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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; futebol</title>
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		<title>O primeiro campo do Clube de Regatas do Flamengo por Augusto Malta</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 15:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Malta]]></category>
		<category><![CDATA[Estádio da Rua Paissandu]]></category>
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		<description><![CDATA[Produzida pelo fotógrafo alagoano Augusto Malta, em torno de 1926, a imagem destacada no artigo de hoje da Brasiliana Fotográfica mostra um aspecto do primeiro campo do Clube de Regatas do Flamengo - O Estádio da Rua Paissandu. Na época, Malta era o fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro. O estádio localizava-se na esquina da Rua Paissandu com a Pinheiro Machado e foi arrendado pelo Flamengo, em fins de 1914, quando o Paissandu Atlético Clube deixou de ser o mandante em amistosos e jogos não oficiais do campo. O Flamengo devolveu o terreno no fim de 1932 e, em 4 de setembro de 1938, foi inaugurado seu novo estádio na Gávea.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Produzida pelo fotógrafo alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), em torno de 1926, a imagem destacada no artigo de hoje da Brasiliana Fotográfica mostra um aspecto do primeiro campo do Clube de Regatas do Flamengo &#8211; O Estádio da Rua Paissandu. Na época, Malta era o fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, cargo criado para ele, que o ocupou entre 1903 e 1936, quando se aposentou. Fotografou no período as transformações urbanas e os grandes eventos da cidade, personalidades políticas, intelectuais e artísticas; paisagens, monumentos, lojas, o casario e as ressacas. Registrou também aspectos da vida carioca como, por exemplo, o carnaval de rua, o movimento dos quiosques, os eventos sociais e esportivos, os moradores de cortiços, os vendedores ambulantes, as prostitutas, os marinheiros e cenas de praia. Seu legado iconográfico é essencial para a preservação da memória da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40941" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12440" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40941" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/paissandu1.jpg" alt="Augusto Malta. Clube de Regatas do Flamengo - Estádio da Rua Paysandu,. Rio de \Janeiro, RJ / Acervo IMS" width="592" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12440" target="_blank">Augusto Malta. Clube de Regatas do Flamengo &#8211; Estádio da Rua Paysandu, c. 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Estádio da Rua Paissandu, cercado de palmeiras imperiais, localizava-se na esquina da Rua Paissandu com a Pinheiro Machado. A família Guinle era a proprietária do terreno, que foi arrendado pelo Flamengo, em fins de 1914, quando o Paissandu Atlético Clube deixou de ser o mandante em amistosos e jogos não oficiais do campo. Em 31 de outubro de 1915, foi realizado o primeiro jogo oficial do Flamengo no estádio: foi uma goleada de 5 a 1 sobre o Bangu, que valeu ao rubro-negro o título do Campeonato Carioca daquele ano. Depois viriam, ainda no campo da Rua Paissandu, os títulos de 1920, 1921, 1925 e 1927. Seu último jogo no estádio, em 25 de setembro de 1932, foi contra o Sport Club Brasil e o rubro-negro ganhou de 5 a 0. O Flamengo devolveu o terreno no fim de 1932 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_03/9937" target="_blank"><em>A Noite</em>, 26 de setembro de 1932</a>).  Os maiores públicos do estádio foram Flamengo 0 x 3 Fluminense, em 23  de junho de 1918, e Flamengo 1 x 3 Fluminense, em 24 de agosto de 1919; ambas as partidas registrando cerca de 15 mil pagantes<strong>. </strong>Em 4 de setembro de 1938, foi inaugurado o novo estádio do Flamengo, o Estádio da Gávea, à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, com um jogo pelo Campeonato Carioca, entre o Flamengo e o Vasco, que venceu por 2 a 0, gols de Leonídio Fantoni, conhecido como Niginho (1912-1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/flamengo.jpg" alt="flamengo" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Flamengo, cuja torcida é atualmente a maior do mundo, foi fundado, como clube de regatas, em 15 de novembro de 1895. Apenas em 1912, adotou o futebol. Antes de arrendar o Estádio da Rua Paissandu, o time não tinha estádio próprio e realizava seus jogos nos campos do Fluminense, em Laranjeiras; e no do Botafogo, na General Severiano &#8211; campos que voltou a utilizar entre 1932 e 1938. Seu atual estádio é o da Gávea (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_03/57021" target="_blank"><em>A Noite</em>, 4 de setembro de 1938</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/11387" target="_blank"><em>Jornal dos Sports</em>, 6 de setembro de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42606" style="width: 659px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/083712/15079" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/flamengo1.jpg" alt="Careta, 20 de novembro de 1915" width="649" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/083712/15079" target="_blank"><em>Careta</em>, 20 de novembro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42607" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/083712/15062" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42607" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/flamengo2.jpg" alt="Careta, 20 de novembro de 1915" width="670" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/083712/15062" target="_blank"><em>Careta</em>, 20 de novembro de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<section class="info">
<div class="content">
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Algumas curiosidades sobre o estádio da Rua Paissandu</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1872, foi fundada uma agremiação chamada Rio Cricket Club, na rua Berquó, atual Rua General Polidoro, semente do Paissandu Atlético Clube. Em 1880, o Rio Cricket Club mudou-se para um terreno alugado na Rua Paissandu e passou a chamar-se Paysandú Cricket Club. Na nova sede, foi construída uma pista de corrida em volta da quadra de críquete, além de quadras de tênis e de um pavilhão onde ficavam as senhoras que vinham assistir aos jogos. O terreno pertencia a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 – 1922), o conde D´Eu</a> e sua esposa, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, frequentava o clube para ver jogos e campeonatos&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://historiadoesporte.wordpress.com/2016/04/02/sobre-criquete-e-futebol-no-rio-de-janeiro-do-seculo-xix/cricket-3/" target="_blank"><img src="https://historiadoesporte.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/04/cricket-3.jpg?w=279" alt="" width="279" height="181" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://historiadoesporte.wordpress.com/2016/04/02/sobre-criquete-e-futebol-no-rio-de-janeiro-do-seculo-xix/cricket-3/" target="_blank">Rua Paissandu vista de dentro do Palácio Guanabara. À direita, a sede do Paysandú Cricket Club. Foto sem data, impressa em cartão postal da editora F. Manzieri de São Paulo.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://historiadoesporte.wordpress.com/2016/04/02/sobre-criquete-e-futebol-no-rio-de-janeiro-do-seculo-xix/cricket-4/" target="_blank"><img src="https://historiadoesporte.