"><i>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 – França, 30/10/1877)</i>, publicada em 30 de outubro de 2016</a></span></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2322/007A5P3FG6P-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank">Augusto Stahl. Os arrecifes, 1875. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank"><em>O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</em>, publicada em 13 de junho de 2015</a></span></div>
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<div style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4499/SAm21-0069.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="466" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato &#8211; Negra de Pernambuco, c. 1869 . Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3936/014AVA012097v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank">Photographia Allemã; Barza, Constantino. Retrato de menina na primeira comunhão (verso), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Novos Acervos: Fundação Joaquim Nabuco, publicado em 10 de outubro de 2019</span></em></p>
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<div style="width: 807px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6929/MT_015.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="797" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank">Manoel Tondella. Ciclistas, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
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<p>Outros fotógrafos que atuaram no estado no século XIX foram Agio Rio Pedro da Fonseca, A. Lettarte, Antônio Lopes Cardoso, A.W. Osborne, Borges de Mello, Charles Fredericks, Cincinato Mavignier, Daniel Bérard, Eduardo Gadaut, Eugênio, Firmino, Flosculo de Magalhães, Francisco Labadie, Frederico Ramos, Hermina de Carvalho Menna da Costa, considerada a primeira fotógrafa pernambucana; João José de Oliveira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19636" target="_blank">João Firpo,</a> J. B. Thoma, Joaquim Canelas de Castro, Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), Lins, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck</a>, Ludgero Jardim da Costa, Manoel Inocêncio Menna da Costa, Manoel Ribeiro Filho, Mauricio, Monteiro e Roberto.</p>
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<div>Andrea C. T. Wanderley</div>
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<div>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>MENDES, Luciana Cavalcanti. <a href="https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1488596478_ARQUIVO_ARTIGO_ANPUH_BSBFINAL.pdf" target="_blank"><em>O campo fotográfico em Pernambuco: um resumo do final do XIX até 1930</em></a>. XXIX Simpósio Nacional de História &#8211; Anpuh, 2017.</p>
<p>PARAÍSO, Rostand. <em>A velha Rua Nova e outras histórias</em>. Recife: Bagaço, 2011.</p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=222&amp;Itemid=197" target="_blank">Site da Fundação Joaquim Nabuco</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
<p>&nbsp;</p>
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