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/04/cricket-4.jpg?w=450" alt="" width="450" height="285" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://historiadoesporte.wordpress.com/2016/04/02/sobre-criquete-e-futebol-no-rio-de-janeiro-do-seculo-xix/cricket-4/" target="_blank">Sede do Paysandú Cricket Club junto ao Morro Novo Mundo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;quando ainda era denominado Paysandú Cricket Club foi o local do primeiro jogo do Fluminense Futebol Clube, em 19 de outubro de 1902, quando o time tricolor venceu o amistoso contra o Rio Futebol Clube por 8 a 0 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/1414" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 26 de outubro de 1902, primeira coluna</a>)&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://fluminense.com.br/noticia/primeiro-jogo-da-historia-do-fluminense-completa-122-anos" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://s3.amazonaws.com/assets-fluminense/uploads%2F1729353147646-WhatsApp+Image+2024-10-19+at+12.04.15.jpeg" alt="" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;em 13 maio de 1917, o estádio foi palco de um jogo amistoso da seleção brasileira de futebol, que venceu o Barracas da Argentina por 2 a 1 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/34985" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de maio de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40944" style="width: 839px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=107670_01&amp;pagfis=16113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40944" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/paissandu2.jpg" alt="O Imparcial, 14 de maio de 1917" width="829" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=107670_01&amp;pagfis=16113" target="_blank"><em>O Imparcial,</em> 14 de maio de 1917</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>PARDO, Aristides Leo.<em> Os Estádios de Futebol do Estado do Rio de Janeiro: Bola, História e Cultura &#8211; Vol. 3</em>. Rio de Janeiro : Editora Tide Karioca, 2025.</p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20070219080520/http://www.flaestatistica.com/estadioruapaysandu.htm" target="_blank">Site Fla Estatística</a></p>
<p><a href="https://fluminense.com.br/noticia/primeiro-jogo-da-historia-do-fluminense-completa-122-anos" target="_blank">Site Fluminense Futebol Clube</a></p>
<p><a href="https://ge.globo.com/blogs/especial-blog/memoria-ec/post/ilha-do-urubu-nova-aposta-de-estadio-para-o-flamengo.html" target="_blank">Site Globo Esporte</a></p>
<p><a href="https://museuflamengo.com/lugares-historicos/campo-da-rua-paysandu/" target="_blank">Site Museu Flamengo</a></p>
<p><a href="https://www.paissandu.net/index.php/clube/historia" target="_blank">Site Paissandu Atlético Clube</a></p>
</div>
</section>
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		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVII &#8211; Anna Amélia Carneiro de Mendonça e o Zeppelin</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 03:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira publicação da Brasiliana Fotográfica de 2024 e a 17º publicação da série "Feministas, graças a Deus!" foi realizada pela equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, a mais recente instituição parceira do portal. É um artigo sobre a poeta e feminista carioca Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 - 1971) com fotos dela no Rio de Janeiro e de uma viagem que realizou para Istambul, que sediou, no mês de abril de 1935, o XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania. Ao final do artigo, está publicado um brevíssimo perfil de Anna Amélia, escrito por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal. Feliz Ano Novo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No 17º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus!</em> a equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, traz para nossos leitores um pouco da história da poeta e feminista carioca Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971) com fotos dela no Rio de Janeiro e também de uma viagem que realizou para Istambul, que sediou, no mês de abril de 1935, o XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania, e para outros países da Europa. Ela foi a representante do Brasil no evento e a engenheira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a> e Edith Fraenkel (1889 – 1969), que foi a primeira presidente eleita da Associação Brasileira de Enfermagem e uma de suas fundadoras, foram como suplentes. Durante sua vida, Anna Amélia sempre esteve engajada na defesa dos direitos das mulheres, apoiando as iniciativas promovidas pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Federação Brasileira pelo Progresso Feminino</a>, onde foi vice-presidente e lutou pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">voto feminino</a>. Ao final do artigo, está publicado um brevíssimo perfil de Anna Amélia, escrito por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal. Feliz 2024!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34934" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12641" target="_blank"><img class="wp-image-34934 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia8.jpg" alt="annamelia8" width="402" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12641" target="_blank">Retrato de Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça, 1935/ Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/379" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas à Anna Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça do acervo da FGV CPDOC disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34937" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/52699" target="_blank"><img class="wp-image-34937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia10.jpg" alt="annamelia10" width="270" height="180" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/52699" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22685" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12341" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22685" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/confe1.jpg" alt="Revista da Semana, 20 de abril de 1935" width="580" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_03/12341" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>ANNA AMÉLIA E O ZEPPELIN</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Equipe de Documentação da Escola de Ciências Sociais FGV CPDOC</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">O MOTIVO</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania aconteceu em Istambul, entre 18 e 25 de abril de 1935. Até essa data, os congressos da Aliança (International Alliance of Women for Suffrage and Equal Citizenship) eram, majoritariamente, centrados na Europa. A partir de então, a organização procura se aproximar e concentrar suas reuniões em nações do Oriente e da América Latina. Nesse contexto, o décimo segundo congresso acontece, pela primeira vez, fora do eixo europeu, como forma de comemorar junto a movimentos feministas locais e ao governo a recente introdução do direito a voto e outras garantias de igualdade política femininas na Turquia. A delegação brasileira também comemorava o direito ao voto da mulher, recém conquistado em 1932 com a promulgação do novo Código Eleitoral. As delegadas brasileiras foram a engenheira <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank">Carmen Portinho (1903 &#8211; 2001)</a>, a enfermeira Edith Fraenkel (1889 &#8211; 1969) e a poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34899" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia7.jpg"><img class="size-full wp-image-34899" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia7.jpg" alt="  Programa do XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania" width="592" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Programa do XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania / Acervo FGV CPDOC</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Amélia, poeta, tradutora, ativista feminista e estudantil, nasceu em 17 de agosto de 1896, na cidade do Rio de Janeiro. Como outras mulheres de sua época, não foi matriculada em nenhuma instituição de ensino formal, e recebeu educação em seu lar, sendo instruída nos idiomas português, inglês, francês e alemão. Em 1911, com 14 anos de idade, publica seu primeiro livro de poesias &#8211; <em>Esperança</em>.</p>
<p>A participação política de Anna Amélia começa a ganhar destaque quando, em 1929, junto a estudantes universitários e representantes da Escola Naval e da Escola Militar, funda a Casa do Estudante Brasileiro (CEB) e se torna a primeira presidente da instituição. Sua atuação estava voltada para a promoção do intercâmbio cultural entre os estudantes e para a interação entre empresas e alunos, visando auxiliar na busca por empregos e garantindo a compatibilidade com os horários das aulas. Vale ressaltar, que nesse momento surge o primeiro bandejão universitário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34891" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12625" target="_blank"><img class="wp-image-34891 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia2.jpg" alt="Anna Amélia coroada Rainha dos Estudantes do Brasil. Rio de Janeiro (DF), 1929 / Acervo" width="350" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12625" target="_blank">Anna Amélia coroada Rainha dos Estudantes do Brasil. Rio de Janeiro (DF), 1929 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Amélia desempenhou relevante papel no movimento feminista brasileiro. Em 1931, participou do II Congresso Internacional Feminista, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), tendo apresentado a tese &#8211; <em>O problema da habitação para moças-estudantes e o projeto de uma casa para a estudante brasileira na organização da Casa do Estudante do Brasil</em>  &#8211; associando seu ativismo estudantil com a situação feminina, e reivindicando o aumento de mulheres no ensino superior brasileiro. A partir desse momento, ganhou destaque entre as organizações feministas do país, chegando a assumir a vice-presidência da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.</p>
<p>Tornou-se a primeira mulher a integrar a equipe de apuração de votos no Tribunal Superior Eleitoral, fazendo parte da mesa apuradora das eleições. Sua contribuição foi destacada na edição de fevereiro de 1935 do Boletim da Federação Brasileira Pelo Progresso Feminino, onde foi reconhecida como uma das figuras proeminentes que lutaram pelos direitos das mulheres durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1934.</p>
<p>Representante escolhida pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 10 de abril de 1935, Anna Amélia é confirmada, pelo presidente Getúlio Vargas, porta-voz da delegação brasileira no XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania. No dia 11, parte para a Turquia.</p>
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<div id="attachment_34898" style="width: 834px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia6.jpg"><img class="size-full wp-image-34898" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia6.jpg" alt="Passaporte de Anna Amélia / Acervo" width="824" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">Passaporte de Anna Amélia / Acervo FGV CPDOC</p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">VOANDO NO ZEPPELIN</span></p>
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<p>Anna Amélia, acompanhada do marido, Marcos Carneiro de Mendonça (1894 &#8211; 1988), historiador e goleiro do Fluminense, e da filha mais velha, Marcia Cláudia, embarca no dia 11 de abril, no Rio de Janeiro.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12627" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12627/AACM%20foto%20023_46.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12627" target="_blank">Anna Amélia, ladeada por Marcia Cláudia e Marcos Carneiro de Mendonça, durante a viagem de 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>A viagem, a bordo do Zeppelin, teve uma escala em Recife  e durou cinco dias, seguindo pelo mar e pela costa da África e da Europa até seu ponto final, a cidade alemã de Friedrichshafen.</p>
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<div style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12628" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12628/AACM%20foto%20023_4.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="336" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12628" target="_blank">Comandante do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12629" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12629/AACM%20foto%20023_5.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="507" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12629" target="_blank">Cabine de controle do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12630" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12630/AACM%20foto%20023_9.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="518" height="728" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12630" target="_blank">Quarto de passageiros do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12631" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12631/AACM%20foto%20023_7.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12631" target="_blank">Salão de refeições do Zeppelin, 1935 / Acervo FGV CPDOC </a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12631" target="_blank"> </a></p>
<p>Anna Amélia escreve em seu diário sobre o “monstro flutuante”:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Deixando a longe o tapete mágico do litoral brasileiro o Zeppelin conquista o mar alto e o céu amplo. Azul transparente e fluido sobre a nossa cabeça; azul compacto e forte abaixo de nós. Um dia só entre os dois abismos e o monstro flutuante está sobre Marrocos, dominando as cidades alvas que se recortam lá embaixo como detalhadas maquetes de gesso. Depois Gibraltar à espreita, e a Europa que se esforça com as plantas levadas das cordilheiras&#8221;</em> </span>(AACM lit 1972.07.15)</p>
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<div id="attachment_34932" style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/acervo_digital/rede_memoria/brasiliana_fotografica/FGV/aacm_foto023_2b/aacm_foto023_2b.html" target="_blank"><img class="wp-image-34932 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/mapa.jpg" alt="mapa" width="347" height="301" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/acervo_digital/rede_memoria/brasiliana_fotografica/FGV/aacm_foto023_2b/aacm_foto023_2b.html" target="_blank">Mapa da viagem, ressaltando o trajeto através do Oceano Atlântico / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12632" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12632/AACM%20foto%20023_17.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12632" target="_blank">O “azul compacto” do mar, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>O voo chegou à Friedrichshafen, no dia 16 de abril e o Zeppelin sobrevoa a cidade, antes de pousar. Friedrichshafen fica no extremo-sul da Alemanha constituída por pequenas casas, campos de plantação e grandes hangares de estacionamento e construção de dirigíveis.</p>
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<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12633" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12633/AACM%20foto%20023_11.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12633" target="_blank">Sobrevoando Friedrichshafen, 1935. Alemanha / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12634" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12634/AACM%20foto%20023_10.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12634" target="_blank">O porto de Friedrichshafen e os galpões da Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, 1935. Alemanha / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12635" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12635/AACM%20foto%20023_13.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12635" target="_blank">Pousado em Friedrichshafen, 1935. Alemanha / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12636" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12636/AACM%20foto%20023_12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="721" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12636" target="_blank">No hangar, 1935. Friedrichshafen, Alemanha/ Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>De Friedrichshafen, Anna Amélia segue de trem para a Turquia, chegando a Istambul dia 20, e se hospeda no Hotel Continental durante o Congresso.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12637" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12637/AACM%20foto%20023_41.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12637" target="_blank">Istambul, Turquia, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12638" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12638/AACM%20foto%20023_32.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12638" target="_blank"> Istambul, Turquia, 1935 / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p>Anna Amélia escreve em seu diário:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Istambul&#8230; Fica nos meus olhos o encantamento de uma tarde. Os minaretes da cidade velha são braços de ouro sobre a gama do horizonte. Uma voz mágica chama para a prece. E neste momento Istambul é bem o Oriente, e é toda a poesia que eu fui buscar.</em></span> (AACM lit 1972.07.15. p.5)</p>
<p>Anna Amélia se surpreende com o crescente avanço progressista que marcava o país, principalmente, nas questões das mulheres. Ela registra que as mulheres turcas não estavam mais com os &#8220;<em>rostos velados por véus negros</em>&#8221; ou &#8220;<em>encarceradas em harens</em>&#8220;, vivendo em condições cada vez mais igualitárias, ocupando as faculdades &#8211; medicina, direito, jornalismo &#8211; e atuando na política, como deputadas na Assembleia Nacional.</p>
<p>É nessa oportunidade de mostrar a modernidade da nova sociedade turca que o governo do país se organiza junto a seu movimento feminista para receber o XII Congresso da Aliança Internacional de Mulheres pelo Sufrágio e Igualdade de Cidadania.</p>
<p>Além de participar de conferências e votações, Anna Amélia apresenta a candidatura da então presidente da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, a ativista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>, para a Comissão Executiva da  International Alliance of Women for Suffrage and Equal Citizenship. Esse momento de congregação foi também a oportunidade de se aproximar de outras lideranças feministas, como Latife Bekir, política turca, e outros grandes nomes como Nancy Astor e Margery Corbett Ashby.</p>
<p>O ponto alto do evento foi sua palestra no Teatro Municipal de Istambul. Com o discurso “<em>A Mulher Cidadã</em>”, Anna discursa sobre o movimento feminino no Brasil, o dever da mulher cidadã e, principalmente, seu trabalho pela paz universal. Além da oportunidade de se expressar, o congresso foi um momento de aprender, com influências em seu trabalho e ativismo que serão vistos em textos e discursos posteriores.</p>
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<div style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12639" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12639/AACM%20foto%20023_43.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="590" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12639" target="_blank">Anna Amélia (a esquerda na segunda fileira) e outras ativistas femininas e convidados, durante o congresso em Istambul. Na terceira fileira, de chapéu preto, Margery Corbett Ashby, famosa ativista e delegada da Grã Bretanha no evento, 1935. Istambul, Turquia / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12640" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12640/AACM%20foto%20023_77.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12640" target="_blank">Ativistas presentes no congresso. Destaque para a diversidade de etnias e vestimenta, 1935. Istambul, Turquia / Acervo FGV CPDOC</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">A viagem de Anna Amélia e sua família seguiria ainda por outros países da Europa: Hungria, Áustria, Alemanha, Bélgica, França, Inglaterra, Luxemburgo, Suíça, Itália, Mônaco, Espanha e Portugal. Ela retorna ao Rio de Janeiro, de navio, no dia 15 de agosto de 1935, após 95 dias de viagem.</p>
<p>Em 15 de abril de 1936, um ano após a viagem, Anna Amélia dá uma entrevista a uma rádio e afirma<em>:</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Entreguem às mulheres a solução dos desentendimentos internacionais, e verão como se ensina os povos, a tolerância e o bom senso. Nada de canhões atroadores, gases asfixiantes, bombardeios aéreos. Mas palavras sinceras, corações abertos, mãos leais abertas para um gesto fraternal. A mulher quer a paz. E a sua tenacidade provará ao mundo que esse lindo sonho de hoje pode vir a ser a ventura dos homens de amanhã.</em></span> (AACM mf 1936.03.11, 1A)</p>
<p>Em 1976, foi lançado<em> </em>seu diário de viagem,<em> Quatro Pedaço</em>s <em>do Planeta no Tempo do Zeppelin.</em></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia9.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-34936" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia9.jpg" alt="annamelia9" width="219" height="309" /></a></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANNA AMÉLIA: <em>Feminismo no tempo do Zeppelin</em>. Direção: Tarcila Soares Formiga. Rio de Janeiro, 2019. (10min39). Disponível em: <a href="https://youtu.be/l3yvqyO33hg?si=gW_-_8j-PLElZxiO">https://youtu.be/l3yvqyO33hg?si=gW_-_8j-PLElZxiO</a></p>
<p>Arquivo pessoal Anna Amélia Carneiro de Mendonça (FGV CPDOC)</p>
<p><a href="https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=AACM_mf&amp;hf=www18.fgv.br&amp;pagfis=180">https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=AACM_mf&amp;hf=www18.fgv.br&amp;pagfis=180</a></p>
<p>GLEW, Helen. <em>Embracing the language of human rights: International women&#8217;s organizations, feminism and campaigns against the marriage bar, c.1919–1960</em>. Gender &amp; History, Londres, v.35,  p.(780–794), 2023. Disponível em: <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/journal/14680424">https://onlinelibrary.wiley.com/journal/14680424</a></p>
<p>RUPP, Leila J. <em>Worlds of Women: The Making of an International Women&#8217;s Movement.</em> Princeton: Princeton University Press, 1998.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #990000;">Brevíssimo perfil de Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896 &#8211; 1971)</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça, nascida em 17 de agosto de 1896, no Rio de Janeiro, era filha de José Joaquim de Queiroz Jr (1870 &#8211; 1919) e de Laura Palhares Machado (1874 &#8211; 1941); e irmã de Laura Margarida (1898 &#8211; 1995) e Maria José (1911 &#8211; 1984). Esta última foi casada com o jornalista e professor Austregésilo de Athayde (1898 &#8211; 1993), que foi durante muitos anos, entre 1958 e 1993, presidente da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>.</p>
<p>Viveu em Minas Gerais até 1911, quando sua família retornou ao Rio de Janeiro. Sua formação primária e secundária foi proporcionada por diversas preceptoras estrangeiras que se sucederam em sua casa. Ela e suas irmãs aprenderam a falar fluentemente alemão, francês e inglês, e tiveram aulas de Botânica, Geografia, História, Matemática, Música e Pintura.</p>
<p>Casou-se, em 17 de dezembro de 1917, com o mineiro Marcos Carneiro de Mendonça (1894 – 1988), goleiro do Fluminense e o primeiro goleiro da seleção brasileira, considerado o primeiro ídolo do futebol no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/36957" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de dezembro de 1917, quarta coluna</a>), tendo sido presidente do Fluminense Football Club, entre 1941 e 1943. Foi também historiador e escritor. Anna Amélia apaixonou-se por ele, em torno de 1913, quando assistiu a uma partida do América Football Club. Sobre essa paixão, escreveu um poema:</p>
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<div class="page" data-page-number="13" data-loaded="true">
<div class="textLayer" style="text-align: center;">
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">&#8220;Foi sob um céu azul, ao louro sol de maio,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Que um dia eu te encontrei formoso como Apolo,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">E meu amor nasceu num luminoso raio,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Como brota a semente à umidade do solo.</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Havia tanta vida. Era tão verde o campo.</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">E eu senti-me envolver num clarão muito doce,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Esse clarão cresceu, cresceu e acentuou-se</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Como o sol ao raiar pelo horizonte escampo.</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">E eu te amei&#8230; Foi assim–verdes frondes, contai-o</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Que, banhado de luz, entre os beijos de Eolo,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Sob um céu muito azul, ao louro sol de maio,</span></em></div>
<div class="gmail-textLayer"><em><span style="color: #990000;">Um dia te encontrei formoso como Apolo&#8221;. </span></em></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anna Amélia e Marcos tiveram quatro filhos: Márcia Claudia (1918 &#8211; 2012), Eliana Laura (1920 &#8211; 1920), José Joaquim (1921 &#8211; 1999) e Bárbara Heliodora (1923 &#8211; 2015). A partir de 1944, o casal passou a morar no Solar dos Abacaxis, como era conhecido um palacete do século 19 no bairro do Cosme Velho, projeto do arquiteto José Maria Jacinto Rabelo  (1821 – 1871), discípulo do arquiteto Grandjean de Montigny (1776 – 1850). Havia sido construído, em 1843, pelo comendador Borges da Costa, bisavô de Anna Amélia. Deve seu nome aos abacaxis de ferro que enfeitam suas sacadas. Anna Amélia e Marcos foram anfitriões, na mansão, de inúmeras festas e saraus que reuniam artistas, diplomatas, empresários, escritores, estudantes, intelectuais, políticos e personalidades da elite carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34969" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.oguialegal.com/08-solardosabacaxis.htm#:~:text=N%C3%A3o%20h%C3%A1%20placas%20ou%20an%C3%BAncios,da%20arquitetura%20neocl%C3%A1ssica%20do%20Rio." target="_blank"><img class="size-full wp-image-34969" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia15.jpg" alt="Solar dos Abacaxis / O Guia Legal" width="303" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.oguialegal.com/08-solardosabacaxis.htm#:~:text=N%C3%A3o%20h%C3%A1%20placas%20ou%20an%C3%BAncios,da%20arquitetura%20neocl%C3%A1ssica%20do%20Rio." target="_blank">Solar dos Abacaxis / O Guia Legal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anna Amélia traduziu para o português <em>Hamlet</em>, além de outras obras de autoria de William Shakespeare (1564 &#8211; 1616), poeta e dramaturgo inglês, e a caçula do casal, Bárbara Heliodora, foi uma das maiores especialistas, no Brasil, em Shakespeare, além de uma importante crítica teatral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27261" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5715#23" target="_blank"><img class="wp-image-27261 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/miss1.jpg" alt="Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça, 1918 / Memória de Família" width="592" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5715#23" target="_blank">Anna Amélia e Marcos Carneiro de Mendonça, 1918 / Memória de Família </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anna Amélia foi pioneira na introdução do tema do futebol na literatura brasileira com a poesia <em>O Salto, </em>publicada no livro <em>Alma </em>(1922).<em> </em>Seu encantamento com o esporte surgiu de sua convivência com os empregados da Usina Esperança, em Itabirito, em Minas Gerais, de propriedade de seu pai. Segundo Bernardo Buarque de Hollanda (1974-), o poema teria sido composto na casa de Coelho Neto (1864 &#8211; 1934), durante um dos saraus dominicais entre jogadores do Fluminense da década de 1910 e 1920:</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #990000;">O Salto</span></strong></em></p>
<p> <em><span style="color: #990000;">Ao ver-te hoje saltar para um torneio atlético,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Sereno, forte, audaz, como um vulto da Ilíada,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Todo o meu ser vibrou num ímpeto frenético,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Como diante de um grego, herói de uma Olimpíada.</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Estremeci fitando esse teu porte estético,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Como diante de Apolo estremecera a dríada.</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Era um conjunto de arte esplendoroso e poético</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Enredo e inspiração para uma helioconíada</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">No cenário sem par de um pálido crepúsculo</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Tu te lançaste no ar, vibrando em cada músculo</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Por entre as aclamações da massa estusiástica</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Como um deus a baixar o Olimpo, airoso e lépido</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Tocaste o solo, enfim, glorioso ardente, intrépido,</span></em></p>
<div class="gmail-textLayer">
<p><em><span style="color: #990000;">Belo na perfeição da grega e antiga plástica&#8221;.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Outros livros de sua autoria foram <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/6974" target="_blank"><i>Esperanças</i> (1911)</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/39309" target="_blank"><i>Ansiedade</i> (1926)</a>, <i>A Harmonia das coisas e dos seres</i> (1936), <i>Versos que eu digo</i> (1937), <i>Mal de amor</i> (1939), <i>Castro Alves, um estudante apenas</i> (1950), <i>Poemas</i> (1951), <i>50 poemas de Ana Amélia</i> (1957) e <i>Todo mundo</i> (1959).</p>
<p style="text-align: left;">Foi uma das fundadoras, com o teatrólogo Paschoal Carlos Magno  (1906 – 1980) e com a advogada e feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 &#8211; 2001)</a>, entre outros, da Casa do Estudante Brasileiro (CEB), em 13 de agosto de 1929. Foi sua primeira presidente, tornando-se vitalícia no cargo. A CEB foi importante no surgimento do Teatro do Estudante, criado, em 1938, por Paschoal Carlos Magno; e do Teatro Experimental do Negro, de Abdias do Nascimento (1914 &#8211; 2011), fundado em 1944.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34992" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19175" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34992" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia16.jpg" alt="Revista da Semana, 5 de outubro de 1929" width="520" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/19175" target="_blank">Na foto da direita, embaixo, Anna Amélia e Paschoal estão ladeando Gabriela Besanzoni em um evento em prol da Casa do Estudante/ <em>Revista da Semana</em>, 5 de outubro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Seus poemas e crônicas foram publicados em importantes jornais do país como <em>O Globo</em>, <em>O Jornal</em>, <em>A Noite</em> e nas revistas<em> O Cruzeiro, Fon-Fon </em>e<em> Careta, </em>dentre outras.</p>
<p style="text-align: left;">Um dos artigos da edição especial da revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=003581&amp;PagFis=332" target="_blank"><em>Cruzeiro</em>, de 15 de dezembro de 1928</a>, sobre as Praias de Banho no Rio de Janeiro, em Paquetá e em Niterói, intitulado <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/336" target="_blank"><em>Em louvor das praias</em></a>, foi escrito por Anna Amélia, então Rainha dos Estudantes, coroada no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Teatro Municipal do Rio de Janeiro</a>, em 26 de setembro de 1928 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/35576"><em>O Paiz</em>, 26 de setembro de 1928, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi diretora no suplemento feminino do <em>Diário de Notícias</em> e, como já mencionado, a primeira mulher a integrar o Tribunal Superior Eleitoral, fazendo parte da mesa apuradora das eleições de 1934. Foi secretária do Hospital Pró-Matre e presidenta da Associação Brasileira de Educação entre 1941 e 1942.  Em 1942, foi escolhida como representante do Brasil na Comissão Internacional de Mulheres, com sede na União Pan-Americana em Washington, posição que ocupou durante três anos; e, em 1967, foi a convidada do governo de Israel como representante da mulher brasileira no Congresso Internacional Feminino pela Paz e Desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu no Rio de Janeiro, em 31 de março de 1971, de ataque cardíaco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_06/92343" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 2 de abril de 1971</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/114112" target="_blank"><em>Manchete</em>, 24 de abril de 1971</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34938" style="width: 457px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/207980" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34938" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia11.jpg" alt="Jornal do Brasil, 13 de abril de 1971" width="447" height="352" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/207980" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 13 de abril de 1971</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Pouco mais de um ano depois de sua morte, foi publicado um depoimento do jornalista, crítico de arte e  professor Mário Barata (1921 &#8211; 2007) sobre ela, a <em>brasileira perfeita&#8230;síntese feminina de quatro séculos e meio de caminho para a civilização, de origem lusa, nos trópicos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/13124" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1972, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34952" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/114113" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34952" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/annamelia14.jpg" alt="Anna Amélia / Manchete, de 1971" width="372" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/004120/114113" target="_blank">Anna Amélia / <em>Manchete</em>, 24 de abril de 1971</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1976, quase cinco após seu falecimento, foi lançado<em> </em>seu diário de viagem,<em> Quatro Pedaço</em>s <em>do Planeta no Tempo do Zeppelin</em>, pela Archimedes Edições (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_16/39167" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de janeiro de 1976</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Assista aqui <a href="https://www.youtube.com/watch?v=l3yvqyO33hg" target="_blank"> <em>Anna Amélia &#8211; Feminismo no tempo do Zeppelin</em>, dirigido e roteirizado por Tarsila Soares Formiga, produzido na Oficina de Audiovisual em Sala de Aula, ofertada pelo Núcleo de Audiovisual e Documentário da FGV CPDOC em 2019.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">*Andrea C.T. Wanderley é editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #990000;">Fontes:</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">ARAÚJO, D. <em><a href="https://periodicos.ufmg.br/index.php/fulia/article/view/38766/32096" target="_blank">Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça: a introdução do futebol na poesia do Brasil</a>.</em> FuLiA/UFMG [revista sobre Futebol, Linguagem, Artes e outros Esportes], <i>[S. l.]</i>, v. 7, n. 3, p. 16–39, 2023. DOI: 10.35699/2526-4494.2022.38766. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/fulia/article/view/38766.</p>
<p style="text-align: left;">DUARTE, Constância Lima. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/ldasilva,+INTER3_Pg_22_30%20(1).pdf" target="_blank"><em>Anna Amélia: militância e paixão</em></a>. Interdisciplinar v. 3, n. 3, p. 22-30 &#8211; jan/jun de 2007</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">MONTEIRO, Alessandra Nóbrega; COSTA, Anna Beatriz Oliveira Menezes. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/1979-Texto%20do%20artigo-3095-1-10-20220915.pdf" target="_blank"><em>Anna Amélia: feminismo brasileiro à luz de um arquivo pessoal.</em></a> Revista Discente Ofícios de Clio, Pelotas, vol. 6, n° 10 | janeiro – junho de 2021.</p>
<p style="text-align: left;">SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). <em>Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.abe1924.org.br/quem-somos/galeria-dos-presidentes/100-anna-amelia-c-de-mendonca" target="_blank">Site Associação Brasileira de Educação</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://memoriadefamilia.com.br/index.php?apg=arvore&amp;idp=5768" target="_blank">Site Memória de Família</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui os outros artigos da Série “Feministas, graças a Deus!&#8221;</strong></span></p>
<div class="entry-content">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19943">Série “Feministas, graças a Deus!” I – Elvira Komel, a feminista mineira que passou como um meteoro, publicado em 25 de julho de 2020, de autoria da historiadora Maria Silvia Pereira Lavieri Gomes, do Instituto Moreira Salles, em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20151">Série “Feministas, graças a Deus!” II  – Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993), o jequitibá da floresta, publicado em 20 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354">Série “Feministas, graças a Deus!” III  – Bertha Lutz e a campanha pelo voto feminino: Rio Grande do Norte, 1928, publicado em 29 de setembro de 2020, de autoria de Maria do Carmo Rainha, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588">Série “Feministas, graças a Deus!” IV  – Uma sufragista na metrópole: Maria Prestia (? – 1988), publicado em 29 de outubro de 2020, de autoria de Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21770" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” V – Feminista do Amazonas: Maria de Miranda Leão (1887 – 1976),<em><strong> </strong></em>publicado em 26 de novembro de 2020, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, mestre em História e pesquisadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16746">Série “Feministas, graças a Deus!” VI – Júlia Augusta de Medeiros (1896 – 1972) fotografada por Louis Piereck (1880 – 1931), publicado em 9 de dezembro de 2020, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil, publicado em 26 de fevereiro de 2021, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22326" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” VIII – A engenheira e urbanista Carmen Portinho (1903 – 2001), publicado em 6 de abril de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23174" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” IX – Mariana Coelho (1857 – 1954), a “Beauvoir tupiniquim”, publicado em 15 de junho de 2021, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24659" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” X – Maria Luiza Dória Bittencourt (1910 – 2001), a eloquente primeira deputada da Bahia, publicado em 25 de março de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XI e série “1922 – Hoje, há 100 anos” VI – A fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, publicado em 9 de agosto de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XII e série “1922 – Hoje, há 100 anos” XI – A 1ª Conferência para o Progresso Feminino, publicado em 19 de dezembro de 2022, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, historiadora do Arquivo Nacional</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31236" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIII – E as mulheres conquistam o direito do voto no Brasil!, publicado em 24 de fevereiro de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31474" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XIV – No Dia Internacional da Mulher, Alzira Soriano, a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, publicado em 8 de março de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31902%20" target="_blank">Série “Feministas, graças a Deus!” XV – No Dia dos Povos Índígenas, Leolinda Daltro,”a precursora do feminismo indígena” e a “nossa Pankhurst, publicado em 19 de abril de 2023, de autoria de Andrea C T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32513" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Feministas, graças a Deus!” XVI – O I Salão Feminino de Arte, em 1931, no Rio de Janeiro, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 30 de junho de 2023</span></a></p>
<p style="text-align: left;"> <a style="color: #800000;" href="%20https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35687" target="_blank">Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XVIII &#8211; Júlia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), a &#8220;escritora da Belle Époque tropical&#8221;, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2024</a></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil do futebol, uma paixão nacional</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2022 11:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Uriel Malta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30600</guid>
		<description><![CDATA[Hoje a seleção brasileira de futebol estreia na Copa do Mundo do Catar jogando contra a Sérvia em busca do hexacampeonato e a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias dos estádios de futebol dos clubes cariocas Botafogo e Fluminense. Diversos jogadores que fizeram a glória do Brasil em copas do mundo e em outros campeonatos internacionais vieram destes dois times de futebol, dentre eles Amarildo, Castilho, Didi, Félix, Garrincha, Jairzinho, Marcos Carneiro de Mendonça, Nilton Santos, Paulo César e Zagallo. A imagem do estádio do Botafogo foi produzida, em 1º de abril de 1941, por Uriel Malta. As do Fluminense são fotos aéreas, uma de autoria de Jorge Kfuri e a outra da Escola de Aviação Militar.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje a seleção brasileira de futebol estreia na Copa do Mundo do Catar jogando contra a Sérvia em busca do hexacampeonato e a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias dos estádios de futebol dos clubes cariocas Botafogo e Fluminense. Diversos jogadores que fizeram a glória do Brasil em copas do mundo e em outros campeonatos internacionais vieram destes dois times de futebol, dentre eles Amarildo (1939-), Castilho (1927 &#8211; 1987), Didi (1928 &#8211; 2001), Félix (1937 &#8211; 2012), Garrincha (1933 &#8211; 1983), Jairzinho (1944-), Marcos Carneiro de Mendonça (1894 &#8211; 1988), Nilton Santos (1925 &#8211; 2013), Paulo César (1949-) e Zagallo (1931-).</p>
<p>A imagem do estádio do Botafogo foi produzida, em 1º de abril de 1941, por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1322" target="_blank">Uriel Malta (1910 – 1994), filho do alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), </a>que foi fotógrafo da prefeitura do Rio de Janeiro entre 1903 e 1936.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4589" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4589/BR%20RJAGCRJ.SGEC.DHD.AM.PDF.PURM.NG.2127.5698.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="719" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4589" target="_blank">Uriel Malta. Clube Botafogo de Futebol e Regatas, 1º de abril de 1941. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das fotos do Fluminense Football Club foi produzida, em torno de 1921, pelo autor das primeiras fotografias aéreas do Rio de Janeiro, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8819" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8819/007ALA068.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="704" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8819" target="_blank">Jorge Kfuri. Vista aérea do bairro de Laranjeiras; destaque para o Palácio Guanabara e para o Fluminense Futebol Clube, c. 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A outra, de 19 de julho de 1935, foi produzida pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19006" target="_blank">Escola de Aviação Militar</a>, cujo setor responsável pela atividade de fotografar era a Seção Foto e estava vinculada às escolas de aviação que formavam pilotos e observadores aéreos, além de funcionar como uma “escola técnica de aviação” que formava também militares especializados em fotografia e em toda a técnica envolvida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7900" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7900/Alb0067%20165%20CT.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7900" target="_blank">Escola de Aviação Militar. Estádio do Fluminense Futebol Clube, 19 de julho de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve história da chegada do futebol no Brasil</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2017/11/charles-miller-na-inglaterra.html" target="_blank"><img class="" src="https://1.bp.blogspot.com/-z4VSxDY6tik/WhjMuZKCi7I/AAAAAAAALoI/WhPqbSb49bcbXei2H4Epyaumf3yzVUMEQCLcBGAs/s640/miller.jpg" alt="" width="466" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2017/11/charles-miller-na-inglaterra.html" target="_blank">Charles Miller, com 19 anos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi o paulista Charles Miller (1874 – 1953) que trouxe o futebol para o Brasil. Filho de britânicos, após uma estadia na Inglaterra, de 1884 a 1894, retornou ao Brasil trazendo duas bolas de futebol, um livro de regras e dois jogos de uniformes. A primeira partida aconteceu em 14 de abril de 1895: uma disputa entre os funcionários da Companhia de Gás e da São Paulo Railway, na Várzea do Carmo, em São Paulo. A equipe de Miller, a São Paulo Railway, derrotou a adversária por 4 x 2. O pioneirismo de Miller é contestado por alguns historiadores que afirmam que o futebol já era praticado no Brasil na década de 1870.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Retrospectiva dos campeões e da classificação do Brasil em Copas do Mundo</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.tudorondonia.com/uploads/14-03-22-yf5fq2cggu1e53f.jpg" alt="Faltam poucos meses: expectativas do Brasil para a Copa do Mundo do Catar" width="326" height="193" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O Brasil é o único país que participou de todas as edições de copas do mundo e já sediou duas delas, em 1950 e em 2014. Além disso é o maior vencedor da competição, com cinco títulos: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Copa do Mundo do Uruguai. Campeão: Uruguai. Brasil: 6º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da Itália. Campeão: Itália. Brasil: 14º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da França. Campeão: Itália. Brasil: 3º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; Copa do Mundo do Brasil. Campeão: Uruguai. Brasil: vice-campeão</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1954</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da Suíça. Campeão: Alemanha. Brasil: 5º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1958</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da Suécia. Campeão: Brasil</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong> </span>- Copa do Mundo do Chile. Campeão: Brasil</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1966</strong> </span>- Copa do Mundo da Inglaterra. Campeão: Inglaterra. Brasil: 11º lugar</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1970</span> </strong>- Copa do Mundo do México. Campeão: Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1974</strong> </span>- Copa do Mundo da Alemanha Ocidental. Campeão: Alemanha. Brasil: 4º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Copa do Mundo da Argentina. Campeão: Argentina. Brasil: 3º lugar</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1982</strong> </span>- Copa do Mundo da Espanha. Campeão: Itália. Brasil: 5º lugar</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1986 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo do México. Campeão: Argentina. Brasil: 5º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1990 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo da Itália. Campeão: Alemanha. Brasil: 9º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1994 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo dos Estados Unidos. Campeão: Brasil</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1998 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo da França. Campeão: França. Brasil: vice-campeão</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2002</span></strong><span style="color: #000000;"> -</span> <span style="color: #000000;">Copa do Mundo da Coreia do Sul e Japão.</span><strong><span style="color: #800000;"> </span></strong><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">Campeão: Brasil</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2006 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo da Alemanha. Campeão: Itália. Brasil: 5º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2010 </span></strong><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo da África do Sul. Campeão: Espanha. Brasil: 6º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2014</span></strong><span style="color: #000000;"> &#8211; Copa do Mundo do Brasil. Campeão: Alemanha. Brasil: 4º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2018 </span></strong><span style="color: #000000;">-  Copa do Mundo da Rússia. Campeão: França. Brasil: 6º lugar</span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">2022 </span></strong><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">- Copa do Mundo do Catar. Campeão: ? Brasil: ?</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/fifa.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-30606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/fifa.jpg" alt="fifa" width="202" height="185" /></a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica agradece à colaboração do talentoso caricaturista Cássio Loredano, uma enciclopédia do futebol, para elencar os jogadores do Botafogo e do Fluminense.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5695" target="_blank">Link para o artigo <em>Dia Nacional do Futebol</em>, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 19 de julho de 2016.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4310" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4310/039333.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="299" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4310" target="_blank">Anônimo. O foot-ball na Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará, 1917. Fortaleza, Ceára / Acervo DPHDM</a></p></div>
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		<title>Dia Nacional do Futebol</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 14:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional do Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha]]></category>
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		<description><![CDATA[No Dia Nacional do Futebol, a Brasiliana Fotográfica homenageia o esporte mais popular do Brasil com a fotografia O foot-ball na Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará, de 1917. Sob o título de Companhia de Aprendizes-Marinheiros, a escola foi criada em 26 de novembro de 1864, mas foi instalada somente em 26 de fevereiro de 1865. A imagem destacada pertence ao acervo da Diretoria de Patrimônio Histórico da Marinha, uma das parceiras do portal. O Dia Nacional do Futebol foi instituído pela Confederação Brasileira de Desportos e a data foi escolhida porque o Sport Club Rio Grande, fundado em 19 de julho de 1900, é o mais antigo time de futebol brasileiro em atividade. 

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				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Nacional do Futebol, a Brasiliana Fotográfica homenageia o esporte mais popular do Brasil com a fotografia <em>O foot-ball na Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará</em>, de 1917. Sob o título de Companhia de Aprendizes-Marinheiros, a escola foi criada em 26 de novembro de 1864, mas foi instalada somente em 26 de fevereiro de 1865. A imagem destacada pertence ao acervo da Diretoria de Patrimônio Histórico da Marinha, uma das parceiras do portal. O Dia Nacional do Futebol foi instituído pela Confederação Brasileira de Desportos e a data foi escolhida porque o Sport Club Rio Grande, fundado em 19 de julho de 1900, é o mais antigo time de futebol brasileiro em atividade. O Congresso Nacional oficializou a data (<a style="line-height: 1.5;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_10&amp;PagFis=83028" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de julho de 1984, na última coluna</a><span style="line-height: 1.5;">).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 732px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4310" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4310/039333.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="722" height="307" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4310" target="_blank">Anônimo. O foot-ball na Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará, 1917. Fortaleza, Ceára / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O futebol chegou ao Brasil pelas mãos do paulista Charles William Miller (1874 &#8211; 1953), filho de um inglês e de uma brasileira. Após 10 anos estudando na Inglaterra, em 1894, Miller chegou ao Brasil, vindo de Southampton, a bordo do paquete inglês <em>Magdalena</em>, para trabalhar na São Paulo Railway. Trouxe duas bolas usadas, um par de chuteiras, um livro com as regras do futebol, uma bomba de encher bolas e uniformes usados ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=11047" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de outubro de 1894, na sexta coluna, sob o título &#8220;Movimento Marítimo&#8221; </a>). Aproximadamente um ano depois, em 14 de abril de 1895, foi realizada a primeira partida de futebol do Brasil, na Várzea do Carmo, em São Paulo, onde atualmente está localizado o Largo do Gasômetro. Foi disputada entre os funcionários da Companhia de Gás de São Paulo (<em>Gas Company of São Paulo</em>) e da Companhia Ferroviária de São Paulo (São Paulo Railway). O time de Charles Miller venceu por 4 a 2. Segundo o historiador John Mills, autor do livro <em>Charles Miller, o Pai do Futebol Brasileiro</em>,  o único documento que existe sobre esse jogo é o depoimento que Miller deu ao jornalista Thomaz Mazzoni , que foi publicado na <em>Gazeta Esportiva</em>, em 1942. Alguns historiadores contestam o pioneirismo de Charles Miller.</p>
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